Aqui é Fresco #12

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Diretor: JoĂŁo Vieira Lopes Periodicidade: Semestral

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Editorial

UMA CONVENÇÃO QUE FEZ HISTÓRIA

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crise que vivemos, desde março, provocada pela pandemia de Covid-19, produziu profundas alterações no funcionamento das empresas, em muitas áreas de negócio e na própria vida dos portugueses. Foi um fenómeno completamente imprevisto e as suas consequências em Portugal, na Europa e no mundo vão ser longas, mesmo que, durante o próximo ano, seja encontrada uma vacina eficaz. O comércio alimentar, ramo em que se desenvolve a nossa atividade, foi dos que menos foi atingido, na medida em que satisfaz algumas das principais necessidades básicas dos consumidores. Teve mesmo, em certos períodos, uma variação positiva em relação a anos anteriores, em particular, as lojas de proximidade que constituem o universo dos aderentes do Aqui é Fresco. Contudo, por vezes, na maioria dos casos injustamente, é considerado como um sector comercial com atividade demasiado conservadora e pouco ambiciosa. Foi, por isso, muito importante, num período como este, termos demonstrado que sabemos responder às situações mais inesperadas com audácia e capacidade para atuarmos como um segmento moderno do comércio em Portugal. Não deixámos, assim, de realizar a X Convenção Aqui é Fresco, que, em anos anteriores, decorreu num grande pavilhão envolvendo cerca de 1.500 participantes, entre comerciantes, cash & carries e fornecedores. Assim, fomos a primeira rede a fazê-

-lo num formato virtual, com mais de sete dezenas de stands da indústria, perto de duas mil referências em promoção e os 750 comerciantes da rede a fazerem as suas encomendas eletronicamente, aos grossistas com que preferencialmente trabalham. Foi um êxito comercial e um motivo de orgulho para todos nós, com a colaboração empenhada de todos, comerciantes, equipas comerciais da indústria, das empresas acionistas da Sociedade Aqui é Fresco e, ainda, da UniMark/Aqui é Fresco. No entanto, o mundo não para e novos desafios se avizinham. A crise económica profunda que está a provocar uma quebra no poder de compra de muitos portugueses e o aumento do desemprego, cuja duração não se consegue prever, vão dificultar a nossa atividade futura. Para responder a esse desafio, teremos de ser cada vez mais ambiciosos e dinâmicos: • Dar confiança aos consumidores, cumprindo as regras de saúde pública nas lojas e, sempre que possível, melhorando a sua apresentação e ambiente; • Adaptar, sempre que necessário, a gama de produtos, tendo em conta os novos clientes e aqueles que nos voltaram a procurar pela facilidade e proximidade; • Melhorar o serviço e a informação, aproveitando as potencialidades do digital, desde a criação de sites, envio

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de promoções por SMS, aceitação de encomendas por e-mail até às entregas ao domicílio; • Promover a identificação das lojas como “Aqui é Fresco”, de modo a que a rede possa intensificar, com eficácia, a sua comunicação ao consumidor nas redes sociais, imprensa e televisão. Estou certo de que seremos capazes de o fazer. Vamos preparar o ano de 2021 com ambição. João Vieira Lopes diretor geral da UniMark; presidente da ADIPA (Associação dos Distribuidores de Produtos Alimentares)


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Índice

MAIS PERTO DE SI, COM O NOVO SITE AQUI É FRESCO

08 REDES SOCIAIS: PROXIMIDADE A CADA CLIQUE

14 CARTÃO DE FIDELIZAÇÃO, FERRAMENTA PRÁTICA DE NEGÓCIO

20 X CONVENÇÃO AQUI É FRESCO: NO DIGITAL COMO EM MEIO FÍSICO

44 PORTUGUESES OPTAM PELO COMÉRCIO DE PROXIMIDADE REVISTA AQUI É FRESCO

ficha técnica

DEPÓSITO LEGAL N.º : 396902/15 N.º DE INSCRIÇÃO NA ERC: 126837 PERIODICIDADE: Semestral PROPRIEDADE: Aqui é Fresco - Sociedade de Desenvolvimento Retalhista, S.A.

NIPC: 514 282 770 SIGA-NOS:

DIRETOR

SEDE DE REDAÇÃO

João Vieira Lopes

Av. D. João II, N.º 35 – 9.º C Edifício Infante – Parque das Nações 1990-083 Lisboa

DIRETOR ADJUNTO Carla Esteves

TELEFONE: 219 533 860

EDITOR Bruno Farias

WEBSITE: www.aquiefresco.com E-MAIL: geral@unimark.pt

Av. D. João II, N.º 35 – 9.º C Edifício Infante – Parque das Nações 1990-083 Lisboa

TIRAGEM: 4,5 mil exemplares

ESTATUTO EDITORIAL DISPONÍVEL EM: http://aquiefresco.com/ estatuto-editorial/

MORADA: Estrada de S. Marcos 27, São Marcos 2735-521 Agualva-Cacém

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IMPRESSÃO: Lisgráfica - Impressão e Artes Gráficas, S. A

ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Malaquias - Distribuição Alimentar, Lda Vogal: M.Cunha & Ca, S.A. Vogal: Pereira & Santos, S.A. Vogal: Marabuto - Prod. Alimentares, S.A. Vogal: Amaral & Filhos – Distribuição, S.A.

ACIONISTAS COM 5% OU MAIS % DO CAPITAL DO AQUI É FRESCO, SA: Amaral & Filhos - Distribuição S.A. - 12,1% M Cunha & Ca. S.A. - 12,1% Malaquias - Distribuição Alimentar, Lda - 12,1% Marabuto - Prod. Alimentares, S.A. - 12,1% Pereira & Santos, S.A. - 12,1% Soprei CRL - 12,1%


46 LARGO DO CHICO

50 SUPER FREIXIANDA

54 SUPERMERCADO CRUZ

58 ZONA NORTE SUPERMERCADOS

62 ÉPOCA SURPRESA

66 JOÃO TORRES, SECRETÁRIO DE ESTADO DO COMÉRCIO, SERVIÇOS E DEFESA DO CONSUMIDOR 5


TEXTO BRUNO FARIAS | FOTOS D.R.

Aqui é Fresco

MAIS PERTO DE SI, COM O NOVO SITE AQUI É FRESCO Desde sempre que a Sociedade Aqui é Fresco coloca à disposição de todos um website com informação relevante acerca de quem é, do que faz e, sobretudo, para onde quer ir. A pensar na correta informação de todos os aderentes, associados e fornecedoresparceiro, e no auge da pandemia, a rede deu a conhecer o seu novo website corporativo, para que fosse possível estar, ainda mais, perto de si. 6


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des descontos, fazendo cair por terra o conceito errado de que apenas está ao alcance das grandes superfícies comerciais”, comenta Carla Esteves, diretora executiva da Sociedade Aqui é Fresco.

o Aqui é Fresco trabalha-se para o sucesso do seu negócio, tendo sempre em mente o objetivo de inovar e oferecer, a cada circunstância, o melhor serviço. E por acreditar no poder da imagem, aliando, sempre, a informação fidedigna e pertinente para o negócio de todos aqueles que fazem parte da Sociedade Aqui é Fresco, a rede apresentou ao mercado a nova página digital corporativa. Uma aposta realizada de modo a procurar fazer a diferença na vida de presentes e futuros clientes, ao disponibilizar a informação mais recente sobre a rede, potenciando, assim, não só o interesse de quem visita o site, ao percorrer todos os seus conteúdos, como também esclarecer, e informar, todos aqueles que procurem aderir à maior rede de comércio de proximidade de Portugal. “Uma das nossas muitas preocupações foi criar um site de valor acrescentado, com uma navegação fluida, conteúdos ordenados e intuitivos. Tivemos a preocupação de destacar o que, de facto, é importante, convidando quem nos visita a ‘mergulhar’ e deixar que descubram tudo aquilo que temos para oferecer. Diariamente, publicamos receitas que refrescam os nossos dias de verão, ou nos aconchegam nos longos e frios dias de inverno. Também os nossos folhetos quinzenais se encontram aqui disponíveis, com promoções irrecusáveis. Aqui, quem nos visita tem a possibilidade de constatar que o pequeno comércio também consegue praticar gran-

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23/10/2020

NOTÍCIAS EM DESTAQUE As notícias são, também, motivo de natural destaque neste novo website. Desde a publicação de edições anteriores da revista semestral da rede Aqui é Fresco até à presente data, são dadas diferentes perspetivas acerca de temas atuais e relacionados com o retalho. A localização e identificação de todos os aderentes da rede está, igualmente, mais intuitiva e facilitada. Para tal, basta identificar a região que pretende e, automaticamente, o mapa identifica as lojas à sua disposição onde, com um simples clique, pode aceder à informação completa de cada uma delas e fazer as melhores compras, ao melhor preço. Também a marca própria UP está em destaque. Com uma oferta de produtos cada vez mais abrangente e de qualidade, que vai desde a mercearia doce e salgada, aos congelados, produtos de limpeza e bebidas, sem esquecer os animais de estimação, e muito mais, a marca a UP oferece qualidade ao melhor preço, razão pela qual está cada vez mais presente na casa dos portugueses. Não deixe, pois, de nos contactar, seja qual for o motivo. Estamos aqui por si e para si. No meio digital, ou físico, somos a rede de proximidade de confiança.

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Azeite Oliveira da Serra

O que é especial está sempre connosco

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Redes Sociais

PROXIMIDADE A CADA CLIQUE No sentido de criar mais proximidade com todo o universo Aqui é Fresco, aumentar o conhecimento sobre a marca e atrair novos clientes, a Sociedade Aqui é Fresco decidiu apostar, ainda mais, na sua presença digital nas redes sociais Facebook, Instagram, LinkedIn e YouTube. Aposta esta que é complementada com o renovado website. TEXTO CARINA RODRIGUES | FOTOS D.R.

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consulta e o uso de redes sociais era já uma rotina diária entre os muitos consumidores que a pandemia apenas veio agudizar. No início de julho, 3,96 mil milhões de pessoas estavam presentes em alguma plataforma de social media, mais de 10% desde o ano passado. Isto significa que, pela primeira vez, mais de metade da população mundial tem conta numa rede social, de acordo com o “Digital 2020 July Global Statshot”. O relatório, elaborado pela We Are Social, em parceria com o Hootsuite, confirma, de facto, que os confinamentos relacionados com a Covid-19 poderão ter desempenhado um papel importante nesta adoção. Segundo os dados, um milhão de pessoas começou a usar as redes sociais, pela primeira vez, a cada dia dos últimos 12 meses, o mesmo que dizer cerca de 12 novas pessoas a cada segundo. A utilização de Internet, no geral, também tem vindo a subir, abrangendo, agora, mais 346 milhões de pessoas. No total, 4,57

mil milhões de pessoas de todo o planeta usa a Internet, atualmente, ou seja, perto de 60% da população. Claro está que os portugueses não são exceção e são, também, cada vez mais aqueles que têm uma conta numa destas plataformas. E é interessante notar que 51,6% dos utilizadores de redes sociais seguem marcas ou empresas, de acordo com o estudo “Os Portugueses e as Redes Sociais” da Marktest. O desejo de estarem informados e atualizados sobre as novidades dessas marcas e empresas (24,5%) e o facto de se gostar da marca (22,4%) são as razões mais invocadas para as seguirem.

PEGADA CADA VEZ MAIS DIGITAL Atento a estas tendências, o Aqui é Fresco tem vindo a apostar no reforço da sua pegada digital. Como tal, está presente no Facebook, a maior rede social do mundo, o que lhe que permite chegar, rapidamente, ao seu público-alvo, mas também atingir o PUB

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consumidor final de forma bastante ampla, reforçando a notoriedade da sua insígnia. Por estes motivos, esta plataforma é encarada não como um simples “ponto de encontro”, mas, sim, como uma oportunidade de chegar a novos clientes e consolidar a relação estabelecida com os já existentes. Diariamente, são publicados conteúdos relevantes para a sua atividade, partilhando com todos um conjunto alargado de novidades, curiosidades, receitas e sugestões para uma vida mais equilibrada, entre outros aspetos. A dinâmica de abertura de novas lojas ou das remodelações realizadas são outros dos conteúdos veiculados, com esta divulgação a contribuir para a promoção do negócio destes aderentes, gerando a tão desejada interação com toda a comunidade de seguidores. Os folhetos quinzenais da rede são, igualmente, partilhados nesta rede social, de modo que os seguidores têm, assim, ao seu dispor mais uma possibilidade de ficarem a conhecer a oferta alargada de produtos, aos melhores preços, com descontos diretos que podem chegar aos 60% e que demonstram toda a competitividade da rede Aqui é Fresco. SUSTENTABILIDADE Promover a alimentação e hábitos saudáveis faz, também, parte das preocupações da rede. O lançamento de uma gama diversificada de produ-

tos nutricionalmente equilibrados, bem como a melhoria nutricional de tantos outros levou a uma redução substancial do consumo de açúcar, sal e gorduras saturadas. Este tema, tal como o da sustentabilidade, não foi esquecido nas redes sociais, com o compromisso do Aqui é Fresco em reduzir e, até, se possível, eliminar totalmente a utilização de materiais de plástico de origem fóssil, substituindo-os por embalagens reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis. Esta realidade é dada, naturalmente, a conhecer através das diferentes redes sociais onde a marca se faz representar. “Tudo isto fazemos questão de promover e partilhar com todos aqueles que fazem parte da nossa rede de contactos e com os quais temos o prazer de trabalhar. Em parceria com a Sociedade Ponto Verde, trabalhámos

A PRESENÇA NAS REDES SOCIAIS PERMITE AO AQUI É FRESCO DAR A CONHECER A UM MAIOR NÚMERO DE PESSOAS AS MAISVALIAS DA REDE 10

para incentivar a reciclagem e contribuir para uma maior informação ao cliente, incentivando a correta identificação dos produtos e o ecoponto a que cada embalagem se destina. Em breve, iremos, ainda, associar-nos a uma outra instituição, com o intuito de reduzir o desperdício alimentar e, assim, contribuir para um planeta melhor. Se pensarmos que um terço de toda a comida produzida é desperdiçada, não podemos ficar de braços cruzados. Porque acreditamos na mudança e queremos fazer parte dela, a Sociedade Aqui É Fresco irá, em breve, dar notícias, convidando todos os interessados a unirem-se a nós nesta causa, com o intuito único de ajudar a diminuir a pegada ecológica no nosso planeta, com benefícios partilhados, por todos nós e o meio ambiente. A informação, nos dias de hoje, circula a uma velocidade alucinante, pelo que era incontornável a necessidade de reforçarmos a nossa presença digital”, comenta Carla Esteves, diretora executiva da Sociedade Aqui é Fresco. INSTAGRAM Por outro lado, mais focado no aspeto visual da comunicação, e porque o Aqui é Fresco se orgulha da sua imagem, apostou na divulgação por intermédio do Instagram. “Acreditamos no poder da nossa imagem e em todos aqueles que connosco colaboram, por isso, ao partilhar imagens e breves vídeos, estabelecemos um compromisso com o nosso ‘público’, possibilitando a


todos tomar conhecimento dos nossos produtos e destacar as suas potencialidades e diferenças. Queremos divulgar a marca, sim, mas pretendemos, acima de tudo, gerar envolvimento com todos os nossos aderentes, de forma a alertá-los para a importância deste canal nos negócios da sua empresa”, reforça a responsável. Por último, mas não menos importante, também o YouTube faz parte do quotidiano da rede. Canal dedicado ao vídeo que permite divulgar e partilhar, com todos aqueles que fazem parte desta grande família, o trabalho que vai sendo desenvolvido, nomeadamente, os grandes eventos que são promovidos, como foi o caso recente da X Convenção, a primeira em formato digital do comércio de proximidade. Com o vídeo produzido, foi possível partilhar com toda a rede de seguidores nas distintas redes sociais um pouco dos bastidores desta grande concretização,

envolvendo, assim, aqueles que, não contribuindo diretamente para a convenção, foram, sem dúvida alguma, a razão da sua realização. Razões mais do que suficientes para a rede Aqui é Fresco desafiar todos os clientes e parceiros a usufruir da dinâmica que estabeleceu nestes canais. “Aproveitando o que de melhor esta

parceria tem para oferecer, iremos, certamente, aumentar a visibilidade da marca, que tanto nos orgulha, atrair novos consumidores, fidelizar os que já a conhecem e, ainda, permitir a todos acompanhar as novidades e as variadíssimas promoções que lançamos. Esteja, pois, presente e a usufruir de todos os benefícios que as várias plataformas digitais colocam ao nosso dispor”, conclui Carla Esteves. Maior visibilidade da marca, aumento considerável no tráfego no site, possibilidade de promover as ofertas/ promoções, facilidade em manter o contacto e relações comerciais, mesmo que à distância de centenas de quilómetros, uma mais fácil relação, também, com quem está mais perto, interação em tempo real… Um sem número de vantagens que esta aposta no digital permite colher, tanto mais no atual contexto vivido. É a tecnologia a aproximar o que a pandemia afastou. PUB

