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Revista

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Revista

N E S TA E D I Ç ÃO EDIÇÃO 160 - JUNHO/2015

PUBLICAÇÃO

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

ÍNDICE DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Bibianna Teodori, Celso Freire, Dani Filgueiras, João Bastos Araujo Junta da Freguesia de Santa Maria Maior, Gilvandro Júnior, Diogo, Noely Lima, Wesley Dmitruk; FOTOGRAFIAS: Alessandra Serrão/Comus, Anderson Silva,Eliseu Dias, Ascom Seicom, Cristino Martins, Cláudio Santos, Sidney Oliveira/ Ag. Pará, Denys Sarmanho, Vianna/ Ascom Fcp, Divulgação, Fernando Nobre / Ascom Seduc, Junta da Freguesia de Santa Maria Maior, Gilvandro Júnior, Diogo, Oswaldo Forte; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios

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Pássaros Juninos renascem para arte

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Manta de afetos em Lisboa

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Paraenses descobrem o Stand up paddle

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Escola Fluvial vai chegar aos ribeirinhos do Marajó

XIX Feira Pan-Amazônica do Livro

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Prefeitura avança na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos

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10 super dicas se preparar para concursos e vestibulares

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Os 120 anos do Tratado de Amizade entre Japão e Brasil e a 19ª edição da Feira Pan-Amazônica do Livro Fotos Anderson Silva, Eliseu Dias, Cristino Martins / Ag. Pará, Fernando Nobre / Ascom Seduc

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ma cerimônia comemorativa aos 120 anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Brasil e Japão marcou a abertura do segundo dia da Feira Pan-Amazônica do Livro, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia. Durante a solenidade, que contou com participação do governador Simão Jatene e de outras autoridades estaduais e municipais, empresas e entidades ligadas à comunidade nipônica foram agraciadas pela significativa atuação comercial e contribuição para o fortalecimento da relação entre os dois países com a Medalha da Ordem do Mérito Grão-Pará. Ao todo, 14 empresas que atuam no Estado receberam a condecoração: Alumínio Brasileiro S/A – Albras; Oyamota do Brasil S/A; Y.Yamada S/A Comércio e Indústria; Motores de Belém Ltda– Motobel; Amazonas Indústrias Alimentícias S/A – Amasa; Cooperativa Agrícola Mista de Tome-Açu – Camta; Dendê do Pará S/A – Dentauá; Agroindustrial Palmasa Ltda; Santa Izabel Alimentos Ltda.; Parque Ecológico de Gunma; Câmara de Comércio e Indústria Nipo-Brasileira do Pará; Associação Pan -Amazônia Nipo-Brasileira – Apanb; Beneficência Nipo-Brasileira da Amazônia – Benama e Centro de Difusão da Língua Japonesa

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O embaixador do Japão no Brasil, Kunio Umeda destacou o estreitamento das relações econômicas do com o Pará e agradeceu ao governo estadual por não medir esforços para fortalecer essas relações

do Norte do Brasil. O empresário Fernando Yamada, atual presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), falou em nome dos agraciados. “Para nós é uma honra receber esse reconhecimento. Já estamos há 86 anos no Pará e, sem dúvida, não poderia existir um povo melhor para nos acolher. O que eu posso dizer é que nosso povo tem gratidão para com este Estado, e especialmente, com o governador, que sempre apoiou o desenvolvimento e o fortalecimento dessa relação entre Japão e Brasil”, disse, informando, ainda, que as empresas agraciadas na solenidade empregam cerca de 20 mil pessoas no Estado. Simão Jatene, que ao longo da cerimônia também foi homenageado pela Associação Pan-Amazônica Nipo-Brasileira com diploma e medalha de Ordem ao Mérito, agradeceu a toda comunidade nipônica e destacou a sua contribuição para o desenvolvimento da sociedade paraense. “Mais do que celebrar o Tratado de Amizade em si, ou ainda os 120 anos que já se passaram, celebramos a coragem daqueles que vieram do outro lado do mundo e ousaram apostar na construção de uma sociedade global. Juntos, cada vez mais percebemos que as diferenças temperam e o que maltrata é a desigualdade”, afirmou.

O embaixador do Japão no Brasil, Kunio Umeda, destacou o estreitamento das relações econômicas com o Pará e agradeceu ao Governo Estadual por não medir esforços para fortalecer essas relações. “Esse evento e essa homenagem muito nos honram e fico feliz de estar aqui para prestigiar. Existe um respeito muito grande entre os dois países e, especialmente aqui no Pará, onde sempre encontramos um canal aberto para o diálogo. Estivemos reunidos com o governador ontem (sexta-feira), por exemplo, e conversamos no sentido de fortalecer ainda mais as parcerias em diversos setores econômicos do Pará e a expectativa é positiva”, afirmou. Durante a cerimônia, Noriaki Arai recebeu a condecoração de Primavera do Governo do Japão por sua atuação no município de Tomé-Açu, símbolo da imigração japonesa na Amazônia. Também participaram da cerimônia o secretário de Cultura do Estado, Paulo Chaves; o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho; o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Márcio Miranda; e os presidentes da Beneficência Nipo-Brasileira da Amazônia, Gilberto Yamamoto; da Associação das Províncias do Japão no Norte do Brasil, Yozo Yamamoto e da Associação Cultural e Fomento de Tomé-Açu, Alberto Ke-iti Oppata. www.paramais.com.br

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A cerimônia pelos 120 anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Brasil e Japão marcou a abertura do segundo dia da Feira do Livro Ao todo, 14 empresas que atuam no Estado receberam a condecoração

Durante a cerimônia, Noriaki Arai recebeu a condecoração de primavera do Governo do Japão

No início da tarde, acompanhado pelo secretário Paulo Chaves, Simão Jatene aproveitou para visitar alguns dos mais variados estandes da Feira Pan-Amazônica do Livro, que este ano disponibilizam quase 100 mil títulos ao público. Sorridente, durante a caminhada, Jatene atendeu a todos que o paravam para cumprimentar e bater fotos e experimentou alguns dos costumes japoneses. No estante da Nippobraz, empresa asiática que atua no ramo do comércio de pescado, o governador chegou a se ajoelhar em um tatame para degustar um chá tradicional da cultura oriental. Em entrevista, o governador destacou o significado do evento. “Lembro que, no início, muitos diziam que um evento com esse não teria sucesso porque a população da Amazônia não gosta de ler. E olha hoje, como o tempo se encarregou de demostrar

como muitas vezes as pessoas, por preconceito, não são capazes de perceber o potencial do povo paraense. Essa é uma feira que não é do Governo, mas sim do povo. Por isso que ela precisa ser cuidada e respeitada, porque ela é simbolicamente a capacidade do nosso Estado se superar”, afirmou.

Programação paralela atraiu visitantes para a Feira do Livro

Em meio aos 227 estandes, e um universo de mais de 96 mil opções de títulos literários dos mais variados gêneros, segundo a Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL) a edição 2015 da Feira do Livro disponibilizou 96 mil títulos. Uma programação paralela tomou conta da XIX Feira Pan Amazônica do Livro, no Hangar. Uma delas foi o Encontro Literário

Nacional e o Encontro Literário Paraense, todos os dias, com convidados especiais, entre alguns deles, o autor paranaense Oscar Fussato e as paraenses Giselle Ribeiro e Luciana Brandão. Ganhador do Prêmio Jabuti 2012, com o livro “Nihonjin”, na categoria Romance, contou a história de um imigrante japonês que chega ao Brasil no começo do século 20 em busca de riquezas. A obra, que foi por várias vezes rejeitada por editoras, ganhou ainda o Prêmio Benvirá de Literatura e o Prêmio Bunkyô de Literatura em Língua Portuguesa. “Sempre acreditei nele”, diz sobre a obra. O autor participou pela primeira vez do Encontro Literário, no auditório Dalcídio Jurandir. Em seguida, no Ponto do Autor, no auditório Dalcídio Jurandir, o Encontro Literário Paraense, com as poetizas Giselle Ribeiro e Luciana Brandão, que falaram sobre

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Nos estandes das editoras há opções para todos os gostos, estilos e idades, com destaque para a literatura infanto-juvenil

poesia feminina. A Feira teve ainda à programação do Papo-Cabeça, onde um especialista em determinado assunto debatia um tema voltado para o público jovem. O primeiro foi com o arte educador Maurício Leite, conhecido nacional e internacionalmente como o Homem da Mala Azul, que desenvolve um trabalho voltado para o incentivo à leitura. O arte educador falou sobre o tema “Leitura, prazer e profissão”, das 15h30 às 17h, no auditório Dalcídio Jurandir. No auditório Eneida de Moraes, “Amazônia: Arquipélagos de Literaturas, Memórias e Cultura”, a conferência: ‘’Arquipélagos de Literaturas e Memórias na Pan-Amazônia’’, com Rosa Elizabeth Acevedo. Em seguida, o seminário teve uma mesa sobre ‘’Diversidade Literária na Pan Amazônia’’, como o professor e pesquisador Paes Loureiro, Rosa Assis e o crítico literário Renan Freitas Pinto, do Amazonas. Outra programação que também atraiu a atenção do público foi a palestra “Projetos de leitura na escola”, com a escritora mineira Íris Borges que é psicóloga, livreira, distribuidora de livros, agente literária e atualmente dirige a Arco-Iris Distribuidora de Livros. Ela é presidente do Instituto Casa de Autores, curadora da Festa Literária de Pirinópolis (Flipiri) e da Feira do Livro de Brasília. O mesmo espaço recebeu também a pa-

Fernando Yamada, presidente da Abras, falou em nome dos agraciados

lestra “Futuro da educação: Google for education”, com o gerente de Programas Senior do Google, Rodrigo Vale. Ele atua na Google, com foco em projetos educativos, trabalha

na empresa desde 2005 e foi o responsável pela estratégia de adoção pelo mercado de ferramentas como Google Analytics e AdWords API. A Feira teve ainda o seminário “Japão: Arte e Cultura”, abordando temas como literatura, integração cultural, mangás e imigração japonesa no Brasil; programações de cinema no Cine Kioto, com Mostra Paraense e Japonesa, oficinas, exposições e um espaço voltado para criança, dentro do evento. Segundo dados apresentados pelo secretário de estado de Cultura, Paulo Chaves; pela diretora de Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Ana Catarina Brito e pelo representante da Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), Robério Silva, durante coletiva de imprensa no Hangar, a XIX Feira Pan Amazônica do Livro terminou com saldos positivos.

Encerramento com saldos positivos

O embaixador do Japão no Brasil, Kunio Umeda, destacou o estreitamento das relações econômicas com o Pará

Segundo dados apresentados pelo secretário de estado de Cultura, Paulo Chaves; pela diretora de Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Ana Catarina Brito e pelo representante da Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), Robério Silva, durante coletiva de imprensa no Hangar, a XIX Feira Pan Amazônica do Livro

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terminou com saldos positivos. Nos 10 dias de vendas, trocas de informação, conversas, bate-papos, lançamentos, shows e oficinas em uma programação intensa e diversificada, foram cerca de 400 mil pessoas que circularam pelo Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, durante a XIX do Livro. Ao todo, R$ 17 milhões foram arrecadados e 955 mil livros comercializados, o que representa um crescimento 15% em relação ao ano de 2014. O secretário Paulo Chaves frisou que esse aumento nas vendas de livro teve um significado especial. “É importante lembrar que a contribuição do livro na educação é inestimável”, disse. Segundo ele, entre os livros mais vendidos, em primeiro lugar as obras de Ariano Suassuna; em segundo, O Pequeno Príncipe; seguido da Cidade de Papel; Diário de Anne Frank e Laranja Mecânica. Já o número de visitantes se manteve o mesmo em relação ao ano passado. “No total, 400 mil pessoas passaram pela Feira”, disse a diretora de Cultura da Secult, Ana Catarina Brito. O Espaço Infantil, por exemplo, recebeu 10 mil crianças durante a semana. Para Ana Catarina, “a Feira, muito tranquila, cumpriu o seu papel, recebeu um grande público, inclusive caravanas de vários municípios paraenses, como Marabá, Capanema, Castanhal, entre outros”, ressaltou.

