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Revista

Pará+ NOVEMBRO 2015

BELÉM-PARÁ

WWW.PARAMAIS.COM.BR

ISSN 16776968

EDIÇÃO 165

R$ 8,00

PETRÓLEO NO LITORAL PARAENSE O AUMENTO DA EXPORTAÇÃO AGROPECUÁRIA AÇAÍ CONTRA CONVULSÃO CAPA 165.indd 1

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A maior a

O HOSPITAL ONCOLÓGICO INFANTIL FICOU PRO NTO UMA VITÓRIA A MAIS PARA ESSES PE

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om enorme alegria, o Governo do Estado entrega à população paraense o Hospital Oncológico Infantil Otávio Lobo, o primeiro hospital da região Norte especializado no tratamento do câncer de crianças e jovens de até 19 anos, e um salto de qualidade no atendimento médico nos hospitais públicos do nosso estado. Com investimentos superiores a R$ 80 milhões, o Oncológico Infantil chega trazendo equipamentos avançados, uma equipe médica preparada e carinho de sobra. São 108 leitos, sendo 10 Unidades de Terapia Intensiva, divididos em cinco andares, com áreas de quimioterapia, centro cirúrgico e clínicas pediátrica e ginecológica. E ambientes destinados especialmente às crianças. O novo hospital traz ainda o serviço inédito de transplante de medula óssea para pacientes com leucemia, que poderão realizar o tratamento com mais conforto e perto dos seus familiares.

Sala de fisioterapia

O novo hospital tem instalações adequadas ao público infantil, equipamentos modernos e uma equipe preparada para o melhor atendimento.

Solário

Brinquedoteca Brinquedoteca

Os ambientes do hospital são decorados com desenhos feitos pelas próprias crianças. 2

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ANÚNCIO GOVERNO.indd 2

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GRIFFO

r alegria.

PRO NTO. UMA CONQUISTA PARA A SAÚDE DO PARÁ. ES PEQUENOS GRANDES GUERREIROS.

A saúde do Pará seguindo em frente. O Oncológico Infantil faz parte do projeto de descentralização do atendimento de saúde implantado a partir de 2003, pelo Governo do Estado. Foram construídos os hospitais regionais em Marabá, Santarém, Altamira, Redenção, Paragominas e o Metropolitano, em Ananindeua, além do regional de Breves, iniciado no mesmo período. Na capital, foram entregues a nova Santa Casa e os hospitais Jean Bitar e Galileu. Em Ipixuna do Pará, na região do Rio Guamá, já está sendo equipado para entrar em funcionamento, o novo Hospital de Urgência e Emergência, que será inaugurado em breve. E as obras não param nos hospitais regionais de Itaituba e Castanhal, e no Novo Abelardo Santos. Ao todo, mais de mil novos leitos hospitalares serão implantados. Mesmo com todas as dificuldades, o Governo do Estado segue em frente no seu compromisso de fazer da saúde a sua prioridade, melhorando a vida de todos os paraenses. O Hospital Oncológico Infantil é o melhor exemplo disso.

Esse hospital vai ser de muita importância pra nossas vidas. Pra vida de todas essas crianças que estão passando por esse momento difícil. Elas merecem muito esse hospital. Keyse Pinheiro, 24 anos. Seu filho faz tratamento de leucemia.

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Secretaria de Saúde Pública

TRABALHANDO PARA MELHORAR A SUA VIDA Pará+

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N E S TA E D I Ç ÃO EDIÇÃO 165 - NOVEMBRO/2015

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Pará Negócios 2015 supera expectativa dos realizadores

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Belém ganhará Centro Global de Gastronomia e Biodiversidade

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A castanha nossa de cada dia

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Minério salva empregos no Pará

PUBLICAÇÃO

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

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ÍNDICE

Pará pretende aumentar exportação agropecuária

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A vez da pimenta-do-reino

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Transporte aéreo salva vidas no interior do Pará

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Produção de tanques redes no Lago de Tucuruí é uma das maiores do Brasil

DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Celso Freire, Marcia Brandão, Juvenal Assis, Reinaldo Domingos, Renata Dias, Ricardo Zibas, Tatiane Dias,Vera Rojas; FOTOGRAFIAS: Alessandra Serrão - NID/Comus, Alexandre Moraes, Apoena Augusto, Ascom / Emater, Ascom Fapespa, Ascom Hrba / Arquivo, Ascom Ideflor, Bárbara Sordi, Celso Freire, Comus / Pmb, Divulgação, Emater, Anderson Silva, Eliseu Dias, Flávia Mutran, Lucivaldo Sena, Rodolfo Oliveira / Ag. Pará, Salviano Machado / Arquivo Ag. Vale; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

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MAIS WWW.PARA

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NOVEMBRO

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EDIÇÃO 165

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ISSN 1677

Enxergando por meio de luvas

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Os bolachões estão de volta

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Pará ganha um clube só para criativos

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R$ 8,00

NO PETRÓLLEO RAENSE A P A R O LITO PORTAÇÃ

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Açaí contra as convulsões

TO DA EX O AUMEN UÁRIA C E AGROP ULSÃO TRA CONV AÇAÍ CON

Foto montagem com motivos sobre “petróleo no litoral paraense” em arranjo de Mequias Pinheiro

5 passos para sobreviver a crise financeira FAVOR POR

Futebol de Cinco eleva a autoestima de deficientes visuais RE

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Drone pode descobrir segredos da Floresta Amazônica

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Petróleo em terras paraenses

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Pará Negócios 2015 supera expectativa dos realizadores Fotos Alessandra Serrão - NID/Comus, Rodolfo Oliveira / Ag. Pará

D Abertura da Pará Negócios 2015

No stand da Pará +/Amazônia, nosso diretor Rodrigo Hühn, a vereadora Meg Parente, o prefeito Zenaldo Coutinho e o presidente da Fecomércio do Pará, Sebastião de Oliveira Campos e esposa Na quarta edição da Pará Negócios

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urante quatro dias, empresários de diversos setores estiveram presentes na Pará Negócios 2015, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Em sua quarta edição, a proposta do evento foi de integrar empresas e instituições em um único lugar com o objetivo de fomentar a geração de negócios e tornar-se uma excelente alternativa comercial para o empresário nesse período de instabilidade econômica. A feira multissetorial, promovida pela Associação Comercial do Pará (ACP) e Sebrae no Pará, recebeu mais de 30 mil visitantes, que puderam assistir diversas atividades da programação cultural, como desfiles de moda, concurso e desfile Pet, apresentações de dança e música, entre outros. Um dos destaques foi a exposição “Mercadores de Sonhos”, lançada em comemoração aos 400 anos de Belém. O projeto contou por meio de objetos, imagens e textos a história da capital paraense, através do seu mercado. “Todo ano nossa equipe trabalha para superar a edição anterior da feira e este ano não foi diferente. Todo o nosso trabalho foi recompensado diante do sucesso que foi a Pará Negócios 2015. Em um momento adverso, mostramos que a união dos empresários é o diferencial”, afirmou o presidente da ACP, Fabio Lucio Costa. Visando a capacitação e atualização dos profissionais, a feira também contou com uma vasta programação técnica, que este

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A Banda Açaí Latino foi uma das atrações do stand da Pará +/ Amazônia

Durante a abertura

ano teve a participação de cerca de 4 mil pessoas em mais de setenta atividades, entre seminários, palestras e workshops. Boa parte da programação foi gratuita. O Sebrae no Pará trouxe para o seu estande um grupo de mais de 30 micro e pequenas empresas de diversos segmentos, uma

oportunidade para fazer negócios e contatos. “Iniciativas como esta é que vão fazer com que micro e pequenas empresas continuem reagindo às perspectivas no Pará. Observamos que as micro e pequenas empresas tiveram um saldo positivo na geração de empregos, com a geração de aproxima-

Fabio Lucio Costa, presidente da ACP

damente 4 mil postos de trabalho de janeiro a agosto”, relatou o diretor-superintendente do Sebrae, Fabrizio Guaglianone. A quarta edição da Pará Negócios contou também com um mix de eventos. A Pará Fashion Week, que levou a assinatura do estilista paraense Tony Palha, apresentou um novo conceito em moda, contribuindo com o desenvolvimento da geração de negócios do setor. No desfile de abertura as modelos vestiram roupas lembrando importantes pontos turísticos de Belém, fazendo uma celebração aos 400 anos da capital paraense. O setor da beleza e estética esteve presente dentro da Pará Esthetics Beauty Hair, onde diversas empresas estiveram com estandes mostrando as novidades em produtos e serviços no mercado. Os visitantes aproveitaram a oportunidade para usufruir de serviços gratuitos de corte de cabelo, maquiagem, manicure e massagens. O empresário Augusto Barros, representante de uma marca de produtos dermocomésticos participou pela primeira vez do evento e se surpreendeu com a quantidade de pessoas que atendeu ao longo desses quatro dias. “A minha intenção foi vir para divulgar a minha marca, mas quando cheguei aqui na feira e vi a quantidade de pes-

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O Sebrae no Pará trouxe para o seu estande um grupo de mais de 30 micro e pequenas empresas de diversos segmentos

soas visitando fiquei surpreso com a procura. No terceiro dia, por exemplo, eu estava trabalhando com oito funcionários e mesmo assim não estávamos conseguindo atender todos por conta da demanda. O evento superou todas as nossas expectativas”, afirmou o empresário.

Feirão do Emprego

O Feirão do Emprego realizado na 4ª edição da Feira Pará Negócios, teve como objetivo oferecer oportunidade a pessoas fora do mercado de trabalho a ter seu currículo cadastrado por empresas participantes da Feira.

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Desfile do Pará Fashion Week

A expectativa era atender 2000 pessoas em dois dias de evento, número superado no primeiro dia de Feirão. Com o aumento, o número de atendentes foi dobrado e todos os currículos foram recebidos e serão cadastrados e disponibilizados em um banco de dados às empresas. O recebimento de currículos continua pelo site da Pará Negócios: www.paranegocios.com.br

Membros da Centrel de Negócios Rede Açai visitaram nosso stand

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Doces de bacuri, sucos de cupuaçu e taperebá, cervejas artesanais e pratos típicos como o Tacacá tiveram destaque na Expo Milão, na Itália

Belém ganhará Centro Global de Gastronomia e Biodiversidade

lece toda uma cadeia produtiva que coloca o Estado do Pará em destaque internacional”, disse.

Texto Tatiane Dias* Fotos Comus / Pmb, Eliseu Dias e Rodolfo Oliveira / Arquivo Ag. Pará

Destaque

pavilhão do Brasil na Expo Milão, na Itália, ficou lotado de turistas do mundo inteiro dispostos a conhecer mais sobre os encantos e as delícias de sabores da Amazônia durante a Exposição Universal de Milão, que reúne tradição, cultura e inovação de mais de 150 países. Com o tema “Alimentando o mundo com soluções”, o Brasil revela na Europa não apenas sua importância como produtor e exportador de alimentos, mas também o uso de tecnologias avançadas de maneira sustentável na agricultura. No pavilhão do Brasil, os turistas lotaram o auditório para conferir palestras sobre gastronomia e experimentar um pouco das ervas, frutas e diversas comidas típicas de Belém do Pará. Doces de bacuri, sucos de cupuaçu e taperebá, chocolates da Amazônia e cervejas artesanais, além de pratos típicos como o Tacacá, tiveram destaque. O Italiano Massimo Garibaldi, 33 anos, experimentou o famoso tacacá de Belém e disse nunca ter provado algo parecido. “É bem diferente e gostoso.

