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Revista

Pará+ março

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ISSN 16776968

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6º Anuário Mineral do Pará Ferrovia Paraense saindo do papel Pesquisa com búfalos é premiada Capa 181.indd 1

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181 - março - 2017

Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social

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Revista

N E S TA E D I Ç Ã O

PUBLICAÇÃO

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

ÍNDICE

6º Anuário Mineral do Pará

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Projeto da Fepasa apresentado a gestores e setor produtivo do Pará

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DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Alvaro Fernando, Anete Costa Ferreira, Cremilda Braz, Denise Silva, Helena Saria,Maria Souza Freitas, Naiana Gaby Ferraz Monteiro Santos, Natasha Albarado, Valéria Nascimento FOTOGRAFIAS: Ascom / Codec, Ascom Sedeme, Acom/Semec, Banco Mundial/Arne Hoel, Daniel Nardin/Secom, Divulgação FBB, Ozéas Santos, Justo C. Silvano, Paulo Lobo / Ascom Seduc, Reinaldo Dias, , Sappi, S3A Fotografia DESKTOP: Rodolph Pyle; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

C A PA

TAP Portugal Stopover

18 Pesquisa com búfalos do Oeste do Pará é premiada em congresso mundial As crianças e os problemas ambientais Biomas brasileiros – cultivar e cuidar A Quaresma na Ilha de São Miguel nos Açores Portos paraenses movimentam 3 bi

Ganância de felicidade, por que temos tantos desejos “Túmulo de Jesus” restaurado é apresentado em Jerusalém

Banho de búfalos na praia de Joanes, na Ilha do Marajó. Foto: Embrapa Amazônia Oriental

Mulheres empreendedoras no Brasil Viveiros instalados em Oriximiná e Aveiro produzirão mais de 100 mil mudas

FAVOR POR

CIC

RE

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Plano de negócios ajudará Codec a atrair indústrias para o Polo Têxtil Paraense

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Centro de Monitoramento Ambiental vai ajudar na preservação da Amazônia

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Escola mobiliza comunidade para o problema do lixo

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A importância da biomassa no Dia Internacional das Florestas

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Fotos Divulgação/FBB

Entidades sem fins lucrativos de todo o Brasil, da AméricaLatina e Caribe podem inscrever iniciativas até 31 de maio

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niciativas capazes de gerar soluções para desafios sociais podem se inscrever na 9ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social (2017), até 31 de maio. A participação é aberta a instituições sem fins lucrativos, como fundações, organizações da sociedade civil, instituições de ensino e pesquisa, legalmente constituídas no Brasil, de direito público ou privado, e que tenham sua iniciativa desenvolvida no País. Nesta edição, o Prêmio terá seis categorias nacionais: “Água e Meio Ambiente”; “Agroecologia”; “Economia Solidária”; “Educação”; “Saúde e Bem-Estar” e “Cidades Sustentáveis e Inovação Digital”. O primeiro lugar de cada uma das categorias será premiado com R$ 50 mil e as 18 instituições finalistas vão receber troféu e vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promovem o protagonismo e o empoderamento feminino vão receber um bônus de cinco por cento na pontuação total obtida. A novidade deste ano é a categoria internacional ” Água e Meio Ambiente, Agroecologia ou Cidades Sustentáveis”, destinada a iniciativas realizadas em um ou mais países da América Latina e do Caribe, e que possam ser reaplicadas no Brasil.

Durante o lançamento da 9ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social (2017)

Serão três finalistas – a vencedora será conhecida na premiação, em novembro. Todas as categorias são relacionadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS. Realizado a cada dois anos, o Prêmio é considerado um dos principais do terceiro setor no País. Este ano, o concurso tem a cooperação da UNESCO no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Representantes das experiências finalistas participarão também do Fórum Internacional de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (DF), em novembro deste ano, que contará com a presença de especialistas no tema. Entidades de tecnologias certificadas, integrantes do Banco de Tecnologias Sociais (BTS), também serão convidadas. O objetivo do encontro é debater o conceito de tecnologia social como instrumento do desenvolvimento sustentável. Para serem certificadas, as iniciativas precisam

ser reconhecidas como soluções capazes de causar impacto positivo e efetivo na vida das pessoas, já implementadas em âmbito local, regional ou nacional e passíveis de serem reaplicadas. As metodologias certificadas passam a integrar o BTS da Fundação BB, que tem 850 iniciativas. O banco é uma base de dados online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. No acervo, as experiências desenvolvidas por instituições de todo o País podem ser consultadas por tema, entidade executora, público-alvo, região, dentre outros parâmetros de pesquisa. O conteúdo está disponível também nas versões em inglês, francês e espanhol e pode ser consultado no celular, pelos sistemas operacionais iOS e Android. Os resultados de cada etapa do Prêmio serão divulgados no site da Fundação Banco do Brasil (www.fbb.org.br) e no BTS (tecnologiasocial.fbb.org.br).O regulamento e o procedimento de inscrição podem ser acessados no site: www.fbb.org.br/premio

A realização do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030

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As crianças e os Problemas Ambientais Texto * Reinaldo Dias Fotos Divulgação

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ois estudos divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) neste início do mês de março têm foco na relação das crianças com problemas ambientais. Os relatórios revelam que as doenças mais comuns que afetam as que têm menos de 5 anos – infecções respiratórias, malária e diarreia – se devem a ausência de água potável, saneamento básico e poluição do ar. De acordo com os estudos das 5,5 milhões de crianças com menos de 5 anos que morreram no mundo em 2015, 26% dessas mortes se devem a fatores ambientais. Os dados da OMS referentes ao Brasil afirmam que a quase totalidade da população brasileira tem acesso a esgoto sanitário, água potável e combustível limpo para as tarefas de casa. Essa informação, provavelmente, foi obtida dos dados oficiais que levam em consideração somente as áreas regularizadas das cidades. Se forem consideradas as áreas irregulares – onde se localizam as favelas, por exemplo – que é onde vive a população mais pobre, os dados seriam diferentes. Que determinados fatores ambientais afetam significativamente a saúde da população é fato reconhecido por inúmeros estudos. O que os relatórios da OMS trazem de novo é como são afetadas as crianças.

Doenças mais comuns que afetam as crianças com menos de 5 anos – infecções respiratórias, malária e diarreia

No caso brasileiro fica ainda mais evidente que poderiam ser adotadas medidas que permitiriam amenizar o problema. Considerar a população que vive em áreas irregulares como cidadãos que possuem direitos é um primeiro passo que poderia diminuir o acesso de crianças às áreas de risco, como esgotos a céu aberto e lixões que ainda permanecem nas grandes cidades brasileiras. A condição de irregulares não justifica a omissão do poder público de não oferecer água e saneamento básico de alguma forma. Outra medida que poderia ser adotada é a diminuição do uso dos combustíveis fósseis nos veículos, começando pelo transporte coletivo e de mercadorias que poderiam fazer uso de biocombustíveis, quer seja em sua totalidade ou num primeiro momento com adição de 50% de cada um. Melhoraria significativamente a poluição do ar nas grandes cidades. Os fatores ambientais que afetam as crianças dependem de ações governamentais que demandam urgência em função da realidade exposta nos relatórios da OMS. A questão de implementação de políticas públicas direcionadas ao reconhecimento do direito de água potável e saneamento básico das populações que vivem em áreas irregulares e a utilização do biodiesel dependem de tomadas de decisão no âmbito político. O problema que ocorre, de modo geral, é a ausência de criatividade e inovação por parte

A Cidade Limpa, empresa de proteção ambiental opera a +10 anos no Estado do Pará e está devidamente licenciada pelos órgãos competentes: SEMA, IBAMA, ANVISA, CAPITANIA DOS PORTOS, CREA-PA, Corpo de Bombeiros e Prefeitura Municipal de Belém. A empresa está apta a dar destinação final, de forma correta a resíduos industriais líquidos, pastosos e sólidos, além de resíduos hospitalares.

dos gestores públicos para solucionar esses problemas. A justificativa é sempre a falta de recursos financeiros ou a necessidade de regularização das áreas, que podem demorar anos. Nesses processos, muitas vezes, intermináveis, muitas crianças perecem. Soluções possíveis poderiam ser encaminhadas com o estabelecimento de parcerias com o setor privado responsável e as ONGs, bem como com a participação efetiva da população afetada mobilizada para implementação de negócios sociais com foco na solução dos problemas, que além de resolveram a questão, ofereceriam a perspectiva de um futuro mais sustentável às regiões menos favorecidas. (*) Professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, campus Campinas. Doutor em Ciências Sociais e Mestre em Ciência Política pela Unicamp. É especialista em Ciências Ambientais

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Ganância de felicidade, por que temos tantos desejos? Texto *Alvaro Fernando

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primeiro mês de 2017 está encerrado, você ainda se lembra dos desejos de começo de ano? Anestesiada a excitação da virada, como ficaram registradas em você todas aquelas mensagens recebidas? Compartilho algumas que recebi por WhatsApp: “que todos os desejos sejam realizados”, “um lindo e alegre ciclo de vida”, “todo o sucesso do mundo”, “que cada vez mais seus sonhos venham a se realizar” e “saúde, paz, dinheiro, música, viagens e tudo de melhor”, entre outras. Tenho um querido amigo que sempre me lembra a “equação” da felicidade: ela é a realidade subtraída da expectativa. Quando temos uma expectativa baixa, aumentamos a chance de nos satisfazermos com aquilo que encontramos. Uma percepção sábia sobre a vida! Essa adoração por “realizar os sonhos” em profusão, sentindo desejos que se transformam em realidade de forma sequencial e inesgotável, nunca foi uma boa pedida. A bem da verdade é que isso remonta ao processo de ganância que vivemos mundialmente na questão material – capaz de contaminar nossos conceitos de realização. Queremos uma vida repleta de felicidade. Tenho notado essa busca por aqueles que já possuem tudo para ser felizes, mas não percebem ou assumem isso. Sempre falta algo. Responda a duas perguntas: o que você precisa para ser feliz? Quando isso vai acontecer? Talvez perceba que não precisa de mais nada, precisa apenas mudar do modo “falta algo” para o modo “aproveitar”.

