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Revista

Parรก+ MAIO 2014

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ISSN 16776968

   



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Revista

N E STA E D I Ç ĂƒO EDIĂ‡ĂƒO 147 - MAIO/2014

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Financial Times aponta ParĂĄ como quarto melhor estado brasileiro em oportunidade...

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TCM-PA ajuda estudantes a formar ConsciĂŞncia CidadĂŁ

PUBLICAĂ‡ĂƒO

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Inauguração do Complexo Portuårio no Parå

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ParĂĄ e Portugal unidos pela histĂłria

Cem anos de relaçþes comerciais unem o Parå a Portugal

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ParĂĄ+

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MAIS WWW.PARA

BELÉM-PARĂ

MAIO 2014

EDIĂ‡ĂƒO 147

CulinĂĄria Portuguesa

Em pouquĂ­ssimo tempo teremos um...

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A Padaria Portuguesa: a tradição reinventada 10 Dicas para o empreendedor que deseja criar uma Startup

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Admiradores do espĂ­rito humano

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Comportamento dos jovens brasileiros Os adultos estĂŁo obsoletos

Foto-montagem do Ver-o-Peso, em pintura como azulejos portugueses. Foto de Celso Roberto Abreu

FAVOR POR

CIC

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Petrobras BiocombustĂ­vel e o Projeto BelĂŠm

  

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Empresa japonesa lança aplicação para crianças a partir de um ano

  

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Grêmio Literårio Português, cultura e tradição que vem do velho mundo

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* Os artigos assinados sĂŁo de inteira responsabilidade de seus autores.



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DIRETOR: Rodrigo HĂźhn; EDITOR: Ronaldo Gilberto HĂźhn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo HĂźhn; DISTRIBUIĂ‡ĂƒO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAĂ‡ĂƒO: Ronaldo G. HĂźhn; COLABORADORES*: Ana Claudina Santos DRT 1310; FOTOGRAFIAS: Arquivo IPHAN, Arquivo Biblioteca GrĂŞmio LiterĂĄrio PortuguĂŞs, Arquivo ParĂĄ+, Arquivo TAP, Ascom Fiepa, Augusto Castro, FĂĄbio Costa/Ag.ParĂĄ, Divulgação, Marcelo Camargo/ Ag.Brasil, Paula Calu Rodrigues, Patricia UchĂ´a, Roberto Stuckert Filho/PR, Tarso Sarraf, Wellington Melo; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAĂ‡ĂƒO GRĂ FICA: Editora CĂ­rios

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A arquitetura portuguesa que atravessou o oceano

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Ă?NDICE

ISSN 1677

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BenemĂŠrita Sociedade Beneficente do ParĂĄ, 160 anos de histĂłria

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA C�RIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 BelÊm-Parå-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

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CerimĂ´nia de entrega de 32 mĂĄquinas a municĂ­pios do estado do ParĂĄ

I LE ESTA REV

PA-538

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Cerimônia de entrega de 32 máquinas a municípios do estado do Pará Fotos Fábio Costa/ Ag. Pará e Roberto Stuckert Filho/PR

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pós a inauguração do porto em Barcarena, já no início da tarde e uma chuva fina a presidente Dilma Rousseff fez a entrega de motoniveladoras destinadas à agricultura familiar em 32 municípios paraenses, para uma plateia formada por prefeitos que vieram a Belém receber máquinas para a agricultura familiar, no Parque de Exposições do Entroncamento. Teve a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto e do vice-governador Helenilson Pontes representando o governador Simão Jatene na entrega do maquinário em um investimento do governo federal superior a R$ 13 milhões. As motoniveladoras se somam a outros 283 equipamentos já entregues às prefeituras do Pará, totalizando aporte de R$ 73,5 milhões feito pelo governo federal no Estado. Os repasses, feitos na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), vão reestruturar estradas do Estado e facilitar o trânsito de moradores rurais. As chaves foram entregues aos prefeitos pela presidenta Dilma Roussef, pelo vice-governador Helenilson Pontes e pelo miO ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, na entrega dos equipamentos, que fazem parte dos investimentos do PAC 2

Durante cerimônia de entrega de 32 máquinas a municípios do estado do Pará

nistro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto. Dilma Roussef explicou que, ao todo, 315 equipamentos foram destinados ao Pará durante todo o programa (109 retroescavadeiras, 103 motoniveladoras e 103 caminhões-caçamba), em um total de 109 municípios contemplados e mais de R$ 87 milhões investidos. As motoniveladoras vão incrementar o trabalho iniciado por outros dois equipamentos já doados: retroescavadeiras e caminhõescaçamba. O ministro destacou a política do governo federal de fortalecimento do municipalismo no Brasil. Ele disse ainda que, se as prefeituras fossem adquirir o equipamento, teriam de arcar com um custo de cerca de R$ 1 milhão. A prefeita do município de Belterra, Dilma Serrão, comentou que o município, que fica no Baixo Amazonas, tem cerca de 800 quilômetros de vicinais para recuperar por ano, e que os equipamentos recebidos irão beneficiar tanto a população urbana quanto a rural.

A presidenta Dilma Roussef, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto e o vice-governador Helenilson Pontes na entrega dos equipamentos, no Parque de Exposições do Entroncamento

As motoniveladoras, que vão atender 32 municípios paraenses, representam um investimento do governo federal superior a R$ 13 milhões www.paramais.com.br

Cerimônia de entrega de 32 máquinas a municípios do estado do Pará.indd 5

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Financial Times aponta Pará como quarto melhor estado brasileiro em oportunidade de investimentos REGIONS SOUTH AMERICAN STATES OF THE FUTURE

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ma pesquisa internacional que faz uma análise do clima de investimento das empresas em diversos setores comprova o potencial de crescimento em infraestrutura do Estado do Pará. Duzentos e trinta e sete estados foram avaliados. No ranking mais atual, divulgado em abril deste ano e publicado pela fDi Magazine, o Pará foi considerado o sexto melhor Estado na América do Sul na categoria infraestrutura e o quarto melhor do Brasil como Estado do Futuro, na perspectiva 2014-2015, segundo a revista Financial Times Magazine, uma revista britânica especializada em identificar oportunidades de investimento no mundo. Para tal resultado, foi avaliada a infraestrutura paraense, os incentivos e as capacidades das cidades e regiões para atrair futuros investimentos para o interior. Vinte e um itens serviram de base para a avaliação na categoria infraestrutura, como a performance logística, a localização estratégica em relação aos principais mercados globais e a presença dos principais modais (ferroviário, hidroviário, rodoviário e aeroviário). Durante o 4º Seminário de Atração de Investimentos da RENAI (Rede Nacional de Informações sobre Investimento, que é de coordenação do MDIC), realizado em fevereiro deste ano, a Secretaria de Indús-

South American States of the Future 2014/15 A

Para a

s Brazil prepares to host the FIFA Potential and second of all major South AmeriFootball World Cup later this year and can states in the Infrastructure category. The the Olympic Games in 2016, the coun- location also ranked second in the qualitative try is attracting the attention of investors. In FDI Strategy category, in part thanks to its creafDi’s inaugural ranking of the South American tion and implementation of a subsea cluster, States of the Future, Brazilian states stood “which intends to attract and support the out in the overall top five, claiming two places development of subsea suppliers and subsea in the list. equipment manufacturers for the oil and gas São Paulo topped the leaderboard and also sector, since Rio represents more than 80% of placed first in terms of its economic potential. Brazil’s production of oil and 40% of natural The state is a huge recipient of FDI in the gas”, according to state officials. region, receiving 20.38% of all of South America’s FDI between January 2008 and December Small and spirited 2013, according to data from greenfield FDI Argentina’s Buenos Aires Autonomous City monitor fDi Markets. ranked first of all large South American states, São Paulo also placed second in the catego- topping the large category tables Economic ries of Human Capital and Business Friendli- Potential, Human Capital and Business ness. This, coupled with its first place ranking Friendliness. The state’s low unemployment in the only subjective category, FDI Strategy, rate and high GDP, as well as the high number titular da Seicom, Maria Amélia Enriquez, marked a strong performance for South Ameri- of jobs created by foreign companies and its a pesquisa vem coroar trabalho sério level of education enrolment, ca’s most populous state. In termsum of the FDI increased Strategy category, judges pelo were impressed withdoensured its high standing in the tables. desenvolvido Governo Estado the location’s numerous public-private infraThe Chilean state of Antofagasta ranked structure projects, which will increase rail, air, first of South America’s mid-sized states. The power and water connectivity to the city. state has a huge mining sector, which “São Paulo state is considered the engine of accounted for it being the fourth largest recipithe Brazilian economy,” says the chief executive ent state in the region for FDI per 100,000 peoof investment promotion agency Investe São ple. Job creation through FDI peaked in 2011, Paulo. “Occupying 3% of the national territory, according to fDi Markets, when 10,649 jobs it represents 22% of the country’s population were created over six projects, four of which [42 million people] and 33% of Brazil’s GDP.” were in the mining sector. Another Chilean state, Atacama, ranked Chile’s winners first of all small locations, as well as placing Metropolitana de Santiago was the highest first of all small states in the Economic Potenranking Chilean state, achieving second place tial category, thanks in part to Chile’s low inflaoverall. Chile’s most populous state also ranked tion rate and the state’s high GDP per capita. second place in the Economic Potential cateAs Brazil’s two big FDI players, São Paulo and gory, as well as placing first of all major South Rio de Janeiro, prepare for their time in the interAmerican states in the Cost Effectiveness cate- national spotlight, will these locations hold their gory and third of all major states in the places in the 2016/17 rankings? Or will states Infrastructure category, thanks in part to the such as Metropolitana de Santiago, with its riscountry’s excellent logistics networks and ing FDI levels, surge ahead? Chile’s economy is internet connectivity. growing year on year. With 2014 growth set to Brazilian state Rio de Janeiro placed third in reach 3.75% to 4.75% and with three of the top 10 the ranking – also ranking third for Economic places in this ranking, only time will tell.

tria Comércio e Mineração (Seicom) foi provocada a apresentar o Pará como potencial estado para concorrer ao ranking de melhores perspectivas de investimento do continente sul-americano. Em abril o re-

April/May 2014

www.fDiIntelligence.com

sultado foi divulgado na edição mais recente, chamada “South American States of the Future 2014/15”, baseada principalmente no desenvolvimento da economia, negócios em expansão, custos, infraestrutura e incentivos fiscais. Para Lucélia Guedes, diretora de Desenvolvimento da Indústria e Atração de Investimento da Seicom, continuar investindo em infraestrutura é primordial para o desenvolvimento do estado. “É muito importante se considerar o que o desenvolvimento da infraestrutura pode gerar de novos investimentos no estado e comércio exterior. Não é possível você investir sem ter um ambiente de negócios favorável. Com a infraestrutura logística viabilizada e competitiva é possível atrair muito mais investimentos”. A titular da Seicom, Maria Amélia Enriquez, comentou o resultado da pesquisa: “Esse é o coroamento de um trabalho sério desenvolvido pelo Governo do Estado e uma nova perspectiva de Brasil que poderá ver no Pará uma possibilidade de um eixo logístico diferenciado. Todos os investimentos na logística, na infraestrutura, 29 na hidreleTOP 10 MAJOR SOUTH AMERICAN STATES – INFRASTRUCTURE

Foram avaliadas a infraestrutura paraense, os incentivos e as capacidades das cidades e regiões para atrair futuros investimentos 06

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RANK STATE

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Argentina Brazil Chile Brazil Brazil Brazil Brazil Brazil Brazil Colombia

Buenos Aires Province Rio de Janeiro Metropolitana de Santiago São Paulo Bahia Pará Pernambuco Rio Grande do Sul Paraná Antioquia

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Buenos Valparais Bío Bío Los Lago Rio de Ja Metropo Coquimb Aysén de Ibáñez d São Paul Libertad O’Higgin

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TOP 10 LARG INFRASTRUCT

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Os investimentos na logística e infraestrutura abrem os olhos dos investidores nacionais e internacionais

tricidade, nos grandes empreendimentos da área mineral e do agronegócio abrem os olhos dos investidores nacionais e internacionais para as oportunidades de negócios que estão acontecendo no Pará. Isso não é um cenário especulativo, é algo que está acontecendo de fato e que vai ganhar intensidade e velocidade nos próximos anos”, conclui.

