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Revista

Pará+ MAIO 2015

BELÉM-PARÁ

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ISSN 16776968

EDIÇÃO 159

R$ 8,00

NOVO DESTINO DAS FLORES PARAENSES O RETORNO DE ALAN FONTELES O SUCESSO DA FEIRA DA INDÚSTRIA DO PARÁ

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Terminal Hidroviário de Belém.

1 ano. 1.700 viagens. E mais de 600 mil passageiros ajudando a cuidar de um patrimônio que é de todos os paraenses. Em um ano, o novo Terminal Hidroviário de Belém, um dos mais modernos do país, mostrou a importância que tem na vida dos paraenses. Atendeu com conforto, segurança e eficiência mais de 600 mil passageiros. Realizou 1.700 viagens para vários destinos, no Pará, Amazonas e Amapá. Fortaleceu o turismo, gerando empregos pra nossa gente. E facilitou a vida dos ribeirinhos, principalmente os do Marajó. Para o Governo do Estado, só resta agradecer o cuidado e o carinho de cada usuário com o Terminal. Cuidado que ajudou a mantê-lo limpo, organizado e motivo permanente de orgulho para todos nós. Obrigado por fazer tão bem a sua parte. 2

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Revista

N E S TA E D I Ç ÃO EDIÇÃO 159 - MAIO/2015

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Belém ganha primeira unidade de Cursinho Pré-Vestibular Municipal

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Vereador aproxima Câmara da população

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Maior projeto da história da mineração vai reutilizar água

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Escritores Paraenses buscam reconhecimento pelas Redes Sociais

PUBLICAÇÃO

06 Feira da Indústria do Pará atrai parceiros e investimentos para o Estado

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Paulo Rocha defende o etanol da batata doce

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O papel do papel

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Estudo liga amamentação a QI, salário e escolaridade mais altos

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

ÍNDICE DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Adriana Pereira, Celso Freire, Dani Filgueiras, Fábio Arruda Mortara, João Bastos Araujo, Márcio Eugênio, Renata Dias, Simone Romero; FOTOGRAFIAS: Alessandra Serrão - NID/Comus, Alfred Smith, Arquivo Ag. Pará, Arquivo Vale, Ascom Ideflor, Cristino Martins/ Ag. Pará, Clara Bastian, Divulgação, Eny Miranda Cia de Foto, Everaldo Nascimento/Hangar, Jonas Ruttins, Led Produções, José Pantoja/Ascom Sespa, José Sampaio, London2012.Com, Oswaldo Forte, Sidney Oliveira/ Ag. Pará, Thiago Araújo / Ag. Pará; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

C A PA

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E-commerce: um oceano de oportunidades

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Municípios planejam fiscalização conjunta para o Lago de Tucuruí

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Mostra em Londres questiona o que é o luxo

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Trânsito que transforma

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Novo destino das flores produzidas no Pará O que acontece com o corpo logo depois da prática de esportes

FAVOR POR

E das fezes fez-se ouro RE

CIC

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O retorno do campeão

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ST A

34 42

Na 3ª Exposição de Flores Tropicais e Plantas Ornamentais de Benevides - Expofloben. Foto: Ascom Emater

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Feira da Indústria do Pará

atrai parceiros e investimentos para o Estado Fotos Alessandra Serrão - NID/Comus, Everaldo Nascimento/Hangar, Led Produções e Thiago Araújo / Ag. Pará

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XII Feira da Indústria do Pará (Fipa) atraiu cerca de 20 mil visitantes durante o período de 6 a 9 do mês de maio, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento, realizado pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) e com a co-realização do Serviço de Apoio às Pequenas e Médias Empresas do Pará (Sebrae-PA), teve organização da WR Feiras e Eventos e a parceria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Vale, Banco do Brasil e o apoio da Celpa. A partir do tema “Sustentabilidade e Inovação na Indústria”, mais de 90 expositores ligados à indústria paraense apresentaram na XII FIPA suas práticas inovadoras e sustentáveis. Durante o evento, o público participou de capacitações, palestras, talk shows e encontro de negócios, realizados em diversos espaços como auditórios, arena do conhecimento e aula show. O evento foi marcado também pela assinatura de projetos de lei e de convênios que incentivam o desenvolvimento do setor industrial e dos pequenos, médios e grandes empreendimentos implantados no estado. Segundo o presidente do Sistema Fiepa, José Conrado Santos, a XII FIPA foi um sucesso por conta da qualidade da programação técnica, das parcerias formalizadas e da diversidade e interatividade dos estandes. “Foi positivo porque as indústrias que se 06

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apresentaram lançaram produtos, pela ampla programação técnica, pela assinatura dos projetos de lei que propõem a prorrogação dos prazos dos incentivos fiscais para diversos setores da indústria e pelas parcerias formalizadas por meio de convênios, que vão contribuir para o desenvolvimento da indústria, dos pequenos, médios e grandes negócios presentes no Pará”, avalia José Conrado Santos. O Sistema Fiepa, formado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi,) Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Centro Internacional de Negócios (CIN) e Iniciativa RedesFiepa, mostrou suas principais ações bem como inovações tecnológicas e benefícios aos trabalhadores da indústria.

Convênios contribuem para o desenvolvimento das empresas A XII edição da Feira da Indústria do Pará (FIPA) contou com assinaturas de convênios e projetos. O governador do Estado, Simão Jatene, assinou quatro projetos de lei que incentivam o desenvolvimento do Pará. O objetivo é verticalizar as principais oportunidades econômicas do estado, atrair empresas que agreguem valor às riquezas e melhorar o ambiente de negócios. Estes projetos de lei devem ser enviados à Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) e prorrogam os prazos de incentivos fiscais em mais 15 anos, além dos 15 previstos na legislação atual, para os setores da agroindústria, indústria do pescado, indústria da pecuária e indústrias em geral. Mais quatro convênios foram assinados durante a XII FIPA com a intenção de aprimorar e incrementar as indústrias de pequeno, médio e grande porte. O primeiro foi o Convênio de Cooperação Técnico-Científica entre o Sistema Fiepa e a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa), que tem como objetivo promover as ações em favor do desenvolvimento e aperfeiçoamento de atividades e de profissionais que atuam na área de ciência e tecnologia. Os outros três convênios foram assinados, envolvendo o Sistema Fiepa e o SebraePA. Um dos convênios envolveu a Prefeitura de Breu Branco e tem como objetivo estruturar um projeto de viabilidade de um frigorífico de peixes no município. O segundo convênio envolveu a iniciativa Redes/Fiepa e o Sebrae-PA e tem como objetivo mapear,

Abertura da maior exposição do setor industrial paraense que ocorre a cada dois anos, reunindo milhares de pessoas www.paramais.com.br

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prospectar e diagnosticar as micro e pequenas empresas de acordo com as demandas dos projetos industriais que participam da Redes. O terceiro convênio envolve o Sistema Fiepa, por meio do Senai Pará, e o Sebrae-PA e tem como principal objetivo atender, por meio de consultorias e palestras, toda a cadeia da fruticultura através da Unidade Móvel do Senai Pará.

Programação variada durante a FIPA

Uma programação variada marcou os quatro dias da FIPA: lançamento do livro “Amazônia 60 anos de Pesquisas Florestais”, de Evaristo Terezo, lançamento do Prêmio Sistema Fiepa de Jornalismo, capacitações, talk shows, palestras, encontro de negócios, entrega da Medalha do Mérito Industrial Simão Miguel Bitar ao Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto; e, ao final, o sorteio de uma moto e um carro entre os visitantes que compraram ingressos e se credenciaram. Entre as programações técnicas, destaque para o Talk Show “Perspectivas da economia brasileira e suas consequências para o segmento industrial do Estado do Pará”, mediado pelo jornalista João Borges, da Globo News. Os convidados debateram assuntos ligados ao atual contexto político e econômico do Brasil e seus impactos na indústria. Entre os participantes estavam o presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará, José Conrado Santos; o ministro Armando Monteiro Neto, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki. O evento foi marcado também pela solenidade de outorga da Medalha do Mérito Industrial Simão Miguel Bitar ao ministro Armando Monteiro Neto (MDIC). Houve também a entrega da terceira edição do Prêmio Redes de Desenvolvimento e a comemoração dos 15 anos da iniciativa Redes/ Fiepa, de fomento à cadeia de fornecedores sustentáveis no estado. O diretor executivo da Fiepa, coordenador da Feira da Indústria do Pará, Ivanildo Pontes, afirma que a ideia de realizar a programação da XII FIPA, com palestras, capacitações e talk shows, foi o diferencial desta edição. “Foi a parceria na co-realização do evento com o Sebrae que viabilizou uma programação paralela voltada para a capacitação aos micro e pequenos empresários, que ainda não têm condições de investir nessa área”, disse Ivanildo Pontes, que lidera a organização da Feira desde sua primeira edição. “Foram pensados temas como sustentabilidade e inovação. Além disso, incluímos um talk show para debater as perspectivas para o desenvolvimento econômico www.paramais.com.br

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Após a abertura, o governador visitou os estandes montados no Hangar

Jatene assinando os quatro projetos de lei de incentivos fiscais que incentivam o desenvolvimento do Estado

O prefeito Zenaldo Coutinho elogiou a iniciativa

nacional, dando oportunidade para que os participantes possam se manter atualizados, principalmente sobre a situação do estado do Pará”, contou. Segundo Ivanildo Pontes, com o cenário promissor de investimentos previstos para o estado do Pará até 2020, de acordo com estudo da iniciativa Redes FIEPA, R$ 172 bilhões previstos pelos empreendimentos implantados, em operação e previstos para instalação, a próxima edição da Feira, em 2017, deverá atrair mais indústrias. “Nossa expectativa é sempre atrair novas indústrias sejam as que já atuam no estado ou as que ainda estão em processo de instalação. Mas nossa intenção é incentivar, principalmente, as indústrias que estejam verticali-

Para José Conrado Santos, presidente da Federação da Indústria do Pará (Fiepa), mesmo diante da crise econômica que atravessa o país, o setor industrial no Pará deve crescer 10%

zando suas produções, utilizando as nossas matérias-primas, como produtos naturais, a madeira, os minérios a se fortalecerem e a participarem dos nossos eventos. Esse é o propósito desde a primeira edição e com o crescimento da indústria paraense só tende a melhorar”, conclui Pontes.

