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Revista

Pará+ JANEIRO 2013

BELÉM-PARÁ

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ISSN 16776968

EDIÇÃO 131

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N E S TA E D I Ç Ã O EDIÇÃO 131 - JANEIRO/2013

Um 2013 melhor

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Novos começos...

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Coisas a desejar

PUBLICAÇÃO

08 A posse de Zenaldo Coutinho

16 Belém da Belle Époque

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ÍNDICE DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Alvaro Socci, Anete Costa Ferreira, Camillo Martins Vianna, Carmem Matos, Edna Sidou, Fernando Pessoa, Jorge Matos, Lucio Reis, Max Hermann, Milton Araujo, Pascoal Gemaque, Universia; FOTOGRAFIAS: Ana Paula Carvalho, Arquivo/Ag. Pará, Antonio Silva, Eliseu Dias, Fernando Nobre/Ag. Pará, Carlos Silva, Gerson Camargo, Jean Barbosa, Marcelo Martins, Wilson Dias/ Abr e Klaus Mauthes; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

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Recordando o início da Port of Pará Co

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A posse de Manoel Pioneiro

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Investimentos de R$ 4,6 bi para portos do Pará

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Círio Editora

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BELÉM-PARÁ

JANEIRO 2013

EDIÇÃO 131

ISSN 16776

968

A fundação de Belém e Pedro Teixeira

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

Revista

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A dengue no Pará

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Crianças aprendem e pensam como cientistas

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Coração de artista, cabeça de sonhador

33 81º Aniversário de Castanhal

41 42 44 48

Editora Círios, a única Editora do Norte associada a Associação Nacional de Editores de Revistas

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Comedorias amazônicas

Nossa população, idosos e o Alzheimer

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Um 2013 melhor Texto Fábio de Carvalho*

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ano de 2013 tem tudo para ser melhor do que 2012. Mas na realidade, não é o ano que precisa ser melhor, somos nós! Temos que tentar ser um melhor pai, um melhor �ilho, um melhor exemplo, um melhor funcionário, um melhor chefe, um melhor marido, uma melhor esposa, um melhor professor, um melhor aluno, um melhor ouvinte, um melhor comunicador, um melhor cidadão, uma melhor pessoa, en�im, um melhor ser humano. Tentar ser melhor dói. Aliás, crescer dói. Tentar se tornar um líder, por exemplo, requer desa�ios e problemas maiores do que enfrentaríamos em uma situação de mais conforto. E não é de conforto que precisamos, mas de confrontos. É nas adversidades que somos forjados para algo maior e nos preparamos para mais na frente não fraquejar com qualquer coisa. É como uma criança que tenta subir no

Precisamos construir mais pontes

muro e não consegue. Quando ela for adulta, vai conseguir pular o muro com muita facilidade. Não porque o muro diminuiu, mas porque ela cresceu. Precisamos crescer frente aos nossos desa�ios. Precisamos crescer e pular o muro da indiferença, o muro da irresponsabilidade, o muro da imaturidade, o muro da frivolidade, o muro da ignorância e de todos os maus

Temos que tentar ser melhor …

sentimentos que rondam o mundo em que vivemos. E pulamos os muros a �im de construirmos pontes que nos liguem com o que mais ansiamos e precisamos. Precisamos construir mais pontes para o perdão, para a alegria, para a paz, para a prosperidade, para o crescimento, para a família, para a fé, para a esperança e uma ponte maior para o amor. Olhamos para frente e vemos 12 meses esperando pelo que faremos com eles. Por isso, é questionável perguntar “o que 2013 nos espera”. Talvez uma forma mais adequada seria questionarmos “o que nos trouxe para 2013?”. A resposta é mais simples do que parece: depende de nós prepararmos um 2013 mais bonito, harmonioso e, en�im, melhor! (*) Presidente do Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal

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Depende de nós prepararmos um 2013 mais bonito, harmonioso, gostoso e, enfim, melhor

Parabéns Ananindeua e Belém que os nossos governantes façam excelentes melhorias em nossas cidades. Uma homenagem

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“O meu olhar é nítido como um girassol. Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando para a direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo essencial Que tem uma criança se, ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do mundo... “ Fernando Pessoa

Novos começos... No Ano Novo que começa neste janeiro, celebre novos começos... Viva o Agora! Pense positivo e construa um “olhar novo e brilhante” diante da vida, a cada dia deste novo ano, diante das pessoas e em relação ao mundo. Almeje um mundo melhor para você e para todo o mundo, pois todos somos um só. Ensino fundamental profissionalizante Ensino médio técnico Supletivo profissionalizante e técnico TELECOMUNICAÇÕES EDIFICAÇÕES ELETROTÉCNICA MECÂNICA AUTOMAÇÃO MECATRONICA INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA AVANÇADA DA AMAZÓNIA MINERAÇÃO Rod. AUGUSTO MONTENEGRO METALURGIA (em frente ao Planetário) GÁS E PETRÓLEO SEGURANÇA DO TRABALHO

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Coisas a desejar

Texto Max Hermann*

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aminha placidamente por entre o ruído e a pressa, e lembra-te da paz que existe no silêncio. Tenta, na medida do possível, estar de bem com todos. Exprime a tua verdade com tranquilidade e clareza. Escuta quem te rodeia, inclusive as pessoas desinteressantes e incultas; também elas têm uma história para contar. Evita gente conflituosa e agressiva que tanto mal faz ao espírito. Se te comparares com os outros poderás tornar-te amargo ou arrogante, pois haverá sempre alguém melhor e pior que tu. Regozija-te com as tuas conquistas e os teus projetos. Mantém vivo o interesse pela tua carreira por mais humilde que seja; é um verdadeiro bem, nesta época de constante mudança. Sê prudente nos teus negócios – o mundo está cheio de armadilhas. Mas não feches os olhos à virtude que existe em teu redor, nem às pessoas que defendem os seus ideais e lutam por valores mais altos – a vida está cheia de heroísmo. Sê tu próprio. Acima de tudo, não sejas falso, nem cínico em

Cultiva a força de espírito

relação ao amor que, face a tanta aridez e desencanto, se mantêm perene como uma haste de erva. Aceita com serenidade a passagem do tempo, sabendo deixar graciosamente para trás as coisas da juventude. Cultiva a força de espírito, para te protegeres de azares inesperados. Mas não te atormentes a imaginar o pior. Muitos medos nascem do cansaço e da solidão. Mantém uma autodisciplina saudável mas sê benevolente contigo mesmo. És um filho do Universo, como as árvores e as estrelas. Tens todo o direito ao teu lugar no mundo. Poderá não ser claro para ti, mas a verdade é que o Universo está a evoluir como previsto. É importante, assim, que estejas em paz com Deus, seja qual for a tua concepção d’Ele, e em paz com a tua alma, sejam quais forem os teus anseios e aspirações no ruidoso tumulSê tu próprio to da vida. Apesar de todos os

Aceita com serenidade a passagem do tempo

enganos, dificuldades e desilusões, vivemos num mundo bonito. Alegra-te. Luta pela tua felicidade. (**) Os poemas filosóficos em prosa são considerados as obras-primas de Max Ehrmann. Entretanto, foi Desiderata, escrito em 1927, quando ele tinha 55 anos, que tornou-se mundialmente conhecido. O poema trata de como podemos alcançar a felicidade nesta vida (*) Em Desiderata 1927

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A posse de Zenaldo Coutinho Fotos Antonio Silva e Eliseu Dias/Ag. Pará

Na Catedral da Sé, com familiares Os bispos Dom Alberto Taveira Corrêa, Dom Theodoro e Dom Vicente Zico, rogam bençãos divinas, a Zenaldo e sua equipe, para que administrem Belém, com carinho e amor

E

m Belém, Zenaldo Coutinho participou com familiares, da missa de posse, celebrada pelo Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa e concelebrada pelo bispo auxiliar, Dom Theodoro e o arcebispo emérito Dom Vicente Zico. A vice-prefeita eleita Karla Martins e o senador Flexa Ribeiro também estavam presentes. Após a leitura do evangelho, o arcebispo lembrou que no dia 1º é celebrada a Paz Mundial: “A Belém do Pará hoje precisa de carinho, trato, amor, de alguém que goste dessa Belém, não a trate como estrutura, que a trate como casa. Belém quer ser casa do pão. Gostaria de pedir sensibilidade de enxergar onde as pessoas não podem ver “, afirmou Dom Taveira. “Que o Espírito Santo ilumine todos os passos que ele dará”, disse o arcebispo, se referindo ao novo prefeito. A igreja ficou lotada por familiares, amigos, parceiros políticos e o povo, que foi prestigiar o novo prefeito municipal. Em virtude de uma virose, o Governador Simão Jatene, não pode participar e assim o vice-governador do Estado, Helenilson Pontes, participou da cerimônia de transferência de cargo para o prefeito eleito de Belém, Zenaldo Coutinho. Em um dos três palcos montados em frente à sede da Prefeitura para o evento, Zenaldo Coutinho recebeu a faixa das mãos do ex-prefeito Duciomar Costa. A chegada de Zenaldo Coutinho

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A vice-prefeita Karla Martins e o prefeito Zenaldo Coutinho, logo após a chegada ao palanque

Duciomar Costa passou para Zenaldo Coutinho a faixa de prefeito de Belém, em cerimônia no Palácio Antônio Lemos, sede da prefeitura

Frente à sede do Palácio Antônio Lemos, lotada, Zenaldo Coutinho recebeu a faixa das mãos do ex-prefeito Duciomar Costa

Acenando aos que foram assistir sua posse

Durante o discurso como novo prefeito de Belém, Zenaldo agradeceu pela parceria com o governo do Estado e disse que a união entre governo, prefeitura e população será fundamental para transformar a realidade de Belém. O novo prefeito também agradeceu aos eleitores. “Foi uma honra ter rece-

