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Revista

Pará+ NOVEMBRO 2012

BELÉM-PARÁ

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ISSN 16776968

EDIÇÃO 129

Editora Círios

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Revista

N E S TA E D I Ç Ã O EDIÇÃO 129 - NOVEMBRO/2012

PUBLICAÇÃO

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

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Círio de Nazaré 2012

ÍNDICE

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Traslado

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Romaria Rodoviária

16 Trasladação

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Encerramento da Quadra Nazarena

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Recírio

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Novos servidores tomam posse no TCE

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Imagem de Nossa Senhora de Nazaré no Palácio dos Despachos

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Revista

Abertura oficial do Círio 2012

ISSN 1677

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DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Camila Moraes, Camillo Martins Vianna, Carlos Correia Santos, Daniel Mattos, Danny Grossy, Marcelo Gleises, Rodrigo Maroja Barata; FOTOGRAFIAS: Alessandra Serrão, Carlos Sodré, Cláudio Santos, Cristino Martins, Eliseu Dias, Eunice Pinto, Fernando Nobre/Ag. Pará, Alfredo Vasques, Arthur Sobrinho, Bete Lages, Beto Magalhães, Crhis Baptista, João Gomes, João Ramid, Márcio Santos, Myrian Bastos, Naná Aguiar e Nilzecléia; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios

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Basílica Santuário ficou lotada durante a apresentação do manto

Manto do Círio 2012

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urante a cerimônia de apresentação do manto de Nossa Senhora de Nazaré à comunidade paraense os presentes à cerimônia ouviam um duo de canto e piano com a soprano Dione Colares acompanhada pelo pianista Paulo José Campos de Melo, com repertório escolhido especialmente para a ocasião, com obras de Bizet, Bach, Pergolesi, Gounod… O manto deste ano foi confecionado pelo estilista, Carlos Amilcar com inspiração no Capítulo 12, versículo 1 do Apocalipse que diz “e viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça”. Bordado todo em Veludo Alemão branco apresenta emblemas e aspectos da tradição católica, apostólica e romana, mediante a utilização de símbolos que buscam retratar, de forma visual, o tema indicado, com aplicações e pedrarias. Tem por base feixes de rosas vermelhas e lírios brancos entrelaçados, símbolos que valorizam a emblemática da tradição mariana, além de destacarem os aspectos locais da devoção à Nossa Senhora de Nazaré. O manto recebeu ainda um broche que o

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A imagem de Nossa Senhora de Nazaré com o manto de 2012

fecha, avaliado em R$ 25 mil inspirado em detalhes da arquitetura da Basílica Santuário. Ele foi criada pelo ourives e restaurador Luiz Nilo Alves da Silva, do Polo Joalheiro do Pará. Durante a celebração, livretos com informações dos significados dos elementos que compõem o manto foram distribuídos. Detalhe do broche

Dom Alberto abençoa os presentes com a imagem de Nossa Senhora já com seu novo manto

Durante a apresentação do manto

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Abertura oficial do Círio 2012 Fotos Alessandra Serrão/Ag. Pará, Alfredo Vasques, Beto Magalhães, Myrian Bastos, Naná Aguiar

Simão Jatene foi recepcionado pelo arcebispo metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, pelo diretor da festividade, Cleber Vieira

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quadra nazarena foi aberta oficialmente na noite da terça-feira, antececende ao 2º domingo de outubro. A cerimônia contou com a presença do governador do Estado Simão Jatene, além de autoridades, religiosos e patrocinadores do Círio. Durante a programação foi inaugurada a iluminação da Basilica Santuário, as luzes dos arcos do Círio e o Memorial do Círio, com a abertura da exposição Memória

de Nazaré. A noite também foi marcada pela premiação dos vencedores do Concurso de Redação sobre o Círio de Nazaré. Simão Jatene foi recepcionado pelo arcebispo metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, pelo diretor da festividade, Cleber Vieira e pelas crianças do coral do projeto Vale Musica, cantando canções marianas, em frente à Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré. A cerimônia de abertura do Círio 2012 começou com a tradicional

Durante a inauguração da iluminação da Basílica Santuário, Jatene ressaltou que este é um momento de reencontro com os valores mais nobres do ser humano

bênção, no interior da Basílica Santuário. Dom Alberto Taveira fez uma breve explanação sobre a importância da festividade não só para os paraenses, mas para todos os cristãos que tem devoção a Nossa Senhora de Nazaré. “Desejo que todos aproveitem este momento de união e graça do Círio, que As crianças do projeto Vale Música, cantando canções marianas emocionaram os que, ansiosos, aguardavam a inauguração das luzes da Basílica

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Dom Alberto Taveira fez uma breve explanação sobre a importância da festividade

todos participem da festividade e renovem sua fé, com as bênçãos de Nossa Senhora de Nazaré”. É um momento de benção maior. Não se pode negar a fé, a força do Círio”, disse o arcebispo. O governador do Pará, Simão Jatente, também falou aos fiéis durante a celebração. “O Círio não se assiste, se vivencia. É uma das experiências maiores de reencontro, consigo mesmo, com a família, com o amor a Deus. Por isso é sempre único. Eu desejo que este sentimento que toma conta dos nossos corações possa se enraizar por todos os dias do ano”, desejou o governador. Após a missa, os presentes assistiram a

Em visita exposição Memória de Nazaré

apresentação de um coral infantil, que cantou temas em português e italiano, como “Ave Maria” e “Vós Sois o Lírio Mimoso”. A grande novidade do Círio este ano foi a inauguração do espaço “Memoria de Nazaré”, museu que irá abrigar toda a história da festividade. O governador, o arcebispo metropolitano e Dom Vicente Zico descerraram a placa de inauguração do espaço, que neste primeiro momento abrigará a exposição de símbolos do Círio. São objetos feitos em cera e miriti, mantos e cartazes de edições anteriores, fotos, depoimentos de devotos e muitos outros. No espaço também está exposta a redação que venceu o tradicional Concurso de Redação do Círio 2012. Segundo o diretor da festividade, Cleber Vieira, o museu tem a proposta de resguardar a história do Círio. “Este espaço irá proporcionar à comunidade católica, aos turistas, promesseiros, devotos e todos que o visitarem a oportunidade de conhecer um poucos dessa manifestação de fé que é o Círio de Nazaré”, explica. A programação continuou na Casa de Plácido, com a premiação dos vencedores do Concurso de Redação, que teve como tema este ano “Ao Pai, por Cristo, no Espírito San-

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to, com Maria e do jeito de Maria”. Ao todo 71 alunos, de 35 escolas de Esino Médio da rede publica e colégios particulares participaram do concurso. A grande vencedora foi a estudante Sarah Luiza Carvalho Brandão, aluna do 3° ano da Escola Estadual de Ensino Médio Visconde de Souza Franco. “Eu fico muito feliz em ter ficado em primeiro lugar. Foi uma forma de demonstrar minha fé em nossa padroeira”, destacou a estudante.

A Basílica Santuário ganhou uma iluminação especial em led, projetada para destacar os traços arquitetônicos do prédio histórico

Premiação dos vencedores do Concurso de Redação sobre o Círio de Nazaré

Sarah Luiza Carvalho Brandão, aluna do 3° ano da Escola Estadual de Ensino Médio Visconde de Souza Franco

Fé, Esperança e Amor Pará+

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Círio de

Nazaré 2012 Fotos Alessandra Serrão, Carlos Sodré, Cláudio Santos, Cristino Martins/Ag. Pará, Arthur Sobrinho, Bete Lages, Crhis Baptista, Márcio Santos

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omeçou às 5 horas do 2º domingo de outubro, no palco montado em frentre à Catedral da Sé, com Dom Alberto Taveira apresentando os bispos e os diversos religiosos da capital e do interior do estado que participavam da missa, em seguida, passou a palavra a Dom Giovanni D’Aniello, núncio apostólico do Brasil, que presidiu a cele-

bração. A concentração reuniu milhares de fiéis, frente à Catedral. Durante sua homilia, Dom Giovanni revelou o quanto a festa de Nazaré o surpreendeu. “Caríssimo Dom Alberto, deixe eu compartilhar a sensação que tive ontem (sábado) à noite. Não consegui dormir. Fiquei na expectativa de viver o que vivi ontem de novo. Fiquei impressionado. Se o senhor me permitir, esse não será meu Berlinda e corda Frentre à Catedral da Sé

primeiro Círio. Eu quero estar como núncio novamente”, disse o representante do Papa no País, que depois se dirigiu aos devotos enfatizando que é a fé dos devotos que anima e movimenta toda a procissão. “Essas pessoas que acordam cedo e se dispõem a manifestar sua fé, de forma tão especial é o que realmente importa, é o que move essa linda e tão especial procissão”, ressaltou o

O entorno da Catedral da Sé recebeu milhares de fiéis para a missa solene que deu início a procissão do Círio de Nazaré 08

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Durante a procissão do Círio A berlinda vista por trás

Outra bela visão aérea após a saida do Círio

religioso. “Agradeço a vocês por terem me dado essa demonstração tão grande de fé. Eu vou dizer ao Papa que em Belém tem uma comunidade que não tem medo de demonstrar sua fé, uma comunidade profunda, sincera”, afirmou. Dom Giovanni lembrou que Nossa Senhora é intercessora no caminho da vida eterna e, mais uma vez, lembrou dos momentos que viveu no Círio, destacando a Romaria Fluvial e a Motoromaria. “Como é bom saber que Maria tem tanto a devoção de vocês”, declarou ele, para depois destacar que Maria nos leva à Jesus. “Junto à Maria, nos sentimos irmãos em Jesus Cristo”, disse Dom Giovanni. “O Círio de Nazaré é uma dessas devoções que, ao longo dos anos, vem marcando a pauta dessa fé que nos leva a Deus”, enfatizou. “Vamos pedir hoje, à Mãe de Deus, que

Na decoração da berlinda este ano foram usados cerca de 800 vasos pequenos de plantas e 1,2 mil maços de flores de 25 espécies diferentes www.paramais.com.br

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O Boulevard Castilho França repleto de fiéis

Frente à Escadinha

Promesseiros nas estações da corda durante a procissão do Círio de Nazaré

atenda nossas súplicas”, completou. A Santa Missa contou com a participação do Coral Schola Cantorum, acompanhados pelo pianista José Campos de Melo, Se encerrou por volta das 6h30. Cerca de dez minutos depois, a imagem da Virgem de Nazaré era colocada em sua berlinda. Pouco mais de meio-dia, no cruzamento das avenidas Nazaré e Generalíssimo Deodoro, as primeiras rajadas de fogos de artifí-

cio anunciavam a chegada de Nossa Senhora de Nazaré à Praça Santuário, onde proximadamente 50 mil pessoas se concentraram dentro e nos seus arredores. Aí, a segurança era do Exército Brasileiro, com 30 soldados na entrada da Praça Santuário de Nazaré, onde uma multidão de fiéis estavam esperando a Virgem Santa, ao som de cânticos da banda Ministério Fé & Música, com a participação da cantora para-

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O governador Simão Jatene, o ministro do turismo, Gastão Vieira, e o secretário de Estado de turismo, Adenauer Góes, acompanham a passagem da imagem da santa na Estação da Docas

Deixando a Estação iniciando a subida da avenida Presidente Vargas Atendimento da Cruz Vermelha durante a Procissão do Círio de Nazaré

ense Gaby Amarantos, que também cantou quando a santa foi retirada da berlinda para a redoma do altar arquitetônico. À chegada da grande procissão, por volta das 12h30, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, foi levada pelas mãos do Arcebispo de Belém Dom Alberto Taveira através o corredor de tapete vermelho, onde estudantes, empunhavam as bandeiras dos 143 municípios do Estado para a passagem da santa, ao altar, para o início da Missa de Encerramento da Procissão do Círio, presidida pelo arcebispo auxiliar da Arquidiocese da capital, dom Teodoro Tavares.

