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Revista

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Natal é hora aguçar nossa capacidade de perdoar quem erra, pois várias vezes nos também erramos; hora de reunir a família, pessoas que muitas vezes passamos o ano inteiro ou até mais sem encontrarmos; hora de vivermos o verdadeiro espírito de Natal... o amor fraternal. Mas sem esquecermos aquele que alimenta os sonhos de nossas crianças, o Papai Noel; um presentinho na noite de Natal não é? Tudo bem que a idéia principal não é essa mas nós todos precisamos de algo que alimente os nossos sonhos mas principalmente a nossa alma. “Festeje o prazer de cada conquista e o aprendizado de cada derrota! Festeje por estar vivo! Festeje a Esperança o Amor, no amanhã! Festeje a Vida!” Feliz Natal, Feliz Ano Novo. Que 2015 lhe seja muito melhor que 2014 e bem pior que 2016. No mais, saúde e prosperidade a todos e em quantidade!

Querido Papai Noel

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Venda em Bazares de Natal estimula a solidariedade

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Pastorinhas, tradição natalina, quase esquecida

Entrevista com o Governador reeleito Simão Jatene

Natal D’Água proporciona alegria a 350 famílias

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A Cesta Vazia

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A sociedade contemporânea, o Natal e a solidão

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Tradições natalinas em Trás-Os-Montes

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Pe. Luciano Alfredo Brambila comemora 63 anos de profícuo e santo sacerdócio

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É momento de refletir sobre nossas escolhas

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Comunidade CAJU comemora nova igreja

ÍNDICE DIRETOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Ana Claudina Santos DRT 1310, Anete Costa Ferreira,Caroline Williams, Claiton Fernandez, Eliene Kullock, Erick Penna, José Batista, Marcos Abellón, Padre Jorge Araujo, Pedro Altino Farias, Sylvio Fagundes; FOTOGRAFIAS: Arquivo Pará+, Cláudio Santos, Cristino Martins / Ag. Pará, Divulgação, João Gomes, Joseph Mathys, Marcelo Martins, Oswaldo Forte ; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

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PUBLICAÇÃO

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

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Querido Papai Noel

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ais um ano chega ao fim e com ele as tradicionais festas de Natal e Ano Novo. Debaixo de um calor insuportável lá vamos nós enfrentar tráfego congestionado, shoppings e lojas abarrotados de pessoas e carregar um monte de sacolas pesadas. Isso sem falar dos que ainda vão organizar suas ceias onde não faltarão alimentos leves e saudáveis como presunto, bacalhau, peru assado, rabanadas e vinhos. Ainda assim, é bonito sair à noite para ver a cidade toda iluminada. Espiar as vitrines, entrar nas lojas e encontrar uma decoração caprichada. É divertido encontrar papais noéis barbudos, com botas e pesadamente agasalhados. Ainda POLO NORTE bem que o ar condicionado segura o “clima de montanha”. O dever de casa já está feito: nossos pinheiros estão devidamente enfeitados com de neve de algodão. Implantar árvores como coqueiros ou palmeiras não cola. Apesar de original, ninguém respeita um Papai Noel de bermudas e sandália de dedo em um trenó puxado por na Holanda, onde o velhinho é conhecido tamanduás, micos leão dourado e araras. O como Sinterklaas ou Sint Nicolaas. pessoal gosta mesmo é de tradição. E imNa França as crianças colocam seus saportada. Fazer o que? Um marketing de su- patos em frente à lareira, esperando que na cesso tem valor.. Nosso mérito é ter reunin- véspera do Natal Père Noel os encha com do o melhor de várias culturas. Essa coisa de lembranças. Na Espanha a festa de Natal é comemocompartilhar é bem bacana… Parece música de Michael Jackson – Tudo a ver com o Na- rada com uma ceia em família na véspera. tal. De origens pagãs ou cristãs, herdamos Presentes legais mesmo só no dia dos Reis Magos. Na Inglaterra as ruas são decoradas uma série de costumes europeus. Da Alemanha, onde começou a tradição no início de dezembro. A entrega dos prede enfeitar a árvore de Natal, herdamos o sentes é feita antes do almoço do dia 25 Papai Noel. Inspirado em São Nicolau, Kriss onde não falta o famoso Christmas pudding Kringle, distribui os presentes no dia 6 de (hummm!!). De tarde todos assistem pela dezembro. O mesmo acontece na Bélgica e televisão a mensagem de Natal da rainha.

As crianças italianas também recebem seus presentes no dia de Reis, mas quem os entrega não é o Babbo Natale. É a Befana, uma bruxa do bem, velhinha e mal vestida que distribui doces e brinquedos para quem se comportou bem durante o ano e carvão para as crianças malcriadas. Independente do nome que esse distribuidor de presentes receba ou da data em que faça a entrega, eu gostaria de lembrar que me comportei razoavelmente bem durante o ano. Entendendo o quão difícil é a tarefa de selecionar o que dar para quem. Para facilitar, ilustrei o post com algumas vitrines e sugestões. Uma atitude solidária e despretensiosa como esta (tudo a ver com a data),merece a atenção de Papai Noel e seu “staff”. Lembro que o endereço ainda é o mesmo e que estacionar o trenó não é mole. Se preferir, pode jogar os mimos pela janela – quando o ar condicionado é desligado, ela fica aberta, ou deixá-los com o porteiro (Favor acordar com um gentil assovio). Apesar de toda a comercialização dessas datas, é muito bom participar de festas de fim de ano e comemorar com os quem convivemos no decorrer do ano. É legal poder desejar “Feliz Natal” para o motorista de taxi, o caixa do supermercado e o segurança na porta do banco. Uma excelente oportunidade para reunirmos aqueles que amamos ou na impossibilidade disso, ao menos telefonar para falar de coisas boas.Todo a correria, desconforto e dinheiro gastos se dissolve ao vermos os olhos brilhantes de uma criança recebendo seu presente e ao trocarmos abraços.

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Venda em Bazares de Natal estimula a solidariedade

Socorro Costa: Administradora, especialista em gestão pública, com MBA em Direito empresarial. Soma 27 anos de trabalho na iniciativa Produtos artesanais garantem exclusividade

Cada peça é única, exclusiva, confeccionada com a criatividade e o amor dos voluntários que trabalham durante o ano inteiro preparando esses materiais

Fotos Divulgação, Marcelo Martins

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m 5 de dezembro, é comemorado o Dia Nacional do Voluntariado. O mês também é especial porque a proximidade do Natal faz com que vários grupos de voluntários O trabalho em equipe e a dedicação de cada voluntário, doando o seu tempo e carinho em prol de ações sociais movimenta a cidade. Na paróquia de Santo Antônio de Lisboa, em Batista Campos, a realização do Bazar de Natal também é tradição. Acontece há mais de 30 anos. “Começou com a Irmã Norbertina e era feito no colégio Santa Maria de Belém”, lembra Heléna, uma das 10 senhoras que fazem os produtos vendidos. “São peças artesanais. Desde fevereiro nos reunimos uma vez por semana para bordar, costurar, tricotar e doar amor”, diz ela. Este ano, o bazar teve mais de 400 produtos, desde toalhinhas até enfeites tradicionais como guirlandas, apoios de copos e tapetes. A advogada Maria Eugênia Rios é paroquiana da igreja e sempre aproveita o bazar para comprar as lembrancinhas de Natal. “Eu valorizo muito o artesanato, o trabalho manual e a criatividade. O que encontro aqui, não vou achar em nenhuma loja. E ainda contribuo para as obras sociais da igreja”, explica. Como o Bazar precisa atrair os compradores e não tem a facilidade de parcelar as compras como no comércio, os preços são bem em conta. Em três dias, a arrecadação chega a R$ 5 mil, que a igreja usa nas obras sociais mantidas na paróquia. “O que não é vendido, guardamos com muito cuidado e colocamos à venda novamente no meio do ano, no bazar junino”, conclui Helena.

Voluntárias

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Armínia Souza faz parte de um grupo de voluntárias que ajuda a creche Santa Rita de Cássia, na rua Jabatiteua, no bairro do Marco. Acreche atende 60 crianças de 3 a 5 anos. O grupo organiza um almoço de adesão e chega a arrecadar R$ 5 mil. O dinheiro é todo destinado à manutenção da creche. Além disso, as voluntárias compram mawww.paramais.com.br

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Voluntárias no bazar do Pão de Santo Antônio

terial para um grupo de cinco costureiras que fazem o ano todo produtos para vender em bazares. “É uma forma de ajudar também, porque garante trabalho para essas costureiras o ano inteiro”, explica Armínia, que também foi voluntária no Pão de Santo Antônio durante quase 30 anos.

Por amor ao próximo

O período natalino é sempre associado à reunião de famílias: avós, pais, filhos e netos compartilhando histórias e trocando presen-

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No bazar do Pão de Santo Antônio, cerca de 500 peças são colocadas a venda

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Vendas no bazar ajudam obras sociais. Paróquia Santo Antônio de Lisboa faz o bazar de natal há 30 anos

tes. Entretanto, nem todos passam o natal dessa maneira. Alguns apenas relembram histórias e passam o Natal solitário, como os idosos que moram nos asilos de Belém. Muitos foram para esses espaços de acolhimento por não terem mais família, por estarem debilitados ou porque os filhos consideraram que seria melhor para os pais, já idosos, que vivessem em um local mais ‘adequado’ para a idade deles. Um dos locais de acolhimento dos idosos é a Casa Pão de Santo Antônio. Na programação das festas de final de ano são diver-

sas e constantes as tentativas de fazer com que os 150 anciãos que vivem na Casa tenham um natal menos solitário e recuperem um pouco da vivacidade. O Pão de Santo Antônio tem 90 anos de fundação e conta com 52 funcionários - a maioria, voluntários. O local sobrevive financeiramente com doações e com os pagamentos mensais da taxa de contribuição das famílias dos moradores e do aluguel de seus imóveis. No Natal as doações aumentam e as visitas de voluntários também. Para ajudar a manter o atendimento aos velhinhos, um grupo de 20 voluntários organiza o Bazar de Natal, um dos mais tradicionais em Belém. Em um dia, cerca de 500 peças são colocadas a venda. “Cada peça é única, exclusiva, confeccionada com a criatividade e o amor dos voluntários que trabalham durante o ano inteiro preparando esses materiais”, conta a coordenadora Clara pena de Carvalho. O bazar vende em média 80% dos produtos produzidos. “O que sobra é vendido durante o ano para os próprios voluntários ou na Trezena de Santo Antônio, nosso padroeiro”, garante Clara. Para ela, o mais importante “é se doar um pouco para quem mais necessita, por que quem não faz nada pelo próximo fica vazio. Nós ganhamos muito mais do que doamos”, afirma.

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O espetáculo tem uma hora de duração e retrata a história bíblica de forma bem tradicional

Pastorinhas, tradição natalina, quase esquecida

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Em Belém, ainda existem sete grupos de Pastorinhas que mantém com dificuldades filho de Deus enviado para sal- a tradição. Um dos grupos mais antigos de var a humanidade, é a história Pastorinhas é chamado de Filhas de Sion, mantida viva no coração de coordenado por Iracema Oliveira, uma setodos, seja criança, jovem ou nhora de 71 anos e que praticamente dediadulto. O primeiro natal acon- cou a vida toda à tradição – ela entrou para tece com o nascimento do Menino Jesus, o grupo aos 7 anos, no Colégio São Vicente tendo como personagens principais Maria, de Paula. Iracema Oliveira nasceu em 1937. José e o Anjo Gabriel, que anunciou a vinda Filha do artista Francisco Avelino de Oliveido Messias. ra, iniciou sua carreira no Teatro Popular Na tradição natalina, a história é encena- em 1945, com as Pastorinhas. Hoje, aos 71 da pelos grupos de Pastorinhas, uma tradi- anos, é guardiã das Pastorinhas Filhas de ção que vem desde a Idade Média e foi intro- Sion. Iracema foi estrela de radionovelas e duzida no Brasil no século XVI pelos padres programas de rádio nas décadas de 50 a 70. jesuítas. Ainda trabalha até hoje no veículo, no programa Bom Dia Cidadão, da Umas das apresentações das Rádio Liberal. Fez teatro, TV Pastorinhas Filhas de Sion em 2005 e cinema. “Sou mestre pastorinha há mais de 40 anos, aprendi menina na escola e agora ensino outras crianças”, conta Iracema Oliveira. “Antes as pastorinhas só eram encenadas dentro dos colégios. Depois saíram para as ruas”, conta ela, que já interpretou o Anjo Gabriel, a cigana rica e Rebeca,

Fotos Divulgação

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entre encenação que contam ainda com os três reis magos Belquior, Gaspar e Baltazar, além de Lúcifer e o Rei Herodes, enumera os personagens que ganham vida na encenação. O grupo conta com um elenco de 35 pessoas entre crianças e adultos do próprio bairro e artistas da Escola de Teatro da Universidade federal do Pará. “Eles vêm buscar

Qu de Fe

Iracema Oliveira, praticamente dedicou a vida toda à tradição – é mestre pastorinha há mais de 40 anos www.paramais.com.br

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fazer a montagem. Isso é muito triste”. Rosa de Judá, Filhas de Judá, Filhas de Belém e Renascer são outros grupos que resistem e mantém a tradição. Há ainda o Grupo Filhas do Oriente, que apresenta as Pastorinhas campestre, que é cantada em versos, e o grupo Filhas de Maria, que é encenado como uma cantata.

Tradição

conosco a prática da cultura popular”, explica Iracema. Ela mesma costura os figurinos e paga por grande parte das despesas. Mas vale a pena quando nos apresentamos. Se tivéssemos apoio oficial, seria muito melhor”, avalia. O grupo já tem apresentações marcadas em Vigia e na programação de natal do SESI na praça Batista Campos. O encerramento será no Dia de Reis, em 6 de janeiro, nas ruas do bairro do Telégrafo, onde moram os participantes do grupo.”É muito bom, os vizinhos trazem cadeiras e prestigiam a gente”, conta Iracema. O espetáculo tem uma hora de duração e retrata a história bíblica de forma bem tradicional. Além de manter a tradição, o grupo tem um cunho social. “Tem meninos que a gente consegue trazer para cá, para ter esse bom caminho. E é importante porque assim garantimos que no futuro o costume popular não vai se perder”. Outros grupos resistem às dificuldades. No Guamá, o Filhas de Jerusalém é formado por 20 crianças e adolescentes do bairro. “Fazemos o espetáculo há oito anos, mas não temos espaço para ensaios nem apoio. A

tradição está acabando, quando começamos tinha o dobro do número de grupos”, lamenta Antônio Ferreira, coordenador do Filhas de Jerusalém. “Este ano não conseguimos Iracema Oliveira, a guardiã das Pastorinhas Filhas de Sion

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Espalhadas pelo país, as Pastorinhas têm sempre o intuito de contar a história e lembrar a mensagem do nascimento de Jesus. Mudam apenas as formas apresentadas, de acordo com as várias culturas. “Na cultura afro, a pastorinha tem mais de canto e dança. Num grupo ligado à Igreja, é a encenação do texto bíblico. Esse é o que predomina em Belém”, explica Iracema. O importante é passar a mensagem correta deste período de festas. As pastorinhas falam de renovação da vida, de bondade, de paz, de amizade e de harmonia entre as pessoas.

