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REVISTA BUSINESS PORTUGAL TEMA

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www.revistabusinessportugal.pt


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REVISTA BUSINESS PORTUGAL EDITORIAL

Editorial

FICHA TÉCNICA Diretor Fernando Silva

EDITORA

as melhores das melhores Por Diana Ferreira

Diana Ferreira (diana.ferreira@revistabusinessportugal.pt)

REDAÇÃO Diana Sanches Luana Freire Márcia Cardoso Kathleen Araújo Sara Gomes Síliva Correia Ana Miguel Lopes Rita Burmester Sílvia Martins Vanessa Teixeira (redacao@revistabusinessportugal.pt)

PROJETO GRÁFICO, PAGINAÇÃO E DESIGN Tiago Rodrigues

SECRETARIADO Paula Assunção

Passando a redundância, as ‘melhores das melhores’ parece-me a forma mais acertada e correcta de falar, uma vez mais, das PME Excelência. São, de facto, várias as empresas que merecem ganhar destaque na Revista Business Portugal, e nesta edição de Abril tornamos a trazer às nossas páginas alguns dos melhores exemplos nacionais. Sentimos que este é o nosso papel, trazer ao ‘papel’ as empresas que têm contribuído para a economia nacional, para a taxa de desemprego ir descendo um pouco todos os dias, para um Portugal melhor. Mas nem só as Excelência figuram nesta edição. As Empresas Gazela também merecem destaque por se tratarem de organizações inovadoras, capazes de se posicionarem de forma diferenciadora nos mercados, onde afirmam a sua competitividade e constroem sucesso a um ritmo acelerado, contribuindo fortemente para a criação de postos de trabalho, mesmo em tempo de estagnação económica. Deixamos-lhe ainda algumas sugestões para estas mini-férias da Páscoa. Se vai estar no norte do país, aproveite para visitar Vila Nova de Gaia, uma cidade reconhecida por todos por ser a guardiã de uns dos néctares mais característicos de Portugal, o inconfundível Vinho do Porto. Se vai estar mais para sul, convidamo-lo a visitar Sintra, uma cidade rodeada por uma paisagem única que deixa todos rendidos à sua beleza. Estas são apenas algumas das razões para não perder mais uma edição da Revista Business Portugal. E que boas razões, não concorda?

(paula@revistabusinessportugal.pt) Diana Ferreira não segue o novo acordo ortográfico

GESTÃO DE COMUNICAÇÃO Cátia Fernandes Fernando Lopes Filipe Amorim Isabel Brandão José Machado José Alberto Luís Branco

alguns destaques da edição de abril

06 - fametal

Luís Silva Mariana Castro Lemos Manuel Fernando

10 - cottonanswer

Nuno Ferraria Paulo Padilha Pedro Paninho

EDIÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE

DESIGN DE INTERIORES

Rua Engº Adelino Amaro da Costa nº15 6ºandar sala 6.1/6.2 4400-134 - Mafamude (geral@revistabusinessportugal.pt)

PME EXCELÊNCIA

Tlf: 224 109 098 (Redação)

17 - Necton 20 - Hotel Dunamar 34 - Fonseca e Alves

A REVISTA BUSINESS PORTUGAL NAS REDES SOCIAS

EMPRESAS GAZELA

CONTACTOS Tlf: 223 754 806 (Geral)

64 - GF Interiores 68 - Green Apple

PORTUGAL EM DESTAQUE 124 - Duplos Gemini 130 - Quinta Vila Verde

46 - Enervel 48 - Helder Coelho Ferreira 54 - Formadexegar DISTRIBUIÇÃO Gratuita no Jornal i - Dec. Regulamentar 8/99-9/6 Artº 12º nº. ID Depósito Legal: 374969/14 Edição de abril

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internacionalizar para crescer

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orque cada vez mais a nossas empresas são motivo de orgulho, nesta edição mostramos aquelas que são relevantes não só pelo sucesso no mercado nacional como também no mercado externo. Cada vez mais assistimos a um Portugal exportador que é possuidor de uma riqueza internacional, fazendo deste modo com que as nossas empresas cresçam cada vez mais. No ano de 2014, o nosso país conheceu o melhor ano das exportações e prevê-se neste ano um futuro ainda melhor. Conheça a empresa Fametal que desde 1964 é uma das principais empresas no mercado nacional e internacional das construções metálicas. Reconhecida pela excelência e determinação, a empresa tem conquistado a satisfação e confiança dos seus clientes pelo rigor e qualidade do trabalho que desenvolve. Conheça também a Cottonanswer, uma empresa recente no mercado que em apenas dois anos o crescimento foi bastante significativo, sendo o comércio internacional o mais impulsionador desta empresa, e ainda a empresa Gastão Cunha e Ferreira, consultores em propriedade industrial, orgulha-se nos dias de hoje, de ter uma equipa jovem e dinâmica, com especialistas de diversas áreas. Preparada para o futuro, a empresa pretende desenvolver diversas iniciativas, novidades e eventos que reforçarão a consciência de fazer sempre mais e melhor. Apostar na internacionalização tem sido o forte destas empresas, aposte também e conheça o tecido empresarial que é um sucesso no estrangeiro e que lhe damos a conhecer.


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Referência nacional em estruturas metálicas fametal Fundada em 1964 pelas mãos de José Ferraz, a Fametal é hoje uma das principais empresas no mercado nacional e internacional das construções metálicas. Outrora administrada pelos dez herdeiros do seu fundador, hoje são Gualberto Ferraz e Augusto Ferraz que comandam esta empresa sedeada em Ourém, reconhecida pela sua excelência e determinação. Passado mais de meio século de existência, a Fametal é hoje uma organização sólida, bem-sucedida e uma referência nacional e internacional no mercado da construção metálica.

rui faria, máriO ferreira, Gualberto ferraz e clarisse ferraz Diretor Financeiro e Administradores da Fametal e Alaço

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om dez filhos, José Ferraz dividiu irmãmente a sua empresa pelos mesmos. Quis a vida que hoje apenas Gualberto Ferraz e Augusto Ferraz continuassem este projeto familiar, aos quais já se juntaram Clarisse Ferraz, filha de Gualberto Ferraz e Sofia Ferraz filha de Augusto Ferraz, enquanto administradoras da Fametal e também da Alaço, uma empresa nascida do seio da Fametal e complementar ao trabalho aí desenvolvido. Em 1972 dá-se um dos marcos que marcam a história da empresa nacional. A Fametal torna-se pioneira em Portugal na construção e fabrico de estruturas metálicas utilizando vigas metálicas de alma cheia. “Inicialmente, o know-how para a produção destas estruturas vinha de

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uma empresa francesa, e foi assim que nos tornamos a primeira empresa portuguesa a produzir este tipo de produtos”, refere Gualberto Ferraz. “O nosso mercado, nessa altura, era maioritariamente nacional, mas graças ao grau de inovação que trouxemos à época, fomos conquistando algum mercado estrangeiro, como é exemplo Cabo Verde e Angola”, explica o nosso interlocutor. “Quando em Portugal só se utilizavam estruturas em treliça, nós ficamos conhecidos pela implementação do pórtico de alma cheia”, acrescenta. Estávamos em 1975. Questionado sobre as mais valias da utilização deste material nas suas estruturas, Gualberto Ferraz aponta essencialmente a capacidade de tornar a produção e a

montagem mais fácil, “assim como o preço, permite que a obra fique substancialmente mais barata”.

Elementos distintivos A Fametal conta com 80 colaboradores fixos, sendo que quando o volume de trabalho a isso obriga, recorrem à subcontratação. A qualidade, o cumprimento dos parâmetros estabelecidos assim como os prazos são as principais características desta equipa de Ourém. Rui Faria, diretor financeiro, explicou à Revista Business Portugal que todos os projetos são estudados minuciosamente, “de modo a que consigamos optimiza-los, apresentando aos clientes propostas de qualidade, dentro das soluções


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que disponibilizamos”. O prazo de entrega e os custos são dois dos fatores mais importantes e com maior peso aquando da decisão por parte do cliente. “Fazer rápido e barato, muitos fazem, o problema, não raras vezes, está em aliar estas duas componentes ao fazer bem”, refere. “Aqui, na Fametal, temos essa capacidade. Há vários fatores que contribuem para esta nossa capacidade de resposta, como são exemplo os nossos colaboradores, a maquinaria especializada, mas também o conhecimento. Estamos preocupados desde sempre em manter o nosso compromisso de qualidade, pelo que temos vindo a apostar na inovação tecnológica e em novas soluções construtivas, estruturadas na excelência do nosso engenho e know-how”.

Recursos humanos VS inovação “Aqui, a experiência de alguns, é complementada com a irreverência dos mais novos”, afirma Rui Faria. “Em algumas situações estes dois fatores jogam muito bem um com o outro”, acrescenta. Obviamente que uma equipa de recursos humanos de excelência aliada à melhor tecnologia e inovação são a cereja no topo do bolo. “A nível de equipamentos, produção e meios informáticos possuímos tudo o que é topo de mercado”. A título de exemplo, durante 20 anos, a Fametal foi fiel a uma empresa internacional que se dedica à produção de software para construção em 3D das estruturas. “Passados 20 anos, em 2014, tomamos a decisão de quebrar esta aliança porque começaram a surgir outras empresas mais evoluídas, com um nível tecnológico superior e é isso que procuramos, aliarmo-nos aos mais fortes para que possamos, também nós, crescer e tornarmo-nos mais fortes no mercado”, refere Gualberto Ferraz. Com um percurso sempre crescente, não só no mercado nacional mas também internacional, Gualberto Ferraz faz questão de frisar que tal se deve em grande parte à educação e formação que tanto ele como os seus irmãos receberam do seu pai. “Fomos crescendo porque gostam do nosso trabalho. E gostam do nosso trabalho porque somos sérios, honestos e trabalhadores, características que adquirimos do nosso pai, que nos educou dessa forma e devemos-lhe isso”. Esse crescimento é também notório no aumento substancial das instalações da Fametal. Inicialmente, esta empresa de Ourém contava com uma área de produção de 700 m2. Hoje, desenvolve a sua produção numa área de 24.000 m2, divididas em duas unidades. Em complemento ao trabalho desenvolvido na Fametal, nasce a Alaço, onde são feitos os revestimentos metálicos para as estruturas aqui produzidas. “Importávamos tudo de Itália e Espanha para os revestimentos e em 1981 decidimos passar a ser produtores do que era necessário para os revestimentos. E agora, curiosamente, exportamos para os países onde outrora fomos importadores, e outros”, graceja o administrador, fazendo questão de referir que nos últimos anos a crise tem sido bastante acentuada, “mas conseguimos dar a volta por cima”.

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A internacionalização Questionado sobre a conquista do mercado alémfronteiras, Gualberto Ferraz afirma, com gosto, que hoje em dia já não sente necessidade de apresentar a sua empresa a novos potenciais clientes. “Quando comunicamos que somos a Fametal, os profissionais reconhecem-nos de imediato e têm excelentes referências ao nosso trabalho”, afirma. A porta a outros mercados foi aberta, em grande parte, através de empresas nacionais que adjudicaram obras no exterior e levaram consigo as estruturas da Fametal. “Foi assim que conquistamos o mercado francês”, elucida Rui Faria. “Atualmente, o mérito já é nosso e também do país, uma vez que no estrangeiro as empresas têm a referência de que os produtos portugueses são de excelente qualidade”, acrescenta o diretor financeiro. Com uma estratégia bem definida e a longo prazo, a empresa de Ourém tem crescido substancialmente no mercado externo, com maior incidência em França, tendo já aberto aí uma empresa. “As regras da construção assim o exigiram e uma vez que é um mercado com grande exponencial, decidimos apostar em força, com a criação de uma empresa em território francês”. Além de França, a Fametal já está também em Angola, Cabo Verde, Congo, Marrocos e até Porto Rico.

Serviços disponibilizados O mercado da construção é muito vasto, pelo que o leque de trabalhos disponibilizados pela Fametal é imenso. “Atuamos em várias áreas, desde que impliquem o fabrico e montagem de edifícios metálicos, nomeadamente armazéns, aeroportos, recintos desportivos, retail parks, centros comerciais e edifícios administrativos”, explica-nos Mário Ferreira, um dos administradores da Fametal. Aptos para fabricação e montagem, Gualberto Ferraz e a sua equipa projetam, planeiam e produzem o fabrico de estruturas metálicas, de remates, caleiras e revestimentos. No que diz respeito à montagem de estruturas e revestimentos, estão habilitados para a montagem todos os produtos referidos anteriormente. Os serviços de montagem e construção são planeados para que sejam executados no mais curto espaço de tempo e em perfeita segurança.

Passado, presente e futuro Desde a sua fundação que a Fametal pretende acrescentar valor ao mercado das estruturas metálicas de modo inovador, diferenciado e competitivo, tanto a nível nacional como internacional. “A nossa equipa tem como principal missão primar pela qualidade e excelência dos trabalhos que executamos, com inovadores processos de conceção, fabricação e montagem, com vista ao reconhecimento e satisfação das necessidades dos nossos clientes”, refere o administrador. Questionado sobre a sua estratégia, a mesma passa pela orientação para o mercado, promovendo única e exclusivamente a satisfação do cliente. “Temos como

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objetivo também a criação de valor, apostando na inovação e desenvolvimento dos produtos e serviços, além da motivação dos nossos recursos humanos, cativando os nossos colaboradores para o sucesso da empresa, ou seja, para o sucesso de todos”.

Referência nacional É possível encontrar várias obras com o selo de garantia Fametal um pouco por todo o país. São exemplo a Torre de S. Rafael, no Parque das Nações, a Marina de Tróia, em Setúbal, as piscinas do Estádio Universitário e o Teatro de Camões, ambos em Lisboa, o edifício da Logic, na Póvoa de Santa Iria, o da Novaqui, em Tábua, o da Tomix, em Torres Vedras, o Pavilhão Multiusos de Moscavide, a Adega da Herdade da Mingorra, na cidade de Beja, a estação de comboio do Areeiro e até o aeroporto de Faro ou o aeroporto João Paulo II nos Açores. Se formos além-fronteiras, encontramos a Fametal em alguns edifícios de grandes marcas internacionais, nomeadamente a Louis Vuitton.

A Alaço Sendo uma componente do trabalho efetuado pela Fametal, a Alaço iniciou a sua atividade com a produção de chapas isotérmicas e perfiladas com diversos perfis nas qualidades pré-lacada, aluzinco e galvanizada. Mais tarde, passou a dedicar-se igualmente ao fabrico do painel de poliuretano, constituído por duas chapas metálicas. A empresa, também ela de Ourém, produz ainda todos os acessórios complementares a esses produtos principais. As chapas e os painéis de poliuterano destinam-se a coberturas e revestimentos de fachadas de edifícios destinados a diversos fins, nomeadamente edifícios industriais, mas também habitacionais, aeroportos, piscinas e até mesmo hospitais. Emprega atualmente cerca de 60 pessoas.


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Quando o património de uma empresa são as pessoas Quando o património de uma empresa são as pessoas REVISTA BUSINESS PORTUGAL INTERNACIONALIZAR PARA CRESCER

COTTONANSWER

Falar na Cottonanswer é muito mais do que falar numa empresa de malhas. Surgida em 2013, quando a conjuntura forçou imensas empresas da indústria têxtil a encerrar as suas portas, António Santos adquiriu as instalações fabris de uma empresa em dificuldades, recuperando todo o seu património material e recursos humanos. Por muitos, é admirado pela sua atuação social, por outros pelo seu cottonanswer caráter inovador e pela lufada de ar fresco que traz a uma indústria ainda muito conservadora. Conheça esta empresa de Barcelos e Falar nacom Cottonanswer mais do aniversário. que falar numa empresa de malhas. Surgida em 2013, quando a conjuntura forçou celebre a sua equipaé omuito seu segundo imensas empresas da indústria têxtil a encerrar as suas portas, António Santos adquiriu as instalações fabris de uma empresa em dificuldades,recuperando todo o seu património material e recursos humanos. Por muitos, é admirado pela sua atuação social, por outros pelo seu caráter inovador e pela lufada de ar fresco que traz a uma indústria ainda muito conservadora. Conheça esta empresa de Barcelos e celebre com a sua equipa o seu segundo aniversário.

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Cottonanswer é uma empresa que “A Cottonanswernasce é umanum empresa que nasce novo novo projeto que num pretende projeto que pretende toda a área têxtil”, revitalizarrevitalizar toda a área têxtil”, começa por referir António da empresa começa porSantos, referir CEO António Santos, durante a nossa visita. “Nascemos já com o know how CEO da empresa durante a nossa visita. “Nascemos já das pessoas que aqui trabalhavam”. com o know how das pessoas que aqui trabalhavam”. Mas recuemos até ao início desta história. Dispostos Mas recuemos até ao início desta história. Dispostos a a marcarem e revitalizarem a indústria têxtil, António marcarem e revitalizarem a indústria têxtil, António Santos Santos e a sua equipa adquiriram umas antigas e a sua equipa antigaseminstalações instalações fabrisadquiriram de uma umas empresa Barcelos, fabris de uma empresa em Barcelos, ficando com as e ficando com as suas valencias, equipamentos suas valencias, Aliás, equipamentos e colaboradores. Aliás, colaboradores. José Morais, diretor financeiro, José Morais, diretor financeiro, revela à Revista Business revela à Revista Business Portugal que: “Não Portugal que “não consideramos ninguém consideramos ninguém descartável, muitodescartável, menos as muito menos pessoas uma Daí idadeque superior. Daí pessoas com as uma idade com superior. os nossos 87 tivesseminiciais uma tivessem idade superior quetrabalhadores os nossos 87iniciais trabalhadores uma idade superior a 50 anos”. “Fizemos uma mescla nestes dois anos que estamos a

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nome”, afirma José Morais, dizendo que inicialmente muitos em António BarcelosSantos acreditavam de quem aquipopulares quis continuar, afirma queque se tratava apenas de uma aquisição da empresa anterior partilhou com os seus colaboradores que pretendia uma e consequentemente uma continuação, o que não é nova atitude e que, por isso mesmo, todos partiam em o caso pois não existem nenhuns pontos de contacto pé de igualdade, “inclusivamente tendo vantagem sobre entre as empresas. mim,Questionado pois já conheciam cantos àinicial casa. de Masquem quis aqui sobre os a reação deixar claro que todos tinham aqui uma oportunidade e quis continuar, António Santos afirma que partilhou que com não trazia ideias pré-concebidas em relação a nada os seus colaboradores que pretendia uma nova nematitude ninguém”. e que, por isso mesmo, todos partiam em pé Engenheiro têxtil “inclusivamente de formação, tendo Antóniovantagem Santos sobre de igualdade, uma indústria ainda muito parada laborar, aproveitando todas as capacidades de quem cá acredita mim,que poisesta já éconheciam os cantos à casa. Mas quis a 50 anos”. deixar claro que todos tinham uma oportunidade “na qual se pedia aos aqui funcionários que, estava. Hoje, somos 160 trabalhadores e não raras vezes no tempo, “Fizemos uma mesclaoutras nestesempresas dois anos estamosenquanto e queestivessem não trazianoideias pré-concebidas em não relação a seu posto de trabalho, que temos que subcontratar paraque darmos a laborar, todas capacidades de quempensassem, nada nem queninguém”. apenas executassem. Na minha ótica, resposta aosaproveitando pedidos que nos sãoassolicitados. Sabemos cá temos estava.um Hoje, somos 160 trabalhadores nãonosrarasas empresas Engenheiro de formação, António devemtêxtil ter co-responsabilização ao mesmoSantos que projeto ambicioso, mas tambéme já vezes temos que subcontratar outras empresas para acredita que esta é uma indústria ainda tempo que as pessoas devem ter autonomia”. muito O CEOparada sentimos a colher os frutos”, diz-nos José Morais. darmos resposta aos pedidos que nos são solicitados. no tempo, “na qual se pedia aos funcionários que, desta empresa de Barcelos defende que o verdadeiro Sabemos que temos um projeto ambicioso, mas enquanto estivessem no seu posto de trabalho, que património de uma empresa são os seus colaboradores, Uma nova empresa também já nos sentimos a colher os frutos”, diz-nos não pensassem, que apenas executassem. Na minha a sua massa humana, “porque as máquinas são iguais “Somos uma empresa nova que funciona nas antigas José Morais. óptica, as empresas devem ter co-responsabilização ao instalações de uma empresa que existia nesse mesmo em todo o lado”, refere. “Porque aqui valorizamos as mesmo tempo que as pessoas devem ter autonomia”. o nosso capital humanodee oBarcelos nosso know how que local, nãonova somosempresa uma empresa que mudou de nome”, pessoas, Uma O CEO desta empresa defende fazemos com o mesmo. As nossas diferenças afirma José Morais, dizendo que inicialmente muitos e o oqueverdadeiro património de uma empresa são os culturais e não de maquinaria. As máquinas populares em Barcelos que senas tratava “Somos uma empresa acreditavam nova que funciona antigassão seus colaboradores, a sua massa humana,são “porque todo o lado”, esclarece. Além disso, custosrefere. apenas de uma da empresa anterior nesse e iguaisasemmáquinas instalações de aquisição uma empresa que existia são iguais em todo ooslado”, à indústria têxtil são bastante superiores emcapital mesmo local, nãouma somos uma empresa mudou consequentemente continuação, o quequenão é o deinerentes “Porque aqui valorizamos as pessoas, o nosso caso pois não existem nenhuns pontos de contacto Portugal quando comparados a outros mercados, entre as empresas. Questionado sobre a reação inicial nomeadamente do Extremo Oriente “Não pagamos


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humano knowmensais, how e o aliás que fazemos com oé salários edeo nosso 20 euros a tendência mesmo. As nossas diferenças são culturais e não de pagarmos cada vez mais aos nossos funcionários, maquinaria. As máquinas são iguais em todo o lado”, além de que todos os custos inerentes à indústria esclarece. Além disso, os custos inerentes à indústria aqui são superiores do que têxtil são muito bastante superiores em nesses Portugalmercados, quando nomeadamente energia e ambientais”, esclarece. do comparados a outros mercados, nomeadamente Assim, qual o caminho para o sucesso extremo-oriente ”Não pagamos salários da de empresa? 20 euros “A inovação, no fundo, o nosso caminho mensais, aliáso design, a tendência é pagarmos cada vezé mais aos nossos funcionários, de que dizer todosque os a moda”, diz António Santos.além “Costumo custos inerentes àum indústria aquimas são muito superiores não vendemos produto, sim um serviço. do que nesses mercados, energia e Vendemos o serviço total. nomeadamente E porquê? Porque temos ambientais”, esclarece. que ter a capacidade de diariamente criar e inovar, Assim, qual o caminho para o sucesso da empresa? compreendendo as pessoas e dando-lhes o que elas “A inovação, o design, no fundo, o nosso caminho éprocuram”. a moda”, diz António Santos. “Costumo dizer que De acordo com oumnosso entrevistado, de cada vez que não vendemos produto, mas sim um serviço. vamos às compras somos guiados por fatores subjetivos, Vendemos o serviço total. E porquê? Porque temos pelo ter intuito de transparecer uma imagem daquilo que que a capacidade de diariamente criar e inovar, compreendendo as que pessoas e dando-lhes o que elas gostamos e daquilo somos. Dessa forma, é preciso procuram”. dar aos seus clientes aquilo que lhes dá prazer, coisas De acordocomo coma omoda nosso cada que vez imateriais e oentrevistado, design, “aqueledeproduto que vamos às compras somos guiados por factores lhes dá satisfação”. subjectivos, pelo intuito de transparecer uma imagem daquilo que gostamos e daquilo que somos. Dessa Principal recurso: as pessoas forma, é preciso dar aos seus clientes aquilo que lhes António Santos fez um na dá prazer, coisas imateriais investimento como a modaavultado e o design, renovação de maquinarias, “pois se não dermos as “aquele produto que lhes dá satisfação”. ferramentas necessárias às pessoas, elas também não Principal conseguem recurso: evoluir”. as pessoas Agora devidamente equipado com as melhores António Santos fez umno investimento avultado fase na maquinarias existentes mercado, a segunda renovação de maquinarias, “pois se não dermos as de investimento está direcionada aos colaboradores. ferramentas necessárias às pessoas, elas também “Estamos a ensinar as pessoas a pensarem, desde não conseguem evoluir”. a administração à equipa de limpeza. Durante muito Agora devidamente equipado com as melhores tempo, e principalmente indústria, as pessoas maquinarias existentes nonesta mercado, a segunda fase foram ensinadas de que não tinham capacidade para de investimento está direcionada aos colaboradores. pensar mais queasa sua funçãoa se limitava a chegar “Estamos a além, ensinar pessoas pensarem, desde seu posto deàtrabalho e executar. meu objetivo aaoadministração equipa de limpeza. ODurante muito tempo, e principalmente pessoas é fazê-los pensar no que nesta podemindústria, melhorar as diariamente, foram ensinadas de que não pessoas tinham capacidade paraa para crescerem enquanto e para que pensar que crescer, a sua função limitava empresamais possaalém, também como umsetodo. Esse aé chegar ao seu principal posto deuma trabalho e executar. O meu o meu objetivo vez que o mais importante objetivo é fazê-los pensar no que podem melhorar é a empresa”, refere o administrador. diariamente, para crescerem enquanto pessoas e Depois dois anospossa de melhoria de equipamentos, para quede a empresa também crescer, como um António Santos quer transmitir aos seus colaboradores todo. Esse é o meu objetivo principal uma vez que o que todos eles fazem parte da família “que mais importante é a empresa”, refereCottonanswer, o administrador. são umadefamília e quede todos estão aqui para se apoiar Depois dois anos melhoria de equipamentos, António Santos quer aos seusnacolaboradores e, principalmente, quetransmitir tenham orgulho empresa e no que eles Uma fazemdasparte da família seu todos trabalho”. estratégias paraCottonanswer, este objetivo “que família que Cottonanswer todos estão aqui para passasão pelauma abertura das eportas às famílias se apoiar e, principalmente, que tenham orgulho na dos seus funcionários, assim como aos seus prestadores empresa e no seu trabalho”. Uma das estratégias de serviços. “Vamos organizar um Open Day no dia 11 para este objetivo passa pela abertura das portas de abril para às quefamílias as famílias dos funcionários, nossos funcionários Cottonanswer dos seus assim conheçam o local que os acolhe a parte“Vamos do seu como aos seus prestadores de maior serviços. dia e que,um desta forma, colaboradores organizar Open Dayosnonossos dia 11 de Abril parasintam que ainda mais orgulho no seu funcionários trabalho. O convite estendeas famílias dos nossos conheçam o local os acolhe maior parte do dia e que, se aosque cerca de 700acolaboradores que,seu indiretamente, desta forma, os nossos sintam ainda trabalham connosco, para colaboradores que também eles saibam que mais orgulho no seu trabalho. O convite são fundamentais à nossa empresa. Quero estende-se que saibam aos de sucesso 700 colaboradores que, indirectamente, quecerca o nosso ou insucesso também se deve a trabalham connosco, para que também eles saibam eles”, conta-nos. “Com este Open Day vamos mostrar que são fundamentais à nossa empresa. Quero que às pessoas o quanto elas são importantes, mas também saibam que o nosso sucesso ou insucesso também se fazê-las ver oconta-nos. quanto a “Com empresa a soma todas deve a eles”, esteé Open Daydevamos elas, pelo que no seu posto de trabalho têm que ser mostrar às pessoas o quanto elas são importantes, profissionais, prol dever todos”. mas tambémem fazê-las o quanto a empresa é a

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soma de todasem elas, pelo que no seu posto de trabalho Um setor expansão têm que ser profissionais, em prol de todos”. A indústria têxtil tem vindo a fazer um percurso de requalificação substancial, tendo recuperado cerca de Um setor em expansão mil milhões de euros entre 2009 e 2014. Os números optimismo do asetor, é exemplo Asustentam indústria otêxtil tem vindo fazercomo um percurso de a Cottonanswersubstancial, que prevêtendo também um crescimento requalificação recuperado cerca de mil milhõesaté de euros 2009“apesar e 2014. números substancial ao finalentre do ano, daOs nossa meta sustentam o de optimismo setor, comonoécrescimento exemplo a para este ano 2015 nãodoestar focado Cottonanswer que prevê também um crescimento mas sim na consolidação da empresa”, esclarece substancial até ao final do ano, “apesar da nossa António Santos. meta para este ano de 2015 não estar focado no Relevante é ainda o facto do setor ter aumentado o crescimento mas sim na consolidação da empresa”, número de trabalhadores que ultrapassam agora os esclarece António Santos. 126 mil. Atualmente, o setordocontabiliza cerca de oitoo Relevante é ainda o facto setor ter aumentado mil empresas no ativo, que se têm mantido no mercado número de trabalhadores que ultrapassam agora em 126 grande graças oà setor apostacontabiliza nos mercados os mil. parte Atualmente, cerca de oito milEmempresas ativo, com que se têmrevelados mantido externos. 2005, denoacordo dados no emdegrande graças asà exportações aposta nos pelamercado Associação Têxteis parte Portugueses, mercados externos. acordo dadose correspondiam a maisEm de2005, 60 pordecento da com produção revelados pela Associação de Têxteis Portugueses, as do volume de negócios. Atualmente, a taxa aumentou exportações correspondiam a mais de 60 por cento da para 72 por cento do volume de negócios e quase 80 produção e do volume de negócios. Atualmente, a taxa por cento da produção. aumentou para 72 por cento do volume de negócios e Espanha80continua a ser o principal cliente e fornecedor quase por cento da produção. da produção nacional e as de crescimento da Espanha continua a ser o expetativas principal cliente e fornecedor fileira passamnacional ainda pelos Unidos América. da produção e asEstados expetativas deda crescimento da fileiraSantos passam ainda da António afirma que pelos o seuEstados objetivo Unidos não passa América. por ser a maior empresa de Barcelos a qualquer custo. António Santos foi afirma que o seu não passa “Esta empresa desenhada paraobjetivo que consigamos por ser a maior empresa de Barcelos a qualquer atingir um leque de clientes que nos garanta a custo, nossa “ Esta empresa foi desenhada para que consigamos sustentabilidade, para que consigamos criar o nosso atingir um leque de clientes que nos garanta a nossa nicho de mercadopara e que trabalhar nessa base longo sustentabilidade, consigamos criar oa nosso prazo. Tudo o que estamos a fazer é para poder nicho de mercado e trabalhar nessa base a longo garantir Tudo a existência da Cottonanswer longo do prazo. o que estamos a fazer éaopara poder tempo, satisfazendo e seguindo garantir a existênciaosdaclientes Cottonanswer ao sempre longo doo tempo, satisfazendo os filosofia”, clientes erelembrando seguindo sempre nosso rumo e a nossa que “nao nosso a nossa filosofia”, que “na indústriarumo têxtile dependemos muitorelembrando de outras empresas, indústria têxtilcomo dependemos muito de outras empresas, funcionamos um cluster. As empresas de botões, funcionamos como um cluster. As todos empresas de de acessórios, de fechos, precisamos uns dos botões, de acessórios, de fechos, precisamos todos outros, pelo que pretendemos mantermo-nos sempre uns dos outros, pelo que pretendemos mantermo-nos unidos e juntos sermos mais fortes”, finaliza. sempre unidos e juntos sermos mais fortes”, finaliza.

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Rotas da Inovação Empresarial gastão cunha ferreira lda. O evento empresarial que irá percorrer as 18 capitais de distrito de Portugal continental ao longo de 2015

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Rota 1 ainda não terminou e mais de 500 empresários e empreendedores participaram nos eventos ‘Rotas da Inovação Empresarial’ que já decorreram. Faro será o próximo destino desta organização que promete agitar a inovação em Portugal. Continuará o seu desígnio de estimular a inovação, e a Rota 2 irá ser iniciada nos distritos de Leiria, Coimbra, Aveiro, Porto, Braga e Viana do Castelo. A Rota 3 será depois do Verão nos restantes distritos. Quando perguntámos porque surgiu esta iniciativa,

segundo o promotor Gastão Cunha Ferreira, Lda., uma consultora especializada em propriedade industrial, com mais de 77 anos de existência, percebemos que “existia a clara perceção que muita inovação feita em Portugal era desprezada, mal compreendida, sem financiamento e até copiada ou usurpada!”. Na verdade, entidades dispersas apoiam as ideias,

surgem incubadoras, existem ninhos de empresas por todo o território nacional mas “falta uma estrutura que homogeneíze todas as vertentes que apoiem projetos, independentemente da região, da área tecnológica ou até do mercado, já que há inovações que só fazem sentido se exportadas. Por outro lado, várias empresas já com anos de atividade perdem oportunidades de negócio por não explorarem devidamente as inovações que desenvolvem, permitindo que intermediários ou multinacionais atentas e muito expeditas tirem partido das suas melhores criações.” O promotor refere ainda que “muitas incubadoras e centros tecnológicos apoiam a inovação mas não conseguem acompanhar as questões técnicas que permitem a proteção da inovação como patente, nem têm bases de dados de suporte que garantam pesquisas fidedignas e mais grave, empreendedores e empresários não falam a linguagem dos investidores ou marketeers e vice-versa. Tudo se agrava quando se sai dos grandes centros, onde os apoios são menores e a sensação de periferia aumenta e desmotiva o empresário que, a maior parte das vezes, tem como contacto privilegiado com o exterior o seu contabilista e os seus clientes. Podemos até dar o exemplo da direção de uma incubadora que, apesar de ter 10 projetos incubados, ainda sentia que não tinha competências globais para acompanhar devidamente os seus empreendedores incubados. Esta incubadora ficou bastante grata pelo evento ‘Rotas da Inovação Empresarial’ organizado na sua cidade e no consequente sistema de apoio que estabeleceu”. ‘Rotas da Inovação Empresarial’ conta atualmente com dezenas de parceiros, como a Fundação AIP que apoiou esta iniciativa deste o primeiro dia, o Banco BIC, a Fonte Viva e a tradicional Conserveira de Lisboa, entre muitos outros. Destaca-se a adesão da Qualifica, da Proteste Investe, de Autarquias, Universidades, Institutos Politécnicos, Associações, incubadoras, inventores, industrias, produtores, marketeers, advogados, contabilistas, consultores para obtenção de fundos comunitários, etc. Outros dois grandes apoios incondicionais têm sido a Bleed – Publicações e Eventos, na área da comunicação e André Marquet, engenheiro de Telecomunicações e Informática, atual coordenador da Productized Conference 2015 sendo considerado como um dos

maiores experts nacionais no apoio a Start-ups e a aceleradores de ideias. Todos unidos num ideal comum, elevar a produção nacional e potenciar a inovação, ‘Rotas da Inovação Empresarial’ não movimenta dinheiro, apenas movimenta parcerias estratégicas globais numa dinâmica totalmente inovadora em Portugal. Como relata a organização “já fizemos cinco eventos e os únicos gastos são os da deslocação das pessoas. Em cada evento proporcionamos um showroom onde o melhor da região pode ser apresentado. Contudo, notamos que apesar desta participação em showroom não implicar qualquer custo de participação alguns empresários ficam apreensivos. A falta de iniciativas similares, nomeadamente no Alentejo, levaram os empresários locais a estranhar o nosso convite de exposição e divulgação gratuita dos seus produtos/ serviços. A boa comunicação empresarial é quase tão importante como ter um bom produto ou serviço, mas isso ainda é algo acessório ou mesmo desconhecido para muitos empresários. Mas felizmente surgem surpresas, como em Portalegre e Beja, cidades que se mostraram orgulhosamente recetivas e ansiosas de mostrar o seu potencial de crescimento”. Depois da passagem do evento em cada distrito, iniciase a dinâmica de apoio à região e quando se pergunta se este projeto se esgota em 2015, a organização assegura que “estamos a receber imensas reações positivas e tantas ideias brilhantes vindas de vários quadrantes, que já estamos a pensar em ações para 2016 que serão desenvolvidas em formatos diferentes mas igualmente enriquecedoras!”

Na sua demanda para encontrar e divulgar o que de melhor se faz em Portugal, o ‘Rotas da Inovação Empresarial’ vai fazer uma passagem pela FIL, onde decorrerá o maior evento ibérico de criatividade e inovação, o Festival IN, entre 23 e 26 de abril e espera mais de 60.000 participantes. O Stand do ‘Rotas da Inovação Empresaria’ irá mostrar projetos inovadores e ainda está a receber manifestações de interesse até dia 06/04/2015, através do site www.rotasdainovaçãoempresarial.pt


pme excelência

REVISTA BUSINESS PORTUGAL INTERNACIONALIZAR PARA CRESCER

A

temática sobre as PME’S Excelência é uma das que nunca perde o interesse. São cada vez mais e melhores as empresas que levam Portugal ao pedestal nos mais diversos setores de atividade e que, por sua vez, contribuem para uma economia mais rica e promissora. Nesta edição expomos alguns exemplos de empresas que continuam a dar que falar por apresentarem uma estratégia de gestão inovadora, em que o investimento constante é algo comum a todas. Atualmente os números da excelência empresarial dividem-se por setores: no setor da indústria estão 36 por cento do total, seguindo-se o comércio, com uma quota de 29 por cento, e o turismo, com 13 por cento. E foi precisamente no turismo que se registaram as maiores conquistas, sendo aquele que regista uma maior subida nas exportações, com um crescimento médio de 75 por cento. É também o setor que apresenta a maior evolução em todos os indicadores de desempenho, num ano. Neste contexto, as empresas turísticas são responsáveis por sete mil postos de trabalho e cada uma emprega cerca de 30 pessoas, em média. Assim, as PME Excelências distinguidas em 2015 melhoraram os resultados de vendas numa média superior a 15 por cento, quando a média nacional foi de 1por cento. Neste sentido, apresentamos-lhe nas páginas seguintes empresas ligadas essencialmente ao turismo, à saúde e ao transporte. Ficará deste modo a conhecer exemplos a seguir que se mantêm com uma estrutura forte no mercado nacional e internacional.

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O turismo é uma das áreas mais interessantes em Portugal, é também a culpada pela receção de turistas que enriquece cada vez mais a economia do país. E tudo isto porque temos lugares que emanam histórias e empresas turísticas que transformam as histórias e os cenários naturais em destinos incomparáveis. Para onde quer que as atenções se virem, o Algarve é sempre um ponto de referência. Não fossem as cores da serra, do mar e do clima mediterrânico sempre presentes, e uma oferta de serviços cada vez maior a fazer da região algarvia um marco de atração para milhares de estrangeiros e portugueses. Ao nível empresarial assistimos a um panorama transversal que se baseia sobretudo em investimentos, inovações, novos projetos e acima de tudo, a uma mentalidade confiante de quem já sabe como e onde chegar. É por este prisma que nesta edição lhe apresentamos exemplos de empresários algarvios que, mediante a sua natureza empreendedora e visionária, têm acrescentado valor à região e obtido sucesso ao longo dos tempos. É o caso da hotelaria – que tem sido mestre em inovação, da saúde – que tem feito uma forte aposta na qualidade do serviço, dos transportes – com serviços personalizados e pacotes completos e de outros tantos ramos que criam maisvalias para o turismo nacional.

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Uma empresa sobre rodas epi rent a car A EPI Rent a Car iniciou a sua atividade em 1967, tornando-se pioneira na área de rent a car na região do Algarve e uma das primeiras no país. Atualmente sobre a alçada de Miguel Queiroga, esta empresa conta com mais de 20 funcionários e até ao verão contará com 500 viaturas. Conheça um caso de sucesso da região algarvia.

miguel queiroga Administrador

C

aracteriza-se por ser uma empresa familiar o que, nesta área de negócio, se tem revelado uma mais valia. “Dedicamo-nos essencialmente ao rent a car turístico, pelo que criamos uma ligação de proximidade com os nossos clientes que sempre que vêm ao Algarve, optam por uma viatura nossa”. O negócio tem sido crescente, muito graças aos voos low cost que estão agora disponíveis para o Algarve e também para Lisboa, onde também marcam presença. “Como o Algarve serve de segunda habitação para muitas pessoas, temos vários clientes fidelizados e primamos por tratar os mesmos como se pertencessem

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à nossa casa. Mais do que ‘o melhor preço’ apostamos na ‘melhor qualidade’, conseguindo uma relação qualidade/ preço de destaque”, refere o nosso interlocutor. E esta fórmula tem sido o resultado do sucesso, apoiado numa forte campanha de ‘passa a palavra’ por parte destes mesmos clientes satisfeitos, “muito mais do que a publicidade em si”. Com escritórios em Faro (aeroporto), Monte Gordo, Vilamoura, Lisboa (aeroporto) e no Porto, através de uma parceria, a EPI Rent a Car tem crescido gradualmente nos seus quase 50 anos de existência. “Somos uma empresa familiar na sua génese mas também no tratamento com os nossos colaboradores e clientes. Temos colaboradores há mais de 30 anos o que traz também uma segurança e a vontade com os nossos clientes. Graças a esta relação já conhecemos a maioria dos nossos clientes pelo nome, o que nos permite um tipo de tratamento e relação que, de outro modo, não seria possível”, refere Miguel Queiroga.

Passo a passo Consolidada no mercado e com uma estratégia de crescimento bem definida, a EPI Rent a Car tem crescido todos os anos significativamente, sem recorrer ao apoio da banca. “Todos os anos, devido ao volume

de trabalho e clientes, temos sentido a necessidade de renovar e também aumentar a nossa frota. Em alguns casos, como este ano, estamos a falar de investimentos na ordem dos dois milhões de euros, investimentos esses que temos feito ano após ano sem termos que recorrer à banca, reflexo da nossa filosofia financeira”, revela-nos o administrador. O investimento na EPI Rent a Car é contínuo e Miguel Queiroga sente que este traz benefícios à sua atividade.

Mercados diversificados “Os nossos principais clientes emissores são o mercado inglês, irlandês, dinamarquês e holandês, sendo que estes últimos têm uma particularidade bastante interessante. Uma vez que o inverno na Holanda é bastante rigoroso, estes optam por passaram largas estadias em Portugal, entre quatro a oito semanas e, também nestes casos, conseguimos apresentar-lhes a melhor solução”, refere o nosso interlocutor. Miguel Queiroga revela-nos que, regra geral, os seus clientes procuram viaturas simples, mas a sua frota inclui veículos de alta cilindrada e até mesmo descapotáveis. Além disso, conseguem responder a pedidos específicos de alguns nichos de mercado, como é exemplo o aluguer de viaturas para casamentos. Para um serviço ainda mais completo, a EPI Rent a Car disponibiliza também para aluguer alguns seguros específicos, assim como gps e babysits. Além disso, a empresa disponibiliza viaturas por todo o Algarve, com entregas personalizadas em locais onde não tem instalações. Questionado sobre o futuro, Miguel Queiroga aponta a permanência da qualidade como principal objetivo: “orgulhamo-nos do nosso serviço cinco estrelas e de o cliente estar sempre em primeiro lugar e é sob esta filosofia que vamos continuar”, finaliza.


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MESTRIA NA PRODUÇÃO DE MICROALGAS E SAL MARINHO TRADICIONAL necton A empresa nasceu de um Spin-Off da Escola de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, através de um projeto de investigação em biotecnologia de Microalgas.

inácio Oom do valle Administrador

A

Necton - Companhia Portuguesa de Culturas Marinhas, S.A. - foi fundada em 1997. Desenvolve a sua atividade no setor da biotecnologia marinha, tendo-se especializado na produção e comercialização de sal marinho tradicional e de microalgas. Ao longo destas quase duas décadas, o grupo evoluiu dos três promotores iniciais para uma equipa de 40 colaboradores empenhados, diariamente, em fazer crescer um projeto com características únicas em Portugal. Como revela um dos administradores, Inácio Oom do Valle, tendo a génese da empresa sido o meio Universitário, a sua equipa move-se com naturalidade no meio científico, retirando partido de diversos protocolos com diferentes universidades nacionais e internacionais, que vieram potenciar as competências tecnológicas endógenas na Necton. Surgiu ,assim, uma empresa singular instalada na cidade de Olhão que, partindo de um jovem projeto universitário, representa hoje uma empresa de excelência e de renome nacional. Neste contexto, a Necton S.A. possui atualmente duas

áreas de negócio que se encontram organizadas em duas unidades: Unidade de Produção de Sal Marinho Tradicional e outra dedicada à Produção de Microalgas. Numa entrevista com Inácio Oom do Valle, um dos administradores, ficámos a conhecer aquilo que fez com que a empresa trilhasse um caminho seguro, “Desenvolvemos os recursos existentes que possuíamos. Criamos grupos de trabalho, partilhamos o nosso knowhow, recorremos a investigadores internos, investimos em equipamentos e laboratórios” explica. E, apesar da Necton S.A. ter evoluído de forma significativa, o administrador diz que ainda hoje é uma empresa que trabalha diferentes universidades, no que respeita a parcerias e colaborações que possam acrescentar valor ao trabalho que desenvolvem.

