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Revista

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N E S TA E D I Ç ÃO EDIÇÃO 157 - MARÇO/2015

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Governo e Exército estreitam parceria para a construção do Colégio Militar de Belém

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Superintendente expõe os caminhos da nova Sudam

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Fundação BB investe R$ 1 milhão no beneficiamento do açaí no Pará

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4º Anuário Mineral do Pará - Mineração com Responsabilidade Social

PUBLICAÇÃO

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

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ÍNDICE

Plataforma Logística do Guamá

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Imerys lança concurso fotográfico

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As alegrias e as dores das mulheres contemporâneas

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O atendimento ao consumidor ponto.com

DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Ângela Abdo, Ana Kagueyama, Ascom Vale, Dani Filgueiras, Da Redação, Gabriela Szprinc, Henrique Mol, Lucirene Gomes, Rubens Panelli Junior; FOTOGRAFIAS: Alessandra Serrão - NID/Comus, Antonio Silva/Ag.Pa, Agência Vale, Arquivo Agência Pará, Arquivo Comus, Carlos Sodré/Ag.Pa, Divulgação, Flickr Campus Party Brasil, Governo do Estado do Mato Grosso, Imagens da Internet, Tarso Sarraf, Thiago Araújo/Ag.Pa, Reprodução, Vantoen; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

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Três décadas da Estrada de Ferro Carajás

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Empreendedorismo de batom e salto alto

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Feriados prolongados: como se programar para aproveitar todos eles?

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Comissão Belém 400 anos apresenta propostas para uma cidade melhor

Iphan estuda sistema de parcerias para restaurar patrimônio em Fordlândia

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8ª edição da Campus Party

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Governo e Exército estreitam parceria para a construção do Colégio Militar de Belém tais, o planejamento do espaço, que deve ser construído por fases. A primeira e maior fase será inaugurada ainda em 2018. Mas como uma escola não é feita apenas de muros, vamos começar provisoriamente em outra instalação, por que este é um produto que pode mudar a educação”, afirma. O Comando Militar Norte foi criado pela portaria nº 142, de 13 de março de 2013, e ativado no dia 26 de junho de 2013. O CMN é o oitavo Comando Militar de Área do Exército e abrange os Estados do Amapá, do Maranhão e do Pará.

Breve em Belém: Alunos do Colégio Militar em Manaus

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Fotos Antonio Silva / Ag. Pará

governador do Estado, Simão Jatene, recebeu recentemente, o Comandante Militar do Norte (CMN) do Exército, general Oswaldo Ferreira, juntamente com o chefe do Estado Maior do Comando, general César Rocha, para planejar a implantação do Colégio Militar de Belém. O Governo do Estado e o Exército já desenvolvem esse projeto desde 2011 e agora com todos os levantamentos e estudos concluídos, os projetos executivos começarão. O colégio será construído em um espaço na avenida Augusto Montenegro, em uma área da Marinha. A reunião garantiu a elaboração de um convênio para garantir aporte financeiro para a realização dos projetos executivos do Colégio, que começam neste ano. “Prioridade é prioridade. Educação é prioridade. E essa será uma instituição que tem como foco valores e princípios que consideramos fundamentais para a sociedade e a criação do Comando Militar Norte, tenho certeza que foi decisivo para a execução desse projeto”, ressaltou o governador. A obra toda é orçada em R$ 130 milhões. Ainda que a construção completa do Colégio deva ser concluída em 2020, as aulas da

instituição estão planejadas para iniciar em 2016, em espaço provisório. O Comando e o Governo estudam espaços que garantam a boa estadia dos alunos que ingressarem no ano que vem. A Escola terá capacidade para atender até mil alunos, no Ensino Fundamental e Médio, para militares e filhos de civis que passarem por um processo seletivo anual. De acordo com o comandante, general Oswaldo Ferreira, esse é um compromisso pessoal. “Eu tenho um compromisso com Belém, que é criar esse Colégio Militar, o nosso colégio. Já temos os estudos topográficos e ambien-

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Governo e Exército estreitam parceria para a construção do Colégio Militar de Belém.indd 5

O general Oswaldo Ferreira declarou apoio à criação do colégio: Eu tenho um compromisso com Belém, que é criar esse Colégio Militar, o nosso colégio

O governador Simão Jatene com o general Oswaldo Ferreira e o general Cesar Roch, em reunião para planejar a implantação do Colégio Militar de Belém

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Superintendente expõe os caminhos da nova Sudam Djalma Mello superintendente da nova Sudam

va regional na economia nacional e internacional nos nove estados da Amazônia Legal. Desde sua criação, a nova Sudam tem em sua superintendência o economista Djalma Bezerra Mello, amazonense, ex-professor da Universidade Federal do Amazonas e pósgraduado pela Cepal - Comissão Econômica para a America Latina e o Caribe. Djalma Mello vem de uma gestão de 25 anos frente à Superintendência da Zona Franca de Manaus – Suframa. O que ficou para trás com a Sudam criada no final da década de 1960? Quais as principais diferenças entre a antiga e a nova Sudam?

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Fotos Divulgação, Governo do Estado do Mato Grosso, Tarso Sarraf

nova Sudam nasceu há oito anos, pela Lei Complementar N°124, de 3 de janeiro de 2007. Substituiu a Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA), que por sua vez havia substituído a

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antiga Sudam – Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia, criada durante o regime militar. A nova Sudam passou a ser uma autarquia federal, vinculada ao Ministério da Integração Nacional, tendo como missão institucional promover o desenvolvimento sustentável de sua área de atuação e a integração competitiva da base produti-

Existem algumas diferenças, mas são poucas. Os objetivos, por exemplo, são muito semelhantes. A Sudam que foi extinta poderia ser chamada de mais rica, tinha mais recursos orçamentários e mais recursos humanos, dois elementos fundamentais para qualquer administração. A informação que eu tive é de que a antiga Sudam tinha mais de 600 empregados. A nova Sudam começou com 135 empregados, agora nos já colocamos mais 71. Outra diferença é que os recursos do orçamento da Sudam antiga eram infinitamente maiores do que os recursos da Sudam atual. Pra você ter uma idéia, os recursos que nós tivemos no ano passado com o custeio da máquina para ações terminativas, ou seja, convênios com prefeituras, com Estados, e etc, foi da ordem de 5 milhões. Não dá nem um milhão para cada Estado, porque são nove Estados da Amazônia. Nós trabalhamos bastante para conquistar emendas parlamentares. No ano passado foram mais de 40 milhões de recursos provenientes de emendas parlamentares, isso nos deu oportunidade de financiar o apoio a uma série de projetos, sobretudo em infraestrutura. www.paramais.com.br

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e uma boa demanda. É preciso ter demanda. Procure a Sudam com projetos bons. Começamos a trabalhar com este fundo de 2007 para cá. Aprovamos 17 projetos, apesar de termos recebido mais de 35 cartas consultas ou consultas prévias. Isso mostra o rigor que nós temos na análise destas consultas. Como é feito o acompanhamento de implantação e desenvolvimento do projeto? A Sudam tem uma equipe que faz este trabalho?

Em 3 de janeiro de 2007 era criada a nova Sudam

Quais os valores para este ano? Ainda não temos os valores destes recursos para este ano, mas tem crescido, porque nós acreditamos nas bancadas, tanto na Câmara Federal, quanto no Senado. Ainda sobre as diferenças entre a antiga e a nova Sudam, antes havia o Finam (Fundo de Investimentos da Amazônia), um fundo fiscal, cujas fontes de recursos vinham do Imposto de Renda e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Agora, nosso fundo é o FDA (Fundo de Desenvolvimento da Amazônia). É um fundo orçamentário, esse dinheiro não precisa ser captado. No Finam, havia uma parte que era captada das grandes empresas do Sul e Sudeste. Parte do Imposto de Renda das empresas era aplicada na Amazônia. Isso não é mais necessário porque o recurso é colocado no orçamento e ele está ali, não falta, mas tem um limite.

possibilidade, ainda deste ano, mesmo em face das dificuldades pelas quais nós todos estamos passando, ampliar este recurso, desde que a gente tenha uma boa aplicação Em reunião do Conselho Deliberativo da Sudam em Belém

Não, porque nós não temos essa especialidade aqui. Nós nos reportamos a um ministério, que acompanha o projeto. Quem analisa os projetos, mediante um contrato, são os bancos operadores. Hoje, nós trabalhamos com o Banco da Amazônia, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Nós apenas analisamos e aprovamos a consulta prévia, que é um pré- projeto. A nossa análise é macroeconômica, ou seja, identifica a vantagem daquele empreendimento para o desenvolvimento regional, o que vai gerar de emprego, o que vai contribuir para re-

Como é trabalhado este recurso?

O nosso recurso do Finam para este ano será de 1 bilhão e trezentos milhões. Com estes valores, nós podemos trabalhar. Há a

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Servidores concursados tomam posse na nova Sudam

gião. A parte financeira fica com o banco. Eles (os bancos) é que fazem o relatório e fiscalizam o desenvolvimento do projeto.

Quais as principais dificuldades que o senhor encontra em administrar uma autarquia do porte da Sudam? Encontrei algumas dificuldades, mas graça a equipe dedicada que nós temos, e com experiência, conseguimos ir solucionando uma a uma as dificuldades ao longo deste tempo. Quando cheguei aqui, o quadro de funcionários era 60% nível médio e só 40% nível superior, o que não condiz com um órgão de desenvolvimento. Então, nós começamos a batalhar pelo concurso público. Conseguimos aprovação do governo e promovemos o concurso. Foram aprovadas 71 pessoas. Pronto, um problema estava resolvido. Temos uma equipe de alto nível. Entre os aprovados, inclusive, vieram doutores e mestres. A segunda dificuldade era a economia. Fomos atrás de recursos. Con-

seguimos ampliar e promover melhorias no prédio, fizemos revisão nas instalações elétricas, construímos um centro de treinamento. Como é que um órgão de desenvolvimento não tinha um centro de treinamento? reconstruímos o auditório. Fizemos até um

refeitório. Enfim, começamos a solucionar os problemas, graças a capacidade e competência da diretoria e da equipe. Nós conseguimos, ainda, uma gratificação muito boa para nossa equipe. Nossos servidores técnicos, e até os de nível médio, são os mais bem remunerados do governo federal. Fomos à luta. É muito fácil a administração da fartura. Difícil é a administração da escassez. Estamos batalhando e conseguindo. Eu tive uma vantagem, vim da Suframa, um órgão semelhante à Sudam. Passei 25 anos na Suframa. Um dos objetivos da Sudam é a redução das desigualdades regionais, que exemplos poderíamos citar sobre este propósito?

Djalma Bezerra de Mello, recebendo do Dep. Arnaldo Jordy, o Prêmio Cindra de Desenvolvimento 2014 – Medalha Celso Furtado

EXPRESSO

A Sudam tem se empenhado na implementação de ações que contribuam para a redução da pobreza na Amazônia. Nesse sentido, a instituição criou, por exemplo, o Programa Mulheres na Construção Civil,

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voltado para a capacitação profissional e geração de emprego a mulheres de baixa renda. A Sudam também atua no incentivo a Arranjos Produtivos Locais (APL), capacitando produtores rurais e/ou proporcionando infraestrutura para o pequeno setor produtivo local. Feiras cobertas, casa do agricultor e/ou da agricultura familiar são alguns dos projetos apoiados pela Sudam. Ainda neste direcionamento às mulheres, há a possibilidade de realização de outros trabalhos?