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Simão Jatene também foi homenageado pela Associação Pan-Amazônica Nipo-Brasileira com diploma e medalha de Ordem ao Mérito

Credlivro

Segundo dados fornecidos pelo Banpará, do total disponibilizado, incluindo o percentual da Semec, que contabiliza R$ 4.773.399,94, foram utilizados R$ 3.862.553,61, restando um montante de R$

Paulo Chaves, Ana Catarina Brito e Robério Silva, durante o encerramento da XIX Feira Pan Amazônica do Livro

Hiroshi Yamada recebe homenagem em nome da empresa Yamada

910.845.33 que não terão como ser utilizados pelos servidores. Quem melhor aproveitou o Credlivro foram os funcionários da Semec (86,03%), seguidos dos servidores da Seduc (81,53%), da Uepa (72,67%) e da Jucepa (64,10%), totalizando um aproveitamento de 69,10%. A XIX Feira Pan-Amazônica do Livro recebeu 219 estandes, que disponibilizaram 96 mil títulos literários, entre os dias 29 de maio e 7 de junho. O encerramento contou com shows do Japão (Grupo Yui) e Brasil (Belém Pop Orquestra – na regência o maestro Tynnoko Costa e nas vozes Gigi Furtado, Dayse Addario e Léo Menezes), que enalteceram os 120 anos do Tratado da Amizade entre o Brasil e Japão, ressaltados durante toda a Feira do Livro 2015.

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Fotos Alessandra Serrão/Comus, Cláudio Santos, Sidney Oliveira/ Ag. Pará e Diogo Vianna / Ascom Fcp

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odos os anos, no mês de junho, eles invadem o território paraense. São os Pássaros Juninos, grupos que fazem encenações explorando o teatro, a música e a literatura em uma mesma criação artística. Em Belém, há diversos Pássaros em atividade, que sofriam com a falta de incentivos por parte do poder público. Atualmente, se apresentam durante a festa junina ou em algumas situações específicas ao longo do ano. Entre os Pássaros Juninos que mais se destacam em Belém estão: Beija-Flor (Guamá), Papagaio Real (Pedreira), Sabiá (Canudos), Tem Tem (Guamá), Rouxinol (Pedreira), Tucano (Telegrafo), Tem (Mosqueiro), Bem-Te-Vi (Sacramenta) e Ararajuba (Mosqueiro). Os Cordões de Pássaro são: Pipira da Água Boa (Outeiro) e Tangará. Já os Cordões de Bicho: são Bigodinho da

s o r a s s á P s o n e i t r a n u J renascem para

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Resgatando a tradição dos pássaros juninos Na Revoada dos Pássaros 2014

Brasília (Outeiro), Oncinha (Icoaraci), Bacu (Icoaraci), Jaquinha e Bem -Te-Vi (Outeiro). Os grupos de Cordões de Pássaros pararam de se apresentar no período entre 2009 e 2012. Após essa rápida interrupção, eles voltaram a revoar as ruas da capital paraense resgatando uma tradição que teve o auge há quase 50 anos. O professor e escritor João de Jesus Paes Loureiro foi um dos responsáveis pela volta dos Pássaros Juninos. Para ele, ver esses grupos é motivo de grande entusiasmo. “A revoada é uma valorização da cultura, não apenas para a população, que tem a possibilidade de ver a manifestação nas ruas, mas também para o artista, o brincante, que sente o reconhecimento”, ressaltou Paes Loureiro. Para Iracema Oliveira, guardiã do Pássaro Tucano, um dos mais antigos em atividade, o retorno da Revoada em 2013, foi um momento para

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No centro, Iracema Oliveira, guardiã do Pássaro Tucano

agradecer. “Nós só temos a agradecer por este espaço”, declarou. Em 2014, o Instituto de Artes do Pará reiniciou os trabalhos em prol dos Pássaros Juninos, com as oficinas de figurino e bordado. Mais de 40 pessoas, representando de 20 grupos de Pássaros já cadastrados no Instituto. A ideia principal do projeto foi justamente propiciar algo mais além do encontro entre os brincantes, mas principalmente a transmissão de saberes que elevam a qualidade do material apresentando durante a quadra junina, no caso a confecção de bordados para os adereços e indumentárias dos grupos. Tudo isso para não deixar morrer essa tradição. “O objetivo da nossa manifestação é repassar a cultura principalmente para crianças e adolescente para que seja perpetuada” complementa Iracema Oliveira.

Tecnologia ao lado da tradição

A novidade fica por conta do uso da tecnologia para preservar a tradição. Além da Revoada, o IAP lançou um livro sobre a manifestação cultural e preparou um Box com CD e DVD. O músico Félix Robatto dirigiu a gravação do CD com uma nova roupagem às músicas tradicionais. Vários artistas do cenário musical paraense foram convidados para interpretar as canções levadas pelos grupos de pássaros. “Reunimos nomes como Felipe Cordeiro, Camila Ronda, Larissa Leite e Keila, do tecnobrega”, enumera Félix. Foi assim que o CD ganhou versões dos Pássaros Juninos em reggae, merengue, carimbó, tecnobrega, entra outros ritmos já conhecidos. Félix lembra que não tinha contato com grupos de Pássaros até ser convidado para coordenar o projeto. “Conversei com pessoas de vários grupos, conheci as compositoras - porque nos Cordões de Pássaros, elas são maioria, e pedi que elas gravassem as músicas à capela”, conta. Depois, bastou harmonizar tudo em

O caçador e o pássaro, indispensáveis na revoada

estúdio. “Foi um trabalho muito interessante, me acrescentou muito como músico e produtor”, garante Félix. Ele avalia que há cada vez mais pessoas conhecendo e se interessando pela tradição dos Pássaros. O lançamento do CD e do DVD contribuíram para isso. “A ideia é levar as músicas para cada vez mais gente e despertar o interesse, aproximar a população da cultura tradicional”, explica. “Apesar de ser um CD de Pássaros Juninos, as músicas podem ser

tocadas em qualquer período do ano, em qualquer lugar”, conclui.

Ópera popular típica de Belém

Reconhecidos como uma tradição folclórica que nasceu em Belém, os grupos de Pássaros e Bichos são consideradas genuínas operetas, realizadas por brincantes da cultura popular. Nascida na belle époque

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por volta do ano 1900, a manifestação dos Pássaros Juninos surgiu através dos grandes espetáculos de ópera, dentro do próprio Teatro da Paz, à época de sua imponência. Segundo Tito Barata, organizador da Revoada no IAP, “foram os camareiros do Teatro que de tanto vestir as estrelas da ópera e ver trechos das encenações das coxias, resolveram eles mesmos montar suas óperas nos bairros onde moravam, ali para os seus pares”. “Os negros e índios levavam os senhores para assistir a esses espetáculos de óperas e peças teatrais. E enquanto ficavam do lado de fora esperando o final da apresentação, se reuniam para fazer o seu próprio teatro. Era brincadeira para passar o tempo”, acrescentou Olinda Charone. Por isso, justifica-se

a nobreza está fortemente ligada ao melodrama do Pássaro. “O enredo é contado a partir da nobreza. A gente percebe que o figurino é composto por roupas de época. O texto é rebuscado, com uma linguagem muito correta. ‘Dar-te-ei uma flor’, por exemplo”, analisou Olinda. Os Pássaros Juninos são também chamados de Melodrama-Fantasia porque nessa brincadeira ou teatro popular são encenadas histórias com fortes características melodramáticas: conflitos familiares, traições, dramas amorosos, vinganças, entre outras. Mas além do drama há também a parte cômica da brincadeira, além de momentos de canto e dança. Vale lembrar que toda a encenação é feita com músicas, que são toca-

Representantes de Pássaros e Bichos Juninos

das ao vivo por uma banda que acompanha o grupo. Os personagens brincados nas peças de Pássaros são diversos: nobres (como princesas, príncipes, marquesas e marqueses, condes e condessas, entre outros), matutos (que podem ser paraenses ou cearenses), índios, feiticeiras, fadas… E as roupas que cada personagem usa em cena são dignas de nos transportar para outra época e lugar, tão ricas que são em detalhes, brilhos e plumas.

Grupos de Pássaros e Cordões de Bichos Juninos são manifestações típicas da cultura paraense, encenadas com fortes características melodramáticas

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Manta de afetos em Lisboa

Fotos Junta da Freguesia de Santa Maria Maior

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urante as Festas de Santo António, em Lisboa, os bairros animam-se com várias iniciativas. Uma delas juntou 250 pessoas na construção de uma manta decorativa de retalho mas, sobretudo, de afetos.

A Manta de Santa Maria é a Maior

Celebrando as festas dos Santos Populares, que tanto dizem a Lisboa e estão profundamente arreigadas no território e nas gentes de Santa Maria Maior, a Junta de Freguesia avançou com este projeto para mostrar à comunidade o trabalho que é quotidianamente desenvolvido nos seus diversos polos, abrangendo crianças e pessoas com mais de 55 anos nas mais diferentes expressões criativas. As mantas de retalhos fazem parte de uma tradição antiga no país e nesta juntamse a sabedoria ancestral a diferentes ele-

Cobrindo a fachada do edifício da sede da Junta durante o mês de Junho

Festas de Santo António, em Lisboa Com 1700 peças, em malha ou pintadas

Com 1700 peças, em malha ou pintadas

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mentos do nosso património cultural, numa escala que quisemos bem representativa da grandeza da nova freguesia de Santa Maria Maior, o coração de Lisboa. Esta manta Maior (com 1700 peças, em malha ou pintadas), que vai cobrir a fachada do edifício da sede da Junta durante este mês de Junho, é também um contributo para reforçar a identidade de todos os que vivem e trabalham na nossa comunidade e que fazem, todos os dias, Santa Maria Maior. E é o resultado do trabalho coletivo, ao longo de muitas semanas, de 258 pessoas, que contribuíram para o resultado final. Além das marchas, dos arraiais e desse ambiente único que se vive em Santa Maria Maior nesta época dos Santos Populares e das Festas da Cidade, a manta – a nossa manta – é mais um elemento iconográfico que a nossa Freguesia oferece a Lisboa, aos lisboetas e aos que nos visitam. Esta manta é Alfama, Baixa, Castelo, Chiado e Mouraria. Esta manta é Santa Maria Maior. Esta manta somos nós. Nós todos e cada um de nós. E, perdoem-nos a imodéstia, que queremos partilhada por todos os nossos fregueses, A NOSSA MANTA É LINDA! Miguel Coelho Presidente

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Pegando onda

Paraenses descobrem o

Stand up paddle Esporte ajuda a manter o corpo e a mente em harmonia com a natureza

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Fotos Denys Sarmanho, Gilvandro Júnior

s paraenses estão cada vez mais conhecendo uma nova modalidade de esporte e lazer: é o Stand up paddle (SUP), que promete virar febre neste verão. Ele é simples e eficiente. O praticante fica em pé sobre uma prancha, com os joelhos levemente flexionados e alternando a remada. A dica do especialista no assunto Gilvandro Júnior, conhecido como Júnior, é inicialmente praticar em lugares calmos como lagoas e rios. “Tem que ter uma prancha grande e praticar em lugar calmo. Depois é partir para o mar”, disse o paraense, que compete profissionalmente essa modalidade por todo o Brasil. Júnior morou durante 12 anos no Rio de Janeiro, onde participava de competições de alto nível do esporte. Agora, de volta a sua terra natal, ele quer ensinar o que aprendeu. A prática do Stand up paddle ganha cada vez mais adeptos por todo o Brasil. Ela oferece o contato com a natureza, ajuda a manter o corpo saudável e não tem contraindi-

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cações. “É uma modalidade que pode ser praticada por todas as faixas etárias, desde uma criança de cinco anos a um idoso de 80 anos e que saiba nadar”, afirma Júnior, que se considera um personal, ou seja, atende apenas pessoas que já tenham noção do esporte. O SUP pode também ser praticado por deficientes físicos, mas esses usuários esbarram em diversas dificuldades. As pranchas devem ser adaptadas, utilizar uma mais larga e com condições de adaptação da cadeira de rodas. Por isso, a procura ainda é pequena pelos cadeirantes. No entanto, ele alerta para a importância de acompanhamento profissional. “Se praticar esse esporte com a postura errada pode piorar ainda mais a patologia”, alerta. Além disso, o praticante deve estar atento às diferenças no mar e em lagoas. “A diferença é por causa da corrente. No mar é mais perigoso”, ensina.

