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dezembro 2005

Belém Pará - Brasil

www.paramais.com.br

ISSN 16776968

Edição 46

2,00

BOAS FESTAS, PARÁ!


2006

A sua meta é subir cada vez mais... Fazemos desse gesto tão simples um incentivo pra que você continue subindo os andares da vida. Feliz Natal e um Próspero Ano Novo! Rua Roso Danin, 809

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O diretor da Vivo no Centro-Oeste e Norte, Sérgio Assenço, participou do Workshop de Servicos promovido recentemente pela operadora, em Belém, e anunciou a conclusão do overlay para a tecnologia CDMA na região norte...

Indicadores Sociais do Pará com melhoras significativas É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD), realizada em todos os Estados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estudo revelou a melhoria de impor tantes indicadores sociais do Pará, como o sistema educacional, as condições de habitação, o consumo de bens duráveis e o mercado de trabalho...

ParaFolia 2005

O bacalhau é um dos casos exemplares e acabados de metonímia (substituição de um termo por outro, baseando-se numa estreita relação de sentido, isto é, no uso de uma palavra fora de seu contexto semântico normal), em que o método de preparação confunde-se com a matéria prima (peixe)... SÉRGIO PANDOLFO

Pág. 34

A Editora Círios reuniu a comissão julgadora do concurso de Fotos de Círios, edição 2005, para escolha das 10 fotos vencedoras. O julgamento aconteceu na noite de 19 de novembro, na residência do diretor da Círios, Ronaldo Huhn.

Pág. 12

Norte Comunicação Integrada

A história do Natal

Pág. 14

O Bacalhau nosso do Natal

Concurso Imagens de Círios 2005

Pág. 10

Pág. 06

Autoridades históricas demonstram que durante os 3 primeiros séculos da nossa era, os cristãos não festejavam o Natal. Referida comemoração só começou a se realizar após o inicio da chamada Igreja Romana (século quarto). Somente no século seguinte, ficou oficialmente estabelecido como festa cristã... Pág. 20 HÉLIO TITAN

Pág. 16

Amazônia. O Fogo da Estrada-6

Primeiro, uma breve explicação para que se possa entender do que trata o título acima. Para princípio de conversa, o tal fogo não tem nada a ver com incineração, queima, combustão, nem muito menos com o festival crematório que está ocorrendo na Última Fronteira Verde dos Trópicos... Pág. 46 CAMILLO VIANNA

matérias

nestaedição

VIVO é 100% CDMA no Norte...

Natal

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O Natal através das letras

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Um Papai Noel Amazônico

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Rejane Jatene Anete Costa Ferreira

Jimena Lins

32 Natal de Luz A Marujada, o Arraial do Pavulagem e a agenda natalina 39 do São José Liberto 40 Um Natal de Livros Acyr Castro

Maria Mãe de Deus

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Editora Círios S/C Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil

www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

Í N D I C E

PUBLICAÇÃO

Rainero Cantalamessa

DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, João Modesto Vianna, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; REVISÃO: Paulo Coimbra da Silva; COLABORADORES: Acyr Castro, Alda Estellita Lins, Anete Costa Ferreira, Camillo Martins Vianna, Celso Freire, Hélio Rodrigues Titan, Jimena Felipe Beltrão, Rainero Cantalamessa, Rejane Jatene, Sérgio Martins Pandolfo; FOTOGRAFIAS: Arquivo Acyr Castro, Arquivo Norte Comunicação Integrada, Claudio Santos, Eliseu Dias, Elza Lima, João Vianna, Marcio Santos, Osvaldo Pereira; DESKTOPING: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios *Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores


Que o Natal não seja só um dia! O Natal que celebramos hoje coloca-nos em situação de reflexão séria. O ser humano tem chegado a níveis de conhecimento e pesquisa nunca dantes vistos, e tem dado passos nos campos das ciências, da medicina, do micro e macro-cosmo impressionantes. Nunca a produção literária, artística chegou a tais níveis. A consciência que temos de nossa responsabilidade, neste único planeta conhecido possível de habitarmos, seja com relação ao respeito à ecologia, seja com a preocupação com o desenvolvimento sustentável chega até aos primeiros graus das nossas escolas. Esse respeito ainda chega não só aos animais, que têm centenas de ONGs a defenderem seus direitos, mas até as plantas, água, terra, ar... A procura de novos remédios e tratamentos clínicos ou cirúrgicos para doenças anteriormente incuráveis tem levado os esquisadores a grandes descobertas e passos. Porém, também nunca chegamos a situações de violência contra a pessoa humana (até mesmo contra própria família) como hoje. A cada dia os noticiários nos deixam boquiabertos com os vários acontecimentos apresentados. O respeito ao cosmos nem sempre se traduz como respeito ao ser humano em todos os momentos de sua vida, da concepção à morte. As lutas em defesa do aborto e da eutanásia, a violência em nossas cidades para conseguir dinheiro para o pagamento da droga, a dependência do álcool... têm o efeito de repensarmos esse nosso mundo como está sendo conduzido. A fome, a miséria, a falta de habitação em nossas cidades só nos chocam por alguns momentos e depois nos acostumamos... Porém, ao chegar o Natal, parece que tudo isso fica em segundo plano. As pessoas começam a descobrir no íntimo de cada um os valores humanos que aparentemente estavam adormecidos: procuram trocar presentes, preocupam-se em ajudar famílias a se alimentarem... De maneira geral os corações se tornam mais humanos. Atrás do enfeites natalinos e do clima de confraternização nas empresas, famílias e comunidades, existe um acontecimento que move o mundo: Deus visitou a Terra e mostrou o caminho do bem e do amor para a humanidade. É impossível não enternecer o coração diante do clima que se implanta no

Brasil

Natal. Por isso mesmo é que neste tempo propício nós somos chamados a elaborar no interior de cada um de nós o desejo de que esse clima não seja artificial, criado só pelas circunstancias, mas seja a redescoberta da verdadeira pessoa humana que existe dentro de cada um de nós. O Natal tem essa virtude! Faz-nos pessoas humanas novamente, com sentimentos de fraternidade, de paz, de amor! Não é uma utopia de sonhadores, mas a descoberta do verdadeiro coração de cada um de nós. Mas, e no resto do ano? Será o coração interesseiro, frio, calculista, violento, viciado... que dominará novamente? As comemorações natalinas nos impulsionam para que não seja assim. Que consigamos levar adiante esse clima humano, diariamente, pois o Natal deve transformar-se em experiência do Mistério da Encarnação cada dia de nossas vidas. Foi tão marcante a vinda de Deus habitar entre nós que passamos a contar os anos a partir desse evento, e isso tem marcado a história da humanidade. Mesmo entre as pessoas sem fé ou com crenças não cristãs, o Natal contagia. O convite que faço é para que todos esses momentos positivos que vivemos sejam como a água limpa que transforma tudo por onde passa e leva a vida. Será muito melhor a nossa vida assim. Será muito melhor a vida da humanidade assim. Serão muito melhores nossos ambientes de trabalho assim. Por que não poderia ser assim sempre? Iniciando um novo ano, escrevamos nas páginas que estão à nossa frente histórias de vida e de paz, apelos à fraternidade e ao amor, esperanças que renasçam a cada dia no coração de toda pessoa. Com esse desafio desejo que todos construamos um ano feliz. Que ele, abençoado por Deus, conte com a nossa disponibilidade ao desafio que se abre à nossa frente.

Feliz Natal agora e sempre! Feliz e abençoado 2006 a todos. D. Orani João Tempesta, O. Cist. Arcebispo Metropolitano de Belém


VIVO é 100% CDMA no N Maurício Santos o diretor territorial Norte da VIVO

Dr. Sérgio Assenço diretor da VIVO no Centro-Oeste e Norte

André Barreto, assessor de comunicação da VIVO

jornalista Ethevaldo Siqueira, escritor e editor de Tecnologia do jornal O Estado de São Paulo, que falou sobre o futuro da telefonia celular. O Gerente da Divisão de Desenvolvimento de Negócios e Suporte da Vivo, Alexandre Mangoni, fez explanação dos Serviços e Conteúdos inovadores da VIVO, inclusive com uma degustação nos novos aparelhos. O diretor territorial Norte da Vivo, Maurício Santos festeja a introdução do CDMA em toda a área de cobertura da operadora nos cinco estados sob sua administração. Também em Manaus (AM), Maurício Santos, recepcionou convidados da Vivo para o Workshop de Serviços. A Vivo é o maior grupo de telefonia móvel do Hemisfério Sul. Atende a 19 Estados brasileiros, mais o Distrito Federal. É a única operadora móvel do Brasil a utilizar a tecnologia CDMA, considerada pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) a base para a terceira geração da telefonia celular.

