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Parรก+ ABRIL 2014

BELร‰M-PARร

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ISSN 16776968

   



EDIร‡รƒO 146

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Uma criança é sempre um motivo de alegria. Neste caso, são mais de 2.500 motivos.

Até bem pouco tempo atrás, os Waimiri Atroari e os Parakanã pareciam condenados a serem apenas personagens dos livros de história. Mas graças aos programas indígenas da Eletrobras Eletronorte, em parceria com a Funai, hoje as duas etnias somadas alcançam a marca de 2.692 vidas. Livres da extinção, vivem em terras demarcadas, resgataram suas culturas e contam com estrutura permanente para atendimento médico e odontológico, controle de epidemias, educação, apoio à produção e proteção ambiental. E no que depender da Eletrobras Eletronorte, a promoção da autonomia indígena será a nossa contribuição para que essa história esteja nos livros como um exemplo que deu certo. 19 de abril, Dia do Índio. 14

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Quarenta dias de reflexĂŁo

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Boa-fĂŠ, fĂŠ demais

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Iniciativa pelo resgate da memória foi lançada pelo Legislativo paraense

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Proteger, cuidar e preservar o que ĂŠ de todos

PUBLICAĂ‡ĂƒO

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CPI e CNBB unem esforços contra o Tråfico de Pessoas

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BelĂŠm no 7Âş FĂłrum Urbano Mundial

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Pacto pela Educação ganha prêmio em Nova Iorque

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Jogos IndĂ­genas do ParĂĄ

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA C�RIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 BelÊm-Parå-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

Ă?NDICE DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo HĂźhn; EDITOR: Ronaldo Gilberto HĂźhn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo HĂźhn; DISTRIBUIĂ‡ĂƒO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAĂ‡ĂƒO: Ronaldo G. HĂźhn; COLABORADORES*: Aluisio Lins Leal, Ana Claudina Santos DRT 1310, Anete Costa Ferreira, Augusto Vongrapp, Camillo Martins Vianna, Daniel Nardin, Marga SimĂľes, Mariana Jungmann, Pedro Cardoso da Costa, Warter Grillo; FOTOGRAFIAS: Acervo pessoal dos ex-combatentes, Adriano MagalhĂŁes, AntĂ´nio Silva, Sidney Oliveira / Ag. ParĂĄ Arquivo Comus/PMB, Arquivo ParĂĄ+, Ascom Emater, Eduardo Lima, Laercio Esteves, GQ EstĂşdio, Portal FEB, Reprodução / Google, Rafael Araujo, Roberto Stuckert Filho/PR, Thiago Araujo e Willian Favacho Esteves; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAĂ‡ĂƒO GRĂ FICA: Editora CĂ­rios * Os artigos assinados sĂŁo de inteira responsabilidade de seus autores.

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Tecnologia “Avatarâ€? de controle da mente jĂĄ nĂŁo ĂŠ ficção

FAVOR POR

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CIC

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A tecnologia no combate ao crime

Os adultos estĂŁo obsoletos

ST A

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Em pouquĂ­ssimo tempo teremos um...

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Tecnologia e inovação em rede social

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Capitais amazĂ´nicas estĂŁo entre as menos arborizadas



Ă?ndios aprendem tĂŠcnicas de plantio e beneficiamento...

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Quarenta dias de reflexão N ão precisa ser católico praticante para saber um pouco sobre as tradições da igreja, principalmente as que resultam em feriados religiosos como o carnaval e a páscoa. Entre essas duas datas, o período da quaresma é um dos mais intensos para a igreja. A Quaresma dura 40 dias; começa na quarta-feira de Cinzas terminando no Domingo de Ramos. É tempo de conversão, período litúrgico que a Igreja faz de preparação para a Páscoa. Mas não basta apenas “passar” os 40 dias. É preciso participar da quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Para ajudar a orientar os fiéis, o arcebispo metropolitano de Belém, D. Alberto Taveira lançou o Retiro Popular, uma publicação que serve como um manual de conduta. O livro é editado há quase 20 anos. “A participação das pessoas nas atividades da igreja durante a quaresma cresceu muito, há uma intensa busca pelas confissões e um grande interesse em fazer esse retiro”, afirma D. Alberto. “Mas nem todos podem deixar sua rotina para se dedicar dessa forma, por isso ter um roteiro de orações que pode ser feito uma hora por dia ajuda bastante”, avalia. Em 40 anos de sacerdócio, D. Alberto testemunha um interesse constante pelas liturgias, “isso apenas ficou mais evidente”, afirma. Um exemplo foi a Jornada Mundial da Juventude, quando a população pôde ver a força do movimento católico. “Mas isso é fruto de um trabalho feito o ano inteiro nas paróquias”, avalia. Para ele, a quaresma é um tempo forte, de reforço da oração e penitência. “É preciso fazer mutirões nas paróquias para as confissões”, diz ele.

A salvação entrou nesta casa

Para o Retiro Popular deste ano, D. Alberto seguiu a linha do testemunho para ajudar no crescimento das pessoas. Ele lembra uma citação do papa Paulo VI, que “acreditava muito mais no testemunho do que nas palavras dos mestres”. E é em busca de exemplos que podem ser seguidos que o livro se baseia. “Toda evangelização começa com o testemunho. Quando vemos uma pes-

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O livro “Retiro Popular” está sendo vendido nas lojas Lírio Mimoso, Paulinas, Paulus, e também na Fundação Nazaré de Comunicação

soa que vive isso, suscita interesse no coração”, afirma o arcebispo. Assim, o arcebispo parte da figura de Zaqueu, um homem pecador que alcançou a

Salvação. “É como se eu pedisse a Zaqueu para nos tomar pela mão e fazer o caminho conosco, o caminho da Quaresma. A curiosidade dele, a sede de Deus”. Para Dom Alberwww.paramais.com.br

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Semana Santa. Para isso, traz em seu conteúdo a Palavra de Deus, uma orientação para a oração do Rosário e propostas de jejum. Esses jejuns variam ao longo das semanas da Quaresma e trazem propostas de ações concretas, uma necessidade que também vem sendo enfatizada pelo Papa. “Para essa semana, nosso jejum propõe algo diferente: o jejum dos passos. É para sair de si mesmo, de sua acomodação e ir ao encontro das pessoas necessitadas, especialmente aquelas que se encontram, como sugere o Papa Francisco, nas periferias, sejam elas sociais, emocionais ou espirituais”, exemplificou D. Alberto.

Dom Alberto Taveira, arcebispo metropolitano de Belém

Fraternidade

to, todas as pessoas podem encontrar seu espaço nesse Retiro Popular, desde as que estão afastadas de Deus até as que fazem um caminho cristão mais profundo. A ideia é que o texto possa contribuir para a transformação de vidas no tempo da Quaresma. Como um roteiro, o livro é uma espécie de passo a passo de como os fiéis podem viver bem esse tempo de preparação para a

A quarta-feira de cinzas marcou o início da quaresma e também da campanha da fraternidade. Este ano, o tema é o tráfico humano. É um alerta da igreja para crimes como o trabalho escravo, a exploração sexual, o tráfico de crianças e a venda de órgãos. Atualmente, de acordo com a ONU, 2,5 milhões e meio de pessoas no mundo são vítimas do tráfico humano. A cada ano, a CNBB aborda temas delicados na s campanhas da fraternidade. Para D. Alberto, os temas ajudam a sensibilizar a sociedade. “A campanha da fraternidade é uma

grande campanha de opinião pública, divulgada intensamente durante a quaresma. Nosso desejo é contribuir para um mundo mais fraterno”, conclui. Em uma mensagem enviada aos bispos e para todos os fiéis do Brasil, o Papa Francisco afirmou que não é possível ficar impassível sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria. O tema da campanha da fraternidade será debatido até o fim do ano nas paróquias. A Igreja Católica quer conscientizar os fiéis e fazer com que denúncias cheguem às autoridades.

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CPI e CNBB unem esforços contra o Tráfico de Pessoas Fotos Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

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Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas da Câmara Federal reuniu-se recentemente com o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno Assis, e com o secretário-geral da CNBB, Dom Frei Leonardo Ulrich Steiner. O objetivo do encontro foi o de discutir formas de colaboração dos parlamentares com a Campanha da Fraternidade, cujo tema neste ano é “Fraternidade e Tráfico Humano” e o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou”, no ano em que a campanha completa 50 anos. E também para alertar os fiéis para o fato de que o tráfico de pessoas realmente existe, e fazer com que as famílias saibam se prevenir, evitando que se tornem vítimas do crime. Segundo o presidente da CPI, deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), a capilaridade da Igreja Católica faz com que o alerta sobre o problema chegue a mais casas e comunidades pelo País. “As igrejas em geral, não só a Igreja Católica, têm um grau de capilaridade

na sociedade brasileira que é muito importante em campanhas dessa natureza, que dependem fundamentalmente da informação e da prevenção do que da ação punitiva do Estado”, afirmou o parlamentar. Arnaldo Jordy destacou que o tráfico de pessoas atinge principalmente as pessoas mais fragilizadas da sociedade, seja do ponto de vista econômico, familiar ou socioafetivo. “A importância de abraçar este tema é que a CNBB é uma organização que alcança a sociedade muitas vezes onde o Estado não chega”, disse o deputado paraense. Há um ano e meio, a CPI do Tráfico Humano investiga casos e finaliza um relatório que ficará pronto no final de abril além de 25 propostas para alterar a legislação bra-

sileira que deverão dar mais ferramentas e eficiência ao combate do tráfico humano no país. Entre as propostas apresentadas à CNBB estão mudanças previstas no Código Penal, no Código de Processo Penal, na Lei de Migrações, no Estatuto da Criança e do Adolescente, na Lei dos Estrangeiros e na Lei Pelé. “Esperamos que, o mais brevemente possível, nós possamos aprovar mudanças na legislação, no sentido de melhorar o enfrentamento do tráfico de pessoas, que atenta contra o princípio, o bem jurídico mais importante da sociedade que é a vida humana e que, lamentavelmente, ainda está preterida ao segundo plano”, defendeu Jordy. Durante a reunião, dom Damasceno e dom Leonardo receberam cópias do relatório parcial, com sugestões de mudança de leis para prevenção e punição do tráfico. Os membros da Comissão receberão propostas da CNBB em relação ao texto.