Evento de maior sucesso do setor industrial do Norte

XII FIPA é considerada um dos maiores eventos de exposição e lançamento de produtos e serviços do setor industrial da Região Pará+

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Norte. O objetivo é contribuir para que o Brasil posicione-se como uma economia sustentável e próspera. Devido a toda esta importância, a XII FIPA contou com a presença de diversas autoridades. Além do governador do Pará, Simão Jatene; estiveram presentes o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, deputado Márcio Miranda. Simão Jatene aproveitou a oportunidade para declarar que, em sua gestão, trabalha para modificar o modelo exportador de matéria-prima e de produtos primários, desenvolvido historicamente pelo Estado. “Queremos cada vez mais produzir produtos que tenham agregação de valor e renda, sempre visando o surgimento de novas indústrias. Então, temos de privilegiar o segmento da agregação de valor, porque, quando você exporta matéria-prima, gera emprego e renda em outros estados, regiões ou países. Nós queremos gerar emprego e renda no estado do Pará para melhorar a vida da nossa gente. Por isso, trabalhamos junto com as empresas e entidades para mudar esse modelo dentro do nosso Estado”, garantiu. O presidente do Sistema Fiepa, José Conrado Santos, destacou o novo momento que o Pará vive, inclusive com o aumento do volume de investimento no setor de R$ 130 bi para R$ 172 bi, crescimento de 30%, o que sinaliza que o Pará não será atingido pela crise nacional. “São investimentos que vamos receber nos próximos anos, exclusivamente da iniciativa privada. Hoje, o maior destaque do Pará é no setor de logística. Com a construção de portos, hidrovias e rodovias, o setor ultrapassou os investimentos tradicionais de mineração e energia em volume de investimentos”, informou. O coordenador da Feira, Ivanildo Pontes, destacou que, a cada edição da FIPA há uma inovação como, por exemplo, o aumento da área de exposição, novos produtos e diversificação da programação. “Este ano trouxemos mais novidades que em edições anteriores, inclusive com workshops, talk shows,

Durante o talk show, o ministro Armando Monteiro Neto destacou a importância da aliança entre o setor privado e o governo

com grandes parcerias como o Sebrae Pará e o Governo do Estado, para mostrar o que o Sistema Fiepa está produzindo para o setor, para o trabalhador e seus dependentes, assim como os novos avanços tecnológicos do setor”, revelou. O diretor regional do Senai Pará, Gerson Peres, destacou o empenho das indústrias em produzir com responsabilidade social e os lançamentos do setor como a nova unidade móvel de processamento de frutas, o fortalecimento da qualificação assim como os avanços na área de mecânica de automação. “Estamos aqui para mostrar como qualificamos nosso pessoal e sua relação com a tecnologia para fazer uma indústria capaz de competir nesse mercado cada vez mais exigente”, declarou. José Olímpio, superintendente do Sesi Pará, explicou que o estande colocou em exposição as ações do órgão voltadas à sustentabilidade aplicada aos negócios. “Nosso foco na Feira foi mostrar tudo que estamos fazendo e sua interface com o meio ambiente.” Gualter Leitão, diretor regional do IEL, destacou que o instituto levou para o estande da XII FIPA todas as capacitações oferecidas para cada segmento de atuação. “Hoje temos um mercado de mais de 2.000 estagiários, todos dentro da lei, treinamento e ainda temos diversos consultores cadastrados, que atendem melhor ou igual as empresas

de consultoria de fora do Estado, e tudo isso foi mostrado na XII FIPA”, declarou.

Prêmio Redes de desenvolvimento para as melhores do setor

Empresários e autoridades políticas estiveram presentes na 3º edição do Prêmio Redes de Desenvolvimento, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, realizado durante a XII edição da Feira da Indústria. O evento premiou as empresas mantenedoras que mais se destacaram com a sustentabilidade e o desenvolvimento do estado do Pará. As nove instituições concorrentes do prêmio foram selecionadas pelo destaque ao longo dos últimos dois anos, em duas categorias: Percentum, que premia as três indústrias que mais compraram no Pará em termos percentuais, e Absolutus, que homenageia as três que mais compraram em termos volume de investimentos. O Diretor Executivo da Redes/ Fiepa, Marcel Souza, disse que, em 2000, quando tudo começou, as empresas mantenedoras compravam apenas 19% no estado do Pará. “Nesses 15 anos, nós atingimos em 2014, o percentual de 58%. Então, nada melhor do que reconhecer o trabalho dessas indústrias”, explicou.

Estande Caixa

Estande Sebrae

Estande Ocrim

Estande Agropalma

Estande Senai

Estande Imerys

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Armando Monteiro Neto, Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), foi homenageado com a Medalha do Mérito Industrial Simão Miguel Bitar

O ministro Armando Monteiro Neto recebendo a maior honraria do setor produtivo paraense

A programação destacou as três empresas mantenedoras mais antigas e atuantes ao longo desses 15 anos de Redes: Vale, Imerys e Hydro foram as homenageadas. Em seguida, foram anunciadas as vencedoras de cada categoria. Na Percentum, a Rede Celpa tirou a 3º colocação, em seguida, a Dow Corning, recebeu o 2º lugar. E na 1º posição, a empresa Norte Energia. Já na Categoria Absolutus, os premiados na noite foram a Empresa Vale, na 3º colocação, mais uma vez a Rede Celpa, ocupando o 2º lugar, e em 1º lugar, a grande campeã da noite, a empresa Norte Energia. A cantora Gaby Amarantos fechou a programação ao som de muito música paraense, e comemorando os 15 anos da iniciativa Redes/Fiepa.

FIEPA homenageia ministro com Mérito Industrial

Dentro da programação da XII Feira da Indústria do Pará, o titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDCI), Armando Monteiro Neto, esteve em Belém, onde participou de um ‘talk show’ e foi condecorado com a Medalha do Mérito Industrial Simão Miguel Bitar. “Para mim, é uma distinção muito grande estar hoje aqui no Pará recebendo essa comenda, pois na vida pública, especialmente, recebemos muitas homenagens, mas algumas têm significados especiais, porque traduzem apreço, consideração e amizade. Foi assim que recebi essa distinção, que irei guardar por toda minha vida”, disse o ministro. Em sua participação no talk show ‘Perspectivas da Economia Brasileira e suas consequências para o segmento industrial do estado do Pará’, Armando Monteiro Neto fez uma análise dos acontecimentos das últimas décadas, que levaram à perda de posição da indústria nacional brasileira, e, por consequência, a paraense, como a valorização da moeda, que fez com que ficasse mais viável importar do que exportar. O ministrou comentou ainda a falta de agilidade do Governo Federal em avançar com a reforma econômica do Brasil, gerando perda de competitividade dos produtos nacionais no mercado mundial. www.paramais.com.br

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Segundo Armando Monteiro Neto, para sair da crise, é necessário que se faça uma aliança entre o setor privado e o Governo, pois somente com esta parceria será possível realizar ajustes econômicos e fazer com que a indústria volte a se fortalecer. “Para desenvolver um modelo adequado, estamos empenhados em estimular exportações, pois se aqui dentro está ruim devemos estimular para fora do país. O Brasil representa 3% do PIB mundial, portanto há muitas oportunidades lá fora que precisamos aproveitar. Temos um plano de exportação para mobilizar todo o país. A exportação é muito importante, pois gera empregos no Brasil no momento em que estamos perdendo empregos. Então, seria muito importante investir em vendas externas”, detalhou.

Indústria paraense em destaque

Em relação ao Pará, o ministro Armando Monteiro Neto destacou que se trata de um estado que tem uma extraordinária dotação de recursos e investimentos importantes na infraestrutura, energia e mineração. “Os investimentos são muito expressivos, mas o desafio é que os investimentos modelem um desenvolvimento mais integrador do Estado e que dê mais oportunidades aos paraenses, que dê mais valor à produção primária com políticas adequadas de desenvolvimento regional e políticas industriais”, destacou. Armando Neto mencionou ainda que outro canal importante para o desenvol-

vimento do Pará seria o investimento em infraestrutura. Ele garantiu que o Governo Federal irá lançar um programa de concessões, em que o Pará se encontra muito bem na área portuária e terminais privados, que serão licenciados. “No Pará, tanto em Belém quanto em Santarém ou em Vila do Conde, muitos investimentos chegarão aos portos. Outro ponto importante é desburocratizar as empresas, especialmente as pequenas e médias, e criar um programa de modernização do parque industrial, porque a indústria precisa se renovar”, informou. O titular da Sedeme, Adnan Demachki, também participou do talk show ‘Perspectivas da Economia Brasileira e suas consequências para o segmento industrial do estado do Pará’. Ele destacou que o grande desafio é garantir que os projetos desenvolvidos no estado promovam o crescimento da indústria local. “Quase a totalidade da nossa riqueza sai do Pará in natura, deixando, em média, 3 a 4% de ICMS, assim como a energia produzida aqui é taxada no estado consumidor. Então, temos de industrializar nossos produtos para que gerem empregos e renda para nosso povo”, defendeu. Para o presidente do Sistema Fiepa, José Conrado, a infraestrutura é, atualmente, o setor com maior potencial e deve concentrar 35% dos investimentos, seguido da energia (33%) e da mineração (28%). “Isso se deve ao nosso programa Norte Competitivo, que apontou as necessidades para conseguir produtividade no escoamento dos nossos produtos”, afirmou Conrado. Estandes da XII Fipa, no Hangar. Vitrine de uma indústria que investe cada vez mais em atividades sustentáveis e em projetos inovadores, diversificando e agregando maior valor aos seus produtos e serviços

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Belém ganha primeira unidade de Cursinho Pré-Vestibular Municipal Texto Adriana Pereira* Fotos Oswaldo Forte

U A inauguração do primeiro cursinho prévestibular municipal Visitando as instalações do cursinho pré-vestibular municipal

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m salto de qualidade na educação de jovens, que almejam conquistar uma vaga nas universidades da capital paraense. Deste modo, pode ser definida a inauguração das atividades da primeira unidade de Cursinho Pré-Vestibular Municipal, celebrada nesta quinta-feira, 30. As atividades do cursinho foram iniciadas juntamente com a inauguração das novas instalações do prédio da Escola de Gestão Pública do Município de Belém, localizado na avenida Generalíssimo Deodoro, bairro de Nazaré. Para oficializar a entrega das novas instalações e iniciar, de fato, as atividades do cursinho, o Prefeito Zenaldo Coutinho, acompanhado da vice-prefeita

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Descerrando a placa

formulário disponível. As aulas iniciam no dia 18 de maio.

Quem pode participar?

Alunos da rede pública que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos anos de 2012, 2013 e 2014 e alunos egressos da rede privada, porém que tenham tido bolsa 100% integral. Das vagas, 75% serão direcionadas para os estudantes do Enem, e, as demais, para os alunos que já realizaram o Processo Seletivo da Uepa, por meio do Prise. Serão três turnos para estudo, com vagas para manhã (200), tarde (200) e noite (200). “A maior diferença neste cursinho, são os professores que irão ministrar as aulas. Todos qualificados para o ensino de vestibular, e já conhecidos na praça por serem número 1 no ensino”, ressalta Zenaldo. Entre alguns nomes conhecidos de professores, estão: Áthila Kzan, professor de Geografia; Álvaro Almeida, de química e o professor Wandré Lisbôa, de Língua Portuguesa. Vale lembrar, que, o aluno precisa ter pelo menos 75% de frequência e atingir uma pontuação média, nos simulados que serão realizados periodicamente, para garantir a continuação de sua vaga no cursinho. Caso contrário, o aluno perde a vaga, dando oportunidade para o estudante selecionado no cadastro reserva da instituição.

EGP

O Cursinho Pré-Vestibular do Município, sito à na avenida Generalíssimo Deodoro, 952, entre rua João Balbi e avenida Governador José Malcher

Karla Martins, de secretários municipais e professores da rede pública, estiveram nesta manhã no espaço. Todos puderam, ainda, visitar as acomodações do prédio, que foi projetado, também, com acessibilidade para Portadores de Necessidades Especiais Zenaldo Coutinho e o Prof. Dr. Avertano Rocha, na inauguração das novas instalações do prédio da Escola de Gestão Pública do Município de Belém

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(PNE). “A partir de agora, iremos conseguir efetivar com qualidade a educação dos alunos da rede pública para o Pré-Vestibular”, disse o prefeito Zenaldo, durante pronunciamento. “Além dos alunos, todos os servidores receberão qualificação continuada com as vagas que serão ofertadas já para o ano de 2015, na Escola de Gestão Pública (EGP)”, completou. Os alunos que desejam se inscrever para o cursinho, devem acessar o link: www.belem.pa. gov.br/prevestibular e preencher o

Na EGP, a meta é qualificar ainda este ano, cerca de 3.800 servidores. Na grade de conteúdos, estão previstos cursos, como: Gerência e Fiscalização de Contratos Administrativos; Licitação Pregão Presencial e Eletrônico; Noções de Sistema de Registro de Preços; Informática; Português, Ortografia e Gramática; Regime Jurídico Único; Libras Básico e Avançado; Relações Interpessoais; Redação Oficial e Instrução Processual. Os servidores interessados nos cursos oferecidos, devem se inscrever nas secretarias. Vale ressaltar, que, a demanda do curso oferecido pode ter a participação do servidor, já que ele pode indicar uma nova demanda para a escola. “O próprio servidor pode nos indicar um curso, que ele acredita que acrescentará conhecimento para seu trabalho”, explica o coordenador da EGP, Bernardo Sampaio. “Este espaço representa os anseios da Prefeitura, para qualificar os servidores, por isso, nossa equipe está pronta para planejar a capacitação deste público”, acrescenta.

