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Revista

Parรก+ OUTUBRO 2014

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ISSN 16776968

   



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N E STA E D I Ç ÃO EDIÇÃO 152 - OUTUBRO/2014

PUBLICAÇÃO

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

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Guarda de Nazaré Proteção movida pela fé

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Mensagem do Arcebispo de Belém

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Círio de Nazaré Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

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Concurso Imagens de Círios 2013 - Vencedores

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Círio de Nazaré inspira artesãos do São José Liberto

Círio de Nazaré Uma identidade religiosa e cultural

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Nazaré em Todo Canto

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Peregrinação prepara fieis para o Círio de Nazaré em Belém

Kd a Berlinda

* Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

Romeiro de Nazaré

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A solidariedade leva alegria através Em outubro, a conscientização e de fios de cabelo

prevenção ao câncer de mama...

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A natureza que faz bem para a boca

C A PA

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OUTUBRO

2014

EDIÇÃO 152

968

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Concurso Imagens de Círios 2013

ISSN 16776

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ÍNDICE DIRETOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Ana Claudina Santos DRT 1310, Anete Costa Ferreira, Cláudia Bancaleiro, Luciane Fiuza, Nátia Machado, Ronaldo Hühn, Ruy Fernando Ribeiro da Fonseca, Sylvio Fagundes; FOTOGRAFIAS: Arquivo Guarda da Santa, Ascom Igama, Carlos Sodré, Eliseu Dias / Ag. Pará, Diego Andrade, Divulgação, Fabrício Coleny, José Rodrigues, Prodepa-divulgação. Fotos Vencedoras do 12º Concurso Imagens de Círios: 1º Lugar - Osmarino Loureiro de Souza (5011); 2º Lugar - Antônio Cicero (4858); 3º Lugar - Leonardo Lopes Monteiro (165); 4º Lugar - Rogério Dantas Reis (210); 5º Lugar - Antônio Cicero (4848); 6º Lugar - Camilla Quadros Pereira Almeida (3698); 7º Lugar - Wagner Nascimento de Almeida (0031); 8º Lugar - Leonardo Lopes Monteiro (163); 9º Lugar Rogério Dantas Reis (217); 10º Lugar - Luiz Carlos Menezes de Oliveira (1459); Fotos Classificadas: Adriana Erika Martins da Silva (3770); André Tadeu Dias Gaspar (5044); André Tadeu Dias Gaspar (5045); Antônio Cicero (4843); Antônio Cicero (4860); Antônio Cicero (4861); Brenda Venina Paiva Da Silva (372); Bruno Carachesti (422); Danielle Christine de Souza Soares (4902); Dennyson Raphael Martins (5061); Edmir Amanajás Celestino (405); Edmir Amanajás Celestino (406); Gabriel Pereira de França (346); Igor Mota Magno (4868); Leonardo Lopes Monteiro (157); Leonardo Lopes Monteiro (160); Leonardo Lopes Monteiro (162); Leonardo Lopes Monteiro (166); Leonardo Lopes Monteiro (172); Leonardo Lopes Monteiro (177); Mario Pereira da Silva Junior (3745); Pâmela Lima Coelho (4805); Ricardo Augusto Amanajás da Costa Silva (2635); Rogério Dantas Reis (220); Wagner Nascimento de Almeida (26); Wagner Nascimento de Almeida (29); Wagner Nascimento de Almeida (33); Wagner Nascimento de Almeida (41); Wagner Nascimento de Almeida (42) e Wander Lucio da Conceição Nunes (312); DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios

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Projeto transforma pesca do camarão em atividade sustentável no Pará

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Imagem de Nossa Senhora de Senhora de Nazaré. 12º Concurso Imagens de Círios. Foto: Rogério Dantas Reis

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Arcebispo de Belém Mensagem do

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nsina teu povo a rezar!” Ressoe este canto por todos os recantos! É Círio outra vez! Nossa cidade se reveste de alegria e se transforma num grande templo, aberto a todos os que se fazem peregrinos e romeiros, participando das procissões, rezando juntos, acolhendo as pessoas que chegam, testemunhando a união de nosso povo em torno de nosso valor maior, a fé em Deus e a devoção mariana. O serviço prestado pela revista “Pará +” seja reconhecido e valorizado, por contribuir no crescimento da devoção mariana em nossa Cidade e em nosso Estado. Belém, Círio de Nazaré 2014

Dom Alberto Taveira Corrêa

Arcebispo de Santa Maria de Belém do Grão Pará

Hospital D. Luiz I em breve: Hospital São João de Deus

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Mensagem do Arcebispo de Belém.indd 5

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Os Guardiãs da Santa e a corda do Círio

Guarda de Nazaré:

Proteção movida pela fé Fotos Arquivo Guarda da Santa, Carlos Sodré/ Ag.Pará, Divulgação

T

odo Círio, eles estão lá. Sempre perto da imagem de Nossa Senhora de Nazaré. São homens de idades variadas, jovens e senhores, alguns em forma, outros nem tanto. Mas não importa. A força dos guardas da Santa é moral. Basta reconhecer pela camisa que a multidão de devotos respeita e obedece as orientações deles, porque sabem que é para proteger a padroeira dos paraenses. Esta é a missão dos mais de 1.200 homens que integram a Guarda de Nossa Senhora de Nazaré. Ela é a primeira “guarda” católica de que se tem notícia no Brasil, servindo de inspiração para o aparecimento de outras. Criada há 40 anos, surgiu com o 06

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objetivo de aproximar os homens da igreja e humanizá-los, através de um compromisso de fé com Maria. “Nossa principal função é acompanhar a imagem. A proteção, é ela que nos dá”, afirma o coordenador da Guarda de Nazaré, Edmilson Santos. Há mais de 15 anos na guarda, ele lembra que foi recusado na primeira tentativa de fazer parte do grupo. “Quis entrar, mas quem pedi para ser meu padrinho não quis. Na época, eu brincava muito. Daí em diante, passei a vir em todas as reuniões. Passei um ano assistindo todos os encontros mesmo sem ser guarda, e quando veio o Círio seguinte, eu entrei. Foi quando eu reaprendi a rezar e me redescobri como católico. A gente criou uma espécie de irmandade, brigamos,

Entre os fundadores da Guarda, Raimundo Castro – irmão Nonato, como é conhecido em toda a congregação católica www.paramais.com.br

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mas no outro dia estamos unidos novamente, nos abraçando. Eu acho que essa missão a gente não escolhe, é escolhido”, destaca. A conduta cristã é referência para todos. “Antes de começar qualquer tarefa, oramos juntos, porque a espiritualidade afinada em oração envolve as outras pessoas e tudo acontece com tranquilidade”, avalia Edmilson. Para a Diretoria da Festa de Nazaré, a guarda faz parte da organização do Círio. “Na quadra nazarena acontecem 11 romarias e mais de 200 visitas e peregrinações

A Guarda de Nazaré, como é mais conhecida, foi criada em 1974 pelo padre italiano Giovanni Incampo, barnabita

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Todo Círio, eles estão lá. Sempre perto da imagem de Nossa Senhora de Nazaré

da imagem no período que antecede o Círio. Em todos esses eventos, a guarda está conosco”, destaca o coordenador geral da Diretoria do Círio, Jorge Xerfan Neto. “Eles cuidam da segurança, mas também com o carinho e amor da devoção”, avalia. Na corda, um dos símbolos mais fortes da devoção, os guardas da Santa são os respon-

sáveis pela organização e por toda a estrutura das cinco estações durante a procissão. “Eles teêm a força moral de quem protege a integridade da padroeira”, afirma Jorge Xerfan Neto. O grupo não acompanha apenas as procissões das festividades do Círio de Nazaré. A Guarda tem a tarefa de supervisionar a

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Praça Santuário durante a festividade Nazarena e em outras solenidades ocorridas durante o ano, zelando pela disciplina e respeito em relação à utilização do espaço, especialmente do Altar-Santuário. Também cabe à Guarda de Nossa Senhora de Nazaré zelar pela Basílica, vigiando o seu interior e adjacências do templo, para que todos tenham segurança e se comportem segundo a orientação do vigário. Quando requisitada por outras paróquias, a Guarda de Nossa Senhora de Nazaré pode prestar os serviços solicitados, desde que tenha disponibilidade e autorização do Presidente ou da Diretoria da Guarda.

Fundador

Entre os fundadores da Guarda, um devoto fiel de Nossa Senhora de Nazaré aceitou essa missão. Raimundo Castro, servidor público aposentado, acompanha as procis-

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Os guardas da Santa organizam as estações na corda do Círio

sões desde que entrou para o movimento. Hoje com 91 anos, ele acredita que a criação do grupo aconteceu por meio de inspiração divina. Antes de se tornar um guarda de Nazaré, irmão Nonato, como é conhecido em toda a congregação católica, já era bem próximo da igreja e se via como filho de Maria. “Eu era comentarista da Basílica, já cantei na igreja, visitava as comunidades para trabalhar com mais eficiência na evangelização. Essa crença de ser guarda vai de geração para geração, conscientizando as pessoas, porque o guarda é um missionário”, comenta. Irmão Nonato assiste aos acontecimentos e mudanças em 40 anos de movimento e sente que já houve uma melhora na condução dos objetivos da Guarda. “Isso tudo requereu muita humildade, esforço, porque a antiga equipe fazia aquilo há anos. Eles passaram isso pra nós sem nenhuma amargura, nenhum ressentimento, a coisa foi muito pacífica. Fomos evoluinFrente à Berlinda, do, nos ajustando, organa Trasladação nizando. A corda hoje é vida, de gente que vai de braços juntos conduzindo e protegendo o curso da berlinda”, ressalta. O cumprimento entre os guardas é uma referência à religiosidade de todos. É comum ouvir a expressão “Ave Maria” entre eles. Irmão Nonato é considerado por todos o responsável pela referência na formação religiosa do grupo. Ele instituiu a prática de reuniões para oração e estudo, e acompanha todos os preparativos para o círio, durante o ano inteiro. “Temos duas reuniões mensais no 1º semestre e nos reunimos toda semana durante o 2º semestre”, enumera

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Dom Alberto Taveira e Dom Teodoro Mendes com os Guardas da Santa

Guardas de Nazaré formam corda humana na chegada do Círio

irmão Nonato. “Participar da Guarda de Nazaré é um divisor de águas. Nenhuma pessoa que entrou no grupo diz que não houve mudanças, todos sentem a vida melhorar”, afirma ele. Irmão Nonato, devoto dos mais fiéis, promete, vai seguir ao lado de Maria como guarda enquanto tiver vida, e diz, “só vou parar quando Maria Santíssima me der um sinal. Eu não estou olhando pra minha idade

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cronológica, a minha idade é a minha capacidade de fazer as coisas. Se Deus me permitir, eu quero continuar fazendo o que eu faço há tantos anos, que é zelar pela nossa mãe”, espera.