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bido mais de 400 mil votos e ter sido eleito prefeito de Belém”, disse. Entre as principais providências como novo prefeito, Zenaldo anunciou que de imediato, a prefeitura inicia o programa “Cuida Belém, cuide também”, uma grande operação de limpeza pública na cidade. Em nome do governador Simão Jatene – que não compareceu à cerimônia devido a uma virose –, Helenilson Pontes transmitiu a mensagem do chefe do Executivo Estadual. “Os problemas de Belém não são apenas de responsabilidade do Zenaldo e dos vereadores eleitos, mas sim de toda a sociedade. Para termos uma Belém melhor e um Pará melhor, precisamos caminhar juntos”, enfatizou. Zenaldo reforçou que o compro-

A vice-prefeita, Karla Martins, e o prefeito Zenaldo Coutinho falaram com a imprensa após a posse e detalharam os principais projetos da nova gestão

O senador Flexa Ribeiro; o vicegovernador Helenilson Pontes; o prefeito Zenaldo Coutinho; e a vice-prefeita Karla Martins

O vice-governador do Estado, Helenilson Pontes, destacou a importância da união entre poderes e sociedade para a construção de uma cidade melhor

A nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Belém Presidente: Paulo Queiroz (PSDB); 1º Vice -presidente - Pio Neto (PTB) ; 2º Vice-presidente - Miguel Rodrigues (PTB); 1º secretário - Wanderlan Quaresma (PMDB); 2º secretário - José Luiz Elias (PPS); 3º secretário - Gleyson Oliveira (PSDB) e 4º secretário - José Luiz Dinely (PSC) Em discurso, o novo presidente da Câmara Municipal, Paulo Queiroz, chamou a atenção dos novos gestores para importância do trabalho conjunto entre prefeitura e vereadores. Os novos gestores municipais também assumiram nos 144 municípios do Estado.

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Zenaldo dá posse ao vereador Paulo Queiroz, como presidente da Câmara Municipal Por ocasião do Juramento na Câmara Municipal

misso assumido entre a prefeitura e o governo do Estado para o desenvolvimento de Belém, durante a campanha eleitoral, será cumprido. O prefeito também anunciou que irá dobrar ainda neste mês a cobertura do Programa Saúde da Família (PSF). Ainda na área da saúde, Zenaldo afirmou que serão feitas vigílias diurnas e noturnas nos prontos-socorros da capital. Ao final da cerimônia, Zenaldo Coutinho recebeu os jornalistas no gabinete, para uma coletiva.

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A fundação da cidade de N. Sra. Belém do Pará. Óleo sobre tela, 226 x 510 cm, de Theodoro Braga 1908. Acervo: Museu de Arte de Belém (MABE)

Fotos Jean Barbosa

A fundação de Belém e Pedro Teixeira Detalhe do quadro A Fundação da Cidade de N. Sra. de Belém do Pará, de Theodoro Braga, mostrando Francisco Caldeira de Castelo Branco na construção do Forte do Presépio

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Fotos Jean Barbosa e Marcelo Martins

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cidade de Belém, foi fundada no dia 12 de janeiro de 1616 pelo capitão Francisco Caldeira Castelo Branco, nascido em 1587, em Lisboa, Portugal. Ele foi enviado pela coroa portuguesa para defender o território contra as tentativas de conquista da França, Holanda e Inglaterra, ergueu o Forte do Presépio (hoje Forte do Castelo). O pequeno núcleo, representado inicialmente pelo Forte do Presépio, foi chamada de Feliz Lusitânia, tornou-se admirável pólo de atração e irradiação, marco precursor da expansão, domínio, posse da terra e fixação de uma nova raça em plena zona equatorial, produto natural da miscigenação do branco europeu com o indígena. Não foi, entretanto, uma conquista pacífica. Lutas violentas foram travadas pelas forças luso- brasileiras para expulsão de ingleses, franceses, holandeses e irlandeses que, em incursões permanentes para exploração e comércio de especiarias, procuravam também o domínio da terra, com a edificação de fortificações às www.paramais.com.br

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Complexo Feliz Lusitânia

Forte do Presépio

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A cidade de Belém, foi fundada no dia 12 de janeiro de 1616 pelo capitão Francisco Caldeira Castelo Branco

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Monumento em homenagem ao fundador de Belém, capitão Francisco Caldeira Castelo Branco, o Pedro Teixeira

margens de alguns dos rios da região. Um vulto de significativa expressão nessa formidável conquista destaca-se dos demais. Trata-se de um remanescente das tropas comandadas por Francisco Caldeira Castelo Branco. Seu nome: Pedro Teixeira. Sua consagração histórica: O Conquistador da Amazônia. Em 28 de outubro de 1637 partiu de Cametá, na margem esquerda do Tocantins, para uma ousada aventura de dois anos e 44 dias. Comandando 87 soldados luso-brasileiros e 300 índios paraenses, flecheíros e remeiros, todos embarcados em 45 canoas, o Capitão Pedro Teixeira subiu o rio Amazonas até a localidade de Quito, no Equador. Durante o longo percurso, lutou, derrotou e expulsou contingentes estrangeiros que procuravam fixação em pontos estratégicos da calha do Rio Mar. Descobriu, efetuou reconhecimentos e deu nome aos principais tributários do rio Amazonas. Fundou, após vencer os índios Encabellados, na confluência dos rios Napo e Aguarico, atual fronteira Peru-Equador, o povoado luso-brasileiro, a Franciscana, distante 1200 léguas de Belém, para assinalar os limites das coroas de Portugal e Espanha, desde 1580 unidas sob a majestade do rei da Espanha. Pouco após o retorno da expedição a Belém, Portugal tornou-se independente da Espanha e senhor de uma verdadeira Colônia Continente, graças a esta expedição e às de outros bandeirantes como Raposo Tavares, que atingiu Belém 11 anos após, descendo o rio Amazonas pelo Madeira, proveniente de São Paulo. Os resultados obtidos pela expedição Pedro Teixeira serviram, mais tarde, como primeiro argumento da doutrina do Utipossidetis que fundamentou o Tratado de Madria de 1750 e que viria a confirmar a conquista luso-brasileira.

Brasão de Belém

O brasão da cidade de Belém - um dos mais antigos das cidades brasileiras -, data de 1615, foi elaborado por Bento Maciel Parente, 7º capitão-mor do Pará, com a assistência de Aires de Souza Chicorro, Pedro Teixeira e Francisco Baião de Abreu. Segundo a descrição do frei Cristovão de Lisboa . O brasão foi dividido em quatro partes: No primeiro dois braços apresentando cestas com flores, e com frutas, e por baixo uma faixa com a legenda - Ver Est Aeternum - Tutius Latent. No segundo, na parte inferior vê-se pintado um castelo de prata, e do castelo saindo uma estrada. No terceiro há um sol poente e por baixo uma faixa com dístico: Rectior cum Retrogradus. No quarto, um prado, onde pastam uma mula e um boi, tendo ao lado os dizeres Nequaquam Minima Est.

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Os restos mortais de Pedro Teixeira permanecem no interior da Catedral Metropolitana de Belém

É importante ressaltar que Pedro Teixeira também se destacou nas lutas para reduzir e pacificar os índios Tupinambás que ameaçaram a conquista portuguesa de Belém e de outras localidades litorâneas entre esta e São Luís, como Cumã e Caités. Nestas lutas ratificou a sua condição de chefe militar astuto e audacioso, quando demonstrou de forma plena que a mais eficiente forma de se combater a ação tipicamente guerrilheira tupinambá era também empregar a

técnica da guerrilha. Pedro Teixeira foi nomeado Capitão-Mor do Grão Pará, função equivalente, hoje, a de Comandante Militar da Amazônia. Vítima de rápida e insidiosa moléstia veio a falecer em Belém, em 1641. Seus restos mortais permanecem na Catedral Metropolitana de Belém, erguida no século XVII, próximo a área em que foi construído o Forte do Presépio, atualmente no Complexo de Feliz Lusitânia, situado no centro histórico de Belém, na cidade velha, que abriga o Forte do Presépio, a Casa das 11 Janelas, o casario da rua Padre Champagnat, a Catedral da Sé e o Museu de Arte Sacra. Inicialmente, a cidade foi chamada de Feliz Lusitânia. Depois ainda foi chamada de Santa Maria do Grão Pará bem como de Santa Maria de Belém do Grão Pará, até finalmente chegar à denominação atual de Belém.

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Belém da Belle Époque Theatro da Paz

No Theatro da Paz, entrada

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belle époque paraense (expressão francesa empregada para caracterizar o período de tempo em que predominaram, nas sociedades européias, os valores estéticos e a visão de mundo burgueses), foi uma etapa da história do Pará compreendida entre os anos de 1890 a 1914, que se caracterizou pela “importação” dos valores culturais franceses pela cultura das elites burguesas paraenses, consequência direta da riqueza acumulada na região pela exportação da borracha, inserida na grande fase de expansão capitalista.

