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Revista

Parรก+ JUNHO 2014

BELร‰M-PARร

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ISSN 16776968

   



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N E STA E D I Ç ĂƒO EDIĂ‡ĂƒO 148 - JUNHO/2014

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ParĂĄ ĂŠ destaque nacional no Prefeito Empreendedor

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Tribunal de Contas do Estado do ParĂĄ inaugura primeira sede fora de BelĂŠm apĂłs 67 anos

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A natureza a serviço da beleza

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Projeto BelĂŠm Bioenergia Brasil-BBB

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CĂ­rio Editora

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BELÉM-PARĂ

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O novo Terminal HidroviĂĄrio do Porto de BelĂŠm

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MissĂŁo Empresarial parte para Lisboa no primeiro voo da TAP de BelĂŠm do ParĂĄ

* Os artigos assinados sĂŁo de inteira responsabilidade de seus autores.

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Percepção do sabor vai alÊm do paladar

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PatrimĂ´nio cultural brasileiro na batida do carimbo



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Ă?NDICE DIRETOR: Rodrigo HĂźhn; EDITOR: Ronaldo Gilberto HĂźhn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo HĂźhn; DISTRIBUIĂ‡ĂƒO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAĂ‡ĂƒO: Ronaldo G. HĂźhn; COLABORADORES*: Ana Claudina Santos DRT 1310, AnaĂ­s Fernandes, Carlos Wizard Martins, Ivan Postigo, Marilena Vasconcelos, Paulo Silber; FOTOGRAFIAS: Agencia ParĂĄ, Alessandra SerrĂŁo/ Comus, Aleix M. Martinez, AntĂ´nio Silva, Bernardo Rabello/ASN, Carlos SodrĂŠ, Celso Roberto Abreu, Claudio Santos/Ag.ParĂĄ, Divulgação, Eunice Pinto, Everaldo Nascimento, Eliseu Dias/Ag.ParĂĄ, Fernando Nobre/Ag.ParĂĄ, Imagens 2.8.com, Ney Marcondes, Nivaldo Silva, Nonato Silva, Rodrigo Lima/TCE, Sidney Oliveira/Ag.ParĂĄ, Thiago AraĂşjo/Ag.Pa; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAĂ‡ĂƒO GRĂ FICA: Editora CĂ­rios

  

TCE inaugura Anexo IV

  

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Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA C�RIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 BelÊm-Parå-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

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Eu, FamĂ­lia e Trabalho

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Computadores reconhecem 20 expressĂľes faciais diferentes

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Espelho reflete qualquer careta num sorriso

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FĂłrum MarajĂł SustentĂĄvel

BÓ URAL BRASILEIRO CATRRIMIM ÔNIO CULT É PA NTARÉM TCE EM SA

Falta pouco para o Carimbó – um dos maiores símbolos da cultura do Estado do Parå, ser reconhecido como patrimônio cultural brasileiro de natureza imaterial. Foto: Everaldo Nascimento/OS PARà 2000

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Comunicação, onde menos Ê mais

Nesta Edição (148).indd 4

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PARÁ É DESTAQUE NACIONAL NO PREFEITO EMPREENDEDOR Paulo Tocantins, prefeito de Paragominas, com o diretor de administração e finanças do Sebrae Nacional, José Cláudio dos Santos

Pará, Vilson Schuber, destaca a importância da conquista. “Estamos satisfeitos com a premiação de Paragominas, o melhor resultado do Pará desde a primeira edição do Prêmio, quando Parauapebas também venceu em nível nacional”, ressalta Schuber. “Trabalhamos junto com a prefeitura em prol dos pequenos negócios do município”, frisa. Doze gestores municipais que elaboraram e implantaram os melhores projetos

de incentivo aos pequenos negócios no Brasil entre os anos 2012 e 2013 foram premiados na etapa nacional.

Vencedores estaduais

Cerimônia de premiação da etapa estadual do Prêmio

Eliseu Dias/Ag.Pará

projeto Município Verde, de Paragominas, no nordeste paraense, foi escolhido nacionalmente como o melhor da região Norte no Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor. O resultado foi divulgado no dia 3 de junho,em Brasília, na cerimônia de premiação de gestores municipais de todo o país. O Prêmio, que está na sua 8ª Edição, é concedido a prefeitos e administradores municipais que tenham implantado projetos com resultados comprovados, ainda que parciais, de estímulo ao surgimento a ao desenvolvimento de pequenos negócios e à modernização da gestão pública. O Município Verde foi criado em 2008 como reação a vários acontecimentos negativos envolvendo o município, como a inclusão da cidade na lista das que mais desmatavam na Amazônia. “Gostaria de dividir este prêmio com toda a sociedade de Paragominas, pois desenvolver este projeto, enfrentando o desmatamento e, ao mesmo tempo, promover o desenvolvimento sustentável do município, foi um desafio que só conseguimos vencer com a ajuda de todos”, ressalta Paulo. O diretor-superintendente do Sebrae no

Bernardo Rabello/ASN

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Município Verde, projeto de Paragominas, foi reconhecido nacionalmente como a melhor iniciativa da região Norte

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Sebrae Premia Prefeitos Empreendedores.indd 5

Oito prefeitos paraenses foram premiados na etapa estadual do Prefeito Empreendedor, cinco deles em primeiro lugar: o gestor de Paragominas, Paulo Tocantins, venceu nas categorias Melhor Projeto e Pequenos Negócios no Campo. Na categoria Novos Projetos, o prefeito vencedor foi Alexandre Von, de Santarém. Os prefeitos João Salame (Marabá) e Sebastião Santos (Nova Ipixuna) receberam o primeiro lugar nas categorias Desburocratização e Lei Geral Implementada, respectivamente. O gestor de Ananindeua, Manoel Carlos Antunes, venceu na categoria Compras Governamentais. Três categorias tiveram premiados em segundo lugar. O prefeito de Jacundá, Izaldino Altoé, recebeu o prêmio na categoria Pequenos Negócios. Em Desburocratização, o segundo lugar foi de José Maria de Oliveira Junior, prefeito do município do Acará. A premiação de Novos Projetos foi para o prefeito de Dom Eliseu, Joaquim Nogueira Neto. No Pará, não houve a categoria Pequenos Negócios nos Eventos Esportivos.

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TCE

inaugura Anexo IV Fotos Rodrigo Lima/TCE

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o dia 04 de junho, o presidente do TCE, conselheiro Cipriano Sabino, ao lado dos outros conselheiros, e o governador Simão Jatene, acompanhado da viúva de Benedito Nunes, sra. Maria Sylvia Nunes, inauguraram o Anexo IV do Tribunal, que recebeu o nome do filósofo e ensaísta paraense Benedito Nunes, ex-auditor do TCE-PA. O conselheiro Ivan Cunha, a quem coube homenagear Benedito Nunes na cerimônia de inauguração, afirmou que, como todos os paraenses, acompanhou a trajetória do grande filósofo, que foi e continua sendo um dos mais ilustres paraenses de todos os tempos, ressaltando a probidade, a serieda-

de, o empenho e o zelo com que ex-auditor conduzia suas funções. Ivan Cunha observou ainda que, apesar de haver quem considere o profundo saber do pensador e ensaísta incompatível com a natureza das funções técnicas de um auditor, as múltiplas facetas de Bendito Nunes revelam a grandeza do homenageado, que em qualquer das funções que exercia se dedicava com a mesma intensidade e nobreza. A Sra. Maria Sylvia Nunes ressaltou que Benedito Nunes era grato ao TCE, que lhe deu trabalho e ensinou muitas coisas. E se deu muitas coisas ao ex-auditor, “esta Corte continua, generosamente, homenageando sua memória e a gratidão dele está presente aqui, incorporada a cada pedra deste prédio”, completou a viúva do ex-auditor do TCE. Antes de declarar encerrada a cerimônia, o presidente Cipriano Sabino observou que a construção atende a um postulado de mais de 20 anos dos servidores da instituição, e foi planejado atendendo a todas as exigências de acessibilidade. Maria Silvia Nunes e autoridades descerram placa que homenageia o auditor Benedito Nunes

Governador Simão Jatene, Des. Luzia Nadja, presidente do TJE e o presidente do TCE-PA, cons. Cipriano Sabino, na inauguração do Anexo IV

Governador Simão Jatene,conselheiros e servidores do TCE, descerram a faixa de inauguração do anexo IV 06

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TCE inaugura Anexo IV.indd 6

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Governador Simão Jatene e conselheiros do TCE-PA

TCE outorga medalha ao Governador

Presidente do TCE, cons. Cipriano Sabino com o homenageado, gov. Simão Jatene

Em sessão solene no dia 04 de junho, o TCE-PA outorgou ao governador Simão Jatene a medalha Serzedello Corrêa “Classe A”, a mais alta honraria do tribunal. A proposição foi feita pelo conselheiro Cipriano Sabino, com o apoio dos demais conselheiros. “Esta é uma cerimônia especial e alegre, agradeço a todos os presentes e em especial ao governador Simão Jatene. A decisão pela entrega da medalha recebeu apoio unânime do Plenário, pois é uma demonstração de agradecimento ao governador pela relação institucional sempre respeitosa com o Tribunal de Contas, e por sua atuação em favor do Estado do Pará”, afirmou o presidente do TCE, conselheiro Cipriano Sabino. Em seu discurso, o governador ressaltou que divide a medalha com toda a população do Estado. “Entendo que toda tarefa é coletiva e que esta medalha se refere a mais um comportamento do que a uma pessoa. Nestes tempos que aparentemente ética e política estão tão distantes, você ser homenageado pelo Tribunal de Contas do Estado com uma medalha, que aponta para princípios éticos, é algo que sensibiliza e emociona. Com isso nada mais justo que dividir com todo o paraense que me ajudou a chegar aqui”.

Histórico

A medalha Serzedello Corrêa “Classe A”, foi instituída em 09 de outubro de 1970, e é conferida pelo Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará aos seus conselheiros e aos procuradores do Ministério Público de Contas do Estado (MPCE), bem como às personalidades ou entidades que tenham se destacado por especial atuação em favor do Tribunal de Contas e ao Estado do Pará.

