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Revista

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2016 EDIÇÃO 177 NOVEMBRO

ISSN 16776968

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O MODERNO MANGUEIRINHO

PARÁ PROFISSIONAL E O EMPREENDEDORISMO PARAENSE Capa 177.indd 1

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EDIÇÃO 177 - NOVEMBRO - 2016

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Revista

N E S TA E D I Ç Ã O

PUBLICAÇÃO

Fordlândia vai virar patrimônio histórico

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Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

ÍNDICE

Idélli Belém conquista clientes exigentes

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DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Diego Andrade, Erika Torres, Fernando Martins, Graça Gusmão, Lidiane Sousa, Kátia Aguiar, Marcus Nakagawa, Syanne Neno; FOTOGRAFIAS: Adriano M. Verdelho, Cristino Martins, Mácio Ferreira, Rodolfo Oliveira, Sidney Oliveira, Thiago Gomes / Ag. Pará, Divulgação, Fernado Nobre/Ascom Seduc, Nailana Thiely/ Ascom Uepa, Sirley Malfeno; DESKTOP: Meck Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

Arena Guilherme Paraense, uma das mais modernas do Brasil

C A PA

12 Orgânicos apresenta a integração do corpo com a natureza

30 Pesquisas de alunos da Uepa criam novas aplicações para produtos da Amazônia

Arena Guilherme Paraense, o “Mangueirinho”, uma das mais modernas do Brasil. Foto de Mácio Ferreira/ Ag.Pará

32 Governador sanciona leis para dinamizar a economia paraense durante Feira do Empreendedor

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Fordlândia vai virar patrimônio histórico Henri Ford

MPF solicita medidas de recuperação e tombamento em favor da cidade criada por Henry Ford na Amazônia

Fotos Divulgação

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ma cidade esquecida e abandonada no tempo e no coração do Pará volta a ser lembrada após décadas. O Ministério Público Federal no Pará solicitou ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e ao município de Aveiro (oeste do Pará) que promovam medidas em caráter emergencial e solidário para a preservação do patrimônio histórico de Fordlândia, cidade criada por Henry Ford na década de 20, século passado. O fundador da cidade é o mesmo da Ford Motors e criador da linha de montagem industrial. “A decisão judicial também determina que tanto o Iphan, quanto o município de Aveiro, providenciem mecanismos para proteger o patrimônio cultural que lá existe”, ressaltou a procuradora do Ministério Público Federal do Pará, Janaína Andrade. A prefeitura de Aveiro responde por que Fordlândia é um distrito municipal, e uma área da União. A decisão do juiz Paulo César Moy Anaisse, da cidade de Itaituba, determina que essas ações sejam realizadas por meio de convênios e termos de cooperação.

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Casas antigas da cidade de Henri Ford

Fordlândia virou uma cidade-fantasma Casa de operário revitalizada

Detalhe da tampa de bueiro

A preocupação maior é com a deterioração dos prédios da cidade. A prefeitura de Aveiro alega falta de recurso para cuidar da cidade criada pelo magnata americano. O Ministério Público Federal chegou a propor acordos extrajudiciais para acelerar o processo de tombamento junto ao Iphan. Mas, não obteve sucesso. O procedimento para tombar o distrito foi iniciado em 1990. Nesse meio tempo, segundo relatório do próprio Iphan, vários imóveis importan-

tes sofreram danos. A superintendente do Iphan no Pará, Maria Dorotéa de Lima, revelou que o processo de tombamento encontra-se “em vias de finalização”, com algumas pendências. A procuradora Janaína Andrade sabe que o Iphan esbarra em alguns procedimentos formais, mas isso não impediu que o MPF entrasse com uma ação judicial. “Uma das medidas que nós sugerimos era que o município de Aveiro tentasse fazer políticas de

conscientização da sociedade, da importância de se ter na cidade um patrimônio cultural”, afirma a procuradora. Para Janaína Andrade, é fundamental preservar essa história de Fordlândia. “Embora seja relacionada a outro país, é uma história vivenciada no Brasil e que tem a sua conotação de bem cultural que vai trazer conhecimento, não só para a sociedade de Aveiro, mas também para toda a população”, disse a procuradora. Uma ideia em estudo, que está sendo discutida com professores da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), é levar um curso de extensão (de Arqueologia) de Santarém para Aveiro, cidade onde

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fica a Fordlândia, com população estimada em 16 mil pessoas, segundo o IBGE.

Funcionários recebendo o salário

Cidade europeia no meio da Amazônia

O ano era de 1928 quando o empresário Henry Ford, fabricante dos carros americanos mais populares da época -1908 - o Ford Model T, decidiu comprar uma área no Brasil. Naquela época, o ciclo da borracha estava a todo vapor e a Amazônia era um campo fértil para os seus negócios. A ideia era fundar uma cidade, que deveria servir de base para o seu projeto, que era de suprir a demanda de borracha do mercado americano. Quem dominava esse mercado do látex era a Inglaterra, na Ásia. A cidade de Fordlândia iria abastecer com matéria prima das produções de pneus em Detroit, nos Estados Unidos. Numa área de um milhão de hectares às margens do Rio Tapajós foram colocadas as casas já praticamente montadas, trazidas por navios dos EUA até o Pará: Lake Ormoc e Lake Farge depositaram no local todos os componentes necessários para estrutura da nova cidade.

Ocupação

A cidade foi povoada por pessoas de diversos lugares: amazônidas, nordestinos e brasileiros de outras regiões. Tinha casas para todos os funcionários, dos tiradores de borracha aos profissionais americanos que vieram e criaram suas famílias nesse lugar. Houve problemas de adaptação. Os americanos queriam implantar sua cultura na

Comercial Ford

região, o que atrapalhou o convívio dos empregados, que tinha de comer enlatados, vestir uniforme, frequentar bailes de dança ao ritmo de jazz, ir à cultos evangélicos, trabalhar de carteira assinada, ter horários rígidos e fixos.

Decadência

A prosperidade dos seringais se foi com a mudança de rota da economia mundial. Além disso, as plantações de Henry Ford sofreram com as pragas. Fordlândia então foi comprada pelo governo brasileiro, em 1945, pelo valor de cinco milhões de cruzeiros. Henri abandonou a cidade e foi para a outra margem. Lá construiu Belterra e plantou mais seringueiras. Não deu certo e os americanos voltaram para o seu país.

Brasil

O local chegou a receber instalações federais e fazendas, com casas habitadas por servidores do Ministério da Agricultura. Mas a área foi abandonada aos poucos e os prédios se deterioraram ou foram alvo de vandalismo. Ainda há moradores na região. Alguns ocuparam casas remanescentes da chamada Vila Americana. Hidrante no estilo americano em Fordlandia

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Compra Através do Decreto número 8.440 de 24 de dezembro de 1945, o Governo Federal brasileiro definiu as condições de compra do acervo da Companhia Ford Industrial do Brasil: a Ford foi indenizada em aproximadamente US$ 250.000, e o governo brasileiro assumiu as obrigações trabalhistas dos trabalhadores remanescentes, além de receber seis escolas (quatro em Belterra e duas em Fordlândia); dois hospitais; estações de captação, tratamento e distribuição de água nas duas cidades; usinas de força; mais de 70 quilômetros de estradas; dois portos fluviais; estação de rádio e telefonia; duas mil casas para trabalhadores; trinta galpões; centros de análise de doenças e autópsias; duas unidades de beneficiamento de látex; vilas de casas para a administração; departamento de pesquisa e análise de solo; plantação de 1.900.000 seringueiras em Fordlândia e 3.200.000 em Belterra

Moradores

O atual distrito possui moradores fixos e permanentes. Em 2010 o IBGE contabilizou cerca de 1.200 residentes somente na vila, números que somados ao território total do distrito chega a cerca de 2.000 moradores em Fordlândia. MPF quer preservar a história de Fordlândia

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Ir e Vir dentro das Cidades A necessidade de planejamento e inovação na mobilidade urbana Texto Marcus Nakagawa*

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ivo em uma grande cidade no Brasil e utilizo o transporte público, mas sem muita comodidade e segurança. Para chegar até a estação do metrô ou ao ponto de ônibus, muitas vezes o corredor é lotado e parecemos um bando de pinguins marchadores ou ainda um monte de bois no confinamento indo para o abate. Sim, parece meio catastrófico, porém, o pior é que nos acostumamos com isso. Achamos normal estar no trânsito durante muito tempo, ou ainda, ter calçadas que parecem verdadeiras pistas de corridas de aventuras com buracos, lixo, pessoas, fezes, enfim, grandes obstáculos. Isso sem falar da ampliação das dificuldades para as pessoas que têm mobilidade reduzida e outras deficiências. Temos, sim, pontos, calçadas e avenidas já preparadas, mas, comparativamente ao total, é uma porcentagem muito pequena. A necessidade de calçadas padronizadas, lisas e bem cuidadas e de responsabilidade compartilhada entre os cidadãos e as prefeituras é outro ponto importante nessa discussão. A nossa constituição convencionou no seu artigo 5o o direito a todos os cidadãos brasileiros de ir e vir. E este é parte integrante do direito a liberdade. Quando fa-

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lamos da mobilidade urbana não estamos falando de uma proposta de governo ou de uma meta empresarial e, sim, de um direito que temos só por termos nascidos neste país bonito por natureza. Precisamos cada dia mais de inovações e quebras de paradigmas dentro da gestão urbana e da cultura dos moradores destas grandes cidades. Em alguns países, como no Japão, existem calçadas subterrâneas com esteiras rolantes em ruas muito movimentadas, primeiramente para épocas de neve e segundo para dividir o fluxo destes locais muito movimentados. O transporte subterrâneo, como o metrô pode ser um investimento muito alto para algumas cidades, mas o que aprendemos com estes grandes eventos que o Brasil sediou nestes últimos anos foi a importância dos veículos leves sobre rodas e os veículos leves sobre trilhos que começaram a funcionar em algumas cidades juntamente com os corredores exclusivos. Ainda dá um trabalho para implementar, não deixa de ser um investimento alto, porém o retorno a médio e longo prazo para a mobilidade é muito interessante. Os carros próprios que as pessoas estão colocando para alugar e o serviço de passageiro por meio de carros compartilhados juntamente com a alta tecnologia dos aplicativos é outra maneira de tirar carros das ruas e deixar o transito fluir melhor. Ah, sem esquecer também das bicicletas compartilhadas, que os grandes bancos viram isso como uma plataforma de comunicação de suas marcas e de solução de mobilidade para algumas cidades, tal qual o apoio e patrocínio dessas empresas a ciclofaixas, ciclovias e ciclorrotas.

