Page 1

EDITORA CÍRIOS

SETEMBRO 2014

BELÉM-PARÁ

WWW.PARAMAIS.COM.BR

ISSN 16776968

EDIÇÃO 151

R$ 8,00

COMBATE ÀS QUEIMADAS A TRADIÇÃO DO ÇAIRÉ

JOGOS TRADICIONAIS INDIGENAS A FORÇA DO TEATRO PARAENSE

CAPA 151.indd 1

19/09/2014 16:40:07


EVENTOS ESPORTIVOS E CORPORATIVOS

SONORIZAÇÃO, ILUMINAÇÃO E PROJEÇÃO

CONGRESSOS, TELECONFERÊNCIA

INFORMÁTICA

• Configuração de redes wi-fi e cabeada • Instalação de softwares e hardwares • Salas de treinamento Monitorização

ESTRUTURA

• Montagem de Palco Boxtruss • Montagem de estrutura para sinalização de evento (banners) Pista de vidro.

End. Pass. Boa Ventura da Silva 911 entre Castelo e 14 de Abril. Bairro Fátima Belém / PA Contatos: (91) 3236-4111 / 8112-5595 kprojecoes@gmail.com 2 Pará+ www.kprojecoes.com ANUNCIO K PROJEÇÕES.indd 2

Projeções e Eventos www.paramais.com.br

19/09/2014 15:53:17


º

1º Lugar 2013 - Osmarino Souza

3º Lugar 2013 - Leonardo Lopes Monte

2º Lugar 2013 - Antônio Cicero

iro

4º Lugar 2013 - Rogério Dantas Reis

Para concorrer, as fotos deverão ter a temática “Nossa Senhora de Nazaré, seus Círios, Ecumenismo, Devoção, Folclore Popular e Artesanato”. Referentes às Festividades Nazarenas em qualquer dos Círios em homenagem e louvor à Virgem de Nazaré, em 2014.

Premiações: 1º e 2º colocados Notebooks 3º, 4º e 5º colocados Tablet 10”

Fique por dentro

ImagensdeCirios

INSCRIÇÕES E REGULAMENTO NOS SITES:

www.cirios.com.br ou www.paramais.com.br

Ou na Editora Círios: Rua Timbiras, 1572 (Pe. Eutíquio e Apinagés) Batista Campos. Belém-PA Fones: (91) 3223.0799 / 3083.0973 PARCEIROS

REALIZAÇÃO

Revista

Editora Círios

ANUNCIO IMAGENS DE CIRIOS 2014.indd 3

19/09/2014 15:56:46


Pará+

Revista

N E STA E D I Ç ÃO EDIÇÃO 151 - SETEMBRO/2014

PUBLICAÇÃO

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

06

Desmatamentos e o Dia da Árvore

09

Ibama deflagra operações simultâneas para conter incêndios nas áreas federais protegidas

10

Queimadas início da prevenção durante a estiagem na região

12

Elevação do nível do mar ameaça sobretudo pequenos Estados insulares

18

14

Jardins filtrantes vão tratar águas poluídas

16

Protocolo para produção sustentável do óleo de palma no Estado

30

Equipes de peregrinações em preparação ao Círio

31

Missa do Mandato

* Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

C A PA ÍRI S CÍRIOS OR CÍRIO EDITORA

COM.BR

MAIS. WWW.PARA BELÉM-PARÁ SETEMBRO

2014

EDIÇÃO 151

ISSN 1677

6968

Çairé 2014 em Santarém

ÍNDICE DIRETOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Ana Claudina Santos DRT 1310, Dedé Mesquita, Diego Andrade, Fábio Arruda Mortara, Henrique Pereira dos Santos, Manu Viana, Ronaldo Hühn e Sylvio Fagundes; FOTOGRAFIAS: Adriano Nascimento/Hangar, Alcantara/Semcom, Alfredo Fernandes/Agecom, Antonio Cruz/Agência Brasil, Ascom Ngtm, Carlos Sodré, Cláudio Santos, Rodolfo Oliveira, Sidney Oliveira /Arquivo Ag. Pará, José Rodrigues, Marcos Fabiano/CCOM-PMS, Nelson Feitosa/Ibama divulgao, Paulo de Araújo/ MMA;Prevfogo, Renato Araújo/Abr, PrevFogo, Ray Nonato/SEEL, Tamara Saré-Secult, Wanessa Viana/ Ascom Basílica de Nazaré, William Santos e Samuel Alvarenga/CCOM/PMS; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios

R$ 8,00

ADAS ÀS QUEIM COMBATE IÇÃO DO ÇAIRÉS A TRAD DICIONAIS INDIGENA

24

A RAENSE JOGOS TR TEATRO PA AFORÇA DO

IV Jogos Tradicionais Indígenas

34

Aumento de bactérias resistentes a antibióticos põe médicos em alerta

40

As lulas cor-de-rosa e a sustentabilidade

Nesta Edição (151).indd 4

FAVOR POR

CIC

36

No palco, a força do teatro paraense

ST A

Nossa Senhora de Nazaré em Manaus RE

32

Brasil enfrenta onda de queimadas. Seca, calor e especulação são as causa. Foto: Luiz Fernandes/WWF

I LE ESTA REV

PA-538

Portal Amazônia

www.revistaamazonia.com.br

19/09/2014 15:59:16


Qual é a hora certa para fazer um intercâmbio? Texto Ana Luisa D’Arcadia de Siqueira *

Q

ue viver uma experiência no exterior traz resultados positivos na vida pessoal e pro�issional de um aluno, muita gente já sabe. Por este motivo, cada vez mais, os brasileiros tem procurado o intercâmbio cultural em diferentes destinos do mundo. Mas a grande dúvida é: qual a hora certa? Viajar durante o ensino médio ou se formar no segundo grau e embarcar antes de entrar na faculdade? Trancar a faculdade e passar um período fora do país ou esperar a formatura? Há a possibilidade de entrar no mercado de trabalho e fazer um curso no exterior no período de férias ou algum curso subsidiado pela empresa? Há a opção de tirar um período sabático ou realizar esse sonho na aposentadoria? En�im, opções não faltam e pessoas com as mais diversas experiências também. O primeiro passo é analisar a situação e de�inir o objetivo da viagem. Um aluno de high school (ensino médio), normalmente toma a decisão do intercâmbio junto com os pais. Neste caso é importante pesar o nível do inglês, a maturidade, o melhor período para viajar sem prejudicar os estudos no Brasil, além da de�inição do tempo de estadia no país, que neste caso costuma ser de seis meses ou um ano. Adiar o início da faculdade também é uma opção usual entre os jovens. Esta escolha bene�icia muito aqueles que ainda não tem certeza do rumo que querem tomar na vida pro�issional. Viver esta experiência pode trazer mais segurança para embarcar na universidade no retorno ao Brasil ou fazer a graduação no exterior.

www.paramais.com.br

Qual é a hora certa para fazer um intercâmbio.indd 5

Fazer um intercâmbio é o sonho de muito gente e pode ser uma das melhores coisas a se fazer, porque certamente o choque cultural faz com que a pessoa amadureça muito, independente de para onde decida ir

Quem quer aprimorar o segundo idioma e não tem condições de passar um período longo fora do país, pode optar por fazer um curso no período de férias do trabalho ou faculdade. Essa opção é muito comum. Com a dedicação do aluno, mesmo um curto período de curso (duas a quatro semanas) pode trazer grandes bene�ícios. Há casos de pessoas que querem mudar a vida e se planejam para passar um período fora do país e atingir objetivos especí�icos. Alguns querem aprimorar um outro idioma, outros fazer um curso em sua área de atuação ou simplesmente expandir os limites, conhecer novas culturas e buscar novas possibilidades. Isso acontece nas mais diversas faixas etárias e é realmente uma decisão que muda a maneira de pensar do aluno. Aqueles que não tiveram oportunidade de fazer um intercâmbio quando mais jo-

vens, enxergam na aposentadoria a chance de realizar esse sonho. O interesse por intercâmbio cultural nesta faixa etária vem crescendo consideravelmente. Há colégios que oferecem cursos especí�icos para esta faixa etária. Independente da situação, é importante buscar uma agência séria e consolidada no mercado que possa dar todo o suporte e ajudar o aluno nesta decisão. Consultores educacionais são os mais indicados para tirar as dúvidas e ajudar no planejamento do tão sonhado intercâmbio cultural. Quando se fala na hora certa de fazer um intercâmbio, não existe uma fórmula pronta, um certo ou errado. O importante é que o momento escolhido seja o adequado para a fase que cada pessoa está vivendo e que esta escolha faça com que o aluno atinja os objetivos de�inidos para a sua vida. Um bom planejamento é a melhor forma de realizar esse sonho e colher os melhores resultados.

(*) Diretora de marketing da Global Study, franquia de intercâmbios.

Pará+

<<

05

19/09/2014 15:55:23


Desmatamentos

E O DIA DA ÁRVORE Fotos Antonio Cruz/ Agência Brasil, Renato Araújo/Abr, PrevFogo, Nelson Feitosa/Ibama divulgao

06

Pará+

Desmatamentos e o Dia da Árvore.indd 6

F

lorestas inteiras são derrubadas para a comercialização de madeira ou queimadas para que se dê lugar a pastos para gado, ou mesmo pela simples expansão das cidades ou para exploração comercial dos recursos materiais. As florestas e bosques restantes no planeta todo possuem apenas uma pequena parcela de sua cobertura original. Nos países em desenvolvimento, principalmente asiáticos como a China, quase toda a cobertura vegetal foi explorada. Estados Unidos e Rússia também destruíram suas florestas com o passar do tempo. Segundo dados do governo brasileiro, a destruição da Amazônia, a maior floresta equatorial do mundo, fechou no ano passado, com uma alta de 29%. Apesar do aumento em 2013, a área desmatada ainda é a segunda menor desde que o governo brasileiro começou a calcular o desmatamento em 2004, quando quase 30 mil quilômetros quadrados de floresta foram perdidos. www.paramais.com.br

19/09/2014 16:08:08

M A


Dados de satélite para os 12 meses que antecederam mostraram milhares de quilômetros quadrados de floresta foram desmatados na Amazônia brasileira

Desmatamento ilegal alimenta centenas de serrarias irregulares dentro da Reserva Extrativista Continuam sendo registrados desmatamentos ilegais e criminosos em toda Amazônia Legal

Mesmo assim, o Brasil assiste, ano após ano, sua riqueza natural desaparecendo. O desmatamento na Amazônia já atinge boa parte da sua cobertura original. O caso da Mata Atlântica é ainda mais trágico, pois apenas 9% da mata sobrevive a cobertura original de 1500. No mundo todo,

150 mil quilômetros quadrados de floresta tropical são derrubados por ano, sendo que no Brasil, esse número gira em torno de 20 mil quilômetros quadrados.

Conseqüências

Os resultados da ação exploratória do homem na natureza podem ser percebidos nos quatro cantos do planeta. A diminuição

Fumaça de queimadas ao longo do rio Xingu

significativa da cobertura vegetal acelera o processo de erosão da terra – assim, quando há uma chuva forte, por exemplo, as possibilidades de acontecer enchentes e inundações são muito maiores, e é o que vem ocorrendo sistematicamente. Além disso, sem a proteção da vegetação, o solo sofre mais com a ação do sol, ressecando-se e podendo provocar o processo de desertificação (formação de desertos e regiões áridas em áreas antes verdes). No Bra-

MATERIAIS ELÉTRICOS MATERIAIS HIDRÁULICOS AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

Av. Dr Freitas, 101

entre Pedro Alvares Cabral e Pass. 3 de Outubro

www.paramais.com.br

Desmatamentos e o Dia da Árvore.indd 7

Pará+

07

19/09/2014 16:08:17


Os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registram vários focos de queimadas em todo o país

sil, este processo vem ocorrendo no sertão nordestino e no cerrado de Tocantins nas últimas décadas. A extinção de espécies vegetais, que podem servir de alimento e também de base para medicamentos, tanto para seres humanos como animais, pode desequilibrar toda a cadeia ecológica. Por fim, o desmatamento tem sido apontado com um dos grandes contribuidores para o aquecimento global, pois as árvores são capazes de neutralizar as emissões de carbono, um dos grandes vilões do aquecimento global.

Soluções

Setembro registra 15.622 focos de incêndio em todo o país >> Dados coletados por satélites de referência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que, em setembro, foram registrados 15.622 focos de incêndio em todo o Brasil. Esse volume representa aumento superior a 160%, em relação ao mesmo período de 2013, quando o Inpe registrou 5.946 focos. Os dados revelam que Mato Grosso é o estado mais atingido por incêndios, seguido pelo Pará e Maranhão. Juntos, os três somam quase 44% do total de focos ao longo do mês. O Pará também se destaca por abrigar o município com o maior número de registros, São Félix do Xingú, com 551 focos. Conforme informações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o aumento dos registros não é surpresa. A condição climática e o acúmulo de matéria orgânica, decorrente da redução das queimadas do ano passado, favoreceram esse crescimento. O Ibama avalia que a construção de aceiros negros é a maneira mais eficaz de prevenir os incêndios. Eles servem de controle da queima da vegetação, consequentemente impedem o avanço do fogo. Para evitar, o descontrole, técnicos do instituto ressaltam a importância de ações de educação ambiental junto à população. Para esses técnicos, é considerado incêndio o fogo que se espalha sem controle pelas florestas e matas, originado ou não pelo homem. Já as queimadas têm a presença direta do homem e são utilizadas, principalmente, para “trabalhar” determinada área para plantio ou pecuária. Devido ao baixo custo, a prática de limpeza de terrenos com uso de queimadas é tão comum como os riscos que ela representa. No Mato Grosso, por exemplo, a técnica é proibida de 15 de julho a 15 de setembro. Os biomas Amazônico e Cerrado totalizam 87% do volume de queimadas e incêndios em todo o território nacional. Analista ambiental do ICMBio, Angela Barbara Garda informou à Agência Brasil queo incêndio transforma-se em ameaça à biodiversidade quando compromete seguidamente a reprodução das espécies, impedindo sua perpetuação a longo prazo. “É importante lembrar a existencia de ambientes sensíveis, mas tolerante e até dependentes do fogo”, salientou.