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Ainda frente à Basílica

Dom Teodoro Tavares e Dom Alberto Taveira na saída da Basílica apos a miisa que antecedeu o Traslado

Traslado Fotos Alfredo Vasques, Cristino Martins/Ag. Pará, Márcio Matos, Myrian Bastos, Naná Aguiar

M Saída da imagem de Nossa Senhora da Basílica Santuário

ilhares de pessoas tomaram as ruas de Belém, Ananindeua e Marituba durante a primeira das 11 romarias que compõem o Círio de Nazaré. O traslado Ananindeua/Marituba é a mais extensa e demorada das procissões e iniciou às 8h30 da manhã. Foram 55 km percorridos pelos três municípios com a duração de 12 horas de procissão. A imagem peregrina chegou à praça matriz de Ananindeua às 20h30. Este ano a Missa do Traslado foi celebrada pelo Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, às 7h30, na Basílica Santuário, e a procissão teve início às 8h30, trinta minutos antes do horário de saída do ano anterior. O traslado foi coordenado pela Diretoria da Festa de Nazaré, juntamente com a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar, que são as principais responsáveis pelo evento. Durante o percurso várias homenagens foram feitas a Nossa Senhora de Nazaré. A Imagem Peregrina foi conduzida em uma viatura da Polícia Rodoviária Federal, onde estavam o Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira e o Bispo auxiliar Dom Teodoro Tavares, que abençoavam os fiéis ao longo do percurso. No Hospital Ophir Loyola, a imagem peregrina desceu do carro e, conduzida por Dom Alberto, chegou mais perto dos pacientes, que foram abençoados. A emoção tomou conta dos fiéis. Dona

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Em uma das paradas na BR

Frente ao Castanheira

Lilásia Ferreira, que tem uma sobrinha fazendo tratamento de câncer foi uma das que não conteve as lágrimas. “A passagem de nossa mãezinha aqui vai nós dar força e fé para conseguirmos alcançar a cura da doença da minha sobrinha. A Virgem Maria vai abençoar nossa família com esta cura”, disse Lilásia chorando. As pessoas que se encontravam ao longo das ruas dos municípios por onde o traslado passou se emocionaram. Os motoristas paravam seus carros, desciam e pediam as bênçãos à Rainha da Amazônia. Ciclistas e pagadores de promessas que acompanhavam a pé também participaram do translado rodoviário. Helicópteros da Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal dão apoio à procissão. A passagem da imagem por várias igrejas também emocionou os fiéis. Na Imagem de Nossa Senhora recebe homenagens na rodovia BR-316

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O Traslado para Ananindeua é a procissão de maior percurso no Círio de Nazaré, com 55 Km

igreja de Santo Inácio de Loiola, no bairro do Icuí Guajará, a chuva não tirou o ânimo dos moradores. Uma delas, Telma Cunha disse que a chuva foi uma benção. “Nossa Senhora trouxe esta chuva para molhar nossos corpos com sua benção e bem na hora que ela passa por aqui”, disse a moradora. O diretor de procissão da Festividade de Nazaré, Guto Nobre, disse que tudo transcorreu dentro do programado. “Tivemos a preocupação com as obras do BRT, mas a população e os ciclistas seguiram as nossas orientações e tudo saiu tranquilo. Eles ficaram no canteiro central e na faixa, o que deu tranquilidade na Almirante Barroso” disse Guto. O diretor coordenador da Festa, Kleber Vieira, falou do grande número de fiéis que participaram da romaria. “A cada ano aumenta a participação de pessoas ao longo do traslado. Homenagens na rodovia BR-316

Pelo caminho, foram incontáveis as homenagens da população à padroeira dos paraenses

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Ainda de madrugada a Romaria Rodoviária

Romaria Rodoviária Fotos Alfredo Vasques, Beto Magalhães, Cláudio Santos, Cristino Martins/Ag. Pará, Márcio Matos, Myrian Bastos, Naná Aguiar

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pós a vigília em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, na Igreja Matriz de Ananindeua e antes da saída da Imagem Peregrina, foi celebrada uma missa pelo padre Francisco Sadeck, pároco da Igreja de Nossa Senhora das Graças. Depois da celebração, às 5h30 da manhã, os �iéis saíram em direção ao trapiche do distrito de Icoaraci, num percurso de 24 km, e que este ano teve a duração de 3h e 10 minutos. Na saída, a imagem foi colocada no alto de um carro com uma berlinda pequena e protegido pela Guarda da Santa. A procissão seguiu na BR-316, acompanhada pelos carros da Diretoria da Festa de Nazaré, Polícia Rodoviária Federal, Cruz Vermelha e centenas de outros veículos, bem como motoqueiros, ciclistas e pedestres. Por onde passava, a imagem emocionava. Os moradores saudavam Nossa Senhora com fogos, balões e papel picado. Segundo estimativas da Diretoria da Festa de Nazaré e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aproximadamente 200 mil pessoas deveriam participar e/ou assistir a procissão. O diretor coordenador, Kleber Viera, disse que esta expectativa foi supe-

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Antes da missa frente à Igreja Matriz de Ananindeua

rada. “A criação de novos residenciais na Rodovia Augusto Montenegro faz com que a cada ano o número de pessoas aumente e a nossa estimativa foi superada. Essa fé do povo paraense é única e nos deixa muito feliz”, disse o diretor. Guto Nobre, diretor de procissões, também parabenizou os órgãos de segurança. “O envolvimento da Policia Rodoviária Federal, Polícias Militar e Civil e Guarda Mu-

nicpal nós da tranquilidade para este momento”, disse Guto. A Romaria Rodoviária é tida como a segunda mais longa entre as 11 Romarias do Círio. Na chegada a Icoaraci, a imagem Peregrina foi conduzida pela agente distrital Jane Lima, que estava bastante emocionada. Depois foi entregue a Dom Alberto Taveira, que a levou até o altar que foi montado na orla de Icoaraci, onde Dom Vicente Zico, arcebiswww.paramais.com.br

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po emérito de Belém, celebrou uma missa que emocionou a população que lotou a orla da vila sorriso. Após a missa a imagem foi levada pelo trapiche de Icoaraci até o navio Garnier Sampaio, da Marinha do Brasil, que conduziu a imagem de Nossa Senhora de Nazaré pelas águas da baía do guajará.

Pela BR-316, acompanhada pelos carros da Polícia Rodoviária Federal, Cruz Vermelha e centenas de outros veículos, bem como motoqueiros, ciclistas e pedestres

Mais de 200 mil pessoas acompanham a Romaria Rodovária no trajeto para Icoaraci

No caminho da Romaria Rodoviária, muitas manifestações de fé da população paraense

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A missa frente ao Gentil, celebrada por Dom Giovanni D’Aniello, Núncio Apostólico, representante do papa Bento XVI no país, marcou o início da Trasladação

Fotos Alfredo Vasques, Beto Magalhães, Eliseu Dias/Ag. Pará, João Ramid, Márcio Matos, Myrian Bastos, Naná Aguiar pós a missa celebrada pelo Núncio Apostólico no Brasil Dom Gioavanni Agnello, representante do papa Bento XVI no país, nas escadarias em frente ao Colégio Gentil Bittencourt, começou a Trasladação, com fogos, pétalas de rosas e ao som de “Nossa Senhora” na voz da cantora paraense Fafá de Belém. A procissão das luzes, possui o mesmo trajeto da procissão de domingo, porém, no sentido inverso, na noite do 2º sábado de outubro, em mais uma homenagem à Nossa Senhora de Nazaré. A corda foi atrelada à berlinda, pontualmente às 18 horas. Na Trasladação, o único carro que sai é a Berlinda - levando a Imagem Peregrina de

Trasladação, romaria que partiu do colégio Gentil Bittencourt até a Catedral da Sé

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Nossa Senhora de Nazaré - ela segue acompanhada apenas pelos fiéis, guardas da Santa e da membros da diretoria do Círio. Ao escurecer, na boca da noite, o novo sistema elétrico em tecnologia de fibra ótica destacava e valorizava a beleza do manto e da imagem peregrina de nossa padroeira

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A Trasladação começou pontualmente às 18 horas ainda com céu claro

– Nossa Senhora de Nazaré. Mais de quatro mil flores de 25 tipos diferentes enfeitavam a berlinda durante a Trasladação. As badaladas dos sinos da Basílica Santuário anunciavam que a Trasladação estava passando. Eram as primeiras das inúmeras homenagens. O governador Simão Jatene, acompanhado da primeira dama Ana Jatene e de alguns familiares, fez questão de acompanhar parte da procissão a pé, até a Estação das Docas. Após a passagem da berlinda, que sempre emociona quem assiste à Trasladação, o governador Simão Jatene deixou sua mensagem a todos os católicos que celebram a fé em Nossa Senhora de Nazaré. “Aproveito o momento para pedir para que a mãe dos paraenses abençoe a todos nós e nos ajude a construir uma sociedade de paz, com mais fraternidade, mais amor e com esse espírito de união que contagia. Um feliz Círio pra todos”. Por volta de 23h20, a berlinda chegou a Catedral da Sé, no bairro da Cidade Velha. A imagem foi retirada da berlinda e levada até um tablado, montado em frente à igreja, onde foi celebrada a missa de encerramento da Trasladação.

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Fotos Alfredo Vasques, Beto Magalhães,Cláudio Santos, Cristino Martins, Eunice Pinto/ Ag. Pará, Márcio Santos, Ruth Costa, Valfredo Souza

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erca de quinhentas embarcações promoveram em mais de duas horas, um colorido especial nas águas da Baía do Guajará, em uma das mais belas homenagens à Nossa Senhora de Nazaré – a Romaria Fluvial, que saiu por volta de 9h30 da manhã de Icoaraci, depois de uma missa que marcou o encerramento da Romaria Rodoviária. Segundo a Capitania dos Portos, eram mais de 400 embarcações, (cerca de 500), acompanhando o Círio das Águas pelo rio que banha parte da capital paraense. Eram embarcações de todos os tamanhos muitas ornamentadas ecom homenagens a imagem peregrina, destacando a fé católica e a devoção mariana. Muitos devotos acompanhavam a romaria de lancha e moto aquática. A Romaria Fluvial encerrou por volta de 11 horas, na Escadinha do Cais do Porto, na Praça Pedro Teixeira. Lá, milhares de fiéis já aguardavam a chegada da padroeira dos paraenses para pedir bênçãos ou agradecer graças alcançadas.

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Assistindo a Romaria Fluvial da Fundação Curro Velho

A Imagem Peregrina foi conduzida pela corveta “Garnier Sampaio”, da Marinha.

Bela vista da Estação...

Emocionado, o prefeito Duciomar Costa disse que o momento de receber a Imagem da Virgem de Nazaré, tão importante e venerada pela população, é único

prefeito se aproximou do alambrado e ergueu o maior símbolo de fé dos paraenses para receber homenagens dos fiéis. Emocionado, o prefeito Duciomar Costa disse que o momento de receber a Imagem da Virgem de Nazaré, tão importante e venerada pela população, é único. ”Só tenho que agradecer. O sentimento é de dever

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Ao desembarcar, a imagem peregrina foi recepcionada com Honras de Chefe de Estado por um grupamento de Cadetes da Polícia Militar. Logo, depois, o prefeito de Belém, Duciomar Costa, recebeu a imagem de Nossa Senhora de Nazaré das mãos do Motor Forth 6,5 HP arcebispo metropolitano, Dom Alberto Tac/ Rabeta veira. Sob uma chuva de R$ pétalas de arosas, o 600,00 vista

Ia começar a Moto Romaria

cumprido. Aproveito também para pedir proteção, nesta hora de renovação e reflexão para todos os devotos”, afirmou. Ao devolver a Imagem ao arcebispo Dom Alberto Taveira, o prefeito Duciomar Costa recebeu a bênção final junto com toda a população presente e acompanhou a cerimônia de início da Moto Romaria, que reuniu mais de vinte mil pessoas na homenagem dos motociclistas à padroeira dos paraenses.

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Início da Moto romaria ainda na Praça Pedro Teixeira na Escadinha do Cais do Porto

Uma verdadeira multidão tomou conta das ruas na Moto Romaria …

Moto Romaria A

Fotos Cláudio Santos/ Ag. Pará, Márcio Santos

A imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré abençoa os fiéis na Motoromaria

Milhares de motociclistas em romaria

A Moto Romaria frente ao Banco do Brasil

pós a chegada da Romaria Fluvial, milhares de motociclistas acompanham em Moto romaria a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, em sua berlinda, desde a Praça Pedro Teixeira na Escadinha do Cais do Porto, até o Colégio Gentil Bittencourt. O percurso de aproximadamente 2,4 Km foi percorrido em 45 minutos. Durante o trajeto e na companhia dos motociclistas, os fiéis seguiam a romaria pelas ruas, também a pé e de bicicleta. Na Chegada, em frente do Colégio, foi dada a benção com a imagem e os motociclistas aceleravam os motores de suas motos em sinal de gratidão. Ao longo das avenidas Presidente Vargas e Nazaré, por onde a procissão passou, a concentração de pessoas era grande. Os turistas que estavam na cidade puderam sentir um pouco do que é o Círio. A Moto Romaria conta com a presença de batedores da Polícia Rodoviária Federal para a proteção do carro que conduz a Imagem de Nossa Senhora de Nazaré. A Federação de Motociclismo estima que cerca de 15 mil motos acompanharam a romaria deste ano. O vice-presidente da federação, Fernando Maia, falou da emoção em participar de mais uma romaria. “Esta procissão começou com 15 motos e hoje tem 15 mil, isso mostra o crescimento da fé e devoção a nossa mãezinha e tudo transcorrendo dentro do que foi programado”, disse Fernando.

