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Amazonia 14

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Continuar desmatar a maior floresta tropical do mundo não faz sentido

dos empréstimos dos programas de créditos a agriculturafamiliarcomooPRONAF(entre 6.000-7.000 Reais). Este valor pode ser reduzido compartilhando entre 5-6 famílias a compra do material e contando com o apoio dos municípios para financiar por exemplo as análises de solo e trazer calcário até a sede do município. Os insumos no primeiro ano (herbicidas e adubo) são indispensáveis para recuperar a fertilidade do solo e eliminar as plantas invasoras que competem com as plantas cultivadas. No entanto a introdução de plantas de coberturas desde o primeiro ano permite reduzir a invasão das plantas daninhas e no mesmo tempo manter a fertilidade do solo. De acordo com os produtores envolvidos, as roças permanentes tem alguns vantagens relevantes. A área de cultura sendo permanente, não é mais preciso cortar e queimar floresta, trabalho muito penoso e perigoso. A alta produtividade da roça além de segurar a alimentação da família, gera também uma renda suplementar vendendo a produção sobrando. As roças se localizam em geral pertos das estradas e facilitam assim o transporte da safra para a cidade. O interesse dos jovens paraatecnologiaeaimpressãodeestar dentro um processo de modernidade são também critérios citados pelos produtores. Enfim, o aceso aos créditos bancários é facilitado porque o agricultor responde as novas exigências ambientalistas dos bancos e em primeiro lugar a preservação da reservalegal. A integração agricultura e floresta suponde também uma exploração sustentável e ao longo prazo dos recursos florestais. No entanto, as condições para valorizar os recursos florestais de forma sustentável pelos colonos são extremamente limitadas. O primeiro obstáculo é a baixa capacidade de produção da floresta (34 arvores/ha, 15-20 m3/ha cada 30 anos). O segundo é o tamanho muito pequeno das áreas que inviabiliza uma exploração sustentável e economicamente viável. A primeira condição para que uma exploração madeireira seja sustentável é então o agrupamento dos agricultores em associações ou cooperativas juntando as reservas legais para chegar ao 28| REVISTA AMAZÔNIA

mínimode 500 ha de floresta. A elaboração de um plano de manejo é uma condição imprescindível e básica para segurar uma exploração sustentável dos recursos florestais. No entanto, a sua elaboração exige um investimentofinanceiroetécnico muitogrande,poisele só pode ser realizado sob a responsabilidade de um engenheiro florestal, inclua inventários detalhados de todas as árvores de espécies comerciais (50 arvores/ha, 4000 arvores para a RL, medidas, identificadas e mapeadas), e enfim sua aprovação pelo órgão publico responsável é um processo geralmente complexo e demorado. Enfim, o ciclo de corte de pelo menos de 30 anos é um fator muito limitante economicamente para os pequenos produtores. Por estas razões, a preservação da floresta através uma exploração sustentável dos seus recursos pelos agricultores não poderá se generalizar sem um apoio técnico das instituições públicas. Uma possível opção para a agricultura familiar valorizar a madeira nos lotes seria concretizar parcerias com empresas prestadoras de serviço especializadas na elaboração e execução de plano de manejo, cujas as modalidades seriam definidas rigorosamente em um contrato assinado por ambas parte. De uma parte as empresas seriam responsáveis de elaborar os planos e de segurar a aprovação deles, os agricultores permaneceriam os donos dos planos sem dever investir oseucapitalnaelaboraçãodoplano.Aexecuçãopoderia ser realizada pelos próprios agricultores ou por uma empresa madeireira. Algumas destas parcerias existem na região mas ainda são muito poucas. Além disso, a controversa sobre a equidade e sustentabilidade destas parcerias permanece muito viva pois ainda as condições para o sucesso destes modelos não são reunidas. No entanto, vale ressaltar que nas condições atuais, a exploração madeireira pelos próprios agricultores não é

sustentável embora o potencial do estoque de madeira sejamuitoimportante. Se a madeira permanece o principal recurso florestal exploradodeformaintensiva,aexploraçãodosprodutos florestais não madeireiros poderia também representar uma fonte de renda importante para as populações locais entre dois ciclos de exploração madeireira. Para isto, uma exploração florestal planificada e de baixo impacto, assegurando a perenidade do ecossistema florestal é uma condição primordial. Os inventários dos recursos florestais não madeireiros são igualmente

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