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Nova Rua da Marinha, modernizada, já contribui para desafogar o fluxo de veículos na capital paraense. Duas pistas de mão dupla, com três faixas de rolamento em cada sentido, aumentando a segurança viária e criando um estratégico eixo de circulação entre Belém e Região Metropolitana. Foto: Alexandre Costa/Agência Pará

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AArquidiocese de Belém do Pará realiza uma intensa programação para celebrar a Páscoa, maior solenidade da Igreja Católica, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Começando no Domingo de Ramos, 29 de março, e segue até o Domingo de Páscoa, 5 de abril. No dia 29 de março, Domingo de Ramos, haverá a bênção dos ramos, seguida de procissão e Santa Missa em todas as 109 paróquias da Arquidiocese de Belém, presidida pelos párocos e vigários, de acordo com a programação de cada uma. Na Catedral Metropolitana, a programação começa às 8h30, com bênção dos ramos e procissão saindo da Igreja Santo Alexandre para a Catedral Metropolitana, onde será presidida a Santa Missa por Dom Julio Endi Akamine, Arcebispo Metropolitano de Belém. À noite, Dom Julio presidirá também às 18h, na Reitoria Nossa Senhora de Lourdes, no bairro de Nazaré.
Dom Paulo Andreolli,
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belém, presidirá a Santa Missa às 9h, na Comunidade Imaculada Conceição, na Ilha do Maracujá, e às 18h, na Paróquia Nossa Senhora do Amparo, em Ananindeua. Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Emérito de Belém, presidirá às 11h, na Fazenda da Esperança, em Mosqueiro, e às 18h, na Paróquia Divino Espírito Santo, em Ananindeua. Na Segunda-feira Santa (30) a noite na Catedral Metropolitana, haverá a Santa Missa com entronização do Senhor dos Passos, às 19h, presidida pelo monsenhor Agostinho Cruz. Segunda (30) e terça (31) são os últimos dias do Mutirão de Confissões em preparação para a Páscoa, que teve início no dia 27 de março, com o objetivo de atender mais fiéis. As paróquias se organizam por datas e contam com mais sacerdotes auxiliando no atendimento aos fiéis. Na Quarta-feira Santa, 1º de abril, será realizado o Traslado do Senhor dos Passos, com a imagem
do Senhor dos Passos, saindo da Catedral Metropolitana para a Basílica Santuário de Nazaré, após a Santa Missa das 18h30.
Na Quinta-feira Santa, 2 de abril, a programação começa às 7h, na Catedral Metropolitana, com a oração das Laudes, que será realizada pelos cônegos do Cabido de Belém. A Missa do Crisma será às 8h, presidida pelo Arcebispo de Belém Dom Julio, e concelebrada pelo Bispo Auxiliar, Dom

Paulo, por Dom Alberto, Arcebispo Emérito, e por todos os sacerdotes e diáconos da Arquidiocese de Belém.
Nesta missa ocorre a renovação dos compromissos sacerdotais e a bênção dos santos óleos. A celebração será transmitida ao vivo pela Rede Nazaré de Comunicação (TV Nazaré, Rádio Nazaré e redes sociais), emissora da Arquidiocese de Belém.
Ainda na Quinta-feira Santa (2), à noite, ocorre a Missa da Ceia do Senhor, com a cerimônia do lava-pés, em todas as 109 paróquias, de acordo com o horário de cada uma.
Na Catedral Metropolitana, a celebração
será às 18h, presidida por Dom Julio. Em seguida, haverá o traslado do Santíssimo para a Capela da Reposição (na própria Catedral), para adoração até a meia-noite. Dom Paulo presidirá às 18h, na Fazenda da Esperança, em Mosqueiro, e Dom Alberto, às 18h, na Paróquia Santíssima Trindade, na Campina Sexta-Feira Santa, 3 de abril, Paixão e Morte do Senhor, a programação começa com a Procissão do Encontro às 7h a saída da imagem do Senhor dos Passos da Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré (Nazaré) e, às 8h saída da imagem de Nossa Senhora das Dores, da Igreja de São João Batista (Cidade Velha). Ambas seguem em procissão para o encontro, que ocorre às 10h30, na Igreja de Nossa Senhora das Mercês (Comércio). Durante o encontro das imagens, ocorre o Sermão do Encontro. Este ano, o pregador será o padre Gabriel Paes, Vigário Episcopal da Região Santa Cruz e Pároco da Paróquia Santa Teresinha da Amazônia. O Sermão das Sete Palavras é realizado às 12h, na Capela Santo Antônio (Praça Dom Macedo Costa, 128 - Campina). A 147ª edição terá como pregador Dom Julio Endi Akamine, Arcebispo Metropolitano de Belém. O sermão é composto pela meditação das sete últimas palavras proferidas por Jesus Cristo, quando suspenso no madeiro da cruz, em suas “três horas de agonia”.
Ação Litúrgica da Paixão e Morte do Senhor: na Catedral, será às 17h, presidida por Dom Julio. Nas paróquias, será celebrada a partir das 15h, pelos padres e vigários, de acordo com programação própria. Dom Paulo presidirá a partir das 15h, na Missão Belém, em Benevides, e Dom Alberto, às 15h, na Fazenda da Esperança, em Mosqueiro.
Sermão do Descendimento da Cruz: ocorrerá em seguida à Liturgia da Paixão, na Catedral Metropolitana. Este ano terá como pre-

gador o Monsenhor Agostinho Filho de Sousa Cruz, vigário geral da Arquidiocese de Belém e cura da Catedral. Após o sermão, haverá a Procissão do Senhor Morto, acompanhada da imagem de Nossa Senhora das Dores, da Catedral para a Igreja de São João Batista. No Sábado Santo, 4 de abril, a Vigília Pascal é celebrada em todas as paróquias, presidida pelos párocos e vigários. Na Catedral de Belém, ocorrerá às 20h, presidida por
Dom Julio. Após a vigília, haverá procissão com a imagem de Jesus Ressuscitado no entorno da Praça Frei Caetano Brandão. Dom Paulo presidirá a missa às 19h, na Paróquia Ascensão do Senhor, em Ananindeua. Dom Alberto presidirá às 19h, na Paróquia da Transfiguração do Senhor, em Ananindeua. Domingo de Páscoa, 5 de abril, Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor: a Missa de Páscoa será

celebrada em todas as 109 paróquias da Arquidiocese de Belém. Na Catedral, haverá missa às 7h, celebrada pelo padre Joseildo Zeferino; às 9h, pelo Monsenhor Agostinho Cruz; e às 19h, presidida por Dom Julio. Dom Paulo, presidirá às 8h, na Área Missionária Nossa Senhora da Esperança, no Telégrafo, e Dom Alberto, às 11h, na Fazenda da Esperança, em Mosqueiro.

A nova avenida reduz congestionamentos, aumenta a segurança viária, criando um estratégico eixo de circulação para a Região Metropolitana de Belém
Odespertar dos moradores entre os bairros da Marambaia e do Bengui ganhou um novo ritmo recentemente. Onde antes imperava o som das buzinas e o estresse de engarrafamentos quilométricos, agora se ouve o movimento suave dos pneus no asfalto novo e o som de passos ritmados de quem redescobriu o prazer de caminhar pelo bairro.
Além das obras físicas, fica o legado de que nós podemos quando queremos e todos trabalham com o único objetivo de fazer sonhos se transformarem em realidade. Mostramos que o paraense pode e merece ter mais.
Essa é uma via duplicada com alargamento, novo padrão urbano, nova organização para bairros da nossa cidade. Agradeço à Marinha e ao Governo Federal, através do BNDES, por mais essa parceria”, destacou o governador do Pará, Helder Barbalho.