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Interior do Theatro da Paz

Eram as últimas décadas do século XIX, que devido ao aumento da produção industrial, forçaram os países desenvolvidos a procurar matérias-primas e novos mercados. Esta mesma expansão econômica gerou um avanço tecnológico que modificou completamente a vida das pessoas, principalmente nas camadas burguesas, que passaram a dar o “tom” no estilo de vida da época, pois neste momento o poder econômico e social deixou de pertencer somente aos círculos que dominavam o capitalismo mercantil, passando também a outras classes, isto é, a todos que fizessem fortuna, independente de sua origem ou nascimento. No final da década de 1870, já se calçavam as ruas com paralelepípedos importados de Lisboa, tendo sido instalado o serviço de telégrafo operando com cabos submarinos e inaugurado o Theatro da Paz, à época a maior e mais moderna casa de es-

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petáculo do Brasil. Com amplos recursos, os governantes da cidade trabalharam para melhora-la. Um dos maiores exemplos foi José da Gama Malcher, duas vezes Intendente Municipal (1849/1868 e 1876/1882). Abriu as avenidas e ruas do bairro de Batista Campos; em 1880, abriu as ruas do bairro do Umarizal, no perímetro compreendido entre a Avenida Nazaré e o Cemitério de Santa Isabel; prolongou a “Estrada de São Mateus” (hoje, Travessa Padre Eutíquio) até a Baía do Guajará através da construção de inúmeras pontes e aterros de igarapés; prolongou a Doca de Souza Franco para além do bairro do Reduto a fim de dar escoamento aos pântanos e à água da chuva; fez o calçamento de um grande número de ruas da cidade. Nesse período, Belém se expandiu definitivamente. Com a valorização dos imóveis do centro comercial, “as residências das melhores e mais ricas famílias foram sendo transferidas para o Umarizal, Nazaré e Batista Campos, onde a terra mais barata compensava a aquisição de grandes lotes e a

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Praça do Relógio no complexo Vero-Peso

construção de vivendas mais amplas e confortáveis, em sítios mais ventilados, sem o acanhamento e o abafamento das estreitas ruas do bairro comercial” (PENTEADO, 1969, p. 135) No período áureo do comércio da borracha, entre os anos de 1890 a 1910, a cidade receberia um grande número de melhoramentos pelas mãos do seu mais atuante administrador, o Intendente Antônio José de Lemos (18431913). Durante sua administração (1897-1908), foram calçadas com paralelepípedos a maior parte das ruas da Cidade Velha, abertas inúmeras valas para escoamento de água da chuva e a arborização das principais ruas e pra-

Na Praça do Relógio

Mercado Municipal Francisco Bolonha

Mercado Francisco Bolonha, detalhes do mercado de carnes

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ças. Foram abertas também as primeiras ruas no chamado subúrbio chamado Marco da Légua, seguindo a avenida Tito Franco (atual Almirante Barroso), determinando o novo eixo do crescimento urbano de Belém. Sob o patrocínio do Intendente surgem os mercados de São Brás e o de Ferro; novos hospitais (a Santa Casa e o manicômio Juliano Moreira); o serviço de bondes elétricos; é inaugurado o primeiro trecho do novo e moderno porto de Belém. Durante a Belle Époque, a Amazônia era a maior produtora de borracha do mundo. Nessa época o Pará (com a Borracha) e São Paulo (com o café) eram as duas maiores economias do país.

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O convite para a inauguração do Cais do Porto do Pará

Recordando o início da Port of Pará Co

A

cidade de Santa Maria de Belém, capital do estado do Pará, fica a 1º26’54” de latitude Sul e a 5º21’31” longitude Oeste do meridiano do Rio de Janeiro. Situada à margem direita do Rio Pará, sobre a Baía de Guajará, na boca do Amazonas, é o primeiro ponto na entrada do imenso vale regado por este rio, cuja bacia tem uma extensão de mais de 7.000.000 de quilômetros quadrados. A importância do porto do Pará, por esta razão, começou a aumentar de modo, extraordinariamente rápido, quando foi aberta ao mundo a navegação do Amazonas, assim posto em comunicação direta com a Europa e os Estados Unidos.

Em 1912

A população aumentou de 35.000 habitantes, há cerca de 30 anos, para mais de 200.000, atualmente. Este rápido desenvolvimento da cidade e do estado do Pará, em breve, tornou patente não serem os recursos do porto adequados ao seu crescente

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Belém do Pará, primeira metade do século XIX, no Atlas de Spix e Martius

O Porto do Pará vista geral antes da construção do novo porto pela Port of Pará Co

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Porto de Belém em 1920

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movimento. Tornava-se necessário, pois, melhorar o porto e aparelhá-lo com os recursos modernos. A concessão para as obras a efetuar no porto foi obtida pela Port of Pará Company, que tem a seu cargo os três seguintes grandes empreendimentos, fatores importantes no desenvolvimento do vale amazônico nos estados do Pará e Amazonas: (a) construção do porto, com todos os aparelhos modernos para o rápido e econômico movimento de mercadorias; (b) construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré; (c) organização de uma companhia de navegação fluvial, chamada Companhia Navegação do Amazonas. A concessão da Port of Pará Company, obtida do Governo Federal Brasileiro, lhe dá o monopólio dos serviços do porto, construção e exploração comercial dos cais, armazéns e outros serviços no Pará, em uma zona de 18 milhas na direção do oceano, e de 12 milhas na direção oposta, por um prazo de 65 anos, prazo este que será estendido a 90 anos depois de completada a segunda parte das obras. As obras têm o cunho moderno, estando o porto provido com os melhores aparelhos, Brincos helicônia em Ouro para carga e descarga de navios e para ar- 18k e green gold Brinco de Belém em ouro 18k e rubi mazenagem e distribuição deChuva mercadorias, Helicônia (Brincos e Mandala) e, de todos os pontos Conjunto de vista, igual aos mais em prata 925 e esmaltação modernos portos da Europa, Anel tais como Lide formatura em verpool, Antuérpia e Hamburgo. ouro Os 18kmelhoe gema natural ramentos do porto acham-seAlianças atualmente em ouro 18k prestes a ser concluídos. Navios dovocê maior Diga que leu na revista ganhe 5% de desconto &calado D epodem s i gvirn do antigoe ancoradouro, Aqui a Jóia é Você!junto da nova muralha do profundo, para cais, por um canal recentemente aberto, qualquer que seja a maré. Presentemente, acham-se concluídos os A Port of Pará Company, construtora do novo porto: 1) Draga de sucção Honorio Bicalho; 2) Transporte de mercadorias do trapiche; 3) O dique flutuante em Val-de-Cães; 4) Draga de baldes David Campista seguintes trabalhos: 87 acres conquistados ao rio por meio de aterro; 4.133 pés de muralhas paraPolo o cais, para atracação de transa9 polegadas; 12 armazéns, com uma superAlém destas, acham-se em construção Joalheiro - Loja 4 A- Praça Amazonas s/n 3224-5781 Email: hscriacoes@gmail.com tlânticos,Fone: com(91) uma profundidade, ao longo fície coberta de 28.694 jardas quadradas; 7 as seguintes obras: 2 armazéns de dois paBlog: hscriacoesjoia.blogspot.com do cais, de 30 pés, em marés baixas ordi- guindastes elétricos, com capacidade para vimentos, com 394 pés x 66 pés, e 4 elevanárias; 722 pés de muralha para cais, para 5 toneladas; vários pequenos guindastes a dores elétricos, com capacidade para 1½ navios fluviais, com uma profundidade, ao vapor; usina de força e luz elétrica; facili- tonelada, assim como outros aparelhos elélongo do cais, de 12 pés; 1.500 pés de mura- dades para abastecimento, carga, descarga tricos para o transporte das mercadorias; 2 lha para cais, para navios fluviais, com uma e aguada dos navios; oficinas para conserto armazéns de um pavimento, com 328 pés x profundidade, ao longo do cais, de 9 pés e de navios. 66 pés; 5 guinastes elétricos, com capacidaUma Homenagem

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No Cais do Porto do Pará

A Port of Pará Company, construtora do novo porto: 1 e 3) Navios descarregando no novo cais; 2) Construção do primeiro trapiche

de de 3 toneladas, cada um, e 1 com capacidade para 5 toneladas; um grande depósito para inflamáveis. Em uma propriedade fronteira à de Valde Cães, adquirida pela companhia do porto, cerca de três milhas ao Norte da cidade

do Pará, foram instaladas oficinas completas para reparo de navios, compreendendo duas docas flutuantes e três carreiras para navios. As docas flutuantes, cujos aparelhos são movidos a eletricidade, destinam-se a na-

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vios fluviais e têm, cada uma, capacidade para 1.700 toneladas de peso morto. As carreiras, também providas de aparelhos elétricos, têm capacidade para receber navios até 800 toneladas de peso morto, em qualquer estado da maré. As oficinas para reparos compreendem vários edifícios, incluindo oficina mecânica, ferraria, fundição, oficinas para chapear, para modelar e ajustar, escritórios e depósitos, todas providas com o melhor e mais eficiente maquinismo movido por eletricidade, trazida esta pela linha de transmissão da companhia, da usina geradora, também propriedade da empresa e situada na cidade do Pará. A primeira seção das obras do porto foi oficialmente inaugurada em 12 de outubro de 1909 e, desde essa época, atracam os navios ao cais, sendo todo o movimento feito a contento das autoridades da Alfândega, agências de navegação e mais interessados.

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A posse de Manoel Pioneiro Fotos Fernando Nobre/Ag. Pará

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m Ananindeua, a posse de Manoel Pioneiro, do vice, Carlito Begot, e dos 25 vereadores não aconteceu na Câmara do município devido a problemas com o ar condicionado e espaço do local. Por isso, as autoridades foram empossadas no Centro de Formação Cristã Seminário Pio, na BR-316, com a presença do vice-governador do Estado, Helenilson Pontes e cerca de 800 convidados. A cerimônia teve início com a execução do Hino Nacional. Os vereadores assinaram termo de posse e �izeram juramento, com os compromissos previstos na Lei Orgânica do município. Eles �icam no poder até 31 de dezembro de 2016. O número de vereadores aumentou este ano de 19 para 25, devido ao crescimento da população de Ananindeua, que segundo o Censo do IBGE de 2010 já chega a 500 mil habitantes. Para isso, a sede da Câmara Municipal deve ser ampliada. O anúncio foi feito pela vereadora Franci Pereira,que assumiu a presidência da casa. Apenas uma chapa se inscreveu para ocupar a mesa diretora. “Nós vamos fazer um trabalho organizaManoel Pioneiro agradece seus eleitores...