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Publireportagem

A SUSTENTABILIDADE COMO MEIO DE NEGÓCIO DA DANONE

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mercado e o consumidor evoluíram drasticamente, ao longo destes últimos 30 anos, mas o posicionamento da Danone, enquanto empresa que, por um lado, tem um compromisso de negócio e, por outro, assume responsabilidades sociais para com a comunidade onde se insere, permanece inalterado. Este duplo compromisso é, de resto, uma postura que a Danone adota a nível global, desde a década de 70, e que, talvez, nunca antes como

agora, tenha feito tanto sentido. Para um consumidor cada vez mais informado e interessado, a sustentabilidade não é mais algo acessório ou secundário e tem de ser assumida pelas empresas e marcas como base estratégica do seu próprio negócio. Por outras palavras, a sustentabilidade tem de fazer parte do próprio ADN da companhia e traduzir-se em tudo o que a companhia faz. Na Danone Portugal, é assim há 30 anos. A sustentabilidade está no seu código genético e

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traduz-se em todos os seus projetos, lançamentos, comunicações e iniciativas. Hoje, não há uma única ação que na Danone Portugal seja executada sem ter por base três alicerces fundamentais: o consumidor, o ambiente e a comunidade. PARA O CONSUMIDOR Com a missão de “levar saúde através da alimentação ao maior número de pessoas possível”, a Danone tem o propósito primordial de alimentar a


população, levando até ela alimentos saudáveis, todos os dias. Não se trata apenas de disponibilizar produto, trata-se, sim, de levar nutrição a todos, em todas as fases da vida e em todos os momentos, mesmo nos mais difíceis, como o que vivemos atualmente. O iogurte e o leite fermentado são, por natureza, alimentos saudáveis, nutricionalmente ricos e que têm lugar numa alimentação diária, variada e equilibrada. Dos iogurtes básicos de todos os dias, a variedades magras e ricas em proteínas (como Corpos Danone e Yopro), passando por produtos com benefícios de saúde adicionais (como Actimel, com vitaminas e minerais para as defesas, Activia, com probióticos para a saúde digestiva, e Danacol, para reduzir o colesterol) ou, ainda, por indulgentes iogurtes Gregos, para verdadeiros momentos de prazer (como Oikos), a Danone possui uma oferta alargada que se adapta a todos os tipos de consumidor e necessidades. PARA O AMBIENTE O compromisso das empresas para com o meio ambiente é, hoje em dia, de inegável urgência. Os consumidores estão, mais do que nunca, cientes da importância de alterarmos hábitos de consumo, de reduzir, reutilizar e reciclar, de minimizar a pegada ambiental e de lutarmos por um Mundo melhor para as gerações vindouras. A Danone possui, a nível global, uma forte estratégia de preservação do meio ambiente e dos recursos naturais, com particular enfâse na adoção de processos de agricultura regenerativa, preservação da água, neutralidade das emissões de carbono e economia circular dos materiais de embalagem. Em Portugal, não é diferente e um bom exemplo da luta da Danone para a redução da pegada ambiental foi a recente retirada das tampas de plástico da generalidade dos seus produtos líquidos. São menos 145 milhões de tampas que, anualmente, entram no mercado, o que representa menos 200 mil quilogramas de plástico, todos os anos. Esta ação de remoção das tampas, aliada a outras iniciativas passadas de redução de plástico, faz com que, hoje, os iogurtes líquidos da Danone tenham, em média, menos 25% de plástico face a produtos similares

concorrentes. Naturalmente que, quando se fala de ambiente, fala-se muito de plástico, mas as iniciativas ambientais não se fazem exclusivamente de redução de materiais de embalagem. Também o desperdício alimentar, por exemplo,

gera preocupação; estima-se que, a nível global, cerca de um terço de todos os alimentos produzidos acaba por ser desperdiçado, alimentos esses responsáveis por 8% a 10% das emissões de gases com efeito de estufa. Não indiferente a esta problemática, a Danone Portugal atua sob três eixos de combate ao desperdício alimentar: i) através da otimização dos seus próprios processos internos, estimando, de forma tão rigorosa quanto possível, a procura de clientes e consumidores e ajustando as suas produções em conformidade; ii) procurando com parceiros (como a Too Good To Go, onde já está presente em Lisboa e no Porto) forma de disponibilizar aos consumidores produtos que se aproximam da data de validade, mas que estão perfeitamente aptos para serem consumidos, e a um preço reduzido; iii) associando-se a entidades como o

NUTRISCORE

Banco Alimentar ou a Refood, a quem doa milhares de iogurtes todas as semanas. PARA A COMUNIDADE Hoje, deparamo-nos com uma difícil realidade socioeconómica e com uma enorme crise financeira e sanitária. O papel empreendedor das empresas e a sua mobilização em prol da comunidade e economia nacional é, por isso, essencial. E, mais uma vez, não necessariamente com dinâmicas isoladas, colaterais ou suplementares ao negócio, mas, sim, com iniciativas que são o próprio negócio. Um exemplo perfeito deste posicionamento foi o lançamento da gama de produtos Danone “Juntos”, uma família de iogurtes líquidos produzidos em Portugal (como forma de estimular a economia nacional), de excelente perfil nutricional (com classificação Nutriscore A – a melhor de uma escala de A a E e com uma cor de verde a vermelho, que ajuda o consumidor a compreender que opções alimentares deve preferir) e com uma forte iniciativa de responsabilidade social por detrás (por cada pack de Danone “Juntos” vendido, a Danone doa um iogurte a famílias carenciadas através da Rede de Emergência Alimentar). Cada vez que adquirimos um alimento, estamos a votar no mundo que queremos e, por isso, não há outra forma senão ter a sustentabilidade como modelo de negócio. Este é o posicionamento das empresas do e com futuro. Este é, há 30 anos, o posicionamento da Danone Portugal, que usa o seu negócio como uma força para o bem e com um impacto positivo em todo o ecossistema.

Perante a necessidade de melhor informar o consumidor sobre as escolhas alimentares que faz e a importância de incentivá-lo, tanto quanto possível, a escolher opções mais saudáveis, têm-se popularizado esquemas nutricionais, que são colocados nas embalagens dos alimentos com o objetivo de mostrar, de forma prática e rápida, a qualidade nutricional do produto. Um dos esquemas nutricionais existentes é o Nutriscore (NS). O NS é um esquema nutricional que se traduz num selo com uma escala de cores (de verde a vermelho) e com uma letra (de A a E). Quanto mais à esquerda da escala estiver a classificação de um alimento, mais interessante é o seu perfil nutricional. O Nutriscore é um esquema nutricional particularmente interessante porque: i) pondera, a nível nutricional, as qualidades (proteínas, fibra, fruta/vegetais) e defeitos (energia, gordura, açúcar) do alimento (não se limitando, ao contrário de outros, a penalizar os aspetos negativos); ii) atribui a classificação por 100 gramas de produto e não por porção (o que possibilita uma melhor e mais justa comparação entre alimentos); iii) está assente numa sólida base científica; e iv) é um esquema muito bem compreendido pelo consumidor.

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Cartão de Fidelização

FERRAMENTA PRÁTICA DE NEGÓCIO O Aqui é Fresco avança para a criação do seu primeiro cartão de fidelização. Uma ferramenta prática de negócio, que vai trazer diversas vantagens a todos os seus utilizadores, apresentando-se, ainda, como mais um elemento diferenciador e de competitividade da rede. TEXTO CARINA RODRIGUES | FOTOS D.R.

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mente fidelizar os clientes, como também conhecê-los, de forma a personalizar a sua experiência de compra. De facto, sempre que um destes cartões sai da carteira do consumidor, são registados dados preciosos que permitem traçar o seu perfil de consumo. Num ambiente concorrencial cada vez mais competitivo, esta informação é de extrema importância para as lojas que, assim, conseguem adequar a sua oferta à medida de cada cliente e elevar o seu nível de serviço.

CARTÃO AQUI É FRESCO

O

s cartões de fidelização são instrumentos de marketing que se têm mostrado eficazes na hora de cativar os clientes, ao permitir-lhes o acesso a descontos e a condições promocionais praticamente à sua medida. Como tal, são cada vez mais os portugueses que aderem e apreciam estas ferramentas, conforme comprova o

estudo Target Group Index (TGI) da Marktest, realizado em 2019: 84,5% dos portugueses tem um cartão de fidelização. Vantajosas para os consumidores, que assim têm acesso a campanhas especiais e exclusivas, estas soluções apresentam também benefícios importantes para as lojas, que, deste modo, não só conseguem mais facil-

Ora, sendo o comércio de proximidade sinónimo, precisamente, de serviço e atendimento personalizado, a Sociedade Aqui é Fresco não poderia ficar alheada destas soluções que recrutam cada vez mais consumidores portugueses. E, de facto, não ficou. Atento a todas estas tendências, o Aqui é Fresco irá lançar o seu próprio cartão de fidelização, oferecendo, então, aos seus aderentes mais uma importante ferramenta de dinâmica comercial, permitindo-lhes posicioPUB

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mocionais exclusivas são algumas das vantagens oferecidas aos clientes 25% ,99 ,99 portadores do cartão de fidelização 5,99 25% Aqui é Fresco. Como sublinha Carla ,495,99 9 ,4 Esteves, diretora executiva da Sociedade Aqui é Fresco, “o cartão de fidelização configura uma forma de dizer ao consumidor que vale a pena criar um vínculo, ser fiel e comprar sempre aqui, em vez de procurar novas alternativas”. Mas também a loja colhe mais-valias desta importante ferramenta, cujo objetivo é reforçar a relação de proximidade e de confiança com o cliente. periência de compra é melhorada e Desde logo, e como o próprio nome personalizada com um novo nível de indica, falamos de fidelização, pelo detalhe, derivado do maior conheque a loja pode, assim, fidelizar, ainda cimento obtido quanto aos seus hámais, o cliente ao seu negócio, o que bitos de consumo. Se, hoje, uma das é possível uma vez que toda a sua exo Polvo p/ Kg 12,4 preç

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dose preço p/ 0,11€

PROPOSTA DE ADESÃO Para poderem aderir ao programa de fidelização e beneficiar de todas as suas vantagens, os aderentes Aqui é Fresco devem cumprir apenas alguns requisitos, nomeadamente, estarem conectados via EDI ao seu grossista, disponibilizando os dados de compra dos seus clientes, apenas nome e telemóvel, nada mais, diretamente via POS. Também o operador, sempre que regista uma compra, deverá questionar


o cliente se já possui o cartão para, em caso negativo, poder fidelizá-lo, de imediato e, assim, usufruir de todas as vantagens inerentes. Todos os clientes terão acesso ao micro site dedicado ao cartão, podendo, deste modo, editar os seus dados de registo, visualizar os seus movimentos e as campanhas disponíveis ou, até mesmo, eliminar o registo, com total controlo sobre o mesmo. Outro dos requisitos que os aderentes deverão satisfazer é a compatibilidade do sistema informático. A maioria dos utiliza o Sage 50 Cloud, mas outros sistemas poderão, igualmente, ser integrados, no sentido de possibilitar, ao maior número possível de aderentes, a sua adesão. Recorde-se que, desde 2012, a Autoridade Tributária obriga todas as empresas à transmissão eletrónica de dados (ficheiro SAFT), pelo que, atualmente, qualquer estabelecimento comercial possui um software informático, devendo apenas, em caso de necessidade, adequar o existente. Todos os clientes aderentes a este sis-

A SIMPLICIDADE DE CRIAÇÃO DO CARTÃO DE FIDELIZAÇÃO E O MÍNIMO DE DADOS PESSOAIS SOLICITADOS SÃO ASPETOS FAVORÁVEIS DO CARTÃO AQUI É FRESCO tema de fidelização serão integrados numa plataforma de comunicação da rede. Assim, e sempre que existir uma compra, os dados são imediatamente atualizados na referida plataforma,

com a data e valor da última compra, pontos ganhos, acumulado de pontos existentes, validade dos mesmos, identificação da loja onde ocorreu a última compra, sendo o cliente devidamente informado. Qualquer cliente pode fazer parte do programa de fidelização. Para tal, e como já referido, terá apenas de aceitar os requisitos, indicando simplesmente o nome e contacto telefónico. CAMPANHAS É objetivo da Sociedade Aqui é Fresco dinamizar e criar várias campanhas de fidelização, no sentido de motivar a adesão ao cartão de fidelização. As opções são múltiplas, desde a acumulação de valor para utilização em compras futuras, a ações de desconto direto ou de "cross-selling", passando, ainda, pela acumulação e resgate de pontos em troca de brindes. As ofertas resultantes destas campanhas serão compensadas ao aderente (loja) pelo respetivo cash (associado) a que pertence, após a validação por parte da Sociedade Aqui é Fresco. PUB

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Um acentuado crescimento na procura de Refeições Prontas levou a Pascoal a ampliar a sua gama de forma a responder às necessidades dos seus clientes. Com uma vasta panóplia de Tem-se assistido a um grande esforço das

fornecendo-lhe opções alimentares variadas

e familiar, com os pais a procurar estar

rotinas diárias. A inovação é fundamental para fazer face às exigências dos consumidores atuais, que procuram marcas com ofertas variadas e que lhes devolvam o poder de escolha, ao invés de os limitar. Com isto presente, a Pascoal tem vindo a

intuito de facilitar as rotinas diárias, têm surgido diversas inovações, libertando os consumidores e fornecendo-lhes mais tempo para se dedicarem a outras atividades. A Pascoal, com uma vasta experiência na entrega de soluções alimentares

soluções alimentares, incorporando os novos interesses alimentares dos consumidores e respondendo às suas exigências dietéticas. A Pascoal, lança agora duas novas Refeições Prontas de carne: as Almôndegas de Carne (em molho com Ervilhas e Cenouras) e o Caril de Frango com Ananás, ambos acompanhados de arroz branco. Apresenta também a sua gama vegetariana, com as Pataniscas de Couve-Flor e a Sopa e Creme de Legumes, complementando a oferta com a Sopa de Peixe e o Caldo Verde com Chouriço.

Prontas, tem vindo a acompanhar esta tendência, respondendo às necessidades das familias modernas com o desenvolvimento de produtos diferenciados e de elevada qualidade. Com muitos portugueses em teletrabalho, a linha que separa a família do trabalho tende a atenuar-se. A libertação de tarefas domésticas converte-se numa exigência mais veemente, com as refeições prontas a contribuir para descomplicar a vida ao consumidor,

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As Sopas vêm complementar a gama de Refeições Prontas Pascoal Reconhecendo a importância da sopa no plano alimentar dos seus consumidores, a Pascoal oferece um conjunto de sopas que vêm complementar a sua oferta de Refeições Prontas: as tradicionais Sopa de Peixe e Caldo Verde com Chouriço e a Sopa e Creme de Legumes como opções vegetarianas. A situação pandémica em que vivemos, levou a um acentuado aumento na procura por refeições prontas, que se apresentam como uma alternativa aos restaurantes. De forma a preservar a sua segurança e dos seus familiares, o consumidor aproximou-se do comércio tradicional, preferindo adquirir os seus produtos perto de casa, evitando deslocar-se às grandes superfícies comerciais. O consumidor atual, que convive com a incerteza destes tempos, prefere os produtos congelados aos frescos, em virtude da sua longa durabilidade. A existência de opções variadas nas gamas de refeições prontas congeladas é altamente valorizada, por isso diferenciar torna-se a palavra de ordem

Com os portugueses a optar cada vez mais por intercalar refeições de carne ou peixe com pratos exclusivamente vegetarianos, torna-se claro que a existência destes produtos nas lojas delização de clientes. De forma a preservar a sua segurança e dos seus familiares, o consumidor aproximou-se do comércio tradicional, preferindo adquirir os seus produtos perto de casa(...). A vasta oferta de Refeições Prontas Congeladas Pascoal permite ao consumidor optar por produtos de elevada qualidade, com potencial de agradar a todo o agregado familiar e que

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A variedade como clientes Uma ampla variedade de Refeições Prontas Congeladas disponíveis nas prateleiras, poderá ser um dos fatores-chave para que o comércio tradicional mantenha um elevado numero de clientes mesmo após a pandemia.

Refeições Prontas Pascoal em formato familiar e unidose Disponíveis em formato unidose e familiar, as Refeições Prontas Pascoal adequam-se tanto a consumidores individuais como a famílias. Com as vastas opções disponíveis, com pratos de bacalhau, carne e também a novíssima gama vegetariana, a Pascoal facilita a escolha aos consumidores, permitindo-lhes adquirir refeições


TEXTO BRUNO FARIAS | FOTOS D.R.

X Convenção Aqui é Fresco

NO DIGITAL COMO EM MEIO FÍSICO “Fidelização: a chave para o sucesso”. Foi este o tema central de mais uma edição da convenção Aqui é Fresco, que nem no ano em que a Covid-19 alterou o modo de viver, como o conhecíamos até aqui, deixou de promover a sua reunião magna anual. Realizada em formato digital, devido ao contexto vivido, onde replicou os mesmos atributos que distinguem a maior manifestação do comércio de proximidade de Portugal: bons negócios, ofertas diversificadas, proximidade e interação. Tudo isto esteve presente na primeira convenção digital do retalho nacional e da história da rede Aqui é Fresco.

