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Um programa de combate ao desmatamento que aumenta a arrecadação municipal e melhora a qualidade de vida. O programa Municípios Verdes, lançado pelo

Edição 28

MUNICÍPIOS VERDES DO PARÁ.

Governo do Pará para combater o desmatamento, obteve a adesão de quase 90 municípios. Porque vai direto ao ponto. Estimula as boas práticas ambientais e recompensa o município por isso. Para se tornar verde, o município precisa

Editora Círios

apresentar índices progressivos de redução do

obter o Licenciamento Ambiental Rural. E, se for o caso, fazer o Plano de Recuperação de Área Degradada.

R$ 10,00

legalizar suas terras, fazer o Cadastro Ambiental Rural e

ISSN 1809-466X

desmatamento, estimular os produtores rurais a

Ano 6 Número 29 2011

O Governo vai dar todo o apoio para que os municípios alcancem suas metas. E o mais importante:

R$ 10,00

está criando o ICMS Ecológico, que muda os

4,00

critérios de distribuição do principal tributo estadual para premiar os Municípios Verdes com uma participação maior.

GRIFFO

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Os resultados já apareceram. O desmatamento está caindo no Pará e o programa Municípios Verdes tem muito a ver com isso.

AMAZÔNIA UMA DAS 7 MARAVILHAS DA NATUREZA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO


SUA CABEÇA ESTÁ CHEIA DE NOVAS IDEIAS? E AS SUAS ATITUDES?

Novos comportamentos, novas tendências, novas possibilidades, novos caminhos e novas atitudes. A base de tudo isso são as novas ideias e a coragem de tirá-las do papel. Por isso, o 3º Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade, desenvolvido em parceria com a Fundação Dom Cabral e o Centro de Desenvolvimento do Varejo Responsável, vai envolver participantes que criam e implantam práticas sustentáveis inovadoras.

Inscrições abertas. Para mais informações, acesse: www.fecomercio.com.br/sustentabilidade revistaamazonia.com.br

revista_amazonia.indd 1

REVISTA AMAZÔNIA 1

11/30/11 5:24 PM


Novembro/2011

A saúde está mais perto de você. Procure uma Unidade Básica de Saúde. Ela está preparada para realizar a maior parte dos atendimentos em saúde. As Unidades Básicas de Saúde do SUS estão presentes em todos os municípios do país. São 38 mil unidades e mais de 430 mil ƉƌŽĮƐƐŝŽŶĂŝƐ ;ĂŐĞŶƚĞƐĚĞƐĂƷĚĞ͕ĞŶĨĞƌŵĞŝƌŽƐ͕ŵĠĚŝĐŽƐ͕ĚĞŶƟƐƚĂƐ͕ĞŶƚƌĞ ŽƵƚƌŽƐͿ͘Ž'ŽǀĞƌŶŽ&ĞĚĞƌĂůĞƐƚĄŝŶǀĞƐƟŶĚŽŶĂĞƐƚƌƵƚƵƌĂĚĂƐƵŶŝĚĂĚĞƐ e na qualidade do atendimento. Escutando você e repassando mais recursos para quem atende melhor. É a saúde mais perto de você.

TIRE SUAS DÚVIDAS E OPINE:

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#saudemaisperto

REVISTA AMAZÔNIA 1


Editora Círios

08 II Simpósio de Ciência, Tecnologia e Inovação...

Ampliar os debates sobre o desenvolvimento científico-tecnológico das Ciências do Mar. Esse foi o principal propósito do II Simpósio de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, que aconteceu de 21 a 23 de setembro, no auditório do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras (CENPES), no Rio de Janeiro...

16 Amazônia – uma das

Sete Maravilhas da Natureza

A fundação suíça New 7 Wonders anunciou: a Amazônia é uma das Sete Maravilhas da Natureza. Junto com as Cataratas do Iguaçu, que são compartilhadas pelo Brasil e outros países da América do Sul, foram eleitas também, as seguintes atrações: Baía de Halong (Vietnã), a Ilha de Jeju (Coreia do Sul), o Parque Nacional de Komodo (Indonésia), o rio subterrâneo de Puerto Princesa (Filipinas) e a Table Mountain (África do Sul)...

22 VI FIAM – Feira

Internacional da Amazônia Autoridades, delegações de países estrangeiros, empresários, representantes de instituições públicas e privadas e representantes das classes trabalhadoras lotaram o auditório do Studio 5 para a solenidade de abertura da FIAM 2011...

32 Amazontech Esses números superam as expectativas do Sebrae Tocantins em relação a realização do Amazontech 2011 – um programa voltado para fomentar a inovação, tecnologia e sustentabilidade nos micro e pequenos negócios da região da Amazônia Legal – que foi realizado em Palmas, no Estado do Tocantins, entre os dias 18 e 22 de outubro, atraindo visitantes de diversos lugares do país e até palestrantes estrangeiros

48 Colacmar 2011

A “Carta de Balneário Camboriú”, resultado do XIV Congresso LatinoAmericano de Ciências do Mar (Colacmar2011), propõe ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação a criação do Instituto Brasileiro de Ciências do Mar (IBCM), uma entidade de direito civil, com ampla participação de todos os segmentos da sociedade, incluindo a contribuição da Marinha

E

XPEDIENTE

PUBLICAÇÃO Período (novembro/dezembro) Editora Círios SS LTDA ISSN 1677-7158 CNPJ 03.890.275/0001-36 Rua Timbiras, 1572-A Fone: (91) 3083-0973 Fone/Fax: (91) 3223-0799 Cel: (91) 9985-7000 www.revistaamazonia.com.br E-mail: amazonia@revistaamazonia.com.br CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil DIRETOR Rodrigo Barbosa Hühn PRODUTOR E EDITOR Ronaldo Gilberto Hühn COMERCIAL Alberto Rocha, Rodrigo B. Hühn ARTICULISTAS/COLABORADORES Alessandra Bacelar, Camillo Martins Vianna, Helena Geraldes, Johannes Beck, Marilena Vasconcelos, Michele Silveira, Nádia Pontes, Tabajara Moreno FOTOGRAFIAS Antonio Lima, Ascom FAZ, Asdrubal Cavalcante, David Casseb, Colacmar 2011, Fernando Rocha, Hudson Fonseca, Instituto de Pesquisa da Marinha e do Centro de Análises Navais, Katia Arantes, Luciano Claudino, Maria Busaydei, Rondinelli Ribeiro, Rudolph Hühn, Tay Martins, Ubirajara Machado/ASCOM/MDS, Valter Campanato/ABr e Vinícius Parente EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Editora Círios SS LTDA DESKTOP Mequias Pinheiro NOSSA CAPA Pardal-do-novo-mundo, escrevedeira, Atlapetes pallidiceps, da família Emberizida. Esse é um dos pássaros mais raros do mundo. Passou de “Criticamente em Perigo” para “Ameaçados”, na Lista Vermelha da IUCN , depois de mais de uma década de ações de conservação, envolvendo a Fundação Jocotoco, na Reserva Yunguilla ,do Equador, a norte-americana American Bird Conservancy (ABC), World Land Trust-EUA e outros. Foto de A. Sornoza

64 Escassez e degradação

dos solos e da água ameaçam segurança alimentar A degradação generalizada e o aprofundamento da escassez dos recursos do solo e da água colocaram em risco vários sistemas essenciais de produção alimentar no mundo, aponta um novo relatório da FAO... [20] V Simpósio Amazônia [40] A sustentabilidade brasileira na energia elétrica é exemplo para o mundo [44] Eletrobras Eletronorte lança Programa para Superação da Pobreza [54] Desafios e oportunidades para o desenvolvimento sustentável rumo à Rio+20 e além [58] 5º Encontro Intercontinental sobre a Natureza(O2)... [60] Resultados da XIII FIMAI demonstram sinergia no mercado ambiental [62] O mundo tem cinco anos para evitar alterações climáticas irreversíveis [70] Núcleo de Conservação e Sustentabilidade da Área de Proteção Ambiental do Rio Negro

Blog da Amazônia

www.revistamazonia.blogspot.com PA-538


Região Norte VENCEDORA

Banco Comunitário Muiraquitã

Inclusão Digital da Amazônia - INDIA

Santarém

PA

Redes de Produção Agroecológica e Solidária

Associação Paraense de Apoio às Comunidades Carentes - APACC

Cametá

PA

Tarumã Vida: Do Carvão às Tecnologias Sociais

Associação Agrícola do Ramal do Pau Rosa - ASSAGRIR

Manaus

AM

Bancos de Sementes Comunitários

Centro de Educação Popular e Formação Social - CEPFS

Teixeira

PB

Jovem Empreendedor: Ideias Renascendo em Negócios

Acreditar

Glória do Goitá

PE

Rede Cearense de Turismo Comunitário - Tucum

Instituto Terramar de Pesquisa e Assessoria à Pesca Artesanal

Fortaleza

CE

Construção de Habitação em Assentamentos

Associação Estadual de Cooperação Agrícola - AESCA

Campo Grande

MS

Fique de Olho, Pode Ser Câncer Infanto-juvenil

Associação dos Amigos das Crianças com Câncer - AACC/MS

Campo Grande

MS

“Tampando Buraco”: Recuperando Voçorocas

Embrapa Arroz e Feijão

Santo Antônio de Goiás

GO

Região Nordeste VENCEDORA

Região Centro-Oeste VENCEDORA

Região Sudeste VENCEDORA

Agroecologia Urbana e Segurança Alimentar

Sociedade Ecológica Amigos de Embu - SEAE

Embu da Artes

SP

Ecos do Bem: Educação Ambiental no Território do Bem

Associação Ateliê de Ideias

Vitória

ES

Modelos de Acesso ao Crédito para o Terceiro Setor

SITAWI

Rio de Janeiro

RJ

Fundação Parque Tecnológico Itaipu

Foz do Iguaçu

PR

Tribos nas Trilhas da Cidadania

ONG Parceiros Voluntários

Porto Alegre

RS

Visão de Liberdade

Conselho Comunitário de Segurança de Maringá

Maringá

PR

Região Sul 2¿FLQDVGH$UWHVDQDWRH&RQVWUXomRGH,GHQWLGDGH

VENCEDORA

Tecnologia Social na Construção de Políticas Públicas para Erradicação da Pobreza Fossas Sépticas Econômicas VENCEDORA

Prefeitura Municipal de Caratinga

Caratinga

MG

Horta Comunitária - Inclusão Social e Produtiva

Prefeitura Municipal de Maringá

Maringá

PR

Orçamento Participativo Jovem de Rio das Ostras

Prefeitura Municipal de Rio das Ostras

Rio das Ostras

RJ

Participação de Mulheres na Gestão de Tecnologias Sociais VENCEDORA

Investimento Social em Mulheres e Meninas

Fundo Ângela Borba de Recursos para Mulheres/ELAS - Fundo de Investimento Social

Rio de Janeiro

RJ

Mulheres da Amazônia

Associação de Mulheres Cantinho da Amazônia

Juruena

MT

Rede de Produtoras da Bahia

Cooperativa Rede de Produtoras da Bahia

Feira de Santana

BA

Direitos da Criança e do Adolescente e Protagonismo Juvenil VENCEDORA

Fazendo Minha História

Associação Fazendo História

São Paulo

SP

Formação de Jovens Empreendedores Rurais

Casa Familiar Rural de Igrapiúna

Igrapiúna

BA

ViraVida

Serviço Social da Indústria - Conselho Nacional

Brasília

DF

Gestão de Recursos Hídricos VENCEDORA

Água Sustentável: Gestão Doméstica de Recursos Hídricos

Instituto de Permacultura: Organização, Ecovilas e Meio Ambiente - IPOEMA

Brasília

DF

Cisternas nas Escolas

Cisternas nas Escolas

Irecê

BA

Sombra e Água Viva

Cooperativa Agropecuária Regional de Palmeira dos Índios Ltda - CARPIL

Palmeira dos Índios

AL

Ministério da Ciência, T Tecnologia e Inovação

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REVISTA AMAZÔNIA 1


INFORME PUBLICITÁRIO

Instituto Tecnológico Vale

Ciência e Tecnologia transformam as opções de futuro Expandir as fronteiras da Vale na busca contínua por um futuro melhor para as próximas gerações. Com esse propósito, nasceu o Instituto Tecnológico Vale (ITV). Lançado oficialmente em 2009, o ITV tem como objetivo coordenar as ações de Ciência e Tecnologia da empresa, com ênfase em pesquisas de longo prazo desenvolvidas em parceria com a comunidade científica regional, nacional e internacional. O Instituto Tecnológico Vale terá espaço para pesquisa, cursos de Pós-graduação e recursos tecnológicos de nível internacional. As cidades que irão sediar o ITV são Ouro Preto (MG) e Belém (PA). Em respeito à história e às vocações específicas de cada território, foi selecionado o pilar de atuação que no Pará será concentrado na descoberta de novos caminhos para o Desenvolvimento Sustentável. A primeira unidade do ITV que entrará em funcionamento no Brasil será em Belém. Localizado às margens do rio Guamá, o projeto

já é concebido na essência do desenvolvimento sustentável desde seu projeto arquitetônico, assinado por Paulo Mendes da Rocha, ganhador do Prêmio Pritzker de arquitetura – o mais importante do mundo. O trabalho de definição das linhas de pesquisas a serem desenvolvidas foi resultado de vários encontros, atividades e consultas a grupos de pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Desse conjunto de atividades foram listadas como prioritárias as áreas de mudanças climáticas, gestão de águas, sustentabilidade na indústria de mineração, biodiversidade, energia e tecnologias para monitoramento ambiental. Com o Instituto Tecnológico, a Vale pretende ampliar ainda mais o investimento em áreas estratégicas para o futuro não só da mineração como também das próximas gerações.

Perspectiva ilustrada do projeto arquitetônico da sede do ITV de Desenvolvimento Sustentável em Belém.


3

Áreas de pesquisa do ITV

Ensino Capacitação e motivação de pessoas, por meio de cursos de Pós-graduação, de forma a desenvolver, transmitir e aplicar o conhecimento científico e tecnológico para soluções de negócios e para a sociedade.

Pesquisa Produção de conhecimento científico e desenvolvimento de tecnologias que transformem o futuro dos negócios da Vale, obtendo visibilidade sobre tendências tecnológicas e que superem desafios da sociedade na utilização dos recursos naturais de forma sustentável.

Empreendedorismo Ampliação do conhecimento na área dos recursos naturais e desenvolvimento de competências para que vários projetos sejam identificados como um negócio rentável, por meio de grandes potenciais sustentáveis.

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REVISTA AMAZÔNIA 07


II Simpósio de

Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha Fotos: Instituto de Pesquisa da Marinha e do Centro de Análises Navais

A

mpliar os debates sobre o desenvolvimento científico-tecnológico das Ciências do Mar. Esse foi o principal propósito do II Simpósio de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, que aconteceu de 21 a 23 de setembro, no auditório do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras (CENPES), no Rio de Janeiro.

O evento foi realizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha (SecCTM), em parceria com os Ministérios da Defesa e da Ciência e Tecnologia e da Petrobras. Com o tema “A Importância Presente e Futura do Mar”, o simpósio reuniu a comunidade científica militar, governamental e acadêmica. O Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante-deEsquadra Luiz Umberto de Mendonça, abriu o evento e ressaltou a importância estratégica do mar para o País. “A Marinha do Brasil se sente honrada em incentivar a geração de conhecimentos para a defesa do mar, que vem sendo usada como importante fonte de recursos.

Precisamos desenvolver as capacidades existentes para o fortalecimento de uma mentalidade marítima, e essa discussão deve ser intensificada entre a academia, sociedade, instituições científicas e industriais”. O Diretor Geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais do Ministério da Ciência e Tecnologia, Carlos Alberto Aragão Filho, comentou sobre a importância de compensar o tempo perdido em relação às pesquisas marítimas. “O Ministério está investindo em dois Navios Oceanográficos para pesquisas, sendo um deles desenvolvido prioritariamente no Brasil”. Durante os três dias de evento, foram ministradas pa-

Cerimônia de abertura

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Ciência, Tecnologia e Inovação

Secretário de CT&I da MB recebe o Presidente da Comissão de CT&I , Comunicação e Informática do Senado Federal

lestras e debates sobre diversos temas ligados ao mar, como formação de recursos humanos, recursos naturais, política, legislação, planejamento, gestão, estratégias, economia, ambiente, relações exteriores, parcerias e desenvolvimento. Essas discussões foram conduzidas por instituições como o Conselho Nacional Científico e Tecnológico, o Centro de Gestão de Estudos Estratégicos, o Serviço Geológico do Brasil, o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia, a Financiadora de Estudos e Projetos e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Para o Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, Vice-Almirante Ilques Barbosa Junior, o evento traz resultados para a Marinha do Brasil em três pontos principais: na identificação de parcerias e aprimoramento das que já são existentes, na visibilidade e por meio da celebração de acordos para pesquisa operacional, sistemas de sensores e materiais especiais em apoio ao Programa de Desenvolvimento de Submarinos.

progresso do País, em especial, da faixa de mar chamada hoje de Amazônia Azul. “É essencial que o Brasil fuja do estereótipo de um produtor/exportador puro e simples de commodities e de produtos com baixo ou nenhum valor agregado. Somente conseguiremos galgar mais degraus nessa jornada se tivermos uma indústria e uma academia sólidas, que possibilitem o devido crescimento para a nossa economia e a assunção desta posição de destaque para o cenário internacional”, disse. Na palestra, Eduardo Braga lembrou que, segundo o que foi determinado na Convenção das Nações Unidos sobre o Direito do Mar, em 1994, os países têm o direito à exploração do leito e do subsolo marinho de suas faixas litorâneas. O Brasil, informou o senador, que hoje é soberano sobre uma faixa de 200 milhas de mar, poderá ter 900 mil quilômetros quadrados adicionais, segundo estudo do Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira.

Amazônia Azul

Chefe do Estado-Maior da Armada profere a abertura do Simpósio

“É quase uma Amazônia territorial de faixa litorânea. Temos aqui, justamente, o que parece uma nova, imensa e rica fronteira de exploração, para a qual o Brasil precisa estabelecer ações e gestão necessárias ao conhecimento dos seus recursos e limites de exploração, além das estratégias adequadas para a sua ocupação e defesa”, ressaltou. Braga disse ainda que essa exploração econômica das faixas de mar, batizada pela Marinha de Amazônia Azul,

Amazônia Verde

A Inserção do Espaço Oceânico na Política de Estado para CT&I

Braga destacou a importância da ciência para exploração das faixas litorâneas O senador Eduardo Braga, presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, participou do 2º CT&I da Marinha do Brasil, onde destacou a importância do investimento em ciência para o

ZEE + PC = 4.451.766 km2

AMAZÔNIA LEGAL = 5.217.423 km2 Senador Eduardo Braga profere a Conferência de Abertura

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REVISTA AMAZÔNIA 09


V Alte Ilques discursa durante o simpósio

AÇÕES DE GOVERNO RELEVANTES (CT & I)

ALGUMAS DAS ÁREAS PRIORITÁRIAS NA EXPLORAÇÃO DA AMAZÔNIA AZUL

BIODIVERSIDADE MARINHA

ELEMENTOS DE TERRAS RARAS

PETRÓLEO E GÁS

necessita de desenvolvimento de uma política de pesquisa e inovação, além desenvolvimento de ambiente científico propício. “Podemos citar, claramente, a necessidade de que haja um maior incentivo à formação de novos cientistas nas chamadas “ciências do mar”, como biologia marinha, engenharia aquicultura, engenharia de pesca, geofísica marinha e oceanografia”, explicou. Ao final, o senador Eduardo Braga, apresentou as propostas: • Criação, no âmbito da Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal, de uma Subcomissão Permanente para os recursos do mar; • Promover Audiências Públicas para debater o tema; • Acompanhamento permanente da execução da Política Nacional para os Recursos do Mar e dos Planos Setoriais; Exposição das atividades de CT&I da MB Corredor Ecológico da Amazônia Central

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Ciência, Tecnologia e Inovação •

Integração entre os Poderes Legislativo e Executivo, com o Senado Federal e a Comissão Interministerial para Recursos do mar para assegurar a melhor execução da Política Nacional para os Recursos do Mar e dos Planos Setoriais;

Visita da Diretoria da Petrobras à exposição

Outras Palestras “O Valor Geopolítico do Espaço Oceânico Brasileiro - A Oceanopolítica.” Teve como palestrantes: Vice-Almirante Ilques Barbosa Junior - Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, e Prof. Dr. Rodrigo Fernando More da Unisantos.

No Painel nº 1: “O Significado PolíticoEstratégico e Socioeconômico das Ciências do Mar”. “O Arcabouço Legal para a Pesquisa e a Exploração no Espaço Marinho e Oceânico”, tendo o palestrante: Dr. Kaiser Gonçalves de Souza - Chefe da Divisão de Geologia Marinha do CPRM, feito abordagem sobre: O Direito do Mar; A relação da exploração marinha com a legislação mineral e ambiental no Brasil e no exterior: questões que podem vir a criarmempecilhos para a exploração mineral no espaço marinho brasileiro; e, A adequação dos instrumentos existentes.

“A Importância Socioeconômica dos Recursos Marinhos”. Teve como palestrante o Conselheiro Ademar Seabra da Cruz Júnior - Chefe da Divisão de Ciência e Tecnologia do MRE. Com a abordagem: Potencial dos recursos

marinhos brasileiros para a estratégia nacional de desenvolvimento; e A ação conjunta internacional na área de Ciências do Mar como instrumento para o fortalecimento da capacidade e da infraestrutura brasileira de pesquisa nessa área. Auditório do CENPES com participantes do Simpósio

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Toda Água numa Esfera

No Painel nº 2: “Os Aspectos Científicos como Fatores de Influência no Contexto da Exploração e da Explotação dos Recursos Marinhos” “Os Oceanos e as Mudanças Climáticas”. Como palestranteo Dr. Carlos Afonso Nobre - Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI. Nobre fez as abordagens: O papel dos oceanos na mudança climática da Terra; e, Os efeitos das mudanças climáticas sobre os oceanos e ecossistemas marinhos.

Todo Ar numa Esfera

Oceanos: • • •

Cobrem 75% da superfície terrestre; Acumulam ~70% do depósito de Carbono global; Transportam 50% do calor das regiões equatoriais para as polares

Absorvem: • 80% do calor extra acumulado na atmosfera devido ao acúmulo de gases de efeito estufa… • 1/3 de todo CO2 atmosférico de origem antropogênica

Mudança Climática a um desconto de 55% Para onde vão as emissões de CO2

1.0

a

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0.2 0.0 0.8

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0.6 0.4 0.2 0.0 -0.2 0.5

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0.4 0.3 Ocean fraction

25% ao oceano Decrescendo a 0,8 %/ano

0.4

Land fraction

30% para terra estável

0.6

Airborne fraction

45% para o ar crescendo a 0,24 %/ano

0.2 0.1 1960

1970

1980

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Ciência, Tecnologia e Inovação

Model Brasileiro do Sistema Climático Global

“Os Fatores de Influência no Contexto Geológico da Construção dos Ambientes Marinhos e da Formação de Recursos Marinhos Não-Vivos”. O palestrante foi o Prof. Iran Carlos Stalliviere Corrêa Professor Titular da UFRGS. Fez as abordagens: A tectônica; As mudanças eustáticas do nível do mar; As mudanças ambientais; e, Os recursos não-vivos de mar aberto.

Conclusões • • • • • •

localização de recursos minerais mapeamento para aplicação na pesca mapeamento para instalação de rota de dutos e obras de engenharia modelo para a exploração de hidrocarbonetos aplicação na inteligência acústica formação de pessoal para ocupar a Amazonia Azul

rança internacional do Brasil nas tecnologias relacionadas à prospecção e à exploração de petróleo e gás; e, As oportunidades para as empresas brasileiras fornecedoras de produtos e serviços atingirem padrões de competitividade global. “A Demanda por Tecnologia em Águas Profundas”.

O Prof. Segen Farid Estefen - Diretor de Tecnologia e Inovação da COPPE/UFRJ, foi o palestrante, com a abordagem: O papel do Laboratório de Tecnologia Submarina (LTS); e, A capacitação tecnológica e de pessoal para en-

frentar os desafios relacionados à exploração de recursos em lâminas de água profundas. “A Marinha nas Pesquisas e no Desenvolvimento Científico-Tecnológico no Ambiente Marinho” A palestrantefoi a Dra. Eliane Gonzalez Rodriguez - Pesquisadora do IEAPM, com a abordagem: O projeto para a formação de recursos humanos nas áreas das Ciências do Mar; e, As linhas de pesquisa prioritárias e as capacidades para atendê-las.

No Painel nº 3: “O Desenvolvimento Tecnológico no Ambiente Marinho do Brasil” “Desafios e Oportunidades do Pré-Sal para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico Brasileiro” Teve como palestrante oDr. Carlos Tadeu da Costa Fraga Gerente Executivo do CENPES. Acom a abordagem: O avanço e a consolidação da liderevistaamazonia.com.br

Tecnologias para o Pré-Sal REVISTA AMAZÔNIA 13


“O Papel da Avaliação Operacional como Instrumento para a Eficiência nas Pesquisas e no Desenvolvimento Científico-Tecnológico do Ambiente Marinho”. O palestrante foi o Capitão-de-Corveta Marco Antonio da Costa Vieira - Encarregado da Divisão de Avaliação Operacional do CASNAV, com a abordagem: A metodologia da avaliação operacional para otimizar o desempenho de processos e programas; e, A capacidade do CASNAV para atender à comunidade científica das Ciências do Mar.

Conclusão A Pesquisa Operacional concentra esforços, possibilita coleta de informações mais precisas e aprimora o planejamento para lidar com a complexidade, dinâmica e incertezas que envolvem a exploração e proteção da Amazônia Azul.

