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Revista

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BELÉM-PARÁ

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ISSN 16776968

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182 - Março - 2017

Semana dos Povos Indígenas

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Revista

N E S TA E D I Ç Ã O

PUBLICAÇÃO

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

ÍNDICE

Grupo Vila Galé

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Banco da Amazônia vai investir mais de R$ 2 bi em negócios sustentáveis no Pará

DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Anete Costa Ferreira, Bianca Teixeira, Dani Filgueiras, Guto C. Bastos, Márcio Flexa, Naiana Gaby Ferraz Monteiro Santos, Nil Muniz, Tatiana Ribeiro, Virgínia C. Marcelo FOTOGRAFIAS: Antônio Silva, Thiago Gomes/Ag. Pará, Arquivo, Ascom Sema / Maranhão, Carmem Helena, Divulgação, Martinha Sodré, Marco F. Bulhões, Paulo Henrique, Silvinho da Silva, Varney Barbosa DESKTOP: Rodolph Pyle; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

C A PA

22 Secretários de Meio Ambiente da Amazônia Legal discutem em Fórum agenda conjunta

24 Nova diretoria executiva da ADVB/Pa toma posse

26 As crianças e os livros

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Mulheres indígenas Por que as crianças não devem ficar sentadas na escola o dia inteiro

FAVOR POR

CIC

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Rituais da Páscoa em Portugal

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Por ocasião da chegada dos povos indígenas a São Félix do Xingu, no sudeste do Pará, para o início da programação da Semana dos Povos Indígenas. Foto: Thiago Gomes / Ag. Pará

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O dia seguinte (Prece para uma mãe)

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Rituais da Páscoa em Portugal Texto * Anete Costa Ferreira Páscoa é Ressurreição

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palavra Páscoa deriva do termo hebraico Pessach, consistindo na primeira festa judaica do calendário judeu. As famílias de Israel comemoravam a libertação do Egito, sacrificando um cordeiro. Seguia-se a Festa dos Pães Asimos que durava uma semana. Quatro dias antes da Páscoa, separavam o cordeiro que seria morto. Em seguida era levado para o templo onde era sacrificado, e após, era imediatamente conduzido à casa para ser assado.A Festa da Páscoa é o mais importante registro dos acontecimentos do Antigo Testamento que encerra com a entrada do povo na Terra Prometida. A Igreja Católica acata essa celebração, dando feição à solenidade com a morte e a ressurreição de Cristo. O I Concílio de Niceia, num encontro de feitoria celestial fixa no ano de 325, o período para a celebração pascal: no primeiro domingo depois da primeira lua cheia da Primavera, dentro do espaço temporal entre 22 de março e 25 de abril, instituindo o seguinte calendário: “Quinta Feira de Endoenças, Sexta Feira da A Vila Praia de Âncora, no Minho, celebra a Páscoa com a maior mesa de Páscoa de Portugal. Tem 500 metros de comprimento

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Semana Santa é vivida intensamente, sendo que o ponto alto das celebrações é na procissão do Senhor Morto

Paixão, Sábado da Aleluia e Domingo de Páscoa”. Ao mesmo tempo esclarecia os participantes que a Quaresma é um tempo de preparação para a Páscoa. As trocas de informações entre navegadores, permite que chegue a Portugal os costumes que vão se incorporando aos hábitos lusitanos. Nessa perspectiva encontramos os rituais da Páscoa no Alto Minho que adotou a abstinência e o jejum como pontos principais. As mulheres vestindo roupa negra, eliminação dos cânticos de trabalho, não permitindo aos homens, sequer assobiarem, quanto mais dizerem palavrões. Os altares e as imagens são cobertas de roxo caracterizando um tempo de silêncio e recolhimento coletivo. As salgadeiras são cobertas com pedras pesadas até ao final do período quaresmal, a fim de evitar a

tentação das pessoas comerem carne. Atualmente, na Quinta Feita Santa realiza-se a Procissão dos Fogaréus que data do século XVII. No cortejo são levados figuras alegóricas da Última Ceia, Julgamento de Jesus, cantochão, farricocos, matracas, vestes de penitência, pés descalços, capuzes balandraus, cordas à cintura e os fogaréus em taças com pinhas acesas durante o percurso. Na Sexta Feira Santa, não é permitido costurar, lavar, estender roupa e nem fazer pão. As pessoas permanecem contritas, rezando as três horas da Agonia nos templos ou em suas casas, até ao suplício da crucificação, entoando em tons melancólicos cânticos sagrados. Em seguida, realiza-se a Procissão do Enterro do Senhor Jesus Cristo, sempre com grande acompanhamento. Já no Sábado da Aleluia, procedem a queima do Judas, personificado por um boneco de palhas que, após a encenação do julgamento e leitura do testamento de Judas Escariotes, caminha pelas ruas e em determinado local é enforcado e cremado por efeitos piroténicos, e em seguida é anunciada a Aleluia. No Domingo, acontece a celebração da Páscoa, ato solene da Ressurreição de Cristo. Há festas em todos os templos, reunião nos lares em torno das famílias e amigos,

onde em confraternização são servidas as iguarias da época, destacando-se o galo e o cabrito assados, no almoço regado a vinhos, seguido de sobremesas, sendo o bolo- podre, as roscas e as amêndoas, os preferidos pelos comensais. Para a petizada, o Ovo de Páscoa é o melhor presente da época, disputado dentre a gama colocada à disposição da criançada. Geralmente, a preferência é pelos pintados com flores, pássaros, arabescos, pintos, peixes, cruzes, corações e tantos outros belos motivos. A celebração é concluída com cânticos solenes, forma tradicional de manifestar as alegrias e os rituais da Páscoa em Portugal, conforme a tradição católica. (*) Correspondente em Portugal

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Mulheres indígenas

Além da beleza, as mulheres indígenas tem tido um destaque maior nos movimentos sociais e participam cada vez mais da vida política

Fotos Thiago Gomes/Ag. Pará

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s mulheres indígenas têm tido um destaque maior nos movimentos sociais e participam cada vez mais da vida política, além de exercer papel cada vez maior na luta pelos direitos dos povos tradicionais. A atual população indígena brasileira, segundo dados do Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, é de 896,9 mil indígenas. Metade desta população é formada por mulheres. Os números revelaram um equilíbrio entre os sexos para o total de indígenas: 100,5 homens para cada 100 mulheres, com mais mulheres nas áreas urbanas e mais homens nas rurais.

Cada povo possui seus próprios costumes, mas de forma geral dentre a divisão dos papeis por sexo, às mulheres cabe a colheita, o preparo de alimentos, a fabricação de utensílios, tecidos e adornos, a preservação do fogo, o cuidado inicial da prole e dos mais velhos. Quando o assunto é saúde, dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelam que cerca de 50% das mulheres indígenas sofrem de anemia grave e, entre as crianças, esse número chega a 66% na região Norte. Além disso, 15,7% das mulheres indígenas do país são obesas e 30,2% delas apresentam sobrepeso.

Empoderamento

O movimento de mulheres indígenas começou a ser organizado no Brasil na década de 70 e 80. Não era algo institucionalizado, eram mulheres ganhando voz dentro

do movimento indígena e levantando questões relacionadas a gênero. Sobre o assunto, a referência é a publicação “Mulheres Indígenas, Direitos e Políticas Públicas”. Em 2000, na Assembleia Ordinária da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), em Santarém, no oeste do Pará, foi reivindicada a criação de um ambiente específico para as demandas das mulheres indígenas. Atualmente, o feminismo indígena está bem mais organizado e articulado do que se comparado às décadas anteriores, e também não é raro vermos mulheres indígenas liderando movimentos que falam não só sobre as questões específicas de gênero, mas sobre questões cruciais do movimento indígena como um todo. Puyr Tembé, Oé Payakan Kayapó e Okitidi Sompré Gavião são lideranças de três etnias diferentes no Pará.

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O movimento de mulheres indígenas começou a ser organizado no Brasil na década de 70 e 80

Para Puyr Tembé, a mulher aparece cada vez mais por exercer um protagonismo que a cada dia cresce na sociedade e dentro de suas próprias comunidades

Não apenas se destacam pela beleza de seus traços raciais, mas também por desempenharem um papel político, social e que lutam pela manutenção da identidade cultural de seus povos e pelo respeito aos direitos fundamentais do ser humano. Puyr Tembé, 40 anos, é gerente de Promoção e Proteção dos Direitos dos Povos Indígenas na Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh). Para ela, a mulher aparece cada vez mais por exercer um protagonismo que a cada dia cresce na sociedade e dentro de suas próprias comunidades. Não é à toa que Puyr Tembé faz parte hoje do Governo do Estado e pauta as questões indígenas dentro das ações do poder público estadual. “Falar sobre empoderamento feminino ainda é muito difícil dentro das comunidades. 08

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Ainda há uma resistência forte”, comenta. Mas esta não é uma realidade generalizada. Em algumas regiões já se avançou bastante no que diz respeito aos direitos femininos. Puyr faz parte de um povo que já possuiu uma cacique, Verônica Tembé, falecida há dois anos. Ela conta que Verônica era respeitada tanto pelos caciques quanto por todas as gerações Tembé. “Muitas mulheres têm como exemplo, Verônica Tembé. Uma mulher que sabia o que queria, sabia definir muito bem as estratégias de luta do povo Tembé e sabia fazer a gestão enquanto líder do nosso povo”, relembrou. Foi graças a Verônica Tembé, comenta Puyr, que hoje seu povo conta com mulheres Tembé professoras, técnicas de enfermagem, à frente de projetos dentro da comunidade.