Uma gama de informação sobre a gastronomia do Pará exposta no pavilhão do Brasil na Exposição Universal, na cidade italiana, foi mostrada recentemente pela jornalista Ilze Scamparini, no Jornal Nacional, mostrando as riquezas da culinária paraense e destacando a criação do centro gastronômico como a valorização da cultura paraense. O centro será implantado ao longo dos próximos dois anos no Complexo Feliz Lusitânia, às margens da Baía do Guajará, em Belém, e prevê uma estrutura com escola de gastronomia, laboratório de alimentos, barco-cozinha, museu e restaurante, que poderá oferecer ao púbico nacional e internacional um ambiente propício a trabalhos sobre gastronomia e biodiversidade em diversas dimensões, como pesquisa, ensino, formação, fomento econômico e divulgação turística e cultural, entre outros. “Belém tem um elemento determinante e fundamental para isso, que é a gastronomia que melhor representa o Brasil, com características bem peculiares e uma variedade ímpar de ingredientes. Esse conjunto de coi-

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Belém ganhará Centro Global de Gastronomia e Biodiversidade.indd 8

Deixa a boca tremendo e aquece bastante. Uma delícia!”, contou. Na feira internacional foram lançados, pela Prefeitura de Belém e Governo do Pará, o evento “Diálogos Gastronômicos”, que vai promover o encontro de chefs renomados de vários países na capital paraense em agosto de 2016. Também foi apresentado o projeto de criação do Centro Global de Gastronomia e Biodiversidade da Amazônia. A vice-prefeita de Belém, Karla Martins, esteve em Milão representando o Pará. “A gastronomia é modelo de desenvolvimento para a região, dos ribeirinhos aos grandes restaurantes. O turismo gastronômico forta-

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O pavilhão do Brasil na Expo Milão, na Itália, ficou lotado de turistas do mundo inteiro dispostos a conhecer mais sobre as delícias da Amazônia

Belém tem a gastronomia que melhor representa o Brasil, destacou o governador Simão Jatene no lançamento do projeto, em outubro

No pavilhão do Brasil, os turistas lotaram o auditório para conferir palestras sobre gastronomia e experimentar os sabores de Belém

O centro gastronômico será implantado ao longo dos próximos dois anos no Complexo Feliz Lusitânia, às margens da Baía do Guajará, em Belém

sas colabora para o sucesso dessa iniciativa, que faz uma articulação entre gastronomia, sustentabilidade e meio ambiente. Foi a coragem para ousar que nos levou, mesmo sob críticas, a transformar isso em algo muito maior”, disse o governador Simão Jatene no lançamento do projeto, no dia 15 de outubro deste ano, na capital paraense. A proposta de criação do Centro também faz parte das comemorações dos 400 anos de fundação de Belém, e foi apresentada ao Governo do Pará e à Prefeitura de Belém por um conjunto de organizações da sociedade

civil, lideradas pelo Instituto Paulo Martins (entidade que promove e divulga a gastronomia paraense e amazônica e que organiza anualmente o festival Ver-o-Peso), o instituto Atá (presidido pelo chef Alex Atala e principal instituição brasileira que trabalha a relação homem-alimento) e o Centro de Empreendedorismo da Amazônia (fundado em 2015 com o objetivo de estimular negócios sustentáveis e inovação na região). (*) Secretaria de Estado de Comunicação

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Pará avança na plantação de soja em Paragominas

Pará pretende D aumentar exportação agropecuária

Fotos Ascom / Emater, Flávia Mutran - Ag Pará, Lucivaldo Sena-Arquivo e Rodolfo Oliveira / Ag.Pará

Produção do Estado recebe incentivo do Governo Estadual e de órgãos ligados à agricultura 10

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Pará pretende aumentar exportação agropecuária.indd 10

ados recentes da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa) mostram que a balança comercial paraense encerrou o mês de julho deste ano com saldo positivo de US$ 1 bilhão. O extrativismo mineral contribui em muito para os números positivos, mas os produtos de base agropecuária também colaboram para o bom desempenho. Em julho, a exportação da soja paraense registrou crescimento de 29,22% e a castanha-do-pará, 249,12%. O Pará produz e exporta, além da soja e da castanha, o milho, pescado, óleo de palma, pimenta do reino, cacau, carne e açaí. Também vende para os Estados Unidos, China, Rússia, países do Oriente Médio e comunidade europeia. O secretário de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Hildegardo Nunes afirma que o Pará está bem adequado às medidas sanitárias e fitossanitárias www.paramais.com.br

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tomadas pelos países americanos e exigidas pelos países importadores, principalmente da Europa e Ásia. Nos últimos cinco anos, disse Hildegardo, o Pará tem fortalecido suas agências de defesa e tomado medidas de controle da sanidade animal para se adequar às exigências dos países importadores de nossos produtos. No mês de setembro, a Fapespa e a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) lançaram o Boletim Agropecuário do Estado do Pará 2015, com a apresentação dos principais resultados da agropecuária paraense. A publicação inédita trouxe informações sobre a produção pecuária e agrícola, crédito rural, PIB, entre outros destaques, apresentando análises relativas à atividade no Estado. Para o presidente da Fapespa, Eduardo Costa, a expressividade do setor agropecuário paraense revela o quanto é importante e necessário investir no segmento. “Não resta dúvidas de que esta é uma atividade econômica fundamental para o desenvolvimento do Estado do Pará”, disse. A pecuária, por exemplo, predomina em 53 dos 144 municípios do Pará, que possui o maior rebanho de búfalos do Brasil com mais de 507 mil cabeças.

Produção

A agropecuária emprega mais de 700 mil pessoas no Estado. O Pará, no que diz res-

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Exportação de grãos do Pará deve crescer quatro vezes em 10 anos

peito à produção agrícola, desponta como o maior produtor nacional de mandioca, pimenta-do-reino, abacaxi e dendê. É o segundo maior produtor de cacau e o quinto maior produtor de banana. O dendê é um produto que tem a maior parte da produção estabelecida no município de Tailândia, que possui 99% de participação na lavoura permanente municipal, produção que equivale a 40% do dendê cultivado no Pará. Outro importante cultivo para a economia agrícola do Estado é o do cacau. De acordo

Secretário de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca Hildegardo Nunes afirma que o Pará está bem adequado às medidas sanitárias e fitossanitárias

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O Pará é o maior produtor nacional de mandioca

O Pará é o maior produtor nacional de dendê O Pará é o maior produtor nacional de abacaxi

com o secretário da Sedap, Hildegardo Nunes, a produção de cacau em 2014, superou a marca de 100 mil toneladas de amêndoas secas e, este ano, deve ultrapassar as 105 mil toneladas. “O cacau produzido no Pará está pronto para ganhar um espaço cada vez maior nos mercados nacional e internacional, além de atrair a atenção de indústrias do segmento de chocolate interessadas em se estabelecer no estado”, afirmou o secretário. O Pará é responsável por 90% da produção brasileira de pimenta do reino, mas o produto ainda é pouco competitivo no mercado mundial. Para atender a demanda externa, outro importante produto da pauta de exportação brasileira, a palma de óleo (dendê), precisa ampliar a área de plantio, hoje em torno de 350 mil hectares.

Consagro

O Pará ganhou este ano a Câmara Temática Técnico Científica do Conselho Estadual de Agronegócio (Consagro), que tem como primeiro presidente o engenheiro João Pinho, diretor da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (Sectet). O Consagro será um fórum de discussão das pesquisas que vão embasar o desenvolvimento do setor agropecuário do Pará. A reestruturação da política de educação profissional do Estado

inclui a ampliação do número de vagas por meio dos Programas Nacional de Tecnologia (Pronatec) e o Pará Profissional, com a implantação de cursos a distância. Segundo João Pinho as empresas precisam investir na educação tecnológica e inovação para alcançar o desenvolvimento econômico. “A Câmara Técnico-científica terá papel importante na obtenção de recursos à pesquisa de novas tecnologias para produção de alimentos”, considerou o pesquisador da

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa,) Walkymario Lemos. A secretária adjunta da Sedap, Eliana Zacca, falou sobre a política agropecuária do Estado que objetiva reduzir as desigualdades sociais com base em paradigmas voltados ao desenvolvimento rural sustentável: “Precisamos eliminar os gargalos da produção para atrair os investidores e o Pará sair da condição de produtor de matéria prima”, disse a secretária.

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A castanha

As atenções se voltam para a castanha-do-Pará

nossa de cada dia

Empresários paraenses tentam retomar primazia da castanha-do-pará Fotos Divulgação, Emater, Flavya Mutran - Arquivo Ag.Pará

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s empresários paraenses resolveram apostar na inovação tecnológica para voltar a ser o maior produtor e exportador de castanha-do-pará do país, condição perdida em meados do ano 2000 para o Estado do Acre. As principais fábricas de beneficiamento de castanha no Pará resolveram investir no aumento da produtividade, com aquisição de máquinas, equipamentos e novos processos de gestão. O estado possui oito fábricas, três localizadas na região do Baixo Amazonas, duas em Óbidos e uma em Oriximiná. Na balança comercial paraense, a castanha (com casca e sem casca) aparece neste ano de 2015 (janeiro a agosto) na 27ª posição entre os produtos mais comercializados pelo Estado para o mercado externo. De www.paramais.com.br

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acordo com dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), nos primeiros oito meses deste ano a exportação de castanha rendeu ao Pará cerca de 12 milhões de dólares. É três vezes mais o arrecadado pelo Estado durante todo o ano de 2014, quando foram comercializados pouco mais de 500 mil quilos de castanha. Mas, a briga para alcançar o Acre ainda deve ser grande. Apesar do esforço dos paraenses, a capital do Amazonas, Manaus, vem conseguindo resultados mais expressivos, para se tornar a maior exportadora de castanha-do-brasil, como eles chamam o produto. O Grupo Ciex, sediado em Manaus, não perdeu tempo e nem dinheiro. Negocia a venda da castanha para a China. E Há uma perspectiva de 20% de crescimento no mercado Chinês, em 2015. Não é por acaso que o Acre e o Amazonas são os dois esta-

dos responsáveis por cerca de 70% de toda a produção nacional. O Pará aparece em terceiro lugar, seguido de Rondônia e Mato Grosso.

Produção

A Bolívia é o produtor líder mundial do produto, considerado uma commodity, por ter o preço definido pelo mercado internacional. O Brasil aparece em 2º lugar, seguido de Costa do Marfim e Peru. Bolívia e Brasil são responsáveis por 77% da produção mundial do produto. Cerca de 20 mil toneladas de castanha são colhidas a cada ano, da qual a Bolívia responde por 50%, o Brasil por 40% e o Peru por 10% (estimativas do ano 2000). Em 1980, a produção anual era de cerca de 40 mil toneladas por ano somente no Brasil e, em 1970, o país registrou uma colheita de 104.487 toneladas de castanha. A produção brasileira caiu a menos da metade entre 1970 e 1980, devido ao desmatamento da Amazônia. Pará+

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Efeitos da colheita As castanhas destinadas ao comércio internacional vêm inteiramente da colheita selvagem, e não de plantações. Este modelo vem sendo estimulado como uma maneira de se gerar renda a partir de uma floresta tropical sem destruí-la. As castanhas são colhidas por trabalhadores migrantes conhecidos como “castanheiros”. A análise da idade das árvores nas áreas onde houve extração, mostram que a colheita de moderada a intensa coleta tantas sementes que não resta um número suficiente para substituir as árvores mais antigas à medida que elas morrem. Sítios com menos atividades de colheita possuem mais árvores jovens, enquanto sítios com atividade intensa de colheita praticamente não as possuem.

Castanhal do Pará ou do Brasil?