Parar o processo de extinção de espécies animais e vegetais, e do desflorestamento, não é fácil nem rápido. Mas também não é impossível. A primeira ação é uma vigilância mais acirrada acerca da derrubada de árvores e das queimadas. O maior policiamento, e punições mais severas, ajudaria a diminuir a taxa preocupante de diminuição de espécies das florestas e das plantas. Além disso, o planejamento para a expansão das cidades e das áreas agrícolas, para que não agridam o meio ambiente, e da exploração dos recursos naturais, como a madeira, são indispensáveis. Mas não é só controle e vigilância as soluções para esse problema. É preciso também conscientizar e educar a sociedade, os governos, as empresas. Através de programas de educação ecológica, em que se aprenda o valor e a função de cada planta para a vida das outras espécies e para a vida humana, em como tratar e preservar o meio ambiente, e como valorizar a natureza e o planeta todo como um lar, é possível brecar o processo de extinção de várias espécies e o desmatamento, e até mesmo fazê-los regredir, através do reflorestamento e do cultivo e cuidado da natureza.

TEMAKERIA / FRESH FISH

Das 18:00h às 23:50h

DELIVERY Rômulo Maiorana, 2109 próx a Enéis Pinheiro Duque de Caxias esq com Curuzu 08

Pará+

Desmatamentos e o Dia da Árvore.indd 8

(91) 3246-5644

O governo brasileiro frequentemente promove operações policiais para combater madeireiros ilegais na floresta, mas os ambientalistas dizem que mais ações são necessárias www.paramais.com.br

19/09/2014 16:08:23


Ibama deflagra operações simultâneas para conter incêndios nas áreas federais protegidas Texto Ascom/Ibama Fotos: Paulo de Araújo/MMA; Prevfogo

Operações simultâneas para conter incêndios: a culpa é quase sempre do homem

O

A área queimada em 2014 ainda está bem abaixo do registrado nos últimos quatro anos

EXPRESSO VAMOS + LONGE POR VOCÊ ! www.paramais.com.br

Ibama deflagra operações simultâneas para conter incêndios.indd 9

início do mês de setembro marca o clímax da temporada de incêndios florestais. Apesar dos 1500 brigadistas contratados atualmente pelo Ibama combaterem a maioria dos focos imediatamente, evitando a evolução para grandes incêndios florestais, em muitos casos a ocorrência de vários focos simultâneos ou a chegada de grandes frentes de fogo contínuas exigem operações de grande porte. Há grandes operações em andamento no Parque Nacional da Serra da Canastra (MG), Estação Ecológica Serra do Tocantins (TO), Terra Indígena Avá-Canoeiro (GO). Terra Indígena Areões (MT), Terra Indígena Menkragnotire (PA), Parque Nacional Campos Amazônicos (AM) e Terra Indígena Tenharim-Marmelos (AM). A área queimada pelo incêndio florestal que atinge simultaneamente o Parque Nacional dos Campos Amazônicos e a Terra Indígena Tenharim -Marmelos é de 104.354 hectares. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável pelas Unidades de Conservação Federais, a área queimada em 2014 ainda está bem abaixo do registrado nos últimos quatro anos, embora a maioria delas esteja apresentando níveis críticos de risco de incêndios florestais. O histórico de focos de calor captados via satélite e as previsões meteorológicas indicam uma intensificação do problema nos próximos dias, até que as chuvas retornem.

MATRIZ: ANANINDEUA-PA BR 316 - KM 5, S/N - ANEXO AO POSTO UBN EXPRESS ÁGUAS LINDAS - CEP: 67020-000 FONE: (91) 3321-5200

FILIAIS:

GUARULHOS-SP FONE: (11) 2303-1745

MACAPÁ-AP FONE: (96) 3251-8379

Pará+

09

18/09/2014 11:20:59


Queimadas: início da prevenção durante a estiagem na região Prevenção

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil começou em agosto uma série ações de prevenção e combate a incêndios florestais típicos do período

Fotos Carlos Sodré, Cláudio Santos, Rodolfo Oliveira/ Arquivo Ag. Pará

N

o final do primeiro semestre, o sol atravessa a linha do Equador em direção ao Hemisfério Norte, causando uma progressiva redução das chuvas em todo o Brasil, condição que permanece até outubro, quando inicia o período chuvoso em grande parte do País. Por conta desse fenômeno, algumas regiões do Pará enfrentam meses de estiagem, e o consequente aumento das queimadas, o que coloca a Defesa Civil do Estado em alerta constante nesse período. De acordo com Antônio Sousa, meteorologista da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), em relação ao primeiro semestre, os índices mensais de chuva agora mostram uma significativa redução. Segundo o prognóstico definido na reunião de Rede de Previsão Climática e Hidrometeorológica do Pará (RPCH), realizada em agosto, o mês de setembro tende a registrar um baixo índice de chuvas no sul do Pará. Já na região nordeste do Estado, a distribuição de chuvas nos meses de agosto, setembro e outubro será irregular, ficando abaixo do esperado. “A sensação de tempo abafado, devido às

10

Pará+

Queimadas início da prevenção durante a estiagem na região.indd 10

temperaturas elevadas do ar e à baixa umidade relativa, tende a impactar em algumas atividades, como a agricultura, pecuária, transporte fluvial e a mineração. O tempo seco, a falta de chuva e o calor excessivo contribuem como combustível para o desencadeamento e a propagação de fogo na vegetação”, explica Antônio Souza.

Por conta desse cenário, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec-PA) começou, em agosto, uma série ações de prevenção e combate a incêndios florestais típicos deste período do ano, em várias regiões do Estado. Técnicos da Defesa Civil estão sendo enviados aos municípios para fazer uma triagem de cada região, analisando o panorama climático e os níveis dos rios. Os dados servirão para que o órgão trace um plano de metas e ações de prevenção de incêndios. De acordo com o capitão William da Silva, chefe de Operações da Cedec-PA, as queimadas não decorrem apenas das condições climáticas. Também resultam das ações do homem, que invade a floresta e aumenta o risco de incêndios. “Municípios com tradição na agricultura, seja familiar ou comercial, normalmente são os mais atingidos. A invasão das áreas de florestas pela atividade humana acaba potencializando esse quadro, por isso devemos fazer a prevenção, auxiliando no manejo da terra e informando que medidas devem ser adotadas. Vale ressaltar que esses acidentes não causam prejuízos só aos proprietários dessas áreas, mas à fauna e à flora da região”, informou o chefe de Operações da Cedec.

Redução do volume pluviométrico deixa Defesa Civil do Pará em alerta www.paramais.com.br

18/09/2014 11:29:12


As queimadas não decorrem apenas das condições climáticas...

Capitão William Silva, Chefe de Operações da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec-PA)

A Defesa Civil vai atuar em parceria com as autoridades de segurança dos municípios, fazendo um plano contingencial, de acordo com as necessidades. “Cada localidade tem suas particularidades, e aquelas que têm maior incidência de focos de incêndio receberão um reforço no efetivo, para que possamos instruir a população a combater os acidentes”, informou o capitão. Além de auxiliar as pessoas sobre que medidas devem ser adotadas ao menor sinal de incêndio, o capitão William também alerta para os riscos da prática de queimada após a limpeza de quintais. “Aconselhamos a população a procurar a prefeitura de sua cidade e solicitar ao órgão competente que faça a coleta do entulho, pois a queimada do

lixo pode provocar um incêndio de grande proporção”, afirmou. O Corpo de Bombeiros pede à população que evite por fogo na vegetação ou em entulhos, e aos motoristas, em especial, que não joguem pontas de cigarro pela janela dos veículos, principalmente em rodovias, pois em contato com a vegetação seca essas pontas acesas podem provocar incêndios e a obstrução da visibilidade nas estradas.

Ao menor sinal de queimada, a população deve telefonar para o número 190, em qualquer região do Pará. O Corpo de Bombeiros encaminhará uma equipe ao local para fazer uma análise técnica e, caso necessário, mobilizará os demais órgãos de proteção civil. A Sema disponibiliza os relatórios de monitoramento meteorológico em todas as regiões paraenses, por meio do site www.sema. pa.gov.br/previsao

SAN PAOLO b r a s s e r i a

ESPAÇO PRIVADO

Queimadas início da prevenção durante a estiagem na região.indd 11

r i s t o r a n t e

BUFFET A QUILO DE SEGUNDA A DOMÍNGO

Avenida Comandante Brás de Aguiar, 756 (entre a Av. Generalíssimo Deodoro e a Trav. Quintino Bocaiuva) www.paramais.com.br

&

Reserve seu Evento

(91) 3224-6210 Pará+

11

18/09/2014 11:29:16


Elevação do nível do mar ameaça sobretudo pequenos Estados insulares

Recifes de corais são fortemente afetados pelo aquecimento global. Na foto, Recifes no litoral nordestino

Nível do mar aumenta mais rápido nesses locais do que no resto do mundo, colocando setores essenciais, como pesca e turismo, em risco. A ONU pede ações imediatas para barrar tendência. Enchente no Ver o Peso, em foto antiga de O Liberal

12

Pará+

Elevação do nível do mar ameaça sobretudo pequenos Estados insulares.indd 12

C

omo consequência do aquecimento global, o nível do mar está aumentando até quatro vezes mais nos 52 Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEID) do que no restante do mundo, revelou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), num relatório publicado recentemente. Enquanto a média global de elevação do nível do mar é de 3,2 milímetros por ano, em algumas ilhas do Pacífico foi registrado um aumento anual de 12 milímetros, entre 1993 e 2009. Trata-se da maior ameaça para o meio ambiente e o desenvolvimento socioeconômico nesses Estados, a qual pode resultar em perdas anuais de trilhões de dólares. O Pnuma pede políticas e investimentos www.paramais.com.br

18/09/2014 11:48:19


Alta da maré inunda ruas de Belém, em foto de Roberto Meira

globais imediatos em energia renovável e economia verde para evitar o agravamento desses impactos das mudanças climáticas. “Esses 52 países, com mais de 62 milhões de habitantes, produzem menos de 1% dos gases do efeito estufa emitidos no mundo, mas sofrem desproporcionalmente com as mudanças climáticas causadas pelas emissões globais”, alerta Achim Steiner, diretor -executivo do Pnuma. Steiner ressalta que, felizmente, estudos mostram que há meios de combater essa tendência. Segundo o diretor, cabe à comunidade internacional ajudar os PEID, por meio de um acordo climático a ser implementado em 2015, que terá como objetivo cortar emissões e minimizar os impactos das mudanças climáticas sobre essas ilhas. O relatório faz um alerta sobre a magnitude e a frequência dos riscos provocados pelo clima, que irão aumentar devido ao avanço do aquecimento global, atingindo especialmente as pequenas ilhas. Se políticas e ações voltadas para a economia verde não forem colocadas em prática, esses países sofrerão impactos desproporcionais e intensos em vários setores, como turismo, agricultura, pesca, energia, saneamento e saúde. A pesca, por exemplo, é responsável por até 12% do Produto Interno Bruto (PIB) em alguns desses países. Além disso, o peixe representa 90% da proteína animal na dieta das comunidades das ilhas do Pacífico. O turismo, extremamente importante para a economia dos PEID, também poderia ser gravemente afetado. A ilha caribenha de Granada, por exemplo, perderia 60% de suas praias com um aumento de 50 centímetros no nível do mar.

Dimensão territorial

A vulnerabilidade dos PEID em relação às mudanças climáticas e ao aumento do

www.paramais.com.br

Elevação do nível do mar ameaça sobretudo pequenos Estados insulares.indd 13

nível do mar é maior devido às pequenas dimensões territoriais, à concentração populacional e à grande dependência dos ecossistemas costeiros para o estilo de vida, alimentação, segurança e proteção contra eventos climáticos extremos. Além disso, o relatório aponta que os recifes de corais nas regiões dos PEID já estão sofrendo com o aumento da temperatura da superfície marítima. A ONU estima que o mundo perdeu 34 milhões de hectares desse ecossistema em duas décadas, a um custo de 11,9 trilhões de dólares para a economia internacional, com impacto especialmente nos pequenos países insulares. Em algumas regiões do Caribe insular, por exemplo, todos os recifes de corais sofreram descoramento – perda de cor –, causado pelo aquecimento global. Com as águas mais quentes, os microorganismos responsáveis pela coloração são expulsos, e os corais acabam morrendo. As mudanças climáticas devem ameaçar 90% desse ecossistema no Caribe até 2030 e 100% até 2050.