No painel nº 4: “A Ciência do Mar como Área Estratégica de CT&I” “O Planejamento Estratégico de CT&I no Espaço Oceânico Brasileiro como Política de Estado” O palestrante foi o Dr. Luiz Antonio Rodrigues Elias - Secretário Executivo do MCTI. Teve as bordagens: A inserção de políticas e programas associados ao conhecimento do mar como componente do Plano de Ação de CT&I; A estruturação de um sistema articulado com os setores governamentais, os empresários e a comunidade acadêmica para que as demandas de tecnologia e de inovação das Ciências do Mar tenham seus processos de indução, adaptação e implementação agilizados e contribuam para suas aplicações potenciais, sejam elas decorrentes

de demandas empresariais ou da necessidade para execução de políticas públicas; e, A divulgação das Ciências do Mar. “O Gerenciamento, Monitoramento e Controle do Espaço Oceânico Brasileiro” Teve como palestrante o Vice-Almirante Elis Treidler Öberg, com a abordagem: O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) como instrumento potencial para o monitoramento e controle das áreas marítimas de interesse do País e a sua importância como projeto nacional. “ A Importância da Gestão Compartilhada no Planejamento Estratégico de CT&I no Espaço Oceânico Brasileiro”. Com os palestrantes: Sr. Antonio José Teixeira e Sr. Lelio Fellows Filho - Equipe Técnica do CGEE. Teve as abordagens: A articulação das agências de fomento federais, estaduais e privadas para o financiamento de projetos e programas de pesquisa e de desenvolvimento científicotecnológico; A articulação dos instrumentos de fomento de CT&I com os da Política de Desenvolvimento Produtivo; e, A interação entre o plano de desenvolvimento educacional e o plano de desenvolvimento científicotecnológico para a ampliação da base de recursos humanos qualificados para o desenvolvimento científico e tecnológico nas áreas estratégicas de CT&I. “A Estrutura Nacional para as Atividades de Pesquisa nas Áreas Marítimas Brasileiras”. O Dr. Glaucius Oliva - Presidente do CNPq, foi o palestrante, com as abordagens: A infraestrutura e a capacidade dos centros de pesquisa e desenvolvimento e da indústria necessárias para atender às demandas do apoio tecnológico às atividades de pesquisa no espaço oceânico

brasileiro; As redes de pesquisa necessárias à avaliação do potencial marinho e à caracterização tecnológica dos recursos marinhos de interesse socioeconômico. O desenvolvimento de tecnologias específicas para o aprimoramento e a expansão da habilidade para conhecer o mar; A gestão dos meios e equipamentos oceanográficos e de geologia e geofísica marinha para a otimização e viabilização de uma infraestrutura básica de pesquisa marinha; e, O fortalecimento das instituições de pesquisa do País para a formação e capacitação de recursos humanos na área de ciências e tecnologias marinhas.

No Painel nº 5: “O Fomento na Gestão Compartilhada do Planejamento Estratégico de CT&I no Espaço Oceânico” “As Atividades de E$P e seu Relacionamento com os SetoresPúblico, Acadêmico e Empresarial”. A palestrante foi a Dra. Solange da Silva Guedes - Gerente-Executiva de Exploração e Produção da Petrobras, com a abordagem: Fatos portadores de futuro; Prioridades recomendadas; e, Projetos estruturantes para o desenvolvimento das atividades de pesquisa e exploração no espaço marítimo brasileiro. “A Importância da Inovação em Pesquisa e Desenvolvimento Científico-Tecnológico”. Teve como palestrante o Dr. João De Negri - Diretor de Inovação da FINEP. Com as abordagens: Síntese dos indicadores de CT&I no País; Desafios para o fortalecimento dos sistemas nacionais e regionais de CT&I; As oportunidades geradas pelos conhecimentos científicos e tecnológicos para o desenvolvimento econômico; e, Insumos para a viabilização da

Plataforma Continental: Compreende o leito e o subsolo das áreas submarinas que se entendem além do seu mar territorial até ao bordo exterior da margem continental

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Ciência, Tecnologia e Inovação Minerais da Amazônia azul

Ouro de Viseu Bioclásticos Nódulo de Manganês

Diamante Jequitinhonha Crosta Ferromanganês

Carvão

Fosforita

Hidrato de gás Fonte: Departamento Nacional de Produção Mineral www.dnpm.gov.br

estrutura do sistema de CT&I e suas condições gerais de funcionamento. As possíveis aplicações na área de Ciências do Mar.

Conclusões •

O pré-sal abre uma janela de oportunidade para que o Brasil dê um salto em seu domínio tecnológico e que firmas nacionais se transformem em empresas de classe mundial. Exige que tanto o setor público quanto o privado mantenham-se obsessivamente orientados pela busca permanente da qualificação dos recursos humanos e da inovação tecnológica. Os noruegueses tomaram decisões para desenvolver ativamente um aparato tecnológico com forte ênfase no conhecimento (na criação de centros de pesquisa e na formação intensiva de recursos humanos) e em empresas de capital norueguês. O domínio mesmo que parcial de atividades altamente intensivas em conhecimento por um grupo de empresas nacionais encurta a distância que nos separa dos países que hoje produzem na fronteira tecnológica

“A Articulação dos Agentes de Pesquisa e Desenvolvimento com os Órgãos, Entidades e Instituições de Ensino para a Ampliação da revistaamazonia.com.br

Base de Recursos Humanos Qualificados”. O Dr. Jorge Almeida Guimarães - Presidente da CAPES, foi o palestrante, com a abordagem: As bases legais para inserir em agenda nacional a articulação entre agentes de pesquisa e desenvolvimento e órgãos, entidades e instituições de ensino; e, A estratégia para alavancar a interação com órgãos, entidades e instituições de ensino em uma gestão compartilhada para ampliar a base de recursos humanos qualificados em Ciências do Mar. “O Papel das Universidades no Processo de Expansão e Consolidação de Competências Na-

cionais e no Avanço do Conhecimento Científico e Tecnológico nas Áreas de Conhecimento Prioritárias ao Atendimento das Necessidades das Áreas Estratégicas de CT&I”. Teve como palestrante o Prof. Sidney Luiz de Matos Mello - Vice-Reitor da Universidade Federal Fluminense, com a abordagem: A interação Academia/ICT/Empresas para uma gestão compartilhada em um planejamento estratégico de CT&I; e, As capacidades das universidades para contribuir para a expansão e consolidação de competências nacionais e no avanço do conhecimento científico e tecnológico em áreas estratégicas de CT&I para o desenvolvimento sustentável dos recursos marinhos.

Poderá o Brasil tornar-se o primeiro país tropical desenvolvido no século XXI? O desafio de uma geração é inventar um novo paradigma de desenvolvimento para o Brasil, baseado em Ciência, Tecnologia & Inovação, reconhecendo que os usos racionais dos abundantes recursos naturais renováveis e da biodiversidade podem ser a grande alavanca para o desenvolvimento. REVISTA AMAZÔNIA 15


Amazônia – uma das Sete M

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Fundação suíça New 7 Wonders anunciou: a Amazônia é uma das Sete Maravilhas da Natureza. Junto com as Cataratas do Iguaçu, que são compartilhadas pelo Brasil e outros países da América do Sul, foram eleitas também, as seguintes atrações: Baía de Halong (Vietnã), a Ilha de Jeju (Coreia do Sul), o Parque Nacional de Komodo (Indonésia), o rio subterrâneo de Puerto Princesa (Filipinas) e a Table Mountain (África do Sul). Os locais foram anunciados em ordem alfabética e não por ordem de votação. O concurso recebeu cerca de 1 bilhão de votos. A votação foi feita pela internet, telefone e mensagens de texto da qual participaram milhares de pessoas.

A votação terminou dia 11 de novembro de 2011 às 11 horas, 11 minutos e 11 segundos, horário GMT. A divulgação foi feita pelo site new7wonders.com. O processo da eleição das Sete Maravilhas da Natureza começou em 2007, com a inscrição de 440 atrações de 200 países na disputa. Em 2009, um “júri de experts” (composto por sete pessoas, entre elas um ex-diretor da UNESCO e o próprio presidente da 7 New Wonders, Bernard Weber) escolheu as 28 finalistas. Das 28 finalistas, sete candidaturas procediam da América, cinco da Europa, duas da África, três da Oceania e 11 da Ásia. Recorreu-se, então, ao voto popular para decidir quais seriam as Sete Maravilhas da Natureza: milhões de pessoas participaram

aApós a confirmação da Am s zônia como uma das nova da maravilhas, os moradores l do cidade de Iquitos – capita Lodepartamento (estado) de ônireto, a maior região amaz verca do Peru –, fizeram uma orar dadeira festa para comem a um a nomeação, com direito banho no rio Amazonas. 16 REVISTA AMAZÔNIA

do sufrágio, votando via internet, mensagens de celular e ligações telefônicas. O total de votos que cada concorrente recebeu, porém, ainda não foi revelado pela New 7 Wonders. Estar entre as sete maravilhas da natureza vai trazer grandes benefícios sociais e econômicos para os escolhidos. Consolida-os como marca de valor internacional e com certeza vai aumentar o fluxo de turistas nas regiões. A vitória na competição dará maior visibilidade internacional às atrações vencedoras.

Domínio asiático A grande quantidade de atrações asiáticas orientais eleitas provisoriamente na disputa (quatro ao todo) chamou a atenção do presidente da Fundação New 7 Wonders, Ber-

vilhanas

Parque Nacional de Ana

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Alter do Chão

e Maravilhas da Natureza nard Weber: “isso reflete a maneira como o mundo está cada vez mais voltado para o Oriente”, disse ele. O chefe de comunicação da instituição, Eammon Fitzgerald, por sua vez, ressaltou o fato de a Ásia possuir uma enorme população (apenas na China e na Índia vive mais de um terço da humanidade) que está cada vez mais conectada à internet, “o que impulsionou a votação naquela parte do mundo”. Alguns políticos e celebridades, por sua vez, entraram com tudo na campanha de divulgação das atrações de seus países. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por exemplo, foi à televisão dizer que uma eventual eleição do Mar Morto traria mais turistas ao local e beneficiaria “Israel, Jordânia e Autoridade Palestina”.

“Seria um incentivo para que nossa cooperação econômica crescesse, em uma época de grande instabilidade na região”, disse o mandatário. A divulgação da Amazônia como uma das Sete Maravilhas da Natureza, no Brasil, foi centrada nas Revistas Amazônia e Pará +, e nas suas redes sociais, que exautivamente conclamavam dirigentes, seus leitores e a população brasileira, a votarem na Amazônia. Os futebolistas Lionel Messi e Kaká, por sua vez, pediram votos para as Cataratas do Iguaçu, enquanto o primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohammad Bin Rashid Al Maktoum, se posicionou à frente das câmeras e usou um smartphone para votar na ilha de Bu Tinah. Criada na Suíça, a Fundação New 7 Won-

as mais da metade das selv A Amazônia representa ndo e se espalha por nove mu no m ste exi que is tropica a no Brasil países, sendo 60% da áre revistaamazonia.com.br

ders foi a responsável por realizar, em 2007, a eleição das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, que teve o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, como um dos vencedores. A instituição também já começou a organizar uma nova disputa, que nos próximos anos irá eleger as Sete Cidades Maravilhosas do Mundo. Os vencedores ainda são provisórios. Os votos precisam ser auditados. A lista oficial será divulgada no começo de 2012. O empresário suíço Bernard Weber, fundador da empresa New Open World Corporation, agradeceu o apoio e afirmou que quem participou do concurso demonstrou “uma preocupação com algo que é muito importante para todos nós: nossa casa, a Mãe Terra”.

r, Na Amazônia, do Ecuado o Parque Nacional Yasuni REVISTA AMAZÔNIA 17


ravadas na fronteira Com suas 275 quedas enc Cataratas do Iguaçu as , ina ent Arg e sil Bra entre

. A baía ocupa Baía de Halong, no Vietnãe é permeada ² km 50 1.5 de uma área s rochosas de por milhares de formaçõe tos ma for diversos

to Princesa, nas Filipinas, O rio subterrâneo de Por ário e é considerado um calc de as ern cav por passa eos do mundo dos maiores rios subterrân

Quando forem validados oficialmente, estes locais farão parte da Memória Global da Humanidade para sempre”, disse Bernard Weber presidente da 7 New Wonders.

Os escolhidos *A floresta tropical da Amazônia e a bacia hidrográfica do rio Amazonas estendem-se ao longo de 5,5 milhões de km², sendo o Amazonas é o mais longo do mundo, sendo que sua bacia é considerada o pulmão verde do planeta por sua enorme biodiversidade, ocupando grande parte do Brasil (cerca de 60% da floresta), além da Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. “A Amazónia representa mais de metade das florestas tropicais do planeta”. 18 REVISTA AMAZÔNIA

*As cataratas do rio Iguaçu, na Argentina e Brasil, estão entre as maiores cataratas do mundo e estão rodeadas por dois parques nacionais e floresta tropical, com centenas de espécies de fauna e flora raras e ameaçadas. *A Baía de Halong, fica no Vietname e tem uma costa de 120 quilometros e 1969 pequenas ilhas. “Várias das ilhas têm enormes grutas e naquelas águas vivem mais de 200 espécies de peixes e 450 de moluscos”. *A ilha vulcânica de Jeju, com uma superfície de 1846 km², fica 130 quilómetros a Sul da Coreia. Jeju tem a montanha mais alta da Coreia do Sul, Hallasan, que se ergue 1950 metros acima do nível do mar. *Parque Nacional Komodo, na Indonésia. Criada em 1980 para proteger o dragão

de Komodo, esta área protegida estende-se por 1871 km². *O rio subterrâneo Puerto Princesa localiza-se nas Filipinas. O curso de água, navegável por mais de oito quilómetros, entra por uma gruta com várias câmaras e estalactites e estalagmites. *Table Mountain é um ícone da África do Sul. Sobrevivendo a seis milhões de anos de erosão, este local – 1086 metros acima do nível do mar - alberga mais de 1470 espécies de plantas, um dos mais ricos do mundo.

O Turismo De acordo com a coordenadora-geral de regionalização do Ministério do Turismo, Ana Clévia Guerreiro, essa conquista vem somar revistaamazonia.com.br


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Sul, dona Ilha de Jeju, na Coreia do guardam es, ant ber exu ens sag pai de centenas de vulcões

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ral da Indonésia, A ilha de Komodo, no lito tre o dragão-detem como habitante iluso vivo do mundo Komodo, o maior lagart

ao momento positivo de exposição mundial que o País vive com a chegada da Copa do Mundo e das Olimpíadas. “Isso dá visibilidade para o Brasil, e não é só o turismo que se beneficia, mas todas as atividades econômi-

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cas que envolvem as belezas naturais”. Ela também ressaltou que a premiação beneficiará o turismo de todo o país, e não só dos locais escolhidos. “Quando a pessoa vem ao Brasil, ela tem um tempo de per-

manência maior e deseja aproveitar ao máximo para conhecer o que pode do País. Ela faz um roteiro misto onde tem algo principal que motivou a viagem dela e depois aproveita para conhecer outras coisas”.

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V Simpósio Amazônia

“Uma Visão Jovem para o Futuro Sustentável da Região” Fotos: David Casseb

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ealizado pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional – CAINDR, em conjunto com a Subcomissão da Amazônia, do Senado Federal, o V Simpósio da Amazônia teve como tema: “Uma Visão Jovem para o Futuro Sustentável da Região”. Com a participação efetiva de estudantes secundaristas de Brasília e do Pará, o V Simpósio da Amazônia, realizado no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, foi considerado como um dos mais concorrido e participativo dos últimos tempos. O evento ocorre desde 2007, e tem como objetivo revelar nacionalmente os

problemas que afligem a Amazônia, buscando através da mídia, uma interação entre as diversas camadas sociais para o mapeamento de possíveis soluções para a região que detém a maior biodiversidade do mundo. A mesa de honra para abertura dos trabalhos foi formada por Celso Carvalho, diretor de Assuntos Fundiários Urbanos do Ministério das Cidades; senadora Vanessa Grazziottin, do Amazonas; Camilo Capiberibe, Governador do Amapá; Senador Cícero Lucena, representando o Senado; Eduardo da Fonte, Segundo vice-presidente da Câmara dos Deputados; Mário Negromonte, Ministro das Cidades; Gladson Cameli, Presidente da Comissão da Amazônia e Hugo Lopes da Confederação do Comércio do Tocantins. Pela manhã, a primeira mesa de trabalhos foi coordena-

da pela Senadora Vanessa Grazziotin, e teve como tema “O Crescimento Sustentável das Cidades e Geração de Empregos”. Dentro desse tema, foram discutidos pelos palestrantes, as metrópoles, cidades amazônicas e infraestrutura urbana; política de desenvolvimento para a Gladson Cameli (PP-AC), presidente da Comissão da Amazônia, ressaltou que o principal objetivo do simpósio foi o de fomentar nos jovens a necessidade de pensar o desenvolvimento da Amazônia

Camilo Capiberibe, Governador do Amapá 20 REVISTA AMAZÔNIA

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A mesa oficial na abertura dos trabalhos

Senadora Vanessa Grazziotin

Celso Carvalho, do Ministério das Cidades

O auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, durante o V Simpósio da Amazônia

Amazônia; zonas de processamento de exportação (ZPE), polos industriais e áreas de livre comércio, e; estágio atual e ritmo de crescimento da Amazônia em comparação ao resto do Brasil. Os palestrantes da primeira rodada foram: Celso Carvalho, do Ministério das Cidades; João Mendes, do Ministério da Integração Nacional; Camilo Capiberibe, Governador do Amapá; Bertha Becker, da Associação Brasileira de Ciência. Bertha Becker, da Associação Brasileira de Ciência; Oldemar Yanck, Superintendente da Suframa e Júlio Mira-

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Bertha Becker, da Associação Brasileira de Ciência

gaya, da Confederação Nacional de Economia. Já pela tarde, a segunda mesa teve como tema principal a “Formação e Capacitação dos Jovens para o Futuro Sustentável”, sob a coordenação do deputado Gladson Cameli. Dentro desse tema foram abordados os subtemas: O papel das Universidades; o papel do Ifet / Cefet (Escolas Técnicas Federais); as reivindicações dos universitários e dos alunos de ensino médio e o papel do Sebrae no contexto jovem. Os palestrantes da tarde foram: Carlos Maneschy, Reitor da UFPA; Luiz Edmundo Aguiar, Ministério da Educação; Fabiano Santos, União Nacional dos Estudantes; Helena Abramo, Secretaria Nacional da Juventude; Adriano Fossini, Organização das Cooperativas Brasileiras e Enio Pinto, do Sebrae. O presidente da Comissão da Amazônia, Gladson Cameli (PP-AC), ressaltou que o principal objetivo do simpósio foi o de fomentar nos jovens a necessidade de pensar o desenvolvimento da Amazônia, para que eles possam se capacitar nesse sentido. Essa capacitação, segundo Cameli, é que tem que ser re-

Gladson Cameli e Oldemar Ianck, superintendente em exercício da SUFRAMA, com a nossa Amazônia, que foi distribuida aos particiantes do V Simpósio da Amazônia

pensada pelas autoridades do Governo Federal, já que a realidade da Amazônia é completamente diferente do resto do País. Um exemplo dado por Cameli, aproveitado da fala do Reitor Carlos Maneschy, é sobre o índice de desistência dos alunos do 2º grau, que nas outras regiões do País é de aproximadamente 30 por cento, enquanto na região Norte o índice é de aproximadamente 60 por cento. Disse Gladson Cameli que não se pode pensar em futuro, sem a capacitação técnica e humana da juventude, e que em seu mandato, um dos fatores primordiais é a educação com qualidade para o jovem amazônida.

Oldemar Yanck, Superintendente em exercício daAMAZÔNIA Suframa21 REVISTA


VI FIAM Feira Internacional da Amazônia

Fotos: Antonio Lima, Hudson Fonseca

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utoridades, delegações de países estrangeiros, empresários, representantes de instituições públicas e privadas e representantes das classes trabalhadoras lotaram o auditório do Studio 5 para a solenidade de abertura da FIAM 2011. O tom da cerimônia foi o reconhecimento da importância da Feira como vitrine dos produtos e serviços da região e o comprometimento do governo federal para com a Amazônia e o modelo Zona Franca de Manaus. Representando o Governo Federal, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, elogiou o esforço de todos os envolvidos para a realização da FIAM 2011. A Feira possibilita conhecermos o espetáculo da sustentabilidade e das potencialidades da Amazônia, afirmou. O secretário-executivo enfatizou que o trabalho da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) é importante não apenas para a região, como também para o País e fez questão de reforçar que o Governo Federal está comprometido com o modelo ZFM. Como prova de que o Governo apóia o modelo ZFM, Teixeira lembrou a assinatura do Projeto de Lei assinado pela presidenta Dilma Rousseff no último dia 24, para a extensão dos incentivos fiscais à Região Metropolitana de Manaus (RMM) e a assinatura do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) prorrogando os incentivos em mais 50 anos. Dando as boas vindas, o superintendente em exercício da SUFRAMA, Oldemar Ianck, citou os três pilares que reúnem as principais atrações da FIAM 2011, a exposição da produção do PIM, as Rodadas de Negócios e de Turismo, além do Salão de Negócios Criativos e os seminários internacionais com as discussões de temas estratégicos para a região. Durante o discurso, Oldemar Ianck saudou 22 REVISTA AMAZÔNIA

Abertura da 6ª Feira Internacional da Amazônia; Governador do Amazonas, Omar Aziz, secretário-executivo do MDIC, Alessandro Teixeira e o superintendente em exercício da SUFRAMA, Oldemar Ianck

os ex-superintendentes que passaram pela administração da autarquia, entre os quais Ozias Monteiro, que idealizou a Feira e a ex-superintendente Flávia Grosso, que deu continuidade à realização do evento. Oldemar Ianck agradeceu o apoio do Governo Federal e do MDIC na realização do evento e destacou os investimentos federais em infraestrutura energética como o Linhão de Tucuruí e o gasoduto de Coari, e em infraestrutura portuária, como o novo porto a ser construído na área da extinta Siderama. Mas eu vejo mais com o Linhão do Tucuruí. Eu vejo um novo paradigma de integração da região, promovida pelo Governo Federal. Eu vejo oportunidades de desenvolvimento para o médio Amazonas e também a futura integração da cadeia produtiva do PIM ao complexo minero-metalúrgicoeral do Pará e do Maranhão. Vejo ainda, o desenvolvimento do polo petroquímico em Tefé e Coari. Estejam certos que a ZFM e o PIM entram em um novo ciclo de crescimento, celebrou. Os empreendimentos apoiados pela Sudam no Estado do Amazonas foram destacados pelo superintendente da Suframa, Oldemar Ianck. Segundo ele, projetos como o da Empresa Manaus Transmissora de Energia, que vai

levar energia de Oximiná/PA a Itacoatiara/AM e Itacoatiara/AM a Cariri/AM, com 586 km e duas substações e o da Oi-Telemar, que está levando banda larga a cinco estados da Amazônia representam a concretização da presença do Governo Federal na região. Juntos, os dois projetos somam um investimento de mais de R$596 mil, apoiados pelo Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), administrado pela Sudam. “São obras gigantesOldemar Ianck, superintendente interino da SUFRAMA, na abertuta da VI FIAM

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O governador do Amazonas, Omar Aziz, saudou os empresários que acreditam no modelo e investem na região

Mulheres de Fibras

cas no meio da selva. É uma mudança de paradigma do Governo Federal ao olhar a Amazônia como um polo de integração e não mais como uma mera fornecedora de matéria-prima”, disse Ianck. “Agradecemos a Sudam, o Banco da Amazônia e o Banco do Brasil por esses investimentos”, completou. O governador do Amazonas, Omar Aziz, saudou os empresários que acreditam no modelo e investem na região, mas criticou aqueles a quem acusou, sem citar nomes, de quererem tirar daqui investimentos para levar a outros Estados. Omar defendeu o modelo ZFM e o PIM, mas demonstrou preocupação com os novos paradigmas tecnológicos que precisam ser acompanhados pelo País, além da concorrência com os produtos chineses. Ele destacou, no entanto, o diálogo e o apoio do Governo Federal ao Estado, traduzidos, segundo o governador, na ampliação dos incentivos da Zona Franca por 50 anos e ampliação da influência desses incentivos para a RMM. Omar Aziz também fez questão de citar a ex-superintendente Flávia Grosso em seu pronunciamento a quem reconheceu o trabalho à frente da autarquia e ofereceu solidariedade pelas circunstâncias que a levaram a se desligar do cargo. Flávia Grosso solicitou a sua exoneração no último dia 7 de agosto. A cerimônia de abertura teve também a presença de outras autoridades do Brasil e do exterior, empresários e convidados especiais, em Manaus.

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Após participar da solenidade de abertura da FIAM 2011, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, aproveitou para conhecer as instalações da feira e visitar diversos estandes de empresas do Polo Industrial de Manaus, além de espaços reservados a governos da região e países da América do Sul. Ao lado do coordenador-geral de Promoção Comercial da SUFRAMA e coordenador da FIAM 2011, Jorge Vasques, Teixeira visitou os estandes da Honda, Yamaha, Whirpool, Microservice, Videolar e Samsung, entre outras empresas, conhecendo os principais produtos e lançamentos dessas companhias em exibição. O secretário-executivo do MDIC também esteve no estande da Câmara de Comércio e Indústria Nipo-Brasileira do Amazonas, onde recebeu informações sobre a cadeia de empresas componentistas atuantes na Zona Franca de Manaus, com destaque para o Polo de Duas Rodas. Alessandro Teixeira visitou ainda estandes institucionais de governos da Amazônia Brasileira, incluindo o do Estado do Amazonas, onde conversou rapidamente com o governador Omar Aziz, e os espaços reservados a países convidados, dentre os quais os estandes do Peru, Equador, Argentina e Chile. O secretário-executivo do MDIC presidiu a 253ª Reunião do Conselho de Administração da SUFRAMA, realizada no auditório da Federação das Indústrias do Estado do

Oldemar Ianck destacou os investimentos federais em infraestrutura energética e em infraestrutura portuária

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No seminário Minapim 2011 “Tecnologias para um mundo melhor”

Amazonas. A reunião do CAS também integra a programação oficial da FIAM 2011.