Sim. O programa já está capacitando mulheres nos estados do Amazonas e Amapá.

Para 2015, a meta é instituir novas turmas em Roraima e no Pará. Cada Estado poderá capacitar uma ou mais turmas de 100 mulheres/ano.

Djalma Mello é superintendente da nova Sudam desde a criação da autarquia

E em relação ao fomento à pesquisa? Como são realizadas as parcerias?

Temos várias parcerias. Podemos destacar o trabalho com a UFRA – Universidade Federal Rural da Amazônia. Estamos viabilizando com esta instituição três grandes projetos. Um na área do tratamento que é dado à pele do peixe. A Universidade está desenvolvendo uma pesquisa para definir uma tecnologia de aproveitamento deste Em verde os nove Estados que integram a Amazônia Legal e compreendem a área de atuação da nova Sudam

material, que hoje é descartado. A segunda pesquisa é sobre a criação de camurim, o robalo, em tanque rede, esta já está em andamento. E a terceira pesquisa envolve o aproveitamento do caroço de açaí para produção de carvão vegetal. As nossas guseiras de Marabá fecharam as portas por falta de carvão. Temos montanhas de caroço de açaí no Pará poluindo o meio ambiente. Isso tudo pode ser transformado em bem econômico. Como está o andamento da elaboração do Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia – PRDA?

O PRDA foi feito há cerca de 4 anos, então vai defasando porque as transformações, tanto na economia, quanto na área social, são muito velozes, sobretudo na Amazônia. Mas nós já estamos atualizando este plano. Deve estar pronto em maio próximo.

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Plataforma

Logística do Guamá

beneficia empresas e melhora a mobilidade Texto Dani Filgueiras Fotos Antonio Silva / Ag. Pará, Reprodução

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esafogar o trânsito na Região Metropolitana de Belém (RMB) e investir na melhoria logística do Pará. Essa é a proposta da criação da Plataforma Logística do Guamá (PLG), que ficará no município de Inhangapi, no nordeste paraense. A obra vem sendo estudada por equipe do governo do Estado junto com empresários locais e deve sair do papel no próximo semestre, segundo reunião ocorrida recentemente no Palácio dos Despachos, entre o governador Simão Jatene, o deputado Márcio Miranda, presidente da Assembleia Legislativa do Estado, e representantes da recém-criada Associação da Plataforma Logística do Pará (APL). O chefe do Executivo Estadual acredita que a Plataforma Logística do Guamá poderá ser um modelo para ser reproduzido em outras regiões do Estado. Ele destaca que os ganhos, tanto para a região metropolitana, quanto para o nordeste paraense, são positivos. “Com a Plataforma Logística do Gua-

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Simão Jatene se reuniu com empresários e detalhou o projeto, que propõe desafogar o trânsito com via alternativa de transporte pelo nordeste paraense

má, toda a carga que vem da Zona Franca de Manaus e vai para o nordeste, por exemplo, deixará de entrar em Belém, descongestionando o trânsito e passando direto para a plataforma do Guamá. Isso ajuda na mobilidade urbana da região metropolitana e diminui os custos de transporte para o empresário, criando ainda um polo de desenvolvimento na região”, disse. Simão Jatene afirmou ainda que o governo também pretende investir na paisagem da cidade, com uma nova janela para o rio ao longo da Rodovia Artur Bernardes. Os portos que ficam na área poderão ser transferidos para a PLG. Os empresários armadores que fazem parte da Associação da Plataforma Logística do Pará aceitaram o desafio e se comprometeram em investir na plataforma e contribuir para a melhoria da paisagem urbana de Belém. O empresário e presidente da APG, Eduardo Carvalho, disse que vários empresários sinalizaram interesse em se instalar na PLG. “Os membros da Associação da Plataforma Logística do Pará pretendem se instalar na Plataforma Logística, além de grandes empresas de outros Estados, como é o caso da Transportes Bertolini, de Manaus, que procurou informações sobre o projeto. Acreditamos que a Plataforma no Guamá será um grande benefício para o Estado e para os empresários”, afirmou. www.paramais.com.br

Complexo A Plataforma Logística do Guamá abriga uma área de 12 mil hectares reservada por decreto estadual, com capacidade para acomodar mais de 50 Estações de Transbordo de Carga (ETC), com toda infraestrutura de pavimentação, energia elétrica e

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A PLG é o maior projeto econômico e social para criar uma saída por água do que é produzido aqui. Isso se reflete na manutenção das nossas estradas e no desenvolvimento de Inhangapi e das cidades vizinhas, como Castanhal e Bujaru”, disse o presidente da Assembleia Legislativa

esgotamento sanitário. A primeira etapa do projeto será desenvolvida em uma área de mil hectares, na beira do Rio Gramá, onde haverá uma Instalação Portuária Pública de Pará+

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Pequeno Porte (IP4), para as empresas que não têm demanda ou condições de se instalar no complexo logístico. O diretor de Gestão Portuária da Companhhia de Portos e Hidrovias do Pará (CPH), Haroldo Bezerra, explica que a IP4 é um porto público que garante a manutenção dos serviços prestados pelos armadores de pequeno porte. “O governo está atento a esse detalhe. Não visamos apenas alcançar o armador de médio e grande porte. Estamos interessados também em oferecer infraestrutura para o pequeno armador. Dessa forma o governo garante que todos desfrutem de todas as instalações sem necessariamente precisar adquirir um ETC”, detalhou. A primeira etapa do projeto terá um investimento de R$ 103 milhões. O orçamento, aprovado pelo Legislativo Estadual, será financiado pelo Banco do Brasil. As próximas etapas de responsabilidade do governo contemplam a construção de um Polo Naval, uma área destinada para a instalação de estaleiros para a construção de embarcações, promovendo a manutenção da construção de barcos, que é uma cultura dos paraenses. Também estão previstas a pavimentação e abertura de vias de acesso para a plataforma logística, ligando as rodovias BR-316 e PA-136, além da abertura de um ramal com desvio de 12,8 quilômetros, possibilitando que os caminhões passem direto para a BR-316 sem ocupar o trânsito no centro da cidade de Castanhal. A estrutura física para a instalação de Estações de Transbordo de Carga serão de inteira responsabilidade das empresas que adquirirem um lote no condomínio logístico, não onerando os cofres públicos e promovendo a geração de emprego e renda para a população local. “Era um sonho antigo da nossa região. A Plataforma Logística do Guamá é a redenção econômica do nordeste paraense. Não tenho dúvida que é o maior projeto econômico e social para criar uma saída por água do que é produzido aqui. Isso se reflete na manutenção das nossas estradas e no desenvolvimento de Inhangapi e das cidades vizinhas, como

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Castanhal e Bujaru”, disse o presidente da Assembleia Legislativa. Também participaram da reunião o presidente do Sindicato dos Armadores do Pará (Sindarpa), José Rebelo III, o diretor administrativo e financeiro da CPH, Hugo Hachem, e o secretário executivo da Associação dos Municípios do Nordeste Paraense (Amunep), José Feitosa.

Plataforma Logística do Guamá

São 120 milhões de m2 ; equivalente a algo como 15 vezes a área do Porto Organizado de Santos. Ou, aproveitando o clima da Copa, 24.000 mil campos de futebol! O terreno destinado à PLG, localiza-se na região dos municípios de Inhangapi e Bujaru, a cerca de 80 km à montante de Belém no Rio Guamá. Este é parte dos cerca de 400 km da planejada Hidrovia Guamá-Capim.

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Em frente aos mais de 6 km de waterfront há pontos de mais de 15m de profundidade, apesar de que a navegação está limitada por uma profundidade de cerca de 10m, à jusante, e pelo calado aéreo de 23 m da “Alça Viária” - rodovia que liga Belém a Barcarena, Abaetetuba e ao Porto de Vila do Conde. Conceitualmente trata-se de um complexo, em princípio, trimodal: Hidroviário, rodoviário e ferroviário (através da projetada extensão da Ferrovia Norte-Sul até Espadarte). Todavia há área prevista também para um eventual aeroporto. Seu leiaute básico é um arranjo como um sanduiche de 3 fatias: i) Terminais aquaviários (IP4s e ETCs) e unidades de apoio e de serviços; ii) Lotes para empreendimentos destinados a atividades logísticas; iii) Lotes para atividades de processamento (industrial e serviços). Há, também, previsão de várias fases de expansão. (*) Secretaria de Estado de Comunicação

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O convênio atenderá 50 famílias diretamente e cerca de 300 famílias de toda a região indiretamente. Com a construção da agroindústria de processamento de polpa de fruta, a Fundação BB espera promover melhoria na renda e nas condições de vida dessa população. O investimento ainda proporcionará meio de transporte fluvial por meio de balsa e aquisição de matéria-prima para o início do funcionamento do projeto

Fundação BB investe R$ 1 milhão no beneficiamento do açaí no Pará A agroindústria terá a capacidade inicial de processamento de até 30 toneladas de polpa da fruta por mês

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Fundação Banco do Brasil assinou no mês passado um convênio no valor de R$ 1 milhão com a Cooperativa Agroextrativista da Veneza do Marajó (Coopavem) para a implantação de uma agroindústria de processamento de açaí em São Sebastião da Boa Vista, na ilha do Marajó (PA), que fica a cerca de 120 km de Belém. Com produção de cerca de 155 toneladas de açaí na safra de 2014, os produtores da Coopavem pretendem atingir todo o mercado nacional e até mesmo internacional a partir do funcionamento da agroindústria, que terá a capacidade inicial de processamento de 30 toneladas de polpa por mês. De acordo com o presidente da Fundação BB, José Caetano Minchillo, a promoção da inclusão socioprodutiva de comunidades tradicionais é um dos objetivos da Fundação BB. “Além disso, a FBB articula o desenvolvimento sustentável do país e, para isso, nossos investimentos buscam sempre projetos que tenham como valores o respeito cultu-

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Fundação BB investe R$ 1 milhão no beneficiamento do açaí no Pará.indd 13

porcionará meio de transporte fluvial por meio de balsa e aquisição de matéria-prima para o início do funcionamento do projeto.