Esporte que faz bem para a mente

Gilvandro Júnior chama a atenção para os

benefícios da prática do Stand up paddle. “É uma atividade completa que engloba todo conceito do esporte com o remo. Trabalha os músculos das pernas e dos braços, a coluna, o tronco. Faz bem para o pulmão, para a resistência física sem contar com a interação com a natureza”, enumera. Em Belém já existem duas escolinhas próprias para o ensinamento da prática do Stand up paddle. Elas ensinam os primeiros passos como, por exemplo, manter a estabilidade em cima da prancha e remar quando tem ventos. Júnior só ensina aqueles que já têm noções básicas do esporte. “Eu sou uma espécie de personal trainer. Faço treinamentos”, explica ele, que também vai promover diversos eventos relacionados à pratica deste esporte. Júnior é experiente no esporte. Ele já deu aula até para os indígenas e foi responsável pela primeira remada no Lago de Tucurui, no Pará. O esporte surgiu no Havai, baseado em práticas antigas dos hábitos dos índios, peruanos e polinésios de remar em pé em barcos. Júnior conta que no Havai, os surfistas começaram a ficar em pé nas pranchas e a remar para poder observar as ondas em alto mar. No Brasil, o esporte foi praticado no Rio de Janeiro, já na década de 1930. Atletas internacionais como Laird Hamilton, Gerry Lopez, Dave Kalama e Robbie Naish são grandes responsáveis por difundir o esporPará+

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te nos anos 90 e até hoje. O SUP no Brasil chegou por intermédio de dois surfistas (Jorge Pacelli e Haroldo Ambrósio) trazendo equipamentos mais modernos. Logo após, este interesse foi crescendo e se tornou febre, praticado em praias do Rio de Janeiro, São Paulo, no sul do país, lagos e rios em Brasília. O SUP é um esporte completo, lúdico e que permite um contato com a natureza como poucos, atraindo adeptos de todas as idades, nas mais variadas regiões. Usar uma prancha para deslizar sobre as águas não é mais privilégio de quem mora na praia. Começar em águas calmas que são livres de obstáculos

Esporte precisa de regulamentação e incentivo Gilvandro Junior acredita que há pouco incentivo para a modalidade. “O governo precisa investir no esporte. O equipamento ainda é caro e nem todo mundo pode comprá-lo”, disse Júnior. Segundo ele, a maior parte das pessoas está atrás de uma atividade diferenciada e não de competição. “Muitos não praticam o esporte, mas tem uma vivência com a prática da atividade física. Stand up paddle de performance é diferente”, detalha.

I Remada no Lago de Tucuruí

“Não há incentivo para qualificação e para fomentar o esporte de alto rendimento, com campeonatos, por exemplo, que trariam lucro para o Estado”, afirma Junior. Segundo ele, a prática está em processo de regulamentação e não há fiscalização suficiente. Há pessoas sem autorização que dão instruções para o uso das pranchas, o que pode caracterizar uma aula, mas sem qualificação.

Valores

O aluguel de uma prancha custa em média R$ 50/hora ou R$ 200/mês, aula para iniciantes R$ 100/hora. Mas há pacotes de oito horas, por R$ 120, e de 10 horas, por R$

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O SUP é um esporte completo, lúdico e que permite um contato com a natureza como poucos, atraindo adeptos de todas as idades

150 a R$ 170. Já o valor da aula individual varia entre R$ 40 a R$ 60 por pessoa. Após ter noções básicas sobre o esporte, muitos compram o próprio equipamento. Uma prancha softboard, indicada para iniciantes, custa entre R$ 1500,00 a 3500,00. O equipamento usado acompanha remo, prancha, deck e quilha e é produzido com um material mais macio para evitar acidentes. “O equipamento é caro, pois é feito com materiais especiais e leves. Quanto maior o volume, mais estabilidade na água. Já as pranchas de alto rendimento são de fibra e mais duras, estreitas e mais caras”, detalha Junior.

tando uma programação que promete agitar este verão”, disse Júnior, que já realizou e participou de diversos eventos por todo o estado como a 1ª travessia Murubira-Farol Como eles já têm noção de remadas, eles aprenderam apenas o equilíbrio

(Mosqueiro), Marudá-Algodoal e a Marajó. Júnior se dedica agora a uma expedição que deve percorrer os estados do Maranhão e do Pará, durante cerca de 25 dias.

Competições

Em Belém, em julho, o Stand up paddle tem uma programação intensa, em conjunto com a Federação Paraense de Surfe, e que devem acontecer no distrito de Mosqueiro e no município de Salinópolis. “Estamos mon-

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Jogos Indígenas Durante a edição dos Jogos Tradicionais Indígenas do Pará, promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) e Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena, os índios de diversas etnias participaram de uma oficina de Stand up paddle, ministrada por Gilvandro Júnior, através da Amazônia SUP Surf. O evento, que aconteceu no distrito de Marudá, município de Marapanim, nordeste do estado, reuniu cerca de 30 índios das etnias Kaiapó e Gavião Kykatejê, por exemplo. “Eles aprenderam de primeira. Como eles já têm noção de remadas, eles aprenderam apenas o equilíbrio”, contou Gilvandro, que ficou satisfeito com a oficina.

Equipamento para SUP

Você só precisa de alguns equipamentoschave para aproveitar o esporte. 1 – Prancha de Stand Up Paddle: Esse é o investimento mais significativo. Tamanhos variam dependendo do peso e experiência do remador. 2 – Remo: Para começar escolha um remo que tenha de 15cm à 20cm a mais de altura Índios de diversas etnias participaram de uma oficina de Stand up paddle, ministrada por Gilvandro Júnior, através da Amazônia SUP Surf

Antes de deslizar sobre as águas tem as aulas práticas na areia

que você (importante: alguns fabricantes recomendam que essa diferença seja de 20 a 25cm). Com o tempo e com uma boa técnica desenvolvida, você saberá qual o melhor tamanho; 3 – Equipamento de flutuação individual: Alguns lugares classificam SUP como embarcações, então nesses casos é importante sempre usar um colete caso esteja em águas navegáveis e fiscalizadas; 4 – Roupas apropriadas: Para climas frios onde a hipotermia é causa de preocupação, use uma roupa de neoprene. Em climas mais quentes, use bermudas e uma cami-

seta ou roupas de banho – algo que ofereça mobilidade e que permaneça prático mesmo molhado; 5 – Filtro solar: use protetor e óculos de sol.

Técnicas para iniciantes no SUP

Quando você é novo no esporte, é melhor começar em águas calmas que são livres de obstáculos como barcos e boias. No começo, é possível que você ache mais fácil ficar de joelhos na prancha em vez de ficar em pé. Aqui estão os passos para você começar:

1 - Ficando de pé ao lado da prancha em águas rasas, coloque seu remo atravessado em cima da prancha, com a pá na água; 2 - Segure a prancha pelas bordas. Uma das mãos pode segurar o remo; 3 - Suba na prancha e fique inicialmente de joelho, um pouquinho atrás do centro da prancha; 4 - Dessa posição de

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joelhos, tenha uma noção do ponto de equilíbrio da prancha. O nose (ponta da prancha) não deve ficar para cima e o tail da prancha (parte de trás) não deve ficar submersa. 5 - Mantenha suas mãos em ambos os lados para estabilizar a prancha; Quando você estiver pronto, fique em pé na prancha aos poucos. Coloque seus pés onde os joelhos estavam. Você também pode contar com um amigo para estabilizar a prancha enquanto você pega a manha de ficar em pé nela.

Técnicas na água

Postura do remador para manter seu equilíbrio enquanto você está em pé na prancha. 1 - Seus pés devem estar paralelos. Não fique em pé nas bordas; 2 - Seus dedões dos pés devem estar apontados para frente, joelhos flexionados e suas costas eretas;

Início da travessia MurubiraFarol (Moca Radical) De stand up paddle na pororoca noturna

Na pororoca diurna de São Domingos do Capim

PA

NI

Onde praticar *Amazônia SUP Surf – Gilvandro Júnior – atende apenas como personal trainer – (91) 99800-3280 *Blue Marina - Condomínio Alphaville Belém – Pará - SUP Division – Responsável Fred Giust - Contato: (91) 8232-9800 (whatsapp) *Marina Pier 300 – Outeiro – Belém - Marenteza SUP Canoagem – Responsável Eduardo - (91) 9112- 3664/84 *Ver-o-Rio – Belém – Amazon Kite e Surf (91) 98233-4023; 98814-5209

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3 - Mantenha o equilíbrio com os quadris, não com a parte de cima do corpo; 4 - Mantenha sua cabeça e ombros rígidos e eretos, projete seu peso movendo o quadril; 5 - Seu olhar deve ser focado no horizonte, evite olhar para seus pés; 6 - Assim como andar de bicicleta, quando seu impulso para frente aumenta, sua estabilidade aumenta também. Quando você estiver confortável com o balanço da prancha em águas calmas, é hora de fazer um trajeto maior, onde a diversão realmente começa.

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Escola Fluvial vai chegar aos ribeirinhos do Marajó Projeto envolve a Universidade Federal, a Fiepa e Governo do Estado

quez, a indústria naval e a mineração são considerados pontos estratégicos, e por isso, é fundamental a participação da Academia na construção dos projetos estruturantes. “Hoje, as sociedades que avançam no seu desenvolvimento têm o conhecimento científico como principal aliado. A questão da propriedade intelectual, do empreendedorismo, da inovação tecnológica e até mesmo a discussão sobre as novas formas de modelos de desenvolvimento passam pelo conhecimento científico e os desafios que o Pará enfrenta para o avanço no seu desenvolvimento precisam disso.” Segundo o presidente da Fiepa, José Conrado, a parceria do Sistema da Indústria com a Universidade já vem de algum tempo e tem resultado em experiência de formação profissional para o resto do Brasil. “É uma parceria exitosa, na qual buscamos, primeiramente, os formandos de engenharias de todas as áreas para trabalhar no Senai como O Arquipélago do Marajó está localizado na foz do rio Amazonas, no Estado do Pará, fazendo fronteira da Amazônia com o Oceano Atlântico. É formado por aproximadamente 3 mil ilhas e 12 municípios com destaque para a ilha do Marajó, a sua maior ilha, com 49.602 m² instrutores e levamos essa experiência para o resto do país”, disse Conrado. Ele resFotos Arquivo tivo e do governo do Estado que discutem saltou ainda a importância do convênio com propostas de parcerias em projetos estra- a Faculdade de Engenharia Naval da UFPA Universidade Federal do Pará tégicos para o desenvolvimento do Pará. “É “para a construção de uma grande embarca(UFPA), por meio da Faculdade fundamental compreender que hoje esses ção, que servirá de escola, focada nos munide Engenharia Naval, e a Fede- setores (governo, setor produtivo e acade- cípios do Marajó”. ração das Indústrias do Esta- mia) se retroalimentam, ou seja, um precisa O diretor regional do Senai, Gerson Pedo do Pará (Fiepa/Sesi/Senai) do outro para continuar avançando e pro- res, afirmou que, apesar do Marajó não ser firmaram um acordo para a construção da mover os benefícios que a cada um é devido uma região com muitas indústrias, a qualiEscola Fluvial. O convênio irá atender ao ar- por sua responsabilidade e missão institu- ficação profissional pode ser fundamental quipélago do Marajó, uma das regiões com cional”, afirma o reitor da UFPA, Carlos Edil- para mudar a realidade dessa localidade graves problemas sociais, entre eles, difi- son de Almeida Maneschy. pouco assistida. “Precisamos primeiraculdades de acesso à saúde, à educação, ao Atualmente, está sendo realizada uma mente olhar para a necessidade das pessosaneamento e à segurança. agenda periódica para a discussão de pro- as, e temos a certeza de que esses cursos, A formação de mão de obra qualificada jetos importantes para o desenvolvimento com alta empregabilidade, irão proporem municípios ribeirinhos deve reunir for- do Pará. Segundo a secretária adjunta de cionar a geração de emprego e renda para ças de diversos setores, como da Adminis- Estado de Desenvolvimento Econômico, essa população”, comenta Gerson Peres, retração Superior da UFPA, do setor produ- Mineração e Energia, Maria Amélia Enri- velando que outras escolas fluviais devem

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surgir futuramente. “Além das nossas 15 unidades fixas espalhadas pelo Pará, o Senai também trabalha com 21 unidades móveis, que são carretas equipadas levando qualificação profissional para os lugares mais distantes deste estado. Mas com um estado continental como o nosso, precisamos sempre de mais, e assim deverá acontecer com a Escola Fluvial, pois a demanda é muito grande”, completa Gerson Peres.

Escola Fluvial em construção

De acordo com o convênio, a UFPA fica responsável pela elaboração e execução do projeto de construção da Escola Fluvial. A construção da embarcação deve iniciar ainda este ano, com recursos financeiros advindos da parceria com o Sistema Fiepa, na ordem de R$ 260 mil. A Escola vai dispor de salas de aula e laboratórios para a realização de cursos gratuitos nas áreas de informática, alimentos, confecção, refrigeração, soldagem, mecânica e construção civil. O prazo para colocar a Escola em funcionamento é de 24 meses. A expectativa do Sistema Fiepa é formar 900 pessoas a cada vez que a embarcação atracar em um município ribeirinho.