32 bilhões de dólares

Membros da CCPI do Tráfico de Pessoas, durante reunião com o presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis e Dom Frei Leonardo Ulrich Steiner, Secretário-Geral 08

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CPI e CNBB unem esforços contra o Tráfico de Pessoas.indd 8

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o tráfico de pessoas movimenta anualmente 32 bilhões de dólares em todo o mundo. O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, destaca que a Campanha da Fraternidade pretende mostrar as diferentes faces dessa atividade criminosa. “Sabemos que as pessoas são convidadas, especialmente, no meio mais pobre. Existem propostas de bons empregos e que, depois, na realidade não se concretizam e as pessoas são usadas, às vezes, para prostituição ou www.paramais.com.br

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Deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito do Tráfico de Pessoas em reunião com o presidente da CNBB, dom Raimundo Damasceno

para trabalhos que não são dignos”, ressalta dom Leonardo. “O primeiro objetivo nosso é discutir com as comunidades todas, não só as comunidades católicas, mas levar para as escolas, para todos os ambientes esta realidade, falar sobre essa realidade” acrescentou o religioso. “Porque, se as comunidades, as famílias perceberem, deverá dar uma grande contribuição.” Já o cardeal Damasceno destacou os subsídios da CF disponíveis para todas as idades e que podem ser utilizados nas escolas, famílias e celebrações. “O tema da Campanha da Fraternidade, a cada ano, atinge praticamente todo Brasil e os mais diversos

segmentos da nossa sociedade, desde a infância até o adulto, passando pelos casais, jovens, escolas e até mesmo pelas universidades”, completou. Secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner diz que a campanha também objetiva incentivar as denúncias e a reflexão sobre a reinserção social das pessoas resgatadas do tráfico. Ele destacou a divulgação dos casos apurados pela CPI como ferramenta importante na prevenção do crime de tráfico humano. “Esses fatos, quando levados às comunidades, podem esclarecer muito. Muitas vezes, as pessoas acham que isso não é real. Quando nós levamos acontecimentos, fatos, testemunhos, ajudam muito. E a CPI

tem recolhido muito material, muitos testemunhos”, disse dom Leonardo. Recentemente, o Papa Francisco se referiu à prática do tráfico humano com palavras de repúdio: “O tráfico de pessoas é uma atividade desprezível, uma vergonha para as nossas sociedades que se dizem civilizadas”. O presidente da CPI e os bispos lembraram que, quando o tráfico de pessoas ocorre, seres humanos passam a ser tratados como mercadoria: crianças são adotadas ilegalmente; pessoas são raptadas para remoção de órgãos; mulheres são enganadas e obrigadas a prostituir-se; e trabalhadores são explorados em trabalho escravo.

A Paz e a liberdade como sentido maior da vida são os melhores e maiores valores para a renovação, o renascimento e a união entre todos os que acreditam em um mundo de convivência pacífica entre religiões e credos, com respeito às diversidades humanas. Que a sabedoria de um novo mundo se sobreponha à violência, para que todos sejam respeitados. Feliz Páscoa! DEPUTADO FEDERAL www.paramais.com.br

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Boa-fé, fé demais

Andar com fé eu vou, mas a fé costuma falhar, sim, quando atingem a sua, diretamente, o que acusamos ao sentir antes de mais nada uma angústia forte e um terrível aperto no coração. Na hora a fé, conceito religioso, pessoal, do caráter, se mistura ao meio jurídico, e de uma forma muito cruel. Porque o problema é que a boa-fé não tem papel; é só a moral que assina, e isso deveria ser reconhecido. Deveria bastar. Mas fé cega, faca amolada. Texto Marli Gonçalves*

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sangue corre quente nas veias. Você quase pode sentir o veneno inoculado, circulando por todo ele - o seu corpo - subindo para a cabeça igual se falava antigamente da menstruação, para aterrorizar as meninas sobre o perigo de lavar a cabeça durante o período. O estômago levou um soco, o gosto de fel amarga o apetite e estanca até a emissão das boas palavras e sentimentos. Uma enjoativa sensação de que não vale mais a pena acreditar em nada, em ninguém, que o mal está sempre à espreita. Logo há um tipo de solidão que se instala, e o equilíbrio pode demorar a ser recuperado. A vida toda é mesmo cruel porque feita justamente desses retalhos, costurados com os momentos bons. Mas só depois você pôde distinguir melhor o que eram apenas nuvens mesmo, sem anjos. Nuvens da sua imaginação e das atitudes desprendidas. Fé? No amor, sempre acontece assim: você vai e põe fé em pessoas que ama, e elas te deixam a ver navios destroçados, jogados em mar bravio. Já no dia a dia, a gente põe fé nas pessoas com que tratamos olhos nos olhos e quando você não interessa mais, ou a elas só interessa ganhar algum, surgem traiçoeiramente. Evocam leis e contratos

que elas mesmas quebraram, ou que apenas podem servir para tentar amparar suas más intenções, na cara dura. Até em família a boa-fé pode fazer quebrar sua cara. A traição anda com cara lambida, displicente, balançando a bunda, batendo chinelinho, tentando não ser percebida quando ou enquanto te golpeia. Tem um monte de tipos a tal fé. A coquete-

leira do mundo louco mistura de tal forma os conceitos que às vezes nos deixa sem entender bem nenhuma filosofia, seja vã ou utilitária. Fé, para lembrar, é uma opinião firme de que algo é verdadeiro, de forma natural, sem direito a dúvida. Onde uma existe, a outra deveria estar longe. A boa-fé é agir de maneira honrosa, em um contrato oral, em que partes se comprometem com algo,

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até o fim, mesmo com percalços, sempre analisados em conjunto e em bom tom. Há a tal fé pública, que parece papel, no fundo inventado porque os homens são desde sempre chegados a traições; costuma ser acompanhada de um carimbo de alguém de fé, mesmo que concursada, que “deu fé!”. Entendeu? Burocracias puras. E em geral burras e inoperantes. Sobe e desce de arquivos. Juristas de respeito já definiram uma boa-fé, diante de tudo isso: “a virtude de dizer Costuma falhar, e bem na hora que a gente mais precisa dela

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o que acredita e acreditar no que diz”. Dessa forma, para eles, na hora do vamos ver deveria ser definido assim: “aquele que se encontra em uma situação real, e imagina estar em uma situação jurídica, age com boa-fé subjetiva”. Ou, primeiro, o sentimento. A boa-fé. Mas a coisa é muito mais complexa. Há o botar fé, expressando o sentimento de confiança, reconhecimento e aceitação. Tomar fé é conhecer, saber. Acredito que pode ser usado em outra forma, variada mas precisa: quando alguém vem para roubar a sua, na mão grande. Aqui no Brasil, a forma mais conhecida e popular, acho que até mais do que reza, é o “fazer uma fezinha”. Na loteria, na buena, na sorte. Nos jogos, loterias, heranças, acertos, ou na má-fé, decerto. Está para nascer Nação igual aqui, onde tanta gente quer mais é ganhar dinheiro fácil, sem trabalho, caído do céu, colhido de árvores, roubado do outro. Ah, leitor amigo! Se você está onde acredito - entre os de boa-fé na vida - sinto muito. Estamos mesmo em extinção. Paro para refletir sobre tudo o que é relativo à Fé e à Justiça, por mim, no momento às voltas com minha própria incorrigível ingenuidade e boa-fé. Mas também por você, outro brasileiro, que clama por Justiça de tal

forma que pode se comprazer essa semana com a prisão - mesmo que atrasada - do velho jornalista assassino; e acabou distraído e não reparou em tantos outros pequenos assassinatos por aí, encontros de pessoas com a morte nas esquinas, dentro de casa, no quarto de um motel. Tudo por causa de um momento de boa-fé que depositaram, abriram “a guarda”. Digo ainda pelos que acreditam que promessas são dívidas e acabam em fila indiana andando atrás de algum pregador. Mas se lá na frente alguém brecou, descobrirá a fragilidade do castelo de cartas que caiu de lá em cima de você. Ou sentiu o tranco, ao contrário, se alguém lá atrás não brecou. Solução para tantos perrengues, não sei. Mas sei que o que temos de combater, curiosamente também tem fé no nome. A má-fé, um crime, porque é procedimento utilizado só para enganar. Em geral a boa-fé dos outros. Aquela que não costuma ter papel, nem recibo de comprovação. O problema é que só há uma arma para conseguir isso: a fé. Que costuma falhar, e bem na hora que a gente mais precisa dela. São Paulo, inferno astral, 2011, e nem estão me dando tempo para pensar nisso. Botar fé, expressando o sentimento de confiança, reconhecimento e aceitação

(*) Jornalista. Dedico esse texto às pessoas que mantêm a fé na boa. E à minha amiga e advogada Tania Lis que, com conhecimento, força e jeito guerreiro, confia na boa fé, e desbrava uma forma de demonstrar isso, com alegria e solidariedade tal que recupera a minha

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Iniciativa pelo resgate da memória foi lançada pelo

Legislativo paraense

Governador Simão jatene prestigia lançamento da coletânea dos 190 anos do legislativo no Pará

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Fotos Ozéas Santos

história do Pará e tudo o que acontece na sociedade, de um jeito ou de outro, passam pela Assembleia Legislativa (Alepa). É o chamado “Poder do Povo” que aprova as leis que se refletem na vida de cada cidadão. Mas apesar de produzir história, a preservação dessa história nunca foi feita. Até agora. Numa iniciativa inédita, a Mesa Diretora da Alepa decidiu resgatar os registros de 190 anos do Poder legislativo no Pará. O trabalho de pesquisa na ALEPA iniciou em março de 2013 com a constituição da Comissão de Servidores para trabalhar na garimpagem, recuperação de documentos, 12

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depoimentos e fotografias. O lançamento oficial do projeto de instalação do Acervo Histórico Patrimonial e Iconográfico da Assembleia Legislativa (Alepa), no entanto, ocorreu em outubro passado. Em dezembro foi anunciado à parceria com o Arquivo Público Estadual - para acompanhamento técnico, repasse de tecnologia e de arquivos, e ainda na realização de digitalização e microfilmagem de fotografias e documentos antigos e raros. A ideia de buscar o acervo textual, iconográfico e midiático da Alepa surgiu da constatação de que o Poder não possuía um banco de informações com dados referentes às sucessivas legislaturas e sequer uma listagem confiável da vida parlamentar ao longo dos anos. “Fotografias, artigos de jornal, do-

cumentos manuscritos, cartas: nada disso existia em um espaço próprio na casa”, diz o organizador e consultor Thiago Vianna. O presidente Márcio Miranda determinou que fosse feito um levantamento completo dos mandatos e que servisse na montagem do acervo. “Recuperar todo esse tempo não é apenas um dever administrativo, mas um resgate político e social que fundamenta o importante papel do Parlamento do Pará no processo democrático”, considera o presidente. O grupo de pesquisadores realizou uma rigorosa prospecção na primeira etapa e descobriu que existia um significativo acervo espalhado por diversos órgãos e instituições do Estado, entre eles, a Fundação Cultural Tancredo Neves (Centur), o Museu da Imagem e do Som (MIS), o Arquivo Público, além de outros de âmbito privado, como o Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP) e a Academia Paraense de Letras (APL). Foram firmadas parcerias com esses organismos para viabilizar a captação digital dos acervos. Centenas de fotografias, cartas, filmagens e documentos privados foram localizados. É o caso do acervo dos ex-presidentes Renato Franco e Victor Paz. Outros registros considerados importantes são as cartas de Lauro Sodré, fotografias das constituintes, dezenas de instantâneos do início do século de políticos, atas do século XIX, www.paramais.com.br

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Márcio Miranda, presidente da Alepa deputado, discursa no lançamento da coletânea

Parlamentares da atual legislatura no lançamento da coletânea

antigos projetos de lei da mesma época e vídeos.