Economia verde

Num segundo relatório, lançado também nesta quinta-feira, o Pnuma mostra como Barbados, na América Central, vem investindo em projetos contra as mudanças climáticas que podem servir de exemplo para as outras ilhas. “A economia verde é particularmente importante para Barbados, devido ao nosso compromisso nacional para impulsionar o paradigma do desenvolvimento sustentável no processo de criação de um país socialmente equilibrado, economicamente viável e que protege o meio ambiente”, afirma o Primeiro Ministro da ilha, Freundel Stuart. Barbados pretende produzir 29% da energia consumida no país a partir de fontes renováveis até 2029. Atualmente, mais de 90% da eletricidade dos PEID é gerada

Belém e as enchentes >> As características físicas e naturais da cidade de Belém e suas 39 ilhas, também favorecem as enchentes. Um exemplo disso diz respeito aos seus aspectos topográficos, pois grande parte do seu território encontra-se em áreas rebaixadas, apresentando, portanto, baixas altitudes em relação ao nível do mar. Sua rede hidrográfica é outro aspecto relevante, visto que apresenta uma rica rede de drenagem urbana, a exemplo da Bacia do Una e da Bacia do Tucunduba, que cortam uma quantidade significativa de bairros da cidade. Somado a esses fatores naturais, temse, ainda, o elevado índice pluviométrico, que se encontra em torno de 360 mm por mês, inflamado por um sistema de drenagem ineficiente e sucateado, incapaz de escoar toda a água precipitada. a partir do petróleo, o que a torna uma das mais caras do mundo. Além disso, o relatório mostrou que a adoção da economia verde está gerando empregos na ilha, diversificando a economia, aumentando a eficiência dos recursos, reduzindo a pobreza e incentivando o desenvolvimento sustentável. Para colocar essa abordagem em prática, medidas como promoção da agricultura orgânica e diminuição do emprego de substâncias tóxicas na construção civil estão sendo adotadas no país. Pará+

13

18/09/2014 11:48:21


A técnica de jardins filtrantes é tão eficiente quanto usinas de tratamento tradicionais. Esse da foto, é do complexo industrial em Benevides, o Ecoparque, da Natura

Jardins filtrantes vão tratar águas poluídas

J

Texto Manu Viana Fotos Ascom Ngtm

á iniciaram os trabalhos para a implantação dos “jardins filtrantes” na obra de prolongamento da Avenida João Paulo II. Além de ter uma finalidade paisagística, os jardins vão oferecer um ganho ambiental ao tratar águas poluídas, que hoje são lançadas no Parque Ambiental do Utinga. Recentemente a obra foi inspecionada pelo engenheiro, arquiteto e urbanista, Thierry Jacquet, responsável pelo projeto, acompanhado por Marilena Mácola, diretora executiva do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano NGTM, e equipe técnica. A tecnologia ambiental chamada de “jardim filtrante” permite tratar águas prove-

nientes de esgotos de municipalidades e efluentes industriais. Trata-se de uma técnica, com patente internacional, para despoluição com o uso de plantas. A água é absorvida pelo jardim e passa por uma série de filtros plantados, nos quais diversas reações acontecem no solo, estimuladas pela atividade das plantas e dos micro-organismos da rizosfera (região onde o solo e a raízes das plantas entrem em contato). Posteriormente, a água passa por um filtro vertical, e depois por outro filtro horizontal, que a despeja em um reservatório plantado, onde as impurezas são filtradas. “O projeto conta com um eficiente sistema de captação e tratamento de águas provenientes das seis bacias de contribuição, que hoje estão sendo lançadas diretamente no Parque do Utinga. Isso eliminará a contami-

Elva Coelho Advocacia OAB/PA 17.318

Rua Santo Antônio próx. a Presidente Vargas Edifício Américo Nicolau / Sala 504 elvacoelho@hotmail.com

(91) 8412-2126 / 8033-2455 14

Pará+

Jardins filtrantes vão tratar águas poluídas.indd 14

nação dos mananciais da cidade e reduzirá o índice de doenças causadas por mosquitos, trazendo mais qualidade de vida para a comunidade”, explicou Cesar Meira, diretor geral do NGTM, sobre os benefícios que os “jardins filtrantes” trarão para os Lagos Água Preta e Bolonha, que abastecem Belém. Segundo ele, a nova via funcionará como uma barreira física e sanitária para a Área de Preservação Ambiental (APA) Belém. Os trabalhos de implantação do sistema já iniciaram e a previsão de entrega da obra é abril de 2015. Um dos destaques do projeto é a possibilidade de integração dos jardins à cidade, por não ocasionar mau cheiro. Dessa forma, é viável a sua integração em parques ou áreas ambientais dentro das cidades, já que as plantas tratam as águas usadas do bairro. Todos esses benefícios são aliados ao paisagismo que proporciona à cidade.

Credibilidade

O coordenador do projeto em Belém, Thierry Jacquet, é também o fundador, presidente e idealizador da Phytorestore, empresa francesa detentora do sistema. Ele também é responsável por projetos urbanísticos voltados para as plantas e a gestão de água. “A vinda do Thierry a Belém foi de extrema importância para a consolidação da proposta, frente à constante preocupação de protegermos o Parque Estadual do Utinga. O engenheiro, arquiteto e urbanista Thierry Jacquet (c) foi acompanhado pela diretora executiva do NGTM, Marilena Mácola, e por outros técnicos do Núcleo

NACIONAIS & IMPORTADOS

Faça Manutenção, Higienização no Ar do veículo periodicamente Formas de Pagamentos:

www.autoarbelem.com.br Rua São Roque Nº 1057 - Icoraci Fone: (91) 8419-4942 Av. Senador Lemos Nº 4587 - Sacramenta Fone/Fax: (91) 3233-7462 / 3089-0087 www.paramais.com.br

19/09/2014 16:04:25


de tratamento permitem uma recomposição vegetal do local e sua valorização”, detalhou Marilena Mácola.

Desenvolvimento

A nova João Paulo II com os jardins filtrantes beneiciará os Lagos Água Preta e Bolonha, que abastecem Belém

Com a via João Paulo II completamente já aberta, foi possível ao Thierry ter a clareza do volume e velocidade com que as águas de esgoto estão chegando ao Parque e, com isso, ajustar o projeto desenvolvido”, destacou Marilena Mácola. A Phytorestore foi fundada em 2004, e desde então concebe e realiza os jardins filtrantes. A empresa já implantou cerca de 200 projetos no mundo, em países como França, Marrocos, China, Tunísia, Alemanha, Argélia, Singapura, Antilhas Francesas e Venezuela. Entre os projetos de maior destaque, que receberam premiações, estão: Despoluição do Rio Sena, em Paris, em

2006 – concurso internacional; Projeto do Pavilhão Francês na Exposição Universal de Shangai, China, em 2010; Prêmio, em 2008, com o bairro ecológico de Wuhan, na China, e Prêmio Pollutec com o Club Med, nas Ilhas Maurício, em 2009. A equipe técnica do NGTM conheceu a tecnologia em uma exposição realizada pela Phytorestore na cidade. “A implantação dos jardins filtrantes é fácil e a manutenção pode ser feita por empresas locais, sem a intervenção de especialistas internacionais, e também com a utilização de materiais e plantas locais. Além disso, a composição estética e a integração na paisagem do sistema

A melhor comida caseira da cidade

O prolongamento da Avenida João Paulo II compreende o trecho entre a Passagem Mariano e a Rodovia Mário Covas. A nova via possuirá acostamentos, ciclovias e calçadas, respeitando os preceitos legais de acessibilidade. Também contará com sistema de drenagem, iluminação pública e monitoramento de segurança. Sete passarelas para pedestres serão implantadas ao longo da via, às proximidades dos seis pares de pontos de ônibus urbanos. Toda a obra terá 4,7 quilômetros. A avenida contará com duas pontes, uma com 220 m, a 60 metros da Passagem Mariano, transpondo a ponta do Lago Bolonha, e a outra (com 232 m), a 200 m da Rua da Pedreirinha, transpondo a ponta do Lago Água Preta. A nova avenida será uma via metropolitana de duas pistas para tráfego geral, cada uma com 10,50 metros de largura, dividida em três faixas de tráfego com 3,50 metros cada, 2,50 metros de acostamento, 2,50 metros para ciclovia bidirecional e 2 metros de calçada do lado esquerdo, e 1,20 m do lado direito, no sentido Passagem Mariano/BR316, separada por canteiro central.

BISTRÔ BELÉM Restaurante & Eventos Atendimento de segunda a sábado das 11:00h às 15:00h AMBIENTE CLIMATIZADO

ão nte

os:

Presidente Pernambuco (próx a Rua dos 48)

42

Delivery (91) 3088-5863 / 8070-0810 www.paramais.com.br

Jardins filtrantes vão tratar águas poluídas.indd 15

Pará+

15

19/09/2014 16:04:32


Protocolo para produção sustentável do óleo de palma no Estado O presidente da Faepa, Carlos Xavier, também assinou o Protocolo de Intenções Socioambiental da Palma do Óleo

U

Texto Diego Andrade* Fotos Sidney Oliveira-Ag.Pará

ma parceria institucional entre o poder público e iniciativa privada, com vistas à execução de ações conjuntas voltadas ao desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do óleo de palma, especialmente no que se refere à produção integrada de pequenos produtores da agricultura familiar, foi oficializada durante a assinatura do Protocolo de Intenções Socioambiental da Palma do Óleo. O protocolo foi elaborado pelo Governo do Estado, como resultado de um esforço de três anos para expandir, de forma sustentável, a atividade em áreas já antropizadas, ou seja, que já foram desmatadas e podem ser

Maria que o povo inteiro elegeu Senhora e Mãe do Céu

utilizadas para o plantio. Atualmente, o Pará possui 300 mil hectares de áreas plantadas de palma, com os maiores grupos nacionais e internacionais já instalados no território paraense. Entretanto, o Estado tem potencial para ocupar o topo da cadeia mundial, com cerca de 12,5 milhões de hectares disponíveis para a atividade, ultrapassando países como a Malásia e a Indonésia. “Este documento marca o compromisso desta atividade produtiva com a sustentabilidade. De fato, nós temos tido um avanço na produção do dendê no Estado, mas isso não tem sido atrelado ao avanço do desmatamento. Nos municípios aonde o dendê tem sido implantado foram utilizadas áreas já antropizadas, que já tinham sido degradadas e contribuído muitas vezes para a re-

cuperação das matas ciliares e das áreas de preservação permanentes. Estas empresas que trabalham com o dendê possuem uma responsabilidade corporativa forte e o protocolo reforça este compromisso. Como as empresas têm um trabalho em parceria com os agricultores familiares, elas vão ajudar esses agricultores a ingressar no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a terem a sua regularidade ambiental. Da parte do Estado, nós vamos também aumentar o diálogo com estas atividades, no intuito de fazer termos de referência e um processo de licenciamento cada vez mais adequado à atividade. Os municípios também estão cada vez mais se capacitando e muitos já estão assumindo a gestão ambiental, inclusive do cultivo da palma”, declara o secretário extraordinário para a coordenação do Programa Municípios Verdes, Justiniano Netto. Roberto Yokoyama, diretor da Associação Brasileira dos Produtores de Palma (Abrapalma), destaca como o investimento na produção tem beneficiado a economia do Estado. “Abrapalma representa um segmento que atualmente gera mais de 20 mil empregos diretos no Pará, a partir da atuação de oito empresas em 23 municípios. Nossas empresas são parceiras de mais de mil famílias no programa de agricultura familiar, além de outras famílias de pequenos e médios produtores. Através dos salários, insumos e tributos contribuímos com a injeção de mais de 600 milhões de reais por ano na economia do Pará. Diante de tais números, acreditamos estar influenciando o incremento do

EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA E COMBATE A INCÊNDIO

Ao s n o s s o s a m i g o s e c l i e n t e s u m Fe l i z C í r i o Farmácia Uma Homenagem

INDIANA

Av. Pedro Rodrigues, 40 Centro Comercial de Abaetetuba (91) 3751-2082 16

Pará+

Protocolo para produção sustentável do óleo de palma no Estado.indd 16

RICARDO EXTINTORES Av. Eng. Fernando Guilhon, 2047 ricardoextintoresepis@gmail.com

(91) 3222-1395 / 8308-8583 / 9901-4730 www.paramais.com.br

19/09/2014 16:01:52


Para expandir, de forma sustentável, a atividade em áreas que já foram desmatadas e podem ser utilizadas para o plantio de Palma no Estado do Pará

PIB estadual, ajudando a fixação do homem no campo e contribuindo para a melhoria da distribuição de renda. Nossos investimentos somados aproximam-se da casa de dois bilhões de reais”, explica o diretor. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção, Davi Leal, o agronegócio representa a força econômica do Estado e do país. “O Governo dá uma importância grande ao agronegócio e isso pode ser mostrado por alguns números. Em 2013, a balança industrial do Brasil teve

um déficit de US$ 105 bilhões, no entanto, o setor agropecuário apresentou um superávit de US$ 82,5 bilhões. No Pará, em 2011, este setor gerou negócios de R$ 4,8 bilhões. Isto representa 6% do PIB paraense, com um crescimento real e positivo de 2.74%. Com isso, temos tudo para continuarmos crescendo com a ajuda da palma, tanto com a produção quanto na geração de empregos, por isso a assinatura deste protocolo merece todo o destaque”, detalha o secretário de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à

