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ISSN 16776968

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EDIÇÃO 183 - maio - 2017

Pará Sustentável cria cenário para o desenvolvimento econômico, social e ambiental

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Revista

N E S TA E D I Ç Ã O

PUBLICAÇÃO

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

ÍNDICE

XIII Feira da Indústria do Pará

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DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Ag. Pará, Agência Ecclesia, Anete Costa Ferreira, Lusa, Márcio Flexa, Marly Rodrigues, Peregrinos em Fátima, Santuário de Fátima, Vaticano; FOTOGRAFIAS: Ag. Pará, Ascom Imetropará, Arquivo Pessoal de Paulo do Canto, Ascom Sectet, Cláudio Santos, Rodolfo Oliveira / Ag. Pará, Divulgação, Leonardo Mendonça, ONU, Paulo Henrique, Peregrinos em Fátima, RTP, Santuário de Fátima, Silvinho da Silva, Varney Barbosa, Vaticano; DESKTOP: Rodolph Pyle; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

Balcão de Negócios da Advb Pa é sucesso

C A PA

22 Centenário das aparições de Fátima

24 Belém homenageia Nossa Senhora de Fátima

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Sítio arqueológico de 3 mil anos é encontrado em Curuçá

CIC

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Governador sanciona leis para dinamizar a economia paraense durante Feira do Empreendedor

FAVOR POR

RE

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Estudantes ribeirinhos retratam histórias tradicionais em livro de fábulas

A tradicional procissão das velas da Paróquia de Fátima, neste 2017, comemorou os 50 anos de fundação da Paróquia e o centenário das aparições de Nossa Senhora na cidade de Fátima, em Portugal. Foto: Claudio Santos/Ag. Pará

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Pará Sustentável cria cenário para o desenvolvimento econômico, social e ambiental Texto Márcio Flexa Fotos Agência Pará

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governador Simão Jatene assinou recentemente, o decreto que institui a Política de Desenvolvimento Harmônico Sustentável do Estado do Pará – Pará Sustentável. A solenidade reuniu representantes de municípios paraenses, durante a apresentação e instalação do Fórum Permanente de Prefeitos e Prefeitas do Pará Sustentável, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia. No primeiro dia do evento, estiveram presentes 76 prefeitos, 10 vice-prefeitos e 5 representantes diretos, totalizando 91 municípios. O decreto visa coordenar ações governamentais e articular parcerias com o setor privado e a sociedade civil, para promover o desenvolvimento do Pará, incluindo ações que serão realizadas em conjunto com as prefeituras, por meio do Programa Municípios Sustentáveis. A adesão ao programa será feita durante novos encontros e reuniões entre as equipes do governo e das prefeituras. Simão Jatene explicou que a política prevista pelo Pará Sustentável nasceu para combater a pobreza e a desigualdade, tendo como premissa atingir os objetivos do desenvolvimento definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o governador, esse novo passo só foi possível após a garantia do equilíbrio das contas públicas do Estado, mesmo em tempos de crise econômica no País. Com a instituição do Pará Sustentável em política de Estado, o governo quer deixar um legado à sociedade, pois estabelece um novo modelo de desenvolvimento.

A solenidade reuniu quase 100 representantes de municípios paraenses no Hangar

“Significa buscar que a riqueza que nós criamos fique cada vez mais aqui no Estado. Nós pegamos o desafio de reduzir pobreza e desigualdade, e unimos aos objetivos globais de desenvolvimento sustentável, e, como resultado, criamos uma agenda de desenvolvimento em três grandes pilares - o econômico, o social e o ambiental”, explicou o governador. Segundo Adnan Demachki, coordenador do eixo econômico do Pará Sustentável, o Programa Pará 2030 – lançado pelo governo estadual -, a assinatura do decreto vem consolidar o Pará Sustentável como política pública.

Simão Jatene explicou que a política prevista pelo Pará Sustentável visa combater a pobreza e a desigualdade, tendo como premissa atingir os objetivos do desenvolvimento definidos pela ONU

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“Passa a ter status de projeto de sociedade, que perpasse os governos que seja, cada vez mais, compreendido como um esforço coletivo. Por isso continuaremos a apresentar o projeto aos municípios, para que esta política de desenvolvimento seja abraçada pelas prefeituras e fique como legado à sociedade”, ressaltou.

Meta

No eixo econômico, a meta é do Pará Sustentável, para os próximos 15 anos, é igualar a renda per capita do Pará à média nacional, e promover um crescimento de 5,3% ao ano, criando 3 milhões de empregos até 2030. www.paramais.com.br


Pará em números

Adnan Demachki, coordenador do eixo econômico do Pará Sustentável, disse que continuará a apresentar o projeto aos municípios, para que fique como legado à sociedade

O decreto estabelece que o Estado deve compatibilizar, no planejamento de seu desenvolvimento, o crescimento da produção e renda com sua distribuição entre os vários segmentos da população e as diversas regiões; combater as causas da pobreza e os fatores de vulnerabilidade, assegurando aos cidadãos e suas famílias a proteção social; proporcionar os meios de pleno acesso a direitos fundamentais, como educação, cultura, saúde e assistência pública, bem como proteção e garantia a pessoas com deficiência, e promover ações de construção de moradias dignas e melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico, valendo-se de sua competência como ente federado na busca pela realização dos objetivos do Estado brasileiro. Ainda de acordo com o decreto, caberá ao Centro de Monitoramento de Políticas Públicas do Estado do Pará realizar o “monitoramento geoespacializado das políticas públicas” e promover ações entre as secretarias estaduais nas esferas econômica, social e ambiental, e nas regiões e municípios, garantindo a transparência das informações. O Pará 2030 é o planejamento da economia paraense que pretende elevar a renda per capita paraense e criar um paradigma diferenciado do modelo de desenvolvimento atual, baseado no extrativismo e em um modelo exportador de matéria-prima.

Adnan Demachky ressaltou que o Pará 2030 foi construído por muitas mãos, e cria um ambiente propício ao desenvolvimento estadual. Uma das metas é ter 60% das empresas como indústria de transformação, e não de exportação. Como exemplo, ele citou a produção de eucalipto. “O Pará ganha R$ 80,00 por metro cúbico exportando a madeira. Se construíssemos MDF aqui, o Pará agregaria valor, geraria mais empregos a cadeia de produtiva”, acrescentou.

Até 2020, o Pará deverá receber quase R$ 200 bilhões em investimentos em infraestrutura e logística, energia, mineração, indústrias, agronegócios, petróleo e gás. A expectativa é que os investimentos gerem mais de 200 mil novos postos de trabalho. No município de Barcarena, na região nordeste, que abriga o Porto de Vila do Conde, o maior do Pará, está sendo implantada uma Zona de Processamento de Exportação, área de livre comércio com o exterior e zona primária para efeito de controle aduaneiro. O Pará também já dispõe de quatro distritos industriais: no distrito de Icoaraci (em Belém), e nos municípios de Ananindeua, Barcarena e Marabá, que somam mais de 8 mil hectares de área e tem mais de 310 empresas instaladas. Em Santarém, no oeste, o Distrito Industrial está em processo de implantação. Os distritos industriais e a instalação da ZPE estão sob a administração da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), que também dá suporte aos investidores na identificação dos melhores locais para instalação de empreendimentos, além de acompanhar todas as fases de implantação.

O governador Simão Jatene (c) mostra o decreto que institui o Pará Sustentável, uma política pública destinada a fomentar o desenvolvimento em três grandes eixos

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Ele lembrou que no sistema anterior as imagens eram fornecidas pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), e chegavam com 120 dias. Os dados coletados pelo Centro vão subsidiar medidas de planejamento, controle, recuperação, preservação dos recursos naturais e auxiliar na definição de políticas ambientais.

Para o titular da Seips, Heitor Pinheiro, é fundamental definir objetivos e metas integralizadas no processo de construção do planejamento que complementa o Pará 2030

Monitoramento

Minervina Barros, prefeita de São Félix do Xingu, no sul do Pará, disse que seu município vai aderir ao Pará Sustentável, pois pretende criar em seu município o programa São Félix do Xingu Sustentável. Os primeiros passos, explicou a prefeita, são equilibrar as contas do município e trabalhar em parceria com o governo. “Nós somos o maior produtor de carne bovina, com mais de 2 milhões de cabeças de gado, além de outras produções, como cacau. Esta política de desenvolvimento sustentável só vem ajudar”, afirmou.

Eixo ambiental

Com a inauguração neste ano do Centro Integrado de Monitoramento Ambiental Gabriel Guerreiro (Cimam), que tem como objetivo a coleta de dados e produção de conhecimento sobre fatores que geram impacto no meio ambiente, o governo do Estado fortaleceu as metas do Pará Ambiental, utilizando a tecnologia e o conhecimento para o desenvolvimento da Amazônia. O Cimam faz parte do Pará Sustentável, e utiliza de forma inédita um sistema automatizado de monitoramento e controle do desmatamento, usando imagens de satélite com precisão de até três metros de distância da área monitorada. “O sistema possibilita ações tanto de combate, como de prevenção ao desmatamento. Com o Cimam nós temos imagens de qualidade a cada 48 horas, antes que ele aumente”, explicou Luiz Fernandes Rocha, secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade.

Novo modelo

Coordenado pela Secretaria Extraordinária de Integração e Políticas Sociais (Seips) e executado por diversas secretarias, o Programa Pará Social é determinante na criação de um novo modelo de sociedade, com menos pobreza, mais igualdade, bem-estar, inclusão para todos e desenvolvimento sustentável, respeitando o meio ambiente. “Definir objetivos e metas integralizadas e centralizadas é fundamental no processo de construção do planejamento que complementa o Pará 2030, já que só o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e da renda per capita não garante a diminuição da desigualdade”, ressaltou o titular da Seips, Heitor Pinheiro. Ele acrescentou que o Pará vive um momento ímpar, quando se

Você imagina a gente faz.

Estruturas

Hoje, segundo o secretário, há várias estruturas já implementadas, como as Unidades Integradas Pro Paz, os Centro de Referência de Assistência Social (Cras), os Conselhos Tutelares, e tudo pronto para ser usado. É preciso agora, ressaltou, integrar as políticas e entender que a centralidade delas tem que ser a família, fazendo com que ela ganhe autonomia e, quando ultrapassar a linha da pobreza, possa se sustentar. O prefeito de Santarém, Nélio Aguiar, vê no Pará Sustentável uma oportunidade de parceria para fortalecer este modelo de desenvolvimento em sua região. “Nós já entendemos que esta linha de desenvolvimento sustentável é o ideal para o nosso município. Essa parceria do governo do Estado, com os municípios assumindo responsabilidades conjuntas, tem o poder muito grande de transformação da realidade”, destacou. Minervina Barros, prefeita de São Félix do Xingu, disse que seu município vai aderir ao Pará Sustentável, pois pretende criar na cidade o programa São Félix do Xingu Sustentável. Os primeiros passos, explicou a prefeita, são equilibrar as contas do município e trabalhar em parceria com o governo. “Nós somos o maior produtor de carne bovina, com mais de 2 milhões de cabeças de gado, além de outras produções, como cacau. Esta política de desenvolvimento sustentável só vem ajudar”, afirmou.