Coopavem

ral, a solidariedade econômica, o protagonismo social e o cuidado ambiental”, afirma. O convênio atenderá 50 famílias diretamente e cerca de 300 famílias de toda a região indiretamente. Com a construção da agroindústria de processamento de polpa de fruta, a Fundação BB espera promover melhoria na renda e nas condições de vida dessa população. O investimento ainda pro-

A Cooperativa Agroextrativista da Veneza do Marajó tem nove anos de existência e faz uso de boas práticas de colheita, o que minimiza chances de contaminação por doença de chagas, por exemplo. Essas boas práticas garantiram a conquista da certificação orgânica e também fairtrade, de comércio justo. A cooperativa reúne agricultores familiares que têm renda quase que totalmente gerada a partir da venda do açaí para batedores. Desde 2008, a Coopavem também recebe apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que também é parceiro da Fundação BB e, neste convênio, participou na elaboração do projeto, na mobilização da comunidade e na implantação, já que prestará assistência técnica na construção e na gestão do empreendimento junto com a Fundação BB. Pará+

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Imerys lança

concurso fotográfico Inscrições vão até o dia 31 de março

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olhar meticuloso através de uma lente fotográfica vai levar para o mundo imagens dos projetos sociais desenvolvidos pela Imerys Rio Capim Caulim. A empresa está lançando um concurso para selecionar 20 fotografias e montar uma exposição itinerante, começando no Brasil, seguindo para a Argentina, depois França e outros países que estão sendo contatados. As inscrições estão abertas e vão até o próximo dia 31 de março. Os interessados em participar da seleção poderão se inscrever no website da Imerys (www.imerysnopara. com.br ). Também é possível acompanhar o evento pelo instagram @expedicaoimerys. Em abril, a empresa vai proporcionar aos inscritos a Expedição Imerys, uma excursão até os locais onde mantém seus projetos, no município de Barcarena, para que eles possam escolher ângulos e propriamente captar as imagens. Se houver necessidade de mais retornos aos locais, serão marcados diretamente com a equipe que está à frente do trabalho de acompanhamento. Em maio será feita a seleção e em junho acontecerá o lançamento da exposição em Belém. A Imerys se apresenta como líder mundial em soluções especiais de base mineral para a indústria. Em 1996 iniciou suas atividades no Pará. Em 2010 adquiriu a Pará

transportado para o município de Barcarena, onde é beneficiado. O destino principal do produto é o mercado internacional.

Responsabilidade social Pigmentos S.A. (PSSA), que pertencia ao Grupo Vale. Com estrutura duplicada, a mineradora passou a ter a maior planta de beneficiamento de caulim do mundo e 71% de participação na produção de caulim no Brasil. O caulim, mineral argiloso de cor branca, é utilizado em vários segmentos, tais como da cerâmica, alimentação animal, cosmético, revestimento de papéis, tinta, plásticos e borracha, entre outros. A Imerys Capim extrai o caulim de minas localizadas na bacia do rio Capim, no município de Ipixuna do Pará, nordeste do Estado. De lá, o minério é Tambores do Conde

Entre os projetos sociais mantidos pela mineradora estão: A Casa Imerys, espaço onde são promovidos cursos de capacitação e oficinas para todos os públicos; o Criança e Arte, trabalho desenvolvido em parceria com a Pastoral do Menor de Vila do Conde. Esta atividade funciona desde agosto de 2003, investindo na educação infanto-juvenil. Trata-se da promoção de capacitação por meio de atividades artísticas, como pintura, desenho, música, artesanato, crochê e bordado; o Tambores do Conde, grupo teatral e musical formado por 28 jovens e crianças; e o Ampagesta, este oferecendo orientações nos cuidados com o bebê, educação pré-natal e nutricional, orientação na produção do enxoval, ensinando a fazer produtos artesanais. O que a Imerys pretende com o desafio fotográfico que acaba de lançar é exatamente divulgar os projetos sociais que mantém, quem são as pessoas beneficiadas, como são trabalhados e quais são esses espaços. “Acreditamos na fotografia como uma arma social, capaz de criar consciência e disparar Casa Imerys

Projeto Ampagesta, realizado na Vila dos Cabanos, em Barcarena, orientando mulheres grávidas, na Casa Imerys

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esperança. Ao mesmo tempo, sabemos que a responsabilidade social é uma ferramenta geradora de imagem corporativa, e por tanto decidimos criar este espaço inovador que vai reunir todo o talento artístico local com o olhar sensível de nosso trabalho nas comunidades”, expõe Juliana Carvalho, coordenadora de Comunicação da mineradora. Juliana, ao lado de Clara Segón, coordenadora de Relações com a Comunidade, é responsável pela organização da Expedição Imerys. O júri que vai escolher as 20 imagens é formado pelo fotógrafo paraense gestor do projeto, Rafael Araújo; pelo Diretor Presidente da Imerys, Marcos Moreira; e mais um convidado especial. Uma das peculiaridades do concurso, como enfatizam as organizadoras, é que tanto profissionais quanto não profissionais podem participar. “Às vezes, um celular, ou um tablet, captam uma excelente imagem, ou um momento que diz muito” explica Juliana. Cada participante poderá concorrer com até duas fotos. Os dois primeiros colocados serão contemplados com passagens para acompanhar o circuito da exposição na Argentina.

Projeto Sorriso Saudável é realizado em Barcarena, na Casa Imerys e em Ipixuna

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4º Anuário Mineral do Pará - Mineração com Responsabilidade Social A vida é nossa maior riqueza Fotos Carlos Sodré / Ag. Pará

O anuário destaca os investimentos em responsabilidade social

Investimentos sociais em municípios mineradores A secretária adjunta de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Maria Amélia Enriquez, participou do lançamento do 4º Anuário Mineral do Pará - Mineração com Responsabilidade Social / A vida é nossa maior riqueza”, de iniciativa do Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral), no Espaço São José Liberto. Ela também representou o titular da secretaria, Adnan Demachki, e o próprio governador do Estado, Simão Jatene, na sessão especial realizada pela manhã na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), em alusão ao Dia da Mineração, transcorrido nesta quinta. Maria Amélia destacou a qualidade dos minérios do solo paraense, a importância do segmento minerário para a balança estadual e a necessidade de crescentes investimentos na área de responsabilidade social para melhoria da qualidade de vida das comunidades impactadas com a atividade extrativa minerária. O vice-governador Zequi-

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E nha Marinho também prestigiou o evento, realizado no Espaço São José Liberto. “A mineração responde por cerca de 20% do PIB (Produto Interno Bruto) do Estado e a perspectiva é de que este percentual aumente nas próximas décadas. O setor Mesa oficial no lançamento do 4º Anuário Mineral do Pará

enfrenta uma baixa conjuntura, no momento. O minério de ferro, que é o nosso carrro-chefe, chegou em 2008 e 2009 a U$180 dólares a tonelada, hoje a tonelada do ferro está a U$ 57 dólares. Mas, o diferencial é que os projetos de Carajás - no município de Parauapebas, sudeste paraense - suportam esse baque na volatividade dos preços por que têm competitividade singular no mercado, devido aos componentes únicos, no que se refere à qualidade, quantidade e o teor das jazidas do Pará’’. Maria Amélia Enriquez destacou que a mineração chega em lugares remotos, nos quais, muitas vezes, as condições sociais não são boas, e alinhadas às políticas públicas do Governo, as empresas podem ter um papel transformador da realidade local. “Muitos grupos que estão se instalando, a exemplo da Alcoa (Juruti, oeste paraense), Votorantim, Belo Sun, já assumem a condicionante de manter um Fundo de Desenvolvimento, reservando uma parte de seus recursos para investimentos no social. Mas é necessário que esta ação esteja alinhada com a política pública do Governo Estadual’’, enfatizou a economista. www.paramais.com.br

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O vice-governador Zequinha Marinho

O presidente do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), José Fernando Gomes Júnior

Maria Amélia Enriquez destacou a qualidade dos minérios do solo paraense e a importância do segmento

No Pará, o setor da mineração emprega 20 mil pessoas de forma direta. Estima-se que cada posto de trabalho gere de um a dois empregos indiretos e diversas pequenas empresas. Maria Amélia Enriquez frisa a necessidade cada vez maior da qualificação da mão de obra local para o acesso a ocupações mais rentáveis, bem como a certificação das empresas. Um trabalho que já vem sendo desenvolvido pelo Sebrae Pará, parceiro institucional do Governo do Estado. O programa Territórios com Mineração, promovido em parceria entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedeme) e a Uni-

O vice-governador Zequinha Marinho; o presidente do Simineral, José Fernando Gomes Júnior e Maria Amélia Enriquez

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O Espaço São José Liberto estava lotado

versidade Federal do Pará (UFPA), também é uma ferramenta estratégica no fortalecimento da gestão pública de municípios mineradores do Estado, entre outros benefícios proporcionados para a região. A quarta edição do Anuário Mineral do Pará destacou as ações de responsabilidade social das empresas mineradoras. “É bom que o Anuário aborde esse tema. A empresa que está na ponta tem de ter sim responsabilidade de chamar para si o compromisso com a melhoria dos indicadores sociais do Estado’’, concluiu a secretária adjunta da Sedeme, Maria Amélia. Durante o evento, a Vale foi premiada pelos 30 anos de atuação no setor mineral no estado. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil(OAB-PA), Jarbas Vasconcelos, e o ex-presidente da Alcoa Franklin Feder foram homenageados com a comenda de mérito Minerador Honorário e Título Honorífico Minerador Destaque, respectivamente. O prêmio e concedido às personalidades que mais apoiaram o setor em 2014. O diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração(Ibram), José Fernando Coura, e a senhora Sauma Ferrari, uma das diretoras da Vale, Também prestigiaram o evento. Durante a cerimônia, o Simineral lançou a 4ª edição do Prêmio Hamilton Pinheiro de Jornalismo, em sua terceira edição, promo-

Ana Cláudia Hage recebeu o cartaz oficial do concurso de redação do vice-governador Zequinha Marinho e do presidente do Simineral, José Fernando Gomes Júnior 18

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vido pelo Sindicato de Jornalistas do Pará e Sindicato das Indústrias Minerais do Pará. O 1º lugar ganhará R$8 mil, o 2º colocado, R$ 4 mil e o 3º, R$ 2.500. Para o prêmio Especial de Fotojornalismo, o vencedor receberá R$3 mil.

Dia Estadual da Mineração >> Durante a sessão especial na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), em comemoração ao Dia Estadual da mineração, José Fernando Gomes Junior, presidente do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), informou que o segmento mineral é responsável por gerar 282 mil em- Para Raimundo Santos, presidente da Frente Parlamentar de do Parlamento estadual “O potencial do pregos diretos e indiretos e anunciou Apoio à Mineração Pará é reconhecido e está em expansão” a previsão que até 2020, a mineração deve gerar mais de 83 mil empregos no Pará, e que neste mesmo período deve movimentar em torno de US$ 31 bilhões em investimentos, estão as barreiras logísticas e tributárias. José Fernando, presidente do Simineral também destacou avanços, como a internalização dos empregos – citando como exemplo, que na Mineração Rio do Norte, hoje, 87% das suas contratações são preenchidas por paraenses – mas chamou atenção para necessidade do país avançar na rediscussão do pacto federativo, que tem penalizado o Pará nas exportações, bem como concluir obras importantes como a ferrovia Norte Sul, a hidrovia do Araguaia Tocantins e a construção de novos portos que possam melhorar o escoamento da produção. O deputado Raimundo Santos, presidente da Frente Parlamentar da Mineração, na oportunidade ressaltou a importância da união de esforços para pressionar o Congresso quanto a discussão do novo marco regulatório da mineração e da regulamentação da Lei Kandir, e a concluir obras importantes como o derrocamento do Pedral do Lourenço. “O nosso pensamento é envolver a sociedade nestas discussões. Se não temos a verticalização é porque faltam soluções logísticas. Ninguém vai querer investir em siderúrgica no Pará se não tiver garantia de escoamento”, afirmou. Ainda na ALEPA, Maria Amélia Enriquez, secretária adjunta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), fez um balanço sobre o setor e destacou o crescimento da atividade no Estado. Segundo ela, em 2011, 50 municípios paraenses receberam compensação financeira em decorrência da mineração. Em 2014, o número pulou para 62 municípios. O superintendente do Sebrae no Pará, Fabrizio Guaglianone, informou que o órgão investirá R$ 2,5 milhões em cursos de capacitação para empresas do setor mineral no período 2015-2016. Pelo menos quatro municípios do interior serão beneficiados diretamente – Parauapebas, Ourilandia do Norte, Canaã dos Carajás, além de Marituba e Ananindeua, na www.paramais.com.br Região Metropolitana de Belém (RMB).

