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Revista

Pará+ MAIO 2012

BELÉM-PARÁ

WWW.PARAMAIS.COM.BR

ISSN 16776968

EDIÇÃO 123

Editora Círios

R$ 8,00

PASSAPORTE PARÁ O PARÁ NA ASIA MARGARIDA SCHIVASAPPA CAPA.indd 1

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RE122

Preservar o meio ambiente é da nossa natureza

PENSE

VERDE

Alguns resultados de ações socioambientais realizadas pela Yamada:

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milhões de m2 de Floresta Amazônica

preservada nas Fazendas Yamada. 2

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44,4

milhões de Kw/h

economizados, suficientes para abastecer 296 mil casas por 30 dias.*

153,7

milhões de litros d’água

economizados, que poderiam abastecer mais de 8.500 casas por 30 dias.*

1.227

toneladas de CO2

deixaram de ser emitidas na natureza através das ações socioambientais.* www.paramais.com.br

*Dados de janeiro de 2004 a maio de 2012

Desde 1962, com a aquisição da Fazenda Tauaú, o Grupo Y.Yamada realiza diversas ações em prol do meio ambiente. Compromisso que hoje se destaca com a implantação de lojas sustentáveis - de 2004 até hoje já são 10 novas unidades com este formato, e o projeto Pense Verde, que já distribuiu 20.000 mudas de espécies amazônicas para os clientes Amigos da Natureza e que agora passa para sua terceira fase, com a distribuição de mais 10.000 novas árvores.

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O Brasil cresceu, com a garra do seu povo, com a esperança que está no ar e com a alegria de cada brasileiro, com soluções originais que abrem caminho para o futuro do planeta. Futuro onde produzir e preservar se integram. Hoje, o Brasil é respeitado porque inclui e

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Banco de imagens do Ministério do Turismo.

melhora a vida das pessoas e protege o meio ambiente.

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O Brasil reafirma, com orgulho, o compromisso com a sustentabilidade do seu desenvolvimento e defesa do meio ambiente. Rio+20: o grande encontro mundial do desenvolvimento sustentável, em busca de melhores caminhos para o crescimento econômico, com inclusão social e proteção ambiental. Rio+20: crescer, incluir, proteger. Para mais informações, acesse: www.rio20.gov.br. Participe.

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N E STA E D I Ç Ã O EDIÇÃO 123 - MAIO/2012

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Rio+20: O Futuro que Queremos

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Vidas em Companhia

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Paratur lança o “Passaporte Pará” para fortalecer o turismo interno fortalece relações

PUBLICAÇÃO

08 Comitiva paraense comerciais na Asia

16 Terruá Pará terá shows em São Paulo e no Rio de Janeiro

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Leitores no País decrescem e metade não lê

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ENTREVISTA José Priante. Presença em Brasília. Pensamento em Belém.

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Ananindeua tem a UPA 24h mais avançada do Pará

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

ÍNDICE DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Ana Flávia Mendes Sapucahy, Benigna Soares, Camillo Martins Vianna, Carlos Correia Santos, Danielle Ferreira, Dirk Keufmam, Gláucio Sapucahy, Julia Garcia Márcia Carvalho, Márcia Fernandes, Nicolau Ferreira, Sergio Pandolfo, Thiago Melo, Wanderson Curcino; FOTOGRAFIAS: Álvaro Grego e Jean Barbosa ( GECV Paratur), Antonio Silva, Cristino Martins, Eunice Pinto e Rodolfo Oliveira/Ag. Pará, Benigna Soares/ Ascom Paratur, Camila Lima/Ascom Funtelpa , Manoel Pantoja, Jefferson Severino (Abrajet Pará), João Ramid e Robson Kawasaki; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

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Círio Editora

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Brasil será sede do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2012

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Simples, porém genial

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40º Salão Internacional de Invenções, em Genebra, Suíça

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ISSN 1677

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Estação das Docas inspira Porto Novo de Recife