A briga não é só para ser líder na exportação. Ela está também no nome do produto. A Bertholletia Excelsa (nome científico) é conhecida também como castanha-do-brasil, castanha-do-pará, castanha-do-acre, tocari e tururi. Ela é uma árvore de grande porte, muito abundante no norte do Brasil e na Bolívia, cujo fruto (ouriço) contém a castanha, que é sua semente. É uma árvore da família botânica Lecythidaceae, nativa da Floresta Amazônica. Apesar do seu nome em inglês, Brazil nut, o seu maior exportador não é o Brasil e sim a Bolívia, onde são chamadas de almendras. Isto se deve à drástica diminuição da espécie no Brasil, devida ao desmatamento. O nome em português se refere ao Pará, cuja extensão no período colonial incluía toda a Amazônia brasileira. Os acreanos - por serem os maiores produtores nacionais de castanha - referem-se a elas como “castanhas-do-acre”. Alguns nomes indígenas são juvia, na região do Rio Orinoco e em outras regiões do Brasil. Embora seja classificada pelos cozinheiros como uma castanha, os

Emater capacita técnicos e agricultores para produção de castanha-do-Pará

Produtos extraídos da floresta estão gerando renda no mercado paraense

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botanistas consideram a Bertholletia excelsa como uma semente, e não uma castanha, já que, nas castanhas e nozes, a casca se divide em duas metades, com a carne separando-se da casca.

Características morfológicas

A Bertholletia excelsa é uma grande árvore, chegando a medir entre 30 e 50 metros de altura e 1 ou 2 metros de diâmetro no tronco; está entre as maiores árvores da Amazônia. Há registros de exemplares com mais de 50 metros de altura e diâmetro maior que 5 metros, no Pará. Pode viver mais de 500 anos, e, de acordo com algumas autoridades frequentemente chega a viver 1.000 ou 1.600 anos. Seu tronco é reto e permanece sem galhos por mais da metade do comprimento da árvore, com uma grande coroa emergindo sobre a folhagem das árvores vizinhas. Sua casca é acinzentada e suave. Suas flores são pequenas, de uma coloração verde-esbranquiçada, em panículas de 5 centímetros a 10 cm de comprimento; cada flor tem um cálice caducifólio dividido em duas partes, com seis pétalas desiguais e diversos estames reunidos numa massa ampla em forma de capuz. O óleo extraído da castanha também é usado como lubrificante em relógios, para se fazer tintas para artistas plásticos e na indústria de cosméticos

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Propriedades A castanha é um fruto com alto teor calórico e proteico, além disso, contém o elemento selênio que combate os radicais livres e muitos estudos o recomendam para a prevenção do câncer (cancro). É altamente consumida pela população local in natura, torrada, ou na forma de farinhas, doces e sorvetes. Sua casca é muito resistente e requer grande esforço para ser extraída manualmente. Os benefícios da castanha do Pará são especialmente proteger as células do organismo devido à excelente quantidade de antioxidantes como o mineral selênio que esta fruta tem. Outros benefícios da castanha do Pará podem ser: Rejuvenescer a pele; Ajudar no bom funcionamento do sistema nervoso; Combater ao colesterol alto, porque tem um alto teor de gordura insaturada; Favorecer a saúde do coração devido a presença da arginina e dos flavonóides.

A Bertholletia excelsa é uma grande árvore, chegando a medir entre 30 e 50 metros de altura e 1 ou 2 metros de diâmetro no tronco

Outros usos Assim como no uso alimentar, o óleo extraído da castanha também é usado como lubrificante em relógios, para se fazer tintas para artistas plásticos e na indústria de cosméticos. A indústria cosmética emprega o óleo de castanha por suas propriedades anti-radicais livres, antioxidantes e hidratantes nas formulações anti-aging prevenindo o envelhecimento cutâneo e é considerado um dos melhores condicionadores para cabelos danificados e desidratados. A madeira das Bertholletia excelsa é de excelente qualidade, porém a sua extração está proibida por lei nos três países produtores (Brasil, Bolívia e Peru). A extração ilegal de madeira e a abertura de clareiras representa uma ameaça contínua.

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Emater está conduzindo processo de resgate da pimenta-do-reino

A vez da

pimenta-do-reino Pará quer voltar ao topo da produção Fotos Divulgação, Lucivaldo Sena - Ag Pará

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pimenta-do-reino vem ganhando uma atenção especial no Estado. O Brasil é um dos principais produtores de pimenta-do-reino (Piper nigrum L.), oscilando entre o terceiro e o quarto lugar

entre os outros três países produtores: Vietnam, Indonésia e Índia. O Pará, que já foi o maior produtor de pimenta-do-reino do mundo, representa 80% da área plantada no País, sendo o maior produtor nacional, antes do Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, mas a média de produtividade é inferior a 2,5 quilos de pimenta preta por planta. A safra da pimenta-do-reino começou no final de julho e foi até o início de outubro. A Associação Cultural Nipo-Brasileira de Castanhal estima que este ano o Pará e Espírito Santo produzirão aproximadamente 28 mil toneladas do grão. A saca do produto (de 60

quilos) está custando R$ 1.200,00, valor que despertou a atenção de assaltantes. O Pará é o maior produtor nacional. Para alavancar a produção, a Embrapa Amazônia Oriental, unidade descentralizada da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária com sede em Belém, em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará – Emater, oferecem um treinamento sobre as dez boas práticas agrícolas para aumento da produtividade e qualidade da pimenta-do-reino no Pará. São treinamentos para técnicos extensionistas rurais e produtores de Bragança e de outros municípios, realizados até o final de novem-

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Tecnologia

Pimenta-do-reino é a bola da vez

bro deste ano. “Ocorre que já existem tecnologias disponíveis que permitem obter uma produção superior a 3,5 quilos de pimenta preta por planta e aumentam a longevidade de cultivo”, argumenta Oriel Lemos, líder do projeto. Segundo ele, um ano a mais de vida útil da pimenteira-do-reino pode representar um ganho econômico de 20% aos produtores. A pesquisadora Marli Poltronieri,

quanto à qualidade, reforça que a adoção de boas práticas na colheita e pós-colheita, em etapas como processamento (debulha), secagem, armazenamento e comercialização, evitam a depreciação do produto por contaminações físicas, químicas e biológicas. “Isso torna a pimenta-do-reino mais competitiva e livre de barreiras comerciais perante o mercado internacional”, ressalta a pesquisadora.

EXECUTIVO(PF)

O agricultor José Calandrini tem uma propriedade na comunidade Livramento, no Km 12 da BR 422, em Cametá, no nordeste do Pará. Lá ele planta, em menos de cinco hectares, além da pimenta-do-reino, o coco, tangerina, limão, milho e amendoim forrageiro, além de criar peixe e porco. Esse é o cenário ideal para a equipe da Emater do Pará mostrar sua proposta de troca de conhecimento e transferência de tecnologia. A ideia, por meio da assistência técnica, é dobrar a produtividade de pimenta-do -reino no Estado do Pará. José Calandrini poderá dobrar a produtividade de pimenta-do-reino, em apenas um ano, a partir de tratos culturais e tecnologias. Atualmente, o agricultor produz mais de três toneladas da variedade “tira cota”, oriundas de 500 pés plantados em um hectare. Com a readequação do manejo, a expectativa é bater a casa das seis toneladas. Segundo o diretor da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (Camta), Michinori Konagano, a cidade possui cerca de cinco mil produtores de pimenta-do-reino e estima-se que em 2015 a safra atinja a marca de três mil toneladas do grão. Mas, os agricultores estão enfrentando um grande problema: “Temos tido alguns casos de roubo e furto de pimenta-do-reino. Buscamos soluções para o problema”, disse.

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A extração de minérios de ferro e cobre, no 1º semestre de 2015, além do aumento na produção, apresentaram altas de 9,8% e 53,63% em suas respectivas quantidades exportadas, na comparação com o mesmo período de 2014

Minério salva empregos no Pará Fapespa mostra que indústria mineral paraense é destaque em cenário nacional Fotos Agência Pará, Ascom Fapespa, Salviano Machado / Arquivo Ag. Vale

O

Pará registrou o terceiro maior saldo comercial entre os estados brasileiros no primeiro semestre deste ano, quando contabilizou US$ 4,5 bilhões na pauta de importação e exportação, ficando atrás somente dos estados de Minas Gerais e Mato Grosso. As informações do Boletim do Comércio Exterior Paraense, da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará 18

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(Fapespa), mostram os dados referentes aos principais municípios que ofertam e demandam produtos. O município de Parauapebas apresentou o maior valor exportado em produtos (US$ 1,9 bilhão) correspondendo a 38,21% do total das exportações paraenses no 1º semestre de 2015. O presidente da Fapespa, Eduardo Costa afirma que o comportamento da indústria no estado do Pará, em grande parte, foi influenciado pelo setor

extrativo. “No setor mineral tivemos um crescimento de quase 9%, significa dizer que foi o grande responsável pelo desempenho positivo de 6,8% do crescimento da indústria, no primeiro semestre deste ano”, afirmou. O saldo das importações paraenses nesse período superou o das exportações de produtos do estado com um incremento na pauta das importações de U$$ 588,9 milhões, valor que foi 25,88% maior que o registrado nos seis primeiros meses de 2014. Apesar do resultado positivo para o primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano de 2014, observou-se uma diminuição do saldo comercial paraense, uma vez que houve uma retração de 34,29% na comparação com os meses de janeiro a junho de 2014, quando o estado obteve superávit comercial de US$ 6,9 bilhões. Esta retração foi observada também em outros 18 estados brasileiros que obtiveram variação negativa do saldo comercial na comparação com o primeiro semestre do ano passado. A expectativa para este ano, segundo Eduardo Costa, ao contrário do Brasil, é que o Pará cresça 2,89%, conforme dados da Fapespa. “Nós já estamos revertendo os dados na geração de emprego em renda”, disse o presidente da instituição.

Minério

De acordo ainda com o presidente da

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Outro município que se projetou no mês de agosto foi Canaã dos Carajás que ampliou o saldo de exportações em 2473% com o minério de cobre

Fapespa, Eduardo Costa, o baixo preço do minério de ferro e a redução do nível de atividade produtiva de alguns países parceiros do estado no comércio exterior e o aumento da cotação do dólar estão entre os motivos que desfavoreceram o desempenho das exportações de produtos paraenses, por outro lado, se identificou uma elevação do valor das importações estaduais. “Mesmo diante desta conjuntura econômica nacional e internacional, o Pará vem apresentado participação expressiva no que se refere a transações comerciais”, destacou o presidente. Prova disso, são os resultados do mês de junho deste ano em que o saldo comercial apresentou uma retomada de crescimento, alcançando elevação de 29% em relação ao

mesmo mês do ano de 2014. O presidente da Fundação, Eduardo Costa, disse ainda que é preciso ter clareza e que a mudança de trajetória do crescimento do Estado do Pará perpassa fundamentalmente pela ciência, tecnologia e inovação, fomentando pesquisas não só nas áreas exatas e biológicas, mas também na área de humanas com o objetivo de conhecer, por exemplo, a dinâmica demográfica das regiões. No Pará o setor industrial gera cerca de 40% do PIB estadual, participação que revela seu dimensionamento com efeitos nos demais setores, na criação de empregos, na melhoria da renda e na perspectiva de aumento da arrecadação.

Presidente da Fapespa Eduardo fala do Boletim da Indústria Paraense

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Parauapebas se manteve em destaque como o maior exportador do Estado com saldo de US$ 2262 milhões puxado pelo minério de ferro

Produção Física Industrial O desempenho positivo da Indústria Geral (6,8%) foi impulsionado pela Indústria Extrativa, que elevou a produção em 8,9%, influenciada, principalmente, pela extração de minérios de ferro e cobre, que no 1º semestre de 2015, além do aumento na produção, apresentaram altas de 9,8% e 53,63% em suas respectivas quantidades exportadas, na comparação com o mesmo período de 2014. Em que pese a baixa na demanda de commodity pelo mercado chinês, principal país de destino das exportações de minérios paraenses, principalmente em função das medidas adotadas pelo Banco Central chinês para limitar seu mercado acionário, a Indústria Extrativa mineral aumentou a produção em virtude da demanda de países como Malásia e Japão, que passaram a comprar mais minério de ferro, tendo como elemento indutor a baixa cotação desse mineral.