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do, competente e com muita responsabilidade”, diz Franci. Esta é a terceira vez que Pioneiro assume a gestão do município. Já foi deputado estadual por quatro vezes e era presidente da Assembleia Legislativa desde 2011. Pioneiro, aposta na experiência para resolver os desa�ios da gestão e anunciou, para os primeiros 90 dias, ações emergenciais nas áreas da saúde, limpeza e seguran-

Pioneiro vibrando

ça no município.. “Não sei se vamos conseguir resolver todos os problemas que o município tem, mas com muita força de vontade e parceria, vamos enfrentá-los. Vamos fazer de tudo para termos uma cidade mais justa, que seja motivo de orgulho para seus moradores”, a�irmou Pioneiro. Dentre as ações prioritárias anunciadas para gestão está o fortalecimento dos serviManoel Pioneiro assina o Termo de posse

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O vice Carlito Begot, o prefeito Manoel Pioneiro e a vereadora Franci Pereira, presidente da Câmara Municipal

O vice-governador do Estado, Helenilson Pontes, saudou e desejou profícua administração à Pioneiro

A mesa diretora da posse de Pioneiro

Helenilson Pontes saúda Manoel Pioneiro o novo prefeito de Ananindeua

ços de saúde no município, a começar pelo fortalecimento do Programa Saúde da Família (PSF) em todos os bairros, sobretudo, naqueles mais afastados do centro urbano. Manoel Pioneiro também anunciou que vai realizar nos próximos dias um grande mutirão de limpeza na cidade, para evitar que os transtornos do período chuvoso sejam agravados pelo acúmulo de lixo. “Estamos começando um ciclo de grandes trabalhos. De amanhã em diante, é hora de tirar o paletó, e ir para as ruas, fazer um mutirão da saúde, da limpeza, desentupir bueiros, fazer o que a população espera da gente”, a�irmou. Durante seu discurso de posse, Pioneiro lembrou ainda dos desa�ios que teve de enfrentar à frente da Assembleia Legislativa O auditório do Centro de Formação Cristã Seminário Pio, estava lotado

do Pará, na fase mais conturbada do Poder Legislativo, e que resultaram, na sua opinião, em uma instituição mais transparente. Ele pediu a con�iança dos eleitores, e dos vereadores, na sua equipe de trabalho. “Que eu possa retribuir esta con�iança com obras e com muitas melhorias para vida da população, principalmente a mais carente”, a�irmou.

Manoel Pioneiro, em seu primeiro pronunciamento como prefeito de Ananindeua www.paramais.com.br

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Durante a cerimônia de anúncio do Programa de Investimentos em Logística: Portos

Investimentos de R$ 4,6 bi para portos do Pará Texto Pascoal Gemaque* Fotos Carlos Silva e Wilson Dias/ABr

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s portos no Pará (Santarém, Vila do Conde e Belém/ Miramar/Outeiro) vão receber investimentos de R$ 4,6 bilhões do Governo Federal e iniciativa privada nos próximos cinco anos. O anúncio foi feito em Brasília, pela presidente Dilma Rousseff em cerimônia que contou com a presença do secretário especial de Gestão e vice-governador do Pará, Helenilson Pontes. “Esse conjunto de medidas do setor portuário tem o objetivo de promover a competitividade da economia brasileira, pondo fim aos entraves do setor”, resumiu o ministro da Secretaria de Portos, Leônidas Cristino, em cerimônia no Palácio do Planalto. Para ampliar a movimentação de cargas e diminuir os custos no sistema portuário, o governo pretende estimular a participação do setor privado nos investimentos e modernizar a gestão dos portos. Ao todo, R$ 54,2 bilhões serão investidos, com os recursos obtidos a partir de investimentos públicos e privados. O dinheiro será aplicado em arrendamentos e terminais de uso privativo (TUP), sendo R$ 31 bilhões em 2014 e 2015 e R$ 23,2 bilhões em 2016 e 2017. “Queremos uma explosão de investimentos no que se refere à expansão e melhoria dos portos, com a parceria com setor privado”, disse a presidente. A medida contempla ainda novas concessões, a centralização do planejamento dos portos na Secretaria de Portos, a criação de uma Comissão Nacional de

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O anúncio foi feito pela presidenta Dilma Rousseff, em cerimônia que contou com a presença do vice-governador do Pará, Helenilson Pontes www.paramais.com.br

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Praticagem e aportes em dragagem e nas estruturas portuárias. Segundo a presidenta Dilma Rousseff, o objetivo é conseguir a “maior eficiência possível, com maior movimentação de carga e menor tarifa possível”. Os portos beneficiados são Espírito Santo, Rio de Janeiro, Itaguaí, Santos, Cabedelo, Itaqui, Pecém, Suape, Aratu e Porto Sul/ Ilhéus. Além de Porto Alegre Paranaguá/ Antonina, São Francisco do Sul, Itajaí/Imbituba e Rio Grande. Na Região Norte, a previsão é de investimentos de R$ 5,96 bilhões em Porto Velho, Santana, Manaus, Santarém, Vila do Conde e Belém. Os valores previstos são de investimentos públicos e privados, tanto para arrendamento em portos públicos quanto nos terminais privados. Outros R$ 2,6 bilhões serão investidos em acessos hidroviários, ferroviários e rodoviários e em pátios de regularização de tráfego nos 18 principais portos públicos brasileiros. O Ministério dos Transportes entrará com R$ 1 bilhão e o restante será executado por Estados e iniciativa privada. Em discurso, a presidente disse que “o programa de investimento em logística para o setor portuário é uma espécie de continuidade da abertura dos portos às nações amigas, feito em 1808 por Dom João VI”. “É um passo para abrir os portos não mais às nações amigas, mas às forças produtivas do país e à iniciativa privada.” As medidas anunciadas incluem investimentos em dragagem, com contratos de até 10 anos, e também a criação de uma Comissão Nacional de Praticagem para regular o serviço. O ministro-chefe da Secretaria de Portos, Leônidas Cristino, disse que o governo fará uma reorganização institucional, com aprimoramento do marco regulatório e eliminação de dificuldades para entrada e competição do setor. “Para isso, precisamos de investimento, novas concessões, todos os arrendamentos que estamos prevendo e investir recursos para melhorar acessos aquaviários e terrestres.” As novas obras complementam as ações já contempladas em outros programas governamentais de investimento, como o Pro-

grama de Aceleração do Crescimento (PAC), o Programa de Investimentos em Logística de Concessões e o Programa Federal de Concessão de Rodovias já em curso.

As principais novas ações propostas que atendem diretamente o estado do Pará são:

Acessos Rodoviários: - Recuperação do Acesso ao Porto de Santarém no Pará Acessos Hidroviários: - Projeto para navegação na Hidrovia Guamá-Capim (Porto de Vila do Conde) - Estudo de aprofundamento do canal de acesso hidroviário ao porto de Outeiro: 12m para 16m (Vila do Conde) O vice-governador Helenilson Pontes comemorou o anúncio do pacote. Segundo ele, se o rei Dom João VI anunciou a abertura dos portos às nações amigas em 1808, a presidente anunciou a abertura dos portos brasileiros ao “investimento amigo”. Com isso, segundo ele, o Pará sai na frente, pois já tem investidores interessados em seus portos há bastante tempo. “Só o porto de Itaituba, que

Os recursos foram obtidos a partir de investimentos públicos e privados e serão aplicados em arrendamentos e terminais de uso privativo

nem está no programa anunciado hoje, tem dez grandes empresas interessadas”, disse o vice-governador. Com esse programa, o Pará vai se tornar ainda mais viável como um dos grandes centros escoadores da produção brasileira. O porto de Santarém, segundo Pontes, após a conclusão da Rodovia Santarém-Cuiabá, vai receber a produção agrícola do Centro-Oeste brasileiro. Pelos portos de Outeiro e Vila do Conde sairá a produção de Goiás e Tocantins. “E nossa proximidade com os grandes centros consumidores, Estados Unidos, Europa e Ásia faz do Pará um concorrente à altura de portos já consagrados, como Santos e Paranaguá”, completou o vice-governador. Agora, disse Helenilson, “que venham os investidores”, pois o Pará tem infraestrutura e, principalmente, governo. Um governo interessado em atrair cada vez mais investimentos, que serão aplicados no bem-estar de nossa população”. (*) Secom

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OS PORTOS NO PARÁ (SANTARÉM, VILA DO CONDE E BELÉM/MIRAMAR/ OUTEIRO) VÃO RECEBER INVESTIMENTOS DE R$ 4,6 BILHÕES DO GOVERNO FEDERAL E INICIATIVA PRIVADA NOS PRÓXIMOS CINCO ANOS.

Porto de Belém

Porto de Miramar

Porto de Vila do Conde em Barcarena

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Porto de Outeiro www.paramais.com.br

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Uma cidade nos braços de seu povo

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o completar 81 anos de emancipação, no dia 28 de janeiro de 2013, Castanhal se põe novamente com a cidade que mais cresce no Pará, com uma população que soube esperar pra ver esse novo tempo acontecer. A Prefeitura de Castanhal realiza uma programação com atividades culturais, esportivas, sócio-educativas e que une as famílias castanhalenses num canto de amor pela cidade. Muito mais do que um

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presente, a programação é um momento de encontro e da declaração de amor dos castanhalenses pela cidade modelo. Com ações pontuais por toda a cidade, o castanhalense comemora, neste dia 28 de janeiro, a certeza de que não será esquecido e de que todas as obras são feitas com o carinho e a experiência necessários para colocar a cidade novamente entre as mais promissoras da Região Norte do

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Brasil. Para o vice-prefeito Milton Campos (PSDB), “essa cidade é de todos nós; e todos que amam Castanhal podem dar também a sua contribuição , no seu dia -a-dia, com a sua atividade pro�issional, empresarial, comunitária ou como simples cidadão”. Em 28 dias de trabalho, o castanhalense já pode perceber que um novo tempo está de volta, com obras �ísicas que revitalizam as ruas da cidade, com a realização de ações que vão devolvendo a dignidade a quem precisa de atenção nas áreas de saúde, esporte e lazer, assistência social, agricultura, cultura e educação. Castanhal acaba de entrar numa nova fase, em que o povo decide o futuro da cidade e ajuda nessa construção. Segundo o prefeito Paulo Titan (PMDB), “todas as conquistas desse governo são e serão sempre conquistas da população, pois foi ela quem escolheu uma Castanhal nos braços da sua gente”.