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Três décadas da Estrada de Ferro Carajás

O caminho do maior trem de carga em operação regular no mundo O trem de passageiros atravessa 27 municípios

Vista aérea de trecho da Estrada de Ferro Carajás

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Texto Da Redação, com informações da Ascom Vale Fotos Agência Vale, Vantoen

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u cheguei a pensar que aqueles vagões não iam nunca parar de passar. Foi assustador”, narra a professora Lucidéa Lisboa, que pela primeira vez fazia a viagem Belém-Marabá, pela rodovia. Em determinado trecho, a rodovia se torna paralela aos trilhos da Estrada de Ferro Carajás (EFC) por onde percorre o trem que transporta minério do município de Parauapebas, no Pará, para o porto de Ponta da Madeira, em São Luís, no Maranhão. São mais de 300 vagões. O carro onde seguia a professora e sua família trafegou durante vários minutos lado a lado com o trem, só que em direções opostas. O que para a professora Lucidéa foi um fato incomum, é rotina para quem trabalha no trem ou mora às proximidades da ferrovia, afinal lá se vão 30 anos de movimentação nestes trilhos. A EFC foi inaugurada em 28 de fevereiro de 1985.

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A EFC tem 73% de sua extensão em linha reta e 27% em curvas - são 347 ao todo. A velocidade média dos trens é de 40 Km/h

A ferrovia que liga o Pará ao Maranhão é operada pela Vale S.A. Possui 5 estações e 10 paradas com uma extensão de 892 quilômetros. Logo que foi inaugurada, tinha capacidade para transportar 35 milhões de toneladas (Mt) de minério de ferro por ano. O transporte era feito por 68 locomotivas de três mil cavalos de potência e 2.876 vagões, cada um com capacidade para 98 toneladas. Passadas três décadas, a capacidade anual da EFC aumentou três vezes mais, superando a marca dos 110 milhões de toneladas. A frota atualmente é de mais de 250 locomotivas (variando entre 4.000 e 5.750 cavalos de potência) e mais de 20.500 vagões com capacidade para mais de 100 toneladas cada um. É nesta ferrovia que circula o maior trem de carga em operação regular no mundo, com 330 vagões e 3,3 km de extensão. A tecnologia aplicada é responsável pela eficiência e segurança da operação. O sistema chamado Locotrol, por exemplo, permite o transporte de mais vagões em um mesmo trem, controla a tração (força) e a frenagem de trens de forma sincronizada e independente. Até cinco locomotivas podem ser dis-

tribuídas ao longo de uma mesma composição. As principais vantagens do sistema são a economia de combustível e a diminuição da distância de frenagem.

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A história da ferrovia é contada, em parte, por quem a viu nascer e conduziu seus primeiros trens. “Fiz parte da primeira turma de maquinistas da EFC que se formou em 1984. Não tinha noção da complexidade que é um trem até entrar na Vale e fazer cursos de mecânica, elétrica e sistema de freios de locomotivas e vagões”, recorda o especialista de operação ferroviária, José Magno Pereira. Durante 11 anos, ele trabalhou como maquinista de viagem na ferrovia, fazendo o trajeto de ida e volta entre Parauapebas, sudeste do Pará, a São Luís do Maranhão. Enquanto José Magno aprendia a comandar a locomotiva, o então fiscal de serviços José João Santos Pereira engrossava o time da equipe que inspecionava, entre outros serviços, o alinhamento e nivelamento dos trechos da linha férrea que eram concluídos. “Sinto-me orgulhoso por ter acompanhado toda a transformação e o desenvolvimento da ferrovia Carajás. Posso dizer que acompanhei o uso das primeiras máquinas manuais de manutenção de via até sua substituição pelas atuais máquinas que fazem tudo sozinhas”, descreve Pereira, que atualTransporte de minério

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mente é inspetor de materiais e componentes da EFC. O diretor de operações da Estrada de Ferro, Cláudio Mendes, destaca os avanços pelos quais a logística ferroviária da Vale passou. “A evolução da EFC é fruto da dedicação de seus empregados, da integração com os fornecedores e da sua atuação social em parceria com as comunidades por onde passa. Ao longo desses 30 anos, foram realizados uma série de investimentos que incluem, além dos ativos como vagões e locomotivas, toda a parte de manutenção e tecnologia que garantem a segurança nas operações dos trens”. Dos 892 km da EFC, 73% de sua extensão são de linha reta e 27% em curvas, o que corresponde a 347 km. A velocidade média dos trens é de 40 Km/h. Um ano depois do inicio da operação do trem de carga, a Vale colocou em funcionamento o trem de passageiros, que passa por 27 municípios e localidades entre os dois estados. No início do próximo ano é este trem de passageiros e o porto de Ponta da Madeira que completarão três décadas de existência em plena atividade. Atualmente, a ferrovia Carajás passa por novo processo, que compreende sua duplicação. Tudo para suportar o aumento da produção, o que deverá acontecer quando entrar em operação o projeto de ferro, o S11D, em fase de construção em Canaã dos Carajás. A obra de duplicação da ferrovia contempla a duplicação de 570 quilômetros da estrada de ferro, incluindo a construção de um ramal ferroviário com 101 quilômetros no Pará. A segunda etapa da expansão da EFC iniciou em 2013. Ao todo, estão pre-

Trem cargueiro da Estrada de Ferro Carajás na passagem por Açailândia (MA)

vistos a construção de 41 novas pontes e 6 viadutos ferroviários; construção de 47 viadutos rodoviários, 88 instalações de apoio, como prédios e oficinas; melhoria e instalação de nova sinalização nas passagens de nível existentes. Do estagio atual desta expansão, a mineradora já concluiu 9 dos 48 segmentos da sua duplicação , que foram entregues no ano passado. Já o ramal ferroviário, que ligará a mina S11D, em Canaã dos Carajás, à ferrovia, em Parauapebas, alcançou 45% de avanço físico. Quando concluída, a construção do ramal ferroviário de 101 km permitirá escoar toda a produção do minério de ferro produzido em S11D. O início de operação do projeto está previsto para o segundo semestre de 2016. Estrada de Ferro Carajás foi considerada ferrovia mais eficiente do país

O ferro de Carajás

A primeira jazida de minério de ferro da região serrana localizada no sudeste do Pará foi descoberta em 1967. A denominação Carajás faz alusão à tribo indígena que habitava as margens do rio Araguaia. Na década seguinte a Vale chegou ao Pará. A descoberta resultaria, 18 anos depois (1985), na operação do Projeto Ferro Carajás, que colocaria o Pará entre os primeiros do setor mineral do mundo. No Maranhão, a empresa se instalou em 1982, quando a Estrada de Ferro Carajás (EFC) começou a ser construída para transportar minério de ferro e manganês da mina de Carajás até o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís, onde, naquele mesmo ano, iniciaram-se os testes de carregamento com o navio Docepolo, envolvendo 127 mil toneladas de minério. Em janeiro de 1986, o Terminal de Ponta da Madeira entrou em operação regular. Na ocasião, foram embarcados 11,6 milhões de toneladas de minério de ferro. A operação: mina, usina, ferrovia e porto constituía, então, o Sistema Norte da Vale, compreendendo as operações da Vale no Pará e no Maranhão.

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As alegrias e as dores das mulheres contemporâneas Texto Ângela Abdo*

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o longo da história, a mulher tem lutado pelo reconhecimento do seu valor como ser humano, deixando de ser, aos poucos, o “sexo frágil” ou propriedade de alguém, seja do pai, do esposo e afins para assumir o seu papel social. A mulher vem crescendo e posicionandose no âmbito social, cultural, político e econômico, frutos de uma luta histórica contra costumes machistas, discriminatórios, inclusive no ambiente familiar, que levam à desvalorização da sua força produtiva, provocando rebaixamento do nível salarial. Diante de tantas conquistas, deveríamos ter mulheres felizes e realizadas! Mas o que temos visto são mulheres sobrecarregadas com jornadas cansativas, famílias destruídas, problemas com os filhos sofridos e desajustados. Vivemos num mundo conturbado por várias ideologias, sem espaço para Deus. Neste contexto, as mulheres que se encontram sem um rumo certo, tornam-se presas fáceis ao consumismo, individualismo, superficialidade e às ilusões do mundo. A progressiva conquista de novos lugares

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A mulher tem feito um esforço sobre-humano para desempenhar todas as atribuições

e papéis femininos trouxe uma infinidade de ganhos que, como não poderia deixar de ser, teve seu preço. E, para tentar dar conta de tantos ideais, a mulher atual precisa ser bem flexível para exercer tantos papéis e assim corresponder às inúmeras demandas próprias de sua época. Além de mãe dedicada, deve ser uma esposa, amiga, namorada, dona de casa que dá conta de tudo, e conci-

liar tudo isso com o trabalho. Em pleno Século XXI, como lidar com esta realidade? Esta nova condição não é, necessariamente, boa nem ruim; depende de como a encararmos. Muitas enfrentam um enorme sentimento de culpa e de débito, por não conseguirem exercer todos os papéis de mãe, esposa, dona de casa e mulher, criando, assim, grandes frustrações. www.paramais.com.br

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Em um mundo com relações marcadas pela superficialidade, onde a aparência e status ganharam espaço…

Mulheres que são mães alimentam um sentimento de culpa por não ter tempo integral para cuidar dos filhos e deixam de educar, passando a “compensá-los” com coisas materiais para tentar suprir a sua ausência. O mundo moderno é exigente. Assim como o marido deseja uma mulher charmosa e atenciosa, o chefe espera uma profissional competente. Por todas essas cobranças, a mulher tem feito um esforço sobre-humano para desempenhar todas as atribuições.

Tudo isso acaba produzindo na mulher, um estresse acentuado, muita angústia, ansiedade, sentimentos de culpa e abandono de si - fatores esses que podem ser prejudiciais à sua saúde física, mental e espiritual. Em um mundo com relações marcadas pela superficialidade, onde a aparência e status ganharam espaço, não é tarde para aprimorar a espiritualidade e viver um cotidiano que tem um sentido maior que ser apenas aquela que cumpre funções utilitárias, mas

ser alguém que muda a si mesmo e o mundo. É a hora da virada, para quem ainda não conseguiu uma boa qualidade de vida neste mundo tão competitivo e exigente. (*) Coordenadora do grupo de mães que oram pelos filhos da Paróquia São Camilo de Léllis (ES) e assessora no Estudo das Diretrizes para a RCC Nacional. É articulista do canal “Formação” do Portal Canção Nova (formacao.cancaonova. com) e autora do livro “Mães que oram pelos filhos” pela Editora Canção Nova.