A entrega da Nova Rua da Marinha pelo Governo do Pará não é apenas a inauguração de uma avenida, é a devolução da dignidade e do tempo para mais de 200 mil pessoas que dependem desse eixo estratégico na capital paraense. O cenário que se desenha ao longo dos quase 3,4 quilômetros de extensão da via reflete uma Belém que se moderniza sem esquecer do bem-estar humano.
“Essa obra é extraordinária, fundamental para desafogar o trânsito, garantindo uma trafegabilidade melhor em Belém, tudo isso com diversidade e preservação da natureza. Hoje é mais uma prova de que quando se trabalha em conjunto, focado nos resultados, a cidade cresce”, falou o prefeito de Belém, Igor Normando. O que era um caminho estreito, marcado por crateras e poeira, transformou-se em uma artéria vital com duas pistas de mão dupla, contando com três faixas de rolamento em cada sentido.

Essa ampliação robusta permite que o fluxo de veículos, antes represado em apenas duas faixas totais, agora corra livre, conectando de forma ágil as avenidas Augusto Montenegro e Centenário.

Para o supervisor de segurança João Bittencourt, a mudança é mensurável no relógio. Ele relata que o trajeto entre a Rodolfo Chermont e a Augusto Montenegro, que antes consumia mais de uma hora de sua vida em meio ao caos urbano, agora é feito em menos de cinco minutos. Essa economia de tempo representa mais horas de descanso e convívio familiar, um impacto direto na saúde mental de quem enfrenta a rotina pesada de trabalho na Região Metropolitana.
A obra da Nova Rua da Marinha carrega o selo de legado estruturante da COP30. Se o evento ambiental trouxe os olhos do mundo para a Amazônia, o investimento de 253 milhões de reais, realizado em parceria com o BNDES, trouxe soluções concretas para o dia a dia do paraense.

O governador Helder Barbalho destacou que a entrega simboliza a capacidade de transformar sonhos antigos em realidade, provando que a região merece infraestrutura de padrão internacional. O planejamento urbano não para por aqui. A nova via foi projetada para absorver um volume superior a 20 mil veículos por dia, aliviando a saturação de vias adjacentes que há décadas sofriam com o crescimento populacional sem o suporte de obras públicas equivalentes.
“Após 18 meses de muito trabalho e desafios de uma obra dessa magnitude, a Nova Rua da Marinha está entregue pelo Governo do Pará. Uma obra de infraestrutura completa com sinalização, asfalto, calçada, canteiro, ciclovia, paradas de ônibus, iluminação, equipamentos públicos como parque infantil com acessibilidade, espaço pet e academia ao ar livre para a população da redondeza, enfim, serviços que ajudam a desafogar o trânsito, garantindo mais qualidade de vida às pessoas”, falou o secretário de Obras Públicas, Ruy Cabral.
O projeto executado pela Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop) incluiu redes de drenagem profunda, fundamentais para enfrentar o regime de chuvas da Amazônia e evitar os alagamentos que antes paralisavam o trânsito local.




A vice-governadora Hana Ghassan reforça que a intervenção é fruto de cooperação e trabalho árduo. Segundo ela, quem vive na área sabe a diferença abissal entre o passado e o presente. A obra gerou 300 empregos diretos, movimentando a economia local antes mesmo de ser finalizada, e agora se consolida como um corredor de desenvolvimento que valoriza os imóveis e o comércio de toda a redondeza.
A engenharia da Nova Rua da Marinha foi além do asfalto. No coração da avenida, um canteiro central arborizado com cerca de 260 mudas de árvores nativas criou um microclima mais agradável e um espaço de convivência que a Marambaia tanto necessitava. O local agora abriga um playground com brinquedos acessíveis, academia ao ar livre e até um espaço pet, transformando a via em um destino de lazer para famílias inteiras.
Aposentados como Osvaldo Ribeiro e Celeste Mesquita são exemplos vivos dessa transformação. Osvaldo, amante da corrida de rua, agora treina com segurança nas calçadas largas e sinalizadas, enquanto
Celeste inicia sua rotina de exercícios às 5h30 da manhã, aproveitando a nova infraestrutura de iluminação e as áreas de passeio.
O risco de acidentes, que assombrava pedestres e ciclistas na antiga rua estreita, foi substituído pela tranquilidade de espaços segregados e seguros. A acessibilidade foi uma premissa do projeto. Todas as calçadas e equipamentos públicos seguem normas técnicas para garantir que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida possam usufruir de cada metro quadrado da nova avenida. A presença de uma ciclofaixa dedicada incentiva o transporte sustentável, permitindo que trabalhadores utilizem a bicicleta como meio de locomoção seguro entre as grandes avenidas da capital.



A Nova Rua da Marinha não funciona de forma isolada, ela é parte de um plano macro de logística urbana. O governo já sinaliza os próximos passos para avançar com essa via até as proximidades do Estádio Mangueirão, margeando o Igarapé São Joaquim e conectando-se à Avenida Júlio César. Essa visão de longo prazo pretende criar uma malha viária que contorne os principais pontos de estrangulamento de Belém, facilitando o acesso à Rodovia Mário Covas e integrando bairros periféricos ao centro expandido.
O técnico em telecomunicação José Ribeiro resume o sentimento da comunidade ao afirmar que a melhoria foi de 100%. Para quem vive na Marambaia, a sensação é de que o bairro finalmente recebeu a atenção que sua importância geográfica exige.
A segurança viária, reforçada por sinalização moderna e paradas de ônibus estrategicamente posicionadas, completa o pacote de benefícios que tornam a Rua da Marinha um novo cartão-postal da mobilidade paraense.
Ao final do dia, a imagem da Nova Rua da Marinha é de um espaço ocupado pelas pessoas. Entre o fluxo de carros que agora flui sem interrupções e o riso das crianças no playground, Belém demonstra que é possível conciliar o progresso automotivo com a humanização das cidades. É uma obra que não apenas liga duas avenidas, mas reconecta o cidadão ao prazer de viver e transitar por sua própria terra.
No Dia do Artesão, celebrado na quinta-feira (19/03), ações do Estado incluiram capacitação, apoio à comercialização e espaços de exposição como o São José Liberto
Ogoverno do Pará desenvolve diversas ações de incentivo ao artesanato paraense, fortalecendo a geração de renda, a valorização cultural e a economia criativa no Estado. Além de garantir visibilidade aos produtores no Espaço São José Liberto (ESJL), em Belém, o Estado investe em cursos, oficinas e apoio à participação de artesãos em feiras e eventos. As iniciativas ganham destaque nesta quinta-feira (19), data em que se celebra o Dia do Artesão. Artesão há 58 anos, o mestre ceramista
Doca Leite destaca a importância da visibilidade proporcionada pelo espaço mantido pelo Governo do Pará.
Segundo ele, as vendas realizadas no São José Liberto representam entre 30% e 40% da renda do negócio familiar.


