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N E S TA E D I Ç ÃO EDIÇÃO 163 - SETEMBRO/2015

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Alepa tem atividade intensa em Itaituba e região

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Fenômeno natural “El-Niño” aquece o clima em Belém

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Pará é celeiro de agronegócios

PUBLICAÇÃO

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

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ÍNDICE

Parque hidrelétrico hidrocinético fluvial

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Ponte Igarapé-Miri é entregue à população

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Investidores animados com os resultados da Vale

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INPE lança serviço inédito no Brasil capaz de prever raios com 24 horas de antecedência

DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Camillo Martins Vianna, Dani Filgueiras, Celso Freire, Israel Pegado, Naiana Gaby Ferraz Monteiro Santos, Helen Barata, Noely Lima, Wanessa Viana; FOTOGRAFIAS: Anderson Silva, Antonio Silva, Claudio Santos, Cristino Martins, Elcimar Neves, Thiago Araújo, Rodolfo Oliveira, Sidney Oliveira / Ag. Pará, Arquivo Eletronorte, Arquivo Inpe, Ascom Emater, Celso Freire, Diego Andrade, Divulgação, Guarda da Santa, Sindicato Rural; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

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Pará ganha Associação Amazônica de Falcoaria

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Manteiga de Murumuru pode ganhar uso medicinal

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Missa do Mandato envia peregrinos para a evangelização

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Círio de Nazaré injetará US$ 30 milhões na economia paraense

Devoção e fé se aprendem desde cedo FAVOR POR

Auto do Círio sai às ruas da Cidade Velha Vitória fácil. A preservação do açaí

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Açaí é principal fonte de projeto apoiado pelo Tecnova Pará

Médica paraense é destaque no triathlon nacional

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“Os Pescadores de Pérolas” em noite grandiosa

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Alepa tem atividade intensa em Itaituba e região Fotos PC Carvalho / Ózeas Santos

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sede do Poder Legislativo do Estado do Pará foi instalada oficialmente no município de Itaituba nas dependências do Sintepp no último dia 19. O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, Márcio Miranda (DEM), conduziu as sessões no município, que debateram e votaram oito projetos de lei, na presença de deputados, autoridades locais e forte participação popular. Na oportunidade, foi aprovado o projeto de lei complementar criando o Diário Oficial Eletrônico no Tribunal de Contas do Município – TCM e mais. São exemplos: o de autoria do deputado Carlos Bordalo (PT), que institui a obrigatoriedade da instalação de Call Centers (serviços de atendimento ao consumidor) dentro do Estado, excetuando as micro empresas ou empresas de pequeno porte. E o projeto de autoria do deputado Ozório Juvenil (PMDB), que institui o Selo de Certificação de Origem para o pescado produzido no Pará. Também foram aprovados os projetos de indicação ao executivo, para análise do governador Simão Jatene: dois projetos de autoria do deputado Eraldo Pimenta (PMDB). O primeiro alterando o inciso II do Art. 2º da Lei nº 6.293, de 07 de maio de 2000, incluindo nos benefícios previstos nesta lei os micros e pequenos produtores rurais e urbanos, inclusive da agricultura familiar, pescadores e aquicultores; e o que cria a Bolsa Especial aos imigrantes remanescentes da colonização das Rodovias BR-230 e BR-163, no Pará. Outro projeto aprovado foi o de autoria do deputado Hilton Aguiar, que dispõe sobre a utilização de veiculo automo-

tor apreendido, cuja identificação não seja possível, em serviço de repressão penal.

Parlamento junto ao povo

Os parlamentares chegaram em Itaituba no dia 17 para realizarem mais uma edição do Projeto Assembleia Itinerante. Para o presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Márcio Miranda (DEM), a proposta reveste-se de fundamental importância, uma vez que aproxima o parlamento estadual das comunidades mais distantes de um Pará de dimensões continentais, contribuindo com a formulação de projetos e programas que beneficiem a população. “O parlamento se apropria de elementos da cultura local, do potencial econômico, das dificuldades existentes, ao dialogar com os vários segmentos, ouvir os prefeitos, vereadores e lideranças da região para, ao seu tempo, trabalhar políticas públicas de maneira uniforme em todo o Estado”, destacou Márcio Miranda. O primeiro compromisso foi uma entrevista coletiva no auditório da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Energia - SENDEME. O deputado Márcio Miranda, presidente da Alepa, ressaltou a importância da realização das sessões itinerantes por permitir a interação dos deputados, representantes de todas as regiões do Estado. “Temos deputados do sul, do nordeste, do Marajó, da capital, que vieram para conhecer a realidade de Itaituba, e dos municípios vizinhos”, disse. A prefeita Eliane Nunes (PSD) de Itaituba, que recebeu os deputados, considerou histórica a presença do Poder Legislativo Estadual na cidade.”É um motivo de muita alegria para nossa cidade tantos deputados, Deputados inauguraram uma exposição em homenagem aos 180 anos da Cabanagem

Nas dependências do Sintepp, deputados debateram e votaram oito projetos de lei, na presença de deputados, autoridades locais e forte participação popular A comitiva concedeu coletiva à imprensa

cada um a sua maneira e com disposição para ajudar Itaituba e a região”, registrou. Ela destacou que também foram debatidos com os deputados assuntos como energia elétrica, saúde, segurança pública, o potencial de Itaituba como corredor nacional e internacional para o escoamento da produção de soja e grãos, entre outras demandas.

Escola do Legislativo integra Câmaras Municipais

A Escola do Legislativo, instituição de formação da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, em parceria com o Tribunal de Contas do Município (TCM), realizou durante a Itinerante o Curso de Processo Legislativo, que tem por objetivo qualificar, parlamentares, assessores e servidores para o processo legislativo. Ministrado pelo procurador da ALEPA, Augusto Gambôa, e com exposição de Sérgio Bacury, ex-secretário de Planejamento, Orçamento e Finanças, e da Secretaria Extraordinária de Articulação Municipal, que discorreu sobre questões relacionadas ao orçamento e finanças públicas, o curso contou com a presença de vereadores e de mais de 100 servidores das Câmaras Municipais e das Prefeituras de Itaituba, Trairão, Rurópolis, Aveiro e Jacareacanga.

Sessões itinerantes tem abrangência estadual 06

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Em 2013, a Assembleia Legislativa do

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INFORME PUBLICITÁRIO ALEPA

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, Márcio Miranda, conduziu as sessões da “Assembleia Itinerante” em Itaituba. A mesa dos trabalhos foi composta ainda pela prefeita do município, Eliene Nunes, presidente da Câmara Municipal de Itaituba, João Bastos, pelo presidente do TCM, o conselheiro Cezar Colares; do Juiz Cleytoney Passos da Comarca; do presidente do Consórcio Tapajós, o prefeito Raulien Queiróz, de Jacareacanga; do prefeito de Trairão, Danilo Miranda; e de Novo Progresso, Josian Almeida

Estado do Pará, visitou diversos municípios das regiões do Estado, contemplando Marabá, Santarém, Bragança, Breves/Soure, como sedes regionais, onde ocorreram sessões e foram visitados mais de 20 municípios. Nas cidades escolhidas para sessão, o Parlamento conta com a participação das sociedades política e civil. O debate é marcado pela livre manifestação popular e são votadas matérias legislativas de interesse do Estado e dos municípios e das regiões visitadas, além das reuniões das Comissões Permanentes e Provisórias da Alepa. Itaituba corresponde à retomada das atividades na edição 2015. O projeto “Assembleia Itinerante” tem concepção institucional e abrangência estadual. “Estamos pretendendo, desta vez, levar o Poder Legislativo a outras oito regiões administrativas do Estado, não contempladas na primeira versão do projeto”, explicou o presidente Márcio Miranda.

Itaituba, cidade em transformação

Itaituba foi escolhida para sediar a Assembleia Itinerante por ser o centro de uma região que atravessa um profundo processo de transformação. É a cidade base para a implantação do Complexo Hidrelétrico do Tapajós e de outros projetos previstos, como uma rede de terminais portuários para o escoamento da produção de grãos. O Complexo do Tapajós será composto por cinco usinas a serem construídas no Rio Tapajós, previsto para iniciar assim que as obras obtiverem licença ambiental. São as seguintes usinas: UHE São Luiz do Tapajós; UHE Jatobá, UHE Jamanxim, UHE Cachoeira do Caí, e UHE Cachoeira dos Patos. “Iremos discutir com estas cidades e sua população este processo de transformação, não podemos permitir que os grandes projetos se instalem sem as devidas compensações e contrapartidas”, alertou o presidente Márcio Miranda. “Queremos o desenvolvimento

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Audiência pública debate energia elétrica no Instituto Salomão Ribeiro, em Itaituba

com a inclusão destas populações e não, o inverso. Por isso queremos a garantia que as condicionantes sejam cumpridas, entre estas a construção das referidas eclusas, porque para os deputados, hidrelétrica sem eclusas é crime ambiental gravíssimo”.

Cabanagem - 180 anos

Uma exposição em homenagem aos ‘180 anos de Cabanagem’ foi inaugurada pelos deputados durante a estadia em Itaituba. A O deputado Márcio Miranda e a comitiva de deputados também visitaram as obras de construção do Hospital Regional de Itaituba que está com 30% de suas obras concluídas e previsão de conclusão para o final de 2016

exposição de imagens foi uma pesquisa da Comissão do Acervo Histórico da ALEPA e contém 12 painéis com texto, fotos raras e gravuras. A Cabanagem foi um movimento deflagrado em 1835 contra a regência monárquica que impunha sua vontade sobre os interesses das Províncias. Uniu índios, negros e pobres com a elite da época. Foi o único movimento insurgente no Brasil que assumiu o Poder Político. Os painéis foram doados a diretoria do SIntepp que vai expor nas escolas da rede de ensino do município.

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Parque hidrelétrico hidrocinético fluvial será instalado na Usina Hidrelétrica de Tucuruí Ele foi batizado de Tucunaré, e tem parceria entre a Universidade Federal do Pará, Universidade de Brasília e Eletronorte Fotos Eletronorte

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Unidades hidrogeradoras hidrocinéticas com potência estimada em 500 kW, que não necessitam do barramento dos rios, podendo inclusive operar flutuando

primeiro parque hidrelétrico hidrocinético fluvial do Brasil deve ser instalado na Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará. A Eletronorte e a Itaipu Binacional, por meio de um termo de cooperação técnica, serão responsáveis pelas obras do empreendimento e um mapeamento do potencial hidrocinético dos rios brasileiros. O parque hidrelétrico foi batizado de Tucunaré, é um projeto em parceria entre a Universidade Federal do Pará e a Universidade de Brasília com engenheiros da Eletronorte. O parque será instalado no canal de fuga de Tucuruí e será projetado para operar com um conjunto de unidades hidrogeradoras hidrocinéticas com potência estimada em 500 kW, que não necessitam do barramento dos rios, podendo inclusive operar flutuando. O desenvolvimento dos projetospiloto das turbinas será realizado no próprio Parque Tecnológico de Tucuruí (PA). A produção de energia hidrocinética, que consiste na velocidade das águas dos rios ou correntezas marítimas, acontecerá a partir do aproveitamento das águas já vertidas ou turbinadas pela hidrelétrica, com velocidades entre 1 e 2,5 metros por segundo, condição favorável para este tipo de geração. Num primeiro momento, serão posicionadas entre a margem direita do rio e uma pequena ilha no meio do rio. O parque hidrocinético é resultado do Linhas de corrente na entrada do escoamento na turbina

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A Usina Hidrelétrica Tucuruí vai abrigar o primeiro parque hidrelétrico hidrocinético fluvial do Brasil

Vista explodida do protótipo da turbina G3

projeto de P&D Tucunaré: Turbinas Hidráulicas Hidrocinéticas para o Aproveitamento do Potencial Remanescente em Usinas Hidrelétricas. A previsão é que o parque comece a operar no prazo de cinco anos. O diretor-presidente do Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás (CIBiogás-ER), Rodrigo Regis Galvão, comentou a participação do Centro no projeto. “A contribuição do CIBiogás-ER nesse projeto está basicamen-

te focado na orientação que entendemos sobre o papel das energias renováveis, principalmente no foco da energia descentralizada. A gente acredita que a hidrocinética é uma energia que pode atender regiões onde não há acesso de energia, comunidades isoladas. Em cima desta estratégia, nós estamos orientando o projeto, junto com a Eletronorte, onde nós estamos tratando as questões estruturantes, isto é, qual potencial de negócio, qual o modelo de negócio, onde nós podemos implantar este tipo de projeto com foco que atenda esta realidade”, disse. Rodrigo Regis Galvão, explica as principais vantagens do uso deste tipo de energia. “Primeiro, o impacto ambiental é muito me-

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nor porque você aproveita só o movimento das águas, sem a necessidade de ter uma represa. A segunda, que nós vemos como grande oportunidade: 12% das águas fluviais do planeta terra estão no Brasil, em cima deste grande potencial que existe no País, a hidrocinética emerge em uma situação onde nós estamos criando um novo mercado para o Brasil. E este novo mercado de geração de energia hidrocinética vai impulsionar o desenvolvimento de toda cadeia de produtos e serviços que serão oriundos do desenvolvimento desse projeto. Então, além do benefício da geração de energia, nós termos ainda o beneficio do desenvolvimento tecnológico, da inovação durante eu desenvolvimento desse processo” O superintendente de Geração Hidráulica, Antônio Augusto Bechara Pardauil, destacou as estruturas que compõem o Parque Tecnológico de Tucuruí, ressaltando a modernização do Centro Cultural e do Centro de Proteção Ambiental e ressaltando a importância do campus avançado da Universidade Federal do Pará, que hoje já conta com 1.500 estudantes. “Tucuruí e Itaipu são lugares onde as ideias podem trafegar com liberdade”, disse o assessor de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, Cícero Bley, ao apresentar o Parque Tecnológico de Itaipu e a aplicabilidade do biogás e biometano na região do

entorno daquela hidrelétrica, a partir do aproveitamento de dejetos de bovinos, suínos e aves. “O mérito das nossas empresas é a capacidade delas de olhar para fora e focar o desenvolvimento territorial sustentável”, afirmou Bley. “O Brasil possui 12% da água livre do mundo e nós precisamos aproveitar essa oportunidade. A energia hidrocinética é uma declaração de amor às águas e aos povos que ainda não foram aquinhoados pelo sistema Interligado Nacional. Por isso nossa iniciativa conjunta é um bem maior para os povos ribeirinhos e para todo o País”, finalizou Cícero Bley.