Modelo do Navio Escola Fluvial já em atividade

Marajó está carente O Arquipélago do Marajó está localizado na foz do rio Amazonas, no Estado do Pará, fazendo fronteira da Amazônia com o Oceano Atlântico. É formado por aproximadamente 3 mil ilhas e 12 municípios com destaque para a ilha do Marajó, a sua maior ilha, com 49.602 m². É considerada a maior ilha fluvial-marítima do mundo, superando a área da Bélgica ou da Holanda. Possui praias com águas calmas, com grande variedade de pássaros e peixes. É a terra do açaí, de ritmos quentes, como o carimbó e o lundu, e da cerâmica marajoara. Mas, o Marajó sofre com a falta de desenvolvimento e tem um baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O município paraense de Melgaço, por exemplo, ficou na pior posição do ranking de IDH do País,

no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, com um índice de 0,418 num intervalo que vai de 0 a 1. O índice abaixo de 0,499 é considerado muito baixo. O Pará tem mais sete municípios nessa condição. O que esses municípios têm em comum, é um histórico de baixo desempenho na educação, apesar de o estudo ter apontado uma melhora, principalmente nos anos finais do ensino fundamental. No caso de Melgaço, metade da população é analfabeta, o que não difere muito do cenário dos demais municípios. Soma-se a isso a baixa densidade demográfica e o fato de mais de 85% da população estar em área rural, o que dificulta o acesso do Poder Público à comunidade. Isso torna necessária uma estrutura de barcos para poder reunir os alunos na escola. São circunstâncias que fazem com que muitas crianças não consigam frequentar a sala de aula.

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REPORTAGEM ESPECIAL

Indústria brasileira de olho no alumínio do Pará

Crise econômica faz Brasil perder competitividade no mercado internacional Texto Celso Freire Fotos Ascom Seicom, Cristino Martins, João Ramid, Sideney Oliveira / Ag. Pará e Site Abal

A

indústria do alumínio está em estado de alerta. A produção do minério entrou em crise e vem decrescendo a cada ano após ter produzido 1,7 milhão de toneladas em 2008. No ano passado, a produção caiu para 950 mil toneladas e a previsão para este ano não são nada animadoras. Pelo contrário, são péssimas. A produção do alumínio pode chegar a 780 mil toneladas. Agora, os olhos dos brasileiros se voltam para o Estado do Pará. A discussão sobre a competitividade deste minério valioso no Brasil passa obrigatoriamente pelas terras parauaras. “A importância do Pará na cadeia produtiva do alumínio é fundamental, com a produção da mineração da bauxita, a produção da alumina, e a produção do faturado do alumínio, ou seja, toda a cadeia produtiva”, revelou o presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Milton Rego. Ele entregou aos deputados estaduais paraenses, o relatório “Benefícios econômicos e potencial de geração de emprego e renda da indústria do alumínio no Pará”. Pelo documento, a indústria obteve um faturamento de R$ 7,253 bilhões em 2014. Ela foi responsável por cerca de 8 mil empregos diretos e mais de 4,5 mil empregos indiretos, sustentados por quase R$ 1 bilhão em compras de bens e serviços realizados no próprio Estado do Pará.

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Pará precisa recuperar mercado nacional e internacional

No final do mês de maio deste ano, o Governo do Estado do Pará se comprometeu em prorrogar por mais 15 anos os incentivos fiscais para as empresas sediadas no Pará. A ideia é priorizar os empreendimentos que verticalizem a produção, ou seja, as indústrias de transformação. Outra ideia é

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Evolução dos investimentos na cadeia do alumínio, Brasil

R$ bilhões*

7 6

0

2004

2005

2006

2007

[*] A preços de 2013, corrigidos pelo IGP-DI [**] Estimativas com base em dados do BNDES.

Presidente da Abal - Milton Rego

colocar em prática a instalação de projetos em regiões com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com o objetivo de aquecer a economia, gerando empregos e desenvolvendo áreas como o comércio, serviços e construção civil. “Sabemos a relação positiva e estratégica para o Estado deste tema, por isso nossa preocupação em aprofundar ao máximo o assunto, permitindo que o melhor resultado desse esforço seja para o Estado, para a

Trabalhando com a verticalização da cadeia do alumínio, produzindo cabos e vergalhões

2008 2009

2,175

2,551

2,692

2,868

2,284

2,278

3,180

2003

5,099

2001 2002

2,877

1

3,594

2

3,428

3

5,693

4

6,648

5

3,082

E essa preocupação com a produção local, tem razão de ser. O estado é responsável por 90% da bauxita produzida no país e se o problema atingir essa produção, a situação pode piorar ainda mais. O problema é que o Pará corre o mesmo risco que os demais estados. Na verdade, são três grandes riscos para as atividades da cadeia no estado: a elevação de impostos na área mineral, os altos custos com energia elétrica, combustível e o possível fim do diferimento do ICMS. Essas situações podem dirimir o retorno dos negócios das empresas sediadas no Pará, com reflexos sobre o emprego, a renda e a arrecadação de impostos. Esses riscos inibem novos investimentos e retardam a implantação de projetos industriais previstos para a Região Norte. O presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Milton Rego, foi enfático ao dizer que, para recuperar a produção da indústria, basta simplificar a questão tributária. “No mundo, não existe um país mais complexo do que o Brasil e que mais tributo é cobrado de maneira errada ao longo da cadeia”, constatou. Quando se faz uma substituição tributária, que não é uma redução tributária, você torna as coisa mais fáceis, segundo Milton. E quanto mais etapas você tem nesta indústria, menos complicado é. “Nós vemos as indústrias sendo fechadas. Se a gente não fizer nada, isso vai continuar”, decreta.

2010 2011 2012** 2013** 2014** Fonte: Pesquisa Industrial Anual, IBGE.

população e para o setor produtivo”, disse o governador do Estado Simão Jatene. Segundo ele, a política fiscal está baseada em três critérios – inovação, sustentabilidade e verticalização. A secretária adjunta de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Maria Amélia Enriquez ressalta que se esses incentivos fossem retirados das empresas, elas ficariam em desvantagem em relação àquelas outras empresas que vem de fora e já recebem algum tipo de incentivo. “Considerando o cenário de recessão que vivemos, precisávamos manter esse pacote de incentivos por mais tempo”, disse. A empresa Alubar Metais S.A, instalada desde 1998 no polo industrial de Barcarena, é uma das que receberam os benefícios do Estado para a instalação, já que trabalha com a verticalização da cadeia do alumínio. Segundo diretor executivo da empresa, Ricardo Figueiredo, a Alubar emprega 478 funcionários diretos e 715 empregos indiretos, e mantém projetos sociais e políticas internas de incentivos à qualificação colaborando para o desenvolvimento da região. “Os incentivos fiscais propiciaram condições para que a Alubar pudesse montar a indústria e fazer esses investimentos”, ressalta. “Temos projetos sociais patrocinados pela empresa como o Japiim e a Catavento”, finalizou. Além da Alubar, outras empresas produzem o alumínio no Pará e estão associadas a Abal: Alcoa, Hydro e Votorantim. As empresas paraenses desses setores responderam por cerca de 13,4% do PIB da cadeia do alumínio no Brasil em 2014. Segundo dados da Pesquisa Industrial Anual do IBGE, em 2012, as empresas da cadeia paraense de alumínio arrecadaram R$ 724 milhões, o que representou 52,3% de seu Produto Interno Bruto. Estima-se que em 2014, o volume de impostos tenha chegado a R$ 745 milhões. “Esses resultados impactam positivamente sobre o desenvolvimento humano e o crescimento econômico da www.paramais.com.br

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região”, constatou o presidente da Abal, Milton Rego. Entre 2006 e 2014 o valor da produção caiu 4,5% ao ano em termos reais devido a redução da produção física de alguns produtos, às trajetórias de preços dos bens e à evolução perversa de custos industriais. Como exemplo, a energia elétrica, principal componente de custos do alumínio primário, que teve seu custo aumentado em 275% entre 2001 e 2014. No Pará, essa elevação foi ainda maior: 296%. Outros motivos foram à trajetória de preço do alumínio no mercado internacional, e o aumento de custo levou à redução da produção, que ficou abaixo de 1 milhão de toneladas em 2014, valor muito inferior ao 1,7 milhão de toneladas produzidas em 2008.

Federação da Indústria busca opções para sair da crise

As empresas sediadas no Estado do Pará estão ainda mais preocupadas com a atual situação que vive o país. O vice-presidente sênior de operações de bauxita e alumina da Hydro, Alberto Fabrini Jr, foi até a Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) para expor os problemas e debater o tema. Entre os assuntos abordados estavam o custo de energia elétrica e as dificuldades para novas iniciativas. “Sabemos o quanto a empresa é importante para o desenvolvimento do Estado, o quanto é comprometida com um formato de produção responsável e sus-

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tentável e que sempre temos um canal de diálogo para, juntos, contribuir para o Estado e para a sua gente. Estaremos sempre de portas abertas para apoiar o grupo no que for necessário”, disse naquela ociasão, o presidente da Fiepa, José Conrado Santos. O grupo Hydro é líder na comercialização da bauxita (50%), refina 56% da alumina e opera cerca de 1/3 da produção de alumínio primário do país. Atualmente gera 8.500 empregos diretos e indiretos no estado, e gera consumo anual de compras por volta de R$ 600 milhões. Segundo número da empresa, o lucro operacional ajustado antes de juros e impostos (EBIT) aumentou para R$ 299 milhões no primeiro trimestre de 2014 em comparação com os R$ 176 milhões do

Maria Amélia Enriquez, secretária adjunta de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia

No fim do mês de maio, o Governo do Estado se comprometeu a prorrogar por mais 15 anos os incentivos fiscais para empresas no Pará

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quarto trimestre de 2013. O resultado foi influenciado por volumes de vendas sazonais mais altos e melhor produção de energia na Noruega. Ao assumir as operações de alumínio no Pará, em 2011, a Hydro passou a contar com a única cadeia mineral verticalizada no Estado. As atividades vão desde a lavra de bauxita, realizada pela Hydro Paragominas, seguida do refino da alumina na Hydro Alunorte, em Barcarena, e a produção de metal primário pela Albras, também localizada em Barcarena.

Minério com alto poder de reciclagem: o meio ambiente agradece

Segundo a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) as empresas no Brasil não se limitam a cumprir as legislações e normatizações em vigor, mais que isso, se antecipam às necessidades econômicas, ambientais e sociais do entorno onde estão instaladas. Promovem a restauração de áreas mineradas, destinam da melhor forma seus resíduos gerados, trabalham incessantemente na redução das emissões atmosféricas e na eficiência energética de seus processos, além de ampliarem, de forma contínua, o alcance de suas ações nas comunidades. As indústrias associadas a ABAL apresentam progressos significativos de redução de emissões no processo de produção de alumínio primário. De 1990 a 2010, enquanto a produção aumentou 67%, as emissões de CO2 elevaram 62% e as emissões dos perfluorcarbonos (PFCs) tiveram queda de cerca de 57%.

Reciclagem é fundamental

A afirmativa é do presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Milton Rego. Segundo ele, essa prática torna o alu-

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Produção de bauxita no Pará, 1980-2014 100%

35.000 30.000

90%

25.000 80%

20.000 15.000

70%

10.000 60%

5.000 0

Fonte: Abal

1980

1985

1990

1995

milhões de toneladas

2000

2005

2010

2014

50%

participação na produção nacional

A reciclabilidade é um dos principais atributos do alumínio e reforça a vocação de sua indústria para a sustentabilidade em termos econômicos, sociais e ambientais

mínio competitivo. “Como a energia para reciclar o alumínio é muito baixa, equivale a 5% para produzir o minério, é muito fácil e barato reciclar”. Mas infelizmente, o alumínio, que é considerado infinitamente reciclável, não está sendo bem utilizado no Brasil. Enquanto na Europa, metade do que é consumido com o alumínio vem da reciclagem, no Brasil, essa excelência ainda não Extração de bauxita (minério do alumínio), na localidade de Porto Trombetas, município de Oriximiná, a 880 quilômetros de Belém

chegou. Segundo Milton Rego, o consumo deste minério no país é muito recente. Se uma latinha de refrigerante, por exemplo, volta para a prateleira de um supermercado em 60 dias, na construção civil essa reciclagem aumenta para cerca de 40 anos. Por conta disso, o Brasil recicla apena 1/3 do que é consumido. Entre os fatores que contribuem para esta pequena utilização estão dois fatores: o primeiro é a falta do próprio alumínio para reciclagem ainda em uso e segundo, as questões tributárias que limitam a sua utilização. Os estados reduzem a alíquota do ICMS a 0% para o material reciclável, mas quando esse material atravessa a fronteira, ele paga integralmente a alíquota. Isso faz com que aumente os custos utilizando o alumínio de outros estados. “Claro que ninguém faz isso. Então você reduz o tamanho das indústrias de reciclagem e ai reduz a eficiência”, comenta Milton Rego. Para auxiliar as empresas nos desafios da sustentabilidade em rumo a uma economia verde, a ABAL criou em 1981 a Comissão de Meio Ambiente, que em 1998 incluiu em suas atribuições o tema de sustentabilidade e, em 2009, agregou o Grupo de Trabalho de Mudanças Climáticas. www.paramais.com.br

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Produção e consumo de produtos de alumínio

realizadas em Barcarena, representaram 20,5% do PIB municipal nesse ano.