“O artesanato é a nossa fonte de renda e ganhar mais visibilidade para os nossos produtos faz toda a diferença no nosso orçamento, seja no São José ou com incentivo financeiro de ajuda de custo para passagens e para o frete de mercadorias para eventos”, ressalta. O filho do mestre, Bruno Gonçalves, também segue a tradição familiar na produção artesanal. Natural de Icoaraci, ele afirma que o espaço para comercialização no centro de Belém amplia o alcance das peças, principalmente entre turistas. “Nasci no meio do barro e fui criado na olaria. Criar a peça e ver a admiração das pessoas pelo nosso trabalho é apaixonante. Nós somos de Icoaraci e poder ter um espaço no São José Liberto, em uma área central de Belém e com presença constante de turistas, ajuda muito. De forma estratégica, disponibilizamos peças pequenas, mais fáceis de transportar, tipo souvenir”, afirma.


Mantido pelo governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), o Espaço São José Liberto é referência em economia criativa, turismo e cultura. No local funciona a Casa do Artesão, que reúne 220 empreendedores, incluindo 16 cooperativas, responsáveis pela produção e comercialização de artesanato, joias artesanais e biojoias — confeccionadas com metais nobres e insumos da floresta amazônica, além de moda autoral com design exclusivo.
O artesão de miriti Manoel Miranda, morador de Abaetetuba, expõe suas peças no espaço há 15 anos e destaca o impacto do apoio recebido. “Há quase 50 anos trabalho com esse tipo de artesanato e já são 15 anos no espaço. Temos muito apoio e só podemos agradecer por isso.

nesse espaço ajuda a gente a manter a nossa família, vendendo os nossos produtos e mostrando a nossa cultura”, afirma. Além da vitrine permanente no São José Liberto, a Sedeme também promove cursos e capacitações de artesanato nas Usinas da Paz (UsiPaz). Entre os módulos ofertados estão Artesanato em Fibra de Malva Amazônica, Pintura em Tecidos, Arranjos Florais e Tapetes de Retalhos.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Paulo Bengtson, ressalta que o artesanato é uma das atividades com grande potencial dentro da economia criativa do Estado. “A economia criativa desponta como um dos pilares estratégicos para o desenvolvimento sustentável do Pará. O artesanato produzido por artesãos locais revela grande potencial para gerar emprego, renda e dinamizar a economia regional. Apoiar esse segmento significa incentivar o uso de matéria-prima sustentável e fortalecer um empreendedorismo que alia desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental”, destaca.
As oportunidades de qualificação também têm impactado a vida de quem busca uma nova fonte de renda. Aluna do curso de artesanato em malva amazônica na UsiPaz Bengui, Tereza Laurentino afirma que a capacitação abriu novas possibilidades. “Ter a oportunidade de expandir nossos conhecimentos e fazer disso uma renda extra nas nossas vidas abre muitas portas. Já estou vendendo bolsas e nécessaires que aprendi a fazer com as professoras da usina. Só temos a agradecer ao Governo do Estado pelo incentivo”, relata.


O incentivo ao artesanato também chega às comunidades rurais e ribeirinhas por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), que atua no fortalecimento da produção associada à biodiversidade amazônica.
Entre as ações estão a orientação produtiva, apoio à organização de associações co-

munitárias e o mapeamento de comunidades com potencial para produção artesanal e geração de renda. “Com os agricultores familiares, a Emater trabalha aprimorando as técnicas que eles já dominam, valorizando produtos derivados do extrativismo e da biodiversidade e abrindo espaços de comercialização. Já nos centros urbanos, o trabalho é direcionado diretamente para a questão de mercados, promovendo espaços de comercialização e a divulgação do trabalho junto aos eventos da Emater”, explica Karine Sarraf, supervisora adjunta do Regional das Ilhas.
No município de São Domingos do Capim, a artesã e engenheira agrônoma Weise Martins, apoiada pela Emater, desenvolve projetos voltados ao fortalecimento da agricultura familiar e da bioeconomia junto às comunidades ribeirinhas e tradicionais. “Trabalho com a produção de cosméticos naturais e produtos artesanais elaborados a partir de matérias-primas da biodiversidade amazônica, como óleos e manteigas extraídos de frutos e sementes da região. Esses produtos valorizam os recursos naturais locais e o conhecimento
Prefeitura de Belém reforça a política de acolhimento e integração dos pequeninos ao universo escolar. É essencial que as crianças se sintam seguras no ambiente, que representa uma nova fase na infância
Omomento em que os filhos saem do contexto familiar e domiciliar para a fase escolar pode trazer incertezas ou até mesmo culpa para pais e responsáveis. Mas uma boa escola, com profissionais comprometidos e experientes, dá a segurança que as famílias buscam, ao saberem que suas crianças estão sendo bem cuidadas. Essa é a realidade da Escola Municipal Wilson Bahia de Souza, localizada no Curió-Utinga, creche que atende crianças de 6 meses a 3 anos, em turmas de Berçário e Maternal. Através do “Projeto de Acolhida Escola e Família: acolhendo, educando e crescendo juntos”, a unidade busca possibilitar um ambiente acolhedor que favoreça a interação, a construção de vínculos afetivos e de segurança entre as crianças, famílias e a escola no processo de inserção delas no ambiente educacional.


De acordo com a diretora da escola, Maria Paula da Silva, o acolhimento começa desde a primeira reunião com os pais, quando a equipe explica o processo de integração da criança no espaço escolar. No início do ano letivo, elas não ficam durante todo o horário, mas apenas um período, e sempre com a presença de um familiar. “Muitas mães às vezes perguntam se vão poder ficar e acompanhar seu filho, e eu sempre digo para os pais: ‘você vai ser convidado a ficar, esse é um espaço que é para o seu filho, mas é para você também, até porque para que você tenha segurança de onde está deixando o seu bebê, é bom que conheça o trabalho, o que está sendo feito, as professoras, veja como elas organizam o cotidiano’. Então, desde os primeiros dias a família é convidada a estar no espaço, não só nos corredores, mas também dentro das salas, acompanhando o cotidiano e toda a organização das professoras”, afirma a diretora.
Na Educação Infantil, a entrada das crianças no novo ambiente escolar precisa acontecer de forma gradual. A Secretaria Municipal de Educação de Belém (Semec) orienta as escolas nesse sentido. Na Escola Wilson Bahia, nessa fase inicial de acolhida, as turmas foram divididas em grupos menores, que iam em dias alternados para que as professoras pudessem conhecer melhor e acompanhar mais atentamente cada criança. “Nesse primeiro momento, a gente trabalha com a parceria da família. É um momento mais delicado, da separação da criança do seio familiar e vindo para um espaço educacional. O que a gente sempre preza é o afeto, é acolher, é dar atenção para aquela criança de forma individualizada, para que não haja sofrimento na separação da família para um ambiente totalmente desconhecido para ela. Nenhuma criança é igual, cada uma tem um tempo, um processo diferente, então a gente respeita a criança”, afirma a professora.
“A escola é uma referência da Educação Infantil, principalmente para as crianças bem pequenas, e eu tenho muita confiança no trabalho. Tenho acompanhado esse processo de acolhida, com as minhas bebês, visto o compromisso, a responsabilidade, o respeito que os profissionais têm com as crianças”, afirma a mãe, que é gestora em outra escola do município e em breve deve voltar ao trabalho.
Maitê e Isabela ainda estão ficando apenas em um turno na escola, e Ana Carla e o marido permanecem lá com as filhas, mas agora já do lado de fora da sala. “As professoras já têm assumido. Foi um processo, nos primeiros momentos os pais ficavam. Eu participava da roda de conversa, do canto que é feito, toda a rotina, e agora a gente já sai.