Universo das microalgas Relativamente ao negócio das microalgas, hoje em dia, a Necton S.A. desenvolve a sua produção, criando as condições técnicas necessárias para que a planta ganhe corpo, “um dos interesses destas algas é o fato de crescerem muito mais rápido do que uma planta comum - 90 a 100 vezes - . A alga cresce em laboratório, vai

escalando e ganha volume até chegar a uma fase suficientemente desenvolvida para ser transferida para a unidade de produção exterior” esclarece Inácio do Valle. E para que servem estas microalgas? Será a pergunta mais comum colocada por todos. As algas produzidas pela empresa são transformadas em subprodutos de algas que são aplicados em aquacultura, cosmética, alimentação, “abrimos uma nova porta para uma empresa do grupo que se chama A4F (empresa spinout da Necton) que se especializou no desenvolvimento de culturas de microalgas para a produção de biodiesel” completa o administrador, acrescentando que as algas podem ser produzidas líquidas, congeladas ou secas (em pó) para as diferentes aplicações. Neste sentido, na perspetiva de Inácio do Valle, o mais importante nesta área de negócio é dominar ao extremo a tecnologia deste género de produção, permitindo o desenvolvimento de diferentes espécies de microalgas. As algas, como seres primitivos, têm determinadas características que se revelam interessantes, desde aminoácidos e outras substâncias ricas para diversos setores. Deste modo, a Necton S.A. é uma produtora comercial de microalgas há 18 anos e toda a sua

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produção é vendida e destinada à exportação. Assim, e uma vez que é pioneira europeia a lançar a onda das soluções concentradas de microalgas para aplicação em aquacultura, a empresa exporta para os E.U.A, Bélgica, Tailândia, França, Turquia, Japão, entre outros. “A Necton tem como um fator relevante de competitividade, ser a empresa que produz microalgas para fins comerciais à mais tempo” reforça Inácio do Valle, sendo que esse aspeto diferenciador fez com que a empresa ganhasse escala e conseguisse não só otimizar os seus recursos ao longo dos anos, mas também aumentar significativamente a sua produção. Nesse sentido, os profissionais desta empresa estão especializados em saber produzir muitas espécies de algas, ditando uma mais-valia para os restantes players

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do mercado “eu diria que nós somos percursores de conhecimentos e experiência profissional para muitas pessoas”, afirma o administrador. Este ano, com a capacidade instalada na empresa, Inácio do Valle prevê que a Necton S.A. quadruplique a sua capacidade de produção, , com um potencial de vendas de cerca de 3 milhão de euros.

Sal marinho tradicional Apesar de ter sido constituída em 1997 com o intuito de dar corpo às tecnologias de produção de microalgas desenvolvidas na universidade, o grupo de investigadores denotou, passado algum tempo, o potencial do espaço de salinas abandonadas no qual se encontravam. A recuperação das salinas e a reinvenção

do sal marinho tradicional e da flor de sal foi uma das melhores inovações da empresa a esta data. “Além das inúmeras particularidades deste tipo de atividade, há que referir o facto desta não constituir qualquer tipo de agressão ambiental aproveitando, assim, os recursos marinhos que potencializa tecnológica e comercialmente relembra Inácio Oom do Valle. Desta forma, a aposta no sal singrou. Só no primeiro ano, a empresa aumentou a produção de sal em cerca de 52 por cento. Assim, interessa perceber que a produção de sal marinho tradicional e flor de sal na Necton S.A., é feita numa metodologia única que alia a tradição ancestral, aprendida com os Marnotos e a modernidade dos processos de qualidade, gestão e inovação, para a


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obtenção de produtos de excelência.

Características da produção tradicional O processo deste sal tradicional é natural e simples. De acordo com Inácio do Valle, o sal é apanhado, atestado em laboratório tendo em conta as suas propriedades e qualidade e não tem recurso à indústria química. É, nestes moldes, que abordamos um produto antigo que tem toda a modernidade num processo de qualidade. Mas afinal, o que distingue este sal dos outros? De acordo com o administrador quando alguém começa a consumir este tipo de sal, nota uma diferença muito grande no bouquet de sabor dos alimentos. Trata-se de um produto 100% natural, como, água do mar em pó” garante Inácio do Valle.

Posto isto, o administrador não deixa de salientar que o sal tradicional produzido em Portugal é bom e tem muita qualidade “costumamos dizer que não produzimos o melhor sal do mundo mas não há ninguém que tenha melhor que o nosso” afirma, acrescentando que, apesar de ser mais caro, dura mais e tem um nível de qualidade superior. De um modo geral, a Necton S.A. é uma empresa produtora onde o rigor e a exigência são fatores indispensáveis. Atualmente o sal representa 90 por cento da sua produção, e a expectativa de Inácio do Valle é que este ano as vendas aumentem em 30 por cento. Para o futuro, o administrador fala-nos de um projeto que está em desenvolvimento destinado ao setor das algas,

que permitirá uma maior escala aliada a equipamentos tecnológicos novos “a partir de abril/maio vamos testar uma tecnologia nova de fermentação para a produção de microalgas. Com a vantagem de conseguir blooms de microalgas, alavancando intensivamente os níveis de produtividade dos sistemas instalados”. Já no departamento do sal, os administradores também têm projetos de investimento planeados, em que objetivo será aumentar ainda mais capacidade de produção do sal “porque o nosso produto é excelente, venderá inevitavelmente mais” realça Inácio do Valle. Com 40 colaboradores, esta PME Excelência pretende continuar no mercado num registo competitivo, inovador e, acima de tudo, criar mais valor em Portugal.

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SEGREDO DE UM HOTELEIRO DE SUCESSO hotel dunamar A qualidade e a diversidade da oferta turística, regional e nacional, atrai cada vez mais estrangeiros e portugueses. Por esse motivo, o turismo representa hoje uma peça importantíssima para o país. É nesse sentido que lhe apresentamos um exemplo que vem confirmar esse valor - o Hotel-Apartamentos Dunamar situado na costa Algarvia, na Baía de Monte Gordo.

orlando lopes Administrador

E

m entrevista com o administrador Orlando Lopes ficamos a conhecer aquele que é um ponto de alojamento turístico preferido por muitos, principalmente dos que vêm em busca do mar, do sol, da luz e do calor mediterrânico. Da empresa MOGAL - Investimentos Hoteleiros e Turísticos S.A. nasce o Hotel-Apartamentos Dunamar, um hotel que dispõe de 203 apartamentos, equipados com exigência e bom gosto com zonas comuns de apoio, vocacionadas para o convívio, o lazer e atividades de apartamentos. Dispõe ainda de um bar, restaurante, parqueamento, parque infantil, serviços de lavandaria, zona de piscina aquecida e SPA. Aliado a isso, o hotel reúne todos os requisitos exigidos pela certificação de qualidade, fruto da sua elevada exigência e satisfação dos seus clientes. Tal como refere Orlando Lopes, “esta é uma unidade altamente certificada que agora irá receber também a certificação ambiental que é implementada por uma empresa chamada Consequência e que é atribuída pela

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SGS. Porque ter as coisas em ordem e certificadas é importante na medida em que nos dá maior segurança e torna-nos ainda mais exigentes” realça. Os 203 apartamentos - T1 e T2 com sala, kitchnet e suites - têm na sua maioria janelas viradas para o mar, evidenciando-se pelos espaços amplos e funcionais, com uma decoração delicada e confortável, para além dos requisitos inerentes ao nível de exigência dos seus clientes (ar condicionado, telefone, televisão, internet, etc). Já os espaços comuns e respetivos serviços foram planeados para cobrir o maior número de necessidades, tendo em conta o bem-estar: health club, banho turco, sauna, massagens e fisioterapia e jacuzzi. Há ainda uma sala destinada a reuniões ou congressos e um palco para espetáculos ou apresentações. Além disso, o Dunamar possuí lugares de estacionamento exteriores privativos (mediante disponibilidade). A garagem tem um custo associado pelo seu uso (onde o cliente se pode informar do mesmo junto da receção). A equipa que reúne dentro de portas é altamente

competente e isso, de acordo com Orlando Lopes, vêse pela satisfação dos clientes. No seu ponto de vista, um empresário pode ter a unidade melhor do mundo mas se não tiver trabalhadores capazes “não conseguirá chegar a lado nenhum” garante. O Dunamar privilegia, com especial agrado, da praia que o percorre e com a qual partilha a sua arquitetura de linhas cuidadas e de espaços cuidadosamente aproveitados. Para além disso, a proximidade de Espanha e do aeroporto de Faro acrescem os privilégios desta unidade hoteleira. Sobre as particularidades que distinguem o Hotel Dunamar dos restantes, o administrador frisa: “temos duas coisas fundamentais que faço questão de destacar, o complexo desportivo – que considero ser um dos melhores da Península Ibérica - que nos confere uma taxa de ocupação elevadíssima de atletas que vêm para cá em época baixa”. Este complexo desportivo e Centro de Estágio de Alta Competição, é reconhecido pela FIA e localiza-se a cerca de 3 quilómetros do hotel, em Vila


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Real de Santo António, complementando a oferta da região para o treino e formação desportiva. “Depois também temos aqui uma vantagem que é o facto de estarmos numa zona plana, com uma paisagem verde, que atrai sobretudo os amantes da natureza”, acrescenta o empresário. Relativamente ao desporto, o golfe tem um papel muito importante, uma vez que é a eleição de muitos turistas que visitam o Algarve. Assim sendo, a escolha é vasta e qualificada num raio de 15 quilómetros a partir do Hotel Dunamar: a Quinta de Cima e a Quinta da Ria - dois dos melhores campos europeus, classificados com o 1º e 3º lugares, pelo Guia Peugeot Michelin - entre outros, os campos de Castro Marim, Benamor e Quinta do Vale, em Portugal e Isla Canela, Islantilla, Portil e Rompido, em terras de Espanha. E porque Orlando Lopes é mais que um simples administrador - é um homem sábio, experiente e com grande vocação pela agricultura, parte dos legumes confecionados e frutas do hotel são resultado da sua própria produção. Neste contexto, esmiuçando um pouco da essência do atual administrador, ficamos a reconhecer e a valorizar o velho ditado: ‘devagar se vai ao longe’, “comecei na área construção e em 1996 decidi envolver-me na hotelaria e ao longo dos anos consegui chegar à excelência” revela, afirmando que continua empenhado em envolver-se em mais negócios “porque, enquanto empresário, a minha obrigação é criar postos de trabalho”. Para Orlando Lopes, o dinheiro serve essencialmente para duas coisas: gastar e investir“,e investir bem é gerar riqueza ajudando terceiros”, reforça. Sobre a situação do setor hoteleiro em Portugal, o administrador faz questão de sublinhar que se todos os empresários e todas as associações, com a colaboração por parte do Governo, fizerem bem o seu trabalho, o país tem condições para crescer muito na área do turismo. “O meu objetivo é continuar a crescer criando, acima de tudo, postos de trabalho e riqueza para o país” conclui.

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UM ENCANTO PARADISÍACO MONTE GORDO HOTEL & SPA Ainda no universo da empresa MOGAL - Investimentos Hoteleiros e Turísticos S.A. nasceu em Junho de 2011, o Monte Gordo Hotel Apartamentos & Spa situado em Monte Gordo, junto à Mata de Vila Real de Santo António e a 300 metros da praia.

Perto do hotel também se encontra o Casino e uma grande diversidade de bares e restaurantes. Outro momento relaxante, que em muito agrada os visitantes, é a piscina, sendo o local ideal para descansar e muito frequentado para os que procuram desfrutar de todas as regalias que o hotel oferece. Posto isto, o Monte Gordo Hotel - Apartamentos & Spa dispõe ainda de diversos serviços de forma a garantir uma estadia confortável em qualquer ocasião: uma sala de reuniões com equipamento multimédia, lavandaria self-service, ideal para estadias longas, parque privativo, receção com serviço contínuo. Outro ponto crucial é o Spa, que por sua vez complementa de forma saudável e prazerosa, os momentos de lazer e descanso em Monte Gordo. Este Spa dispõe de piscina aquecida com contracorrentes e canhões de água, ginásio, sala de massagens, banho bitérmico, banho turco e sauna.

Atividades para desfrutar orlando lopes Administrador

U

m casamento entre a calma do campo e a proximidade do mar, faz com que esta unidade hoteleira ofereça aos seus turistas uma estadia reconfortante de lazer através dos seus 64 apartamentos, compostos pelo conforto e por instalações apelativas e modernas. Nas palavras do administrador Orlando Lopes, os apartamentos são espaçosos, bem decorados e transmitem um espírito acolhedor. Para além disso, são constituídos por uma kitchenette equipada e alguns deles oferecem amplas varandas com direito a uma paisagem espantosa para um cenário exótico. Neste hotel os apartamentos dispõem de sala, quarto (dois deles com dois quartos) com cama de casal ou duas camas (twin), WC completo, TV LCD com mais de 20 canais, ar condicionado individual, telefone, internet banda larga, secador de cabelo, cofre, amenities e kitchenette equipada. Deste modo, de forma muito

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concreta, os apartamentos com um quarto dispõe de capacidade para duas a quatro pessoas. Já os apartamentos com dois quartos têm capacidade para receber de quatro a seis pessoas. Num total de 22 quartos, o Monte Gordo Hotel Apartamentos & Spa oferece o conforto ideal para os turistas que passam um dia de praia e de passeios pela mata de Vila Real de Santo António, logo ao lado do Hotel. E uma vez que o Monte Gordo Hotel – Apartamentos & SPA se encontra numa das vilas mais cobiçadas por turistas portugueses e estrangeiros, Orlando Lopes não deixa de identificar que uma das principais atrações daquele lugar quase paradisíaco está nas águas, que são as mais quentes do país. Paralelamente a isso, o facto de Monte Gordo ser uma vila plana e privilegiar de uma marginal em calçada portuguesa, os clientes podem ainda usufruir de passeios a pé e de bicicleta.

Durante a estadia no Monte Gordo Hotel & Spa, os clientes poderão encontrar uma panóplia alargada de opções para passar o tempo e gozar das suas férias. As atividades vão desde passeios na praia, passeios de bicicleta, casino, golfe, equitação, desportos náuticos, pesca, passeios pedestres, observação de aves, subidas do rio guadiana e safaris rurais.

Novos investimentos Para este ano, o administrador Orlando Lopes adianta à Revista Business Portugal que foi feito um investimento num terreno onde foi executada uma ampliação, que custou perto de um milhão de euros. “E irá ser feito um investimento de cerca de cinco milhões que irá incluir mais 160 camas, restaurante e bar, zonas exteriores de piscina e parqueamento e, acima de tudo, irá criar cerca de 25 postos de trabalho” destaca o administrador. Admitindo que o que está em questão é a economia de escala na rentabilização da unidade, Orlando Lopes defende que estes investimentos são uma mais-valia, uma vez que passam a oferecer uma zona dentro da unidade mais completa e com excelentes condições.


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Levar a bom porto uma referência no mercado naval penimar Com 30 anos de história, a Penimar é uma empresa especializada no mercado naval com várias obras realizadas por todo o território nacional, em Espanha e Angola. Localizada em Peniche, fomos saber mais sobre esta empresa junto de um dos seus sócios, José Maria Silva.

“T

rabalhávamos numa cooperativa relacionada com a área naval e em 1984 decidimos criar a Penimar - Reparação e Construção Naval. Começámos por ser uma empresa pequena mas hoje temos outra dimensão”, começa por explicar José Maria Silva, orgulhoso pelo crescimento da Penimar. Os bons resultados obtidos ano após ano, segundo o empresário, são fruto de muito trabalho e esforço por parte de todos os funcionários que compõem a empresa e da própria administração. “O nosso objetivo é continuar a melhorar dia após dia. Somos uma PME estável em termos económicos e isso deve-se aos sócios da Penimar e aos nossos funcionários que tudo fazem para que o resultado final do nosso trabalho seja o melhor possível.” Nos últimos anos, a empresa de Peniche apostou no fabrico de pequenas embarcações pesqueiras até

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12 metros, adaptáveis a várias artes de pesca com o objetivo de se afirmar no mercado nacional pela sua polivalência e trabalhos de qualidade. “Construímos embarcações de pequena dimensão em aço, construímos igualmente máquinas para a indústria pesqueira e fazemos todo o tipo de intervenção a bordo. Trabalhamos desde a Figueira da Foz a Vila Real de Santo António em todos os principais portos de pesca”, ressalva José Maria Silva. Para a construção das embarcações, explica que a Penimar conta com o apoio de um gabinete de arquitetura naval para a elaboração do projeto. “Contamos com a parceria do gabinete de arquitetura naval que realiza todo o trabalho técnico de projeto que carece de aprovação das entidades oficiais, um processo muito complicado e moroso. Apenas depois desta aprovação podemos passar para a construção da embarcação.”

Sobre a atribuição de PME Excelência já este ano, o sócio gerente da Penimar, mostra-se admirado mas satisfeito com a distinção. “Apesar da empresa estar numa situação estável, quando me comunicaram que iríamos receber o prémio de PME Excelência, fiquei sobretudo admirado. Agora dispomos de uma série de vantagens, como taxas mais competitivas e outras regalias junto da banca. Não trabalhamos a pensar nestes prémios mas ficamos orgulhosos”. Para o futuro, José Maria Silva ambiciona que a sua descendência dê continuidade ao trabalho que tem desenvolvido na Penimar e confessa que o objetivo não passa por alargar a empresa, mas sim acompanhar a evolução tecnológica e melhorar os processos de fabrico.


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A solução ideal para as empresas cenmais A CENMAIS é uma empresa vocacionada para fornecer ferramentas que garantem um modelo de gestão inovador e integrado que reúne as melhores práticas do mercado para os compradores e fornecedores, em várias áreas de atividade. Em entrevista com o administrador José Leandro, ficamos a conhecer o funcionamento e as principais vantagens da empresa que aposta sobretudo na economia local, regional e nacional, promovendo os princípios do mercado justo.

jornadas empresariais da cenmais

Quando e com que missão nasceu a CENMAIS? A Cenmais, Consultoria em Compras, Lda, nasceu em 2012 após três anos em que o projeto esteve a operar com a designação de Central de Compras AHETA (Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve). A mudança de designação deveu-se, principalmente, ao facto do alargamento da operação a todo o território nacional, e consequentemente, fora do âmbito da referida associação, deixando naturalmente de fazer sentido, continuar com a designação inicial. Relativamente à missão, a Cenmais veio sustentar o seu contributo para a resolução de algumas carências identificadas num estudo levado a cabo durante vários anos sobre as limitações do mercado na relação entre parceiros. Foram identificadas necessidades ao nível tecnológico, ao nível do acesso a preços competitivos pelas Pme`s, ao nível das sinergias decorrentes da partilha de procedimentos comuns e à ausência de garantias financeiras necessárias à sustentabilidade das relações comerciais desenvolvidas por todos os parceiros na rede, sem todavia intervir direta ou mesmo indiretamente na sua gestão. Como se manifesta esse apoio tão específico e

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discreto? De uma forma muito concreta, diria que esse apoio é conseguido e traduzido, justamente nas mais-valias resultantes das parcerias geradas, através das sinergias entretanto desenvolvidas, como já mencionado e que se poderá sintetizar da seguinte forma: a Cenmais coloca à disposição do associado comprador, a possibilidade de consultar em qualquer momento na plataforma online, os preços do que deseja comprar, comparando e escolhendo as melhores condições obtidas através dos parceiros fornecedores que estão disponíveis na referida plataforma, otimizando assim os recursos envolvidos. O parceiro fornecedor tem o recebimento garantido, da encomenda que receber via plataforma, mesmo antes de entregar o produto/serviço. Esta garantia, associada a um pronto pagamento, que será liquidado num prazo entre três e oito dias. O parceiro comprador tem o benefício de comprar a preços muito competitivos, recebendo os produtos na sua empresa nos dias e horas combinadas, acumulando com a grande vantagem de pagar o montante devido, num prazo até 120 dias, sem haver lugar a quaisquer pagamentos de juros. De uma forma simples, podemos dizer: quem vende, recebe logo e quem compra, tem até 120 dias para pagar.

Terá necessariamente de haver um custo para tantos benefícios, concretamente qual? Podemos responder da seguinte forma: O custo do comprador, para um plafond de crédito no valor de 100.000.00 euros, consumido em compras na plataforma, tem um custo financeiro anual de 0,4 por cento. Se o plafond for de 200.000.00, terá um custo financeiro anual de 0,2 por cento. Pode parecer existir lapso, nas percentagens referidas, mas não, as comparações estão corretas, pois o custo vai diminuindo conforme vai aumentando o plafond, mantendo-se no entanto, o prazo dos 120 dias. Lá estão as sinergias, de que falava, a desempenhar a sua função. Já utilizou várias vezes a palavra “sinergias”, acredita que a virtude do projeto passa por essa via? Pois os custos não estão de forma alguma proporcionais aos benefícios referidos. Qual é o segredo? Temos a plena convicção, que a partilha de informação/ conhecimento, através das sinergias geradas em rede, proporciona oportunidades nas quais os primeiros beneficiados são os seus intervenientes. Este foi o


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resultado a que chegámos ao fim de anos de estudo sobre esta matéria tão importante. O criar valor nas empresas e instituições, hoje depende, como nunca do seu envolvimento na rede de parceiros da Cenmais. Para se poder partilhar é necessário reforçar no modelo algumas condições, como a transparência, a confiança e o rigor, de modo a não por em causa essa mesma partilha. Todos os parceiros ativos na rede tem a possibilidade de conseguir de um modo transparente e sem deixar de obter as mais-valias inerentes relativamente ao seu envolvimento no negócio, a margem de lucro indispensável ao bom funcionamento das sinergias, pois caso contrário não faria nem fará qualquer sentido a sua existência. O ditado popular “o segredo é a alma do negócio” está caducado completamente. Hoje o segredo é saber partilhar o conhecimento, dando lugar à inovação, como forma de sustentar o crescimento desejado. Quais são os parceiros da Cenmais? Foram convidados e aceitaram entrar neste projeto, a Yunit, a Lisgarante e a Caixa Geral de Depósitos, sendo estas empresas uma referência, em cada um dos seus setores de atividade. A Yunit, de quem a C.G.D. é um dos seus acionistas, atua no campo tecnológico. A Sociedade Mutua de Garantia pode apoiar as empresas/instituições, prestando garantias que forem solicitadas, nomeadamente no aumento de plafonds de crédito para ajustar às suas necessidades de compras, libertando recursos da tesouraria na gestão da empresa. A Caixa Geral de Depósitos, na área financeira, que proporciona casuisticamente a atribuição dos plafonds de crédito às empresas/instituições nossas associadas, para que as mesmas possam fazer assim, as suas encomendas através da plataforma on-line. Estão igualmente disponíveis na CGD no âmbito do protocolo com a Cenmais, produtos diversificados em condições

contratuais muito atrativas. Quais são os critérios utilizados para a seleção dos candidatos à entrada na Cenmais? Um dos princípios da Cenmais é o de promover a seleção de parceiros fornecedores na plataforma. Estamos convictos de que desta forma, reforçamos o interesse dos parceiros fornecedores na melhoria contínua da sua operação. Procuramos assim, por distrito os parceiros fornecedores com potencial reconhecido pelos nossos parceiros clientes reforçando assim o contributo da Cenmais, no desenvolvimento sustentado da economia local, regional e nacional, promovendo os princípios do “mercado justo…preço justo”. Quais são claramente os serviços que a Cenmais desenvolve e em que setores de atividade? A Cenmais disponibiliza um número diversificado de serviços nos domínios: - financeiro, pelo pronto pagamento ao fornecedor e simultaneamente pelo prazo alargado de pagamento do Cliente à CGD até 120 dias sem juros. - Operacional, pela disponibilidade de uma plataforma que lhe permite tomar as melhores decisões em qualquer lugar e com uma disponibilidade de 24 horas, 7 dias por semana. - Comercial, pelo acesso a preços mais competitivos decorrentes das garantias financeiras e prazos envolvidos. - Administrativo, pela simplicidade no processo de pagamento das encomendas por parte do cliente. -Social, por satisfazer de forma sustentada a relação entre parceiros, muitas vezes posta em causa por razões comerciais derivadas de incumprimentos financeiros. Hoje congratulamo-nos em sermos reconhecidos pelos nossos parceiros que constituem a rede Cenmais, não como prestadores de um serviço unicamente financeiro, mas sim de um serviço integrado de apoio à gestão, garantindo a personalização, confidencialidade, transparência

e competência, mantendo o compromisso de acrescentar continuamente valor às suas operações diferenciando-os no mercado, e prezando valores como ética e responsabilidade social. Os setores de atividade presentes na plataforma de negócios Cenmais, são o resultado do caminho percorrido desde a área de negócio que teve na sua génese, a hotelaria em particular e especificamente na região do Algarve. Associado ao alargamento da Cenmais a todo o restante território nacional, desencadeou o interesse de várias empresas e de instituições sociais em procurarem soluções no mercado que reforcem os seus modelos de gestão, designadamente nas áreas dos serviços, industria, comercio, social, ensino, saúde, entre outros. A mais-valia da Cenmais em qualquer negócio realizado chama-se «confiança». Desenvolvendo a Cenmais a sua atividade em rede, como já verificamos, de que forma é que esperam consolidar o vosso crescimento? Estando a Cenmais vocacionada para salvaguardar o nível elevado de serviço a que nos comprometemos associado à operação decorrente da utilização da plataforma, definimos como estratégia de crescimento, a formalização de parcerias institucionais com entidades de referência nos diferentes setores de atividade, por forma a desenvolvermos sustentadamente a rede de parceiros. Como é que uma empresa ou instituição poderá aceder a mais informação sobre a Cenmais? Através do nosso sitio www.centralmais.com ou pelo email geral@centralmais.com

geral@centralmais.com www.centralmais.com

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“Acrescentamos valor ao seu produto” ventisec A Ventisec é uma empresa que desenvolve a sua atividade na projeção, representação, instalação e assistência de equipamentos agroindustriais. Uma empresa familiar em que o objetivo é “ser a primeira escolha para soluções de processamento de grãos”, como explica o fundador da empresa José Botelho. objetivos de cada cliente e avaliar as suas necessidades imediatas e de expansão futura, de modo a permitir uma projeção exata e um orçamento realista”, frisa José Botelho. A nível de serviços, a Ventisec trata da comercialização de equipamentos agro-industriais, estudos e projetos de engenharia, montagem e acompanhamento da instalação dos equipamentos, formação de funcionamento, assistência técnica, revisões completas e consultoria em tecnologia pós-colheita de cereais.

Projetos de futuro

C

om mais de 60 instalações em Portugal, Guiné e Angola e com mais de 25 anos de experiência acumulada, a Ventisec prima estrategicamente pela tecnologia agroindustrial representando empresas lideres mundiais neste setor, como os secadores LAW, as limpadoras MAROT e os medidores de humidade DICKEY-john, marcas “reconhecidas pela qualidade, rigor técnico e excelência de serviços”, refere o engenheiro Nuno Botelho. A Vensitec iniciou a sua atividade na vertente do arroz e milho, focando-se essencialmente nas linhas agrícolas e só mais tarde se dedicou às linhas industriais.

Trabalho desenvolvido e Produtos A assistência técnica ao longo do processo de instalação dos equipamentos é assegurada pela Vensitec, apostando nas melhores tecnologias e nas melhores marcas. “A projeção, montagem e instalação dos equipamentos é feita por nós, sempre com muito rigor técnico. Basta sabermos concretamente o que o cliente quer, que desenvolvemos todo o projeto. A nossa maior preocupação é satisfazer da melhor forma possível as necessidades dos nossos clientes e que estes fiquem satisfeitos. É importante compreender claramente os

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Os projetos mais importantes desenvolvidos pela Ventisec consistiram na instalação das unidades de secagem na Agromais, na Reagro, na Cooperativa de Beja e Brinches com a instalação do maior secador do país em Serpa, instalação na Racentro da maior limpadora e de um secador tecnologicamente avançado com radiadores de calor, aproveitando a caldeira de vapor da fabrica de rações, diminuindo em 50 por cento o consumo de gás. O grande objetivo da empresa é alargar para novos mercados, nomeadamente para África e América do Sul. “Temos muitos projetos para Angola e queremos expandir-nos mais com muita confiança no trabalho que se venha a desenvolver e com as pessoas que possamos vir a trabalhar. Vamos várias vezes ao Brasil visitar os nossos

fornecedores e amigos à procura de novos tecnologias, pois têm muito conhecimento no setor do arroz e queremos aproveitar isso”, reafirma José Botelho.

PME Excelência Foi com surpresa mas com muita satisfação, que José e Nuno Botelho receberam a atribuição de PME Excelência 2014, pelo trabalho desenvolvido. “É o primeiro ano que fomos premiados com este prémio, já tínhamos sido PME Líder. Estamos satisfeitos porque é o reconhecimento do nosso bom trabalho. Queremos continuar a traçar um bom caminho”, finaliza José Botelho.


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Análises com garantia de qualidade aqualab Porque a excelência na área da saúde é imprescindível para o nosso bem-estar pessoal, damos-lhe agora a conhecer o laboratório AQUALAB, uma referência de qualidade na região do Algarve.

jorge queiroz Administrador

À

conversa com o administrador Jorge Queiroz - licenciado em Ciências Farmacêuticas e especialista em análises clínicas pela Ordem dos Farmacêuticos – expomos as potencialidades de um laboratório que tem vindo a ganhar expressão no panorama nacional pela excelência do serviço que presta. De um modo geral, o AQUALAB - Laboratório Clínico e de Saúde Pública, é um laboratório de análise que nasceu em 1993 e possui dois departamentos distintos: um dedicado às análises clinicas, e outro destinado ao ramo ambiental – onde se executam análises de águas, alimentos, e outras de igual interesse sanitário e de salvaguarda da saúde pública. Situado no Algarve há 20 anos é hoje uma PME Excelência, fruto não só do profissionalismo da sua equipa, que lhe permite uma prestação dentro dos níveis mais elevados de qualidade, mas também pela sua relação próxima com os clientes e pela adaptação constante às necessidades do mercado onde atua. Assim, no departamento de análises de águas e alimentos o laboratório está direcionado mais para dar assistência

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aos serviços municipalizados, ou seja, “fazemos análises de águas para consumo humano juntos dos municípios e de algumas empresas privadas”, explica Jorge Queiroz. Para além disso, também está ligada às unidades hoteleiras, nomeadamente no controlo de análises como por exemplo o caso da legionella - género de bactérias cujo habitat natural é a água, encontrandose na natureza normalmente em baixas concentrações e não constituindo risco para a saúde humana. No entanto, ao alcançar um sistema artificial de água, esta bactéria pode encontrar condições que favoreçam um desenvolvimento extremamente rápido e volumoso e nessas condições pode eventualmente causar doenças respiratórias, nomeadamente pneumonias atípicas. Já na área do controlo alimentar a empresa presta apoio no âmbito do HACCP (controlo dos pontos críticos) com análises microbiológicas de alimentos na indústria alimentar, refeitórios, pastelarias, restauração, entre outros. Deste modo, falamos de um laboratório certificado pelo ISO 9001 e acreditado no departamento de águas e alimentos pela norma ISO/EN IEC 17025. Atualmente,

o AQUALAB encontra-se em franco desenvolvimento. O que começou por ser um laboratório em Albufeira é hoje um grupo laboratorial que integra três estruturas diferentes: O AQUALAB - Laboratório Clínico e de Saúde Pública em Albufeira, o Laboratório Dr. João Josino da Costa em Portimão e o Laboratório MODUSLAB em Faro. Neste sentido, de forma a garantir a qualidade dos resultados obtidos, ambos os departamentos estão sujeitos a exigentes controlos de qualidade internos e a diferentes programas de avaliação externa da qualidade.

Modo de estar no mercado Apostando desde logo nos domínios de saúde humana e saúde ambiental, Jorge Queiroz afirma que esta divisão é uma vantagem até porque, tal como explica, “por um lado, existe uma certa complementaridade nas duas áreas e nos serviços que prestamos e por outro, sendo comuns os serviços administrativos e financeiros, permitem criar algumas sinergias nesse aspeto”. Relativamente à equipa, constituída por 34 colaboradores, o administrador realça que 80 por cento


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têm formação superior e isso “é um aspeto bastante importante que marca a diferença”. E apesar de ter farmacêuticos especialistas só em análises clínicas e as formações entre os profissionais das duas áreas serem diferentes “o pessoal é, em grande parte, mutável e consegue facilmente dominar as duas áreas”, sublinha o responsável. Neste contexto, embora o AQUALAB reúna dentro de portas tecnologia de ponta e equipamentos de última geração, o administrador não deixa de destacar que aquilo que realmente se diferencia das outras clínicas é o profissionalismo da equipa e essa é a grande merecedora da distinção de PME Excelência de que foram alvo “eles têm know-how, têm conhecimento, simpatia e, acima de tudo, vestem a camisola pela empresa e é isso que enriquece o nosso trabalho”, garante o administrador.

Melhoria constante

laboratório, Jorge Queiroz identifica a principal: “Optámos por investir na área comercial e num serviço de assessoria de comunicação, com o objetivo de estabelecer uma relação de maior proximidade com o cliente. Pensamos que isso foi a grande alavanca em termos de crescimento, pois permitiu-nos não só conquistar novos clientes mas também fidelizar os antigos”, sendo este um elo de ligação que lhe permite obter um feedback mais rápido.

Expansão do negócio para 2015 Com o objetivo vincado de continuar a crescer, a administração do AQUALAB está neste momento a equacionar expandir-se para o Alentejo e Lisboa, mantendo sempre a excelência nos padrões de qualidade. “Pretendemos expandir-nos em termos geográficos e temos esperança em 2015, pensamos que este ano iremos crescer um pouco mais que o anterior”, conclui Jorge Queiroz.

Do ponto de vista de Jorge Queiroz há alguns fatores que contribuem para que as empresas tenham êxito no seu dia a dia. Um deles é oferecer condições de trabalho e “penso que o facto de sermos uma empresa desde o início certificada e acreditada é uma mais valia. Tentamos ser rigorosos fazer o melhor possível, o máximo possível e a nossa excelência de hoje acaba por ser fruto disso”, salienta. Presente em todo o Algarve, o nosso interlocutor explica que nas unidades de colheita a equipa do AQUALAB desloca-se para fazer colheitas, que são transportadas pelos técnicos, em viaturas da própria empresa adequadas para o efeito e processadas assim que chegam ao laboratório, sendo que um dos aspetos que distingue a empresa é não utilizar pessoal externo ao laboratório, o que permite ter um controlo muito mais rigoroso de todo o processo, “por exemplo, no departamento de águas e alimentos, o laboratório implementou a acreditação da amostragem, a qual é exclusivamente efetuada por pessoal interno do laboratório devidamente qualificado, garantindo a qualidade desde a colheita até ao resultado final”, esclarece. Deste modo, o serviço desenvolvido neste laboratório algarvio é um serviço baseado numa relação de proximidade com a população. Para além da prestação de análises clínicas, o administrador realça a importância de dotar o site da empresa com informações de forma a esclarecer algumas dúvidas que as pessoas colocam diariamente nas consultas, permitindo que estas fiquem orientadas e possam perceber os resultados das suas análises. Sobre os desafios hoje encontrados nesta área de atividade, Jorge Queiroz revela ter sentido uma quebra acentuada desde 2010, fruto das restrições na prescrição “que se reflete no volume de faturação das clínicas, e isso nota-se no perfil de análises atuais, que são mais específicas, mais diferenciadas”. Outro obstáculo com que se depararam foi a diminuição dos preços das análises, uma vez que algumas delas sofreram uma redução de 30 por cento “aí tentamos dar a volta por cima e estamos a conseguir. Pensamos que o pior já passou”, explica o administrador. Entre as medidas que levaram ao crescimento do

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“HÁ UMA GRANDE PAIXÃO POR SERVIR BEM O CLIENTE” hotel alcazar Com uma imagem emblemática já consolidada no ramo turístico, o Hotel ALCAZAR tem denotado um crescimento contínuo num local soberbo situado em Monte Gordo, numa das mais belas praias do Sotavento Algarvio - a Baía de Monte Gordo.

César raposo Administrador

A

o entrarmos no Alcazar deparamo-nos com uma arquitetura de pura inspiração neoárabe, que mantem o traço da história do próprio hotel. Numa entrevista com César Raposo, advogado de formação e administrador do hotel, ficamos a perceber o tipo de gestão que está por detrás da excelência de serviços que tem sido reconhecida nos últimos anos. Remontando à história do hotel, o administrador começa por explicar que tinha zero por cento de experiência em hotelaria quando entrou no Hotel Alcazar e, para agravar ainda mais a situação, deparou-se inicialmente com um cenário bastante complexo, “o hotel estava em falência, tínhamos um quadro de pessoal muito envelhecido, instalações degradadas e condições de trabalho muito

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complicadas”, explica. No entanto, seguindo o espírito da sua essência tipicamente transmontana, arregaçou as mangas e perante um quadro nada amistoso, César Raposo estabeleceu desde logo um plano para converter os obstáculos. Para isso, diz ter sido necessário imprimir um esforço e um dinamismo muito grande. Assim, numa primeira fase remodelou parte do staff, admitindo essencialmente pessoas mais jovens e, vendo-se sem recursos financeiros disponíveis, o administrador adianta que começou aos poucos “a mexer na casa”. Hoje em dia no universo do setor hoteleiro, o Hotel Alcazar é tecnologicamente muito evoluído e extremamente inovador, “tudo aquilo que os outros não têm, nós queremos ter, ser o mais inovador possível” frisa o administrador. Exemplo disso é a implementação de um elevador panorâmico, uma piscina exterior aquecida, um SPA com excelentes condições, um flutuário, único em todo o Algarve, um ginásio dotado de equipamentos para alto rendimento, edredons aconchegantes, entre outros pormenores que se fazem sentir aos olhos dos diversos tipos de clientes. Assim, e de um modo geral, esta unidade hoteleira é constituída por 119 quartos, distribuídos em quartos e suites, todos eles com acesso internet wireless gratuito, telefone direto, TV LCD via satélite, ar condicionado, secador de cabelo, entre outros. Possui ainda um restaurante com serviço buffet e showcooking e três bares, “temos noites de fado, noites karaoke, rancho folclórico, tentamos organizar programas diferentes para que os nossos clientes estrangeiros possam conhecer um pouco mais do que é a cultura portuguesa”, realça o nosso entrevistado. Esta inspiração e a implementação de novos produtos e serviços é fruto não só das viagens de César Raposo, que frequenta muitos hotéis, mas sobretudo das feiras internacionais que visita anualmente e que, por sua vez, lhe permite angariar novos clientes. Sempre a melhorar e a evoluir em termos hoteleiros, o

administrador adianta: “eu e a minha equipa temos o objetivo de ser o melhor hotel da zona”, acrescentando que sente alguma vaidade pelo facto de há cinco anos o Alcazar ser uma PME Excelência “é sinal de grande satisfação e orgulho da nossa parte e por outro lado isso cria uma empatia muito forte com os nossos clientes”. Relativamente à equipa, César Raposo utiliza uma expressão transmontana que descreve aquilo que procura nos seus recursos humanos “procuro sempre gente boa, mesmo que não tenha experiência não interessa, quero é gente boa” considerando que esse aspeto é aquilo que garante a nobreza de qualquer instituição. Os recursos humanos são o ativo mais importante de uma empresa hoteleira. De momento, o Hotel Alcazar está a fazer um rebranding do seu logo, refrescando a imagem para uma versão mais atrativa. Daqui para a frente o administrador antecipa que a ideia é crescer em termos orgânicos, manter o nível de satisfação dos clientes elevado e continuar a ser feliz na hotelaria.


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Empenho e Inovação: a receita do sucesso fonseca & alves, lda

Em permanente inovação e distinguida mais uma vez pela excelência do serviço que presta, a Fonseca & Alves, Lda foi alvo de destaque nesta nossa edição que expõe uma interessante entrevista com o administrador António Diniz Alves.

catarina alves e afonso diniz alves Administradores

S

ediada em Santo Estêvão de Briteiros, no concelho de Guimarães, a empresa dedicase à comercialização de uma vasta gama de produtos de artigos sanitários, canalizações e de climatização. Nasce em 1982, fruto da vontade de dois sócios que arrancaram sobretudo com o comércio de artigos sanitários. Dentro deste universo, há uma panóplia de artigos para a casa de banho, artigos de canalização, climatização, aquecimento central e rega. Recentemente foi feita uma grande aposta na comercialização de bombas de água. Neste sentido importa referir que a Fonseca & Alves está presente de norte a sul do país, incluindo as ilhas dos Açores e da Madeira e no mercado internacional (Espanha, França, Bélgica, etc), sendo que a eficácia e rapidez nas entregas se deve a uma frota própria de carga e a uma boa organização logística. Assim, desde a sua fundação a empresa traçou sempre

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um crescimento sustentado e António Diniz Alves reforça que apesar do início ter sido lento e muito complicado “a empresa subiu sempre um degrauzinho de cada vez, conseguindo manter essa evolução também nos anos de crise”.

Fatores que marcam a diferença Em qualquer setor de atividade há sempre aspetos fundamentais que garantem o sucesso de uma empresa. E António Diniz Alves faz questão de enumerar alguns aspetos que são fulcrais, começando por sublinhar: muito trabalho, esforço e muita dedicação “estes são segredos que nos levam a atingir níveis acima da média, e outro dos aspetos que considero vital é a honestidade a 100 por cento”. Sendo que este último é transmitido para fornecedores e clientes que, por sua vez, cria uma relação de confiança que é decisiva para os negócios que se estabelecem no dia a dia. Para além disso, o empresário não deixa de realçar o

papel importante da sua equipa, constituída por 35 pessoas, que faz toda a diferença para o crescimento das vendas. Nos anos mais difíceis para o país e sobretudo para os empresários, o administrador relembra algumas medidas que decidiu desde logo implementar para “segurar o barco”. Uma delas, e a mais importante, foi a remodelação da sua equipa comercial, para que esta se tornasse mais capaz e mais profissional, “numa altura complicada em que o normal seria recuar, nós fizemos precisamente o contrário e investimos naquilo que poderia ser uma mais-valia”, frisa António Diniz Alves. Atualmente, a Fonseca & Alves, Lda, esmera-se por desenvolver métodos de trabalho que facultam uma melhor qualidade nos serviços, evidenciando a ética e o profissionalismo de uma forma sustentada - valores que continuará a promover. Um desempenho de excelência aliado a uma equipa administrativa muito bem preparada “em que a nossa


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principal missão é analisar e procurar o que podemos melhorar, transmitindo a ideia aos nossos comerciais” espelha aquilo que move a empresa e que contribui para a sua melhoria contínua. “Faço questão de ter os meus colaboradores motivados, e motivar não é só em termos financeiros, mas falar com eles de forma a irem para o mercado com algum dinamismo para atingir os objetivos que lhes foram propostos”, diz o empresário, afirmando que considera a sua equipa muito bem preparada. Sempre muito atento ao mercado, António Diniz Alves não deixou de aprimorar a sua atividade direcionando-se para áreas que viu ter elevado potencial, designadamente, a climatização e as energias renováveis, oferecendo hoje equipamentos de qualidade que pretendem ser rentáveis e compensadores, adaptando-se às exigências do mercado. Neste sentido, a empresa trabalha com um conjunto de marcas devidamente selecionadas. “Trabalhamos essencialmente com marcas que possuem boa qualidade de material e uma boa relação de preço”, destaca o administrador.

explicou à Revista Business Portugal a sua missão na empresa, enfatizando que o seu grande objetivo é que a Fonseca & Alves Lda, continue com o crescimento sustentado e para isso entende ser essencial trabalhar com muito rigor e dedicação. Para este ano o administrador pretende manter os resultados do ano passado, continuando a oferecer aos seus parceiros comerciais uma grande variedade de produtos de qualidade a preços competitivos e estar, como sempre, em permanente inovação.