Vinte e um itens serviram de base para a avaliação na categoria infraestrutura, como a presença dos principais modais

Ranking publicado pela fDi Magazine: TOP 10 MAJOR SOUTH AMERICAN STATES – INFRASTRUCTURE RANK STATE COUNTRY 1 Buenos Aires Province (Argentina) 2 Rio de Janeiro (Brazil) 3 Metropolitana de Santiago (Chile) 4 São Paulo (Brazil) 5 Bahia (Brazil) 6 Pará (Brazil) 7 Pernambuco (Brazil) 8 Rio Grande do Sul (Brazil) 9 Paraná (Brazil) 10 Antioquia (Colombia)

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Complexo portuário Miritituba-Barcarena

Inauguração do Complexo

Portuário no Pará

Complexo portuário estabelece uma nova rota de exportação de grãos pelo Norte do Brasil

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Inauguração do Complexo Portuário no Pará.indd 8

m visita ao Pará, a presidente Dilma Rousseff participou de inauguração de Complexo Portuário no Pará que promete estabelecer uma nova rota de exportação de grãos no Brasil. Fruto de investimento privado, a obra do Complexo Portuário Miritituba-Barcarena vai atuar como alternativa aos portos do Sul e Sudeste do país para a produção de soja do Centro-Oeste, que exportam para mercados dos continentes asiático e europeu. A capacidade de escoamento de carga é de até 2,5 milhões de toneladas de grãos por ano. O complexo portuário Miritituba-Barcarena, da Bunge, é composto da Estação de Transbordo, em Miritituba, e do Terminal Portuário Fronteira Norte (Terfron), em Barcarena. A partir de agora, os grãos das maiores regiões produtoras seguirão por caminhão pela BR-163 até a estação de transbordo de Miritituba, no oeste do Pará, percorrendo uma distância de 1.100 quilômetros. No terminal, a carga será colocada em www.paramais.com.br

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barcaças que irão navegar o rio Tapajós , passarão pelo estreito de Breves e chegarão ao Terfron, em Vila do Conde, Barcarena, um percurso de 1.000 quilômetros realizado em aproximadamente três dias. No Terfron, a carga será armazenada para posterior embarque em navios graneleiros rumo ao exterior. Pedro Parente, presidente e CEO da Bunge Brasil, o investimento permitirá transformar e alavancar o desenvolvimento no norte do país. “É um novo paradigma para os produtores brasileiros. Ao invés de escoar a produção de Mato Grosso pelo Sudeste do país, vamos estar escoando pelo Norte, muito mais próximo dos portos de destino, como Europa e China”, declarou. De acordo com o gerente de operações portuárias do Terfron, João Felipe Folquening, o complexo também contribui para a sustentabilidade ao privilegiar o modal hidroviário. “A grande novidade desse projeto é desafogar a logística rodoviária que hoje sai do Mato Grosso até o Sul/Sudeste do país, via rodovia e caminhões, e trazer esses caminhões subindo até Itaituba pela BR-163 e fazendo o transbordo da soja e do milho para as barcaças, descendo o Rio Tapajós até Barcarena. Então, o transporte hidroviário é um transporte muito mais sustentável e eficiente no transporte de grãos”, afirmou.

Presidenta Dilma inaugura Porto em Barcarena que abre nova rota de escoamento de grãos no Pará A Presidenta na inauguração do Complexo

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TCM-PA ajuda estudantes a formar Consciência Cidadã Os estudantes fizeram redações sobre a experiência que tiveram ao visitar o TCM

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Fotos Augusto Castro e Wellington Melo

evar conhecimento a quem precisa usá-lo como instrumento de transformação de suas vidas, para construir um futuro melhor e concretizar sonhos. Esse é o objetivo que mobiliza conselheiros, auditores, diretores e outros servidores do Tribunal de Contas dos Municípios ao realizar o projeto “TCM de Portas Abertas”, através do qual 45 estudantes da Escola Estadual de Ensino Médio e Fundamental “Augusto Montenegro” visitaram as instalações do Tribunal, oportunidade em que assistiram ao vídeo sobre o que é e como funciona o TCM-PA. Os estudantes visitaram também a sede do Ministério Publico de Contas dos Municípios do Pará (MPCM-PA). No Plenário do TCM os estudantes receberam as boas vindas do presidente José Carlos Araújo, que enfatizou a importância da sociedade exercer o controle social, ajudando o Tribunal a fiscalizar a aplicação dos recursos públicos em benefício de cada cidadão. Os conselheiros do TCM-PA elogiaram a realização do projeto e o interesse dos estudantes em participar. 10

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A conselheira vice-presidente Mara Lúcia destacou que a formação do cidadão deve começar logo cedo e que é muito importante que a sociedade esteja próxima do Tribunal. O conselheiro corregedor Cezar Colares enfatizou que a sociedade é que tem o papel primordial de exercer o controle da aplicação dos recursos públicos, e sua ajuda é de importância fundamental para o Tribunal. Após dizer aos estudantes que o Tribunal Os estudantes foram recebidos pelas auditoras Adriana Oliveira e Márcia Costa, e pelo diretor adjunto de Apoio aos Municípios Cleber Mesquita

era uma extensão da casa deles, o conselheiro Aloísio Chaves confessou que de todos os títulos que conquistou, o de professor é o que lhe dá maior orgulho. E como tal, deu uma verdadeira aula sobre o TCM-PA, destacando que além da missão constitucional de fiscalizar, o órgão desenvolve outra missão igualmente ou mais importante, que é a de orientar jurisdicionados e sociedade, para que, na sua origem, o dinheiro público seja usado de forma correta. “O município é o local onde está mais arraigado o direito da cidadania. E esse direito envolve todos os aspectos da vida do cidadão. É onde o gestor está mais próximo do povo. E nós aqui orientamos os gestores e vereadores sobre como agir em benefício do povo”, explicou Aloísio Chaves. A procuradora-Geral do MPCM Elisabeth Massoud Salame da Silva parabenizou o presidente José Carlos pela iniciativa, deu as boas vindas aos estudantes e disse que o TCM e o MPCM-PA estão sempre de portas abertas para esclarecer os cidadãos.

Palestra

Inicialmente os estudantes foram recebidos pelas auditoras Adriana Oliveira e Márcia Costa, e pelo diretor adjunto de Apoio aos Municípios Cleber Mesquita, que ressaltaram a importância dos estudantes exerci-

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tarem a cidadania desde cedo, como forma de garantir seus direitos. Eles explicaram que exercer o controle social no dia a dia é a maneira mais eficaz de garantir que os recursos públicos serão usados corretamente em benefício da população. Mais que noções de cidadania, Adriana, Márcia e Cleber plantaram a semente da esperança de um futuro melhor para os estudantes, que ficaram com a certeza de que nada é inalcançável. “Um dia, qualquer um de vocês pode ser um juiz, um médico ou o que estabelecerem como meta em suas vidas”, afirmou Cleber Mesquita. Os estudantes fizeram redações sobre a experiência que tiveram ao visitar o TCMPA. Os cinco primeiros classificados serão premiados. Os brindes foram ofertados pelos parceiros do TCM no projeto: o Banco do Brasil doou um tablet e dois quites promo-

O conselheiro corregedor Cezar Colares enfatizou que a sociedade é que tem o papel primordial de exercer o controle da aplicação dos recursos públicos, e sua ajuda é de importância fundamental para o Tribunal www.paramais.com.br

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No Plenário do TCM os estudantes receberam as boas vindas do presidente José Carlos Araújo

cionais. A empresa Quadros Eventos ofertou um book fotográfico. O quinto prêmio será doado pelo TCM. A Associação dos Servidores do TCM-PA ofereceu o lanche servido aos estudantes. O aluno Rodrigo Sobrinho da Costa comentou que “a visita foi oportuna. Não são todos que têm a oportunidade de conhecer o TCM. Eu me senti acolhido e bem recepcionado por todos.” O aluno Adriano Bensabá ressaltou que “a visita foi muito boa, enxerguei o TCM com outros olhos e aprendi muito. Passava na frente e não sabia o que era o TCM.” Para a aluna Renata Martins da Costa “a visita foi muito boa, pois tive uma nova visão desse lugar, algo que não imaginava antes.” Os estudantes foram acompanhados pelo diretor José Carlos Martins Cardoso, pela coordenadora Lorilene Araújo Benjamin, e pela professora de Arte Kátia Regina Pamplona. Visitando instalações do Tribunal…

O conselheiro Aloísio Chaves enfatizou que além da missão constitucional de fiscalizar, o órgão desenvolve outra missão igualmente ou mais importante, que é a de orientar jurisdicionados e sociedade, para que, na sua origem, o dinheiro público seja usado de forma correta Pará+

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O presidente do TCM-PA José Carlos Araújo, conselheiro Valdecir Pascoal (TCE-PE), presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), conselheiro corregedor Cezar Colares a procuradora Geral do Ministério Público de Contas dos Municípios do Estado do Pará (MPCM) Elizabeth Massoud Salame da Silva durante o evento

TCM-PA participa

de Auditorias Coordenadas com o TCU

O

s Tribunais de Contas, entre os quais o Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará (TCM-PA), assinaram Termo de Cooperação Técnica com o Tribunal de Contas da União (TCU), para a realização de Auditorias Coordenadas de Saúde. A assinatura do Termo de Coopera-

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ção aconteceu na sede do TCU, em Brasília, onde diversos Tribunais de Contas se comprometeram a participar da realização das Auditorias Coordenadas de Saúde. Segundo o presidente do TCM-PA, conselheiro José Carlos Araújo, esse trabalho vai gerar um sumário executivo consolidado com dados nacionais, estaduais e municipais sobre a si-

O conselheiro corregedor Cezar Colares ressaltou a importância do Seminário “Cooperação Internacional e os Tribunais de Contas Brasileiros”

tuação da atenção básica à saúde no Brasil. Segundo o presidente do TCU, ministro Augusto Nardes, a parceria firmada entre o TCU e os demais Tribunais de Contas do país foi fundamental para o alcance dos resultados das Auditorias Coordenadas já realizadas nas áreas da Educação e do Meio Ambiente. Augusto Nardes destacou que o TCU não teria condições de efetuar as auditorias especiais se utilizando apenas dos seus pró-

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O ministro presidente do TCU Augusto Nardes destaca para os conselheiros Antônio Joaquim (TCE-MT) e Valdecir Pascoal (TCE-PE) a importância da participação dos Tribunais de Contas nas Auditorias Coordenadas

prios instrumentos. Disse que, nesse sentido, “a parceria com os TCs foi determinante para o resultado fantástico alcançado”. O presidente do TCU expressou o desejo de “que nos próximos anos consigamos trabalhar como nesse primeiro, com harmonia e em irmandade, para a construção de um Brasil melhor”. A Atricon contribuiu na articulação da cooperação do TCU com os Tribunais de Contas. A mesa de abertura do evento em que foi assinado o termo de cooperação foi composta pelo vice-presidente do TCU, ministro Aroldo Cedraz, pela ministra Ana Arraes e pelo ministro-substituto Augusto Sherman, bem como pelos presidentes da Audicon, ministro substituto Marcos Bemquerer, da Atricon, conselheiro Valdecir Pascoal (TCE -PE) e do IRB, conselheiro Sebastião Helvécio (TCE-MG).