Mensagem do Prefeito Paulo Titan Meus queridos amigos e amigas de Castanhal. Chegamos ao 28º dia do mês de janeiro de 2013. Vinte e oito dias de intenso trabalho. Mas muito me alegra, na condição de prefeito e cidadão, em saber que nesse dia 28 temos a recompensa, pois a nossa querida Castanhal está em festa mais uma vez pela passagem dos seus 81 anos de uma história de muitas conquistas. Juntos, temos muito que comemorar, mas podemos comemorar, acima de tudo, a nossa parceria... Essa parceria que coloca o go-

verno e o povo lado a lado, �irmes no mesmo propósito de mostrar que é possível dar aos castanhalenses de todos os bairros, de todas as agrovilas, uma Castanhal que seja melhor para todos, principalmente para quem mais precisa. Meus queridos, não tenho dúvida de que, quando o povo quer é assim: um novo tempo acontece. E quem ganha é a nossa cidade, que ao completar seus 81 anos de emancipação político-administrativa, rea�irma o seu potencial de cidade modelo do Pará. É modelo não apenas por causa de muitas

obras e ações que já estamos realizando em toda a cidade, mas por saber que estamos caminhando juntos, construindo o que tem que ser construído e fazer aquilo que tem que ser feito para o bem de nossa gente querida. Assim como os imigrantes nordestinos e todos os primeiros habitantes e desbravadores, nós também, na condição de �ilhos e cidadãos castanhalenses, somos os responsáveis por esta cidade de ouro, motivo de orgulho para todos nós. E a meta é ir além, agregando valores e juntar esforços para que ela continue crescendo e sendo a cidade mais hospitaleira e que enche de orgulho todo o Estado por ser, verdadeiramente a sua, a nossa cidade modelo do Pará. Obrigado por tudo! E parabéns Castanhal pelos seus 81 anos.

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Paulo Titan Prefeito de Castanhal.

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PROGRAMAÇÃO 24/01/13 (QUINTA-FEIRA) • LANÇAMENTO DO POLO SOPROS DE VIDA (Campos Lindos – 7h) • HOMENAGENS A PERSONALIDADES CASTANHALENSES (Auditório da Funcast – 19h) • ASSINATURA DO PROJETO NATAL MODELO (Funcast- 19:30h) • EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS: Memórias da História de Castanhal (Funcast – 20h) 25/01/13 (SEXTA-FEIRA) • PLANTIO NO APEÚ (Sec. de Agricultura e Meio Ambiente – 7h) • GINÁSTICA PARA IDOSOS (Sec. de Assistência Social – 16h) • SOLENIDADE DA CÂMARA DE

VEREADORES (19h) 26/01/13 (SÁBADO) • DANÇA DE RUA DO GRUPO FREE STEP (Praça do Estrela – 14h) • ESPETÁCULO ENCARCERADOS – Argonautas (Funcast – 20h) 27/01/13 (DOMINGO) • SHOW’S NA PRAÇA DO ESTRELA ( Jurandir, Jorge Aragão e Daniel do Acordeon – 20h) 28/01/13 (SEGUNDA-FEIRA) • ALVORADA (Concha Acústica Matriz – 6h) • MISSA SOLENE (Praça da Matriz – 7h) • PASSEIO CICLÍSTICO (Secretaria de Esporte – 8:30h) • EVENTOS ESPORTIVOS NA PRAÇA DO ESTRELA (Secretaria de Esporte – 10h) • SHOW GOSPEL (Praça do Estrela – 19h)

>> Cidade polo a 65 quilômetros de Belém (Pará) cuja população ultrapassa os 168 mil habitantes, segundo o censo de 2010 do IBGE, Castanhal está entre as cinco principais cidades do Estado e figura como uma espécie de metrópole da região Nordeste do Pará. O desenvolvimento do Núcleo de Castanhal começou mesmo a partir do momento em que o governo decidiu dar início à execução do tão discutido e até mesmo desacreditado projeto de construção da ferrovia que ligaria Belém e Bragança, cuja obra passou a ser chamada de

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Estrada de Ferro de Bragança. A origem do nome da cidade remonta os primeiros moradores de Castanhal. No final século XIX, pelo fato de eles terem encontrado frondosas árvores de castanheiras à margem do grande córrego denominado de Castanhal, começaram, a partir daí, a chamar o município de Castanhal. Mais tarde, devido o grande desenvolvimento da cidade e sua tamanha área industrial, que geram emprego e renda, Castanhal também ficou conhecida por “Cidade Modelo”.

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A dengue no Pará A Texto Edna Sidou*

Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) divulgou, recentemente, novo informe epidemiológico sobre a situação da dengue no ano de 2012 no Pará. Até o momento foram notificados 26.322 casos suspeitos de dengue, dos quais 12.574 ocorrências confirmadas com a seguinte classificação final: 12.476 de dengue clássica, 66 de dengue com complicação, 27 de febre hemorrágica da dengue e cinco casos de síndrome do choque da dengue. Os municípios mais notificados são: Belém (4.091), Parauapebas (2.280), Marabá (1.445), Santarém (1.531), Altamira (1.376), Ananindeua (1.035), Monte Alegre (657) e Castanhal (504). Em relação aos confirmados, os municípios com mais casos são: Belém (1.890), Parauapebas (1.319), Altamira (906), Monte Alegre (555), Santarém (478), Ananindeua (356), Marabá (348) e Castanhal (278). Até agora, o Pará registrou quatro óbitos por dengue, cada um em Parauapebas, Altamira, Ananindeua e Belém. Em 2011, neste mesmo período, o Estado registrou 15.233 casos de dengue, dos quais foram confirmados 20 óbitos. Segundo a coordenadora estadual do Programa

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de Controle de Dengue, o número de mortes teve uma redução significativa em 2012. Ela ressaltou que as ações de combate à dengue

têm ajudado neste processo, pois ao longo do ano, equipes da Sespa trabalharam em conjunto com os municípios para manter a www.paramais.com.br

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doença sob controle. As principais ações desenvolvidas são bloqueio imediato da transmissão nas localidades ou bairros que notificam casos; atividades de educação e comunicação, visando à sensibilização da população para o problema; articulação com órgãos municipais de saneamento e limpeza urbana para melhoria da coleta e destinação adequada do lixo; e manutenção das atividades de rotina no combate ao vetor. Aline Carneiro lembrou que com a chegada do período de chuvas o risco de dengue aumenta, por isso já se articula um conjunto de estratégias para o combate à doença em todos os municípios. A coordenadora ressaltou ainda que a população precisa ficar alerta sobre os cuidados para evitar a proliferação do mosquito da dengue. Para informações sobre dengue, basta entrar em contato com as secretarias municipais de Saúde de Ananindeua: (91) 3073-2220; Marabá: (94) 3324-4904; Marituba: (91) 3256-8395; Santarém: (94) 3524-3555; e Tucuruí: (94) 3778-8378. Em Belém, além do telefone (91) 3277-2485, estão disponíveis os telefones dos distritos administrativos da prefeitura: Daben (3297-3275), Daent (3276-6371), Dagua (3274-1691), Daico (3297-7059), Damos (3771-3344), Daout (3267-2859), Dasac (3244-0271) e Dabel (3277-2485). (*) Sespa

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>> A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus da família Flaviridae e é transmitida, no Brasil, através do mosquito Aedes aegypti, também infectado pelo vírus. Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo.

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Crianças aprendem e pensam como cientistas

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Material para:

rianças em idade pré-escolar são capazes de tirar conclusões com base em análises estatísticas. Elas também aprendem por experimentos individuais e observação dos colegas. Essas são as características que levaram a pesquisadora Alison Gopnik, do Departamento de Psicologia da Universidade da Califórnia em Berkeley, a concluir que os pequenos têm uma maneira de pensar e aprender muito similar à dos cientistas. A constatação, que enfatiza a importância das experiências vividas pelas crianças de até 6 anos, pode ter implicações na maneira como se estrutura o ensino infantil. Para se chegar a esse resultado, publicado na última edição da revista Science, Alison fez uma revisão de dezenas de pesquisas anteriores que avaliaram os mecanismos de pensamento das crianças pequenas. Ela defende que as crianças, mais do que os adultos, são capazes de propor teorias incomuns para resolver problemas. “Esse tipo de pensamento hipotético reflete sobre o que poderia acontecer, e não sobre o que realmente aconteceu. E esse é um tipo de pensamento muito poderoso que usamos na ciência”, diz Alison. Ela completa que a própria brincadeira de faz de conta, aquela atividade espontânea em que as crianças costumam se engajar, é “uma reflexão sobre esse raciocínio e compreensão profundos”. Mas como é possível saber que crianças pequenas ou até bebês, que ainda nem têm a fala desenvolvida, tenham a capacidade de fazer análises estatísticas? A resposta vem de experimentos recentes que têm testado a capacidade reflexiva de crianças cada vez

mais novas. Em um deles, por exemplo, bebês de 8 meses mostram-se surpresos quando o pesquisador retira de uma caixa cheia de bolas brancas, contendo apenas algumas bolas vermelhas, uma amostra com a maioria de vermelhas e poucas brancas. Alison observa em seu artigo que é como se os bebês dissessem: “Aha! A probabilidade de isso ter ocorrido por acaso é menor que 0,05”. Uma das pesquisadoras que atualmente se dedica a essa abordagem é a psicóloga Alison Gopnik, do Departamento de Psicologia da Universidade da Califórnia em Berkeley

Escritório VOLTA AS AULAS É NA Escolar Evangélico Recargas de Cartuchos e Tonners.

Fei Xu, do Laboratório de Cognição e Linguagem Infantis da Universidade da Califórnia em Berkeley. “Em situações da vida real, estamos sempre em situações de incerteza. Então temos de pensar qual é a probabilidade de algo acontecer”, explica a cientista. “Queremos saber se os bebês têm essa habilidade de raciocínio mesmo antes do aprendizado da linguagem.” Outras experiências citadas por Alison foram bem sucedidas em demonstrar que crianças também aprendem com suas experimentações individuais, que surgem em meio às brincadeiras, e ainda observando seus colegas. Os mesmos procedimentos utilizados pelos cientistas.