Serviço com frota de entregas Relativamente aos desafios encontrados no setor, o nosso interlocutor afirma que o país não está parado, “hoje em dia não há muitas obras de construção mas há trabalhos, seja na reconstrução, recuperação urbana, e esses pequenos trabalhos necessitam dos nossos artigos” realça. Deste modo, a Fonseca & Alves, Lda, tem ao dispor dos clientes uma frota de entregas que na perspetiva do empresário é uma forte mais-valia porque permite não só um serviço mais completo, mas também um controlo rigoroso daquilo que é vendido e dos prazos em que os clientes recebem os artigos. “Os nossos motoristas descarregam as encomendas à porta do cliente e estabelecem uma relação que também é determinante para a nossa fidelização e boa imagem”. Outro aspeto diferenciador passa pelo stock permanente de produtos, “possivelmente a maioria das pessoas diz que nesta altura não se pode ter stocks, mas se a empresa não tiver stocks não trabalha” revela o empresário, reforçando que é imprescindível dar resposta imediata às várias encomendas que chegam.

Peso de ser excelente De forma muito clara, o empresário revela ter muito orgulho em ser uma PME Excelência, principalmente pelo pessoal que o rodeia, acrescentando que esta distinção é um prémio e um reconhecimento ao trabalho deles. “As pessoas não fazem a mínima ideia do que nós passamos para chegar a este patamar”, desabafa o empresário. A par do orgulho, o administrador não deixa de evidenciar as vantagens que traz esta distinção, principalmente na área financeira, no apoio da banca, na aprovação de novos projetos, entre outras. Neste sentido, pode-se afirmar que o presente da Fonseca & Alves Lda, é risonho e o futuro parece estar também a sorrir. Não fosse o administrador ter agora o apoio das duas filhas, empenhadas em levar avante o seu negócio. Uma das filhas presentes, Catarina Alves,

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UMA FARMÁCIA COM MEIO SÉCULO DE HISTÓRIA Farmácia Internacional Quase a completar meio século, a Farmácia Internacional de Monte Gordo é dirigida por Ricardo Pereira e pelo fundador Daniel Dias que nos conta os marcos mais importantes da história e as razões pelas quais tem a farmácia mais emblemática da região.

César raposo Administrador

A

minha mulher, Maria Lubélia Caetano Dias, era diretora técnica de farmácia mas não tinha noções da parte comercial, então eu encarreguei-me dessa parte e arrancamos confiantes com a farmácia pertencente à empresa Caetano Dias & Pereira, Lda” começa por contar o administrador. Passados alguns anos e após a perda da esposa, Daniel Dias reconheceu o brilhante trabalho desenvolvido por Ricardo Pereira, até então seu colaborador de confiança, atribuindo-lhe o cargo de diretor técnico da farmácia e estabelecendo uma sociedade por quotas. Um dos aspetos que Daniel Dias começa por distinguir é que ser formado em farmácia não é a mesma coisa que dirigir uma farmácia, reforçando que para administrar comercialmente é preciso uma série de competências que não se aprende no percurso académico. Mas o que faz desta farmácia internacional uma unidade de excelência? Perguntamos ao administrador que, pela sua experiência e sabedoria, indicou de imediato alguns pontos vitais: grande cuidado com a admissão do pessoal, que tem de ser excecional no tratamento com

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os clientes. A par disso, a pontualidade, o cumprimento de prazos nos ordenados, a seriedade, entre outros valores humanos. Hoje situada na rua Pedro Álvares Cabral em Monte Gordo, esta foi uma das primeiras farmácias do país a adquirir uma máquina inovadora que recebe o dinheiro e dá troco, desempenhando um papel importante porque “numa farmácia com um movimento permanente e com milhares de clientes por dia, esta máquina garante maior segurança” explica o administrador, acrescentando que a nível de equipamentos tentam estar sempre atualizados com o mercado. Paralelamente a isto, Daniel Dias revela que o apoio da banca é essencial para desenvolver o negócio de forma consistente e destaca que, hoje em dia, a relação que se estabelece com os bancos é muito importante e o cumprimento de prazos, na sua perspetiva, é um pormenor que faz toda a diferença. Deste modo, esta farmácia PME Excelência teve um crescimento acentuado devido à experiência alargada do fundador, ao rigor e qualidade da equipa, à organização “e sobretudo ao doutor Ricardo Pereira pela qualidade


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do serviço que presta” realça Daniel Dias. Mas de um modo geral, a equipa que integra esta unidade é o grande impulsionador do sucesso, uma vez que está sempre empenhada em promover o uso racional de medicamentos pelos seus utentes, contribuindo para que o uso dos medicamentos prescritos seja feito segundo critérios de qualidade, eficácia e segurança. Sendo uma farmácia internacional, que recebe diariamente muitos clientes estrangeiros, a equipa farmacêutica também está apta para falar em inglês e aconselhar sobre as características e potencialidades de cada produto solicitado. Dentro dos serviços que oferece, a farmácia dispõe de vacinas, medição da tensão arterial, glicémia - que é fundamental para o controlo da diabetes, colesterol total - um dos principais fatores de risco cardiovasculares, entre outros.

Nova farmácia em Tunes E como parar é morrer, em fevereiro, os dois sócios decidiram comprar uma Farmácia, situada em Tunes, e sem perder muito tempo abriram portas a dois de abril. Com a mais-valia de estar bem localizada, Daniel Dias acredita que esta nova farmácia será uma um ponto imprescindível para a população local. “Temos esperanças que entremos em velocidade cruzeiro no segundo ano desde a abertura” conclui o administrador.

Desde muito cedo Daniel da Cunha Dias tomou conta das empresas que o pai deixou em 1975. Mais tarde, passou pela política, tendo sido deputado do PSD. Visionário e com forte ambição, Daniel da Cunha Dias tem o vício de criar e investir em novos negócios que possam ser preciosos para a sociedade.

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VIAJAR AO COMANDO DA EXCELÊNCIA zitauto Para quem quer visitar o Algarve e precisa de alugar um carro e receber um serviço de excelência, tem aqui uma interessante opção – a Zitauto - uma empresa familiar estabelecida há muito em Quarteira que oferece taxas de contrato excelentes, com uma grande variedade de carros e uma equipa empenhada na personalização de serviços.

Sidónio correia Administrador

E

m entrevista com Sidónio Correia, administrador que leva consigo largos anos de experiência, ficamos a percecionar o que está por detrás de uma empresa Rent a Car distinguida pela primazia do seu trabalho e reconhecida, entre os turistas, como uma entidade séria e transparente. A empresa começou com quatro sócios mas o tempo ditou que os caminhos se separassem e só permanecesse Sidónio Correia ao comando. Arrancou em 1988 com 20 unidades e com o crescimento da atividade turística da região de Albufeira, a Zitauto foi pelo mesmo caminho, obtendo um crescimento

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sustentado. Nessa altura “fomos amealhando carro a carro para atingir a dimensão que hoje temos” explica o empresário. E porque os ventos sopraram a seu favor, atualmente a Zitauto, sediada em Quarteira, tem uma frota de 1200 carros, com delegações por todo o Algarve, e com especial foco no Aeroporto de Faro. Uma frota alargada exige um esforço redobrado e Sidónio Correia é o primeiro a reforçar essa ideia, realçando que o sacrifício não se confina só à parte financeira mas de igual forma à vertente humana. Relativamente aos objetivos delineados para melhorar o negócio, o administrador sente que “neste momento o

desafio será ficar numa média de 1500 unidades para estabilizar” isto enquanto o crescimento turístico registar ventos favoráveis. Sendo o Algarve um dos pontos do país mais importantes no que respeita ao turismo, os serviços de rent a car tornam-se meios indispensáveis. De acordo com o empresário, o turista necessita de um carro próprio para visitar os pontos de atração que o Algarve tem para lhe mostrar, uma vez que os transportes públicos não chegam a todos os locais. Deste modo, Sidónio Correia afirma que o automóvel “são as pernas do turista”, sendo também um complemento da atividade hoteleira.


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Esta atividade prende-se com o cliente que visita e fica fidelizado à empresa e para isso é necessário um conjunto de aspetos diferenciadores. O primeiro que o administrador faz questão de evidenciar é o chamado “serviço personalizado”, isto é, um acompanhamento desde o inicio ao fim da estadia do cliente para que este no final possa informar do que correu bem ou mal e a empresa possa inovar e melhorar o serviço. O segundo aspeto que considera crucial é o contacto pessoal com o cliente, estabelecendo uma relação de proximidade. É nestes padrões que a Zitauto tem desenvolvido a sua atividade e, para Sidónio Correia, é por aí o caminho a seguir. Posto isto, é objetivo desta empresa algarvia adotar estratégias de crescimento e consolidação dos princípios empresariais de proximidade com o cliente, servindo um trabalho de qualidade e rigor operacional.

Filosofia da equipa Os funcionários têm que estar preparados e mentalizados de que o serviço ao cliente tem de ser prestado de uma forma diferente do que se presta noutras empresas e

serem mais atenciosos “temos de arranjar maneira de deixar o cliente feliz” revela Sidónio Correia. A par disso, a Zitauto tem uma relação de preço muito adequada à qualidade do serviço prestado. Começando por dispor de uma frota cuidada e atualizada, seguindo-se de uma equipa competente e profissional e, por fim, um fator importante, a seriedade com que se trabalha “nós somos transparentes, dizemos ao cliente o tipo de serviço que temos e o orçamento que apresentamos, sem que depois estes apanhem surpresas” frisa o empresário. O percurso da Zitauto foi sempre crescente, sendo que a sazonalidade é um problema que ainda se sente, no entanto, neste inverno, Sidónio Correia diz que já registou sinais positivos e que aos poucos essa questão vai melhorando, em consonância com a economia inglesa – que é o grande impulsionador do negócio. Além disso, o aparecimento dos voos low-cost é outra mais-valia para a empresa, na medida em que contribui em muito para a expansão do turismo.

na ordem dos 15% “mas com alguma prudência porque esta é uma atividade com muitos recursos financeiros” revela o administrador. Ainda no ano corrente Sidónio Correia prevê aumentar a sua frota para as 1500 viaturas. Para além disso, a Zitauto vai continuar a manter um bom relacionamento com fornecedores e parceiros, melhorar continuamente a eficácia do sistema de gestão, continuar a motivar os colaboradores e cumprir todos os requisitos exigidos pela atividade. Pelo mesmo caminho vai João Correia, filho de Sidónio Correia, que atualmente dirige uma empresa que faz parte do grupo empresarial, designada “First Car” vocacionada também para automóveis de aluguer sem condutor. Com ofertas exclusivas e inovadoras, este grupo pretende proporcionar a todos os clientes experiências únicas e personalizadas.

Um futuro baseado no crescimento Em termos de reservas, a empresa irá crescer este ano

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Uma referência no setor dos transportes, além-fronteiras! transjm Sediada em Ourém, a TransJM-Transportes, Lda é uma empresa de base familiar vocacionada essencialmente para o transporte e distribuição de produtos portugueses para os emigrantes (empresários e particulares) residentes em França, maioritariamente na região de Paris.

patrício henriques e sérgio dias Administrador e Diretor Financeiro

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oi em 1983 que com apenas uma carrinha de 3500 kg, José Maria Pereira Henriques, sócio e fundador da empresa, se inicia no ramo dos transportes. Em conjunto com os filhos, Patrício e Frederico Henriques, constitui em julho de 2000 a TransJM- Transportes Lda, fase em que adquirem o seu primeiro veículo pesado de mercadorias e iniciam um novo leque de serviços dirigidos também para as empresas, que neste momento representam grande parte da sua carteira de clientes. “O cliente da TransJM começou por ser ou uma empresa exportadora portuguesa ou então emigrantes portugueses em França que tinham empresas e vinham cá adquirir produtos. De 2000 a 2005, fomos trabalhando com um ou dois camiões e construímos um armazém em Portugal com cerca de 1.000 m2. É a partir de 2006 que começamos a trabalhar de uma forma mais estruturada e organizada, o que foi permitindo o crescimento da empresa. Adquirimos outros camiões, neste momento possuímos sete camiões TIR, todos equipados com sistema GPS e localizador e fizemos outros investimentos estruturais em equipamentos, instalações e recursos humanos. Temos uma frota relativamente reduzida mas recorremos com frequência ao serviço de empresas subcontratadas”, começa por explicar Sérgio Dias, diretor financeiro da TransJM-Transportes, Lda. A empresa especializou-se em fazer o intercâmbio entre as empresas exportadoras do concelho de

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Ourém e Leiria e a comunidade empresarial de origem portuguesa residente na região de Paris, no entanto nunca abandonaram as pequenas distribuições dos emigrantes. “Para nós é muito importante continuarmos a trabalhar com este nicho de mercado. Começámos por distribuir produtos portugueses que os pais enviavam para os filhos ou vice-versa, como produtos hortícolas ou vinho do Porto, entre outros, e no início era esse basicamente o nosso tipo de serviço. Fazemos questão de manter este tipo de transporte, no entanto a empresa evoluiu e neste momento estamos bem organizados, oferecemos um novo leque de serviços destinados à exportação, temos uma plataforma logística na zona de Paris, a partir da qual fazemos a distribuição das mercadorias expedidas de Portugal, somos um elo de ligação entre a comunidade empresarial de origem portuguesa, entre outros, e as empresas exportadoras da nossa região”, acrescenta.

Serviços e investimentos atuais e futuros Para o gestor, o mercado francês tem muitas potencialidades e a TransJM possui uma ligação privilegiada com o país. Em termos de atividade, a empresa oferece vários serviços direcionados sobretudo para transporte rodoviário de mercadorias, logística e distribuição. Recentemente investiram na construção de um novo pavilhão em Paris e as perspetivas não

poderiam ser melhores. “Fizemos um investimento bastante elevado na zona de Paris (Pontault Combault), neste momento contamos com duas áreas distintas de armazenagem com um total de 2.000 m2, funcionários locais e veículos de distribuição. Fazemos o transporte entre os nossos armazéns de Ourém e Paris em semirreboques, em França descarregamos os produtos no nosso armazém e fazemos a distribuição. Enquanto não explorarmos toda a capacidade instalada neste momento, não estamos a pensar em alargar a frota ou em estabelecermo-nos noutros mercados. Pretendemos também oferecer os nossos serviços de distribuição na zona de Paris a outros transportadores que não tenham a possibilidade de ali possuir uma plataforma logística, estamos abertos a estabelecer parcerias com outras empresas nesse sentido. Não nos podemos esquecer também que existem outras oportunidades de negócio a explorar naquela região, seja a nível do comércio, do setor imobiliário, etc.”, destaca Sérgio Dias.

Setor dos transportes Apesar de não ser um setor onde seja fácil vingar, com várias empresas a fechar portas nos últimos anos quer a nível nacional quer internacional, 2014 foi um ano positivo para a TransJM. “Todos estes anos de crise acabaram por nos ser favoráveis dado que a exportação cresceu significativamente. As empresas com as quais


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trabalhamos exportam maioritariamente produtos destinados à construção civil, dada a quebra acentuada deste setor em Portugal a partir de 2007, as empresas portuguesas viram-se obrigadas a procurar novos mercados para poderem sobreviver. Um dos mercados mais imediatos e com contactos privilegiados é o francês devido à comunidade emigrante portuguesa residente neste país. Os concelhos de Leiria e Pombal, bem como o norte do distrito de Santarém têm muitos emigrantes em França, principalmente na região de Paris, em toda a zona designada Ile de France, foi por isso um mercado relativamente fácil de aceder para as empresas portuguesas (Estima-se em cerca de 50.000 o número de empresas constituídas em França que estão ligadas a portugueses ou lusodescendentes). Nós como transportadores acabámos por beneficiar desta conjuntura, no entanto não fosse a nossa competência e persistência certamente não teríamos chegado onde chegámos.”, frisa o gestor da TransJM. Em Portugal, acredita que é um setor muito explorado e por esse motivo não atuam no país. “O nosso mercado alvo é o mercado francês. O mercado português está muito explorado a economia está estagnada e as margens são muito reduzidas. A nível internacional, existe muita concorrência dos transportadores originários dos países de Leste, que acabam por fazer uma certa concorrência desleal, pelo menos ao mercado interno francês. Os ordenados dos motoristas são mais baixos, com regras menos apertadas e menores restrições do que as empresas do próprio país”, afirma.

boas condições de trabalho já existentes e manter os funcionários motivados e comprometidos com a consolidação e crescimento da empresa é outra das intenções. A objetivo da empresa não passará no entanto por alargar demasiado a frota de veículos mas sim modernizá-la e adequa-la às necessidades futuras da empresa, nomeadamente na área da recolha e distribuição. “Não é nosso objetivo criar uma empresa com uma grande frota, com uma estrutura pesada, preferimos manter-nos com uma estrutura relativamente reduzida, que nos permita alguma flexibilidade, sempre que o fluxo de trabalho o exige recorremos à subcontratação. Estamos, neste ano, a ampliar as nossas instalações em Portugal (Ourém), estamos também em fase de finalização do investimento efetuado na plataforma logística em França e o nosso grande objetivo é melhorar os serviços oferecidos aos clientes, sermos inovadores de forma a obter vantagem competitiva face aos nossos concorrentes. Estou convicto de que iremos conseguir marcar a diferença nos próximos anos. Queremos estar o mais próximo possível dos nossos clientes, trabalhando sempre para que a sua satisfação seja total.”, conclui.

Atribuição de PME Excelência Para a TransJM, a atribuição de PME Excelência é um reconhecimento do trabalho que têm vindo a desenvolver, importante para o futuro da empresa. “Temos persistido num caminho de qualidade, de compromisso com os nossos clientes, de procura de novas soluções e temos conseguido crescer, sensivelmente a uma taxa entre 12 por cento e 15 por cento ao ano desde 2006, 2007. A empresa está estável, financeiramente saudável e temos conseguido obter margens interessantes. Somos uma empresa dinâmica, com uma equipa jovem de 18 funcionários, trabalhamos com rigor e competência e este prémio orgulha-nos a todos! Ao nível do financiamento bancário, quer o PME Excelência quer o PME Líder que obtivemos de 2011 a 2013 abrem-nos novas portas, penso que as entidades bancárias nos veem com outros olhos, neste momento temos muito maior facilidade de obtenção de financiamento do que teríamos há dez anos atrás. Hoje são os bancos que vêm ter connosco a oferecer-nos os seus serviços”, explica Sérgio Dias. Objetivos de futuro Para o futuro, a TransJM espera elevar a qualidade dos seus serviços, bem como diversifica-los à medida das necessidades dos seus clientes, registo que demarca a empresa desde que iniciou atividade. Consolidar as

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Trabalhar a pedra com excelência ricarle stone É um destaque português que marca a diferença lá fora. Leva a qualidade do trabalho nacional para além das fronteiras, e mostra que para ser “excelência”, o segredo é trabalhar. Inserida no maior centro de exploração do calcário, a Ricarle Stone atua na transformação da pedra há quase 20 anos.

ricardo catarino e lélia guilhermino Administradores

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omeçaram com o trabalho focado na produção de lareiras em pedra, numa altura em que eram elas as estrelas que brilhavam no mercado português. Uma máquina e duas mãos foram o suficiente para arrancar com o projeto empreendedor, que resultou e hoje é exemplo nacional. Ricardo Catarino foi o idealizador, e mais tarde, a entrada de Lélia Guilhermino à empresa complementou o negócio e deu força ao constante crescimento. O casamento, que vai para além do tradicional e consolidase também em terreno de trabalho, é apenas um dos traços que marcam o perfil familiar da empresa.

A expansão O início da Ricarle Stone destaca um tranquilo período económico do país, em que havia uma maior abertura de consumo. Há quase 20 anos, o mercado nacional convidava a criar em Portugal. Hoje a conjuntura da economia é outra, e por isso mesmo, avançar para fora foi uma oportunidade de manter o negócio. A visão de

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alargar a produção em pedra foi fundamental para que a empresa pudesse vingar e expandir, e a estratégia foi a de acompanhar o mercado e responder às suas novas exigências. Hoje, a Ricarle Stone atua nas mais diversas áreas e marca presença em qualquer projeto que trabalhe o calcário, desde as pequenas obras interiores às grandes obras públicas, e sem nunca esquecer o produto que lhes fez entrar no mercado, a lareira. “Da lareira para a frente”, é como Lélia Guilhermino define a expansão da empresa. “Quando sentimos que a lareira estava a cair em desuso e que estávamos a perder mercado, tivemos a visão de ampliar a nossa área de atuação (...) compramos maquinaria e mudamos completamente a empresa (...) fizemos as malas e fomos procurar mercado lá fora (...) começamos a oferecer tudo o que era possível fazer em pedra”, explica Lélia Guilhermino, reforçando que “o que vier é bom”. Os sócios, que começaram a sentir a quebra financeira muito antes de a crise ser formalmente anunciada, anteciparam um cenário nacional fragilizado. “Há oito anos sentimos as dificuldades e quando a crise começou a ser falada, já a tínhamos superado (...) Posso dizer que estes últimos anos têm vindo ao encontro dos nossos objetivos”, orgulha-se Lélia Guilhermino. A empresa fornece matéria prima para diversos tipos de obras no exterior, e é esta uma grande parte do seu trabalho. “Lá fora, participamos em concursos públicos, exatamente como funciona no nosso país”, explica Ricardo Catarino. “Estamos em sintonia com os nossos clientes internacionais para os podermos servir mais e melhor”, acrescenta Lélia Guilhermino.

Mercado internacional vs nacional Trabalhando essencialmente com o calcário, que é o ponto forte da zona na qual está inserida, a Ricarle Stone tem uma produção coerente com as necessidades do mercado onde se encontra. O público alvo do negócio está presente em França, Cabo Verde, Moçambique, Luxemburgo e Bélgica. A marca é também divulgada em feiras e eventos internacionais, sendo ainda relevante destacar a presença num showroom em Marrocos. Todo


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o trabalho é feito por encomenda e a maior parcela de clientes é empresarial, ou seja, revendedores. A venda direta caiu de forma significativa devido ao conturbado sistema económico atual. Lélia Guilhermino e Ricardo Catarino acreditam que o futuro próximo da empresa continua a passar pelo mercado externo, não descurando a atenção sempre devida ao mercado interno.

PME’s Excelência “Esforço” é a palavra mais usada quando Ricardo Catarino fala sobre a recente distinção como PME Excelência. “Se perguntarem como conseguimos? Tudo só tem sido possível com muito esforço (...) O trabalho à vezes também é uma doença, e nós estamos habituados à luta”, enfatiza. O proprietário destaca o valor do compromisso como uma das razões para o sucesso: “Uma das nossas principais preocupações é cumprir com todas as responsabilidades negociais assumidas, e por isso trabalhamos arduamente”. Para Lélia Guilhermino, a atribuição do prémio de excelência é motivo de orgulho, mas também de alguma surpresa. “Receber o prémio foi muito bom, mas às vezes olhamos para o lado e tentamos entender as razões (...) claro que é fruto do nosso trabalho, mas o que fazemos hoje é aquilo que sempre foi feito, desde o início (...) nós acreditamos ter muito chão a

percorrer e queremos ainda reforçar mais este conceito de excelência”.

Parceria em família Com um quadro de funcionários composto em maioria por familiares, a empresa é hoje o resultado de muita sintonia e harmonia funcional. “Se temos problemas? Temos, mas conseguimos trabalhar em família (...) eu vejo os meus colaboradores lutarem pela empresa (...) ninguém se balda”, brinca Ricardo Catarino. O compromisso com eles é mais um incentivo para buscar sempre o crescimento dentro do setor, e Lélia Guilhermino faz questão de vincar a importância que têm: “Quando chegamos à empresa após a premiação, os nossos funcionários que são família, deram-nos os parabéns (...) Parabéns por quê? Este prémio também é vosso, é nosso”. A localização estratégica permite usufruir das vantagens de estar inserida numa zona de concentração de extração de pedras calcárias. No universo das empresas de exploração de pedreiras, destacam a Sousa & Catarino e a Gaspares como principais parceiras, pela sintonia de processo e pela grande identificação dos objetivos em comum. “Eles têm nos ajudado muito e sei que o que eu precisar da casa deles, estou à vontade”, afirma Ricardo Catarino.

O futuro A Ricarle Stone acredita num futuro para o qual se tem empenhado com muito rigor e muita voluntariedade. Têm sido estes os princípios que são a base proporcionadora de entendimento, reforço comercial, de expansão, e de diálogo com os clientes. A empresa prevê um amanhã com estabilidade nos negócios, e acredita que o sucesso é retrato de uma postura que privilegia o trabalho. “Os nossos clientes reconhecem o nosso valor e querem continuar a trabalhar conosco, porque sabem da nossa enorme preocupação com eles”, enfatiza Lélia Guilhermino.

A exclusividade do calcário “Não há duas pedras de calcário iguais, e nunca se pode confundir o nosso trabalho com cerâmica (...) é uma estética diferente”.

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Cem anos de mar frutos do mar O mar já faz parte da identidade local do concelho de Lourinhã. Para uma família em especial, a relação com a água salgada vem de longe e tem muito a contar. A Revista Business Portugal foi conhecer uma das empresas distinguidas como PME Excelência’14, e ver de perto este caso de sucesso que soma raízes quase centenárias. do relevo da crise financeira, a empresa leva à frente a visão de apostar e arriscar. “Invisto quando acredito no sucesso de um novo produto (...) em alguns casos, fui dos primeiros a colocar determinados produtos no mercado, criando novas rotas que deram certo (...) hoje a concorrência já faz o mesmo, mas tivemos o benefício de sermos os primeiros”, explica o gestor. O empresário não se mostra otimista no futuro do setor e acredita que Portugal não tem sido um país facilitador para os negócios. “O amanhã passa ainda pela crise (...) as empresas vão deixar de poder dar crédito e a banca já não tem condições de correr riscos (...) muitos vão deixar de trabalhar, e quem ficar poderá ter uma maior margem para trabalhar, investir e arriscar (...) sobretudo fora de Portugal”, prevê António Filipe.

O futuro e a distinção como PME Excelência’14 Filipe fonseca, sara fonseca e augusto fonseca Administradores e fundador

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ão quatro as gerações desta história, que teve início com o bisavô de António Filipe Fonseca, que já comprava e apanhava lagostas para revender. Inovou com os viveiros no mar, entre as rochas, e fez nascer a paixão familiar pelos crustáceos. Duas gerações à frente, o pai de António Filipe teve a ideia de construir um viveiro artificial de raiz, iniciativa que deu origem à empresa Frutos do Mar. Há cerca de 40 anos, a alma do negócio ganhou nova cara e endereço fixo. Uma história que tem tom de narrativa, e é hoje a biografia de uma atual PME de Excelência. Um destaque nacional.

importamos de lá (...) então faz sentido utilizar a logística que temos para as duas vias”, explica o atual gestor da empresa, a quarta geração da família neste ramo de negócio. António Filipe Fonseca diz ainda que esta parceria permite uma troca de potencialidades que oferece exclusividade ao seu negócio: “No exterior vendemos a um revendedor, que irá distribuir entre as áreas que pretendem consumir os produtos, e portanto irá trabalhar o seu mercado (...) Damos exclusividade na venda a alguns clientes, para que também possamos conseguir alguma exclusividade na compra de produtos deles”.

A empresa

O produto mais vendido, em quantidade, é a sapateira, e a maior fatia da faturação é proveniente da lagosta. A empresa também aposta na inserção de novos produtos no mercado, acreditando que “inovar é uma estratégia para alcançar espaço no mercado”. Diante

Com uma atuação focada na importação e exportação de marisco, a Frutos do Mar é hoje uma referência no setor nacional, e uma presença para além das fronteiras. “Exportamos muito para os franceses, porque também

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A crise e os riscos

Ser PME Excelência’14 significou o resultado do trabalho e dos riscos assumidos pelo gestor. “O meu pai dizia que não, eu insisti e acertei”, orgulha-se. O administrador sublinha que o mercado exterior tem suportado o negócio, e que é nele que pretende continuar a investir, sendo a principal razão a falta de apoios em terreno nacional. O passado da empresa foi próximo da pesca, e o empresário acredita que a atividade pode voltar a ser exercida durante a sua gestão. “O mundo está a ficar dominado pelos chineses, que compram tudo (...) quero arriscar e garantir que alguns produtos me escapam (...) por isso, tenho que ser eu a pescá-los”, ambiciona António Filipe Fonseca.

“Em Portugal trabalha-se com medo, e eu não entendo as razões. Se houver inspeção, deve ser no sentido de corrigir erros, e não caçar multas. Mas infelizmente não funciona assim. Fora daqui as coisas funcionam com mais normalidade”


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empresas gazela

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conceito de empresa gazela assumido internacionalmente corresponde a empresas jovens e com elevados ritmos de crescimento, sustentados ao longo do tempo. Correspondem a organizações inovadoras, capazes de se posicionarem de forma diferenciadora nos mercados, onde afirmam a sua competitividade e constroem sucesso a um ritmo acelerado. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro identificou 53 empresas gazela existentes na Região Centro. Este inventário, realizado pela primeira vez à escala regional, evidencia a importância destas empresas no atual contexto nacional. As empresas gazela agora identificadas apresentam um crescimento do volume de negócios superior a 20 por cento ao ano em 2009, 2010 e 2011, nasceram a partir de 2003, empregam pelo menos 10 trabalhadores e apresentam uma faturação superior a 500 mil euros em 2011.

Antobetão - betão pronto, S.A. Biosfera construções, Unipessoal Lda. Caminhos de sempre - Unipessoal Lda. Casal & Carreira - biomassa, S.A. Colégio dos navegantes, Sociedade Unipessoal Lda. Contraforma, construções, montagens e instalações eléctricas, Lda . Crisanpa - componentes eléctricos e electromecânicos, Lda. Custódio & Tomé, Lda Duritsteel, S.A. Ecopera - comércio de frutas, Lda. Edibeiras - edifícios e obras públicas das beiras, Lda. Empreigalde - engenharia e construção, S.A. Enernatura, Lda. Coimbra Euro - tyre B.V - sucursal Portugal Eurofoam - indústria de poliestireno extrudido, Lda. Florestalzezere - exploração florestal, Lda. Formas & pesos, Lda. Leiria Freire & Pires, Lda. Gil Azóia - pinturas, Lda. Hobbyvida - serviços desportivos, Lda. Hugo Fernandes - portas e automatismos, Lda. Interprev - segurança, higiene e saúde no trabalho, Lda.

Labormais - empresa de trabalho temporário, Lda. Largispot - produtos alimentares, Lda. Litoral regas - comércio e apoio a agricultura, Lda. Lubrifuel - combustíveis e lubrificantes, Lda. Lufthafen, S.A. Lusobraguez - construções, Lda. Manuel J. A. Ggomes, estruturas metálicas, Lda. Migalha quente, Lda. Motomig soldadura, Lda. Ogcbi, Lda. Covilhã Optilink, Lda. Parceirauto, Lda Leiria Pisofoz, Unipessoal Lda. Polidiagnóstico - empresas, S.A. Poliexport - plásticos técnicos reforçados em fibra vidro, sociedade unipessoal lda. Prio energy, S.A. Queijos lagos - queijos e derivados, Lda. Redmaster clínica dentária, Lda. SCFH - Sociedade Central Farmacêutica Hospitalar, S.A Sentido perfeito-comércio e transformação de peles, unipessoal, Lda. Solintellysys, Lda


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“Para nós a sua energia é um bem precioso….” enernel

A Enernel é uma empresa portuguesa, com sede em Nelas – Viseu, vocacionada para o setor da energia. Com um plano de gestão estratégico disponibiliza diversos serviços na área, tais como projeto, execução, exploração de instalações elétricas, eficiência energética e, ainda, utilização racional de energia.

jorge monteiro Administrador

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om dez anos de experiência na área e uma cadeia de contactos razoavelmente estabelecida, Jorge Monteiro e Paulo Cardoso decidiram criar a Enernel – Sistemas de Energia. “Decidimos arregaçar as mangas e criar um projeto nosso com sustentabilidade”. Sendo a energia um bem precioso “é cada vez mais necessário otimizar o consumo de energia para que os consumidores se tornem economicamente mais competitivos e ambientalmente mais verdes e racionais, e é no que temos apostado nos últimos cinco anos”, conta Jorge Monteiro. A Enernel tem como missão contribuir para a qualidade

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e eficiência dos sistemas de energia nos mercados onde opera, prestando serviços diferenciados na componente de instalações elétricas, eficiência energética, utilização racional de energia, sistemas de aproveitamento de energias renováveis, segurança, telecomunicações. Com o objetivo de servir bem os seus clientes, indo ao encontro das suas necessidades, a Enernel acompanhaos no seu dia a dia com serviços de projeto, execução, exploração e desenvolvimento das suas instalações. Dispondo de pessoal técnico e com elevado sentido profissional, apostando na formação contínua e especializada dos seus colaboradores. “Em termos de empresa, temos também alguns

protocolos com instituições de formação, como o Politécnico de Viseu e de Castelo Branco, e ainda, algumas escolas regionais que nos têm encaminhando alguns alunos para estágio e o resultado efetivo é que dos 17 colaboradores, sete são provenientes do estágio profissional. No decorrer do estágio mostraram que tinham capacidades técnicas e profissionais, passando a fazer parte dos quadros da empresa. Na nossa opinião, as parcerias com as entidades de formação, são uma responsabilidade social das empresas, ajudando à inserção no mercado de trabalho dos mais jovens. No nosso caso, estas parcerias tem sido bastante proveitosa dando à empresa a oportunidade de formar pessoas à


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nossa imagem”, explica o gerente. Uma empresa, fundamentalmente, vocacionada para o mercado nacional a Enernel está presente em todo o território nacional, com maior incidência em Viseu, Guarda, Coimbra e Aveiro. “Como também estamos vocacionados para a montagem de painéis solares fotovoltaicos na área de energias renováveis, em 2011, acompanhamos a montagem de um parque solar em Itália, na ilha da Sardenha, tendo sido essa a nossa única experiência em termos de internacionalização. Entretanto, surgiram outras oportunidades que não se concretizaram. Na nossa opinião a internacionalização só faz sentido se existir uma boa oportunidade de negócio sustentável”. Nas obras de referência de instalações elétricas; segurança; telecomunicações; redes estruturadas; energias solar, eólica e mini – hídrica; alarmes; domótica, automação e supervisão; enumeram-se obras em instalações industriais e fabris, obras públicas,

urbanizações habitacionais, urbanizações industriais, postos de transformação e subestações, centros comerciais, hotéis, hospitais, centros de saúde, lares, escolas, parques de campismo, pavilhões multiusos, parques desportivos. A Enernel aposta numa cultura empresarial que tenha como fundamentos a inovação e qualidade, honestidade, honra e responsabilidade nos compromissos assumidos, flexibilidade e recursos para conseguir rápidas soluções às solicitações.

Prémio Gazela e PME Líder “Foi uma surpresa e, ao mesmo tempo, uma enorme honra sermos distinguidos com o prémio Gazela 2014, uma vez que apenas 46 empresas da zona centro receberam este galardão. Tem bastante significado no panorama económico nacional, tendo em conta a recente recessão económica que se tem vindo a sentir e não é fácil conseguir

aumentos de faturação três anos consecutivos. Em termos de reconhecimento é prestigiante para a empresa. No que se refere ao estatuto de PME Líder tem-nos trazido algum reconhecimento, mas também aumenta as nossas responsabilidades. Estes reconhecimentos servem de de estímulo, no sentido de perseguirmos a qualidade e a excelência”.

Projetos futuros Relativamente a projetos futuros a Enernel pretende alcançar a certificação da empresa em termos de sistemas integrados, e ainda, aumentar o patamar em termos de reconhecimento dos seus clientes e expandir a nível nacional.

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Rapidez e eficiência no transporte hélder coelho ferreira Hélder Coelho Ferreira é o atual dono e fundador da empresa de transportes com o mesmo nome que se encontra sediada no concelho de Viseu. Distinguida como uma empresa gazela, galardão atribuído às empresas jovens e com elevado ritmo de crescimento, sustentado ao longo do tempo na região centro do país. Das 46 empresas identificadas, quatro estão instaladas em Viseu, município apenas ultrapassado pelo de Torres Vedras, que conta com cinco.

Hélder coelho ferreira Administrador

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m entrevista à Revista Business Portugal Hélder Coelho Ferreira, um jovem empresário de apenas 35 anos falou dos desafios que enfrenta diariamente e do futuro da atividade.

Como é que nasceu a empresa? Esta empresa surgiu derivado à minha experiência numa empresa do ramo do transporte de medicamentos, em que transitei de Viseu para Aveiro, e dois anos mais tarde a filial de Aveiro também fechou e eu decidi avançar por conta própria. Esta minha experiência profissional enquanto motorista ao serviço desta empresa durou oito anos e meio e deu-me não só experiência, como

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também o conhecimento para realizar a proposta e começar a trabalhar na minha própria empresa. Sou o dono e fundador desta empesa, que neste momento conta já com 27 colaboradores, na sua maioria motoristas, que diariamente asseguram a satisfação dos clientes, em tempo útil.

Atualmente, contamos com uma frota composta por 23 viaturas, modernas e adequadas ao tipo de serviço requisitados pelos nossos clientes. Dessas 23 viaturas 18 estão vocacionas para o transporte de medicamentos, dado que, necessitam de uma acondicionamento e de uma refrigeração especifica.

Quais são os serviços que presta aos seus clientes? Desde o início, e até à atualidade que esta empresa trabalha no transporte de medicamentos, dedicando-se há cerca de dois anos também a transportar peças de automóveis.

Quais são as mais-valias desta empresa? Nós podemos oferecer aos nossos clientes um bom serviço, um bom atendimento que termina na satisfação total dos clientes, que ficam fidelizados à nossa empresa. O fato de cumprimos horários, rapidez na entrega e qualidade no nosso serviço penso que marca


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a diferença, de forma positiva para a empresa.

trabalhar de uma forma séria e honesta.

Quais são as áreas geográficas em que atuam? Ao nível dos medicamentos atuamos essencialmente no distrito de Viseu, Guarda e Coimbra. No que respeita ao transporte de peças de automóvel realizamo-lo essencialmente no distrito de Viseu. Como representante da Envialia – serviços de transporte e de mensagens urgentes benefício de uma plataforma que trabalha em rede, tanto a nível nacional, como internacional transportando todo o tipo de produtos, evitando a deslocação das minhas carrinhas.

Foram distinguidos recentemente com o prémio gazela. O que é que este prémio representa para esta empresa? Sermos distinguidos com este prémio foi muito bom, porque valoriza o nosso trabalho, não só o meu, mas o de toda a minha equipa que luta diariamente para que a empresa preste um bom serviço, de qualidade e eficiente para que os clientes fiquem satisfeitos. Se formos todos unidos, a trabalhar num mesmo

sentido, as coisas correm bem e toda a gente, chefe e colaboradores, ficam satisfeitos. Projetos para o futuro? Neste tipo de atividade não é possível fazer uma previsão de futuro a longo prazo, uma vez que, os clientes e o mercado em si sofrem uma variação constante. No entanto, como já referi anteriormente, é meu objetivo pessoal que a empresa continue a crescer de uma forma sustentada, e com isso criar novos postos de trabalho, alavancando também a economia local.

Qual é o balanço que faz destes 5 anos? Decidi avançar com a empresa numa altura complicada, em que a conjuntura económica não estava nada favorável, arrisquei tudo e tenho a dizer que os primeiros tempos foram muito complicados. No entanto, graças à minha experiência e conhecimento anterior consegui vingar, crescer de forma sustentada e é com orgulho que digo que atualmente dou trabalho a 27 pessoas. Embora o meu objetivo anual passe por integrar na empesa mais 3 a 4 funcionários. Como é que está o mercado atualmente? Julgo que atualmente, o mercado está a ficar muito saturado, com a existência de diversas empresas que praticam uma concorrência desleal, seja ao nível do preço, das condições de trabalho dos trabalhadores que prejudicam as empresas como a minha, que procura

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Qualidade, segurança, rigor e experiência leirirefrate Sediada em Ortigosa, freguesia pertencente ao distrito de Leiria a LeiriRefrat assume-se como uma empresa líder no sector da construção refratária industrial e construção civil. Sob a administração de Carlos Pedrosa que dispõem de uma vasta experiência neste setor, aquando da sua passagem por empresas de renome em Espanha a LeiriRefrat está preparada para satisfazer qualquer necessidade dos seus clientes, desde a construção do projeto à entrega ao cliente, ou à pequena reparação. Em entrevista à Revista Business Portugal o administrador referiu os desafios destes setor e as mais-valias da LeiriRefrat.

Carlos pedrosa Administrador

Como é que surgiu a LeiriRefrat? A LeiriRefrat nasceu em 2008 como um projeto pessoal. Anteriormente, eu trabalhei num grande grupo espanhol, e foi lá que adquiri toda a minha formação e know-how, graças a muito empenho, rigor e dedicação. Passados alguns anos, em que já nesse grupo eu era o responsável máximo, decidi apostar no meu próprio negócio. É então que em 2008 nasce a LeiriRefrat, um projeto pequeno, que começou por trabalhar pequenas obras, mas que foi crescendo graças aos conhecimentos e experiencia adquiridos em Espanha. Atualmente, abrimos uma sucursal em Barcelona, não com o objetivo de roubar o mercado espanhol, mas sim para responder de modo satisfatório ao cliente. Quais são os serviços que prestam? Atualmente, a LeiriRefrat presta serviços no sector da construção refratária industrial, quer ao nível da construção e acompanhamento técnico e também no setor da construção civil. Isto é, realizamos trabalhos a

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nível nacional, e sobretudo internacional, cerca de 90% dos trabalhos são realizados em solo internacional, em indústrias cimenteiras, incineradoras e indústrias vidreiras. Realizamos também trabalhos em fornos de vidro, fornos de laminação, fornos de alumínio e fornos de cobre. Sendo que a quase totalidade da matériaprima utilizada nos nossos serviços é importada de outros países, dado que em Portugal produz-se apenas uma quantidade muito reduzida de material refratário. Apesar da crise que se verificou no setor da construção, esta é também uma área em que atuamos dado que, o setor da construção e o setor refratário andam de mãos dadas, e por vezes os clientes são os mesmos para os 2 setores. O meu objetivo não é estragar mercado, é sim fazer por um preço justo, de modo a manter-me no mercado. Em termos de funcionários, qual é, neste momento o vosso número de colaboradores? Neste momento contamos com cerca de 20

trabalhadores diretos, que aqui na nossa sede trabalham diariamente para o sucesso e crescimento desta empresa. No entanto, dependendo do número de obras e da sua dimensão podemos dar trabalho a cerca de 200 profissionais, que estão inteiramente ao dispor do cliente. Nesse sentido, somos uma referência nos países onde operamos, trabalhando com rigor, qualidade e inovação nas áreas em que fornecemos serviços. O que é que mudou ao longo destes anos? As coisas alteraram-se significativamente e de forma positiva. Ou seja, a maneira de negociar passou a estar mais facilitada, a maneira de estar no mercado também mudou, já somos mais reconhecidos e assumimos mesmo a liderança no setor refratário. O respeito a nível das outras empresas e das próprias entidades bancárias foi outras das alterações. A construção desta estrutura capaz de dar resposta às solicitações, assente num serviço de qualidade foi desde o início o meu objetivo.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL EMPRESAS GAZELA

Como é que encara a distinção da LeiriRefrat com o prémio Gazela? Fiquei muito contente, porque não esperava este reconhecimento. Apesar de trabalhar todos os dias para a satisfação dos nossos objetivos foi com surpresa que recebi esta distinção. A LeiriRefrat foi uma das 46 empresas Gazela identificadas na Região Centro, num estudo efetuado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC). O conceito de empresa «gazela», assumido internacionalmente, corresponde a empresas jovens e com elevados ritmos de crescimento, sustentados ao longo do tempo. Correspondem a organizações inovadoras, capazes de se posicionarem de forma diferenciadora nos mercados, onde afirmam a sua competitividade e constroem sucesso a um ritmo acelerado, contribuindo fortemente para a criação de postos de trabalho. Projetos para o futuro? Espero continuar a crescer nestes setores onde me encontro inserido atualmente, bem como acrescentar a representação de alguns materiais.

