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Revista

Pará+ JANEIRO 2016

BELÉM-PARÁ

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ISSN 16776968

EDIÇÃO 167

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BELÉM DE TODOS NÓS. FELIZ 400 ANOS, BELÉM. Belém será sempre a nossa Belém, cidade morena e amorosa, cheia de cheiros, encantos e histórias. E de uma história que cada um de nós ajuda a fazer e a contar todos os dias, com o maior orgulho. Mas ela será também, e cada vez mais, a cidade mais importante da Amazônia, inspirando o Brasil e o mundo com suas belezas, seus sabores, sua cultura e com a criatividade da sua gente. Da nossa gente. Nos 400 anos de Belém, o Governo do Estado, que trabalha para melhorar a vida de todos os paraenses, reafirma seu compromisso de investir cada vez mais em obras e ações que ajudem esta cidade a cumprir seu destino de grande cidade: crescer com mobilidade, sustentabilidade e qualidade de vida. Parabéns, Belém. Parabéns, Pará.

BELÉM, MELHOR AOS 400 ANOS. MELHOR PRA VOCÊ.

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N E S TA E D I Ç ÃO EDIÇÃO 167 - JANEIRO/2016

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Governo do estado pretende manter o Pará fora da crise econômica em 2016

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Pergaminhos contam a história dos 400 anos de Belém

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13 orientações para fazer de 2016 o ano da educação financeira

PUBLICAÇÃO

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

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ÍNDICE

Cabanagem ainda serve de exemplo ao povo...

DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Anete Costa Ferreira, Brigid Schulte, Camila Moreira, Celso Freire, Claudio Pinto, Edwald Frenkel, Marcia Dolores Resende, Reinaldo Dias, Ricardo Zibas, Simone Romero, Kie Kume; FOTOGRAFIAS: Arquivo particular, Ascom, Ascom Adepará, Antonio Silva, Carlos Sodré, Cláudio Santos, Cristino Martins, David Alves, Eliseu Dias, Eunice Pinto, Pascoal Gemaque, Rodolfo Oliveira, Sidney Oliveira/Ag Pará, Divulgação, Oswaldo Forte, Ufpa; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios

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Sabores de Belém ganham destaque no Brasil e no Mundo

Bosque Rodrigues Alves ganha mapa turístico

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C A PA

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Alguns passos para se tornar mais criativo e perspicaz, afirmam neurocientistas

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Autoestima como competência

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Um mundo consciente e sustentável

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30 É possível gostar de Matemática

Belém 400

Anos

Pôr do sol no Forte do Presépio (sec. XVII) , sobre a baía do Guajará, à margem direita da foz do rio Guamá, na cidade de Belém. Marco da fundação da cidade. Foto de Celso Lobo

Cuidar de plantar é um ótimo exercício mental e físico Pequenas empresas e universidade: parceria necessária

FAVOR POR

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CIC

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Construção Civil vive declínio nos postos de trabalhos

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Belém em forma de música

Sedap cria programa para ampliar em 50 mil hectares as áreas cultivadas com açaí...

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Amado Mestre! Mestre Laurentino, o roqueiro mais velho do Brasil, completa 90 anos

* Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

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Simão Jatene e o embaixador do Japão, Kunio Umeda, durante o encontro, foram articuladas parcerias entre o Pará e o Japão nas áreas de desenvolvimento econômico, educação e segurança, fortalecendo as colaborações já existentes

Governo do estado pretende manter o Pará fora da crise econômica em 2016 Investimentos em diversas áreas devem fazer com que o estado se destaque ainda mais Fotos Ascom, Antonio Silva, Rodolfo Oliveira, Sidney Oliveira/Ag Pará

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pesar da crise que atinge a economia brasileira, o Pará promete se destacar mais uma vez no cenário em 2016. No ano de 2015, o estado foi o único a escapar dos efeitos da recessão, mantendo seu PIB (Produto Interno Bruto) estável. Segundo economistas, a crise brasileira terá índice negativo de cerca de 3% na economia. O setor de minérios deverá responder por 28,58% dos investimentos previstos para o estado, com previsão de alta de 2,48%, segundo a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa). O presidente da Fapespa, Eduardo Costa, ressaltou que o estado do Pará vem aprewww.paramais.com.br

sentando contínuos superávits comerciais explicados em grande parte pelo aumento do volume exportado. Apesar dos números positivos, o governador do estado Simão Jatene pede cautela. “A situação está muito difícil para todos os estados e pro Pará não é diferente”, ressalta. “Temos enormes dificuldades, mas nós estamos brigando, lutando contra a crise”, concluiu o governador. A falta da contrapartida econômica por parte do governo federal, não vai fazer com que o governo do estado desista de manter os investimentos em diversas áreas para este ano de 2016. A ideia é reforçar o pacto pela produção e emprego, um conjunto de cerca de 30 medidas, em diversos setores, buscando estimular o setor produtivo na indústria, agropecuária, entre outras, desonerando atividades

Governo do estado pretende manter o Pará fora da crise econômica em 2016.indd 5

econômicas, simplificando licenciamentos, qualificando profissionais e estimulando o turismo, entre outras ações. O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachcki, ressaltou que esse pacto, concedendo incentivos e estímulos à economia, e o setor produtivo fará um esforço permanente para orientar as empresas e seus associados a manter o nível de empregos no Pará. “Espera-se que as empresas possam manter os postos de trabalho, e nós, juntos, possamos evitar os efeitos mais drásticos desta crise perversa’’, disse. O Sistema Federação das Indústrias do Pará (Fiepa) tem mapeado há dez anos os investimentos no Estado por meio do estudo “Pará Investimentos”, da iniciativa Redes/ Fiepa, e o resultado do levantamento não poderia ser melhor. O presidente do Sistema Fiepa, José Conrado, afirmou que houve investimentos na ordem de R$ 180 bilhões, sendo 90% da iniciativa privada. Pará+

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“Os investimentos previstos não recuaram e demonstram que, apesar do cenário pouco favorável ao desenvolvimento do segmento produtivo brasileiro, o Pará está na contramão e mantém o equilíbrio na economia da região”, afirmou. A legislação oferece a chance de prorrogação dos incentivos fiscais – mediante novo projeto – o que permite competitividade, face à guerra fiscal entre os Estados. A nova política de incentivos foca na verticalização, localização do empreendimento, inovação e sustentabilidade. Além disso, criouse o Programa de Regularização Ambiental (PRA), implementado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). O Pará foi o primeiro Estado do país a instituir o PRA, e o produtor que aderir ao programa pode extinguir processos e multas que o atormentam há anos.

Investimentos nas regiões

O governo do estado promete continuar investindo nas diversas regiões em 2016. Em Marabá, por exemplo, foi reconstruída a PA 150, houve a implantação de serviço de abastecimento de água e no Centro de Convenções. Em Castanhal está sendo construído um hospital regional, em Itaituba, o Terminal Hidroviário e a construção do hospital re-

Grupo americano pretende instalar usina termelétrica no Pará

gional. E no arquipélago do Marajó, foi inaugurada uma nova linha de transporte fluvial. “O estado tem novos desafios e faço questão de agradecer a todos os paraenses, porque tudo isso só pode acontecer com a união de todos”, finalizou Simão Jatene.

Parcerias mundiais

O governador Simão Jatene acredita que esse é um momento importante para o desenvolvimento do Pará, que vivencia uma segunda corrida rumo ao norte do país. Ele de-

fende que o estado tem condições favoráveis para o desenvolvimento de diversos setores, mas destacou que a instalação de novas empresas deve ser atrelada ao desenvolvimento da população paraense. “Temos interesse que a população seja beneficiada com a instalação de empresas em nosso estado. Não queremos mais ser apenas fornecedores de matéria prima, queremos que a verticalização aconteça no próprio estado, beneficiando a nossa gente”, frisou Simão Jatene. O Pará continua atraindo a atenção de investidores nacionais e internacionais, mes-

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Governador Simão Jatene e Haakon, príncipe herdeiro da Noruega - na ocasião foi assinado o Protocolo de Intenções com o objetivo de fortalecer o vínculo e abrir caminho para parcerias no âmbito da Ciência, Tecnologia e Inovação entre o Pará e a Noruega

O governador Simão Jatene, disse ao nosso repórter Celso Freire, que acredita ser esse um momento importante para o desenvolvimento do Pará

mo diante da crise econômica que o país atravessa atualmente. A Cevital, grupo privado que mais impostos recolhe na Argélia, atrás apenas da indústria petrolífera, quer investir nas áreas de alimentos, logística, pecuária e de siderurgia no Pará, entre outros segmentos econômicos. O dono da empresa, Isaad Rebrab, assinou um protocolo de intenções com o governo do Estado, comprometendo-se, em médio e longo prazos, a instalar portos e unidades de esmagadoras Zequinha Marinho, como Governador em exercício e Liliana Ayalde, embaixadora dos Estados Unidos discutindo parcerias entre Pará e EUA

e refinaria de soja, fábrica de margarina, além de produzir aves e gado e instalar uma siderúrgica, entre os municípios paraenses de Santana do Araguaia, Paragominas, Barcarena, Marabá, Santarém e Parauapebas. A GenPower Group, dos Estados Unidos, que atua na produção de gás, pretende instalar uma usina termelétrica em Vila do Conde, no município de Barcarena, nordeste do estado. O grupo também pretende investir em uma estrutura de regaseificação, de gás líquido para gás natural, com capacidade para atender tanto a termelétrica como o mercado paraense, impulsionando o desenvolvimento da indústria no Pará.

Questões ambientais

O governador do estado Simão Jatene se mostrou muito esperançoso em relação à queda dos números do desmatamento no Pará. Segundo ele, a única forma de avanços nesta questão é continuar a implantação do programa Municípios Verdes. “Temos que combater sim o desmatamento, mas substi-

tuindo atividade que são agressivas ao meio ambiente por atividade mais amigáveis”, disse o governador. E o avanço no combate ao desmatamento é notado nos últimos cinco anos. Em 2010, o estado registrou 20 mil cadastros ambientais rurais. Hoje esse número chega à 160 mil. “Isso só foi possível com a adesão da própria sociedade”, ressalta.

Turismo

O governo do Estado conseguiu, em Brasília, mais investimentos para a área de turismo. Os recursos virão por meio de uma operação de crédito junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no valor de US$ 26,4 milhões. Para que o empréstimo seja realizado o Pará precisava do aval da Secretaria do Tesouro Nacional, que já foi conseguido. No total, os investimentos na área de turismo chegam a US$ 44 milhões, com o Estado garantindo a contrapartida no investimento. Três polos regionais (Belém, Tapajós e Marajó) serão contemplados. Cinco componentes básicos para a melhoria nas ações de turismo nessas regiões estão previstos no projeto: infraestrutura, fortalecimento institucional, gestão ambiental, estratégia para comercialização de produtos turísticos e potencialização das áreas destinadas às atividades turísticas.

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Cabanagem ainda serve de exemplo ao povo brasileiro A maior revolução popular da história é lembrada pelos belenenses Fotos Pascoal Gemaque/Ag. Pará , Ufpa

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revolução Cabana foi lembrada no mês de janeiro em diversas programações em Belém do Pará. Duas delas chamaram a atenção do belenense: um musical no teatro e um ato político no monumento em homenagem a essa revolução popular. Destacando a importância do processo educacional e social da revolução do povo cabana na, então, província do Grão-Pará durante vigência do Sistema Político Imperial, o musical “Cabanagem” encantou o público que foi ao Teatro Margarida Schivasappa, no Centur. O evento contou com o apoio da Prefeitura de Belém, através da Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel). O musical reuniu várias linguagens artísticas para contemplar o tema da Cabanagem, a maior revolução popular acontecida no Pará, no período de 1835 e 1840. O musical “Cabanagem” foi inspirado no livro de Valdecir Palhares. Segundo o autor, o projeto é para atingir a todos. Aqui eles assistiram uma aula sobre a Cabanagem, de forma didática. No livro contei a história através de versos. “Para isso, precisei ler muitos livros para entender bem”, explica Valdecir. A adaptação do texto ficou por conta de Ester Sá.

