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Revista

Parรก+ JULHO 2014

BELร‰M-PARร

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Revista

N E STA E D I Ç ĂƒO EDIĂ‡ĂƒO 149 - JULHO/2014

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Rota turística BelÊmBragança

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Ilha do MarajĂł

Portel no Ano Internacional da Agricultura Familiar

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Comunidades indĂ­genas receberam R$ 153 milhĂľes em investimentos da Norte Energia

C A PA

AIS.COM.BR

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BELÉM-PARĂ



JULHO 2014

EDIĂ‡ĂƒO 149

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AENSE VERĂƒO PAR

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A cara do turismo ecolĂłgico no ParĂĄ

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Verão, pele, cuidados‌

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Os 10 Alimentos Mais Perigosos Para A Sua SaĂşde

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Para ficar bacana, combater a flacidez e abafar no VerĂŁo

Lana Lima, modelo da Beckmodel, em montagem de fotos na Praia do Pesqueiro-Soure/MarajĂł. Fotos: Miro Jr e Ray Nonato.

CIC

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Despidos de roupa e preconceitos

ST A

FAVOR POR

RE

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s

CĂ­rio Editora

  

O ParĂĄ com um toque oriental

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* Os artigos assinados sĂŁo de inteira responsabilidade de seus autores.

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Dicas Alimentares para um VerĂŁo SaudĂĄvel

Ă?NDICE DIRETOR: Rodrigo HĂźhn; EDITOR: Ronaldo Gilberto HĂźhn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo HĂźhn; DISTRIBUIĂ‡ĂƒO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAĂ‡ĂƒO: Ronaldo G. HĂźhn; COLABORADORES*: Ana Claudina Santos DRT 1310, Fabiana Cabral e Lucelia Fernandes, LĂşcio Reis, Michelle Schoro Cook e Sylvio Fagundes; FOTOGRAFIAS: Alfredo. W. Santalice, Ana Paula Carvalho, Arquivo Comus/PMB, Arquivo ParĂĄ+, Ascom GMB, Sejel, ClĂ­via Santoro, Divulgação, JC, FĂĄbio BelĂŠm, Gustavo Negreiros, JoĂŁo Gomes - NID Comus, Michael S. Souza, Regina Santos/Norte Energia, Ray Nonato e Sidney Oliveira /Ag. ParĂĄ; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAĂ‡ĂƒO GRĂ FICA: Editora CĂ­rios

  

FecomĂŠrcio: nova gestĂŁo pelo desenvolvimento

ISSN 1677

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PUBLICAĂ‡ĂƒO

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA C�RIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 BelÊm-Parå-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

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Lazer e segurança marcam fins de semana nos balneårios

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Praia Grande Outeiro, repleta de veranistas

Lazer e segurança

marcam fins de semana nos balneários Uma hora/aula da modalidade custa R$ 120, 00 e na oficina de Mosqueiro, cerca de 150 pessoas fizeram aulas gratuitamente graças ao apoio da prefeitura de Belém

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Texto Fabiana Cabral e Lucelia Fernandes Fotos Ascom GMB, Sejel e João Gomes - NID Comus

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s veranistas que procuraram os balneários de Belém nos finais de semana perceberam a presença constante da prefeitura em ações de lazer, esporte, educação, cultura e segurança. Somente a Guarda Municipal atuou com efetivo de 270 homens, sendo 170 em Mosqueiro e outros 100 nos balneários de Icoaraci, Outeiro e Cotijuba. Para a inspetora Joana Melo, que coordenou o trabalho da GMB em Icoaraci, Outeiro e Cotijuba, “levar segurança aos veranistas é fundamental, mas, além deste papel, temos que levar também mensagens e orientações que façam com que as pessoas repensem suas atitudes, e se invistam do espírito da paz”. www.paramais.com.br

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A presença constante da prefeitura em ações de lazer, esporte, educação, cultura e segurança

Ao todos 270 homens da Guarda atuaram nos balneários de Belém nos fins de semana Oficina atraiu atenção dos veranistas de Mosqueiro

A abordagem direta aos veranistas foi uma das estratégias da Semob para conscientizar sobre a segurança no trânsito

difícil, caro, e as aulas aqui são gratuitas”. Para o secretário Thalles Belo, a oficina de surf é só mais um exemplo das inúmeras possibilidades de esporte e lazer disponibilizadas pela Sejel neste mês de julho, em ações que estão acontecendo em Mosqueiro, Icoaraci e Outeiro.

Brincadeiras educativas também foram opções

Já o inspetor Joel Rodrigues que atuou na coordenação de Mosqueiro, destacou ser gratificante garantir a segurança do cidadão no seu momento de lazer. “Fizemos várias frentes de trabalho em parceria com diversos órgãos com este objetivo, graças a Deus conseguimos êxito em nossas ações, e tivemos um final de semana tranquilo”, relatou. Elenice Belo, que foi com sua família para Outeiro, ressaltou que é muito importante sair com a família e ver que o poder público está preocupado com o bem estar e o lazer do cidadão. “Aqui em Outeiro, deu pra sentir isto”, afirmou. Para Beatriz Rodrigues, profissional liberal, que em todo verão opta pelo lazer na praia de Mosqueiro, circular nas vias e praias e sentir a presença do poder público é fundamental. “Acho importante, que sejam feitas barreiras, blitz, tudo com objetivo maior de se coibir os excessos e se salvar vidas”.

Oficina de surf na Ilha de Mosqueiro

A oficina, foi uma iniciativa da Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer em parceria com a Federação Paraense de Surf e a Associação Brasileira de Surf na Pororoca. As aulas fazem parte da Escola Pororoca, um projeto itinerante que há quatro anos leva o surf para o litoral paraense. Além de Algodoal, Salinas e Ajuruteua, Mosqueiro está no roteiro, com suas ondas de rio que

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encantam quem se aventura pelas águas do rio Pará. “Esse ano a gente procurou a Sejel para, além da escolinha, fazer clínicas e incluir o stand up padle, que é uma modalidade que tá super na moda, super em evidência, e Mosqueiro é altamente propício para a prática dessa modalidade”, explicou Noélio Sobrinho, presidente da Federação Paraense de Surf e da Associação Brasileira de Surf na Pororoca. Entre os que receberam as orientações básicas do surf estavam 80 bombeiros mirins, do projeto Escola da Vida, do Corpo de Bombeiros. A professora Iris Almeida também participou. Ela já pratica o esporte, mas não perde nenhuma oportunidade de adquirir mais conhecimento e aprimorar as técnicas. “É muito bacana, é maravilhoso poder mostrar para as pessoas que acham o surf um esporte distante que é possível, sim. Aqui na ilha se torna acessível pra todo mundo”, garantiu a professora. Ela ainda destacou as aulas de stand up, uma novidade nesse verão. “Facilita bastante pra quem não consegue ficar de pé na prancha, tem o apoio do remo”. Noélio Sobrinho explicou que uma hora/ aula da modalidade custa R$ 120, 00 e que, na oficina de Mosqueiro, cerca de 150 pessoas fizeram aulas gratuitamente graças ao apoio da prefeitura de Belém, através da Sejel. “Esse apoio é totalmente fundamental e poder inserir isso pra galera é bastante gratificante. A gente vê no rosto das pessoas a satisfação, porque elas pensavam quer era

Após o resultado do teste de balneabilidade aprovar todas as praias de Mosqueiro, Outeiro, Icoaraci e Cotijuba, a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), foi iniciada uma programação especial para os veranistas, na praia do Farol, em Mosqueiro. As brincadeiras educativas eram um atrativo a mais para os veranistas. “A Semma pensou em mais uma opção de lazer para as famílias que estão nas praias, que além de se divertirem, também irão aprender sobre os cuidados com o meio ambiente”, explica Ingride Dias, coordenadora da programação da Secretaria. Entre as atividades realizadas: pinturas de desenhos e facial, jogo das argolas, corridas e outras. A participação era gratuita. “Eu adorei essa opção de lazer na praia, porque às vezes com a maré muito alta, não tem como as crianças brincarem. Além de tudo, as atividades são educativas e eles aprendem sobre coleta seletiva e meio ambiente”, afirma Jennifer Miranda, mãe da pequena Alicia, de cinco anos. A menina conta que a atividade que mais gostou foi o jogo de argola com as cores da coleta seletiva. “Brincando eu aprendi o que eu devo colocar em cada lixeira. Não vou mais esquecer”, diz Alicia. A programação educativa da Semma em Mosqueiro, na praia do Farol, era de de 9h às 15h.

As brincadeiras eram um atrativo a mais para os veranistas

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Ilha do

Guarás e Bufalos, símbolos da diver-ó sidade do Maraj

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Os residentes, na maioria das vezes, acolhedores, humildes, calmos e bem-humorados

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Texto Lúcio Reis Fotos Ana Paula Carvalho, Divulgação, Ray Nonato

ocalizada no norte do Brasil, nas proximidades da linha do equador, Soure é considerada a principal e mais ampla cidade da maior ilha fluviomarítima do mundo, a Ilha do Marajó. O acesso mais comum é de barco de Belém até Camará e depois de ônibus ou van até o centro da cidade – atravessando pelo rio Paracuari, com duração total de quatro a cinco horas. Logo no início do trajeto, a grandeza da bacia hidrográfica é constatada quase que por imposição, já que a enorme quantidade de água doce contida na baía do Marajó poucas vezes permite que a vista alcance a outra margem. As ondas podem chegar a cinco metros de altura dependendo dos ventos e

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das correntezas que, por sua vez, movem os bancos de areia formando, de quando em quando, algumas praias no percurso. Portanto é imprescindível respeitar o fluxo dos canais de acordo com a época do ano, além de ser perito em navegação, para fazer a travessia. As temperaturas elevadas e a intensa umidade relativa do ar no clima equatorial colaboram para que a vegetação da região seja tão densa quanto majestosa, causando um espanto de admiração até nos observadores menos atentos. A vitória régia, por exemplo - que pode atingir até 2,5 metros e suportar até 40 quilos, confidencia uma parte dessa graciosidade. Marinatambal, Ilha Grande de Joannes, Monte Forte e Menino Deus foram alguns dos nomes an-