Percurso

A romaria saiu da escadinha do Cais do Porto, na Estação das Docas, seguiu pela Presidente Vargas, indo direto para a avenida Nazaré, em direção ao Colégio Gentil Bittencourt.

Frente ao Colégio Gentil Bittencourt esperando a benção final 20

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A RJ na Av. Portugal

Romaria da Juventude

Fotos Eunice Pinto/ Ag. Pará; João Gomes

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erca de 60 mil jovens conduziram, numa caminhada de 4 horas, a imagem peregrina da Nossa Senhora de Nazaré e os símbolos da Jornada Mundial da Juventude da Catedral da Sé até à Basílica Santuário da padroeira, com animação e devoção. Essa multidão de jovens percorreu as ruas de Belém no fim da tarde do 3º sábado de outubro, para homenagear Nossa Senhora de Nazaré na 12ª Romaria da Juventude, com o tema “Jovens, sejais discípulos da cruz como Cerca de 60 mil pessoas caminharam junto com a imagem peregrina da padroeira, da Catedral Metropolitana de Belém até a Basílica

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Maria”. Acompanhados por um trio elétrico, eles caminharam junto com a imagem peregrina da padroeira, da Catedral Metropolitana de Belém até a Basílica Santuário de Nazaré, em um percurso de 4,5 quilômetros. Este ano, uma das novidades da procissão, foi a presença dos símbolos da JMJ – a Cruz Missionária e do Ícone de Nossa Senhora, na romaria, símbolos que estão percorrendo o país por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, que acontece em julho do próximo ano, no Rio de Janeiro. “Para nós, unir a romaria com a peregrinação dos sinais foi uma inspiração”, disse o arcebispo metropo-

litano de Belém, dom Alberto Taveira. Dom Alberto ressaltou que, para os católicos, os dois símbolos têm um significado especial. “O ícone de Nossa Senhora acompanha a grande Cruz, que foi dada pelo bem-aventurado João Paulo II à juventude do mundo. A cruz que hoje está conosco vem percorrendo os cinco continentes do mundo. No Brasil, ela passará por todas as dioceses. Por três dias estamos recebendo o símbolo que nos leva a viver com alegria a

A novidade da procissão, foi a presença da Cruz Missionária e do Ícone de Nossa Senhora na romaria

presença de Jesus”, explicou. Com o tema “Jovens, sejais discípulos da cruz com Maria”, a romaria atraiu a juventude de todas as paróquias da arquidiocese. A chuva que caiu no início da procissão, não desanimou os jovens, deixou-os mais animados. Muitos disputavam o espaço para carregar a Cruz da JMJ. O Ícone de Nossa Senhora foi conduzido no barco que é utilizado todos os anos para recolher as promessas dos peregrinos que participam do Círio de Nazaré. Para Diego Sales, 27, e Stefanie Sousa, 20, que participavam pela primeira vez, o momento simboliza a de união da juventude. “A arquidiocese tem diversas paróquias e é difícil conhecermos todos os grupos de jovens, mas aqui todo mundo está junto na fé, com a oportunidade de interagir”, comentou Diego. Pará+

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Círio das Crianças

O Cibório no Círio das Crianças

Fotos Eunice Pinto/ Ag. Pará, Márcio Santos

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A imagem da padroeira em seu cibório

Recolhendo as promessas

Carro dos anjos com os pequeninos devotos de Nossa Senhora de Nazaré

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Círio das Crianças.indd 22

s pequenos devotos de Nossa Senhora de Nazaré prestaram homenagem à padroeira, durante o Círio das Crianças. Cerca de 300 mil pessoas, entre crianças e adultos, segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Diretoria da Festa de Nazaré, conduziram a imagem peregrina de Nossa Senhora pelas ruas, em um percurso de menos de três quilômetros. A procissão começou às 8 horas, após missa celebrada pelo arcebispo metropolitano, dom Alberto Taveira, e seguiu pela avenida Nazaré, travessa Quatorze de Março, avenida Governador José Malcher e travessa Doutor Moraes, retornando para a avenida Nazaré, até a Praça Santuário. A presença de famílias inteiras marcou a procissão. O momento era a oportunidade de aproximar ainda mais os filhos da Igreja e da fé mariana. Apesar do da multidão de pessoas, a romaria é uma das mais curtas do Círio. Kléber Vieira, explicou que isto acontece porque o percurso é pensado na família. “Esse trajeto é protegido pelas sombras das mangueiras e é mais calmo, sem aperto. Por isso, costumo dizer, não só das crianças, mas essa é a romaria da família. É com muita felicidade que com o passar dos anos, cada vez mais, vemos isso. Não vem só a criança, vêm o avô,

Pequenos devotos de Nossa Senhora de Nazaré prestando homenagem à padroeira

O anjo do Brasil

Os tradicionais anjinhos...

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Não só das crianças, mas essa é a romaria da família…

Dom Alberto Taveira e as crianças

a avó, o pai, a mãe, irmãos”, destacou. Segundo Kléber Vieira, coordenador da diretoria do Círio, essa é a procissão oficial do Círio que mais cresce. “Ano passado fizemos uma previsão de 250 mil pessoas e concretizamos em 280 mil, conforme os números do Dieese. Acreditamos que cerca de 300 mil caminharam conosco nesse ano. Para nós da diretoria é um desafio porque ela cresce, mas o espaço físico continua o

mesmo”, comentou o diretor coordenador. A procissão, além do cibório, também teve quatro carros dos Anjos, conduzindo dezenas de crianças durante o percurso, e o carro do Brasil, que seguiu à frente da procissão. Este ano, a romaria teve a participação de crianças da catequese de diversas comunidades católicas do interior do Estado, como do município de Vigia, no nordeste do Estado.

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Encerramento da Quadra Nazarena Um público estimado em 70 mil pessoas compareceu a Praça Santuário

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Durante o show pirotécnico

Fotos Carlos Sodré/Ag. Pa

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tradicional missa de encerramento do Círio, que antes era campal, desta vez foi no interior da Basílica Santuário, pois havia ameaça de chuva. O Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, relembrou os 15 dias de devoção e expressão de fé à Rainha da Amazônia. Logo após, uma multidão estimada em 70 mil pessoas esperava a tradicional queima de fogos que marca o encerramento da Quadra Nazarena, no Centro Arquitetônico de Nazaré (CAN) / Praça Santuário. Iniciada as 22h30, a queima de fogos, trazidos de Matgo Grosso do Sul, instalados na 28ª Circunscrição de Serviço Militar, localizado na Travessa 14 de março, durou 12 minutos, com cerca de 1,5 toneladas de fogos de artifícios, com um pouco de menos www.paramais.com.br

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Uma bela queima de fogos no CAN marcou o encerramento da Quadra Nazarena 2012

barulho e mais apelo visual. A Diretoria do Círio 2012 explicou que recebeu as recomendações do MPE, para que não fossem utilizados fogos com barulho muito alto, principalmente próximos a árvore da espécie samaumeira por causa das aves ( periquitos) que habitam o local – fatalmente afetados pelas explosões dos fogos. Na concha acústica, no Círio Musical o cantor mineiro Eros Biondini fechou o evento para uma verdadeira multidão de católicos.

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A queima de fogos durou 15 minutos

No encerramento da 220ª edição do Círio de Nazaré, show de Eros no Círio Musical

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Recírio

No início do Recírio

Fotos Carlos Sodré/Ag. Pa

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missa do Recírio, celebrada por Dom Alberto Taveira, Arcebispo Metropolitano de Belém, começou por volta das 6 horas da manhã, logo após a cerimônia que reconduziu a imagem de Nossa Senhora de Nazaré ao Glória. Mais de 50 mil pessoas entre crianças, jovens, adultos e idosos estivam presentes na Praça Santuário. Enquanto isso, todos os objetos depositados pelos fiéis no altar monumento, na Praça Santuário, e no altar da própria Basílica foram queimados em um ritual que os católicos chamam de incineração das súplicas,

Guardas da Santa na tradicional foto nas escadarias do Gentil

Cléber Vieira na missa campal que marcou o encerramento das 11 procissões do Círio 2012

O Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira, celebrou a missa do Recírio 2012 26

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Balanço positivo

A imagem foi conduzida pelos próprios integrantes da diretoria da festividade

Para o arcebispo dom Alberto Taveira, o evento foi de fé, alegria e paz, contribuindo para a disseminação do espírito de convivência pacífica. Para o diretor da festividade, Kléber Vieira, a organização do Círio cumpriu seu papel e garantiu a execução do que foi planejado. Dom Alberto disse que os números cada vez maiores do Círio impressionam, mas não fazem com que os planos de expansão recuem porque a organização é grande. O que se tem, explicou, é a avaliação para que sejam feitos reparos aqui e acolá, nenhum deles de grande impacto. Uma das alterações que vem sendo feita aos poucos tenta organizar os promesseiros da corda para que ela não seja cortada durante a caminhada. “Este ano, tivemos cortada apenas uma das estações. É uma campanha de formação, de conscientização”, disse. Quanto aos resultados para a evangelização que se pode esperar do evento, ele disse que sempre existem. “Veja uma onda. Se você joga um objeto no lago, ele reproduz ondas mais fortes e mais brandas até chegar à margem. Temos pessoas que só vamos encontrar no Círio, não podemos desperdiçar”, comparou. O círio 2012 teve 39 horas de procissões, percorreu 131 quilômetros, custou R$ 2,6 milhões, registrou 1.968 ocorrências, envolveu 25,6 mil pessoas na organização e, somente nas romarias, arrastou 5,3 milhões de pessoas aos eventos.

que simboliza o envio dos agradecimentos e pedidos ao céu. Após a missa, uma pequena procissão foi realizada ao redor da Praça Santuário de Nazaré, rumo ao Colégio Gentil Bittencourt. O trajeto foi percorrido em apenas 20 minutos com a imagem sendo conduzida pelos próprios integrantes da diretoria da festividade. Ao longo do percurso, nas calçadas, mui-

tas homenagem, também nas janelas e sacadas de prédios e residências. Na chegada, o andor com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi recebido com palmas e gritos de “Viva Nossa Senhora”. A bênção final foi dada pelo arcebispo de Belém, dom Alberto Taveira. No Colégio Gentil, a santa permanece durante o restante do ano.

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Símbolos da Jornada Mundial

da Juventude no Pará

Fotos Ascom Paratur; João Gomes

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cruz da JMJ e o quadro com o ícone de Nossa Senhora foram recepcionados no Aeroporto Internacional de Belém, com uma cerimônia litúrgica que contou com a presença de sacerdotes, integrantes da comissão responsável pela JMJ, a coordenadora do Pro Paz, Izabela Jatene; o Superintendente do Aeroporto de Belém, Samuel Sales, e centenas de jovens. A cruz e o quadro percorrem o Brasil há alguns meses em preparação para a Jornada Mundial da Juventude que acontecerá na cidade do Rio de Janeiro (RJ) em julho do ano que vem. Do aeroporto a cruz e o quadro foram levados em carreata até o distrito de Icoaraci, onde foi celebrada uma missa na Paróquia São João Batista e Nossa Senhora das Graças, presidida pelo Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa. Durante a homilia, Dom Alberto incentivou os fiéis a olharem para a Cruz de Cristo e a participarem do sentimento de Jesus e, ao ler o texto inscrito na Cruz da JMJ, pediu que todos repetissem: “Só em Jesus Cristo morto e ressuscitado existe salvação e redenção”. Após a missa, a comitiva seguiu para a ilha de Cotijuba, na igreja de São Francisco de Assis. No retorno, foi feita uma visita ao Centro de Detenção Provisória de Icoaraci. Na Arquidiocese de Belém os símbolos

Saindo do Aeroporto, a cruz e o quadro foram levados em carreata até o distrito de Icoaraci Jovens com a cruz e o quadro com o ícone de Nossa Senhora

Durante a recepção no Aeroporto Internacional de Belém, na cerimônia litúrgica

A Cruz da JMJ e o ícone de Nossa Senhora, em Santarém, chegados da cidade de Óbidos

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Em Tucuruí, movimentando jovens da cidade e da região

Jovens percorem as ruas de Belém com a Cruz da JMJ

A Cruz da JMJ A cruz da JMJ na Romaria da Juventude

percorreram, acompanhadas por um grande número de jovens que cantavam e faziam orações, no abrigo de hansenianos João Paulo II, em Marituba; Hospital Metropolitano; escolas católicas, além de universidades e faculdades de Belém. Na Catedral de Belém, ocorreu um show católico e após a saída da Romaria da Juventude e do Bote Fé Belém (que prepara os jovens para a JMJ). A visita encerrou com uma missa na Praça Santuário de Nazaré, seguida por um grande show católico. Chegando à igreja de São Francisco de Assis

O Bote Fé - Belém, aconteceu simultaneamente com a Romaria da Juventude

Na Ilha de Cotijuba Após a Missa de abertura do Bote Fé Belém, o bispo auxiliar, Dom Teodoro Mendes, presidiu um momento de oração na Igreja São Francisco das Ilhas, templo construído pelos ex-detentos do presídio que existia na ilha. No local, o bispo ressaltou como a Virgem Maria sempre acompanhou Jesus e hoje também acompanha a todos os cristãos.