Mil toneladas

Consumo do alumínio no Brasil

1.600 1.500 1.400

,2% ento 3 crescim

1.300

a.a.

a.a. 5,8% ento m i c cres

1.200 1.100 1.000

Produção 900

Consumo

800 2006

2007

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A bauxita Considerando o clima e a cadeia produtiva, o Pará é o melhor lugar do mundo para produzir alumínio, que não é encontrado diretamente em estado metálico na crosta terrestre. Sua obtenção parte da mineração da bauxita e segue para as etapas posteriores de refinaria e redução. A bauxita é um minério que pode ser encontrado em três principais grupos climáticos: o mediterrâneo, o tropical e o subtropical. As reservas brasileiras de bauxita, além da ótima qualidade do minério também estão entre as maiores do mundo. A produção mineral da bauxita é particularmente importante nos municípios do interior do estado. Segundo dados do IBGE, o PIB a preços de mercado dos municípios de Juruti, Oriximiná e Paragominas foram de, respectivamente, R$ 496 milhões, R$ 1,174 bilhão e R$ 1,558 bilhão, em 2012. Distribuindo o PIB da extração da bauxita, que foi de R$ 702 milhões, em 2012,

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pela produção de bauxita em cada município, chega-se a participação do PIB da cadeia do alumínio no total do PIB municipal de 36,4%, em Juruti, 17,8% em Oriximiná, e 20,1% em Paragominas. As atividades de produção de alumina e alumínio, ambas

Os hábitos dos consumidores mudam com o tempo e o alumínio sempre acompanhou essas mudanças, atendendo, graças às características próprias do metal, às novas exigências da vida moderna. Isso explica a permanência do alumínio como componente ou principal matéria-prima de uma extensa relação de bens de consumo. O minério oferece grande resistência à corrosão o que, no dia-a-dia, significa mais durabilidade e proteção contra intempéries. Segundo presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Milton Rego, o alumínio substitui o aço, sem nenhum problema. “Substitui o aço na construção civil, utilidade doméstica, na produção de automóveis... É um metal tão resistente quanto o aço e muito mais leve”, exemplifica Milton que citou ainda novos produtos que são lançados no mercado produzidos com o alumínio, como os painéis fotovoltaicos, sistema a energia solar.

Cadeia produtiva da indústria do alumínio no Pará Energia elétrica

Energia elétrica

Soda Cáustica

Fundentes

BAUXITA

ALUMINA

Combustíveis

Combustíveis

Mão-de-Obra

Coque

Cal, vapor e outros insumos

Piche

Semimanufaturados

Produtos

Aplicações

Cabos nus

Alumínio primário

Fios e Arames

Cabos revestidos

Indústria de Eletricidade

Outros

Mão-de-Obra

Fonte: Abal

O alumínio em seu dia a dia • • • • • • • • • • • •

Utensílios domésticos - Panelas, assadeiras e acessórios ganham sofisticação e durabilidade. Móveis e decoração - Na indústria moveleira, une beleza, resistência e durabilidade. Eletroeletrônicos e linha branca - Oferece acabamento superficial valorizam qualquer produto. Artigos esportivos - Ficam mais leves, duráveis e eficientes graças às características do metal. Automotivo e Transportes - Fundidos de alumínio derivam cada vez mais soluções eficientes para essa indústria. Transporte Aéreo - Alta resistência e leveza fazem do alumínio o material de excelência para aviões. Naval - Até 30% mais leves, demandam economia de combustível. Ferroviário - Resiste a cargas complexas, ao desgaste e às forças aerodinâmicas. Construção Civil - Soluções são facilmente montados e manuseados nos canteiros de obras Descartáveis - As embalagens descartáveis de alumínio são versáteis em todos os sentidos. Indústria Elétrica - Distribuindo energia através de fios e cabos. Indústria Química – São obtidos pastas e pós que servem de matéria-prima para diversos segmentos: explosivos, siderúrgico, mineração, refratários e pigmentos.

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Prefeitura avança na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos Texto Noely Lima Fotos Oswaldo Forte

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Prefeitura Municipal de Belém deu, um importante passo no cumprimento do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê o fechamento dos lixões em todo o país. “Foram dois anos lutando para organizar condições adequadas para irmos para o novo destino que, aliás, atende todas as preocupações ambientais e sociais”, declarou o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, ao firmar acordo com a empresa Guamá Tratamento de Resíduos, proprietária do aterro sanitário localizado no município de Marituba para onde será levado o lixo produzido em Belém. O contrato foi assinado no final da tarde desta quinta, no Palácio Antonio Lemos, e contou com a presença dos secretários municipais de Saneamento e Meio Ambiente, respectivamente, Dino Cavet e Deryck Martins, além do promotor de Justiça de Meio Ambiente de Belém, Raimundo Moraes. O novo aterro sanitário é o único devidamente licenciado em todo o Estado do Pará e passa a receber o lixo que antes era destinado ao lixão do Aurá, em Ananindeua. O contrato é o primeiro passo para o processo de encerramento do lixão do Aurá, previsto na Lei 12.305, que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos e que determina que todas as administrações públicas municipais, independente do seu porte e localização, devem construir aterros sanitários e encerrar as atividades dos lixões. A maior preocupação da administração municipal é garantir que após o fechamento do Aurá, os catadores tenham opções de trabalho e não sejam prejudicados. “Estamos na busca de fazer com os catadores a coleta seletiva e também publicando uma legislação nova para garantir que grandes geradores de lixo possam também fornecer material reciclável para atender as pessoas que estão ainda trabalhando de maneira degradante, socialmente injusta e ambientalmente imprópria”, declarou o prefeito, acrescentando: “É um aterro sanitário licenciado ambientalmente na Região Metropolitana e que atende todas as preocupações ambientais e sociais. É

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Prefeito Zenaldo Coutinho concede entrevista coletiva para falar sobre coleta e destinação de lixo

outra condição, outro cuidado e com outro manejo. Vamos sair da idade da pedra que Belém ainda está de destinar seu lixo para um lixão a céu aberto. A expectativa é que durante este período, até o início do mês de julho, a gente consiga consolidar esta etapa e comece a abastecer mais matéria prima limpa no Aurá e o lixo sujo que precisa ter um destino adequado seja levado para o aterro da empresa”. O promotor de Justiça de Meio Ambiente de Belém, Raimundo Moraes, destacou a iniciativa da prefeitura de Belém, que sempre se manteve aberta ao diálogo com todos os setores envolvidos na questão. “Foi um ato de gestão corajosa, pois o prefeito demonstrou o interesse em resolver o problema. Demos um grande passo, mas a prioridade da Lei não é simplesmente fechar o lixão do Aurá, mas desativá-lo com a inserção dos catadores, ou seja, é o trabalho deles que vai permitir o encerramento definitivo do lixão”, destacou o promotor. De acordo com o diretor de operações da empresa Guamá, Reinaldo Bomfim, o aterro sanitário vem sendo preparado, desde 2009, para receber os resíduos dos municípios da Região Metropolitana. “Par-

Prefeitura avança na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.indd 28

ticipamos de seis audiências, todas com a presença do Ministério Público e agora a expectativa é iniciar o trabalho no dia 5 de julho. São 100 hectares que foram concebidos para atender a Região Metropolitana, sendo o único aterro licenciado no Estado do Pará”, enfatizou.

Cores Internacionais da AZUL

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Papel, Papelão

Madeira

VERMELHO

LARANJA

Plástico

Resíduos Perigosos

VERDE

BRANCO Resíduos ambulatórios e de serviços de saúde

Vidro

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Lixão do Aurá será desativado

compromisso assumido pela administração municipal com os catadores”, completou Zenaldo. O promotor de Justiça Raimundo Moraes, titular da Promotoria do Meio Ambiente, destacou a importância da transparência do processo para o cumprimento das ações que colocarão um fim ao lixão. “O problema ainda não está resolvido, pois não se desconstrói uma situação dessas sem conflitos. Existem muitos interesses que querem que a situação seja mantida, mas vamos nos manter firmes no nosso propósito. E a obrigação não é somente do prefeito, mas de todos nós, que somos os representantes da humanidade nesse processo”, enfatizou o promotor, destacando o empenho da Prefeitura de Belém, que sempre se manteve aber-

Prefeito Zenaldo Coutinho anuncia o fim do despejo dos resíduos sólidos de Belém no lixão do Aurá

O

prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho expos as providências que vêm sendo adotadas para o encerramento do lixão do Aurá, localizado no município de Ananindeua, Região Metropolitana de Belém. A prefeitura de Belém assinou contrato com a empresa Guamá Tratamento de Resíduos, proprietária de um aterro sani-

onais da Coleta Seletiva MARROM

AMARELO

Resíduos Orgânicos

Metal

CINZA Resíduo geral não reciclável, misturado ou contaminado, não passível de separação

ROXO Resíduos Radiotivos

Resolução: CONAMA 275/01. Cores Internacionais

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tário localizado em Marituba, o qual passará a receber, a partir do próximo dia 5 de julho, o lixo produzido em Belém. A necessidade do encerramento do lixão em caráter de urgência foi o principal destaque da reunião desta terça-feira, que contou com a presença de jornalistas e servidores da Sesan. “No lixão do Aurá, as pessoas são mantidas em condições degradantes, socialmente injustas e ambientalmente impróprias. Precisávamos buscar alternativas para o fim dessa situação, daí a necessidade de assinar em caráter emergencial com a empresa responsável pelo aterro sanitário em Marituba, que é o único devidamente licenciado em todo o Estado do Pará”, declarou o prefeito de Belém, que ressaltou a importância do envolvimento dos catadores no processo. “Esta é uma decisão complexa, que necessita da participação de todos. Fizemos cadastro social, criamos estrutura dentro do lixão com creches para crianças e uma inclusão permanente das pessoas que vivem e trabalham no local. Necessitamos do envolvimento dos catadores, por isso chegamos a reunir diversas vezes com as cooperativas e colocamos a nossa intenção de dar condições dignas de trabalho para toda a categoria, mas muitos continuam relutando. Por isso, aproveito para reforçar o

Prefeitura avança na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.indd 29

ta ao diálogo. “O importante nesse processo é a transparência e isso a prefeitura de Belém vem fazendo desde o início, aliás, esse foi um compromisso assumido pelo prefeito Zenaldo quando ainda era candidato à prefeitura e que agora vem sendo colocado em prática. O prefeito de Belém sempre demonstrou interesse em resolver o problema, o que não ocorreu na gestão passada, quando tivemos muitos problemas com o gestor anterior, que fez tudo ao contrário e não conseguimos avançar em nenhum ponto. Por isso, digo que hoje Belém está de parabéns, pois a prefeitura vem se mantendo firme no propósito de resolver essa questão de forma transparente”. O prazo para o fim do despejo dos resíduos sólidos de Belém no lixão do Aurá é o dia 5 de Julho. A partir desta data, os dejetos vão ser depositados no aterro sanitário de Marituba e os catadores vão trabalhar na coleta seletiva domiciliar e em outras atividades para saírem do lixão. O fechamento do lixão está previsto na Lei 12.305/2010, que trata da política nacional de resíduos sólidos e que determina que todas as administrações públicas municipais, independente do seu porte e localização, devem construir aterros sanitários e encerrar as atividades dos lixões. Pará+

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Você é o único responsável por seu objetivo. Potencialize sua memória

10 super dicas se preparar para concursos e vestibulares Texto Wesley Dmitruk*

1) Prepare um ambiente adequado para seus estudos É importante ter um ambiente no qual você possa estudar com tranquilidade; músicas que mantenham um ritmo constante podem ajudar a se concentrar, ao contrário das que possuam muitas variações de ritmos e tons que podem distrair sua atenção. Além disso, manter a televisão ligada enquanto estuda é bastante contraprodutivo para sua concentração, assim como ambientes barulhentos ou com muitas pessoas conversando ao redor. Evite ao máximo ambientes onde pratica outras atividades e, principalmente, estudar em sua cama.