A pororoca no Marajó

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Cerâmica Marajoa

teriores que Soure recebeu até ficar com este último, derivado de Sauriuns: antiga definição vinda dos portugueses para jacarés. A história nos remete a uma presença indígena marcante na miscigenação e no artesanato que ainda sobrevive mantendo uma originalidade qualitativamente significativa pelos artesãos locais e de outras comunidades. A cerâmica marajoara - com motivos antropomórficos e zoomórficos, traduz a destreza da expressão cultural das tribos, das quais as remanescentes são mantidas em lugares longínquos. Com cerca de 21.400 habitantes, a at10

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mosfera de Soure é bastante receptiva tanto pelos serviços de transportes e hospedagem quanto pelos nativos e residentes que se mostram, na maioria das vezes, acolhedores, humildes, calmos e bem-humorados. O comércio gira em torno do turismo, da pesca, da fitoterapia – que exporta o óleo de copaíba e andiroba, entre outros, da agricultura e da agropecuária - que exporta o apreciadíssimo queijo de búfala. A associação de pescadores organiza anualmente a procissão de São Pedro nos dias 28, 29 e 30 de junho, ocasião em que, juntamente com artistas, aproveita para

expressar o folclore através dos estilos de música tradicionais como o carimbó, que nasceu da mescla cultural indígena e européia e que, entre tambores de trocos compridos, banjos, flautas, saxofones e violinos soando de maneira exótica, com uma lírica popular alegre, proporciona um bailado de cadência inigualável. Tudo isso se estendendo até o final de julho, que é quando decorrem as férias escolares aumentando a freqüência dos visitantes. Atualmente, funciona um pólo da Universidade Federal do Pará. Um ótimo segmento para o aprendizado das escolas primárias e secundárias já existentes e Garça

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Praia do JubimSalvaterra

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Barra Velha – Soure

um incentivo educacional e profissional para as famílias. O cupuaçu, o bacuri, o uxí, o murucí, o abricó, a sapotilha e o jambo são algumas das mais variadas frutas típicas usadas para o consumo in natura, fabricação de sorvetes, poupas para venda e culinária em geral. Jacarés, piranhas, jibóias, onças pintadas e o poraquê (enguia conhecida como peixe-elétrico) dividem os grandes espaços selvagens com botos, ariranhas, peixes – boi, macacos, preguiças, eqüinos marajoaras, búfalos, iguanas, garças e guarás – pássaros que atraem muitos olhares por sua coloração vermelha que se destaca no meio da paisagem em suas revoadas ao pôr–do-Sol. Compostas por uma exuberância extraordinária – as praias da orla como Barra Velha, Araruna e Praia do Pesqueiro envolvem os banhistas com uma mistura surpreendente de coqueiros, mangues, rios, riachos provenientes de igarapés, diferentes texturas de areia, águas doces, salgadas e enseadas que transmitem uma paz de espírito convidando a um estado contemplativo. Salvaterra, a “princesinha do Marajó” não deixa de se mostrar digna de ser chamada assim. Com uma população equivalente a 17. 100 pessoas e a 10 minutos de barco do porto de Soure, oferece praias paradisíacas como a Praia Grande e a Praia do Jubim, que possui algumas falésias em seus contornos – tornando ainda mais exótico este ponto do planeta. Um dos fenômenos mais característicos da Amazônia pode ser apreciado de perto nos meses de março, abril e setembro: A pororoca. Uma onda formada pelo encontro de correntes e ventos do

Praia de Araruna-Soure No Rio Paracuari

Praia do Pesqueiro, em Soure

Em Soure

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Rio Amazonas e do Oceano Atlântico que vai se extendendo por mais de meia hora alargando os leitos, se alastrando pelas ribeiras e fazendo ouvir os seus ruídos de choques entre a água e a terra por entre as árvores da mata e os campos das fazendas.

Vivenciar todo esse cenário é, para além de se sentir parte de um ecossistema de grande potencial harmônico, estar descobrindo a sensação sublime gerada pela energia vital da esplêndida e vasta floresta amazônica, uma verdadeira inspiração de ar puro e renovador.

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Cartão-postal reproduzindo a estação de Belém da Estrada de Ferro de Bragança. In: Belém da Saudade: a memória de Belém do início do século em cartões-postais. Belém: SECULT, 1997, p. 222

Rota turística Belém-Bragança

abre novas oportunidades de negócios

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possibilidade do Pará ter uma ferrovia turística uniu o Governo do Estado ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Ministério do Turismo (MTur). De acordo com o Plano Estratégico de Turismo Ver-o-Pará, o trecho estudado fica entre os municípios de Bragança e Tracuateua, na região Amazônia Atlântica. O roteiro seria criado a partir da linha ferroviária turística, levando em consideração aspectos históricos e culturais. “Temos a idéia de uma rota conjugada de modal misto, entre rodoviário mais ferroviário, que resgataria uma parte do trajeto feito pela Estrada de Ferro Belém-Bragança. A recuperação de um equipamento que foi extinto em meados dos anos 60, para que isso possa gerar um roteiro, e o fortalecimento da atividade turística em nosso estado”, esclareceu o secretário Adenauer Góes. A ferrovia turística também abre espaço para utilização comercial e transporte de mer-

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Rota Turística Belém-Bragança Pará+

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cadorias entre municípios, bem como aspectos de mobilidade e acessibilidade urbana.

Desenvolvimento

Mapa da Estrada de Ferro de Bragança em 1914. Trecho de Capanema a Bragança e Ramal de Benjamin Constant

Imagem antiga da avenida, que já foi Tito Franco. Com o trem da estrada de ferro Belém-Bragança

Municípios

A nova rota turística e cultural Belém -Bragança, que parte de Belém pela Rodovia BR-316, foi apresentada a prefeitos, vereadores e empresários dos 13 municípios do polo turístico Amazônia Atlântica. Desde abril, o secretário de Estado de Turismo, Adenauer Góes, esteve conversando com prefeitos, secretários municipais, empresários e lideranças dos municípios, angariando apoio para a nova rota turística Belém-Bragança, que irá dinamizar a economia local e contribuir para o desenvolvimento da região turística Ama-

zônia Atlântica. Os treze municípios que compõem a PA242, que liga a capital paraense a Bragança, devem assinar o termo de adesão de participação e reconstrução da rota turística Belém-Bragança, que irá dinamizar a economia local e contribuir para o desenvolvimento da região turística Amazônia Atlântica. A nova rota é baseada na antiga estrada ferroviária que marcou parte da história econômica do estado do Pará. Em Bragança, Adenauer defendeu a importância da implantação do sistema que recupera o antigo trajeto Belém-Bragança como forma de beneficiar a comunidade, o turismo local e a economia dos municípios envolvidos, além de ser um percurso alternativo, rico em atrativos naturais. Adenauer Góes falou da importância da integração entre Estado e municípios para que o sucesso da rota. “É fundamental o trabalho de forma conjunta para que este projeto saia do papel”, afirma. O prefeito bragantino, padre Nelson Magalhães e a equipe técnica da Secretaria Municipal de Turismo de Bragança, coordenada pelo secretário Fagner Yanomani, já se comprometeram em colaborar com o pro-

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As oportunidades de negócios incluem restaurantes, cerâmica, pontos de venda de artesanato e balneários com infraestrutura de serviços, que poderão se beneficiar diretamente com um tempo de permanência maior dessas pessoas em seus municípios. O turismo é um setor que agrega valor na maioria das demais atividades produtivas, e abrirá inúmeras oportunidades aos municípios que compõem a rota. Com a projeção da rota, foi criada uma linha especial para o setor de turismo, desburocratizada, com condições e taxas de juros especiais de financiamento, para investimentos na área. “O processo passa pela organização do Estado, mas fundamentalmente do empresário e do cidadão, no que possa significar desenvolvimento, a partir de uma estratégia, que é a rota turístico cultural Belém -Bragança, trazendo cada vez mais impactos positivos para a economia local. A ideia é que o fluxo que passa pela BR-316 possa ser desviado para os atrativos dos municípios, através da sinalização turística, promoção e divulgação da rota, além de informações disponibilizadas a partir de aplicativos móveis, que servirão para estimular e motivar as pessoas a conhecerem esses destinos”, explicou o secretário de Estado de Turismo, Adenauer Góes. Para implementar o projeto, foram feitos estudos e dados relativos ao setor produtivo direto do turismo e do potencial econômico da região. O projeto terá o apoio do Programa Estadual de Qualificação do Turismo (PEQTur) e do CredCidadão para o fomento das atividades produtivas ao longo do percurso. Segundo dados do Ministério do Turismo, o Brasil possui uma malha ferroviária de 30 mil km, com vinte trens destinados ao turismo, distribuídos em oito estados da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O turismo ferroviário além de ser encantador, é ecológico, seguro e de custo reduzido.

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Adenauer Góes apresenta a rota turística nos 13 municipios

Adenauer Góes, Ronie Rufino e Elza Queiroz assinam acordo de cooperação para a rota

cesso. Capanema também aderiu ao projeto. “Temos um município que é polo na região e com uma economia forte que pode crescer ainda mais com a adesão a este projeto ousado. Intensificando essa rota, teremos visitantes que sairão da PA e da BR e estarão adentrando a Capanema e aos outros 12 municípios dando oportunidade de ganho para vários setores da economia. Capanema abraça o projeto. Contem conosco”, garantiu o prefeito de Capanema, Eslon Martins.

História econômica

Para o historiador Leôncio Siqueira, de

certa forma a rota turística contribuirá para reproduzir o desenvolvimento econômico que a extinta ferrovia Belém-Bragança permitiu entre 09 de novembro de 1884, quando teve seu primeiro trecho inaugurado, até 30 de dezembro de 1964, quando foi desativada. “Historicamente, a estrada de ferro nasceu para escoar a produção dos municípios que a compõem a região, mas acabou por se transformar num corredor de desenvolvimento, através da troca de informações, conhecimento, mercadorias e a interação de pessoas. Benevides ainda tem muito dessa história”, garantiu ele.