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Govenador Simão Jatene recebe a medalha Serzedello Corrêa Pará+

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DESCENTRALIZAÇÃO

Tribunal de Contas do Estado do Pará inaugura primeira sede fora de Belém após 67 anos

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Fotos Rodrigo Lima/TCE

Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA) inaugurou no dia 22 de maio a primeira representação estadual da instituição, a Unidade Regional 01, no município de Santarém, região Oeste do Estado. Com a criação da Unidade Regio-

nal, o objetivo é consolidar o processo de interiorização das ações do TCE/PA, facilitando o acesso dos jurisdicionados aos serviços desenvolvidos pelo Tribunal. Estão disponíveis na Unidade serviços à população, como: funcionamento do protocolo para recebimento de prestações de contas, de recursos, apresentação de defesa, requerimentos diversos, solicitação e entrega de certidões, consulta de situação pro-

cessual, regularização de dívidas (multas e glosas), consulta de processos, orientação sobre prestações de contas e treinamento e capacitação dos jurisdicionados, entre outros esclarecimentos e questionamentos sobre as ações e julgamentos do TCE-PA. O conselheiro Cipriano Sabino (presidente), ao lado dos conselheiros Luis Cunha (vice-presidente) e Ivan Cunha recebeu autoridades estaduais e municipais durante a

A UR-1 de Santarém esta localizada na Trav. Luiz Barbosa 962- Caranazal

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inauguração da Unidade. “Em nome do município de Santarém posso afirmar que hoje é um dia muito especial, e a razão é a inauguração desta sede do TCE-PA. A sua instalação é fruto da sensibilidade dos conselheiros do tribunal, que liderados pelo seu presidente, Cipriano Sabino, estão nesta data oferecendo aos responsáveis pela utilização dos recursos estaduais todos os serviços antes somente disponíveis em Belém. Imagine a mudança de paradigma para todos os prefeitos e demais ordenadores de cada município da nossa região que, a partir de agora, podem receber todos os esclarecimentos, emitir certidões e, sobretudo, prestar suas contas na nossa querida Santarém”, disse o prefeito da cidade, Alexandre Von. O presidente Cipriano Sabino destacou o momento histórico da inauguração, lembrou que sua criação estava prevista no planejamento estratégico da sua gestão, e agradeceu a todos os envolvidos direta e indiretamente na instalação da unidade. “Esta inauguração histórica para o TCEPA foi pensada, prevista e incluída no planejamento estratégico que estamos cumprindo rigorosamente, e que compreende os anos de 2011 a 2015. Ela tem como objetivo a descentralização dos nossos serviços, e se associa a realização do programa de interiorização do tribunal, que já levou um verdadeiro mutirão de capacitação para as regiões Nordeste, Oeste, Sudeste e para o Marajó, onde capacitou mais de 1900 participantes, de 90 cidades. A chegada do TCE ao interior paraense também significa um resgate para com os nossos irmãos dessa

Conselheiros Cipriano Sabino e Luis Cunha dão as boas vindas à população de Santarém na UR-1 do TCE Presidente Cipriano Sabino e Paulo Amoras, Auditor geral do Estado, descerram placa de inauguração da Unidade Regional 1, em Santarém.

Mesa de abertura do Ciclo de Aperfeiçoamento

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Representantes do executivo municípal, da Alepa, do Ministério Público, da AGE e os conselheiros Cipriano Sabino e Luis Cunha

imensa e maravilhosa terra”, afirmou o presidente do TCE, Cipriano Sabino.

Ciclo de Aperfeiçoamento

TCE capacita mais de 300 jurisdicionados

“A falta de informação e de esclarecimento são os principais motivos para que muitas prestações de contas sejam rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado. Por isso o TCE percorre o Estado, as cidades, com esse trabalho de informação e esclarecimento”, ressaltou o conselheiro Cipriano Sabino. A descentralização do Tribunal de Contas do Estado e a realização de uma nova rodada de capacitação para os jurisdicionados

No dia 23 de maio houve capacitação para mais de 300 jurisdicionados de 29 municípios das regiões do Baixo Amazonas, Tapajós e Xingu, todas localizadas na região Oeste do Pará, no auditório do Hotel Barrudada. O Ciclo de Aperfeiçoamento da Gestão Pública é uma iniciativa que já chegou a várias cidades do interior, e que tem como principal objetivo aperfeiçoar os trâmites da prestação de contas de todos os setores e instituições públicas que fazem uso de recursos provenientes do tesouro estadual e também faz parte da programação das atividades da Unidade Regional 1. Durante a programação técnica, foram realizadas palestras ministradas pelos auditores do TCE (Odilon Teixeira, Julival Rocha, Patrícia Santos e Milene Cunha) e pelo subprocurador do Ministério Público de Contas do Estado (MPCE), Guilherme Sperry.

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em Santarém favorecem, sobretudo, os municípios que antes realizavam verdadeiras maratonas até a capital para poder resolver pendências relacionadas às prestações de contas. “A presença do TCE em Santarém, por exemplo, nos permite sair do município (de Oriximiná), resolver uma determinada situação e voltar, no mesmo dia, para casa”, explica a auxiliar da Assessoria Jurídica de Oriximiná, Caroline Jordano. Cons.Luis Cunha exibe selo e carimbo comemorativo

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Cons.Cipriano Sabino, Presidente do TCE, Prefeito de Santarém, Alexandre Von e Cons. Ivan Cunha

Os temas relacionados à Gestão Pública, e também, debates para esclarecimentos de dúvidas e ampliação de conhecimentos sobre o trabalho do Tribunal de Contas do Estado foram destaques no encontro. “Nossos professores têm a teoria, mas nem sempre, a prática. Essas palestras nos deram a oportunidade entender muita coisa sobre a gestão pública na prática. Uma oportunidade muito rica para nós, pois nos formaremos profissionalmente em Gestão Pública no próximo ano”, explicou a acadêmica do Curso de Gestão Pública da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Edivânia Lopes. A função pedagógica do TCE também foi reconhecida pelo prefeito Alexandre Von, pelo deputado estadual Nélio Aguiar, representante da Assembleia Legislativa na

inauguração, e pelo auditor geral do Estado, Roberto Paulo Amoras, que representou o governador Simão Jatene na cerimônia. “São notórios os avanços na orientação e na capacitação que o TCE vem realizando nos últimos anos. E a capacitação que acontece para mais de 300 participantes é mais uma prova disso”, disse Amoras. Até o final do ano, novas rodadas de capacitação serão realizadas pelo Tribunal de Contas do Estado nos municípios de Cametá e Marabá. Este último também tem previsão de receber, no segundo semestre de 2014, a Unidade Regional 02 do TCE. “Os trabalhos estão adiantados e até o final de agosto estaremos em Marabá, realizando o mesmo tipo de trabalho que fizemos em Santarém, para entregar uma nova unidade regional do TCE. Uma unidade que vai fortalecer a descentralização do Tribunal (de Contas do Estado) e favorecer uma nova gama de municípios do interior do Pará”, concluiu o presidente do TCE, conselheiro Cipriano Sabino.

Prefeitos Alexandre Von (Santarém), Mário Henrique Guerreiro (Óbidos) recebem as primeiras certidões emitidas pela Unidade Regional do TCE

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Mais de 300 participantes de diversos municípios do Oeste do Estado

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A NATUREZA A SERVIÇO DA

BELEZA C

om o desenvolvimento constante da alta tecnologia, o mercado da beleza é beneficiado pela natureza. Muitas empresas apostam nos recursos naturais para cuidar da beleza e criar produtos que agradem os consumidores. Em geral, os resultados costumam ser promissores. Um exemplo é a Natura. Há doze anos, a empresa incorporou ativos da biodiversidade brasileira na fabricação de produtos, unindo ciência e conhecimento tradicional de comunidades agroextrativistas com geração de oportunidades de trabalho e renda para centenas de famílias. Um dos grandes marcos aconteceu em 2004 quando a Natura vegetalizou os itens na linha Natura Ekos. Na ocasião, a marca foi pioneira no uso de matéria-prima de origem vegetal em larga escala para a produção de sabonete em barra. Atualmente, todo o portfólio de sabonetes em barra da Natura é Puro Vegetal, 100% livres de gordura animal. “O objetivo da vegetalização é substituir as matérias-primas de origem animal, mineral ou sintética, por matérias primas vegetais cultivadas de forma sustentável. Com isso, agregamos valor aos nossos produtos, geramos benefícios sociais, ambientais e econômicos para a população local, além de valorizar as riquezas da biodiversidade amazônica”, destaca Mauro. A região amazônica foi escolhida como um dos territórios prioritários para expandir esta linha de atuação, por reconhecer a importância desse ecossistema para o país e o mundo, bem como para o desenvolvimento de uma nova plataforma de negócios. A ideia é boa: a empresa consegue os insumos que precisa para os produtos seguindo um modelo sustentável que não coloca em risco a floresta e ainda oferece benefícios às comunidades extrativistas locais. “No ano de 2013, na Amazônia, cerca de 3200 famílias

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Unindo ciência e conhecimento tradicional de comunidades agroextrativistas com geração de oportunidades de trabalho e renda para centenas de famílias

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Os recursos naturais são coletados dentro da floresta

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de 25 comunidades foram parceiras da Natura. Esse número deve triplicar até 2020 com a implementação de projetos previstos pelo Programa Amazônia, iniciativa da Natura que visa contribuir para o desenvolvimento sustentável da região por meio de ciência, tecnologia e inovação”, afirma Mauro Costa, gerente de relações com as comunidades da Natura. A fabricante de cosméticos prepara as comunidades extrativistas para serem fornecedores dos insumos. Oferece cursos de capacitação para formar lideranças e subsídios para formação de associações ou cooperativas que intermediam a relação da comunidade com a Natura e com o restante do mercado. Além disso, a empresa ainda proporciona à população local capacitações técnicas de produção agrícola ou extrativismo e beneficiamento das matérias-primas cultivadas pelas comunidades. Mauro Costa lembra que o trabalho iniciou com o lançamento da linha Ekos, que incorporou ativos da biodiversidade brasileira na fabricação de produtos. “A parceria com as comunidades agroextrativistas em todo país garante as matérias primas para nossos produtos. A empresa não realiza o plantio de espécies, fazemos mapeamento em todo o país onde podemos encontrar a matéria-prima que precisamos e iniciamos a parceria com as comunidades”, explica. “O relacionamento com as comunidades é pautado pela Política Natura de Uso Sustentável de Produtos e Serviços da Sociobiodiversidade, elaborada a partir das diretrizes da Convenção da Diversidade Biológica, estabelecida pela Organização das Nações Unidas”, diz Mauro Costa. Ele explica que, para iniciar o relacionamento com as comunidades, uma série de requisitos são analisados, como a existência de uma organização social juridicamente formalizada, experiência de gestão administrativa e de

projetos, relacionamento com outros parceiros locais, gestão participativa dos associados e práticas sustentáveis de manejo ambiental, experiência anterior de relação com o mercado e controles de rastreabilidade de sua produção. A relação comercial deve ser justa, com a construção conjunta de preços, pela formalização de acordos e contratos, e pelo suporte ao desenvolvimento da cadeia produtiva (da logística, da gestão administrativa e da qualidade das matérias-primas). “Nós estabelecemos um relacionamento de qualidade, valorizamos diversas culturas e modos de vida, repartimos benefícios com as comunidades, promovemos a conservação ambiental e contribuímos para o desenvolvimento local. O sucesso de um modelo de negócios sustentável e seu aperfeiçoamento contínuo depende do diálogo, confiança, engajamento e convergência de interesses entre os diversos parceiros envolvidos, bem como da qualidade das relações que com eles estabelecemos”, garante ele. Segundo o gerente de relações com as comunidades, “a Natura acredita que o valor e a longevidade de uma empresa se medem por sua capacidade de promover o desenvolvimento sustentável da sociedade. Movidos por essa crença, investimos continuamente na identificação e compreensão dos desafios socioambientais de nossa época, a fim de transformá-los em oportunidades Pará+