Para ter o direito de ir e vir com mais segurança e conforto

Outra discussão atual é a diminuição da velocidade nas ruas. Muitos países desenvolvidos já adotaram há algum tempo e o resultado tem sido a redução do trânsito e do número de mortes por acidentes também. Pois é, não existe somente uma solução milagrosa para a mobilidade urbana, que ainda possui o agravante da batalha das vendas de carros e de combustível, os grandes pilares da nossa economia brasileira. Não quero fazer aqui o papel de um urbanista, ecochato, arquiteto ou engenheiro de tráfego, sou apenas um cidadão que também sofre no dia a dia com a falta de mobilidade urbana e que sonha, ensina e escreve para poder ter mais tempo com a família e ter o direito de ir e vir com mais segurança e conforto. Vamos buscar este direito juntos? (*) Sócio-diretor da iSetor; professor da graduação e pós da ESPM; idealizador e diretor administrativo da Abraps; e palestrante sobre sustentabilidade, empreendedorismo e estilo de vida

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Idélli Belém conquista clientes exigentes

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á cinco anos, os brasileiros têm a oportunidade de adquirir um produto de alta qualidade voltada para o seu ambiente familiar: são os móveis da Idélli. Em poucos anos, a empresa conseguiu unir profissionais competentes, solidez da marca e qualidade para um consumidor exigente, inteligente e que gosta de valorizar produtos de qualidade. A Idélli possui uma das mais modernas fábricas da América Latina, com equipamentos de alta tecnologia, semelhantes aos utilizados nos grandes centros industriais do mundo. E é parte do maior grupo moveleiro da América Latina, o Grupo K1. A fábrica, de 200 mil m2, fica localizada na cidade de Tupandi, no Rio Grande do Sul. A tecnologia utilizada na fabricação dos produtos Idélli é alemã. E ela está à disposição do paraense, na loja Idélli, em Belém, que tem a direção dos sócios Cezar Esteves e Jorge Helder. “Fabricamos produtos que reúnem design, inovação e qualidade com um preço altamente competitivo, o que faz com que tenha-

mos um grande potencial de mercado para o seu negócio”, destacou Cezar Esteves. O lado positivo, segundo ele, é que todos os equipamentos são praticamente novos. Não existe nenhum com mais de cinco anos, diferente das outras indústrias que possuem máquina com mais de 20 anos. “Aliado a esse equipamento novo, há ainda a preocupação do aproveitamento de material, para que não haja desperdício”, afirmou o empresário. Além de tudo isso, a marca Idélli ainda conta com o trabalho dos seus parceiros, que são os lojistas, os arquitetos, os formadores de opinião e os corretores. A empresa trabalha ainda com os melhores fornecedores do mercado com material da linha A. Então, onde está o diferencial? Segundo o empresário Cezar Esteves, o diferencial está nas condições de pagamentos, de negociação. “Nós temos um produto de qualidade, marca de primeira linha, prazo de entrega eficiente, preço competitivo e equipe qualificada”, ressalta Cezar Esteves. Mas não é só isso. O empresário conta que a loja também cobre imprevistos para que o cliente não saia perdendo. “O cliente pagou, a gente já faz o pedido na fábrica. Já está garantido rapidamente”, disse ele. A loja Idélli em Belém conta ainda com o serviço de arJorge Helder e Cezar Esteves da Idélli, ao centro o advogado Daniel Cruz

Projetos executados pela Idéli

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Cezar Esteves: “A equipe é altamente capacitada para um atendimento diferenciado”

quitetos renomados no mercado de trabalho. “O nosso cliente, hoje em dia, não se dá ao luxo de errar. Ele contrata um arquiteto, que é nosso parceiro”, disse Cezar Esteves “A equipe é altamente capacitada para um atendimento diferenciado. Há treinamentos e palestras para nossos funcionários, que são uma família”, ressalta.

Pós venda

que geralmente faz todo o apartamento, quartos, cozinha, sala e varanda gourmet. “A gente cria até um processo de sete dias, sete horas, sete meses,

sete anos. A cada processo de tempo para a gente ligar para o cliente e fazer aquela manutenção preventiva, antes do cliente pedir”, finalizou o empresário Cezar Esteves.

Serviço

A Loja Idélli fica na avenida Gentil Bittencourt, 883, Loja B, Nazaré – Belém-PA Tel: 3085-3335 www.idelli.com.br

A loja Idélli não fica apenas na venda. A pós-venda também é motivo de atenção para o empresário. Ele conta que a oferece uma manutenção preventiva, que atende na casa do cliente,

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Arena Guilherme Paraense, popularmente conhecida como “Mangueirinho”

Arena D Guilherme Paraense, uma das mais modernas do Brasil Texto Syanne Neno Fotos Mácio Ferreira, Rodolfo Oliveira, Sidney Oliveira / Ag. Pará 12

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epois de três anos de obras que mobilizaram quase mil operários, a Arena Guilherme Paraense, popularmente conhecida como “Mangueirinho”, abriu suas portas ao público paraense. Erguido em uma área de aproximadamente 23 mil metros quadrados, o novo Ginásio Poliesportivo, construído pelo governo do Estado dentro do complexo esportivo do Estádio Olímpico do Pará, na Rodovia Augusto Montenegro, em Belém, obedece a todas as especificações exigidas pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). A praça esportiva será um espaço multiuso para a realização não apenas de eventos esportivos, mas também de shows e outros eventos culturais, com padrões internacionais de infraestrutura. Considerado um dos maiores e mais modernos ginásios do país, o “Mangueirinho”, como já é carinhosamente chamado pela população, foi projetado para receber um público de quase 12 mil pessoas sentadas. Deste total, 247 lugares serão destinados aos portadores de necessidades especiais. Orçada em R$94 milhões, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a obra incluiu a aquisição de modernos equipamentos de informática, piso olímpico constituído de www.paramais.com.br

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amortecedores de borracha neoprene, que ajudam a reduzir impactos e o risco de lesão dos atletas, cobertura com telhas termoacústicas, placar eletrônico multimídia de última geração e cadeiras antifogo, do mesmo material usado na Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil. O ginásio também será o primeiro do Pará e um dos cinco do país completamente refrigerado e terá sistema de wifi, com acesso livre a internet através do programa Navega Pará, desenvolvido pela Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará (Prodepa). Além dos esportes indoor, como vôlei, basquete, handebol e futsal, a arena foi projetada para receber diferentes eventos como, por exemplo, UFC ou shows musicais, já que também dispõe de um palco móvel. O descerramento da placa inaugural

Considerado um dos maiores e mais modernos ginásios do país, o “Mangueirinho” foi projetado para receber um público de quase 12 mil pessoas sentadas

No lado externo, foram executadas obras de urbanização do entorno: instalação do gradil, do gramado e para finalizar o projeto paisagístico, foram plantadas palmeiras regionais como a pupunheira e o açaizeiro. O projeto conta, ainda, com uma pista lateral de acesso que vai se interligar ao estacionamento do Mangueirão, para facilitar o trânsito em dias de evento. Quadra: O piso possui dimensões de 30m x 50m, totalizando uma área de 1.500m² em

madeira de lei, com o chamado “piso flutuante”, que é constituído de amortecedores de borracha neoprene, destinados a reduzir impactos sobre o assoalho. Cadeiras/ Arquibancadas: As cadeiras do ginásio possuem encosto, para proporcionar maior conforto. Constituídas de resina plástica, possuem características anti-chama e anti-mofo. A engenharia da arena foi meticulosa. Para a fixação das telhas, por exemplo, foi

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Para servir de apoio à segurança, o Circuito Fechado de Televisão permite supervisionar áreas internas e externas, garantindo segurança aos usuários e ao patrimônio

Trav. Padre Eutíquio,1754 (entre Pariquis e Mundurucus em frente ao líder Batista Campos) 14

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utilizado um dos maiores guindastes do Brasil, vindo de Manaus (AM) via balsa e desmontado em 16 partes. Foi através dele que foi feito o serviço de içamento das vigas de aço de sustentação do telhado. São cinco vigas, sendo que a maior é a central, que tem 84 metros de comprimento, 2,40m de largura, 5,80m de altura e pesa 87 toneladas. Nessa viga central foi fixado o placar eletrônico do ginásio, do mesmo modelo das partidas da NBA, a liga de basquete dos Estados Unidos. O equipamento é de última geração, em forma circular, o que dará ao público uma completa visão de qualquer lugar do ginásio. Além disso, dispõe de câmeras espalhadas, possibilitando ao públi-

A praça esportiva será um espaço multiuso para a realização não apenas de eventos esportivos, mas também de shows e outros eventos culturais. Orçada em R$94 milhões, a obra incluiu cadeiras antifogo, do mesmo material usado na Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil

co rever lances. Estrutura: A Arena possui sete vestiários, sendo dois masculinos, dois femininos, dois para pessoas com deficiências e um para árbitros. No local, estão disponíveis 24 banheiros (oito para pessoas com deficiência). E mais: - 8 bares/ lanchonetes - 8 cabines de imprensa - 2 elevadores - Salas de serviço médico e segurança

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- 224 vagas no estacionamento - 11 guaritas de segurança - 4 portões de acesso ao público (dois na frente do ginásio – com acesso pela avenida Augusto Montenegro e mais dois localizados nas laterais). Sistema de monitoramento com câmeras - Para servir de apoio à segurança, o Circuito Fechado de Televisão permite supervisionar áreas internas e externas, garantindo segurança aos usuários e ao patrimônio, intimidando e diminuindo a ocorrência de vandalismo. Nove câmeras externas e mais de 40 internas foram instaladas. Fibra óptica e Sistema Wifi – O sistema de telecomunicação do ginásio vai utilizar fibra óptica para o tráfego de dados, com o auxílio de um sistema wifi (sem fio), garantindo acesso livre de todos os usuários do ginásio à internet, através do programa Navega Pará, desenvolvido pela Prodepa.