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“Esse trabalho da Setur com as prefeituras mostra a importância do resgate da história e da cultura da Estrada de Ferro Belém -Bragança. Esperamos com a rota agregar valor a todos os municípios que a compõem, e fortalecer suas economias, gerando emprego e renda, e com isso melhores condições de vida para a população”, ressaltou o prefeito de Benevides, Ronie Rufino da Silva. O prefeito de Santa Izabel do Pará, Gilberto Pessoa, disse que a oportunidade “é uma parceria muito importante, que vai gerar recursos em nossos municípios através do turismo”.

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Fecomércio: nova gestão pelo desenvolvimento

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Federação do Comércio do Pará (Fecomércio) está com nova gestão. Empossado no cargo em maio para um mandato de quatro anos, o novo presidente, Sebastião de Oliveira Campos, reafirmou o propósito de fazer com que a Federação seja reconhecida, “não apenas pelo modelo de gestão que pretendemos implantar, mas também pela retomada de sua condição de coadjuvante no cenário econômico e político de nosso Estado, assumindo a condição de interlocutor entre as classes empresariais do comércio e o poder público e a sociedade civil organizada”, afirma ele. Sebastião de oliveira Campos (64 anos), tomou posse da presidência da Federação do Comércio do Pará (Fecomércio/PA Sesc e Senac) no dia 04 de junho para um mandato de 4 anos. Ele está presidente do Sindicato do Comércio de Materiais de Construção desde junho de 2010 e em janeiro passado foi reconduzido para um mandato de mais 4 anos.

Agora, à frente também da Fecomércio, ele acredita que a federação deve ir muito além de ser um “gestor” do Sistema Sesc/Senac. “Não há como entender a distância abissal que separa nossa entidade das decisões que ditam o futuro do comércio em nosso Estado”, ressalta. A parceria com outras entidades representativas do setor produtivo é fundamental para garantir a participação no desenvolvimento do Estado. “Precisamos, urgentemente, cerrar fileiras com a Associação Comercial do Pará, com a FIEPA e com as demais entidades representativas da classe empresarial paraense, em busca de dias melhores para nossos representados”, diz Campos. Para isso, ele antecipa que as mudanças necessárias serão implementadas, para estabelecer uma gestão que proporcione aos empresários e comerciários o que de fato deve ser ofertado pelo Sistema Fecomércio/Sesc/Senac. “Nosso “dever de casa” a ser feito, para que a Fecomércio seja fortalecida internamente, inicia pela imediata reforma de nosso Estatuto, o que nos permitirá uma gestão mais ágil e menos burocrática, propiciando, inclusive, a adesão de novos sindicatos aos nossos quadros associativos, aumentando nossa participação em fóruns de discussões e, por consequência lógica, nossa representatividade”, explica o presidente da federação.

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Sebastião Campos

Ele reiterou o compromisso de aumentar a base representativa da Federação, hoje composta de apenas 13 sindicatos. A meta é chegar a um número entre 30 e quarenta entidades sindicais. “A Fecomércio do Pará ficou estagnada. Já estamos recebendo, de todo o Estado, solicitações de sindicatos interessados em fazer parte da Fecomércio. Iremos visitar os municípios e conhecer a realidade de cada um, somos a federação de todo esse estado continental e precisamos crescer com a força de todos. Para este ano, pretendemos, se possível for, dobrar a representatividade que temos hoje”, avalia Campos. Para ele, é preciso, ainda, melhorar as condições de trabalho dos diretores e colaboradores, reformando e modernizando a Casa do Comércio, com uma boa infraestrutura nas unidades do SESC e do Senac, tanto na Capital, como no interior, propiciando ao comerciário, não somente uma melhor qualificação profissional, mas www.paramais.com.br

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também benefícios sociais que se estendam a seus familiares. “Vamos reestruturar por completo o Sistema Fecomércio, Sesc e Senac no Pará, devendo para isso, visitar todas as suas unidades localizadas no interior do Estado”, afirma. “Há necessidade de construção de novas unidades do SESC e do SENAC, de melhorias físicas em muitas das unidades já existentes, como também de implementação de novos projetos de formação profissional, saúde e lazer. Estamos montando um planejamento estratégico que, muito em breve, será posto em prática, em beneficio dos usuários do Sistema”, afirmou Sebastião Campos. “A reestruturação é do Sistema Fecomércio SESC/SENAC, portanto não se limita à capital, pois só entendemos o sistema, da forma como deve ser entendido, ou seja, como um conjunto. Portanto, as unidades do interior não receberão tratamento distinto, quanto às suas necessidades”, garantiu.

Fernando Yamada passa a presidência da Fecomércio a Sebastião Campos Nova diretoria da Fecomércio

Desenvolvimento

Sebastião Campos defende a união da sociedade paraense em torno de um pacto em defesa do Estado e pela revisão do Pacto Federativo do Brasil. “É dever da Fecomércio se fazer presente nas discussões sobre a revisão da Lei Kandir, sobre a reforma da Lei das Micro e Pequenas Empresas, sobre a equalização do piso do Simples Estadual ao piso do Simples Nacional, e sobre a criação de áreas de livre comércio em nosso Estado”. A não regulamentação da Lei Kandir, é um exemplo dos prejuízos sofridos pelo Pará. Editada em 1996, causou ao Estado perdas tributárias acumuladas, ao longo de 17 anos, de cerca de R$ 22 bilhões. “Temos que por fim à retórica de que o Pará é rico e seu povo é pobre. Não se pode admitir a continuidade dessa situação, uma vez que somos o segundo ente da Federação que mais colabora para a formação do PIB nacional. Precisamos unir forças, internamente, para, junto ao Governo Federal e junto ao Congresso Nacional, buscarmos estabelecer

mecanismos legais que, realmente, venham a propiciar uma real e justa compensação pelas perdas que nos são impostas pela Lei

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Kandir”, avalia Sebastião Campos. Outra situação injusta em relação ao Pará, na avaliação de Sebastião Campos, é a que

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Auditório lotado na posse de Sebastião Campos

diz respeito ao tratamento tributário dispensado à energia elétrica. O Estado, lembrou ele, já é um grande produtor e vai se tornar, dentro dos próximos cinco anos, o maior exportador brasileiro de energia elétrica. Apesar disso, pelo fato de ser a energia tributada sobre o consumo – no destino –, o Pará não arrecada um centavo de imposto sobre a energia que sai daqui pelos linhões da Eletrobras para ir gerar emprego e renda em outros Estados. “Iremos estabelecer fóruns de discussões que nos indicarão ações a serem tomadas, principalmente no campo institucional. Não receber um único centavo pela energia gerada em nosso solo, e consumida por boa parte dos demais estados da Federação, sem qualquer benefício para nossa população, é situação que não nos parece justa”, defende.

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Campos e esposa Graça

Para Campos, “esse tratamento perverso dispensado ao Pará pretende ignorar deliberadamente o fato de ser ele o responsável pela geração do segundo maior saldo da balança comercial brasileira. A revisão do pac-

to federativo, temos convicção, vai nos ajudar a resolver entraves tão nocivos para o nosso Estado e para o nosso povo”, completou. A participação ativa da Fecomércio nesses debates será a principal contribuição do setor para o desenvolvimento do Pará e do Brasil. “Nossos governantes e legisladores precisam ser informados sobre as mazelas que afligem o comércio, para que possam traçar suas estratégias de governo e estabelecer as bases jurídicas para tal, em benefício do progresso de nosso estado, com reflexo no bem estar de nossa população. Se a Fecomércio, minimamente, conseguir entregar essas informações de forma correta e com bases científicas, já terá contribuído de forma satisfatória. Nos esforçaremos para tal”, conclui Sebastião Campos.

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Dicas Alimentares para um Verão Saudável

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.Beba bastante líquidos. Os de frutas naturais e da estação são os mais recomendados e ajudam o metabolismo. Esqueça os caixinhas. .Coma peixe e mariscos. O verão é a época ideal para arranjar bom peixe. Compre-os e faça refeições de baixas calorias, ricas em proteínas. .Não salte o desejum. De manhã, quando acorda, o organismo precisa de proteínas, hidratos de carbono e gorduras saudáveis para acelerar o metabolismo e obter a energia. .Coma frutos e vegetais de verão. É fácil cair numa rotina e comer os mesmos vegetais maçadores semana após semana. Com o verão, vem opções mais frescas.

Programe suas refeições

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Mantenha-se hidratado

Inclua nas suas refeições os legumes e as frutas coloridas da época para obter mais nutrientes. .Durante os treinos, beba. Em treinos com mais de 45 minutos, beba água ou sumos em cada 15-20 minutos para obter energia, aumentar a endurance e manter-se hidratado. .Vinho e cerveja em vez de hard liquor. Evite gin, vodka, caipirinhas, whisky e

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licores doces. Desfrute de um bom vinho tinto à refeição ou de uma bela cervejinha depois da praia. .Mantenha-se hidratado. O calor do verão aumenta a desidratação. Comece o dia por beber dois bons copos de água e beba sempre às refeições, bem como antes e depois de treinos. Ande sempre com uma garrafa de água consigo.

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Comece a comer certo e saudável desde cedo

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.Cozinhe acompanhado(a). Envolva a família e amigos no seu estilo de vida saudável. Uma forma simples: planeie as refeições e as compras e envolva os miúdos (e o cônjuge também, claro) nos seus cozinhados. .Reduza o tamanho dos pratos. Não significa que tem de comprar novos, simplesmente que deve usar os mais pequenos. Há estudos que revelam que apenas a redução do tamanho dos pratos, sem mudar mais nada, diminui significativamente o consumo de calorias.

Sucos de frutas naturais e da estação são os mais recomendados e ajudam o metabolismo Cozinhe acompanhado(a)

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Abacaxi, é diurética, facilita a digestão, principalmente de carnes além de ser super refrescante para consumir no verão

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.Recupere depois dos treinos. Depois do exercício, recupere energias e os músculos com batidas de frutos de verão, ou simplesmente fruta. .Programe as refeições. Já que planeia os fins-de-semana e as férias de verão, porque não programar as refeições? E a melhor parte é que poupa dinheiro.

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.Na praia, coma saudável. Gelados, batatinhas fritas e grelhados calóricos dão cabo de uma dieta. Fuja destas tentações, preparando-se. Prepare uma sacola de praia com água, sandwiches com pão integral, iogurtes e muita, muita fruta. Não só se vai sentir mais saudável como também mais feliz depois do dia de praia.