A adesão a trabalhos voluntários é uma tendência mundial, as pessoas fazem isso porque ajudar traz uma sensação de pertencimento e completude

As pessoas precisam “aceitar” que são felizes. Olhar no espelho e perguntar “o que mais eu posso querer para ser feliz?”. Note que você já tem tudo e mais um pouco. Perceber uma vida abundante é o que te move a agir livremente e, em grande parte dos casos, olhar em volta e ajudar os outros. A adesão a trabalhos voluntários é uma tendência mundial, as pessoas fazem isso porque ajudar traz uma sensação de pertencimento e completude. Para isso, é preciso que se abandone a ideia ultrapassada do “tudo de melhor” e “todo sucesso do mundo”. Esse caminho nos leva à ganância de felicidade, um sentimento de sofrimento e busca incessante do inalcançável

- cuja consequência é a desvalorização daquilo que já somos. Talvez você não precise conquistar tanto assim, não é mesmo? O ano só está começando, pense em aproveitar o tempo que é seu grande tesouro, sair da correria, desfrutar da intimidade dos amigos, acabar com a inibição de sentir-se livre e celebrar o seu contentamento. Você chegará a 2018 dizendo: que pena que 2017 já acabou! (*) Palestrante e consultor sobre comunicação. Autor do livro “Comunicação e Persuasão – O Poder do Diálogo”, premiadíssimo compositor de trilha sonora, vencedor de três leões em Cannes, duas medalhas em New York Festival e três estatuetas no London Festival.

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Biomas brasileiros – cultivar e cuidar Objetivo Geral da Campanha da Fraternidade 2017: Cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho

Fotos Divulgação

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primeiro relato da criação é realizado em sete dias (Gn 1,1-2,4a). Cada um dos seis primeiros dias Deus vai criando um elemento da natureza (Gn 1,3-24). O sétimo dia é descanso divino. O segundo relato destaca Deus providenciando a chuva e para a fecundação da terra, cria o homem e o coloca como guardião. A criação é obra prima das mãos de Deus (Salmo 8). O Papa Francisco na encíclica Laudato Si’ explica que “cultivar” quer dizer proteger, cuidar, preservar, velar. Implica uma relação de reciprocidade responsável entre o ser humano e a natureza. A criação pertence a Deus (Sl 24; Lv 25,23).

O homem, que é imagem e semelhança de Deus, recebeu a vocação de cuidar e guardar com atenção dos seres que dela fazem parte. Paulo VI iniciou a reflexão do magistério sobre ecologia em Octogesima Adveniens (AO 21). João Paulo II, na encíclica Centesimus Annus, pede atenção à preservação dos habitat naturais das diversas espécies animais ameaçadas de extinção deve ir de mãos dadas com o respeito pela estrutura natural e moral, da qual o homem foi dotado. Bento XVI apresenta a preocupação com ecologia humana e social. Em Caritas in Veritate recordou a urgência de uma solidariedade que leve a uma redistribuição mundial dos recursos energéticos, de modo que os próprios países desprovidos possam ter acesso a eles.

Propor novos métodos de produção das áreas ocupadas pelo agronegócio através da recomposição da vegetação original e de cultivo agroecológico. Motivar a recuperação das fontes de água potável, rios, lagoas e banhados através de políticas de despoluição, replantio das matas ciliares e redefinição de seu uso. Exigir políticas públicas para o controle de exploração e comercialização da água, com incentivo ao controle social.

Francisco na exortação apostólica Evangelii Gaudium afirma: Nós, seres humanos, não somos meramente beneficiários, mas guardiões das outras criaturas. Ele escreveu a primeira encíclica ecológica: Laudato Si’ que pede uma ecologia integral para vida do planeta (LS, 64; 222), dirigida para toda a humanidade.

A Páscoa é a reafirmação da nossa Fé!

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A Campanha da Fraternidade 2017 versa sobre quatro biomas brasileiros:

S E JA A U T O - S U S T E N T Á V E L E P R ODU Z A S U A P RÓ P RI A E N E R GI A !

Superar a ideia da Amazônia como terra a ser explorada. É preciso igualmente fortalecer as cooperativas, baseadas no agro-extrativismo que gera renda para muitas famílias. Fortalecer as políticas públicas por saneamento básico e transporte público de qualidade. A Caatinga é um bioma frágil. Melhorar o esgotamento sanitário. Ampliar o uso de cisternas para captação das águas da chuva e desenvolver a captação da energia solar e uso da energia eólica. No Cerrado fortalecer a agricultura familiar e a preservação e recuperação das frutas e das ervas medicinais. Reforçar a campanha: Cerrado, berço das águas: sem Cerrado, sem água, sem vida. Exigir controle mais rígido sobre o licenciamento de novos projetos de irrigação. Na Mata Atlântica exigir a recuperação das áreas degradadas do bioma, como as matas ciliares e nascentes. Pedir que as políticas de saneamento básico sejam implantadas em toda a área urbanizada e rural do bioma. Cuidar das nascentes e dos rios. Denunciar os projetos econômicos imobiliários em áreas de Preservação Permanente (APP). Incentivar o consumo de produtos agroecológicos e sustentáveis da Economia Solidária.

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Túmulo de Jesus na Igreja do Santo Sepulcro atrai centenas de milhares de visitantes à parte histórica de Jerusalém

“Túmulo de Jesus” restaurado é apresentado em Jerusalém

Durante décadas discordâncias entre diferentes confissões impediram obras em edícula que se acredita abrigar sepultura, na Igreja do Santo Sepulcro. Segundo líderes religiosos, reabertura é um presente para a humanidade

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recém-restaurado santuário que abriga aquele que se crê ser o túmulo de Jesus Cristo, em Jerusalém, foi apresentado recentemente, após meses de delicados trabalhos, e a tempo de receber os visitantes para a Páscoa. Líderes religiosos em trajes tradicionais, entre os quais o patriarca ortodoxo de Constantinopla Bartolomeu 1º, participaram da cerimônia ecumênica diante da elaborada edícula.

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Com sua cúpula em forma de cebola, a pequena capela em cujo interior a sepultura sagrada se encontra, sob uma placa de mármore, foi erguida em 1810. Erigida no século 12, a Igreja do Santo Sepulcro, na parte histórica de Jerusalém, conta entre os locais mais sagrados da cristandade. Lá Jesus haveria sido crucificado e sepultado, para depois ressuscitar – razão por que os cristãos ortodoxos a denominam Anastasis, Igreja da Ressurreição. Centenas de milhares de fiéis e turistas peregrinam

todos os anos até a edificação composta de numerosas pequenas capelas, igrejas e anexos. Agora anjos pairam sobre a entrada e uma figura do Cristo se alça aos céus, acima da qual estão gravados salmos e preces. “Este é um momento único para a cristandade”, comentou Antonia Moropoulou, diretora dos trabalhos de restauração. O patriarca ortodoxo grego Teófilo 3º de Jerusalém definiu a reabertura como “um presente não só para nossa Terra Santa, mas para todo o mundo”.

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Apostólica e Católica decidiram sobre o inicio dos trabalhos de manutenção da Capela do Santo Sepulcro. Além das Igrejas, o empreendimento com custo total de 3,7 milhões de dólares, contou com numerosos patrocinadores, sobretudo da Grécia e da Rússia. O rei Adullah 2º da Jordânia contribuiu pessoalmente com 100 mil dólares. Como parte das obras, em 26 de outubro de 2016 a placa de mármore sobre o túmulo foi retirada por 60 horas, pela primeira vez em 200 anos e a terceira em toda história. A operação visou a inspeção da superfície rochosa onde, segundo a tradição, o corpo de Jesus teria sido depositado.

Mosaico na Igreja do Santo Sepulcro

Polêmicas religiosas postergaram obras Em 1947, a capela foi reforçada com traves de aço, por ordens das autoridades do Mandato Britânico, a fim de conter os efeitos do terremoto de Jericó de 1927 e evitar o desabamento. Nas décadas seguintes a umidade e o calor das velas seguiram prejudicando o edifício.

No entanto não se realizou mais nenhuma obra, pois as diversas confissões religiosas envolvidas – tanto grego-ortodoxa, armênio -ortodoxa e católica ocidental como cristãos coptas, sírios e ortodoxos etíopes – não conseguiam acordar sobre um plano comum para a restauração. Em março de 2016, por fim, em negociações altamente confidenciais em Atenas, importantes representantes das Igrejas Ortodoxa Grega, Armênia

Sob esta placa de mármore, segundo a tradição, se encontra a sepultura de Jesus

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6º Anuário Mineral do Pará

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Fotos Paulo Lobo / Ascom Seduc, Ozéas Santos, S3A Fotografia

inda em comemoração aos 10 anos do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), seu presidente, José Fernando Gomes Júnior, lançou no dia 13 de março, o 6º Anuário Mineral do Pará 2017, com o tema “Mineração - Presente na nossa evolução”. O lançamento, na semana do Dia da Mineração, ocorreu no Espaço São José Liberto, com a presença de autoridades, empresários e fornecedores do setor mineral.

empreendimento que integra produtividade com respeito pelas pessoas e tecnologia com inteligência ambiental. No último mês de fevereiro saiu a licença de instalação para dois projetos grandes para mineração de ouro. Dos US$ 10,511 bilhões em exportações totais do Estado do Pará em 2016, as Indústrias de Mineração e Transformação Mineral responderam por 86,4% deste valor. Juntas, exportaram US$ 9,083 bilhões, fazendo do setor mineral o grande vetor de crescimento do comércio exterior paraense.

José Fernando Gomes Júnior, presidente do Simineral, fez a abertura do lançamento do anuário

Durante a abertura da solenidade festiva, José Fernando Gomes Júnior, o presidente do Simineral, disse que mesmo o País ainda sofrendo reflexos da crise econômica, o setor mineral tem bons motivos para comemorar, com grandes projetos e investimentos. “Costumo dizer que a crise é um aprendizado. Quem fez uma gestão séria e competente, reduziu seus custos, saiu na frente. O setor mineral no estado do Pará, hoje, tem investimentos previstos na ordem de 24 bilhões de dólares para até 2021”, enfatiza José Fernando, destacando ainda o saldo positivo: 281 mil empregos diretos e indiretos já foram gerados no estado. E, até 2021, serão necessários mais 91 mil postos de trabalho para expansão e abertura de novas minas que irão acontecer dentro do Pará. O presidente do Simineral relembrou ainda, que no final do ano passado foi inaugurado o S11D – maior complexo minerador da história da Vale, um

Durante a festiva grandiosa cerimônia, foram concedidas duas comendas: as premiações Comenda de Mérito “Minerador Honorário” e Título Honorífico “Minerador Destaque”, além dos lançamentos do 6° Concurso de Redação na Mineração, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), e o 5° Prêmio Hamilton Pinheiro de Jornalismo, por meio do Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor). Entre as novidades da noite, destacou-se o lançamento do Prêmio Comunicação Simineral, que abrange todo tipo de mídia, com publicações voltadas ao setor mineral no estado. A solenidade foi enlevada pela apresentação musical com apresentação das crianças e jovens do Programa Vale Música, que atende mais de 200 estudantes com idades entre sete e 21 anos, com o objetivo de promover a formação e profissionalização por meio da música.