Alexandre Mangoni gerente de Serviços da VIVO

Sergio Assenço e Ethevaldo

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diretor da Vivo no Centro-Oeste e Norte, Sérgio Assenço, participou do Workshop de Servicos promovido recentemente pela operadora, em Belém, e anunciou a conclusão do overlay para a tecnologia CDMA na região norte, formada pelos estados do Amazonas, Pará, Amapá, Roraima e Maranhão. Assenço anunciou também que a Vivo tem várias novas localidades entrando em sua área de cobertura até o final do ano e que a operadora vai continuar investindo em expansão por todo o ano de 2006 nas duas regiões. A Vivo, que já soma 29 milhões de clientes no Brasil, tem quase sete milhões de clientes no Centro-Oeste e Norte, sendo mais de 1 milhão e seiscentos mil nos estados nortistas. O Workshop de Serviços da Vivo trouxe a Belém o 06

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Ethevaldo e Maurício Santos s

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orte e expande cobertura Os convidados atentos

armazenar essas imagens em website com acesso restrito, além da possibilidade de criar grupos de discussão médica em tempo real. VIVO ZAP 3G é um serviço de transmissão de dados e voz VIVO Encontra é um novo em alta performance e velocidade, por meio da tecnologia conceito de localização pelo EV-DO (Evolution Data Optimized). Disponível em cartão celular baseado na tecnologia PCMCIA, o serviço proporciona mobilidade aos usuários gpsOne da Qualcomm e com velocidade de até 2,4 Mbps, o equivalente a 40 vezes compatível com a rede superior ao acesso discado e cerca de dez vezes mais CDMA. Esta tecnologia rápido que o acesso de banda larga tradicional utiliza satélites GPS e O VIVO Direto é um serviço de conexão rápida entre Estações Radio Base (ERBs) celulares ao toque de um botão. Para atender à da rede CDMA da VIVO, necessidade de uma comunicação ágil e eficaz, este proporcionando resultados de serviço tem funcionamento semelhante ao sistema de localização com precisão de rádio, mas com o benefício da cobertura abrangente da cerca de dez metros em VIVO e da maior qualidade de voz e sinal. ambientes abertos e em VIVO M2M, solução de telemetria e rastreamento, que faz condições ideais. a comunicação com máquinas remotas facilitando todo o O Vivo Localiza foi monitoramento, além de localização de veículos e frotas. desenvolvido em parceria VIVO Vendas, voltado para automação das equipes de com a Wiz Technologies e vendas; permite que os usuários VIVO Pesquisa, serviço que realiza pesquisas e localizem e sejam localizados disponibilização de resultados parciais e finais em tempo por outras pessoas, como real. filhos, parentes e amigos, O VIVO Diagnóstico permite fotografar imagens médicas podendo inclusive visualizar o (como ressonâncias, radiografias e etc.) com o telefone A degustação dos serviços endereço e o mapa da região. móvel, enviar as imagens ou resultados de exames para Já o VIVO Aqui Perto é um aplicativo desenvolvido em outros médicos emitirem uma segunda opinião, parceria com a Webraska p a r a p r o c u r a r estabelecimentos comerciais, como bares, restaurantes e cinemas de uma determinada região. O aplicativo VIVO Onde Estou? indica a localização do celular, com logradouro, número, bairro e cidade do próprio usuário Download Banking: A VIVO lançou no mercado o Rodrigo Hühn, Maurício Santos, Sergio Ethevaldo, Ronaldo Hühn e Sergio Assenço primeiro serviço de mobile Assenço, Ronaldo Hühn e Ethevaldo Siqueira

Serviços e Conteúdos Inovadores

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banking com interface BREW (Binary Runtine Environment for Wireless) da América Latina em parceria com o Banco do Brasil. Inicialmente, estarão disponíveis as transações de consulta de saldo e extrato da conta corrente, pagamentos de títulos e convênios, transferência entre contas do Banco do Brasil, DOC/TED, recarga de celulares pré-pagos e doação ao programa Fome Zero. TV no Celular: Inicialmente, a VIVO firmou parceria para distribuição do sinal da TV Bandeirantes. Simples e rápido, basta o cliente acessar do seu celular o VIVO Downloads e baixar a aplicação VIVO no Celular. Vídeo com Gols: Esta aplicação permite o download de vídeos de até 30 segundos com gols dos jogos de campeonatos inglês, português, alemão, italiano e futuramente o espanhol. Olho VIVO: a aplicação possibilita aos usuários visualizarem as imagens de uma web cam em tempo real de qualquer lugar pelo celular, desde que esta esteja instalada a um microcomputador ligado à Internet. Chat da VIVO: Com mais comandos, salas de bate-papo e muito mais diversão, a nova versão do Chat da VIVO possibilita navegação mais inteligente e intuitiva, tornando as conversas rápidas e em tempo real. Web Voice Mail: a nova funcionalidade da Caixa Postal possibilita que você acesse seus recados por meio de um endereço de e-mail. Mobile Mail: permite que o usuário receba um alerta via SMS no celular sempre que receber um novo e-mail. VIVO Foto Torpedo: com esta solução é possível enviar e receber Torpedos divertidos e recheados de imagens, sons e comentários. VIVO Vídeo Torpedo: permite ao usuário gravar a cena que desejar e enviar os vídeos para um outro celular VIVO ou para um endereço de e-mail. VIVO Cupido: Disponível no VIVO Downloads, o serviço ganha uma interface mais amigável, com uso de imagens, cores e ícones que ilustram as ações, proporcionando maior usabilidade na hora de fazer o cadastramento e as buscas das paqueras VIVO Agenda: Permite aos clientes arquivarem seus contatos da agenda do celular no servidor da VIVO VIVO Tons Musicais: Possibilita que o usuário personalize o toque do seu celular com a música preferida, permitindo a personalização do celular. VIVO Avisa: Por meio desse serviço, é possível receber mensagens de VIVO Torpedo SMS informando quem tentou ligar enquanto o celular esteve indisponível. VIVO Messenger: O serviço permite que o usuário troque mensagens via WAP, inclusive por meio de programas MSM Messenger e ICQ. VIVO Imagens: Possibilita que o usuário personalize seu celular com imagens de sua escolha. Games: A VIVO incrementa seu portfólio com a oferta de jogos cada vez mais inovadores tanto para usuários únicos como multiplayers (para mais de um jogador). Multimídia: série de aplicações 3G para acesso a um vasto conteúdo multimídia de altíssima qualidade no celular, 08

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como streaming de vídeo, TV no celular, downloads de MP3, downloads e envio de imagens. Transmissão de áudio, vídeo e imagens TV, disponível em CDMA 1x e em alta velocidade na rede EV-DO.

A palestra/exposição de Ethevaldo

No Workshop de Serviços da Vivo, o jornalista Ethevaldo Siqueira, escritor e editor de Tecnologia do jornal O Estado de São Paulo, falou sobre o futuro da telefonia celular. A palestra/exposição de Ethevaldo foi sensacional, agradou a todos e foi aplaudido no final. Nesta matéria, apresentamos em resumo, alguns dos tópicos apresentados.

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De analógico a digital De fisíco a virtual De átomos a bits De serviços fixos a móveis De coletivos a pessoais De banda estreita a banda larga De equipamentos dedicados a multifuncionais De baixa a alta velocidade de transmissão De comunicação por fio a sem fio De monopólio a competição De propriedade estatal a privada De protocolos fechados a abertos De unidirecionais a interativos De comutação de circuitos a comutação de pacotes

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IBGE

FOTOS: Claudio Santos e Eliseu Dias

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Indicadores Sociais do Pará com melhoras significativas aumentou para 17%, em 2004. E com 15 anos ou mais de estudo, eram 2%, em 2000, e 3% em 2004. As políticas voltadas para o retorno à sala de aula também começaram a dar resultados positivos. Em 2000, o percentual de crianças de cinco a seis anos de idade que não freqüentavam a sala de aula era de 36%; de 9% para crianças de sete a 14 anos; de 26% de 15 a 17 anos e 17% de cinco a 17 anos.

o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD), realizada em todos os Estados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estudo revelou a melhoria de importantes indicadores sociais do Pará, como o sistema educacional, as condições de habitação, o consumo de bens duráveis e o mercado de trabalho. A taxa de analfabetismo no Estado caiu em 2004 em relação ao ano de 2000, na faixa etária de dez a 14 anos, por exemplo, em 2000, essa taxa era 14%, e no ano passado, caiu para 9%. O estudo comparativo entre os dados levantados pela PNAD 2004 e o Censo 2000 foi elaborado pela unidade estadual do IBGE.

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Educação Ainda no âmbito educacional, o estudo mostra que o número de anos em que as pessoas se dedicam aos estudos também foi maior em 2004. Em 2000, 26% tinham oito anos ou mais de estudo; em 2004, esse percentual cresceu para 32%. Com onze anos ou mais de estudo, eram 13%, em 2000. Esse percentual As condições de habitação da população paraense melhoraram nos últimos 4 anos

Em mais uma demonstração de que o Governo do Estado vêm obtendo avanços positivos na política de educação, em 2004, os percentuais de crianças que não freqüentaram a escola, nas faixas de idade citadas, caíram para 26%, 6%, 24% e 13%, respectivamente.

Saneamento As condições de habitação da população paraense também melhoraram como demonstra a evolução positiva de cinco pontos percentuais no número de domicílios com acesso ao abastecimento de água por rede geral. Em 2000, eram 43%, e em 2004, 48%. Houve evolução positiva também em relação à

O estudo do IBGE mostra que a política educacional implantada no Pará está trazendo o aluno de volta à sala de aula

Nossos mais sinceros votos para que toda a classe médica em geral tenha muita paz e felicidades pela passagem desta data magna.

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A atividade agrícola é a que possui a maior parcela de pessoas ocupadas no Pará

maior parcela de pessoas ocupadas, em idade ativa (29%), tanto no caso dos homens (33%), quanto às mulheres (22%). Em segundo lugar, estão o comércio e a reparação de veículos que, juntos, respondem por 19% das pessoas ocupadas no Estado. Em seguida, vêm a indústria (12%), serviços domésticos (6%) educação, saúde e serviços pessoais (7%), construção civil 6% e a administração pública 5%. De acordo com Lúcia Cristina de Andrade, diretora de Estudos, Pesquisas e Informações Socioeconômicas da Secretaria Executiva de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof), apesar dos indicadores sociais ainda estarem aquém do desejado pelo Governo do Estado, principalmente quanto aos rendimentos da população, grande parte da pesquisa mostra que o Projeto Novo Pará, iniciado em 1995, está obtendo sucesso quanto à gradual mudança das condições de vida da população. A diretora destaca que os resultados revelados pela pesquisa do IBGE confirmam a capacidade empreendedora da administração pública, que vem implantando no Estado, nos últimos anos, mecanismos de indução e incentivo à formação de cadeias produtivas voltadas para o desenvolvimento do setor privado. "São estratégias ousadas em direção ao crescimento do Estado, com ênfase na municipalização do desenvolvimento", afirma. Lúcia Cristina diz também que o PIB do Pará - 5% ao ano, superior à média do Brasil -, já demonstrava a expansão da economia paraense e que, agora, a PNAD evidencia a melhoria da qualidade de vida da população. Desde que a PNAD é realizada, essa é a primeira vez que a pesquisa mede os impactos na zona rural paraense. Segundo a diretora, a expansão da cobertura da pesquisa para área rural representa uma grande contribuição do IBGE para a construção das estatísticas estaduais. Os resultados permitirão ao governo ampliar a base de dados estatísticos, gerar indicadores e, conseqüentemente, elaborar análises socioeconômicas.

instalação de esgotamento s a n i t á r i o adequado. Em 2000, o percentual de domicílios atendidos atingia 38%. Em 2004, o percentual foi de 56%, registrando uma diferença de 1 8 p o n t o s percentuais. O número de domicílios que contam com o serviço de coleta de lixo também apresentou um

aumento de 15% entre 2000 e 2004. Quanto ao número de residências com energia elétrica, em 2000, eram 79% das moradias do Estado e, em 2004, 89%. O percentual de residências que tem geladeira no Estado atingia 61% em 2000 e no levantamento da PNAD 2004 esse percentual evoluiu para 70%. Com os aparelhos de televisão ocorreu algo semelhante, visto que o percentual passou de 70% para 78%. E 4% dos domicílios do Estado tinham microcomputadores em casa, em 2000, aumentando para 6%, em 2004.