Nova visão

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No passado, o entendimento sobre o raciocínio das crianças pequenas era de que elas eram seres ilógicos e só concebiam o aqui e o agora. Hoje, as escolas levam em conta sua capacidade de experimentação. Segundo a psicopedagoga Quézia Bombonato, presidente da Associação Brasileira de

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Hoje, a escola sempre inicia o conteúdo descobrindo o que as crianças pensam sobre o tema

Psicopedagogia, existe a construção do conhecimento e não a simples transmissão de informação. “É o ato de fazer que, do ponto de vista neurológico faz com que o conhecimento saia do sistema límbico, de memória a curto prazo, e vá para o córtex, que corresponde à aprendizagem efetiva.” A educadora Priscila Cantieri, coordenadora de Educação Infantil da Escola Santi, observa que a visão da infância hoje é mui-

to diferente da que se via algumas décadas atrás. “Acreditava-se que a criança era uma tábula rasa e que a gente tinha que transmitir todo o conhecimento para ela”, diz. “Hoje, a escola sempre inicia o conteúdo descobrindo o que as crianças pensam sobre o tema.” Para a educadora Roberta Bastos Ganan, do Colégio Humboldt, a capacidade de aprender com os colegas também é valori-

O presidente junto com sócios do sindicato na confraternização do SISEMB

zada nas aulas. “Criamos pequenos grupos para discutir determinado assunto, em que cada um expõe sua opinião e busca chegar a algum consenso.” Para Alison, deve-se considerar que crianças em idade pré-escolar são cientistas naturais, para ajudá-los a entender os princípios da ciência formal. “A própria ciência pode ajudar a transformar a curiosidade e o brilho naturais da criança em melhor ensino e aprendizado.” O educador Silvio Barini Pinto, diretor do Colégio São Domingos, faz um contraponto a essa ideia. “Ao trazer o método científico para a pauta da educação de crianças, penso que se promove uma precipitação que pode embotar as experiências sensíveis, tão relevantes no desenvolvimento psicossocial.”

Crianças em idade préescolar são cientistas naturais, para ajudá-los a entender os princípios da ciência formal

O presidente Leandro Borges coordenando o atendimento no sindicato

SISPEMB Sindicato dos Servidores Públicos Estaduais no Município de Belém - Pa

Confraternização com os Associados e Amigos

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Coração de artista, cabeça de sonhador Texto Ivan Postigo*

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empre é tempo de reflexão, mas um novo ano cria motivações adicionais. Aquecimento global, sustentabilidade, incertezas nos levam a uma série de questionamentos. Vivêssemos mil anos o que veríamos? Como será o consumidor do futuro? Ainda se encantará com o velho jeans e a camiseta branca ou usará roupas futuristas? Que expectativas terá que precisarão ser atendidas, e quais serão criadas ou despertadas? O homem está de volta à caverna em busca de segurança e proteção. Com

Como será o homem do futuro?

muito mais conforto, afinal esta se tornou eletrônica. Não bate mais tambores, simples toques nas teclas o colocam em contato com o mundo. Sem cabo, nem fios, mas simples ondas atravessam mares e oceanos. Como será o homem do futuro? A magia da bola de cristal foi substituída pela telas de cristal líquido, que lhe permitem com muitos megabytes fazer suas previsões. Como será o homem do futuro? Altruísta, solidário, espiritualista ou egocêntrico e materialista? Como será o homem do futuro? Sociável ou solitário? Resgatará o prazer de conviver com o as tribos ou será um errante pensador? Como será o homem do futuro? Preocupado e engajado com o destino das próximas gerações ou um voraz consumidor? Como será o homem do futuro? Entendê-los, para alguns uma ficção, para muitos uma necessidade. Como será o empresário do futuro? Óbvio produtor ou mágico criador? Perguntas não me faltam, respostas encontro poucas

Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR

Como será o empresário do futuro?

Como será o empresário do futuro? Cuidará do nosso planeta ou nos levará em suas naves para Marte? Como será o empresário do futuro? Atenderá nossos apelos ou despertará emoções? Como será o empresário do futuro? Individualista ou coletivista? Como será o empresário do futuro procurando atender os homens com seus produtos e marcas, enquanto tenta superar os próprios limites de seu coração de artista e cabeça sonhador? Perguntas não me faltam, respostas encontro poucas. Como será o futuro do futuro homem empresário? Sociável ou solitário?

(*) Diretor de Gestão Empresarial da Postigo Consultoria, Comunicação e Gestão

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Reduzir riscos é aumentar as chances de vitória Texto Eduardo Cipullo*

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mortalidade de empresas no Brasil é altíssima. Das cerca de 500 empresas abertas no País anualmente, 27% fecham as portas no primeiro ano de

existência. A alta taxa de insucesso pode ser creditada a inúmeros fatores: inexperiência do gestor, dificuldade de acesso ao crédito, diagnóstico errôneo das oportunidades e dos potenciais desafios, falta de capital para acompanhar as tendências do mercado e as novas tecnologias e despreparo para lidar com uma eventual ‘surpresa’, como uma crise econômica ou mesmo a falência de um grande cliente. Se abrir um novo negócio é uma iniciativa que envolve tantos riscos e tem tamanho potencial para acarretar frustrações, por que vemos tantas pessoas empenhadas em se lançar no ‘caminho do negócio próprio’? Bem, em primeiro lugar, há indivíduos extremamente criativos e dotados de um talento empreendedor natural. Para esses empresários natos, o sucesso e a satisfação profissional guardam intrínseca relação com a possibilidade de realizar um sonho, de preferência na forma de um empreendimento profissional autônomo. Outro ponto importante a ser lembrado é que muitos pequenos negócios brasileiros nascem financiados pelo dinheiro do fundo Empreender é preciso, e o Brasil está num período de crescimento que pode e deve ser aproveitado

de garantia de gente que acabou de perder o emprego. A ideia de não ter um patrão ou qualquer outra pessoa de nível superior ao seu ditando regras tende a ser perigosamente sedutora para alguém que acaba de passar pelo estresse de uma demissão. O problema é que nem todo mundo tem aquela verve para empreender - e, definitivamente, impulsividade raras vezes anda de mãos dadas com o êxito nos negócios. Por isso, quem pretende se lançar em um empreendimento deve fazer uma cuidadosa preparação. Identificar os riscos é o primeiro passo. Tudo deve começar com um minucioso mapeamento da atividade que será desenvolvida. Os riscos inerentes a cada etapa devem ser considerados da seguinte forma: riscos do próprio negócio, o que inclui potencial de ocorrência de acidentes de trabalho e de perda de mercadorias; riscos acarretados pelo desempenho de terceiros (como fornecedores e prestadores de serviços); risco de inadimplência; e a atuação da concorrência. Feito o mapeamento de riscos, o empreendedor deve proceder à prevenção. Esta deve incluir o treinamento do pessoal que irá atuar nas mais diversas frentes, a contratação de seguros e a elaboração de estratégias de marketing e negócios que neutralizem eventuais “ataques” da concorrência. Também faz parte dos cuidados de primeira hora a contratação de serviços de

A alta taxa de insucesso pode ser creditada a inúmeros fatores

excelência nas áreas jurídica e contábil. Em um país como o nosso, onde a complexidade dos sistemas legal e tributário constitui imenso desafio até para os empresários mais experimentados, não é raro ver um novo negócio ser engolido por causa de erros que redundam em multas e punições severas. Resguardar-se desse tipo de perigo é tão importante quanto conhecer bem o tipo de produto ou serviço que se pretende oferecer. A terceirização dessas tarefas para empresas conceituadas é uma providência inteligente, e que a médio prazo se comprovará mais ‘barata’ do que quaisquer soluções improvisadas - sobretudo porque todo empreendedor ambiciona crescer, e qualquer expansão se torna mais fácil e menos suscetível a ‘desastres’ quando a casa está em ordem. Outra área que pode requerer soluções terceirizadas é a de tecnologia da informação. Fazer negócios com a agilidade exigida pelo mundo atual, onde a globalização é uma indiscutível realidade, requer atualização constante - e não é todo tipo de negócio que pode ter uma área interna de TI prontinha para dar conta dos desafios que surgem a cada dia. Delegar a quem sabe é mais sábio do que tentar resolver tudo por conta própria e acabar cometendo erros irreversíveis. Empreender é preciso, e o Brasil está num período de crescimento que pode e deve ser aproveitado. Mas o sucesso não virá espontaneamente: sua conquista requer esforço, comprometimento, organização e gestão, da qual a minimização de riscos é parte indispensável. (*) Sócio-diretor da BDO no Brasil

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Vamos cantar as Janeiras Texto Anete Costa Ferreira* Vamos Cantar as Janeiras em Almada

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s registros históricos referem que janeiro era considerado o mês do Deus Jano por ser este porteiro celestial. Seu nome era fervorosamente invocado naquela altura para afastar os maus espíritos. A tradição considerada pagã mantevese por longo tempo até que a Igreja Católica chamou a si o costume acrescentando os Autos Pastoris, justificando que essa era a forma de homenagear o nascimento de Jesus Cristo. No Brasil a novidade chega através dos portugueses, no século XVI quando os discípulos de Santo Inácio começam a mostrar nos templos representações voltadas ao Natal o que em Belém é caracterizado como as famosas Pastorinhas, uma tradição que perdura até aos nossos dias.