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O Natal D’Água leva alegria a meninos e meninas que moram nas ilhas próximas a Belém

Natal D’Água proporciona alegria a 350 famílias em cinco ilhas de Belém Fotos Cláudio Santos/Ag.Pará

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Natal D’Água atendeu recentemente mais 350 famílias ribeirinhas da Região Metropolitana de Belém, com a entrega de brinquedos e cestas básicas. Quatro equipes de voluntários do projeto se deslocaram simultaneamente do trapiche do Grupamento Fluvial, em Belém, para as ilhas Nova, Paquetá, Arapiranga e Urubuoca - onde também foram atendidas famílias da ilha Longa. A ação marcou as entregas dos donativos arrecadados pelo projeto. Cerca de 12 mil cestas e 60 mil brinquedos serão distribuídos aos ribeirinhos. Em Urubuoca, a quase 25 km de Belém, a equipe foi recebida com entusiasmo, especialmente pelas crianças, que aproveitaram a presença do Papai Noel. A líder comunitária Jaqueline Costa, 49 anos, destacou a importância da ação solidária. “Não é a primeira vez que fazemos parte desse projeto. Sempre ficamos muito agradecidos, porque aqui ninguém tem renda fixa. Trabalhamos 10

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O governador Simão Jatene e a primeira dama Ana Jatene, participaram da cerimônia de abertura do Natal D’Água

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com a pesca e o açaí, e essa época é bem difícil. Para nós, é um dia alegre para todos. As crianças brincam se divertem com as brincadeiras e os pais recebem um ajuda para passar um Natal melhor”, disse ela. O assessor Evandro Neves Júnior, do gabinete da primeira dama Ana Jatene, idealizadora do projeto, destacou que o Natal D’Água encerra as atividades do Núcleo de Articulação e Cidadania do Governo do Estado. “Essa é a nossa ação de final do ano, aonde buscamos parcerias com empresas e a sociedade civil, para que possamos atender cada vez mais essas famílias. Nós demos início ao projeto, percorrendo nove ilhas, depois foram mais cinco. No total, só na Região Metropolitana, são 19 comunidades atendidas”, informou Evandro Júnior. O funcionário público Adalberto Júnior teve a função de dar vida ao convidado mais esperado do dia na Ilha das Onças: o Papai Noel

A realidade ribeirinha andando pelos trapiches

Logo após começará a distribuição de cestas básicas e brinquedos nas localidades ribeirinhas de Abaetetuba, município do Baixo Tocantins. Durante o mês, o projeto chegará ainda aos municípios de Acará, Barcarena, Bragança, Cachoeira do Arari, Igarapé-Miri, Inhangapi, Marituba, Melgaço, Soure, Salvaterra, Santa Bárbara do Pará, São Caetano de Odivelas e à ilha de Cotijuba, distrito de Belém. Em Abaetetuba, Bragança e Ananindeua (no bairro do Aurá) ocorrerá também uma programação artística: o Concerto Natalino do Natal D´Água.

Distribuição de cestas básicas e brinquedos nas localidades ribeirinhas

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Recordações de Fins de Ano Q Texto José Batista*

uem sabe quando vamos ficando mais velhos a sensibilidade com as pequenas coisas se dissolve ou a influências dessa modernidade excessiva ofuscou as belezas que não se percebem tanto... Os tempos são outros. As tradições e atos singelos que encantavam foram aos poucos suprimidas pela sofreguidão de ritos cansativos. A proximidade do fim do ano traz consigo uma melancolia – para algumas pessoas. Eu me enquadro nesse grupo. Por isso vou viajar no tempo e reviver bons momentos, quando a passagem do ano era esplendorosa e amplamente festejada com ritos e símbolos suplantados. Lembro com saudades dos sonhos e desejos que empolcavam sinceramente dos corações. O comércio não tinha se apropriado de datas tão importantes. Natal e Ano Novo eram ocasiões para as famílias. Havia felizes expectativas sobre o ano que se aproximava não esse temor doentio de um fim do mundo, de dias piores ou de uma incerteza que sufoca. Volto à infância e me vejo junto com outras crianças imbuídas nos preparativos para a virada do ano. Enchíamos balões brancos para estouramos na chegada do Ano. Um cheiro maravilhoso de comida imperava em todas as casas. Um clima autêntico de confraternização imperava. Uma delícia que passou e não volta mais.O pessoal mais velho com suas supertições preparavam uvas, munguzá, cadeiras para subir na hora de apagar as luzes... Lembro a cidade pequena, que aguar-

dava a contagem regressiva para o apagar das luzes. Uma grande tradição que nos foi terrivelmente roubada pela Companhia de Energia...era um marco realmente importante a passagem do Ano com o apagar das Tenho saudades daqueles anos...

luzes por um minuto. E a volta da energia era as alegrias de um parto: um novo filho, ano bom de alegres dias – dá até vontade de chorar pensar que isso tudo passou. Hoje não há mais alegria nem apagar das luzes. A passagem do ano virou algo muito formal e descaracterizado. Não se apagam as luzes. Apenas uma minguada contagem, uns poucos fogos e abraços sem entusiasmo. Se chora mais que ri. Lamentos mais e esperanças menos. Coisas de hoje. Talvez minha percepção apenas…tomara que seja. Não que haja sentimento ou alegria, mas tenho saudades sim daqueles anos de infância. Éramos felizes. Apenas isso.

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A Cesta Vazia

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Texto Pedro Altino Farias

mpresário de sucesso, era figura de destaque na sociedade e no mundo dos negócios da cidade. Tinha modos finos à mesa de restaurantes igualmente finos, e maneira rude e fria de tratar as pessoas. Ano após ano, no mês de dezembro, sempre recebia muitas cestas de Natal enviadas por parceiros de negócios, políticos, magistrados e até amigos. Então, mandava sua secretária separar o que lhe interessava: bons uísques, vinhos finos, champanhe, patês, castanhas; e dar fim no que sobrasse, sem se preocupar com o destino daqueles produtos. Frio e rude como sempre. Mas naquele ano foi diferente. Em meio a muitas cestas repletas de artigos nobres, recebeu uma vazia. Completamente vazia. Ficou intrigado. Pela primeira vez em muito tempo procurou o cartão do remetente, que sempre desprezava. Não havia cartão, somente aquela cesta insolitamente vazia. Aborreceu-se. Quem teria a ousadia de enviar-lhe uma cesta de Natal vazia? Noutra hipótese, quem teria o desplante de subtrair todo o seu conteúdo, deixando de resto apenas a própria cesta? Seria uma brincadeira de mau gosto? Alguém queria ridicularizá -lo? Irritou-se mais ainda ao pensar detidamente sobre o fato. Os dias que antecedem ao Natal são corridos para todos, e aquele homem tinha sua atenção nos negócios a fechar para cumprir a meta anual da empresa, que se misturavam a muitos compromissos sociais de sua atribulada agenda pessoal. Embora vivendo esse turbilhão, não parava de pensar na cesta vazia. Quem a enviou? Por quê? Quem lhe subtraiu o suposto precioso conteúdo? Por que deixar uma cesta vazia chegar ao destinatário? Ainda irritado, não encontrou respostas. Telefonemas, apertos de mão e sorrisos

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prontos. Num breve intervalo entre uma coisa e outra, veio-lhe um pensamento: a cesta estava vazia propositadamente para que ele mesmo a preenchesse e enviasse a alguém. Ora, como não havia pensado nisso antes!? Mas... Preenchê-la com o que? Enviar a quem? Receber é fácil. Dar impessoalmente, também. Receber e dar algo fazendo com que um abraço verdadeiro e um olhar amigo completem o significado desses atos, porém, é mais difícil. Então, aquele homem rude e frio no tratar com pessoas deletou a lista de cestas de Natal que mandara sua secretária elaborar para aquele ano e pôs-se, entusiasmado, a elaborar uma nova. Uma não, três! Em meio a muitas cestas repletas de artigos nobres, recebeu uma vazia

Na primeira lista estavam entidades de assistência a necessitados. Procurou saber das que passavam por maior dificuldade e conversou pessoalmente com seus gestores, identificando a melhor forma de prestarlhes auxílio. Lista fechada, tudo foi cuidadosamente providenciado. O carinho com que tratou esse assunto não impediu seu anonimato perante o grande público, num gesto elegante e inédito para ele.

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Na segunda lista, buscou na memória amigos de verdade que foram ficando pelo meio de sua caminhada rumo ao mundo gelado e tenso no qual vivia. Garotos do bairro, do futebol na rua, colegas de classe, companheiros de faculdade, parceiros do início da vida profissional, das brincadeiras de bar. Impossível, mas a preocupação foi grande para não esquecer ninguém. Com ajuda da família preparou lindas cestas, muito sortidas e enfeitadas com laços vermelhos de cetim, comentando sobre cada um daqueles amigos perdidos no tempo à medida o trabalho avançava. O habitual cartão de congratulações padrão da empresa, que acompanhava suas cestas até então, foi substituído por outro, com mensagem pessoal escrita de próprio punho, encerrada sempre com palavras de amizade, carinho e otimismo. A terceira lista foi para “aqueles” que fazem da vida apenas um imenso balcão de negócios. A maioria gente influente: empresários de sucesso, profissionais liberais famosos, políticos, magistrados, funcionários públicos de altíssimo escalão. Para eles enviou... Cestas vazias, como a que ele próprio recebera. Agora o anonimato, em vez de remeter à humildade e solidariedade, instigava uma reflexão: “Uma cesta vazia? Mas quem se atreveu a enviar uma cesta vazia para mim?”, pensariam eles num primeiro momento. Depois, que sabe... Com a mente leve dormiu naquela noite de Natal um sono bom e profundo. Talvez quisesse sonhar com Papai Noel novamente depois de longos anos, embora não se julgasse merecedor de tal graça. Na manhã seguinte foi acordado cedo pela esposa e filhos, todos ao seu redor, na cama do casal, como não acontecia há muito. Olhou em volta e viu aquela cama como uma grande cesta de Natal cheia de presentes valiosos e amados e, numa oração silenciosa, agradeceu ao misterioso remetente daquela cesta vazia. Parece que Bom Velhinho, enfim, o havia visitado. Um Feliz Natal a todos! Que suas “cestas” estejam sempre repletas de amor e carinho.

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É tempo de celebrar e oferecer um mimo para quem queremos bem

A sociedade contemporânea, o Natal e a solidão

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Texto Eline Kullock Fotos Divulgação

Natal já está aí e a mídia – social ou tradicional – insiste em nos lembrar que é tempo de celebrar e oferecer um mimo para quem queremos bem. Ou seja: é hora de comprar presente e gastar dinheiro.

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E, convenhamos: há poucas coisas que nos dão tanta satisfação quanto voltar pra casa cheio de sacolas. Mas você sabe por quê? Simplesmente porque o ato de comprar libera em nosso organismo uma substância produzida pelo cérebro – a dopamina –, também conhecida como “a droga do prazer”. Assim, consumir provoca uma onda

de dopamina, nos invadindo de sensações prazerosas como o poder, a segurança e o sentimento de estar no “controle” (mesmo sem, na verdade, estarmos). Afinal, é sabido que não comandamos nada: o mundo é imprevisível e o futuro, incerto. Apesar da sensação de “viver a vida intensamente” que esse consumo forçado nos dá, em especial no fim do ano, as incertezas sobre o amanhã geram angústia. Vamos ter água no ano que vem? A inflação vai aumentar e pesar no cotidiano? O custo da energia vai subir muito? Tudo isso hoje é quase imprevisível. Este “flutuar pela vida sem pouso certo e em alta velocidade” é característico dos novos tempos. Eu costumo brincar dizendo que estamos todos em uma montanha russa dentro de um trem fantasma. Acho que é uma frase que traduz bem a sociedade do hiperconsumo. Dessa forma, estimulados por uma so-

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ciedade que diz, o tempo todo, “viva o dia, não deixe para curtir no futuro porque ele é incerto”, saímos feito loucos obedecendo cegamente ao “espírito de Natal”. Até o Papa aparece na TV dizendo para vivermos com intensidade o presente! Ora, se até ele autoriza o “presentismo”, o que há de errado nisso, então? Aparentemente nada, porque, mesmo sabendo de tudo isso, entramos nessa roda viva e dizemos para nós mesmos (tentando nos livrar da culpa e do egoísmo): “ Não estou comprando para mim, então tudo bem”. Talvez porque esse ato de presentear com data marcada também seja uma forma de nos sentirmos mais perto das pessoas. Afinal, vivemos em uma sociedade sem tempo para os amigos. As agendas estão lotadas de compromissos e não deixam brechas para um encontro real e presencial, sem pressa, para rir um bocado e relaxar. Comprar nos preenche também esse vazio da solidão cotidiana, acentuado por vermos sempre nossos amigos pelo Facebook comemorando com outras pessoas. “Como eu não estava nessa festa?”, pensamos, frustrados... Por outro lado, quem publica na rede social os momentos de celebração, para provar a si próprio que tem um círculo bom de amigos, acaba acentuando a solidão dos que não estiveram em cada encontro... Mundo de contradições esse nosso.

A angústia, a solidão, a dopamina, a necessidade de estar no controle, o prazer da compra, a autoconfiança proporcionada pelo consumo, tudo isso passa por todos nós durante o período que chamamos “de festas” (como se não pudesse haver festas em outras épocas!). E nem nos damos conta. Somos apenas levados pela onda... Se compramos para os filhos, então, o prazer é dobrado. “Quero dar a eles o que não tive” e “faço tudo pelos meus filhos” são frases que escuto constantemente no meu cotidiano. Parece que cada vez mais os pais precisam ter certeza do afeto dos filhos em uma inversão de valores impressionante. Não são mais os filhos que mostram aos pais o seu apreço; agora é o momento dos pais da Geração Y provarem que amam sua prole. Fica a impressão de que tentamos diminuir distâncias emocionais com os presentes dados, embora, lá no fundo, saibamos que há outras formas de fazê-lo. O grande problema é que o mês das festas passa. E aquela sensação de prazer ao comprar presentes acaba quando o presente é dado. E o nosso cartão de crédito chega em janeiro incomodando, e lembrando que talvez poderíamos ter poupado algo para aliviar o bolso em uma época tão cheia de contas extras para serem pagas. Acho que não podemos restringir às festas nossa tarefa de manter os laços de afeto com quem amamos. E nem culpar a sociedade de hiperconsumo em que vivemos por não fazermos isso de outra forma e com mais regularidade. Sabemos que não será a partir de presentes que nossos filhos, pais, parceiros ou amigos vão gostar mais ou menos de nós. Esse afeto precisa ser mantido ao longo do ano e não só no final dele (ou nos dias de aniversário!). O projeto de felicidade é contínuo e não pode se Temos que repensar nossas restringir a “comprar” ações se quisermos nos sentir um

A solidão do Natal. O Natal resume-se a uma noite e um dia, não custa lembrar.

pouco menos isolados e solitários. Há outras formas de prazer e de produção de dopamina no nosso cérebro que não implicam em gastar dinheiro e retroalimentar a sociedade do consumo. Temos que sair do lugarcomum e refletir de que forma somos mais felizes, planejando o uso do nosso tempo que é um bem tão escasso nos dias de hoje. Se deixarmos para comemorar somente no Natal e por meio de presentes, corremos o sério risco de nos deprimirmos passado o calor do evento, porque concentramos nossos esforços em uma atividade que, por definição, acaba. O Natal resume-se a uma noite e um dia, não custa lembrar. Já o projeto de felicidade é contínuo e não pode se restringir a “comprar”. Mesmo que seja para os outros. Devemos expressar nosso afeto de outras formas. E eu sugiro que seja pelo abraço, pelo beijo, pelo carinho. Que seja por dizer ao outro que ele é importante. E que seja um projeto de ano inteiro, sem começo e sem fim. Tenho certeza que a dose de dopamina será muito mais intensa. E constante. (*) Presidente da Stanton Chase Internacional, multinacional baseada em Londres e especializada em seleção de executivos. No início dos anos 90, fundou o Grupo Foco. Tem formação Administração de Empresas pela FGV-RJ e MBA Executivo pela Coppead - UFRJ. Especialista em Geração Y, ela pesquisa há vários anos tendências do comportamento dos jovens e a influência dos videogames.