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Comunidade extrativista na coleta de cacau

de negócios socialmente justos, ambientalmente corretos e economicamente viáveis, que gerem benefícios para todos. A Natura reconhece o valor da diversidade sociocultural, da biodiversidade e a importância de fomentar negócios que criem valor compartilhado para a sua rede de relações e promovam o uso sustentável da biodiversidade e o fortalecimento e autonomia das comunidades fornecedoras”, ressalta. Contrapartidas

Como forma de reconhecer o papel fundamental exercido por essas pessoas, a Convenção de Diversidade Biológica, a CDB, o maior acordo internacional de biodiversi-

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Comunidade Cofruta faz a coleta de Açaí

dade, adotado em 1992 e ratificado por mais de 190 países, determina que, além da conservação da biodiversidade e seu uso sustentável, também seja feita a repartição justa e equitativa dos benefícios adquiridos pela utilização dos recursos genéticos. Isso quer dizer que toda empresa, instituição ou país que fizer uso comercial do patrimônio genético ou dos conhecimentos tradicionais de um povo deveria devolver parte dos benefícios econômicos adquiridos para as comunidades de onde os recursos foram extraídos. “Em se tratando do relacionamento com povos e comunidades tradicionais e grupos agroextrativistas que, em sua maioria, são responsáveis pelo fornecimento de insumos vegetais, temos como objetivos apoiar o desenvolvimento sustentável, gerar impacto social positivo e promover a conservação da biodiversidade”, afirma Mauro Costa. A Natura estabelece os contratos de repartição de benefícios com organizações formais, como cooperativas ou associações formais, não necessariamente de maneira direta com pequenos agricultores ou unidades de conservação. A repartição de benefícios é, preferencialmente, não monetária e, normalmente, feita por meio do financiamento de projetos e iniciativas que contribuam para o desenvolvimento socioeconômico da comunidade. Uma das atuações do Programa Amazônia da Natura é o estímulo à formação de uma rede de produção com agricultores e comunidades agroextrativistas locais para incentivar o empreendedorismo social e desenvolvimento produtivo local. A empresa de cosméticos ampliará os negócios a partir dessas cadeias produtivas da biodiversidade ao priorizar o uso de insumos amazônicos em seu portfólio de produtos, com a elevação de 10% para 30% desses insumos até 2020. Os acordos com as comunidades são feitos por meio de repartição de benefícios, determinados em conjunto com os produtores e comunidades. Para fazer avançar o diálogo e www.paramais.com.br

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Todo o portfólio de sabonetes em barra da Natura é Puro Vegetal, 100% livres de gordura animal

chegar a negociações mais equilibradas, a Natura oferece suporte técnico independente às associações para compreender e salvaguardar os direitos das populações.

Comunidades parceiras

A Natura é uma das empresas pioneiras na realização de repartição de benefícios no Brasil. Ao contrário de manter relações comerciais somente com grandes empresas fornecedoras, a Natura mantém contato direto com comunidades como a Camtauá, no sudoeste do Pará, para adquirir os insumos naturais que utiliza em seus produtos e influenciar diretamente o desenvolvimento econômico e social da população local. Em 2012, acordos comerciais como os da comunidade de Camtauá movimentaram R$ 12 milhões em sua totalidade, volume 12% superior a 2011. O primeiro contrato foi assinado em 2004, com a comunidade que trabalha na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, localizada no Amapá, que fornece o breu branco e o óleo de castanha. “Nesses dez anos de parceria com a Natura conseguimos desenvolver a nossa comunidade. Antes não tínhamos energia elétrica nem água potável. Hoje temos até acesso à Internet. A perspectiva de vida das 58 famí-

lias da comunidade melhorou. Temos uma alimentação mais adequada e renda fixa”, ressaltou o presidente da comunidade, Aldemir Cunha. No município paraense de Moju, a Associação dos Agricultores de Jauari “Caminhando com Cristo” foi sede de diversos cursos oferecidos pela Natura como: saúde e segurança no trabalho, primeiros socorros, técnico em engenharia florestal e formação de liderança. A associação representa os agricultores daquela comunidade que, desde 2007, fornece à Natura os ativos murumuru e andiroba para a produção de

Especialidades

sabonetes e óleos corporais. Pelo menos cem famílias foram beneficiadas com os cursos. “Esses treinamentos foram muito importantes para nossa comunidade. Conseguimos instruir grande parte das famílias e, consequentemente, diminuir, por exemplo, o número de acidentes aqui”, comemora o presidente da Associação, Rosivaldo Tavares. Já em Santo Antônio do Tauá, município localizado a 62 quilômetros de Belém, a Associação dos Agricultores de Campo Limpo comemora as conquistas alcançadas pela parceria com a Natura. A comunidade, por

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meio da associação composta por 35 famílias, fornece caipitiú e priprioca para a empresa cosmética há mais de seis anos. Em contrapartida, a Natura subsidiou projetos de infraestrutura e ofereceu cursos profissionalizantes. “Hoje temos maquinário – trator – e também contamos há um ano com uma escola de computação. Nossas casas hoje são de alvenaria e participamos temos a oportunidade constante de participar dos cursos de capacitação”, destaca a presidenta da associação, Suelen Mateus. Na última semana de fevereiro, por exemplo, uma turma de 15 pessoas da comunidade recebeu o certificado do curso ‘Negócio Certo Rural’, que ensina técnicas de administração de propriedades agrícolas. “Com mais capacitação melhoramos ainda mais a nossa condição de vida”, completa a presidenta da Associação dos Agricultores de Campo Limpo. Um exemplo é o benefício compartilhado com comunidade localizada no município do Acará, no nordeste do Pará. Entre as ações proporcionadas pela parceria com a Natura, a Associação dos Agricultores Orgânicos de Boa Vista utilizou a repartição de benefícios para construir e reformar a sua sede. Esta comunidade fornece priprioca e capitiú desde 2003 e está desenvolvendo pesquisas para fornecer outros insumos. “Temos uma boa parceria e as coisas fluem adequadamente. Sempre que precisamos, temos o apoio da Natura. Tudo dentro das normas e da lei. Nossa comunidade antes vivia muito sacrificada, pois todos os projetos que tentavam implantar lá, nunca davam certo. Até que chegou uma empresa desse porte e tudo mudou, tanto na parte financeira como na de projetos. A equipe da Natura nos ajuda a gerenciar melhor o que ganhamos com a produção para não gastarmos com o que não nos dá retorno. Hoje, tudo é bem distribuído e todos na comunidade são beneficiados”, explica o presidente da Associação, Paulo Teles. Um dos avanços mais consolidados do resultado da parceria da Natura com comuni-

No Ecoparque é utilizada a tecnologia de ‘jardins filtrantes’ — tratamento de efluentes a partir de raízes de plantas, sem emprego de produtos químicos. São as bactérias alojadas nas raízes que decompõem os poluentes

dades amazônicas acontece na fornecedora de óleo de castanha, no Iratapuru, Amapá. A empresa de cosméticos oferece curso de capacitação, presta consultoria em áreas como as administrativa e contábil, ajuda no planejamento e orienta quanto à gestão da cooperativa, o que inclui também a qualidade do fornecimento das matérias-primas. “Isso tudo já foi colocado em prática e percebemos que a comunidade está mais madura e toma suas próprias decisões”, reconhece Mauro Costa, gerente de Relacionamento com Comunidades da Natura. Vale citar também a parceria com a comunidade do Projeto Reca, em Nova Califórnia, Rondônia, que tem relacionamento com a Natura desde 2001. Um resultado dessa parceria é a Escola Família Agrícola, voltada aos filhos de agricultores. “Eles vão para a escola durante 15 dias e os outros 15 trabalham com a família na propriedade. Dessa forma, não quebram o vínculo que têm com a sociedade em que vivem nem praticam o êxodo rural”, comenta o gerente de Relações com Comunidades. A Gerência de Relacionamento e Abastecimento da Sociobiodiversidade é a responsável pelo relacionamento com as comunidades. “A Natura tem como princípio manter os relacionamentos já constituídos. No caso de demanda relacionada a novos

insumos para pesquisa e/ou fornecimento, buscamos primeiramente verificar se estes são encontrados nas comunidades que já possuem relacionamento com a Natura e se as mesmas têm interesse em desenvolver estas cadeias. A busca de novas comunidades para fornecimento de insumos parte, portanto, de demandas internas relacionadas ao desenvolvimento de novos produtos. No entanto, estamos abertos para conhecer comunidades que nos contatem por terem interesse em estabelecer parcerias com a empresa”, conclui Mauro Costa.