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O atendimento ao consumidor ponto.com Texto Ana Kagueyama*

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esde que o presidente norte-americano John Kennedy fez um discurso em 15 de março de 1962, frisando a necessidade de garantir ao consumidor segurança, informação, o direito de escolha e canais para ser ouvido, muitas conquistas foram obtidas na relação dos consumidores com as empresas. E como era de se esperar, 53 anos depois, em 2015, o jogo ganhou novas peças. Vejamos o ranking de reclamações do Procon de São Paulo em 2014. Ali está a voz do consumidor descontente. Se olharmos as dez primeiras empresas listadas, o que vemos? Apenas serviços de telefonia e dados, conteúdo digital, serviços financeiros e e-commerce. Será que esses campeões de reclamações prestam um atendimento insatisfatório para os seus clientes? Talvez. Mas é possível, também, que esses serviços tenham ganhado tamanha relevância para o consumidor que qualquer falha ganhe uma força maior, levando-os a buscar as instituições competentes para exigir um padrão melhor de atendimento. Parto do princípio que ninguém reclama de algo que não lhe é caro. Chamo a atenção ao fato de que os exemplos da lista paulista do Procon são de empresas de serviços massivos, em grande parte, prestados online. Quanto ao consumidor que ali se fez ouvir, podemos inferir duas características. Ele faz uso massivo de serviços online. E briga por mais qualidade. Como cativá-lo? Parte do segredo para ganhar o novo consumidor está no call center das empresas. Depois de a venda ter sido feita, este é o principal ponto de contato direto do cliente com a empresa. E se estamos falando de um cliente.com, obviamente, tanto o atendimen-

Exigir um padrão melhor de atendimento

to online, quanto o telefônico, devem ser 24 horas por dia, sete dias por semana. A central de atendimento deve prever, inclusive, canais especializados para o atendimento de pessoas com deficiência auditiva ou de fala. Mas é bom que se diga: o velho e bom treinamento é o insumo básico para o atendimento – online ou telefônico. Afinal, operadores seguros são embaixadores da marca no contato direto com o cliente. Acredito firmemente no tripé qualidade, simplicidade e rapidez no atendimento – tudo isso por meio de vários canais, inclusive os pontocom. Ante a importância que as redes sociais ganharam, uma equipe de monitoramento ativo das redes sociais, como Facebook e Twitter, é imprescindível. Sugiro, ainda, a adoção de aplicativos de sua marca para serem baixados diretamente na fanpage das empresas.

Mas todo esse esforço não “fica em pé” se não houver na retaguarda uma política de proteção ao seu cliente. É crítico que ele possa ser ressarcido quando não for bem atendido pelo serviço prestado, ou quando o produto comprado não atender às expectativas anunciadas. O bom atendimento deixa de ser feito quando este processo se traduz em uma experiência penosa, irritante e burocrática. A manutenção do “consumidor. com”, ao contrário, acontece quando se valorizam as suas manifestações, venham elas do canal que vier. Elas devem ser aproveitadas para que se reverta o atrito com a empresa, transformando este momento num encontro de relacionamento e de construção da marca. (*) Diretora de Operações do PayPal Brasil e lidera 180 atendentes no País

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O velho e bom treinamento é o insumo básico para o atendimento – online ou telefônico

A voz do consumidor descontente

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Empreendedorismo de batom e salto alto Texto Gabriela Szprinc*

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Dia Internacional da Mulher deste ano dedica-se ao tema “Fazer acontecer”. Faz sentido. O empreendedorismo – até há pouco identificado como uma qualidade masculina – subiu no salto, passou batom e conquistou uma parcela de jovens mulheres, mundo afora. Em comum, elas trazem a marca da autoconfiança. É o que revela uma recente pesquisa do PayPal feita entre mulheres empresárias que têm um negócio próprio (a menos de três anos) e mulheres que querem abrir os seus próprios negócios. As entrevistas, conduzidas nos Estados Unidos, China, França e México, indicam que metade delas, efetivamente, descreve-se como “otimista”. Para elas, há muito o que fazer e poucas são as barreiras para o seu sucesso profissional. A independência financeira é outro grande motivador do exército feminino. O fator é citado por 64% das norte-americanas, 62 % das mexicanas e 47 % das chinesas. No Brasil, uma nova geração de mulheres chega ao mercado não apenas nos modelos tradicionais de negócios, mas também na internet, em que o e-commerce brasileiro – segundo um levantamento IPSOS e PayPal – movimentou no ano passado perto de R$ 70 bilhões e deverá bater em R$ 93 bilhões em 2016. Elisa Melecchi é uma das milhares de empreendedoras brasileiras que dão um rosto novo a esta tendência. Aos 28 anos, esta administradora formada pela PUC do Rio de Janeiro, abriu mão de trabalhar no marketing digital de sites do grande vare-

A independência financeira é outro grande motivador do exército feminino

Loja online de itens de beleza

jo carioca – Casa e Vídeo e Leader são dois exemplos – para montar com a sua sócia Luiza Nolasco uma empresa de sucesso na web. Seu e-commerce de bolsas de grife – à venda e para alugar – mal completou dois anos, já fatura uma média de R$ 50 mil a R$ 100 mil ao mês. O modelo de negócios é simples. A logística, baseada em entregas rápidas via correio, está aliada a um sistema de pagaCONGELAMOS PARA VIAGEM mento que permite DESPACHAMOS PARA TODO O BRASIL à varejista trabalhar DELIVERY com transações pré -aprovadas de car8057-6978 / 9104-2070 / 8806-1104 tão de crédito, o que garante que quem (91) 8230-0998 aluga uma bolsa Hermès de R$ 20 mil End: Av. Conselheiro Furtado, 998 - Batista Campos

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efetivamente a devolva, para não ter o valor total do produto descontado em seu cartão de crédito. Uma história de natureza similar dá-se no México. Olivina é uma loja online de itens de beleza. Apesar da grande concorrência, Mariana Diez, Elisheva Quiroz e Michelle Meaux detectaram uma oportunidade no segmento de higiene pessoal premium de produtos naturais e livres de ingredientes tóxicos. Investigaram os melhores, boa parte deles importados. O difícil foi convencer as empresas dessas marcas a lhes permitir comercializá-las no México. Hoje, seu modelo de negócios baseia-se em frete grátis na entrega de produtos em todo o México, dependendo do valor, e um programa de proteção ao comprador do PayPal. Por meio dele, se o produto pedido pelo consumidor não chegar, ou não for o que o consumidor pediu, ele pode pedir o reembolso do valor. O sucesso da Olivina pode ser medido pelos 20% de crescimento ao mês, registrados pelo site. Essas duas histórias apenas indicam que a energia para “fazer acontecer” está disseminada, de norte a sul, no Brasil, na América Latina, e ao redor do mundo. Definitivamente, não se limita a comemorações do Dia Internacional das Mulheres. Mas sempre vale a pena comemorar e convidar novas candidatas a assumirem um papel de liderança na economia. (*) Responsável pela área de Pequenas e Médias Empresas e de Organizações Não Governamentais do PayPal Brasil

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Feriados prolongados: como se programar para aproveitar todos eles? Texto Henrique Mol* Fotos Arquivo Ag.Pará/Arquivo Comus

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á dizia o ditado: “Viajante prevenido vale por dois”! É hora de definir os roteiros e planejamentos para as viagens de 2015. E as condições são favoráveis: este ano vem dar alento aos viajantes de plantão, com uma série de feriados em dias de semana - aqueles que darão para emendar. Antecipar as viagens permite quitar os pagamentos antes dos voos, evitar a surpresa de hotéis lotados, passagens esgotadas e preços muito altos. O ideal, para períodos de feriados, é que você comece a providenciar os fechamentos dos serviços entre três e seis meses de antecedência, a fim de garantir um preço mais em conta. Inicie por uma planilha em que constem o feriado, a sua data, o dia da semana em que coincide, o número de dias que terá para viajar (É possível utilizar banco de horas? Unir com o período de férias?). Adicione, ainda, uma coluna em que conste o destino

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2015 O ANO DOS FERIADOS! PREPAREM AS MOCHILAS!

SERÃO 11 FERIADOS EM DIAS DA SEMANA PARA VOCÊ APROVEITAR! • JANEIRO ANO NOVO – 01/01 (QUINTA-FEIRA) - NACIONAL • FEVEREIRO CARNAVAL – 17/02 (TERÇA-FEIRA) - NACIONAL • ABRIL SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO - 03/04 (SEXTA FEIRA) - EM VÁRIOS MUNICÍPIOS TIRADENTES – 21/04 (TERÇA-FEIRA) - NACIONAL • MAIO DIA DO TRABALHO – 01/05 DE MAIO (SEXTA FEIRA) - FERIADO NACIONAL • JUNHO CORPUS CHRISTI - 04/06 (QUINTA-FEIRA) - EM VÁRIOS MUNICÍPIOS • SETEMBRO INDEPENDÊNCIA DO BRASIL - 07/09 (SEGUNDA-FEIRA) FERIADO NACIONAL • OUTUBRO DIA DAS CRIANÇAS E DIA DA NOSSA SENHORA APARECIDA - 12/10 (SEGUNDA-FEIR A) - NACIONAL • NOVEMBRO FINADOS - 02/11 - (SEGUNDA-FEIRA) - FERIADO NACIONAL DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA - 20/11 ) - (SEXTA-FEIRA) EM VÁRIOS MUNICÍPIOS • DEZEMBRO NATAL - 25/12 - (SEXTA-FEIRA) - FERIADO NACIONAL www.paramais.com.br

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e o período que perderá com o translado. Para mim, viajar consiste em inserir-me na cultura local. Tendo isso em mente, nunca me foi falha a regra “viagem deve coincidir com as festas locais”. Nos países da América Latina, por exemplo, é comum que os países realizem grandes desfiles e vendas de artesanatos e comidas locais nas ruas no período que coincide com suas festas pátrias, na semana da independência de seu país. Dentro do Brasil também abundam as festas folclóricas, festivais de cinema e arte, além de celebrações que exaltam grandes nomes da história brasileira. A exemplo da celebração dedicada a Tiradentes, em Ouro Preto, Minas Gerais, no feriado de 21 de abril, que leva o seu nome. O feriado de Corpus Christi, também com quatro dias de duração, é uma boa oportunidade para visitar Santana de Parnaíba, em São Paulo, palco de manifestações religiosas marcadas pelo capricho e criatividade de suas ornamentações. Definido o destino, é hora de realizar as reservas. Neste quesito, todo cuidado é pouco. Não é demais ler os termos de cancelamento, se informar sobre a possibilidade de realocar reservas para outra data em caso de imprevistos, e os valores das multas se houver reagendamento ou cancelamento. Em alguns hotéis, há isenção de ônus nessas eventualidades, mas tenha em mente que esse valor pode estar incluso no preço da hospedagem. O fechamento junto a uma agência de turismo, como a Encontre Sua Viagem, nestes casos, dará um respaldo maior, de fácil acesso pela Central de Atendimento ou através do agente de viagem que te atendeu. Entrar em contato com uma companhia aérea de grande porte ou com os prestadores de serviços diretamente, cujas linhas vivem congestionadas e os protocolos são inúmeros, pode representar uma grande dor de cabeça antes mesmo do início da viagem. Com o planejamento em dia, tempo não irá lhe faltar para se deliciar com as fotos dos destinos e se informar mais sobre aquele lugar em sites e fóruns de discussões que