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Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia e Mineração do Pará (SEDEME), a indústria extrativa deve manter a produção em alta, mesmo com a redução das taxas de crescimento do mercado chinês, seu principal cliente. As razões para isso são a necessidade de aumentar o volume de vendas para compensar a redução dos preços e manter as receitas, e o esforço das quatro maiores empresas fornecedoras do mundo de minério de ferro – Rio Tinto, BHP, a brasileira Vale e a australiana Fortescue Metals Group – para ampliar o seu domínio do mercado. Segundo dados do Citigroup, estas empresas passaram a representar 71% de todos os embarques de minério de ferro em 2014, taxa que correspondia a 65% entre 2009 e 2013. O banco avalia que a fatia de mercado dessas empresas pode subir para 80% até 2018. Quanto à Indústria de Transformação, que havia apresentado alta de 0,4% nos

seis primeiros meses de 2014, a variação foi negativa em 0,5% para 1º semestre de 2015. Por ser uma atividade mais sensível ao cenário econômico nacional, este setor absorveu os efeitos ocorridos na redução do consumo das famílias, provocados, principalmente, pelo crescimento da inflação e elevação de impostos. A Indústria Extrativa Mineral, para o mesmo período de 2014, havia registrado saldo positivo de 41 vínculos. Entretanto, no 1º semestre de 2015, perdeu 26 empregos formais, em que pese esse segmento industrial ter apresentado crescimento semestral de sua produção física da ordem de 8,9%.

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O projeto Serra Leste, da Vale, pretende expandir em dez milhões de toneladas por ano a produção de minério de ferro, no município de Curionópolis

aproximadamente 2% e a inflação projetada de 9,29% no ano de 2015. A produção física industrial também desabou na média nacional para os seis primeiros meses do ano (-6,3%). No Pará, esse índice é positivo

(6,8%), mas em nível menor que o observado em 2014, quando chegou a 13,5%. São cada vez menores a arrecadação própria e as transferências de recursos federais, como o Fundo de Participação dos Estados (FPE),

entre outras receitas transferidas. Diante deste cenário desfavorável, o Governo do Pará vai estimular a produção, a geração de renda e a manutenção do emprego, além de criar novas oportunidades de trabalho.

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Em outubro foram realizadas três transferências, por via aérea, de pacientes entre os hospitais do interior do Pará

Transporte aéreo salva vidas no interior do Pará

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Texto Vera Rojas* Fotos Anderson Silva / Arquivo Ag. Pará, Ascom Hrba / Arquivo

o último mês de outubro a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará - Sespa, em parceria com a Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e o Grupamento Aéreo da Secretaria de Estado de Segurança Pública -Graesp, conseguiu realizar a transferência aérea de três pacientes entre hospitais regionais no interior do estado. A regionalização da saúde pública do estado é uma das prioridades de governo, respeitando as complexidades da assistência de acordo com cada patologia. Em outubro, o Hospital Geral em Tailândia - HGT, na mesorregião do nordeste paraense, realizou a transferência aérea de três pacientes, sendo dois deles para o Hospital Regional Público do Leste - HRPL, em Paragominas, na região nordeste, com Traumatismo Crânio Encefálico - TCE; e um recém-nascido com cardiopatia, para o Hospital Gaspar Viana, em Belém, referência no atendimento da patologia. A última remoção do HGT foi do jovem

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A.M.S, 17, vítima de acidente de motocicleta, que provocou TCE. Residente na Vila Olho D’Agua, em Tailândia, ele deu entrada

no hospital, dia 18 de outubro, desacordado e sem responder ao chamado. Após avaliação clínica, a vítima foi mantida na Unidade de Cuidados Intensivo - UCI, onde evoluiu com oscilação do nível de consciência . Mas, Transferência aérea de pacientes salva vidas no interior do Pará

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apresentou piora clínica com redução da proteção de via aérea, exigindo atendimento de alta complexidade, sendo transferido em transporte aéreo (via Graesp) para o HRPL, no dia 20. Compondo a equipe de remoção desse paciente para o HRPL, a Dra. Ângela Guimarães, médica da Sespa, classifica de extrema importância o trabalho de transferência aérea de pacientes graves, tendo em vista as dimensões continentais do Estado. “Prioritariamente este serviço ajuda a salvar vidas. Pense no tempo de barco ou através de rodovias, e locais de difícil acesso que esses usuários em estado grave enfrentariam. Nosso papel é encurtar este caminho e chegar com o paciente a tempo de salvá-lo e recuperá-lo”, explicou. Para ela, esse serviço tem papel fundamental, pois além de salvar vidas de usuários do Sistema Único de Saúde - SUS, evita a sobrecarga da estrutura hospitalar em Belém. Sempre com a mediação de uma equipe de Regulação, que tem importante parcela de contribuição para remoções de pacientes entre os hospitais do interior, dentro da necessidade do paciente e sem o comprometimento desses usuários, respeitando o perfil e a complexidade de cada um. Com experiência na área, Ângela Guimarães credencia a importância dos hospitais regionais. “Eu não consigo imaginar os nossos interiores sem os Hospitais Regionais, onde a maioria das patologias têm resolutividade”, afirmou, pontuando que somente algumas especialidades específicas precisam de atenção da capital. A médica não tem dúvida de que o serviço de Regulação e a integração entre os Hospitais Regionais vem funcionando, com o auxílio no transporte de pacientes, otimizando o tempo deste atendimento, quando necessário. O diretor Executivo do HRPL, Júlio César Garcia, evidencia a relevância dessa parceria onde o maior beneficiado é a população que depende da assistência pública humanizada e cada vez de maior qualidade. “Nossos usuários podem contar com a estrutura hospitalar dos regionais, que por sua vez,

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Parceria entre Sespa, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e o Grupamento Aéreo da Secretaria de Segurança Pública tem conseguido salvar vidas no interior Entre os transferidos: um recém nascido com cardiopatia foi levado para o Hospital Gaspar Viana, em Belém

conta com todo apoio do Governo”, enfatizou, informando que em outubro, o hospital recebeu seis pacientes em transporte aéreo de outros hospitais. Nesse mesmo período, não houve transferência aérea de pacientes do HRPL. Para o diretor Executivo do HGT, José Batista Luz Neto, o transporte aéreo com apoio

do Governo do Estado é fundamental para garantia de salvar a vida de muitos usuários do SUS. “É uma integração de vários setores que culmina na satisfação de fazer a saúde pública integradamente”, disse. (*) Hospital Geral de Tailândia

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A Piscicultura Paraíso teve início em 2007, com a implantação de 63 tanques redes de fabricação do próprio produtor, voltados ao cultivo de Pirapitinga

Produção de tanques redes no Lago de Tucuruí é uma das maiores do Brasil Texto Renata Dias* Fotos Ascom Ideflor

A

s Unidades de Conservação também abrem espaço para o desenvolvimento de projetos produtivos. É o que pode ser constatado no Mosaico de Unidades de Conservação do Lago de Tucuruí, local onde a pesca e aquicultura servem de fomento à economia da região. Um grande exemplo disso é o Projeto “Pisicultura Paraíso”, uma área aquícola de propriedade de Gilberto Vaz, que viu no fomento à aquicultura sustentável a oportunidade de geração de emprego e renda. A iniciativa também busca incentivar o consumo de pescado e a preservação ambiental, corroborando com os objetivos das Unidades de Conservação do local. Os números apresentados pelo projeto em apenas oito anos dão ao empresário o título de único produtor em tanque rede de Matrinchã do Estado do Pará e o maior do Brasil. A Piscicultura Paraíso teve início em 2007, com a implantação de 63 tanques redes de fabricação do próprio produtor, voltados para o cultivo de pirapitinga, tendo como principal desafio o licenciamento ambiental. Em 2009 foi criado e implementado, no Lago de Tucuruí, o Parque Aquícola do Caraipé, um espaço físico contínuo em

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A APA do Lago de Tucuruí, possui uma área de 568.667,00 ha, abrangendo os territórios dos Municípios de Breu Branco, Goianésia do Pará, Jacundá, Nova Ipixuna, Itupiranga , Novo Repartimento e Tucuruí. As atividades humanas - econômicas e de lazer - no lago, suas margens e entorno passam a ser disciplinadas com a criação do mosaico de unidades de conservação ambiental

meio aquático, delimitado, que compreende um conjunto de áreas aquícolas afins onde podem ser desenvolvidas outras atividades compatíveis com a prática da aquicultura e cuja gestão atualmente é de responsabilidade do Ministério da Pesca e Aquicultura. A gestão da Unidade de Conservação é re-

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alizada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio). Atualmente o Projeto Paraíso conta com 163 tanques redes instaladas, responsáveis pela produção de 200 toneladas de peixe por ano, sendo 90% da produção de Matrinchã e 10% de tambaqui. O pescado produziwww.paramais.com.br

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Atualmente o Projeto Paraíso conta com 163 tanques redes instaladas, responsáveis pela produção de 200 toneladas de peixe por ano

do na UC abastece os municípios de Tucuruí, Breu Branco, Tailândia, Baião, Cametá, Mocajuba e Capitão Poço. As feiras de pescado promovidas na região são abastecidas com a produção do Projeto Paraíso, garantindo pescado de qualidade à população. Segundo o produtor, o principal gargalo da produção é a aquisição dos alevinos de Matrinchã, que são oriundos de São Paulo. “Apesar disso, através de investimentos em tecnologia e da experiência adquirida ao longo do processo, como a implantação de tanque rede com formato circular, teste de diferentes densidades e sistema de escalonamento, fizeram com que a produção da Matrinchã batesse recorde, atingindo em média de 850 gramas a 1Kg, em apenas seis meses”, comemora Vaz. O produtor ressalta que o apoio e o incentivo por parte da gerência do Mosaico Lago de Tucuruí e do Conselho Gestor foram fundamentais no processo de regularização da atividade junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Mariana Bogéa, gerente do Mosaico Lago de Tucuruí, ressalta que a atuação da gestão é pautada na relação de proximidade com os usuários dos recursos naturais das unidades de conservação, de forma a incentivar, apoiar e intermediar os processos que viabilizem o desenvolvimento de atividades econômicas pautadas na sustentabilidade e na inclusão social. “A atuação do Conselho Gestor da APA Lago de Tucuruí garante a gestão compartilhada e objetiva promover a melhoria da qualidade de vida, permitindo a minimização dos impactos sobre o meio ambiente, de acordo com a realidade da população resi-

Produção de tanques redes no Lago de Tucuruí é uma das maiores do Brasil

dente na unidade e suas particularidades”, afirma Mariana. O Mosaico de Unidades de Conservação do Lago de Tucuruí foi criado por meio da Lei Estadual n° 6.451 de abril de 2002 e é composto pela Área de Proteção Ambiental do Lago de Tucuruí, Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Alcobaça e Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Pucuruí

EXPRESSO

-Ararão. O lago é formado pela construção da maior usina hidrelétrica genuinamente brasileira, a UHE Tucuruí, responsável pela produção de 10% da energia do Brasil e também o maior gerador de renda da região. (*) Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado Pará