Renda Os resultados também demonstraram melhoria em relação aos rendimentos da população paraense. Em 2004, houve uma redução na proporção de homens e mulheres em idade ativa sem renda. A pesquisa revelou que, em 2004, 45% das pessoas em idade ativa estavam empregadas e 27% trabalhavam por conta própria e 13% não tinham rendimentos. Segundo a pesquisa, a atividade agrícola contempla a

Exclu

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Facilidade, parcelamento e muitas outras vantagens que só mesmo os Amigos podem dar. Edição 46 - dezembro

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Editora Círios reuniu a comissão julgadora do concurso Fotos de Círios, edição 2005, para escolha das 10 fotos vencedoras. O julgamento aconteceu na noite de 19 de novembro, na residência do diretor da Círios, Ronaldo Huhn. O júri, composto de empresários, médicos e jornalistas, foi formado por cinco membros: Ubirajara Salgado e Paulo Araújo (Ex-coordenadores das festividades do Círio de Nazaré, em Belém), Adenirson Lage, Oscar Pimenta e Jhota Mendonça. Os vencedores foram: Siandra Bargachi Simão (1º lugar), Fernando Araújo (2º lugar), João Vianna (3º e 6º lugares), Inácio Mafra - Portugal (4º lugar), Marcelo Lima (5º lugar), Artur Lima Paparazzo (7º e 10º

lugar), Carlos Junior (8º lugar) e Carlos Amorim (9º lugar). Para cada foto classificada haverá premiação: O primeiro lugar receberá como premio, uma passagem aérea, ida e volta com acompanhante para Manaus, oferta da RICO e a operadora de celular Vivo, patrocinadora do evento, vai premiar todos os vencedores com aparelhos celulares Motorola. Os classificados: 02 Heurico Yasuo Orsi Dohara ; 40 Hely Tito Lima Pamplona; 1320 João Modesto Vianna; 177 Carlos Alberto Jorge de Oliveira Junior; 701 Paulo Nery Oliveira Santos; 502 Marcio Santos; 504 Marcio Santos; 11 Fernando Charles Benigno Neves; 1527 Arthur Vasconcelos Lima-Paparazzi; 518 Marcio Santos; 1499 Fernando Araújo; 06

Elias Gorayeb, Ubirajara Salgado e Paulo Araujo (Ex-diretores do Círio de Belém)

Adenirson Lage e Nivaldo Mendonça

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As 10 fotos ganhadores do concurso, mais as 33 fotos classificadas irão participar de exposições que acontecerão no Brasil, Portugal e Itália e Espanha. O concurso de Fotos Imagens de Círios acontece anualmente, promovido pela Editora Círios. Nos últimos anos tem tido participação de concorrentes que enviam trabalhos focando os Círios que acontecem em todo o Brasil, Portugal, Itália, França e Espanha. No Brasil, o Círio de Nazaré, realizado em Belém no segundo domingo de outubro, é a maior manifestação religiosa do Ocidente, superando até mesmo a manifestação religiosa, também católica, da romaria à Aparecida, em homenagem à Nossa Senhora de Aparecida, a padroeira do Brasil. Em 2005, segundo os organizadores do concurso, Ronaldo e Rodrigo Hühn (na foto mostrando o trabalho vencedor), mais de cinco mil trabalhos foram apresentados, porém somente 1.575 preencheram todas as normas ditadas pelo regulamento, que no ano de 2006 deverá ter mudanças. As fotos vencedoras e classificadas só serão mostradas e em destaque após a premiação.

As esposas dos jurados e diretores

Joanaldo de Jesus Silva; 210 Marcos Cesar Moura Ribeiro; 531 Marcio Santos; 1488 Fernando Araújo; 212 Renata Costa Biondi; 941 João Alcino Cardoso Campos; 943 João Alcino Cardoso Campos; 1314 João Modesto Vianna; 227 Carlos Antonio de Lima Amorim; 1413 Siandra Simão; 528 Marcio Santos; 507 Marcio Santos; 700 Paulo Oliveira Santos; 1313 João Modesto Vianna; 33 Celso Roberto de Abreu Silva; 940 João Alcino Cardoso Campos; 1573 Marcelo Vieira Lima; 1307 João Jotha Mendonça Modesto Vianna; 1318 João Modesto Vianna; 1422 Siandra Simao; 302 Clodoaldo Silva Costa e 13 Fernando Charles Benigno Neves.

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Aldeia Cultural David Miguel esteve repleta de gente bonita e animada nestes quatros dias do Parafolia. Foi um sucesso total. Foram cerca de um milhão de brincantes que aproveitaram à valer. Fora as bandas locais, por sinal, estavam nos trinques, as atrações nacionais então nem se fala, estavam também ótimas. Veja a relação dos participantes:

Tôa / Margareth Menezes - Bloco Tôa Tôa.

REGIONAIS Aparelhagens Rubi, Cyclone e Tupinambá - Bloco TechnoMania / Bandas La Pupunha, Sayonara, Making Off e Batom Carmim - Lounge Bar / Bandas Kaymakan, Jeito Inocente, Nosso Tom e Sorriso Moleque - Camarote da Boa / Bandas Algazarra, Nosso Tom, Tanakara e o cantor Pinduca - Bloco do Pacto Pela Vida.

NACIONAIS Ivete Sangalo - Bloco Cerveja & Coco / Asa de Águia Bloco Cerveja & Coco / Chiclete com Banana - Bloco Nana Banana / Babado Novo - Bloco Uau / Timbalada - Bloco Eu & Você / Grupo Rouge - Bloco Kids / Jammil - Bloco Tôa

CONVIDADOS VIPS Nana Gouvea - Modelo / Roberta Foester - "Eva" do Zorra Total / Desireé Gomes - Modelo / Solange Gomes - Modelo Rogério - Big Brother / Tati Pink - Big Brother.

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agência de publicidade Norte Comunicação Integrada completa em dezembro 43 anos de fundação. Era 16 de dezembro de 1962 quando três pessoas ligadas à Comunicação no Pará resolveram criar a agência: o radialista José Severo de Souza, que naquela época trabalhava na Rádio Marajoara; o diretor artístico da Rádio Difusora, hoje Rádio Liberal AM, Joaquim Gentil; e José Júlio Linch, exdiretor esportivo da Província do Pará. Naquela década de 60, começaram a aparecer as

primeiras agências de publicidade no Pará. Primeiro veio a SM, depois a Mendes. A Norte foi a terceira no estado. Os fundadores diziam que a agência surgiu devido a necessidade do mercado aliada ao futuro promissor que a nova profissão oferecia. Em 1962, os sócios decidiram enveredar por este mercado. Aliando a experiência no ramo que Joaquim Gentil trouxe para Belém, após uma temporada no Rio de Janeiro, o negócio deu certo e cresceu.

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Severo Filho e Márcia O próximo passo foi Argollo, filhos do procurar um local fundador José Severo, adequado para abrigar e conta com 30 a agência. A primeira funcionários divididos sede da Norte entre a criação, Propaganda - primeiro at e n d i m e n t o , nome da agência planejamento, funcionava na 28 de organização de Setembro, no térreo do eventos e assessoria edifício Fátima. Depois de imprensa. A Norte, p a s s o u p a r a em abril de 2005, ondefunciona hoje o fundiu-se com a GAF CDL, Palácio do Rádio, Assessoria de Presidente Vargas, Imprensa, tornandoConselheiro Furtado. se assim uma agência Há dez anos, a então de Comunicação a g o r a N o r t e José Severo e Jandyra Souza Integrada que presta C o m u n i c a ç ã o serviços de Relações Integrada está Públicas, Assessoria localizada na de Imprensa, passagem Gama Cerimonial e Eventos e Malcher, n° 27, no Propaganda. bairro do Souza. Esses 43 anos de Com o crescimento da estrada trouxe à Norte empresa, cresceram C o m u n i c a ç ã o também os clientes. Ao Integ rada, várias longo de sua história a conquistas. Em 2002 N o r t e P ro p a g a n d a ganharam o prêmio ajudou a criar algumas TOP Social, por um marcas e produtos trabalho social. O consolidados no Evento contou com a mercado, como a criação de uma oficina Fotofilmes (A maior de culinária com re d e d e p r o d u t o s ingredientes típicos fotográficos e da região que resultou revelação em Belém), Alda Dantas, Severo Filho e Márcia Argollo na publicação de um Marko Engenharia, livro. Toda a renda do livro foi revertida para o (Uma das maiores construtora da cidade) e Criança Vida, um projeto social da cidade. Invencível Veículos (Concessionária FIAT), dentre Em 2005, a empresa reconquistou a conta da outras. Marko Engenharia, que já havia sido cliente da Atualmente chamada de Norte Comunicação agência na década de 80.Hoje, com a retomada da Integrada, a empresa é dirigida por Alda Dantas, Desejamos aos nossos fornecedores, clientes e amigos um feliz Natal e um ótimo 2006