Monumento

O deputado federal Edmilson Rodrigues comandou um ato público no monumento da Cabanagem. Segundo ele, é assustador que a nossa historiografia apenas recentemente se preocupe com a Cabanagem e que forças políticas do Pará e do Brasil tentem ocultar essa e outras revoluções populares. “Tentam nos forçar um papel de pa-

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Movimento da Cabanagem é lembrado na Câmara dos Deputados

catos, de cabeça-baixa e sempre dispostos a beijar pés de coronéis. Somos um povo rebelde com potencial revolucionário. Precisamos voltar aos rincões da luta para que nosso povo veja sua história e perceba que muito dos sonhos que ele sonha e constrói não são apartados desta experiência histórica que tentam ocupar”, disse o parlamentar.

Revolução

A única revolução que conseguiu levar o povo ao poder faz 181 anos neste mês de janeiro de 2016. A Cabanagem ocorreu no Império do Brasil, na então província do Grão-Pará em 1835. Em homenagem ao movimento Cabano foi erguido um monumento, projetado pelo arquiteto Oscar Nie-

Memorial da Cabanagem

meyer, na entrada de Belém: o Memorial da Cabanagem. A revolução popular tomou o quartel e o palácio do governo de Belém. Antônio Vinagre comandou os tapuias, cabanos, negros e índios. Mas o império conseguiu sufocar a revolta em 1840, promovendo um extermínio em massa da população. A revolta da Cabanagem recebeu este nome, porque grande parte dos revoltosos era formada por pessoas pobres que moravam em cabanas nas beiras dos rios da região. Estas pessoas eram chamadas de cabanos. O motivo da revolta popular se deu por causa do cenário de pobreza extrema, a fome e as doenças que assolavam o estado. Sem trabalho e sem condições adequadas de vida, os cabanos sofriam em suas pobres cabanas às margens dos rios. Ainda existia a irrelevância política à qual a província foi relegada ao Príncipe Regente após a Independência do Brasil. Os comerciantes e fazendeiros da região também estavam descontentes, pois o governo regencial havia nomeado para a província um presidente que não agradava a elite local. Os cabanos pretendiam obter melhores condições de vida (trabalho, moradia, comida). Já os fazendeiros e comerciantes, que lideraram a revolta, pretendiam obter maior participação nas decisões administrativas e políticas da província. Dado o seu saldo de mortos exorbitante, a Cabanagem é um dos maiores conflitos já www.paramais.com.br

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Cabanagem 1835-1840

Selo Comemorativo aos 150 Anos da Cabanagem

ocorridos na história do país. Antes da revolta, havia uma mobilização da província do Grão-Pará para expulsar forças reacionárias que desejavam manter a região como colônia portuguesa. Muitos líderes locais da elite fazendeira, ressentidos pela falta de participação política nas decisões do governo brasileiro centralizador, também contribuíam com o clima de insatisfação após a instalação do governo provincial.

Causas

Isolamento da Província; Discordância com o governo de D. Pedro I

Objetivos

Independência da Província; Proclamação da República

Líderes

Antônio e Francisco Vinagre, Félix Clemente, Padre João Batista e Eduardo Angelim

Fim da Revolta

Reação violenta do Governo, grande massacre, 40 mil mortos

Características

Legado

A revolta iniciou em 6 de janeiro de 1835 quando o quartel e o palácio do governo de Belém foram tomados. O então presidente da província foi assassinado e instituiu-se um novo presidente, Clemente Malcher, que era mais simpatizante com as classes dominantes, foi rapidamente deposto. Fazendeiro, Malcher fez acordos com o governo regencial, traindo o movimento. Tropas de Eduardo Angelim, um dos líderes dos cabanos entrou em conflito com as forças de Clemente Malcher. O império, então, nomeou um novo presidente, o barão de Caçapava, que bombardeou impiedosamente Belém. Muitos

Uma Homenagem

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Participação popular - índios, negros, mestiços, escravos e livres (todos sem posse); Lutavam contra a desigualdade; Tomaram o poder, mas foram traídos; Revolta popular

Outros Líderes

Domingos Onça, Mãe da Chuva, João do Mato, Gigante do Fumo, Piroca Cana, Chico Viado, Zefa de Cima, Maria da Bunda etc.

cabanos tentaram resistir, mas o poderio ofensivo do império sufocou a revolta e, até 1840, promoveu um extermínio em massa da população paraense. Estima-se que cerca de 30 a 40% da população de 100 mil habitantes do Grão-Pará tenha morrido no

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conflito. Contanto com o apoio inclusive de tropas de mercenários europeus, o governo central brasileiro usou toda a força para reprimir a revolta que ganhava cada vez mais força. A revolta terminou sem que os cabanos conseguissem atingir seus objetivos.

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A CIDADE QUE MAS CRESCE NO ESTADO DO PARÁ Pará+

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A capital paraense agora é referência nacional e mundial em gastronomia

Sabores de B ganham À destaque

Texto Camila Moreira* Fotos Ascom Adepará, Cláudio Santos, Cristino Martins, David Alves, Sidney Oliveira / Arquivo Ag. Pará

no Brasil e no Mundo

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s vésperas de completar 400 anos, Belém ganhou um saboroso presente: recebeu no apagar das luzes de 2015 o título internacional de Cidade Criativa da Gastronomia, concedido pela Unesco. A capital paraense torna-se referência mundial em gastronomia e passa agora a integrar uma rede de cidades que buscam desenvolvimento sustentável e de modo socialmente justo, por meio também da comida. A candidatura de Belém é fruto de uma ação da Prefeitura de Belém em parceria www.paramais.com.br

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O peixe frito com açaí ou não é saborosíssimo

Vatapá paraense, sem igual

Açaí na feira do Ver-o-Peso Vatapá paraense, sem igual

e Belém com o Governo do Estado e entidades representativas do setor, como Instituto Paulo Martins, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Instituto Atá, que se uniram no propósito de oficializar não só a culinária, mas toda a cultura gastronômica de Belém como referência global. A candidatura da capital paraense teve, ainda, o apoio do Itamaraty, Confederação Nacional do Turismo e Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Com uma culinária exótica, peculiar e exuberante, que já fincou pé nas mesas mais cobiçadas de cozinhas nacionais e internacionais, a gastronomia do Pará, em especial, a de Belém, traz na sua essência ingredienwww.paramais.com.br

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tes que praticamente só são produzidos por essas bandas paraenses, de norte a sul do Estado. São frutas regionais, como o tradicional açaí, cupuaçu e bacuri, o tucupi, a tremedeira da folha do jambu, o peixe e o camarão regional, a carne de búfalo, o queijo do Marajó e até a farinha, seja ela de tapioca ou d’água. É na mistura de alguns desses itens que surgem pratos como a maniçoba, o pato no tucupi e o sorvete de açaí, tão prestigiado em dias de calor pelos turistas que vem a Belém. Antes de serem os protagonistas de pratos reconhecidos por renomados chefs de cozinha mundo afora e pelo paladar de quem circula pela cidade de Belém, esses

produtos são o foco da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), que trabalha para garantir alimentos seguros na mesa da população.

Controle

“A Adepará está presente em todos os momentos da cadeia produtiva, desde a sua origem, assegurando a qualidade da matéria prima. O trabalho feito pelo órgão é muito importante e um ingrediente fundamental para garantir alimentos seguros não só para os paraenses, mas para a população de várias cidades do mundo, já que itens Pará+

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O diretor de Defesa e Inspeção Animal, Jamir Macedo, destaca a importância do trabalho para alimentos seguros “Nosso objetivo é ter um Pará detentor de animais e vegetais saudáveis, livres de doenças e pragas”, afirma o diretor geral da Adepará, Luciano Guedes

O açaí é o principal alimento da mesa do paraense. E na capital, não é diferente

produzidos pelo Pará são exportados para diversos países”, diz o diretor de Defesa e Inspeção Animal em exercício na Adepará, Jamir Macedo. Com a carne, por exemplo, seja boi, búfalo ou aves, a ação começa desde a produção dos animais, assegurando a sanidade dos rebanhos, até a indústria propriamente dita. “Realizamos inspeções e verificamos todas as condições de produção daquele alimento, Caranguejo - com o registro, é muito bom e necessário para quem produz e uma garantia para quem consome

para que o produto final seja de qualidade”, completa Jamir. Não só na carne, mas no leite, já que também depende da sanidade dos rebanhos, nos ovos, pescado, mel e ainda nos vegetais, como a maniva e o açaí, por exemplo. Cabe a Adepará o controle das vacinações contra doenças, exames, vigilâncias nas propriedades produtoras, fiscalização no trânsito dos animais e vegetais, e a atuação

nas indústrias. “O nosso objetivo é ter um Pará detentor de animais e vegetais saudáveis, livres de doenças e pragas, para assim termos a garantia de alimentos seguros a serem ofertados para a população. Acompanhamos o processo desde onde foi produzido até onde foi comercializado determinado produto”, garante o diretor geral da Adepará, Luciano Guedes.

A comercialização legal da farinha de mandioca é possível graças ao decreto Nº 1.380/2015

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A culinária de Belém traz na sua essência ingredientes e peculiaridades do Pará

Certificação

No Ver-o-Peso, a Gastronomia paraense pode ser degustada lúdica e saborosamente

Em setembro de 2015, o Governo do Estado publicou o Decreto Nº. 1.380, que regulamenta a Lei nº 7.565/2011, que dispõe sobre as normas para licenciamento de estabelecimentos processadores, registro e comercialização de produtos artesanais comestíveis de origem animal e vegetal no Estado do Pará, além da necessidade de se habilitar a agricultura familiar e do estabelecimento agroindustrial de pequeno porte. “O decreto possibilita a pequenos e médios produtores uma produção certificada, abrindo um leque para a questão da agricultura familiar, ao pequeno produtor, que hoje está inserido nesse mercado”, detalha a gerente de Produtos Artesanais da Área Animal da Adepará, Glaucy Carreira.

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O camarão regional é um dos ingredientes mais característicos na culinária da capital

Maniçoba, parte da gastronomia e da cultura paraense, hoje internacionalmente reconhecida Tacacá, sabor único, inconfundível, inimitável

Em Milão – Itália, recentemente, doces de bacuri, sucos de cupuaçu e taperebá, chocolates da Amazônia e cervejas artesanais, além de pratos típicos, tiveram destaque

O chef de cozinha Daniel Coutinho diz que não abre mão da procedência e da qualidade dos produtos

Por meio do Decreto Nº 1.380/2015 foi possível a comercialização de forma legal de produtos como o queijo do Marajó, farinha de mandioca, tucupi, maniva e outros que fazem parte da gastronomia e da cultura paraense, hoje internacionalmente reconhecida. “A carne de caranguejo é um bom exemplo disso. Antes quase não tínhamos indústrias artesanais, então tudo era feito de qualquer jeito. Hoje, o processo foi totalmente modificado e os estabelecimentos precisam ter registro, o que é muito bom e necessário para quem produz e uma garantia para quem consome”, diz Glaucy. Com o decreto, o produtor passou a agregar valor ao que produz e ter um mercado bem mais amplo, gerando mais emprego e renda. A população passa a ter a garantia de um produto de qualidade, com a certeza de que ele é fiscalizado e certificado.