História

A Guarda de Nazaré, como é mais conhecida, foi criada em 1974 pelo padre italiano

Giovanni Incampo, pároco da Basílica de Nazaré, função que exerceu até 1978. Ele percebeu que era mais comum ver as mulheres integradas às atividades da igreja e os homens estavam distantes de Deus. A maioria dos que ajudavam a conduzir a berlinda durante as procissões do Círio não tinham o respeito e o comprometimento julgado necessário para realizar a tarefa. Padre Giovanni decidiu, então, organizar um movimento, iniciado ainda em 1973, que pudesse ter o papel de aproximar os homens da igreja e transformá-los em marianos, ou seja, devotos de Maria. O grupo católico, formado apenas por homens, co-

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meçou com apenas 28 guardas. No início, a função era de apoio. A intenção era tirar das forças armadas, como o exército, um papel que caberia a devotos. Com o tempo, a equipe de apoio acabou se tornando um grupo de oração, uma espécie de irmandade. Segundo a organização, é isto que diferencia a Guarda das demais entidades que ajudam a proteger Nossa Senhora de Nazaré, eles têm o mesmo objetivo do promesseiro, o de cumprir uma devoção, não apenas uma ordem.

Ações sociais

O novo despertar para o idoso, uma ação social feita no final de maio, marcou o início das atividades comemorativas pelos 40 anos da guarda. “Fizemos quase 900 atendimentos em saúde, com consultas médicas, dentistas, exames”, enumera Edmilson Santos, coordenador da guarda de Nazaré. Ele explica que agora, os integrantes estão dedicados aos preparativos para o círio, em outubro. “Mas vamos fazer uma comemoração em novembro, quando homenagearemos pessoas que contribuem para o nosso trabalho”, afirma.

Coral formado por Guardas de Nazaré

No início do Círio, somente os Guardiãs na corda

Vozes masculinas

Há três anos, a guarda de Nazaré formou um coral, com 35 integrantes que se apresentam toda semana em eventos nas paróquias. “É um sonho antigo que conseguimos realizar”, avalia Edmilson. Para ele, a guarda de Nazaré é uma grande fonte de inclusão social, muitos aposentados encontram aqui atividades para continuarem úteis à sociedade”, conclui.

Guardas da Santa no Recírio, a última homenagem à Padroeira, nas escadarias do Colégio Gentil

Renovação

Ano a ano, novos integrantes se formam, integram a maior guarda católica masculina do Brasil e se tornam vigilantes de um símbolo da Rainha da Amazônia, Maria, que conduz um dos maiores patrimônios religiosos da igreja católica, o Círio de Nossa

Mãe a sua vida, foi resposta ao criador e foi escolhida, pra gerar o amor. Deus mandou, seu filho Jesus, ele é o salvador Uma Homenagem

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Senhora de Nazaré. No final de junho, 81 novos guardas de Nazaré foram formados e já se preparam para atuar no círio deste ano. Para o ingresso na Guarda, os iniciantes realizam curso de formação de Guarda de Nossa Senhora de Nazare, onde recebem toda orientação da função de guarda da santa, tanto no círio como no decorrer de todo ano, afinal de contas para nós Guardas de Nazaré, o Círio do ano seguinte começa com o final das festividades de cada círio.

Guardas presentes em todas as procissões

O que é preciso para ser um Guarda de Nazaré

Para ser guarda, o principal não é a força física, mas sim a força espiritual, a força na crença, sobretudo, é preciso ser humano e levar aos companheiros e comunidades a palavra de Deus e o amor pela mãe de Jesus. As principais exigências para entrar para a irmandade era que o homem fosse católico praticante, um bom chefe de família, e tivesse um bom relacionamento com os vizinhos e patrões. É também preciso ter um padrinho que apoie a entrada para o grupo. Apesar de terem se passado 40 anos, as características necessárias para se tornar um guarda de Nazaré não mudaram. A exigência da idade mínima de 18 anos passou

a ser mais rigorosa, embora a entrada de jovens seja mais incentivada. A Guarda de Nossa Senhora de Nazaré, mantém reuniões constantes para manter informado seus integrantes de todas as

atividades da paróquia de Nazaré, onde a guarda será empregada e também de todas as paróquias de Belém, Área Metropolitana e cidades do interior do estado de onde a Guarda de Nazaré recebe convite.

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CONCURSO IMAGENS DE CÍRIOS 2013 Juri do Concurso Imagens de Círios 2013, com as foto Vencedoras

12 0 Concurso

fotográfico

2013

IMAGENS DE CÍRIOS Vencedores

1º Lugar - Osmarino Loureiro de Souza (5011) 2º Lugar - Antônio Cicero (4858) 3º Lugar - Leonardo Lopes Monteiro (165) 4º Lugar - Rogério Dantas Reis (210) 5º Lugar - Antônio Cicero (4848) 6º Lugar - Camilla Quadros Pereira Almeida (3698) 7º Lugar - Wagner Nascimento de Almeida (0031) 8º Lugar - Leonardo Lopes Monteiro (163) 9º Lugar - Rogério Dantas Reis (217) 10º Lugar - Luiz Carlos Menezes de Oliveira (1459) 12

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Classi�icados Adriana Erika Martins da Silva (3770); André Tadeu Dias Gaspar (5044); André Tadeu Dias Gaspar (5045); Antônio Cicero (4843); Antônio Cicero (4860); Antônio Cicero (4861); Brenda Venina Paiva Da Silva (372); Bruno Carachesti (422); Danielle Christine de Souza Soares (4902); Dennyson Raphael Martins (5061); Edmir Amanajás Celestino (405); Edmir Amanajás Celestino (406); Gabriel Pereira de França (346); Igor Mota Magno (4868); Leonardo Lopes Monteiro (157); Leonardo Lopes Monteiro (160); Leonardo Lopes Monteiro (162); Leonardo Lopes Monteiro (166);

Na Sede da SOL Informática, nossos diretores Ronaldo e Rodrigo Hühn, com os Vencedores e seus prêmios

Leonardo Lopes Monteiro (172); Leonardo Lopes Monteiro (177); Mario Pereira da Silva Junior (3745); Pâmela Lima Coelho (4805); Ricardo Augusto Amanajás da Costa Silva (2635); Rogério Dantas Reis (220); Wagner Nascimento de Almeida (26); Wagner Nascimento de Almeida (29); Wagner Nascimento de Almeida (33); Wagner Nascimento de Almeida (41); Wagner Nascimento de Almeida (42) e Wander Lucio da Conceição Nunes (312).

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Círio de Nazaré Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

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a oitava reunião anual do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, em 04/12/2013, na cidade de Baku, no Azerbaijão, na presença de cerca de 800 delegados de 100 países, o Círio de Nazaré foi declarado Patrimônio Imaterial da Humanidade. A festividade, que ocorre todos os anos no no segundo domingo de outubro, na cidade de Belém, no Pará, homenageia a Nossa Senhora de Nazaré e é considerada uma das maiores procissões religiosas do mundo. Na oportunidade, a Unesco destacou que a festividade realizada desde 1793, re�lete “o rico caráter multicultural da sociedade brasileira.” Segundo a Unesco, a Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade serve para aumentar a conscientização sobre o patrimônio imaterial e reconhecer as tradições das comunidades que re�letem a sua diversidade cultural. A lista não atribui ou reconhece qualquer padrão de excelência ou exclusividade. O Patrimônio Cultural Imaterial inclui tradições orais, artes cênicas, práticas sociais, rituais e festas, conhecimentos e práticas em matéria de natureza e do universo ou o conhecimento e as habilidades para produzir o artesanato tradicional. Segundo Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo de Belém:

Durante a oitava sessão do comitê intergovernamental para a salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, da Unesco, em Baku, capital do Azerbaijão

“A Arquidiocese de Belém se alegra pelo reconhecimento do Círio de Nazaré como Patrimônio Cultural da Humanidade. Tal fato, sem dúvida engrandece cada vez mais a cultura e a fé do paraense, bem como a responsabilidade de salvaguardar as maiores riquezas de nossos povos, que são a fé no

Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, em mensagem de vídeo, na abertura da oitava reunião anual do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial destacou a importância do patrimônio vivo, reconhecendo as comunidades como seus guardiões legítimos

Deus de amor e a tradição católica na vida e na cultura. Círio de Nazaré não se explica, se vive. Mais do que uma festa, é um lado do paraense, agora apresentado ao mundo como uma manifestação de fé e devoção, chegando a todos os cantos da terra. Não podemos reclamar! Deus nos concedeu o que existe de mais precioso, dando-nos a graça de viver a fé cristã católica e oferecê-la como sinal ao Brasil e ao Mundo”. As fotos do Círio de Nazaré, e de todas as outras candidatas à Lista Representativa do Patrimônio Cultural da Humanidade apresentadas aos 800 delegados de 100 países, na oitava sessão do comitê intergovernamental para a salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, da Unesco podem ser apreciadas no: www.unesco.org/new/en/ media-services/multimedia/photos/intangible-photo-gallery-2013/

Abaixo algumas das fotos de Adriano Chediek, do Círio de Nazaré, apresentadas pela UNESCO, na oitava sessão do comitê intergovernamental para a salvaguarda do Patrimônio Cultural:

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1º LUGAR

Osmarino Loureiro de Souza

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IMAGENS DE CÍRIOS

VENCEDORES

2º LUGAR Antônio Cicero

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o Lopes

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5º LUGAR

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Antônio Cicero

Rogério Dantas Reis

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Leonardo Lopes Monteiro

6º LUGAR

Camilla Quadros Pereira Almeida

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Wagner Nascimento de Almeida

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Rogério Dantas Reis

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Luiz Carlos Menezes de Oliveira

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fotográfico

IMAGENS DE CÍRIOS 2013

CLASSIFICADOS

ANDRÉ TADEU DIAS GASPAR

ANDRÉ TADEU DIAS GASPAR

GABRIEL PEREIRA DE FRANÇA

DENNYSON RAPHAEL MARTINS

IGOR MOTA MAGNO

LEONARDO LOPES MONTEIRO

EDMIR AMANAJÁS CELESTINO

EDMIR AMANAJÁS CELESTINO

ANTÔNIO CICERO

ANTÔNIO CICERO

ANTÔNIO CICERO

DANIELLE CHRISTINE DE SOUZA SOARES

BRENDA VENINA PAIVA DA SILVA 16

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LEONARDO LOPES MONTEIRO

WAGNER NASCIMENTO DE ALMEIDA BRUNO CARACHESTI

WAGNER NASCIMENTO DE ALMEIDA

WAGNER NASCIMENTO DE ALMEIDA LEONARDO LOPES MONTEIRO

MARIO PEREIRA DA SILVA JUNIOR

RICARDO AUGUSTO AMANAJÁS DA COSTA PÂMELA LIMA COELHO

LEONARDO LOPES MONTEIRO

ROGÉRIO DANTAS REIS

WAGNER NASCIMENTO DE ALMEIDA

LEONARDO LOPES MONTEIRO

WAGNER NASCIMENTO DE ALMEIDA

ADRIANA ERIKA MARTINS DA SILVA

LEONARDO LOPES MONTEIRO

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Mantos de Nazaré criados por artesãos do Espaço São José Liberto e comercializado na Casa do Artesão. Um dos maiores símbolos da festividade, o manto pode ser encontrado em diferentes cores e estilos