O ícone de Nossa Senhora

O ícone de Nossa Senhora www.paramais.com.br

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>>Em 2003, o Papa João Paulo II deu aos jovens um segundo símbolo de fé para ser levado pelo mundo, acompanhando a cruz da JMJ: o ícone de Nossa Senhora, “Salus Populi Romani”, uma cópia contemporânea de um antigo e sagrado ícone encontrado na primeira e maior basílica para Maria a Mãe de Deus, no Ocidente, Santa Maria Maior. “Hoje eu confio a vocês... o ícone de Maria. De agora em diante, ele vai acompanhar as Jornadas Mundiais da Juventude, junto com a cruz. Contemplem a sua Mãe! Ele será um sinal da presença materna de Maria próxima aos jovens que são chamados, como o apóstolo João, a acolhê-la em suas vidas” (Roma, 18ª Jornada Mundial da Juventude, 2003).

>>A cruz da JMJ ficou conhecida por diversos nomes: Cruz do Ano Santo, Cruz do Jubileu, Cruz da JMJ, Cruz Peregrina, e muitos a chamam de Cruz dos Jovens porque ela foi entregue pelo Papa João Paulo II aos jovens para que a levassem por todo o mundo, a todos os lugares e a todo tempo. A cruz de madeira de 3,8 metros foi construída e colocada como símbolo da fé católica, perto do altar principal na Basílica de São Pedro durante o Ano Santo da Redenção (Semana Santa de 1983 à Semana Santa de 1984). No final daquele ano, depois de fechar a Porta Santa, o Papa João Paulo II deu essa cruz como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade. Quem a recebeu, em nome de toda a juventude, foram os jovens do Centro Juvenil Internacional São Lourenço, em Roma. Estas foram as palavras do Papa naquela ocasião: “Meus queridos jovens, na conclusão do Ano Santo, eu confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção” (Sua Santidade João Paulo II, Roma, 22 de abril de 2004). Os jovens acolheram o desejo do Santo Padre. Desde 1984, a cruz da JMJ peregrinou pelo mundo, através da Europa, além da Cortina de Ferro, e para locais das Américas, Ásia, África e Austrália, estando presente em cada celebração internacional da Jornada Mundial da Juventude. Em 1994, a cruz começou um compromisso que, desde então, se tornou uma tradição: sua jornada anual pelas dioceses do país sede de cada JMJ internacional, como um meio de preparação espiritual para o grande evento. Pará+

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1º Lugar - Fé sem barreiras - Jairo Alexandre Oliveira Rodrigues

2º Lugar - Fé e Liberdade - Edinaldo Hungria da Costa

Libert’Art. Susipe premia internos em concurso de pinturas sobre o Círio de Nazaré

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Texto Camila Moraes Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Belém realizou na sede da Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), a cerimônia de premiação dos internos vencedores do concurso de pintura Libert´Art. A terceira edição do concurso teve como tema “Círio de Nazaré: A festa do Povo”. O concurso, que tem como finalidade resgatar a autoestima e despertar novos talentos entre os internos, teve 35 obras avaliadas que expressaram diversos momentos do Círio de Nazaré realizadas por detentos de 13 unidades prisionais do Estado, dentre elas: Presídio Estadual Metropolitano I e II, Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP), Centro de Recuperação do Coqueiro (CRC), Centro de Recuperação Penitenciário do Pará (CRPP I e II), Centro de Progressão Penitenciária de Belém (CPPB), Centro de Recuperação Especial Coronel Anastácio das Neves (Crecan), Colônia Agrícola Heleno Fragoso (CAHF), Centro de Reeducação Feminino (CRF), Centro Recuperação Regional de Tomé-Açu (CRRTA), Centro de Recuperação Regional de Bragança (CRRB) e Centro de Recuperação Regional de Capanema (CRRCAP). Para o superintendente da Susipe, An-

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Basílica de Nazaré, a corda, a berlinda, barcos, bandeiras e flores. Segundo a curadora Darcilene Costa, a terceira edição foi surpreendente. “Essa edição superou as expectativas dos avaliadores, a qualidade estética das obras surpreendeu a todos nós. E como novidade, a temática do Círio veio formar um grande mosaico, tanto que as obras se complementam uma com as outras por diferentes cenas”, esclareceu emocionada. Darcilene disse ainda que o interno vencedor se aperfeiçoou muito bem para retratar a temática. “O primeiro lugar ganhou por sua complexidade e simplicidade e ao mesmo tempo por expressar a fiel realidade do cárcere e o seu autoretraGanhador do 1º lugar, Jairo Alexandre Oliveira Rodrigues, recebeu seu prêmio de Dom Alberto to”, completou. A felicidade foi perceptível no rosto do vencedor que levou o 1º lugar com a dré Cunha, a inserção da fé através da arte obra “Fé Sem Barreiras”, Jairo Alexandre de ameniza o sentimento de estar preso. “Essa Oliveira Rodrigues, 36 anos, custodiado no atividade é significativa para os internos, Presidio Estadual Metropolitano I (PEM I), pois faz com que eles não percam a cone- que pela primeira vez participa de um conxão com a realidade por meio do trabalho curso de pintura e recebeu pela sua compoartístico. É um bálsamo que contribui para sição R$ 2,2 mil. A obra retratou a transcenfazer do cárcere um período menos sofrido”, dência da fé e permitiu ao autor expressar afirmou. Quem visitou a mostra durante os seu arrependimento através das lágrimas. dias 22 e 23 de outubro, no hall de entrada Ele disse que no momento da criação da da Susipe, pôde contemplar a emoção da fé, peça nem pensou em vitória, mas ficou surpor meio dos elementos iconográficos do preendido ao final com o resultado. O interno, que é custodiado da Susipe Círio de Nazaré como, fogos de artifícios, a www.paramais.com.br

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3º Lugar - Caminhando pela Fé Rosiel Silva Pimentel

4º Lugar - Virgem de todas as Raças - Acebias dos Santos

Jairo Alexandre com familiares

Darcilene Costa, a curadora do Libert’Art na cerimônia de premiação dos ivencedores

há 14 anos, diz que a premiação veio em um bom momento. “Vencer esse concurso me trouxe uma grande autoestima e ainda vai possibilitar uma ajuda financeira para minha família. Além disso, acredito que vai possibilitar para outros internos novas portas no mundo da arte”, afirmou Jairo. Edinaldo Costa ganhou em 2º lugar com a obra” Fé e Liberdade” e levou o prêmio de R$ 1 mil. A inspiração no cárcere trouxe uma obra mais delicada, com um estilo mais maternal. Entre os símbolos, a corda

foi um elemento visível que destacou tanta beleza durante a exposição. Familiares dos internos estiveram na cerimônia. A mãe Maria das Graças foi uma delas e não conteve a emoção ao prestigiar a obra do filho. “Estou muito feliz com a habilidade do Edinaldo, estou sempre acompanhando seu desenvolvimento e torço para que essa ausência não demore muito”, desejou. O terceiro colocado foi Isis Rosiel Silva Pimentel, da Colônia Agrícola Heleno Fragoso, que recebeu o prêmio de R$ 800,00, pela

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5º Lugar - Festa Paraense - Paulo Lobo Pinheiro

obra “Caminhando pela Fé”. O quarto e quinto ganhadores foram Acebias dos Santos, do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP), com a obra “Virgem de todas as raças” (R$ 500), e Paulo Lobo Pinheiro, do Presídio Estadual Metropolitano II (PEM II), com a obra “Festa Paraense” (R$ 200). Estiveram também presentes na cerimônia o coordenador da Pastoral Carcerária, Diácono Ademir Silva; o Juiz titular da 2ª Vara de Execução Penal, João Augusto de Oliveira Júnior e o Bispo de Blumenau (SC), José Negri.

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Exposição no TCE-PA Mais de 700 barquinhos de miriti encantaram o projeto“Canoas de Promesseiros 2012”

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s espelhos d´água do Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA) receberam pela primeira vez uma iluminação especial, durante a exposição “Canoas de Promesseiros 2012”. No total 700 barquinhos de miriti, produzidos pelos artesãos do município de Abaetetuba encantaram crianças, jovens e adultos que passaram pela frente do prédio, e também de servidores e conselheiros do TCE. A exposição durou cerca de vinte dias, e fez parte da programação do Círio 2012 da corte paraense de contas, que contou também com apresentações do coral, exposições de mantos de Nossa Senhora de Nazaré, além da visita da imagem peregrina de Nossa Senhora, ao TCE. O projeto “Canoas de Promesseiros” existe desde 2010 e surgiu após proposição do conselheiro Nelson Chaves. O objetivo foi retratar a cultura e homenagear Nossa Senhora de Nazaré, na época da festividade nazarena. “A idéia veio para fazer uma junção entre o Círio de Nazaré, a tradição das águas da região, que muitas vezes é o caminho para população e falar da cultura do Círio de Nazaré, mostrando um pouco da romaria fluvial, já que nossa região é cercada de água”, afirmou o conselheiro. Os barcos após a exposição são destinados à escolas públicas, através de oficinas de artesanato. “Também nessa proposição quisemos possibilitar a chance de algumas crianças receberem um brinquedo e conhecer o artesanato de miriti”, afirmou Nelson Chaves. “É um momento especial e o TCE-PA divulga um pouco da cultura do nosso Estado, através dessas exposições que retratam a tradição do Círio de Nazaré”, resumiu o presidente do tribunal, conselheiro Cipriano Sabino. O pequeno João Gama, de apenas 5 anos, se encantou com a quantidade de barquinhos de miriti que andavam pelos lagos do O projeto “Canoas de Promesseiros” existe desde 2010 e surgiu após proposição do conselheiro Nelson Chaves

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Exposição no TCE-PA.indd 32

Conselheiros, autoridades e público em geral apreciaram “Canos de Promesseiros 2012”

O Miriti O conselheiro Nelson Chaves propôs, que a bem sucedida exposição “ Canoa de Promesseiros” seja “adotada” pela Prefeitura de Belém, através de órgãos como a Belemtur ou o próprio gabinete do prefeito, de modo que em todas as praças e logradouros públicos onde houver espelhos d´água se instale a exposição que retrata, em miriti a romaria fluvial dos devotos de Nossa Senhora de Nazaré. “Não podemos descartar o aprendizado entre os jovens e adultos sobre outras variáveis da cadeia produtiva do talo de miriti, que culmina certamente em geografia econômica e humana”, finalizou o conselheiro Nelson Chaves. No total 700 barquinhos de miriti, produzidos pelos artesãos do município de Abaetetuba encantaram crianças, jovens e adultos que passaram pela frente do prédio do TCE

Os barcos após a exposição são destinados à escolas públicas, através de oficinas de artesanato

tribunal de contas. “Eu adorei os barcos. São lindos e todos coloridos”, falou João, que estava acompanhado da mãe, dona Franciane Gama. Ela ressaltou que o evento é interessante, entre outras coisas, porque também é um momento de socialização. “É um espaço que as pessoas vão passando e podem participar de uma parte da cultura paraense”, disse.

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Novos servidores tomam posse no TCE

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inte novos servidores aprovados no último concurso realizado pelo Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA), em agosto de 2012, foram empossados recentemente, no plenário Conselheiro Emílio Martins. A cerimônia foi conduzida pela diretora em exercício de Administração, Ana Maria Garcia. Também estiveram presentes a diretora do Recursos Humanos, Elieda Pessoa e a coordenadora da Escola de Contas Alberto Veloso (ECAV), Mariúcia Lacerda. Durante a solenidade os concursados receberam boas vindas em nome do presidente, conselheiro Cipriano Sabino, e assinaram os termos de posse. “ Estamos muito felizes de estar aqui. A caminhada foi longa, com esforços, dedicações e muito estudo. A partir de agora, a expectativa é trabalhar bastante, cumprir o papel do TCE de �iscalização das contas públicas e contribuir no controle externo e com a boa gestão do dinheiro público”, falou o servidor Thiago Cunha, bacharel em Direito, aprovado para o cargo de analista de controle externo. “Desde 1993 não existia concurso público para provimentos desses cargos de pessoal. Mas esse ano foi realizado com sucesso. Hoje é um momento muito importante. Esperamos que os novos servidores ajudem na construção de um TCE que sonhamos e que a sociedade necessita”, resumiu a diretora do DRH, Elyeda Pessoa. Ainda na cerimônia a coordenadora da ECAV, Mariúcia Lacerda, apresentou o Programa de Ambientação para os Novos Ser-

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Conselheiros e novos servidores concursados do TCE-PA

vidores, que acontece pela primeira vez na chegada de novos pro�issionais ao tribunal. Durante três meses serão oferecidas palestras, orientações e visitas a departamentos do órgão. “O programa conta com um grande calendário de atividades e tem como principal objetivo apresentar aos novos servidores a estrutura organizacional, o funcionamento, a missão, a visão e as diretrizes estratégicas do tribunal, assim como o conhecimento dos objetivos especí�icos relacionados aos contextos de trabalho”, ressaltou Mariúcia.