Produção, Davi Leal. A assinatura do Protocolo de Intenções Socioambiental da Palma do Óleo foi feita por representantes das Secretarias de Agricultura do Estado do Pará, de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip), de Estado de Meio Ambiente, Programa Municípios Verdes, Federação de Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Banco da Amazônia, Associação Brasileira dos Produtores de Palma (Abrapalma), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e demais instituições relacionadas à produção. Na ocasião também foi apresentado o Cartão do Produtor Rural (CNA Card). O cartão é um pacote de soluções tecnológicas, composto por terminais móveis ou fixos conectados à internet via rede telefônica ou rádio, semelhante aos cartões de crédito ou débito. Ele será operado pelo próprio produtor rural que estiver associado ao sistema, para a emitir documentos relacionados à Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará), como a Guia de Trânsito Animal e Guia de Trânsito Vegetal; Secretaria da Fazenda do Estado (Sefa), como a Nota Fiscal eletrônica e Sema (Cadastro Ambiental Rural e requerimento de Licenciamento Ambiental Rural). (*) Secretaria de Estado de Comunicação

<<

Av. Generalíssimo, 1479 (entre Nazaré e Bráz) Fone: 3224-4470 www.amovivi.com.br

730 www.paramais.com.br

Protocolo para produção sustentável do óleo de palma no Estado.indd 17

Pará+

17

19/09/2014 16:02:00


Procissão fluvial para busca dos mastros no Lago Verde, até a Praia da Gurita

Chegada dos mastros na praia do Cajueiro Os mastros já de pé Praça do Çairé

As Juízas e os Juízes lideraram as mulheres e os homens que carregaram os mastros no ombro até à Praça do Çairé

Çairé 2014, U em Santarém Fotos Marcos Fabiano/CCOM-PMS, Tamara Saré-Secult, Rodolfo Oliveira/Ag.Pará, William Santos e Samuel Alvarenga/CCOM/PMS

Ritual centenário da busca dos mastros inicia o Çairé

18

Pará+

Çairé 2014, em Santarém.indd 18

m ritual que se repete há séculos marcou o início oficial da festa do Çairé, na vila balneária de Alter do Chão, no município de Santarém, oeste paraense. Com o café da manhã, seguido da procissão por algumas ruas da vila para a saída da Praia da Gurita até o Lago Verde, onde será feita a retirada dos mastros, troncos de árvores das espécies Tachi Preto (Tachigalia Myrmecophylla Duccke). O estandarte da Santíssima Trindade, símbolo da festa, foi conduzido pelas ruas da vila pelos personagens do Çairé: juiz e juíza, saraipora, mordomos e moças da fita. Em seguida, da Praia do Cajueiro partiu uma procissão de canoas e barcos para a floresta do Lago Verde, até a Praia da Gurita, em busca dos dois mastros que serão erguidos na Praça do Çairé. Sob a supervisão de um técnico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), a organização da festa plantou 20 mudas de quatro espécies, como forma de compensação ambiental. Durante todo o trajeto foi servido a tawww.paramais.com.br

18/09/2014 14:43:49


O ritual que se repete há séculos marcou o início oficial da festa do Çairé O prefeito Alexandre Von ressaltou que o Çairé é o momento para fazer o resgate de uma tradição

Na abertura do Çairé: personagens da festa Mordomos, Juízes, Juízas, Çaipora, Procuradeira e Despenseira

rubá, bebida indígena fermentada feita de mandioca. Às margens do Lago Verde, homens e mulheres carregaram, separadamente, os seus mastros até as embarcações que os conduziram à vila de Alter do Chão. Os rituais de hasteamento e de derrubada desses mastros serão marcados pela competição entre homens e mulheres.

Botos encantam turistas e exaltam cultura regional As apresentações do botos Tucuxi e Cor de Rosa foram um desfile de cores, talento, criatividade, ritmo, dança e ousadia. O Tucuxi foi o primeiro a se apresentar edefendeu o tema “Çairé pra dançar”. O boto Cor de Rosa mostrou o enredo “Puxirum na Ama-

zônia”. Três jurados observaram as apresentações e avaliaram 15 itens. O Tucuxi, usou de forma predominante as cores vermelho e amarelo em suas fantasias e alegorias. Os mais de 600 brincantes empolgaram os turistas e visitantes sob o ritmo do carimbó. O item Rainha do Çairé, defendido pela bela Ana Luiza, representou a Saraipora, um dos personagens centrais da manifestação

3224-6682 | 3241-0680 RUA DOS MUNDURUCUS, 2130 - BATISTA CAMPOS @ldacademia Luiza Duarte Academia www.paramais.com.br

Çairé 2014, em Santarém.indd 19

Pará+

19

18/09/2014 14:43:54


O ritual religioso iniciou sob a condução dos personagens da festa: Mordomos, Juízes, Juízas, Çaipora, Procuradeira e Despenseira.

A Juíza da festa, além de coordenar os trabalhos no barracão, tem a incumbência de levar o Esplendor e a Coroa do Divino Espírito Santo

cultural. Durante a performance, Ana Luiza trocou de roupa ao vivo e foi bastante aplaudida pela plateia, estimada em mais de dez mil pessoas, que lotou as arquibancadas. Outro item, a Rainha do Artesanato, entrou no Lago Verde carregada por uma borboleta gigante. Um dos pontos altos da apresentação foi a encenação da sedução do Boto Homem sobre a Cabocla do Çairé. O “Ritual das Saúvas”, espécie de formigueiro gigante foi recriado no meio do Çairódromo, de onde saúvas saíam para encenar uma bela coreografia. Em seguida, enfrentaram o Curandeiro, que as dominou e fez delas comidas para os deuses. “Nosso objetivo é fazer o torcedor do Tucuxi sentir nosso enredo e ficar atento aos detalhes dos nossos itens e de nossa história”, disse Góes. O boto Cor de Rosa entrou no Lago Verde com seus grupos de carimbó, abusando A Rainha do Boto Cor-derosa surgiu sobre uma catraia estilizada

das cores e inovando com uma alegoria que representava uma casa de pescador e que ficou por toda a apresentação em frente aos jurados. Branco, preto, azul, verde e vermelho foram as cores que estamparam as fantasias dos brincantes. Um cardume entrou no lago simbolizando a fartura da festa. O Boto Homem saiu de dentro de um muiraquitã gigante. O puxirum foi simbolizado por uma enorme casa de palha que dentro do Lago Verde se transformou em diversos cenários típicos do Çairé. O puxirum é uma espécie de trabalho coletivo realizado entre indígenas e caboclos. A encenação da sedução do boto aconteceu em cima da casa de pescador e levantou a plateia. O Cor de Rosa fez ainda uma homenagem ao Mestre Verequete. Uma alegoria gigante representada por uma canoa trazendo

Uma alegoria que representava uma casa de pescador ficou por toda a apresentação do Cor-de-rosa em frente aos jurados

Segurança 24 horas

• Circuito Interno de TV com visualização via internet • Câmera escondida • Alarme Monitorado 24h • Portões Automáticos • Cerca Elétrica • Fechadura Elétrica • Concertina • Interfone • Centrais telefônicas (91) 3230 5009 www.simseguranca.com Rua Antônio Barreto, 1191, Umarizal 8828 4442 Pará+

Çairé 2014, em Santarém.indd 20

A cada ano os dois grupos evoluem na produção de alegorias e adereços, inovando na tecnologia, criatividade e luxo

Diga SIM a segurança do seu patrimônio

VENDA - ALUGUEL - MANUTENÇÃO - INSTALAÇÃO

20

um pescador mostrou a importância das catraias para a vila de Alter do Chão. Os catraieiros são os responsáveis pela travessia dos turistas da vila para a Ilha do Amor, praia de água doce considerada uma das mais bonitas do mundo. “O puxirum mostra o lado comunitário da festa. A cultura local de como as relações aconteciam entre as famílias. E o boto aparece nele para fazer a sedução da cabocla” explica Beto Barbosa. O prefeito Alexandre Von avaliou de forma positiva a apresentação dos botos e agradeceu a ajuda que recebe todos os anos do governo do Estado. O Çairé cresce a cada ano e os botos se superam. Este ano Alter do Chão recebeu os turistas com algumas novidades. Temos um Conselho Tutelar instalado aqui, temos também uma nova agência, do Banpará, a primeira da vila, e ainda temos a Unidade Integrada Pro Paz e os gal-

MÚSICA AO VIVO 5° e 6º feira Mpb

Sábado Samba BILÃO TONY MELODIA FERNANDO JACARÉ MESTRE CAVALO

Rua dos Timbiras,1126 (Esquina com a Tupinambás) Jurunas

(91) 8108-7203 / 8837-4272 www.paramais.com.br

18/09/2014 14:44:11


pões dos botos. Tudo isso feito com ajuda do governo do Estado, que tem sido nosso parceiro”, ressaltou Alexandre Von.

Galpões

A Rainha do Artesanato, do enredo do Tucuxi, entrou no Lago Verde carregada por uma borboleta gigante O Tucuxi foi o primeiro a se apresentar , defendeu o tema Çairé pra dançar

Botos encantam turistas e exaltam cultura regional

ESSA DUPLA É A MAIOR LIMPEZA! P R O D U T O S

Qualidade que você confia

a

72

As agremiações dos Botos Tucuxi e Cor de Rosa agora dispõem de galpões para a realização de ensaios, confecção de alegorias e outras atividades. A obra foi entregue pela Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), no mês passado. O terreno onde os galpões foram construídos fica no bairro Nova União, próximo ao Sairódromo, onde ocorre apresentação dos botos. A área possui 5 mil m². Os galpões têm cobertura metálica, refeitório, cozinha, banheiros e

Rod. Artur Bernardes, KM 14 www.paramais.com.br

Çairé 2014, em Santarém.indd 21

(91) 3204-1400 Pará+

21

18/09/2014 14:44:17


Apresentação do boto Cor-de-rosa

outros espaços. A área é toda cercada com portões de ferro para garantir a segurança das alegorias. O prefeito Alexandre Von ressaltou que o Çairé é o momento para fazer o resgate de uma tradição. “O ritual de abertura representa a manutenção da festa do Çairé e da cultura de um povo, onde o visitante se integra com o comunitário de Alter do Chão para fazer o resgate de uma tradição de uma festa de 300 anos. A comunidade está de parabéns por mais uma abertura espetacular”, disse o prefeito.

Apresentação do boto Cor-de-rosa no festival do Çairé, na vila de Alter do Chão, em Santarém

Espécie de formigueiro gigante foi recriado no meio do Çairódromo, de onde saúvas saíam para encenar uma bela coreografia

Boto Cor-de-Rosa é o campeão do Çairé 2014

O Boto Cor-de-Rosa é o campeão do Festival dos Botos do Çairé 2014. A apuração aconteceu no no Sairódromo, na vila de Alter do Chão, município de Santarém. A programação do Çairé, levou mais de 100 mil visitantes a Alter do Chão. Três jurados avaliaram 15 quesitos nas apresentações. As notas de cada jurado fo-

>> O rito religioso do Çairé foi encerrado com a derrubada dos mastros - levantados no início da festa. “O rito religioso valoriza a cultura da vila e sua história. É outro espetáculo”, destacou Nato Aguiar, secretário municipal de Cultura de Santarém. secretário.

22

Pará+

Çairé 2014, em Santarém.indd 22

Após o resultado, brincantes e simpatizantes do Boto Cor-deRosa saíram às ruas de Alter do Chão para comemorar a vitória

ram lidas por Sinval Ferreira. Os jurados deste ano foram o desembargador, compositor e músico Vicente José Malheiros da Fonseca; o antropólogo e professor universitário Dirsom Medeiros, e o professor universitário e pesquisador Paride Bolletim. Foram avaliados os quesitos: Apresentador, Cantador, Rainha do Çairé, Cabocla Borari, Curandeiro, Rainha do Artesanato, Boto Homem Encantador, Boto Animal, Rainha

do Lago Verde, Carimbó, Organização de Conjunto, Alegorias, Letra e Música, Ritual e Torcida. Com a divulgação das notas do último jurado, a torcida do Boto Cor-de-Rosa comemorou o título. A diferença foi de apenas 2,5 pontos. O “Cor-de-Rosa” conseguiu 446 pontos, e o Tucuxi, 443,5. O resultado foi comemorado nas ruas de Alter do Chão, ao som das músicas da agremiação. www.paramais.com.br

18/09/2014 14:44:23


Participe do maior evento de mineração da Região Norte Join the biggest mining event of Amazon Region

exposibram@gigamkt.com.br

Patrocínio Ouro Gold Sponsor

Promoção Promotion

Patrocínio Prata Silver sponsor

Secretaria Executiva Executive Office

Patrocínio Bronze Bronze Sponsor

Apoio Institucional Institutional Support

ANUNCIO EXPOSIBRAM AMAZONIA 2014.indd 23

18/09/2014 14:49:00


IV JOGOS Tradicionais Indígenas

Texto Dedé Mesquita* Fotos Ray Nonato/ Seel , Sidney Oliveira/ Ag. Pará

A

s 15 etnias que participraam dos IV Jogos Tradicionais Indígenas na praia de Marudá, em Marapanim, nordeste paraense, se reuniram no local para a tradicional cerimônia do Acendimento do Fogo Ancestral, que faz a evocação dos espíritos para que as competições ocorram dentro da normalidade e sejam abençoadas pelo Grande Espírito dos indígenas. Os índios chegaram com suas vestimentas, adereços e muita alegria. Todas as delegações subiram ao palco e mostraram suas danças ritualísticas. Depois que todas as etnias estavam sobre o palco, começou a Danças sagradas e luta corporal, sempre com muita interação entre atletas e público

