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Revista

Pará+ BELÉM-PARÁ

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ISSN 16776968

EDIÇÃO 210

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R$ 9,99

90 ANOS DA IMIGRAÇÃO JAPONESA NA AMAZÔNIA BARCO HOSPITAL PAPA FRANCISCO GOVERNO DO ESTADO INVESTIRÁ EM ESTAÇÃO DE ALEVINOS capa 210.indd 1

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Descendente de japoneses, a secretária executiva Angela Mika Matsuzaki há 17 anos encontrou na Albras a sua segunda casa.

O técnico de processo Benedito Zacarias Silva acompanhou o início da fabricação do alumínio na Albras, há 34 anos.

Há 34 anos uma parceria nipo-brasileira pelo desenvolvimento do Pará Nós somos a Albras, uma das maiores produtoras de alumínio primário das Américas, localizada em Barcarena, no Pará. Fabricamos o alumínio em forma de lingotes, destinados ao mercado brasileiro e à exportação. Temos como acionistas a companhia norueguesa Hydro e a NAAC - Nippon Amazon Aluminium Co. Ltd., formada por um consórcio de empresas japonesas, tradings, consumidores e fabricantes de produtos de alumínio. Fomos reconhecidos como uma das três maiores empresas dos setores de metalurgia e siderurgia por dois anos consecutivos no ranking “Empresas Mais”, do jornal O Estado de S. Paulo. Nos orgulhamos do excelente clima organizacional, responsabilidade social, gestão ambiental e retenção de talentos.

Lucas Ferreira, analista de contratos, há um ano constrói a sua trajetória no ramo da indústria. www.paramais.com.br

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210 - AGOSTO - 2019

90º ANIVERSÁRIO DA IMIGRAÇÃO JAPONESA NA AMAZÔNIA

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N E S TA E D I Ç Ã O

PUBLICAÇÃO

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

ÍNDICE

BARCO HOSPITAL PAPA FRANCISCO

13 ARQUIDIOCESE DE BELÉM INAUGURA BARCO-HOSPITAL PAPA FRANCISCO

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DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Anete Costa Ferreira, Ronaldo Hühn, Ruy Ribeiro C. Junior, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), William Serique (GABGOV); FOTOGRAFIAS: Acervo do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil, Alessandra SerrãoNID/Comus, Ascom Óbidos, Ascom Semma, Divulgação, Frei Lorrane, Hugo Tomkiwitz, Luiz Estumano/Fundação Nazaré de Comunicação/Jornal Voz de Nazaré, Marco Santos/Agência Pará, Serviço Diocesano de Comunicação e Mídia (Diocese de Óbidos), Vaticannews.va; DESKTOP: Rodolph Pyle; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

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OSTREICULTURA PARAENSE EM DESTAQUE – VENCE PRÊMIO NACIONAL

22 MINHA RUA, MEU JARDIM: PRIORIZA O MEIO AMBIENTE

28 12

Medalha do Papa faz homenagem ao Sínodo da Amazônia

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Alubar apresenta cabo ACFR para o mercado

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Mudar maneiras de uso da terra é essencial para o clima

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Como salvar o meio ambiente a partir da sua boca

Limites de sobrevivência do corpo humano

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CIC

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FAVOR POR

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Barco Hospital Papa Francisco, no Rio Amazonas, frente à Companhia Docas do Pará, em Óbidos. Foto: Erick Araújo Bezerra

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As sardinhas doces de Trancoso www.paramais.com.br

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Desenvolvimento sustentavel Em parceria com Representante Autorizado

O sistema é alimentado com resíduos orgânicos

Bactérias decompõem o resíduo orgânico no biodigestor

O fertilizante líquido pode ser usado em jardins e plantações

O biogás é armazenado no reservatório de gás para ser usado em um fogão

O sistema tem capacidade de receber até 12 Litros de resíduos por dia.

O equipamento produz biogás e fertilizante líquido diariamente.

Totalmente fechado mantendo pragas afastadas.

Em um ano, o sistema deixa de enviar 1 tonelada de resíduos orgânicos para aterros e impede a liberação de 6 toneladas de gases de efeito estufa (GEE) para atmosfera.

O QUE COLOCAR NO SISTEMA

O QUE NÃO COLOCAR NO SISTEMA

Carne, frutas, verduras, legumes e restos de comida. OBS: Máximo de duas cascas de cítricos por dia.

Resíduos de jardinagem, materiais não orgânicos (vidro, papel, plástico, metais). Resíduos de banheiro, produtos químicos em geral.

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Fotos Acervo do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil, Divulgação

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m 1928, foi criado então a empresa NANTAKU para fazer colonização em Tomé-Açu e em 1929 foi estabelecida a empresa brasileira Companha Nipônica do Brasil S.A. e a empresa começou a preparar para receber imigrantes. Em 24 de julho de 1929, primeira leva num total de 189 pessoas partiu do porto de Kobe no navio Montevideo-maru e chegou no porto de Rio de Janeiro em 7 de setembro de 1929. No dia seguinte, tomaram o navio Manila-maru e chegaram ao porto de Belém no dia 16 de setembro. Em Belém, ficaram 5 dias e, no dia 21, tomaram o navio Antonina e navegaram pelo rio Acará até chegar no dia 22, às 8 horas da manhã no porto da Área de Desbravamento de Tomé-Açu. Além de os imigrantes sofreram de doenças tropicais, cacauicultura, que era objetivo principal da imigração pela Nantaku, não foi sucedido e única maneira de os imigrantes sobreviver era produção de arroz e verduras, como por exemplo, nabo, pimentão, berinjela, pepino, que tinham experiência. Assim, os imigrantes, com concordância de Nantaku, criaram a Cooperativa de Hortaliça de Acará,

em 1931, para comercializar verduras. Na época, levavam 3 ou 4 horas para carregar verduras de carroceria até o porto de Tomé-Açu daí levavam 12 horas de barco até Belém. Porém, no mercado de Belém havia só couve, quiabo, maxixe, macaxeira e Belenenses não haviam costume de consumir este tipo de verduras que os imigrantes produziam, então eles precisavam ensinar como consumir verduras. Enquanto os imigrantes sobreviviam dessa forma, Nantaku continuou tentando alternativa para poder continuar suas atividades mas não foi com sucesso. Em 1935, presidente de Nataku, Sr.

Manila-maru

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90º aniversário da imigração japonesa na Amazônia

Hachiro Fukuhara, voltou ao Japão deixando seus bens e patrimônios, mas os imigrantes pioneiros tiveram que ficar sem presença de Nantaku. No campo experimental de Nantaku, tinham mudas de pimenta-do-reino trazidas pelo Sr. Makinosuke Usui, era supervisor de imigrantes de Nantaku na época que ele trouxe as 20 mudas de pimenta de Cingapura e sobreviveram 3 mudas, aumentando e distribuídos para os imigrantes. Até 1946, faturamento da cooperativa eram de “arroz”, “verduras” e “outros”. Mas no ano 1947, pimenta do reino apareceu no terceiro lugar após hortaliças e nos anos posteriores subindo a sua posição e no ano 1948, ficou no primeiro lugar do faturamento da cooperativa. Quando estava aumentando a produção de pimenta-do-reino, também houve alta do preço causado pela diminuição de produção mundial devido a guerra nos países produtores. Assim, a colônia japonesa comemorou seu 25º aniversário com grande prosperidade. A cooperativa renomeou como CAMTA, Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu, e em 1949 oficialmente reconhecidas pela lei brasileiro como uma cooperativa e a CAMTA foi primeiro exportador brasileiro de pimenta-do-reino e também contribuiu bastante para economia paraense. Porém, no final de década 60, começou a aparecer doença nas pimenteiras. Além disso, em 1974, houve precipitação anormal e os pimentais foram devastados. Os imigrantes sentiram vulnerabilidade de monocultura na pele e começou a diversificação de produtos e criaram um sistema de cultivo considerado hoje sustentável.

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Diversificação, cultivo sustentável A diversificação dos cultivos em Tomé-Açu começou no final da década 1950 de forma embrionária através do Sr. Renkichi Hiraga (1902 a 1985), formado em Agronomia, especializado em Ciências Florestais pela Universidade de Tóquio, filho de um dos diretores da Kanebo-Empresa de Tecelagem e financiadora da Companhia Nipônica de Plantação do Brasil-NANTAKU, imigrou no ano de 1931, inicialmente para Pimental na fase áurea

Monte Alegre, Estado do Pará, juntamente com outros 46 jovens, que vieram com o propósito de criação de gado, arrendando a Fazenda “Monte Alegre” de propriedade da NANTAKU. Monte Alegre, já havia sido colonizada pelos espanhóis, por volta de 1880, porém abandonaram devido ao surto de malária causando miséria e inúmeras mortes, deixando a região conhecida como uma “terra amaldiçoada”. Apesar dos esforços dos jovens japoneses, a fazenda de criação de gado também não prosperou nas terras de Monte Alegre.