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inguém duvidará, ao dia de hoje, que o contexto vivido não só é bastante inesperado, como criou desafios diferentes e relevantes para o comércio de proximidade alimentar e para o comércio a retalho, de forma geral. Razão pela qual o Aqui é Fresco trouxe até à esfera digital a sua convenção anual, este ano, acessível a todos os aderentes da rede via computador

de secretária, portátil, telemóvel ou tablet. Com ligação à Internet, todos estes dispositivos uniram a família Aqui é Fresco, que, uma vez mais, disse “presente” ao desafio inovador trazido pela rede. Na impossibilidade de promover, em formato físico, uma convenção ao nível do que já habituou todos, houve que demonstrar, uma vez mais, o seu pioneirismo,

inovação e arrojo, ao dinamizar a primeira convenção do retalho nacional em formato digital. “Na prática, respondemos de forma adequada às necessidades dos consumidores, tendo em conta as dificuldades de mobilidade e de abastecimento que muitos tiveram durante este período. Enquanto comerciantes ligados ao denominado comércio de proximidade, é extremamente importante demonstrar, de forma criativa, que também somos modernos e capazes de encontrar meios de prosseguir o nosso negócio e satisfazer os interesses dos consumidores. Esta convenção é a prova disso mesmo e, aliás, grande parte dos nossos fornecedores-parceiro demonstraram o seu agrado pelo facto de termos sido pioneiros ao fazer uma realização desta natureza”, introduz João Vieira Lopes, diretor geral da UniMark. PUB

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Um esforço concertado e coletivo de associados, fornecedores e aderentes, agradados com a solução encontrada e com o resultado desta convenção, que já é uma tradição dentro da esfera de atividade do Aqui é Fresco. Valioso recurso do presente, mas também, eventualmente, do futuro, ao apresentar-se como uma situação que poderá ser benéfica para todos “Desejamos que seja um bom princípio de negócio, quer para os comerciantes, a quem se destina, quer para os cash & carries, que são, de facto, as empresas que suportam este projeto, quer, naturalmente, para os fornecedores-parceiro, sem os quais não teríamos uma oferta de produtos adequada às necessidades dos consumidores, a qual os comerciantes da rede Aqui é Fresco terão capacidade, sem dúvida, para a fazer chegar, de forma criativa, a todo o mercado. Espere-

O PIONEIRISMO DA INICIATIVA DA REDE AQUI É FRESCO FOI ACOLHIDO COM AGRADO POR TODOS

mos que esta tenha sido a primeira de muitas iniciativas com novidades, tirando partido de todo o potencial tecnológico que existe para os nossos negócios”. SENTIMENTO DE ORGULHO Concretização que, naturalmente, encheu de orgulho toda a equipa que promoveu a X Convenção da rede, com Carla Esteves, diretora executiva da Sociedade Aqui é Fresco, a assumir o sentimento transversal ao coletivo por si liderado na superação deste desafio, num ano atípico e dificuldades reconhecidas. “Estamos num mundo diferente, enfrentamos uma nova realidade, convertemos tudo aquilo que era presencial para uma ótica digital. E temos que estar orgulhosos, pois não só estamos a lançar a primeira convenção digital da rede Aqui é Fresco, como também do retalho alimentar em Portugal. Quero agradecer a todos os participantes, desde clientes retalhistas Aqui é Fresco, aos nossos associados grossistas e a todos os nossos fornecedores-parceiro que tornaram, uma vez mais, esta convenção possível”. Na prática, apenas o suporte mudou, com a presença de 72 fornecedores com os seus respetivos stands virtuais, a trazerem até mais uma convenção Aqui é Fresco o que de melhor, e mais inovador a indústria pode proporcionar, com as novidades a serem muitas nas montras digitais disponibilizadas. Muitos e bons negócios à distância de um clique, ao longo dos três dias da convenção,

que apresentou, uma vez mais, promoções exclusivas, facilitadas por um processo de encomenda simples. Onde, ao encomendar, se validava, automaticamente, o passaporte da convenção, “uma ferramenta para fidelizar os nossos clientes, com prémios nos sorteios finais e vales de desconto, nos cash & carries associados”, assinala Carla Esteves. Deste modo, manteve-se a dinâmica negocial possível, nas reuniões individuais e coletivas, e não faltou sequer a animação, trazida pelo artista português Toy. Fatores mais do que suficientes para que a X Convenção Aqui é Fresco, a primeira em formato digital do comércio de proximidade, fosse um sucesso e ficasse na memória de todos, pelas melhores razões. Tudo isto apenas foi possível graças à dedicação e empenho dos aderentes Aqui é Fresco, associados e fornecedores-parceiro. “Quero, desde já, agradecer aos nossos retalhistas, que abraçaram de forma impressionante as novas tecnologias e fizeram, ao longo dos três dias da convenção, muitos e bons negócios. Mas, igualmente, agradecer aos 18 associados grossistas, que acompanharam e trabalharam junto dos nossos clientes, para que os concretizassem. Assim como aos 72 fornecedores-parceiro, que abraçaram com entusiasmo este novo desafio e conceito. É com muito orgulho e apreço que deixo uma palavra para a equipa do Aqui é Fresco, a equipa da UniMark, por, todos juntos, termos sido mais fortes e fazermos desta iniciativa uma grande convenção, um marco que ficará na história da rede”, reforça Carla Esteves. CONCRETIZAÇÃO Uma demonstração cabal e incontornável de que o comércio de proximidade também pode ser atual e moderno, sem deixar de ser relevante e sem que, com a introdução do digital nas suas rotinas, perca um dos seus traços mais diferenciadores: o cariz humano da atividade e o tratamento personalizado de todos os clientes. Condição essencial para enfrentar o futuro e abraçar as mudanças trazidas pelo amanhã, com João Vieira Lopes, diretor geral da UniMark, a assumir que a rede se encontra capacitada para “enfrentar

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COM A CONVENÇÃO DIGITAL, O COMÉRCIO DE PROXIMIDADE DEMONSTROU QUE TAMBÉM PODE SER MODERNO, SEM DEIXAR DE SER RELEVANTE todos os desafios, sejam os que vêm por bem, sejam os que resultam da situação difícil que o país está a viver. Sob esse ponto de vista, não queremos deixar de agradecer o esforço dos nossos fornecedores. Foram eles que permitiram a realização deste evento, a colaboração dos nossos associados da UniMark e acionistas da Sociedade Aqui é Fres-

co e, em particular, os nossos destinatários, que são os comerciantes da rede Aqui é Fresco e que demonstraram, clara e cabalmente, que sabem viver com a tecnologia, com os tempos difíceis e, acima de tudo, sabem adaptar-se às mudanças de contexto. Vamos ter, futuramente, novas surpresas. Continuaremos a tentar dinamizar, ser pioneiros,

inventar, criar novas formas de comercializar, pelo que contamos com todos vós para o futuro”, conclui o responsável. Utilize o seu smartphone para ver o vídeo da X Convenção Aqui é Fresco PUB

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Delta Cafés

PARCERIA ALÉM DO NEGÓCIO DIÁRIO A Delta Cafés voltou a marcar presença em mais uma convenção Aqui é Fresco. A primeira em formato digital, o que, ainda assim, não fez com que a marca deixasse de assinalar, uma vez mais, presença. Até porque “a parceria entre ambas as partes estende-se além do negócio diário”. TEXTO BRUNO FARIAS | FOTOS D.R.

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ai mesmo além do normal decorrer da atividade comercial, nomeadamente, através do apoio a iniciativas mais “ousadas” e apresenta-se como “algo recíproco entre ambos. Quando nos foi comunicado que o Aqui é Fresco ia contornar a situação pandémica em que vivemos para realizar a convenção, não hesitámos em contribuir. É um momento muito importante para fornecedores e associados e não podíamos deixar de estar presentes”, introduz fonte da Delta Cafés. E se, eventualmente, o formato no qual se desenrolou poderia ser, de algum modo, um entrave ao seu sucesso comercial, a Delta Cafés considera que a X Convenção Aqui é Fresco não só atingiu os objetivos a que se propôs, como, até, os superou. “A convenção tem múltiplos objetivos: vendas, proximidade, comunicação de

novidades dos fornecedores, partilha de informação entre as várias partes, entre outros. Considero que, dentro do contexto extremamente limitado, conseguiu fazer-se muito e o reflexo nas vendas, que acaba a ser a variante quantitativa, foi notório”. Pelo que a marca não tem a menor dúvida em antecipar a presença em situações semelhantes vindouras, com os resultados obtidos, além, claro está, da forte parceria entre as partes a serem a pedra de toque para esse compromisso futuro. Ainda que considere que, não obstante o canal, seja físico, seja digital, há sempre espaço para melhorias e que o mais importante é nunca deixar de o tentar fazer. E tem sido isso, precisamente, o que o Aqui é Fresco tem vindo a fazer de edição para edição, com a experiência da primeira conferência digital a

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primar pela facilidade do processo de encomenda e a ser, precisamente, um dos pontos destacados pela Delta Cafés. “Penso que a facilidade em se colocar encomendas facilitou bastante a experiência de compra, dado que, fisicamente, despende-se muito (e bem) tempo na comunicação e partilha de conhecimentos entre ambas as partes. Neste caso, como essa comunicação era mais limitada, deu-se a oportunidade da celeridade na realização de encomendas”. Ou a prova de como foi importante dar continuidade ao trabalho desenvolvido até aqui, com a cadência anual das convenções da marca a manter-se por via do suporte digital, numa prova de “apoio aos fornecedores e associados”, com o Aqui é Fresco a acompanhar os tempos e o contexto económico e social. Até porque a tecnologia já faz parte do nosso quotidiano, com a sua introdução e presença na relação comercial, nas mais distintas formas, a não ser exceção para fornecedores, retalhistas e clientes. Mas, sempre, com “o intuito de desenvolver capacidades dentro do negócio, assim como de evoluir para novas realidades”, conclui.


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Nestlé

EVENTO DE IMPORTÂNCIA ESTRATÉGICA A Nestlé considera de importância estratégica a presença na primeira convenção digital da rede Aqui é Fresco. Uma oportunidade para dar a conhecer os mais recentes desenvolvimentos do portfólio da empresa, assim como os contornos de uma forma única de estar no mercado e os respetivos propósitos que guiam a sua atividade, devidamente alinhados com a visão da Nestlé de “desenvolver o poder da alimentação para melhorar a qualidade de vida de todos, hoje e para as gerações futuras”. TEXTO BRUNO FARIAS | FOTOS D.R.

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or tudo isto, o balanço feito é “claramente positivo, porque é essencial estar com os nossos clientes, ouvi-los, perceber as suas necessidades, encontrar pontos de convergência e a convenção Aqui é Fresco é um ponto alto do ano, gerador de oportunidades para ambas as partes”, introduz fonte Nestlé. Apesar de não ter sido possível o sempre desejado “frente a frente”, a Nestlé considera que o evento manteve a dinâmica de edições anteriores e

conseguiu gerar, uma vez mais, “uma excelente experiência de participação”, pelo que a companhia dá os parabéns à organização “pela sua resiliência em manter um tão importante evento em tempo de pandemia, conjuntura que nos fez a todos adaptar-nos e a tirar proveito da tecnologia, colocando-a ao serviço das relações humanas”. Ou não fossem os negócios feitos por pessoas, com o potenciar, ainda mais, da interação entre as partes a ser um dos pontos de melhoria para edições

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futuras apontados pela Nestlé. “Notámos que nem sempre foi fácil encontrar interlocutores, uma vez que teriam de ser eles a entrar nas salas de chat disponibilizadas para conversas ‘one to one’. No entanto, sempre que isso aconteceu, a experiência foi muito positiva”. Tal como a facilidade no tratamento das encomendas geradas durante o período de tempo em que se realizou a convenção, com o suporte digital a permitir, simultaneamente, um menor consumo de papel, com evidentes benefícios para o ambiente, com a Nestlé a ter como compromisso a redução da pegada ambiental das suas operações, até 2030, e atingir as zero emissões líquidas de gases com efeito de estufa, até 2050. Aspetos positivos de uma convenção que se apresentou como um sinal claro de que “fabricantes e retalhistas estão a trabalhar, lado a lado, em benefício do consumidor final. Aliás, estamos perante sectores estratégicos de atividade, pelo serviço que prestam às populações em época de crise sanitária, como a que vivemos atualmente. Foi, por isso, muito importante esta oportunidade de mantermos o diálogo com os nossos clientes e perceber de que forma os podemos ajudar no serviço que prestam ao consumidor final. Uma vez mais, parabéns à organização pela resiliência”. Lógica de serviço que pode ter no digital um importante complemento à sua atividade, ao permitir diversificar a presença e disponibilidade do portfólio de produtos da marca disponíveis ao consumidor final. “Não substitui, obviamente, a grande mais-valia que é, precisamente, o diálogo que resulta da proximidade física com o cliente final, as pessoas e as famílias que tratam já o comércio tradicional por ‘tu’ e que têm nele um forte aliado para a conveniência do dia-a-dia”. Conveniência que pode ser ampliada através dos canais digitais, resultando, assim, numa melhor experiência de compra por parte de quem conta, diariamente, com a rede Aqui é Fresco.


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P&G

“DECISÃO QUE DEMONSTROU CORAGEM E ESPÍRITO DE INICIATIVA” A P&G faz um balanço muito positivo da participação na primeira convenção digital da rede Aqui é Fresco. Parceira desde a sua criação, a P&G considerou ser “muito importante” estar presente nesta convenção realizada em moldes diferentes dos habituais. Não só pelos laços que unem as partes, como pelo facto de este fabricante de referência privilegiar todo o contacto possível dos seus produtos com os retalhistas e com o consumidor final.

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aturalmente que o formato inovador levou a alguma expectativa em seu torno, não só pelo seu pioneirismo, como pela natureza do evento em si. Como acima explicado, a P&G não poderia deixar de estar presente, como, aliás, tem feito em todas as convenções da rede desde a sua criação. E o formato disruptivo no qual se desenrolou a convenção de 2020 não poderia ter tido outra resposta por parte da empresa que, uma vez mais, disse “presente” ao desafio feito. E se uma situação análoga surgisse num futuro próximo, a presença seria repetida? A resposta é simples. “Sim. Enquanto parceiros de negócios do projeto Aqui é Fresco, procuramos estar presentes em todos os seus eventos que fomentem o contacto dos retalhistas com as nossas marcas e produtos. Além disso, embora consideremos que o contacto presencial é muito importante, depois desta experiência, estamos mais confiantes das oportunidades potenciadas pelo formato digital”, valida fonte da P&G. O que não quer dizer, necessariamente, que não tenha deixado de ser, desde o início, um desafio para todos. “Todos tivemos que aprender e, claro,

TEXTO BRUNO FARIAS | FOTOS D.R.

tivemos alguns contratempos, mas foram rapidamente resolvidos. Em eventos futuros, acredito que o processo de comunicação com o retalhista poderá ser melhorado”, aponta. Entre os diversos pontos positivos mencionados, destaca-se o facto de a plataforma ter estado disponível 24 horas por dia, ao longo de três dias, de forma ininterrupta, o que possibilitou a um maior número de retalhistas visitar o stand da empresa e, assim, efetuar as suas encomendas nos horários que lhes foram mais convenientes. Acima de tudo, para a P&G, esta decisão da rede, além de surpreendente para todos, demonstrou coragem e

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espírito de iniciativa. “Este é um evento de grande importância e o resultado final vem confirmar que a decisão de lhe dar continuidade foi acertada”, reforça a mesma fonte. Até porque a crescente evolução do digital se apresenta como um facto incontornável dos nossos dias, pelo que, na perspetiva da P&G, o comércio de proximidade terá, necessariamente, de acompanhar esta nova realidade. A empresa reforça a sua pretensão e firme convicção de estar e levar os seus produtos até onde está o consumidor, “pelo que valorizamos a importância deste processo evolutivo para o negócio deste segmento”.


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Sogrape Distribuição

“O DIGITAL VEIO PERMITIR REALIZAR A CONVENÇÃO EM SEGURANÇA” Presente nas convenções Aqui é Fresco desde a sua criação, a Sogrape Distribuição destaca “a confiança de sempre” depositada na rede, com a opção pelo digital a permitir realizar a convenção com toda a segurança dos diferentes intervenientes e com a opção por este formato a superar todas as expectativas. Bastante positiva”. É de forma categórica que a Sogrape Distribuição resume a sua participação na primeira convenção digital da história do Aqui é Fresco, com a empresa a reconhecer o bom momento que as lojas de proximidade se encontram a viver, razão pela qual tem apoiado o seu negócio e os seus clientes, com as marcas detidas e comercializadas. Com a X Convenção Aqui é Fresco a cumprir todos os objetivos traçados, de uma forma geral, a Sogrape Distribuição acredita que os eventos vão

tornar-se mais frequentes e vão fazer parte do nosso quotidiano, “sendo que as relações pessoais são importantes e, assim que possível, preferimos voltar a estar juntos”. Até porque, e apesar da profusão da introdução no retalho e no comércio, de forma geral, há, no entanto, “um aspeto humano do negócio que se verifica na relação da nossa equipa do terreno no dia-a-dia com as equipas das lojas e que é a base do nosso sucesso”. Ainda assim, apesar de preferir a interação com os clientes em espaço físico de loja, a Sogrape Distribuição

TEXTO BRUNO FARIAS | FOTOS D.R.

