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Revista

Parรก+ OUTUBRO 2013

BELร‰M-PARร

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ISSN 16776968

    



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Revista

N E STA E D I Ç ĂƒO EDIĂ‡ĂƒO 140 - OUTUBRO/2013

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Mensagem do arcebispo de BelĂŠm

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Encontro de formação dos dirigentes de peregrinação

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Missa do Mandato 2013

PUBLICAĂ‡ĂƒO

CĂ­rio de NazarĂŠ movimenta US$ 28 milhĂľes...

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Círio 2013 marca a mudança na Diretoria da Festa de NazarÊ

Exposição sobre Antonio Lemos no Museu de Arte de BelÊm

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Programa de Interiorização: TCE-PA em todo Estado

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A Construção da Língua Portuguesa na Amazônia

2013

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Joias de NazarĂŠ 2013

AZARÉ C�RIO DE N DE FÉ UM MAR

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ParĂĄ apresenta atrativos na 41ÂŞ Feira de Turismo das AmĂŠricas

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ExplosĂŁo de procissĂľes do CĂ­rio no ParĂĄ

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O CĂ­rio dos Saloios de Nossa Senhora do Cabo

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Magia Infantil

Berlinda de Nossa Senhora de NazarĂŠ, em mar de fĂŠ de devotos. Foto de Antonio CĂ­cero Araujo dos Santos. 8Âş Lugar no Concurso Imagens de CĂ­rios 2012

Editora Círios, a única Editora do Norte associada a Associação Nacional de Editores de Revistas

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ISSN 16776

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CĂ­rio Editora

ST A

O CĂ­rio de NazarĂŠ dita moda em outubro

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C A PA

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Todo o amor por Nossa Senhora de NazarĂŠ impresso em papel

  

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* Os artigos assinados sĂŁo de inteira responsabilidade de seus autores.

Revista

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DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo HĂźhn; EDITOR: Ronaldo Gilberto HĂźhn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo HĂźhn; DISTRIBUIĂ‡ĂƒO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAĂ‡ĂƒO: Ronaldo G. HĂźhn; COLABORADORES*: Ana Caroline Fadel; Ana Claudina Santos, Anete Costa Ferreira; Benigna Soares; Camillo Martins Vianna; FĂĄbio Palhares, Israel Pegado, Rosana Pinheiro dos Santos e Wesley F. Bastos; FOTOGRAFIAS: Arquivo ParĂĄ+; Ascom Paratur; Benigna Soares – GEC Paratur; AntĂ´nio Silva, Carlos SodrĂŠ, Eliseu Dias/Ag. ParĂĄ; Fernanda Scaramuzzini/ Ascom OS ParĂĄ 2000; Divulgação; Foto EstĂşdio; Guilherme Thorres; Igor Fonseca Comus PMB; JoĂŁo Paraense; JoĂŁo Ramid; Tamara SarĂŠ e Toni RemĂ­gio; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAĂ‡ĂƒO GRĂ FICA: Editora CĂ­rios



Demonstraçþes de fÊ e carinho a cada passo

Ă?NDICE

 

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Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA C�RIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 BelÊm-Parå-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

I LE ESTA REV

PA-538

Portal AmazĂ´nia

www.revistaamazonia.com.br

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Arquidiocese de Belém se alegra em manifestar-se nesta edição da Revista “Pará+”, no Círio 2013. Tudo o que põe em relevo nossa religiosidade e nossa cultura vale para nós, ajudando a construir uma sociedade mais justa e fraterna. A todas as pessoas que tiverem em mãos esta publicação chegue minha saudação e minha bênção, contando com a intercessão amorosa de Nossa Senhora de Nazaré. Belém, Círio de Nazaré 2013.

Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará

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GRIFFO

FÉ. EM OUTUBRO, A MAIOR PRODUÇÃO DO PARÁ.

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Demonstrações de fé e carinho a cada passo da procissão

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ealizado em Belém do Pará há mais de dois séculos, o Círio de Nazaré é uma das maiores e mais belas procissões católicas do Brasil e do mundo. Reúne, anualmente, cerca de dois milhões de romeiros numa caminhada de fé pelas ruas da capital do Estado, num espetáculo grandioso em homenagem a Padroeira dos Paraenses. No segundo domingo de outubro, a procissão sai da Catedral de Belém e segue até a Praça Santuário de Nazaré, onde a imagem da Virgem fica exposta para veneração dos fiéis durante 15 dias. O percurso é de 3,6 quilômetros, a Berlinda que carrega a imagem da Virgem de Nazaré é seguida por romeiros de Belém, do interior do Estado, de várias regiões do país e até do exterior. Em todo o percurso, os fiéis fazem manifestações de fé, enfeitam ruas e casas em homenagem à Santa. É durante o trajeto que as homenagens se sucedem, tanto de romeiros que acompanham a procissão, quanto de devotos que esperam pela passagem da berlinda de suas janelas. Empresas e instituições públicas localizadas no caminho também se destacam nas homenagens realizadas. Desde a saída, na Igreja da Sé, até a chegada da imagem da santa, na Basílica de Nazaré, são cerca de 15 homenagens, sur-

A CAIXA, na homenagem da Trasladação

Na agência da CAIXA, da Presidente Vargas, decoração com com a berlinda

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A homenagem do Banco da Amazônia, na Trasladação

O Bradesco tradicionalmente homenageia Nossa Senhora de Nazaré em seu Círio

preendendo e emocionando quem participa da maior procissão do Brasil. Algumas se repetem há vários anos e já viraram tradição, como a tradicional queima de fogos de artifícios, realizada pelos estivadores, que acontece no momento em que a berlinda se prepara para deixar a avenida Boulevard Castilhos França e seguir pela avenida Presidente Vargas, em frente à Companhia Docas do Pará (CDP). Logo a seguir, na Av. Presidente Vargas, em frente ao Banco do Brasil, é feita outra homenagem, também considerada entre as mais tradicionais da festa nazarena, sendo realizada há mais 20 anos. A participação de cantores para homenagem musical transforma o momento em um dos mais belos do Círio, sendo uma das paradas programadas

da berlinda durante o trajeto da procissão. “A forma como o Banco do Brasil faz as homenagens está alicerçada no envolvimento histórico dos funcionários no Pará, com sua cultura, sua história e sua religiosidade”, destaca o superintendente regional Carlos Alberto Ramos Silva. Por conta da importância da homenagem, foi ampliado o número de convidados que assistem a passagem do Círio no BB, entre eles clientes do banco, autoridades es-

taduais e municipais, além dos funcionários da instituição. Atualmente, no dia do Círio, o prédio localizado no início da Avenida Presidente Vargas recebe cerca de 2.000 pessoas em seus oito andares.”De todos os eventos que o BB apóia em todo o Brasil, o Círio é um dos mais prestigiados pelo Conselho Gestor. Recebemos mais de 40 executivos do banco nesse período. O propósito é fazer parte deste momento maravilhoso que acontece aqui”, diz o superintendente regional. O Bradesco no Vero-Peso, homenageou nossa Padroeira

Fachada decorada do Banpará, na homenagem do Círio 2012

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Na Unidade de Referência Especializada do SUS

Hoje, as ações do Círio de Nazaré no BB são idealizadas e desenvolvidas pela superintendência Estadual do Pará. Ao todo 16 funcionários são distribuídos em comissões para o planejamento e execução de todas as homenagens.”Este esforço dos funcionários em prestar as homenagens à santa, conseguimos sincronizar três dimensões muito importantes- o trabalho, a família e a sociedade, por meio da religiosidade”, avalia Carlos Alberto.

Bradesco investe em homenagens e patrocínio

Outra instituição bancária que também participa do Círio com homenagens especiais é o Bradesco. A participação institucional no Círio se repete desde 1998, para celebrar junto com a população a devoção a Santa. O Banco figura como patrocinador da Festa de Nazaré, colaborando para a organização e realização do maior evento religioso da região. Para este ano, além das ações de mídia em rádio, jornal, outdoor, revistas, o Banco irá decorar a fachadas de cinco agências Bradesco localizadas ao longo do trajeto da procissão, em homenagem a santa. O banco fará a distribuição de milhares de brindes promocionais aos romeiros. Segundo Jorge Nasser, diretor de markeA homenagem dos Correios

ting do Bradesco, sobre a importância do evento para o Banco, “O patrocínio ao Círio de Nazaré faz parte da filosofia do Bradesco em contribuir para a valorização da cultura brasileira e preservação de suas tradições religiosas por meio de festividades regionais. Além disso, o evento promove atividades que movimentam a economia local e colaboram para o desenvolvimento da região”.

Solidariedade é a melhor homenagem

Superintendente regional do BB recebe a imagem peregrina

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Na Caixa Econômica Federal, as fachadas das duas agências localizadas na avenida Presidente Vargas (agências Círio e Ver-o-Peso) são decoradas com elementos alusivos à procissão. Mas é na agência Ver-o-Peso onde se concentram as ações. Clientes e empregados participam de uma homenagem especial ao Círio de Nazaré. Para celebrar o clima de fraternidade que paira sob a cidade, a Caixa proporciona na Trasladação uma noite especial para 250 pessoas. O evento realizado pela Caixa já é Na sede da Assembléia Paraense

tradição para clientes convidados.

Solidariedade

Não é somente devoção que move os paraenses em outubro. Os membros da ONG Moradia e Cidadania, formada por empregados da Caixa, aproveitam o mês para praticar boas ações. Há pelo menos seis anos, arrecadações garantem que o Círio de algumas pessoas seja melhor através de doações mobilizadas pela ONG. Para garantir o tradicional almoço do Círio do Abrigo João de Deus, uma arrecadação financeira é realizada pela ONG. Os empregados da Caixa empenhados nesta tarefa levantam os valores, realizam as compras dos ingredientes para o preparo dos pratos típicos e entregam os alimentos no abrigo. Cerca de 100 pessoas, sem família e sem lugar para morar, são beneficiadas com a ação realizada pela ONG. Os devotos que pagam promessas em meio ao mar de gente que segue a corda na procissão do domingo de Círio também são

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Banco do Brasil Decoração especial lembra a corda dos promesseiros

de Nazaré em três dimensões na fachada, “causando um efeito que emociona os romeiros”, garante o gerente de projetos do Banpará, João Bosco Jr. No domingo do Círio, os funcionários vão prestar à padroeira uma homenagem com chuva de papel picado Cerca de 100 quilos de papel picado serão jogados quando a imagem na berlinda passar.

Banco da Amazônia antecipou programação interna para o Círio

assistidos pela ONG. Durante todo o ano, os membros da Moradia e Cidadania arrecadam dinheiro para poder comprar água aos fiéis que seguem firmes nas promessas. Este ano, quase 15 mil copos d’água devem ser distribuídos aos promesseiros do símbolo mais disputado da romaria. Segundo Niza Guimarães, uma das organizadoras da programação, “cerca de 150 empregados do banco, pretadores de serviço e estagiários são voluntários para fazer a distribuição da água”.

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Banpará mantém tradição Pelo 13° ano consecutivo, o Banpará marca presença nas homenagens à Virgem de Nazaré, no Círio. Além da decoração da fachada na agência Nazaré, localizada ao lado da basílica, o banco terá a apresentação da cantora paraense Jeanne Darwich, no sábado, durante a trasladação, e no domingo, na procissão do Círio, na agência Presidente Vargas. Esta agência terá a projeção da imagem de Nossa Senhora

O Banco da Amazônia iniciou a programação interna alusiva ao Círio em setembro, com peregrinações em todas as agências do estado. No dia 10 de outubro, o arcebispo de Belém, D. Alberto Taveira, levou a imagem que é conduzida na procissão para visitar as dependências do banco e celebrar uma missa para funcionários e clientes. Toda a fachada do Banco da Amazônia será adesivada com a imagem oficial do Círio deste ano. No sábado á noite, na trasladação, as apresentações musicais são do Padre Antônio Maria e do grupo AMA, enquanto imagens simbólicas do Círio serão projetadas na lateral do prédio. No domingo pela manhã, na grande procissão, o Padre Antônio Maria se apresenta novamente, junto com o cantor Agnaldo Rayol e um coral que já é tradicional no banco. Tanto na trasladação quanto na procissão de domingo, no momento em que a berlinda passar pela frente do banco, haverá uma chuva de pétalas de rosas. Cerca de uma tonelada de pétalas será jogada do alto do prédio nos dois dias. Também haverá uma queima de fogos de 15 minutos em cada procissão. Funcionários, clientes e convidados poderão assistir a passagem do círio das arquibancadas em frente ao Banco da Amazônia. O banco adquiriu 750 lugares, e o valor pago será revertido às obras sociais da Igreja de Nazaré.