A FIAM 2011 contou com programação ampla e inteiramente gratuita: * Pavilhão Amazônia, ambiente coberto e climatizado com exposição e comercialização de produtos de micro e pequenas empresas, associações e cooperativas de todos os Estados da região, bem como um amplo leque de atividades nas áreas ambiental, social e cultural. * As Jornadas de Seminários Internacionais, contaram

com 14 seminários sobre temas estratégicos para o desenvolvimento da região, incluindo produção orgânica, desenvolvimento da indústria da mineração e petrolífera no Amazonas, integração regional, comércio exterior, cobertura jornalística na Amazônia nas áreas de ciência, tecnologia e meio ambiente e soluções energéticas sustentáveis. * O Pavilhão Principal, instalado em uma área de 10 mil metros quadrados, teve mais de 400 expositores dispostos em 208 estandes, onde estiveram em exibição lançamentos das empresas do Polo Industrial de Manaus e serviços e produtos diversos de Estados da Amazônia O Conselho de Administração da SUFRAMA (CAS) aprovou todos os 35 projetos submetidos na pauta da 253ª reunião

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Brasileira, ministérios e órgãos do Governo Federal, empresas das áreas de consultoria e logística e instituições de ensino e pesquisa. * A Rodada de Negócios, realizada pela SUFRAMA em parceria com o Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae-AM), teve a participação de 13 empresas-âncoras do Brasil e de 13 empresasâncoras internacionais; a Rodada de Negócios de Turismo, promovida em parceria com a Amazonas Convention & Visitors Bureau, com a presença de representantes de empresas da Austrália, Alemanha, Inglaterra, França e Estados Unidos; e o Salão de Negócios Criativos e Fórum de Investidores, cujos objetivos eram identificar novos nichos de mercado e viabilizar negócios inovadores na Amazônia.

Variedade de produtos no Pavilhão Amazônia Livros de autores regionais que versam sobre a riqueza da Amazônia, biojoias confeccionadas com coco de tucumã, semente de jarina, madeira, ossos de boi, pedras semipreciosas e granito vegetal ( castanha e uixi) foram algumas das atrações em exposição no Pavilhão Amazônia, uma das maiores atrações da FIAM 2011. O visitante podia encontrar, além de uma gama variada de produtos regionais confeccionados com requinte e bom gosto, estandes que primavam pelo atendimento personalizado, oferecendo aos clientes até uma agradável massagem relaxante, inteiramente grátis, com o mais puro e genuíno óleo de avestruz. O Espaço Cultural trouxe, este ano, tinha mais de 350 revistaamazonia.com.br

Alessandro Teixeira, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em visita ao Pavilhão Amazônia

Alessandro Teixeira, em visita ao estande da Yamaha

Alessandro Teixeira, aproveitou para conhecer as instalações da REVISTA AMAZÔNIA 25 feira e visitar diversos estandes


Negocios de Turismo

títulos, sendo 250 apenas da livraria da Universidade Federal do Amazonas, além dos livros do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), da Universidade do Estado do Amazonas e da Livraria Valer. Peças de natureza orgânica (animal e vegetal), com design sofisticado e alto padrão de qualidade foram sensação do estande de biojoias da Amazônia Ocidental, uma vitrine exclusiva para o talento de artesãos dos Estados do Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia e as áreas de Livre Comércio de Macapá, e Santana, no Amapá. No Espaço da Cidadania, estandes de organizações nãogovernamentais como APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), GAAC (Grupo de Apoio à Criança com Câncer) e Lar das Marias, comercializaram produtos variados confeccionados pelos voluntários ou familiares dos pacientes. No estande do Amazonas, o visitante encontrava os tradicionais artesanatos indígenas, como colares, pulseiras, brincos e até camisetas com dizeres regionais, mas também tem novidades como o lançamento do gel Sangue de Dragão, um poderoso cicatrizante produzido a partir da árvore da eternidade. O gel, novidade na Feira, é conhecido no interior do Estado do Amazonas por sua utilização entre os indígenas após o parto.

Rodada de Negócios

Reunião do Superintendente Interino da SUFRAMA Oldemar Ianck com o prefeito da Manta

Sabores e Guloseimas No universo da gastronomia amazônica – o Projeto Manaus Sabores, da Abrasel e Sebrae, trouxe este ano uma variedade de expositores com deliciosos e atrativos pratos regionais como pirarucu de casaca, bolos de açaí com banana ou cupuaçu com castanha-do-Brasil e até o lançamento de um panetone amazônico, com degustação no local. Tinha ainda as barracas com especialidades como bombons de frutas regionais, incluindo as novidades da pupunha e tucumã, guaraná turbinado e refeições tradicionais.

16º Encontro da Anipes A Anipes realizou cursos, palestras e mesas redondas para a troca de informações e treinamento técnico sobre os estudos a cerca da realidade sócio-econômica e ambiental dos Pais. O professor Carlos Pinho falou sobre as ferramentas de levantamentos estatísticos e um relato da experiência 26 REVISTA AMAZÔNIA

Paulo Januzzi, secretário de Avaliação e Gestão da Informação do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), no 16º Encontro da Anipes

do órgão responsável pelos indicadores do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog). Segundo Paulo Januzzi, secretário de Avaliação e Gestão da Informação do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), o aprimoramento dos organismos de estudos estatísticos no País é fundamental, no momento em que o País gasta 25% do Produto Interno Bruto (PIB) em projetos sociais.

Na mesa redonda sobre o tema: Censo Demográfico de 2010 e o Sistema Integrado de Pesquisas: resultados e aplicações para Políticas Pública, estiveram presentes o superintendente adjunto de Planejamento da SUFRAMA, Elilde Mota de Menezes e o diretor científico da Anipes, Maurílio Lima. No painel: Amazônia, economia, sociedade e meioambiente, a gerente de projetos da área de Recursos revistaamazonia.com.br


Durante o seminário “A Amazônia e suas Fronteiras no Contexto da Integração Regional e do Comércio Exterior”

Na Conferência WITS (Água, Inovação, Tecnologia & Sustentabilidade), pesquisadores propõem criação de um centro de pesquisas hídricas na Amazônia

Naturais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Denise Maria Pessoa Kronemberger, apresentou dados sobre os indicadores de desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal, ante os dados de outros Estados e do País. Foram também apresentados indicadores sobre educação, saúde e rendimentos, entre outros. A programação teve ainda uma mesa redonda sobre Contas Regionais e Indicadores Econômicos, outra sobre Rede Ipea-Anipes: resultados de pesquisas e nova agenda de pesquisas.

Jornada de Seminários Roberto Luís Olinto Ramos, titular da Coordenação de Contas Nacionais (Conac), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), explicou a importância da informação e a precisão dos dados estatísticos no sistema de contas nacionais e regionais, e pontuou a necessidade de manter atualizadas as informações e o levantamento de dados referentes aos Estados a fim de aperfeiçoar, permanentemente, o sistema, facilitando o processo de governança das contas como um todo. Os Estados precisam investir em estatísticas, enfatizou Ramos.

Seminário Minapim O seminário foi aberto pelo superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional da SUFRAMA, Elilde Menezes, que fez questão de destacar o tradicionalismo do seminário Minapim e a parceria mantida pela autarquia com o Instituto alemão Fraunhofer ENAS. revistaamazonia.com.br

O seminário, extremamente importante porque permite a interação de cientistas renomados no exterior com os pesquisadores e estudantes locais. Isso é uma das ações mais efetivas visando à disseminação do conhecimento e de novas tecnologias na região, afirmou Menezes. A abertura com o tema Tecnologias para Sustentabilidade, foi dividido em duas sessões com nove palestras no total, proferidas por destacados cientistas e pesquisadores atuantes no Brasil e na Alemanha. Houve também a entrega do Minapim Award, prêmio concedido às instituições e pessoas que contribuem para a realização dos seminários Minapim na região – ao Instituto belga IMEC e ao pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco, Petrus Santa Cruz. As palestras ensejaram discussões relevantes sobre temas atuais da micro e nanobiotecnologia e da ciência de um modo geral, incluindo integração de sistemas inteligentes, logística reversa e estratégias de reciclagem, os desafios e as perspectivas para o gerenciamento dos recursos naturais e políticas sustentáveis aliadas à melhoria da qualidade de vida da população urbana. Também foram apresentados projetos bem-sucedidos que vêm sendo desenvolvidos por instituições brasileiras e alemãs na área de Ciência, Tecnologia e Inovação.

A Amazônia e suas Fronteiras no Contexto da Integração Regional e do Comércio Exterior O aprimoramento e a maior aplicação da tecnologia tanto nos mecanismos de facilitação de comércio quanto no monitoramento e controle das áreas de fronteira foi um

Oldemar Ianck com diretores do instituto alemão Fraunhofer ENAS e da SEMI Europe (associação global de fabricantes de equipamentos ligados à indústria de micro e nanoeletrônica) No Seminário sistema de contas nacionais e regionais, o palestrante Roberto Luis Olinto Ramos

dos principais pontos no seminário. Outros pontos debatidos: foram a atuação do Exército Brasileiro como forma de garantir um ambiente de segurança na faixa de fronteira, os projetos atuais de faciliREVISTA AMAZÔNIA 27


tação de comércio em discussão no cenário internacional e as propostas de cooperação entre os países visando à superação de desafios nas áreas fronteiriças. De acordo com o comandante militar da Amazônia, general Eduardo Dias da Costa Villas Boas, o Governo Brasileiro está trabalhando atualmente na estruturação e implantação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), uma espécie de Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia) nas regiões de divisa com outros países. O sistema de monitoramento seria, na visão do general, um passo fundamental para garantir uma maior atuação do Estado Brasileiro nessas áreas. As fronteiras brasileiras na Região Amazônica têm uma extensão de doze mil quilômetros. Apenas a título de comparação, a fronteira dos Estados Unidos com o México conta com três mil. Se até os norte-americanos, com todo o aparato militar, tecnológico e policial que dispõem, enfrentam diversos obstáculos, são ainda maiores as dificuldades que o Estado Brasileiro enfrenta para ocupar e garantir a segurança dessas áreas estratégicas, afirmou Villas Boas. Apenas com a presença física isso é quase impossível. Só há um caminho, que é agregarmos tecnologia. Com isso poderemos proporcionar maior segurança e, em função dessa segurança, garantir outros intercâmbios, dentre os quais se insere o comércio exterior, complementou. Ele defendeu que a manutenção do modelo de desenvolvimento regional ZFM é extremamente importante e implicará principalmente em benefícios à preservação ambiental da Amazônia. As pessoas de outras regiões do país podem achar que o modelo tem apenas um viés econômico, mas na verdade, trata-se de uma proposta de desenvolvimento ampla que gera centenas de milhares de empregos e, com isso, cria dinâmicas benéficas à conservação da floresta e da biodiversidade amazônica, disse Villas Boas. As outras duas palestras do evento foram apresentadas pela funcionária da Organização Mundial das Aduanas

(OMA), Maria Polner, e pelo diretor da Associação Latino Americana de Integração (Aladi), Roberto Rial França. Foi a primeira vez que representantes dos principais órgãos internacionais de facilitação de comércio participaram do seminário de comércio exterior inserido na programação da FIAM. Ambos apresentaram as principais diretrizes de trabalho e projetos de facilitação e integração em andamento em suas instituições. Entre os projetos apresentados, o maior destaque ficou por conta do Programa de Certificação de Origem Digital (COD), que está sendo tratado com prioridade na agenda da Aladi e deverá ser implantado em caráter piloto no Brasil até o final deste ano. O auditor fiscal da Receita Federal do Brasil, Juraci Garcia Ferreira, disse que atualmente existem diversas ações planejadas de facilitação e integração no Brasil, inclusive com resguardo legislativo, mas a dificuldade maior é reunir as condições ideais para implementá-las de fato. Uma das grandes questões é a vontade política, que tem dificultado a implementação das ações. É uma decisão governamental de querer apoiar firmemente e dar condições viáveis para execução das diversas ações planejadas, incluindo recursos financeiros, afirmou Ferreira.

Omar Aziz, governador do Amazonas, com nosso diretor Rodrigo Hühn, adorou essa edição da Amazônia Ernani Siqueira, secretário de estado de Industria e Comércio do Tocantins, também aprovou a Amazônia

Sistemas de controle de tráfego aéreo O Comandante do CINDACTA IV, Brigadeiro do Ar José Alves Candez Neto, explicou que já foi iniciado o treinamento dos controladores de voo com o Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatório de Interesse Operacional, o Sistema SAGITARIO. Até junho de 2012 o Sagitário vai estar funcionando por completo. A implantação é feita em duas fases: primeiro é montado um centro de controle de voo com os dois sistemas, o novo e o antigo, sendo feita uma operação paralela. Depois disso passa a operar apenas com o SAGITARIO, afirmou.

No seminário Produção Orgânica: Organização Produtiva versus Perspectiva de Negócios na Amazônia

Gustavo Abreu Secretário adjunto de Comunicação de Roraima com Rodrigo e a Amazônia

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Nelson Rocha, superintendente e Marcio Vieira, da comunicação do Sebrae Amazonas, com Rodrigo Hühn e a nossa Amazônia revistaamazonia.com.br


Pesquisadores propõem criação de um centro de pesquisas hídricas na Amazônia A criação de um centro de pesquisas hídricas na Amazônia para começar a olhar esses recursos como fator de competitividade foi sugerido na Conferência WITS (Água, Inovação, Tecnologia & Sustentabilidade) 2011: Rio + 20, Água & Sustentabilidade. A proposta foi apresentada na abertura da Conferência, pelo palestrante Raul Gouvêa, professor da Universidade do México e um dos coordenadores da mesa. O Brasil é o país mais rico do mundo em recursos hídricos, com 12% de água do planeta e 30% das reservas mundiais, mas é também campeão de poluição de recursos hídricos, apontou lembrando que aqui se discute muito a preservação da floresta, mas é hora de discutir também a viabilidade dos recursos hídricos. Gouvêa lembrou que o País já é um exportador de água virtual e está na mira de interesse de outros países que sofrem com problemas hídricos como México, China, Índia e África. Em algum momento o Brasil vai virar um grande polo que vai atrair países como esses e é tempo de começar a discutir a criação desse centro, afirmou. Para Gouvêa, a combinação de esforços das áreas acadêmica, empresarial, governamental, e a contribuição de ONGs podem representar um passo decisivo para ver os recursos hídricos de maneira mais consistente. Já existem esforços nesse sentido, mas não estão sendo coordenados, assinalou. A implantação de biossensores nos rios da região para detectar os tipos de poluentes e o nível de poluição também foi sugerida pelo palestrante, que acrescentou à proposta a formação de um acordo transnacional para dar sustentabilidade aos projetos voltados para a área de maneira mais ordenada. A medida, segundo ele, é importante para dar uma visão dos recursos hídricos em tempo real e determinar uma posição quanto a diretrizes a serem traçadas sobre a criação do centro de pesquisas. Gouvêa também assinalou que essas medidas não podem tardar, porque países que têm problemas com recursos hídricos estão com os interesses voltados para a região em razão do grande potencial de água da Amazônia. Tecnologias são trazidas para cá para limpar a água e navios estão roubando nossa água, lembrou afirmando, ainda, que em algum momento a região poderá desenvolver polos de exportação de recursos hídricos. Em 2050 vamos ter quase 2 bilhões de pessoas sem acesso à água potável e isso será um problema, porque vamos ter que

O público prestigiou como sempre e se encantou com as atrações da FIAM

Coleção de Tiaras de Fibra de Juta da Amazônia foi lançada na FIAM

Os tradicionais artesanatos indígenas fizeram sucesso

O espaço orgânico e naturais

Estande do Sebrae Am

Estande da SUDAM revistaamazonia.com.br

Estande da SindNaval REVISTA AMAZÔNIA 29


No interior do Studio 5

levar tecnologia de ponta para pessoas em comunidades sem água limpa, pessoas que adoecem pela ingestão de água contaminada, garantiu.

Seminário reuniu jornalistas do Brasil e do exterior A cobertura jornalística internacional na Amazônia nas áreas de Ciência, Tecnologia, Informação e Meio Ambiente foi tema de debate na Jornada Internacional de Seminários, realizado pela SUFRAMA em parceria com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Amazonas (SJPAM), Associação de Correspondentes Estrangeiros de São Paulo (ACE), Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS), e Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam). A programação contou com quatro palestrantes: o correspondente da TV Globonews em Londres, Silio Boccanera, o presidente da Associação de Correspondentes Estrangeiros de São Paulo (ACE), Roberto Cattani, professor doutor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), Ricardo Alexino, e

Estande do selo Amazônico

Estande de Roraima 30 REVISTA AMAZÔNIA

Estande do Peru

o editor-chefe da Revista Novo Ambiente, com sede em Curitiba, Paraná, Edemar Gregório. Os debates foram mediados pelos jornalistas e professores dos cursos de Comunicação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Mirna Feitosa, e da Faculdade Boas Novas, Gerson Severo Dantas. A relatoria ficará a cargo dos jornalistas Cristiane Barbosa e Ulysses Varela, vinculados à Fapeam.

Rodada de Negócios de Turismo Foi realizada em parceria com a Amazonas Convention & Visitors Bureau (ACVB) e a SUFRAMA, focando o turismo receptivo e o segmento da hotelaria corporativa. A Rodada contou neste ano com a participação de 62 empresas no total, sendo 40 suppliers (companhias regionais ofertantes de produtos, roteiros e serviços turísticos amazônicos) e 22 buyers (empresas nacionais e internacionais interessadas em vender no mercado mundial os destinos da Amazônia Brasileira). Estiveram representados na Rodada cinco estados amazônicos: Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia e Pará.

Estande do Equador

FIAM 2011 gera valor recorde de US$ 13.1 milhões em negócios

Estande da Venezuela

A Feira Internacional da Amazônia bateu mais um recorde na geração de negócios. Reunindo empresas e investidores em interesses comuns, a Rodada de Negócios atingiu a marca de US$ 13.119 milhões em negócios acertados para curto e médio prazos, superando em 14,5% o resultado da edição daFIAM 2009, quando o valor atingido foi de US$ 11.435 milhões.

Estande do Acre

Estande do Tocantins revistaamazonia.com.br


Estande da Samsung

Para o superintendente em exercício da Zona Franca de Manaus, Oldemar Ianck, o resultado comprova o potencial de promoção comercial alcançado pelo evento. Esse resultado comprova o êxito da FIAM 2011. A cada edição, superamos as expectativas com recordes em resultados, não apenas em negócios, mas também em número de expositores e de público, destacou. Na Rodada de Negócios participaram 26 empresas âncoras (compradoras de produtos e serviços) e 136 empresas ofertantes. Foram demandados principalmente os itens das áreas de artesanato regional, produtos fitoterápicos e fitocosméticos, móveis e artefatos de madeira, frutas regionais, pescado, alimentos e bebidas, extratos e óleos vegetais, corantes naturais, ervas medicinais e aromáticas. A rodada envolveu empresas locais, do Distrito Federal, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e também de países como Alemanha, Angola, Canadá, Equador, Espanha, Irã, Itália, Portugal, Uruguai e Estados Unidos.

Missões internacionais prestigiam a FIAM 2011 Missões empresariais e representantes dos governos da Argentina, Áustria, Venezuela e Suriname visitaram, o estande da SUFRAMA na FIAM 2011, para audiências com o superintendente em exercício da autarquia, Oldemar Ianck. As comitivas conheceram melhor o modelo Zona Franca de Manaus e as oportunidades de negócios na região, além de relatarem a experiência de participarem da Feira Internacional.

Rodrigo com os Caprichoso e Garantido no Espaço Cultural

Estande de Rondônia revistaamazonia.com.br

Estande da Nokia

Estande do Banco da Amazônia

Pavilhão Principal, instalado em uma área de 10 mil metros quadrados, teve mais de 400 expositores dispostos em 208 estandes

CAS aprova projetos que vão gerar 1.041 empregos O Conselho de Administração da SUFRAMA (CAS) aprovou todos os 35 projetos submetidos na pauta da 253ª reunião, realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), no Centro. Os investimentos aprovados somam US$ 368 milhões com a previsão de 1.041 novos empregos nos próximos três anos. O superintendente em exercício da Zona Franca de Manaus, Oldemar Ianck, destacou durante a reunião alguns projetos como o da Kwasaki para produção de subconjunto de cabeçote, virabrequim, roda de liga e eixo de comando para motocicletas por vir adensar a forte cadeia produtiva do setor de Duas Rodas de Manaus. Outro destaque do superintendente foram os projetos de tablets da Evadin e da Procomp.

Estande da LG

Estande da Honda REVISTA AMAZÔNIA 31


por

Alessandra Bacelar*

Amazontech maior evento de negócios sustentáveis da Amazônia Em cinco dias de evento foi gerado um volume de negócios de mais de R$ 37 mi, uma participação de 64.611 visitantes, e a capacitação de 14 mil pessoas Fotos: Rondinelli Ribeiro e Vinícius Parente

E

sses números superam as expectativas do Sebrae Tocantins em relação a realização do Amazontech 2011 – um programa voltado para fomentar a inovação, tecnologia e sustentabilidade nos micro e pequenos negócios da região da Amazônia Legal – que foi realizado em Palmas, no Estado do Tocantins, entre os dias 18 e 22 de outubro, atraindo visitantes de diversos lugares do país e até palestrantes estrangeiros. Com tudo isso o Sebrae Tocantins acredita ter desmistificado a ideia que a Inovação, a Sustentabilidade e Tecnologia só podem ser implantados nos médios e grandes negócios e ainda deixado vários legados para a população tocantinense, como bem afirma o superintendente Paulo Massuia. “O primeiro deles é mostrar aos empresá32 REVISTA AMAZÔNIA

rios que inovação e tecnologia é algo que cabe no bolso de qualquer empresa e há mudança na gestão quando se aplica isso, o segundo é a absorção e a aceitação dos visitantes, e o terceiro é que mesmo o Tocantins não tendo estrutura para um evento deste porte, conseguiu com esforço coletivo mostrar que o Estado tem capacidade para ir além”, avaliou Massuia. O Amazontech tem uma trajetória que começou há 10 anos, numa região que se destaca por ter o maior bioma de floresta tropical do planeta. Um desafio que uniu diversas instituições em um único objetivo: desenvolver pequenos negócios sustentáveis da Amazônia, mediante a transferência de tecnologias, melhoria da gestão, inovação contínua e acesso ao mercado. Foi assim, como resultado de uma profunda reflexão sobre as necessidades do setor produtivo da Amazônia Legal, que nasceu o programa. O Amazontech 2011 foi realizado pelo Sebrae Tocantins com a parceria do Governo do Estado do Tocantins, da Prefeitura de Palmas, da Embrapa – que trouxe ao even-

O presidente do Sebrae Tocantins, discursando na abertura do Amazontech 2011

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A diretora técnica do Sebrae Mila Jaber disse que o acompanhamento e consultoria aos micro e pequenos empresários vai continuar.“O nosso trabalho não para agora. Vamos oferecer todo o suporte necessário para Da esquerda para direita Jarbas Meurer (diretor administrativo e financeiro do Sebrae Tocantins); Kátia Rocha (secretária de Cultura do Tocantins); Paulo Massuia (superintendente do Sebrae Tocantins); João Oliveira (Vice Governador do Tocantins); Luiz Barreto (Presidente do Sebrae Nacional); Mila Jaber (Diretora Técnica do Sebrae Tocantins); Carlos Alberto dos Santos ( Diretor Técnico do Sebrae Nacional); Roberto Pires (presidente do Sebrae Tocantins)

to resultados e experiências de 22 Unidades da empresa –, a Universidade Federal do Tocantins – UFT – e com ela as Universidades e Institutos Federais dos Estados que compões a Amazônia Legal e ainda cerca de 50 entidades apoiadoras do evento, entre federações, ministérios, autarquias, secretarias de estado e municípios, companhia de eletricidade, exército brasileiro entre outros. O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Roberto Pires, avalia que o Amazontech 2011 foi um divisor de águas. “Nós tivemos visitas de pessoas das mais diferentes idades. Estudantes a partir de 2 anos, empresários, comerciantes, professores, estudantes, pesquisadores entre outros, todos com vontade de conhecer novos caminhos, trocar ideias, encontrar subsídios para montar ou incrementar os negócios que possuem. Assim cumprimos a nossa missão de disseminar o conhecimento e propiciar o desenvolvimento do empreendedorismo no Tocantins”.

Estande da Embrapa

Sucesso da Rodada de Negócios e de Projetos Na Rodada de Negócios, em 462 reuniões, bem mais do que o número previsto, foram prospectados R$ 5,7 mi. Estavam presentes 20 empresas âncoras e 100 ofertantes. O valor financeiro promete subir bem mais, já que muitos dos vendedores, as empresas que ofereceram os produtos, não tinham a pronta entrega materiais para atender a demanda. De Natividade, região sudeste do Tocantins, Lívia de Cerqueira Nunes da Silva e Zélia Nunes de Cerqueira apresentaram para os representantes das empresas compradores o “Amor Perfeito”’, um biscoito feito de polvilho, manteiga, açúcar e leite de coco, que derrete na boca. Os representes da empresa Mundo Verde gostaram tanto do biscoito que queriam comprar três toneladas do produto. “Ficamos empolgadas. Vamos investir em mão de obra”, disse Zélia empolgada. Ela sabe que para ganhar novos mercados vai ter especializar ainda mais a produção. “A prioridade é correr atrás do SIF (selo de inspeção federal). Com esse carimbo poderemos exportar o biscoito da tia Naninha”, continuou a microempresária fazendo referência a proposta de fornecer para outros países, como a China, por exemplo.