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considera fundamental a opção por se ter mantido a realização da convenção, passando-a para o palco digital, ao permitir manter a relação com os seus parceiros ativa num formato de 360 graus. “A rede Aqui é Fresco sentiuse apoiada neste período de Covid-19. Queremos dar os nossos parabéns à organização pela agilidade na realização da convenção através deste formato”. Para edições futuras, e como questão a melhorar, a empresa aponta um necessário incremento da dinâmica e da interatividade entre os aderentes da rede e os fornecedores-parceiro, com o aspeto mais significativo da plataforma digital onde a convenção decorreu a ser “o facto de despertar a atenção dos clientes da rede Aqui é Fresco para as marcas e para as propostas de valor das mesmas”. Algo que poderá ser, e muito provavelmente será, potenciado num futuro mais ou menos próximo e à medida que o digital começa a deixar a sua marca, de forma mais contundente, no seio do comércio de proximidade. Onde as campanhas, a comunicação de marca e o melhor acompanhamento da carteira de clientes são algumas das potencialidades reconhecidas ao digital destacadas por este fornecedor-parceiro que encontra na relação humana um fator crítico de sucesso.


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Super Bock Group

ESTÍMULO E DESAFIO Presente nas convenções Aqui é Fresco, enquanto fornecedor-parceiro premium, desde a criação da rede, o Super Bock Group não poderia deixar de estar neste encontro anual realizado em formato digital. Canal que, apesar não potenciar alguns dos atributos habitualmente reconhecidos à reunião magna da rede, foi encarado como um estímulo e um desafio pelo Super Bock Group.

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lém de ser um momento de desenvolvimento de negócio, as convenções anuais do Aqui é Fresco encerram, em si, um conjunto de fatores qualitativos que o Super Bock Group considera relevantes na parceria estabelecida. “Entre outros aspetos, permite-nos estreitar relações com os associados, estar em contacto próximo com os proprietários das lojas e conhecer, ainda melhor, as suas necessidades, apresentar as inovações de produto e mesmo colaborar no desenvolvimento da categoria junto dos aderentes da rede”, introduz fonte do Super Bock Group. Motivo pelo qual faz um balanço “muito positivo” da participação na primeira convenção digital da rede, endereçando os parabéns ao Aqui é Fresco e aos seus associados “pela forma corajosa e pioneira como foram capazes de reinventar

a convenção. O sucesso da mesma deveu-se à energia colocada no projeto e que foram capazes de transmitir aos fornecedores participantes. Uma palavra também para os associados da rede no seu papel junto das lojas, no sentido de as estimular à participação”, reforça. Com objetivos redefinidos de forma a serem exequíveis em contexto digital, não só os mesmos foram atingidos, como o Super Bock Group reforça a pretensão de repetir a presença em ações futuras de cariz semelhante. Apesar de alertar para alguns pontos que poderão potenciar este canal complementar à atividade da rede.

Desde logo, a integração no renovado website do Aqui é Fresco, assim como o aumento da responsividade da plataforma tecnológica que tornou possível a convenção, de modo a adaptar-se, de forma mais natural, aos diferentes acessos informáticos hoje ao dispor. Isto além da capacidade de transpor para o digital os workshops que se realizam nas convenções presenciais e de disponibilizar uma plataforma comunicacional futura que, numa lógica de atuação semelhante, agilize não só a comunicação entre as partes, a divulgação de novidades e de folhetos, assim como o processo de encomenda. E porque é de negócio que se trata, o Super Bock Group destaca, como grande mais-valia desta convenção, a visibilidade sobre a evolução, em tempo real, do volume de negócio, com o Aqui é Fresco a dar “um passo disruptivo no panorama nacional que pode potenciar o seu sucesso e crescimento. A mensagem que fica junto dos seus associados, lojas e fornecedores é a habilidade da rede de se reinventar, usando os recursos tecnológicos como forma de ultrapassar a situação adversa que vivemos. Foi capaz de fazer interagir com as plataformas digitais um conjunto de proprietários menos acostumados ao seu uso e passou a confiança aos mais novos que está na linha da frente e com os olhos postos no futuro”. Uma imagem de modernidade reconhecida pela indústria e, globalmente, muito apreciada pelos retalhistas, com o Aqui é Fresco a conseguir fazer prevalecer, mesmo no canal digital, os pilares que sustentam a sua atividade: fidelização, confiança e proximidade. TEXTO BRUNO FARIAS | FOTOS D.R.

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Unilever

PARCEIRO ESTRATÉGICO NO COMÉRCIO DE PROXIMIDADE A Unilever considera que a primeira convenção digital da rede Aqui é Fresco “superou as expectativas”, razão pela qual faz da mesma um balanço “positivo”, com a rede de proximidade a reforçar, junto da marca, o seu papel de parceiro estratégico para o comércio de proximidade. TEXTO BRUNO FARIAS | FOTOS D.R.

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convenção digital não substitui, de modo algum, a versão presencial, com a interação com os retalhistas a ser algo que a Unilever valoriza. “É uma grande mais-valia para nós, fornecedores, para melhor perceber o nosso canal, as necessidades individuais dos nossos retalhistas e o convívio e partilha de experiências que a todos muito nos ajudam a crescer”, comen-

ta fonte da Unilever, que não hesita em fazer um balanço “bastante positivo, bem acima das nossas expectativas iniciais” do evento que teve lugar em final de setembro. No qual o Aqui é Fresco reforçou o seu estatuto de parceiro estratégico no comércio de proximidade, com a Unilever a marcar, uma vez mais, presença numa convenção da rede também por “acreditar na capacidade da

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equipa para levar a cabo esta convenção digital inovadora”. Com intenção de repetir presença em situações semelhantes futuras, a Unilever considera, contudo, que a interação entre reuniões seria a principal melhoria a efetuar numa próxima abordagem. “Penso que outro ponto a rever seria, também, uma encomenda mínima (do género ‘X caixas no mínimo’ para ter o direito ao carimbo) e que o número de caixas poderia ser variável, dependendo de fornecedor para fornecedor, tendo como objetivo um valor, mais ou menos, semelhante por fornecedor para a encomenda mínima”, acrescenta a mesma fonte. Uma das grandes vantagens que o formato digital da convenção potenciou foi, por sua vez, a agilidade dos horários para “a realização das encomendas para os clientes tradicionais, que, assim, não pararam o seu trabalho de loja”. E se dúvidas houvesse sobre a pertinência da aposta na sua realização num formato alternativo, a Unilever considera que, mediante a sua concretização em via digital, foi mais uma vez vincada “a sua capacidade de adaptação ao que os nossos tradicionais precisam”. Afinal, em causa está a evolução dos tempos modernos, em que “os nossos tradicionais muito poderiam ganhar ao se adaptarem a estas ‘novas’ realidades”, conclui fonte Unilever.


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X Convenção Aqui é Fresco

DIGITAL TAMBÉM QUER SER PRÓXIMO Sem esquecer os elementos que tornam o comércio de proximidade diferenciador, o ano de 2020 trouxe consigo um fator disruptivo no modo de comprar, se relacionar, conviver e estar em sociedade. Sinónimo de relevância económica, e uma rotina já estabelecida nas dinâmicas de todos que colaboram com a rede Aqui é Fresco, a X Convenção teve que migrar para a esfera digital. Com aspetos a melhorar, como destacam os associados da rede, mas também com uma base de trabalho já muito sólida e que permitiu que, de forma unânime, o balanço da mesma seja positivo, emergindo uma ideia de fundo. Cada vez mais, terá que se pensar em atuar, de forma equilibrada, com as duas vertentes em causa: a proximidade e o digital.

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TEXTO CARINA RODRIGUES | FOTOS D.R./SHUTTERSTOCK

m tempos de indefinição, onde a única certeza era a impossibilidade total de reunir mais de 1.500 pessoas no mesmo espaço, a migração da convenção Aqui é Fresco para a esfera digital foi a única alternativa possível. Deixar de a fazer não era, de todo, uma opção. “Num cenário de pandemia, temos consciência de que esta era a única solução possível e só temos de nos orgulhar e felicitar a coragem e a resiliência do Aqui é Fresco, ao não baixar os braços e tudo fazer no sentido de possibilitar a manutenção deste grande evento, mesmo que em moldes diferentes do habitual”, afirma a Malaquias - Distribuição Alimentar, Lda. Com efeito, a rede arriscou e inovou, de modo a procurar mitigar os nefastos efeitos que a pandemia está a ter a todos os níveis das nossas vidas. Quando o distanciamento social continua a ser a palavra de ordem, de modo a tentar travar a propagação deste vírus que a

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todos tomou de surpresa e que teima em não desaparecer, com todas as suas terríveis consequências para a atividade económica do país, o Aqui é Fresco não hesitou em se aventurar por um formato nunca antes visto, ao nível do comércio em Portugal, fazendo migrar para a esfera digital aquela que é a sua grande reunião anual. Deste modo, pôde continuar a “apoiar os aderentes da rede Aqui é Fresco com boas oportunidades de negócio e reforçar a parceria entre associados, aderentes e fornecedores”. As palavras são da António Ezequiel, Lda e traduzem bem o sentimento dos associados do Aqui é Fresco face a esta experiência inédita, a primeira no universo da distribuição de base alimentar em Portugal. E na hora de fazer um balanço sobre a iniciativa, este não poderia ser melhor. Conscientes de que é impossível passar para o digital o impacto daquilo que são as reuniões magnas anuais da rede, sobretudo, a dimensão do convívio e da socialização entre os participantes, consideram que a notoriedade que o ineditismo da iniciativa trouxe, a experiência e a capacidade de readaptação são aspetos importantes a valorizar. “O evento demonstrou uma grande capacidade de reinvenção da rede Aqui é Fresco. A participação dos aderentes não foi a que teríamos caso o evento ocorresse nos parâmetros habituais, no entanto, consideramos que os objetivos foram cumpridos”, nota, por sua vez, a Calheiros de Carvalho & Filhos, Lda. Um aspeto ainda mais determinante pelo facto de, ainda antes do arranque da convenção, as expectativas estarem já bastante elevadas, tal como é destacado pela Soprei, CRL. “Numa época em que toda a economia contrai e inúmeras empresas passam por sérias dificuldades, qualquer incentivo à atividade produtiva é, à partida, um sucesso, pelo que consideramos que a convenção de 2020 da rede Aqui é Fresco foi um autêntico êxito ainda antes do seu arranque”. Este associado faz questão de sublinhar que há muito que a rede habituou, quer os grossistas, quer os retalhistas, ao que caracteriza de “irreverência responsável” e ao seu dinamismo. Como tal, mais uma vez,

soube provar a todos os associados “e, mais importante que isso, à indústria e à concorrência que é um projeto sólido, com um potencial de futuro enorme, assente em dois fatores fundamentais: a sustentabilidade e a inovação”. Efetivamente, além de demonstrar a força e pertinência da rede, a convenção Aqui é Fresco em formato digital veio reforçar a capacidade de inovação num sector que muitos vaticinam de avesso à mudança, como destaca a M Cunha & Ca., S.A. “Cada vez mais, vivemos num mundo onde nos temos de adaptar e o comércio de proximidade segue a revolução di-

PARA MUITOS, ESTE FOI UM PRIMEIRO, MAS MUITO IMPORTANTE, PASSO NUM CAMINHO QUE SERÁ INEVITÁVEL gital de forma mais lenta, mas atenta ao que faz sentido à sua estrutura. Mesmo os comerciantes de uma faixa etária mais avançada veem a importância e o impacto das redes sociais no seu negócio e apercebem-se de que é uma tendência crescente e contínua, que necessitam de seguir, atualizando ou renovando essa parte do negócio”, defende. Para muitos dos aderentes, este foi um primeiro, mas muito importante, passo num caminho que será inevitável. “Os nossos aderentes não param de nos surpreender. Muitos destes empresários não estão familiarizados com as novas tecnologias, mas, assim mesmo, não baixaram os braços e, com a ajuda do seu associado ou familiares, participaram ativamente neste evento que já faz parte da rotina de todos nós”, afirma a Armazéns da Santa – Mercearias, Lda.

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TECNOLOGIA APROXIMOU O QUE A PANDEMIA AFASTOU Que a Covid-19 veio alterar a forma como todos trabalham, estudam, se relacionam e, até, compram ninguém duvida. Com os estados de emergência, contingência e calamidade a sucederem-se desde março, por via da necessidade de adoção de medidas de contenção da pandemia, que passam, acima de tudo, pelo distanciamento social, houve uma adesão massiva ao digital. As reuniões de trabalho, e até as pessoais, passaram a ser feitas online e por videochamada, as aulas já foram dadas em plataformas como o Teams ou o Zoom, as faixas etárias mais avançadas encontraram nas redes sociais uma forma de combater o isolamento e a solidão, o comércio eletrónico disparou e os eventos tiveram, também eles, de se readaptar e procurar replicar na esfera digital toda a expectativa, emoção, experiência, partilha e sentido de comunhão do que era vivenciado ao vivo. Assim, a tecnologia permitiu aproximar aquilo que a pandemia teima em afastar, derrubando barreiras e potenciando que os negócios sigam dentro de uma normalidade possível. E muitos e bons foram os negócios feitos na X Convenção Aqui é Fresco, com os associados da rede a destacarem a facilidade na colocação das encomendas. “O formato foi bom e bem conseguido, pois permitiu aos clientes efetuarem as encomendas com maior tranquilidade e sem ter de aguardar em filas de espera junto do stand, como acontece nas feiras presenciais. No entanto, impediu os fornecedores de interagir, de forma a maximizar as encomendas. Aspeto, seguramente, a melhorar numa próxima convenção”, detalha a Amaral & Filhos - Distribuição, S.A. Claro que, como em tudo o que é novidade, mas, sobretudo, como acontece em todas as organizações que não se contentam com o sucesso já alcançado, ambicionando sempre mais, como é o caso do Aqui é Fresco, há sempre aspetos a melhorar. Um dos mais mencionados pelos associados é a dinâmica de comunicação direta com os fornecedores e a opção de outras ferramentas de contacto


para além chat que foi disponibilizado. “Naturalmente, existe sempre margem para melhorias em tudo o que fazemos. É certo que muitos defeitos poderão ser apontados, no entanto, o importante que temos de reter deste enorme esforço de toda a equipa do Aqui é Fresco é que ninguém conseguiu fazer melhor. E quando, porque de certo irá acontecer, o modelo for copiado por outros, com esta equipa, teremos sempre a mesma capacidade para inovar ainda mais e estar sempre um passo à frente da concorrência”, salienta a Soprei, CRL. A uma só voz, os associados consideram que a realização desta convenção foi fundamental. Para a Líder Atlantic, Lda, fica a sugestão de que, futuramente, a sua duração seja mais alargada, de modo a capitalizar ao máximo as boas oportunidades e de modo a que se possa dedicar mais tempo aos clientes. Também as imagens dos produtos deveriam estar junto do preço de compra, para uma melhor identificação por parte do cliente. “Creio, contudo, que a realização da mesma foi e é fundamental para os negócios realizados, dentro da forma possível, devido à pandemia”, comenta. Coesão, a palavra que tudo resume, no entender da Abel Narciso Jorge, S.A. “Só mesmo com espírito de equipa é que foi possível ter o sucesso que me parece ter ficado evidenciado no evento”, afirma. Parece, então, não haver margem para dúvida de que, para os associados do Aqui é Fresco, o recurso ao digital revelou-se uma escolha acertada para dar continuidade à convenção. Uma continuidade que a Abel Narciso Jorge, S.A considera positiva, não só pela manutenção da dinâmica do negócio, como também, e sobre-

tudo, pela mensagem que passou ao mercado, em termos da força e dinâmica do comércio dito tradicional. FORMATO VENCEDOR Haja ou não aspetos a melhorar de futuro, o formato revelou-se ganhador, mesmo que todos sintam falta de toda a proximidade proporcionada pelos eventos físicos. Como tal, no futuro, seja ele mais próximo ou mais distante – aos dias de hoje, quando arriscamos um Natal muito diferente do habitual , é impossível prever-, quando os abraços, os apertos de mão e todos os afetos de que tantas saudades temos voltem, novamente, a poder ser expressos, a opção pelo digital deverá ser mantida, em simultâneo com o evento ao vivo, defende a João Ferreira da Silva Sucessores, Lda. “É inevitável, sem dúvida, que o digital vai ter, cada vez mais, um papel fundamental no comércio de proximidade, por isso, eventos desta natureza são importantes para aproximar os comerciantes desta nova realidade. A digitalização simplifica os processos de trabalho e abre a possibilidade de chegar a mercados que, de outra forma, seriam impossíveis de alcançar por uma loja física”. Um bom exemplo do modo como o digital contribui para o sucesso deste tipo de iniciativas é dado por Luís Pinheiro, da Saner, S.A. “Ficou provado que o futuro vai passar por estes eventos serem efetuados via digital, pois reduz muito os custos e o tempo que as pessoas perdem em transportes e deslocações. Cada vez mais, as pessoas têm menos tempo para poderem abandonar as suas lojas”. Uma opinião partilhada pela Armazéns de Mercearia A. Monteiro, S.A, para quem a convenção se torna, as-

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sim, fisicamente menos desgastante. “Quem conhece estes eventos sabe que não é fácil conseguir comprar em todos os fornecedores ou, até, realizar os negócios todos que se pretendem, pela afluência de pessoas nos stands”, detalha, acrescentando que o digital permitiu que os clientes analisassem as campanhas promocionais com maior detalhe. “Pensamos que o primeiro passo está dado. O comércio de proximidade terá de se adaptar e criar novas oportunidades de negócio por esta via. Penso que isso é claro para todos”, reforça. E, de facto, parece, efetivamente ser assim ser, com os associados do Aqui é Fresco a destacarem que o futuro deste canal, não obstante todas as suas idiossincrasias, terá de ser cada vez mais digital. A Pereira & Santos, S.A considera mesmo que a convenção veio lançar um alerta para a premente necessidade de digitalização deste sector, chamando a atenção para a crescente importância assumida pelo e-commerce. “Servirá para que os nossos clientes percebam que este será um caminho onde terão que entrar. O comércio eletrónico é, nos dias de hoje, uma obrigatoriedade para nós, grossistas, e para os nossos clientes. A pandemia veio alterar radicalmente o comportamento do consumidor na forma de fazer as compras. Embora viéssemos, ao longo dos últimos anos, a assistir a um crescimento importante do comércio eletrónico, a situação atual veio alterar tudo e acelerar a entrada neste canal. Será importante pensar no desenvolvimento de ferramentas que possam ajudar os nossos clientes”, aconselha. Com o digital a alavancar o comércio de proximidade, muitos aderentes puderam, com esta pequena experiência, constatar que o digital está ao alcance de todos, de forma simples e intuitiva. “Porque a digitalização é o futuro, e porque precisamos todos de caminhar na mesma direção, este é, seguramente, o caminho, mas sem nunca perderemos a nossa identidade”, destaca a Marabuto - Produtos Alimentares, S.A. “São os afetos que também nos caracterizam, vamos ter de encontrar uma forma de trabalhar, de modo equilibrado, com estas duas vertentes, o digital e a proximidade”, conclui.