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O Hangar estava lotado de representantes de paróquias e comunidades de Belém

Encontro de O formação dos dirigentes de peregrinação

Fotos João Paraense

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Encontro de Formação de Dirigentes de Peregrinação 2013, com a participação do arcebispo metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, do padre José Ramos, a diretoria da Festa de Nazaré e os representantes de paróquias e comunidades católicas, aconteceu no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Foi uma manhã de formação e comunhão, onde os dirigentes receberam os livros das peregrinações e as orientações necessárias para comandar as peregrinações de Nossa Senhora de Nazaré por lares, empresas e repartições antes do Círio. O encontro foi divido em dois momentos: Na primeiro, o Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, deu uma mensagem aos presentes em torno do tema do Círio, que norteia todos os encontros descritos no Livro. No segundo momento, a Diretoria de Evangelização utilizou de material expositivo sobre toda a estrutura do Livro e após essa explanação foi feita a simulação de um Encontro, com a participação do Padre José Ramos. De acordo com o Diretor de Evangelização do Círio 2013, O Arcebispo Metropolitano de Cláudio Acatauassú, “Este é Belém, Dom Alberto um momento de espiritualiTaveira, deu uma dade, partilha, fraternidade mensagem aos presentes em torno e comunhão, com o objetivo do tema do Círio de fortalecer o projeto de www.paramais.com.br

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Padre José Ramos abençoa os Dirigentes de Peregrinação, com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré

sível ampliação’, comenta. Segundo Vieira, as visitas servem para apresentação do livro do Círio de Nazaré, bem como para preparar o coração dos católicos para a grande festa, que este ano será realizada no próximo dia 13 de outubro. Livro das Peregrinações

evangelização da comunidade católica de Belém. Nossa Senhora nos apresenta seu Filho como Verdade e ambos são a força e o incentivo que impulsiona os dirigentes a levar aos �iéis devotos uma preparação sólida para viver o Círio”, ressaltou Cláudio. Foram cerca de 1500 representantes de paróquias e comunidades de Belém e arredores, que se dispuzeram a realizar a missão das peregrinações nas Paróquias da Arquidiocese de Belém, para isso, receberam, as bênçãos do arcebispo Metropolitano de

Belém, dom Alberto Taveira. Segundo Kléber Vieira, diretor-coordenador da Festa de Nazaré, o número de participantes do Encontro de Formação de Dirigentes de Peregrinação cresceu em mais de 50% este ano, A expansão deste número, segundo avalia Kléber, também deve resultar no aumento do número de lares visitados pela imagem. ‘No ano passado, foram visitadas 110 mil famílias. Este ano, estamos acreditando em uma ascensão vertiginosa, já que esta reunião é um re�lexo de uma pos-

Fones: 3241-5689/3222-6529 www.paramais.com.br

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Círio de Nazaré movimenta US$ 28

milhões e atrai 77 mil turistas ao Pará Basílica de Nazaré

O secretário de Turismo, Adenauer Góes (centro), destacou a importância do Círio de Nazaré como o principal produto turístico do Estado

Texto Israel Pegado* Fotos Carlos Sodré, Eliseu Dias /Ag. Pa; Fernanda Scaramuzzini/ Ascom Mangal

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m total de 77,9 mil turistas, que deixa cerca de US$ 28,95 milhões em recursos para o Estado do Pará, na época dos festejos do Círio de Nazaré. Estes foram os principais números de pesquisa feita sobre a Festa, apresentados pela Secretaria de Estado de Turismo (Setur), Companhia Paraense de Turismo (Paratur)

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e Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em entrevista coletiva, no Centro Integrado de Governo (CIG). Os Estados do Rio de Janeiro (que responde por 17% dos turistas no período), Maranhão (14%), São Paulo (13%), Ceará (9%) e Amazonas (9%) são os mais importantes mercados emissores de visitantes ao

Estado durante o Círio, que é considerado o mais importante e consolidado produto turístico paraense. A pesquisa também mostrou que predominam visitantes do sexo feminino (56%), na faixa etária de 35 a 50 anos (40%) e com renda de um a cinco salários mínimos (52%). “A pesquisa mostra o processo de evolução do Círio de Nazaré, que é a maior referência e principal produto do turismo paraense, em especial do segmento cultural e religioso, bem como pela magnitude do que ele representa para a sociedade paraense. Com o passar dos anos, estes números foram ganhando a consistência que nos mostra hoje a importância do turismo enquanto atividade econômica, capaz de gerar emprego, renda e melhor qualidade de vida à população”, explicou o secretário de Estado de Turismo, Adenauer Góes. A diretora de Marketing da Paratur, Jacqueline Alves, disse que a pesquisa – feita

T Roberto Sena, diretor do Dieese do Pará www.paramais.com.br

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pelo governo do Estado e Dieese – reforça as ações e estratégias de promoção e divulgação do destino Pará. “Ao longo do ano, o Círio, principal evento turístico religioso do Estado, é tema das nossas ações nesse senti-

do. Para receber os 77 mil turistas que virão ao Círio, preparamos um receptivo especial, com os postos de informações ao turista funcionando 24 horas no Aeroporto Internacional de Belém e 18 horas no Terminal

A pesquisa do governo do Estado, feita em parceria com o Dieese, ressalta em números a importância do Círio de Nazaré para a cultura e economia do Estado

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Mangal das Garças

Rodoviário de Belém”, destaca. Nestes locais, explicou a diretora, haverá equipes de atendentes capacitadas para atender os turistas, inclusive em vários idiomas. “Queremos garantir a satisfação desses visitantes em Belém e também investir para que eles prolonguem a estadia aqui e retornem ao Pará”, afirma.

Perfil

Estação das Docas

O estudo ainda mostrou que 55% dos turistas optam por vir a Belém de avião, enquanto 23% vêm em ônibus de empresa, 12% em automóveis e 4% com ônibus de excursão. Os meios de hospedagem mais procurados são casas de parentes (41%), hotéis (30%) e casa de amigos (20%), sendo que 56% deste total viajam com a família, 22% sozinhos e 20% em grupos. Com uma permanência média de cinco dias no Estado, 23% dos turistas revelaram que aproveitam a viagem a Belém por conta do Círio de Nazaré para conhecer outros municípios paraenses. Na capital, os pontos turísticos mais visitados são a Basílica de Nazaré (57%), Estação das Docas (20%), Mangal das Garças (8%) e o Ver-o-Peso (7%). “Os dados nos mostraram que, se tivessem prévio conhecimento de outros produtos turísticos paraenses, 36% dos turistas permaneceriam por mais dias, aumentando para 9,5 dias a taxa de permanência no Estado”, informa o coordenador de Pesquisas, Estudos, Estatísticas e Informações da Setur, Admilson Alcântara. Os turistas também apontaram a culinária, hospitalidade, pontos turísticos, a Festa do Círio e o artesanato como principais aspectos positivos. “É possível notar que melhoramos os dados em relação ao ano passado, tanto do perfil quanto dos gastos desse turista que vem participar do Círio de Nazaré”, concluiu o economista e supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena. (*) Setur

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Que Deus abençoe todos que aceitaram essa missão

Padre José Ramos, Reitor do Santuário, aspergiu água benta sobre as imagens e os presentes

Missa do Mandato 2013

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Fotos João Paraense

om a Missa do Mandato, celebrada pelo Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, na Basílica Santuário de Nazaré, lotada de fiéis – o Círio 2013 foi aberto oficialmente. Todas as 78 paróquias da Arquidiocese de Belém participaram da celebração. Durante a homilia Dom Alberto afirmou que é impossível imaginar o paraense sem o Círio de Nazaré e acrescentou que o período das peregrinações tem o intuito de unir as famílias paraenses e é onde inicia a grande missão de evangelização. “Que Deus abençoe todos que aceitaram essa missão”. A missa tradicional, marca o envio de grupos de fiéis, com a imagem de Nossa Senhora, após recebererem a Missão e a Durante a Benção das imagens

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Benção do Arcebispo, às casas dos devotos, para preparar espiritualmente cada morador de lares paraenses e toda a população, para vivenciar o Círio e as celebrações em homenagem à Senhora de Nazaré, no mês de outubro. Os agora missionários, e as imagens da Santa que serão utilizadas durante as peregrinações, receberam as bênçãos do arcebispo de Belém, dom Alberto Taveira Corrêa, do arcebispo emérito, dom Vicente Zico, enquanto o padre José Ramos, Reitor do Santuário, aspergia água benta sobre as imagens e os presentes. As peregrinações vão ocorrer até as vésperas do Círio e a estimativa da Diretoria da Festa de Nazaré e do Departamento de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese/PA) é de que a imagem visite cerca de 110 mil lares paraenses. Cada imagem irá, em média, a 20 residências, o que deveImagens decoradas com todo carinho...

rá gerar a participação de aproximadamente 1,7 milhões de fiéis.

As imagens das peregrinações

Foram confeccionadas 5,5 mil imagens da Virgem de Nazaré, entregues junto com os Livros das Peregrinações e Cartazes do Círio 2013. Esses itens fazem parte dos kits de evangelização, que serão utilizados nas romarias realizadas nos lares dos católicos. O material pode ser encontrado na Basílica Santuário de Nazaré. Este ano o tema da festividade será “A Igreja em oração unida a Maria, mãe de Jesus”. Segundo Dom Alberto Taveira, a escolha do tema da festa de Nazaré está relacionado ao aprofundamento do catecismo na Igreja Católica. “Queremos que esses ensinamentos façam parte do cotidiano das pessoas”.

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Todo o amor por Nossa Senhora de Nazaré impresso em papel

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oi no Círio de 1882 que a organização da procissão utilizou pela primeira vez um cartaz para divulgar o evento. Desde então, essa é uma tradição que tem sido mantida há 130 anos. Um dos maiores eventos de turismo religioso no Brasil e maior festa religiosa de toda a região Norte do país, o Círio de Nazaré tem organização altamente complexa, que ano a ano exige esforços adicionais dos seus organizadores. Mesmo com tanta tecnologia de comunicação disponível, como as redes sociais na internet, os cartazes para a festa, considerados como um dos ícones do Círio, continuam sendo um elemento de grande importância na maior festa dos paraenses. Uma das razões para isso é a tradição dos 18

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�iéis de homenagearem Nossa Senhora de Nazaré, padroeira do Pará e da Amazônia, exibindo o cartaz na porta de suas casas. Desde 1882, a criatividade dos criadores dos cartazes vem evoluindo, mas o foco principal continua sendo a imagem da padroeira. “A fotogra�ia da santa é imprescindível. O cartaz tem por �inalidade evangelizar”, explica o publicitário Oswaldo Mendes Filho, da diretoria da festa de Nazaré. “Agora, existe, sim, liberdade criativa. Por isso, a escolha do cartaz é feita, sempre, entre várias opções”, diz ele. Há 22 anos, a Mendes é agência voluntária do Círio, responsável pelo trabalho de criação de todas as peças de divulgação. “O tema do Círio é importante, e pode inspirar o processo criativo, mas não é obrigatório”, avalia Oswaldo Mendes Filho. “Como diretor

benemérito da festa de Nazaré acompanho de perto a criação e produção do material de divulgação do Círio, feitos pela Mendes, agência voluntária”. A importância da peça é revelada pela quantidade de cartazes impressos. No período entre 2000 e 2013, o número de cartazes confeccionados aumentou 154,28%, passando de 350 mil unidades em 2000, para quase 900 mil neste ano. O cartaz deste ano já foi apresentado pelo Arcebispo Metropolitano de Belém, D. Alberto Taveira. “O que procuramos transmitir na fotogra�ia deste ano foi o trajeto do Círio, da Catedral à Basílica-Santuário”, explica Oswaldo. Segundo a Diretoria da Festa de Nazaré, a apresentação do cartaz de cada ano merece uma cerimônia especí�ica, na Praça Santu-

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No Memória de Nazaré, cartazes em exposição

ário, depois de uma missa na Basílica-Santuário de Nazaré. Após a apresentação, os cartazes começam a ser distribuídos para os �iéis. Na missa de apresentação deste ano, realizada no dia 29 de setembro, Dom Alberto explicou que os elementos do cartaz deste ano ressaltam a vida da igreja junto à comunidade: “temos a igreja ao fundo, como o lugar de devoção dos fiéis unidos à Maria, mãe de Jesus. As rosas são germinadas no manto de Nossa Senhora de Nazaré. Podemos ver também a cátedra do bispo, de onde ele ensina e prega aos fiéis, como o pastor que cuida de seu rebanho”. A fotografia da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré é de Jel Brelaz. As fotografias das Igrejas foram feitas por Marcel Chaves. O trabalho deles também foi voluntário. Todas as fotografias foram doadas para as Obras Sociais da Paróquia de Nazaré, detentora de seus direitos autorais.