História

Há 40 anos, começava a ser construída a Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no leito do Rio Tocantins, no Sudeste do Pará. A obra é fruto do chamado “milagre brasileiro”, propagado pela Ditadura Militar nos anos 1970 e 1980. Desde então, o leito do Tocantins, abaixo do barramento, nunca mais foi o mesmo. O represamento da água para fazer movimentar as gigantescas turbinas mudou drasticamente o ambiente chamado de jusante – o trecho ao longo do rio, depois da barragem. Um dos impactos comprovados é a redução da quantidade de peixes. É inegável que, tanto do ponto de vista ecológico

como do socioeconômico, o Baixo Tocantins vem vivenciando, há décadas, uma profunda transformação. Os anos se passaram e as compensações pelo barramento de Tucuruí ainda fazem parte de discursos das comunidades que vivem no entorno da usina e de ambientalistas, que não se cansam de retratar as mazelas causadas pela megaconstrução. A pior crítica é o fato de muitas comunidades ribeirinhas ainda sofrerem com a falta de energia elétrica, apesar de conviverem com as linhas de transmissão, que carregam energia para abastecer outras regiões do país. O projeto poderia ser a solução para abastecer as comunidades ribeirinhas, que continuam isoladas, como mais uma forma de compensação. No entanto, a Eletronorte, empresa da holding Eletrobras, busca uma alternativa inédita no país: a instalação de um parque hidrelétrico hidrocinético fluvial, no turbilhão que resulta da passagem da água que move as turbinas da usina hidrelétrica de Tucuruí. “Enquanto uma usina eólica gera energia, em média, de 30% a 40% do tempo, as hidrocinéticas geram durante 70%, parando apenas quando há queda acentuada na velocidade do rio”, explica Carmo Gonçalves, gerente de projeto eletromecânico de hidrelétricas da Eletronorte.

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Fenômeno natural “El-Niño” aquece o clima em Belém

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Texto Naiana Gaby Ferraz Monteiro Santos* Fotos: Cristino Martins, Thiago Araújo/ Arquivo Ag. Pará

ados obtidos das estações climáticas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) comprovam o que os belenenses já sentiam na pele: a cidade está mesmo mais quente. Análises feitas pela Diretoria de Meteorologia e Hidrologia e pelo Núcleo de Monitoramento e Fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) apontam que, no pimeiro semestre, Belém apresentou elevação na média das temperaturas máximas e teve diminuição nos totais mensais de chuvas, em comparação ao mesmo período de 2014. No mês de fevereiro, por exemplo, a variação chegou a ser de até 1,3 grau Celsius (ºC). Naquele mês, a temperatura máxima registrou uma média de 32,3°C, enquanto que em fevereiro do ano passado foi de 31,0ºC. Nos sete meses – de janeiro a julho – a diferença entre as médias das temperaturas máximas foi de 0,7°C. Neste ano, a média ficou em 32,5°C, sendo que era de 31,8°C em 2014. Já na precipitação pluviométrica houve redução de 223,9 milímetros (mm), sendo registrado um total de 2.995,1mm, enquanto que em 2015 foi medido 2.771,2 mm, totalizando uma redução de 7,47% das chuvas. Cada milímetro representa um litro de água em cada metro quadrado da área atingida pela chuva. A partir dos resultados obtidos, o meteorologista Antonio Sousa, diretor de Meteorologia e Hidrologia Semas, avalia que as variações ocorridas nas chuvas e, principalmente, nas temperaturas em Belém são resultados do El-Niño (fenômeno natural que causa o aumento anormal das temperaturas superficiais das águas do oceano Pacífico). Sempre que El-Niño ocorre, a tendência é de Entre os meses de janeiro e julho, houve uma redução de 7,47% das chuvas em Belém Alta probabilidade de repetição do fenômeno meteorológico El Niño

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Efeitos do fenômeno El Niño deixaram a capital paraense mais quente no primeiro semestre de 2015

Alta probabilidade de repetição do fenômeno meteorológico El Niño

redução nos totais mensais de precipitação (chuva) e aumento das temperaturas em grande parte da região amazônica, em função de mudanças na circulação dos ventos em várias regiões do globo. “O aumento nas temperaturas superficiais do oceano Pacífico já vem ocorrendo desde meados do segundo semestre de 2014. Agora, já é possível perceber os efeitos dessas variações com mais nitidez”, avalia o diretor. Ilha de calor - No comparativo das temperaturas ocorridas entre janeiro e julho nos anos de 2014 e 2015, em relação à tabela padrão comparativa, de acordo com às normas climatológicas, que representa a média registrada na capital paraense entre os anos de 1961 e 1990, o mês com menor temperatura mínima média é julho, com 21,7°C. Já a máxima é comparad com os meses de junho e julho, ambos com 31,7°C. Em Belém, tanto no ano de 2015 como 2014, junho e

julho apresentaram temperaturas máximas médias oscilando entre 32,6ºC a 33,0ºC, ou seja, até 1,3ºC acima da média registrada entre 1961 a 1990. “Em relação às temperaturas, vale ressaltar que, além do estabelecimento do fenômeno climático El-Niño, não podemos descartar a influência da urbanização na Região Metropolitana de Belém, ocasionando o um efeito chamado “ilha de calor”, que contribui bastante para a elevação da temperatura nos centros urbanos. Isto porque o crescente aumento das edificações e a substituição da cobertura natural por concreto e asfalto provocam redução na evapotranspiração - eficiente no resfriamento da superfície -, sobrando mais calor para aquecer o ar e aumentando, assim, a temperatura próxima da superfície”, avalia o Antônio Sousa. (*) Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade

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VI Congresso e a Feira Internacional de Transportes da Amazônia e o II Seminário Internacional Brasil-Holanda Pará e Holanda debatem alternativas para o transporte hidroviário nacional

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Texto Diego Andrade* Fotos Sidney Oliveira / Ag. Pará

VI Congresso e a Feira Internacional de Transportes da Amazônia (TRANS 2015) e o II Seminário Internacional Brasil -Holanda, na Estação das Docas, em Belém, teve como objetivo avançar no intercâmbio com a Holanda, principalmente em relação às experiências e tecnologias no desenvolvimento do transporte de aquaviários e negócios. Na ocasião, o governador do Pará em exercício, Zequinha Marinho, e o secretário Estadual de Transportes (Setran), Kleber Menezes, participaram da abertura ao lado de representantes do governo federal, do governo holandês e empresários. Em meio ao debate de novas tecnologias e o desenvolvimento do transporte hidroviário no Brasil, a feira terá participação de 13 empresas holandesas, que podem colaborar com este avanço. “Os Países Baixos têm como principal meio de transporte a hidrovia. Nós aqui, mesmo com todo este potencial, nos esquecemos disso por algum tempo. Não há desenvolvimento que não se utilize uma logística de transporte barata. E o hidroviário é, sem dúvidas, o mais barato, principalmente para transportar cargas com pouco valor agregado e muito volume. A Holanda tem uma exO evento debateu o sistema de transporte hidroviário no Brasil, notadamente na Amazônia

Os eventos tiveram como objetivo debater as experiências e tecnologias no desenvolvimento do transporte de aquaviários e negócios

periência muito interessante, com grandes negócios pelo mundo e certamente uma feira como essa trará ao nosso empresário uma oportunidade de poder crescer com novas tecnologias e negócios no setor”, disse o governador em exercício, Zequinha Marinho. Dentre os temas discutidos durante a abertura do Seminário, representantes brasileiros e do governo holandês falaram sobre a importância da escoação da produção nacional pelo Norte, utilizando portos e hidrovias para exportação dos grandes mercados internacionais. “Apesar da crise econômica, acreditamos no futuro do Brasil e acreditamos no futuro do estado do Pará, porque o desenvolvimento da saída pelo Norte faz sentido e fica mais perto dos mercados na Europa, Estados Unidos e Ásia. É mais barato usar hidrovias do que usar rodovias, os custos ambientais são menores. Estamos aqui para trocar experiências, compartilhar conhecimento e para fortalecer parcerias com os nossos amigos

brasileiros”, disse o embaixador da Holanda no Brasil, Han Peters. Com a presença dos representantes federais pela área de transportes terrestres e aquaviários, o governador Zequinha Marinha, aproveitou para debater também a necessidade de planejamentos e investimentos na implantação de hidrovias e ferrovias no Pará, além da melhoria das rodovias federais no Estado. “A presença dos representantes do governo federal serve para que eles levem a mensagem da necessidade de se fazer um planejamento estratégico para construção de hidrovia e ferrovia no nosso Estado, pois só assim isso dará ao Pará e a região Norte a logística capaz de sustentar um desenvolvimento mais perene”, destaca Zequinha Marinho. A mesa principal contou com a presença de Marcelo Prado (diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres), Mário Povia (diretor geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Emair Bottega (diretor de planejamento do Ministério dos Transportes), Carvalho Neto (Capitão de Mar e Guerra da Marinha do Brasil), Raimundo Holanda (presidente da Federação de Empresas de Navegação Aquaviária), José Maria Mendonça (Vice Presidente da Fiepa), José Rebelo III (presidente do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial e Lacustre e das Agências de Navegação no Estado do Pará), além da secretária de assuntos marítimos de infraestrutura e meio ambiente da Holanda, Brigit Gijbers. (*) Secretaria de Estado de Comunicação

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Ao diminuir o tempo de viagem, a nova estrutura mudará a realidade dos moradores de todo Baixo Tocantins

Ponte Igarapé-Miri é entregue à população Fotos Antonio Silva / Ag. Pará

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ntregue à população pelo governador Simão Jatene, a ponte que leva o nome do ex-secretário Clóvis Almeida, é a primeira de grande porte da região do Baixo Tocantins. A expectativa é de que, ao diminuir o tempo de viagem, a nova estrutura mude, a partir de agora, a realidade dos moradores dos municípios da região, como Abaetetuba, Barcarena, Acará, Moju, Mocajuba, Cametá e Baião, além de Igarapé-Miri. Ao todo, são 560 metros de extensão e 200 metros de rampa. Além disso, a Ponte Igarapé-Miri traz tecnologia de iluminação solar e um sistema de proteção dos pilares para evitar possíveis impactos com embarcações. Com ela, o Governo do Estado já soma mais de 300 milhões investidos na implantação e recuperação das pontes de madeira e concreto em todo o Pará.

União

Durante a entrega, Simão Jatene destacou o sentido de união da nova ponte. “Acredito que obras como essa sempre têm um significado muito especial, ainda mais quando falamos em pontes, pois elas literalmente unem. Esse era um sonho antigo e, nesse momento do país, essa ponte também nos remete a todo esse simbolismo”, afirmou o governador. Simão Jatene também fez questão de fazer referência a todos os operários que participaram da obra, com a menção dos seus

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Ponte Igarapé-Miri é entregue à população.indd 13

gião. Clóvis Mácola também foi citado com carinho. “Foi um grande técnico e um homem de bem”, disse Simão Jatene.

Desenvolvimento

Durante a solenidade, Simão Jatene caminhou junto com as autoridades presentes pela extensão da ponte

Em meio a população, Simão Jatene e outras autoridades inauguram a primeira ponte de grande porte do Baixo Tocantins

O governador descerrou a placa da inauguração, junto com outras autoridades políticas

nomes na placa da inauguração. Ao todo, o trabalho mobilizou mais de 200 pessoas, das quais cerca de 90% moradores da re-

Além da geração de empregos, a ponte Igarapé-Miri deve proporcionar o desenvolvimento da Agricultura, do Comércio e do Turismo da região. O secretário Kleber Menezes, de Obras Públicas, destacou que a ponte é mais um passo importante na busca da integração regional do Pará. Ele destacou, que com a ponte, é possível encurtar em pelo menos 1h30 o tempo viagem de Belém até a margem esquerda do Rio Tocantins. O aposentado Benedito Trindade, que fez questão de acompanhar a entrega da obra, deu sua opinião sobre os benefícios. Para ele, a obra marcará um novo tempo, não só para a população da região, mas também para a economia paraense. “Aqui ainda temos dificuldade para escoar nossa matéria prima e essa ponte vai ajudar muito. Por isso, acredito que esse é um dia que a gente nunca vai conseguir esquecer”, declarou. Everaldo Correa, 30 anos, que trabalha com transporte alternativo há seis anos, olhava para a Ponte Igarapé-Miri, recém -inaugurada, com o encanto de quem vê um presente. “Essa ponte vai melhorar e muito a minha vida. Antes, eu levava quase duas horas para atravessar de balsa até aqui. Agora, não. Não vejo a hora de passar em cima dela para estrear”, contou o motorista. Pará+

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As minas continuam produzindo minérios mais rentáveis

Investidores animados com os resultados da Vale Empresa mineradora divulgou os números do 2º trimestre de 2015

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diretor-presidente da empresa Vale, Murilo Ferreira, afirmou que os investidores estão animados com o resultado obtido, tanto de geração de caixa, de Ebitda, redução de custos, SG&A bem mais baixo, pesquisa e desenvolvimento. “É o que nós podemos sintetizar dizendo que as mudanças são estruturais na empresa, tanto no que se refere a custo e a preço realizado, quanto à qualidade do minério de ferro que nós produzimos”, disse o diretor ao comentar os resultados da empresa no 2º trimestre de 2015. Murilo acredita que a Vale terá um segundo semestre “muito melhor”. “No carvão, as condições permanecem bem adversas com, historicamente, o preço batendo recorde de baixa, e o fertilizante nos animando muito para os próximos tempos, embora ainda não tenhamos colhido os frutos referentes à safra deste ano”, afirmou.