EDIÇÃO 123

R$ 8,00

30 O GP de Atletismo em Belém

TE PARÁ PASSAPOR A ASIA N Á R PA O PPA A SCHIVASA ID R A G R A M Estação das Docas. Foto Arquivo Paratur

Segredos do microcosmo Dia Mundial do MeioAmbiente e a Rio +20

44 Os acordes de uma dama que acordou a Amazônia

Portal Amazônia

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Rio+20: O Futuro que Queremos

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o próximo mês de junho, líderes mundiais irão se reunir no Rio de Janeiro, Brasil, para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, chamada Rio+20. Serão consideradas ações para alcançar um mundo mais sustentável – um mundo onde temos menos pobreza e uma melhor qualidade de vida, onde podemos desfrutar uma melhor segurança, e podemos lidar com os difíceis desafios como mudanças climáticas, rápida urbanização e uma crescente necessidade de recursos à expansão da população global. A Conferência procura realizar esses objetivos: • Estimulando ações que possam ajudar pessoas e países a seguir adiante rumo a uma economia mais verde que promoverá mais empregos, maior prosperidade, menos pobreza e a garantia de que viveremos em comunidades decentes e seguras. • Melhorando a forma como gerimos os desafios de desenvolvimento sustentável em um nível internacional.

A Agenda da Rio+20

A cerimônia de abertura de Alto Nível – com declarações do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e da presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, começará às 15h de 20 de junho, às 10h. Declarações de chefes de cada delegação de Governo e representantes da sociedade civil serão realizadas no plenário durante os três dias da Conferência. Quatro mesas-redondas de Alto Nível serão realizadas em paralelo às declarações no plenário principal, a partir das 16h30 do dia 20 de junho. Haverá dezenas de eventos especiais e reuniões oficiais que acontecem em paralelo à

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Conferência no Riocentro, incluindo um fórum de parceria e centros de aprendizagem, bem como eventos especiais. 13 a 15 de junho: Sessão de negociação final para a Rio+20 Representantes do governo realizarão uma terceira e última reunião preparatória antes da Rio+20 para concluir as negociações-chave sobre os acordos a serem adotados na Conferência. O acesso da imprensa é limitado, mas comunicados de imprensa serão enviados para atualizar o progresso das negociações.

Eventos Paralelos Oficiais

8 a 12 de junho: Encontro de jovens ‘Youth Blast’ 11 e 12 de junho: TEDxRio+20 Em parceria com a ONU, TEDxRio+20 irá reunir um vasto leque de

conhecimentos e ideias para nos ajudar a compreender e analisar a extensão do impacto humano no nosso planeta, e reconhecer e refinar nossa capacidade de construir uma nova realidade através do desenvolvimento sustentável. 11 a 15 de junho: Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável Este Fórum vai sediar discussões científicas interdisciplinares e o diálogo entre cientistas, formuladores de políticas públicas, ‘major groups’ e outras partes interessadas. 13 a 22 de junho: Rio Conventions Pavilion Convocada pelas Secretarias dos três acordos ambientais globais surgidos na Cúpula da Terra de 1992 – a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e a Convenção da ONU sobre Biodiversidade, juntamente com o ‘Global Environment Facility’ e outros parceiros – o Pavilion realizará um programa de duas semanas de eventos e atividades, apresentando uma exposição retrospectiva e mostrando a contribuição desses tratados para o desenvolvimento sustentável. Apresentações focarão em temas como oceanos, cidades, economia verde, gênero e desenvolvimento. 13 a 22 de junho: Global Town Hall (Encontro Global dos Municípios na Rio+20) Organizado pelo ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, o encontro abordará como “esverdear” a economia urbana e como os governos locais podem melhor contribuir para os objetivos de proteção dos bens comuns globais, bem como melhorar os sistemas de governança global e local. Pará+

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A comitiva foi recebida por Clodoaldo Huqueney, Embaixador do Brasil na China