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) também trabalha na criação de uma Rede de Monitoramento Ambiental, que consiste na instalação de polos de integração ambiental em diversas regiões do Estado, compostos por comunidades locais e entidades com atuação na área de meio ambiente, e ainda na realização de palestras sobre sensibilização ambiental em todo o Pará. Para o secretário Luiz Fernandes Rocha, o decreto foi assinado hoje, mas o governo do Estado já possui mais de uma dezena de políticas que estão sendo desenvolvidas pela Semas. “Junto com os municípios vamos descentralizar essas políticas. Não há desenvolvimento sustentável sem a participação de todos”, frisou.

discute o conceito de desenvolvimento em outro patamar. “Quando o governo do Estado chama os prefeitos para aderirem a uma política de Estado que incorpora um novo conceito de desenvolvimento, baseado no tripé do desenvolvimento econômico, social e ambiental, significa que nós não podemos mais formular projetos no modelo antigo. Este é o mais adequado”, afirmou Heitor Pinheiro. O desenvolvimento econômico sustentável precisa de capital humano preparado para executá-lo. Por isso é importante um conjunto de esforços não só do governo do Estado, mas também dos municípios, na luta contra a pobreza e a desigualdade.

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Ações já começam a ser realizadas A secretária Extraordinária dos Municípios Sustentáveis, Izabela Jatene, falou sobre o programa e destacou a importância do Fórum na integração de políticas públicas. “O que precisamos é customizar uma relação entre Estado e município, sem perder de vista o valor do que é público, resgatar esse valor e fortalecer a gestão, sobretudo fortalecer o apoio ao ajuste fiscal. Hoje nós temos aproximadamente 134 municípios paraenses impedidos de conseguir parcerias para receber novos recursos. Ajudar esses municípios a sair dessa situação é um dos principais objetivos do Programa Específico de Apoio à Gestão, que já vamos colocar em prática dentro do programa”, disse a secretária. No Fórum, o Governo do Estado apresenta as condições gerais de adesão das cidades ao programa Municípios Sustentáveis, que contempla um conjunto de financiamentos e um pacote de projetos e serviços estruturantes nos municípios, tendo como contrapartida ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população. Convidada especial do Fórum de Prefeitos, a diretora presidente da Comunitas, Regina Esteves, destacou o empenho dos gestores paraenses na integração de melhorias à população.

“É com muita felicidade que vi hoje aqui uma plateia tão bem engajada por uma pauta comum. Estamos em um momento do país no qual é muito importante a gente valorizar isso. Percebi uma vontade imensa do Governo do Pará de desenvolver um trabalho efetivo, a longo prazo, que possibilite uma agenda de governo nesse sentido e em parceria com os municípios e os cidadãos”, disse Regina. A Comunitas desenvolve ações na área de gestão pública em cinco capitais do país, cujo trabalho já vem recebendo reconhecimento por fortalecer a governança nessas prefeituras.

Para o prefeito Marcos Nascimento, de Brejo Grande do Araguaia, o fortalecimento de parcerias para realizar políticas públicas é absolutamente fundamental para atender melhor o cidadão. “O governador Simão Jatene afirmou hoje aqui o compromisso da união entre Estado e municípios, para fazer um Pará ainda melhor de se morar. Ele está buscando liberar recursos para que a gente possa desenvolver ações voltadas para o desenvolvimento do Estado. E esse Fórum é fundamental para unir forças em prol de uma causa única, que é a melhoria do nosso povo”, afirmou.

A diretora presidente da Comunitas, Regina Esteves, destacou o empenho dos gestores paraenses na integração de melhorias à população

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Prefeitos avaliam positivamente parceria com o “Municípios Sustentáveis

O prefeito de Santarém, Nélio Aguiar (c), ao lado do governador Simão Jatene e da secretária Izabela Jatene, disse que a linha de desenvolvimento sustentável é ideal para o município

Encerrado, o Fórum Permanente de Prefeitas e Prefeitos do Pará Sustentável, marcou o empenho do governo do Estado em buscar e reforçar alianças para impulsionar o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Estado, por meio do Pará Sustentável e com parcerias firmadas dentro do programa Municípios Sustentáveis. Apenas nos dois primeiros dias de abertura para adesão ao programa, 76 municípios de diferentes regiões e gestores de diversas filiações partidárias já assinaram o termo de manifestação de interesse em aderir ao Municípios Sustentáveis. “A quantidade de gestores, de diferentes regiões e filiações partidárias e ideológicas, demonstra claramente que alcançamos o objetivo do Fórum, que foi demonstrar muito claramente que esta não é uma ação de governo e, sim, de Estado, que deverá se perpetuar, constituindo-se numa fundamental política pública que tem por meta reduzir a pobreza e a desigualdade”, afirmou o governador Simão Jatene. “Esse projeto de sustentabilidade que o governo do Estado está promovendo vem em boa hora porque precisamos urgentemente traçar linhas concretas para a Amazônia. Acabamos de passar por um inverno muito pesado no sul do Pará e, diante disso, temos que ter um trabalho efetivo de sustentabilidade, sem interferir na natureza, e é isso que o governo do Pará está propondo”, disse José Milesi, do PMDB, prefeito de Itupiranga. Outras adesões serão efetivadas em futuras reuniões e diálogos entre as equipes técnicas das prefeituras e do governo estadual. “Se nós olharmos os pilares do desenvolvimento sustentável, eles são fundamentais às questões econômica, ambiental e social. Com a gente conseguindo enquadrar isso enquanto Estado, fica tudo mais fácil. Todo mundo precisa 10

Todo mundo precisa aderir a esse programa, que não é co-partidário, é uma estratégia importante e que requer a participação de todos, declarou Darci Lermen, prefeito de Parauapebas

Acredito que a implantação desse projeto vai fazer toda a diferença para o Estado, disse o prefeito Edilson da Emater, de São Geraldo do Araguaia

A prefeita de São Félix do Xingu, Minervina Barros (c), garantiu que vai aderir ao Pará Sustentável, pois pretende criar um programa semelhante no âmbito municipal

aderir a esse programa, que não é co-partidário, é uma estratégia importante e que requer a participação de todos”, declarou Darci Lermen, prefeito de Parauapebas, do PMDB. A integração com os municípios foi destacada pela prefeita de Vigia, Camille Vasconcelos, do PSDB. “Eu acho de extrema importância o que o governo do Estado está fazendo. É uma questão de união com os municípios, para levantar

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É uma questão de união com os municípios, para levantar o nosso Pará, prefeita de Vigia, Camille Vasconcelos, do PSDB

o nosso Pará. Esse programa vem sendo pensado há bastante tempo e agora vamos colocar em prática”, disse a prefeita. “Todas as temáticas levantadas no Pará Sustentável vêm sendo de muita relevância. Parabenizo o governador por trazer essa discussão a campo, integrando todos os municípios”, destacou o prefeito de Alenquer, Frei Juraci Esteves, do PPS. Já o prefeito de Melgaço, Zé Viegas, lembrou www.paramais.com.br

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Grande adesão de municípios paraenses

Fico muito feliz por ter a chance de estar aqui e, através dessa integração, levar melhorias para o meu município, declarou a prefeita do Acará, Amanda Martins, do PSDB

Essa parceria com o governo é providencial para que possamos promover o desenvolvimento e melhorar a vida da nossa população, destacou Murilo Guimarães, prefeito de Muaná

Parabenizo o governador por trazer essa discussão a campo, integrando todos os municípios, destacou o prefeito de Alenquer, Frei Juraci Esteves

que o Fórum foi importante também para conseguir uma maior visibilidade para os municípios: “Temos uma esperança muito grande nesse projeto, porque a gente percebe que vai ser olhado com mais atenção e com isso, fazer a diferença na região do Marajó”, disse. O projeto Pará Sustentável foi entendido pelos prefeitos como uma ação de Estado que deverá se tornar uma fundamental política pública para

reduzir a pobreza e a desigualdade. “Esse evento pra nós é muito importante por essa troca de experiências e esse projeto inovador, que é o Pará Sustentável. Fico muito feliz por ter a chance de estar aqui e, através dessa integração, levar melhorias para o meu município”, declarou a prefeita do Acará, Amanda Martins, do PSDB. “É muito importante o engajamento do Estado na criação do Pará sustentável. Vivemos na Amazônia, que é conhecida como ‘pulmão do mundo’, e acredito que com o nosso governador, com a inteligência que ele tem e a experiência de três mandatos, a implantação desse projeto vai fazer toda a diferença”, disse o prefeito Edilson “da Emater”, de São Geraldo do Araguaia, do PSDB. Murilo Guimarães, prefeito de Muaná, do PR, vislumbrou dias melhores para sua região a partir do Pará Sustentável. “A expectativa do Marajó é a melhor possível. Estávamos esperando essa oportunidade de debater investimentos que possam somar ao Estado nesse momento de crise. Essa parceria com o governo é providencial para que possamos ajudar no desenvolvimento local, buscando a melhoria da qualidade de vida da nossa população.” “A gente precisa muito dessa aproximação com o governo do Estado. O Pará Sustentável é um programa muito interessante para os municípios e para o Pará, como um todo. Estamos aqui com uma expectativa muito grande de contar com essa mão amiga do governo nesse momento de crise e de muitos desafios, e o governador Jatene tem se colocado à disposição para colaborar”, reforçou o prefeito de Santarém, Nélio Aguiar, do Partido Democratas”

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A grande maioria dos municípios assinaram o termo de manifestação de interesse em aderir ao programa Municípios Sustentáveis, apresentado no Fórum Permanente de Prefeitas e Prefeitos do Pará Sustentável. “A diversidade de gestores, de diferentes regiões e filiações partidárias e ideológicas, demonstra claramente que alcançamos o objetivo que foi demonstrar muito claramente que esta não é uma ação de governo e sim de Estado, que deverá se perpetuar, constituindo-se numa fundamental política pública que tem como objetivo reduzir a pobreza e a desigualdade”, destacou o governador Simão Jatene.

O professor e engenheiro civil Mauro Russo apresentou o modelo de consórcio entre empresas privadas com a participação do Estado como sócio para solucionar a gestão de resíduos sólidos

Gestão de resíduos sólidos O tema “O consórcio entre empresas privadas com a participação do Estado como sócio pode ser uma solução para a gestão de resíduos sólidos produzidos nas cidades, um dos maiores problemas enfrentados pelos municípios brasileiros”, foi apresentado pelo professor PHD no tema, o engenheiro civil Mauro Russo, demonstrou como isso foi adotado por Portugal na década de 1990 e mudou a destinação do lixo naquele País. A experiência de Russo com a tese “Avaliação dos Processos de Transformação de Resíduos Sólidos Urbanos em Aterro Sanitário”, foi responsável pelo fechamento de 12 lixões municipais existentes em Portugal, no ano de 1996. Mário Russo também coordenou e participou em mais de uma dezena de projetos, nacionais e internacionais, na área das águas e resíduos, incluindo obras de encerramento de lixões, construção de aterros sanitários e de centros eletroprodutores a partir do biogás. Pará+

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Simão Jatene e Mauro Russo, ao lado do titular da Secult, Paulo Chaves (e), e do chefe da Casa Civil, José Megale (d)

O modelo de Portugal incluiu programas de educação ambiental, tratamento e separação dos resíduos e controle da emissão de gases poluentes. Em cinco anos, o país zerou o número de lixões. O processo de tratamento, produção de gás e transformação em energia e a considerável diminuição de materiais destinados aos aterros com geração de renda e empregos foram as metas alcançadas pelo país lusitano com base nas diretrizes da União Européia. Como resultado o modelo adotado por Portugal injeta, anualmente, 5,4 bilhões de Euros no País, gera 604 mil empregos e 700 kilowatts de energia, produzidas através da transformação dos gases gerados no processamento dos resíduos.