Anuário Em edição bilíngue (português/inglês), 188 páginas, com tiragem de 10 mil exemplares impressos, o dobro das edições anteriores, que serão distribuídos de forma gratuita em escolas e bibliotecas públicas e na Casa da Mineração. “Esta edição do Anuário Mineral do Pará tem um capítulo especial sobre o pioneirismo da mineração, justamente reconhecendo aqueles que chegaram entre os anos de 1970 e 1980 e fizeram as pesquisas minerais que o setor está concluindo agora. “Tem ainda o capítulo das mulheres, que esse ano as trazem como as pioneiras, pois o capítulo em homenagem a elas já havia desde a edição passada, a diferença é que nesse ano é só com mulheres no pioneirismo”, enfatizou o presidente do Sindicato.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, representou o governador do Estado, Simão Jatene


José Fernando Gomes Júnior, presidente do Simineral, ressalta que o sindicato teve o desafio de fazer esta edição muito mais atrativa, focando na história da mineração e do Simineral nos últimos 10 anos. “Contém o grande legado que a mineração tem deixado no Pará, especialmente nos municípios onde atuamos, formando as pessoas, formando essa geração da mineração que eu costumo dizer. Além disso, os municípios onde há mineração são os que mais se destacam. Importante notar que há uma evolução da mineração junto com a legislação que vai sendo criada. Lá atrás não havia, por exemplo, EIA RIMA, audiências públicas, conselho estadual de meio ambiente com representação de toda sociedade, ONGs, OAB, entidades de classe laboral e patronal, que fazem análises das licenças ambientais para que os projetos possam atuar na região. A mineração é, portanto, cada vez mais sustentável e importante para a sociedade”, afirmou José Fernando. “Sem dúvidas esta é uma edição mais do que especial, e, por isso, escolhemos o tema ‘Mineração - Presente na nossa evolução’, para mostrar que a mineração está no dia a dia das pessoas e o quanto ela é importante para todos”, comemora o presidente do Simineral. A versão online do Anuário Mineral do Pará, pode ser acessada no portal do Simineral, através do endereço: simineral.org.br

Murilo Ferreira, presidente da Vale, recebeu a Comenda Minerador Destaque

Márcio Miranda, presidente da Alepa, recebeu a Comenda Mérito “Minerador Honorário”

Murilo Ferreira, presidente da Vale, recebeu o Título Honorífico “Minerador Destaque”

Homenagens

Durante a cerimônia de lançamento do 6º Anuário, foram concedidas as Comenda Mérito da Mineração e Título Honorífico “Minerador Destaque” às personalidades que mais apoiaram o setor mineral ao longo dos anos. Este ano os grandes homenageados foram o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), Márcio Miranda, com o Mérito da Mineração, e Murilo Ferreira, presidente da Vale, como Minerador Destaque. Murilo Ferreira foi nomeado diretor-presidente da Vale em maio de 2011. Possui mais de 35 anos de experiência no setor de mineração e iniciou sua carreira profissional na Vale em 1977 como analista financeiro e econômico. É membro do CEO Advisory Board do Massachusetts Institute of Technology (Instituto de Tecnologia de Massachusetts - MIT), do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República e integrante do Brazil-Japan Wise Men Group.

Autoridades durante a abertura da solenidade festiva do lançamento do anuário

A conselheira Lourdes Lima, presidente do TCE, saúda o presidente da Alepa

Murilo Ferreira, contribuiu muito para o setor no Pará, sendo um dos idealizadores do Projeto Paragominas e quem implantou o projeto S11D no estado. A Comenda de Mérito “Minerador Honorário” foi entregue ao presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Márcio Miranda – ineditamente, pelo terceiro biênio consecutivo, presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). Márcio Miranda é capitão reformado da Polícia Militar e médico cirurgião geral. O deputado Márcio

Miranda, recebe a honraria por toda parceria, diálogo e contribuição com o setor e ter sempre atuado como interlocutor no diálogo com o Governo Estadual.

O presidente do Simineral homenageia o presidente da Alepa


Menção honrosa para a comunidade libanesa, pelos mais de 100 anos no Pará

Menção honrosa à Mineração Buritirama, com 15 anos de operação em Marabá, no Pará

Sinobras, também foi homenageada com Menção honrosa. Tem 10 anos de operação no estado e com forte atuação na verticalização da produção mineral

São José Liberto, recebeu Menção honrosa pelos 15 anos de fundação e ser grande parceiro do setor mineral

Menção honrosa Ainda na festa de lançamento do Anuário, foram concedidas menções honrosas para a comunidade libanesa, pelos mais de 100 anos no Pará; para o Espaço São José Liberto, pelos 15 anos de fundação

e ser grande parceiro do setor mineral; Mineração Buritirama, com 15 anos de operação em Marabá, no Pará, empresa de manganês, inclusive com matéria especial no Anuário; e a Sinobras, uma empresa do

setor, também sediada em Marabá, com 10 anos de operação no estado e com forte atuação na verticalização da produção mineral, na fabricação de cabos de aço, pelos 10 anos de operação no estado.

Anuarinho Entre as novidades, destaca-se o lançamento do Anuarinho, que ganhou mais vida, (anteriormente era feito uma publicação dentro do Anuário e agora é um livro a parte), apresentado em formato de livro e separado trazendo a Dorinha – uma mineradora infantil, abordando tópicos da história da mineração, para incentivar, por meio de histórias ilustradas e jogos, a formação de gerações futuras da mineração no Pará.

Durante o lançamento do Concurso de Redação em parceria com a Seduc

Anuário ganhou versão infantil com personagem Dorinha

6° Concurso de Redação na Mineração Lançado durante a solenidade, já estão abertas as inscrições para a sexta edição do Concurso de Redação SimineralSeduc, com o tema “Mineração –Presente na nossa evolução”. Podem participar estudantes do Ensino Fundamental e Médio, que terão a oportunidade de conhecer de que forma a mineração está presente no dia a dia de cada um deles. Para confirmar a inscrição, basta acessar o site da secretaria (www.seduc.pa.gov.br). A parceria entre a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e o Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral) tem como foco a aprendizagem de conteúdos e desenvolvimento cognitivo dos estudantes da rede pública. “Essa parceria é fundamental para o desenvolvimento do Estado, porque estamos fazendo a geração da mineração acontecer aqui no Pará”, afirmou.


Parlamentares entregaram diploma de Mérito Cabanagem, oferecido pela Alepa ao presidente da Vale, Murilo Ferreira

José Fernando Gomes Júnior, presidente do Simineral, com o caprichado 6º Anuário Mineral do Pará

Prêmio Simineral de Comunicação Dando prosseguimento às comemorações dos 10 anos do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), o Prêmio Simineral de Comunicação foi lançado junto com o Anuário Mineral do Pará e, agora, várias categorias profissionais podem participar, como publicitários, social medias, relações públicas, produtores de vídeos, designers gráficos, fotógrafos, multimídia e jornalistas de todo o Brasil. O Prêmio Hamilton Pinheiro de Jornalismo continua, como uma categoria, além do Prêmio Simineral de Conteúdos Digitais e da homenagem especial ao Comunicador do Ano. Em conjunto com o Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará (Sinjor), o Prêmio Hamilton Pinheiro de Jornalismo chega a sua quinta edição, premiando as melhores matérias veiculadas na imprensa brasileira sobre o Lançamento do Prêmio desenvolvimento do Pará por meio da mineração. Segundo o presidente do Simineral de Comunicação Simineral, José Fernando Gomes Júnior, “o Prêmio Simineral de Comunicação foi criado para estimular não só jornalistas a contarem sobre o crescimento econômico, produção, sustentabilidade, projetos sociais, geração de emprego e renda, exportação, filantropia, dentre outros projetos da mineração, como também vários outros profissionais, principalmente os que produzem conteúdos digitais, e assim tornar o setor mais conhecido e próximo da população”. A ficha de inscrição e todas as informações sobre a premiação estão disponíveis no site do Simineral: www.simineral.org.br.

Espaço São José Liberto, lotado com autoridades, empresários e fornecedores do setor mineral

Fabrízio Guagliannone, diretor do Sebrae Pará

Raul Porto, gerente do IBRAM Amazônia

A bela apresentação do Coral do Programa Vale Música

Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral) End: Travessa Rui Barbosa, 1536; Nazaré-Belém-Pará CEP: 66055-260 Fone: (91) 3230-4055 simineral@simineral.org.br


Projeto da Fepasa apresentado a gestores e setor produtivo do Pará

Texto Valéria Nascimento Fotos Ascom Sedeme

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mpresários, industriais, prefeitos, dirigentes de entidades de classe e secretários de Estado lotaram o 9º andar da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa),recentemente, para conhecer os detalhes técnicos do projeto da Ferrovia Paraense (Fepasa). O encontro foi conduzido pelo titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki, que preside o Comitê Gestor de Parcerias Público-Privadas do Estado do Pará e está à frente das interfaces com os atores do maior projeto em curso hoje no estado. A proposta de implantação da ferrovia paraense partiu da iniciativa privada ainda em 2015, quando a empresa Pavan Engenharia solicitou do Estado autorização para realizar os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para implantação do novo modal de transporte. Após 16 meses, os levantamentos estão sob aprovação da Sedeme. O projeto prevê a construção de 1.316 quilômetros de ferrovia que passarão por 23 municípios, interligando o Pará de norte a sul. Maurício Girardello Filho, da Pavan Engenharia, afirmou que o empreendimento conectará a cidade de Barcarena à Santana do Araguaia, prevendo a geração de 38 mil empregos diretos e indiretos durante a execução da obra, cujo custo está avaliado em 14 bilhões de reais. “Estamos cada vez mais próximos de termos um corredor viário competitivo, que será estruturante para

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O presidente do Sindicado das Indústrias da Mineração (Simineral), José Fenando Gomes, destacou que a ferrovia é vital para a competitividade dos negócios no Pará

o Pará e para o Brasil”, frisou o secretário Adnan Demachki, acrescentando que o importante, nesse momento, “é ter visão e clareza do que queremos e, sobretudo, garantir transparência no que fazemos”. O secretário estadual de Transportes, Kleber Menezes, que tem assento no Comitê Gestor de PPPs, avaliou positivamente a condução das etapas necessárias para a materialização do projeto da ferrovia. “O proponente privado fez um investimento pesado na concepção dos estudos, um trabalho extremamente denso, volumoso, que dá o primeiro dos suportes, que é a viabilidade técnica, para um projeto desse porte”, afirmou, referindo-se à empresa Pavan Engenharia. “O secretário Adnan Demachki nos mostrou todos os passos que o Estado tem dado para alicerçar esse projeto.