Debêntures 14

O diretor-presidente da Vale disse que Pará+

Investidores animados com os resultados da Vale.indd 14

a operação de captação de recursos via debêntures, não terá novidade. Existe um plano de recursos oriundos das vendas dos produtos e as captações vão ocorrer na medida da necessidade da empresa. Murilo revelou ainda que há interesse em desinvestir na participação na Mineração Rio do Norte (MRN), produtora de bauxita. “Nós examinamos a possibilidade de reduzir a nossa participação, mas não limitar, na MRS, a empresa de logística. E temos em mente desenvolver alternativas”, revelou. A partir do segundo semestre do ano que vem a Vale terá recursos oriundos das vendas do S11D, que é maior projeto realizado pela empresa. Ele vai interromper a saída de recursos e levar recursos novos.

Corte de custo

Quanto ao corte de custos adicionais, Murilo afirmou que a Vale está sempre focada na margem quando a margem é que remunera o capital empregado. “Então à medida que nós percebemos que o mercado trabalha em condições mais difíceis, nós temos

que fazer refinamentos adicionais, e isso tem sido feito com muita prudência, mas com muita determinação”, disse. O custo ficou em torno de US$ 39 colocado na China. Segundo ele, está dentro do range que a empresa tinha previsto de US$ 37 a US$ 41. “Mas eu lhe posso garantir que nós estamos trabalhando muito focados para reduzir esse range, pelo menos o piso dele sair de US$ 37 para um número menor. Essa é a nossa expectativa”, afirmou Murilo.

Momentos histórico

O diretor Executivo de Ferrosos, Peter Poppinga, afirma que a Vale viveu, no primeiro trimestre deste ano, um momento histórico. É a primeira vez depois de cerca de dez anos de queda de teor de ferro, por causa do fenômeno chamado depletion, que a empresa apresenta teores de ferro crescentes. Entre as causas estão: projetos novos de Itabiritos e pela maior participação de Carajás nos produtos vendidos. “Então, isso foi uma virada do jogo nesse trimestre que passou, 0,2%, e nós estamos estimando até para o www.paramais.com.br

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gundo o diretor-presidente, é focar em seus negócios principais – níquel, cobre e minério de ferro, fertilizantes e carvão, o que foi estabelecido desde 2011 e aprovado pelo Conselho de Administração.

Produção de minérios Murilo Ferreira, diretor-presidente da empresa Vale

final do ano mais uns 0,4%, 0,5%. E no ano que vem mais 0,5%”, disse Peter Poppinga. E um 0,5% de teor de ferro no ano inteiro, a preços atuais, representa aproximadamente US$ 200 milhões a mais.

Desinvestimentos

O diretor-presidente da empresa Vale, Murilo Ferreira, fez um balanço do programa de desinvestimento da empresa. “Fizemos projetos importantíssimos como foi o da VLI, que é um plano de negócios que está em implantação. Nós tivemos o exemplo lá de Moçambique também, que é uma operação de bastante valor para a empresa e para o país, uma operação também que, nesse caso, já é concluída. E temos operações outras como essa da MBR que foi anunciada e algumas outras que já foram feitas”, exemplificou Murilo. O objetivo da empresa, se-

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Investidores animados com os resultados da Vale.indd 15

A Vale informou que vai trabalhar com as minas rentáveis. Serão tantas quantas apresentarem margem positiva. Então, uma mina não carrega a outra. São analisadas a partir do preço que estiver vigente no mercado internacional e assim é tomada a decisão baseada exatamente na margem que cada uma estiver apresentando, segundo Murilo. O diretor Executivo de Ferrosos, Peter Poppinga, ressaltou que a empresa não está fechando minas. “Nós estamos otimizando fluxos de produção de algumas instalações de beneficiamento dentro da mina que produz um produto de mais pobre qualidade. As minas continuam, de uma forma diferente, produzindo minérios mais rentáveis e fizemos aí alguns ajustes, mas não temos fechamento de minas propriamente dito”, afirmou.

Balanço

A receita financeira da Vale teve um nú-

Peter Poppinga, diretor Executivo de Ferrosos

mero expressivo no trimestre, de quase R$ 4,5 bilhões e no semestre da ordem de R$ 11 bilhões. Segundo Murilo Ferreira, no primeiro trimestre houve uma variação negativa expressiva e no segundo trimestre uma variação positiva. “Foi exatamente uma variação cambial que foi observada nesse período. Onde houve uma volatilidade muito maior no segundo trimestre foi bastante moderada e já no sentido contrário”, explicou o diretor-presidente.

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Brasil, o campeão de raios! Entenda como e por que ocorre este fenômeno

O Brasil é campeão mundial na incidência de raios

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o dia a dia, os fenômenos meteorológicos influenciam diretamente na vida das pessoas e não apenas na saúde, bem-estar, no vestuário, economia ou no planejamento de atividades esportivas. Grandes desastres catastróficos e destrutivos, por exemplo, causam prejuízos econômicos e até a morte de animais e seres humanos. Dentre os fenômenos atmosféricos que podem causar sérios problemas, estão os raios que são descargas elétricas intensas que ocorrem a partir de nuvens carregadas, devido à eletrização que ocorre pelo atrito entre nuvens, entre o ar e as nuvens, e por colisões das partículas de gelos no interior das nuvens, formando o excesso de cargas elétricas. Segundo Nilton Oliveira Moraes, meteorologista da Squitter Soluções em Monitora-

mento Ambiental, para a ocorrência de raios é necessária a existência de cargas com sinais opostos (negativos e positivos) entre as nuvens ou entre o solo e a nuvem. “Quando essa condição existir, a atração entre as cargas fica tão grande que provoca a descarga elétrica”, explica Nilton. Um levantamento do Grupo de Eletricidade Atmosférica do INPE mostra que das 1.600 pessoas que morreram em consequência de raios nos últimos 12 anos, 320 eram crianças. “O primeiro dado que surpreende é que 35% dessas crianças morreram dentro de casa. Em geral, em contato com objetos ligados à rede elétrica. Já as crianças, quando estão ao ar livre, a situação que mais mata é jogando futebol, um hábito brasileiro”, diz Osmar P. Júnior, cientista-INPE.

Alguns fatores influenciam na formação dos raios, como o relevo que forçam as massas de ar úmido a subirem, formando nuvens de grande desenvolvimento vertical e sistemas meteorológicos como frentes frias, ciclones extratropicais e complexos convectivos. O Brasil é o campeão mundial de incidência de raios, com mais de 50 milhões caindo todos os anos. “E infelizmente, a cada 50 mortes por raios no mundo, um ocorre no nosso país. Do ano de 2000 a 2014 foram totalizadas 1.972 mortes, sendo o Estado de São Paulo com mais registros fatais, seguido de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Pará”, conta o meteorologista. Diante disso, as pessoas, ao ouvirem um barulho característico de queda de raio, o trovão, devem se proteger tomando algumas medidas simples, como: - Evitar ficar em campo aberto, como praias e campos de futebol; - Não ficar perto de objetos que conduzem eletricidade, como telefone com fio ou celular conectado ao carregador; - Não ficar embaixo de árvores e perto de cercas; - Ficar em abrigo fechado e não em abrigos abertos como sacadas e varandas. Além das perdas humanas, o fenômeno causa prejuízos gigantescos tanto para a natureza quanto na economia. Na natureza, os raios podem ser responsáveis por incêndios florestais e morte de animais, principalmente quando estes estão próximos a cerca de arame e embaixo de árvores. Na economia, as descargas atmosféricas são responsáveis por um grande número de desligamentos das linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica. As navegações marítimas e aéreas também acumulam prejuízos com a atuação do fenômeno de descargas elétricas.

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INPE lança serviço inédito no Brasil capaz de prever raios com 24 horas de antecedência

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Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), lançou recentemente um serviço inédito de previsão de raios para o país. Com ele, será possível prever a incidência de raios com antecedência de 24 horas. O sistema foi desenvolvido pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do INPE. As pesquisas científicas realizadas para criar o sistema tiveram início há 5 anos e utilizaram como base o modelo meteorológico “Weather Research and Forecasting - WRF” rodado em alta resolução, ferramentas estatísticas e dados de descargas atmosféricas dentro das nuvens e para o solo registrados pela Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas (BrasilDAT). Foram comparadas informações obtidas pelo modelo meteorológico WRF de vento, temperatura, umidade e concentração de gelo, em diferentes alturas na atmosfera, com dados da BrasilDAT, que é a terceira maior rede de detecção de raios do mundo e é operada pelo ELAT. O Brasil é o país com maior incidência de raios no mundo, com 50 milhões de descargas atmosféricas por ano. O verão é a estação do ano que registra o maior número de raios. “A região tropical é a mais quente do planeta e favorece a formação de tempestades e raios. O Brasil, por ser o maior país tropical do mundo, lidera o ranking”, explicou o coordenador do ELAT, Osmar Pinto Júnior.

Primeira evidencia do aumento da incidência de raios em grandes centros urbanos

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, e o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Leonel Perondi, na solenidade de aniversário dos 54º do INPE

Ministro participa do lançamento de serviço de previsão de raios, executado pelo INPE

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, e o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Leonel Perondi, lançaram, em São José dos Campos, durante solenidade de comemoração do 54º aniversário do INPE, um serviço inédito de previsão de raios para o país. Com este serviço, será possível prever a incidência de raios com antecedência de 24h. O sistema foi desenvolvido pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT), do INPE, vinculado ao MCTI, e estará disponível no próximo verão para uso dos veículos de comunicação de todo o país, a exemplo do que já ocorre com a previsão do tempo.

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INPE lança serviço inédito de previsão de raios

to Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/ MCTI), Osmar Pinto Júnior. “A expectativa é baixar o número anual de mortes para 20 ou 30, dentro de cinco ou dez anos”, explicou o pesquisador em entrevista, acrescentando que a maioria das fatalidades é evitável. “Com as nossas ações, a média já vem caindo. Era de 130 na década passada, hoje é de 110.” Desenvolvido pelo Elat, o novo recurso possibilita prever a ocorrência e a localização do fenômeno com 24 horas de antecedência. As previsões serão divulgadas por meio dos veículos de comunicação. “A ideia é permitir que as pessoas se programem [e deixem de se expor ao risco de acidentes]. Tanto aquelas que trabalham no campo, na zona rural, como as que vivem nas cidades”, conta Pinto Júnior. Segundo o coordenador, o sistema foi operado pelo Inpe no último verão, em caráter de teste, e o nível de acerto foi de 85%. Osmar Pinto Júnior coordenador do ELAT/INPE

Previsão da incidência de raios deve evitar muitas mortes O sistema de previsão da incidência de raios deve diminuir muito o número de mortes causadas por essas descargas elétricas, avalia o coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Institu-

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Pará é celeiro de

agronegócios Feiras agropecuárias são realizadas durante todo ano no Pará Fotos Ascom Emater, Divulgação, Rodolfo Oliveira/Ag.Pará, Sindicato Rural

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ste ano de 2015 está sendo desafiador para o agronegócio no Brasil e no mundo. Com base nesta perspectiva, a viabilidade econômica, social e ambiental e o agro como solução para o desenvolvimento, o país deve ganhar ainda mais evidência nos próximos anos. A Federação da Agricultura do Pará, Faepa, ressalta que a produtividade média da economia brasileira cresceu 1% ao ano na década passada. Já na agropecuária, avançou quase 4%. “Bem mais do que nos serviços e na indústria. E isso começa nos laboratórios”, diz Carlos Xavier,

presidente da entidade. E mais um dado para mostrar como a produtividade da agropecuária brasileira é alta: de acordo com o Ministério da Agricultura americano, o crescimento do setor no Brasil foi, em média, superior a 4% ao ano, entre 2006 a 2010. Nos Estados Unidos, foi menos de 2% no mesmo período. “A produtividade é como uma escada sem fim. Não tem limite, sempre dá para subir mais. O que a história mostra é que, quando uma nova tecnologia surge, a produtividade sobe mais rápido. Só assim um país consegue crescer por muito tempo seguido. E isso faz toda a diferença

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para a renda e para o padrão de vida dos cidadãos. Se a nossa escada ainda nos deixa muito embaixo, falta encontrar os degraus da produtividade que nos levem para cima”, resume o presidente da Faepa. O agronegócio no Pará é destaque no cenário da agropecuária brasileira. Além de ser o segundo maior PIB, perdendo apenas para extração de minérios, apresenta perspectivas de aumento de produtividade. Entretanto, em relação à geração de empregos diretos e indiretos, a agropecuária tem uma maior importância social para o Estado do Pará. Segundo dados do Sebrae no Pará, o agronegócio paraense tem participação superior a 30% no PIB estadual e o setor agropecuário contribui em média com cerca de 20% para a composição do PIB dos municípios. O desafio é a evolução do setor, propiciando um alimento seguro e saudável para os consumidores, assegurando uma pecuária saudável, bem como, a qualidade e a inocuidade dos alimentos produzidos. O Sebrae no Pará afirma que apoia os produtores rurais em todas as regiões do estado, em especial dos setores de Agroecologia, Fruticultura, Leite e derivados, Mandiocultura, Aquicultura e Pesca.