Círio de Nazaré inspira artesãos do São José Liberto Texto Luciane Fiuza* Fotos Ascom Igama, Eliseu Dias/ Ag. Pará

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Imagens em resina com caroço de açai tingido

Casa do Artesão do Espaço São José Liberto se prepara ao longo do ano para receber produtos de mais de 700 artesãos, que integram o Programa Polo Joalheiro do Pará e criam diferentes peças inspiradas no Círio de Nazaré. Este ano, modernidade, sofisticação e sustentabilidade são características que se sobressaem na produção dos artesãos. Com formatos, preços e matérias-primas diversas, são comercializados no espaço imagens, mantos, adornos, camisas, bolsas, chaveiros e outras peças com a temática da época nazarena. Por apenas R$ 10 podem ser adquiridas, por exemplo, imagens da santinha em resina com caroços de açaí tingido, criação da artesã Silvia Alencar. do

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É a mistura de materiais, cores e texturas que chama a atenção no artesanato que reproduz a imagem da Santa, também confeccionado em cerâmica com grafismos marajoaras ou em gesso com desenhos de flores. Mantos bordados e pintados a mão e outras peças que remetem ao Círio de Nazaré destacam a criatividade e a fé dos artesãos. O manto que envolve a fé é um dos itens

temáticos que, a cada ano, recebe mais atenção por representar uma das tradições que cercam a festividade. Confeccionado em tecido, o acessório pode ser criado com sementes de açaí, contas de pérolas, flores metalizadas e outros materiais que acrescentam beleza a imagem. Com criatividade e inspiradas nos mantos confeccionados, anualmente, para a imagem original, as artesãs Maria das Graças Menezes e Benedita Rodrigues criaram peças que podem ser encontradas na Casa do Artesão em três tamanhos e preços variados, que vão de R$ 20 a R$ 50.

Imagens

Em cada detalhe do artesanato vendido no local são visíveis a dedicação e o simbolismo do Círio. Essa é a aposta de Doca Leite,

Com o terço na mão Peço a vós minha Virgem Maria Minha prece levai a Jesus Santa Mãe que nos guia Com o terço na mão peço a vós Minha nossa Senhora Por nós todos rogai a Deus Pai Vos pedimos agora.

Travessa dos Apinagés, 652 - Fone: (91) 3249-0882 18

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Graça

Santas comercializadas na Casa do Artesão do Espaço São José Liberto

O artesão Doca Leite cria, além dos objetos utilitários e decorativos, réplicas da imagem da Santa revestindo-as com mantos marajoaras

artesão especialista em cerâmica marajoara desde 1978 e que também faz parte do Polo Joalheiro. Em homenagem à Virgem de Nazaré, nesse período, além dos objetos utilitários e decorativos, o artesão cria réplicas da imagem revestindo-as com mantos marajoaras, expressão típica da cultura paraense. Ele conta que a inspiração vem da região amazônica, dos ribeirinhos que cortam os rios que cercam as ilhas e da multidão que enche a capital paraense sempre no segundo domingo de outubro para saudar Nossa Senhora de Nazaré. A cerâmica que nasceu da história da civilização marajoara e dos

povos que viviam concentrados às margens do Lago Arari, na Ilha Marajó, caracteriza-se por traços simétricos e harmoniosos, esculpidos em baixo e alto relevo, entalhes, aplicações e outras técnicas. Com tamanhos, cores variadas e desenhos únicos, as santinhas marajoaras conquistaram um público diversificado, de crianças a adultos, paraenses ou visitantes. Os preços variam entre R$ 20 a R$ 150, de acordo com os tamanhos. Além de fornecer peças para comercializar no Espaço São José Liberto, Doca Leite também recebe encomendas de outros pontos de vendas. Segundo ele, algumas ultrapassam as fronteiras do Estado e até do país. Com a produção de peças exclusivas, Doca ganhou, em 2006, o título de “Artesão n°1 do Brasil”, concedido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Pelo conjunto da obra, em março de 2014, foi um dos oito artesãos homenageados na exposição “Os Mestres da Casa do Artesão”, promovida pelas secretarias de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) e de Estado de Trabalho, Emprego e Renda (Seter), Federação das Cooperativas de Artesãos do Pará (Facapa) e pelo Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama).

Feliz Círio !

A Câmara Municipal de Ananindeua, se une ao povo do município, para homenagear Nossa Senhora de Nazaré em mais um Círio de fé, amor e devoção.

Eliete Ricardo, que também integra o Polo Joalheiro, é autodidata e trabalha, há cerca de três anos, na confecção de imagens de gesso com mantos. A dedicação teve início após um grave problema de saúde de seu marido, que ficou internado em coma por várias semanas. Amigos e familiares formaram uma corrente de oração à Nossa Senhora pedindo pela sua recuperação. Em alguns dias o marido de Eliete recuperou-se plenamente e, como forma de agradecimento à Santa e a todos que rezaram por ele, a artesã começou a produzir imagens de gesso com diferentes desenhos, formando o manto para doar à família e amigos. A recepção foi tão boa que em pouco tempo Eliete começou a receber encomendas e, hoje, consegue um bom lucro durante os festejos do Círio de Nazaré, quando as vendas crescem. “O Círio é a vitrine do artesão, é o período do ano em que mais eu vendo a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. Recebo encomendas de paraenses e até de pessoas que nunca estiveram em Belém, mas que conhecem a grandiosidade da festa”, ressalta. A inspiração de Eliete Ricardo gira em torno do símbolo maior da festa de Nazaré, que representa o amor maior, de mãe. “O amor por Nossa Senhora me inspira, me faz querer produzir o melhor manto do mundo para adornar a nossa mãe querida, a Mãe de Deus”, completa a artesã.

Serviço

Os produtos artesanais do Círio são encontrados na Casa do Artesão do Espaço São José Liberto (Praça Amazonas, s/n, Jurunas). O espaço funciona de terça-feira a sábado, das 9h às 19h, e aos domingos e feriados, das 10h às 18h. Neste mês de outubro o local abre às segundas-feiras, e no dia 12 de outubro, domingo do Círio, o funcionamento será em horário especial, das 14h às 18h. (*) São José Liberto

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Francy Pereira Presidente da Câmara Municipal de Ananindeua

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Círio de Nazaré:

Uma identidade religiosa e cultural Romaria em Portugal nas épocas remotas, em homenagem à Senhora da Nazaré

Texto Anete Costa Ferreira*

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tradição dos círios teve início na cultura portuguesa como simples perigrinações organizadas por grupos de uma certa localidade que se deslocavam a um santuário, levando nas maõs um círio (vela) que depunham no altar do santo da sua devoção. O costume tem origem nos cultos praticados pelos povos pagãos que homenageavam as divindades locais durante a era pré-cristã, presumindo-se que se encontra na gênese das atuais romarias e festas que o povo português realiza em honra aos santos padroeiros das suas localidades, e ainda àqueles que habitam em pequenas ermidas às quais as comunidades sempre acorrem em alegres perigrinações. Prestes a desaparecer é a tradição dos fiéis acenderem círios nos altares dos santos, o que atualmente quase sempre fazem apenas nos lugares ou durante as cerimônias religiosas. É um costume que encontra-se ameaçado pelas novas técnicas das “velas eletrônicas”, nos templos. Estudos comprovam haver sido os etruscos os inventores das velas ou círios q u e utilizavam nos cultos funerários e outros rituais que marcaram a sua civilização. Na Roma Antiga eram utilizados na cerimônias pagãs. Por sua vez os gregos utilizavam nas suas cerimônias pequenas candeias de azeite, costume aliás ainda praticado entre muitos povos na atualidade. Documentos comprovam que os círios já eram conhecidos desde a antiguidade pelos povos que utilizavam tochas formadas por paus de madeira resinosa para iluminarem os rituais dos seus cultos religiosos.

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CĂ­rio de Nossa Senhora da Atalaia em Portugal

No CĂ­rio de Nossa Senhora do Cabo Espichel

A designação de círios para identificar romarias que se realizavam em Portugal nas Êpocas remotas Ê atribuída às procissþes da Nossa Senhora da NazarÊ, da Nossa Senhora da Atalaia e da Nossa Senhora do Cabo Espi-

chel pelos devotos portarem consigo velas, tal como faziam os povos das primeiras civilizaçþes que depositavam aos pÊs da Santa como sinal de devoção. Os círios constituem uma das tradiçþes que melhor identifica a identidade religiosa e cultural do povo português. Nesta linha de raciocínio estå plenamente justificada a realização do Círio de Nossa Senhora de NazarÊ, em BelÊm do Parå, desde o sÊculo XVIII identificado pelo legado da colonização portuguesa, quando pela primeira vez, o governador Francisco de Souza Continho exibe à multidão que se comprimia em frente a Capela do Palåcio dos Governadores (atual Museu de Arte do Estado do Parå), a imagem da Virgem. Em seguida passa às mãos do capelão JosÊ Roiz de Moura, dando início a procissão que se realiza hå mais de uma sÊculo, considerada a maior manifestação de FÊ no mundo. A denominação Círio de Nossa Senhora de NazarÊ estå intimamente ligada a promessa que o governante teria feito à Santa,

prometendo que se recuperasse a saúde levaria na romaria um círio (vela) correspondente ao seu tamanho, o que cumpriu fielmente. Foi o suficiente para que o povo adotasse o nome que se perpetuaria. No decorrer do tempo aconteceram muitas mudanças, mas a tradição da FÊ se mantem no coração do paraense que onde quer que esteja, no 2º domingo de outubro recorda a vive o Círio de NazarÊ. (*) Correspondente da Revista Parå+, em Portugal

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CĂ­rio da Nossa Senhora da NazarĂŠ, no SĂ­tio da NazarĂŠ

    



             

                          



     

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Nazaré em Todo Canto

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programação cultural elaborada pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult), para o projeto Nazaré em Todo Canto, está sendo realizado desde 03/10, estendendo-se até o dia 16, com shows musicais, apresentação de grupos de carimbó, exposição e outros. Tudo com entrada franca. A programação soma-se às centenas de manifestações feitas em honra de Nossa Senhora de Nazaré durante a festa mariana. A ideia é divulgar o trabalho dos artistas da terra e fortalecer a cultura paraense na época de maior movimentação turística. As programações ocupam quatro espaços distintos: Estação das Docas, Theatro da Paz, Parque da Residência e Igreja de Santo Alexandre. No Theatro da Paz, dia 3, a programação será aberta com o concerto Amazônia Jazz Band com Jane Duboc, às 20h. No dia 10, no mesmo horário, terá o concerto da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), com participação do Coro Infantil da Vale. E para encerrar a programação no espaço, será apresentado pela primeira vez no Theatro, o show “Canções em Romaria”, com as cantoras Lucinnha Bastos, Andréa Pinheiro e Marianne Lima, que cantarão em louvor à Virgem de Nazaré, com direção musical de Luiz Pardal. Entre os dias 7 e 10, no coreto do Parque da Residência, às 13h, haverá a apresentação de bandas de música da Marinha, Exército e dos Bombeiros. No dia 9, no espaço da