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Comissão Belém 400 anos apresenta propostas

para uma cidade melhor

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Fotos Alessandra Serrão - NID/Comus

cidade de Belém está em contagem regressiva para a grande festa dos seus 400 anos. Belém do Ver-o-Peso, da Cidade Velha, do carimbó, de muitos traços positivos e também de alguns pontos que se destacam pela negatividade, como a reclamada problemática da mobilidade urbana e da falta de segurança, entre outros, chegará a 4 séculos de existência no dia 12 de janeiro de 2016. Todos os setores que implicam diretamente na situação econômica, social e cultural da cidade foram pontuados pela comissão “Belém 400 anos”, selecionada em março do ano passado pela Prefeitura Municipal de Belém. O grupo, dividido em

subcomissões, foi formado com o objetivo de ajudar a preparar a capital paraense não apenas para as comemorações da data histórica, mas também, proporcionar qualidade de vida aos habitantes e visitantes de uma cidade quatrocentona. O prefeito Zenaldo Coutinho, ele próprio integrante do grupo, destacou que, a partir da elaboração de propostas, será oferecido um grande presente de aniversário para a cidade: o bem-estar de sua população. Os grupos reuniram algumas proposições, que já estão sendo avaliadas para verificação da viabilidade durante todo este ano de 2015. “A população é parte fundamental nessa comemoração e por isso foi criada a comissão. Vamos melhorar a infraestrutura, a saúde e educação. Pensamos em uma Belém me-

lhor”, explicou o prefeito durante o evento onde foram anunciados os nomes dos 47 membros da comissão, entre os segmentos da área cultural, esportiva, do poder legislativo, sindicato dos trabalhadores e empresários. “Estamos construindo um projeto grande, um projeto de sustentabilidade”, define Roberto Sena, coordenador do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese-Pa). Sena integrou o grupo de Sustentabilidade, Inclusão Social e Políticas Públicas – Belém 400 anos. “Na prática, o que o prefeito propôs com a criação desta comissão foi bem positivo. Ele juntou pessoas e entidades que representam a sociedade para que sejam construídos projetos voltados para a Belém que nós queremos, em condições dignas para nosso povo”, resume Sena. Ainda de acordo com o coordenador do Dieese, o que se tem hoje são mais perguntas que respostas. Em se tratando de economia, emprego e renda, ele próprio menciona algumas situações: O que aconteceu com os distritos industriais da grande Belém? Só temos comércio e serviços a oferecer? É preciso investir mais no turismo? “O que estamos fazendo, neste momento, é apontar caminhos”, ponderou.

Educação Patrimonial e Ambiental de Belém

No lançamento da Comissão Belém 400 Anos

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“A idéia de criar uma comissão foi muito boa, mas nem todos os membros participaram das reuniões”, lamenta a economista Dulce Rosa Rocque, presidente da associação Cidade Velha – Cidade Viva CiVViva. Ela trabalhou na subcomissão Educação, www.paramais.com.br

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Durante a cerimônia de lançamento do Projeto “Belém mais arborizada: rumo aos 400 anos”, também foi entregue a versão impressa do Manual de Arborização Em uma das reuniões com os integrantes da “Comissão Belém 400 anos” para discutir melhorias para a capital até 2016. A comissão “Belém 400 anos” é formada por 47 pessoas dos mais diversos segmentos - cultural, esportivo, do Poder Legislativo, sindicato de trabalhadores e empresários

cionais e construção de um ginásio paraolímpico, Zenaldo Coutinho lembrou que a Prefeitura já está investindo no esporte. “Teremos um ginásio esportivo em Icoaraci, com capacidade para oito mil lugares”, expôs. Sobre o encaminhamento das idéias apresentadas pelo grupo como um todo, o prefeito foi enfático: “Vamos analisar as sugestões, bater o martelo e dar início aos trabalhos”.

A população é parte fundamental nessa comemoração e por isso foi criada a comissão. Vamos melhorar a infraestrutura, a saúde e educação. Pensamos em uma Belém melhor

Cultura, Arte, História e Memória – Belém 400 anos. Defensora atuante de movimentos marcados pela valorização da cidadania, Dulce ressalta que participou de toda a agenda de reuniões. “O que verifiquei foi que muitas propostas do grupo seriam de competência de realização das secretarias municipais, não precisavam ser discutidas pela comissão. Algumas não faziam o menor sentido”, criticou. Uma das sugestões feitas por Dulce e que passou no grupo e foi levada para análise final foi a de incluir no curriculum escolar das escolas municipais aulas

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Belém mais arborizada: rumo aos 400 anos de Educação Patrimonial e Ambiental de Belém. “Senti muito a falta de divulgação dos trabalhos desta comissão. A falta de participação popular”, acentuou ela. Outra proposta, esta da subcomissão Relações Internacionais, é a de se comemorar a data histórica juntamente com a cidade de Belém, em Portugal, a partir da promoção de programas de intercâmbio que observem a arte e a cultura dos dois povos. Em relação às propostas apresentadas pela subcomissão de Esporte e Lazer, de promoção de torneios esportivos interna-

O projeto que surgiu a partir do Manual de Orientação Técnica da Arborização Urbana de Belém, lançado em agosto de 2013, contemplará a capital paraense com o plantio de 4 mil árvores, até o aniversário de 400 anos da cidade, comemorado em 2016. Para isso, convênios foram assinados com a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe); Briquete Pará Ltda; Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Pará (Sinduscon-PA) e Associação de Dirigentes de Empresas de Mercado Imobiliário do Pará (Ademi-PA).

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Ruínas de Fordlândia

Iphan estuda sistema de parcerias para restaurar patrimônio em Fordlândia Fotos Imagens encontradas na internet

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investimento milionário de Henry Ford na Amazônia não rendeu exatamente o que o fundador da Ford Motor Company esperava. Do sonho de criar uma cidade no estilo norte-americano no interior do Pará, com objetivo de formar um ambiente diferenciado para cultivar seringueiras, ficaram documentários, livros e músicas relatando a experiência. Ficou também um lugar onde muitos espaços como galpões e outras áreas estão entregues ao abandono e lembram cenários de cidade fantasma. O projeto idealizado por Ford de produzir borracha para abastecer sua própria empresa, resumiu-se em um fracasso completo. Hoje, a localidade de Fordlândia, sob administração política do município de Aveiro, no sudoeste do Pará, está em processo de tombamento. “Estamos trabalhando no processo de tombamento, mas a situação é bem complexa. Fordlândia está em Aveiro, mas é patrimônio da União. Fica distante da sede

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do município, em local onde não há acesso por estrada”, explica Maria Dorotéa de Lima, superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan-Pará. Ela revela que, assim como aconteceu em Belterra, a outra cidade criada por Ford e que também passou por processo de tombamento, está sendo estudado um sistema de parcerias. Em Belterra, houve interesse do Instituto Butantan, que hoje mantém um centro de pesquisa no município e está integrado aos projetos de restauração dos prédios e monumentos históricos locais. Para Fordlândia, estão sendo feitos contatos iniciais com a Universidade Federal do Oeste do Pará – Ufopa. Também existe a possibilidade de uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – Senai. A regularização fundiária, a identificação dos moradores e a topografia da área são outros pontos que precisam ser trabalhados para que o processo de tombamento seja concluído, observa a superintendente do Iphan. Para tanto, é necessário que haja definição de gerência. De acordo com o que já vem sendo tratado junto ao Serviço de Patrimônio da

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Ruínas de Fordlândia, a cidade criada por Henry Ford em 1927 na Amazônia

União - SPU, a situação deverá ficar sob responsabilidade da prefeitura de Aveiro. O distrito de Fordlândia, como indica levantamento topográfico do Iphan, está localizado à margem direita do rio Tapajós, a 200 km ao sul de Santarém (PA). Entre as cidades de Itaituba e Aveiro. A cerca de 75 km a nordeste de Itaituba e 30 km a sudoeste de Aveiro. Ainda de acordo com o levantamento, a área urbana, em 2006, seria de cerca de 76 ha, já a área proposta inicialmente para tombamento é de aproximadamente 110 ha, incluindo área tombada e de entorno. A área urbana hoje é ocupada por descendentes de antigos moradores e também www.paramais.com.br

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Fordlândia em 1974

Casas de operários, em Fordlândia, perto do rio Tapajós

por pessoas que invadiram os imóveis. Muitos deles não demonstram interesse em preservar os espaços alegando que não são os verdadeiros donos e que podem perder a casa onde moram a qualquer momento, como constatou a equipe do Iphan. As serrarias, os galpões e outros espaços onde ficavam as máquinas, estão completamente abandonados e muitos já foram depredados e saqueados.

Um sonho construído à distância Quando teve a compra de borracha, matéria essencial para sua produção, controlada pelos ingleses, Henry Ford, o homem que revolucionou a indústria automobilística ao criar a montagem em série e produzir automóveis em larga escala, decidiu investir na aquisição de uma área para produzir sua

Henry Ford em 1919

própria matéria-prima. Ora, se a borracha originalmente veio da Amazônia para a indústria, porque não adquirir terras nessa região para realizar seu projeto? E foi o que o visionário empresário estadunidense fez. Ou melhor, mandou fazer. Enviou uma equipe para escolher local e comprar lotes para cultivo de seringueiras. No Pará, os encarregados foram ciceroneados pelo cafeicultor Jorge Villares, que lhes vendeu aproximadamente 1 milhão de hectares de terra rochosa e imprópria para formação dos seringais. Villares havia conseguido esta terra junto ao governo do Pará, então sob gestão de Dionísio Bentes, por meio de um sistema de concessão. Ford pagou por uma área que poderia também ter obtido por concessão, caso tivesse apresentado seu projeto ao governo. De posse da terra, no final da década de 1920, o empresário passou a aplicar a teoria que vinha defendendo desde o início da construção de seu patrimônio. Ele acreditava que o sucesso de um empreendimento estava intimamente ligado à realização pessoal de cada funcionário, tanto no ambiente de trabalho quanto em casa. Sem nunca ter colocado os pés na Amazônia, investiu na construção de uma cidade nos moldes arquitetônicos e culturais dos Estados Unidos. O material pré-moldado para constru-

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Não houve interesse em preservar os espaços…

ção das casas, equipamentos diversos e até mudas de seringueira vieram dos Estados Unidos. Um negócio que já iniciou errado na compra do terreno, poderia ter dado certo se não tivesse esbarrado em um fator determinante: a diferença cultural. Em Fordlândia foram construídos campos de golfe, quadras de tênis, piscinas, cinema e um hospital de alto padrão. Os executivos

vindos dos Estados Unidos moravam na Vila Americana, enquanto os operários residiam em casa mais modestas e em alojamentos, mas sempre bem assistidos pela empresa. Eram trabalhadores que vinham de vários Estados brasileiros e também do exterior. Para fazer parte do quadro, precisavam passar por rigorosos exames médicos. Quem conseguia, começava a trabalhar, ganhando um bom salário, assistência médica, casa e A Lincoln Zephyr presa na lama, a caminho de Fordlândia

conta de energia elétrica pagas, além de boa alimentação. E foi exatamente no quesito alimentação e no rigor dos horários estabelecidos de acordo com um sistema que ainda era novidade no Brasil, o relógio de ponto, que houve um embate cultural determinante para provocar a revolta dos trabalhadores. As refeições tinham hamburger e espinafre como base, ao invés do tradicional feijão com arroz brasileiro. Também não era servida farinha. O consumo de bebida alcoólica era terminantemente proibido no local. Nos finais de semana, a programação organizada pelos administradores do local era tipicamente americana – recitar e ouvir poemas, apresentação de corais e bailes. Os seringueiros não tinham alternativa senão participar daqueles encontros tão distantes de seus hábitos. O salário era bom, mas tudo era muito diferente para a massa de trabalhadores. Ou seja, por parte da empresa, faltou estudo de terreno, faltou estudo de cultura local e sobrou imposição.