Coletânea da história política do Pará

Em um ano, a comissão conseguiu reunir mais de 10 mil fotografias e documentos históricos. O material serviu de base para o lançamento da primeira edição da “Coletânea dos 190 anos do Poder Legislativo”, em uma festa grandiosa no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. “O livro significa a disposição do Poder Legislativo em iniciar um processo meticuloso e científico de reconstituição de sua história”, informou o presidente Márcio Miranda (DEM), da Assembleia Legislativa do Estado do Pará. A coletânea traz 300 ilustrações, algumas delas inéditas, entre fotos, depoimentos, manuscritos e charges, remonta à promulgação da Constituição do Brasil de 1824, por ato do imperador Don Pedro I, datado de 24 de março, que determinou a realização de eleições para as Assembleias Provinciais. A assinatura da Constituição do Estado em 1947 pelo governador Magalhães Barata,

cenas da votação da Constituição do Estado, em 1989, são outros momentos retratados na publicação, que se reporta ainda a época atual. A primeira edição de mil exemplares da ‘Coletânea’ foi distribuída aos convidados presentes no evento entre parlamentares, ex-parlamentares, viúvas e familiares, e ainda, autoridades públicas dos poderes Constituídos e a segmentos representativos da sociedade civil organizada do Pará. Outra remessa da publicação será remetida a Bibliotecas Públicas de todo o Estado. O livro editado pela Assembleia Legislativa do Estado do Pará foi produzido pela Comissão de Servidores formada e que se encontra pesquisando a história do parlamento. O projeto prevê ainda, exposições públicas dos diversos materiais colhidos, publicação de livros-álbum, e videobiografias contendo entrevistas com ex-presidentes. O acervo a medida de sua catalogação ficará a disposição de pesquisadores, historiadores, estudantes e da população em geral para pesquisa, nas dependências da Casa e no site da Alepa. “A sociedade tem o direito de saber o que os parlamentares, que passaram por essa Casa de Leis, fizeram ou deixaram para o en-

grandecimento do nosso Estado e do País”, explicou o deputado Márcio Miranda, idealizador do projeto de recuperação da história da Assembleia Legislativa. “Não podíamos deixar perdido no tempo e no espaço o legado de homens e mulheres que deram sua contribuição para o desenvolvimento do Pará”, disse. O historiador e consultor para a organização do Acervo Histórico do Poder Legislativo, Thiago Vianna, informou que outros projetos serão desenvolvidos com o acervo reunido, oriundo de vários acervos pessoais. Segundo Vianna, que é especializado em gestão de Patrimônio Histórico e Cultural, a Alepa dispõe também de “mais de vinte filmes e gravações de suma importância para o resgate da história do Legislativo (estadual). “No caso das documentações, temos mais de 200 manuscritos, que têm sido selecionados e foram enviados por familiares e colhidos em instituições públicas que estão colaborando com o trabalho”, comemorou.

Projetos

Além do acervo organizado e a coletânea de fotos, a comissão de resgate do acervo histórico se prepara para lançar um site

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entre Pedro Alvares Cabral e Pass. 3 de Outubro

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Acervo Memorial da Alepa

Acervo Memorial

específico com todo o material recuperado, entre arquivos de fotos e documentos de cada deputado eleito no Pará. Para isso, toda a coleção de documentos manuscritos e anais da Assembleia legislativa, desde 1824 até 1945, passará por um processo de digitalização. São as principais fontes de pesquisa histórica porque guardam a transcrição fiel de tudo o que tramitou na Casa de Leis e de tudo de mais relevante que acontecia no Estado e era discutido pelos deputados em seus pronunciamentos na tribuna. A digitalização será feita pelos especialistas do Arquivo Público do Estado. Como o prédio da instituição, no centro comercial de Belém, vai passar por reformas, a Alepa cedeu um prédio, onde funcionava o Centro de Atendimento ao Cidadão, para que o Arquivo Público continue suas atividades durante um ano. O espaço foi adaptado para atender ao padrão nacional de arquivo público. “Este é o maior investimento feito em resgate histórico no Estado”, afirma Thiago Vianna. Outra preciosidade que a comissão conseguiu recuperar são vídeos que estavam esquecidos no Museu da Imagem e do Som, que registram a ida de parlamentares ao interior do Pará, acompanhando o governador Aurélio do Carmo na fundação de vários municípios, no ano de 1929. Há também diversos registros filmados do período da ditadura no Pará.

Acervo recuperou mais de 10 mil fotografias históricas

Esse material poderá ser conhecido pela população durante um Fórum que a Alepa promoverá, com mostra de filmes, exposição fotográfica e debates sobre temas como o acervo histórico no Pará, preservação do patrimônio arquitetônico e a necessidade de leis de incentivo à preservação. O segundo volume da coletânea sobre a história do legislativo nesses 190 anos também já tem data marcada: o lançamento será no encerramento do período legislativo de 2014, no dia 20 de dezembro. Além de fotos, seis historiadores vão participar da obra com análises dos vários períodos. “Tantos projetos irão viabilizar realmente um acervo histórico funcional, para que a população possa ter acesso, pesquisar e ser atendida de forma eficaz”, conclui Thiago Vianna.

Deputados e integrantes da comissão responsável pelo resgate do acervo histórico na Alepa

49 ANOS 1964 - 2010

END: APINAGÉS, 562 PRÓX. A TIMBIRAS - (091) 3249-0882 - fetracom@ig.com.br

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Belém no 7º Fórum Urbano Mundial

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Fotos Alcaldía de Medellín

elém foi uma das oito cidades brasileiras incluídas em debates do 7º Fórum Urbano Mundial organizado pelas Organização das Nações Unidas (ONU) na cidade de Medellín na Colômbia. O prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, foi convidado pela ONU para participar da conferência ao lado de representantes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). “No painel de discussões promovido pelo Unicef, tive a oportunidade de ser o único prefeito convidado para participar das dicussões sobre a Plataforma dos Centros Urbanos que é um conjunto de estratégias para a superação de problemas sociais em oito cidades brasileiras”, a�irmou o prefeito. O 7º Fórum Urbano Mundial é uma das conferências mais importantes sobre cidades realizada pela ONU e reúne representantes de governos, organizações da sociedade civil, universidades, setor privado, imprensa, agências das Nações Unidas e outras organizações internacionais, além de 140 especialistas internacionais. Durante o encontro, mais de 170 representantes de vários países apresentam trabalhos como soluções para os desa�ios enfrentados pelas cidades nos mais diversos setores. Estão programados cerca de 500 eventos paralelos, incluindo capacitação, “networking”, sessões especiais, exposições, debates, entre outros. O prefeito Zenaldo Coutinho revelou a importância do Fórum para a criação de Dando a conhecer ao mundo as experiencias de inclusão social, equidade e desenvolvimento urbano

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Belém no 7º Fórum Urbano Mundial.indd 15

projetos que melhorem a qualidade de vida nos principais centros urbanos do mundo. “Durante uma semana estive dedicado em partilhar boas práticas, repercurtir experiências de sucesso e aprender com os grandes exemplos de projetos de infraestrutura que possam acelerar a melhoria dos indíces de qualidade de vida em Belém. Foram 17 mil pessoas, unidas, partilhando das discussões e ideias para melhorar nossas cidades. Espero retornar para o Brasil com boas notícias e excelentes projetos para a nossa cidade”, a�irmou o prefeito de Belém. O custeio de toda a viagem para a Colômbia (passagens, alimentação e hospedagem) foi oferecido pela Organização das Nações Unidas por meio do Unicef. A cidade de Medellín foi escolhida como sede do evento por conta da transformação pela qual passou nas últimas décadas, com projetos sociais e urbanísticos como as bibliotecas públicas e o sistema integrado de transporte. O 7º Fórum Urbano Mundial encerrou-se no Centro de Convenções “Plaza Mayor” de Medellín.

Zenaldo Coutinho, com representantes da Unicef e Joan Clos, Diretor Executivo da ONU-Habitat

Hall do evento

Zenaldo, o único prefeito convidado para participar das dicussões sobre a Plataforma dos Centros Urbanos

Na plenária de encerramento

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Pacto pela Educação

ganha prêmio em Nova Iorque

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Texto Márcio Flexa* Fotos Ag. Pará

vice Governador Helenilson Pontes representou o governador Simão Jatene, em Nova Iorque (EUA), na entrega do prêmio “David Rockefeller Bridging Leadership Award”, conquistado pelo Programa Pacto pela Educação, do governo do Estado, que tem como missão aumentar em 30% o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). O prêmio foi concedido pela Synergos, organização sem �ins lucrativos com a missão de reduzir a pobreza no mundo por meio de parcerias entre governos, empresas, sociedade civil e comunidades locais. Foram premiados também o presidente-executivo da Unilever, Paul Polman, empresa que �inancia inumeras iniciativas �ilantrópicas em todo o mundo, e Ngozi Okonjo-Iweala, ministra das Finanças da Nigéria, que já foi candidata a presidência do Banco Mundial e se destaca pelo trabalho realizado contra a miséria em seu país. Em seu discurso, Helenilson destacou que o Prê-

Peggy Dulany, Helenilson Pontes e o troféu do prêmio “David Rockefeller Bridging Leadership Award”

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mio é um reconhecimento internacional pela prioridade histórica dada pelo governador Simão Jatene à educação no Estado. Ele comentou que a Synergos é a instituição mais importante de incentivo aos trabalhos sociais no mundo e que foi uma honra ver nome do governador Simão Jatene sendo destacado juntamente com o de outras personalidades importantes no combate à pobreza. “O Pacto Pela Educação recebeu amplo destaque e reconhecimento, por parte da sociedade internacional, pelo esforço feito por um estado da Amazônia para a inclusão social de jovens e o combate à pobreza e desigualdade”, explicou. A cerimônia de entrega do prêmio aconteceu no Gotham Hall, em Nova Iorque, e contou com a presença de personalidades mundiais que atuam no combate à pobreza e desigualdade no mundo para uma grande troca de experiências. A solenidade foi seguida de um jantar que serviu para um intercâmbio de ações denominado “University for a Night”. O evento reuniu mais de 340 participantes de mais de duas dezenas de países para compartilhar experiências, A fundadora da Synergos, Peggy Dulany, foi a mestre cerimônia na entrega do prêmio “David Rockefeller Bridging Leadership Award”, ocorrida no Gotham Hall

Peggy Dulany, com os ganhadores do prêmio “David Rockefeller Bridging Leadership Award”, em 2014: Dra. Ngozi Okonjo- Iweala, ministra das Finanças e da Coordenação da Economia, da Nigéria, Paul Polman, CEO da Unilever e Simão Jatene, Governador do Estado do Pará, representado por Helenilson Pontes, em Nova Iorque

idéias e projetos sobre como as pessoas e instituições de diferentes lugares e partes da sociedade podem trabalhar juntos para resolver a pobreza e outros problemas complexos da atualidade. investimento em educação - O Pacto pela Educação do Pará é um esforço liderado pelo Governo do Estado, lançado em 2013 e conta com a integração de diferentes setores e níveis de governo, da comunidade escolar, da sociedade civil, da iniciativa privada e de organismos internacionais, com o objetivo de promover a melhoria da qualidade da educação no Pará e, assim, tornar o Estado uma referência nacional na transformação da qualidade do ensino público. O programa contou com o apoio técnico da Synergos e apoio �inanceiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento, e com contribuições de um grupo inicial de parceiros. Para alcançar a meta principal o programa propõe-se a desenvolver a capacidade dos professores, diretores e coordenadores nas escolas estaduais, melhorar a infraestrutura educacional, captar investimentos para a educação, melhorar a gestão da Secretaria e das escolas, tudo com a utilização

das tecnologias da informação. Para alcançar a meta do programa, estão assegurados US$ 280 milhões do banco Interamericano de Desenvolvimento com contrapartida estadual de US$ 150.650 milhões. A área da educação recebeu, em 2013, investimentos da ordem de R$ 1,59 bilhão que foram aplicados em ações, programas e projetos bene�iciando 240.830 alunos do Ensino Fundamental , 339.774 do Ensino Médio e técnico pro�issionalizante e 98.504 da educação de jovens e adultos, totalizando 679.108 alunos atendidos, nos 144 municípios do Estado. Para o secretário de Estado de Promoção Social, Alex Fiuza de Melo, que também integrou a comitiva do Governo do Estado em Nova Iorque, o prêmio é um reconhecimento internacional pelo conjunto, iniciativa e esforço previsto com o “Pacto pela Educação”, que amplia, recupera e moderniza a infraestrutura, melhora a qualidade de ensino e aperfeiçoa a gestão da rede estadual de ensino. (*) Vice Governadoria

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Litoral de Salinas será área de proteção ambiental

Proteger, cuidar e preservar o que é de todos A Governo pretende criar Unidades de Conservação costeiras no Pará

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região costeira do Pará deverá ganhar Unidades de Conservação (UCs), as primeiras desse tipo em toda a região Norte, segundo proposta do Governo do Estado. Estão previstas novas Unidades de Conservação nas áreas do Marajó e na costa oceânica do nordeste do Pará. As medidas são conseqüência direta das ações lançadas pelo governo em busca da proteção mais efetiva de ecossistemas considerados únicos pelos especialistas em zoneamento ecológico-econômico. No próximo mês de maio começa uma série de consultas públicas no Estado sobre a criação das áreas.