Pensar índio foi iluminado com o fogo sagrado

O acendimento do fogo é feito de forma artesanal, sem usar fósforos ou outro tipo de processo inflamável, apenas com o atrito da madeira

24

Pará+

IV Jogos Tradicionais Indígenas.indd 24

O triatleta Claiton Silva entregou o fogo à secretária de Esporte e Lazer, Renilce Nicodemos, para acendimento da tocha dos jogos Indígenas www.paramais.com.br

19/09/2014 14:26:08


As 15 etnias que participam dos IV Jogos Tradicionais Indígenas se reuniram para a tradicional cerimônia do Acendimento do Fogo Ancestral Na abertura oficial do evento

acendimento do fogo, que é feito da mesma forma artesanal, sem usar fósforos ou outro tipo de processo inflamável, usando o atrito de dois pedaços de madeira. O presidente do Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena, Marcos Terena, leu durante a cerimônia um telegrama que As 16 ocas onde os atletas ficaram hospedados, na praia de Marudá

www.paramais.com.br

IV Jogos Tradicionais Indígenas.indd 25

recebeu do presidente das Organizações das Nações Unidas (ONU) Ban Ki-moon, no qual Moon dá as boas vindas a todos os indígenas presentes na competição. “Sabemos que 15% do território brasileiro ainda é ocupado pelas etnias indígenas e isso é muito importante para a sustentabilidade e também para que a voz dos indígenas seja ouvida, assim como o coração da Terra”, disse no telegrama. Após o acendimento do fogo ancestral, o mesmo foi transferido para uma tocha que foi levada, de carro, para a sede do município de Marapanim pelo tri atleta Claiton Silva, que natural do município. A tocha retornou à praça de Marudá, depois de 30 minutos, e foi acesa a pira olímpica, que será transportada, nesta sexta-feira, dia 5, no final da tarde, quando ocorrerá a abertura oficial dos IV Jogos Tradicionais Indígenas. Marcos Terena também enfatizou a sim-

bologia do fogo para os indígenas. “Esse fogo ilumina o caminho dos povos, é transformador e quando necessário, ele também destrói. Mas isso é também renovação”, disse Terena. Os IV Jogos Tradicionais Indígenas tiveram a participação de cerca de 600 atletas indígenas de 13 etnias do Pará. Cada etnia O governador Simão Jatene com os líderes indígenas Carlos e Marcos Terena, tratando dos IV Jogos Tradicionais Indígenas do Pará

Pará+

25

19/09/2014 14:26:13


participou com uma equipe máxima de 30 pessoas. foram elas: Aikewara, Arawete, Assurini do Tocantins, Assurini do Xingu, Gavião Kykatejê, Gavião Parkatejê, Guarani, Kayapó, Munduruku, Parakanã, Tembé, Xikrin e Wai Wai. As etnias convidadas: Pataxó, do Estado da Bahia, e os Xerente, do Tocantins.

Fogo sagrado e rituais marcam a abertura oficial dos Jogos Indígenas

Mais de 4 mil pessoas lotaram as arquibancadas da arena de competição dos IV Jogos Tradicionais Indígenas do Pará, na cerimônia que começou com as delegações entrando na arena sob aplausos e gritos de empolgação do público, diante das cores e costumes trazidos pelas etnias paraenses: Aikewara (de São Domingos do Capim), Araweté (de Altamira), Assurini do Tocantins (de Tucuruí), Assurini do Xingu (de Altamira), Gavião Kiykatejê (de Bom Jesus

Alex Fiúza, Marcos Terreno e Renilce Nicodemos

Disparo de flechas para acender a pira

do Tocantins), Gavião Parkatejê (de Bom Jesus do Tocantins), Guarani (de Jacundá), Kayapó (de Tucumã), Munduruku (de Jacareacanga), Parakanã (de Altamira), Tembé (de Paragominas), Xikrin (de Ourilândia

Corrida de tora demonstrada pelos Gavião Kiykatejê e Parkatejê

Corrida 100m

Os índios chegaram com suas vestimentas, adereços e muita alegria. Todas as delegações subiram ao palco e mostraram suas danças ritualísticas

do Norte), Wai Wai (de Oriximiná). Participam ainda as etnias convidadas - Pataxó (da Bahia) e Xerente (do Tocantins). O marco do evento foi a produção do fogo sagrado, feito de acordo com a tradição, com fricção de gravetos. Uma moradora de Marapanim entrou na arena segurando a tocha. Em seguida, Jopeptyre, 12 anos, sobrinha do cacique Zeca Gavião, do povo Gavião Kiykatejê, e o guerreiro Beprô, do povo Kayapó, entraram segurando o fogo sagrado. Eles acenderam dezenas de tochas, colocadas no entorno da arena.

Disputa de cabo de guerra

Viagens nacionais

Brazil

Viagens internacionais

Amazon

TURISMO

Tv. Vileta, 2456 - Belém PA www.brazilamazontur.com.br (91) 3246-7573 / 8143-5009

www.e-agencias.com.br/brazilamazon 26

Pará+

IV Jogos Tradicionais Indígenas.indd 26

Serviços de transporte Passagens Cruzeiros

Sanduíches | Salgados Bebidas Av. Visconde de Souza Franco /brazilamazoncom Av. Boulevard Castilhos França www.kibehouse.com.br www.paramais.com.br

19/09/2014 14:26:33


Prontos para fazer a evocação dos espíritos para que as competições ocorressem dentro da normalidade e sejam abençoadas pelo Grande Espírito dos indígenas

Rituais

Cada etnia dançou e cantou ao redor da fogueira acesa no centro da arena, para pedir proteção aos ancestrais e aos deuses para o evento e todos os participantes. Os Pataxó realizaram um ritual que costuma ser feito nas tribos durante o amanhecer e o por do sol. Os Xerente mostraram o ritual sagrado da tora, em que vários atletas correm carregando duas toras, cada uma pesando cerca de 120 quilos. Após as apresentações das etnias, as bandeiras de Marapanim, do Pará e do Brasil foram hasteadas, enquanto um grupo Pataxó acompanhou a cantora paraense Adriana Cavalcante na execução do Hino Nacional. A festa prosseguiu com a corrida de tora demonstrada pelos Gavião Kiykatejê e Parkatejê. Ao final, houve o disparo de flechas para acender a pira, simbolizando o início dos Jogos. A pira foi feita artesanalmente pelo artista plástico Bada, morador da cidade de Marapanim. Um letreiro com a frase “Pensar índio” foi iluminado com o fogo sagrado, pouco antes do show pirotécnico.

Danças e rituais tradicionais

As demonstrações de danças sagradas e luta corporal, tiveram muita interação entre atletas e público. Houve demonstração de peteca, pelos Kiykatejê, divididos em duas equipes: arara e gavião. Eles mostraram para o público a cerimô-

Canoagem frente ao cais do porto da comunidade de Vista Alegre, em Marapanim Concentração na praia de Marudá

As mulheres Xikrin em uma das competições do cabo de guerra

Disputa de cabo de guerra Equipe Munduruku

METAL PLACAS Comunicação Visual

Maria de Nazaré Maria me cativou Fez mais forte a minha fé E por filho me adotou. Antecipe encomendas de berlinda em varios modelos e tamanhos

os

Av. Alcindo Cacela, 2670-C - Cremação - Belém -Pará metalplacas@metalplacas-pa.com.br (91) 3249-1690 www.metalplacas-pa.com.br placanova@gmail.com

m.br www.paramais.com.br

IV Jogos Tradicionais Indígenas.indd 27

Pará+

27

19/09/2014 14:26:46


Natação feminina

nia Pohutete, também conhecida como festa do milho verde. Os Kiykatejê apresentaram também a brincadeira do mamão. Como se tratava de uma demonstração, os indígenas usaram uma bola de futebol, em vez da fruta. Equipes de homens e mulheres se enfrentaram pela disputa do objeto numa espécie de luta corporal que começa com apenas um casal, mas que rapidamente ganha novos adeptos de ambos os lados. Aqueles que se sentem com vontade participar entram na luta para tirar o mamão do grupo adversário. Dezenas de homens e mulheres jogam-se uns sobre os outros até que alguém consiga tomar o mamão da outra equipe. Também foi apresentada a luta corporal Xikrin – uma luta que não tem juiz. Duplas se enfrentam. Ganha aquele que consegue derrubar o adversário de costas. O povo Xerente encantou o público com a dança do Gavião. Homens e mulheres, dispostos numa fila em que seguram uns nas cinturas dos outros, se movem em várias direções, enquanto outro parente corre simbolizando o gavião. Eles fazem com a boca barulhos semelhantes a sonos de pássaros. Trata-se de uma manifestação cultural que traz uma lição ambiental. “O gavião costuma caçar na mata, mas com os desmatamentos, eles não têm onde caçar e invadem as aldeias em busca de alimento. Essa dança simboliza os ‘parentes’ defendendo suas caças do gavião faminto”, explicou o cacique Edson Xerente. Os Munduruku fizeram a dança do MaMais de cem atletas, homens e mulheres, percorreram cinco mil metros até a orla de Marudá

28

Pará+

IV Jogos Tradicionais Indígenas.indd 28

As atletas da etnia Gavião Kyikatejê sagraram-se campeões do futebol feminino

Os atletas Gavião Kyikatejê sagraram-se campeões do futebol, também no masculino Na categoria masculina, Cujkacw Kiykatejê, venceu com folga

trinxã, em que mulheres e homens agitamse graciosamente numa grande roda. Os Kayapó apresentaram a dança do Marimbundo. Os Wai Wai se apresentaram em seguida, mostrando a dança dos caçadores, feita sempre que chegam à aldeia depois de uma boa caçada. Os guerreiros entraram em fila, segurando seus instrumentos de caça. Eles circundaram a arena num passo cadenciado, agitando arcos e flechas de um lado a outro. Os últimos a se apresentar foram os Pataxó, da Bahia, com uma luta corporal envolvendo rapazes que querem casar. O objetivo é mostrar para a família da moça pretendida que o rapaz já tem condições físicas de sustentar a mulher e a nova família. Os lutado-

Entre as mulheres a vitória ficou com Edvânia Kaba Munduruku, seguida por Elinete Tembé e Maria Edna Tembé, 2º e 3º lugares, respectivamente

www.paramais.com.br

19/09/2014 14:26:54


Desfile em Marudá mostra a beleza e graça da mulher indígena

Seleste, da etnia Gavião Kuikatejê, do município de Bom Jesus do Tocantins (PA)

Exna, representante do povo Pataxó, do estado do Bahia

Mrodjabi, representante do povo Kayapó, do município de Cumaru do Norte (PA)

res agarram uma das pernas no oponente para tentar derrubá-lo. Finda a apresentação, os Pataxó agradeceram aos moradores da comunidade de Bacuriteua, em Marapanim, por terem sido tão bem recepcionados. No final, indígenas e não indígenas entraram na arena para dançar o carimbó, assim como fez Piranã, um dos guerreiros Pataxó.

Elizabete Xerente, representante do povo Xerente, do estado do Tocantins

O último dia dos IV Jogos Tradicionais Indígenas

Os Xerente encantaram com a dança do Gavião. Homens e mulheres, numa fila, se movem em várias direções, enquanto outro simboliza a ave

Marcos Terena (e), Renilce Nicodemos, titular da Seel e Carlos Terena comemoraram o sucesso da IV edição dos Jogos Tradicionais Indígenas

Começou com a corrida de fundo, com mais de cem atletas, homens e mulheres, percorrendo cinco mil metros até a orla de Marudá. No feminino, a atleta Munduruku chegou em primeiro lugar, seguida de duas representantes dos Tembé. Na categoria masculina, Cujkacw Kiykatejê, venceu com folga. Em seguida, Marlinho e Carlos Telé Tembé se classificaram nos segundo e terceiro lugares, respectivamente.

O percurso começou na entrada da praia de Crispim, Km 5 da rodovia PA-318.

uma semana o distrito de Marudá, município de Marapanim, nordeste do estado, levando cerca de 100 mil pessoas ao local. Nos campos de futebol, nas ruas, na praia, na arena de competição, guerreiros de 15 etnias mostraram sua força, habilidade, integração e a luta para manter viva a identidade dos povos tradicionais. Para o idealizador dos Jogos Indígenas, Marcos Terena, o evento cumpriu com a sua principal meta: estimular a integração e o respeito entre os povos de diferentes culturas. “Creio que a gente fez um trabalho muito bonito e é importante dizer o apoio que tivemos do Governo do Estado e de todos os moradores da região de Marudá. Pra gente, isso foi uma honra, uma alegria e a gente leva essa emoção como estímulo para a realização de outros trabalhos aqui no Pará e fora do estado”, contou o coordenador.

Campeã da maioria das competições, a etnia Gavião Kykatejê foi aclamada pelo público

Homens

Já Cujkacw Kiykatejê, de apenas 17 anos, também capitão do time de futebol que venceu os Jogos Tradicionais, chegou tranquilo à vitória. Seguindo o costume do povo Kiykatejê, Cujkacw enrolou uma palma de açaizeiro para que seus parentes batessem em suas panturrilhas e costas. “É para passar o cansaço”, explicou.