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Paineis solares instalados – modelo da cidade de sustentabilidade uma vez que conseguiu conquistar primeiro IG(Indicação Geográfica) do Estado do Pará com produtos oriundo de cacau produzido nos sitemas agroflorestais

O Sr. Hiraga, devido sua vivência na região amazônica, experiências em pesquisas agronômicas e florestais e grande habilidade em gerenciar conflitos, por ter trabalhado no Ministério de Agricultura e Floresta no Japão, foi convidado em 1939, a ocupar o cargo de Conselheiro Fiscal do escritório da Nantaku em Belém. Posteriormente foi nomeado para assumir o posto de gerente da Nantaku em Tomé-Açu, para atenuar a forte crise econômica e social. Com o início da II Guerra Mundial em 1941, Tomé-Açu se tornou campo de concentração dos japoneses e dos alemães, por terem sido considerados inimigos do Brasil, ficando toda a produção da colônia administrada pelo governo estadual.

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Ao final da grande guerra em 1946, o controle da produção da colônia voltou a ser administrada pelos imigrantes japoneses. No período pós-guerra em que, os produtos agrícolas sofreram uma forte valorização inclusive a pimenta-do-reino. Nesta época, o Sr. Hiraga, no período de 1947 a 1957, atuou como presidente da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu, CAMTA, incentivando o cultivo desta piperácea, devido a forte alta nos preços, contribuindo no fortalecimento de sua organização, abrindo mercado para a exportação da pimenta-do-reino, trazendo prosperidade e riqueza para a colônia de Tomé-Açu, desencadeando grande expansão do monocultivo.Nesta época, os produtores estavam ofuscados vivendo na euforia de plena prosperidade e riqueza, Escola Nikkei

promovida pelos altos preços da pimenta-do-reino apelidada de “Diamante Negro”, após terem vividos décadas de sofrimentos. Neste cenário, Sr. Hiraga alertou insistentemente para os riscos dos monocultivos na Amazônia, apesar de uma floresta exuberante, enquanto um ecossistema intacto havia uma grande fragilidade, após a supressão e cultivos intensos, sugerindo estudos profundos para diversificação de culturas, visando maior segurança econômica nos policultivos em harmonia com a natureza, citando o livro “Inferno Verde”, do poeta Alberto Rangel (1908).Na década de 1960, as advertências do Sr. Hiraga tornaram-se realidade, com a chegada da maior adversidade enfrentada pelos imigrantes japoneses, provocada pela doença da fusariose, que dizimou as extensas plantações de monocultivo da Pimenta-do-reino, promovendo a decadência do ‘’Diamante Negro’’. Atualmente, a pimenta-do-reino continua sendo uma das culturas mais importantes para a economia do Município de Tomé-Açu e precursora do policultivo em sistemas agroflorestais, garantindo a estabilidade econômica, social e ambiental. Os produtos oriundos deste sistema de produção, possibilitou a verticalização especialmente das frutíferas como o cacau, cupuaçu e açaí, através do processamento na agroindústria local e comercializada no mercado nacional e internacional.

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SAFTA (Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu) Os agricultores japoneses, perante uma nova realidade, entenderam o alerta do Sr. Hiraga, obrigando-os a reavaliar o sistema de produção, buscando uma nova alternativa de cultivo sustentável nos solos da Amazônia, Hiraga é considerado o precursor do Sistema Agroflorestal em Tomé-Açu. No início da década de 70, o Engenheiro Florestal formado pela Universidade Agrícola de Tóquio Sr. Noboru Sakaguchi (1933 a 2007), natural da província de Wakayama, imigrante pós-guerra, chegou a Tomé-Açu em 1957, foi Diretor de Assistência Técnica da CAMTA de 1970 a 1984, liderou a implantação dos primeiros modelos de Sistema Agroflorestal em Tomé-Açu, após a busca incessante, aliada a estudos profundos e observações sobre o modo de vida dos povos ribeirinhos amazônicos. Os quintais de policultivos dos povos ribeirinhos eram constituídos de culturas como hortaliças, arroz, milho, mandioca, melancia, limoeiro, cupuaçuzeiro, goiabeira, laranjeira, abiuzeiro, jambeiro, jaqueira e muitas outras espécies coexistindo aleatoriamente na mesma área, com produção para a sua alimentação e o excedente era comercializado no mercado local. A partir deste modelo real de sistema de cultivo para a realidade amazônica, foi iniciada a metodologia de plantio consorciado de forma ordenada, obedecendo-se os espaçamentos entre as culturas, dentro dos pimentais decadentes introduzindo-se o cacau, cupuaçu, açaí, cajá, banana, essências florestais para estabilizar a renda de médio e longo prazo e, para assegurar a alimentação familiar e gerar renda de curto prazo, plantou-se as culturas anuais como arroz, milho, feijão e mandioca. A metodologia, inicialmente enfrentou uma forte oposição dos produtores ainda ofuscados pelo ‘’Diamante Negro’’, devido estarem acostumados por mais de duas décadas, a tecnologia dominante dos plantios em monocultivo da pimenta-do-reino na região.

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Sua Alteza Princesa Mako conhecendo as riquezas de Tomé-Açu

Primeira visita da família imperial A visita da família imperial do Japão era tão desejada pela população local porém nunca tinha acontecido. Mas no ano passado, com comemoração de 110 anos de imigração japonesa no Brasil, na Amazônia estava completando 89 anos da sua imigração, a Sua Alteza Princesa Mako visitou o Brasil e também Tomé-Açu. Isso foi a primeira visita da família imperial na história de Tomé-Açu. Ao chegar a Tomé-Açu de avião do estado do Pará, a Sua Alteza foi recebida calorosamente com coração desenhado pelos alunos da escola Nikkei e escola de língua japonesa. Depois do pouso, primeiramente visitou cemitério de Santa Clara, onde as almas dos imigrantes pioneiros estão descansando e seguiu para Associação Cultural e Fomento Agrícola de Tomé-Açu(ACTA) para participar da cerimônia de boas vindas e tiveram almoço com população local. O departamento das senhoras da ACTA que prepararam as comidas e criaram a sobremesa especial homenageando a Sua Alteza

utilizando ingredientes locais como cupuaçu, pitaya, nib de cacau e castanha do Pará, denominado pavê da princesa.

Depois da cerimônia visitou museu da imigração japonesa em Tomé-Açu, a fazenda agrícola do Sr. Mineshita e a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu(CAMTA) conhecendo a história de Tomé-Açu e produtos agrícolas regionais produzidos no Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu(SAFTA). Segundo a embaixada do Japão no Brasil, a cidade mais a Sua Alteza gostou da visita foi Tomé-Açu.Em Tomé-Açu, como projeto de comemoração de 90 anos, foi construido Torii dentro da ACTA, um portal de templo xintoísmo e no Brasil conhecido como símbolo do Japão. Também estão sendo instalados paineis solares visando como modelo da cidade de sustentabilidade uma vez que conseguiu conquistar primeiro IG(Indicação Geográfica) do Estado do Pará com produtos oriundo de cacau produzido nos sistemas agroflorestais, aqui especificamente denominado SAFTA(Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu). Também estão sendo realizados vários eventos alusivo a comemoração de 90 anos de imigração, entre eles, maior evento ligado a cultura japonesa no município, Bon-odori, foi realizado no dia 20 de julho com maior participantes da história.

Sua Alteza foi recebida calorosamente com coração desenhado pelos alunos da escola Nikkei e escola de língua japonesa

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Comemoração de 90 anos

Bon-Odori é um festival que ocorre anualmente durante o verão entre Julho e Agosto, no Japão (verão nórdico), sempre após o Pôr do sol, pois prevalece a crença de que os espíritos somente saem durante a noite

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As comemorações do 90º aniversário da imigração japonesa na Amazônia serão em setembro, pois os primeiros imigrantes chegaram a Belém no dia 16 de setembro e seguiram para Tomé-Açu (na época era município de Acará) no dia 22 de setembro de 1929. As cerimônias da comemoração começarão em Tomé-Açu, onde foi realmente o berço da imigração japonesa, no dia 12 de setembro, quinta-feira, quando ocorrerá missa em homenagem aos imigrantes pioneiros e antepassados. Em seguida a abertura da Exposição e, à noite, um show comemorativo. No dia seguinte, 13 de setembro, sexta-feira, ocorrera cerimônia de comemoração de 90 anos de imigração japonesa em Tomé-Açu na Associação Cultural e Fomento Agrícola de Tomé-Açu(ACTA). Em Belém, no dia 14, sábado, ocorrerá cerimônia no Teatro da Paz e nos dias 13 a 15 de setembro, haverá eventos culturais no Centur como semana do Japão. E em Manaus também comemora mesmo período, sendo cerimônia no dia 15, domingo.