Quem foi Guilherme Paraense

Nascido em Belém do Pará, o tenente coronel do Exército, Guilherme Paraense (1884-1968) é um herói nacional. Integrou a primeira delegação brasileira a participar de uma Olimpíada, na edição dos VII Jogos Olímpicos de Verão da Antuérpia (Bélgica), em 1920. A equipe de tiro, formada por sete

Na parte externa do ginásio poliesportivo, foram executadas obras de urbanização do entorno

atletas, conquistou as medalhas de ouro, prata e bronze, levando o Brasil ao 15º lugar naqueles Jogos. Guilherme subiu ao lugar mais alto do pódio, com o ouro inédito. Quando viajou com a delegação brasileira para a Antuérpia, Guilherme Paraense já era tetracampeão brasileiro de tiro e depois do feito ainda se consagrou campeão nacional pela quinta vez. Também fora campeão sulamericano e fundara o Revólver Clube, no Rio de Janeiro. Também foi atleta de tiro do Fluminense. Ao voltar das Olimpíadas, consagrado pelo ouro, Guilherme Paraense foi ovacio-

EXECUTIVO(PF)

nado pelo público, condecorado pelo então presidente da República Café Filho e seguiu recebendo homenagens, mesmo após sua morte, em 18 de abril de 1968, aos 88 anos, no Rio de Janeiro, onde morou desde os 5 anos, sem nunca ter perdido os laços com o Pará. O atleta paraense também empresta o nome, desde 1989, ao Polígono de Tiro Tenente Guilherme Paraense da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ). Ali o Exército promove, anualmente, uma competição também denominada Guilherme Paraense, válida para o calendário na-

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Para ser justo, todo e qualquer agradecimento feito em função dessa arena deve ser feito a cada um e a todos os paraenses, pois essa obra foi construída com o dinheiro do imposto que cada paraense paga, disse o governador

cional de tiro esportivo. O primeiro brasileiro a conquistar o ouro olímpico voltou a ser homenageado nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, com um selo especial. Recentemente, o Comitê Olímpico Brasileiro incluiu, em 2013 e 2014, o revólver Colt usado por Guilherme Paraense em 1920 na exposição interativa “Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte”, que serviu de aquecimento para as Olimpíadas de 2016. Curiosamente, somente este ano, nos Jogos do Rio, um atleta brasileiro voltou a conquistar medalha olímpica no tiro esportivo: Felipe Wu obteve a prata. Até hoje, além de pioneiro, Guilherme Paraense foi o único brasileiro a ganhar o ouro nesta modalidade. “Nós atendemos a sugestões que foram feitas na página do Governo e na minha página pessoal em uma rede social. Achamos merecida essa homenagem”, disse o governador Simão Jatene, em uma postagem no dia em que foi anunciado o nome oficial da arena. Considerada um marco para o desenvolvimento do esporte paraense, com a expectativa da revelação de novos talentos e a vinda de grandes atrações nacionais e internacionais, a Arena Guilherme Paraense é motivo de muito orgulho por parte do

governador. “O meu desejo é que esse não seja apenas um espaço para a realização de esporte e de espetáculos artísticos. Mas que seja, acima de tudo, um espaço para a criação de sonhos. Sonhos que muitas vezes começam na arquibancada e terminam nas quadras e nos palcos”, destacou o governador.

A inauguração da Arena Guilherme Paraense

A entrega do novo ginásio poliesportivo, localizado no complexo esportivo do Estádio Olímpico do Pará, o “Mangueirão”, em Belém, contou com a presença do governador Simão Jatene, da secretária de Esportes e Lazer, Renilce Nicodemos, representantes da família de Guilherme Paraense e a presença de um público empolgado com a nova praça esportiva. A programação teve início por volta das 20h, com o descerramento da placa inaugural. Durante a cerimônia, foi exibido um vídeo em homenagem a ex-atletas paraenses de diversas modalidades e ao herói olímpico Guilherme Paraense (1884-1968), primeiro medalhista de ouro olímpico brasileiro, que deu nome à arena. “Essa obra faz o resgate histórico de alguém que no nome tem a marca e o orgulho de ser paraense e, sem dúvida alguma, não era possível continuar sem que tivessemos nesse Estado algo que lembrasse a todos os jovens que, quem não tem história, não tem

“É uma arena maravilhosa. Semelhante a essa no Brasil, só a de São Bernardo do Campo”, comentou o campeão olímpico Marcelo Negrão. Este jogo de vôlei foi entre a equipe Embaixadores do Esporte, formada por atletas brasileiros de renome internacional, e a seleção paraense, com estrelas do vôlei do Pará

memória, não tem futuro”, afirmou o governador Simão Jatene. “Para ser justo, todo e qualquer agradecimento feito em função dessa arena deve ser feito a cada um e a todos os paraenses, pois essa obra foi construída com o dinheiro do imposto que cada paraense paga. Eu, como governador, me sinto muito feliz de ter contribuído também para que essa obra se realizasse. Que recebam essa homenagem não do governo do Estado, mas de um povo que tem entre suas maiores riquezas a simplicidade e o seu amor pela sua terra”, acrescentou. Familiares do esportista ficaram emocionados com o reconhecimento do governo do Estado. “A satisfação é muito grande de ver o Estado do Pará homenagear o meu pai. O povo paraense é quem realmente reconhece o que meu pai fez e estou muito feliz com esse reconhecimento”, afirmou Oziris Paraense, filho do atleta olímpico. A neta de Guilherme Paraense, também veio para a cerimônia. “Presenciar esse momento é muito importante. Como neta, sempre o vi como um avô comum, pois ele sempre foi uma pessoa simples e não comentava sobre esse grande feito para a história esportiva do país. Ele sempre dizia que a missão dele era representar bem o Brasil

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A apresentação de artistas regionais em um grande show de tributo à cultura paraense marcou a inauguração do espaço multiuso

e isso ele fez muito bem”, afirmou Cristiana Paraense. O público também pode assistir a programações culturais como a apresentação da banda de música do Corpo de Bombeiros e alunos do projeto Escola da Vida, desenvolvido pela instituição; grupos de carimbó, o time do All Star Rodas, Grupo de São Caetano de Odivelas, além de grupos de hip hop, percussão e coral formados por alunos do Pro Paz e free style, em uma noite de grande celebração do esporte e da cultura paraense. Após os pronunciamentos oficiais e homenagens, foi a vez das seleções de campeões olímpicos brasileiros e paraense entrarem em quadra. Na escalação da equipe nacional, um time misto de atletas consa-

grados como Hélia Pinto (Fofão), Marcelo Negrão, Maurício, Nalbert, Sandra Pires, Helbert Oliveira, Maurício Nóbrega, Felipe Raniery e Fabiola Pires. Já a equipe paraense, sob o comando do técnico Edílson “Mingau”, foi representada por Gerson Monte, Elizabeth Matos (Beth), Alex Raposo, Marcelo Seixas (Papinha), Marcelo Santos, Mateus Malta, João Matheus, João Salim, Camila Brandão e Jarbas Simões. A inauguração seguiu no domingo, com um grande show de artistas paraenses, em uma grande mistura de ritmos do instrumental do pianista Paulo José Campos de Melo às batidas e “treme” do tecnobrega com Viviane Batidão, Fruto Sensual e Keila Gentil. Também faziam parte do elenco de artistas Fafá de Belém, Pinduca, Chimbinha,

Almirzinho Gabriel, Lia Sophia, Nilson Chaves, Liah Soares, Manoel Cordeiro, Felipe Cordeiro, Edilson Moreno, Lucinha Bastos, Arthur Espíndola, Kim Marques, Arraial do Pavulagem, Andreia Pinheiro, Paulo André Barata, Mahrco Monteiro, Banda Xeiro Verde, Juninho Pop e Grupo de Dança Trilhas da Amazônia. Segundo o o governador Simão Jatene, que participou da programação: “É importante destacar que a Arena Guilherme Paraense foi feita para construir sonhos esportivos e culturais de modo que o povo paraense seja o grande beneficiado. Hoje, estamos tendo a primeira experiência cultural e o potencial que percebemos é do tamanho que a Arena tem. Nada mais justo que fazer esse tributo à nossa cultura em um local que receberá muitos outros grandes eventos”.