No período de inserção da criança no ambiente escolar, as mães/pais/ responsáveis são convidados a permanecer nas salas até que as crianças se sintam confiantes e seguras para ficar apenas com os profissionais da educação


Estou vendo que é um trabalho minucioso, muito respeitoso, porque tem a questão de banho, de cuidados, não é só o educar, principalmente com os bebês”, comenta a mãe.
A diretora da escola explica que nessa fase de desenvolvimento, as crianças precisam de um ambiente organizado e acolhedor para que se sintam seguras para explorar e brincar, e que as professoras trabalham para que cada experiência seja planejada para o desenvolvimento cognitivo das crianças. Mas além disso, há todo um cuidado com aspectos como a limpeza do espaço, a higiene e a rotina alimentar. “Nessa faixa etária é muito importante pensar as experiências e organizar o tempo e o espaço para que elas possam estabelecer relações de qualidade. E daí a importância desse espaço estar organizado, limpo, preparado para recebê-las, de pensar os objetos que ali estão”, afirma Maria Paula.
Na Educação Infantil, mais do que em outras etapas de ensino, propiciar um ambiente acolhedor é um processo que exige bastante sensibilidade, tranquilidade, afetividade e partilha entre criança, família e educadores. De acordo com o psicólogo Emanuel Campos, do Núcleo de Convivência, Diversidade e Equidade Social (Nucde) da Semec, nesse processo de mudança de um ambiente familiar para um novo ambiente coletivo, que é a escola, o trauma é inevitável. Mas isso não significa que seja algo ruim, pois todos nós, desde criança, passamos por traumas, e os seus impactos vão depender da frequência, da intensidade e da exposição no contexto.
“Todo trauma é um processo adaptativo, um processo natural de perdas, de mudanças. A criança, quando vai para a escola, ela tem um momento de desapego, uma cisão, uma separação. Por isso é importante esse profissional da educação compreender que a criança também terá esse tempo de adaptação.

Porque, imagina só, ela sai desse contexto individual da família e vai para um contexto coletivo totalmente diferente”, afirma Emanuel, que é Especialista em Educação e em Gente e Gestão. Por esse motivo, ele explica que, além da escola realizar


o acolhimento e oferecer uma segurança emocional, é importante que os educadores compreendam que a criança não tem recurso para expressar sentimentos e emoções como o adulto, e que eles saibam compreender os sinais, os comportamentos, as formas de expressão próprias dessa fase de desenvolvimento da criança para ajudá-la nesse processo de adaptação.
“Quando a gente fala da Educação Infantil, de acolhimento dentro do espaço escolar, precisamos trabalhar com a educação das sensibilidades, um letramento da comunidade escolar sobre o desenvolvimento infantil. A infância é essa fase de muita dependência, de maturação e desenvolvimento. É necessário um olhar especializado para entendermos como a emoção se manifesta nessa fase”, explica o psicólogo.
A professora Ledyanne, da Wilson Bahia, demonstra que já entendeu esse processo. “É de suma importância que a criança se sinta acolhida conosco. Não é só deixar a criança. A gente sempre preza o bem-estar. A criança ficando conosco, a gente sempre expõe vivências para ela, para que ela explore as situações de aprendizagem, para que ela se sinta inserida no espaço, sem a necessidade de ter alguém da família. É um processo lento, em alguns casos, mas também é um processo bem eficaz”, afirma.
E os resultados dos esforços e da persistência da equipe escolar vão aparecendo no decorrer do tempo. “Quando a gente pega um bebê de seis ou sete meses, e depois vê aquela criança crescer, ouve a primeira palavra dela, presencia os primeiros passos, proporciona uma vivência de aprendizagem e testemunha aquela criança interagindo com a nossa proposta… É muito marcante acompanhar o crescimento dessas crianças!”, destaca a professora.
Criação da Sepidi (Secretaria Executiva da Primeira Infância e Desenvolvimento Infantojuvenil), pela atual gestão municipal, garantiu ao município de Belém avanço em 167% das metas estabelecidas em políticas para crianças e adolescentes
ODia Mundial da Infância, celebrado em 21 de março, costuma recolocar no centro do debate temas como acesso a direitos básicos, desenvolvimento integral e o papel das políticas públicas na garantia de condições mais equitativas para crianças e adolescentes. Em Belém, a data dialoga com um cenário recente de reorganização institucional voltada à primeira infância, que tem buscado integrar diferentes áreas da gestão municipal em torno de metas e indicadores. Nos últimos anos, iniciativas voltadas à ampliação do acesso à saúde, à educação e à qualificação de espaços públicos passaram a compor esse movimento. Ainda que os resultados variem entre áreas, o conjunto dessas medidas aponta para um trabalho de consolidação política de longo prazo, como tem sido executado pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Executiva da Primeira Infância e Desenvolvimento Infantojuvenil (Sepidi).

A Sepidi foi criada na atual gestão municipal para realizar ações e mobilizar programas em parceria com secretarias municipais visando a proteção e a garantia de direitos de crianças e infanto-juvenis em todo o município. O resultado do trabalho consistente das equipes garantiu, no primeiro ano de criação da

secretaria, atingir 10 metas de um diagnóstico minucioso, realizado a partir das necessidades que o município enfrentava

Durante a campanha de vacinação escolar, destinada a crianças de 0 a 6 anos

na ocasião; metas essas que correspondem a 167% dos objetivos estabelecidos. Segundo a secretária da pasta, Flávia Marçal, o resultado acima do esperado é fruto de uma mudança estrutural na forma como a gestão trabalha e tem se dedicado à causa: “Esse resultado é fruto de uma combinação muito clara: decisão política, organização da gestão e uso inteligente de dados. Desde o início, o prefeito Igor Normando definiu a Primeira Infância como prioridade real e isso nos permitiu alinhar todas as secretarias em torno de uma agenda comum”, afirmou.

Os avanços mais expressivos da recém-criada secretaria se concentram nos eixos de atuação voltados, especialmente, para crianças entre 0 a 4 anos, cujos resultados vão desde a ampliação do acesso a serviços essenciais até a requalificação de espaços públicos.Na saúde, pela primeira vez, 100% das escolas municipais foram contempladas por campanhas de imunização com vacinas prioritárias. A “Campanha de Vacinação PSE Primeira Infância”, em parceria com a Sesma e a Semec, contribuiu para garantir que as crianças mantenham o calendário vacinal atualizado nas unidades de saúde próximas de suas residências.

