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Revista

Pará+ BELÉM-PARÁ

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ISSN 16776968

EDIÇÃO 186

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Festribal em juruti Protocolo de segurança para o tucupi O desaparecimento das abelhas Capa 186.indd 1

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Ontem, palafita. Hoje, 2 quartos, sala, cozinha e banheiro.

Residencial Taboquinha Moradia digna transformando a vida das pessoas.

O GOVERNO DO PARÁ ENTREGA MAIS DE 600 UNIDADES HABITACIONAIS, EM ICOARACI. PARCERIA COM A POPULAÇÃO É ISTO.

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Plante uma árvore enquanto navega na web com Ecosia.indd 3

beneficiadas. Ao todo, são 1.862 famílias atendidas com todo o projeto urbanístico, feito em parceria com o Governo Federal. Mas a maior parceria do Governo do Pará é com os paraenses. É por meio dos impostos pagos e do esforço coletivo que conseguimos transformar a realidade das pessoas. Construir uma vida melhor. Parceria com a população é isto. GRIFFO

A alegria da Dona Elisângela tem nome: Residencial Taboquinha. É aqui o novo endereço dela e de outras famílias remanejadas da área de ocupação Cubatão, em Icoaraci, que a partir de agora terão, além da moradia, água na torneira, rede de esgoto, ruas pavimentadas, centro comunitário e área de lazer. É mais qualidade de vida. São 7 novos blocos. 28 apartamentos com 2 quartos, sala, cozinha e banheiro, área externa, e também uma casa térrea. Com as novas moradias entregues, já são 625 famílias

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N E S TA E D I Ç Ã O

PUBLICAÇÃO

XXIII Festribal Juruti 2017

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Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

ÍNDICE

Fórum Nacional de Ciência e Tecnologia da Confap em Belém

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Pesquisa estabelece protocolo de segurança para a fabricação de tucupi

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DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Adriana Pinto, Anete Costa Ferreira, Bruno Magno, Juliane Frazão, Kélem Cabral , Patricia Lauretti, NDays, Ronaldo Rosa, Teresa Serafim, Vinicius Kuromoto, Udirley Andrade FOTOGRAFIAS: Alexandre Moraes/Ascom Pct Guamá, Antonio Sarpinetti, Ascom Fapespa, Ascom PMJ, Ccom Pmj, Divulgação, Enric Vives-Rubio, Fábio Santarém, Mácio Ferreira / Ag. Pará, Kathy Keatleu Garvey, Raul Moutinho. DESKTOP: Rodolph Pyle; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

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Bosque Bowling & Sport Bar

18 Plante uma árvore enquanto navega na web com Ecosia

32 Laboratório de Alta e Extra-Alta Tensão é inaugurado no PCT Guamá

Setúbal – uma cidade sadina Pediatras lançam guia para promover atividade física a criança e adolescente

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O desaparecimento das abelhas

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Projeto Anjos da Guarda retoma atividades com nova estrutura para crianças e adolescentes

Regata de integração em Algodoal

O Museu do Palito de Fósforos

FAVOR POR

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Uma bala de açaí com zero de açúcar

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Índia Guerreira, da Tribo Muirapinima, Campeã do XXIII Festribal Juruti. Foto de Ascom Prefeitura de Juruti

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Uma bala de açaí com zero de açúcar Pesquisadora substituiu produto por edulcorantes de baixa intensidade

Rico em gordura, sua utilização na bala mastigável também possibilitou a eliminação da gordura vegetal hidrogenada normalmente utilizada nas balas mastigáveis

Texto Patrícia Lauretti Fotos Antonio Scarpinetti, Divulgação

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ma pesquisa de doutorado realizada na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), da Unicamp, em parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), conseguiu substituir o açúcar da formulação de bala mastigável. O ingrediente é fundamental nesse tipo de confeito não apenas pelo sabor doce. O açúcar, na forma de sacarose e de xarope de glicose, é o chamado “agente de corpo” das balas e, juntos, podem representar até 98% de sua constituição. A pesquisadora Lidiane Bataglia da Silva, com orientação da professora Priscilla Efraim, utilizou os chamados polióis (edulcorantes de baixa intensidade) como substitutos. Para dar cor e sabor à bala, foi utilizada polpa de açaí processada. Os polióis resultam da hidrogenação de açúcares. Como sua absorção pelo organismo é lenta ou incompleta, o valor calórico é mais baixo. A bala diet de açaí ficou com a metade das calorias de uma bala comum do mercado. A substituição do açúcar e dos aromatizantes e corantes artificiais atende a uma demanda da indústria e dos consumidores por produtos mais saudáveis. “A área de confeitos tem sido desafiada a inovar. Os polióis, além de menos calóricos, não são cariogênicos e alguns podem até prevenir o risco de desenvolvimento de cárie dentária,

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Uma bala de açaí com zero de açúcar.indd 5

como é o caso do xilitol e do eritritol, comumente usados em chicles”, destaca Lidiane. O uso do açaí como alternativa ao corante propõe a utilização de uma fruta brasileira, exótica e rica em antioxidantes, que se mantiveram após o processamento e armazenamento da bala. Para chegar ao resultado de

uma bala mastigável, com as propriedades necessárias de cristalização, textura, doçura, etc., Lidiane fez vários testes. “Fazíamos balas que deformavam ou eram muito adesivas, outras extremamente refrescantes, o que, nesse caso, era desagradável. Também foi necessário avaliar o poder da doçura sem precisar adicionar um adoçante”. Dentre os tipos de polióis, os que deram melhor resultado na constituição da bala foram o eritritol, o isomalte e o xarope de maltitol. De acordo com a pesquisadora, o Brasil está entre os três maiores produtores mundiais de balas, confeitos e gomas de mascar. As balas duras são vítreas e as moles, macias e mastigáveis, sendo que as de sabores frutais são as preferidas no nosso país. Em relação ao mercado do açaí, o Brasil é o maior produtor, exportador e consumidor. Rico em gordura, sua utilização na bala mastigável também possibilitou a eliminação da gordura vegetal hidrogenada normalmente utilizada nas balas mastigáveis. A análise sensorial do produto foi realizada com 120 consumidores que compararam a bala de açaí diet com outra, também de açaí, mas feita com açúcar. A aceitação foi “excelente”, de acordo com a pesquisadora, demonstrando o grande potencial do uso de polióis em confeitos que podem ser consumidos por diabéticos ou não.

Os polióis, além de menos calóricos, não são cariogênicos e alguns podem até prevenir o risco de desenvolvimento de cárie dentária

A pesquisadora Lidiane Bataglia da Silva: reduzindo as calorias pela metade Pará+

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Arena do Tribódromo, lotada, na apresentação da Tribo Muirapinima Pajé

Juruti 2017 Tribos de Juruti encantam no Festribal, com celebração indígena da Amazônia

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Texto Udirley Andrade Fotos Raul Moutinho, Fábio Santarém e Ccom Pmj

ada tribo teve no máximo 03 horas e, no mínimo, 02 horas para se apresentar. O início das apresentações foi às 20h30. A primeira a entrar no Tribódromo foi a Tribo Munduruku, com o tema “Mistério dos Pajés”. A Tribo Muirapinima entrou em seguida com o tema “Mística da Vida”. Não se podia esperar nada que não fosse uma apresentação espetacular das tribos Munduruku e Muirapinima, na arena do Tribódromo. Arquibancadas e camarotes lotados puderam assistir ao universo da cultura indígena, suas crenças, seus costumes e a sua importância para a humanidade. O XXIII Festival Folclórico das Tribos Indígenas de Juruti mostrou ser uma real fonte de conhecimento e de valorização da cultura amazônica, já podendo ser considerado o maior espetáculo folclórico de tribos indígenas do Brasil. A Tribo Munduruku, que foi a primeira a entrar no Tribódromo, apresentou o tema “Mistério dos Pajés”, levantou a galera com lindas coreografias, e os cantos tribais animaram os torcedores da tribo vermelha e amarela.

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E ainda teve a estreia de Karoline Amaral como índia guerreira, item 5 do regulamento. Com o tema “Mística da Vida”, a Tribo Muirapinima mostrou que entrou na arena com toda garra para conquistar o título e quebrar a sequência de vitorias da tribo adversaria. Itens individuais como as estreantes Rayanna Markes como

Guardiã Tribal (item 3) e Josiele Ramos, como Porta Estandarte (item 2), agitaram a galera azul e vermelha. A criatividade dos artistas que dão forma às ideias e histórias foi transmitida pela TV Cultura em todo o estado do Pará e pelo Portal Cultura, que levou ao mundo todo a valorização que Juruti dá a sua história. Tribo Muirapinima venceu a o XXIII Festival das Tribos de Juruti, no Tribódromo

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Muirapinima vence o XXIII Festribal Juruti A Tribo Munduruku, que buscava o tetracampeonato, ficou com 478,2 pontos, de acordo com a avaliação dos 4 jurados que vieram da região nordeste. A apuração das notas aconteceu na tarde do último domingo de julho, 30, no Tribódromo. A disputa entre Munduruku e Muirapinima lotou as arquibancadas e os camarotes do Tribódromo no último dia do Festribal. A primeira a se apresentar foi a Tribo Vermelho e Amarelo, com o tema “Mistério dos Pajés”. A tribo campeã levou o tema “Mística da Vida” e entrou na arena com toda garra para conquistar o título e quebrar a sequência de vitorias da tribo adversária. Há três anos os Muirapinima não conseguiam a vitória. Mais de 10 mil pessoas participaram da grande noite. Títulos – Munduruku (11), Muirapinima (08) e Empates (04).