Consórcios Para Mário Russo, uma das primeiras medidas a ser tomada é a formação de consórcios entre municípios para a gestão. Ele explicou que em 1993, o tratamento dos resíduos sólidos era totalmente municipalizado, cada município coletava e realizava o seu tratamento e o país contava com mais de 300 lixões. Os municípios formaram consórcios com participação do Estado com 50% dos empreendimentos. “A tendência é romper com o modo tradicional de gestão de resíduos através de um processo dinâmico. Tem que se dar mais atenção a coleta seletiva para retirar muitos dos resíduos que são recursos.

A secretária Extraordinária dos Municípios Sustentáveis, Izabela Jatene, falou sobre o programa e destacou a importância do Fórum na integração de políticas públicas

A gestão dos resíduos não pode ser feita na ótica do resíduo, mas sim na dos recursos gerados por eles”, destacou. Ele indica que o melhor modelo é seguir a prática internacional, seguir o exemplo de outros países e fazer um diagnóstico dos problemas locais para se encontrar a melhor solução. O engenheiro ainda ressaltou que a participação do estado como sócio do consórcio visa garantir a continuidade do processo mesmo com as mudanças de gestão a frente dos municípios. Para o governador Simão Jatene, a questão da destinação e coleta de lixo nas cidades vem sendo negligenciada há muito tempo. Uma das frentes do Pará Sustentável, a organização dos resíduos sólidos é fundamental inclusive para a saúde pública. “Todo aglomerado humano gera lixo. E essa é uma questão que nunca se levou a sério como se deveria pelos governos. Por isso, agora estamos propondo essa parceria com as prefeituras para assegurar que o Pará deixe de criar lixões”, disse Jatene. “Muita gente acha que a gente devia construir praças, mas a questão do lixo é mais importante. Não temos a cultura de pagar por isso, mas devemos pensar nessa questão com mais efetividade”, defendeu o governador.

Curto prazo

Logo no primeiro dia, após a assinatura do decreto que cria o Pará Sustentável, o governador Simão Jatene também assinou ordens de serviço para obras em escolas estaduais de 13 municípios paraenses na área de educação, totalizando recursos da ordem de R$ 60 milhões. Deste montante, R$ 40 milhões serão destinados apenas para reforma e construção de escolas, nos seguintes municípios: Ananindeua, Belém, Benevides, Bragança, Conceição do Araguaia, Inhangapi, Maracanã, Pau D’Arco, São Miguel do Guamá, Salinópolis, Salvaterra, Santarém Novo e Uruará.

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Fotos Ascom Imetropará, Ascom Sectet, Rodolfo Oliveira / Ag. Pará

ecnologia, inovação e ambiente empreendedor criativo, foi no clima da XIII Feira da Indústria do Pará (Fipa) – maior vitrine de produtos paraenses, realizada pela Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), que o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki, representando o governador do Pará, Simão Jatene, lançou mais duas ações do Programa Pará 2030 para um público diverso ligado à indústria paraense, o Manual do Investidor e o Programa Inova Pará.

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XIII FEIRA DA INDÚSTRIA DO PARÁ

No evento aberto no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, o Estado ainda celebrou um protocolo de intenções com a empresa privada RVC e Empreendimentos e Participações Ltda, controladora do Grupo Citróleo, para a instalação de uma planta industrial de liofilização (processo de desidratação usado para preservar alimentos perecíveis) de frutas regionais, a exemplo do açaí. “Hoje, o investidor interessado no Pará tem muitos caminhos institucionais e isso o confunde. O Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), disponibiliza agora o O presidente da CNI, Robson de Andrade, destacou a contribuição da indústria paraense para o PIB nacional e o crescimento do setor produtivo em meio à atual crise econômica

Manual Executivo do Investidor no Estado do Pará, que orienta o empresário em sua chegada, prevendo todo o processo para a simplificação da instalação de sua empresa, num estímulo à atração, consolidação e ampliação de investimentos produtivos em nosso território”, destacou Demachki. “O Manual é simples e mostra as regras para se investir no Pará, apresentando a Codec como a única porta de entrada, justamente por ela ser a agência de prospecção de investimentos e ter expertise para um atendimento especializado’’, frisou o presidente da Codec, Olavo das Neves. O Manual do Investidor completo pode ser acessado pela internet nos sites da Codec (www.codec. pa.gov.br), da Sedeme (www.sedeme.com. br/investpara/) e no do Pará 2030 (www. para2030.com.br/). O Inova Pará foi idealizado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) em parceria com a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisa do Pará (Fapespa). O Programa estimula a inovação, o conhecimento tecnológico, a pesquisa mais apropriada para investimentos no Estado. Ele prioriza as 14 cadeias econômicas produtivas prioritárias do Pará 2030, tais como o agronegócio, agricultura familiar, pesca e aquicultura, atividade florestal, biodiversidade, mineração, serviços ambientais, logística, energia, turismo e gastronomia.

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A XIII Feira da Indústria do Pará (Fipa) foi realizada pela Federação das Indústrias do Pará (Fiepa) no Hangar

Presidente da Fiepa, José Conrado recordou que em março deste ano o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou o Pará como o único Estado entre as 14 unidades federativas avaliadas pelo Boletim da Indústria com saldo positivo em 2016, com o acumulado do ano, 9,5% maior do que o apresentado em 2015, e o décimo primeiro maior PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, com R$ 113 bilhões e com mais de IO milhões de empregos gerados, enfatizando assim a importância da indústria paraense no desenvolvimento do Brasil. Informou ainda que um Estudo elaborado pela Fiepa, mostra que o Pará começou a receber mais de R$ 180 bilhões em investimento, que pode gerar, até 2020, mais de 190 mil novos postos de trabalho diretos e indiretos. Na oportunidade Conrado saudou a parceria do Governo do Pará e agradeceu a presença de Adnan Demachki. Prosseguindo disse: “A indústria brasileira é responsável por 10,5 milhões de empregos e por 22% do PIB brasileiro. Nosso objetivo nesta Fipa é fortalecer a cadeia da economia criativa, seja por meio de incentivo às experiências em andamento ou fomento às novas práticas. Teremos uma vasta programação com consultorias técnicas, palestras, capacitações e rodadas de negócios. Agradecemos a presença nesta feira dos setores de bebidas, alimentos, construção naval, energia, entre outros, com destaque para a mineração, uma

indústria forte no Estado, representada aqui pela Hydro, Mineração Rio do Norte, Belo Sun Mineração e Imerys, entre outras. O presidente da CNI, Robson Andrade, participa pela primeira vez do evento. Ele participou do descerramento da fita inaugural da Feira e, durante o dia, da inauguração de uma escola do Sesi Ananindeua e de uma unidade do Senai na travessa Mauriti, em Belém. Robson Andrade destacou que o setor industrial do Pará representa 3% da indústria brasileira. “Este evento mostra a potência, a capacidade da indústria do Pará que tem vocação forte para crescimento,

abrangendo a atividade mineral, madeira, eletroeletrônicos, biotecnologia, farmacêutica e outras áreas, com capacidade para atrair investimentos e gerar tecnologia e desenvolvimento para o Estado e para o País”, afirmou. O presidente da CNI defendeu a reforma trabalhista aprovada na Câmara dos Deputados, no sentido de se estabelecer novas relações de trabalho, e a da Previdência. Destacou que se permanece o sistema previdenciário atual no País, o Brasil corre o risco de enfrentar a crise no setor na Grécia e o cenário da Espanha. O diretor-superintendente do Sebrae-Pará, Fabrizio Guaglianone, destacou que no ano passado, as pequenas e médias indústrias no Pará cresceram 6%. O presidente da Alepa, deputado estadual Márcio Miranda ressaltou que a aprovação de leis pela Assembleia Legislativa do Estado, vem contribuindo para o fortalecimento do setor produtivo industrial, sem elevação de impostos. Para o coordenador da Fipa, Ivanildo Pontes, o setor industrial deve se recriar, se reorganizar com novos métodos de produção e de fazer negócios, sendo a Fipaa uma oportunidade para as empresas lançarem produtos e estabelecerem contatos e parcerias.

A imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré abençoou os presentes na Fipa

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O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki, representando o governador do Pará, Simão Jatene, lançou mais duas ações do Programa Pará 2030 para um público diverso ligado à indústria paraense, o Manual do Investidor e o Programa Inova Pará

O Manual é simples e mostra as regras para se investir no Pará, apresentando a Codec como a única porta de entrada, justamente por ela ser a agência de prospecção de investimentos e ter expertise para um atendimento especializado

sendo 21 para a categoria de “Inovação de Processos”, sete para a categoria “Inovação de Produtos”, duas para a categoria “Inovação em Tecnologias Socioambientais, com ênfase em Responsabilidade Social Corporativa” e duas para a categoria especial de “Gestão de Inovação”, voltada para projetos que fortaleçam um ambiente propício à inovação. “Os vencedores em todas as categorias possuem práticas inovadoras em seus projetos que podem se tornar exemplos mundiais em atitudes sustentáveis com respeito às comunidades tradicionais”, ressaltou o presidente do Simineral, José Fernando Gomes Júnior. A iniciativa contou com a parceria da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa).