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Círio 2013 marca a mudança na Diretoria da Festa de Nazaré

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Fotos João Paraense

Diretor Coordenador da Festa de Nazaré, Kleber Vieira, está a frente da organização do Círio 2013, edição número 221 da maior festa de fé do povo paraense, e em seguida, passará o comando da Diretoria para o próximo coordenador que será escolhido para organizar o Círio no biênio 2014/2015. A partir de janeiro, a nova diretoria dará início a elaboração do plano de trabalho e montagem da agenda oficial do Círio 2014. Mas Kleber Vieira já faz uma avaliação do trabalho desenvolvido desde 2012 e antecipa o que os paraenses podem esperar para o Círio 2013. Além do coordenador, Kleber Vieira, e da esposa Thânia, a Diretoria é formada por mais 26 casais titulares e quatro casais beneméritos. Eles cuidam de toda a organização nas áreas de marketing, Administrativo- financeiro, decoração, evangelização, eventos, patrimônio, procissões e recursos sócio-econômico e filantrópicos. São as nove diretorias em atividade. “É o regimento da Diretoria da Festa que determina que a formação é de casais, mas quem é empossado como diretor é o marido, porque tradicionalmente esse é um trabalho feito pelos homens”, explica Kleber Vieira. “Minha esposa já questionou isso, mas não há previsão de alterar o regimento. Mas a participação das mulheres é intensa principalmente porque temos o trabalho social que acontece o ano inteiro, com muitos eventos”, avalia. O diretor coordenador lembra que todos os assuntos referentes à organização do Círio, inclusive o estatuto da Diretoria, são discutidos duas vezes ao ano nas reuniões de Conselho. “A possibilidade de mulheres serem diretoras nunca foi abordada, mas acredito que em breve isso deve mudar, porque é a evolução natural da sociedade”, diz Kleber Vieira. Ele já se prepara para deixar o cargo, mas acredita que cumpriu sua missão. “A Diretoria é renovada todos os anos, e a coorde-

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nação a cada biênio. Acho egoísmo querer perpetuar as pessoas nos cargos, é preciso renovar para dar oportunidade a outros casais que querem participar”, afirma. O novo coordenador será escolhido de uma lista tríplice, elaborada com nomes de

integrantes da atual diretoria. “O Conselho que escolhe é formado pelo Arcebispo de Belém, o Provinçal Barnabita, o Pároco de Nazaré, o Reitor do Santuário, o atual coordenador e o ex-coordenador da gestão anterior. Mas quem decide é o Arcebispo”,

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destaca Kleber Vieira. Quem são os prováveis candidatos? “Temos cerca de 20 casais com todas as condições para assumir essa responsabilidade, mas é difícil dizer quem vai integrar a lista tríplice. Até a reunião do Conselho, tudo pode mudar”, disfarça Kleber Vieira. Não só na escolha do coordenador. Cabe ao Arcebispo D. Alberto Taveira a palavra final em tudo o que é feito na organização do Círio. “D. Alberto é muito parceiro para chegarmos à solução dos problemas”, garante Kleber. “Isso é muito importante, porque qualquer mudança pensada tem sempre reações muito fortes”. Organizar uma procissão desse porte, considerada a maior manifestação religiosa da América Latina, não é fácil. “Nunca vamos agradar a todos, mas procuro pensar na maioria, Sou devoto e era promesseiro da corda, por isso minhas decisões são sempre pensando em quem sofre mais durante o Círio. Nínguém sofre mais do que os devotos que pagam promessas na corda. Por isso, todas as decisões buscam aliviar esse sofrimento”, alega. Ele complementa: “No Círio, o foco prinKleber Vieira, Diretor Coordenador da Festa de Nazaré

Kleber Vieira retira a imagem da berlinda, na chegada do Círio

cipal é sempre a evangelização, e a prioridade é garantir a segurança das pessoas. É para isso que colocamos 26 mil voluntários na rua no dia do Círio”. Este ano, Kleber Vieira adianta uma novidade. “Teremos evangelizadores da corda em duas grandes procissões, na trasladação e na grande romaria de domingo. São jovens que atuam nas pastorais durante o ano e que são treinados para trabalhar no Círio”, conta. A tecnologia também volta neste ano. Desde 2012, a iluminação da berlinda é feita com fibra óptica e lâmpadas de led, “para proteger a imagem da Santa”, diz Kleber. Mas ele relata o sufoco que passou na transladação do ano passado. “Durante vários momentos da procissão, a iluminação simplesmente falhou e a berlinda ficou apagada. Tivemos que usar lanternas com o foco direto na imagem para que as pessoas não percebessem”. Por conta disso, essa é uma das preocupações para este ano. “Já pensamos em soluções e acredito que nada vai acontecer para tirar o brilho de todo esse trabalho”, garante Kleber. Outro momento de preocupação é o ritmo da procissão. “Há pelo menos cinco anos,

Feliz Círio !

No Círio, o foco principal é sempre a evangelização

acontece da romaria fluir bem na Boulevard Castilho França e na Presidente Vargas. Mas empaca na avenida Nazaré, onde o trajeto fica mais estreito”, diz ele. “Isso também acontece porque os romeiros já estão cansados e muita gente pára na avenida Nazaré e espera a passagem da Santa, mas acabam atrapalhando a procissão”, enumera Kleber. Quando ocorre isso, começam as tentativas de cortar a corda. “Os promesseiros tentam garantir um pedaço da corda para si, mas colocam em risco as outras pessoas e a conclusão do Círio”, diz ele. Não é à toa que pela terceira vez a Diretoria fez campanha de mídia para conscientizar os romeiros a não cortarem a corda. “Queremos que o

A Câmara Municipal de Ananindeua, se une ao povo do município, para homenagear Nossa Senhora de Nazaré em mais um Círio de fé, amor e devoção.

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Francy Pereira Presidente da Câmara Municipal de Ananindeua

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final da procissão seja como antigamente, com a corda dos promesseiros chegando junto com a Berlinda”, garante Kleber Vieira. A parceria com outras instituições também é importante para garantir a segurança no Círio. “teremos um trabalho intenso de fiscalização para liberar os acessos e transversais no trajeto da procissão, e na romaria fluvial, a Capitania dos Portos vai intensificar a fiscalização também. É preciso que todos os participantes se cadastrem na capitania”, alerta Kleber. Com tantas responsabilidades, o custo do Círio é elevado. “Em 2012, custou R$ 2 milhões, 648 mil. Esse recurso vem do Governo do Estado, da Prefeitura, de patrocinadores e apoiadores, além de doações de devotos”, explica o coordenador. “mas não é nada em comparação ao orgulho que o Círio causa ao coração das pessoas”, avalia. O retorno financeiro também é garantido. Segundo levantamentos do Dieese, o impacto econômico positivo que o Círio traz é de R$ 880 milhões, com geração de renda e emprego nesse período.

Futuro

Uma das propostas que Kleber Vieira pretende passar ao próximo coordenador da Diretoria da Festa de Nazaré é a criação de uma programação mensal em que a imagem da Santa saia do Colégio Gentil Bittencourt e fique mais próxima dos devotos. “Talvez pequenas procissões ou eventos na praça Santuário, para avançar na evangelização e incentivar o turismo religioso, como já acontece em Lourdes e em Fátima”, sugere. A possibilidade da vinda do Papa Francisco ao Círio de 2018, ainda como resultado da Jornada Internacional da Juventude, também começa a ser pensada. “Temos um defensor da idéia, o Núncio Apostólico do Brasil, D. Giovane Agnelo. Ele veio ao Círio do ano passado e prometeu vir nos próximos. Ele também garantiu que vai conversar com o Papa, em Roma, para trazê-lo. Com certeza o santo padre já ouviu falar do Círio, da grandiosidade da procissão, e temos que

Kleber Vieira coordena a Diretoria da Festa até o círio 2013

estar preparados para organizar tudo e garantir a segurança se esse dia chegar”, argumenta Kleber Vieira.

Histórico

No início do Círio, em 1793, o governador Souza Coutinho foi o responsável pela organização da festa. Depois, irmandades e confrarias ficaram encarregadas de preparar o Círio, em uma sucessão anual. Só em 1910, a Diretoria da Festa de Nazaré foi oficialmente criada, com o objetivo de organizar o evento por meio de um estatuto, que definiu as obrigações de cada integrante. A Diretoria conta ainda com o apoio da Guarda de Nossa Senhora de Nazaré, criada em 1974, pelo coordenador Nélson Ribeiro e pelo padre Giovani Incampo. A Diretoria da Festa de Nazaré é um serviço mantido pela Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré e vinculado às Obras Sociais da Paróquia. A Diretoria é renovada anualmente em até um terço de seus membros. Embora, oficialNa saída da Trasladação: todo cuidado com a padroeira dos paraenses

Paz Segurança e Proteção aos nossos Amigos e Clientes

mente, só participem da composição da diretoria os homens, o trabalho é, na realidade, feito por casais, cabendo às esposas vários detalhes da Festa, alem do apoio aos eventos que antecedem e sucedem as procissões do calendário oficial do Círio de Nazaré. Os diretores e suas esposas trabalham com agendas próprias e não recebem remuneração alguma. Paralelo ao trabalho para o Círio, todos os integrantes da Diretoria têm suas profissões e as desempenham diariamente. O exercício das funções da Diretoria é encarado como um serviço essencialmente cristão, que deve ser realizado com humildade, dedicação e espírito de doação voluntária. Essas qualidades e todo esforço são traduzidos em doação de tempo e talento para Nossa Senhora de Nazaré. Mas, esse compromisso da Diretoria é tão forte que, para eles, é fundamental que o trabalho também seja feito com profissionalismo. Formada por componentes católicos de várias paróquias, a Diretoria começou com cinco pessoas, depois aumentou e chegou a ter o máximo de 38 diretores. Um regimento interno define deveres, obrigações e condições para a execução das atividades do grupo. Logo após a formação da nova Diretoria, há a escolha de um diretor coordenador responsável pela festa como um todo e a divisão dos trabalhos por diretoria executiva. Depois de formadas, são avaliadas as ações realizadas no ano anterior e apontadas as que podem melhorar no ano seguinte. O trabalho da Diretoria, além de ser dedicado à realização do Círio, é também direcionado às Obras Sociais da Paróquia de Nazaré. Durante o ano todo, uma extensa programação de eventos tem todos os recursos arrecadados revertidos para as ações da entidade. Ano após ano, a Diretoria continua trabalhando para fazer de cada Círio de Nazaré o mais inesquecível para o povo paraense. Para quem faz parte desse grande espetáculo de fé e devoção, ao final de cada mês de outubro, fica o sentimento de dever cumprido e coração renovado.

Vossa coroação junto a Deus Coração de Maria Santa Maria rogai por nós Que recorremos a vós.