Apresentação da Tribo Munduruku Mirim

Tribos Mirins Apesar do contratempo pelas fantasias das crianças da Tribo Muirapinima Mirim não terem ficado prontas a tempo, deixando muitas crianças sem se apresentar, a tribo foi a primeira a entrar e o tema “Mística das cinco luas” foi contado com muita garra. Em seguida, a Tribo Munduruku Mirim apresentou o tema “Revelações Xamânicas” e aproximadamente 120 crianças participaram da festa. As duas torcidas lotaram as arquibancadas mostrando respeito e admiração pelas crianças e pelo trabalho que elas fizeram nos ensaios e dentro da Arena.

Festribal

Apresentação da Tribo Muirapinima Mirim

A Cidade Limpa, empresa de proteção ambiental opera a +18 anos no Estado do Pará e está devidamente licenciada pelos órgãos competentes: SEMA, IBAMA, ANVISA, CAPITANIA DOS PORTOS, CREA-PA, Corpo de Bombeiros e Prefeitura Municipal de Belém. A empresa está apta a dar destinação final, de forma correta a resíduos industriais líquidos, pastosos e sólidos, além de resíduos hospitalares.

O Festribal começou em 1986, com a apresentação de boi bumbás, cordões de pássaros, quadrilhas e grupos de carimbó, mas ganhou proporções maiores e se tornou um espetáculo cheio de cor, dança, música, alegorias e efeitos especiais.

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Apresentação da Tribo Munduruku

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No Tribódromo, as tribos Muirapinima e Munduruku usam de toda sua arte e criatividade para conquistar o título. Cada tribo tem três horas para se apresentar e ganhar as torcidas. Considerada uma das maiores manifestações culturais da região oeste paraense e patrimônio cultural do Estado desde 2008. O duelo entre as tribos exalta ainda os costumes e ícones indígenas da região, além de apresentar dança, interpretação, músicas e belas fantasias. Durante a apresentação, o corpo de jurados composto por 04 integrantes, avaliaram os seguintes itens: Apresentador, Porta Estandarte, Guardião Tribal, Tuxaua, Índia Guerreira, Pajé, Canto Indígena – letra e música, Regional (agrupamento de percussão que fornece um referencial rítmico indispensável aos cantos indígenas), Evolução, Ritual Indígena, Alegoria, Tribo Originalidade, Tribo Coreografada, Originalidade em Conjunto, Harmonia e Galera.

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A vencedora Tribo Muirapinima

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Fórum Nacional de Ciência e Tecnologia da Confap em Belém Fotos Ascom Fapespa, Mácio Ferreira / Ag. Pará

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utoridades científicas e políticas de todo o Brasil estiveram reunidas em Belém, na solenidade de abertura do 3° Fórum Nacional do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) de 2017. A solenidade marcou as comemorações dos 10 anos da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e o posicionamento dos Estados brasileiros pelo compromisso do repasse regular de recursos, pela interrupção dos cortes nos investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação no País e pela retomada da visão da Ciência como plataforma para o desenvolvimento social e econômico do País. Entre as autoridades presentes estavam o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica, Alex Fiúza de Mello, representando o governador do Pará, Simão Jatene; o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC),

Jailson de Andrade; o desembargador José Maria do Rosário; o reitor da Universidade Federal do Pará e presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Emmanuel Zagury Tourinho; a conselheira do Tribunal de Contas do Estado, Lourdes Lime; o chefe de Ciência, Tecnologia e Inovação da Delegação da União Europeia no Brasil, Alejandro Zurita; o diretor de Cooperação Institucional do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), José Ricardo de Santana; o diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Wanderley de Souza; e a representante da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Edna Castro.

A cerimônia foi aberta pelo presidente da Fapespa, Eduardo Costa, e encerrada pela presidente do Confap, Maria Zaira Turchi. Também estavam presentes presidentes, diretores científicos e representantes das 26 Fundações que compõem o Conselho. A cerimônia reuniu ainda cientistas, pesquisadores, professores e membros da comunidade científica do Estado.

Ciência para sair da crise

O presidente da Fapespa, Eduardo Costa, em seu discurso de abertura, elencou as ações desenvolvidas pela Fundação ao longo de seus dez anos e destacou a necessidade da reunião dar suporte às discussões para melhoria do País por meio do investimento em CT&I.

O Palácio dos Despachos, na capital paraense, foi o palco da abertura do Fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap)

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Importância da Amazônia

Na abertura do Fórum

“O Brasil mais do que nunca precisa investir em Ciência, Tecnologia e Inovação. A União Europeia fez isso para sair da crise em 2008 e é o que precisamos fazer. Esse investimento em ciência e em pesquisa gera atividade econômica, gera renda”, destacou. A presidente do Confap, Maria Zaira Turchi, ressaltou que o Brasil todo está reunido em Belém e vai debater grandes temas, neste Fórum, para o avanço da CT&I. “Junto às Fundações que compõem o Fórum, aqui conosco, estão as agências federais e os organismos internacionais, reforçando essa importância da ciência. Em momentos difíceis, precisamos nos manter unidos, em sinergia, para mostrar para os governos estaduais, para o governo federal e para a sociedade, a relevância da ciência para o desenvolvimento do País”, pontuou. O secretário do MCTIC, Jailson Bittencourt de Andrade, acrescentou que a ciência requer planejamento e financiamento a longo prazo. “Essa construção precisa de um sistema educacional de excelência e orçamento garantido para execução. A grande discrepância entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento são os dispêndios em ciência, no investimento em ciência. A ciência não pode ser comprada, como uma tecnologia que você importa e paga caro por isso. A ciência precisa ser conquistada”, acrescentou.

Para o diretor do CNPq, José Ricardo de Santana, o Fórum do Confap deverá propor ações que resultem em políticas públicas e, até mesmo, ações empresariais para o fomento da ciência. Conforme acrescentou o diretor da Finep, Wanderley de Souza, durante o Fórum teremos a oportunidade de fazer um balanço do que já fizemos e discutir novas propostas para 2018.

O presidente da Fapespa, Eduardo Costa, aproveitou seu discurso e a realização do Fórum para destacar o caráter essencial do País enxergar o potencial de pesquisa e de desenvolvimento econômico e social que pode ser obtido pelo investimento em ciência na região Amazônica. “Precisamos superar essa questão de que a Amazônia é uma periferia do Brasil. A Fapespa, a ciência produzida aqui precisa ser apropriada pela sociedade e esse fomento é o caminho para uma sociedade com mais empregos e mais oportunidades”, apontou. Essa ideia foi reforçada pelo reitor da UFPA e presidente da Andifes, Emmanuel Tourinho, que alertou para a falta de políticas públicas de incentivo à CT&I na Amazônia. “É preciso construir um sistema robusto de Ciência, Tecnologia e Inovação na região. Hoje as universidades brasileiras vivem em risco e o nosso desafio é mostrar a necessidade de recomposição do orçamento para defesa do ensino superior”, acrescentou. O representante da União Europeia, Alejandro

Ainda na solenidade de abertura do 3° Fórum do Confap

A abertura do fórum foi marcado também pela palestra do titular da Sectet, Alex Fiúza de Mello, que destacou a Amazônia como o “maior desafio nacional do século XXI”

Nutrindo Nossa Fé

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O desafio nacional

O chefe de Ciência, Tecnologia e Inovação da delegação da União Europeia no Brasil, Alejandro Zurita, ressaltou que é necessário identificar as prioridades, a fim de que possa ocorrer a cooperação

Zurita, colocou que o bloco pretende ouvir as FAPs para identificar as áreas prioritárias de investimento. “O Brasil é um país prioritário para a União Europeia, mas é muito heterogêneo. Por isso, precisamos identificar os interesses dos estados, como a questão da Amazônia”, sinalizou. Finalizando a noite, o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica, Alex Fiúza de Mello, proferiu a palestra “A revolução pelo conhecimento e os desafios para o desenvolvimento da Amazônia”. Contribuindo para o debate, ele destacou o potencial a ser explorado pela abundância de recursos naturais e pelo investimento em conhecimento aplicado. “O que a Amazônia guarda, e é periferia para o País, é centro de interesse mundial. Isso é desafio de mentalidade para o Brasil, mas precisamos mudar”, finalizou.

Em sua palestra o Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica, Alex Fiúza de Mello, destacou a Amazônia como o “maior desafio nacional do século XXI”. Ele observou que os brasileiros costumam enxergar a Amazônia como uma questão local, entretanto é necessário unir esforços para superar os desafios impostos e, assim, segundo o secretário, “sobreviver” diante do atual cenário. Fiúza de Mello pontuou que é necessário encontrar um meio de gerar o desenvolvimento de forma a garantir também a preservação ambiental, porém não há exemplos a serem seguidos nesse sentido, é necessário inventar. Para o secretário, os recursos naturais guardados pela Amazônia podem ser a salvação do Brasil, pois “o desenvolvimento humano sempre depende de dois fatores: recursos naturais disponíveis e conhecimento aplicado”, concluiu.