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Tradições natalinas em Trás-Os-Montes

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Texto Anete Costa Ferreira*

luz que emanou na gruta de Belém, na noite de 24 de dezembro não ficou circunscrita aquele pequeno espaço. Projetou-se na História, pelos séculos afora, e vem crescendo sempre em esplendor até o fim dos tempos, quando Cristo voltará à Terra com toda a sua Glória. É neste espírito festivo de comemorar o nascimento do Menino Jesus que na região de Trás-os-Montes, a comunidade se integra na celebração do Natal regressando às festas da Antiguidade Pagã. Uma vivência com fortes ligações há mais de dois milênios de cristianismo, ao ritual cíclico das festividades agrárias do Solstício do Inverno, quando o Sol toca o ponto mais a Sul do Equador, período em que a estação fria começa no hemisfério Norte. Daí fazer todo sentido o provérbio popular “Ande o frio por onde andar, no Natal há de chegar”. Para conviver harmoniosamente com o frio são realizadas várias festividades no período compreendido entre o Natal e a Epifania que reportam às antigas festas pagãs que, com o tempo foram inseridas nas celebrações cristãs da Natividade. Em Esposende, Freguesia do Mar, nos últimos dias do Advento, os fiéis cantam nas igrejas, as “Novenas do Menino”. Ao lado do templo armam o presépio, onde a imagem do Menino Jesus é colocada na manhã de 25 de dezembro. Já no Fundão, durante o Advento é apresentado o “Tim-teri-nó”, costume sonoro quando os homens da Aldeia Capinha tocam o sino da Igreja quase ininterruptamente até ao Natal. Na localidade de Mogadouro, realiza-se a

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Rosca de Pão é venerada por estar incorporada na liturgia da missa e da procissão, o Pão que se parte, se reparte e é comido religiosamente por todos.

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“Festa do Velho, Caramono ou Chocalheiro”. Começa no dia 24 de dezembro, com as pessoas a concentrarem-se à meia- noite junto da grande fogueira de Natal, acesa no Largo da Aldeia. “O Velho”, uma figura ritual, medonha e assustadora, é desempenhada por um dos mordomos da festa que no Dia de Natal junto com outro mordomo recolhem ofertas para o Deus Menino. No dia de Ano Novo, os pedidos são para Nossa Senhora da Conceição. Toda arrecadação é leiloada no adro da Igreja, revertendo a receita para as obras sociais da Paróquia. “O Velho” traja macacão de serrapilheira, carapuça, cinto de couro munido de chocalhos, uma máscara em madeira com desenhos, dois chifres na testa e uma sofisticada serpente que sai da sua boca.

Outra tradição é a “Dança dos Caretos, Máscaras, Carochos ou Chocalheiros”, nomes que variam conforme a localidade. É apresentada por personagens consideradas seres superiores, mágicas ou proféticas, que gozam de liberdade ilimitada, durante as exibições, que geralmente tendem a castigar ou criticar figuras públicas, com a finalidade de exterminar os males sociais da comunidade, purificando-as e preparando-as para o Novo Ano que se aproxima. A “ Festa de Santo Estevão ou dos Rapazes”, inscrita no calendário anual do ciclo dos 12 dias, do Natal aos Reis, realiza-se nos dias 25 e 26 de dezembro, com a participação de homens, mulheres e crianças. Está associada ao 1º ciclo das Festas de Inverno,

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Na Festa de Santo Estevão ou dos Rapazes

Seres superiores, mágicas ou proféticas, que gozam de liberdade ilimitada, durante as exibições, que geralmente tendem a castigar ou criticar figuras públicas, com a finalidade de exterminar os males sociais da comunidade

inserida nas épocas do ano com as estações relativas aos fenômenos metereológicos da Natureza. Tem forte herança nas festividades saturnais celebradas pelos romanos durante 5 ou 7 dias, iniciadas a 17 de dezembro, em honra ao Deus Saturno, com várias brincadeiras e mostras de alegrias. Havia as Saturnais que agregavam os jovens na celebração do dia 24 de dezembro com pândegas, cantos, bebidas e comidas. Tais costumes atingiram o apogeu na Idade Média na “Festa dos Loucos” que era celebrada por clérigos de ordens menores, diáconos e sacerdotes durante 12 dias, indo do Dia de Natal ao Dia dos Reis. Também havia a “Festa das Calendas” realizada a 1 de janeiro, com grande destaque e ainda a “Festa dos Subdiáconos”. Os transmontanos utilizam símbolos cristãos com forte carga profana. Por exemplo a “Festa do Pão”, bom várias apresentações. Pão de Rosca em forma de Estrela, evocando o sol, a estrela mais brilhante, é o preferido pelos rapazes, sobretudo os participantes da Festa, que dançam e lutam corpo a corpo. Isto porque as Roscas constituem o Prêmio entregue ao vencedor dos embates; a Rosca de Pão é venerada por estar incorporada na liturgia da missa e da procissão. Durante as celebrações religiosas as roscas são leiloadas no adro da igreja ou na praça pública. É

Pão de Rosca em forma de Estrela, evocando o sol, a estrela mais brilhante, é o preferido pelos rapazes, sobretudo os participantes da Festa, que dançam e lutam corpo a corpo

considerado o Pão que se parte, se reparte e é comido religiosamente por todos. As músicas tradicionais tocadas nas gaitas-de-foles ou da flauta pastoril, ritmadas pelo tamboril e pelo bombo constitui o manancial cultural preservado pelo povo transmontano que fiel aos momentos solenes das festas sagrados ou profanos, celebrados nos

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rituais da liturgia cristã, preserva a festividade maior em honra ao nascimento do Menino Jesus, mantendo vivas as tradições natalinas em Trás-os-Montes. Aos leitores deste espaço almejo Feliz Natal e Próspero Ano Novo de 2015. (*) Correspondente em Portugal

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Queremos implantar no Pará uma gestão moderna, eficiente, produtiva e exemplar, com baixo custeio e grande capacidade de investimento

Entrevista com o Governador reeleito

Simão Jatene Fotos Divulgação, Cristino Martins Ag Pará

P+: Qual é sua avaliação das eleições e do atual mandato que encerra em 2014, antes de iniciar o próximo, já em 2015? SJ - Nós sempre atuamos com muita convicção e sinceridade, o que permite que a gente possa olhar nos olhos das pessoas. Na campanha fomos claros: fizemos tudo? Não. Fizemos muito? Sim. E queremos avançar e fazer mais. Essa clareza e franqueza nos deram a oportunidade de verificar algumas lições. O resultado da eleição, que me conferiu este inédito terceiro mandato, também me deu duas certezas. A primeira é que o eleitor paraense está mais maduro. Ele não se deixa iludir por um falso projeto de mudança que, em vez de representar o novo, como se proclamava, na verdade sig18

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nifica um perigoso retrocesso ao passado. Um passado nada agradável, que poderia desestabilizar a economia do Estado e estacionar as grandes conquistas feitas até aqui. A segunda certeza é a de que a minha responsabilidade aumenta muito. Ela se multiplica exponencialmente. A responsabilidade já era grande no primeiro mandato, quando sucedi Almir Gabriel, e tive a felicidade de criar cinco hospitais regionais, construir o Hangar e consolidar diversas obras estruturantes. Cresceu ainda mais no segundo mandato, quando recebi da Ana Júlia um Estado debilitado e endividado, e conseguimos tirar o Pará do vermelho, construir mais de mil quilômetros de estradas, recuperando rodovias, conforme comprovou pesquisa nacional sobre o tema, demonstrando o quanto

avançamos. Também pudemos investir em saúde, especialmente com a aquisição de mais quatro hospitais e começar um processo fundamental para a melhoria da educação, com o Pacto pela Educação, que se trata de um financiamento internacional, sendo o Pará o primeiro estado brasileiro a receber do BID recursos para um projeto específico sobre educação. Retomamos, por exemplo, o Propaz,que já realizou mais de 30 mil atendimentos entre 2004 e 2014, atendendo crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência domestica e sexual, na capital e em várias regiões do Estado. Queremos e vamos ir além e por isso estamos propondo uma série de reformulações, pois é evidente a necessidade do programa para o enfrentamento desses desafios, ofertando para a população serviços intewww.paramais.com.br

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grados nas mais diversas áreas e em todas as regiões do Estado. O mesmo ocorreu na segurança, com compra de equipamentos e melhoria dos salários, avançando na cobertura com a construção de Unidades Integradas do Propaz no interior e com a meta de zerar o déficit de delegados nos municípios do Estado, entre tantas outras conquistas. O Programa Municípios Verdes e as ações na questão produtiva foram outros pontos importantes que conseguimos avançar, buscando sempre trabalhar a idéia de que é sim possível produzir preservando e preservar produzindo. Agora, neste terceiro mandato, a responsabilidade se multiplica em escala geométrica, porque eu recebi da população um voto de confiança para concluir as grandes obras iniciadas e avançar ainda mais em busca do crescimento do Estado. P+: O sr. fala em reestruturação do Governo. Quais as áreas mais afetadas? SJ - O que pretendemos, e este é um dos nossos maiores desafios, é profissionalizar cada vez mais a gestão. Os dividendos políticos vêm pelos resultados das ações e não pela participação, pela presença. Esta é uma coisa que deve ser perseguida e foi outra lição boa que tiramos desta eleição. Além de enxugar a máquina, reduzindo o número de secretarias, vamos interiorizar o governo, promovendo a integração de todo o território com a presença efetiva do Estado. Vamos começar com a criação de centros regionais de gestão em Marabá e Santarém. Com a reforma que reduz a máquina administrativa, promovendo fusão e absorção de atribuições entre as secretarias, optamos por extinguir as secretarias especiais, ampliando a linha de atuação das próprias secretarias, que terão acompanhamento permanente de suas ações através de órgãos vinculados ao gabinete do governador para tal procedimento. O chamado controle social do governo ganhará mais espaço, e foi

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O resultado da eleição, que me conferiu este inédito terceiro mandato

pensando nisso que optamos pela criação de órgão específico, como a Ouvidoria do Governo do Estado, para justamente permitir que a sociedade exerça seu papel como parte integrante do governo que é, colaborando com sugestões e apontando pontos que merecem maior atenção. Entre outras ações, muito mais que reduzir despesa na casa de R$ 15 milhões por ano, as propostas previstas no projeto de lei encaminhado ao Legislativo têm o objetivo de modernizar a gestão do Estado. Fazer mais com menos, buscando sempre ampliar e melhorar a prestação de serviços, chegando até cada um e todos. Este é, sem sombra de dúvida, nosso maior desafio e a razão pela qual decidimos participar da disputa eleitoral.

P+: Qual a expectativa para 2015? O que o Sr. considera prioridade de gestão nesse próximo ano? SJ - Basicamente, nós temos três grandes desafios. O primeiro é consolidar as conquistas obtidas até aqui. Ou seja: concluir as obras já iniciadas e avançar nos setores que Carlos Freire (ABIH), Isabela Jatene (Pro Paz), Leane Mello (Ministério Público), Socorro Costa (Paratur) e Adenauer Góes (Setur)

mais necessitam da intervenção do Estado: educação, saúde, segurança e infraestrutura. O segundo desafio é aperfeiçoar ainda mais a gestão, buscando a excelência do serviço público, por meio da profissionalização, da valorização do servidor e da eficiência do Poder Público. De 2011 a 2014, o salário médio do servidor estadual praticamente dobrou, com especial deferência aos policiais e aos professores. Isso é bom? Claro que é. Mas não é o bastante. Queremos implantar no Pará uma gestão moderna, eficiente, produtiva e exemplar, com baixo custeio e grande capacidade de investimento. O terceiro desafio é enfrentar o castigo fiscal que é imposto ao nosso Estado por um pacto federativo esgarçado e falido. A gente não aceita que o Pará promova a estabilidade econômica do Brasil e a riqueza das mineradoras à custa da pobreza do seu povo. Estamos entre as dez maiores economias do País, somos o segundo Estado com maior volume de exportação, fomos o Estado que mais cresceu no ano passado, temos o melhor índice de criação de empregos, estamos entre os poucos estados que fecharam o ano com superávit – mas, em contrapartida, estamos em penúltimo lugar no orçamento per capita, porque não recebemos um tostão pela energia que produzimos, não somos remunerados com justiça pelo minério que exportamos e, apesar da nossa importância para a economia brasileira, somos tratados pelo governo federal como patinhos feios. Chega. Não dá mais para tolerar isso. Vamos para a luta e essa luta não é minha nem do meu governo. Essa luta é da sociedade paraense e dela depende o futuro do Pará. P+: Quais os projetos mais importantes o Governo deve implementar em 2015? SJ - Saúde, educação e segurança são, naturalmente, as primeiras preocupações. Nós avançamos muito na área da Saúde com a criação de uma rede de hospitais regionais Pará+

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Recentemente o governador Simão Jatene em visita ao estande das Amazônia e Pará+

que precisa agora ser consolidada e que temos de trabalhar dobrado, com eficiência vai cobrir 90% do território paraense. Nós e criatividade. Significa que temos de brigar avançamos na área da Educação com a im- pelo reconhecimento da nossa importância plantação do Pacto pela Educação e agora na economia nacional. Temos que ter mecavamos consolidar essa conquista aplicando nismos de elevação das receitas. R$ 700 milhões, reformando e reconstruinOs movimentos no sentido de sensibido 260 escolas, erguendo outras 50 escolas lizar a União em pouco ou quase nada tem para chegar a uma meta de 400 novas salas de aula. Queremos e Avançamos na Segurança, com vamos ir além… melhoria salarial, aumento da frota, investimento em equipamentos aéreos, terrestres e fluviais, e agora vamos ampliar esse avanço, aumentando o efetivo policial, equipando as polícias, investindo na integração dos esforços de repressão e prevenção, como também na ressocialização dos presos. A construção da Plataforma Logística do Guamá também é fundamental porque além de promover uma solução eficiente de transporte de mercadorias vai desafogar o tráfego de veículos em Belém. Os empreendimentos ao longo da Arthur Bernardes serão trazidos para a plataforma. Desse modo, o que viria de Manaus para o nordeste do Pará iria dire- resultado, deixando os Estados como esto para a plataforma logística e para a BR- pectadores frustrados de tramas e dramas 316, desafogando Belém. Isso potencializa que reviram suas entranhas, sem o direito os resultados do Ação Metrópole, também sequer de ser informado, para fiscalizar e em fase final, com a Avenida Independência, acompanhar o que ocorre em seus territóJoão Paulo II e Perimetral. rios. Grandes investimentos são previstos O governo, porém, precisa também bus- e revistos, fundados apenas em interesses car mais recursos para atender o aumento exógenos, sem maior atenção as questões da demanda de serviços públicos. O nosso regionais e locais, aos desafios sociais e amprincipal dilema é a falta de recursos. Se eu bientais, numa prática que se reproduz há pegasse tudo o que décadas. o Estado arrecada, somado ao que o Pará Nesse cenário que se enquadra a proposrecebe da União e dividisse entre toda a po- ta de criação do cadastro e da taxa de fiscapulação paraense, daria algo em torno de R$ lização sobre os recursos hídricos, que en200 reais por mês per capita. Quem, em sã viamos ainda em dezembro para apreciação consciência, é capaz de dizer que com 200 do legislativo estadual. Nos estreitos limites reais por mês se consegue fazer saúde, edu- legais que restam aos estados, temos buscacação, transporte, água, saneamento, cultu- do criar mecanismos e instrumentos que, de ra, justiça e tudo o mais? Isso significa que forma perene, sirvam aos governos e a sonão temos saída? Nada disso. Significa que ciedade, permitindo um futuro melhor. À se20

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melhança da chamada taxa mineral, a nova taxa proposta, bem como o cadastro que lhe dá suporte, vem instrumentalizar o Estado para exercer o seu poder de polícia no que se refere aos recursos hídricos, garantindo meios para sua fiscalização. É importante destacar que tivemos o cuidado de isentar o uso residencial, poupando a população de mais um encargo, e focamos aqueles que usam os recursos hídricos em grande escala para fins econômicos. Agentes que tem no “uso da água”, fonte, componente, elemento dos seus negócios. Tenho certeza que estamos cada vez mais contribuindo para que os interesses públicos se imponham sobre os particulares.