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estamos entrando num período de amadurecimento, onde os clientes começam a perceber comunicação como peça fundamental para o sucesso do seu negócio

conta, o cliente solicitou a revitalização da logomarca que foi criada pela própria Nor te Propaganda há dezessete anos atrás. Sobre o mercado publicitário da região norte, a diretora de criação da empresa, Márcia Argollo acredita que, assim como as agências de outras regiões, as empresas de publicidade da região estejam sofrendo com as novas for matações de suas remunerações. "Apesar disso, acho que estamos entrando num período de amadu-recimento, onde os cl i e n t e s c o m e ç a m a perceber comunicação como peça fundamental para o sucesso do seu negócio", disse Márcia. Em Belém, o mercado é muito restrito, segundo ela. "Baseando-se quase que exclusivamente na propaganda de varejo e na comunicação governamental. Apesar disso existem muitas, e boas, agências atuantes no mercado aumentando a

“tática da guerrilha”, destacou Márcia. A publicitária também teceu seu comentário sobre os dois maiores problemas do mercado publicitário da Região Norte: falta de verba para as produções e, ainda, distância dos principais centros econômicos do país. "Apesar de tudo acho muito bom o nível de criação dos nossos publicitários. Como já foi dito, temos poucas verbas e, mesmo assim, nossas produções, que se comparadas a de estados menores, são superiores. Acho que só a mídia externa (outdoor, front light e busdoor) é que não é bem trabalhada pelos profissionais de criação daqui", disse. "Isso é visível quando vejo peças muito criativas e bem aproveitadas no nordeste e muito bem trabalhas para o veículo", finalizou.

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H É L I O T I TA N

A comunidade cristã, amigos leitores de PARÀ+ têm no Natal a maior festividade do calendário anual, por se tratar do nascimento de nosso salvador, Jesus Cristo. Todos nós, católicos principalmente festejamos essa data com um júbilo característico. Adornos típicos da data, papai Noel, troca de presentes, a tradicional ceia, criando com essa a manifestações aquilo que conhecemos como “Espírito Natalino” a cada 25 de dezembro. Verificando a historia acerca da data máxima do cristianismo, vamos relatar aos nossos leitores de PARÀ+, acontecimentos e fatos sobre a referida data natalícia.

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deus Sol, já que não se conhecia a data exata do nascimento de Jesus Cristo. Meus amigos leitores; pode ser cruel e até desalentador, porém as controvérsias que pairam acerca da festa natalina trazem duvidas inclusive na data verdadeira do nascimento de nosso Redentor. Outros fatos podemos citar, como a afirmativa do grande astrônomo Lemaitre, quando ele afirmava que a estrela de Natal que orientou os Reis Magos, não foi nada menos uma explosão de uma super nova! Por pouco não foi excomungado. Historiadores teólogos afirmam que se fosse vontade de Deus que guardássemos e celebrássemos o aniversario de Cristo, Ele não haveria ocultado sua data exata, e não deixaria sem nenhuma menção, em toda a Bíblia Sagrada. Segundo esse raciocínio, somos ordenados a adorar Deus, e relembrar biblicamente a MORTE de nosso salvador, e como conseqüência, sua gloriosa RESSURREIÇÂO, sua vinda esplendorosa, e sua mensagem de SALVAÇÂO para os que crêem verdadeiramente! Outro ponto de contraste é que quando ele nasceu... “Havia naquela comarca pastores que estavam no campo, e guardavam seus rebanhos” (Lucas 2:8). Isto jamais pode ter acontecido na Judéia no mês de dezembro, pois os pastores desde outubro já retiravam seus rebanhos do campo, para protegêlos do inverno que se aproximava com muito frio e chuvas. A própria Bíblia relata, em Cant. 2:1 e Esd. 10:9,13. È também pouco provável que um recenseamento fosse feito para a época das chuvas e frio (Lucas 2:1). O assunto já citado que identificava o filho de Deus com o Sol, levaram uma grande massa de pagãos a se converterem à fé cristã, e adaptarem sua festividade de 25 de dezembro dando-lhe o dia como nascimento do filho de Deus, isto é, o Natal que atualmente comemoramos! Assim foi como a época natalina se introduziu em nossa cultura ocidental. E, perguntamos; como apareceu a tradição da arvore de natal? Segundo

utoridades históricas demonstram que durante os 3 primeiros séculos da nossa era, os cristãos não festejavam o Natal. Referida comemoração só começou a se realizar após o inicio da c h a m a da I g r e j a R o m a n a (século quarto). Somente no século seguinte, ficou oficialmente estabelecido como festa cristã, com a observação de que coincidia com a festividade romana em honra do

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estudiosos no assunto, Nimrode, um dos fundadores do sistema organizado chamado Babilônia, decretou que em seu aniversario, que era justamente 25 de dezembro, deveria ganhar de presente uma arvore cheia de presentes. Aqui está, prezados leitores a provável origem da arvore natalina, dos festejos atuais e já tradicionais em nossa cultura cristã. Temos também no contexto natalino, a figura bondosa de Papai Noel. Como ele surgiu? Na realidade o velhinho bondoso veio da figura de São Nicolau, um bispo romano que viveu no século V. Existia a lenda do referido bispo, presentear no dia 6 de dezembro, doar as escondidas, presentes às crianças pobres; costume depois absorvido pelos cristãos, tornando-se uma tradição no natal. A troca de presentes também era um costume da época entre os pagãos, sendo igualmente absorvido pelo Cristianismo na época natalina. Para concluir, amigos leitores, apesar das origens dos festejos de Natal, eles já estão incorporados aos nossos costumes cristãos de tal forma, que os acontecimentos verdadeiros da São Nicolau maior festa da cristandade, se t o r n a r a m irrelevantes! Na realidade porem, existe uma d i s t o r ç ã o comportamental nesses festejos atualmente. Nós c r i s t ã o s observamos e festejamos uma data natalina divina, gastando muito dinheiro, com presentes, b e b i d a s , guloseimas,

decorações e até festas profanas. Porém, anos de experiência, nos ensinam que os ditos cristãos, confessos se esquecem de dar o que deviam, a Cristo e sua obra, no mês de dezembro. As pessoas estão tão envolvidas nos festejos tradicionais, que não se lembram de Cristo e sua Obra de salvação da humanidade, no momento em que o Verbo se fez Homem, para nossa salvação. Vamos mudar isso irmãos! Vamos aproveitar nesse mundo cheio de injustiças sociais procurar praticar nessa fase temporal, mais amor, doação, caridade, mais fraternidade, reflexão, oração, penitencia, e o verdadeiro agradecimento ao filho do Homem, em nascer, viver, sofrer numa crucificação para redimir nossos pecados e nos salvar, sem a necessidade de abandonarmos nossos costumes festivos, tão salutares do “Espírito Natalino” dessa fase maravilhosa do mundo cristão! *Médico Escritor Cosmologo

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R E J A N E J AT E N E

NATAL O

O N AT A L e n s e j a u m c i c l o comemorativo que, aberto a meia noite de 24 de dezembro vai até o Dia de Reis, comemorado a 06 de janeiro. Para acompanhar esse período, é preciso manter a ingenuidade de uma criancinha, a esperança de um amanhecer ensolarado, a ternura de um botão de rosas e a leveza de uma linda borboleta no ar. Sem dúvida o NATAL é a data mais festejada do cristianismo. Nem mesmo os ateus conseguem fugir do NATAL, e de uma ou outra maneira são confrontados com essa festa. Mas até que ponto conseguimos realmente compreender o significado do NATAL? Nesta data sempre lembramos a manjedoura, a estrebaria e uma criancinha. Mas isso é apenas um pouco do que aconteceu naquela ocasião. Natal é muito mais, é a primeira ligação entre o céu e a terra... É um encontro da glória invisível de Deus com o ser humano....Deus, um poder que não pode ser expresso em palavras, tornou seu filho um homem para enviá-lo a terra. Ele poderia ter enviado seu filho sobre a forma de um anjo, mas não, Ele enviou-O como um homem. Jesus começou sua vida como todos nós. Não teve um lar seguro, pois pobreza e fuga fizeram parte dos seus primeiros dias de vida. Mas embora Jesus sendo homem, Sua verdadeira glória, não ficou oculta, sendo

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reconhecida até pelos Reis do oriente, que mudaram seus planos de viajem, por terem percebido que em Belém teria nascido alguém mais que um simples homem. No Natal observamos alguns símbolos, entre os quais: Árvore, representa a vida renovada, por isso o pinheiro foi escolhido, por manter suas folhas sempre verdes, cheias de vida. - Presentes , Simbolizam a oferta dos Reis Magos Ouro, incenso e mirra, isto é prendas que simbolizavam a realeza, a divindade e a s

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imortalidade do novo Rei. - Ve l a s , Representam a boa vontade, a receptividade, a luz. - Estrela, representa a esperança dos Reis magos em encontrar o filho de Deus. - Comidas Típicas, as sociedades antigas encontravam na comida uma forma de reverenciar a Deus. - Presépio, Reproduz o nascimento de Jesus. O primeiro presépio foi armado por S.Francisco de Assis, em 1223. - Reis Magos, Vieram de terras diferentes, prestar izam

homenagens ao menino que seria o monarca de todos os povos, embora seu Reino não fosse deste mundo. Simbolizam também os poderosos curvando-se diante dos humildes. Procuremos tornar este NATAL, uma verdadeira festa; encontrando realmente JESUS, e como os reis magos sejamos humildes, despojando-nos de bens que serão depositados aos pés dos demais seres humanos, partilhando com eles a fortuna maior que é o “Amor ao Póximo”. UM ABENÇOADO NATAL!