Para a secretária Flávia Marçal, a mudança de estratégia foi decisiva. “Nós passamos a levar a vacina até onde as crianças estão. Com o Programa Saúde na Escola, conseguimos integrar saúde e educação e realizar campanhas diretamente nas unidades de ensino. Esse conjunto de ações transformou completamente o cenário”, destacou a titular da pasta. Na educação, a cobertura da pré-escola para crianças de 4 e 5 anos superou a meta inicial, alcançando índices entre 84% e 92%, segundo dados preliminares do Censo Escolar.
Além disso, a alimentação escolar passou a atender 100% das unidades da rede municipal, com cardápios nutricionalmente adequados e valorização de alimentos regionais, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
O trabalho não para por aí. Em 2025, um dos destaques foi a inauguração da Praça Araújo Martins, conhecida como Praça das Crianças, localizada ao lado da Escola Municipal França Messias, com áreas recreativas, pinturas lúdicas e brinquedos.
A iniciativa integra as ações da Prefeitura de Belém, em parceria com a Sepidi, voltadas à valorização dos espaços escolares e do público infantil.
Os resultados alcançados no primeiro ano indicam a consolidação de políticas públicas estruturadas e de longo prazo, alinhadas ao Plano Plurianual (PPA), que busca fortalecer o compromisso da gestão municipal com a primeira infância.
“A inclusão no PPA transforma a primeira infância em uma política de Estado.
Agora, nosso foco é consolidar e expandir, com prioridade para os territórios mais vulneráveis, garantindo que essa política chegue com equidade para todas as crianças”, pontuou Flávia Marçal.
Com área de lazer e espaço de convivência, novo Canal da Quintino foi devolvido à população requalificado e com mobiliário urbano
Em um marco para a infraestrutura e o bem-estar social da capital paraense, a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel), entregou oficialmente na sexta-feira, 20/03, a primeira fase da requalificação do Canal da Quintino. A intervenção, que compreende o perímetro entre as ruas Padre Eutíquio e Apinagés, marca a transição de um espaço historicamente degradado para um complexo de convivência que beneficia diretamente cerca de 90 mil cidadãos nos bairros de Batista Campos, Jurunas e Condor.
O Programa Viva
Canal: Urbanismo Tático e Ressignificação
A entrega do novo Canal da Quintino é o resultado prático do programa Viva Canal, uma iniciativa estratégica que visa reintegrar os canais da cidade à malha urbana produtiva e social.


Por décadas, as margens desses canais foram tratadas como “áreas de fundo”, tornando-se pontos críticos de descarte irregular de resíduos sólidos e insegurança. A metodologia aplicada na Quintino baseia-se no Urbanismo Tático.
Esta abordagem permite intervenções rápidas e de baixo custo, mas com alto impacto visual e funcional.
Ao invés de apenas realizar a limpeza mecânica da calha, a prefeitura instalou infraestrutura que convida a população a ocupar o espaço, transformando o “lixão” em “praça”.
Detalhamento da intervenção estrutural
Os trabalhos realizados no trecho entregue envolveram múltiplas frentes de atuação da Sezel e parceiros da iniciativa privada:

Drenagem e Limpeza Hidráulica: Remoção de toneladas de sedimentos e lixo que impediam o fluxo das águas, reduzindo o risco de transbordamentos imediatos. Mobilidade e Acessibilidade: Implantação de novo calçamento padronizado, permitindo que idosos e pessoas com deficiência possam circular com segurança. Iluminação e Segurança: A reorganização visual do espaço, aliada à nova iluminação, visa desencorajar o descarte irregular noturno e aumentar a percepção de segurança dos pedestres.


O mobiliário urbano instalado — composto por bancos, lixeiras e jardineiras — não foi adquirido por meios convencionais de mercado, mas sim fabricado a partir de resíduos sólidos

Um dos diferenciais técnicos mais expressivos desta entrega é o compromisso com a sustentabilidade. O mobiliário urbano instalado — composto por bancos, lixeiras e jardineiras — não foi adquirido por meios convencionais de mercado, mas sim fabricado a partir de resíduos sólidos. O material utilizado tem origem na ecobarreira do Canal da Tamandaré. Plásticos e outros detritos coletados nas águas foram processados e transformados em mobiliário de alta durabilidade. Essa prática de economia circular não apenas reduz os custos públicos, mas educa a população sobre o ciclo do lixo. Ao ver o resíduo do canal transformado em um banco de praça, a comunidade é incentivada a preservar o ecossistema hídrico da cidade.
Durante a solenidade de entrega, o prefeito Igor Normando subiu o tom da resolutividade ao anunciar o Projeto Ilha Bela. Se o Viva Canal foca na superfície e na convivência, o Ilha Bela mira no subsolo e na engenharia hidráulica pesada. O projeto abrangerá o entorno da Travessa Padre Eutíquio com a Rua Fernando Guilhon, uma área que sofre há décadas com o efeito combinado de chuvas intensas e o regime de marés do Rio Guamá e da Baía do Guajará.

O conceito de “praça alagável”
A grande inovação anunciada é a construção de uma praça alagável (ou bacia de detenção urbana). Trata-se de uma tecnologia de infraestrutura azul e verde que permite que o espaço público funcione como um reservatório temporário durante o pico das marés ou temporais. Funcionamento: Em dias secos, o local é uma praça comum. Em momentos de crise hídrica, a área armazena o excedente de água, evitando que as residências e comércios do entorno sejam inundados. Status: O projeto já recebeu o aval técnico do Ministério das Cidades. A expectativa é que o processo licitatório ocorra ainda este semestre para que as máquinas comecem a operar até o final de 2026.

Guarda-corpo quando ainda sendo reformado ao longo do canal. Em momentos de crise hídrica, a área armazenará o excedente de água, evitando que as residências e comércios do entorno sejam inundados. Momentos antes, dessa ocasião, foram retirados em um único dia 80 toneladas de entulho, resultado de uma força-tarefa das equipes de zeladoria e demais secretarias


Para além dos números e da engenharia, a revitalização atinge o cerne da dignidade humana.
O depoimento de moradores, como a doméstica Valéria Silva, que reside na área desde 1984, reforça a mudança de paradigma. A sensação de “invisibilidade” dos moradores de borda de canal está sendo substituída pelo sentimento de pertencimento.
Especialistas em urbanismo apontam que intervenções como a do Canal da Quintino geram uma valorização imobiliária em cadeia. Com a eliminação do lixo e a chegada de lazer, o comércio local se fortalece e os imóveis residenciais ganham nova valorização de mercado, combatendo a degradação urbana que costuma caracterizar áreas centrais próximas a canais abertos.
O futuro da Zeladoria Urbana em Belém
A entrega da primeira fase da Quintino não é um ponto final, mas o início de um cronograma intenso de obras para 2026. A Sezel confirmou que as equipes já estão sendo mobilizadas para o Canal da 3 de Maio, que receberá tratamento semelhante, unindo saneamento e urbanismo.
O secretário Cleiton Chaves destacou que a manutenção é o próximo desafio. “Entregar a obra é o primeiro passo.
O segundo é a zeladoria contínua e a parceria com a comunidade para que o lixo não volte para o canal. O Viva Canal é um programa de mudança cultural”.

Item
Localização
Descrição
Canal da Quintino (Trecho Padre Eutíquio - Apinagés)
Bairros BeneficiadosBatista Campos, Jurunas e Condor População Impactada90.000 pessoas
Principais Serviços
Diferencial Ambiental
Próximo Passo
Drenagem, limpeza, pavimentação e urbanismo tático
Mobiliário feito de material reciclado (ecobarreiras)
Expansão para o Canal da 3 de Maio e início do Projeto Ilha Bela

A revitalização do Canal da Quintino redefine a relação de Belém com suas águas, provando que é possível conciliar os desafios geográficos de uma cidade amazônica com soluções modernas de convivência urbana e respeito ao meio ambiente.