Mais do que um facilitador, o governo é protagonista desse empreendimento na medida em que ele o prioriza, assumindo a necessidade de desapropriações no traçado - a serem custeadas com recursos privados,

Implantação da ferrovia paraense, sonho saindo do papel...

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Estamos em sintonia com a Sedeme, colocando nossas instalações e nossa expertise a serviço desse projeto”, declarou o vice-presidente da Fiepa, José Maria Mendonça

é claro - e prioriza a consolidação de um ambiente seguro e atrativo para que empresas possam se unir ao projeto da ferrovia, e isso também já é uma realidade”, assinalou Kleber Menezes, citando o interesse de grandes grupos empresariais em se apropriarem da ferrovia para o transporte de suas cargas com vistas ao mercado global. Na ocasião, executivos de empresas como a Irajá Mineração, Cevital e Alloys Pará apresentaram ao governo do Estado compromissos de carga, empenhando-se a transportar milhões de toneladas de minério de ferro, de aço e seus derivados pela ferrovia. Prefeitos de 12 municípios por onde a ferrovia passará também autorizaram o trânsito dessa carga em suas circunscrições. ”Vimos aqui empresas do agronegócio e da mineração declarando que querem se utilizar da ferrovia para o transporte de suas cargas. Isso é mais uma prova concreta que fomos precisos ao apostar no desenvolvimento deste projeto”, avaliou o titular da Setran. O presidente do Sindicado das Indústrias da Mineração (Simineral), José Fenando Gomes, destacou que a ferrovia é vital para a competitividade dos negócios no Pará. “Para nós, do setor da mineração, é de fundamental importância que esse projeto saia do papel, como bem frisou o secretário Adnan Demachki, e para isso é preciso que as entidades, o governo e o setor privado se unam”, conclamou, salientando que os estudos de

viabilidade identificaram as 26 principais ocorrências de minérios no território paraense. “Foi um trabalho muito bem feito pela Sedeme e as empresas que detêm a exploração dessas ocorrências minerais estão presentes nesta reunião. O Simineral está de portas abertas para recebê-las para que, juntos, possamos fortalecer o setor e fazer dele o que sempre sonhamos”, concluiu. “A ferrovia é um sonho antigo da Fiepa, ela integra o Estado e é um esteio para o Programa Pará 2030, que eu costumo dizer que é de toda a sociedade paraense e não apenas do governo. Estamos em sintonia com a Sedeme, colocando nossas instalações e nossa expertise a serviço desse projeto”, declarou o vice -presidente da Fiepa, José Maria Mendonça. Para o presidente da Associação Comercial do Pará (ACP), Lúcio Fábio Costa, o evento da noite desta segunda-feira mostrou a força da iniciativa e a forte adesão da sociedade paraense ao projeto da ferrovia. “Aqui há um público seleto capaz de dar sustentação concreta para um projeto como esse, que é maravilhoso. É uma oportunidade que o Pará tem de pensar sua logística em longo prazo. Hoje mesmo investidores já se comprometeram com a proposta que, acredito, constitui um importante corredor de escoamento para o Brasil a partir da região Norte, considerando um complexo de portos que temos estrategicamente dispostos, sem falar nos que ainda serão instalados a partir disso”, afirmou Fábio Lúcio.

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“Estamos cada vez mais próximos de termos um corredor viário competitivo, que será estruturante para o Pará e para o Brasil”, frisou o secretário Adnan Demachki

O evento foi na Federação das Indústrias do Pará (Fiepa)

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O secretário estadual de Transportes, Kleber Menezes, que tem assento no Comitê Gestor de PPPs, avaliou positivamente a condução das etapas necessárias para a materialização do projeto da ferrovia

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programa “TAP Portugal Stopover”, convida os passageiros com destino final além Portugal, na Europa ou África, a desfrutar dos encantos de Lisboa, Porto, Madeira, Açores ou Faro, por até três dias. Estadias em diversos hotéis a preços diferenciados e uma série de benefícios exclusivos, tudo isso sem nenhum custo adicional na tarifa. Vantagem que vale tanto para classe executiva como para a classe econômica. A criação deste novo produto destaca as duas cidades portuguesas como excelentes destinos turísticos e aposta nos fatores que mais as diferenciam de outras localidades: clima e luz, história e cultura, tradição e modernidade, hospitalidade e diversidade.

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Stopover, uma experiência surpreendente Lisboa - Monumento aos Descobrimentos

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Porto

Os arredores de Lisboa também têm muito a oferecer, não se pode deixar de citar as maravilhas de Sintra, Óbidos entre outros. A companhia associouse a uma rede de mais de 150 parceiros, que garantirão aos clientes Stopover vantagens diferenciadas desde preços acessíveis em hotéis, oferta de uma garrafa de vinho em restaurantes e experiências gratuitas, como passeios de tuk tuk, visita a museus, observação de golfinhos no Sado e degustações da culinária portuguesa. A TAP também oferece um aplicativo gratuito disponível através da Apple Store ou da Google Play, no qual o passageiro Stopover recebe um cartão virtual para apresentar aos parceiros e obter todos os benefícios. Este aplicativo é também uma forma de conhecer e ajudar o cliente, funciona como guia de viagem, além disso permite compartilhar com amigos nas redes sociais as experiências vividas. Com o lançamento deste produto a TAP deseja que seus clientes tenham uma experiência adicional e inesquecível, onde Lisboa - Torre de Belém

Vista aérea de Sintra

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poderão visitar, no mínimo, duas cidades de uma só vez. Vale ressaltar a comodidade e a conveniência que a TAP já oferece aos brasileiros ao voar de Norte a Sul do país, saindo de 10 cidades com mais de 65 voos semanais. (*) Nosso diretor viajou a convite da TAP

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Quais os benefícios? O Portugal Stopover consiste na possibilidade de na mesma viagem, ter dois destinos pelo preço apenas de um, usufruindo de até 3 dias, em uma estadia em Portugal (Lisboa, Porto, Madeira, Açores ou Faro). As rotas elegíveis são as viagens intercontinentais de ida e volta, com paragem em Lisboa ou no Porto. A viagem não poderá ser open-jaw, deste modo a viagem de regresso deverá ser para a mesma cidade de origem. O Portugal Stopover é um produto online que se encontra acessível na página principal em flytap.com, através do Menu de pesquisa de voos, selecionando a opção “Stopover”. E está igualmente disponível através de uma pesquisa de voos e, desde que seja uma rota elegível, surgirá um banner a informar o Cliente que este produto está disponível. Poderá também marcar o Portugal Stopover através da barra de pesquisa de voos em portugalstopover.flytap.com Atenção, só é possível fazer um Stopover quando for uma viagem de ida e volta. O Portugal Stopover apenas pode ser utilizado em uma das partes da viagem de ida e volta, ou seja, ou apenas na partida ou então no regresso. Com o Portugal Stopover você irá se beneficiar de dois destinos pelo preço de um. Dependendo da cidade do seu Stopover, poderá usufruir de vantagens únicas, como uma experiência gratuita. Além do mais, irá usufruir de preços exclusivos nos Hotéis (havendo inclusive uma informação/selo, de tarifa especial) e nos restaurantes parceiros, receberão gratuitamente uma garrafa de vinho. Também poderão usufruir de descontos em vários outros parceiros. Lisboa, Porto, Madeira, Açores ou Faro podem ser a ponte para o seu destino final! Voe com a TAP e aproveite as vantagens de fazer uma pausa a meio caminho, com tudo o que este país tem de melhor! Mais informações, acesse: http://www.flytap.com/Brasil/PTBR/stopover e se encante com Portugal. Pará+

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A Quaresma na Ilha de São Miguel nos Açores Texto *Anete Costa Ferreira Fotos Divulgação

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ecorria o ano de 1522, quando no dia 22 de Outubro, na Vila Franca do Campo – a primeira capital de São Miguel - no Arquipélago dos Açores, foi abalada por forte tremor de terra, seguido de erupções vulcânicas, colocando a população em polvorosa. Dos quatro mil e quinhentos habitantes sobreviveram apenas quinhentos. Passados aproximadamente quarenta anos, eis que em 1563, outro vulcão surgiu na Ilha Lagoa do Fogo com efeitos catastróficos deixando um rastro de tristeza na população. A Igreja atribuiu os cataclismas naturais como punição divina pelos pecados do Homem. É a ocasião em que o Frei Afonso de Toledo e os sacerdotes locais convencem o povo à prática da devoção e procissões marianas, passando os fiéis a peregrinar pelas capelas, igrejas e ermidas da Ilha, rogando protecção à Virgem e intervenção divina para a solução de seus males e aflições. Os habitantes das outras Ilhas aderiram a ideia, reunindose em grupos compostos unicamente de homens, e a cada Quaresma visitam os templos em homenagem à Nossa Senhora, durante sete semanas, iniciando-se no primeiro sábado à noite ou no domingo pela manhã, No primeiro sábado da Quaresma e na QuintaFeira Santa, 2500 homens em penitência nas estradas da maior ilha do arquipélago