(*) Coordenadoria de Comunicação Social (COMUS)

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Vereador aproxima Câmara da população

Orlando Reis assumiu com a missão de reorganizar a Casa Fotos Divulgação, José Sampaio

Durante a posse

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presidente da Câmara Municipal de Belém, Orlando Reis Pantoja (PSD), vai comandar a Casa Legislativa no biênio 2015-2016. Anos importantes que antecedem as comemorações dos 400 anos de Belém do Pará. Além do presidente Orlando Reis, a mesa é composta pelo 1º vice-presidente bispo Rocha (PTB), 2º vice-presidente Raul Batista (PROS), 1º secretário Victor Cunha (PMDB), 2ª secretária Eduarda Louchard (PPS), 3º secretário Mauro Freitas (PSB) e 4º secretário Gleisson Oliveira (PSC). Pio Netto (PTB) passou a ser o líder do governo na Câmara. Quando assumiu a presidência, Orlando Reis ressaltou a importância de trabalhar na vigilância e correções necessárias. Ele exemplificou a falta de quórum, muito comum anteriormente. “Estamos trabalhando para conscientizar o vereador que, além de estar na sua base, precisa-se estar aqui, porque a Casa é o centro das discussões de temas importantes e de interesse da sociedade”, disse.

Projetos emperrados

Após quatro meses à frente da Câmara Municipal de Belém, Orlando Reis, já pode afirmar que conseguiu estabelecer algumas regras com sucesso. Quando a nova diretoria assumiu, a pauta da Casa chegava a 394 projetos, que segundo ele, atrasava e atravancava o trabalho dos vereadores, impedindo a apreciação de inúmeros projetos importantes para a sociedade. Com o apoio do Colégio de Líderes, já foram aprovados cerca de 50 projetos, uma quantidade considerada recorde.

Quorum mínimo

Outro ponto abordado pelo vereador Reis foi a presença dos parlamentares em plená-

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rio. Para coibir a falta de quorum, foi estabelecido três chamadas durante as sessões. “Isso está sendo feito. E isso fez com que, desde o início do nosso trabalho, todos os dias tenha tido quorum (presença dos vereadores às sessões). O que é extremamente importante para o enxugamento da pauta”, disse o presidente. “Foi um momento histórico para Câmara”, completou.

Concurso Público

Assunto recorrente no plenário é o con-

Orlando Reis ressaltou a importância de trabalhar na vigilância e correções necessárias

curso público. 40 concursados aprovados em 2012 estavam à espera de serem chamados e nomeados para a Câmara Municipal de Belém. “Já convocamos os 40 (aprovados) e vamos ver quantos vão se apresentar, pra gente poder realmente, não só atender a determinação do Ministério Público, mas também fazer justiça para com quem estou e se preparou para o concurso público”, afirmou Orlando Reis. www.paramais.com.br

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Vereador é considerado influente entre os eleitores O atual presidente da Câmara Municipal de Belém, Orlando Reis, é considerado um dos políticos mais influentes em dois dos maiores bairros de Belém, Canudos e Terra Firme, pelos quais chegou em primeiro mandato à Câmara Municipal e reelegeuse duas outras vezes. Graduado em Administração pelo antigo Cesep, é funcionário público concursado da Caixa Econômica Federal (CEF), onde começou como caixa, passando a tesoureiro e supervisor de agências, até chegar a gerente de núcleo da instituição com atuação em diversos municípios do interior.

Política O presidente Orlando Reis e a mesa diretora composta pelo 1º vice-presidente bispo Rocha (PTB), 2º vicepresidente Raul Batista (PROS), 1º secretário Victor Cunha (PMDB), 2ª secretária Eduarda Louchard (PPS), 3º secretário Mauro Freitas (PSB) e 4º secretário Gleisson Oliveira (PSC)

Orlando Reis com seu diploma de vereador

Estímulo à aposentadoria É outra realidade da Câmara Municipal de Belém. O vereador Orlando Reis diz que está colocando em prática um plano de aposentadoria voluntária. A meta é aposentar, até o final do ano, 50 servidores. Até o momento houve 20 adesões ao projeto. “E com isso a gente abre a possibilidade de fortalecer o mandato do vereador e criar condições de trabalho para o nosso servidor”, disse.

Atuação parlamentar

Pautas x Imprensa

A ausência da Imprensa na cobertura diária na Câmara Municipal de Belém também pode ser considerada uma preocupação para os vereadores. O interesse dos meios de comunicação se dá quando os debates são de interesse público. O presidente sabe que a falta de quorum e de assuntos relevantes afastam os jornalistas. “A gente já percebe a Imprensa voltando pra cá (Casa). O administrativo da Câmara começou a criar coisas interessantes e atrativas sobre assuntos de importância para Belém”, afirma Reis. “A Imprensa exerce um papel importante para a divulgação do debate para a sociedade”, finaliza.

Situação x Oposição

O presidente da Câmara diz que não há tratamento diferenciado para a situação e nem para a oposição. “Não fazemos diferença”, garante. Nos debates, segundo ele, prevalece sempre a legislação, o entendimento do regimento da Casa. www.paramais.com.br

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Sua vida política começou em 1992. Antes, porém, foi professor de 2º grau em diversas escolas da capital, quando se sentiu incomodado com a situação do Magistério e com os problemas do ensino. Eleito pela primeira vez, centrou suas ações nos bairros de Canudos e Terra Firme, estendendo suas atividades para o bairro do Marco. Nessas três áreas, manteve-se, nas duas eleições seguintes, sempre como um dos vereadores mais votados na capital. No ano 2000, depois de dois anos na Presidência do Poder Legislativo Municipal, obteve o terceiro mandato.

Debates recentes Os vereadores iniciaram recentemente os debates do plano municipal de saneamento básico. É uma exigência do governo federal que os municípios tenham esses planos. No caso de Belém, existe a transferência dos serviços de água e esgoto do município para a Companhia de Saneamento do Pará, Cosanpa. “Já fizemos a criação da Agência Reguladora do Município, que vai ficar responsável em fiscalizar e de acompanhar esses serviços pela Companhia de Saneamento. Os vereadores já conhecem e estudaram o assunto para o debate”, garantiu o presidente da CMB.

A atuação parlamentar do vereador Orlando Reis contabiliza conquistas, como por exemplo, a aprovação da lei que isenta de pagamento de taxa de inscrição em concursos públicos municipais pessoas comprovadamente desempregadas. Outro passo na administração Orlando Reis foi a inauguração de um programa de visitas de estudantes da rede pública de ensino ao Poder Legislativo, o chamado Projeto Escola no Legislativo. É de autoria do vereador também o Projeto “Parceria Comunitária”, que consiste em levar o vereador às comunidades para ouvir críticas e sugestões que retornem em benefício e melhoria de vida para a população.

Vereador Orlando Reis em seu gabinete na Câmara Municipal de Belém Pará+

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Maior projeto da história da mineração vai reutilizar água Mineradora Vale pretende investir na sustentabilidade para implantar o S11D Texto Celso Freire Fotos Arquivo Vale, Eny Miranda Cia da Foto

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sustentabilidade e a consequente preocupação com o meio ambiente continua norteando as principais ações das consideradas grandes empresas brasileiras. A conscientização contra o desperdício no uso da água virou rotina em todo país. E aqui no território paraense, não poderia ser diferente. Agora, a crise hídrica é a chamada “bola da vez”. O racionamento no abastecimento de água, principalmente no sul do país afeta também as ações no norte, apesar da abundância que se vê por aqui. A Vale recebeu licença prévia para o projeto de minério de ferro Carajás Serra Sul (S11D) o maior projeto da história da empresa

Vista da montagem dos módulos da usina de beneficiamento

A mineradora Vale, por exemplo, resolveu reutilizar 75% da água que utiliza em suas unidades. Isso significa que um bilhão de metros cúbicos deixa de ser captado por ano em fontes naturais. “A partir deste ano, a Vale trabalhará com foco na redução da demanda total (captação de água nova, reúso e recirculação)”, revelou a diretora executiva de Recursos Humanos, Saúde e Segurança, Sustentabilidade e Energia, Vânia Somavilla. No estado do Pará, a gestão de recursos hídricos também é estratégica e, diante do atual cenário, a empresa afirma que está reduzindo ainda mais seu consumo de água. A ideia é manter a linha adotada nas operações, tecnologias e ações de controle, que

estão sendo implantadas também em seus projetos de expansão. Vânia Somavilla afirma que as parcelas de reúso e recirculação da água são fundamentais para a redução da captação de água nova, mas, ao implementar soluções tecnológicas para a diminuição dessas parcelas, “podemos reduzir ainda mais a captação de água nova”. Esse tipo de reuso está sendo utilizado na construção do Ramal Ferroviário S11D, ferrovia que vai ligar o projeto S11D, em Canaã dos Carajás, à Estrada de Ferro Carajás, no município de Parauapebas. A empresa instalou um sistema que permite a recirculação de até 80% da água utilizada na obra. Ao longo de um ano, isso representa uma economia de mais de 9,1 milhões de litros de água.

Processo de reúso

O processo consiste no bombeamento da água utilizada na perfuração de rochas, para a abertura de túneis, por um percurso de tratamento. O sistema é composto por duas bacias de retenção de partículas de minério, um separador de água e óleo e um tanque de recalque, onde a água permanece temporariamente antes de ser direcionada para as caixas de armazenamento. Outra tecnologia que vem sendo empregada na construção do Ramal é o Fitsoil Forte, que é um produto biodegradável à base de concentrado de cana de açúcar e tem aparência semelhante ao asfalto, funcionando como estabilizador de solo. Segundo a Vale, o produto vem sendo aplicado em acessos às obras, com resultados expressivos na redução do consumo de água e diesel. A aplicação piloto realizada em 2 quilômetros de acessos não pavimentados reduziu o consumo de água em 97,2%. Já o de óleo diesel caiu de 600 litros/semana para apenas 17 litros/semana.