Fapespa: 10 anos

O presidente da Fapespa, Eduardo Costa, ressaltou que os investimentos na área científica se refletem em novos produtos, novas empresas, verticalização da produção e, consequentemente, em uma economia mais dinâmica. Costa propôs, ainda, que, ao final dos três dias de Fórum, os participantes possam

apresentar uma “Carta de Belém”, em que reúnam alternativas para a garantia de investimentos em CT&I e pesquisa no país. Durante essa década, a Fundação contratou 985 projetos de pesquisa, apoiou 244 eventos e ofertou 6.558 bolsas (total de R$ 80 milhões investidos). O presidente Eduardo Costa ainda destacou ações recentes, como a gestão do Programa Tecnova, as parcerias no polo científico-tecnológico de Salinópolis e no Laboratório da Qualidade do Leite, o apoio técnico-cientìfico ao polo de pesca e aquicultura em Bragança e o convênio com a Santa Casa do Pará. Costa também anunciou o lançamento, até o final do mês de agosto, de um novo edital de iniciação científica, totalizando R$ 1 milhão. Além de quatro editais do Programa InterPará para as regiões do Marajó, Tocantins, Caeté, Capim e Guamá. O presidente disse, ainda, que os paraenses precisam se apropriar da Fundação para garantir o amparo à pesquisa no Estado. “A superação da condição de subdesenvolvimento da Amazônia passa, fundamentalmente, por investimentos em CT&I, por isso a Fapespa deve ser apropriada pela população, que precisa entender a importância do amparo à pesquisa”, concluiu. A noite foi ainda de comemoração pelos 10 anos da Fapespa.

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Projeto Centelha

Debatendo as deliberações acordadas com parceiros federais e organismos internacionais

Ampliação de cooperações e parcerias Pela manhã do 2º dia, antecedendo as discussões, foi apresentada a 1ª edição do Boletim da Ciência do Estado do Pará. Em seguida, a primeira mesa de debates foi pautada pelo tema “O Papel da Ciência e Tecnologia no Desenvolvimento da Amazônia”. A matéria foi moderada pelo presidente da Fundação Amazônia de Amparo à Pesquisa (Fapespa), Eduardo Costa, e debatida pelo secretário do MCTIC, Jailson de Andrade, pelo presidente da SBPC, Ildeu de Castro e pelo secretário Alex Fiúza. Acrescentando à pauta, o Ministério anunciou novos editais voltados aos biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, e a expectativa de uma nova chamada voltada para um possível novo bioma situado sob a foz do Rio Amazonas e que tem, segundo ele, grande potencialidade de exploração. Na sequência, foram debatidos acordos e convênios com parceiros das agências federais, como CNPq, Capes e Finep, e organismos internacionais, como a União Europeia. A mesa foi coordenada pela presidente do Confap, Maria Zaira Turchi, e contou com a participação do diretor de Cooperação Institucional do CNPq, José Ricardo Santana, do

diretor da Finep, Wanderley de Souza, do coordenador de Programas Estratégicos da Capes, Tarcísio Teixeira, e do chefe de Ciência, Tecnologia e Inovação da Delegação da União Europeia no Brasil, Alejandro Zurita. A pauta trouxe uma revisão dos acordos já existentes e perspectivas para novas chamadas.

Na parte da tarde, foi apresentado um resumo de um novo projeto a ser desenvolvido em parceria com a Finep. Trata-se do Projeto Centelha, apresentado na reunião por Marcelo Camargo, do Departamento de Programas Descentralizados da Finep. A proposta, ainda em estudo pelas FAPs, trata do empreendedorismo inovador para ideias de negócios. Durante as discussões foram pontuadas ações prévias de fomento à inovação nos Estados, sobretudo no Espírito Santo, onde recentemente foi lançado a primeira edição do Sinapse da Inovação, com sucesso absoluto de público, conforme esclareceu o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), Jose Antonio Bof Buffon. Ao final do dia, foram apresentados resultados das parcerias internacionais por meio de editais lançados pelo Confap, no conjunto de suas Fundações. Nessa pauta estão incluídos, além da União Europeia, as cooperações bilaterais com o Reino Unido, França e Itália.

Na apresentação do resumo do projeto a ser desenvolvido em parceria com a Finep. O Projeto Centelha

O diretor de Políticas e Programas de Desenvolvimento do Ministério, Jailson Bitencourt de Andrade, destacou que é necessário o uso intensivo de CT&I para garantir o desenvolvimento social

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Membros do Confap conhecem instalações e projetos do PCT Guamá No parque tecnológico, a comitiva foi recepcionada por Alex Fiúza de Mello, titular da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), e Antônio Abelém, diretor presidente da Fundação Guamá, organização social que administra o PCT Guamá.O grupo conheceu as instalações e os principais projetos desenvolvidos no Laboratório de Óleos Vegetais e Derivados, no Centro de Valorização de Compostos Bioativos da Amazônia (CVACBA) e no Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, Automação e Eletrônica (Lasse), iniciativas ligadas à Universidade Federal do Pará (UFPA), instaladas no prédio Espaço Inovação.

O chefe do Lasse, Aldebaro Klautau (d), mostra o laboratório durante a visita dos membros do Confap ao parque tecnológico do Guamá

No PCT Guamá os conselheiros conheceram as instalações e os principais projetos desenvolvidos no Laboratório de Óleos Vegetais e Derivados

Papel estratégico Para a presidente do Confap, Maria Zaira Turchi, o parque tecnológico possui um papel dinâmico e estratégico para o fortalecimento da economia regional. “Quero cumprimentar o Governo do Estado do Pará por conseguir realizar e construir laboratórios com equipamentos de ponta para a pesquisa tecnológica e de inovação, estabelecendo aqui um ambiente em que as empresas podem apresentar sua demanda, além de se instalarem e conviverem com professores, estudantes e profissionais de diferentes universidades e instituições. É isso que efetivamente vai mudar a cultura dessa relação pesquisa científica e pesquisa tecnológica para, de fato, a indústria, e alcançar a inovação”, avaliou Maria Zaira Turchi.

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No parque tecnológico, a comitiva foi recepcionada por Alex Fiúza de Mello, Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet)

De acordo com Eduardo Costa, presidente da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), a visita do conselho a Belém enriquece o debate sobre a melhor distribuição dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação. “Apresentar uma experiência concreta como o Parque de Ciência e Tecnologia Guamá ajuda a mostrar para o restante do Brasil que aqui se faz pesquisa com qualidade, e que temos uma massa científica já capacitada. Portanto, isso nos ajuda a construir um caminho efetivo para atrair mais investimentos para a região, que apesar de ocupar 60% do território nacional e concentrar 8% do PIB (Produto Interno Bruto), continua recebendo menos de 1% dos investimentos nacionais em ciência, tecnologia e inovação”, informou.

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Pesquisa estabelece protocolo de segurança para a fabricação de tucupi

A mandioca ou mandioca-brava, tubérculo ganhou essa definição de “brava” por apresentar altos índices de ácido cianídrico (HCN) em sua composição, ou seja, um veneno conhecido como cianeto

Texto *Kélem Cabral Fotos Ronaldo Rosa, Vinicius Kuromoto

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hamado de “shoyo do novo século”, o tucupi é um líquido de cor amarela, coproduto da mandioca, típico da rica e exótica gastronomia amazônica. É feito de maneira artesanal, tendo como matéria-prima a mandioca ou mandioca-brava, tubérculo que ganhou essa definição de “brava” por apresentar altos índices de ácido cianídrico (HCN) em sua composição, ou seja, um veneno conhecido como cianeto. Para garantir a segurança microbiológica e toxicológica do produto, pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental (PA) estabeleceram um protocolo com as diretrizes básicas à padronização da produção do tucupi,

definindo critérios no processo de fabricação do líquido. De acordo com a pesquisadora Ana Vânia Carvalho, uma das autoras do trabalho, o resultado da pesquisa indica que, para ser segura ao consumo humano, a iguaria amazônica precisa passar por 24 horas de fermentação e 40 minutos de cocção. “Se não for processado de maneira adequada, o tucupi pode apresentar níveis elevados de HCN e, consequentemente, riscos ao consumo humano”, alerta. A cientista esclarece, no entanto, que não é preciso deixar de consumir o produto, que faz parte da cultura alimentar do amazônida, porém frisa que alguns cuidados no preparo devem ser tomados e dá uma dica importante: “ao le-

var o produto para casa, o consumidor deve ferver o líquido por 40 minutos e, depois, acrescentar água, para completar o que foi reduzido com o cozimento, caso necessário”, recomenda. A pesquisa apresenta ainda mais importância, pois o produto começa a conquistar paladares fora da região Norte e já é conhecido como um dos carros-chefes da culinária amazônica, que está sob constante holofote da mídia e no radar de chefs nacionais e internacionais. A iguaria é indispensável, por exemplo, aos tradicionais pato no tucupi e tacacá. O produto final, elaborado a partir do chamado “parâmetro ótimo” de processamento, se apresentou condizente ao padrão de identidade e qualidade do tucupi estipulado pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), órgão estadual que regulamenta a fabricação e comercialização dos produtos de origem animal e vegetal no estado, além de níveis microbiológicos e de toxidade seguros. A legislação, no entanto, não determina os índices de ácido cianídrico para a comercialização do produto. De acordo com Ana Vânia, o trabalho de pesquisa teve diversas etapas, que envolveram desde a análise de amostras de tucupi comercializado nas feiras e supermercados da capital paraense e entrevistas com produtores artesanais, até o planejamento experimental, no qual o processo de fabricação foi reproduzido em laboratório para se chegar aos parâmetros estabelecidos como seguros. “Testes sensoriais para garantir o sabor característico do tucupi e o tempo de prateleira também foram observados”, explica.

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A pesquisadora Ana Vânia Carvalho, diz que a mandioca precisa passar por 24 horas de fermentação e após, deve ferver o líquido por 40 minutos, depois, acrescentar água, para completar o que foi reduzido com o cozimento, caso necessário”

Riscos Para entender os riscos e o que isso representa, é necessário conhecer o processo de fabricação e o tubérculo que dá origem ao tucupi. A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é uma raiz que apresenta glicosídeos cianogênicos em sua composição, pertencendo, dessa forma, ao grupo de plantas classificadas como cianogênicas. Os compostos cianogênicos (linamarina e lotaustralina) por si só não são tóxicos, mas liberam o ácido cianídrico (HCN), responsável pela toxidez, após a ação de enzimas (linamarase). O tucupi é um coproduto da mandioca, obtido durante a fabricação da farinha. O tubérculo é descascado, higienizado e depois triturado, resultando em uma massa úmida que então é levada a uma prensa, que no processo de fabricação artesanal é um utensilio de palha chamado de tipiti. Com a prensagem, obtém-se a massa mais seca que será torrada e transformada em farinha e um líquido residual conhecido como manipueira. É da manipueira que se faz a goma (fécula) e tucupi. Para se chegar ao produto final, o tucupi, o líquido passa por um processo de fermentação e cozimento (cocção).