Comitiva paraense fortalece relações comerciais na Asia >>

por Thiago Melo, Danielle Ferreira e Julia Garcia*

A

comitiva paraense que esteve na Ásia, participou de encontros importantes em Kuala Lampur, capital da Malásia. O grupo, liderado pelo vice-governador Helenilson Pontes, foi recebido pelo ministro de Plantações, Indústrias e Commodities da Malásia, Tan Sri Bernard Giluk, e pela embaixadora do Brasil naquele país, Maria Auxiliadora Figueiredo. Segundo o vice-governador, os encontros fortalecem ainda mais as relações técnico-científicas e comerciais entre os governos, garantindo apoios importantes para efetivar um acordo de cooperação para o desenvolvimento da indústria da palma no Pará. O encontro com o ministro, na opinião de Helenilson, abriu caminho para o Estado desenvolver um protocolo direto com o ministério das Plantações, para um acordo de cooperação ainda mais sólido com a Malásia. “Nós estivemos com o ministro e apresentamos todas as características do Pará no que diz respeito à agricultura e ao cultivo da palma, e os nossos planos para desenvolver ainda mais essas culturas. Ele ficou extremamente impressionado com

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A embaixadora do Brasil no país, Maria Auxiliadora Figueiredo, recebeu o vicegovernador Helenilson Pontes e o secretário Sidney Rosa

Fotos: Antônio Silva/Ag. Pará

o tamanho territorial do Estado e com o potencial que possuímos para aprofundarmos essa parceria”. Além de apoiar o Pará no desenvolvimento da plantação e da indústria da palma, que pode manufaturar uma série de produtos, entre eles o óleo, a Malásia quer criar com o Estado uma cooperação para o crescimento da indústria da Borracha em ambos os territórios. Os secretários de agricultura, Hildegardo Nunes, e de Indústria, Comércio e Mi-

A comitiva paraense, em Kuala Lampur, capital da Malásia

neração do Estado, David Leal, se reuniram com a agência malaia da Borracha para definir como se dará essa parceria. Outro encontro importante em Kuala Lampur foi com a embaixadora do Brasil na Malásia, Maria Auxiliadora. Helenilson afirmou que a embaixadora colocou o órgão à disposição do governo paraense para facilitar as relações com as instituições daquele país. “Tivemos um retorno muito bom da em-

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O grupo paraense foi recebido pelo ministro de Plantações, Indústrias e Commodities da Malásia, Tan Sri Bernard Giluk

baixadora, que nos recebeu e foi muito gentil, colocando a embaixada brasileira na Malásia à nossa disposição. Segundo ela, a embaixada irá colaborar para que o Estado consiga alcançar seus objetivos e parcerias”. A comitiva do governo paraense visitou também a agência governamental de desenvolvimento da indústria do óleo de palma e o conselho que fomenta a divulgação e a comercialização de

produtos derivados da palma naquele país. O encontro, segundo o vice-governador, reabriu o relacionamento comercial e técnico com a Malásia, que é o maior difusor de tecnologia de plantação e de beneficiamento da palma no mundo todo. Por este motivo, o país é um importante parceiro para o Estado alcançar a meta de ser um dos maiores produtores de palma do mundo nos próximos 10 anos.

Helenilson Pontes durante reunião com Choo Yuen May, diretora geral diretório de óleo de palma da Malásia

Pará negocia transferência de tecnologia da Malásia para produção de palma A comitiva paraense em missão na Ásia visitou em Kuala Lampur, capital da Malásia, a agência governamental de desenvolvimento da indústria do óleo de palma e o conselho que fomenta a divulgação e a comercialização de produtos derivados da palma naquele país.