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O Círio de Nazaré

dita moda em outubro

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Fotos Divulgação; GQ Foto Estúdio

a no A moda cheg rma fo Círio de uma ada. lic especial e de signer Da webde elo Renata M Segtowick

mês de Outubro chega para os paraenses de uma maneira toda especial. Esse mês é conhecido como o Natal dos Paraenses, seja pela devoção a Nossa Senhora de Nazaré, pelos Momentos de Fé nas ruas de Belém e até mesmo promessas ou agradecimentos a uma graça alcançada. De qualquer forma, todos param para olhar a imagem peregrina em sua berlinda pelas ruas da cidade. A maior procissão católica da América Latina é repleta de ícones. A Berlinda e o Manto que abrigam a Virgem e Filho que Ela carrega nos braços, a Corda que faz às vezes de “cordão umbilical” entre os romeiros e a Mãe Santíssima, os Anjos, a Barca dos Milagres abastecida por promesseiros, os Fogos dos Estivadores, as “chuvas” de balões, pétalas e papel picado que caem dos prédios e mais recentemente de helicópteros e a Roupa Nova... Pois é, no dia do Círio todos vestem roupa nova. Talvez como forma de saldar a padroeira dos paraenses, talvez para destacar-se nesse dia tão especial. Do mais humilde ao mais abonado, a roupa nova trajada por ocasião do segundo domingo de outubro, também já faz parte das tradições Cirianas. A cada ano é elaborado um cartaz alusivo à data. A imagem nele contida imediatamente se transforma em ícone fashion estampada em toda sorte camisetas. O poder imagético é tão forte que a vestimenta ganha vieses personalizados. Uns bordam com nacarados e paetês, outros jogam purpurina para dar um certo up , mas o fato é que cada um quer ter a camiseta que seja “a sua cara”,

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Maria Fernanda Costa fez camisas artesanais para toda a família

que represente “sua própria “Naza”. A moda chega no Círio de uma forma especial e delicada, com a criação de blusas personalizadas para todos os gostos e estilos. Há quatro anos, a webdesigner Renata Melo Segtowick cria camisas para o Círio. “Procuro criar layouts que as pessoas possam usar sempre, com visual mais moderno e descolado”, diz Renata. Devota de Nossa Senhora de Nazaré, ela se prepara com antecedência, faz um trabalho de pesquisa detalhado, até chegar ao layout ideal. As tendências da moda são seguidas. “Este ano, aproveitei a tendência da estampa de azulejaria”. A impressão das camisas é artesanal, feita pela própria Renata. “Sou perfeccionista, prefiro controlar todo o processo e garantir a qualidade”, afirma. Com um público jovem, até o Círio, a expectativa é comercializar no máximo 50 camisas, com venda exclusiva pelo perfil da webdesigner na fanpage do facebook. “É uma forma das pessoas conhecerem meu trabalho, tem gente que já cobra pelas camisas bem antes de outubro”, avalia. Outra opção garantir a camisa do Círio da marca Eu Belém, criada em 2005 para fazer estamparias com elementos regionais. “É um grande nicho de mercado, as pessoas

nça o

Ely Ribeiro da Amazônia Zen

querem camisas diferentes para vestir na procissão”, garante Júnior Oliveira. As estampas são pensadas não só para o período do Círio, mas para que as pessoas possam usar a camisa em qualquer ocasião. A quantidade é limitada, com quatro modelos diferentes em média. “Este ano, vamos inovar fazendo também vestidos. O importante é aliar a beleza do layout com o conforto”, diz ele. “As pessoas procuram exclusividade, um trabalho artesanal ou com alguma intervenção. Até mesmo, a própria pessoa faz a customização. A moda não é imposta, cada um busca seu estilo e adapta isso ao Círio”, avalia. Na Amazônia Zen, uma loja temática de camisetas e presentes regionais que valoriza, principalmente, a cidade de Belém e a Floresta Amazônica - com suas histórias, cores, lendas, ritos, mistérios e encantos, a temática do Círio é a que demanda maior planejamento e esforço. “Não é algo de mo-

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Júnior Oliveira da marca Eu Belém

mento, mas um tema que nos inspira o ano todo. Não há nenhum outro evento no Pará e em Belém que demande tanto planejamento quanto o Círio”, afirma Ely Ribeiro, proprietária da Amazônia Zen. A coleção para o Círio foi lançada no início de setembro, mas o trabalho de criação e produção iniciou em março. Duas designers foram responsáveis pela criação de cinco artes diferentes, que lembram a suavidade das pinturas em aquarela. Os modelos são em malha ecológica, um tecido alternativo feito com fios produzidos a partir de garrafas pet recicladas. As malhas são 100% de fio pet ou na medida 50% de fio pet e 50% de algodão. Outro diferencial é que os layouts não são pintados ou aplicados como estamparia. As camisas foram confeccionadas com a técnica da sublimação, em que as imagens são impressas no próprio tecido. A loja colocou 2 mil peças à venda e mal a coleção foi disponibilizada e quase a metade já foi vendida. “As pessoas procuram bastante e com antecedência”, diz Ely Ribeiro. “Nosso público é mesclado, tanto de turistas quanto de moradores daqui. Eles já chegam à loja procurando camisas diferentes, mas a preferência é pela imagem da padroeira. Nesse ponto, são tradicionais. Layouts com outros elementos simbólicos do Círio até

vendem, desde que tenham referência com Nossa Senhora de Nazaré”, explica Ely. Além das camisas de malha ecológica, a coleção também oferece blusas mais fashion, feitas em cetim. “As pessoas querem o conforto, que é essencial para enfrentar nosso calor, mas também querem uma roupa que possam exibir em outros eventos além da procissão”, conta Ely. “Não é uma questão apenas de vaidade, mas uma forma Acessórios também são personalizados com o tema do Círio

de reverenciar a Santa com um traje mais caprichado”, conclui. A Amazônia Zen veste famílias inteiras, que compram camisas iguais para todo o grupo. “Mas tem gente que ainda customiza as peças quando chega em casa”, garante. Além das roupas, a coleção também tem outros objetos, como bolsas, quadros em miriti, canecas, nécessaires, imagens, chaveiros, terços, mensagens e estandartes. Tudo com a temática “Maria de todas as cores”. A promoter Maria Fernanda Costa é a responsável pela camisa do Círio para toda a família. São cerca de 25 pessoas, algumas vem do interior para participar da procissão e do almoço tradicional do Círio. “Este ano, decidi fazer todas as camisas pessoalmente. Comecei em agosto e já estou terminando todas as peças”, diz ela. Maria Fernanda criou dois modelos: um com pintura à mão, para os adultos, e outro com mosaico em tecido, feito com retalhos como um patchwork, para as crianças. Nos dois, é claro, a imagem escolhida é a de Nossa Senhora de Nazaré. “É um trabalho que amo fazer, porque a família fica mais unida na homenagem à padroeira. Este ano, até meu filho Miguel, de quatro meses e o mais novo da família, vai ter roupinha especial para o círio”, garante ela, que também produz peças por encomenda. Então, escolha o estilo, vista a camisa e demonstre sua devoção. Viver o Círio é mais que um privilégio, é um estado de espírito iluminado que invade a alma do povo amazônida. É o Natal em outubro. SERVIÇO: • RENATA MELLO SEGTOWICK WWW.FACEBOOK.COM/RENATASEGDESIGN • EU BELÉM TV. QUINTINO BOCAIÚVA, 793- LOJA 3. GALERIA BOULEVARD. 32245910 • AMAZÔNIA ZEN ESTAÇÃO DAS DOCAS, ARMAZÉM 1, LOJA 9, MEZANINO – BELÉM – PARÁ – BRASIL TEL.: 55 91 3252-0514 HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: TODOS OS DIAS, DAS 10 ÀS 22 HORAS

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Joias

Colar “Rainha da Amazônia”, criação da designer Ivete Negrão, presente na exposição “Joias de Nazaré 2013”

de Nazaré 2013

Fotos Carlos Sodré /Ag. Pa e João Ramid/AIB

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exposição “Joias de Nazaré” comemora dez anos, com programação na Capela e no Jardim da Liberdade do Espaço São José Liberto, onde as joias ficarão expostas para visitação até o dia 31 de outubro. A inspiração para as 63 joias artesanais criadas por designers e microempresários do Programa Polo Joalheiro foi o tema “O Povo do Círio: Arte, Cultura, Vida e Fé”. Objetos que emocionam, comunicam fé, cultura e a magia da criação, as joias da nova coleção são obras de arte inspiradas em representações que envolvem a devoção de quem acompanha o Círio. Com entrada franca, uma celebração religiosa e apresentação de duo de violinos marcaram a programação da solenidade de abertura da exposição, que também contou

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Jóias inspiradas na festividade de Nazaré, criação da designer Rosa Castro

com um projeto especial de ambientação. A exposição é coordenada pelas secretarias de Estado de Cultura (Secult) e de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) e pelo Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama). A edição comemorativa teve o apoio do curso de licenciatura em música da Universidade do Estado do Pará (Uepa). Do clássico ao contemporâneo, o conteúdo representado pelo grupo de designers nas peças da nova coleção revela o conceito de atemporalidade presente na joia religiosa, caracterizada por inscrições, uso de muitas gemas, correntes grandes, cravação de diamantes e variações de desenhos sobre mantos vazados. Com criatividade, uso de matéria-prima regional, técnicas especiais e design inovador, as joias mostram ícones representativos da festividade em homenagem à padroeira dos paraenses, Nossa Senhora de Nazaré. www.paramais.com.br

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São anjos barrocos, mantos, berlindas, a corda (e sua simbologia) e fitas de promesseiros, além de imagens e ex-votos - expressão que significa “por um voto alcançado”, representada em barcos, tijolos, chaves e casas, que fazem referência aos objetos oferecidos em agradecimento à santinha.

A primeira-dama do Estado, Ana Jatene, visitou a exposição e apreciou a réplica da imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré ofertada ao Papa Francisco durante a Jornada Mundial da juventude

Inspiração

Os anéis, colares, pingentes, braceletes e brincos da nova coleção destacam-se pelas gemas minerais, inovação e design dos artistas criadores das joias

A emoção marcou o processo de criação e produção das joias da nova coleção, que remetem à participação do “povo do Círio”: pessoas que vibram, vivem, acompanham, comemoram e demonstram sua fé durante a festividade em homenagem à Virgem de Nazaré. Designers, microempresários, ourives, lapidários, cravadores e demais profissio-

nais do Polo Joalheiro do Pará criaram peças em metais nobres, ouro e prata, que, além do design, destacam-se pela cravação de gemas minerais, como ametista, citrino, turmalina, quartzo, diamante, granada e rubi. A designer Lídia Abrahim criou o pingente “Promessas”, a partir da inspiração em uma graça alcançada. Em forma de santa, o pingente em prata com fitas coloridas lembra as fitas usadas pelos promesseiros

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Pingente “Casa de Plácido” (detalhe da joia fechada), criação da designer Celeste Heitman, do Programa Polo Joalheiro do Pará

Entre as joias expostas estão os pingentes em Braile, onde lê-se “Perdão”, “Paz” e “Fé”, criados pela designer Laíse Lobato, do Polo Joalheiro do Pará

e realça a incrustação paraense, técnica que confere colorido especial às joias. “Eu já fiz promessa com a fita, passei uns três anos com ela no meu braço e, quando alcancei a graça, fui pagar de joelhos lá na Basílica”, revela Lídia, explicando que o fato ocorreu quando ela era adolescente e que o motivo da promessa foi uma operação na vista que sua mãe realizou.

“Casa de Plácido” foi o pingente criado pela designer Celeste Heitmann. A peça remete à origem da festa do Círio e à lenda do aparecimento da imagem da santa, encontrada às margens do rio Murucutu, há 221 anos atrás, em Belém, pelo pescador Plácido José de Souza, que a denominou de “Nossa Senhora de Nazareth”. Celeste diz que a inspiração também teve relação com a Casa de Plácido, criada em 2009 no térreo da Basílica de Nazaré, onde funciona como local de acolhida aos romeiros que vêm pagar promessas. O pingente em forma de relicário e confeccionado em prata com lolita e diamantes, segundo ela, homenageia a fé do caboclo Plácido e dos promesseiros do Círio. “Promessa Fluvial”, “Rainha da Amazônia”, “Chamas de Amor” e “Pagando Promessa” foram as joias criadas pela designer Ive-

te Negrão, que criou maxicolares, pingentes, anéis e brincos, utilizando madeira, fios de seda e diversas gemas minerais. No colar “Rainha da Amazônia”, ela utilizou ouro, prata e as gemas Green gold, citrino, água marinha e crisoprázio. Já o colar “Berlinda Marajoara”, uma das joias assinadas pela designer Helena Bezerra para a exposição, foi confeccionado em ouro amarelo com jade em formato cabochão e ametista rose france – a gema central do pingente, que se destaca pelo grafismo marajoara, técnica desenvolvida pela lapidária Leila Salame. A inspiração, segundo ela, nasceu da tradição de acompanhar a procissão que antecede o Círio, a Trasladação. “Todo ano eu acompanho e faço questão de ir ao lado da berlinda. Sempre vou às lágrimas. Esse ano eu consegui fazer um trabalho que lembrasse a água molhando a berlinda. Chorei de novo com o trabalho pronto”, revela a designer. Uma das novidades desta edição são joias com inscrições no sistema braile (forma de comunicação utilizada por pessoas com deficiência visual). Criados pela designer Laise

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A primeira-dama também elogiou o trabalho do artesão Luiz Guilherme Santos.