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Carimbó na Estação das Docas

Patrimônio cultural brasileiro na batida do carimbo

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Fotos Agencia Pará, Carlos Sodre, Eunice Pinto, Everaldo Nascimento

alta pouco para o carimbó, um dos maiores símbolos da cultura do Estado do Pará, ser reconhecido como patrimônio cultural brasileiro de natureza imaterial. O processo de registro pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional) está adiantado. A proposta de registro do bem imaterial foi encaminhada ao instituto, em 2008, pe-

las associações culturais Irmandade de Carimbó de São Benedito, de Santarém Novo, Raízes da Terra, Japiim e Uirapuru, ambas de Marapanim. O Iphan realizou, entre os anos de 2008 e 2013, a pesquisa e inventário referente ao levantamento preliminar e identificação do Carimbó nas Mesorregiões Nordeste Paraense, Metropolitana de Belém e Marajó com vistas a fundamentar o processo de registro

deste bem cultural como Patrimônio Cultural do Brasil, de acordo com o Decreto nº. 3551, de quatro de agosto de 2000. A pesquisa para o processo de registro pelo Iphan tem como referências a música, a dança, os mestres, os grupos, a comida, as festas populares, inclusive as manifestações religiosas que giram em torno do carimbó. A metodologia desenvolvida para a identificação e catalogação dos bens imateriais é o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC). O inventário, desenvolvido a

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Boi Veludinho e Carimbó de Marapanin

partir de métodos etnográficos, sistematiza e dar consistência aos procedimentos que antecedem o registro e demais atividades de salvaguarda. No início deste ano, o relatório ficou à disposição para consulta pública no site do Iphan para receber contribuições. “Esta foi a fase mais difícil e, por isso, mais demorada. Agora, com o dossiê no Conselho Nacional de Patrimônio, a expectativa é que ainda neste ano o Carimbó tenha esse reconhecimento”, explica a superintendente do IPHAN, Dorotéia Lima. O registro do carimbó deve ser apreciado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural até novembro de 2014. O reconhecimento agregará as danças, as músicas, a poesia, os instrumentos e os detentores do bem, que são os mestres e mestras dos mais de 30 grupos artísticos existentes no Pará. Mariana Sarmento, integrante da associação Japiim, destacou que “a iniciativa é importante para firmar o nosso ritmo e reconhecer a nossa identidade cultural”, conclui. A associação é uma das entidades autoras do pedido de reconhecimento. Tem 28 anos de criação no município de Marapanim e é um dos grupos mais tradicionais da região. Foi a associação Japiim, comandada pelo mestre Laurico, que introduziu a clarineta entre os instrumentos musicais dos grupos de carimbo. “Antes, era usada apenas a flauta de bambu”, lembra Mariana.

O Iphan já registrou com bens de natureza imaterial o Círio de Nossa Senhora de Nazaré (PA), o Ofício das Baianas de Acarajé (BA), o Frevo (PE) e a Cachoeira de Iauaretê como Lugar Sagrado dos Povos Indígenas dos Rios Uaupés e Papuri (AM), entre outros. Os bens são inscritos em um dos quatro livros de registro: das Celebrações, das Formas de Expressão, dos Saberes e dos Lugares.

Campanha

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Segundo o coordenador do movimento Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro, Isaac Loureiro, “a previsão é que em junho aconteça a reunião do conselho consultivo do patrimônio, em Brasília, e esperamos a decisão final sobre o reconhecimento do www.paramais.com.br

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nosso ritmo como patrimônio cultural imaterial do Brasil”, destaca Isaac Loureiro. “Nós vamos acompanhar essa reunião com uma grande mobilização em Belém, com a participação de nossos grupos e comunidades”, garante ele. A Campanha “Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro” é uma iniciativa que busca envolver e mobilizar a sociedade em torno da valorização e do reconhecimento do Carimbó como expressão importante da cultura brasileira, sendo uma continuidade do processo organizado a partir das discussões promovidas no Festival de Carimbó de Santarém Novo desde 2005. Organizada por grupos de carimbó e entidades culturais de vários municípios, a Campanha faz parte do processo iniciado pela Irmandade de Carimbó de São Benedito junto ao IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – para registrar o Carimbó Paraense como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Como parte fundamental desse processo de registro, a Campanha promoveu atividades de mobilização e sensibilização da sociedade em torno do carimbó, realizando diversas atividades como seminários, oficinas, encontros de mestres, rodas de Carimbó e outras ações em todo o território nacional, buscando tecer alianças e parcerias com instituições públicas, organizações cul-

Cabeçudo no Carimbó

turais, empresas, pesquisadores e produtores culturais que compartilhem do mesmo objetivo. “Para nós, o registro do Carimbó como bem cultural de natureza imaterial significa um importante passo para garantir sua preservação e seu reconhecimento como patrimônio de nossa cultura, elemento essencial e definidor de nossa identidade”, destaca Isaac Loureiro. “Registrar o Ca-

rimbó é um processo que exige uma ampla mobilização da sociedade, das instituições públicas e dos atores sociais que estão diretamente envolvidos na manutenção desta manifestação”, avalia ele. Uma das ações foi a sessão especial realizada pela Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), no dia 15 de maio. Os deputados receberam, no plenário da Casa,

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Animando o fim de tarde…

Na Estação das Docas

Grupo de carimbó

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caravanas de grupos folclóricos ligados ao movimento pelo reconhecimento do Carimbó como patrimônio Cultural Nacional. “Solicitei esta sessão porque considero como de fundamental importância que o Carimbó, venha a receber o registro e se transforme em Patrimônio Cultural do Brasil, um patrimônio que já pertence, a nós paraenses, e porque não dizer a nós amazônidas”, avaliou o presidente Márcio Miranda. O deputado Alfredo Costa defendeu que a reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural seja feita em Belém, “para que os conselheiros possam ver de perto esse exemplo de cultura viva que é o carimbo”. História em ritmo e dança- Segundo o Iphan, o registro de bem cultural de natureza imaterial é o reconhecimento e a valorização dos saberes e celebrações, rituais e formas de expressão e dos espaços onde essas práticas se desenvolvem no país. Não existe uma data certa da origem do carimbó, mas os pesquisadores da manifestação cultural dizem que ritmo e dança surgiram na chamada zona do Salgado (Marapanim, Curuçá e Algodoal) até a Costa do Marajó, no século 18, pela fusão das culturas indígena, negra e portuguesa. O nome carimbó deriva do instrumento de percussão indígena curimbó, que na língua tupi quer dizer pau oco. Curimbó é um tambor feito de tronco de madeira e pele de animal, responsável pela marcação do ritmo da música. As contribuições da cultura indígena e da negra africana no Pará formaram as raízes do ritmo, que já teria mais de 200 anos de história. O Carimbó era e é tocado até hoje com o tambor deitado no chão e o músico sentado em cima para batucar com as mãos. Em 1767, o jesuíta Frei João Daniel escreveu sobre o ritmo cantado e dançado pelos índios Tupinambás, a partir de um tambor feito de madeira oca recoberto com pele de animal: o curimbó, que deu origem ao nome atual da música e dança. Além do registro, características demonstram sua originalidade indígena, como uso de maracás e flauta no acompanhamento da música, e na dança o pé arrastado e a postura arqueada. Porém, a semelhança com o batuque africano e o rebolado na dança, juntamente com as histórias transmitidas por comunidades do interior do Pará, remontam a origem do Carimbó para as comunidades de negros vindos do Maranhão ou fugitivos de fazendas da região. No final dos anos 60 foram adicionados ao som do carimbó os instrumentos elétricos, como guitarras, o que tornou o ritmo popular no Brasil. A música tornou-se conhecido no país quando o mestre Lucindo Rabelo da Costa gravou o primeiro LP nos anos 60. O cantor e compositor Aurino Quirino Gonçalves, o Pinduca, é reconhecido inwww.paramais.com.br

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ternacionalmente como “O Rei do Carimbó” desde os anos 70.

Miscigenação

O ritmo se apresenta como importante elemento no processo de formação da identidade cultural brasileira, com as particularidades da Amazônia. A sua forma de dançar, os instrumentos que acompanham os curimbós e a vestimenta dos grupos e dos que dançam carimbó são elementos que podem variar de acordo com a região do Pará em que o ritmo está presente. Mas suas letras são sempre compostas por versos curtos, que falam do dia-a-dia do pescador e do lavrador, dos seus trabalhos, dos seus amores, da sua preocupação com o meio ambiente. Diversas culturas que contribuíram para o surgimento do Carimbó. O ritmo é considerado um gênero musical de origem indígena, porém, como diversas outras manifestações culturais brasileiras, miscigenou-se recebendo outras influências, principalmente negra. Inicialmente, segundo tudo indica, a “Dança do carimbo” era apresentada num andamento monótono, como acontece com a grande maioria das danças indígenas. Quando os escravos africanos tomaram

contato com essa manifestação artística dos Tupinambás começaram a aperfeiçoar a dança, iniciando pelo andamento que, de monótono, passou a vibrar como uma espécie de variante do batuque africano. Por isso contagiava até mesmo os colonizadores portugueses que, pelo interesse de conseguir mão de obra para os mais diversos trabalhos, não somente estimu-

lavam essas manifestações, como também, excepcionalmente, faziam questão de participar, acrescentando traços da expressão corporal características das danças portuguesas. A “Dança do Carimbó” apresenta, em certas passagens, alguns movimentos das danças folclóricas lusitanas, como os dedos castanholando na marcação certa do ritmo agitado.

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O Terminal “Luiz Rebelo Neto”, instalado no galpão 9 da Companhia Docas do Pará (CDP)

O NOVO TERMINAL HIDROVIÁRIO DO PORTO DE BELÉM

Texto Paulo Silber* Fotos Alessandra Serrão/ Comus, Antônio Silva, Cláudio Santos e Thiago Araújo /Ag. Pará

O Simão Jatene inaugurou o novo Terminal Hidroviário do Porto de Belém, a mais nova porta de entrada e saída da capital 24

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governo do Estado inaugurou recentemente, o Terminal Hidroviário do Porto de Belém “Luiz Rebelo Neto”. Com capacidade para atender, em média, a cerca de 1,5 milhão pessoas por ano, o complexo foi construído em uma área de cerca de cinco mil metros quadrados, no Galpão 9 da Companhia das Docas do Pará (CDP), à avenida Marechal Hermes, próximo à Visconde de Souza Franco, às margens da Baía do Guajará. A inauguração reuniu diversas autoridades, entre elas o governador Simão Jatene. Fruto de um investimento de R$ 19 milhões, co-financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a obra representa um salto de qualidade na prestação de um serviço essencial www.paramais.com.br

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Na avenida Marechal Hermes próximo à Visconde de Souza Franco, às margens da Baía do Guajará

No térreo ficam os guichês de passagem, salas de embarque e desembarque, lojas de conveniência, farmácias, praça de alimentação e duas lanchonetes

para a mobilidade das pessoas: o transporte hidroviário de passageiros. O governador foi recebido no terminal por cerca de 300 pessoas. Antes das formalidades de inauguração, Jatene visitou as salas da Companhia Paraense de Turismo (Paratur) e do Pro Paz, percorrendo toda a área comum do prédio. Embora seja um dos vértices do sistema de transporte paraense, o modal fluvial sempre é colocado pelos gestores públicos em posição inferior em relação aos modais rodoviário e aeroviário. O Terminal Luiz Rebelo Neto altera essa realidade. O diretor da Companhia de Portos e Hidrovias (CPH), Abraão Benassuly Neto, lembrou que a obra é planejada pelo governo do Estado desde o inicio da gestão, em 2011, sendo uma das prioridades apontadas na Agenda Mínima. “A população de Belém, da região do Marajó e do Baixo Amazonas já clamava há muito tempo por mais dignidade no transporte de passageiros por via fluvial”, afirmou. O operário Silvio Almeida, um dos trabalhadores que participaram da construção do Terminal Hidroviário, ressaltou a importância de investimentos como este, não apenas para fomentar o turismo e dar dignidade aos serviços de transporte de passageiros, mas também pela geração de emprego e renda para a população. “São oportunidades para pais de família. Isso muda a vida da gente”, afirmou.

