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Revista

Pará+ BELÉM-PARÁ

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ISSN 16776968

EDIÇÃO 184

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A beleza dos pássaros juninos Feira pan-amazônica do livro Expedição Imerys Capa 184.indd 2

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184 - Junho - 2017

XXI Feira Pan-Amazônica do Livro

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Revista

N E S TA E D I Ç Ã O

PUBLICAÇÃO

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

ÍNDICE

A beleza dos Pássaros Juninos

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Programação Cultural Junina de Belém

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DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Ag. Pará, Anete Costa Ferreira, Ascom Sedeme, Banco Mundial, Berna Amorim, Cadri Massuda, Carlos Dias, Cacau Souza, Ivens M. Carvalho, IBGE, Marga Monteiro, Ronaldo Hühn FOTOGRAFIAS: Alessandra Serrão NID/Comus, Ascom Ibama, Ascom Sedeme, Cristino Martins, Rodolfo Oliveira / Ag. Pará, Celso Lobo, Diego Sulivan, Diogo Vianna / Nucom / Fcp, Divulgação, Edsom Leite/MT, Expedição Imerys, Fábio Carvalho Fernando Nobre/Ascom Seduc, Leonardo Mendonça, Ronaldo Rosa, Uchôa Silva-Agência Belém DESKTOP: Rodolph Pyle; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

C A PA

VIII Fórum TCE-PA e Jurisdicionados

20 Expedição Imerys arte e fotografia em nome do social

28 Em homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a paisagem lúdica de Alter do Chão, em Santarém. Foto de Celso Lobo

Santo Antônio e o símbolo da Açucena FEPASA – a ferrovia paraense, andamento do projeto Século XXI a geração que viverá mais de 100 anos

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Tradições, que se esvaem Embrapa no despertar da curiosidade científica O mapeamento digital do Solo brasileiro

FAVOR POR

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Pará tem primeiro viaduto do país para travessia da fauna

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Um passeio em Sintra www.paramais.com.br

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Pará tem primeiro viaduto do país para travessia da fauna Viadutos exclusivos para animais do Ramal Ferroviário S11D são os primeiros construídos no Brasil

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Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) concedeu uma determinação a favor da Licença de Instalação (LI) nº 934/2013, emitida para a construção do Ramal Ferroviário Sudeste do Pará, que resultou na criação do primeiro viaduto para travessia de fauna (overpass) do Brasil. De acordo com a publicação oficial no site do instituto, a ferrovia, que recebeu a nova construção, cruza a Floresta Nacional de Carajás em dois pontos onde a vegetação está em estágio médio ou avançado de regeneração. Para definição dos locais mais adequados para criação da travessia, cada trecho foi projetado conforme a análise de características do local, como: o tráfego da região, condições das estradas, paisagem espacial e até o porte dos animais silvestres presentes nas redondezas. Para se ter uma ideia, segundo os estudos de ecologia de estradas redigidos pelo Ibama, anualmente, cerca de 450 milhões de animais selvagens morrem atropelados nas estradas e ferrovias brasileiras, que se estendem por 1,7 milhão de quilômetros. Desta forma, o objetivo do viaduto inédito, além de possibilitar uma travessia segura para os animais, é permitir a dispersão de espécies que necessitam de áreas mais extensas para sobreviver, evitando a perda da biodiversidade e possíveis acidentes. Por meio do monitoramento, já foi possível registrar fauna silvestre em 75% das estruturas. A identificação foi feita por fotos obtidas de câmeras acopladas a sensores de movimento, instaladas em locais estratégicos ao longo da ferrovia. As fotos flagram o momento em que tatu-quinze-quilos, tamanduá, cutia, iguana, capivara, lontra, cachorro do mato e jaguatirica usam as passagens para cruzar a ferrovia.

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O primeiro viaduto para travessia de fauna (overpass) do Brasil, cruza a Floresta Nacional de Carajás em dois pontos

Pequenos arbustos foram plantados nas laterais do percurso para simular a continuidade do terreno da floresta

Travessia já é usada em outros países Por meio de sua assessoria, o Ibama informou que os viadutos do ramal foram cercados com arame galvanizado de 2,2 metros de altura ao longo de 100 metros de extensão para cada um dos lados de acesso. Em conjunto com a ação, pequenos arbustos foram instalados nas laterais do percurso para simular a continuidade do terreno da floresta. Vale lembrar que, até então, a solução mais procurada para atender à essa classe de animais era a instalação de túneis subterrâneos, mas o resultado positivo do uso de overpass para fauna em países da Europa e América do Norte chamaram atenção da equipe de licenciamento ambiental brasileira, que decidiu apostar na eficiência da medida em território nacional.

O Ibama confirmou que já existem registros de trânsito de capivaras, tatus, jaguatiricas, tamanduás-bandeira, cachorros do mato, cutias, iguanas e gatos-mouriscos no local. Outras 30 passagens foram instaladas ao longo dos 100 quilômetros do ramal.

Com o objetivo de permitir a plena reconectividade da Floresta e possibilitar o fluxo da fauna silvestre, no caso uma Jaguatirica Pará+

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A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) foi a grande atração de abertura da XXI Pan-Amazônica do Livro

XXI Feira Pan-Amazônica do Livro Fotos Cristino Martins, Rodolfo Oliveira / Ag. Pará, Fernando Nobre/Ascom Seduc

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Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) foi a grande atração de abertura da XXI Pan-Amazônica do Livro. O concerto “Poesia e Música” teve a regência do maestro titular Miguel Campos Neto e participação da cantora lírica paraense Carmen Monarcha. Com uma programação que homenageia pela primeira vez um país imaginário – a poesia. O secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves Fernandes, ressaltou que a Feira chega à maturidade depois de enfrentar muitas dificuldades, incluindo a utilização de espaços alternativos em algumas edições, até que ocupasse em definitivo seu lugar no pavilhão de exposições do Hangar Convenções e Feiras da Amazônia. Para Paulo Chaves, homenagear a poesia significa homenagear a liberdade de pensamento, “é imaginar um lugar onde não se precisa de vistos e nem de passaporte para visitar, um lugar onde tudo vale quando a alma não é pequena”, fazendo referência ao autor português Fernando Pessoa.

O concerto “Poesia e Música”, que abriu a programação da XXI Feira Pan-Amazônica do Livro, teve a regência do maestro titular Miguel Campos Neto e participação da cantora lírica paraense Carmen Monarcha

A diretora de Cultura e coordenadora da Feira Pan-Amazônica, Ana Catarina Brito, explicou que os dez dias de programação representam a culminância de um trabalho de 21 anos. E comentou que esta 21ª edição propõe uma aproximação mais direta com o livro. “Pedimos a todos os escritores

participantes dos encontros literários que doassem suas obras para que, nestes dois meses que antecederam a Feira, elas pudessem ser estudadas pelos alunos. Estamos formando um público leitor mais crítico e preparado para interagir com os escritores durante esses diálogos”, explica.

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Foram oito palestras, duas a cada dia, que envolviam o conteúdo exigido para realização da prova. A Feira também levou muita música nessa edição, com a participação de grandes nomes da cena local e nacional, entre eles Dona Onete, que há pouco tempo esteve em Nova Iorque levando à terra do Tio Sam o carimbó do Pará; o roqueiro Arnaldo Antunes, ganhador do prêmio Jabuti de poesia com o livro “Agora Aqui Ninguém Precisa de Si”, e que esteve à frente do show de encerramento da Feira; além do cantor Moraes Moreira, que participou do Encontro Literário falando sobre Cordel.

Para Paulo Chaves, homenagear a poesia significa homenagear a liberdade de pensamento. “É imaginar um lugar onde não se precisa de vistos e nem de passaporte para visitar”

Apoio financeiro Na abertura da programação, o Banco da Amazônia colocou sua assinatura em três projetos culturais que garantirão apoio financeiro a eventos realizados no Estado. São eles: XXX Festival Internacional de Música do Pará; Apresentação artística “Equoterapia – uma História Especial” e o CD “Guitarradas para bebês”, do músico e produtor Félix Robatto. Ao todo, 450 editoras participaram desta edição, sendo que 40 delas estavam expondo seus títulos diretamente. Ao longo de todo o salão principal e secundário do Hangar foram montados 130 estandes.

As editoras universitárias, por exemplo, deram desconto de 50% em todas as suas publicações, que incluem títulos que não são encontrados com facilidade e nem vendidos em qualquer livraria, dando mais uma oportunidade aos visitantes de adquirir conhecimento. A Feira Pan-Amazonica do Livro, que é o maior evento de fomento à leitura do Pará e terceiro no Brasil, teve uma programação cultural intensa englobando seminários, gincanas literárias, contação de histórias, workshops, shows, saraus de poesia, encontros literários locais e nacionais. Neste ano, uma das novidades foi o Ciclo de Estudos preparatórios ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves, ressaltou que a Feira chegava à maturidade depois de enfrentar muitas dificuldades e até que ocupasse em definitivo seu lugar no Hangar.