A assinatura do Termo de Cooperação aconteceu na sede do TCU, em Brasília, onde diversos Tribunais de Contas se comprometeram a participar da realização das Auditorias Coordenadas de Saúde

Cooperação Internacional

Além da apresentação dos resultados das Auditorias Coordenadas de Educação e do Meio Ambiente, a programação do Seminário “Cooperação Internacional e os Tribunais de Contas Brasileiros” contou com a apresentação do diagnóstico da Avaliação de Qualidade e Agilidade do Controle Externo da Atricon. Houve também o debate acerca da iniciativa para implementação de normas internacionais de auditoria, do marco de avaliação de desempenho das Entidades Fiscalizadoras Superiores (EFS) e sobre a ferramenta IntoSAINT – instrumento de

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Segundo o presidente do TCM-PA, conselheiro José Carlos Araújo, esse trabalho vai gerar um sumário executivo consolidado com dados nacionais, estaduais e municipais sobre a situação da atenção básica à saúde no Brasil

autoavaliação das EFS. O presidente do TCM-PA José Carlos Araújo e o conselheiro corregedor Cezar Colares ressaltaram a importância do Seminário “Cooperação Internacional e os Tribunais de Contas Brasileiros”, afirmando que, cada vez mais, os Tribunais de Contas têm

o reconhecimento nacional e internacional do valor do trabalho que desenvolvem em favor da sociedade. A procuradora Geral do Ministério Público de Contas dos Municípios do Estado do Pará (MPCM) Elizabeth Massoud Salame da Silva também esteve presente ao evento. Pará+

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Pará e Portugal unidos pela história

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Fotos Divulgação

ligação entre Brasil e Portugal supera a distância. Com um oceano entre os dos países, a história criou elos de ligação que não se separam. No Pará, essa proximidade também se destaca, desde os tempos de colônia. Não é à toa que a província do Grão Pará foi a última a aderir à independência do Brasil. Desde então, paraenses e portugueses residentes no Pará convivem de forma integrada, mas nem sempre pací�ica. De acordo com o historiador Thiago Vianna, houve momentos de con�litos, principalmente depois da independência. “O exemplo mais forte desses con�litos é o movimento Mata Português, que iniciou na década de 60 do século XIX”, destaca Thiago. Ele explica que os portugueses controlavam o comércio de miudezas, detinham o monopólio dessa atividade não só na capital, mas no interior também. “Os paraenses queriam nacionalizar o comércio e por isso, perseguiam e agrediam os lusitanos”, explica. A relação foi conturbada até o século XX, quando a sociedade paraense incorpora totalmente a comunidade portuguesa local. Apesar das di�iculdades, o Pará sempre foi um destino certo para os imigrantes portugueses, principalmente nos períodos após as guerras mundiais e nos períodos de crise, quando o �luxo migratório aumentava. “Os portugueses vinham atrás de oportunidades para melhorar de vida e o governo paraense estimulava a vinda porque havia a necessidade de mão de obra”, lembra Thiago Vianna.

Tuna Luso Brasileira 14

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Pilares da imigração Isolados dos parentes e amigos que deixavam do outro lado do oceano, em uma época em que os meios de comunicação eram di�íceis e demorados, os portugueses sofriam com a saudade da família e da pátria. Para aliviar esse sentimento, se uniam e organizavam em instituições que serviam para dar suporte à permanência na nova terra e para confraternizar entre eles. Eram instituições mantidas pela comunidade portuguesa em todo o Brasil.

Na área da educação e cultura, foi criado o Grêmio Literário Português

Assim surgiram cinco instituições que até hoje fazem parte da história da imigração portuguesa no Pará. Na área da educação e cultura, foi criado o Grêmio Literário Português, onde os patrícios podiam aprender um o�ício, compartilhar conhecimentos e conviver uns com os outros. As atividades de esporte e lazer para a comunidade portuguesa eram garantidas pela Tuna Luso Portuguesa. O amparo à saúde era feito pelo hospital da Bene�icente Portuguesa, em funcionamento desde o século XIX.

O amparo à saúde era feito pelo hospital da Beneficente Portuguesa www.paramais.com.br

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Pilares maior da integração. Senhora da Nazaré em Portugal

No comércio, o apoio institucional vinha da Câmara de Comércio Portuguesa, que dava o suporte necessário para os portugueses conseguirem trabalho ou abrirem os próprios negócios. Mas quando a vinda para cá não dava certo, os portugueses em di�iculdades tinham a opção de retornar à Portugal. A comunidade lusa criou a Associação Vasco de Ajuda Mútua Vasco da Gama, que garantia contribuições �inanceiras para ajudar os imigrantes a trazerem suas famílias ou retornarem para casa. Hoje, as instituições permanecem e são pontos de congregação da comunidade portuguesa local, totalmente integrada à sociedade paraense.

Fluxo inverso

O Consulado Português no Pará incentiva as boas relações entre imigrantes e paraenses. “A relação entre Portugal e o Pará é de irmãos que caminham ao longo do tempo”,

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a�irma o cônsul Joaquim Rosário. “Mas a realidade portuguesa hoje é pouco conhecida, bem diferente da imagem que os brasileiros costumam criar de Portugal”, diz ele. O cônsul destaca que o �luxo migratório teve uma mudança de direção há cerca de 20 anos. “Nesse período, foram os brasileiros, entre eles muitos paraenses, que migraram daqui para Portugal para escapar da crise econômica no Brasil e tentar novas oportunidades na Europa”, lembra Joaquim Rosário. Para ele, as crises econômicas são atualmente a principal motivação para a imigração entre os países. “Há cinco anos, esse �luxo se equilibrou e jovens portugueses se interessaram novamente em vir para cá”. O Pará possui hoje cerca de 15 mil portugueses residentes e um trabalho intenso com os paraenses que desejam ir para lá. “Recebemos cerca de 70 pedidos de reconhecimento de dupla cidadania por mês”, calcula o cônsul Joaquim Rosário.

Nossa Senhora de Nazaré no Círio de Belém

Cidades irmãs

A relação histórica entre o Pará e Portugal se re�lete também na tentativa dos imigrantes reconhecerem aqui um pouco de sua terra. Por isso, muitas cidades paraenses foram criadas com nomes de cidades portuguesas. São 32 localidades homônimas, onde a cultura, a arquitetura e a história são integradas.

Pará e Portugal unidos pela história e pela TAP

Cidades homônimas: Soure, Salvaterra, Chaves, Monsarás, Condeixa, Mosqueiro, Alenquer, Bragança, Melgaço, Portel, Belém, Faro, Santarém e a localidade de Alter do Chão, Monte Alegre, Prainha, Altamira, Porto de Moz, Almeirim, Vigia, São Caetano de Odivelas, Colares, Óbidos, Oeiras, Ourém, Barcarena, Curralinho, Sintra (no município de Maracanã), Alcobaça (no município de Tucuruí), Freguesia de Santana (no município de Igarapé-Miri), Vigia e a localidade de Nazaré.

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O tradicional Hospital D. Luiz I da Beneficente Portuguesa

Benemérita Sociedade Beneficente do Pará, 160 anos de história

Uma das mais antigas instituições portuguesas criadas para dar suporte aos imigrantes é hoje a maior instituição filantrópica de saúde da região norte do Brasil e comemora o início de mais um empreendimento

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m 1854, os imigrantes portugueses que vieram ao Pará se reuniam em busca de apoio e solidariedade, para ajudar na integração dos patrícios na nova terra, o Pará. Hoje com 160 anos, a Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará é a mais antiga associação lusitana em terras

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paraenses. Criada para ser um dos pilares da imigração e garantir o atendimento em saúde, o Hospital D. Luiz I completa 137 anos e é hoje referência de instituição hospitalar. Além do hospital, a Sociedade manteve durante um longo período uma espécie de casa de repouso, que acolhia os portugueses na velhice. Para o presidente da diretoria da Bene-

ficente, Francisco Roberto Reis França, o hospital é uma demonstração do empreendedorismo português. “Nosso desafio fazer com que a instituição seja viável e tenha recursos para investir em novas técnicas e equipamentos”. Cerca de 600 sócios (80% portugueses) mantém o Hospital da Beneficente, com 300 leitos e capacidade para realizar 500 nas-

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Fachada do novo Complexo Hospitalar São João de Deus

Novo hospital

cimentos e 80 cirurgias cardíacas por mês. O hospital é referência regional em cinco especialidades: cirurgia cardíaca, neurocirurgia, alta complexidade em oftalmologia, traumatologia e buco-maxilo. O maior hospital filantrópico da região norte realiza 60% do atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Hospital da Beneficente está recebendo equipamentos top do mundo em neurocirurgia, cardiologia e em todas as especialidades. “Não deixa a dever em nada para hospitais de outros lugares do mundo”, diz França. História - Ajudar os portugueses estabelecidos aqui e os que chegavam em busca de oportunidades de trabalho. Esta era a finalidade da Sociedade Benemérita Beneficente, que até hoje tem a filantropia coma uma de suas marcas. Eles recebiam todo tipo de ajuda, para estudar, para trabalhar, para

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tratamentos e até para voltar à terra natal. As contribuições dos sócios e arrecadações realizadas dentro da comunidade portuguesa garantiam os recursos necessários para isso. Para dar continuidade ao ideal filantrópico que tanto acreditavam, alguns portugueses deixaram heranças, dinheiro e imóveis, o que demonstra como era grande o envolvimento deles. A construção do hospital só foi concretizada em 1877. “Os imigrantes portugueses sentiram necessidade de criar uma instituição hospitalar que pudesse atender as pessoas e que realmente não havia na época”, destaca “A Beneficente foi criada pelos imigrantes portugueses que foram os desbravadores da Amazônia”, destaca Francisco França. “Eles sentiram necessidade de criar uma instituição hospitalar que pudesse atender as pessoas e que realmente não havia na época”.

O novo desafio da Beneficente Portuguesa é a construção do Hospital São João de Deus, no terreno ao lado do atual hospital. “A idéia surgiu nos anos 1990. Em 2009, voltamos a carga e conseguimos aprovação para fazer a ligação através de passarela aérea (atravessando a rua Boaventura da Silva, que corta o Hospital Dom Luiz I e o terreno do novo hospital) que viabiliza as condições econômicas de operar os dois hospitais”, comemora França. A obra do novo hospital começou em 2013 e é um empreendimento de porte com inauguração prevista para 2017. Quando Belém comemora 400 anos de fundação, a Sociedade pretende iniciar o funcionamento, ainda que parcialmente, do prédio de diagnósticos. O Hospital São João de Deus terá 40 mil m² de área construída em três blocos: de diagnósticos, de consultórios e de internação, com 300 leitos. SERVIÇO HOSPITAL DOM LUIZ I BENEMÉRITA SOCIEDADE PORTUGUESA BENEFICENTE DO PARÁ AVENIDA GENERALÍSSIMO DEODORO, 868 – UMARIZAL TELEFONE: 55 91 3215-4444 WWW.BENEFICENTEPORTUGUESA.COM.BR

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Cem anos de relações comerciais unem o Pará a Portugal

A retomada dos laços históricos e comerciais entre o Pará e Portugal é o desa�io da Câmara Portuguesa de Comércio, às vésperas de comemorar 100 anos de funcionamento Foto Ascom Fiepa

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impossível não falar da contribuição dada pelos imigrantes portugueses para a história do Pará. Na área empresarial, o destaque é para a primeira congregação de portugueses, formada há quase 200 anos, que deu origem a Associação Comercial do Pará. No início do século XX , uma nova associação composta só de portugueses- a Câmara Portugueza de Commércio e Indústria do Pará, foi criada para retomar os objetivos iniciais de cuidar dos negócios entre a grande comunidade lusitana e o intenso comércio com a terra natal, Portugal. A Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil/Pará é uma das mais antigas entre as 13 entidades que compõem a Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no país e tem como objetivo incentivar e apoiar os empresários, promover a troca de experiências e criar possibilidades de negócios. Para o presidente da Câmara, Reginaldo Ferreira, as câmaras de comércio têm como função e primeiro objetivo desenvol-

ver relacionamentos. Os negócios vêm em conseqüência: “você conhece pessoas, você conhece mercados, você estabelece o que hoje se chama network e a partir daí você consegue fazer negócio, no nosso caso de interesse, com Portugal e todos os países de língua portuguesa”. Em quase um século de trajetória, a Câmara passou por um período desativada, na segunda metade do século XX, e só foi rearticulada no início dos anos 2000. Hoje, a entidade e a comunidade portuguesa do Pará vivem um momento único de novas possibilidades. A retomada dos vôos diretos entre Belém e Lisboa “cria um leque de oportunidades para dinamizar as relações comerciais”, comemora. A Câmara e parceiros já terão no primeiro vôo uma missão empresarial, com agenda de reuniões e visitas técnicas em Lisboa, Fátima, Coimbra, Aveiro, Porto e Braga. “A missão trará uma inestimável contribuição para restabelecer, no século XXI, uma prática de negociação e intercâmbio comercial entre Pará e Portugal comum no período colonial”, a�irma Reginaldo.