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Identidade do produto é mantida após padronização De sabor e cheiro marcantes, caracteristicamente ácido, o tucupi recebe temperos como alho e ervas aromatizantes regionais, tais como o coentro, chicória e alfavaca, antes de ser comercializado ou utilizado na culinária.

Ao propor uma padronização, enfatiza Ana Vânia, a Embrapa não quer tirar a identidade do produto, mas sim trazer segurança a quem consome e, com isso, agregar valor e abrir a possibilidade de novos mercados. A especialista defende que o charme do produto é ser artesanal e ter um toque especial, o gosto particular associado a cada fabricante, com os temperos de preferência. “Quando se fala em padronizar, na área de alimentos, é manter um nível mínimo de segurança. O tucupi começa a rodar o mundo e queremos um produto seguro em termos microbiológicos no que se refere a níveis de cianeto”, defende. No caso do tucupi, destaca Ana Vânia, a pesquisa revelou que os produtos existentes no mercado não têm padrão de fabricação e não há tempo mínimo de fermentação e de cocção. Assim, cada fabricante prepara do seu jeito. Além da análise laboratorial, entrevistas com fabricantes revelaram que a variação de tempo de fermentação e cozimento era desproporcional, de dez minutos de fervura até o cozimento de duas horas. “Um produto seguro, somado às características marcantes presentes no tucupi, possui potencial para ganhar o mundo”, afirma. Na Embrapa Amazônia Oriental, o trabalho foi desenvolvido pelas pesquisadoras Ana Vânia Carvallho e Rafaella de Andrade Mattietto, juntamente com a bolsista Ana Paula Rocha Campos

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Fabricação em pequena escala ainda é barreira para expansão Um dos mais conhecidos chefs brasileiros, Alex Atala, se confessa apaixonado pela gastronomia amazônica e tem um interesse especial pelo tucupi, ingrediente que usa em seus pratos e divulga aos colegas de ofício por onde anda. “O tucupi é bom com tudo, de qualquer jeito, quente, frio, na pimenta. Eu sei que no Pará se usa muito, mas o Brasil ainda desconhece e ainda existe um certo preconceito pelo desconhecimento, mas o tucupi está ganhando cada vez mais espaço no Brasil”, declara o chef. Para ele, o tucupi pode ganhar o status de “shoyo do novo século”, frase repetida por ele em diversas ocasiões, e várias são as razões para essa afirmação. Ele conta que a comparação do tucupi com o molho de soja tem relação com o potencial de ganhar mercado e ao sabor, pois o produto paraense tem uma nota de sabor ácido muito presente e bastante apreciada principalmente na culinária asiática. “O molho de soja tem uma alta concentração de glutamato monossódico também presente no tucupi naturalmente. É fascinante”, relata. Uma das barreiras para o produto alcançar seu potencial, analisa o chef, é a escala de fabricação e exportação para outros estados, mas ele lembra que a empresária Joanna Martins, filha do chef paraense Paulo Martins, que abriu a cozinha da Amazônia para o Brasil e o mundo, já consegue fazer com que o tucupi chegue aos chefs de São Paulo e do resto do País. O sobrenome Martins é conhecido no mercado gastronômico associado ao chef Paulo Martins, idealizador do festival Ver-o-Peso da Cozinha Paraense, que potencializou a difusão da culinária regional durante cerca de 15 anos trazendo para Belém renomados chefs nacionais e internacionais. Após a morte do pai, a empresária Joanna Martins continuou, com a irmã Tânia, no mercado da comida regional. A empresa de Joanna é uma das únicas no Pará que possui autorização para comercializar para fora do estado produtos alimentícios regionais amazônicos, como o tucupi. Para Joanna, a ausência de uma padronização dificulta a expansão. Ela conta que, como não existe na legislação normatização da composição química, a escolha dos fornecedores é muito cuidadosa e laboratórios particulares são contratados para testar também o teor de cianeto e garantir a segurança do produto comercializado. “A cadeia da mandioca ainda carece de organização e pesquisa para que os coprodutos possam ganhar mercado. O trabalho da Embrapa é um alento, pois a regularização vai trazer desenvolvimento, emprego e renda ao setor”, enfatiza.

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Para se chegar ao produto final, o tucupi, o líquido passa por um processo de fermentação e cozimento (cocção)

O tucupi é bom com tudo, de qualquer jeito, quente, frio, na pimenta. Eu sei que no Pará se usa muito, mas o Brasil ainda desconhece e ainda existe um certo preconceito pelo desconhecimento, mas o tucupi está ganhando cada vez mais espaço no Brasil”, declara Alex Atala

Mandioca, o tubérculo que dá origem ao tucupi

Em busca da qualidade e da rastreabilidade Na Embrapa Amazônia Oriental, o trabalho foi desenvolvido pelas pesquisadoras Ana Vânia Carvallho e Rafaella de Andrade Mattietto, juntamente com a bolsista Ana Paula Rocha Campos, resultando em diversas publicações técnicas e uma tese de mestrado. A Embrapa espera que o resultado da pesquisa possa servir de embasamento para que os órgãos reguladores estabeleçam um padrão mínimo de comercialização, facilitando a inserção no mercado nacional de produtos artesanais. E exatamente por ser eminentemente artesanal, não há dados de quanto tucupi se produz ou se comercializa no estado, mas o produto é facilmente encontrado nas feiras e mercados ou, ainda, como ingrediente em pratos típicos em restaurantes e nas tradicionais barraquinhas

de comida de rua, comuns nas esquinas e praças da capital e das principais cidades do Pará. Para garantir a qualidade e rastreabilidade dos ingredientes das comidas típicas que comercializa, o microempresário Daniel Mendonça de Souza passou a fabricar seu próprio tucupi e até a plantar as hortaliças utilizadas. Há mais de 30 anos no ramo como “tacacazeiro”, como são chamados no Pará, Daniel chega a produzir mil litros de tucupi por semana. Ele explicou que o produto feito por ele fermenta por 12 horas e em seguida é levado aos caldeirões para cozinhar por até quatro horas seguidas. “Sei dos riscos, por isso cozinho muito bem para fornecer um produto saudável e com a cara do Pará”, garante. (*) Embrapa Amazônia Oriental

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Bosque Bowling & Sport Bar Quando o esporte dá água na boca

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mundo esportivo é cheio de surpresas! Todos sabem disso. Assim, um dos maiores polos de entretenimento ligados aos desportos da nossa região, o Bosque Sport Bar, também reserva uma agradável e saborosa “carta na manga”: o restaurante do complexo. Ao chegar ao local e deparar-se com as várias pistas de boliche, mesas de sinuca, pebolins, salas de pôquer, jogos eletrônicos e de tabuleiro... provavelmente, o público não faz ideia de que a parte mais “gostosa” da casa está oculta, nos bastidores.

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Inspirados na alta cozinha contemporânea, os chefs criam pratos incríveis, alguns exclusivos, todos batizados com nomes de atletas ou temas esportivos. É impossível escolher o melhor! A variedade de cores, temperos, odores e sabores é enorme; no entanto, cada prato é único: percebe-se claramente, em cada um deles, um completo esmero nos detalhes e atenção com as minúcias. De fato, cuidados incomuns aqui por “nossas bandas”. “Obras de arte” que encantam, em todos os sentidos. Quem poderia, por exemplo, resistir ao “Roger Millar”? – camarão grelhado com

ervas de Provence e farofa especial do cheff. Como não se render ao “Valentino Rossi”? – filé recheado com crean cheese, presunto de Parma e sálvia, acompanhado de um fetuccine ao molho de cogumelos. Quem não cederia aos encantos de “Eusébio”? – lombo de bacalhau assado de forno, com legumes conflitados, regado ao azeite extra virgem, acompanhado com legumes confitados e arroz de salsa. Quem não se maravilha com “As Willians”? – filé grelhado com queijo e presunto, regado ao molho de cebola, arroz a piemontês, batata frita e farofa de ovo. Repito, é impossível escolher o melhor!

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O mundo esportivo é cheio de surpresas

O Bosque Sport Bar, também reserva uma agradável e saborosa “carta na manga”: o restaurante do complexo

Há também as opções de pizza e sobremesas. O paladar? Irresistível! Ou você pensaria duas vezes antes de devorar “Cristiano Ronaldo”? – pizza de molho de tomate fresco, com cobertura de mozzarella, presunto picado, rodelas de cebola, ovos cozidos, orégano e azeitona preta. O restaurante do Bosque Sport Bar abre para almoço, todos os dias, a partir do meio-dia; com exceção das segundas e terças, quando abre a partir das 17horas

O atendimento do restaurante do Bosque Sport Bar também merece destaque: além da presteza, a equipe é simpática e atenciosa. Registre-se ainda a variada carta de cervejas nacionais e importadas, inclusive com uma criação exclusiva, o Bowling Chopp, desenvolvido pela Amazon Beer. O restaurante do Bosque Sport Bar abre para almoço, todos os dias, a partir do meio-dia;

com exceção das segundas e terças, quando abre a partir das 17horas. Há experiências que, de fato, valem a pena; certamente, viajar através dos sabores do Bosque Bowling & Sport Bar é uma delas. E que fique bem claro: é impossível escolher o melhor!