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“É PRECISO RIGOR E PERSISTÊNCIA” Empilhadores João Lourenço Sediada em Torres Vedras, a João Lourenço Empilhadores é uma empresa que explora o comércio, aluguer e assistência de empilhadores novos e usados. Numa conversa com o administrador Lúcio Lourenço, damos-lhe a conhecer as potencialidades desta empresa inserida num setor de atividade que atualmente é imprescindível para o tecido empresarial.

S

lúcio lourenço Administrador

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urgiu com a união de pai e filho que, unindo esforços, decidiram abrir uma empresa e começar a trabalhar por conta própria. A área de negócio incidiu nos empilhadores, visto que já traziam uma boa bagagem de experiência. Detentora de uma vasta prática na movimentação e manipulação de cargas e mercadorias, atualmente a empresa comercializa máquinas não só para o mercado português, mas também para o estrangeiro. A zona mais forte a nível nacional é a zona centro, Lisboa, Leiria e Coimbra, e os seus serviços destinam-se a empresas de várias dimensões. Para além da comercialização, a firma também dispõe de assistência técnica qualificada e de um serviço de consultadoria e aconselhamento na aquisição de equipamentos adequados às necessidades dos requerentes. Sendo o empilhador um equipamento que carece de muita manutenção e assistência, o administrador Lúcio Lourenço revela que “há uma grande falta de inspeção anual e por essa razão dotamos a empresa de um departamento que é a inspeção de empilhadores e apostamos também na formação de condutor para empilhadores”. Num total de 28 trabalhadores, a empresa preocupa-se constantemente em melhorar as condições, e acima de tudo, Lúcio Lourenço diz que é fundamental agilizar todos os processos instalados de forma a que estes sejam mais rápidos e menos burocráticas “e consigamos simplificar tudo” realça. Por essa razão, a empresa está de momento a realizar obras que irão contribuir para uma maior e mais eficaz organização. De acordo com Lúcio Lourenço, os empilhadores controlam-se por horas de trabalho e não por quilómetros e com a aquisição de equipamentos inovadores consegue-se trabalhar com recursos que controlam de forma mais rápida. Dentro do que são as mais-valias da empresa, o administrador destaca “um serviço técnico especializado e experiente, a preocupação com o cliente, um serviço de qualidade e sermos sempre um parceiro de negócio para os nossos clientes”. Relativamente à concorrência, Lúcio Lourenço afirma que o trabalho dá para todos, e o que realmente importa


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são os seus clientes e o cuidado no trabalho prestado. Para além dos serviços, ditos comuns, a empresa também presta serviços de aluguer de curta e longa duração, o que hoje em dia é uma vantagem, na medida em que as pessoas cada vez mais se preocupam com a redução de custos laborais. Lúcio Lourenço revela ainda que têm algumas empresas em que são os gestores da frota total, desde pneus, à parte elétrica, mecânica, etc. Semanalmente a Empilhadores – João Lourenço – presta assistência aos seus clientes através de técnicos experientes que dão resposta imediata. Sobre a atribuição do prémio Gazela, promovido pela CCDRC – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, o administrador encara com orgulho e otimismo e admite que este prémio é o espelho de um esforço adicional que toda a equipa tem prestado. Ainda mais porque esta distinção reconhece empresas jovens, inovadoras, com elevados ritmos de crescimento e capazes de se posicionarem de forma diferenciadora nos mercados. Diariamente a área dos empilhadores exige da parte de quem ministra, uma série de desafios. Segundo Lúcio Lourenço os principais assentam em “educar o cliente a

cumprir prazos e na necessidade de matéria-prima para o tipo de produto”. O dia de amanhã é sempre uma incógnita mas o administrador garante que os próximos tempos serão encarados com a mesma filosofia do inicio: “muito

rigor, muita persistência e muita colaboração de toda a equipa e todos os técnicos” desabafa Lúcio Lourenço, admitindo que muitas vezes não é fácil aguentar os ventos mais fortes em Portugal “mas sem sacrifício nada se consegue” conclui.

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Miguel Poiares Maduro, José Couto e Ana Abrunhosa

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Rapidez, qualidade e eficiência em Portugal e na Europa

Fernando Figueira (Formadexegar Transportes, Lda) e Ana Abrunhosa

formadexegar

Sediada na região centro, com umas instalações de sete mil metros quadrados a empresa Formadexegar nasceu em 2010 pelas mãos de Fernando Figueira, inicialmente com apenas uma viatura, um minitir de 18 toneladas.

Fernando Figueira e Catarina Santos (Formadexegar Transportes, Unipessoal, Lda)

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esde então, esta empresa que se encontra integrada no grupo MENDY não parou de crescer, e atualmente conta já com 35 viaturas, queFernando efetuamSilva serviços de– transporte Miguel Poiares Maduro, (Isolafões Isolamento e Impermeabilizações, Lda), Ana Abrunhosa e Luís Caetano de mercadorias quer em território nacional, quer ao nível internacional. “Atualmente, o forte desta empresa é o transporte de acessórios de automóveis, a par dos serviços de parceria com o grupo Ikea”, salienta Fernando Figueira. Para além destes produtos a Formadexegar transporta também outros produtos como rolhas de cortiça, papel, mosaicos e madeira um pouco para toda a Europa. “Este crescimento foi acontecendo de uma forma faseada, em que da primeira viatura passamos João seis Bandeirinha e Bruno Freitas (Sfera Florestal) para camiões, depois avançamos para 13 viaturas, que subimos já para 23 e depois para os 40 em 2013. Tivemos que fazer uma ligeira redução da frota em cinco viaturas para garantir a sustentabilidade da empresa e acima de tudo garantir os postos de trabalhos dos nossos colaboradores” adianta Catarina Santos, o braço direito de Fernando Figueira na empresa. Com 45 colaboradores diretos, a Formadexegar está de

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uma forma sólida e sustentada no mercado e aposta sobretudo no cumprimento das normas e da legislação, tanto nacional como europeia que regula o setor dos transportes. A par do cumprimento da legislação, a Formadexegar aposta também num sistema de relés, ou seja, um sistema de troca de reboques, que permite que dois motoristas se encontrem e troquem os reboques. Este sistema apresenta inúmeras vantagens: “permitenos ganhar mais tempo, uma gestão mais eficiente dos horários e rapidez na entrega da mercadoria, e talvez Carlos Miguel, Carlos Coelho e Ana Isabel Miguel por isso tenhamos estes parceiros ao nível do setor automóvel”. Questionado sobre a atribuição dos prémios Gazela, galardão atribuído às empresas jovens e com elevado ritmo de crescimento, sustentado ao longo do tempo na região centro do país, Fernando Figueira não hesita na resposta. “Das 46 empresas identificadas, a Formadexegar foi a única empresa distinguida na Mealhada. Este prémio representa o fruto de muito trabalho e o reconhecimento do valor da empresa” refere Paulo Granjeiro e Rui Nascimento (Leirirefrat, Lda) o fundador. “Foi com alguma surpresa que recebemos este prémio, no entanto, sabemos do nosso trabalho e do crescimento que registamos ao longo destes 5 anos” salienta Catarina Santos. “Demos um salto muito grande em muito pouco tempo e atualmente temos um volume de faturação que ronda os cerca de 350 mil euros mensais” revela Fernando Figueira. O setor dos transportes rodoviários de mercadorias apresenta-se como um setor altamente competitivo e Miguel Poiares Maduro, Gil Mortágua, Fernando Silva( Endiprev), Ana Abrunhosa e José concorrencial, e queJúlio naNorte opinião de Fernando Figueira “não está muito bem, devido à falta de cargas da europa para Portugal”. “Apesar de estarmos a trabalhar bem e de prestarmos um serviço de qualidade de modo a satisfazer os clientes, este volume de negócios não é o desejado” salienta Fernando Figueira. Numa altura em que a economia portuguesa e também a economia europeia dão alguns sinais de

Augusto Costa e Hugo Pessoa (Phagecon-Serviços e Consultadoria Farmacêutica, Lda)

Gil Mortágua, Fernando Silva (Endiprev) e José Júlio Norte

Miguel Poiares Maduro, Hélder Ferreira (Hélder Coelho Ferreira, Unipessoal, Lda) e Ana Abrunhosa

primeira viatura da empresa Rita Abrunhosa, Ana Abrunhosa, Carlos Miguel e Ana Isabel Miguel

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recuperação económica, alicerçadas sobretudo nas empresas exportadoras e nos bens transacionáveis, Fernando Figueira não tem dúvidas em afirmar que “a Formadexegar tenciona manter o nível de crescimento em 2015 e continuar a crescer em 2016, com uma aumento de 17 viaturas, algumas delas a gás, e no mínimo 17 funcionários”.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ARTIGO DE OPINIÃO

artigo de opinião portugal 2000: oportunidade para consolidar um novo modelo económico Redigido por João Rafael Koehler, Presidente da ANJE

Ao abrigo do Acordo de Parceria com a UE, Portugal terá à sua disposição cerca de 25 mil milhões de euros em fundos comunitários, durante os próximos seis anos. Tão significativo envelope financeiro deve ser estrategicamente gerido, sob pena de se esfumar em investimentos sem retorno efetivo para o país. Não podemos esquecer os erros do passado nem menorizar o desenvolvimento que, nestes 25 anos, Portugal conheceu graças ao dinheiro vindo de Bruxelas, designadamente ao nível das acessibilidades, das infraestruturas básicas, do parque habitacional e do sistema educativo, científico e tecnológico. Por ora, deve louvar-se os quatro eixos de investimento do Portugal 2020: competitividade e internacionalização; capital humano; inclusão social e emprego; sustentabilidade e eficiência no uso dos recursos. Trata-se de áreas prioritárias para Portugal, uma vez que o país já não carece de infraestruturas mas necessita de um tecido empresarial mais competitivo, inovador, produtivo e capaz de criar emprego. Importa apoiar fortemente as PME, pois estas representam 99,8% do tecido empresarial português e 79,2% do emprego. Logo, são essenciais ao crescimento económico, à integração profissional e à competitividade internacional. Acresce que o tecido empresarial português ainda se debate com problemas de liquidez e dificuldades de financiamento, em particular junto da banca. Neste sentido, há que encontrar fontes de financiamento alternativas ao crédito bancário, aproveitando o novo ciclo de fundos comunitários. O Portugal 2020 é também uma oportunidade para evoluir de um modelo económico baseado no consumo interno para um modelo económico assente nas exportações, no investimento produtivo, na internacionalização e no empreendedorismo. Com este modelo será possível aumentar a produção de bens transacionáveis de forma, por um lado, a abastecer o mercado doméstico e consequentemente a reduzir as importações e, por outro, a promover o crescimento das exportações e dos seus recursos endógenos incorporados. Mais: os nossos bens e serviços podem, com este modelo, reforçar a sua competitividade internacional a partir dos fatores críticos da economia do conhecimento: inovação, ciência, tecnologia e criatividade. Aliás, avolumam-se os sinais de uma alteração estrutural do tecido económico português, como parecem demonstrar os excedentes externos positivos e crescentes. No espaço de 20 anos, as vendas ao exterior subiram de 22% para quase 42% do PIB. E, segundo as previsões oficiais, o saldo da balança corrente e de capital prosseguirá a tendência positiva nos próximos anos. De resto, até 2016, as exportações vão contribuir para o crescimento do PIB em cerca de um ponto percentual ao ano. Importa, agora, que o país não abrande o seu esforço de mudança de paradigma, sob o pretexto de que o pior já passou e de que rapidamente regressaremos à situação anterior à crise. Portugal não pode replicar o modelo económico da última década, pois isso significaria malbaratar os progressos já alcançados no processo de ajustamento e a notável capacidade de resistência demonstrada pelos portugueses. Para o futuro, é necessário algo diferente e para isso temos de insistir no trinómio consolidação orçamental, investimento produtivo e empreendedorismo inovador.

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REVISTA BUSINESS PORTUGAL

municípios em destaque

ARCOS

DE

VA L D E V E Z

RESERVA MUNDIAL DA BIOSFERA PNPG


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MUNICÍPIOS EM DESTAQUE

Uma cidadã à frente do povo município de silves Foi eleita Presidente da Câmara, e hoje assume aquilo que define como “missão”. Rosa Palma foi uma surpresa para a oposição, e levou a CDU ao comando da autarquia. Sem heranças políticas, surge como uma liderança sem vícios e voltada para a população. Silves não perspetivava uma mudança tão profunda. “A mudança foi surpreendente para muitos (...) nunca fui tida muito em conta pelos outros candidatos”, assume a professora, hoje líder política.

“É possível fazer política como deve ser’’

rosa palma Presidente

P

rofessora, mãe, mulher e cidadã. Rosa Palma não tem raízes ou heranças políticas, e por isso mesmo deu que falar. Pela positiva, surpreendeu o concelho de Silves, conquistando um lugar de destaque. Recebeu a cadeira que por 16 anos pertenceu a uma mesma cor política, e agora bate-se por mudanças a muitos níveis. É moderna, fresca e contemporânea. Uma mulher dos dias de hoje, que entende que sem trabalho em conjunto não há boa gestão, e que defende, sobretudo os direitos da população. A cidadã à frente do município abre agora as suas portas e convida o povo a entrar. Quer alterar padrões, resolver e fazer, combater vícios e rotinas, e mexer com paradigmas e preconceitos.

Uma missão que move “Ser presidente da Câmara é um ato de entrega. É o espírito de missão e a defesa intransigente do serviço público que me move”. É assim que Rosa Palma inicia a entrevista, e é impossível não reparar na sua paixão e na sua objetividade. Diz-se ‘crente’ na política, e afirma que apesar de “os políticos estarem desacreditados, não se pode generalizar - “O justo não pode pagar pelo pecador”. Quando o assunto é o atual governo, a presidente é direta e objetiva ao dizer que não apoia as políticas prosseguidas além da Troika, rejeita o caminho da austeridade cega, da brutal carga fiscal, cortes de salários e pensões, sendo natural que a população as combatam, porque são geradoras da liquidação de direitos sociais duramente conquistados, do definhamento da economia e do alastramento do desemprego, da pobreza e da emigração.

A vida política Dezasseis anos sob a liderança do PSD, o concelho de

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Mudar a visão sobre a política é um dos principais objetivos, e para isto, acredita que a aliança entre povo e poder público autárquico deve ser reforçada. A líder munícipe define como desgastante a “política do contra” a nível local. “É o que complica a função, e é aquilo que eu não percebo. Se todos nós levássemos em consideração os interesses da população, e tivéssemos este objetivo em comum, as coisas seriam diferentes (...) está a faltar a alguns eleitos o desligamento dos preconceitos, da partidarite e daquilo que as condiciona (...) ninguém pode ir contra o que favorece a população só porque sim”, desabafa Rosa Palma. “As pessoas têm de ver a política com seriedade e espírito de missão (...) é preciso existir colaboração e proximidade entre os eleitos e a população, para que este tipo de mentalidade se altere”, defende a presidente da Câmara.

Em defesa da população “É preciso encarar a realidade concreta das pessoas, da saúde, dos benefícios sociais, pois toda a gente tem direito a viver de forma digna e nós temos leis para isto”.

A autarca acrescenta que a população deve assumir uma postura ativa e mobilizadora, e não apenas crítica: “Não podemos ficar quietos no conforto do lar, sem atitude, intervenção e cumprimento do dever cívico; é preciso exercer o direito à indignação quando for preciso”.

“Quero honrar e dignificar a política como ação nobre ao serviço das populações. O munícipe que entra no espaço municipal tem que ser esclarecido e atendido com cortesia e eficácia. Pretendemos criar nas pessoas um espírito que vá de encontro à defesa do serviço público”.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MUNICÍPIOS EM DESTAQUE

Centro de cultura, gastronomia e investimento município de arcos de valdevez Arcos de Valdevez é um dos concelhos integrados no Parque Nacional da Peneda-Gerês, declarado pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera o que demonstra a riqueza ambiental, paisagística e biodiversidade do território e a importância que tal assume no contexto nacional e internacional.

JOÃO MANUEL ESTEVES e nuno vieira e brito Presidente e Secretário de Estado

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este sentido, convidámo-lo a visitar Arcos de Valdevez e a conhecer os encantos de uma vila à beira-rio, os seus monumentos, tradições, artesanato, gastronomia e bons vinhos verdes. Ainda poderá visitar a “Porta do PNPG no Mezio” e disfrutar das belas paisagens e de várias atividades ao ar livre como caminhadas, trilho pedestre, passeios todo o terreno e cicloturismo entre outras atividades. Aproveite para passar um fim-de-semana ou até um período de férias diferente, na companhia da família e amigos. Arcos de Valdevez foi palco de mais uma edição do Fim-de-semana Gastronómico no passado mês de março. Na ribalta da rica e variada gastronomia arcuense estiverem em destaque, nos 18 restaurantes aderentes, a saborosa carne da cachena, servida com o arroz de feijão ‘tarrestre’, a broa de milho, a laranja do Ermelo e os reconfortantes charutos de ovos, acompanhados pelos excelentes vinhos verdes, produzidos no concelho. Sob o pretexto de comprovarmos o sabor único destas iguarias, fomos até Arcos de Valdevez onde conversamos com o presidente do município, João Manuel Esteves, sobre este e outros projetos. A par com o fim-de-semana gastronómico teve lugar igualmente a já habitual Feira dos Produtos ‘Terras do Vez, Sabores e Tradições’, onde estiveram presentes mais de três dezenas de produtores e artesãos, que este ano contou com honras inaugurais do Secretário de Estado da Alimentação, Nuno Vieira e Brito, ao lado do presidente do Município de Arcos de Valdevez. Num evento marcado pela diferença e inovação, a feira

contou com dois shows cookings onde foi possível perceber o potencial da carne da cachena, produto autóctone da região. Questionado sobre a importância destes eventos, o edil afirmou à Revista Business Portugal que “a gastronomia é um dos melhores atrativos do concelho, pelo que é importante levar a cabo ações desta índole e dar a conhecer o que de melhor temos para oferecer”.

Centro de Cultura Como uma estratégia, com o intuito de trazer cada vez mais turistas ao concelho, Arcos de Valdevez aposta fortemente no seu cartaz cultural, “com um grande cartaz cultural anual que erradia a partir da nossa Casa das Artes. Temos aquele que se apelida o primeiro grande festival do ano, o ‘Sons do Vez’, festival esse que se prolonga durante vários meses e que tem lugar na época baixa e atrai bastantes turistas aos Arcos”, esclarece o edil. “Marcamos o panorama cultural do norte do país”, acrescenta.

Investimento empresarial Arcos de Valdevez conta com três zonas industriais devidamente estruturadas, albergando já alguns dos grandes players do mercado nas mais diversas áreas. A procura tem crescido substancialmente, pelo que dois desses parques estão a sofrer algumas reformas. “Estamos a ampliar dois dos parques porque há procura por parte de investidores nossos compatriotas que estão no estrangeiro e vêm aqui uma oportunidade de negócio”, refere. O município tem apostado numa estratégia de atração e investimento no concelho, fazendo junto da várias entidades a promoção das diversas medidas e incentivos, nomeadamente junto a Câmaras de Comércio e outras associações. “Não há taxas de derrama, temos uma redução de 50 por cento de tudo o que são taxas de licenciamento para investimento, sejam projetos agrícolas ou industriais, passando também pelo

turismo”. De destacar igualmente o programa ‘Via Verde’, “onde os projetos nunca param, de modo a que se concretizem o mais rápido possível”, explica o edil. Os mais jovens empreendedores podem ainda contar com o ‘Arcos Finicia’, um programa de apoio, e ainda incluída a In.Cubo uma incubadora de empresas e um centro de formação, “de modo a criarmos um ambiente favorável ao investimento”. Aliado a esta promoção de investimento no concelho, o Município criou um programa de reabilitação urbana, de modo a fazer ‘renascer’ o centro histórico, não só para habitação, mas também para o comércio e o turismo. “Temos sentido a adesão por parte dos munícipes, pretendemos que Arcos de Valdevez ganhe uma nova vida e uma nova dinâmica”, refere João Manuel Esteves. Para quem adira a este programa de reabilitação, o executivo de Arcos de Valdevez proporciona a redução do IVA de 23 para 6 por cento, além de benefícios no IMI, IMT e IRS.

Aeronáutica em Arcos de Valdevez Durante o fim-de-semana gastronómico teve lugar, na Estação Vitivinícola Amândio Galhano, uma sessão de apresentação das potencialidades do uso de aeronaves não tripuladas ’DRONES’ na prevenção e combate a fogos florestais assim como na agricultura. A Tekever, empresa de investigação e desenvolvimento de aeronaves não tripuladas, referiu nesta conferência que as potencialidades e as mais-valias desta metodologia de intervenção são múltiplas, pelo que crê ser relevante o investimento e apoio das várias entidades envolvidas na criação de um modelo sustentável. Por sua vez, o edil João Manuel Esteves mencionou que a Tekever está empenhada na criação de um Centro de Competências em aeronaves não tripuladas em Arcos de Valdevez. Neste sentido, têm procurado diligenciar junto das entidades competentes, no sentido de obterem financiamento no novo quadro comunitário para suportar o presente projeto. Para o município, o apoio a este projeto é de extrema importância não apenas para o desenvolvimento e crescimento do setor da defesa da floresta contra incêndios e do vinho no concelho, mas também no apoio ao desenvolvimento de tecnologias diferenciadoras e inovadoras no concelho e em toda a região.

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REVISTA BUSINESS PORTUGAL ESPECIAL

Saúde animal com foco em Torres Vedras hospital veterinário da mata de santa iria

Aberto em 2013, o Hospital Veterinário da Mata de Santa Iria é um autêntico caso de sucesso. O conjunto de espaços, que já é uma referência no setor em Portugal, e a aposta em formações de caráter inovador. A Revista Business Portugal esteve presente no último curso realizado, ministrado por um renome internacional da medicina veterinária.

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m novo espaço voltado para a saúde animal tem dado o que falar dentro do setor. O Hospital Veterinário da Mata de Santa Iria é um equipamento singular no concelho de Torres Vedras, e uma referência em todo o país. Com um completo conjunto de espaços que apostam na inovação e na qualidade, o hospital está aberto durante 24 horas por dia. A estrutura e o design moderno chamam a atenção, e merece destaque a preocupação com a sustentabilidade da sua construção. O leque de serviços é abrangente e procura responder a todas as necessidades da população. As ofertas vão desde banhos e tosquias, uma composição formada por consultórios e zona para internamento, salas para cirurgias, exames de diagnóstico, e atendimento de ortopedia/fisioterapia, a contar ainda com um gabinete de acolhimento ao cliente e uma sala de reuniões que abriga as formações dinamizadas pelo centro hospitalar. Uma zona com pet-shop e sala de espera abre portas para receber, e um imponente aquário de água salgada deslumbra e emoldura o ambiente. Os serviços estão destinados a cães, gatos e animais exóticos, sendo para breve também dedicados aos equinos. Preocupado em oferecer novas experiências aos profissionais da medicina veterinária, o proprietário

e diretor-clínico do Hospital Veterinário da Mata de Santa Iria, Filipe Pereira, planeia e executa ações de formação na área da saúde animal. Nos passados dias 13, 14 e 15 de março, a unidade hospitalar recebeu quarenta inscritos para o curso de radiologia e ecografia, ministrado por um renome internacional do setor. Este foi o primeiro momento de um ciclo de formação que o hospital está a iniciar. Panagiotis Mantis, do Royal Veterinary College, é um reconhecido e empolgante orador, especializado em imagiologia, e este foi o mote que deu arranque à temática que aborda os principais meios de diagnóstico utilizados em consultório. Entre os formandos, o sentimento era unânime: esta foi uma relevante oportunidade para aprofundar conhecimentos, e o nome do médico grego elevou o aprendizado. “O nome que aqui nos traz é importantíssimo, com eco internacional, e é fundamental que venha a Portugal para formar profissionais cada vez mais capacitados”, afirma Nuno Santos, médico veterinário em Alverca, acrescentando ainda que “sendo a imagiologia o método de diagnóstico mais comum e com alta exigência de experiência, é importante haver uma atualização das técnicas e o domínio das mesmas para uma melhor atuação do especialista”. Catia Rodrigues, de Alcanede, concorda e complementa

que “os clientes são cada vez mais meticulosos” e interessados quando o assunto é a saúde do animal de estimação: “Embora não haja dinheiro a circular, sinto que as pessoas procuram mais e melhores respostas, não ficando apenas pelo tratamento (...) exigindo diagnóstico e informação, e apostando atualmente em medicina preventiva”. “Com o crescimento do setor em Portugal, há cada vez mais necessidade de melhor formação”, encerra a médica veterinária. “O animal é cada vez mais considerado um membro da família”, Filipe Pereira, proprietário e diretorclínico do HVMSI “Um dos desafios é o regresso ao básico. Como têm acesso a muita tecnologia, os médicos veterinários começam a depender dela, o que não é mau, mas temos de prestar mais atenção ao básico”, Panagiotis Mantis, orador

CONTACTOS Rua General Humberto Delgado, nº.67 2565-775 Turcifal - Torres Vedras Tlf: 261 958 177 | Tlm: 914 310 516 hvmsi.pt@gmail.com | www.hvmsi.com

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design de interiores

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arte de desenhar e organizar espaços . Ao pensarmos em design de interiores imediatamente o que nos vem à cabeça é criatividade. Criatividade em marcar a diferença, fazer algo nunca antes visto ou apenas numa questão de organização de um determinado espaço. Mas o trabalho de um design de interiores é mais do que criatividade. É preponderante estar e manter-se atualizado com as mudanças ou novidades que vão existindo na área, ter espírito prático e crítico para cumprir prazos estipulados pelos seus parceiros e sobretudo ouvi-los e surpreendê-los. O efeito surpresa é fulcral. A ‘arte’ de planejar e conceber um ambiente acolhedor, que vá de encontro ao que os clientes pretendem, desde projetos de interiores residenciais ou espaços comerciais e públicos, é da responsabilidade de um designer de interiores. Com criatividade q.b., este deverá estabelecer uma boa relação estética e funcional em cada espaço, aliando a harmonia de objetos/cores pretendida pelo cliente, tendo sempre em conta o seu gosto pessoal. É importante sentirmo-nos bem em qualquer espaço: em nossa casa, no nosso trabalho, num restaurante e a energia que nos transmitem é importante para o nosso bem-estar e disposição. A ideia de um designer de interiores deverá ser transformar pequenas ideias em grandes sonhos, em que cada pormenor deve ser pensado ao pormenor. Todo o processo de escolha de materiais, mobiliário, tecidos, cores ou iluminação deverá ser seguido e marcado por um olhar diferenciado e atento.

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REVISTA BUSINESS PORTUGAL DESIGN DE INTERIORES

Espaços personalizados até ao último pormenor gf designers interiores A GF Designers de Interiores concebe espaços personalizados e adequados a cada necessidade do cliente. Com o atelier e loja instalados no Largo das Palmeiras, em Lisboa, Ana Góis Ferreira é a responsável pela empresa de Design de Interiores. sucesso da GF Designers de Interiores passa muito pela disponibilidade e cumprimentos de prazos. Somos uma empresa atenta”, acrescentou.

Áreas do Design que atua

ana góis ferreira Administradora e designer de interiores

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GF Designers de Interiores conta com uma equipa de profissionais que vai de encontro às vontades e necessidades dos seus clientes, com o intuito de arquitetar e desenhar interiores personalizados. Com apenas dois anos de existência, a GF Designers de Interiores tem na liderança uma mulher forte no mundo da decoração. Ana Góis Ferreira conta mais de 20 anos na atividade e foi um dos rostos do sucesso da empresa Ardeco, colaboradora no projeto de interiores das zonas da administração do grupo BCP Portugal, assim como os pisos de administração do escritório de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados… Com o atelier situado no Largo das Palmeiras, em Lisboa, Ana decidiu expandir o negócio e abrir uma loja ao público, no final de 2014. “Em novembro do ano passado decidi dar mais um passo em frente e abri uma

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loja ao público. A reação das pessoas tem sido muito boa onde tenho arranjado novos clientes. O facto de se ter um espaço aberto ao público é muito motivante”, confessou a designer. Apaixonada por projetos de raiz, Ana admite sentir-se realizada com aquilo que faz. “Encontro inspiração naquilo que os clientes me transmitem ou em alguma peça ou cor que o cliente queira usar, respeitando sempre os seus gostos pessoais e refletindo-os no resultado final do projeto. Em termos de realização pessoal, a maior satisfação é quando o cliente se identifica com o seus novos espaços onde vai ter uma vivencia diária seja de trabalho ou familiar. Os objetivos são atingidos”, afirmou. Sempre atenta ao mercado e sempre presente em feiras internacionais de decoração, Ana Góis Ferreira assume-se como uma pessoa sem limites, atualizada, responsável, séria e cumpridora dos seus objetivos. “O

A GF Designers de Interiores atua nas mais diversas áreas do Design, desde projetos de arquitectura de interiores, assessoria e consultoria a projetos de arquitetura, remodelações/pequenas obras, fornecimento de equipamento e respetiva instalação no local até ao aconselhamento e peritagem especializado de obras de arte. A empresa portuguesa acompanha todas as etapas do projeto de decoração até à entrega do trabalho concluído. “Todas as áreas que estão relacionadas, desde o projeto de arquitectura até ao simples pormenor de colocar um arranjo de flores, a GF está envolvida: plantas de iluminação, plantas da distribuição do equipamento, escolha de revestimentos Desenvolvemos um trabalho conjunto com o arquiteto para que o resultado final tudo seja positivo”, explicou Ana Góis Ferreira.

Projetos de “vento em popa” São vários os projetos nacionais e internacionais no currículo de Ana Góis Ferreira. No ano transato, a GF Designers de Interiores foi responsável pela decoração de 20 apartamentos, em Luanda, e também já trabalhou para o mercado moçambicano. Neste momento a GF tem em mãos um projeto ambicioso para uma residência universitária, que segundo Ana tem de ser “um espaço jovial, moderno, funcional e que o público mais difícil de todos, neste caso os adolescentes goste. Será um espaço onde todos os jovens necessitarão do conforto de uma casa e da concentração de uma universidade. Tem sido um desafio conjugar estes dois elementos, que para mim são sem dúvida uma prioridade”, realçou a


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designer, adiantando que “me tenho focado no nosso país para criar zonas inspiradas na beleza de tantas cidades de Portugal. Vamos ver se eles gostam”.

Reutilização de equipamentos Com a GF Designers Interiores é possível fazer um “refresh” do espaço. Ana explica que muitas vezes as pessoas deslocam-se até ao atelier porque se sentem cansadas da decoração que têm em casa, sentem que o espaço está mal aproveitado. Por isso, através do serviço Oficinas de Interiores, o equipamento e o espaço podem ser reutilizados e ganhar uma nova vida. “Não é necessário ter uma casa nova ou um orçamento muito elevado, por vezes é só uma questão de perspetiva e de um novo olhar num espaço já muito viciado e visto pelo cliente”, referiu Ana. “Tento ao máximo reutilizar os equipamentos no espaço e os clientes ficam agradados

com o resultado final”, concluiu.

pela GF Interiores.

Decor Package

Perfil

Esta é uma nova modalidade de serviços da GF Interiores. A GF Designers de Interiores adapta os serviços e o preço às necessidades de cada um dos clientes. Com o serviço Decor Package o serviço pode ser feito à escala do cliente, tendo sempre como objetivo conseguir o melhor resultado estético e funcional. “Tenho clientes que são casais jovens e que optam por este serviço. Faço-lhes uma proposta do que precisam na totalidade e iremos fazendo por etapas. É o ideal para noivos que queiram fazer listas de casamento connosco, onde obtêm um acompanhamento personalizado e não apenas a escolha de peças soltas para os amigos oferecerem. Faço sempre uma seleção do mais relevante para a primeira fase”, explicou a responsável

Ana Picciochi Goes Ferreira nasceu a 1968, em Lisboa e é mãe de seis filhos. É licenciada em Design de Interiores e Equipamento, na escola de Artes IADECreative University. Iniciou o percurso como Designer de Interiores no atelier Ardeco – Decoração de Interiores. Ao longo de 20 anos Desenvolveu projectos tão variados como escritórios, casas particulares empreendimentos turísticos, espaços comerciais, SPAS, entre outros, tanto em Portugal, como em Paris, Varsóvia, Luanda e Maputo. Em 2012, decidiu fundar a GF Designers de Interiores, liderando uma equipa jovem que se propõe a encontrar as melhores soluções com o máximo de inovação e criatividade.

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Coleções exclusivas a pensar em si Sediada no Cartaxo, a Green Apple International Trading é uma empresa que atua nas áreas da decoração de interiores, mobiliário e iluminação, a nível internacional. Sérgio Rebola, um dos seus fundadores, explica o percurso de sucesso desta empresa ao longo dos últimos 10 anos. Como surgiu a ideia de criar um negócio no sector da decoração? Surgiu precisamente há dez anos. Eu e a minha esposa Rute, tínhamos concluído a nossa formação académica, em economia e gestão, e pretendíamos aplicar os conhecimentos adquiridos criando o nosso próprio negócio. À época, os familiares da Rute estavam ligados ao setor florista e isso permitia-nos ter um conhecimento profundo do funcionamento desse meio. Identificámos que através da introdução de produtos inovadores poderíamos ser bem-sucedidos, uma vez que todos os players do mercado concorriam pelo preço e não pelo produto. Essa aposta revelou-se acertada e foi por aí que demos início à nossa atividade. Como foi a evolução da Green Apple HOME STYLE ao longo dos últimos 10 anos? O nosso processo evolutivo enquanto empresa, ao longo destes anos, tem sido feito de forma sustentada e

Sérgio rebola Fundador e Administrador

continuada, através de uma gestão rigorosa e criteriosa e bem estruturada. A introdução de produtos inovadores no mercado valeu-nos uma excelente aceitação por parte dos seus intervenientes. Este aspeto refletiu-se no facto de que, no segundo ano de atividade já tínhamos triplicado o nosso volume de negócios. Até 2008 fizemos um percurso bastante sólido, sempre em crescendo, através da presença em feiras do setor e

do estabelecimento de parcerias com outras empresas da área da decoração temática. Nesse ano verificámos que este mercado iria enfrentar graves dificuldades a médio prazo. Foi então que decidimos procurar novas áreas de negócio e apostar na decoração de interiores. No final de 2011, apercebemo-nos de que não conseguiríamos construir uma marca de referência apenas através da importação de produtos e decidimos criar um departamento criativo para desenhar as nossas primeiras peças. Em 2013 continuámos a consolidar a marca, contratando pessoas qualificadas quer para as áreas do design de produto e da produção quer para a área da comunicação. Houve ainda uma reestruturação profunda no departamento comercial, tendo em vista o reforço da nossa estratégia de internacionalização. Ao longo desse percurso, sentimos que teríamos uma maior vantagem se produzíssemos os nossos produtos “dentro de portas” e assim surge, no início de 2014, a aposta na produção própria, através de um forte investimento realizado nas nossas instalações e em capital humano, contratando cerca de 20 pessoas para esse setor. Quais as novidades para 2015? Idealizámos quatro novas coleções: Fashion Fresh, Vibrant Home, Fire & Ice e Chic Pureness, constituídas por peças com estilos muito abrangentes para que, desse modo, possamos satisfazer as diferentes necessidades e estilos de vida dos nossos clientes. Em comum têm a qualidade, conforto e design exclusivo característicos da marca Green Apple HOME STYLE.

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Qual a principal missão da Green Apple HOME STYLE? O que pretendemos é criar produtos únicos, sofisticados e de qualidade que promovam o Made in Portugal. E fazemo-lo com paixão e dedicação. Trabalhamos para criar peças exclusivas, recorrendo à nossa equipa de design de produto e à experiência dos nossos mestres artesãos. É desta simbiose que nasce a diferenciação em relação à produção em série. O nosso desafio é contar a história de cada peça, o porquê da sua existência, qual a sua fonte de inspiração e como foi produzida. Quais são os principais mercados da Green Apple HOME STYLE? O mercado angolano era o nosso principal mercado externo até há três anos. Entretanto, alargámos a outros mercados como a Nigéria, Marrocos, Itália e Espanha. No último ano, com a aposta nas principais feiras internacionais do setor, entrámos em novos mercados, tais como os Estados Unidos da América, Arábia Saudita, Argélia, Qatar, Emirados Árabes Unidos, África do Sul, Rússia, Bulgária, França e na Alemanha. As Feiras Internacionais têm sido o vosso maior meio de divulgação? As feiras internacionais têm-se revelado como o mais importante meio de divulgação das nossas coleções e o local mais indicado para avaliação das mesmas. São o local onde obtemos feedback de arquitetos, decoradores, lojas do setor, promotores imobiliários e demais profissionais que procuram ser surpreendidos com novas tendências. Estas presenças têm-se revelado fundamentais para que a marca Green Apple HOME STYLE alcance novos mercados e enriqueça ambientes com os seus produtos

únicos.

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Em que aspetos a Green Apple HOME STYLE se diferencia das outras marcas do mesmo setor? Juntamente com os aspetos referidos anteriormente – a produção com incorporação de técnicas artesanais, a qualidade, o design exclusivo e a capacidade de personalização das peças - procuramos distinguir-nos pelo acompanhamento feito junto dos nossos clientes e os projetos em que estamos envolvidos. Além disso, a qualidade dos nossos produtos - por si só - já faz essa diferença. A título de exemplo, refiro um projeto no qual estamos a trabalhar, um hotel de 5 estrelas no Norte de África, detido por um grande grupo empresarial: numa visita recente às nossas instalações, o presidente desse grupo, admirado com a nossa qualidade e capacidade concluiu “a Green Apple HOME STYLE não é quantidade, mas sim qualidade, e é precisamente isso que me interessa”. Quando recebemos incentivos destes, sentimos que estamos no caminho certo e que afinal não precisamos de produzir em série para obter projectos internacionais de grande relevância. São 10 anos de sucesso. O que falta fazer ainda na Green Apple HOME STYLE? Há sempre algo mais a fazer. Estamos sempre à procura de novas formas de melhorar e de criar novos produtos que surpreendam e maravilhem as pessoas. Queremos continuar a consolidar e expandir a nossa marca nos mercados internacionais -elevando-a à escala global - e manter a aposta na produção própria e na perpetuação da arte dos nossos mestres artesãos, através da transmissão dos seus conhecimentos para as gerações mais jovens.

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sintra, paisagem cultural

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sul do país, no distrito de Lisboa, encontramos Sintra. Um município com paisagem cultural considerada Património Mundial da UNESC,O é o segundo com mais população em Portugal, com cerca de 337.835 habitantes. Uma unidade cultural muito caraterística com palácios e parques, casas senhoriais e respetivos hortos e bosques, de palacetes inseridos no meio de uma exuberante vegetação, de extensos troços amuralhados que coroam os mais altos cumes da Serra, um conjunto de conventos entre penhascos, bosques e fontes, de igrejas, capelas e ermidas, pólos seculares de fé e de arte, enfim, uma série de particulares próprias com vestígios arqueológicos que todos os dias atraem inúmeros visitantes. É de destacar a importância dos Jardins da Quinta da Regaleira que está na lista dos 250 mais notáveis do mudo e o Parque e Palácio da Pena que foi eleito como uma das ‘Sete Maravilhas de Portugal’ e o monumento do país mais visitado em 2013. Nesta edição de abril, fomos conhecer seis freguesias deste concelho e o que melhor têm para oferecer tanto a habitantes como a visitantes, como é caraterizada em pontos turísticos, quais os projetos e eventos ocorridos e quais os principais planos traçados para o futuro. Sintra, uma vila que todos os dias é motivo de visita.


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Uma Freguesia com identidade junta de freguesia de rio de mouro A Vila de Rio de Mouro, situada a seis quilómetros da sede do concelho de Sintra e a cerca de 15 quilómetros da cidade de Lisboa, é caraterizada pelo presidente da junta, Bruno Nobre Parreira, como uma vila de cultura, identidade e património.

bruno nobre parreira Presidente

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rata-se de uma vila com cerca de 50 mil habitantes distribuídos pelas várias localidades, concentrando-se, essencialmente, nas localidades de Rinchoa e Rio de Mouro, onde se encontram as duas estações de comboio da freguesia. As múltiplas acessibilidades que dispõem permitem a vinda de novos visitantes. A Revista Business Portugal foi conhecer esta freguesia e entender o que de melhor nela se encontra. À conversa com o presidente Bruno Nobre Parreira, é notório que Rio de Mouro é um local que tem todas as condições para se afirmar, sendo um dos mais agradáveis para se viver e se observar o crescimento sustentado. Quais as principais potencialidades que caraterizam esta freguesia? A freguesia de Rio de Mouro é interessante no contexto do concelho de Sintra porque é composta por uma grande diversidade. Existe uma zona fortemente urbana que se desenvolveu ao longo da linha do comboio e desse ponto de vista existe uma ampla e heterogénea oferta habitacional. A ruralidade também está presente na zona mais a norte da freguesia, onde alguns monumentos históricos, a criação de gado e a prática da agricultura e sobretudo um traço rural ainda subsistem. Existe uma dicotomia que permite conhecer os dois lados. Temos indústria, temos a habitação, temos a agricultura e temos também lazer. Eu considero o concelho de Sintra o país em ponto pequeno, tem praia, tem serra, tem agricultura, tem indústria e a freguesia de Rio de Mouro dentro do universo das freguesias, é Sintra

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em ponto pequenino. Acaba por ser uma localidade com uma oferta diversificada a toda a população. E em termos turísticos, como qualifica Rio de Mouro? Temos turismo de habitação, temos uma casa-museu ligada a Leal da Câmara, umas das personalidades mais significativas de Rio de Mouro mas aqui, apostamos muito na lógica na complementaridade em relação a Sintra. Tentamos oferecer à população residente razões para poder sentir-se bem na freguesia. Estarmos aqui e sentirmo-nos pertença do concelho de Sintra naquilo que tem de melhor; os seus palácios, castelos, e ter a meia hora de comboio de uma forma segura e tranquila uma grande metrópole, como é Lisboa, é já uma grande centralidade e potencialidade para o turismo. A nossa intervenção prioritária é muito focada no residente, e tentamos promover o património que temos, tentamos valorizá-lo, mas sempre numa lógica de atração de população para residir e se fixar na nossa freguesia. O nosso grande objetivo é que as pessoas que moram em Rio de Mouro, se sintam bem e que por cá continuem, sem descurar obviamente os visitantes que possam cá passar. Temos bem a noção de que o traço mais caraterístico da nossa ação é servir a população e os habitantes. Ou seja, existe alguma oferta ao nível do turismo mas a nossa direção é essencialmente para o melhoramento da qualidade de vida dos habitantes. Quais os principais projetos, eventos e atrações que sucedem aqui em Rio de Mouro?