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Uma casa adaptada para cadeirante foi montada bem no meio do galpão 3 e chamando a atenção de quem passa pelo local. As mesas, móveis, pias e espelhos foram todos colocados de acordo com as regras da ABNT e garantem a acessibilidade necessária para qualquer deficiência

I Feira Estadual

Existir Fórum de Tecnologia e Feira Existir encantaram visitantes na Estação das Docas

Texto Erika Torres e Kátia Aguiar Fotos Cristino Martins/ Ag. Pará, Fernando Nobre / Ascom Seduc

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governador Simão Jatene participou da abertura oficial da feira e falou da importância de transformar problemas em desafios para então superá-los, o que considera uma rica relação entre as pessoas e, principalmente, do comprometimento pessoal na construção de uma sociedade mais moderna, justa e feliz. “Sou daqueles que acham que o conhecimento só tem sentido se ele estiver a serviço da construção de uma sociedade melhor. Uma sociedade é tão mais moderna e contemporânea, quanto mais ela garante que todas as pessoas possam realizar os seus talentos”, avaliou Jatene ao agradecer a participação dos pais, professores e pesquisadores no

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evento. O governador também falou sobre o Plano Estadual de Ações Integradas à Pessoa com Deficiência (Plano Existir), lançado pelo Governo do Pará em 2012, com o intuito de promover ações a partir dos eixos saúde, educação, acessibilidade e inclusão social para a promoção dos direitos fundamentais da pessoa com deficiência, desejando que o projeto se fortaleça e alcance novos patamares. “Vida longa ao existir e que todos nós sejamos capazes de existir contribuindo para que cada um e todos os outros, existam. Existir é se realizar ou poder realizar todo potencial e talento, todo amor que cada um e todos nós temos em nossos corações”, finalizou. Para a diretora do Núcleo de Articulação e Cidadania, Daniele Khayat, o Plano Existir é um exemplo para o Brasil. “O Pará constrói o futuro e o presente para o Pará que queremos em 2030, onde pretendemos expor e contar a história de esforços e metas de inclusão social que foram alcançadas com a participação dos sujeitos, articulação envolvendo a sociedade civil, integração das áreas de conhecimento em educação e pesquisas, adesão de parceiros e adoção de produtos assistidos. É isso que queremos”, reiterou a diretora ao lembrar que a inclusão social é um compromisso de todos. “Cabe a todas as áreas dos setores fomentarem, ainda mais, as discussões a cerca da garantia dos direitos da pessoa com deficiência, possibilitando que o conhecimento e os impactos da tecnologia aprimorem as políticas públicas, qualifiquem profissionais e contribuam para a acessibilidade”. Após a Simão Jatene, e esposa conferindo equipamentos e tecnologias para pessoas com deficiência

“Desejamos á todos um Feliz Natal e Próspero Ano Novo”

Na apresentação musical de David Valente

cerimônia oficial de abertura, com a presença de autoridades, o governador Simão Jatene, acompanhado da primeira-dama, Ana Jatene, visitou o estandes da feira que é destinada tanto para pessoas com deficiência e seus familiares, como para profissionais do setor de inclusão, reabilitação, acessibilidade, educação, entre outros. Na feira, estão pesquisas tecnológicas que permitem, por exemplo, a comunicação com o computador através do movimento dos olhos ou da programação mental, e também as atividades que melhoram do desenvolvimento motor dos pacientes, como a equoterapia (fisioterapia com cavalos) e os esportes adaptados. Toda a estrutura da feira foi planejada para atender com qualidade as pessoas com deficiência, desde a largura dos corredores, que propiciam o trânsito de cadeira de rodas, como a marcação no piso, para quem não consegue enxergar. A exposição serve de vitrine para as discussões teóricas e práticas que se desenvolvem no universo acadêmico, além de contribuir para a mobilização da população, em torno de temas e atividades de ciência e tecnologia (C&T) voltados para a Tecnologia Assistiva, acessibilidade para a inclusão de pessoas com deficiência, valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação. O evento também contribui para chamar a atenção para a importância da

Tecnologia Assistiva para a vida das pessoas com deficiência, assim como estimular jovens pesquisadores para produzir conhecimento e desenvolver protótipos e produtos nessa área, conhecer e discutir os resultados, a relevância e o impacto das pesquisas científicas e da tecnologia e suas aplicações para a inclusão social.

Tecnologia

Nos estandes da Feira era possível conhecer o trabalho de empresas, nacionais e internacionais, que fornecem equipamentos especializados, como cadeira de rodas, software e materiais para comunicação aumentativa e alternativa, aparelhos auditivos, tablets controlados pelo movimento dos olhos, entre outros produtos e serviços tecnológicos dirigidos às áreas de educação, saúde e esporte. No evento também estão expostos cômodos de uma casa adaptada e um veículo para pessoa com deficiência. No local também são repassadas orientações sobre o Cheque Moradia Especial e elevadores para cadeirante. O visitante ainda pode participar de pequenas partidas de esportes adaptados, prestigiar as apresentações culturais que acontecem ao longo do dia, assistir palestras e participar das conferências. Durante o Fórum houve o concurso de

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inovação em tecnologia assistiva, em que estudantes e pesquisadores apresentarão trabalhos nas categorias e áreas temáticas: Tecnologia Assistiva para deficiência visual; auditiva; física; múltipla; para Deficiência Intelectual e autismo; para deficiência psicossocial; Inclusão; Acessibilidade; e Políticas Públicas em Tecnologia Assistiva. Houve ainda o lançamento de uma revista infantil sobre comunicação alternativa nas escolas. A publicação, em formato de e-book, teve exemplares impressos que foram entregues aos inscritos no Fórum. A revista visa mostrar que no ambiente escolar infantil há possibilidades de se comunicar com crianças com deficiência na fala, por meio do uso da tecnologia de tablets e computadores, entre outras ferramentas.

Mais de 30 expositores apresentam produtos e serviços que facilitam o tratamento e a vida das pessoas com as mais diversas deficiências

Novidades tecnológicas

As novidades tecnológicas surpreenderam os visitantes que foram, à I Feira Estadual Existir e V Fórum de Tecnologia Assistiva e Inclusão Social da Pessoa com Deficiência. Os mais de 30 expositores da feira apresentaram produtos e serviços que facilitam o tratamento e a vida das pessoas com as mais diversas deficiências. Já o fórum reuniu pesquisadores e estudiosos que debateram sobre o tema. Alguns projetos da feira foram destaque, como a casa adaptada para cadeirantes que foi montada bem no meio do galpão 3 e chama a atenção de quem passa pelo local. As mesas, móveis, pias e espelhos foram todos colocados de acordo com as regras da ABNT e garantem a acessibilidade necessária para qualquer deficiente. O cadeirante Alan Silva, de 25 anos, foi um dos visitantes da feira. O jovem perdeu os movimentos das pernas há três anos, depois de um acidente de carro, e conta que hoje comemora a oportunidade de ter sobrevivido e acompanhar o crescimento do filho. “A gente tem muita dificuldade em saber informações sobre acessibilidade. Gostei de ver de perto um carro adaptado para cadeirante. A feira foi muito legal, uma

No estande da Gameterapia e do Nedeta, Felipe e outras pessoas puderam interagir e conferir uma parte do trabalho desenvolvido pelo Núcleo, que perpassa desde o uso de tecnologias para a reabilitação

iniciativa muito boa, pra gente um incentivo a mais, e também para cadeirantes que não gostam de sair de casa, a se motivarem a ver que o Estado está preocupado com a saúde de cada um de nós”, disse Alan. Professor de Língua Portuguesa, Aguinaldo da Silva Barros, 30 anos, ensina braile a

crianças cegas. No restante do dia se dedica a outra paixão: ser radialista esportivo. O professor, que tem deficiência visual desde que nasceu, foi um dos convidados do V Fórum de Tecnologia Assistiva e Inclusão Social da Pessoa com Deficiência para compartilhar com os presentes a história de su-

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Na feira o público conheceu o trabalho de comunicação inclusiva voltada para portadores de deficiência física desenvolvido pela Seduc nas unidades de ensino

O atleta paralímpico Luis Gustavo Andrade, 18 anos (foto), foi medalhista das Paralimpíadas Escolares 2015, em Natal (RN), na modalidade bocha

peração da própria vida. “Eu sempre fui muito ousado. A minha deficiência nunca foi um problema para minha vida. Muitas famílias excluem o deficiente. A minha família sempre me apoiou”, conta. Aguinaldo ensina braile na rede municipal de ensino para 57 crianças com baixa visão e 14 cegos. Ao todo são 71 crianças que veem no exemplo e ensino dele, esperança para um futuro promissor. “Percebo muitas crianças que sofrem de isolamento por causa da deficiência. Como professor e pessoa cega procuro repassar todos os conhecimentos para que eles adquiram confiança em si”, ressalta. Aguinaldo é casado com Tatiana Artur Barros, 40 anos, também professora. Juntos aproveitaram para visitar os estandes da I Feira Existir. No estande do Centro de Ciências e Planetário da Universidade do Estado do Pará (Uepa), Aguinaldo pode tocar em réplicas ampliadas de células animais e vegetais feitas de papelão, plástico, cola, E.V.A, e assim sentir e imaginar como elas são. Sensação que nunca havia experimentado.