O fim da experiência

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Por volta de 1933, ao mesmo tempo em que foram registradas revoltas por parte dos operários, que se diziam cansados da imposição a que eram submetidos, foi constatada a presença de uma praga no seringal. As árvores haviam sido plantadas muito próximas umas das outras e a doença, um fungo identificado como mal-das-folhas, se espalhava rapidamente. Ford ainda tentou migrar para outra área, hoje município de www.paramais.com.br

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império Ford, que investiu mais de 20 milhões de dólares para estruturar seu sonho de produzir borracha, perdeu o interesse pelas terras no Brasil. Os administradores norte-americanos foram retornando aos poucos para seu país de origem. Em 1945, o governo brasileiro indenizou a Ford e assumiu as dívidas trabalhistas deixadas pela empresa no Brasil. Em contrapartida, ganhou duas localidades estruturadas com hospitais, escolas, estações de captação, tratamento e distribuição de água, estradas, portos, estações de rádio e de telefone, duas mil casas construídas e uma plantação de cerca de 6 milhões de seringueiras. Grande parte deste patrimônio já não existe mais. Uma plantação de borracha de Fordlândia em 1933

Os executivos vindos dos Estados Unidos moravam na Vila Americana, enquanto os operários residiam em casa mais modestas e em alojamentos, mas sempre bem assistidos pela empresa

Belterra. Mas o investimento também não alcançou êxito. O sonho de Henry Ford de uma cidade

produtora de borracha para alimentar sua indústria, durou cerca de 18 anos. Com o fim da Segunda Grande Guerra, em 1945, a borracha sintética foi conquistando espaço e ultrapassando a importância da borracha vegetal no mercado. Nesta mesma época, o

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8ª edição da

Campus Party Paco Ragageles, fundador do Campus Party, recepciona campuseiros na abertura da 8ª edição do evento

Campuseiro com máscara

Haja idéia

Fotos Reprodução/Flickr Campus Party Brasil

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ais de oito mil campuseiros – nome dado aos amantes da tecnologia (e todos os seus desdobramentos), também cerca de 100 mil visitantes, lotaram os pavilhões da Campus Party, no Centro de Exposições Imigrantes – o maior evento de internet do mundo. A edição de 2015 celebrou o 150º aniversario da publicação “Da Terra à Lua”, do francês Julio Verne, com o cosmos como sua temática principal. No total, foram 700 horas de atividades, como palestras, oficinas e workshops, além de uma área especial aberta ao público. 10 palcos, cada um com o nome de um corpo celeste e temas diferentes, como empreendedorismo (Lua), desenvolvimento (Júpiter) e redes sociais (Mercúrio). O principal, Terra, recebeu palestras de nomes importantes como Miguel Nicolelis, neurocientista brasileiro que lidera o projeto do exoesqueleto Andar de Novo, e Shubham Banerjee, menino de 13 que criou uma impressora braile de baixo custo feita com pecas de lego. Outra presença muito esperada foi a do ator Paul Zaloom, que interpretava o cientista maluco do programa “O Mundo de Beakman”. Uma das novidades da Campus Party era o Open Campus, foi o espaço aberto ao público com atividades e estandes livres totalmente gratuitos. Bastava se cadastrar no site do evento ou no local. A área funciononou dos dias 4 a 7 de fevereiro, das 10h às 21h. Outra inovação da edição 2015 foi a criação da plataforma campuse.ro , funcionando como uma rede social para conectar os camUm dos maiores eventos de tecnologia, inovação, empreendimento e cultura geek do Brasil e da América Latina

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Abertura dos portões da Campus Party

Durante a CPBR2015

“É a primeira vez na história da humanidade que a geração dos filhos ensina aos pais e aos avós”, afirmou o presidente da Campus Party Brasil, Francesco Farruggia, durante a coletiva de abertura do evento. “Os campuseiros estão aqui e isso é importante porque a Internet não é uma rede de máquinas, é uma rede de pessoas. E essas pessoas estão aqui para criar o futuro”.

Campuseiros usufruem de conexão de 50 Gbps (Gigabits por segundo)

puseiros de todo o mundo. “A ideia foi e é de ajudar o participante a se desenvolver como profissional”, explicou o CEO e cofundador da Campus Party Paco Ragageles. Além disso, a maior parte do conteúdo apresentado no evento deste ano estarva disponível por lá via streaming.

Campus Party com banda larga de 50 Gbps por segundo

Uma das principais atrações foram os cabos de internet com velocidade de 50 gigabits por segundo (Gbps), além de tecnologia 3G e 4G. De acordo com a Vivo Telefônica, que disponibilizou a rede, isso equivaleu a atender, em banda larga, cidades do porte de Belo Horizonte. Foram mais de 700 horas

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de programação. Os campuseirosmvibravam ao verificar a rapidez do acesso. “Isso a gente não vê em lugar nenhum”, diziam… Em um espaço de 64 mil metros quadrados, dezenas de bancadas ficaram à disposição, com cabos de energia e de rede, para que os apaixonados por tecnologia fizessem campeonatos de games, criassem programas e desenvolvessem ideias. Os organizadores torciam para que algumas dessas criações pudessem resultar em oportunidades de negócios. “O foco foi o empreendedorismo”, disse a diretora de Marketing da Campus Party, Tássia Skoulade. O Palco Lua era dedicado a esse tema. As atividades do evento que ocorriam diariamente das 10h30 às 23h e estavam divididas em dez palcos, com palestras sobre desenvolvimento de softwares, criatividade, jogos e simulação, segurança e redes,

A Campus Party, junto com a Drones Brasil, colocou a disposição dos campuseiros, para venda, um Kit com todo o material necessário para construir e aprender a pilotar o seu drone

software livre, ciência, redes sociais, além de empreendedorismo. O público também teve a opção de participar de workshops para montar seu próprio robô, impressoras 3D ou drones. A estrutura do evento, assim como os nomes dos palcos, fazem referência a planetas, estrelas e cosmos, formando uma galáxia em homenagem aos 150° aniversário da publicação da obra Da terra à lua, de Julio Verne. Para incentivar a participação feminina, especialmente na área de programação, um dos destaques foi o projeto Programaê. A proposta era aproximar a linguagem dos códigos do cotidiano dos jovens. Durante a Campus Party, foi lançado o desafio Technovation, uma ação global para estimular mulheres a criarem aplicativos que solucionem problemas sociais. As vencedoras da etapa brasileira participarão de uma disputa internacional nos Estados Unidos, na qual concorrem a um prêmio de US$ 10 mil para financiamento do projeto.

Novidade

Neste ano, o evento contou com uma hackathon focada na tendência da Internet das Coisas (IOT). A ideia da iniciativa foi envolver grupos de até três participantes no mercado de IOT, que deve se expandir consideravelmente no Brasil neste ano. Segundo projeções da consultoria de mercado IDC, serão 130 milhões de “coisas” conectadas no país até o final do ano. Para a hackathon, a Telefônica disponibiPará+

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O “robô dog” - basicamente, é um cachorro que guia uma espécie de transformer, do designer Maciel Barreto, 37 anos

Laura González, executiva do Facebook, no “Women in Tech” Computador em formato de busto do personagem Homem de Ferro, montado com fibra de vidro, custo de R$ 1.000, de Alexandre Ferreira Souza, 40 anos

lizará dois kits diferentes aos participantes. O primeiro – um kit wearable, composto por uma pulseira carregada com sensores, bateria regarregável e conectividdade bluetooth e Wi-Fi – o segundo kit, composto por um microcontrolador com sensores embutidos e um processador Raspberry Pi.

Outra novidade

A Casa de Vidro, muito parecida com o Big Brother Brasil, idealizada pela Locaweb. Serviu para divulgar uma forma de “hospedagem diferente” fornecida pela empresa, parte da promoção #MeHospedaLocaweb, uma brincadeira para promover maior interação com a galera que está acampada na Campus Party. O dono da melhor foto ganhava estadia na casa de vidro, que por sinal, um espaço aconchegante, climatizado, confortável, com duas camas, sofá, comidinhas, videogame particular, frigobar à vontade, além de ter como companhia, o anfitrião famoso, o comediante Murilo Gun, com quem o campuseiro sortudo pode dividir conhecimento e experiências. “As pessoas tinham que mandar uma foto mostrando como estavam dormindo mal. Elas podiam até tirar onda, fazer uma montagem, o que valia era a criatividade.

Antecipe suas encomendas

Palco Netuno Palco dedicado a discutir assuntos de segurança e redes, com debates sobre espionagem, internet das coisas, reconhecimento facial, criptografia, investigação digital (forense computacional) e até empreendedorismo em segurança da informação. Teve palestra “Como Funciona a Internet”, ministrada por Ricardo Patara, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Patara explicou como os dados trafegam na rede e encontram seu destino

correto, explicando protocolos raramente mencionados, como o BGP, o IPv6 (“novo” protocolo que deve substituir o atual IPv4 no endereçamento de computadores na internet), as garantias de qualidade e a neutralidade da rede.

Beakman está vivo

Aguardado por milhares de nerds, Paul chegou ao Palco Terra trajado de seu já conhecido jaleco verde. Grande parte da exposição de Paul seguiu os moldes de seu programa, o mesmo que conquistou a todos os presentes no evento. Com ajuda de vo-

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es da oa

luntários da plateia, ele transformou o local em um laboratório, fazendo e explicando experimentos, ao passo que divertia os fiéis espectadores. “Beakman é um idiota, ele só falou de bundas em sua apresentação”, disse em dado momento do show. Saber como são formados os peidos, ranhos e espinhas ou explicar o que é a lei da gravidade e a pressão atmosférica sem pestanejar podem ser sintomas de que você encarou a década de 90 como um verdadeiro laboratório, disse Paul.

Para celebrar o 150º aniversario da publicação “Da Terra à Lua”, do francês Julio Verne, e traz o cosmos como sua temática principal

droid e iOS); BackPacker (web);Mercode (Android e iOS); Netshow.me (web); Redação Nota 1000 (web).

No final

A presença de Paul Zaloom (famosíssimo papel do cientista Beakman ) na 8ª edição da Campus Party rendeu risos, aplausos e emoção

Aos 62 anos de idade, ele revelou que não costuma assistir televisão e que ainda se apresenta com o show Beakman Live!