Temos alguns projetos que são muito importantes para nós. Em julho, as festas da vila, o dia em que se assinala a elevação de Rio de Mouro a vila e em outubro a “Feira das Mercês”. Esta feira realiza-se em articulação com o município e com a vizinha freguesia de AlgueirãoMem Martins e reúne o melhor do produto local que é produzido em Sintra. Antigamente, era nas “Mercês” que anualmente todos os comerciantes vinham fazer a sua feira, vender os seus produtos, vender os seus animais. Tem artesanato, enchidos, produtos regionais, mostras etnográficas, recreação histórica com grupos de teatro, entre muitas outras iniciativas que permitem revelar a identidade da nossa terra. Nós sabemos que fazemos parte da periferia da grande Lisboa, mas sobretudo queremos afirmar-nos com os valores saloios e os valores tradicionais que sempre justificaram a nossa existência na comunhão com o concelho de Sintra. A nível de gastronomia temos um bolo cuja receita já só é conhecida de uma ou duas pessoas, o “Lembrados de Paiões” que é o nosso bolo típico. Temos ainda a “Pêra bêbeda” e a “Carne de Porco às Mercês”. Temos a igreja quinhentista de Rio de Mouro velho, uma fonte setecentista, o bairro operário construído e desenvolvido pela empresa “Tabaqueira”, um casino convertido em colégio, temos criado alguns espaços geriátricos para que a população mais idosa tenha aqui um espaço agradável e desenvolvemos parques urbanos. Além disso aliamos tradição à modernidade e por isso somos a freguesia de Sintra que mais aposta na utilização de arte urbana como mecanismo de reabilitação dos espaços públicos. Temos várias intervenções realizadas em


REVISTA BUSINESS PORTUGAL SINTRA, PAISAGEM CULTURAL espaço público, com a técnica de grafitti, consagrando assim a arte urbana em diversos locais. Todas as obras que se têm realizado, têm uma razão de ser, um objetivo específico que passa sempre pela valorização do nosso património. Existe um infinito de projetos que permite a que todos os habitantes aqui se sintam enquadrados e satisfeitos. Planos para o futuro? Uma das estratégias mais importante para o nosso mandato é continuar a criação de parques urbanos e requalificação dos espaços públicos. Há uma zona fronteira com Mira Sintra que tem uma mata lindíssima que estava ao abandono e é terreno público. Já procedemos à sua limpeza e temos ali realizado uma vez por ano, uma prova de corta-mato, cujo objetivo primeiro é a valorização daquela mata enquanto património inestimável da freguesia. Toda a requalificação urbana realizada por intervenção da junta tem como objetivo fundamental o reforço da identidade e da valorização do património histórico de Rio de Mouro. Para mim, todas as pessoas têm que escolher Rio de Mouro porque gostam, porque escolheram e porque é aqui que se sentem bem! A valorização identitária, do património, a conservação do espaço público são os aspetos base para a permanência de uma freguesia com qualidade. É nisto em que estamos apostados!

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Uma freguesia com história União de freguesias de Agualva e Mira Sintra Com vários projetos para a união de freguesias, Carlos Casimiro, presidente da União de Freguesias de Agualva e Mira Sintra, deu a conhecer à Revista Business Portugal a freguesia e as suas potencialidades.

datada de arquitetura dos anos 70 e projetada de raiz. A população, genericamente, tem uma idade mais elevada”, afirma Carlos Casimiro. No que toca a património a freguesia é composta pela Quinta da Fidalga, situada no Largo da República em Agualva, ligada ao nome do escritor e filósofo Matias Aires, “a Quinta da Fidalga é um dos edifícios mais emblemáticos que temos na freguesia com bastante história e, atualmente, está a ser reabilitada para ser entregue ao conservatório de Música de Sintra”, explica o presidente. Pelas estações arqueológicas de Colaride e o Casal de Rocanes; pela Anta de Agualva, classificada como monumento nacional; o cruzeiro de Agualva; a gruta de Colaride; o Moinho de Mira Sintra; o Casal da Charneca, que constitui um verdadeiro ex-libris da Escola Matias Aires e, ainda, o Chafariz de Agualva. Na freguesia também podemos encontrar alguns equipamentos desportivos, no parque de Anta e no parque urbano de Mira Sintra. Relativamente ao comércio, este funciona com algum dinamismo, particularmente, “na zona central onde existem várias indústrias de comércio de relevo”, comenta o presidente. carlos casimiro Presidente

Arte Urbana Atualmente, estão a tentar transformar a união de

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gualva e Mira Sintra é uma freguesia portuguesa no concelho de Sintra com 5.980 hectares e cerca de 41 mil habitantes. O seu nome surge da reorganização administrativa do território das freguesias, pela agregação das antigas freguesias de Agualva e Mira Sintra. A união de freguesias é um dos maiores centros populacionais do país, “fruto do acelerado desenvolvimento urbano ocorrido nas últimas décadas”. A nova freguesia é constituída por paisagens urbanas delineadas por uma rede ferroviária moderna que se traduz na principal “imagem de marca de toda a cidade”. Sendo que a ligação ferroviária entre Lisboa e Sintra detém uma enorme importância na freguesia, na medida em que permite as deslocações pendulares dos seus habitantes que trabalham fora da sua área de residência. “As duas freguesias têm uma realidade totalmente diferente. Ambas são urbanas, mas Agualva além de ter uma maior dimensão, tem todos os problemas associados a uma freguesia periurbana. Já Mira Sintra é uma freguesia de menor dimensão com uma construção

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freguesias numa referência em qualidade de arte urbana. Nesse sentido, estão a realizar algumas iniciativas de promoção de arte urbana, designadamente, graffiti. “Com toda esta iniciativa queremos tornar a arte urbana como elemento distintivo da nossa freguesia, no sentido de modificar espaços não recuperados e transformá-los em ambientes mais agradáveis”, explica Carlos Casimiro. Para isso, estão a procurar estabelecer um protocolo com a Faculdade de Belas Artes de Lisboa, “no intuito da realização de estágios e a colocação de arte pública nos nossos espaços”.

Universidade sénior Considerando o crescente envelhecimento populacional e a importância da população sénior na sociedade portuguesa, e principalmente no território de Agualva e Mira Sintra, a junta de freguesia em parceria com a delegação de Agualva Cacém da Cruz Vermelha e a ARPIMS, criou em janeiro de 2014 a Universidade Sénior Intergeracional de Agualva e Mira Sintra, tendo como principal objetivo a dinamização e desenvolvimento regular de atividades sociais, culturais, educacionais e de convívio dirigidas aos residentes da freguesia com idade igual ou superior a 50 anos. Nesse sentido, têm desenvolvido nos últimos meses diversas atividades, tais como visitas de estudo de cariz cultural e workshops


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temáticos.

Eventos 2015 Para além das festividades que costumam ocorrer anualmente na união de freguesias, este ano pretendem realizar “Os dias do Fado” de maneira a homenagear a fadista Ercília Costa, residente na antiga freguesia Agualva-Cacém e “percussora de Amália Rodrigues e a primeira fadista a ter uma carreira internacional de renome”, acrescenta o presidente. E ainda, pretendem voltar a integrar a feira centenária de Agualva, embora de forma diferente e adaptada ao espaço que foi requalificado, mas de maneira a recuperar a tradição existente.

Projetos futuros

colónias de férias pretendem promover atividades de cooperação do espaço público para jovens, “temos imensos bancos de jardim que estão degradados e alguns equipamentos públicos em estado de deterioração e, assim pretendemos convidar estes jovens que irão ser, adequadamente remunerados, a participar neste tipo de atividades de forma a valorizarem o espaço público e a ocuparem os seus tempos livres”, sublinha o presidente. Também pretendem criar espaços de lazer no parque que acompanha a Ribeira de Jardas, através de introdução de peças de arte urbana, colocação de equipamentos para prática desportiva e introdução de quiosques que permitam a fruição de lazer no espaço, “é um espaço bastante agradável para visitar e a intenção é torná-lo ainda mais agradável”, conclui o presidente.

Este ano, nos meses de verão, além das habituais

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UMA UNIÃO COM DINÂMICA União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão Pedro Oliveira Brás, presidente da União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão, eleito nas últimas eleições autárquicas pelo Partido Socialista, considera que esta freguesia é possuidora de uma longa história. É uma união de freguesias bastante heterogénea e com 49 mil habitantes.

pedro oliveira brás Presidente

Para conhecer A União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão resultou da agregação de duas localidades, dela resultando uma nova freguesia, muito diversificada, não só em termos territoriais, como populacionais. Em Massamá encontramos “uma população mais jovem que escolheu aquele local para constituir família e comprar a sua primeira habitação”, afirma Pedro Oliveira Brás. Já em Monte Abraão descobre-se uma população de uma faixa etária superior, com origens na diversidade cultural e com sinais de ruralidade dos seus antepassados.

O que de melhor se encontra A localização da freguesia é uma das suas principais potencialidades tanto para os seus habitantes como para os que ali trabalham ou visitam os diversos equipamentos culturais existentes. Por outro lado, a proximidade com Lisboa é também uma mais-valia que possibilita a interação das muitas empresas ali existentes com um mercado de maior dimensão. As boas acessibilidades rodoviárias e as duas estações de comboio, são fatores de atratividade para as pessoas e para as empresas. Ao nível patrimonial e cultural, esta União de Freguesias está inserida na Cidade de Queluz no qual o Palácio Nacional de Queluz e toda a sua zona envolvente, surge

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como uma grande atração e polo difusor de muita oferta cultural e turística. A existência de um teatro do grupo Teatroesfera e de duas bandas filarmónicas são também potenciadores de oferta cultural às populações. Apesar de esta ser uma freguesia de matriz urbana, a existência de uma rede de parques urbanos são fatores a que as pessoas dão preferência quando escolhem aquele local para residir. A presença de um monumento classificado como a “Anta de Monte de Abraão”, a estufa da Quinta das Flores (recentemente requalificada) ou ainda o chafariz de Massamá, são locais de interesse,

convidando à sua fruição por residentes e visitantes. Esta União de Freguesias dispõe ainda de uma forte e qualificada rede de comércio local. A pensar nos tempos difíceis que atravessam aquelas unidades, a junta de freguesia local concebeu um programa de apoio àqueles negócios. Pedro Oliveira Brás destaca o programa ‘Freguês’ como um meio para “incentivar o comércio local e estimular as pessoas a continuarem a dar preferência ao comércio de proximidade”. Apesar de ter ainda pouco tempo de existência o programa tem já 70 lojas aderentes e 400 cartões emitidos para clientes. Com o cartão ‘Freguês’ os residentes de Massamá e Monte Abraão aderem a uma rede que lhes possibilita verdadeiros descontos na aquisição de bens e serviços. Também a comunidade sénior não foi esquecida e é para eles que existe a Universidade Sénior. Com sete anos existência, conta com 350 alunos e 50 professores, em regime de voluntariado. Pedro Oliveira Brás classifica este como “um projeto muito interessante” onde se estabelecem parcerias com outras entidades e possibilita a existência de atividades de valor acrescentado para aquela população ainda ávida de obter novos conhecimentos e saberes. Para além disso, e ainda para os idosos, existe um serviço de transporte para os que necessitam de deslocar aos centros de dia, ou às suas consultas, disponibilizando-lhes uma viatura que faz aquele serviço de manhã e à tarde. Cientes das necessidades de uma parte da população jovem daquela freguesia, a junta de freguesia, promove o projeto “Raízes”, direcionado para as crianças dos cinco aos quatorze anos. No âmbito daquele projeto as crianças desenvolvem questões inerentes ao seu comportamento, e da sua relação/inserção na sociedade.


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Mas a marca desta freguesia no desenvolvimento de projetos de âmbito social vai muito para além destes e estende-se à “Mercearia Solidária”, ao “Gabinete de Inserção Profissional”, ao projeto de voluntariado “Banco de Horas” ou ao projeto da “Farmácia Solidária”.

Eventos Principais Apostados na revitalização e fomento do comércio de proximidade, decorre uma vez por mês, a iniciativa “Ritual Market” no mercado de Massamá. Nesta iniciativa é promovida a venda de produtos de artesanato, de produtos agrícolas de origem biológica e gourmet, oferecendo-se a possibilidade de os residentes da freguesia que produzem os seus produtos, ali os expor e comercializar. Com a chegada da Primavera e de modo a incentivar a prática de exercício físico, vão começar brevemente aos sábados sessões de atividade física para a população, que envolvem os clubes e ginásios da freguesia, para as quais os habitantes são convidados a praticar ou a experimentar diversas atividades desportivas. A “Feira Solidária das Instituições” é já um marco da freguesia, apesar de ser apenas realizada uma vez por ano. Nesta iniciativa, que decorre no parque urbano Salgueiro Maia, é possível conhecer toda a oferta que o movimento associativo e instituições da freguesia dispõem, aproveitando aquelas organizações não só para se dar a conhecer melhor como também para promover os serviços que se encontram acessíveis

aos residentes na freguesia. “Apesar de o movimento associativo da freguesia ser muito forte continuamos a apoiá-lo pois entendemos que o seu papel é essencial para a dinamização da freguesia”, acrescenta o presidente de junta. As “Festas do Parque” em Monte Abraão vão marcar o verão desta União de Freguesias com um vasto programa de animação musical para benefício dos habitantes daquelas localidades.

Futuro Para o autarca de Massamá e Monte Abraão, o futuro é hoje e por isso a atenção do executivo da freguesia está centrado em potenciar a vertente empresarial, na melhoria do espaço público e na revitalização do comércio. “Pretendemos ser um polo de atração de empresas e de mais emprego, pois isso é benéfico para os residentes da freguesia”, acrescentando ainda Pedro Oliveira Brás, que “desejamos que o setor empresarial ocupe na comunidade o lugar que deve ter” e por isso pretendem em breve criar um fórum de reflexão empresarial da freguesia, por forma a avaliar de que modo é que a junta de freguesia pode auxiliar aquelas entidades na sua atividade. Quanto ao espaço público vão ser realizadas algumas intervenções essenciais à melhoria da mobilidade das pessoas. “Cada vez mais os espaços devem ser das pessoas e dedicados a elas”, concluí Pedro Oliveira Brás.

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a maior freguesia do concelho União das Freguesias de algueirão e mem martins Algueirão-Mem Martins é a maior freguesia do concelho de Sintra, com uma área que se estende por 16,37 km2 e uma população de 66250 habitantes, aproximadamente. A Freguesia caracteriza-se por duas zonas distintas: uma urbana (Algueirão, Mem Martins, Mercês, Ouressa, S. Carlos e Tapada das Mercês) e outra com características rurais (Casal da Mata, Coutinho Afonso, Baratã, Barrosa, Pexiligais, Raposeiras, Recoveiro, Sacotes e Telhal). Espaço Público Neste mandato procuramos dar uma outra importância ao espaço público. Os serviços foram reestruturados por forma a que se consiga identificar e resolver os problemas no menor tempo possível. “Hoje, a Junta de Freguesia conta com colaboradores que diariamente reparam e mantêm os equipamentos urbanos e desportivos, tratam dos parques infantis, repararam as calçadas, entre outros, procurando melhorar a qualidade de vida dos nossos habitantes”. Ainda no seguimento desta preocupação em requalificar o espaço público criou-se um serviço, “a minha rua”, em que o cidadão pode identificar um problema, anexar fotografias e alertar diretamente os serviços através do site da junta de freguesia. “Este ano iremos também dar início a um projeto de requalificação urbana através do graffiti. A ideia passa por requalificar alguns dos muros espalhados na freguesia.”

Projetos valter januário Presidente

Indústria e Comércio No que toca à indústria, Algueirão – Mem Martins é essencialmente composta por pequenas e médias empresas, não obstante, estarem sedeadas nesta freguesia algumas empresas de referência no concelho e no País, nomeadamente na fabricação de produtos químicos, produtos alimentares e plásticos. Apesar da existência de grandes superfícies comercias em redor da freguesia, Algueirão – Mem Martins tem um forte e tradicional comércio de rua. No entanto, os hábitos de consumo alteraram-se e com eles também o tecido comercial. Com o início deste mandato surgiu um movimento de comerciantes que pretendem inverter a situação atual. “Desde a primeira hora que estamos a apoiar esta mobilização que pretende dar uma nova dinâmica comercial na nossa freguesia.” Isto traduz-se na realização de iniciativas e eventos que convidam a população a participar e a interagir com os comerciantes. À semelhança do ano anterior, “pretendemos, em manifesta parceria com os comerciantes, promover iniciativas como o “Stock off”, “Arraial de S. Pedro” e “Open Night”.

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No âmbito de uma política que se pretende de maior proximidade, ainda este mês “iremos proceder à abertura, na Tapada das Mercês, da delegação da Junta de Freguesia, permitindo um contacto mais próximo e

direto entre os serviços desta junta e os seus cidadãos.” A saúde e bem-estar da população é também uma das preocupações deste executivo. “No combate ao sedentarismo e à promoção de uma vida saudável, vamos reeditar as iniciativas do desporto ao ar livre destinadas às famílias, incentivar a população a realizar caminhadas, promover workshops de nutrição e consultas de aconselhamento alimentar.” Por que o importante são as pessoas, o executivo irá desenvolver um conjunto de iniciativas para os jovens e menos jovens da freguesia. Na juventude, para além da habitual comemoração do dia da criança, este ano será também comemorado o dia internacional da juventude. “aproveitando o talento dos jovens da nossa freguesia, iremos convidar alguns artistas para apresentarem os seus trabalhos à população, através da musica, dança, pintura e desporto.” Com o objetivo de ocupar os jovens durante as pausas letivas, este executivo promove, em parceria com instituições locais, campos de férias (Páscoa, verão e Natal). No combate ao isolamento dos idosos e a promoção da saúde mental, são promovidos ao longo do ano vários passeios e atividades lúdicas. “Outro projeto igualmente importante é o projeto “Oficina do Tempo” destinado à população idosa, doentes depressivos e


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desempregados de longa duração, com o objetivo de ensinar técnicas (trabalhos manuais) novas aos utentes participantes na “Oficina”.

Ação Social Numa freguesia onde o número de desempregados é elevada, e as necessidades das famílias são evidentes, este executivo não pode ser indiferente. Temos uma equipa técnica que procura identificar as principais carências e apresentar soluções para os diversos problemas. No âmbito da formação profissional, não podemos deixar de referir as diversas parcerias estabelecidas com o IEFP, para dotar os desempregados de outras ferramentas para que consigam ter uma vida melhor. Seria igualmente injusto não evidenciar o importante papel que os nossos parceiros sociais desempenham na identificação e ajuda às famílias mais necessitadas.

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Uma freguesia com tradição União de freguesias de almargem do bispo, pêro pinheiro e montelavar São muitos os pontos de interesse e de paragem obrigatória na União de Freguesias de Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar, freguesia do concelho de Sintra, com cerca de 69 km2.

bastava abrir uma pequena oficina na garagem, pois o trabalho era tanto, que as grandes empresas não tinham condições logísticas para empregar mais gente ou colocar mais máquinas e subcontratavam os recursos locais. Há 10 anos atrás a base de sustento da população e das famílias estava associado à indústria do mármore”.

Turismo

rui maximiano Presidente

S

ituada em plena zona agrícola, Almargem do Bispo, conta com cerca de nove mil habitantes, Pêro Pinheiro e Montelavar com um desenvolvimento sustentado no passado pela industria dos mármores, conta com sete mil habitantes, todos distribuídos por duas vilas e muitas povoações. Desde a gastronomia aos monumentos históricos únicos no país, a freguesia distingue-se por aliar a ruralidade dos tempos antigos à modernidade dos tempos atuais. Segundo Rui Maximiano, presidente da Junta de Freguesia, esta região é “caracterizada pela pouca densidade urbana, que tem a sua grande vantagem na proximidade com o centro de Lisboa, Cascais ou Sintra” e realça numa fase inicial a importância desse posicionamento na história da freguesia. “Almargem do Bispo era produtora de bens de consumo agrícola para a cidade de Lisboa e nos tempos em que a produção pela terra era a razão da riqueza, Almargem do Bispo tinha efetivamente grandes capacidades de revindicação e de fixação da população. Depois com a industrialização também conheceu tempos áureos nomeadamente em Sabugo devido à proximidade do caminho-de-ferro, da Linha do Oeste, com uma proliferação de indústrias, como a Siemens ou a Fábrica Portugal, que vieram empregar muita gente da zona.” Paralelamente o setor dos mármores era um dos principais fatores de fixação de pessoas na região devido ao elevado número de postos de trabalho que potenciava. “A indústria do mármore era muito forte sobretudo em Pêro Pinheiro. Houve alturas em que para trabalhar

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A nível do turismo, Almargem do Bispo; Pêro Pinheiro e Montelavar têm muitos pontos de interesse, pontos esses diferenciadores e únicos. Rui Maximiano destaca como principal atrativo, o leitão assado de Negrais e o turismo ligado à natureza, muito procurado nos dias de hoje. “Não posso deixar de realçar, o leitão assado de Negrais que é uma das especialidades gastronómicas mais procuradas por quem visita a freguesia. Confecionado em forno de lenha, este prato tradicional é preparado por várias famílias ao longo de gerações e é muito melhor que o da Bairrada. É soberbo. É o nosso embaixador a nível do turismo”, destaca o autarca. Importa também destacar a existência do Museu do Ar, gerido pela Força Aérea Portuguesa, único no país

e que muita valoriza a União de Freguesias, atraindo milhares de visitantes e sendo um ponto de interesse internacional para a região. O contacto com a natureza e atividades ao ar livre são fatores primordiais para o presidente da junta e o objetivo passa por desenvolver cada vez mais as potencialidades da freguesia a esse nível. “Começamos já a ter muitos visitantes para fazer pedestrianismo, BTT, parapente e a nossa freguesia é propícia a isso. Já existe uma população extra, certa para este tipo de atividade. O turista que vem conhece melhor a região e mais ao pormenor o que temos para oferecer, porque anda a pé e tendem a voltar cá porque gostam do que vêm. Quem vem de Lisboa para cá, sente aqui uma oxigenação, um azul diferente no céu, mais limpo, aqui há um azul puro. E para quem aprecia qualidade de vida e calma, obviamente que a nossa freguesia é atrativa.” Em termos de hotelaria, o parque de campismo de Almornos, é o local mais procurado e é atualmente o único no concelho de Sintra. Na União de Freguesias há também um forte e importante património geológico e Rui Maximiano explica que na região existem zonas classificadas e


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protegidas, a zona de Negrais e Pedra Furada, com seus os campos de Lapiás, e a serra de Olelas com o seu complexo arqueológico, que “merecem da parte da autarquia uma preocupação na manutenção destes espaços porque existem grandes valores a nível de património arqueológico.” No turismo de cariz religioso, são muitos os santuários e igrejas que os turistas podem visitar. “Temos um roteiro de locais a visitar no domínio do turismo religioso, onde destaco a Igreja da Nossa Senhora da Piedade em Vale dos Lobos, as Igrejas Matriz de Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar. Temos também uma capela muito curiosa, a Capela da Nossa Senhora dos Enfermos, construída no século XVI, quando era muito comum a peste negra em Portugal. Pela sua fé as pessoas acreditavam, que a Nossa Senhora dos Enfermos em Camarões protegia os peregrinos que vinham cá então em grandes romarias à capela. Na altura estava agregada a um convento franciscano, que entretanto ficou inativo e é agora, uma quinta privada”, menciona Rui Maximino. O Chafariz do Sabugo, que fazia parte da estrada romana entre Lisboa e Mafra, era o local onde o rei parava para os animais se refrescarem, é também um ponto de interesse da região. Em relação à arte equestre e coudelarias, existe em Almargem do Bispo um centro de treino de alto rendimento do cavalo lusitano, “a Quinta dos Cedros”, o que também atraí visitantes, sobretudo estrangeiros.

Eventos da terra Os eventos principais da região, organizados pela autarquia, são o Carnaval de Pêro Pinheiro e Montelavar e a Taça Barnabé, um torneiro de futsal que decorre, entre os meses de setembro e novembro e que já vai para a sua 10ª edição e as perspetivas não poderiam ser melhores. “A média é de 400 atletas por edição, com mais de 40 equipas. Conseguimos ter assistências de cerca de 400 a 500 pessoas durante o torneio, que duplica na sua fase final. As famílias juntam-se e todos vêm ao evento”, informa o autarca. Para este ano, irá realizar-se também a Festa da Cultura já no próximo mês de julho. Isto a par com a muita atividade associativa e popular que carateriza a União de Freguesias de Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar, durante todo o ano.

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Dedicação aos habitantes União de Freguesias do Cacém e São Marcos José Estrela Duarte, presidente da União de Freguesias do Cacém e São Marcos recebeu a revista Business Portugal no sentido de dar a conhecer esta união de freguesias e as suas principais características

josé estrela duarte Presidente

É

notória a dicotomia acentuada nesta união de freguesias. São Marcos carateriza-se por ser uma das mais jovens freguesias do país e o Cacém por revelar uma população mais envelhecida com alguns problemas sociais e habitacionais. Mas não é só a divisão social acentuada que se encontra nesta união. Em termos arquitetónicos o IC19 também é uma divisória que o presidente de junta considera “ultrapassável”. Uma freguesia com cerca de 50 mil habitantes sendo que, pelas palavras do presidente de junta, é “incontável” uma vez que se trata de uma freguesia com muitos imigrantes de diversas etnias e religiões e com cerca de 20 línguas faladas nas escolas. “É o grande problema. A maior parte dos imigrantes não se encontram legalizados e não são contabilizados nos censos.” Um mandato sempre no sentido da igualdade, José Estrela Duarte explica que a equipa que faz parte desta união completa-se e é bastante profissional. Continuar com uma política de capacidade é o pretendido.

A História A extinta freguesia de Agualva-Cacém foi elevada à categoria de cidade em 2001, tendo sido criadas, nesta altura, quatro novas freguesias: Agualva, MiraSintra, Cacém e São Marcos. Cacém, devido às suas características de solos férteis e abundância em água foi outrora ocupado por vistosas quintas e moradias, configuradas num meio eminentemente rural. Hoje, na maioria do seu espaço existem edifícios de habitação, comércio e serviços. A história da pequena povoação de São Marcos

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teve início há muitos milhares de anos, quando grupos humanos de caçadores da Idade da Pedra ali começaram a estabelecer, temporariamente, os seus acampamentos. A comprovar essas remotas origens, têm sido encontrados em São Marcos diversos vestígios arqueológicos dos períodos Paleolítico Inferior e Médio, datáveis entre 00.000 a 30.000 a.c. aproximadamente. Depois, quando as comunidades humanas iniciaram a prática da agricultura, as características desse lugar (fertilidade do solo e abundância de água) tornaram-no preferido para sucessivas ocupações de tipo sedentário, como testemunham vários achados do Período Neolítico (instrumentos de pedra polida, cerâmica, mós, etc.).

Tecido Empresarial Conta o nosso interlocutor que existe um balanço positivo do tecido empresarial, há grandes empresas com muito bom funcionamento. São as empresas que mexem com a economia da freguesia e proporcionam emprego. Após ter sido feito o levantamento do tecido empresarial, verificou-se que existem muitas empresas instaladas. “Quando fomos eleitos prometemos lutar para que as empresas se mantivessem, para que não haja mais deslocalizações. Se detetarmos algo errado com qualquer empresa, tentamos enviar mensageiros para avaliar formas de poder ajudar. E inclusive ir lá fora à procura de mais. Esta semana estiveram cá polacos, turcos. Nós teríamos mais emprego, quanto maiores e melhores empresas tivermos.” Relativamente ao comércio local, é uma preocupação da Junta de Freguesia que este seja impulsionado e não

caia em declínio com as grandes superfícies existentes em quase toda a parte. “Estão planeados projetos que visam criar parcerias que beneficiem os cidadãos e os lojistas do comércio local. A junta organiza uma Feira


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de Promoção para a saúde nos centros comerciais locais para que estes espaços sejam mais visitados. A colocação de uma delegação da junta conjuntamente com o posto CTT dentro de um centro comercial que estava muito abandonado foi uma estratégia para aproximar as pessoas e dar vida àquele espaço comercial.” Projetos Principais Uma das principais preocupações da Junta de Freguesia é proporcionar qualidade de vida a todos os seus habitantes. Aos seniores, com o objectivo de evitar o isolamento, promover o bem-estar e ajudar a saúde física e mental, aos mais jovens, ocupar os tempos livres e evitar comportamentos de mais risco. Assim sendo e de maneira a trabalhar as famílias e o seu contexto social, todos os anos são elaboradas diversas atividades e projetos para que todos sejam beneficiados. A nível de acção social, considerando a proximidade ao cidadão, tem sido feito um esforço para apoiar as famílias e capacita-las para uma melhoria das suas condições de vida. Outro importante serviço disponibilizado é

o Gabinete de Inserção Profissional, parceria com o IEFP, que trabalha junto da população desempregada no apoio à procura ativa de emprego, na melhoria das suas qualificações profissionais e na divulgação de informações úteis e personalizadas. O Centro Carlos Paredes, um espaço lúdico, cultural e desportivo, disponibiliza uma variadíssima panóplia de atividades que vão desde a formação de jovens, jogos, desportos interiores e exteriores, oficinas para os idosos e para as crianças; O espaço ‘Sem Dúvidas’ em parceira com o Centro de Saúde serve de aconselhamento na área da saúde física e mental, para promoção de hábitos de vida saudável; A nível cultural, o projeto ‘Rota dos Saberes’ que proporciona visitas a diversas cidades e monumentos nacionais; É prestada especial atenção aos espaços públicos, passeios, trânsito e espaços verdes, assim como o cemitério local, de forma a abranger todas as áreas indispensáveis ao bem estar da população aqui residente. É também dada grande importância às associações da freguesia, quer tenham caráter desportivo, social ou cultural.

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vila nova de gaia

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A

norte do país, banhado pelo rio douro encontramos Vila Nova de Gaia. Uma vez pertencente ao distrito do Porto, esta cidade também não pode ser esquecida pelas famosas e prestigiadas caves de vinho do Porto, situadas no cais de gaia com a privilegiada vista para o rio e para a cidade do Porto. Para desfrutar da paisagem temos o miradouro da Serra do Pilar e o teleférico que de uma prespetiva suspensa se contempla não só a cidade de Gaia como a do Porto e faz a ligação do centro histórico ao cais. Também com o metro ao serviço de todos, facilmente visitamos os principais locais que a cidade detém. Sendo um concelho de grandes dimensões, Gaia dispõe de uma grande diversidade na sua estrutura económica. Em todos os sectores, o concelho serviu de sede ou esteve na génese de empresas de referência nacional. Com a grande tradição industrial, existem empresas de dimensões variáveis em áreas distintas como cerâmica, têxtil, ferragens, construção civil, sejam fornecedoras ou transformadoras finais. Este município é o mais populoso na região norte, com 302.295 habitantes, sendo aproximadamente 180.000 residentes urbanos. Das quinze freguesias que nela encontramos, damos neste mês destaque a algumas que de certa forma são de interesse para o nosso país. Não só pelo seu caráter turístico, como o tecido empresarial e comercial. Folheie as próximas páginas e conheça o que melhor tem esta cidade para oferecer.

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Uma freguesia que aposta no futuro Junta de freguesia de Oliveira do Douro Dário Silva, presidente da Junta de Freguesia de Oliveira do Douro, deu a conhecer à Revista Business Portugal os potenciais da freguesia e os diversos projetos que tem em mãos. fundamentais às necessidades da freguesia”, ótimas acessibilidades e uma boa rede de transportes. Composta ainda, por espaços públicos muito agradáveis, uma frente de rio interessante e imensos espaços verdes, como por exemplo o Parque da Lavandeira, onde os visitantes podem usufruir da esplanada e desfrutar dos extensos jardins que o compõem. “Um espaço bastante interessante sobretudo para famílias que apreciam a natureza” afirma o presidente. Do ponto de vista turístico podemos visitar a Ponte D. Maria, a Quinta São Salvador, a Igreja Matriz, o Santuário do Monte da Virgem, a Quinta da Boucinha, a Real Companhia Velha e ainda, os dois ex-libris que marcam a região – Arcos do Sardão e Areinho – imagem de marca da freguesia.

Gastronomia

Dário Silva Presidente

O

liveira do Douro é uma freguesia portuguesa do concelho de Vila Nova de Gaia com cerca de 25 mil habitantes. A freguesia que pertence ao núcleo urbano da cidade é constituída por um conjunto de paisagens urbanas e, ainda, por alguns traços rurais, sobretudo em algumas Quintas banhadas pelo rio Douro que “lhe dão uma característica diferente o que não é comum às cidades”, refere Dário Silva. Atualmente, tem como principais atividades económicas as indústrias de calçado, de metalurgia e de candeeiros, bem como variado comércio, nomeadamente as pequenas e medias superfícies. Com bastantes equipamentos públicos, de teor social e de serviço à população, tais como centro de saúde, auditórios, Divisão alargada da PSP, complexo desportivo, pavilhão desportivo, dois lares, dois centros escolares, escola básica, escola secundária, cerca de 20 coletividades, “que proporcionam respostas

Não tendo propriamente um produto típico da região, ultimamente têm apostado na Bifana. “No verão começamos a promover a festa da Bifana que se realiza durante três dias no segundo fim-desemana de julho, e de alguma forma estamos a começar a associar a própria Bifana a Oliveira do Douro, e criar aqui alguma raiz, uma vez que é um produto consumido em quase todas as coletividades da freguesia”, relata Dário Silva. Mas de qualquer das formas, não podem dissociar a tradição do Sável e da Lampreia ligada ao rio Douro que limita a freguesia a norte e, ainda, as especialidades dos restaurantes locais, como bacalhau assada na brasa, as características papas e as famosas iscas.

inúmero leque de serviços e projetos que possam ajudar na resolução de alguns problemas que surjam, junto dos segmentos mais vulneráveis da população. De maneira, a conseguir promover uma plena integração social.

Projetos futuros A freguesia está bem servida de equipamentos sociais, culturais e desportivos, pelo que de momento não perspetivam de imediato a construção de mais. Desta forma acreditam que esta seja a altura de tratar dos problemas das pessoas, de maneira a melhorar a qualidade de vida dos oliveirenses. “Sendo que para nós continua a ser fundamental a intervenção em dois domínios: a ação social e o combate ao desemprego. Toda a possibilidade que nós tenhamos de captar quer sejam empresas, quer sejam projetos que possam qualificar e até eventualmente, criar emprego às pessoas, para nós são as grandes prioridades. Porém, nunca deixaremos de tentar resolver os problemas do quotidiano das pessoas”, conclui o presidente.

Ação Social A intervenção das Autarquias e dos Municípios no âmbito da Ação Social, tem-se revelado cada vez mais indispensável e pertinente, tendo como principal objetivo a atenuação dos fenómenos de pobreza e exclusão social. Assim sendo, a Junta de Freguesia de Oliveira do Douro procura dar respostas às necessidades que vão surgindo no âmbito da ação social, apresentando um

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O melhor para os cidadãos União de freguesias de Pedroso e Seixezelo Com 200 mil habitantes esta União de Freguesias do interior sul de Vila Nova de Gaia, é presenteada com muitos espaços naturais. Banhada pelo rio Febros, esta união é uma atração não só para habitantes como para visitantes.

filipe lopes Presidente

S

ituada no concelho de Vila Nova de Gaia, a união das freguesias de Pedroso e Seixezelo surge da reorganização administrativa do país na qual se procedeu à junção autárquica da freguesia de Pedroso e da freguesia de Seixezelo, passando, assim, a ser uma união desde as eleições autárquicas de 29 de setembro de 2013. Pedroso, tem a sua origem no ano 7 D.C., com 19,65 km² de área,conta com cerca de 18 714 habitantes. Trata-se, segundo os vestígios arqueológicos, de um dos territórios mais antigos do concelho, desta forma, pode afirmar-se que Pedroso faz parte do principal roteiro arqueológico do país. O ex-libris da freguesia é, sem dúvida, o Mosteiro de Pedroso, foi um templo inicialmente de estilo românico. Todavia, devido às alterações que foi sofrendo ao longo dos anos, perdeu grande parte da sua forma original. Apesar das transformações que foi sofrendo, é, sem dúvida alguma, um edifício pleno de encanto. Prova disso, é a sua

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classificação como Monumento de Interesse Público, em maio de 2014 e uma das sSete Maravilhas da União de Freguesias (realizada na 1.ª edição da Festa do Caneco). Também o Monte do Murado, é um ponto de passagem, principalmente para excursões. De momento encontrase em requalificação para se tornar mais “atrativo e agradável para quem visita”, afirma o presidente da Junta de Freguesia, Filipe Lopes. O parque de São Bartolomeu outro espaço natural importante conta com um miradouro situado nas traseiras da Capela de São Bartolomeu e trata-se de uma área ampla ajardinada e arborizada. Seixezelo conta com 1,61 km² de área e 1 712 habitantes.A sua igreja matriz é um imponente edifício apesar da sobriedade das suas linhas. Conhecida por ser terra de cereja, realiza, anualmente, o Festival da Cereja, no conhecido Parque das Corgas, onde se encontra a nascente do rio Febros. Neste parque podemos encontrar zonas ajardinadas e um parque infantil.

Projetos Fortes na área da gastronomia e nos espaços naturais, esta união de freguesias de maneira a fixar a população tenta “manter e tratar bem quem cá está. Mas ao mesmo tempo cativar investimento”, afirma Filipe Lopes. Desta maneira, procura com que o comércio tradicional não seja extinto pelas grandes superfícies. “A ideia é criar um cartão da marca ‘carvalhos’ em que as pessoas compram numa loja e podem ter descontos noutra loja. É pretendido que se crie um hábito e uma rede que cative as pessoas, de maneira também a fidelizar clientes. Mas é necessário ter alguns aspetos em conta e olhar de uma forma integrada para aquele espaço, desde o estacionamento, o horário de funcionamento, e dias de atividade das lojas”. Filipe Lopes aponta a freguesia com uma forte indústria e com muitas empresas de serviços. “Foi inaugurada recentemente a Grandvision uma empresa de lentes internacional que irá criar 400 postos de trabalho.”


REVISTA BUSINESS PORTUGAL VILA NOVA DE GAIA A pensar nos desempregados da Freguesia e em parceria com IEFP existe um gabinete de inserção profissional na Junta de Freguesia em que os desempregados inscritos no IEFP podem concorrer a uns cursos modulares. “Contactamos as empresas locais de forma a perceber as necessidades que as empresas têm. É preciso ter pessoas com qualificações para dar resposta às necessidades das empresas. Ajustamos o plano de formação, validado pelo centro de formação de maneira a colmatar o desemprego.”

transferências para a Freguesia, julgo que conseguimos fazer um excelente trabalho. Pagámos 235 mil euros de divida que herdamos e ao mesmo tempo cumprir o nosso programa e lançado um conjunto de investimento para Pedroso e Seixezelo. As pessoas não são números mas, é através de uma boa gestão dos números que conseguimos chegar a mais e de melhor forma às pessoas. Este é o caminho.”, comenta Filipe Lopes.

Para o futuro Fazer uma sede da Associação Musical de Pedroso, coletividade com 36 anos que não tem sede; Fazer uma casa mortuária em Seixezelo; Requalificar o terreno em frente ao Mosteiro de Pedroso; Requalificar a Quinta do Padrão em Seixezelo; Iniciar o projeto “Médico em casa”, um projeto único no país, onde a freguesia oferece durante um ano aos mais carenciados no máximo de 1.000 habitantes, a possibilidade de ter duas consultas médicas ao domicílio gratuitas, “Apoiar as pessoas mais carenciadas, mais idosas e onde não há tanta mobilidade de transportes públicos para aceder ao centro de saúde.”; Inauguramos no dia 14 março a piscina municipal de Pedroso e no final de 2014 o novo sintético do Futebol Clube de Pedroso; Inaugurar em maio/Junho um polidesportivo em Seixezelo, são alguns dos projetos em andamento que Filipe Lopes tem em carteira. “Tudo a favor das pessoas queremos cumprir o nosso programa. Num ano de 2014 com cortes nas

10ª edição do Festival da Cereja realiza-se no parque das corgas de 28 a 31 de maio. 2.ª edição da Festa do Caneco realiza-se de 9 a 14 de junho na Quinta do Mosteiro de Pedroso.

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“Uma freguesia com história” freguesia de vilar de andorinho Localizada em pleno centro de Vila Nova de Gaia, Vilar de Andorinho, outrora, uma freguesia com um cariz eminentemente rural, sofreu alterações significativas após o 25 de abril, passando a urbana. Em entrevista à Revista Business Portugal, o atual presidente da Junta de Freguesia, Serafim Teixeira falou dos desafios que enfrenta diariamente e dos projetos que têm pensado para o futuro da Freguesia.

representada na cascata da Associação São João da Serra e no nosso Brazão são um ex-libris do concelho. Existe ainda uma enorme beleza dos vestígios e património histórico, bem visível no Castro Guedes, nas ruas e pontes medievais. As igrejas, capelas e outros locais de culto religioso, assim como, as quintas revestem-se de uma enorme história e riqueza incalculável.

Sénior, em Balteiro e uma Loja do Cidadão no edifício da Junta de Freguesia, junto com a dinamização do GAS-Gabinete de Ação Social e GIP-Gabinete Inserção Profissional. A nova centralidade que há vários anos estamos a trabalhar: onde inclui o novo Centro de Saúde, que após longos anos de trabalho conseguimos que fosse aprovado com o arranque do concurso para ser construído no local onde conseguimos negociar a doação do terreno, a nova casa mortuária e capela e a conclusão das Ruas Fernando Pinto Lourenço e Rua de Soeime e passeios envolventes que estamos a projetar com a Câmara para que seja uma realidade. O novo Hospital de Gaia, o alargamento da A1 e da melhoria das acessibilidades para a Freguesia que estão a ser construídas junto com a futura ligação do Metro a Vilar de Andorinho. A reparação da rede viária do interior desta freguesia, que a Câmara está a tratar, a criação de um posto da PSP que temos apelado ao Governo e o apoio às associações, espaços sociais e de convívio, assim como a ação social, formação profissional e inserção profissional para a população que a Junta tem efetuado e outros projetos que estamos a desenvolver com a Câmara, fazem também parte das nossas ambições e cremos que conforme forem avançando vão transformar e melhorar significativamente a Nossa Freguesia e consequentemente os nossos concidadãos.