A exposição reúne 62 joias produzidas pelos artesãos e designers do programa Polo Joalheiro

Na exposição Joias de Nazaré 2013

Em detalhe…

Parabéns a Gabriela de Lima Cavalcante 1º Lugar do XIX Concurso de Redação Círio 2013. Lobato, os pingentes reproduzem em prata as palavras paz, amor, perdão e fé. “O momento do Círio já é muito emotivo porque as pessoas ficam com as emoções à flor da pele. Quem tem deficiência visual usa muito os outros sentidos e tem muita sensibilidade nas mãos”, explica a designer, lembrando que testou o pingente com a sua vizinha, que tem deficiência visual e aprovou a criação. Também em prata, Laise Lobato criou o pingente “Fé”, que simboliza a mão do promesseiro na corda e pode ser usado com várias opções de fitas de promesseiros.

Também em homenagem aos promesseiros da corda, o designer Fábio Monteiro idealizou o pingente “Força da Fé”, produzido em prata, com rubi, esmeralda e citrino. Entre os designers, microempresários e empresas participantes estão, ainda, Rosa Castro, Selma Montenegro, Rosáurea Simões, Marcilene Rodrigues, Camilla Amarall, Clarisse Fonseca, Joseli Limão, Vânia Sabat, Ivam Silva, Antônio Tavares, AmazonArt Joias, DaNatureza, HS Criações & Design, Ourogema e Amorimendes.

SERVIÇO: A exposição Joias de Nazaré 2013 – “O povo do Círio: Arte, Cultura, Vida e Fé”, no Espaço São José Liberto (Praça Amazonas, s/n. Jurunas), segue até o dia 31 de outubro no horário especial de funcionamento do Espaço no mês de outubro: de segunda a sábado, das 09 às 19h, e aos domingos e feriados, das 10 às 18h. A exposição não abrirá no dia 13 (Círio) e no dia 28 (Recírio). Entrada gratuita.

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Exposição sobre Antonio Lemos no

Museu de Arte de Belém

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Texto Ana Caroline Fadel Fotos Igor Fonseca - Comus PMB

Museu de Arte de Belém (Mabe) recebeu visita especial de cerca de quarenta crianças de 9 a 10 anos, cursando o 5 º ano do ensino fundamental do Colégio Alfa , que foram conhecer de perto a exposição “Bela Belém: o reencontro de Antônio Lemos com a cidade” e um pouco da história da cidade. A professora Luciana de Oliveira, que Uma visita memorável...

acompanhou os alunos na visita, explica que o objetivo do passeio foi estudar a história apreendida em sala de aula, na prática. “A maioria das crianças não tem acesso ao museu de arte, conhece a história apenas nos livros. Hoje, eles puderam vir até o museu e tiveram um enriquecimento cultural enorme”, comentou. Durante a visita pelo Mabe a pequena Rainny Almeida, de 10 anos, pela primeira

Registrando a visita

vez em um museu, garantiu que o passeio foi muito divertido e promete voltar outras vezes. “Nunca tinha visto todas essas coisas, essas obras de arte, parece com essas coisas que a gente só vê em novela”, comemora. Para o historiador Randy Rodrigues, da Divisão de Museografia do Mabe, enfatizou a importância desse passeio para as crianças. “Desenvolve um laço de identidade, desperta o papel de cidadania, as crianças acabam tendo um carinho e cuidado maior com a cidade”, finaliza. SERVIÇO: A EXPOSIÇÃO “BELA BELÉM: O REENCONTRO DE ANTÔNIO LEMOS COM A CIDADE” ESTÁ ABERTA PARA VISITAÇÃO ATÉ DEZEMBRO, DE TERÇA A SEXTA-FEIRA DE 10H ÀS 18H E AOS FINS DE SEMANA DE 9H ÀS13H.

Desenvolvendo um laço de identidade, despertando o papel de cidadania

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Exposição sobre Antonio Lemos no Museu de Arte de Belém.indd 32

Para a posteridade

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Programa de Interiorização:

TCE-PA em todo Estado Primeira fase de programa capacita cerca de duas mil pessoas

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os últimos dois anos e oito meses o Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA) realizou, pela primeira vez desde que foi instalado há 66 anos, nas regiões Nordeste, Oeste, Sudeste paraenses, e no arquipélago do Marajó, um encontro técnico diferenciado. Chamado de “Programa de Interiorização Conversando com o Controle Interno e Jurisdicionados” (Resolução 17.694/11), o evento do TCE-PA leva parte da equipe de servidores da Corte e convida integrantes de instituições estaduais (MPCE/SEPOF) e federais (TCU e Caixa Econômica), para tratar dos mais relevantes temas da gestão pública e das prestações de contas dos recursos públicos, que são arrecadados a partir do recolhimento de impostos pagos pela sociedade. O Programa de Interiorização do TCE-PA foi realizado pela primeira vez em Bragança, na região de integração do rio Caeté, e reuniu

PROGRAMA DE INTERIORIZAÇÃO: 1ª ETAPA

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Atual decano do TCE, cons. Nelson Chaves dá as boas vindas aos participantes da edição de Bragança, que reuniu participantes de 15 municipios

participantes de 15 cidades. Santarém, onde estiveram presentes representantes de 29 cidades das regiões de integração do Baixo Amazonas, Tapajós e Xingu, foi a segunda cidade que recebeu o encontro. Marabá, local que reuniu as regiões de integração do Carajás, Lago de Tucuruí, do Araguaia e do rio Capim, recebeu representantes de 28 municípios na terceira edição do programa. No último mês de setembro, o Programa de Interiorização da Corte de Contas esteve em Breves, no arquipélago do Marajó. Ali, representantes de todos os municípios marajoaras, somados a outros do Tocantins e Baixo Amazonas encerraram a primeira fase deste encontro que deverá continuar em outras cidades tão importantes quanto, de acordo com o presidente do TCE, conselheiro Cipriano Sabino. Até o momento, cerca de duas mil pessoas, de 89 municípios, foram capacitadas e certificadas. Planejamento, licitações, contratos, transparência, improbidade administrativa, controle interno, jurisprudência, lei eleitoral, de responsabilidade fiscal, captação de recurO coord.de controle interno do TCE, Luis Roberto Reis, durante palestra sobre licitações

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sos, emissões de certidões e demais temas de interesse da sociedade, de servidores públicos, profissionais liberais, estudantes e jurisdicionados no âmbito do controle externo, são abordados nos dias da programação do evento pioneiro. Prefeitos, vereadores, secretários, assessores, técnicos, servidores públicos municipais e estaduais, profissionais liberais, dirigentes de ONGs e estudantes, formaram a absoluta maioria de participantes das quatro primeiras edições do programa.

Marabá recebeu mais de 600 inscritos de 28 municipios do Sudeste paraense

Segunda fase: mais cidades e representações

Após levar capacitação e orientação, exercendo assim suas competências constitucionais em benefícios de todos os paraenses, o TCE-PA se prepara para iniciar segunda fase do seu programa de interiorização. Nesta etapa, novas caravanas de técnicos continuarão percorrendo o estado, e serão instaladas representações da instituição nas cidades pólo estaduais. “O Pará é um estado de dimensões continentais. Suas regiões possuem características Conselheiros Luís Cunha, André Dias e Lourdes Lima ao lado vereadores de Portel

próprias e demandas locais. Mas num aspecto todas se parecem: tanto os municípios próximos, quanto àqueles mais afastados da capital, Belém, carecem de locais onde possam receber ou dar entrada em documentos, emitir certidões ou esclarecer dúvidas

Presidente do TCE-PA, Cons.Cipriano Sabino vai inaugurar sedes do tribunal em Santarém e Marabá

Mais de 600 inscritos de 29 cidades do Oeste paraense participam do evento em Santarém.No destaque o deputado Nélio Aguiar

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sobre os temas relativos às prestações de contas dos recursos públicos estaduais. Todos os integrantes do Pleno do TCE-PA, o vice-presidente Luís Cunha, o corregedor André Dias e os conselheiros Nelson Chaves, Lourdes Lima e Ivan Cunha, são sensíveis a este problema. Como prova deste empenho, bem como com o objetivo de aproximar o tribunal da sociedade, conseguimos a aprovação da criação, nos próximos anos, de sedes do TCE-PA nas regiões Oeste, Sudeste, Nordeste e no Marajó”, anunciou o conselheiro presidente Cipriano Sabino, para em seguida adiantar que Santarém será a primeira representação do TCE fora de Belém, desde a sua fundação. “A inauguração do tribunal no Oeste do Estado, na cidade de Santarém, com atendimento ao cidadão e prestação de serviços, será até o final deste ano. No primeiro semestre de 2014 será a vez de Marabá”, encerrou. Pará+

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Pará apresenta atrativos na 41ª Feira de Turismo das Américas

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Texto Benigna Soares* Fotos Ascom Paratur; Benigna Soares – GEC Paratur; Fernanda Scaramuzzini/ Ascom OS Pará 2000

41ª Feira de Turismo das Américas (Abav), no Anhembi, em São Paulo (SP), teve como tema “Seu principal destino de negócios nas Américas”, e incluiu ainda, o 40º Encontro Comercial Braztoa, Congresso Brasileiro das Agências de Viagens, Abeta Summit 2013, 10º Encontro Brasileiro de Ecoturismo e Turismo de Aventura, e a Ilha Corporativa Abracorp. “Este evento, que já era uma referência, passa a ser um marco fundamental da força turística do Brasil”, complementou Azevedo, que formalizou a abertura da feira ao lado do Ministro do Turismo, Gastão Vieira, e outros nomes do turismo brasileiro. Ainda na abertura, o presidente da Abav Nacional, Antônio Azevedo, falou do orgulho em representar a qualidade superior dos serviços personalizados prestados para os turistas, “enquanto maior canal de vendas de viagens no país, que já concentra 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e projeta crescer este ano extraordinários 7,3%”. Entre as muitas autoridades estavam: , o Ministro do Turismo, Gastão Vieira , o presidente da ABAV Nacional, Antonio

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A ABAV 2013 no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo

Durante a cerimônia de abertura

Azevedo; o Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad; o Governador da Bahia, Jacques Wagner, o presidente do FOHB – Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil, Roberto Rotter, o presidente da Embratur, Flávio Dino; o presidente da Resorts Brasil, Dilson Jatahy; o presidente da SPTuris, Marcelo Rehder, o presidente da ABIH Nacional – Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Enrico Fermi Torquato; o Vice-presidente da Abav Nacional. A Amazônia está no centro da atenção dos participantes da Feira das Américas, tendo como carro chefe os Estados do Amazonas e do Pará, que este ano tem um grande estande e uma programação variada. Endo

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Estande do Governo do Estado na 41ª Feira de Turismo das Américas (Abav), que reuniu representantes do setor de todo o país

1160

Edna Rocha, presidente da Abav Pará, com Jacqueline Alves, diretora de Marketing da Paratur compartilhando a missão de promover o Pará na Feira das Américas

tre outros atrativos, haverá a apresentação de danças típicas do grupo Mistura Regional. A gastronomia tem um espaço especial para degustação de iguarias como licor de jambu, cupuaçu, queijo de búfala, bolinho de tapioca e cheiro do Pará. Uma das atrações do Pará no palco central do Ministério do Turismo foi a cantora Fafá de Belém, que levou ao palco um repertório atraente aos agentes e operadores que vendem o turismo paraense. A participação do Pará no evento reuniu, entre outros, Paratur, Setur, Abav-PA, Polo Joalheiro, Pará 2000 (Hangar, Estação das Docas Mangal das Garças), além de empresas privadas, como a Amazon Icoming Service, especia-

Com o terço na mão Peço a vós minha Virgem Maria Minha prece levai a Jesus Santa Mãe que nos guia Com o terço na mão peço a vós Minha nossa Senhora Por nós todos rogai a Deus Pai Vos pedimos agora.