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O valor do Credlivro foi depositado na conta Banpará dos servidores antes do evento e só podia ser utilizado nas lojas participantes da Feira e durante o evento

Credlivro: professores usam recurso para enriquecer acervo A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) disponibilizou um crédito virtual a mais de 20 mil professores e técnicos efetivos do órgão, cada um no valor de R$ 200, para que eles pudessem acessar os títulos de seu interesse durante a programação da Pan-Amazônica. Os recursos eram repassados por meio do Programa CredLivro, que assegurava aos docentes da rede estadual a aquisição de publicações voltadas ao aprimoramento pedagógico das atividades intraclasse, auxiliando na educação continuada dos profissionais de educação. O banco oferecia opções para os servidores que não possuíam conta ou tinham perdido o seu cartão.

A mostra reuniu um pouco das apresentações dos Saraus Literários realizados realizados nas escolas Senador Álvaro Adolfo e Associação Cristã do Benguí e também na Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa)

Sarau Literário na Feira

O Sarau Literário é coordenado pela Imprensa Oficial do Estado, Secretaria de Estado de Cultura e Núcleo Articulação e Cidadania (NAC), por meio dos projetos Livro Solidário e Pan-Amazônica na Escola

Na abertura da programação, o Banco da Amazônia colocou sua assinatura em três projetos culturais que garantiram e garantirão apoio financeiro a eventos realizados no Estado

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Bastava procurar a sala 10 do Hangar e solicitar novo cartão com o saldo. O Credlivro é um programa de incentivo à leitura oriundo do “Programa de Fortalecimento de Ações de Fomento à Leitura” da Seduc, por meio do Sistema Estadual de Bibliotecas Escolares (Siebe), criado em 2005 e, em 2013, virou Lei (Lei 7.775, de 23 de dezembro de 2013). O programa, que existe desde 2005, por iniciativa do Governo do Pará, virou lei em 2013, sancionada pelo governador Simão Jatene, que instituiu o crédito, depositado uma vez por ano para uso do servidor na Feira do Livro. Esse ano, a expectativa da coordenação do CredLivro era de que 70% dos beneficiados utilizem todo o crédito, que já estava disponível desde o primeiro dia da Feira.

As escolas Senador Álvaro Adolfo, Associação Cristã do Benguí e a Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa) apresentaram no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, uma mostra do que aconteceu durante a semana no Sarau Literário, coordenado pela Imprensa Oficial do Estado, Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Núcleo Articulação e Cidadania (NAC), por meio dos projetos Livro Solidário e Pan-Amazônica na Escola. “A Professora Encantadora”, do escritor Márcio Vassalo, foi levada ao palco pelos alunos da Escola Associação Cristã do Benguí. Em seguida, os adolescentes da Fasepa mostraram uma versão resumida das performances baseadas no livro “Corpo de Festim”, do escritor carioca Alexandre Guarnieri, e ainda algumas referências materiais da exposição montada por eles em homenagem ao escritor. O evento encerrou com a apresentação dos alunos da Escola Senador Álvaro Adolfo, que emocionaram o público e o escritor Márcio Vassalo, com a versão musical de seus livros “De Pai Pra Filho” e ‘A Princesa Africana’. www.paramais.com.br

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Os alunos da Escola de Ensino Fundamental Senador Álvaro Adolfo, de Ananindeua, prepararam diversas surpresas para o escritor carioca Márcio Vassallo, no Sarau Literário, como parte da programação da XXI Feira Pan-Amazônica do Livro

O escritor carioca Márcio Vassallo, com a diretora da Escola Álvaro Adolfo A exposição mostrava as atividades desenvolvidas por internos custodiados pela Susipe foi montada no estande da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), na Feira Pan-Amazônica do Livro

A importância social do incentivo à leitura As atividades desenvolvidas por internos da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) estiveram expostas pelo segundo ano consecutivo na Mostra de Educação Prisional da Susipe, montada no estande da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

O projeto “Remição de Pena pela Leitura: a Leitura que liberta” foi destaque na exposição. Com base nas obras já lidas que compõem o acervo do do Centro de Recuperação Penitenciário II (CRPP II), os detentos confeccionaram marcadores de livros, histórias em quadrinhos e pinturas em tela que foram expostos ao público para apreciação e venda. Por meio do projeto “Remição de Pena pela Leitura: a Leitura

que liberta”, os internos têm até 45 dias para ler uma obra literária e apresentar um relatório, para aqueles que possuem até o Ensino Médio completo, ou uma resenha, para os que têm nível superior. A cada obra lida e relatório/resenha entregue são remidos quatro dias da pena, conforme determina a Lei de Execução Penal. Porém, o trabalho desenvolvido dentro do CRPP II vai bem além da leitura e escrita, como explica a professora e orientadora da Seduc que atua dentro da unidade, Andréa Pastana. Segundo levantamento da Coordenadoria de Educação Prisional da Susipe, em um ano e dez meses do projeto mais de 200 obras já foram lidas e 116 internos já foram beneficiados com a remissão de pena. Os que já estão em liberdade e não reincidiram no crime, sendo que três, inclusive, conquistaram uma vaga no Ensino Superior. No espaço reservado para a mostra, no estande da Seduc, também foi exibido ao público um vídeo sobre o trabalho desenvolvido em outras casas penais que participam do projeto. “Tudo o que troxemos para expor aqui é fruto de um trabalho que só demonstra o quanto o projeto está progredindo. Isso nos faz acreditar que a leitura é um bom caminho para a reintegração”, concluiu a defensora pública estadual que apoia o projeto, Anna Izabel Santos.

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Para garantir a segurança e o funcionamento do evento foram deslocados para o Hangar servidores públicos estaduais e seguranças particulares

A importância e versatilidade do Hangar A maior feira literária do estado, termina após dez dias de intensa programação lítero-cultural, como teatro, lançamentos de obras, debates, palestras, além de milhares de opções de livros com preços acessíveis a população. Tudo isso em um único espaço: Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, complexo com mais de 24 mil m². O pavilhão térreo do Hangar teve mais de 170 estandes distribuídos entre espaços de literatura geral, editoras universitárias, representações internacionais e parceiros institucionais, em uma área de 3,988m². Já o Espaço Infantil ocupou uma área de 748m², divididos em 40 estandes direcionados apenas ao público infanto-juvenil.

A XXI Feira Pan-Amazônica do Livro registrou recorde de público em dia único, ao reunir no sábado (3), penúltimo dia do evento, 54 mil visitantes

Somando a área de alimentação, a área ocupada foi de 860,5m². “O número de pessoas que circularam aqui na Feira foi enorme, então o espaço tinha que ser grande também e o Hangar é um bom local para esse tipo de evento”, destacou a professora Marisa Rocha, de 33 anos. Já o universitário Edson Ribeiro, de 23 anos, que participou de uma oficina na Feira, afirmou que “Belém carece de espaços grandes como este e o Hangar atende a necessidade de ser um espaço de várias utilidades”. O andar superior do Hangar, onde ocorreu a programação lítero-cultural, comportou três exposições, sala de imprensa, estúdio exclusivo da TV Cultura, espaço do autor, quatro salas multiuso, além dos auditórios moduláveis Benedito Nunes, Dalcídio Jurandir e Eneida de Moraes.

Toda a estrutura conta com canaletas de ar comprimido, água, telefone, energia e internet, o que garantiu conforto, praticidade e comodidade aos espaços utilizados. Uma ambulância também ficou disponível para atender qualquer tipo de emergência durante todo o período de funcionamento da Feira. Para garantir a segurança e o funcionamento do evento foram deslocados para o Hangar servidores públicos estaduais, seguranças particulares, agentes de saúde da Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa), Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, Secretaria Municipal de Economia (Secon), Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) e colaboradores da Organização Social Pará 2000, que administra o complexo Segundo levantamento da Coordenadoria de Educação Prisional da Susipe, em um ano e dez meses do projeto mais de 200 obras já foram lidas e 116 internos já foram beneficiados com a remissão de pena

O projeto Lamparina Acesa do núcleo de pesquisa Culturas e Memórias da Amazônia (Cuma) da Universidade do Estado do Pará (Uepa) levou pelo segundo ano consecutivo à Feira Pan-amazônica do Livro o serviço gratuito de guia vidente - para pessoas cegas - e intérprete da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) – para pessoas surdas

A Feira do Livro teve cerca de 400 mil pessoas e uma movimentação financeira em torno de R$ 14 milhões durante os 10 dias de programação

O pavilhão térreo do Hangar teve mais de 170 estandes distribuídos entre espaços de literatura geral, editoras universitárias, representações internacionais e parceiros institucionais

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A cantora, compositora e escritora carioca Bia Bedran, acompanhada da Banda Cabeça de Vento, no auditório Dalcídio Jurandir, o maior do Hangar, animou o público www.paramais.com.br

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A Feira Pan-Amazônica do Livro pode se tornar patrimônio cultural e imaterial do Estado do Pará, por meio de projeto de lei na Assembleia Legislativa

Termino/Encerramento, com recorde de público

Ao todo, foram comercializados 750 mil títulos, movimentando cerca de R$14 milhões

Feira deve virar patrimônio imaterial do Estado A XXI Feira Pan-Amazônica do Livro registrou recorde de público em dia único, ao reunir no sábado (3), penúltimo dia do evento, 54 mil visitantes. O “feito” foi bastante comemorado pelo secretário de Cultura do Pará, Paulo Chaves, e pela coordenadora da Feira, Ana Catarina Brito, durante coletiva de imprensa, no Salão Marajó, no Hangar. Outra notícia que entusiasmou a todos foi a assinatura de um projeto de lei, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), deputado Márcio Miranda, que torna a Feira Pan-Amazônica do Livro patrimônio cultural e imaterial do Estado do Pará.