Comitiva visita embaixador e indústria siderúrgica chinesa

Em Pequim, na China, a comitiva participou de três encontros para firmar parcerias e acordos de cooperação com empresas e indústrias locais. Lá visitaram a maior produtora de energia da China, especializada na geração de energia limpa. Exporta alta tecnologia

Na visita ao Conselho da Industria de Óleo de Palma na Malásia A missão paraense visitou a província de Shandong, onde foi recebida por autoridades locais

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Choo Yuen May, apresenta alguns dos produtos desenvolvidos no país ao vice-governador Helenilson Pontes

Em visita ao Conselho da Industria de Óleo de Palma na Malásia, recebido pelo presidente do conselho, Yusof Basiron

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Paixão de Cristo Vila dos Cabanos

Visitando a Sinosteel Equipment e Engineering, fabricante de máquinas de mineração do país

A comitiva paraense conheceu a estrutura e os projetos da gigante chinesa e a convidou para visitar o Pará

Encontro com a indústria de ferrovias CNR, que também pretende fazer acordos para investir em negócios no Pará

para todo o mundo, produzindo energias eólica e solar, além de biomassa. A comitiva paraense conheceu a estrutura e os projetos da gigante chinesa e a convidou para visitar o Pará. “Os dirigentes da empresa se mostram interessados em investir no Brasil, em especial no Pará. Será um grande parceiro de desenvolvimento para o Estado”, falou o vice-governador. Outro encontro importante, que poderá atrair mais investimentos para o Estado, foi com uma das maiores siderúrgicas do mundo, responsável pela exploração mineral em vários países e também por exportar maquinário para empresas mineradoras. “Nós apresentamos todo o potencial mineral do Pará, mostrando que temos interesse em criar parcerias de negócios com a siderúrgica. Eles são conhecidos como um dos maiores produtores de aço e também como os que fabricam os melhores maquinários para a indústria da mineração. Os empresários ficaram felizes pela nossa visita e disseram que têm planos em investir no nosso Estado. Vamos esperar uma visita da empresa no Pará”, afirmou Helenilson, destacando que a siderúrgica já possui uma sede no Brasil, sediada no Rio de Janeiro. Na capital chinesa, o grupo paraense participou de um coquetel oferecido pelo embaixador do Brasil, Clodoaldo Hugueney, na própria Embaixada. Assim como a embaixadora brasileira na Malásia, Maria Auxiliadora, Clodoaldo se propôs a colaborar com o Estado na captação de contatos para investimentos e parcerias tecnológicas e comerciais.

Visita à montadora de carros e indústria de ferrovias Conhecendo o pátio de montagem da Foton Motors, que ano passado encabeçou o mercado mundial com a produção de 700 mil unidades

Na Golden Shandong, empresa mineradora responsável por 15% do ouro comercializado na China 10

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A maior montadora de veículos leves do mundo pode ter uma fábrica no Pará. A proposta foi o motivo de reunião com os empresários da Foton Motors, empresa líder no ramo que pretende estender seus negócios no Brasil, em especial no Estado. Os empresários da líder automobilística - que ano passado encabeçou o mercado com a produção de 700 mil unidades -, já confirmaram visita ao Estado para avaliar a possibilidades do investimento. Outro encontro importante foi a visita à indústria de ferrovias chinesa Kikihar, em Beijing, uma das maiores fabricantes de vagões de transporte de carga do mundo. A multinacional já firmou acordo com a empresa Oyamota do Brasil para a fabricação vagões em Castanhal, nordeste paraense, com meta de exportação nacional. A comitiva também apresentou outros projetos relacionados a ferrovias, em especial, a Cuiabá- Santarém. A área de turismo também despertou o interesse dos empresários chineses, setor em que o governo local prioriza investimentos. “Nosso Estado é rico em recursos naturais e o governo Chinês já sinalizou visita técnica para avaliar e estudar os projetos nesse seguimento”, destacou Helenilson Pontes. www.paramais.com.br

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David Leal e Helenilson Pontes assinaram, com Zhang Guoliang, da Secretaria de Assuntos Exteriores, e Liu Hongwei, gerente de Importação de Inspur, um termo de compromisso