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TEXTO CARINA RODRIGUES | FOTOS SARA MATOS

Estudo

MAIORIA DOS PORTUGUESES ESTÁ A OPTAR PELO COMÉRCIO LOCAL Um estudo da Mastercard mostra que 82% dos portugueses pretendem fazer as suas compras no comércio local. As razões para esta escolha incluem vantagens como a conveniência (49%), filas menores face aos supermercados (51%), assim como a ausência de deslocações (50%). 44


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ste é, aliás, um sentimento em que os portugueses batem os europeus (82% versus 74%) no que ao comércio local diz respeito. Segundo o estudo, a maioria dos portugueses (75%) aumentou o grau de reconhecimento pela respetiva comunidade e pelo comércio local, durante o confinamento, e 84% afirma mesmo que prefere, agora, comprar a alguém que já conhece. 79% refere, ainda, que tem maior confiança nas recomendações feitas pelos lojistas locais. Um aspeto relevante que este estudo da Mastercard mostra, ao nível do espírito de comunidade, diz respeito ao facto de mais de um terço das pessoas (33%) estar disponível para receber as encomendas online de um vizinho. Aliás, durante o confinamento, o conceito de comunidade ultrapassou mesmo a relação com o comércio, fazendo renascer a noção de vizinhança, que ganhou novos contornos como, por exemplo, uma maior convivência: 53% passou a cumprimentar os vizinhos, 12% fica com a chave de casa suplente do vizinho e 15% criou um grupo Whatsapp para comunicar com os vizinhos.

REALIDADE EUROPEIA

Os resultados sugerem, ainda, que, por toda a Europa, 49% das pessoas (e 65% dos portugueses) estão a gastar mais no comércio local para ajudar as respetivas comunidades a recuperar da crise. Em Portugal, 28% referiu, também, que passou a ter um novo tipo de relação com os lojistas locais e as lojas independentes e deu como vantagens os melhores preços (15%) ou entregas mais rápidas (12%). O estudo da Mastercard revela, ainda, aqueles que são considerados os melhores vínculos de uma comunidade moderna: escola, café, padaria, correios, estacionamento, frutaria, igreja, ginásio, talho e cabeleireiro. Paulo Raposo, Country Manager da Mastercard em Portugal, salienta que “as pequenas empresas são a espinha dorsal da economia. À medida que as pessoas redescobrem os seus bairros, estão a dar uma nova oportunidade a um número significativo de pequenas empresas que oferecem produtos ótimos, variados e únicos. A Mastercard tem, por isso, procurado ajudar as pequenas empresas a prosperar e temos encorajado outros parceiros a juntarem-se a nós na celebração dos heróis locais – consumidores e lojistas. O relançamento da economia começa à nossa porta e as lojas e comunidades locais desempenham um papel fundamental na recuperação e no regresso ao crescimento”.

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TEXTO BÁRBARA SOUSA | FOTOS SARA MATOS (ARQUIVO)

Largo do Chico

“O FUTURO TAMBÉM PASSA POR AQUI” O Largo do Chico, loja gerida por Frederico Neves, continuou a assegurar o abastecimento de toda a comunidade local, mas o jovem empresário não deixou de marcar presença na X Convenção Aqui é Fresco, a primeira da rede que se realizou em formato digital. E na qual reconhece vantagens na experiência vivida, não só pelo cariz intuitivo da plataforma, como pelo que o abraçar de novas soluções tecnológicas poderá aportar ao comércio de proximidade num futuro não muito distante.

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difícil enquadramento gerado pela situação de pandemia teve consequências imediatas no comércio de proximidade alimentar. Entre as medidas recomendadas pela Direção-Geral da Saúde, que não se limitavam a reduzir o número de pessoas e o respetivo acesso ao espaço de loja, e a própria hesitação dos consumidores em sair à rua, foi necessária uma resposta imediata por parte dos comerciantes. Como foi o caso do jovem empresário Frederico Neves, onde, através do Largo do Chico, localizado em Urqueira, continua a prestar um importante apoio à comunidade local no atual contexto de Covid-19. Com o apoio dos próprios clientes, que, nas palavras do empresário, mostraram ser bastante exemplares, o Largo do Chico adotou a necessária nova mecânica de compra com agilidade e rapidez, confiando na capacidade de comunicação de Frederico Neves, natural da localidade, com todos os seus clientes. Paralelamente, a situação coletiva que se instalou em Portugal levou muitos dos comerciantes da rede Aqui é Fresco a estarem na sua primeira convenção em formato digital. Para Frederico Neves, proprietário do Largo do Chico, tratou-se de uma grande oportunidade de negócio e destaca a possibilidade de efetuar alguns contactos e diálogos interessantes. “Só reconheço vantagens nesta experiência, apesar de considerar que, neste formato, acabamos por dedicar menos tempo, comparativamente com a presencial. Na presencial, estamos 100% lá; no online, acabamos por não o fazer de uma forma exclusiva. Assim mesmo, o balanço foi muito positivo, pelo que, a par da convenção presencial, o futuro também passa por aqui”, acrescenta.

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do a primeira experiência do género, se tivesse corrido mal, teria sido, certamente, negativo para a sua imagem, o que de todo não aconteceu. O resultado não poderia ter sido melhor”.

COMÉRCIO DE PROXIMIDADE DIGITAL

Uma primeira experiência neste formato que, sem dúvida, excedeu as expectativas, com uma plataforma muito intuitiva e fácil de navegar é a avaliação final deste empresário jovem, que, ainda assim, considera que estar familiarizado com as redes informáticas certamente ajudou, de alguma forma, na sua participação. “Compreendo que possa ter havido alguma dificuldade acrescida nos aderentes mais seniores, única e exclusivamente por falta de experiência e de conhecimentos nesta área e não pela dificuldade na utilização da plataforma, que foi, em meu entender, quase que imediata”, afirma. Uma reação que foi, talvez, acolhida com alguma surpresa por todos aqueles que fazem parte da rede de

lojas Aqui é Fresco, mas que não deixa de remeter para um futuro possível, recorrendo às novas tecnologias para replicar o modelo tradicional na esfera digital. O contexto atual abre portas para uma nova etapa a percorrer pelo comércio tradicional alimentar. “Este é o futuro e a Sociedade Aqui é Fresco, bem como a UniMark estão no caminho certo”, garante Frederico Neves. “Foi muito importante. Com a solução apresentada, a Sociedade Aqui é Fresco demonstrou capacidade de resposta face às limitações existentes e criadas pela pandemia. Em meu entender, a opção de não fazer nada não se coloca, sequer. Esta foi a melhor solução encontrada. Assim mesmo, há que realçar que a Sociedade Aqui é Fresco não teve medo de arriscar. Sen-

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Entre todas as conclusões tiradas a respeito do tecido retalhista em Portugal, durante a crise da Covid-19, está patente a importância do comércio de proximidade. Uma situação que é, também, um desafio colocado aos comerciantes de proximidade para se adaptarem aos novos paradigmas de consumo, nomeadamente, um impulso para o digital. Para Frederico Neves, o digital pode ajudar a alavancar o negócio do comércio de proximidade e vê com otimismo a progressiva digitalização neste canal de comercialização. “Já há algum tempo que considero ser este o caminho, tendo já feito, inclusivamente, alguns contactos. Sozinhos, no entanto, penso que não temos capacidade nem estrutura para avançar, mas, com a colaboração da Sociedade Aqui é Fresco, vamos, sem dúvida alguma, conseguir. Este é o caminho”. Afinal, o comércio de proximidade está na moda. Os portugueses, cada vez mais, preferem fazer compras no comércio local, para ajudar as respetivas comunidades, e o interesse por este tipo de estabelecimentos cresceu com a pandemia de Covid-19, que também levou os consumidores a optarem pelo comércio de proximidade para evitarem deslocações maiores. Mas, embora a tendência de (re)descoberta do comércio local se mantenha, não se pode ficar por aqui. “Temos de continuar a inovar e procurar alternativas para continuar a servir os nossos clientes e chegar aos mais exigentes. Se não o fizermos, vamos ficar pelo caminho, sendo preteridos para concorrência, que está a apostar cada vez mais no online. Se não avançarmos rapidamente para o digital, iremos, seguramente, perder muitos negócios. A união simplifica e traz inúmeras vantagens. Conto, pois, com o apoio da Sociedade Aqui é Fresco para, juntos, sermos mais fortes e chegarmos mais longe”, conclui.


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Super Freixianda

“IMPORTA ACOMPANHAR AS TENDÊNCIAS DE MERCADO” TEXTO BRUNO FARIAS | FOTOS SARA MATOS

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A X Convenção do Aqui é Fresco foi uma novidade para todos os participantes, organização e parceiros. Ainda assim, a resposta unânime é de que tal empreendimento “valeu a pena” e que não fazia sentido “não fazer nada”. Pese embora falte, necessariamente, o lado humano, o da proximidade, da negociação e compra “in loco”, com este aspeto a ser mais significativo quando em causa está a aquisição de produtos novos. Assim o considera Lino Ribeiro de Oliveira, sócio gerente do Super Freixianda, na localidade com o mesmo nome.


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o entanto, o empresário que dá corpo à sua atividade na sua terra natal, Freixianda, no concelho de Ourém, com um supermercado de 400 metros quadrados com o mesmo nome, faz “um balanço positivo” desta primeira abordagem mais significativa ao universo do digital, com uma convenção que trouxe para a esfera da tecnologia o que de melhor a dimensão física possui: a dinâmica da negociação e o contacto com o que de melhor a indústria tem para oferecer, em termos de inovações. Com 30 anos de atividade no comércio de proximidade, experiência que advém não só do facto dos seus pais, por sua vez, já terem tido espaços desta natureza, como também por desenvolver, na primeira pessoa, atividade nesta área de negócio há algum tempo, Lino de Oliveira fala com o conhecimento de causa de quem conhece o seu estabelecimento e, sobretudo, as necessidades dos seus clientes. Fidelizados por quem conhecem, desde há muito tempo, por detrás do balcão e em quem confiam

para lhes disponibilizar os melhores produtos aos melhores preços, todos os dias. “O balanço desta convenção feita em formato digital tem que ser, necessariamente, positivo, ainda que, se pudéssemos ter tido contacto com os produtos novos, com todas as novidades que foram apresentadas, tanto melhor. A presença física é, necessariamente, diferente, a perceção do que

estamos a comprar, podermos ver e avaliar o produto de outro modo. Mas não sendo possível...”, introduz o sócio gerente do Super Freixianda. Até porque a alternativa encontrada foi, no seu entender, a possível, tendo sido, sem dúvida, melhor “fazer em formato digital do que não fazer de todo. Nem sequer se coloca isso em causa”, acrescenta. A seu favor, além PUB

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APESAR DA PROFUSÃO DA TECNOLOGIA E DOS MEIOS DIGITAIS, O FATOR HUMANO É ESSENCIAL AO COMÉRCIO DE PROXIMIDADE de um leque alargado de fornecedores-parceiro, de condições especiais de negociação, a disponibilização de uma plataforma tecnológica de vanguarda que permitia reuniões “one to one”, entre outros aspetos, de modo a que o processo de negociação e de visita aos stands das marcas fosse o mais possível intuitivo e aproximado à realidade. “A plataforma era fácil e intuitiva de utilizar. Não foi por aí que a convenção não foi um sucesso. Tudo decorreu como previsto”, acrescenta Lino Ribeiro de Oliveira. Incontornável na vida moderna é a introdução de tecnologia, desde os aspetos mais simples, à necessária modernização do comércio, de modo

a acompanhar não só a mudança dos tempos, como a aportar melhorias ao negócio. “A tecnologia demonstra-nos que podemos sempre melhorar. Em vários aspetos, a inovação e a tecnologia fazem parte da nossa vida, agora, temos é que ter mente aberta para essa mudança”, reforça o responsável. Tempos modernos onde as ferramentas e as compras online, com entregas ao domicílio (um serviço há muito prestado pelo comércio de proximidade), se apresentam como parte integrante do quotidiano. Mas onde o aspeto humano se apresenta como uma dimensão essencial do negócio. Sobretudo, quando se

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adiciona aquela “pitada” adicional e que faz toda a diferença quando se tem uma porta aberta: um sorriso genuíno de quem vê um cliente entrar. Como só o comércio de proximidade pode proporcionar. “O digital e as compras online fazem parte da nossa vida, mas a vertente humana tem outro cariz, no meu entender. Creio que vivemos a convenção com outra emoção e outro sentimento, o que não quer dizer que não tenha sido uma escolha acertada realizá-la em formato digital. Até porque importa acompanhar as tendências de mercado e estar atentos ao que a tecnologia pode trazer de novo ao nosso negócio. É difícil agradar a todos, mas creio que o balanço é positivo, sem dúvida”, valida Lino Ribeiro de Oliveira. E se a aposta numa convenção digital se apresentou como uma decisão acertada, o sócio-gerente do Super Freixianda é pragmático na altura de abordar a adoção de tecnologia no retalho de proximidade. “Tudo o que for para incrementar melhorias ao nosso negócio tem que ser visto com bons olhos”, diz quem fala de saber feito. Pelo que a crescente modernização do comércio tradicional é um trajeto de sentido único rumo ao amanhã, onde a concretização do já anunciado cartão de fidelização da rede Aqui é Fresco será mais um passo concreto na modernização deste canal de comercialização, que deu provas da sua capacidade de concretização ao assinalar a primeira convenção digital da sua história.


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TEXTO BÁRBARA SOUSA | FOTOS SARA MATOS (ARQUIVO)

Supermercado Cruz

“A NÃO REALIZAÇÃO DESTE EVENTO ANUAL É IMPENSÁVEL” Estabelecimento que une diferentes gerações de uma família empresarial, o Supermercado Cruz faz um balanço positivo da X Convenção Aqui é Fresco, que se realizou em formato digital. E se o ano de 2020 foi de grandes desafios para a rede de comércio de proximidade, para a família Cruz foi, igualmente, o assinalar de uma importante etapa na sua existência: duas décadas a servir a população de Rio Meão e não só.