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O ministro do Turismo, Gastão Vieira visitou o estande do Pará, durante a Feira das Américas

lizada em cruzeiros e turismo de natureza. “Esta é mais uma ação compartilhada entre o Governo do Pará, representado pela Sedip, Setur, Paratur e outros órgãos, pela sociedade civil organizada, tendo a Abav como principal parceiro e a iniciativa privada. Nossa meta é dar continuidade à execução do Plano Ver-o-Pará, que sinaliza nossas estratégias para tornar o Pará líder em turismo na Amazônia até 2020”, disse Socorro Costa, que coordenou a participação do Pará na Feira das Américas. Entre os eventos paralelos que aconteceram estava a Vila do Saber para quem busca aprimoramento profissional em gestão de processos; ampliar conhecimentos; identificar tendências; estar atualizado e melhor capacitado para obter ganhos de produtividade e rentabilidade. As rodadas nacionais e internacionais de negócios devem proporcionar boas oportunidades para todos os compradores e vendedores. Este ano a feira contou com um total de

m Homenage

Equipes da Paratur, Polo Joalheiro e OS Para 2000 no estande do Pará

consultadas pelo site do programa (www. viajamais.gov.br). Até o momento, 22 operadoras de turismo cadastraram 270 ofertas de produtos e serviços. Por meio de parceria com os bancos do Brasil e Caixa Econômica Federal, os pacotes poderão ser parcelados pelo público em até 48 vezes com juros reduzidos. (*) Paratur

O grupo Mistura Regional apresentou ritmos paraenses na 41ª Feira de Turismo das Américas

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Joias e artesanato do Pará encantam participantes da Feira das Américas

58,2 mil m² e a participação de mais de 60 países e dos destinos turísticos nacionais de todas as regiões do Brasil, e de 2.700 expositores.

Viaja Mais Melhor Idade é lançado na feira da Abav

O ministro do Turismo apresentou na feira das Américas da Abav, a segunda edição do programa Viaja Mais Melhor Idade, um programa de viagens com descontos exclusivos para idosos com o objetivo de movimentar o mercado brasileiro de turismo principalmente nos períodos de baixa temporada. As ofertas especiais de lançamento se concentram de 4 a 14 de setembro com descontos que chegam a 70% e podem ser

Durante a Feira das Américas a cultura dos Estados amazônicos ganhou destaque com coreografias que misturaram as danças do

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A Construção da Língua Portuguesa na Amazônia

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Texto Anete Costa Ferreira *

estrutura a soberania portuguesa na região amazônica. Para haver entendimentos entre colonos e governante, era imprescindível que a língua fosse ensinada aos nativos do imenso território. A Escola constitui para o Poder um veículo de alteração e enraizamento da colonização e da relação com o índio, daí o grande interesse utilizado na alfabetização de meninos e meninas, numa ação que entendemos única no seu tempo, e que se traduz num ato que tende para a ideia de um sistema de ensino público e secularizado. Mendonça Furtado envia uma carta ao Tenente Inácio da Costa Sarmento, em 9 de Agosto de 1757, onde relata: “ A Escola é preciso que não só se sustente com todo o

vigor, mas que se adiante quanto couber no possível, porque é o único meio de civilizar essas gentes, e de lhes introduzir a Língua Portuguesa, que é que Sua Magestade sumamente recomenda”. O governante para efetivar o idioma português no território, estabelece desde muito cedo como prioridade criar escolas públicas para as crianças indígenas, com mestres pagos pelo comum da povoação, antecedendo o que foi mais tarde aplicado no Reino e preconizado no próprio “Directório”, documento estes escrito pelo próprio governador. Para os Mestres foi atribuído o estatuto de funcionários da Coroa e do Estado, conforme sublinha em carta de 2 de Julho de 1757, Mendonça Furtado ao Professor José

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português é a língua mais falada no mundo, sendo utilizada em seis continentes, tida como oficial em oito países. Na sua diversidade e evolução são elementos de uma história ainda pouco conhecida, que podemos designar de geografia da língua. É notório que os Governos criam instituições para protegê-la nos aspectos político, económico e cultural, promovendo eventos que visem a permanência e a vitalidade da língua portuguesa. Na atualidade em que tanto se propala a Lusofonia, é válido mostrar como a língua portuguesa nasceu e se firmou na Amazônia, dando origem a outros pontos lusitanos que ali se perpetuaram. No ano de 1750, D. José I ao assumir o trono português nomeia para seu PrimeiroMinistro José Sebastião Carvalho de Mello, o futuro Marquês de Pombal. Este indica ao Rey o nome do seu irmão Francisco Xavier de Mendonça Furtado, para Governador do Gram Pará – Maranhão, no que é aceito. Sua posse ocorre em 1751, ocasião em que segue para a Amazónia, a fim de cumprir seu mandato. A ação de Pombal é decisiva para a construção de um Estado moderno, absoluto, administrativo e burocrático. Para a definitiva expansão lusitana no Brasil, estabelece e

Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

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António de Miranda: “Para que possa viver do seu ofício, cada menino ou menina que andar na Escola será o pai designado a dar ao Mestre um alqueire de farinha por ano”. Conforme se depreende esta era uma forma de cobrar parte da produção agrícola sem ter que ofender as famílias que não se sentiam subestimadas pela doação. Outro dado considerado de suma importância é o texto da missiva que Mendonça Furtado endereçou de Maryuá a António Banha de Andrade, no dia 12 de Maio de 1756, alertando: “…é obrigado o ensino da Língua Portuguesa em escolas separadas, criando para isto Escolas Públicas em cada povoação - uma para meninos e outra para meninas - em que se deva ensinar a Doutrina Cristã, ler, escrever e contar. Substituir, porém o contar das meninas, por fazer rendas e costurar, bem como todos os mistérios próprios daquele sexo”. A observação do governante visava a preservação dos hábitos e costumes de cada família a fim de evitar constrangimentos que abalasse o bom nome dos moradores. Várias escolas eram muitas vezes dirigidas por elementos recrutados do contingen-

Círio, procissão oriunda da Vila da Nazaré (Portugal)

Marco do Descobrimento do Brasil

te militar integrantes da Comissão das Demarcações. Foi o recurso utilizado na falta de professores para atender aquela demanda. Essa tática possibilitava que as aulas não fossem interrompidas e os alunos mantivessem o interesse pelo aprendizado. À medida que os colonizadores iam penetrando na densa floresta faziam demarcações em nome da Coroa Portuguesa, e nesse contexto encontramos dezenas de cidades e vilas com a toponímia portuguesa na Amazônia. Vejamos as seguintes: *Estado do Pará: Melgaço, Portel, Porto-

de-Mós, Alter do Chão, Almeirim, Óbidos, Santarém, Alenquer, Chaves, Bragança, Joanes, Salvaterra, Soure, Condeixa. Oeiras, Barcarena, Aveiro, Beja, Ourém, São Caetano de Odivelas, Viseu, Vila do Conde, Colares, Nazaré. *Estado do Amazonas: Barcelos, Borba, Tomar, Sines, Moura, Silves, Serpa, Faro, Atalaia do Norte. *Estado do Maranhão: Cantanhede, Guimarães, Monção, Viana, Batalha, Resende, Penalva, Caxias, Alcântara, Paços do Lumiar. Eram aldeias indígenas que foram eleva Legislação de Trânsito  Direção Defensiva  Primeiros Socorros  Meio ambiente e cidadania ®  Mecânica Básica

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Quermesse

das à condição de Vilas e Lugares por força do Alvará Régio de 1755. Outro ponto digno de atenção é a Arte Cênica. Os Autos do Natal que passaram a ser apresentados com o nome de Pastorinhas, atualmente integram o calendário turístico da região. Os espetáculos foram inseridos na cultura amazónica com cunho religioso, uma vez que os missionários entendiam ser esta a forma de difundir a evangelização aos nativos. As Festas Juninas é outro ponto de referência na cultura popular como herança dos religiosos no intercâmbio com os indígenas. Os arraiais eram armados nas ruas, jardins e quintais enfeitados com bandeirinhas coloridas, balões e guirlandas. À noite acendiam a fogueira para em seguida haver a dança da Quadrilha ao som de músicas da época sempre acompanhada da fogos de artifícios e comidas típicas. Digna de referência é a Quermesse, uma réplica da realizada em Lisboa no ano de 1755, no Jardim Zoológico em favor das vítimas do terremoto. Na Amazônia é constante essa festa que no século XX se estendeu aos bazares e saraus conciliando convívio com beneficência.

O português é a língua oficial em oito países

As manifestações religiosas são pontos evidentes das influências portuguesas, onde sobressai-se os festejos da Semana Santa cujo ritual cuja origem é da cidade de Braga, obedecendo os ensinamentos herdados do Clero minhoto. Imagens e quadros de santos são cobertos com tecido roxo até ao romper da Aleluia. As cerimónias da Via-sacra, as Três Horas da Agonia, o Lava-pés, a procissão do Senhor Morto e a Ressurreição, são fatos notórios nos mais longínquos locais da Amazônia. A queimação dos Judas, levada de Águeda, movimenta crianças, adultos e a imprensa numa festa movimentadíssima no Sábado da Aleluia para matar e queimar o

discípulo, traidor de Jesus e publicamente ser lido para os presentes o tão aguardado Testamento que atualmente envolve figuras públicas com motivos jocosos. A ladainha é outro ponto a destacar. Nas residências realiza-se a reza geralmente durante uma semana, para louvar o/a Santo/a da/o qual o dono da casa é devoto. Após, é servido um lanche com fatias de bolos e chocolate a todos os presentes. Terminado o período das ladainhas, segue-se a procissão encerrando os festejos. O andor é enfeitado com flores, fitas e ramos de preferência com as cores que o Santo/a gosta. O cortejo é acompanhado pelos fiéis que entoam hinos sacros ao som da Banda de Música, sendo as janelas das casas enfeitadas com colchas e toalhas rendadas e bordadas, em todo o trajecto. A Feira e o Leilão nas Festas Religiosas, que tiveram origem no século XVII, em Viana do Castelo com a festividade de Nossa Senhora da Agonia continuam sendo realizados no território amazónico. Movimentam-se artesãos, trabalhadores, agricultores e pecuaristas, todos expondo seus produtos em tendas e barracas montadas no arraial ao redor da igreja, aguardando o leilão, cuja renda reverte para as obras sociais do Templo. Digna de registro é a primeira manifestação religiosa de grade vulto ocorrida em Belém do Pará, no século XVIII, com as festividades do Círio de Nossa Senhora de Nazaré. A procissão oriunda da realizada da Vila da Nazaré (Portugal), foi autorizada pela Rainha D. Maria I com a aprovação do Vaticano. Constata-se que a construção da língua portuguesa na Amazônia firmou-se através das brincadeiras infantis, encenações teatrais, da arte em geral, dos ofícios religiosos, das festas populares, das histórias e lendas, mesclada com o linguajar indígena, intercambiada com a fala africana, legando uma riqueza de interpretações ao povo amazônico. (*) Correspondente da Revista Pará+, em Portugal

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Trasladação, iluminado com velas por milhares de participantes, que segue mansamente pelas ruas da cidade a partir do bicentenário Colégio Gentil Bittencourt

Explosão de M procissões do Círio no Pará

Texto Camillo Martins Vianna* Fotos Antônio Silva, Tamara Saré

uita coisa interessante está ocorrendo no estado do Pará relacionada à secular procissão do Círio. Além das tradicionais romarias dedicadas a diferentes entidades religiosas como Nossa Senhora de Conceição, Santo Antônio, São Benedito, Nossa Senhora de Santanna entre outros, em comunidades situadas na chamada região interiorana são realizadas procissões com menor número de participantes, como por exemplo, em Inhangapi, no nordeste paraense, antiga zona bragantina, onde, em uma localidade chamada Intendên-

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é

Círio fluvial, acompanhado por centenas de barcos de diferentes tamanhos

cia, o senhor Domingos Evangelista, antigo ambientalista e católico praticante, com a colaboração de suas filhas, organizou o Círio em homenagem a São Pedro. Em Belém, capital do estado, a procissão noturna que ocorre na véspera da maior festividade religiosa do povo paraense, vem sendo considerada abertamente como outro Círio, o da Trasladação, iluminado com velas por milhares de participantes, que segue mansamente pelas ruas da cidade a partir do bicentenário Colégio Gentil Bittencourt, onde a imagem da santa de Nossa Senhora de Nazaré, permanece guardada o ano todo, até ser levada à Catedral de Belém. Ao contrário do que acontece no Círio do domingo seguinte, não é utilizado um dos mais tradicionais símbolos, a corda, produzida a partir de fibras naturais, confeccionada no estado de Santa Catarina. Setores diferentes da sociedade rendem homenagens diferenciadas principamente na maneira de conduzir a imagem da Santa, como por exemplo, o Círio fluvial, acompanhado por centenas de barcos de diferentes tamanhos; a moto romaria composta por motocicletas; a mais extensa, a romaria ro-

doviária, que se desloca de cidades vizinhas em direção à Belém, onde participam carros civis, oficiais e, finalmente, a cicloromaria realizada uma semana após o grande Círio da segunda quinzena do mês de outubro.