Qualidade

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O chef de cozinha Daniel Coutinho, formado em Gastronomia, acredita que um produto de qualidade pode até sair um pouco mais caro, mas é uma certeza quanto à procedência e a qualidade. Para ele, o imwww.paramais.com.br

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O indispensável tucupi

portante é criar uma relação com o fornecedor de alimento, já que um chef não tem condições de ir à feira todos os dias, por exemplo. “A melhor forma é ter uma relação com um produtor ou um revendedor de confiança, que trabalhe com produtos certificados. Ás vezes, um pouco mais caro significa qualidade melhor, segurança em um produto que a gente sabe que é bom, que tem uma procedência garantida”, diz.

“Um chef, um cozinheiro, ele vai saber identificar um produto bom ou não. Para quem não tem esse treinamento, esse conhecimento, o melhor é sempre utilizar produtos que sejam certificados, que tenham bem especificados a origem e onde foi produzido”, avalia Daniel.

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Pergaminhos de Belém escritos por Jesus Paes Loureiro

Pergaminhos contam a história dos

400 anos de Belém Trabalho reúne apresentações musicais selecionadas do século XIX e textos do poeta João de Jesus Paes Loureiro Texto Celso Freire

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música sempre esteve presente na vida do belenense durante esses 400 anos de fundação da capital do Pará. Os ritmos são variados: MPP (Música Popular Paraense), brega, lambada, calypso, landu, siriá, carimbó... então, por que não dar de presente à cidade, um DVD que pudesse representar a vida dos moradores?. Mas qual o ritmo musical deveria ser escolhido? É

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possível retratar o tempo nas mãos? É possível ver o tempo? Como retratar os 400 anos de Belém de maneira visível? As respostas para essas perguntas estavam na cabeça do músico Antônio da Cunha, que se define como um empresário cultural. Após muito pensar, ele chegou a uma conclusão: queria retratar músicas do século XIX, XX e XXI. Basicamente músicas eruditas, líricas, instrumentais e modinhas de época. Convocou os pesquisadores Urubatan Castro e Leandra Vital, que conseguiram reunir, em quatro meses, apresentações Caixa que pode ser dada de presente

musicais selecionadas e representativas de história de Belém. O trabalho resgatou obras inéditas da chamada música antiga, trazendo peças de Meneleu Campos, Altino Pimenta e Waldemar Henrique, por exemplo, além de modinhas brasileiras do século XIX compostas pela família Nobre. No geral, são 17 músicas, sendo alguns registros inéditos como a primeira gravação com coro masculino para cantochão, gravada na Igreja do Carmo; assim como solo de Meneleu Campos e músicas de Schutz de 1780. Outros artistas também foram resgatados como Clemente Ferreira, Lenita Maia e Lorena Nobre. O idealizador foi mais além. Resolveu recriar folhas de pergaminhos com impressão do texto do poeta João de Jesus Paes Loureiro. Antônio, que também é professor de música, não poupa elogios ao escritor, “que tem um texto denso, sincero e poético”. “Ele (Paes Loureiro) aceitou o convite para escrever esse texto que é uma apresentação dessa época e o escreveu repleto de imagens poéticas construídas. João de Jesus Paes Loureiro retrata a Belém antiga, uma Belém imaginária. Fala do cheiro da chuva tradicional da cidade”. São cinco páginas impressas no pergaminho que refletem esse período de forma densa e cheia de poesia, segundo Antônio. Os pergaminhos são papeis que têm como características não terem as bordas cortadas e letras feitas à mão. “É um gesto extremamente humano. É como você segurasse o tempo nas mãos”, resume o idealizador.

Gravação

O empresário cultural conta que a ideia era gravar as músicas dentro do seu local de origem, por isso houve locações na Igreja do Carmo e na sala de música da Fundação Carlos Gomes. “A ideia é fazer com que o www.paramais.com.br

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ouvinte tenha a sensação de estar sentado em uma igreja ouvindo um canto lírico, ou mesmo numa sala ouvindo um piano”, explica Antônio. O cantochão, por exemplo, é a denominação aplicada à prática monofônica de canto utilizada nas liturgias cristãs, originalmente desacompanhada. Historicamente, diversas formas de rito cristãos — como a Moçárabe; Ambrosiana ou Gregoriana – organizaram a música utilizada em repertórios, a partir daí intitulados a partir do rito do qual fizessem parte: Canto Gregoriano; Canto Moçárabe e Canto Ambrosiano, por exemplo. O cantochão é também a música mais antiga ainda utilizada, sendo cantada não só em Mosteiros como também por coros leigos no mundo todo.

Compositor Altino Pimenta

Presente para Belém

Tanto o DVD quanto os pergaminhos de Belém foram colocados em uma caixa de papel reciclado, especialmente para presentear. Produzidas por famílias que fizeram oficinas no Curro Velho, da Fundação Cultural do Pará, cada caixa é única e feita sob encomenda, devido o cuidado do trabalho artesanal. Antônio explica que as caixas podem ser comercializadas tanto individualmente como para empresas, por exemplo. “Queremos que seja realmente um presente, que possa ser desde um brinde de final de ano - no caso de empresas - quanto como um presente à uma pessoa querida”, esclarece. A caixa “Pergaminhos de Belém” também é ilustrada com uma aquela da Igreja de Santana, sem as duas torres que hoje estão erguidas. “Toda a caixa é um registro histórico de presente para a cidade”, finaliza.

ticos, pessoas que gostam de poesias e empresários. Antônio da Cunha garante que um turista que receber a obra de presente, vai conhecer Belém do Pará desde o a sua fundação até os momentos atuais. “De certa forma, o Escritor e poeta João de Jesus Paes Loureiro

DVD e os pergaminhos contam essa história”, disse. “Não é uma coisa didática. São textos que instigam o pensar e que te apresentam determinadas coisas”, finalizou. Artistas retratados nos “pergaminhos de Belém”

Paraenses e turistas

O empresário cultural sabe que os “Pergaminhos de Belém” não têm um grande apelo popular. A ideia foi pensada para um público alvo específico: pessoas que tivessem facilidade de lidar com os textos poé-

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João de Jesus Paes Loureiro João de Jesus Paes Loureiro é poeta, prosador e ensaísta. Nasceu em 23 de junho de 1939. Formou-se professor de Estética e Arte, doutorou-se em Sociologia da Cultura na Sorbonne, em Paris, com a tese Cultura amazônica: uma poética do imaginário. Sua obra poética tem sua universalidade construída a partir de signos do mundo amazônico – cultura, história, imaginário – propiciando uma cosmovisão e particular leitura do mundo contemporâneo.

Professor Antônio da Cunha e os pergaminhos de Belém

Altino Pimenta

O músico Altino Pimenta nasceu em 1921 e morreu em 2003. Ele foi aclamado como um renovador do ambiente cultural e artístico do Norte do Brasil. A história de Altino Pimenta pode, assim, contar-nos um pouco do que constitui a história musical em nosso país.

Meneleu Campos, foi diretor do Instituto Carlos Gomes (1900-1906)

Maestro Waldemar Henrique

Waldemar Henrique

Meneleu Campos

Waldemar Henrique da Costa Pereira nasceu em Belém do Pará, no dia 15 de fevereiro de 1905 e faleceu em Belém, no dia 29 de março de 1995. Foi um maestro, pianista, escritor e compositor, um artista símbolo do Pará, tanto que a cidade de Belém possui uma praça e um teatro que levam seu nome. Suas obras têm principalmente como temas o folclore amazônico, indígena, nordestino e afro-brasileiro.

Meneleu Campos exerceu intensa atividade artística em Belém e foi diretor do Instituto Carlos Gomes (1900-1906). Sua atuação foi intensa: reforma curricular, promoção de concertos e organização de uma orquestra, um quarteto e um coral. É como autor de música de câmara e sinfônica que mais se distingue entre os compositores paraenses. Deixou obra vocal importante e bem construída.

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13 orientações para fazer de 2016 o ano da educação financeira Registre mês a mês numa agenda, caderno ou de forma eletrônica os compromissos que ocorrerão em 2016

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no novo com muito dinheiro no bolso, saúde financeira para dar e vender! O maior desafio para milhões de brasileiros é começar o ano sem problemas financeiros. Mas, como fazer de forma diferente? Para responder a esta pergunta, Reinaldo Domingos, autor do best-seller Terapia Financeira (Editora DSOP), desenvolveu algumas orientações práticas para você e sua família: 1. Registre mês a mês numa agenda, caderno ou de forma eletrônica os compromissos que ocorrerão em 2016 (aniversários, datas comemorativas como: Dia das Mães, Dos Namorados, Dos Pais, Das Crianças, além de compromissos como IPVA, IPTU, matrícula e material, etc.); 2. Para cada evento é preciso registrar o valor de intenção do investimento e gasto; 3. Se tiver prestações já assumidas, você deverá registrar, também, nos respectivos meses; 4. No começo do ano faça reuniões com

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Elabore um orçamento financeiro diferente dos últimos anos

a família, inclusive as crianças e converse sobre os sonhos realizados e os sonhos que querem realizar neste novo ano e também nos próximos; 5. Para cada sonho e desejo é preciso que seja registrado o quanto custa, o quanto será guardado e em quanto tempo será realizado; 6. Ter no mínimo três sonhos para cada membro da família (curto até um ano, médio até dez anos e de longo, acima de dez anos). Para as crianças sonhos têm o tempo diferente: curto até um mês, médio até seis

meses e longo, até umano; 7. Nas famílias brasileiras, em pesquisas já realizadas, foi constatado que existem excessos de despesas em média de 20% (energia elétrica, água, alimentação, telefone, etc.), é preciso realizar um diagnóstico financeiro minucioso por categoria de despesa pelo período de 30 dias, incluindo até mesmo o cafezinho e as gorjetas. É dessa forma que você descobrirá para onde está indo cada centavo de seu dinheiro; 8. Elabore um orçamento financeiro diferente dos últimos anos, este deverá ter a seguinte composição: Ganho (-), Sonhos e (-) Despesas, priorizar os sonhos antes das despesas é o segredo para realizá-los; 9. Para que a realização dos sonhos seja possível, é preciso poupar (guardar dinheiro) para cada um, respeitando o tempo estipulado; 10. Tenha bem claro aonde investir o dinheiro para a realização dos sonhos (curto prazo - na caderneta de poupança; médio prazo - CDB, Tesouro Direto, fundos de investimentos, e longo prazo - Tesouro Direto, previdência privada e ações); 11. Aprenda a comprar apenas o que é realmente necessário, o consumo consciente é importante para todos, eliminando desperdícios; 12. Ajuste sua vida financeira ao seu real padrão de vida, de nada adianta ter muitas coisas para ostentar se o resultado destas serão dívidas e um futuro incerto. É preciso ter uma visão clara do que se pode ou não; 13. Se estiver endividado é hora de fazer uma grande faxina financeira e buscar a causa do problema, nada de sair renegociando com credor sem antes descobrir porque você gasta mais do que recebe, retomar as rédeas de sua vida financeira por meio da reeducação financeira é o grande segredo para iniciar um novo ano sustentável financeiramente. Ajuste sua vida financeira ao seu real padrão de vida

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Belém em forma de

música Autores tentam retratar a cidade por meio de suas letras Texto Celso Freire Fotos Divulgação, Carlos Sodré e Rodolfo Oliveira/Ag. Pará

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elém do Pará é cantada em prosa e verso. Praticamente todos os ritmos são encontrados na capital: choro, heavy metal, bossa nova, tecnobrega, calypso, carimbó, jazz, punk e mpp. Os encantos da cidade morena servem de inspiração para muitos artistas locais, que tentam retratar

Flor do Grão Pará (Chico Sena) Lia Soares

Rosa flor vem plantar mangueira E o cheira-cheira do tacacá Meu amor ata a baladeira E balança a beira do rio mar Belém, Belém acordou a feira Que é bem na beira do Guajará Belém, Belém, menina morena Vem ver-o-peso do meu cantar Belém, Belém és minha bandeira És a flor que cheira do Grão Pará Belém, Belém do Paranatinga Do bar do parque do bafafá Bentivi, sabiá, palmeira Não dá baladeira Deixa voar Belém, Belém acordou a feira Que é bem na beira do Guajará Belém, Belém, menina morena Vem ver-o-peso do meu cantar Belém, Belém és minha bandeira És a flor que cheira do Grão Pará

em suas canções o que a “terrinha” tem de melhor. A Revista Pará + selecionou e analisou as músicas de dez cantores e autores que mais se destacam nos cenários regional e nacional. Os artistas escolhidos representam os diversos ritmos musicais do estado: Marco Monteiro, Lucinha Bastos e Nilson Chaves representam a música popular paraense; as cantoras Lia Soares e Fafá de Belém mostram a música pop para o Brasil; Pinduca é o representante do siriá e do carimbó; o rock é representado pela banda Mosaico de Ravena; o ex-casal Joelma e Ximbinha representam o calypso, e a cantora Gaby Amarantos, levanta a bandeira do tecnobrega.