A diretora de Cultura e coordenadora da Feira Pan-Amazônica, Ana Catarina Brito, explicou que esses dez dias de programação representam a culminância de um trabalho de 21 anos

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Ao longo de todo o salão principal e secundário do Hangar foram montados 130 estandes. Algumas editoras prometiam descontos nas publicações para atrair o público

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Durante os 10 dias da Feira do Livro cerca de 400 mil pessoas visitaram o local

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Até o dia 4 de junho, o Hangar teve uma programação cultural intensa reunindo seminários, gincanas literárias, workshops, shows, saraus de poesia e encontros literários

Escritório Escolar Evangélico Recargas de Cartuchos e Tonners.

“É uma das feiras mais famosas do país, uma referência para os paraenses e para estudiosos, livreiros e leitores de todo o Brasil. Estava mais do que na hora dela ter seu reconhecimento registrado dessa forma”, detalhou o parlamentar, que também participou da coletiva de imprensa. Ele anunciou ainda a ampliação da Lei Semear, que incentiva e financia projetos culturais no Estado. Seja para comprar livros, participar de cursos, palestras, encontros literários, ir a shows, visitar estandes ou até mesmo dar uma volta, a Feira foi local de visitação certo para as 400 mil pessoas que passaram pelo local durante seus 10 dias. Ao todo, foram comercializados 750 mil títulos, movimentando cerca de R$14 milhões, dentre esses, R$4 milhões do CredLivro, benefício dado aos professores e técnicos do Estado; R$600 mil para professores da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e outros R$600 mil da Prefeitura de Belém, disponibilizado para professores do município. Para Robério Silva, representante da Agência Nacional de Livrarias (ANL), o evento foi um “fenômeno”. “Para um país que está em crise e para o setor livreiro que está em retração há pelo menos dois anos, vender 750 mil livros é fenomenal. Mais uma vez a Feira Pan-Amazônica se coloca entre as melhores do Brasil”, comentou. O representante da ANL divulgou também os temas mais procurados na edição de 2017. De acordo com um balanço realizado em todos os estandes, os segmentos mais procurados da Feira foram os romances, literatura brasileira (incluindo a poesia), literatura fantástica e histórias em quadrinhos, livros técnicos (universitários) e livros para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), seguidos pelos religiosos e esotéricos, infanto-juvenil e de autores paraenses. Já entre os títulos mais procurados o vencedor foi “A Cabana”, seguido por “O Homem Mais Inteligente da História”, “Depois de Você”, “As Provações de Apolo”, “Harry Potter e a Criança Amaldiçoada” e “O Pequeno Príncipe”. Entre os técnicos, o Vade Mecum 2017 e a Legislação Brasileira lideraram.

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A Seduc disponibilizou um crédito virtual a mais de 20 mil professores e técnicos efetivos do órgão para que eles pudessem acessar os títulos de seu interesse durante a Feira

Detentas da Susipe-Centro de Recuperação Feminino (CRF), em Ananindeua, apresentaram peça teatral – encenação do livro “A bolsa amarela”, da autora Lygia Bojunga, um clássico da literatura infanto-juvenil

450 editoras participaram desta edição da Feira Pan-Amazônica do Livro, sendo que 40 delas estavam expondo seus títulos diretamente

Entre os infantis “Histórias Para Dormir”, “Os Três Porquinhos”, “Soldadinho de Chumbo” e “Moana – As Aventuras do Mar” ficaram na ponta. “Isto não é uma Feira do Livro, é um encontro, de cultura, arte, literatura, poesia, educação, onde o livro é a moldura e a semente, onde ao mesmo tempo que ele emoldura essa série de atividades (cursos, oficinas, teatro, encontro com autores) ele também prepara para as feiras que virão (de Santarém e outra no Sul do Pará). Então o mais importante não é a Feira e sim o que nós estamos formando: uma geração de novos escritores, novos leitores, aprimoramento de professores e o interesse pela educação e pela cultura”, finalizou o secretário de cultura, Paulo Chaves. Indagado sobre as novidades para 2018, o secretário de cultura adiantou o escritor homenageado da próxima edição e também o país. “Durante uma reunião nossa com diversos nomes da nossa cultura, literatura, professores e estudiosos, posso dizer a vocês que o nome foi um consenso de todos: Age de Carvalho. O escritor paraense, um jovem que representa muito bem o Brasil que irá ressurgir. E o país homenageado não poderia ser diferente, o nosso, o Brasil”, finalizou.

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Tradições, que se esvaem

andeirinhas, fogueiras (com o asfalto – só em bairros afastados do centro), comidas típicas, quadrilhas e fogos de salão (estrelinhas, estalinhos, estrepa moleque...), são alguns dos elementos tradicionais das festas juninas que podem ou podiam ser encontrados em uma festa de igreja – Santo Antônio, São Pedro, São João e São Marçal (as de

Santo Antônio são as maiores em Belém), em um arraiá de Clubes ou de família, comumente presentes nos festejos do mês de junho. “A festa junina é uma festa enraizada na cultura brasileira”. Tradições, que se esvaem. Algumas... Na festa de São Marçal, 30 de junho, as fogueiras eram de paneiros (alguém se recorda?). Na década de 60, era comum, praticamente em todas as casas belenenses, onde haviam festejos

Aluá

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juninos, tinha sempre Aluá para ser oferecido aos convidados. Agora, muito raro! Aluá é uma bebida fermentada, de abacaxi (em plena safra no Pará), adoçada com açúcar mascavo. Considerada, por muitos, como a primeira bebida refrigerante brasileira, o Aluá, tal qual conhecemos, é o resultado da mistura cultural entre o que bebiam os portugueses colonizadores, os negros escravos e os nossos índios.

Receita de Aluá

Ingredientes Casca se 3 abacaxis maduros e bem escovados e lavados Três litros de água filtrada 2 xícara de açúcar mascavo 2 colheres de erva doce 8 cravos-da-índia 2 colheres de sopa de gengibre ralado Modo de Fazer Ponha as cascas de abacaxi em um pote ou uma vasilha grande e acrescente a água. Cubra com um pano limpo e deixe descansar até o dia seguinte. Junte os demais ingredientes e deixe descansar por mais três dias. Coe e coloque a bebida e deixe na geladeira até o momento de servir.

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A beleza dos Pássaros Juninos Uma tradição folclórica que nasceu em Belém, os grupos de pássaros e bichos são considerados genuinamente paraenses Fotos Diogo Vianna / Nucom / Fcp

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entro da programação do Arraial de Todos os Santos 2017 da Fundação Cultural do Pará (FCP), os Grupos de Pássaros e Bichos Juninos, apresentaram os espetáculos, sempre realizados no Teatro Margarida Schivasappa do Centur, às 19h, até o dia 26 de junho, com entrada franca.