2) Pausas são muito importantes

Temos um limite para nossa concentração e foco de atenção, e esse limite é estimado em 45 minutos. Não é a toa que nas escolas as aulas geralmente têm esse período de duração. Após esse tempo, a concentração diminui e podemos perder o foco, por isso, pausas de 5 a 10 minutos a cada hora de es-

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10 super dicas se preparar para concursos e vestibulares.indd 30

tudo são fundamentais para a absorção da informação estudada.

3) 1, 2, 3, pausa...

Quando se fala de aprendizado, pouco significa muito e, em média, 3 é o número de informações que conseguimos absorver e reter com eficácia em nossa memória a cada bloco de informação. Na prática, isso significa que para melhorar a performance de sua memória é adequado segmentar seus estudos; se você tem 12 itens para estudar, programe-se para 4 sessões com 3 itens de estudo e faça uma pausa de 5 a 10 minutos entre cada sessão.

4) Mnemônicos e Mapas Mentais

Mnemônicos são pequenos truques mentais que podem ser utilizados para aproveitarmos ao máximo nosso poder de memorização enquanto Mapas Mentais são estratégias altamente eficazes para colocarmos no papel, ou seja, são representações do que estamos aprendendo e da forma que são organizadas em nossas mentes. Um mnemônico pode ser criado com música ou com imagens; se você está estu-

É importante ter um ambiente no qual você possa estudar com tranquilidade

dando um determinado tema e vem a sua mente uma imagem qualquer, ao se lembrar dessa imagem certamente você se lembrará do que está estudando. Por exemplo, se você está estudando um determinado assunto e vem à mente a imagem de uma girafa verde pilotando um disco voador, esse é seu mnemônico em relação à essa matéria. Quando lembrar dessa imagem se recordará também da matéria; aliás, não importa se a imagem tem lógica ou se é absurda, pois a memória humana funciona de forma associativa. Outra estratégia eficaz de memorização é www.paramais.com.br

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utilizar uma música que você gosta e que conhece bem. Assim, se você precisa memorizar uma fórmula ou um determinado texto, pode repeti-lo algumas vezes no mesmo ritmo dessa música, pois dessa forma também se lembrará daquela informação. Mapas Mentais são excelentes para memorização e retenção de informações pois refletem a estrutura de aprendizados do próprio cérebro.

5) Alimente-se adequadamente e mantenha-se hidratado

Quando em atividades mentais, como estudar, nossos cérebro chegam a utilizar até 60% da energia que consumimos, por essa razão é importante estar bem alimentado para que sua mente tenha uma performance eficaz. No entanto, se você planeja estudar no período da tarde, comer uma feijoada no almoço certamente não vai ajudar, pois é um tipo de alimentação que exige muita energia para ser digerida. Alguns alimentos comprovadamente aumentam sua performance mental. Fígado de boi, peixes gordos como atum, salmão e cavalinha, ovos e grãos são bons exemplos de alimentos que estimulam a performance de seu cérebro. Água é um dos melhores condutores elétricos do planeta e toda a comunicação em nossos cérebros ocorre por eletricidade, portanto se você ainda não se motiva a manter seu corpo hidratado, eis aqui uma boa razão para fazer isso: seu cérebro funciona melhor quando está hidratado e para manter-se assim o ideal é tomar água em pequenas quantidades e muitas vezes ao dia. Uma boa forma de medir sua hidratação é observar a urina: se esta é clara e sem odor, você está hidratado, já a urina amarela e com odor indica pouca hidratação. Vale a pena lembrar que refrigerantes e álcool podem, na verdade, desidratar o sistema. E no dia da prova levar água e chocolate é muito importante; água para hidratar e chocolate para gerar instantaneamente a energia que seu cérebro vai precisar.

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6) Durma bem

Durante o sono seu cérebro organiza aquilo que aprendeu enquanto estava acordado, por isso dormir bem é fundamental em qualquer processo de aprendizado, embora a quantidade ideal de horas de sono pode mudar de pessoa para pessoa. Durante o sono nosso cérebro passa por diversas fases diferentes e cada ciclo dura aproximadamente 90 minutos, assim pode ser muito interessante programar seu sono para respeitar esses ciclos. Um cochilo de 15 minutos no meio do dia, após a refeição ou durante a tarde, é comprovadamente eficaz para aumentar nossas performances e reter aprendizados, melhorando a capacidade de memória e renovando a disposição física.

7) Aprenda a respirar de forma adequada

Respirar de forma adequada é fundamental para oxigenar o cérebro, pois nos ajuda a respeitar a ergonomia e nos mantém em estado de tranquilidade, evitando sentimentos negativos, como a ansiedade por exemplo. Muitas pessoas parecem ter se esquecido como respirar de forma adequada e devem treinar para isso. O ideal é que a respiração ocorra na área do abdome; para medir sua respiração, respire fundo e perceba se seus ombros se movimentam, caso isso ocorra você NÃO está respirando fundo e deve treinar trazendo o ar cada vez mais para baixo a cada inspiração e expirando o ar totalmente na sequência. Quando perceber que consegue trazer o ar até a região do umbigo e seus ombros não se movimentam mais, é porque chegou na respiração adequada.

8) Faça as pazes com o tempo

Uma vez que você tenha organizado uma rotina de estudo com tempo e intervalos programados, respeite essa programação e evite alongar seus estudos com aquela história de “vou estudar apenas mais esse item....”. Aproveite para utilizar essa motivação de forma possibilitadora, pois se você parar no momento programado, além de se

Durante o sono seu cérebro organiza aquilo que aprendeu

educar, vai cultivar aquela vontade e curiosidade irresistível de continuar naquele tema, o que vai facilitar a continuidade no próximo dia.

9) Se não dá… então faça outra coisa

Muitas vezes gostaríamos de poder “mandar” em nossos cérebros, no entanto também temos nosso ritmo natural e, às vezes, simplesmente não conseguimos entrar ou manter um bom estado de trabalho. Ficar brigando com você mesmo não é a melhor forma de conseguir isso e, se não está conseguindo se concentrar em algo, faça outra coisa, mude de matéria ou vá dar uma caminhada, conversar com alguém, para então retomar mais tarde. Pode ter certeza de que estará em um estado de mais possibilidades para isso.

10) Cuide de seu objetivo

Você e seu amigo querem prestar o mesmo concurso, no entanto esse mesmo amigo lhe convida para balada toda noite dizendo “depois você estuda”. O que você vai fazer? Lembre-se de que você é o único responsável por seu objetivo e, às vezes sair para se divertir pode ser muito importante em sua rotina; no entanto apenas você é quem pode determinar isso. (*) Coach e Consultor em T&D formado em Adminstração de Empresas, é especialista em PNL Sistêmica (Programação Neurolinguística), TLT (Terapia da Linha do Tempo), Constelações Familiares e Sistêmicas, Tapping e Linguagem Erickssoniana. Com 15 anos de experiência em T&D (Treinamento e Desenvolvimento) Coaching Sistêmico e cursos de formação em PNL, seu trabalho é direcionado ao desenvolvimento humano buscando o despertar do Pensamento Sistêmico

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Coletivo Black Soul Samba há 5 anos se destaca no cenário cultural paraense realizando a Mostra de Música “Black Soul Samba”, e certamente tem sido fundamental no cenário musical e cultural de Belém, com efeitos em todo o Pará e reflexos nacionais, pois movimenta um fluxo de aproximadamente 15 mil pessoas por ano, configurando-se como uma agenda central na circulação de bandas autorais, DJs e demais artistas da nossa região. A Black Soul Samba é presença constante em sites, blogs, jornais e canais de televisão locais, elogiada por formadores de opinião não só da mídia paraense, mas também por artistas conhecidos nacionalmente como Andréia Dias, Bongar, Rapadura Xique Chico, Felipe Cordeiro, Mestre Vieira e Trio Manari. Em cerca de 210 eventos realizados, desde dezembro de 2009, a Black Soul Samba já recebeu mais de 60 bandas e 50 DJ´s convidados. Os eventos Black Soul Samba, atualmente comandados pelos dj´s e produtores: UIRÁ SEIDL, EDDIE PEREIRA, KAUÊ ALMEIDA e HOMERO DA CUÍCA, são fortemente marcados pela disseminação da música e cultura de valor e representatividade histórica. A aproximação artística com o samba-rock e black music universal, não os distancia de autênticos patrimônios culturais paraenses, como o carimbó e guitarrada paraense, e ademais, na marcante homenagem a grandes nomes da música regional e nacional. Fato que torna o Coletivo BSS, um autêntico defensor do que há de mais valor artístico na música negra e brasileira, planejada e or-

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Kauê Almeida, Homero da cuíca, Eddie Pereira e Uirá Seidl do Coletivo Black Soul Samba

ganizada como uma verdadeira celebração da boa música de valor histórico. A Black soul samba não se prende a rótulos e convenções limitadas sobre o que significa a black music, pois entende o processo da criação musical como algo amplo e multifacetado, espalhado por todo o planeta:seja no blues norte-americano, no samba baiano, no afrobeat nigeriano ou ainda na cumbia colombiana, ou seja: todas as cores da “black music”, literalmente, como diz o seu “slogan”.

Desde fevereiro de 2015, o Coletivo realiza seus eventos no Tábuas de Maré Sunset Bar, numa periodicidade quinzenal, além de eventuais participações em festivais e outros eventos culturais, tendo em vista que a BSS pode ser contratada para eventos de terceiros, conforme contato por e-mail, facebook ou telefone. Fone para contatos: (91) 98362-1793 / (91) 98077-7771 facebook/blacksoulsamba blacksoulsamba@yahoo.com.br

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Ajuda que vem das

palavras Projeto leva incentivos para pessoas em tratamentos em hospitais Fotos Divulgação

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m projeto, que tem o objetivo de elevar a autoestima das pessoas que precisam de uma palavra amiga vem conseguindo bons resultados, apesar de ter sido criado há cerca de um ano. A ideia é simples, mas faz a diferença. O projeto “Ajude com palavras” convoca pessoas a mandarem mensagens e imagens positivas para outras pessoas que estão em locais de vulnerabilidade social, como hospitais, clínicas, salas de quimioterapia e hemodiálise, casas de apoio, asilos e empresas. E essa ajuda vem pela rede mundial de computadores, através das redes sociais como o twitter, facebook e instagram, onde permite aos internautas enviar mensagens, palavras de incentivos para as telas que estão instaladas em hospitais, laboratórios, salas de tratamento, fundações e empresa. As mensagens também podem ser envia-

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n

Ainda na Santa Casa, fazendo bem para quem está em hospitais, clínicas, salas de tratamentos, fundações, empresas, etc...

das pelo site ajudecompalavras.org, e pelo whatsapp do “Ajude” – (91) 98354-7756. Os maiores canais de recebimento de mensagens são pelo site do projeto, instagram e pelo whatsapp, como revela o coordenador e idealizador do Projeto “Ajude com palavras” em Belém, Alex Lobato. No site, pessoas enviam mensagens, vídeos e imagens, identificam-se com nome e cidade e ainda podem assistir as mensagens do projeto na tela, transformando seu computador numa tela do Ajude com palavras. O “Ajude” recebe diariamente inúmeras mensagens do mundo inteiro, aumentando a cada dia a rede de solidariedade e amor. “Basta escrever uma palavra ou frase de incentivo e colocar #ajudecompalavras ou citar o perfil do projeto. As mensagens passam por um processo de correção, são formatadas para o padrão do projeto e então enviadas para as telas instaladas nos locais parceiros”, explicou Alex Lobato. “A ideia surgiu após eu observar, em um hospital, em Belo Horizonte (MG) um projeto, que também utilizava palavras para humanizar salas de tratamento de quimioterapia”, disse ele. “Criamos então, uma plataforma para integrar o envio das mensagens para as telas e aumentamos a sua utilização, permitindo, inserir na programação do projeto conteúdos de comunicação interna, depoimentos e

vídeos sobre o tratamento, uma ferramenta de humanização e comunicação extremamente útil e prática.”