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Mais um ano está se passando e a humanidade continua correndo atrás da felicidade, objetivo de todas as raças e etnias.Nossa maior alegria não é só chegar a este estado e sim mantê-lo. Assim como em qualquer situação em que se busca o sucesso, o importante é mantê-lo. Como poderemos fazê-lo? Nosso sucesso, familiar e profissional são reflexos de nossas atitudes. Isso tudo dependente de nós acreditarmos no amor e nos talentos a nós dados por Deus. No ano vindouro vamos trabalhar para mantermos nossos progressos. Devemos louvar sempre a este Deus maravilhoso que nos deu nossos talentos, vamos multiplicá-los e não deixar de observar os mandamentos dado por Ele. Celebramos, brindamos e agradecemos ao Pai todo poderoso por tudo e muito mais, não nos atormentamos pelas falsas promessas de nossos políticos que as vezes são oriundos da pobreza mais não são capazes de manter os talentos dado por Deus.

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O Natal a das l través etr *Anete C

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cada Natal brotam esperanças para comemorar condignamente o 25 de Dezembro, festa do Nascimento do Menino Jesus. É o dia em que a Humanidade desperta para ouvir duas vozes que se fazem ressoar pelos quatro cantos do Mundo, ecoando nos corações dos Homens. A primeira vem do coro de anjos que cantam “Glória a Deus nas Alturas e Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade”, mostrando de fato que o enviado de Deus deseja que os homens vivam em harmonia. A segunda é o convite dos Magos: “Vamos a Belém”. É uma prova evidente da inquietação que já àquela altura preocupava os homens. Porisso o Natal é um tempo de reencontro do Homem com o seu Deus, fonte da Paz que tanto êle anseia. A época inspira poetas e escritores que através das letras nos brindam com seus poemas, prosas, romances e ensaios alusivos à data festiva do calendário religioso. Neste contexto encontramos em 1853, o “Cristmas Stories”, do romancista Charles Dickens, obra que tanto empolgou a Inglaterra e toda a Europa. Segundo os documentos legados foi na Noite de Natal de 1868 que o poeta francês Paul Claudel, nascido em 1868 e falecido em 1955, autor do livro “Sapato de Cetim” e da “Anunciação Feita à Maria” ao penetrar na Notre Dame de Paris, no momento em que o coro entoava o “Magnificat”

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sentiu-me embevecido com a magnitude do ato que decidiu converter-se ao catolicismo. Deixou na história do Natal, o mais impressionante relato da sua conversão. A época natalina impele o ser humano instintivamente às lembranças da infância, aumentando os sentimentos de solidariedade e da família. Recuando no tempo vamos encontrar o poeta lusitano Guerra Junqueiro, manifestamente anticlerical com a sua obra: “Velhice do Padre Eterno” onde destaca-se “ NATAL”. “Sobre a palha loura/ dorme, a rir, Jesus/ tudo a rir se doura/ de inocente luz/. Ajoelham-se Magos/ êxtase profundo!.../Com os olhos vagos/ no Senhor do mundo.../ E banhada em pranto/ a Mãe se

transforma/ por divino encanto/ numa Virgem Pura”. Para algumas pessoas, a alma transborda de felicidade, para outros a tristeza é profunda. Neste antagonismo de sentimentos encontramos o poeta paraense Antonio Tavernad com o seu poema “ PRECE DE NATAL ”: “Olhe aqui, Jesus Menino,/na folha do meu destino,/escreva a palavra PAZ!./ Venho de muito longe, de um passado/ vivido em turbilhão...Estou cansado.../ Não quero sofrer mais!./ Fiz mal e bem com indiferença, à-toa,/ fatalismo que vinga e que perdoa,/ muito do homem quando é feliz./ Depois, a dor...a dor que transfigura.../ E o Senhor sabe história de

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amargura como cumpri o que o destino quis./ Mas, agora Jesus, Jesus Criança,/ é tempo d e c h e g a r. . . A g e n t e cansa,/ para sempre, de vez, num certo dia/ em que a penumbra da descrença fria/ toma conta de nós.Ah! nesse dia,/ Jesus Querido, meu Jesus Criança,/ que morra linda a última esperança!.../ Portanto, Jesus Menino, / na folha do meu destino,/ escreva a palavra PAZ!/ Para que eu durma, então, serenamente/ com um sonho de arcanjo adolescente/ e não sinta, e não chore, e não desperte mais”. A referência é infindável em Portugal, no Brasil e outros pontos do mundo nesta celebração especial. A data é especialíssima onde risos e lágrimas se juntam em sentimento uníssomo. Neste âmbito cabe do poema portugêsAntonio Gedeão,” NATAL”. “Hoje é dia de ser bom./ É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,/ de falar e de ouvir com mavioso tom,/ de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças”. Contagiados pelo espírito natalino, encontramos na obra “O Natal na Arte Portuguesa”, de José Régio, a quadra de sua autoria exaltando a Anunciação da Virgem Maria: “ No ventre da Virgem Mãe/ Encarnou divina graça/; Entrou e saiu por Ela/ como o sol pela vidraça”. Ainda na literatura lusitana deparamos com a bonita peça literária de Fernando Pessoa, com o título: “ NATAL” : “Natal... Na província neva./ Nos lares aconchegados/ um sentimento conserva/ os sentimentos passados./ Coração oposto ao mundo,/ como a família é verdade!/ Meu pensamento é profundo/ Estou só e sonho saudade./ E como é branca de graça,/ a paisagem que não sei,/ vista de trás da vidraça/ do lar que nunca terei!” Também na mesma sequência há do poeta lusitano Antonio Feliciano de Castilho este registro nas letras “O NATAL DO PROBREZINHO”: “Oh que aspérrimo Dezembro!/ Treme o frio em cada

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membro/ se cogito, se me lembro/ do que lá por fora vai./ Pelos gelos da vidraça/ olho a rua; ninguém passa,/ mais do que o vento, que envoaça/ sobre a neve; a neve cai./ Mas à nossa residência /Graças mil, ó Providência/ traz de Dezembro a inclemência/ delícias a plenas mãos./ Viva o Natal, santo dia!/ bom fogo aquece e alumia/ a doméstica alegria/ de meninos e anciãos”. Em Portugal sob o frio do Inverno, as vezes com chuva e em algumas localidades a neve se espraiando no chão, nos telhados e nas árvores, os lusitanos param para festejar a Noite Natalina. Há a Missa do Galo rezada nos templos à meia noite. Após reunida toda a família os festejos continuam com a Consoada (Ceia de Natal) onde o bacalhau cozido com couve e batatas é o prato de resistência, regado ao tradicional vinho português. Lampreía doce, Fatias

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papel importante. O jantar é servido geralmente entre às 20 e às 21 horas como manda a tradição acompanhado de vinhos e o cardápio é variado, com escolha antecipada dos pratos. Prossegue a dança e à meia-noite é servida a champanhe acompanhada de doces e troca de felicitações. Pelas 4 horas da madrugada é servido o caldo verde para repor as energias. Os trajes são os mais variados possíveis dependendo do local escolhido para a festa. Os festejos v ã o a t é o a m a n h e c e r, conforme a resistência dos

paridas, Arroz doce, Mousse de chocolate, Sonhos, Filhoses, Azevias, Tronco de Natal, Broas e o tradicional Bolo Rei são algumas das componentes da sobremesa desta Noite Feliz. Prosseguindo, há a troca de presentes, cumprimentos mútuos entre adultos e jovens num ambiente salutar onde a participação da criança é fundamental para saudar o Pai Natal o querido Papai Noel do Brasil. Para receber o Ano Novo a azáfama prossegue com as “Festas da Passagem de Ano” nos clubes, cassinos, casas de familiares, restaurantes, bares e associações de classes onde a música tem

participantes. O Almoço do Novo Ano tem no cabrinho assado o prato principal como manda a tradição. Sobremesas variadas são servidas sempre voltadas ao motivo da quadra. *Correspondente em Portugal

AV. GENTIL BITENCOURT N° 694, ENTRE RUI BARBOSA E QUINTINO. Edição 46 - dezembro

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Papai

Noel amazônico Exposição de Natal do Bazar BR Jimena Felipe Beltrão

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apai Noel remando rio abaixo, rio acima. Papai Noel na lua, Papai Noel namorando Mamãe Noel numa gostosa rede. O natal regional do Bazar BR já está em exposição. Espaço de artesanato, o Bazar preparou um natal amazônico. Com ambientação ribeirinha, uma das principais criações é um Papai Noel caboclo a bordo de sua canoa. Feita em miriti pelo artesão Célio Vilhena Ferreira, a canoa, que leva Papai Noel por igarapés e furos dos arredores da cidade, está cercada por animais da fauna amazônica e objetos artesanais de produção de artistas paraenses. Em tamanho natural, o Papai Noel regional é um dos destaques, executado pela artesã Rose Alves de Souza. Uma exposição de presépios é outra atração para quem desejar entrar no clima de Natal. Presépios em madeira, tecido, cristal, palha de milho, cerâmica e esculpidos em cabaça compõem a mostra do Bazar BR. Uma mistura de elementos regionais e tradicionais do Natal de outras terras é a marca da mostra de Natal. De procedências e tamanhos os mais diversos, os

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confecção de redes de pesca, fugiu da tessitura para criar um sonho de natal com elementos estrangeiros e o toque regional de casas e barcos típicos da paisagem amazônica. Uma peça única de leveza e sofisticação inigualáveis. Outros itens de decoração natalina feitos por mãos talentosas incluem anjos em miniatura e reis magos ricamente pintados por Nena Lua. O Bazar apresenta peças únicas produzidas em cristal, pedras preciosas e sementes. Um toque pessoal é dado a tudo que é feito nesse espaço de criatividade e fantasia que tem encantado os daqui e os de fora.