Progresso, rio, mistura de raças...

A canção que retratou a visão de um turista, foi a de Nilson Chaves. A letra de “Olhando Belém” mostra que é possível ver a capital paraense da janela de um hotel. É de lá que o visitante pode ouvir o barulho dos pássaros, ver pessoas de diversas raças andando pelas ruas da cidade e saber das lendas amazônicas. Nilson Chaves mostra que a Amazônia é aqui. Ele ainda canta os Lia Soares canta a Música Popular

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Fafá de Belém representa a cidade pelo Brasil

Eu sou de lá Fafá de Belém

Eu sou de lá. Onde o Brasil verdeja a alma e o rio é mar. Eu sou de lá. Terra morena que eu amo tanto, meu Pará Eu sou de lá. Onde as Marias são Marias pelo céu. E as Nazarés são germinadas pela fé. Que irá gravada em cada filho que nascer. Eu sou de lá. Se me permites já lhe digo quem sou eu. Filha de tribos, índia, negra, luz e breu. Marajoara, sou cabloca, assim sou eu. Eu sou de lá. Onde o Menino Deus se apressa pra chegar Dois meses antes já nasceu fica por lá Tomando chuva, se sujando de açaí Eu sou de lá Terra onde o outubro se desdobra sem ter fim Onde um só dia vale a vida que eu vivi. Domingo Santo que não posso descrever. Pois há de ser mistério agora e sempre. Nenhuma explicação sabe explicar. É muito mais que ver um mar de gente Nas ruas de Belém a festejar É fato que a palavra não alcança Não cabe perguntar o que ele é O Círio ao coração do paraense É coisa que não sei dizer... Deixa pra lá. Terá que vir Pra ver com a alma o que o olhar não pode ver Terá que ter Simplicidade pra chorar sem entender Quem sabe assim Verá que a corda entrelaça todos nós. Sem diferenças, costurados num só nó. Amarra feita pelas mãos da Mãe de Deus Estranho, eu sei Juntar o santo e o pecador num mesmo céu Puro e profano, dor e riso, livre e réu. Seja bem vindo ao Círio de Nazaré. Pois há de ser mistério agora e sempre Nenhuma explicação sabe explicar. É muito mais que ver um mar de gente Nas ruas de Belém a festejar É fato que a palavra não alcança Não cabe perguntar o que ele é O Círio ao coração do paraense É coisa que não sei dizer... Pois há de ser mistério agora e sempre. Nenhuma explicação sabe explicar. É muito mais que ver um mar de gente Nas ruas de Belém a festejar É fato que a palavra não alcança Não cabe perguntar o que ele é O Círio ao coração do paraense É coisa que não sei dizer... Deixa pra lá www.paramais.com.br

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Joelma e Chimbinha, ex-líderes da Banda Calypso

Pará Belém Banda Calypso

Vai Belém do Pará, carimbó, siriá, tucupi, tacacá, açaí na tigela, Vem Belém de Fafá, bahia do Guajará, ilha do Marajó, ai que coisa mais bela,

contrastes da civilização com um mundo tranquilo vivido nessas bandas da região: “Olhando Belém enquanto uma canoa desce um rio; E o curumim assiste da canoa um boing riscando o vazio”. O rock da banda Mosaico de Ravena é mais ácido do que as músicas melódicas de

Nilson Chaves. A letra da canção “Belém, Pará, Brasil”, escrita por Edmar Rocha, é uma clara crítica à visão deturpada de moradores de outras cidades, principalmente as do sul do país, sobre a metrópole da Amazônia. O autor faz críticas ao avanço desenfreado da modernidade. Ele cita, por Gaby Amarantos é a rainha do tecnobrega

eu vim de lá, eu vim de lá, eu vim de lá também,(bis) vem dançar o carimbó, misturar com siriá, e depois veraniar, o ano inteiro, vem na onda do calypso, na levada do calypso, quem não gosta de calypso, não é brasileiro, ...mistura de raças, da loira, da índia morena, e o povo vem ver as coisas do meu Pará, a minha cidade é bonita, é mais que um poema, eu vou lhe dizer, que isso é Belém,

exemplo, a destruição do Ver-o-Peso para a construção de um Shopping Center. A letra ainda retrata o preconceito dos moradores de outras regiões do país, por ainda pensar que na região Norte, animais e índios andam no meio da rua: “Quem quiser venha ver; Mas só um de cada vez; Não queremos nossos jacarés tropeçando em vocês”, ironiza.

Cultura, ritmo e turismo...

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A banda Calypso, antes de chegar ao fim, compôs diversas músicas que falam do estado do Pará. Joelma e Ximbinha convidavam o turista para conhecer a capital paraense. A letra da música “Pará Belém” fala da mistura de raças, dos pontos turísticos, das danças e comidas típicas, além de artistas locais. “Vai Belém do Pará, carimbó, siriá, tucupi, tacacá, açaí na tigela; Vem Belém de Fafá, baía do Guajará, ilha do Marajó; ai que coisa mais bela”. Pará+

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Mosaico de Ravena é o rock no Pará

Belém, Pará, Brasil (Edmar Rocha) Mosaico de Ravena

O carimbó é representado por Pinduca

Depois da Chuva

Lugares, artistas, aparelhagens...

Pinduca

Alô ê lô ê lê lô Eu vou falar com meu bem Depois da chuva que cai Todo dia em Belém Vou a cidade passear Ver o Arquimedes na esquina E o cheiro do Pará Na casa da Mariazinha Na Judite o tacacá Tia Iá Iá no Tucupi Castanha do Pará Tigela com açaí

Nesta mesma levada, o carimbó do Pinduca apresenta a música “Depois da chuva”, escrita e cantada pelo próprio músico. Ela fala da tradição do povo belenense de marcar seus encontros somente após a chuva, e comer aquelas comidas típicas, principalmente ao entardecer. “Na Judite o tacacá; Tia Iá Iá no Tucupi; Castanha do Pará; Tigela com açaí”.

Alô ê lô ê lê lô Eu vou falar com meu bem Depois da chuva que cai Todo dia em Belém Vou a cidade passear Ver o Arquimedes na esquina E o cheiro do Pará Na casa da Mariazinha Na Judite o tacacá Tia Iá Iá no Tucupi Castanha do Pará Tigela com açaí

homenagem

A letra da música “A Força que vem das ruas”, de Toni Soares, interpretada pelos cantores Marco Monteiro, Lucinha Bastos e Nilson Chaves, fala dos ícones da cultura paraense. Num ritmo semelhante ao rap, a música é uma verdadeira viagem pelo mundo das artes, principalmente a popular. Toni Soares ainda passeia pelos bairros da Região Metropolitana de Belém: “Nos boca-deferro; da Pedreira, Marambaia; Terra-firme, Sacramenta; Marituba, Ananindeua, Icoaraci; do Benguí, pro Guamá...”. A cantora Gaby Amarantos compôs a música “Batuque da Amazônia” representando o tecnobrega. Ela viaja por nomes importantes da cultura local e lugares famosos de Belém. Cita músicos de várias gerações e épocas diferentes, como por exemplo, Waldemar Henrique, mestre Cupijó e Pinduca. Não esqueceu do tradicional Ver-o-Peso, que abriga a venda de ervas e o tradicional açaí. As aparelhagens também têm lugar ga-

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Vão destruir o Ver-o-Peso Pra construir um Shopping Center Vão derrubar o Palacete Pinho Pra fazer um Condomínio Coitada da Cidade Velha, que foi vendida pra Hollywood, pra se usada como albergue no novo filme do Spielberg Quem quiser venha ver Mas só um de cada vez Não queremos nossos jacarés tropeçando em vocês A culpa é da mentalidade Criada sobre a região Por que é que tanta gente teme? Norte não é com M Nossos índios não comem ninguém Agora é só Hambúrguer Por que ninguém nos leva a sério? Só o nosso minério Quem quiser venha ver Mas só um de cada vez Não queremos nossos jacarés tropeçando em vocês Aqui a gente toma guaraná Quando não tem Coca-Cola Chega das coisas da terra Que o que é bom vem lá de fora Transformados até a alma sem cultura e opinião O nortista só queria fazer parte da Nação Ah! chega de malfeituras Ah! chega de tristes rimas Devolvam a nossa cultura! Queremos o Norte lá em cima! Por quê? Onde já se viu? Isso é Belém! Isso é Pará! Isso é Brasil!

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Representante da MPP, Nilson Chaves

Lucinha Bastos - a voz da MPP

A Força que vem das ruas (Belém Belém)

(Toni Soares) Trilogia

Belém, Belém, Belém Será que tá tudo bem? Belém, Belém, Belém Será que tá Tudo bem, tudo bem? A música na praça O boi fazendo graça É Ronaldo e seus meninos Ensinando a nação Que o futuro tá no centro da cultura Da cultura popular, popular E taca carimbó De Pinduca, de Lucindo, Cupijó Verequete, Pavulagem Dos meninos Eduardo, Taynara e Cavalero Vão tocar no preamar, preamar O couro treme a terra De fabico, de setenta Malhadinho de bandeira Seu Rufino, seu Joaquim Laurentina muito linda quando canta Dá vontade de chorar, de chorar O grande capitão Nos boca-de-ferro Da Pedreira, Marambaia Terra-firme, Sacramenta Marituba, Ananindeua, Icoaraci Do Benguí, pro Guamá, pro Guamá

rantido nessa música dançante, assim como a chuva que mereceu um destaque especial: “Sou a música do Norte; Eu sou a estrela do Pará; Sou a chuva que cai à tarde; Sou o sol nascendo pra brilhar; Sou Belém do Pará!”.

Mahrco Monteiro canta Belém com amor

Chuva, tacacá, Círio de Nazaré... A música composta por Chico Sena, “Flor do Grão Pará”, interpretada pela paraense Lia Soares, retrata a Belém já cantada em prosa e verso por diversos artistas. O rio, a mangueira, o tacacá, o Ver-o-Peso, o bar do Parque e os passarinhos são retratados nos versos da canção. “Belém, Belém acordou a feira; Que é bem na beira do Guajará; Belém, Belém, menina morena; Vem Ver-o-Peso do meu cantar; Belém, Belém és minha bandeira; És a flor que cheira do Grão Pará!”. Quando a cantora Fafá surgiu para o Brasil, ela não se envergonhou da cidade e a acrescentou em seu nome artístico. Coube a

Fafá de Belém mostrar o que a cidade tem de melhor. Suas músicas sempre falam da capital paraense. Uma que retrata bem o seu estado de espírito é a música “Eu sou de lá”, composta não por uma paraense, mas sim por um turista, o padre Fábio de Melo. A letra discorre também das mesmas situações de muitas: a predominância do rio, o sol forte, a mistura de raças. Padre Fábio não esqueceu, porém, de citar a chuva e o açaí. E como não deveria deixar de ser, o sacerdote falou da mais famosa festa religiosa do Brasil, que acontece em outubro em Belém do Pará: o Círio de Nazaré. “Domingo Santo que não posso descrever; É muito mais que ver um mar de gente, nas ruas de Belém a festejar”, diz a letra.