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Portel no Ano Internacional da

Agricultura Familiar

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or ocasião da declaração pela ONU de 2014 como o Ano Internacional da Agricultura Familiar, a Prefeitura Municipal de Portel, na administração do prefeito Paulo Ferreira, vem empenhando esforços para transformar a agricultura em um novo motor do desenvolvimento do município. Deparando-se a população da cidade com a dura realidade da decadência da indústria madeireira e as conseqüências do desemprego, o prefeito escolheu a agricultura familiar como um dos focos dos seus projetos para promover a melhoria das condições de vida da população do município. Deste modo, exatamente ali no bairro nascido da ocupação da antiga Multinacional madei-

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reira - Amacol, começa a nascer uma nova esperança para inúmeras famílias, que recebem da Prefeitura de Portel o treinamento e a assistência técnica para o cultivo de hortaliças e legumes. Esse é o primeiro e decisivo passo para promover a inclusão social produtiva dessas famílias e garantir a segurança alimentar do município. Entre os objetivos da FAO (órgão especializado da ONU responsável pelo programa), ao promover o Ano Internacional da Agricultura Familiar, estão os de apoiar a formulação de políticas que promovam a agricultura familiar sustentável, aumentar o conhecimento e a conscientização pública acerca da importância da agricultura familiar e assegurar a assistência técnica aos agricultores. É justamente nessas linhas que atuam as ações do prefeito. Dentro desse mesmo espírito, desde o início de sua administração, o prefeito Paulo Ferreira deu apoio a projetos para fortalecer a base produtiva local. Uma de suas primeiras obras foi a reconstrução do Mercado Municipal, fechado havia mais de vinte anos, e foram incrementadas as ações da Unidade

Agroflorestal de Portel. Assim, foram criados o viveiro de mudas e os canteiros de hortaliças, além de promovida a contratação de técnicos agrícolas especializados no trabalho de campo. Hoje, a Unidade Agroflorestal de Portel serve como um núcleo para a geração e disseminação de conhecimento para os produtores da região. Além do cultivo de verduras e legumes, e da distribuição de sementes, o viveiro serve como laboratório e sala de aula para a disseminação de conhecimento entre as famílias que hoje convergem para a agricultura familiar. Nessa mesma linha, buscando parcerias com o SENAR, a Prefeitura conseguiu trazer para Portel a realização de cursos de olericultura e manipulação de sementes, que contaram com a participação de mais de 200 pessoas. Isso em menos de um ano de funcionamento. Hoje o abastecimento do Mercado Municipal e comércio local com verduras produzidas no próprio município já é uma realidade. Agora as famílias fortalecem seu conhecimento e expandem sua área plantada, para incluir o cultivo também de legumes e espécie frutíferas. Desta forma, dezenas de famílias, que antes viviam no desemprego e dependiam de programas assistências, já desfrutam não só de uma melhoria no seu padrão de vida, mas também de uma melhor perspectiva de futuro. Essa parceria da Prefeitura com os horticultores

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Prefeito Paulo Ferreira, vem empenhando esforços para transformar a agricultura em um novo motor do desenvolvimento do município

ganhou ainda mais força agora por meio de acordo para fornecer verduras e legumes produzidos localmente para a merenda nas escolas municipais. Iniciativa essa que visa garantir uma alimentação saudável para os estudantes. Mas, em vez de se restringir ao âmbito dos pequenos agricultores da área urbana do município, as ações da Prefeitu-

ra incluem também os produtores da zona rural, em sua maioria dedicados ao cultivo e produção da farinha de mandioca. É objetivando a melhoria das condições produtivas desses agricultores que a Prefeitura em breve dará início ao projeto de construção de uma fábrica de farinha, a qual deverá beneficiar dezenas de famílias da região e modernizar a fabricação do produto de maior importância econômica no município, a farinha de mandioca. Todo esse conjunto de projetos visa tornar realidade a criação de um efetivo arranjo produtivo local voltado para a produção de alimentos, tendo como foco a agricultura familiar. A abrangência desse mercado cobre, inicialmente, o próprio mercado local, tendo como objetivo primário a produção local de alimentos antes importados de outras regiões e até de outros estados. Porém dada a riqueza e extensão de terras do município, Portel pode em breve se tornar um exportador, não só de farinha, verduras e legumes, mas também de commodities agrícolas. Um passo essencial rumo a essa nova realidade já foi dado, com o início das obras de pavimentação da estrada Portel-Tucuruí, antigo sonho da população. Futuramente, com a produção agrícola local potencializada, a estrada poderá se tornar uma nova via de escoação daquilo que é produzido no município. E Portel poderá se tornar um novo pólo do agronegócio no Pará.

Viveiros diversos. Os viveiro servem como laboratório e sala de aula para a disseminação de conhecimento entre as famílias que hoje convergem para a agricultura familiar www.paramais.com.br

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Hoje o abastecimento do Mercado Municipal e comércio local com verduras produzidas no próprio município já é uma realidade

Parceria da Prefeitura com os horticultores ganhou ainda mais força agora por meio de acordo para fornecer verduras e legumes produzidos localmente para a merenda nas escolas municipais

Em 2013, com receita própria, o Municipio fez abertura da vicinal Portel / Baião, sonho de 50 anos de todos os Portelenses e Empresários da Região. Esta via será importante para o desenvolvimento do Marajó e Municípios do Baixo Tocantins Pará+

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Casa Aldeia Muratu

Comunidades indígenas receberam R$ 153 milhões em investimentos da Norte Energia, na região da Usina Hidrelétrica Belo Monte

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Fotos Regina Santos/Norte Energia

s comunidades indígenas da região da Usina Hidrelétrica Belo Monte já foram beneficiadas com investimentos de R$ 153 milhões, desde novembro de 2010, realizados pela Norte Energia S.A., empresa responsável pela Construção e Operação da usina. Entre as ações já concluídas ou em curso encontram-se a doação de mais de um milhão de litros de combustíveis e lubrificantes; de centenas de embarcações, motores náuticos e geradores de energia, veículos e ferramentas agrícolas; a construção de casas e de sistemas de abastecimento de água, de pistas de pouso, e de uma rede de comunicações com 41 rádios, dos quais 35 instalados em aldeias. Os investimentos da Norte Energia destinam-se à melhoria da qualidade de vida das populações indígenas da região. 24

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A concessionária ressalta que no Projeto leiloado e licenciado da UHE Belo Monte nenhum centímetro de terra indígena será inundado pelo reservatório da usina, e parte das aldeias beneficiadas encontra-se a centenas de quilômetros de distância da área do empreendimento. Segundo a Norte Energia, as ações que já estão sendo implementadas estão contidas no Projeto Básico Ambiental-Componente Indígena (PBA-CI), aprovado pela FUNAI. Centenas de ações desenvolvidas estavam contidas em um Programa de Ações Emergenciais, iniciado enquanto se definia o PBA-CI. Todos os projetos do PBA_CI são realizados com acompanhamento da Funai, que em maio de 2014 assinou com a Norte Energia um Termo de Compromisso que define a forma de acompanhamento dos projetos, com participação de lideranças indígenas. O Termo de Compromisso, terá vigência de 35 anos, o prazo de concessão

Sistema de Abastecimento Paquiçamba

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Casa do Indio

de operação da usina Belo Monte. A empresa tem ainda o compromisso de reassentar os ribeirinhos de origem indígena que vivem na cidade de Altamira em áreas como a dos igarapés. O Novo Bairro, que está sendo construído para reassentar essa população e também os ribeirinhos e pescadores, terá acesso ao Rio Xingu através do Igarapé Panelas, e será provido de um atracadouro para pequenas embarcações, como também de Escola e Unidade básica de Saúde. As novas casas serão semelhantes às dos outros bairro novos, de qualidade e confortáveis, e contam com 3 quartos, sendo um deles suíte, banheiro social e todo piso cerâmico. A estrutura em concreto, com telhado cerâmico, permitem uma temperatura ambiente inferior à do exterior. Os bairros são servidos com água potável encanada, tratamento de esgoto, iluminação pública, ruas asfaltadas e Unidade Básica de Saúde. Exemplo de ações da Norte Energia em benefício dos povos indígenas situados na região da UHE Belo Monte, até 06 junho de 2014: Casas: 685 unidades (313 concluídas, 59 em construção, 313 a contratar). Combustível e Lubrificantes: Já foi doa-

Casa do Indio, para indígenas em trânsito pela cidade de Altamira

Comunicação indígena

Casa de farinha Kujubim

do 1,225 milhão de litros de combustíveis e lubrificantes de outubro/2012 a maio/2014 (cotas mensais de 44.300 litros de gasolina, 22.000 litros de diesel e 2.184 litros de lubrificantes). Motores para Barcos: 667 unidades (486 já entregues). Barcos e Voadeiras: 410 unidades (265 já entregues).