Próteses acessíveis

Há 17 anos, por um descuido ao consertar a própria caminhonete, o motorista e mecânico Nazareno Corrêa Miranda lesionou o

O NEL vem desenvolvendo um trabalho sistemático que tem garantido uma participação decisiva do Pará em competições nacionais, com destaque para a classificação e seleção de atletas que disputaram as Paralímpiadas do Rio 2016

antebraço direito a ponto de romper os nervos, as veias, fraturar o osso e sofrer parada cardíaca. Após passar por incontáveis cirurgias, o braço de Nazareno atrofiou. Ele não conseguia fazer nenhum tipo de movimento. Para tratamento e reabilitação, Nazareno foi encaminhado ao Laboratório de Tecnologia Assistiva (Labta) da Uepa. São 16 anos de tratamento que deram resultado. Hoje ele consegue mexer os braços, pegar objetos, abrir e fechar as mãos. Trabalha como vendedor, pedreiro e encanador. Os movimentos são auxiliados por órteses feitas de velcro e ligas elásticas doadas pelo Labta. As órteses, que têm a função de auxiliar

os movimentos de um membro comprometido, e as próteses, que substituem membros que não existem, estavam em exposição no estande do Labta. Os materiais são recicláveis feitos com PVC, papelão, plástico, couro, borracha, o que os torna de baixo custo e acessíveis a todos. No estande havia colheres e garfos para quem perdeu a força nas mãos e quer independência na hora de se alimentar, próteses e órteses para a mobilidade das mãos e pés, entre outros. Todo o material é feito sob medida para o paciente e doado pelo Labta. Para falar das últimas pesquisas e o que há de novidade na área, o pós-doutor em Mecatrônica, doutor Marcelo Henrique Stoppa palestrou no Teatro Maria Sylvia Nunes sobre o Desenvolvimento de Próteses Economicamente Acessíveis. Ele destacou os desafios em se produzir materiais específicos às necessidades de cada paciente e ressaltou que, com o tempo, as próteses e órteses vão sendo aperfeiçoadas. Ele mostrou uma prótese que obedecia por comando de voz a ação de pegar o copo e soltar o copo.

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vitória. Ele acompanha todos os movimentos da pequena bola e se esforça ao máximo para rebater todas do adversário. Quando o jogo é de futebol, ele não se intimida. Levanta da cadeira de rodas, alguém o segura por trás e ele chuta com toda a força que pode. Com os jogos, Felipe, além de dar boas gargalhadas, também se movimenta, ação que parecia impossível há seis anos atrás. Felipe tem sequelas de paralisia cerebral. De acordo com a mãe, Margareth Rodrigues Soares, 47 anos, os médicos disseram ter sido decorrente da falta de oxigênio no cérebro durante o parto. “Eu nunca coloquei a culpa em Deus. Mas no começo não sabia lidar com a doença. O pescoço dele era mole, não mexia o braço esquerdo, e nem falava nada”, conta ela. Após seis anos de tratamento no Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade (Nedeta), a mãe de Felipe sonha em vê-lo se tornar independente. “A gente nunca sabe o que pode ser do futuro. Pode ser que eu não esteja mais aqui futuramente e meu maior desejo é vê-lo sendo independente. Hoje ele se veste, come sozinho e vai a escola”, diz. No estande da Gameterapia e do Nedeta, Felipe e outras pessoas puderam interagir e conferir uma parte do trabalho desenvolvido pelo Núcleo, que perpassa desde o uso de tecnologias para a reabilitação, assim como a roupa biocinética, publicações sobre educação inclusiva, cadeiras adaptadas, entre outros. As inscrições para as palestras podem ser feitas gratuitamente no site www.nac. pa.gov.br. O evento é promovido pelo governo do Estado, por meio do Núcleo de Articulação e Cidadania (NAC) e Universidade do Estado do Pará (Uepa).

Casa adaptada à portadores de necessidades especiais é destaque na programação

O protótipo de uma casa adaptada para as necessidades de deficientes físicos é um

O Clube Escola Paralímpico contempla as necessidades dos estudantes com dificuldades específicas, tendo por base a prática de esporte adaptado

dos grandes destaques da feira. O modelo foi exposto pela Companhia de Habitação do Pará (Cohab), que também manteve um estande onde estavam sendo fornecidas orientações sobre o programa Cheque Moradia, destinado a pessoas com necessidades especiais. Com 27m², o protótipo é composto de sala e cozinha conjugada, um quarto e banheiro, conforme as normas brasileiras da ABNT NBR 9050, que definem metragem de 95 cm para as portas de acesso, banheiro amplo medindo 2,70m x 1,50m, com quatro barras de apoio próximas ao chuveiro, vaso sanitário e lavatório, além de rampas de acesso, entre outros. “Esse é um protótipo pensado para que essas pessoas possam viver dentro dos padrões de acessibilidade e com qualidade. A partir do acesso ao Cheque Moradia, o cadeirante poderá dispor de um projeto com sala, quarto, cozinha e banheiro com todos os dispositivos necessários para o seu bem estar”, destaca a presidente da Cohab, Lene Farinha. Com o auxílio do Cheque Moradia, os portadores de necessidades especiais inscritos

no programa podem obter recursos que somam R$ 15.700,00 para a construção ou adaptação de moradias nos mesmos moldes. A Cohab disponibiliza ainda assistência técnica e a lista de materiais necessários para a construção do imóvel. Já para uma casa de dois quartos, com 35m², a Cohab disponibiliza R$ 18 mil. Nos dois casos, os recursos são entregues ao beneficiado em duas etapas. Estima-se que cerca de 3 mil pessoas tenham passado pelo local e conhecido produtos e serviços que facilitam o tratamento e a vida de pessoas com deficiência. Foram realizadas três palestras gratuitas na sala Estação Business, no Armazém 2. A primeira foi sobre o tema Lei Brasileira de Inclusão, a segunda sobre Bio e Neuro Estimulação e a terceira sobre Acessibilidade na Era Digital. Durante a tarde, atletas deficientes visuais e com síndrome de down atendidos pela Associação Souza Filho de Artes Marciais (Asfam) apresentaram golpes de judô. Também houve apresentação de esgrima em cadeira de rodas, grupo de dança e apresentação de músicos da Fundação Carlos Gomes.

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O fórum reuniu pesquisadores e estudiosos que debatem sobre o tema acessibilidade

a sociedade quer e por isso foi esse sucesso. Aqui mostramos o que muitas pessoas estão precisando”, falou Megale. A I Feira Existir foi considerada um sucesso de público e abriu espaço para novas edições. “Eu achei que a feira foi surpreendentemente maravilhosa, pois ela conseguiu mexer com as pessoas que visitaram e deixar essa sensação da necessidade da gente

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se rever como pessoa. Algumas reclamam tanto da vida e dos problemas que têm e vemos pessoas com as mais variadas deficiências levando a vida com tanta leveza e simplicidade e isso é um exemplo de vida. O evento deixou gostinho de quero mais, com a possibilidade de mais parceiros, para que a próxima edição seja ainda maior”, garantiu a primeira dama Ana Jatene.

Alunos portadores de necessidades especiais atendidos pelo Núcleo de Esporte e Lazer da Seduc fizeram uma apresentação de esgrima em cadeira de rodas

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Os empresários e irmãos Thyago e Alex Cunha conheceram a Feira e ficaram surpresos com as tecnologias. “Viemos prestigiar o evento e descobrimos coisas incríveis para ajudar pessoas com deficiência. É a primeira vez que visito uma feira como essa e achei a iniciativa maravilhosa”, contou Thyago. No final da tarde servidores do NAC fizeram a entrega dos certificados de participação para os mais de 30 expositores. “Conseguimos apresentar para a sociedade tudo o que o Governo vem oferecendo para as pessoas com deficiência e também o que tem de mais inovador no mundo em tecnologia assistiva. Inovações para melhoria, qualidade e facilidade da vida da pessoa com deficiência, para que ela possa ter seus direitos e inclusão social garantidos”, explicou Daniele Khayat, diretora geral do NAC. O cadeirante e professor de geografia da Universidade Federal do Pará, Luiz Pacheco, parabenizou o Governo pela iniciativa. “Como deficiente, eu fiquei encantado com as tecnologias apresentadas. São soluções muito interessantes para que possamos exercer de forma mais digna e consistente a nossa cidadania. Fiquei extremamente envolvido pelas propostas pedagógicas apresentadas no Fórum pela universidade. Uma oportunidade única de conhecer as propostas para a melhor inclusão e ter contato com pessoas com outras deficiências”, relatou o professor. Durante a cerimônia de encerramento professores, alunos de universidades particulares e públicas, além de empresários que patrocinaram a construção da casa adaptada exposta na Feira, foram homenageados com estatuetas do Plano Existir e certificados. “Gostaria de parabenizar todos, pois sem a união e parceria entre os que estão aqui esse evento seria impossível. Agradeço especialmente ao Nedeta, que é o nosso orgulho e de todo o Estado pelo trabalho desenvolvido”, disse o reitor da Uepa, Juarez Quaresma. O chefe da Casa Civil, José Megale, esteve presente representando o governador Simão Jatene. “A feira vem ao encontro do que

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Governador sanciona leis para dinamizar a economia paraense durante Feira do Empreendedor Texto Lidiane Sousa Fotos Thiago Gomes / Ag. Pará

O governador Simão Jatene sancionou dois importantes instrumentos quer vão impulsionar e dinamizar a economia paraense: a Lei do programa Pará Profissional e a Lei Estadual de Inovação