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O roqueiro mais velho do Brasil é paraense, está vivo e completa 90 anos em janeiro de 2016

Amado Mestre!

Mestre Laurentino, o roqueiro mais velho do Brasil, completa 90 anos Fotos Carlos Sodré, Eliseu Dias, Eunice Pinto/Ag. Pará

O Os famosos anéis de mestre Laurentino

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roqueiro mais velho do Brasil é paraense, está vivo e completa 90 anos em janeiro de 2016. João Laurentino da Silva, ou simplesmente mestre Laurentino, inicia o ano completando um grande ciclo de vida, uma grande história para contar, entre viagens, amores, muitos filhos, muitos cachorros, uma gaita e uma carreira artística, embora um pouco tardia, muito rica e cheia de ensinamentos para repassar. Mestre Laurentino continua morando em sua casa humilde em Outeiro, região metropolitana de Belém. Ao lado de dona Elza, ele vive rodeado pelos seus 16 filhos e seus mais de 14 cachorros. “Com a ajuda de Deus e sou feliz e ate hoje eu vou vivendo”. Neto de escravos, Laurentino nasceu no dia 1º de janeiro de 1926, no município de Ponta de Pedras, no arquipélago do Marajó, no Pará. Aos sete anos, após a morte da mãe, foi adotado pelo juiz de direito Francisco da Costa Palmeira, de Belém. Estudou até a www.paramais.com.br

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Mestre Laurentino

quinta série do ensino fundamental e comprou sua primeira gaita aos 18 anos. Chegou a trabalhar na roça, na extração de madeira e ainda como técnico de manutenção de aviões. “Eu sempre gostei de música. Tinha uma tendência para música mesmo. A pessoa que tem vontade de aprender, aprende, mesmo sem ninguém ensinar a ele”, afirma mestre Laurentino. “Eu faço música de repente. Eu vou tocando com a turma e vem na minha cabeça. Cada um tem um dom, um sistema, um modo de viver. Quando eu tô tocando, me concentro e vem aquilo na minha cabeça de repente. Eu gravo e depois toco”, revela.

Carreira

Mestre Laurentino é avesso a rótulos musicais. “Eu não faço carimbó ou siriá. O que eu gostava de tocar era jazz, bolero, valsa, mazurca”, diz o músico, que tem um jeito peculiar de se vestir. Normalmente usa óculos escuros, veste camisa de caxemira florida, tem os dedos cheios de anéis e sempre na companhia de uma inseparável faca francesa na cintura. “Em 1940, quando eu era mais novo, já me vestia assim. Hoje em dia todo mundo usa essas roupas floridas. Quem inventou essa bandalheira fui eu”, afirmou mestre Laurentino. Ele conta ainda que tem roupas de diversos estilos feitas por costureiros próprios. Sua vida mudou quando participou de um festival de música no Mercado de São Brás, em Belém. La, ele conheceu o grupo Coletivo Rádio Cipó, com quem gravou o primeiro registro de suas canções, em 2002, no disco “Rádio Cipó”. Naquele show, assistindo a tudo, estava Hermano Vianna, antropólogo e pesquisador na área de música, que visitava o Pará no intuito de garimpar artistas locais para o projeto Música do Brasil. Hermano convidou Laurentino para o projeto, que seria exibido pela MTV em 2000.

Hit

Mestre Laurentino já se apresentou em

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diversos programas de auditórios nas emissoras de rádio e TVs locais. Seu hit mais famoso é “Loirinha Americana”, escrita na década de 1970. “Eu compus essa música para mexer com o americano. Tem muito “nego” na América e eles capricham na música. Eu fiz pra chatear a paciência deles mesmo”, disse bem humorado. E mestre Laurentino conta que foi elogiado pelos próprios americanos, mas também pelos ingleses, portugueses, espanhóis, italianos e alemães. “Acharam bonita a música”, diz. O cantor e compositor Gilberto Gil, inclusive, gravou “Lourinha Americana”, assim como a banda pernambucana Mundo Livre S/A.

Loirinha Americana. Mestre Laurentino

Essa loirinha americana Está querendo me esculachar Foi dizendo que sou neguinho, e bem neguinho E lá na América eu não posso entrar Mas o que eu mais me admiro É de ver o americano Quando chega no Brasil, no Brasil Com negro vem se misturar Mas o que mais eu me admiro De eu ser um nego brasileiro E estou noivo pra casa com uma loirinha E ela é filha de estrangeiro

Mestre Laurentino e sua inseparável gaita, no Festival Cultura de Verão, no Píer das Onze Janelas

para o mestre Laurentino. A ideia da festa foi da cantora Renata Del Pinho e do produtor Taca Nunes. Foi uma forma de auxiliar Laurentino, que está sem a gaita, seu instrumento musical. “A ideia de fazer o aniversário do mestre surgiu um pouco por acaso. Partiu de uma vontade de presentear o mestre com uma gaita, em um bate-papo no camarim. Apaixonados que somos pelo mestre, queríamos fazer algo para ajudá-lo, pois estava sem seu instrumento preferido”, conta Renata. Além de um apelo social, a festa é ainda uma forte chamada para a exaltação da cultura local. “Nossa história deve ser recontada sempre para que as futuras gerações nunca esqueçam sua origem, sua identidade. Aprender, respeitar e reverenciar os mais velhos deve ser uma prática constante. O mestre tem muito a nos ensinar e muito a ser aplaudido. E, apesar da idade avançada e da saúde fragilizada, ainda há muita vontade de subir nos palcos e tocar sua gaita, que é sua maior paixão”, acredita a idealizadora. “Mestre Laurentino é memória viva do nosso Estado. São 90 anos que merecem e precisam ser lembrados e comemorados por todo o nosso povo”, finaliza. Mestre Laurentino aos 90 anos

Gaita nova Para homenagear os 90 anos do roqueiro mais velho do Brasil, nada mais justo do que reunir artistas famosos em um grande show, no dia 10 de janeiro de 2016, no Mormaço, em Belém: Dona Onete, Félix Robatto, Renata Del Pinho, Gláfira, Joelma Kláudia, Edilson Moreno, Juca Culatra, Keila Gentil, Lia Sophia, Manoel Cordeiro e Los Picoteiros, Mg Calibre, Nicobates e os amadores, Nilon Chaves, Pedrinho Callado, Pedro Vianna, Pelé do Manifesto, Quaderna e Banda Strobo. Todo dinheiro arrecadado foi revertido

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Bosque Rodrigues Alves

ganha mapa turístico O documento também indica outros roteiros de visitação na cidade na capital paraense Fotos Divulgação, Oswaldo Forte

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Bosque Rodrigues Alves Jardim Zoobotânico da Amazônia ganhou um mapa turístico que apresenta todos os espaços da reserva e conta um pouco da história do lugar. O documento também indica outros roteiros de visitação na cidade. A nova ferramenta promete ajudar os visitantes e turistas a aproveitarem a área de preservação localizada dentro da capital. O material foi produzido em parceria pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Turismo (Setur) e Imprensa Oficial do Estado (IOE). Ao todo foram produzidos, 4.300 exemplares do fol-

der infográfico, sendo 3.100 unidades em português e outras 1.200 na língua inglesa, que servirão de apoio e informação ao turista e público visitante do espaço. O titular da Semma, Deryck Martins, ressalta que o documento é ilustrado com fotos de animais e ações realizadas no próprio Bosque Rodrigues Alves. “O material será muito importante para ampliar o conhecimento acerca das riquezas e diversidade do Bosque. Permitindo ainda o conhecimento da história do importante espaço verde, no centro da cidade. Com o mapa turístico outros pontos turísticos de Belém também são sugeridos para visitação”. Segundo o secretário de Turismo, Adenauer Góes, o Bosque Rodrigues Alves é um dos mais importantes atrativos do Plano Estratégico de Turismo Ver-o-Pará, qualificado como um dos 28 “produtos estrela” do estado, a mais alta classificação turística dentro da estratégia executada pela Setur. “O próximo passo agora é trabalhar na criação de placas com QR Code sobre as espécies arbóreas e animais do Jardim Botânico”, detalha o secretário. O mapa turístico do Bosque Rodrigues

Com uma área total de 15 hectares, o local é um pedaço da floresta amazônica ‘preservado’

Alves ganha ainda mais relevância com a escolha de Belém como terceiro destino turístico nacional preferido dos brasileiros para 2016, segundo levantamento divulgado em reportagem do jornal “O Estado S. Paulo”, em dezembro de 2015. O resultado segue tendência apontada por uma recente pesquisa do Ministério do Turismo, realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que mostrou que 81,7% dos brasileiros pretendem ir a destinos nacionais nos próximos seis meses e 13,8% ao exterior.

Bosque Rodrigues Alves

Bosque Rodrigues Alves ganha mapa turístico

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Situado na avenida Almirante Barroso, o Bosque Rodrigues Alves Jardim Zoobotânico da Amazônia é um dos principais cartões -postais da Cidade das Mangueiras. Com uma área total de 15 hectares, o local é um pedaço da floresta amazônica ‘preservado’. O espaço é administrado pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de www.paramais.com.br

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Visitantes aprendem sobre a fauna no Bosque Rodrigues Alves

Bosque mantém suas riquezas e diversidades

Meio Ambiente e recebe, em média, 20 mil visitantes por mês. O Bosque Rodrigues Alves abriga mais de 10 mil árvores, distribuídas em mais de 300 espécies. Dos 15 hectares, mais de 80% são compostos por áreas verdes, e apenas 20%

O Bosque Rodrigues Alves é um dos mais importantes atrativos do Plano Estratégico de Turismo Ver-o-Pará

são caminhos para circulação de visitantes. Entre os animais abrigados no Bosque, são 435 de 29 espécies, a maior parte vive em cativeiro e 29 em liberdade ou semi-liberda-

de distribuídas na área de mata. O peixe-boi amazônico, jacaré, tartarugas, jabutis, araras, macacos, entre outros são alguns dos bichos que podem ser encontrados no Bosque.

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O Pará é o Estado campeão em produção de açaí do País

Sedap cria programa para ampliar em 50 mil hectares as áreas cultivadas com açaí no Estado

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Texto Simone Romero *

Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) vai implantar, este ano, o Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Açaí no Estado do Pará (Pró-Açaí) para expandir a oferta do fruto. O Pará é

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hoje o maior produtor nacional de açaí, com 154 mil hectares de área plantada e manejada em 12,8 mil propriedades rurais distribuídas em todo o estado e produção anual de um milhão de toneladas de frutos. Em 2014 apenas as vendas externas do produto injetaram mais de R$ 225 milhões na economia estadual. A demanda continua a crescer e a produção local já não consegue atender

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Sedap cria programa para ampliar em 50 mil hectares as áreas cultivadas com açaí no Estado.indd 28

O açaí está entre os produtos agrícolas de maior expressão no Pará

ao aumento do consumo em condições satisfatórias o que tem levado, inclusive, ao aumento do preço. Com o Pró-Açaí, a Sedap espera expandir em 50 mil hectares a área cultivada com açaí no período de 2016 a 2020, fazendo com que a produção aumente em 360 mil toneladas anuais de frutos até 2024, quando todas as novas áreas cultivadas estarão produzindo de forma plena. A meta é implantar 10 mil hectares de açaizeiros nas regiões de terra firme do estado, na forma de cultivo solteiro ou em Sistemas Agro-Florestais (SAFs). A ideia, na terra firme, é aproveitar apenas as áreas já abertas pela ação humana – como pastagens abandonadas – e envolver mil pequenos, médios e grandes produtores rurais utilizando, entre outras tecnologias, a irrigação. Já nas áreas de várzea, onde se concentra atualmente a maior parte da produção paraense, a meta é mais ambiciosa. No período entre 2016 e 2020, ao Pró-Açaí deverá ser responsável pela ampliação das técnicas de manejo e de enriquecimento em 40 mil hectares de açaizais envolvendo 10 mil produtores familiares das regiões do Marajó e Baixo Tocantins. “Um dos pontos importantes do prograwww.paramais.com.br

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de emprego e renda, o Pró-Açaí tem como objetivos garantir o aumento da produção, promover o manejo e o enriquecimento dos açaizais de várzea, estimular o desenvolvimento sustentável das regiões produtoras, promover o cultivo do açaizeiro em Sistemas Agro-Florestais (SAF), com foco na recuperação de áreas degradadas na terra firme. O programa Pró-Açaí está sendo elaborado pela Sedap, em parceria com a Embrapa, Ideflor-Bio e Emater. O lançamento oficial do programa vai ocorrer no final deste mês, quando será apresentado aos produtores, agentes financeiros e empresários.