Projeto traz inovações no uso de recursos hídricos

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O projeto S11D, da mineradora Vale, localizado na cidade de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará, é considerado um dos maiores projetos da história da mineração e consequentemente, é o maior projeto da história da Vale, com produção de 90 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, a partir do fim de 2014, volume a ser garantido por investimentos de US$ 6,77 bilhões. www.paramais.com.br

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Montagem do transportador de correia de longa distância

Sistema implantado no Ramal Ferroviário permite a recirculação de até 80% da água utilizada na obra

Segundo a empresa, o S11D foi planejado para minimizar seu impacto ambiental, com inovações na gestão e no uso dos recursos hídricos. Um dos exemplos é a utilização da umidade natural do minério para seu processamento, eliminando a captação de água para o processo. Essa tecnologia, que já é empregada no Complexo Minerador de Carajás, deve permitir a redução de 93% do consumo de água em relação ao processo convencional, o equivalente ao abastecimento de uma cidade com mais de 400 mil habitantes por um ano. A Vale esclarece que o projeto utiliza tecnologias e procedimentos que possibilitam economia de água em todas as suas fases, inclusive na implantação. O procedimento acontece da seguinte forma: a água usada na lavagem de equipamentos é encaminhada para um tanque de decantação, onde é separada dos sólidos agregados. Depois, ela é usada para molhar as vias de circulação de veículos e equipamentos de obra, diminuindo a quantidade de poeira emitida. A eficiência da umectação é aumentada com ajuda do haulage, um fluido biodegradável que reduz a necessidade do uso de água em até 50%, deixando as vias úmidas por mais tempo e diminuindo a necessidade de novas umectações. Segundo a mineradora, a utilização do produto traz uma economia para a empresa de 60 mil litros de água/dia/caminhão pipa e de 40 litros de combustível/dia/caminhão pipa.

O transportador de correia de longa distância

Preocupação ambiental O projeto S11D deve fazer a produção de minério de ferro duplicar, atendendo as demandas do mercado internacional. E a Vale manteve em 2014 o posto de principal

empresa exportadora do Brasil, apesar de uma forte queda no faturamento. E sempre quando se fala em projetos minerais, há uma preocupação com os danos que podem acarretar à natureza, os chamados danos ambientais. Além da preocupação com

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Recentemente no projeto “Roda de Conversa” a Vale reuniu especialistas e jornalistas para discutirem fatores como reutilização da água, gestão, poluição e avanços no setor

a água, a mineradora revela que pretende diminuir as emissões de gás carbônico na atmosfera durante a implantação do Projeto S11D. A ideia é abolir os caminhões, muito comuns na mineração. O diretor de projetos ferrosos norte da Vale, Jamil Sebe, ressalta que o caminhão vai dar lugar a 37 quilômetros de correias, que serão responsáveis pelo transporte do minério de ferro. É o chamado sistema truckless. “Estamos buscando redução de custos operacional”, disse Jamil, na página da Vale, na internet. O sistema truckless é a mesma tecnologia utilizada nas minas de carvão. Será a primeira vez que esse modelo de exploração funcionará em larga escala em uma mina de minério de ferro. O novo sistema irá operar

em meio à Floresta Amazônica em um bloco do maciço de Serra Sul, em Canaã dos Carajás, no Sudeste do Pará. O truckless reduz custos operacionais e permite diminuir emissões de gás carbônico. Jamil Sebe conta que se a mina

S11D fosse operada por caminhões fora de estrada, teria 100 veículos circulando, os quais iriam consumir 65 milhões de litros de diesel por ano. Com as correias, o consumo de diesel será de 15 milhões de litros anuais, economia de 77%. Só tratores de esteiras e outras máquinas auxiliares continuarão consumindo o combustível. Os principais equipamentos serão movidos a energia elétrica. Haverá redução de CO2 em idêntico percentual ao do diesel e deixarão de ser usados 174 pneus de grande dimensão que são trocados a cada ano nos caminhões (cada pneu tem mais de três metros de altura). “A aplicação do truckless no S11D vai representar um grande passo [em termos de sustentabilidade] e a tendência é de que o sistema seja um exemplo a ser seguido em outros projetos greenfield [novos]”, diz Sebe.

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Paulo Rocha defende o etanol da batata doce

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senador Paulo Rocha (PT-PA) usou a tribuna do Senado Federal para defender a produção de etanol, extraído da batata doce. Por intermédio de uma parceria com a Universidade Federal do Tocantins , parcialmente financiada pela Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), os pesquisadores desenvolveram uma variedade de batata que pode ser cultivada em toda a Amazônia e com grande teor para etanol. O senador paraense informou que uma empresa privada já desenvolveu e testou as máquinas e equipamentos que vão produzir, em larga escala o chamado “etanol social”. Isso pode ser de grande importância para a agricultura familiar, que tem condições de cultivar a batata em consórcio com árvores frutíferas como cupuaçu, cacau, graviola, mamão ou árvores de essência florestal como mogno, paricá, cedro, andiroba e outras. Outra instituição pública sediada no Pará, a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) está interessada e deverá disseminar a cultivar da batata doce a fim de disponibilizar aos pequenos, médios produtores rurais, além de empresários ligados a empreendimentos de reflorestamento. Associações de produtores rurais também já estão interessadas no cultivo do tubérculo, que poderá alavancar as atividades de geração de renda e ocupação no campo. O tema sobre o etanol social fez parte do pronunciamento do senador Paulo Rocha, que analisou os oito anos de recriação da Sudam. Ele pregou a política de manutenção dos incentivos fiscais para a Amazônia, a partir da redução de 75% do Imposto de Renda Pessoa Jurídica como meio de atrair investimentos à região. Mas para isso é ne-

Senador Paulo Rocha durante seu pronunciamento sobre a produção de etanol a partir de batata doce, no Senado Federal

cessário aprovar prorrogação dessa política pública, cuja concessão expira em 31 de dezembro de 2018. “Para não gerar insegurança aos empreendimentos já instalados ou em vias de instalação, precisamos aprovar a prorrogação da medida o mais rápido possível”, ressaltou o senador. Segundo ele, no período de 2007 a 2014 foram aprovados pela Sudam 1.760 projetos de incentivos fiscais em todos os nove estados da Amazônia Legal, disponibilizando R$ 16,5 bilhões. A grande novidade, de acordo com o senador, é que novos setores devem ser incentivados, entre eles, a indústria naval, o transporte rodoviário de carga; o transporte hidroviário (de carga e passageiros), a formação de mestres e doutores, o florestamento, reflorestamento e manejo florestal vinculado à industrialização; além de atividades hospitalares que destinem no mínimo 20% de atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS). Paulo Rocha lembrou que em 2007, quando deputado Usina de prudução de etanol da batata-doce, localizada na federal, foi o relator Estação Experimental da UFT

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do projeto que recriou a nova Sudam, extinta em 2001 durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Hoje, oito anos depois, o senador paraense apresentou aos demais senadores um balanço positivo da instituição. Um dos exemplos citados por ele foi o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), um dos instrumentos da Sudam, que injetou cerca de R$ 4 bilhões na economia regional. Desse total, 82% foram para a infraestrutura de estados e municípios, como a geração e transmissão de energia, a recuperação de rodovias e o fortalecimento da indústria de transformação e das agroindústrias. Outros exemplos positivos apontados pelo senador foram o Portal de Integração Amazônica que busca aproximar os mercados locais e fortalecer as relações de trocas comerciais dentro da própria região, e o projeto “Mulheres na Construção Civil” que oferece cursos de acabamento e finalização de edificações. “O saldo desses oito anos de atividades da nova Sudam é animador e nos estimula a ajudar no fortalecimento daquela instituição voltada ao desenvolvimento includente e sustentável da nossa região, bem como a integração competitiva da base produtiva da Amazônia na economia nacional e internacional”, disse o senador. Pará+

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Escritores Paraenses buscam reconhecimento pelas Redes Sociais Maioria utiliza a internet como aliada para divulgar seus trabalhos

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s Escritores Paraenses estão se sentindo invisíveis em seu próprio estado. Esse sentimento é quase unanimidade entre a classe. Eles reclamam da falta de valorização, principalmente por parte dos órgãos estaduais, que priorizam artistas de fora do Estado. O escritor Edyr Augusto Camarão Proença resumiu essa situação durante a Feira Literária do Pará – Flipa, que foi criada com o objetivo de dar visibilidade ao escritor paraense e aos livros que pro-

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duz. “É um mercado para a produção literária paraense. Precisamos valorizar o que é nosso”, disse Edyr Proença, que é jornalista, radialista, redator publicitário e autor de teatro. Diferente da Flipa, a Feira Pan-Amazônica do Livro é alvo de inúmeras críticas, principalmente em relação ao desprestígio dos escritores paraenses. Eles reclamam que são colocados em estandes pequenos, em lugares sem visibilidade, onde diversos autores se amontoam para tentar conseguir

vender suas obras. O premiado escritor, poeta e cantor belenense, Carlos Correia Santos, também não poupa críticas à falta de apoio dos órgãos governamentais. “Esse apoio não existe. Não há política para a divulgação do nosso trabalho. Essa Feira Pan -Amazônica é um grande engodo. Os autores paraenses deveriam ser os anfitriões e não são”, lamentou Carlos Correia Santos. Outro problema enfrentado pelos escritores paraenses é a desunião da classe. Não há uma associação para representá-los. A que existiu, Associação Paraense de EscritoCarlos Correia Santos criou o Versivox, que mistura música, teatro e poesia, no palco

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res (A.P.E), fundada em 1986, foi a míngua pela falta de participação dos escritores na vida associativa e por sua proposta de abarcar todo o Pará. “O que existe atualmente é apenas um senso de cooperação entre os escritores”, ressalta Carlos Correia Santos. Segundo o professor, escritor e poeta Alfredo Garcia Bragança a produção local de livros é fomentada, às vezes, em eventos esporádicos nas feiras de livros. Por isso, poucos escritores estão surgindo no cenário paraense. “Os novos valores que tem surgido na Literatura do Pará são frutos dos concursos promovidos pelo Estado e por suas instituições”. Exercendo a medicina há 44 anos, Aline de Mello Brandão não deixa de ser escritora e poeta. Desde criança, Aline gostava de ler e mergulhar nos livros, descobrir palavras e ideias. “Embora seja médica neurologista e a medicina importante na minha vida, a literatura e a poesia sempre entrelaçaram meu caminho”, diz a escritora. Aline de Mello Brandão reconhece que o apoio aos escritores ainda é pouco. “Alguns órgãos fomentam premiação de obras literárias e há um número bem significativo de escritores paraenses ou que moram no Pará, mas não penso que, economicamente falando, no Pará seja possível sobreviver de literatura, certamente devem existir exceções, mas não é o meu caso”, afirma a escritora. Sobre a união entre os escritores paraen-

Salomão Laredo aproveita a internet para trocar informações com seus leitores

ses, Aline de Mello Brandão reconhece que há divergência de ideias e de como expressá -las. Ela conta que cada pessoa é um universo único, com suas experiências e vivências e isso às torna ímpares, essa diversidade é enriquecedora. “Vejo, por exemplo, as feiras literárias como oportunidades e vitrines para publicações. São também chances de relacionamento interpessoal entre autores, leitores, pessoas que se interessam por literatura, que apreciam a leitura e as artes”, conclui Aline de Mello Brandão.