P Atualmente, o feminismo indígena está bem mais organizado e articulado do que se comparado às décadas anteriores

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Mulher Kayapó Desde criança Oé Payakan Kayapó, 33 anos, acompanhou a luta de seu pai Paulinho Payakan, um dos caciques mais respeitados pelo povo Kayapó. “Quando cresci eu decidi somar à luta para melhorar a vida do meu povo e para não deixar perder a tradição Kayapó”, explica. Toda a força que move Oé provém do amor que ela sente pelos Kayapós. “Eu sou uma indígena e procuro estar sempre presente ao lado deles”. As mulheres Kayapó possuem uma liderança que as representa, Tuyra Kayapó, que ficou conhecida, na década de 80 por passar um facão no rosto do representante do Governo Federal no primeiro encontro dos povos indígenas realizado em Altamira. Mesmo com todos os avanços, Oé ressalta que o papel tradicional da mulher voltado para os trabalhos domésticos familiares ainda prevalece. “Elas vivem para a família, pois isso já é tradicional da cultura Kayapó, em torno da família e em torno das crianças. Mesmo desempenhando o papel tradicional elas também querem ser ouvidas”, ressalta. Por ter sua vida toda voltada para o núcleo familiar, as mulheres cumprem um papel determinante neste processo de conquista, “pois elas sabem com profundidade o que é bom para a aldeia e para todos os indígenas”. A mulher Kayapó também é dotada de uma personalidade muito forte. “Elas que determinam o que deve ser feito. O homem é apenas o porta voz”, complementou.

Okitidi Sompré Gavião comenta que a mulher desempenha seu papel tradicional de plantar e colher, mas acima de tudo se dedica ao trabalho da pintura corporal, dança e música tradicionais

Mulher Gavião Okitidi Sompré Gavião é originária da etnia Xerente, do estado do Tocantins, mas há 30 anos mora com a etnia Gavião. Ela comenta que neste povo a mulher desempenha seu papel tradicional de plantar e colher, mas acima de tudo se dedica ao trabalho da pintura corporal, dança e música tradicionais. “A menina já não casa e tem filhos tão cedo porque ela se preocupa em lutar juntamente com o guerreiro, pelo direito e defesa de suas terras”, explica.

EXECUTIVO(PF)

Okitidi comenta que há uma mudança de comportamento no que diz respeito a forma como a mulher define seu futuro. “Hoje ela procura estudar, se formar e fazer parte de movimentos pela luta dos direitos indígenas”, pontua. Até chegar a etnia gavião, Okitidi percorreu uma longa distância. Seu pai é Xerente e sua mãe é Guarani, do litoral de São Paulo. O casal veio para o Pará e foi abrigado pela etnia Gavião, os únicos descendentes do mesmo tronco lingüístico, e por aqui tiveram vários filhos, entre eles, Okitidi. “Minha língua é a língua Gavião”, ressalta.

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De todos os lados do rio chegavam embarcações com as tribos indígenas que compõem a Semana dos Povos Indígena

Semana dos Povos Indígenas Cada embarcação percorreu aproximadamente 200 quilômetros para buscar os personagens principais da semana

Texto Bianca Teixeira, Márcio Flexa e Nil Muniz Fotos Thiago Gomes/Ag. Pará

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ealizou-se na cidade de São Félix do Xingu, no sudeste paraense, mais uma edição da Semana dos Povos Indígenas, quando as etnias Kayapó, Tembé, Gavião, Wai Wai, Kuxuyana, Xikrin, Guajajara, Parakanã, Surui e Munduruku participaram de atividades culturais, sociais e esportivas. Instituições estaduais estiveram presentes para prestar serviços de saúde e cidadania. Seminários e palestras com as lideranças também fizeram parte da programação. A chegada dos povos indígenas a São Félix do Xingu, no sudeste do Pará, marcou o início da programação da Semana dos Povos Indígenas. 10

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Um grande espetáculo na orla do rio Fresco foi formado com a aproximação de quase 60 embarcações provindas das aldeias localizadas às margens do rio Xingu e seus afluentes. Em trajes tradicionais, os ocupantes dos barcos apresentaram cantos e danças de cada etnia. Cada embarcação percorreu aproximadamente 200 quilômetros para buscar os personagens principais da semana. Entre eles, Amaury Kayapó da aldeia Ngômejti, coordenador indígena pela Associação Floresta Protegida (AFP). “Nosso direito ainda existe. Os parlamentares nos colocam como se todos fossemos iguais. Não é isso.

Os moradores atentos com a aproximação de quase 60 embarcações provindas das aldeias localizadas às margens do rio Xingu e seus afluentes

O indígena continua sendo indígena com toda sua identidade e culturas próprias. E a presença da nossa cultura aqui na Semana dos Povos Indígenas é uma prova disso”, comentou, ao mencionar que em Brasília ainda falta conhecimento por parte dos dirigentes sobre o que os povos tradicionais representam para a história brasileira. A AFP é uma organização indígena sem fins lucrativos que representa atualmente 17 comunidades (cerca de 3.000 indígenas) do Povo Mbêngôkre / Kayapó localizadas no sul e sudeste do estado do Pará. Treze aldeias estão localizadas na Terra Indígena Kayapó (Apêjti,

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Todas as etnias presentes já aguardam a realização das provas de atletismo masculino, jogos e futsal feminino

As embarcações chegavam a todo instante

Àukre, Kndjêrêkrã, Kôkrajmôrô, Krmajti, Kubnkrãkêj, Môjkàràkô, Ngômejti, Pykarãrãkre, Pykatô, Pykatum, Rikaro e Tepdjati), duas estão localizadas na Terra Indígena Mkrãgnoti (Kawatire e Kndjam) e duas na Terra Indígena Las Casas (Tekrejarôtire e Kaprãnkrere). Da aldeia Môjkàràkô veio Bepdja Kayapó que destacou que, apesar da distância e do longo percurso no deslocamento, a presença das diferentes etnias na Semana dos Povos Indígenas é muito gratificante. “É muita alegria na chegada e somos muito bem recebidos pelos moradores de São Félix”. “O mundo tem que conhecer nossa tradição para aprender a respeitá-la. Esperamos que nossas reivindicações sobre a identidade cultural e sobre nosso território sejam ouvidas pelas autoridades que estarão presentes nestes dias”, ressaltou Bepdja.

Os Campeões

Durante a Semana, as aldeias disputarão provas de Arco e Flexa, além disso terão a oportunidade de realizar serviços de cidadania e saúde visual

Durante a disputa do arco e flexa

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O guerreiro Brite Kayapó, de 40 anos, da aldeia OredJã, foi o campeão do esporte indígena mais tradicional, o arco e flexa. Ele disputou com mais 19 guerreiros de outras aldeias. Brite Kayapó comentou que a modalidade faz parte de sua vida desde a infância, quando os indígenas utilizam os instrumentos para as brincadeiras entre amigos. Quando adulto os instrumentos são utilizados tanto para a caça quanto para a defesa da aldeia. “Faz parte da nossa cultura.

O atleta Xwakre Kayapó, da aldeia Assiste, conquistou o segundo lugar na corrida de 100 metros: satisfação somente em participar da prova

O guerreiro Brite Kayapó, de 40 anos, da aldeia OredJã, foi o campeão do esporte indígena mais tradicional, o arco e flexa

No futebol de salão feminino o time de indígenas da aldeia Pykararãnkre foi a primeira equipe que se destacou no dia de competições

Aqui não é uma competição e sim uma comemoração da cultura de todos nós índios”, declarou o campeão. O atleta Xwakre Kayapó, da aldeia Assiste, conquistou o segundo lugar na corrida de 100 metros. Para ele, apenas participar da competição já foi uma vitória. “Eu treinei muito na aldeia pra poder estar aqui”, declarou. No futebol de salão feminino o time de indígenas da aldeia Pykararãnkre foi a primeira equipe que se destacou. Segundo o técnico da equipe, Akaikrã Kayapó, as indígenas se prepararam apenas durante o final de semana, já que nos dias de semana elas têm que executar diferentes tarefas, entre as quais cuidar das crianças e da alimentação da aldeia. A equipe é formada por jovens entre 14 e 18 anos.