presépios são paraenses, nordestinos, mineiros, peruanos; são também de porte médio e delicadas miniaturas. De autoria de João Maria Soares, os presépios em madeira colorem a mostra. João criou também um Papai Noel ribeirinho que rema pelo Guamá distribuindo presentes às crianças. Concebidas pela equipe de criação do Bazar, árvores de Natal nada convencionais foram montadas com a supervisão da antropóloga Jane Felipe Beltrão. Guirlandas em cipó, patchouli, tecido, cerâmica e miriti compõem o ambiente. Do interior de Abaetetuba veio uma guirlanda de miriti criada por Regina Lobato Costa. A artesã, especialista na

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Serviço: O Bazar BR fica na Trav. Benjamin Constant, 1122, entre Nazaré e Governador José Malcher. Horário de visitação: segunda à sexta-feira de 10h às 12h e de 14h às 20h; aos sábados de 10h às 18h. Telefones: 3230-2444 e 8156-9970

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Natal deLuz Eletrobrás

Pela primeira vez, toda a área externa do Theatro

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Theatro da Paz ganhou iluminação natalina da Paz foi iluminada para os festejos natalinos desde o último domingo (4). A iluminação faz parte do projeto por executar o projeto no Pará. “Natal de Luz”, realizado pela As luzes do Da Paz foram inauguradas Eletrobrás em parceria com o Governo do simultaneamente com a iluminação de Estado do Pará, por meio da Secretaria outros monumentos históricos e artísticos Executiva de Cultura (Secult). As luzes brasileiros, em todas as 27 capitais do natalinas foram inauguradas ao som do País. Em Belém, além do teatro, o projeto Coral Marina Monarcha, sob regência de “Natal com Luz” iluminou também o Vanildo Monteiro. corredor de mangueiras da Praça da Para Gilberto Chaves, diretor do Theatro da República, no trecho que vai do Teatro Paz, a iluminação coloca em evidência um Waldemar Henrique até a Avenida da Paz. Chaves o Secretário dos maiores símbolos da arquitetura Paulo Executivo de Cultura no A intenção do projeto é incentivar outros paraense. “O teatro localiza-se no centro lançamento do Natal de Luz órgãos a fazer a decoração natalina, de nervoso da cidade. Segundo as palavras do maneira que toda a cidade se contagie pelo próprio Secretário de Cultura, o Theatro da Paz é a jóia espírito natalino. principal da O clima de Natal foi ressaltado com a apresentação do arquitetura de Belém, Coral Marina Monarcha, que cantou seis peças típicas u m s í m b o l o do período: “Noite Feliz” (Franz Gruber), “Aleluia” econômico do Ciclo da (Haendel), “Boas Festas” (Assis Valente), “Chorinho Borracha e um dos Natalino” (José Vieira Brandão), “Glória” (melodia p r i n c i p a i s tradicional francesa) e “Alegria de Natal” (melodia monumentos que tradicional inglesa). representam a história O Coral Marina Monarcha foi acompanhado pelos da cidade de Belém”, pianistas Jeremias Progênio e Nathália Kato. O avalia o diretor. repertório eclético teve desde o chorinho até as O Coral Marina Monarcha Para iluminar toda a músicas tradicionais de Natal. extensão do teatro, A iluminação do foram utilizados 500 Theatro da Paz metros de mangueiras permanecerá até 6 de luminosas, totalizando janeiro, Dia de 7 mil watts de Santos Reis, quando potência. “Foram tradicionalmente destacadas também as todas as decorações O túnel das de Natal são Mangueiras da colunas que ficam na praça da República f r e n t e d o t e a t r o , As mangas iluminadas desmontadas. com a iluminação do Natal u t i l i z a n d o s e i s de Luz da Eletrobrás A Praça da República frente ao Theatro da Paz estava lotada refletores de cor azul”, informa Daniel de Oliveira Sobrinho, gerente do Centro R e g i o n a l d e Engenharia da Celpa, empresa responsável p

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Associação Brasileira de Agências de Viagens do Amazonas


O BACALHAU N Peixe ou produto de u “Presente raro dos deuses, o bacalhau, para mim, nasceu simplesmente salgado, sempre em postas e, neste estado, graças ao engenho humano, é levado à mesa e entregue à sanha de nossa gula.” Nélida Piñon, escritora, 1996.

*Sérgio Martins PANDOLFO

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bacalhau é um dos casos exemplares e acabados de metonímia (substituição de um termo por outro, baseando-se numa estreita relação de sentido, isto é, no uso de uma palavra fora de seu contexto semântico normal), em que o método de preparação confundese com a matéria prima (peixe). Como ocorre com a gilete, lâmina descartável de barbear derivada do antropônimo Gillette, primeiro fabricante que a registrou e comercializou, ou como quando convidamos um amigo para tomar uma brahma (cerveja). Com o bacalhau ocorre coisa semelhante: mais de dez famílias e cerca de 210 espécies de peixes das águas frias, profundas, dos mares próximos do pólo Norte, de vários tamanhos e texturas, se prestam à fabricação desse gostoso alimento, conquanto haja, é claro, aquelas que

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OSSO DO NATAL ma forma de preparo? Os saborosos e famosos bolinhos de bacalhau

fornecem um melhor produto final e, por isso, são preferidas. A origem do bacalhau perde-se na neblina dos tempos, sabendo-se apenas ser milenar. Atribui-se aos vikings, dos países nórdicos, e aos primitivos ocupantes da península Ibérica (Espanha e Portugal de hoje) a primazia do processamento, que consiste, basilarmente, na salga das carnes dos pescados, que são postas a secar ao sol e ao tempo, posteriormente, a fim de desidratá-las. Este método, a par de garantir a perfeita conservação, mantém todos os nutrientes e apura o paladar de suas estruturas comestíveis, de alto teor protéico e baixíssimos, níveis de gordura. Fato é que os pescadores desses mares do Norte, utilizando-se do pescado apanhado na profundidade das águas frias do Atlântico e também do Pacífico -, transformavam-

no nisto que em língua portuguesa se conhece como bacalhau, visando à sua conservação duradoura. Quando se fala em bacalhau logo se pensa em Portugal - e nos portugueses porém, necessário é

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somente era consumido pelas gentes de mais baixa renda. Com o passar do tempo os marujos acostumavam-se ao seu paladar e, na volta, mesmo com a situação financeira melhorada e às vezes até enricados, continuavam a consumir a iguaria em casa, com a família e convidados, popularizando o acepipe que, assim, acabou por chegar à mesa dos cortesãos. Os lusonavegantes também tornaram conhecido o repasto nas terras por eles visitadas ou colonizadas, como é o caso do nosso pernil brasílico. Por isso é que, para nós, bacalhau é quase emblemático, verdadeiro ex-líbris de nossos “achadores” e colonizadores. E com toda a justeza, ora pois pois! No Natal, então, não pode faltar à mesa dos mais abastados uma supimpa bacalhoada à lusitana, regada, à farta, por “azeite português” (de oliva). Diga-se o mesmo em relação ao “natal dos paraenses”, o Círio de Nazaré, em que o ansiado “bacalhau do Porto” comparece em abundância e gostosura à mesa dos parauaras. Dissemos no início que bacalhau não é um peixe, mas sim o modo de preparo da carnadura de vários deles. Atualmente, cinco ou seis espécies de peixes são transformados, com maior freqüência, em bacalhau, como já se verá. O principal representante pertence à família dos gadídeos (Gadus morrhua), internacionalmente conhecido como Cod; é o “príncipe

dizer que nas águas territoriais portuguesas inexistem estirpes piscosas geratrizes de bacalhau e nem são os lusos os maiores produtores desse saboroso manjar. Os noruegueses e espanhóis, por exemplo, produzem mais e, segundo alguns, melhor bacalhau. Mas foram os compatrícios do genial Camões, sem ponta de dúvida, os responsáveis pela popularização e universalização da iguaria, aquando do ciclo das grandes navegações transoceânicas para o descobrimento de novas terras, logrando dar “novos mundos ao mundo”. Como eram essas viagens “por mares nunca de antes navegados” assaz longas e demoradas, com muitos dias e às vezes meses entre um porto e outro, havia o problema da conservação dos alimentos, os quais quase que se resumiam a peixes salgados (sardinha e bacalhau, máxime) e “biscoitos do mar” (de bis = duas vezes e coctus = cozido), constituídos por “massaroca” farinácea de água e sal posta a cozer duas e até três vezes nas fornalhas do reino, a fim de fazê-la resistir ao tempo e ao mofo e garantir a alimentação dos mareantes. Bacalhau e biscoito, logo adotados pelas outras nações desbravadoras e colonialistas, foram, destarte, os garantidores desses feitos. Mas voltemos ao bacalhau. Antes do ciclo das grandes navegações e durante a maior parte desse período, tal tipo de alimento

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Cod Gadus Macrocephalus

Gadus Morrhua

dos mares do Norte” e o mais afamado dos peixes de águas frias do Mar Atlântico Norte, no Círculo Polar Ártico, chegando a atingir mais de um metro e 50 kg de peso, aproximadamente. Dele tudo se aproveita: a carne (fresca, defumada, salgada e seca); do fígado se extrai óleo, usado em Medicina especialmente por sua riqueza em vitaminas A e D e da bexiga se faz cola. Esse peixe é também conhecido como bacalhau do Porto por ser o utilizado nas indústrias bacalhoeiras dessa importante cidade portuguesa, e por muitos considerado como o legítimo bacalhau. A seguir, o Saithe, o Ling e o Zarbo, que também são peixes que, salgados e secos,

redundam em bacalhau, conquanto de qualidade inferior ao Cod, mas consumido e apreciado por muitos, até porque de preço bem mais “convidativo”. São bem menores e mais achatados. O Saithe tem a carne mais escura e de sabor forte. O Ling tem bom corte, sua carne é clara e bonita, por isso que atrai muitos compradores. O quinto peixe, também muito utilizado, é o Cod Gadus macrocephalus (cabeçudo), o bacalhau do Ling

