O come-come
dando tudo de si”. O próximo encontro dos artesãos está marcado para o dia 13 de agosto, quando haverá a entrega dos certificados e será discutido como as peças serão exibidas na exposição. Produzido a partir dos “braços” (hastes que sustentam as folhas) do miritizeiro – palmeira típica da várzea amazônica muito utilizada pelas populações ribeirinhas - o brinquedo de miriti é um artesanato único, fabricado apenas nesse pedaço da Amazônia. Há décadas, o brinquedo retrata fragmentos da Desidério realidade e do imaginário amazônico, e encanta, com suas cores e formatos diversos, crianças e adultos, além de turistas que costumam visitar a capital paraense durante o Círio de Nazaré. “Qualquer feira ou evento que a gente participa é um sucesso e o
comprador tem curiosidade sobre o brinquedo, pergunta tudo”, explica Desidério. Mais recentemente, o artesão vem tomando consciência do valor e da importância do brinquedo de miriti, artesanato que sustenta diversas famílias das zonas urbana, rural e da região das ilhas de Abaetetuba, como relatam os próprios artesãos que participaram da oficina.
Há dez anos produzindo brinquedos de miriti para comercializar em Belém, durante o Círio de Nazaré, a artesã Maria de Fátima Pacheco, mais conhecida como Dona Pachequinho, de 56 anos, aprendeu com o marido, mestre Antônio Rodrigues Santos, de 57 anos, o ofício de dar vida e formas ao miriti. “Eu corto miriti de janeiro a janeiro”, fala com orgulho a artesã, que
EDIÇÃO 67 [AGOSTO 07]
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