Visão geral do salão das tecnologias, onde estava exposta a Cadeira híbrida

Apresentação cultural dos índios Karajás na abertura do ciclo de palestras magnas

Economista Harry Hamming (coordenador do projeto de Pesquisa e desenvolvimento e Inovação da Empresa Eletro Rural) e Leopoldo Curado (empresário da Eletro Rural responsável pelo projeto da Casa sustentável que utiliza isopor na sua composição, reduzindo gastos e o tempo de construção) revistaamazonia.com.br

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Rodada de Negócios - Micro e pequenos empresários oferecendo produtos a grandes empresas compradoras.

garantir o sucesso dos negócios que estarão por vir, pois não adianta apenas facilitar o contato, é preciso acompanhar os empreendedores e orientar para as tomadas de decisões”, completou a diretora. A estimativa é de que o reflexo desta rodada seja colhido até os próximos anos, já que muitas das empresas que ofereceram seus produtos, não tinham produtos a pronta entrega suficientes para atender a demanda. Participaram ainda empresa do Amazonas, Roraima, Acre, Rondônia, Pará, Maranhão, Mato Grosso, São Paulo e Piauí. Na Rodada de Projetos, que prospectou um volume de negócios de 32 milhões de reais em 51 projetos financiados, a intenção foi aproximar empresas, associações, instituições tecnológicas, pesquisadores e agentes financiadores públicos e privados com o objetivo de facilitar a compreensão, por parte dos investidores, acerca do escopo de cada projeto e, desse modo captar parcerias, sejam elas técnicas e ou financeiras. De acordo com diretor administrativo financeiro do Sebrae Tocantins, Jarbas Luiz Meurer, as Rodadas de Negócios e projetos atingiram os objetivo. “Foi uma oportunidade ímpar de investimento para o pequeno empresário. Eles acreditaram e conseguiram novas portas. O pós evento vai ser melhor ainda, já que os negócios só começaram, sem falar no apoio que os projetos podem receber, os pesquisadores tinham ideias, projetos, falava o incentiAlunos da educação infantil visitando o amazontech 2011 e conhecendo o funcionamento de uma colméia

Esquerda p/ direita - superintendente do Sebrae Tocantins Paulo Massuia, governador do Tocantins José Wilson Siqueira Campos, cosmonauta Marcos Pontes, secretário de Ciência e Tecnologia do Tocantins Borges da Silveira

vo financeiro, e foi justamente aproximar pesquisadores dos apoiadores que conseguimos na rodada de projetos”, acredita Meurer.

Geração de emprego e renda Sem sombra de dúvidas, o Amazontech 2011 provocou uma grande movimentação econômica, em torno de 50 atividades econômicas beneficiadas, dando oportunidade para profissionais de diversos ramos. Foram gerados 800 empregos diretos, no que se refere a montadoras, eletricistas, produtoras de evento, esta-

giários, segurança, limpeza, eletricista, entre outros. Três mil empregos indiretos também foram motivados pelo evento. Toda rede hoteleira, bares e restaurantes, agências de turismo, taxis e fornecedores dos mais diversos segmentos.

Programação diversa A ampla programação contou com congressos, conferências, palestras, seminários, cursos, workshops e oficinas em diversos segmentos de negócios. Uma oportunidade ímpar aos empresários dos mais diversos segmentos conjugarem negócios, acesso a novos mercados, capa-

Palestra no 1º Fórum de Turismo do Tocantins 34 REVISTA AMAZÔNIA

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citação gerencial, desenvolvimento técnico, acesso a crédito e mecanismos de inovação. Foram mais de 100 caravanas de instituições federais, municípios do interior do Estado e até de outros estados que vieram conhecer e participar do Amazontech, sem falar das visitas dos estudantes de todas as idades. Uma das turmas Paiol da educação infantil do Sesc, com 12 alunos de 2 anos de idade. Segundo a professora o evento foi uma ótima oportunidade para os alunos conhecerem o que está sendo abordado dentro da sala de aula no projeto Favo de Mel. “Elaboramos esse projeto porque uma de nossas alunas substitui o açúcar da comida pelo mel, em consequência disso o seu lanche é diferente do oferecido pela escola. Pensamos então em ensinar Esquerda para direita - superintendente do Sebrae Tocantins Paulo Massuia, governador do Tocantins José Wilson Siqueira Campos, diretor administrativo e financeiro do sebrae tocantins Jarbas Meurer, diretora técnica do Sebrae Tocantins Mila Jaber. Visita do governador ao Amazontech 2011

O governador do Tocantins José Wilson Siqueira Campos ao lado do superintendente do Sebrae conhecendo equipamento que produz biocombustível - projeto desenvolvido pela Universidade Federal do Tocantins

às crianças todas as características das abelhas, desde a construção da colmeia, produção do mel e a retirada desse mel. O Amazontech foi uma excelente oportunidade delas terem a aula de campo”, ressalta a professora, Ediléia Coelho Reis. Na programação constava o Encontro Estadual do Programa Empreender, que atende 30 núcleos em 10 municípios tocantinenses e, durante o Amazontech, reuniu 400 empresários, para a troca de experiências entre os

diversos segmentos que pertencem aos núcleos distribuídos em todo o Estado. Aconteceram ainda grandes eventos como o 1º Congresso de Apicultura e Meliponicultura da Amazônia, Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, Seminário Energias Limpas, Conferência em Sustentabilidade, Desenvolvimento e Agroenergia, Fórum Imprensa, Conscientização e Poder de Transformação, 1º Fórum de Ecoturismo do Tocantins, Ciclo de Palestras Gestão e Empreendedorismo, Portal do Pescado, Painel Frutas da Amazônia, Painel da Bovinocultura. A Conferência Magna trouxe palestrantes de renome como

Dal Marcondes – explicando como é possível investir no verde e lucrar com isso -; o astronauta Marcos Pontes – revelando o lado empreendedor durante a trajetória de vida, provando que é possível realizar sonhos-, e a Senadora Kátia Abreu apresentou o Arco Norte e a solução para o barateamento do frete através das hidrovias. Ainda teve a parte cultural, na abertura do Amazontech 2011 foi apresentando o espetáculo “Co yvy ore retama” idealizado pela coreógrafa e diretora cênica Meire Maria Monteiro e apresentando pela Companhia de Dança Contágius e a participação do grupo Tambores do Tocantins. No espetáculo uma mistura de elementos culturais como: a sússia, o babaçu, o buriti, os movimentos das águas, os quilombolas e etnias indígenas, a partir de várias linguagens artísticas e contemporâneas, reverenciando o belo, o simples, a cultura de um povo que nasceu sobre a forte influência, do sol, das areias, das serras, das secas, das águas dos rios Araguaia e Tocantin, da brejeirice e força do caboclo, das índias, das histórias que fazem do Tocantins um portal amazônico, estrategicamente sediado na entrada do norte deste país. Além disso, a cada dia antes das palestras magnas foi realizada uma apresentação cultural e no Espaço gastronômico cantoras tocantinense como Mara Rita, Juliana Maia e Queila Lipe se revezaram nas apresentações e encantamento dos visitantes.

Curso sobre aproveitamento integral do pescado

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Inauguração da Ponte da sustentabilidade com as presenças dos representantes do Exército brasileiro, Sebrae e Prefeitura de Palmas

No Fórum de Turismo do Tocantins

Curiosidades Quem visitou o Amazontech conheceu experimentos e invenções que garantem a sustentabilidade. De Rondônia veio o sanitário ecológico portátil. Não usa água para descarga e nem precisa de rede de esgoto. Também não polui solo ou subsolo. O material transformado pode ser usado como adubo. Do Maranhão veio a cadeira híbrida. É uma cadeira de três rodas, em vez de quatro. É a primeira cadeira desse modelo do Brasil. Ergometricamente correta, com deslocamento rápido. Já de Minas Gerais o fogão do futuro, criado pelo pesquisador Denilson José Bruzi. “É uma tecnologia de geração elétrica com uso de fogão a lenha voltado a atender comunidades isoladas. É uma miniusina doméstica. Faz uso de biomassa renovável para a geração de energia”, comentou o pesquisador. Do Tocantins, teve a casa sustentável de 44 metros quadrados, construída em 15 dias, com base de concreto leve e tecnologia que utiliza isopor reciclável. O projeto é da empresa Eletro Rural que desenvolveu uma estrutura de Painel Modular de Fechamento Pré-Moldado em concreto leve, uma tecnologia que utiliza isopor triturado no processo de industrialização dessas estruturas. “O isopor é matéria-prima na nossa indústria e por isso temos parceria com a Associação de Catadores para fornecimento de isopor. Esse é o grande diferencial do nosso projeto, pois substituímos em 100% a utilização da brita pelo isopor reciclável triturado”, informa o economista Harry Hamming, coordenador do projeto de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação da empresa Eletro Rural, sediada em Porto Nacional.

Armazém dos Artesanatos - exposição de artesanatos dos estados da Amazônia Legal

A empresa garante que a estrutura funciona com a mesma sustentabilidade e gera uma economia de 10% e um ganho de 50% em relação ao prazo de construção que pode chegar até 48 horas.

Portal dos Estados Os mais variados empreendimentos puderam ser vistos no Portal dos Estados. 70 expositore entre tocantinenses, empresários do Amapá, Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Maranhão, Pará, Goiás, Mato Grosso e Santa Catarina vieram a Palmas especialmente para apresentar seus produtos no Amazontech 2011. Cosméticos, alimentos, roupas, calçados, iluminação, artesanatos, acessórios e

Apresentação do espetáculo “Co yvy ore retama” na abertura do Amazontech 2011

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alternativas inovadoras de negócios. Quem passou pelo portal descobriu que uma pequena lâmpada LED, por exemplo, economiza mais energia que todas as lâmpadas convencionais de uma casa familiar, sendo ainda a única que não emite raio UV, nem aquece com a temperatura alta. Teve também licor da castanha do pequi, fruta típica da região, e duas máquinas capazes de aproveitar o fruto, da casca à castanha, de maneira sustentável, uma inovadora criação de um aposentado tocantinense. A criatividade da Amazônia Legal esteve em todos os lugares e quem conheceu o Portal dos Estados sai enriquecido de informações culturais. Apresentação dos Tambores do Tocantins

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Mostra de variedades agrícolas A Vitrine Tecnológica da Embrapa foi uma atração a parte. Na área de realização do evento foi construído um mapa de 80 metros de extensão representando o Estado do Tocantins, uma moldura feita com cerca de 90 espécies vegetais e formando figuras representativas do Estado, a exemplo do boi, abelha, babaçu, uma gota representando o potencial hídrico e o arroz aludindo à rizicultura do Tocantins. Abaixo do mapa, o desenho de duas mãos, que de acordo com o autor do projeto Edson Alves, da Embrapa transferência de Tecnologia, represen-

tava a sustentabilidade. Houve também a preocupação de apresentar tecnologias relacionadas à produção agrícola de baixo carbono, como os sistemas Barreirão, Santa Fé, Brangatino e a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

Bens definitivos O evento deixou marcas definitivas no local onde foi realizado. Na parte de segurança e atendendo às recomendações do Corpo de Bombeiros, foi contratado um projeto de Combate a Incêndio e Sistema de Pará-Raios Prediais (SPDA) para o Espaço Cultural. Foi feita também

a renovação do Sistema de Hidrantes – com inclusive troca de bombas hidráulicas e mangueiras -, adaptação e instalação de corrimãos e guarda-corpo, sinalização apropriada. Também foram trocadas todas as lâmpadas de emergência. O Sebrae custeou ainda uma ampla reforma do prédio da Diretoria de Meio Ambiente, construiu uma casa em modelo de construção sustentável, além da colocação do forro de buriti, e serviço de envernizar e descupinizar o madeiramento, e pintura de todo o prédio. A organização do evento ainda apoiou um pacote de medidas inovadoras para a paisagem local. A construção

Projeto Biomas da CNA revistaamazonia.com.br

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A praça da tecnologia

de uma passarela definitiva entre os dois parques com cerca de 400 metros interligando o Espaço Cultural ao Orquidário no Parque das Flores Tropicais – onde se situa a Diretoria de Meio Ambiente. E foram construídas duas Pontes da Sustentabilidade numa parceria entre Sebrae, Celtins, Prefeitura de Palmas e Exército Brasileiro permitindo a travessia de pedestres no trecho de várzea e na calha do córrego Brejo Comprido. A construção foi feita a partir de postes de madeira retirados de uso nas redes públicas e doados pela Celtins. Já a concepção geral do projeto, o projeto executivo e ambiental, ações mecanizadas e manuais ficou a cargo da Prefeitura Municipal, por meio da Diretoria de Parque e Jardins – DIPAJ. O Sebrae ficou responsável pelos recursos materiais e o Exército com uma equipe especializada em processos construtivos. Na concepção do projeto - além de fazer a interligação de 2 parques centrais da cidade, criou-se um espaço atrativo de visitação, contemplação e conhecimento da dinâmica da Mata Ciliar, sua estrutura de vegetação, solos, fauna e regime hidrológico, permitindo o entendimento e a valorização de áreas tão críticas e tão bonitas, chamadas de Fábricas de Água (as várzeas e suas nascentes, inclusive cm buritizais) e a Mata Ciliar (a guardiã das águas, pois dá vida e protege a calha dos corpos de água de uma série de fatores). Possibilitando que a população visite e entenda a Natureza e seus processos naturais de forma íntima, próxima, pois num gesto de saúde, de educação e de convívio social integrado.

Encontro dos Agentes Locais de Inovação

Indios Karajá se apresentando antes das palestras

Realizadores Sebrae Tocantins, Sebrae Nacional, Unidades do Sebrae dos Estados da Amazônia Legal, Governo do Estado do Tocantins, Confederação Nacional da Agricultura – CNA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA, Universidade Federal do Tocantins – UFT, Instituto Federal do Tocantins – IFTO, Companhia de Energia Elétrica do estado do Tocantins – CELTINS e Prefeitura de Palmas. 38 REVISTA AMAZÔNIA

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Alunos participando de experiências cientificas na Semana de Ciência e Tecnologia

Comercialização de artesanatos

Apoio Institucional Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins – ADAPECTO, Banco da Amazônia, Banco Nacional de Desenvolvimento – BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPQ, Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP, Federação da Agricultura do Tocantins – FAET, Federação das Associações Comerciais e Industriais do Tocantins – FACIET, Sistema Fecomércio Sesc/Senac – Tocantins, Sistema Fieto Sesi/Senai/IEL – Tocantins, Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI, Ministério da Agricultura Pecuária e do Abastecimento – MAPA, Fundação de Ampara a Pesquisa do Tocantins – FAPT, Fundação Getúlio Vargas – FGV, Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica – FUCAPI, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBIO, Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia – INPA, Museu Paraense Emilio Goeldi , Ministério do Meio Ambiente – MMA, Ministério da Pesca e Aquicultura – MPA, Instituto Natureza do Tocantins – NATURATINS, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins – RURALTINS, Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT, Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário – SAF, Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Tocantins – SECT, Secretaria de Educação do Estado do Tocantins – SEDUC, Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SEMADES, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI-TO, Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB, Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo – SESCOP, Secretaria de Industria e Comércio – SIC, Subsecretaria de Aquicultura e Pesca do Estado do Tocantins – SUSAP, Subsecretaria de Energias Limpas do Estado do Tocantins, Universidade Estadual do Maranhão – UEMA, Universidade Federal do Amazonas – UFAM, Universidade Federal do Maranhão – UFMA, Universidade Federal do revistaamazonia.com.br

Palestra do Cosmonauta Marcos Pontes

Pará – UFPA, Universidade Federal de Roraima – UFRR, Universidade de Brasília – UNB, Fundação Universidade do Tocantins – UNITINS, UNITINS – AGRO, Universidade

Estadual do Mato Grosso – UFMT, Universidade Federal do Ceará – UFCE, Hotel Pousada Ville La Plage. [*] Assessoria de Comunicação do Sebrae Tocantins REVISTA AMAZÔNIA 39


A sustentabilidade brasileira na energia elétrica é exemplo para o mundo O FGV Management realizou recentemente a segunda edição do Painel FGV com o tema: “Energia e Sustentabilidade no Brasil do Século XXI”

O

Brasil tem sido um exemplo para o mundo quando o assunto é energia elétrica. Além de atender à quase totalidade da sua população (98%), o modelo brasileiro de geração de energia é limpo, provêm de fontes renováveis e, portanto, é ambientalmente sustentável. O grande problema enfrentado pelo país neste setor é o alto preço das tarifas, puxado principalmente por tributos, encargos e custos de geração e de transmissão. Esta foi a principal conclusão do painel promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), na noite de segundafeira, sob o tema “Energia e Sustentabilidade no Brasil do Século XXI”, que contou com palestras da economista Joisa Dutra (“O Papel da Energia Elétrica no Crescimento

Sustentável do País”), coordenadora do Centro de Regulação da FGV, e da diretora de Planejamento, Novos Negócios e Comercialização da Eletrobras Furnas, Olga Simbalista (“A Sustentabilidade da Matriz Energética Brasileira”). O painel foi mediado pelo jornalista Sidney Rezende, apresentador da GloboNews. Reunidos no auditório do Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova, cerca de 400 pessoas participaram do evento e foram saudados, na abertura, pelo diretor da FGV, Mario Pinto. O painel foi transmitido ao vivo para a sede da FGV na Barra da Tijuca, onde aproximadamente 70 pessoas também participaram dos debates. Joisa Dutra afirmou que o Brasil vive um momento muito favorável com a estabilidade macroeconômica, mas terá

que vencer os desafios impostos pelos grandes eventos esportivos que sediará nos próximos anos – o mais urgente, o resgate do papel do planejamento no setor. “A energia elétrica no país caracteriza-se pela carga dispersa e pelo extenso sistema de transmissão”, afirmou. Em todo o território nacional há, atualmente, mais de 95,5 mil quilômetros de linhas de transmissão, que precisam

Flávio Decat, Joisa Dutra, Mario Pinto e Olga Simbalista participam do debate mediado pelo jornalista Sidney Rezende

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Flávio Decat: “Os problemas ambientais são causados pelo homem que fica na área das usinas e tem que sobreviver”

que nasce no Mato Grosso, atravessa o Pará e deságua no Rio Amazonas – serão construídas no modelo das plataformas de petróleo. As áreas destruídas durante as obras serão reconstruídas e reflorestadas e o acesso se dará apenas aos funcionários, por helicópteros. “Os problemas ambientais são causados pelo homem que fica na área das usinas e tem que sobreviver”, informou. No encerramento do painel, o diretor da FGV, Mario Pinto, disse que duas grandes lições o levariam a refletir: o otimismo quanto ao futuro energético do país e a certeza de que em dez anos o mundo será muito melhor do que o atual. “Estamos no limiar de uma nova era na área de

energia”, concluiu, comparando o setor com o de telecomunicações, que deu grandes saltos qualitativos nas duas últimas décadas.

Vencimento das concessões: desafios para o setor Os desafios do setor elétrico para fazer frente ao crescimento da demanda, as questões regulatórias e os avanços tecnológicos na área da energia foram os temas apresentados pela coordenadora do Centro de Regulação da Fundação Getulio Vargas, Joisa Dutra. Pelas projeções da Empresa de Planejamento Energético,

ser expandidas em 38% até 2019 – para 132,4 mil quilômetros. Destacando o “momento mágico” vivido pelo país, Olga Simbalista disse que o futuro já chegou para o setor energético brasileiro, que tem quase 90% de sua energia elétrica gerada por fontes renováveis. “Temos uma energia limpa e singular”, avaliou, informando que apenas 5% da energia consumida no Brasil hoje são importados de outros países, contra os 45% observados no final dos anos 70. “Não existe país no mundo que tenha o mesmo desempenho, o que nos coloca num patamar competitivo fantástico”, resumiu. No debate seguinte às palestras, o presidente da Eletrobras Furnas, Flávio Decat, afirmou que os problemas ambientais causados pelos reservatórios das hidrelétricas estão com os dias contados: as usinas do Rio Tapajós – Olga Simbalista, diretora de Planejamento, Novos Negócios e Comercialização da Eletrobras Furnas

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Joisa Dutra: “Há perspectivas de crescimento forte no setor de energia, mas isso demanda também grandes investimentos”

o Brasil deve aumentar sua capacidade de geração de energia em 61%, de 2009 a 2019, passando de 103 mil megawatts de capacidade instalada para 167 mil MW. A carga gerada anualmente deve aumentar 54% até 2019, passando da média de 55 mil MW para 85 mil MW. Para Joisa, o momento brasileiro é favorável ao setor, mas também traz grades desafios. “Há perspectivas de crescimento forte, mas isso demanda também grandes investimentos”, afirmou. Na área regulatória, a especialista ressaltou a preocupação com as concessões que vencerão a partir de 2015. Segundo ela, as concessões de 22,5% do parque hidrelétrico do País (43% da capacidade instalada) expiram nos próximos anos. Na área de distribuição, 43 das 64 concessões terminam entre 2015 e 2020. Na transmissão, esse percentual chega a 82%. As renovações ou as novas licitações ainda não foram definidas pelo governo. “Existem múltiplas soluções, mas há indícios de que governo teria preferência pelas renovações”, afirmou ela, lembrando que as estatais serão, proporcionalmente, as mais afetadas pelo vencimento das concessões atuais. Joísa acredita que esta é uma oportunidade para se redesenhar as áreas de concessão no setor de distribuição de energia, pois há empresas com áreas muito pequenas. “No segmento de distribuição, os ganhos de escala são muito importantes”, explicou. Apesar dessas preocupações, Joisa elogiou diversos aspectos do modelo regulatório do setor, em vigor desde 2004. “É um modelo que tem alcançado resultados positivos na capacidade de entregar eletricidade, mas sempre é tempo de aprimorar”, avaliou. Nos aspectos sociais e de sustentabilidade do modelo regulatório, Joisa também ressaltou os resultados alcançados como a universalização do acesso à energia elétrica, que atinge 98% da população, e a diversificação da matriz energética. “O Brasil está numa posição privilegiada, com grande participação de energia renovável”.

dependência externa no suprimento levam o país a um “momento mágico” na área energética. A avaliação é da diretora de Planejamento, Novos Negócios e Comercialização da Eletrobras Furnas, Olga Simbalista. A executiva destacou os rápidos avanços do setor de energia no Brasil e a sustentabilidade da matriz energética nacional. “O Brasil era o país do futuro, pois na área de energia o futuro já chegou”, afirmou Olga, lembrando que, até o período pós-guerra, 86% da energia brasileira ainda vinham da queima de lenha. Pelos dados de 2010, 87% da eletricidade do país vêm de fontes renováveis, sendo 80% de hidrelétricas. Na participação na matriz energética total, considerando todas as formas de energia utilizadas, as fontes renováveis representam 45%, com destaque de 14% das fontes hídricas e de 17%, dos derivados da cana-de-açúcar. No mundo, a participação das fontes renováveis é bem inferior. Os combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão, respondem pela geração de 68% de toda a eletricidade consumida globalmente. Na matriz energética global de 2010, os combustíveis fósseis representavam

82%. No Brasil, as perspectivas para os próximos anos são ainda melhores, segundo Olga. Até 2019, o Brasil deverá ter uma participação de 48% das fontes renováveis na matriz energética total, enquanto no mundo fica em torno de 13%. A diretora da Eletrobras Furnas destacou os avanços no país da geração de energia eólica. “Na semana passada, tivemos um leilão de energia eólica. Vamos construir torres de geração de até 140 metros de altura, com fator de aproveitamento de 54%. Isso é uma revolução”, afirmou ela, ressaltando que esse tipo de energia já compete com a hidráulica em termos de preço. A vantagem brasileira na segurança do abastecimento, com base na produção de 95% da energia que consome, também foi destacada pela executiva. “A dependência externa já chegou a 45% após o choque do petróleo. Hoje, o suprimento brasileiro depende de apenas 5% de importações, concentrados no gás da Bolívia, no carvão que alimenta a indústria siderúrgica e na energia gerada pela Itaipu Binacional. Não há outro país no mundo com um nível de dependência tão baixo”, declarou.

Brasil vive ‘momento mágico’ na área de energia A grande diversificação da matriz energética brasileira, com elevada participação de fontes renováveis, e a baixa 42 REVISTA AMAZÔNIA

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30 de janeiro a 01 de fevereiro de 2012 CENTRO DE CONVENÇÕES SULAMÉRICA RIO DE JANEIRO - BRASIL 2º Edição

O ENCONTRO DOS LÍDERES DO SETOR DE GERAÇÃO DE ENERGIA NA AMÉRICA LATINA PATROCINADORES PLATINUM:

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Eletrobras Eletronorte lança Programa para Superação da Pobreza Em apoio ao Brasil sem Miséria, e com foco nas mulheres, Empresa vai estimular a implementação de alternativas econômicas que produzam riquezas e, ao mesmo tempo, garantam a preservação ambiental Fotos: Ubirajara Machado/ ASCOM/MDS e Valter Campanato/ABr

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os últimos anos, cerca de 28 milhões de brasileiros saíram da pobreza absoluta e 36 milhões entraram na classe média. A estabilidade econômica do País e os programas sociais do governo federal são alguns dos fatores responsáveis por uma melhor condição socioeconômica do povo brasileiro. Mesmo com os avanços, mais de 16 milhões de pessoas ainda permanecem na pobreza extrema. Com o objetivo de romper as barreiras sociais, políticas, econômicas e culturais que ainda segregam parte da população, o governo federal lançou o Plano Brasil Sem Miséria. E, apoiadora desse desafio, a Eletrobras Eletronorte lançou no dia 17 de novembro o Programa de Superação da Pobreza. A elaboração do plano de combate à pobreza está ligada ao objetivo estratégico da Empresa de alcançar resultados sustentáveis e ao compromisso institucional com as Metas do Milênio, o Pacto Global e as metas do Plano

Brasil 2022 de erradicar a extrema pobreza. Busca também atender os princípios de empoderamento da Organização das Nações Unidas Mulheres, contribuindo com a autonomia econômica e financeira das mulheres por meio da capacitação para a inclusão produtiva. O lançamento do Programa aconteceu durante o I Seminário Superação da Pobreza, realizado na sede da Empresa, em Brasília. O evento reuniu empregados, parceiros e contou com a presença da ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, além de representantes da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, da Eletrobras, e ministérios da educação e do Desenvolvimento Social. “A demonstração na abertura seminário e na assinatura dos convênios é a reafirmação dos compromissos da Empresa com a sociedade. Mais do que um discurso, é uma prática que se repete e que, através da projeção, a Eletronorte cumpre seu papel social e dá exemplo para outras empresas”, destacou a ministra Iriny Lopes. O diretor-presidente da Eletrobras Eletronorte, Josias Matos de Araujo, disse que o momento é um marco, e garante que a Empresa vai fazer história nesse processo. “O nosso envolvimento com as comunidades onde atuamos

é o que nos dá a certeza de que podemos contribuir de forma significativa para mudar a história desses milhões de brasileiros e brasileiras que ainda estão em condições de pobreza extrema”. Josias disse ainda que muitos se perguntam o que uma empresa de geração de energia tem a oferecer em termos de combate à miséria. “E eu digo que podemos fazer muito. Atuamos em uma região onde a principal dificuldade não é apenas a baixa renda, mas o acesso a políticas públicas, então é nosso dever usar a estrutura que já temos para chegar até essas pessoas e tentar melhorar suas condições de vida”, afirmou. Iriny Lopes, ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Josias Matos de Araujo, presidente da Eletronorte, e a deputada Janete Pietá, participam do lançamento do Programa pela Superação da Pobreza

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Lançamento do Programa pela Superação da Pobreza, durante a abertura do primeiro seminário Programa Eletrobras Eletronorte pela Superação da Pobreza

Mulheres de Fibras

Respeito à Protocolos A contribuição da Eletrobras Eletronorte para o Plano Brasil Sem Miséria foi oficializada por meio da assinatura de protocolos de intenções com a Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) e com o Ministério da Educação (MEC). Um dos focos das ações será o programa Mulheres Mil, do MEC, que pretende capacitar 100 mil mulheres de baixa renda até 2014. O acordo assinado com o Ministério da Educação vai viabilizar a elaboração de propostas para ampliação da escolaridade, da qualidade de ensino e a inclusão produtiva das mulheres nas áreas dos empreendimentos da Eletrobras Eletronorte. A ação está ligada ao objetivo estratégico da Empresa de alcançar resultados sustentáveis. A ação está alinhada com as Metas do Milênio e o Pacto Global 2022 de erradicar a pobreza. O foco da Empresa é o publico feminino, por esse ser o segmento mais vulnerável em relação à pobreza. Para a ministra da Secretaria de Política para Mulheres, Iriny Lopes, é importante criar alternativas que estimulem a independência econômica feminina. “É um plano estratégico. São cursos que vão capacitar mulheres para que não fiquem dependentes economicamente e tenham capacitação para disputar vaga no mercado de trabalho. Assim elas farão da atividade não só um complemento da renda, mas que construam uma renda própria para viver com dignidade”, destacou. Estruturado em três eixos – educação, cidadania e desenvolvimento sustentável – o Programa visa a inclusão social, por meio da oferta de formação focada na autonomia e na criação de alternativas para a inserção no mundo do trabalho. Para a diretora de Integração das Redes de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Patrícia Barcelos, “a parceria com a Eletronorte demonstra que as empresas públicas se preocupam com o desenvolvimento social e também com a questão de gênero”.