O secretário de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), Alex Fiúza de Melo, dissertando sobre o Programa Inova Pará

Prêmio de Inovação. Projetos inovadores são reconhecidos Quatro projetos inovadores de empresas ligadas ao setor da indústria mineral no Pará foram premiados durante a cerimônia de entrega do 1º Prêmio Estadual de Inovação na Indústria Mineral, uma iniciativa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) e do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral). A cerimônia foi realizada durante a XIII Feira da Indústria do Pará (Fipa), promovida pela Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), no Hangar. Ao todo, a premiação recebeu 32 inscrições,

O prêmio é uma iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) e do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), representados na cerimônia por seus titulares, Alex Fiúza de Mello e José Fernando Gomes Júnior

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Os principais trabalhos e pesquisas submetidos ao Prêmio serão expostos em fóruns científicos e congressos, e se tornarão pauta em revistas especializadas, como a “Brasil Mineral”

Premiados A mineradora multinacional Vale S/A conquistou o primeiro lugar em duas categorias, com os projetos “Desenvolvimento de placas inteiriças para substituição dos revestimentos intermediários e externos da tampa de alimentação do Moinho SAG” (Inovação de Produtos) e “Inovação no processo de gestão tecnológica de uma barragem de mineração” (Inovação de Processos). Este último abrangeu o desenvolvimento e implantação de sistema integrado de automatização de todo o processo de coleta e envio de dados da instrumentação

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de segurança da barragem, em tempo real, para uma Central de Controle e Comunicação, o que facilita o sistema de sirenes de alerta de emergências e evacuação de área afetada pela onda de inundação induzida pela hipotética ruptura do barramento. A empresa vencedora na categoria de “Inovações em tecnologias socioambientais” foi a Mineração Rio do Norte (MRN), com o projeto “Territórios Sustentáveis”, iniciado em 2015 e que busca colocar o desenvolvimento regional como objetivo compartilhado entre a iniciativa privada, o poder público e a sociedade civil. “É uma iniciativa projetada para 15 anos, que envolve os municípios de

Oriximiná, Terra Santa, Faro e Óbidos. O principal objetivo é promover ações estruturadas em quatro pilares: gestão pública, desenvolvimento econômico, capital social e gestão ambiental, sendo tudo trabalhado em respeito à tradição do estilo de vida de cada região”, explicou o gerente de Gestão, Segurança, Meio Ambiente, Licenciamento e Relações Comunitárias na MRN, Paulo Ayres. A Vale S/A também recebeu o prêmio da categoria especial de “Gestão de Inovação”, com o artigo técnico “Como acontece a inovação na Vale”, enfatizando as estratégias das equipes internas em projetos e pesquisas desenvolvidos pela empresa. “Essa premiação, para a Vale, é de grande importância, pois faz com que nossos colaboradores se esforcem a cada dia para pensar diferente”, declarou a gerente da área de planejamento da Vale, Lucia Oliveira. Os principais trabalhos e pesquisas submetidos ao Prêmio serão expostos em fóruns científicos e congressos, e se tornarão pauta em revistas especializadas, como a “Brasil Mineral”. “Esperamos que esse tipo de premiação se reproduza em diversos setores, pois inovar significa aumentar a qualidade e a diversidade de produtos e serviços à sociedade”, pontuou o titular da Sectet, Alex Fiúza de Mello.

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Autoridades e diretoria da Alubar na abertura da XIII FIPA

Maior produtora de cabos elétricos da América Latina leva inovações para FIPA Produtos inovadores para as linhas de transmissão e redes de distribuição de energia elétrica e para o segmento da construção civil. Foi com este portfólio para o mercado que a Alubar, fabricante de vergalhões e cabos elétricos de alumínio e cobre sediada em Barcarena, se apresentou na XIII Feira da Indústria do Pará (FIPA), recentemente, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia – Belém (PA). Maior produtora de cabos elétricos de alumínio da América Latina, a fábrica é pioneira na verticalização do alumínio primário produzido no estado e a única empresa que transforma matéria-prima em produto acabado na região. A nova linha de produtos de cobre Alubar CopperTec é uma das inovações da empresa na feira. A marca inclui cabos antifurto, com aplicação na rede pública de distribuição de energia em baixa tensão, e antichama, recomendados para locais com alta concentração de pessoas, como shoppings, aeroportos, condomínios, metrôs, teatros, escolas, edifícios e indústrias. “A FIPA nos dá a oportunidade de mostrar à sociedade paraense uma empresa estruturada, de porte mundial, instalada no Pará e que faz a verticalização do alumínio no Pará, com a produção de cabos. Quizemos também apresentar para as construtoras da construção civil que a fábrica está com um portfólio completo de cabos de cobre para ser comercializado no Estado a preços competitivos”, afirma Maurício Gouvea, diretor executivo da Alubar. Seguindo na contramão da crise econômica do país, que nos últimos anos vivenciou o fechamento de várias plantas 18

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Estande da Alubar na XII Fipa apresentou informações dos produtos e dos projetos sociais da empresa Agropalma foi destaque na Fipa

industriais e a demissão em massa de trabalhadores, a empresa ampliou em mais de 30% o quadro funcional para atende a demanda da nova fábrica de cobre. Só no primeiro trimestre deste ano já contratou 42 novos colaboradores. Hoje, a fábrica gera mais de 1.000 postos de trabalho, entre diretos e indiretos, com aproveitamento de 90% da mão de obra local. Nessa evolução industrial, a Alubar vai inaugurar, brevemente, um Centro de Distribuição, em São Paulo, para armazenar os produtos do estoque da fábrica de Barcarena, fracionar os cabos e realizar as vendas para os clientes do Sul e Sudeste do país. “O que estamos fazendo é inverter o fluxo histórico de produção do país, começando a transportar do Norte para o Sul produtos de alta tecnologia”, ressalta Maurício Gouvea.

Autoridades visitando o estande da Alubar

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Jorge Rezende (e), presidente do Imetropará, destacou a missão de garantir a qualificação da indústria cerâmica no Pará

Qualidade na indústria cerâmica Com o tema “Cerâmica de Qualidade: Compreendendo as normas do Inmetro para uma produção legal”, Fernando Leite Goulart, Tecnologista e pesquisador em metrologia e qualidade, representante do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no Comitê Nacional de Desenvolvimento Tecnológico da Habitação, abordou o desenvolvimento e a valorização da indústria cerâmica no Pará, e ainda as atividades do Instituto de Metrologia do Estado do Pará (Imetropará) e as normas estabelecidas pelo Inmetro. Jorge Rezende, presidente do Imetropará, destacou a missão do órgão de garantir a qualificação do segmento. “Nós precisamos trabalhar juntos, uma parceria público-privada, para garantir a qualidade da indústria e promover a concorrência justa de mercado. Precisamos mostrar pela educação que nós temos como melhorar a produção”, enfatizou.

Segurança e economia Fernando Goulart também orientou os presentes sobre como evitar prejuízos na hora das compras, não adquirindo produtos que não atendam às normas do Instituto.

“Um produto que segue as portarias, garante ao consumidor mais segurança e economia na hora das suas construções. No Brasil, cerca de 80% das obras são realizadas pelas próprias pessoas, que compram o material e contratam os pedreiros. Então, é de extrema importância que eles estejam atentos à qualidade do produto, e não só ao preço”, explicou. Ao final, o Sindicato da Indústria de Olaria Cerâmica para Construção e de Artefatos de Cimento Armado do Estado do Pará (Sindolpa) apresentou o projeto “Tijolo Pai d’égua”, que visa fortalecer o mercado interno, por meio da educação para o consumo, priorizando a padronização e a certificação dos produtos, a fim de gerar competitividade justa no mercado e garantir credibilidade ao produto final. Realizada há 24 anos, a Fipa reuniu mais de 60 expositores e um amplo público visitante

Fernando Leite Goulart, representante do Inmetro, destacou na palestra para empresários do setor a importância da indústria cerâmica

Fernando Bruno recepcionando os associados do SINDPALM

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Luis Otávio da Fábrica Santa Maria com Eugenio Martins da Velas Cigana e Roberto Lima da Casa Granado

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Tecnologia, inovação e ambiente empreendedor criativo, no clima da XIII Feira da Indústria do Pará (Fipa)

Simineral foi um dos espaços mais visitados

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O melhor reparador de veículos do Pará Durante o último dia da XIII FIPA, o Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado do Pará (Sindirepa), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) realizaram a final do Prêmio de Melhor Reparador de Veículos do Estado do Pará. A última etapa da competição reuniu seis profissionais dos municípios de Belém, Bragança, Paragominas e Salinópolis. A final do torneio foi um desafio prático, onde foram premiados os três reparadores que conseguiram identificar os defeitos e fazer o motor do carro funcionar no menor tempo e respeitando os padrões de segurança estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. Ao longo do desafio, os competidores foram avaliados por instrutores do Senai e contaram com todos os equipamentos e ferramentas necessários para a resolução da prova. O grande vencedor da competição foi Derielson de Cássio, que é ex-aluno do Senai Bragança e trabalha há 3 anos em uma empresa especializada em venda e reparação de peças e veículos em Belém. Ele recebeu um cheque de 5 mil reais e um software de gestão de oficina. Logo após a premiação, Derenilson surpreendeu a todos pedindo a mão da namorada, Rita, em casamento. O competidor Maicon Tadeu, de Belém, ficou em segundo lugar e recebeu como prêmio o software de gestão de oficinas e uma caixa de ferramentas. A TRAEL apresentou novas soluções para o sistema energético

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O terceiro lugar foi para o reparador Gabriel Barros, de Salinópolis, que recebeu apenas o software. Para o Diretor Regional do Senai no Pará, Dário Lemos, a promoção do prêmio é uma continuação das ações já realizadas pela instituição para valorizar o segmento de reparação de veículos no estado. Nós inauguramos em Belém, no último dia 3, a maior escola de mecânica automotiva do norte do Brasil. O torneio vem somar com tudo que o Senai vem fazendo ao longo dos anos e nós ficamos muito felizes em ver os reparadores de vários lugares do Pará - quase todos ex-alunos nossos - participando da competição. Isso é importante, fundamental e gratificante para o Senai e só quem ganha é a sociedade, porque vamos ter uma qualidade maior na manutenção dos nossos veículos dentro das oficinas”, comemora o gestor.

Encerramento/Balanço

A XIII Feira da Indústria do Pará (FIPA) encerrou mostrando que a inovação, a criatividade e a tecnologia são essenciais à geração de emprego e renda e à formação de um ambiente econômico positivo no Pará. O evento realizado pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) recebeu 25 mil visitantes, entre os dias 3 e 6 de maio, no Hangar. José Conrado Santos, presidente do Sistema Fiepa, revela que o cenário atual da economia no início gerou incerteza sobre os resultados da Feira, mas que os organizadores decidiram investir no evento exatamente para mostrar a força da indústria paraense, que vem colaborando para que o Pará mantenha bons resultados financeiros em um momento adverso da economia brasileira. “Surgiu dúvida quanto ao sucesso do evento e isso se reverteu. As empresas estão muito satisfeitas. A expectativa foi além do esperado. Nas rodadas de negócio, o público ficou satisfeito e interagiu muito bem e descobrimos fornecedores locais para projetos que demandavam de outros estados”, pontua. Com o tema “Indústria Criativa”, a FIPA valorizou as boas iniciativas do setor produtivo

que estão colaborando para manter os resultados econômicos do estado e, como uma vitrine, apresentou essas ações à sociedade. “Todos temos que nos reinventar quase que a cada minuto porque o mundo muda num instante. Fazer novas engenharias para diminuir custos de produção para aumentar ou, pelo menos, manter a produtividade e lucratividade”, destaca Ivanildo Pontes, responsável pela organização do evento. Uma das inovações apresentadas pela FIPA mostrou um dos poucos exemplos de indústria que faz a verticalização do alumínio primário produzido no estado. A Alubar, fabricante de vergalhões e cabos elétricos de alumínio e cobre sediada em Barcarena, apresentou sua nova linha de produtos de cobre que inclui cabos antifurto, com aplicação na rede pública de distribuição de energia em baixa tensão, e antichama, recomendados para locais com alta concentração de pessoas, como shoppings, aeroportos, condomínios, metrôs, teatros, escolas, edifícios e indústrias. “A FIPA nos dá a oportunidade de mostrar à sociedade paraense uma empresa estruturada, de porte mundial, instalada no Pará e que faz a verticalização do alumínio no Pará, com a produção de cabos. Queremos também apresentar para as construtoras da construção civil que a fábrica está com um portfólio completo de cabos de cobre para ser comercializado no Estado a preços competitivos”, afirma Maurício Gouvea, diretor executivo da Alubar.