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Pe tró leo em terras

paraenses Petrobras revela que pode perfurar 13 novos postos de petróleo no Pará

Q

ue o Estado do Pará é abençoado pelas riquezas minerais em seu solo, isso ninguém duvida. Mas o que poucos sabem é que essas terras podem estar escondendo ainda mais riqueza: como por exemplo, o tão procurado petróleo. Recentemente, a Petrobras informou que as reservas de petróleo do litoral nordeste do Pará podem ter viabilidade comercial. Segundo a empresa, foi realizada uma perfuração na região em 2011 que detectou a presença de óleo de baixa densidade, o tipo que possui o maior valor comercial, a uma distância de aproximadamente 250km da costa do Pará. A empresa informou que ainda está realizando análises para estudar a possibilidade de extrair o óleo, já que o direito de exploração foi adquirido pela Petrobras em leilão. A meta seria perfurar 13 poços até o final de 2015, mas ainda não há previsão de produção de petróleo no Estado. Ao que tudo indica, o Pará está muito próximo de um acordo com uma empresa que trabalha com o consórcio que vai explorar petróleo e gás natural na costa do Amapá. O governador paraense Simão Jatene, recebeu representantes da empresa francesa de logística que vai operar na exploração. Se o acordo for sacramentado, como apontam as circunstâncias, o recurso será extraído do subsolo do Amapá, mas vai gerar empregos e arrecadação no Pará. A reunião ocorreu entre um alto executivo da GPM (Grand Port Maritime Guyane), e Jatene. A empresa pretende instalar sua base de operações no Pará, quando o correto seria fazer esse investimento no Amapá por óbvias razões geográficas, políticas e econômicas. Os municípios de Amapá e Calçoene estão muito mais próximos dos campos que serão explorados. Estudos realizados demonstram que a costa do Amapá tem uma reserva de 14 bilhões de barris de petróleo. A reserva de gás natural chegaria a 1,1 bilhão de metros cúbicos, quase duas vezes e meia a reserva total do Brasil. O consórcio é liderado pela petroleira francesa Total. As outras empresas do grupo são a Petrobrás e a British Petroleum. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) licitou os campos em maio de 2013. Os maiores lances foram pelos campos do Amapá que estão num setor identificado por uma sigla sugestiva: SFZA-AP1. O setor foi arrematado por R$ 346 milhões.

Nova fronteira Pará - Maranhão

Uma nova fronteira petrolífera no Brasil, localizada na porção Norte da plataforma continental brasileira, nos Estados do Pará e Maranhão, começará a ser explorada. A notícia pode significar um novo “eldorado” no Pará, que movimentará a economia paraense e ampliará em muito as perspectivas de desenvolvimento do Estado, gerando royalties, empregos e aumentando a arrecadação. Já se escutava falar, desde a década de 70, sobre a existência de petróleo comercial na costa atlântica do arco Pará-Maranhão. Mas agora, foi confirmado. O Estado deverá capitalizar esses investimentos apostando na atração de empresas satélites que acompanham a sofisticada logística e operação das plataformas, no caso off-shore, negociar a instalação de empreendimentos que internalizem renda e gerem empregos aqui. A ideia do governo é se mobilizar no tempo certo para conquistar benefícios para a população, não só àquelas residentes nas áreas de influência das explorações, incentivando e preparando fornecedores, de insumos etc.

Petróleo em Salinas

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A existência de petróleo na costa paraense, à altura de Salinópolis, é fato. O poço na costa da cidade chamado Harpia, cuja escavação iniciou em janeiro de 2011, está localizado a 222 quilômetros de Viseu, em águas profundas. O poço Harpia teve sua profundidade final programada para 5.880 metros. A Petrobras www.paramais.com.br

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Bacia do Pará e Maranhão

programou também a perfuração de um segundo poço exploratório, o Gavião, localizado a 216 quilômetros de Bragança. Diversas são as bacias que estão localizadas, total ou parcialmente, nos Estados do Pará e do Maranhão, no Amazonas, Bragança-Viseu, Marajó e Foz do Amazonas. Neste caso da Bacia Pará-Maranhão foram ofertados oito blocos no mar, abrangendo uma área total de 6.154 km², com bônus mínimo previsto de R$ 8 milhões. A bacia representa uma área seis vezes do tamanho de Belém. A ANP classifica como “região de potencial petrolífero altamente promissor” a margem equatorial brasileira, formada pelas bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar. A Agência fundamenta sua análise não somente em descobertas comerciais e subcomerciais já ocorridas nessas bacias, mas também em indícios numerosos de petróleo registrados em diversos poços de exploração. Sobre a bacia do Pará-Maranhão, a informação da ANP é de que ela se encontra em estágio de conhecimento geológico ainda incipiente, sendo classificada como bacia de fronteira exploratória. “Todavia, apresenta potencial petrolífero promissor, com numerosos indícios de petróleo registrados nos poços já perfurados”, acrescenta a ANP.

Amazônia

Cerca de uma dezena de bacias sedimentares estão situadas na Amazônia Legal Brasileira, perfazendo quase 2/3 dessa área territorial. Três delas - bacias do Solimões, Amazonas e Paranaíba - são AS mais importantes, não só pelo tamanho (juntas ocupam

O poço na costa da cidade chamado Harpia, cuja escavação iniciou em janeiro de 2011, está localizado a 222 quilômetros de Viseu, em águas profundas www.paramais.com.br

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aproximadamente 1,5 milhão de Km²), mas principalmente pelo seu potencial. A bacia do Solimões é a terceira bacia sedimentar em produção de óleo no Brasil, com uma reserva de 132 milhões de barris de petróleo. As primeiras descobertas de petróleo na Amazônia ocorreram em 1954, quando a Petrobras encontrou quantidades não comerciais nas cidades de Nova Olinda, Autaz Mirim e Maués, no estado do Amazonas. Em outubro de 1986, o sonho de prospecção petrolífera na Amazônia tornou-se realidade com a descoberta da província do Urucu, a 600 km de Manaus. Dois anos depois, o óleo já estava sendo escoado por balsas, através do rio Solimões, até a Refinaria Isaac Sabbá (UN-Reman), na capital do estado. Em 1998 teve início a operação do poliduto, com 285 Km de extensão,

entre Urucu e Coari, cidade mais próxima da base petrolífera. O petróleo de Urucu é considerado o de melhor qualidade no país e dele são produzidos, principalmente, derivados mais nobres (de alto valor agregado) como diesel e nafta. A região Amazônica já é auto-suficiente em petróleo e parte de sua produção é exportada para outras refinarias da Petrobras, localizadas em diferentes regiões do país.

Compromisso

A empresa já tem operações em mais de 130 países. “Temos compromisso com o desenvolvimento local. O que for possível realizar para valorizar fornecedores e serviços do Pará, nós o faremos’’, disse o diretor geral do Grupo, Maxime Rabilloud. De Pará+

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Mapa dos poços que ficam próximo à costa do Pará

início, a Total Brasil demandará expressivo fornecimento de óleo diesel e de água, para o funcionamento de balsas e embarcações utilizadas no transporte de máquinas, equipamentos e insumos, necessários para operação em alto-mar, entre outros produtos. O novo empreendimento além de aquecer a economia regional, alavancará o mercado potencializando outros nichos de negócios, de fornecedores a empresas terceirizadas, passando pela geração de postos de trabalho decorrentes de atividades relacionadas à produção de óleo e gás naturais, entre outros.

Gestão ambiental

Preocupada com sua gestão ambiental, a Total Brasil também quer formalizar parcerias para o descarte e reutilização responsável dos resíduos resultantes de sua operação, a exemplo de materiais metálicos e plásticos. “Estaremos atuando em plena Amazônia, portanto, é vital, para nós o respeito a esse patrimônio natural’’, disse Maxime. “Nosso desafio é fortalecer os investimentos no Pará. Garantir um ambiente jurídico seguro aliado à uma política de apoiamento ao setor produtivo, é fundamental para o Estado se manter competitivo”, frisou Adnan Demachki. O diretor geral da Total Brasil esteve acomA equipe da Total Brasil foi recepcionada pelo secretário Adnan Demachki e pelo diretor de Energia da Sedeme, Cláudio Conde

panhado do diretor para assuntos corporativos e do gerente de higiene e segurança da empresa, respectivamente Ulisses Martins e

Cláudio Costa. A equipe foi recepcionada pelo secretário Adnan Demachki e pelo diretor de Energia da Sedeme, Cláudio Conde.

Pará vai receber empreendimento da Total Brasil

>> O Pará vai receber a base operacional da quarta maior empresa privada de petróleo e gás do mundo e uma das principais operadoras nas áreas de gás natural, refino, produtos petroquímicos e varejo de combustível e lubrificantes. Recentemente, o diretor geral do Grupo Total E&P (Exploração e Produção) do Brasil, Maxime Rabilloud, esteve com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Adnan Demachki, para anunciar a instalação do escritório administrativo em Belém, concentrando a gestão empresarial na capital paraense. As operações físicas estão previstas para o próximo ano na área litorânea dos Estados do Pará e Amapá. Demachki observou que a instalação de um novo empreendimento no Estado, ainda que com operações na costa atlântica, no atual cenário econômico de crise nacional, sinaliza a importância de investir em políticas que garantam a viabilização de investimentos no Estado e firmou compromissos com a Total para apoiá-la de forma institucional. A Total E&P Brasil é a subsidiária do Grupo Total, que atua no setor de Exploração e Produção de óleo e gás brasileiro. Através dela, o grupo está aumentando a sua presença e investimentos no Brasil, considerado uma importante região para a sua estratégia global de crescimento.

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Enxergando por meio de luvas O equipamento inteligente auxilia os deficientes visuais a caminharem pela cidade

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estudante paraense de Engenharia de Computação, Paulo Tassio Melo decidiu criar um projeto que pudesse evitar pequenos acidentes com deficientes visuais, como tropeços e quedas, principalmente pelas ruas de Belém. O projeto intitulado “AmazonBat – Luva Ultrassônica para Deficientes Visuais” é um conjunto de equipamentos integrados, com o objetivo de auxiliar os deficientes visuais a se localizarem e caminharem com mais independência, e principalmente, ajudar a evitar acidentes. Ele funciona com a integração de uma luva com um sensor ultrassônico e emite uma onda magnética que ao encontrar algum obstáculo, volta com uma variação diferente. “Como ela retorna diferente, o sensor consegue captar o tempo que ela levou para chegar ao objeto e retornar. E assim descobrimos a distância que esse objeto está do sensor. Conseguimos então captar, em centímetros, a distância entre o sensor e o objeto”, explica estudante. O equipamento também funciona por meio de um aplicativo para celulares que, Paulo pretende disponibilizar gratuitamente na internet. De acordo com o orientador do projeto, o coordenador do curso de Engenharia de Computação da Estácio Belém, Johelden Bezerra, ao contrário do que muitos pensam, deficientes visuais usam, bastante, celulares e isso foi comprovado por meio de uma pesquisa feita para nortear o projeto. O professor explica que o aplicativo terá instalado, a princípio, os mapas fornecidos pelo Google e funcionará como um GPS: conforme o usuário vai andando na rua, ele tem a possibilidade de ouvir onde está, através do

aparelho. Além disso, o criador também pensou nos familiares do usuário. Ao cadastrar o contato de uma pessoa da família, o sistema permite saber a localização do usuário. “O deficiente visual cadastraria o número de um parente ou pessoa próxima, no aplicativo, e de tempos em tempos (ele escolhe) o programa envia uma mensagem com a localização da pessoa cega. Tudo isso para proporcionar mais segurança ao seu parente, que pode ficar preocupado em saber onde ele está, naquele momento”, avalia Paulo. O estudante conta que o projeto foi concebido pela inquietação. “Uma das coisas que mais cresce é a tecnologia assistida, para melhorar a vida da sociedade. E sempre notei a dificuldade de locomoção dos deficientes visuais e os pequenos acidentes diários, e foi daí que surgiu a ideia de criar esse equipamento. Muitas vezes, sem querer, as pessoas esbarram em alguém ou a bengala passa entre as pernas de terceiros, alguns ficam constrangidos e nem todos sabem compreender a situação”, explica Paulo Melo. O estudante reconhece que há outras alternativas para guiar os deficientes visuais,

O trabalho do estudante paraense foi um dos destaques do VII Seminário de Pesquisa e III Jornada de Iniciação Científica da Estácio, realizado no Rio de Janeiro Estudante paraense inventa luva inteligente

Luva que auxilia o deficiente visual

como o cão guia, mas ele demora cerca de dois anos para ser treinado, e custa aproximadamente R$ 30 mil. E segundo Paulo, o grande diferencial, é que o projeto é economicamente viável, com baixo custo e revela que gastou com a confecção material da luva, cerca de R$ 120,00. Com o apoio da Estácio, o aluno analisa a proposta de patentear o produto. As expectativas do autor são as melhores possíveis. “Como todo desenvolvedor, minha expectativa é de que, em breve as pessoas possam utilizar o projeto. Queremos vê-lo funcionando e sendo útil para sociedade. Isso é gratificante”, conta o estudante.