Cantar as Janeiras. São quadras simples louvando o Menino Jesus, Nossa Senhora e São José 42

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Portugal se integra às comemorações religiosas, assimilando “As Janeiras” que veem desde o tempo dos romanos. É uma festa que consiste na organização de grupos compostos por familiares, amigos e vizinhos de variadas idades que pelas ruas vão cantando músicas, desejando um Feliz Ano Novo a todas as pessoas. É hábito baterem de porta em porta onde são recebidos pelos mora-

dores e obsequiados com frutas e petiscos natalinos ou dinheiro. No final do dia reúnem-se e distribuem as ofertas entre seus integrantes. A manifestação inicia a 1 de janeiro estendendo-se até o dia de Reis ou Epifania. Há locais em que as festividades do “Cantar as Janeiras” prolonga-se por todo o mês. Às vésperas da apresentação as pessoas juntam-se para ensaiar. Geralmente as músicas são conhecidas, embora a letra seja diferente de terra para terra. São quadras simples louvando o Menino Jesus, Nossa Senhora e São José. As vezes dedicam alguma quadra aos moradores que contribuem para as festividades. O cortejo é acompanhado por músicos que tocam pandeireta, bombo, flauta e viola. Crianças, jovens e adultos numa só voz dão apoio, perpetuando a tradição ancestral. Na cidade de Aveiro, os cantares tradicionais realizam-se na escadaria da Casa Municipal da Cultura, onde o espaço é decorado com a “Fogueira de Reis”. Já em Palmela reúnem-se centenas de pessoas para cantar, dançar e celebrar o Novo Ano. No final do convívio juntam-se os concertinistas, tocadores de concertinas (acordéon pequeno, diatônico), de Lousã para prestigiar a festa, quando são distribuídas fatias do Bolo Rei, acompanhadas do Moscatel de Setúbal. Na região do Algarve, mais precisamente em Loulé o espaço escolhido para as comemorações é o Mercado Municipal onde pandeiretas, tambor, acordéon e violão marcam o ritmo animando a festa. O Arquipélago dos Açores celebra as Janeiras na Igreja Matriz de São Jorge, na Ilha de São Miguel, onde os grupos entoam cânticos, dando-lhe o mote para que a tradição perdure, e Janeiro seja sempre lembrado. Para que tudo saia a contento é entregue a cada participante a letra que consiste: “O Novo Ano está a chegar e as Janeiras eu vou cantar; Seja para Jano ou outro Deus similar, a minha voz eu vou levar; Por este país fora há que comemorar, o Novo Ano que está a começar; De porta em porta vamos entrar e numa só voz vamos cantar” www.paramais.com.br

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Na região do Ribatejo, na localidade de Glória do Ribatejo, o Rancho Folclórico “As Janeiras” adota costumes dos anos 60 e 70, mantendo a tradição dos trajes domingueiros e trajes de trabalho típicos e tradicionais, ressaltando que os das mulheres relembram as relíquias de um passado longínquo. Para festejar as “Janeiras” cantam e dançam ao som dos instrumentos típicos, alguns de formação artesanal, entoando o “Vira das Janeiras”: I A saia de costurina Que trago noites inteiras Mata o frio de inverno Quando vou para as Janeiras II Meu bairro das Janeiras Deve de estar orgulhosa As tuas moças solteiras São lindos botões de rosa III Bairro da Janeira Que lindo que és Tens este ranchinho Que te beija os pés IV Que te beija os pés Fica na memória Tu és a rainha Das danças da Glória V Oh Janeiras, oh Janeiras Só tu me dás alegria O teu povo encantador Não me esquece de noite e dia VI Oh Janeiras, oh Janeiras Eu só quero respirar O teu ar puro da charneca Para que eu possa cantar.

Neste contexto já no século XX, o compositor e cantor Zeca Afonso imortalizou as “Janeiras” com a canção “O Natal dos Simples”. O povo começou a assobiar, cantarolar e cantar o primeiro refrão, ficando a canção como o “Hino das Janeiras”. Vejamos a letra:

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Pandeiretas, tambor, acordéon e violão marcam o ritmo animando a festa

I Vamos cantar as Janeiras Vamos cantar as Janeiras Por esses quintais adentro vamos Às raparigas solteiras II Vamos cantar orvalhadas Vamos cantar orvalhadas Por esses quintais adentro vamos Às raparigas casadas III Vira o vento e muda a sorte Vira o vento e muda a sorte Por aqueles olivais perdidos Foi-se embora o vento norte IV Muita neve cai na serra Muita neve cai na serra Só se lembra dos caminhos velhos Quem tem saudades da terra V Quem tem a candeia acesa Quem tem a candeia acesa Rabanadas, pão e vinho novo Matava a fome à pobreza VI Já nos cansa esta lonjura Já nos cansa esta lonjura Só se lembra dos caminhos velhos Quem anda à noite à ventura

É uma festa que consiste na organização de grupos compostos por familiares, amigos e vizinhos

Queridos leitores vamos “Cantar as Janeiras” para que o Ano Novo de 2013, seja pleno de Saúde, Paz e Prosperidades. Vimos de noite. Vimos de dia. Trazemos versos. Paz e alegria

(*) Correspondente em Portugal

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dicas para conseguir um

emprego em 2013

Texto Universia

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Não espere até a formatura para iniciar a sua busca de emprego: parece óbvio, mas este é um erro muito comum entre os universitários. Você pode estar lotado

de trabalho e atividades para realizar, mas isso não significa que o seu emprego está garantido. Se você deseja trabalhar, começa a sua busca antes que a faculdade termine. Lembre-se: a procura faz parte de um longo processo que exige muita paciência.

Seja um estagiário pró-ativo

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Mostre suas habilidades: um bom currículo pode dizer muito, mas se você não tem muita experiência ainda fica difícil avaliar. Para mostrar as suas qualidades aos recrutadores na prática, você pode começar um blog, criar um site ou até fazer um vídeo para revelar os seus talentos específicos. Listar habilidades fortes no seu currículo não é tão eficaz como mostrar com exemplos específicos de trabalho.

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Seja um estagiário pró-ativo: só porque você não está com as maiores responsabilidades da empresa, não significa que você deve ser uma pessoa passiva na empresa. Pergunte sobre as tarefas mais difíceis e ofereça as suas ideias. A pro-atividade é uma qualidade importante. É a partir dela que os chefes conseguem avaliar o seu nível de comprometimento e desejo de contratação.

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Procure boas vagas: só porque você não cumpre com todos os requisitos da vaga não significa que você é incapaz. Se você não arriscar nunca saberá se você pode ocupar ou não algum cargo. Por isso, se você acha que alguma vaga tem o seu perfil não tenha medo de enviar o seu currículo. Confie no seu potencial.

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Aproveite ao máximo todas as lições dos seus primeiros empregos para que você consiga se tornar um excelente profissional

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Networking: não cometa o erro de pensar que a rede termina no computador. A faculdade é um ótimo lugar para ampliar a sua rede de contatos. Na busca por um trabalho não há espaço para a timidez. Use todas as ferramentas de rede disponíveis. Desde redes sociais até cartas de recomendação dos seus professores.

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Seja um sonhador realista: não espere que o trabalho perfeito pouse em seu colo. Antes de chegar ao seu trabalho perfeito você terá que trabalhar em algumas áreas que talvez você não goste. Aproveite ao máximo todas as lições dos seus primeiros empregos para que você consiga se tornar um excelente profissional. Seja um sonhador realista

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Nossa população, idosos e o Alzheimer A população brasileira chegou a 195,2 milhões de habitantes em 2011, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As pessoas com 60 anos ou mais de idade já representam 12,1% da população total. A Pnad 2011 confirmou a tendência de envelhecimento da população brasileira. Em relação a 2009, o número de brasileiros com 29 anos ou menos diminuiu, enquanto aqueles com 30 anos ou mais aumentaram. De acordo com o IBGE, 23,3% da população tinham até 14 anos em 2011, 16,9% de 15 a 24 anos e 47,8% entre 25 e 59 anos.

Consequencias: Alzheimer

A Associação Internacional do Alzheimer (ADI, federação mundial de associações dedicadas à doença) calcula que o número de pessoas com demência crescerá de 35,6 milhões em 2010 para 65,7 milhões em 2030 e 115,4 milhões em 2050. Os custos, incluindo gastos hospitalares e cuidados domésticos, medicamentos e visitas clínicas, devem subir cerca de 85% até 2030 a partir dos US$ 600 bilhões gastos em 2010, aproximadamente o PIB da Suíça. Mas o dinheiro não é o único problema. A doença é particularmente difícil de decifrar não só porque seu efeito em humanos é quase impossível de replicar em animais de laboratório. Sua lenta progressão é um obstáculo a mais. “A doença parece estar presente no cérebro das pessoas talvez 15 anos antes de

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manifestar sintomas”. O mal de Alzheimer costuma se tornar aparente, quando os membros da família começam a perceber que seu ente querido vai se tornando esquecido e confuso. “Quando os pacientes estão disponíveis para estudo em testes clínicos, na verdade estamos olhando para uma doença que está se desenvolvendo há 15 anos”, em cujo estágio os neurônios já teriam morrido. Os cientistas discordam sobre os respectivos papéis dos depósitos da placa beta-amiloide e de uma proteína chamada tau, que forma emaranhados dentro destas células cerebrais. Os cientistas buscam um tratamento que detenha a doença em seu estágio inicial, mesmo antes do aparecimento dos sintomas. Embora não tenham obtido sucesso, seus trabalhos lançam algumas pistas valiosas pelo caminho. Já se sabe que um pequeno percentual de pessoas, com mais frequência mulheres do As pessoas com 60 anos ou mais de idade já representam 12,1% da população total.

Tendência de envelhecimento da população brasileira

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Cuidador de Idoso >> A cada década, a população brasileira vem crescendo significativamente, os brasileiros têm vivido mais e melhor. Em consequência desse quadro a população idosa aumentou. E quem se dispõe a cuidar desses idosos? O aumento da demanda por pessoas qualificadas fez a profissão de Cuidador de Idoso ganhar força nos últimos tempos.

pode atender aos usuários do SUS com menores custos, sem a necessidade de comprar o medicamento de empresas particulares. A Na farmacia Popular os medicamentos serão distribuidos

distribuição ocorre gratuitamente nos polos de atendimento. Em junho, o instituto já havia entregado 6 milhões de cápsulas.

que homens, é geneticamente predisposto a desenvolver o mal de Alzheimer. Portanto, possuir um histórico familiar da doença aumenta os riscos. Alguns estudos sugerem que ter um estilo de vida saudável reduz os riscos para as pessoas que não possuem genes relacionados com o desenvolvimento do Alzheimer. Os diagnósticos também são proveitosos: novas pesquisas demonstram que um simples teste conhecido como eye-tracking (técnica que permite, examinando o movimento ocular, verificar para onde o indivíduo está olhando) e a interrupção do sono podem ser indícios precoces, e ajudariam os afetados a fazer escolhas de estilo de vida antes que a doença avance. “Encontrar um remédio para uma doença

crônica é muito, muito mais complicado do que, digamos, colocar o homem na Lua”.