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“É muita alegria na chegada e somos muito bem recebidos pelos moradores de São Félix”, destacou Bepdja Kayapó, que veio da aldeia Môjkàràkô

O cacique Bep-Nhoti Kayapó destacou a importância de resgatar a cultura Kayapó e abrir as portas para as lideranças indígenas do Pará

Abertura oficial Na cerimônia oficial de abertura da Semana dos Povos Indígenas a mesa oficial contou com a presença das lideranças indígenas de todas as aldeias Kayapó presentes no evento, assim como da etnia Gavião Krikatejê, do município de Boa vista do Tocantins, no sudeste do Pará. O Governo do Estado estava representado no evento por lideranças indígenas que fazem parte do Executivo, como a gerente de Promoção e Proteção dos Direitos dos Povos Indígenas da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Puyr Tembé, e do coordenador estadual de Educação Indígena da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Mydjere Kayapó Megrangnotire. A Semana dos Povos Indígenas recebeu aproximadamente quatro mil indígenas do rio Xingu e seus afluentes. São cerca de 20 aldeias da etnia Kaiapó. Para Puyr Tembé, o Governo do Estado tem a disposição de dialogar com o movimento social, entre estes movimentos está o dos povos indígenas. “Através da nossa representação podemos colocar ao poder público nossas reivindicações e demandas e isso é uma grande conquista”. A representante Tembé também ressaltou que esta semana é muito importante para os povos indígenas, que estão mobilizados para evitar que direitos conquistados na Constituição de 1988 sejam retirados. “Temos que nos manter fortes e nos juntarmos a todos os povos indígenas do Brasil para pautarmos nossos direitos junto ao Congresso Nacional”, explica. Mydjere Kayapó Megrangnotire ressaltou que os indígenas devem ocupar seu lugar por direito junto ao Poder Público, tanto na Educação quanto nos direitos humanos e na Saúde. “O representante indígena pode dialogar direto com os seus parentes, sem

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precisar agendar e nem enfrentar muita burocracia. Esta é primeira vez que um Kayapó ocupa uma cadeira dentro de um governo e este é um grande avanço para o nosso povo”. “Esta semana é muito representativa para nós indígenas, para que a sociedade reflita sobre nossos direitos, que todas as semanas sejam nossas semanas e todos os dias sejam nossos dias”, ressaltou. Durante a cerimônia foi entoado o Hino Nacional Brasileiro por Mokuká Kayapó e a apresentação de números da cultura indígena tradicional por alunos da educação indígena da aldeia Môxkarako, do município de São Félix do Xingu. O evento também contou com a presença da prefeita do município, Minervina Barros, a anfitriã e realizadora da Semana e seu secretariado, assim como autoridades locais.

Amaury Kayapó da aldeia Ngômejti, fez questão de reforçar que o “indígena continua sendo indígena com toda sua identidade e culturas próprias”. Amaury é coordenador indígena pela Associação Floresta Protegida

Na chegada à São Félix do Xingu

Em trajes tradicionais, os ocupantes já desciam dos barcos apresentando cantos e danças de cada etnia

Os últimos retoques...

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Governo do Estado entrega títulos de terras O governador Simão Jatene homenageou as etnias presentes na Semana dos Povos Indígenas, reconhecendo que os povos tradicionais são a origem da identidade do povo brasileiro. “Caso vocês desistam da luta pela sua identidade nós perderemos nossa raiz”, destacou. O governador ainda entregou 30 títulos definitivos de terra para produtores rurais e premiou os vencedores das primeiras modalidades disputadas pelos indígenas. “A Semana dos Povos Indígenas é uma oportunidade emblemática para a entrega desses títulos, pois é um momento de comemoração da paz e das diferenças”, pontuou o chefe do Executivo. O governador parabenizou o número de etnias presentes em São Félix e destacou que as diferenças deixam de existir quando o objetivo é criar uma sociedade mais justa e fraterna. “Juntos seremos capazes de enfrentar este momento tão difícil que o País está atravessando”, comentou. O governador Simão Jatene também entregou o título da área patrimonial e expansão urbana do município de São Félix do Xingu, referente a uma área de 2.420,83 hectares. O título da légua patrimonial era uma demanda que se arrastava há anos porque, no passado, houve uma descrição equivocada dos polígonos, e isso precisou ser retificado. “Esta é uma reivindicação antiga do município.

Simão Jatene ao lado de mais um produtor rural beneficiado com o título de terra

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Daniel Lopes (c), presidente do Iterpa, ao lado de Simão Jatene e outras autoridades, na entrega do título da légua patrimonial

Ao lado de lideranças indígenas, o governador Simão Jatene entregou 30 títulos definitivos de terra para produtores rurais

Por divergências de informações e de pareceres, o processo precisou passar por reformulação quanto aos perímetros da área a ser beneficiada e, somente agora, com a conclusão dos estudos, pode ser retificado o decreto que assegurava o repasse das terras urbanas ao município”, destacou Daniel Lopes, presidente do Instituto de Terras do Pará (Iterpa). O produtor rural José Almeida de Araújo, 33 anos, foi beneficiado com o título definitivo de

suas terras, localizadas na Colônia Matogrosso, na zona rural de São Félix do Xingu. Há 10 anos ele esperava para ter a posse definitiva da terra onde planta milho, mandioca e arroz, e cria gado. Ele foi um dos primeiros a receber o documento. “É muito gratificante receber o título definitivo de proprietário, que recompensa todo o trabalho aplicado. E é mais gratificante ainda receber das próprias mãos do governador”, comemorou.

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Homenagem O governador entregou as medalhas aos primeiros, segundos e terceiros colocados das modalidades atletismo, arco e flecha e futebol de salão. Jatene também recebeu das mãos dos caciques uma carta com as reivindicações dos povos indígenas que participam do evento. A carta contém, entre outros itens, a garantia dos direitos assegurados pela Constituição Federal de 1988, como o direito à identidade cultural e aos direitos originários sobre as terras que são ocupadas tradicionalmente por estes povos. “Na carta pedimos ao governador que olhe pelo povo Kayapó e também por todos os povos tradicionais do Estado. Ajudar também o povo Kayapó a resgatar a cultura e abrir as portas para receber as lideranças indígenas do Estado. Mais do que comemorar nossa cultura, nós queremos apoio para o nosso povo”, afirmou o cacique Bep-Nhoti Kayapó. Os caciques solicitaram ao governador dois ônibus para o transporte dos indígenas até Brasília (DF) no final de abril. Na ocasião, será realizado evento que reunirá os povos indígenas de todo o Brasil. Eles apresentarão ao Congresso Nacional as reivindicações dos povos tradicionais do País. A secretária de Integração de Políticas Sociais, Izabela Jatene, destacou que é

Premiando os vencedores

fundamental integrar as políticas públicas para todos os movimentos sociais. “Os povos indígenas, especialmente nesta região, têm uma presença muito forte. Temos que garantir uma convivência permanente na construção de políticas para este povo. Este é um município que tem uma integração plena, que convida e convive de forma muito harmônica com os povos indígenas”, destacou a secretária.

A comitiva que acompanhou o governador a São Félix do Xingu foi composta por Izabela Jatene; pelo vice-governador Zequinha Marinho; pela secretária de Estado de Assistência Social, Trabalho Emprego e Renda, Ana Cunha; pela secretária de Esporte e Lazer, Renilce Nicodemos; pelo presidente da Assembleia Legislativa do Pará, deputado Márcio Miranda, e pelos parlamentares Miro Sanova e Jaques Neves Filho.

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Na emissão de Registro Geral (RG)

O governador Simão Jatene destacou que a Semana dos Povos indígenas é um momento de comemoração da paz e das diferenças

Governo emite 1,5 mil documentos A Ação Cidadania do Governo do Pará, em São Félix do Xingu, garantiu aproximadamente 1.500 documentos, como Registro Geral, Carteira de Trabalho e Previdência Social e Certidão de Nascimento, além de atendimento jurídico aos moradores da cidade e indígenas dos povos Kayapó, Tembé, Way Way, Kaxuyana, Xikrin, Guajarara, Gavião, Parakanã, Surui e Munduruku. O trabalho foi articulado pela Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) com a Prefeitura Municipal e recebeu apoio da Fundação Pro Paz. Mais de 1.400 fotografias 3x4 também foram produzidas para atender as demandas da região durante o evento. O cacique Akjaboro Kayapó recorreu à ação e afirmou que projetos deste tipo aproximam os povos tradicionais do Governo do Pará. Mais do que comemorar nossa cultura, nós queremos apoio para o nosso povo, afirmou o cacique Bep-Nhoti Kayapó

“Nosso povo só tem a agradecer ao governador Simão Jatene, que veio a São Félix e reafirmou o seu compromisso com a nossa gente”, declarou Akjaboro, liderança em toda região. Outra liderança indígena, Ykaryrydja Kayapó, aproveitou a presença do Governo do Pará na região para garantir a Certidão de Nascimento e o RG da sua neta Ngreturoro. “A identidade é muito importante quando o nosso povo busca serviços de saúde nos hospitais e postos de saúde”, explicou. Atuaram na caravana servidores da Fundação Pro Paz, por meio do programa Pro Paz Cidadania; das Secretarias de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), por meio do Projeto Cidadão, de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), por meio da Polícia Civil; de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), assim como Defensoria Pública do Estado do Pará, que ofereceu atendimento jurídico.