Visita

Após a posse, os vinte novos servidores, divididos em três equipes, puderam conhecer alguns departamentos do Na sessão Tribunal de Contas do Estado. plenária do A visita faz parte do conteúdo TCE das atividades do Programa de Ambientação, realizado pela ECAV. A programação segue até fevereiro de 2013. “Minha grande expectativa é realizar um ótimo trabalho, e como conseqüência, trazer melhoria na qualidade de vida da população, através do trabalho de �iscalização e orientação dos nossos juris-

dicionados”, disse a nova servidora Silaine Vendramin.

Novos servidores assistem primeira sessão plenária

Os novos servidores aprovados no concurso público realizado pelo TCE-PA, em agosto passado, participaram pela primeira vez de uma sessão plenária do tribunal. Os vinte concursados, que tomaram posse, assistiram as decisões do Pleno e foram parabenizados pelo presidente da corte, conselheiro Cipriano Sabino e pelos conselheiros Luis Cunha (vice-presidente), Nelson Chaves, Lourdes Lima e André Dias. “Fico feliz pela chegada dos novos servidores, pois todos serão importantes para o trabalho do TCE, pois vêm com novas ideias. Parabenizo pelo esforço e vitória de cada um”, resumiu o presidente. Novos servidores concursados assistiram a sessão plenária do TCE-PA

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Imagem de Nossa Senhora de Nazaré

no Palácio dos Despachos Fotos Fernando Nobre/ Ag. Pará

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O vice-governador Helenilson Pontes conduziu a imagem pelas dependências do Palácio dos Despachos A Virgem de Nazaré foi recebida com honras de Estado

Kleber Vieira, diretor coordenador da Festa de Nazaré, Helenilson Pontes, vice-governador e o Pe. Silvio Jacques, pároco da BasílicaSantuário de Nazaré 34

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Imagem de Nossa Senhora de Nazaré.indd 34

Imagem Peregrina da padroeira dos paraenses visitou os servidores públicos do Palácio dos Despachos, localizado na avenida Augusto Montenegro. O vice-governador Helenilson Pontes recebeu a imagem das mãos do padre Silvio Jacques, pároco da Basílica-Santuário de Nazaré e do diretor da Festa de Nazaré, Kleber Vieira. Os funcionários do Palácio saudaram a Virgem de Nazaré com pétalas de rosa e cânticos. A banda da Polícia Militar acompanhou o trajeto da imagem que percorreu as dependências da instituição. No salão de eventos o padre Sílvio Jacques conduziu uma pequena celebração que contou com a participação dos servidores e com o coral da Governadoria do Estado. “Nós pedimos a Nossa Senhora que abençoe as atividades realizadas pelos funcionários desta instituição. Que ela também ilumine e abençoe o nosso governo e sua administração para que todos possam fazer o melhor pela população do Pará”, disse o pároco. O vice-governador também deixou sua mensagem para os servidores e o povo do Pará. “Que a presença da Nossa Senhora de Nazaré seja a materialização daquilo que une os paraenses. Vamos pedir à virgem que nos ajude, nos abençoe e nos dê sabedoria. Que a fé do Círio se estenda durante o ano inteiro para que possamos cultivar o amor ao próximo e construímos juntos uma sociedade mais unida que promova fraternidade e paz”. Ao final da celebração, os servidores puderam chegar mais perto da imagem e tirar fotografias ao lado da santa.

Que a fé do Círio se estenda durante o ano inteiro para que possamos cultivar o amor ao próximo e construímos juntos uma sociedade mais unida que promova fraternidade e paz www.paramais.com.br

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Ciência e fé:

realidades paralelas Texto Marcelo Gleiser *

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o perene debate entre a ciência e a religião, algo que costuma irritar os cientistas, ao menos aqueles que se consideram ateus, é a insistência dos que têm fé em acreditar numa realidade paralela, inacessível à razão. Vejamos isso num diálogo fictício entre um cientista ateu e uma pessoa de fé bem versada nos avanços da ciência. Cientista: “Uma causa sobrenatural não faz sentido: se for sobrenatural, isto é, além dos limites do espaço e do tempo, das leis da natureza, do material, como podemos saber da sua existência? Afinal, o que existe tem de ser detectado. Caso contrário, essa existência é uma fabricação, uma fantasia. Pior ainda, se essa causa se manifestar naturalmente, através de Mas como explicar, por exemplo, o Universo como um todo…

uma ‘visão’ ou de um fenômeno qualquer, vira uma causa natural, que pode ser estudada pelos métodos da ciência. Ou seja, se algum deus existe, é impossível saber da sua existência de forma concreta. E não existe outra forma de saber”. Pessoa de fé: “A coisa não é assim tão simples, preto ou branco, existe ou não existe. Entendo que, dentro do método científico, algo precisa ser detectável para que Acreditar numa realidade paralela, inacessível à razão

se comprove que é real. Ninguém sabia da existência de Urano até sua detecção por William Herschel em 1781. Mas, antes da detecção, Urano existia ou não? Claro que sim, mesmo que não soubéssemos disso. A ciência não pode determinar com firmeza o que não existe, apenas o que existe”. Cientista: “Mas você não pode, não deveria, comparar Deus a um objeto celeste. Pelo que entendo, Sua existência não passa pelas leis da natureza. Se passasse, Deus seria um fenômeno natural e deixaria de ter essa transcendência de que vocês tanto gostam e que ajuda a crença. Se Deus se ‘esconde’ numa realidade paralela, jamais fará parte do cânone da ciência”. Pessoa de fé: “Sem dúvida, Deus jamais fará parte do cânone da ciência. Esse é o seu problema, tudo tem de ser parte desse cânone. E eu já não penso assim. Existem coisas que estão além da ciência,

coisas que a ciência não tem como e nem deveria tentar explicar. A ciência tem um método bastante claro de estudo, separando o objeto a ser estudado do todo. Esse método supõe que a separação pode ser feita. Isso funciona muito bem no laboratório, ou quando um astrônomo observa uma galáxia. Mas como explicar, por exemplo, o Universo como um todo, a questão da origem de tudo? Como olhar para o Universo como um objeto de estudo, se não podemos sair dele?”. Cientista: “Esse é o problema mais complicado, que os filósofos gostam de chamar de Primeira Causa, e os físicos, de ‘condições iniciais’. Verdade, temos sempre de supor um contexto para oferecer uma explicação. Não temos ainda uma lei que explique como selecionar uma condição inicial dentre as várias possíveis. Mas nem por isso devemos supor que a explicação é sobrenatural, obra de uma entidade que não podemos saber se existe. Que tipo de explicação é essa?”. Pessoa de fé: “Essa é a explicação pela fé, além da ciência”. Cientista: “Eu prefiro continuar tentando entender do meu jeito”. Pessoa de fé: “Boa sorte, que Deus te inspire”. Cientista: “Eu prefiro me inspirar sozinho mesmo”. (*) Professor de física e astronomia do Dartmouth College, em Hanover (EUA). É vencedor de dois prêmios Jabuti e autor, mais recentemente, de “Criação Imperfeita”.

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Pelas ruas da Cidade Velha

Auto do Círio A Fotos Alfredo Vasques, Beto Magalhães, Eliseu Dias/Ag. Pará, João Ramid, Márcio Matos, Myrian Bastos, Naná Aguiar O Auto do Círio, teatro encenado ao ar livre, caracterizando um Teatro de Rua

O lado profano do Círio de Nazaré

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Auto do Círio 2.indd 36

concentração para o início do Auto do Círio, começou às 17h, na Praça do Carmo, na Cidade Velha e nas ruas do Centro Histórico de Belém , para animar os festejos do Círio de Nazaré. Este ano, o evento trouxe o tema “O Corpo Humano dos Artistas de Nazaré”. Participando do cortejo alunos e professores da Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará, da Escola de Música da UFPA e, este ano, o Departamento de Artes, por meio do curso de Educação Artística da UFPA. Diversos artistas – Fafá de Belém, Lia Sophia, Grupo Folclórico Kuarup da Serra do Carajás, Orquestra de Violoncelistas da Amazônia, Carlos Gutierrez e Dominguinhos do Estácio - considerado o padrinho do Auto – se apresentaram em show’s para o público presente. Beto Benone, diretor do espetáculo, acre-

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Apresentação integra o lado profano do Círio de Nazaré

dita que a tradição possibilita o exercício da prática do ensino das artes através do teatro encenado ao ar livre. Ele conta ainda que o cortejo uniu artistas profissionais e amadores para as apresentações nos três palcos montados em frente à Igreja da Sé, à Igreja de Santo Alexandre e em frente PMB. O Auto do Círio são performances individuais e coletivas, que se juntam ao longo do cortejo, em um espetáculo coletivo, formando uma Òpera a céu aberto, digno representante da cultura paraense. É o carnaval devoto a Nossa Senhora levando uma emoção constante para quem dele participa. Na primeira parada em frente a Catedral da Sé, houve a apresentação do Grupo de Percussão de Câmara da Vale e a encenação do primeiro ato, que mostrou Nossa Senhora de Nazaré e Nossa Senhora Aparecida em uma performance cômica. A segunda parada, no palco armado em frente a Igreja de Santo Alexandre. Após o segundo ato teatral, a Orquestra de Violoncelistas da Amazônia impressionou tocando rock. Depois, já em cima do trio elétrico, a cantora Lia Sophia deu continuidade ao cortejo chamando todo mundo para cantar o seu sucesso “Ai menina”. A apoteose aconteceu na Praça Dom Pe-

As ruas da Cidade Velha foram o palco do Auto do Círio realizado por artistas de Belém

dro II, ao lado do Palácio Antônio Lemos, sede da prefeitura de Belém, quando todo o elenco envolvido no Auto do Círio subiu ao palco. No encerramento, casais de mestre sala e porta bandeira de várias agremiações carnavalescas de Belém, e o sambista Dominguinhos, comandaram um grande carnaval, acompanhado pela bateria da Escola de Samba Rancho Não Posso Me Amofiná. O músico prestou a sua homenagem a padro-

eira do Pará cantando enredos inspirados na festa de Nossa Senhora de Nazaré. Além de estudantes de artes cênicas da UFPA, o elenco do Auto do Círio deste ano também foi composto por voluntários, atores, e bailarinos da Companhia Moderno de Dança, Grupo Moderno em Cena, Grupo Iaça, Grupo de Dança do Sesc, Grupo Paráfolclorico do Sesc e baterias das escolas de samba Bole-Bole e Deixa Falar.