Reverenciando a Quaresma da Ilha de São Miguel nos Açores

terminando a penitência religiosa no fim de cada semana. Ultimamente, as Ilhas Terceira e Graciosa começam timidamente a realizar pequenas romarias, em moldes idênticos. Os fiéis, em grupos saem semanalmente das suas habitações em dezenas, ordenados em filas. Compõem-se de velhos, jovens e garotos acima dos 9 anos de idade, pertencentes as mais variadas classes sociais, atingindo até dois mil romeiros por ano. Outrora, chamavam para as igrejas e ermidas que encontravam no percurso, de “Casinhas de Nossa Senhora”. Os devotos caminham rezando em voz alta o Padre Nosso e Ave Maria. Para enfrentarem o Inverno levam xailes, de preferência nas cores marrom ou preto, como de praxe. Abrigam-se do frio e do vento, cobrindo os ombros e a cabeça com os lenços, conduzem nas costas a cervadeira (saco) com poucos alimentos, e no peito usam o tradicional bordão. Cada conjunto é orientado por dois “Guias”, ladeados por uma criança que conduz um crucifixo de madeira medindo 20cm.de altura; há o “Procurador das Almas”, a quem cabe receber os pedidos das orações em favor das almas dos fiéis defuntos, quando passam

pelas povoações. Existem, ainda grupos que possuem “Mestres”, “Ajudantes”, “Oradores” e “Contra Mestres”, com funções específicas para atender os católicos. Ao passarem por igreja ou ermida, entoam o hino da Ave- Maria, realizando a cerimônia própria da Entrada, louvando a padroeira Nossa Senhora ou a Cruz. No interior do templo acompanham a missa solene, e ao sair cantam hinos e recitam versos próprios da despedida. Quando encontram os templos fechados, rezam em pé, seguindo a entoação do Hino de Saída. Ao anoitecer, os fiéis são convidados pelas famílias residentes no percurso para tomar banho, jantar e dormir. Antes porém, os peregrinos têm seus pés lavados em conjunto, ato alusivo ao que Jesus Cristo fez na última Ceia. Quando são muitos repartem-se no Salão Paroquial, Casa do Povo ou residências particulares dos moradores locais. Ao alvorecer, prosseguem a caminhada devota e piedosa numa manifestação autêntica de fé perpetuada pelo povo, reverenciando a Quaresma da Ilha de São Miguel nos Açores. (*) Correspondente em Portugal

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Mulheres empreendedoras no Brasil A presença feminina no empreendedorismo está ficando cada vez mais forte Mulheres empreendedoras

Os desafios do empreendedorismo feminino no Brasil

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diferença salarial entre homens e mulheres no mercado de trabalho sempre assustou – e ainda assusta. Homens chegam a ganhar salários até 30% maiores para realizar as mesmas tarefas. Executivas recebem, em média, 74,5% do rendimento de seus pares engravatados – segundo pesquisa mais recente disponível, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2014. E o futuro não parece promissor: de acordo com dados do Fórum Econômico Mundial (FEM), mantida a velocidade em que a diferença cai anualmente, as mulheres só verão a igualdade chegar em 2095. Para se ter ideia do tamanho do problema, o Brasil ocupa, atualmente, o 85º lugar entre

145 países monitorados pelo FEM quando o assunto é igualdade de gênero na economia. Quem lidera o ranking? Islândia, Noruega, Finlândia e Suécia. Em 35º está a Argentina, e a Venezuela aparece na 78ª posição. Ainda segundo o Fórum, a igualdade de gênero seria capaz de aumentar o PIB global em cerca de 12% – algo como US$ 12 trilhões. Com esse cenário sob perspectiva, o PayPal Brasil encomendou uma pesquisa inédita sobre empreendedorismo feminino no País. Os dados foram tabulados pela empresa especializada em big data, MeSeems, que ouviu 515 mulheres a partir dos 18 anos de idade em todas as regiões do Brasil e de todas as classes sociais – entre os dias 15 e 23 de setembro, p.p.

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Embora o papel das mulheres empreendedoras no Brasil venha crescendo, os desafios do empreendedorismo feminino ainda são muitos. As conquistas são graduais, mas ainda existem barreiras a serem quebradas como, por exemplo: *Baixa autoconfiança e crença em seu potencial empreendedor *Falta de apoio de familiares *Barreiras em um ambiente predominantemente masculino *Discriminação de gênero *Dupla jornada de trabalho das mulheres *Muito embora muita gente acredite que a questão do empreendedorismo feminino já tenha sido totalmente absorvida pela sociedade moderna, a verdade é que ainda existem muitos desafios e barreiras a serem vencidas.

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Gabriela Szprinc, head de Pequenas e Médias Empresas (SMB) do PayPal Brasil

“Os números da pesquisa são bastante interessantes e revelam o quanto ainda precisa ser feito para que as mulheres se sintam seguras para empreender”, diz Gabriela Szprinc, head de Pequenas e Médias Empresas (SMB) do PayPal Brasil Das 515 entrevistadas, 54% disseram não ter empreendimento/negócio próprio; e 46% já são empresárias. Dentro do universo pesquisado, 48% das mulheres dizem trabalhar menos de 40 horas por semana; 27%, mais de 40 horas; e 25%, exatamente 40 horas semanais. Questionadas sobre como se posicionam quanto ao empreendedorismo, as mulheres entrevistadas se dividiram: 22% disseram já ter comércio online (e-commerce); 21% garantem que pretendem abrir um e-commerce; 32% chegaram a abrir um comércio online, mas não conseguiram se manter; e 25% pretendem abrir um ecommerce e já iniciaram o planejamento do negócio. Quando a pesquisa se aproxima apenas do universo das já empreendedoras, fica-se sabendo que 20% delas têm comércio de artesanato; 18%, cosméticos e produtos de beleza em geral; 15%, roupas; 11%, alimentos; 8%, joias e bijuterias; 4%, calçados; e 3%, serviços de corte e costura. Por que abriram negócio próprio? Para 21,4% das mulheres entrevistadas, foi uma maneira de complementar a renda; para 14,4%, trata-se da oportunidade de ganhar mais dinheiro; outras 11,3% imaginam que conquistarão a independência financeira; e

Emponderadas Um ponto que chamou a atenção do MeSeems diz respeito aos motivos que levaram as empreendedoras a abrirem suas empresas: para 51,7%, o objetivo de empreender foi “ter orgulho de mim mesma”; já 47,4% citaram “mais equilíbrio e liberdade para ficar com a família”; e 46,9%, “serei bem-sucedida financeiramente”. Para 4,8%, é uma “contribuição para a minha indústria”; e 5,7% queriam “se tornar famosas”. Já os maiores medos das mulheres pesquisadas (tanto as que têm empresa própria quanto as que não têm) são “não obter lucro” (45,5%); “ficar sem dinheiro” (39,3%); “demorar para ter lucro” (38,8%); e “correr riscos” (32,5%). Cerca de 31% temem passar por “instabilidade financeira”; e 30,3% têm medo de “cometer erros” na gestão do negócio. “É necessário oferecer mais suporte em cada uma das etapas desse processo, para alavancar o índice de êxito e impulsionar o empoderamento da mulher”, comenta Flavia Cruz, gerente de Atendimento do MeSeems. 8,9% estavam fora do mercado de trabalho quando resolveram empreender. Somente 7,4% acreditaram que seriam muito bemsucedidas; 5,8% queriam ter mais controle sobre a própria vida; e outras 5,8% seguiram sua paixão. Em ritmo de “one woman band”, o MeSeems perguntou às entrevistadas que áreas da empresa são tocadas apenas por elas ou por terceiros. As respostas mostram como ainda há bastante margem para a criação de serviços dedicados a esse setor da economia.

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A área jurídica é responsabilidade única e exclusiva de 40,1% das pesquisadas (43%, “eu, com a ajuda de outra pessoa”); Contabilidade, 29,1% (41,4%, idem); Website, 29,5% (41,8%, idem); Plano de negócio/marketing/estratégia, 33,8% (59,5%, idem); Gestão bancária/financiamento, 48,1% (42,2%, idem); e e-commerce, 41,8% (49,4%, idem). Quando precisam de ajuda externa para “tocar” a empresa, a maioria (65,8%) realiza pesquisa própria; 51,5% procuram o Sebrae; e 45,1% vão em busca

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Estudo MeSeems/PayPal ouviu mulheres em todas regiões do País e traz uma revelação: mais de 75% das entrevistada que já empreenderam se dedicam, única e exclusivamente, ao e-commerce

de amigos que já passaram pelas mesmas dificuldades. Apenas 19,4% procuram empresas de serviços profissionais; e 10,1%, organizações governamentais. Também entre as pesquisadas que mantêm negócio próprio, 75,7% só contam com loja online (e-commerce); 24,3% têm loja física com apoio de e-commerce. A pesquisa questionou as mulheres que ainda não abriram negócio próprio sobre a possibilidade de virem a fazê-lo: 27,4% disseram que pretendem se aventurar no universo das PMEs daqui a 1 ou 2 anos; 22,4%, entre 1 e 6 meses; outras 21,5% dizem que tentarão abrir seu negócio daqui a 6 meses ou 1 ano. Cerca de 10% querem fazer isso em até 1 mês; e outras 11% não sabem se terão coragem para empreender.

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Alexandre Carvalho, presidente do Sindopar, apresentando o 4º Anuário dos Operadores Portuários do Estado do Pará

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Dados do setor portuário estão consolidados no 4º Anuário dos Operadores Portuários do Estado do Pará 2016/2017 Fotos Thiago Queiroz

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o acumulado dos últimos quatro anos, os portos públicos paraenses movimentaram 3 bilhões de reais de cargas, mais de R$ 670 milhões de reais somente no ano de 2016. Mesmo num ano difícil em diversos segmentos da economia, o que impactou diretamente na diminuição do volume de importação exportação, os portos de Vila do Conde, Miramar, Santarém, Belém e Outeiro movimentaram mais de 19 milhões de toneladas de produtos, principalmente de alumínio, animais vivos, caulim e produtos químicos inorgânicos. Os dados foram compilados pelo Sindicato dos Operadores Portuários (Sindopar) e estão no 4º Anuário dos Operadores Portuários do Estado do Pará, lançado em uma noite de festa na Fábrica 242. Desta vez, a publicação que já se tornou uma tradição no meio empresarial trouxe os dados da movimentação de cargas no ano passado e dos últimos quatro anos ao lado de reflexões feitas por especialistas, autoridades e acadêmicos. 24

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“Entre tantas opiniões, pode-se dizer que os entrevistados são unânimes em relação ao talento do Pará para o transporte de cargas hidroviário e de sermos uma solução logística para o país”, afirma Alexandre Carvalho, presidente do Sindopar. De acordo com Carvalho, a publicação contribui para atrair investimentos e mostrar a importância das atividades portuárias na economia paraense. “Nós nos esforçamos para trazer informações que deixam mais transparente o trabalho realizado nos portos, que geram riquezas e rendas no Pará. Mas muito ainda tem que ser feito. Acreditamos que o Pará pode se tornar o principal corredor logístico do país, mas para isso é necessário muito trabalho e esforço, e a sociedade tem papel fundamental nesse processo, pois é dela que será o principal legado dessa conquista”, disse o presidente da entidade. Assuntos como o desenvolvimento do Arco Norte, a importância da implementação de obras de infraestrutura e à segurança na navegação permeiam a literatura. O livro bilíngue também apresenta gráficos e tabelas com informações privilegiadas da movimentação de cargas nos portos paraenses, que muito

interessa a empresários e investidores que pretendem tornar o Pará o seu corredor para cabotagem e exportação para os principais mercados consumidores do planeta.