O novo Terminal Hidroviário do Porto de Belém “Luiz Rebelo Neto”

O Prefeito Zenaldo Coutinho na inauguração do Terminal Hidroviário “Luiz Rebelo Neto”

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Conforto a disposição da população

Qualidade Ao entrar no novo prédio, o cidadão paraense terá as mesmas condições de conforto e segurança que estão presentes, por exemplo, no Aeroporto Internacional de Val-de-Cans. O prédio, totalmente climatizado, oferece um naipe de serviços que vai além da compra de passagens, embarque e desembarque de passageiros. Há lojas, praças de alimentação, atendimento turístico, apoio logístico, rede de fiscalização social e fiscal e em breve um grande estacionamento do outro lado da avenida. “É uma obra de alto nível, que socializa a qualidade para a gente simples que usa desse modal de transporte, para o povo ribei-

O terminal vai operar com embarcações que fazem viagens para o Marajó, região oeste e estados do Amapá e Amazonas

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rinho e para o turismo paraense”, destacou o presidente da Assembleia Legislativa do Pará, Marcio Miranda. Além disso, o Terminal Hidroviário revitaliza mais um setor urbano localizado às margens da Baía de Guajará, abrindo nova janela para o rio e associando-se à Estação das Docas, Mangal das Garças, Casa das Sete Janelas e Forte do Presépio na reconstrução da paisagem local com modernidade mas sem comprometer traços históricos da cidade de Belém. O governador fez questão de sublinhar sua condição de servidor público e a felicidade de um servidor quando consegue

População aprova novo Terminal Hidroviário de Belém

Entre as novidades que agradaram a população estão a segurança, a praça de alimentação e as áreas de embarque e desembarque

obra é um serviço público de qualidade sendo disponibilizado para público, que o financia. É uma bobagem alguém chegar e dizer: ‘estou trazendo essa obra...’ Bobagem. Este é o nosso papel. Nosso dever. São vocês, a sociedade, que merecem o nosso agradecimento. Muito obrigado ao povo do Pará por esse belo terminal”, finalizou. (*) Secretaria de Estado de Comunicação

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realizar sua missão. “Em toda a sociedade existe uma única fonte de recursos. É o cidadão, que paga os seus impostos. Quem construiu esse terminal foi o cidadão. Nós somos apenas as ferramentas. Somos servidores públicos. E ao inaugurar uma

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Neurogastronomia estuda como o cérebro estabelece o gosto

Percepção do sabor vai além do paladar

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eurogastronomia estuda como o cérebro estabelece o gosto. Além da boca, nariz, olhos e ouvidos influenciam relação com alimentos, assim como fatores sociais e culturais. O sabor costuma ser relacionado ao paladar, pois nossas papilas gustativas estão localizadas na boca. Mas, na verdade, o gosto está ligado a todos os sentidos, principalmente ao olfato. Para explicar como o

cérebro cria o sabor surgiu a ideia da neurogastronomia, uma união da neurologia e da gastronomia, que é um dos temas do Festival do Olfato deste ano – realizado recentemente em Bolonha, na Itália. Num curso, que também será oferecido no festival, o herborista e especialista em neurogastronomia Marco Valussi revela os princípios básicos dessa ciência através de alguns experimentos. Com os olhos fechados e o nariz tampado, os participantes

degustam uma série de líquidos desconhecidos e descrevem o aroma de duas bebidas de cores diferentes. O olfato é o primeiro e mais importante sentido a ser explorado em combinação com o paladar. Embora eles possuam vias neurológicas distintas, a ideia de que o gosto é sentido na boca e o cheiro no nariz não é estritamente verdadeira, afirma Valussi. O olfato é um sentido duplo, composto pelos olfatos ortonasal, via nasal, e retro-

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A ciência: parte de adquirir gosto é saber como saborear obras

Boca, nariz, olhos e ouvidos influenciam na Percepção do sabor em oleo sobre tela da Casper van den Hoecke

nasal, via oral. “A diferença é sentir o cheiro de algo que está fora do nosso corpo, no ambiente [olfato ortonasal], e de algo que está dentro do nosso corpo, principalmente na cavidade oral [olfato retronasal]. Ou seja, quando cheiramos algo que estamos comendo, mastigando”, diz Valussi. Segundo o especialista, é impossível separar o olfato retronasal do paladar, porque ambos ocorrem ao mesmo tempo e no mesmo lugar, além de ter a mesma origem, ou seja, o alimento que comemos.

Cheiro do gosto

Há um experimento simples para simular o olfato retronasal. Valussi corta cebolas e maçãs em cubos bem pequenos. Com os olhos fechados e o nariz tampado, os alunos colocam os cubos na boca – e, assim, não conseguem identificar diferenças entre o sabor dos dois alimentos. Ao destapar o nariz, percebe-se imediatamente qual deles se tem na boca. Segundo Valussi, isso ocorre porque só reconhecemos cinco gostos básicos: doce, salgado, amargo, ácido e umami – reconhe-

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cido por nosso paladar quando comemos alimentos que possuem aminoácidos e nucleotídeos. Por outro lado, podemos sentir o cheiro de milhões de estímulos olfativos diferentes. “Assim, é óbvio que, quando os dois sentidos agem juntos, a sensação é muito mais rica do que apenas a dos cinco gostos”, reforça. A maioria das pessoas que já teve uma gripe forte deve ter percebido o efeito que um nariz entupido provoca na percepção do sabor. Essa perda do olfato é chamada de anosmia e pode ser causada por lesões ou doenças. Os efeitos desse fenômeno revelam a importância desse sentido. “Ao ler ou escutar entrevistas feitas com pessoas que sofrem de anosmia, elas dizem que todos os aspectos relacionados à sensualidade foram empobrecidos com a perda do olfato”, diz Valussi.

Visão e som do gosto

Mas o olfato não é o único sentido que age ao lado do paladar para gerar a percepção do sabor. A consistência e a temperatura, que fazem parte do tato, são fundamentais para criar a percepção do sabor. Além disso, a visão também contribui para o gosto. Valussi propõe as participantes do curso de neurogastronomia que descrevam o sabor de duas bebidas, uma branca e outra vermelha. O líquido vermelho é considerado mais intenso e

descrito com adjetivos relacionados a frutas tropicais. Já o branco é descrito como mais delicado e relacionado a maçãs verdes e frutas com cores suaves. Na realidade, o suco era o mesmo, mas o vermelho possuía um corante. “A cor e a aparência determinam nossas expectativas sobre o alimento”, reforça Valussi. E a expectativa muda a forma como percebemos a comida na boca. Ao vermos uma bebida de cor forte, tendemos a pensar que ela tem um sabor forte, “assim, quando a bebemos, criamos expectativas e, em parte, sentimos um sabor mais forte do que o da bebida mais clara”, diz o especialista. Também a audição afeta a percepção do gosto. E essa forma de degustar já foi percebida pelos fabricantes de batatas fritas: a frequência sonora que elas produzem ao serem mastigadas determina a sensação de frescor. “Batatas com uma frequência sonora menor tendem a ser descritas como não frescas e menos crocantes do que as com uma frequência maior”, diz Valussi.

Cultura e costumes

Além de fatores fisiológicos, a neurogastronomia também abrange aspectos sociais e culturais que influenciam a percepção de sabores, criando uma espécie de opinião de massa. Em um experimento, participantes do curso provam cinco opções de solução de açúcar para decidir qual é a mais doce. A maioria tende a escolher a com baunilha, embora todas sejam identicamente doces. “Um cheiro culturalmente associado a um sabor doce é reconhecido por pessoas com os mesmos valores culturais, que dividem a mesma percepção e o leem como agente doce”, comenta Valussi. Em outras palavras, as pessoas pensam que o açúcar com baunilha é mais doce, justamente porque costumam comer baunilha com coisas doces. Se pimenta for adicionada à uma solução de açúcar, a tendência será descrevê-la como menos doce, porque esse ingrediente costuma fazer parte de pratos salgados. Pará+

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Missão Empresarial parte para Lisboa no primeiro voo da TAP de Belém do Pará

Deputado Márcio Miranda entrega revista do parlamento ao consul de portugal Joaquim Rosário

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Texto Anaïs Fernandes Fotos Nivaldo Silva

ma Missão Empresarial do Pará foi a Portugal no último dia 03 de junho, data do primeiro voo direto da TAP de Belém a Lisboa. A organização foi da Câmara Portuguesa de Comercio no Brasil/Pará e a Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil. O objetivo da missão foi dar oportunidade aos empresários paraenses conhecer as potencialidades de Portugal, como mercado para produtos inéditos naquele mercado, bem como os produtos portugueses que poderão ser importados diretamente para Belém, evitando a “escala” em outros estados, que se beneficiam dos valores agregados às importações, como impostos, salários e lucros. Além disso, pretende apresentar as oportunidades de investimentos no Pará. “Levamos quase quarenta pessoas nesta missão comercial. A expectativa é fazer contatos para futuros negócios entre Belém e Lisboa”, afirma Reginaldo Ferreira, presi-

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dente da Câmara Portuguesa de Comércio -Pará. Os primeiros encontro dos empresários aconteceram em Lisboa no dia 6 de Junho, na sede da Câmara de Comércio e no Porto dia 12 de Junho, na sede da Fundação AEP. As rodadas de negócios tiveram como foco a atração de investimento e exportação de produtos e serviços para o estado, o segundo maior do Brasil. A capital Belém, reúne cerca de 2,5 milhões de habitantes, encontrando-se à porta do Amazonas e com um crescimento significativo nos últimos anos. Para além das apresentações do Estado do Pará e da Câmara Portuguesa no Pará, as empresas participantes poderão estabelecer contatos com as empresas do Estado que integram a missão.