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Medalha do Papa faz homenagem ao Sínodo da Amazônia Fotos vaticannews.va

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medalha oficial em celebração ao 7º ano do pontificado do papa Francisco será dedicada ao Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia, que ocorrerá entre 6 e 27 de outubro, informou o Vaticano. Segundo comunicado da Santa Sé, a medalha já está disponível à venda desde segunda-feira (12/08) na Livraria Editora Vaticana e na Administração do Patrimônio da Sé Apostólica. A medalha foi desenhada pelo escultor e designer italiano Orietta Rossi e terá versões em ouro, prata e bronze. Na frente, há um escudo de Jorge Bergoglio com a inscrição latina: “FRANCISCUS P.M.A.VII”. No verso, aparece uma imagem do trabalho missionário da Igreja na Amazônia através do rito do Batismo e da Eucaristia. Na borda, por sua vez, há a inscrição “E CIVITATE VATICANA” junto com o número da medalha. A nota do Vaticano explica que a imagem mostra que “o enfoque missionário na Amazônia exige mais do que nunca um magisté-

rio eclesial exercido na escuta do Espírito Santo, que seja capaz de assegurar tanto a unidade como a diversidade e, portanto, uma cultura de encontro em harmonia multiforme”. Cada exemplar será acompanhado de um certificado de garantia, numerado,

com o carimbo da Secretaria de Estado e do Instituto Poligráfico e da Casa da Moeda da Itália. As medalhas fazem parte das comemorações do aniversário de 7 anos de pontificado do papa Francisco, que será celebrado no próximo ano, em 13 de março.

A face da medalha dedicada ao Sínodo da Amazônia apresenta como que “um abraço da pomba e dos indígenas em destaque”, tem ainda elementos como o rio, a flora e a obra missionária da Igreja “através do rito do Batismo e da Eucaristia”, com a frase ‘Et vidit Deus Quod esst bonum’ (Génesis 1). A reunião de bispos foi anunciada pelo Papa a 15 de outubro de 2017 e vai refletir sobre o tema – “Amazônia: Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”.Recentemente, o Papa Francisco disse que o próximo Sínodo especial sobre a Amazônia é uma resposta da Igreja Católica a preocupações religiosas e ambientais, numa região decisiva para a sobrevivência da humanidade. Do outro lado, a medalha apresenta o brasão do papal com a inscrição ‘E Civitate Vaticana’, com o número da medalha. Cada exemplar tem um certificado de garantia, numerado, com o carimbo da Secretaria de Estado e do Instituto Poligráfico e da Casa da Moeda da Itália; Foram cunhadas 30 peças de trítico, 30 em ouro, duas mil em prata e 2500 medalhas em bronze. O Vaticano já está comercializando desde 12/08, a medalha oficial comemorativa do 7° aniversário de pontificado do Papa Francisco que é dedicada ao Sínodo da Amazónia, estando à venda na Livraria Editora Vaticana, e na Administração do Património da Sé Apostólica do Estado da Cidade do Vaticano. Exemplar celebra o 7º ano do pontificado do Papa Francisco

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O arcebispo de Fortaleza, dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, presidiu a celebração de bênção e envio da embarcação. Participaram desta cerimônia também os frades franciscanos, diretamente envolvidos na concepção e implementação da iniciativa, além de outros religiosos e profissionais de diversas áreas que trabalharam na construção do navio.

Iniciativa da Igreja no Brasil

Para oferecer atendimento médico em 12 municípios, chegando a um total de 700.000 ribeirinhos na Amazônia

Barco Hospital Papa Francisco Mil comunidades deverão ser atendidas por médicos a bordo. “O povo da Amazônia tem dificuldades em ver médicos e sacerdotes; neste barco-hospital, eles verão os dois” Fotos Ascom Óbidos, Frei Lorrane, Serviço Diocesano de Comunicação e Mídia (Diocese de Óbidos)

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onstruído pela Indústria Naval do Ceará, o Barco Hospital Papa Francisco zarpou dia 7 de junho, do estaleiro de Fortaleza, em direção à Belém para dar a primeira manutenção e troca de tripulação. Logo após ele irá à Santarém para inspeção da Capitania Fluvial e regularizar toda a documentação necessária do Barco. Estando tudo certo, ele segue para Óbidos, onde os últimos equipamentos serão instalados, para logo após, ser feita a entrega oficial das chaves.Seu destino e missão são as povoações da Amazônia, para onde leva o propósito de atender uma estimativa de 700 mil ribeirinhos.

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A maquete do barco-hospital, foi apresentada ao Papa Francisco em 5 de novembro de 2018, no Vaticano. O projeto, que emocionou o Papa, foi apresentado a ele por dom Bernardo Bahlmann, bispo do Óbidos, e pelo frei Francisco Belotti, da Fraternidade SãoFrancisco de Assis na Providência de Deus. Eles foram “provocados” pelo próprio Papa, que, durante a Jornada Mundial da Juventude de 2013, tinha visitado um hospital administrado pela Fraternidade no Rio de Janeiro e perguntado ao frade se eles já estavam presentes também na Amazônia. O propósito do projeto que leva o nome do pontífice é levar mais saúde às comunidades ribeirinhas, com especial enfoque na prevenção contra o câncer mediante exames e triagens para pesquisas, a ser feitas em parceria com universidades sobre as patologias de maior incidência na região.

Durante a apresentação do projeto ao Papa Francisco

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Projeto promovido e coordenado pela Fraternidade São Francisco de Assis

Na celebração de bênção da embarcação e envio esteve presente o arcebispo de Fortaleza, dom José Antonio, frades dos diversos ramos da Ordem Franciscana, outros religiosos e profissionais que trabalharam na sua construção

A Cidade Limpa, empresa de proteção ambiental opera a 20 anos no Estado do Pará e está devidamente licenciada pelos órgãos competentes: SEMA, IBAMA, ANVISA, CAPITANIA DOS PORTOS, CREA-PA, Corpo de Bombeiros e Prefeitura Municipal de Belém. A empresa está apta a dar destinação final, de forma correta a resíduos industriais líquidos, pastosos e sólidos, além de resíduos hospitalares.

O barco-hospital tem estrutura com ambulatórios, laboratórios, bloco cirúrgico e alojamento para profissionais da saúde, na maioria voluntários de hospitais-escola administrados pela Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus. O navio contará ainda com assistência de congregações franciscanas femininas, incluindo a presença constante de uma freira médica. Em Belém, a embarcação receberá uma imagem da Virgem de Nazaré e seguirá para Óbidos, ainda no Pará. Naquela cidade, com celebração eucarística, terá início a primeira missão do barco-hospital. Como bem observou o frei Francisco Belotti, “o povo da Amazônia tem dificuldades em ver médicos e sacerdotes; neste barco-hospital, eles verão os dois”.

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O projeto é uma iniciativa conjunta entre a Diocese de Óbidos, no Pará, com apoio da Fraternidade Religiosa São Francisco de Assis na Providência de Deus e o Ministério do Trabalho. A embarcação que tem 32 metros de extensão, conta com 10 tripulantes fixos e 20 voluntários, que sairão nas expedições que durarão dez dias, quando então retornam para a base que ficará na cidade de Óbidos, no Pará. O projeto vai atender mais de 1000 comunidades ribeirinhas. O Navio Hospital conta com consultórios médicos, odontológicos, centro cirúrgico, sala oftalmológica completa, laboratório de análises, sala de medicação, sala de vacinação e leitos de enfermaria, além de equipamentos para exames, como raio-X, ultrassom, eco, mamógrafo, esteira ergométrica e eletro. Também serão realizados trabalhos de prevenção e diagnóstico precoce do câncer, com a realização de exames. A administração será da Fraternidade SãoFrancisco de Assis na Providência de Deus, bem como a assistência de Congregações Religiosas Franciscanas femininas por exemplo, a presença constante de uma freira que é médica. Equipe envolvida no projeto

Como será feito o atendimento Além dos frades e voluntários, a comitiva que percorre o trajeto hidroviário também é composta pela tripulação da Marinha Mercante e por uma equipe de saúde que reúne religiosas das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, de São José dos Campos. Já existe inclusive uma lista de médicos interessados em ajudar no atendimento.

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O Barco-Hospital já está se preparando para fazer expedições de 10 dias, com base sempre em Óbidos, para realizar os atendimentos de atenção básica à saúde, além de ações e exames para prevenir e diagnosticar precocemente o câncer da população ribeirinha daquela região amazônica. Para tanto, a embarcação oferece consultórios, centro cirúrgico, laboratórios, leitos de enfermaria e salas especiais, como a de vacinação, além de equipamentos para realizar os exames. Os casos de maior complexidade serão encaminhados aos hospitais de base de Óbidos, Juruti e Alenquer.

No caminho para Óbidos, ocorreu uma parada programada na localidade ribeirinha de Januária, pertencente ao munícipio de Óbidos, onde tem sede a comunidade Nossa Senhora de Nazaré, primeira comunidade católica pertencente à Diocese de Óbidos, depois do território da Diocese de Santarém

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Em Santarém, a Marinha fez a prova do rio, testes finais, manutenção e treinamento da tripulação

Cerimônia de entrega das chaves, na qual simbolicamente, o bispo de Óbidos recebeu as chaves do Barco-Hospital

O Barco Navio Hospital será o caminho para levar saúde e assistência a população ribeirinha, terá como complemento dos atendimentos as comunidades, duas “ambulanchas” que atuarão como complemento a embarcação, umas das ambulanchas fará o trabalho de triagem para otimizar os atendimentos e outra ambulancha equipada com equipamentos de urgência e emergência fará a retaguarda para quaisquer intercorrências mais graves. Além de todo o trabalho de saúde e assistência, o Barco Navio tem a coordenação de um sacerdote Frade Franciscano que é responsável por levar a palavra de Deus, espiritualidade e a humanização a todos a população atendida pelas equipes médicas voluntárias.