O Teatro Margarida Schivasappa do Centur, esteve sempre lotado

Os espetáculos dos Grupos de Pássaros e Bichos Juninos são uma das mais criativas manifestações da cultura popular paraense

Teatro popular, que combina teatro, música, dança e literatura, com lições de humanidade e respeito à natureza

Este ano, 21 grupos de bairros e distritos de Belém se apresentaram até o dia 26 de junho, com entrada franca

Este ano, 21 grupos de bairros e distritos de Belém se apresentarão durante 11 dias, levando ao público uma forma de teatro popular, que combina teatro, música, dança e literatura, com lições de humanidade e respeito à natureza. Bacú de Icoaraci e Ararajuba de Mosqueiro, os grupos Sabiá do Canudos, Tem Tem do Guamá, Uirapuru da Pedreira, Pequeno Guará da Campina, entre outros, também estiveram no palco Margarida Schivasappa. Os Pássaros Juninos integram a cultura popular tipicamente paraense, que ocorre principalmente no período das festividades de São João e é referência de identidade do Pará. Não há registro dessa manifestação além das fronteiras do estado

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Fotos Alessandra Serrão - NID/Comus; Uchôa Silva-Agência Belém

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clima de São João tomou conta de quem esteve presente e participou da Programação Cultural Junina 2017, promovida pela Prefeitura de Belém, na sede do clube da Tuna Luso, na avenida Almirante Barroso. As quadrilhas que se apresentaram promoveram verdadeiro show de simpatia e animação. A programação gratuita, proporcionou ao público, além das apresentações de quadrilha, apresentações de bandas de música e grupos de mostra cultural. Quem deu início aos shows foi o Arraial do Pavulagem.

Público lotou as arquibancadas da Tuna para acompanhar a Programação Cultural Junina 2017 da Prefeitura de Belém

Em meio a muito brilho, cores e sorrisos, as quadrilhas se apresentaram levando muita animação ao público, que lotava o ginásio. Além das apresentações em grupo, houve os shows individuais das Misses. E tinha Miss para todos os gostos: Miss Caipira, Miss Simpatia e Miss Morena Cheirosa. O tempo de apresentação das quadrilhas infanto-juvenis era de 18 minutos. Já as adultas tiveram o tempo de 20 minutos. Ao todo, dez jurados avaliaram os grupos nos quesitos conjunto, coreografia, evolução, marcação e traje. A apuração final das quadrilhas foi marcada para a sexta-feira, 30, com uma festa para a premiação das campeãs. Havendo ainda concurso de Miss Caipira da Melhor Idade e Miss Caipira Gay, no dia 1 de julho. A programação Cultural Junina 2017 se encerra no domingo, 2, com apresentações do grupo Pará Folclórico e muita música por conta de Jorginho Gomes e Banda. A Fundação Cultural do Município (Fumbel), que organiza o evento, estima que cerca de 10 mil pessoas participem da programação. Para a presidente da Fumbel, Evanilde Franco, o evento já é um sucesso. Trajes caprichados foram um espetáculo à parte

Apresentação da Impacto Junino

A Quadrilha Santa Luzia fez bonito

Talentos dos grupos juninos empolgou o público

Capricho na apresentação

Os trajes cada vez mais criativos embelezaram os grupos de quadrilhas juninas

Quadrilha Charme da Ilha

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Quadrilha infantojuvenil Chispita, de Icoaraci

Quadrilhas juninas deram show de coreografias

O Arraial do Pavulagem abriu a programação na Tuna Luso

EXECUTIVO(PF)

“A equipe está toda unida em prol de um só objetivo: fazer a festa mais bonita possível para a população. E com certeza, nesses primeiros dias, estamos realizando com êxito e certamente seguirá assim até o final, com o público se sentindo seguro, famílias reunidas e, além disso, chovendo bastante no lado de fora e todos tranquilos em um local fechado como esse ginásio”, comentou. Durante todos os dias de programação, até o próximo domingo, além das apresentações das quadrilhas, o grupo Pará Folclórico leva ao público diversas apresentações com danças regionais e muita música, a partir das 19h de segunda a quinta-feira e das 17h na sexta-feira, quando um show musical marcará o encerramento das quadrilhas, com a apuração final.

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Santo Antônio e o símbolo da Açucena Texto *Anete Costa Ferreira

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ários são os atributos iconográficos na simbologia do Santo Antônio, pinturas, desenhos, estátuas, fotografias e outras expressões artísticas que mostram grande variedade e riqueza deste santo, possibilitando interpretação de uma leitura vasta da vida e da santidade do retratado. Neste ângulo visiona-se na imagem de Santo Antônio um lírio ou bastão ou ainda um pendão de açucena. Detalhe muitas vezes que não é observado pelo religioso que vê unicamente na imagem o santo de sua devoção. O lírio aparece nas representações artísticas no final do século XV, tornando-se popular em Pádua onde viveu Antônio, tida como a flor da estação na qual o Missionário morreu; é uma flor do campo, ornamental, perfumada, medicinal e frágil. Para alguns estudiosos é o símbolo da pureza, da castidade e da pobreza. Já a Ordem dos Franciscanos, à qual pertencia Santo Antônio, respeita- a como sinal de Deus. Nota-se que Antônio segura na mão direita uma haste de açucena ou lírio. A flor de origem italiana chama-se giglio que tanto é traduzida como lírio ou como açucena, pertencente à família das liliáceas. Entretanto, prevalece para maioria esmagadora como açucena. O Santo Antônio de Lisboa como é conhecido nasceu a 13 de Junho de 1231, na capital lusitana, tendo este dia sido oficializado para as celebrações em seu louvor. Com o solstício do Verão quando os antigos festejavam a fertilidade, inauguram-se na atualidade as festividades de Santo Antônio de Lisboa.

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Com a chegada do Verão, em Junho paira no ar o cheiro do manjerico e da sardinha assada, enchendo de animação os recantos mais típicos da cidade alfacinha. O povo sai às ruas para prestigiar os festejos. Bairros tradicionais têm as noites animadas pelos arraiais do Castelo São Jorge, Madragoa, Alfama, Mouraria, Graça, Ajuda e Bairro Alto. A música da época é uma constante, convidando os pares a um pé de dança, envolvendo jovens, criança e adultos. As ruas enlaganadas com grinaldas e balões coloridos são uma festa para os olhos do mais distraído mortal. Na noite de 12 de Junho, o ponto máximo é o Desfile das Marchas na Avenida da Liberdade, onde cada bairro disputa a melhor classificação no cortejo que se tornou tradição.

As tradicionais sardinhas em “Tascas” e “Tendinhas” montadas especialmente para a ocasião das Festa de Santo Antônio – o cheiro da sardinha assando na brasa invade as ruas de Lisboa

Procissão Santo Antonio nas ruas de Alfama em Portugal

Em todas as festas mantem-se a tradição de pular a fogueira, um vaso com manjerico que contém uma pequena haste onde está a quadra de amor que o namorado/a oferece sempre referindo o santo casamenteiro, implorando sua bênção para um casamento feliz. Fiéis fazem pedidos onde destacam-se: proteção ao Amor, restituição de coisas e objetos perdidos, intercessão pelas almas do purgatório, proteção das casas das famílias, advogar nas causas perdidas. Há também distribuição de pães aos pobres (na sua Igreja situada no Largo da Sé). Os festejos em 2017, iniciam-se no dia 1 de Junho, com espectáculos de fado nas casas tradicionais e no Museu do Fado, corrida de Santo Antônio, concurso da melhor imagem de sardinha, concurso de melhor quadra, fadistas e guitarristas cantando e tocando nos bondinhos eléctricos, e nas estações do metrô, exposições, festivais de cinemas e teatro alusivos à época antoniana, tudo para homenagear Santo Antônio e seu símbolo da Açucena. (*) GECV Paratur

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VIII Fórum TCE-PA e Jurisdicionados Já é tradição: Mais de 1200 participantes lotam Hangar nos dois dias do evento Presidente do TCE-PA, conselheira Lourdes Lima, fala aos participantes

Fotos Rodrigo Lima e Fábio Carvalho

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o momento em que a sociedade brasileira vive a expectativa de mudanças profundas e permanentes no trato com a coisa pública, o Tribunal de Contas do Estado do Pará realiza fórum tratando de um assunto que, na essência, atende a esse clamor social: a melhoria na governança pública. O VIII Fórum TCE e Jurisdicionados aconteceu nos dias 21 e 22 de junho, no Hangar, com cerca de mil e duzentos participantes. A governança pública, tema desta edição do fórum, significa buscar o melhor resultado possível, com o menor custo, nas políticas públicas que, potencialmente, devem atender às necessidades essenciais de uma sociedade. E esse tem sido o compromisso do TCE em seus setenta anos de existência, ou seja, contribuir para que as políticas públicas do governo estadual atinjam o grau máximo de eficiência para levar à população os serviços essenciais em saúde, educação, habitação, segurança e saneamento. E esse entendimento norteou as manifestações das autoridades presentes na abertura oficial do VIII Fórum TCE e Jurisdicionados, cujo tema foi “TCE-PA – 70 anos de contribuição melhoria da governança pública”. Após a abertura oficial por parte da presidente do TCE, conselheira Lourdes Lima, e da manifestação de um dos coordenadores do fórum, conselheiro Nelson Chaves – que, aliás, é o idealizador do evento, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, deputado Márcio Miranda, manifestou-se sobre a realização do TCE.

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Ele ressaltou que eventos como o Fórum TCE e Jurisdicionados contribuem para que a classe política busque meios para sair das dificuldades em que se envolveu, por causa de alguns que não tiveram compromisso em lidar corretamente com os recursos públicos.