Saithe

Zarbo

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O bacalhau sempre teve, ao longo dos tempos, tamanha importância, que até guerras se travaram por sua causa entre as nações mais diretamente a ele relacionadas, visando ao controle e primazia de sua pesca, envolvendo pescadores de Portugal, Inglaterra e França. Os portugueses, que como ficou visto “descobriram” o bacalhau na época das circunavegações e o difundiram mundo afora, a ele se referem, carinhosamente, como o “fiel amigo”. Foram igualmente os marujos lusitanos os primeiros a ir pescar o bacalhau na Terra Nova (Canadá), descoberta em 1497. No Brasil o hábito de comer bacalhau iniciou-se já na era do descobrimento, mas foi com a vinda da corte portuguesa, no brotar do século XIX, que essa tradição alimentar se difundiu. Nos finais do século era comum a reunião de intelectuais, como Machado de Assis, aos domingos, em restaurantes do centro do Rio Antigo, para deliciar um autêntico “bacalhau do Porto” e discutir problemas literários e políticos. Bons tempos aqueles, ó pá! *Médico e escritor SOBRAMES E-mail: serpan@amazon.com.br

Bacalhau aos montes A seca do bacalhau

Pacífico ou do Alasca. Tem carne mais fibrosa, não se desmancha em lascas e não apresenta o mesmo paladar do morrhua, com o qual é muitas vezes confundido no mercado. Por oportuno e não menos relevante registre-se que o Brasil também já produz seu bacalhau. Empresa oficial de pesquisas ligada ao setor desenvolveu o caçalhau, submetendo ao processo tradicional nosso conhecidíssimo e delicioso cação, que abunda nas costas litorâneas deste patropi. Quem já provou diz que gostou e aprovou. E então? Vai um caçalhau no tucupi?

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m show natalino com a presença do Papai Noel, pastorinhas, apresentações de corais, teatro infantil, concertos, lançamentos de livro e do Projeto Identidade Pará, trazendo para Belém os encantos da cultura de Bragança, estão na agenda cultural da Associação São José Liberto para o mês de dezembro. Realizada no Coliseu das Artes e na Capela do São José Liberto, a programação foi aberta com a Marujada de Bragança, e será encerrada no dia 30, com um recital de saxofone, da Escola de Música da Universidade Federal do Pará. Toda a programação tem entrada franca. O Projeto Identidade Pará, idealizado pela Associação São José Liberto e o Governo do Pará, com a parceria do Instituto de Artes do Pará (IAP), Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, Companhia Paraense de Turismo (Paratur), Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa) e Escola de Danças Clara Pinto, está oferecendo aos visitantes uma mostra da cultura bragantina, com exposição de vestimentas e instrumentos da Marujada, oficina de danças, venda de comidas típicas, chegada de São Benedito, palestra sobre "Os O Arraial do Pavulagem G ê n e r o s Musicais da Marujada", apresentação de g r u p o s folclóricos, do Arraial do Pavulagem e do Quinteto Caeté de Bragança, além da própria

A Marujada, o Arraial do Pavulagem e a agenda natalina do São José Liberto

A Marujada

Marujada. A programação natalina teve a presença do Papai Noel, com o recital do Grupo de Flauta Doce "Arlete Pinheiro" e Musicart, Coral Infantil e Infanto-juvenil, Orquestra Juvenil e Percussão Infantil da Escola de Música da Universidade Federal do Pará. A agenda inclui ainda espetáculos da Escola de Danças Clara Pinto, do Núcleo de Artes Cênicas da Universidade da Amazônia (Unama), dos Palhaços Trovadores, do Núcleo de Artes da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e da Fundação Carlos Gomes, além do lançamento do livro "A Ética do Menino Rei", de Gabriel Chalita, secretário de Educação do Estado de São Paulo, e do Programa Timbres, da Rádio Cultura do Pará. A Marujada multicolorida Todo mundo entrou na dança

O som da Marujada Edição 46 - dezembro


ACYR CASTRO

Um Natal de Livros

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reio que continuam valendo as palavras com que abro a minha participação no volume inaugural (1990) de “Introdução à Literatura no Pará” (oito volumes patrocinados pela Academia Paraense de Letras), a principal obra de referência no gênero jamais tentada entre nós. Falava eu da impossibilidade prática de se criar um corpo literário paraense sem uma devida auditoria num quadro regional ainda subsidiário de centros de

decisão politicamente (por enquanto) definidos, a partir menos de Brasília que na verdade do Rio de Janeiro e de São Paulo. A Funtelpa quer saber, por exemplo, quais os 20 livros mais importantes de autores nossos. Felizmente, uma lista pessoal sem firulas e pedantismos academicistas. Neste sentido é que fiz a minha. Com a satisfação de quem, com toda a humildade, aqui escrevi e aqui publiquei 12 livros individuais, por entre verso e prosa, que a União Brasileira de Escritores (Rio) achou por bem premiar duplamente: com o Prêmio Nacional Veríssimo de Melo para Jornalismo Cultural e com o Prêmio Nacional Dalcidio Jurandir por Conjunto de Obra Literária de Não-Ficção. Livros que são (por que não?) filhos queridos, gerados com a paixão que tenho pelo uso da palavra artisticamente pensada e formalizada: de 1984 para cá” O Grão da Escrita”, “Sob O Signo de Gêmeos”, “Proteção Contra A Inocência”, “Na Vertigem do Texto”, “O Sentido da Semente “/ “In Verso Tempo”, “Além do Deserto”, “Estas Poucas Palavras”, “O Detalhe da Forma”, “Na Esfera do Jardim”, “Cinema: Um Close nos 100 Anos”, “Cléo Bernardo: A Falta que Faz”. Uma lista dessas redescobre coisas: romances como “Chove nos Campos de Cachoeira” (1940) de Dalcídio Jurandir que ensinam até hoje como se pode ser artista de verdade nesse setor sem levantar o pé da mais funda realidade; ou, outro exemplificar, poder ser poeta maior feito Ruy Barata e manter o corpo solidamente preso à terra, como prova a “Antilogia” (2000) organizada por Tito filho de Ruy. Este, aliás, ganhou perfeita biografia em 1984: “Paranatinga” de Alfredo Oliveira. Querem saber o que é perfeição? Leiam o memorialismo (“TransTempo”, 1993) do poeta Benedicto Monteiro que, em 1972, reinventou o romance com “VerdeVagoMundo”. Reconheçam o Bruno de Menezes genialmente poético de “Batuque”

Juracy Reis Costa, Mário Couto, Francisco Paulo Mendes, Lourival Damasceno e Dalcídio Jurandir

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(1931) tão bem estudado (1984) em Dissertação de Mestrado pela professora Elanir Gomes da Silva. E saibam quão atual é a rapsódia de Abguar Bastoa, “Amazônia Que Ninguém Sabe” de 1930, rebatizada numa segunda edição em 1934 de “Terra de Icamiaba”, muito melhor romance a meu ver que o “Macunaíma” de Mário de Andrade com todo o respeito que merece o escritor paulista. Saíram em 1986 pelo Conselho Estadual de Cultura as “Obras Reunidas de Antonio Tavernard”, de excepcional beleza; a juntar-se a (1993) “Os Limites do Pássaro” de Jurandir Bezerra, a “Epístolas & Baladas” (1968) de João de Jesus Paes Loureiro, a “Rumotempo” (1979) de José Guilherme De Campos Ribeiro e a “Ponte Sobre As Horas” (1999) de Ápio Campos. Poesia a se confundir com o cronicar total (“Aruanda”, 1957) de Eneida de Morais e com a lirismo prosaico do conto clássico, de fundamento machadiano, “Senda Bruta” (1963) de Ildefonso Guimarães, ou o do contar mágico, bebido nas mais legítimas fontes populares, do Walcyr Monteiro (1983) de “Visagens e Assombrações de Belém”. A maioria desses autores capitais personaliza o mostruário de Olga Savary, “Poesia do Grão-Pará”, 2005, englobando criadores tão distintos quanto Adalcinda Camarão e Annamaria Barbosa Rodrigues e, “Senhora das Águas” em 1982, Salomão Larêdo. Biblioteca que se preze não deve excluir, saber & sabor, “A Crítica de Cinema em Belém” (1983) de Pedro Veriano; “Maria, A Cheia de Graça” (2003) de João Carlos Pereira; “A Pé Com A Liberdade” (1999) de Cléo Bernardo;” O Melhor do P.Q.P, O Livro dos 15 Anos (1979) de Raymundo Mário Sobral; “Amazônia, Processo Civilizatório, Apogeu do Grão-Pará” (1988) de José Ubiratan Rosário; “Cobra Norato” (1931) de Raul Bopp; “Esquema da Origem e da Evolução da Sociedade Paraense” (1957) de Levy Hall de Moura; “Um Passeio Pela Infância” (2005) de Dênis Cavalcante; “Invenção de Onira”/Cabanos Capital Cabânia” (1998) de Sant'Anna Pereira; “A Saga dos Primeiros Construtores de Belém” (2002) e “Cláudio Barradas, O Lado Invisível da Cultura Amazônica” (2004) de Oswaldo Coimbra; “O Negro na Formação da Sociedade Paraense” (2004) de Vicente Salles;

“Poesia-Experiência” (1977) de Mário Faustino; “A Fala Entre Parênteses” (1982) de Max Martins e Age de Carvalho; “Rio de Raivas” (1986) de Haroldo Maranhão; “Passagem Para o Poético” (1986) de Benedito Nunes; “A Sexta Dose E As Hipóteses” (1986) de Mário Couto. E, é claro, a biografia de Antonio Lemos por Carlos Rocque e a do velho Avertano Rocha por Sebastião Godinho. Sem olvidar, naturalmente, a seleta do poeta Paulo Plínio Abreu por mestre Francisco Paulo Mendes em 1978. Agora, atentem para a sabedoria (1900/1934) de Ismael Nery: “Poderias afirmar/Não Existe Deus/E terias Então o Direito de Julgar”. *Jornalista e Escritor N.E. Semana retrasada, nosso querido amigo e articulista, o acadêmico, jornalista e escritor Acyr Castro, sofreu um enfarte agudo. Após um cateterismo com angiosplatia, encontra-se em plena recuperação, porém, ainda com um aneurisma na veia orta . Rogamos bênçãos aos céus e orações de seus amigos, para o pronto restabelecimento de nosso querido amigo.