Juntos neste desafio

O “Ajude com palavras” é uma empresa do terceiro setor que atua prestando serviços para iniciativa privada, levando estes clientes a apoiarem implantações em Instituições públicas e associações. No Pará os parceiros crescem a cada dia. Atualmente os locais que recebem e/ou ainda devem receber o projeto são: Casa Ronald McDonald, Santa Casa do Pará, hospital das Clínicas Gaspar Viana, hospital Ophyr Loiola, Centro Monteiro Leite, Associação dos Renais Crônicos e Transplantados do Pará e hospital Barros Barreto. “Estamos atuando aqui em Belém e no Brasil inteiro”. O “Ajude com palavras” é um projeto incubado da Universitec – Agência de Inovação tecnológica da UFPA, onde, ocorre a produção e gestão de todos os conteúdos do projeto. “E a demanda aumenta a cada dia. Precisamos de parceiros para tentarmos atender a todos os lugares, onde, com a parceria efetivada o ‘Ajude’ se transforma em uma forte ferramenta de marketing social para as empresas que estejam conosco, temos ações, ideias e uma parceria com a

plataforma de Crowdfunding Kickante – Kickante.com.br – que permite com que qualquer pessoa participe com as implantações do projeto”, ressalta Alex. “Noventa por cento dos consumidores, preferem comprar produtos que tem por trás uma causa social, o marketing social agrega-se à rentabilidade da empresa, fortalece e ajuda o produto a crescer”, completou.

Comunicando amor

“Ajude com palavras” é um projeto, fácil e barato para ser implantado. Para instalá-lo é preciso apenas uma tela, acesso a internet e o transmissor do “Ajude”. “A programação vem toda pela internet , com atualização 24 horas e as mensagens aparecem em todos os lugares em todo o País”, ressalta Alex Lobato. A ideia agora é criar mensagens por meio de outros conteúdos como vídeos, músicas e mensagens de voz, utilizando todas as plataformas – redes sociais, WhatsApp, etc - para comunicar amor e coisas boas que façam bem para as pessoas. “As palavras trazem benefícios, palavras curam”, disse o coordenador do Projeto. “E a empresa que não tiver um compromisso social vai se afastar ainda mais do mercado”, decretou Alex Lobato. Faça parte dessa corrente, faça algo acontecer. Existem muitas pessoas precisando de ajuda e muitas outras pessoas querendo ajudar; e através do Ajude com palavras elas se encontram.

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8 passos para atrair o amor e boas pessoas

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Texto Bibianna Teodori*

ual o limite para falar sobre problemas pessoais na empresa? Até que ponto pode-se desabafar com colegas de trabalho e chefes? Para a coach Bibianna Teodori, os profissionais devem ser profundamente cautelosos com a exposição no serviço. As pessoas que você atrai são o espelho daquilo que você é. Se você é amoroso, alegre e positivo, atrairá o mesmo tipo na sua vida. Se é raivoso, negativo e cheio de dúvidas, provavelmente serão assim os que estiverem próximos a você. Veja abaixo 8 dicas para atrair coisas boas para sua vida, inclusive o amor. 1. Seja um imã de amor Simplesmente deixe o coração cheio de amor e pense positivo. Pense a primeira vez que você se apaixonou. Sinta isso, verdadeiramente. Aja como se já fosse apaixonado por seu parceiro ideal. Como ele é? Quais são as qualidades e valores que você quer ver na outra pessoa? Pense que ele está ao seu lado. Pense o quanto você se sentiria bem com ele ao seu lado, o quanto se sentiria amada por esta pessoa especial. Imagine as carícias, os beijos e fazer o amor. Você pode imaginar a pele macia, os cabelos, o calor do seu corpo e sentir a sua voz. Visualize vocês profundamente apaixonados! Quando você o visualiza, é real. Não existem limites. Pense, sinta, aja! Fazendo isto, o amor se manifestará. Quando o seu coração é cheio de amor, você se transforma em um imã para o amor.

2. Procure entender quem você é Faça as seguintes perguntas a si: quem sou eu? O que eu quero? Qual a missão da minha vida? Quais são as qualidades e os valores que meu companheiro precisa ter? Veja assim o que seria aceitável e o que não seria aceitável em um relacionamento. 3. Acredite em você Aquilo em que acredita, você conseguirá. Acredite em si. Este é um ponto imprescindível para ter sucesso em cada área da sua vida. Se você acredita ter o poder de atrair o companheiro ideal, isto acontecerá. Se você acredita que não exista uma pessoa legal para você, então você atrairá a pessoa errada. É muito importante reconhecer o seu poder. Você é positivo ou negativo? Cada vez que aquela voz negativa aparecer, reconheça e se pergunte se você tem razão. Depois,

transforma aquele pensamento em positivo e de amor. É importante que você seja convencido de merecer amor e respeito. Acredite que você merece amor. Acredite que você é amor, amoroso e amável. 4. Doe amor livremente Quando você acredita em si, sente-se mais seguro. Quando isso acontece, nada pode parar você! Um dos segredos para atrair o amor é dando o amor. Você o doa quanto não espera nada em troca. E ele vem de volta. Talvez não na maneira que você espera, mas você conseguira sentir. Aquilo que você dá, recebe. 5. Deixe o coração aberto para o amor Um modo simples para fazê-lo é sendo grato. Pegue uma carta, uma caneta e escreva aquilo pelo qual você é grato. Exemplo: Quando você dá amor aos outros, o amor volta para você em várias formas

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Se você é amoroso, alegre e positivo, atrairá o mesmo tipo na sua vida

no aqui e agora. O presente é tudo aquilo que você tem. Não tem um passado nem um futuro. O momento perfeito é aqui e agora.

7. Ouse sonhar grande Os sonhos se realizam quando você acredita verdadeiramente. Quando você sonha, enche-se de esperança, coragem e inspiração. Tudo é possível quando você acredita em si. Se você sonha encontrar a sua alma gêmea, visualize-se com aquela pessoa, sinta o amor que você consegue receber e pense que merece esta pessoa especial que te ama profundamente. Viva a relação que você desde sempre tem sonhado. Ouse sonhar grande e comece a viver os seus sonhos. Você conseguirá ver os milagres. 8. Pratique o amor Ache os modos para expressar amor dia após dia. Ame-se antes de tudo. Seja gentil e bom com você mesmo. Depois, seja com os outros. Faça algo para alguém todos os dias. Depois, faça para os outros. Veja o melhor nos outros. Veja também o melhor em si. Quando você dá amor aos outros, o amor volta para você em várias formas.

Simplesmente deixe o coração cheio de amor e pense positivo

sou grato pelo dom da vida, por entender como viver, amar, aprender e crescer. Um coração cheio de amor e gratidão é um potente imã para o amor. Quando você é grato, é mais feliz. Quando você é feliz, atrai pessoas felizes. 6. Viva o presente Viver no presente significa que você é

aqui, no momento em que está manifestando amor. Não pense naquela pessoa que deixou o seu coração em pedaços ontem, na semana passada, no ano passado ou dez anos atrás. É hora de iniciar a sua nova vida, a sua nova relação e um novo amor. Deixe o passado e concentre tudo no aqui e agora. Um método simples para você fazer exercícios é se concentrar na respiração. Fique centrado

Se você sonha encontrar a sua alma gêmea, visualizese com aquela pessoa, sinta o amor que você consegue receber e pense que merece esta pessoa especial que te ama profundamente (*) Executive e Master Coach, idealizadora e fundadora da Positive Transformation Coaching. Autora do livro “Coaching para pais e mães – Saiba como fazer a diferença no desenvolvimento de seus filhos” e coautora de “Coaching na Prática - Como o Coaching pode contribuir em todas as áreas da sua vida”

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Método criado por paraense pode servir de base tecnológica para criar soluções para segurança pública

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m processo capaz de gerar respostas eficazes, em tempo real, para a tomada de decisões imediatas pode ajudar na solução de problemas em diversas áreas, como na manutenção de ferrovias e de rodovias, a inteligência policial na área de segurança pública e o monitoramento e sensoriamento remoto dos serviços de análises climáticas. Esse método foi idealizado pelo paraense mestrando do Programa de Pós-Graduação de Engenharia Elétrica, Engenheiro da Computação, João Gabriel Lima, de apenas 26 anos. Seus estudos foram orientados pelo professor, doutor Ádamo Santana. João Gabriel conta que a metodologia pode ser aplicada em diversos cenários que necessitam de análises de grandes volumes de dados em tempo real. Ele destaca a importância da análise de padrões no cotidiano de pessoas e empresas. Para ilustrar, exemplifica: “Você tem uma empresa que gera diversas informações a partir da tramitação de documentos, investimentos, RH, relatórios, ou seja, um amontoado de informações. O método desenvolvido trabalha atuando sobre este conjunto não-estruturado de dados, transformando em conhecimento, ajudando a traçar um caminho estratégico”, explica o mestrando. O grande diferencial do trabalho é a utilização de técnicas de inteligência computacional para gerar respostas em tempo real atrelado ao baixo custo da solução: “A proposta não requer um data center com centenas de computadores. É uma solução de baixo custo”, ressalta o engenheiro. Com o método criado por João Gabriel, é possível prever padrões em tempo real. A rotina de uma pessoa pode servir de exemplo. “Existe um padrão no seu comportamento, que pode ser imperceptível devido sua rotina. Nossa técnica é capaz de aprender seu comportamento, e o que você faz, para posteriormente reproduzi-lo”, exemplifica o mestrando, que além de pesquisador na área de Inteligência Computacional, Mineração de Dados e Big Data, também atua como consultor em tecnologia e arquiteto de soluções especializadas.

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Mas como utilizar essa nova proposta Pará+

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1 – Os dados são produzidos através de diversas fontes de informações 2 – Os métodos de inteligência fazem o processamento e aprendem os padrões dos dados. 3 - Respostas analíticas são geradas para a tomada de decisão. 4 – Todo o processado ocorre em tempo real dando a possibilidade de atuações assertivas, efetivas e imediatas

tecnológica de base na área de segurança pública? João Gabriel responde, citando como exemplo as operações realizadas pela polícia. A ideia é relativamente simples. O trabalho poderia ser feito com dados provenientes de sensores de medição de diversas fontes, entre as quais, câmeras de vigilância, boletins de ocorrência e denúncias anônimas ou apresentadas no Centro de Operações. Os dados passam por um processo de extração e interpretação, resultando em respostas imediatas que aprimoram o setor de inteligência policial e tornam possível a abordagem mais eficiente por parte das autoridades de segurança pública no combate à criminalidade. “O centro de operações conta com acesso às câmeras de segurança espalhadas pela cidade e os policiais conseguem visualizar através dos monitores. Mas, muita coisa passa despercebida e nem sempre têm condições de observar e identificar todas as ameaças. Aplicando esta metodologia, é possível melhorar o processo de identificar os padrões referente a uma atitude suspeita. Caso expandido, poderia identificar armas e gerar respostas automáticas para auxiliar na inteligência policial para o combate ao crime de forma mais eficiente, como por

exemplo: o local do indivíduo, as possíveis rotas de fuga, a geração automática do boletim de ocorrência, dentre outras aplicações especializadas da área”, exemplifica João Gabriel, que já atuou em diversos projetos envolvendo a área de Segurança Pública.

Monitorar Rodovias e Ferrovias

No caso de ferrovias, o método criado pelo mestrando João Gabriel Lima e desenvolvido no Laboratório de Inteligência Computacional, é capaz de extrair informações dos sensores, de maneira a predizer quando ocorrerá algum problema e assinalar o melhor momento para a realização de manutenção. João Gabriel explica que o método é capaz de aprender os padrões em tempo real e correlacioná-los a diversos outros padrões e fatores, entre os quais, condições climáticas, condições do solo, períodos de manutenção, peso dos vagões, enfim, toda informação relevante que torne o modelo mais seguro e aprimorado. O exemplo do uso em ferrovias apenas destaca um cenário crítico onde a metodologia poderia ser aplicada e desenvolvida, entretanto é genérica o suficiente para ser aplicada em diversos outros cenários. www.paramais.com.br

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Em busca da patente Essa metodologia do mestrando João Gabriel Lima pode tornar-se o primeiro registro de patente de invenção concedido ao Laboratório de Inteligência Computacional e Pesquisa Operacional (LINC), do Instituto de Tecnologia, da UFPA. O pedido foi encaminhado ao Setor de Propriedade Intelectual da UFPA, em dezembro passado. O processo de patente tem duração de 18 meses, período para efetivação dos procedimentos de inspeção e análise de relevância industrial e mercadológica, findo do qual, o trabalho torna-se público, os autores recebem o registro da patente, que ficará, então, protegida por cinquenta anos. “O fato de conseguirmos submeter esse método à avaliação já comprova o fator inovação e o fator aplicabilidade industrial. Esse trabalho comprova o potencial da nossa região. De Belém do Pará saiu um trabalho que atua na fronteira tecnológica”, disse João Gabriel.