O centenário da Câmara será comemorado no �inal de 2015 e início de 2016, coincidindo com as comemorações dos 400 anos de fundação de Belém (dia 12 de janeiro). Os preparativos para os 100 anos já começaram. Ainda este ano, a Câmara implantará grupos setoriais para avançar na criação de corredores de negócios entre os mercados, nas áreas de direito, imobiliário, seguros, enogastronomia, turismo, entre outros. 2014 e 2015 serão anos de intensas atividades, que culminarão com a realização na capital paraense do VIII Encontro de Negócios de Língua Portuguesa. De olho no futuro- Entre os principais desa�ios do centenário estão a atração de novos associados e a formação de jovens lideranças, além da modernização da entidade. “Hoje nós estamos estabelecendo uma estrutura mais fortalecida pra prestar alguns serviços para os associados que complementem e facilitem o trabalho deles, como por exemplo, a Certi�icação Digital”, explica Reginaldo Ferreira. A gestão da Câmara é feita pela diretoria, composta por cinco diretores, e pelos conselhos consultivo e �iscal. A instituição reúne 82 associados, mas a meta da direção é chegar a 200 até o �inal do ano. Reginaldo traça o per�il de quem pode se associar: “pode ser empresário, advogado, médico, artista. Pode ser brasileiro, português ou de qualquer nacionalidade. O importante é que a pessoa tenha interesse nas conexões com Portugal e os demais países da língua portuguesa”. SERVIÇO

Reginaldo Ferreira, presidente da Câmara Portuguesa de Comércio, em reunião com empresários na FIEPA 18

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CÂMARA PORTUGUESA DE COMÉRCIO NO BRASIL/PARÁ TRAVESSA QUINTINO BOCAIÚVA, 1788 BLOCO A – 3º ANDAR SITE: WWW.BRASILPORTUGAL.ORG.BR/PA www.paramais.com.br

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empresário Horácio Lisboa, filho de portugueses, costuma viajar com frequência para Portugal, onde tem família. Mas para chegar até lá, era necessária uma logística complicada. De Belém, ele viajava de avião para Macapá e de lá para o Oiapoque, no extremo norte do Brasil. De barco, seguia para São Jorge onde pegava outro voo para Caiena, na Guiana Francesa. Só então, atravessava o oceano atlântico para Paris, seu ponto de entrada na Europa, e de lá finalmente seguia para Portugal. “Já estava acostumado com todo esse percurso”, garante. Assim que o novo vôo da TAP, direto de Belém para Lisboa, foi anunciado, Horácio tratou de fazer reservas para a família toda. “Em julho, vamos para Portugal rever a terrinha, bem melhor”, avalia. A transportadora aérea portuguesa TAP lançou o vôo direto entre a capital paraense e a Europa, com frequência de três vezes por semana. Um vôo que “encurta” distâncias entre Belém, Lisboa e os outros destinos europeus. Segundo Mario Carvalho, diretor geral da TAP para América Latina, a empresa investe no potencial turístico e comercial do Pará. “Há alguns anos vínhamos analisando esta possibilidade em função do potencial do Estado e pelo seu crescimento socioeconômico, bem como era a única região do Brasil que ainda não atuávamos”. A princípio, serão vôos circulares. Mas há a expectativa de que Belém venha a ter um vôo direto exclusivo ”Esperamos que o mercado confirme nossas análises e expectativas e que traga um tráfego intenso tanto

A nova rota da TAP www.paramais.com.br

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para o Brasil como para a Europa funcionando como um catalisador para o crescimento econômico e turístico desta região. E quem sabe, no futuro se torne um vôo direto e diário. Tudo dependerá da demanda”, avalia Mário Carvalho. A nova rota vai trazer vantagens para a empresa e para o Brasil. Mário enumera os benefícios, como a comodidade de realizar viagens à Europa sem ter de fazer escalas em outras cidades mais distantes, além de oferecer uma excelente conectividade em Lisboa para mais de 50 destinos europeus, serviço de bordo diferenciado, excelente carta de vinhos, a facilidade da língua, entre outras. No início do ano, representantes da TAP estiveram em Belém. “A TAP fez um circuito importante em Belém, foi um momento significativo que endossou a percepção de todos, especialmente os dirigentes dos mercados europeus, sobre o potencial turístico do Estado”, diz o diretor da empresa. Ele lembra que já esperavam encontrar em Belém referências à influência portuguesa na cidade, “mas mesmo assim nos surpreendemos com a abrangência. Esse é um fator positivo”. Mário Carvalho acredita que o Pará possui potencial turístico para manter essa linha direta com Portugal e a Europa. “Confiamos que essa ligação com a Europa trará dividendos positivos para a região. No entanto, é necessário que os órgãos responsáveis pelo turismo divulguem”, alerta. Neste vôo direto, o foco não é apenas o transporte de passageiros. O transporte de cargas e a abertura de novos negócios entre Belém e Lisboa também geram expectativas. “De fato, o vôo vai além do turismo, pois também é um facilitador nas trocas comerciais, de modo que, dependendo do tipo de carga transportada, é um gerador potencial de negócios. A TAP acredita que o Pará tem

Aeronave da TAP

Dino Almeida

Vôo direto da TAP entre Belém e Lisboa encurta distâncias

um potencial muito grande para expandir seus produtos até a Europa”, avalia Mário. Com a criação do vôo Belém-Lisboa, o crescimento das operações da TAP no Brasil é significativo. A TAP passará a voar a partir de 12 cidades brasileiras: Belém (a partir de junho de 2014), Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Fortaleza, Manaus (a partir de junho de 2014), Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo para Lisboa. E atingirá uma marca expressiva de mais de 80 freqüências semanais consolidando como a companhia aérea que mais leva brasileiros para a Europa e chancelando sua estratégia de diversificação de portões de saídas.

Rota em operação

A TAP inaugurará a sua nova rota entre Belém e Lisboa no dia 03 de junho de 2014. Os vôos partirão de Lisboa às 9h30, chegarão a Manaus às 13h40 e, uma hora depois, seguirão para Belém, onde aterrissará às 17h40. Às 19h10, partirá de Belém e chegará a Lisboa às 6h45 do dia seguinte (horas locais). Serão vôos circulares, com três freqüências semanais as terças e sextas-feiras e aos domingos. E utilizará a aeronave modelo Airbus 330. “Em janeiro de 2014 já tínhamos mais de seis mil reservas, o que nos deixa muito otimistas com relação ao sucesso deste novo vôo”, comemora Mário Carvalho. Para ele, esse número comprova o potencial do Estado com a existência de uma demanda reprimida por viagens à Europa sem ter que despender um tempo excessivo para chegar ao destino pretendido. “Acreditamos que a TAP preencherá essa lacuna. Tanto aproximando os paranaenses a Europa, como os europeus para descobrirem os encantos deste belíssimo Estado”, conclui. Pará+

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Culinária Portuguesa O tradicional e saboroso bacalhau

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omer por comer não existe, as pessoas comem por prazer e com intuito de se identificar com um grupo. Entendemos a história de um lugar através de sua gastronomia, que constitui um bem cultural tão valioso quanto um monumento. O Pará ainda guarda diversas características da colonização e influência dos portugueses, nos aspectos cultural, político, administrativo e na arquitetura de estilo barroco português dos casarios e igrejas, datados dos séculos XVI e XIX. Na culinária não é diferente. O Pará mantêm características portuguesas, mas possui também forte influência dos povos indígenas, dos negros e dos mestiços. A mistura entre as culturas gerou a identidade brasileira, incorporou novos elementos influenciados por elementos culturais e artísticos. Nesse mosaico cultural, a culinária portuguesa se mantém como um meio de integração entre portugueses e paraenses, mas também de preservação de um elemento comum na história de todos. A identidade do estado está fortemente associada à culinária. Nossa cozinha é tradicional, contudo existem outros sabores para além do oceano azul. Com as imigrações, a culinária transformou-se, interiorizou-se, incorporando outros gostos e aromas. Simples, saborosa, rica. É uma cozinha onde se unem temperos estranhos e muito do que se faz é fruto de adaptação.

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contar histórias de família e relembrar a própria árvore genealógica”. O empresário também abriu outros dois restaurantes populares no comércio da cidade, chamados Rei do Bacalhau, onde os almoços por quilo misturam os pratos típicos de Portugal, do Pará e da comida globalizada. “Acredito que a cultura culinária ajudou muito os imigrantes a se integrarem com a sociedade local, pois se reunir em volta da mesa com boa comida é um habito das pessoas daqui e de Portugal”, analisa.

Sabores que vem de longe

Feito pra se sentir em casa Em Belém, poucos restaurantes investem em um cardápio lusitano. Mas basta procurar para encontrar, quase sempre, restaurantes mantidos por portugueses residentes aqui. É o caso do empresário Armando Cordeiro Castanheira. Nascido em Coimbra, veio para o Brasil há 40 anos e fixou moradia em Belém desde 1985. “Quando cheguei aqui, encontrei muitos portugueses da minha região e isso me ajudou a decidir morar em Belém”, lembra Armando. É dele o restaurante Casa do Bacalhau, único tipicamente português em Belém. Logo na entrada, a decoração e a música ambiente nos remetem à Portugal, e o cardápio é tradicional, com seis tipos de bacalhau, sardinha na brasa, caldo verde e sobremesas como pastel de Belém e leite creme queimado. “Tentei fazer as pessoas se sentirem em casa, os portugueses que frequentam o restaurante vão lembrar da nossa terra”. A integração com o Pará aparece nas misturas de ingredientes em pratos criados especialmente para reunir os sabores daqui e de lá, como o bacalhau na telha, feito com leite de côco e dendê. “O paraense e o português se parecem muito em uma coisa: gostam de comida farta e de boa conversa à mesa”, avalia ele. “Aqui, todo mundo tem uma costela, um descendente português e as pessoas gostam de conversar sobre isso,

Outro português que decidiu fixar residência em Belém e trouxe na bagagem as delícias lusitanas é Cesário Francisco da Costa Rato. Em 2009, ele veio passar férias em Belém e nunca mais voltou. Mas sentiu muita falta das comidas de lá e não encontrava os ingredientes de qualidade nos mercados locais. Em uma das idas à Portugal para rever a família, decidiu trazer os próprios mantimentos na bagagem. “Comparei os preços de lá com os praticados em Belém e vi que era muito mais barato. Aqui, vários amigos quiseram comprar os ingredientes portugueses que eu trouxe e foi assim que iniciei o negócio”, conta Cesário. Começou com uma loja virtual, mas a propaganda boca-a-boca cresceu e ele abriu a delicatessem Xico do Bacalhau. Na loja, é possível encontrar 200 produtos portugueses com qualidade e preços mais em conta que nos supermercados. No local, dá para experimentar algumas iguarias como o bolinho de bacalhau. “Faço questão de seguir a receita tradicional, criada há mais de 400 anos em Portugal”, garante o empresário. “Mas já fiz combinações com ingredientes locais. A panqueca de Arroz-doce

Bolinho de bacalhau na loja Xico do Bacalhau

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bacalhau com jambú tem boa saída”, avalia. A clientela é composta não só dos descendentes de portugueses. “Muitos paraenses gostam dos nossos produtos e estão sempre aqui. Também atendo pedidos pela internet de todo o Brasil”, conclui o empresário.