Quais são os principais desafios que enfrentam diariamente? Este cargo que assumi só tem sentido se for destinado às pessoas. É com elas e para elas que nós trabalhamos. O nosso objetivo, o nosso rumo está direcionado para os Vilarenses. Os problemas deles são os nossos problemas e é por isso que nos dedicamos a eles de corpo e alma. Somos nós que estamos mais perto e que temos de responder a todos os problemas. Apesar das inúmeras dificuldades financeiras, dado que, nunca a Junta de Freguesia teve tão poucos meios ao seu dispor e tantas dificuldades, porque a crise fez aumentar o desemprego criando maiores dificuldades às Famílias e às Autarquias. Necessitamos de infraestruturas e apoios sociais específicos para colmatar as dificuldades desta freguesia. Assim sendo e apesar destas condições financeiras estamos a criar mais e melhores estruturas sociais de apoio à população, como a Sede da Academia

O associativismo está muito presente em Vilar de Andorinho. Quais são as coletividades que mais se destacam? Para além da grande instituição, por excelência, o Centro de Dia, Jardim de Infância e Creche Salvador Caetano e Ana Caetano que a Junta construiu, num espaço doado pelo Sr. Salvador Caetano, criando uma IPSS, esta freguesia conta com cerca de 20 Associações. A mais antiga é a Tuna Musical A Vencedora de Vilar de Andorinho, mas entendo que todas são importantes e cada uma tem um papel fundamental na colaboração com a Junta de Freguesia no trabalho de ligação com os Vilarenses, através de uma grande harmonia, que favorece a paz social e o bem-estar das populações. Senão como seria entendido que cerca de 15000 Vilarenses vivam numa Urbanização, numa altura de enorme crise, sem problemas de relevo. É graças ao esforço das Associações e Instituições como a Paróquia, a Junta de Freguesia, a Câmara Municipal e outras

serafim teixeira Presidente

Para quem não conhece Vilar de Andorinho, como é que descreve esta Freguesia? Vilar de Andorinho é uma freguesia do concelho de Vila Nova de Gaia, com uma área de cerca de 7 quilómetros quadrados onde moram cerca de 31 mil habitantes. Outrora uma Freguesia rural, onde ainda predominam muitas zonas verdes, como a maior parte do parque biológico e várias quintas, passamos rapidamente para uma freguesia urbana, com diversas urbanizações, sendo a maior a de Vila D`Este, sujeita ao programa do estado de construções a custos controlados. Pode-se afirmar que existe algo de místico nesta terra, que atrai outras gentes de outros lugares, creio que, porque somos solidários e acolhedores, as pessoas sentem-se bem e o resultado é que poucas casas estão desocupadas. O Monte de Virgem assume-se como um local de referência da Freguesia? A nossa freguesia situa-se entre o Monte da Virgem e o Rio Febros. Essa localização privilegiada, que costumamos referir, como “slogan, - Vilar de Andorinho – Sob o olhar da Virgem”, conseguiu privilegiar a fixação de outros cidadãos vindos de outras localidades. Tenho defendido na Câmara Municipal que este local foi esquecido e que deveríamos ajudar na melhoria do mesmo para bem das freguesias envolventes e do concelho de Vila Nova de Gaia. A beleza da nossa localização, tipo cascata, bem

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que isto é possível. Foi com essa perspetiva que o ano passado efetuamos a IX Feira Medieval, em concorrência com outras, efetuadas por Câmaras com orçamentos de centenas de milhares de euros, passamos de 3 para 5 dias e o lucro deste trabalho foi maioritariamente para as associações e instituições que beneficiaram e conseguiram apoios difíceis de o conseguir por outras vias. Entretanto, os custos ou as maiores despesas são colmatadas pela Junta de Freguesia. Atualmente, encontramo-nos a organizar a X Feira Medieval que vai passar para 6 dias, a decorrer de 5 a 10 de junho, enquanto outras apenas fazem entre 2 a 3 dias. Quais são as iniciativas que este novo executivo tem promovido para atrair e fixar mais pessoas na freguesia? A abertura da estrada nacional 222 e mais recentemente o nó de ligação desta ao IP1, a A1, que atravessa a freguesia, veio melhorar significativamente as comunicações com as cidades de Vila Nova de Gaia, do Porto e do País. A ligação direta à Avenida da República através das diversas vias de comunicação e a ligação ao Porto pelo IP1 (ponte do Freixo), a A1 ligação à ponte da Arrábida, à A29 e à A32 colocam

Vilar de Andorinho numa posição privilegiada, que tem vindo a atrair cada vez mais população e empresas. Aliás, vários estudos efetuados dão Vilar de Andorinho como uma das Freguesias mais acessíveis e procuradas, devido às acessibilidades que fazem com que fique mais barato morar em Vilar de Andorinho porque os moradores podem usufruir de um ambiente tranquilo e rapidamente poderem deslocar-se às grandes cidades ou outros locais do País. As atividades sociais, culturais e desportivas, assim como eventos como a Feira Medieval, o teatro, a dança, a música, a poesia, etc., O futebol, a ginástica, o atletismo, os jogos juvenis, diversos torneios desportivos e outras atividades de índole social que desenvolvemos junto com as Associações são também eventos dinamizadores e de aculturação da freguesia. Em termos culturais, o que é que se destaca na freguesia? Sem dúvida, que o enorme trabalho associativo que se desenvolve na freguesia faz com que consigamos efetuar muitas atividades com pouco dinheiro. As populações gostam de romarias, festas populares e arraiais. O teatro, a dança, a música e outros espetáculos, assim com as atividades desportivas, são uma constante

na nossa freguesia. A gastronomia é outro fator de destaque em Vilar de Andorinho. Os rojões, as tripas à moda do Porto e a dobrada, o caldo verde, as papas, todo o tipo de receitas de bacalhau e muitas outras receitas da gastronomia tradicional portuguesa podem ser apreciadas na nossa freguesia em festividades como a Feira Medieval e diariamente nos restaurantes locais. Como é que encara o futuro? Encaro o futuro de forma otimista, mas sempre com os pés bem assentes na terra. Julgo que são necessários outros protagonistas capazes de ver o país para além de Lisboa e que vejam as estatísticas, que mostram que a região Norte é a mais pobre e carenciada, mas uma das mais fundamentais para o desenvolvimento do País. A falta de equipamentos sociais condignos e a necessidade de maior apoio para as PME`S de modo a criar novos postos de trabalho são questões urgentes e fundamentais para a consequente melhoria da qualidade de vida da população. A regionalização será sem dúvida a solução para este problema.

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Uma freguesia em transformação Junta de freguesia de São Félix da Marinha Inserida na grande área metropolitana do Porto, a freguesia de São Félix da Marinha oferece “uma excelente qualidade de vida”, revela Carlos Pinto, presidente da Junta de Freguesia de São Félix da Marinha, em entrevista à Revista Business Portugal.

carlos pinto Presidente

S

ão Félix da Marinha é uma freguesia litoral portuguesa do concelho de Vila Nova de Gaia com oito mil hectares e cerca de 15 mil habitantes. A sua localização permite-lhe usufruir de três quilómetros de costa Atlântica, essencialmente, ocupada por praias como a Granja, Boca-Mar, Brito e Espinho e, ainda, uma

zona de vegetação protegida - dunas. Com seis escolas; centro de saúde; centro social; sete coletividades “que dão resposta cultural e desportiva à freguesia”; boas acessibilidades - ligação ferroviária entre Porto e Lisboa o que permite as deslocações regulares dos seus habitantes que trabalham fora da área de residência; ótima restauração e hotelaria o que possibilita que esta seja uma localidade “amistosa, recetiva e consciente”. Atualmente, tem como principais atividades económicas a indústria alimentar, de construção e de iluminação, bem como variado comércio, particularmente as pequenas e medias superfícies.

Festividades Os eventos e demais certames que ocorrem anualmente na freguesia são a festa de S. Félix e Mártir S. Sebastião que ocorre na última semana de julho, a Festa da

Nossa Senhora das Necessidades, a Festa da Senhora do Amparo, de São Vicente e São Tomé, a Festa da Senhora da Soledadeem em setembro; a Festa da Santa Cruz e, ainda, se realizam algumas feiras de artesanato e a semana cultural com a participação das várias coletividades da freguesia.

Projetos Futuros Relativamente a projetos futuros pretendem construir um pavilhão gimnodesportivo e realizar a construção de um Moinho – símbolo da freguesia – de forma a representar os moinhos que outrora existiram por todo o litoral desta freguesia, além da passagem subterrânea, na Granja, para peões e automóveis. A acrescentar a tudo isto também têm projetado, junto à Estação da Granja, um terreno da REFER, um parque de estacionamento. “São Félix da Marinha é uma terra com um passado com história para um novo futuro”, conclui.

uma freguesia que investe no futuro junta de freguesia de arcozelo

nuno castro chaves Presidente

E

m entrevista à Revista Business Portugal, Nuno Castro Chaves, presidente da Junta de freguesia de Arcozelo há três mandatos, começa por destacar a forte vertente turística da região, que segundo este, se divide em duas componentes, uma ligada à zona litoral e outra ligada a um turismo de natureza religiosa. “Arcozelo tem uma forte estratégia ligada à zona litoral, onde a reabilitação de toda a orla marítima permitenos ter quer para serviços, quer para ciclovias, uma ligação direta desde Miramar até à Granja. Todos os anos há bandeiras azuis nas nossas praias e temos também duas praias com bandeiras de acessibilidade, nomeadamente a praia de Miramar e Aguda. A reabilitação da orla marítima permitiu uma elevação da qualidade em termos de padrões ambientais e facultou

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que aparecessem novas infraestruturas de apoio e de lazer, nomeadamente na praia da Aguda e Ribeira do Espírito Santo. Nessa zona existem variados restaurantes e bares que se foram desenvolvendo e são estes equipamentos e estas mais-valias que transformam Arcozelo, no Verão, num local de visita e veraneio por excelência. Numa outra componente, desde o século passado que se verifica o culto da Maria Adelaide, como é chamada pelo povo, e este culto de fé leva com que venham milhares de pessoas visitar a região em vários períodos durante meses, nomeadamente em junho ou aquando as festividades de Fátima.” Com forte ligação à atividade piscatória, existe na zona da Aguda o Museu do Mar (E.L.A.), que permite às pessoas conhecerem toda a atividade piscícola da zona e o seu desenrolar, que no entender de Nuno Castro Chaves é “um equipamento que permite alavancar conhecimento”. Ali, há também o parque de dunas da Aguda que é o parque biológico que se dedica à conservação das mesmas. No sentido de atrair e fixar as camadas mais jovens, a Junta de Freguesia de Arcozelo tem desenvolvido várias atividades nesse sentido, designadamente na área desportiva na Aguda. “Na Aguda construímos alguns campos de volley de praia, campos de futebol e desenvolvemos várias atividades para fixar os mais jovens. Tem sido um trabalho que fazemos sempre com muito gosto porque tem algum impacto junto dessa comunidade”, explica

o autarca. Mas, o grande objetivo e desafio de Nuno Castro Chaves é dar continuidade ao trabalho realizado pelo Doutor Guilherme Aguiar, seu antecessor. “Em conjunto com o Doutor Guilherme Aguiar, já tínhamos realizado um trabalho bastante intenso de reabilitação, recuperação e investimento em várias áreas, nomeadamente na área desportiva, na área das infraestruturas e equipamentos e havia a necessidade de continuidade desse trabalho. Estou aqui há três mandatos e a génese deste trabalho esta comigo há 9 anos e mantem-se, consistindo em responder cada vez mais aos patamares de qualidade de vida que a população nos exige”, frisa. Questionado sobre o futuro de Arcozelo, Nuno Castro Chaves faz algumas revelações. “Em conjunto da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, futuramente pretendemos reabilitar uma rua central da freguesia que esta em muito mau estado, reabilitar o Largo Maria da Fonte e inaugurar a casa mortuária que é uma carência que temos há bastantes anos. Depois, há todo um conjunto de arruamentos para os quais estamos à espera de intervenção num pacote de ações que a câmara pretende. Temos também em mente a reabilitação de um lar fronteiro à capela jazigo de Maria da Fonte e que é um projeto que visa fundamentalmente aproveitar um espaço e enquadrá-lo na zona envolvente”, conclui Nuno Castro Chaves.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL VILA NOVA DE GAIA

Um destino para quem procura qualidade de vida União de Freguesias de Gulpilhares e Valadares Com vários projetos para a união de freguesias, Alcino Lopes presidente da União de Freguesias de Gulpilhares e Valadares, deu a conhecer à Revista Business Portugal a freguesia e as suas potencialidades.

alcino lopes Presidente

G

ulpilhares e Valadares é uma freguesia litoral, do concelho de Vila Nova de Gaia com cerca de 23 mil habitantes. O seu nome surge da reorganização

administrativa do território das freguesias, pela agregação das antigas freguesias de Gulpilhares e Valadares. A sua localização permite-lhe usufruir de oito praias de costa Atlântica, essencialmente ocupada por praias com bandeira azul e, ainda, uma zona de vegetação protegida - dunas. “A orla costeira possui bons areais, bons circuitos pedonais e boas ciclovias e está devidamente organizada, o que permite que no período de veraneio a freguesia tenha muita mais dinâmica. Toda a costa tem muita procura, muito devido à qualidade da água que atrai os turistas. E, anualmente, recebemos nas nossas praias as crianças das escolas do concelho de Vila Nova de Gaia”, e de Concelhos vizinhos, explica o presidente. Com bastantes equipamentos públicos, de teor social e de serviço à população, boas acessibilidades e uma ótima rede de transportes esta é uma freguesia que qualifica a vida de quem cá reside.

Festividades As Festividades em honra do Senhor da Pedra e do Senhor dos Aflitos, Divino Salvador, São Bráz e S. Sebastião, são bastante importantes para a Comunidade local, sendo as duas primeiras, de enorme tradição, atraindo milhares de pessoas. Outra Festividade num outro âmbito é a realização anual do Festival Internacional de Folclore promovida pelo Rancho Regional de Gulpilhares.

Projetos Futuros Relativamente a projetos futuros pretendem investir ao nível da rede viária e na reabilitação do património público edificado, tais como juntas, auditórios e a estação ferroviária de Valadares. E ainda, desejam reabilitar o edifício onde estão sediados os serviços administrativos de Valadares.

Património, cultura e gastronomia no sul de Vila Nova de Gaia União de Freguesias de Sandim, Olival, Lever e Crestuma

manuel azevedo Presidente

A

pós a reorganização administrativa de 2013 Manuel Azevedo lidera os destinos destas 4 freguesias e refere que “a agregação de freguesias acarretou grandes mudanças,

porque apesar de estarmos próximos em termos geográficos existem muitas diversidades nestas 4 freguesias. Tanto em termos culturais, como sociais e ambientais”. Quem visitar estas 4 vilas pode usufruir de uma belíssima paisagem, onde o Castelo de Crestuma assume o lugar de ator principal, num enredo onde vale a pena visitar a Igreja Matriz de Sandim, a Capela do Mosteiro de Vila Cova das Donas, o Parque de merendas de Sá, o Centro cívico de Sandim, o lugar de Arnelas, o centro social e cultual do Olival, o Parque Botânico do Castelo, a barragem de Crestuma-Lever e a antiga companhia de fiação de Crestuma. É também de salientar a localização do centro de estágios do Futebol Clube do Porto que se situa em Olival e é uma mais-valia não só para esta união de freguesias, como para todo o concelho de Vila Nova de Gaia. Para os amantes da gastronomia é possível degustar os pratos típicos da gastronomia tradicional portuguesa e algumas especialidades como o sável e a lampreia, pescados diretamente na beira do rio. Questionado sobre os maiores desafios que enfrenta diariamente Manuel

Azevedo não hesita na resposta: “enquanto presidente de junta de uma das freguesias já tinha problemas, agora são a multiplicar por 4”. No que respeita à área social esta união de freguesias encontra-se totalmente coberta por uma rede de infraestruturas que oferecem um leque alargado de serviços com vista à satisfação das necessidades da população. No entanto, é preciso não esquecer que as IPSS lutam diariamente contra muitas adversidades para poderem subsistir. Uma das maiores dificuldades que enfrentam no seu dia-a-dia é a rede viária, que é deficiente nas 4 vilas e condiciona tanto o trafego dos habitantes, como o dos visitantes. O futuro desta união de freguesias passa pela aposta no desporto e atividades de recriação e lazer, com a criação do parque de jogos em Lever, assim como, o alargamento e colocação de relvado sintético no campo de Crestuma. Em Sandim existe a necessidade do alargamento do campo do Modicus, uma questão que está já a ser negociada.

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REVISTA BUSINESS PORTUGAL VILA NOVA DE GAIA

À beira rio plantada… junta de freguesia de avintes Avintes é uma freguesia pertencente ao concelho de Vila Nova de Gaia com características próprias e com fortes traços culturais. “Uma terra igual a muitas outras, mas diferente de outras tantas”, é assim que o presidente da junta de freguesia, Cipriano Castro caracteriza a sua vila.

Turismo e o Trilho do rio Febros

cipriano castro Presidente

C

om cerca de 12 mil habitantes, a freguesia de Avintes é sobretudo conhecida pelos seus produtos gastronómicos, pela forte aposta na cultura e pela fixação de algumas indústrias de renome na região. “Avintes é uma freguesia bastante diversificada quer em termos de atividade industrial quer a nível cultural. Somos conhecidos pela Capital do Teatro Amador, com duas coletividades dedicadas ao teatro, o Mérito e os Plebeus. A nível gastronómico temos a broa de Avintes, que é um produto gastronómico muito conhecido e que é um atrativo para a região. Temos também alguma indústria aqui sediada. A Sogrape, que é a maior empresa de vinhos de Portugal e uma das maiores do mundo, tem as suas instalações em Avintes. A fábrica de vidros Barbosa e Almeida e algumas empresas de calçado também estão aqui sediadas”, destaca Cipriano Castro, presidente da junta de freguesia de Avintes desde outubro de 2013.

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Broa de Avintes, um produto da terra. Fabricada com milho e centeio, a famosa Broa de Avintes é uma broa escura, com características próprias, sendo que não há mais nenhuma com as mesmas características no mundo. “É uma broa que é fabricada há mais de 200 anos em Avintes, ainda em forno de lenha, a única diferença para os dias de hoje é que a massa já não é feita de forma manual. De resto, ainda é cozida em forno de lenha e está cerca de cinco, a seis horas a cozer. É uma broa diferente, especial”, define o autarca. Sendo um produto da terra, a junta de freguesia organiza há 27 anos uma festa, em colaboração com as instituições locais, dedicada à Broa de Avintes. “São dez dias de festa, no último fim-de-semana de agosto até ao primeiro fim-de-semana de setembro, em que são realizadas diversas atividades. As associações têm as suas tasquinhas, onde promovem não só a broa como outros produtos da nossa gastronomia e o nosso artesanato”, frisa o autarca.

São vários os pontos de referência para quem pretende conhecer Avintes. Questionado sobre o turismo na região, Cipriano Castro explica: “Temos duas infraestruturas na freguesia, uma que é o Parque Biológico, que é um espaço essencialmente de educação ambiental, onde o turista tem ao seu dispor um ambiente no seu estado mais natural. Temos também um Zoo, na Quinta de Santo Inácio com uma vertente de divulgação dos animais de outras regiões. Em termos de monumentos, temos a Pedra da Audiência, um local datado de 1742 onde se faziam os julgamentos da freguesia. É um monumento nacional que deveria ser mais divulgado”. Inaugurado a 28 de fevereiro, o Trilho do rio Febros, em Avintes, surgiu por parte de uma iniciativa de uma associação local ligada ao ambiente e à juventude, a Onda Verde, que nos últimos anos foi identificando o percurso na zona junto ao rio Febros. “O rio Febros começa e acaba em Gaia, e entre o parque biológico e a sua foz, foi homologado um trilho, tendo a junta de freguesia colaborado com essa associação na colocação de placas identificadoras do percurso ao longo das margens do rio Febros.”

Projetos de futuro Para 2015, serão dois projetos a marcar o ano, avança Cipriano Castro. “Um dos projetos consiste na construção de um pavilhão desportivo junto ao centro escolar que deverá arrancar ainda este ano. O outro projeto está numa fase avançada de conclusão e consiste na requalificação de zona marginal de Avintes, junto ao rio do Douro, obra integrada no projeto Encostas do Douro”, finaliza.


20 anos de dedicação, qualidade e consistência Prémio Concurso Mundial de Bruxelas Na 20ª edição do prestigiado certame internacional Concours Mondial de Bruxelles, que avalia vinhos de todo o mundo, a Sogrape Vinhos foi reconhecida como a produtora mais medalhada em 20 anos da história do concurso. Este prémio é fruto da qualidade dos vinhos Sogrape, da força das suas

marcas presentes em todo o mundo, da visão e solidez da sua gestão bem como do esfoço e empenho de todos os seus colaboradores. É um símbolo inesquecível que distingue a importância de cada dia de trabalho nos últimos 20 anos, abrindo caminho para um futuro seguramente de excelência.

SEJA RESPONSÁVEL. BEBA COM MODERAÇÃO.


agentes de execução, solicitadores, advogados e leiloeiras

REVISTA BUSINESS PORTUGAL

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esta edição reunimos um conjunto de profissionais ligados ao setor jurídico que prestam um papel imprescindível para a sociedade. Por um lado temos solicitadores – que são, enquanto representantes do cidadão e das empresas, procuradores por excelência, que exercem o mandato judicial e prestam consulta jurídica. Por outro lado, existem os agentes de execução – profissionais com poderes públicos para praticar os atos próprios dos processos executivos e responsáveis por realizar todas as diligências de execução, incluindo as citações, notificações e publicações, penhoras e vendas e liquidação dos créditos. E por fim temos os advogados – uma figura essencial para a administração da justiça e instrumento básico para assegurar a defesa dos interesses das partes em juízo. Todos eles desempenham funções que nem sempre são fáceis de agilizar mas que carregam uma enorme responsabilidade.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL AGENTES DE EXECUÇÃO, SOLICITADORES, ADVOGADOS E LEILOEIRAS

artigo de opinião OS JUÍZES e A INSOLVÊNCIA. violação da lei? tudo como dantes Redigido por A.Benfazer

OS ADMINISTRADORES JUDICIAIS e a incapacidade, durante mais de uma década, do MJ em implementar as nomeações de acordo com a lei vigente ( distribuição igualitária dos processos, rotatividade, “listas VIP” ou (de excluídos?).

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artº 53 do Cire aponta para a necessidade de que o AJ, a nomear pelo Juiz, deva estar inscrito na lista oficial. A lista oficial é elaborada pela CAAJ e publicada no portal o Citius de acesso livre e universal. A lei 22/2013 ( Estatuto do AJ) veio regular a listagem por (novas) COMARCAS (artº 6º) e determina no artº 10 e 11 que haverá uma lista por cada comarca, e que o AJ tem direito a distribuição equitativa das nomeações nos processos, a qual deve, preferencialmente, ser assegurada por meios electrónicos. O artº 13 do EAJ determina que a nomeação processa-se por meio de sistema informático que assegure a aleatoriedade da escolha e a distribuição em idêntico número nos processos. Determina ainda o EAJ, que este só deve aceitar a nomeação caso disponham dos meios necessários para o efectivo acompanhamento dos processos, contratar seguro profissional, pagar as taxas junto da CAAJ, frequentar as acções de formação contínua… Aqui chegados, fácil é concluir que têm direitos e obrigações ( além de outros, que aqui não se enumeram) Estas regras têm antecedentes legais ( sistema de nomeações electrónica) há mais de 10 anos, e jurisprudências baseados em numerosos acordãos das Relações. Verifica-se, que mal uma insolvência / per dá entrada em Juízo, logo uma chuva de requerimentos de diferentes AJ dão entrada a PEDIR A NOMEAÇÃO, além do que normalmente, até vai proposto na petição pelo requerente devedor, e tudo termina, com papeis inúteis que constituem um quase incidente anómalo, prática que deixa a imagem de justiça muito afectada, porque lá acabam por ser nomeados, em detrimento da regra acima enunciada. Ora, sem nomeações frequentes e asseguradas, não pode haver colaboradores no escritório, e sozinho um AJ não pode aceitar as nomeações, ( se fosse nomeado, porque não dispunha de meios para o acompanhamento dos processo), ou, cai na mediocridade profissional, com atrasos, falta de estudo dos processos…. A APAJ têm vindo a estudar o fenómeno das nomeações e a publicar os resultados dos estudos e estatística. As listas das nomeações demonstram gritante disparidade entre os AJ. Uns têm muitas nomeações, outros “nem para a sopa”. Os que são frequentemente nomeados, são uma minoria, mas garantem a maior percentagem das insolvências no País. Ninguém se mostrou capaz de fazer aplicar a LEI, e os snrs. Juízes demonstram na prática a incapacidade de nomear de acordo com as regras legais. Analise o leitor a ficha de nomeações elaborada de um dos Juízos do Comércio de STº Tirso e retire as suas conclusões. ( e o trabalho só incide sobre cerca de 30 dias, e nos outros 3 Juizos a prática é semelhante).

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percentagem das insolvências no País. Ninguém se mostrou capaz de fazer aplicar a LEI, e os snrs. Juízes demonstram na prática a incapacidade de nomear de acordo com as regras legais.

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Analise o leitor a ficha de nomeações elaborada de um dos Juízos do Comércio de STº Tirso e retire as suas conclusões. ( e o trabalho só incide sobre cerca de 30 dias, e nos outros 3 Juizos a prática é semelhante).

COMARCA DE SANTO TIRSO - JUIZ 2

INS INS INS INS PE R INS INS INS INS INS INS INS INS PE R INS INS INS INS INS INS PE R INS INS INS INS INS INS INS INS INS PE R INS INS INS PE R PE R INS INS INS PE R INS PE R INS INS INS INS INS

Processo de Insolvência 484/15.2 T8 STS 521/15.0 T8 STS 1178/14.1 1171/14.4 TB STS

A. J. nomeado Angelo Dias Sai Universal, LDA João Manuel Carlos Morais de Almeida Fernando Silva e Sousa Nuno Rodolfo da Nova Oliveira Silva

Data 17.02.2015 17.02.2015 18.02 19.02

1794/14.1 TB GDM 372/15,2 TB STS 480/14.7 TB STS 458/14.0 T8 STS 387/15.0 T8 STS 459/15.1 T8 STS 572/15.5 T8 STS 473/15.7 T8 STS 234/15.3 T8STS

José Miguel Alves de Sampaio Rebelo Jorge Ruben Fernandes Rego Ademar Margarido Sampaio R. Leite Claudia Sousa Soares Luis Manuel ribeiro de Carvalho Luis Manuel ribeiro de Carvalho Joana Cunha Dias Dalila Lopes Ana Domingues Ferreira Alves

19.02 19.02 19.02 20.02 23.02 23.02 24.02 25.02 25.02

430/15.3 T8 STS 668/15.3 T8 STS 586/15.5 T8 STS 666/15.1 T8 VNG 422/15.2 T8 STS 559/15.A T8 SFS 714/15.0 T8 STS

Jorge Calvete Graciela Coelho M. Carvalho Fernando Silva e Sousa Teresa Alegre João Manuel Carlos Morais de Almeida Ana Domingues Ferreira Alves Jorge Calvete

25.02 27.02 27.02 27.02 27.02 02.03 03.03

541/15.5 T8 STS 1538/14.8 T8 STS 775/15.2 T8 STS 410/15.9 T8 STS 611/15.0 T8 STS 312/15.4 T8 STS 743/15.4 T8 STS 155/15.0 T8 STS 693/15.4 T8 STS 685/15.3 T8 STS 730/15.2 T8 STS

António Francisco C. Seixas Soares Adélio Monteiro Gonçalves Ramalho Armando da Rocha Gonçalves João Manuel Couto Morais de Almeida Ana Maria de Oliveira e Silva Alvaro Manuel Botelho da Costa Alvaro Manuel Botelho da Costa Ana Domingues Ferreira Alves Alvaro Manuel Botelho da Costa Anabela dos Anjos Ferreira Fernando A. B. Carvalho

03.03 03.03 04.03 04.03 04.03 05.03 05.03 05.03 05.03 06.03 06.03

351/15.0 T8 STS 697/15.7 T8 STS 762/15.0 T8 STS

José Costa Oliveira Francisco José Areias Duarte J. Dinis de Almeida

06.03 10.03 11.03

3686/14,5 T8 STS

Fernando Silva e Sousa

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607/15.1 T8 STS 573/15,3 T8 STS 704/15.4 T8 STS 461/15.3 T8 STS

José A. Machado Ribeiro Gonçalves Vítor Manuel R. Moreira Oliveira J. Dinis de Almeida António Joaquim de Oliveira Vieira

11.03 11.03 12.03 12.03

220/14,0 T8 STS 4392/13,3 T8 GDM

Maria Clarisse Barros João Manuel Morais de

12.03 13.03

1675/14.9 T8 GDM 787/16.6 T8 STS 753/15,1 T8 STS 849/15.0 T8 STS 861/15.8 T8 STS 832/15.5 T8 StS

Jorge Calvete Armando Pereira Santos Armando Pereira Santos Nelson Caetano Sá Soares Oliveira Ana Domingues Ferreira Alves Nelson Caetano Sá Soares Oliveira

17.03 17.03 17.03 18.03 18.03 18.03

Agora, diga(m) os leitores e a snrª Ministra da Justiça, o Conselho Superior da Magistratura, a CAAJ, e os snrs. Juizes, que tudo está bem nesta República, e que o articulista sofre de diarreia mental, e não vê que muitos inscritos na lista ainda não foram nomeados e os snrs. Juízes já repetem os que dela já constam? Consigna-se que se contribuiria voluntaria e financeiramente para implementar o

Agora, diga(m) os leitores e a snrª Ministra da Justiça, o Conselho Superior da Magistratura, a CAAJ, e os snrs. Juizes, que tudo está bem nesta República, e que o articulista sofre de diarreia mental, e não vê que muitos inscritos na lista ainda não foram nomeados e os snrs. Juízes já repetem os que dela já constam? Consigna-se que se contribuiria voluntaria e financeiramente para implementar o programa electrónico das nomeações, e que sob os auspícios da APAJ, poderia esta sensibilizar outros voluntários para tal desiderato, a fim de implementar o cumprimento da lei ( mas sem janelas de excepções no sistema), programa que os verdadeiros VIP´s rejeitam… e que o Tribunal de Évora parece superar com recurso ao sistema das nomeações dos jurados. Depois, estranha-se a presente ausência de notícias da CAAJ, um silêncio de *nado-mortos, que não agoira mudanças urgentes que se desejam na profissão, já que este estado quo ante, fica muito a desejar e não favorece a credibilidade na Justiça. É bem verdadeiro, que “em Abrantes, tudo como dantes”. NOTA: * em 25 de Março de 2015 foi publicado, finalmente, um primeiro diploma – Portaria nº 90/2015 - que vem taxar a actividade dos AJ. A. Benfazer

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«A new concept of business & legal affairs». LS & MDS – Sociedade de Advogados rl

miguel dinis santos e leonel santos Partner Lawyers

Apoio jurídico à medida de cada um Fundada em janeiro de 2013 junto da Ordem dos Advogados sob registo nº 07/2013, a «LS & MDSSociedade de Advogados rl», tem como sócios fundadores Leonel Santos e Miguel Dinis Santos, dois jovens advogados, com cerca de uma década de experiência no exercício advocacia em prática isolada. Com escritório-sede em Leiria, a LS&MDS presta serviços ao nível local e nacional. Em entrevista à Revista Business Portugal os sócios falaram do estado atual do setor e dos desafios que enfrentam no exercício das suas funções. Como é que começou este projeto da LS & MDS – Sociedade de Advogados? Leonel Santos: Há já algum tempo que andávamos à procura de um espaço indicado para a nossa atividade, sobretudo da forma como a vemos e exercemos (que é um pouco diferente da atividade da advocacia dita «tradicional»). Iniciámos a nossa atividade no mesmo escritório – em Tomar, durante o estágio –, e após esse período pensamos em desenvolver e expandir a nossa atividade. Sendo a nossa clientela-alvo sobretudo o setor empresarial, os constrangimentos económicos sobre a atividade empresarial em Tomar foram-nos incentivando à expansão para uma cidade com maior amplitude e – sobretudo – maior dinâmica empresarial como é o caso de Leiria. Contudo, mantemos os escritórios em Tomar, continuando a acompanhar os clientes de há mais de uma década.

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Quais são os principais objetivos desta sociedade? Leonel Santos: A LS&MDS visa a excelência da advocacia, empenhando-se no tratamento rápido e eficaz de todos os projetos para melhor servir os seus clientes. Portanto podemos afirmar que o nosso principal objetivo é mesmo a prestação serviços de legal support numa ótica de eficácia e proximidade. Queremos prestar aos nossos clientes serviços de excelência e fornecerlhes soluções jurídicas inovadoras que vão ao encontro dos seus problemas e exigências correntes. No que concerne às áreas de atuação, embora também atuemos nas áreas do direito da família/sucessões/menores ou no direito criminal, o nosso target são essencialmente as empresas, onde podemos desenvolver as áreas que nos são mais prezadas como sejam o direito societário/ comercial, direito do trabalho, direito bancário(o apoio aos investimentos e à reestruturação económica das empresas), propriedade intelectual, imobiliário/ urbanismo, direito da insolvências e recuperação de empesas, etc.

altura, as empresas atravessam já um período difícil que se repercutia inevitavelmente na nossa atividade, e para que se possa progredir há que ter todos esses condicionalismos bem presentes, o que implicou um esforço hercúleo no lançamento da nossa sociedade e na sua progressão. Leonel Santos: A «crise» não nos demoveu nem tão pouco nos fez vacilar neste investimento não só porque desde sempre tivemos uma garra muito grande mas sobretudo porque sabemos ter uma conceção um pouco diferente do exercício da advocacia. Aquele gabinete de prática isolada, austero, tradicional, em que é o cliente que tem que se deslocar ao escritório, não se enquadra na nossa filosofia de trabalho. Ao longo de uma semana dita normal é-nos comum passar tanto tempo fora do escritório como nele. Eu costumo dizer que os nossos carros e os nossos telemóveis são partes integrantes de nós mesmos! Claro que ao final do dia o serviço de escritório tem que ser feito à mesma… mas as noites não se fizeram só para dormir nem os fins-desemana só para descansar…

Fundada em plena crise, quais são os principais desafios que enfrentam diariamente? Miguel Dinis Santos: Os desafios são enormes, sendo verdade que nascemos numa altura complexa em termos económicos, e foi precisamente um dos fatores (económico) que nos motivou ainda mais para avançar com este projeto, no qual acreditámos e acima de tudo acreditaram os clientes que temos já em carteira. Nessa

Como é que está o tecido empresarial de Leiria? Leonel Santos: Leiria é uma cidade que eu considero economicamente interessante. É que, não obstante o número de insolvências que aqui vão sendo decretadas (como nas demais cidades do país), é uma cidade que borbulha. É um mercado que mexe; e na nossa atividade em particular – como aliás na economia em geral – «parar é morrer». Tal como nós andamos sempre


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em movimento e «a mil», também a economia de uma cidade deve mexer, e depressa, porque por cada dia que uma loja ou um pavilhão industrial estão encerrados são oportunidades de negócio que se perdem. Miguel Dinis Santos: A nossa localização aqui na cidade de Leiria foi uma boa aposta, apesar do investimento inicial que foi bastante avultado. Ponderados estes 2 anos de funcionamento, considero que foi uma aposta ganha, fruto do nosso trabalho, que todos os dias é feito com gosto, aliás, o tecido empresarial aqui na cidade de Leiria é tão vasto e tão abrangente que acabamos por ter numa pequena cidade todos os setores de atividade. Como é que está o setor da justiça em Portugal? Leonel Santos: O grande problema da justiça atualmente não é o Citius; Foi efetivamente um caos durante os dois ou três meses em que não funcionou, mas contrariamente ao sentimento inicial de resistência de alguns colegas – sobretudo os mais avessos às novas tecnologias – este portal foi a melhor invenção que poderiam ter criado. Citius à parte, os problemas da Justiça em Portugal são muitos, mas enquadrá-los-ia em apenas três grandes categorias: Morosidade, Custo e Imprevisibilidade. No que concerne à «classe», tem perdido muito do prestígio que outrora deteve, não só pela quantidade mas sobretudo pela postura de alguns colegas no exercício da profissão (perante os clientes, perante os Colegas, mas sobretudo na forma de encarar a profissão). Eu sou contra todo o tipo de restrições de acesso seja a que profissão for; quem vier para

trabalhar que seja bem-vindo(e apoiado pelos Colegas); há trabalho para todos; é preciso é que quando se ingressa nesta profissão se tenha noção do sacrifício e dedicação pessoais que a mesma implica. O único sítio onde o dinheiro/sucesso vem antes do trabalho é no dicionário… Miguel Dinis Santos: A Justiça em Portugal sempre foi morosa, e sempre ouvi dizer isso desde que iniciei o meu estágio. Aliás, hoje em dia acredito que algumas mudanças na justiça visam sobretudo afastar essa ideia da morosidade. No entanto, na prática isso não se verifica. Costumo dizer que quando um cliente nos entrega um processo na nossa sociedade «ele não fica a ganhar pó em cima da secretária»; é para avançar de imediato, mas quando já está do lado de lá (do tribunal) já é incontrolável o tempo que pode demorar. Esta é uma área em que é necessária uma atualização constante em termos legislativos? Leonel Santos: É inevitável e imperativo, sob pena de podermos prejudicar gravemente os nossos clientes. Existe portanto uma preocupação constante na atualização de conhecimentos. Por essa razão, a LS&MDS aposta na valorização permanente da carreira profissional dos seus advogados, quer através da frequência de pós-graduações, quer através da participação em conferências e seminários, acreditando que devemos dar o nosso contributo para a construção de uma cultura generalizada de divulgação e promoção dos valores da responsabilidade social da qual não deve

estar dissociado o direito, pois só assim é possível a sustentabilidade da vivência em sociedade. Projetos para o futuro? Leonel Santos: Continuar a trabalhar e a crescer, de forma sustentada. O crescimento desmedido ou apressado podia pôr em causa a proximidade, celeridade e eficácia que asseguramos aos nossos clientes. A internacionalização, com abertura de escritórios no estrangeiro não faz parte dos nossos objetivos, pelo menos neste momento, até porque isso implica um tipo de advocacia que depois não poderíamos exercer cá, desvirtuando a nossa tipologia de trabalho. Miguel Dinis Santos: Já conversámos várias vezes de projetos para o futuro, aquele que mais me atrai seria poder alargar o espaço da nossa sociedade e este conceito para a cidade de Tomar.

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A excelência na advocacia na região oeste maria carlos rocha Com um percurso académico e profissional assinável, Maria Carlos Rocha assume-se como uma referência a nível nacional no que ao serviço da advocacia diz respeito. Com sede localizada em Leiria este escritório de advogados é especialista em assessoria jurídica, contencioso civil, direito bancário, direito civil, direito imobiliário, direito da família, direitos das sociedades e marcas e patentes. Em entrevista à Revista Business Portugal a advogada falou da sua evolução profissional e dos desafios atuais da profissão. bancária. A partir do momento em que a lei permitiu, começámos a realizar aqui no escritório atos administrativos, à semelhança do que os notários, as conservatórias ou solicitadores fazem. Ou seja: outorgamos documentos particulares autenticados de compra e venda, doação ou partilha, entre outros, em regime de balcão único.

maria carlos rocha Advogada

Como é que foi a sua evolução profissional? O meu percurso académico começou na Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa em 1991, e terminou em 1998 com a conclusão do meu estágio na actual PMLJ tendo tido como patrono o meu Ilustre Colega Dr. José Miguel Júdice. Esta experiência na maior sociedade de advogados nacional deu-me uma grande bagagem e contribuiu decisivamente para a minha evolução profissional, dado que considero que um advogado tem que saber fazer de tudo. Por contingências pessoais regressei a Leiria sem nenhuma perspetiva de trabalho, e já nessa altura a comarca de Leiria tinha imensos advogados. Comecei então a colaborar com uma sociedade de mediação imobiliária de nível nacional, a qual se encontrava a recrutar jovens advogados e solicitadores para prestarem serviço de apoio jurídico. Nessa altura registou-se também um boom no mercado imobiliário que alavancou favoravelmente o início da minha atividade. Quais são os serviços que o escritório da Dra. Maria Carlos Rocha presta? Atualmente, este escritório de advogados é especialista em assessoria jurídica, contencioso civil, direito bancário, direito civil, direito imobiliário, direito da família, direitos das sociedades e marcas e patentes. Trabalho também em regime de avença com algumas empresas do distrito e naturalmente com clientes particulares. Em 2009 fui também contratada por uma Sociedade de Advogados para exercer funções de procuradora de uma instituição

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O que é que mudou na advocacia ao longo destes anos? Pode-se dizer que desde 2009, e principalmente nas regiões interiores do país, o advogado está a ser mal remunerado. Devido a esse fato estou neste momento a procurar novos clientes para tentar colmatar alguns contratos de avença menos favoráveis para mim, do ponto de vista remuneratório. O trabalho não diminui, pelo contrário o trabalho é muito, não existe é uma correspondência entre o volume de trabalho que se tem e a remuneração que se aufere. Qual é a sua opinião relativamente ao portal Citius? Atualmente, este portal já se encontra em pleno funcionamento, mas aquando da introdução das alterações a que foi sujeito no decorrer do ano transato, foi um verdadeiro caos, deixando-nos completamente parados, tanto que no início do ano me encontrava a receber notificações de julho e agosto de 2014. Relativamente à reorganização judiciária considero que não foi bem pensada, porque por exemplo, atualmente um processo de família e menores tem que ser tramitado no Tribunal de Pombal, uma execução corre termos no Tribunal

de Ansião e um Processo de Insolvência no tribunal de Alvaiázere. Significa, pois, que um Advogado, atualmente se vê forçado a percorrer os caminhos de Portugal e realizar deslocações muito mais longas e dispendiosas. Como é que encara o futuro? Atualmente, sou a única advogada aqui no escritório e conto com a colaboração de duas licenciadas em solicitadoria. Vejo o futuro do escritório dependente da capacidade de angariar novos clientes e da conjuntura económica que o país atravessa. Os últimos tempos não têm sido fáceis, tem-se vivido alguma instabilidade, e o que me preocupa não é o trabalho, mas sim, ficar sem ele. Mas com 17 anos de profissão e experiência o futuro não me assusta e creio que tempos melhores virão.


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“Na execução tenho que defender o princípio da dignidade humana” joana osório - agente de execução Com escritório localizado na cidade da Maia, Joana Osório de Castro (formada em solicitadoria) é agente de execução há sete anos e hoje fala-nos não só do seu trabalho diário mas também dos inúmeros desafios com que os agentes de execução se deparam nos dias que correm. / GPESE para os agentes de execução. “Isto faz com que os agentes de execução tenham dificuldades no terreno de exercer as suas funções com a articulação do advogado (aquando mandatário do exequente) e também na articulação com o tribunal, uma vez que só pode funcionar de acordo com a plataforma digital CITIUS. Se este não funcionar, ninguém consegue dar resposta aos processos judiciais em causa em tempo útil” frisa a nossa interlocutora.

Princípios de uma boa execução

joana osório de castro Agente de Execução

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ara percebermos melhor sobre esta temática, Joana Osório de Castro explica que mais do que recuperar um crédito, o papel de um agente de execução é ser mediador entre a parte credora e a parte devedora “isto porque nós não temos clientes, temos processos e pessoas/empresas e acabamos por mediar ambas as partes” esclarece. Esta é a parte mais desafiante para a profissional, uma vez que considera fundamental ir ao terreno, analisar as condições com que as pessoas vivem, entender cada situação e por fim chegar a uma solução sensata e justa. Em suma, o agente de execução é aquele que desenvolve a atividade judicial no processo executivo, em representação do tribunal, e apesar de parecer aos olhos de muitos, uma pessoa rígida e fria, Joana Osório de Castro contraria essa tendência, afirmando que no seu método de trabalho é essencial existir a parte de sensibilidade humana: “temos que ter noção que do outro lado temos seres humanos e temos que ter em conta a realidade de cada um, temos pessoas que vivem muito mal e não têm condições para pagar” destaca.