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governador Simão Jatene sancionou dois importantes instrumentos que vão impulsionar e dinamizar a economia paraense: a Lei do programa Pará Profissional e a Lei Estadual de Inovação. A assinatura ocorreu na abertura da 8ª Feira do Empreendedor, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. Na ocasião, o chefe do Executivo Estadual também fez a entrega do Estatuto da Micro e Pequena Empresa aos representantes do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Pará (Sebrae/PA). “Essas três ferramentas contribuem para o dinamismo do mercado e para que cada um possa desenvolver todo o seu potencial, que possa ser um protagonista do seu tempo. E em um momento como esse que estamos vivendo, de crise, isso é fundamental. Certamente, quando conseguirmos sair dela estaremos mais preparados para enfrentar e aproveitar a fase de retomada do crescimento”, afirmou Simão Jatene. O Pará Profissional busca a qualificação de jovens e adultos por meio da educação profissional e tecnológica. A base do ensino levará em consideração as demandas sociais existentes, as vocações produtivas regionais, a superação das desigualdades, a promoção da inclusão social, entre outros fatores que garantam maiores oportunidades de trabalho, emprego e renda para os cidadãos. Para o governador, o processo de qualificação profissional tem que ter agilidade, mas tem que se adaptar às demandas do momen-

to. “Como ainda não se tinha uma estrutura ágil, que valorizasse a expertise de alguns profissionais em detrimento da formação de pessoas, muitas vezes acabava se perdendo a chance de gerar um novo posto de trabalho que pudesse ser ocupado por alguém daqui. E com esse programa você trabalhará a capacitação de acordo com a necessidade do mercado local, se adaptando aos ciclos da economia”, explicou o governador. Entre os objetivos específicos estão a promoção de cursos profissionalizantes nas modalidades de ensino técnico subsequente e a formação inicial e continuada; formação de parcerias que potencializem, em termos técnicos e financeiros, as ações do programa; interiorização da educação profissional e tecnológica por meio de parcerias com

municípios e demais atores locais e regionais; e o maior alcance de pessoas por meio da implantação de um sistema eficaz de educação a distância. O programa prevê ainda a oferta de cursos de capacitação aproveitando, além das escolas tecnológicas estaduais, espaços como as escolas estaduais e municipais de ensinos Fundamental e Médio ou ambientes adequados oferecidos por empresas.

Oportunidades

Outro dispositivo para o desenvolvimento do Estado é a Lei Estadual de Inovação. A legislação facilitará a cooperação entre os setores público, privado e a academia, incentivando a pesquisa, extensão científica,

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Jatene, fez a entrega do Estatuto da Micro e Pequena Empresa aos representantes do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Pará

inovação e desenvolvimento de produtos mais competitivos diante do mercado nacional e mundial. “A ciência só tem sentido se for colocada à serviço da população. Esse processo de produção científica e de transformação do conhecimento em algo prático, em uma ferramenta ou equipamento que melhore a vida das pessoas, é um caminho complexo. E o que o programa de inovação busca é incentivar que esse processo para que o caminho a ser percorrido seja mais curto, mais rápido e possa atender a maioria da população”,

destacou Simão Jatene, lembrando que, ao direcionar recursos para projetos inovadores, o governo estimulará a competitividade e o desenvolvimento econômico e social no estado. Durante a cerimônia, o governador fez ainda a entrega do Estatuto da Micro e Pequena Empresa, uma iniciativa do Fórum Estadual das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Pará – FEMEP. O documento assegura benefícios como a ampliação da participação do setor nas compras governamentais, facilidade no acesso ao

crédito e estímulo à inovação e à educação empreendedora, além da simplificação de procedimentos. “O Estatuto abre possibilidades de negócios na relação do privado com o Estado, mas, particularmente, dando uma atenção especial para o micro e pequeno empreendedor que, apesar de ter menos chance de competir, têm um papel fundamental na nossa economia. Então e Estatuto permite que eles possam cada vez mais, com apoio do Estado e de políticas públicas, ampliar o seu potencial”, frisou Jatene. Segundo dados do Sebrae-PA, em 2015, as pequenas e micro empresas responde-

“Com o programa vamos trabalhar a capacitação de acordo com a necessidade do mercado local, adaptando aos ciclos da economia”, explicou o governador, durante o lançamento do Pará Profissional

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“Cerca de 93% das empresas paraenses são micro e pequenas, então é muito mais do que nossa obrigação apoiá-las”, destacou o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Fernando Yamada

que tenhamos programas que projetem os resultados das descobertas científicas para melhorar a qualidade dos produtos nessas cadeias. Da mesma forma, é importante que todos os atores tenham a chance de participar desse processo, entre eles as micro e pequenas empresas”, reiterou o governador.

Feira do Empreendedor ram por 96,6% dos empreendimentos e por 31,4% do total de empregos formais gerados no estado, percentual superior à média nacional, de 95%. “Este Estatuto é um dos mais modernos do Brasil, principalmente no quesito de compras públicas. Nesse momento delicado da economia, flexibilizar esse acesso dá mais competitividade e uma melhor condição para que essas pequenas empresas tenham mais acesso a recursos, alcancem um desenvolvimento mais acelerado e gerem mais emprego e renda”, pontuou o diretor superintendente do SebraePA, Fabrizio Guaglianone. Tanto o Pará Profissional quanto o Estatuto fazem parte das 17 medidas assinadas pelo governador Simão Jatene, em junho deste ano, durante o lançamento oficial do programa Pará 2030, planejamento estratégico para o desenvolvimento econômico e social do estado que tem como base a sustentabilidade. Ainda segundo o governador, as três iniciativas estão em consonância com os desafios e a própria essência do projeto. “O Pará 2030 procura identificar aquelas cadeias produtivas que tem maior potencial de geração de renda, emprego e de articula-

ção com outras atividades para dinamizar a economia. Mas, para isso, é necessário que, primeiro, você tenha pessoas capacitadas para trabalhar nessas atividades, daí o programa de formação, e para isso é importante

Com o tema “Negócios que pulsam no ritmo das oportunidades”, a 8º edição da Feira do Empreendedor busca fomentar a criação de um ambiente favorável para a geração de oportunidades de negócio, incentivando o surgimento, a ampliação e a diversificação

As secretarias estaduais ligadas ao setor produtivo, de saúde e de meio ambiente também participam do evento compondo o estande da RedeSimples - Integrador Pará

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de empreendimentos sustentáveis. Na programação, palestras, seminários, encontros de negócios, rodadas e oficinas distribuídas em 15 salas e três auditórios, totalizando cerca de 300 eventos de capacitação. A expectativa é que mais de 17 mil pessoas visitem a feira durante os quatro dias de programação. “Nós teremos algo em torno de 20 mil vagas de capacitação em diversos temas e segmentos. Isso faz muita diferença, pois hoje o consumidor tem mais informação, é mais exigente e cobra mais das pequenas empresas. Por sua vez, elas estão atentas a essas mudanças e se preparando para se reposicionar”, destacou Fabrizio Guaglianone. A feira deste ano conta com mais de 100 estandes, em 3.500 m² de área de exposição, distribuídos em espaços de atendimento, oportunidades e modelos de negócios onde os visitantes tiveram acesso a máquinas, equipamentos, produtos e serviços que os auxiliem a iniciar, expandir e diversificar seus negócios. As secretarias estaduais ligadas ao setor produtivo, de saúde e de meio ambiente também participam do evento compondo o estande da RedeSimples - Integrador Pará. O serviço permite ao empreendedor que já estiver em dia com a documentação da sua empresa, legalizá-la em tempo reduzido e receber orientações das instituições envolvidas no processo em um único lugar. Entre as instituições presentes estão a Secretaria de Meio Ambiente (Semas), Secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Divisão de Polícia Administrativa (DPA), Vigilância Sanitária/Secretaria de Saúde (Sespa), Junta Comercial do Pará (Jucepa), Receita Federal do Brasil, Secretaria de Estado de Fazenda (Sefa), Corpo de Bombeiros, prefeituras de Belém, Ananindeua e Marituba. “Hoje o esforço do Sebrae-PA não é apenas prestar serviço para o micro e pequeno empreendedor, mas fazer com que essas empresas se tornem cada vez mais produtivas e competitivas. Temos consciência de

3.500 m² de área de exposição, distribuídos em espaços de atendimento, oportunidades e modelos de negócios onde os visitantes tiveram acesso a máquinas, equipamentos, produtos e serviços que os auxiliem a iniciar, expandir e diversificar seus negócios

que exercemos um papel fundamental no desenvolvimento do estado. Acreditamos que fomentar os pequenos negócios é um dos caminhos para que o país possa superar a crise”, comentou o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Fernando Yamada. E os números confirmam isso. Segundo Yamada, cerca de 95% das empresas brasileiras são micro e pequenos empreendimentos e respondem por 60% dos empregos gerados no país.”E nessa crise elas têm feito toda a diferença. Em 2004, 84% dos novos empregos foram gerados por elas. E em nosso Estado não é diferente. Cerca de 93% das empresas daqui são micro e pequenas, então é muito mais do que nossa obrigação apoiá-las”, completou Fernando Yamada. Também participaram da cerimônia de abertura o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho; o prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro; o titular da Sedeme, Adnan Demachki; o secretário de Estado de Turismo, Adenauer Góes; a presidente da Junta Co-

mercial do Pará, Cilene Sabino; o vice-presidente da Federação do Comércio de Bens e Serviços do Pará, Omar Fernandes; o presidente da Associação Paraense de Supermercados, Jorge Portugal; o presidente da Associação Comercial do Pará, Fábio Lúcio Costa; o superintendente do Sebrae no Amapá, João Carlos Calage Alvarenga, entre outros secretários de estado, autoridades locais e conselheiros do Sebrae no Pará.