Projeto revoluciona o ensino de Geotecnologias, integrando formação técnica, inovação aberta e compromisso social, fortalecendo o papel institucional do IFPA

OInstituto Federal do Pará (IFPA) Campus Belém acaba de consolidar um marco tecnológico para a região com o encerramento do projeto MapeIA. A iniciativa não é apenas um curso de capacitação, mas um movimento de democratização de ferramentas que, até pouco tempo, eram restritas a grandes centros de pesquisa internacionais. Ao unir Inteligência Artificial (IA) e Geotecnologias livres, o projeto coloca o monitoramento da floresta e das cidades amazônicas nas mãos de quem vive o território no dia a dia.
Coordenado pela professora Tatiana Pará e impulsionado pelo grupo de pesquisa Meninas das Geotecnologias, o MapeIA nasceu da necessidade de traduzir dados complexos em soluções práticas.

O diferencial desta ação, vinculada ao Programa Institucional de Bolsas de Extensão (PIBEX), foi o foco na inovação aberta. Isso significa que o conhecimento gerado não ficou retido nos muros da academia, mas foi entregue à comunidade em formato de tecnologias acessíveis e gratuitas. A adesão ao projeto surpreendeu pela diversidade, com um forte protagonismo feminino e a participação de desde estudantes iniciantes até profissionais veteranos do setor ambiental.
O objetivo central foi claro: capacitar pessoas para que a Inteligência Artificial seja uma aliada na análise espacial, permitindo que o monitoramento territorial da Amazônia seja mais rápido, preciso e, acima de tudo, humano.
O fim da era dos mapas estáticos e a chegada dos mapas vivos
Durante muito tempo, produzir um mapa era um processo rígido. Uma vez finalizado, ele se tornava uma imagem estática, difícil de atualizar e limitada em termos de interatividade. O MapeIA rompeu essa barreira ao ensinar o uso avançado do software livre QGIS para a criação de mapas dinâmicos, também conhecidos como mapas vivos. Esses documentos funcionam como organismos digitais que se adaptam e se atualizam conforme os dados mudam.
Diferente de uma imagem parada, o mapa dinâmico permite que o pesquisador ou gestor público visualize diferentes cenários de forma automatizada.



Se um analista ambiental precisa emitir relatórios de desmatamento para dez municípios diferentes, ele não precisa mais criar dez mapas do zero.
O sistema é configurado para reaproveitar a identidade visual e a estrutura, alterando apenas o foco geográfico e os dados estatísticos de cada região num piscar de olhos. Essa agilidade é crucial para o contexto amazônico, onde as mudanças no uso do solo ocorrem em velocidade acelerada. Ter a capacidade de gerar cartografia de alta performance com softwares gratuitos significa que pequenas prefeituras, associações comunitárias e coletivos sociais podem agora ter o mesmo nível de monitoramento que grandes organizações, sem depender de licenças de software caríssimas.
A magia
e a automação de alta performance
O coração dessa revolução técnica reside em uma ferramenta nativa do QGIS chamada Atlas. Ela funciona como um maestro que comanda a automação de mapas em larga escala. No curso ministrado pelo professor Nacélio Diçá, os
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Dr. Fabio Borges Leal Responsável Técnico CRO-Pa 3237

Aos nossos Amigos e Clientes Feliz Páscoa
alunos aprenderam que o Atlas permite gerar centenas de mapas com apenas um clique. O segredo está na camada de cobertura: ao definir, por exemplo, os limites de todos os estados do Brasil, o software assume o controle e gera uma sequência lógica de visualizações.
O recurso vai além da simples imagem. Ele integra tabelas de atributos inteligentes que se filtram sozinhas. Se o Atlas está focado no estado do Pará, a tabela exibirá automaticamente apenas os dados socioambientais paraenses. Se ele pula para o Amazonas, a tabela se atualiza instantaneamente. Esse nível de automação elimina o erro humano e garante que a informação apresentada seja sempre condizente com o que está sendo visualizado na tela.
Além disso, a técnica de recorte inteligente (clipping) permite que o mapa dê destaque absoluto à área de interesse, escondendo distrações visuais de regiões vizinhas. Isso cria um produto final muito mais limpo e profissional, ideal para tomadas de decisão estratégicas ou para a publicação de relatórios científicos de alto impacto.

Tecnologia com propósito e o uso de QR Codes dinâmicos
Uma das maiores inovações apresentadas pelo MapeIA é a ponte construída entre o mundo físico e o digital através de QR


Codes automatizados. Usando expressões geográficas avançadas, os participantes aprenderam a inserir códigos nos mapas que se atualizam sozinhos conforme a localização exibida muda. Na prática, um brigadista de incêndio que recebe um mapa impresso pode escanear o código e ser levado instantaneamente para a localização exata no GPS do seu smartphone.
Essa integração demonstra o compromisso social do projeto. Não se trata apenas de “apertar botões”, mas de criar ferramentas que salvam vidas e protegem o bioma. A Inteligência Artificial entra nesse fluxo como uma ferramenta de super-resolução e classificação de imagens, permitindo identificar padrões de degradação que seriam invisíveis ao olho humano ou em imagens de satélite de baixa qualidade.
O projeto também explorou o uso de ferramentas como o ChatGPT aplicadas a problemas espaciais e a classificação supervisionada de imagens de satélite.
O foco foi mostrar que a IA pode automatizar tarefas repetitivas, deixando para o especialista a parte mais importante: a interpretação crítica dos resultados e a elaboração de políticas de preservação.
legado
o
O encerramento do curso não marca o fim, mas o início de uma nova fase para a geoinformação na Amazônia.
Como legado permanente, o IFPA disponibilizou aproximadamente 24 horas de aulas gravadas e demonstrações práticas no canal das Meninas das Geotecnologias. Todo o conteúdo, que inclui estudos de caso reais da região, permanece aberto ao público, garantindo que o conhecimento continue a circular e a formar novos especialistas.



O MapeIA provou que a inteligência artificial, quando aliada ao domínio técnico de softwares livres, é uma arma poderosa contra a invisibilidade de dados na Amazônia. Ao capacitar a população local, o IFPA garante que a tecnologia seja usada com ética e com



o senso crítico necessário para enfrentar os desafios climáticos globais. O futuro do monitoramento ambiental na região agora conta com profissionais que não apenas dominam a IA, mas que entendem que cada polígono desenhado no mapa representa uma realidade

viva da floresta. A tecnologia, enfim, encontrou seu propósito humano nas mãos de quem realmente conhece o chão da Amazônia.





que dormem mal têm
Essa é a conclusão de um estudo abrangente de neuroimagem do Instituto Karolinska, publicado na revista eBioMedicine. O aumento da inflamação no organismo pode explicar parcialmente essa associação.
Dormir mal tem sido associado à demência, mas não está claro se hábitos de sono inadequados contribuem para o desenvolvimento da doença ou se são apenas sintomas precoces. Em um novo estudo, pesquisadores do Instituto Karolinska investigaram a relação entre as características do sono e a idade aparente do cérebro em relação à sua idade cronológica. O estudo incluiu 27.500 pessoas de meia-idade e idosas do Biobanco do Reino Unido que foram submetidas a ressonância magnética (RM) do cérebro. Utilizando aprendizado de máquina, os pesquisadores estimaram a idade biológica do cérebro com base em mais de mil fenótipos de RM cerebral.
A qualidade do sono dos participantes foi avaliada com base em cinco fatores autorrelatados: cronotipo (ser uma pessoa matutina ou vespertina), duração do sono, insônia, ronco e sonolência diurna.