O que há para melhorar Relativamente aos vários obstáculos que este setor de atividade enfrenta, Joana Osório de Castro identifica aqueles que lhe parecem fulcrais, sublinhando a demora dos processos, os erros no sistema de base de dados, nomeadamente, as aplicações informáticas de suporte da atividade profissional desenvolvida, como é o caso do CITIUS para juízes e advogados; e SISAAE

Quando faz diligências externas, Joana Osório de Castro reforça a mensagem de que o mais importante para qualquer profissional deste ramo é saber exatamente qual a sua função e colocar-se no terreno, de forma a conseguir ser um “harmonizador de conflitos”, ressaltando que este não tem interesse pessoal na causa, uma vez que está a prestar um serviço em nome do tribunal. Como esta é uma área complicada para o executado, uma vez que há uma penhora de bens, os agentes de execução são muitas vezes confrontados com situações menos agradáveis. Sobre este assunto, Joana Osório de Castro realça que a forma de abordagem pode, por vezes, evitar essas situações “no fundo eu entendo que as pessoas fiquem desesperadas mas tento explicar qual o nosso papel, chegar a um consenso e levar as coisas a bem para que elas não se sintam ameaçadas e não se exaltem”. Neste contexto, a profissional garante que ter humildade é um fator crucial neste tipo de ação. Aliado a isto, um aspeto muito importante é a realidade socioeconómica das pessoas, que é

precisamente através desse aspeto que os agentes “trabalham as pessoas”. E trabalhar as pessoas é tentar perceber quem é o executado e ser hábil para perceber as dificuldades socioeconómicas de cada um, “e a partir desse momento tentar construir a tal harmonia no conflito”. Isto facilita, de forma significativa, a condução da diligência. Quanto ao futuro da atividade, aquilo que a nossa agente de execução mais sublinha é a esperança de que no futuro próximo os sistemas informáticos possam ser solucionados “porque se nós queremos ter uma justiça sã, todos os sistemas do setor jurídico têm que ser articulados e não podem a qualquer momento, pura e simplesmente, «crashar»”, afirma Joana Osório de Castro, completando que a justiça deve e tem de ser um setor altamente apoiado em Portugal.

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Uma leiloeira que pauta pela qualidade leilovouga A LeiloVouga é uma empresa recente, pautada por princípios como a honestidade, eficiência, responsabilidade e excelência nos serviços que presta. “Estamos no mercado para servir, não para sermos servidos e queremos, acima de tudo, trabalhar no sentido de responder a todas as partes envolvidas nos processos que nos são entregues”, diz Jorge Melo administrador da empresa. “A reputação e seriedade com que estamos no mercado premeia-nos com a confiança de alguns grupos de investidores, com marcas dadas no mercado”.

Gestão de propriedades florestais

jorge melo Administrador

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marca LeiloVouga nasceu de um projeto integrado, “queremos ser reconhecidos no mercado pela qualidade dos nossos serviços e não pela quantidade e em face disso respondemos sempre de acordo com todos os interesses mútuos sendo eles, exequente, executado ou investidor”, afirma o administrador. No centro nevrálgico da indústria de Águeda, região do Baixo Vouga e com o objetivo de abranger acima de tudo a zona centro do país, decidiram criar a LeiloVouga, com o objetivo de colmatar uma carência que existia, no que concerne á resolução dos processos numa das modalidades de venda “depreendemos que tudo funciona bem até a fase da negociação particular, no entanto, parece-nos que é nesta fase que os processos tendem a entravar, devido ao hiato de uma empresa especializada nesta zona geográfica” e é neste sentido que surge este projeto. A qualidade e a confiança dos serviços prestados pela empresa, assenta acima de tudo no profissionalismo, formação e na experiência dos seus recursos humanos, adquirida ao longo da última década.

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A empresa funciona sobretudo na modalidade de venda mediante negociação particular, a qual advém da confiança depositada, através das nomeações por parte dos Agentes de Execução/Administradores de Insolvência, face à resposta célere na procura de potenciais investidores para todo o tipo de produtos objeto de penhora. Para além da negociação particular executam outros serviços, tais como: remoções/ transporte/mudanças e armazenamento de todo o tipo de bens e equipamentos. Detém também licença AMI, através da qual nos encontramos devidamente credenciados para efetuar avaliações/peritagens; compra/venda/permuta de bens imóveis, e revenda dos mesmos adquiridos para esse fim. Prestam ainda serviços de consultadoria, contabilidade e gestão a empresas e particulares, bem como serviços a nível de gestão de propriedades florestais. Dispondo ainda de um armazém com cerca de 2000m2, sediado junto ao nó do IC2 (Águeda Norte), que permite o armazenamento de todo o material, no qual promove leilões presenciais, dispõe ainda de um website dinâmico e acessível a qualquer cidadão, onde decorrem permanentemente leilões online.

“Tanto no concelho de Águeda como nos concelhos limítrofes, existem centenas de propriedades florestais que estão abandonadas, devido a variadíssimas causas. Nesse contexto, a LeiloVouga assume através dos seus meios Técnicos e Humanos, uma resposta célere à gestão, exploração, reflorestação e manutenção de propriedades florestais. Esta especialização da empresa permite aos nossos investidores uma maior segurança, visto que, aquando da aquisição de uma qualquer propriedade florestal, a LeiloVouga concretiza todo o serviço/processo seguinte, desde a limpeza, o corte, a reflorestação e a manutenção e consequente venda. Fechamos assim todo um ciclo”, explica o administrador.

Plataforma online O website da LeiloVouga, através da sua plataforma especialmente desenvolvida para o efeito, proporciona a todos os seus parceiros, Administradores de Insolvência, Agentes de Execução e Advogados, um acesso restrito aos seus processos 24h por dia, 365 dias por ano, através de um simples LOGIN. “Pretendemos assim difundir uma total transparência e celeridade na resolução e esclarecimento de qualquer dúvida inerente ao desenrolar das nossas diligências”.

Projetos futuros A LeiloVouga pretende continuar a vincular as suas boas referências no mercado, que se pautam pela responsabilidade empresarial de forma transparente e idónea. “Acima de tudo procuramos perceber as especificidades dos públicos-alvo que nos rodeiam, e neste sentido a nossa interação, não pode em momento algum ferir a integridade de qualquer uma das partes envolvidas”, conclui.


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três serviços num só Elisabete Guilhermino e Miguel Catarino O agente de execução, recrutado, inicialmente, de entre solicitadores de execução, passou a desempenhar funções de relevo. A este profissional cabia a prática da generalidade das diligências de execução, por exemplo: penhoras, citações, notificações, despejos e arrestos. Assim, uma das linhas estruturantes da reforma da ação executiva, constituiu na criação de uma nova profissão – o agente de execução. Em entrevista à Revista Business Portugal, Elisabete Guilhermino falou das dificuldades do início da atividade e dos desafios que a profissão enfrenta atualmente.

Para que possamos contextualizar os nossos leitores, peço-lhe que nos apresente a EGMC Solicitadores. Atualmente, somos uma Sociedade da qual muito me orgulho. Com a constituição da EGMC & Associados, RL, pretendemos responder a todas as necessidades dos clientes com base em valores, tais como, competência, confidencialidade, transparência e ética.

a tramitação dos processos desenvolve-se de forma mais célere. O sistema informático também sofreu uma grande evolução, ainda não é o que nós sonhamos, mas está muito melhor do que inicialmente. A tramitação processual, as comunicações com os intervenientes e tribunal é toda desenvolvida através do sistema informático. Quando surgiu o balcão único fui novamente uma das pioneiras a inscrever-me e comecei a frequentar as ações de formação de balcão único, que foi também uma forma de rever conhecimentos e atualizá-los. De há dois anos, a esta parte, a quebra dos processos executivos foi muito grande, e dessa forma, voltamonos para a solicitadoria generalista, que até então tínhamos deixado de exercer com tanta regularidade devido ao grande volume de trabalho na ação executiva. Assim sendo, o balcão único surgiu como forma de combatermos a quebra dos processos executivos e apostarmos na outra vertente da solicitadoria.

Como é que se iniciou nesta atividade? Terminei o curso de Solicitadoria em 2000, iniciando desde logo a atividade, contando assim com 14 anos de experiência. Desde o início que esta atividade se tem revelado uma aventura, deparando-me dia a pós dia, com casos/situações das mais diversificadas para solucionar de forma a satisfazer as necessidades dos nossos clientes. Em 2003, frequentei o primeiro curso de agentes de execução (à data solicitadores de execução) sem saber muito bem quais eram as funções atribuídas a estes profissionais, decidi inscrever-me imediatamente, sendo assim, uma das primeiras a exercer a profissão na comarca de Leiria. Foram tempos difíceis, pois, não havia software capaz para realizar toda a tramitação processual, não nos eram disponibilizadas minutas e a informação muito escassa, o que se compreende por se tratar de uma figura totalmente nova no mundo judiciário. Como eramos apenas duas agentes de execução em Leiria, recebemos nestes primeiros anos inúmeros processos, sem meios para os tramitar, posso dizer que foram tempos muito difíceis.

Quais são os serviços que têm à disposição das pessoas? Ao juntarmos neste espaço a vertente de solicitador, agente de execução e balcão único, realizamos num só espaço todas as tarefas que estes profissionais têm a competência para as desempenhar. Assim sendo, fazemos a transmissão de imóveis, mas também de heranças, hipotecas, constituição de sociedades, registo predial, registo comercial, registo automóvel, registo de marcas, reconhecimento de assinaturas, certificação de fotocópias, certificado de traduções, autenticação de documentos, obtenção de certidões, liquidação de impostos, entre outros.

E como é que evoluiu a profissão ao longo dos anos? A evolução tem sido significativa, a carga burocrática tem diminuído, embora ainda seja muita, e com isso

Qual é o papel do agente de execução na sociedade? O agente de execução

desempenha um papel muito relevante nos processos em que intervêm, assumindo um papel essencial para o bom funcionamento da economia e estabilidade social. O agente de execução tem que ter uma capacidade de gestão entre as duas partes, tem que deixar os sentimentos em casa e lidar com as situações de uma forma neutra. Ainda em relação aos processos de execução temos executados menos pacientes, mas que dispõem de conhecimentos que noutros tempos não possuíam dificultando por vezes, a resolução dos processos levando a atrasos significativos e totalmente desnecessários. Qual é o balanço que faz destes anos de atividade? Estes anos de atividade enquanto profissional da solicitadoria têm-se revelado por um lado muito gratificantes, mas por outro, muito exaustivos. Gosto muito do que faço, nomeadamente do processo executivo, no entanto temos dias muito difíceis, dado que, somos muito pressionados psicologicamente por todos os intervenientes do processo.

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Uma referência na ação executiva vasco esteves Com a cédula 2513, Vasco Esteves conta com um percurso profissional assinável na área da solicitadoria.

vasco esteves e a sua equipa Agente de Execução

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o desempenho da profissão desde 1995, conta com escritórios na Golegã e em Leiria, onde juntamente com uma equipa de 14 profissionais presta um serviço de excelência na área executiva. “Tirei o curso de solicitador em Lisboa (através da Câmara dos Solicitadores) e resolvi abrir um escritório na Golegã em 1995. Posteriormente, em 2003 foi criada, através da alteração do código do processo civil, a profissão de solicitador de execução” refere Vasco Esteves. Desta forma, os agentes de execução foram recrutados, inicialmente, de entre solicitadores de execução, e passaram a desempenhar funções de relevo, nomeadamente, no desenrolar da ação executiva. A este profissional cabia a prática da generalidade das diligências de execução, por exemplo: penhoras, citações, notificações, despejos e arrestos. Assim, uma das linhas estruturantes da reforma da

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ação executiva, operada pelo Dec- Lei nº 38/203, de 08/03, constituiu na criação de uma nova profissão – o agente de execução. Nesta medida, tornou-se fundamental estruturar um novo regime que regulasse a profissão, surgiu então um novo estatuto da Câmara dos Solicitadores, aprovado pelo Dec- Lei nº 88/2003, de 26/04, tendo sido logo estruturada em colégio a especialidade de solicitador de execução.

O agente de execução na atualidade Com a recente simplificação da ação executiva, criada pela aprovação do Dec- Lei nº 226/2008, de 20711, assiste-se ao reforço do papel do agente de execução, o que corresponde a um leque mais amplo de competências, no âmbito do processo executivo. Neste sentido, assistimos ao alargamento aos advogados no acesso à profissão. Ou seja, com o

novo regime, solicitadores e advogados estão sujeitos a uma formação específica, comum a ambos, destinada à sua inscrição como agentes de execução. Tendo em conta estas alterações, foi criado um novo órgão – a Comissão Para a Eficácia das Execuções (CPEE), sendo este órgão independente da Câmara dos Solicitadores, com competência específica em matéria de acesso e admissão a estágio, de avaliação dos agentes de execução estagiários e de disciplina dos agentes de execução. Questionado sobre o número de profissionais de execução, Vasco Esteves não hesita na resposta: “os cursos de agentes de execução estão na moda. As funções reportam-se à recuperação de um crédito através de um processo executivo que decorre sob controle do juiz, executando todas as funções processuais, nomeadamente citações, notificações, penhoras, vendas, tudo com o objetivo da recuperação de um crédito e sempre dentro da legalidade. Gosto do que faço e sinto-me bem nesta profissão”. No entanto, Vasco Esteves faz uma ressalva: “não posso deixar de referir que se verificou uma grande alteração na atividades dos profissionais da solicitadoria. Alguns colegas tiveram que fazer opções e aderiram ao balcão único como forma de continuar a praticar atos solicitadoria generalista, e outros como eu viraram-se para a ação executivo para evitar o decréscimo de trabalho”. Sempre existiram e irão continuar a existir processos executivos, “ no meu caso a passagem de solicitador para agente de execução, foi uma mais-valia, continuo a ter processos, embora a recuperação esteja mais difícil”, refere o agente de execução. Questionado sobre o futuro Vasco Esteves realça que o “ futuro deve ser encarado de forma otimista. Temos que ser lutadores para que o futuro seja melhor”. Em jeito de conclusão o agente de execução refere que “ encaro esta profissão muito seriamente dado que todos os dias nos debatemos com problemas sociais muito graves”.


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região centro

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as próximas páginas apresentamos o que melhor a região centro tem para dar a conhecer. Mais conhecida por Beiras, esta região de Portugal é limitada a norte pela Área Metropolitana do Porto, Tâmega e Sousa e Douro, a leste por Espanha, a sul pelo Alentejo, a sudoeste pela área Metropolitana de Lisboa e a oeste pelo Oceano Atlântico. Damos especial enfoque às cidades de Santa Comba Dão, Tábua e Oliveira do Hospital. Santa Comba Dão, pertencente ao distrito de Viseu, tem seis freguesias. Terra mãe de António Oliveira Salazar, tem como pontos fortes de visita a barragem da Aguieira, a ecopista do Dão, a Igreja Matriz, a Casa dos Arcos e a Casa de Joaquim Alves Mateus. Tábua conta com cerca de 12.700 habitantes, pertence ao distrito de Coimbra e é subdividida em 11 freguesias. Dotado de bastante natureza, este concelho dispõe diversas atividades para quem quer usufruir de ar puro e de fantásticas paisagens. Também relativo ao distrito de Coimbra, apresentamos o Município de Oliveira do Hospital, abundante em vestígios megalíticos. Nesta edição damos-lhe a conhecera FAVIR, uma fábrica de plásticos fundada em 1961, e é a mais importante fábrica da Península Ibérica na produção de esfregões desengordurantes. A empresa Tesouro Urbano, que carrega o título de PME Excelência, tem como principal serviço a conservação e manutenção de estradas. O Health Resort&Spa Aqua Village é o primeiro Health Resort de cinco estrelas da Serra da Estrela, com inauguração planeada para julho. Apesar de ainda enão estar aberto ao público, já abriu as suas portas à Revista Business Portugal e trazemos-lhe, em exclusivo, este novo empreendimento turístico.


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Primeiro Resort de 5 estrelas no distrito de Coimbra Aqua Village Health Resort & Spa No passado dia 27 de março, Caldas de São Paulo, em Oliveira do Hospital, foi palco da apresentação do projeto do Aqua Village Health Resort & Spa*****. Este empreendimento turístico representa um investimento de cinco milhões de euros apoiados pelo Provere – Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos e co-financiado pelo QREN, e vem complementar a oferta turística da região com serviço de alojamento em apartamentos e um conceito de Spa de Saúde e Bem-estar inovador. A inauguração está prevista para 22 de julho, sendo que a 1 de agosto realizar-se-á a abertura aos primeiros hóspedes.

francisco cruz e esposa CEO

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cenário de construção não deixa perceber que ainda há precisamente um ano neste sítio nada existia. Nos doze últimos meses o primeiro cinco estrelas do distrito de Coimbra começou a ganhar forma e embora, apenas faltem 109 dias para a sua abertura, Francisco Cruz, CEO da Craptur – entidade promotora do empreendimento, está confiante de que estará tudo pronto no dia 22 de julho. Na sessão de apresentação deste projeto estiveram presentes diversos representantes de entidades que foram fulcrais para que hoje o projeto deste Health Resort seja uma realidade. Francisco Cruz que adquiriu a propriedade em 2009 e projetou o Aqua Village Health Resort & Spa, tendo em conta o conhecimento profundo da região e reconhecendo o seu potencial turístico, afirma que “este projeto de elevada qualidade pensado e desenhado para o utilizador coloca ao serviço do turista recursos

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naturais com potencial de utilização de quem procura novas experiencias e sensações”. Paulo Fernandes, presidente da ADXTUR, Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto, não deixou de referir a obra extraordinária que muito vai valorizar a localidade, o concelho, a região e a marca territorial Aldeias do Xisto. Francisco Rolo, Vice-presidente da câmara municipal de Oliveira do Hospital também marcou presença neste evento, em representação da autarquia, e fortaleceu, nas palavras que teve oportunidade de pronunciar durante a sessão de apresentação, a importância deste projeto para a revitalizar e exploração das águas termais, “um recurso endógeno que reforça a componente turística”. Já Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal adjetivou o empreendimento como arrojado e referiu que este abre espaço a um destino turístico mais qualificado e estruturado e que vai facilitar o fluxo

da região, ajudando assim “a harmonizar a estabilizar o nosso país”. Neste evento marcou também presença Ana Abrunhosa, presidente da CCDRC, e que nas palavras do CEO da Craptur foi uma das figuras fundamentais para que este prjeto se tornasse uma realidade. A presidente da CCDRC felicitou a família Cruz e reconheceu que neste país não é fácil ser-se empresário e é, ainda, “mais difícil nestes territórios mais frágeis, onde o risco de se inserir na rede de distribuição, captar clientes e ter um projeto sustentável é maior. Contudo, conte connosco nesse processo”, concluiu. Após o momento de assinatura dos protocolos o futuro diretor do Resort, filho de Francisco Cruz, também ele Francisco e restante família, não fosse este um projeto onde os laços familiares foram os principais pilares, fizeram uma visita guiada pelas obras do empreendimento revelando um pouco do que será este


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Resort de cinco estrelas.

O Projeto O Resort Aqua Village é um projeto com nove edifícios, uma área total de quatro hectares que beneficia de cerca de 500 metros da margem esquerda do Rio Alva. Com um enquadramento paisagístico excecional, dispõe de serviço de alojamento em apartamentos amplos e uma decoração de interior exclusiva, personalizada e de requinte, com um total de 29 apartamentos e ainda, parque de estacionamento privativo exterior aos arruamentos do Resort. “Lutamos para que o parque de estacionamento fosse no exterior do espaço de maneira a que os hóspedes possam andar perfeitamente à vontade em toda a área, principalmente as crianças”, explica Francisco Cruz, CEO da Craptur. O empreendimento é composto por 20 apartamentos de tipologia T1 com 55m2 e nove apartamentos de tipologia T2 com 90m2, sendo que todos dispõem de uma zona de convívio e Kitchenette. O projeto incorpora ainda uma suite presidencial que aproveita a fachada de uma antiga casa já existente na propriedade. Composta por quarto panorâmico, sala, Kitchenette, duas lareiras, sauna, jardim privativo e jacuzzi este é um local privilegiado do espaço. Num dos edifícios os visitantes podem usufruir de banheira de hidromassagem nas próprias varandas num ambiente natural com uma vista excecional e única para o Rio Alva. “Todas as varandas, zonas de circulação e fachadas dos edifícios vão ser revestidas em granito, pois pretendemos privilegiar o material nobre da região”, afirma Francisco Cruz. O Resort dispõe ainda de um restaurante regional, uma sala de congressos, sala de cinema, biblioteca, área comercial, centro de interpretação das águas termais e parque desportivo e de animação turística com campo de jogos e pista de kart que permite andar em terra e na água.

Água é vida. Vida é Aqua. Mais de que um Hotel de Cinco estrelas com Spa, o Resort Aqua Village apresenta-se com uma arquitetura moderna, mas deixa-se envolver pela natureza que o rodeia – floresta, montanhas e vales tão característicos da região – um lugar onde os recursos naturais exibem um poder terapêutico eficaz. A água assume neste Resort um protagonismo muito especial. Com o rio Alva no horizonte as atenções estão viradas para este recurso e para a nascente de água termal que nas palavras de Francisco Cruz é o maior potencial deste espaço. Por isso mesmo, um Spa Termal com fonte de águas termais sulfúreas para programas de saúde e bem-estar e uma praia fluvial privada. Sendo a água e os seus benefícios um recurso fulcral no espaço, os hóspedes vão ter a oportunidade de usufruir de dois barcos jacuzzi dentro do rio, usufruindo de mais uma experiência inesquecível mesmo em pleno inverno e ainda poderão disfrutar das três piscinas - uma termal com queda de água livre, uma interior e uma exterior.

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No espaço destacam-se as estruturas suspensas na copa das árvores, sobre o rio Alva, exclusivamente idealizadas para massagens ao ar livre, leitura e atividades de relaxamento – Eco Spa. Os hóspedes terão ainda à sua disposição sete gabinetes de massagens, sendo cinco individuais e dois duplos.

Exclusividade com cartões de fundador O Aqua Village oferece um serviço exclusivo aos seus primeiros clientes. Todos os interessados têm à disposição quatro cartões à sua escolha, até ao dia 30 de julho. O cartão Aqua Relax - ideal para programas a dois com 15 por cento em todos os serviços de alojamento e de Spa. O cartão Aqua Família - perfeito para toda a família e com desconto de 10 por cento em todos os serviços de alojamento e de Spa. O cartão Aqua Spa – destinado para programas de saúde e bem-estar, com desconto de 20 por cento em todos os serviços de Spa. E por último, o cartão Aqua Executivo direcionado para empresários e seus funcionários, com desconto de 10 por cento em todos os serviços de alojamento e de Spa. Estes cartões de cliente fundador oferecem descontos e ofertas exclusivas até 2020, e podem ser adquiridos no site.

Parcerias com sabor a tradição No final da apresentação a Go-Star presenteou os convidados com alguns produtos característicos da região. Jorge Gouveia um dos sócios fundadores desta empresa explicou em traços gerais como surge esta marca que tal como o Aqua Village Health Resort & Spa pretende aproveitar o potencial máximo das riquezas locais. “A Go-Star é uma empresa que nasce em 2012, de um concurso de Ideias e Negócios “Empreender +”, com o objetivo de revitalizar o valor das riquezas rurais locais e com o propósito de valorizar a excelência dos produtos tradicionais. O objetivo é lutar por não perdêlos, para que não fosse esquecida a essência dos produtos endógenos, reinventando-os e adaptando-os às novas exigências de forma responsável e inovadora. Procuramos valorizar as matérias-primas que a região oferece, nomeadamente as diversas plantas, ervas, frutos, leite e seus derivados, característicos da Serra da Estrela”. Este projeto na área alimentar, com a marca Go-Star, ganha outra dimensão em 2014, quando a aposta é ver reconhecidos os produtos com Cabazes Gourmet que promovem além-fronteiras com uma visão no mercado externo, já antes promovida através da divulgação e venda online em www.go-star.pt. As degustações de Catering que permitem a opinião direta do consumidor e a mostra do que de excelência a Go-Star promove, ganha com o tempo, ênfase e a aposta com parcerias em empresas, como a Aqua Village Health Resort & Spa ***** e instituições locais e governamentais são agora o alvo destes dois jovens que querem manter viva a tradição dos sabores tão genuínos e nossos, à mesa. Assim, pretendem levar aos outros o que de melhor a Serra da Estrela produz.

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francisco cruz com o filho CEO e o futuro diretor do resort

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CONCELHO BEIRALTINO POR EXCELÊNCIA município de santa comba dão Aos comandos da Câmara Municipal desde 2013, Leonel Gouveia, Presidente da Câmara Municipal de Santa Comba Dão, aposta no Turismo e na população local para desenvolver o concelho.

Quais são as principais atividades empresariais do concelho? Temos algumas fábricas conceituadas e nas mais diversas áreas, desde a transformação de madeiras, louças sanitárias, passando pela produção de portas de segurança e esfregões. Existem três que são PME Excelência: FAVIR, Tesouro Urbano e uma empresa de supermercados. O comércio local tem conseguido competir com as grandes superfícies? O comércio local vive com algumas dificuldades, não conseguem competir com as grandes superfícies, nem modernizar-se e é nisso que estamos a apostar. Tentaremos, através do próximo quadro comunitário, encontrar mecanismos que nos permitam apoiar o comércio local.

leonel gouveia Presidente

Como carateriza o município de Santa Comba Dão? Caraterizo como sendo um concelho densamente povoado; tem cerca de 12.500 habitantes em apenas 112 km². Somos atravessados por 3 rios: o rio Mondego, rio Dão e rio Criz, ou seja, temos muita água e é algo que queremos evidenciar e explorar do ponto de vista turístico. Na década de 80 houve um desinvestimento industrial; posteriormente, na década de 90, houve uma tentativa de recuperar em relação a essa falta de investimento com a construção de três parques industriais. Quais são as ações do município para captar investimento? Primeiro estamos a consolidar as contas do município para podermos começar a fazer investimentos, procuramos captar investidores nas empresas locais e estamos à procura de investidores para desenvolverem o projeto do Parque Termal do Granjal.

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Quais são os principais pontos de interesse para quem vos visita? A barragem da Aguieira e a ecopista do Dão são dois pontos fortes. Temos algumas zonas que confinam com a barragem da Aguieira e estamos a desenvolver um projeto de termalismo, na Aldeia do Granjal, na vertente de bem-estar e lazer, onde existe água com caraterísticas sulfurosas e já foi feito um furo de cerca de 650 metros de profundidade. A ecopista do Dão estende-se entre Santa Comba Dão e Viseu, tem imensos utilizadores e está muito perto da linha de caminho de ferro. Pretendemos

requalificar alguns espaços, ente eles o que denomino como Centro de Ciência Viva que pretendemos que seja visitado por turistas, no sentido lúdico e por alunos sob ponto de vista pedagógico. Associado a Santa Comba Dão está o nome de António de Oliveira Salazar, por isso pretendemos criar um Centro Interpretativo sobre o Estado Novo. Como classifica as acessibilidades do concelho? As acessibilidades são muito boas! Estamos a 30 minutos de Coimbra e de Viseu e a 45 de Aveiro. Esta facilidade é excelente para as pessoas entrarem em Santa Comba Dão, mas tem o outro lado que permite que as pessoas saiam com mais facilidade. Tem sentido uma perda de população significativa? A perda de população que temos é semelhante à de outros concelhos com as mesmas caraterísticas. Esta perda sente-se mais em relação à população jovem por cauda da falta de emprego qualificado. Quais são os principais eventos que se realizam em Santa Comba Dão? Destaco o Festival de Música e Artes do Dão que é da iniciativa do Conservatório de Música e Artes do Dão e da Associação de Música e Artes do Dão. Este ano queremos criar um novo conceito aliando a música, arte e luz e para o qual já temos nome: ALMADÃO


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Tradição de relevo no mercado nacional favir Seja nas grandes superfícies comerciais, ou nos mais variados mercados locais, a Favir surge para atender a todos os públicos. Está presente com produtos de marca própria, ou com produtos de parceiros de negócio. A lã de aço surge nas mais diversas apresentações e com assinatura de uma empresa com história, cunho empreendedor e visão de futuro.

Como surge a Favir e o que diferencia o vosso trabalho? A Favir surge em 1961, através do espirito empreendedor do meu avô, e com o objetivo de fabricar sacos de plástico, impressos e não impressos. Em 1965 e por alienação do alvará, abandona a atividade do fabrico dos plásticos, e investe na produção de lã de aço. O propósito era fornecer à Colgate Palmolive a matéria-prima necessária à produção do conhecido esfregão Bravo. Mais tarde, face ao aumento de consumo deste cliente, foi adquirida uma nova máquina para incremento produtivo. Em 1992, com a aquisição ao nosso principal cliente da maquinaria que produzia o esfregão impregnado com sabão, vulgo esfregão Bravo, a Favir incrementa o volume de negócio entrando para a sua gerencia mais um dos filhos do meu avô. O que diferencia a empresa é na verdade, a qualidade da matéria-prima com a qual é realizado o fabrico, e a dedicação que os colaboradores imprimem no trabalho da empresa. Se pensarmos entre os 60 atuais colaboradores, 12 contam com mais de 40 anos de serviço na empresa, fica clara a forma como funcionamos. Quem é o cliente Favir e que produtos oferecem? O cliente Favir é toda a gente. Os nossos produtos aparecem para todos nas grandes cadeias de distribuição, ou no pequeno mercado. Surgem com

as marcas dos nossos parceiros de negócio ou com a nossa marca. Os produtos disponíveis artigos na àrea da higiene e limpeza do lar, com incidência nos esfregões saponificados, esfregões de aço inoxidavel, galvanizado e niquel, e esfregões com fibras e espumas. Qual é a principal missão da empresa? A principal missão da Empresa é manter o seu desempenho atual, crescer de forma sustentada e manter com sorrisos todos os seus principais intervenientes. Qual é a principal área geográfica de atuação? Trabalham mais a nível nacional, ou a exportação é uma realidade em crescimento? Os mercados alvo da nossa Empresa são todos aqueles que, por tradição e/ou cultura, utilizam produtos similares aos por nós fabricados. São países da Europa, África e naturalmente Portugal. Exportamos de forma direta cerca de 60% da produção. Indiretamente, considerando clientes que nos compram e posteriormente exportam, estamos com valores próximos dos 75% Quando falamos em terreno nacional, é impossível dissociar o setor empresarial do setor económico. Como tem sido enfrentar a crise em Portugal? A crise Europeia, e particularmente a que afeta Portugal, toca também à nossa Empresa. No entanto, não é com lamentações e com a culpabilização desta crise

que conseguiremos evoluir e inovar. A crise atual, à semelhança de anteriores, é sempre encarada. Criamos oportunidades para estabelecer regras e procedimentos que possam vir a minimizar crises futuras. Numa época em que a temática da ecologia e da sustentabilidade é assunto presente, as empresas começam a apostar em novas medidas. Existe na Favir uma preocupação neste sentido? Naturalmente que está é uma preocupação da Favir. Somente com atitudes que primem pelas orientações saudáveis, poderá haver um futuro risonho. A Favir tem atualizado todos os sistemas que, de algum modo, poderiam ser poluentes. Ressalvo a questão dos lixos domésticos. Todos os outros materiais residuais são reciclados na nossa empresa ou transferidos para o efeito para empresas da especialidade. Por onde passa o futuro do Favir? O futuro da Favir passa pela sua inovação e pelo seu crescimento sustentado, tal como tem vindo a acontecer ao longo destes 54 anos. Continuamos entretanto, a procurar de forma incessante novos mercados. Queremos encontrar forma de chegar o mais perto possível dos 7 biliões de pessoas que constituem a população mundial.

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Pautada pela excelência desde o primeiro dia tesouro urbano Esta história começa como tantas outras. José Manuel de Almeida trabalhou praticamente toda a sua vida na área da manutenção urbana. Quando a empresa onde trabalhava começou a sentir as primeiras dificuldades, optou por sair e criar a sua própria empresa. O tempo mostra que esta foi uma aposta acertada e o reconhecimento como PME Excelência é apenas uma das muitas provas deste sucesso.

josé manuel de almeida e josé antónio de almeida Administradores

S

e em agosto de 2007, quando a Tesouro Urbano começou a laborar, contava apenas com três colaboradores, incluindo o seu fundador, oito anos mais tarde já são mais de 50 pessoas que integram esta empresa. Em 2008 juntou-se a José Manuel de Almeida o seu filho, José António de Almeida que nunca tinha trabalhado nesta área, mas viu na empresa do pai a oportunidade de crescer, além de que um dia cumprirá o desejo do seu progenitor, ficar no comando da Tesouro Urbano.

Atividade e serviços A Tesouro Urbano, com sede em Oveiro, no concelho de Santa Comba Dão, executa serviços na área da conservação e manutenção de estradas, mas está ainda apta a outros serviços. No que diz respeito à manutenção, a Tesouro Urbano trata da limpeza de bermas, valetas e margens de rios com máquinas especializadas. Além disso, estão igualmente

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aptos para o abate de árvores que sejam consideradas pelas entidades competentes um perigo iminente ou que carreguem alguma doença, e ainda para a limpeza de estradas em situações de desabamento de terras. Os seus serviços englobam ainda a colocação de diversos sinais quando, por algum motivo, as estradas necessitam de ser cortadas por completo ou por faixas de rodagem. “Normalmente, isso acontece quando as estradas se encontram em intervenção”, elucida José Manuel de Almeida. Na área da construção e reconstrução, esta empresa executa algumas obras, tais como muros, pontões, quedas de água, valetas, muros em betão, muros em pedra, aquedutos e bocas de aqueduto. A completar o leque de serviços disponibilizados figura ainda a compra e venda de madeira, de materiais de construção para a construção civil e máquinas, assim como o aluguer das mesmas com manobrador, e ainda o aluguer de mão de obra qualificada. Os seus serviços são maioritariamente por contratação

pública, mas fazem também alguns trabalhos para provados. José António de Almeida revela que os seus serviços se realizam com maior incidência na região centro, com destaque para as cidades de Coimbra, Viseu e Aveiro. “Pontualmente, e se a proposta apresentada nos for vantajosa, fazemos alguns serviços noutras zonas do país, como já aconteceu em Lisboa e Braga”. Atualmente, a sua frota é já extensa e variada, contando cm cerca de 30 veículos, entre tratores, ceifeiras, aspiradores de rua e carrinhas. “Este ano pretendemos renovar parte da nossa frota, de modo a que continuemos a praticar um trabalho de qualidade, que é a principal característica pela qual somos reconhecidos”, diz José António de Almeida. Questionados sobre o que os destaca das demais empresas do setor, pai e filho são coerentes nas suas respostas: qualidade, cumprimento de prazos, relação qualidade/preço e finalmente, mas não menos importante, os seus colaboradores. “Temos elementos que integram a nossa equipa desde o início e que


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nunca trabalharam noutra área que não esta. Na nossa atividade, a experiência e a capacidade de solucionar os problemas que surgem no momento são mais-valias de peso que, felizmente, temos do nosso lado”, diz o fundador da Tesouro Urbano. “Aqui, todos fazem de tudo um pouco. É uma forma de rentabilizar os nossos recursos humanos, mas também de termos todos os colaboradores aptos a realizar qualquer trabalho que nos surge”, acrescenta o nosso interlocutor. A formação é também uma componente importante deste profissionalismo que é contínuo e consolidado.

Reconhecimento merecido Pelo segundo ano consecutivo, a Tesouro Urbano foi agraciada com o galardão de PME Excelência. Para José Manuel de Almeida, este prémio é o reconhecimento do seu esforço e dedicação, mas também da boa gestão económica que tem tido na sua empresa. “Não somos gestores nem temos formação superior, mas fazemos uma gestão financeira correta, que nos tem permitido crescer ao longo dos anos e esperamos que consigamos continuar a crescer”. O próximo passo será a aquisição de um terreno numa zona industrial para a construção e ampliação de um armazém para todo o material e viaturas. As atuais instalações sofreram obras de remodelação no ano de 2014, onde foram instalados os novos escritórios da

Tesouro Urbano. Sobre o futuro, uma vez mais, pai e filho respondem em uníssono: continuarem a primar pela qualidade, serem reconhecidos como uma empresa sólida e de referência

no mercado nacional, com a mesma solidez financeira que têm mantido desde o primeiro dia.

Serviços específicos

• Sementeiras • Plantação de árvores com PAP • Conservação e manutenção de guardas de segurança • Limpeza do pavimento com manchas de óleos, gasóleos, cimentos, colas e substâncias líquidas • Limpeza de matas • Conservação de sinalização vertical • Sinalização provisória • Construção e reconstrução de valetas e aquedutos • Reconstrução de coletores ou passeios • Execução de maciços em betão, gabiões e em betão ciclópico • Reconstrução pontual de passeios, ilhéus e separadores • Aterros e desaterros • Demolições • Terraplanagens • Aluguer de máquinas • Comércio de material • Compra e venda de madeira • Transportes diversos

• Regularização e limpeza de bermas e valetas • Limpeza de travessias urbanas • Limpeza de nós, interseções, ilhéus e separadores • Limpeza e conservação de órgãos de drenagem • Limpeza de passagens hidráulicas e caixas de visita ou queda • Limpeza e substituição de grelhas dos vários órgãos • Manutenção de taludes • Remoção de materiais provenientes de grandes escorregamentos • Estabilização de zonas afetadas por escorregamentos • Fornecimento e colocação de rede de vedação • Manutenção de rede existente • Conservação de obras de arte • Corte e ceifa de vegetação herbácea • Corte e vegetação arbórea e arbustiva • Podas, limpeza e manutenção de árvores • Abate de árvores • Poda e abate de arbustos isolados • Poda de sebes • Eliminação de espécies invasoras

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Um concelho em crescimento município de tábua Marcada pela história e tendo alcançado o seu nome por uma ponte de madeira que havia sobre o rio Mondego, Tábua é uma vila portuguesa do distrito de Coimbra. Mário de Almeida Loureiro assumiu o comando do Executivo em 2012, quando o anterior presidente renunciou ao cargo. Hoje cumpre o seu primeiro mandato e perspetiva um futuro risonho para o concelho.

mário de almeida loureiro Presidente

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e muitos dizem que Tábua é um concelho do interior, o edil do município considera exatamente o oposto. “As nossas acessibilidades fazem com que estejamos muito próximos do litoral. Estamos a menos de 100 quilómetros do litoral em linha reta, pelo que não nos consideramos como sendo um concelho do interior”, refere o nosso interlocutor no início da nossa conversa. Este é um dos concelhos da região que menos tem sofrido com a desertificação, “não temos perdido muitos habitantes, felizmente. Acredito que esta proximidade a outras cidades tem contribuído para tal”. Mas também os apoios do executivo às famílias tabuenses assume responsabilidade nesta fixação da população. “Para a fixação dos munícipes, o primeiro passo tem que ser

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promover a criação de emprego no concelho. Essa é uma das razões pela qual somos um dos concelhos com menor taxa de desemprego em Portugal”, diz-nos Mário de Almeida Loureiro. Nos últimos quatro anos foram criados cerca de 1.500 postos de trabalho e as previsões indicam que em 2015 surgirão mais 300 novos empregos. “Somos um concelho com uma grande dinâmica empresarial e, por isso mesmo, empenhamo-nos em dar as condições necessárias para a fixação das empresas em Tábua”, diz-nos o presidente do município, acrescentando que cerca de 80 por cento dos novos postos de trabalho têm sido ocupados pelas camadas mais jovens, “por isso estamos muito orgulhosos por constatar que temos jovens casais a fixarem-se no

concelho, alguns deles quadros superiores”. Fruto deste crescimento populacional, também o Agrupamento de Escolas de Tábua recebeu mais alunos neste ano letivo. E o ensino em Tábua também merece destaque. “Este ano, os rankings mostraram um crescimento substancial dos nossos alunos, tendo alguns deles ingressado no curso de medicina. É um sinal de que temos bons professores a lecionar no concelho”. Mário Almeida Loureiro faz ainda questão de referir que Tábua figura no pódio dos concelhos mais exportadores do distrito de Coimbra, sendo o terceiro com o maior volume de exportações.

Turismo de natureza Rodeado por natureza, Tábua é o concelho ideal para


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quem procura atividades neste ambiente. É já referência o maior evento nacional de BTT que, devido à tamanha influência, já é organizado em dois fins de semana, “de modo a que possamos receber todos os inscritos”, refere o edil. “Esta é a prova de que temos um evento de qualidade”, acrescenta. De referir que o concelho conta com um Centro de BTT A par disso, os percursos pedestres têm ganho igual destaque na vila. Ladeada por dois rios, o convite tornase ainda mais atrativo a quem gosta de caminhar com estes cenários como fundo. O projeto ‘Tábua Progride em Rede’ disponibilizou a todos os visitantes um percurso de quase cinco quilómetros, na sua maioria de terra batida, permitindo a todos apreciar a fauna e a flora autóctones. Este percurso de usos livre e devidamente marcado, pode ser explorado de três formas distintas, com uma duração longa, média e curta, adaptando o percurso à experiência e resistência de cada um.

A visitar Pequenas aldeias típicas de casas de granito com varandas de madeira, muitas vezes decoradas com flores e verdura, são uma das características intrínsecas a Tábua. Os velhos solares e palacetes também figuram neste território constituído por montes de reduzida elevação, vales férteis e vários rios e ribeiras também atravessam a zona. Na sua próxima visita a Tábua, constatará que

esta pequena vila exibe alguns dos edifícios mais emblemáticos da região, como são exemplo a Igreja de Santa Maria Maior, a Capela do Senhor dos Milagres e ainda a interessante Biblioteca Pública Municipal João Brandão. Não pode perder ainda outros pontos de interesse como a praia fluvial do Alva, assim como as águas sulfurosas de São Geraldo e da Várzea Negra.

Queijo Serra da Estrela, de sermos região demarcada do Vinho do Dão e tivemos recentemente um fim de semana gastronómico que trouxe a Tábua milhares de pessoas que quiseram provar estas iguarias”, diz-nos Mário de Almeida Loureiro. O pão, os enchidos e o mel completam a mesa de sabores característicos da região.

A provar “Temos o privilégio de integrar a região demarcada do

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inovar para crescer

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novar é a palavra de ordem em qualquer empresa. O desafio passa por transformar ideias novas em resultados sustentáveis e a inovação passa muito pela internacionalização, pela ligação às universidades e pela criatividade em fazer algo diferente e inovador. No mundo globalizado, onde vivemos, a inovação é fundamental para uma empresa pois permite-lhe concorrer internacionalmente com outras organizações e consequentemente, gerar cada vez mais lucros. Outro dado importante neste processo é a própria estimulação dos colaboradores em desenvolverem conceitos novos e diferentes com o objetivo de conquistar novos mercados, sempre desejosos de produtos e serviços que os surpreendam. A insatisfação com o presente e a vontade de transformação de um futuro diferente, considerado melhor, devem ser consideradas como as grandes forças renovadoras das empresas. Uma inovação sustentada pode estabelecer o sucesso e o crescimento de uma empresa, seja qual for a sua dimensão ou posicionamento no mercado. Parar no tempo, consequentemente é ditar a própria sentença seja qual for o setor de atividade de uma determinada empresa. Em Portugal, a procura pela inovação começa a ser uma realidade e resultado disso é o surgimento de uma política para a inovação assente nos pequenos/médios empresários, que apesar das dificuldades, conseguiram vingar num mundo tão competitivo como é o mercado de trabalho.

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BOA MESA EM PAREDES DE COURA Restaurante/Bar Abrigo do Taboão Situado na praia fluvial do Taboão, em Paredes de Coura, o Restaurante “Abrigo do Taboão” concorre com o Festival Rock, ao proporcionar boa comida, num espaço único, em comunhão com a natureza, sob a “batuta” do Chef. Rui Ribeiro.

rui ribeiro Chef

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missão da equipa do Chef Rui é colocar o cliente em primeiro lugar, ir de encontro à sua vontade, de modo a manter o equilíbrio do momento vivido, “bom ambiente – boa

mesa”. Este local dispõe de uma sala aberta para o rio Coura, com capacidade para cerca de 50 pessoas, uma área lounge e o bar com vista privilegiada sobre o rio. Este espaço abre ao público ao fim de semana, uma vez que nos restantes dias cumpre funções pedagógicas, mas tem ao seu dispor serviços, sob encomenda com antecedência, tais como, despedidas de solteiro, aniversários. Os pratos principais mais apreciados são: o lombo de atum com cebola caramelizada e a bochecha de porco com puré de abóbora e pêra glaceada, além de outas iguarias que ficará a conhecer com uma visita ao local. Por menos de 20€ consegue comer uma entrada, um prato principal e uma sobremesa, às crianças espera-as o menu infantil a 8€ com tudo incluído. A Primavera esta aí e há muito Portugal a descobrir. A A3 ou a nacional 13 ajudam-no a cá chegar. Até lá

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Tudo para a sua festa! festas com arte Localizada em Ermesinde, a empresa Festas com Arte nasceu há 10 anos graças ao espirito empreendedor e à atividade profissional de Miguel Ângelo, que sendo mágico profissional viu nesta atividade vocacionada para as festas uma oportunidade de negócio, que atualmente vende produtos e presta serviços de norte a sul do pais e também para Angola. “ Tudo isto começou comigo como mágico amador, depois passei a ser mágico profissional e depois decidi evoluir e apostar naquilo que eu gosto. Então abrimos na estação de Ermesinde a sede da empresa e depois fomos evoluindo, tanto a nível de máquinas, como a nível de estrutura e também de conhecimentos” adianta Miguel Ângelo.

miguel ângelo Administrador

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Festas com Arte assume-se como “uma empresa jovem e dinâmica, com uma vasta experiência no sector da animação de eventos. Possuímos ainda os melhores profissionais, e equipamentos de vanguarda” salienta o administrador.