Coro Infantil da Vale no Theatro da Paz

Igreja de Santo Alexandre, haverá show do violinista Salomão Habib. Nos dias 3, 4, 7, 8, 9 e 10 de outubro, a orla da Estação das Docas, sempre a partir das 18h, será tomada por apresentações de grupos de carimbó, que em setembro foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. O encerramento será com o carimbó de Marapanim Uirapuru e com o Boi Tinga de São Caetano de Odivelas. Nos dias 8 e 9, no Teatro Maria Sylvia Nunes, às 20h, estão agendadas apresentações musicais “Canções em Romaria” e “Cabloco Muderno”, um coletivo musical que mistura ritmos atuais da cena paraense a alguns instrumentos do samba, comandado pelo cantor Marco André. O “Nazaré em Todo Canto”, no Armazém 2 da Estação das Docas, contará ainda com a instalação “Carimbó. É do Pará”, uma homenagem a um dos ritmos mais populares do estado, com curadoria do professor e pesquisador Emanoel Franco. “Será comUma homenagem posta por curimbós, dois manequins com roupas típicas do ritmo, no fundo imagens da dança. STUDIO • HAIR Tudo com iluminação cênica. A aberCorte, Escova, Penteado, tura será no dia 3, Reflexo, Reconstrução Capilar às 18h. Plástica dos Fios, Hidratação, No Armazém 3, Maquiagem, Coloração, na Estação das DoPedicure, Manicure etc... cas – Boulevard das Feiras, o artista traz a exposição: “A arte 50 Fone: (91) 3224-1673 que vem do céu”,

composta por girândolas de miritis, que vão dar um colorido todo especial ao local. As peças estão sendo produzidas por artesão de miriti do município de Abaetetuba. Também o espaço abrigará exposição “A devoção que vem dos rios”, composta por peças de embarcações, que ocupam o estaleiro de Abaetetuba. “Esse trabalho surgiu a partir de uma o�icina com as mulheres do município, com elementos colhidos nesses barcos”, conta Emanoel Franco. As exposições serão abertas no dia 3, às 19h. Manifestações em honra de Nossa Senhora de Nazaré durante a festa mariana

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Imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré abençoa servidores do TCE e MPC Servidores saúdam a virgem de Nazaré

Imagem peregrina saudada pela banda da PM

Fotos Fábio Carvalho, Leandro Vieira, Rodrigo Lima

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huvas de papel picado, emoção e fé. A manhã do dia 06 de outubro começou mais iluminada e com bênçãos no Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA) e no Ministério Público de Contas do Estado (MPC), durante a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré. A visita da padroeira dos paraenses já é tradição e esperada o ano inteiro nas duas instituições. Sob a apresentação da Banda Oficial da Polícia Militar, que tocou músicas em homenagens a Nossa Senhora, a imagem foi recebida pelo presidente conselheiro Cipriano Sabino, pela conselheira Lourdes Lima, pelo procurador do MPC, Antônio Maria Cavalcante e por dom Teodoro, arcebispo auxiliar de Belém. Logo na sua chegada, a imagem visitou o prédio do MPC. Em seguida, a santa peregrina foi recebida com alegria pelos servidores e conduzida pelo presidente até o auditório do Tribunal de Contas, onde o coral “Conselheira Eva Andersen Pinheiro” se apresentou também com homenagens. O conselheiro Luis Cunha (vice-presidente) e os auditores Milene Cunha e Odilon Teixeira também compareceram ao momento. Os devotos de Nossa Senhora de Nazaré acompanharam a celebração comandada por Dom Teodoro. “É com muita alegria que nossa comunidade participa deste momento. As homenagens e a fé dos servidores dessas instituições nos deixam muito emocionados. Que Nossa Senhora abençoe todos, e aproveito, e desejo um Feliz e Abençoado Círio”, manifestou o arcebispo auxiliar de Belém.

Cons. Cipriano Sabino, Presidente do TCE-PA com a imagem peregrina da virgem de Nazaré

no TCE. Desejo um Círio iluminado e com bênçãos aos servidores do tribunal e todos seus familiares. Que Nossa Senhora de Nazaré continue nos abençoando”, disse o presidente Cipriano Sabino.

DOAÇÃO Servidores do TCE-PA fazem entrega de alimentos arrecadados à Casa de Plácido

Presidente deseja um Feliz Círio O presidente conselheiro Cipriano Sabino, aproveitou a visita da imagem de Nossa Senhora de Nazaré e desejou que o Círio 2014 seja abençoado. “Esta é a visita mais esperada no nosso calendário. É um dia muito feliz. Só podemos agradecer e dizer da honra em receber a imagem de Nossa Senhora de Nazaré aqui

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Imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré abençoa servidores do TCE e MPC.indd 23

A festividade do Círio contagia a todos no Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCEPA). Nesta semana, houve a entrega dos alimentos arrecadados durante o período de doação no tribunal à Casa de Plácido. Toda doação realizada pelos servidores da instituição servirá para atender aos cerca de 20.000 romeiros do Pará e do Brasil, que vão à Casa de Plácido, em busca de descanso, cuidados e alimentação. “Estamos felizes e satisfeitos por receber todos esses alimentos. Muito obrigada ao TCE por nos ajudar. Ficamos até sem palavras para agradecer”, disse Tia Dora, que há 13 anos trabalha no local. Servidoras do TCE entregam doação à Casa de Plácido

Auditório Min. Elmiro Nogueira lotado de servidores para receber a imagem peregrina

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Peregrinação prepara fieis para o Círio de Nazaré em Belém

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Missa do Mandato (ou “Missa do Envio”), cerimônia que marca oficialmente o início dos grandes eventos ligados ao 222º Círio de Nossa Senhora de Nazaré, com as peregrinações da imagem da santa e as novenas nas casas dos fieis, abriu a programação do Círio de Nazaré em 25 de agosto. Desde então, milhares de pessoas se mobilizaram nos preparativos para a festa de fé dos paraenses. As peregrinações pelas casas dos devotos é uma das tradições nesse período. Cerca de 5,5 mil imagens serão abençoadas pelo arcebispo metropolitano, dom Alberto Taveira, para visitar pelo menos 110 mil lares paraenses (meta mínima, pois foi o número visitado no ano passado). As visitas a esse mínimo de 110 mil lares deve atingir pelo menos 1,7 milhão de fiéis, segundo estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA). Logo, há uma probabilidade que o Círio deste ano ultrapasse um público de 2 milhões de pessoas, como há mais de uma década o Dieese-PA aponta haver na procissão principal, no dia 12 de outubro este ano. Cerca de duas mil pessoas, escolhidas pelas 80 paróquias vinculadas à Arquidiocese de Belém, foram escolhidas para serem os dirigentes de peregrinações. O Livro de Peregrinações é um guia que inspira e aproxima os fiéis durante as romarias pelos lares paraenses e preparam as mentes, corações e fé para as 12 romarias que integram a festividade religiosa. O livro foi introduzido como mais um elemento da Festa em 1994. “Chamamos também de Missa do Envio porque depois de abençoados, é como se os escolhidos dirigentes de procissões fossem enviados para exercer a função deles, o mandato, a missão de evangelizar. É para isso que eles são formados. A Missa do Mandato é dirigida, mas quem quiser assumir esse compromisso, pode se sentir aben-

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EÇO

gether

ARA S DE AS AS

Paula Portilho recebe a imagem em casa todos os anos

çoado também. Aí que começam as peregrinações do Círio”, diz o coordenador geral da Festa de Nazaré, Jorge Xerfan. Neste ano, o tema do Círio é “Ensina teu povo a rezar”, o que é convite para aumentar a proximidade com Deus, mas não só através das orações e rezas da igreja, mas também com a intercessão de Maria. “Oração é o sustentáculo da vida de qualquer cristão. É o contato com Jesus. Oração não tem forma-

to específico, não há uma formalidade. Não acho que as pessoas tenham desaprendido a rezar, mas sim que não podem deixar de fazer esse contato”, observou o coordenador da Festa de Nazaré, Jorge Xerfan Neto.

Visita ilustre

As tradicionais peregrinações com a imagem da santa são momentos de preparação

que culmina no segundo domingo de outubro, dia 12. A imagem da padroeira é recebida na casa pela família e reúne amigos e vizinhos. Depois do momento de oração, a imagem passa uma noite na residência e no dia seguinte segue para mais uma casa da comunidade. A jornalista Paula Portilho e a irmã aproveitam que comemoram aniversário em outubro para participar da celebração. Nossa Senhora de Nazaré é a convidada mais importante.As irmãs fazem parte da comunidade da paróquia São Raimundo Nonato e sempre participam da programação de peregrinações. “Preparamos a casa para essa ocasião, fazemos uma decoração especial, escolhemos os hinos que cantaremos e fazemos a novena junto com a família, os vizinhos e a comunidade”, explica Paula Portilho. Segundo ela, a peregrinação da imagem é um programa em família, uma festa de fé. “Nós pedimos a proteção para nossa família e as pessoas do nosso círculo de amizade e amor”, diz Paula. “Acho importante esse período preparatório do Círio, porque as pessoas ficam mais fraternas. É um momento de encontro, pois com a correria diária de estudos e trabalho não temos tempo para fortalecer o contato com as pessoas que vivem próximas, como vizinhos e a comunidade. Nossa Senhora de Nazaré nos dá essa oportunidade”, conclui a jornalista.

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“Kd a Berlinda?”

mostra localização exata da Virgem durante as principais procissões do Círio 2014 Texto Nátia Machado* Fotos Carlos Sodré / AG. Pará; Prodepa-divulgação

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plicativo que responde à pergunta que a maioria dos católicos paraenses faz durante o Círio de Nazaré, o “Kd a Berlinda?” volta a ser utilizado este ano durante as procissões que marcam a maior festa religiosa da capital paraense, o Círio de Nazaré. O sistema é georreferenciado e as coordenadas da berlinda são capturadas por GPS em tempo real e transmitidas pela rede 3G para um servidor. Em um site web (www.kdaberlinda.pa.gov.br) acessível por qualquer dispositivo móvel ou computador, é possível acompanhar o trajeto percorrido e o tempo. Desde sua primeira versão, em 2012, foi disponibilizado um aplicativo para a plataforma Android, que pode ser baixado em celulares ou tablets e, no ano passado, ganhou uma versão para IOS também. Em 2013, dos mais de 100 mil acessos ao site do “Kd a Berlinda?” e ao aplicativo, quase 90 mil foram realizados durante as seis principais romarias da festividade de Nossa Senhora de Nazaré, quando os fiéis acompanharam em tempo real a localização da berlinda. O serviço esteve disponível desde a primeira romaria, o traslado para Ananindeua, e continuou ativo na ida para o distrito de Icoaraci, a Romaria Fluvial, a Moto-romaria, a Trasladação e o Círio, no domingo. Os países que mais visitaram a página na internet foram respectivamente: Brasil, com 85.151 acessos; Estados Unidos, com 215; Portugal, com 112 e França, com 46 acessos. Vinte profissionais, entre técnicos, engenheiros e pessoal de apoio logístico, trabalharam durante os três dias. Como serviço de utilidade pública, a ferramenta – desenvolvida pela Empresa de Processamento de Dados do Pará (Prodepa) - foi utilizada por profissionais de órgãos de saúde e segurança, e da imprensa, e ainda por internautas. O “Kd a Berlinda?” utiliza aplicações ajustáveis, que se adaptam ao tamanho da tela. A página é acessada com todas as suas funcionalidades, independente do dispositivo utilizado, computador, tablet ou celular.