Feira da Indústria

Realizada há 24 anos, a Fipa reuniu mais de 60 expositores e um amplo público visitante, entre empresários, industriais, dirigentes e gerentes de grupos organizacionais, representantes de entidades de classe, sindicatos e do poder público, além da academia e cidadãos interessados na força da economia paraense. A Fipa é uma realização da Fiepa com patrocínio do Governo do Estado, Banco do Brasil e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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Balcão de Negócios da ADVB/PA é sucesso Fotos Leonardo Mendonça

Empresários durante a rodada de Negócios

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mpresários da região metropolitana de Belém, participaram do Balcão de Negócios realizado durante a XIII Feira da Indústria do Pará (Fipa). Promovido pela Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil - Seção Pará (ADVB PA), em parceria com a Redes/FIEPA e apoio do Sebrae, o evento contou com a presença de mais de 50 empresários, que tiveram a oportunidade apresentar suas empresas, produtos e serviços para as grandes indústrias, além de trocar informações e contatos para futuros negócios e parcerias. O presidente da ADVB, Rubens Magno contou que o principal objetivo do evento é gerar negócio para as empresas e fomentar a economia local através do networking. “A ADVB apoia que as compras dos nossos empresários sejam feitas dentro do Pará. Dessa forma, geramos empregos, divisas, além da praticidade”, comentou Rubens. Durante a rodada os participantes tinham cerca de cinco minutos para apresentar seu negócio para cinco indústrias mantenedoras: Belo Sun, Louis Dreyfus Company (LDC), Sinobras, Vale e Grupo Alubar. Além disso, o empresário ainda podiam contar com o atendimento, informações e serviços para seus negócios como bancos que orientavam sobre financiamento e linhas de crédito, a ADVB com suporte e fortalecimento , Redes Fiepa, Sebrae e várias entidades com orientações para os empresários. O coordenador geral da Redes/FIEPA, Marcel Souza disse todos ganham com essa iniciativa. “Aproximar empresas da capital paraense das indústrias incentiva e ajuda a gerar negócios na região”,

ADVB fomentando o networking

comentou Marcel e adiantou que a parceria vai continuar. “ Estamos planejando uma próxima edição do balcão”, adiantou o coordenador. Atento à essas possibilidades Augusto Pinto, representante da AFFA Engenharia, empresa paraense que atua há treze anos no mercado contou que essa é a primeira vez que participa do balcão e acredita que o evento é um excelente local para estreitar relacionamento. “Esse momento é muito importante, pois facilita nossa aproximação com indústrias que estão distantes. Nossa expectativa é

apresentar nossos serviços e captar novos parceiros e avançar no mercado nacional”, revelou o empresário. Para os representantes das indústrias o evento foi muito positivo. Eloisio Araújo, gerente de sustentabilidade da Louis Dreyfus Company (LDC), empresa que está em fase de instalação no Pará o balcão possibilitou o contato com vários fornecedores. “Conseguimos conhecer empresas de diversos segmentos, o que vai facilitar muito nesse momento e, principalmente, ajudar a gerar renda dentro do estado”, comentou Eloisio.

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Estudantes ribeirinhos retratam histórias tradicionais em livro de fábulas Inspiradas em famosos fabulistas, as narrativas ganham vida com cenário e bichos da Amazônia

Valorização das raízes

Segundo livro do projeto Catavento foi escrito pelas crianças atendidas pelo projeto

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boto pavulagem, o tralhoto invejoso, a esperteza do jacaré e a perseverança da preguiça. Essas são algumas das 56 histórias que fazem parte do segundo livro da série “Contando as histórias que nos contaram”, intitulado “Fábulas”, lançado na última sexta-feira, em Barcarena. A publicação é fruto do projeto social Catavento, realizado pela Alubar Metais e Cabos em parceria com a Secretaria de Educação e Desenvolvimento Social do município. As narrativas foram inspiradas pelas famosas fábulas de Esopo, Fedro, La Fontaine e Monteiro Lobato e reescritas pelos alunos e professores fazem parte do Catavento. Para a adaptação das histórias, utilizaram como cenário e personagens os elementos da Amazônia, como os rios e florestas, e animais como o tralhoto, boto, jacurarú, pipira, preguiça, macaco, cotia, arara, tracuá, mucura e muitos outros. As fábulas ganham vida com as ilustrações do cartunista João Bento e selo da editora Paka-Tatu. Para Márcia Campos, coordenadora de Projetos Sociais da Alubar, a publicação é um presente para a sociedade e representa os anos de dedicação de muitas pessoas que nem sempre são percebidas em sua beleza, sensibilidade e valores. “Por isso, estamos tornando públicas essas pessoas, alunos e professores capazes de um

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trabalho de qualidade e, principalmente, de um trabalho coletivo, construído a partir de turmas multisseriadas, realidade das escolas ribeirinhas. Nesse segundo livro, os nossos personagens amazônicos irão transmitir valiosos ensinamentos que há milênios perduram e que precisam estar presentes em todo o tempo e lugar”, destacou. O professor Roberto dos Anjos, coordenador pedagógico da Semed e formador do Catavento, afirmou que todos ganham com o projeto. “Temos discutido com os professores a respeito das fábulas em suas diferentes culturas e hoje conseguimos trazer as fábulas para a cultura barcarenense. O Catavento trouxe um ganho não só para os alunos, mas os professores que passaram a ter um conhecimento maior sobre os gêneros literários. Eles se apropriaram disso e transmitiram aos alunos, que levaram para as famílias e, no final, todos ganharam com um melhor ensino e aprendizagem em sala de aula”, avaliou. Realizado há sete anos em Barcarena pela Alubar Metais e Cabos, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação Desenvolvimento Social de Barcarena, o projeto Catavento realiza a formação de professores, com oficinas de capacitação, e estimula o hábito da leitura e produção textual com a doação de livros e jogos interativos, beneficiando 1300 alunos de 28 escolas ribeirinhas do município.

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A professora Sandra Helena Furtado, da escola São José do Arrozal, na Ilha da Trambioca, disse que o trabalho feito por meio do projeto fortalece a prática da leitura e da escrita em sala de aula. “É um processo de aprendizado da criança de acordo com a realidade dela, principalmente das que moram nas comunidades ribeirinhas. Para nós é de suma importância porque os nossos alunos avançam na leitura. O segundo livro é um sonho e é uma forma de valorizar nossa comunidade, vivência e a cultura do nosso povo”, declarou emocionada. A pequena Thayná Costa de Souza, de apenas 9 anos, deu os primeiros passos como escritora, ao participar com a fábula “A Aranha e o Macaco”. “Amo ler e escrever, por isso fiquei muito feliz em escrever essa história, que no final traz a mensagem ‘quem não semeia, não colhe’”, conta. Perguntada sobre o que quer semear para colher no futuro, a estudante não hesita: “Quero plantar paz, amizade e esperança. Também vou estudar bastante para um dia ser professora”, disse a estudante. Livro Contando Histórias que nos Contaram Fábulas, é o segundo do projeto Catavento

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Em Fátima, Nossa Senhora escolheu o coração inocente e a simplicidade dos pequenos Francisco, Jacinta e Lúcia como depositários da suas mensagens

Centenário das aparições de Fátima Jacinta e Francisco: de pastorinhos a santos

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Fotos Divulgação, RTP, Santuário de Fátima, Vaticano

aparição de Nossa Senhora de Fátima aos três pastorinhos - Lúcia de Jesus (10 anos), Francisco (9 anos) e Jacinta (7 anos) – aconteceu pela primeira vez a 13 de Maio de 1917, num campo da Cova de Iria, na freguesia de Fátima, em Ourém- Portugal. Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991, 2000) e Bento XVI (2010) foram os Papas que visitaram Portugal e prestaram homenagem a Nossa Senhora de Fátima, reconhecendo a importância nas suas vidas. Este ano o Papa Francisco presidiu as cerimônias do centenário das “aparições” na Cova da Iria. O papa Francisco canonizou os dois pastorinhos Jacinta e Francisco em 13 de Maio, pondo fim a um processo que se prolongava há 67 anos. Beatificados pelo papa João Paulo II, em Fátima, em 13 de maio de 2000, a canonização dos dois irmãos dependeu anteriormente da aprovação, pelo papa, do milagre que foi anunciado pela sala de imprensa da Santa Sé, a 23 de março. Francisco e Jacinta faleceram ainda crianças, pouco depois de, com a sua prima Lúcia de Jesus (1907-2005), terem estado na origem do fenômeno de Fátima, entre maio e outubro de 1917. 24

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Oriundos de uma “humilde família” de Aljustrel (na paróquia de Fátima, concelho de Ourém) – Portugal, no seio da qual “aprenderam a doutrina cristã”, as duas crianças começaram a pastorear o rebanho dos pais em 1916, atividade no âmbito da qual vieram a assistir às “aparições” de um anjo, nesse ano, e da Virgem Maria, no ano seguinte. Em 1917, Jacinta Marto, sétima e última filha de Manuel Pedro Marto e de Olímpia de Jesus, tinha 7 anos (nasceu em 11 de março de 1910) e o irmão (Francisco), penúltimo filho do casal, 8 anos (11 de junho de 1908). Depois de espalhar a notícia das “aparições”, as crianças passaram a ser rodeadas pela atenção de curiosos, que lhes pediam, segundo vários relatos, para descrever o que viram ou que pedissem para interceder por eles “a Nossa Senhora”. “Para a conversão dos pecadores”, os três chegaram a fazer penitência, através de períodos de fome e sede. No outono do ano seguinte, Jacinta foi atingida pela “epidemia da gripe espanhola”, sendo, alguns meses depois internada no hospital de Ourém (então designada Vila Nova de Ourém) e, mais tarde, no início de fevereiro, no Hospital D. Estefânia, em Lisboa, onde faleceu (20 de fevereiro de 1920), pouco antes de completar 10 anos de idade.

A mesma epidemia bronco-pneumónica também afetou Francisco Marto, que faleceu antes da irmã (4 de abril de 1919), cerca de dois meses antes de completar 11 anos de idade. Em 1950, o então bispo de Leiria, José Alves Correia da Silva, recebeu “licença, da Sagrada Congregação dos Ritos, para organizar o Processo Diocesano sobre a fama de santidade, virtudes e milagres” dos dois pastorinhos, cuja “heroicidade das virtudes” foi reconhecida por João Paulo II, que lhes concedeu o título de ‘veneráveis’ em 13 de maio de 1989. Onze anos mais tarde, em 13 de maio de 2000, durante a sua terceira e última visita ao Santuário de Fátima (as outras visitais ocorreram em 1982 e em 1991), João Paulo II beatificou as duas crianças. A cura da criança brasileira (Lucas), considerada milagre pela Igreja Católica, permitiu tornar santos os dois beatos de Fátima.