Internet veio para somar e não para dividir

Além da concorrência dos autores de outros estados, os nossos escritores têm que enfrentar a concorrência da internet. EstuFeira Pan-Amazônica do Livro realizada pelo Governo do Estado

dantes, por exemplo, estão deixando de ir às bibliotecas para pesquisar. Eles utilizam, cada vez mais, de ferramentas de buscas na rede de computadores para fazer seus trabalhos escolares. Mas, nem tudo está perdido. A tecnologia pode ser e está sendo aliada de alguns autores. Para não perder terreno, os escritores paraenses resolveram se aliar à internet. Na rede social Facebook, por exemplo, eles criaram uma página que reúne cerca de 50 membros. Lá os escritores se comunicam, divulgam seus trabalhos e vendem seus livros. Entre os participantes estão Antônio Tavernard, Carlos Correia Santos, Walcyr Monteiro entre outros. Fora dela, cada escritor tem a sua página também. O escritor Alfredo Garcia Bragança é um dos que mais utiliza a rede social para anunciar seus trabalhos. Ele aproveita para vender seus livros diretamente aos amigos. Faz promoções, divulga lançamentos e eventos. Recentemente divulgou pela internet, a volta das atividades do projeto Memória da literatura do Pará, onde são comentadas obras de autores nacionais e internacionais. “Eu uso a internet como ferramenta para divulgar meus lançamentos e aumentar meu número de leitores. Hoje, com o Facebook, por exemplo, um poema meu é mais lido no ambiente virtual do que se fosse publicado num jornal impresso, por exemplo”, conta Alfredo Bragança. Ele acredita que o livro

Edyr Augusto Camarão Proença sendo entrevistado durante a Flipa

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Aline de Mello Brandão durante lançamento do seu livro Abaúna na Flipa

Salomão Laredo e Aline Brandão durante a Flipa

impresso, existente há pelo menos seis séculos, não vai deixar de existir. “Ele vai conviver com os e-books e outras versões eletrônicas da literatura de forma amigável”, disse o escritor, que já publicou mais de 30 livros. O premiado escritor, poeta e cantor belenense Carlos Correia Santos é um dos que mais utiliza essa ferramenta para divulgar seu trabalho. Criou a Parla Página, Assessoria de Conteúdos para divulgar os passos de sua carreira, principalmente na internet. É popular nas redes sociais onde divulga fotos, releases e eventos, alem de conversar com seus leitores. Material para divulgar, é o que não falta para Carlos Correia Santos, que se define como romancista, dramaturgo, contista, cronista, poeta e letrista. Essa aproximação com o público, faz com que o paraense seja constantemente convidado para entrevistas ou mesmo fazer comentários culturais em programas especializados nas emissoras de rádio e televisão. É um profissional ativo. Suas peças estão sempre em cartaz nos teatros paraenses e até fora do estado. Criou o Versivox, projeto que reúne, num só evento, teatro, música e poesia. “É um projeto que transforma literatura em espetáculos cênicos e experimentações sonoras”, define o poeta, que também visita escolas públicas e particulares para

Alfredo Garcia diz que o escritor não sobrevive só com a venda de livros

levar suas obras aos estudantes. O escritor e poeta Salomão Laredo também já tem seu reconhecimento no mundo literário. E também utiliza a internet como aliada no seu dia a dia. Segundo ele, todas as demais plataformas e tecnologia são aliadas do escritor e cooperam para a formação do leitor crítico. “Utilizo-me da internet para divulgar meu labor literário e nesse sentido, é uma ferramenta que amplia as possibilidades”, afirma o escritor paraense

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que aproveita o computador para escrever seus livros e conversar com seus leitores. Em maio, Salomão Laredo aproveita para lançar seu mais novo livro, o romance Olho de Boto, da editora Empíreo. E claro, já foi divulgado na internet. Mas, como os escritores podem sobreviver com a venda de livros?. O professor Alfredo Garcia diz que é impossível. “Sobreviver com dez por cento do valor da venda de cada livro, ainda mais com a prestação de contas sendo semestral... Resta ter uma vida dupla, tripla ou quadrúpla, no meu caso trabalhando como jornalista e professor do ensino superior em Jornalismo”, finalizou. A escritora Aline de Mello Brandão conta que a internet é sua aliada. Não se pode deter os avanços tecnológicos. “Participei e participo de algumas publicações em revistas, jornais e mais recentemente, em comunidades literárias via internet, via ebooks, blogs e publicações”, disse a escritora citando a divulgação poética na Opinias, publicação virtual da Rumo Editorial Produções e Edições, Ltda – São Paulo (opinias2014.blogspot.com.br), no Escrita & Cia; Balcão de Poemas, Nova Ordem da Poesia, Inspiraturas, etc. “E julgo muito interessante conhecer as pessoas através da escrita, da poesia”, concluiu. Aline de Mello Brandão lançou o seu mais novo livro, “Abaúna e outros poemas”, do qual é editora-autora.

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O papel do papel É o papel cumprindo seu papel na história e no desenvolvimento da humanidade

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Texto Fabio Arruda Mortara*

comunicação, em todas as suas formas, tem missão civilizatória fundamental, que é a transmissão de conhecimento e informação e o estabelecimento de um arcabouço cultural que identifica o ser humano com seu tempo, seu espaço e a sociedade da qual faz parte. Nenhuma mídia cumpriu esse papel de modo tão amplo, abrangente e eficaz quanto a impressa, desde a invenção da escrita, na Mesopotâmia, há cerca de 4.500 anos, passando pelos copistas medievais, até os tipos móveis de Gutenberg, que, há cerca de cinco séculos e meio, deram escala, qualidade e velocidade ao processo e desencadearam a tecnologia, hoje de ponta, da indústria gráfica. A verdade é que toda a história e o conhecimento acumulado pelo homem tiveram a tinta sobre o papel como sua grande base de registro, e tudo indica que continuará assim nesta era da internet, da cibernética e das incríveis mídias eletrônicas. Ao lado destas, o papel

O crescimento da venda de livros físicos deverá manterse nos próximos anos, pois os novos e velhos leitores parecem gostar cada vez mais do papel www.paramais.com.br

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continua tendo papel civilizatório fundamental (sim, é uma feliz e emblemática coincidência que, nos idiomas português e espanhol, a palavra também signifique missão!). Assim, contrariando previsões precipitadas sobre sua extinção, a comunicação impressa segue cumprindo sua missão de transmitir conhecimento, informação e cultura. É o que demonstra, de modo inequívoco, recente pesquisa da Nielsen BookScan, cujos resultados foram publicados pelo jornal britânico Financial Times: o número de livros impressos vendidos nos Estados Unidos em 2014 subiu 2,4%, alcançando 635 milhões de unidades. No Reino Unido, o setor encolheu 1,3%, mas a queda foi muito menor do que em 2013, quando as vendas retrocederam 6,5%. A performance do e-book tem ficado aquém das expectativas. Segundo especialistas entrevistados pelo Financial Times, o crescimento da venda de livros físicos deverá manter-se nos próximos anos, pois os novos leitores parecem gostar cada vez mais do papel. A Nielsen indica que a maioria dos adolescentes entre 13 e 17 anos prefere livros impressos. Além disso, as vendas de títulos de ficção para jovens adultos cresceram 12% em 2014, mais do que as obras dirigidas aos adultos. Paul Lee, analista da Deloitte, que projeta que 80% das vendas de livros em 2015 serão de cópias físicas. O estudo da Nielsen BookScan é coerente

com pesquisa realizada em 2014 pelo DataFolha, que demonstrou: no Brasil, 59% dos leitores de livros e 56% de revistas optam pelas edições convencionais. No caso de jornais, 48% preferem acessá-los em computadores, tablets e celulares e 46% continuam fiéis às formas tradicionais. É interessante o fato de que 80% dos entrevistados brasileiros afirmaram que ler em papel é mais agradável do que em uma tela. A pesquisa do DataFolha foi realizada para Two Sides, campanha mundial que chegou ao nosso país em 2014, para difundir a sustentabilidade econômica, social e ambiental da cadeia produtiva do papel e da indústria gráfica. O movimento, surgido na Inglaterra e já presente nos Estados Unidos, Canadá, África do Sul e Austrália, conta no Brasil com 42 entidades signatárias, que congregam cerca 80 mil empresas, geradoA comunicação impressa está mais viva do que nunca

ras de 615 mil empregos diretos e faturamento anual de US$ 40 bilhões. Trata-se de um trabalho voltado ao esclarecimento das virtudes e importância da comunicação impressa e à educação, informação e preservação ambiental. Intensificaremos as ações no sentido de mostrar aos brasileiros que cem por cento do papel produzido no País para atividades de impressão provêm de florestas plantadas. Multiplicam-se estatísticas, estudos e pesquisas, em distintas regiões do Planeta, mostrando que a comunicação impressa está mais viva do que nunca. É o papel cumprindo seu papel na história e no desenvolvimento da humanidade. (*) Presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo (SINDIGRAFSP), coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem) da Fiesp, presidente da Confederação Latinoamericana da Indústria Gráfica e country manager da Two Sides Brasil

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Estudo liga amamentação a QI, salário e escolaridade mais altos Um estudo científico identificou uma possível ligação entre a amamentação e a inteligência. Fotos Alessandra Serrão/ Ag.Pará-Arquivo, Divulgação, José Pantoja/Ascom Sespa

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pesquisa foi realizada no Brasil e acompanhou o crescimento de 3.500 bebês. Ela constatou que aqueles que foram amamentados por mais tempo tiveram desempenhos melhores em testes de QI na idade adulta. Especialistas disseram que os resultados, apesar de não conclusivos, podem dar suporte à atual recomendação de que bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno por pelo menos seis meses. Mas os pesquisadores dizem que as mães deveriam ter a chance de escolher se farão isso ou não. As constatações do estudo foram publicadas na publicação especializada The Lancet Global Health. Elas também apontam para outros fatores além da amamentação que podem ter impacto na inteligência – apesar dos pesquisadores terem tentado excluir fatores como a educação da mãe, renda familiar e peso no momento do nascimento. O médico Bernardo Lessa Horta, da Universidade de Pelotas, disse que o estudo oferece uma abordagem única porque a amamentação tinha sido adotada por todos os segmentos sociais da população estudada, não apenas pelos mais ricos e educados.

Pesquisadores acompanharam milhares de bebês até a idade adulta para pesquisar beneficios da amamentação

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Mães inexperientes precisam de auxílio para amamentar

A maioria dos bebês, independente da classe social, foi amamentada por períodos que variavam entre um mês e mais de um ano. Aqueles que foram amamentados por mais tempo obtiveram melhores resultados em testes de inteligência na idade adulta. Os pesquisadores também constataram que, em geral, eles tinham salários mais altos e atingiam maiores níveis mais elevados de educação.

Impacto a longo prazo

Horta disse acreditar que o leite materno oferece vantagens pois é uma boa fonte de substâncias chamadas de ácidos graxos saturados de cadeia longa. Elas são essenciais para o desenvolvimento do cérebro. Mas especialistas afirmaram que os resultados do estudo não são suficientes para confirmar essas teorias e mais pesquisas científicas são necessárias para explorar possíveis conexões entre amamentação e inteligência. Kevin Fenton, diretor nacional de saúde e bem estar da agência governamental britânica de saúde pública, disse que há evidências fortes de que o leite materno fornece benefícios aos bebês – reduzindo, por exemplo, a incidência de infecções respiratórias e gastrointestinais durante a infância. “Permanece o conselho de que a alimentação exclusiva por leite materno nos primeiros seis meses de vida beneficia a saúde dos bebês”, disse ele. “Mas nós reconhecemos que nem todas as mães escolhem ou são capazes de amamentar e por isso a fórmula infantil é a única

Janet Fyle, da organização Royal College of Midwives (entidade que representa as parteiras na Grã-Bretanha)

A pesquisa foi realizada no Brasil e acompanhou o crescimento de 3.500 bebês

alternativa ao leite materno para bebês com menos de 12 meses de idade”, disse. Janet Fyle, da organização Royal College of Midwives (entidade que representa as parteiras na Grã-Bretanha), disse que mães inexperientes precisam de auxílio para amamentar. O médico Colin Michie, presidente do Royal College os Paediatrics and Child Health (a sociedade britânica de pediatria) afirmou: “Houve muitos estudos sobre a li-

gação entre a amamentação e o QI ao longo dos anos e muitos deles tiveram sua solidez questionada”. “Porém esse estudo tem grande força porque olha para uma série de fatores, inclusive para o nível de escolaridade e o patamar salarial aos 30 anos, além de abranger uma grande amostra da população”. “É importante ressaltar que a amamentação é um dos muitos fatores que podem contribuir para o futuro das crianças.”