O parlamento estadual acompanha o primeiro voo direto Belém-Lisboa

A capital Belém do Pará recebeu o primeiro vôo que vai ligar a metrópole da Amazô-

nia a Lisboa, capital de Portugal. O avião Air Bus 330 da Companhia Transportes Aéreos Português (TAP) aterrissou no aeroporto internacional de Val de Cans, inaugurando a rota. A aeronave que tem capacidade para 263 passageiros foi batizada na pista com jatos d’água, veio de Lisboa, faz uma escala em Manaus e partiu de Belém para Lisboa. Uma cerimônia de lançamento da rota foi acompanhada pelo vice-governador Helenilson Pontes, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, deputado Márcio Miranda; o presidente executivo da companhia aérea, o brasileiro Fernando Pinto; o prefeito de Belém Zenaldo Coutinho; e outras autoridades. “A nova rota, instalada com o apoio do governo do Estado, abre o mercado europeu para o turismo, o comércio de produtos e o intercambio cultural e político do Pará”, considerou o presidente Márcio Miranda. Neste primeiro voo, quatro deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, embarcaram, e participaram da agenda oficial na capital portuguesa. Os deputados Sidney Rosa (PSB), Eduardo Costa (PTB), Luzineide Farias (PSD) e Edilson Moura (PT), foram recebidos no parlamento e pelas autoridades do Governo Português, e realizam ainda, reunião na Câmara de Comércio Brasil Portugal. A primeira reunião oficial foi na Freguesia de Belém, na capital portuguesa, e que corresponde a um distrito administrativo. Os parlamentares também participaram de uma reunião no Parlamento Português. “Nossos irmãos lusitanos tem uma estrutura política diferente da nossa, lá não há assembleias legislativas estaduais como aqui, apenas o parlamento português”, explicou o deputado Sidney Rosa. Na bagagem os deputados levaram o primeiro exemplar da Revista Memórias do Legislativo, uma edição especial para marcar o lançamento do voo direto entre o Pará e Portugal e folderes falando das www.paramais.com.br

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Presidente da TAP e presidente da Alepa trocam publicações sobre Belém e Lisboa

atividades legislativas em defesa do Pará e da Amazônia, pontuando as ações em defesa do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. Ele afirmou que em breve, parlamentares portugueses virão a Belém para conhecer a Assembleia Legislativa do Pará. “É muito importante estabelecer esse contato com Portugal e no futuro criar uma espécie de parlamento binacional, para debater questões de interesse comum”, avaliou Márcio Miranda. O voo Belém-Lisboa vem se somar ao vôo Belém-Miami como resultado de uma decisão política do governo do Estado em internacionalizar o Pará e colocar a Amazônia em destaque dentro do cenário turístico e dentro dos interesses dos negócios nacionais e internacionais. O voo que liga Belém a Lisboa terá freqüência semanal partindo as terças-feiras,

quintas-feiras e domingos. A empresa portuguesa inicia o trecho com mais de 20 mil reservas já feitas, o que, segundo Fernando Pinto, superou a expectativa da TAP. Segundo o executivo, a estimativa é ampliar o trecho para voos diários entre Lisboa e as cidades de Belém e Manaus. A Missão Portugal teve ainda a parceria do Governo do Estado do Pará, Prefeitura Municipal de Belém, Vice-Consulado de Portugal no Pará, SEBRAE/PA, Federação das Indústrias, Federação do Comércio, Federação da Agricultura e Pecuária, Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Pará, Associação Comercial do Pará, Conselho da Comunidade Luso Brasileira do Pará, Associação Brasileira de Agências de Viagem ABAV/PA, UFPA, através da Casa de Estudos Luso Amazônidas/CELA, entre outros parceiros.

A cerimônia contou com a presença do vice-governador, Helenilson Pontes; do presidente da TAP, Fernando Pinto; do secretário de Estado de Turismo, Adenauer Góes; do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, discursando; além de uma comitiva de dirigentes da TAP e empresários

Aeronave Air Bus 330 com capacidade para 263 passageiros. Nova rota já começa com 20 mil reservas feitas

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Missão Empresarial parte para Lisboa.indd 31

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Projeto Belém Bioenergia Brasil-BBB

Projeto para produção de óleo de palma já integra o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia

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Texto Marilena Vasconcelos Fotos Divulgação, Ney Marcondes

Petrobras Biocombustível e a Galp Energia, por meio da Belém Bioenergia Brasil (BBB), e a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) assinaram recentemente, na capital do Pará, o projeto Belém Bioenergia Brasil. O Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), administrado pela Sudam, será o grande financiador do projeto Belém Bioenergia Brasil, visa a abastecer o mercado ibérico de biocombustível derivado do dendê. O acordo destinará recursos da ordem de R$576 milhões, para incrementar o projeto Belém, que prevê a produção de 335 mil toneladas anuais de óleo de palma em três polos agroindustriais paraenses, além da fabricação de 270 mil toneladas de green diesel por ano em Portugal. Para Djalma Mello, superintendente Sudam, o BBB, é “Um projeto de desenvolvimento com inclusão social, que se enquadra perfeitamente no discurso e no objetivo da Sudam”. No encontro, Alberto Fontes, presidente da Petrobras Biocombustível, salientou a importância estratégica do projeto para a consolidação da empresa no setor. “Vamos, por meio dele, ampliar nossa atuação e participar de novos mercados como o europeu Alberto Fontes, presidente da Petrobras Biocombustível, na reunião da formalização da entrada da Belém Bioenergia Brasil (BBB), no Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), administrado pela Sudam

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de biocombustíveis. Além disso, sabemos do seu impacto no desenvolvimento econômico regional que, além de ter uma vertente social com a inclusão da agricultura familiar, irá trabalhar com parcerias empresariais locais”. Ele também ressaltou que o projeto terá uma unidade industrial em Portugal, que abastecerá também parte da Espanha a partir da produção de óleo de palma do Estado do Pará.

Projeto Belém

Atualmente, a empresa já tem 27 mil hectares plantados com cerca de quatro milhões e trezentas mil de mudas de palma nos munícipios de Tailândia e Tomé-Açu, Moju, Ipixuna e Mãe do Rio. A meta é chegar a 43 mil hectares até abril de 2014. O plantio próprio, em áreas arrendadas, gera hoje 2.600 empregos diretos. Em 2015, na conclusão do projeto, pelo menos, seis mil trabalhadores estarão envolvidos nas atividades agroindustriais. A estratégia do projeto prevê ainda a formação de parcerias agrícolas com agricultores familiares e produtores de médio e grande porte. Nos contratos com a agricultura familiar, ainda este mês, serão alcançados 320 contratos com agricultores familiares. E, até 2015, estima-se que cerca de 600 pequenos produtores integrarão o plantio.

FDA vai financiar produção de óleo de palma no Pará O Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), administrado pela Sudam, será o grande financiador do projeto Belém Bioenergia Brasil, visa a abastecer o mercado ibérico de biocombustível derivado do dendê, em parcerias entre a Sudam, Petrobrás Biocombustível e a GALP Energia Brasil S/A. Serão mobilizados R$576 milhões em recursos do Fundo. A diretoria colegiada da Sudam aprovou o projeto no último dia 26, e a assinatura ocorreu na manhã desta terçafeira, 01, na Sudam, com a presença do superintendente Djalma Mello, do presidente da Petrobras Biocombustível, Alberto Fontes, e o presidente da GALP Energia Brasil S/A., Ricardo Peixoto. Dos 60 mil ha de área plantada, serão destinados 6000 à Agricultura Familiar e mais 6000 à parceria empresarial (médios e grandes produtores), gerando 7.500 empregos diretos. A produção de Biodiesel em Portugal será de 270 mil toneladas anuais. O prazo de implantação e produção plena do projeto é de 2010 a 2021. Na primeira etapa do projeto, 320 famílias já estão sendo beneficiadas, em 3.200 ha plantados. Ao final serão 600 famílias beneficiadas com o plantio de 6 mil ha. A produção total prevista é de 335 mil toneladas anuais de óleo de palma em três pólos agroindustriais, nos municípios de Tailândia e Tomé-Açu e, ainda, um terceiro a ser definido, no Estado do Pará. O projeto tem um investimento total das acionistas (Brasil) de R$ 1.359 bilhão. Além da produção local o projeto pretende produzir 270 mil toneladas de green diesel por ano em Portugal. Atualmente, a empresa já tem plantado dois milhões de mudas da palma em Tailândia e www.paramais.com.br

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Djalma Mello, superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), assinando o convênio, afirmou que o empreendimento é fundamental para aumentar o PIB regional

Tomé-Açu. O plantio próprio gera 1.200 empregos diretos. Em 2015, na conclusão do projeto, pelo menos seis mil trabalhadores estarão envolvidos nas atividades agroindustriais. Os agricultores familiares são a principal força de trabalho utilizada nessa atividade, segundo dados do projeto. O presidente da Petrobrás Biocombustível, Alberto Fontes, ressaltou que o projeto terá um terá uma unidade industrial em Portugal, que abastecerá também parte da Espanha a partir da produção de óleo de palma do Estado do Pará. “Este é um projeto de grande importância para o desenvolvimento regional e social e que também estimula o empresariado local. E a parceria com a Sudam é fundamental para torná-lo irreversível, disse ele.