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31° Salão Arte Pará

Governador Simão Jatene faz a abertura do 31º Salão Arte Pará

Fotos Eliseu Dias/Ag. Pará

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governador Simão Jatene foi um dos convidados especiais do lançamento do Arte Pará 2012, nesta quinta-feira, 11, no Museu Histórico do Estado do Pará. Logo na chegada, o governador foi recebido pelos patrocinadores, diretores, curadores e artistas. O evento, que está na sua 31a edição, traz quatro espaços expositivos e 21 artistas selecionados para exposição, sendo quatro premiados. A intervenção artística “Impenetrabilidade”, do Grupo Empresa, de Goiânia, foi a grande vencedora. Segundo Rafael Atala, membro do grupo, esse trabalho é planejado desde 2009 e a ideia é mostrar corpos em confronto. “Eu acho que a gente vive diariamente esse confronto com o outro e isso se realiza de diversas formas. As imagens que as pessoas vão acompanhar são exatamente isso, corpos se confrontando. Acho que a Durante vernissage de abertura do Salão Arte Pará, no Museu Histórico de Arte do Pará

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todo o momento quando se discute com alguém, a ideia é que no fim de um discusão essas ideias se fundem. Pelo menos isso é o que se espera de um diálogo” explica Rafael. Os outros premiados foram os artistas Bia Medeiros (Brasília), Pedro Davi (Minas Gerais) e Alice Lara (Brasília). Segundo o curador Geral do Arte Pará, Paulo Herkenholf, o público poderá entender a verdadeira inquietação da arte contemporânea. Nós reunimos artistas de vários estados, além do Pará, de modo que quem estiver interessado na arte contemporânea e em entender os rumos da cultura visual tem aqui um momento bastante interessante. A arte contemporânea é conhecida, não por dar respostas, e sim por introduzir questões. “Ela introduz mais dúvidas do que soluções, assim como a nossa vida hoje” explica o curador. O presidente da Assembléia Legislativa do Pará e prefeito eleito de Ananindeua, Manoel Pioneiro, acredita que quando o poder público se une com a iniciativa privada o trabalho é realizado. “O governador Simão Jatene é um homem que presa por essa parceria e considera importante o poder público estar participando ativamente dessa realização. O Arte Pará como todos nós estamos vendo é a criatividade e a parceria onde o artista se realiza e automaticamente todos nós contemplamos a beleza da arte, como essas obras que estamos vendo aqui. É importante que o poder público esteja partici-

O governador Simão Jatene vendo a intervenção artística “Impenetrabilidade”, do Grupo Empresa, de Goiânia, a grande vencedora

pando do dia-a-dia dessa criação” ressalto o deputado. Diversas outras autoridades estiveram presentes na solenidade de abertura do Arte Pará, entre eles Osvaldo Luiz, membro do Ministério da Cultura; o diretor do Museu do Estado do Pará, Sérgio Melo, que representou o secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves; Vilson Schüber, diretor superintendente do Serviço de Apoio às Pequenas e Micro Empresas do Pará (SebraePA); Carlos Xavier, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa); coronel da Policia Militar Fernando Moura, chefe da Casa Militar da Governadoria do

Na abertura do Salão Arte Pará, no Museu Histórico de Arte do Pará

Simão Jatene com a presidente da Fundação Romulo Maiorana, Roberta Maiorana, e o Curador Paulo Herkenhoff

Estado do Pará; Gerson Peres, diretor regional do Sebrae Pará; e Joaquim Rosário, vicecônsul de Portugal.

O governador Simão Jatene com a presidente da Fundação Romulo Maiorana, Roberta Maiorana

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Alex Fiúza de Mello, titular da Secti, na abertura da Feira

V Feira Estadual de

Ciência, Tecnologia e Inovação

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Fotos Alessandra Serrão, Cláudio Santos e Eunice Pinto / Ag. Pará

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V Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, acontecida recentemente, no Campus de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Pará (UEPA), integrou a programação da Semana Nacional de Ciencia e Tecnologia, foi realizado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e Universidade do Estado do Pará (Uepa). O evento ofereceu uma variedade de oficinas e minicursos aos participantes do evento. Para quem se interessava pela arte de desenhar, uma Oficina de Desenho, foi ofertada pelo projeto Biizu, da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom). Na metodologia, foram dadas dicas sobre uso de luz 40

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V Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação.indd 40

e sombra, perspectiva e outros aspectos do desenho artístico. Felipe Braun conta que o Projeto Biizu visa incentivar a produção de mídia popular e comunitária. “Nós atuamos nos quatro cantos do estado. A gente passa mais de uma semana em comunidades ou escolas públicas daqui de Belém. Há todo um planejamento para que possamos abranger

todas as regiões do estado” conta. O projeto já atuou em mais de 30 municípios diferentes e já fez mais de 40 eventos de oficinas com oficinas de comunicação: desenho, rádio, jornal impresso, grafite, web, fotografia e áudio visual, com carga horária de 20h”. A transformação da energia mecânica em corrente elétrica, medida através de um mulwww.paramais.com.br

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Na abertura da V Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação

tímetro foi um dos experimentos apresentados pelo Planetário do Pará durante a Feira. O funcionamento do mecanismo utiliza-

do nas hidrelétricas (com a adição de um capacitor), foi explicado pelo estudante de do curso de licenciatura em Física da Universidade do Estado Pará (Uepa), Victor Takeshi, de 19 anos, que pela segunda vez participa da feira. “As pessoas vem até aqui com a curiosidade. A demonstração com o experimento é mais proveitoso do que uma aula normal. A curiosidade acaba gerando o Brincos helicônia em Ouro 18k e green golddiz o futuro professor. conhecimento”, Brinco de Chuva Belém em ouro 18k eteve rubi como tema nesta edição a A feira, Conjunto Helicônia (Brincos e Mandala) “Sustentabilidade, Economia Verde e Erem prata 925 e esmaltação radicação da Pobreza”, reunindo estandes Anel de formatura em com demonstrações científicas das princiouro 18k e gema natural Alianças em ouropais 18k instituições de ensino e pesquisa do estado. Diga que você leu na revista Réplicas de equipamentos antigos e ganhe 5% de desconto que revolucionaram a ciência também estão & D e s i g n Aqui a Jóia é Você! expostos como, por exemplo, a “Bobina de Tesla”, um transformador desenvolvido por Nikola Tesla, em 1885. Outro equipamento que também chamou atenção foi o primeiro modelo de telefone, lançado logo após o telégrafo. “A intenção é que os visitantes conheçam a origem do que hoje é um dos Polo Joalheiro - Loja 4 A- Praça Amazonas s/n Fone: (91) 3224-5781 Email: hscriacoes@gmail.com principais meios de comunicação, destacanBlog: hscriacoesjoia.blogspot.com do seu princípio físico”, explica Rodrigo Vaz, expositor do Museu de Tecnologia da UFPA. O Museu Paraense Emílio Goeldi também Marília Brasil Xavier, reitora da Uepa, deu início esteve na feira com a exposição “Amazônia ao VII Fórum de ensino, pesquisa, extensão e pós-graduação da Uepa desconhecida: o censo da diversidade”, na qual são apresentadas várias espécies de

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fauna e flora, recentemente descobertas na região amazônica, que foram descritas e catalogadas pelos pesquisadores do MPEG. Uma delas era o Pau Cravo, espécie de árvore cujo a casca e inflorescências tem sabor de cravo e aroma de canela. A pesquisa apresentada pelos pesquisadores do Museu Goeldi fazem parte do projeto “Censo da Diversidade”, no qual já foram identificadas mais de 12 espécies. Além da feira, o resultado dessas pesquisas será divulgado através da internet, na pagina do MPEG e publicações cientificas. Quem visitasse o estande podia conhecer um pouco mais da nossa fauna e flora, como, por exemplo, a rã “pimenta azul”, a perereca “papa ovo” e a “Maria Leque”, uma ave bastante exótica encontrada na nossa região, detalhou o estudante do ensino médio Pedro Henrique de Aviz, estagiário do Serviço de Educação do MPEG. Além das exposições e demonstração de experimentos, a feira oferecia também uma vasta programação cultural com música, literatura, fotografia e outras linguagens artísticas. Além de oficinas e minicursos, a Feira foi marcada por exposições em estandes de diversas instituições de ciência e tecnologia e por palestras e seminários com assuntos variados e abordando diferentes áreas do conhecimento, como Astronomia, Geofísica, Cinema, Ecologia, entre outros.

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Balanço O público este ano superou as expectativas. Mais de 12 mil pessoas visitaram a Feira, sendo que três mil e quinhentas participaram das oficinas e palestras ministradas ao longo dos três dias. Astronomia, arqueologia, ecologia, robótica, agrônomia, grafitagem e hip hop foram algumas das atrações da V Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação. Além das 27 escolas que foram por conta própria ao evento, a Secti apoiou outras 20 escolas públicas estaduais, por meio da contratação de quatro ônibus, que fizeram 16 viagens por dia. O esforço foi compensado pela satisfação dos estudantes e professores. Participaram da rede de parceiros o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG); as Universidades Federal do Pará (UFPA), Rural da Amazônia (UFRA) e da Amazônia (Unama); os Institutos Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), de Estudos Superiores da Amazônia (Iesam) e Evandro Chagas (IEC); a Empresa Brasileira de Pesquisa

Agropecuária (Embrapa Amazônia Oriental); as Secretarias de Estado de Educação (Seduc) e Comunicação (Secom); a Empresa de Processamento de Dados do Pará (Prodepa); a Fundação Amazônia Paraense; o Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp); o Parque

de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá); o Centro Universitário do Pará (Cesupa); o Museu Interativo Parque de Ciência; a Faculdade Ipiranga; e as Fundações Carlos Gomes, Curro Velho e de Telecomunicação do Pará (Funtelpa). O Museu Paraense Emílio Goeldi também esteve na feira com o tema Sustentabilidade, Economia Verde e Erradicação da Pobreza

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Nilza Maria

A iluminada soberana das cenas Fotos: Cristino Martins/Ag. Pará; Nilzecléia

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dramaturgia paraense teria sido bem menos talentosa caso o encanto dessa atriz não tivesse pisado nossos palcos. As cortinas de nossos teatros se sentiriam mais pesadas caso nunca tivessem se aberto para o vigor inesgotável dessa mulher. Os canhões de luz teriam sentido falta de se render ao brilho de suas atuações e até as ribaltas viveriam com a estranha sensação de que alguma fala deixara de ser interpretada. Mas ela cumpriu todas as sessões para as quais a história da arte do estado a escalou. Interpretou existências, dedicou sua existência à interpretação. Esteve nas coxias e no centro dos tablados em que se assistiu o desenvolvimento do rádio, da TV e do teatro paraense. Como toda boa pioneira, viveu e vive corajosamente os papeis centrais que o tempo tem escrito especialmente para sua veia emotiva.

Há ingressos para todos no teatro vida, mas hoje é melhor tomar logo assento na plateia. A atração que assistiremos está belamente em cartaz há várias décadas, numa perene temporada de sucesso. Caros espectadores, abram as almas para o drama, para a comédia e para o arrebatamento. Aplausos para um espetáculo chamado Nilza Maria. O roteiro da trajetória de Nilza Maria começou a ser ensaiado bem antes da década de 20. Os primeiros e principais atores de seu destino chamavam-se Cléia Alves Feitosa e Olimpio Alves Feitosa. Os filhos de Cléia e Olímpio foram muitos: 12. Destes, nove (seis homes e três mulheres) seguiriam pela vida. Aquela que seria mais tarde uma das maiores atrizes do Estado nasceu em 26 de julho de 1922. Como era dia de Santana, Cléia decide que o bebê se chamará Ana Maria, em homenagem a mãe de Nossa Senhora e à própria Virgem. Ao pai - como rezava o costume - coube a tarefa de ir ao cartório efetuar o registro da criança. No caminho, entretanto, a paixão de Olímpio pela arte o fez parar junto a banca de um jornaleiro. Seus olhos haviam recaído sobre um periódico, cuja manchete destacava uma famosa artista carioca chamada Nilza. Então, ele decide contrariar o desejo da esposa e rebatiza a filha com aquele nome pequeno, mas tão forte e expressivo. Nilza Alves Feitosa sempre viveu no boêmio e artístico bairro do Umarizal. Até os dez anos de idade, morou na Dom Romualdo de Seixas, esquina 44

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Nilza Maria, a iluminada soberana das cenas

com a Antônio Barreto. A casa tinha um extenso quintal, todo arborizado. O fato de na família predominarem os homens, fez com que os folguedos masculinos terminassem se impondo. Assim, os irmãos se divertiam jogando bola, brincando de Tarzan pelos galos. Era um período de abstrações e inocências. Sair para se divertir nas ruas era a coisa mais elementar. Todos os vizinhos se conheciam e se frequentavam. Não haviam perigo nas esquinas, somente estripulias, Nilza cresce neste afã, liberta. “As valas das ruas eram grandes”, ela conta, “As sarjetas não eram como são hoje. Os canos que levavam agua às moradias ficavam expostos. Uma de nossas brincadeiras prediletas era virar carambola nestes canos”. O folclórico também passeava por aquelas ruas livremente. Os olhos da menina logo se habituaram com as cores e a poesia dos cordões de pássaros e de boi. As toadas, o toque firme e melódico dos instrumentos populares foram cadenciando a arte dentro da pequena Nilza. Ela sequer sabia, mas o mesmo vento que fazia balançar os enfeites daqueles grupos soprava inspiração dentro de sua alma. O primeiro colégio em que Nilza estudou não ficava longe de sua casa. Sua formação educacional seria toda realizada na escola Dr. Freitas. O Umawww.paramais.com.br