“Estamos diante de um milagre”, afirma Dom Bernardo

A embarcação hospitalar inspirada e solicitada pelo próprio Papa Francisco foi inaugurada recentemente, em meio à comunidade amazônica do Pará que será beneficiada com o projeto. De fato, 700 mil pessoas que vivem ao longo do Rio Amazonas vão receber atendimento básico à saúde e poderão fazer exames preventivos ao câncer. “Estamos aqui realmente diante de um milagre e, se Deus quiser, vamos poder atender muita gente”, afirmou Dom Bernardo Bahlmann, bispo de Óbidos.

Entrega das chaves

Chegando em Óbidos no Coração da Amazônia, em seguida foi celebrada a Santa Missa em ação de graças

Na expedição dos dias 06 e 07 de julho, aconteceram as cerimônias de entrega das chaves do Barco, nas cidades de Óbidos e Juruti. A embarcação hospitalar realizou sua primeira parada, na localidade ribeirinha Januária, pertencente ao município de Óbidos, onde está a Comunidade Nossa Senhora de Nazaré, primeira pertencente à diocese de Óbidos na divisa do território da diocese de Santarém. Na ocasião, a comitiva que trazia também a imagem da Padroeira Diocesana, Senhora Santana, foi recebida calorosamente, com fogos de artifício, danças e cantos. Em suas palavras de agradecimento, o frei Francisco Belotti falou de sua alegria e emoção ao ver

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Foi um verdadeira festa a recepção de Senhora Sant´Ana e o Navio Hospital Papa Francisco no cais do porto de Óbidos

Uma das duas ambulanchas que atuarão como complemento a embarcação

esses primeiros momentos do Barco-Hospital Papa Francisco junto às populações ribeirinhas, e concluiu: “É exatamente essa a alma do Papa Francisco, ir até as pessoas. No fim da tarde do sábado, 06, o Barco-Hospital chegou então à cidade de Óbidos, onde foi acolhido por várias pessoas, entre elas autoridades civis e eclesiásticas. Após a Santa Missa em ação de graças, presidida por dom Bernardo Bahlmann e concelebrada por vários sacerdotes, foi realizada a cerimônia de entrega das chaves, na qual simbolicamente, o bispo de Óbidos recebeu as chaves do Barco-Hospital.Em Juruti, a festa se repetiu no dia 07, com a chegada do Barco-Hospital no início da noite. Na ocasião, dom Bernardo recordou os passos dados desde o sonho até a realização do projeto, e falou da importância de assim como Jesus e São Francisco, ser o Barco-Hospital Papa Francisco, um sinal de paz e esperança na Amazônia, e destacou ainda que este Barco, é um gesto concreto da Igreja no Brasil para o Sínodo da Amazônia. A festa de acolhida se estendeu com apresentações de crianças dos projetos sociais da diocese de Óbidos sobre o Sínodo da Amazônia, além de apresentações culturais com o tradicional carimbo amazônico, e danças típicas do festival das tribos, tradicional festival jurutiense.O Barco-Hospital Papa Francisco, terá seu lançamento oficial, no dia 17 de agosto, na cidade de Belém do Pará, e iniciará seus trabalhos de atendimento de saúde às comunidade ribeirinhas do Baixo Amazonas no mês de setembro.

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Arquidiocese de Belém inaugura barco-hospital Papa Francisco Fotos Luiz Estumano/Fundação Nazaré de Comunicação/Jornal Voz de Nazaré, Marco Santos/Agência Pará

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recentemente (17/08), inauguração oficial do Barco Hospital Papa Francisco, em Belém, teve a presença de Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano de Belém; Frei Francisco Belotti, fundador da Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus; Monsenhor Massimo Catterin, secretário da Nunciatura Apostólica no Brasil, os bispos auxiliares Dom Irineu Roman e Dom Antônio de Assis Ribeiro e autoridades e apoiadores do Estado do Pará e outras regiões do Brasil. Durante o evento, Dom Alberto Taveira Corrêa, externou: “É um privilégio para nós, uma deferência dos padres franciscanos e também de Dom Bernardo, bispo de Óbidos, fazer aqui em Belém, nossa referência para toda a Amazônia. Nós que somos o portal da Amazônia, nós que somos a Igreja Mãe de toda a Amazônia. Então nós temos esse privilégio de hoje abençoar e eu terei a alegria de fazer a entronização da Imagem de Nossa Senhora de Nazaré no Barco Hospital Papa

Francisco para que a proteção daquela que é a rainha da Amazônia, a oração, o trabalho sério e a vivência da caridade, o serviço prestado por essa associação, pelos frades e pela

diocese de Óbidos possa fazer o bem, um grande exemplo para todos nós em toda a Amazônia”. Ainda durante a cerimônia, Dom Alberto Taveira Corrêa fez a leitura e apresentou aos presentes uma carta do Papa Francisco acerca da inauguração do Barco Hospital.

Dom Alberto, fez a leitura da mensagem enviada pelo Papa Francisco

Mensagem do Papa pela Inauguração do Barco Hospital

Ê com grande satisfação que me uno a vocês neste momento de alegria e ação de graças a Deus pela inauguração do Barco Hospital Papa Francisco que levará a Palavra de Deus e oferecerá acesso a uma saúde melhor para as populações mais carentes, sobretudo os povos indígenas e ribeirinhos, que vivem ao longo de uma extensão de 1.000 quilômetros do Rio Amazonas. Para além de ser um belo gesto concreto em vista do Sínodo dos Bispos para a Amazônia, que terá lugar no próximo mês de outubro, aqui em Roma, este hospital fluvial é acima de tudo uma resposta ao mandato do Senhor, que continua a enviar aos seus discípulos a anunciar o Reino de Deus e a curar os doentes (cf. Lc 9,2). De fato, Jesus oferece aos homens uma vida em abundância (cf. Jo 10, 10). E promover esta vida - que, na Amazônia, «se reflete em sua abundante biodiversidade e em suas culturas (...) uma vida plena e íntegra, uma vida que canta, um hino à vida, como o canto dos rios» (Sínodo para a Amazônia, Instrumentum laboris, 11) - será a missão primordial do Barco Hospital Papa Francisco, em conformidade com aquilo que os povos indígenas amazônicos definem o “bem viver”, ou seja, «viver em harmonia consigo mesmo, com a natureza, com os seres humanos e com o Ser supremo» (Ibid., 12). Neste sentido, se a Igreja, como já disse em outras ocasiões, está chamada a ser um «hospital de campo», acolhendo a todos, sem distinções ou condições, com esta inciativa, Ela se apresenta agora também como um «hospital sobre as águas». E, do mesmo modo como Jesus, ao aparecer caminhando sobre as águas, acalmou a tempestade e fortaleceu a fé dos discípulos (cf. Mt 14, 22-33), este barco levará tanto o conforto espiritual como a calmaria para as agitações dos homens e mulheres carentes, abandonados à própria sorte. Agradeço a Dom Bernardo Bahlmann, Bispo de Óbidos e aos Franciscanos da Providência por este belo sinal de fé e solidariedade cristã e, ao colocar os médicos, voluntários, benfeitores e sobretudo as pessoas que serão atendidas pelo Barco Hospital aos pés de Nossa Senhora de Nazaré, a todos de coração envio a Bênção Apostólica, pedindo também que, por favor, não deixem de rezar por mim e pelos bons frutos do próximo Sínodo para a Amazônia. Vaticano, 10 de agosto de 2019

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Durante a entronização da imagem de Nossa Senhora de Nazaré, doada pela Arquidiocese de Belém

“Tudo é providência” assim destaca o Arcebispo de Belém pela vivência de um momento tão especial e importante para a Igreja. “A associação ela se dirige continuamente a providência de Deus. 300 anos da Diocese, ano do Sínodo da Arquidiocese, sínodo da Igreja, ano do Círio de Nossa Senhora Nazaré “Maria Mãe da Igreja” então tudo isso se junta pela providência de Deus para a nós nos alegrarmos no dia de hoje. Deus seja louvado”, finalizou o Arcebispo Metropolitano de Belém.

A cerimônia ocorreu na Escadinha do Cais, em Belém, e contou com a presença do governador do Estado, Helder Barbalho, do presidente nato da Associação Lar São Francisco, frei Francisco Belotti, e diversas autoridades. O convênio assinado com a irmandade São Francisco de Assis, prevê apoio do governo, através da Secretaria de Estado de Saúde, no valor de R$ 397 mil por mês, para custeio do Barco Papa Francisco, que permitirá o seu funcionamento durante o próximo ano, oferecendo mais atendimento, atenção à saúde e, sobretudo, melhorando os indicadores de acesso e de qualidade de saúde para as pessoas que vivem nessas áreas tão afastadas e, muitas vezes, abandonadas”, ressaltou na oportunidade o secretário de Saúde do Estado, Alberto Beltrame.