“Já começamos a elaborar uma minuta de projeto de lei específica para a zona costeira e o zoneamento ecológico-econômico vai complementar essa lei”, explica Crisomar Lobato, diretor de áreas protegidas da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA). A costa paraense é a maior do Brasil. O País tem 8.500 quilômetros de linha costeira, sendo 1.200 no Pará, além de 520 quilômetros da zona costeira referente à plataforma continental oceânica. 60% dessa área são formados por manguezais, um dos mais importantes ecossistemas para a preservação da fauna e flora. “O Pará possui hoje mais de 30 áreas de www.paramais.com.br

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Área de proteção costeira- proteção de águas consteiras e de ecossistemas

preservação e conservação, entre unidades federais, estaduais e municipais, mas ainda é preciso proteger muitas áreas que estão descobertas”, calcula Crisomar Lobato. “A zona costeira é prioridade”. Desde 1990, já existe a Área de Proteção Ambiental (APA) de Algodoal- Maiandeua. Em 2010, foi criado o Parque Charapucu, no município de Afuá. O arquipélago do Marajó já é reconhecido pela Constituição do Estado como APA de uso sustentável, mas deve ser transformada na Reserva de Conservação Integral da Biosfera Amazônica Marajó, atendendo as recomendações da UNESCO.

Novas áreas

A primeira APA a iniciar o processo de criação será em Salinópolis, para proteger águas costeiras e continentais, restingas, dunas e praias. “Salinas vai ser o Monumento Natural do Atalaia, uma unidade de con-

euza

servação integral, com uso permitido para atividades de ecoturismo”, explica Crisomar. O parque terá apenas 256 hectares, “mas apesar de ser pequeno, é importantíssimo para o trabalho de conservação”, afirma o diretor de áreas protegidas da Sema. A audiência pública está marcada para maio, no município. Em Marapanim, duas novas áreas de proteção estão previstas. O Parque Estadual de D. Pedro, com 701 hectares de proteção integral e 16.852 hectares com uso permitido para ecoturismo, pesquisa científica e proteção das águas costeiras. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Marapanim, também previsto para proteção de águas costeiras. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Campo das Mangabas, no município de Maracanã, foi aprovada em novembro de 2013, mas falta o governador Simão Jatene assinar o decreto de criação. Serão 4.034

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hectares de área. Também em Maracanã, fica o Refúgio de Vida Silvestre, com 329 hectares. O Marajó terá mais duas unidades de conservação, em Soure e Chaves. Juntas, elas alcançam até as 12 mil milhas náuticas. Em Soure, serão 163.304 hectares de proteção integral, e em Chaves a reserva será de uso sustentável em pesca marinha, com destaque para a proteção do peixe-boi marinho e o peixe-boi da Amazônia. “Nossa intenção ao criar tantas reservas é proteger integralmente os ecossistemas e garantir o uso sustentável. Com isso, conseguiremos cobrir a área terrestre e intermediária, as águas marinhas e continentais”, comemora Crisomar Lobato. A expectativa é concluir o processo de criação de todas as APAs até o final deste ano.

Áreas de Proteção Ambiental em Belém

Pouca gente sabe, mas Belém possui três áreas de proteção ambiental: o Parque Zoobotânico Rodrigues Alves é o mais conhecido. Encravado na cidade, o parque preserva um pedaço de floresta nativa no meio de Belém. São 15 hectares de vegetação, com trilhas e lagos, e elementos decorativos que lembram o Bois de Bologne, em Paris, e remetem ao período da Belle Epoque na capital paraense. O Bosque Rodrigues Alves é aberto para visitação pública e uma das principais áreas de lazer na cidade. Ainda no perímetro urbano, há o Parque Ambiental Gunnar Vingren, no conjunto Médice, destinado à pesquisa e um laboratório natural. O parque tem hoje 40 hectares, mas um protocolo de intenções com a Marinha promete aumentar essa área para 320 hectares. “Este parque vai ficar nos moldes do Ibirapuera, em São Paulo, um espaço de lazer com trilhas para caminhadas”, conta o

>> A planície costeira da região nordeste do Pará situa-se entre as baías de Marajó a oeste e a de Gurupi a leste, e abrange 40 municípios: - Na Costa Atlântica do Salgado Paraense: Vizeu, Augusto Corrêa, Bragança, Tracuateua, Salinópolis, São João de Pirabas; Primavera; Santarém Novo; Maracanã, Marapanim, Curuçá, Vigia, Colares, Magalhães Barata, São Caetano de Odivelas, São João da Ponta e Quatipuru. - No Setor Continental estuarino: Limoeiro do Ajuru, Barcarena, Igarapé-Miri; Abaetetuba; Belém, Ananindeua; Benevides, Santa Barbara do Pará, Marituba, e Santo Antônio do Tauá. - No setor insular: Soure, Salvaterra, Santa Cruz do Arari, Cachoeira do Arari, Ponta de Pedras, Muaná, Chaves, Anajas, São Sebastião da Boa Vista, Curralinho, Afuá, Breves e Gurupá. Área da Faixa Continental: Área dos 40 municípios ( 6,4% do Estado): 79.795 km2 Rios, Estuário do rio Amazonas, Golfão Marajoara: 4.121 km2 Área da Faixa Marítima: 11.453 km2

Detalhe da área costeira do Pará

Poda de árvores em Belém feita pela Semma

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Mapa do Pará com Unidades de Conservação estaduais já criadas

José Claudio Carneiro Alves, secretário de meio ambiente de Belém

Dunas de Algodoalárea protegida

secretário de meio ambiente do município, José Claudio Carneiro Alves. A terceira área de proteção ambiental de Belém fica em Mosqueiro, com 190 hectares. Pouco conhecido pela população, o parque ambiental de Mosqueiro não é considerado hoje uma opção de lazer além das praias, na ilha. É um espaço também dedicado à pesquisa ambiental, mas que em breve deve se tornar opção de passeio em Mosqueiro. “No segundo semestre deste ano, todos os parques ambientais do município terão acesso ao público para visitação”, conclui o secretário de meio ambiente. A medida é positiva, pois apesar de ser uma capital amazônica, Belém está entre as últimas colocações no ranking de cidades arborizadas no Brasil. Ao lado de Manaus, as duas maiores capitais da região amazônica, são as cidades com o menor percentual de arborização urbana entre 15 cidades brasileiras com mais de 1 milhão de habitantes, segundo estudo divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O estudo foi realizado em 96,9% dos domicílios urbanos durante a pré-coleta do Censo 2010, com o objetivo de conhecer a infraestrutura urbana brasileira. Segundo o IBGE, Belém registrou o menor percentual entre os 15 municípios citados, com 22,4% do entorno dos domicílios com

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Mapa do Pará com novas áreas de preservação previstas

Crisomar Lobato diretor de áreas protegidas da SEMA na costa do Marajó

Detalhe das áreas de proteção em Belém

alguma árvore ao redor, em área pública. Em segundo, aparece Manaus, com 25,1%. O estudo não contou as árvores dentro das residências ou áreas particulares. O percentual do IBGE considera as árvores presentes na face dos domicílios. Por esse motivo, segundo os pesquisadores, um percentual baixo não significa necessariamente que uma área não tem árvores, mas que elas podem estar concentradas em regiões específicas. O secretário municipal de meio ambiente, José Claudio Carneiro Alves, justifica o baixo índice de arborização em Belém à extensão da cidade, mas isso vai mudar. “Temos 120 mil árvores em Belém, sendo 2.200 mangueiras centenárias. Dessas, 1.500 precisam de tratamento especial”, enumera o secretário. Segundo ele, desde janeiro de 2013 é feito o trabalho de poda das árvores de acordo com a conformidade da espécie e a retirada de ervas de passarinho.

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Jogos Indígenas do Pará Será na Praia de Marudá, no município de Marapanim, no nordeste paraense Fotos Ray Nonato

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Modalidade tradicional arco e flecha

s Jogos Indígenas do Pará na sua quarta edição acontecerão no período de 4 a 10 de setembro... O evento terá o objetivo de resgatar e estimular as tradições indígenas, a fim de que toda a população conheça a riqueza cultural do Pará. A primeira edição dos Jogos Indígenas do Pará foi realizada em 2004 e, desde então, o governo, por meio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), não deixa de investir e ampliar sua atuação. Renilce Nicodemos, titular da Seel, ressalta a importância dos jogos para o desenvolvimento do esporte no Pará. “Com os Jogos Indígenas vamos estimular o esporte no Estado, além de ajudar a difundir nossa cultura”, destaca. Recentemente, uma comissão técnica composta pela diretora de eventos da Seel, Ana Júlia Chermont, o coordenador técnicocultural do Comitê Intertribal de Memória e Ciência Indígena, Carlos Terena, e representantes da prefeitura estiveram no município de Marapanim para acertar local e estrutu-

Cabo de força é não tradicional

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Luta corporal

ra do evento. A arena onde acontecerão os jogos será montada na praia de Marudá. O distrito foi escolhido pela comissão por ter um espaço físico que sustenta as demandas. A novidade desse ano fica por conta da instalação de um infocentro para os indígenas, ao lado da arena. Os jogos reunirão 15 etnias, sendo 13 do Pará e duas convidadas, que disputarão e demonstrarão modalidades esportivas tradicionais e não-tradicionais. Dentre as modalidades tradicionais estão: arco e flecha, arremesso de lança, canoagem, demonstração de corrida de tora, demonstração de Kaipy e lutas corporais. As não tradicionais são: futebol de campo, corrida de velocidade (100 metros rasos), cabo de força, corrida de fundo e natação em águas abertas. Para Carlos Terena, o Pará é um celeiro da diversidade cultural indígena brasileira. É o

Estado que possui maior variedade de práticas culturais indígenas e, com a existência de etnias isoladas, ainda temos muito a conhecer e mostrar. Carlos Terena, coordenador técnicocultural do Comitê Intertribal de Memória e Ciência Indígena

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Os indígenas da etnia Munduruku, da aldeia Missão São Francisco, vivem às margens do Rio Cururu, a 18 horas de voadeira da sede do município de Jacareacanga