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Lançamento A festa de lançamento também prestou homenagens a diversas personalidades que atuam no setor portuário do Pará e do país. A honra do mérito portuário foi entregue a 26 personalidades e autoridades escolhidas em Assembleia Geral Extraordinária em reconhecimento àqueles que de alguma forma contribuíram para o desenvolvimento da navegação, abrangendo também o transporte de passageiros. Dentre os presentes , Flávio Acatauassu, diretor técnico do Movimento Pró-Logística do Pará (MPL-PA) , e seu pai, Carlos Acatauassu, empresário de longa carreira no setor portuário, inclusive já tendo sido presidente da Companhia Docas do Pará nos anos 1990. Flávio considera Adalbero Tokarski, diretor-geral da Agência o anuário como guia fundamental para quem quiser entrar no ramo.“Tem tudo Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que facilita a quem pensa em entrar no setor logístico, de navegação e atividafoi homenageado com a principal comenda o Troféu Zezinho Canto. Na foto entre Alexandre de portuária, já que possui informações precisas, mostra onde investir e como Carvalho e Renato Pinto investir, além de matérias e editoriais que nos mantém sempre atualizados”, afirma. Seu pai, por sua vez, foi uma das 26 personalidades que receberam o Homenagens Especiais troféu de mérito, por ter desenvolvido trabalho há décadas que hoje impacta diretamente na movimentação da área. “Em 1995, fizemos negociações que Sergio Aquino – Presidente da FENOP Federação Nacional dos permitiram que o Porto de Vila do Conde poderia ser a oportunidade de exOperadores Portuários; Joaquim Passarinho – Deputado Federal; pansão do Pará. Hoje, é de carga geral, contêiner e todo tipo de mercadoria, Lucio Vale – Deputado Federal; Marcio Miranda – Presidente ALE- diferente das limitações da época”, lembra. Para o presidente da Fenop, Sérgio PA; Fábio Lucio Costa – Presidente ACP; Maurício Quintella Lessa– Aquino, ser um dos homenageados da noite foi uma surpresa. “Vivemos um Ministro do Transporte, Portos e Aviação Civil, Representado pelo momento muito importante, com a ampliação das atividades portuárias e a fleSr. Erick Moura de Medeiros – Diretor de Infraestrutura Aquaviária xibilização dos terminais, e a expectativa para 2017 é que o setor possa reagir do DNIT; Helder Zahluth Barbalho – Ministro da Integração Nacio- junto à economia nacional”, destaca. Além desses, o Sindopar entregou placas nal, Representado pelo Sr. Rodrigo Mendes – Secretário Nacional a seis homenageados considerados especiais agraciados pelas contribuições e de Política Portuária. apoio ao setor, incluindo autoridades do legislativo e executivo, como ministros os ministros Helder Barbalho, Ministro da Integração Nacional e Maurício Quintella, Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil. A principal comenda, o Troféu Zezinho Canto foi entregue ao atual Diretor Geral da ANTAQ, a Adalberto Tokarski, pelo trabalho que vem sendo exercendo na agência reguladora a qual o sindicato mais se reporta. Para o setor, o lançamento também significou a comemoração pela boa expectativa para a movimentação de cargas no Pará neste ano. “As perspectivas para 2017 são boas, em determinados aspectos muito boas, digo isto principalmente em termos de capacitação, já que estamos em pleno vapor e andando muito bem e rapidamente com o processo do SENAP que será Autoridades e personalidades homenageadas com o Mérito Portuário o Serviço Nacional de Aprendizado Portuário, no mesmo molde do SENAC e do SENAI”, antecipa sobre a iniciativa que será desenvolvida pela FeAlexandre Araújo – Presidente da ASPLAM e Diretor Executivo do MPL-Pará Movideração dos Operadores Portuários (FENOP). mento Pró-Logistíca Pará; Antonio Carlos Sepulveda – CEO Santos Brasil; Representado pelo Sr. Ricardo Molitzas – Diretor Executivo de Operações da Santos Brasil; Antonio Marcos Campos Lima – Auditor Fiscal da Receita Federal – Inspetor da Alfândega SINDOPAR do Porto de Belém; Carlos Acatauassu – Engenheiro Civil & Ex presidente da CDP, Ex Presidente da CPH e Ex presidente ARCON; Carlos Frisoli – Conselheiro FENOP; DilerO Sindicato dos Operadores Portuários do Pará mando Dantas Jr – Diretor do grupamento fluvial;Erick Moura de Medeiros – Direfoi fundado em 1993 por força da Lei 8.630 do tor de Infraestrutura Aquiviária do DNIT;Fabio Lucio Costa – Presidente da ACP e da mesmo ano, com o objetivo de defender os inteFACIAPA;Fernando Fialho – Ex Diretor Geral da ANTAQ, Diretor Presidente da Modal resses dos Operadores Portuários do Estado do Consult;Hilton Celson Benigno de Souza – Coronel da Policia Militar e Subsecretário Pará. De lá para cá, o sindicato conquistou mude Segurança Publica do Estado do Pará; Representado pelo Coronel Reginaldo Pidanças históricas, impondo a importância das nheiro;João Emmanuel Poggi De Lemos Neto – Consultor Sindop – PE; Linésio Gomes operações portuárias como solução logística no Barbosa Junior – Presidente da Cooperativa de Práticos UNIPILOT; Marcos Antônio Estado e no país. Desde 2013, o sindicato investe Lins Siqueira – Presidente SINDOP PE;Miguel Fortunato Gomes dos Santos Junior – no Anuário como ferramenta de comunicação Coordenador Geral da Administração Hidroviária da Amazônia Oriental - AHIMOR; com a sociedade. A intenção era desde sempre Miguel de Jesus Salgado – Praticagem da Barra do Pará; Plinio Brayner Plinio Neto – proporcionar uma literatura acessível não só Capitão de Mar e Guerra - Ex comandante da Sinalização Náutica; Representado por para o setor, mas também para a sociedade em João Bittencourt; Querginaldo Alves de Camargo - Diretor Executivo OGMO Santos; geral. “Nele dispomos a estatística do setor, núRamiro Fernandes Nazaré – Economista, Professor e Escritor Roberto Teller – Presimero a número, mostrando o tipo de carga que dente da SOPESP; Ronaldo Lopez Garcia – Consultor SINDOP/PR; Silvio Lobato – Gesmovimentamos, os volumes dos últimos anos, tor Executivo do OGMO Belém/Vila do Conde & Presidente do Grupo S Lobato, Silvio entre outras diversas informações importantes”, Guilherme Lopes Portugal – Técnico Administrativo do Porto de Vila do Conde – CDP; declara Alexandre Carvalho. Watson Valamiel – Presidente SINDOPE. ES

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Os animais que receberam o produto tiveram um ganho de peso diário 40% maior que os animais que não receberam

Pesquisa com búfalos do Oeste do Pará é premiada em congresso mundial Fotos Nivaldo Silva

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trabalho de conclusão de curso do primeiro agrônomo formado pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) foi destaque no 11º Congresso Mundial de Búfalos, realizado em novembro de 2016 em Cartagena, Colômbia. Intitulada “Avaliação produtiva e econômica da suplementação injetável de cobre e zinco em búfalos no Oeste do Pará, Amazônia”, a pesquisa desenvolvida pelo então aluno da Ufopa, Felipe Stelmachtchuk, teve orientação do professor Antonio Minervino e ganhou o prêmio de melhor trabalho de pesquisa na categoria graduação durante o congresso, considerado o evento científico mais importante na área da bubalinocultura mundial. Desenvolvida no âmbito do laboratório de Sanidade Animal (Larsana), vinculado ao Instituto de Biodiversidade e Floresta (Ibef) da Ufopa, o projeto de Felipe e Antonio teve inicio em 2013, quando foi diagnosticada uma deficiência de cobre, fósforo e zinco em animais criados em áreas de várzea na região do Oeste

paraense. Eles passaram, então, a investigar formas alternativas de suplementação mineral para bubalinos que vivem nessas áreas, na região de Santarém. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o rebanho nacional de búfalos, em 2015, era de 1,18 milhão de cabeças. O estado do Pará é o maior produtor nacional, responsável por 40% dos animais criados no Brasil. A região do Baixo Amazonas é a segunda maior produtora regional, ficando atrás apenas do Marajó. Os búfalos adaptaram-se bem ao ecossistema amazônico, em especial ao da várzea, que se mostrou um habitat propício para o desenvolvimento desses animais. Em geral, nessas regiões, os animais são criados de maneira extensiva, soltos, ocupando grandes áreas de pastagens naturais. Na época do verão amazônico, as terras da várzea são bastante favoráveis à pecuária, devido à abundância e à boa qualidade do capim produzido. Durante o inverno da região, com chuvas intensas e rios cheios, os animais costumam ser deslocados para pastos mais altos ou levados para pastagens de terra firme.