PCT Guamá leva inovação à Feira do Empreendedor

Em parceria com o Sebrae, o Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá), levou à feira laboratórios, startups e empresas instaladas para que o público pudesse conferir de perto o que é desenvolvido no parque tecnológico. As iniciativas ligadas ao PCT Guamá podiam ser encontradas em três pontos distintos da Feira: no espaço de coworking, que concentra startups que atuam em ramos

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variados, como engenharia civil, saúde e Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC); no estande de Inovação e Tecnologia, espaço organizado pelo Sebrae que reúne Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) ligadas à Rede NAMOR e à UFRA; e no estande do Governo do Estado. “Esta é uma ótima oportunidade para desmitificar o papel de um parque de ciência e tecnologia e nos aproximarmos dos micro e pequenos empresários. Os visitantes podem entender, de maneira prática, como um laboratório avançado de P&D pode auxiliar no desenvolvimento de seus produtos ou processos, além de conhecer as demais facilidades oferecidas pelo parque tecnológico”, afirmou Antônio Abelém, diretor presidente do PCT Guamá. Outro laboratório que chamou a atenção no primeiro dia de feira foi o Centro de Excelência em Eficiência Energética da Amazônia (Ceamazon), que apresentou aos empresários serviços que podem reduzir, em até 20%, a conta de energia elétrica. As empresas instaladas Inteceleri, Mundo Digital Interativo e Idee Amazônia também estiveram expondo as suas soluções no espaço do PCT Guamá.

A feira deste ano contou com mais de 100 estandes onde os visitantes terão acesso a máquinas, equipamentos, produtos e serviços que os auxiliem a iniciar, expandir e diversificar seus negócios

Negócios

Nos estandes do Governo do Estado e do Inovação e Tecnologia, os visitantes puderam conhecer as oportunidades de instalação no parque tecnológico, por meio de lotes, módulos empresariais ou espaço compartilhado de trabalho; as oportunidades do Projeto de Qualificação para Exportação, programa da Apex-Brasil, operado localmente pelo PCT Guamá, que tem o objetivo de fomentar a cultura exportadora e auxiliar os que estão iniciando no mercado externo; as facilidades oferecidas pela unidade de negócios do PCT Guamá, que auxilia no acesso a serviços de captação de recursos, propriedade intelectual e promove aproximação com investidores; e, por fim, as facilidades oferecidas pelo i connect, ambiente virtual que tem o objetivo de conectar pes-

O PCT Guamá levou à feira laboratórios, startups e empresas instaladas para que o público pudesse conferir de perto o que é desenvolvido no parque tecnológico

quisadores, estudantes e profissionais para o fortalecimento do ecossistema do empreendedorismo inovador.

Governo do Estado oficializa projeto Redesim

Um dos destaques da programação da

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Feira do Empreendedor, foi o Encontro Estadual Pará Mais Simples, que contou com a participação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Na ocasião, o secretário Luiz Fernandes Rocha acompanhou a assinatura e oficialização do projeto de Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim).

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A assinatura e oficialização do projeto de Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) reuniu representantes dos órgãos estaduais adesos à iniciativa

A integração entre diversos órgãos facilitará a abertura de empreendimentos, desburocratizando o licenciamento ambiental no Pará. “Não se pode falar apenas em flexibilizar o licenciamento sem fortalecer o monitoramento, especialmente em nível municipal. O governo do Estado tem buscado isso incessantemente. Estamos transformando o processo para fomentar as oportunidades”, avaliou Luiz Fernandes, ressaltando a parceria do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Pará (Sebrae-PA). São 107 municípios capacitados para gestão municipal no Pará, fator essencial para a integração proposta pelo Redesim, que também contará com a adesão da Secretaria de Fazenda (Sefa), Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Junta Comercial do Pará (Jucepa), Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Prefeituras de Belém, Ananindeua e Marituba, entre outros órgãos. Fabrizio Guaglianone, diretor-superintendente do Sebrae-PA, contou que as oportunidades de negócio e a eficácia da gestão de cada um deles tende a melhorar com a aplicação do Redesim. “Assim mais tempo será investido cuidando da empresa e das pessoas, e menos tempo com grandes burocracias e altos custos operacionais”, destacou. Para apoiar o Redesim, o Sebrae-PA

já ofertou quatro mil horas de consultoria que mobilizaram mais de 300 agentes municipais. Pensado para subsidiar impactos positivos em regiões de densidade empresarial significativa, o Redesim e já é uma realidade no Pará, que está tomando a dianteira do projeto no país, junto com Minas Gerais e Alagoas. Até agora, 12 municípios já estão integrados e outros cinco em processo de implementação. A expectativa é de que até 2017 o número de municípios integrados chegue a 32, contemplando também empreendimentos de alto risco e cobrindo 80% do empresariado no estado de forma digital.

dentro da Feira. No encerramento da Feira, nove empresas estrangeiras sentaram para negociar com pequenos negócios paraenses. Na área de cosméticos, vieram empresas da República Dominicana, Peru, Angola, Líbano e duas da Colômbia. Outras três do Suriname, Guiana Francesa e Martinica (departamento ultramarino insular francês no Caribe) tinham interesse em negociar com empresas paraenses dos ramos de alimentos e bebidas, confecções e acessórios cosméticos e tecnologias digitais. Na Rodada de Negócios Internacionais, foram registrados 800 mil dólares em negócios fechados e 1,7 milhão em expectativas de negócios. O diretor-superintendente do Sebrae no Pará, Fabrizio Guaglianone, parabenizou a equipe envolvida na execução da Feira. “Foram 10 meses de preparação para este Feira, mas valeu a pena Mais de 200 funcionários do Sebrae no Pará, c que representa cerca de 90% do nosso corpo funcional, estiveram aqui se revezando no atendimento e orientação aos nossos expositores, aos pequenos negócios, como também àqueles que travaram aqui seu primeiro contato com o universo do empreendedorismo. E o resultado não poderia ter sido melhor. Superamos todas as nossas expectativas, tanto de público como de volume de prospecção de negócios”, disse Guaglianone.

O encerramento da 8ª Feira do Empreendedor, no Hangar

A 8ª Feira do Empreendedor encerrou com quantidade de público e de volume de prospecção de negócios acima do que esperavam seus organizadores. Em volume de prospecção de negócios foram registrados mais de R$ 10 milhões. Durante os quatro dias de evento, foram mais de 300 seminários, palestras, workshops, encontros de negócios, rodadas de negócios, oficinas de capacitação, entre outros serviços e oportunidades oferecidos

“Não se pode falar apenas em flexibilizar o licenciamento sem fortalecer o monitoramento, especialmente em nível municipal”, avaliou o titular da Semas, Luiz Fernandes

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Imagem da serie “Orgânicos”, iniciada em 2011

Orgânicos A apresenta a integração do corpo com a natureza Mostra de Luciana Magno foi aberta ao público no Espaço Cultural Banco da Amazônia 30

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interligação do corpo com a natureza e a similaridade da constituição da vegetação, da terra com o ser humano é o que leva o público a refletir quando contempla as imagens e vídeos da nova exposição “Orgânicos”, da artista Luciana Magno, aberta no dia 17 de novembro de 2016, no Espaço Cultural Banco da Amazônia. De acordo com a artista, Orgânicos são exercícios que buscam o entendimento de integração corpo natureza, compostos em base por moléculas de carbono e hidrogênio, encontradas em toda constituição de matéria viva. “Nosso organismo é constituído da mesma matéria orgânica que está na terra, na folha de uma árvore, na pata da formiga. Quando morremos, nosso corpo volta a terra pra ser decomposto por bactérias que vão se alimentar e gerar nutrientes para seres vivos próximos, uma árvore, uma grama, uma minhoca e lá na frente o ciclo se renova quando alguém come uma fruta ou um pedaço do bife do animal herbívoro que comeu aquela grama, estamos todos interligados”, relata Luciana. Essa mostra é um recorte da série Orgânicos que, segundo a curadora, Marisa Mokarzel, integra a pesquisa que Luciana Magno vem desenvolvendo desde 2011, tendo como foco central a questão do corpo. www.paramais.com.br

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Responsável pela mostra, Luciana Magno e curadora Marisa Mokarzel

Esta série foi se intensificando e evidenciando ainda mais a pesquisa em que o corpo da artista mimetiza-se com a natureza, incorporando-se à paisagem. “Cabelos, pernas, troncos, algas, cipós, árvores e pedras ganham uma organicidade, passam a pertencer a único corpo que não dissocia o ser humano da natureza”, explica Mokarzel no

Com a Mostra, o público pode refletir sobre a interligação do corpo com a natureza

catálogo da exposição. “Orgânicos” possui performances dirigidas para a fotografia e para o vídeo, vivenciadas de caráter multiterritorial e multicultural. Em 2014, a série fez parte do Projeto Telefone sem fio: Oiapoque ao Chuí, onde a artista atravessou cinco regiões brasileiras em um estúdio móvel, e assim registrou o que experimentou em 33 cidades. Algumas obras como a TransAmazônica, Belterra, que estão na série, nasceram nesse período e são resultantes da vivência pelas estradas brasileiras. As fotos e vídeos foram feitos com as contribuições de Luciana Lemos e Solon Ribeiro. Com boa parte da pesquisa focada no mapa político do estado do Pará, da sua vegetação e da utilização dos recursos naturais, Orgânicos contou também com o apoio em 2013 da Bolsa de Pesquisa e Experimentação Artística do instituto de Artes do Pará. Para a bancária Alice Alves, que participou do vernissage da exposição, essa é uma mostra bem diferente. “A forma como foi colocada a projeção dos vídeos e feita a apresentação do corpo integrado à natureza foi sutil e muito interessante”, comentou. Na solenidade de abertura da exposição,

Diretor de Infraestrutura do Negócio do Banco da Amazônia, Valdecir Tose

participaram vários artistas e convidados. Representando o Banco da Amazônia, estiveram presentes o diretor de Infraestrutura do Negócio, Valdecir Tose, e o gerente de Imagem e Comunicação, Luiz Lourenço de Souza Neto.