“As Willians” – filé grelhado com queijo e presunto, regado ao molho de cebola, arroz a piemontês, batata frita e farofa de ovo

Segunda e Terça: 17h00 - 00h00 Quarta e Quinta: 12h00 - 00h00 Sexta e Sábado: 12h00 - 02h00

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As 20 canoas à vela partiram da Praia do Mamede para colorir o mar que banha a Ilha de Algodoal, no nordeste paraense

Regata de integração em Algodoal Texto Adriana Pinto Fotos Ascom GMB , João Gomes – NID Comus Durante a competição

Moradores e turistas foram para o trapiche acompanhar a movimentação das embarcações durante a competição

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inte canoas à vela coloriram a praia do Mamede, na Ilha de Algodoal, no nordeste paraense, iniciando a IX Regata de Verão, dividida em três categorias: 3x3, 4x4 e canoa cheia. Com cerca de 150 participantes, a regata fez parte da programação esportiva de verão da ilha, que contou também com torneios de futebol e vôlei de areia durante o mês de julho. O evento reuniu competidores dos municípios de Salinópolis, Maracanã e Castanhal, e das localidades Boa Vista, Fortalezinha, Vista Alegre e Algodoal. Criada em 2008, a regata oferece aos pescadores da região um momento de lazer. “A gente se prepara para a competição, e convidamos nossos amigos. É um momento de interação. Treinamos para sermos campeões da nossa categoria”, afirmou Nildo Costa, que mora em Castanhal e foi vencedor na categoria 4x4, com a canoa Papa-léguas.

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A regata fez parte da programação esportiva de verão da ilha, que contou também com torneios de futebol e vôlei de areia durante o mês de julho www.paramais.com.br

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Moradores de Algodoal ganharam na categoria canoa cheia, que comporta até 25 pessoas. Helcenir Silva, 54 anos, comandou a canoa Nacional, tendo na equipe dois filhos como ajudantes. “Meu pai foi um dos primeiros a começar a praticar a vela aqui, e passou para mim o conhecimento. Hoje, a vela continua sendo repassada de pai para filho. Meus filhos conquistaram comigo essa vitória”, disse Helcenir Silva.

Helcenir Silva (d), que venceu na categoria canoa cheia com a participação de dois filhos na equipe Nildo Costa, um dos vencedores, definiu a regata como um momento de interação, mas garante que treinou para ser campeão

Atração

A programação do Festival de Verão começou no dia 12 e terminou 26, com shows culturais. Turistas que passaram pela ilha nesse período aprovaram as atividades esportivas, consideradas uma atração a mais nas férias escolares. “A gente vem pra cá para curtir as férias, ficar mais perto da natureza. E temos mais uma opção com esses eventos. Nunca tinha visto esse tipo de competição. É muito bonito. Vale a pena vir aqui prestigiar”, garantiu a estudante Ana Santos, residente em Belém.

Equipe que venceu na categoria canoa cheia, com a embarcação “Nacional”

Integrantes da “Papa-léguas”, campeões na categoria 4x4 na Regata de Verão

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Laboratório de Alta e Extra-Alta Tensão é inaugurado no PCT Guamá

Texto Juliane Frazão Fotos Alexandre Moraes / Ascom Pct Guamá

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oi inaugurado recentemente, no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá) o Laboratório de Alta e Extra-Alta Tensão, ligado ao Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Pará (ITEC/ UFPA). Entre outras autoridades, a cerimônia contou com a presença do reitor da UFPA, Emmanuel Tourinho, da secretária adjunta da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), Maria Amélia Enriquez, do diretor presidente do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá, Antônio Abelém, do representante da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Sergio Leser, e de empresas ligadas à área energética. O laboratório conta com uma área construída de 1.153,7m² e cerca de R$ 16 milhões em investimentos. O Governo Federal, por meio da Finep, investiu mais de R$ 14 milhões na construção do prédio, aquisição e montagem dos equipamentos. O restante do investimento é proveniente da UFPA e do Governo do Estado, que investiu no asfaltamento da área de acesso ao laboratório.

“A estrutura pode ser comparada a laboratórios internacionais que são referência em alta e extra-alta tensão. Ele representa um marco para a região, possibilitando a formação de mão de obra qualificada e

estimulando a pesquisa, além de facilitar o acesso dos empresários locais a ensaios importantes para garantir a qualidade dos equipamentos utilizados na transmissão e distribuição de energia”, informou o coordenador do laboratório, o prof. Dr. Marcus Vinicius Nunes. “Somos um parque tecnológico relativamente jovem e ficamos muito satisfeitos e felizes de ter mais um laboratório para prestar serviços especializados para a sociedade, hoje vemos aqui uma síntese do que queremos para o Estado, o ensino e a pesquisa trabalhando junto com o setor produtivo para gerar inovação e renda para a região” comentou Antônio Abelém, o diretor presidente do PCT Guamá. O Laboratório de Alta e Extra-Alta Tensão conta com uma estrutura moderna, com equipamentos provenientes da Suíça e dos Estados Unidos. Nele, equipamentos como geradores de impulso de tensão, impulso de corrente e fonte série ressonante são capazes de simular descargas atmosféricas para

O Governo Federal, por meio da Finep, investiu mais de R$ 14 milhões na construção do prédio, aquisição e montagem dos equipamentos

Que as orações nas novenas da visita de N. Sra. de Nazaré, nas diversas comunidades, sejam transformadas em bênçãos. Uma Homenagem

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testar diferentes tipos de dispositivos utilizados em equipamentos de subestações de transmissão e distribuição, como cabos, isoladores, transformadores, para-raios, dentre outros. Com os testes, as empresas podem confirmar, antes de instalar o aparelho na rede elétrica, se os dados dos fabricantes condizem com a capacidade dos aparelhos e também podem analisar o desempenho de equipamentos com longo tempo de uso.

O laboratório conta com uma área construída de 1.153,7m² e cerca de R$ 16 milhões em investimentos

PCT Guamá

Construído em Belém, em uma área de 73 ha cedida pela UFPA e pela UFRA, o PCT Guamá é o primeiro parque tecnológico a entrar em operação na Região Norte. A construção e consolidação do espaço são de responsabilidade do Governo do Pará, por meio da Sectet. Além do Laboratório de Alta e Extra-Alta Tensão, o parque tecnológico conta com outros empreendimentos como o Laboratório da Qualidade do Leite, o Centro Regional Amazônia do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CRA Inpe); o Centro de Excelência em Eficiência Energética da Amazônia (Ceamazon) e o Espaço Inovação, prédio que abriga laboratórios avançados de pesquisa e desenvolvimento que oferecem serviços variados para os setores público e privado, startups e empresas que tenham por essência o investimento em inovação.

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O desaparecimento das abelhas

Por que isso seria uma catástrofe – e o que você pode fazer para evitar isso... “A falta de abelhas provocaria um efeito em cascata: se não temos sementes, não temos pasto, flores, frutas, nem animais que se alimentam de frutas. As abelhas e os demais polinizadores desempenham um papel fundamental na regulação dos ecossistemas”, explica Carolina Starr, consultora de biodiversidade e serviços aos ecossistemas da FAO (braço da ONU para alimentação e agricultura).

Embora as abelhas não sejam as únicas polinizadoras, representam 90% desse serviço por um vetor animal

Qualidade das frutas

Fotos Divulgação, Kathy Keatley Garvey

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que há em comum entre um pepino, uma xícara de café e uma manga? Não muito, aparentemente. No entanto, essas três coisas devem sua existência a um inseto: a abelha, cujos serviços também proporcionam vida a muitos alimentos que conhecemos. Sem as abelhas, você teria que abrir mão do suco de laranja e da geleia de morango no café da manhã, das amêndoas, maçãs, mangas, abobrinhas, tomates, kiwis, melancias - e de inúmeros outros alimentos. Esses insetos de pouco mais de um centímetro de comprimento têm frequentado o noticiário nos últimos anos. Em primeiro lugar, pelo declínio alarmante de suas populações, especialmente nos Estados Unidos e na Europa. Mas também por uma série de estudos que detalham os serviços que prestam ao ecossistema, incluindo sua capacidade de aumentar em cerca de 25% o rendimento das colheitas - e, consequentemente, dos alimentos que comemos. Mas qual é a função das abelhas na natureza, além de produzir mel? Por que sua extinção hipotética seria uma catástrofe planetária?

Ou seja, com exceção de alimentos básicos como trigo, arroz ou milho, que são polinizados pelo vento, todos os outros alimentos ricos em micronutrientes dependem das abelhas. “Nossa dieta não só seria muito chata (sem as abelhas), mas também incompleta”, enfatiza Vergara. Em resumo, sem polinização não é a segurança alimentar que corre risco, mas a própria garantia de ingestão de nutrientes.

Efeito cascata

A polinização é crucial não só para os alimentos que comemos diretamente. É também vital para a reprodução de plantas usadas para alimentar o gado e outros animais, e para manter a diversidade genética das plantas com flores. É fundamental ainda para plantas utilizadas na produção de biocombustíveis (como canola e azeite de dendê) e de fibras (como algodão), e para plantas medicinais e ecossistemas como bosques, essenciais à preservação dos recursos hídricos.