Empresas chinesas declaram interesse em investir no Pará A possibilidade de grandes empresas chinesas se instalarem no Pará foi o tema que norteou a visita da comitiva paraense à cidade de Jining, província de Shandong, na China. Na fábrica Sun Paper, especializada na fabricação de produtos de papel, que emprega mais de sete mil pessoas e tem uma capacidade anual de 1,5 milhões de metros por toneladas (m/t). “A empresa importa muita celulose do Brasil e nós aproveitamos e levamos para eles a sugestão para que eles conheçam o Pará e que possam, através de algum empreendimento, utilizar o eucalipto plantado em nosso estado”, afirmou o secretário especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção, Sidney Rosa. Segundo ele, os empresários demonstraram muito interesse em conhecer o estado na condição de possivelmente estudar a implantação de uma fábrica de celulose no Pará. O grupo paraense também visitou uma das maiores fabricantes de máquinas e utilitários agrícolas do mundo, onde a comitiva também conclamou os dirigentes a conhecerem o potencial econômico e industrial do Pará. “A resposta deles foi imediata e muito animadora. Eles nos afirmaram que pretendem montar uma fábrica no Brasil, nos próximos dois anos, e já agendaram uma visita ao nosso estado para que possam conhecer as nossas condições e ver se elas se correspondem ao que eles procuram”, explicou Sidney Rosa. A comitiva visitou também o “Templo de Confúcio”, em Qufu, província de Shandong, onde o vice-governador Helenilson Pontes foi homenageado como chefe de estado do Pará, recebendo das mãos do vice-prefeito de Jining, Zhang Ji-Mima, um painel que reproduz

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uma pintura ancestral que ornamenta, em tamanho natural, uma das salas da prefeitura local. Em seguida, o vice-prefeito ofereceu um banquete à comitiva paraense.

As últimas reuniões em território chinês

Em audiência com o Secretário Estadual de comércio, indústria, agricultura e mineração da Província de Shandong

diretores e técnicos da empresa. A comitiva também foi recebida pelo secretário estadual de Comércio, Indústria, Agricultura e Mineração da Província de Shandong, em uma reunião com secretários de Estado paraenses. No encontro, as autoridades trocaram experiências e estabeleceram compromisso de cooperação nas áreas de interesse comum entre os dois governos. Após a reunião de trabalho, a missão paraense foi recebida em audiência pela vice-governadora de Shandong, Wang Suilian, que reforçou o interesse de estreitar o relacionamento da Província com o Estado do Pará.

No último dia de reuniões da missão paraense na Ásia, a comitiva paraense foi recebida na empresa INSPUR, líder no setor de tecnologia da informação na China, sediada na província de Shandong. Durante a visita foi assinado um termo de compromisso entre o Governo do Pará e representantes da empresa, que permitirá a troca de informações e experiências técnicas. A INSPUR Perspectivas é a maior fabricante de servidores de rede naquele país. Produz hardwares, Segundo o deputado José Megale, softwares e soluções de informática líder do governo na Assembleia Legispara empresas em 26 países - inclusive lativa, a missão pelos países asiáticos da América do Sul (Venezuela e Colôm- (Malásia e China) demonstrou alterbia) - e também para o governo chinês. nativas e possibilidades vantajosas de Os dirigentes demonstraram interesse investimentos futuros, além de exceem expandir os negócios para o merca- lentes perspectivas de geração de emdo brasileiro. prego e renda no Estado. “As vantagens A primeira visita do dia foi à Side- competitivas do Pará deram início a um rúrgica Jinang, uma das maiores do relacionamento com as grandes emprepaís, também instalada em Shandong. sas chinesas, o que, com toda a certeza, A comitiva participou de uma reunião irá gerar bons frutos para o Estado”, com o diretor geral da empresa, que afirmou o parlamentar. recebeu convite do governo paraense a (*) Secom << conhecer o parque de minérios do Estado. Outro encontro importante aconteceu na Golden Shandong, empresa mineradora responsável por 15% do ouro comercializado na China. A empresa, que administra minas em vários países, é outra forte candidata a investir no Pará. O Governo do estado se comprometeu a enviar um relatório da situação mineral paraense Na audiência com a vicee, em contra partida, a Golden governadora de Shandong, Shandong enviará ao Estado Sra. Wang Suilian Pará+