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ano de 2020 marca uma nova etapa na vida comercial de mais de duas décadas deste supermercado da rede Aqui é Fresco, assim como o fez com muitos outros estabelecimentos de comércio de proximidade. É pelo apelido Cruz que a população de Rio Meão conhece este espaço, uma loja que, ainda hoje, continua a receber a primeira cliente que lá lhe “meteu o pé”. É o apelido de quem o fundou, Valdemar Cruz, e no qual hoje colaboram diferentes gerações da mesma família que arrancou com este negócio, em 1994. Ao número 103 da Rua da Estação, em Rio Meão, Santa Maria da Feira, continuam a chegar os clientes, que continuam a preferir a qualidade da sua oferta em detrimento de outras propostas existentes na região. Gente da terra, sim, mas também de um pouco mais longe, com as mais de duas décadas que leva em funcionamento o Supermercado Cruz a fomentarem a fidelização de quem o visita, assim como a levar o seu nome para outras localidades vizinhas. Não fosse de 15

quilómetros, sensivelmente, o raio de abrangência deste espaço, confere o proprietário, que é alvo da preferência de muitos fregueses que chegam a pé ou por transporte próprio. Este ano, a X Convenção Aqui é Fresco realizou-se de forma virtual, permitindo aos 750 comerciantes da rede visitarem os stands e, ainda, assistir ao lançamento de várias novidades,

tudo no formato digital. Para o Supermercado Cruz, a esfera digital não traz surpresas, admitindo que, hoje, as redes sociais ajudam a potenciar o negócio. Embora o boca-a-boca continue a ser a melhor forma de chegar ao que de melhor existe por este Portugal fora. “Todos os anos, participo na convenção presencial do Aqui é Fresco. Este ano, estava expectante e PUB

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curioso, principalmente, por ser a primeira convenção neste formato. Tinha também de estar presente. O balanço foi muito positivo. Acabei, até, por comprar mais do que estava à espera”, introduz Valdemar Cruz. Para o empresário, o evento cumpriu com os objetivos a que se propôs: trazer para o ambiente digital todo o dinamismo que caracteriza esta iniciativa anual, organizada pela maior rede independente de comércio de proximidade em Portugal. “No meu entender, considero que as condições existentes, nos anos anteriores, nas convenções presenciais eram bem mais vantajosas em alguns produtos. Assim mesmo, consegui atingir os objetivos a que me propus. Foi muito fácil e intuitivo o processo de encomenda. Chegou até a ser mais prático e célere do que nas convenções presenciais”, considera. “Creio mesmo que, na próxima convenção presencial, pois o convívio é um fator muito importante

O UNIVERSO DIGITAL DEMONSTRA CADA VEZ MAIS FORMAS DE AJUDAR A ALAVANCAR O COMÉRCIO DE PROXIMIDADE nestes eventos, a encomenda poderia ser feita online. Na feira, fazíamos os contactos, conhecíamos as novidades, esclarecíamos dúvidas e, no último

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dia, tranquilamente, formalizávamos a encomenda. Não sendo possível, intervalar”. Um benefício do formato online onde, graças aos recursos tecnológicos de vanguarda utilizados, foi possível a realização de reuniões “one to one” entre os participantes. Mas não só. Também reuniões coletivas, com recurso a videochamada, além de permitir a gestão das respetivas listagens e os agendamentos, de modo a que as sessões negociais decorressem da forma o mais fluida possível. Em última análise, Valdemar Cruz declara que foi importante, dado o contexto atual, que a rede Aqui é Fresco tivesse dado continuidade, ainda que em suporte digital, à sua convenção anual. “Foi uma maneira de, em tempos de pandemia, continuar a fazer bons negócios. Reconheço que esta era a única possibilidade e agradeço. A não realização deste evento anual é impensável”. O universo digital demonstra cada vez mais formas de ajudar a alavancar o negócio do comércio de proximidade. Uma progressiva digitalização neste canal de comercialização que é vista com bastante otimismo pelos comerciantes tradicionais. “O digital é o futuro. Por isso, sim, pode e muito alavancar o comércio de proximidade. Acredito, no entanto, na digitalização apenas como um complemento ao serviço prestado. A proximidade com o cliente deve sempre existir. Se, a par disso, existir a possibilidade de fazer encomendas online, melhor. Mas apenas na ótica de ‘acrescentar’ algo”, conclui.


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Zona Norte Supermercados

“TEMOS INEVITAVELMENTE DE EVOLUIR, SEM NUNCA ESQUECER QUE A PROXIMIDADE FAZ PARTE DO NOSSO ADN” TEXTO BÁRBARA SOUSA | FOTOS SARA MATOS (ARQUIVO)

O Zona Norte Supermercados, estabelecimento gerido por António Jorge, traça o seu próprio caminho naquela que é a progressiva digitalização neste canal de comercialização, com o empresário a fazer um balanço positivo da X Convenção Aqui é Fresco e a primeira que se realizou em formato digital.

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m ponto de referência de Vila Pouca de Aguiar, o Zona Norte Supermercados é um estabelecimento que disponibiliza um sortido de mais de seis mil referências, mas, acima de tudo, uma

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atenção pelo bom atendimento e um espaço de venda ímpar. Pensado ao pormenor para proporcionar, durante todo o ano, uma experiência de compra superior a todos os que lhe dedicam a sua preferência, o Zona Norte Supermercados é mais do que uma loja. Para o empresário, António Jorge, era fundamental este espaço de comércio ser um apoio necessário para outros. Assumindo-se como um dos principais mecenas de atividades locais de cariz social, associativo ou desportivo, nesta localidade transmontana, o Zona Norte Supermercados supera a sua realidade física. Uma dimensão humana e uma responsabilidade acrescida quase obrigatória pelo facto de António Jorge conhecer mais de 90% dos habitantes de mais uma “grande aldeia” do nosso país. Na calma de Vila Pouca de Aguiar, não foram poucos os desafios que o empresário enfrentou com o surgimento e agravamento da pandemia de Covid-19. Como a inevitável mudança nos hábitos e tendências de consumo e a emergência de novas neces-

sidades por parte do consumidor, entre outros. É importante relembrar que o comércio de proximidade desempenhou um papel fundamental durante a crise, devido, acima de tudo, à facilidade de acesso, a par do comércio eletrónico. E agora, cada vez mais, também a digitalização chega às portas destes comerciantes, como uma parte integrante da necessária reinvenção do negócio mediante o contexto atual. Assim, António Jorge não deixou de marcar presença na X Convenção Aqui é Fresco, que se realizou em formato digital. “Infelizmente, a pandemia não permitiu a realização da convenção presencial, na qual nunca deixei de estar presente. Para dar continuidade a este ritual, não podia deixar de marcar presença. Ao contrário das outras convenções, onde sempre existiu partilha de informação, troca de ideias, por vezes até, estar junto de outros ade-

rentes para falar de problemas transversais e específicos da região, tratou-se de uma oportunidade de negócio, pura e dura. Assim mesmo, o balanço foi bom”, conta o empresário. “Alguns fornecedores esforçaram-se e apresentaram boas condições, bem como um cardex alargado, como foi o caso concreto da Dr. Oetker, com uma gama extensa de produtos, não esquecendo os mais específicos, como os sem glúten, mas, lamentavelmente, nem todos tiveram essa atitude. Alguns limitaram-se a marcar presença, não só em matéria de preço, como cardex”, acrescenta. Um balanço positivo para a primeira convenção digital da rede Aqui é PUB

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Fresco, que, na opinião do empresário, deve ser encarada como uma experiência completamente distinta da presencial. E uma experiência, esta, que António Jorge voltaria a repetir, pois surgem sempre oportunidades que não podem ser desperdiçadas, realçando alguns aspetos de melhoria para edições futuras realizadas no mesmo sistema. “Cardex mais extensos, dinâmicas promocionais mais agressivas e vantajosas, nomeadamente na compra em volume. Existem aderentes com maior dimensão que podem valorizar e beneficiar desse fator. E falta de informação complementar. Após o encerramento de convenção, considero que a central deveria partilhar, com os aderentes, informações importantes para todos nós, nomeadamente, quais os produtos mais e menos vendidos”, explica.

PROXIMIDADE DIGITAL

A digitalização mostrou-se uma grande aliada do comércio de proximidade na adaptação à pandemia, permitindo assegurar, além das vendas, uma boa experiência do cliente. Mas António Jorge acautela, relembrando a especificidade do negócio e das zonas onde operam os variadíssimos aderentes de norte a sul. “Quero com isto dizer que temos inevitavelmente

O COMÉRCIO DE PROXIMIDADE DESEMPENHOU UM PAPEL FUNDAMENTAL DURANTE A CRISE, DEVIDO À FACILIDADE DE ACESSO de evoluir, sem nunca esquecer que a proximidade faz parte do nosso ADN e o online tem de ser um complemento a essa forma de estar no mercado. Te-

mos de respeitar sempre a nossa raiz tradicional, sem nunca perder o toque pessoal. Não me parece que a criação de uma plataforma para encomendas, pura e dura, fosse resultar. O cliente tradicional está habituado a ser bem servido. A escolher os seus produtos. Ao efetuar a encomenda online está a transferir essa responsabilidade para nós, podendo resultar na perca de um bom cliente, na eventualidade de a

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escolha não corresponder exatamente ao pretendido”, afirma. Não obstante, o empresário acredita que é possível, e um dever, potenciar a digitalização deste canal de negócio. “Somos um concelho do interior, como tal, com muitos clientes localizados em várias zonas e com distâncias consideráveis. A entrega ao domicílio tem de se pensada de forma a otimizar este serviço. Estou atualmente a pensar criar um roteiro, por exemplo, com duas entregas semanais, oferendo também outros serviços adicionais, disponibilizando o Payshop para pagamento, por exemplo, da eletricidade ou carregamento do telemóvel. Atualmente, os contactos são feitos principalmente por e-mail ou telefone, no entanto, o digital vai certamente facilitar esta tarefa”, explica António Jorge. Outra que, na sua opinião, deveria ser uma prioridade de aposta no digital por parte da rede Aqui é Fresco é a criação de um canal direto entre todos os aderentes e associados para troca de ideias e sugestões, mas também para facilitar a compra de determinadas referências, nomeadamente, frescos. “Por vezes, é difícil adquiri-las, face às quantidades exigidas e prazos de entrega. Com este canal e lançado este desafio, certamente que surgiriam interessados, facilitando a compra”, refere. Em último lugar, a digitalização deveria ser um facilitador da comunicação, onde, em termos práticos, as novidades e lançamentos poderiam ser avaliados em tempo real. “Para terminar, gostaria de deixar uma palavra de apreço e de agradecimento ao meu associado, que é incansável e tudo faz para servir todos os seus aderentes de forma profissional, para que nada falte no estabelecimento, sem ruturas e com a devida antecedência”, conclui.


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TEXTO BÁRBARA SOUSA | FOTOS SARA MATOS

Época Surpresa

VARIEDADE COMO ASSINATURA O Época Surpresa marcou sempre presença nos eventos da rede Aqui é Fresco, pelo que não foi a mudança de formato, fruto do conturbado contexto atual, que impediu o empresário Augusto Nogueira de participar na X Convenção Aqui é Fresco, desta vez em formato digital.

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U

m ponto de referência da Ramada, o Época Surpresa II é, como o nome bem indica, o segundo estabelecimento que nasce das mãos de Augusto Nogueira. O seu primeiro espaço de comércio de proximidade, que já conta com cerca de oito anos de existência, também se encontra em Odivelas. Uma casa, nas palavras do proprietário, mais antiga e mais antiquada, mas onde fica bem patente o desejo de “puxar por ela”, melhorias que passam, sobretudo, pela renovação da imagem. Mas, garante o empresário, é ao Época Surpresa II que dedica a maior parte do seu tempo. Não fosse o lema desta loja “Temos tudo o que você precisa em casa”, o estabelecimento disponibiliza um sortido invejável de uma variedade de referências, para que os clientes consigam encontrar tudo o que precisam no seu interior. “Neste tipo de loja, se não se tem um produto, é muito complicado. Dá muito mais trabalho manter a diversidade. Aqui, podia ter a loja com menos 200 ou 300 produ-

tos, mas, se calhar, não funcionava tão bem. É a minha maneira de fazer as coisas e penso que estou certo, porque a loja tem vindo a crescer, nestes três anos”, explica Augusto Nogueira. Uma tarefa que se tornou ainda

mais pertinente, à medida que a crise da Covid-19 mostrou bem ao público a importância do comércio de proximidade. Assim, durante este ano que transformou o consumo, o Época Surpresa II pretendeu, acima de tudo, garantir uma experiência PUB

Agora tem Vianeza Maionese, para além da já tradicional 3 Castelos.

3 CASTELOS

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de compra superior a todos os que entram pela sua porta. E continuam a visitá-lo os clientes que preferem a qualidade da sua oferta de produtos frescos e a variedade presente na loja, em detrimento de outras propostas. “A loja é pequena, em vez de ter duas frentes, como têm outras, ou quatro, como têm os ‘grandes’, só tenho uma. Mas tem muito mais oferta. Tem muita variedade e penso que é isso que faz a loja”, refere Augusto Nogueira. O serviço personalizado, a confiança, a segurança e a comodidade que este estabelecimento de proximidade ofereceu aos seus clientes, ao longo destes meses, permitiu que passasse a ser a primeira escolha de muitos consumidores para realizar as suas compras. Adicionalmente, o Época Surpresa fez o salto para o digital, participando na X Convenção Aqui é Fresco, que se realizou de forma virtual. Um evento que permitiu aos 750 comerciantes da rede visitarem os stands e, ainda, assistir ao lançamento de várias novidades, tudo no formato digital. No total, esta edição contou com a presença de 72 fornecedores da indústria distribuídos por stands virtuais, que incluem as principais empresas dos diversos sectores de alimentação, bebidas, higiene pessoal e do lar, numa dinâmica que envolveu cerca de duas mil pessoas. Com presença constante nas convenções que se realizavam em

DURANTE ESTE ANO QUE TRANSFORMOU O CONSUMO, O ÉPOCA SURPRESA II PRETENDEU GARANTIR UMA EXPERIÊNCIA DE COMPRA SUPERIOR

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espaço físico, o Época Surpresa não deixou de estar presente na esfera digital. O balanço foi, realmente, positivo, com o evento muito bem explicado, sem espaço para dúvida ou confusão nas compras, ainda que a este espaço de comércio de proximidade tenha feito falta o contacto cara a cara. Apesar da X Convenção Aqui é Fresco trazer para o ambiente digital todo o dinamismo que caracteriza esta iniciativa anual, mostrou-se significativamente diferente para quem estava habituado a falar diretamente com o fornecedor. Em vez disso, enfrentou um ecrã onde os processos, antes irrefletidos e ligeiros, se passam num mundo incorpóreo. Neste que foi um ano atípico, o reforço da digitalização foi um grande aliado na adaptação à pandemia de Covid-19, mas o comércio de proximidade, para o Época Surpresa, deve ser, como a palavra indica, de proximidade. Apesar de ver com bons olhos a progressiva digitalização neste canal de comercialização, reflete que é importante não se esquecer que quem prefere o comércio de proximidade fá-lo pelo gosto de ver os produtos. Pelo contacto empático e pessoal com o comerciante, entre os donos do negócio e o consumidor, em detrimento de um comércio mecanizado e menos humano. E pelo facto da compra vir acompanhada por “dois dedos de conversa”, como só acontece no comércio tradicional.


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Opinião

UM EXEMPLO DE RESILIÊNCIA E UM MOTIVO DE CONFIANÇA TEXTO

JOÃO TORRES, SECRETÁRIO DE ESTADO DO COMÉRCIO, SERVIÇOS E DEFESA DO CONSUMIDOR

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| FOTOS D.R.


É de elementar justiça valorizar e, subsequentemente, agradecer o esforço extraordinário desenvolvido por trabalhadores e empresários do comércio, tanto do comércio a retalho, como do comércio por grosso, que permitiram manter o País em marcha nos momentos mais difíceis.