É como explica o orientador do estudo de Felipe, professor Minervino: “Um dos gargalos presentes na região de várzea são as grandes extensões de áreas, uma vez que os animas de vários proprietários são criados juntos, sem delimitações com cerca. Esse método dificulta o controle do rebanho e a utilização de técnicas viáveis de produção, como, por exemplo, a suplementação mineral, que aumenta a eficiência produtiva dos animais”. Via de regra, a suplementação é oferecida pelos criadores através de uma mistura mineral oferecida num cocho. Assim, o animal consome o “sal” à vontade. “Esse sal contém macro e micronutrientes e seu consumo é regulado pela quantidade de sódio presente na mistura. Na várzea, como os rebanhos se misturam, a suplementação oferecida da forma tradicional torna-se inviável, pois animais de outros criadores podem vir comer o sal mineral oferecido pelo produtor e isso tem um custo elevado”, explica Minervino. Segundo o orientador da pesquisa, a falta de suplemento mineral acarreta numa série de prejuízos para os produtores, como a diminuição no ganho de peso, na produção de

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leite e nos índices reprodutivos dos búfalos. “O animal pode estar gordo, bonito e saudável, mas, devido à carência de elementos minerais importantes, ele pode apresentar uma produtividade menor, não atingindo todo o seu potencial”, avalia. Alguns dos minerais essenciais para o metabolismo animal, dentre macro e micronutrientes, são: cálcio, fósforo, magnésio, potássio, sódio, cloro, enxofre, ferro, cobalto, cobre, iodo, molibdênio, zinco e selênio. A deficiência de cobre pode causar, por exemplo, diarreia, desordem de níveis ósseos, nervosos e cardiovasculares, anemia, problemas reprodutivos, perda de pigmentação da pele, desenvolvimento retardado e osteoporose. Já a falta de zinco pode ocasionar, dentre outros problemas, perda de apetite, ressecamento e rachaduras de casco e pele, fotossensibilização, queda na taxa reprodutiva, deficiência do sistema imune, retardo no crescimento e menor produção de carne e leite. Considerando a carência de cobre, fósforo e zinco detectada nos rebanhos estudados por Felipe e a dificuldade de suplementação através do manejo tradicional, eles começaram a avaliar alternativas para a suplementação desses animais. “O fósforo é um macromineral, então, como o búfalo precisa dele em grandes quantidades, é um pouco mais difícil criar uma suplementação desse elemento para ser usada na várzea. O que conseguimos realizar agora foi a suplementação de cobre e zinco e, em vez de dar no cocho, nós injetamos o produto”, ressalta Minervino. O produto (Suplenut®) é um medicamento de origem argentina, que já traz em sua composição

o cobre aliado ao zinco. A princípio, a intenção da equipe era criar o próprio suplemento injetável, formulado com distintas fontes de cobre que fossem sendo absorvidas pelo animal em diferentes velocidades ao longo do tempo. “Foi então que descobrimos esse medicamento argentino, que passou a ser distribuído no Brasil, e resolvemos testá-lo”, conta Minervino. O produto tem fórmula de absorção lenta e pode ser aplicado com intervalos de até 60 dias, o que facilita o manejo do produtor, especialmente na várzea. O experimento foi realizado na propriedade do senhor Antônio Ferreira Lima, em Mojuí dos Campos, e durou 150 dias, entre junho e novembro de 2015. Nesse período, foram feitas duas aplicações, uma no início do trabalho e outra depois de 80 dias. Foram selecionados 80 animais, com idade entre 18 e 36 meses. Eles foram divididos em dois grupos, chamados “controle” e “tratados”. Os tratados receberam as aplicações com suplementação e os “controle” receberam solução fisiológica, pois precisavam passar pelo mesmo estresse da aplicação. A cada 30 dias, os animais eram pesados. “Observamos um resultado muito interessante em termos de ganho de peso”, destaca Felipe. Os animais que receberam o produto tiveram um ganho de peso diário 40% maior que os animais que não receberam. No decorrer dos quatro meses, o grupo controle ganhou em média 282 gramas por dia, enquanto os animais tratados ganharam 399g/dia. “Essa diferença deveria ser ainda maior. Os resultados não foram tão bons devido à seca

Búfalos suplementados durante experimento registraram maior ganho de peso

À esquerda (camisa verde), o agrônomo Felipe Stelmachtchuk, aluno da Ufopa que realizou a pesquisa da matéria. O da direita, camisa rosa, também da Ufopa, o orientador dele, professor Antonio Minervino

prolongada que tivemos em 2015, que acabou prejudicando um pouco o nosso experimento”, avalia o agrônomo. A pesquisa também considerou uma análise econômica do uso do suplemento e chegou-se à conclusão que, para cada R$ 1,00 gasto, o produtor pode ganhar até R$ 1,29, ou seja, a taxa de retorno sobre o investimento chega a 29%. “Considerando o custo do medicamento e o custo da mão de obra, cada aplicação custou, em média, R$ 1,50 por animal. Isso varia porque a dose depende do peso do animal. Os mais pesados recebem uma dosagem maior, usamos 1ml do medicamento por cada 50kg de peso vivo”, explica Felipe. Durante o estudo, os animais estavam na área de terra firme e tinham livre acesso ao suplemento mineral de qualidade. “O produto (Suplenut®) tem enorme potencial para ser utilizado em áreas de várzea, onde dificilmente ocorre a suplementação no cocho e existe uma comprovada carência de cobre”, acredita o professor. De acordo com Minervino, o projeto está em andamento. “Estamos avaliando os efeitos dessa suplementação mineral, adicionada a suplementos vitamínicos, sobre índices reprodutivos dos animais submetidos à inseminação artificial em tempo fixo. Além disso, por meio de parceria com a professora Kariane Nunes, do Instituto de Saúde Coletiva (Isco) da Ufopa, está sendo delineado no Laboratório P&D Farmacotécnico e Cosmético uma formulação para administração oral, contendo fósforo e cobalto, para ser utilizada como suplemento, especialmente em animais mais novos”, enfatiza o docente. Para Felipe, o objetivo agora é propagar o conhecimento. “Vamos planejar uma forma de levar essas informações para os produtores da região e tentar aumentar a produtividade dos rebanhos”, conclui.

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Viveiros instalados em Oriximiná e Aveiro produzirão mais de 100 mil mudas Texto *Denise Silva Fotos Murilo Moda/Ideflor-bio

Aveiro - Trabalho em equipe Colocação da cobertura do Viveiro

A

instalação de um viveiro florestal com capacidade para 57 mil mudas foi concluída recentemente), no município de Aveiro, no sudoeste paraense. O trabalho foi desenvolvido pela equipe do Escritório Regional do Baixo Amazonas, do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Prefeitura de Oriximiná, Secretaria Municipal de Agricultura (Semagri) e Escola de Educação Tecnológica do Pará (EETEPA).

Aveiro - Equipe do Ideflor-bio e parceiros

Oriximiná - Equipe do Ideflor-bio e parceiros

Oriximiná - Instalação do Viveiro finalizada

Oriximiná - Estrutura do viveiro sendo montada

O viveiro beneficiará os distritos de Brasília Legal e Fordlândia. Além de Aveiro, a equipe do Ideflor-bio implantou um viveiro, com a mesma capacidade, em Oriximiná (região oeste), no último dia 18, para beneficiar 11 comunidades. Os dois viveiros atendem ao projeto Prosaf, criado em 2013 pelo Ideflor-bio, por meio da Diretoria de Desenvolvimento da Cadeia Florestal (DDF), com o

objetivo de promover a recuperação de áreas alteradas a partir da Implantação de SAFs (Sistemas Agroflorestais) comerciais, contribuindo com a segurança alimentar, a geração de renda e a redução do passivo ambiental na agricultura familiar. O projeto inclui o estudo do potencial econômico e do perfil do agricultor familiar, treinamento e capacitação, preparo da área, implantação do SAF, e monitoramento e acompanhamento técnico. Conta, ainda, com o apoio de entidades públicas parceiras, estaduais e municipais, além de associações, cooperativas e sindicatos de trabalhadores rurais, que também darão suporte às atividades do Prosaf. Aveiro - Equipe do Ideflor-bio e parceiros

Êxito De acordo com Murilo Moda, responsável pelo Escritório Regional do Baixo Amazonas do Ideflor-bio, em Santarém, a instalação do viveiro florestal é uma etapa do Prosaf, instrumento importante para a produção de mudas de acordo com o calendário agrícola, e plantadas nas respectivas áreas pré- selecionadas, já mecanizadas e com a correção do solo. “Todas as áreas já estão identificadas. Foram feitos todos os levantamentos socioeconômicos dos agricultores que serão beneficiados, sendo assim um projeto fadado ao sucesso nestes municípios”, afirmou Murilo Moda. Segundo ele, o Escritório Regional do Ideflor-bio, que já instalou oito viveiros florestais na região, será responsável pela montagem de mais outros dois institucionais, nos municípios de Juruti e Santarém, em parceria com a Ufopa. Os viveiros florestais são essenciais para a preservação das florestas e manutenção do ambiente, pois nesses locais são cultivadas mudas de árvores e espécies que serão reintroduzidas na natureza ou plantadas em parques e demais áreas verdes. (*) Ascom Ideflor-bio

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Plano de negócios ajudará Codec a atrair indústrias para o Polo Têxtil Paraense Texto Helena Saria Fotos Ascom / Codec

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epresentantes da Companhia de Desenvolvimento Econômico (Codec), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Federação das Indústrias do Pará (Fiepa) estiveram presentes recentemente para uma importante reunião na sede do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil do Senai (Cetiqt), no bairro do Riachuelo, Rio de Janeiro, para tratar da criação do Pólo Têxtil Paraense. Criado em 1949, o Senai Cetiqt oferece à indústria e ao mercado um leque de serviços

No Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil do Senai-Cetiqt, chamado para participar do processo de criação do Pólo Textil Paraense

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Plano de negócios ajudará Codec a atrair indústrias para o Polo Têxtil Paraense.indd 29

O Senai Cetiqt oferece à indústria e ao mercado um leque de serviços transversais que o consagram como um dos maiores centros latino-americanos de produção de conhecimento aplicado à cadeia produtiva dos setores da Educação, Tecnologia e Inovação

Indústrias de tecelagem também vão compor o Polo Têxtil que será criado na região oeste do Pará

transversais que o consagram como um dos maiores centros latino-americanos de produção de conhecimento aplicado à cadeia produtiva dos setores da Educação, Tecnologia e Inovação. Por esse motivo o Cetiqt foi chamado para participar do processo de criação do Pólo Textil Paraense. Na reunião anterior, ocorrida no dia 21 de Fevereiro na sede da Jari Celulose, em SP, ficou acordada a reunião da última sexta, 10, na sede da Cetiqt, para dar o próximo passo no processo de criação do Pólo. Recebida pela coordenação de serviços de consultoria da instituição, à comitiva paraense foi apresentada uma proposta sobre a qual será elaborado um plano de negócios para atrair investidores para a cadeia do Pólo Têxtil. A equipe saiu da reunião muito satisfeita e com o compromisso de receber o plano de negócios concluído nos próximos dias, com o planejamento das ações que vão viabilizar esse plano de negócios. O Centro de Tecnologia fará um estudo do potencial do mercado para que a Companhia possa utilizar esse material na atração de empresas do elo da celulose, da fiação e da tecelagem. Participaram da reunião Lucélia Guedes, diretora de Atração de Investimentos e Negócios da Codec; Felipe Lopes, assessor jurídico da Sedeme; João Alberto Marins, diretor jurídico e fiscal corporativo do Grupo Jari; Rita Arêas, diretora da Fiepa; Lilian Costa, coordenadora da Área de Vestuário e Moda do Senai; Adriano Passos, coordenador de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (Cetiqt), e Paulo Coutinho, gerente do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos do Cetiqt. Pará+