Feiras que são destaques

A exposição agropecuária é um evento do agronegócio, em que o tema principal é a exposição de animais e produtos agrícolas, geralmente em estandes ou galpões preparados para este fim. Geralmente estas exposições acontecem uma vez por ano, e tem duração de 3 a 10 dias, contando com participação de grandes públicos, especialmente nos shows, que acontecem nas tarde/noites. Um ponto que merece também ser lembrado é presença de companhia de rodeios, com estrutura completa, com destaques aos peões de montaria em touro e cavalo. Cinco feiras agropecuárias chamam a atenção no estado nos municípios de Dom Elizeu, Conceição do Araguaia, Marabá, Paragominas e Castanhal.

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nçoe que as de aré

Agropec em Paragominas

A Agropec - Feira Agropecuária do município de Paragominas apresenta sempre inovações do mercado agropecuário com exposições, estandes de empresas, leilões de animais e participação efetiva do Gover-

A Exposição acontece no Parque de Exposições de Marabá e tem início sempre na primeira semana de julho. O atual Parque de Exposições Agropecuárias de Marabá fica no Km 10 da Rodovia BR-155. A Expoama já ganhou notoriedade em todo o Brasil ao mostrar as excepcionais condições que a maior cidade do sul e sudeste do Pará oferece para implantação de novos negócios. Assim como a possibilidade de investimentos no agronegócio, o foco principal.

Expofac em Castanhal

no do Estado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agricultura e Pesca (Sedap), Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) e Adepará (Agência de Defesa Agropecuária do Pará). O presidente do Sindicato Rural de Paragominas, Murilo Zacaner, ressaltou que a Agropec deve movimentar cerca de R$ 40 milhões em negócios. “Cerca de 200 mil pessoas trabalham e visitam a feira”, disse o presidente que lamentou a crise que vive o país. “Apesar da crise econômica que o país enfrenta, a expectativa dos expositores é grande. O trabalho que a gente fez aqui e grande e a expectativa é de dar uma injetada no município. Essa feira é um segundo natal para Paragominas”, finaliza.

Expoama em Marabá

A Exposição Agropecuária de Marabá ou Expoama é uma feira de exposições realizada anualmente nos meses de junho e julho, na cidade de Marabá. A Feira tem contornos e plataformas diversas, entre elas as de evento e exposição de negócios, festival de música e entretenimento, e a tradicional Festa do Peão de Boiadeiro. O evento é promovido pelo Sindicato dos Produtores Rurais e pelo Sindicato da Indústria, Comércio e Turismo e tem o objetivo de alavancar o setor produtivo regional.

Feira Agropecuária de Castanhal

xicos, manejo de pastagem e de GPS e operador de motosserra estiveram presentes na programação. A Expo Conceição do Araguaia tem entre os objetivos expor e comercializar animais bovinos geneticamente melhorados e demonstrar a produção agrícola familiar do município. Os visitantes da feira também têm a oportunidade de conhecer máquinas e implementos agrícolas e participar de leilões de corte e de elite, que apresentaram animais de R$ 5 mil a R$ 50 mil. Durante a noite, houve rodeios e shows artísticos com cantores nacionais e gospel. Segundo o vice-presidente do sindicato dos produtores, Luiz Carlos Vieira, a cada ano o volume de negócios aumenta. “Só com o Banco da Amazônia, no ano passado, o volume de negócios ultrapassou os R$ 8 milhões. Este ano esperamos que a movimentação financeira ultrapasse os R$ 15 milhões”, disse. O balanço final da feira ainda não foi divulgado.

A Feira Agropecuária de Castanhal está em sua 47ª edição. O evento acontece em setembro, e é organizado pelo Sindicato Rural de Castanhal. Durante a feira são realizados vários eventos e seminários além é claro de um espaço reservado a shows locais e nacionais. Da programação fazem parte, ainda, leilões, cursos, seminários, premiação dos melhores empresários do agronegócio, julgamento de grandes animais, além da comercialização de máquinas, equipamentos e veículos. A Expofac funciona em um espaço de 120 mil metros quadrados, circulando em torno de 200 mil visitantes, com expectativa de faturamento de R$ 10 milhões em negócios, com venda de gado de todas as raças, máquinas, equipamentos agrícolas, caminhões, utilitários e veículos de passeio, informa o presidente do Sindicato Rural de Castanhal, Manoel Gomes. O Sebrae também participa direcionando especificamente suas ações para o setor de negócios.

Exposição de Dom Eliseu

A 18ª Exposição Agropecuária de Conceição do Araguaia, no sul do Pará, é realizada sempre no mês de junho. Mais de 80 mil pessoas passam pela feira. O evento é promovido pelo Sindicato dos Produtores Rurais do município e pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater). Exposição, comercialização e palestras técnicas sobre manuseio de agrotó-

A Grande Exposição de Dom Eliseu, no parque de exposições Pedro Mendes de Oliveira, acontece em setembro e conta com shows e rodeios todas as noites. Apicultura, criação de pequenos animais, pecuária de corte, plantio das culturas de subsistência e beneficiamento de produtos agrícolas, como os licores, os molhos de pimenta e o mel, são atividades levadas para o conhecimento do público.

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Sementes de murumuru

Manteiga de Murumuru pode ganhar uso medicinal A palmeira murumuru (Astrocaryum murumuru) é abundante na região amazônica brasileira

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Atualmente o produto é utilizado pela indústria de cosméticos

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tualmente, a Manteiga de Murumuru (Astrocaryum murumuru) é utilizada pela indústria de cosméticos para ajudar no equilíbrio hídrico e a atividade dos lipídeos da camada superficial da pele, ou seja, pode deixá-la macia e com suavidade. Mas agora, essa manteiga poderá ser aproveitada pela indústria farmacêutica. Ainda não havia nenhum estudo voltado para a produção de medicamentos. Então, a professora Kariane Nunes, do Instituto de Saúde Coletiva (Isco) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), resolveu desenvolver um gel voltado para medicamentos mais eficaz no tratamento de vaginites e vaginoses, utilizando um sistema de liberação controlada feito com a cera do murumuru, que permanece mais tempo no organismo. É comum entre as mulheres em idade reprodutiva a alta incidência de inflamações e infecções de cunho ginecológico. Na região Amazônica, esse índice é ainda maior por causa do clima quente e úmido, que favorece a proliferação de doenças. “A tecnologia farmacêutica aliada à pesquisa pode corroborar com o desenvolvimento de um sistema de liberação novo, mais arrojado, que consiga permanecer no local de ação por mais tempo, diminuindo a frequência de utilização de cremes”, explica a professora. Os cremes tradicionais vendidos atualmente são rapidamente degradados pelo fluxo vaginal, que é bastante intenso. Por isso, a mulher precisa aplicá-los todos os dias, o que é incômodo e faz com que muitas desistam no meio do tratamento. Segundo Kariane, os fármacos nunca são consumidos em sua forma original porque são muito potentes e podem aumentar o risco de reações adversas. Por isso, é necessário desenvolver formas farmacêuticas que não sejam tão agressivas ao corpo. www.paramais.com.br

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Constituintes

O projeto da Manteiga do Murumuru foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto (USP Ribeirão Preto). O objetivo é desenvolver géis líquidos cristalinos que consigam acomodar o fármaco e liberá-lo gradativamente no organismo. A professora Kariane explica que no mercado, existem lipídeos autoemulsionantes que, na presença de água, se transformam em cristais líquidos. É possível adquirir essas gorduras por um preço um pouco alto. “Durante as pesquisas que fiz no pós-doutoramento, descobri que temos uma matéria-prima na Amazônia, especificamente no Pará, que tem propriedades idênticas a esses lipídios”, explica Kariane.

Estudos do murumuru

Propriedades

A Manteiga do Murumuru é uma matéria-prima barata, feita a partir do caroço da fruta, e atóxica, que não causa nenhum tipo de irritação nas mucosas. No momento, o sistema de liberação controlada feito com o murumuru está sendo submetido a análises físico-químicas. Se for bem-sucedido, passará por outras avaliações para ser produzido comercialmente. Após essa fase, a ideia é estabelecer parcerias com as comunidades locais para a criação de uma cadeia produtiva que siga da planta aos

O Murumuru apresenta-se como uma palmeira espinhosa reconhecível à distância com suas grandes folhas pinadas, esbranquiçadas na face interior, de até 10m de altura. Tronco com espinhos negros, largos, dispostos em anéis. Folhas com bainha vigorosa e abundantes espinhos; inflorescência de racemos largos. Fruto drupa, globosa ou elipsoide, verde, amarelado ou avermelhado quando maduro e recoberto de finos acúleos. Polpa amarela, azeda, até 8 mm de espessura.

Detalhe da fruta/ semente de murumuru

medicamentos na região. “Não só a instituição será beneficiada, mas também aquela comunidade que está plantando a matéria-prima”, disse a professora. “Isso nos torna, de fato, um país que um dia pode pensar em desenvolvimento tecnológico, que saia daquela escala de produtor de commodities. Vamos produzir a matéria-prima e também o produto acabado”, concluiu Kariane.

A Manteiga de Murumuru é rica em ácidos láuricos, mirístico e oleico, que contribuem para regular o equilíbrio hídrico e a atividade dos lipídeos da camada superficial da pele.

Ecologia

A palmeira murumuru (Astrocaryum murumuru) é abundante na região amazônica brasileira estendendo-se até a fronteira com a Bolívia e Peru. Ela cresce de preferência em áreas periodicamente alagadas, especialmente nas ilhas e terrenos baixos a beira dos rios, em todo o estuário do Rio Amazonas e seus afluentes, em formações florestais densas ou semi-abertas. É também encontrado com freqüência nas terras de várzea da Ilha de Marajó. O tronco, as folhas e o cacho de frutas são recobertos de espinhos de cor preta, são duros, resistentes e no tronco podem alcançar mais de 20 cm de comprimento, o que torna penosa a colheita deste fruto. Quando o fruto está maduro, o cacho cai inteiro ao chão. O fruto é coberto por uma polpa amarela, que é bastante apreciada como alimento pelos animais roedores, que deixa o caroço limpo. O caroço contém uma casca lenhosa e somente em estado seco é possível de separar a casca da amêndoa.

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Pará ganha Associação Amazônica de Falcoaria Gaviões ajudam a evitar desastres aéreos causados por outras aves

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Fotos Divulgação, César Favacho

Pará ganhou recentemente a Associação Amazônica de Falcoaria e Conservação de Aves de Rapina. A assembleia de fundação da Harpia aconteceu em agosto deste ano e reuniu pesquisadores, biólogos e médicos veterinários interessados na falcoaria, na reabilitação de aves, na educação ambiental e conservação de aves de rapina. O grupo, que tem como presidente o biólogo Felipe Furtado, também elabora projetos com aves de Rapina no Norte do País, região esta que é conhecida pela Floresta Amazônica, área de endemismo de diversas espécies de animais, inclusive as rapinas. Os principais objetivos da Associação é atuar diretamente junto a órgãos ambientais públicos e privados para a divulgação da prática de Falcoaria de forma responsável; capacitar e orientar profissionais para o manejo de rapinantes em toda a região Norte do Brasil, incluindo resgate e destinação das aves; auxiliar na reabilitação e possível reintrodução à natureza de aves de rapina em instituições de acolhimento de fauna; realizar projetos de educação ambiental para conscientização; e executar, produzir e auxiliar projetos de pesquisa, dentro dos princípios éticos, relacionados à rapinantes. O Grupo Harpia já atua de forma voluntária no Zoológico de Belém e no Hospital veterinário de Castanhal-PA, sendo possível a reabilitação e reintrodução de 18 espécies de rapinas em 2014, dentre elas o Gavião -pernilongo, Coruja-orelhuda, Mocho-diabo e Falcão-Cauré, além de cursos de introdução a manejo de rapinas e falcoaria para universidades e órgãos ambientais. “No Brasil possuímos hoje duas associações e seis clubes de falcoaria e o site falcoaria online, todos lutam no sentido da normatização da falcoaria no país e uma melhor visão do governo sobre nossa pratica, bem como projetos de conservação de aves de rapina”, ressaltou Felipe Furtado. “Falcoeiros são recomendados sempre

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Falcão-de-coleira (Falco femoralis)

para desenvolver bons relacionamentos com outras pessoas interessadas na conservação da vida selvagem, especialmente nos órgãos governamentais com responsabilidade, que tem como pretensão uma reabilitação responsável e de qualidade, ninguém melhor que um falcoeiro para reabilitar uma ave de rapina”, disse o biólogo.

A Falcoaria também é utilizada próximo ao aeroporto internacional de Belém, para prevenir possíveis acidentes com as aeronaves. Os gaviões, que podem chegar a voar a 300km/h, são treinados para afugentar aves como urubus, pombos, graças, que frequentemente são tragados pelas turbinas de aviões. www.paramais.com.br

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Gavião-asa-de-telha (Parabuteo unicinctus), de 4 anos, em treinamento com seu dono Felipe Furtado

Gavião-asa-de-telha (Parabuteo unicinctus)

Em cada gavião existe um pequeno dispositivo em suas garras para que não fira os outros animais. A ave capturada é levada para o Ibama. Felipe explica que os animais são treinados por meio de recompensas. “Eles recebem alimentos, que são o estímulo para realizar esses voos”, revelou o biólogo.