Um setor em evolução O setor das festas e eventos tem sofrido alterações significativas ao longo destes anos, fruto das alterações económicas e financeiras da sociedade, que resultaram numa maior oferta de empresas direcionadas para festas e animação. “A concorrência é muito saudável, obriga-nos a crescer e toda a gente precisa de trabalhar” elucida Miguel Ângelo. A aposta das Festas com Arte tem sido alicerçada num crescimento sustentado e

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sustentável, com o objetivo de no futuro continuar a crescer. “Passados 10 anos estamos de uma forma forte e assumida no setor e a lançar para o mercado algo que não existe: como os balões feliz aniversário, feliz ano novo, feliz dia do pai. Tudo em português, que é algo que não se encontra” refere o fundador da empresa. “Esta é uma novidade económica e muito rentável no meio publicitário, em que nós utilizamos a mais avançada tecnologia disponível para balões impressos e bio degradáveis de acordo com as normas impostas pela CEE” elucida Miguel Ângelo. “Dispomos ainda de formatos e medidas em redondo tradicional 29 cm, 32 cm,45 cm em opaco cristal ou metalizados, em coração, balões mega e mega gigantes de1,80 cm de diâmetro” esclarece o administrador da empresa.

A Festa com Arte oferece uma panóplia alargada de serviços para os mais variados eventos sociais: como casamentos, aniversários, batizados, bodas de prata/ ouro, festas particulares, carnaval, festas de natal e passagem de ano. Ao nível empresarial esta empresa presta serviços em festas de empresa, inauguração de espaços, jantares de gala, desfiles de moda, festas temáticas, animação para receções, e festas temáticas e animação de stands e feiras. No que respeita aos serviços prestados o objetivo desta organização é satisfazer todas as necessidades dos clientes no que respeita a festas e eventos, por mais extravagantes que estas possam parecer. Assim sendo, prestam serviços de venda e comercialização de artigos para festas; pirotecnia para interior e exterior; lançamento de confettis


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e serpentinas; largada e queda de balões; aluguer de insuláveis; espetáculos de magia; animadores, aluguer de equipamento de som e decoração de espaços em balões. No que concerne à matéria-prima utilizada nos artigos para festas, a Festas com Arte depara-se com uma grande dificuldade: “a indústria portuguesa ainda está muito atrasada, portanto tudo o que necessito é comprado fora” salienta Miguel Ângelo. Esta é uma empresa que desde cedo procurou aderir ao Selo “Compro o que é Nosso” numa perspetiva de alavancar a economia portuguesa e, uma vez que, também é uma mais-valia para a empresa. “Esta é uma forma de dizermos que nós estamos cá, como uma indústria portuguesa no segmento das festas, a que o estado português tem dado pouca atenção” refere o administrador, no entanto, “este selo é também uma ambição pessoal, dado que, as empresas neste setor e com esta característica são muito poucas” concluí. Situada na Travessa Monte da Bela em Ermesinde, a Festas com Arte beneficia de uma localização estratégica, uma vez que, abrange um público-alvo muito vasto, que vai dos concelhos limítrofes do grande Porto e que se tem revelado uma aposta vencedora. “Esta foi uma estratégia definida e estudada por mim há 10 anos atrás, e que começou com a abertura da loja na estação de comboios de Ermesinde, que todos os dias recebia milhares de pessoas. Aqui as pessoas têm bons acessos, estacionam facilmente e encontram

tudo aquilo, que procuram para as suas festas” adianta o administrador. Questionado sobre o futuro, Miguel Ângelo não hesita na resposta: “o meu objetivo para 2015 é abrir novas lojas, inicialmente na cidade do Porto, mas face às alterações verificadas será ou em Vila Nova de Gaia ou na Maia” refere. “Como líder de uma empresa eu tenho de acreditar e ser o piloto que conduzirá esta equipa à vitória, num projeto que é nosso” conclui o administrador. A Festas com Arte está aberta de segunda-feira a sábado, entre as 10h00 e as 19h30. Para mais informações consulte: www.festascomarte.com

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sagrado e urbano em contraste junta de Freguesia de ermesinde A noroeste do Concelho de Valongo, surge Ermesinde. Atravessada pelo rio Leça, que ali se vai estirando preguiçosamente e em tranquilo curso, é conhecida pelo artesanato que funde brincadeira e madeira, e guarda sagradas tradições de festas e romarias. É o caso dos festejos de São Lourenço, São Silvestre e Santa Rita. Com um rico e diversificado bilhete de identidade, distingue-se pela particular união de construção, paisagem e gente. Surpreende pela tradição, pelos monumentos religiosos e pelas memórias que revela. um elegante galilé quadrangular aberto em três arcos, lisos e de volta perfeita. Parece não restar dúvidas de que esta terá sido a primeira Igreja Matriz da freguesia. Sobre o lintel do pórtico inscreve-se a data de “1711”, ano mais provável de uma reconstrução, uma vez que tudo aponta para uma construção muito anterior. No seu interior, uma venerada imagem de S. Silvestre atrai visitantes, e é motivo de romaria todos os anos, no dia 31 de Dezembro.

Capela de Senhor dos Aflitos

luís ramalho Presidente

A visitar Capela de São Silvestre O monumento mais antigo de Ermesinde é um templete onde se entrega uma pequena capela-mor, e que abriga

Localizada no lugar de Sampaio, esta pequena capela é um templo de modestas dimensões, muito plausivelmente da centúria de Oitocentos, com frontaria revestida a azulejo de padrão geométrico, onde se enquadra um pórtico recortado em arco redondo liso como único vão. Tem-se acesso ao seu interior através de uma pequena escadaria semicircular.

Igreja do Bom Pastor Um templo consagrado ao Divino Coração, que até hoje tem uma fachada considerada como uma importante obra de arquitetura, em contraste com o seu interior, que é completamente diferente daquilo que é habitual neste tipo de monumentos. A primeira pedra da sua construção foi colocada em 1957, e a sua inauguração tem marca em 1966. A principal preciosidade desta Igreja é o facto de guardar o Mausoléu da Beata Maria do Divino Coração (superiora da Congregação do Bom Pastor do Porto), beatificado em Roma pelo papa Paulo VI, no dia 1 de Novembro de 1975. Dois dias depois, seria o seu corpo transladado do Cemitério de Paranhos para esta Igreja, onde é visitado por vários grupos de peregrinos, nacionais e estrangeiros, particularmente da Alemanha.

nova experiência nos canais de Aveiro aveitour

A

www.aveitour.com

fonso Miranda é um jovem empresário aveirense que após a sua formação académica regressou à cidade para se dedicar ao turismo fluvial e marítimo. Atualmente, é sócio de um grupo de empresas que integra a Aveitour e Cale do Oiro que se assumem como um operador turístico que organiza fantásticos passeios nos barcos moliceiros que cruzam as águas da ria de Aveiro. Com apenas um ano de funcionamento, este grupo empresarial tem como principal objetivo mostrar a beleza natural desta magnífica região. Contam com uma frota de 5 barcos e 10 funcionários, que operam todo o ano, sendo que a época forte decorre entre “março e outubro, voltando a animar na época natalícia. Tem-se verificado uma alteração ao nível dos turistas: atualmente somos mais procurados por turistas nacionais, espanhóis,

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franceses, alemães e até israelitas” salienta Afonso Miranda. A par dos passeios pelos canais urbanos, que decorrem ao longo de 45 minutos sob a orientação de um guia turístico especializado, este operador turístico desenvolve ainda visitas pedagógicas às marinhas que se encontram ativas e em plena produção de sal, como forma de dar a conhecer aquela que já foi uma das principais atividades da região. Outra das possibilidades é realizar um passeio temático, fora dos canais urbanos e sob o mote de uma rota, como é exemplo a rota do bacalhau, a rota da ilha ou a rota do vinho, “em que os clientes podem usufruir ao longo de um dia dos saberes e tradições da região aveirense e terminamos o passeio com um magnífico almoço em que os turistas podem degustar e apreciar não só os sabores aveirenses, como também a gastronomia portuguesa” refere o sóciogerente. Este operador turístico nasceu efetivamente com os percursos urbanos, mas atualmente “tentamos diversificar e qualificar, introduzindo novas rotas e novas atrativos para quem visita Aveiro” adianta Afonso Miranda. Com dois ancoradoiros na zona central da cidade de Aveiro, este grupo empresarial beneficia em muito desta sua localização central: “desde o início que a nossa estratégia passou por nós localizarmos nesta zona da cidade, dado que, é aqui que os turistas aterram, e após o leilão dos ancoradoiros conseguimos permanecer nesta zona, o que para nós é fundamental” refere o

empresário. Questionado acerca deste primeiro ano de atividade Afonso Miranda não hesita na resposta: “foi um ano surpreendentemente positivo, em que Aveiro conseguiu atrair muitos turistas e com isso o setor do turismo ganhou um novo fulgor”. No que respeita ao turismo, Aveiro assume-se como uma região multifacetada em que os visitantes podem usufruir de uma diversidade paisagística, que vai desde a serra até às praias da costa nova. A ria, com toda a beleza da sua paisagem mesclada de ilhotas e esteiros a fervilhar de biodiversidade é a protagonista principal da cidade, que ao longo de 60 quilómetros de extensão possibilita experiencias inesquecíveis. Assim sendo, Afonso Miranda não tem dúvidas em afirmar que “o turismo em Aveiro recomenda-se, penso que em 2014 sofreu um aumento significativo de turistas e as previsões para este novo ano são muito animadoras”. Falta apenas “o município canalizar o dinheiro investido pelos operadores turísticos para requalificar a ria e qualificar os trabalhadores, para que em conjunto possam dinamizar e afirmar a região na rota do turismo nacional” adianta o empresário. Para este jovem natural de Aveiro o futuro apresentase risonho e otimista, uma vez que, os indicadores económico-financeiros assim o afirmam. Em jeito de mensagem final Afonso Miranda convida todos os leitores a visitarem Aveiro e a descobrirem os seus encantos e tradições ancestrais.


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A casa mais antiga de ovos moles de Aveiro confeitaria peixinho

Situada na rua de Coimbra, em pleno coração da cidade de Aveiro, a Confeitaria Peixinho é uma casa recheada de sabor e tradição no que diz respeito à confeção dos ovos moles. Os registos datam que a casa conseguiu a licença de funcionamento a 21 de outubro de 1863, sendo a sua fundadora Perpétua Peixinho. Atualmente, assume-se como a casa mais antiga de Aveiro no que respeita à produção e comercialização de ovos moles.

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lberto Gomes, o atual proprietário, está ligado a esta arte há 42 anos e pretende, acima de tudo, “respeitar a tradição e a receita tradicional dos ovos moles, que é um sabor com mais de 500 anos, com uma forte ligação às tradições da pesca e da agricultura locais”. Com uma receita simples, mas que necessita de experiência e do saber fazer das doceiras tradicionais, o segredo dos ovos moles da Confeitaria Peixinho foi passando de geração em geração, chegando até aos nossos dias, tornando esta casa familiar afamada e reconhecida, não só em Portugal, mas também além fronteiras. Com um estabelecimento familiar e intimista, a Confeitaria Peixinho tem produção própria e independente, com uma fábrica localizada em S. Bernardo, a 2 quilómetros da cidade: “os nossos produtos são produzidos diariamente, apenas para venda nas nossas instalações, e devem ser consumidos num prazo de 6 dias. Não fazemos revenda, embora quase todas as semanas sejamos contactados nesse sentido” refere o proprietário. Desde o início, a Confeitaria Peixinho afirmou-se como

um negócio de senhoras, que passava pela confeção de doce fino, que mais tarde viria a ser denominado de ovos moles. O passar dos anos não alterou a receita, apenas afirmou a excelência dos seus artigos, assente nos valores tradicionais que garantem ao cliente, além de satisfação, o atendimento nobre que este merece. Quem se dirige à Peixinho depara-se com uma montra de criar água na boca, que vai das raivas, passando pelas castanhas de ovos e terminando nos famosos ovos moles. E não são apenas os aveirenses os principais clientes: os turistas constituem um target importante para este negócio familiar. “Somos procurados por muitos turistas, nomeadamente brasileiros, espanhóis, franceses e até japoneses que adoram e elogiam imenso o nosso produto” salienta Alberto Gomes. Questionado sobre as mudanças que ocorreram ao longo destas quatro décadas, o proprietário não hesita na resposta: “as alterações foram significativas, nomeadamente o índice de consumo, que aumentou - e muito- e a fidelização dos clientes: normalmente, quem experimenta a Confeitaria Peixinho volta sempre”. Na

opinião de Alberto Gomes, “são os clientes que fazem da Confeitaria Peixinho aquilo que ela é hoje e foi com muito orgulho que recebemos a classificação de nº 1 no ranking do site Tripadvisor”, acrescentou. Uma boa receita artesanal, a frescura diária e alguns pormenores de acabamento, que culminam numa apresentação diferenciada e requintada, constituem a chave para o sucesso da Confeitaria Peixinho. Situada bem junto ao Canal Principal da Ria de Aveiro, a Confeitaria Peixinho está localizada numa via concebida exclusivamente para peões, ideal para desfrutar de um belo passeio enquanto se aprecia a beleza envolvente das artérias contíguas à Ria. Nesta rua poderá visitar, para além de diversos estabelecimentos comerciais, a Igreja da Misericórdia de Aveiro, datada do século XVI, o antigo edifício da Câmara Municipal de Aveiro, o teatro Aveirense e, ainda nas proximidades, o museu de Aveiro. Para o futuro, Alberto Gomes espera que o negócio continue na família, sob a alçada das filhas, sempre privilegiando a qualidade, o sabor e os valores originais.

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inovação na segurança privada esegur A ESEGUR está no mercado da segurança há 21 anos e, ao longo do seu percurso, foi sempre pioneira rompendo com o status-quo do setor. O seu profissionalismo, a cobertura nacional e a sua estratégia de orientação para o cliente na oferta de soluções adequadas, baseadas em plataformas que permitem a escalabilidade, proporcionaram à ESEGUR o seu lugar de destaque no mercado da segurança privada em Portugal.

Com uma carteira de clientes que ultrapassa os 1600, o negócio está distribuído maioritariamente entre banca, distribuição e serviços.

Fatores distintivos Cliente - apresentandolhe as soluções mais adequadas à segurança do seu negócio, o que tem permitido manter relações duradouras e evolutivas. Investimento e inovação - a procura das mais recentes tecnologias que otimizam as soluções tanto sob o ponto de vista económico como em eficácia, através de uma seleção criteriosa dos parceiros. Colaboradores – cumprimento absoluto das obrigações legais e reconhecimento do desempenho individual e coletivo. maria da glória morão lopes Presidente Executiva

Serviços A Esegur está presente em todas as áreas de negócio previstas na lei da segurança privada: Transporte e Tratamento de Valores; Vigilância Humana; Soluções de segurança; Central de Alarmes.

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Inovação A sustentabilidade das suas soluções depende da sua capacidade para as adaptar à realidade específica e concreta dos seus clientes. A inovação tem sido, portanto, mais do que uma prioridade, uma constante na ESEGUR. No entanto, acreditam que inovar não é somente um processo endógeno; defendemos que temos de ter a mente aberta para agregar estímulos externos que nos

proporcionem incorporar valor às nossas soluções. Por outro lado, a ESEGUR, como a maior empresa de segurança global, com capital 100 por cento nacional tem a responsabilidade de ligar o talento nacional às suas áreas de atuação. Neste sentido, foi decidido em 2014, lançar o Prémio Open Mind ESEGUR, que está agora na 2ª edição. No ano de lançamento, o Prémio Open Mind ESEGUR contou com a participação de 215 alunos, divididos em 71 equipas, acompanhados por 35 docentes, provenientes de 33 estabelecimentos de ensino superior O Prémio Open Mind ESEGUR visa, por um lado, atrair os estudantes universitários para a atividade de segurança privada como hipótese de futuro profissional e de uma forma mais direta premiar um trabalho que, para além de inovador contribua com ideias e sugestões criativas sob o ponto de vista do negócio da ESEGUR. Estes aspetos, enquanto contributos vindos de fora, poderão ser extremamente relevantes sob o ponto de vista da inovação do negócio, identificação de talentos, para além da perceção da visão externa da empresa. Em adicional ao prémio pecuniário previsto, os estudantes que façam parte da equipa vencedora têm a possibilidade de efetuar um estágio na ESEGUR. A ESEGUR acredita que a ligação à Universidade através do Prémio Open Mind pode ser considerada como um processo de introdução de conceitos inovadores e diferenciadores que promovam a excelência no domínio da Segurança Privada em Portugal.


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portugal em destaque

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aracterizadas pela existência de uma propriedade rústica, as Quintas e Herdades têm atividades diversas para proporcionarem a todos os convidados autênticos momentos de lazer. De agro-turismo, ecoturismo e de natureza, constituem o conjunto perfeito para conhecer a ruralidade de Portugal. O cariz familiar presente e tão marcante que pode apresentar uma componente diferenciadora. A arquitetura clássica ou rústica permite desfrutar das tranquilas e grandiosas Quintas e Herdades. Nelas poderá desfrutar dos aromas e sabores do campo que convidam à introspeção, à revitalização do corpo e ao reencontro com a cultura e a natureza. A Revista Business Portugal foi conhecer as melhores quintas que conseguem garantir o momento ideal. Não só tornar o seu casamento especial como qualquer outro evento que queira organizar. Profissionalismo, competência e simpatia são algumas das características que mostram a arte de bem servir. Porque o momento é de entusiasmo e porque precisa de ajuda a organizar tudo e a fazer com que este seja o momento mais feliz e especial da sua vida, apresentamos um conjunto de propostas sugestivas para concretizar os seus sonhos.

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Eventos com qualidade em dose dupla duplos gemini Para quem não prescinde de qualidade, requinte e bom gosto, o Porto guarda uma caixinha de surpresas. A trabalhar atualmente com três quintas, a Duplos Gemini tem como prioridade oferecer todo o apoio ao cliente, através de um acompanhamento personalizado onde tudo pode acontecer. Um evento criado de raiz é a proposta. O serviço de catering é um renome nacional, e é disponibilizada toda a ajuda para criar harmonia e sintonia entre todos os detalhes do evento. A comunicação permanente com quem procura os serviços é garantia, e é isto que transforma toda a linguagem do evento, e dá caráter singular a cada um.

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asamento. Uma palavra, infinitas possibilidades. Civil ou religioso. Familiar e intimista. Grandioso. As opções não se encerram, e não restam dúvidas que, para quem decide celebrar a data, tornar o dia especial é a maior prioridade. Escolher entre todo o universo de ofertas não é tarefa fácil, e certo mesmo é que não se pode falhar. Portugal tem tradição em festejar à volta da mesa, onde a comida ganha destaque e assume papel de protagonismo. Ao lado dos noivos, claro. Nos últimos anos, novos protocolos nasceram, e a festa de casamento é hoje repaginada através de empresas que levam a serio a arte de surpreender. A norte do país, aparece em relevo um nome e uma marca que não deixam margem para a indiferença. A Duplos Gemini tem um nome que ecoa em cada recanto de terra lusa. É moderna, fresca e contemporânea. Uma empresa especializada em organização de eventos, com enfoque nos casamentos, que não descuida quando o assunto é ser diferenciadora e exclusiva.

“Conseguimos tratar de todo o evento numa só reunião” A abordagem é individual e permite conhecer os gostos e vontades de quem quer celebrar com a empresa.

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Centralizar os serviços é uma opção que facilita, e na Duplos Gemini é possível gerir o evento desde o início do seu planeamento, até ao período que vem a seguir. O alojamento dos convidados, por exemplo, é uma realidade disponível. Raquel Costa Branco é a cara que recebe, acolhe, encaminha, aconselha e ajuda a decidir. Neste ramo desde que se lembra, é ela quem nos apresenta o universo dos eventos em Portugal, e que aponta as razões para escolher a Duplos Gemini para criar o seu evento. Decidido o mood que vai dar cara ao evento, o cliente pode escolher entre o leque de opções da empresa, para facilitar as tarefas. Catering, decoração, animação, e apoio de táxi após a festa, são garantias da casa, e quando o assunto é pormenorizar, os parceiros surgem em destaque. Fotografia e vídeo, cantora lírica para a cerimónia, Dj e saxofone, maquilhagem, babysitting, serviço de segurança, ferramentas de áudio visual e até viagem de lua de mel. São inúmeras as possibilidades que existem. Criar um evento único é a filosofia, e qualidade é a promessa que não falta. A Duplos Gemini é o renascer de um projeto que esteve no mercado por mais de 20 anos. Nasceu numa altura em que o mercado pedia mudanças e necessitava de apostas e inovação. “Nunca fugimos à nossa identidade,

mas apresentamos um vasto leque de opções nunca antes visto numa empresa de catering (...) isto nos distingue no mercado, e conseguimos a oferecer ao cliente muito mais conforto”, explica Raquel.

A missão Tornar especial um dia que foi criado para ser único. Especial, no verdadeiro sentido da palavra. Raquel Costa Branco acredita que a empresa não poupa esforços quando o assunto é agradar, surpreender e inovar conceitos. Desde 2010, a Duplos Gemini aposta de forma constante na modernização de cozinhas e serviço. São realizadas todos os anos, alterações em cada espaço de trabalho. Investir é uma das palavras de ordem. O reflexo está na continuada melhoria de decoração e estruturas, o que permite fundir a boa comida com o conforto das quintas. “Casar com a Duplos Gemini é sem dúvida algo único”, enfatiza Raquel. Também é missão ser uma empresa à frente do setor, que diferencie os eventos, estando sempre a par da atualidade. Hoje, um casamento é construído com base em outros objetivos, e seguindo um caminho que se renova. É preciso ter um traço contemporâneo para acompanhar as mudanças, que para a gestora


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da empresa, baseiam-se sobretudo nas alterações de protocolos. “Todos os pontos são importantes para um acompanhamento personalizado, porque todos os casamentos são diferentes (...) o que é protocolo para mim, pode não ser para muitas pessoas (...) é preciso seguir uma linha condutora de protocolo, mas acabamos sempre por ir à descoberta do evento perfeito”, diz Raquel, acrescentando ainda que o acompanhamento desde à igreja até ao final do evento, é o protocolo que marca as alterações dos últimos anos.

O que ter em conta para a escolha do catering? Para Raquel Costa Branco, em termos de Catering , o protocolo deve ser avaliado com base na segurança da confecção e na qualidade do que é servido, sem nunca esquecer a importância de estar atento à temperatura em que a refeição é servida . “Um ponto muito importante, e que muitas vezes passa ao lado de quem procura este tipo de serviço, é a condição em que são confeccionados os produtos (...) é preciso ver ainda se a confecção é feita no próprio espaço, para não correr o risco de lhe ser apresentada comida aquecida”, alerta. Qualidade e simpatia são algumas das primeiras palavras usadas pelos clientes para definir o trabalho realizado pela Duplos Gemini. Os elogios são muitos, mas sem dúvida que estas são as principais caraterísticas procuradas para quem analisa o setor de eventos em Portugal. “O cliente Duplos Gemini é aquele que aprecia um bom serviço e a qualidade dos produtos”, afirma Raquel, sem deixar margem para dúvidas. A empresa concretiza os mais diversos tipos de eventos, e atualmente é o setor empresarial que soma 20% à faturação total. Um mercado que é uma aposta de expansão, e no qual a empresa tem um nome de relevo. A concorrência continua a existir em grandeza, e é desta forma que conseguem perceber o crescimento do setor nacional de eventos. “Continuamos a achar que é um mercado que todos os anos cresce, e em variadas vertentes”, diz Raquel Costa . Para o futuro, a empresária anuncia novidades: “Em 2016 temos um novo projeto a abrir que irá revolucionar tudo, esperem para ver”.

Espaços: Quinta do Campo Quinta de beleza ímpar, atravessada por um pequeno rio, com jardins e espaços frondosos. Local calmo e tranquilo para a realização de qualquer tipo de evento. Quinta do Colégio A Quinta do Colégio é hoje um espaço destinado à realização de eventos sociais e empresariais, onde o requinte e o primor das suas instalações fundem-se com a qualidade do serviço em equipa, e resultam num inequívoco serviço de excelência. Quinta da Morgadinha A Quinta da Morgadinha dispõe de vastos jardins e piscina, que emolduram uma sala contemporânea. Um moderno espaço para o todo o tipo de eventos.

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“Um início, um beijo e um sim” lililoop Um rosto e dois projetos. Propostas de artesanato urbano que chegam para fundir o novo e a tradição, com a ideia de dar cor e identidade à decoração e às ocasiões. Lililoop surge para ser múltiplo, e um novo conceito de negócio apresenta diferentes caminhos para a criação de bouquets de noivas. Inovação, criatividade e sofisticação dão a assinatura que leva o nome Verónica Teixeira.

verónica teixeira Criadora

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ornar cada cliente único é a postura escolhida, e imprimir um caráter único ao que faz é o que a move. Verónica Teixeira é Portugal empreendedor, e um exemplo da nova geração. Ambicionou criar o novo e ter sucesso por conta própria. Escolheu renascer como profissional das artes manuais e agora multiplica caminhos a seguir. Opção que deu certo, e a fez vingar em um novo mercado. Um trabalho que envolve e apaixona tem conquistado cada vez mais público em terreno nacional, e que se prevê a ultrapassar fronteiras e globalizar, levando o cunho português mais longe.

Lililoop: a multiplicidade das artes manuais Lililoop é a marca-origem. Aquela que abriu espaços para desenvolver um novo perfil profissional, e aquela que escreveu as primeiras palavras desta história que não para de crescer. Verónica Teixeira define o início como uma “verdadeira brincadeira”. “Para o Natal de 2013, fiz os meus acessórios para a árvore e as pessoas começaram a pedir (...) literalmente da noite

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para o dia, comecei a criar as peças, e achei que deveria trabalhar na ideia e no conceito de uma marca completamente diferente (...) o nome foi pensado para ser desconhecido e mostrar algo completamente novo (...) porque a verdade é que Lililoop pode ser uma infinidade de coisas”, conta Verónica. A Lililoop surge com propostas fora da caixa. Tudo pode ser imaginado e concretizado, desde artigos para decorar, aos de utilidade, e sem esquecer dos produtos pensados para oferecer. Criatividade é a palavra que não falta. Um hobby que deu origem a uma marca completamente handmade, com peças originais e personalizadas para cada cliente. Quase um ano após a criação da Lililoop, nasceram as propostas de bouquets para oferecer. Um novo mundo viu-se aberto, e as muitas possibilidades de um setor em crescimento foram o motor para a criação de um novo projeto.

Verónica Teixeira: Bridal Bouquets Feltro, crochê, bordados minuciosos e uma infinidade de conjugações, com o resultado presente na harmonia de diferentes texturas. Criatividade a perder de vista, e

uma nova forma de sofisticar o óbvio. O mercado abriu portas para uma procura inesperada, e este foi o sinal que elevou a Lililoop ao estatuto de marca-mãe. Nasceu dela o conceito da nova assinatura: Verónica Teixeira, Bridal bouquets. A somar, estão as duas mãos de Vitória Teixeira, mãe da artesã e especialista em ate floral. “Os bouquets de casamento surgiram a partir do meu próprio bouquet (...) gosto de guardar as flores que recebo para recordar, e enquanto estava a arrumar a caixinha onde guardo o meu, feito de flores naturais, dei por mim a sentir pena (...) é o que sinto por qualquer flor seca que me traz alguma boa memória (...) foi nesta altura que surgiu a ideia de criar flores que se mantivessem vivas ao longo do tempo”, explica a artesã. Os bouquets nasceram não apenas como proposta para as noivas, mas também com a intenção de serem oferecidos em ocasiões especiais, como o próprio pedido de casamento, ou a celebração de uma data. No entanto, os planos evoluíram e abriram um leque de inúmeras possibilidades, em especial com a ligação feita ao mundo dos casamentos. Hoje, o maior volume de produção concentra-se em artigos para este dia. Em


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Dezembro passado, nasceu a parceria com o projeto Namorar Portugal, uma iniciativa da Câmara Municipal de Vila Verde, que busca fomentar a expressão nacional de um produto que é de excelência local. Os lenços dos namorados, uma paixão antiga de Verónica Teixeira, são o ponto de partida para a criação de um produto completamente novo, e que renova a apresentação do tradicional. Lançado durante a Gala de Encerramento do mês do Romance, em Março, já é um artigo que desperta uma grande procura, e aguça a curiosidade dos noivos, sendo a sua inspiração uma importante temática do romantismo nacional. “Propus a ideia e comecei a trabalhar com as bordadeiras da Aliança Artesanal(...) são elas que bordam o lenço que envolve este bouquet (...) e a partir daí, senti a necessidade de criar uma marca exclusiva para a indústria do casamento”, explica Verónica. O projeto “bridal bouquets” é pioneiro e completamente inovador, e surge para atender às noivas que buscam marcar pela diferença, pelo conceito e, sobretudo, pelo toque delicado e sofisticado que é inerente a cada peça exclusiva.

“Eu não consigo parar de criar, não adianta ir contra” Atualmente, com as duas marcas em mão, Verónica Teixeira tem visto o sonho de empreender tornar real a possibilidade de trabalhar com o que mais gosta. Sem arrependimentos, arregaça as mangas e dedicase à arte de criar e entregar ao cliente arte com cor e identidade. O trabalho tem impresso o seu gosto pela arte tradicional portuguesa, mas torna-se múltiplo nas diversas vertentes temáticas que apresenta. O branco e o brilho estão presentes para as clientes mais clássicas, que são minoria. Verónica soma noivas que apostam muito na cor. O processo de criação abrange muito mais do que técnica e criatividade, levando em conta traços, tons e estilos que são tendência em cada estação. Para a primavera/verão, a artista lança um bouquet com inspiração no bohemiam chic, tema que chega à nova estação com toda a força. Cada trabalho leva uma semana a ser feito, com horas de dedicação exclusiva à cliente. A idealização do produto final é conseguida com a total colaboração da noiva, e é ela quem vai dar o seu cunho pessoal à peça. Aos modelos que a artesã apresenta como base, a noiva pode somar materiais e significados que traduzam as suas expectativas. Rendas, tules, pedras naturais ou peças de bijuteria dão o toque, e o próprio tecido do vestido pode entrar em cena para transformar o produto em peça única e exclusiva. “Há clientes que querem contar um pouco da sua história através do bouquet, e desta forma criamos em conjunto um trabalho que fale muito através dos símbolos”, surpreende Verónica Teixeira. Para a empresária, o feltro é um material extremamente versátil, que não é valorizado como deveria. “Ele pode transformar-se num material nobre, desde que seja bem trabalhado (...) O meu trabalho é mostra disto (...) Envolve delicadeza e criatividade, sem nunca esquecer a sofisticação”, define.

“Quando criei a primeira peça, a partir do meu próprio ramo já seco, não esperava o sucesso que vejo hoje. Comecei a receber o feedback do público, vi e que tinha espaço e uma saída comercial” Existe a ideia de acrescentar jóias verdadeiras aos bouquets, e de expandir o negócio para a área da decoração de eventos. Verónica acredita que o nicho de mercado que escolheu ainda lhe permite crescer e alcançar mais. Para já, o alvo tem sido o mercado nacional, mas expandir horizontes é um caminho inevitável. Para a artesã, “existe muito mercado lá fora”, e o cunho português, dado através dos bordados, cores e recortes com inspiração na cultura portuguesa e na sua herança popular, é uma assinatura que pode ser internacionalizada e ultrapassar fronteiras. Com o crescimento do negócio a passos largos, a empresária mantém a preocupação com a qualidade de cada trabalho. “Para estar garantida, uma encomenda deve ser feita com cerca de três meses de antecedência”, alerta a empresária. “Cada trabalho leva uma semana a ser feito (...) há flores que levam quatro horas na produção (...)são muitas horas de dedicação em exclusivo a cada projeto especial e eu não descuido de nenhum”, enfatiza Verónica Teixeira.

Encomendas e informações em: www.veronicateixeira. pt, ou através das páginas de facebook (lililoop.eu e veronica teixeira.bouquets).

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Na Quinta da Julieta o rústico e o tradicional estão aliados ao moderno quinta da julieta A Quinta da Julieta foi criada há 27 anos e está situada na Vila de Cesar, na parte mais antiga do lugar dos Arcos, no concelho de Oliveira de Azeméis. Numa zona emblematicamente rural, esta quinta encontra-se rodeada de campos e arvoredos. Julieta Lima é a proprietária desta Quinta que se direciona para casamentos, entre outros eventos. Este espaço está repleto de verdura, tornando-o místico e intimista, onde se deslumbra jardins, piscina e lagos, rodeado de arvoredos frondosos, que aliam a modernidade à tradição.

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udo começou a partir de uma paixão. A mãe, Maria Alice, cozinheira de duas casas mais ilustres desta vila, Casa do Monte Julieta Portal e Casa da Herdade de Sr. Abílio Campos, aprendeu e desenvolveu toda a arte da boa cozinha, que transmitiu à sua filha Julieta. Esta Casa oferece um serviço de alta qualidade e requinte de acordo com a tradição da rica cozinha Portuguesa. Tudo é confeccionado sobre a batuta da chefe Carla Lima, que com o seu toque dá brilho a cada prato. Tudo o que fazemos é pensar em si e nos seus convidados. Daí possuímos dois salões com capacidade para 380 pessoas, com climatização. Também poderá desfrutar de momentos de convívio ao ar livre, sempre acompanhados por um requintado coquetel servido pelo nosso stafe de profissionais. Nesta quinta pode ser encontrada uma grande diversidade de pratos, entre os quais se destacam o tamboril mariscado, o arroz de tamboril, o bacalhau à Julieta, o bacalhau mariscado, o bacalhau com migas, o costeletão, o filé mignon, o cabrito assado inteiro, a vitela arouquesa e o lombo recheado. Todas as sobremesas são produzidas artesanalmente, a partir de receitas tradicionais da Casa do Monte e não só, deixadas por sua mãe á filha Julieta. Esta quinta proporciona um ambiente rústico e rural, no qual os noivos podem utilizar o salão, o espaço exterior, a piscina e os cavalos, mas como afirma Julieta, tudo

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depende da logística e do gosto que os noivos solicitem, uma questão de organização, para que num dia especial, tudo seja perfeito. Desde o convite até ao evento está tudo ligado. Segundo Julieta Lima, os noivos devem fazer as reservas, no mínimo, com um ano de antecedência. O processo é tratado com a proprietária que está sempre presente, vê o que é necessário, sugere a ementa mais adequada, que pode sofrer alterações e aconselha os noivos. Durante a preparação do evento é feito um contacto constante com os noivos e são feitas provas de degustação para que o casal perceba quais são os seus pratos de preferência. A Quinta da Julieta fornece diversos serviços desde a animação que é preparada em concordância com os noivos, para que, por exemplo, os músicos toquem músicas que lhes são significativas. Há pessoas especializadas que tomam conta das crianças e dos automóveis. Julieta Lima pretende no futuro enaltecer este espaço, sem esquecer o lado rústico e para isso vão ser criadas zonas de conforto cobertas que vão dar apoio à parte rural da quinta, onde se pode observar várias espécies de animais, de entre os quais se destacam para além dos cavalos, bovinos, caprinos e uma grande diversidade de aves. Esta quinta mais do que adaptar-se ao gosto do casal, é um espaço de calma, agradável, onde predomina o som

dos pássaros e se pode ter, de acordo com Julieta, um dia de sonho, único e inesquecível, no qual as expetativas são superadas sob uma paisagem verdejante. A Quinta da Julieta vai organizar um open day no final de Maio, aberto a todos os interessados em visitar esta quinta com direito a provas de degustação, a anunciar brevemente.


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Para eventos de sonho quinta espírito santo No número 757 da Rua Espírito Santo, em Arcozelo, Vila Nova de Gaia, encontramos um oásis escondido entre um maravilhoso jardim e um pinhal a perder de vista, onde se pode até avistar um ou outro animal selvagem.

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m sítio calmo e discreto, palco perfeito para acontecimentos especiais em comunhão com a natureza. A sala principal dispõe de cerca de 250 lugares, o que permite a realização de grandes eventos como casamentos, baptizados ou aniversários mas as portas desta quinta também se abrem a almoços e jantares diários ou, quando o sol aparece, a lanches e refrescos no jardim, também preparado para receber a rigor. Não é por isso “só” uma quinta de eventos, é também um restaurante e uma sala de estar em boa companhia. É que Pedro Torres e Filomena Gouveia recebem os clientes como se fossem amigos, o seu lema é “Existimos a pensar em si” e, depois de passar algum tempo com eles, percebemos que levam a intenção à letra. Fazem questão de acompanhar e aconselhar os clientes em todas as fases e decisões e sabem que a sua presença e atenção constantes podem fazer a diferença. A preocupação com o bem estar e conforto dos clientes é visível em todos os pormenores, desde a decoração à comida, e foi esta preocupação que os levou também a assumir a confeção de todos os pratos que são servidos na sua casa. “Se conhecermos e dominarmos todos os passos da produção de um evento conseguimos criar uma relação mais próxima com o cliente e atender melhor aos seus desejos”, além disto, “confecionar a comida num espaço próximo à sala garante a qualidade e a frescura quando a refeição chega à mesa”. Aliam os produtos tradicionais portugueses a uma apresentação contemporânea e homenageiam os sabores de cada região, exemplo disto é o menú da Ilha da Madeira composto por bolo do caco, filete de espada com

banana e arroz de berbigão. A ementa está em constante renovação e não esquece ninguém: contempla pratos vegetarianos, menús para crianças ou de dieta. A fama desta cozinha caseira e ambiente familiar mereceulhes o reconhecimento de todos quantos por ali têm o prazer de passar e que por sua vez recomendam aos amigos e familiares e voltam para comemorar outros eventos. Por valorizarem a proximidade com os seus clientes sabem que há dias mais importantes que outros e também nesses querem estar presentes, em dias como o dos namorados ou o Halloween têm sempre surpresas e decoração a preceito, têm ainda Open Days, concertos ou dias de degustação de tapas e vinhos em colaboração com os seus parceiros produtores.

A óptima fase que as cidades do Porto e Gaia atravessam em termos de turismo é o ponto de partida para os planos de futuro da quinta. Têm sentido uma forte adesão de turistas estrangeiros ao seu espaço, muitos que já escolheram celebrar os seus dias especiais em Portugal e que vêm com família e amigos descobrir o que torna a região Norte do país uma das mais acolhedoras e bonitas do mundo. A gastronomia e o vinho são dois dos pontos fortes na imagem que os estrangeiros procuram mas acreditam também que há muitos outros pontos de interesse na margem de Vila Nova de Gaia que devem ser divulgados através de parcerias com as caves e o centro histórico e prometem cumprir o seu papel de excelentes anfitriões.

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A Fénix dos eventos quinta vila verde É enorme, moderna e acolhedora. Renasceu das cinzas após um incêndio, e não parou de surpreender. Com novas paredes erguidas e novo fôlego, renovou as estruturas e encheu de frescor a sua imagem. A Quinta Vila Verde é um nome em destaque no setor dos eventos, que aposta em constante inovação e serviço de topo. Em entrevista, José Maria Rêgo e Priscila Rêgo, apresentam o projeto e o profissionalismo que o fomenta.

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m terreno plano em verde, que há vinte anos ganhou portas para abrir. Pelas mãos de José Maria Rêgo, nasceu a ideia de dinamizar o espaço e criar um novo conceito para o mercado de eventos. Hoje o proprietário trabalha o negócio ao lado dos filhos, Priscila e Daniel, relações públicas e chefe de bar na empresa. Têm por hábito inovar. Todos os anos realizam alterações e investem em melhorias a todos os níveis. A última novidade é a passarela em vidro, montada sobre a piscina, onde podem ser realizadas as cerimónias de casamento pelo civil, ou o corte do bolo. Cenário que marca pela exclusividade e imponência. Outra singularidade é o espetáculo de luz que é realizado no espaço exterior, onde o verde ganha vida na noite, e reflete um arco íris de cores a laser. O cliente da quinta vila verde é aquele que busca a beleza dos espaços naturais, a frescura de uma arquitetura moderna, e o toque da tradição. Os pontos fortes fazem o nome Vila Verde ecoar. Com uma dinâmica de animação única na região, a quinta é reconhecida pelo entretenimento que oferece. O catering próprio garante a qualidade, que fica refletida na confecção de uma cozinha que trabalha em exclusivo para cada momento. Trabalho feito in loco. Todo o tipo de evento pode ser trabalhado pela

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empresa, e o setor empresarial surge em peso durante o final de ano. Todo o planeamento pode ser tratado diretamente com a equipa, que para além do seu vasto leque de ofertas, apresenta ainda uma rede de parcerias. Decoração, música, efeitos de audiovisual, carros, limousine e até helicóptero, para além de reportagem de fotografia e vídeo, podem ser marcados com nomes de referência em cada setor. O cliente consegue centralizar todo e qualquer tipo de serviço, facilitando a organização das tarefas. A estrutura é enorme, e reservada sobretudo para os eventos. A especialidade vem lá de trás, tempo em que ainda pouco se falava dos rodízios de carnes em Portugal. A composição conta com dois salões completamente independentes, com capacidade para até 300 pessoas, com piscina e lago, espaços verdes, parques e cozinhas. Ainda somam ao complexo uma court de ténis, um campo de futebol, um heliporto e duas suítes para alojamento. Durante a semana, o restaurante convida o público em geral, e serve de cartão de visitas para o empreendimento. Com 16 hectares por explorar, o futuro guarda planos para um projeto de turismo, com a criação de bungalows numa zona verde junto ao rio. Sempre a inovar em conceitos, a quinta quer criar uma estrutura exterior, inserida num parque natural, para eventos ao ar livre.

O perfil da fénix “Toda a quinta tem um ambiente familiar, espírito que faz parte da gestão e do trabalho dos funcionários, e isto se sente (...) Somos uma quinta acolhedora, com um grande serviço, uma grande animação, boa comida e bonitos espaços”, explica Priscila, ao definir o perfil da empresa. A relações públicas acredita que hoje é preciso valorizar cada pormenor com uma atenção diferenciada, tornando cada convidado especial. “Hoje é tudo muito mais cuidado. O toque pessoal é a chave de cada evento”, enfatiza. O incêndio foi uma oportunidade de crescer, mudar conceitos e criar uma nova identidade. O que ficou de antes foram as raízes, e é com base nelas que a Quinta Vila Verde continua a crescer. Hoje, a arquitetura reflete um ressurgir marcado pela modernidade. Literalmente renascida das cinzas, a empresa é uma privilegiada no setor, e já conta com marcações para 2017. Não restam dúvidas sobre o futuro a apontar. Para o criador do projeto, José Maria Rêgo, o amanhã passa pelo constante investimento. Pela criação de novos espaços e propostas, e pela recriação contínua das instalações existentes. Novos conceitos borbulham para esta empresa, e tradição é a única palavra que se repete. Além disto, apenas o novo tem lugar.


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Revista Business Portugal | Abril '15  
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