Com o Pró-Açaí, a Sedap espera expandir em 50 mil hectares a área cultivada com açaí no período de 2016 a 2020

(*) Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca

ma é a incorporação de tecnologia ao processo. Nas áreas de terra firme, por exemplo, a ideia é triplicar a produtividade com o uso de irrigação, passando das atuais quatro toneladas de frutos por hectare, em média, para uma média de 12 toneladas de frutos colhidos por hectare”, explica o diretor de Agricultura Familiar da Sedap, Luiz Pinto. Outro aspecto importante é que a expansão da cadeia produtiva trará ganhos sociais, com a criação de mais três mil empregos diretos e 12 mil indiretos na terra firme e de 5 mil ocupações produtivas diretas e de

outras 20 mil ao longo da cadeia, nas áreas de várzea. O ganho social é, na opinião do secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Hildegardo Nunes, o principal trunfo do programa. “A cadeia do açaí permite uma rápida incorporação de renda para os produtores familiares. É nítida a ascensão social das comunidades, especialmente as ribeirinhas, onde há extração e manejo de açaí em função do aumento da demanda pelo fruto”, avalia o titular da Sedap. O secretário explica que, além da geração

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Hildegardo Nunes informa que o Pró-Açaí visa garantir o aumento da produção, além de promover o manejo e o enriquecimento dos açaizais de várzea

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É possível gostar de Matemática Edward Frenkel, autor do livro Amor e Matemática, e professor na prestigiada Universidade da Califórnia em Berkeley, diz que é preciso parar de ensinar na escola uma disciplina com matéria que “está morta”

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desafio é lançado por Edward Frenkel nas primeiras páginas do seu livro “Amor e Matemática”, um best-seller mundial: “e se, na escola, tivesse uma aula de artes em que só lhe ensinassem como pintar uma vedação? E se nunca lhe mostrassem as pinturas de Leonardo da Vinci e Picasso? Gostaria de aprender mais sobre o assunto? Duvido”. Considerado um dos maiores pensadores da matemática moderna, Edward Frenkel, 47 anos, nascido na antiga União Soviética, não tem a pretensão de transformar os demais em matemáticos, mas simplesmente mostrar a matemática “viva” e não a “experiência traumática” que na sua opinião a maioria tem de uma disciplina “morta”. Em entrevista recente, o autor e professor da prestigiada Universidade da Califórnia em Berkeley e membro da Academia de Artes e Ciência dos Estados Unidos, garante que os maus resultados são gerais e que a solução não passa por memorizar fórmulas. “Tenho conversado com alunos e pais de muitos países, especialmente agora que o meu livro está publicado em dez línguas, e sinto que o problema é universal. O que também pode ser uma boa notícia, pois tal-

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vez haja uma única solução”, afirmou. Mas há uma razão. “A primeira, e a mais importante, está relacionada com a forma como ensinamos. A Matemática é apresentada como um conjunto de procedimentos, de regras de cálculo que têm de ser memorizadas e, regra geral, sem qualquer ligação ao mundo real. Os estudantes sentem-se aborrecidos com isto e têm razão. Hoje em dia, a matemática está em todo o lado, nos computadores, nos smartphones, na Internet, nos jogos de vídeo, tudo é baseado na matemática e isso abre uma porta que não existia há 10/15 anos para envolver os nossos alunos. Mas para isso é preciso um grande esforço e um grande contributo dos conhecedores”, analisa.

Como podem, então, os professores inspirar os seus alunos?

“A matéria que ensinamos não muda há centenas de anos. É algo sem precedentes na história do ensino, não há outra matéria que seja tão antiga. E a matemática evoluiu muito. Por exemplo, ensinamos Euclides

[considerado o pai da Geometria] às crianças, que tem 2.300 anos. É como ensinar Homero em Literatura [Português]. Não é mau ensinar Homero nem Euclides, mas não paramos em Homero e dizemos que nada aconteceu desde então. (...) Era como se nas aulas de ciência não se ensinassem os átomos, o DNA e o sistema solar e se ensinassem coisas de há mil anos. É ridículo, não seria possível, as pessoas iriam queixar-se de que o material era obsoleto. Em matemática todos acham que a matéria acaba em Euclides e nas equações quadráticas. Como é possível entusiasmar os alunos com esta matéria, que está morta, atualmente está morta. Tornem, por isso, a matemática viva!”, defende. Edward Frenkel admite, porém, que rever a matéria é algo que “não pode ser feito do dia para a noite”, mas “tudo tem de mudar” na forma como se ensina Matemática, que é ensinada “como se vivêssemos na idade da pedra”. “Eu dou aulas a universitários e a este nível os alunos já estão mais motivados, mas, mesmo assim, mostro-lhes as joias da matemática, a beleza da disciplina. Claro que há

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Edward Frenkel, autor do livro Amor e Matemática

técnica para trabalhar, há coisas para memorizar no início, mas também lhes mostro o quadro geral, o que está por trás das coisas. Todas as descobertas foram feitas por humanos, é uma luta de ideias e há histórias absolutamente fascinantes”, sublinha. No seu livro, Edward Frenkel admite aos leitores que quando era jovem, então na antiga União Soviética, também ele “odiava matemática”, mas bastou conhecer a pessoa

certa para tudo mudar. “Achava a matemática estúpida, aborrecida, fria, um assunto morto. Porquê? Porque só conhecia o que me ensinavam. Mas tive sorte e tudo mudou quando tinha 15 anos e conheci um matemático, que era amigo dos meus pais, e que me mostrou mais. A primeira coisa com que me entusiasmei foi com a ideia de simetria, que é muito simples, mas da qual não se fala, porque a matemá-

tica é sempre só números e cálculos. Todo o progresso que foi feito na Física Quântica nos últimos anos, como a descoberta de partículas, tem por base esta ideia de simetria e que posso explicar facilmente com uma garrafa de água. Basta rodar a garrafa para perceber que as simetrias são as rotações e assim começa uma bonita história. Por isso, para mim era incrível que nunca falássemos disto. Eu sei que é possível entusiasmar os alunos, porque andei pelas escolas e os seus olhos iluminavam-se com estes conhecimentos”, conta. Com “Amor e Matemática”, o autor pretende que os seus leitores “se liguem à matemática”. “Temos uma relação de ódio com a matemática por todas as razões erradas. Infelizmente, as aulas de matemática tornaram-se espaços de tortura para a maioria. Não imaginam as histórias que já ouvi. Uma má experiência de ser chamado ao quadro numa sala de aula e não conseguir resolver um problema e odiamos para sempre a matemática. Os professores precisam de encorajar os alunos. Na vida não fazemos nada sem esforço, mas é preciso fazer um esforço numa atmosfera positiva. Sou um pouco como um terapeuta no meu trabalho, para que percebam que não há nada a recear. E quando se ultrapassa essa barreira ficam tão surpreendidos”, assumiu.

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A criatividade humana funciona muito semelhante à criatividade dos processos quânticos. Pensamento criativo Quantum leva a pensar vários passos mais para ser realmente capaz de tocar à fonte de onde tudo se origina a criatividade

Alguns passos para se tornar mais criativo e perspicaz, afirmam neurocientistas

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e acha que não fazer nada é mau para si, desengane-se. Na opinião de um especialista da questão, isso torna-nos, pelo contrário, mais sus-

ceptíveis de ter ideias originais – ideias essas que surgirão na nossa consciência como instantes de revelação. Os testes de inteligência humana mostram que enquanto o QI – a medida das nossas capacidades analíticas – parece estar

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aumentando, o pensamento criativo poderá estar declinando, porque o nosso mundo hiperativo exige que sejamos cada vez mais analíticos. O neurocientista John Kounios, professor de Psicologia da Universidade de Drexel (em Filadélfia, nos Estados Unidos)

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e co-autor, com o seu colega Mark Beeman, do livro The Eureka Factor (O Factor Eureka), estuda a forma como a criatividade e esse momento em que de repente percebemos algo (insight em inglês) começam no cérebro. E explica-nos que há uma série de coisas muito simples que podemos fazer para estimular essa revelação súbita, o pensamento “fora da caixa”, a criatividade e os “murmúrios da intuição”. Por que se interessou pela ciência da revelação súbita? Houve uma controvérsia, na psicologia cognitiva, em torno da questão de saber se o pensamento muda gradualmente ao longo do tempo – num “processamento contínuo” – ou se o nosso cérebro passa de repente de um estado para outro e depois para outro. A ideia aceite na altura era que qualquer pensamento fluía gradualmente e que o que as pessoas sentiam como uma revelação súbita não era mais do que um floreado emocional, um entusiasmo adicional no fim do processo de raciocínio, que fazia com que a revelação parecesse surgir de repente. Nós concebemos algumas experiências, utilizando anagramas (sequências de letras que é preciso reordenar para identificar uma palavra) e descobrimos que algumas pessoas passam, num pulo, de não fazer a mínima ideia da solução a ter a solução. Isso mostrou-nos que a revelação súbita é um fenômeno real. Foi então que decidi focar-me nas bases neurais da criatividade e que comecei a trabalhar com o meu colega Mark Beeman no sentido de mapearmos ao mesmo tempo onde e quando essa revelação súbita acontece no cérebro. Eu uso a técnica de eletroencefalografia (EEG), que mede a atividade elétrica do cérebro e permite determinar exatamente quando é que algo está a acontecer no cérebro. Porém, a EEG não permite mostrar onde é que essa atividade está localizada. Mas o Mark usa a tecnologia de ressonância magnética funcional (fMRI), que detecta alterações no fluxo sanguíneo cerebral e é justamente muito útil para mostrar onde é

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que a atividade está a acontecer (embora o seja menos em termos temporais). Foi por isso que decidimos combinar as nossas estratégias.

E o que descobriram?