Em seguida, eles foram divididos em três grupos: sono saudável (≥4 pontos), sono intermediário (2-3 pontos) ou sono ruim (≤1 ponto). “A diferença entre a idade cerebral e a idade cronológica aumentou em cerca de seis meses para cada ponto de diminuição na pontuação de sono saudável”, explica Abigail Dove, pesquisadora do Departamento de Neurobiologia, Ciências do Cuidado e Sociedade do Instituto Karolinska, que liderou o estudo.

Especialistas têm examinado possíveis ligações entre distúrbios do sono e cognição em vários estágios da vida

“Pessoas com sono de má qualidade apresentavam cérebros que aparentavam, em média, um ano a mais do que sua idade real”. Para entender como a má qualidade do sono pode afetar o cérebro, os pesquisadores também examinaram os níveis de inflamação de baixo grau no corpo.
Eles descobriram que a inflamação poderia explicar pouco mais de dez por cento da relação entre a má qualidade do sono e o envelhecimento cerebral. Vale ressaltar que é a qualidade, e não a quantidade, do sono que importa, afirmam especialistas que investigam os fatores de risco.
“Nossos resultados fornecem evidências de que a má qualidade do sono pode contribuir para o envelhecimento cerebral acelerado e apontam a inflamação como um dos mecanismos subjacentes”, afirma Abigail Dove. “Como o sono é modificável, pode ser possível prevenir o envelhecimento cerebral acelerado e talvez até mesmo o declínio cognitivo por meio de um sono mais saudável”.
Manter um cérebro ativo e saudável é crucial para a sua saudável é crucial para a sua saúde e bem-estar geral. Mas um dos seus maus hábitos pode estar sabotando a saúde do seu cérebro. Esse hábito acelera o envelhecimento cerebral e pode até causar demência.
Outros mecanismos possíveis que poderiam explicar a associação são os efeitos negativos no sistema de eliminação de resíduos do cérebro, que está ativo principalmente

durante o sono, ou o fato de que a má qualidade do sono afeta a saúde cardiovascular, o que, por sua vez, pode ter um impacto negativo no cérebro. A má qualidade do sono




está associada ao envelhecimento cerebral: o papel da inflamação sistêmica.
Os participantes do UK Biobank são mais saudáveis do que a população geral do Reino Unido, o que pode limitar a generalização dos resultados. Outra limitação do estudo é que os resultados são baseados em relatos dos próprios participantes sobre o sono.
O estudo foi conduzido em colaboração com pesquisadores da Escola Sueca de Ciências do Esporte e da Saúde, da Universidade Médica de Tianjin e da Universidade de Sichuan, na China, entre outras instituições. O financiamento veio da Fundação Alzheimer, da Fundação da Demência, do Conselho Sueco de Pesquisa, da Fundação Loo e Hans Osterman para Pesquisa Médica e da Fundação do Conhecimento. Os pesquisadores declaram não haver conflitos de interesse.

Genéricos e Populares em Geral

De acordo com três estudos recentes: Atividade física para a saúde pública no século XXI; Benefícios das iniciativas de atividade física para a mitigação e Adaptação às mudanças climáticas e Baixa atividade física global apesar de duas décadas de progresso nas políticas públicas
Os níveis globais de atividade física não melhoraram nas últimas duas décadas, apesar do amplo desenvolvimento e adoção de políticas, e grandes disparidades persistem entre gêneros e grupos socioeconômicos. As conclusões de três artigos publicados na Nature Medicine e na Nature Health indicam que os esforços atuais para promover a participação em atividades físicas são insuficientes e que é necessária uma ação coordenada para garantir que a atividade física contribua para a saúde pública e para objetivos sociais mais amplos, incluindo a resiliência climática.
Globalmente, mais de cinco milhões de mortes por ano são atribuídas à inatividade física. Apesar disso, cerca de um em cada três adultos e oito em cada dez adolescentes não cumprem as recomendações da Organização Mundial da Saúde para a prática de atividade física — que incluem 150 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada para adultos e 60 minutos diários para crianças. Compreender como essas lacunas na prática de atividade física se manifestam em diferentes grupos demográficos, como localização geográfica, raça,

gênero e nível socioeconômico, tem sido um desafio. Além disso, não está claro se os governos estão priorizando o enfrentamento desse problema de saúde pública por meio de políticas públicas.
Desigualdades globais no acesso à atividade física
Em um artigo publicado na Nature Medicine, Deborah Salvo e seus colegas analisaram dados de atividade física de 68 países ao redor do mundo e descobriram

desigualdades persistentes nas formas como as pessoas se exercitam. O acesso ao lazer ativo, como exercícios recreativos — o único tipo de atividade consistentemente motivado pela escolha — foi 40 pontos percentuais maior entre grupos socialmente privilegiados (homens ricos em países de alta renda) do que entre grupos menos privilegiados (mulheres pobres em países de baixa renda).
Em contrapartida, a atividade física motivada por necessidade econômica (como o trabalho braçal) foi maior em populações desfavorecidas. Os autores também encontraram evidências de que a atividade física fortalece o sistema imunológico, reduz os riscos de doenças infecciosas, diminui os sintomas de depressão e está associada a melhores resultados no tratamento do câncer.
Relações entre atividade e clima
Na Nature Health, Erica Hinckson e seus colegas apresentam um modelo que demonstra como a atividade física pode contribuir para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Eles descrevem como estratégias que incentivam caminhadas, ciclismo e transporte público em
vez de carros podem reduzir as emissões e como as mudanças climáticas podem afetar a atividade física devido a eventos como ondas de calor extremas. Além disso, demonstram como algumas iniciativas de atividade física podem, por si só, contribuir para as emissões e como consequências não intencionais dessas iniciativas, como o deslocamento de moradores em cidades em desenvolvimento com foco em mobilidade a pé, podem ocorrer. Os autores observam que os desafios climáticos e de saúde estão profundamente interligados e argumentam que as agendas de atividade física e de mudanças climáticas devem ser alinhadas por meio de metas, ferramentas e métricas compartilhadas que reflitam as prioridades dos mais afetados.
A equipe também observa que a resolução desses problemas exige uma abordagem inclusiva e participativa, que envolva comunidades indígenas e outras comunidades vulneráveis, juntamente com uma ação multissetorial coordenada por parte de governos e or-

ganismos internacionais para apoiar o desenvolvimento equitativo e resiliente às mudanças climáticas.
Lacunas nas políticas públicas e desafios sistêmicos
Em outro artigo publicado na Nature Health, Andrea Ramírez Varela e seus colegas avaliaram 661 documentos de