Seminário Científico

O trabalho do estudante paraense foi um dos destaques do VII Seminário de Pesquisa e III Jornada de Iniciação Científica da Estácio, realizado no Rio de Janeiro. O evento científico é hoje um dos maiores do gênero em curso no país e congrega simultaneamente apresentação de trabalhos de pesquisa, iniciação científica, dissertação de mestrado e teses de doutorado, além da exibição de protótipos. “O principal objetivo do Seminário é despertar o interesse científico através da interação entre pesquisadores, estudantes e o público em gera”, garantiu o professor Luciano Medeiros, diretor de Pesquisa Aplicada da Estácio. Este ano, foram recebidos 1.818 trabalhos de 121 instituições de ensino do Brasil e do exterior, além de trabalhos vinculados a hospitais e institutos de pesquisa. No total, 687 foram aprovados, sendo que 413 estiveram no seminário. Paulo Tassio da Luz Melo, aluno do 4º ano de eng. de computação da Estacio/Iesam

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Açaí pode ser utilizado contra convulsão

Açaí contra as convulsões Pesquisadores da UFPA descobriram uma nova função do fruto

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m grupo de pesquisadores de laboratórios da Universidade Federal do Pará (UFPA), em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) encontrou uma nova propriedade para o

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açaí: ele pode ser utilizado como protetor contra as convulsões. Inicialmente o estudo chamado de “Propriedades anticonvulsivantes da Euterpe Oleracea (açaí)”, foi realizado em camundongos. O açaí usado no estudo foi preparado de acordo com uma patente de propriedade da Amazon Dreams, empresa incubada pela UFPA. PROMOÇÃO ENQUANTO DURAR O ESTOQUE

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Segundo o pesquisador Rogério Monteiro, em entrevista para o Jornal Beira Rio, da Universidade Federal do Pará, a pesquisa teve início com a linha sobre convulsões induzidas por pentilenotetrazol (PTZ). Essa substância química é utilizada para induzir convulsões em animais para que se possa estudar o efeito de fármacos anticonvulsivantes. “Nós tínhamos, de um lado, uma substância capaz de provocar o estresse oxidativo e, do outro, uma fruta com potente atividade antioxidante. Com isso, surgiu a pergunta: Será que o açaí teria um efeito anticonvulsivante através da prevenção do estresse oxidativo? A partir disso, nós começamos os experimentos para verificar essa hipótese”, revela o pesquisador Rogério. Os pesquisadores ainda não realizaram os testes no modelo de epilepsia, em que os animais apresentam crises convulsivas espontâneas. Porém o modelo adotado foi

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Pesquisadores da UFPA estudam nova propriedade para o açaí

um EEG (electroencefalograma) nos humanos, esse exame avalia as correntes elétricas que passam por uma parte superficial do cérebro. Na epilepsia, usa-se esse exame no diagnóstico das convulsões, pois elas provocam graves alterações do registro.

Pesquisa acadêmica

Cabe ressaltar a importância acadêmica do estudo. Todo o processo de pesquisa foi realizado integralmente pelos laboratórios da UFPA. Além disso, a pesquisa foi publicada em uma revista internacional reconhecida da área. “Somos capazes de fazer pesquisa de qualidade internacional e, ao mesmo tempo, formar alunos de alta capacidade intelectual”, enfatiza a professora Maria Elena Crespo, em entrevista ao jornal da Universidade Federal do Pará.

Benefícios útil por ser a primeira etapa para a triagem de novos fármacos anticonvulsivantes. A professora Maria Elena Crespo esclareceu a diferença entre convulsão e epilepsia. Segundo ela, na epilepsia, a pessoa sofre convulsões sem uma origem clara para isso e elas são recorrentes e espontâneas. A epilepsia é uma doença crônica e, muitas vezes, refratária aos fármacos atualmente disponíveis, afetando cerca de 1% da população mundial. “Sendo assim, nem toda crise convulsiva significa que o paciente é epilético”, ensinou a professora.

Testes

O açaí utilizado para realizar o experimento foi o açaí clarificado por um tratamento patenteado pela empresa Amazon Dreams. Ele foi escolhido por apresentar baixo teor de sólidos e gorduras e por ser concentrado em compostos fenólicos, necessários para a execução do efeito antioxidante. Porém o sabor, a cor e o aroma desse tipo de açaí são os mesmos da polpa tradicional vendida nas ruas e nos estabeleci-

mentos comerciais. Posteriormente, a equipe começou a fazer os testes nos animais. Foram utilizados 68 camundongos, separados entre quatro grupos experimentais: um grupo controle, que recebeu solução salina; um grupo que ingeriu somente açaí; um grupo administrado apenas com a droga pentilenotetrazol (PTZ) e outro grupo que recebeu tanto o açaí quanto a substância química. Os camundongos receberam açaí por via oral durante quatro dias e antes da droga ser aplicada. Primeiramente, foram avaliadas as características comportamentais. Os animais que receberam açaí antes do PTZ demoraram mais até apresentar a primeira crise e as crises foram mais curtas. Com isso, foi observado que o açaí reduziu a duração das crises e o tempo de início da primeira crise. A etapa seguinte analisou o processo bioquímico de estresse oxidativo no cérebro dos animais. Além da avaliação comportamental e bioquímica, a equipe também realizou um eletrocorticograma no cérebro dos animais. De forma semelhante àquela, quando se realiza

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Segundo os pesquisadores, o açaí é rico em ferro, fósforo e cálcio. Esse fruto do açaizeiro contém ainda proteínas, fibras e lipídios. Ele trás diversos benefícios como prevenção do câncer; diminui o colesterol; é rico em oxidantes; beneficia o sistema imunológico; é anti-inflamatório; prevenção de envelhecimento e auxilia na perda de peso.

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Os bolachões estão de volta

O disco vinil ganha força no mercado e é recebido por antigos e novos adeptos

O disco de vinil, conhecido como Long Play (LP)

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Fotos Apoena Augusto, Bárbara Sordi

disco de vinil, conhecido como Long Play (LP) ainda tem os seus “amantes” ou “admiradores”. Muitos não querem deixar o famoso vinil desparecer, como é o caso do administrador de marketing e fotógrafo, Apoena Augusto. Sua história com os LPs começou por volta de 1987, quando os programas de dance music dominavam as rádios locais e os DJs ditavam o que se ouvia na cidade. Influenciado por essa cena, Apoena começou a comprar vinil e tocar em festinhas de prédio, algo muito comum naquela época. Mas o disco vinil começou a perder força no início da década de 1990. O LP, que foi criado em 1948 para substituir os antigos discos de goma-laca de 78 rotações - RPM (rotações por minuto) ficava obsoleto. Surgiu então o compact discs (CD), que prometia maior capacidade, durabilidade e clareza sonora e sem chiados. “Nessa época, eu também deixei um pouco o interesse pela aquisição de música de lado”, disse Apoena. As grandes gravadoras produziram LPs até 31 de dezembro de 1997, restando apenas uma gravadora independente em Belford Roxo, Vinilpress, que não resistiu e faliu no ano 2000, e assim, o bom e velho vinil saía das prateleiras do varejo fonográfico. Mas a paixão de Apoena Augusto nunca morreu e o retorno era apenas uma questão de tempo, o que aconteceu há pouco mais de dois anos, justamente quando a indústria de vinil começou a retomar o fôlego. Na verdade, a produção retornou em 1º de janeiro de

2010 com a abertura da gravadora Polysom para atender o mercado de DJs, colecionadores e audiófilos insatisfeitos com a qualidade sonora do CD. Então, para celebrar a volta dos chamados “bolachões”, o administrador de marketing, junto com o amigo Mizinho Rodrigues, que também é apaixonado por música e discos, criaram o projeto “Bolacha Preta”, que leva música no vinil para bares e casas noturnas de Belém. Hoje o Bolacha se apresenta todo primeiro sábado do mês no Composição Arte & Bar tocando rock clássico, pop rock, rock nacional e MPB. Ao contrário do que possa imaginar, os discos não fazem a alegria só de quem já ultrapassou a casa dos 30. Existe um público bastante importante abaixo disso que acabou sendo seduzido pela sinestesia do processo. Tocar o disco, virar o lado, ver a música acontecendo ali, na sua frente, cau-

sou nos mais jovens uma sensação de pertencimento que eles não nunca tiveram com o processo digital.

Ainda tem mercado

Apoena acredita que ainda existe mercado para o disco vinil. “João Pedro Carneiro, articulista da Revista Exame, publicou um artigo onde diz que as vendas de discos de vinil geram mais dinheiro para a indústria musical dos Estados Unidos do que os serviços de streaming”, disse o fotógrafo. Na primeira metade de 2015, a receita com discos de vinil cresceu 52% e atingiu US$ 222 milhões, segundo o último relatório da RIAA, poderosa associação da indústria fonográfica americana. Ainda segundo o artigo, nenhum outro item cresce neste ritmo e o vinil já responde por cerca de um terço das vendas físicas, já que as de CD caíram 31%

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na comparação anual. “Na prática, ainda há um caminho bem longo pra se recuperar o mercado que um dia foi do vinil, mas tudo indica que há fôlego de sobra pra isso”, afirmou o administrador de Marketing. Na segunda metade de 2008, os proprietários da Polysom, informados do volumoso crescimento na venda de vinis nos Estados Unidos e na Europa, depararam-se com a possibilidade de adquirir o maquinário da antiga fábrica e reativá-la. Em setembro do mesmo ano, começaram as diligências e os estudos que resultaram na aquisição oficial, em abril de 2009. A fábrica tem capacidade para produzir 28 mil LPs e 14 mil Compactos por mês. Estabeleceu-se como única fábrica de vinis de toda a América Latina, condição que mantém até hoje. O MP3, que substituiu os CDs, foi uma revolução no sistema de distribuição de música mundial. Um alento para ilustres desconhecidos, que ganharam a possibilidade de ter visibilidade sem precisar da cara e pouco acessível logística das gravadoras, mas um baque considerável no faturamento de bandas e artistas consolidados. “O vinil devolve isso ao artista, que volta a faturar com direitos autorais pela venda dos discos. Esse movimento tem feito cada vez mais novos e antigos artistas adotarem a plataforma. Do lado da indústria, ao menos por enquanto, o grande negócio está no relançamento de álbuns clássicos de grandes artistas em edições especiais”, disse entusiasmado o administrador de marketing . Considerando os números atuais e o sentimento de nostalgia que está no ar, Aponea Augusto diz que o vinil já voltou com muita força. “E isso traz à reboque um mercado gigantesco que gira em torno, como os fabricantes de toca-discos, agulhas, cápsulas, lojas de discos, distribuidores, importadores... todos movidos pela paixão nostálgica e pelos ótimos resultados financeiros dos estalados da bolacha”, afirmou.