Durante assinatura do convenio do governo do Estado com a Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus

Entronização da Imagem de Nossa Senhora de Nazaré

Após o encerramento da cerimônia de inauguração , ainda na Escadinha da Estação das Docas, houve realizou a cerimônia de entronização da Imagem de Nossa Senhora de Nazaré, doada pela Arquidiocese de Belém para permanecer na embarcação no Barco Hospital Papa Francisco.

No Cais do Porto, em Belém, o governador do Estado, Helder Barbalho e esposa, o presidente nato da Associação Lar São Francisco, frei Francisco Belotti, e diversas autoridades, ao fundo o Barco Hospital Papa Francisco

Governo do Estado firma acordo com barco hospital Papa Francisco

O governo do Estado assinou recentemente um termo de fomento com a Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus para oficializar as ações de atendimento médico e odontológico, exames e outros serviços de saúde que serão levados à população ribeirinha pelo Barco Hospital Papa Francisco.

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Alubar apresenta cabo ACFR para o mercado

ste ano, a Alubar apresentou ao mercado o primeiro condutor elétrico de alumínio com alma de fibra de carbono reforçada (ACFR) feito pela empresa. O produto é uma novidade no setor elétrico brasileiro e foi desenvolvido pela Alubar ao longo de 2018, em parceria com a empresa japonesa Tokyo Rope, fornecedora da tecnologia de fibra de carbono. Para anunciar a novidade para empresas do setor, a equipe comercial da Alubar tem realizado palestras em eventos especializados e visitado clientes por todo o Brasil. Em maio, o cabo ACFR foi apresentado no XVIII Encontro Regional Ibero-americano do Cigré (ERIAC). O evento ocorreu nos dias 19 a 24, em Foz do Iguaçu (PR), e reuniu lideranças do Comitê Internacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica de vários países latino-americanos.

É um condutor de alta capacidade de corrente e baixa flecha para linhas de transmissão. Como fabricantes, vamos até o cliente dar treinamento, acompanhar a instalação do cabo e fazer a checagem final”, explica Sidnei Ueda, engenheiro especialista da Alubar.

Um passo à frente

Benefícios

O cabo ACFR possui alto valor agregado porque é consideravelmente mais leve e resistente em comparação aos condutores com núcleo de aço largamente utilizados até então. Ao optar pelo ACFR, os grandes projetos de transmissão e distribuição de energia reduzem o custo com a construção de estruturas de suporte, como torres e postes – o que impacta positivamente no custo global de uma obra. Além disso, o cabo de alumínio com núcleo de fibra de carbono possui maior autoamortecimento (menos vibração e fadiga do cabo) e melhor aerodinâmica. A instalação piloto do primeiro condutor ACFR está prevista para ocorrer em agosto, nas dependências da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), em Belo Horizonte. “O cabo produzido pela Alubar pode ser utilizado tanto na distribuição como na transmissão. O piloto que será instalado na CEMIG, em Minas Gerais, já possui os fios de alumínio em formato trapezoidal.

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Este produto permite o aumento da capacidade de linhas de transmissão já existentes apenas com a substituição dos cabos com fios arredondados, o que afasta a necessidade de construir e licenciar novos projetos de linhas/ estruturas. “Diferente dos cabos de fios redondos, o condutor com fios de perfil trapezoidal é bem mais compacto e apresenta um ganho de área de alumínio com o mesmo diâmetro externo. Aumentamos a massa de alumínio, e, por consequência, conseguimos maior capacidade de conduzir energia”, explica o Gerente de Engenharia de Produto da Alubar, Anderson Pratta. É possível, ainda, combinar as tecnologias de fios trapezoidais com o núcleo de fibra de carbono, resultando em um cabo mais leve e com maior capacidade de transmissão, com o mesmo diâmetro. Inovação e melhoria contínua são valores construídos pela Alubar ao longo de seus 20 anos. Ao oferecer soluções completas em condutores elétricos, com produção de fios e cabos de alumínio e de cobre que atendem todos os projetos e empreendimentos de energia elétrica, a empresa reitera sua posição como líder de mercado na América Latina.

Sobre a Alubar

Antecipando um cenário onde, nos próximos dois anos, será necessário trocar cabos envelhecidos e sobrecarregados de diversas linhas de transmissão brasileiras, a Alubar também desenvolveu e promoveu melhorias em seu parque fabril para a produção de cabos de alumínio com fios de perfil trapezoidal.

Com sede em Barcarena (PA), a Alubar é líder de mercado na América Latina e oferece soluções em condutores elétricos, com produção de fios e cabos de alumínio e de cobre que atendem todos os projetos e empreendimentos de energia elétrica. Atualmente a empresa emprega cerca de 1000 colaboradores diretos e indiretos e tem como política o desenvolvimento de fornecedores locais. Com mais de 20 anos de atuação, a empresa realizou Cabo ACFR uma grande expansão em 2018 e prevê dar continuidade no crescimento do negócio no futuro, mantendo o investimento em pessoas e empresas locais, transformando assim as riquezas do estado em desenvolvimento para todo o Brasil, com ética e sempre de acordo com as melhores práticas de Compliance nacionais e mesmo internacionais. Pará+

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Governador Helder Barbalho o vice-governador, Lúcio Vale; o secretário de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Hugo Suenaga, e outras autoridades na visita à Estação de Alevinagem

Governo do estado investirá em estação de Alevinagem Garantida a reestruturação da Estação de Reprodução e Alevinagem em Terra Alta Fotos Marco Santos/Agência Pará

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autorização para reestruturar a Estação de Reprodução e Alevinagem Orion Nina Ribeiro, no município de Terra Alta, no nordeste paraense, foi garantida recentemente pelo governador Helder Barbalho, que visitou o local junto com o vice-governador, Lúcio Vale; o secretário de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Hugo Suenaga, e outras autoridades. Abandonada, a Estação foi saqueada e estava sem água, desde que o dique da barragem na nascente, responsável pelo abastecimento dos 12 tanques de produção de alevinos, foi quebrado. As obras ficam a cargo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap).“Estamos visitando uma estação de piscicultura e produção de alevinos e melhoramento genético, construída em 1982. Ao longo do tempo, teve também o apoio do Ministério da Pesca, enquanto esse Ministério existia. Como assumi o compromisso de resgatar esse projeto, já autorizei a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário a fazer as reformas e investimentos necessários.

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Nós estamos pensando em produzir até 6 milhões de alevinos aqui, que permitirão o povoamento dos nossos rios e lagos e, principalmente, estimular o produtor rural a fazer o tanque escavado para piscicultura e avançar na produção de pescado no nosso Estado, produzindo proteína de qualidade e oportunidade de renda, de emprego e, claro, alimento para a população”, ressaltou Helder Barbalho. Hugo Suenaga destacou que o governo atual está revitalizando o projeto, a fim de melhorar a Estação, que foi sucateada na gestão anterior. “Primeiramente, o governador nos autorizou a revitalizar toda essa Estação, de modo que a gente consiga atuar e trabalhar 100% da nossa produção aqui na região. Isso corresponde a mais ou menos 6 milhões de alevinos por ano, que temos condições de produzir somente nessa Estação de Terra Alta. A capacidade de atendimentos a agricultores e pessoas que trabalham no ramo varia muito, mas a média é atingir 5 mil famílias por ano com a unidade funcionando 100%”, informou o secretário.A parceria entre produtores da Região de Integração do Guamá permitiu a aquisição de 16 matrizes de tambaqui, piau-açu e curimatã para reprodução em cativeiro e reposição do plantel, que antes era de 100 matrizes.

A desova de peixes já começou, e as pós-larvas serão transferidas para os tanques de produção de alevinos.Segundo o vice-governador Lúcio Vale, a Estação é importante não só para o município, mas para o Estado. “É fundamental a importância de trazer de volta a Estação de Alevinagem de Terra Alta, que servirá para melhorar a agricultura e aumentar a produção dessa região. Vamos entregar um instrumento rico em investimento e produção, totalmente reformado, equipado e ampliado para melhorar a qualidade da agricultura e pesca no nosso Estado”, destacou.

Funcionamento

A Estação tem um centro de alevinagem e um viveiro de mudas. A produção de peixes ocorre em várias etapas. A primeira é a alevinagem. Depois vem a fase na incubadora, que recebe as pós-larvas, e em seguida o desenvolvimento nos tanques. “Nós pegamos a base de Terra Alta abandonada, depredada e saqueada. Quando eu era estudante, fazia estágio aqui. Fiquei assustado quando cheguei e vi a base nessa situação. Acabaram praticamente com o laboratório, roubaram muitas coisas e a gente está tentando recuperar tudo isso.

A produção de mudas é outra atividade desenvolvida na Estação

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Hoje, a gente ainda não está produzindo. Nós fizemos duas alevinagens aqui, porém os tanques ainda não estão com a estrutura adequada para garantir a sobrevivência desses alevinos. A gente tem que fazer, pois foi compromisso do governador ao assumir o cargo esses investimentos, para que a gente consiga recuperar a estrutura física dos tanques e produzir uma média de 500 mil alevinos por mês”, informou Job Júnior, coordenador da Regional Guamá da Sedap. A Estação de Terra Alta também desenvolve ações na área agrícola, produzindo mudas principalmente de espécies frutíferas, para atender a demanda de agricultores. Já estão sendo ensacadas 15 mil mudas de açaí, cupuaçu e pupunha. “Fico muito feliz porque o governador Helder Barbalho é um governo presente. Terra Alta precisava demais que ele estivesse para olhar para as nossas crianças, e está olhando. Vamos lutar para que, a cada dia, o nosso Pará cresça e a nossa educação seja uma das melhores do Brasil”, disse a deputada estadual Renilce Nicodemos.