Boa vizinhança Desde março deste ano, a Eletrobras Eletronorte apoia, revistaamazonia.com.br

em Belém, o projeto Mulheres Artesãs do Barreiro, que já capacitou 145 mulheres de baixa renda do bairro do Barreiro, considerado um dos mais pobres e perigosos da capital paraense. Entre essas mulheres está Florentina Aquino da Fonseca, 67 anos, que, após conhecer o projeto a convite de uma amiga, foi escolhida para passar por um treinamento avançado. Hoje, além de vender os produtos que confecciona, também é instrutora de outras mulheres do projeto. Das mãos de Florentina saem bolsas feitas de banners e outros materiais que seriam destinados ao lixo, além de panos de prato e guardanapos pintados. O Programa foi uma virada na sua história. “Eu ajudei meus irmãos a estudar, mas nunca havia estudado. Queria aprender a costurar e nunca pude”, lembra. “As dificuldades eram tantas, que eu pensava que iria morrer sem deixar uma casa digna para os meus filhos e netos, mas estou conseguindo”, comemora. Maria de Fátima Oliveira Gomes é programadora de computadores na Eletrobras Eletronorte. Durante o Seminário, ela apresentou como o projeto mulheres artesãs de Barreiro no Pará virou realidade. Segundo ela, o projeto, que nasceu da idéia de um estagiário da Central de Tecnologia da Eletronorte em Belém, ganhou o apoio da empresa, que cedeu espaço para as aulas e para a venda dos produtos confeccionados pelas alunas. “A partir daí, todo o esforço de reunião e divulgação dos cursos foi fruto do trabalho voluntário de vários funcionários”, conta. Futuramente, o plano é formalizar o negócio das mulheres artesãs por meio da criação de uma associação.

A miséria é feminina O recorte de gênero do Programa se dá pelo fato de que as discussões sobre o tema consideram a pobreza como um conjunto homogêneo. Essa escolha está de acordo com a visão dos programas sociais brasileiros e da própria ONU, segundo a qual “a miséria é feminina��� e sua erradicação depende, em grande medida, de dar renda e oportunidade às mulheres.

Ana Fonseca e Florentina Aquino, durante o evento

A subsecretária de Planejamento e Gestão Interna da Secretaria de Políticas para as Mulheres, a coordenadora Maria do Carmos Godinho, afirma que não se trata apenas de um debate, mas de dar continuidade a um trabalho que vêm sendo desenvolvido ao longo desses anos. “As empresas têm um papel estratégico fundamental nesses processos. Vivemos em um momento privilegiado, mas ainda precisamos introduzir mudanças nas relações de trabalho entre homens e mulheres, para que elas possam, enfim, participar desse novo cenário de desenvolvimento econômico e social”, disse. Ainda segundo a coordenadora, na 3° Conferência Nacional de Política para as Mulheres - que ocorrerá em Brasília, de 12 a 15 de dezembro - serão discutidas questões como a desigualdade salarial, a avaliação, mecanismos de identificação e taxa de ampliação das mulheres no mercado de trabalho, entre outros. “A melhor forma de acabar com a pobreza no Brasil é permitir que as mulheres trabalhem”, destacou. REVISTA AMAZÔNIA 45


Empresa sustentável é aquela que gera lucro, mas protege o meio ambiente Evento realizado pela FecomercioSP em parceria com o SebraeSP discutiu o conceito de empreendedorismo social no Brasil

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ifundir o empreendedorismo social no Brasil é um dos caminhos mais adequados para o desenvolvimento sustentável do País. Iniciativas louváveis vêm sendo realizadas nos últimos anos, mas ainda é preciso sensibilizar mais empresários da importância dessa agenda, sobretudo os que dirigem micro e pequenas empresas. Com o objetivo de analisar o assunto a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Sebrae-SP) se uniram para a realização do “1° Seminário de Empreendedorismo Social e Desenvolvimento Sustentável”, realizado, na sede da FecomercioSP. O evento foi aberto pelo presidente da FecomercioSP, Abram Szajman, e pelo presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-SP, Alencar Burti, e contou com a participação de vários especialistas. Na opinião do presidente do Conselho da Pequena Empresa da FecomercioSP, Paulo Feldmann, para que o empreendedorismo social vigore no País, é necessário realizar uma série de alterações na cadeia de consumo atual. “As mudanças só vão ocorrer na medida em nós tivermos uma conscientização da sociedade em relação ao meio ambiente”, explica. Segundo ele, um dos principais motivos para que as micro e pequenas empresas no País não consigam realizar ações sustentáveis bem sucedidas é a alta carga tributária que impossibilita destinar mais recursos para o ‘verde’. Para o diretor técnico do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, as

mudanças na cadeia de consumo precisam ser repensadas. “A base do empreendedorismo social está em resolver problemas coletivos”, opina. Já Feldmann lembra que “uma empresa sustentável é aquela que gera lucro, mas protege o meio ambiente e a vida daqueles que ela interage”, opina. Cabe ressaltar que os especialistas presentes no evento lembraram que sustentabilidade não é só uma questão ambiental e o principal objetivo é formar uma sociedade com o mínimo de igualdade que consuma de forma consciente. De acordo com a consultora do Sebrae-SP, Dorli Martins, nas grandes empresas, iniciativas sustentáveis estão em vigor devido ao maior aporte financeiro e também pela economia gerada. “Temos que mostrar para as micro e pequenas empresas que ser sustentável é mais barato”, garante. “O uso racional dos recursos reduz os custos e, consequentemente, aumenta a lucratividade”, completa. A cobrança dos consumidores por produtos que foram gerados sem a exploração de mão de obra e respeitando a natureza certamente é uma oportunidade para os empreendedores adentrarem nesse mercado. “Hoje, os brasileiros estão propensos a pagar mais por produtos ecologicamente corretos”, afirma Tortorella. A opinião é compartilhada por Feldmann. “Acredito que logo a sociedade vai repudiar as empresas que não respeitam o meio ambiente”, finaliza.

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José Goldemberg presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP

Abram Szajman presidente da FecomercioSP e Alencar Burti presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-SP

Lançamento do 3º Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade

Durante o 1° Seminário de Empreendedorismo Social e Desenvolvimento Sustentável

Abram Szajman - Presidente da FecomercioSP

No evento foi lançado o 3º Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade, novamente com abrangência nacional. Nesta edição o foco será ‘inovação’ aplicada pelos setores do varejo, indústria governos, entidades representativas, professores e estudantes universitários, com projetos que contemplem os “Princípios do Varejo Responsável”. Para Goldemberg, atualmente “há inúmeras inovações ocor-

rendo em todas as áreas no setor comercial e o Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade tem como objetivo estimular essas inovações”, afirma. Mais uma vez, o prêmio é desenvolvido a partir de uma parceria entre a FecomercioSP e o Centro de Desenvolvimento do Varejo Responsável da Fundação Dom Cabral. O evento de lançamento marca o início da fase de inscrições da terceira edição, cujos vencedores serão conhecidos em março de 2013. Em sua edição mais recente, a premiação contou com 314 projetos inscritos de 19 Estados, chegando a 28 finalistas. As inscrições podem ser feitas no site: www.fecomercio.com.br/sustentabilidade revistaamazonia.com.br


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por

Adão Pinheiro*

COLACMAR 2011 Carta de Balneário Camboriú propõe a criação do Instituto Brasileiro de Ciências do Mar Fotos: Colacmar 2011

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“Carta de Balneário Camboriú”, resultado do XIV Congresso Latino-Americano de Ciências do Mar (Colacmar2011), propõe ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação a criação do Instituto Brasileiro de Ciências do Mar (IBCM), uma entidade de direito civil, com ampla participação de todos os segmentos da sociedade, incluindo a contribuição da Marinha. Organizado pelo Congresso Latino-Americano de Investigadores em Ciências do Mar (Alicmar) e pela Associação Brasileira de Oceanografia (AOCEANO), o Colacmar 2011 reuniu em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, entre 31 de outubro e 4 novembro, pesquisadores, profissionais, estudantes e representantes do setor produtivo para discutir o conhecimento gerado na área de ciências do mar nos últimos 30 anos. O IBCM proposto pela carta estabelece a integração de saberes para a geração de novos produtos que integrem informações pertinentes a quem gera riquezas a partir da explotação do Oceano Atlântico Sul. O objetivo é otimizar o fluxo de informações entre os diversos setores envolvidos com a pesquisa nos oceanos. Os pesquisa-

dores que estiveram reunidos em Balneário Camboriú entendem que o conhecimento da biota habitante das áreas de potencial explotação do petróleo, suas relações ecológicas e o contexto geral do meio, no que se trata das características físico-químicas e geológicas e suas fragilidades frente à intervenção antrópica, são questões que necessitam de atenção para garantia da integridade do meio marinho. Realizado de dois em dois anos, o congresso serviu de plataforma para discutir questões voltadas ao meio ambiente, destacando temas como a Avaliação Integral do Estado de Conservação da Biodiversidade em Ecossistemas Marinhos e Costeiros do Litoral Iberoamericano para a Adaptação as Mudanças Climáticas. Os participantes do congresso também refletiram sobre O Litoral, o Homem e a Sociedade: Lições do Passado Antigo e Recente, com o doutor João Manuel Alveirinho Dias, da Universidade de Algarves, Portugal. Em meio aos debates científicos, foi realizada a VI edição da Feira Técnico-Científica Brasil Oceano. De grande importância entre profissionais e acadêmicos das Ciências do Mar, a feira se transformou em um verdadeiro ponto de encontro entre os congressistas e fórum ideal para a troca de informações e ideias sobre iniciativas públicas e privadas. O espaço, aberto ao público, foi utilizado basicamente para apresentação de novos produtos, serviços e tecnologias para pesquisadores, empresários, acadê-

micos e comunidade, bem como estudos de casos que possibilitaram relatos de experiências em atividades desenvolvidas na área das Ciências do Mar. Um dos destaques da feira foi o estande da Petrobras, construído com um cenário virtual em 3D, projetado em cave (caverna digital) usado para apresentações na sala de realidade virtual sobre o ambiente marinho da Bacia de Campos. Fernando Diehl, oceanógrafo presidente da Alicmar, abriu oficialmente o evento

Durante a abertura do Colacmar2011

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Congressistas do Colacmar participaram de ampla programação

Colacmar reuniu 2,5 mil pesquisadores, estudantes e profissionais de vários países do mundo

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Gestão costeira A ameaça de derramamento de óleo no mar é outra grande inquietação dos cientistas que participaram do congresso. O doutor Luís Henrique Melges de Figueiredo, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), lembrou durante o congresso que o Brasil não possui um plano de contingencia específico para o derramamento de petróleo. Apesar de não haver esse plano de contingência, conforme Melges, o risco de um acidente com uma embarcação da marinha mercante, por exemplo, é maior que com um petroleiro. A razão são os investimentos feitos pelas empresas do setor, que aprenderam com erros anteriores em todo o mundo, citando com um exemplo positivo os investimentos feitos pela Petrobras. O profissionalismo das empresas petroleiras, no entanto, não impede o país de implantar esse plano de contingência, uma vez que o Brasil e a Venezuela tendem a se tornar grandes produtores de petróleo na América Latina. As pendências ambientais trazidas à discussão durante o Colacmar apontaram, por exemplo, que o governo brasileiro vai intensificar a implantação do sistema de gestão ambiental portuária em 2012. O sistema tem como desafio desenvolver uma cultura ambientalista, tomando a sociedade parceira no desenvolvimento de mecanismos de proteção do meio ambiente, com vistas não apenas recuperar áreas degradadas pela ação portuária, mas principalmente implantar planos contingentes e emergenciais. De acordo com o doutor, Odmir Andrade de Aguiar, do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), esse sistema vai servir de modelo para todos os portos marítimos do Brasil, podendo ser utilizado através de um programa de computador, que terá como base informações fornecida pelas administrações portuárias. O modelo de

Painéis apresentaram um pouco do que as universidades estão pesquisando em Ciências do Mar

gestão foi apresentado no seminário “Gestão portuária: a reestruturação portuária e o controle ambiental” dentro da programação do XIV Congresso Latino Americano de Ciências do Mar (Colacmar 2011). Com a implantação do programa, o governo passa a atender os compromissos ambientais firmados internacionalmente e aos novos parâmetros que fazem parte da lei ambiental brasileira. Conforme Odmir, com o novo sistema, o sistema portuário nacional terá que fazer o monitoramento ambiental. A partir do monitoramento, o governo vai conseguir ter um histórico sobre o potencial de impactos da atividade portuária. Entre os potenciais de impacto a serem monitorados pelo programa de gestão portuária estão dragagens e a disposição dos materiais dragados, acidentes ambientais com derramamento de produtos; geração de resíduos sólidos; contaminações por lavagens de embarcações e drenagens de instalações; introdução de organismos exóticos nocivos embarcados em outras partes do planeta, e lançamento de efluentes líquidos e gasosos.

Microalgas Os cientistas também querem um melhor aproveitamento do potencial marinho, tendo como base a inovação tecnológica e produção de combustíveis alternativos. O professor-doutor Sérgio Lourenço, do Departamento de Biologia Marinha da Universidade Federal Fluminense (UFF), explica que pesquisa realizada no Instituto de Biologia da universidade indica que microalgas encontradas no litoral brasileiro têm potencial energético para produzir 90 mil quilos de óleo por hectare. Segundo o estudo, elas têm diversas outras vantagens. Do ponto de vista ambiental, o biodiesel de microalgas libera menos gás carbônico na atmosfera do que os combustíveis fósseis, além de combater o efeito estufa e o superaquecimento. A alternativa também não entra em conflito com a agricultura, pois, pode ser cultivada no solo pobre e com a água salobra do semi-árido brasileiro - para onde a água do mar também pode ser canalizada - e abre possibilidades para que países tropicais (como a Polinésia e nações africanas) possam começar a produzir matriz energética.

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O projeto Amazônia Azul 50 REVISTA AMAZÔNIA

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Além disso, as algas crescem mais rápido do que qualquer outra planta. “O biodiesel de microalgas ainda não é viável, mas em cinco anos haverá empresas produzindo em larga escala”, estima Sergio Lourenço, responsável pelo estudo.

Amazônia Azul Um tesouro escondido no fundo do mar, repleto de riquezas minerais e biológicas espalhadas por mais de quatro milhões de quilômetros quadrados. Este patrimônio nacional, ainda desconhecido por boa parte dos brasileiros, é a Amazônia Azul. O território apresenta enorme potencial de desenvolvimento para o País e, assim como a Amazônia verde, está ameaçado pelos interesses internacionais e pela biopirataria. Conforme o Contra Almirante Paulo Moreira, que também palestrou no Colacmar 2011, algumas iniciativas já foram tomadas no sentido de reunir esforços para definir estratégias de melhor aproveitamento e exploração da região. O Brasil possui interesses importantes e distintos na chamada Amazônia Azul. Cerca de 95% do comércio exterior brasileiro passam por essa massa líquida, movimentando mais de 40 portos nas atividades de importação e exportação. Por outro lado, é do subsolo marinho, no limite da Zona Econômica Exclusiva (ZEE), mas, futuramente, no limite da plataforma continental estendida, que o Brasil retira a maior parte do seu petróleo e gás, elementos de fundamental importância para o desenvolvimento do País. Na regiào, também é relevante a atividade pesqueira, que permite retirar do mar recursos biológicos ricos em proteína. Embora com futuro incerto, ainda que promissor, o Brasil, nos limites da sua Amazônia Azul, poderá explorar e aproveitar os recursos minerais do solo e subsolo marinhos, entre eles os nódulos e sulfetos polimetálicos, as crostas manganesíferas, os hidratos de gás e as crostas de cobalto.

Estande da Petrobras na Feira Brasil-Oceano

Feira Brasil-Oceano apresentou o projeto Amazônia Azul

Cave da Petrobras Principal atração da VI edição da Feira Técnico-Científica Brasil Oceano, o estande da Petrobras tornou-se uma grande área de convivência. Com um cenário virtual em 3D projetado em cave (caverna digital), o estande foi utilizado para apresentações sobre o ambiente marinho da Bacia de Campos. As informações foram desenvolvidas com base nos resultados do projeto Habitat, que faz parte do diagnóstico ambiental oficial da Bacia de Campos, região situada entre o Estado do Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo. O Projeto de Caracterização Ambiental Regional da Bacia de Campos (PCR-BC) surgiu a partir de demanda do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e foi delineado

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para gerar e consolidar conhecimento sobre os aspectos físico, químico, geológico, biológico e socioeconômico da região, englobando uma área de 100 mil km². O projeto possui duas vertentes principais: uma referente ao entendimento socioeconômico da atividade pesqueira e outra referente ao meio natural, denominado Projeto Habitat – Heterogeneidade Ambiental da Bacia de Campos. As informações foram transformadas em uma base de dados úteis para a melhoria da tomada de decisão e gestão ambiental na região, além de serem transformadas em uma coleção de publicações científicas. Os dados foram coletados entre a costa e 3 mil metros de profundidade do mar, sendo possível obter uma caracterização bastante completa da região. O estande da Petrobras no congresso também contou com apresentações orais, computadores para integração com o Sistema de Informação Geográfica da Bacia de Campos, computadores para interação com o Biomapas - um mergulho na diversidade da fauna marinha brasileira através do Google Maps - e vídeos institucionais com projetos ambientais da estatal.

Colacmar 2013 Em 2013, o Colacmar será realizado em Punta del Este, no Uruguai. A 15ª edição do congresso terá o apoio do Departamento de Oceanologia da Faculdade de Ciências da Universidade da República Oriental do Uruguay, no Conrad Puntal del Este Resort & Casino, apontado pelos organizadores como o mais equipado centro de eventos daquele país. O único congresso de investigação sobre ciências do mar realizado no Uruguai aconteceu em 1983. Com isso, pretende-se comemorar os 30 anos do último grande evento em Ciências do Mar ocorrido no Pa Durante o congresso serão realizadas conferências, simpósios temáticos, minicursos, exposições permanentes, excursões e eventos paralelos. Em Santa Catarina o congresso foi considerado um sucesso. De acordo com o oceanógrafo e presidente da Alicmar, Fernando Diehl, o Colacmar 2011 realizado em Balneário Camboriú proporcionou uma qualidade de debates sobre o setor que certamente irá repercutir entre o setor cientifico e produtivo ao longo dos próximos dois anos.

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Saúde com Mais

O diretor do Fundo Nacional de Saúde, Antônio Oliveira Júnior, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o coordenador-geral do Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS, Paulo Eduardo Sellera, durante lançamento do portal Saúde com Mais Transparência

Transparência O

ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou semana passada o Portal Saúde com Mais Transparência http://portalsaude.saude.gov.br , que divulgará as transferências de recursos do ministério a estados e municípios, tanto por repasses diretos quanto por convênios, as licitações em curso no órgão e os planos e relatórios de gestão da União, dos Estados e dos municípios. A nova ferramenta, desenvolvida em parceria com a Controladoria-geral da União (CGU), permite ao cidadão

acompanhar como é gasto o dinheiro da saúde pública, reforçando o controle social sobre os recursos do Sistema Único de Saúde. “É fundamental a participação da sociedade, gestores e conselheiros de saúde no aprimoramento do acesso às informações públicas e no combate ao desperdício de recursos. Mais do que um compromisso de gestão, está ferramenta é um novo canal entre o ministério e os cidadãos”, avalia Padilha. No site, é possível visualizar as transferências por bloco de financiamento – Atenção Básica, Assistência Far-

Transparência de recursos e ações da Saúde é ampliada em novo portal O Portal Saúde com Mais Transparência permite aos cidadãos obter informações sobre o uso dos recursos federais destinados ao setor da saúde transferidos aos estados, municípios e Distrito Federal, discriminados por programa orçamentário ou por bloco de financiamento. Também apresenta os valores pagos através de convênios com entidades públicas e privadas, bem como, acessa os planos e relatórios de gestão, permitindo ao cidadão acompanhar como é investido o dinheiro da saúde na sua cidade ou no seu Estado. revistaamazonia.com.br

A nova ferramenta permite a população acompanhar os repasses feitos pelo governo federal aos estados e municípios. Na foto, modelo para avaliação pública

macêutica, Gestão do SUS, Média e Alta Complexidade, Vigilância em Saúde e Investimento – desde 2005, mês a mês. Além da consulta online, é possível fazer download das planilhas. Todos os cidadãos poderão também consultar a quantidade e os valores de convênios firmados com o Ministério da Saúde, que poderão ser confrontados com os Planos de Saúde dos estados e municípios, instrumentos de planejamento das ações de estados e municípios. Os gestores locais alimentarão o portal com a situação das metas físicas de seus planos e com o Relatório Anual de Gestão, documento que deve ser aprovado pelos respectivos conselhos de saúde e que comprova a aplicação de recursos do SUS. Além do monitoramento das movimentações financeiras, o portal traz informações atualizadas sobre programas do ministério e a infraestrutura de saúde no país, como a quantidade de equipes do programa Saúde da Família por município e o número de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e de estabelecimentos do Farmácia Popular. REVISTA AMAZÔNIA 53


Para manter o controle do nosso ambiente em mudança

Desafios e oportunidades para o desenvolvimento sustentável rumo à Rio+20 e além

A

s mudanças ambientais que tomaram conta do planeta nos últimos 20 anos são destaque em uma nova compilação de dados estatísticos realizada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente –PNUMA), divulgada no relatório intitulado “Keeping track of our changing Environment : From Rio to Rio +20” (De olho no meio ambiente em mutação: Do Rio à Rio+20). O relatório é parte da série GEO-5 (Panorama Ambiental Global - 5) do PNUMA, o documento de maior autoridade da ONU sobre o estado, as tendências e perspectivas do meio ambiente global. O relatório completo será lan-

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Ao passo que o mundo chega ao marco de 7 bilhões de pessoas, o novo relatório do PNUMA mostra as mudanças que o meio ambiente vem sofrento nas últimas duas décadas revistaamazonia.com.br


Latitudes mais ao norte estão tendo mais mudanças bruscas de temperatura

Mulheres de Fibras

çado em Maio de 2012, um mês antes da Conferência Rio+20 que acontecerá no Brasil no ano que vem. O Subsecretário Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner, lembrou que “Hoje termina o prazo para os governos, empresas e a sociedade civil apresentarem as suas observações sobre como a Rio +20 pode alcançar um resultado de transformação quanto à aceleração e intensificação do desenvolvimento sustentável para um mundo de sete bilhões de pessoas”. “O relatório nos leva de volta ao nível básico, destacando desde o rápido acúmulo de gases de efeito estufa até a erosão da biodiversidade e o aumento de 40 por cento no uso dos recursos naturais — mais rápido do que o crescimento da população global. Mas o relatório também mostra o modo como, quando há uma reação, é possível alterar drasticamente a trajetória de tendências perigosas que ameaçam o bem-estar humano — as iniciativas para acabar com produtos químicos que prejudicam a camada de ozônio compõem um exemplo vivo e poderoso”, acrescentou. Através de dados, gráficos e imagens de satélite, o relatório do PNUMA oferece uma ampla gama de informações

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Source: USGS; Visualization UNEP-GRID Sioux Falls

sobre uma série de questões-chave: população, mudanças climáticas, energia, eficiência no uso de recursos, florestas, segurança alimentar, uso do solo e água potável; com exemplos que vão desde o derretimento de geleiras no oceano Ártico até as novas tendências no uso de energia. Os autores do relatório apontam que a falta de dados sólidos e sistemas de monitoramento para medir o progresso continuam a ser um dos obstáculos para alcançar os objetivos ambientais fixados pela comunidade internacional. O estudo mostra as peças que faltam no nosso conhecimento sobre o estado do ambiente e solicita que esforços globais promovam uma coleta de dados cientificamente credíveis para o monitoramento ambiental. A Cúpula Eye on Earth, que está sendo realizada em Abu Dhabi agora em dezembro, representa uma oportunidade onde cientistas, decisores políticos e governos vão trabalhar juntos para definir os principais desafios e soluções relacionados com o acesso e o compartilhamento de dados ambientais. 56 REVISTA AMAZÔNIA

Simon Chirgwin / BBC World Service / Flickr.com

Facilitada pela Iniciativa Global de Dados Ambientais de Abu Dhabi (AGEDI) e hospedada pela Agência Ambiental de Abu Dhabi (EAD) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). A cúpula Eye on Earth vai intensificar os esforços existentes para encontrar soluções globais unificadas para os problemas que impedem o acesso a dados e informações sobre o meio ambiente.