Representando o governador do Estado Simão Jatene, Ophir Cavalcante Junior, Procurador Geral do Estado, saudou o TCE pelo fórum, que “iniciou um processo de interlocução entre o tribunal e a sociedade, um movimento sem volta, e que se transformou em um indispensável instrumento de controle social”, pontuou. A palestra magna que deu início à parte técnica “Controle das Políticas Públicas”, foi proferida pelo conselheiro do TCE-MG, Sebastião Helvécio, também presidente do Instituto Rui Barbosa. Em seguida, Henrique Amarantes Costa Pinto, secretário de Articulação de Políticas Públicas da Presidência, contextualizou as privatizações na mudança de modelo da prestação do serviço público, na palestra “O contexto das concessões e PPP’s e a relevância para a Administração Pública”. A última palestra do dia 21, “Governo Digital – Estratégia de Governança”, foi proferida por Eduardo Cesar Soares Gomes.

Conselheiros do TCE-PA e o presidente do IRB-Cons.Sebastião Helvécio

Presidente do TCE-PA, conselheira Lourdes Lima, procuradores do MPCE e diversas autoridades www.paramais.com.br

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Presidente do TJE-PA, desembargador, Ricardo Nunes prestigia o VIII Fórum TCE-PA e Jurisdicionados

No segundo dia do fórum, o ministro do TCU, Benjamim Zymler, proferiu a palestra “O controle externo das concessões de serviços públicos e das parceiras público-privadas”. O técnico do TCU, Paulo Pessoa Guerra Neto, falou sobre “O papel dos tribunais no acompanhamento e fiscalização das concessões”. “Os desafios da governança pública no atual cenário econômico”, foi o tema da palestra ministrada pelo presidente da Fapespa, Eduardo Costa. O VIII Fórum encerrou com a palestra “Modelo de Gestão Previdenciário – Previdência complementar”, ministrada pelo conselheiro do TC-DF, Inácio Magalhães.

Conselheiros do TCE-PA, Nelson Chaves e Luis Cunha, com o presidente da Alepa, dep. Márcio Miranda, e o ministro-substituto do TCU Marcos Benquerer Costa

Dentre os vários momentos marcantes nesta edição do fórum do TCE, destaca-se a presença do ministro do TCU, Augusto Nardes. Ele esteve em Belém para um compromisso de trabalho e fez questão de ir ao Hangar para prestigiar o fórum. Nardes recebeu dos conselheiros o livro “Serzedello Corrêa, o fascinador do rei”, da autora Amarilis Tupiasssu. O ministro do TCU afirmou que o livro precisa ser lançado também em Brasília. Após os dois dias de intensa programação técnica, em que os participantes do VIII Fórum ouviram palestras de alto conteúdo informativo sobre as atuais vertentes, em tese e em prática, sobre a governança pública, a conselheira Lourdes Lima agradeceu o esforço de todos os conselheiros e servidores para que o evento alcançasse o êxito verificado não apenas pela maciça participação, como pela interação de pessoas, via redes sociais, que enviaram perguntas de várias partes do Brasil aos palestrantes. Lourdes Lima também agradeceu a cada um dos participantes, que vieram de várias cidades do Pará e mesmo de outros estados, para o fórum. Dentre os presentes, diversas autoridade municipais, servidores de órgãos

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públicos, secretários estaduais, vereadores e deputados estaduais, conselheiros de diversos tribunais de contas e centenas de acadêmicos. A presidente do tribunal de contas afirmou ter vivido uma espécie de Dé-jà vu, pois por ocasião do I Fórum TCE e Jurisdicionados teve a honrosa missão de coordenar o evento, “com todos os desafios e dificuldades que uma ideia inovadora carrega”.

Cons.Odilon Teixeira e o cons.substituto Daniel Mello com diversas autoridades

Conselheria Lourdes Lima, presidente do TCE-PA, Dep.Márcio Miranda e o presidente do TCM-PA, conselheiro, Daniel Lavareda

Conselheiros e conselheiros-substitutos do TCE-PA

O VIII Fórum foi coordenado pelos conselheiros André Dias e Nelson Chaves. Chaves fez questão de agradecer a todos que se uniram em torno de uma ideia nascida há dez anos, por ocasião do primeiro fórum, e que, na data de encerramento “se concretiza e se consolida como um dos mais importantes eventos do gênero em todo o país”, concluiu.

Hangar com mais de 1.000 participantes

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Embrapa no despertar da curiosidade científica Fotos Ronaldo Rosa

Estimulando a consciência ambiental e aproximando a ciência da realidade dos estudantes - conhecendo um pouco do trabalho realizado pela Embrapa

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Embrapa Amazônia Oriental abriu suas portas recentemente, para os alunos da Escola Municipal Ruy da Silveira Britto, do bairro do Marco, em Belém. Cerca de 100 estudantes participaram do Embrapa&Escola, programa institucional que atua na aproximação e difusão da pesquisa e o despertar da curiosidade científica e consciência ambiental de crianças e adolescentes em todo Brasil. A ação integra a programação paraense da Embrapa na Semana do Meio Ambiente realizada de 3 de 12 de junho, mas o programa Embrapa&Escola recebe alunos durante todo o ano, mediante solicitação de visita monitorada pelas instituições de ensino e com roteiros adaptados à necessidade pedagógica da escola e faixa etária dos estudantes.

Manhã de descobertas

Pouco antes das 9 da manhã podia-se ver um amontoado de crianças chegando aos portões da sede da Embrapa, em Belém. Nos olhares, a curiosidade e o encantamento, muito em razão da escola ficar a poucos metros do centro de pesquisa, sendo caminho de muitos deles diariamente, mas até então um mistério aos pequeninos. E desvendar esse mistério e ao mesmo se

integrar mais efetivamente a instituição à comunidade do entorno é uma das metas do Embrapa&Escola em Belém, como explicou Renata Baia, responsável pelo programa na Embrapa Amazônia Oriental. Ela comentou que a sede da instituição está cercada por bairros da periferia da capital paraense e que também é uma ação de responsabilidade social essa aproximação, em especial, com as escolas e crianças na vizinhança, contribuindo com a formação desses estudantes. “Sempre quis saber o que era essa Embrapa”, afirmou Maria Eduarda Lopes, de 9 amos, aluna do 4º ano. Ela contou que mora a poucos metros dos muros da Embrapa e agora poderia contar em casa e para os amiguinhos que conheceu um lugar onde “estudam as plantas, os bichos e a comida da gente”.

E ainda completou que quando crescer quer ser médica, mas teria em casa um enorme jardim e uma horta como o que ela conheceu na Embrapa. Os alunos participaram de uma demonstração de compostagem e conheceram a horta orgânica do Núcleo de Responsabilidade Social (Nures) e depois seguiram para o Laboratório de Sementes Florestais, no qual foram apresentados a espécies importantes da flora amazônica, como a castanha-do-brasil, seringueira e a famosa cuieira, árvore da qual os frutos são transformados nas cuias, um símbolo da cultura paraense, famosa por servir o tacacá e o açaí. Para a professora Rita Melem, que acompanhava as crianças, essas visitas são muito importantes, pois ajudam a estimular a consciência ambiental a aproximam a ciência vista na escola da realidade dos estudantes.

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A importância do dendê no Pará

Aguçando o despertar da curiosidade científica e consciência ambiental de crianças

Um outro grupo, esses já adolescentes, também visitou a Embrapa na manhã de ontem e vinham em busca informações sobre a palma de óleo para uma pesquisa da instituição de ensino. Os alunos da Escola Estadual Nair Zahluth, de Ananindeua, foram recebidos pelos pesquisadores Rui Gomes e Márcia Maués que falaram sobre as características dessa palmeira e as pesquisas que a Embrapa desenvolve na área. Uma informação que chamou a atenção dos estudantes foi sobre a importância dos polinizadores para a frutificação do dendezeiro, como falou Camilly Pinheiro, aluna do 9º ano. Mesma reação teve o colega dela, Railson Pinheiro, que garantiu que iria se transformar um defensor dos insetos. “Eles não muito importantes para o meio ambiente e para agricultura”, explicou o adolescente.

Os alunos participaram de uma demonstração

Alunos da Escola Municipal Ruy da Silveira Britto, do bairro do Marco, em Belém, no programa institucional que integra a Embrapa às instituições de ensino fundamental e médio, aproximando e estimulando, estudantes e professores quanto ao interesse pelo conhecimento científico

Embrapa & Escola O programa institucional que integra a Embrapa às instituições de ensino fundamental e médio, aproximando e estimulando, estudantes e professores quanto ao interesse pelo conhecimento científico. As atividades empregadas demonstram como a ciência está presente na vida de cada um e destacam a contribuição da pesquisa agropecuária para o desenvolvimento científico e tecnológico nacional.O programa cria condições para a aprendizagem e a reflexão sobre as interfaces da ciência e da tecnologia com o setor agrícola e o meio ambiente. Em especial, fortalece os laços que unem os ambientes urbano e rural, conscientizando os participantes sobre a necessidade da preservação ambiental, a importância da sustentabilidade e de práticas que garantam uma melhor qualidade de vida.