As consequências são nítidas quando uma planta não é visitada por muitos polinizadores. “Se você vê uma fruta deformada, é geralmente porque as abelhas visitaram apenas um lado da flor”, diz Barbara Gemmill-Herren, especialista em serviços de ecossistemas e ex-assessora da FAO. Embora essas frutas possam ser consumidas, os produtores não conseguem vendê-las, e esses alimentos acabam indo parar no lixo. “A planta investe mais recursos na flor que foi polinizada, e isso significa que a fruta que nasce desta flor terá maior valor nutricional e um sabor melhor”, acrescenta a especialista. O problema é mais grave em plantas que dependem exclusivamente de abelhas ou de outros polinizadores, como amendoeiras ou pés de maracujá. Para o café, por exemplo, que se cultiva acima de 900 metros e pode se autofecundar, a falta de abelhas reduz a quantidade e a qualidade dos grãos. “Quando há insetos, a quantidade de grãos produzida por uma planta aumenta em 20%. E a qualidade do grão que foi polinizado com pólen de outra planta e não da mesma é muito melhor”, diz o entomologista Vergara.

Polinização

“As abelhas polinizam a maior parte das plantas que existem”, explica Carlos Vergara, professor da Universidade de las Américas em Puebla, no México. “Todas as plantas que têm flor precisam ser polinizadas para produzir sementes e sobreviver. cerca de dois terços da dieta dos seres humanos vêm de plantas polinizadas.” É por meio da polinização que os grãos de pólen são transferidos da parte masculina para a feminina da planta, ou de uma planta para outra da mesma espécie, resultando nas sementes que dão origem às frutas e legumes que comemos.

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A importância das abelhas na presença de nutrientes nos alimentos é algo recentemente descoberto www.paramais.com.br

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Colapso de causa desconhecida As populações de abelhas têm sofrido particularmente na Europa e América do Norte, por um fenômeno conhecido como “desordem de colapso das colônias”, em que abelhas operárias desaparecem abruptamente das colmeias. A causa exata desse fenômeno é desconhecida, mas acredita-se que ocorra por uma combinação de fatores, que incluem uso inadequado de pesticidas. Além disso, há outras razões que explicam a redução da diversidade de abelhas, como perda de habitat natural, mudanças climáticas e más práticas agrícolas. O progresso das cidades e a redução de áreas florestais resultam em menos flores. E, sem flores, as abelhas ficam sem nada para comer. “Aqui (na Colômbia) usamos muito pesticida por receio de perder a colheita. Mas os agrotóxicos não distinguem se os insetos são nocivos ou não”, explica Rodulfo Ospina-Torres, pesquisador do laboratório de abelhas silvestres da Universidade Nacional de Bogotá. Especialmente na América Latina, onde o setor de apicultura é menos desenvolvido do que nos Estados Unidos ou na Europa, as abelhas selvagens desempenham um papel crucial para assegurar boas colheitas.

O que pode ser feito? Políticas públicas que incentivem a redução do uso de agrotóxicos e promovam a variedade de culturas (em detrimento de monoculturas que limitam a diversidade da alimentação das abelhas) têm potencial de criar um ambiente natural para atrair abelhas. Mas há outras formas de colaborar, mesmo para quem vive em zonas urbanas: • Plante flores diferentes em vasos ou no jardim para oferecer uma dieta rica e variada às abelhas. Caso floresçam em diferentes épocas do ano, melhor ainda. “Se a diversidade de abelhas em áreas urbanas aumentar, elas podem migrar para áreas agrícolas”, diz Vergara. “Em 30 ou 50 anos, teríamos um aumento na diversidade e abundância de abelhas no campo”, completa. • Não use produtos químicos ou inseticidas, pois podem ser novicos para as abelhas. Isso é particularmente prejudicial quando as plantas estão floridas, uma vez que os químicos entram em contato com o néctar e o pólen, e as abelhas podem levá-los para as colmeias. • Deixe flores silvestres e ervas daninhas no jardim: são bons alimentos para as abelhas. • Construa um “hotel para abelhas”: você pode comprar ou criar uma estrutura de madeira com furos, que servirá como ninho para abelhas solitárias - que são a grande maioria.

• Torne-se um apicultor: não há necessidade de morar no campo para criar abelhas. A apicultura urbana é praticada em muitas cidades. Busque uma associação local, aprenda o necessário e transforme a apicultura em um hobby. • Perca o medo: as abelhas não visam atacar você, porque se ela provavelmente morrerá ao te picar. Elas só fazem isso quando se sentem ameaçadas. Se uma abelha pousar em você, mantenha a calma e espere ela sair. Não fique perto da entrada de uma colmeia ou no caminho entre as flores e a colmeia. E aprenda a diferenciá-las das vespas, que podem, sim, picar sem motivo aparente. • Deixe um prato de água no jardim ou no quintal: você pode não saber, mas as abelhas também sentem sede.

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Setúbal – uma cidade sadina Setúbal, orgulha-se de integrar o Clube das Mais Belas Baías do Mundo

Texto * Anete Costa Ferreira

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etúbal, é uma cidade distante de Lisboa apenas 195 km. Tem acessos fáceis por rodovia, que pode ser em carro particular, assim como os ônibus da linha; se optar pela via marítima tem os barcos que atravessam o Rio Tejo, partindo do Cais do Sodré e do Terreiro do Paço, e ainda o trem que sai de várias estações lisboetas, de hora em hora, com destino a bonita Setúbal. Banhada pelo rio Sado, abraçada pela Serra da Arrábida, orgulha-se de integrar o Clube das Mais Belas Baías do Mundo. Seus descendentes são conhecidos por sadinos. Possui muitas praias com bandeira azul, sinal de que os frequentadores podem usufruir as delícias das águas, sem preocupação.

Detentora de rico patrimônio histórico está no topo de uma das cidades mais visitadas em todas as estações do ano.

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A Fortaleza de São Filipe desenhada por Filipe Terzo, construída entre 1582 a 1594, teve a sua obra iniciada com a presença de D. Filipe II. Possui uma pequena capela chamada São Filipe cujo interior é totalmente revestido de azulejos nas cores azul e branco, mostrando cenas da vida desse apóstolo, assinadas e datadas por Policarpo de Oliveira Bernardes, do ano de 1736. O Pelourinho constituído por uma coluna coríntia de mármore branco com veios escuros, inicialmente esteve na Antiga Praça da Ribeira. Abalado com o terremoto de 1755 foi reconstituído sob as ordens de Sebastião José de Melo, o Marquês de Pombal, e transferido para o Largo da Fonte Nova em 1774. Posteriormente, foi colocado na Praça Marquês de Pombal, onde permanece. Documentos dão conta de que a localidade Nossa Senhora Anunciada foi habitada durante a Idade do Cobre, há cerca de 4500 anos. Época em que a comunidade primitiva começa a desagregar-se face o desenvolvimento da economia agro-pastoril, a introdução da metalurgia e o incremento do setor terceário. Na altura em que surgiram as manifestações da guerra, suas populações foram obrigadas a buscar as planícies por serem os pontos mais elevados, como garantia de defesa. A primeira ocupação dá-se na Serra de São Luís, conhecida por O Pedrão, considerada autêntica fortaleza natural.

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A segunda foi a jazida arqueológica A Rotura, onde abunda vestígios da prática metalúrgica do cobre. Cessadas as lutas, Pedrão fica abandonada, voltando a ser ocupada já na Idade do Ferro com a invasão do exército romano. Esta população permanece até finais do Século I – a. C, iniciando-se no Estuário do Sado, a colonização romana. Um século após os romanos criam um dos mais importantes complexos industriais: “a salga do peixe do Mediterrâneo Ocidental” que funcionavam em dois centros, um em Tróia e outro em Setúbal. Recentemente, junto à foz do rio Sado, à margem esquerda da Ribeira da Ajuda foram encontrados nas escavações, vestígios de um estabelecimento industrial da “salga do peixe”, testemunhando a Época Romana. A gastronomia setubalense tem o seu forte no peixe frito, cozido ou assado, além do variado cardápio constante de: Feijoada de Choco, Espetada de Tamboril, Choco Frito, Sopa do Mar, Sarda, Sardinha, Linguado e Salmonete. Os crustáceos e os moluscos também fazem as delícias dos visitantes nas iguarias de Ameijoas, Santola, Sapateira e Camarão. Região rica em vinho tinto lutando para manter-se com qualidade no concorrido mercado mundial. Produz o afamado “Moscatel de Setúbal”, consagrado internacionalmente com vários diplomas. A doçaria prima pelas tortas, travesseiros, bolos conventuais e o famoso queijo de Azeitão, de sabores irresistíveis. Os cultos religiosos têm nas festividades de Nossa Senhora da Arrábida, o já tradicional círio, uma iniciativa dos pescadores e marítimos do bairro de Troia que homenageiam a sua santa protetora, em julho de cada ano. Setúbal, além da sua rica história promove feiras de artesanato, coordena todas as modalidades de esportes nas quatro estações, organiza festivais de teatro, espetáculos musicais, patrocina o já famoso Festival Internacional de Cinema de Tróia, além de outros eventos e divertimentos que se realizam no decorrer do ano, comprovando ser uma cidade de cultura permanente e diversificada. (*) Correspondente em Portugal

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A Fortaleza de São Filipe desenhada por Filipe Terzo, construída entre 1582 a 1594

Há uma tradição antiga, de que quem participa pela primeira vez nas festas deve bater três vezes com o glúteo, no globo esculpido abaixo da estátua de Frei Martinho à entrada do Convento da Arrábida

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O Museu do Palito de Fósforos Em uma das sete salas do Museu do Palito de Fósforos

Texto *Anete Costa Ferreira Fotos Divulgação

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Fotografia: Tereza e Aryanne Fotografia

omar, bonito lugar histórico distante 100 quilômetros de Lisboa com acesso fácil por via ferroviária e terrestre, é considerada o coração do país e a alma da História de Portugal. Inicialmente, chamada Nabância, termo originário do rio Nabão que banha a cidade.Fundada pelos Túrdulos, em 480 a.C. e, seiscentos anos depois, habitada pelos romanos de Trajano, é um lugar mitológico que também foi dominado pelos Visigodos. A partir de 1160, D. Gualdim Pais, 4º Mestre da Ordem do Templo, decidiu construir o Castelo, sediando ali a Ordem dos Cavaleiros de Cristo, herdeira material e espiritual da poderosa Ordem dos Templários. Muito visitada por historiadores, estudantes, pesquisadores, turistas e curiosos pela riqueza de informações que possui. O visitante geralmente vai ao Castelo deslocando-se em seguida até ao Convento de São Francisco, obra do século XVII, para conhecer o Museu dos Fósforos ou o Museu do Palito de Fósforos.