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E-commerce: um oceano de oportunidades

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Texto Marcio Eugênio*

mpreender. Esta palavra está presente no desejo de três em cada quatro brasileiros, de acordo com uma pesquisa realizada pela Endeavor. Muitas pessoas desejam ter seu negócio próprio e os motivos são diversos.. Porém, tirar a ideia do papel e executá-la, pode ser um pouco complicado. Apesar de possuirmos o desejo de empreender, não possuímos a cultura do empreendedorismo - que implica, consequentemente, na cultura do planejamento. Muitas pessoas acabam optando por começar seu primeiro negócio através do e-commerce, devido à simplicidade de co-

locar uma loja virtual no ar. Entretanto, o que muita gente não sabe é que os riscos existentes em um negócio online são tão possíveis quanto no varejo tradicional. Enquanto a taxa de sobrevivência no micro e pequeno negócio num geral gira em torno dos 76% nos dois primeiros anos, um terço das lojas virtuais costumam fechar antes de completar dois anos no mercado. A mortalidade virtual é maior por dois motivos: além da alta competitividade com os grandes players, muitos empreendedores começam o negócio sem nenhum planejamento. Ainda assim, investir no comércio digital é uma boa ideia. Os números no mercado do e-commerce são extremamente otimistas, com taxas de crescimento que,

ano a ano, superam os dois dígitos no percentual. De acordo com o E-bit, o comércio eletrônico faturou no primeiro semestre deste ano R$ 16 bilhões — o que representa um crescimento de 26% em comparação ao mesmo período do ano passado. Para se ter uma ideia, o varejo tradicional cresceu apenas 4% neste mesmo período de tempo. A previsão é de que o comércio eletrônico feche 2014 com um crescimento nominal de 21% em comparação a 2013. Em contrapartida, espera-se que o varejo tradicional feche o ano com o crescimento de 4,7%. Os números e projeções apresentados acima mostram o cenário de um mercado relativamente novo, mas que está cada vez mais consolidado no país. Na última década, os investimentos no e-commerce aumentaram 127%, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas. Espera-se, ainda, que este ano feche com 11,6 milhões de novos consumidores online, somando um total de 63 milhões de pessoas no Brasil que utilizam a internet para adquirir produtos como eletrodomésticos, vestuário, calçados e perfumaria. Sabendo que o cenário é próspero, é preciso tomar medidas para que a empresa seja saudável e vingue por muitos anos. Se existisse um médico para isso, a única receita que ele passaria seriam altas doses de planejamento. Os motivos são vários. Primeiro porque evita que o empreendedor abra um negócio por impulso, outro porque um bom planejamento faz com que uma loja virtual consiga enfrentar a fortíssima concorrência vinda das gigantes do varejo eletrônico. Para quem quer entrar neste mercado, seja muito bem-vindo, porém planeje muito. O mercado é amplo, vindouro, e está para peixe. Cabe, porém, ser um bom pescador, pegar seus equipamentos e escolher que tipo de peixe você quer pescar. (*) Especialista em e-commerce e sócio fundador da D Loja Virtual, plataforma de e-commerce para PME

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Municípios planejam fiscalização conjunta para o Lago de Tucuruí Texto Renata Dias* Fotos Ascom Ideflor

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s sete municípios do entorno do Lago de Tucuruí deverão desenvolver atividades de fiscalização integrada, visando a defesa do meio ambiente e segurança pública nas Unidades de Conservação Área de Proteção Ambiental (APA) Lago de Tucuruí. O acordo de cooperação entre os municípios foi firmado durante a reunião extraordinária do Conselho Gestor da Unidade, que aconteceu no município de Jacundá. Participaram do encontro o vicegovernador do Estado, Zequinha Marinho; o presidente do Ideflor-Bio, Thiago Valente; além dos prefeitos dos municípios de Tucuruí, Jacundá, Breu Branco, Goianésia, Nova Ipixuna, Itupirangta e Novo Repartimento. A previsão é que o Termo de Cooperação seja assinado o quanto antes. A presidente do Conselho Gestor da APA Lago de Tucuruí, Mariana Bogéa, ressaltou a importância da região do Grande Lago, dando ênfase à Unidade de Conservação e destacando a dimensão da UC, que chega a mais de 600 mil hectares. “A população residente na região chega hoje a cerca de trinta mil pessoas, sendo 20. 785 de pescadores, segundo dados da Central de Pescadores, o que torna o grande lago uma fonte de geração de emprego e renda, além de contribuir O acordo prevê, entre tantas medidas, que cada município conceda dois fiscais das Secretarias Municipais de Meio Ambiente para o trabalho integrado de fiscalização no Lago

Municípios que formam o Lago de Tucuruí

de forma significativa com a economia do Estado”, destacou. O acordo prevê, entre tantas medidas, que cada município conceda dois fiscais das Secretarias Municipais de Meio Ambiente para o trabalho integrado de fiscalização no Lago, que vem sofrendo há décadas com diversas irregularidades ambientais, dentre elas, desmatamento, criação de lixões e - entre as

O acordo de cooperação entre os municípios foi firmado durante a reunião extraordinária do Conselho Gestor da Unidade, em Jacundá

principais - a pesca predatória realizada com o uso de arpões, malhadeiras de numeração inferior à permitida pela legislação e bombas com capacidade de implosão submersa. Durante o encontro, o presidente do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado Pará (Ideflor), Thiago Valente, falou sobre o funcionamento da Câmara de Compensação Ambiental e os requisitos para acessar os recurso previstos no fundo, para que esse tipo de financiamento também seja utilizado nas ações de prezervação e recuperação das Unidades de Conservação. (*) Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado Pará

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Trânsito que transforma

A imprudência, estresse, excesso de violência e comportamento agressivo de muitos motoristas transformam nossas ruas, avenidas e rodovias em verdadeiros campos de batalhas Fotos Cristino Martins/Ag. Pará

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e acordo com estatisticas e especialistas em Crimes de Trânsito, a maioria dos acidentes com vítimas ocorre devido ao excesso de velocidade, desrespeito da sinalização em cruzamentos e semáforos, conversões indevidas, não obedecer ao sinal vertical e horizontal no sinal de pare, embriaguez ao volante, distração por uso de celulares e não uso do cinto de segurança. Porém, a violência no trânsito não se resume a acidentes. Chegou-se a um ponto de agressividade ao dirigir, que os casos saem da esfera culposa (sem intenção) e se transformam em homicídios dolosos (com intenção). Esses casos saem da esfera da Delegacia de Crimes de Trânsito e vão para a Delegacia de Investigação de Homicídios. “Quando uma pessoa senta atrás do volante ela sente uma sensação de poder. É como se ali dentro daquele carro fosse o mundo dela. É como se inconscientemente, ela esquecesse que em uma avenida, onde tem direitos e deveres. E ela só pensa nela. Só pensa na necessidade dela de chegar aonde quer chegar. Ela não é solidária e se esquece de todos que estão ali ao redor dela, que também querem se deslocar”. “Quando a gente vai dirigir um carro a gente transfere todo nosso lado emocional para o carro e isso de forma inconsciente também”. Pessoas que quando entram no carro esquecem do respeito aos outros e do res-

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peito a ele mesmo. Então são pessoas que não sabem se comportar, que infelizmente

>> A orientação da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) no que diz respeito aos primeiros socorros, ou seja, as primeiras providências tomadas no local, são: uma avaliação rápida da vítima; aliviar as condições que ameacem a vida ou que possam agravar o quadro; e acionar corretamente um serviço de emergência.

são levados pela vaidade da velocidade, pela vaidade do veículo que ele possui e isso os torna nocivos. Nessa situação tem de ser feito um trabalho com eles, contínuo e bem mais amplo. Para que ele volte a entender o que é trânsito, o que significa a vida, o que é o comportamento. Hoje as pessoas fazem com o carro o que elas fazem em casa: namoram, se alimentam e até mesmo dormem. “O carro é o espaçozinho delas no meio da sociedade. E colocar a nossa privacidade em meio a algo público gera conflitos. Então, quando chega uma pessoa e se aproxima daquele meu mundinho, que é dentro do carro, a pessoa já tem uma reação de agressividade, como se ela www.paramais.com.br

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estivesse defendendo o próprio espaço, que é como se fosse a casa dela. Ela já revida antes dela ser racional e pensar o que está acontecendo aqui? Ela já é ignorante, já tem um comportamento de autodefesa. Vai muito mais pelo impulso do que pela racionalidade. É isso que acontece, é essa sensação de poder do ato de dirigir”, analisa.

Mudança de personalidade

Basta pegar o volante, e muitos motoristas trocam gentileza por agressividade, competindo com os demais. O veículo que segue à sua frente vira à Acesso à calçada é bloqueado por veículo estacionado na faixa

Fiscalização e orientação do Detran no município de Salinópolis, no nordeste paraense

esquerda sem dar seta. Logo depois, um pedestre atravessa fora da faixa. Já perto do semáforo, alguém fecha o cruzamento,

e você fica preso justamente quando precisava daqueles segundos a mais para não se atrasar. Mas tudo bem: você já está perto do

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Detran encerra Operação Verão em Mosqueiro com ação educativa

Dados do Detran/PA

seu destino. Com muito custo, vê um veículo saindo de uma vaga, mas o motorista parece não se importar e demora a lhe dar a vez. Opa! Espere aí: um “espertinho” acaba de “roubar” a sua vaga. O que você faz quando enfrenta situações como essas no trânsito? Fica aborrecido, xinga, buzina, pisca o farol para quem está na frente? Fique tranquilo: você não é o único a se transformar em outra pessoa quando assume o volante. A cena já até vi-

Condutores estão diante das mesmas condições de estresse que você

rou um clássico dos desenhos animados: basta o personagem entrar no carro e pegar o volante que sua personalidade muda. O senhor pacato e bom cidadão deixa a gentileza de lado e vira um homem irado, que buzina insistentemente atrás de outros veículos e diante de pedestres, grita e compete agressivamente com todos no trânsito. Esse comportamento tem explicações. Segundo psicólogos e médicos especialistas em trânsito, a maioria dos motoristas age como se o espaço público fosse só seu. Por isso, tende a não tolerar os erros alheios. “Esquecemos que quem está no carro ao lado também é motorista e está na mesma situação de estresse que \ nós. Sabemos apontar facilmente que ele não deu a seta ao curvar, que deu uma fechada, que anda muito devagar, mas justificamos nossos erros”, diz uma psicóloga da da Abramet- Associação Bra-

Acidentes (até setembro de 2014) Pará: 21.002; Belém: 8.952; RMB (Belém, Ananindeua, Benevides, Marituba, Santa Bárbara, Santa Izabel): 11.784 Feridos (até setembro de 2014) Pará: 12.463; Belém: 3.606; RMB (Belém, Ananindeua, Benevides, Marituba, Santa Bárbara, Santa Izabel): 5.257 Mortos (até setembro de 2014) Pará: 924; Belém: 109; RMB ((Belém, Ananindeua, Benevides, Marituba, Santa Bárbara, Santa Izabel): 201 Possíveis causas dos acidentes (até agosto de 2014) Belém 1. Manobra irregular: 1.178 2. Falta de atenção: 1.143 3. Desrespeito à preferencial: 344 Pará 1. Falta de atenção: 2.429 2. Manobra irregular: 2.141 3. Perdeu controle: 1.169 O Detran possui alguns Projetos, como por exemplo, o curso de capacitação “Agente multiplicador em educação para o trânsito” para professores da rede de ensino regular, que está sendo levado a vários municípios do Estado. Em novembro de 2014, Abaetetuba recebeu o projeto piloto, ministrado por técnicos da coordenadoria de educação da instituição. E em março deste ano, a formação continuada para professores e disseminadores de educação para o trânsito foi levada aos professores de Igarape Açu e em abril, foi ministrado em Santa Luzia.