Reconhecimento 26

Para o presidente da Prodepa, Theo Pires, Pará+

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Aplicativo responde à pergunta que a maioria dos católicos paraenses faz durante o Círio de Nazaré

O sistema é georreferenciado e as coordenadas da berlinda são capturadas por GPS em tempo real e transmitidas pela rede 3G para um servido

o sucesso do “Kd a Berlinda?”, que teve quintuplicado o número de acessos ao site de um ano para o outro e mais de 2.500 downloads do aplicativo este ano, é um reconhecimento ao trabalho e ao esforço da empresa em prover serviços de tecnologia para o cidadão. “Isso demonstra a qualidade do pessoal da Prodepa, e que boas ideias, bem executadas em um timing perfeito, podem fazer a diferença”, ressaltou. A inovação tecnológica e a relevância social do aplicativo renderam a indicação ao prêmio Tela Viva Móvel 2013, na categoria Governo. A premiação destaca os melhores projetos de conteúdo para celulares e

tablets de todo o Brasil, considerando três critérios principais: criatividade e inovação, relevância para o mercado brasileiro de conteúdo móvel e resultados obtidos. A Prodepa também vai transmitir via internet, pela quarta vez, em parceria com a Rede Cultura de Comunicação, através do Portal Cultura, o Círio. A programação começa às 5h, com transmissão ao vivo da Missa na Sé, que dá início à procissão. Às 6h começa a romaria, seguindo até a chegada da berlinda com a imagem de Nossa Senhora à Praça Santuário. (*) Empresa de Processamento de Dados do Estado do Pará

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Em outubro, a conscientização e prevenção ao câncer de mama são cor-de-rosa

Fotos Diego Andrade, Divulgação

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movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários estados tinham ações isoladas referentes ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro. Todas as ações são direcionadas à conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce. A ação de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros (entre outros) surgiu depois, e não há uma informação oficial de como, quando e onde foi efetuada a primeira iluminação. Mas é certo que foi uma forma prática para que

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Atendimento gratuito de mulheres no Outubro Rosa

o Outubro Rosa tivesse uma expansão cada vez mais abrangente para a população e que, principalmente, pudesse ser replicada em qualquer lugar, bastando apenas adequar a iluminação já existente. A primeira iniciativa vista no Brasil em relação ao Outubro Rosa, foi a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Sol-

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Em outubro, a conscientização e prevenção ao câncer de mama são cor-de-rosa.indd 28

Médicos e profissionais no mutirão de atendimento Campanha Outubro Rosa

dado Constitucionalista (mais conhecido como o Obelisco do Ibirapuera), situado em São Paulo-SP, no dia 02 de outubro de 2002. No Pará, um dos pioneiros nas ações do Outubro Rosa é o médico e pesquisador em oncologia genética, Luiz Eduardo Werneck de Carvalho, da clínica Oncológica. “Sempre fazemos campanhas nesse período, mas com o diferencial de não apenas fornecer informação às pacientes. Não basta apenas iluminar prédios e mobilizar a população. Isso não basta”, afirma o médico. Há cinco anos, ele coordena um trabalho de assistência. Junto com a Liga Acadêmica de Oncologia do Pará, os médicos da clínica Oncológica fazem o atendimento gratuito a 400 mulheres. “Cada ano fazemos em um município diferente, sempre em localidades onde é difícil o acesso a exames especializados para prevenir o câncer de mama”, expica Eduardo Werneck. Este ano, a ação será em Capanema, no dia 18, e Marituba, no dia 25. Com antecedência, equipes visitam os postos de saúde dos municípios e entregam senhas de consultas para o atendimento no dia marcado. “São os funcionários e agentes de saúde das localidades que encaminham as pacientes para nós”, fala o médico. www.paramais.com.br

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Luiz Eduardo Werneck, médico e pesquisador em oncologia genética, um dos pioneiros nas ações do Outubro Rosa

As mulheres assistem vídeos e palestras e depois são atendidas por especialistas como ginecologistas e mastologistas. “Se os médicos acharem necessário, as pacientes são encaminhadas para fazer o exame complementar- a mamografia. Tudo coberto pela Oncológica”, garante. Os casos em que o diagnóstico de câncer de mama é confirmado são acompanhados pelo próprio Luiz Eduardo Werneck, que garante todo o tratamento de graça para a paciente. “No ano passado, confirmamos apenas um caso. Mas já vale a pena, pois foi uma vida salva”, conclui ele.

Prevenção é o melhor cuidado

Desde criança, aprendemos a tomar certas medidas preventivas para não correr riscos. Por exemplo: olhar para os dois lados antes de atravessar a rua. Para as mulheres com 40 anos ou mais outras medidas de prevenção simples deveriam ser tão óbvias e automáticas como essa. É o caso do autoexame das mamas e, em especial, da mamografia que as mulheres dessa faixa etária devem fazer anualmente. O diagnóstico tardio, ainda predominante no Brasil, aumenta muito a gravidade da doença e os índices de mortalidade. Em contrapartida, se o câncer de mama for diagnosticado e tratado oportunamente, o prog-

nóstico é muito bom. As chances de cura são superiores a 90%. As taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas no Brasil porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados. Para o Dr. Fábio Botelho, médico oncologista do Centro de Tratamento Oncológico, o cuidado das mulheres com a

própria saúde deve ser redobrado. “É do conhecimento de todos que a grande arma para redução da mortalidade reside no diagnóstico precoce, daí a necessidade de as mulheres se submeterem a exames de mamografia anualmente a partir dos quarenta anos”. Vanessa Cristina Sá, de 38 anos, é um exemplo típico da importância do cuidado que as mulheres devem ter em relação ao câncer de mama e ao diagnóstico precoce da doença. Ela foi diagnosticada com um tumor na mama direita em estágio avançado quando amamentava e teve que passar por cirurgia e tratamento com quimioterapia imediatos, para a doença não chegar à corrente sanguínea. “Eu percebi o nódulo pela primeira vez antes de engravidar, mas não dei importância. Achei que era alguma alteração hormonal ligada à TPM”, conta. “Pouco tempo depois, engravidei e só notei que o nódulo continuava lá quando estava amamentando meu filho”, lembra Vanessa. Do primeiro sinal até o diagnóstico, foram dois anos em que a doença avançou. Vanessa já está curada, fazendo apenas o acompanhamento médico, mas reconhece que teria tido um tratamento menos agressivo e com consequências bem menores se tivesse procurado logo um médico. “O nódulo na mama é a forma mais frequente, representa

Com o terço na mão Peço a vós minha Virgem Maria Minha prece levai a Jesus Santa Mãe que nos guia Com o terço na mão peço a vós Minha nossa Senhora Por nós todos rogai a Deus Pai Vos pedimos agora.

Com o terço na mão De joelhos no chão vos pedimos Aliviai as tristezas e as dores Que as vezes sentimos Clareai o caminho daqueles Que vivem perdidos E olhai por aqueles que o mundo Deixou esquecidos. Santa Maria rogai por nós Que recorremos a vós.

Nos mistérios contemplo o nascer de Jesus E a alegria Na paixão por amor preso a cruz Sua dor e agonia Sua ressurreição e aos céus a ascensão No terceiro dia Vossa coroação junto a Deus Coração de Maria. Com o terço na mão E com fé aprendi mãe querida Que aceitar a vontade de Deus É o maior bem da vida Que ajudar a um irmão No instante do seu sofrimento É amar nosso próximo É servir a Deus Pai nesse momento.

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mais de 60% dos casos clínicos de câncer de mama”, alerta Fábio Botelho. “Outros sinais são retração cutânea, ulcerações na pele e glânglios palpáveis nas axilas”, enumera o mastologista. Ele alerta que nem toda alteração nas mamas é câncer, “a maioria dessas alterações são benignas, mas é fundamental que a mulher procure o médico para esclarecer qualquer mudança nas mama, por menor que seja. O especialista vai saber conduzir o caso da maneira mais correta”, avalia. No Brasil, o Ministério da Saúde estima 57.120 casos novos em 2014, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. O de mama é o segundo tipo de câncer mais recorrente entre as mulheres da Região Norte (só o câncer de colo de útero tem número maior de casos no Norte). o Pará deve registrar 830 novos casos até 2016, sendo 360 em Belém. As taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas no Brasil porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados. Para o Dr. Fábio Botelho, médico Vanessa percebeu o nódulo antes de engravidar mas só confirmou que tinha câncer de mama quando amamentava o filho caçula

Liga Acadêmica de Oncologia

oncologista do Centro de Tratamento Oncológico, o cuidado das mulheres com a própria saúde deve ser redobrado. “É do conhecimento de todos que a grande arma para redução da mortalidade reside no diagnóstico precoce, daí a necessidade de as mulheres se submeterem a exames de mamografia anualmente a partir dos quarenta anos”.

História de paciente virou livro

A supervisora de vendas Rosa Lobato Martins percebeu um tumor no seio e, após consultar o médico, foi diagnosticada com câncer de mama em 2011. Ela viu na troca de experiências sobre as dificuldades no tratamento uma forma de aliviar o estresse. Rosa é fundadora do grupo de apoio Amigas do Peito, que reúne pacientes de câncer de mama. “Reunia as mulheres nas clínicas especializadas, que apoiavam a ideia e ajudavam com suporte profissional”. Rosa, que foi operada e fez várias seções de quimioterapia (a última no final de 2012), escreveu um livro em que conta como foi o processo desde o diagnóstico da doença. “Durante todo o tratamento, minhas angústias e o medo de todo o processo da doença, tive vontade de escrever o que eu sentia, como um desabafo. Agora tomo remédios

para controle da doença e faço acompanhamento médico a cada quatro meses”.

Fatores de risco

O câncer é uma doença que resulta da interação entre fatores ambientais e genéticos do individuo. Entretanto, uma parcela pequena dos tumores malignos são considerados hereditários (até 10%). A maioria está relacionada a exposição a fatores ambientais (tabagismo, hábitos alimentares, infecções, exposição solar, etc). Mulheres entre 40 e 69 anos são as prinMédico Fábio Botelho

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Mitos sobre o câncer de mama 1- Todo caroço na mama é um câncer Nem todo caroço na mama é um câncer. Na verdade, a maioria dos nódulos que surgem são benignos. De qualquer maneira, qualquer paciente que identificar um caroço no seio deve procurar um mastologista. 2- Antitranspirantes e desodorantes favorecem o aparecimento do câncer de mama Não há qualquer relação entre o uso de antitranspirantes ou desodorantes e o câncer de mama. Nenhum estudo comprovou que o uso, seja de produtos rollon, spray ou aerosol, favoreça o desenvolvimento da doença.

cipais vítimas de câncer de mama. Isso porque a exposição ao hormônio estrógeno está no auge. Outros fatores de risco são menstruação precoce, menopausa tardia e reposição hormonal, que provocam alterações hormonais, colesterol alto e obesidade. Mulheres que nunca tiveram filhos têm mais chances de ter câncer de mama por não terem amamentado. Lesões de risco, com alterações na mama não relacionada a câncer de mama, e tumores anteriores, aumentam as chances de apresentar outro tumor. O consumo de álcool e o fumo também podem causar câncer de mama.