O estudo da questão da revelação súbita coloca vários desafios. Adorava enfiar pessoas dentro de um scanner cerebral e esperar que tivessem uma experiência deste tipo. Mas isso não é exequível. Portanto, o que fazemos é submetê-las a testes [da criatividade] chamados “problemas de associações remotas”. Cada teste consiste em apresentar três palavras, como pine/crab/sauce[pinheiro/ caranguejo/molho]. Os participantes têm então de pensar numa quarta palavra que permita formar uma palavra composta ou uma expressão familiar com cada uma dessas três palavras. Neste exemplo, a resposta é apple [porque com a palavra que em inglês significa “maçã” formam-se pineapple (ananás), crabapple (macieira) e apple sauce (compota de maçã)]. As pessoas podem resolver estes problemas de duas maneiras. Uma é a forma analítica, metódica – ou seja, através de um raciocínio analítico. E a outra é aquela que, por vezes, faz com que olhem para o problema e que a solução surja de repente na sua consciência. “Ah, é isso!”, pensam. O que nós fizemos foi comparar a atividade cerebral dos dois tipos de soluções: a analítica e a da revelação. E constatamos

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Aprender a reprogramar seu cérebro é uma tarefa essencial

que, precisamente no instante em que o problema é resolvido num instante de revelação, há um surto de ondas cerebrais gama no lobo temporal direito, situado acima da orelha – e, mais concretamente, no giro temporal superior anterior direito. As pessoas que resolvem o problema de forma analítica não apresentam essa atividade específica. Também testamos as pessoas no seu estado de repouso e a seguir demos-lhes um monte de anagramas para resolver. E descobrimos que enquanto algumas pessoas, que designamos como analíticas, tendem a utilizar um raciocínio analítico para resolver estes enigmas, há um outro grupo, o dos “perspicazes” [insightful], que recorrem principalmente à revelação. Também observámos que, mesmo em repouso, os cérebros destes dois grupos de pessoas funcionam de maneira ligeiramente diferente. As pessoas altamente analíticas apresentam um maior nível de atividade no seu lobo frontal esquerdo. E as mais perspicazes uma maior atividade no lobo parietal posterior direito, na parte traseira do cérebro. Os lobos frontais têm que ver com concentração, controlo, pensamento estratégico – e as pessoas em cujo cérebro eles estão muito ativos são muito organizadas e muito focadas. Quando o lobo frontal é desativado, as pessoas têm tendência a ser relativamente dispersas e desorganizadas, mas também algo criativas.

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Poder escrever mentalmente e emocionalmente uma nova trajetória que valorize o que você tem de mais valioso

Autoestima como H competência Texto Marcia Dolores Resende* Uma pessoa com boa autoestima está aberta aos feedbacks, pois sabe que ninguém é perfeito...

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oje, depois de retornar de uma reunião com uma empresa e levantarmos todas as competências fundamentais para um profissional desenvolver muito bem sua missão, fiquei por um longo período pensando: O que faz a diferença? Afinal, vale lembrar que vivemos um momento único, com várias incertezas do futuro e da mudança como um aspecto permanente. O desafio das empresas é desenvolver profissionais que tenham flexibilidade para mudar a estratégia e dar a elasticidade primordial. E como este profissional está sendo preparado, como você tem se preparado? Eu posso resumir que um profissional com potencial a ser desenvolvido é aquele que possui uma excelente autoestima, sei que esse termo já foi deveras desgastado, afinal tudo pode entrar em autoestima. Agora, dentro do contexto corporativo ou no desenvolvimento profissional, pouco se atenta para importância e relevância deste importante fator. Uma pessoa com boa autoestima tem, acima de tudo, equilíbrio porque possui consciência de suas capacidades e dos pontos a serem aprimorados. Sabe que o melhor comparativo para a sua própria trajetória é uma evolução constante, considerando que vale a pena investir. Tudo isso faz grande diferença quando estamos dentro de uma organização com o envolvimento de várias pessoas para alcance de uma única meta, facilita o processo e viabiliza os resultados. www.paramais.com.br

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As pessoas com alta autoestima tendem a ser otimistas em relação às pessoas e grupos dentro da sociedade

Uma pessoa com boa autoestima está aberta aos feedbacks, pois sabe que ninguém é perfeito, que essa é uma idealização que nos distancia das soluções, que temos condições de crescer cada momento com os resultados das ações, ou seja, aprende com as ações. Vamos pensar nas competências voltadas para o trabalho em equipe, que é uma tendência que só irá crescer nos próximos anos. A pessoa com boa autoestima tem muito mais condições de relacionar-se e desenvolver com uma comunicação eficaz, porque entende que a comunicação é fazerse compreender. O que torna isso possível é o respeito que pessoas com boa autoestima têm, com as diversidades e as escolhas pessoais, antes de julgar adotar uma postura de compreensão. E ainda dentro das competências úteis para proporcionar sintonia dentro de uma equipe, temos a compreensão e suporte, o profissional desenvolve melhor essas habilidades quando está seguro da sua própria atuação e de que o trabalho desenvolvido em grupo e algo que só poderá agregar. Considerando tudo isso o que fazer para desenvolver uma boa autoestima? Para se ter uma boa autoestima é importante primeiro identificar qual é o seu autoconceito, que é formado pelas suas experiências e que significados que foram atribuídos aos eventos. Uma boa autoestima é uma sequência de eventos que valorizam sua ação, suas capacidades, suas crenças e valores, tudo isso forma uma boa autoestima, que irá facilitar a vida e as relações que a pessoa estabelece

com ela e com os demais. Quando se tem um equilíbrio, fica simples desenvolver uma atividade com as pessoas e valorizar o resultado de cada um sem sentir demérito por isso, existe uma consciência do próprio valor e do valor das outras pessoas. Para que um profissional seja intraempreendedor, tenha habilidades de atuar em equipe e tenha condições de desenvolver uma linguagem de compreensão e influência, gerenciando muitas vezes pessoas e processos, a autoestima é uma competência que faz a diferença. Atua como base para os profissionais desenvolverem a partir dela outras capacidades com fluidez e conforto, quesitos fundamentais no processo de desenvolvimento. A Programação Neurolinguistica (PNL) é uma metodologia que atua com as antigas programações estabelecidas, e muitas vezes engessadas que torna uma pessoa com baixa autoestima, agindo diante da vida sem entusiasmo. A PNL te permite reprogramar antigas experiências e outorgar novos significados em sintonia com os objetivos, então isso traz para mãos de cada pessoa um grande poder interno, de escolher que significado irá dar para cada experiência vivida. Algumas pessoas têm uma sensação de inferioridade e estão sempre se comparando aos demais, como se existisse uma grande distância entre o seu jeito de ser e as outras pessoas e como se os outros fossem muito melhores. Habitualmente, esses só prestam atenção no que funciona na vida alheia e representam através da sua mente suas experiências como fatos de fracasso. O nosso corpo e mente respondem aos nossos pensamentos e a forma como organizamos esses dados farão grande diferença em nossa autoestima. Quando se registra experiências de fracasso e atribui o resultado a sua pessoa, essa informação proporcionar uma distância entre autoimagem e bem-estar. Quando há um registro de todos os momentos de sucesso e com frequência esse

registro está disponível, teremos uma pessoa com uma boa autoestima, que tem segurança para fazer e considera o seu melhor comparativo a sua própria atuação. A PNL é uma tecnologia que traz para cada indivíduo o poder de valorizar o que é importante de fato e utilizar a capacidade mental e os padrões mentais com um direcionamento, com um objetivo. Esse é outro ponto que na PNL faz total diferença nos resultados do aprimoramento ou desenvolvimento da autoestima, ter o objetivo claro, essa é uma dica que torna uma pessoa mais confiante quanto as suas capacidades. Verifiquem ao redor que pessoas, com boa autoestima, têm objetivos! Sabem o que querem! O que se quer, é outro benefício obtido quando se utiliza a PNL para desenvolver um novo padrão mental, em relação ao próprio autoconceito, e isso é possível mesmo quando se tem uma experiência muito antiga com um registro limitante para a autoestima. Poder escrever mentalmente e emocionalmente uma nova trajetória que valorize o que você tem de mais valioso e colabore para a construção saudável da sua autoestima e de sua carreira é uma possibilidade fascinante dentro da PNL. (*) Criadora do método engenharia da Felicidade. Possui certificações Internacionais ICI e ICF Master Coaching. Psicóloga pela UNG, consultora em desenvolvimento Humano, coach com especialização em RH, larga experiência em Desenvolvimento e Treinamento Gerencial

Dr. Jorge Puga Rebelo Cirurgião Plástico

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Um mundo consciente e sustentável Universitários se unem para formar pessoas conscientes Fotos Arquivo pessoal

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m grupo de jovens universitários paraenses resolveu se unir para ajudar a construir um mundo melhor. São estudantes na faixa etária de 17 a 25 anos, de diversos cursos de graduação, universidades e faculdades. A maioria cursa ciências biológicas, na Universidade da Amazônia, Unama. Eles resolveram levar seus conhecimentos para fora dos muros das instituições públicas e particulares e falar sobre diversos assuntos, mas tendo como foco principal a questão da educação ambiental. A graduanda de Licenciatura em Ciências Biológicas- UNAMA, Evelyn Nunes, uma das coordenadoras do projeto Coletivos Jovens do Meio Ambiente, conta que o trabalho é realizado por voluntários, que querem realmente colaborar com a natureza. “Nós visitamos as escolas da Região Metropolitana e damos palestras, oficinas e cursos sobre a importância de se preservar o meio ambiente”, destacou a futura bióloga, que inclusive integra o grupo Greenpeace. O grupo, que surgiu em junho de 2015,

pretende estender esse trabalho para o interior do estado e ilhas próximas. “A recepção é muito boa. Os alunos se interessam muito pelo estudo que é mostrado. E eles ainda aplicam na prática o que aprenderam durante as atividades”, ressalta Evelyn. A educação ambiental é muito discutida durante as oficinas e palestras. A proliferação do lixo nas praias e nos rios vem preocupando os universitários. Por isso, a importância de ensinar as boas práticas desde cedo, para que as crianças se tornem um cidadão consciente.

Coletivos Jovens

A atuação dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente (CJs) no Brasil busca dar conti-

Jovens ambientalistas brasileiros reunidos em Pirenópolis durante o I Encontro Nacional de Coletivos Jovens de Meio Ambiente no ano de 2013!

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nuidade ao processo de estímulo e envolvimento juvenil para atuação organizada nas causas socioambientais. Os CJs são grupos que se organizam em cada Unidade Federativa (UF) com o intuito de articular pessoas e organizações, circular informações de forma ágil, pensar criticamente o mundo a partir da sustentabilidade, planejar e desenvolver ações e projetos, produzir e disseminar propostas (trans)formadoras com base no princípio “agir local e pensar global”. Com 10 anos de história, os CJs já conseguiram mobilizar e sensibilizar milhares de jovens por onde passou e se estabeleceu, demonstrando fôlego, garra e energia para contribuir com a construção de uma sociedade sustentável, mais justa e equitativa. Nesta caminhada, os CJs realizaram diversos projetos, eventos e processos formativos, além de participar de diversos espaços de controle social ou de articulação política, em especial, com o intuito de fortalecer estrategicamente a Educação Ambiental. O universitário paraense Carlos Gouvêa disse, no blog do CJs, que o Pará é um Estado de desafios, pela sua malha geográfica, pela sua economia e por oportunismos políticos, tão comum no Brasil. “Ser do Coletivo Jovem Pará, me proporcionou e proporciona, conhecer, entristecer devido ao descaso do poder público, mas sobretudo, me garante a capacidade de me admirar de quão viva é a chama da esperança de um outro mundo possível em pessoas que vivem num Estado de tamanho de país”, afirmou.

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Integrantes do CJ visitam escolas e instituições para falar sobre sustentabilidade

ambiente e não acaba. A energia solar ainda é pouco utilizada no mundo, pois o custo de fabricação e instalação dos painéis solares ainda é muito elevado. Outro problema é a dificuldade de armazenamento da energia solar. Apesar do custo alto, os materiais utilizados nesta alternativa podem durar cerca de 20 anos. “O investimento pode ser recuperado em seis anos”, disse Evelyn. “Com o aumento

No II Encontro Estadual da Juventude pelo Meio Ambiente

da demanda, o preço pode até abaixar”, completou.