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FEPASA – a ferrovia paraense, andamento do projeto

As duas equipes técnicas, do governo federal e do governo do Estado, em Brasília numa reunião de trabalho

Em 24 de maio deste ano, a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos, chefiada pelo ministro Moreira Franco, informou via ofício ao Governo do Pará a intenção de viabilizar o projeto da Ferrovia Paraense. “O projeto ligará a Ferrovia Norte-Sul ao porto de Vila do Conde, razão pela qual o trecho Açailândia a Barcarena não foi qualificado pelo Conselho do PPI no escopo da Ferrovia Norte-Sul’’, diz o documento. Na reunião com o ministro Quintella, recentemente, o secretário Adnan Demachki apresentou o estágio do processo da ferrovia paraense, os estudos de viabilidade, o processo de licenciamento ambiental e a informação dos players interessados. As duas equipes técnicas, do governo federal e do governo do Estado, deverão se encontrar em Brasília numa reunião de trabalho até o final deste mês.

O projeto

Recentemente, durante encontro em Brasília, o embaixador chinês no Brasil, Li Jinzhang, confirmou apoio do governo da China para a construção da Fepasa - a ferrovia paraense

Texto Valéria Nascimento Fotos Ascom Sedeme, Diego Sulivan, Edsom Leite/MT

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pós o lançamento pelo governo federal da concessão apenas do trecho sul da ferrovia Norte Sul, entre os municípios Porto Nacional (Tocantins) e Estrela D’Oeste (São Paulo), cujo edital deverá ser disponibilizado em 14 de novembro, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Adnan Demachki, e o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) estiveram com o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, e equipe para tratar do outro trecho da ferrovia, o trecho Norte, que deverá interligar a cidade de Açailândia, no Maranhão, ao porto de Barcarena, no nordeste paraense, mas por intermédio da Ferrovia Paraense, projeto do Governo do Pará já adotado pelo governo federal como a perna norte da ferrovia Norte Sul.

A Cidade Limpa, empresa de proteção ambiental opera a +10 anos no Estado do Pará e está devidamente licenciada pelos órgãos competentes: SEMA, IBAMA, ANVISA, CAPITANIA DOS PORTOS, CREA-PA, Corpo de Bombeiros e Prefeitura Municipal de Belém. A empresa está apta a dar destinação final, de forma correta a resíduos industriais líquidos, pastosos e sólidos, além de resíduos hospitalares.

O projeto da Ferrovia Paraense prevê 1.312 quilômetros de extensão que passará por 23 municípios, interligando o leste do Pará de norte a sul. O empreendimento conectará Barcarena, no norte do Estado, à Santana do Araguaia, no sul paraense. São previstos aproximadamente 70 mil empregos diretos e indiretos durante a execução da obra, cujo custo está estimado em 14 bilhões de reais.O Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) referente ao projeto encontra-se à disposição de interessados para consulta no Núcleo de Documentação e Arquivo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), na travessa Lomas Valentinas, 2717, bairro do Marco, em Belém. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico também informa que o citado documento está acessível no site do órgão, pelo endereço eletrônico http://sedeme.com.br/portal/.

Fepasa

Com uma extensão de 1,3 mil quilômetros, o traçado da via férrea inicia em Barcarena, atravessando toda a região de produção de palma do Estado, os municípios de Paragominas e Rondon do Pará, de onde sai grande parte da soja e da bauxita/alumina paraenses, até Marabá, terminando em Santana do Araguaia, área produtora de soja, mas com ocorrências minerais que ainda não são exploradas por ausência de logistica. A expectativa do governo do Pará é de que, no primeiro ano de funcionamento, a demanda da ferrovia seja de quase 30 milhões de toneladas transportadas, principalmente de minérios e grãos, com expectativa de aumento desse volume para 48 milhões de toneladas/ano em cinco anos.

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Localização geográfica O traçado ferroviário Linha Tronco começa cerca de 25 quilômetros ao sul da cidade de Santana do Araguaia, em uma Plataforma Logística e Industrial, seguindo no sentido norte, paralelo à rodovia BR-158, passando pelas cidades de Redenção, Xinguara, Eldorado do Carajás, até a cidade de Marabá, onde está prevista uma ponte de aproximadamente 1.500 metros. Ao norte de Marabá está prevista outra Plataforma Logística. Neste segmento o traçado prevê uma região com topografia plano-ondulada, não apresentando grandes obras de transposição - à exceção da ponte sobre o rio Tocantins - e movimentação de terraplenagem mediana. Em sequência, ainda no sentido norte e paralelo à rodovia PA-150, a ferrovia segue até o município de Nova Ipixuna, tomando a partir daí o sentido leste, próximo da BR222, até o Projeto Alumina Rondon, retornando no rumo norte, passando por Santo Antônio, Castanhandeua, Moju e Barcarena. Na primeira etapa, será construída a Linha Tronco de Marabá à Barcarena e, na segunda, o trecho Santana-Marabá.

A Fepasa garantirá o escoamento da produção paraense para outros estados e para fora do País

Ramal Paragominas – Vila Nova O ramal ferroviário de Paragominas inicia na cidade de mesmo nome, às proximidades da BR-010 (Belém–Brasília) e desenvolve-se no sentido oeste, próximo à rodovia PA-256,

O projeto da Ferrovia Paraense prevê 1.312 quilômetros de extensão que passará por 23 municípios, interligando o leste do Pará de norte a sul

passando pela empresa Mina da Hydro Paragominas (de exploração de bauxita), e em seguida pela futura Plataforma Logística situada no entroncamento da PA-256 com o Rio Capim (a 50 quilômetros de Paragominas) até alcançar a linha trecho principal nas proximidades da localidade de Vila Nova. Esse traçado será construído na primeira etapa.

Ramal Alumina – Rondon

O ramal ferroviário de Rondon inicia na Alumina Rondon, seguindo na direção sudeste até a cidade de Rondon do Pará, servida pela BR222. Por orientação do governador Simão Jatene, o secretário Adnan Demachki apresentou o projeto ao governo federal e propôs a construção de um ramal de 58 quilômetros, interligando a Fepasa, em Rondon do Pará, ao trecho já existente da ferrovia Norte-Sul, permitindo que as cargas paraenses, além de acessarem o Porto de Barcarena, também possam acessar o centro/sul do Brasil e vice-versa. Depois de pronta, a ferrovia será uma alternativa mais barata para o escoamento da produção oriunda do sul e sudeste do Pará, além de promover a integração entre os modais rodoviário e fluvial, estabelecendo um circuito multimodal para o transporte de carga pesada.

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O mapeamento Digital do Solo brasileiro Texto Carlos Dias

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mapa digital de carbono orgânico dos solos brasileiros recém-lançado pela Embrapa une modelagem matemática e conhecimentos levantados em campo para ajudar em diversos programas de conservação de recursos naturais. Um dos beneficiários imediatos será o Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que poderá utilizá-lo para direcionar práticas de redução de emissão de gases de efeito estufa. Executado pelas técnicas tradicionais, um levantamento similar custaria milhões de reais e anos de trabalho. O novo sistema tem a vantagem de utilizar informações ambientais disponíveis como dados a respeito de solo, relevo, material de origem, clima, associando-os a métodos matemáticos estatísticos para inferir informações em locais não medidos. “No mapeamento digital de solos (MDS) usamos modelos matemáticos e estatísticos para, com base nas informações de solos existentes, predizer outras que não foram medidas, mas que estão correlacionadas através das variáveis ambientais que determinam a formação dos solos”, diz a pesquisadora Maria de Lourdes Mendonça Santos, da Embrapa Solos, pioneira nos trabalhos sobre mapeamento de solos no Brasil. “O mapeamento digital surge como ferramenta base para a tomada de decisão sobre este recurso natural”, explica. “Não há dúvida que o MDS oferece um vasto campo para a pesquisa e uma oportunidade para a pedologia brasileira que tem, pela frente, um enorme território a ser mapeado”, avalia o professor Alexandre Ten Caten, da Universidade Federal de Santa Catarina.