Como detectar precocemente

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), as formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico da mama e a mamografia. Os médicos recomendam que as mulheres façam o autoexame sempre (pode ser diariamente, na hora do banho) e, caso percebam alguma alteração, procurem atendimento médico. O exame das mamas realizado pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde em atendimento hospitalar qualificado para essa atividade, nem a mamografia. O exame clínico das mamas é o procedimento onde o médico ou enfermeiro observa e apalpa as mamas da paciente na busca de nódulos ou outras alterações e deve ser realizado conforme as recomendações técnicas do Consenso para o Controle do Câncer de Mama. A mamografia é a radiografia da mama e é capaz de mostrar lesões em fase inicial e até muito pequenas (milímetros) e assim, permite a detecção precoce do câncer de mama.

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3- Sutiã apertado pode causar câncer de mama Com ou sem aro, com ou sem bojo, com alças largas ou finas, não importa. O sutiã não favorece o desenvolvimento do câncer de mama. Nenhum estudo foi capaz de provar ação de causa e efeito. 4- Mulheres com seios pequenos não têm câncer de mama A chance de uma mulher desenvolver câncer de mama não está relacionada ao tamanho dos seios. Verdadeiros fatores de risco são a obesidade, a hereditariedade e o cultivo de maus hábitos, como fumar. 5- Próteses de silicone favorecem o desenvolvimento do câncer de mama e atrapalham o diagnóstico Próteses de silicone não aumentam o risco de desenvolver o câncer de mama. Os pesquisadores apontam que os implantes podem dificultar a visualização do tecido mamário através de exames de imagem, como a mamografia e a ultrassonografia. No entanto, não há consenso científico quanto às limitações dos exames de imagem em pacientes que possuem próteses de silicone nas mamas. 6- Adoçantes provocam câncer? Apesar de inicialmente haverem suspeitas do potencial cancerígeno de adoçantes com ciclamato, aspartame e sacarina, estudos subsequentes não foram capazes de confirmar essa associação. 7- A pílula anticoncepcional provoca câncer? Não existem estudos definitivos que permitam uma associação entre o uso de pílula anticoncepcional e aumento da incidência de câncer. 8- Um tumor pode ser causado por um trauma, por exemplo, uma pancada durante uma batida de automóvel? Não, um baque não provocará câncer de mama, mas é possível que, a partir do choque, a preocupação leve a paciente a fazer exames e a descobrir nódulos que já estavam presentes em seu corpo. 9- Andar muito de avião, ficar sempre perto de antenas de celulares ou aparelhos como micro-ondas aumentam o risco de desenvolver câncer? Não foi comprovado do ponto de vista técnico que há um aumento da incidência de tumores com essas atividades. 10- A biópsia do câncer de mama pode causar uma metástase? A metástase pode acontecer quando o câncer apresenta células capazes de se deslocar e implantar em outras partes do corpo, o que independe da realização ou não de uma biópsia. Pará+

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A solidariedade leva alegria através de fios de cabelo Carla Eluan cortou o cabelo para doar as mechas

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ão as boas intenções de mãos dadas com as boas ações que trazem resultados que melhoram a vida de quem precisa de ajuda. Foi assim que surgiu a A Organização Não Governamental dos Ribeirinhos Vítimas de Acidentes de Motor (Orvam). A Assistente social Cristina Santos ajudava estudantes em uma pesquisa quando conheceu o drama das vítimas de escalpelamento. A vontade de ajudar levou à fundação da Organização Não Governamental, em 20 de janeiro de 2011, e desde então, ela auxilia no apoio das vítimas com campanhas de arrecadação de cabelos para a produção de perucas e cursos de capacitação para as integrantes. A ORVAM é a única entidade em Belém a fazer a coleta de cabelos para confecção de perucas. “Conseguimos construir a sede própria e começar o trabalho com a ajuda de um programa televisivo e recebeu apoio da Prefeitura de Belém, que doou o terreno”, lembra Cristina Santos, presidente da ORVAM. A sede da Orvam possui 90 m² de construção, que compreendem seis compartimentos, entre a recepção, banheiros, cozinha, salas de atendimento e oficina. Lá a organização deve atender pelo menos 20 pessoas por dia com atendimento psicológico e atividades lúdicas para a recuperação da auto-estima, e também abrigar uma oficina de produção de perucas. No começo, a ONG atendia apenas as vítimas de escalpelamento com a fabricação e doação de perucas. Desde abril deste ano, um convênio com o Governo garante a doação de cinco perucas por mês para pessoas em tratamento contra o câncer no hospital Ophir Loyola. “O estado paga por essas perucas para que as pessoas que precisam possam receber de graça”, explica Cristina Santos. Além de ganhar as perucas, as mulheres atendidas aprendem um ofício e se tornam peruqueiras. São elas que confeccionam as perucas para beneficiar outras mulheres. “São produzidas 10 perucas novas por mês”, contabiliza. A ORVAM começou com 6 mulheres vítimas de acidentes cadastradas, hoje tem 95. Mas Cristina lembra que os acidentes conti32

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precisando da nossa ajuda no Pará e sonhamos conseguir chegar a todas e doar perucas e alegria”, afirma.

Mulheres aderem à solidariedade e cortam os cabelos para doação

Mecha de cabelo de Carla Eluan veio de Salvador para a Orvam em Belém

nuam acontecendo. Foram registrados 400 nos últimos cinco anos. Apesar do número de acidentes ter diminuído, muitas embarcações ainda navegam sem a proteção necessária do eixo do motor, item obrigatório por lei. Os acidentes com escalpelamento ocorrem geralmente em barcos pequenos, principal meio de transporte no Estado, quando o eixo do motor fica desprotegido. O cabelo solto, por descuido, pode prender no eixo do motor, causando a perda total ou parcial do couro cabeludo. Os danos para quem passa pelo acidente são irreversíveis. “Ainda há muitas pessoas

Moldura do rosto feminino, os cabelos refletem sensualidade, revelam personalidades, denunciam o nível de vaidade, criam a identidade. Quando uma mulher decide mudar seu visual, a primeira coisa que sofre a transformação são os cabelos. Seja com um corte ou com uma coloração diferente do habitual daquela pessoa. Normalmente são as pessoas de muita atitude que mudam drasticamente o visual, seja para ganhar uma nova personalidade ou simplesmente para sentirem-se melhores. Para as mulheres, o valor dos cabelos é algo indiscutível e reflete diretamente em sua autoestima, em seu humor e até mesmo em sua autoconfiança. Por isso, quando o cabeleireiro exagera na tesoura ou mesmo quando, por uma questão de saúde, os cabelos começam a cair, as mulheres costumam se sentir impotentes e tristes. Imagine então, quando se tratam de crianças, de meninas, de adolescentes. A “carequinha” é um sinal característico dos pacientes em tratamento após um acidente grave como o escalpelamento causado pelo eixo do motor de barcos ou por causa de um câncer, que deixa a perda de cabelos como sequela dos fortes medicamentos usados na quimioterapia. Além da própria luta pela recuperação, que é um processo muito difícil, a perda dos fios afeta o lado psicológico, também muito importante no processo de cura. Por isso, muitas vezes o uso de uma peruca pode fazer a diferença, fazendo com que essas mulheres e crianças se sintam mais bonitas, mais confiantes e assim, enfrentem melhor o tratamento. Conscientes quanto a esta realidade, várias mulheres estão demonstrando amor ao próximo ao aderirem a um gesto de solidariedade: doar os fios. Lorena Nobre Dourado, assessora da Federação das Indústrias do Pará (FIEPA), também abriu mão das mechas para ser solidária. “Conheci a ORVAM quando eles vieram ao meu local de trabalho para uma ação. Eles trouxeram cabeleireiros e cortawww.paramais.com.br

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Lorena Nobre Dourado. A doação dela rendeu mechas de mais de 40 centímetros. As pessoas atendidas pela Orvam gostaram e o marido de Lorena também

vam os cabelos para fazer perucas. Achei bonito e quando decidi mudar o visual, não tive dúvidas”, lembra. A doação dela rendeu mechas de mais de 40 centímetros. As pessoas atendidas pela Orvam gostaram e o marido de Lorena também.

Corrente do bem

A professora Érika Siqueira decidiu cortar depois de participar de uma campanha de Responsabilidade Social promovida pelo NURSO, Núcleo de Responsabilidade Social da Estácio (FAP), na Instituição. “Eles levaram a ONG ORVAM e também cabeleireiros da Embelleze, e desafiei minhas alunas de jornalismo. Elas não queriam cortar o cabelo e fiz a sensibilização com elas”, lembra Érika. “Se eu cortasse, queria ver quantas participariam comigo. Mas consegui convencer apenas uma aluna a cortar o cabelo”, conta. O cabelo que chegava quase na cintura foi cortado sem pena. “Conversei com as mulheres atendidas pela ORVAM e fiquei super tocada com a causa. Vi casos de crianças, jovens e adultas que perderam a auto-estima por terem sido escalpeladas nos barcos e decidi ajudar”, fala a professora. “Meu cabelo estava enorme, vivia preso por causa do

calor da cidade de Belém, era próximo ao dia das mães. Me sensibilizei com a causa. Quando crescer mais, doarei novamente. Renovei o visual e a alma ajudando alguém”, conclui Érika. Se as alunas não seguiram o exemplo, as amigas toparam o desafio. A jornalista Dina santos foi a próxima. “Sempre usei cabelão, detestava cabelo curto. Mas decidi que queria doar e fui ao salão”, lembra. “Costumo dizer que não queria mudar de visual, queria doar e para isso, cortar era consequência”. As fotos foram parar no facebook e inspiraram outras amigas, numa corrente do bem. De Salvador, Bahia, a jornalista Carla Eluan também cortou as longas madeixas. “Segui os exemplos das amigas e uni a vontade de mudar o visual com a vontade de ajudar quem não tem cabelo”, conta Carla. “Eu não iria cortar tanto, mas na hora pedi para o cabeleireiro cortar num tamanho que pudesse ser bem aproveitado. Ele amarrou com elástico e cortou com maquina zero. Ficou perfeito”, elogia.