História de sucesso

O LP é uma mídia desenvolvida no final da

Apoena Augusto se apresenta com os bolachões

A Bolacha Preta não vai sair de moda

década de 1940 para a reprodução musical, que usa um material plástico chamado vinil (normalmente feito de PVC), usualmente de cor preta, que registra informações de áudio, que podem ser reproduzidas através de um toca-discos. O disco de vinil possui microssulcos ou ranhuras em forma espiralada que conduzem a agulha do toca-discos da borda externa até o centro no sentido horário. Trata-se de uma gravação analógica, mecânica. Esses sulcos são microscópicos e fazem a agulha vibrar. Essa vibração é transformada em sinal elétrico. Este sinal elétrico é posteriormente amplificado e transformado em

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som audível (música). Os discos de vinil são mais leves, maleáveis e resistentes a choques, quedas e manuseio (que deve ser feito sempre pelas bordas). Mas são melhores, principalmente, pela reprodução de um número maior de músicas - diferentemente dos discos antigos de 78 RPM - (ao invés de uma canção por face do disco), e, finalmente, pela sua excelência na qualidade sonora, além, é lógico, do atrativo de arte nas capas de fora. Entusiastas defendem a superioridade do vinil em relação às mídias digitais em geral (CD, DVD e outros). O principal argumento utilizado é o de que as gravações em meio digital cortam as frequências sonoras mais altas e baixas, eliminando harmônicos, ecos, batidas graves, “naturalidade” e espacialidade do som. Estas justificativas não são tecnicamente infundadas, visto que a faixa dinâmica e resposta do CD não supera em todos os quesitos as do vinil. Especialmente quanto se trata de nuances que nos sistemas digitais são simulados através de técnicas de dithering.

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Pará ganha um clube

só para criativos Objetivo é reunir pessoas, de diversos ramos, que possam expor sua criatividade

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ela terceira vez, publicitários paraenses tentam criar o Clube de Criativos do Pará. Tudo indica que desta vez, o projeto deva ter sucesso. Esses clubes de criação existem nas principais capitais do país e têm o objetivo de preencher uma lacuna histórica, além de oferecer oportunidade para reunir o mercado publicitário, debate de ideias, os problemas da categoria e buscar mais qualificação profissional e qualidade criativa. O diretor do Clube, o publicitário Cristiano Pereira afirma que o Clube não será fechado para apenas publicitários: “Todos os profissionais de comunicação e marketing podem participar, desde estudantes, profissionais da fotografia, design e até empresários”. Para que o projeto desse certo, Cristiano Pereira conta que conseguiu reunir representantes das principais agências de publicidade do Pará. “O próprio momento do mercado gera preocupações importantes para as agências terem que priorizar. Porém, temos a participação de profissionais de praticamente todas elas ligadas ao Sinapro-Pa”, afirmou. O Clube de Criativos do Pará foi criado para valorizar e preservar a criatividade da propaganda principalmente em Belém do Pará. É um dos meios para combater a crise econômica que assola o país. O diretor

Diretoria do Clube de Criativos

do Clube afirma que a agências são ferramentas importantíssimas do mercado. Se o mercado sente a crise econômica, as agências também são afetadas. “Mas não se trata apenas da crise, e sim, da transição dos modelos de mídia. É uma soma de desafios”, ponderou Cristiano.

Publicidade paraense

A publicidade do Pará é grande e criativa. Houve momentos especiais e até premiação em Cannes. O que acontece hoje é que, além dos desafios econômicos que é enfrentado, os anunciantes agora têm acesso à informação, o que torna a comparação entre agências e o poder de criação, inevitáveis. “Isso tanto pode ser usado para o bem quanto para o não tão bem assim. Com um certo poder de informação, muitos anunciantes hoje conseguem interferir muito no processo criativo, coisa que não acontecia em décadas anteriores”. Cristiano explica que os anunciantes de-

sejam ver as mesmas criações realizadas em outros centros, outras cidades que possuem verbas diferentes da realidade local. “Mas isso é apenas um dos desafios dos nossos profissionais, no dia a dia das agências”, disse o publicitário. Além dos anunciantes, os consumidores também estão cada vez mais exigentes, uma vez que, pelas redes sociais, podem interferir na publicação de um anúncio. “O consumidor brasileiro é tendencioso às tradições. E como hoje tudo o que acontece se prolifera rapidamente, as pessoas sentem que precisam opinar sobre tudo. E as polêmicas ganham eco e a publicidade como campo aberto para discussões, torna-se alvo fácil”, afirmou o publicitário.

Produção de um anúncio

Para criar um anúncio, é preciso seguir um roteiro pré-estabelecido. O primeiro passo é a agência de publicidade receber do anunciante “um problema” a ser soluciona-

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do. Normalmente ele vem em forma de um briefing, que nada mais é do que todas as informações sobre aquele problema. Quem recebe essas informações do cliente é o chamado Atendimento ou Executivo de Contas. Este profissional leva o briefing para a agência e reúne com o diretor de criação. O diretor chama sua equipe ou dupla de criação, que é composta por um redator e um diretor de arte. Eles, juntos, realizam o que é chamado de brainstorming, que nada mais é do que, colocar em cima da mesa, tudo o que foi pensado em termos de ideias para solucionar “aquele problema”. Então, é pensado qual a mídia atenderá o anunciante: jornal, revista, TV, rádio, mídias sociais, outdoor ou mídias alternativas. Deste brainstorming geralmente nasce a ideia ou o redator e o diretor de arte se reúnem para mais uma etapa da criação. Concebida a ideia, o redator se incumbe de escrevê-la e o diretor de arte, se for o caso,

Diretoria do Clube de Criativos reunidos

criar a peça gráfica e fazer o layout do anúncio. A partir daí a peça seguirá para o meio de comunicação para qual foi criada. Se for peça eletrônica, passará antes por uma produtora de vídeo ou de áudio.

Anuário

O Clube de Criativos do Pará vai lançar o primeiro anuário de criação do Pará. “Se tudo der certo, será lançado já em 2016, reunindo tanto uma rica parte da história, quanto a parte competitiva da publicidade paraense, ou seja, ela será dois em um”, revelou Cristiano Pereira.

Contatos O Clube de Criativos do Pará está presente nas mídias sociais. A fanpage no Facebook possui um grupo com quase 400 profissionais e estudantes https://www.facebook. com/groups/ccpa No grupo de whatsApp os membros já chegam a 100 pessoas.

No blog do CCPB, o publicitário que atua na área de criação poderá participar dessa empreitada contribuindo com suas idéias e criticas, podendo ainda fomentar as cabeças criativas de Belém. “E se tem uma coisa que não pode faltar em clube de criação, são as ideias”, contou Cristiano. O blog do CCPE está disponível e pode mandar a ideia pelo e-mail ccpb@globomail.com

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Drone pode descobrir segredos da Floresta Amazônica Avião solar suíço não tripulado coleta dados atmosféricos na região

Teste com o avião não tripulado

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Fotos Agência Pará, Divulgação

avião iria levantar, por meio de sensores, informações atmosféricas sobre ventos, umidade, temperatura e radiação em trechos da floresta antes nunca estudados. Mas o voo aconteceu somente em Barcarena, pois as condições de vento e do rio colocaram algumas dificuldades que causaram avarias no equipamento, e aqui no Brasil, os suíços não conseguem consertá-lo. Apesar do problema, os pesquisadores acharam a experiência válida, porque um dos objetivos era testar a resistência da aeronave. Esse trabalho que deve ser realizado pelo Atlantik Solar, é realizado no Brasil de uma

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s mistérios da vasta região Amazônica devem ser desvendados por um pequeno veículo aéreo não tripulado movido à energia solar. O Atlantik Solar, conhecido “drone”, pesa apenas 6,9 kg. A ideia dos cientistas do Laboratório de Sistemas Autônomos da universidade ETH, de Zurique, na Suíça, é coletar dados atmosféricos na floresta amazônica paraense de maneira inédita. O equipamento também possui uma câmera de alta resolução capaz

de criar imagens em 3D e em infravermelho, o que pode ajudar a encontrar pessoas e animais em situações de desastre ou de difícil acesso – como refugiados no mar. O trabalho foi autorizado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e pelo Cindacta IV de Manaus (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo). Inicialmente, o equipamento desenvolvido durante o doutorado de um estudante da ETH e batizado de AtlantikSolar– iria sobrevoar um trecho da floresta saindo de Barcarena em direção a Melgaço, onde fica uma parte da Floresta Nacional de Caxiuanã. O

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Engenheiros testam o veículo aéreo não tripulado

outra maneira. A coleta desse tipo de informação na floresta é realizado por meio de redes de estações meteorológicas de superfície e por meio de balões. “A Amazônia tem extensas áreas de floresta densa, fechada, cujo acesso é dificílimo e a logística é muito complicada. Por isso, a instalação de sensores de superfície e, principalmente, a sua manutenção, são um desafio muito grande e dispendioso”, diz Carlos Alberto de Freitas, gerente regional do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), um dos parceiros locais do projeto. As informações meteorológicas são importantes para entender a dinâmica da floresta. Muitos estudos já realizados na Amazônia mostram, por exemplo, que grande parte da umidade do Oceano Atlântico é transportada pelos ventos para a floresta amazônica, interage com os ciclos biogeoquímicos da floresta e continua sendo transportada até as regiões Sudeste e Sul do país, levando chuva. “Toda informação adicional passível de ser obtida permite que avancemos no conhecimento e nos possibilita compreender melhor como a natureza e a sociedade podem ser influenciadas pela variabilidade natural do clima”, diz Freitas, do Censipam. Os dados coletados podem ajudar na condução de novos estudos sobre a região amazônica. “Esse tipo de aeronave pode oferecer informações mais precisas e com maior qualidade do que as geradas pelos satélites, de forma mais rápida e mais barata, tornando-se uma boa opção para aprimorar o monitoramento em áreas de médio porte”, diz Philipp Oettershagen, doutorando do ETH Zurique e responsável pela aeronave.

Colaboração entre Brasil e Suíça

O voo marca o fortalecimento de parcerias científicas e de inovação tecnológica entre Brasil e Suíça, por meio de novas colaborações e parcerias entre pesquisadores. “A Suíça não está vindo, está voltando a fazer ciência na Amazônia, depois de pouco mais de um século”, diz Mayra Castro, diretora da Swissnex Brazil em São Paulo, referindo-se ao zoólogo suíço Emílio Goeldi (1859-1917), que chegou no Pará em 1894 para estudar o bioma local e acabou dando nome ao hoje Museu Paraense Emílio Goeldi. O governador Simão Jatene destacou que o Estado tem interesses em parcerias estratégicas, principalmente nas áreas de desenvolvimento de conhecimento e produção que agregue valor à matéria prima local. “Estamos caminhando nessa direção. Queremos parcerias que ajudem a desenvolver o nosso estado e a fortalecer a nossa economia gerando emprego e renda para a população. Estou convencido que esse es-

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Na foto vista aérea da floresta Amazônica

forço vai contribuir para que tenhamos uma realidade melhor nos próximos dez anos”, disse Jatene.

O que Amazônia, Suíça e ciência têm em comum?