Índios aprendem técnicas de plantio e beneficiamento agrícola

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Fotos Ascom Emater

esde a descoberta do Brasil, persiste a idéia de que os índios possuem uma tradição cultural que se baseia no extrativismo. Mas, essa realidade vem mudando. Indígenas de várias etnias vem buscando mais conhecimento e informações para a produção agrícola e garantir a sustentabilidade das aldeias, possibilitando a subsistência dos índios e a geração de renda, por meio da comercialização do excedente da produção. Além disso, informações sobre técnicas mais modernas de cultivo possibilitam o melhor aproveitamento do espaço das aldeias. Um exemplo disso são os índios da etnia Munduruku, da aldeia Missão São Francisco, às margens do rio Cururu, a 18 horas de voadeira da sede do município de Jacareacanga, oeste paraense. Ao todo, 59 indígenas participaram da capacitação em mandioca e derivados, que ensinou a produzir farinhas de tapioca e puba (massa extraída da man-

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dioca fermentada e largamente utilizada na produção de bolos, biscoitos e diversas outras receitas típicas), tucupi e bolo de massa puba. Essa foi a primeira capacitação que a Emater, em parceria com Fundação Nacional do Índio (Funai) e a prefeitura do município, ofereceu na Missão São Francisco. A oficina, que teve duração de 40 horas, abordou teoria e prática, com demonstração técnica do plantio da cultura. O trabalho é de incentivo à cultura, principalmente para garantia da subsistência, melhorando a qualidade do produto não apenas para o consumo, mas também para a comercialização. Em 2013, as cerca de 20 famílias Muduruku que foram capacitadas pela Emater produziram mais de 11 toneladas de farinha, resultado da produção de 20 toneladas de raiz de mandioca. A produção gerou em torno de R$ 40 mil para as famílias. “Essas famílias participaram pela primeira vez do processo de capacitação e aumentaram em 80% a renda”, disse Raimundo Delival, técnico da Emater. A farinha produzida foi

comercializada nos meses de janeiro e fevereiro deste ano. Na aldeia Caranatuba, os índios já passaram por duas capacitações. Toda a farinha produzida durante os cursos é comercializada e o dinheiro é revertido para a ampliação da casa de farinha que existe na comunidade, além da troca dos utensílios como prensa, forno e catitu. Em cinco dias, eles produziram pelo menos 20 sacas de farinha, que foram comercializadas a R$ 200 cada. A cultura da mandioca dentro das aldeias é a principal atividade econômica indígena em Jacareacanga. Só no ano passado as áreas de produção foram estendidas em 40% em todas as aldeias. Hoje já são mais de 120 hectares de área plantados, com colheita aproximada de 20 toneladas por hectare, média considerada boa. Para este ano, ainda acontecerão outras cinco capacitações, que devem beneficiar indígenas Munduruku de outras 17 aldeias que residem ao longo dos rios Tapajós e das Tropas. Algumas das aldeias estão localizadas a pelo menos um dia de viagem da sede do município. www.paramais.com.br

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A Emater incentiva a cultura da mandioca dentro das aldeias, principal atividade econômica indígena em Jacareacanga

Segundo Raimundo Delival, técnico da Emater, a empresa vem trabalhando com as comunidades indígenas em Jacareacanga nas 17 aldeias que existem no município, principalmente na orientação do plantio, escolha de área e variedades de raiz de mandioca. Em pouco menos de dois anos, a Emater estima que a produtividade das áreas tenham aumentado em pelo menos 50%. “Isso é resultado de cursos de capacitação, palestras e oficinas que temos oferecido nas aldeias”, informa Delival. Segundo Abrão Akay Munduruku, tem sido de grande importância o auxílio técnico junto às aldeias para trabalhar a produção e o beneficiamento da farinha de mandioca. “Nós tínhamos a roça, mas a nossa produção tem aumentado muito depois do auxílio técnico, agora precisamos reformar e ampliar a casa de farinha para produzir mais e melhor”, adiantou o cacique. Jacareacanga registra a maior população indígena do Pará, são quase dez mil indígenas.

Comércio

Nem só de plantio de subsistência vivem os índios no Pará. Indígenas da etnia Xipaya, das aldeias Tukamã e Tukaya, localizadas no médio Rio Iriri, no município de Altamira, poderão ter acesso a políticas públicas do governo federal. Por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), 35 famílias serão contempladas com o Documento de Aptidão ao Pronaf (DAP), conforme levantamento técnico realizado por funcionários da empresa nas aldeias. A DAP credencia os índios aos benefícios dos programas. A expectativa é que os indígenas acessem o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), para comercialização da castanha do Pará. A estratégia faz parte do programa de fortalecimento da cadeia da castanha dentro das aldeias. A Emater e a Fundação Nacional do Índio (Funai) incentivam os indígenas na constru-

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Após a oficina de farinha de mandioca e seus derivados. ministrado pela Emater, à indígenas da etnia Munduruku, em Jacareacanga, oeste do estado

Indígenas participando da capacitação que vai ensinar a produzir farinhas de tapioca e puba, tucupi e bolo de massa puba

ção de um paiol para a secagem e armazenamento da castanha, a fim de melhorar a qualidade do produto, buscando a comercialização por um preço mais justo. Hoje, cada caixa de 20 quilos da amêndoa rende aos Xipaya R$ 40,00 pagos pelo atravessador. “A nossa expectativa é trabalhar com a compra programada, evitar o atravessador e aumentar em pelo menos 22% o valor na comercialização”, disse Júlio Albuquerque, técnico da Emater. Outro trabalho da Emater junto aos indígenas é o incentivo do manejo dos castanhais nativos, fazendo a retirada dos cipós que estão sobre as castanheiras, que atrapalham a fotossíntese. A intenção é aumentar a produtividade das árvores. Para esse ano, a Emater estima que nas aldeias sejam coletadas pelo menos oito toneladas de castanha do Pará.

Moradia

Indígenas da etnia Tembé, da aldeia Tekohaw, localizada a 120 quilômetros da sede do município de Paragominas, no nor-

deste paraense, terão acesso ao Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR). Um levantamento feito pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), identificou 53 famílias na aldeia aptas ao programa federal. A Emater emitirá o Documento de Aptidão ao Pronaf (DAP), na categoria Agricultura Familiar Indígena. O documento é obrigatório para acessar a política pública. Para a identificação das famílias, um mutirão realizado por seis técnicos, da Emater e da Prefeitura de Paragominas, foi realizado na aldeia, localizada às margens do Rio Gurupi, na divisa com o Estado do Maranhão. Esse é o primeiro contato que a Emater realiza na aldeia Tekohaw. Segundo Roberto Yanes, engenheiro agrônomo da empresa, há a possibilidade de a empresa também atender os Tembé, que hoje vivem da caça, da pesca artesanal e da produção de mandioca. “Nós já trabalhamos com os Tembé no município, mas na Aldeia Cajuru, organizando a comunidade que comercializa com o Programa Nacional de Apoio à Merenda Escolar”, disse Roberto Yanes. Pará+

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Ano Internacional da Agricultura Familiar

salienta importância do setor

Produtores recebem orientação técnica na plantação

Fotos Ascom Emater

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limentação saudável, segurança alimentar, proteção da agrobiodiversidade, preservação do regionalismo. A agricultura familiar é protagonista em diversos segmentos. Para colocar a produção de famílias em maior evidência, a Organização das Nações Unidas (ONU), na Assembleia Geral, em dezembro de 2011, instituiu o Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF) 2014. O objetivo da entidade, com o ano comemorativo, é reposicionar a agricultura familiar no centro das políticas agrícolas, ambientais e sociais nas agendas nacionais. Além disso, a ONU quer aumentar a visibilidade do papel do segmento na erradicação da fome e pobreza, provisão de segurança alimentar e nutricional, melhora dos meios de subsistência, gestão dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e no desenvolvimento sustentável, particularmente nas áreas rurais. Composta por três bilhões de pessoas, entre produtores, camponeses e indígenas, 26

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a agricultura familiar é responsável por cerca de 70% dos alimentos consumidos no mundo.

No Pará, a Emater investe em cadastro rural e assistência técnica ao produtor

Por conta do ano da agricultura familiar, a Emater-Pará se prepara para uma atuação de destaque. Pela primeira vez, vai dirigir a representação da região norte na Associação Brasileira das EMATER. “Vamos coordenar o planejamento estratégico para a região neste ano comemorativo”, destaca Cleide Amorim, presidente da Emater-Pará. A assistência prestada pela instituição aos agricultores abrange os 144 municípios paraenses, “desde o Cadastro Ambiental Rural, que é o primeiro passo para os agricultores terem acesso às políticas públicas no setor”, explica Cleide Amorim. Em todo o estado, são 300 mil propriedades rurais cadastradas, voltadas para a agricultura familiar. Só em 2013, a Emater fez 175 mil atendimentos a esses produtores,

entre visitas técnicas e diagnósticos participativos para decidir junto co o produtor qual a melhor cultura para trabalhar, com projeções de viabilidade. “Esse é um trabalho muito bonito, porque nossos técnicos chegam onde normalmente ninguém chega”, avalia Cleide. “A credibilidade dos técnicos é importante porque é necessário criar laços de confiança com o produtor que quer melhorar as condições de vida de sua família”, conclui. O resultado é positivo. O Pará já é o maior produtor em algumas culturas, como laranjas em Capitão Poço e pimenta do reino em Tomé Açú. “Pesquisas comprovam que a vida do produtor rural melhora em média 30% com a assistência técnica”, calcula Cleide Amorim. A Emater-Pará conta com 1.200 técnicos que atuam em equipes multidisciplinares.

SIGA

Até 2011, o Pará possuía 480 cadastros rurais. Hoje, são cerca de 13 mil. O estado vai lançar o Sistema de Informações Geográficas e Ambientais (SIGA), novo recurso que irá integrar os bancos de dados ambientais Técnico da Emater ensina como produzir mudas

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Técnico da Emater orienta produção de sementes em Bragança

de ambos os órgãos ambientais, que vai agilizar esse processo, até mesmo em localidades onde não há sinal de internet. O Siga é um sistema que está sendo desenvolvido pela Emater em parceria com a Sema, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Núcleo do Pará Rural com o objetivo de integrar informações, trazendo eficiência no trabalho do Estado; economia do erário público; aumento no nível de segurança e qualidade das informações; e a detecção automática de inconsistência de dados. É um sistema que vai alimentar o Sistema Integrado de Monitoramento e Licenciamento Ambiental (Simlam).

valorização do segmento. A agricultura familiar inclui todas as atividades agrícolas de base familiar e está ligada a diversas áreas do desenvolvimento rural. O setor consiste em um meio de organização das produções agrícola, florestal, pesqueira, pastoril e aquícola que são gerenciadas e operadas por uma família e predominantemente dependente de mão-de-obra familiar, tanto de mulheres quanto de homens. No Brasil, a agricultura familiar produz 70% dos alimentos consumidos pela população. De acordo com o Censo Agropecuário de 2006 – o mais recente feito no país - entre 1996 e 2006, havia 13,7 milhões de pessoas ocupadas na agricultura familiar. São fornecidos pela agricultura familiar os principais alimentos consumidos pela população brasileira: 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38,0% do café, 34% do arroz, 58% do leite, possuíam 59% do plantel de suínos, 50% do plantel de aves, 30% dos bovinos, e produziam 21% do trigo. No Censo Agropecuário de 2006 foram identificados 4,3 milhões de estabeleci-