“Nosso povo fica muito feliz quando o governo vem pra mais perto e oferece esses serviços que são muito importantes pra toda a aldeia”, declarou Ngrenhky Kayapó (em pé)

A indígena Ngrenhrêr Kayapó, 16, foi umas das pessoas atendidas a Ação Cidadania, onde mais de 400 pessoas tiraram na hora seus documentos

Ykaryrydja Kayapó aproveitou a presença do Governo do Pará na região para garantir a Certidão de Nascimento e o RG da sua neta Ngreturoro

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Beleza Indígena

Vinte candidatas participaram do concurso Beleza Indígena

Um concurso de beleza elegeu uma representante do Kayapó como a “Beleza Indígena”, entre 20 candidatas. Além da beleza, as mulheres indígenas tem tido um destaque maior nos movimentos sociais e participam cada vez mais da vida política, além de exercer papel cada vez maior na luta pelos direitos dos povos tradicionais

No desfile para eleger uma representante do Kayapó como a Beleza Indígena

Cidadania Para o professor indígena Bepgogoti Kayapó, 39 anos, originário da aldeia Kubekraken, um dos maiores ganhos da Semana foi a instalação do curso Técnico de Magistério em Educação Indígena. O curso será executado pelo Governo do Estado e coordenado pela Secretaria Municipal de Educação de São Félix do Xingu e deverá atingir todo o povo Kayapó que vive nas regiões sul e sudeste do Pará. A formação iniciará com uma turma de 48 alunos em maio e outra no segundo semestre e terá a duração de quatro anos. Bepgogoti comenta que saiu de sua aldeia para adquirir o

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conhecimento do homem branco e transmitir ao seu povo, para estimular o desenvolvimento de sua cultura e tradição. Ele estudou em escola estadual de Redenção e Pau D’Arco, no sul do Pará, e hoje cursa na Universidade Estadual do Pará licenciatura em Educação Intercultural Indígena. Bepgogoti fala duas línguas e já transmite todo o conhecimento que recebe nas aldeias em que trabalha. “A semana é importante para todos os povos e alunos que participaram. Os indígenas mais novos puderam ter contato com as danças, pinturas e artesanatos de outras aldeias e assim o conhecimento foi transmitido para as novas gerações e para toda a sociedade. Foi um ganho enorme”, concluiu.

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Para o professor Bepgogoti Kayapó, 39 anos, um dos maiores ganhos da Semana foi a instalação do curso Técnico de Magistério em Educação Indígena, anunciado pela Seduc www.paramais.com.br

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Semana dos Povos Indígenas deixa legado para comunidades do Estado Uma grande caminhada foi realizada no encerramento da programação da Semana dos Povos Indígenas. Durante os cinco dias da programação, o município recebeu mais de 20 aldeias e 4 mil índios, que movimentaram a economia da cidade, localizada a mais de mil quilômetros de distância da capital paraense. São Félix possui uma área superior a 84,2 mil km², sendo que 75% do território são formados por terras indígenas.

Durante toda a semana dedicada a prestigiar a diversidade cultural da região foram desenvolvidas atividades para a divulgação das expressões artísticas e culturais da sociedade indígena local, representada pelos Kayapó, e grupos oriundos de outras áreas etnográficas do Pará e até de outras regiões brasileiras. Para a coordenadora da Semana, a secretária de Educação do município, Viviane Cunha, a expectativa foi superada. Ela destacou que não houve nenhuma ocorrência e o número de aldeias e de indígenas participantes foi maior que o esperado.

Para os indígenas o resultado foi positivo com a comercialização de adereços, pinturas corporais e produtos como castanha, óleo de coco e farinha de mandioca, entre outras coisas

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Muita dança da cultura local de cada tribo e ritmos deixaram a programação ainda mais alegre para quem acompanhou de perto Uma grande caminhada encerrou a programação da Semana dos Povos Indígenas, iniciada no sábado, 15, em São Félix do Xingu

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“Foram 22 aldeias, sendo que 19 são da região de São Félix do Xingu, além de duas aldeias do município de Ourilândia do Norte e uma de Bom Jesus do Tocantins”, comentou. Viviane ressalta que a cidade mudou nestes cinco dias. O movimento no comércio cresceu consideravelmente. “O melhor resultado foi na área de hospedagem e alimentação. O turismo foi incrementado, pois São Félix é abençoada com dois rios lindos, o Fresco e o Xingu, e isso atraiu muitos turistas. Para os indígenas o resultado foi positivo com a comercialização de adereços, pinturas corporais e produtos como castanha, óleo de coco e farinha de mandioca”. Outro fato positivo, ressaltou a organizadora, foi a capacidade de reunir no mesmo evento todas as lideranças indígenas, o governador do Estado, Simão Jatene; o vicegovernador Zeca Marinho; o presidente da Assembléia Legislativa, Márcio Miranda e outros parlamentares. “Reunimos dos indígenas ao governador do Estado, secretários, prefeitos de vários municípios, e isso deixa um legado enorme para esses povos”, ressaltou Viviane.

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Grupo Vila Galé, no Pará Empresários portugueses prospectam negócios no Pará

A comitiva da empresa portuguesa Vila Galé foi recebida pelo governador Simão Jatene, no Palácio do Governo

Texto Dani Filgueiras Fotos Antônio Silva / Ag. Pará

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m dos principais grupos hoteleiros portugueses, o grupo Vila Galé, estuda a possibilidade de instalar um dos seus empreendimentos no Pará. O governador Simão Jatene recebeu recentemente, no Palácio do Governo, o presidente do grupo, Jorge Almeida, e a comitiva da empresa portuguesa que está no estado fazendo prospecções de lugares que podem receber um dos hotéis da rede.“O Pará é um estado que tem alma, além de uma diversidade de atrativos naturais e culturais”, destacou o governador ao mostrar o mapa do estado e as potencialidades de cada região. “O Pará é a melhor síntese da Amazônia.

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“Investimos em hotéis temáticos e aqui não será diferente”, garantiu o empresário Jorge Almeida (à direita)

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Aqui você encontra praias de rio e de mar, regiões de serra, campos, áreas para pesca esportiva e reservas ambientais, que proporcionam uma experiência real com a floresta”, reiterou Jatene. O presidente do grupo Vila Galé, já em Belém, disse que ficou impressionado com a cidade. “O primeiro impacto foi muito positivo, não só pelo aspecto cultural, o clima também nos agradou muito”, afirmou Jorge Almeida, que comanda uma rede hoteleira que tem forte presença em Portugal e já possui vários resorts no Brasil. “Investimos em hotéis temáticos e aqui não será diferente”, garantiu o empresário. O secretário estadual de Turismo, Adenauer Góes, explicou que essa é uma ação específica para captar investimentos e investidores em busca da operacionalização do turismo como atividade econômica no estado do Pará. “O Vila Galé é um grupo importante na Europa e no Brasil. O fato de estarem aqui prospectando as oportunidades de negócios, não apenas no setor hoteleiro, mas na área alimentícia, de produção de azeites e vinhos, é muito importante para o nosso estado”, avaliou o titular da Setur, ao destacar que a visita do grupo hoteleiro é fruto de uma ação conjunta. “Essa visita foi articulada em parceria com a Associação Comercial do Pará e a Federação das Indústrias do Estado.Representantes das duas entidades estiveram em Portugal

“O Pará é um estado que tem alma, além de uma diversidade de atrativos naturais e culturais”, destacou o governador ao mostrar o mapa do estado e as potencialidades de cada região

para participar de um evento e, na oportunidade, convidaram empresários daquele país para conhecer o Pará e participar conosco desse projeto de desenvolvimento econômico”, lembrou Adenauer, referindo-se ao “Pará, um mundo de oportunidades”, evento realizado em maio do ano passado, em Lisboa, e que reuniu empresários brasileiros e portugueses, além de representantes de organizações de diferentes setores produtivos. A reunião no Palácio do Governo contou com a presença do diretor do Vila Galé Hotéis no Brasil, José Bastos; do presidente da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil/Seção Pará, Reginaldo Ferreira; do representante da revista País Econômico, Jorge Alegria; e do presidente da ACP, Fábio Lúcio. O Vila Galé integra o ranking das 207 maiores empresas hoteleiras do mundo. É composto por diversas sociedades,

entre as quais se destaca, por sua dimensão e importância, a Vila Galé – Sociedade de Empreendimentos Turísticos S.A., que encabeça o ranking das empresas portuguesas. Atualmente, o grupo Vila Galé é responsável pela gestão de 27 unidades hoteleiras: 20 em Portugal (Algarve, Beja, Évora, Oeiras, Cascais, Ericeira, Estoril, Lisboa, Coimbra, Porto, Douro e Madeira) e sete no Brasil (Rio de Janeiro, Fortaleza, Caucaia, Salvador, Guarajuba, Cabo de Santo Agostinho e Angra dos Reis).