SUDAM E PETROBRAS ASSINAM PROJETO PARA PRODUÇÃO DE ÓLEO DE PALMA NO PARÁ

Para Djalma Mello, superintendente Sudam, “Um projeto de desenvolvimento com inclusão social, que se enquadra perfeitamente no discurso e no objetivo da Sudam”. Assim definiu o superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), Djalma Mello, Para “Um projeto de desenvolvimento com inclusão social, que se enquadra perfeitamente no discurso e no objetivo da Sudam”. Assim definiu Djalma Mello, superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), o Projeto Belém Bioenergia Brasil, que visa a abastecer o mercado ibérico de biocombustível derivado do dendê, em parceria com a Sudam, Petrobrás Biocombustível e a GALP Energia Brasil S/A. Serão mobilizados R$576 milhões em recursos do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) para a execução o projeto. A diretoria colegiada

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da Sudam aprovou o financiamento no último dia 26, e a assinatura ocorreu na manhã desta terça-feira, 01, na Sudam, com a presença do superintendente Djalma Mello, do presidente da Petrobras Biocombustível, Alberto Fontes, e do presidente da GALP Energia Brasil S/A, Ricardo Peixoto. O FDA vai destinar recursos para a produção de óleo vegetal à Petrobras, que elegeu como agente operador do projeto o Banco do Brasil. Dos 60 mil ha de área plantada, serão destinados seis mil à agricultura familiar e mais seis mil à parceria empresarial (médios e grandes produtores), gerando 7.500 empregos diretos. A produção de Biodiesel em Portugal será de 270 mil toneladas anuais. O prazo de implantação e produção plena do projeto é de 2010 a 2021. Na primeira etapa, 320 famílias já estão sendo beneficiadas, em 3.200 ha plantados. Ao final, serão 600 famílias beneficiadas com o plantio de seis mil ha. Oitenta por cento do projeto são de plantio próprio, com áreas arrendadas com contratos de longo prazo (cinco anos). A produção total prevista é de 335 mil toneladas anuais de óleo de palma em três polos agroindustriais, nos municípios de Tailândia e Tomé-Açu e, ainda, um terceiro Também será instalado um centro de pesquisa para dar suporte ao trabalho do o projeto Belém Bioenergia Brasil. Na foto, um Viveiro em Tailandia

a ser definido, no Estado do Pará. O projeto tem um investimento total de R$1,3 bilhão. Além da produção local, o projeto pretende produzir 270 mil toneladas de green diesel por ano em Portugal. Atualmente, a empresa já tem plantado dois milhões de mudas da palma em Tailândia e Tomé-Açu. O plantio próprio gera 1.200 empregos diretos. Em 2015, na conclusão do projeto, pelo menos seis mil trabalhadores estarão envolvidos nas atividades agroindustriais. Os agricultores familiares são a principal força de trabalho utilizada nessa atividade, segundo dados do projeto. O superintendente Djalma Mello afirmou que o empreendimento é fundamental para aumentar o PIB regional e intermediou junto ao Banco da Amazônia para buscar a parceria para alavancar uma terceira fonte de fomento, pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). O presidente da Petrobrás Biocombustível, Alberto Fontes, ressaltou que o projeto terá uma unidade industrial em Portugal, que abastecerá ainda parte da Espanha, que será alimentado com a produção de óleo de palma do Estado do Pará. “Este é um projeto de grande importância para o desenvolvimento regional e social e que também estimula o empresariado local. E a parceria com a Sudam é fundamental para torná-lo irreversível. É uma grande vitória”, comemorou ele. O presidente da GALP Energia Brasil, Ricardo Peixoto, afirmou que o grupo está trabalhando com os fundos da União Europeia para trazer recursos para o Brasil e afirmou que a perspectiva, nos próximos três anos, é de “um crescimento brutal”. Ele anunciou que em maio haverá uma reunião em Brasília com os governadores dos Estados em que a empresa está presente, para apresentar o portfólio da empresa e o seu balanço. “Só com parceiros dignos podemos aplicar esses recursos de modo favorável a nós e ao Brasil”, afirmou Peixoto. Afirmou, ainda, que será instalado um centro de pesquisa para dar suporte ao trabalho da empresa.

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AMAM

ASSOCIÇÃO DOS MUNICÍPIOS DO ARQUIPÉLAGO DO MARAJÓ

A mesa oficial da abertura do Fórum Marajó sustentável, na Estação das Docas

Fórum Marajó Sustentável

defende esforço coletivo pela região Fotos Fernando Nobre e Sidney Oliveira/Ag. Pará, Nonato Silva/Imagens 2.8.com e Celso Roberto Abreu

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Fórum Marajó Sustentável, realizado recentemente, no teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, abriu oficialmente as comemorações pelo 20 anos da Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó (Amam). Convidado para o evento, o governador Simão Jatene destacou o empenho das prefeituras locais para buscar o fortalecimento da região e também confirmou que o Terminal Hidroviário de Belém vai atender de forma prioritária a população ribeirinha e as linhas de embarcaçòes que atendem o arquipélago. “A entrega do novo terminal é uma das etapas desse processo, afinal essa obra vai atender a população que mais precisa, que é aquela que utiliza os nossos rios como principal meio de transporte. O outro lado da questão diz respeito ao fortalecimento da rede de portos hidroviários no Marajó e aumento as linhas que antendem a região”, destacou Simão Jatene. Para o vice-governador Helenilson Pontes, o grande desafio da Ilha do Marajó é 34

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fazer com que o Brasil e o mundo o reconheçam como um grande prestador de serviços ambientais em escala mundial, com as devidas compensações financeiras e o repasse de fundos que possam levar mais dignidade à população do maior arquipélago marítimo

fluvial do planeta. Na oportunidade, Helenilson Pontes citou o Projeto de Lei nº 792/ 2007, do deputado Anselmo de Jesus, que garante o pagamento ou a compensação por serviços com o objetivo de transferir recursos, monetários ou

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não, àqueles que voluntariamente ajudam a conservar ou a produzir esses serviços. Helenilson lembrou que o Marajó é uma grande reserva ambiental em que a população é privada de melhores condições sociais. “A solução é enfrentar as grandes causas do arquipélago com a união de todas as forças políticas do Marajó, para trazer dignidade aos 500 mil habitantes da região, dos quais a metade está abaixo da linha da pobreza”. Para o vice-governador, a situação do Marajó é uma síntese da insuficiência do Pacto Federativo Brasileiro e “do modelo fiscal injusto, em que a União fica com 70% da receita fiscal e empobrece cada vez mais Estados e municípios, que não recebem serviços públicos de qualidade, como saúde e educação”, ressaltou. No final do evento, 50 personalidades foram agraciadas com a Honra do Mérito Vereador Otávio da Silva, de Soure, o prefeito de Portel, Paulo Ferreira e a Vice-prefeita de Breves, Arsinoé

Marajoara, entre elas o governador Simão Jatene e seu vice Helenilson Pontes. Durante a entrega, que homenageou ainda professores, poetas, vaqueiros, comunicadores, empresários e artesãos, entre outros, o jovem Wiveson Feitosa Rocha, de 12 anos, músico da banda da Escola Pedro Pacheco, de Melgaço, emocionou os presentes no teatro Maria Sylvia Nunes ao executar um trecho do Hino do Pará, cantado pelos presentes. Jatene elogiou a iniciativa e a demonstração de amor e orgulho do marajoara por sua terra. “O Marajó sintetiza bem o desafio de ser Pará. É claro que o governo tem feito um esforço, mas é preciso que as ações sejam conjuntas. Nossas diferenças não podem jamais ser maiores que o nosso esforço coletivo por uma sociedade mais justa. As homenagens aos homens e mulheres que constroem, de forma anônima e cotidiana-

Simão Jatene entrega Honra do Mérito Marajoara para o ex-governador Alacid Nunes Prefeito de Afuá e Albertinho Leão

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No final do evento, 50 personalidades foram agraciadas com a Honra do Mérito Marajoara

Consuelo Castro, prefeita de Ponta de Pedras e presidente da AMAM, organizadora do Fórum Marajó Sustentável O governador recebe Honra do Mérito Marajoara das mãos da presidente da Amam, Consuelo Castro

mente, o Marajó são absolutamente válidas e representam bem esse compromisso de toda sociedade. Por isso, divido essa homenagem que recebo com absolutamente todos os paraenses, pois são eles os verdadeiros responsáveis pelas ações do Estado”, disse o governador. Segundo a presidente da Amam, a prefeita de Ponta de Pedras, Consuelo Castro, o evento buscou parcerias com diferentes órgãos

das três esferas do poder público e da sociedade civil para efetivar a implementação de um modelo de desenvolvimento sustentável para o arquipélago. “Queremos buscar um novo modelo de gestão para o poder público marajoara, que leve em conta as nossas complexidades e a nossa diversidade, e busque desenvolvimento, infraestrutura, geração de emprego e renda e melhor condição de vida para o povo marajoara”, frisou.

O governador Simão Jatene entrega Honra do Mérito Marajoara ao escritor Jurandir Siqueira

Durante o evento da Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó

Wiveson Feitosa, de 12 anos, músico da banda da Escola Pedro Pacheco, de Melgaço, emocionou os presentes ao executar um trecho do Hino do Pará 36

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Eu, Família e Trabalho

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Texto Carlos Wizard Martins*

ivemos sem tempo. Reclamamos da correria do dia a dia. Parece que estamos numa constante maratona contra o relógio disputando espaços entre o ambiente de trabalho, a família, lazer e outras atividades. Embora o discurso vigente seja a valorização das pessoas e humanização do trabalho, a prática (infelizmente) tem demonstrado o contrário: muitos relatam que a cada dia está mais di�ícil conciliar todas suas atividades. A pressão parece aumentar constantemente! Pressão pela redução dos custos, maximização dos lucros, maiores resultados, aquisição de novos conhecimentos, mais tempo para si mesmo. Resumindo: pressão, pressão e mais pressão. E isso acaba afetando seu equilíbrio entre as atividades pessoais, pro�issionais e familiares. O cerne da questão é que quem de�ine as prioridades de vida e aceita certos tipos de cobranças somos nós mesmos. O equilíbrio começa quando identi�icamos o que é mais importante e, então, conseguimos conscien-

A família deve estar em primeiro lugar

temente dizer “não” para boas atividades e passamos a administrar o tempo fundamentado naquilo que é essencial, harmonizando o todo e deixando de lado algumas “boas coisas” que gostaríamos de fazer. Por exemplo, se você se dedica totalmente à empresa em detrimento da família; depois de algum tempo ela poderá lhe demitir, porque você não servir mais aos interesses comerciais. Aí você volta para casa e observa o estrago que a sua ausência causou: �ilhos desorientados que cresceram longe do pai (ou da mãe) e cheios de problemas e carências, às vezes uma família sem direção e perspectivas. Fazendo uma breve retrospectiva, você se lembra quando saía cedo para trabalhar e o seu �ilho ainda estava dormindo e ao voltar ele já tinha adormecido novamente? Será que você se recorda quando ele deu o primeiro chute no futebol ou quando sua �ilha fez sua primeira apresentação de balé? Onde você estava? Trabalhando? Aí você poderia dizer: - Mas eu trabalho justamente para dar conforto aos meus �ilhos! Acredito que essa seja a lógica comumente utilizada para justi�icar nossa ausência excessiva. No entanto, a família é muito mais importante do que a empresa. Se não der para conciliar os dois objetivos (ambos com qualidade), a família deve estar em primeiro lugar. O que estou dizendo é: trabalhe, porém sem comprometer a integridade familiar. Por isso “curta” seus �ilhos, ame a sua esposa, esteja mais presente... viva melhor! Em minha busca pelo equilíbrio, procurei na medida do possível dedicar tempo aos meus �ilhos individualmente e procurei

dividir as responsabilidades familiares com minha esposa. Isso fez grande diferença em minha trajetória pessoal e pro�issional. Eis, um lição importante que aprendi: a sua família precisa mais de você do que do seu dinheiro. No livro “Desperte o Milionário que Há em Você”, apresento uma sequência de sete regras de ouro para quem busca a prosperidade, mas elas não se limitam a questões �inanceiras. Estes segredos abordam a prosperidade sob um aspecto mais amplo: envolve o desenvolvimento pessoal, a quali�icação acadêmica, o equilíbrio familiar, a relação entre o trabalho e a vida pessoal e até mesmo abordo a questão do individuo ter uma aproximação com sua fonte divina, ou seja, com Deus. Porque se a pessoa não tem fé, uma plataforma para se sustentar, o sucesso poderá ser temporário e passageiro. Sendo assim, o equilíbrio em todas essas áreas é fundamental para a pessoa alcançar o sucesso contínuo e perpetuá-lo uma vez já obtido. É fácil alcançar este grau de equilíbrio? Certamente que não. Concordo que talvez este seja um dos maiores desa�ios que você enfrentará. Porém o desejo para alcançar este objetivo deve ser a mola propulsora que o levará a vitória. Planeje-se! Estabeleça prioridades. Aprender a dizer não. A�inal, sua família é sua maior fortuna e é de onde �luirá sua maior felicidade nesta existência. (*) Palestrante especializado em gestão empresarial e autor dos livros “Desperte o milionário que há em você” e “Meu presente mais valioso”