Veículos: 44 (34 já entregues). Motosserras e roçadeiras: 380, já entregues. Geradores: 98 unidades (95 já entregues) Manutenção e Peças de Reposição: 688 atendimentos no período de outubro de 2012 à maio de 2014 (custo de R$ 1,150 milhão). Energia Elétrica: A Norte Energia está

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entre Pedro Alvares Cabral e Pass. 3 de Outubro

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Estradas. Estão prontas ou em construção onze pistas de pouso em áreas indígenas

Casa Aldeia Paratatim

Escola Muratu

em articulação com o governo federal para que as políticas públicas de eletrificação, especialmente o Programa “Luz Para Todos”, dêem prioridade às aldeias da região. Unidades de Proteção Territorial (UPT): Já foram construídas oito bases de um total de 21 previstas. Para continuar a construção das demais, a Norte Energia aguarda aprovação da Funai do processo construtivo, assim como a necessidade de escolta da Polícia Federal em algumas localidades para garantir a segurança dos trabalhadores. Pistas de Pouso: Estão prontas ou em construção onze pistas de pouso em áreas indígenas. Uma nova empresa contratada pela Norte Energia já começou a movimentar equipamentos para concluir pistas deixadas incompletas por uma construtora que havia sido imposta pelos indígenas e que

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abandonou o serviço antes de sua conclusão. Para outras aldeias também está em processo de contratação uma nova empresa. Escolas: A Norte Energia também tem apoiado o governo na execução dessa política pública, junto aos povos indígenas. Até o final de 2014 estão previstas a execução de 13 obras de construção ou de melhorias de escolas. Também estão sendo executadas ações de aperfeiçoamento de professores, melhoria de gestão, produção de material

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didático, como 10 cartilhas de letramento para 10 diferentes povos indígenas. Saúde: A saúde indígena também é uma responsabilidade do Estado Brasileiro que vem recebendo apoio da Norte Energia. O número de casos de malária nas aldeias, por exemplo, caiu 74% entre 2011 e 2013. Também está sendo discutida com o Ministério da Saúde a construção de Unidades Básicas de Saúde nas aldeias da região. Navegação: Está em operação um siste-

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ma mecânico, gratuito, de transposição de embarcações de até 50 toneladas, que permite aos índios e demais ribeirinhos continuar navegando na área da barragem de Pimental. Casas de Farinha: Estão sendo contratadas as construções de 34 casas de farinha em todas as aldeias da região da UHE de Belo Monte. Produção e Comercialização: Estão sendo realizados estudos sobre processos produtivos das aldeias e oportunidades de comercialização de seus produtos. Casa do Índio em Altamira: Construção de casa com 1.600 m2 para hospedar os indígenas em trânsito pela cidade de Altamira.

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O Pará com um toque

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Mendes

scondida na maior floresta tropical do planeta, há um pedacinho do Japão. Em Tomé-Açu, município paraense nas margens do Rio Acará-Mirim, encontramos uma das mais importantes colônias japonesas do Brasil. O município tem 63 mil habitantes, dos quais 1.362 são japoneses ou descendentes de imigrantes que chegaram ao Pará no começo do século. É esse pequeno grupo que responde pela riqueza da região. Os japoneses de Tomé-Açu são os maiores produtores brasileiros de pimenta-do-reino e acerola, duas culturas que eles introduziram no Brasil. As fazendas cultivadas por eles ao redor da cidade têm energia elétrica e telefone celular. A cooperativa agrícola local, a Camta, é uma das mais lucrativas do país e a renda média da família de seus associados chega a 10 000 dólares anuais. O Japão amazônico deu certo, mas o início dessa história de sucesso não foi fácil.

No período de 1929 a 1937, houve o primeiro movimento migratório de japoneses para o estado do Pará. É possível apontar, como motivação do imigrante, a possibilidade de ele ser dono de 25 hectares de terras no Pará. Já para o governo do Estado, na época, a chegada dos japoneses resolveria o problema do despovoamento. Enquanto, para o governo japonês, o fluxo seria a saída para o grande número de camponeses empobrecidos. No primeiro período de imigração japonesa no Estado do Pará, os estrangeiros se concentraram nos núcleos coloniais. A maior colônia era a do Acará (a qual, na década de 1940, passou a se chamar Tomé -Açu). As outras eram as colônias de Monte Alegre e de Castanhal. Tomé-Açu fica em uma região próxima das agrovilas plantadas na selva pelo governo Medici ao longo da Transamazônica, no começo da década de 70. Abandonados pelo governo e sem tecnologia adequada para

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Fotos: Bruno Carachesti.

Os primeiros japoneses

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dominar a selva, quase todos os colonos levados para a Amazônia na época acabaram voltando. Criada há 64 anos, a colônia japonesa de Tomé-Açu também enfrentou grandes dificuldades no começo. As primeiras 43 famílias de japoneses chegaram ao Pará em setembro de 1929, a bordo do vapor Montevideu Maru. Sua missão era colonizar os 50 000 hectares comprados por eles do governo do Estado. Não havia estradas nem qualquer outro meio de contato com o mundo além do rio. A atual estrada de terra só foi aberta em 1974. A viagem de barco até Belém durava entre dois e três dias. Até 1953, plantavam hortaliças, cacau e arroz, compravam caro o que precisavam, mas, como não havia a quem vender, quase toda a produção se perdia na lavoura. Parte da população acabou dizimada pela malária. A vida nessa época foi tão difícil que, das 374 famílias que chegaram lá nos primeiros anos, sobraram apenas 98. As outras migraram para o sul do país.

Os imigrantes de segunda hora

Mais japoneses vieram para cá e trouxeram com eles as primeiras sementes de pimenta do reino e juta.Graças a eles, o país chegou a ser o maior produtor de pimenta-do-reino do mundo na década de 80. A prosperidade alavancada pelos japoneses fez a população do município crescer de 20 000 habitantes em 1970 para 63 000 em 1990. Moram hoje em Tomé-Açu 274 famílias de japoneses. A última chegou em 1978. A colônia deu certo porque os imigrantes permaneceram unidos, dedicados ao trabalho e à preservação de sua cultura, mesmo distantes da terra natal. Na associação cultural, os mais jovens encontram um grande acervo de vídeos japoneses disponíveis para a comunidade, participam de festas e estudam em uma escola de língua japonesa, com nove professores.

Prisioneiros de guerra A 200 km de Belém, havia um local de confinamento forçado no município de Tomé-Açu, onde só se chegava pelo Rio e sob forte vigilância da Delegacia especial de Segurança Pública e Social. Para lá eram levados presos escolhidos por sua nacionalidade. Japoneses, alemães e Italianos, inimigos aliados na Segunda Guerra. Eles foram presos em nome da segurança e dos interesses nacionais – eufemismo para nazista ou espião. Havia também a preocupação de evitar conflitos com os moradores da região, que passaram a hostilizar os emigrantes vindos dos países inimigos que integravam o Eixo. O Campo ficava na bacia do rio Acará. Antigo núcleo de imigração japonesa de 1929, viu a realidade mudar após o rompimento

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Fotos: Bruno Carachesti.

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fo rç a

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da Ino m vaç in ã er o aç e ão tec pa no ra log en ia se . .

Mendes

O segundo momento da imigração japonesa foi após a segunda guerra mundial.

Local de confinamento forçado no município de Tomé-Açu, que ficava na bacia do rio Acará

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das relações diplomáticas entre o Brasil e os países do Eixo. Em 29 de janeiro de 1942, a colônia passou a receber especial atenção dos serviços policiais, pois, segundo a Polícia do Pará, ali estava um dos maiores centros de “súditos do Japão”. Um destacamento de cinco praças, sob o comando de um Cabo, devidamente armado e municiado cuidava dos prisioneiros. Os japoneses tiveram armas recolhidas pela Delegacia Especial de Segurança Pública e Social e alguns meses mais tarde, a região foi transformada pelo governo em campo de concentração para os imigrantes japoneses que lá residiam, acomodando também dezenas de japoneses de outras regiões do Estado e mesmo alemães e italianos vindos do sul. Até 1945, os internos viveram sob a vigilância das autoridades brasileiras que impunham sérias restrições ao seu cotidiano.

O FIm da imigração

A imigração japonesa no Pará cessa por volta de 1962 – em 1965, eram 46 mil imigrantes que haviam desembarcado no porto paraense desde 1952. De acordo com os registros oficiais, os últimos japoneses que chegaram ao Estado eram técnicos, formados em cursos de estabelecimentos de ensino do

Comemoração da semana do Japão

país oriental e que vieram como contratados na condição de auxiliares das Cooperativas Agrícolas que existiam nas colônias locais, como as de Tomé-Açu e Monte Alegre. A relação dos japoneses com a população local difere nos dois períodos de imigração. Até 1935, os japoneses foram muito bem recebidos, sendo considerados os ‘salvadores da pátria’. Acreditava-se, na época, que eles trariam o conhecimento da tecnologia

agrícola e o progresso para o Estado do Pará, que não vivia mais os tempos faustos da Época da Borracha. Já depois da década de 1950, havia certa indiferença em relação aos japoneses. Os estrangeiros eram vistos, pela população local, como aqueles que vieram de longe e conseguiram prosperar aqui. No período da segunda guerra mundial, a desconfiança com os imigrantes japoneses aumentou e eles passaram a ser tratados como inimigos de guerra. Atualmente, passados 85 anos, em sua quinta geração de nipônicos, seus descendentes são parte integrante do povo brasileiro sem, entretanto, esquecer dos seus laços culturais: o senso de disciplina, de organização e detalhe que se fundiram com o espírito criativo, empreendedor alegre e batalhador do povo paraense.

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Demonstração da cultura japonesa

somos totalmente integrados à sociedade local”, afirma o presidente da Associação Pan- Amazônia Nipo- Brasileira, o médico Yuji Ikuta. Ele avalia que Tomé Açu continua sendo a colônia mater, mas a maior parte dos descendentes de imigrantes está na capital. “Nosso papel é divulgar e implementar a cultura oriental e absorver o que há de positivo na sociedade brasileira”, explica Yuji. A Associação congrega 18 associações no Pará, além do Piauí, Amapá e Maranhão.

Dança japonesa

Yuji Ikuta

“Também reunimos clubes, câmaras de comércio e indústria e instituições de beneficência nipo-brasileiras na região, como o hospital Amazônia, que somos mantenedores”, enumera Yuji Ikuta. Em setembro, todos comemoram a imigração japonesa. A semana do Japão inclui oficinas de arte, cultural, dança, artes marciais e ainda exposições e venda de pratos tradicionais do país que fica do outro lado do mundo. A população paraense participa do evento para promover o intercâmbio cultural.