O mapeamento digital

Desde os anos 60 do século passado a pedologia (estudo do solo no campo) tem a pedometria, palavra derivada das gregas pedos (solo) e metron (medida) como importante aliada. Desde aquela época, a união entre a observação do solo na natureza e a aplicação de modelos matemáticos evoluiu muito ao unir unindo o conhecimento prático do pedológo com os dados estatísticos e numéricos da pedologia quantitativa desenvolvidos nos laboratórios. Atualmente,

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Mapa de solos do Brasil na escala 1:5.000.000. Um melhor conhecimento do solo do nosso país permitirá a execução de mapas com melhor escala

a pedologia é uma ciência que depende das abordagens quantitativas e qualitativas o que exige a participação de profissionais de diferentes áreas do conhecimento. A partir da década de 80, com o advento da geoestatística, as informações sobre o solo foram se tornando mais precisas, passando a ajudar de maneira mais incisiva na tomada de decisão. Naquela época, surgiu o mapeamento digital de solos (MDS) unindo geologia, geomorfologia e os fatores que influenciam na formação do solo: clima, organismos, relevo, material de origem e tempo. Graças a ele existe a possibilidade de integrar o conhecimento tácito dos pedólogos sobre as relações solo-paisagem, e a automatização de processos via mapeamento digital de propriedades e classes de solos. O MDS tem grande importância para responder à demanda de informações no desenvolvimento das atividades humanas. Entre elas, o manejo de solos na agricultura, a execução de zoneamentos ambientais, manejo da água na paisagem e o planejamento de uso da terra.

Em países com menor extensão territorial, como a Dinamarca, o solo já está totalmente mapeado em ótima escala de detalhamento (1:5.000 ou maior). Mas não só os países de menor extensão investem no tema. Os Estados Unidos, por exemplo, com extensão territorial semelhante a do Brasil, possuem um detalhamento de seus solos da ordem de 1:10.000. “É urgente que nosso País invista no conhecimento maior de seus solos sob pena de ficar para trás em alguns desafios globais, como a segurança alimentar, a produção de bionergia, as mudanças climáticas e a própria sustentabilidade da agricultura brasileira. Não se pode planejar o uso da terra, realizar zoneamentos e definir políticas públicas para a agricultura, sem o conhecimento atualizado do recurso solo, que juntamente com a água, devem fazer parte da agenda brasileira de prioridades para o setor produtivo e ambiental”, completa. Essa afirmativa é confirmada pelo professor Alexandre Ten Caten.

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“A informação espacial sobre classes e propriedades de solos não está disponível para a maioria das localidades do Brasil. O mapeamento digital, por meio das tecnologias ligadas à geoinformação, pode potencializar nossa capacidade em conhecer a distribuição espacial dos solos por possibilitar que um volume maior de informações sobre os fatores de formação do solo seja processado de forma rápida e automatizada”, diz ele. Éder Martins, pesquisador da Embrapa Cerrados, no Distrito Federal, aponta que para o futuro do MDS no Brasil, “é necessário desenvolver pesquisas com abrangência nacional. É fundamental o estudo de ferramentas metodológicas e a contínua formação de recursos humanos capazes de aplicar o MDS nas questões nacionais. Um dos desafios, por exemplo, é o desenvolvimento de manejos do solo que permitam a captura de gases de efeito estufa, e para isso é imprescindível o conhecimento do comportamento do carbono em solos, o que o MDS pode responder”.

Mapeamento global

No País, o principal fórum de debates sobre o assunto está na Rede Brasileira de Pesquisa em Mapeamento Digital de Solos (Rede MDS), coordenada pela Embrapa, no âmbito do CNPq. O objetivo dessa Rede é juntar os interessados no tema, a fim de avançar a pesquisa no assunto e elaborar projetos em parceria, com ampla abrangência para o mapeamento dos solos. Atualmente, a Rede MDS conta com setenta membros de vinte instituições de ensino, pesquisa e extensão rural nas cinco regiões do Brasil. ++ No exterior, o consórcio GlobalSoilMap. net é o ponto de encontro dos estudiosos do assunto. Formada em 2009, a rede tem Lourdes Mendonça no grupo coordenando as ações na América Latina e Caribe. Participam também do consórcio instituições como a Universidade de Columbia (Estados Unidos), o Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica (INRA-França) e a Universidade de Sydney (Austrália).

Mapa de carbono orgânico do solo, exemplo da aplicação do mapeamento digital de solos

O consórcio alavancou as iniciativas no tema de forma global, propondo avanços metodológicos, especificações técnicas e a harmonização de métodos, buscando produzir um novo mapa mundial de propriedades de solos, usando novas tecnologias e a uma boa resolução. Esses mapas serão completados com opções de interpretação e funcionalidade para ajudar na tomada de decisões em vários assuntos, tais como produção de alimentos e erradicação da fome, mudança climática e degradação do meio ambiente. “Infelizmente, Dinamarca e Estados Unidos são exceções”, diz Lourdes Mendonça.

“De forma geral, há uma escassez de dados de solos no mundo e, quando existem, são limitados, dispersos, desatualizados e difíceis de comparar. Essa necessidade e a crescente demanda por informação sobre os solos têm alavancado o desenvolvimento do MDS”. Agora, para os estudiosos, o desafio maior vai ser o de sistematizar e entender os dados existentes e a eles adicionar os produzidos por novos sensores.

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Expedição Imerys: arte e fotografia em nome do social

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alorizar a arte fotográfica regional e retratar, por meio da sensibilidade do olhar, o potencial da atuação social na mudança na qualidade de vida das pessoas e das comunidades. Esse é o objetivo da Expedição Imerys, evento fotográfico promovido pela Imerys, empresa que opera no Pará desde 1996 com o beneficiamento de caulim. Em 2017, a segunda edição da iniciativa cultural teve como foco a “Casa Imerys”. Referência em responsabilidade social na região e inaugurada no ano de 2012, já conta com três unidades físicas no Estado. É o principal projeto social da empresa e já atendeu mais de 10 mil pessoas das comunidades dos municípios de Barcarena e, mais recentemente, Ipixuna do Pará. A aventura de interagir e fotografar a vivência das comunidades em ações concretas de educação, saúde, geração de renda e qualidade de vida neste ano atraiu quase 180 apaixonados por fotografia,

As atividades para idosos desenvolvidas pela Casa Imerys também foram retratadas por olhares artísticos. Foto de Turiano Neto

Fotógrafos profissionais e amadores puderam interagir e fotografar as atividades das Casas Imerys, em Barcarena

entre profissionais e amadores, do Pará e de outros estados do Brasil. Pouco mais de 60 fotógrafos foram escolhidos para ir até Barcarena e conhecer as duas unidades da Casa Imerys, localizadas nas comunidades de Vila do Conde e no Bairro Industrial. Atividades como reforço escolar, atendimento odontológico, aulas de balé e karatê para crianças e hidroginástica para idosos estiveram sob as lentes atentas e curiosas dos participantes durante duas manhãs inteiras. As viagens, realizadas em duas etapas, renderam quase 600 fotografias. Natacha Bitar, participante da Expedição Imerys pelo segundo ano, aprovou a experiência. “Fiquei muito feliz de ver o investimento que a Imerys faz na comunidade em Barcarena. SERVIÇOS DE BAR

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As futuras mães participantes do projeto Pró-Materna também ficaram sob as lentes dos fotógrafos

Isso mostra que a empresa não está só interessada em extrair o caulim, e sim está preocupada com o investimento social. Também achei ótima a possibilidade de outras pessoas conhecerem este trabalho que

é um exemplo para outras empresas verem como é possível ter essa atuação social que faz toda a diferença”, comentou. Entre sorrisos, primeiras palavras escritas no papel, passos de dança e belos passes de futebol,

as melhores imagens foram selecionadas por um júri especializado que contou com a participação de Emmanuel Franco, artista plástico paraense, Alexandre Sequeira, artista visual reconhecido nacionalmente e o fotógrafo paraense Rafael Araújo. As 25 fotografias e seus autores foram conhecidos nesse mês de junho durante o lançamento da primeira exposição da Expedição Imerys 2017 na Galeria Fidanza, espaço cultural localizado no Museu de Arte Sacra, em Belém. Os autores das duas imagens que melhor representaram a atuação social da Casa Imerys foram premiados com viagens, com tudo pago, para participar do Valongo Festival Internacional da Imagem, um dos melhores eventos de fotografia do mundo que será realizado este ano em Santos (SP), no mês de outubro. A novidade, em 2017, foi a premiação “Júri Popular”, onde a foto premiada foi a mais compartilhada por meio do Facebook. A participação do público foi expressiva: mais de 230 compartilhamentos deram o prêmio para a fotógrafa Geyse Santa Brígida.

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Esporte na Comunidade foi uma das atividades mais fotografadas pelos participantes da Expedição Imerys 2017

A exposição Expedição Imerys 2017 estará aberta ao público para visitação de 10 de junho a 31 de julho na Galeria Fidanza, do Museu de Arte Sacra do Pará, sempre de terça a sexta, de 09h às 16h e aos sábados e domingos, de 09h às 13h. A entrada é gratuita.

