O boto do Pacífico (‘Phocoena sinus’), também conhecido como vaquita marinha, é a menor toninha existente e é endêmica do Alto Golfo da Califórnia, no México. A principal ameaça para ela é a captura acidental em redes de emalhar (arte de pesca passiva em que os peixes ou crustáceos ficam presos em suas malhas), onde fica presa e se afoga. A maioria dessas redes é usada ilegalmente para pescar camarão e totoaba. A IUCN a classifica como uma espécie em perigo crítico de extinção e o Comitê Internacional para a Recuperação da Vaquita alertou, em um relatório publicado em fevereiro, que dos 60 cetáceos que havia no ano passado, resta apenas metade agora.
A doinha-europeia Foto Josef Reichholf
O axolote
Foto John P. Clare
O axolote (‘Ambystoma mexicanum’) é endêmico do México e está em perigo crítico de extinção pela contaminação das águas em que vive. Seu hábitat são lagos e canais de águas pouco profundas com muita vegetação aquática. A IUCN assinala que atualmente existem menos de 100 exemplares. Este anfíbio também está ameaçado pela introdução de espécies de peixes que competem com ele ou são seus predadores.
A população da doninha-europeia (‘Mustela lutreola’) caiu pela metade nos últimos dez anos. A IUCN, que a classifica como uma espécie em perigo crítico de extinção desde 2011, prevê que essa diminuição se intensifique nos próximos anos por causa da destruição de seu hábitat e dos efeitos da introdução de espécies predadoras. O WWF explica que na Europa há populações pequenas e fragmentadas muito ameaçadas. “A doninha-europeia é, juntamente com o lince-ibérico, o carnívoro mais ameaçado da Europa”, assinala a organização.
O atum-do-sul
Foto Yuuki Watanabe
Os gorilas-do-rio-cross Foto Peter Riger
Tanto os gorilas-do-rio-cross (‘Gorilla gorilla diehli’, subespécie do gorila-do-ocidente, ‘Gorilla gorilla’), com menos de 300 exemplares, quanto os gorilas-do-oriente (‘Gorilla beringei’), com 5.000, estão classificados como espécies em perigo crítico de extinção na Lista Vermelha da UICN. Esses símios africanos são capturados vivos e vendidos para ser mantidos em cativeiro, ou então são mortos para o consumo de sua carne. Muitos desses animais acabam morrendo ao serem transportados, submetidos a grande estresse ou vítimas de doenças. Na imagem aparece um gorila ocidental de seis anos na República Centro-Africana.
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O atum-do-sul (‘Thunnus maccoyii’) vive nos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico e aparece na Lista Vermelha como uma espécie em perigo crítico de extinção por sua pesca excessiva. Se o atual ritmo de exploração for mantido, esta espécie pode desaparecer: a IUCN alerta que a biomassa reprodutora diminuiu mais de 85% em menos de 40 anos (1973–2009).
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