Interessante é que a corda, cuja finalidade inicial foi colaborar no deslocamento da berlinda, em seguida para dar segurança à imagem e participantes ,passou também a ser um problema porque os promesseiros sempre procuram cortar pedaços da corda para guardar como recordação. Nos últimos anos, a Diretoria da Festa, como são chamados os organizadores desse majestoso evento, implementou ações para reduzir o risco trazido pelo fracionamento dessa importante peça da romaria. O Círio de outubro próximo em Belém, recebeu estímulo extremamente importante aos praticantes da religião católica no Brasil, a partir da presença recente do Papa Francisco, para conduzir a Jornada Mundial da Juventude, principalmente para a população jovem, que, motivada pela figura carismática e do discurso acessível do Papa, passou a demonstrar mais convicção em sua fé. Por todos esses aspectos, o Círio de Nazaré do ano de 2013, deverá ser um dos mais concorridos de todos os tempos. (*) Sobrames.Sopren

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Promesseiros sempre procuram cortar pedaços da corda para guardar como recordação

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Explosão de procissões do Círio no Pará.indd 43

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Nossa Senhora do Cabo

O Círio dos Saloios de

Nossa Senhora do Cabo Texto Anete Costa Ferreira *

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emonta ao ano de 1366, numa carta régia de D. Pedro I, a referência de uma das mais antigas manifestações religiosas de cunho popular em Portugal – O Círio de Nossa Senhora do Cabo. O ato é revestido de lendas, conforme se constata nas narrativas nos documentos dos arquivos públicos. Há uma versão de que a imagem de Nossa Senhora teria aparecido no espigão rochoso do Cabo Espichel donde rapidamente se propalou na localidade e nos arredores da margem sul do Tejo, ecoando no território da região saloia, atingindo relevância, daí ficar conhecida pelos nomes de “Círio Saloio”, “Círio Real” e “Círio do Bode”. A romaria vá44

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rias vezes contou com a especial atenção da Família Real. Outra variante é que o Frei de Santa Maria teria narrado no Santuário Mariano: “ que no mar Oceano, para a parte do meiodia a sul da Corte, e cidade Lisboa, há uma rocha, a que os navegantes chamam “Cabo de Espichel”. Neste sítio sobre a rocha é tradição constante que aparecera a imagem de Nossa Senhora que por ser vista ali, chamam Cabo”, Um terceiro registro revela que dois anciãos de Alcabideche e da Caparica – locaDurante o Círio de Nossa Senhora do Cabo

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lidades que representam geograficamente as duas margens do Tejo – teriam achado a imagem de Nossa Senhora do Cabo, onde o culto adquiriu forte expressão popular. Desde a sua aparição que o povo prestava homenagem no Círio, anualmente. Porém no ano de 1849, Cascais não pode realizar o evento, passando para Odivelas com o apoio da Corte que contribuiu com 25 mil réis. Na ocasião da trasladação os devotos entoaram o cântico:” A Virgem Santa Maria/ A Mãe das virtudes belas/Vêm buscar os seus devotos/Da freguesia de Odivelas/Herdaram de seus maiores/Esta pia devoção/E com eles vão dar-lhe/Seus cultos, veneração/. Se a freguesia de Cascais/Não a pode receber/A paróquia de Odivelas/Vem a falta preencher/Vós sois Mãe de puro amor/Sois Mãe de santa esperança/A paróquia de Cascais não afasteis da lembrança/Abençoai Santa Virgem/, De Portugal a Rainha/; Afugentai do seu sólio/A sorte má e mesquinha. O Círio obedeceu ao seguinte cortejo: “Uma carroça da Casa Real com foguetes, um carro armado em forma de coreto, uma filarmônica, 40 festeiros montados em bons e bem ajaezados cavalos; um carro puxado por três juntas de bois, conduzindo a música, outro carro puxado por uma junta de bois, levaram três anjos, o juiz, dois festeiros , a Berlinda da Casa Real com o pároco de Odivelas; 50 trens conduziam as principais pessoas da freguesia. A romaria percorreu as freguesias de Belém, Benfica e Odivelas, revestindo-se de grandes festejos no arraial, onde houve farta distribuição de roupas, aliSantuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel, Parque Natural da Arrábida, Portugal

Nossa Senhora nta do Cabo ou Sa dra Maria da Pe de Mua

>> O Círio de Nossa Senhora do Cabo ou Círio de Nossa Senhora da Pedra de Mua, segundo documentação reservada na Biblioteca Nacional de Lisboa, iniciado oficialmente cerca de 1430, “21 anos depois do aparecimento da imagem milagrosa”, além do seu carácter popular reunindo várias freguesias do Termo de Lisboa e Margem Sul do Tejo, também foi abraçado pela corte portuguesa, inclusive ficando conhecido como Círio Real. A sua origem é anterior à data oficial e até ao registo de 1414 (sendo que o primeira registo documental consta da carta régia de 14.4.1366 da Chancelaria de D. Pedro I), ano em que D. João I fez a doação dos terrenos do sítio do Cabo Espichel ao Santo Condestável Nuno Álvares Pereira, para o culto puder dispor à-vontade desse espaço cuja manutenção espiritual ficou a cargo da Ordem do Carmo, por doação de D. Nuno ao seu Convento em Lisboa através D. Diogo de Vasconcelos, cavaleiro comendador de Sesimbra. Ainda nesse ano, o Santo Condestável mandou construir a pequena ermida em memória de Santa Maria da Pedra de Mua, legendariamente aparecida aí montada numa mula, mas que também poderá ser corruptela fonética do árabe mulah. mentos e dinheiro, encerrando com o espetáculo pirotécnico. A tradição permanece. Todos os anos o povo fiel as suas tradições religiosas venera garbosamente sua padroeira. Com o avanço da tecnologia os responsáveis pela organização dos eventos passaram a utilizar técnicas modernas nas iniciativas como a mais recente apresentando a exposição “581 Anos dos Círios dos Saloios – Nossa Senhora do Cabo Espichel”, mostrando 14 painéis do período de 1431 a 2012, retratando as lendas da Senhora do Cabo, as informações na Internet e tantas outras novidades úteis ao público em geral. No Cabo Espichel foi construída a “Casa dos Círios ou Hospedarias”, obra típica da arquitetura popular saloia, conforme a lá-

pide:” Casas de Nossa Senhora do Cabo feitas por conta do Sítio dos Saloios no ano de 1757 para acomodação dos mordomos que vieram dar bodo”. Ainda hoje, é um dos principais pontos de abrigo aos peregrinos pela sua localização privilegiada, próximo da Igreja ao lado do arraial. Odivelas atualmente é polo de grande expressão cultural, social, econômico, religioso e arquitetónico, ocupando lugar de destaque dentre as cidades europeias pelo dinamismo que empreende em Portugal. Sobre a organização da grande romaria sente-se orgulhosa pela realização dos Círios dos Saloios de Nossa Senhora do Cabo. (*) Correspondente em Portugal

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Cerveja feita em casa U

Aprovada. A hora do brinde 46

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ma pesquisa sobre o crescimento das cervejas especiais no Brasil aponta um crescimento de 20% no mercado de cervejas especiais, contra 4% do mercado das cervejas comuns. O interesse pelos produtos artesanais e de microcervejarias, que oferecem mais personalidade e tipos da bebida, cria um outro foco de atenção que corre em paralelo, o das cervejas caseiras. Sem pesquisas e números oficiais para endossar, o aumento dos chamados ‘home brewers’ é notado pela movimentação dentro do universo cervejeiro. Em sites, redes sociais, confrarias e associações, é visível o interesse cada vez maior do consumidor em experimentar a sua própria produção ou degustar a de outros cervejeiros amadores. Bom termômetro, a criação de uma assowww.paramais.com.br

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Iuri Fernandespresidente da Acerva Pará Ingrediente para fazer cerveja

entre outras características sensoriais. Para quem quer dar um passo além, vale adicionar quase tudo à mistura, de anis à rapadura. “O bom da cerveja é que o limite do cervejeiro é a imaginação”, afirma Iuri. “É como bolo de avó. Mesmo quando fica ruim, é bom”, brinca. Para além da diversão, o sucesso obtido com um rótulo caseiro pode significar uma mudança do hobby para uma possível profissão. Mas com um detalhe: a cerveja caseira não pode ser comercializada. Para isso, o produto tem que passar por todo o processo de registro no Ministério da Agricultura como um produto artesanal.”É o caso das cervejas com sabores de frutas típicas ven-

Equipamentos para fazer cerveja em casa

ciação voltada à cultura da cerveja caseira confirma o crescimento do nicho. A iniciativa partiu de uma comunidade da rede social Orkut, que foi ganhando mais adeptos e tornou-se oficial. A primeira a ser fundada, no Rio de Janeiro, cunhou a sigla Acerva (Associação de Cervejeiros Artesanais). Logo, São Paulo e outros sete estados seguiram o exemplo e aderiram ao nome. No Pará, a Acerva é bem novinha, tem pouco mais de quatro meses. Cada Acerva funciona de maneira autônoma, algumas cobram mensalidade, outras não e cada uma tem seu estatuto. Mas o objetivo e as ações de todas são semelhantes: realizar cursos, promover encontros, produções coletivas e degustações. Aqui no Pará, o critério para entrar na associação é apenas um: tem que gostar de cerveja! Já são 25 associados em Belém.“Começamos a fazer encontros mensais, também para aqueles que ainda não produzem cerveja caseira, mas têm interesse no assunto. É uma forma de as pessoas conhecerem essa atividade”, conta Iuri Fernandes, presidente da Acerva- Pará. Apesar do grupo ainda ser pequeno, o interesse não pára de crescer. “Tentamos abranger todo o cenário da cultura cervejeira no país, tanto para quem vende, produz ou apenas degusta”, avalia Iuri. “A Acerva foi criada para ajudar a fomentar e dar suporte www.paramais.com.br

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para quem faz cerveja em casa”, diz. Dos 25 associados, 15 já produzem a bebida. Ainda que tenha ares de novidade, a produção das cervejas na cozinha de casa é algo muito antigo, vem dos mosteiros seculares que já fabricavam a bebida bem antes de serem criadas as primeiras grandes cervejarias. Na Idade Media, cabia aos padres e às mulheres este preparo, que era parte da dieta cotidiana de proletários e burgueses.