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Fiscalização e policiamento nos bairros de Belém

TOLERANCIA Evite pensar no tempo que está perdendo no trânsito, nas barbeiragens dos outros ou no semáforo que vai fechar. Lide com o trânsito da melhor forma possível SEM OLHOS NOS OLHOS Em uma situação de estresse, evite olhar o outro condutor nos olhos para não parecer provocação. Faça isso apenas se for para pedir desculpas. CONDIÇÃO IGUAL Lembre-se de que os condutores estão diante das mesmas condições de estresse que você e podem cometer erros. NAO FAÇA JUSTIÇA

sileira de Medicina do Tráfego. Dentro do carro, esquecemos que, no espaço coletivo, precisamos negociar o tempo todo para evitar conflitos. Nosso comportamento muda tanto que podemos até assumir atitudes de risco que não teríamos em outras situações cotidianas, como xingar uma pessoa, acelerar o carro para apressar o pedestre ou demorar mais para sair de uma vaga apenas para irritar o outro.

O que provoca isso se deve, em parte, ao status que damos ao carro, diz o vice-presidente da Abramet - Associação Brasileira de Medicina do Tráfego, Roberto D. Moreira. “São os valores culturais que interferem no nosso comportamento. Esquecemos que a função dos veículos é nos transportar e achamos que, com ele, podemos tudo. Tudo se torna relativo, as apenas para nosso próprio beneficio”, diz.

Ao deparar com a agressividade de outro motorista, deixe que ele siga o seu caminho, mesmo quando isso parecer injusto. Não pense em quem vai sair perdendo ou ganhando. Dirigir não é competir. ESQUEÇA A BUZINA Controle a sua necessidade de se expressar apertando a buzina. Na maioria dos casos, ela é desnecessária e só provoca mais irritação.

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Mostra em Londres questiona o que é o luxo

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ossuir algo que outros não podem comprar? Luxo significa exclusividade, diz a ideia corrente. O Museu Victoria & Albert de Londres investiga em mostra como nossos desejos mudaram com o tempo. O luxo está em todas as bocas. No entanto, o que imaginamos ser luxo é algo que está em constante mudança, já que as circunstâncias de vida se alteram rapidamente. Os organizadores da exposição querem deixar claro aos visitantes que luxo é mais do que automóveis caros, iates, mansões ou joias valiosas. O que é luxo? Para responder essa pergunta, o visitante adentra os escuros espaços de exposição – nada deve distraí-lo de pensar com clareza. Os objetos intensamente iluminados são um apelo à visão: um chapéu, tecido de delicados fios de ouro, tão finos quanto o próprio cabelo. O artista italiano Giovanni Corvaja levou 12 anos para produzir as estruturas filigranas. Na mostra também pode ser visto um colar feito de mil bolhas tricotadas a mão da artista britânica Nora Fok ou um vestido de alta costura cortado a laser, da holandesa Iris van Herpen. A mensagem é clara: aqui o luxo está tanto nos materiais caros quanto no know-how técnico e no tempo investido na produção.

a internet, sair da rotina diária. Ele compartilha essa ideia de luxo com outras pessoas, que estão constantemente conectadas graças à tecnologia digital. Há um ano, Jonathan Faiers iniciou na Universidade de Southhampton na costa sul da Inglaterra um grupo de pesquisa para investigar de forma crítica os conceitos de luxo. Há muitos fatores, diz Faiers, que alteraram de forma significativa o conceito de luxo nos últimos dez anos. Apesar da recessão mundial, o consumo de bens de luxo vivencia um boom principalmente nos países emergentes. Mas: o que este consumo mundial de itens luxuosos diz realmente sobre o luxo, que está associado tradicionalmente com a ideia de exclusividade? Um olhar sobre a história mostra que o conceito de luxo está em constante mudança. Da Antiguidade até quase o século 18, sua conotação era antes negativa, era considerado imoral, era reservado à aristocracia e às classes superiores. Somente com a industrialização, a classe média pôde ser dar

ao luxo de algumas coisas. Um bom exemplo disso é a fita para presente. Ela nunca foi algo necessário para a sobrevivência – sendo assim, um pequeno luxo.

Água – um item de luxo

Água potável, comida suficiente e educação – coisas, que no mundo ocidental eram antes consideradas luxo, deslocaram-se geograficamente. Hoje em dia, principalmente em partes do mundo onde reinam guerras e pessoas sofrem de pobreza e inanição, tais bens são requisitados e valorizados. Jonathan Faiers, no entanto, diz estar convencido que as pessoas nesses países não consideram a água um “luxo”, mas uma necessidade para sobreviver. Como lhes faltam um mínimo de padrão de vida, essas pessoas não podem saber o que é luxo. Pois tal conceito não implica uma necessidade, mas algo adicional, que pode ser dispensado. Esta é provavelmente a única definição constante de luxo.

Luxo: menos é mais

Tempo – para Jonathan Faiers, isso também é luxo. O cientista anseia, finalmente, ter tempo para si, não fazer nada, desligar

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O Museu Victoria & Albert de Londres, explora, interroga, e desafia o conceito de luxo www.paramais.com.br

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O luxo está tanto nos materiais caros quanto no know-how técnico e no tempo investido na produção

Luxo no futuro Qual é o futuro do luxo? Isso também é investigado por artistas na exposição no Museu Victoria & Albert. Os recursos minerais mínguam, o petróleo se torna mais escasso, os dados pessoais dos seres humanos ficam cada vez mais transparentes – a privacidade torna-se um item de luxo tanto quanto móveis de plástico, cuja produção necessita petróleo. O conceito de luxo já está sobrecarregado, porque tudo é luxo, critica Jonathan Faiers. Mesmo assim, o pesquisador afirma que a ideia de luxo vai continuar se modificando, tal como a sociedade.

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O que acontece com o corpo logo depois da prática de esportes Fotos Alfred Smith, Clara Bastian, Jonas Ruttins

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o se exercitar, o cérebro começa a trabalhar, produzindo milhares de reações químicas. A atividade produz não apenas queima de gordura e aumento da musculatura, mas também ajuda todo o processo de atenção e concentração, que se prolonga além do tempo em que estamos treinando. Uma atividade física habitual consegue, além de diminuir o peso e manter um corpo bonito, melhorar a qualidade de vida, o bem-estar e a saúde. Entre os muitos estudos que comprovam isso, apresentamos um dos últimos. Cristian García, diretor técnico das academias BodyOn, assegura: “A ativação muscular ativa uma fábrica química de substâncias ativas, altamente eficazes, ajudando a reduzir o nível de gordura, ao mesmo tempo em que melhora o desenvolvimento muscular e aumenta o rendimento corporal. Também atua no sistema vascular, com uma maior irrigação sanguínea, o que garante um coração saudável.” Segundo a Sociedade Espanhola de Cardiologia, durante este lapso de tempo, o coração bate mais depressa e produz uma vasodilatação dos capilares, aumentando a quantidade de sangue em movimento e fortalecendo o músculo cardíaco. Ángel Merchán, diretor de Homewelness, afirma: “As mudanças produzidas nos momentos posteriores à prática esportiva são provocadas pela produção de uma série de hormônios, como a testosterona, a adrenalina, o cortisol e as endorfinas.” Como isso se traduz na prática: estes químicos produzirão um estado transitório de relaxamento, que pode durar várias horas, segundo a intensidade do treinamento. Estes efeitos, efêmeros, perduram no tempo à medida que se aumenta a frequência do esporte. Ao relaxamento dos primeiros 30 minutos, podemos acrescentar rapidez mental, necessidade de açúcar, queima de calorias e sensação de bem-estar. “No princípio, quando começamos a re-

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O esporte de forma regular produz muitos efeitos benéficos sobre o corpo e a psique

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alizar um programa de exercícios, medindo bem a intensidade, o efeito é mais curto, mas à medida que o corpo vai gerando adaptações com o ritmo dos treinamentos, as sensações e o bem-estar geral são duradouros e passam a ser nosso estado de ânimo habitual, quer dizer, o corpo se adapta a esses níveis de hormônios [podendo inclusive afetar a genética, segundo a revista New Scientist]. O ponto central é que a intensidade dever ser correta, com progressão, porque o que hoje é muito intenso, em duas semanas não é mais, e devemos aumentar o nível”, acrescenta Ángel Merchán. A pergunta pertinente é: se o bem-estar aumenta com os esportes, desaparece o estresse? Resposta de um personal trainer: “O exercício ajuda a combater as respostas hormonais e sintomas de ansiedade, mas, claro, não resolve o foco de estresse se for provocado por outros problemas.”

Estudar após um jogo de futebol?

Não é má ideia, porque os esportes que requerem tomada de decisões elevam a capacidade de atenção. Por outro lado, os esportes ou exercícios que exigem a tomada de decisões sobre colocação, velocidade, postura de diferentes partes do corpo, respiração e ritmo, exigem

níveis altos de atenção que estimulam estas qualidades, podendo ser transferidas para outras atividades cotidianas que também exijam certa meditação. Estudar depois de uma partida de futebol? Não é má ideia. Além disso, como comenta Cristian García, continuamos queimando calorias depois da atividade: “Especialmente com o eletroestímulo, pois o que fazemos é romper fibras musculares de forma controlada e é no dia seguinte que o corpo começa a absorver o treinamento que foi realizado: queimando gordura, regenerando fibras...”. Mas também com outras disciplinas, já que, como conta Merchán, o metabolismo continua acelerado até sua recuperação. “Aqui não falamos de 30 minutos, mas de até 48 horas”, conclui. Para finalizar, a prática esportiva faz com que os músculos queimem uma quantidade maior de açúcar procedente do sangue. O pâncreas precisa produzir menos insulina para manter o nível glicêmico sob controle, produzindo risco menor de sofrer de diabetes. As investigações sugerem que modelos de treinamento de alta intensidade e força têm um impacto positivo no equilíbrio da insulina durante os 30 minutos posteriores à atividade. Em um estudo de 2007 da Universidade de Michigan, ficou comprovado que uma única sessão de cardio melhora a sensibilidade à insulina. Mas entre todos estes benefícios, tam-

Ao relaxamento dos primeiros 30 minutos, podemos acrescentar rapidez mental, necessidade de açúcar, queima de calorias e sensação de bem-estar

bém há consequências não tão desejadas, como a desidratação. “Por isso, é conveniente repor todos estes líquidos até duas horas depois do final da atividade. E levar em conta também a perda de sais minerais, que devem ser repostos, assim como os eletrólitos que gastamos [com bebidas ricas em sódio]”, acrescenta Juan Carlos López, diretor de fitness do Palacio de Hielo Holmes Place Spain. A saturação de ácido lático no sangue e o esgotamento das reservas energéticas são solucionados com uma volta pausada à calma e com o consumo de carboidratos, segundo o mesmo especialista. Assim, se você acaba de voltar de sua sessão de corrida, deite no sofá, desfrute do momento de relax criado por seus hormônios e coma uma banana, aveia ou uns biscoitos integrais. A ducha pode esperar.