Papa abraçou Lucas, a criança curada por intercessão dos Santos Francisco e Jacinta Marto www.paramais.com.br

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Cronologia dos acontecimentos em Fátima 1917: De maio a outubro, registam-se as “aparições” de Fátima, em que três crianças - Francisco e Jacinta Marto e Lúcia - da aldeia de Aljustrel, afirmam ter visto “Nossa Senhora” num local conhecido como Cova da Iria. 25 de maio: O padre de Fátima, Manuel Marques Ferreira, faz o primeiro interrogatório às crianças, que passam a ser conhecidas como videntes de Fátima. 13 de julho: Jornais da época relatam que 800 a 2.000 pessoas se juntaram para a “terceira aparição”. O número sobe para 25 mil a 30 mil em setembro e para 70 mil a 100 mil em outubro, segundo ‘O Século’. 1919 - 4 de abril: Morre Francisco Marto, em Aljustrel, vítima de gripe espanhola. Portugal é assolado por um surto de gripe pneumônica em 1918 e 1919, que faz mais de 100 mil mortos. 28 de abril: Começa a ser construída a Capelinha das Aparições, na Cova da Iria. 1920 - 20 de fevereiro: Morre Jacinta Marto, em Lisboa, também de gripe espanhola. 1921 - 13 de outubro: É permitida a celebração da missa junto à capelinha. 1922 - 6 de março: A capela é destruída, por um atentadoà bomba, atribuído a radicais anticlericais. É reconstruída e restaurada no prazo de um ano. 3 de maio: Bispo de Leiria manda instaurar um processo sobre os acontecimentos. 1925 - 24 de outubro: Lúcia, única sobrevivente dos videntes de Fátima, ingressa nas Doroteias, em Tui, na Galiza. 1927 - 26 de junho: Bispo de Leiria preside, pela primeira vez, a uma cerimónia oficial na Cova da Iria. 1928 - 13 de maio: Lançamento da primeira pedra da basílica de Fátima. 1930 - 13 de outubro: Bispo de Leiria declara “dignas de crédito as visões das crianças na Cova da Iria” e autoriza oficialmente o culto de Nossa Senhora de Fátima. 1931 - 13 de maio: Peregrinação nacional e consagração de Portugal ao “Coração Imaculado de Maria”, pelo episcopado português. 1935 - 12 de outubro: Trasladação dos restos mortais de Jacinta Marto, do cemitério de Vila Nova de Ourém para Fátima.

1942 - 13 de maio: Pio XII consagra o Mundo ao Imaculado Coração de Maria. Peregrinação assinala 25 anos dos acontecimentos. 13 de outubro: Grupo de centenas de mulheres oferecem ouro de que é feita a coroa da imagem. É feita de ouro, brilhantes, diamantes, pérolas, esmeraldas, safiras, rubis e uma turquesa. É um gesto de agradecimento por Portugal não ter entrado na II Guerra Mundial. 1946 - 13 de maio: Coroação da imagem de Nossa Senhora de Fátima da capelinha por umcardeal. 17 de maio: Lúcia deixa a Galiza para regressar a Portugal. É internada no Colégio do Sardão, também das Doroteias, em Oliveira do Douro (Porto). 1948 - 25 de março: Lúcia ingressa no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra. 1950: Tony Bennet, cantor norte-americano, grava canção sobre Fátima, “Our Lady of Fatima”. 1951 - 1 de maio: Restos mortais de Jacinta são transferidos para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário, em Fátima. 1952 - 13 de março: Trasladação dos restos de Francisco Marto do cemitério de Fátima para a basílica do Santuário. 7 de julho: Consagração dos Povos da Rússia ao Imaculado coração de Maria, pelo papa Pio XXII. 1956 - 13 de maio: Cardeal Roncalli, patriarca de Veneza e futuro papa Paulo VI, preside às cerimónias da peregrinação internacional. 1964 - 21 de novembro: Papa Paulo VI, no final da 3.ª sessão do Concílio Ecuménico, proclama Nossa Senhora Mãe da Igreja e anuncia a concessão da Rosa de Ouro ao santuário de Fátima. 1965 - 13 de maio: Entrega da Rosa de Ouro ao santuário. 1967 - 13 de maio: Peregrinação do papa Paulo VI a Fátima para assinalar os 50 anos das aparições. 1977 - 10 de julho: O patriarca de Veneza, Albino Luciani, visita Fátima. No ano seguinte, é eleito papa, adotando o nome de João Paulo I. 19 de setembro: Elevação de Fátima a vila. 1981 - 13 de maio: Papa João Paulo II é alvo de um atentado na Praça de São Pedro e consegue sobreviver. O atacante, o turco Ali Agca, é preso.

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1982 - 13 de maio: Peregrinação do papa João Paulo II a Fátima para agradecer a Nossa Senhora de Fátima “a mão maternal que desviou a bala” no atentado do ano anterior. Na noite de 12 de maio, o papa sobrevive a uma tentativa de agressão pelo padre ultraconservador Juan Krohn. 1984 - 26 de março: Papa João Paulo II oferece a bala que o atingiu no atentado de 1981 ao Santuário de Fátima e que é colocada na coroa da imagem de Nossa Senhora de Fátima. 1989 - 13 de maio: Publicação, em Roma, dos decretosde heroicidade de virtudes de Francisco e Jacinta Marto. 1991 - 10 a 13 de maio:João Paulo II regressa a Fátima e visita também Lisboa, Açores e Madeira. 1996 - 12 e 13 de maio: Cardeal Ratzinger visita Fátima para presidir às cerimónias do 79.º aniversário das aparições de 1917. 2000 - 13 de maio: João Paulo II faz a terceira e última visita a Fátima para a beatificação de Francisco e Jacinta. 2005 - 13 de fevereiro: Morre Lúcia, aos 97 anos. em 2016, os seus restos mortais são trasladados para o Santuário de Fátima, onde ficam depositados junto aos de Jacinta e Francisco. 2007 - 12 de outubro: Inauguração da Basílica da Santíssima Trindade, com capacidade para mais de 8.500 pessoas. 2008 - 14 de fevereiro: É autorizado, pelo papa Bento XVI, o início do processo de beatificação de Lúcia. 2010 - 13 de maio: Primeira e única peregrinação, enquanto papa, de Bento XVI a Fátima, que também visitou Lisboa e Porto. 2013 - 13 de outubro: Imagem de Nossa Senhora de Fátima está presente, em Roma, a pedido do papa Francisco, na cerimónia de consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria. 2016 - 2 de fevereiro: Reaberta Basílica do Rosário, após obras de restauro. 15 de dezembro: Governo confirma visita do Papa Francisco a 12 e 13 de maio. 2017 - 23 de março: O papa Francisco aprovou o milagre que permite a canonização dos beatos Francisco e Jacinta Marto.

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Papa Francisco canonizou Francisco e Jacinta Marto

A cerimônia de canonização dos dois pastorinhos, foi a primeira realizada em Portugal e em português

O processo que iniciou a canonização foi aberto pelo então bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, a 30 de abril de 1952, um ano depois da trasladação dos restos mortais de Jacinta para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima O Papa canonizou Francisco e Jacinta Marto no dia 13 de maio em Fátima. O anuncio foi feito em Roma no Consistório Ordinário Público para o voto sobre algumas Causas de Canonizações. O processo teve agora, 65 anos depois, o desfecho aguardado. A canonização aconteceu após a aprovação, a 23 de março, de um milagre atribuído a Francisco e Jacinta. A notícia foi celebrada no Santuário de Fátima com o replicar dos sinos e a celebração de uma Avé-Maria e uma uma pequena oração de Ação de Graças, pelo reitor do Santuário na Capelinha das Aparições. “Alegramo-nos com esta notícia e damos graças a Deus por estes exemplos de santidade que nos são oferecidos”, disse o padre Carlos Cabecinhas. O sacerdote acrescentou que “pedimos também neste lugar tão especial, a Capelinha das Aparições, a ajuda de Nossa Senhora para sabermos imitar o exemplo dos futuros santos Francisco e Jacinta Marto”, antes de se cantar o hino dos pastorinhos. Pouco depois, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) manifestou a “imensa alegria” com que recebeu a informação.

“O Centenário das Aparições, a Canonização de Francisco e Jacinta Marto e a presença do Santo Padre entre nós são motivos maiores para estarmos todos, peregrinos na esperança e na paz, em sintonia de oração e de acolhimento do dom da santidade”, reiterou o padre. Manuel Barbosa, porta-voz da CEP, defendendo que “nunca é demais insistir na vocação universal à santidade, proclamada pelo Concílio Vaticano II, na fidelidade ao que a Palavra de Deus nos transmite sobre esta essencial dimensão da vida cristã”. Na mesma nota, a CEP expressa a vontade de que “o exemplo de vida de Francisco e Jacinta Marto, agora apresentados a toda a Igreja como modelos e intercessores da santidade, contribua para intensificarmos a vivência da mensagem que Nossa Senhora do Rosário nos ofereceu em Fátima”. A mesma alegria expressou o Cardeal-Patriarca de Lisboa. “Mais viva fica ainda a celeste notícia que aí mesmo nos transmitiram”, assinalou D. Manuel Clemente numa mensagem através da rede social Twitter.

Como foi a primeira canonização realizada em Portugal

A cerimónia aconteceu durante a missa da primeira Peregrinação Internacional Aniversária do Centenário das Aparições

A cerimónia aconteceu durante a missa da primeira Peregrinação Internacional Aniversária do Centenário das Aparições, presidida pelo Papa Francisco. Teve lugar logo no início da missa das 10h de 13 de maio, após o cântico de entrada e a saudação inicial, proferida pelo Santo Padre, informa o Santuário de Fátima.

Os relicários em forma de candeias contendo as relíquias dos dois novos santos da Igreja Católica – uma madeixa de cabelo de Jacinta e um fragmento de osso da costela de Francisco – integravam o cortejo de entrada da missa, sendo colocados no altar, junto da imagem de Nossa Senhora de Fátima. A cerimônia de canonização dos dois pastorinhos, foi a primeira realizada em Portugal e em português. No final, pronuncia, em português, a fórmula da canonização: “Em honra da Santíssima Trindade, para exaltação da fé católica e incremento da vida cristã, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e a nossa, após ter longamente refletido, invocado várias vezes o auxílio divino e escutado o parecer dos nossos irmãos no episcopado, declaramos e definimos como Santos os Beatos Francisco e Jacinta Marto, inscrevemo-los no Livro dos Santos e estabelecemos que em toda a Igreja eles sejam devotamente honrados entre os Santos”. Em seguida, o Bispo de Leiria, D. António Marto, agradeceu a proclamação e pediu ao Papa que redija a Carta Apostólica relativa à canonização dos dois Pastorinhos. No termo da Missa, as duas relíquias deixaram o altar com o andor da imagem de Nossa Senhora de Fátima e seguiram em cortejo até à Capelinha das Aparições, onde vão ficaram expostas até ao final. “Regressaram depois à Casa das Candeias, onde se encontram habitualmente, uma vez que as relíquias mais importantes de Francisco e Jacinta, os seus corpos, estão à guarda do Santuário, nos túmulos colocados nos dois lados do transepto da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima”.