A produção aquícola abrirá uma ampla frente de negócios na região O beneficiamento, a industrialização do pescado e o cultivo de peixes ornamentais são importantes oportunidades de negócios. Segundo o vicegovernador Lúcio Vale, a Estação é importante não só para o município, mas para o Estado

Parceria

O Pará tem grande potencial para o crescimento da aquicultura, devido a seus diferentes ecossistemas (reservas de água doce, salobra e marinha) em uma extensa área (62% da água doce da Amazônia) e clima favorável à biodiversidade das espécies (temperatura elevada e estável). Somando-se à produção aquícola (peixes, camarão, ostra, mexilhão etc.), o beneficiamento, a industrialização do pescado e o cultivo de peixes ornamentais são importantes oportunidades de negócios.“O município só tem a ganhar. O governo do Estado, com o governador Helder Barbalho à frente, faz o povo se sentir acolhido, cuidado e protegido. Nada melhor do que entregar obras e serviços à comunidade”, declarou a deputada estadual Michele Begot.

Expansão Em maio deste ano, a Estação de Reprodução e Alevinagem de Santa Rosa, em Santarém, no oeste paraense, já havia reiniciado a reprodução de peixes, após passar por obras de revitalização.

A Estação de Alevinagem será totalmente reestruturada pelo governo estadual

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A Estação recebeu um intenso trabalho de recuperação das barragens, limpeza dos viveiros e seleção das matrizes, resultado de um investimento de R$ 100 mil. A Estação em Santarém foi a primeira a reiniciar o processo de reprodução, com 130 mil pós-larvas, que vão gerar em torno de 50 mil alevinos dentro de 20 dias. A estrutura tem capacidade para produzir até 10 milhões de alevinos por ano. Em agosto, na Feira Agropecuária e Agroindustrial do Baixo Amazonas, em Santarém, o secretário Hugo Suenaga mostrou o resultado das primeiras produções da Estação. “Aqui nós temos a comprovação de que iniciamos esse trabalho. Nós estamos num trabalho de resgate desse empreendimento, que foi feito pelo governo, no passado, e abandonado. Pensando nisso, a gente pegou essa estação de alevinagem, do zero, e agora estamos reativando. Para isso, nós fizemos a primeira alevinagem do Estado do Pará aqui em Santa Rosa, no município de Santarém. Vocês podem observar os primeiros alevinos que foram produzidos. Nós já distribuímos mais de 70 mil alevinos aqui para a região, beneficiando mais de 50 produtores do Baixo Amazonas”, disse o titular da Sedap. Pará+

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Mudar maneiras de uso da terra é essencial para o clima O planeta precisa mudar urgentemente a maneira de usar e cultivar suas terras para garantir a segurança alimentar de seus habitantes e lutar contra a mudança climática. O bem-estar da terra de nosso planeta é fundamental para seu futuro. Para cumprir as metas do Acordo de Paris, precisamos melhorar a gestão da terra, transformar a Agricultura em uma solução climática e reduzir as emissões de combustíveis fósseis - tudo ao mesmo tempo, alertam os especialistas da ONU/IPCC sobre o clima.

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modelo de produção agropecuário extensivo praticado nas últimas décadas para atender à demanda global por alimentos tem causado um aumento das taxas de uso e ocupação da terra em escala sem precedentes. Esses processos têm contribuído para a perda de biodiversidade e de ecossistemas, degradação de solo e aumento das emissões de gases de efeito estufa, constata o relatório especial divulgado recentemente pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – IPCC, da Organização das Nações Unidas (ONU). Depois de uma intensa sessão plenária de negociação, que se estendeu além do tempo previsto ao longo da última noite, 195 governos aprovaram o IPCC sobre Mudança Climática e Terra (SRCCL), que recomenda ações a curto prazo contra a degradação das terras, o desperdício de alimentos ou as emissões de gases que provocam o efeito estufa pelo setor agrícola. As delegações dos 195 países membros do IPCC examinaram durante cinco dias o relatório, que tem como título “A mudança climática, a desertificação, a degradação dos solos, a gestão sustentável das terras, a segurança alimentar e os fluxos de gases do efeito estufa”. O informe examina como a mudança climática afeta as terras utilizadas para o cultivo, para o gado ou para os bosques, assim como questões de segurança alimentar, as práticas agrícolas e a maneira como o desmatamento modifica o clima. O texto, de 1.200 páginas negociadas linha por linha pelas delegações, foi divulgado em uma entrevista coletiva em Genebra. A conclusão principal é que “nosso uso das terras [...] não é sustentável e contribui para a mudança climática”, afirmou a copresidente do IPCC, Valérie Masson-Delmotte, antes de apontar que o relatório “ressalta a importância de atuar de modo imediato”.

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Os impactos climáticos sobre a terra já são severos. Ondas de calor e secas tornaram-se mais frequentes e intensas em algumas regiões, e a segurança alimentar já foi prejudicada por afetar o rendimento das colheitas e a produção animal, entre muitas outras mudanças como resultado da crise climática. A meta de manter o aquecimento global dentro do limite de 2°C traz a ameaça de uma crise alimentar, particularmente para regiões tropicais e subtropicais. Projeta-se que uma combinação de elevação do nível do mar e ciclones mais intensos ponha em risco vidas e meios de subsistência em áreas propensas a ciclones. O aquecimento já criou risco de incêndios florestais e estes devem se tornar um alto risco a partir de 1,5˚C de aquecimento. A agricultura, a produção de alimentos e o desmatamento são impulsionadores significativos das mudanças climáticas e produzem cerca de 23% das emissões de gases de efeito estufa induzidas pelo homem.

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Pouca margem de manobra “As terras estão sob pressão crescente das atividades humanas e a mudança climática é uma pressão adicional”, afirmou a climatologista francesa em uma entrevista por telefone. O documento afirma que não resta mais tempo, pois o aquecimento das terras emergentes alcançou 1,53°C, o dobro do aumento global da temperatura (incluindo os oceanos). “A partir de 2°C de aquecimento global poderíamos enfrentar crises alimentares de origem climática mais severas e mais numerosas”, advertiu um dos autores do informe, Jean-François Soussana. A margem de manobra é muito pequena se os países desejam limitar a mudança climática e seus efeitos sobre as terras e, ao mesmo tempo, alimentar corretamente uma população que mundial que no fim do século pode superar 11 bilhões de pessoas.

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“Temos que mudar substancialmente a maneira como utilizamos nossas terras”, declarou Piers Forster, professor de mudança climática na Universidade de Leeds (Reino Unido). “Temos que pensar de maneira muito mais exaustiva como utilizaremos cada hectare. As terras têm que permitir cultivar nossa comida, proporcionar biodiversidade e água doce, dar trabalho a bilhões de pessoas e capturar bilhões de toneladas de carbono”, completou.

Mudar os hábitos de alimentação

*valor sujeito a correção

s 15Hs

Diferentemente do setor de combustíveis fósseis, a agricultura sustentável poderia ser parte da solução para o aquecimento global, ao retirar carbono da atmosfera e colocá-lo no solo. Mas a janela de oportunidade está se fechando rapidamente, pois a capacidade dos solos de realizar essa função diminui à medida que a temperatura aumenta. O progresso inicial em direção a uma ampla transformação da agricultura, silvicultura e uso da terra é necessário para alcançar as metas do Acordo de Paris. Essa transformação precisa estar bem encaminhada até 2040. Existem muitas soluções em que todos ganham no setor da terra, particularmente na agricultura e silvicultura, mas algumas soluções terrestres para o aquecimento global, como BECCS (bioenergia com captura e sequestro de carbono) podem forçar trade-offs com produção de alimentos se não forem feitas com cautela ou em escalas inadequadas.

O IPCC elaborou diversas hipóteses para alcançar a meta de limitar o aumento da temperatura a 1,5°C ou a menos de 2°C em comparação ao período pré-industrial. As hipóteses incluem a mudança do uso das terras, o reflorestamento e as bionenergias, entre outras medidas. O informe adverte, no entanto, que a reconversão do uso das terras (reflorestamento para capturar CO2, campos dedicados às bioenergias, etc) poderia ter “efeitos colaterais indesejáveis”, como a desertificação ou a degradação do solo. Escolher bem o que fazemos com a terra “é fundamental para enfrentar a crise climática”, destacou Stephen Cornelius, da organização WWF, que atuou como observador durante as negociações. Para o IPCC, além de reduzir as emissões de gases do efeito estufa, também é necessário mudar os hábitos de consumo. “Atualmente entre 25% e 30% da produção total de comida é desperdiçada”, afirma o relatório, ao mesmo tempo que 820 milhões de pessoas no mundo passam fome. Se nas regiões pobres as proteínas animais são insuficientes em alguns momentos, nos países ricos são consumidas em excesso e existem dois bilhões de adultos com sobrepeso ou obesos. “Por este motivo temos que eliminar o desperdício de alimentos e reduzir o consumo de carne”, afirma a ONG Climate Action Network.