P+: Envie sua Mensagem de Ano Novo para nossa população. SJ - Tenho dito em várias oportunidades e agradeço mais essa para reafirmar o seguinte: Só é possível transformar a sociedade em que vivemos quando, para isto, nos determinamos individualmente, mas, sobretudo coletivamente. Somente com o envolvimento da sociedade poderemos ter avanços. O sucesso de qualquer programa, qualquer ação ou evento é maior quanto mais for assumido e apropriado pela própria sociedade. Os programas de governo são importantes, mas tem um teto. Os programas de Estado possuem um teto mais alto. Porém, aqueles programas que a sociedade se apropria tem o céu como limite. Fala-se muito em construir um mundo melhor para os homens. No entanto, acredito que temos de falar mais no sentido de que devemos é produzir homens melhores para o mundo. Só assim vamos construir um mundo melhor para os homens. É esse o nosso desejo, não só como governador e servidor público, cuja missão é justamente a de servir ao público, mas principalmente, é o meu desejo como cidadão e como paraense, assim como os milhões de paraenses e todos aqueles que escolheram essa terra de ricas florestas e rios gigantes para viver e amar.

Eu recebi da população um voto de confiança para concluir as grandes obras iniciadas e avançar ainda mais em busca do crescimento do Estado www.paramais.com.br

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É hora de agradecer

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Texto Padre Róger Araújo *

ada ano vivido tem um valor sem igual, digno de reconhecimento e de aplausos, se olharmos pela ótica do valor da vida, dom mais precioso que recebemos de Deus. Nosso olhar para com o Criador de todas as coisas é de suprema gratidão, porque até aqui o seu amor tem nos sustentando. Porém, vemos cada vez mais a vida humana valendo menos, menosprezada, depreciada, descartada, e tratada como mercadoria. Não podemos viver num mundo de faz de conta, onde parece que tudo está bem e florido, a “mil maravilhas”. A vida não deve estar fácil para ninguém. Do ponto de vista econômico, profissional ou mesmo pessoal. A vida é uma constante batalha com desafios e contra sensos nas diversas esferas da existência. Sua consistência e sabor não estão na ausência de dificuldades ou problemas, mas na maneira de saber lidar com eles sem deixar de viver ou ainda vivendo de qualquer jeito. Não ignore seus problemas e não viva como se eles não existissem. Apenas não permita que os seus problemas e a falta de êxitos em alguns aspectos, assu-

mam o comando do seu viver. Eu acredito na força da gratidão e da ternura para com a vida. Saber ser grato é uma atitude própria dos corações generosos, que sabem reconhecer nas pequenas coisas a manifestação de uma força e de um amor maior em cada um de nós. Gratidão para com Deus, o Senhor da vida, que tudo criou para o nosso bem, dispondo o mundo com suas belezas e valores. Se nós, seres humanos não somos capazes de fazer bom uso dos bens criados e nem sermos fraternos uns com os outros vencendo as barreiras do egoísmo, do orgulho e das profundas desigualdades que existem entre nós, isto não diminui a grandeza do amor e da generosidade de Deus para conosco. Na verdade, a gratidão nos torna mais humildes e dependentes do amor Divino. Onde falta Deus e reconhecimento pela grandeza do seu amor, prevalece a cultura da soberba, das desigualdades e da competição. Sermos gratos a Deus nos leva também a sermos gratos uns com os outros. Não podemos ficar no negativismo da vida e vermos apenas coisas ruins e achar que só tem gente egoísta no mundo. Quanta gente generosa ao nosso lado. Quanta gente nos faz um bem

Sermos gratos a Deus nos leva também a sermos gratos uns com os outros

especial com sua presença Não esqueça de agradecer e reconhecer o quanto estas pessoas tornam sua vida melhor. Que venha mais um ano! Sem fazer “vista grossa”, ignorar fatos e adversidades da vida, a postura que tomarmos é que vai direcionar nosso caminho. Que o pessimismo, a descrença, o ódio e o desânimo não sejam os elementos que temperem nossos dias. Mas a capacidade de superação, a força do perdão, da reconciliação, o otimismo e sobretudo a Fé em Deus. (*) Jornalista e membro da Comunidade Canção Nova. É autor do livro “João Paulo II - Uma vida de Santidade” (Editora Canção Nova).

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Pe. Luciano Alfredo Brambila comemora 63 anos de profícuo e santo sacerdócio

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s passos já não são tão rápidos e firmes, por conta de problemas na coluna. A vista também começa a pregar peças, mas basta o padre Luciano Brambilla começar a falar e lembrar dos 63 anos de sacerdócio que o senhor idoso se transforma novamente no homem forte que conduziu a principal paróquia de Belém durante décadas com amor ao próximo, generosidade e proatividade. Padre Luciano não gosta quando falam que ele foi o responsável por grandes obras à frende da Basília de Nazaré. “Foi Deus que dizia o que tinha que ser feito, as pessoas faziam o trabalho. Eu apenas ouvia o Papai do Céu e cumpria o que ele pedia”, explica como se estivesse falando com uma criança. “Nunca fiz nada de extraordinário, foi apenas a colaboração de todos. Isso me dá o gosto de ser uma realização do povo, de Deus. Não fui eu”, finaliza, modesto. Mas quem conviveu com ele e conheceu de perto, sabe reconhecer a liderança do religioso na condução das pessoas para realizar as obras-como ele mesmo dizia- de Deus. “Conheci o padre Brambila como devoto e frequentador da Basília. Depois, fui diretor da Festa de Nazaré e acompanhei muitos feitos dele”, lembra Pedro Correia. “A creche Sorena foi a obra que ele mais se dedicou. Chegamos a atender 400 crianças lá, ele ia todos os dias só para ficar perto das crianças e garantir o melhor para elas”, lembra Pedro. E foram tantas obras realizadas na Basílica Santuário de Nazaré, como a Praça Santuário, as creches Casulo e Sorena, entre outras,que foram iniciadas pelo religioso. “Não surgiram ideias, surgiram necessidades. As crianças apareciam e os pais, e mães solteiras não tinham como cuidar, então começamos a fazer um lugar para atender esse público. E o engraçado é que não fizemos nenhum projeto, como deve ser feito, mas tudo foi surgindo, pela providência divina”. A área onde hoje funciona o Centro Social de Nazaré, com o estacionamento e o parque de diversões, também foi conseguida com o esforço de Luciano Brambila. “Se hoje temos tudo isso, foi graças a influência dele”, garante Pedro Correia. Mas para o padre, tudo foi feito natural-

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Pe. Luciano é “Cidadão do Pará” com título da ALEPA de 22 de agosto de 1982

Ajuda humanitária invisível, caridosa, santa Soubemos por declarações anônimas de algumas pessoas que conviveram com Padre Luciano durante sua estada na Basílica, de sua ajuda – das mais diversas formas – à uma infinidade de carentes/excluidos – doentes, mendigos, meninos e moradores de rua, drogados…, tornou-se amigos de tantos, recuperou alguns, sendo inclusive, padrinho de seus filhos. Pouquissimas pessoas sabiam dessas ajuda e de socorro a esses seus amigos invisíveis.

mente. “Quando cheguei em Belém e assumi a paróquia de Nazaré, me sentia tão pequenino para tanta responsabilidade. Mas comecei a trabalhar e isso fez passar o receio de estar, tão jovem e inexperiente, à frente da Basílica”, lembra Padre Luciano. “Me lembro bem como ficava amargurado em ver a área em frente à igreja, onde funcionava o arraial. Imaginei que ficaria

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bom se houvesse um espaço mais organizado para receber as pessoas que vinham orar para a padroeira”, conta ele. “ A igreja tinha uns terrenos, compramos mais uma área do antigo cinema Moderno numa negociação que teve o dedo de Deus, e assim surgiu nosso Centro Social e a praça Santuário. A primeira vez que a berlinda entrou na praça, foi muito lindo”, se emociona o padre. www.paramais.com.br

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Devoção empreendedora Elias Gorayeb conheceu padre Luciano ainda menino, quando estudava no internato Santa rerezinha, em Bragança, dirigido pelo religioso. Reencontrou com ele já em Belém, no ECC Nazaré e quando foi diretor da Festa de Nazaré. “Sem dúvida, sua principal característica é ser um padre muito ativo, dinâmico. Quem o conhece pensa logo que não é uma pessoa de oração, e sim de ação. Mas ele consegue unir as duas coisas”, destaca Gorayeb. Foi Brambila que trouxe para Belém o Neocatecomenato, um aprofundamento dos estudos bíblicos na igreja. “Ele sempre defendeu que a igreja católica deveria ser de qualidade, e não de quantidade”, lembra Elias Gorayeb. “Mas de todas as virtudes de Luciano Brambila, sobressai a caridade. Esse sentimento de amor ao próximo e a vontade de ajudar que o movia para fazer tantas obras”, garante. Padre Luciano retruca. “Não me considero um empreendedor, me sinto mais um executor fiel de uma ordem que me davam. Obedeci as ordens de Deus e fiz o que podia”, afirma. “Deus me dizia o que fazer e eu simplesmente fazia, era o executor da vontade divina. Hoje, me admiro de ver tudo o que fizemos sem ter nenhuma qualificação especial para tanto. Foi Deus”, avalia.

Pe. Luciano Brambilla, recordando parte de seus 63 anos de sacerdócio

Pe. Luciano em Bragança

Trajetória

O Pe. Luciano Alfredo Brambila nasceu em Arena-Po, uma cidade italiana, em 16 de julho de 1926, filho do casal de católicos praticantes Mauro e Joseppina Milani. Ainda criança despertou o interesse pela vida religiosa e quando completou 11 anos partiu para o Seminário dos Agostinianos, em 1937. Luciano entrou na ordem dos Padres Barnabitas (Clérigos Regulares de São Paulo) em 18 de outubro de 1939. Após uns cinco meses de estudos, Pe. Luciano despertou a vontade de ser missionário no Brasil, mais especificamente na então

Na Basílica Santuário celebrando missas todos os dias e perto das pessoas que tanto ama

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Prelazia do Guamá (hoje Diocese de Bragança), em Bragança, por ouvir dizer que essa região era muito carente de sacerdotes. Pe. Luciano Brambilla foi ordenado no dia 24 de março de 1951, em Roma, e um anos depois veio para o Brasil, sendo recebido pelo povo bragantino em 14 de fevereiro de 1952 (ele chegou ao Pará em 11 de julho, dia da Festa de Nossa Senhora de Lourdes). Ao longo dessa estadia em Bragança, Pe. Luciano tornou-se um precioso assessor de Dom Eliseu Maria Coroli, bispo prelado do Guamá, tanto nas construções e empreendimentos que ele coordenou como na administração paroquial da Catedral e da Prelazia (mais tarde Diocese). Foi ele quem coordenou a construção da ala mais nova no prédio do Instituto Santa Teresinha e do Ginásio de Esportes, chamado carinhosamente “Brambilão” por muito tempo, como o seu idealizador. Em 1978, foi destinado para Viseu/PA e no ano seguinte, os padres barnabitas o nomearam Vigário da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém/PA. Na capital do estado, padre Luciano chegou no ano de 1978, para substituir o padre Giovanni Incampo, que até então era o pároco de Nazaré. Ele ficou como pároco por nove anos e depois assumiu a parte administrativa, o que somou 25 anos de dedicação aos trabalhos da Basílica Santuário de Nazaré. Padre Luciano era muito ligado espiritualmente com o saudoso Dom Eliseu Corolli e com Dom Miguel Giambelli, de quem adquiriu adquiriu uma riqueza espiritual e de conhecimentos em Bragança e trouxe para a Paróquia de Nazaré. No Círio de Nazaré, em Belém, foi um dos organizadores de procissões e romarias que hoje compõem a programação da festa nazarena, como a Romaria Fluvial do Círio de Nazaré, ocorrida pela primeira vez em 08 de outubro daquele ano e a Romaria Rodoviária, realizada inicialmente em 07 de outubro de 1989, que ainda saía do Monumento da Cabanagem, no Entroncamento. Seguindo em missão, o sacerdote, em julho de 2005, deixou a Basílica de Naza-

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ré para servir em Fortaleza/CE. “Eu estou acostumado a não ir atrás das minhas vontades. Na terça-feira à tarde o padre provincial disse que eu ia para Fortaleza, e ai eu arrumei minhas malas, e na sexta fui embora, sem me despedir. Nem chorei. Me parece que foi a mesma coisa com os apóstolos. Mateus estava cobrando os impostos e Jesus disse: ‘Vem e segue-me’, e ele deixou tudo e seguiu. Isto é obediência”, garante Luciano Brambila. A volta para Belém só aconteceu em 10 anos depois. “Já estou com 88 anos, já não penso mais em ir embora daqui. Estou feliz em estar onde Deus quer que eu esteja”, afirma. “Cheguei aos 63 anos como padre porque Deus quis. Meu único arrependimento, talvez, é por não ter feito tudo o que Deus quisesse, porque ninguém é perfeito. Mas fico bem se Papai do Céu me puxar a orelha e depois me der um abraço, quando eu chegar no céu (risos)”. Enquanto ele não se muda para junto de Deus, padre Luciano segue na Basílica de Nazaré celebrando missas todos os dias e perto das pessoas que tanto ama. “É bom saber que fiz parte da vida de tantas pessoas que vinham para a igreja ainda crianças e continuam como adultos. Perto de tantas

pessoas que pude dar a mão, por vontade de Deus”, conclui de maneira amorosa.