A Solenidade em Fátima

O Santuário de Fátima durante a vigília

Durante a missa que Papa Francisco canonizou Francisco e Jacinta Marto

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O Papa Francisco canonizou às 10:26 do sábado 13/05, no santuário de Fátima, os pastorinhos Jacinta e Francisco Marto. O Sumo Pontífice disse que os novos santos são um exemplo e elogiou Nossa Senhora de Fátima que, a partir de um “esperançoso Portugal”, abençoou a Igreja Católica há cem anos. “Como exemplo, temos diante dos olhos São Francisco Marto e Santa Jacinta, a quem a Virgem Maria introduziu no mar imenso da Luz de Deus e aí os levou a adorá-Lo”, afirmou Francisco na homilia da eucaristia, que encerra a peregrinação de maio à Cova da Iria, já depois da cerimónia de canonização. www.paramais.com.br

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Para o Papa, “daqui lhes vinha a força para superar contrariedades e sofrimentos”, destacando que “a presença divina tornou-se constante nas suas vidas”. Antes, Francisco recordou os acontecimentos de 13 de maio de 1917 e o relato de Jacinta de que tinha visto a Virgem. “A Virgem Mãe não veio aqui para que a víssemos. Para isso teremos a eternidade inteira, naturalmente, se formos para o Céu. Mas Ela, antevendo e advertindo-nos para o risco do Inferno onde leva a vida – tantas vezes proposta e imposta – sem-Deus e profanando Deus nas suas criaturas, veio lembrar-nos a Luz de Deus que nos habita e cobre.” Francisco referiu-se, de novo, à Mensagem de Fátima e às palavras da irmã Lúcia: “E, no dizer de Lúcia, os três privilegiados ficavam dentro da Luz de Deus que irradiava de Nossa Senhora. Envolvia-os no manto

O percurso a pé para a Capelinha das Aparições, na Cova da Iria

Nossa Senhora de Fátima

de Luz que Deus Lhe dera.” Para Francisco, “no crer e sentir de muitos peregrinos, se não mesmo de todos, Fátima é sobretudo este manto de luz”. Um manto que “nos cobre, aqui como em qualquer outro lugar da Terra quando nos refugiamos sob a proteção da Virgem Mãe”, frisou, pedindo aos “queridos peregrinos” que, agarrados à Virgem, vivam “da esperança que assenta em Jesus”.

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Aos milhares de fiéis, o Papa Francisco expressou ainda o desejo de que “seja esta esperança a alavanca da vida de todos”. “Com esta esperança, nos congregamos aqui para agradecer as bênçãos sem conta que o Céu concedeu nestes cem anos, passados sob o referido manto de Luz que Nossa Senhora, a partir deste esperançoso Portugal, estendeu sobre os quatro cantos da Terra.”

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Fátima é sobretudo este manto de luz. Um manto que “nos cobre, aqui como em qualquer outro lugar da Terra quando nos refugiamos sob a proteção da Virgem Mãe”

Papa visita túmulo dos pastorinhos na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

a Irmã Ângela Coelho. A Postulação da Causa dos Pastorinhos confiou à pintora Sílvia Patrício a missão de representar São Francisco Marto e Santa Jacinta Marto. A fotografia que está na base desta representação foi tirada em Aljustrel, dias antes de 13 de outubro de 1917. As vestes dos pastorinhos, que há cem anos as fotografias apresentaram a preto e branco, ganharam agora cor a partir de uma pesquisa de sabor etnográfico que a artista plástica realizou. Imagens oficiais de Francisco e Jacinta, expostas na Basílica de Nossa Senhora do Rosário

Imagens oficiais dos Pastorinhos Os retratos têm por base as fotografias utilizadas na beatificação em 2000. A cor das vestes foi decidada a partir de uma pesquisa etnográfica feita pela autora, a lusodescendente Sílvia Patrício As imagens dos dois pastorinhos têm por base as fotografias utilizadas na beatificação em 2000, mas com uma formulação plástica que mostra a psicologia dos dois santos, explicou a postuladora da causa de canonização dos Beatos Francisco e Jacinta Marto.

“Mais que uma fotografia, estes retratos apresentam uma formulação plástica que mostra a psicologia dos dois santos, a forma particular como estes se relacionaram com Deus e as expressões peculiares da sua santidade. Quis-se que os retratos não se afastassem da efígie que o povo de Deus reconhece como identificadora dos representados; por esta razão se tomaram as mesmas fotografias que já no ano 2000 haviam sido colocadas na fachada da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima, aquando da beatificação de Francisco e Jacinta”, começou por dizer

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Pastorinhos de Fátima são canonizados por curar menino brasileiro O reconhecimento como milagre, pelo Vaticano, da cura completa do traumatismo craniano grave de um menino paranaense, é o que tornou possível a canonização dos irmãos Francisco e Jacinta, dois dos três pastorinhos de Fátima, em Portugal, que teriam visto aparições da Virgem Maria. Conforme o relato do casal, Lucas sofreu um grave traumatismo craniano depois de cair de uma janela em 3 de março de 2013, quando tinha cinco anos. A queda, de uma altura de 6,5 metros, provocou um “traumatismo craniano grave, com perda de tecido cerebral no lóbulo frontal esquerdo” e fez que com que a criança chegasse ao hospital “em coma muito grave”, explicou o pai. No hospital, o menino teve duas paradas cardíacas e foi operado de emergência. “Os médicos diziam que ele tinha poucas probabilidades de sobreviver”, afirmou João Batista. A família começou então a rezar para Nossa Senhora de Fátima e, no dia seguinte, telefonou para o Convento de Nossa Senhora do Carmo, em Campo Mourão A irmã Ângela apresentou os pais de Lucas, João Batista e Lucila (PR), para pedir que as irmãs rezassem para o menino. Temendo que a criança não reYurie, que contaram toda a história do filho, hoje com 9 anos sistisse, a própria freira que atendeu fez uma oração para confortar os pais. Durante a missa da canonização, o pequeno Lucas subiu ao altar de mãos dadas com a sua mãe e com a irmã Ângela Coelho, a responsável pelo processo que levou à proclamação dos dois mais jovens videntes de Fátima como santos. A criança, a sua irmã e os seus pais participaram no cortejo de apresentação dos dons, na Missa conclusiva da peregrinação aniversária internacional do 13 de maio.

Orações aos pastorinhos Lucas piorava e os médicos diziam que “se ele sobrevivesse teria uma recuperação muito demorada, ficando com graves deficiências cognitivas ou mesmo em estado vegetativo”. Em 7 de março, os pais voltaram a ligar para o convento e a irmã que recebeu a chamada deu o recado à comunidade. Uma freira disse ter sentido um impulso e decidiu recorrer às relíquias dos beatos, que estavam junto do Sacrário. Segundo os pais, ela teria dito: “Pastorinhos, salvem esse menino, que é uma criança como vocês”. A freira também convenceu toda a comunidade a rezar com ela pela intercessão dos pastorinhos. Em 9 de março, Lucas acordou do coma e começou a falar. No dia 11, saiu da UTI. No dia 15, teve alta, totalmente recuperado e sem qualquer sequela. Os médicos não encontraram explicações objetivas para a recuperação do menino. “Damos graças a Deus pela cura do Lucas e sabemos com toda a fé do nosso coração, que este milagre foi obtido pelos pastorinhos Francisco e Jacinta. Sentimos uma imensa alegria por ser este o milagre que os levou à canonização, mas principalmente sentimos a bênção da amizade dessas duas crianças, que ajudaram o nosso menino e agora ajudam a nossa família”, externou o pai.

Homilia lembra sofrimentos da humanidade e pede mobilização contra “indiferença” Antes da Bênção do Santíssimo Sacramento

O Papa Francisco disse: “Irmãos e irmãs, obrigado por me acompanhardes! Não podia deixar de vir aqui venerar a Virgem Mãe e confiar-lhe os seus filhos e filhas”, na homilia da Missa a que presidiu no altar do recinto de oração na Cova da Iria. Perante centenas de milhares de pessoas, o Papa quis deixar uma mensagem de esperança e de paz aos que mais sofrem. “Suplico [a paz e a esperança] para todos os meus irmãos no Batismo e em humanidade, de modo especial para os doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados”, declarou.

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Francisco afirmou que em Fátima se dá uma “verdadeira mobilização geral” contra a “indiferença” que gela o coração humana e “agrava a miopia do olhar”. “Não queiramos ser uma esperança abortada”, prosseguiu. Abordou depois o tema do sofrimento, referindo aos peregrinos que o próprio Jesus “se humilhou e desceu até à cruz”. “Sob a proteção de Maria, sejamos, no mundo, sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador, aquele que brilha na Páscoa, e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor”, apelou. No final da Eucaristia, antes da Bênção do Santíssimo Sacramento, a saudação aos doentes, concentrados na colunata norte do Santuário: “Contai com a oração da Igreja que de todo o lado se eleva ao Céu por vós e convosco”, sublinhou o Papa, referindo que na Bênção, Jesus vai passar junto dos doentes para lhes “mostrar a sua proximidade e o seu amor”. O Papa Francisco saudou-os garantindo que “Deus é Pai” e nunca os esquecerá, pedindo-lhes que Lhe confiem as suas dores, os seus sofrimentos e o seu cansaço, que considerou “um tesouro precioso da Igreja”.

600 mil velas iluminaram o caminho do Papa em Fátima

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No Vaticano após a canonização

D. Manuel Clemente

Manto de luz acolhe Francisco na Cova da Iria. Chegando ao local da oração. Pedindo por paz, o Papa ainda fez uma meditação durante a oração do rosário católico.

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O cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, afirmou que a celebração do centenário das aparições, foi: “Uma celebração bela e cheia de consequências para a vida da Igreja”, que remete, com a mensagem de Fátima, para “o centro do Evangelho”, “envolve Nossa Senhora, envolve a todos, envolve o Papa” e alarga o culto aos novos santos a um âmbito universal, na Igreja Católica.