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Alan Fonteles comemora medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos de Verão de 2012, em Londres

O retorno do campeão

Alan Fonteles treina para Mundial e Paraolimpíadas 2016

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Fotos Cristino Martins/AgPará, Divulgação London2012.Com

pós um ano parado, só descansando, o marabaense Alan Fonteles Cardoso Oliveira, de 22 anos, está de volta às pistas. Agora ele corre literalmente contra o tempo para conseguir a sua classificação para o Campeonato Mundial Paralímpico de Atletismo, no mês de outubro, no Catar. “Não me arrependo de ter ficado parado, descansando. Até outubro entro na minha melhor forma”, garantiu o atleta, que treina na cidade de São Caetano, no estado de São Paulo, com o técnico Amauri Veríssimo. Seu primeiro grande evento será neste mês de abril, quando participa da preliminar do evento principal do desafio Usain Bolt contra o tempo. O jamaicano Bolt é multicampeão olímpico e mundial, recordista mundial dos 100 e 200 metros rasos, além do revezamento 4 x 100 metros como integrante da equipe da Jamaica. Mas, para chegar até aqui, Alan Fonteles correu muito. Aliás, desde os 8 anos de idade, quando foi influenciado pelo ídolo Robson Caetano, ex-atleta, especialista em

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corridas de curta distância. Participou de quatro Jogos Olímpicos, ganhando um bronze nos 200 metros rasos em Seul 1988 e outro bronze norevezamento 4x100 m, em Atlanta 1996. Além disso correu na São Silvestre. Alan disse aos pais que queria correr. “Eles ainda não tinham visto nenhuma pessoa assim, sem as duas pernas correndo, e o filho deles ali, com apenas oito anos, já decidido a praticar o esporte. Pra eles foi bem diferente mesmo”, recorda Alan. Agora, com apenas 22 anos, Alan conseguiu todos os resultados possíveis para um atleta paralímpico: campeão mundial, campeão paralímpico, recordista mundial... “Minha vida mudou bastante por ter conseguido todos esses títulos. Mas quero seguir em

Na Escola de Educação Física

frente e conseguir muito mais”, disse Alan, durante entrevista ao Ministério do Esporte. Alan é amputado das duas pernas abaixo do joelho e corre com o auxilio de próteses. Ele é especializado em provas de velocidade, geralmente competindo em eventos de classe T43. O brasileiro apareceu para o mundo após a sua maior conquista, até o momento, que foi a vitória sobre o até então imbatível Oscar Pistorius, durante os Jogos Paralímpicos de Verão de 2012, em Londres, na Inglaterra. Ganhou a medalha de ouro nos 200m T44 e toda a torcida brasileira. Naquela oportunidade, o seu adversário criticou as próteses usadas por Alan, alegando que elas eram muito altas e que deram vantagem ao brasileiro. Mas, depois retirou a acusação e pediu desculpas. Agora o mundo espera por uma revanche entre Alan e Pistorius. Porém, isso não deve acontecer tão cedo. O sul-africano foi condenado a cinco anos de prisão, no ano passado, por ter matado a namorada Reeva Steenkamp, em fevereiro de 2013. O Comitê Internacional Paralímpico proibiu Oscar Pistorius de participar de competições até 2019. Ele terá 33 anos. www.paramais.com.br

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Alan Fonteles exibe seus prêmios conquistados

Força de vontade para ser Campeão

Com a volta às pistas, Alan sonha agora com as disputas do Mundial Paralímpico este ano em Doha, no Quatar, e os jogos Olímpicos e Paralímpicos no Brasil, em 2016. “É em busca de bater novos resultados, bater novos recordes, de novos títulos”, disse o velocista brasileiro. Seu maior sonho é participar de provas convencionais de alto nível. Inicialmente esse sonho poderia ser realizado durante o troféu Brasil, que será disputado em maio, Com sua 1ª protese

mas o desejo deve ser adiado para 2016. Alan tem até o fim de agosto para conseguir o índice (12s25). Numa simulação de resultados com as provas convencionais, Alan Fonteles ficaria entre os oito primeiros colocados nas finais da Olímpiadas e entre os três melhores do Brasil.

Próteses

Alan Fonteles conta com uma aliada para seguir vencendo nas pistas, aliás, duas: as próteses. Ele já corria, desde criança, com as próteses, mas teve que se adaptar à modernidade, com as de fibra de carbono. “A adaptação foi tranquila. Todos os atletas fora do Brasil corriam com essas próteses, então, eu também tinha que correr com elas. Querendo ou não, ia estar de igual para igual”, disse. Em janeiro deste ano, Alan foi testar sua nova prótese, produzida em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

como tudo que ele manda, mas é claro que eu como nada em excesso”, revela.

Principais títulos

Jogos Paralímpicos de Verão Ouro Jogos Paralímpicos 2012 (Londres) Prata Jogos Paralímpicos 2008 (china) Campeonato brasileiro Ouro – brasileiro de 2005 Ouro – brasileiro de 2007 Campeonato Mundial Ouro – 2008 – Estados Unidos Bronze – 2008 – Estados Unidos Bronze – 100m - 2011 – Nova Zelândia Bronze – Revezamento 4x100 – 2011 – Nova Zelândia Campeonato sulamericano Juvenil Campeão em 200

Treinos diários

Alan Fonteles está treinando atualmente em São Caetano, São Paulo. Os treinos começam às 8h e dura toda manhã. Segunda, terça e quinta-feiras, os treinos são em dois períodos. A alimentação é acompanhada por um nutricionista. “Não vou dizer que eu

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Alan Fonteles na disputa do prêmio Caixa em Belém

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Novo destino das flores produzidas no Pará

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Texto Simone Romero* Fotos Sidney Oliveira/Ag. Pará

á pouco mais de seis anos o técnico em refrigeração José Torres decidiu buscar um novo rumo para sua vida e começou a plantar orquídeas. Para isso, abandonou a refrigeração de ambientes, seguindo exatamente o caminho oposto: começou a construir estufas. A mudança deu tão certo que hoje ele faz parte de um grupo de seis produtores reunidos no Orquidário 38

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Torres, em Castanhal, e vende a produção nos mercados do Maranhão, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco. O orquidário foi um dos locais visitados pela missão empresarial da Martinica, que esteve em Belém recentemente prospectando novas oportunidades de negócio no setor de flores e plantas ornamentais. Além da proximidade do Pará com o mercado caribenho – onde se insere a Martinica –, o Estado foi escolhido para receber a visita da missão porque o cultivo de flores

tropicais é uma atividade em expansão, principalmente nos municípios da Região Metropolitana de Belém e da região nordeste. A floricultura despontou como uma atividade econômica em 1996, incentivada pelo governo do Estado, que passou a oferecer ao setor ações de apoio à organização e capacitação do produtor, ao desenvolvimento tecnológico e à comercialização de produtos. As ações se complementaram com a criação, por parte do governo, do Flor Pará, um grande evento envolvendo programação técnica www.paramais.com.br

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O vice-presidente do Conselho Geral da Martinica, Arnaud Rene Corail boas perspectivas de intercâmbio após visitas aos produtores e reuniões oficiais A estimativa é que o cultivo de flores e plantas ornamentais no Pará gere 80 mil empregos diretos em toda a cadeia, do plantio até a comercialização

A ideia trazida pela missão caribenha é criar uma rede comercial formada por sete países, incluindo o Suriname, Guiana e Brasil, além dos localizados no Caribe

e feira de produtos, que este ano chega à 13ª edição. Atualmente, estima-se que a atividade de cultivo de flores e plantas ornamentais no Pará gere 80 mil empregos diretos em toda

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a cadeia, que vai do plantio até a comercialização, e envolve desde agricultores familiares até pequenos e médios produtores. E a organização do setor cresce a cada ano. Um bom exemplo é a propriedade de Josuan

Moraes, no distrito de Benfica, em Benevides. Nela, o produtor cultiva, em uma área de mil metros quadrados, plantas envasadas que são vendidas principalmente nas floriculturas e supermercados de Belém.

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Missão empresarial da Martinica esteve em Belém para prospectar novas oportunidades de negócio no setor de flores e plantas ornamentais

maio, na Martinica. O seminário vai discutir os avanços científicos na área de floricultura e regulamentação das leis para comercialização das flores. Além do seminário, que ocorre em maio,

haverá a exposição internacional de flores, de 15 a 21 de junho, quando deverá ser lançada a rede internacional de comércio do Caribe. “A prioridade na nossa representação será para os produtores e técnicos que irão

em busca de novos mercados e tecnologias de produção”, explicou Hildegardo Nunes. (*) Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca

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E das fezes fez-se ouro

O lodo de esgoto contém traços de ouro, prata e platina em níveis que seria visto como comercialmente viável por garimpeiros tradicionais

Cientistas dizem que há quantidades comercialmente interessantes de metais valiosos nos esgotos

Texto Ricardo Garcia*

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ransformar fezes em ouro parece alquimia barata. Mas não é. Um novo estudo científico apresentado reforça a tese de que há quantidades comercialmente interessantes de metais valiosos ou elementos raros – como ouro, prata, cobre, paládio e vanádio – nas lamas das estações de tratamento de esgotos. Durante oito anos, cientistas dos Serviços Geológicos dos Estados Unidos analisaram amostras de estações de tratamento em cidades, vilas e comunidades rurais das Montanhas Rochosas. E concluíram que, em cada tonelada de lamas havia, em média, 28 gramas de prata, 563 gramas de cobre, 36 gramas de vanádio e algo entre um a seis miligramas de ouro.

Técnicas para recuperar metais a partir de águas residuais industriais foram já desenvolvidas pela companhia Magpie Polymers, com sede em França

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“Estes metais estão em todo o lado, nos produtos para o cabelo, nos detergentes, até em nanopartículas nas nossas meias, para prevenir os maus cheiros”, afirma Kathleen Smith, autora principal do estudo apresentado numa conferência da Sociedade Norte-americana de Química, nos Estados Unidos – citada num comunicado desta organização. Pequenas quantidades destes metais acabam por chegar às estações de tratamento, onde a parte sólida dos esgotos é separada da líquida. “O outro que encontrámos está ao nível mínimo de um depósito mineral”, acrescenta Kathleen Smith. Ou seja, com tecnologia apropriada e a um custo razoável, os metais valiosos poderão eventualmente ser reaproveitados. E isto não traria apenas um benefício comercial, como ambiental, pois quanto menor a concentração de metais pesados nas lamas, mais facilmente elas podem ser utilizadas como fertilizantes na agricultura. A ideia já vem inspirando outros cientistas e até empresas. Técnicas para recuperar metais a partir de águas residuais industriais foram já desenvolvidas pela companhia Magpie Polymers, com sede em França. E há outros estudos que também procuraram avaliar a potencial riqueza dos esgotos urbanos. Um deles, liderado por cientistas da Universidade Estadual do Arizona e publicado em Janeiro passado na revista

Environmental Science and Technology, estima que numa cidade com um milhão de pessoas, as lamas das estações de tratamento podem gerar o equivalente a 12 milhões de euros por ano. Os 13 elementos químicos mais lucrativos que se podem tirar dos esgotos valerão cerca de 260 euros por tonelada de lamas, segundo o estudo. Em 2009, a Agência de Protecção Ambiental norte-americana também já tinha analisado milhares de amostras, encontrando valores parecidos com o do estudo apresentado esta segunda-feira para alguns metais. A grande questão é saber se é mesmo possível fazer dinheiro com os esgotos, com uma tecnologia barata e que não traga mais problemas ambientais do que soluções. “A viabilidade econômica e técnica da recuperação de metais dos bio-sólidos precisa ser avaliada caso a caso”, diz Kathleen Smith. Os metais usados em produtos para o cabelo ou detergentes acabam por chegar às estações de tratamento de esgotos

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Novo destino das flores paraenses O retorno de Alan Fonteles O sucesso da feira da indústria do Pará

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