O

sector do comércio é dos mais dinâmicos e relevantes para a economia nacional. Dados recentes demonstravam que apenas o subsector do comércio a retalho (alimentar e não alimentar) empregava mais de 450 mil trabalhadores, distribuídos por 129 mil empresas. É um valor significativo. As rotinas estabelecidas e as nossas vidas dependem de um comércio vibrante, sustentável e inovador. No contexto preciso em que nos encontramos, é reconhecido que o comércio é uma das atividades que mais tem sentido os impactos da pandemia, ora por via das restrições impostas por medidas que visam mitigar os seus efeitos, ora pela inerente retração do consumo. Neste particular, é de elementar justiça valorizar e, subsequentemente, agradecer o esforço extraordinário desenvolvido por trabalhadores e empresários do comércio, tanto do comércio a retalho, como do comércio por grosso, que permitiram manter o País em marcha nos momentos mais difíceis. O comércio é, pois, uma das atividades mais transversais e capilares da economia, pois interage diretamente com outros sectores e estabelece uma importante ligação entre as atividades económicas de produção e de transformação – a montante – e os consumidores finais – a jusante. Este posicionamento confere-lhe um papel estratégico na dinamização do nosso tecido produtivo. Nos últimos meses, o comércio a retalho alimentar tem-se afirmado ainda mais como um alicerce insubstituível para a satisfação das necessidades básicas da população, designadamente no acesso a bens essenciais. Todos os estabelecimentos de retalho alimentar contribuíram ativamente, desde logo, para superarmos o período de confinamento, entre meados de março e o início de maio. Os minimercados, as mercearias e os

supermercados de proximidade, por vezes designados de bairro, viram sublinhada a sua essencialidade para a qualidade de vida das comunidades onde estão inseridos. É de realçar, no conjunto de desafios que a economia enfrenta, a importância da transição digital e da transição verde. Mas, adicionalmente, são de saudar todas as iniciativas que reforcem a cooperação e a escala no sector do comércio, proporcionando ganhos e oportunidades para todos. A cooperação e a escala, justamente, valorizam a sua competitividade. Projetos como o Aqui é Fresco, a par de outros, permitem às empresas e ao País agilizar as suas cadeias de abastecimento e, acima de tudo, reforçar a viabilidade de muitos estabelecimentos. Julgo, como tal, que a materialização de redes e de vasos comunicantes entre as diversas operações associadas ao comércio a retalho alimentar, em especial nos estabelecimentos de menor dimensão, é um caminho com futuro. O Aqui é Fresco é, nesse sentido, um exemplo de resiliência e um motivo de confiança. No ano de 2020, absolutamente singular e excecional na vida de cada uma e cada um de nós, foram tomadas várias medidas no sentido de proteger o emprego e apoiar as atividades económicas. Entre muitas outras, será de destacar o programa Adaptar, que atuou no sentido de suportar uma parte significativa das despesas de aquisição, entre outros, de materiais e equipamentos que reforçam a segurança de operadores económicos e consumidores. Não obstante o Governo estar focado nas respostas necessárias no âmbito da pandemia, não perdemos de vista, como anteriormente referido, os desígnios da digitalização e da sustentabilidade. Neste particular, sublinho a importância do programa Comércio Digital, uma iniciativa da Associação da Economia Digital (ACEPI), em

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parceria com a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), à qual dedico uma atenção especial. Este programa foi este ano revisitado, no sentido de melhor servir os seus propósitos num contexto de pandemia, desde logo, com a criação de uma Academia Virtual e com a disponibilização de uma linha de apoio aos empresários que pretendam explorar as oportunidades emergentes com a digitalização.

“PROJETOS COMO O AQUI É FRESCO, A PAR DE OUTROS, PERMITEM ÀS EMPRESAS, E AO PAÍS, AGILIZAR AS SUAS CADEIAS DE ABASTECIMENTO E, ACIMA DE TUDO, REFORÇAR A VIABILIDADE DE MUITOS

ESTABELECIMENTOS” Estes tempos são, pela sua natureza imprevisível, especialmente difíceis. Mas acredito na nossa capacidade de superação coletiva: assim respondemos em todos os momentos críticos da nossa história. A minha disponibilidade para auscultar, dialogar e agir é inequívoca. Num momento complexo como o que vivemos, o Governo está ao lado do sector do comércio, um dos maiores responsáveis pela vitalidade dos nossos territórios.


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Opinião

DO COMÉRCIO INDEPENDENTE AO COMÉRCIO ASSOCIADO Em Portugal, a esmagadora maioria das lojas de proximidade reveste uma natureza independente e/ou associada, como é exatamente o caso da relação comercial estratégica que liga a rede retalhista Aqui é Fresco com os cash & carries integrados na central de compras UniMark. FOTOS D.R.

A

s lojas de proximidade e de conveniência são definidas como estabelecimentos comerciais alimentares de

pequena dimensão e sortido limitado, de natureza independente, associada ou integrada, por vezes, em regime de franquia, com localizações

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muito diversas, tais como centros de cidades, ruas comerciais, postos de abastecimento de combustíveis ou estações ferroviárias, e tendo por objetivo satisfazer as necessidades imediatas do consumidor, privilegiando um sortido de produtos frescos hortofrutícolas e de grande rotação e de utilidade doméstica, funcionando em horários alargados. Em Portugal, a esmagadora maioria das lojas de proximidade reveste uma natureza independente e/ou associada, como é exatamente o caso da relação comercial estratégica que liga a rede retalhista Aqui é Fresco com os cash & carries integrados na central de compras UniMark. A natureza do retalho independente tem sido encarada, ao longo dos anos, como uma questão relevante, embora sujeita a situações de risco, uma vez que o aumento da concentração, numa série de mercados de produtos de grande consumo, criou um ambiente de grande dinâmica e intensa concorrência. De um modo geral, as empresas independentes de pequena dimensão estão mal preparadas para lidar com estas novas circunstâncias de mercado, facto que tem conduzido a especulações sobre


o seu desaparecimento, fundadas na sua crescente obsolescência, em termos de ambiente negocial, formato retalhista e forma de gestão. A reduzida dimensão das organizações (e do seu negócio), apontada quase sempre como um sério constrangimento no sector do comércio a retalho, pode constituir-se como um fator decisivo da sua capacidade de adaptação, por via de uma maior flexibilidade para a introdução de mudanças. No entanto, embora o número de lojas retalhistas independentes, principalmente as de sortidos alimentares, tenha vindo a reduzir-se, elas ainda representam, em quase todos os países, um número significativo do total de empresas e lojas retalhistas, e Portugal não é exceção, o que demonstra, claramente, que continua a existir procura para os serviços prestados pelo retalho independente e que este dispõe de qualidades que lhe permitem sustentar a sua existência. Apesar das muitas limitações dos retalhistas independentes, nomeadamente, as resistências à mudança, as dificuldades do associativismo e as muitas ideias preconcebidas que acabam por se generalizar em relação ao perfil do comerciante, quase todos têm noção de que o seu negócio continuará válido enquanto os seus objetivos contemplarem a melhoria contínua do mesmo. Estas limitações dos retalhistas independentes sugerem a sua incapacidade para adotar novas políticas e estratégias comerciais, não obstante tais empresas possuírem uma grande flexibilidade na escolha dos seus mercados-alvo e na adoção das suas estratégias. A personalização, por vezes íntima, da sua relação com os clientes e alguma capacidade de responder rapidamente às novas condições de mercado permitem-lhes manter um certo grau de competitividade e dão-lhes uma forte base de subsistência, pelo que se terá de reconhecer que alguma dimensão estratégica deverá existir no sector retalhista independente. Há poucos estudos sobre o sector retalhista independente, mas os que existem apresentam alguns resultados interessantes no que diz respeito às alternativas estratégicas compe-

titivas adotadas por estas empresas de pequena dimensão. Ao estudar as estratégias de marketing dos retalhistas independentes, alguns autores enfatizam, inevitavelmente, as suas limitações e tendem a recomendar opções estratégicas específicas como vias preferidas para o sucesso. Em particular, tem sido sugerido que as empresas pequenas não podem esperar “dar a volta ao texto” através de estratégias de liderança de custos ou de diferenciação, mas sim de uma oferta mais focada e especializada. A ideia dominante entre os estrategas das pequenas empresas também sugere que os retalhistas independentes não devem considerar os preços baixos como uma opção de posicionamento estratégico, mas antes concentrar os seus esforços nos serviços prestados aos clientes, na especialização ou na personalização da oferta, como muitos autores sugerem (Covin e Covin, 1990). Porém, os resultados do escasso número de estudos empíricos, no âmbito das estratégias retalhistas independentes, sugerem que tais afirmações evidenciam uma visão demasiado redutora das estratégias adotadas e dos resultados de desempenho obtidos. No fundo, o futuro do comércio independente irá depender, essencialmente, da sua capacidade de adaptação às transformações e mudanças sociais e às novas exigências do mercado. Tal como na física, também ao comércio pode aplicar-se a conhecida Lei de Lavoisier: nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Nem sequer se pode afirmar que o futuro do comércio independente esteja antecipadamente traçado pelo facto de ser constituído por unidades de pequena dimensão. Se estabelecermos uma analogia entre a evolução do comércio e a evolução darwiniana das espécies, concluir-se-á que aquelas que subsistiram até hoje não são as que possuíam maiores dimensões (se não, ainda hoje existiriam dinossáurios), mas aquelas que, embora pequenas, conseguiram adaptar-se, evoluindo, às transformações operadas no meio envolvente. De igual modo, para evoluir, o segmento independente do canal retalhista precisa de ser dinâmico, ino-

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vador e eficiente, pelo que deverá possuir serviço (geralmente personalizado a oferecer à sua clientela), motivação (inerente à gestão de um negócio próprio, muitas vezes, familiar), competência (há que investir permanentemente na formação) e profissionalismo (características de um especialista). Só assim os retalhistas independentes poderão vencer as atávicas dificuldades inerentes à atividade que desenvolvem, nomeadamente, o isolamento, a falta de dimensão crítica e de poder negocial, as deficiências estruturais e a ausência de formação técnica adequada. Ora, uma das formas de ultrapassar

“PARA EVOLUIR, O SEGMENTO INDEPENDENTE DO CANAL RETALHISTA PRECISA DE SER DINÂMICO, INOVADOR E EFICIENTE” ou minorar tais dificuldades, que se constituem como efetivas desvantagens competitivas, assenta na sua evolução de retalho independente para formas de retalho associado, constituindo-se este como uma das melhores opções para esbater o desequilíbrio existente, face ao retalho integrado das grandes superfícies comerciais, nomeadamente, ganhar alguma dimensão crítica e poder negocial, usufruir de serviços comuns e beneficiar de formação que a sua natureza de independentes não lhes permite possuir, quando persistem em trabalhar orgulhosamente sós. José António Rousseau Consultor, docente e investigador na UNIDCOM/IADE www.rousseau.com.pt


UP

O SEU PARCEIRO DE NEGÓCIO CELEBRA 15 ANOS Criado, em 2005, para ser um conceito alternativo para fazer face ao número crescente de promoções existentes no mercado, a marca UP assinala, em 2020, o seu 15.º aniversário. Década e meia a ser o parceiro do seu negócio, a gerar valor acrescentado para o comércio independente em Portugal e fazer prevalecer argumentos críticos de sucesso, como a qualidade, o preço, a confiança, a segurança e a conveniência, por uma marca criada e pensada para o comércio de proximidade.

TEXTO BRUNO FARIAS | FOTOS D.R.

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O

arranque do percurso da marca própria da UniMark deu-se com apenas 28 referências, com a marca UP a ter na sua génese a ambição de acompanhar a oferta existente noutras insígnias, ao colocar no mercado produtos mais baratos e de design simplista, posicionados como primeiro preço. Dois anos volvidos, o fundamento da nova marca da UniMark já era inegável, com a UP não só a disponibilizar um número de referências em torno dos 400 artigos, como a proporcionar uma resposta sólida nas gamas mais procuradas pelos retalhistas, isto além de contemplar algumas propostas dirigidas para o canal Horeca. O ano de 2010, por sua vez, trouxe consigo o atingir das 800 referências disponíveis, com a UP a acompanhar as tendências de mercado onde, e perante um consumidor mais atento e exigente, procurou alternativas, passando a atuar não somente com foco no preço, mas, acima de tudo, com incidência na qualidade. O aprimorar na apresentação dos produtos foi, igualmente, realizado de modo a refletir a melhoria efetuada no sortido disponível, passando a apresentar-se ao mercado como marca própria. Decidiu-se, portanto, alterar o posicionamento da marca UP, reformulando não só a imagem, como o princípio; não apenas "o melhor preço", mas sim "o melhor preço, para a melhor qualidade”. O início de uma nova etapa para a marca UP, com o ano de 2011 a constituir um novo degrau na evolução deste argumento diferenciador da UniMark, através de uma completa reformulação de imagem, que passou pela concretização de uma nova identidade gráfica de marca, assim como a nível da apresentação

das embalagens dos produtos, com design e criatividade perfeitamente alinhados com as marcas líderes de mercado. Foi, igualmente, efetuada uma análise comparativa de qualidade, em todos os produtos, com os líderes de mercado, melhorando-se todos aqueles onde que foi identificada essa necessidade. Também a

“O MELHOR PREÇO, PARA A MELHOR QUALIDADE” É A VISÃO DA MARCA UP QUE SE PREPARA PARA ALARGAR A OFERTA DISPONÍVEL 73

oferta de sortido sofreu alterações. Após um cuidado estudo de mercado, e devidamente identificadas as necessidades fundamentais dos retalhistas, foram introduzidas novas referências e retiradas outras que apresentavam níveis de rotação mais baixos. CONSOLIDAÇÃO A consolidação da UP, enquanto marca própria de referência da UniMark, foi feita, de forma progressiva, ao longo dos anos seguintes, com 2017 a registar novo salto qualitativo na oferta da marca, ao criar conceitos de família por gamas e ao uniformizar, sob uma mesma designação e conceito de imagem, os produtos comercializados ao abrigo de todas elas. Com esta redefinição do portfólio, nasceram as gamas Wash UP (para produtos de lavagem de roupa e loiça), Clean UP (para produtos de limpeza) e UP Care (para produtos de higiene pessoal), que ainda hoje vigora em termos de definição e categorização do sortido. O que faz com que a marca se encontre a atingir a “idade adulta”. Já com 15 anos de existência, com a maturidade de quem considera o preço um aspeto importante e a qualidade um fator determinante, a marca UP veio para ficar e, acima de tudo, para marcar a diferença no lar de todos os portugueses. Assumindo-se, ao longo da última década, como o parceiro de confiança das cerca de 700 lojas Aqui é Fresco, fidelizando clientes, ao proporcionar-lhes uma oferta ampla de artigos alimentares, cuidados do lar e pessoais. Melhor preço para a melhor qualidade continua a ser a visão operacional desta marca, que tem como preocupação alargar a oferta a múltiplas necessidades, com uma imagem cada vez mais apelativa ao olhar e fomentadora do consumo. Um trabalho contínuo de acompanhamento das necessidades de um consumidor


evolutivo, em constante mudança, reconhecido por associados e aderentes. Até porque está provado que uma boa imagem vende, mas a preocupação da UniMark vai muito além disso. Pretende-se que a experiência de compra dos clientes e consumidores seja algo que lhes acrescente valor e não apenas o simples facto de "despachar" uma tarefa. De acordo com dados da Nielsen, ao longo dos últi-

mesmo são algumas das propostas de base alimentar e não alimentar presentemente comercializadas que, para além da preferência pela produção nacional, assentam a sua origem também na preocupação com o ambiente e antecipação das medidas impostas pela legislação portuguesa e europeia. A exemplo dos descartáveis ecológicos UP Home, nomeadamente, copos, talheres, pratos, taças e palhetas de madeira que são

mos anos, tem-se vindo a registar um ligeiro aumento no crescimento de vendas de marca própria, tendo-se acentuado essa preferência, no último ano. É, seguramente, a preocupação por parte de quem trabalha este sector que tem contribuído para esta mudança de mentalidade e escolha do consumidor. Tanto mais, quando o fator poupança deixou de ser o elemento exclusivo na escolha de quem procura a marca própria, emergindo, de forma paralela, a importância de outros elementos decisivos à compra, como são a qualidade, a inovação, o apoio à produção local e parcerias com produtores nacionais, bem como a preocupação com o meio ambiente e a sustentabilidade da produção e das matérias-primas, refletindo-se as mesmas na seleção de fornecedores que partilhem esta preocupação da UniMark, que passou a ser determinante na escolha de todos os operadores que consigo colaboram. Prova disso

produzidos pela Diprolar. Já os doces vários e de qualidade superior de origem portuguesa têm origem na SCALREGIONAL - Sabores do Cam-

O FATOR POUPANÇA DEIXOU DE SER O ELEMENTO EXCLUSIVO DE ESCOLHA DE QUEM PROCURA A OFERTA DISPONÍVEL EM MARCA PRÓPRIA 74

po. Os bolos e biscoitos tradicionais portugueses, nomeadamente, as areias, os lagartos, as manteiguinhas e supremas de chocolate, são uma referência da marca UP e igualmente produzidos em Portugal, pela Confeitaria Carlos Gonçalves. Nesse sentido, pode-se, ainda, referir o presunto com 10 meses de cura (gama média qualidade) do fornecedor Sicarze, também 100% português. Estes são apenas alguns exemplos, pelo que existe a convicção de que a marca UP é, cada vez mais, a escolha preferencial e acertada na cesta de compras dos clientes. E nem as novas gerações de consumidores ficam de fora da visão de negócio da UP. Adeptas da mudança, sobretudo quando associada a valores nobres e de envolvimento com a sociedade e ambiente, e por comungar dos mesmos valores e princípios, a UniMark está atenta e empenhada em acompanhar as necessidades destas novas gerações de consumidores. Consciente de que o futuro da marca UP vai depender do retalho, e não diretamente da era pós-Covid, o compromisso da UniMark é continuar a trabalhar e inovar, de forma a que, quando comparada com outras marcas, a UP tenha, sempre, mais e melhor para oferecer. Com os retalhistas e os consumidores a poderem esperar da central e da marca um posicionamento complementar às marcas de fabricante e constante inovação, pois a UniMark tem a certeza de onde está, o que quer e para onde pretende ir. Decididamente, estar perto do consumidor e ao lado do retalhista estão entre as prioridades. SEGMENTAÇÃO Futuro do qual fará, igualmente, parte o direcionar da marca própria UP para vários perfis, com a disponibilização de uma oferta mais alargada de produtos já confecionados, saladas prontas, embalagens maiores, oferta de produtos na compra de determinadas unidades, entre outras iniciativas a anunciar em breve. A preocupação com a sociedade é outro dos grandes objetivos da marca, razão pela qual irá desenvolver ações


QUALIDADE, PREÇO, CONFIANÇA, SEGURANÇA, CONVENIÊNCIA, PROXIMIDADE E HUMANISMO SÃO ATRIBUTOS ASSOCIADOS À MARCA UP para ajudar os consumidores, através de todos os retalhistas. É forte a convicção de que o comércio de proximidade irá ajudar a promover a marca UP, que se move pelos mesmos valores da rede de retalho que a prefere e onde estar perto do consumidor é parte integrante do seu ADN. Oferecendo qualidade, aliada a uma larga

experiência, pretende-se ter, ainda mais, notoriedade, com a marca a ser, constantemente, desafiada pelos clientes a fazer melhor. Até porque a UP gosta de comunicar, o seu cliente não está de passagem, 99% das vezes, é um amigo que veio para ficar e, por isso, a transação comercial existente vai muito além do compromis-

so. Na maioria das vezes, acaba por ser uma relação pessoal. Por tudo isto, a confiança e a qualidade são a base do seu trabalho, mas também a proximidade e a humanização. Um predicado de passado, presente e futuro. PUB

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“CUIDE DO SEU CORPO POR INTEIRO. BEBA ÁGUA DO VIMEIRO.” No ano em que celebra 100 anos, a Água do Vimeiro assume novo posicionamento e muda de imagem. Os benefícios, esses, mantêm-se inalterados e os mesmos de sempre, desde há várias gerações. A conjugação da elevada mineralização, do equilíbrio de minerais essenciais e do pH alcalino fazem desta uma água equilibrada, única no panorama nacional e perfeita para quem quer "cuidar do seu corpo por inteiro".