Para o Papa Francisco a canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, falecidos com 10 e 9 anos, respetivamente, é um sinal de atenção por todas as crianças. “Com a canonização de Francisco e Jacinta, quis propor a toda a Igreja o seu exemplo de adesão a Cristo e de testemunho evangélico. Também quis propor a toda a Igreja que tome conta das crianças”, realçou, falando a milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, para a recitação da tradicional recitação da oração do Regina No Vaticano após a canonização dos pastorinhos Coeli, que no tempo pascal substitui o Francisco e Jacinta Marto ângelus; um dia após ter concluído a sua peregrinação a Fátima. Antes, Francisco passou em revista os vários momentos das mais de 23 horas que acabou de passar em território português. A respeito da canonização, o Papa sublinhou que a santidade de Francisco e Jacinta Marto “não é consequência das aparições, mas da fidelidade e do ardor com que eles corresponderam ao privilégio recebido de poder ver a Virgem Maria”. “Em Fátima, Nossa Senhora escolheu o coração inocente e a simplicidade dos pequenos Francisco, Jacinta e Lúcia como depositários das suas mensagens. Os pastorinhos acolheram-na dignamente, ao ponto de serem reconhecidos como testemunhas fiáveis das aparições e tornando-se modelos de vida cristã”, declarou. Segundo informação oficial da sala de imprensa da Santa Sé, na Missa de canonização estiveram presentes cerca de 500 mil pessoas no recinto do Santuário de Fátima. O Papa evocou os encontros dos pastorinhos com a “Senhora bonita”, depois dos quais “recitavam com frequência o Rosário, faziam penitência e ofereciam sacrifícios para obter o fim da guerra e para as almas mais necessitadas da divina misericórdia”.Essa atitude de oração e penitência, acrescentou, é necessária ainda hoje para “implorar a graça da conversão, para implorar o fim de tantas guerras que estão por todo o lado, no mundo, e que crescem cada vez mais”. Francisco apelou ao fim de “conflitos absurdos, grandes e familiares, pequenos, que desfiguram o rosto da humanidade”. “Deixemo-nos guiar pela luz que vem de Fátima. Que o Coração Imaculado de Maria seja sempre o nosso refúgio, a nossa consolação, e o caminho que nos conduz a Cristo”, concluiu. Em Fátima, sublinhou o Papa, há um “rio” de oração que “corre há 100 anos” para pedir a proteção da Virgem Maria sobre o mundo. “Agradeço ao Senhor por me te dado a oportunidade de deslocar-me aos pés da Virgem Maria como peregrino de esperança e de paz”, declarou. O Papa elogiou o “silêncio orante de todos os peregrinos” que o acompanharam desde o início, no seu recolhimento, diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima na Capelinha das Aparições. “Criou-se um clima de recolhimento e contemplativo, no qual se viveram vários momentos de oração”, referiu

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Belém homenageia Nossa Senhora de Fátima Durante a tradicional Procissão das Velas da Paróquia de Fátima

Fotos Claudio Santos/Ag. Pará

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procissão, já tradicional no calendário católico da capital paraense, comemorou neste 2017, os 50 anos de fundação da Paróquia e o centenário das aparições de Nossa Senhora na cidade de Fátima, em Portugal, para os pastorinhos – Lúcia, Jacinta e Francisco.

Após a celebração da santa missa na Basílica Santuário, pelo Arcebispo Metropolitano Dom Alberto Taveira, a procissão luminosa saiu pela avenida Nazaré, por volta das 7 horas da noite, percorreu as avenidas Magalhães Barata e José Bonifácio em direção ao Santuário de Fátima, no início da avenida Duque de Caxias. A imagem de Nossa Senhora de Fátima chegou à Paróquia por volta das 9 horas da noite e foi recebida por centenas de fiéis. De acordo com

Foram distribuídos cerca de seis mil castiçais e velas para garantir a devida homenagem à Nossa Senhora de Fátima

a organização da festa, 300 mil pessoas participam do evento religioso. “É muito gratificante ver o trabalho desenvolvido durante todos esses dias iluminando a procissão. Afora os que foram preparados e levados pelos fiéis devotos, foram distribuídos cerca de seis mil castiçais e velas para garantir a devida homenagem à Nossa Senhora de Fátima, pelo projeto Mulheres de Luz – criado pelo Núcleo de Articulação e Cidadania (NAC), em 2016, a partir de uma solicitação do arcebispo Metropolitano de Belém, D. Alberto Taveira, com o objetivo de captar mão de obra feminina em entidades sociais para a confecção dos castiçais, que foram usados durante o XVII Congresso Eucarístico Nacional. Sabendo disso, a Paróquia de Fátima solicitou apoio ao Núcleo para ajudar a iluminar a Procissão das Velas, realizada na noite do sábado, 13. Os castiçais foram confeccionados no barracão da Escola de Samba da Matinha, localizado no bairro de Fátima, em Belém; foram cerca de três semanas de trabalho desenvolvido por 20 mulheres da comunidade católica do bairro. “Nós capacitamos a comunidade, desenvolvemos a metodologia, além de disponibilizamos o material para a produção dos castiçais”, explica Helder Mello, diretor de desenvolvimento comunitário do NAC.

O projeto Mulheres de Luz foi criado pelo Núcleo de Articulação e Cidadania (NAC), em 2016. Os castiçais foram confeccionados no barracão da Escola de Samba da Matinha, localizado no bairro de Fátima, em Belém A procissão percorreu as avenidas Magalhães Barata e José Bonifácio em direção ao Santuário de Fátima, no início da avenida Duque de Caxias

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Curuçá abriga sítio arqueológico de

3 mil anos Os vestígios revelam que a região foi ocupada por grupos humanos no período neolítico Fotos Arquivo Pessoal de Paulo do Canto, Paulo Henrique, Silvinho da Silva

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bjetos que remontam o período neolítico foram encontrados em um sítio arqueológico no município de Curuçá, no nordeste do estado. Entre os objetos estavam artefatos indígenas, raspadores, ma-

chadinhas e pedaços de cerâmicas. O sítio foi encontrado pelo morador Ronildo Jerson Dias de Oliveira, numa área de mangue, entre o povoado de Abade e a comunidade de Muriá. Ele retirava areia para construção quando encontrou os vestígios e chamou o historiador do município, especialista em patrimônio cultural e geógrafo, Edionison Conceição, para acompanhá-lo até o local. Objetos econtrados artefatos indígenas, raspadores, machadinhas e pedaços de cerâmicas

O historiador Paulo Henrique dos Santos Ferreira também acompanhou Ronildo até o local do achado. “Para nós é uma alegria muito grande, pois é uma parte da pré-história que nunca foi estudada’, comemora”. Os vestígios revelam que a região foi habitada por grupos humanos no período neolítico e podem ser do período cerâmico incipiente: 3000 - 1000 a.C. Nômades, os grupos do Período Neolítico se fixavam de maneira temporária em locais com facilidade para alimentação, perto de rios. “Os indígenas viviam em relativa fixação, realizando a horticultura de raízes. Esses grupos desenvolveram a primeira cerâmica elaborada da América, com temas geométricos e zoomórficos, pinturas em tinta branca e vermelha”, explica. No sítio é possível obter uma larga quantidade de informações acerca de práticas, valores e estruturas dos povos que viveram na região. “Este achado mostra a pré-história de Curuçá, que até hoje foi pouco estudada e abre possibilidade de novos estudos da região’, frisou Paulo. A partir de agora será confeccionado um documento, dando ciência ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional) sobre a descoberta. “De acordo com a legislação, por ser um material arqueológico, é um patrimônio da União e a competência da investigação cabe ao Iphan”, explicou Paulo Henrique.

Curuçá

O sítio está localizado entre o povoado de Abade e a comunidade de Muriá, perto de uma área de mangue. A areia branca da área tem sido retirada por tratores para ser usada em construções. De acordo com Paulo Henrique, os tratores pertencem a empresas e a área é da União.

Os vestígios revelam que a região foi ocupada por grupos humanos no período neolítico

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Na foto, o geógrafo Edionison Conceição, o morador Ronildo Oliveira, que encontrou os vestígios, e o historiador Paulo Henrique

“Muita coisa certamente se perdeu, porque os tratores reviraram muito o local, e já retiraram muita areia”, diz o professor. O município de Curuçá pertence à Mesorregião do Nordeste paraense e à Microrregião do Salgado. A cobertura vegetal antiga, foi removida em conseqüência dos desmatamentos, ocorridos de forma intensiva e extensiva, para o plantio de espécies agrícolas de subsistência. As Florestas de Mangue ou manguezais, ocupam as porções litorâneas e semi-litorâneas, onde existe a influência da salinidade da água do mar. A geologia do município de Curuçá apresenta-se, em grande parte, formada pelos sedimentos da Formação Barreiras de idade Terciária, principalmente constituindo as partes mais internas de seu território. Estudo realizado pelo arqueólogo Paulo Roberto do Canto Lopes demonstram Área onde os artefatos foram encontrados estão em local de retirada ilegal de areia branca para construção civil

Mexilhões Camarões Caranguejos

evidências tecnológicas bastante antigas, o que faz das populações amazônicas as mais antigas praticantes da agricultura e

da fabricação da cerâmica do novo mundo. As datações baseiam-se nas descobertas obtidas no sambaqui fluvial de Taperinha cuja datação aproximada é de 7.000 AP, comprovando a existência de grupos caçadores-coletores-pescadores que produziam cerâmica e habitavam elevações artificiais formadas pelo acúmulo de carapaça de moluscos. O desenvolvimento de grupos humanos pré-históricos no litoral do salgado paraense relaciona-se ao movimento das sociedades ao longo do tempo, construindo conscientemente os aportes culturais necessários para sua sobrevivência, organizando suas atividades sociais, sendo que um dos ambientes utilizados pelos grupos sociais poderia ser os manguezais. Entre sete mil e quatro mil anos atrás, quando os níveis do mar estabilizaram-se, esses sítios aumentarem freqüência, pois grupos humanos passam a explorar de forma mais intensiva os recursos aquáticos dos oceanos e zonas estuarinas, sobrevivendo de uma dieta baseada em peixes, crustáceos, moluscos e mamíferos aquáticos, complementada por coleta e caça de produtos terrestres.

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ONU Meio Ambiente lança prêmio ‘Jovens Campeões da Terra’

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o Dia Internacional da Mãe Terra, 22 de abril, a ONU Meio Ambiente lançou o prêmio “Jovens Campeões da Terra”, iniciativa que visa a apoiar projetos de defesa do meio ambiente desenvolvidos por jovens entre 18 e 30 anos. As inscrições podem ser feitas até 18 de junho. A plataforma permite que jovens divulguem invenções tecnológicas e modelos de negócio inovadores para melhorar a saúde do planeta. A iniciativa pretende conter o discurso negativo sobre o meio ambiente e inspirar a próxima geração de líderes ambientais. O prêmio é patrocinado pela empresa Covestro. A cada ano, seis jovens — um de cada região global da ONU Meio Ambiente — será nomeado Jovem Campeão da Terra. Os vencedores receberão cada um 15 mil dólares em financiamento, assim como treinamento

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intensivo para ajudá-los a dar andamento às suas ideias. Os vencedores serão selecionados por um júri global que inclui o diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, e o presidente-executivo da Covestro, Patrick Thomas. Os ganhadores também serão convidados a participar de um

jantar de gala que será realizado em Nairóbi em dezembro de 2017. “Como vi muitas vezes, quando os jovens recebem oportunidades e apoio, podem ser poderosos catalizadores de mudanças. Esperamos que o prêmio inspire milhares de jovens no mundo todo a desenvolver formas inovadoras de abordar as questões ambientais que importam para eles”, declarou o diretor-executivo da ONU Meio Ambiente. “Estou feliz de apoiar a ONU Meio Ambiente nessa excelente iniciativa. O pensar e agir sustentável é crítico para preservar nosso planeta e melhorar a segurança de milhões de pessoas”, disse o presidente da Covestro. mais informações: Acessar o site do prêmio: http://www. unep.org/youngchampions/

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Pará para um futuro sustentável Produção industrial do estado Centenário das aparições de Fátima

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