Agricultura familiar brasileira

No Brasil, a agricultura familiar é responsável pela maioria dos produtos que chegam à mesa da população. A ONU considera o País um modelo a ser seguido na

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Os agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais e indígenas, bem como suas associações e cooperativas, serão os beneficiários. Os projetos terão dois anos para a execução. Mais detalhes no site: www.fbb.org.br

Seleção pública vai destinar R$ 25 milhões para programas de agricultura orgânica e extrativismo sustentável O edital do Ecoforte está aberto até o dia 16 de maio de 2014 e pode ser consultado no site da Fundação BB, www.fbb.org.br >> O ministro da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho, lançou recentemente, o programa Ecoforte integrando o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Brasil Agroecológico) do governo federal e prevê a comercialização dos produtos das redes, cooperativas e associações de pequenos produtores, aumentando a renda familiar dos participantes e possibilitando, assim, a inclusão socioprodutiva desse público. O Ecoforte garante a produção de alimentos ao mesmo tempo em que preserva o meio ambiente. “Esse programa dá a oportunidade de produzir respeitando a terra, cuidando dos recursos ambientais, ao mesmo tempo em que dá autonomia para as pessoas viverem com dignidade, ganhando o seu sustento e oferecendo um produto que leva para a mesa dos brasileiros mais vida, com alimentos mais nutritivos O valor máximo do investimento é de R$ 1,25 milhão por projeto e, neste primeiro ano, serão selecionados 30 projetos. A expectativa é diversificar e ampliar a capacidade produtiva, intensificar as práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade e de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica. Os recursos são não-reembolsáveis. “Não é a fundo perdido. Encaramos como financiamento, porque esperamos o retorno final que é a melhoria da qualidade do alimento que chega na mesa do brasileiro”, explicou o assessor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Francisco Oliveira. Os recursos são oriundos da Fundação Banco do Brasil, do Fundo Amazônia e do 28

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Fundo Social do BNDES. Participaram do lançamento do edital do Ecoforte o presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo, integrantes da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, membros do Comitê Gestor do Ecoforte e representantes do governo e da sociedade civil. Sandra Procópio, da Comissão da Produção Orgânica, lembrou que o Ecoforte é resultado de uma luta histórica. “Esperamos que os projetos selecionados ajudem a reduzir a fome no país”. Os projetos devem ter por finalidade a promoção de benefícios a agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais e indígenas, bem como a suas organizações econômicas, tais como empreendimentos rurais, cooperativas e associações. O prazo máximo para a sua execução é de 24 meses. O edital do Ecoforte está aberto até o dia 16 de maio de 2014 e pode ser consultado no site da Fundação BB, www.fbb.org.br

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O QUE É AGRICULTURA FAMILIAR? >> A agricultura familiar inclui todas as atividades agrícolas de base familiar e está ligada a diversas áreas do desenvolvimento rural. A agricultura familiar consiste em um meio de organização das produções agrícola, florestal, pesqueira, pastoril e aquícola que são gerenciadas e operadas por uma família e predominantemente dependente de mão-de-obra familiar, tanto de mulheres quanto de homens. Tanto em países desenvolvidos quanto em países em desenvolvimento, a agricultura familiar é a forma predominante de agricultura no setor de produção de alimentos.

mentos de agricultores familiares, o que representa 84,4% dos estabelecimentos agropecuários brasileiros. Este segmento produtivo responde por 10% do Produto Interno Bruto (PIB), 38% do Valor Bruto da Produção Agropecuária e 74,4% da ocupação de pessoal no meio rural (12,3 milhões de pessoas).

Pela lei brasileira (11.326/2006) que trata da agricultura familiar, o agricultor familiar está definido como aquele que pratica atividades ou empreendimentos no meio rural, em área de até quatro módulos fiscais, utilizando predominantemente mão-de-obra da própria família em suas atividades econômicas. A lei abrange também silvicultores, aquicultores, extrativistas e pescadores. O governo brasileiro, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), tem impulsionado o setor da agricultura familiar por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que fechou 2011 com uma carteira de crédito ativa de R$ 30 bilhões, mais de

3,2 milhões de contratos ativos e com inovações importantes para a melhoria da qualidade de vida e geração de renda do segmento, como o Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). Técnico da Emater orienta produção de sementes em Bragança

POR QUE A AGRICULTURA FAMILIAR É IMPORTANTE?

>> A agricultura familiar e de pequena escala estão intimamente vinculados à segurança alimentar mundial. >> Preserva os alimentos tradicionais, além de contribuir para uma alimentação balanceada, para a proteção da agrobiodiversidade e para o uso sustentável dos recursos naturais. >> Rrepresenta uma oportunidade para impulsionar as economias locais, especialmente quando combinada com políticas específicas destinadas a promover a proteção social e o bem-estar das comunidades.

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Ribeirinho na região da Calha Norte do Pará

Capitais amazônicas

estão entre as menos arborizadas Fotos Arquivo Comus/PMB, Rafael Araújo

B

elém e Manaus, as duas maiores capitais da região amazônica, são as cidades com o menor percentual de arborização urbana entre 15 cidades brasileiras com mais de 1 milhão de habitantes, segundo estudo divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O estudo foi realizado em 96,9% dos domicílios urbanos durante a pré-coleta do Censo 2010, com o objetivo de conhecer a infraestrutura urbana brasileira. Segundo o IBGE, Belém registrou o menor percentual entre os 15 municípios citados, com 22,4% do entorno dos domicílios com alguma árvore ao redor, em área pública. Em segundo, aparece Manaus, com 25,1%. O estudo não contou as árvores dentro das residências ou áreas particulares. O percentual do IBGE considera as árvores presentes na face dos domicílios. Por 30

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esse motivo, segundo os pesquisadores, um percentual baixo não significa necessariamente que uma área não tem árvores, mas que elas podem estar concentradas em regiões específicas. O secretário municipal de meio ambiente, José Claudio Carneiro Alves, justifica o baixo Edson Pojo, diretor de recursos hídricos da SEMA

índice de arborização em Belém à extensão da cidade, mas isso vai mudar. “Temos 120 mil árvores em Belém, sendo 2.200 mangueiras centenárias. Dessas, 1.500 precisam de tratamento especial”, enumera o secretário. Segundo ele, desde janeiro de 2013 é feito o trabalho de poda das árvores de acordo com a conformidade da espécie e a retirada de ervas de passarinho. Ele lembra que Belém é signatária do programa Cidades Sustentáveis, do governo federal, e do programa Municípios Verdes, do governo estadual.

Comemoração

Para marcar o Dia Mundial das Florestas, várias ações foram feitas no dia 21 de março. A prefeitura de Belém iniciou o programa Belém mais arborizada: rumo aos 400 anos. Uma parceria foi firmada com a UFRA para disponibilizar um manual do programa www.paramais.com.br

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de arborização, estabelecendo o tipo de árvore mais adequado às vias públicas, entre as espécies oitizeiro, pata de vaca, pau preto e ipês. Também foi fechada uma parceria entre a Semma, Ademi e Sinduscon, para eleger os trechos nos bairros onde precisa fazer a arborização. As calçadas serão adequadas para receber o plantio de 2000 mudas em 2014 e mais 2000 em 2015. Para a manutenção da vegetação, foi assinado um convênio com a Superintendencia do Sistema Penal e 40 internos do regime semi-aberto irão trabalhar na manutenção dos logradouros públicos, bosque Rodrigues Alves e Granja Modelo. Um termo de cooperação técnica coma empresa Briquetes do Pará vai garantir a reciclagem dos resíduos de podas de árvores. Esses briquetes vão alimentar os fornos de padarias e outros estabelecimentos na cidade.

Túnel de mangueiras em Belém

Ilhas verdes

José Claudio explica que Belém é formada pelo território urbano e pelas áreas das 33 ilhas. Esta parte insular é maior que o perímetro urbano e são consideradas zonas de ambiente natural, previstas no Plano Diretor de Belém. Por isso, as ilhas recebem uma atenção especial, com monitoramento para evitar desmatamentos e exploração de recursos naturais de forma clandestina. “Temos a operação Mata Primária, que faz esse monitoramento por satélite”, destaca o secretário.

Áreas de Proteção Ambiental

Pouca gente sabe, mas Belém possui três áreas de proteção ambiental: o Parque Zoobotânico Rodrigues Alves, que preserva um pedaço de floresta nativa no meio da cidade, com 15 hectares e aberto para visitação pública; o Parque Ambiental Gunnar Vingren, no conjunto Médice, destinado á pesquisa e laboratório natural. O parque tem hoje 40 hectares, mas um protocolo de intenções com a Marinha promete aumentar essa área para 320 hectares. “Este parque vai ficar nos moldes do Ibirapuera, em São Paulo, um espaço de lazer com trilhas para caminhadas”, conta o secretário. A terceira área de proteção ambiental de Belém fica em Mosqueiro, com 190 hectares e atualmente também dedicado à pesquisa. “No segundo semestre deste ano, todos os parques terão acesso ao público para visitação”, conclui o secretário de meio ambiente.

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Parque Zoobotânico Rodrigues Alves Parque Ambiental Gunnar Vingren, no conjunto Médice

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Tecnologia e inovação em rede social V ocê sabia que uma pessoa tem, em média, cerca de 27% do tempo navegado na Internet são em Redes Sociais. Segundo uma pesquisa feita pela Agência Digital Social MX, a cada cinco minutos online, um é em rede social. Pois bem. Não é novidade que todos estamos conectados a uma ou mais redes sociais. Boa parte do nosso dia é compartilhada através de nossos posts, fotos, check-in e recomendações (ou críticas) a algum serviço ou produto que consumimos. As crescentes mudanças que ocorrem no mundo empresarial vêm obrigando as organizações a estarem inseridas no contexto das novas tecnologias, que é premissa básica para aquele que deseja estreitar relações com o seu público-alvo. Assim, os profissionais buscam vários meios de relacionamento com seus clientes como base para sua sobrevivência. Numa sociedade sintonizada com a internet, as redes sociais atuam como peçachave para fortalecer círculos de amizade, conhecer pessoas de diferentes culturas, trocar experiências e compartilhar ideias. É neste contexto que as empresas descobriram um novo modelo para travar negócios, incentivar interesses, criar mercados, conhecer os consumidores, testar novos produtos e monitorar suas marcas; são as redes de relacionamento como o Orkut, Myspace, Facebook, You Tube, blogs, Twitter entre outros. No mercado da inovação e tecnologia não é diferente. A Rede Social I Conect, construída pelo Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá) para conectar projetos e práticas inovadoras com demandas do setor produtivo, já está disponível para receber conexões. Podem participar pesquisadores, representantes de laboratórios e de empresas de base tecnológicas residentes ou externos ao PCT Guamá.”Esta é uma ferramenta que aposto muito porque pode acelerar a instalação no parque tecnológico. O meio digital é importante para isso”, avalia Antônio Abelém, diretor-presidente do PCTGuamá. A I Conect vai conectar as pesquisas e