Exposição

A Falcoaria, arte milenar de adestrar aves de rapina para a captura de presas selvagens, foi tema de uma exposição fotográfica no mês de agosto, na Estação das Docas, em Belém. “A ideia é que as aves e seus falcoeiros sejam fotografados em pontos turísticos Felipe Furtado ensina sobre a arte da Falcoaria e educação ambiental

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da cidade e através da exposição de fotos, aumentar a afinidade e instigar a população a vir conhecer e praticar, sendo esta uma ferramenta de divulgação e popularização da arte”, afirma Felipe Furtado, que trabalha com aves de rapina há 22 anos e com a falcoaria há 8 anos. O fundador do Grupo Harpia disse que a exposição pretendeu mostrar para a população a importância da falcoaria para reabilitação, controle de fauna invasora, educação ambiental e principalmente, para conservação das aves de rapina da capital paraense. Segundo Furtado, no Brasil, a pratica da falcoaria é recente, e ainda pouco divulgada. “A falcoaria moderna se adaptou as neces-

Durante a Assembleia de Fundação da Associação Amazônica de Falcoaria e Conservação de Aves de Rapina

sidades de grandes zoológicos funcionando como uma metodologia fundamental de conservação de aves de rapinas, como corujas, gaviões, falcões e águias”, diz.

Benefícios da falcoaria

Falcoaria tem alto potencial para beneficiar aves de rapina, através de conhecimentos em biologia e gestão rapinantes, através da educação e conservação pelo uso sustentável. O treinamento de aves de rapina requer o desenvolvimento da compreensão de seu comportamento, o que leva muitos falcoeiros a se tornarem biólogos e veterinários. Os principais esquemas de reintrodução e reprodução utilizados para recuperar as populações de peregrinos, falcões e condores da Califórnia são geridos por falcoeiros: Profs. Tom Cade e Christian Saar, Drs. Carl Jones e Mike Wallace. Entre os métodos para reduzir o risco de colisões de pássaros em aeroportos, falcoeiros fornecem a dedicação e experiência consistente para dissuadir as espécies mais problemáticas. Quando aves de rapina raras incapacitaPará+

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das necessitam de reabilitação, as técnicas foram desenvolvidas principalmente por veterinários falcoeiros. Como um grupo, falcoeiros mostram a responsabilidade ambiental acima da média, e sua rica cultura também os torna valiosos guias de turismo histórico e de base ecológica. Por estas razões, a falcoaria é um recurso humano valioso para a conservação em qualquer Estado moderno. Falcoaria tem relativamente baixo impacto sobre a presa, porque a captura seleciona indivíduos fracos e doentes e é ineficiente em comparação com a caça com armas de fogo. Falcoeiros, portanto, requerem habitats ricos em presa, o que motiva conservação que beneficia também aves de rapina selvagens e da biodiversidade em geral.

Status legal

Em reconhecimento destes benefícios e do seu patrimônio cultural, a Falcoaria é legalmente reconhecida em muitas partes do mundo. Ela é praticada em muitos países africanos, prospera na Ásia, é legal em grande parte das Américas e é acomodado a Convenção de Berna e na Directiva Aves Selvagens da União Europeia. Nações da Eu-

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1º Mini curso Manejo de aves de rapina e introdução à Falcoaria, realizado no Batalhão Ambiental de Belém-PA.

ropa têm seus regulamentos separados. No Brasil não há legislação que proíba a Falcoaria diretamente, mas legislações adjacentes restringem a caça, sendo essa permitida através de obtenção de licenças especificas a cada espécie, trabalho ou controle e manejo de fauna. Falcoaria, no livro de Frederick II (1240), Na Biblioteca do Vaticano, Roma

Outros problemas A perda ocasional de aves não pertencentes a fauna local cria risco de introdução de populações de espécies não-nativa, de aves não treinadas em Falcoaria. As aves de rapina treinadas em falcoaria e com a utilização de telemetria são, portanto, excluídas das restrições e resoluções que surgem a partir da Convenção sobre Biodiversidade (CBD), para evitar introduções de especiais não pertencentes a fauna local. Uma pesquisa recente realizada pela IAF mostra que híbridos e espécies não-nativas são usados menos em países com acesso liberal a aves de rapina selvagens. Na França e em países fora da Europa, falcoeiros ajudam a monitorizar as populações selvagens a partir da obtenção na natureza de aves sob licença de captura. Na Europa, o número de aves licenciadas capturadas em seu meio natural devem ser relatados a cada dois anos ao secretariado da Convenção de Berna. IAF é representada na Convenção de Berna e pode fornecer conselhos sobre o monitoramento por meio do uso sustentável.

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Montagem da ópera “Os Pescadores de Pérolas”, de Georges Bizet, teve ainda mais três apresentações no Theatro da Paz.

“Os Pescadores de Pérolas” em noite grandiosa

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Texto Noely Lima Fotos Anderson Silva / Ag. Pará

ma apresentação emocionante e digna dos grandes espetáculos operísticos mundiais. Foi assim a estreia da ópera “Os Pescadores de Pérola”, de Georges Bizet, com direção cênica do cineasta paulista Fernando Meirelles, no palco do Theatro da Paz, em Belém. O público que foi conferir a estreia de “Os Pescadores de Pérola” acompanhou de perto a história de amor e amizade entre os amigos Zurga, interpretado pelo barítono

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Leonardo Neiva, e Nadir, interpretado pelo tenor Fernando Portari, que disputam o amor da mesma mulher, a bela sacerdotisa Leila, é interpretada pela soprano Camila Titinger. Completa o grupo de solistas da ópera o baixo barítono paraense, Andrey Mira. A montagem marcou a estreia de Meirelles no cenário operístico e atraiu um grande público ao teatro, que ficou completamente lotado. “Tenho certeza que será um grande espetáculo, pois Fernando Meirelles é sinô-

nimo de sucesso”, comentou a administradora Dolores Sarmento, de 60 anos, enquanto aguardava o início do espetáculo. A beleza do cenário e a atuação do elenco superaram a expectativa do público. “Estou encantada com tudo o que presenciei aqui. Esperava um bom espetáculo, mas foi bem mais do que isso. Excelentes cantores, um coro e uma orquestra afinadíssimos. Estão todos de parabéns”, declarou a atendente Vilma Evangelista. O espetáculo foi elogiado até mesmo por quem não costuma prestigiar óperas, como o administrador Walmir Santos. “Não simpatizava com esse tipo de montagem, mas confesso que gostei muito do que vi. Acho que essa junção da ópera com o cinema deu um resultado muito positivo. Em alguns momentos, me senti em uma sala de cinema por conta das imagens projetadas no telão”, disse o administrador. Presença constante no Festival, a aposentada Maria Rosa Santos de Jesus, de 65 anos, resumiu o espetáculo em uma única palavra. “Lindo. Não existe outra coisa a se falar sobre essa apresentação. Que história maravilhosa”, disse a aposentada, que se deslocou do município de Ananindeua até Belém, somente para assistir a estreia da Pará+

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ópera, assim como fez no Concerto de Abertura do festival, no início de agosto.

Emoção

Quem estava muito emocionado com o espetáculo foi o governador do Estado Simão Jatene. Acompanhado da esposa, Ana Jatene, e do secretário de cultura Paulo Chaves, ele dispensou a sala vip onde receberia os artistas, e os cumprimentou no palco do Theatro da Paz. O governador cumprimentou um a um e teceu elogios a todos. Ao falar com Fernando Meirelles, o diretor agradeceu a oportunidade de estrear na direção de uma ópera em Belém. “Quero agradecer pelo convite e por terem confiado em mim. Estar aqui em Belém significa muito. Só tenho a agradeSolistas, coro, orquestra e público em mútuo agradecimento. A estreia surpreendeu a todos os presentes pela magnitude do espetáculo

O governador do Estado, Simão Jatene; secretário de cultura Paulo Chaves, diretor Gilberto Chaves e o elenco principal da ópera

cer”, disse Fernando. Simão Jatene respondeu dizendo: “nós que é agradecemos por tanta beleza que vimos.”, falou. Para o governador, a montagem fugiu do óbvio. “Fazer o óbvio é fácil. Mas o que vimos aqui fugiu por completo da obviedade. Tivemos a audácia de ousar. E foi uma ousadia plena de beleza e significados. Estou encantado e posso dizer que foi tudo fantás-

tico. Só tenho a agradecer e elogiar a todos”, ressalto Simão Jatene. Quem também estava encantada era Ciça Meirelles, esposa do diretor Fernando Meirelles, que acompanhou a apresentação. “Estou absolutamente maravilhada com esse Coro. Que talentos! Que presença cênica! Estão todos de parabéns. Esse grupo é encantador”, avaliou Ciça, que é atriz e bailarina e faz

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participação especial num dos vídeos projetados durante a encenação da ópera.

DVD

Antes da estreia do espetáculo, a coordenação do Festival fez o lançamento do DVD da ópera “Salomé”, de Richard Strauss, com direção artística de Gilberto Chaves e Mauro Wrona, encenada em 2012, no XI Festival de Ópera do Theatro da Paz. A direção e edição do DVD têm assinatura do videomaker paulista Neivas Ortega. O DVD está sendo vendi-

A soprano Camila Titinger, interpretou a bela sacerdotisa Leila

do no hall de entrada do teatro ao preço de 25 reais e pode ser adquirido nas próximas récitas que serão apresentadas. As próximas récitas de “Os Pescadores de Pérolas”, foram nos dias 11, 13 e 15 de setembro, sempre às 20 horas, no Theatro da Paz. Os ingressos já estavam esgotados, com muita antecipação. No dia 15, a TV Cultura do Pará transmitiu a ópera, ao vivo, para Belém e o interior do Estado.

O cineasta paulista Fernando Meirelles, foi ovacionado no final

A montagem da Ópera teve grandes efeitos cênicos com a direção do cineasta Fernando Meirelles

O tenor Fernando Portari, interpretou o amigo Nadir

A beleza do cenário e a atuação do elenco superaram a expectativa do público

A apresentação do dia 15 de setembro foi transmitida pela TV Cultura do Pará, canal 2, para Belém e todos os municípios do interior

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Imagens de Nossa Senhora de Nazaré que irão peregrinar pelos lares, empresas, repartições e comunidades que fazem parte das 82 paróquias da Arquidiocese de Belém

Missa do Mandato envia peregrinos para a evangelização A celebração inicia a programação do Círio de Nossa Senhora de Nazaré

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Fotos Wanessa Viana

entenas de fiéis de Nossa Senhora de Nazaré lotaram a Basílica Santuário de Nazaré, em Belém, durante a realização da Missa do Mandato e a Cerimônia do Envio, na segunda-feira, 24 de agosto. A celebração inicia a programação para o 223º Círio de Nazaré, que ocorre no domingo, 11 de outubro. A missa foi presidida pelo padre Francisco Assis, reitor da Basílica Santuário e presidente da Diretoria da Festa. Ele também abençoou as imagens de Este é também o tempo de viver intensamente a preparação para o Círio de Nazaré

Nossa Senhora de Nazaré que peregrinam pelos lares, empresas, repartições e comunidades que fazem parte das 82 paróquias da Arquidiocese de Belém. Este é um dos grandes momentos do Círio e segundo a Diretoria da Festa, a celebração também chamada de Missa do Envio, pois é nesta ocasião que os dirigentes de peregrinação são enviados para realizar os encontros que antecedem a festividade. O padre Francisco Assis lembrou que esse é o momento de evangelizar. “É também o tempo de viver intensamente a preparação para o Círio de Nazaré”, disse. “Cristo nos

ensina isso. Todo aquele que vier até ele não será desprezado”, concluiu. Durante a cerimônia religiosa, padre Assis ressaltou que a “Eucaristia é ação de graças: não só renovamos o sacrifício de Cristo, mas agradecemos a Deus pelo o que recebemos”, pregou. Ainda segundo o religioso, Maria é eucarística porque trouxe no seu ventre Jesus, e porque no recorrer de sua vivência, viveu em ação de graças, agradecendo a Deus por tudo que recebeu mesmo sem se achar merecedora. “Deus escolheu Nossa Senhora para ocupar um lugar de destaque na vida de cada um de nós”, lembrou ele. O momento litúrgico é acompanhado com emoção pelos peregrinos, que acreditam que conduzir as imagens abençoadas até as casas dos paraenses e promover rodas de orações são uma forma de evangelização. Para se tornarem aptos à missão de fé, os peregrinos participam de cursos de formação da Igreja que os capacitam nos atos prepatórios que antecedem a grande festa da fé do povo paraense.

Missa do Mandato abre tempo de peregrinações

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A Diretoria da Festa de Nazaré e o Departamento de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) estimam que durante as peregrinações, que devem ocorrer até a véspera do Círio, as imagens de Nossa Sewww.paramais.com.br

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nhora visitem, aproximadamente, 110 mil lares paraenses. Cada imagem visita quase 20 residências, o que resulta numa participação de cerca de 1 milhão e 700 mil fieis, segundo o Dieese.

Kits de evangelização

Os kits de evangelização que serão utilizados nas peregrinações são constituídos de: (1) Imagem da Virgem de Nazaré, (15) Livros das Peregrinações e (20) Cartazes do Círio 2015. As paróquias que desejarem adquirir os kits para as peregrinações devem dirigir ofício à Diretoria da Festa solicitando. Os kits também estão disponíveis para aquisição nas Lojas Lírio Mimoso.