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Computadores reconhecem 20

expressões faciais diferentes “Chegamos a uma forte coerência entre como as pessoas mexem os músculos faciais para expressar 20 categorias de emoções”, disse pesquisador

C

Fotos Aleix M. Martinez

ientistas norte-americanos conseguiram encontrar uma forma para que computadores possam reconhecer 20 expressões faciais diferentes e complexas - uma descoberta vista como inovadora para a área de

Volta as aulas Material de escritório Papelaria em geral Brinquedos educativos

estudos cognitivos. Uma equipe da universidade estatal de Ohio, norte dos Estados Unidos, criou uma maneira para que os computadores estabeleçam claramente mais do que o triplo das expressões faciais que conseguem identificar atualmente. “Fomos além das expressões faciais, a

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emoções simples como ‘feliz’ ou ‘triste’. Chegamos a uma forte coerência entre como as pessoas mexem os músculos faciais para expressar 20 categorias de emoções”, disse Aleix Martínez, pesquisador da área cognitiva e professor de engenharia elétrica e informática da Ohio State University. “Isto é simplesmente impressionante. A

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Vinte expressões faciais de categorias de base e compostos de emoções. Da esquerda para a direita e de cima para baixo, estas categorias correspondem a: feliz, triste, com medo, com raiva, surpresa, nojo, feliz surpresa, felizmente enojado, triste com medo, com raiva, infelizmente, infelizmente surpreso, triste revoltado, com medo com raiva, com medo surpreso, terrivelmente revoltado, com raiva surpreendido, com raiva revoltado, enojado surpreso, ódio e reverente

descoberta nos diz que estas 20 emoções se expressam da mesma maneira em quase todas as pessoas, pelo menos em nossa cul-

tura [ocidental]”, explicou Martínez. A pesquisa, divulgada na última edição das Atas da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS), pode ajudar futuramente no diagnóstico e tratamento de doenças mentais como o autismo e o transtorno de estresse pós-traumático. Até o momento, os cientistas cognitivos limitaram seus estudos para o segmento de emoções básicas: feliz, triste, amedrontado, enojado, surpreso e desapontado. Com os resultados obtidos nesta pesquisa, será possível aumentar consideravelmente a gama de emoções detectáveis após fotografar as respostas de 230 voluntários a estímulos verbais como: “você acaba de saber uma notícia inesperada” (“felizmente surpreendido”), ou “está fedendo” (“enojado”). Uma observação das 5 mil imagens resultantes permitiu aos investigadores identificar variações diferentes em certos músculos faciais, como os cantos da boca ou ao redor da sobrancelha. Os pesquisadores estudaram minuciosamente os dados do sistema Facial Action Coding System (FACS), uma ferramenta comumente utilizada na análise da linguagem corporal, buscando semelhanças e diferenças nas expressões. Assim, 20 emoções puderam ser detectadas: as seis emoções básicas, mais “emoções compostas” que eram uma combinação des-

A melhor comida caseira da cidade

Feliz surpresa! Pessoas usam expressões faciais mais do que o pensamento

tas. Por exemplo, “felizmente surpreendido” foi uma reação de alguém que recebe boas notícias inesperadas. Os cientistas conseguiram identificar essa emoção a partir da análise de expressões de contentamento - um esboço de sorriso - e surpresa, que fazia com que os participantes abrissem muitos os olhos e deixassem a boca aberta. Em 93% dos casos, os participantes refletiram a emoção de “felizmente surpreendido” como uma mistura das reações de “feliz” e “surpreso”.

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Espelho reflete qualquer careta num sorriso

Realidade virtual coloca a cara mais carrancuda sorrindo

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nvestigadores da Universidade de Tóquio desenvolveram um espelho controlado por computador que consegue pôr qualquer pessoa sorrindo. Dizem eles que basta um leve toque na imagem, e as pessoas, que até estavam mal dispostas ou chateadas, enchem-se de boas emoções, de bons feelings,.. E tudo graças ao espelho. Espelho, espelho meu... Este espelho é capaz de pôr um sorriso

O sistema também poderá ser usado para ajudar pessoas com depressão

na cara mais carrancuda, e isso pode ajudar a melhorar de fato o humor. É uma alteração sutil, mas é quanto baste, garante o Professor Hirose, que é um dos maiores especialistas do Japão em realidade virtual. “O computador altera a sua expressão facial e mostra a cara aqui, tornando-a mais sorridente, ou mais fazendo uma careta, do que seria habitual. Descobrimos que se as pessoas se virem com uma cara mais alegre, ao darem por si a sorrir ficam de fato mais bem-dispostas”, justifica Michitaka Hirose, professor desta Universidade. Uma câmara ligada ao aparelho deteta e regista o rosto do utilizador. A imagem é mostrada num ecrã fazendo as vezes de um espelho. Não é um reflexo verdadeiro; é uma imagem “ao vivo”, gerada por um computador, em tempo real, com um software capaz de transformar as expressões faciais. Chamaram-lhe “espelho de reflexo incendiário”. Hirose diz que foi um passo no controlo artificial das emoções, numa área completamente inexplorada. Até agora, a realidade virtual tem-se ocupado apenas com objetos físicos, reproduzindo o mundo físico. Mas também há um mundo mental, certo? Se conseguirmos analisar devidamente sentimentos como a tristeza ou a alegria, conseguiremos trazer uma dimensão emocional à realidade virtu-

al. E se fizermos isso, a investigação entrará numa fase absolutamente revolucionária. Por enquanto os investigadores andam à procura de aplicações práticas para esta tecnologia de alteração facial. “Tentámos usar isto numa videoconferência, e pusemos sorrisos na cara de toda a gente. Descobrimos que a produtividade da reunião subiu como uma flecha”, conta Hirose. Os investigadores acreditam que o sistema também poderá ser usado para ajudar pessoas com depressão, ou para influenciar os consumidores nas lojas, se for instalado por exemplo nos provadores de roupa.

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Comunicação, onde menos é mais Comunicação: ciência, arte ou magia?

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Texto Ivan Postigo*

homem distraído é impactado, atento, transformado. Quando perguntaram a Michelangelo sobre sua genialidade por ter criado Pietá, ele respondeu: - Estava tudo lá, apenas retirei o excesso. A arte na comunicação estava em esculpi-la, a magia, vê-la na pedra bruta! Cada momento uma surpresa, assim nos comunicamos com traços, cores, movimentos, sons e palavras. Aceitos, aplaudidos, reverenciados, vaiados, odiados. Ora, nos comunicamos... Rebuscados, clássicos, pop... Ver, tocar, cheirar, ouvir, experimentar. Pimenta! Hum, vermelha, nesse tom? Não precisa dizer, arde! Desse tamanho, feito de ferro? Pesa! Uma flauta? Ah, doce som... Não precisa nem tocar, vê-la é ouvi-la! E as palavras?

A arte na comunicação estava em esculpi-la

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Que poder possuem! Ditas, lidas, imaginadas... Poucas, contam longas histórias. Da arte de fazer do menos mais, encontramos os microcontos. Um “achado” para o twitter, com sua limitação de 140 caracteres. Um extraordinário recurso para o apressado mundo globalizado. Augusto Monterroso é considerado autor do mais famoso microconto, escrito com apenas trinta e sete letras: O Dinossauro Quando acordou o dinossauro ainda estava lá. E que tal Franz Kafka? Há uma anotação em seu diário, feita em 1914, de exatas 52 letras: “2 de agosto: a Alemanha declarou guerra à Rússia. Natação à tarde.” Uma descrição do dia, sem delongas. Já em 1906, o Frances Félix Fénéon, escrevia seus microntos, hoje no seu livro Nouvelles em trois lignes. O sr. Frachet, de Lyon, mordido por um cachorrinho, e considerado são, quis morder sua mulher e morreu de raiva. Ernest Hemingway também deu sua contribuição. Vende-se: sapatos de bebê, sem uso. Quase sem palavras para apresentar Lygia Fagundes Teles! Fui me confessar ao mar. O que ele disse: nada. Gravando nosso vídeo “Estratégia ou táticaA busca pelo início do circulo”, achávamos o texto longo e não víamos como reduzi-lo naquele momento. Quando tratávamos de uma passagem sobre a guerra de Tróia, comentamos que, sobre Helena, pivô do conflito, pouco se falava na história. Então, por sua mencionada beleza, surgiu nosso microconto; Helena A viu, amou, casou! Entusiasmados, rimos e dissemos , vamos criar! Façamos um conto sobre ontem... Ontem

E as palavras? Que poder possuem

Chovia... Que tal sobre sucesso, já esse é nosso negócio. Sucesso Com trabalho, sucedeu! Nossa! E sobre fracasso? Fracasso Sem dinheiro, faliu. Será que conseguimos criar um sobre mistério? A dama Desconhecida, logo que chegou, morreu. Que belo exercício, voltamos, reduzimos nosso texto e gravamos. Dividindo as tarefas, multiplicamos os resultados. O material ficou interessante, aprendemos um pouco mais, um com o outro e que a magia na comunicação se dá quando o menos é mais! (*) Diretor de Gestão Empresarial

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Estava tudo lá, apenas retirei o excesso

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