Professora Érika Siqueira pouco antes de cortar o cabelo

Tatiana Danin. Morando em Curitiba (PR), fez questão de enviar a mecha de cabelo para a ORVAM, em Belém

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Na hora de decidir para quem doar, Carla ficou dividida. “Uma semana antes tinha lido uma matéria sobre Ongs que faziam perucas para crianças que perdiam o cabelo em tratamento com câncer e também lembrei dos escalpelados atendidos pela ORVAM”, explica. Ela decidiu multiplicar a solidariedade e enviou pelo correio as mechas para as duas instituições, e ainda conseguiu a doação de mais duas vizinhas de prédio. “Ficou uma sensação de bem estar, de poder em um simples ato melhorar a auto estima de alguém debilitado. Isso não tem preço”, avalia. Carla Eluan passou a pesquisar sobre o assunto e divulgar as ações de instituições como a ORVAM. “Muita gente corta o cabelo de qualquer jeito e nem preocupa com isso por simples falta de informação. Até o cabeleireiros não têm esse cuidado. Eu tive sorte do meu ser super parceiro”, comemora. Outra doação que veio de longe foi da Tatiana Danin, que mesmo morando em Curitiba (PR), fez questão de enviar a mecha de cabelo para a ORVAM, em Belém. “Deu para aproveitar três mechas de 30 centímetros, cada. Mandei meus cabelos pela minha mãe, e ela entregou com uma amiga minha daí”, conta. “foi tanto cabelo que dividi entre as mulheres escalpadas aí do Pará e a campanha do câncer daqui de Curitiba”, comemora. “Nunca usei cabelos tão curtos, mas fiz

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ANEXO A QUASE TUDO DO BEBÊ

Dina Santos e o cabelo cortado. Decidiu que queria doar e foi ao salão

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Cristina (ORVAM) e menina atendida com doação de perucas

isso para doar mesmo, porque me coloquei no lugar das pessoas, e assim pude exemplificar melhor pras minhas filhas”, avalia Tatiana. E deu certo. As gêmeas Bárbara e Luara, de seis anos, também querem fazer o mesmo. “Quando eu disse a elas que ia cortar pra doar e quais os motivos, na hora as duas disseram que iam também, porque iam ficar muito felizes em fazer uma pessoa triste mais feliz. Chorei de orgulho”, elogia a mãe coruja. Outras três amigas de Tatiana já foram convencidas por ela a fazer a doação. “Porque amor é algo que precisamos passar adiante”, conclui. O projeto Cabelegria surgiu em outubro de 2013, numa parceria entre a designer Mariana Robrahn e a publicitária Mylene Duarte. O projeto consiste na arrecadação de cabelos para confecção de perucas, é um projeto voluntário, social e totalmente voltado a ajudar crianças e futuramente adultos em processo de tratamento contra o câncer.

Com quantos fios se faz uma boa ação?

Para confeccionar uma peruca, é preciso da doação de seis pessoas em média, pois para cada unidade produzida são usados até cinco maços de cabelo. Uma peruca de cabelos naturais chega a custar cerca de R$ 3.500,00. Um custo elevado para muitas famílias frente aos

Cristina (ORVAM) e mulheres atendidas com doação de perucas

A Capitania dos Portos do Amapá tem doado equipamentos de proteção do eixo de motor para donos de embarcações, para evitar os acidentes desse tipo

custos de tratamento médico. Como doar meus cabelos- Para fazer a doação os fios a serem doados precisam ter no mínimo 30 centímetros de comprimento. Os cabelos devem estar limpos e secos. Separe em tufos, amarrando com um elástico ou buchinha para facilitar o manuseio, corte e coloque em um saco plástico. Quem quiser mais informações sobre o

serviço da Marinha, que disponibiliza a proteção para o eixo do motor, pode ligar para o disque-segurança da navegação, pelo número 0800-2807200. SERVIÇO ORVAM - AVENIDA JOÃO PAULO II, LOTE 134, CASTANHEIRA, TEL: (91)3231 1177 WWW.ORVAM.ORG.BR EMAIL: MCRISJSANTOS@YAHOO.COM.BR

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A natureza que faz bem para a boca

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a cadeira do dentista, várias plantas provam seu valor e ganham o aval da ciência para deixar nosso sorriso mais bonito Se fosse para fazer a relação completa, a lista das plantas medicinais amigas da saúde bucal passaria de 500 espécies. As plantas mais usadas são as conhecidas pelas atividades analgésica, cicatrizante e antii-nflamatória As espécies que estão na vez perante pesquisadores são a pupunha e o tucumã. Os frutos estão sendo investigados na área acadêmica da odontologia, em busca de comprovação científica para a capacidade das espécies em eliminar diversas linhagens de bactérias e, assim, prevenir a formação do biofilme dental, a famosa placa bacteriana. “Se não for tratado, o biofilme pode progredir para gengivite e até perda dos dentes e óssea”, explica a pesquisadora da Universidade Federal do Pará Danielle Emmi. Nos estudos para a tese de doutorado, Ela testou o óleo da pupunha e do tucumã por terem ação antimicrobiana e concluiu que a eficácia existe. A pupunha, no formato de óleos, causa um efeito imediato ao se incorporar à 1ª camada da placa bacteriana e impedir a agregação de microorganismos. Já o óleo de tucumã possui um efeito mais demorado porque atua diretamente nas células bacterianas, formando uma camada de lipídios que mata as bactérias. O interesse principal de Paula na fruta é o seu potencial antimicrobiano no desenvolvimento de produtos de higiene bucal. “Para uso odontológico, a ideia é associar os dois óleos e seus efeitos a curto e médio prazo”, avalia Danielle. A pesquisa e o uso dos óleos de tucumã e pupunha já estão sendo patenteadas. “Os Os próximos passos serão fazer testes de eficácia paralelos aos estudos clínicos e de laboratório

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Açaí evidencia a placa bacteriana

próximos passos serão fazer testes de eficácia paralelos aos estudos clínicos e de laboratório”, comemora a pesquisadora. Os testes devem durar um ano, com a aplicação dos produtos desenvolvidos em um grupo de alunos de graduação em odontologia voluntários, para acompanhar a evolução de biofilme nesse período. “Depois disso, poderemos avaliar o resultado e dizer se os produtos estão prontos para a comercialização”, conclui Danielle Emmi.

Açaí: da mesa para a cadeira do dentista

Gostoso e energético, o açaí (Euterpe oleracea) agora virou “evidenciador de placa bacteriana” – aquele corante que aponta a aglomeração de bactérias no esmalte dos dentes. Esta foi outra pesquisa desenvolvida em 2001 pela dentista e professora da UFPA, Danielle Emmi. Ela lembra que a ideia para desenvolver o corante natural veio ao observar que a fruta deixa a boca e os dentes coloridos de vermelho. Obra da antocianina, a mesma substância que dá cor às uvas rubras. Ao testar um concentrado do corante de açaí, a pesquisadora confirmou a suspeita e ainda teve uma boa surpresa. “O açaí consegue detectar as áreas comprometidas já a partir do momento em que o biofilme (placa bacteriana) começa a se formar, algo que os corantes hoje disponíveis no mercado não fazem”, diz Danielle. “A eficácia do corante natural chegou a ser 90% superior à dos corantes sintéticos em uso hoje, porque tem uma ação seletiva. Apenas os microorganismos ficam tingidos pelo açaí, enquanto outros produtos colorem toda a boca”, avalia. Ao lado da facilidade para obter o corante de açaí, devido à abundância da matéria -prima e à simplicidade dos processos bioquímicos de extração, o produto, segundo a

dentista, também não causa nenhum tipo de efeito colateral, ao contrário do que pode ocorrer com os produtos sintéticos. “Existem relatos de que o uso desse segundo grupo pode desencadear rinite, urticária ou complicações gástricas”, conta. Enquanto toda a parte clínica do corante foi feita pelos estudantes de odontologia da UFPA, que testaram a eficácia sobre as placas bacterianas de pacientes, a parte laboratorial de desenvolvimento do produto foi feita na Embrapa Amazônia Oriental, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. O concentrado, que tem patente internacional, foi desenvolvido para consultórios, mas, segundo Danielle, nada impede que ele entre na composição de produtos acessíveis à população. “É possível desenvolver produtos baratos, como enxaguantes e pastas de dentes.” Aí, bastará um bochecho na frente do espelho para flagrar a placa. Danielle segue apostando na biodiversidade da Amazônia e com esse trabalho ela ganhou o prêmio de Destaque Científico da Associação Brasileira de Odontologia- Seção Pará, em 2008, e o prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, em 2006.

Sobre a Placa Dentária

A placa bacteriana ou dentária é uma camada macia branca, que se forma sobre os dentes, contendo grande quantidade de bactérias de vários tipos. Se for deixada sem controle por alguns dias, a placa bacteriana endurecerá, especialmente perto da gengiva, formando o tártaro. A placa dental, é um biofilme, geralmente de cor amarela clara a branca, que se forma nos dentes. Se a placa bacteriana não for removida regularmente, pode ocasionar cáries ou problemas periodontais como gengivite. Os microorganismos que formam a placa dental são quase todos bactérias com a composição variando de acordo com a localização na boca. Taismicroorganismos da placa dental estão naturalmente presentes na boca e geralmente são inofensivos. Porém, ao formar placa bacteriana, esses microorganismos podem provocar a desmineralização da superfície dos dentes e cáries. A saliva não é capaz de penetrar na placa e desta forma não pode agir para neutralizar os ácido produzidos pelas bactérias que remineralizar a superfície dos dentes. A placa dental também pode se mineralizar e formar tártaro. A freqüência e técnica correta de escovação de dentes é importante para remoção da placa dental. Algumas bactérias na boca vivem de restos de comida, especialmente açúcares. Na falta de oxigênio elas produzem ácido lático, o qual dissolve o cálcio e fósforo no esmalte www.paramais.com.br

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Óleo e frutos de tucumã

Óleo e frutos de pupunha

em um processo chamado desmineralização. O processo de desmineralização do esmalte acontece abaixo do ph crítico de em torno de 5,5. A saliva gradualmente neutraliza os ácidos fazendo com que o ph da superfície do dente se eleve para acima do ph crítico. Isso causa a remineralização, o retorno do minerais dissolvidos ao esmalte. Se houver tempo suficiente entre a ingestão de alimentos (duas ou três horas), e o dano for limitado, o dente pode-se reparar por si mesmo.