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Banco da Amazônia vai investir mais de R$ 2 bi em negócios sustentáveis no Pará

O documento foi assinado durante o encontro realizado no Palácio do Governo

Texto Dani Filgueiras Fotos Antônio Silva/Ag. Pará

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Governo do Estado e o Banco da Amazônia firmaram um protocolo de intenções para aplicação de mais de R$ 2 bilhões para impulsionar negócios sustentáveis no Pará. É mais que o dobro do recurso aplicado no ano passado. O governador Simão Jatene e o presidente da instituição financeira, Marivaldo Melo, assinaram o documento, durante o encontro realizado no Palácio do Governo. “Em 2016 foram disponibilizados R$800 milhões. Com esse recurso nós atingimos 134 municípios paraenses. Destes, 94% foram através de créditos e, o melhor, de 10 mil operações contratadas no ano passado, 3.700 foram disponibilizadas para municípios de baixa renda”, contou o presidente do Banco da Amazônia, ao destacar a importância de investir no Estado. “O Banco da Amazônia nasceu aqui no Pará, é o nosso berço. Por isso precisamos tratar bem o Pará, fazendo um trabalho bem feito, é a nossa forma de agradecer”, reiterou Marivaldo Melo,

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ao reforçar que a destinação de recursos para o desenvolvimento econômico sustentável do Estado é um dos importantes papeis da instituição financeira na Amazônia. “O Banco da Amazônia, através desse recurso, cumpre o seu papel, que é desenvolver o estado do Pará e a Amazônia”, afirmou Marivaldo Melo. Para ele, além da parceria com o governo do Pará, vale destacar o apoio de parceiros como federações, sindicatos e sociedade integrada para que o recurso seja democratizado e cumpra o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável do Estado, através da estruturação e o fortalecimento dos aglomerados econômicos, dos arranjos produtivos locais e das cadeias produtivas.

Investimentos

De acordo com o Banco da Amazônia, os recursos que deverão ser aplicados no Pará em 2017 são oriundos do fomento e da carteira comercial e correspondem a R$ 2,055 bilhões, sendo que R$ 1,426 bilhão são do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) e R$ 629,86 milhões, do crédito comercial. Cerca de R$ 206 milhões serão destinados à linha FNO-Pronaf; R$ 950 milhões são para a linha FNO -Amazônia Sustentável; R$ 15 milhões para a linha FNO-Biodiversidade; R$ 180 milhões para o FNO-MPEI e R$ 73 milhões para a linha FNO-ABC. Para a Amazônia Legal, em 2017, o Banco vai disponibilizar o valor de R$ 7,9 bilhões de recursos. Desse total, R$ 4,6 bilhões são originários do FNO. Os demais são do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Orçamento Geral da União (OGU). O restante, R$ 2,9 bilhões, pertence à carteira de crédito comercial da Instituição. Nos últimos cinco anos, a instituição aplicou o equivalente a R$ 23,5 bilhões na Amazônia Legal, considerando todas as fontes de recursos da Instituição. Esses investimentos incentivam projetos de créditos de vários setores e tamanhos, desde a agricultura familiar a grandes iniciativas de infraestrutura regional. O governador Simão Jatene destacou a importância da conscientização das instituições sobre a atribuição de cada um no desenvolvimento econômico e social do Pará. “

Os recursos que deverão ser aplicados no Pará em 2017 são oriundos do fomento e da carteira comercial e correspondem a R$ 2,055 bilhões

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A compreensão do Banco da Amazônia de que o seu papel não é apenas um papel de um banco comum, mas é um banco que serve a sociedade no sentido de estimular e contribuir para o desenvolvimento. Este é o ponto mais importante em todo esse processo”, avaliou Jatene que também relatou o fato do Banco ter alinhado a liberação de crédito ao plano de desenvolvimento criado pelo Governo do Estado. “Disponibilizar um volume de credito desse montante é, sem dúvida, expressivo. Mas, o importante é essa preocupação de fazer esse trabalho em conjunto com o Estado, no sentido de que as atividades estimuladas estejam de acordo com a própria estratégia de desenvolvimento do Estado, que está pautado no Pará 2030”, garantiu o governador Simão Jatene. “Tenho certeza que separados e desarticulados, cada um de nós, pode fazer sim alguma coisa. Mas, se estivermos juntos, somando esforços, a gente consegue fazer muito mais. Nós precisamos ser capazes de superar qualquer diferença no sentido de buscar avançar na construção de caminhos que levem ao aumento da produção, do emprego e da O investimento é mais que o dobro do recurso aplicado no ano passado. Em 2016, o valor disponibilizado foi de R$800 milhões

Simão Jatene destacou a importância da conscientização das instituições sobre a atribuição de cada um no desenvolvimento econômico e social do Pará

renda que é a única forma da gente enfrentar a questão da pobreza e da desigualdade”, finalizou Jatene. O protocolo de intenções prevê o realinhamento da cultura do empreendedorismo consciente, estimulando e apoiando a adoção de melhores práticas produtivas sustentáveis, por meio de negócios que gerem a distribuição de renda, criem oportunidades de ocupação de mão de obra e de emprego e promovam a inclusão social.

O presidente do Banco da Amazônia, Marivaldo Melo, disse que o recurso aplicado em 2016 atingiu 134 municípios paraenses

Para cumprir esses objetivos, o Banco da Amazônia vai atuar de acordo com as políticas dos Governos Federal e Estadual, apoiando o fortalecimento do associativismo e do cooperativismo de produção do meio rural, agroindustrial e industrial e assegurar recursos para financiar o investimento, custeio e capital de giro. No documento o Governo Estadual se compromete em potencializar o agronegócio, ao promover a inserção da produção familiar nos mercados, bem como os setores industriais e de serviços, a partir da expansão de atividades de maior demanda de mão de obra, intensificando a geração de emprego e renda. E, ainda, assegurar e disponibilizar os serviços de assistência técnica e extensão rural do Estado e garantir recursos financeiros para melhorar e expandir a infraestrutura econômica básica em áreas prioritárias.

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Secretários de Meio Ambiente da Amazônia Legal discutem em Fórum agenda conjunta Texto Naiana Gaby Ferraz Monteiro Santos Fotos Ascom Sema / Maranhão

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cooperação para o desenvolvimento de ações ambientais e uma agenda conjunta voltada à apresentação de propostas para preservação do meio ambiente estiveram entre os principais temas da reunião no Fórum de Secretários de Meio Ambiente da Amazônia Legal, realizada recentemente em São Luís, capital do Maranhão. O evento, promovido pelo Governo do Maranhão, contou com a presença de representantes e secretários de Meio Ambiente dos nove estados da Amazônia Legal. O grupo de dança “Bumba Meu Boi de Nina Rodrigues”, apresentando histórias do folclore da região, recepcionou os participantes. O Fórum abordou temas como o alinhamento do Plano de ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAM), questões que envolvem o Fundo Amazônia e a programação dos próximos eventos. Na abertura, o secretário de Meio Ambiente do Maranhão, Marcelo Coelho, destacou a importância de o Fórum ser realizado na capital maranhense. “Esse é um momento oportuno para sediarmos o evento. Estamos desenvolvendo um trabalho socioambiental muito forte, inclusive, em breve, vamos lançar o Projeto Maranhão Verde, que vai recuperar as áreas ribeirinhas que estão degradadas por focos de queimadas ou por outros crimes ambientais. Pretendemos recuperar, ainda, a nascente do Rio Itapecuru, que fica dentro da nossa Unidade de Conservação”, informou o secretário.