O fósforo até chegar a perfeição dos dias atuais teve um longo percurso. Segundo os documentos foi o químico alemão Hernning Brand quem em 1669, o descobriu, casualmente numa das duas tentativas de transformar metais em ouro. Após, 150 anos, o francês Jean Chancel misturou clorato de potássio, amido e goma-arábica, resultando uma pasta inflamável. Porém, havia dificuldade de acender o fósforo. Deparamos em 1680 com a fabricação de uma folha áspera coberta de fósforo, acompanhada de uma varinha com enxofre na ponta. Era a invenção de Robert Boyle que não valorizou sua pesquisa, certo que tratava-se de uma curiosidade bastante onerosa para a época. Decorridos mais de século e meio, o farmacêutico inglês Jonh Walter, inventa o 1º fósforo de fricção ou luz de fricção, que chamou Fosphoro Lúcifer, no ano de 1826, dando novo avanço nesse campo. Decidiu dar a Samuel Jones o direito de patentear sua ideia. Este enriqueceu com a fabricação dos fósforos Lúcifer. A partir de 1827, JW produziu longas varetas raspáveis de peróxido sulfurado, porém de

odor desagradável. É considerado o precursor dos fósforos. Ainda nesse ano, o químico francês Charles Sáuria, para eliminar o mau cheiro inventou o fósforo inodoro, de cor branca, mas de alto risco e por ser venenoso, provocou muitos acidentes fatais. No decorrer de 1832, a Alemanha comercializa palitos que continuam perigosos por incendiarem-se dentro das próprias embalagens. Alonso D. Phillips de Springfield, em 1836, obteve a patente para fabricar fósforos de fricção e os chamou de locofocos. Continuava o perigo que só foi extinto com a descoberta do fósforo vermelho, em 1845. Os estudos avançaram e os fósforos de segurança nasceram em 1855, quando o sueco Carl Lundestron provou que esses só acendiam após serem atritados. Joshua Puseu, advogado americano, criou os fósforos feitos de papelão, em 1889, sendo porisso considerado o inventor da caixa de fósforos. Patenteou sua criação, sem êxito. Contactado pela Companhia de Ópera Mandelshon, em 1897, que procurava novidade para inauguração da Estação em New York, apresentou seu projeto que foi aprovado, e a partir de então foram utilizados os fósforos de papel. Grande foi o sucesso que as vendas atingiram valores além expectativas. Decorridos dois anos decidiu vender a patente à Diamond Match Company. No ano de 1909, o químico Willam Armstrong Fairburn, desenvolveu o processo prático de fabricação de fósforos não explosivos e não venenosos e acesos por fricção, sob condições atmosféricas com segurança plena. Em Portugal, nos finais do século XIX já existiam várias fábricas de fósforos. O Governo decidiu em 1895, cessar as atividades de todos os pequenos fabricantes, criando a Companhia Portuguesa de Phosforos com exclusividade para a produção de fósforos e isca. À recém-fundada sociedade foram cedidos os Alvarás de exploração das Fábrica de Lordelo, no Porto e a do Beato, em Lisboa que ficaram pertencendo respectivamente, à Companhia Geral de Phosforos e à Companhia Nacional de Phosforos.

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Caravela totalmente confeccionada com palitos

Mas o monopólio é extinto em 1926, passando Portugal a possuir três novas fábricas: a Fosforeira Portuguesa, a Sociedade Nacional de Fósforos e a Companhia Luzitana de Fósforos. Esta foi incorporada à Sociedade Nacional de Fósforos, e a SNF foi vendida a um grupo sueco, ficando unicamente a Fosforeira que ainda preserva a memória da industrialização de fósforos em terras portuguesas. Pelos idos de 1941, os acervos das duas últimas foram transferidos para os arquivos das Finanças e em seguida encaminhados para a Torre do Tombo. Com este historial chega-se ao Museu dos Fósforos, em Tomar. Instalado no Convento São Francisco ocupa sete salas com estantes, vitrines e montras, representando cento e vinte sete países. Possui cerca de sessenta e cinco mil caixas de fósforos, cujos tamanhos variam dos 3 aos 15 centimetros, mostrando estampas de cantores, políticos, atores, fauna, flora, várias modalidades desportivas, bebidas, culinária, títulos de filmes, instrumentos musicais, lendas, mitos, arquitetura, fachadas de restaurantes, bares, hotéis, automóveis, veículos em geral, etc, etc, Dentre as preciosidades destacam-se as caixas incrustadas com jóias e pedras preciosas.

Outra peça que desperta a atenção é uma máquina de etiquetas, construída pela Sociedade Nacional de Fósforos, nas oficinas da Fábrica do Beato, em 1954. Seu custo foi orçado em 5.909$53 (cinco mil, novecentos e nove escudos e cinquenta e três centavos), moeda da época. Uma caravela totalmente confeccionada com palitos, pelos detentos do Presídio de Tomar, e ofertada ao Museu

em 13 de Janeiro de 1999, constitui-se uma peça de rara beleza naquele lugar de cultura. Afixadas nas paredes estão molduras com diplomas de várias procedências onde se lê mensagens de felicitações, menções honrosas, e certificados atribuídos ao Museu e ao seu fundador. O acervo foi ofertado à Câmara Municipal de Tomar pelo colecionador Aquiles de Mora Lima, português daquela cidade que notabilizou-se pelos serviços prestados à cultura da sua terra, nas mais variadas vertentes. No Brasil, os palitos de fósforos são vendidos em caixinhas que para além de produzirem o fogo, são usados como instrumento de percussão. Nas rodas de Samba, são as caixinhas que marcam o ritmo para os Enredos, assim como os seresteiros que utilizam para incrementar o ritmo original do violão. Toda pessoa que queira ofertar ao Museu algo relacionado aos fósforos pode fazer sem constrangimentos. Sobretudo, caixas de fósforos que grande parte das populações já não as utiliza, preferindo o isqueiro. O Museu do Palito de Fósforos se constitui numa característica única da história da cultura mundial, naquele espaço riquíssimo da bela cidade de Tomar. (*) Correspondente-Portugal

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Pediatras lançam guia para promover atividade física a criança e adolescente Em comemoração ao recente Dia do Pediatra Se for necessário, os pediatras encaminharão os jovens para avaliação cardiológica antes da prática da atividade física

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rianças e adolescentes de 0 a 19 anos devem praticar atividade física diariamente e passar o menor tempo possível em frente a telas de tablets, computadores ou televisão. A recomendação está no guia lançado recentemente, pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com orientações inéditas para promover a atividade física desde a infância e combater a obesidade e outros problemas de saúde decorrentes do sedentarismo. O objetivo do guia é facilitar a orientação dos pediatras, profissionais de saúde, educadores, pais e professores de educação física no encaminhamento das crianças e adolescentes para o exercício físico diário e alertar sobre os riscos da inatividade. O guia lembra que a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente garantem às crianças e jovens o direito ao lazer, esportes e diversão, assim como o acesso à saúde. E destaca que o Brasil firmou em março deste ano, junto à Organização das Nações Unidas, o compromisso de combater a obe-

sidade infantil. “A obesidade na infância e na adolescência é um problema mundial que acarreta custos elevados aos sistemas de saúde. Jovens obesos apresentam maiores probabilidades de desenvolverem fatores de risco que podem causar doenças como diabetes, hipertensão, depressão, alterações ortopédicas e articulares, por exemplo”, disse Luciana Rodrigues Silva, presidente da SBP. Segundo a agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Pan -Americana da Saúde (OPAS), mais da metade da população brasileira está com sobrepeso. Entre as crianças menores de cinco anos, estima-se que 7,3% delas estão acima do peso.

Mais brincadeiras, mais saúde

O manual da SBP foi elaborado com base no alerta de estudos e protocolos internacionais e pela primeira vez traz informações sistematizadas sobre diferentes tipos de atividades mais adequadas para cada faixa etária entre 0 e 19 anos, considerando as

etapas de crescimento e desenvolvimento físico e cognitivo. “Os pediatras vão ter tabelas bem indicativas, em que você acessa ali a faixa de zero a dois anos, de três a cinco anos, depois de seis a 19. Então, ele tem na mão o que pode indicar e como ele vai indicar. Isso facilita muito durante a consulta no serviço público e no serviço privado de saúde”, explicou Ricardo Barros, pediatra e coordenador do grupo de trabalho que elaborou o guia. De acordo com o documento, é recomendável que as crianças e adolescentes sejam fisicamente ativos todos os dias e que devem praticar atividades prazerosas e lúdicas. “A criança gosta do lúdico, ela vai ter habilidade entre 5 e 7 anos, nessa idade você coloca numa escolinha, pode ser de natação, judô, o que achar mais interessante, mas tem que ter uma boa orientação e a criança tem que gostar, não adianta levar a criança chorando”, recomenda o pediatra. Os bebês, por exemplo, devem ser estimulados a se movimentarem várias vezes ao dia, seja engatinhando, buscando objetos ou movendo os membros do corpo, sob supervisão e estímulo dos pais. E até os dois anos de idades não devem ser expostos a tablets ou outro tipo de telas eletrônicas, como celulares e televisão. As crianças de três a cinco anos, podem se exercitar por 180 minutos ao longo do dia, andando de bicicleta, com brincadeiras de perseguir ou jogos com bola, por exemplo. A partir dessa faixa etária, as crianças também podem começar a nadar, fazer dança, praticar lutas ou esportes coletivos, de maneira gradativa. Entre seis e 19 anos de idade, as crianças e adolescentes podem se exercitar por pelo menos uma hora por dia com atividades mais intensas, como correr, nadar, pedalar, saltar ou com brincadeiras que trabalhem com o peso corporal e acelerem mais a respiração e o batimento cardíaco.