Um pouco de história

A travessia do Atlântico durava em média três longos meses. Como sobreviver no mar todo esse tempo? Em 1998 Portugal sediou a grande feira mundial Expo 98. Uma de suas atrações foi uma réplica de uma caravela usada na época do descobrimento do Brasil, há 500 anos. Nela havia um curral, onde ficavam as vacas que forneciam o leite fresco aos navegadores. Um galinheiro,

O empresário Armando Cordeiro Castanheira, em Belém desde 1985, é dono do restaurante Casa do Bacalhau, único tipicamente português em Belém

que fornecia ovos frescos e carne. Além de outros animais domésticos, como as cabras. Havia um cozinheiro que preparava as refeições e cuidava para que os grãos que traziam para subsistência não estragassem ou fossem devorados por insetos. O açúcar? Bem pouco. Só os ricos nessa época consumiam tal iguaria. As classes mais abastadas usavam mel para adoçar suas sobremesas. As receitas portuguesas faziam parte da bagagem que esses homens traziam. E com certeza, cada um tinha seu modo de preparar sua comida. Nos porões das caravelas portuguesas que aqui aportaram vieram influências culinárias de outras partes do mundo. Com Pedro Álvares Cabral os portugueses chegaram ao Brasil e nas suas viagens trouxeram de regiões do Oriente, como a Índia, por exemplo, os condimentos (substâncias aromáticas, que realçam o sabor dos alimentos, tempero), e que começaram a ser usados pelos brasileiros. Trouxeram também presunto, vinho, pão, açúcar, etc. Aqui eles encontraram animais, plantas e peixes que não conheciam. Os portugueses trouxeram seus hábitos alimentares já com as influências orientais, a cultura negra (as escravas africanas trabalhavam na cozinha das fazendas) e um pouco da cultura indígena, que renderam frutos e estão entre nós até os dias de hoje.

Cesário Francisco, proprietário da delicatessem Xico do Bacalhau

A cozinha tradicional do Pará segue os contornos das águas, dos rios e do mar. Muitos pratos são feitos com os frutos retirados dessa grande horta – peixes, camarões, caranguejos e muitos outros. A combinação perfeita de ingredientes nativos, a muito consumidos pelos índios, com a tradição portuguesa e mão africana. Dos portugueses, herdamos o azeite-doce, o bacalhau e o gosto pelo açúcar. Quem sabe foi essa a razão de nossa cozinha adotar os doces de ovos e das mais diversas frutas. Além do pudim de leite, do arroz-doce, do pão-de-ló e de uma infinidade de aromas tentadores.

Sardinha Portuguesa Assada na Brasa

Bacalhau na Telha Bacalhau do Marques Filé Mignon a Dom Manoel

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CALDO VERDE

BACALHAU ASSADO NA BRASA De Terça à Sábado Almoço de 11:30h às 15:30h Jantar de 19:30h às 23:00h Aos Domingos De 11:30h às 15:30h Pará+

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A arquitetura portuguesa que atravessou o oceano Fotos Arquivo IPHAN, Arquivo Pará+, Paula Caluff Rodrigues,

N Patrícia Uchôa

a história ocidental, Belém é uma cidade que nasceu no século XVII para proteger a entrada da Amazônia, das invasões francesas, como se nesta região não vivesse ninguém. A cidade se organizou a partir da construção de um forte, assim como tantas outras ao longo do Amazonas. A herança deixada para nós pela colonização portuguesa permanece. Basta dar uma voltinha pela Cidade Velha e reconhecer nas ruas estreitas e casarios antigos a arquitetura típica que Portugal trouxe para

cá no período colonial. Esse período se prolonga desde o descobrimento do Brasil, em 1500, até a sua independência, em 1822. O colonizador trouxe párea cá as principais correntes artísticas vigentes na Europa, bem como a religião e suas influências. Não é à toa que a fundação das cidades seguia como padrão o desenvolvimento de um núcleo urbano com a igreja, uma fortificação, um paço municipal administrativo e militar. Ao longo das ruelas, as casas e sobrados delimitavam o alinhamento e garantiam um aspecto uniforme. A arquiteta do Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional (IPHAN), Paula Calluf Rodrigues, “as construções eram padronizadas por

meio das ‘Cartas Régias’ e posturas municipais. No século XVIII, havia a preocupação de garantir às vilas e cidades uma aparência portuguesa”, explica ela. Havia exigências sobre o número de vãos, dimensões, altura dos pavimentos, alinhamentos e demais características arquitetônicas. “Era comum as casas terem plantas semelhantes, com salas na frente, abertura sobre as ruas, corredores longos desde a porta de entrada até os fundos e coberturas em duas águas”, enumera Paula. O uso de cantarias era reservado à casas mais imponentes e às igrejas, como a Igreja do Carmo, por exemplo. Outro elemento incorporado à colônia foram os azulejos por-

VOCÊ PODE TER

• Não feche o cruzamento • Não faça fila dupla • Respeite a sinalização

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O TRÂNS

• Respeite os limites de velocidade • Use cinto de segurança, inclusive no banco de trás • Na moto e na bicicleta, use sempre capacete

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Detalhe de fachada de casas portuguesas em Belém

tugueses. “Eram usados nas fachadas das casas e também na parte interna e serviam para proteger as construções das intempéries de um país tropical e aliviavam o calor”, diz Paula. Para ela, essa proximidade com a coroa portuguesa permanece até hoje, assim como a religiosidade muito marcante. “Era comum ter dentro das casas oratórios”.

Paula Calluf Rodrigues: Não podemos esquecer que antes de vir para cá, Landi morou em Lisboa, o que fez com que ele assimilasse tendências do barroco lusitano

ÂNSITO

QUE MERECE

• Respeite ciclovias e faixas de pedestre • Não buzine próximo a hospitais e escolas • Não estacione em local proibido

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Igreja de São Joãozinho

Portugal, mas só as famílias mais abastadas daqui seguiam esse modelo de arquitetura”, explica Paula Rodrigues.

A Belém Portuguesa sob a influência italiana na Arquitetura

As ruas também ganhavam nomes de cidades portuguesas. “Quem nunca passou pela avenida Portugal, ruas de Óbidos, Breves...”, questiona a arquiteta.

História preservada

A cidade de Belém é constituída por dois centros históricos, o primeiro, que se criou em torno do Forte do Castelo apresenta uma influência notadamente portuguesa. Há muitas igrejas antigas e muitos casarões coloniais. Quem chega à cidade pelo rio, pode observar esta forte influência cristã e colonial que constitui esta parte da cidade. A Cidade Velha é o bairro mais antigo de Belém do Pará, onde surgiu a cidade, a partir do seu descobrimento por Francisco Caldeira Castelo Branco, em 12 de janeiro de 1616. Possui inúmeros prédios coloniais históricos, com azulejos portugueses, muitos dos quais tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. No bairro, ainda hoje algumas de suas estreitas ruas são recobertas por paralelepípedo. Esta parte da cidade é mais lisboeta e

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nela podemos perceber uma memória colonialista cristã. Em uma outra região histórica, podemos ver uma Belém mais afrancesada. Sob os efeitos da Belle Époque tardia na região, proporcionada pela extração da borracha, nesta região da cidade existem verdadeiras étoiles parisienses. A Praça da República é um bom exemplo, dela saem várias avenidas, algumas bem largas, em muitas direções. Também nesta praça se localiza um dos pontos turísticos principais da cidade, o Teatro da Paz. Nesta parte da cidade, que começou a ser construída no final do século XIX, já não encontramos mais tantas igrejas como na Cidade Velha. É possível ver uma clara influência do sistema colonial, sem a presença intensa do cristianismo. Ainda que o Brasil já fosse um país independente, a dependência desta herança cultural da colonização européia continuou erguendo seus prédios históricos na cidade. “Um exemplo disso é o Palacete Pinho, construído no apogeu do ciclo da borracha. A planta em ‘U’, com pátio aberto na frente limitado por uma grade era comum em

A Belém da segunda metade do século XVIII ganhou ares europeus. Estamos falando de julho de 1753 – ano da chegada do italiano Antônio Giuseppe Landi à capital paraense. E foi pelas mãos de Landi que Belém nasceu para a arquitetura moderna daquela época, antes mesmo do restante do país, que abusava do estilo barroco. Foi aqui que Antônio Landi se casou e viveu durante os 38 anos seguintes, ate seu falecimento, em 1791. Devoto fervoroso de Santa Ana, Landi deixou suas marcas na arquitetura religiosa, encontradas nos bairros mais antigos de Belém. O arquiteto participou da concepção das Igrejas do Carmo, Ordem Terceira de São Francisco, Igreja das Mercês, de Santo Alexandre e a Catedral da Sé, além de ter projetado inteiramente as igrejas de Sant’Ana, São João Batista e a Capela do Pombo, todas no entorno da Cidade Velha. Além das obras religiosas, o italiano construiu o Palácio dos Governadores, o antigo Hospital Real (atual Casa das Onze Janelas) e a Capela de Santa Rita de Cássia - já demolida. No bairro do Comércio, a construção de residências particulares pelo arquiteto, inaugurou, com 63 anos de antecedência, o que viria a ser conhecido – em 1816 – como neoclassicismo de vertente francesa. Mas a arquiteta Paula Rodrigues destaca que, apesar de italiano, Landi também contribuiu para manter as características portuguesas em muitas de suas obras. “Não podemos esquecer que antes de vir para cá, Landi www.paramais.com.br

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Catedral da Sé

Palacete Pinho, planta em U

morou em Lisboa, o que fez com que ele assimilasse tendências do barroco lusitano”. Antônio Landi chegou ao Pará integrando a Comissão de Demarcação de Limites. Veio com a função de desenhador e se tornou um arquiteto respeitado. O arquiteto também percorreu o interior do estado, onde foi responsável pela construção de igrejas em vários municípios. “Como esses trabalhos eram contratados pela igreja católica e portugueses que viviam aqui, Landi não abandonava de todo as características arquitetônicas que mais agradavam os clientes”, avalia Paula Rodrigues.

Fachada da Academia Paraense de Letras, com inspiração portuguesa

Detalhe de azulejos portugueses

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Grêmio Literário Português, cultura e tradição que vem do velho mundo

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Foto aérea do Clube do Grêmio

Fotos Tarso Sarraf

s imigrantes portugueses fundaram associações recreativas, de beneficência e os gabinetes de leitura, para ter espaços onde pudessem se reunir e amenizar a saudade. O Grêmio Literário Português é uma das mais antigas instituições lusitanas no Brasil, criado em 29 de setembro de 1867, com o nome de Gabinete Português de Leitura. Na época, eles formavam cerca de 30% da população da cidade. As primeiras reuniões aconteceram na sede da Sociedade Portuguesa Beneficente, no Largo das Mercês, com 64 sócios. Em 1906, foi inaugurado o Edifício da Sede própria a Rua Senador Manoel Barata. “Continuamos na mesma sede, que é um patrimônio histórico de Belém”, destaca o presidente do Grêmio Literário Português, Alyrio Gonçalves. O prédio até hoje se destaca no centro comercial de Belém e preserva as características arquitetônicas originais, com três pavimentos e uma vistosa escadaria dividida em dois lances que dão um aspecto importante ao interior do edifício. Logo na entrada, o visitante é recebido com desenhos do século passado e pode ver um pedacinho da história do Brasil na Amazônia. Em toda a parte, pinturas a óleo de grandes personagens da história e painéis em azulejo português datados de 1954. De cara, somos levados para uma outra época e lugar. Mais do que um espaço para congregação, o Grêmio Literário também era um espaço de educação, com o ensino primário e secundário e curso de contabilidade para a formação em guarda-livros. Em 1927, chegou a fundar a Universidade Livre do Pará, com ensino superior, mas a iniciativa não durou muito tempo. O Grêmio foi a instituição que manteve ensino particular por mais tempo, com cursos que duraram de 1868 até 1951. Também foi usado como representação oficial de Portugal no Pará. Quando o Grêmio Literário Português foi fundado em 1867, não demorou para que o prédio da instituição abrigasse o Consulado de Portugal, criado em agosto de 1835, desmembrado da representação do Maranhão, até o ano de 1918, quando o consulado se mudou

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para uma sede própria. “Atualmente, a diretoria do Grêmio mantém uma excelente relação com o consulado em Belém. Trabalhamos juntos para a integração da comunidade portuguesa”, afirma Alyrio Gonçalves.