Prêmio

A exposição “Orgânicos” foi uma das contempladas em 2016 com o Prêmio Banco da Amazônia de Artes Visuais, que ocorre anualmente, por meio de Edital público. Desde que iniciou suas atividades, em 2001, o Espaço Cultural do Banco da Amazônia já totalizou mais de 56 exposições. A partir de 2011, com a criação do “Prêmio Banco da Amazônia de Artes Visuais”, quatro projetos são selecionados, anualmente, para ocupar a galeria que fica na entrada da instituição, em frente à Praça da República. Além dos projetos selecionados, o Espaço Cultural tem seu calendário anual preenchido com mais dois exposições de temáticas e produção definidas pela Gerência de Imagem e Comunicação – GICOM, mediante aprovação da Direção do Banco. Em média recebe por ano, cerca de 2.500 visitantes.

Imagens da série “Orgânicos”, iniciada em 2011

Serviço:

Exposição Orgânicos Local: Espaço Cultural Banco da Amazônia (Av. Presidente Vargas, 800, Campina) Período de Visitação: 18/11/2016 a 13/1/2017 De segunda a sexta, das 9h às 15h www.paramais.com.br

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Pesquisas de alunos da Uepa criam novas aplicações para

produtos da Amazônia Texto Fernanda Martins Fotos Nailana Thiely/ Ascom Uepa

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Amazônia está na moda na gastronomia. Cada vez mais, os sabores da região são incorporados a produtos nacionais e até internacionais. Com a intenção de não perder o protagonismo nesta questão, as instituições de ensino locais investiram na criação de cursos que aliam tecnologia e inovação aos melhores ingredientes para desenvolver produtos saborosos e com grande potencial de mercado. Os alunos abraçaram a ideia e o resultado disso é evidente a cada rodada de defesas de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) nos campi das instituições: iogurte grego de leite de búfala com geleia de açaí, doce de leite feito com soro do leite e geleia de cupuaçu e até mesmo uma farinha feita da casca do cupuaçu, aplicada na confecção de pães. Quem olha o Laboratório de Tecnologia 32

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de Alimentos da Universidade do Estado do Pará (Uepa) em funcionamento nem imagina os produtos deliciosos que saem dali. Vestidos com jalecos e toucas, munidos de beckers, tubos de ensaio e outros equipamentos tecnológicos – usados para avaliar textura, cor e aroma das combinações – os alunos trabalham formulações que prometem não apenas alavancar os sabores locais ao gosto internacional, mas, de quebra, resolver antigos problemas de reaproveitamento e sustentabilidade na indústria. A vontade de usar um ingrediente abundante no Pará e o incentivo do orientador, o professor José Lourenço, foram os motivadores do tecnólogo em alimentos Wagner Barreto, de 23 anos. “O Pará produz 37% do leite de búfala brasileiro. O produto oferece um rendimento cerca de 40% maior que o leite de vaca, o que o torna muito mais viável para produção em larga escala. Com menos perdas, o lucro é maximizado”, explica Barreto.

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Sua pesquisa foi desenvolvida em 2014, momento em que o iogurte do tipo grego estava em ascensão. “Era tudo tão novo que sequer havia parâmetros para produção dos iogurtes gregos”, relembra. Para aumentar o apelo regional do seu produto, Wagner decidiu aliar o iogurte grego de leite de búfala a uma geleia de açaí. O produto fez sucesso na fase de testes e o baixo custo de produção levou o tecnólogo a sugerir em sua monografia que o iogurte fizesse parte da alimentação dos alunos da rede pública municipal. “O iogurte grego de búfala apresenta três vezes mais proteínas do que o de vaca. Para fazer uma porção com 250Kcal, o custo seria de R$ 1,11”, diz. Apesar da intenção de dar prosseguimento ao projeto, a vida levou Wagner por outros caminhos. Atualmente, ele desenvolve seu projeto de mestrado, onde cria biofilmes feitos à base do colágeno de peixe. www.paramais.com.br

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Wagner Barreto sugeriu que o iogurte de leite de búfala fizesse parte da alimentação dos alunos da rede pública municipal

O iogurte de leite de búfala e geleia de açaí produzidos no curso de Tecnologia de Alimentos da Uepa

Sustentabilidade O soro do leite é considerado hoje um rejeito e seu despejo é responsável pela contaminação de diversos rios e igarapés, ao criar

a demanda bioquímica de oxigênio – fenômeno denominado DBO. “O soro alimenta micro-organismos, que se reproduzem e criam esta demanda maior por oxigênio. O resultado disso é que os rios acabam ficando mais pobres e têm sua biodiversidade comprometida”, explica o tecnólogo de alimentos Adriano Lucena, de 23 anos. Para ajudar a solucionar este quadro, ele acatou sugestão da co-orientadora Suely Gomes e se uniu à colega Estela Cruz, com quem desenvolveu um doce de leite que inclui em sua formulação 30% de soro de leite. O produto formou dupla perfeita com o cupuaçu, transformando-se em um delicioso creme com grande potencial de mercado. “Na fase de análise sensorial, testamos 11 formulações diferentes do produto com 60 provadores. As boas notas obtidas deles foram uma grande motivação para nós”, conta. O trabalho deve ser publicado ainda este ano na revista Cândido Tostes, especializada em trabalhos científicos que envolvem lacticínios. Os então estudantes chegaram a pensar em buscar uma patente, mas decidiram que o compartilhamento das informações seguia mais o espírito da pesquisa. “Como

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temos o objetivo de combater o desperdício e evitar a contaminação, achamos melhor publicar como domínio público mesmo, para que qualquer interessado possa desenvolver o produto e contribuir para o meio ambiente”, conclui.

Cupuaçu

A mesma vontade de combater o desperdício na indústria alimentícia tomou as estudantes de Tecnologia de Alimentos da Uepa em Marabá, Ranielle Nascimento, de

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Aula do curso de Tecnologia de Alimentos, no laboratório do Centro de Ciências Naturais e Tecnologia da Uepa

25 anos, e Yasmim Souza, de 21 anos. Elas elevaram o aproveitamento do fruto do cupuaçu a 100% desenvolvendo uma farinha feita da casca da fruta, aplicada a produtos de panificação. “As sementes já eram usadas para fazer o cupulate, que tem produção industrial. A polpa também tem uma ampla gama de usos. Sobrava somente a casca, que descobrimos ser riquíssima em fibras”, observa Ranielle. Após secagem e moagem, as cascas foram completamente aproveitadas na feitura da farinha. Para o trabalho, esse produto foi usado na confecção de pão de forma. “Quando testamos o pão, as pessoas elogiaram bastante o sabor. Uma das pessoas, que é diabética, disse que não costumava consumir pão por ter restrições ao consumo de carboidratos, e que estava feliz em poder consumi-lo sem culpa. Ficou com aparência e textura muito semelhantes ao pão integral tradicional”, lembra a graduanda, que acaba de apresentar os resultados da pesquisa na defesa de seu TCC. “Queríamos uma oportunidade de mostrar o potencial dos nossos produtos regionais para produção em larga escala. O cupuaçu segue os mesmos passos do açaí e começa a despontar internacionalmente. Desta forma, esperamos contribuir também

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para a redução do desperdício em maior escala”, acrescenta.

Proteção Intelectual

O debate sobre a propriedade intelectual se acendeu quando o interesse pela produção regional cresceu, na última década. A Amazônia virou vedete e as instituições de pesquisa e ensino se valeram da lei Federal de nº 10.973 – conhecida como Lei da Inovação – para criarem seus Núcleos de Inovação e Transferência de Tecnologia (NITT), que fazem a ponte entre pesquisadores e os órgãos de patente. A coordenadora de Propriedade Intelectual do NITT/Uepa, Adriana Maués, avisa: a busca pela proteção do produto ou serviço desenvolvido deve ser feita enquanto o trabalho ainda está em fase de pesquisa. Por ser algo recente – o Núcleo da Uepa iniciou atividades em 2013 – muitos alunos e professores ainda desconhecem os pormenores do trabalho ali realizado. “No ano passado, fizemos um roteiro de palestras nos campi para explicar nosso funcionamento. O retorno foi bastante positivo. Desde então, já recebemos 17 demandas para pesquisa”, conta a coordenadora.

O processo de obtenção da patente é longo e começa com a verificação dos requisitos de patenteabilidade. “Avaliamos se o objeto da patente é de fato uma novidade, se contém atividade inventiva e se ele pode ser produzido industrialmente. A partir do preenchimento destes requisitos, submetemos o invento ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi), que buscará se há algo semelhante registrado”, resume. As taxas são cobertas pela instituição que, caso a patente seja obtida, terá uma porcentagem nos eventuais ganhos trazidos pelo invento, por ser considerada por lei uma parceira no desenvolvimento do produto. Os alunos e professores devem atentar para o momento correto de buscar o auxílio do NITT. “O ideal é que o pesquisador nos procure assim que tiver resultados positivos na fase de testes, desta forma poderemos proteger o invento durante os trâmites de registro da patente. Caso o conteúdo seja apresentado em artigos científicos, matérias na mídia ou mesmo em bancas de defesa de TCC, o conhecimento será adicionado ao domínio público imediatamente, perdendo a possibilidade de registro”, ressalta Maués.

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