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A I Conect vai conectar as pesquisas e práticas inovadoras, desenvolvidas dentro e fora do PCT Guamá

práticas inovadoras, desenvolvidas dentro e fora do PCT Guamá, em um ambiente virtual com o objetivo de alinhar as demandas tecnológicas do setor produtivo da região com as soluções oferecidas pelos potenciais prestadores de serviços presentes neste ambiente. “Uma das propostas principais desta rede social é aproximar, de maneira dinâmica, empresas e instituições de ciência, tecnologia e inovação que podem estar em diferentes pontos do território nacional e até do exterior para compartilharem demandas e soluções tecnológicas”, comenta Abelém. “A proposta é oportunidades e especialistas nas diversas áreas, como empre-

sários e investidores, com suas demandas e estimular essa interação”, destaca ele. No mês de março, o PCT Guamá também apresentou a I Conect num evento presencial no Parque Tecnológico. Na ocasião, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer melhor as oportunidades geradas pela rede social, os perfis dos laboratórios de pesquisa e o desenvolvimento que estão implantados ou em fase de implantação no PCT Guamá, além de interagir com os profissionais e pesquisadores da área que já estão conectados à rede social. A I Conect, que reúne atualmente 156 usuários, está conectando as pesquisas e www.paramais.com.br

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Antônio Abelem, diretor-presidente do PCT Guamá

práticas inovadoras desenvolvidas dentro e fora do PCT Guamá em um ambiente virtual com o objetivo de alinhar as demandas tecnológicas do setor produtivo da região com as soluções oferecidas pelos potenciais prestadores de serviços presentes neste ambiente. “Uma das propostas principais desta rede social é aproximar de maneira dinâmica empresas e instituições de ciência, tecnologia e inovação que podem estar em diferentes pontos do território nacional e até do exterior para compartilharem demandas e soluções tecnológicas”, comenta Antônio Abelém, diretor-presidente do PCT Guamá. A participação integrada é estimulada por meio de desafios lançados no ambiente virtual. As empresas podem, por exemplo,

divulgar a demanda que precisam como um desafio e as melhores propostas de solução apresentadas em respostas seriam premiadas. “Nossa expectativa é que as empresas identifiquem esse ambiente virtual onde podem procurar serviços tecnológicos”, avalia Antônio Abelém. Atualmente, a equipe do parque está na fase de captação de parceiros do setor produtivo para lançar desafios de demandas tecnológicas na rede para dar mais dinâmica à plataforma. “O alcance da IConect ainda é restrito à universidade e empresas locais, mas acreditamos que rapidamente esse universo será ampliado”, conclui Antônio Abelém.

Desenvolvimento

Em operação desde 2010, o PCT Guamá promove a interface entre centros de pesquisa e desenvolvimento e a indústria e dispõe de uma série de serviços direcionados ao fomento do empreendedorismo inovador e à aplicação de novas tecnologias e processos inovadores na região. Este Parque Tecnológico tem gestão da Fundação Guamá, por meio de um convênio entre a Secretaria de Estado, Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), a UFPA e a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e conta com aporte financeiro da Secti, do Banco Nacional de Desenvolvimento Eco-

nômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Também tem o apoio da Embrapa Amazônia Oriental, da Eletrobras/Eletronorte, do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Pará (Sebrae-PA), da Universidade do Estado do Para (UEPA) e do Museu Paraense Emilio Goeldi.

Residentes

O Centro de Excelência em Eficiência Energética (Ceamazon), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Laboratório de Alta Tensão já estão em operação no PCT Guamá. O Instituto Tecnológico Vale (Desenvolvimento Sustentável), o Laboratório de Qualidade do Leite (Biotecnologia) e o Espaço Inovação, que receberá mais seis laboratórios de pesquisa e desenvolvimento e disponibilizará, por meio de edital, salas para startups, estão em fase de construção. Em breve, o PCT Guamá também receberá a Parafarma (Biotecnologia), o Instituto SENAI de Inovação (Tecnologia Mineral), o Centro de Acreditação de Laboratórios do Inmetro (Metrologia), o Amazon Fer (Tecnologia de Pontes e Ferrovias) e uma Escola Técnica Profissionalizante da Seduc. Para criar um perfil, basta acessar a página eletrônica da rede, no endereço: http:// iconect.pctguama.org.br/iconect/paginas/ publico/inicio.jsf

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cada tempo, nossa enciclopédia tem a inserção de novas palavras, que por algum tempo nos perguntamos o que são e o que representará para todos nós. Gadget!, uma palavra criada para descrever nos dias de hoje um equipamento que tem um propósito e uma função específica, prática e útil no cotidiano. São comumente cha-

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O TEREMOS UM... mados de gadgets dispositivos eletrônicos portáteis como PDAs, celulares, smartphones, leitores de MP3, entre outros. Aí ficamos fascinados com o que as empresas vêm desenvolvendo e trazendo a nossa realidade, dispositivos inimagináveis há algum tempo atrás. Mas entre querer e ter há um grande abismo, pois como se trata de lançamentos de dispositivos com pouca produção, os preços ficam impraticáveis para o mercado brasileiro, mas também te-

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mos o lançamento de gadget’s que realmente você não consegue dizer para o quê foram desenvolvidos. Veremos abaixo, exemplos de gadget’s que vieram para ficar e revolucionar o mercado e outros com propósitos bastante duvidosos. Trouxemos alguns exemplos de gadget, que não vamos aqui avaliar sua necessidade em nosso dia-a-dia, mas que devemos prestar muita atenção nas tendências do

O que é: é um bichinho fofinho com olhos gigantes que pode ser ligado via USB para ler tweets em voz alta e em tempo real. Finalidade: um dispositivo que lê para você o que está acontecendo na sua timeline. Valor: U$ 150,00. 1. Por enquanto ele está à venda apenas no Japão e pode ler apenas mensagens em japonês.

mercado, que a cada dia procura agilizar e facilitar sua vida, muitas das vezes de forma que estes dispositivos passam a fazer parte de nossa vida cotidianamente ou são apenas “supérfluos” criados pela indústria para arrancar mais dinheiro. Vale lembrar, que neste ano muitas indústrias estarão trazendo novos dispositivos voltados para o tempo perdido no trânsito, então fique ligado e atento ao que pode estar lhe ajudando.

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O que é: dispositivo-conceito, tem como proposta aproveitar o gás carbônico presente no ar. Finalidade: aumentar a capacidade de refrigeração das geladeiras convencionais, fazendo com que os alimentos tenham a validade prolongada de sete dias até um mês. Valor: U$ 20,00. 1. Ainda está em fase experimental, portanto sem comercialização.

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O que é: dispositivo localizador de objetos. Finalidade: O dispositivo utiliza um display transparente para indicar o local onde se localiza o item, mostrando se ele está próximo ou longe do usuário. Para isso, o morador deve colar pequenos adesivos rastreadores nos objetos que costuma esquecer, como chaves e óculos. Valor: U$ 60,00

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A tecnologia no combate ao crime

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m pequeno ponto de luz pisca incessantemente sobre o desenho do mapa no iPhone, Smartphone ou algum aparelho eletrônico com um software que permite acessar o Sistema de Posicionamento Global (GPS). A tecnologia orienta os policiais que estão atrás de um celular roubado. Com o auxílio do GPS embutido nos telefones mais modernos, os agentes conseguem chegar até a localização exata dos criminosos. Os meliantes são reconhecidos pela vítima e são revistados. O produto furtado é encontrado junto aos bandidos e eles são presos em flagrante pelo artigo 157 (roubo). E o dia é salvo, mais uma vez, graças à tecnologia GPS. O dispositivo, que não parece ser tanta novidade assim, tem se renovado, ganhou novas funções, e, ultimamente, tem ajudado seus usuários e policiais em serviço a combaterem o crime. Ele é simples. O receptor GPS se comunica através das ondas de ráwww.paramais.com.br

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dio, assim como os celulares. Mas, em vez de usar torres no solo, ele utiliza os satélites em órbita na Terra. Para saber a localização do aparelho, o programa verifica o posicionamento do celular em relação ao satélite; e para obter uma exatidão no rastreamento do telefone, são utilizados três satélites que

recolhem os dados e calculam a localização precisa do dispositivo. Alguns dos programas mais conhecidos, como o Find My iPhone da Apple e SamsungDive para Smartphones Samsung, oferecem recursos adicionais e especialmente anti-furto. Por meio destes aplicativos, o usuário, com auxílio da internet, pode não apenas rastrear o aparelho, mas também bloquear e impossibilitar o acesso ao telefone, ativar um alarme que toca durante dois minutos e não pode ser desligado, eliminar dados do mesmo, e até encaminhar mensagens para o seu celular. Alguns dos serviços de rastreamento desses aplicativos são tão precisos que, se alguém perder o aparelho dentro de casa, o programa irá dizer em que cômodo ele poderá ser encontrado. Este sistema já ajudou a jornalista Angeline Rocha a achar o celular. Após ir a um show, Angeline notou que seu telefone, um iPhone 4S, que deveria estar no bolso, havia desaparecido. Ela lembrou, imediatamente, do aplicativo de rastreamento, “mas só funciona se o aparelho estiver conectado na internet, e não consegui de imediato”, conta Angeline. Ela procurou a polícia e depois de ir a três delegacias, conseguiu que o rastreamento fosse feito pelo IMEI, que é o número de série do celular. “A polícia conseguiu localizar depois de três semanas com uma pessoa que alegou ter comprado o aparelho pelo facebook”, lembra Angeline. “A pessoa foi à delegacia devolver o aparelho, mas levou um modelo diferente e teve que comprar

Prioridade primeira, claro, é fazer um Boletim de Ocorrência (B.O.) Pará+

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um IPhone novo para me entregar”. A tecnologia também ajudou a estudante Ana Beatriz Campos, de 15 anos. “Eu estava com meu namorado na porta de casa e dois assaltantes armados levaram o meu I Phone”, conta. Como o aparelho tinha o aplicativo de busca instalado, ela conseguiu rastrear pelo celular de uma amiga e localizar onde estava. “Chamamos a polícia e fomos até o local, atrás do mercado de São Brás. Procuramos por uma hora e meia até encontrar o I Phone jogado encima de uma caixa d’água”, diz Ana Beatriz. Para ela, o aplicativo que já é instalado no momento da compra é fundamental, “mas é importante chamar a polícia e não tentar achar os ladrões sozinho, pode ser perigoso”, avalia a estudante. Apesar dos riscos, o jornalista Rodrigo Hühn. conseguiu recuperar o prejuízo sozinho. Ele teve o celular roubado e, uma semana depois, viu uma foto selfie de uma desconhecida postada no seu instagram pelo aparelho perdido. “Coloquei a foto da pessoa no facebook perguntando se alguém conhecia. Em pouco tempo, consegui o nome, telefone e endereço dela”, conta Rodrigo. Depois de negociar, ele recuperou parte do valor do aparelho. Jornalista Angeline Rocha, lembrou imediatamente, do aplicativo de rastreamento, “mas só funciona se o aparelho estiver conectado na internet, e não consegui de imediato”

O sistema GPS pode tranqüilizar o consumidor que gostaria de adquirir um desses celulares mais modernos, mas tem medo de perdê-los. Basta ao cliente possuir os aplicativos que permitem o uso, configurar o programa e se cadastrar devidamente nos serviços que, em maioria, são gratuitos. Feito isso, o usuário pode usufruir do serviço que, além de ajudar a encontrar endereços e orientar um caminho adequado, pode prevenir prejuízos causados por perda e roubo, e, ainda por cima, ajuda a combater o crime.