Na Paróquia São Diogo, em Fortaleza, na assinatura do início da construção do Santuário em honra a Nossa Senhora Mãe da Divina Providência

Notícia de O Liberal de 09 de setembro de 1988

Elias Gorayeb conhece padre Luciano desde menino, quando estudava no internato Santa Terezinha, em Bragança

>>Bingo para Obras Sociais - Com a finalidade de ofertar à diretora-presidente do Sistema Romulo Maiorana de Comunicação, senhora Déa Maiorana, a carteia nº 0001 do bingo que vai se realizar no 3º domingo de outubro, no Baenão, estiveram, ontem, em O LIBERAL, o vigário da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, padre Luciano Brambilla, e o diretor de promoções das atividades do Círio, Ronaldo Hühn. Eles foram recebidos por dona Lucidéa Maiorana, a quem pediram apoio à promoção que visa a angariar fundos para a conclusão das Obras do Centro Social de Nazaré, das creches do Sorena e de Santo Antônio Maria Zacharia. O bingo oferecerá como prêmios dois Chevettes e três motos. Na foto, um aspecto da visita.

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É momento de refletir sobre nossas escolhas “O tempo é a única riqueza que é distribuída igualmente por todos os homens” (Saint-John Perse) Texto Erik Penna*

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erta vez uma mulher saiu para um passeio e enquanto caminhava pela floresta carregando seu filho no colo, se preocupou ao notar que não se lembrava mais do caminho de volta. Além disso, a fome e a sede já incomodavam bastante. Neste instante, ela se deparou com uma caverna mágica de onde saía uma voz que dizia: “Entre, seja bem-vinda! Esta caverna é mágica, aqui dentro há maravilhas. Tudo que há de bom neste mundo pode-se encontrar aqui”. A mulher ficou interessada e, adentrando na caverna, ficou boquiaberta com tantas coisas que viu e perguntou: “Posso pegar tudo o que eu quiser”? E escutou a resposta que dizia: “Sim, você pode pegar o que conseguir levar para fora da caverna, mas preste atenção: você só terá cinco minutos. Ao findar esse tempo, a porta fechará e nunca mais abrirá”. Ela olhou para o relógio e prontamente começou a correr para pegar o que mais lhe interessava. Como estava com muita fome, logo avistou um pote com muita comida, iguarias finas e rapidamente o levou para fora. Voltou para dentro da caverna e, como a sede já era grande, abraçou um galão grande cheio de água e o empurrou ligeiramente para fora, a fim de ganhar mais tempo para pegar outras coisas. Ao retornar à caverna, seus olhos brilharam quando viu uma caixa cheia de roupas de grife, mantimentos para casa e a chave de um carro zero quilômetro. A caixa era extremamente pesada, mas ela conseguiu carre-

gá-la para fora, garantindo assim, o direito de levá-la para casa. Por fim, de olho no relógio, viu que lhe restavam apenas poucos segundos. Rapidamente entrou na caverna pela quarta e última vez e, ao se deparar com um saco cheio de joias, moedas de prata, diamantes e barras de ouro, percebeu que seria ainda mais difícil transportá-lo. Mas ela, num esforço sobrenatural, conseguiu empurrar o saco pra fora da caverna e, imediatamente ao sair, viu a porta da caverna se fechar. A mulher estava bem cansada, sentou-se para verificar suas conquistas e, aparentemente realizada, começou a admirar as preciosidades que havia conquistado. Com um sorriso enorme no rosto, fitou os olhos no pote de comida, no recipiente com água, nas roupas de grife, na chave do carro, na prata, nos diamantes e no ouro. Neste momento começou a procurar o seu filho, quando então percebeu, em desespero, que o tinha esquecido dentro da caverna. Este texto, inspirado na estória de Frances Jenkins Olcott, é oportuno nesse final de ano, onde costumamos “fechar para balanço” e refletir sobre as escolhas que fizemos durante o ano. Analisamos, principalmente, como temos equilibrado o tempo destinado à parte profissional e pessoal. Uma matéria da revista Época Negócios, de setembro 2014, apontou a decisão de um grande executivo Mohamed El-Erian, internacionalmente reconhecido por seu trabalho numa empresa de investimento, que decidiu deixar o cargo de CEO na empresa por causa de uma carta que recebeu da sua

filha de 10 anos. Imagine: na cartinha, a menina enumerou os 22 grandes acontecimentos da vida dela em que o pai não havia participado, por causa da agenda dele sempre cheia de compromissos profissionais. Ela registrou as ausências do pai em eventos significativos para ela como: no primeiro dia de aula na escola, no desfile de Halloween, no primeiro jogo de futebol e em muitos recitais. A pergunta é: Será que estamos alinhando o que falamos com o que de fato fazemos? Eu penso que sempre encontramos tempo para o que julgamos realmente importante para nós. A vida é muito mais do que acumular riquezas materiais. É importante saber que a nossa família precisa de nós. Não há dinheiro que pague o amor, o carinho e o tempo a eles destinados. Algumas pessoas deixam para fazer isso sempre amanhã e, em alguns casos, já é tarde demais. É evidente que precisamos trabalhar, ultrapassar as metas, superar desafios e promover nosso crescimento profissional, mas não devemos perder o foco e esquecer as pessoas que amamos. É necessário termos em mente o tempo que reservamos ao que é, de fato, importante para nós e buscarmos continuamente o equilíbrio. Afinal, a virtude está no caminho do meio e o verdadeiro sucesso é ser feliz. Estou certo de que nenhum sucesso profissional compensa o fracasso familiar! (*) Especialista em vendas, consultor, palestrante e autor dos livros “A Divertida Arte de Vender” e “Motivação Nota 10”

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Comunidade CAJU comemora nova igreja Fotos Divulgação

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Comunidade Católica Casa da Juventude- a CAJU, se prepara para mais uma conquista. Em fevereiro, a comunidade deve inaugurar a Capela Beato João Paulo II, na Mauriti próximo à Marques de Herval. As obras do espaço iniciaram em 2009, mas foi um trabalho de formiguinha. A construção avançou aos poucos, de acordo com a captação de dinheiro por meio de doações e campanhas. A comunidade existe há 55 anos, mas com o aumento das atividades e dos frequentadores, a sede da Caju, localizada na Avenida Almirante Barroso, tornou-se um espaço pequeno no local. “Apesar do nosso público maior ser de jovens, muitos participam das nossas atividades e celebrações com suas famílias”, explica a coordenadora de comunicação da Caju, Keline Lemos. “Aconteceu que a busca das pessoas em viver nossas atividades conosco cresceu bastante, de tal modo que tivemos que pensar em construir um espaço maior”. Com o objetivo de viabilizar a construção da capela, foram feitas várias ações para arrecadação de fundos e possibilitaram a compra de um terreno, na Travessa Mauriti, para colocar em prática o projeto. Atualmente a comunidade conseguiu concluir as fundações do prédio, concluir o estacionamento e erguer a laje sobre a qual a capela será construída. A nave da igreja está sendo finalizada. É o principal espaço da nova igreja, onde serão feitas as celebrações. A capacidade é para 400 pessoas.

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roso, a CAJU mantém núcleos missionários em Marabá, Brasília e São Paulo.

História

“Vamos inaugurar a igreja e realizar um sonho”, diz Keline. “Mas a obra vai continuar. Queremos fazer espaços para a lanchonete, lojinha, sacristia, um pequeno auditório e salas para reuniões”, enumera. A expectativa é ambiciosa e conta com a generosidade de 100 doadores fixos, que ajudam mensalmente para a arrecadação, além das doações pontuais de empresas. “Toda essa estrutura vai fazer parte da Comunidade, que hoje é uma reitoria ligada diretamente à Arquidiocese de Belém. No futuro, poderá ser uma paróquia, quem sabe?”, avalia Keline. A CAJU atua principalmente na evangelização. Hoje, a CAJU conta com 210membros compromissados, que trabalham nos grupos de serviços como a assistência missionária nas ilhas Urubioca e Ilha Nova (indicadas pela Diocese), liturgia, eventos, comunicação e o grupo temporário de captação de recursos para a construção da igreja. Além da sede na avenida Almirante BarNas comemoração dos 55 anos da Comunidade Católica Casa da Juventude (Caju), na Estação Gasômetro

A Casa da Juventude Comunidade Católica - CAJU é uma instituição sem fins lucrativos de caráter filantrópico, fundada em 1959 pelo Cônego Raul Tavares de Sousa. A CAJU foi formada, a princípio, por um grupo de oito pessoa, dos grêmios estudantis de Belém orientadas pelo Padre Raul. Os jovens da CAJU também estimularam e criaram, pioneiramente, diversos projetos artísticos e culturais, como Festivais de música; Feiras de ciências; Simpósios sobre Amazônia; Simpósio de conscientização das realidades regionais; Semanas estudantis; Exposições de arte, etc. Ao longo dos seus 55 anos apresentou claramente, uma evolução, marcada por quatro gerações de atuação na vivência comunitária. No período de 1959 a 1968, atuou ativamente nas dimensões religiosa, social, cultural e política, com o acolhimento de jovens estudantes provenientes do interior do Estado; atuação nos grêmios estudantis, estimulando as artes, o conhecimento e a cultura; e o estímulo à participação política frente ao turbulento contexto da sociedade da época, procurando formar lideranças jovens com voz ativa. No ano de 1968, o Padre Raul foi para o exílio no Chile, em conseqüência da ditadura instalada no país, ficando a CAJU fechada por um ano. Com o seu retorno em 1969, a CAJU passou a atuar apenas nas dimensões religiosa e cultural. Das últimas duas décadas até os dias de hoje, a CAJU vem atuando nas dimensões religiosa, missionária e social, nas quais os jovens resgatam outros jovens, por meio da arte, da música, de encontros espirituais, da formação e de atividades de assistência social. Mais precisamente a partir de 1988, a CAJU vem se desenvolvendo como entidade religiosa, trabalhando uma nova estrutura organizacional e catequética, procurando o melhor desenvolvimento da atividade evangelizadora e social da comunidade. Desde então, passou a ser formada por membros compromissados, os quais assumem um compromisso anual de serviço e formação com a Casa, e também, de pessoas não compromissadas, mas que servem ou recebem formação de maneira não obrigatória na CAJU. www.paramais.com.br

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Padre Raul com jovens da Caju

Padre Raul Tavares de Souza, foi homenageado durante a sessão solene da Assembléia Legislativa, durante o 16º Círio da ALEPA

Captação contínua

Nas comemorações dos 25 anos da Caju

O grupo formado para captar recursos para a obra continua trabalhando para garantir a conclusão de toda a estrutura do espaço. Existem diversas formas de contribuir com a construção da capela, veja algumas delas logo abaixo:

Lojinha da CAJU

Todos os produtos adquiridos pela lojinha são direcionados para a construção da Capela JPII.

Campanhas

A CAJU promove campanhas que visam arrecadar recursos para a construção, e também oferecer a quem desejar, outra formar de doação. A dízimo ajuda a manter a comunidade com suas despesas e missões na sociedade através dos encontros, missões de assistência missionária, etc. Apenas uma parcela do dízimo é direcionada para a construção da capela, já através das campanhas, todo o recurso arrecadado é direcionado para a construção da capela. Outra forma de contribuição é participar das campanhas de arrecadação do Metro Quadrado e dos Padrinhos.

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Doações >> Outra forma de ajudar a construção da capela são doações espontâneas: Dinheiro, materiais de construção, Orações, etc. Todo tipo de doações serão bem vindas. As doações podem ser feitas com depósito bancário, pela internet (site Pag Seguro) e com arrecadação de materiais de construção. - Depósito em conta bancária: Caixa Econômica, Ag. 3079, Operação 003, Conta 258-9 CNPJ: 04.142.394/0001-73 - Casa da Juventude Comunidade Católica - Doações pela internet através do Pag Seguro: Contato: capelajp2@comunidadecaju.com.br ou (91) 3236-1188.

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Fotos Oswaldo Forte / João Gomes

om açúcar, com tapioca, com peixe, com camarão... sozinho ou com qualquer acompanhamento o açaí é unanimidade na tigela do paraense. Uma das marcas da cultura e da gastronomia local ganhou um selo de qualidade, que foi elaborado e implantado pela Prefeitura Municipal de Belém, por meio do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde (Devisa/Sesma), em parceria com a Secretaria Municipal de Economia, Associação dos Vendedores Artesanais de Açaí de Belém (Avabel) e Governo do Estado. O selo de qualidade “Açaí Bom” é uma das garantias de que o batedor de açaí está cumprindo as boas práticas de manipulação. Já para o consumidor, o selo é um sinalizador de que o produto comprado está dentro dos padrões indicados pela vigilância sanitária, uma vez que o selo só é concedido aos estabelecimentos que tiverem a licença de funcionamento e atenderem ao Decreto Estadual 326/2012, que estabelece requisitos higiênico-sanitários para a manipulação do açaí, como o branqueamento. Recentemente, três batedores foram os primeiros contemplados da 1ª etapa de entrega dos selos. Açaí do Heron, Point do Açaí e Açaí da 25 entraram para a história nesta iniciativa inédita da Prefeitura de Belém. Os selos foram fixados nos estabelecimentos pelo próprio Prefeito Zenaldo Coutinho. “Tenho certeza que a partir de agora, os consumidores vão prestar atenção antes de

Açai do Heron

comprar o açaí e, verificar se o estabelecimento tem o selo que garante a qualidade do produto. O nosso açaí precisa ser vendido com qualidade e sem doença”, enfatizou Zenaldo Coutinho. “A fiscalização será contínua, permanente, para que a qualidade do produto nunca se perca”, ressaltou. Para o batedor de açaí, Heron Amaral, o reconhecimento é fruto do trabalho de qualidade que ele e sua equipe exercem. “Eu sinto muito orgulho de ser o primeiro a receber este selo. É muito bom trabalhar de forma correta, pois assim garantimos um produto de qualidade para nossos clientes”, disse o empresário, que parabenizou o trabalho de fiscalização feito de maneira reforçada pela

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Prefeitura de Belém. “Eu já trabalho diariamente com uma responsabilidade muito grande, em levar para a mesa das pessoas um açaí bom e saudável, e essa responsabilidade aumenta, quando recebo das mãos do prefeito, o maior representante de nosso município, o selo de qualidade do produto mais rico da região”, completou. Carlos Noronha, presidente da Avabel, afirma que a associação já tem recebido muitos batedores interessados nesta certificação. Segundo ele, a expectativa é que o batedor procure se adequar e que o selo traga melhorias para categoria. “Hoje temos cerca de 6 mil batedores de açaí, dos quais 2.720 estão cadastrados na Avabel. Esta-

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mos trabalhando em busca de qualificação para esses trabalhadores, principalmente, em parceria como poder público”, destaca o presidente.