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Verão, pele, cuidados… A exposição ao sol é a principal causa de envelhecimento precoce e do aparecimento do câncer de pele. Durante o verão, os raios ultravioletas B, principais causadores do câncer de pele, apresentam maior intensidade, por isso sua pele precisa de maiores cuidados. Isto não quer dizer, que nas outras estações do ano você possa se esquecer de prevenir as doenças de pele causadas pelo excesso de exposição ao sol sem a devida proteção. O verão pode ser aproveitado sem agressão à sua pele. Para isso algumas orientações são importantes: • O efeito da radiação solar na pele é cumulativo, ou seja, danos como manchas, envelhecimento precoce, pintas e câncer da pele só se manifestarão alguns anos depois. • Desde cedo é que se previne as lesões de pele causadas pelo sol. O uso do filtro solar é recomendado a partir de seis meses de idade. Abaixo desta idade, os bebês devem ficar protegidos do sol à sombra. Os pediatras recomendam a exposição ao sol por pelo menos 15 minutos diários. Este banho de sol deve ser feito fora do horário das 10 horas às 16 horas. E é recomendado para a síntese de vitamina D, a partir da ação dos raios ultravioletas na pele, ajudando a fortalecer os ossos e a evitar o raquitismo. • Após os seis meses de idade, pode ser iniciado o uso de filtro solar adequado para a pele sensível da criança. Você pode

Depois dos seis meses de idade, pode ser iniciado o uso de filtro solar adequado para a pele sensível da criança

pedir orientação a um pediatra ou a um dermatologista sobre qual o melhor filtro para cada caso. • As crianças devem, através do exemplo dos pais, criar o hábito de proteger sua pele. Cerca de 75% da exposição solar acumulada durante a vida ocorre dos 0 aos 20 anos de idade, sendo muito importante a proteção solar nesta faixa etária. • A exposição prolongada e repetida ao sol causa queimaduras à pele, que, acumuladas durante a vida, predispõem ao câncer

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de pele. Por isso a prevenção deve ser precoce. • Entre 10 e 16 horas os raios ultra-violeta B têm grande incidência. Fique na sombra neste intervalo de tempo. • O filtro solar deve ser aplicado, cuidadosamente em todo o corpo, 20 a 30 minutos antes de iniciar a exposição ao sol, assim sua ação terá maior eficácia pela estabilidade que irá ter na pele. • Use um fator de proteção solar (FPS) 15 ou maior. Pessoas de pele muito clara,

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Ficar muito tempo no sol em um mesmo dia, não acelera o bronzeamento da pele, só causa queimaduras, levando a danos como o câncer de pele

ruivas, com olhos claros ou sardas são mais propensas ao câncer de pele e devem usar FPS 25 ou maior para garantir uma melhor proteção. O filtro solar deve ser usado diariamente nas áreas de pele expostas ao sol. E a aplicação precisa ser renovada a cada duas horas ou em caso de transpiração excessiva, permanência na água ou prática de esportes. Passe filtro solar também sobre as cicatrizes, pois quando recentes elas podem se tornar escuras com a exposição ao sol, e quando antigas ao desenvolvimento de tumores de pele. As pessoas de pele negra têm uma proteção natural da pele, pela maior quantidade de melanina produzida pelos melanócitos, mas também devem se proteger do sol. Neles, o câncer de pele é menos frequente, mas quando ocorre é de maior gravidade, pois geralmente o diagnóstico é tardio. A pele leva 2 a 3 dias para produzir e liberar a melanina, pigmento que dá a cor bronzeada à pele. Ficar muito tempo no sol em um mesmo dia, não acelera o bronzeamento da pele, só causa queimaduras, levando a danos como o câncer de pele. O principal local de ocorrência do câncer de pele é a face. Use bonés, viseiras, chapéus, óculos escuros e barracas de praia grossas. E não esqueça de proteger os lábios e as orelhas com filtro solar.

• O sol é mais potente em latitudes mais próximas ao Equador. Proteja-se caso você more ou vá passar férias nestas regiões. • Cuidado com a luz refletida. A luz do sol reflete na areia, no concreto e na neve atingindo a pele, mesmo na sombra. • Os dias nublados também exigem o uso do filtro solar, pois nestes dias 40 a 60% da radiação solar atravessam as nuvens e chegam à Terra. • Alguns alimentos podem ajudar na prevenção do dano que o sol causa à pele, como cenoura, abóbora, mamão, maçã e beterraba, pois contêm carotenóides,

Usar a proteção mais adequada para cada tipo de pele

• •

substância que se deposita na pele e retém as radiações ultravioletas. Esta substância é encontrada nas frutas e legumes de cor alaranjada ou vermelha. O bronzeamento artificial também causa dano à pele. Os dermatologistas não recomendam o uso de substâncias que promovam um bronzeamento acelerado. O câncer de pele é o tipo de câncer mais incidente no Brasil. O comportamento de obter um bronzeado rápido com a chegada do verão aumenta essas incidências. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) prevê cerca de 120 mil novos casos de câncer de pele para o próximo ano. Pessoas que apresentam feridas na pele com duração maior que quatro semanas sem cicatrização, variação na cor de sinais, manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram, devem ir o mais rápido possível ao dermatologista. Visite um dermatologista pelo menos uma vez ao ano para avaliar a sua pele e

prevenir doenças. Uma lesão maligna na pele, quando detectada precocemente, tem cura! • Artigo recente, publicado no The Lancet Oncology, relata que a emissão de radiação ultra-violeta por câmaras de bronzeamento artificial é carcinogênica para seres humanos e as classificam na categoria de mais alto risco para desenvolver câncer. Elas passaram para a mesma categoria de substâncias cancerígenas para humanos como cigarro, asbesto, benzina, formaldeído e o vírus Epstein-Barr. Por isso, o bronzeamento artificial deve ser evitado, principalmente antes dos 30 anos de idade, quando o risco de melanoma cutâneo aumenta em 75% quando câmaras de bronzeamento artificial são utilizadas. • Um bronzeado intenso pode causar desidratação, febre, desmaio, delírio, choque, pressão sanguínea perigosamente baixa e batida irregular do coração. • É importante aumentar a ingestão de líquidos para pelo menos 2 a 3 litros por dia no verão. Abuse da água, suco de frutas e da água de côco.

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1º Lugar: Refrigerante “DIET”

Refrigerante “diet” é o pior alimento de todos os tempos. Isso porque a bebida possui todos os problemas dos refrigerantes normais e ainda contém aspartame, que está ligado a inúmeras doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte. Os efeitos do aspartame podem ser confundidos com o Mal de Alzheimer, síndrome de fadiga crônica, epilepsia, vírus de Epstein-Barr, doença de Huntington, hipotireoidismo, doença de Lou Gehrig, síndrome de Lyme, doença de Ménière, esclerose múltipla e pós-pólio. Ninguém merece, não acha?

2º Lugar: Refrigerantes

De acordo com uma pesquisa, uma lata de refrigerante contém cerca de 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, de 30 a 55 mg de cafeína e está cheia de corantes artificiais e sulfitos. Bastaria isso para fazer você repensar seu consumo de refrigerantes. Além desses números, a bebida é extremamente ácida e são necessários 30 copos de água para neutralizar essa acidez que é perigosa para os rins. Nossos ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio. Esses minerais são despejados no sangue e ajudam a neutralizar a acidez causada pela ingestão do refrigerante. Isso acaba enfraquecendo os ossos e pode ajudar no surgimento de osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas.

Os 10 Alimentos Mais Perigosos Para a Sua Saúde

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Texto Michelle Schoffro Cook *

limentos das redes fast-food estão cada vez mais presentes na vida de todos nós. Mas é preciso saber o mal que eles fazem à saúde. Cachorro-quente, pizza e muitos outros não apenas prejudicam a estética, desenvolvendo uns quilinhos a mais, mas também trazem diversos e sérios riscos à saúde.

4º Lugar: Cachorro Quente

3º Lugar: Donuts (Rosquinhas)

35% a 40% da composição do donuts é de gordura trans, o pior tipo de gordura que existe. Essa gordura está relacionada a doenças cardíacas, cerebrais e ao câncer. Esse doce também é cheio de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares. Cada um possui em média 300 calorias.

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Uma pesquisa da Universidade do Havaí aponta que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer no pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado, tanto no cachorroquente quanto no bacon, é o nitrito de sódio. A substância é cancerígena e está relacionada a doenças como leucemia, em crianças, e tumores cerebrais em bebês. Outros estudos apontam que ela pode colaborar com o desenvolvimento do câncer colorretal.

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5º Lugar: Bacon

O consumo diário de carnes processadas – e isso inclui o bacon – pode elevar o risco do surgimento de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%. Outra coisa: um estudo da Universidade de Columbia descobriu que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças no órgão.

6º Lugar: Salgadinhos de batata

Causam todos os danos das batatas fritas comuns e ainda não trazem benefícios nutricionais à saúde. Esses salgadinhos contam com níveis mais altos de acrilamida, substância cancerígena.

7º Lugar: Batata frita

Apesar de saborosas, as batatas fritas contêm gordura trans e uma perigosíssima substância cancerígena, a acrilamida, que se forma quando a batata branca é aquecida em alta temperatura. Quanto à fritura, o mesmo ocorre com os salgadinhos de milho, ou seja, o óleo se torna rançoso e pode causar inflamações, além de agravar problemas cardíacos, câncer e artrite.

8º Lugar: Pizza

Nem todas elas são ruins para a saúde, mas as que são vendidas congeladas apresentam alto nível de condicionadores de massa artificial e conservantes. Produzidas com farinha branca, as pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro – o que causa o ganho de peso e o desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue.

9º Lugar: Salgadinhos de Milho

Desde que os alimentos transgênicos surgiram, a grande maioria do milho que ingerimos é considerada “comida Frankenstein”. Esse tipo de alimento pode causar, entre outras coisas, flutuação dos níveis de açúcar no sangue e, consequentemente, alteração de humor, ganho de peso e irritabilidade. Outro perigo é que a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios.

10º Lugar: Sorvete

Os sorvetes apresentam altos níveis de açúcar e gordura trans, além de corantes e saborizantes artificiais, muitos dos quais contêm neurotoxinas – substâncias químicas que causam sérios danos ao cérebro e ao sistema nervoso.

(*) Nutricionista canadense www.paramais.com.br

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Para ficar bacana, combater a flacidez e abafar no Verão Frutas, verduras, legumes e ovos são alguns dos alimentos que ajudam a manter pele e músculos firmes e no lugar certo.