Mapa no iPhone, Smartphone, permite acessar o Sistema de Posicionamento Global (GPS)

Polícia conectada

Segundo a delegada Beatriz Silveira, diretora da delegacia de repressão e prevenção aos crimes tecnológicos, “as novas tecnologias são ferramentas que ajudam, mas é importante que as pessoas procurem a polícia, porque além de ser perigoso tentar agir sozinho, é preciso preservar as provas tecnológicas do crime, que são muito voláteis”. Esse cuidado é necessário porque, apesar do furto do aparelho ser considerado um crime comum, dele podem derivar outros crimes tecnológicos como a invasão de redes sociais e postagem de imagens comprometedoras. “Quem compra um aparelho roubado também comete o crime de receptação”, lembra a delegada Beatriz. A receptação pode ser culposa ou dolosa, mas a pena pode ser superior a quatro anos de prisão. O uso das mídias sociais para identificar e localizar criminosos também deve ser evitado. “Não aconselhamos o compartilhamento de fotos ou informações desse tipo sobre outras pessoas. Pode não ser verdade e quem compartilha comete crime de injúria, calúnia ou difamação” explica a delegada. Para ela, quanto mais recursos de proteção instalados e configurações de segurança altos, melhor, pois “as empresas de telefonia celular só costumam colaborarem investigações policiais com o rastreamento se tiver uma ordem judicial”, lembra Beatriz Silveira. Algumas atitudes podem evitar uma grande dor de cabeça. Pensando nisso, reu-

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nimos algumas dicas para você proteger o seu aparelho.

Seguro para telefones

Engana-se quem pensa que somente carros, motos e imóveis possuem cobertura de seguros antifurto. Algumas companhias também oferecem seus produtos para smartphones e tablets. Entretanto, antes de assinar esse tipo de proteção, é preciso ficar atento a alguns detalhes como valor e cobertura do plano. No geral, a taxa anual de um seguro para smartphone varia de 10% a 15% do preço do aparelho, podendo ser dividida em até 12 vezes. Caso seja assaltado, o consumidor terá que desembolsar outra quantia de 10% a 20% do valor do celular para receber um novo. O serviço pode ser contratado junto a algumas operadoras, como a Vivo, Claro e Tim, ou diretamente nas seguradoras.

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lhos. Caso você possua um iPad com acesso à rede 3G, pode encontrar o IMEI no menu Ajustes > Geral > Sobre > IMEI. Já para tablets com o Android, acesse Configurações > Sobre o tablet > Estado > IMEI. Após ter acesso ao código, lembre-se de guardá-lo em um local seguro.

Outro ponto que merece a atenção é que nem tudo é coberto pelos seguros para smartphones. Por exemplo, a maioria dos planos não oferece indenização para furtos simples, causados por descuido do dono do aparelho, e nem para todos os tipos de danos acidentais. Dessa forma, fique atento às cláusulas do contrato antes de assinar o serviço.

Prevenir ainda é a melhor escolha

Aplicativos de rastreamento

Se você é capaz de tudo para recuperar seu smartphone roubado, calma, existem aplicativos que podem ajudar nessa missão. Tratam-se dos apps de rastreamento, que localizam o seu gadget através de sinais GPS. Esses softwares possuem diversas funções que vão desde a simples localização e bloqueio do celular roubado até o envio de mensagens para os seus contatos. Se você tem um iPhone ou aparelho com Windows Phone, não precisa instalar nada para rastreá-los. Para procurar o smartphone da Apple, basta criar uma conta no iCloud, cadastrar o seu aparelho e acessar a função “Buscar meu iPhone”. Já para celulares com o sistema operacional da Microsoft, é necessário acessar o site do Windows Phone com a sua Microsoft ID e, em seguida, clicar na opção “Localizar Meu Telefone”. Ao contrário dos rivais, o Android não tem um recurso nativo de rastreamento. Sendo assim, é preciso instalar aplicativos de terceiros para localizar o seu celular. Uma dica é utilizar a versão mobile de antivírus conhecidos, como o McAfee, AVG e avast!. Porém, há diversas alternativas pagas e gratuitas, como o Life360, disponíveis na Google Play.

Fui roubado, e agora?

Se você não conseguiu evitar um assalto, há medidas que podem dificultar a vida de quem estiver com seu aparelho. A primeira delas é fazer um Boletim de Ocorrência

Delegada Beatriz Silveira: “as novas tecnologias são ferramentas que ajudam, mas é importante que as pessoas procurem a polícia, porque além de ser perigoso tentar agir sozinho, é preciso preservar as provas tecnológicas do crime, que são muito voláteis”

(B. O.) na delegacia policial mais próxima ou então pela Internet, para estados que oferecem esse recurso. O documento será necessário para resgatar a indenização da seguradora e também para ajudar a polícia a mapear a criminalidade na região. Outra medida importante é bloquear o aparelho através do IMEI, que nada mais é do que um código de identificação do celular. Para localizá-lo, basta olhar a caixa do seu smartphone, o adesivo da bateria ou digitar a sequência *#06# para que o número apareça na tela do dispositivo. Se você ainda puder, mantenha este número guardado para este tipo de ocasião. Fazendo isso, o seu aparelho terá o acesso a rede telefônica bloqueado e não poderá fazer ligações ou acessar a Internet 3G. O mesmo vale para outros tipos de apare-

Já procurou um seguro para o seu smartphone e baixou um aplicativo para rastreá -lo? Ótimo! Mas isso não vai adiantar muita coisa se você não tomar certos cuidados. Em locais públicos movimentados ou em grandes aglomerações, evite mexer no celular ou deixá-lo nos bolsos de trás da calça ou na mochila. Já em ruas desertas, redobre a atenção aos indivíduos com atitudes suspeitas. Por fim, vale reforçar: nunca esqueça seu celular em cima da mesa ou o deixe sozinho dentro da mochila. Caso ele seja roubado nessas circunstâncias, dificilmente você terá cobertura do seguro contratado. Outra dica é levar aquele aparelho velhinho para locais com alto risco. Infelizmente ninguém pode garantir que não perderá seu gadget ou terá o mesmo roubado. Mas, caso uma dessas situações ocorra, duas medidas podem dificultar a vida de quem estiver com o seu aparelho. A primeira, claro, é fazer um Boletim de Ocorrência (B.O.). Esse documento é uma prova de que o usuário não estava em posse do aparelho, caso ele seja utilizado para alguma prática ilegal. Já a segunda medida é entrar em contato com a operadora e solicitar o bloqueio do IMEI do aparelho. Outra recomendação é fazer o mesmo procedimento com cartão SIM, impossibilitando a realização de chamadas. É importante ressaltar que essas medidas não garantem a recuperação do gadget, porém ajudam a desestimular o roubo de celulares. Afinal, de que serve um smartphone que não pode acessar a rede - seja para ligações ou para a internet?

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No filme Avatar, o corpo da personagem da esquerda é comandado à distância pelo cérebro de um ser humanow

Tecnologia “Avatar” de controle da mente já não é ficção

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ientistas que trabalham numa cura para a paralisia têm usado com sucesso os pensamentos de um macaco para controlar o movimento de outro Um implante cerebral de inspiração “Avatar” poderá ajudar a restaurar os movimentos em pacientes com paralisia. O cenário de ficção científica do filme de James Cameron, em que um homem que ficou paralisado na sequência de um traumatismo recupera as capacidades físicas perdidas através de um outro ser, foi agora conseguido pela primeira vez em laboratório com macacos Rhesus. A experiência foi realizada por investigadores do Centro de Reparação do Sistema Nervoso da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, em Boston, nos EUA. Utilizando a tecnologia de controle da mente, ficcionada em 2009 no filme Avatar, os cientistas ligaram ao cérebro de um macaco Rhesus a espinal medula de um outro que foi colocado num estado de paralisia

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artificial. O macaco consciente foi então capaz de controlar os movimentos do segundo primata usando apenas os próprios pensamentos. Isto apesar de estar completamente desligado do músculo do braço que ele procurou controlar. “Nós demonstramos que um sujeito pode controlar um membro paralisado puramente com os seus pensamentos”, disse Maryam Shanechi, da Escola de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade de Cornell. A co-autora do estudo acrescenta que a descoberta “poderia ter o potencial de ajudar pacientes paralisados a recuperar o controle dos próprios membros”. No trabalho de laboratório, o primeiro macaco, apelidado de “mestre”, foi colocado, com a cabeça imóvel, em uma cadeira especial diante de uma tela de computador que mostrava um cursor e um círculo verde que alternava entre dois pontos. Já o segundo animal, ou “avatar”, foi totalmente sedado em um recinto separado, seu braço amarra-

do a um joystick de 360 graus que movia o cursor e perseguia o alvo circular na tela do “mestre”. Quando o mestre pensava em mover o cursor, os seus sinais cerebrais eram decodificados para determinar qual dos dois pontos tinha em mente e os dados eram transmitidos em tempo real para a medula espinhal do avatar, cujo braço manipulava o joystick de acordo com os pensamentos do outro. Toda vez que o cursor atingia o alvo, o mestre recebia um pouco de suco, através de um tubinho colocado à sua frente, como recompensa. “Provavelmente, o maior desafio que tivemos foi fazer isso acontecer em tempo real”, conta outro coautor do estudo, Ziv Williams, um neurocientista e neurocirurgião do Hospital de Massachusetts da Escola de Medicina de Harvard, em Boston (EUA). “Na teoria, você pode gravar a atividade neural a qualquer momento, analisá-la offline e usar esses sinais para estimular a medula espinhal www.paramais.com.br

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ou os músculos. O complicado é descobrir qual a intenção do macaco em tempo real e, em seguida, estimular a medula espinhal ou os músculos para criar os movimentos desejados”. “Esta experiência descreve um resultado muito importante”, comenta Christopher James, especialista de engenharia biomédica da Universidade de Warwick (Reino Unido), que não fez parte da equipe. “Já sabíamos que era possível criar interfaces cérebromáquina e extrair informação do cérebro, embora pouco elaborada. Mas este trabalho é diferente: aqui, os cientistas mostraram que conseguem extrair do cérebro de um primata as subtilezas de um ‘gesto intencional’, desemaranhar essa informação e transmiti-la à medula espinhal de um outro primata, “injetando” essa informação no sis-

tema de maneira que esse segundo primata execute um movimento conforme a vontade do primeiro.” Para Bernard Conway, chefe de engenharia biomédica na Universidade de Strathclyde, em Glasgow, a pesquisa foi “um passo fundamental” para identificar a intenção de uma pessoa paralisada ou o desejo de realizar um movimento específico e traduzir isso em ação. Já o professor de engenharia biomédica da Universidade de Warwick, na Inglaterra, Christopher James, adicionou que os resultados têm “implicações profundas no controle dos membros dos que sofrem de lesão medular e no controle próteses para amputados”. De acordo com o engenheiro, não é preciso se preocupar que tais tipos de pesquisa resultem em uma pessoa con-

O esquema Avatar

>> Na ilustração esquemática configurada da dupla primata, o mestre está apresentado na parte superior e o avatar é apresentado na parte inferior. Note que em sessões baseadas em decodificação, o mestre tinha um joystick ligado à próteses neurais, durante o treinamento que foi então desligado durante os ensaios em tempo real.

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trolando o corpo de outra. Além do fato da tecnologia ainda ser insuficiente para tal, uma pessoa consciente têm total controle dos seus membros e não veremos alguém fazendo outras pessoas de marionetes no futuro próximo.

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