Curiosidade

O Brasil é um dos países com maior potencial do mundo no tocante à geração de energia proveniente dos raios solares. Isto é explicado pelo fato de termos um vasto território com grande incidência dos raios do Sol. Jovens universitários com vontade de mudar o mundo

Jovens estudantes de diversas regiões comprometidos com o Cuidar do Pará com escolas sustentáveis

Energia solar Durante as palestras e visitas às escolas, os jovens universitários falam da importância das diversas formas alternativas de energia mais comum na natureza. Entre elas, a energia solar, que é aquela proveniente do sol. Ela é captada por painéis solares, formados por células fotovoltaicas, e transformada em energia elétrica ou mecânica. A energia solar também é utilizada, principalmente em residências, para o aquecimento da água. É considerada uma fonte de energia limpa e renovável, pois não polui o meio

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Crise econômica alcança setor da construção civil

Construção Civil vive declínio nos postos de trabalhos Empresas buscam soluções criativas para fugir da crise Fotos Arquivo Ag. Pará, Divulgação

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s reflexos da crise econômica brasileira alcançaram também o setor da construção civil no Pará e em toda a região norte, segundo os estudos do Dieese/ Pa. A queda na geração de empregos no setor, nos últimos 12 meses foi muito grande, ultrapassando mais de 26 mil postos de trabalhos no Pará. Os estudos, com base em informações oficiais do Ministério do Trabalho, através do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED, levam em

consideração a nova metodologia adotada pelo Ministério do Trabalho que inclui registros entregues com atrasos e acertos. As construtoras estão reduzindo os cronogramas de obras porque não conseguem vender o esperado. “Não há incentivos por parte do governo, como acontecia anteriormente com os programas do Minha Casa, Minha Vida”, disse o empresário Fabrício de Carvalho, da empresa Transol, materiais Dieese registra queda na geração de empregos formais

de construção. Segundo ainda Fabrício, o que houve foi um crescimento fictício da economia, que incentivou a construção civil durante as obras da Copa e Olimpíadas. “Depois aconteceu uma desaceleração e diminuição do crescimento”, constatou o empresário. A Transol, que tem sete unidades espalhadas por todo o Brasil, teve que inovar para vencer a crise. A empresa adotou

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Nível de emprego na construção civil brasileira registra declínio acentuado

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No Norte o Pará foi o líder em perda de postos de trabalhos

indireta para o consumidor”, disse. Por este motivo, a Transol deve fechar o ano com um pequeno crescimento. “Mas, não se engane. A situação no Brasil vai piorar no próximo ano. Tudo vai depender do quadro político”, constatou o empresário do ramo da construção. No mês de outubro de 2015, segundo o Dieese, foi registrada uma queda de 5,60% na geração de empregos formais. Foram feitas no mês em todo o Estado, 5.332 admissões contra 11.767 desligamentos gerando um saldo negativo 6.435 postos de trabalhos. No mesmo período do ano passado (outubro/2014), o setor da construção civil também apresentou perda de empregos formais, foram feitas naquela oportunidade 7.847 admissões contra 11.163 desligamentos gerando um saldo negativo de 3.316 postos de trabalhos.

Norte

diversas estratégias de mercado ao criar novos canais de atendimentos, atendendo lojistas e fortalecendo a venda pelo atacado. “Ninguém tá comprando mais. Tivemos que mudar e agora nós vendemos de forma

Antecipe suas encomendas

Saldos negativos de empregos formais no comparativo entre admitidos e desligados - o destaque ficou por conta do Estado do Pará com a perda de 12.478 postos de trabalhos

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O Balanço efetuado pelo Dieese/Pa, sobre a flutuação de postos de trabalhos formais nos estados da Região Norte no setor da construção civil nos dez primeiros meses de 2015 (Jan-Out), mostra que todos apresentaram saldos negativos de empregos formais no comparativo entre admitidos e desligados, o destaque ficou por conta do Estado do Pará com a perda de 12.478 postos de trabalhos, seguido do Estado de Rondônia com a perda de 9.162 postos de trabalhos; do Estado do Tocantins com a perda de 1.779 postos de trabalhos; do Estado do Amazonas com a perda de 1.639 postos de trabalhos; do Estado do Amapá com a perda de 1.193 postos de trabalhos; do Estado de Acre com a perda de 985 postos de trabalhos e do Estado de Roraima com a perda de 795 postos de trabalhos. De janeiro a outubro deste ano, foram feitas em todo o Norte no setor da construção civil, 120.135 admissões contra 148.166 desligamentos, com saldo negativo de 28.031 postos de trabalhos com decréscimo de 12,37% no emprego formal.

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Cuidar de plantar é um ótimo exercício mental e físico Minijardins

Especialista diz quais as plantas mais utilizadas

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uitos profissionais da saúde defendem que ter e cuidar de um jardim em casa pode fazer muito bem para saúde. O exercício de cuidar de plantas, regando-as e adequando a terra para suas necessidades pode ajudar na diminuição do estresse, além de prevenir como a depressão e outras doenças mentais. Entretanto, nem todos podem ter um jardim externo, por morarem em apartamentos ou casas com pouco espaço. E para quem sofre com esses problemas, os minijardins e terrários se tornaram aliados para aproveitar as vantagens que os vegetais podem proporcionar. A diferença do minijardim para o terrário é que o terrário é um bioma construído em um vidro transparente, que ao receber a luz solar, indispensável para o processo de fotossíntese, faz dele um ecossistema autossuficiente em ar, água e nutrientes. “Os minijardins são construídos geralmente em material opaco, como por exemplo, uma bacia de cerâmica, uma xícara de porcelana, um mini regador, etc. O inglês, David Latimer construiu seu próprio bioma em 1960, ficou doze anos sem precisar abrir para regar as plantas. E esse terrário existe até hoje”, revela a bióloga e especialista em educação ambiental e paisa40

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gismo Lilian Ribeiro. Mas como saber qual a planta mais indicada para você cuidar? De acordo com Lilian, essa é uma dúvida frequente. “Muitas pessoas não têm noção de qual planta escolher para cultivar em casa e muitas vezes, até por esse motivo, desistem de ter um terrário para cuidar. Mas é só pesquisar um pouco que cada pessoa pode identificar qual a melhor planta para si mesma”, afirma. Assim, Lilian listou três principais plantas que poderão formar o seu jardim:

Suculentas

Geralmente, elas são as mais utilizadas em terrários e representam a beleza na simplicidade. Além disso, elas precisam de luz indireta e são capazes de realizar o ciclo da água por si mesmas. Ou seja, os terrários de suculentas podem durar até anos se forem feitos e organizados de maneira correta.

Cactos

O cacto é muito reconhecido por ser a planta do deserto. E é por sobreviver em temperaturas tão altas que podem ser interessantes em casa. Muitas pessoas se esquecem de regar as plantas, mas com o cacto não existe esse problema de ficar sem água porque ela é mais resistente nesse sentido. Existem até mais de 3000 tipos de cactos, pois eles variam muito de comprimento e largura. Por isso, para se ter em casa, os menores são mais indicados pelo espaço que ocupam.

Lilian diz que, independente da planta, a atenção é indispensável

Assim, é interessante que elas tenham luz solar indireta, mas não existirão problemas caso essa planta pegue luz direta do sol por algumas horas. Uma dica valiosa é que, tanto as suculentas quanto cactos, não se devem regar as plantas, mas sim o ambiente do terrário.

Rasteirinhas

A planta rasteira mais conhecida é o musgo, que não cresce a partir de sementes. Mas, caso sejam bem cuidadas, elas dão um toque excelente na decoração por se tornarem robustas e vistosas. Além disso, elas podem servir em um terrário onde tenham também suculentas por elas servirem para forrar o terrário. Lilian diz que, independente da planta, a atenção é indispensável. “Observar regularmente como as plantas estão é essencial. Algumas plantas podem estar morrendo e atrair infecções de mofo e bolor. Caso aconteça isso, remova a planta o mais rápido possível para que o ambiente permaneça sadio e charmoso”, conclui. Minijardins, pesquise um pouco e identifique qual a melhor planta para si mesma

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Pequenas empresas e universidade:

parceria necessária Texto Reinaldo Dias*

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o Brasil a relação universidade-empresa nem sempre caminhou a bom termo. Permeada de desconfianças de ambos os lados, todos perderam com a falta de entrosamento e principalmente o país. No caso das pequenas empresas o caso é mais grave ainda, pois estas nem sempre possuem o capital necessário para a contratação de consultorias para aperfeiçoarem seus processos de gestão ou implantarem novos sistemas que as tornariam mais competitivas. Embora nos últimos anos tenha havido melhoras, essa é uma parceria que está longe de atender às reais necessidades do país em termos de geração e disseminação de inovações. Sem essa parceria o que prevalece é o atraso, empresas pouco competitivas e com baixa produtividade e que não atendem às reais necessidades da demanda. O resultado é a quebra generalizada de pequenas empresas por falta de pesquisa e inovação. A partir deste ano, as pequenas empresas terão que enfrentar uma nova realidade, ainda mais dura para aquelas que estiverem despreparadas e que já estão integradas em cadeias de valor de grandes corporações, pois estas terão um prazo para se adequarem às novas normas de gestão da qualidade (ISO9001: 2015) e a de gestão ambiental (ISO14001:2015). Essas duas normas colocam novas questões em pauta, em particular nos processos de terceirização que envolvem toda a cadeia de valor. Isso aumenta a responsabilidade das pequenas empresas que terão de se adaptar às novas exigências, visando contemplar sua parceria estratégica com as de grande porte, que de modo geral se adaptam rapidamente, devido a necessidade da certificação para permanecerem competitivas no mercado internacional. A norma ISO14001, por exemplo, dá uma nova dimensão à parceria estratégica das pequenas com as grandes empresas. Estas tenderão a valorizar em manter na sua cadeia produtiva, fornecedores que se adaptem à nova realidade e que atinjam padrões elevados em termos de sustentabilidade. Assim, num futuro próximo, as pequenas empresas que não se adaptarem deverão encontrar dificuldades na renovação de seus contratos. Adequação às normas am-

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As universidades podem contribuir enormemente fornecendo talentos que poderão se integrar aos quadros da empresa

bientais e manter uma imagem de empresa sustentável não é mais uma opção, é uma condição para se manter competitiva. Neste contexto, as universidades podem contribuir enormemente fornecendo talentos que poderão se integrar aos quadros da empresa e trabalhar na adequação permanente às novas exigências ambientais, que virão de todos os lados: comunidade, governos e grandes empresas. Os talentos que as empresas buscam na universidade podem ser encontrados naqueles jovens que fazem a iniciação científica. São alunos diferenciados, que aprendem o método científico como um instrumento fundamental para a resolução de problemas. Esses estudantes constituem a elite das universidades, grupo diferenciado que deve ser recrutados pelas empresas que necessitam de pessoas com capacidade criativa para enfrentar crises e se adaptar às novas exigências. Muitos empresários – principalmente entre os pequenos – confundem as coisas e julgam que a prática científica não se ajusta com a realidade do mercado. Puro engano. Principalmente nos cursos de administração, a prática científica tem desafiado estudantes a repensarem as práticas organizacionais adotadas no Brasil pelas pequenas empresas e a apresentarem propostas alternativas e de baixo custo para a melhoria dos sistemas de gestão. Ocorre que as portas das empresas às vezes não se abrem para esses jovens, e estes necessitando trabalhar abrem seus próprios negócios alimentando

o processo de inovação no mercado, através dessa ação empreendedora. O empreendedorismo está se disseminando no Brasil, tardiamente é verdade, mas está avançando. As pequenas empresas devem adotar cada vez mais o empreendedorismo corporativo, incorporando esses jovens universitários talentosos que contribuirão para a inovação dos processos internos, mantendo a organização competitiva.

O empreendedorismo está se disseminando no Brasil, tardiamente é verdade, mas está avançando (*) Professor da Universidade Presbiteriana Campinas. Doutor em Ciências Sociais, mestre em Ciência Política pela Unicamp e especialista em Ciências Ambientais Pará+

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