A missa Missa do Mandato foi presidida pelo padre Francisco Assis, reitor da Basílica Santuário e presidente da Diretoria da Festa

Histórico das Peregrinações

As peregrinações começaram há 43 anos, no Círio de 1972, quando o atual 1 ° Conselheiro da Província Norte dos Padres Barnabitas , Pe. Giovanni Incampo, recémchegado da Itália, assumiu como Pároco da Basílica Santuário de Nazaré. Em junho deste mesmo ano, o Padre Redentorista Daniel Tamaccia veio à capital do Estado do Pará. Ele, que na região Sul do país já tinha experimentado a eficácia evangelizadora da peregrinação, sugeriu ao Padre Giovanni que, ao invés das pregações ocorrerem somente durante a quinzena da Festividade de Nossa Senhora de Nazaré, se fizesse uma prévia evangelização um mês antes da procissão do Círio. Padre Giovanni achou que essa seria uma provincial oferta de Deus e aceitou a proposta. Diante disto, o Padre Daniel Tamaccia preparou um esquema de orações para que as pessoas se orientassem durante as peregrinações. Àquela altura, foram providenciadas 300 imagens de Nossa Senhora de Nazaré para serem distribuídas aos leigos que trabalhavam na Basílica e que formavam os grupos evangelizadores. Cada grupo se comprometeu a visitar cerca de 30 famílias. Logo, no primeiro ano, as peregrinações aconteceram em, aproximadamente,

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Durante as peregrinações, até a véspera do Círio, as imagens de Nossa Senhora irão visitar aproximadamente, 110 mil lares paraenses

9 mil residências. Esse novo momento da festividade empolgou os leigos, que se sentiram valorizados nas atividades do Círio de Nazaré, que àquela altura, já era considerada uma grande festa religiosa. Durante os 30 dias de peregrinação, todas as famílias abriam as portas de suas casas para a Virgem de Nazaré. Foi uma verdadeira evangelização. A nova programação funcionou tão bem, que, no ano seguinte, outras paróquias de Belém também pediram para realizar as peregrinações. Atualmente, igrejas de vários municípios do Estado se envolvem nesse processo de evangelização e propagação da palavra de Deus e

da Virgem Maria. Com o intuito de unir milhares de orações sob a mesma fé e rezar a Nossa Senhora de Nazaré em um só coro, em 1994 foi introduzido o Livro das Peregrinações, um guia que inspira e aproxima os fiéis durante as romarias pelos lares paraenses, que acontecem nos meses de agosto e setembro, em preparação para o Círio. Quarenta e três anos depois da primeira peregrinação nas residências, os grupos de evangelização se multiplicaram tanto que, em 2014, mais de 1.300 mil dirigentes participaram das peregrinações e 110 mil residências foram visitadas durante o período.

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Círio de Nazaré injetará US$ 30 milhões na economia paraense Texto Israel Pegado* Fotos Cláudio Santos / Ag. Pará

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Círio de Nazaré deve receber pouco mais de 84 mil turistas e gerar uma receita aproximada de US$ 30 milhões na sua edição de 2015. Estes foram os principais números divulgados pela Pesquisa de Demanda Turística do Círio de Nazaré 2014-2015, apresentada pela Secretaria de Estado de Turismo (Setur), em parceria com o Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconomicas (Dieese-Pa), no anfiteatro do Pólo Joalheiro, no Espaço São José Liberto. “O Círio é o nosso principal evento, não somente cultural e religioso, mas também turístico, pela quantidade do fluxo de pessoas que circulam no estado, motivados pela festividade, bem como pelos recursos que injeta na economia paraense. Esperamos que mesmo num cenário de crise, o Círio de Nazaré enquanto produto de atração turística continue a crescer com um incremento da ordem de 3% no comparativo com o ano anterior”, afirmou o secretário de Estado de Turismo, Adenauer Góes. A apresentação feita pelo economista do Dieese-PA, Roberto Sena, e pelo coordenador de Estudos, Estatísticas e Pesquisas da Setur, Admilson Alcântara, mostrou que São Paulo (16,7%), Maranhão (15,8%), Rio de Janeiro (14%) e Ceará (10,4%) são os principais mercados emissores de turistas para a capital paraense por ocasião do Círio de Nazaré. A pesquisa revelou também que a principal faixa etária é de 35 a 50 anos (34%) e que o avião (60%) é o meio de transporte mais utilizado, sendo em sua maioria estudantes (11%) e funcionários públicos (10%), hospedados preferencialmente na

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O Círio de Nazaré é considerado o principal evento turístico do Pará. Este ano, a festa deve gerar uma receita aproximada de US$ 30 milhões

casa de parentes (35%) e hotéis (30%), e permanecendo em média 6,85 dias em Belém. “Um dos principais dados é a volta desse turista ao Pará. Mais de 90% dos turistas diz ter intenção de retornar”, destaca Sena. A Basílica de Nazaré (23,7%), Estação das Docas (22,6%), Ver-o-Peso (19,3%), Mangal das Garças (9,5%) e Portal da Amazônia (5,2%) são os cinco locais mais visitados e procurados pelo turista durante sua estadia na capital paraense para a festividade do Círio. Além disso, os visitantes apontaram a gastronomia, a hospitalidade, os pontos turísticos, a religiosidade, a cultura e o lazer como os principais pontos positivos da cidade. “Seria impossível hoje em dia, fazer uma festa da magnitude do Círio de Nazaré, sem

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Jorge Xerfan Neto destacou a contribuição de pessoas e instituições no Círio de Nazaré. Somente de voluntários serão mais de 27 mil

Apresentação da bandeirola de identificação das embarcações participantes do 29º Concurso de Embarcações da Romaria Fluvial

a contribuição de muitas pessoas e instituições. Somente de voluntários serão mais de 27 mil pessoas atuando durante a quadra nazarena”, contou o diretor da Festa de Nazaré, Jorge Xerfan Neto. Apresentações - Também durante a divulgação da pesquisa, a Setur e a Capitania dos Portos apresentaram a bandeirola de identificação das embarcações participantes do 29º Concurso de Embarcações da Romaria Fluvial. Ao todo, posteriormente, serão entregues 400 bandeirolas para as embarcações que se inscreverem. Por fim, foi divulgada a Agenda de Turismo do Círio 2015, com datas de treinamen-

to de voluntários, receptivos aos turistas nos principais portões de entrada como Aeroporto Internacional de Belém, Terminal Rodoviário e Hidroviário. Além disso, também foram apresentadas as exposições “Nazaré e Outras Marias” e “Jóias de Nazaré: Maria, Luz do Mundo”, e como se dará o funcionamento de espaços públicos, press trip com jornalistas de fora do estado, entre outras ações. O trabalho envolveu diversas instituições parceiras, tais como: Pólo Joalheiro – Espaço São José Liberto/Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), OS Pará 2000, Sistema Integrado de Museus (SIM), Secre-

taria de Estado de Cultura (Secult), Coordenadoria Municipal de Turismo (Belemtur), Infraero, Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico (Sinart), Companhia de Portos e Hidrovias do Pará (CPH), Capitania dos Portos, Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Comando Independente da Polícia Turística (Ciptur/PM) e Empresa de Tecnologia e Comunicação do Estado do Pará (Prodepa), além das prefeituras municipais de Marituba e Ananindeua. (*) Secretaria de Estado de Turismo do Pará

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Devoção e fé se aprendem desde cedo

Guarda Mirim ensina crianças e adolescentes o amor de Maria Fotos Guarda da Santa

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odrigo Valente, de 10 anos, faz parte da Guarda Mirim de Nossa Senhora de Nazaré há apenas um ano. O seu sonho era ser guardinha, como se diz carinhosamente. “Já fiz coisas maravilhosas. A cada dia aprendo ser uma nova pessoa me sentindo cada vez mais perto de Deus e de Nossa Senhora de Nazaré”, diz Rodrigo. Apesar de estar a cerca de dois meses na Guarda, esse mesmo sentimento do Rodrigo é compartilhado pelo também Guarda Mirim, Caio David, de 14 anos. “Mesmo sendo a tão pouco tempo parece que já faz anos, pois todos que fazem parte da equipe, me acolheram de braços abertos me fazendo sentir como se eu tivesse uma segunda família”, disse Caio. A Guarda Mirim de Nossa Senhora completou 13 anos no dia 19 de maio. Caio e Rodrigo participaram da festa de comemoração de aniversário. Elias Sabat, de 12 anos, também marcou presença. Ele conta que é feliz em poder participar deste momento festivo. “A Guarda mudou minha vida e me ajudou a ser um adolescente melhor e mais responsável. É uma oportunidade de todas as crianças chegarem mais perto de Nossa Senhora e se educarem como cidadãos que querem um mundo melhor”, afirmou. E essa é a proposta dos padres da Basílica Santuário de Nazaré, quando fundaram a Guarda Mirim, em 2002. A criança aprende desde cedo a força da fé e a colocar em prática os ensinamentos da Igreja. Para ingressar, a criança e o adolescente devem estar faixa etária de 8 a 17 anos. A inscrição é feita na secretaria da Guarda de Nazaré, onde as crianças recebem orientações e passam por uma entrevistada agendada previamente. Ao completar 18 anos, o adolescente é direcionado para a Guarda de Nazaré. Este ano, a Guarda Mirim ganhou um novo coordenador: saiu Osvaldo Farias e entrou Antônio Neto. “O procedimento de escolha é igual ao da Guarda de Nazaré. No final do ano, todos os diretores, supervisões e coordenadores colocam seus cargos à disposição ao presidente da Guarda, padre Francisco Assis”, disse o vice-coordenador da Guarda de Nazaré, Guilherme Azevedo. O novo coordenador deve ficar dois anos 32

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Rodrigo Valente - 10 anos

e comandar cerca de 200 guardinhas, mas, dependendo do presidente da Guarda, padre Assis, esse tempo pode ser maior. A missão da Guarda Mirim é divulgar a Palavra de Deus e seguir os ensinamentos da Igreja Católica para que se tornem, além de mensageiros, exemplos de verdadeiros cristãos para a sociedade. “O guardinha se torna uma pessoa muito melhor em todos os sentidos. O amor e o respeito por Nossa Senhora estão presentes no coração de cada um”, ressalta Guilherme Azevedo. A Guarda Mirim tem um papel fundamental na programação da Igreja. Os integrantes participam de eventos e celebrações, como missas, procissões e eventos religiosos na Basílica, nas comunidades ou mesmo em outras paróquias, através de convites oficiais. “A participação da Guarda Mirim vai muito além do Círio e da Romaria das Crian-

Elias Sabat - 12 anos

ças”, constatou Guilherme Azevedo. Na procissão do Círio de Nazaré e na Romaria das Crianças, a Guarda Mirim recebe o apoio da Guarda de Nazaré. “Na parte que exige segurança e esforço, nós ficamos responsáveis. As crianças ficam responsáveis pela berlinda, por exemplo”, revelou Azevedo. A devoção à Maria começa no cumprimento entre os pequenos guardas: “Ave Maria”, eles dizem, carinhosamente, um ao outro. Os agentes da Guarda Mirim também são estimulados a transmitir valores de educação e responsabilidade com o meio ambiente. Para isso, o Movimento, visita locais de atração paisagística, como o museu e bosque paraenses para orientar outras crianças a preservar os locais. Serviço, doação e amor a Virgem de Nazaré são fortes características da Guarda Mirim. A formação espiritual é feita por meio da reza do santo terço, a leitura da Bíblia, a participação nas missas e o conhecimento da liturgia. Ao ingressar na Guarda, eles são inseridos na catequese. Além de todo o trabalho de evangelização, são realizadas espiritualidades o ano inteiro com os membros.

Romaria das Crianças

Este ano será realizada a 25ª Romaria das Crianças. Uma missa na Basílica Santuário de Nazaré, celebrada pelo reitor do Santuário, padre Francisco Assis de Oliveira, abriu a cerimônia. Com o tema “Maria, Sacrário Vivo da Eucaristia Protege Tuas Crianças”, a romaria das crianças, uma das 12 romarias oficias do Círio de Nazaré, completa em 2015 o seu jubileu de prata, com 25 anos de evangelização das crianças. De acordo com o coordenador da romaria, Anselmo Costa, entre as novidades da romaria está a missa de lançamento com tradução em libras e a representação de escolas da cidade. Ainda segundo o coordenador, o objetivo da romaria é divulgar o congresso eucarístico. “Evangelizar as crianças, cuidar e mostrar a palavra de Deus a elas. Este tema foi escolhido por isso, em nosso aniversário de 25 anos queremos enfatizar a nossa missão”, explicou Anselmo Costa. A doméstica Rosiane Santos, de 33 anos, divide a mesma opinião com Bruno sobre o efeito de integrar a Guarda Mirim. Ela levou o filho Gabriel Souza, de 10 anos, em agosto www.paramais.com.br