A despedida dos Jogos

Um espetáculo de cores, sons e rituais indígenas deu adeus a mais uma edição dos Jogos Tradicionais Indígenas do Pará. Promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) e Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena, o evento movimentou durante

(*) Secretaria de Estado de Esporte e Lazer

<<

A SERVIÇO DO TRABALHADOR COMERCIÁRIO DO PARÁ

SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMERCIO Décadas DO ESTADO DO PARÁ E SUB SEDES

A TODOS UM FELIZ E ABENÇOADO CÍRIO

O SEC-PARÁ E SUB SEDES, AMPLIANDO OS SEUS SERVIÇOS PARA TODO O ESTADO, SAÚDAM O CÍRIO DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ Rua João Diogo, 498 Comércio Belém (91) 3321-1600 / 3321-1602 secpa@nautilus.com.br Sub-sede de Goianésia: (94) 3779-0291 / 9140-0276 Sub-sede de Tucuruí: (94) 3787-4524 / 8427-8632 www.paramais.com.br

IV Jogos Tradicionais Indígenas.indd 29

Sub-sede de Altamira: (93) 3515-0765 / 8117-1978 Sub-sede de Jacundá: (94) 3345-1288 / 9116-5378 Sub-sede de Tailândia, Moju: (91) 3752-2230 / 8427-8163 Sub-sede de Tomé-Açu: (91) 3734-1025 / 9155-4060

Adm: Ivan Duarte Sub-sede de Santa Isabel: (91) 3744-5933 / 8427-8241 Sub-sede Novo Repartimento: (94) 3787-4524 Sub-Sede Vigia: (91)3731-1547 Pará+

29

19/09/2014 14:26:59


Equipes de peregrinações em preparação ao Círio Fotos Adriano Nascimento/Hangar

C

erca de 1.600 pessoas participaram no Hangar - Centro de Convenções da Amazônia, de uma manhã de formação, com momentos de louvor e espiritualidade, para os dirigentes e participantes das peregrinações antecedentes e preparatórias ao Círio de Nazaré, em Belém, no 2º domingo de outubro. Além das instruções finais do arcebispo metropolitano, as palestras versaram sobre as normas e instruções de como conduzir os encontros nas visitações às famílias. Antecipadamente, desde maio ocorreram encontros relacionados ao conteúdo do livro, para que pudessem conhecer previamente o conteúdo dos 15 encontros que compõem o livro de Peregrinações, embasado no catecismo da igreja católica. E essa manhã de formação foi uma coroação de tudo o que já tinha sido estudado. Este ano, espera-se ultrapassar as 120 mil famílias visitadas no mesmo período do ano passado, segundo expectativa do arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira. “As peregrinações são uma grande campanha de evangelização. Ano passado, atingimos mais de 120 mil famílias e queremos alcançar um número maior este ano. É uma grande alegria, porque é o caminho como se fossem formiguinhas espalhadas por todo lado para levar a boa nova do evangelho, conduzidos pelas mãos de Nossa Senhora”, destacou. “Nossa Senhora é a estrela da evangelização. É a primeira evangelizadora, evangeliza pela sua vida, pela sua palavra, pelos seus gestos”, disse Dom Alberto.

Cerca de 1.600 pessoas participaram da manhã de formação para as equipes de peregrinações em preparação do Círio de Nazaré, no Hangar - Centro de Convenções da Amazônia

Segundo Dom Alberto Taveira, “as peregrinações são uma grande campanha de evangelização. Ano passado, atingimos mais de 120 mil famílias e queremos alcançar um número maior este ano”

Segundo Dom Alberto Taveira, “as peregrinações são uma grande campanha de evangelização. Ano passado, atingimos mais de 120 mil famílias e queremos alcançar um número maior este ano” 30

Pará+

Equipes de peregrinações em preparação ao Círio.indd 30

www.paramais.com.br

18/09/2014 15:11:24


Queremos levar a todos a dimensão do Círio

A

Fotos Wanessa Viana/Ascom Basílica de Nazaré

celebração abriu oficialmente o 222º Círio de Nazaré, em Belém com uma missa solene, presidida por dom Alberto Taveira, arcebispo metropolitano e concelebrada pelos bispos auxiliares Teodoro Tavares e Irineu Roman; o arcebispo emérito Dom Vicente Zico; reitor do Santuário Basílica Pe José Ramos, o pároco de Nazaré, Pe Valdeci Silva e diversos padres barnabitas. A Basílica-Santuário estava repleta de fiéis representando as 78 paróquias que fazem parte da Arquidiocese de Belém, a maioria com suas imagens a serem utilizadas nas peregrinações. Durante a missa, Dom Alberto e parabenizou Pe José Ramos das Mercês, e Pe Luís Carlos Gonçalves, pelos 25 anos de ordenação completados. Na homilia, dom Alberto falando da importância de evangelizar durante a festividade nazarena, orientou: “Façamos o Círio à sombra dos braços da Cruz de Jesus Cristo, como escola de oração junto à Maria para ir ao encontro dos necessitados, dos mais distantes. Essa é minha proposta para bis-

www.paramais.com.br

Missa do Mandato.indd 31

Missa do

Uma das imagens de Nossa Senhora levadas chamava atenção pelo manto com a bandeira do Pará

Mandato pos, padres, diáconos, dirigentes de peregrinações, diretores, guardas de Nazaré e comunidades, para todos nessa caminhada”. “Queremos levar a todos a dimensão do Círio, indo não apenas ao encontro dos mais distantes, mas confiar na interseção de Nossa Senhora”. Ao final da missa, após a cerimônia do “Envio”, ocorreu o rito da Benção das Imagens quando dom Alberto Taveira abençoou as imagens de Nossa Senhora levadas pelos dirigentes das 80 paróquias de Belém, a serem utilizadas na peregrinações às famílias da Arquidiocese de Belém. Segundo estimativa da Diretoria da Festa de Nazaré e do Departamento de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese/ PA), as imagens de Nossa Senhora visitarão aproximadamente 110 mil lares paraenses, Ao final da missa, ocorreu o rito da Benção das Imagens

como no ano passado. Cada imagem visita cerca de 20 residências, o que resulta numa participação de cerca de 1,7 milhões de fieis. Segundo o diretor da festa, Jorge Xerfan, qualquer pessoa pode receber em sua casa a visita do grupo de peregrinação. “É só procurar o dirigente da paróquia e agendar a oração”, explica Xerfan. Os kits de evangelização que serão utilizados nas peregrinações são constituídos de: (1) Imagem da Virgem de Nazaré, (15) Livros das Peregrinações e (20) Cartazes do Círio 2014. As paróquias que desejarem adquirir os kits para as peregrinações devem dirigir ofício à Diretoria da Festa e, a partir do envio do ofício os kits ficarão à disposição para aquisição na Loja Lírio Mimoso (que fica ao lado da Basílica de Nazaré).

Pará+

31

18/09/2014 15:26:42


Nossa Senhora de Nazaré em Manaus Para a celebração dos 100 anos da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré Fotos Alcantara/Semcom, Alfredo Fernandes/Agecom, José Rodrigues O prefeito Arthur Virgílio Neto, recepcionou, no Porto de Manaus, a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré

A

imagem da padroeira da Amazônia, Nossa Senhora de Nazaré, aclamada há mais de dois séculos no Círio de Nazaré, que reúne mais de dois milhões de fiéis pelas ruas de Belém, chegou em Manaus, para a celebração dos cem anos da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, na capital amazonense, sendo recepcionada no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. Em seguida, seguiu em carro aberto do Corpo de Bombeiros, acompanhado por batedores da Polícia Militar, para o município de Iranduba, pela ponte rio Negro e rodovia AM-070. No município ocorreu momento litúrgico com a celebração da Missa e procissão. Logo depois foi levada para o porto do mesmo município de onde seguiu de barco para o Careiro da Várzea, no início da noite onde a imagem da Santa foi recepcionada Seguindo no carro Corpo de Bombeiros, para o município de Iranduba, pela ponte rio Negro

A chegada da imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré no Aeroporto Eduardo Gomes

32

Pará+

Nossa Senhora de Nazaré em Manaus.indd 32

Na celebração do centenário da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, localizada no bairro Adrianópolis

www.paramais.com.br

18/09/2014 15:58:03


Arcebispo de Manaus, Dom Sérgio Castriani e Dom Teodoro

Nossa Senhora no porto de Manaus

Durante a missa campal, na Arena da Amazônia Vivaldo Lima

por fiéis e autoridades locais e a imagem foi conduziada à Capela de Santo Antônio para pernoite. No local houve momentos de reflexão, adoração e vigília. No dia seguinte ocorreu a procissão fluvial e peregrinação pelas paróquias, com missa campal em Careiro da Várzea, celebrada por Dom Mário Antônio e Dom Teodoro. Ao final da celebração, a imagem seguiu em procissão até o porto para embarque no Navio U18, da Marinha do Brasil, passando próximo à orla da Ceasa e Educandos até chegar ao Porto. Na capital foi recebida oficialmente pelo Prefeito de Manaus, Arthur Neto. Em seguida a imagem foi conduzida em procissão até a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, onde recebeu visitação pública. Após a imagem seguiu em carro aberto do Corpo de Bombeiros para Arena da Amazônia, onde foi oficializada uma grande concentração pública. Ao final, seguirá para Igreja Nossa Senhora de Fátima, para pernoite. No último dia em Manaus, a imagem seguiu para a paróquia Nossa Senhora de Nazaré, no bairro Adrianópolis, na Zona Centro-Sul onde passou o dia. O padre Mário Missiato, pároco da Igreja de Nossa Senhora de Nazaré na capital, dis-

Dom Teodoro com a imagem peregrina na Arena da Amazônia

se que a passagem da imagem da santa pela cidade marca a celebração do centenário da paróquia a qual é responsável. “Este ano, graças a Deus e a Nossa Senhora, estamos celebrando este centenário, pedindo à Virgem de Nazaré bênçãos para que possamos seguir o caminho que Cristo nos deixou”, disse tambem que a visita da imagem oferece um momento para que todos reflitam sobre onde é possível melhorar, se doar mais

para atender o próximo. “É uma oportunidade incrível para um exame de consciência daquilo que somos e o que fazemos”,acrescentou o padre Aproximadamente 40 mil pessoas participaram da missa campal, na Arena da Amazônia Vivaldo Lima, em comemoração ao centenário da igreja Nossa Senhora de Nazaré. Além da missa, os fiéis participaram de um momento de louvor com o padre Sérgio Lúcio.

Imagem de Nossa Senhora de Nazaré chegando na igreja Matriz

Viver o Círio de Nazaré é também ter uma lembrança para recordar! ARTE SACRA-TERÇOS - BIJUTERIAS - CAMISETAS

Artigos Religiosos www.maeefilha.com.br

maeefilha@maeefilha.com.br

Av. Nazaré, 1058 - (91) 3223-1739 / Av. Alcindo Cacela, 1240 - (91) 3236-1900 www.paramais.com.br

Nossa Senhora de Nazaré em Manaus.indd 33

Pará+

33

18/09/2014 15:58:12


Aumento de bactérias resistentes a antibióticos põe médicos em alerta

E

studo recente da OMS mostra que grande parte da população mundial tem no organismo alguma bactéria que não é eliminada com medicamento. A resistência a antibióticos vem crescendo em todo o mundo e representa uma séria ameaça à saúde pública – segundo alerta o primeiro relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o tema. O vice-diretor-geral da organização, Keiji Fukuda, lembra que as consequências podem ser fatais. “Hospitais de várias regiões do mundo vêm reportando infecções difíceis, ou mesmo impossíveis, de ser tratadas”, conta Fukuda. A OMS compilou dados coletados em 114 países relativos a sete tipos de bactérias mais disseminados no mundo e que podem causar uma série de doenças. O resultado é alarmante: boa parte da população global tem no organismo alguma cepa resistente a antibióticos. “O número exato pode variar de região para região, mas de maneira geral o quadro é bem uniforme”, comenta Fukuda. “A capacidade do tratamento de infecções mais graves está sendo reduzida em todas as partes do planeta.” A OMS alerta sobre uma “era pós-antibiótico”. Na ausência de um medicamento eficaz, problemas como infecção pulmonar, septicemia (infecção generalizada), Doenças Sexualmente Transmissíveis ou mesmo

Aids é uma doença viral causada pelo vírus HIV 34

Pará+

Aumento de bactérias resistentes a antibióticos põe médicos em alerta.indd 34

Bactérias resistentes podem gerar era pósantibióticos

uma simples diarreia podem voltar a ser tão fatais como nos tempos anteriores à descoberta da penicilina. Segundo estimativa da OMS, todos os anos 25 mil pessoas morrem em consequência da resistência a antibióticos – isso apenas na Europa. Não há um levantamento do tipo em âmbito global, pois em diversos

países a ameaça causada por essas bactérias é subestimada e, portanto, não há dados a respeito. Especialistas concordam que a principal causa do aumento da resistência das bactérias é o uso indiscriminado de antibióticos. “Eles são prescritos em excesso, e não apenas para pessoas, mas também para animais. Cerca de 80% dos antibióticos receitados atualmente são para animais”, afirma Huttner. A OMS destaca que haveria muitos ganhos para a saúde pública se os antibióticos fossem usados apenas com receita médica, e manipulados corretamente pelos pacientes. A redução do risco de infecção de pessoa para pessoa também seria outra medida eficaz, afirma Fukuda. Ainda que não se tenha atualmente uma ideia da dimensão do problema no futuro, os médicos esperam que o relatório da OMS aumente a conscientização sobre os perigos da resistência a antibióticos. Para Huttner, as consequências ainda são subestimadas. Ele defende uma ação determinada e coordenada dos órgãos internacionais de saúde. www.paramais.com.br

18/09/2014 16:09:53


Entenda a diferença entre vírus e bactéria Ambos causam doenças, às vezes fatais, mas biologicamente são completamente diferentes. Enquanto bactérias são organismos vivos, vírus não passam de partículas infecciosas. Os dois não são visíveis a olho nu, se multiplicam rapidamente em um curto período de tempo e podem causar doenças. Mas essas são as poucas características que bactérias e vírus têm em comum. Bactérias são organismos compostos por uma única célula, que possui tudo que elas precisam para viver: genoma e estruturas celulares que produzem proteínas, abastecendo-as com energia. Esses organismos possuem um metabolismo próprio e se multiplicam ao se dividir. Tuberculose, cólera, difteria e coqueluche são algumas das doenças causadas por bactérias, que nem sempre são prejudiciais: algumas são vitais para a saúde humana, como as que compõem a flora intestinal e auxiliam na digestão. Vírus, ao contrário, não são células, mas partículas infecciosas. Eles são compostos, na sua grande maioria, por moléculas de ácido nucleico, envoltas em uma camada

Deliciosas Novidades!

proteica. Eles não possuem estruturas celulares que produzem energia, proteína ou possibilitam a multiplicação. Esses agentes infecciosos são bem menores do que bactérias. Enquanto elas possuem na sua maioria um tamanho de 0,001 milímetro, os vírus chegam a no máximo um centésimo dessa medida.