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rizal parecia querer guarda-la só para si. Desdobrava-se em oferecer tudo para alimentar sua criação. Educava-a, preenchia-lhe o espírito com o cheiro dos umaris e de cultura. Não bastavam os cordões de pássaros e o boi que vinham ao seu encontro. Havia o Arraial de Nazaré, ali juntinho. “Meu pai era um homem que apreciava todo tipo de expressão artística. Na época do Círio, ele reunia os filhos e nos levava para os teatrinhos do Arraial de Nazaré. Eu ficava encantada com aquilo. Tínhamos O destino fez questão de torna-la pioneira

a chance de ver de perto artistas famosos como as irmãs Batista, o sambista Moreira da silva, a dupla Jararaca e Ratinho. Era fantástico”. Olimpio, por intuição ou pura sensibilidade, também incutiu em seus herdeiros o gosto pelo cinema. “É verdade que aqueles passeios interessavam mais às meninas que os menino. Mas ele não deixava de nos levar às matinês dos cinemas Nazaré, Moderno e Independência”. Em torno dos 13 anos, Nilza e a família mudam-se da D. Romualdo de Seixas para a 14 de Março, sempre no Umarizal. Terminado o curso primário, a jovem se matricula na Escola Prática de Comércio, dando início ao aprendizado que seria responsável pela carreira burocrática que exerceu por vários anos. Mas o artístico também não parava de se formar em seu espírito. Nilza logo faz amizade com uma jovem que morava próximo a seu novo endereço, moça que mais tarde ficaria conhecida como Mendara Mariani. “Sem ter a menor noção do que o futuro nos reservava, eu e Mendara costumávamos

brincar de teatro no porão da casa dela. Montávamos um palco e fazíamos de conta que éramos atrizes, interpretando papéis importantes, dançávamos e recitávamos poesias”. A dramaturgia certamente resolveu dar seu aprovo, transformando aquela diversão pueril em vocação. Os caminhos das duas amigas se afastariam temporariamente. Aos 15 anos, Mendara parte para o Rio de Janeiro e Nilza fica em Belém para seguir suas trilhas. Por algum tempo, a verve artística de Nilza adormece. Continua apenas recebendo influências sutis dos constantes passeios com o pai. Desta sorte, ela se dedica aos estudos das práticas comerciais. Destaca-se em sua turma, recebendo medalha de ouro por conta da habilidade como estenógrafa. Foi durante o conturbado período da Segunda Guerra Mundial que concluiu o curso, recebendo o diploma de técnica em contabilidade. O conflito internacional interfere na vida de todos. Com a sua não foi diferente. Nilza tinha um irmão, também formado em contabilidade, trabalhando na SNAPP ( hoje extinta). O rapaz é recrutado a servir junto as forças brasileiras na guerra e seu afastamento do órgão permiti a Nilza assumir sua vaga. Era um modo dramático de iniciar a vida profissional. Entregue a promissora carreira contábil, cada vez mais Nilza parece se afastar de qualquer possibilidade artística. Mas a vida e seu roteiro surpreendente traz ao palco cenas difíceis. Nilza perde alguns irmãos, abate-se fragiliza-se. O ano de 1950 chega trazendo mudanças delicadas e árduas. O corpo vigoroso da sempre ágil Nilza Feitosa parece mais sensível, menos intenso. Há algo errado com sua saúde. Os exames não a poupam de um preocupante diagnóstico: tuberculose. A doença para um nortista, naquela época, era quase como uma sentença cabal. O Pará estava muito distante dos centros onde havia chances de cura. O que fazer? Nilza prova ao destino que viera para ficar. Graças a um grande amigo, o jovem padre João Comarú de Araújo, surge-lhe uma providencial chance de tratamento. Comarú morava em São Paulo e conseguiu para Nilza vaga num sanatório religioso em Campos de

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Nilza Maria com o ator Thiago Losant

Jordão. “Aí, apareceu outro problema: como chegar lá? Minha família não tinha condições para pagar a passagem”. Só restava recorrer a FAB. Urgia sensibilizar os diretores do órgão a deixa-la ser transportada num de seus aviões. Caso contrário, a jovem morreria. Mas o caso não foi contrário. Nilza consegue permissão da FAB e viaja rumo a melhora. Pela primeira vez, afasta-se de seu querido bairro, de sua querida cidade, de seu querido Estado. A estada em Campos de Jordão seria decisiva para Nilza em vários aspectos. A mudança climática logo lhe proporcionaria a cura natural da tuberculose. Mesmo assim, ela permaneceu no centro paulista por um ano a fim de evitar uma recaída. Aquela difícil temporada de isolamento acabaria fazendo-a reencontrar o artístico. “As pessoas que viviam no sanatório eram muito melancólicas, muito tristes. Suas vidas se resumiam a esperar as cartas dos parentes. Eu não era daquele jeito. Havia uma inquietação dentro de mim”. Nilza se dedica a leitura dos livros que o amigo Comarú lhe emprestava. Qual um dedicado irmão, ele estava sempre visitando-a. “Eu li de tudo. Isso me impedia de fenecer. Estar internada ali era terrível. Vi morrer pessoas queridas”. Era necessário reverter aquele clima de penúria. Com a aprovação das freiras que tomavam conta do local, a paraense organiza apresentações teatrais, cantorias. Enfim, envolve os pacientes em atividades que lhes avivassem o gosto pela vida. Nilza sabia - porque os pais lhe haviam ensinado - que nada aviva mais o âmago que a arte. Refeita física e espiritualmente, a filha de Cléia e Olímpio Feitosa recebe alta. No florescer do ano de 1951, Nilza já estava de volta a Belém. De volta ao cargo na SNAPP, de volta a um novo endereço, agora próximo a praça Brasil (sempre no Umarizal). Uma revolução nos meios de comunicação do Pará está por acontecer. Corria o ano de 1953, quando Frederico Barata, proprietário dos Diários Associados, decide inaugurar uma rádio na capital. A meta não era criar uma estação qualquer, e sim um veículo que trouxesse novos tempos ao Estado. Para concretizar tal sonho, urgia recrutar um “cast” de profissionais que preenchesse os requisitos do projeto. Novos e competentes locutores, cantores, rádio-atores e rádio-atrizes. Sim, a ideia era trazer para a cidade uma atração que se disseminava com grande sucesso pelo país: as novelas de rádio. “O Milton Trindade, que havia sido meu professor na Escola Prática e se tornara gerente da Província do Pará me alertou que tinham abertas inscrições para trabalhar como atriz na rádio do Dr. Frederico Barata. Confesso que fui mas por diversão”. No teste, Nilza reencontra a amiga Mendara Mariani. Entre as 160 mulheres inscritas, as duas foram aprovadas. Finalmente Nilza e o condão da arte se unem. Era a estreia de uma jornada ininterrupta rumo ao sucesso. Num tempo em que ser artista era encarado com certa reserva, os pais da jovem atriz dão total incentivo a sua nova carreira. “Minha mãe era uma mulher doce e de uma generosidade absoluta. 46

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Nilza Maria gravando cenas da minissérie de TV Eva Faz de Conta

Nilza Maria com o cerimonialista Theles

Se percebia que estávamos fazendo algo que nos alegrava, simplesmente ela se tornava nossa maior aliada”. A Rádio Marajoara é inaugurada em 1954 e em pouco tempo cumpriria os planos de reestruturar a cena cultural paraense. Ela inicialmente adota o sobrenome Silvestre. Mas a escolha é pouco radiofônica. Então, surge o nome que a tornaria famosa. Aos 32 anos de idade, a arte passa a chama-la de Nilza Maria. Tempos depois, a homenagem à Virgem - intentada por Dona Cléia - se cumpre. “Embora aquele universo fosse novo, eu não tive dificuldade de me adaptar. Talvez porque sempre tenha existido dentro de mim uma vocação que queria explodir e crescer. Por outro lado, eu nunca fiz questão de ser a estrela, de ser a primeira”. Mas o destino fez questão de torna-la pioneira. Nilza Maria foi escalada para interpretar a primeira protagonista das novelas Nilza Maria no de rádio paraenses. A trama chamava-se “Denise”. A espetáculo “Ver de Ver-o-Peso” novela fez um sucesso incrível avassalador. Belém parava para ouvir os conflitos dos personagens. No último capítulo da história não se via viva alma pelas ruas. Em certos bairros, houve queda de energia e a comoção foi total. No dia seguinte, os atores tiveram de repetir a encenação. Por mais de dez anos, Nilza viveria a doce rotina de deixar o cansaço de lado para realizar seus sonhos. “Eu trabalhava na SNAPP das sete da manhã às seis da tarde. Passava em casa bem rápido e de lá ia correndo para a rádio”. Mas de uma década que serviu de grande escola para a artista. Ela teve a oportunidade de ler grandes autores e desenvolver a capacidade da interpretação imediata, já que as quase cem novelas em que atuou foram todas transmitidas ao vivo. Quando a Rádio Marajoara completou seu décimo ano de atividade, os ventos trouxeram outra reviravolta na área da comunicação no Estado. Frederico Barata funda em 1964 a TV Marajoara. O mundo mágico da pequena tela invade os lares de Belém, trazendo atrações inteiramente realizadas aqui. Os estúdios da estação, que ficavam na Av. Nazaré, são ampliados até a altura da Governador José Malcher. Quase um quarteirão para acolher os cenários e os bastidores do novo espaço destinado ao entretenimento local. Luxuosos programas de auditório, telejornais, atrações humorísticas e claro, novelas. Nilza Maria é impelida a aceitar uma instigante proposta: transpor as fronteiras da interpretação vocal e entregar sua imagem a arte cênica. “Na verdade, eu não imaginava fazer sucesso na televisão. A TV sempre foi imagem, tipo, caras. Mas fui me firmando nos papeis centrais e quando dei por mim tinha me solidificado também naquele outro veículo”. A TV Marajoara exibia durante a semana uma novela com cinco capítulos e, nos sábados, uma trama completa de uma hora. O programa se chamava “O Contador de Histórias” e sua primeira edição levou ao ar o drama “Elegia para uma velha”, de Péricles Leal. O autor era também o diretor da emissora e decidiu entregar a Nilza Maria o personagem “Dola”, que era o www.paramais.com.br

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papel principal. Assim, aquela que fora pioneira Nilza Maria em O critível. Eu agradecia a Deus o privilégio de estar Forasteiro no rádio, assumiu o significativo posto de primeira naquela casa”. Tal produção marcou época. Os ceprotagonista da Televisão paraense. A interpretanários, reproduzindo um átrio grego, eram monução presenteou a atriz com o Troféu Índio Carajá, mentais, com escadarias e colunas gigantescas. concedido aos artistas que mais se destacasse O figurino foi um capítulo a parte. “A figurinista durante a semana. veio do rio de janeiro a fim de criar os trajes. Para Nilza vai além em sua carreira. Descoajuda-la a se inspirar, encenamos a peça. Quando bre novas possibilidades, amadure, brilha. Sua me viu em cena interpretando a Rainha Écuba, ela força interpretativa ilustra não apenas as novelas achou curioso o fato de, mesmo com minha poumas inúmeros outros programas, como o especial ca estatura, eu conseguir fazer minha voz ecoar “Noite de Gala”. Assistindo-a nas plateias dapelo teatro”. A figurinista, por conseguinte, criou queles shows, o jovem Cacá Carvalho, encantado um traje que traduzisse a extensão da voz de Nilcom aqueles homens e mulheres. A arte cintilou za. “Era uma roupa imensa, com mangas e golas naquela época. Revelou grandes nomes, a exemplo do grupo Sayonara Show enormes. O salto do sapato tinha uns dez centímetros. Além disso, precisei Band. e Nilza esteve no centro desta ebulição, o que a permitiu consolidar sua usar uma coroa proeminente, ostensiva. No final, devo ter ficado uns quinze empatia com o público. Aqueles que tinham aprendido a admirar sua voz, ago- centímetros maior”. ra a reconheciam nas ruas, pediam-lhe autógrafos, festejavam-na “Quando eu Encerrada sua passagem pelo centro dirigido por Maria Sylvia Nunes, e outros atores íamos a um lugar público, tudo parava, o assédio era grande. Nilza se uniria ao ator Geraldo Sales e passaria a integrar o premiado grupo ExSe chegávamos a um banco, por exemplo, recebíamos tratamento vip. Era periência. Nesta companhia, a artista participaria de peças únicas: “A menina muito divertido”. do rio Guamá”, “O banquete dos mendigos” e a eterna Os chamados “enlatados” séries americanas “Verde Ver-o-Peso”. Na montagem do texto de Nelson Algumas das de grande destaque mundial) começam a tomar conta Rodrigues, “A senhora dos Afogados”, seria dirigida pelo da programação da TV Marajoara. A linha da emissora montagens em que menino que a assistia na plateia dos programas da TV começa a desvirtuar. Fenômeno similar vai se abatendo Marajoara, agora um prestigiado ator: Cacá Carvalho. Nilza atuou sobre a rádio. A era do ouro daqueles dois meios de coQuando todo seu roteiro parecia sido encenado, municação chega a seu fim. Neste ínterim, o diretor da Nilza Maria descobriu que, nas páginas de sua biografia, - Écuba; - Lágrimas do Amante Universidade Federal do Pará, José da Silveira, cria a no Sepulcro da Amada; - Os fuzis faltava uma vivência: a sétima arte. A lacuna foi preenEscola de Teatro da instituição, chamando Maria Sylvia da Senhora Carrara; - A Senhora chida. Graças a uma indicação do amigo Cacá, recebeu e Benedito Nunes para dirigi-la. Profissionais de renome o convite para vencer mais um desafio: interpretar uma dos Afogados; - A ameaça; nacional aceitam vir trabalhar em Belém a exemplo do velha louca no filme “Outras Histórias”, baseado na obra Quem te fez saber que estavas nu; - Verde Ver-o-Peso; - A diretor carioca Amir Haddad. Maria Sylvia, então, convide Guimarães Rosa e dirigido pelo jornalista Pedro Bial menina do Rio Guamá da Nilza a se matricular no curso. “Eu só entrei na se(veja box). gunda turma da Escola de teatro da UFPA. Passei quatro Rádio, TV, teatro e cinema. Todos os veículos anos estudando ali. Quando eu pensava que não tinha se renderam a sua insuperável habilidade de hipnomais nada para descobrir, deparei com o maravilhoso universo dos palcos”. tizar plateias. Sem dúvida, a dramaturgia paraense teria sido bem menos A ribalta aplaude a chegada de Nilza. Os tablados já não viam a hora talentosa caso o encanto dessa atriz não tivesse concordado em romper tode acolhe-la, de oferece-la a consagração. No final de cada ano do curso, os das as barreiras que o destino tenha lhe oferecido. A arte sempre soube que alunos tinham de apresentar um espetáculo. A primeira montagem da atriz é Nilza Maria caberia em qualquer cena, em qualquer interpretação do belo. o denso texto “Os fuzis da senhora Carrara”, uma experiência incisiva e trans- O público sempre soube que, diante deste furacão meigo e suas iluminadas formadora. Mesmo diante das dificuldades de adaptação àquela avassaladora atuações, só há um verbo a se conjugar: eu aplaudo, tu aplaudes... Todos linguagem, ela percebe que os teatros são sua segunda morada. aplaudimos! Nilza se forma na escola de interpretação e passa a integrar o elenco das principais montagens da história do teatro paraense. Com a tragédia grega (*) CARLOS CORREIA SANTOS é Poeta, dramaturgo, romancista << “Écuba”, pisa pela primeira vez no Teatro da Paz. “Foi uma emoção indes-