Belém foi o 1º município a fiscalizar a venda de açaí

Inicialmente, 26 estabelecimentos receberam o selo. Todos licenciados pela Vigilância Sanitária de Belém, por meio da Divisão de Alimentos, e que realizam a técnica do branqueamento. De acordo com Stela Avelar, coordenadora do monitoramento da qualidade do açaí, o selo é o ápice de um trabalho que está sendo feito desde 2007, quando o município de Belém foi o primeiro a fiscalizar estabelecimentos de açaí artesanal. “Quando iniciamos, tudo era bem rústico, não havia legislação específica. Os estabelecimentos de venda de açaí não faziam parte da lista de licença de funcionamento. Ao longo desses anos, fizemos muitas modificações e nos engajamos no trabalho com o propósito de oferecer um produto de qualidade ao consumidor”, recorda Stela. Para ela, a parceria com outras instituições públicas como Ministério Público, Secon, Sagri, Sespa, Lacen, Sebrae e Avabel foram essenciais na melhoria da qualidade do açaí vendido na capital paraense. As fiscalizações realizadas pelo Devi-

Point do Açaí

sa forçaram mudanças nas práticas e nos equipamentos dos batedores de açaí. “Nós avaliamos as máquinas, o armazenamento, as condições do estabelecimento, o vestuário, a forma de trabalho, entre outras coisas. Mas, mesmo com as dificuldades, encontramos batedores interessados em melhorar seus pontos de venda, aprender a técnica do branqueamento e, principalmente, compromissados com a saúde da população”, frisou a representante do Devisa. Ainda com foco na melhoria da qualidade do açaí, o departamento participou da elaboração do Programa Alimento Seguro (PAS-AÇAÍ), do Sebrae; auxiliou e fez parte integrante do Termo de Ajustamento de Conduta do Ministério Público, junto aos batedores de açaí; participou da elaboração do Decreto 326/12 de Boas Práticas do Açaí; e, atualmente, faz parte do Grupo de Trabalho do Programa Estadual de Qualidade do Açaí;

ministra palestras teórica e prática para os batedores de açaí e orienta consumidores, estudantes e pessoas que pretendem seguir este ramo. O secretário municipal de saúde de Belém, Sérgio de Amorim Figueiredo, ressalta que o próprio mercado local se adaptou às exigências feitas pelo Devisa. “Hoje, muitas localidades do Pará e de outros estados já desenvolvem trabalhos voltados para o açaí com base no que é feito em Belém. O nosso município é o único que exige dos batedores de açaí a aplicação do Decreto Estadual e se embasa em outras legislações da Anvisa para fazer as fiscalizações e notificar os proprietários, quando necessário”, ressaltou. Entre as normas cobradas pelo Devisa está o isolamento da área de manipulação do fruto, que deve estar sem acesso à residência e outras áreas e/ou atividades que possam ser fontes de contaminação. De acordo com o titular da Sesma, essas medidas foram estabelecidas mediante avaliação de risco feita pela equipe de monitoramento do açaí. “Hoje, a Prefeitura de Belém também disponibiliza um arquiteto para ajudar no layout do ambiente e fluxograma de processamento onde será manipulado o açaí. Esse serviço é gratuito para os proprietários que pretendem se adequar”, explicou. Segundo Stela Avelar, todas as medidas são pensadas com foco no consumidor, prin-

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Fiscalizações serão intensificadas

O secretário Sérgio Figueiredo afirma que, desde que o selo foi lançado, as fiscalizações estão sendo intensificadas nos bairros de Belém, inclusive nos distritos de Icoaraci,

a Feira do Ver-o-Peso. O Devisa alerta que os batedores de açaí que não tiverem a licença de funcionamento serão notificados e passíveis até de fechamento do estabelecimento. Mas, com a repercussão do selo e o monitoramento da maior autoridade no assunto, o consumidor, é grande a tendência de adequação de quem quer continuar no ramo.

Benefícios do Açaí para a sua Saúde

Outeiro e Mosqueiro, com a ampliação do grupo que faz o monitoramento da qualidade do açaí. “Paralelamente, o consumidor é o nosso principal fiscal. Ele precisa saber os procedimentos de higienização, questionar os batedores, avaliar o local e, se achar que há falhas no processo, informar a vigilância sanitária”, reforçou. Os batedores de açaí das feiras e mercados municipais de Belém estão recebendo orientações também da Secon, desde meados de agosto, pois o selo está atrelado à licença de funcionamento, documento exigido pela secretaria para o exercício do comércio nos logradouros da cidade. “Por isso, a Secretaria Municipal de Economia, tem trabalhado com os serviços de conscientização desses feirantes, explicando sobre a importância do selo para que a população se sinta segura e compre o produto de nossos feirantes, que certamente aumentarão as vendas com este selo”, destaca o Secretário da Secon, Marco Aurélio Lima do Nascimento. Nas feiras e mercados que possuem estabelecimentos de açaí, tanto Devisa quanto Secon já fecharam um projeto para readequação desses locais para a comercialização do açaí batido atrelado às boas práticas. A Secon já autorizou os permissionários a executarem as mudanças. O projeto também deve ser usado pela Prefeitura nas reformas programadas para esses logradouros, como

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O Açaí é o fruto do açaizeiro, Ele é fruta tipicamente brasileira e de grande importância econômica no nosso país. o Açaí cresce nas florestas tropicais da Amazônia do Brasil. O Açaí é uma fruta rica em proteínas, fibras,lipídios e uma excelente fonte das vitaminas: vitaminas C, B1 e B2. O açaí também possui uma boa quantidade de fósforo, ferro e cálcio. Aqui estão os 8 benefícios do Açaí para saúde: *Prevenção do Câncer: Açaí contêm antocianinas, um tipo de antioxidante que se crê desempenhar um papel importante na prevenção do câncer. As antocianinas estão presentes em todas as bagas (elas são responsáveis pelas ricas cores preto, vermelho e roxo de bagas) a pesquisa constatou que eles podem ter um efeito preventivo e significativo sobre o câncer. *Diminui o colesterol: Um estudo publicado na revista Nutrição, descobriu que ratos alimentados com dietas ricas em gordura, juntamente com a polpa do açaí tinham Açaizeiros no Mangal

CONGELAMOS PARA VIAGEM

cipalmente o branqueamento, que consiste em mergulhar o fruto do açaí, acondicionado em um balde vazado, em água potável aquecida à temperatura de 80ºC durante 10 segundos. Esta técnica, quando realizada corretamente, não altera o sabor, a cor e o aroma do açaí. O branqueamento é fundamental para evitar a proliferação de microrganismos, como Salmonella sp, coliformes fecais e Trypanossoma cruzi, causador da doença de chagas. “O açaí faz parte da nossa alimentação e por isso deve ser tratado com seriedade, afinal, o problema não está no fruto, mas sim na sua forma de manipulação, que quando feita corretamente, torna-se um alimento seguro, de qualidade e saudável”, disse a técnica do Devisa. A mesma opinião é compartilhada pelo batedor de açaí José Cláudio Cavalero, dono do Açaí do Gugu e manipulador do fruto há 14 anos. Para ele, o selo é uma grande vitória para o segmento e um incentivo para que outros batedores busquem a qualificação do serviço. “O açaí é visado no mundo e é um produto nosso. Ele também é um excelente alimento, mas precisa ter qualidade na manipulação. Muitos batedores ainda estão resistindo porque acham que o processo todo muda o gosto do açaí, o que não é verdade”, reforçou. José Cláudio também destaca que as boas práticas, hoje são rotina no seu trabalho. “Eu e o Heron chegamos a ouvir muitas chacotas de outros colegas, mas isso não nos esmoreceu. Hoje, o selo está fixado nos nossos estabelecimentos, como reconhecimento do nosso esforço e da nossa dedicação em colocar em prática tudo o que aprendemos com o Devisa e com o Programa de Alimento Seguro do Sebrae, além do apoio da Avabel, que sempre nos incentivou”, concluiu.

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Conheça as etapas do branqueamento 1ª Etapa: Peneiramento e Catação É realizada sem a presença da água com a finalidade de retirar frutos mal formados, pedras, folhas, insetos e outros elementos externos visíveis. 2ª Etapa: Primeira Lavagem Utiliza água corrente potável com a finalidade de retirar as sujidades que permaneceram junto ao fruto. Obs: Quando a lavagem é realizada em tanques, os frutos devem ser colocados em basquetas plásticas. 3ª Etapa: Segunda Lavagem Feita com a adição de Hipoclorito de Sódio a 2,5% à água na proporção (diluição) de 7,5 ml de hipoclorito / 01 litro de água. O fruto já peneirado e lavado permanece em molho na solução (hipoclorito+água) por 20 minutos.

1ª etapa

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4ª Etapa: Terceira Lavagem Utiliza água corrente potável abundante com a finalidade de retirar totalmente o hipoclorito de sódio do fruto do açaí. 5ª Etapa: Branqueamento e Resfriamento Com o auxílio de um cesto vazado, o fruto do açaí é mergulhado em água potável à temperatura de 80ºC por 10 segundos. Em seguida, é resfriado em água fria e filtrada. 6ª Etapa: Despolpamento e Envase O fruto é colocado nas máquinas despolpadoras juntamente com água para obtenção da bebida do açaí. Em seguida, é acondicionado em sacos plásticos para posterior comercialização. Depois de pronto, o açaí deve permanecer sob refrigeração por até 24 horas.

5ª etapa

6ª etapa

níveis mais baixos de colesterol total e LDL (“mau”) do que os ratos que foram alimentados com dietas ricas em gordura, sem polpa de açaí. As antocianinas no açaí também podem ajudar a reduzir níveis de colesterol. *Saúde do Coração: Um estudo publicado na edição de junho de 2011 da revista Atherosclerosis descobriu que o suco de açaí protege contra a aterosclerose (endurecimento das artérias), inibindo a produção de citocinas pró-inflamatórias. Os benefícios de redução do colesterol mencionados acima também contribuem para o papel do açaí na manutenção de um coração saudável. *Ricos em antioxidantes: Estudos sobre o Açaí roxo foram encontrados altos níveis de atividade antioxidante. Os Antioxidantes são benéficos porque lutam contra os radicais livres, Com isso há umas grandes baixas nas quantidades associadas com as taxas de câncer, doença cardíaca e derrame. *Suporte do Sistema imunológico: Os antioxidante no açaí, incluindo altos níveis de vitamina c, pode ajudar a impulsionar o sistema imunológico. *Anti-inflamatório: Houve alguns resultados promissores em estudos que mostram que o açaí pode ajudar com os sintomas de doenças devido à inflamação crônica, como asma e doenças auto-imunes. Um estudo revelou que o açaí pode ser um inibidor de COX-1 e COX-2 inibidor natural, o que significa que ele pode ajudar a inibir a dor e a inflamação, sem os efeitos colaterais ou prescrição de COX-1 e COX-2. *Anti-envelhecimento: Os antioxidantes no Açaí podem ajudar a reduzir os efeitos do envelhecimento. Flavonóides e antocianinas protegem as células dentro do corpo e pode reduzir a degeneração das células, ajudando a manter o corpo saudável e jovem. *Perda de Peso: Empresas que vendem açaí afirmam que muitas vezes ele acelera o metabolismo. Embora contém aminoácidos que se acredita ser essencial para um metabolismo saudável, ainda há muito pouca evidência científica para provar que comer Açaí há uma ajuda na perda de peso. Dito isto, bagas do Açaí são muito ricas em fibras e pobre em calorias e qualquer alimento com essas qualidades, quando consumidos em lugar de lanches carregados de calorias, a vontade ajuda a pessoa a manter um peso saudável.

>>Estabelecimentos que receberam o Selo: - Açaí do Gugu (Trav. Mauriti, nº 1722 – Pedreira); - Açaí do Cowboy (Conj, Cohab Gleba I, we 3, nº 532 – Marambaia); - Açaí do Nilo (AntonioEverdosa, nº 371 – Pedreira); - Açaí do Heron (Feira da Pedreira – Mauriti com Pedro Miranda – Pedreira); - Tropical Açaí (Av. Rômulo Maiorana, nº 1514 – Marco); - Açaí Energy (Benjamin Constant, 1064A – Nazaré); - Açaí da 25 (Trav. Rômulo Maiorana – Feira da 25 – São Braz); - Açaí Pirâmide (Conj. Maguari, Alameda 3, nº 45 - Coqueiro); - Açaí do Cabral (Passagem Ana Deusa - Curió); - Sabor Açaí (Rua do Utinga, nº 142 – Curió); - Açaí Tropical (Rua dos Mundurucus, nº 2991 – Cremação); - Açaí Mendara (Conj. Mendara II, nº 111 – Marambaia); - Açaí Duque (Av. Duque de Caxias, nº 1135 – Marco); - Açaí de Francisco (Av. Alcindo Cacela, nº 1298 – Nazaré); - Açaí do Alonso (João Babi, nº 55 – Nazaré); - Açaí da Cris (AntonioEverdosa, nº 1110 – Pedreira); - Açaí da Tia (Passagem Getulio Vargas, nº 29 – Souza);; 22; - Açaí Du Bom II (Rua São Clemente – Box 02 – Tapanã); - Açaí da Ilha (Rod. Arthur Bernardes, nº 544 – Telégrafo); - Açaí Real (14 de março, nº 46 – Umarizal); - Açaí Iaçá (Rua Antonio Barreto, nº 821 – Umarizal); - Sabor do Açaí Pará (Pedro Álvares Cabral, nº 1704 – Umarizal); - Açaí da Lene (Trav. Mauriti, nº 1162 – Jurunas); - Açaí da FAB (Monte Alegre, nº 792 – Cidade Velha); -Açaí do Edir da Silva (Tv Honório José dos Santos, nº 11 – Jurunas) e - Point do Açaí (Rua Óbidos, nº 206 – Cidade Velha) www.paramais.com.br

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O Telhadinho de sol é ajustável a todos os tipos e tamanhos de cadeiras de praia e piscina

Telhadinho de sol vai proteger banhistas nas praias do Pará Protege a pele, a saúde e a beleza do rosto

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período mais quente do ano ainda não chegou, mas as altas temperaturas da primavera já anunciam que o verão brasileiro deverá ser um dos mais acentuados dos últimos anos. A preocupação com a saúde deve ser integral, mas cuidar do rosto é uma das principais questões, já que a face fica exposta em diversas situações ao longo do dia. Ter o rosto com uma pele macia, viçosa e com uma aparência jovem e saudável é bem mais fácil do que se imagina, mas é preciso dedicação. Além dos cuidados básicos de beleza como higienizar e hidratar a pele, limpar sempre o rosto antes de dormir e retirar a maquiagem, ao expor a face ao sol, a atenção deve ser redobrada. Além de usar filtro solar diariamente, óculos, boné ou chapéu devem os companheiros inseparáveis de quem quer curtir o sol e bronzear o corpo. E, para garantir proteção ainda maior, o verão 2014/2015 ganhou um forte aliado, o

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Cush n Shade, mais conhecido como Telhadinho de sol, que promete ser a sensação da estação mais quente e animada do Brasil.