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o ano em que se celebram os 100 anos da constituição da Empresa das Águas do Vimeiro, S.A., esta assume um novo posicionamento com foco nas características únicas da Água do Vimeiro. "Cuide do seu corpo por inteiro. Beba Água do Vimeiro." é a nova assinatura da marca, que reflete precisamente esta aposta na comunicação dos benefícios desta água secular. Não há nenhuma água no mercado nacional que iguale as características da água mineral natural do Vimeiro, o que leva a uma nova estratégia da marca e a uma aposta na diferenciação e na afirmação do que a torna única. Neste reposicionamento, desenvolveu-se uma nova imagem institucional da Água do Vimeiro, que foi coroada com o seu estatuto de eleição. Este é o momento certo para fazer esta aposta, uma vez que, hoje, o consumidor está mais atento à sua saúde e bem-estar e valoriza produtos naturais que contribuam para um estilo de vida saudável. Contudo, em Portugal, ainda há um reduzido conhecimento sobre a água em si e os seus benefícios. As águas não são todas iguais, nem é igual a sua capacidade de repor os minerais essenciais e oligoelementos. É, por isso, objetivo da marca promover também a partilha de conhecimento sobre o universo da água mineral natural e os seus benefícios para quem a consome. Do reposicionamento da Água do Vimeiro resultou também um

rebranding dos rótulos e do packaging, nomeadamente, a alteração das embalagens de vidro e de PET, que se apresentam agora transparentes, em todas as gamas, e mais amigas do ambiente, uma vez que são recicláveis a 100% e permitem um reaproveitamento mais eficaz do que as de plástico verde. E, ainda, de um website institucional renovado que incorpora também o blogue "Equilíbrio Vimeiro", que contém conteúdos direcionados a três segmentos em particular: i) grávidas e bebés, com quem a Vimeiro Original já tem um longo historial de afinidade, pela comprovada eficácia na hidratação e auxílio do processo digestivo, limitando, nas grávidas, as náuseas, vómitos e azia e, particularmente, nos bebés, prevenindo ou reduzindo as comuns cólicas; ii) desportistas, na medida em que a água, pela

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sua riqueza e equilíbrio mineral, é a mais adequada para uma plena hidratação antes, durante e após o exercício físico, ajudando a repor os minerais; iii) e os seniores, uma vez que a água Original do Vimeiro é uma fonte adequada de minerais essenciais para esta fase da vida, como sejam, por exemplo, o cálcio, com efeitos benéficos comprovados ao nível do reforço da estrutura óssea e/ou diminuição do risco de doenças cardiovasculares. Com o objetivo de ajudar o consumidor a perceber o que distingue as diferentes águas existentes no mercado nacional, contribuir para uma escolha mais consciente e aumentar o conhecimento sobre a composição das águas existentes no mercado, a Vimeiro disponibiliza no seu renovado website um comparador de águas, uma inovação absoluta no mercado português ao serviço do público.


Desperdício Alimentar

UMA LUTA QUE É DE TODOS De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), por ano, desperdiça-se um milhão de toneladas de alimentos em Portugal. Se o desperdício existente a nível mundial fosse aproveitado, seria suficiente para alimentar dois mil milhões de pessoas e daria para dar de comer duas vezes a todos os que passam fome no mundo. Os números são assustadores e mais do que justificam que o desperdício alimentar faça parte das agendas. A luta é de todos e o Aqui é Fresco, enquanto empresa responsável e munida de um propósito, tem um contributo para dar.

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uando 2020 arrancou, todos falavam de sustentabilidade. Ao nível ambiental, na gestão dos recursos, nas práticas empresariais e comerciais. E, de repente, o que parecia impensável aconteceu. Um novo vírus, desconhecido por todos, rapidamente se propagou pelo mundo, infetando milhões, matando milhares, paralisando economias, colocando as vidas em suspenso. A tão apregoada sustentabilidade pareceu deixar de fazer parte do léxico mais utilizado, cedendo o seu protagonismo a outros valores de não menor importância: solidariedade, colaboração, entreajuda, segurança. O que não significa, necessariamente, que tenha deixado de fazer sentido falar de sustentabilidade. Muito pelo contrário. O que a atual pandemia veio destacar são, precisamente, outras faces da mesma. Um mundo mais sustentável tem de ser, necessariamente, um mundo mais solidário, onde todos, sem exceção, dos coletivos aos indivíduos, têm um papel a desempenhar na busca de soluções para os desafios que se colocam. Ora, uma das mudanças mais significativas catalisadas pela crise pandémica prende-se com a relação com os alimentos. Nestes tempos em que muitos falam do papel da pandemia na

TEXTO CARINA RODRIGUES | FOTOS D.R

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“recuperação” do planeta, aludindo às informações sobre a descida drástica dos níveis de poluição, seria um paradoxo que a sustentabilidade deixasse de fazer parte das agendas. E sustentabilidade e consumo consciente são sinónimos de luta contra o desperdício alimentar. DESPERDÍCIO ALIMENTAR Cada português desperdiça, em média, 132 quilogramas de comida por ano, segundo dados da Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar. O estudo PERDA estima que cerca de 17% dos alimentos que são produzidos, comercializados e consumidos são perdidos, correspondendo a cerca de um milhão de toneladas de alimentos por ano. Em termos práticos, se esse valor fosse aproveitado, seria suficiente para alimentar metade da população portuguesa, durante um ano inteiro. Este cenário tem motivado o combate ao desperdício alimentar, ao longo de toda a cadeia de abastecimento. Em setembro de 2019, entrou em Portugal a Too Good To Go, uma app criada, em 2016, na Dinamarca, por um grupo de jovens empreendedores que se aper-

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ceberam da quantidade de comida que era desperdiçada num restaurante, apenas porque não tinha sido consumida no horário de serviço. Os utilizadores e estabelecimentos parceiros da Too Good to Go, que vão desde restaurantes a supermercados têm, assim, nas suas mãos o poder de “salvar” comida com qualidade. Através da app, os utilizadores podem comprar, a um terço do preço original, cabazes de alimentos ou refeições em ótimo estado de consumo. Ao associarem-se à missão da Too Good To Go, os estabelecimentos contam com um novo canal de venda, contribuindo, simultaneamente, para um planeta mais sustentável. Nas lojas Aqui é Fresco, existem muitos alimentos que poderiam passar a ser escoados por esta via. Em Portugal, a Too Good to Go conta já com uma comunidade de mais de 470 mil utilizadores e mais dois mil parceiros. Juntos, já salvaram mais de 280 mil refeições, o que equivale a 700 toneladas de CO2e que não foram libertadas para a atmosfera, caso fossem desperdiçadas. O equivalente a 1.834 voos de Lisboa-Londres. De facto, existem cada vez mais iniciativas e projetos que estão ao alcance 27/10/2020

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CADA PORTUGUÊS DESPERDIÇA, EM MÉDIA, 132 QUILOGRAMAS DE COMIDA POR ANO de todos para combater o desperdício alimentar. O movimento Unidos Contra o Desperdício, que conta com o alto patrocínio do Presidente da República, nasceu na mesma data em que foi celebrado, pela primeira vez, o Dia Internacional da Consciencialização Sobre Perdas e Desperdício Alimentar. Várias entidades já se associaram a este movimento, entre as quais a UniMark. O mais importante é a consciência coletiva que se pretende despertar. Um compromisso que é também assumido pelo Aqui é Fresco, que quer ter um papel ativo na mudança para um mundo melhor. Em breve, partilhará novidades sobre o seu contributo nesta luta que é de todos. Fique atento. PUB

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© José Caldeira

150 Anos de Uma Empresa Onde os Sonhos se Cultivam

Em 1870, Manoel Pedro Guedes trocou a política pela agricultura e fundou aquela que viria a ser a empresa líder destacada da região dos Vinhos Verdes, a Aveleda. Tudo começou com um sonho seu, que o “futuro desta casa será o vinho”. Esta empresa conta hoje com uma história de 150 anos com inúmeros sucessos, sempre na mão da mesma família. 2020 é um ano em que os primos Martim e António Guedes, 5ª geração à frente da Aveleda, queriam celebrar junto dos seus colaboradores, familiares, parceiros de negócios e amigos, os 150 anos de história da Aveleda nos seus belíssimos jardins. No entanto, a pandemia impediu que se juntasse toda a gente numa festa. Ainda assim, a Aveleda não deixa de ter razões para celebrar. Nesta efeméride, os administradores desta produtora da região dos Vinhos Verdes recordam o caminho percorrido até aqui e aquilo que tornou a Aveleda a empresa líder destacada da região e que hoje conta com mais três regiões no seu diverso portfólio. Tudo nasce na Quinta da Aveleda, em Penafiel, quando o trisavô da actual geração decidiu investir na plantação de vinha e na construção de uma nova adega com capacidade para 300 pipas. Manoel Pedro Guedes morreu no ano em que a Quinta ainda só produzia pouco mais de 90, mas esta aposta no vinho veio a provar-se vencedora. Os primeiros vinhos da Aveleda contaram com distinções nas feiras de Bordéus e de Berlim, o que desde cedo demonstrou que a qualidade estava assegurada.

Alegria para mais de 70 países Os anos 30 são marcados pela visita inesperada à Quinta da Aveleda de um enólogo francês chamado Eugéne Hélice. Quem o recebe é Roberto Guedes, administrador da Quinta na altura e avô da actual geração. Eugéne Hélice estava no comboio a caminho do Douro, e decidiu sair após ver a vinha da Quinta, plantada de forma exemplar e muito distinta do resto do país. Depois de uma boa conversa entre os dois, ficou decidido que o enólogo teria uma vinha a seu cargo para produzir um vinho branco: a vinha de Casal Garcia. A alquimia deste vinho provou-se um sucesso para os paladares mais exigentes da europa, e Casal Garcia rapidamente ganhou lugar em diversos mercados. Hoje, é a marca de vinho branco português mais vendida no mundo, sendo a marca

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portuguesa mais consumida nos Estados Unidos e Brasil, e o ano passado atingiu um marco histórico ao vender mais de 1.000.000 garrafas na Alemanha. Casal Garcia leva hoje a “Alegria” a mais de 70 países.

O passo para o futuro A partir dos anos 60, a Aveleda vê uma transformação significativa na Quinta, onde se manteve a beleza e biodiversidade dos seus jardins românticos. Renovou-se a adega dando início à época da mecanização. Com o crescimento gradual de vendas, a melhoria dos processos de produção tanto na vinha, como na adega, tornaram-se o foco central da empresa. Na geração de Luis, António e Roberto Guedes, a Aveleda moderniza-se. A antiga adega passa a ser o casulo para a aguardente Adega Velha, que é lançada em 1971, e que calmamente estagia em cascos até ser loteada e engarrafada para ser disfrutada pelos mais consumidores mais conhecedores.

A inovação como espírito da empresa

© Kenton Thatcher

Nos anos 90, a empresa dá continuidade ao seu espírito inovador com a aposta em novas regiões, com a compra da Quinta da Aguieira na Bairrada e o lançamento da marca Charamba da região do Douro. O primeiro passo disruptivo na viticultura da empresa foi dado em 1994, com a plantação de 40 hectares de vinha em solos de xisto perto de Celorico de Basto. Cada nova vinha é concebida tendo em conta a preservação e melhoria do meio ambiente, utilizando técnicas de sustentabilidade como a plantação de corredores de biodiversidade, neutralização do pH dos solos e criação de sementeiras. A aposta nas castas Loureiro e Alvarinho, foi também um passo arrojado e que formam a base de qualidade dos vinhos da gama Aveleda.

O futuro está na diversificação Nas mãos da quinta geração, a forte expansão da empresa continua. O século XXI é pautado pela diversificação. A atual administração implementou um programa de expansão de vinha própria na Martim e António Guedes - co-administradores da Aveleda. região dos Vinhos Verdes, passando de 150 hectares em 2015 para 600 hectares no final de 2021. Em 2016, a empresa comprou a primeira quinta no Douro, a Quinta Vale do Sabor, e em 2017, a Quinta Vale D. Maria a Cristiano van Zeller, primo da família. Assim a empresa dá o primeiro passo para a criação de vinhos tintos, brancos e Vinhos do Porto de produção limitada e de gama Super Premium, pavimentando um novo rumo para a empresa. Em 2019, a aquisição da Quinta do Morgado da Torre em Alvor, no Algarve, dá origem ao projecto Villa Alvor, com foco em grandes vinhos brancos, rosés e tintos e com uma forte aposta no enoturismo. Em 2020, a Aveleda renovou o seu portfólio de vinhos brancos, com o lançamento de uma gama de solos de xisto e granito, e ainda um par de parcelas cuidadosamente seleccionadas. No ano em que se celebra 150 anos, a Aveleda lançou um vinho em homenagem ao seu fundador, Manoel Pedro Guedes, um vinho fruto do testemunho do tempo e experiência e que resulta de um blend das castas Alvarinho (90%) e Loureiro (10%). O futuro da empresa mantém-se com foco no vinho, na melhoria contínua dos seus processos e recursos, e com a paixão e ética que tem marcado o percurso até hoje. Assente na história de uma família, e das pessoas que compõem a família Aveleda, a Aveleda hoje afirma-se uma empresa onde os sonhos se cultivam.

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A Fechar

A CRESCER JUNTOS HÁ 10 ANOS Para comemorar o 10.º aniversário, a rede Aqui é Fresco decidiu, este ano, oferecer descontos diretos a todos os seus clientes e ainda a possibilidade de ganhar prémios adicionais através de sorteio: Roda da Sorte. Para participar, apenas terá de ser cliente das lojas Aqui é Fresco.

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campanha terá início a 18 de janeiro e termina a 21 de fevereiro, sustentada por três folhetos de aniversário quinzenais, que terão lugar de 18 a 25 de janeiro, de 28 de janeiro a 7 de fevereiro e, por último, de 11 a 21 de fevereiro. Ao longo do aniversário, o Aqui é Fresco vai estar presente nos meios de comunicação de cobertura nacional, nomeadamente, nas manhãs da SIC, na Casa Feliz. À semelhança do que vem sendo hábito, cada folheto promoverá 45 produtos de grande rotação e a preços bastante competitivos. Mediante um determinado montante em compras de produtos do folheto, o cliente fica, de imediato, habilitado a ganhar prémios, que certamente irão ao encontro das suas melhores expectativas. Mas os prémios não se esgotam aqui, já que o cliente tem ainda a possibilidade de participar na Roda da Sorte. Para tal, deverá apenas aceder ao site do Aqui é Fresco e participar. O sorteio é imediato, habilitando-se, ainda, a receber um cabaz de compras, com uma seleção dos melhores produtos.

A par disso, a Sociedade Aqui é Fresco irá associar-se a várias instituições de cariz social, com a doação de um cabaz de bens essenciais, todos os dias úteis. No total, serão oferecidos 25 cabazes. O objetivo desta campanha passa, sempre, por promover o negócio das nossas lojas aderentes, com a consequente dinamização de vendas, bem como incrementar a fidelização dos clientes que, a par do serviço de excelência, encontram mais um motivo para que voltem sempre. Para participar, as lojas aderentes te-

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rão, apenas, de adquirir, no grossista a que estão contratualmente ligadas, os produtos que constam em cada folheto. Também todo o material promocional para divulgação da campanha (folhetos, cartazes, cartaz da capa do folheto e destacadores de prateleira) será disponibilizado a todas as lojas participantes. O regulamento da campanha estará disponível no site da rede, em www. aquiefresco.com, e nos respetivos grossistas associados.


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