Investimento na indústria

O mestrando Gabriel Lima chama a atenção para a importância das empresas colocarem em prática esse novo método. O público alvo é a Indústria. Mas ele esbarra na falta de investimentos para colocar a sua criação

no mercado. O desafio agora é fazer com que esse trabalho ultrapasse os muros da Universidade Federal do Pará. O engenheiro explica que os custos para as empresas implantarem a nova metodologia não são altos. Dependendo de cada local, os empresários precisam ter à disposição tudo que gere informações, como programas de computador, sensores, câmeras e etc. “O grande diferencial nosso é ser uma solução de baixo custo se comparada aos ganhos em estratégia e inteligência operacional que agregará às empresas”, garante o engenheiro.

Laboratório

O trabalho produzido pelo mestrando João Gabriel Lima responde, assim, a uma das finalidades do Laboratório de Inteligência Computacional e Pesquisa Operacional: prover logística para as áreas públicas e privadas, por meio do desenvolvimento de sistemas e metodologias para suporte de decisões. O LINC ocupa-se em pesquisar novas tecnologias capazes de identificar padrões, realizar predições e inferir cenários e comportamentos para análise e diagnóstico. O laboratório foi criado há dois anos, mas possui um histórico bem mais antigo, tendo sua origem ligada ao Laboratório de Computação Aplicada (LACA), desmembrado em dois outros laboratórios, o de Planejamen-

João Gabriel Lima, Engenheiro da Computação, mestrando do Programa de Pós-Graduação de Engenharia Elétrica, da UFPA

to de Redes de Alto Desempenho – LPRAD (http://lprad.ufpa.br/) e o LINC (http:// linc.ufpa.br/), que atua na área de dados. A equipe do LINC é formada por cinco pesquisadores doutores, três mestrandos e dez graduandos. O laboratório mantém parcerias com instituições públicas e privadas, entre as quais, CNPq, Capes, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ciência e Tecnologia, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará, Companhia Vale, Eletronorte e Grupo Rede Energia.

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Amazonário: Primeiro grande aquário da vida fluvial do Brasil

Parque do Utinga será revitalizado para abrigar um complexo de cultura e pesquisa

Obras de revitalização do espaço que resultarão na implantação do Complexo Amazonário

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Fotos Cláudio Santos/Ag. Pará

Governo do Estado pretende revitalizar o Parque Estadual do Utinga, em Belém. O projeto já existe há cerca de dois anos e é chamado de “Amazonário”. A obra abrange 1.200 hectares do parque e tem o objetivo de modernizar a área, onde estão dois lagos que abastecem a capital paraense: Água Preta e Bolonha. O problema é que o atual projeto encontra-se parado e não pode ser colocado em prática por determinação judicial. A liminar que paralisou os trabalhos foi pedida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que solicitou a suspensão das obras por entender que a intervenção está afetando as atividades de pesquisa e prejudicando o acesso de funcionários da instituição ao local de trabalho. O retorno das atividades normais está previsto para o final do mês de agosto. Porém, os visitantes ainda têm a possibilidade de fazer caminhadas em uma área restrita do local. Os lagos Bolonha e Água Preta distribuídos em quase 400 ha de lâmina

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d´água, com volumes de 2 e 10 bilhões de litros de água, respectivamente, são responsáveis pelo abastecimento de cerca de dois milhões de pessoas, de forma direta ou indireta, o que corresponde a 65% da população metropolitana de Belém. Atualmente, aproximadamente 150 mil pessoas moram no entorno dessas terras, sendo uma das principais ameaças a governabilidade do poder público nessas áreas. O secretário de Estado de Cultura Paulo Chaves, que é arquiteto e urbanista, assina toda a concepção do projeto Amazonário. Ele chama a atenção para a preservação do local, que é considerada uma área de risco. “É uma área de grande risco permanente de invasão. E essas invasões devem ser controladas para não contaminar os mananciais que existem lá”, disse o secretário. Quando o Amazonário estiver pronto, ele terá a finalidade de incentivar as atividades de lazer, turismo, cultura, pesquisa, revegetação, recomposição da fauna e educação ambiental. O projeto do Parque Ambiental prevê a construção de um grande pórtico com área de recepção, Centro de Exposição, Centro de Convenções para 100 lugares e restaurante

na beira do lago, que servirão para o lazer e a educação ambiental para a população e turistas. O parque, quando implantado, terá ainda trilhas ecológicas, ciclovias, áreas para a melhor idade, tudo monitorado eletronicamente e com instrutores disponíveis para dar orientação à população. Terão também lojas de conveniência e um auditório para receber visitantes e estudantes. No novo complexo, está previsto um estacionamento para cerca de 700 veículos. Já a nova pista, que hoje apresenta problemas com drenagem, será toda revitalizada, passando a ser intertravada com pavers e blocos especialmente preparados para receber o fluxo veículos e pedestres. A proposta prevê a transformação do parque em um grande polo para o turismo de negócios, explorando a beleza natural do Parque Estadual do Utinga. O projeto contará ainda com aquário amazônico, zoológico, dentre outros atrativos e, dado o alto investimento, será feito em etapas. “É um trabalho muito importante para uma conscientização geral de preservação”, disse Paulo Chaves. “Não é um parque de diversão, é www.paramais.com.br

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um parque ambiental, por isso, tem que ter cuidado com tudo que o cerca”, analisou o arquiteto. O arquiteto chama ainda a atenção para um possível mal entendido em relação ao Parque Ambiental: “Os projetos não são apenas para o turismo. Eles vão se voltar para própria defesa dos mananciais, conhecimento da área e valorização da fauna e flora. O turismo será consequência. Vamos estabelecer contatos e convênios com outras instituições, como UFPA, UFRA, Museu Emílio Goeldi... e todos aqueles que possam colaborar com o projeto, que vai criar uma grande expectativa até internacional. Será o primeiro grande aquário da fauna fluvial”, disse Paulo Chaves. O Instituto de Desenvolvimento Florestal e Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio) também é parceiro neste projeto de revitalização do Parque do Utinga. O diretor do órgão, Thiago Valente, disse que a ideia do complexo vem ao encontro do verdadeiro conceito de um Parque Ambiental. “Fora todo o cuidado com a preservação do meio-ambiente, principalmente com a situação da água, já que abrigamos os dois mananciais que abastecem a Região Metropolitana de Belém, e ainda com toda a biodiversidade, com espécies animais e vegetais ameaçadas de extinção, o objetivo desse espaço também é o uso saudável por parte da população.

Projeto abriga os manancias que abastecem Belém e os lagos Bolonha e Água Preta

Todo o investimento tem sido justamente para qualificar os serviços oferecidos nele”, disse o diretor.

Aquário da Amazônia

O Governo do Estado tem planos de instalar um aquário de grande porte com espécies da região na área do Parque Ambiental do Utinga. O titular da Secretaria de Estado

de Cultura, Paulo Chaves, esteve em São Paulo, conhecendo materiais construtivos de alta complexidade e estabelecendo contatos com vistas à implementação do projeto “Amazonário”. A instalação do aquário é apenas uma parte de todo o trabalho de recuperação do Parque do Utinga planejado pelo atual Governo. Será feito um projeto de revegetação e ecogênese, com espécies que existiam e desapare-

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Thiago Valente, diretor do Instituto de Desenvolvimento Florestal e Biodiversidade do Pará Ideflor-Bio

ceram do Parque ao longo dos anos. O Parque deverá contar com equipamentos voltados à ciência e pesquisa. Como o projeto deverá envolver várias secretarias e outros órgãos, entre eles o Imazon, que irá elaborar um plano de manejo para a área, ainda não há previsão de quando ele será concluído. “Estou trabalhando em alguns equipamentos isolados, ainda sem divulgação, porque tem que completar o projeto. Para isso, tenho que ter informações técnicas, porque ainda não tem nenhum aquário desse tipo na Amazônia. Tudo ainda está nos computadores. Quando o governador autorizar, no momento que nós tivermos convicção daquilo que será feito, será divulgado nos meios de comunicação. No momento, ainda é um trabalho técnico, de urbanismo, arquitetura”, ressalta Paulo Chaves. Atualmente, por se tratar de uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, o Parque permite apenas o uso indireto dos recursos. Existe uma parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e Companhia de Saneamento (Cosanpa) para a realização das atividades dentro do parque. Este órgãos estão dentro da área do PEUt e tem muito a contribuir com a gestão da área, segundo o urbanista. O Parque do Utinga fica localizado na Av. João Paulo II, s/n°, é aberto às visitações, porém é necessário obter autorização e obedecer regras de preservação ambiental, tais como a proibição da pesca nos lagos, não jogar lixo, não fazer barulho, caça predatória, presença de animais domésticos, captação de fotos para fins publicitários sem a permissão da Sema, entre outros.

O que é o Parque Estadual do Utinga

O Parque Estadual do Utinga (PEUT) é uma Unidade de Conservação (UC) de Proteção Integral de 1.393 hectares, criada a partir do Decreto n° 1.552, de 03 de maio de 1993. Está inserido na Área de Proteção Ambiental Metropolitana de Belém (APA Belém). Seus objetivos são: • Assegurar a potabilidade da água atra-

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vés do manejo dos mananciais e da recuperação das áreas degradadas; • Propiciar um espaço de lazer para a comunidade, bem como possibilitar o desenvolvimento de atividades científicas, culturais, educativas, turísticas e recreativas; • Ampliar a vida útil dos lagos Bolonha e Água Preta, pois abastecem cerca de 60% da população de Belém e região metropolitana; • Preservar os animais silvestres que se refugiam no local devido a expansão das áreas urbanas circunvizinhas; • Assegurar a integridade das florestas e demais formas de vegetação de preservação permanente existentes na área, de acordo com o estabelecimento no artigo 2º da Lei Federal nº 4.771, de 15 de setembro de setembro de 1965, cuja remoção é vedada, com vistas a contribuir na consecução de um índice mínimo de cobertura florestal na Região Metropolitana de Belém; • Conservar amostras representativas da biodiversidade paraense, constituindo um banco genético em condições de fornecer propágulos para projetos de arborização e reflorestamento ecológicos, bem como para pesquisas científicas; Proteger a paisagem; • Assegurar o convívio da população humana com outras formas de vida vegetal e animal; • Valorizar os municípios de Belém e Ananindeua permitindo o desenvolvimento do turismo; • Promover a manutenção das condições ambientais proporcionadas pela vegetação, resultando em benefícios para a melhoria da qualidade de vida da população.

Área de Proteção Ambiental da Região Metropolitana de Belém (APA Belém)

Atletas e esportistas, às margens do Lago Bolonha, no Parque Estadual do Utinga. As obras de revitalização não impedem acesso da população ao Parque

rar a potabilidade da água dos mananciais, através da restauração e da manutenção da qualidade ambiental dos lagos Água Preta e Bolonha, do rio Aurá e respectivas bacias hidrográficas, pois para proteger os mananciais de maneira efetiva, deve-se abranger toda a bacia hidrográfica que a compõem. As espécies da fauna mais comuns que podem ser observadas nessa Unidade de Conservação são aranha caranguejeira, aranha armadeira, aranha marrom, cobra dormideira, cobra dágua, cobra coral, falsa coral, jibóia amazônica, sucuri, suaçubóia, cobra bicuda, cobra cipó, cobra dormideira, perereca verde, sapo cururu, rã pimenta, lagarto de parede, iguana, jararaca, jacaré-tinga, macaco prego, macaco de cheiro, preguiça de bentinho, quati, paca, cotia, capivara, tucano, araçari-de-bico-branco, beija-flor, martim-pescador-verde, rapazinho-de-colar, bem-te-vi, pica-pau amarelo, biguá, biguatinga, cambacica, periquitode-mangueira, garça branca grande, coruja suindara, acauã, falcão cauré, quero-quero, bacurau, jaçanã, curió, corujinha do mato, entre outros. A flora é bastante rica na área da APA, sendo fundamental para os serviços ambientais prestados a cidade e a população de maneira geral, através da regulação do microclima, estabilidade do solo, recarga de lençol freático, armazenamento de água com qualidade e quantidade, seqüestro de carbono, ar puro, entre uma diversidade de outros serviços.

A Área de Proteção Ambiental da Região Metropolitana de Belém (APA Belém) foi criada por meio do Decreto Estadual nº 1.551, de 03/05/1993 e está localizada nos municípios de Belém e Ananindeua com aproximadamente 7.500 hectares, sendo administrada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). É uma unidade de AR CONDICIONADO AUTOMOTIVO conservação classificada como de uso NACIONAIS & IMPORTADOS sustentável, sendo admitido o uso direto dos seus recursos naturais, através de práticas conservaFaça Manutenção, Higienização cionistas de manejo no Ar do veículo periodicamente www.autoarbelem.com.br sustentado. Um dos principais Rua São Roque, 1057 - icoaraci Fone: (91) 98419-4942 objetivos de criação Av. Senador Lemos, 4587 - Sacramenta da APA é assegu-

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