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á quem passe o ano todo aguardando o calor chegar. De mansinho, o sol começa a se esgueirar pelos dias, as manhãs ficam mais quentes, e, de repente – o verão. Quando o astro-rei brilha para valer, só dá vontade de uma coisa: ir pra praia e abraçar a liberdade que só esses dias mais longos oferecem. Envolventes, as manhãs ensolaradas convidam a esquecer a rotina e as preocupações. É o momento de aproveitar a brisa leve, se jogar na areia fofa da praia ou se esbaldar na água fresca. E, como calor é energia, a estação é só motivos que botam braços

e pernas para trabalhar. Os exercícios ao ar livre mantêm o coração nos trinques, fazem a gente dormir melhor, dão-nos mais disposição e alegria (há quem diga que são os íons liberados pelo calor que deixam as pessoas mais felizes no verão, sabia?). Somos abençoados por um país tropical, cheio de belezas naturais, de sol e mar. É só pegar essa paisagem de tirar o fôlego, misturar com um punhado de verão e pronto! Surge a combinação perfeita para juntar os amigos, inventar brincadeiras e mergulhar de cabeça na alegria que a estação mais divertida do ano oferece. Muitas mulheres gastam horas na academia e em clínicas de estética para manter braços e pernas tonificados, mas não é só isso que resolve o problema. Além do fator genético, a perda de tônus nos membros

está relacionada ao cuidado com os músculos e com a pele. A flacidez dos músculos, por exemplo, pode ser causada por sedentarismo, alimentação inadequada, rápida perda de peso e também pela gravidez. Já a flacidez da pele é principalmente causada pela perda de colágeno e de água, que ocorre conforme envelhecemos e resulta em uma pele menos elástica. Fora exercícios e tratamentos regulares, uma dieta equilibrada é fundamental para auxiliar na manutenção de um corpo bem contornado. A seguir os alimentos que são seus aliados para combater a flacidez, segundo a maioria dos nutricionistas. Ricos em cobre, os frutos do mar são um excelente aliado na constituição de colágeno

Ricas em vitamina A e C, as frutas vermelhas são fontes de antioxidantes que dificultam a ação de radicais livres sobre a pele e retardam seu envelhecimento O cacau - e não o chocolate - é rico em antioxidantes, que impedem a ação de radicais livres sobre as células e o envelhecimento precoce da pele

A goiaba é uma das poucas frutas não cítricas que possuem grandes níveis de vitamina C, importante antioxidante A batata-doce possui vitaminas do complexo B, que ajudam a queimar gorduras localizadas e é um carboidrato de baixo índice glicêmico

A clara do ovo é rica em proteína, principalmente em leucina, que reduz a perda de massa magra

A carne de frango é fonte de proteína magra, essencial para a construção de massa muscular, evitando flacidez. 36

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O abacate contém gorduras monoinsaturadas, que ajudam a manter a pele elástica, e vitamina A, que auxilia na síntese do colágeno

O tomate contém licopeno, que dificulta a ação de radicais livres sobre as células, e vitamina A, que ajuda a síntese de colágeno

Folhas verdes escuras são ricas em antioxidantes, que impedem a ação de radicais livres nas células e evitam o envelhecimento precoce da pele

Leguminosas são ricas em minerais, como o magnésio, que ajudam a síntese de colágeno, essencial para a elasticidade da pele. www.paramais.com.br

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Visão aérea da Pousada Rio Xingu

A cara do turismo ecológico no Pará

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á imaginou aproveitar uma praia e jogar futebol em um campo no meio do rio, pescar, fazer trilhas na floresta, antes de ver uma revoada de pássaros no pôr-do sol em uma área onde a biodiversidade tira o fôlego, até mesmo, dos observadores menos atentos? Muita gente já pensou em, se não todas essas coisas, ao menos uma delas. Mas para muitos, não passa de um desejo improvável, diante da dificuldade de logística na região amazônica, que faz com que os próprios paraenses optem por balneários mais conhecidos ou destinos fora do Estado para aproveitar as férias de julho. Mas a logística não é o único. A falta de informação é um osbtáculo para as pessoas desbravarem destinos turísticos não convencionais. Ao longo de rios pataenses, vários municípios disponibilizam uma estrutura interessante para a prática de atividades ligadas à natureza, como a pesca esportiva.

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Pesca e revoada Pertinho de Belém, no município de São Caetano de Odivelas, o potencial pesqueiro já fez fama até fora do estado. Turistas de todo o Brasil são atraídos pela abundância de espécies de peixes encontrados nas águas calmas da região de Mariteua. Conhecer a região não é difícil. Os pescadores da localidade aproveitam as férias e faturam levando os turistas em passeios de voadeiras, servindo de guias até as praias. Para aproveitar melhor a experiência da pesca esportiva, os turistas podem dormir em cabanas de pescadores na ilha dos Guarás. Assistir a revoada dos pássaros no final da tarde é um bônus a mais.

Basta trazer a vara e pescar

Altamira, às margens do rio Xingu, é uma opção de lazer garantida. Pela estrada, é uma viagem de 18 horas partindo de Belém,

mas vale a pena para conhecer. No trecho da volta grande do Xingu, o rio sinuoso tem cachoeiras que possibilitam, além da pesca esportiva, a prática de esportes radicais. Não faltam opções de praias de água doce, como a do Padeiro, Pajé, e o balneário do Pedral. Na região, com mais de 500 mil quilômetros quadrados de área fluvial, os rios tem mais de 3 mil espécies de peixes catalogados, basta chegar para começar a pescar. “Na pousada Rio Xingu, o visitante é recebido no aeroporto e garantimos tudo o que ele precisa. Barco, guias, iscas... Só precisa trazer a vara de pesca, mas se esquecer, nós temos aqui”, brinca o empresário Claudomiro Gomes. A pousada é a única especializada em pesca esportiva em Altamira. Recebe em média 20 pescadores por semana durante o mês de julho, a maioria vem does estados de São Paulo e Minas Gerais. “Temos uma capacidade pequena, porque a pesca esportiva tem um conceito de qualidade”, destaca Pará+

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A Pousada Rio Xingu fica entre os trechos encachoeirados do Itamaracá (à jusante) e do Jericoá (à montante) que formam um trecho com 90% de pedras e 10% de bonitas praias de areia grossa

Rio Xingu nos trechos encaichoeirados do Itamaracá

Nas águas brancas do rio Xingu (águas rápidas), conseguiríamos fisgar tucunarés e também várias outras espécies de peixe como: cachorras, bicudas, corvinas, pirararas, piraíbas, barbados etc. – atrativos mais do que convincentes para um amante da pesca esportiva

Claudomiro. “Os visitantes daqui da região preferem aproveitar o contato com a natureza e as belas paisagens”, diz ele.

Grandiosidade

Seguindo pelas rodovias PA 151, PA 475 e PA 263, chega-se a Tucuruí, no sudeste paraense, onde a pesca do tucunaré no lago formado pelo represamento das águas do

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rio Tocantins pela hidrelétrica de Tucuruí é programa obrigatório. O lago tem 73 metros de profundidade e inúmeras ilhas que atraem os turistas pela rica diversidade da fauna e flora. São mais de 1.700 ilhotas, algumas como a panela Velha, no quilômetro 11, tem até restaurante e trilhas sinalizadas. Por seu uma cidade polo na região, Tucuruí possui uma rede hoteleira especializada no apoio à pesca esportiva, disponibilizando

apoio com equipamentos e barcos para os visitantes. É claro que não dá pra deixar de fazer um passeio à hidrelétrica para ver como funciona uma das maiores obras na Amazônia.

Paraíso da pesca

Conceição do Araguaia, no sudeste do estado, é conhecida como o paraíso da pesca. Nas férias, o município chega a receber até cem mil turistas, de municípios vizinhos e de outros estados como Goiás e Tocantins,

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em busca das praias no rio Araguaia e , é claro, da pescaria abundante. Na cidade, o complexo turístico beiradeiro foi feito às margens do rio Araguaia, com praças, restaurantes, hotéis e calçadão. Um desses hotéis é o Tarumã Tropical Hotel, com 50 apartamentos e vista para o rio. Os hóspedes contam com conforto e, se preferirem, podem acampar nas ilhas próximas. “O hotel conta com uma logística terceirizada que leva os visitantes até as praias formadas por bancos de areia no rio e os melhores pontos para camping”, diz Luciana Guglião San Roman, proprietária do hotel. “Também temos parceria com os pescadores locais para que acompanhem os turistas até os melhores pontos para a captura de peixes como o Tucunaré”, conclui ela. Então, o que falta para explorar as belezas do Pará e conhecer novas rotas turísticas nessas férias? Escolha o destino e aproveite o que a região tem de melhor.

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Despidos de roupa e preconceitos Fotos JC, Fábio Belém, Gustavo Negreiros

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ada vez mais pessoas são adeptas do naturismo, uma filosofia de vida que incita à comunhão com a natureza, ao convívio e à liberdade pessoal. Apesar de pouco divulgado, o naturismo não é tabu no Brasil. Os naturistas não têm motivos para estigmas, vivem de forma legal e enquadrada na lei, têm praias oficiais e de uso e costume naturistas, têm atividades indoor e espaços abertos ao público naturista para a sua prática. O Brasil tem oito praias de nudismo oficiais, filiadas à Federação Brasileira de Naturismo. Três ficam em Santa Catarina, duas no estado do Rio de Janeiro, uma no Espírito Santo, uma na Bahia e uma na Paraíba. Há ainda a Praia Brava, em Boiçucanga, uma área de difícil acesso no litoral norte de São Paulo onde o nudismo é informalmente tolerado. O pedido de reconhecimento dessa praia já está tramitando. Mas, há pelo menos 30 locais não oficializados onde roupas não entram. No Pará, o movimento naturista é representado pela Sociedade Naturista do Pará (Sonapa), presidida por Fábio Belém, e ligada à Federação Brasileira de Naturismo. A Sonapa conta com um número pequeno de associados, cerca de 20 pessoas que participam dos encontros mensais em um sítio, na região metropolitana de Belém. “O Pará tem potencial para o movimento crescer, porque apesar das pessoas não saberem que existe esse grupo ativo, muita gente pratica o naturismo em outros locais fora do estado”, explica Fábio Belém. Os encontros são indoor, num sítio reco-