A novidade

O Cush n Shade é um assessório portátil, que combina uma almofada e uma sombrinha com proteção FPU (Fator de Proteção Ultravioleta) 50+, que mantém o rosto na sombra e proporciona uma sensação de frescor do resto do corpo. Possui sistema de hastes ajustáveis, permitindo ao usuário controlar a posição da sombrinha, adequando a mesma às mudanças constantes do sol, facilitando também a leitura durante o bronzeamento. O Telhadinho de sol é ajustável a todos os tipos e tamanhos de cadeiras de praia e piscina, devido ao conforto das alças elásticas. Pode ser ainda usado diretamente sobre a esteira ou toalha, dispensando o uso de espreguiçadeira. As lonas de proteção são de fácil limpeza, podendo ser lavadas em má-

quinas de lavar roupas. O acessório de proteção solar é leve, pesa menos de 800 gramas e mede apenas 42 x 9 x 11 cm em sua embalagem. É feito de plástico ABS e lona com aplicação de camada dupla de proteção FPU 50+. A montagem é rápida e fácil, levando menos de um minuto. E uma vez montado, não precisa ser desmontado, podendo ser dobrado e guardado em formato de bolsa, facilitando o uso no dia a dia. Também é fácil de ser transportado, cabendo inclusive na mala de viagem. O acessório está disponível em seis cores: rosa, verde, azul, alaranjado, vermelho e amarelo.

O mercado

O Cush n Shade foi criado por uma irlandesa e é fabricado em unidade fabril na China, exclusivamente para os distribuidores mundiais da marca. O produto obedece aos rigorosos padrões mundiais de produção e qualidade, com certificado ISO 9001. Nos EUA é vendido há quase três anos e tem como principais clientes as redes hoteleiras, empresas de brindes comerciais e redes de supermercados, totalizando uma venda aproximada de 250 mil unidades no período. www.paramais.com.br

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A saúde

Acessório portátil, que combina uma almofada e uma sombrinha com proteção FPU (Fator de Proteção Ultravioleta) 50+

A melhor comida caseira da cidade

Os raios solares não atingem somente a superfície da nossa pele. Eles penetram no corpo e chegam até as fibras de colágeno, responsáveis pela firmeza da pele, alterando -as e provocando o seu envelhecimento. Por isso, para cuidar da pele, seja do rosto ou do corpo, o princípio básico é a proteção solar. O Cush n Shade deve ser um aliado importante para as grávidas, por exemplo, que devem ter um cuidado ainda mais especial com a pele do rosto durante a gestação. Como correm mais risco de desenvolver melasma ou máscara gravídica, aquelas manchas amarronzadas nas bochechas, o Telhadinho de Sol pode ajudar a minimizar estes efeitos, protegendo integralmente o rosto durante a exposição solar. Os homens também podem se beneficiar com a proteção agregada do Cush n Shade, principalmente os calvos, que devem ter uma atenção especial com a exposição ao sol. Neste contexto, o acessório permite que a face e a cabeça recebam uma proteção extra, preservando a saúde do couro cabeludo. O Telhadinho de Sol promete mesmo ser a sensação do verão brasileiro e já está conquistando a atenção de uma turma muito especial, a das blogueiras de moda e fitness, que já transformaram o acessório no objeto desejo da temporada.

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A história do aperto de mão Como na Antiguidade

Porém é uma forma de doenças se propagarem

Gesto de paz

O aperto de mão remete ao tempo em que dois estranhos se aproximavam com a mão direita aberta para mostrar que estavam sem armas, o que é sinal de confiança. Para a neurociência, o gesto pode liberar substâncias químicas no cérebro, como a oxitocina, a qual gera harmonia. O ritual é comum nas sociedades ocidentais, mas pesquisadores descobriram que é uma forma de doenças se propagarem. O aperto de mão transmite também vários significados

Costume antigo

O aperto de mão existe há pelo menos dois mil anos. Ele foi documentado na Antiguidade, como neste frasco grego que retrata o gesto entre deuses. Mas os gregos da época, por acreditarem que as doenças estavam relacionadas ao equilíbrio de humor no corpo e representavam punição divina, nunca relacionaram essa saudação a enfermidades. Ao longo da história, o aperto de mão tem desempenhado um papel em unir pessoas de diferentes culturas. O aperto de mão é um gesto comum de comunicação não-verbal para expressar saudações ou selar um acordo. Ele é reconhecido instantaneamente como o sinal internacional de boa vontade, paz e respeito usado por presidentes, líderes empresariais e pessoas comuns. Um aperto de mão firme ou suave ainda é usado para julgar o caráter de uma pessoa como forte ou fraco. Outra teoria é que, em tempos pré-históricos, quando homens desconhecidos se reuniram durante a caça, eles estendiam uma mão vazia para mostrar aos outros que não tinham nenhuma arma. Uma teoria semelhante, e mais popular, postula que o aperto de mão surgiu como um gesto de paz entre soldados, oferecendo uma mão vazia para mostrar que a mão nenhuma arma ... A menos que você considere germes para ser uma arma, o que fazemos. Isso pode ter sido um motivo perfeitamente bem na origem do aperto de mão, mas ainda é necessário? Podemos supor que a pessoa que está agitando as mãos com não está escondendo uma faca, sabre, pernil, punhal, etc ... E se há a possibilidade de que eles poderiam, talvez você deve considerar a obtenção de novos amigos. 34

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Os muitos signi�icados

O aperto de mão não é só uma troca de germes: transmite também vários significados, que variam conforme a cultura. O gesto firme é visto positivamente no Ocidente por mostrar determinação, enquanto no Oriente Médio ou na Ásia os moradores preferem que ele seja fraco para prevenir um senso de dominância. Independentemente da cultura, o ato sempre vai gerar alguma impressão. www.paramais.com.br

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Apertar a mão pode transmitir a Staphylococcus aureus

Simplesmente não apertar a mão

Fobia do aperto de mão

Péssimo hábito

Apertar a mão pode transmitir vírus como o da gripe ou do resfriado, parasitas que causam sarna, e bactérias como a Staphylococcus aureus (figura acima). Uma pessoa resfriada pode ter espirrado na mão ou limpado o nariz e depois passar o muco repleto de rinovírus para o colega. Além disso, se você der a mão a ela e tocar no próprio olho pode pegar uma infecção. Ansioso para um aperto de mãos?

Outra maneira de evitar ser contagiado é simplesmente não apertar a mão. Personalidades importantes como Bill Gates e Donald Trump teriam adotado essa medida por temerem doenças. Aqueles que têm fobia poderiam também usar constantemente álcool em gel, mas correm o risco de parecerem obsessivos ou estranhos. No entanto, há algumas propostas com alternativas a esse cumprimento... Alguns médicos defendem uma política de não-apertos de mão em hospitais

Lavar as mãos regularmente com água quente e sabonete

“Não é uma ofensa, apenas faz sentido”

Um estudo recente propõe banir completamente os apertos de mão de serviços de saúde, o que significa que os hospitais poderiam ser transformados em zonas livres dessa saudação. Quanto mais pessoas entenderem a ligação com a propagação de doenças, o movimento “antiaperto de mão” ganhará força. Mas o que poderia substituir esse gesto tão tradicional?

Higiene para a prevenção

Uma maneira segura de prevenir a transmissão de doenças pelo aperto de mão é lavá-las regularmente com água quente e sabonete. Mas muitas pessoas não levam isso a sério. Um estudo observacional revelou que só dois terços dos homens têm esse hábito depois de usar o banheiro público. Isso deve fazer você se perguntar: “eu quero mesmo apertar a mão do próximo estranho que eu conhecer?”. Utilizar o álcool em gel é eficaz contra todos os tipos de germes (incluindo o vírus da gripe H1N1), além de matar 99,99% das bactérias. “Porém, a total higienização e prevenção de doenças serão garantidas se combinada à lavagem das mãos com água e sabonete, reforçando a remoção mecânica de parasitas. A lavagem de mãos é uma medida simples, econômica e eficaz na prevenção de doenças e infecções, importante para a saúde individual e comunitária.

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Barack e Michele Obama dando o exemplo, esse pode ser o novo grande gesto

Batida de punhos

Batida de punhos: Uma alternativa mais higiênica para o aperto de mão. Nunca houve um melhor momento para adotar a batida de punhos como sua saudação do que agora. Os resultados mostraram que, quanto maior a área de contacto entre as mãos por um aperto combinado com o prolongamento do contacto desempenhou um papel chave na transmissão de germes mais. Um estudo mostrou que cumprimentar batendo levemente a parte externa dos punhos transmite 90% menos organismos infecciosos do que o aperto de mão. Com gente como Barack e Michele Obama dando o exemplo, esse pode ser o novo grande gesto. Pará+

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Cabeça nas nuvens

Concentre-se! Como domar uma mente Cientistas treinam “distraídos” a se focar em tarefas

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Texto Caroline Williams*

ocê está sempre adiando suas tarefas? Ou não consegue se concentrar direito no que precisa fazer, deixando sua mente andar por ai? A jornalista e autora Caroline Williams tem os mesmos problemas. Ela resolveu visitar um laboratório dedicado a estudar e “curar” esse problema. Abaixo, ela dá o seu relato da experiência: “Estou no Boston Attention and Learning Lab - um laboratório americano que tenta treinar e educar o cérebro a se concentrar melhor. As técnicas desenvolvidas aqui ajudam pessoas com sofrimento muito maior do que o meu. Algumas não conseguem se concentrar por terem danos cerebrais, doenças ligadas a traumas (transtorno de estresse pós-traumático, ou TEPT) ou deficit de atenção (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, ou TDAH). Eu queria saber se uma pessoa como eu, sem essas condições extremas, também pode se beneficiar de novas técnicas. O neurocirurgião Joe DeGutis, que trabalha no laboratório, se mostrou cético com a proposta.

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“É difícil melhorar o funcionamento já ‘normal’ para algo acima da média ou de nível superior, apesar de algumas empresas de treinamento de cérebros tentarem vender isso.” Mas depois de alguns testes online de concentração, consegui convencê-lo de que sou péssima em focar minha atenção. Na minha família, sou até famosa pela falta de concentração. Sempre que surge alguma tarefa que foi abandonada na metade, sem

conclusão, meus familiares dizem que ela parece uma “Tarefa Caroline”. Meus amigos dizem que tenho um “cérebro borboleta”, já que ele está sempre voando por aí.

Esperança

Mas existe esperança para pessoas que, como eu, costumam interromper o que estão fazendo para olhar seu Facebook, sonhar acordada ou ir tomar um cafezinho Partes diferentes do cérebro controlam a concentração e a criatividade

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Caroline Williams convenceu cientistas de que tinha um problema crônico de concentração

Técnicas demoraram para dar resultado, mas no último dia Caroline melhorou

no meio do trabalho. Estudos nos Estados Unidos indicam que esse é o quadro de 80% dos estudantes e 25% dos adultos. Com o surgimento de novas distrações, como smartphones, o cenário só piora. E com prejuízo à saúde mental - com mais doenças, estresse e conflitos em relações. Um estudo de 2010 dos psicólogos Matthew Killingsworth e Daniel Gilbert, de Harvard, mostrou que as pessoas que deixam seu cérebro “voar longe” são menos felizes do que as que se concentram em suas tarefas. Para o psicólogo Tim Pychyl, procrastinação é um problema emocional. Diante do estresse, as pessoas resolvem se dar “um pequeno presente” instantâneo, mesmo que isso venha nos prejudicar no futuro.

Áreas do cérebro

Em um teste de atenção complicado utilizado por pesquisadores, a idéia é evitar clicar esse cara “Betty”, entre uma série de rostos masculinos

A mudança está toda no cérebro. Os pesquisadores do Boston Attention and Learning Lab trabalham para melhorar as ligações entre duas regiões do cérebro: o córtex pré-frontal (acima dos olhos, que nos ajuda a tomar decisões) e o córtex parietal (atrás dos ouvidos, e que coordena nossas sensações). Juntos, eles formam a rede de atenção dorsal, que é a parte do cérebro que trabalha quando estamos concentrados em uma tarefa. Para que ela opere bem, é preciso “desligar” outra parte do cérebro conhecida como “rede de modo default” - responsável pela criatividade, pelo ócio ou por “viajar” com a cabeça. Testes mostram que as pessoas com

Relaxamento, Conforto e Bem-estar! A velocidade cada vez mais acelerada do dia a dia das mulheres e homens nas principais capitais do mundo colocam em evidência a necessidade explícita de um slowtime, mente e corpo formam um sistema único uma vez equilibrado através da massoterapia você consegue potencializar sua vida profissional, pessoal/social e familiar. Pensando nisso, o Centro de Relaxamento, Conforto e Bem-Estar a FC Law Kin trouxe a Belém um novo conceito, uma nova percepção muito bem aceita e usada pelas maiores personalidades de sucesso mundiais. O Centro localizado em plena Brás de Aguiar (duas opções de estacionamento privativo próximos) conta com que há de mais atual e único para seu Bem Estar, além de produtos naturais, orgânicos e chás. Permita-se a conhecer e a potencializar seu Bem-Estar, Qualidade de vida e Longevidade. Frederico Carvalho • Executivo FC Law Kin

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problema de concentração estão usando a parte esquerda do cérebro - que é a menos eficiente para esse tipo de tarefa. Os cientistas queriam descobrir quais das duas hipóteses explicavam minha falta de atenção: estou usando demais a parte errada do cérebro para me concentrar em uma tarefa? Ou não estou conseguindo desligar minha “rede de modo default”?

Foco, foco, foco

Sou submetida a testes de atenção contínua - para ver o quão “ligada” eu consigo ficar em meio a tarefas tediosas e repetitivas. O primeiro teste se chama “Não Toque na Betty”. A tarefa é aparentemente fácil. Por 12 minutos, vários rostos de homens surgem em uma tela. A cada face masculina, eu devo apertar um botão. Mas quando o único rosto feminino (o de Betty) surge, não posso apertar. Apesar de parecer fácil, descubro que minha margem de erro é de 51% - muito pior do que a média de voluntários “saudáveis” (20%). O pior resultado que eles haviam registrado nesse teste era de 40%. Os testes mostram que a tarefa dos cientistas será dura: melhorar minha concentração em apenas quatro dias - que foi o tempo livre que nós tivemos para nos dedicar a essa experiência. A primeira experiência é usar um pulso magnético fraco para tentar “desacelerar” o meu “campo de olho frontal” - uma região na parte esquerda do cérebro. Com isso, a parte direita - responsável pela concentração - trabalharia mais. A sensação não é das piores pelos primeiros cinco minutos. Mas depois, sinto como se alguma coisa estivesse estalando dentro do meu cérebro. Cinco minutos depois e a sensação é muito irritante. Passado isso, eu repito testes semelhantes ao “Não Toque na Betty”. Mas meus resultados pioram. No terceiro dia de testes, eu sigo sem apresentar nenhuma melhora - o que gera frustração em mim e nos cientistas. Mas de repente, no final do terceiro dia,

Meta-consciência é estar ciente do que está sendo pensado

meu índice de acertos começa a saltar. No mesmo dia, eu passo de uma margem de 11 a 30% de acertos para algo como 50 a 70%. Eu começo a perceber que estava errando vários resultados porque estava pensando em como escreveria este artigo, ou como estaria meu filho sem mim, já que estou viajando. Ou se eu deveria tomar cerveja ou vinho no fim do dia.