Os secretários entregaram ao ministro um ofício considerando os encaminhamentos discutidos durante o Fórum

Ferramentas Luiz Fernandes Rocha, titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará e secretário executivo do Fórum, acompanhado de Justiniano Netto, secretário Extraordinário do Programa Municípios Verdes (PMV), apresentou as ferramentas e os sistemas que a Semas utiliza para a regularização da atividade ambiental no Pará. O secretário encerrou o primeiro dia de trabalho frisando a importância de mais uma reunião do Fórum de Secretários de Meio Ambiente da Amazônia Legal. “Este Fórum foi criado com o objetivo de estabelecer a cooperação das nossas ações, para que estas possibilitem a priorização das temáticas ambientais, sociais e econômicas, e assim possamos desenvolver nossos Estados de forma segura e sustentável”, ressaltou.

O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, e o titular da Semas, Luiz Fernandes Rocha

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No primeiro dia da programação foi ressaltada a importância da realização de uma oficina para criação de um grupo de trabalho, voltado à regulamentação do artigo 41 do Código Florestal, que trata dos instrumentos econômicos para que produtores rurais conservem e regenerem as florestas. A oficina aconteceu em fevereiro deste ano, em Belém, organizada pela Semas. Os participantes debateram o resultado da oficina, e a primeira versão da regulamentação do artigo 41 foi apresentada. O Fórum aperfeiçoou a proposta, que será entregue ao Ministério do Meio Ambiente.

Estratégia

Mariano Cenamo, do Instituto de Conservação e Desenvolvimento da Amazônia (Idesam), apresentou as atualizações da Redução das Emissões por Desmatamento ou Degradação Florestal (REDD+), uma estratégia que oferece compensações aos países em desenvolvimento, produtores rurais, comunidades tradicionais e povos indígenas que reduzirem as emissões dos gases de efeito estufa, bem como incentiva práticas de baixo carbono para uso da terra, considerando o papel da conservação de estoques de carbono florestal e manejo sustentável. Também foi apresentado o site oficial do Fórum, espaço criado e desenvolvido pela Semas, que vai agrupar todas as informações referentes aos trabalhos realizados durante as reuniões. O site oferecerá downloads de protocolos, atas, memória, metas, matérias, imagens e vídeos produzidos pelas secretarias de Meio Ambiente, levando transparência às ações do Fórum. www.paramais.com.br

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Experiência do Pará em licenciamento ambiental foi apresentada no Fórum O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, participou de reuniões do 14º Fórum de Secretários de Meio Ambiente da Amazônia Legal, quando os secretários e representantes do ministério deram continuidade aos assuntos relacionados à proteção do bioma amazônico. No primeiro momento de discussão, foi levantado pelo secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), Luiz Fernandes Rocha, as questões que envolvem as competências dos governos Federal e Estadual no que diz respeito ao licenciamento ambiental. O secretário extraordinário do Programa Municípios Verdes (PMV), Justiniano Netto e o secretário adjunto de Regularidade Ambiental da Semas, Thales Belo, fizeram breve apresentação explicando como o Governo do Pará atua de forma descentralizada nos licenciamentos. Desde de 2015, o Estado do Pará não recepciona mais projetos e os municípios têm autonomia para licenciar os empreendimentos, medida que consegue dar celeridade aos processos que chegam no protocolo tanto da Semas, quanto nas secretarias de meio ambiente municipais. Hoje, 90 municípios paraenses já estão aptos a exercer a gestão ambiental de forma independente. Em seguida foram discutidos os planos estaduais de combate ao desmatamento e o alinhamento para os próximos passos do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAM). Sobre o aumento do desflorestamento em 2016, o ministro afirmou que precisa haver uma mudança social. “Precisamos dar o valor econômico ao bem ambiental, de forma que a floresta em pé valha mais que a floresta derrubada, e isso conseguimos com inclusão social, essa é a vertente que vai resolver definitivamente o problema do desmatamento no Brasil”, disse Sarney Filho.

O secretário executivo do Fórum, acompanhado de Justiniano Netto (falando), secretário Extraordinário do Programa Municípios Verdes (PMV) A cooperação para o desenvolvimento de ações ambientais e uma agenda conjunta para preservação do meio ambiente estiveram entre os principais temas do Fórum

Sobre esse assunto, o ministro parabenizou novamente a atitude do governo paraense. “Recentemente estive em Belém para a inauguração do Centro de Monitoramento Ambiental do Pará e posso afirmar que em nenhum outro lugar do Brasil existe um centro tão completo como este. É importante que todos os Estados possam conhecer também, para usufruir dos recursos que estão disponíveis”. O centro está disponível para que todos os Estados da Amazônia Legal possam utilizar as ferramentas instaladas no Cimam. Sarney Filho ainda manifestou o compromisso do ministério com a fiscalização ambiental. “Enquanto esses programas de sustentabilidade não se firmarem, vamos

Apresentação cultural de boas-vindas aos participantes da reunião

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intensificar as ações de comando e controle e fiscalizar os locais onde o índice de desmatamento ainda é alto. Para isso, já informei que não pode haver cortes no orçamento do Ministério do Meio Ambiente. Até junho o nosso setor será recomposto integralmente, pois os assuntos que tratamos são importantíssimos”, anunciou o ministro. Ao final do evento, o titular da Semas, Luiz Fernandes, e os demais secretários, entregaram ao ministro um ofício considerando os encaminhamentos discutidos durante o Fórum. Entre eles estão: a regulamentação do artigo 41 do Código Florestal, no sentido de intensificar os incentivos econômicos à conservação ambiental; insumos para monitoramento e gestão ambiental dos Estados; a criação de uma agenda de trabalho para captação direta de recursos para os Estados junto ao Fundo Verde Clima (Green Climate Found, em inglês) e o processo de implementação da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira. Luiz Fernandes agradeceu a presença do ministro no Fórum e reforçou que a união dos Estados da Amazônia Legal é extremamente importante para o debate da agenda ambiental no Brasil. “O nosso compromisso é real e dessa vez estamos todos juntos, unidos pelo mesmo objetivo e pode ter certeza que nós vamos cumprir todas as metas que foram estabelecidas pelo governo brasileiro”. A 15ª reunião do Fórum está marcada para o começo de maio e será em Rondônia. Pará+

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Nova diretoria executiva da ADVB/PA toma posse Solenidade foi realizada dia 10 de abril, no Centro Cultural Sesc Boulevard, em Belém

Estelio Risuenho, Wilson Portela e esposa, Rubens Magno, Eduardo e Leila Daher, Marcos Aurélio

Fotos Carmem Helena

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nova diretoria da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB-PA) tomou posse no dia 10 de abril. Em solenidade realizada no Centro Cultural Sesc Boulevard, em Belém, o atual presidente, Rubens Magno Junior foi reconduzido ao segundo mandato consecutivo à frente da entidade por mais dois anos. O evento contou com a presença de políticos, empresários, jornalistas e formadores de opinião.

Na ocasião, o presidente empossado apresentou as diretrizes da nova gestão que terá como maior desafio estimular os seus associados a driblar a crise financeira do país. Há 43 anos, a ADVB busca reconhecer e valorizar o trabalho das empresas do Estado. Composta por mais de 200 empresas, a entidade tem como foco a busca de benefícios para os associados de maneira ética, por meio de associações, alianças estratégicas, marketing, networking e fomento de vendas. “Nossa principal missão é gerar negócios entre os associados, procurando novas oportunidades”, disse o presidente reeleito.

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Rubens Magno terá ao seu lado, como vice-presidentes, José Fernando Gomes Júnior e Carlos Freire, além de um time composto por profissionais de venda, marketing, comunicação e gestão de empresas. “Nossa diretoria é formada por pessoas motivadas, que têm em seus objetivos a fomentação de bons negócios”, enfatizou o empresário. O presidente se destacou nos últimos anos em que esteve à frente da entidade pela internacionalização da entidade paraense. Em viagem a Portugal, no ano passado, apresentou a economia do Estado a 150 empresários portugueses. Com visão inovadora, gestão estratégica e atenta às demandas do atual momento econômico e do ambiente de negócios do Estado e do país, a nova gestão tem como meta levar o Pará para países da América do Sul. A diretoria recém-empossada também pretende dar prosseguimento ao calendário permanente de eventos da entidade: Rodada de Negócios, Prêmios Top de Marketing e Top Socioambiental, além do Happy Hour Empresarial. O diretor da Federação Nacional das ADVBs, Marcus Pereira, disse que apesar das dificuldades na economia, acredita que a união entre os associados é o diferencial para fazer o mercado voltar a crescer “É fundamental que os associados mantenham-se unidos nesse momento delicado do País”, frisou. Pereira também é presidente do Conselho Consultivo da ADVB-PA e foi quem empossou o presidente durante a solenidade, relembrando vários momentos da entidade ao longo dos anos.