6 milhões de cápsulas para tratamento de Alzheimer

No Dia Mundial do Alzheimeir (21/09), o Ministério da Saúde anunciou que mais de 6 milhões de cápsulas de rivastigmina, medicamento usado no tratamento da doença de Alzheimer serão distribuidos a população. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) necessita de cerca de 25 milhões de cápsulas anuais para 6 mil pacientes cadastrados. Desde junho, o Ministério da Saúde

Eye-tracking, técnica que permite, examinando o movimento ocular, verificar para onde o indivíduo está olhando

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CAMILLO MARTINS VIANNA*

(*) SOPREN/ SOBRAMES

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Comedorias

Amazônicas

O

artigo se debruça sobre aspectos relacionados ao hábito alimentar amazônida do interior da floresta. Piracaia: churrasco de peixe em margens de rios, principalmente o Amazonas e seus afluentes, sendo o tambaqui gordo o mais usado. Esta prática cultural geralmente acontece na parceria entre compadres. Consiste em se fazer um buraco na praia onde é feita uma fogueira dentro onde também se coloca o peixe para assar. Este é temperado com sal e limão, e saboreado com farinha d’água e pimenta. E dependendo das circunstâncias, é acompanhado de cerveja ou cachaça. Jabuti no leite de castanha: de grande aceitação em Marabá, este prato é preparado no fogão por pessoa habilitada. É servido acompanhado de arroz, farinha, limão e pimenta. Canhampira de marreca: marreca cozida no tucupi e jambu. Era muito comum no Marajó. Com a matança excessiva das marrecas, essa iguaria está desaparecendo progressivamente da mesa do amazônida. Ela tem sido

Sopa de cabeça de gurijuba, em Vigia de Nazaré no Pará

substituída pelo pato do mato, que também já apresenta sinais de diminuição. Matupiri: pequeno peixe vendido no espeto depois de assado. Era muito comum na região do salgado, especialmente no município de Salinópolis. Mapará na tala: peixe de sabor exótico vendido nas ruas de Abaetetuba no baixo Tocantins, assado numa tala. Sopa de cabeça de gurijuba: em Vigia de Nazaré no Pará, esta iguaria é apreciada não só pelos pescadores e demais moradores do lugar, como pelos visitantes. Diz-se que está iguaria tem efeito fortificante. Ova de gurijuba: entre os Vigienses é muito consumida depois de preparada na brasa de carvão ou lenha. É encontrada nos mercados e reconhecida como alimentação de pescadores. Quebra-jejum: hábito disseminado no interior do 48

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Piracaia: churrasco de peixe em margens de rios

Pará, usado nos roçados das margens de estrada habitualmente tomado entre as 09h e 11 h da manhã. Consta de café bem quente, tomado com farinha ou jabá (carne seca). Cambito: não chega a ser refeição. Consiste num gancho extraído do galho de uma árvore que é fixado no alto da cozinha onde se pendura carne de caça e carne de sol para secar gradualmente. A carne é geralmente oferecida a parentes e compadres. Camarão penteado: vendido à margens da rodovia Belém-Mosqueiro em pequenas cestas, onde os camarões mais graúdos ficam posicionados em cima chamando a atenção do comprador e os camarões menores colocados por baixo. Aviú em Santarém e Cametá, e Avium no baixo Amazonas: é uma especiaria muito encontrada na confluência dos rios Tapajós e Amazonas. Por ser de pequeno tamanho não se pode descascar como o camarão normal. É apreciado em tortas, farofas, bolinhos e refogados. Em Belém pode ser comprado na feira do Ver - o - Peso ou nos supermercados. Aviú em Santarém e Cametá, por ser de pequeno tamanho não se pode descascar como o camarão normal

Avoado de pescador: churrasco preparado por pescadores em praias oceânicas. O peixe é retirado do curral e logo é colocado em cima de uma fogueira preparada na beira da praia. É temperada com sal e limão e consumida com farinha d’água e pimenta, sistematicamente acompanhado por cachaça.

Mapará do baixo Tocantins

Avoado urbano: é feito em casa, depois de retirado do curral é limpo e levado para casa do pescador e colocado em fogueira armada no quintal. Depois de assado ou cozido é servido para parentes e compadres, às vezes vindos de longe. Como tradição, o acompanhamento é a cachaça, que não pode faltar, assim como a farinha e a pimenta. Carne da caça: na fase de construção de rodovias na Amazônia era praticamente impossível encontrar biroscas onde a serventia na hora do rancho não fosse exclusivamente carne de caça. Carne de caça II: durante a construção da rodovia Santarém-Cuiabá, em uma das chamadas boeiras, as equipes do Ministério da Agricultura e da SOPREN, com apetite exacerbado, a única a única refeição foi carne de onça ou de anta. Carne da caça

Carne de caça III: em oura ocasião, os mesmos companheiros ao atravessarem de carro a ferrovia da morte, onde seria aberta a ferrovia madeira - Mamoré, não concluída e que estaria sendo restaurada pequena birosca, para atrair turistas a alimentação constava de seis pratos; paca, tatu, veado, anta, e camaleão. Para uma emergência, pequeno cercado abrigava jabutis. Traíra: a traíra mupicada (cortada em fatias) era colocada sobre jiraus e preparada em fogões à lenha e consumida com farinha, sal, limão e pimenta. Marreca salgada com arroz: encontrada raramente. Já foi muito comum nas cozinhas marajoaras e mesmo em Belém. Mexilhão e ostra: o mexilhão, mais comum, pode ser adquirido em feiras e com especialidade no Ver-o-Peso. A ostra é mais consumida nas praias de veraneio e em rios de Curuçá. Mapará: no baixo Tocantins paraense é hábito o consumo deste peixe. É consumido acompanhado de limão, sal farinha e açaí. www.paramais.com.br

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Camarão penteado vendido à margens da rodovia BelémMosqueiro

alagado o chapéu de palha e bebe a água ali acumulada. Carne de boto: em tempos recuados no Marajó só se ouvia dizer que alguém fazia uso desse tipo de alimento. Atualmente e muito mais procurado. Tambaqui peixe apreciado no estado do Amazonas: o Tambaqui é muito apreciado e pode ser consumido à moda piracáia, ou seja, é feito um buraco na praia e com uma fogueira dentro onde o peixe é assado. Os participantes são geralmente de classe média. Tem grande aceitação Tambaqui é muito apreciado e pode ser consumido à moda piracáia, ou seja, é feito um buraco na praia e com uma fogueira dentro onde o peixe é assado

Mapará fifiti: é o mesmo que mapará da lata. Consiste em pequenos exemplares deste peixe que depois de fritos são consumidos com as espinhas, as quais ficam torradas e crocantes. Tiquinhar: espécie de tratamento que é dado aos peixes que possuem muitas espinhas. Consiste em cortes diagonais posicionados lado a lado no corpo do peixe a fim de mupicar as espinhas. Bastante consumido e falado no baixo Tocantins é o ituí terçado, que é consumido frito e crocante depois de tiquinhado. Matupiri pequeno peixe vendido no espeto depois de assado

Açúcar: na mesma região o açúcar é pouco consumido e o açaí não é adoçado, preferindo-se toma-lo acompanhado de uma comida salgada como peixe, carne, caça camarão e outros. Frito marajoara: pequenos pedaços de carne como costela, sobras de matalutagem - matança de boi para consumo - são fermentados no surrão - espécie de bornal de couro cru, com farinha e limão. Hábito estranho: quando o vaqueiro está em atividade no campo alagado e sente sede, emborca no chão

Piracuí: tipo de farinha feita de peixe sob a forma de bolinho ou sopa

Tartaruga: um dos autores assistiu matar em tartaruga no Tapajós (Fordlândia). Começando o cerimonial metendo um arame pelo anus da tartaruga, forçando o quelônio a espichar a cabeça para fora e sendo cortada com o machado. Outros quelônios tem também grande aceitação na culinária amazônica. Muçuam: mesmo em Belém o muçuã que ainda é

Muçuam: mesmo em Belém o muçuã que ainda é trazido do Marajó

em restaurantes e hotéis de luxo. Piracuí: tipo de farinha feita de peixe sob a forma de bolinho ou sopa. Era comum em Belém a venda do piracuí no Ver-o-Peso e no mercado de peixe. Hoje, conforme a experiência da EMBRAPA, o piracuí pode ser feito de tilápia. Tamauatá: peixe cascudo consumido cozido com tucupi e jambu é exportado em grande quantidade para a República Federativa da Guiana e para a França. Cabeça de carneiro: corta-se a tampa do cupuaçu e coloca-se castanha do Pará pilada. É utilizada entre os castanheiros de Marabá - Pará. Na realidade não tem nada de carneiro.

trazido do Marajó é preparado numa panela com água fervendo. Depois então que são preparadas as comedorias de grande aceitação no Pará. Caranguejo: exatamente o que acontece com o caranguejo coletado no mangai, o siri apanhado nas praias oceânicas ou não e o mexilhão no lameiro das praias salgadas. Em Belém ele/apresentado no chamado cofo de caranguejo ou nas chamadas massa (polpa) e unhas. Caldeirada: peixe cozido em panela grande (filhote, dourada, pescada amarela ou outros) com pimentão, ovo, tomate, cebola inteiros, além de jambu. Comida com farinha, sal e limão. Caranguejo

Tamauatá no tucupi www.paramais.com.br

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Que desde seu início, 2013 seja positivo, repleto de muitas alegrias e energias boas, para que possamos viver e compartilhar as novas expectativas e esperanças para realização de nossos sonhos. A todos nossos leitores, colaboradores, anunciantes e a toda nossa população desejamos um início de Ano, de paz, amor, solidariedade, repleto de esperança, realizações e …

Para o Ano Novo, desejo que... “...se for pra fazer guerra, que seja de travesseiro. Se for pra ter solidão, que seja no chuveiro. Se for pra perder, que seja o medo. Se for pra mentir, que seja a idade. Se for pra matar, que seja a saudade. Se for pra morrer, que seja de amor. Se for pra tirar de alguém, que seja sua dor. Se for pra ir embora, que seja a tristeza. Se for pra chorar um dia, que seja de alegria. Se for pra cair, que seja na folia. Se for pra bater, que seja um bolo. Se for pra roubar, que seja um beijo. Se for pra matar, que seja de desejo.” *Alvaro Socci

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