Laboratório – açai

História

As civilizações antigas agiam para tratar os problemas de saúde da sua época, reportando-se do início da arte de curar até os tempos atuais. Não se pode precisar onde e quando surgiu a odontologia, mas nos primórdios da humanidade a arte de curar era intuitiva e estava impregnada de superstições, em que a medicação usada era muito empírica, composta principalmente de plantas e excrementos de animais. Faz mais de dois mil anos que os chineses empregam os vegetais no tratamento das inúmeras doenças do seu povo. Já antes de Cristo usavam o alho para certos tipos de dor de dente. A cárie dentária sempre existiu e evoluiu com o passar dos milênios, devido principalmente à mudança do hábito alimentar. Radiografias de crânios de múmias comprovam a existência de cáries dentárias. Nesses documentos existem citações de tratamento de cáries dentárias com o uso de uma pasta

Danielle Emmi: “Se não for tratado, o biofilme pode progredir para gengivite e até perda dos dentes e óssea”

de cebola e cominho, a qual era introduzida na cavidade dentária. Sabe-se que antes do advento do anestésico, por exemplo, o homem buscou na natureza as soluções para a diminuição ou supressão da dor, usando como fonte as

plantas, manipulando ervas, raízes, cascas, folhas e flores. No Império Romano a higiene bucal era considerada um elemento indispensável para a atração sexual. Assim, era comum o uso de dentifrícios de pó de rosas, noz moída emirra. Para a dor de dente eram empregados bochechos com solução feita de raiz de mandrágora fervida em vinho. Em 1532, também na Europa, Pedro Cieza de Leon descreveu a planta coca (Erithroxylum coca). Era uma planta que há muitos anos vinha sendo usada pelos povos nativos do Peru, Bolívia e Colômbia, que a mascavam para o alívio das dores. Em 1728, Pierre Fauchard, o “Pai da Odontologia Moderna”, já indicava o óleo de cravo para o tratamento da dor de dente e da cárie dentária. Em 1804, na Alemanha, Friederich Wilhelm Sertüner obteve o princípio ativo da planta dormideira branca ou papoula (Papaver somniferum), ao qual ele denominou de “morphyum” e, mais tarde, Gay Lussac chamou de morfina. Pela primeira vez, assim, se extraía um princípio ativo de origem vegetal. Em 1894, Luckie, nos Estados Unidos, apresentou o óxido de zinco e eugenol como restaurador dentário provisório. Da segunda metade do século passado para os dias atuais a odontologia vem cada vez mais assistindo à introdução de plantas medicinais em seu arsenal terapêutico, tanto na composição química de materiais odontológicos, como pelo seu emprego direto no tratamento de doenças bucais.

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oje o projeto conta com 200 viveiros, atende a 400 famílias na região. Com a adoção de técnicas simples e consciência ambiental, pescadores de camarão da Ilha das Cinzas, município de Gurupá (PA), a 349 quilômetros de Belém, melhoraram a qualidade da pesca na região por meio do uso do Matapi Ecológico, um instrumento para pesca adaptada que permite que apenas os camarões grandes sejam capturados. Desta forma, os camarões menores - ainda não aptos para o consumo - conseguem sair, o que permite preservar a espécie. O projeto Manejo Comunitário de Camarão de Água Doce, criado pela Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas (ATAIC) foi o vencedor do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2005, na categoria Região Norte. A tecnologia social potencializou os saberes locais e valorizou o trabalho das mulheres na produção dos matapis, confeccionados com tala do jupati - palmeira da família das Arecáceas - e complementado com nylon. Além disso, com a adoção da téc-

Aos nossos amigos e

Grande é a procissão a pedir A misericórdia, o perdão clientes um Feliz Círio A cura do corpo e pra alma, a salvação Pobres pecadores, oh Mãe Tão necessitados de Vós Santa Mãe de Deus, tem piedade de nós De joelhos aos Vossos pés Estendei a nós Vossas mãos Rogai por todos, nós Vossos Av. Pedro Alvares Cabral, 4765 filhos, meus irmãos Sacramenta - Fones: 3233-2668 / 3244-1356

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nica, a qualidade do pescado melhorou e fez o valor de venda aumentar de R$ 0,80 o quilo, em 1997, quando ainda não era utilizada, para R$ 10 nos dias atuais. Após a premiação da Fundação BB, a tecnologia ganhou ainda mais força para investir na preservação dos estoques naturais e, com isso, foi possível expandir para outras cinco comunidades do Marajó - Cojuba, Arapapá, Sarapoí, Aruãs e Icatu. Hoje o projeto conta com 200 viveiros, atende 400 famílias e não se limita mais ao camarão: trabalha também com o manejo integrado dos recurIlha das Cinzas, município de Gurupá (PA), a 349 quilômetros de Belém

sos ambientais da região, como açaí e pescado, além de ações relacionadas à promoção de saúde e educação. Josineide Malheiros, que trabalha no projeto desde a criação, conta que a premiação tornou possível realizar diversas atividades, entre elas, o encontro regional de mulheres; o estudo de mercado do camarão; o manejo da plantação de açaí e a aquisição de equipamentos de manejo florestal e de pesca; assim como a compra de insumos para os pescadores. Por meio de outra parceria com a Fundação BB, o projeto foi contemplado

Em formato cilíndrico, os matapis sofreram adaptação para evitar pesca pedratória. O instrumento permite que apenas os camarões grandes sejam capturados

também com uma estação digital, com 20 computadores que atendem a toda a comunidade.

A tecnologia social potencializou os saberes locais e valorizou o trabalho das mulheres na produção dos matapis, confeccionados com tala do jupati - palmeira da família das Arecáceas

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Escola Casarela reúne cultura e formação profissional

I

magine um espaço onde a criatividade é a força que movimenta todas as ações. Assim é a Escola Casarela, um espaço de conhecimento voltado para a criatividade e a valorização da capacidade empreendedora. A iniciativa surgiu em agosto de 2013, quando duas empresas- a Alt Produções, voltada para produção audiovisual, e a agência de publicidade Ovelha Negra, passaram a funcionar em um mesmo prédio. As empresas funcionam de forma autônoma, mascom filosofias parecidas, a proximidade e a facilidade de ter um espaço disponível para novos projetos fez surgir um terceiro empreendimento, a Escola Casarela. Se a criatividade é o combustível, isso se reflete nos pequenos detalhes da casa. Do cantinho do rodapé ao teto da Casarela, nada passa despercebido. O mesmo acontece com a programação das atividades. Em um ano, a escola conseguiu manter a média de dois cursos por mês, com cerca de 15 alunos em cada. No começo, os cursos eram focados na formação e capacitação em produção audiovisual, principalmente para o mercado Priscila Brasil empresária de Gaby Amarantos em um dos Conversa Criativa

Salas para cursos audiovisuais

formação e capacitação desses profissionais. “ Por isso criamos a Casarela e sempre buscamos trazer os melhores da área para ministrar os cursos ou debater sobre as questões culturais”, diz ela.

cinematográfico crescente de Belém. “Esta é uma área muito carente em Belém, é onde se concentra a maior demanda”, avalia a supervisora da Escola Casarela, Lorrana Schalken. Não é à toa. A cidade fervilha com a produção de filmes e curtas, e não só de produção local. Grandes produções vêm de outros estados para filmar na capital paraense e isso acaba gerando oportunidades de trabalho. “O mercado de cinema de Belém tem crescido e há necessidade de contratar gente de fora ou pessoas sem especialização”, avalia Lorrana. Ela avalia que as iniciativas públicas nessa área ainda são incipientes e a experiência privada ainda se mostra mais eficiente na

Criatividade

Além da produção audiovisual, a comunicação também é foco nas atividades da escola, principalmente na publicidade. Mas não pára por aí. “Nosso foco iniciou como educação criativa, mas queremos ser também um ponto de cultura”, antecipa Lorrana. Um exemplo disso são os “Encontros Criativos”, onde duas pessoas de áreas distintas são convidadas para falar sobre a criatividade em suas atividades. Foi assim que a escola conseguiu reunir o chef de cozinha Thiago Castanho e a fotógrafa Joana Figueroa em um mesmo bate-papo. “É interessante ver como as pessoas gostam de saber como o outro usa a criatividade em

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Conversa criativa com Thiago castanho e Joana Figueroa

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seu trabalho e compartilhar conhecimento”, ressalta Lorrana. A meta é utilizar o espaço para a realização de shows e exposições artísticas também, além de cursos mais diversificados. Já estão previstos cursos sobre grafite, com Sebá Tapajós, e ilustração, com Rodrigo Santalices. “Não queremos trabalhar apenas com projetos nossos. Temos espaço e vontade e então, vamos disponibilizar a escola casarela para outros projetos que possam contribuir e incentivar a criatividade e a capacitação”, finaliza a supervisora. Curso de graffite ministrado pelo Sebastião Tapajós Jr

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Quer um filho feliz e equilibrado? Ame-o com regras e limites

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Texto Cláudia Bancaleiro

ão há pais perfeitos e a imperfeição faz parte do crescimento de uma criança. Mas é possível ajudar um filho a ser melhor e para isso é necessário um equilíbrio saudável entre ensino, disciplina e amor. A tarefa pode parecer difícil quando um pai tem à sua frente um filho insolente ou teimoso. Como amar e educar ao mesmo tempo? O pediatra Mário Cordeiro diz que é possível. Basta entender que o amor também é expresso no estabelecimento de limites e de regras. “O amor é indissociável da educação”. Este é o pensamento base do mais recente livro de Mário Cordeiro, Educar com Amor. Para alguns pais pode parecer confuso que ao educar uma criança o amor possa ficar de lado, porque associam o método de educar ao repreender e em casos de desespero ao

gritar e dar umas palmadas. No livro do pediatra e autor de outros títulos sobre a infância e adolescência, de 58 anos, pai de cinco filhos e com cinco netos, há exemplos de casos reais e ajudas para resolver situações mais complicadas, dando a compreender aos pais o que está por detrás de birras, um determinado sentimento ou uma mentira criada pela criança. Mário Cordeiro dedica também alguns capítulos à forma de ajudar um filho a lidar com sentimentos negativos ou a ser mais alegre, não deixando de sublinhar a importância de aprender as qualidades humanas, desenvolver o sentido de ética e princípios educativos. O pediatra quer suscitar o debate destas questões entre os pais e começa por afirmar que “educar representa um grande investimento de ‘energia’, de disponibilidade, de muitas vezes hesitar por não se saber se se está agindo bem, mal ou sendo incoerente e inconsistente”. Mas “isso é amor”, sublinha. Não gostar de um filho seria “deixar a crian-

Amor nunca é em demasia, a proteção extrema é que pode ser perigosa

A SAÚDE DA SUA FAMÍLIA EM 1º LUGAR

m Homenage

ça fazer tudo o que queria e não se importar que se tornasse, certamente, num adulto irresponsável, desagradável e disfuncional, ou seja, numa pessoa péssima e num cidadão execrável”. Aqui pode surgir outro problema: Como fazer entender a um filho que o educamos por amor? “Dizendo-lhe, demonstrando-o, compreendendo as suas ações mesmo que as condenemos e proponhamos um castigo”, explica Mário Cordeiro, que se opõe à saída mais fácil adotada por alguns progenitores “dar dois berros e nada explicar, não mostrar empatia e agredir, ou então ignorar e não educar”. Mas isso não é amor, afirma. O pediatra afirma que numa relação entre pai e filho o amor verdadeiro “não se cobra”, é “oblativo”. Por outro lado, o “amor não é incondicional”, alerta. “Há condições como o respeito, o salvaguardar a imagem e a pessoa do outro, o seu espaço, as suas ideias, gostos e opções”. Quanto aos pais que protegem demasiado os filhos, o que pode afetar a imposição de disciplina, Mário Cordeiro reforça que amor nunca é em demasia, a proteção extrema é que pode ser perigosa. Isto porque a superproteção pode tornar-se “numa espécie de redoma claustrofóbica que prejudica o desenvolvimento de uma autonomia responsável e cuidadosa” da criança.

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