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da Mata Amazônica

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entrechoque de dois jabutis machos na mata de Fordlânia na região do rio Tapajós por causa da posse da jabota, fez uma barulheira assustaora que dizem serpeculiar desses quelônios, consiste num misto de fortes sopros (“fuuu, fuuu, fuuu,…”) com a zoeira recultante da batição das carcaças dos cascudos (“páááá, pááá, pááá, …”) e essa fuzarca perdura até o fim da peleja. O inconfundível urro da onça (“rrruuuu,rrruuu,rrruuu, …”) emitido principalmente nas noites de lua cheia quando o macho está a procura da fêmea, se acirra quando tem mais de um pretendente, aí, nessas situações, o alvoroço é ainda maior e aterrorinante para aqueles que eventualmente se encontram ás proxmidades dessas feras. É também durante o período noturno, só que na boca da noite ou bem de madrugadinha que o acauã pássaro que frequentemente ocupa áreas de capoeira e tem por hábito liberar ao amanhecer e na boca da noite o seu canto bem retinido, o “tão, tão, tão…”. Um guincho agudo e repetido na beirada ou mesmo dentro d’água, corresponde sem dúvida alguma, as sons emitidos pela lontra ou ariranha, quesão poucos parecidos e facilente identificados (“eeee, eeee, eeee, ….”). Quando em voo alto e rápido o guinchar das marrecas é bastante característico e fácil de reconhecimento, principalmente em noites de luar, correspondendo a um qui,qui,qui… Quando estão no alagado procurando comida, o guincho dessas marrecas soa um pouco diferente e de repetição. O gavião coré ou outros quando estão voando, mesmo em cima de Belém, emitem som parecido com um sopro do tipo fruu, fruuu, fruuu, …. A pepéua, serpente chamada comumente de cobra, apesar de não ser venenosa quando reage a qualquer agressão, às vezes dá um silvo agudo e rápido correspon-

O inconfundível urro da onça (“rrruuuu, rrruuu, rrruuu…”)

dendo a um “siiiu, siiiu, siiiu,…” O boto é outro, até mesmo inapropriadamente denominado boto rosa pelo famoso oceanógrafo francês Jacques Cousteau, emite assobio muito longo e repetido, semelhante a um som como “ fiiii, fiiii, fiiii, …” além de saltos frequentes para fora d’água. Informação colhida em um cemitério situado às proximidades de Brasília Legal, no município de Aveiro, na região do rio Tapajós, dá conta que no dia da iluminação (finados) o tajá panema, durante a noite apresenta um cantar triste, reconhecido pelo som “fooo, fooo, fooo, …., que segundo os ribeirinhos, significa falta de sorte e

fartura de azar. Bem pertinho de cachoeiras é possível escutar alguma coisa como o marulhar das águas identificado pelo som chiii, chiii, chiii, …, mas na realidade é a piracema que corresponde a grande quantidade de peixes que sobem o rio para desovar. Quando o pavãozinho do Pará canta na capoeira, a pequena ave faz lembrar um leve sopro do tipo fii,fii, fii… A informação seguinte vem do rio Autazes, no estado do Amazonas, e foi prestada pelo presidente local da SOPREN: ele dá conta que so a cobra grande faz calar um pequeno sapo conhecido como rapa-cuia, considerado um

Marrecas procurando comida

Jabutis de Fordlânia na região do rio Tapajós 48

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Um guincho agudo e repetido na beirada ou mesmo dentro d’água, sons emitidos pela lontra ou ariranha

cantar do mutum identificado no meio da floresta pelo som ruuu, ruuu, ruuu… Nesse caso, o cidadão pega um susto tremendo, que dizem por lá ser muito frequente. É muito comum em Belém do Pará, por exemplo, em

noite bem escura ouvir-se um cantar conhecido pelo som lúgubre do chamado rasga-mortalha, identificado pelo som urruiii, urruiii, urruuiii, …. Dizem que essa ave dá um azar danado para o sujeito que topa com ela e muita vezes sua presença coincide com a morte para algum morador da localidade. Até o jacaré no alagado faz uma falseta , dando um sopro de curta duração, repetido ou não, correspondendo ao som fruu, fruu, fruu … Informação colhida em Abaetetuba, dá conta que quando um jabuti morde o dedo de alguém, ele só solta quando a guariba urra na mata. O urro desse primata correspondendo ao som urruuu, urruuu, urruuu.. . Tenebroso e assustador é o som da marcha desordenada e crescente emitido pelas vara de caititus que se aventuram pelas terras tanto na localidade de Tartarugalzinho, no estado do Amapá e em Belterra, no Pará, correspondendo a um tapatatá, tapatatá, tapatatá … com isso, destruindo tudo o que veem pela frente, como puderam os autores observar. Lógico que a mata, ou melhor, os animais da mata que emitem muitos outros sons maravilhoso e exóticos, mas é praticamente impossível coletar a maior parte deles, a não ser se aventurando pelas áreas de matas que ainda restam. (**) Sopren. UFPA O pequeno sapo conhecido como rapa-cuia considerado um dos mais barulhentos notívagos dos igapós

O som “chiii, chiii, chiii, …”, é da piracema que corresponde a grande quantidade de peixes que sobem o rio para desovar

O boto emite assobio muito longo e repetido, semelhante a um som como “ fiii, fiii, fiii…”

dos mais barulhentos notívagos dos igapós que emite um som do tipo frruuu, frruuu, frruuu, ... Entre outras aves conhecidas do igapó por andar sobre a vitória-régia (Vitoria amazonica), a saracura dá a impressão de estar chamando alguém ou alguma coisa com o seguinte som: três potes, três potes, três potes… A pomba Galega ou pomba Santa Cruz quando canta na capoeira ou no capim alto emite um som tristonho do tipo ruum, ruum, ruum… que nos faz associar o sentimento da solidão à pequena ave. Uma ave bem pequenina que tem o interessante nome, chamada de seringueiro da mata, é bem baixinha e praticamente impossível de ser observada. Em duas ou três vezes, quando procuramos por esse passarinho na ilha escura (rebolada de mata),em ilhas próximas à casa grande da Fazanda Livramento, no Marajó, sequer o encontramos, mas conseguimos ouvir o seu cantar, correspondente a pequenos silvos como síiii, síiii, síiii, … Essa também colhida no rio Autazes no Estado do Amazonas: e o informante da conta que quando escuta o www.paramais.com.br

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Jacaré no alagado faz uma falceta , dando um sopro de curta duração que pode ser repetido ou não, com um som semelhante a “fruuu, fruuu, fruuu” Pará+

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Sweet Novembro Texto Rodrigo Barata

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hega novembro. Os dias começam a ficar cinza. As luzes do interior das casas se acendem pros fantasmas enxergarem novas sombras, pros cafés não passarem do ponto, pros quartos ficarem com aquele resto da noite e com o fiapo de sonho. Sempre quando os céus de Belém nascem em preto e branco, uma ou outra loja de departamento já anuncia o Jingle Bell na propaganda da tevê. O Natal paraense acabou de acabar depois de quinze dias de folia e reza, mas já se apruma no horizonte, o Natal de todo mundo. Bem, pode até nem ser de todo mundo, mas uma coisa é certa quando ele se apruma diante da gente e o ano começa a findar lá pelas bandas da memória: todo mundo inicia o balanço do ano que está acabando. Aqui, faço questão de elencar o balanço-2012, segundo alguns misteriosos entrevistados. A. S. não parou de roer as unhas em véspera de provas, fica ainda com aquele cheiro de baba no canto dos dedos. Não trocou a obturação feita há cinco anos, mas deixou de fumar mascando cravinhos-da-Índia e balas de anis. P. M. largou as drogas (tarefa que não consta da lista de promessas para 2012). Nem precisou internar, não, não, não! Apaixonou-se por um rapaz da Seicho-No-Iê e, começou, agora mesmo em novembro, a dar aulas de cânticos a garotas com déficit de audição numa instituição privada sustentada por socialaites paraenses. Ela pretendia se casar, costurou vestido de noiva e tudo, todavia não casou. Acasalou e anda chorando de emoção quando coça a estria adquirida da primeira gestação. E. J. não vestiu nem vermelho nem amarelo, no entanto alaranjou no dia do segundo turno. Num vai ter DAS prele nos próximos quatro anos. Já tem até planos pra 2013: mudar de cidade! K. L. descobriu que o filho é gay. Flagrou-o ouvindo David Bowye e se automaquiando com aquele raio no meio da cara. Me ligou

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consternado. Eu disse pô, teu filho tem um super bom gosto musical. Pra quê? Desligou o cel na minha cara sem antes dizer o óbvio: que não gerou filho homem pra ser veado. Bem, K. L. não está mais nem na minha lista de amigos, não estaria nem na de Schindler. M. J. disse-se realizada! Concretizou timtim por tim-tim tudo o que havia imposto a si para realizar em 2012. Só não entendo por que largou a namorada, aquela que até dia desses era o motivo de viver de M. J. Ah, enfim, há criaturas que, mesmo com a cara na sarjeta, dizem ser alguma inovadora terapia facial dermatologicamente anti... sei Passarinhos na janela no fim da tarde

Quando os céus de Belém nascem em preto e branco

lá... esses nunca ficam por baixo. Conheço aos montes. Eu, engraçado, frustrei-me em quase todas as minhas tentativas. Arrisquei-me ao usar a palavra melhor com uma certa poesia, conotação da purinha. Ela acabou sinônimo de crônica e virou mote desta espécie de narrativa trivial e célere, à qual nos lançamos nós, escritores, quando queremos de verdade pedir para o mundo parar, pois desejamos saltar no próximo ponto. Estas narrativas em que buscamos, como fotógrafos, uma centelha de eternidade. Aí, foi a derrocada minha diante da inoperância de uma lista. Dei pra sentir amizade crônica, até cum passarinho pontual na janela no fim da tarde! Amor crônico, bem, desse sofro, sofremos, e pasmem, endoidecemos por ele, como Florbela Espanca! Dor de cabeça crônica, ansiedade crônica, manias crônicas, até a coisa ficar toda crônica. Quando me atentei, vi que tinha uma dívida crônica para comigo. Rasguei minha lista daquilo(S) que deveria ter consertado em 2012... Volto ao computador, preciso acabar de ler Susan Sontag, ligar pro Dentista, assistir a mais Jarman, viver novembro e...

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