Grandes porções da floresta amazônica foram desmatadas para pastagens e fazendas

Em 1992, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, popularmente conhecida como Cúpula da Terra – Rio 92, foi convocada no Rio de Janeiro para abordar o estado do ambiente e o desenvolvimento sustentável. O encontro rendeu vários acordos importantes, incluindo a Agenda 21, um plano de ação adotado por mais de 178 governos para enfrentar os impactos humanos sobre o meio ambiente a nível local, nacional e global, bem como tratados fundamentais sobre as mudanças climáticas, a desertificação e a biodiversidade. Em junho de 2012, será realizada a análise desses progressos na Rio +20.

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Chanceleres dos Países Amazônicos adotaram a Declaração para a Conferência Rio+20 e o Compromisso de Manaus

O

s Ministros de Relaciones Exteriores dos Países Membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) adotaram o Compromisso de Manaus e a Declaração dos Ministros de Relações Exteriores dos Países Membros da OTCA para a Conferência Rio + 20, em Manaus, no dia 22 de novembro de 2011. O Compromisso de Manaus constitui um novo respaldo político para a OTCA no seu processo de relançamento iniciado em 2009. Os chanceleres deram instruções à Secretaria Permanente para que coloque em prática o Observatório Amazônico e acolheram a iniciativa do Equador para a criação da Universidade Regional da Amazônia. Ao Conselho de Cooperação Amazônica ficou encarregada a constituição de um grupo de trabalho

como instrumento para o desenvolvimento sustentável da região amazônica. Nesse sentido, os Ministros demonstraram a certeza de que a Conferência é uma oportunidade adequada para avaliar e determinar ações e medidas que permitam atingir as metas de desenvolvimento sustentável da região. No documento também reiteram que, depois de mais de trinta anos de vigência, o Tratado de Cooperação Amazônica demonstrou ser um marco válido para a promoção do desenvolvimento sustentável com caráter inclusivo de seus respectivos territórios amazônicos sob os critérios de sustentabilidade, conservação e aproveitamento dos recursos naturais. A XII Reunião de Ministros das Relações Exteriores dos

Países Membros da OTCA será realizada no segundo semestre de 2012, no Equador. Participaram da XI Reunião, o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio de Aguiar Patriota que presidiu o encontro; o Secretário-Geral da OTCA, Embaixador ® Alejandro A. Gordillo; o Ministro de Relações Exteriores, Comércio e Integração do Equador, Ricardo Patiño; o

Na reunião dos Ministros das Relações Exteriores dos Países Membros da OTCA, em Manaus

Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antônio Patriota (à dir.) acompanhado de outros chanceleres presentes no evento

para que faça propostas e analise iniciativas de desenvolvimento social na Amazônia. Além disso, se comprometeram a promover seminários para aprofundar o relançamento político da OTCA e o desenvolvimento de espaços de dialogo com as populações amazônicas. Também devem ser iniciados diálogos com especialistas no campo da inclusão social, luta contra a pobreza e erradicação da pobreza extrema. Os ministros também destacaram a promoção dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas e de outras comunidades tribais da Amazônia. Assim como o apoio à iniciativa Yasunní-ITT (Equador) e fizeram um reconhecimento ao Peru pelos esforços para a erradicação da mineração ilegal. Igualmente, ressaltaram a importância de projetos para a recuperação, reflorestamento e conservação das zonas afetas. Na Declaração dos Ministros de Relações Exteriores dos Países Membros da OTCA para a Conferência Rio + 20, os chanceleres reconheceram que a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Conferência Rio 92), significou a consolidação do paradigma de desenvolvimento sustentável que integra, com o mesmo nível de importância, os pilares social, ambiental e econômico do desenvolvimento. Foi ressaltada a transcendência do Tratado de Cooperação Amazônica, revistaamazonia.com.br

Ministro do Poder Popular para Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro Moros; o Ministro de Negócios Estrangeiros de Suriname, Winston Lackin; a ViceMinistra de Relações Exteriores da Colômbia, Monica Lanzetta Mutis; o Vice-Ministro de Relações Exteriores do Peru, José Antonio Meier; o Embaixador da República Cooperativista da Guiana no Brasil. Kellawan Lall e o Diretor-Geral de Relações Multilaterais do Ministério de Relações Exteriores da Bolívia, José Crespo Fernández. Também contou com a participação de delegados dos Países Membros da OTCA. O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio de Aguiar Patriota presidiu o encontro

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por

Rodrigo Neto*

5º Encontro Intercontinental sobre a Natureza(O2) destaca projetos de Seul como referência em sustentabilidade para o mundo

Shows e homenagens marcaram a abertura do O2 no Parque do Cocó

Fotos: Fernando Rocha

D

e 21 a 27 de novembro, Fortaleza sediou a quinta edição do Encontro Intercontinental sobre a natureza – 02. Promovido pelo Instituto Hidroambiental Águas do Brasil (IHAB), o evento foi realizado no Centro de Convenções do Ceará e reuniu chefes de estado, empresários, cientistas e lideranças políticas. Considerado um dos mais importantes eventos quando o assunto é ecologia, o “02” é um espaço amplo para se discutir aspectos do desenvolvimento sustentável no planeta, ressaltando experiências práticas, trabalhos científicos e alternativas de manejo geoecológico. Na solenidade de abertura, o presidente do IHAB e coordenador do evento, Clodionor Carvalho de Araújo, destacou a importância da realização do O2 para a construção de um mundo sustentável onde todos (sociedade, empresários e governos) façam sua parte para a preservação do meio ambiente e da vida. Segundo Clodionor Araújo, o objetivo geral do O2 é discutir sobre as questões do desenvolvimento sustentável em nível intercontinental, ressaltando as atuais condições do planeta, além de mobilizar a população em geral para a conscientização do interesse pela proteção da água, do meio ambiente, do turismo ecológico e a convivência harmoniosa dos seres vivos.

A programação reuniu cursos sobre mudanças climáticas e o mercado de carbono, turismo sustentável, gestão integrada dos resíduos sólidos, agricultura orgânica, construção sustentável e outros. Foram realizadas também mesas redondas sobre Produção Sustentável, Consumo Consciente e Qualidade de Vida e Biotecnologia à serviço da saúde e proteção da natureza. O Secretario do Meio Ambiente e Controle Urbano de Fortaleza, Deodato Ramalho, destacou que o Brasil vem dando muita contribuição para os debates mundiais sobre o meio ambiente. “Os empreendimentos conseguem, sim, dialogar com a natureza. O desenvolvimento e o crescimento são compatíveis com o meio ambiente”, pontuou o secretário em sua palestra durante o evento. Um dos momentos mais esperados foi o Fórum de Líderes, que reuniu gestores da cidade de Seul e onde foi apresentado o projeto de recuperação, revitalização e ur-

Da esquerda para a direita: Jovem embaixador do Meio Ambiente, Iranildo de Sousa; Presidente do IHAB, Clodionor Araújo e o prefeito de Ibiapina, Marcos Antônio da Silva

Árvores Ecológicas

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banização do rio Ham Gang e de áreas degradas da cidade, considerada referência quando o assunto é sustentabilidade e tecnologia de inovação. O Fórum de líderes foi coordenado pelo banco do Nordeste e teve a participação da Secretaria de Cidades do Estado do Ceará. “O projeto enfatizou a recuperação dos ambientes naturais. Em quatro anos dobramos o numero de arvores na cidade, criamos vários acesso ao rio, pontes e algumas atrações ao redor do rio como taxis aquáticos, hidrovia de pianos, palcos flutuantes. Além da revitalização pretendíamos deixar as pessoas mais felizes e conseguimos.

Estudantes movimentam o Encontro Intercontinental da Natureza

Crianças participam de oficinas sobre o meio ambiente

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Robson José de Oliveira, presidente EUBRA e Embaixador O2

Isso nos deu reconhecimento em nosso país e no exterior”, disse Lee Doung Ryul, diretor do projeto Han Gang, de Seul. Outro ponto importante foi a Conferência sobre o Rio +20, evento que acontecerá no Rio de Janeiro, em 2012 e visa renovar o engajamento dos líderes mundiais com o desenvolvimento sustentável do planeta, vinte anos após a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92). O “O2” realizou ainda apresentação de casos exitosos, oficinas de educação ambiental, livraria ecológica, feiraProeco com exposição de tecnologias limpas e negócios sustentáveis e visitas técnicas. Na programação, houve ainda homenagens para personalidades que se destacaram na atuação pelo desenvolvimento sustentável e na preservação do meio ambiente e que tenham se destacado na proteção dos recursos naturais.

Confira a lista de homenageados na abertura do O2: Comenda e Troféu Amigo das Águas Ambiente Floresta: Ronaldo Gilberto Hühn e Rodrigo Barbosa Hühn (Revista Amazônia) Ambiente Terra: Inês Santos Oliveira (Revista Eco 21) Ambiente Água: Fátima Cortez (Revista Imprensa)

Ronaldo e Rodrigo Hühn, com o presidente do CREA-CE, quando foram homenageados com a comenda e trofeu “Amigo das Águas”

Ambiente Ar: Vilmar Berna (Rebia) - Medalha de Honra ao Mérito O2 Ambiente Terra: Deodato José Ramalho Jr. (PMF) Ambiente Água: Wellington Santos Damasceno (BNB) Ambiente Floresta: Iraguassu Teixeira Filho (Governo do Estado do Ceará) Ambiente Ar: Odailton Silva Arruda (Coelce) - Condecoração Embaixador O2 Robson José de Oliveira (Presidente EUBRA) A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro foi homenageada com a Medalha Honra ao Mérito O2 pelos projetos de trabalhos relacionados ao meio ambiente.

Festa da Natureza Shows e homenagens marcaram a abertura do O2 no Parque do Cocó. Um espetáculo a favor da natureza. Som, música, dança e muita animação marcaram a abertura da quinta edição do Encontro Intercontinental sobre a Natureza – O2, em Fortaleza. O Parque Ecológico do Cocó, principal área verde da capital cearense recebeu autoridades locais, especialistas e um grupo diversificado interessado em participar e acompanhar as atrações musicais. Os destaques da noite foram o grupo Vidança que trabalha com a temática ecologia, o compositor cearense Carlito Matos e a dupla Ítalo e Renno. O Encontro Intercontinental sobre a Natureza é realizado no Brasil desde 2003, sempre em anos impares. Durante o evento, serão apresentados modelos de política, gestão e conceitos de recuperação e urbanização de áreas degradas e implantação de infraestrutura básica multissetorial integradas para evitar problemas estruturais futuros nos centros urbanos.

Ronaldo Hühn, Clodionor Araujo, Rodrigo Hühn e Robson José de Oliveira, presidente EUBRA, o Embaixador O2 Stand do Departamento Nacional de Obras contra a Seca expõe projeto com peixes

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Representantes da Secretaria de Cidades do Estado do Ceará, do Banco do Nordeste, do Instituto Hidroambiental Águas no Brasil e da Comitiva de Seul, na Coréia do sul, no Fórum de Lideres

[*] Jornalista da Inove Comunicação Assessoria de Imprensa do Encontro Intercontinental sobre a Natureza

Clodionor Araújo entre Lee Dong Ryul, representante da Coreia do Sul e Park Sang Bo, representante da Coreia do Sul

Clodionor Araújo, com a representante da Fiocruz, Janete Teixeira, que recebeu a Medelha de Honra ao Mérito O2

A solenidade de abertura aconteceu no Parque Ecológico do Cocó, com o Festival Eco Arte Cultura que reuniu shows musicas da dupla de sanfoneiros Ítalo e Renno, do compositor cearense Carlito Matos, além de dança e teatro com a temática ecologia

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Resultados da XIII FIMAI A 13ª edição da maior feira de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade da América Latina teve recorde de participação internacional Fotos: Tay Martins, Katia Arantes

S

oluções inovadoras, cases de sucesso e a expertise de empresas especialistas no mundo todo foram alguns tópicos que os visitantes conferiram durante a XIII FIMAI - Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade, que apresentou excelentes resultados. A feira teve um saldo de aproximadamente 30 mil visitantes, sendo a maioria, profissionais que atuam na área socioambiental e especialistas nos assuntos. Reunindo mais de 420 expositores, no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, a XIII FIMAI superou as expectativas da edição anterior, de acordo com o diretor executivo, Julio Tocalino Neto. “Como sempre, a feira está crescendo em número de visitantes e congressistas e o que percebemos este ano foi que a qualificação técnica tanto dos expositores, bem como dos visitantes, aumentou muito. Isso é resultado de um mercado cada vez mais exigente”, declarou. Entre as autoridades que prestigiaram o evento estavam José Roberto Ramos Novaes, diretor regional titular da FIESP – Federação Nacional das Indústrias do Estado de São Paulo, e o Deputado Federal Arnaldo Jardim que foi, inclusive, um dos palestrantes do VII Seminário de Resíduos Recicle Cempre. Ramos destacou que em 16 anos a RMAI – Revista Meio Ambiente Industrial, organizadora do evento, “investe com competência e seriedade na divulgação de ações desenvolvidas no segmento”. Novaes ressaltou, ainda, a importância da introdução das micro e pequenas empresas no universo da conscientização socioambiental. “Elas são as grandes impulsionadoras na cadeia produtiva econômica nacional e é de suma importância alavancar esse pensamento, investindo e propondo soluções”, disse. Já para Jardim, participar da feira e do seminário torna explícito o crescimento do evento e sua representatividade para o setor. “O pioneirismo e desdobramento da FIMAI estimula o investimento das empresas em sustentabilidade e gestão no processo – produto”, observou. De acordo com Jardim, “É essencial ressaltar sempre a consciência ambiental, principalmente com a Política Nacional de Resíduos Sólidos promulgada em agosto de 2010 (projeto pelo qual é relator), pois ela está intrin-

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Mais de 420 expositores, no Pavilhão Azul do Expo Center Norte

secamente ligada à manutenção da sustentabilidade, da economia e também da saúde da população”, concluiu. Haroldo Mattos de Lemos, presidente do Instituto Brasil PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, também foi uma das autoridades presentes durante a abertura da feira. “Acompanho a FIMAI desde o início e, este ano, a feira reforça sua posição de pioneirismo em meio ambiente industrial. Outra característica da feira é que com o passar dos anos o número de participantes aumenta consideravelmente”, colocou. De acordo com Lemos, um dos aspectos mais importantes incorporados à esta edição da FIMAI e seus eventos paralelos é que eles apresentam de que forma as empresas podem contribuir para que o conceito de sustentabilidade seja implantado na sociedade. “A abordagem do SIMAI este ano também foi fundamental pela importância do tema discutido: a PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos. A política veio para deixar explícito que as organizações devem pensar a longo prazo – coisa que as grandes empresas já fazem. Precisamos perceber que temos um problema de exaustão de recursos hídricos – e essa lei nos traz mecanismos que tornam possíveis gerir as ações entre indústria, governo e sociedade”, coloca. Para Carlos Santos, diretor de engenharia da Cetesb – Companhia Ambiental de São Paulo, o evento é fundamental para o setor: “gostaria de oferecer minhas sinceras congratulações ao Julio Tocalino Neto, que garante, há 13 anos, a inserção do tema ambiental no dia a dia da sociedade”, salientou. “A própria legislação faz menção sobre a melhor tecnologia aplicável e economicamente viável à problemática ambiental e aqui, na FIMAI, temos a união de empresas que oferecem estes serviços. É, sem dúvida, uma feira de grande magnitude.”

VII Recicle Cempre Desde a primeira edição, o Seminário de Resíduos Recicle CEMPRE, promovido pelo Cempre - Compromisso Empresarial pela Reciclagem, apresenta as questões que envolvem o cenário dos resíduos sólidos no Brasil. Este ano o seminário teve enfoque especial um ano de existência da Política Nacional de Resíduos Sólidos e seus desdobramentos. Victor Bicca Neto, presidente do Cempre, destacou que em face à aprovação da PNRS, o Cempre está ascendendo cada vez mais, podendo, assim, cumprir o seu papel. “Com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o Brasil torna-se modelo para o mundo de como podemos criar um mecanismo eficiente de reciclagem que advogue a inclusão social como um dos mais importantes prinChegada dos participantes

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Abertura oficial da XIII FIMAI

cípios. No entanto, é preciso destacar que apenas 8% dos municípios brasileiros realizam a coleta seletiva, de acordo com a pesquisa Ciclo Soft, realizada pelo Cempre. Neste contexto, os acordos setoriais serão peças-chave para a eficácia da PNRS”, informou. Com o tema “Reciclando nosso Compromisso com o Meio Ambiente”, a programação da 7ª edição do Recicle CEMPRE enfocou temas ligados às práticas nos setores de destinação de resíduos sólidos industriais e gerenciamento de resíduos urbanos; cases de sucesso e sobre a iniciativa privada, prefeituras, cooperativas e associações, além de legislações e assuntos gerais.

Expositores Internacionais e Rodadas de Negócios foram destaques importantes nesta edição Com as presenças de 16 países representados por empresas do Japão, Itália, Finlândia, França, Reino Unido, Alemanha, Espanha, China, Suíça, República Tcheca, Argentina, Canadá, Estados Unidos, Portugal, Suíça e Polônia - que mostraram todas as novidades entre produtos e serviços ligados à área ambiental, mais uma vez o evento ressaltou o fortalecimento e expansão do mercado no cenário mundial em prol da conservação ambiental e colocou o Brasil em destaque na agenda ambiental desses países. Valeria Martinez, representante do Consulado Geral Britânico – Reino Unido, afirmou que participar da FIMAI é importante não só pelo destaque que a feira possui, mas também por promover as iniciativas do empresariado brasileiro no setor. “Além de estarem interessadas no mercado ambiental brasileiro, as empresas britânicas aproveitam para estreitar o relacionamento com os clientes e fazer novos contatos”. Um grupo de 96 empresários oriundos de diversas regiões da Alemanha vieram para o Brasil especificamente para visitar a feira, pela importância que ela representa

para o setor. Já a Baviera, realizou 235 reuniões de rodadas de negócios durante os três dias de evento. A delegação da Suíça, representada por 10 empresas, trouxe a expertise do país em soluções ambientais. De acordo com André Leal, do departamento de desenvolvimento de negócios da Câmara de Comércio SuíçoBrasileira, a feira, antes mesmo de terminar já havia trazido bons resultados aos participantes. “Pela câmara as expectativas para a próxima FIMAI são muito boas. A feira já trouxe, inclusive, resultados positivos para algumas empresas”, salientou. Dan Epstein, diretor de Sustentabilidade dos jogos Olímpicos de Londres, em 2012, no painel realizado no dia 8 de novembro, no XIII SIMAI - Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade, disse: “A vitória da campanha de Londres para sediar os Jogos Olímpicos de 2012 foi garantida pelo projeto totalmente voltado à questão da sustentabilidade, onde não apenas a Vila Olímpica seria beneficiada, mas sim a cidade inteira”. De acordo com o diretor executivo da FIMAI, Tocalino Neto, a importância da sustentabilidade é notória no mundo todo. “Houve um aumento de interesse dos países europeus e asiáticos em relação ao tema”, informou. “Muitos já confirmaram presença, inclusive, para a próxima edição da FIMAI”, relatou.

Estação de Reciclagem Uma das principais atrações foi a Estação de Reciclagem, operada na feira pelo terceiro ano consecutivo. O diretor executivo do Cempre, André Vilhena, ressaltou a importância desta iniciativa no evento. “É muito importante termos ações como esta numa feira do porte da FIMAI. O resultado disso é um projeto que acaba sendo ambiental,

econômico e social”, declarou. A Estação foi comandada por uma Cooperativa de Catadores, associada ao Cempre, que fez o processo de triagem, operação de prensa e encaminhamento do material. Ela foi responsável por realizar a gestão dos resíduos gerados durante os três dias de seminários e feira. “Além de ser importante para divulgar o trabalho que está sendo feito pela cooperativa, todos querem saber como funciona uma Estação de Reciclagem, e isso acaba fazendo parte da vida de todo mundo”, explicou Vilhena. Todo o material arrecadado foi doado para a Cooperativa.

Palestras Técnicas Durante a feira foram realizadas diversas iniciativas de organizações privadas, como as palestras realizadas pelo Senai Meio Ambiente. De acordo com Jefferson de Oliveira Gomes, gerente executivo do Senai – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, a premissa é assistir à indústria nacional por intermédio de educação, tecnologias e auxílio ao processo de inovação nas empresas. “O foco do Senai Meio Ambiente se direciona à prestação de serviços técnicos na tomada de decisões multicritérios voltadas ao meio ambiente, assim como assessorar as empresas no processo produtivo com viés sustentável”, observou. Para a empresa, segundo ele, inovação é um tripé que envolve os seguintes fatores: tecnologia disponível, recursos humanos e um ambiente repleto de indústrias. “Por isso, a FIMAI é um ambiente onde se vem para verificar e compartilhar informações de alto nível no setor ambiental”, finalizou. Em 2012, a FIMAI acontecerá de 6 a 8 de novembro no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, em São Paulo.

Durante a Rodada de Negócios

Uma das principais atrações foi a Estação de Reciclagem

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por

Helena Geraldes

O mundo tem cinco anos para evitar alterações climáticas irreversíveis

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estam apenas cinco anos para o mundo evitar alterações climáticas perigosas e irreversíveis, diz a Agência Internacional de Energia (AIE), que pede mudanças urgentes na forma como se usa a energia. “Estou muito preocupado”, disse o principal economista da AIE, o turco Fatih Birol, em Londres, no “World Energy Outlook 2011”, com a evolução do sistema energético para os próximos 25 anos. “Se não alterarmos agora a forma como usamos a energia, acabaremos para lá daquilo que os cientistas dizem ser o mínimo de segurança. A porta fechar-se-á para sempre”, acrescentou. O limiar que a comunidade internacional não quer passar é um aumento de 2ºC nas temperaturas médias do planeta; para lá disso, os serviços dos ecossistemas – por exemplo, água e ar limpos, defesa contra inundações e solos de qualidade – não estão garantidos. O cenário atual não é favorável. A população mundial está a aumentar e este ano atingiu os sete mil milhões de habitantes. A AIE estima que o aumento do consumo energético aumentará um terço entre 2010 e 2035, com a China a consolidar a sua posição enquanto país que mais consome energia: em 2035 deverá consumir 70% mais do que os Estados Unidos. Além disso, a frota de veículos de passageiros deverá duplicar e chegar aos 1,7 mil milhões em 2035.

Economia continuará dependente dos combustíveis fósseis A AIE prevê também que se continuem a construir edifícios ineficientes e mais centrais de produção de eletricidade a carvão e gás natural – depois do abandono da energia nuclear em vários países, especialmente por causa da crise na central nuclear japonesa de Fukushima, em

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ARE WE ENTERING A GOLDEN AGE OF GAS?

em 64 mil milhões (46 mil milhões de euros). Num dos cenários previstos pela AIE, que inclui a aplicação de novas políticas, a concentração de emissões de dióxido de carbono (CO2) nos próximos 25 anos vai levar a um aumento das temperaturas médias de 3,5ºC. No cenário que não prevê novas medidas, o aumento da temperatura pode chegar aos 6ºC.