Biblioteca Fran Pacheco

A sede do Grêmio Recreativo Literário Português guarda como um tesouro de fato a maior biblioteca do Norte em obras raras, e o terceiro maior acervo do país. Criada a partir da elaboração e legalização dos Estatutos Sociais, a Biblioteca Fran Pacheco começou recebendo livros de fora de Belém, já que o comércio livreiro na cidade ainda era

muito fraco. O acervo de livros antigos foi doado, em grande parte, pelos portugueses em meados de 1867, quando eles fundaram o gabinete literário que hoje dá lugar à Biblioteca Fran Pacheco, um intelectual português. Mais de 45 mil volumes conservados contam a história de grandes autores da literatura portuguesa e francesa. Quem visitar a biblioteca vai poder conferir atrações únicas como livros raros alusivos ao poeta português Luis de Camões ou a obra “História de Portugal”, em oito volumes luxuosamente encadernados, de autoria de Damião Peres, em uma edição comemorativa. A aquisição mais volumosa aconteceu em 1929, quando um grupo de associados adBiblioteca Fran Pacheco, no Grêmio Literário Português

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Clube campestre

A história portuguesa está presente em todas as salas no Grêmio Português

quiriu a rica “Coleção Camiliana”, composta de 1.165 volumes. O livro mais antigo é “Phila” datado em 1528. A obra de cunho religioso é escrita em latim arcaico e pertence à Biblioteca Fran Pacheco. Outra obra rara é o livro “Cittadino et Secretario Fiorentino” , de 1550, de Nicolau Maquiavel. Muitos membros do Grêmio contribuíram para o enriquecimento da biblioteca. Os portugueses doavam muitas de suas obras pessoais e passadas por gerações de famí-

lias. Alguns dos volumes foram comprados na Europa. Os temas tratam em sua maioria de literatura francesa e portuguesa do século 19, além de artigos e revistas de outras épocas. O acervo cultural é imensurável com obras trazidas pelos colonos datadas em 1528. O acesso ao público é gratuito. “Temos orgulho deste acervo, autoridades que visitam Belém procuram nossa biblioteca e temos reconhecimento internacional”, comemora o presidente do Grêmio, Alyrio Gonçalves.

Apenas no ano de 1942 o Grêmio Literário Português criou um departamento recreativo, com o objetivo de aumentar o quadro social. O Brasil estava envolvido com a segunda guerra mundial, e por isso, todas as associações passavam por um rigoroso controle por parte da polícia civil, que autorizava o funcionamento. As atividades recreativas dividiram o espaço com o gabinete de leitura até a aquisição da sede campestre, na rodovia Augusto Montenegro. Um grupo de sócios comprou o terreno e doou ao Grêmio para a construção o “jardim Portugal”. A inauguração aconteceu em abril de 1967. Atualmente, o clube social é um dos mais importantes de Belém, com uma estrutura de recreação com piscinas, sauna, churrasqueiras, salão para eventos e uma área verde impressionante, com fonte de água mineral à disposição dos sócios. Hoje, com cerca de sete mil sócios, dos quais 20% são portugueses natos, o Grêmio Literário Português ganhou ênfase como um clube social. “Nos últimos cinco anos, investimos para fortalecer a estrutura social, o Grêmio continua sendo um espaço de integração da comunidade portuguesa”, afirma Alyrio. “Das instituições seculares criadas para atender os imigrantes portugueses, o Grêmio é a mais forte atualmente, perfeitamente integrada à sociedade paraense”, avalia ele.

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A Padaria Portuguesa: a tradição reinventada

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uando se fala em padarias, no Brasil, pensa-se logo na figura do imigrante português. Por um lado, a padaria brasileira tornou-se um tipo de comércio único, muito diferente de outros estabelecimentos que vendem pão ao redor do mundo. Por outro, em toda a sua história, ela esteve sempre totalmente vinculada à vida dos imigrantes portugueses, principais empreendedores do setor. O resultado são os milhares de padarias “luso-brasileiras”, se assim podemos dizer, que dominam as ruas de cidades como Belém e que nos revelam um capítulo pouco conhecido da história dos dois países. O negócio brasileiro das padarias, principalmente nas grandes cidades, está nas mãos de imigrantes portugueses ou dos seus descendentes. O fenômeno iniciou-se por volta de meados do século XIX, mas a tendência mantém-se. No Brasil, é possível notar a tradição portuguesa nas padarias em pequenos detalhes. Um doce ou um salgado típico acrescentado ao menu ou o próprio sotaque do atendente que também é o proprietário. Normalmente, são negócios passados de geração em geração.

Não é difícil desvendar as origens da padaria portuguesa, afinal, este povo de fala arrastada foi o responsável pelo descobrimento do Brasil e, desde então, trouxeram muito de sua cultura e culinária para cá. A tradição de comercializar pães, bolos e doces eram passadas de geração para geração e o negócio, mais do que um simples estabelecimento, passou a contar com todos os segredos que as identifica, como as receitas e a própria gestão. E o que dizer das receitas peculiares típicas da padaria portuguesa? Os bolos, tortas, docinhos, pasteis de Belém, sopinhas e muitas outras receitas deliciosas e saborosas tomam conta da vitrine e deixam o estabelecimento com aquele toque português completado com a bandeira no balcão e o atendente, que por vezes faz a função de padeiro e caixa, com a caneta atrás da orelha.

é preciso voltar a um tempo em que grandes levas de europeus desembarcaram no Brasil em busca de novas oportunidades, quando atravessar o Atlântico lhes parecia mais promissor do que permanecer no Velho Mundo. O mercado da panificação deu-se pelas mãos de portugueses, espanhóis e, neste primeiro momento, destacadamente italianos, que também chegavam em grandes levas ao Brasil. Surgiram então as primeiras padarias, estabelecimentos dominados por homens onde se fazia e vendia o pão, com uma estrutura que possibilitava uma produção regular e em maior escala. Com farinha de trigo importada e fermentação natural, produzia-se o chamado “pão caseiro” (mais duro e que se conservava durante vários dias). Com a chegada massiva de imigrantes de todo o mundo e com o acelerado crescimento urbano, novos hábitos e costumes de alimentação foram-se difundindo nas grandes cidades brasileiras. A farinha de trigo, por exemplo, começou a conquistar o terreno

O domínio português

É através da trajetória dos milhares de imigrantes portugueses e da história da sociedade brasileira dos séculos XIX e XX que podemos compreender melhor o curioso fenômeno das padarias no Brasil. Para isso,

Eugênio Pereira chegou a Belém ainda jovem e colaborou para a integração dos imigrantes portuguesas à cidade

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ocupado até então pelas de milho ou mandioca, com as quais se fazia o pão no Brasil. Até então, em meados do século XIX, o ramo era comandado principalmente por mulheres, com uma produção caseira e um sistema de distribuição de entrega ao domicílio e de venda nas ruas. No virar do século, o domínio português no setor, que seria estabelecido de fato em torno dos anos 1920, já começava a dar sinais. A propagação do uso do fermento biológico, que permitia uma produção mais rápida, foi aproveitada pelos padeiros portugueses, que inseriram no mercado o tipo de pão hoje mais popular no Brasil. Enquanto os italianos faziam um pão mais duro, de casca grossa, que ficava lá dias, o português, sabiamente, introduziu o que a gente chama de ‘pão francês’, que é pequeno e macio e que era feito em várias fornadas ao dia. Então as pessoas podiam comprar pão fresco em diferentes horários, o que era um grande diferencial. Ao longo das décadas seguintes, o domínio português do mercado da panificação brasileira tornou-se quase total. Entre 1950 e 1960, quando cerca de 240 mil novos imigrantes do país desembarcaram no Brasil, os portugueses alcançaram o domínio quase total em Belém e cidades como Santos, São Paulo, Rio de Janeiro e em tantas outras cidades.

Pastéis de Belém

Nas padarias luso-brasileiras da época, diferentemente do que acontece hoje, os portugueses integravam toda a hierarquia: eram desde os donos até aos “masseiros”, forneiros, carvoeiros e carroceiros. O dono de padaria dava preferência para empregar os seus conterrâneos portugueses, que vinham para aprender a profissão. Eram em geral parentes, ou jovens que já vinham indicados por conhecidos e se instalavam direto nas padarias. Esse foi o caminho trilhado por Eugênio

Pereira. Nascido em São Pedro de Alva, no concelho de Pé na Cova, em Portugal, chegou a Belém com 16 anos. “Saí de Portugal com 15 anos, na véspera do meu aniversário. A minha maior preocupação era embarcar antes da meia noite, pois com 16 anos não poderia sair de Portugal. Nessa idade, os jovens eram convocados para lutar na guerra”, lembra Eugênio. A vinda para Belém já foi acertada antes da viagem. “Naquela época, só entrávamos no Brasil se tivéssemos a Carta de Chama-

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da, uma garantia de emprego no país”, conta ele, que veio para trabalhar na panificadora Ramos, uma das mais antigas e tradicionais em Belém. Hoje, 45 anos depois, Eugênio Pereira já é dono de seu próprio negócio. “Em 1982, abri minha primeira panificadora, a São Lourenço. Depois, tive a Só Brasil e atualmente mantenho as panificadoras Versailes e Plaza, em Belém”, enumera o empresário.

Negócio de família

Até hoje, a padaria portuguesa tem seus traços de família, de algo que precisa ser mantido para que a tradição não acabe. E esta iniciativa de tornar a padaria algo tão familiar permanece até os dias atuais. Com a forte tradição familiar no setor, ao longo do século XX as padarias foram sendo passadas de pai para filho, como ainda o são em muitos casos. Do mesmo modo, as técnicas dos padeiros e forneiros foram transmitidas de geração em geração, dentro das padarias. Aprendia-se a fazer o pão trabalhando, ao contrário do que sucede hoje em dia, em que os cursos de formação são cada vez mais comuns.

Eugênio Pereira mantém a tradição da panificadora portuguesa em Belém

“A vocação para trabalhar em comércio é um dom para os portugueses, está no nosso sangue”, avalia Eugênio. “Quando cheguei em Belém, 90% dos estabelecimentos de panificação eram de portugueses e essa ligação continua muito forte no Pará. Acredito que 50% das padarias em funcionamento são de descendentes dos portugueses, passadas de pai para filho”, calcula Eugênio Pereira. O filho dele segue o mesmo caminho e ajuda a administrar os negócios.

Brasil ou Portugal?

Desde logo, é importante dizer que a padaria brasileira não é como a portuguesa, já que o contacto entre as culturas de imigrantes e nativos gerou algo novo, que não existia nem cá nem lá. Trata-se, de modo geral, de um lugar onde se pode não só comprar uma diversidade de pães, mas também salgados, queijos, presuntos, bolos, tortas, gelados, chocolates, etc. Mais do que isso, numa padaria pode-se sentar em mesas ou ao balcão e comer sanduíches, pizzas ou mesmo refeições completas, além de beber café, sumos, refrigerantes ou bebidas alcoólicas. Enfim, a padaria no Brasil é também um tipo de restaurante, armazém, doçaria, bar e, por vezes, até banca de jornal. Tudo isso pode ser encontrado nas mais modernas padarias brasileiras, parte de um modelo que começou a ser difundido no fim dos anos 1990 e que expandiu ainda mais os serviços oferecidos nesses locais. Percebendo a procura do público por produtos de marca e tendo de se fortalecer na competição com as lojas de conveniência e os supermercados (que também passaram a fazer e vender pão fresco), parte das padarias passou por um processo de modernização e diversificação. Assim, cerca de 150 anos após o seu surgimento, a padaria brasileira sobrevive e renova-se, com força suficiente para ser considerada quase uma instituição nacional: qualquer brasileiro tem a sua padaria preferida, onde pode comprar o seu pão predileto, tomar a sua cerveja, encontrar os

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amigos e até ver jogos de futebol. E a padaria continua a ser, ao mesmo tempo, bastante “portuguesa”. Entre tantos produtos expostos nas vitrines do balcão, nunca faltam as receitas tradicionais lusitanas. “Sempre temos o bolinho e o pastel de bacalhau; na páscoa, o pão de laranja, que em Portugal chamamos de fulá; o porco á pururuca e o chouriço português, exclusividade nossa em Belém, e no Natal, o bolo rei”, enumera Eugênio. “Tentamos manter essas receitas tradicionais, mas é difícil encontrar alguns ingredientes portugueses”, explica. E mesmo servindo ciabatta, brioche, pão preto ou sushi e cupcake, a padaria brasileira certamente não abandonará muito cedo os pastéis de Belém e de Santa Clara, nem os seus nomes ligados à história de Portugal. “O Brasil já é minha segunda pátria, Belém também é a minha cidade”, conclui o português Eugênio Pereira. No Natal, o bolo rei