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Em preparação para o Círio 2015, reunião na Comunidade Santo Antônio Maria Zaccaria para definir alguns posicionamentos no Círio e na Romaria das Crianças

deste ano para se unir ao grupo. “O tio dele entrou na Guarda, um dia chegou em casa e perguntou se eu deixaria o Gabriel participar. Faço questão de trazer ele, ele está mais responsável, e eu fico bastante orgulhosa. Hoje, ele cuida da irmã, e até chama a atenção dela quando está fazendo algo errado, mesmo ela sendo mais velha, explica pela palavra de Deus o que é certo e errado”. A auxiliar administrativa Mabia Viana, de 33 anos, é devota de Nossa Senhora há bastante tempo. Com os gêmeos Neivison e Vinícius, de sete 7 anos, essa fé só se fortificou. Ela acredita que o envolvimento dos irmãos com a guarda pode contribuir consideravelmente com a formação deles. “Minha fé se fortaleceu quando o Vinícius tinha um ano. Ele teve um problema sério de pneumonia e passou 10 dias na UTI. Depois que ele melhorou, passei a distribuir água todos os anos no Círio. Meu marido, naquele ano, veio de bicicleta de Salinas para agradecer. Eu acho importante eles estarem aqui para serem pessoas melhores, sair desse mundo só de jogos, televisão”, avalia. A entrada de John Barbosa, de 15 anos, na Guarda Mirim, também está ligada à devoção. Em 2005, a mãe do estudante fez uma promessa para Nossa Senhora, para que ele se recuperasse de uma doença, que o deixou bastante debilitado. “Ela disse que se eu me recuperasse, ia me colocar na guarda. Uma semana depois que ela fez a promessa eu sai do hospital. No início, eu estranhei, porque

tinham muitas crianças e eu era muito tímido. Com o tempo, fui gostando. As reuniões espirituais, os projetos, os terços que a gente reza, os conselhos que eles dão. Tudo é muito bom para a nossa formação”, diz o jovem. Ainda segundo John, Maria se transformou na chave de acesso aos seus sonhos e metas. “Na Guarda, me ensinaram inclusive a viver uma vida em comunidade, seguir uma religiosidade. É uma imagem bastante positiva pra mim. Por causa dela, eu consigo chegar a todos os meus objetivos, atingir minhas metas. Uma oração que sempre rezo quando estou precisando é Maria Passa na Frente. Sempre dá certo. Nessa vida temos muitos obstáculos e só seguimos com a ajuda dela. Por isso, quero trilhar esse caminho de fé junto com Maria”. É o caso do jovem Paulo Penha, 11, que possui paralisia infantil. Para ele é muito bom fazer parte da Guarda Mirim. “É emocionante participar do grupo. Comecei a rezar e a fazer catequese”. Para o pai do menino, Ribamar Penha, viver esta experiência com o filho reflete uma grande mudança na vida da criança e da própria família. “Trazê -lo às reuniões é motivo de grande felicidade. Ele está muito motivado a participar dos encontros”, disse. O jovem Augusto Fausto, 16 anos, começou a participar da Guarda Mirim há um ano por meio de uma graça alcançada com intercessão de Nossa Senhora de Nazaré. “Meu pai sofreu um acidente de moto muito gra-

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ve, e ao chegarmos ao Hospital, me deparei com um cartaz de Nossa Senhora. Mesmo não sendo católico olhei pra ela e disse: Nossa Senhora me ajude e pedi que ela salvasse meu pai daquela situação. Depois de passar pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ele sobreviveu e hoje, toda a minha família é católica, por conta desse milagreem nossas vidas”, contou. O elo entre o estudante Gabriel Buenaño e a Virgem Maria foi construído gradativamente, a cada missa dominical que ele acompanhava com os pais na Basílica de Nazaré, no centro de Belém. Para ele, a padroeira dos paraenses é como se fosse da família é por isso que, desde 2004, decidiu entrar para a Guarda Mirim de Nossa Senhora de Nazaré, instituição que zela pela imagem peregrina durante as procissões. Na época, o Gabriel tinha apenas 10 anos, mas hoje é um dos veteranos do grupo, que conta com cerca de 90 jovens guardiões. O legado de devoção à Nossa Senhora começou lá atrás, com os seus avós. “Meu avô foi um dos primeiros guardas de Nazaré, e a minha avó sempre trabalhou ajudando os romeiros. As peregrinações da rua dela era ela que organizava. Minha vida inteira foi na Basílica, sempre vindo à missa, participando do Círio. Fiz minha catequese aqui, minha crisma”, conta Gabriel. A cada ano a minha fé fica mais forte, porque a gente vai crescendo e vendo que as coisas que acontecem aqui, essa devoção, não existem em nenhum lugar do mundo”, disse Gabriel Buenaño, Guarda Mirim.

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Auto do Círio

sai às ruas da Cidade Velha

Artistas homenageiam a Virgem de Nazaré com música e teatro Fotos Cristino Martins-Ag.Pará

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empre na sexta-feira que antecedente o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, centenas de pessoas saem pelas estreitas ruas do bairro da Cidade Velha para prestar suas homenagens à Virgem de Nazaré. Mas, não é aquela homenagem tradicional. Tudo parece mais um carnaval fora de época. Os artistas transformam o patrimônio histórico, em cenário para suas apresentações teatrais e musicais. Este ano, o XXI Auto do Círio se realiza no dia 9 de outubro de 2015, com o tema “Nossa Senhora, Quanta Luz!”. Segundo a coordenação, será um ano para rever e reviver emoções imbricadas nos corações e nas ações artísticas de cada integrante que forma o cortejo que toma os espaços da cidade-patrimônio neste evento-patrimônio. O tema remete ao processo de criação da vida, “e primeiro fez-se a luz”. Nesse novo ciclo que se inicia, o Auto do Círio carrega todo o poder e a influência que a luz provoca na vida. “Somos seres que necessitam da luz para viver, por ela contamos nossos dias, nossos trabalhos. Luz para iluminar o caminho da vida”. E não poderia deixar de ser, o Auto do Círio 2015, a exemplo dos anos anteriores, se constituirá como prática construída a partir de parceria estabelecida entre a Universidade e a comunidade. O Cortejo se inicia na rua Dom Bosco/ Praça do Carmo, às 19h seguindo pelas ruas Dr. Assis, rua Padre Chapagnat /Largo da Sé, Rua Tomázia Perdigão até a praça D. Pedro II em frente aos Palácios Lauro Sodré e Antônio Lemos. O público comparece em massa. Segundo a Polícia Militar, a quantidade de público saltou de 15 mil, em 2010, para 40 mil, em 2014, além de cerca de 300 artistas participando da festa. A procissão do Auto do Círio é acompanhada de perto pela Polícia Militar, que ajuda a organizar o cortejo, evitando furtos e roubos. O cortejo é recebido pelos moradores da Cidade Velha, que das varandas e janelas se emocionam, cantam junto e derramam sobre os presentes, o agradável banho de cheiro do Pará. Cadenciada pela bateria da Escola de Samba Quem São Eles, a manifestação do Auto do Círio tem no carnaval uma das suas marcas principais. O 34

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O cortejo com teatro, música e carnaval, a partir da dramaturgia em movimento pelas estreitas ruas do bairro da Cidade Velha

Tudo parece mais um carnaval fora de época

samba está presente nas músicas, figurinos e adereços, incluindo pequenos carros alegóricos. A principal parada do desfile é no Solar do Barão de Guajará, sede do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, onde são realizadas apresentações de carimbó e marujada e a coroação de Nossa Senhora, a aguardada “subida da santa”. O encerramento do Auto do Círio culmina com a apoteose musical em frente ao Palácio Lauro Sodré e Museu Histórico do Estado do Pará. Para a diretora da Escola de Teatro e Dança, Waldete Brito, a principal característica

do Auto do Círio é a força que ele adquiriu ao longo dos anos e especialmente a possibilidade das diversas linguagens artísticas homenagearem Nossa Senhora de Nazaré. “O Auto do Círio é uma manifestação de fé, de amor e de arte que ultrapassou um projeto de extensão iniciado 20 anos atrás e alcançou essa manifestação artística que hoje é esse teatro de rua, essa dramaturgia em movimento”, explica a diretora.

Surgimento

O Auto do Círio, enquanto programa de extensão universitária, foi criado em 1993, www.paramais.com.br

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pela Profª Zélia Amador de Deus, vice-reitora, juntamente com Margareth Refkalefsky, diretora do Núcleo de Arte da UFPA, hoje Instituto de Ciências da Arte, com o objetivo de revitalizar o Centro Histórico de Belém por ocasião do Círio de Nossa Senhora de Nazaré. A ideia é possibilitar o exercício da prática do ensino das artes através do Teatro de Rua. O projeto contou inicialmente com o teatrólogo Amir Haddad, que realizou a primeira oficina de Teatro de Rua para o Auto do Círio, e dirigiu as montagens de 1993 e 1994. A parir de 1995 até 2009 o projeto, já transformado em programa de extensão, passou a ser coordenado e dirigido pelo prof. Miguel Santa Brígida, que incluiu no cortejo elementos da música e da cultura popular reunidos em uma estética de matriz carnavalesca. Em 2010 assumiram a coordenação do programa e direção do espetáculo os professores Francisco Edilberto Barbosa Moreira (Beto Benone) e Cláudia Suely dos Anjos Palheta. A união de um professor-ator-diretor teatral com uma professora-carnavalesca-publicitária corroborou para que o espetáculo apresentado ao público na sexta-feira que antecipa o Círio de Nazaré ganhasse aspectos ainda mais marcantes das manifestações espetaculares paraenses, valorizando a parti-

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Fé e arte pelas ruas da Cidade Velha

cipação de grupos quadrilheiros, pássaros juninos, carimbós, bumbás, carnavalescos entre outros. Ao final de 2013 o professor Beto Benone passou a gozar de licença para cursar seu doutoramento na cidade de Évora, em Portugal. Assume a direção o professor Adriano Furtado, e a coordenação do projeto passa a ser realizada pela professora Cláudia Palheta, realizando assim o Vigésimo Auto do Círio, em 2014, que trouxe à comunidade uma valorização do patrimônio de Belém,

principalmente na Cidade Velha, local onde passou a se realizar, também, os ensaios para o Auto. Em 2015, com a licença de doutoramento da, então coordenadora, Cláudia Palheta, o Auto do Círio passa a ser coordenado pelo professor Tarik Coelho, que vem desde 2005 colaborando com o evento, e assumem a direção cênica os professores Jorge Azevedo e Inês Ribeiro, uma equipe que vem colaborando com a realização das últimas edições do Auto do Círio.

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Vitória fácil

Açaí na cultura popular

A preservação do açaí

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Texto Camillo Martins Vianna*

luta pela preservação do açaizeiro teve várias facetas e não foi nada fácil, ao contrário do que diz o texto dessa crônica, quando a partir dos anos 50 do

século passado ocorreu a famigerada etapa dos palmiteiros, promovida por exploradores provenientes, principalmente, do sul e sudeste do país, além de goianos e conterrâneos daqui mesmo, que atuaram ativamente em toda Amazônia Clássica, visando particularmente atender aos mercados nacionais

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e internacionais, com destaque para países como Estados Unidos e Japão. Essa atividade predadora que em mais de uma oportunidade contava com a colaboração ou parceria, meio que camuflada ou mesmo ostensiva, de autoridades além de profissionais de diversos órgãos estadu-

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ais e federais locais que muitas vezes deveriam agir inibindo o corte, àquela altura dos acontecimentos, simplesmente devastador de açaizeiros devido a grande aceitação do palmito obtido dessa espécie. Nos anos 70 e 80, era realizado pela SOPREN o chamado bombardeio ecológico e ciliar com sementes de açaí e outras espécies da floresta, com o apoio do Aero Clube do Pará, bem como, com a FAB que durante 10 anos, cedia aviões para promover ações semelhantes a partir do céu amazônico. No final dos anos 80 e início da década de 90, atividades intensivas foram desenvolvidas no estado do Pará, como por exemplo, o Projeto Princesinha, da SOPREN e o Projeto Poupança Verde que durante seis anos produziu no município de Abaetetuba, com o apoio da Secretaria de Agricultura do Pará, mais de 500.000 mudas de açaizeiro, distribuídas gratuitamente a agricultores da região do Baixo-Tocantins, alcançando resultados significativos na luta pela pre-

servação desse importante exemplar amazônico. Acompanhando cada ação da SOPREN, eram editados dezenas de milhares de livretos e volantes que através da literatura de cordel estimulavam de maneira objetiva a preservação da floreta, principalmente do açaizeiro, em função de sua importância no hábito alimentar e cultural da região. Com o passar dos anos, o vinho do açaí conquistou o mercado nacional a partir do momento em que se estabeleceu uma relação saudável entre consumo de açaí e a tão chamada “qualidade de vida”. A situação então mudou, e muito, só que dessa vez, favorável à existência do açaizeiro. Existem alguns aspectos interessantes ligados ao açaí, vejamos alguns: *as amassadeiras de açaí que um dia tiveram o cansativo trabalho manual de preparar o líquido precioso para deleite da população, foram, atualmente, substituídas em todo estado paraense, pelos chamados batedores de açaí, sendo que somente em Belém há aproximadamente 5.000 desses profissionais. *há séculos, juntamente com o tacacá no Pará, foi um dos únicos itens do hábito alimentar a se manter praticamente inalterado e que, ainda hoje, algumas regiões mantém tradicionalmente o uso da pequena cuia pitinga de cor preta; *a famosas peconha formadas a partir de folhas tenras do açaizeiro ainda são utilizadas habilmente mas que, invariavelmente, apresentam casos graves de traumas causados pela queda do peconheiro (apanha-

O porto responsável pelo maior movimento de exportação de açaí, está localizado em solo cearense. Brevemente isso irá se modificar com a Plataforma Logística do Guamá

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dor), inclusive com casos de traumatismos crâneo- encefálico ou mesmo dos membros e da coluna; *foi divulgado recentemente que o porto responsável pelo maior movimento de exportação de açaí, está localizado em solo cearense. Isso acontece em função da estrutura portuária existente naquele estado e não pela produção expressiva própria do estado; *não só na pussangaria paraoara (medicina popular) o açaí vem tendo papel relevante, pois, atualmente, pesquisadores da medicina oficial constataram através de acompanhamento clínico e laboratorial de casos feitos por órgãos oficiais, os efeitos benéficos de seu consumo nas doenças do coração, seja na cura quanto na profilaxia; *na cultura popular (danças, pássaros, bois e outros), assim como na ciência (palestras, debates, amazoníadas, entre outras), o açaí ocupa destaque; *no passado, em municípios com importante atividade no setor da cerâmica, como Abaetetuba e Santa Maria do Pará, os oleiros usavam o tronco (estipe) do açaí como lenha, somente com a fiscalização e a valori-

Açaí na cuia

zação da cultura, essa prática deixou de ser empregada; *Nesse ano de 2014, para comemorar o centenário da Sociedade Médico Cirúrgica do Pará, foi apresentado documento considerando a ararajuba como ave símbolo do Brasil, destacando o fato de que o açaí é o Para Oswaldo Cruz, o título de palmeira mais bonita do Brasil é do Açaizeiro

Açaí na pussangaria paraoara (medicina popular) e medicina oficial

seu mais importante alimento; Por tudo isso, ao contrário do que se imaginava em décadas passadas quando a exploração desenfreada do palmito colocou sob-risco de extinção, é extremamente promissor o futuro dessa árvore tipicamente amazônica, que um dia recebeu do maior sanitarista brasileiro, Oswaldo Cruz, o título de palmeira mais bonita do Brasil.