Medicamento e vacinas

Para muitos cientistas, os vírus são não considerados seres vivos. Eles podem se multiplicar somente com ajuda externa. Ao infiltrar seu material genético em células de outros seres vivos, eles as reprogramam para que produzam somente vírus até arrebentar, liberando assim essas partículas infecciosas. Cada vírus possui uma célula hospedeira específica. Alguns atacam somente plantas, outros animais e humanos. Há, ainda, aqueles que infectam bactérias. Hepatite, aids, gripe, herpes, rubéola e febre amarela são algumas das doenças causadas por vírus. Antibióticos agem somente contra bactérias. Como vírus não vivem, não é possível matá-los. Contra eles há somente antivirais, que inibem a multiplicação dessas partículas, por exemplo, ao impedir que eles alcan-

Bactérias são organismos vivos. A E. Coli Escherichia Coli, é um grupo de bactérias que habitam normalmente no intestino humano. Listeria é uma bactéria encontrada no solo, vegetação, leite cru, carne, frango, queijos. Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria que pode ser encontrada em diversos ambientes, principalmente solo e água.

cem as células hospedeiras. Mesmo assim, os médicos costumam prescrever antibióticos também para infecções virais, pois esses agentes enfraquecem o sistema imunológico, possibilitando o ataque de bactérias ao corpo enfraquecido e, assim, o desenvolvimento de outras doenças. O antibiótico é prescrito para evitar esse ataque. Tanto bactérias, quanto para vírus, é possível desenvolver vacinas. O estafilococo áureo multirresistente, uma bactéria responsável por muitas mortes

PIONEIRA Arrozteria Delivery NO BRASIL

Expresso

S A B O R E S

FRANGO | CALABRESA | CHARQUE BACALHAU | CAMARÃO | PARAENSE

ACEITAMOS ENCOMENDAS PARA PEQUENOS, MÉDIOS E GRANDES

EVENTOS

Av. Duque de Caxias, 352 - Fátima (próx ao Formosa)

Arrozteria Belém www.paramais.com.br

Aumento de bactérias resistentes a antibióticos põe médicos em alerta.indd 35

(91) 3349-2186 / 8191-0847 Pará+

35

18/09/2014 16:09:57


No palco, a força do teatro paraense

Q

Grupo de teatro formado por alunos de Paulo Fonseca

Zê Charone em cena Teatro Cuíra

uando se fala em teatro no Pará, a primeira lembrança é a peça Ver de Ver-o-Peso, do grupo Experiência. Mas esse não é a única montagem do grupo, que dispõe de um repertório rico e variado. Nem tampouco o Experiência é o único grupo profissional do Estado. Segundo a Federação de Arte Cênica Estadual (Faces), criada há 22 anos, o Pará possui 36 grupos de teatro de 31 municípios paraenses associados à instituição. Belém já possuiu mais de 20 grupos bem estruturados e com uma produção intensa. No período entre as décadas de 80 e 90, o setor cultural de Belém fervilhava, “com várias montagens acontecendo simultaneamente e o público esperava pela temporada de novas peças, escolhia o que ia ver a cada fim de semana”, lembra o diretor teatral Geraldo Salles. Com o tempo e as dificuldades, o teatro paraense foi minguando. Geraldo avalia que as dificuldades de hoje são as mesmas de anos atrás, e apesar das leis de incentivo cultural, “é difícil aprovar um projeto e ter a carta de crédito para o projeto. Apesar da garantia de abatimento no imposto de renda do que for investido em cultura, isso não tem sido atrativo suficiente para as empresas quererem patrocinar os espetáculos”, lamenta. Mas a paixão continua. Com 45 anos de teatro, Geraldo Sales nem pensa em parar. “Um caminho é fazer o teatro de encomenda. Os grupos criam espetáculos de acordo com a necessidade de empresas”, diz ele. “O Experiência, mais antigo em atividade, agora está encenando o projeto ‘Senhor cidadão, você é o patrão’, contratado pelo Sesi e Sistema Fiepa”, exemplifica. Em relação ao apoio para a produção de montagens, Paulo observa que o caminho são as leis de incentivo, mas estas acabam sendo pouco eficazes diante da demanda. “As empresas não são sensíveis a essas produções a não ser que tenha um amigo e ou parente envolvido”, critica. “A secretaria de Cultura há tempos não abre suas portas para o diálogo e agora enfrenta dois sabores, o (doce) momento do Festival de Ópera do Theatro da Paz, com casa cheia, e o (amargo) movimento CHEGA, liderado por mais de 300 artistas que clamam por uma democratização da cultura no Estado”, revela. Laquê uma das inúmeras montagens apresentadas no teatro Cuíra

A e

25 d 36

Pará+

No palco, a força do teatro paraense.indd 36

www.paramais.com.br

18/09/2014 16:41:36


Grupo Experiência um dos mais antigos em atividade em Belém

O ator Paulo Fonseca, outro veterano do grupo Experiência, conta que a cidade já possui público para o teatro, tanto para peças com ingresso pago quanto para gratuitas. “O que falta é a divulgação que é cara e o fomento aos grupos e, principalmente, espaços em funcionamento”, diz. A capital do Pará, Belém, abriga cinco teatros estaduais – Theatro da Paz, Estação Gasômetro, Maria Sílvia Nunes, Margarida Schiwasapa e Experimental Waldemar Henrique –, além do Teatro do Sesi Gabriel Hermes, Sesc Ator Paulo Boulevard, Teatro Cuíra, Teatro Fonseca em cena do CCBEU e o Teatro Cláudio Barradas - Escola de Teatro da UFPA. Paulo Fonseca começou a fazer teatro em Produção Cultural. Ele também dirige, há 18 1978, com o Grupo Experiência, onde per- anos, um grupo de teatro na Cultura Inglemanece até hoje. “Nos anos 1990 participa- sa Belém, e este ano ingressou no Colégio mos de festivais como o tradicional Festival Marista de Belém, onde está formando um de Inverno de Campina Grande e o Festival grupo teatral. “E trabalhei por 17 anos como Nacional de Ponta Grossa no Paraná, no pro- servidor público na Fundação Cultural do jeto Mambembão do Inacem. Isso tudo pro- Pará Tancredo Neves”, afirma. vocou essa temporada permanente. Pode-se Para ele, é possível viver financeiramente dizer que é o espetáculo de maior repercus- de teatro em Belém, mas não exclusivamensão em nosso Estado”, comenta o ator. te da arte. “Os atores de nossa cidade têm Ao longo dos anos, Paulo participou de que estar sempre em paralelo com outras oficinas, cursos e de formação pela Univer- atividades. É verdade que existem atores sidade da Amazônia, no curso de Gestão e que na maioria das vezes estão sempre pro-

Antecipe suas encomendas

duzindo, mas como falei sempre atrelados a outro trabalho, seja na esfera pública ou privada, ou mesmo no freela, como se diz aos serviços prestados. É preciso trabalhar em outras atividades para garantir a sobrevivência e as contas no final do mês”. A respeito da situação, hoje, do teatro em Belém, Paulo Fonseca lamenta a falta de estímulo, oficinas, de propostas de trabalhos, montagens e de espaços cênicos pela cidade. Ele lembra que, quando começou a atuar em teatro, a ideologia ligada a essa arte era outra. “Tinha efervescência cultural nessa cidade. Hoje existem muitas pessoas envolvidas, mas efervescência nenhuma ou quase nenhuma. Falta acreditar que o teatro possa ter uma contínua forma mais viva de se regenerar”, sugere. E, de uma maneira geral, o cenário teatral na capital paraense é visto por Paulo como negativo e preocupante. “Até parece contradição, mas não é. Por um lado temos artistas incríveis, atores talentosos, criativos, bons diretores, encenadores, porém, sem estímulos. Por isso acabam caminhando em outras áreas artísticas ou então ganham a estrada para o Sul em busca de trabalho”, analisa.

CAMISAS BORDADAS DO CÍRIO DE NAZARÉ

PANIFICADORA MOURA CGC: 04.318.432/0001‐04 INSCRIÇÃO ‐ ESTADUAL: 15.101.285‐7

25 de Setembro (esq. com a Humaitá) Fone: 3226-3236 www.paramais.com.br

No palco, a força do teatro paraense.indd 37

Av. Generalíssimo Deodoro, nº 891 (Esq. c/ João Balbi) Fone: (91) 3241-7161 / 8211-2221 Belém - Pará Site: www.viabordado.com.br / Email: contato@viabordado.com.br Pará+

37

18/09/2014 16:41:44


Formação de artistas O curso de Licenciatura em Teatro da UFPA teve início em 2008 e a iniciativa trouxe ganhos para estudantes, pesquisadores e amantes das artes cênicas. O curso trouxe, além de jovens estudantes, atores amadores para sala de aula, espaço onde eles podem ampliar estudos, trazer e/ou escrever sobre as próprias criações e atuações, exercitar a pesquisa sendo bolsistas de Iniciação Científica e, ao defender seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), darem continuidade aos estudos na Pós-Graduação em Artes, no Instituto de Ciências da Arte-ICA, ao qual pertence a Escola de Teatro e Dança (ETDUFPA) onde o curso acontece. Além disso, vários profissionais das artes cênicas em geral hoje são professores da ETDUFPA e trazem suas experiências para sala de aula. A produção teatral oriunda da Escola de Teatro da UFPA mantém a chama acesa. São montadas várias peças ao ano, com muitas apresentações. Uma das finalidades da Escola é apresentar e proporcionar experiências diversas aos estudantes e graças à tradição teatral existente, a região conta com muitos atores, diretores, cenógrafos e profissionais das cenas de qualidade. Mesmo com a qualificação profissional oferecida pela Universidade e a presença de excelentes profissionais de teatro formados pelas experiências e estudos fora da acadeSegundo Edyr Proença “É no espaço do teatro Cuíra que muitos dos estudantes formados pela Escola de Teatro encontram o apoio para apresentar seus trabalhos”

38

Pará+

No palco, a força do teatro paraense.indd 38

Grupo Experiência

mia, o futuro do teatro paraense caminha em passos incertos.