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Este relatório do IPCC é o segundo de uma série de três “informes especiais”. O primeiro, divulgado no ano passado, abordou a questão da possibilidade de conter o aquecimento global a 1,5°C. O terceiro e último, previsto para setembro, examinará os oceanos e a criosfera (geleiras, etc).

Começar já as correções

A janela para essas mudanças está se fechando rapidamente. Se houver mais atraso na redução de emissões, perderemos a oportunidade de gerenciar com sucesso a transição para a mudança climática no setor de terra. Somente agindo agora é que os setores relacionados ao uso da terra podem esperar fazer uma captura significativa de carbono e, ao mesmo tempo, proteger a produção de alimentos e preservar a biodiversidade. Deixar de tentar controlar a elevação da temperatura média do planeta levaria a grandes perdas em todas as frentes. O setor agrícola, em particular, tem pouco tempo para uma ação bem-sucedida. À medida que o aquecimento aumenta, ele reduz o rendimento das colheitas, torna os esforços de adaptação cada vez mais fúteis e prejudica a capacidade dos campos agrícolas de armazenar carbono. Se não perseguirmos os objetivos do Acordo de Paris e reduzirmos as emissões rapidamente, até 2050, ou antes, poderemos nos encontrar em uma situação em que estamos sem opções e não temos escolha a não ser negociar entre segurança alimentar e reduções de emissões.

Não existe uma solução única – uma “bala de prata”. Mudar nosso relacionamento com a terra é uma parte vital do combate à crise climática, mas devemos também: * Mudar para as energias renováveis e manter os combustíveis fósseis no solo * Descarbonizar rapidamente a economia global * Desenvolver cidades mais eficientes e infraestrutura de transporte

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Como salvar o meio ambiente a partir da sua boca

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s médicos já nos recomendam – há muitos anos, que comamos menos carne porque isso será melhor para a nossa saúde. Recentemente, 107 cientistas de 52 países pertencentes ao Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas – IPCC, juntaram-se a eles para nos dizer que a forma como os países

mais ricos se alimentam, faz-nos mal a todos nós, mas também está tendo consequências terríveis para a saúde do planeta. Os cientistas deixam bem claro que se os país es mais desenvolvidos não alterarem a forma como se alimentam, nos, os países em vias de desenvolvimento e todo o planeta vai continuar a aquecer até se tornar inabitável. E isto é ainda mais terrível quando se percebe que,

atualmente, entre 25% e 30% da produção de alimentos é desperdiçada ou perdida, num planeta em que 2 bilhões de adultos têm excesso de peso ou são obesos. Porque desperdiçar não é só jogar fora alimentos, é também comer além do necessário, o que o relatório vem sublinhar é que se a nossa cultura de abundância é prejudicial para as artérias, é também para o planeta.

Excesso

Falta

Para produzir um único hambúrguer bovino são necessários cerca de 2,5 mil litros de água; empresas apostam no mercado de substitutos. Com o mundo diante de evidências cada vez mais concretas do impacto causado por um clima em aquecimento , aqueles que pensam em reduzir o próprio impacto ambiental não precisam ir muito além da cozinha. “Trocar a carne por algum substituto é a decisão mais relevante de um indivíduo no combate à mudança climática, de acordo com um estudo publicado. O mercado de substitutos está decolando - as vendas globais de alternativas à carne chegaram a US$ 19,5 bilhões no ano passado, de acordo com pesquisas da Euromonitor International. Mais empresas pensam em expandir sua oferta de produtos de carne não derivados de animais. A Impossible Foods, criadora dos hambúrgueres falsos, pretende desenvolver substitutos para todos os alimentos a base de carne até 2035. Reduzir o consumo de carne e de gorduras animais, cuja produção tem um efeito devastador, substituindo-a por um consumo de vegetais, frutas e cereais, torna-se um imperativo à nossa civilização. E é uma opção individual que pode e vai ajudar a inverter esse problema gravíssimo. Haverá muitos gastrônomos que torcerão o nariz a alterar os seus hábitos alimentares e acharão que reduzir a picanha é sacrifício a mais por um incerto bem comum.

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Minha Rua, meu Jardim: prioriza o Meio Ambiente Fotos Alessandra Serrão-NID/Comus, Ascom Semma, Hugo Tomkiwitz

O projeto Minha Rua, Meu Jardim é feito em parceria com a comunidade dos bairros

Pio Netto, secretário municipal de Meio Ambiente, dando o bom exemplo

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ma experiência das mais bem sucedidas vem sendo desenvolvida pela Prefeitura Municipal de Belém, liderada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) e com apoio de diversas secretarias, em especial a Sesan. Trata-se do projeto “Minha Rua, meu Jardim”, que consiste massificar praticas da coleta seletiva, destino apropriado de resíduos sólidos em parceria com diversas comunidades, substituindo áreas de descarte irregular por paisagismo, contribuindo desta forma com o novo modelo de gestão de limpeza Pública, em implantação na nossa cidade. 28

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Com a colaboração dos moradores da área, os servidores da Prefeitura deram uma nova cara ao local A ação faz parte do programa “Minha Rua, Meu Jardim”, e envolve Semma, Sesan, além do programa Sanear Belém

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Trabalho conjunto da Prefeitura com a comunidade transforma o cenário do bairro Semma garante o fornecimento de mudas e a assessoria técnica do projeto

O projeto permite que a comunidade civil organizada, desenvolva condutas adequadas com relação aos resíduos que produzem, tornando-se responsáveis pelo mesmo, dando-lhe um destino final adequado, ambientalmente correto, além de incentivar ações para que a própria população ajude no plantio de mudas no entorno. A ação foi crida em setembro de 2018 com objetivo também de estreitar o laço entre a prefeitura e a comunidade. A primeira ação foi realizada no bairro do Marco em Belém, na travessa Barão do Triunfo e, hoje, se estende para todos os bairros da região metropolitana do município. O secretário municipal de Meio Ambiente , Pio Netto, evidencia que “a iniciativa da PMB vem colhendo frutos importantes no enfrentamento aos desafios da preservação ambiental, além da parceria criada com as comunidades que dividem responsabilidades com o Poder Público principalmente no controle das áreas alcançadas”. A Secretaria de Saneamento tem participação determinante no programa com números consideráveis na redução de pontos de descarte irregular, que caiu de 600 para 150, deixando o secretário CLaudio Merces bastante otimista quanto à ações futuras. Segundo o Coordenador do projeto, José Gadelha. “Nós fornecemos as mudas, assessoria técnica, bem como a educação ambiental no entorno do evento, e se sente cada vez mais a presença da comunidade colaborando”.

Serviço

A população, inclusive por meio das associações de moradores dos bairros, pode entrar em contato com a Semma para solicitar o paisagismo e revitalização de pontos críticos. Para tanto, deve enviar e-mail para a Coordenadoria de Educação Ambiental em Desenvolvimento Comunitário - CEADC, pelo endereço ceadcsemma@gmail.com

A ação é uma parceria entre a Prefeitura de Belém e a comunidade do bairro, que participa ativamente da programação

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Limites de sobrevivência do corpo humano Humanos são um grupo resistente, capaz de sobreviver em algumas condições extremas

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pesar de nosso corpo ser uma obra prima da evolução, ele ainda é extremamente limitado e até certo ponto frágil, sendo incapaz de sobreviver em algumas condições extremas encontradas em nosso próprio planeta, além de que todo mundo tem seus limites, e há alguns extremos pelos quais simplesmente não podemos viver para contar a história. Em situações extremas na natureza, o ser humano pode morrer por pelo menos: de calor, de frio, de sede, de fome, insônia, por ficar muito tempo sem respirar e por estar submetido aos efeitos de grandes altitudes ou profundidades. O homem não nasceu para experiências radicais, mas mesmo assim podemos nos adaptar a várias situações. “Para desempenhar suas atividades em variadas condições, nosso organismo modifica processos que regulam a pressão dentro dos vasos, o volume de água, a temperatura corporal e a oferta de oxigênio e nutrientes”, diz o fisiologista cardiovascular Ruy Ribeiro de Campos Júnior, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os seres humanos podem sobreviver em calor de 55ºC se ficarem hidratados e longe da luz solar direta

Calor Na verdade, somos muito bons em sobreviver a climas quentes, o que significa que fixar a temperatura exata na qual morremos é complicado. Depende muito da umidade do ar, do que estamos usando no momento, de quanto tempo estamos expostos à luz solar direta e muito mais. No entanto, parece haver um consenso sobre a temperatura em que nossos corpos começam a se decompor.

Limites e sintomas que nosso corpo pode aguentar até a morte

A maioria dos humanos sofrerá hipertermia após 10 minutos em calor extremamente úmido de 60C. Respirar torna-se difícil, e seus órgãos começam a se desligar quando você se separa no nível celular. A temperatura mais quente já registrada na Terra é de 55ºC no Vale da Morte, Nevada, EUA.