políticas nacionais para a promoção da atividade física em 200 países ao redor do mundo, no período de 2004 a 2025. Eles descobriram que, embora a maioria dos países tenha desenvolvido e adotado políticas de atividade física, as evidências de sua implementação ainda são limitadas.
A equipe descobriu que 38,7% (256) das 661 políticas analisadas no estudo atribuíam ações a três ou mais setores governamentais (incluindo, por exemplo, saúde e educação), indicando uma falta de colaboração intersetorial. Enquanto isso, 26,5% (53) dos países com documentos de política não incluíram metas mensuráveis para determinar seu impacto. Por meio de entrevistas com 46 partes interessadas importantes — incluindo funcionários do governo, acadêmicos, líderes políticos e representantes da sociedade civil — os pesquisadores identificaram a baixa, porém crescente, prioridade política para a atividade física como uma barreira fundamental à sua implementação. Os participantes descreveram quatro desafios interligados: a falta de consenso claro sobre se a atividade física deve ser um resultado em si mesma ou um meio para atingir objetivos mais amplos; a persistência em enquadrar a atividade física como um comportamento individual de saúde em vez de uma questão sistêmica; a ausência de um “espaço oficial” dentro dos governos, resultando em liderança e responsabilização fragmentadas; e alianças intersetoriais frágeis, com determinantes sociais, econômicos e comerciais minando ambientes favoráveis à atividade física.
O estudo recomenda a construção de consenso político, a ampliação do reconhecimento dos benefícios, a clarificação da liderança multissetorial e o fortalecimento de parcerias para além dos setores tradicionais da saúde.
Predominância de árvores de grande porte no armazenamento de carbono da floresta amazônica peruana
Oacúmulo de carbono nas florestas é crucial para mitigar as mudanças climáticas em curso, visto que árvores de grande porte armazenam uma parcela substancial do carbono total presente na biomassa. Neste estudo, o tamanho das árvores e o armazenamento de carbono foram estimados em cinco florestas da Amazônia peruana.
Na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2015, países de todo o mundo se comprometeram a buscar a neutralidade de carbono até meados do século XXI. Mas alcançar esse objetivo é difícil, mesmo para países que possuem extensas florestas que, em princípio, poderiam funcionar como importantes sumidouros de carbono se o desmatamento fosse interrompido.


Um estudo na Frontiers in Forests and Global Change mostrou que, no Peru, as regulamentações florestais nacionais precisarão de uma revisão substancial para que o país alcance sua meta de emissões líquidas zero até 2050. Em particular, as árvores de maior porte na Amazônia peruana exigem proteção prioritária, concluíram os autores. Essas conclusões provavelmente também são válidas para outros países da região. “Aqui mostramos que o abate de árvores com diâmetro à altura do peito de pelo menos 41 cm, dependendo da espécie, libera quantidades desproporcionalmente grandes de carbono na atmosfera, tornando a meta de emissões líquidas zero difícil ou mesmo impossível de alcançar”, disse o Dr. Geomar Vallejos-Torres, autor correspondente e pesquisador principal da Universidade Nacional de San Martín, no Peru.
“A proteção dessas árvores também ajudaria a conservar a biodiversidade e a microfauna florestal, protegendo os microclimas da floresta contra as futuras mudanças climáticas”.
O Peru possui a nona maior cobertura florestal do mundo e a segunda maior dentro da Amazônia. A quantidade de carbono armazenada acima do solo na Amazônia peruana é enorme: aproximadamente 6,9 milhões de toneladas de CO₂ equivalente.
No entanto, o monitoramento oficial mostrou que 150.602 hectares de floresta amazônica foram perdidos somente em 2024, evidenciando a pressão contínua sobre os ecossistemas florestais.
A política florestal oficial do Peru permite a colheita de árvores assim que elas atingem um diâmetro mínimo à altura do peito. Na Amazônia peruana, esse limite varia atualmente de 41 a 61 cm, dependendo da espécie, o que significa que as árvores maiores têm prioridade na exploração seletiva de madeira.
Finalmente, enxergando as árvores na floresta.
Neste estudo, Vallejos-Torres e seus colegas se propuseram a determinar quais árvores armazenam as maiores quantidades de carbono em cinco florestas representativas do departamento de San Martín, no norte da Amazônia peruana: Ojos de Agua, Huallaga, Bajo Huallaga, Alto Mayo e Alto Roque.
Essas florestas cobrem uma área combinada de 3.802 km² entre 382 e 2.086 metros acima do nível do mar. Os pesquisadores estudaram 100 parcelas de amostragem de 500 m² cada, nas quais

países da região


535 árvores foram medidas. Para cada árvore, variáveis como diâmetro, altura, área da copa e densidade da madeira foram registradas e usadas para estimar a biomassa acima e abaixo do solo e o carbono armazenado.
Os resultados mostraram que cada floresta contém entre cinco e 18 espécies de árvores, totalizando 59 espécies nas parcelas estudadas. As espécies arbóreas estavam distribuídas de forma relativamente uniforme, sem nenhuma espécie dominante. A biodiversidade arbórea foi maior em Alto Mayo e menor em Bajo Huallaga e Alto Roque.
Entre as cinco florestas analisadas, a floresta de Huallaga apresentou as maiores densidades de carbono, com 331,06 toneladas por hectare de car-
bono acima do solo e 47,41 toneladas por hectare de carbono abaixo do solo, enquanto a floresta de Alto Mayo apresentou os menores valores: 86,83 toneladas por hectare acima do solo e 15,18 toneladas por hectare abaixo do solo.
Árvores de grande porte capturam quantidades significativas de carbono
Para a maioria das espécies, os estoques de carbono aumentam desproporcionalmente com o aumento do diâmetro do tronco, tanto acima quanto abaixo do solo. Os autores identificaram o fato de uma árvore atingir pelo menos 41 cm de diâmetro à altura do peito como um importante indicador do armazenamento de carbono. Por exemplo, a espécie Brosimum alicastrum armazenou 11,4% do seu carbono total acima do solo em árvores abaixo desse ponto de corte, em comparação com 88,6% em árvores maiores, enquanto Manilkara bidentata armazenou 7,9% versus 92,1% do seu carbono abaixo do solo em árvores mais finas versus mais largas que 41 cm. Nas florestas estudadas, o armazenamento de carbono atingiu até 331 toneladas por hectare acima do solo e 47 toneladas por hectare abaixo do solo.



A maior parte — entre 88% e 93% do carbono , dependendo da espécie — estava concentrada nas árvores maiores. Em conjunto, as principais espécies florestais analisadas (considerando apenas árvores de grande porte) armazenaram aproximadamente 198 toneladas de carbono por hectare acima do solo e 30 toneladas por hectare abaixo do solo, confirmando o papel desproporcional das árvores de grande porte no balanço de carbono da floresta.
Os autores concluíram que as regulamentações atuais são fortemente contraproducentes, pois priorizam a exploração seletiva das árvores que armazenam a maior quantidade de carbono. Em vez disso, recomendam a alteração das políticas florestais para priorizar a proteção de árvores de grande porte como condição essencial para alcançar emissões líquidas zero até 2050.
“A resolução atual pode gerar sérios problemas para a conservação florestal e o armazenamento de carbono”, alertou Vallejos-Torres. “Nossos resultados mostram que essas árvores gigantes não são recursos descartáveis, mas sim parte integrante da solução climática”.

Representante Autorizado

O sistema é alimentado com resíduos orgânicos

Bactérias decompõem o resíduo orgânico no biodigestor

O biogás é armazenado no reservatório de gás para ser usado em um fogão

O fertilizante líquido pode ser usado em jardins e plantações

O sistema tem capacidade de receber até 12 Litros de resíduos por dia.
O equipamento produz biogás e fertilizante líquido diariamente. Totalmente fechado mantendo pragas afastadas.
Carne, frutas, verduras, legumes e restos de comida.
OBS: Máximo de duas cascas de cítricos por dia.
Em um ano, o sistema deixa de enviar 1 tonelada de resíduos orgânicos para aterros e impede a liberação de 6 toneladas de gases de efeito estufa (GEE) para atmosfera.
Resíduos de jardinagem, materiais não orgânicos (vidro, papel, plástico, metais). Resíduos de banheiro, produtos químicos em geral.