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Durante a apresentação do Line Kids Video em Tóquio

Empresa japonesa lança aplicação para crianças a partir de um ano

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Line Kids Video foi lançada recentemente e vai permitir acesso a 28 programas infantis no iPhone. empresa japonesa de mensagens e chamadas gratuitas Line Corporation anunciou recentemente o lançamento do serviço Line Kids Video, que disponibiliza centenas de vídeos de programas de animação através de uma aplicação para os iPhone. O serviço é destinado a crianças entre um e seis anos. A versão da aplicação para iPhone vai ser lançada “muito em breve”, segundo a empresa que não avança uma data especí�ica, enquanto que a versão para Android deverá �icar disponível durante esta Primavera. Através do serviço Line Kids Video, apresentado em Tóquio, vai ser possível aceder inicialmente a 1500 vídeos de 28 progra-

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mas infantis como Doraemon, Pokemon, Powerpuff Girls ou Spongebob Squarepants, mas empresa japonesa prevê aumentar o número de títulos após o lançamento. Vão existir dois modelos para visualizar os vídeos. Um permite vê-los de forma gratuita mas com um limite de tempo. Se optar por este plano, o utilizador poderá ver 40 minutos diários de vídeo, garantindo que a criança só terá acesso a um episódio de um qualquer programa por dia. Um segundo plano prevê o pagamento de dois pacotes para um acesso ilimitado, indica a Line Corporation em comunicado. Por 400 ienes (cerca de três euros) por mês, o utilizador pode escolher um programa e ver um número ilimitado de episódios. Há ainda

a possibilidade de escolher 300 episódios por mês escolhidos pela Line, por 500 ienes (3,5 euros). Os vídeos disponíveis nesta modalidade são substituídos mensalmente. Para garantir que a criança não ative a aplicação sem consentimento e que não altera o tempo permitido para a visualização diária, haverá um bloqueador que deve ser acionado pelo adulto. Pará+

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O fruto do dendezeiro proporcionará produção de biocombustível para abastecer os mercados de Portugal e Espanha

Petrobras Biocombustível e o Projeto Belém O O governador Simão Jatene e o presidente da Petrobras Biocombustível, Alberto Oliveira Fontes Junior

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governador Simão Jatene recebeu recentemente em audiência, no Comando Geral da Polícia Militar, o presidente da Petrobras Biocombustível, Alberto Oliveira Fontes Junior, e diretores da companhia. Os empresários apresentaram ao governador dois projetos que estão sendo desenvolvidos no Estado do Pará. O presidente da Petrobras Biocombustível afirmou que os dois projetos são estratégicos para a empresa e importantes para o desenvolvimento econômico do Pará. “Viemos aqui para compartilhar com o governador esses dois projetos e estreitar parceria com o Estado para avançar de fato no desenvolvimento dos empreendimentos”, explicou Alberto Fontes. Um dos projetos – denominado Projeto Belém Bioenergia Brasil – trata da produção

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de biocombustível para abastecer os mercados de Portugal e Espanha. “Esse biocombustível será originado do óleo de palma do Pará, mas especificamente de plantações nos municípios de Tailândia e Tomé-Açu”, explicou o empresário, informando que até 2016 a área plantada chegará a 60 mil hectares de palma. Alberto Fontes afirmou que o empreendimento emprega atualmente 2.500 pessoas, mas no pico de produção a geração de emprego deverá chegar a 6 mil pessoas nas duas unidades de esmagamento de Tailândia e Tomé-Açu. “Em 2014 deveremos iniciar a construção da unidade de Tailândia, que deverá estar concluída no final de 2015”, revelou. O outro projeto apresentado, ainda em fase de análise, trata da produção de biodiesel para atender o mercado da região Norte do país. Acompanharam a reunião o diretor Agroindustrial da Belém Bionergia, Antonio Esmeraldo; o diretor de Suprimento Agrícola da Petrobras Biocombustível, João Augusto Araújo Paiva, e o gerente de Saúde, Meio Ambiente e Segurança da Petrobras Biocombustível, Igor Galvão.

Atualmente, a empresa já tem 27 mil hectares plantados com cerca de quatro milhões e trezentas mil de mudas de palma nos munícipios de Tailândia e Tomé-Açu, Moju, Ipixuna e Mãe do Rio

Projeto Belém

Atualmente, a empresa já tem 27 mil hectares plantados com cerca de quatro milhões e trezentas mil de mudas de palma nos munícipios de Tailândia e Tomé-Açu, Moju, Ipixuna e Mãe do Rio. A meta é chegar a 43 mil hectares até abril de 2014. O plantio próprio, em áreas arrendadas, gera hoje 2.600 empregos diretos. Em 2015, na conclusão do projeto, pelo menos, seis mil trabalhadores estarão envolvidos nas atividades agroindustriais. A estratégia do projeto prevê ainda a formação de parcerias agrícolas com agricultores familiares e produtores de médio e grande porte. Nos contratos com a agricultura familiar, ainda este mês, serão alcançados 320 contratos com agricultores familiares. E, até 2015, estima-se que cerca de 600 pequenos produtores integrarão o plantio.

Holding

A Belém Bionergia S/A é uma holding

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criada pela Petrobras Biocombustível e pela portuguesa Galp. A holding tem duas subsidiárias. A Belém Brasil Bioenergia é responsável pelo polo industrial e pela produção de palma. A segunda subsidiária se chama Belém Portugal Bioenergia e tem sede em Sines, Portugal.

O dendê/palma

As vantagens sedutoras do dendê não se resumem à multiplicidade de seu uso. É uma lavoura eficiente; sua produção de óleo por ha é dez vezes maior do que a da soja. Ocupando apenas 5% das terras cultivadas para a produção de óleo, produz 38% do

Diretores da Petrobras Biocombustível apresentaram ao governador dois projetos que estão sendo desenvolvidos no Estado do Pará

total, indicando que qualquer substituto necessitaria de muito mais terra para obter esse montante de produção. E tais condições tornam o cultivo da palma uma produção relativamente barata. Se corretamente tratado, o dendezeiro começa a produzir no final do terceiro ano com uma colheita de seis a oito toneladas/ ha, atinge seu auge produtivo no oitavo ano com 25 toneladas/ha permanecendo com esta produção até o 17º anos, quando a produção começa a declinar. Sua vida útil, em geral, é de 25 anos, o que é também uma vantagem. Pará+

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10 Dicas para o empreendedor que deseja criar uma Startup Especialista do Angels Club lista as principais recomendações

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tartup já virou sinônimo de negócio lucrativo. Entretanto, ingressar neste modelo de empreendimento requer mais do que ter uma ideia brilhante na cabeça. Para levar o projeto adiante é importante ter a�inidade com a inovação, persistência e muito conhecimento técnico acerca da atividade que se pretende desenvolver e do setor em que se deseja atuar. Além disso, fazer

contato com investidores também é outro passo fundamental. A�inal, acreditar na própria ideia é fácil, o desa�io é convencer outra pessoa de que seu negócio é algo realmente signi�icativo, com poder de transformar a vida das pessoas. Para quem deseja criar uma startup de sucesso, o vice-presidente de Negócios e Relacionamento do Angels Club, Junior Borneli, reúne 10 dicas fundamentais. Con�ira abaixo:

1. Antes de tirar o negócio do papel veri�ique se a ideia original se encaixa nas premissas de uma startup. Esteja aberto a ouvir opiniões, pesquisar o mercado e suas necessidades, identi�icar o público em potencial e a concorrência. Conversar com quem conhece o mercado e extrair o máximo de informações é fundamental para identi�icar a oportunidade real do seu negócio; 2. Estude, pesquise, investigue. Adquirir

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conhecimento sobre administração, �inanças, marketing e demais assuntos pertinentes ao mundo do empreendedorismo é essencial para a abertura e gestão do negócio. Além disso, trocar vivência com outros empreendedores, fazer cursos ou buscar informações nas redes sociais é mais uma forma de ganhar conhecimento e ampliar o seu negócio; 3. Fique atento aos principais cuidados

jurídicos básicos, entre eles, a abertura formal da empresa, o registro da marca, dos produtos e dos serviços que serão oferecidos pela startup. É importante ressaltar que qualquer alteração contratual na empresa deve ser informada e atualizada junto às autoridades competentes; 4. Nem sempre os empreendedores dispõem de recurso �inanceiro próprio, su�iciente para investir no negócio. Nesses casos, contar com a ajuda de um ou mais investidores é a melhor alternativa para fazer a empresa crescer. Eles são pro�issionais experientes, capitalizados e dispostos a participar da criação da startup. Nesse sentido, o Angels Club pode ajudar. Com a missão de democratizar o empreendedorismo no Brasil, o Angels Club é uma plataforma que conecta investidores dispostos a movimentar a economia de forma proativa e multiplicadora a empreendedores de diversos per�is e segmentos de atuação. De tecnologia ao setor imobiliário. De agronegócios a projetos sociais. De automação a biotecnologia. Estes empreendedores podem ainda estar com as suas ideias em fase embrionária ou iniciada (startups), mas precisando de capital e expertise para se consolidarem. Além de poder divulgar o seu projeto por um ano, com o Angels Club o empreendedor terá a chance de participar de eventos com executivos ligados ao universo das startups, o que ampliará consideravelmente o seu networking, terá acesso a cursos e treinamentos e, ainda, receberá clipping e material de apoio, tudo isso gratuitamente; 5. Pense globalmente. Ideias globais são sempre mais interessantes. Se a startup criada tem uma solução universal, isso atrai a atenção de investidores, sempre em busca de novas oportunidades; 6. Mantenha-se antenado e com foco na inovação. Em um ambiente tão competitivo como o mundo dos negócios, ter diferencial e criatividade são fatores que podem de�inir quão longe sua empresa pode chegar; 7. Invista em networking. Se você está seguro que sua rede de contatos criará ambientes de geração de negócios e ajudará a

Antes de tirar o negócio do papel verifique se a ideia original se encaixa nas premissas de uma startup

ativar sua startup, vá em frente e aposte no negócio; 8. Determine regras claras de organização, sobretudo, quando se tratar de funcionários. A contratação informal, por exemplo, pode acarretar em sérios problemas trabalhistas futuros; 9. Gere conteúdo para sua startup. Faça-a aparecer. Crie um blog, compartilhe o conteúdo gerado no blog em sua fan page, faça parceria com sites e demais redes sociais; 10. Nunca desista. Não ache que sua ideia não possui concorrentes e que existe uma fórmula mágica para que seu negócio dê certo. A concorrência fortalece e estimula a evolução e quali�icação constantes. Saiba lidar com críticas negativas e até possíveis mudanças no projeto sem se deixar abater. Os segredos do jogo são perseverança e resiliência.

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Admiradores do espírito humano

30 coisas que você deve parar de fazer a si mesmo Marc e Angel, dois escritores passionais, life -hackers e “admiradores do espírito humano”, chegaram a uma lista de 30 coisas que você deve parar de fazer a si mesmo.

#2. Pare de fugir dos seus problemas. #1. Pare de perder tempo com as pessoas erradas. A vida é muito curta para perder tempo com pessoas que sugam a sua alegria para fora de você. Se alguém quer você em sua vida, eles vão criar espaço para você. Você não deveria ter que lutar por um lugar. Nunca, jamais insista em aparecer diante de alguém que subestima o seu valor. E lembre-se, seus verdadeiros amigos não são as pessoas que estão ao seu lado quando você está vivendo seus melhores dias, mas sim aqueles que permanecem mesmo nos piores momentos.

Encare-os de frente. Não, não vai ser fácil. Não há ninguém no mundo capaz de sair ileso de cada pancada que leve. Não é esperado que estejamos aptos a imediatamente resolver quaisquer problemas. Simplesmente não somos feitos desta forma. Na verdade, somos feitos para nos irritarmos, nos entristecermos, nos machucarmos, tropeçarmos e cairmos. E é por isto ser a razão mesma de viver – encarar problemas, aprender, se adaptar, e resolvê-los ao longo do tempo. Isso é o que efetivamente nos molda na pessoa que nos tornamos.