Startup Makers, os melhores apps da Campus Party 2015

Redes sociais não são só uma forma de socializar, mas também uma maneira de usar a tecnologia para expandir as possibilidades dos mercados e de seus profissionais. Quem gosta de cultura foi beneficiado com as ideias desta edição. Temas de educação também mereceram destaque. Os grupos usaram e abusaram de criatividade para atrair novos usuários e aceleradores. Algumas ainda não foram lançadas para smartphones, mas vale ficar de olho neste ano: Veja a lista dos novos apps: StayFilm (Android e iOS); TimoKids (Android, Windows Phone e iOS); TimeFlash (Android e iOS); Cool Tours (iOS e Android); Let’s Park (An-

O último dia de conteúdos no Palco Terra, começou com o debate Segurança 360º, em que os convidados abordaram crimes digitais, fraudes na Internet e segurança da informação. Já no início da tarde, o fundador da Mars One, Bas Lansdorp, revelou seus planos de “colonizar Marte”. Bas atualmente comanda um projeto que pretende instalar uma colônia em Marte até 2025. Bas aconselhou os campuseiros a não ouvir o que os

outros falam para desanimar e sim a realizar o que você tem vontade. “Para poder ir para Marte, tive que criar a minha própria missão”, disse. Também no Palco Terra a cerimônia de encerramento, reuniu o maior número de campuseiros para curtir batalhas de videogame exibidas no telão para milhares de pessoas na arena. Entre as batalhas de games teve disputa no Pro Evolution Soccer 2015, diversas partidas animadas de Just Dance 2015 com o Kinect e por último, webcelebridades como Mari Moon, Rodrigo Fernandes, do Jacaré Banguela, Senhor K, além da equipe do canal Jovem Nerd se enfrenta-

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Simulador de helicóptero, na Campus Party 2015

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ram no Street Fighter. Para fechar a noite, prêmios foram distribuídos aos ganhadores de hackathon e concursos realizados ao longo destes cinco dias, que reuniu campuseiros de 27 unidades da federação e de diversos outros países. O primeiro premiado, do hackathon soluções para a Internet das Coisas, foi Ezequiel França, que ganhou um tablet Samsung Tab 4. Sua criação foi uma caixa de remédios inteligente que manda avisos e indica os medicamentos certos para o usuário que a possui. Já no hackathon da plataforma Fiware, o prêmio de 20 mil reais foi para o grupo de Christina Chow, que criou uma aplicação voltada à medição de características do solo para utilização de água da chuva na agricultura.

Na terceira premiação da noite, que envolvia o desenvolvimento de uma solução tecnológica e criativa com os produtos da PayPal, o ganhador Marcos Ramos Conceição construiu uma integração de uma máquina de café com o sistema. Como prêmio, ele levou uma viagem para o Vale do Silício, na Califórnia, para conhecer a sede da empresa. A premiação da Eaglemoss teve dois vencedores. O primeiro criou um app para celulares que coloca os heróis da Marvel contra os concorrentes da DC Comics. Já o segundo bolou um aplicativo que detecta bonecos de super herói da marca para mapear quais outros ainda faltam para a coleção do usuário. Adriel Café e João Marcelo Teixeira, respectivamente, são os donos das ideias fe-

lizardas e ganharam um box comemorativo de aniversário do Batman e assinaturas de revistas Marvel. Já no prêmio da Go Talent, um quiz valendo um MacBook Air foi conquistado pelo campuseiro Alex Luchesi. Felipe Galo, outro sortudo, ganhou um iPhone 6 no sorteio que rolou entre os cadastrados na plataforma. A Maratona de Negócios do Sebrae e da ESPM escolheu os melhores projetos deste ano em diversas categorias. No quesito educação, a plataforma ”Learn with Joy” levou a melhor; em Economia Criativa, “CarPrev”; na categoria Makers, o grupo da ”DDMF-Volt”; em e-comerce, os caras da ”Crushing Table”; em empreendedorismo social, o grupo da ”Aprenda e Empreenda”.

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Rancho Não Posso me Amofiná, uma história de paixão pelo carnaval

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Fotos Alessandra Serrão - NID/Comus, Thiago Araújo/Ag.Pará

Rancho foi o grande vencedor do Carnaval paraense de 2015 com o tema “AP- Saga cinco estrelas bordada a ouro pelo tempo”, onde homenageou o centenário da Assembleia Paraense, clube social de Belém. Para mais uma comemoração e em clima de muita festa o Grêmio Recreativo Jurunense Rancho Não Posso me Amofiná saiu pelas ruas do bairro do Jurunas no dia 22 de fevereiro, o domingo seguinte ao resultado da apuração do desfile 2015. A festa da vitória arrastou centenas de brincantes, que se identificam como “nação jurunense”. A maioria desfila pela agremiação todos os anos. O Rancho foi a primeira escola de samba de Belém e é a quarta mais antiga do Brasil, surgindo depois das cariocas Estação Primeira de Mangueira, Oswaldo Cruz (que deu origem à Portela), Vizinha Faladeira e Cada ano sai melhor (esta última uniu-se a outras associações e formou o GRES Estácio de Sá. Fundado em 31 de janeiro de 1934 pelo sambista paraense Raimundo Manito, o Rancho é a principal referência do Jurunas, bairro com nome de tribo indígena e que é cortado ou dá início a outras vias que homenageiam antigos povos que habitaram esta região, como Timbiras, Tamoios, Apinagés, Mundurucus, Pariquis e Caripunas. Este ano

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O Rancho foi vencedor com o tema “AP- Saga cinco estrelas bordada a ouro pelo tempo”

a escola conquistou o tetracampeonato e totalizou a conquista de 27 títulos de campeão do carnaval paraense. Nesta somatória, é preciso levar em conta que só em 1957 a Prefeitura Municipal de Belém oficializou o desfile de carnaval de forma competitiva, valendo título. Antes, apenas eram realizadas batalhas de confete. Ao longo de todos estes anos, o Rancho sempre procurou exaltar a cultura do Pará em seus sambas enredo. Já cantou a história da chegada da manga, o Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém do Pará e os principais times de futebol do Estado, Remo e Paysandu, entre outros temas regionais. “Já estamos pensando no próximo ano”, adianta

o presidente da escola, Jango Vidal. Ele prefere não entrar em muitos detalhes sobre o assunto, mas conta que recebeu proposta de uma rede de supermercados para contar a história de vida de seus fundadores. No entanto, a Prefeitura de Belém, revela ele, está tentando alinhavar a união das escolas em torno do mesmo tema: Os 400 anos da capital paraense. “Vamos estudar a proposta”, enfatiza Jango.

Nem só de carnaval vive o Rancho

A quadra da escola de samba fundada pelo “velho Manito”, como foi carinhosaPará+

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Assembleia comemora título do Rancho

Carro Rei Momo na Folia homenageia os 15 títulos da AP no Rainhas das Rainhas e os grandes bailes realizados no Clube Escola sempre destaca o Pará

Rancho levou o centenário da Assembleia Paraense para a avenida

mente cantado o fundador no samba enredo do jubileu, em 1984, não é apenas palco de ensaios para o carnaval. No local, vários trabalhos de responsabilidades social são realizados o ano inteiro, como promoção de cursos em parceria com escolas de informática, música, dança e esporte, além de prestação de serviços de saúde. Outro destaque

da família Rancho é a quadrilha junina Sedução Ranchista.

Chá das 5 na Avenida

Este ano, a escola desfilou com 1.500 brincantes distribuídos em 12 alas. A comissão de frente trouxe um espetáculo teatral da Belém de outrora. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira representou o baile de máscaras da Assembleia Paraense, o mais antigo baile do clube. Carros alegóricos em alusão à belle èpoque e ao símbolo do zodíaco da AP, capricórnio, também atravessaram a Aldeia Cabana, palco da apresentação. A ala das baianas representou o tradicional chá das 5, oferecido às sextasfeiras pelas damas associadas. A bateria se apresentou com 200 ritmistas. Neste carnaval, o Rancho contou com apoio do clube homenageado. “Já prestamos diversas homenagens, mas nunca tínhamos recebido uma ajuda como essa que a Assembleia nos deu. O clube abraçou a idéia e a comunidade”, elogia Jango. A diretoria da AP cedeu o salão de festas do clube para o evento de escolha do samba e fez intensa campanha entre os associados para divulgação do trabalho do Rancho, incentivando-os a adquirir fantasias e participar do desfile. “Fomos para os ensaios no barracão da escola, compramos fantasias, empurramos

carro, enfim, participamos de tudo”, conta Felipe Fernandes, diretor de eventos da AP. Ele revela que 594 fantasias foram compradas pelos associados que desfilaram nas mais diversas alas da escola. “Só temos que elogiar a diretoria do Rancho, que é formada por pessoas muito competentes. O desfile foi um dos mais bonitos que já vi”, expôs Fernandes. Ainda segundo o diretor de eventos da Assembleia, Belém dá sinais de que está retomando seus antigos carnavais e um dos pontos importantes nesta retomada é a realização da folia de Momo no “domingo magro”. “Já fomos o segundo maior carnaval do Brasil, depois perdemos espaço pra outras tendências, mas sabemos, sim, fazer uma grande festa”, concluiu. Homenagem ao centenário da Assembleia Paraense

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Rever estruturas de custos e gestão de estoques; custo baixo e giro alto são vantagens competitiva em quase todos os setores da economia

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IBGE e, acreditamos que em 2015 os resultados poderão ser ainda piores. Inflação em alta, Economia estagnada, Denuncias de corrupção, Situação fiscal indefinida. Diante deste cenário, o que fazer

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Estender temporada de liquidações na tentativa de recuperar queda nas vendas Pará+

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É muito mais barato demarcar produtos com giro lento, do que ficar dormindo sobre um estoque velho

são vantagens competitiva em quase todos os setores da economia, especialmente no varejo, boas políticas de gestão de estoques e custos permitem maiores investimentos, manutenção de margem e “gordura” para enfrentar a crise. Durante o período de hiperinflação no Brasil, algumas empresas se destacaram com foco em redução de despesas e, mais importante ainda, na manutenção desta redução usando abordagens criativas e, pasmem, ainda muito atuais. São elas: Imagem meramente ilustrativa

1. Metas e objetivos mensuráveis, com referencia nas melhores práticas de mercado, não somente em base histórica interna; 2. Os esforços de redução de custos têm que estar alinhados com a estratégia da empresa; 3. O Mark up tem que levar em consideração o tempo que o produto leva para ser vendido, pois a inflação devora a margem de produtos com giro lento; 4. As métricas escolhidas (KPIs) precisam ser claras, mensuráveis e mostrar

as áreas que precisam de ajustes gerenciais, estas métricas tem que considerar a empresa sob perspectivas financeiras, perspectivas do cliente, perspectivas de marketing e vendas, perspectivas operacionais e cadeia de suprimentos e perspectivas de RH; 5. A empresa tem que ser analisada e monitorada como um todo, principalmente naquelas áreas onde não há responsabilidades claras; “Custos Invisíveis” 6. Desenvolver competências internas que saibam analisar de forma critica as ferramentas de BI existentes; 7. Definir um plano de comunicação claro e eficaz, que engaje todos os funcionários a atingir as novas metas, criando inclusive planos de bonificação; 8. É muito mais barato demarcar produtos com giro lento com objetivo de abrir espaço para novos itens com margem e preços atualizados, do que ficar dormindo sobre um estoque desatualizado. 9. Manter estas novas políticas com perspectiva de longo prazo. (*) Especialista em varejo e consumo. Atuou durante 12 anos como Diretor de Marketing e Comercial da C&A Modas Brasil e Argentina, foi CEO da Boutique Daslu, Diretor Comercial da Paramount Textêis. Rubens é sócio diretor da Panelli & Associados, empresa de consultoria de gestão varejo e consumer products

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