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Sobre a Advb-Pa Fundada em março de 1974, a ADVBPA é filiada à Confederação Latino-Americana de Associações de Dirigentes de Marketing, ao SMEI International Associations, à Associação Brasileira de Marketing e à Federação Nacional das Associações dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil (Fenadvb). Além dos negócios gerados entre associados e não associados, a entidade reconhece organizações por meio de premiações e rodadas de negócios.

Fabrizio Guaglianone (Sebrae), Rubens Magno (ADVB-PA), Fábio Lucio (ACP)

Entre os prêmios concedidos pela ADVB, estão o Top de Marketing, Top Socioambiental e Personalidade de Marketing. Outra ação desenvolvida pela entidade é o “Happy Hour Empresarial”, que além de oportunizar a troca de experiência entre empresários, aborda diversos temas relacionados ao universo do marketing e vendas.

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As crianças e os livros Estudos apontam que o exemplo dos pais é uma das ferramentas mais eficazes para estimular a leitura das crianças

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odos sabemos que é extremamente importante que as crianças adquiram o hábito da leitura, mas a grande dificuldade reside na falta de conhecimento de muitos pais em como inserir seu filho neste caminho. O ato de ler ou simplesmente de folhear um livro tornará crianças mais inteligentes, imaginativas e criativas. Para começar, é necessário que seu filho te veja, sempre que possível, com um livro na mão. As crianças sentirão mais interesse por ler um livro se vêem que este hábito está presente a sua volta. Lembre-se que as crianças gostam de copiar. Que é sua forma de aprender. Se eles notam que você gosta de ler e que tratam os livros com cuidado e respeito, elas provavelmente, farão o mesmo. É necessário estar convencido de que a leitura deve ser empregada como uma forma mais de diversão e não como uma obrigação. Os livros não devem introduzidos no cotidiano da criança só quando ela está aprendendo a ler ou somente quando entre na escola. O contato com os livros deve começar bem antes. Eu diria que antes mesmo de começar a gatinhar. Quanto o bebê consegue se sentar firme no chão ou no berço, ofereça-lhe livros para que os maneje. Existem no mercado, pequenos e curiosos livros feitos com pano e inclusive com material plástico indicados para brincarem durante o banho. Existem também pequenos dicionários para que seu bebê se vá familiarizando com as palavras, as letras, relacionando-as pouco a pouco com a imagem. O segredo nesta idade, é fazer com que o bebê veja o livro como mais

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A leitura deve ser empregada como uma forma mais de diversão e não como uma obrigação

um brinquedo, com o qual poderá aprender, crescer, descobrir, criar fantasias, e ouvir muitas histórias interessantes e encantadoras. No princípio, trate de dar preferência aos livros ilustrados, com poucas palavras, e faça com que seu filho o toque, o acaricie, cheire, e tenha todo tipo de contato com ele. Existem livros que contem sons incluídos e também pedaços de lã, e de outros materiais para que os bebês desfrutem também com o tato. Existem livros com cheiros também!

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Quando ficam um pouquinho maiores, o ideal é ler em voz alta, seguindo sempre as estórias do livro. Dê importância especial ao tempo que dedica para tomar seus filhos nos braços e compartilhar com eles o prazer de ler um conto, longe das distrações da televisão. Comece com os contos tradicionais, clássicos, mas fundamentalmente escolha livros que agradem a todo mundo. Se um livro é cansativo, esqueça-o e busque outro que seja interessante.

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Quando seu filho já está numa idade em que consiga estar mais quieto nos lugares fechados, leve-o para visitar uma biblioteca. A criança, quando se familiariza com os livros, aprende a manuseá-los, está construindo uma amizade, um laço com a leitura. Se sentirá mais próxima ao lugar e desejará voltar muitas vezes para escolher o livro que quiser. Outra forma de estimular o interesse da criança pelos livros, é converter um livro em um prêmio. Cada vez que tiver que premiar seu filho por algo importante, presenteie um livro sobre o seu assunto favorito. Quando seu filho já está desfrutando dos livros, participe da leitura. Quando terminar de ler o conto, peça-lhe que lhe conte algo que aconteceu com algum personagem, ou inclusive faça com que seu filho adivinhe o que passará no final. Aproveite para fazer comentários sobre as situações boas e más, e fazer comparações de um pedaço da estória com suas experiências, como “o que você faria no lugar dele?” “Será que isso vai acontecer com a gente algum dia?”.

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Abasteça sempre sua casa com livros e revistas

Se eles notam que você gosta de ler e que tratam os livros com cuidado e respeito, elas provavelmente, farão o mesmo. Pais influenciam o gosto pela leitura

Quando ficam um pouquinho maiores, o ideal é ler em voz alta

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Assim que sentir que seu filho já se interessa pelas estórias, que se envolve com a trama, e se identifica com os personagens, comece a participar e a imaginar finais diferentes, e a viver várias sensações rindo, emocionando-se, e não deixe de surpreendê-los com novos contos. Dê continuidade a esse costume abastecendo sempre sua casa com livros e revistas.

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Por que as crianças não devem ficar sentadas na escola o dia inteiro? A implementação de pausas para atividade física na sala de aula pode melhorar o comportamento na sala de aula

Ao final de uma semana, as crianças têm uma hora ou mais de movimento. E tudo é feito na sala de aula sem equipamentos especiais

Fotos Arquivo, Divulgação

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entados, este é um mantra das salas de aula... Mas isso está mudando à medida que as evidências mostram que fazer breves intervalos de atividade, durante o dia, ajuda as crianças a aprender e a serem mais atentas na sala de aula.

“Precisamos reconhecer que as crianças ‘são movimento’. Nas escolas, às vezes, agimos contra a natureza humana, pedindo-lhes para ficar quietas e sentadas o tempo todo. Caímos na armadilha de pensar que se as crianças estão em suas mesas, com suas cabeças para baixo, silenciosas e escrevendo, estão aprendendo. Mas o que descobrimos é que o tempo ativo usado para energizar o cérebro torna os

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momentos de aprendizagem ainda melhores”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski (CRM-SP 36.349). Um relatório de 2013 do Instituto de Medicina concluiu que as crianças que são mais ativas “demonstram maior atenção, têm velocidade de processamento cognitivo mais rápido e melhor desempenho em testes acadêmicos padronizados do que crianças que são menos ativas”. E um estudo, publicado em janeiro, pela Universidade de Lund, na Suécia, mostra que os alunos, especialmente os rapazes, que faziam educação física diariamente tinham melhores resultados na escola.“A atividade física diária é uma oportunidade para a escola média se tornar uma escola de alto desempenho. A atividade ajuda o cérebro de muitas maneiras: estimula mais vasos sanguíneos no cérebro para suportar mais células cerebrais. E há evidências de que crianças ativas se saem melhor em testes padronizados e prestam mais atenção na escola”, destaca o pediatra, que é membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo. O movimento ativa todas as células cerebrais que as crianças estão usando para aprender, acorda o cérebro. Além disso, faz com que as crianças queiram ir mais à escola - é divertido fazer essas atividades.

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Mas, mesmo diante das evidências científicas, as escolas ainda apostam a maior parte do tempo nas atividades acadêmicas. É raro encontrar escolas que ofereçam aulas diárias de educação física.

Menos tempo na cadeira

“As crianças, assim como os adultos, não devem ficar sentadas o dia todo, recebendo informações”, observa o médico. Nos EUA, a National Association of Physical Literacy produziu uma série de vídeos de três a cinco minutos chamados “BrainErgizers” que estão sendo usados em escolas em 15 estados americanos, no Canadá, no México, na Irlanda e na Austrália. Uma versão do programa está disponível para as escolas sem nenhum custo. O programa é projetado para que de três a cinco vezes por dia, os professores possam reservar alguns minutos para que os alunos assistam a um vídeo e sigam as dicas dadas pelos instrutores. Em um vídeo típico, os instrutores são estudantes da Universidade de Connecticut que fazem um aquecimento rápido e depois propõem que as crianças participem de um mini-treino envolvendo movimentos de vários esportes: beisebol, basquete e um triatlo. “Ao final de uma semana, as crianças têm uma hora ou mais de movimento.

A atividade ajuda o cérebro de muitas maneiras: estimula mais vasos sanguíneos no cérebro para suportar mais células cerebrais

Os benefícios do exercício, em qualquer idade, são bem maiores do que qualquer problema que ele possa provocar

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Precisamos conhecer essas novas experiências, pois, nos últimos 20 anos, as escolas estão cedendo apenas à pressão acadêmica

Não estamos pensando em como a atividade física pode ajudar as crianças a lidarem com o estresse para beneficiá-los na sala de aula

A atividade física diária é uma oportunidade para a escola média se tornar uma escola de alto desempenho

As crianças, assim como os adultos, não devem ficar sentadas o dia todo, recebendo informações”, observa o médico

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E tudo é feito na sala de aula sem equipamentos especiais. A proposta não é substituir as aulas de educação física, o objetivo é oferecer às crianças mais minutos de movimento por semana. A introdução dos vídeos dá às crianças uma chance de experimentar esportes que elas nunca tenham experimentado antes. Esta é uma geração digital que espera se divertir, e a proposta desse movimento é usar a tecnologia para que as crianças se movam mais e se mantenham entretidas”, explica Moises Chencinski.