#3. Pare de mentir para si mesmo. Você pode mentir para qualquer outra pessoa no mundo, mas você não consegue mentir para si mesmo. Nossas vidas melhoram apenas quando arriscamos encarar as oportunidades, e a primeira e mais dificil oportunidade que podemos encarar é sermos honestos conosco mesmos.

#6. Pare de se apegar ao passado. Você não pode iniciar o próximo capítulo da sua vida se você continua relendo o anterior.

#4. Pare de colocar as suas necessidades em segundo plano. A coisa mais dolorosa é perder-se de si mesmo no processo de “amar” alguém demais, e esquecer de que você é especial, também. Sim, ajude aos outros; Mas ajude-se também. Se existe um momento para correr atrás de sua paixão e fazer algo que realmente importa para você mesmo,este momento é agora. 36

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#5. Pare de tentar ser alguém que você não é. Um dos maiores desafios na vida é ser você mesmo em um mundo que tenta fazê-lo igual a todos os outros. Alguém sempre vai ser mais bonito, alguém sempre será mais esperto, alguém sempre será mais jovem, mas eles jamais serão você. Não mude para que os outros passem a gostar de você. Seja você mesmo e as pessoas certas vão amar quem você é de verdade.

#7. Pare de ter medo de cometer erros. Fazer algo e falhar é ao menos dez vezes mais produtivo do que não fazer nada. Todo sucesso deixa uma trilha de falhas atrás de si, e cada falha é um passo rumo ao sucesso. Você acaba se arrependendo muito mais das coisas que NÃO fez, do que daquelas que fez.

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#8. Pare de se reprender por velhos tropeços. Nós podemos amar a pessoa errada e chorar sobre as coisas erradas, mas não importa o quão erradas as coisas se tornem, uma coisa é certa, os enganos nos ajudam encontrar a pessoa e as coisas que são certas para nós. Todos cometemos enganos, temos tropeços e mesmo nos arrependemos das coisas em nosso passado. Mas você não é seus enganos, nem seus tropeços, e você está aqui AGORA com o poder de definir o seu dia e o seu futuro. Toda e cada coisa que aconteceu na sua vida está te preparando para um momento que ainda virá.

#9. Pare de tentar comprar felicidade.

Muitas das coisas que desejamos são caras. Mas a verdade é que, as coisas que realmente nos satisfazem, são totalmente grátis – amor, risadas e trabalhar naquilo que nos apaixona.

#10. Pare de procurar a felicidade exclusivamente nos outros. Se você não está feliz com quem você é por dentro, você tampouco será feliz em um relacionamento de longo prazo com quem quer que seja. Você precisa criar estabilidade na própria vida em primeiro lugar, antes que possa compartilhá-la com mais alguém.

#11. Pare de ficar ocioso.

#12. Pare de pensar que você não está pronto.

#13. Pare de se envolver em relacionamentos pelas razões erradas.

Não pense demais ou você criará um problema que nem existia, para começar. Avalie as situações e tome ações decisivas. Você não pode mudar o que se recusa a encarar. Progredir envolve assumir riscos. Ponto! Vocẽ não pode andar até a segunda base e manter o seu pé ainda na primeira.

Ninguém realmente se sente 100% pronto quando uma oportunidade aparece. E isto acontece porque as mais grandiosas oportunidades na vida nos forçam a crescer além das nossas zonas de conforto, o que significa que não estaremos totalmente confortáveis, no início.

Relacionamentos devem ser escolhidos com sabedoria. É melhor estar só do que em má companhia. Não há necessidade de pressa. Se alguma coisa deve ser, ela acontecerá – no seu tempo certo, com a pessoa certa e pela melhor das razões. Se apaixone quando estiver pronto, não quando estiver solitário.

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#14. Pare de rejeitar novas relações por que as antigas não funcionaram. Na vida você perceberá que existe um propósito em conhecer cada pessoa que você conhece. Alguns testarão você, outros te usarão, e outros te ensinarão. Mas, o que é mais importante, alguns despertarão o que há de melhor em você.

#17. Pare de reclamar e sentir pena de si mesmo. As “bolas com efeito” da vida são jogadas por um motivo – para mudar o seu caminho numa direção que se destina a você. Você pode não ver ou entender tudo no momento em que isto acontece, e pode ser difícil. Mas pense naquelas “bolas curvas” negativas que foram jogadas para você no passado. Você frequentemente perceberá que no final elas te levaram a melhores lugares, pessoas, estados de espírito, ou situações. Então sorria! Deixe todos saberem que hoje você é mais forte do que era ontém, e então você será.

#15. Pare de tentar competir com todo mundo. Não se preocupe com o que os outros fazem melhor do que você. Concentre-se em bater os seus próprios recordes todos os dias. O sucesso é uma batalha travada apenas entre Você e Você mesmo.

#16. Pare de ter inveja dos outros. A inveja é a arte de contar as bençãos alheias, ao invés das próprias. Se pergunte o seguinte: “O que é que eu tenho que todas as outras pessoas desejam?”

#18. Pare de guardar rancor. Não viva a sua vida com ódio no coração. Você acabará machucando a si próprio muito mais do que as pessoas que você odeia. Perdoar não é dizer “o que você fez de errado comigo não tem importância”, é dizer “eu não vou permitir que o que você fez comigo seja a ruína eterna da minha felicidade”. Perdoar é a resposta… desapegue, encontre paz e liberte-se! E lembre-se, o perdão não é apenas para as outras pessoas, é para si mesmo também. E você deve perdoar-se, seguir em frente e tentar fazer melhor na próxima vez.

#19. Pare de deixar os outros te rebaixarem ao nível deles. Recuse-se em baixar os seus padrões de qualidade para acomodar aqueles que se recusam a elevar os deles.

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#20. Pare de perder tempo se explicando aos outros. De toda forma, seus amigos não precisam e seus inimigos não vão acreditar. Apenas faça o que seu coração aponta como o caminho certo.

#21. Pare de fazer as mesmas coisas de novo e de novo sem uma pausa.

#22. Pare de negligenciar a beleza dos pequenos momentos.

A hora certa de respirar profundamente é quando você não tem tempo pra isso. Se você continuar insistindo no que está fazendo, você vai continuar obtendo o mesmo resultado. Às vezes, você precisa se distanciar um pouco para ver as coisas mais claramente.

Aproveite as pequenas coisas, pois um dia você pode olhar para trás e descobrir que elas eram as grandes coisas. A melhor porção da sua vida será composta dos pequenos e inomináveis momentos que você passa sorrindo junto de alguém importante pra você.

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#25. Pare de agir como se tudo estivesse bem, quando não está. É perfeitamente normal desmoronar por um breve período. Você nem sempre precisa fingir que é o mais forte, nem constantemente tentar provar que tudo está indo bem. Você tampouco deveria se preocupar com o que os outros pensam – chore se precisar – é saudável colocar suas lágrimas para fora. Quanto mais cedo você o fizer, mais cedo você estará apto a sorrir genuinamente de novo.

#23. Pare de tentar alcançar a perfeição. O mundo real não recompensa o perfeccionismo, ele recompensa as pessoas que conseguem fazer as coisas.

#24. Pare de seguir o caminho do menor esforço.

#26. Pare de culpar os outros pelos seus próprios problemas.

A vida não é fácil, especialmente quando você planeja alcançar algo de valor. Não pegue o caminho mais fácil. Faça algo extraordinário.

A dimensão com que você conseguirá realizar seus sonhos depende da dimensão com que você assume responsabilidade pela própria vida. Quando você culpa os outros pelo que você está passando, você nega responsabilidade – você dá aos outros poder sobre aquela parte da sua vida.

#28. Pare de se preocupar demais. A preocupação não removerá os obstáculos do amanhã, mas removerá as delícias do dia de hoje. Um modo de verificar se algo vale o esforço de super ponderar a respeito é se fazer a seguinte pergunta: “Isso importará daqui a um ano? Três anos? Cinco anos?”. Se não, então não é nada que valha o esforço de preocupar-se. 40

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#27. Pare de tentar ser tudo para todos. Alcançar isto é impossível, e tentar apenas te levará ao esgotamento. Mas fazer uma pessoa sorrir PODE mudar o mundo. Talvez não todo o mundo, mas o mundo dela. Então estreite o seu foco.

#29. Pare de focar naquilo que você #30. Pare de ser ingrato. não quer que aconteça. Foque naquilo que você quer que aconteça. Pensamento positivo está na dianteira de todo grande história de sucesso. Se você acordar toda manhã com o pensamento de que algo maravilhoso acontecerá na sua vida hoje, e você prestar muita atenção, você com frequência descobriá que tem razão.

Não importa o quão bom ou o quão ruins as coisas estejam, acorde todo dia grato pela sua vida. Alguém em algum lugar está desesperadamente lutando pela própria vida. Ao invés de pensar naquilo que falta, tente pensar em tudo aquilo que você já tem e que quase todo mundo sente falta. www.paramais.com.br

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Comportamento

dos jovens brasileiros Levantamento feito com 1,7 mil brasileiros entre 14 e 25 anos aponta que um terço nunca usa camisinha, metade bebe, um quarto deles já dirigiu alcoolizado e 79% é sedentário

Fotos Marcelo Camargo/Agência Brasil

O

levantamento feito por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), recentemente divulgado com 1.742 entrevistados, investigou o comportamento dos jovens brasileiros com relação ao uso de álcool e drogas, vida sexual e cuidados com a saúde física. Segundo os pesquisadores, a falta de prevenção no sexo leva a outros dados preocupantes: 32% das jovens entre 14 e 20 anos já engravidaram ao menos uma vez. Desse total, 12,4% tiveram aborto espontâneo ou provocado. “Pelas estatísticas que temos de aborto natural, acreditamos que 8% das meninas tiveram abortos provocados, muitas vezes feitos em clínicas clandestinas, A maconha é a droga ilícita mais usada no Brasil

que colocam as garotas em risco”, afirma Clarice Sandi Madruga, uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo. Outro dado que surpreendeu os especialistas foi o alto índice de jovens sedentários. A pesquisa mostra que 79% dos entrevistados não pratica atividade física frequenO consumo de cocaína por jovens brasileiros é dos mais altos do mundo

Camisinha, 38% das jovens disseram nunca usar, contra 29% dos entrevistados

temente e 57% não faz nem sequer exercícios leves, como jogar futebol ou andar de bicicleta eventualmente. “Não esperávamos esses dados para jovens. O maior acesso a computador, smartphone, videogame pode estar vinculado com esse índice”, afirma Ilana Pinsky, outra pesquisadora envolvida no estudo.

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Álcool e drogas Os pesquisadores também observaram comportamentos de risco relacionados ao uso de álcool e drogas. Metade dos jovens bebe e um quarto deles disse já ter dirigido alcoolizado pelo menos uma vez no último ano. Entre os jovens que consomem álcool, um terço bebe abusivamente semanalmente. O consumo abusivo ocorre quando a pessoa ingere quatro ou cinco doses em um período de duas horas. Entre as drogas ilícitas, a maconha é a mais consumida entre os jovens. Cerca de 8% dos entrevistados declararam ter fumado o entorpecente pelo menos uma vez no

Metade dos jovens bebe e um quarto deles disse já ter dirigido alcoolizado pelo menos uma vez no último ano

último ano. Em seguida, aparece a cocaína, com 4,8% de prevalência.

Meninas A infração de trânsito é bem menos frequente entre mulheres (4% do total). No entanto, uma em cada quatro mulheres foi passageira em veículo em que o motorista estava alcoolizado

Alguns indicadores de comportamento de risco tiveram piores resultados entre as meninas e mulheres entrevistadas. No caso do uso da camisinha, 38% das jovens disse-

ram nunca usar, contra 29% dos entrevistados. Na pergunta sobre o sedentarismo, o índice de jovens sedentárias é quase 15 pontos porcentuais superiores ao dos homens. Embora o índice de mulheres que dirigem alcoolizadas seja baixo (3,8%), quase um terço delas diz andar em veículos conduzidos por motoristas bêbados.

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