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Centro de Monitoramento Ambiental vai ajudar na preservação da Amazônia Texto Naiana Gaby Ferraz Monteiro Santos Fotos Daniel Nardin/Secom

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governador Simão Jatene e secretários de Estado estiveram recentemente no Centro Integrado de Monitoramento Ambiental (Cimam). Eles visitaram as instalações e entenderam melhor de que forma o local vai atuar na preservação e conservação do meio ambiente no Pará e na Amazônia. Durante a reunião, foram destacadas as principais ações ambientais desenvolvidas no Estado. “A atuação direta do Cimam será com ferramentas que vão aprimorar a transmissão de conhecimento com o protagonismo social, já que as informações serão públicas e acessíveis a qualquer cidadão”,

O governador Simão Jatene e secretários de Estado conheceram o projeto do centro, que vai funcionar como uma nova ferramenta de gestão ambiental O Pará tem muita qualidade nas equipes técnicas. Temos tecnologia e pessoas capacitadas para fazer a gestão preventiva e transparente

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disse o secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Thales Belo. Todas as agendas ambientais estão contempladas no centro, que terá capacidade de produzir, compartilhar e divulgar dados mediante gerenciamento de todas as bases de informações atualmente em uso na Semas. “Como cidadão, me dá muito orgulho ver um centro de monitoramento como esse. Fico feliz em saber que nosso trabalho está cada vez melhor e mais qualificado”, disse Jatene.

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Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Nacional (Ciman), coordenado pelo Ibama, irá monitorar queimadas e incêndios, compartilhando as informações e buscando soluções conjuntas nas ações de combate. Para isso, terá autonomia para decisões quanto ao início, desenvolvimento e encerramento das ações.“Tivemos avanços a partir de 2010, com a participação cada vez mais efetiva das instituições, que perceberam a importância da resposta rápida e de forma integrada aos incêndios florestais”, destacou o chefe do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Ibama, Gabriel Zacarias. Em 2016, o rápido acesso a áreas atingidas pelo fogo sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Fundação Nacional do Índio (Funai) só foi possível em razão da cooperação desses órgãos. As operações também tiveram apoio fundamental do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável pelo monitoramento das áreas queimadas e pelos boletins meteorológicos diários.De acordo com o decreto, é competência do Ciman buscar soluções conjuntas para o combate aos incêndios florestais e disponibilizar as informações à sociedade por meio do site Ciman Virtual https://queimadas.dgi.inpe.br/ciman/, que é atualizado diariamente e possui informações de áreas queimadas, fotos e mapas, entre outros recursos.

Para o governador, o Cimam é um canal muito importante para a produção de conhecimento. Ele disse ainda que todos os órgãos poderão usar o centro e que a sociedade é convidada a participar do monitoramento. “Isso nos empurra para um patamar de diálogo e discussão com o resto do país, e até do mundo, como nunca tivemos antes”, afirmou.

Sobre a tecnologia que está sendo implantada no centro, que será inaugurado ainda este mês, o titular da Semas, Luiz Fernandes, mostrou que as equipes técnicas, bem como as ferramentas de monitoramento, estão aptas a olhar para todo o Estado de forma eficiente. “O Pará tem muita qualidade nas equipes técnicas. Temos tecnologia e pessoas capacitadas para fazer a gestão preventiva e transparente”, garantiu.

Técnicos e dirigentes da Semas detalharam a atuação do Centro de Monitoramento Ambiental e as ações ambientais desenvolvidas no Estado

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Escola mobiliza comunidade para o problema do lixo Com o projeto a escola quer promover a formação de cidadãos mais preocupados com o bem-estar coletivo e capazes de contribuir para uma Belém melhor e mais limpa

Texto *Natasha Albarado Fotos Acom/Semec

“L

ixo: Eu me importo, e você?”. A pergunta dá nome ao projeto da Escola Municipal Rita Nery, localizada no bairro Tapanã, e tem despertado o olhar crítico e sensibilizado estudantes, professores e pais de alunos para o problema do lixo e do entulho produzidos e descartados indiscriminadamente pela comunidade.

“Belém e distritos produzem em média 1.100 toneladas de lixo domiciliar por dia. Reaproveitar pode ser uma das soluções mais viáveis para a redução da quantidade de lixo”, pondera a diretora da escola, Jobetania Nascimento, que explica que o projeto estimula a reutilização de materiais e pode reduzir significativamente o volume de resíduos jogado fora. Garrafas Pet, pneus de carros, cabos de vassoura, pedaços de tecido, caixas de papelão e até garrafas de

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iogurte viram matéria prima para a confecção de brinquedos, utensílios em geral e até mesmo livros de histórias nas atividades do projeto. “Tenho muitos brinquedos, mas os fantoches de garrafa são os meus preferidos, porque eu mesma ajudei a fazer”, conta a aluna do Jardim I, Kethelen Batista, 5 anos. Com o projeto a escola quer promover a formação de cidadãos mais preocupados com o bem-estar coletivo e capazes de contribuir para uma Belém melhor e mais limpa.

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Materiais retirados do lixo viram atrativo em pequena praça

A iniciativa vem ganhando adesão da comunidade do entorno. “Porque a hora de aprender mesmo é agora, desde criança, para que cresçam conscientes e ajudem na formação de outros cidadãos conscientes”, afirma a dona de casa Jaqueline Santos. Entre as atividades desenvolvidas com os estudantes, uma das preferidas da maioria é a chamada pesca de resíduos como papeis, metais e plásticos. As crianças precisam separar o lixo, guardar o que é reciclável e descartar, em local adequado, o que não poderá ser reutilizado. “Através de um trabalho consciente e sustentável mostramos para as crianças que podemos

reutilizar cada objeto que seria desperdiçado e jogado ao lixo, muitas das vezes, em locais inadequados”, explica a professora Amanda Rodrigues. Isabelle Caroline, 5 anos, já sabe o que fazer com o lixo de casa. “Eu preciso separar o que posso usar novamente, jogar o resto no saco e colocar no local que é pra colocar”, enumera. “Não pode jogar lixo nos rios, nem nas ruas, e nem deixar os sacos nas calçadas sem amarrar direito, porque se não chove e espalha”, ensina. A mãe de Isabelle, Jaqueline Santos, que acompanha a filha na escola diariamente, não esonde o orgulho da menina. “É muito bom ver que a escola contribui para a boa

formação da minha filha, tornando-a um exemplo de cidadã que cumpre com seus direitos e deveres, já que a questão do lixo não é só de responsabilidade dos órgãos públicos, mas de todos nós”, adverte. Com o envolvimento crescente e retorno positivo da comunidade no projeto, os professores pretendem ampliar as atividades e a interação com as famílias da área. “Queremos levar esse trabalho adiante e impactar a todos para que cada um faça sua parte”, planeja a professora Rodrigues. (*) Coordenadoria de Comunicação Social(COMUS)

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A importância da biomassa no Dia Internacional das Florestas Fotos Banco Mundial/Arne Hoel, Sappi

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forte ligação entre Florestas e Energia é o tema do Dia Internacional das Florestas de 2017, comemorado no dia 21/3. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a madeira fornece ao mundo cerca de 40% do atual suprimento de energia renovável global – mais do que energia solar, hidrelétrica ou eólica. Realidade que projeta nas florestas manejadas de forma sustentável papel fundamental no cumprimento dos objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecido pelas Nações Unidas e no fornecimento de soluções para uma crescente economia verde.

Segundo a FAO, a madeira fornece ao mundo cerca de 40% do atual suprimento de energia renovável global – mais do que energia solar, hidrelétrica ou eólica

E neste contexto, o International Council of Forest and Paper Associations (ICFPA sigla em inglês para Conselho Internacional de Associações de Florestas e Papel) tem orgulho de representar a indústria global de produtos florestais, setor que tem papel fundamental na contribuição para a produção de energia renovável e na redução da dependência de combustíveis fósseis por meio de resíduos manufaturados de madeira, subprodutos e resíduos florestais – conhecidos como biomassa. “Hoje a indústria florestal já pode substituir uma ampla gama de produtos baseados em combustíveis fósseis no mercado, proporcionando benefícios climáticos adicionais, bem como o bem-estar à sociedade”, disse Elizabeth de Carvalhaes, atual presidente do ICFPA e da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). De acordo com o princípio da precificação internacional do carbono, a biomassa, enquanto combustível para a energia, não interfere na mudança de clima global uma vez que, ao crescer, as árvores sequestram o carbono da atmosfera por meio da fotossíntese. O próprio ICFPA reitera a neutralidade de carbono da biomassa em uma declaração de política: International Council of Forest and Paper Associations Carbon Neutrality of Biomass.

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A importância da biomassa no Dia Internacional das Florestas.indd 34

Para ampliar o papel das florestas no fornecimento de energia renovável e reduzir o uso de combustíveis fósseis, a indústria florestal investe em inovação tecnológica e no manejo florestal sustentável para melhorar as práticas e a produção. Nos últimos dez anos, a participação energética da biomassa e de outros combustíveis renováveis na indústria global de produtos florestais aumentou dez pontos percentuais - de 53 para 63.

ICFPA

O ICFPA representa mais de 30 associações nacionais e regionais de florestas e papéis em todo o mundo. Para obter mais informações sobre a sustentabilidade da indústria global de florestas e papéis, visite icfpa.org .

A energia renovável produzida pela indústria de celulose e papel, em virtude do processo de cogeração e do teor de lignina à base de biomassa em licor negro, usa menos água e emite menos CO2 do que a produção de energia elétrica baseada no carvão

IBÁ A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) é a associação responsável pela representação institucional da cadeia produtiva de árvores plantadas, do campo à indústria, junto a seus principais públicos de interesse. Lançada em abril de 2014, representa 60 empresas e nove entidades estaduais de produtos originários do cultivo de árvores plantadas - painéis de madeira, pisos laminados, celulose, papel, florestas energéticas e biomassa -, além dos produtores independentes de árvores plantadas e investidores institucionais. Florestas manejadas de forma sustentável papel fundamental no cumprimento dos objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecido pelas Nações Unidas

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