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Açaí é principal fonte de projeto apoiado pelo Tecnova Pará

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Texto Helen Barata* Fotos Divulgação, Elcimar Neves/Arquivo Ag. Pará

om a missão de oferecer produtos inovadores e de alta tecnologia com sustentabilidade, a Amazon Dreams, criada em 2002 por pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA), é uma das empresas patrocinadas pelo programa Tecnova Pará. Por meio do projeto “Diversificação da linha de produtos à base de açaí”, a companhia vem desenvolvendo compostos ricos em antioxidantes a partir de frutos e folhas da região amazônica com destaque para o açaí. O objetivo é agregar valor aos diversificados produtos desenvolvidos com o fruto tipicamente paraense. Neste ano, a Amazon Deams já começou a mostrar os resultados do projeto apoiado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa). O CEO da empresa, Afonso Ramôa, explica que toda a tecnologia é exclusiva e resultou em uma linha produzida de forma sustentável, sendo a matéria-prima fornecida por cooperativas de fruticultores da região, que também beneficiam a diversas famílias das localidades onde são feitas as coletas. “Desenvolvemos três produtos à base de açaí, que é considerado um poderoso antioxidante, importante no combate ao envelhecimento precoce. O primeiro que fizemos foi o clarificado de açaí, uma espécie de suco do fruto; O segundo é o purificado, o pó do açaí, que desperta interesse do mercado pelo rendimento e rentabilidade, e o terceiro é o óleo do açaí, fabricado sem a utilização de solventes químicos, o que mostra que é possível criar, inovar e produzir sem prejudicar o meio ambiente”, esclarece Afonso Ramôa. O diferencial deste trabalho se apresenta

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Com apoio do programa, a companhia vem desenvolvendo compostos ricos em antioxidantes com destaque para o açaí

no processo simples que isola o princípio ativo das espécies florestais, alcançando um grau de pureza dos antioxidantes de 70%, o que ainda não foi conseguido em nenhum outro lugar do Brasil. A empresa tem, ainda, a certificação orgânica das matérias-primas com a obtenção de compostos altamente concentrados. Com este projeto, a Amazom Dreams pretende gerar novos recursos e riquezas que permaneçam no estado. Além disso, a ideia é também ganhar novos mercados nos âmbitos nacional e internacional. “Para que o nosso estado seja uma referência em tecnologia e inovação, precisamos integrar a cadeia produtiva para consequentemente termos desenvolvimento econômico, social e ambiental, além de podermos alcançar destaque Brasil afora”, enfatiza Ramôa.

O Programa Tecnova é uma iniciativa da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) para trabalhar de forma conjunta com as Fundações de Amparo de Pesquisa dos estados, como parcerias descentralizadas, estruturadas e capacitadas para dar apoio e amparo ao fomento dos projetos. No Pará, a Fapespa, por intermédio do governo do estado, é a instituição responsável pelo incentivo. Desde o início deste mês, a Fundação vem realizando uma agenda de visitas junto a instituições parceiras nas empesas apoiadas pelo programa Tecnova Pará.

Desembarque de açaí na Feira do Açaí, no complexo Ver-o Peso (*) Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará

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ITU World Triathlon Grand Final Edmonton, que foi realizado em Edmonton-Canadá

Médica paraense é destaque no triathlon nacional Entre uma consulta e outra, Lia Affonso treina para as competições Fotos Celso Freire, Divulgação

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reinar e consultar. Consultar e treinar. Esta é praticamente a rotina da médica ginecologista obstetra Lia Affonso desde quando passou a competir oficialmente nas provas de triathlon, aquelas que englobam natação, corrida e ciclismo em uma só prova. Ela revela que quando não está consultando, está treinando para manter a forma e competir em diversos estados brasileiros e inclusive fora do país. Normalmente Lia acorda ainda de madrugada para se exercitar. Quando perde a hora, ela compensa pela parte da tarde ou mesmo a noite. “As vezes treino também no final de semana, sábado e domingo, um pouco de manhã, um pouco de tarde. Tudo para poder dar conta. Como eu gosto fica fácil”, confessa a médica atleta. 40

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Lia Affonso na Assembléia Paraense, sempre vencendo

Os filhos não curtem muito a rotina da mãe, mas, os três rapazes não a condenam. Pelo contrário, eles até incentivam. “Os três praticam karatê (modalidade de luta marcial). Para eles, acordar cedo é doidice, mas estão orgulhosos do que eu faço”, relatou a mãe coruja, que ainda incentiva o filho mais novo a correr. “Ele tem 15 anos e já até participou da corridinha do Círio. Ele gosta de correr, mas acho que não quer isso pra ele.”, diz resignada. Lia Affonso não se descuida da alimentação. Está sempre acompanhada de uma nutricionista para manter uma dieta saudável. Isso já faz parte de sua rotina, mesmo quando ainda não era atleta. “Venho de uma família de diabético, de obesos. A minha preocupação é manter a qualidade de saúde. Sempre tive essa preocupação”, conta ela, que tenta seguir sempre a recomendação de comer a cada três horas. www.paramais.com.br

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Lia Affonso e os recentes trofeus no consultório

No consultório A ginecologista é vista como modelo pelas suas pacientes. No consultório, além do “assunto de mulher”, elas também conversam sobre as práticas saudáveis do esporte. Lia Affonso recebe sempre palavras de incentivo. “Eu sou exemplo para muitas das minhas pacientes. Elas se miram muito em mim para irem à uma academia, perder peso, emagrecer, enfim, fazer atividade física”, revela a doutora. Em contrapartida, a médica também recomenda à suas pacientes a atividade física. “Tem muitos benefícios. Ela diminui a cólica menstrual, diminui os sintomas da TPM – Tensão Pré Menstrual, estimula as endorfinas, que são os hormônios do bem estar”, prescreve a médica atleta.

tinha jeito “pra coisa”, ou seja, tinha reais condições de participar de competições de alto nível. Incentivada, resolveu participar das primeiras provas. E a primeira foi logo o triathlon do Sesc, em Mosqueiro, distrito de Belém. “Eu fui participar e ganhei a prova. Fiquei em primeiro lugar”, disse contente. Aí começou a história de sucesso. A médica resolveu treinar pra valer. “Resolvi levar a sério. Fui recebendo incentivos da turma e comecei a participar de provas maiores”, disse ela, que já participou de cerca de 12 provas, entre diversas modalidades incluin-

Iron Man de Brasília premiou Lia Affonso

Uma história de sucesso

O gosto pelo esporte vem desde cedo. Quando criança, Lia gostava de praticar natação e chegou a competir algumas provas da modalidade. Mas, aos poucos, foi crescendo e viu que seu futuro estava na medicina. Não deixou de praticar a natação e por coincidência, frequentava o mesmo horário dos atletas que gostavam de competir provas do triathlon. Eles viram que a médica

Na Meia Maratona (21k) do Sesc

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do as mais longas, como Meio Iron Man e Iron Man. O triathlon Iron Man é a considerada mais longa do esporte. Os competidores devem percorrer 3.8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida. Já o triathlon Meio Iron é exatamente a metade dessas distâncias, com 1.900 m de natação, 90 km de ciclismo e 21 km de corrida. As modalidades são disputadas em diversos lugares. A natação é a que mais exige do atleta porque ela pode ser disputada em rios e praias. Lia Affonso não tem preferência, mas sabe a diferença de cada uma delas: “As vezes, nadar na correnteza, na arrebentação é um pouco mais difícil. Aqui no Pará não tem arrebentação, mas tem correnteza”. Lia Affonso está sempre entre as primeiras colocadas em sua categoria (50 a 55 anos). No ano passado, ela disputou o Campeonato Brasileiro de Triathlon, e se classificou para o ITU World Triathlon Grand Final Edmonton, que foi realizado em Edmonton-Canadá. A triatleta disputa ainda MÉDICO FORMADO HÁ 42 ANOS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ ESPECIALIZAÇÃO EM CIRURGIA PLÁSTICA NO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE SÃO PAULO ATUANDO EM BELÉM DO PARÁ, SUA TERRA NATAL HÁ QUASE 40 ANOS.

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a Copa do Brasil e campeonato brasileiro. “Este ano já competi em Belém, Santa Catarina, Brasília... Agora devo ir para a Áustria. Mas antes devo competir Maceió e em Fortaleza”, revelou.

Esporte americano

O triathlon surgiu em San Diego (EUA), no ano de 1974, num clube de atletismo que, ao dar férias aos seus atletas, passava planilha de treinamentos na qual constavam, principalmente, exercícios de natação e ciclismo para que os atletas “descansassem” um pouco dos treinos e competições de atletismo. Ao voltar das férias, os treinadores faziam testes com seus atletas, para saberem se realmente eles tinham cumprido a planilha. Estes atletas teriam que nadar 500 metros na piscina do clube, pedalar 12 quilômetros em condomínio fechado (existente ao lado do clube) e, finalmente, correr 5 quilômetros, na pista de atletismo. Os atletas gostaram tanto da “brincadeira” que pediram para os treinadores “repetirem a dose” nas férias seguintes, porém, convidando os ilustres guarda-vidas de San Diego para tira teima (desafio), já que estes eram “os caras” do verão e praticamente imbatíveis. No Hawai, nos Estados Unidos, foi dado início ao Iron Man, uma das provas mais extenuantes do planeta. Hoje em dia ele praticado por mais de 1 milhão de pessoas. A base do triathlon são os milhares de atletas amadores que praticam este esporte no intuito de manter a forma ou até mesmo como lazer.

No Brasil

O triathlon chegou ao Brasil em 1981 e a primeira competição oficial aconteceu somente em 1983 na cidade do Rio de Janeiro. A entidade nacional representativa do esporte só foi surgir em 1991, com a fundação da Confederação Brasileira de Triathlon. Participaram da criação da CBTri as Federações de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Atualmente entidade e conta com 24 Federações e tem 3.100 atletas filiados. Estas

20 quilômetro de ciclismo…

Lia Affonso, faz parte do Peaks Coaching Group – um grupo que reúne os maiores técnicos especialistas em potência do mundo

federações estão localizadas nas seguintes cidades: Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), São José (SC), Manaus (AM), Palmas (TO), Belém (PA), Goiânia (GO), Brasília (DF), Cuiabá (MS), Mato Grosso (MT), São Luis (MA), Salvador (BA), João Pessoa (PB), Aracajú (SE), Maceió (AL), Fortaleza (CE), Natal (RN), Recife (PE), Vitória (ES), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Acre (AC), Rondônia (RO) e Belo Horizonte (MG). Estima-se que em torno de 25.000 pessoas praticam a modalidade no país.

Modalidades

A modalidade é praticada em diversas distâncias, porém, a distância standard é a reconhecida pelo Comitê Olímpico Inter-

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nacional e utilizada nos Jogos Olímpicos de Verão. São 1500 metros de natação, 40 quilômetros de ciclismo e 10 quilômetros de corrida. Além da standard o triathlon é praticado nas seguintes distâncias: Sprint – com 750 metros de natação, 20 quilômetro de ciclismo e 5 quilômetros de corrida. Este tipo de prova é disputada na Copa Brasil de Triathlon. Temos também as provas de Longa Distância² que é o dobro da distância standard e as provas de Longa Distância³ que é o triplo da distância standard. Outra prova que está na eminência de entrar no programa olímpico é o Triathlon Mixed Relay. Trata-se de uma prova mista (homens e mulheres) com revezamento com uma dinâmica extraordinária.

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PÃES E DOCES Leitão a Pururuca, Pato, Galinha Caipira, Coelho, Picota, Pernil Suino, Lombo, Carneiro Pães, Bolos, Doces, Salgados, Café, Lanches, Tortas, Pães Integral, Pães Light, Água Mineral, Refrigerantes, Sucos Queijo, Presunto, Salsicha e Salame ENTREGA EMDOMICÍLIO Plaza - Av. Nazaré ao lado da Basílica de Nazaré Versailles - Mundurucus, 2538 (esq. com Generalíssimo)

ATENDEMOS ENCOMENDAS Pedidos com antecedência

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Ruan Matheus Nascimento de Souza

IMAGENS 14º CONCURSO FOTOGRÁFICO

2º Lugar 2014: Igor Mota Magno

1º Lugar 2014: Antônio Cicero

3º Lugar 2014: Antônio Cicero

4º Lugar 2014: Bruno Carachesti

É fácil e gratuito participar do Concurso Imagens de Círios. Para concorrer, as fotos deverão conter a temática referente ao “Círio de Nazaré – Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade”, valendo os mais diversos ângulos de Fé, Devoção, Tradição, Ecumenismo, Artesanato, Folclore Popular.

Podem concorrer, fotos referentes às Festividades Nazarenas em qualquer dos Círios, em homenagem e louvor à Virgem de Nazaré, pelo mundo em 2015. 5º Lugar 2014: Bruno Carachesti

INSCRIÇÕES E REGULAMENTO NO PORTAL

www.paramais.com.br Ou na Editora Círios: Rua Timbiras, 1572 (Pe. Eutíquio e Apinagés) Batista Campos. Belém-PA Fones: (91) 3223.0799 / 3083.0973 REALIZAÇÃO:

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Falcoaria na amazônia Alepa itinerante Pará, celeiro de agronegócios

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