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CAMILLO M. VIANNA

O Fogo da Estrada-6

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rimeiro, uma breve explicação para que se possa entender do que trata o título acima. Para princípio de conversa, o tal fogo não tem nada a ver com incineração, queima, combustão, nem muito menos com o festival crematório que está ocorrendo na Última Fronteira Verde dos Trópicos e que, conforme o andar da carruagem, deverá se constituir numa das maiores piras daqui e d'além, com tal impetuosidade que deixaria o finado Nero até os gorgomilos de alegria, mesmo que ficasse em condição subalterna, em comparecência com o fogareuzinho de sua autoria, quando mandou tascar fogo em toda a cidade de Roma, capital do Império Romano. Segundamente, a citada Estrada-6 não tem coisa nenhuma a ver com o sentido rodoviário da palavra, ou qualquer Produção de látex, ainda variante que possa se na forma líquida assemelhar a ela como

Que a estrela do Natal venha trazer Bênção e Prosperidade em 2006 aos nossos amigos e clientes.

conhecimento do estranho mal falado Henry Ford Fogo da Estrada-6. Aí pelos anos 20 do século que findou, o supercapitalista norte-americano H e n r y Fo r d , encasquetou de enriquecer seu avantajado currículo, a qualquer custo, com experiência na Remota Região Perdida do Novo Mundo dos Trópicos e não deu outra, seus prepostos, depois de corrigir distâncias e lonjuras do ainda desconhecido Império da Goma Elástica, indicaram o vale do rio dos Tapajós para mais uma base de um dos donos do dinheiro do mundo e, em Boa Vista Velha, foi montada toda uma estrutura de apoio, bem à margem do rio dos Tapajós, onde um navio-oficina ancorou, para produzir eletricidade e tocar a obra. Grande serraria suspensa, foi montada para aproveitar ao máximo a madeira nobre que foi toda exportada para os Estados Unidos e, segundo informações colhidas, dentro de troncos ocados, os xerímbalos de Mr. Ford teriam enfiado ouro, pois como ficou comprovado mais tarde, na corrida dos anos 70, o rio era um dos mais auríferos do também chamado Eldorado dos Trópicos. Com o terreno limpo, começou o plantio de

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seringueiras em larga escala. E passado o tempo, as mudas, já de bom tamanho, foram atacadas pelo mal das folhas, com resultados danosos para o plantio. A solução encontrada foi permutar parte dos milhares de hectares de Hévea, por gleba mais próxima da boca do rio em Belterra, onde existiam árvores adultas nativas e na nova cultura foi tentada, profilaticamente, a dupla enxertia de tronco e de copa. Toda a plantação foi preparada em talhões, separados pelas tais estradas. Aí começa a história do Fogo da Estrada-6, enriquecendo o amazonário hileiano paraoara do vale do Tapajós, dentre as lendas e mitos desse pródigo e gigantesco curso d'agua, percorrido em caráter pioneiro, pelo conquistador Pedro Teixeira, muito famoso por estas paragens. É difícil identificar cidadão que não tenha conhecimento do fato ou levado um susto daqueles de arrepiar os cabelos, passado sebo nas canelas ou pernas para que te quero, ganhando o mundo na maior velocidade possível, ao deparar com o tal Fogo que aparece repentinamente, saindo da terra, parecendo perseguir o desavisado caminhante. Testemunhas de alta respeitabilidade como o Padre Sena, filho do lugar, o Pastor Evangélico, professores, técnicos e comunitários, estão aí para provar a existência da esquisita assombração. Fato interessante é que entre as lendas e mitos, no ramo das visagens, é que além do fogo, Belterra apresenta outras aparições, como por exemplo: na casa 1, situada na Vila Americana, onde o próprio “seu Henrique” como era apelidado por lá o senhor Henry Ford e o ex-presidente Getúlio Vargas, aparecem de vez em quando. Vale ressaltar que Mr. Ford nunca foi ao lugar, ao contrário do presidente, a única autoridade que visitou a famosa Companhia Ford Industrial do Brasil, por acreditar que o plantio racional da árvore que chora da senhora Vicki Bouwr, traria o retorno à hegemonia da produção de borracha natural ao Brasil, cuja decadência teve início na década anterior. O que é estranho nessa história toda é que o local

Aspecto de uma floresta de seringueiras em fase de produção comercial de borracha

onde o Fogo aparece é seco, descartando, portanto, ser resultado de decomposição de matéria orgânica, nada parecendo com o chamado gás grisu, pela simples razão da não existência de área alagada, pantano, paul e bambu, assim como da presença de qualquer tipo de residência, afastando a possibilidade de lixeira que pudesse resultar no tal fogo. Essas histórias foram relatadas em mais de um Simpósio Amazônico do Vale do Tapajós e em Encontros de Contadores de Lendas e Mitos do Vale do Tapajós, realizados dentro do projeto A Saga da Cobra Grande, que nem buscando a preservação e a reanimação do amazonário, parcialmente conhecido, e sob forte pressão de outras culturas. Esse projeto espalhou-se rapidamente em toda a Amazônia Clássica ou Ribeirinha, como atividade precursora da Sociedade de Preservação aos Recursos Naturais e Culturais da Amazônia (SOPREN), desde sua criação em 1968. Vale salientar a parceria com o Mobral - Movimento de Alfabetização de Adultos, caracterizando a grande rede de comunicação a partir de treinamento intensivo para instrutores de grandes e médios centros populacionais, assim como lugarejos de escassa presença humana na região que ainda pode ser denominada Recôndito Ermo de Incógnito Confins, tal seja, o Formidável Império das Guerreiras Amazônicas do Novo Mundo.

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Aos nossos Amigos e Clientes

FELIZ

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2006! Com saúde e Beleza

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Maria Rainero Cantalamessa

Mãe de Deus

plena consciência desta verdade e se posiciona a respeito. Acontece como na descoberta de uma nova estrela: esta não nasce no momento em que sua luz chega à terra e é percebida pelo observador; já existia antes, talvez desde milhares de anos luz. A definição conciliar é o momento em que a luz é colocada no candelabro do credo da Igreja. Com o Concílio de Éfeso, esta compreensão torna-se para sempre uma conquista da Igreja: “Se alguém não confessar que Deus é verdadeiramente o Emanuel e que por isso a Santa Virgem, tendo gerado segundo a carne o Verbo de Deus feito carne, é a Theotókos, seja anátema”, lê-se num texto aprovado pelo mesmo Concílio. Foi um momento de grande alegria para todo o povo de Éfeso, que esperou os Padres fora da sala conciliar e os acompanhou, com fachos e cantos, até seus alojamentos. Essa proclamação determinou, no Oriente e no Ocidente, uma explosão de veneração para com a Mãe de Deus. Veneração que se concretizou em festas litúrgicas, ícones, hinos e inúmeras igrejas a ela dedicadas. Procuremos, pois, dirigir agora “um olhar livre, intenso, afetivo e imóvel” (porque é isso que significa contemplar) para a Mãe de Deus, tendo diante dos olhos, se for possível, o seu ícone. Iremos descobrir, aos poucos, a grande riqueza deste título de Mãe de Deus que nos fala sucessivamente de Jesus, de Deus e de Maria. Em homenagem ao Dia de Maria Santíssima, Mãe de Deus - 1º de janeiro.

Mãe de Deus: título que expressa um dos mistérios e, para a razão, um dos paradoxos mais altos do cristianismo. Título que encheu de maravilha a liturgia da igreja. Esta exclama, fazendo sua a maravilha do antigo povo da aliança quando, numa nuvem, a glória de Deus veio morar no templo (ef. 1 Rs 8,27): “Aquele que os céus não podem conter, encerrou-se nas tuas entranhas feito homem!”. Mãe de Deus é o mais antigo e o mais importante título dogmático de Nossa Senhora, definido pela Igreja no Concílio de Éfeso, no ano de 431, como verdade de fé que todos os cristãos devem crer. É o fundamento de toda a grandeza de Maria. É o princípio mesmo da mariologia; por ele, Maria não é apenas o objeto de devoção no cristianismo, mas também da teologia; entra no discurso mesmo sobre Deus, por que Deus está comprometido diretamente na maternidade divina de Maria. É também o título mais ecumênico que existe, não só por que foi definido num concílio ecumênico, mas também porque é o único a ser compartilhado e acolhido indistintamente, pelo menos em linha de princípio, por todas as confissões cristãs. Evidentemente Maria não começa a ser Mãe de Deus no Concílio de Éfeso de 431, como Jesus não começa a ser Deus no Concílio de Nicéia em 325, quando foi assim definido. Já antes era Mãe de Deus. Mas aquele é o momento no qual a Igreja, no desenvolvimento e na explicitação da sua fé, pressionada pela heresia, toma

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Feliz 2006! 45


ANONOVO Alda Estellita Lins

Por artifício ou manha o calendário inventa o novo tempo. O passado inexistente e tudo brilha: A alma, a roupa nova, os olhos, os foguetes. E no bolso o dinheiro reluz antes que finde. Amores tremeluzem no acabar, Outros auguram promessas, inventam um futuro intenso e borbulhante, Tudo começa de novo. Do zero, do início, do ovo. Infelicidades adeus! por artimanhas... A folhinha no lixo, só o luxo interessa por ora. Ó vinde, anjos, santos, duendes e o que mais. A cena está armada, a mesa posta, passem todos ao banquete. Comer, beber, dançar, amar. Luzes, gala, trajes de fantasia, venham todos à orgia, ao prazer e à fanfarra. Doze mesas escorrem, os atos se repetem, a galhardia, a coragem, a alegria, a farra voltam a cada ano em nova companhia. O calendário sorri. As suas peripécias deram certo. A todos enganou e da cartola tira um mundo melhor.

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