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Randy não sofreu consequências para a saúde a longo prazo, embora não sugiro que você faça você mesmo.Com base em experimentos com ratos, cientistas acreditam que humanos podem passar 14 dias sem dormir antes de morrerem - embora não tenhamos certeza disso.

Sem respirar

É difícil saber a baixa temperatura exata em que os seres humanos morrem do frio

Frio Os resfriados extremos podem causar hipotermia e tontura. Eventualmente, seus órgãos falham quando seu corpo entra em um colapso hiper-refrigerado. Os seres humanos geralmente morrem quando a temperatura do nosso corpo cai para 21ºC. A média dos nossos corpos é em torno de 37ºC. Exatamente o que a temperatura externa precisa para nos matar varia muito. As pessoas aclimatadas ao frio, como as que vivem no Círculo Polar Ártico, podem levar muito mais do que alguém que cresceu na ardente Arábia Saudita. As roupas que você veste também fazem diferença, assim como o início de uma misteriosa forma latente de hibernação que salva algumas pessoas do congelamento até a morte. Por volta dos -40ºC, estima-se que a maioria das pessoas morra dentro de dez minutos de exposição.

Precisamos respirar para absorver oxigênio e não durar muito sem isso. O humano médio pode durar cerca de um minuto sem oxigênio antes de começar a danificar permanentemente seu cérebro. Você entraria em coma profundo cerca de um minuto depois e provavelmente morreria na marca de três minutos. Estranhamente, você pode prender a respiração por duas vezes mais tempo debaixo d’água. Natação ativa nosso “reflexo do mergulhador”, que diminui nossa taxa de coração e metabolismo. Mais uma vez, nós realmente não sugerimos tentar este em sua casa.

Você pode prender a respiração por mais tempo debaixo d’água

Sem alimentos

Alguém já ficou uma vez 11 dias sem dormir

Insônia- Falta de dormir Uma extrema falta de sono rapidamente o coloca em problemas de saúde e causa alucinações terríveis. No entanto, você ficaria espantado com quantos dias você pode ir sem morrer. Histórias de corridas sem dormir são difíceis de provar, mas o recorde atual considerado amplamente real foi estabelecido por Randy Gardner, de 17 anos, em 1965. Ele conseguiu passar 11 dias sem dormir como parte de um projeto de feira de ciências que foi gravado por cientistas de Stanford. Dizem que antes que ele finalmente desmaiasse, ele era essencialmente um vegetal com os olhos abertos.

Antecipe suas encomendas para o Círio

É possível sobreviver sem alimentos por 1 a 2 meses. Isso porque pode levar algum tempo até que seu corpo não possa se sustentar com o seu armazenamento de gordura. Nas ações políticas conhecidas como greve de fome, a maioria das pessoas conseguiram viver até 70 dias sem comida. Não existe uma fórmula exata, pois existem vários fatores que determinam por quanto tempo um indivíduo em particular pode sobreviver sem comida. Estes fatores são: peso, predisposição genética, etc.

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As sardinhas doces de Trancoso Texto *Anete Costa Ferreira Fotos Divulgação

Trancoso, além do património arquitetônico e histórico, orgulha-se do seu património doceiro, ressaltando a criatividade de um povo que entre planalto e montanhas idealizou um doce para preservar as sardinhas criadas e pescadas no litoral português, constituindo o orgulho das freiras daquela irmandade que mesmo com a extinção da Ordem, a receita perpetuou-se, constituindo-se uma singularidade do antigo pitéu. O turista tem um leque de opções para visitar entre monumentos da arquitetura civil, religiosa e militar, obras seculares marcantes da cidade. Há o Pelorinho, estilo manuelino, igrejas de Santa Maria e São Pedro e Misericórdia. Os edifícios conhecidos como “A Casa dos Arcos” e do “Gato Preto”, testemunhas da presença de um povo cuja herança permanece no antigo bairro judaico.

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cidade de Trancoso, situada na região Centro e sub-região da Beira Interior mais ao planalto onde o ponto mais alto atinge aproximadamente 900 metros de altitude, distante de Lisboa cerca de 275 km, tem acesso por via ferroviária e rodoviária, facilitando a visita dos turistas. Reza a história que nos finais do século XVII, teriam nascido “As Sardinhas Doces de Trancoso”, pelas mãos das religiosas no Convento das Freiras da Ordem de Santa Clara, naquele local onde a Casa de Prisca batizava-as como a joia da doçaria conventual Portuguesa, pela sua textura magnífica.

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Este é um doce conventual, com origem no séc. XVII, que faz parte do receituário do convento feminino de Santa Clara, em Trancoso, também conhecido por Convento de Nossa Senhora do Sepulcro. A receita consiste num doce de massa tenra, em forma de sardinha, recheado de amêndoas, ovos, açúcar e canela e com cobertura de chocolate. O ligeiro travo da especiaria, que sobressai no doce, torna-o verdadeiramente sublime.

Ingredientes:

Prontas para fritar em óleo quente

• Para o recheio: 1 pitada de canela, 200 g de açúcar, 5 gemas batidas, 60 g de amêndoas, peladas e moídas, água q.b. p/ cobrir o açúcar • Para a massa: 1 pitada de sal, 2 ovos + 1 ovo batido p/ selar, 250 g de farinha, 5 colheres (sopa) de azeite quente, 50 ml de água morna • Para a cobertura de chocolate: 100 g de chocolate para culinária, 1 pitada de canela, 40 g de margarina, 50 g de açúcar, açúcar p/ polvilhar

Confeção 1. Comece por preparar o recheio, levando ao lume o açúcar coberto de água. Deixe ferver cerca de 3 minutos, até atingir o ponto de pérola (forma-se uma bola na extremidade do fio que escorre da colher).

Amasse muito bem até obter um preparado macio e moldável

10. Estenda a massa com um rolo, sobre uma superfície lisa e enfarinhada, de modo a ficar com uma 2. Adicione as amêndoas e deixe cozinhar um pou- espessura fina, e corte-a e retângulos estreitos. co, mexendo sempre. 11. Coloque um pouco de recheio no centro de 3. Retire do calor, deixe arrefecer ligeiramente e metade dos retângulos, distribuindo-o no sentido do comprimento. incorpore as gemas batidas, mexendo bem.

12. Barre as bordas com 1 ovo batido e cubra com 4. Leve de novo ao lume e, mantendo uma temperatura branda, deixe o doce apurar até fazer estrada (ao outro retângulo de massa. Pressione um pouco em volta para selar. passar a colher, vê-se o fundo da panela). 5. Deite o preparado numa tigela, tapado com um pano, e deixe repousar durante umas horas. 6. Para a massa, misture bem a farinha e o azeite, trabalhando até obter uma massa homogénea e seca. 7. Adicione 2 ovos, um de cada vez, envolvendo-os bem.

Já cobertas de chocolate e polvilhadas com açúcar, para serem saboreadas

13. Com uma carretilha, corte os bordos da massa no sentido do comprimento, mas sem chegar ao fim, dando ao doce o formato de sardinhas. A área com o recheio será o corpo da sardinha e o rabo será feito com a sobra da massa que não foi cortada. Para finalizar corte o rabo da sardinha em “v”, usando uma faca.

14. Frite as sardinhas em óleo quente e deixe a 8. Coloque a massa sobre uma superfície de traba- gordura escorrer sobre papel absorvente. lho e acrescente pequenas quantidades de água mor15. Para a cobertura, leve ao lume o chocolate na, temperada com a pitada de sal. com a margarina, o açúcar e a canela. Deixe derreter 9. Amasse muito bem até obter um preparado até formar uma calda. Passe as sardinhas fritas pela cobertura de chocolate e polvilhe com açúcar. macio e moldável.

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Confraria das Sardinhas Doces de Trancoso

As muralhas com seu belo castelo. As feiras de São Bartolomeu, Santa Luzia, assim como a Medieval e a do Fumeiro. As diversas aldeias, classificadas como património das “Aldeias Históricas de Portugal”. Grupos de pessoas entusiasmadas com a originalidade e o sucesso da doçaria na sua terra, fundaram a “Confraria das Sardinhas Doces de Trancoso”, em 2010, expandindo seu conhecimento entre residentes e turistas que não regateiam elogios à petitosa iguaria. Com suas capas castanhas e a romeira amarela, os Confrades são os destacados divulgadores do petisco. Estão sempre dispostos dando a conhecer a interlocutores o que são as sardinhas cobertas com chocolate, recheadas de amêndoas, ovos e açúcar, únicas em Portugal. Por sua vez, os moradores têm sempre grande satisfação em esclarecer detalhes sobre as afamadas sardinhas, dizendo: “Bendita freira que as criou”. Explicam em pormenores o que esse petisco representa para a comunidade. O Verão constitui razão suficiente para visitar a cidade e saborear as sardinhas doces de Trancoso. (*) Correspondente em Portugal

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90 ANOS DA IMIGRAÇÃO JAPONESA NA AMAZÔNIA; BARCO HOSPITAL PAPA FRANCISCO; GOVERNO DO ESTADO INVESTIRÁ EM ESTAÇÃO DE ALEVINOS

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