Muito mais do que se imagina. Um exemplo é o naturalista suíço Emílio Goeldi, que chegou a Belém em 1864. Junto com outro suíço, o botânico Jacques Huber, Goeldi deixou extensas coleções científicas que testemunham a riqueza biológica e a cultura material da Amazônia. E agora, Suíça e Amazônia encontram-se novamente, em nome da ciência, por meio de uma série de eventos que acontecem em Belém, Barcarena e Melgaço. “As ações conectam o Brasil e a Suíça e trazem novas oportunidades para futuras colaborações e parcerias científicas”, explica Mayra Castro, paraense que dirige a swissnex Brazil em São Paulo. A Floresta Amazônica abrange cerca de cinco milhões e meio de quilômetros

quadrados. Essa região inclui territórios pertencentes a nove nações. A maioria das florestas está contida dentro do Brasil, com 60%, seguido do Peru, com 13% e com partes menores na Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Uma em cada dez espécies conhecidas no mundo vive na Floresta Amazônica, que constituiu a maior coleção de plantas vivas e espécies animais no mundo. A região é lar de 2,5milhões de espécies de insetos, dezenas de milhares de plantas e cerca de 2mil aves e mamíferos. Os cientistas descreveram entre 96.660 e 128.843 espécies de invertebrados só no Brasil.

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5 passos para sobreviver a crise financeira Texto Reinaldo Domingos*

A

s projeções econômicas para as famílias brasileiras para os próximos meses são no mínimo preocupantes, uma vez que já se projeta um agravamento da crise, com reflexos diretos nas finanças pessoais, com alta do dólar, desemprego, juros, tributos e preços. Enfim, o macro com certeza está refletindo no micro, isso é, nas contas e investimentos das famílias. Contudo, mesmo com um cenário pouco animador, não há motivos para desespero, e sim para planejamentos e adequação, buscando sair fortalecido deste período. Para auxiliar, elaborei algumas orientações que acredito serem fundamentais para sair dessa situação fortalecido:

Livre-se das dívidas

Muitos pensam em como se livrar das dívidas em um momento de crise. Pode parecer impossível, mas é exatamente nesses momentos que os credores também oferecem as melhores condições para negociações. A orientação é que o primeiro passo seja o de resolver o problema que levou ao endividamento, isto é, a causa. Adequar seu padrão de vida a sua realidade é muito difícil, mas é fundamental observar que não pode viver em uma realidade que não é sua. Cortas gastos para ganhar fôlego e, assim, poder assumir o compromisso de pagar as dívidas é a melhor opção agora. Se não se livrar desse problema de forma emergencial, pode ter certeza que a alta dos juros prejudicará a sua saúde financeira no futuro.

Mude o formato de seu orçamento

Faça uma faxina financeira Sabia que, em média, 25% dos nossos gastos são com supérfluos? As pessoas sempre dizem que não têm mais da onde reduzir os gastos, mas, depois, quando fazem uma análise, observam que é possível. É preciso

realizar um diagnóstico de sua vida financeira por 30 dias, anotando tudo o que gasta por tipo de despesa, até mesmo cafezinhos e gorjetas. Assim, verá uma realidade muito diferente do que imagina. Mas ressalto que não se deve virar escravo dessa anotação, pois, quando vira rotina, perde a eficácia.

Chegou a hora de sonhar

Por mais que o cenário para muitos seja de pesadelo, nessa hora, é de grande importância sonhar, ou seja, definir os objetivos materiais, pois eles é que farão com que se tenha foco para evitar o descontrole ou mesmo o desespero. Reúna a família e converse sobre o tema, dividindo os sonhos em três

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projetos da família e, somente com o restante, adequar os gastos da família. Isso forçará um ajuste do padrão de vida familiar para conquistas financeiras.

Crise econômicofinanceira

Chegou a hora de saber investir

Chegou a hora de sonhar

tipos: curto (até um ano), médio (até dez anos) e longo (acima de dez anos) prazos, definindo também quanto custam e quanto poderão poupar por mês para realizá-los.

Mude o formato de seu orçamento

Com a alta de juros, agora, é um bom momento para quem quer investir, contudo, o grande erro que observo é a ideia de poupar sem motivo e buscar sempre o melhor rendimento. No mercado financeiro, existem diversas opções de aplicação em ativos financeiros com riscos diferentes. A orientação é procurar variar o investimento de acordo com o tempo que utilizará o dinheiro. De forma geral, o risco de uma aplicação financeira é diretamente proporcional à rentabilidade desejada pelo empreendedor,

Um erro comum é pensar que orçamento financeiro familiar consiste em registrar o que se ganha e subtrair o que se gasta e, caso sobre dinheiro, será lucro, se faltar, prejuízo. A forma correta, no entanto, consiste em, primeiramente, elaborar o registro de todas as receitas mensais, posteriormente, separar os valores pré-definidos para os

ou seja, quanto maior o retorno estimado pelo tipo de aplicação escolhida, maior será o risco, por isso, é preciso cautela. Os próximos meses são no mínimo preocupantes

Chegou a hora de saber investir

(*) Presidente da Associação Brasileira de Educação Financeira (Abefin), autor do bestseller Terapia Financeira e da primeira coleção completa de educação financeira para escolas, que já é adotada em mais de 1500 escolas em todo o Brasil

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Futebol de Cinco eleva a autoestima de deficientes visuais

Time é destaque na Região Norte e busca reconhecimento em todo o Brasil Fotos Celso Freire, Divulgação

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Jogadores com baixa visão devem utilizar a venda nos olhos

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odrigo Almeida afirma que o futebol mudou o seu jeito de enxergar o mundo. Toda quinta e sábado, na quadra da Universidade do Estado do Pará, ele se reúne com seus colegas para praticarem o esporte, principalmente o futebol de salão. Todos são deficientes visuais. Uns com baixa visão, outros totalmente cegos. “Fui perdendo a visão aos poucos e no começo entrei em total depressão. Mas Deus escreve algo em nossas vidas, uma missão. E a minha era mostrar que o deficiente pode tudo. Não somos limitados”, disse ele. Rodrigo afirma que o relacionamento com os colegas é muito bom. “Aqui ninguém é coitado e quem chega tem que rapidamente se virar. Claro que temos as limitações, mas temos que saber superá-las”, disse Rodrigo, que reclama da falta de acessibilidade para deficientes em Belém. As faixas guias, colocadas nas calçadas, são alvos de reclamações. “Quem fez aquilo não entende de nada. No caminho da faixa estão postes, camelôs e até bancas de jornal e revista”, disse ele, que já perdeu as contas de quantas vezes caiu num bueiro. Ricardo Xerfan também não perde o compromisso de jogar o Futebol de 5. Para ele, que participa há 35 anos do futebol, o esporte o ajuda na mobilidade e na habilidade. “Ajuda muito em nossa capacidade. E não nos sentimos jogados. Fazemos o que gostamos. Temos outros esportes que podemos desenvolver também, como dama e xadrez”, disse. Rodrigo, Ricardo e seus companheiros disputam o Campeonato Brasileiro da Série B, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, durante todo o mês de setembro. A expectativa do grupo é garantir o acesso à principal divisão da modalidade. O Pará participa do campeonato com oito atletas e dois goleiros. A delegação com diretores, treinadores entre outros reúne 14 pessoas. Para conseguir vaga à Série B do Campeonato Brasileiro, os paraenses passaram pelo crivo da etapa regional Centro-Norte, realizada em Cuiabá, no mês de junho. Segundo Carlos Soares, diretor de Esporte e Lazer da Associação de e para Cegos do Pará (Ascepa), o resultado poderia ser melhor se a equipe tivesse um bom lugar para treinar. www.paramais.com.br

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“Nós treinamos no ginásio da Uepa duas vezes por semana, mas é o que dá para fazer”, O auxiliar técnico da equipe, Félix ressalta que na equipe havia um atleta que integrava a seleção brasileira. Mas, Deivison Souza não estava em boas condições físicas e acabou cortado. Félix reclama da falta de apoio dos empresários e do governo estadual. “Estamos participando de uma situação difícil. Não temos materiais esportivos. Tiramos do próprio bolso”. A Associação de Cegos completou 15 anos em 2015 e tem como presidente, o Raimundo Sales Barbosa.

Futebol de 5 jogado pelos deficientes visuais

Futebol de 5

Há relatos de que no Brasil, na década de 1950, cegos jogavam futebol com latas. Em 1978, nas Olimpíadas das APAEs, em Natal (RN), ocorreu o primeiro campeonato de futebol com deficientes visuais. A primeira Copa Brasil foi em 1984, na capital paulista. Das quatro edições da Copa América, os brasileiros trouxeram três ouros: Assunção (1997), Paulínia (2001) e Bogotá (2003). Em Buenos Aires (1999), o título não veio, mas os brasileiros venceram os argentinos. Em 1998, o Brasil sediou o primeiro Mundial de futebol e levou o título. Dois anos depois, em Jerez de la Frontera (ESP), a Seleção se sagrou campeã novamente.

Futebol de salão reintegra o cego a sociedade

Como é disputado

Brasil nos Jogos

O futebol de 5 é exclusivo para cegos ou deficientes visuais. As partidas normalmente são em uma quadra de futsal adaptada, mas desde os Jogos Paralímpicos de Atenas também têm sido praticadas em campos de grama sintética. O goleiro tem visão total e não pode ter participado de competições oficiais da Fifa nos últimos cinco anos. Junto às linhas laterais, são colocadas bandas que impedem que a bola saia do campo. Cada time é formado por cinco jogadores – um goleiro e quatro na linha. Diferentemente de um estádio convencional de futebol, as partidas de futebol de cinco são silenciosas, em locais sem eco. A bola tem guizos internos para que os atletas consigam localizá-la. A torcida só pode se manifestar na hora do gol. Os jogadores usam uma venda nos olhos e, se tocá-la, cometerá uma falta. Com cinco infrações, o atleta é expulso de campo e pode ser substituído por outro jogador. Há ainda um guia, o chamador, que fica atrás do gol, para orientar os jogadores, e que diz onde devem se posicionar em campo e para onde devem chutar. O jogo tem dois tempos de 25 minutos e intervalo de 10 minutos. No Brasil, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de Deportos de Deficientes Visuais (CBDV).

A modalidade passou a fazer parte dos Jogos Paralímpicos na edição de 2004, em Atenas (GRE). Desde então, o Brasil faturou a medalha de ouro em todas as ocasiões. Na estreia, a decisão foi contra os rivais argentinos. A Seleção ficou com o topo do pódio ao bater os sul-americanos por 3 a 2. Na edição seguinte, em Pequim (China), a briga pela láurea dourada se deu contra os donos da casa. Em partida disputada, o Brasil ficou com o bicampeonato ao batê-los por 2 a 1. A hegemonia verde e amarela seria consolidada quatro anos mais tarde, nos Jogos Paralímpicos de Londres. A terceira conquista consecutiva ocorreu após o triunfo por 2 a 0 sobre os franceses, em jogo na capital britânica. Os Jogos Paralímpicos, esta modalidade

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Na conquista da medalha de ouro, na decisão contra a Argentina, nos Jogos Parapan-Americanos

Deficientes visuais aproveitam visuais o esporte para Deficientes aproveitam o esporte melhorar a mobilidade para melhorar a mobilidade

é exclusivamente praticada por atletas da classe B1 (cegos totais) que não têm nenhuma percepção luminosa em ambos os olhos; ou têm percepção de luz, mas com incapacidade de reconhecer o formato de uma mão a qualquer distância ou direção. Os atletas são divididos em três classes que começam sempre com a letra B (blind, cego em inglês). B1 – Cego total: de nenhuma percepção luminosa em ambos os olhos até a percepção de luz, mas com incapacidade de reconhecer o formato de uma mão a qualquer distância ou direção. B2 – Jogadores já têm a percepção de vultos. Da capacidade em reconhecer a forma de uma mão até a acuidade visual de 2/60 e/ou campo visual inferior a 5 graus. B3 – Os jogadores já conseguem definir imagens. Da acuidade visual de 2/60 a acuidade visual de 6/60 e/ou campo visual de mais de 5 graus e menos de 20 graus. Pará+

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