Special Report

À espera da conferência da ONU em Durban

WORLD ENERGY OUTLOOK

2 0 1 1

Março. Fatih Birol, disse que “se os países se afastarem da energia nuclear, o resultado poderá ser um aumento nas emissões equivalente ao que é emitido atualmente pela Alemanha e pela França em conjunto”. O relatório da agência prevê que a procura de petróleo suba dos 87 milhões de barris por dia em 2010 para os 99 milhões de barris por dia em 2035. O aumento deve ser causado em especial pelo setor dos transportes nas economias emergentes. Ainda em 2035, os combustíveis fósseis representarão 75% dos consumos mundiais (hoje a percentagem é de 81%) e as renováveis 18% (hoje em 13%), suportadas por subsídios que podem não se manter por causa da crise económica mundial. Em 2010 os subsídios para os combustíveis fósseis fixavam-se em 409 mil milhões de dólares (296 mil milhões de euros) e para as renováveis

Este quadro “demonstra a urgência e a escala do problema”, disse a diretora-executiva da AIE, Maria van der Hoeven. “Os Governos precisam introduzir medidas mais fortes para orientar os investimentos para tecnologias de baixo carbono”, disse. “Não podemos continuar a depender de usos de energia inseguros e ambientalmente insustentáveis.” “Sem uma alteração arrojada de políticas, o mundo vai ficar preso num sistema energético inseguro, ineficiente e altamente dependente dos combustíveis fósseis”, pode lerse no relatório da AIE, considerada uma organização que costuma avançar as estimativas mais conservadoras. Este relatório surge a semanas da conferência da ONU sobre alterações climáticas, a realizar em Durban, na África do Sul, no final de Novembro. “Se não tivermos um acordo internacional, que entre em vigor até 2017, a porta vai fechar-se para sempre”, disse Birol. Ainda assim, os Governos preparam-se para adiar a conclusão das negociações. O objetivo inicial seria encontrar um sucessor do Protocolo de Quioto, que expira em 2012. Mas depois de anos de impasse negocial, vários países – incluindo o Reino Unido, Japão e Rússia – propõem a chegada a acordo em 2018 ou 2020. Birol acha que será tarde demais. “Penso que é muito

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just 33% in 2035.5

Table 1.2 ‫ ٲ‬World primary energy demand by fuel and scenario GAS Scenario

2008 Demand (Mtoe)

O resumo O estudo, aponta que se não houver mudança das fontes energéticas atuais, o aumento do consumo pode elevar em 20% as emissões do CO2, um dos principais gases causadores do efeito estufa. Em consequência disso, o aumento na temperatura da Terra pode ser de 3,5ºC. Para impedir que esse cenário se torne real, a AIE sugere investimentos pesados em fontes de energia alternativa. Para que a capacidade de produção renovável, que atualmente é de 13%, suba para 18%, seria necessário subsídio de US$ 250 bilhões durante os próximos 25 anos. Outro ponto levantado pela pesquisa é a redução das usinas nucleares, influenciada principalmente pelo desastre de Fukushima. No entanto, essa projeção também preocupa, já que pode culminar no aumento do uso de carvão e petróleo como fornecedores de energia. Somente na China, o uso dos combustíveis fósseis poderia crescer 65%. O relatório é concluído explicando os gastos que acabam sendo feitos em longo prazo, para minimizar os prejuízos da falta de investimento em energia renovável. De acordo com o documento, a cada US$ 1 dólar que não é direcionado às tecnologias limpas, ocorre um prejuízo posterior de US$ 4,30, para compensar os gases emitidos. Segundo a AIE, a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, será essencial para estabelecer novas metas de investimentos em energia limpa, que devem ser feitas em “fontes variadas e sob diferentes formas”. Fatih Birol, principal economista da AIE

2035 Demand (Mtoe)

2035 Share in energy mix

Coal

3 315

27%

3 666

22%

3 934

23%

Oil

4 059

33%

4 543

27%

4 662

28%

Primary coal demand 2increases from (4 736 million coal Gas 596 21%3 315 Mtoe 4 244 in 2008 25% 3 748tonnes of 22% equivalent [Mtce]) to 3 670 Mtoe in 2035 (5 240 Mtce), a rise of 11% in the GAS Scenario. It Nuclear 712 6% 1 196 7% 1 273 8% peaks around 2018 and then declines by nearly 250 Mtoe (6%) over the remainder of the Hydro 276 2% 477 3% 476 Outlook period. The decline between 2018 and 2035 is comparable with the annual3% coal Biomass of OECD Pacific1 225 944 12% 12% demand in 2008. The10% projected 1decline in coal demand 1in957 the GAS Scenario contrasts with a levelling-off Other renewables 89 of demand 1% from around 697 2020 in the 4% New Policies 699 Scenario. 4% Total

12 271

16 765

Figure 1.2 ‫ ٲ‬World primary energy demand by fuel and scenario Mtoe

importante ter um sentido de urgência. A nossa análise mostra [o que acontece] se não mudarmos os nossos padrões de investimento, algo que só pode acontecer com um acordo internacional”, acrescentou principal economista da AIE.

2008 Share in energy mix

New Policies Scenario WEO-2010 2035 2035 Demand Share in (Mtoe) energy mix

16 748

5 000

2008

4 000

2035 New Policies Scenario WEO-2010 2035 GAS Scenario

3 000 2 000 1 000 0 Oil

Gas

Coal

Renewables Nuclear

Table 1.3 ‫ ٲ‬Primary natural gas demand by region in the GAS Scenario (bcm)

The share of nuclear power in global primary energy supply increases from 6% in 2008 to Change 20087% in 2035 – with 330 2008 GW of new capacity added 8% 2015 generating 2020 2025 2030 – but 2035it is below the vs. NPS 2035* 2035** projected in the New Policies Scenario. This is partly in response to the imposed assumption of a 10% fall in nuclear, but also because lower prices mean that gas competes OECD 1 541 1 615 1 691 1 773 1 865 1 950 0.9% 192 more effectively with nuclear power for 872 power generation. Hydro, biomass and other North America 815 841 924 986 1 052 0.9% 138 renewables all see their share of the energy mix increase in the GAS Scenario, the increase United States 662 661 668 700 741 786 0.6% 122 being about the same as in the New Policies Scenario. The absolute level of renewable Europe supply is relatively555 574 from608 636 667This is 0.7% energy unchanged the New Policies653 Scenario. because 38 we Pacific that government 170 210 226 in order 231 to 1.1% 15 assume support 200 for renewables is 213 kept in place meet targets, despite Japanthe lower gas prices. 100 118 122 123 127 127 0.9% 10 Non-OECD 1 608 2 070 gas2 prices, 328 2 611 changes 2 912 in 3China 182 to 2.6% 405 The combination of more competitive policy 2015, a more restricted increased uptake 876 of NGVs0.8% results in38a E. Europe / outlook Eurasia for nuclear 701 power 755 and 786 824future857 significant demand487 over the The majority of 25 the Russia increase in natural 453 gas474 504Outlook 522period.528 0.6% World average CO2 natural emissions capita relative have been increasing sharply since 2000. Like increase in primary gasper demand to the New Policies Scenario comes at the Asia 341 576 715 864 1 049 1 244 4.9% 309 New Policies Scenario, GAS Scenario sees the upward trend in CO capita emissions expense of coal and oilthe (Table 1.2). A much smaller share comes from replacing nuclear. 2 per China 85 247 335 430 535 634 7.7% 239 peak at 4.5 tonnes around 2015 and inthen decline to reach 4.2 tonnes by 2035 Renewables are relatively unchanged, response to steadily our assumptions. India1.19). There are significant 42 81 104 234 Latin6.5% 57 (Figure variations across 134 regions, 176 with Africa, America and Energy demand is expected to continue to grow much more quickly in non-OECD countries. much Asia still being 335 considerably China’s capita CO Middleof East 428 below 470 the global 536 average. 592 632 per 2.4% 23 2 Their primary energy demand increases by almost 65% from 2008 to 2035 in the GAS emissions grow substantially over the Outlook period, converging with 2.1% those of the Africa 100 139 154 164 170 173 9 Scenario. Non-OECD countries account for over 90% of all energy demand growth globally European Union around 2020 at 6.5 tonnes. After this point, per capita emissions in the and their share of global from 64% in2.5% 2035. Faster Latinsee America 131 energy 172use increase 203 224 53% in 2452008 to 258 26 European Union continue to fall, while those of China continue to climb, reaching rates of economic and population growth, urbanisation industrial production all play 25 than 48the OECD 66 average 76 and 5.1%above 21a 6.8 Brazil tonnes in 2035, still lower of 7.688tonnes,98but well the part in stimulating stronger energy demand growth than in the OECD. Despite OECD World 3 149 3 685 4 019 4 384 4 778 5 132 1.8% 597 European Union’s 5.5 tonnes. consumption increasing by around 3% over the Outlook period, its contribution to global European Union

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0.6%

Figure 1.19 ‫ ٲ‬Per-capita energy-related CO2 emissions by region in the GAS *Compound average annual growth rate. Scenario

38

**NPS is New Policies Scenario.

2008

Sectoral demand Africa trends

2035

In the GAS a broad increase in natural gas demand is observed across sectors, OtherScenario, Asia World average 2008to reflecting itsIndia flexibility as an energy source. The largest sector for gas demand continues be power generation and, along with the industry sector, it experiences the biggest 2035 World average Latin compared America to the New Policies Scenario in 2035 (Figure 1.4). increase China

In the GAS Scenario, global demand for energy as an input to power generation in 2035 is OECD slightly lower than in the New Policies Scenario. This is despite the fact that electricity consumption in 2035 is around 1% higher than in the New Policies Scenario, in response to Middle East lower gas prices. The difference is explained by the much higher average efficiency of gas E. Europe/Eurasia conversion in power generation. 0

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The gas input to power generation exceeds 2 tcmTonnes by theper end of the Outlook period. This capita growth reinforces the position of the power sector as by far the largest source of natural gas demand, the sector’s 39% share of global natural gas demand in 2008 rises to 40% by 63 REVISTA AMAZÔNIA Natural gas also produces lower emissions of other pollutants – sulphur dioxide (SO 2), 2035 in the GAS Scenario (compared with 41% in the New Policies Scenario). nitrogen oxides (NOx) and particulate matter (PM2.5) – than coal or oil. As a result, use of gas at the expense of other fossil fuels can be expected to improve air quality, particularly in urban areas. In the GAS Scenario, global SO2 emissions fall substantially over the Outlook period to 73.3 Mt in 2035 (Table 1.5). They are around 2% lower in 2020 than in the New


Escassez e degradação dos solos e da água ameaçam segurança alimentar Segundo a FAO, 25% do solo do planeta estão degradados

A

degradação generalizada e o aprofundamento da escassez dos recursos do solo e da água colocaram em risco vários sistemas essenciais de produção alimentar no mundo, aponta um novo relatório da FAO, publicado hoje. O relatório fornece, pela primeira vez, uma avaliação global do estado dos recursos dos solos do planeta: 25% estão degradados. Segundo o documento, a degradação e a escassez dos solos e da água impõem um novo desafio à tarefa de alimentar uma população mundial que deve chegar a 9 milhões de pessoas em 2050. O Estado dos Recursos Solo e Água no Mundo para a Alimentação e Agricultura (SOLAW) observa que, embora os últimos 50 anos tenham testemunhado um notável aumento na produção alimentar, “em muitos locais, as conquistas têm sido associadas a práticas de gestão que têm degradado os sistemas solo e água, sobre os quais a produção alimentar depende “.

Ainda segundo o estudo, 8% dos solos estão moderadamente degradados, 36% estão estáveis ou levemente degradados e 10% estão classificados como “em recuperação”. O resto da superfície terrestre do planeta está descoberta (cerca de 18%) ou coberta por massas de água interiores (cerca de 2%). Os dados incluem todos os tipos de terras. A definição de degradação da FAO vai além do solo e degradação da água. Ela abrange outros aspectos dos ecossistemas afetados, como a perda de biodiversidade. Grandes extensões de terra em todos os continentes são alvos, com uma incidência particularmente alta ao longo da costa oeste das Américas, na região mediterrânea do sul da Europa e Norte da África, no Sahel, no chamado Chifre da África (no nordeste do continente africano) e em várias partes da Ásia. A maior ameaça é a perda de qualidade do solo, seguido da perda de biodiversidade e do esgotamento dos recursos hídricos.

Atualmente, cerca de 1,6 milhão de hectares dos melhores e mais produtivos solos do mundo são utilizados para o cultivo. Partes destas áreas estão sendo degradadas devido às práticas agrícolas que causam erosão hídrica e eólica, perda de matéria orgânica, compactação do solo superficial, salinização e poluição do solo e perda de nutrientes.

Distribuição da degradação do solo no mundo

Alguns sistemas “enfrentam o risco de um colapso progressivo da sua capacidade produtiva devido a uma combinação entre a excessiva pressão demográfica e a prática insustentável da agricultura”, diz o relatório. Nenhuma região está imune: podem ser encontrados Sistemas agrícolas em risco: a pressão humana sobre Terra e Água

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sistemas sob risco em todo o mundo, desde as terras altas dos Andes atĂŠ Ă s estepes da Ă sia Central, passando pela bacia do rio Murray-Darling na AustrĂĄlia e no interior dos Estados Unidos.

Sistemas agrícolas em risco Ao mesmo tempo, o relatório sugere que, uma vez que as limitaçþes dos recursos naturais são cada vez maiores, a competição por terra e ågua serå universal. Haverå

;6DA6C9L6I:G lll#[Vd#dg\$cg$hdaVl

competição para uso urbano e industrial, bem como no setor agrícola, entre pecuåria, culturas båsicas, culturas não-alimentares e produção de biocombustíveis. AlÊm disso, prevê-se que as mudanças climåticas irão alterar os padrþes de temperatura, precipitação e das correntes dos rios, dos quais os sistemas mundiais de produção alimentares dependem. O texto observa que o desafio de fornecer alimentos suficientes para um planeta com registros crescentes de Composição da degradação das terras do mundo

fome crĂ´nica nunca foi tĂŁo grande â&#x20AC;&#x201C; especialmente nos paĂ­ses em desenvolvimento onde solos de qualidade, nutrientes e ĂĄgua sĂŁo menos abundantes. â&#x20AC;&#x153;O relatĂłrio SOLAW destaca que o impacto coletivo das pressĂľes e as consequentes transformaçþes agrĂ­colas colocam alguns sistemas de produção em risco de colapso tanto do ponto de vista da sua integridade ambiental como da prĂłpria capacidade produtiva. Os sistemas podem simplesmente nĂŁo ser capazes de responder Ă  demanda da população mundial atĂŠ 2050. As consequĂŞncias, em um contexto de fome e pobreza, sĂŁo inaceitĂĄveis. A decisĂŁo de corrigir isso deve ser tomada agora â&#x20AC;&#x153;, disse o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf.

Sinais de alerta Entre 1961 e 2009, as terras cultivĂĄveis no mundo cresceram 12%, enquanto a produção agrĂ­cola aumentou 150%, graças a um crescimento significativo da produtividade das principais culturas. Mas um dos â&#x20AC;&#x153;sinais de alertaâ&#x20AC;? apontado pelo relatĂłrio SOLAW ĂŠ que as taxas de crescimento na produção agrĂ­cola foram diminuindo em muitas ĂĄreas e hoje sĂŁo apenas metade do que eram no auge da Revolução Verde. O documento retrata um mundo alvo de um crescente desequilĂ­brio entre a disponibilidade e a procura por terras e ĂĄgua em nĂ­vel local e nacional. E adverte que o nĂşmero de ĂĄreas que atingiram o limite da sua capacidade de produção aumenta rapidamente. revistaamazonia.com.br

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A ONU afirma que 25% de toda a terra está altamente degradada, com erosão do solo, degradação da água e perda de biodiversidade

Escassez de água e poluição na nascente O SOLAW traz ainda detalhes sobre o aumento da escassez de água. A salinização e a poluição das águas subterrâneas aumentaram, assim como a degradação das massas de água e dos ecossistemas relacionados. Grandes massas de água interiores estão sob a pressão de uma combinação de fluxos reduzidos e uma maior sobrecarga de nutrientes – a acumulação excessiva de nitrogênio e fósforo, por exemplo. Muitos rios não desaguam e os pantanais estão desaparecendo. Nas principais áreas de produção de cereais do mundo, a extração intensiva de águas subterrâneas está secando os reservatórios de água e prejudicando o acesso das comunidades rurais às águas subterrâneas. O relatório da FAO adverte que “a dependência de muitos sistemas de produção alimentar em relação às águas subterrâneas, o declínio dos níveis freáticos e a extração contínua de água subterrânea não renovável representam um risco crescente para a produção alimentar local e global”.

A armadilha da pobreza “Em todo o mundo, os mais pobres têm menos acesso ao solo e água e são apanhados na armadilha da pobreza das pequenas propriedades com solos de má qualidade e alta vulnerabilidade à sua degradação e à incerteza climática”, observa o relatório. Cerca de 40% dos solos degradados no mundo encontram-se em áreas com elevadas taxas de pobreza. Além disso, num sinal de que a degradação é um risco em todos os níveis de rendimento, 30% dos solos degradados do mundo encontram-se em áreas com níveis moderados de pobreza, enquanto 20% estão em áreas com baixos índices.

Perspectivas para o futuro Em todo o mundo, os mais pobres têm menos acesso ao solo e água

A FAO estima que em 2050 o crescimento da população e da renda vai exigir um aumento de 70% da produção global de alimentos. Isso equivale a mais 1 milhão de toneladas de cereais e 200 milhões de toneladas de produtos de origem animal produzidos anualmente. O relatório afirma que “para melhorar a nutrição e diminuir a insegurança alimentar e a desnutrição, a produção agrícola terá de aumentar mais rapidamente que o cres-

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) divulgou ontem a primeira avaliação do estado dos recursos do planeta. No relatório “Estado de Recursos Terrestres do Mundo e Água para Alimentação e Agricultura”, a ONU afirma que 25% de toda a terra está altamente degradada, com erosão do solo, degradação da água e perda de biodiversidade. Outros 8% estão moderadamente degradados, enquanto 36% encontram-se estáveis ou ligeira66 REVISTA AMAZÔNIA

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cimento populacional. Os padrões de consumo também têm de ser ajustados”. 4/5 dos ganhos de produção terão de ocorrer na maior parte das terras agrícolas existentes por meio da intensificação sustentável, que utiliza os recursos do solo e da água sem causar danos.

Armadilha da pobreza das pequenas propriedades com solos de má qualidade e alta vulnerabilidade

Recomendações De acordo com o relatório, melhorar a eficiência do uso da água pela agricultura será fundamental. A maioria dos sistemas de irrigação funciona abaixo de sua capacidade. A combinação de uma melhor gestão da irrigação, o investimento no conhecimento local e na tecnologia moderna e o desenvolvimento da capacitação podem aumentar a eficiência do uso da água. Além disso, práticas agrícolas inovadoras, como a agricultura de conservação, sistemas agro-florestais, integração da produção vegetal e da pecuária e sistemas integrados de irrigação e aquicultura prometem expandir a produção de forma eficiente para garantir a segurança alimentar e combater a pobreza, restringindo ao mesmo tempo os impactos sobre os ecossistemas. Recentemente, a FAO chamou a atenção para a importância da intensificação sustentável da produção agrícola na publicação Poupar e Crescer: Um Novo Paradigma para a Agricultura, lançado no início do ano. Estima-se que entre 2007 e 2050 o investimento na gestão dos sistemas de irrigação dos países em desenvolvimento seja de quase U$ 1 trilhão. A proteção e recuperação dos solos, somado ao controle de inundações, exigirão cerca de U$ 160 milhões de investimentos no mesmo período. A FAO recomenda atenção para as técnicas que tornam a produção sustentável e eficiente, modernizam as instituições e as políticas nacionais. Ações coordenadas de instituições bem preparadas poderão responder os desafios da gestão dos solos e da água. O SOLAW traz inúmeros exemplos de atividades bemsucedidas em várias partes do mundo. Há muitas opções de experiências que podem ser reproduzidas em outros lugares. Dada a crescente competição por recursos naturais, as partes interessadas precisam avaliar os compromissos entre a variedade de bens e serviços do ecossistema. Este conhecimento pode servir para mobilizar a vontade política, a definição de prioridades e as ações adequadas dos governos.

A produção agrícola aumentou 150%, graças a um crescimento significativo da produtividade das principais culturas

mente degradados. Os 10% restantes estão “melhorando”. A FAO alerta que a tendência de degradação deve ser revertida para alimentar a população mundial, estimando-se que teremos de produzir 70% mais alimentos até 2050. O documento pontua que a terra disponível já está sendo explorada de forma que às vezes diminui a produtividade. “As consequências em termos de fome e pobreza são inaceitáveis”, disse o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf. revistaamazonia.com.br

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por

Johannes Beck

Reunião em Durban quer atualizar metas do Protocolo de Kyoto Assinado 17 anos atrás, o Protocolo de Kyoto expira em 2012 e ainda não tem sucessor. Durban é uma esperança. E o tempo urge

N

a 17ª Conferência do Clima das Nações Unidas em Durban, África do Sul (28/11 * 9/12) se decidirá o futuro do Protocolo de Kyoto. Assinado em 1997, na cidade japonesa do mesmo nome, ele é, até hoje, o único acordo internacional em que os países signatários se comprometem com metas concretas para reduzir a emissão de gases-estufa. Contudo, o Protocolo só prevê metas de redução para o período de 2008 a 2012, e elas só são vinculativas para os países industrializados. Para depois desse assim chamado “primeiro período de comprometimento”, ainda não foram estabelecidas novas diretrizes. A Conferência do Clima de Durban é considerada a última possibilidade de impedir que o Protocolo de Kyoto perca a maior parte de sua eficácia. Diversas nações insistem que ele seja substituído por um acordo mais abrangente sobre o clima, comprometendo também os países emergentes com as metas climáticas. Nem mesmo o Japão, país onde o documento foi assinado, deseja prorrogá-lo. O mesmo se aplica ao Canadá e aos Estados Unidos – país que chegou a assinar o documento, porém não o ratificou.

Industrializados e emergentes Há anos, Sven Harmeling observa as negociações, em nome da ONG alemã Germanwatch. Ele vê o perigo de um regime climático internacional em que cada um decide o que e quanto faz, mas nada tem a temer, caso as No box das inscrições

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Durban, África do Sul, sede da da 17ª Conferência do Clima

medidas não surtam resultado. “Era cerne do Protocolo de Kyoto que os países industrializados se comprometeram com determinadas metas, as quais eram juridicamente vinculativas e seu cumprimento era controlado, e que os países tinham que apresentar relatórios regulares”, enumera. Os opositores a Kyoto condenam o fato de ele só limitar as emissões dos países industrializados. Os emergentes podem crescer desenfreadamente, embora sua parcela de gases-estufa aumente continuamente. As emissões dos EUA e da China, campeões de gasesestufa, não são limitadas pelo Protocolo de Kyoto, embo-

ra eles sejam responsáveis por mais de 40% do total de emissões no mundo. Da mesma forma que numerosas outras nações emergentes e em desenvolvimento – como o Brasil e a África do Sul – a China é a favor da prorrogação do Protocolo por mais um “período de comprometimento”. Esse ponto de vista é defendido também pela União Europeia.

Inversão de papéis É decisivo para a proteção do clima que, nos próximos anos, a quantidade de CO2 e gases análogos que chega à atmosfera se reduza – e não cresça ininterruptamente, como vem sendo o caso. Mais gases na atmosfera aceleram o efeito-estufa, o planeta se aquece. Sem uma guinada na política climática, não se alcançará a meta de restringir a 2ºC o aumento médio da temperatura global. Desde o início da industrialização, foram sobretudo os países do Hemisfério Norte, como os EUA ou parte da Europa, que poluíram a atmosfera. Mas nesse ínterim os emergentes é que são os responsáveis pelo crescimento das emissões: a média per capita em alguns deles é, já hoje, comparável à dos países industriais. Em 2007 – último ano para o qual se dispõe de dados revistaamazonia.com.br


confiáveis – tanto a África do Sul quanto a Malásia ultrapassaram o nível da França. E cada chinês produz, em média, mais dióxido de carbono do que os habitantes da Romênia, país da União Europeia. Por sua vez, Estados do Golfo Pérsico, como Catar, Emirados Árabes, Barein ou Kuweit, são os maiores poluidores per capita do mundo; mas não fazem parte do Protocolo de Kyoto.

Tempestade na costa de Bangladesh

O custo da mudança global Em reação às pressões por um acordo mais abrangente, as Nações Unidas decidiram, na Conferência do Clima de Bali, em 2007, manter negociações em dois níveis. Paralelamente às conversas sobre o futuro do Protocolo de Kyoto, desde então todas as conferências do clima também se ocupam de um acordo novo e mais abrangente. Até o momento, os resultados são praticamente nulos. Mas os Estados conseguiram, neste ínterim, estabelecer uma nova meta: limitar o aquecimento global a 2ºC. Contudo, os planos de redução aprovados até o momento não bastam para tal, alerta Sven Harmeling. “O que se prometeu em termos de proteção do clima, até agora, tanto por parte das nações industrializadas como das em desenvolvimento, não basta, nem de longe, para nos manter abaixo dos 2ºC. Nosso curso atual nos leva, antes, para os 3,5ºC a 4ºC.” Como um certo acréscimo da temperatura global já é inevitável, cabe preparar a adaptação à mudança climática. Países como Bangladesh necessitam de diques para conter o nível do mar ascendente; outros como Moçambique precisam desenvolver sistemas de irrigação e sementes adequadas a regiões cada vez mais áridas; países insulares, como as Maldivas ou Tuvalu, podem se tornar totalmente inabitáveis ainda neste século. Tudo isso acarreta enormes custos, com que a maioria dos países em desenvolvimento não pode arcar sozinha. Pelo menos neste ponto houve avanços nas últimas conferências do clima. O consenso é que, a partir de 2020, serão disponibilizados anualmente para os países em desenvolvimento 100 bilhões de dólares para este fim. Um dos temas em Durban é a forma concreta como esse financiamento se dará. Afinal de contas, as delegações na cidade portuária sulafricana Durban têm diante de si um programa ambicioso. Mas não há dúvida é de que o tempo urge. Pois os cientistas alertam que a mudança climática não desacelera só porque as negociações não vão adiante. revistaamazonia.com.br

Fome e seca em Dadaab, Quênia

Para salvar a Terra da mudança climática REVISTA AMAZÔNIA 69


Núcleo de Conservação e Sustentabilidade (NCS) da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro Empresa coreana investiu na construção de instalações e equipou com produtos de última geração o NCS do Rio Negro, o quinto complexo com educação adequada à realidade local

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Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e a Samsung inauguraram, o Núcleo de Conservação e Sustentabilidade (NCS) da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro, que funcionará em parceria com a Secretaria de Educação Estadual (SEDUC). Localizado na comunidade Três Unidos, o Núcleo fica a 60 km da capital Manaus e atenderá alunos de 15 comunidades à margem esquerda do Rio Negro. A iniciativa trará para a comunidade um centro de educação diferenciado, com o objetivo de gerar conhecimento para a melhoria da qualidade de vida nas Unidades de Conservação (UCs) do Estado do Amazonas. Com essa inauguração, a FAS passa a ter cinco Núcleos, chegando a mais de 40 comunidades do Amazonas atendidas por

uma educação formal para mais de 300 alunos, além do conteúdo curricular diferenciado e cursos complementares com apoio de parceiros, como a Samsung, que, além da construção do Núcleo, também será parceira na manutenção das atividades. A companhia doou mais de setenta produtos para o projeto, entre eles equipamentos de informática, televisores, refrigeradores, câmeras digitais e aparelhos celulares. “Com este núcleo, teremos um conteúdo curricular diferenciado, voltado para a realidade das comunidades do Rio Negro. Assim, a educação oferecerá as bases para a formação teórica e prática orientada para o manejo e a conservação da floresta, dos rios, lagos e igarapés.” afirma Virgílio Viana, superintendente geral da FAS. Entre as atividades do Núcleo estarão cursos e oficinas Em vermelho, a área apoiada pela Samsung

70 REVISTA AMAZÔNIA

que promovem o conhecimento tradicional sobre a floresta, roças, pesca e agroecologia, além de educação nos ensinos fundamental e médio. Para isso, o complexo será composto por uma escola com seis salas de aula, uma casa para os professores, além de um alojamento para os alunos. Ainda fazem parte um refeitório, um posto de saúde e um laboratório digital, todos equipados com produtos Samsung. Segundo Benjamim Sicsú, Vice-Presidente de Novos Negócios para América Latina, “para a Samsung, este Núcleo representa uma renovação do compromisso da empresa com a Amazônia e com o país. Os investimentos em ações sociais voltadas à educação são um forte pilar da Samsung globalmente”. Com o atendimento a essas 15 comunidades da região da margem esquerda do Rio Negro, o Núcleo atenderá estudantes do ensino fundamental e médio, professores da rede pública, lideranças comunitárias, trabalhadores e profissionais da saúde, agentes ambientais, entre outros. A área de abrangência do atendimento será de quase 100 km ao longo do Rio Negro. revistaamazonia.com.br


NCS Agnelo Bittencourt, na comunidade Tumbiras

viveiro, criação de pequenos animais, combate à malária, entre muitos outros temas. Na reserva do Juma, apenas 8 pessoas, de um total de 400 famílias, tinham ensino fundamental completo antes do início do programa. Até o ano que vem, este número aumentará em 40 alunos. Por isso a FAS pretende expandir esse programa e em 2012 vai inaugurar mais dois Núcleos.