Mais que aulas de educação física

Nas aulas de educação física, muitas vezes, as crianças se movem por cerca de 15 minutos, durante um período de 50 minutos. Se acrescentarmos essa atividade na sala de aula, algumas vezes por dia, isso pode render pelo menos 60 minutos a mais de movimento por semana. Já em 1961, o presidente Kennedy defendia que as crianças precisavam de atividade física nas escolas para se desenvolver. Michelle Obama tinha a mesma intenção ao criar o movimento “Let’s Move – Active Schools”. “Precisamos conhecer essas novas experiências, pois, nos últimos 20 anos, as escolas estão cedendo apenas à pressão acadêmica. Não estamos pensando em como a atividade física pode ajudar as crianças a lidarem com o estresse para beneficiá-los na sala de aula”, defende o médico. www.paramais.com.br

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Atividade física: as recomendações da OMS

O importante é se mexer

O alongamento é uma atividade física indicada para eliminar as tenções musculares e relaxar A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece parâmetros ideais de atividade para cada idade, e afirma que os benefícios do exercício, em qualquer idade, são bem maiores do que qualquer problema que ele possa provocar. Ao nível recomendado de 150 minutos de atividade de intensidade moderada por semana, lesões musculoesqueléticas são incomuns, e os riscos de sofrê-las é reduzido quando a pessoa começa a se exercitar gradualmente. Conheça as recomendações:

Dos 5 aos 17 anos

Vale qualquer atividade física: praticar esportes, dançar, jogar, brincar, correr, caminhar, nadar, escalar e pedalar, entre outras opções. O importante é se mexer! Só não se esqueçam de respeitar os princípios básicos (acessibilidade, envolvimento, diversão, diversidade, segurança, saúde e benefícios para a comunidade) e praticar por, no mínimo, 15 minutos. Todo mundo pode participar, seja por iniciativa individual ou coletiva. As atividades podem ser realizadas em casa, nas escolas, academias, ao ar livre, empresas, ou em qualquer outro local. O desafio está lançado!

Para esta faixa etária, atividade física inclui brincadeiras, jogos, esportes, locomoção, recreação, educação física ou exercício planejado, na família, em família ou durante participação em atividades comunitárias. Para melhorar a capacidade cardiorrespiratória e muscular, a saúde dos ossos, os biomarcadores de saúde cardiovascular e metabólica e reduzir o risco de aparecerem sintomas de ansiedade e depressão são recomendados: — Pelo menos 60 minutos de atividade física diária, moderada ou intensa. — Mais de 60 minutos de atividade física diária proporcionam ganhos extras para a saúde. — A maior parte da atividade física diária deve ser aeróbica. Atividades de grande intensidade devem ser incorporadas, incluindo as que fortalecem músculos e ossos, três vezes por semana.

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O dia seguinte

(Prece para uma mãe)

E >>

por Célio Pezza*

la era uma das últimas árvores. Estava seca, sofrida e seus galhos, sem folhas, estavam quebradiços a qualquer movimento. Fazia tempo que não chovia naquele mundo e toda a exuberância verde do passado só existia na sua memória. Suas raízes buscavam nas profundezas, qualquer resto de umidade, mas até os poços artesianos tinham se esgotado naqueles tempos áridos. Ela sabia que era uma das últimas a permanecer em pé naquele mundo sem vida. Por séculos ela desfrutara da amizade de todas as outras árvores, das gotas de orvalho, dos pequenos animais do bosque e dos duendes. Ah, os duendes! Ela se lembrava das grandes algazarras que aqueles seres brincalhões promoviam debaixo de sua sombra protetora. Eles eram alegres, incapazes de fazer mal a qualquer forma de vida, porém eles também haviam desaparecido e, agora, era só silêncio. Não existia um só local para resistir ao grande calor e todos tinham sucumbido, uns após outros. Só restaram algumas poucas árvores, insistentes como ela, e um homem estranho. Ele vinha todos os dias e falava coisas absurdas: dizia para resistir, que as coisas voltariam a ser como foram um dia e que ainda haveria de cair água dos céus. Não entendia como ele ainda vivia, sem se alimentar, sem água, sem amigos, sem nada, mas lá estava ele, com seu corpo esquelético, recoberto de pele ressecada, para visitá-la todos os dias. A paisagem, outrora cheia de cores, agora tinha somente um tom amarelo dourado. Durante todos os dias sempre a mesma cor e as noites, cheias de estrelas, não mais existiam. A lua, no passado, tão fria, alva e romântica, transformou-se em um segundo sol, fazendo com que a escuridão desaparecesse por completo. Ela se lembrava do dia em que as explosões começaram; em seguida veio o calor, a cor amarela, 34

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Ela era uma das últimas árvores. Estava seca, sofrida e seus galhos, sem folhas, estavam quebradiços…

o novo sol que trouxe o dia permanente para o mundo inteiro. A vida foi se acabando rapidamente e, em alguns poucos meses, tudo foi reduzido a cinzas cor de ferrugem. Ela sabia sobre a existência de grandes ruínas que, por muito tempo, exalaram odores fétidos como nem as piores cisternas produziam, mas, agora, até a fetidez das grandes cidades já havia desaparecido. Era um mundo sem odores, era um mundo moribundo. Mas lá estava ela e o estranho! Por ironia do destino, quiseram os deuses que aquele mundo cheio de vida e belezas, terminasse reduzido a uma grande árvore seca e um estranho homem que falava com ela todos os dias. Ela se lembrou do tempo em que os duendes se reuniam aos seus pés e de quando um deles arrancou um grande cogumelo vermelho de suas raízes e, mostrando para os demais, falou com voz solene: ─ Eu tive um pesadelo! Nele, eu vi cogumelos gigantes e vermelhos como este inundarem os céus. E todo nosso mundo foi ferido mortalmente. Todos ficaram em silêncio, pois os duendes davam muito valor aos sonhos. Recordou também que, deste dia em diante, eles olhavam para os grandes cogumelos vermelhos com receio, como quem está vendo uma maldição. Eles não sabiam os motivos, mas passaram a temê-los. Agora, todos mortos, não saberiam nunca mais do quanto estavam certos. Mas a árvore e o estranho, estes sim, sabiam da verdade. Naquele dia o homem chegou mais cansado e quase não falou. Sentou-se ao pé da árvore, encostou suas mãos res-

sequidas no caule queimado e começou a sussurrar uma prece engasgada em sua garganta: Grande Mãe! Por que permitiste a geração de monstros em teu seio? Por que deixaste o mal avançar tanto nos teus domínios? Poderia tê-los detido e não o fizeste. Poderias ter evitado a morte de seus outros filhos como os duendes, as árvores e os animais. Mãe! Por que poupaste a mim e a esta minha amiga sofrida? Escuta minha prece! Conceda-nos a morte para não assistirmos a mais um dia deste teu desalento. Mãe que sempre fizeste tudo por teus filhos, sem distinção, sem se importar se viviam nas águas dos agora secos mares ou se nas antigas e férteis terras, se tinham duas, quatro ou oito pernas e se andavam eretos, deitados ou voavam por entre as nuvens de teu outrora belo céu. Tenha piedade destes pobres que sobreviveram à desgraça que um dos teus filhos criou e livra-nos de mais um dia de vida neste inferno. Mãe! Escuta a súplica deste teu filho. A árvore ouviu a prece e sentiu que o estranho era bom. Ela conhecera, durante sua vida, muitos homens bons. Ela tentou consolá-lo nesse momento dramático e um pedaço de galho seco caiu bem ao lado do estranho. Ele abraçou a árvore, fechou os olhos e desejou, do fundo do seu coração, que a morte os levasse, para bem longe deste inferno. Assim ficaram, em silêncio, por várias horas, até que os primeiros pingos grossos de chuva quente começaram a cair na terra ressequida. O estranho abriu os olhos e olhou para o céu! Lá em cima, o antigo e verdadeiro sol estava se pondo e a imagem de uma lua esbranquiçada e fria começou a aparecer timidamente no firmamento. Neste instante, outro pedaço de galho seco caiu ao seu lado. O estranho apertou com mais força a sua amiga e entendeu que a Mãe escutara sua prece. (*) Escritor e autor de diversos livros, entre eles: As Sete Portas, Ariane, e o seu mais recente A Palavra Perdida.

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