Espaços alternativos

Grupos como o Palhaços Trovadores, InBust e Cuíra investiram em espaços prórios para driblar a falta de palcos mais tradicionais. “Os poucos teatros disponíveis estão sempre com as pautas lotadas com eventos de auditório e outros tipos de espetáculos, como música e dança”, avalia Edyr Proença, fundador do teatro Cuíra. “Os atores não têm como passar meses ensaiando para conseguir uma brecha de apenas um fim de semana para apresentações. Isso inviabiliza o trabalho”, diz ele. O grande obstáculo para exercer a arte dramática é a falta de locais adequados. “Belém possui os mesmos teatros e casas de espetáculos há mais de 20 anos e não existem salas de ensaio disponíveis para os artistas e grupos”, ressalta Edyr. Pensando nisso, em 2005, ele, a esposa

Zê Charone e um grupo de amigos alugaram uma antiga casa de bingos, aproveitaram as cortinas usadas que o teatro Margarida Schiwazzappa ia jogar fora e as poltronas do extinto cinema Nazaré. Depois de comprar parte dos equipamentos necessários, o Teatro Cuíra abriu com 100 lugares na plateia e portas abertas para quem quiser se apresentar. “Nos mantemos com editais de cultura federais e assim, conseguimos manter a casa em atividade o ano todo”, comemora Edyr Proença. “Com o financiamento, o próprio Cuíra faz um edital prório e seleciona grupos pequenos que tem peças prontas para se apresentarem no local, em temporadas de um mês de duração, em média. Estamos fazendo o papel do poder público e fomentando a arte”, conclui. É no espaço do teatro Cuíra que muitos dos estudantes formados pela Escola de Teatro encontram o apoio para apresentar seus trabalhos. E assim, o teatro paraense vai se renovando e ultrapassando os obstáculos.

www.paramais.com.br

18/09/2014 16:41:47


Mensageiros da humanidade Texto Fabio Arruda Mortara*

N

osso país ganhou, em 19 de agosto, um novo selo. Trata-se de obra-prima das artes gráficas em homenagem ao embaixador brasileiro Sergio Vieira de Mello, morto, nessa data, em 2003, no atentado ao Hotel Canal em Bagdá, no Iraque, junto com outros 21 funcionários da ONU, na qual ocupava o posto de Alto Comissário para os Direitos Humanos. Importante lembrar que, em decorrência do triste episódio, instituiu-se o Dia Mundial da Ação Humanitária. O selo, lançado pelos Correios e impresso pela Casa da Moeda, é um primor de design, acabamento e impressão. Apresenta a foto de Sergio Vieira de Mello, retratado pelo fotógrafo Evan Schneider, da ONU, em 27 de maio de 2003, quando foi anunciada sua nomeação como Representante Especial das Nações Unidas para o Iraque, por indicação do então secretário-geral da entidade, Kofi Annan. Na lateral esquerda, consta a inscrição “Homenagem a Sergio Vieira de Mello”, cuja pertinente justificativa encontra-se no edital relativo à emissão do selo: “O seu caráter humanista é exemplo de desempenho em defesa dos direitos e dos valores humanos, que inspiram a perpetuação de sua memória e o permanente debate do seu pensamento e dedicação a apoiar a reconstrução de comunidades afetadas por guerras e violências extremas”. Na margem inferior esquerda, constam os logotipos da UPAEP (União Postal das Américas, Espanha e Portugal), que nomeia a Série América, e da ONU. Na produção, utilizou-se a técnica de

www.paramais.com.br

Mensageiros da humanidade.indd 39

fotografia e computação gráfica. A impressão é em offset. Neste momento em que numerosos conflitos no Oriente Médio, África, Ucrânia e outras regiões atingem de modo grave a população civil, ganha uma dimensão ampliada a comemoração do Dia Mundial da Ação Humanitária, onze anos após a morte de Sergio Vieira de Mello e de seus companheiros das Nações Unidas. No mesmo Iraque onde suas vidas foram ceifadas, assiste-se hoje ao massacre de crianças, mulheres e idosos, grave perseguição religiosa e até a inaceitável transformação de meninas em escravas sexuais. Como tem noticiado a imprensa brasileira e mundial, no embate entre Israel e o Hamas, em Gaza, a maioria das vítimas fatais também é civil, incluindo seis jornalistas, o mesmo ocorrendo no Sudão do Sul. Em todos os lugares onde a intolerância e a guerra atentam contra a vida e a dignidade das pessoas, estão presentes os agentes humanitários, como o embaixador Sergio Vieira de Mello, que muitas vezes enfrentam grandes perigos para ajudar comunidades em situação de risco e expostas a privações de toda ordem. Lamentavelmente, o ano de 2013 e o primeiro semestre de 2014, conforme informa a ONU, foram marcados por números recordes de violência e ataques contra esses próprios trabalhadores. Portanto, nada mais justo do que as homenagens a esses voluntários da boa vontade por ocasião do Dia Mundial da Ação Humanitária 2014. Nesse sentido, além do selo brasileiro, há outra interessante iniciativa: uma nova plataforma para inspirar e mobilizar o público em emergências globais. Trata-se do site “Mensageiros da Humanidade”, voltado a mobilizar defensores das causas

da paz, da tolerância e do respeito aos civis e à vida. A correlação entre as artes gráficas e os Mensageiros da Humanidade transcende ao belo selo em homenagem ao nosso diplomata. Abrange, também, toda a comunicação impressa, considerando a imensa importância de jornais e revistas, como das demais mídias, na informação, denúncias de abusos e mobilização das Nações Unidas e da sociedade global para conter a violência e socorrer suas vítimas. (*)Presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo (SINDIGRAFSP), coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem) da Fiesp, vice-presidente da Confederação Latino-americana da Indústria Gráfica e country manager da Two Sides Brasil

<<

>> O selo apresenta a foto de Sergio Vieira de Mello, retratado pelo fotógrafo Evan Schneider (ONU), em 27 de maio de 2003, quando foi anunciada sua nomeação como Representante Especial da ONU para o Iraque, por indicação do então secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan. Na lateral esquerda, consta a inscrição “Homenagem a Sergio Vieira de Mello”, pelo seu caráter humanista, exemplo de desempenho em defesa dos direitos e dos valores humanos, que inspiram a perpetuação de sua memória e o permanente debate do seu pensamento e dedicação a apoiar a reconstrução de comunidades afetadas por guerras e violências extremas. Na margem inferior esquerda constam os logotipos da UPAEP, que nomeia a Série América, e da ONU, onde Vieira de Mello serviu. Foi usada a técnica de fotografia e computação gráfica Pará+

39

18/09/2014 16:42:54


As lulas cor-de-rosa e a sustentabilidade Grande parte dos prazos dos alimentos que usamos não servem para grande coisa Texto Henrique Pereira dos Santos

Q

uando vejo uma receita de cozinha pela primeira vez, e quero experimentar, gosto de a seguir à risca. A principal razão é ser um mau cozinheiro, cozinho porque alguém tem de o fazer, de maneira que para saber se a receita é boa, ou não, o melhor é fazê-la depender, o menos possível, do cozinheiro. Quando entrei no supermercado vi, numas promoções, um ketchup, mas não da marca referida na receita, de maneira que não o comprei. E quando passei pela peixaria, ainda olhei para as lulas, mas precisava de trabalhar e não poderia perder muito tempo a arranjá-las para o jantar, de maneira que as deixei ficar. Como raramente compro ketchup, e o supermercado de vez em quando muda as coisas de lugar, acabei por não comprar nenhum, porque não vi onde estava e sempre poderia fazer um molho de tomate. Cheguei portanto a casa, a pensar na receita das lulas cor-de-rosa, mas sem as lulas e sem o cor-de-rosa. Não gosto da paranóia higienista que nos obriga a jogar fora alimentos, e a prepará

40

Pará+

As lulas cor-de-rosa e a sustentabilidade.indd 40

Lulas cor-de-rosa

-los de formas totalmente insustentáveis. Acabei por pegar numa carne que há algum tempo estava congelada, num pacote de leite fresco cujo prazo tinha passado há Lulas com camarões regional

um mês e umas natas cujo prazo tinha passado há quinze dias, pensando que tudo isso daria um toque de acidez ao cozinhado que, se eu dissesse que era do crème fraîche, passaria por coisa chique e não por alimentos fora de prazo. O dito leite e as natas eram para o molho das lulas, que no fundo era um molho branco, uma coisa sobre a qual, do ponto de vista da sustentabilidade, tenho sentimentos mistos: por um lado, os laticínios industriais são do menos sustentável que há; por outro, um molho branco facilmente estica uma carne, peixe ou legumes, que dariam para duas pessoas, numa refeição para oito. O molho branco clássico é feito com leite, mas a possibilidade de fazer variações é quase infinita, substituindo, no todo ou em parte, o leite por outro líquido. O que uso mais vezes são as águas de cozedura, seja do que for, peixe, bacalhau, legumes, mariscos, cabeças de camarões, o que se queira. Aumenta-se o sabor e aumenta-se a sustentabilidade, ao substituir o leite por um líquido que muitas vezes consideramos desprezivel e/ou lixo. A gordura clássica, à qual se junta a farinha, é a manteiga, mas também aqui se pode www.paramais.com.br

18/09/2014 16:44:38

B


usar outra, em função dos objetivos culinários ou de sustentabilidade. A que uso mais frequentemente, como substituto, é o azeite. A verdade é que as lulas cor-de-rosa, que fiz sem lulas e sem cor-de-rosa (na verdade, se tivesse tempo, teria feito o molho de tomate, muito mais barato e sustentável que o ketchup), não ficaram mal, com os tais produtos fora de prazo. Não gosto da paranóia higienista que nos obriga a jogar fora alimentos, e a prepará -los de formas totalmente insustentáveis, só porque alguém achou que o Zé Tavares não sabe matar e preparar uma galinha para fazer uma cabidela, que ele próprio criou e que os seus clientes gostariam de poder comer no seu restaurante. Não me passa pela cabeça defender o uso de produtos fora de prazo que possam trazer problemas de saúde sérios, mas um leite estragado é só um leite estragado, pode saber mal (se não for usado no doce misterioso, porque, nesse caso, em que a receita diz para se talhar voluntariamente o leite com vinagre, não sabe nada mal), mas não é nenhum perigo para a saúde. Grande parte dos prazos dos alimentos que usamos não servem para grande coisa. Tal como hoje desprezamos as partes menos nobres dos animais, das plantas, das águas de cozedura, deitamos fora muita comida que podemos perfeitamente usar,

ou na forma mais simples (cheirar, olhar e tocar são ferramentas que se aprende a usar para perceber se os produtos estão em condições, não correndo riscos com o que pode ser verdadeiramente sério) ou em preparações que contam com as características de alteração dos alimentos. O iogurte não é mais do que leite fermentado, por exemplo, ou seja, estragado, se quisermos ser puristas. Se pensamos que por volta de 25% dos alimentos que compramos vão para o lixo, talvez deixemos de achar absurdo olhar para o que jogamos fora, e pensar se o meio pêssego que ainda se aproveita, depois de retirada a parte meio apodrecida, não pode ser usado numa vinagrete para temperar a salada, mesmo que não sirva para ir à mesa. É que os recursos usados para produzir, transportar, transformar, vender, cozinhar o que deitamos para o lixo ainda vão fazer falta um dia destes.

Exemplo: Receita para uso de cabeças de camarão

1. Refogue cebolas picadas com azeite. Assim que dourar, adicione uma 1 xícara de vinho branco. Em seguida as cabeças de camarão e deixe cozinhar até as cabeças ficarem bem rosadas .

Cabeças de camarões dão belo caldo

2. Adicione páprica, cheiro verde, cozinhar por mais 2 minutos. Após ferver, diminua o fogo e cozinhe por uns 5 minutos. 3. Coe e reserve o caldo. 4. Tempere com a noz-moscada e as pimentas em grão moída e o sal e misture com um batedor de arame. 5. Incorpore o caldo feito com as cabeças do camarão nas receitas de camarões, peixes...molhos etc. Tudo ficará com muito mais sabor. Experimente para saborizar risotos, macarrões, sopas… *NR. Em tempos de sustentabilidade e não desperdício, o artigo acima é exemplo a ser seguido? Que falem os/as nutricionistas.

Buffet | Lanches | Eventos | Encomendas Café da Manhã

Rua dos 48, 27 (em frente ao Pátio Belém) rest.victoriaregia@gmail.com

de Segunda a Sábado

www.paramais.com.br

As lulas cor-de-rosa e a sustentabilidade.indd 41

ACEITAMOS ENCOMENDAS

VICTORIA RÉGIA restaurante Pará+

41

18/09/2014 16:44:41


“Geração do milênio” está moldando a forma de comunicar Adolescentes são os mais digitalmente aptos e crianças de 6 anos têm o mesmo entendimento das novas tecnologias que um adulto de 45, revela relatório

A

“geração do milénio”, com idade entre os 14 e os 15 anos, é a que demonstra ter melhor e maior conhecimento da tecnologia digital, sugere o novo relatório. Uma pesquisa levada a cabo pela Ofcom, regulador independente e autoridade da concorrência para as indústrias de comunicação do Reino Unido, descobriu que crianças de seis anos têm o mesmo entendimento de gadgets que um adulto de 45 anos. Os hábitos digitais dos jovens também se revelam fundamentalmente diferentes dos das gerações mais velhas, com apenas 3% do tempo de comunicação gasto ao telefone em comparação com 20% do tempo gasto pelos adultos. “A nossa pesquisa revela que a “geração do milênio” está moldando os hábitos de comunicação para o futuro”, diz o presidente-executivo da Ofcom. “Enquanto as crianças e os adolescentes são os mais digitalmente aptos, todas as faixas etárias estão se beneficiando com as novas tecnologias”, acrescenta Ed Richards. A pesquisa da Ofcom também revela que o adulto médio no Reino Unido passa agora mais tempo interagindo com a tecnologia do que dormindo. A média de oito horas e 41 minutos gastas por dia vendo

Enquanto as crianças e os adolescentes são os mais digitalmente aptos

televisão, e ouvindo rádio, navegando na Internet ou usando o smartphone, suplanta a média de oito horas e 21 minutos gastas por noite dormindo. A Ofcom testou cerca de dois mil adul-

tos e 800 crianças para avaliar a aptidão ou quociente digital de diferentes faixas etárias e publicou as conclusões no relatório anual sobre o mercado das comunicações: Média de pontuação “Quociente Digital” por idade

Espaço de privacidade para jovens fazerem amigos 42

Pará+

“Geração do milênio” está moldando a forma de comunicar.indd 42

www.paramais.com.br

18/09/2014 16:48:57


RAM232-14 Feicon NE anuncio de visitacao 205x270.pdf

www.paramais.com.br

ANUNCIO FEICON BATIMAT.indd 3

1

7/24/14

10:05 AM

Parรก+

3

19/09/2014 16:19:06


4

Parรก+

ANUNCIO ONCOLร“GICA.indd 4

www.paramais.com.br

19/09/2014 09:05:00

Pará+ 151  

COMBATE ÀS QUEIMADAS A TRADIÇÃO DO ÇAIRÉ JOGOS TRADICIONAIS INDIGENAS A FORÇA DO TEATRO PARAENSE

Advertisement