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Induzir crianças e adolescentes para o exercício físico diário e alertar sobre os riscos da inatividade

Atividades que estimulem a flexibilidade e o desenvolvimento de músculos e ossos, como a musculação, podem ser feitas pelo menos três vezes na semana com acompanhamento profissional. Se for necessário, os pediatras encaminharão as crianças para avaliação cardiológica antes da prática da atividade física. Eles alertam ainda que o tempo de exposição às telas não deve ultrapassar duas horas diárias para não prejudicar o tempo de exercício das crianças. Segundo a última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, feita pelo Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE), 65,5% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental não realizavam 300 minutos de atividades físicas na semana, e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que essa frequência chegue a pelo menos 420 minutos.

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A iniciativa visa ainda promover hábitos saudáveis inclusive no meio médico. Para sensibilizar os profissionais e alertá-los de que eles também precisam se exercitar, o lançamento do guia ocorreu no Dia Nacional do Pediatra, celebrado 27 de julho. “Primeiro, o pediatra

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“Infelizmente, as telas ocuparam o lugar da atividade física, então a criança de qualquer nível social, de qualquer idade, já entra no consultório teclando um iphone, ipad, uma maquininha. Nós temos que acabar com isso, que é, digamos assim, o vírus mais nocivo contra a atividade física. Quando você está numa tela, você tem o isolamento social, você não está brincando, jogando, não tem nenhum tipo de convivência com outras crianças”, alerta Barros.

também deve fazer algum tipo de atividade física para ser um exemplo e passar melhor as informações sobre tempo de exercício, hidratação e nutrição. E, segundo, para eles indicarem a hora certa para a criança se exercitar. A ideia é estimular o pediatra a dar uma informação mais adequada e depois isso ser replicado pela família”, explicou Barros. No guia, os pediatras também são orientados a conversar com os pais sobre a pandemia da obesidade e estimulá-los a educar seus filhos a terem um modo de vida mais ativo, com hábitos alimentares mais saudáveis. Para as escolas, as principais orientações são no sentido de desenvolver ações pedagógicas que incluam mais participação dos alunos nas aulas de educação física. O guia também propõe a formulação de políticas públicas de promoção da atividade física na infância e adolescência. As recomendações serão distribuídas para quase 30 mil pediatras de todo o país, que disseminarão as informações para pais, educadores físicos e a comunidade escolar. O guia pode ser acessado no site da SBP: http://www.sbp.com.br/

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Plante uma árvore enquanto navega na web com Ecosia

Fazer uma pesquisa pode ajudar a combater o desflorestamento. O Ecosia é uma alternativa ecológica a motores de busca como o Google, Bing ou Yahoo Fotos Ecosia

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onald Trump”, “Óscares 2017”, “Emma Watson”, “Festival da Canção”. A pesquisa de expressões ou até de perguntas é uma tarefa comum do quotidiano. Um ato quase mecânico, sem importância, que não merece reflexão. Mas, e se cada clique fizesse a diferença? Uma pequena empresa sediada na Alemanha tornou isso possível. Fundada por Christian Kroll, em Dezembro de 2009, o Ecosia o é um motor de busca amigo do ambiente, disponível para celulares e também em versão desktop. A premissa do projeto é doar pelo menos 80% das receitas geradas através de anúncios publicitários a projetos de reflorestamento. Agora, ao atingir a marca das seis milhões de árvores, o próximo e ambicioso objetivo é o de plantar 1 bilhão de árvores até 2020. A empresa alemã, com sede em Berlim, neutra em CO2, colabora atualmente com quatro programas de reflorestamento no Peru, Burkina Faso, Madagáscar e Indonésia. Para comprovar os resultados, a empresa publica no seu site relatórios financeiros mensais, bem como vídeos e fotografias do trabalho desenvolvido. Questionada, a responsável de comunicação do Ecosia diz que Seis milhões de árvores plantadas através de buscas na internet, pelo motor de busca mais verde que existe

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“tornar visível o impacto positivo que eles [os utilizadores] nos ajudam a atingir” é também uma maneira de solidificar a relação de confiança com os consumidores. Os resultados de pesquisa obtidos usando seu mecanismo são alimentados por Bing, mas usa os algoritmos de pesquisa da própria Ecosia. Como outras empresas similares,

geram lucros com anúncios que aparecem ao lado dos resultados da pesquisa. Cada clique em um link patrocinado gera lucro para os plantadores de árvores pagos por seus parceiros no Microsoft Bing. Em dezembro passado, a empresa estimou que cada busca aumenta em torno de 0,5 cêntimos de euro, o que significa que levantar o suficiente para uma árvore custaria 56 pesquisas, o que gera cerca de 0,28 euros.De acordo com dados fornecidos por Jacey Bingler, a empresa tem neste momento quase cinco milhões de utilizadores. Apesar de a maioria pertencer a países de língua francesa ou alemã, Bingler destacou o fato dos utilizadores portugueses terem triplicado nos últimos meses. Mas como decidem onde plantar as árvores? Para ter a certeza que “cada euro investido tem o maior impacto positivo possível”, Pieter van Midwoud explica que a empresa rege-se por um conjunto bem definido de regras e diretrizes. O responsável pela supervisão de todo o processo de plantação das árvores diz que o objetivo dos projetos de reflorestamento é restaurar o ambiente, mas também melhorar a qualidade de vida www.paramais.com.br

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O objetivo dos projetos de reflorestamento é restaurar o ambiente, mas também melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem nas zonas afetadas pelo desflorestamento

das pessoas que vivem nas zonas afetadas pelo desflorestamento. A empresa, explica van Midwouw, assume como áreas prioritárias de intervenção “as mais pobres do mundo, onde se pode fazer uma diferença maior na vida das pessoas”. E, ao mesmo tempo, as que são qualificadas como “hotspots de biodiversidade”, seguindo o conceito estabelecido pelo ecologista britânico Norman Myers: “Áreas do nosso planeta que

possuem espécies vegetais e arbóreas que são completamente únicas a essa região, mas que estão criticamente ameaçadas devido à forte desflorestamento causado pela agricultura, cortes ilegais de madeira, mineração, entre outros”, explicou. No entanto, explica Bingler, também está a ser analisada a colaboração com organizações europeias. “É possível que, num futuro próximo, também comecemos a plantar árvores na Europa”, disse.

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Projeto Anjos da Guarda retoma atividades com nova estrutura para crianças e adolescentes Participantes do projeto têm aulas de reforço, redação, ética, além de condicionamento físico e atividades esportivas como vôlei, futebol e dança, entre outro

Criado em 2007, atende crianças e adolescentes com idades entre 7 e 16 anos e vem sendo ampliado ano a ano, em função dos resultados positivos alcançados e da grande procura das comunidades que querem ocupar de maneira positiva o tempo livre de seus filhos. Dez guardas municipais atuam como instrutores atendendo com atividades educativas, de esporte e lazer os alunos do projeto que oferece aulas de reforço escolar, redação, educação para o trânsito, educação ambiental, valorização do patrimônio público, ética, prevenção da violência e cidadania. Os estudantes também participam de atividades como futebol, vôlei, artes marciais e dança.

Serviço

Texto Thais Veiga Fotos Ascom GMB , João Gomes – NID Comus

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ma criança dificilmente consegue esconder o que ela é. Fico encantado a cada dia pela curiosidade, sinceridade e, principalmente, pela vontade de crescer”, disse emocionado o inspetor Denilson Paixão Silva, coordenador do projeto social Anjos da Guarda, durante o retorno para as atividades do segundo semestre no bairro do Tapanã. O projeto retornou recentemente, com nova estrutura e calendário recheado de atividades, além de novas 85 crianças e adolescente atendidas, totalizando 205 estudantes, encerrando as vagas para este ano. Nas primeiras horas de programação os alunos receberam orientação e o primeiro treinamento para o desfile cívico de 7 de setembro, além de prática de esportes com dança, condicionamento físico e vôlei. Há dois anos no projeto, Mauricio Ferreira, de 12 anos, era só alegria na volta das atividades. “Vinha todos os dias das férias visitar o espaço, contando as horas para o retorno das atividades. Sentia falta de tudo, das palestras, das aulas de redação, de jogar bola e, principalmente, de tocar o bumbo, pois quero ser músico quando crescer”, contou Mauricio. Para esse segundo semestre o calendário foi planejado para levar uma variedade de ações e serviços para as meninas e meninos atendidos. 34

Interessados em vagas para as crianças e adolescentes, turmas de 2018, devem O Projeto Anjos da Guarda é uma ação de res- procurar a sede do Projeto Anjos da Guarponsabilidade social executada pela Prefeitura da, na Rua Tamandaré, 437, entre Álvaro de Belém por meio da Guarda Municipal. Veloso e Rua Uberaba, no Tapanã.

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O Projeto Anjos da Guarda é uma ação de responsabilidade social executada pela Prefeitura de Belém por meio da Guarda Municipal

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