Olhares, sorrisos e gestos estiveram presentes nos trabalhos dos fotógrafos durante a Expedição Imerys

Serviço:

Expedição Imerys 2017 Mostra de 25 imagens do projeto fotográfico da Imerys Local: Galeria Fidanza, Museu de Arte Sacra do Pará (Praça Frei Caetano Brandão, s/n – Cidade Velha, Belém). Visitação: de 10 de junho a 31 de julho, sempre de terça a sexta, de 09h às 16h e aos sábados e domingos, de 09h às 13h. A entrada é gratuita

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É um novo mundo que está surgindo e que, com isso, espera-se um aumento da expectativa de vida da população

Século XXI: a geração que viverá mais de 100 anos Na área da saúde, o século XX foi a era do tratamento de doenças e cuidado ao doente Texto *Cadri Massuda Fonte Banco Mundial e IBGE

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ivemos a descoberta de medicamentos e a evolução de tratamentos para doenças crônicas, fazendo com que os pacientes pudessem viver mais. Grande parte do aumento da longevidade deve-se à melhoria da assistência médica nos últimos 100 anos. Já o século XXI será de prevenção. A tecnologia nos permitirá descobrir as doenças antes mesmo de elas se manifestarem.

Isso já é uma realidade com o genoma, que permite identificar futuros problemas em células ainda saudáveis. E, ao verificar essas patologias, passamos a pensar na prevenção. Um exemplo deste avanço é o procedimento realizado pela atriz norte-americana Angelina Jolie que, por apresentar um histórico familiar de câncer de mama, pôde identificar sua propensão a desenvolver a condição. E, preventivamente, realizou uma mastectomia radical dos dois seios sadios. Este fato nos mostra os efeitos da tecnologia na saúde.

Além disso, a tecnologia nos possibilitará o acesso imediato a todas as informações sobre nossa saúde, como histórico e resultados de exames. É um verdadeiro gerenciamento tecnológico. Por meio do uso de um aparelho, como um relógio, todas as informações sobre nosso corpo poderão ser identificadas, como pressão, glicemia, ansiedade, sono, gasto de calorias ou ingestão de alimentos, fazendo uma manutenção da nossa saúde em tempo real, identificando a probabilidade de desenvolver uma doença ou indicando formas de prevenção. As informações de milhões de pessoas serão armazenadas e comparadas, possibilitando análises de sintomas e um mapeamento da saúde coletiva.

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Número projetado de centenários na Inglaterra e no País de Gales

Total Feminino Masculino

Na virada do próximo século, as expectativas de vida ao nascer podem ser de 93 anos para os homens e 95,6 anos para as mulheres na Inglaterra e no País de Gales. A Figura ilustra o número projetado de centenários na Inglaterra e no País de Gales ao longo do resto do século. A expectativa de vida ao nascer já passa dos 75 anos no Brasil, em fins de 2016, era mais que o dobro do registrado há um século, e, segundo projeções, em 30 anos o país terá mais de 300 mil cidadãos centenários. O aumento da longevidade traz uma preocupação: como garantir qualidade e padrão de vida para fazer com que esses anos a mais possam ser chamados de fato de “melhor idade”

O caso da epidemia Ebola é um exemplo de doença que não teve um impacto maior em razão da rápida identificação e mobilização das organizações da saúde do mundo todo. Se essa epidemia tivesse ocorrido há 100 anos, apenas iríamos descobri-la quando já estivesse alastrada por todo mundo. Então, em um futuro próximo, saberemos o que acontece com a saúde dos indivíduos a todo momento. E isso vai gerar alertas constantes para os serviços de saúde. As máquinas terão condições de fazer diagnósticos e, inclusive, indicar detalhadamente o melhor caminho a ser seguido em cada caso. Passaremos a contar também com as terapias genéticas de substituição de células velhas por novas, o que permitirá a troca celular nos órgãos, aumentando a vida útil do corpo humano. É um novo mundo que está surgindo e que, com isso, esperase um aumento da expectativa de vida da população, em especial dos que estão nascendo agora e nos próximos anos, que terão condição de cuidar da saúde e viver tranquilamente entre 100 e 140 anos. (*)Presidente da Abramge- Associação Brasileira de Planos de Saúde, regional PR/SC.

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Palácio Nacional de Sintra

Um passeio em Sintra Texto Anete Costa Ferreira Fotos Divulgação

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Quinta da Regaleira (famosa por ser envolta em mistérios)

aprazível Vila de Sintra nas colinas da Serra de Sintra, distante de Lisboa cerca de 30 kilômetros, com seus 528 metros de altitude, oferece ao viajante nacional ou estrangeiro uma visita agradável mesmo nas Estações menos propícias ao calor. O percurso pode ser de trem que possibilita ao passageiro interessante visual das paisagens existentes no trajeto. Se optar pela via terrestre tem a vantagem de seguir pela orla, desde a Vila de Cascais. A visita pode ser por 1 ou 2 dias. Basta adquirir bilhete que lhe possibilita escolher lugares pitorescos como jardins, palácios, monumentos históricos tombados pela UNESCO, residências suntuosas, ruínas antigas ou contemporâneas, fortes, luxuosas fontes, conventos, etc. etc.

Carnaval no Palácio de Queluz, são pontos de referência na Vila pitoresca www.paramais.com.br

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Se preferir um passeio a pé, tem à sua volta longas distâncias de trilhos para caminhar. Estabelecimentos comerciais como os tradicionais cafés têm sempre a presença de comensais se deliciando com a gastronomia portuguesa, destacando-se o já famoso Travesseiro de Sintra e as deliciosas Quejadas; o calçamento das ruas é de pedra de mármore ou lioz com motivos históricos atraindo a atenção dos visitantes que as fotografam em vários ângulos, para estudos. O Palácio Nacional, o Castelo dos Mouros, o Palácio da Pena, Quinta da Regaleira (famosa por ser envolta em mistérios), Palácio de Monserrate, Miradouro da Cruz Alta, Quinta dos Malmequeres, o Carnaval no Palácio de Queluz, são pontos de referência na Vila pitoresca. Pará+

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Castelo dos Mouros

Ingressos para visitas podem ser adquiridos para 1 ou 2 dias, sendo mais acessível comprar em Agências de Viagens que dispõem de guias, falando vários idiomas. De acordo com a programação da Câmara Municipal são realizados diversos eventos das mais variadas categorias, como Urbanismo mostrando como foi a construção dos Palácios, Circuito Mundial de Bodyboard, Exposições de Pintura, Escultura, Passeios a Cavalo, Festival de Dança e de Cinema, espectáculos de Música e shows de artistas populares, compõem o vasto calendário oferecido aos amantes das artes. Vila milenar apontando vestígios arqueológicos de presença humana, indo do Neolítico ao Bronze. Nas escavações têm sido encontradas cerâmicas decoradas com aplicações incisas ou impressas, associadas a indústria lítica talhada em sílex, datada pelo método do radiocarbono de início do século V a.C. Há também vestígios romanos com presença de uma habitação ocupada desde os séculos II/I a.C – V d.C., mostrando uma ligação à zona rural que conduzia o sudoeste da Serra até a estrada para Olisipo.

Circuito Mundial de Bodyboard, a brasileira Isabela Sousa, ganhou ano passado

que a elogiam como importante ponto turístico e cultural de Portugal. Já no século XX, Glauber Rocha, o célebre cineasta brasileiro profetizou: “Sintra é um mistério, é um belo lugar para morrer”. O cinegrafista o escolheu como seu “segundo e último exílio”. Vale a pena um passeio em Sintra. (*) Correspondente em Portugal

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Os famosos Travesseiros de Sintra e as deliciosas Quejadas

Lápides pertencentes a monumentos funerários do século II d.C., afirmam o uso habitual desse povo que colocava seus túmulos ao longo das vias e à saída das localizações habitadas. A Reconquista de Sintra acontece quando D. Afonso VI toma posse do Castelo de Sintra entre Abril e Maio de 1093. Em 1147. D. Afonso Henriques funda a Igreja de São Pedro de Canaferrim, passando a ser regida pelos cristãos.

O Terremoto de 1755 que assolou Lisboa, causou acentuados danos e mortes na Vila. Na segunda metade do século XVIII aconteceram as obras de restauro, e em 1802, o Palácio dos Seteais inaugurou o Arco para comemorar a visita dos Príncipes do Brasil, D. João e Dona Carlota Joaquina. Sintra é referida constantemente por viajantes, escritores, historiadores, pesquisadores, romancistas, artistas, poetas,

“Braços sociais do Comércio a serviço de um Brasil melhor”

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A beleza dos pássaros juninos Feira pan-amazônica do livro Expedição Imerys

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