Durante a inaguração do NCS da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro

Proposta educacional dos Núcleos de Conservação e Sustentabilidade Os outros quatro Núcleos da Fundação estão localizados nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Juma, Uatumã, Rio Negro e Mamirauá. Estes Núcleos são fruto de uma parceria com o Bradesco e promovem a conservação ambiental e o uso sustentável dos recursos naturais por meio dos potenciais naturais e socioculturais de cada região. Os NCS´s são parte dos programas de apoio do Bolsa Floresta, maior programa de pagamento por serviços ambientais do mundo em extensão, atingindo 572 comunidades em uma área de 10 milhões de hectares de floresta. Até o segundo semestre de 2011, já beneficiou mais de sete mil famílias, totalizando mais de 34 mil pessoas. Dessa forma, os Núcleos de Conservação e Sustentabilidade surgiram como um componente es-

No NCS da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro revistaamazonia.com.br

Núcleo de Conservação e Sustentabilidade Samuel Benchimol - RDS do Juma

tratégico para apoiar a implementação do Bolsa Floresta e servirem como polos aglutinadores das ações da FAS nas UCs. Entre os principais resultados obtidos até hoje estão os cursos oferecidos alinhados aos objetivos da FAS de gerar renda através de atividades que conservam a floresta em pé e promovem uma melhor qualidade de vida para os atendidos. Alguns exemplos são: manejo florestal comunitário, coleta de sementes nativas, turismo de base comunitária, gastronomia, nutrição e aproveitamento de alimentos, empreendedorismo comunitário, práticas de

Interior do NCS da Área de Proteção Ambiental do Rio Negro REVISTA AMAZÔNIA 71


O sistema lentes de vento, da Universidade de Kyushu, traz um aro ao redor das hastes, que seria capaz de aumentar o fluxo de vento

Japoneses criam turbina eólica três vezes mais eficiente

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esquisadores japoneses começaram a testar turbinas eólicas até três vezes mais potentes do que as usadas atualmente. O sistema “lentes de vento”, da Universidade de Kyushu, traz um “aro” ao redor das hastes, que seria capaz de aumentar o fluxo de vento e fazer as hastes girarem mais rápido, resultando em maior produção de energia. O acréscimo na velocidade do fluxo seria resultado de uma zona de pressão baixa, criada na parte posterior do difusor - indicação técnica do “aro” em volta das hastes. Em outras palavras, é como se a zona criada “puxasse” o vento, o que melhoraria a eficiência da geração de energia da turbina. A pesquisa foi coordenada pelo professor Yuji Ohya, do Instituto de Pesquisa de Mecânica Aplicada da universidade. Além de gerar de duas a três vezes mais energia do que uma turbina convencional, o modelo da universidade japonesa também faz menos barulho e causa menos interferência em radares do tipo Doppler, além de ser mais segura, segundo os pesquisadores.

O ministério de tecnologia japonês patrocinou a instalação de unidades de teste no campus de Ito. Em março deste ano foram entregues os dois geradores de 70 quilowatts cada, instalados na parte noroeste da área, e outros dez, de cinco quilowatts, no ginásio poliesportivo

e em outros locais. Além disso, foi construído um prédio de dois andares de 864 metros quadrados na parte oeste do campus, onde serão avaliados os dados dos testes. Anualmente, as unidades devem produzir cerca de 120 mil kWh.

De acordo com Yuji Ohya, a estrutura do Lens Vento favo de mel poderia triplicar a quantidade de energia eólica que pode ser produzida por turbinas offshore 72 REVISTA AMAZÔNIA

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A performance do Titan será de 2,3 quatrilhões de cálculos matemáticos por segundo, ou 2,3 petaflops

Computador mais rápido do mundo vai pesquisar energias do futuro

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governo americano pediu à empresa Cray Inc. que crie o computador mais rápido do mundo, batizado de Titan, que será usado nas pesquisas sobre as energias do futuro, informou a empresa. Em um comunicado divulgado recentemente, a Cray Inc. anunciou ter assinado um acordo com o governo para melhorar a performance do atual supercomputador do Departamento de Energia, o Jaguar, que passará a se chamar Titan. O supercomputador, que fica localizado no Laboratório Nacional de Oak Ridge, Tennessee, do DOE, será equipado com os chips mais recentes das fabricantes californianas AMD e Nvidia. A performance do Titan será de 2,3 quatrilhões de cálculos matemáticos por segundo, ou 2,3 petaflops. O petaflop é uma medida da velocidade de processamento de um computador que equivale a um quatrilhão de operações por segundo. A capacidade máxima do supercomputador será de 10 a 20 petaflops, e ele deve começar a funcionar em 2013. Com essa velocidade, será “mais de duas vezes mais rápido e três vezes mais eficiente em termos de energia do que o computador mais rápido atualmente, localizado no Japão”, afirmou a Nvidia. “Todas as disciplinas científicas poderão se beneficiar desse aumento significativo da potência de cálculo, abrindo caminho para novas descobertas”, assinalou o diretor de informática do laboratório, Jeff Nichols, citado no comunicado. 74 REVISTA AMAZÔNIA

“O Titan será usado em uma variedade de importantes projetos de pesquisa, incluindo o desenvolvimento de biocombustíveis comercialmente viáveis, motores mais limpos, energia nuclear mais segura e energia solar mais eficiente”, acrescentou o funcionário.

Segundo o laboratório, a potente máquina será destinada aos biocombustíveis, à biomassa, à forma de consumir mais combustíveis poluindo menos, ao desenvolvimento de novos materiais para células fotovoltaicas e a prolongar a vida útil das centrais nucleares.

O Titan, construído pela Cray Computer, passará a fazer parte de uma coleção de alguns dos computadores mais rápidos do mundo na instalação ORNL, juntando-se Gaea NOAA, Kraken da NSF e workhorse atual do DOE. A arquitetura Titan contará com uso de XT3, 4 e 5 caixas de processador, mas usará um “Gemini” interconexão XE, e será configurado em uma topologia toro 3D, ao invés de como uma matriz. revistaamazonia.com.br


por

Nádia Pontes

Centro alemão vai aproximar pesquisa e indústria no Brasil Centro Alemão de Inovação e Ciência de São Paulo vai reunir o que existe de mais avançado na área da pesquisa científica na Alemanha. Parceria entre os dois países quer estimular o desenvolvimento da ciência brasileira

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Centro Alemão de Inovação e Ciência de São Paulo – DWIH, quer se distanciar do mundo absolutamente teórico e se conectar mais ao universo econômico. Presente já em outros países emergentes, como Rússia e Índia, o centro inaugurado recentemente 16/11, vai funcionar como uma vitrine das instituições de pesquisa alemãs no Brasil. “Essa parceria tem a missão de facilitar a participação alemã no fomento à inovação no país”, disse em entrevista à DW Brasil Ademar Cruz, chefe da Divisão de Ciência e Tecnologia do Itamaraty, lembrando a tradição do país europeu em desenvolver produtos de alta tecnologia. Segundo Cruz, a casa de pesquisa quer voltar suas atividades para um campo fundamental em qualquer nação: a economia. Reforçar a integração entre ciência e indústria no Brasil é uma das principais metas do governo nos próximos anos, já que a comunicação entre os centros de pesquisas das universidades e a indústria ainda é pequena.

Mercado à vista

Pesquisa e desenvolvimento de técnicas na exploração de terras raras é um ponto-chave nessa fase inicial, mencionou Cruz. O grupo especial formado por 17 metais não ferrosos e com nomes particulares, como európio e lutécio, é usado na fabricação de artigos como isqueiros, supercomputadores e painéis solares. O Brasil integra a seleta lista de nações com reservas con-

O Centro Alemão de Inovação e Ciência, mantêm uma estreita cooperação com os Institutos Fraunhofer e a Federação Alemã de Pesquisa Industrial Otto von Guericke

firmadas de terras raras – a China ocupa o primeiro lugar disparado do ranking. Índia, Estados Unidos e Austrália também possuem depósitos, segundo dados do US Geological Survey. E a pressão internacional para diversificar as fontes de abastecimento desses minérios aumenta. Tendo em vista esse e outros setores em potencial, o Centro vai construir uma “ponte de inovação” entre jovens empresas inovadoras do Brasil e da Alemanha, segundo a definição dos seus fundadores. Cruz também nomeia outro setor que deve ser beneficiado: o desenvolvimento de biomaterial no Brasil. Esses materiais, sintéticos ou naturais, são usados em dispositivos médicos ou ficam em contato com órgãos e tecidos do corpo humano, como próteses e implantes. Biomateriais são parte importante da área da saúde, usados em cerca de 300 mil produtos. “Temos um grande déficit nessa área, e isso se reflete na nossa balança

Európio

Lutécio

comercial”, acrescenta Cruz, lembrando que a produção de próteses tem potencial de expansão.

Os clássicos

O Brasil tem uma das maiores reservas de terras raras revistaamazonia.com.br

O Centro Alemão de Inovação e Ciência também atua em Nova York e Tóquio. Além das tradicionais instituições de pesquisa e das universidades, a Alemanha também é conhecida por ter as empresas mais inovadoras da Europa, que também mantêm uma estreita cooperação com os Institutos Fraunhofer e a Federação Alemã de Pesquisa Industrial Otto von Guericke. No Brasil, o governo se esforça para disponibilizar mais recursos para pesquisa e trabalha em políticas de estímulo para a inovação. Ainda assim, apenas 1% do Produto Interno Bruto do país é aplicado nesse setor. REVISTA AMAZÔNIA 75


Nasa cria material que absorve 99,5% da luz Fotos: Getty Stephanie, NASA Goddard

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ngenheiros da Nasa produziram o material mais negro já criado - um material que absorve mais 99,5% da luz visível e do ultravioleta e 98% de infravermelho e infravermelho distante. O feito é inédito, uma vez que outros materiais com esse nível de perfeição só conseguem absorver os espectros visível e ultravioleta. Segundo John Hagopian do Centro da NASA Goddard Space Flight, um dos pesquisadores, que desenvolveram a tecnologia, o material poderia auxiliar em diversos experimentos no espaço. A cobertura super negra foi criada com uma fina camada de nanotubos de carbono, de paredes múltiplas, em ocos tubos feitos de carbono puro 10 mil vezes mais fino do que um fio de cabelo, muito parecido com um tapete felpudo. Eles foram colocados na vertical em diversos substratos usados em experimentos espaciais, como titânio e aço inoxidável.

Hoje, cientistas usam tinta preta para impedir que a luz ricocheteie em superfícies, mas ela absorve apenas 90% da luz. Além disso, nas temperaturas geladas do espaço, a tinta preta não permanece preta, adquirindo uma espécie de brilho prateado. Com os nanotubos, seria possível calibrar instrumentos que tenham que captar sinais fracos de infravermelho emanando de objetos distantes. Eles também poderiam ser usados em dispositivos que removem calor de instrumentos e o irradia para o espaço. A cobertura super negra foi criada com uma fina camada

Os nanotubos se embalam na vertical ficando parecidos com um tapete felpudo,absorvendo até 99,5% da luz que os atinge. Em outras palavras pouquíssimos fotons são refletidos para fora dos revestimentos dos nanotubos de carbono,oque significa que a luz difusa não pode refletir nas superfícies e assim não interferindo coma luz que os cientistas realmente querem medir. 76 REVISTA AMAZÔNIA

Segundo John Hagopian do Centro da NASA Goddard Space Flight, um dos pesquisadores, que desenvolveram a tecnologia, o material poderia auxiliar em diversos experimentos no espaço

Esta visão close-up (apenas cerca de 0,03 centímetros de largura) mostra a estrutura interna de um revestimento de nanotubos de carbono que absorve cerca de 99 por cento da luz ultravioleta, visível, infravermelho e infravermelho distante que o atinge. Uma seção do revestimento, que era cultivado em silicone suave, foi propositadamente removidos para mostrar o alinhamento dos tubos verticais.

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O novo material absorve 99,5 da luz nos espaços minúsculos entre os tubos, praticamente eliminando o problema. O material está perto de produção final, e NASA está olhando para usá-lo em ORCA “, a Radiometer Oceano de Carbono Avaliação, um instrumento de próxima geração que é projetado para medir a fotossíntese marinha.”

de nanotubos de carbono, ocos tubos feitos de carbono puro 10 mil vezes mais fino do que um fio de cabelo. Eles foram colocados na vertical em diversos substratos usados em experimentos espaciais, como titânio e aço inoxidável.

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Hoje, cientistas usam tinta preta para impedir que a luz ricocheteie em superfícies, mas ela absorve apenas 90% da luz. Além disso, nas temperaturas geladas do espaço, a tinta preta não permanece preta, adquirindo uma espécie de brilho prateado.

Esta imagem em alta ampliação, tiradas com um microscópio eletrônico, mostra uma visão ainda mais perto dos nanotubos de carbono oco. O revestimento feito deste material é visto como negro pelo olho humano e detectores sensíveis porque a espaços minúsculos entre os tubos de coleta e armadilha de luz, impedindo a reflexão

Com os nanotubos, seria possível calibrar instrumentos que tenham que captar sinais fracos de infravermelho emanando de objetos distantes. Eles também poderiam ser usados em dispositivos que removem calor de instrumentos e o irradia para o espaço.

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Dentro do Grande Colisor de Hádrons

Cientistas anunciam partícula que se move mais rápido que a luz Uma equipe internacional de cientistas afirma ter encontrado partículas de neutrino que se movem mais rápido que a velocidade da luz. Se velocidade for confirmada, partícula pode provar que é possível viajar no tempo

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descoberta pode alterar uma das leis fundamentais da física – a teoria da relatividade, de 1905 feita por Albert Einstein. Pelos seus estudos, nada no Universo poderia ser mover mais rápido que a luz. O pesquisador Antonio Ereditato, que trabalha no Cern (sigla em francês de Organização Europeia de Pesquisa Nuclear), disse que as medições nos últimos três anos, 78 REVISTA AMAZÔNIA

realizadas no LHC (Grande Colisor de Hádrons), mostraram os neutrinos se movendo 60 nanossegundos mais rápidos que a luz em uma distância equivalente ao que seria o trajeto entre as cidades de Genebra, na Suíça, e Gran Sasso, na Itália --cerca de 730 km. “Temos grande confiança em nossos resultados. Mas precisamos que outros colegas façam e confirmem seus próprios testes”, disse. revistaamazonia.com.br


Jeff Forshaw, professor de física de partículas na Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, disse que os resultados, se confirmados, poderiam significar que é possível teoricamente “enviar informações para o passado”.

O Grande Colisor de Hádrons onde foi realizado o estudo sobre neutrinos

Comprovação

Neutrinos voltam a superar velocidade da luz Neutrinos, partículas elementares da matéria, voltaram a se mostrar mais velozes que a luz em novos testes realizados sobre 730 km entre Suíça e Itália, informou semana passada, o Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica (CNRS). Para tentar eliminar uma possível fonte de erro na medição precedente, a equipe internacional de experimentação Ópera utilizou um novo feixe de prótons para produzir os neutrinos enviados em direção ao laboratório subterrâneo de Gran Sasso, na Itália. “Com o novo tipo de feixe produzido pelos aceleradores do Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), fomos capazes de medir com precisão o tempo de percurso dos neutrinos”, explicou Darío Autiero, cientista do Instituto de Física Nuclear de Lyon (França) e responsável de análises de medidas da revistaamazonia.com.br

O LHC (Large Hadron Collider, ou Grande Colisor de Hadrons) é o maior acelerador de partículas já construído pelo homem. Tem 27 quilômetros de extensão, e está situado a 100 metros abaixo do solo, num local onde há fronteira que separa a frança da suíça. Levou 14 anos a ser construído e é utilizado pelo CERN (Sigla em francês que significa Organização Europeia de Investigação Nuclear). Foi necessário 8 bilhões de dólares para construir o tal acelerador de partículas. O objetivo deste experimento é desvendar alguns mistérios do Universo, da anti matéria, de possíveis dimensões ocultas do Universo, e principalmente encontrar o bóson de Higgs, proposta inicialmente nos anos 70. Ela seria responsável por dar massa a partículas subatômicas. E com isso, utilizar esses novos conhecimentos adquiridos com a experiência poderão ser um aditivo à tecnologia atual, fazendo que seja possível aumentar a velocidade da Internet (A CERN Criou a Internet atual) por exemplo Para isso, os cientistas irão recriar as condições iniciais do Universo, no momento da sua grande explosão (“Big bang”). Para o experimento serão necessários dois prótons em direções opostas em velocidades que se aproximam muito da luz – Cerca de 300.000 qm/s. Essas partículas terão seu feixe alterado por dois ímãs para finalmente colidirem e criarem novas partículas de matéria e anti matéria. Quando à experiência, não há o que temer com ela, pois ela tem o objetivo de beneficiar tanto a ciência, quando a humanidade, com novas descobertas que irão ser acrescentadas à tecnologia humana atual para melhorar nosso modo de interação com o mundo. Os riscos aparentes, que tem valor impactante mostruosos de forma superficial são completamente aniquilados se conhecendo os mesmos na sua essência. Uma coisa é que se fosse tão fácil criar buracos negros como muitos estimam nas primeiras vezes, simplesmente os cientistas da CERN não teriam gastos anos e bilhões de dólares e euros para construir o maior acelerador de partículas do mundo.

equipe Ópera. Na nova experiência, iniciada no final de outubro, 20 neutrinos puderam ser detectados no laboratório de Gran Sasso, e estas novas medidas “não mudam em nada a conclusão inicial de que os neutrinos parecem viajar mais rápido do que deveriam”, destacou o CNRS. Em 22 de setembro passado, a equipe Ópera anunciou que alguns neutrinos haviam percorrido os 730 km superando ligeiramente (por 6 km/s) a velocidade da luz no espaço (cerca de 300.000 km/s), considerada até o momento um “limite insuperável”. Se for confirmada, esta velocidade superior a da luz obrigará a uma revisão da física atual, incluindo a teoria de Einstein.

Comprovado: neutrinos, pode viajar mais rápido que a velocidade da luz

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por

Camillo Vianna* e Walter Chile**

Encantos do Reino das Amazonas Pequenas lembranças nos fazem recordar aspectos interessantes observados em nossas andanças pela Amazônia brasileira

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equenas lembranças nos fazem recordar aspectos interessantes observados em nossas andanças pela Amazônia brasileira com especial referência a Grande Ilha Flúvio Oceânica de M’baraió, senão vejamos: O enorme arco-íris duplo observado em Fordlândia, no Tapajós, um dos mais belos rios da Amazônia. O magnífico vôo da passarada nos céus da Grande Ilha

marajoara. Em rios da região, a piracema ou seja, a procura dos peixes por rios, furos e igarapés, em saltos, formando uma imagem linda dessa subida para desova. Mesmo com o crescimento dos currais modernizados, o estouro das boiadas também ainda é um bom espetáculo a ser visto nas fazendas de criação. Nos pequenos depósitos de águas e igarapés a desova da

saparia, vale a pena lembrar. Outra recordação da Grande Ilha dos Aruaques é o vôo do Baeta, pequeno pássaro de costas de cor preta e papo encarnado, procurando alimentação. Em épocas certas as andorinhas procurando pouso nos fios da iluminação que vem se espalhando substituindo a floresta. Outra recordação, é o cada vez menos freqüente ronco O magnífico vôo da passarada nos céus da Grande Ilha marajoara

MA COM ESC

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Em épocas certas as andorinhas procurando pouso nos fios da iluminação que vem se espalhando substituindo a floresta

O encontro das duas águas que não se misturam, o Solimões que vem do Peru e o Amazonas da região

das guaribas nas pontas de matas ainda existentes. A noite, o belo rio Tapajós tem no céu o risco e estalo de raios e trovões. Os festejos da levantação de mastros em época junina ficam sempre guardados na memória. A despesca dos cacuris e outros currais de pesca assentados nas praias, rios e igarapés e mesmo na contracosta marajoara vale a pena lembrar. As histórias sobre a Cobra Grande da curva do Miritipitanga, no Acará, trás sempre boas lembranças. O tirador de ladainha em festa de devoção faz parte do que fica para sempre no coração. O papouco do foguete de rabo nos festejos de N. S. da Conceição é outra marca que fica para não mais esquecer. As batidas singelas e dobradas do sino da Casa Grande, O assoalhamento da tartaruga nas praias de desova desse magnífico quelônio

Nos pequenos depósitos de águas e igarapés a desova da saparia

na chuva, pois não tem outra solução. O encontro das duas águas que não se misturam, o Solimões que vem do Peru e o Amazonas da região. Overanico no Marajó só cai na Semana Santa e isso em pleno verão. Quem quiser enxergar coisa que encante, basta olhar de avião e ver a copa do visgueiro, a Parquia Pendula da região. [*] SOBRAMES / SOPREN [**] UFPA

arrebanhando a vaqueirada para a labuta do dia. De fácil recordação, dessas de não se esquecer, é o assoalhamento da tartaruga nas praias de desova desse magnífico quelônio. A bandeira verde e amarela da popa embarcação. Olhando de cima, o pau d’arco de flores amarelas é encontrado com muita frequência em toda região. O dia da Iluminação nos cemitérios em homenagem aos que se foram As embarcações todas enfeitadas reforçando a oração, seguem em procissão o Santo da devoção O lixo da maré (sementes) de bubuia no rio pequeno segue no rumo de outro maior onde rebroterá outra vez Coisa muito linda difícil de esquecer é o perfume que vem da mata ao amanhecer. Embarcação pequena levando toda a família, no sol ou

MANAUS JÁ PODE CONTAR COM AS VANTAGENS DE UM ESCRITÓRIO COMPARTILHADO.

Os festejos da levantação de mastros em época junina ficam sempre guardados na memória

A bandeira verde e amarela da popa embarcação

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por

Marilena Vasconcelos

Mais créditos para a Amazônia

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Fotos: Fernando Nobre

ma Superintendência Regional mais fortalecida, investindo em projetos estruturantes diversos e com mais estímulo ao empreendedor regional. Essa foi a tendência para 2012, observada pelo Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, durante a 10ª reunião do Conselho Deliberativo (Condel) da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), em Belém. O Condel aprovou a criação de um Programa de Financiamento às Micro e Pequenas Empresas, ampliando a aplicação de recursos do Fundo Constitucional do Norte (FNO-MPE), adequando as bases operacionais e ampliando a classificação de portes de beneficiários do fundo. O Ministério vai priorizar o investimento em empresas de pequeno e médio porte na Amazônia. Algo em torno de R$ 1,7 bilhão serão destinados à ampliação, modernização e criação de empreendimentos locais em diversos segmentos. Este valor representa 51% do Fundo Constitucional do Norte (FNO), administrado pelo ministério e operado pelo Banco da Amazônia. “A disposição da presidenta Dilma Rousseff é apoiar a criação de uma

Reunião teve como assunto principal alterções no regulamento do FDA

classe empresarial local aproveitando o bom momento por que passa a economia brasileira e, de forma particular, a economia da região Norte”, afirmou o ministro. Quanto ao Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), foi aprovada a proposição do MI que redefine as suas prioridades, destinando os recursos de grandes projetos de energia elétrica para o BNDES e liberando o FDA para investimento em outros projetos estruturantes, como as unidades portuárias, rodovias, ferrovias e telefonia. O ministro colocou em discussão, ainda, o projeto do MI, que propõe a mudança da natureza fiscal para financeira do FDA, tornando-o um financiamento sem risco para o Tesouro, sendo a Sudam a gestora e responsável pelo patrimônio do fundo. Segundo Fernando Bezerra Coelho, o BNDES dispõe de mais recursos e é o órgão indicado

dam à demanda reprimida de outros setores. O ministro garantiu que os projetos já em andamento não sofrerão nenhuma restrição e que serão absorvidos pelo BNDES com as mesmas condições em que foram aprovados.O Condel foi presidido pelo ministro Fernando Bezerra Coelho e reuniu 13 conselheiros, dentre governadores, vicegovernadores, representantes do Banco da Amazônia, Confederações Nacionais do Comercio, dos Trabalhadores da Agricultura e dos trabalhadores na Indústria. O superintendente da Sudam, Djalma Mello, saudou os conselheiros e lembrou que o Condel é o grande fórum de debates dos problemas da Amazônia. Lembrou, ainda, que apesar do quadro reduzido de servidores a Sudam tem obtido realizações importantes, destacando o Programa de integração intrarregional, a aprovação contínua de convênios, de projetos de incentivos fiscais e do FDA e da elaboração do Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA). para tratar a questão energética. Para ele, essa medida vai abrir mais espaço para que os recursos do FDA aten-

Durante a 10ª reunião do Conselho Deliberativo (Condel) da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), em Belém

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