Controlando as ‘viagens’ da mente

Para o neurocirurgião DeGutis, isso é um grande avanço. Estar ciente do que você está pensando é conhecido na psicologia como “metaconsciência” - e é uma ferramenta útil para quem está tentando controlar uma cabeça que “viaja longe”. “Todos que passam pelo treinamento descobrem que estão em um estágio em que ficam um pouco mais metaconscientes. Eles estão cumprindo suas tarefas e conseguem perceber que estão pensando em outras coisas”, diz o neurocirurgião. Sara Lazar, neurocientista em Harvard, descobriu algo semelhante em seus estudos. Ela identificou outra parte do córtex que facilita que a mente “viaje”. É o córtex cingulado posterior. Quanto maior o controle que exercemos sobre essa parte do cérebro, mais nós nos concentramos. Eu certamente senti algo assim em meu cérebro quando trabalhava na concentração. No último dia, eu fiquei ansiosa para sa-

ber os resultados dos meus últimos testes. Os cientistas fizeram questão de dizer que os resultados não eram totalmente científicos, e que eles não me incluiriam em seus estudos e artigos. Mesmo assim, eles dizem que o “treinamento” para melhorar minha concentração funcionou em alguma medida. Meu índice de erro no teste “Não Toque na Betty” baixou de 51% (a pior nota entre todos os “saudáveis”) para 9,6% - um índice considerado entre os melhores. DeGutis diz que a melhora é real - e não apenas dada à minha familiaridade maior com o jogo. Outro teste que revela quanto tempo demora para meu cérebro voltar a focar em uma tarefa depois de ser distraído com outra coisa também teve resultado positivo: um escore de 46% subiu para 87% (em uma escala onde 0 é a pior taxa de concentração e 100% a melhor). De fato, depois dos quatro dias no laboratório, eu me sentia mais calma e focada. Será que realmente consegui mudar meu cérebro em apenas quatro dias? “Não estruturalmente, mas sim funcionalmente - na forma como você se engaja com seu cérebro. Alguma coisa mudou”, diz o cientista.” *Descubra sua pontuação de “concentração contínua” no www.testmybrain.org. Eu tenho 53 anos, o que é abaixo da média. Qual seu grau para se concentrar? (*) BBC Future

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A importância da espiritualidade nas empresas Texto Claiton Fernandez*

dade das empresas colherem expressivos resultados se não estiverem alinhadas proada vez mais as empresas estão fundamente com seus propósitos. “Se qualdescobrindo que é necessário quer organização quiser sobreviver, terá despertar o melhor das pessoas, que promover radicais transformações em estimulando sua espiritualidade e si que não se referem à estrutura, mas sim investindo na sua felicidade. aos valores, essencialmente, aos valores do No conceito de “terceira inteligência” o coração e da alma”, diz Judith Neal, Ph.D. da ser humano tem a faculdade de sobrepor à Universidade de New Haven/EUA. razão e à emoção uma essência espiritual, Se as empresas quiserem aderir a esta dando propósito às suas ações, e um sentido tendência espiritual, a transformação nos de direção focado no respeito e no bem-es- valores da alma e do coração é inevitável. tar próprio e dos outros. É uma inspiração, Na verdade, os gestores e líderes precisam algo que transcende os aspectos racionais e perceber a necessidade de se adequar a essa emocionais. nova perspectiva organizacional. A ideia central da espiritualidade em Quando poderíamos imaginar que emgrande parte das empresas ainda é de cer- presas, executivos e gestores pudessem ta forma rejeitada, porque entende-se que buscar ajuda em atividades tão diferenciaestá diretamente ligada à práticas religio- das, dentre as quais a espiritualidade? Que sas, podendo ocasionar influências negati- um dia existiriam tantos debates e pudesvas e gerar conflitos internos. No entanto, a sem ser realizados congressos e fóruns com prática da espiritualidade assume um papel a presença deste tema? diferenciado: promover o bem estar no amSão tantas as novidades neste sentido biente de trabalho e realização pessoal. que os profissionais acabam ficando conUrge entender as diferenças entre religio- fusos – alguns não sabem no que acreditar, sidade e espiritualidade: enquanto a religio- pois até mesmo estudiosos e astrólogos sidade refere-se à nossa escolha, à aproxi- afirmam que a posição dos astros e dos plamação com o Deus que escolhemos dentro netas pode ser usada para tomar decisões de nossa formação e crença, a espiritualida- profissionais. Dizem, ainda, que podemos de é nossa conduta no caminho do bem e da escolher a melhor maneira de agir com prosperidade com ética, um estado de cons- nossos colegas de trabalho e superiores se ciência que é capaz de se relacionar com soubermos seus signos. Pelo visto é hora “algo ou alguém superior”, auxiliando uns da área de RH entrar em ação junto às suas aos outros, independentemente da crença. empresas. Estudos mostram que não há possibiliOs especialistas e consultores mais evoluídos já concordam com a inclusão da espiritualidade no desenvolvimento pleno das empresas. A natureza e o significado do trabalho PANIFICADORA MOURA estão passando por CGC: 04.318.432/0001-04 INSCRIÇÃO - ESTADUAL: 15.101.285-7 uma profunda evolução e a emergência da espiritualidade está ajudando a catalisar este momento. Sabemos que o nervosismo, o 25 de Setembro (esq. com a Humaitá) Fone: 3226-3236 medo, o stress e a

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Urge entender as diferenças entre religiosidade e espiritualidade

depressão sempre fizeram parte do cotidiano dos profissionais e das empresas. E é neste momento que a espiritualidade surge como um processo de transformação íntima das emoções, da maneira de ser, de pensar e de agir dentro da ética e do bem, de forma consistente, impulsionando o ser humano a viver e a empresa a estabelecer metas que pretende alcançar. Conclui-se que não é antigo e nem fora de moda falar de espiritualidade, pelo contrário, é uma questão de urgência, pois somente os aspectos técnicos e comportamentais são insuficientes para a empresa contar com profissionais competentes, capazes de inovar e desenvolver seu trabalho com mais felicidade e, consequentemente, auxiliar a promover a sustentabilidade (equilíbrio econômico/financeiro), objetivo maior de toda empresa. Se qualquer organização quiser sobreviver, terá que promover radicais transformações em si que não se referem à estrutura, mas sim aos valores, essencialmente, aos valores do coração e da alma

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(*) Palestrante, consultor e educador. Autor dos livros “Caminhos de um Vencedor” e “Da Costela de Adão à Administradora Eficaz”. É também escritor de artigos com publicação nacional e internacional. Site: www. claitonfernandez.com.br

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A gordura e o

colesterol C onsideradas as verdadeiras vilãs quando o assunto é alimentação saudável, as gorduras podem não ser tão ruins assim. Isso mesmo. Tudo depende, é claro, do tipo de gordura. E quem hoje nos ensina sobre o tema é o cardiologista e nutrólogo, Daniel Magnoni, diretor de nutrição no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia – IDPC e diretor do Serviço de Nutrologia / Nutrição Clínica na HCOR. “Existe gordura boa. O ruim é a quantidade ingerida, o abuso”, afirma ele. Magnoni coordenou uma pesquisa no Instituto Dante Pazzanesse com 400 pessoas com o objetivo de verificar o conhecimento delas sobre as gorduras trans, saturada, monoinsaturada e poli-insaturada. E o que se verificou foi que os pacientes com risco cardiovascular desconhecem os tipos de gordura que fazem bem.

De fato é preciso tomar cuidado com dois tipos de gordura: a trans (formada por um processo químico que pode ser natural – quando ocorre no estômago de animais – ou industrial – quando óleos vegetais e líquidos são transformados em gorduras sólidas com a adição de hidrogênio) e a saturada (encontrada principalmente nas carnes vermelhas). As gorduras poli-insaturadas (as mais famosas são o ômega 3 e 6) e monoinsaturadas (azeites, nozes) são necessárias, segundo ele. E podem ser encontradas em alimentos vegetais, no azeite de oliva, no óleo de soja, girassol e canola. “Os pacientes, infelizmente, não sabem o que é bom ou ruim. Quando se fala em margarina ou creme vegetal, por exemplo, desconhecem a evolução da indústria dos alimentos e a importância deles.” O médico explica que, ao contrário do que se pensa, o

>>O colesterol é uma substância produzida pelo organismo responsável, entre outras funções, pela produção de hormônios. Em níveis normais, o LDL tem a função de levar o colesterol do fígado para outros órgãos. Mas, em quantidade elevada, pode se depositar nas artérias, provocando a aterosclerose, ou o entupimento da artéria. O HDL, por sua vez, tem o efeito contrário. Ele tem a função de tirar as partículas de gordura do organismo e levá-las de volta para o fígado. As necessidades individuais só podem ser estabelecidas com segurança por um profissional. Portanto, antes de iniciar a suplementação, consulte um nutricionista. Equilíbrio sempre!

>>Existem remédios para controlar o colesterol alto, mas o mais importante é reduzir o estresse, praticar exercícios físicos, manter a pressão arterial estável e o peso sob controle e ter uma alimentação saudável. Essas mudanças são mais significativas e resultam em mais saúde e também em mais qualidade de vida.

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Atenção ao comprar Um peixe fresco deve ter:

Os olhos brilhantes e salientes

Pele firme, úmida e sem manchas

Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo, diretor de nutrição no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia – IDPC e diretor do Serviço de Nutrologia na HCOR

consumo de creme vegetal, por exemplo, é o mais indicado para pessoas que precisam controlar os níveis de colesterol no sangue. Para um estilo de vida saudável, Magnoni recomenda uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos. “As pessoas precisam ainda conhecer o que consomem. Alimentos que no imaginário popular são ruins muitas vezes não são tão vilões assim”, diz. Ele cita, por exemplo, a importância do consumo até de alimentos fortificados industrialmente como os probióticos e os pães com alto teor de fibras. Para aqueles com problemas cardiovasculares, a mudança no estilo de vida é fundamental. Estima-se que 40% da população brasileira apresente colesterol alto, segundo o médico. “É preciso buscar ajuda profissional e individualizada para uma dieta equilibrada e os exercícios físicos mais adequados para cada pessoa”, adverte. Ele enfatiza que para o ingresso em uma academia de ginástica, por exemplo, as pessoas precisam passar por uma avaliação médica. “Isso é Lei e é fundamental para aferir as condições do aluno antes do início da prática da atividade física.” No mais, é comer bem para viver ainda melhor.

As guelras devem ter cor que vai do rosa ao vermelho intenso, serem brilhantes e sem viscosidade

As escamas devem ser unidas entre si, brilhantes e fortemente aderidas à pele

Preferir

“Gorduras boas”: castanhas, abacate, azeite de oliva extravirgem. Embutidos magros, como peito de peru e de chester na versão light Peixes como salmão, atum, sardinha. Aveia. Pães, massas e arroz na versão integral. Verduras.Legumes. Ervas aromáticas, como orégano e alecrim. Frutas, especialmente as vermelhas e roxas. Laticínios desnatados

Evitar

Carnes vermelhas gordas. Carnes processadas, como bacon, salsicha e salame. Aves com pele. Torresmo. Frutos do mar. Frituras. Laticínios integrais. Manteiga. Margarinas, biscoitos e demais produtos com gorduras trans, doces. Ervas e especiarias. Use e abuse

Alimentos favoráveis, com fontes de ômega 3

Alimentos X Colesterol

Os alimentos tem papel fundamental no controle do Colesterol. Entenda quais devem ser consumidos e quais devem ser evitados para manter a saúde em dia:

Odor característico e não repugnante

Artéria coronária, em (A) artéria saudável e em (B) artéria com formação de placas de gordura

Peixes: salmão, sardinha, atum, arenque, cavala. Linhaça dourada. Semente de chia. Oleaginosas, como nozes e avelã.

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Fundo Brasil vai doar até 1,160 milhão de reais para apoiar direitos humanos

Serão apoiados grupos ou indivíduos que combatem a violência institucional, a discriminação e o tráfico de pessoas; no Pará, foram apoiadas 17 iniciativas em anos anteriores

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Fundo Brasil de Direitos Humanos vai doar até 1,160 milhão de reais em 2015 para apoiar projetos que tenham o objetivo de combater a violência institucional, a discriminação e o tráfico de pessoas. Dois editais da fundação foram lançados e estão disponíveis para consulta no site www.fundodireitoshumanos.org.br. Para os projetos que combatem a violência institucional e a discriminação serão doados até 800 mil reais. As propostas serão selecionadas por meio de edital e devem ser apresentadas por organizações ou indivíduos que atuam na defesa de direitos humanos em todo país. Serão priorizadas organizações da sociedade civil e defensores e defensoras de direitos humanos que tenham poucos recursos e dificuldade de acesso a outras fontes. O foco das propostas deve ser baseado em uma ou mais das seguintes questões: superexploração do trabalho; trabalho escravo e trabalho infantil; violência policial, de milícias ou esquadrões da morte; tortura e execuções; não acesso à terra e ao território; democratização do acesso à justiça; violação de direitos socioambientais; criminalização de organizações e movimentos sociais; violência contra defensores de direitos humanos; discriminação no acesso ao serviço público; discriminação de gêne-

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ro, raça, etnia e orientação sexual e/ou em razão de condição econômica; combate à intolerância religiosa.

Combate ao tráfico

Em sintonia com a necessidade de combater o tráfico humano, o Fundo Brasil vai doar 360 mil reais para viabilizar uma nova linha de apoio a grupos a dispostos a enfrentar essa atividade ilegal. O tráfico de pessoas é uma das grandes preocupações atuais e merece a atenção dos defensores de direitos humanos. A nova linha de apoio será destinada a grupos que combatem o tráfico para o trabalho escravo ou exploração sexual de mulheres, crianças e adolescentes. Ou, ainda que em menor escala, para o tráfico de órgãos ou adoções ilegais. Para a fundação, é um desafio fazer com que a informação sobre a possibilidade de apoio ao trabalho de combate ao tráfico chegue a todo o Brasil e encontre grupos dispostos a enfrentar o problema.

e dos apelaria Estudantes

Desde 2007 a fundação já apoiou 247 iniciativas nas cinco regiões do país, 17 delas no Pará. Isso significa que 7,4 milhões reais em doações chegaram a organizações de direitos humanos em todo Brasil. A Comissão Pastoral da Terra Alto Xingu é uma das organizações apoiadas pelo Fundo Brasil no Pará. O grupo conseguiu o apoio por meio do edital 2014 e trabalha no enfrentamento ao tráfico de pessoas. Realiza seminários e encontros para discutir os desafios relacionados ao tráfico humano para trabalho escravo e encaminha denúncias às autoridades competentes. Também oferece apoio às vítimas. Inscrição As informações sobre inscrição e critérios de seleção nos dois editais estão no site do Fundo Brasil, no endereço eletrônico www.fundodireitoshumanos.org.br e também nas páginas da fundação no Facebook (Facebook.com/fundobrasil) e no Twitter (twitter.com/fundobrasil). Ambas as chamadas recebem inscrições até 27 de fevereiro de 2015. O resultado do edital voltado ao combate à discriminação e à violência institucional será informado no dia 2 de julho; o de enfrentamento ao tráfico humano terá resultado veiculado a partir do dia 4 de maio.

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