Hobby levado a sério

Quem é “convertido” ao universo da cerveja caseira leva a diversão a sério. Se produzir uma cerveja básica é questão de saber seguir a receita, criar bebidas com características peculiares e estabelecer algum padrão torna-se um grande desafio. “Nos nossos encontros, só conversamos sobre cerveja, fazemos degustações do que estamos produzindo, trocamos experiências. Fazemos o que gostamos”, se diverte Iuri Fernandes. Para quem quer seguir a lei de pureza alemã, que só permite o uso dos ingredientes básicos na composição (água, malte de cevada, lúpulo e fermento), é possível variar o resultado de acordo com o tipo de malte e lúpulo usado, além das quantidades utilizadas, que vão definir um sabor mais adocicado ou mais amargo, mais tostado ou mais frutado,

didas na Amazon Beer, na estação das Docas”, lembra Fernandes. O diretor de comunicação da Acerva-Pará, Marcus Médici, fez um curso de cervejaria há quatro anos e há um ano já produz sua própria bebida. “Já fiz quatro levas, de quase 20 litros cada”, contabiliza. Mas porque fazer cerveja em casa, com tantas opções no mercado? Até poucos anos, em Belém, as pessoas não tinham oportunidade de experimentar novos sabores. Mas o acesso à internet e a facilidade para viajar garantem os meios para descobrir sabores diferentes e métodos de preparo. “A aceitação do público é enorme. Já estamos planejando um workshop com um sommelier cervejeiro de fora para divulgar mais a Acerva e a cultura da cerveja caseira”, adianta Iuri Fernandes. Para ele, a tendência de crescimento no mercado é “o caminho natural das pessoas buscarem esse aprendizado”. Em todo o Brasil, já são produzidos mais de 120 estilos de cerveja. A Pilsen é a mais conhecida. Mas os cervejeiros de carteirinha explicam: a cerveja produzida e vendida pelas grandes indústrias, apesar de se intitularem pilsen, são na verdade do tipo Standart American Lager. Feitas para vender em massa, tem que ser consumidas bem geladas para disfarçar o sabor pouco apurado. “A obrigação de beber cerveja gelada é Pará+

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Conheça os tipos de copos para valorizar a cerveja: Lager: São os copos de chope dos bares e botecos. Apesar de diferentes, costumeiramente são confundidos com os tulipas. Tipo indicado para Pilsens, American Lagers, Dunkel, Schwwarzbiers e Vienna Lager. Weizen: Copos longos de vidro fino que permitem ao degustador avaliar a cor da bebida. Acomodam até 500ml de líquido, por isso permitem que garrafas inteiras de cervejas de trigo sejam despejadas nele, incluindo a espuma e as leveduras do fundo do recipiente. Tipo indicado para Weizenbier e Weizenbock. Cilindro: Copos de origem germânica que permitem que os sabores do lúpulo e do malte sejam atenuados. São utilizados para cervejas mais delicadas e possibilitam boa ampliação da espuma. Tipo indicado para Kölsch e Altbier. Tulipa: São muito comuns na Bélgica e já ganharam as mesas dos bares e restaurantes brasileiros. Elegantes, os copos tulipa suportam cervejas com bastante espuma e se assemelham a uma taça de conhaque. Tipo indicado para Belgian Ales, Tripels, Lambics, Flandres Oud Bruin e Oude Red Ales, Saisons, Bière de Garde, American IPAs e Bocks. Snifter: Assim como os tulipa, também são similares a taças de conhaque. Sua boca, porém, é mais reduzida, tornando-o ideal para a acomodação e preservação dos aromas de cervejas mais densas. Tipo indicado para Barley Wines, Strong Ales, Doppelbocks e Imperial Stouts. Goblet: Copos bem trabalhados, geralmente com alto relevo, que possuem bocas largas e pé alongado. Muitos também possuem um filete dourado na borda. Fazem boa manutenção da espuma e permitem maior percepção do aroma. Tipo indicado para Ales Trappistas e Belgian Strong Dark Ales. Flute: Estamos acostumados a usar estes copos com espumantes e champagnes. Porém, quando o assunto é cerveja, eles permitem observar bem a cor e o corpo da bebida. Por serem bastante esguios, dificultam a dissipação do creme. Tipo indicado para Biére Brut. Pint: Copos em formato de cilindro alargado que permitem a acomodação de diversos tipos de cerveja em grande quantidade. São bem comuns da Inglaterra, Irlanda e Alemanha, onde o número de pubs é grande. Também são chamados de Becker. Tipo indicado para Ales inglesas no geral (Bitter Ales, Pale Ales, Porters e Stouts). Tumbler: Copos robustos de boca larga. Servem cervejas que não possuem muito creme, mas também podem ser vistos em bares e restaurantes acomodando refrigerantes e chás. Tipo indicado para Witbier. Caneca: Assim como o tipo acima, as canecas são robustas e pesadas. Podem ser feitas de materiais variados e são mundialmente conhecidas por permitirem brindes e acomodação de muita cerveja. Tipo indicado para Helles, Export, Maibock, Oktoberfest e Rauchbier.

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Preparando a cerveja caseira

lenda”, fala Marcus Fontel, diretor financeiro da Acerva.”A baixa temperatura amortece as papilas gustativas. O ideal é beber em temperatura ambiente, para apreciar os sabores e texturas das cervejas especiais”, avalia. Até o tipo de copo muda de acordo com a cerveja, para valorizar o bouquet de aromas. Os copos de vidro e transparentes são mais adequados, pois eles permitem observar a coloração da bebida e a formação da sua espuma.

Para começar

Quem quer se aventurar pelo mundo das cervejas caseiras deve ter algum conhecimento e estrutura. O mais indicado é acompanhar o trabalho de algum conhecido que faça a cerveja para ver se a atividade realmente lhe atrai – é preciso lembrar que produzir cerveja caseira requer tempo, dedicação e investimento. Não se trata só de beber. Em seguida, um curso rápido dá a base necessária que só o tempo – leia-se erros e acertos – vai aprimorar a técnica de “mestre cervejeiro”. O kit básico tem custo aproximado de 500 reais e ocupa o mesmo espaço que um botijão de gás. O “maquinário” consiste de duas panelas grandes de alumínio, uma balança, uma colher grande de polipropileno, um termômetro culinário, uma peneira, um fermentador (um balde hermeticamente fechado com saída de válvula e uma torneira para engarrafar), mangueiras de transferência, um densimetro, um dispositivo para fechar garrafas e um moedor de cereais . www.paramais.com.br

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Do hobby ao negócio Embora não haja uma estatística oficial, alguns produtores acreditam que a produção nacional da jovem cerveja artesanal, há apenas 10 anos no mercado brasileiro, não chega a 1% dos 8,5 bilhões de litros do produto industrial. De acordo com Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), o consumo per capita no País é de 47 litros, fazendo com que o País ocupe o quinto lugar no ranking mundial de consumo total do produto. Nos Estados Unidos, as microcervejarias surgiram em 1985. Hoje, na terra do Tio Sam, já são mais de 1,2 mil produtores de cervejas especiais.

Vendo se ficou nos trinques

Cervejeiros reunidos em encontro mensal

História da Cerveja

Importantes fontes de informação, das quais se tem aprendido muito sobre as maneiras e costumes de nossos ancestrais, são pinturas feitas por artistas há muitos e muitos anos atrás. Para dar um exemplo, foram descobertas criptas reais antigas no Egito, com paredes pintadas que mostra aspectos do dia-a-dia na vida da comunidade como era há mais de 3000 anos. Em uma das outras criptas a parede pintada mostra etapa por etapa como a cerveja era produzida naqueles tempos, através de pinturas feitas por artistas de aproximadamente 6000 anos. Os sumérios já tinham uma notável indústria cervejeira. Estes cervejeiros preparavam a cerveja a partir de um cereal que foi finalmente relatado como cevada. Eles foram o primeiro povo conhecido que controlou plantios em largas escalas. A bebida alcoólica que eles preparavam, guardadas as devidas proporções, é basicamente a mesma cerveja que produzimos hoje. A partir dos sumérios, a bebida foi difundida para os assírios e os babilônios, e através destes, aos egípcios, israelenses e outros. A cerveja é tão antiga quanto o pão, pois era obtida a partir da fermentação de cereais como cevada e trigo. A cerveja era feita por padeiros devido à natureza da maté-

ria-prima utilizada: grãos de cereais e leveduras. A cevada era deixada de molho até germinar e, então, moída grosseiramente moldada em bolos aos quais se adicionava a levedura. Os bolos, após parcialmente assados e desfeitos, eram colocados em jarras com água e deixados fermentar. Esta cerveja rústica ainda é fabricada no Egito com o nome de Bouza. Os sumérios já controlavam com precisão a quantidade de matérias-primas estocadas em seus armazéns e o que era destinado às cervejarias, tendo assim, controle sobre o volume de cerveja produzida. Um provérbio da babilônia dizia: “Coma o pão, pois este pertence à vida; beba a cerveja como um

costume de vida.” O mais antigo documento sobre a produção de cerveja encontrada em solo alemão data de 800 a.C. A partir do início da idade média, os mosteiros assumiram a fabricação da bebida que adquiriu o seu sabor característico pelas mãos dos monges. No tempo da quaresma, os padres alimentavam-se exclusivamente de cerveja. A cerveja chega ao Brasil, trazida da Europa pela família Real Portuguesa. Durante a primeira metade do século XIX, a cerveja ainda era restrita a uma pequena parcela da população quando só havia marcas importadas. A fabricação própria no Brasil começou em 1836.

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Magia Infantil

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Texto Rosana Pinheiro dos Santos

as mãos das crianças o mundo vira um conto de fadas, porque na inocência do sorriso infantil, tudo é possível, menos a maldade. Crianças são anjos, são pedaços de Deus que caíram do céu para nos trazer a luz viva que há de fazer ressuscitar a verdade que vive escondida em cada um. De braços abertos a criança não cultiva inimigos, sua tristeza é momentânea. De olhos abertos a criança não enxerga o feio, o diferente, apenas aceita o modo de ser de cada um que lhe dirige o caminho. De ouvidos atentos a criança gosta de ouvir tudo como se os sons se misturassem formando uma doce vitamina de vozes, vozes que ela pode imitar, se inspirar para crescer. Questionando, brincando, a criança está sempre evoluindo, achando esse

s a ç n a i r c Ás

futuro, Dizes que sou o res no presente. pa m Não me desa z, esperança da pa Dizes que sou a . à guerra Não me induzas omessa do bem, pr a u Dizes que so mal. Não me confies ao dos teus olhos, z lu a u Dizes que so s ás trevas. Não me abandone ente o teu pão, Não espero som ndimento. Dá-me luz e ente rinho, a festa do teu ca Não desejo tão só ues. com que me eduq Suplico-te amor as brinquedos, Não te rogo apen lavras. emplos e boas pa Peço-te bons ex u carinho, ornamento de te Deus. Não sou simples porta em nome de à te ba te e o perdão. e qu Sou alguém e, o devotamento ad ild m hu a e alho bom e justo. Ensina-me o trab para o que seja e m ant ie or e mim e eu sofra… Compadece-te de tempo, ainda qu é to an qu en e te faça chorar. Corrija-m amanhã eu não e qu ra pa je ho Ajude-me nças! Feliz Dia das Cria

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Magia Infantil, no Dia das Crianças

mundo um Paraíso, mas a criança sabe no seu interior o que é o amor e quer sugá-lo como se fosse seu único alimento, não lhe dê uma mamadeira de ódio, pois com certeza sua contaminação seria fatal e inesquecível. Criança me lembra: cor, amor, arco-íris, rosas, doce de brigadeiro, tintas das cores: vermelha, laranja, azul, amarelo; me lembra cachoeira, pássaros, dia de festa. Ser criança é estar de bem com a vida, é ter toda a energia do Universo em si. www.paramais.com.br

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Fique por dentro

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4º Lugar 2012 Fernando Araújo

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Concurso

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Para concorrer, as fotos deverão ter a temática “Nossa Senhora de Nazaré, seus Círios, Ecumenismo, Devoção, Folclore Popular e Artesanato”. Referentes às Festividades Nazarenas em qualquer dos Círios em homenagem e louvor à Virgem de Nazaré, em 2013. REALIZAÇÃO

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Aos 7 meses, eu ganhei um coração.

Há 7 anos, eu agradeço esse presente. Matheus tinha apenas 7 meses quando recebeu um coração. Hoje ele já tem 7 anos e comemora esses anos de vida graças a um doador. Todos nós podemos ser doadores de órgãos, basta comunicar esse desejo à família.

Não deixe a vida se apagar. Seja doador de órgãos. Fale com sua família. @doeorgaos_MS

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Matheus Bitencourt Lazaretti

Melhorar sua vida, nosso compromisso.

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