Banner com o Código de Ética do naturismo na entrada do sítio 40

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Fábio Belém presidente da Sonapa

nhecido pela Federação Brasileira porque não há nenhuma praia oficial de naturismo no Estado. “Existem locais onde acontece, como Algodoal, a praia de Ajiruteua que fica próxima de Marudá e praias isoladas em Salinópolis”, revela Fábio. A criação de uma praia de naturismo oficial é a meta da Sonapa. “Mas para isso, precisamos do apoio da Paratur, responsável pelo turismo no Pará, e da prefeitura dos municípios onde as praias estão localizadas”, diz Fábio. “Estamos trabalhando para conseguir o reconhecimento de um desses locais”, adianta ele. A vantagem de oficializar a prática é a possibilidade de colocar placas indicativas na praia e estabelecer regras e fiscalização ao naturismo no local. Entre as regras estão normas de higiene e éticas, como a proibição de práticas de conotação sexual ou obscenas. Outro ponto positivo é o incentivo ao turismo local. “O naturismo movimenta o mercado turístico em todos os pontos onde é legalizado e isso gera renda para a cidade”, lembra Fábio. Outro avanço importante é o projeto de Substitutivo à Lei nº 1411, de 1996, e que fixa normas gerais para prática do naturismo no Brasil. O projeto é de autoria do deputado federal Fernando Gabeira e vai regulamentar a criação de espaços para a prática do naturismo. A pressa em obter o reconhecimento ofi-

cial tem um motivo. O Brasil deve sediar um congresso internacional de naturismo em 2016. “Este ano, será no Chile, em 2015 será na Itália e depois disso, o Brasil vai receber o evento. Quem sabe não podemos lançar o Pará como candidato à sede do congresso?”, pergunta Fábio Belém. A reclamação dos naturistas é que há poucos lugares disponíveis para a prática. No Brasil, há aproximadamente 30, de acordo com o Brasil Naturista. Mas esta reivindicação, somada ao fato de encararem a nudez com tanta naturalidade, não quer dizer que os praticantes queiram andar pelados em qualquer lugar. Filosofia- O naturismo é uma filosofia de vida em que seus adeptos procuram ao máximo viver em harmonia e integração com a natureza, tendo como principal característica o convívio de pessoas sem utilização das roupas. É um movimento organizado e reconhecido em grande parte dos países, e possui uma Federação Internacional para melhor organização, a INF-International Naturist Federation, que define o naturismo como sendo: Um modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática do nudismo em grupo, que tem por intenção favorecer o auto-respeito, o respeito pelo outro e o cuidado com o meio ambiente.” Quanto à filosofia de vida, entendem os naturistas, ser um exercício da vida em fraternidade, a reaproximação com a natureza e a busca da pureza espontânea são algumas formas de resgatar aquilo de bom e natural que nasce conosco. É todo aquele que não só tira a roupa, mas também suas armas e máscaras. Os naturistas garantem que a prática vai muito além da nudez e não tem nada a ver com sexo. A filosofia naturista prega a nudez social sem agredir o outro, em contato com a natureza, respeitando ao próximo, a si mesmo e ao meio ambiente. Ela vai além da nudez e despe, também, dos preconceitos e amarras sociais. O praticante é julgado pelo seu caráter e não pela vestimenta que está usando. Sem o julgamento que é possível fazer pela roupa que o outro veste, todos são iguais. Viver em harmonia com a sociedade e a natureza é justamente a forma como os adeptos aplicam o naturismo em suas rotinas. A nudez fica restrita aos encontros e www.paramais.com.br

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dentro de casa. Ninguém liga pra barriga, celulite, estria. A beleza física não importa. Ninguém está lá para se olhar.

Naturista com pintura corporal

Regras de conduta

Não é porque uma praia é nudista que tudo é permitido. Cada uma delas tem suas regras. Algumas, por exemplo, exigem que o frequentador tire a roupa assim que entrar na faixa de areia. Outras permitem que ele chegue vestido e fique nu depois de já estar instalado. Algumas praias também têm mais rigor com homens desacompanhados. Para os solteiros que gostam de frequentar esse tipo de ambiente, recomenda-se portar o passaporte naturista, uma espécie de cartão internacional de identidade ligado ao movimento. Também vale saber que quem tiver algum comportamento inadequado e não seguir as normas pode ser incluído em uma “lista negra”, um cadastro nacional que impede sua entrada nos locais naturistas.

Código de Ética da Federação Brasileira de Naturismo – FBrN

O primeiro código de ética, definido como NRNB – Normas Regimentares do Naturismo Brasileiro, com eficácia nacional, é datado de 30 de maio de 1988. Cientes que devem editar regras, cuidar para que sejam cumpridas, modifica-las e adaptá-las de acordo com as situações, em 07 de dezembro de 1996, durante a Assembléia Geral Extraordinária, no Sitio Ibatiporã, em Porto Feliz/SP, foram editadas as Normas Éticas do Naturismo Brasileiro, atualizando o texto das Normas anteriores. A FBrN – Federação Brasileira de Naturismo, como meio de garantir um padrão ético

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de comportamento entre sua áreas filiadas, edita as seguintes Normas Éticas:

1.FALTA GRAVE

As condutas abaixo relacionadas, com grau de intensidades examinado pelos Conselhos Deliberativos dos Clubes, em primeira instância, e pelo Conselho Maior da FBrN, em segunda e última instância, são motivos para expulsão de seus agentes dos quadros sociais e das áreas naturistas regidas pelas entidades filiadas á FBrN. 1. Ter comportamento sexualmente ostensivo e/ou praticar atos de caráter sexual ou obscenos nas áreas públicas; 2. Praticar violência física como meio de agressão a outrem; 3. Utilizar meios fraudulentos para obter vantagens para si ou para terceiros; 4. Portar ou utilizar drogas tóxicas ilegais; 5. Causar dano à imagem pública do Naturismo ou das áreas naturistas.

2.COMPORTAMENTO INADEQUADO

As condutas abaixo relacionadas, com grau de intensidade e reincidência examinadas pelos Conselhos na forma referida no Item 1, constituem motivos para advertências, suspensão e expulsão do seus agentes dos quadros sociais e das áreas regidas pelas entidades filiadas à FBrN.

1.

Concorrer para a discórdia por intermédio de propostas inconvenientes com conotação sexual; 2. Fotografar, gravar ou filmar outros naturistas, sem a permissão dos mesmos; 3. Utilizar aparelhos sonoros em volume que possa interferir na tranqüilidade alheia, e/ou desrespeito aos honorários de silêncio regulamentados; 4. Causar constrangimento pela prática de atitudes inadequadas; 5. Portar-se de forma desrespeitosa ou discriminatória permanente e, relação a outros naturistas ou visitantes; 6. Deixar lixo em locais inadequados; 7. Provocar dano à flora e à fauna, ou à imagem do Naturismo; 8. Satisfazer necessidades fisiológicas em áreas impróprias, ou exceder-se na ingestão de bebidas alcoólicas, causando constrangimento a outros naturistas; 9. Utilizar assentos de uso comum sem a devida proteção higiênica; 10. Apresentar-se vestido em locais e horários exclusivos de nudismo, sendo tolerado às mulheres o top less, durante o período menstrual. As presentes NENB – Normas Éticas do Naturismo Brasileiro – devem ser fixadas em locais públicos e visíveis, além de distribuídas e divulgadas entre naturistas e visitantes das áreas de prática naturista filiadas à FBrN. O naturismo à luz da lei: De acordo com a legislação, nudez não precisa ser interpretada como conduta sexual. O artigo 5º, inciso 9º, da Constituição Federal, diz que “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independente de censura ou licença”. Por isso, manifestações artísticas como fotos, apresentações teatrais ou exibições públicas de cinema e televisão com nudez explícita podem acontecer. O mesmo vale para as reuniões naturistas. A reunião para a prática de naturismo não tem conotação sexual, por isso crianças podem freqüentar colônias nudistas. A lei pune apenas as situações que envolvam

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sexo explícito, implícito ou pornografia. Mas apesar de ser um movimento reconhecido no Brasil, os praticantes de naturismo precisam ficar atentos ao que diz a legislação brasileira. A procura por espaços já autorizados para o naturismo é fundamental, pois a lei dá margem para interpretações. O artigo 233 do Código Penal pune quem “praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público”, com pena de 3 meses a um ano ou multa. Já a lei de contravenções, de 1941, diz que o ato de “importunar alguém, em lugar público, de modo ofensivo ao pudor” é passível de multa estipulada pelo juiz. Então, se alguém se sentir “ofendido”, pode processar. Histórico no Brasil - A prática naturista no Brasil teve início com a capixaba Luz Del Fuego. Seu nome verdadeiro era Dora Vivacqua e nasceu em 21 de fevereiro de 1917. Mas não foi fácil para Luz Del Fuego conseguir adeptos para que pudesse pôr em prática aquilo que lia nas publicações sobre nudismo, especialmente nas revistas alemães. A bailarina do povo começou reunindo um pequeno grupo de amigas, na praia de Joatinga, no Rio de Janeiro. Muitas delas

Naturismo em Familia e em contato com a natureza

eram girls da companhia teatral. Para convencê-las a ficarem nuas, discorria sobre as vantagens do banho de mar sem o ridículo maiô, deixando penetrar nos poros os raios

solares benéficos. Convencendo as amigas, lá passavam o dia, ela e as companheiras, nadando, correndo pela areia ou simplesmente estiradas ao sol. Aproveitavam que Joatinga era uma praia deserta. A partir dos anos 80, com o processo de redemocratização, a situação foi modificando e o naturismo pode realmente aparecer e crescer no território brasileiro, quando em busca de praia desabitada e afastada de possíveis repressões, um pequeno grupo de pessoas passou a compartilhar das areias da Praia do Pinho, no litoral catarinense e a praticar o nudismo informal (sem autorização e em área não reconhecida pela Federação Internacional). A Federação Brasileira de Naturismo, a FBN, foi fundada em 15 de janeiro de 1988 e tem a finalidade de coordenar o desenvolvimento do naturismo no Brasil, em consonância com os princípios éticos do naturismo internacional. Certificado de entidade naturista reconhecida

ORGANISMOS OFICIAIS: FBRN– FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE NATURISMO (BRASIL) IFN– INTERNATIONAL NATURIST FEDERATION (MUNDO) SONAPA- SOCIEDADE NATURISTA DO PARÁ (WWW.SONAPA.COM.BR)

Encontro oficial de naturistas

Dr. Jorge Bastos Barroso Otorrinolaringologia – CRM 3456

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