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Vidas em Companhia >>

por Ana Flávia Mendes Sapucahy1 e Gláucio Sapucahy2

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ramos dois jovens professores sonhadores quando encontramos em nosso percurso um grupo de adolescentes que, assim como nós, desejavam construir diferentes caminhos e sentidos para suas vidas. O ponto de encontro foi uma sala de dança em uma das mais renomadas instituições de ensino de Belém do Pará, o Colégio Moderno. Sob as bençãos da educadora Marlene Vianna, os meninos e meninas deixaram a escola e ingressam no ambiente universitário, mas escolheram continuar a dividir conosco seus anseios, frustrações e realizações. Naquele momento, nossos devaneios de casal passaram a se multiplicar e o que antes soava como um simples dueto, passou a ecoar como a voz de um pequeno coletivo. Movidos pela inquietação, ousadia e destemor próprios da juventude e encorajados pela professora Marlene, embarcamos em uma aventura em busca do desconhecido. Juntos queríamos algo que, até certo ponto de maneira ingênua, acreditávamos ser grande ou,

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Fotos: Manoel Pantoja

pelo menos, maior do que as já conhecidas experiências vividas em torno do que se entendia como arte. Assim surgiu a Companhia Moderno de Dança, que completa dez anos de atividades em 2012 e que, mais que um projeto estético de dança, acabou se tornando, para os seus integrantes, um projeto de vida. Ao longo de uma década, a Companhia agregou um conjunto de pessoas com saberes muito diferentes entre si. Entre os alunos fundadores, alguns atuam como integrantes até hoje, como é o caso de Luiza Monteiro, dançarina e professora de dança, Feliciano Marques, dançarino e educador físico, Ercy Souza, dançarino e bacharel em direito, Nelly Brito, dançarina e psicóloga, Danielly Vasconcellos, dançarina e educadora física e Wanderlon Cruz, dançarino e arquiteto. Hoje o grupo possui formação bastante diversificada, abarcando, a exemplo dos precursores, outros dançarinos atuantes em áreas de conhecimento distintas. Entre eles estão: Aline Maués (estudante de psicologia), Andreza Bar-

roso (educadora física), Bruna Cruz (estudante de psicologia), Christian Perrotta (estudante de música), Daiane Gasparetto (estudante de psicologia), Deborah Lago (estudante de dança), Luiz Henrique Santana (estudante de psicologia) e Luiz Thomaz Sarmento (professor de dança e estudante de jornalismo). Soma-se ao grupo o arquiteto e cenógrafo Tarik Coelho, atuante na Companhia como produtor técnico, cenógrafo e iluminador. A interdependência Dança-Vida é um de nossos traços marcantes. Encontramos na Companhia um dos mais relevantes referenciais para o desenvolvimento de nossas atividades acadêmicas, empregatícias e familiares. Da mesma forma, a Companhia é um dos principais focos de aplicação de conceitos e teorias estudados e discutidos por nós em nossos ambientes de formação e atuação profissional, como também é o lugar em que exercitamos valores e princípios implementados em nossas famílias. Com base nas relações entre a dança e a vida temos procurado contribuir para o cenário artístico e pedagógico das artes em Belém de diferentes mawww.paramais.com.br

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Estação das Docas Cenas do espetáculo Lírica Morada

neiras, seja dançando, pesquisando ou escrevendo, seja pelas criações cênicas que realizamos ou por nossas proposições teóricas. Como reflexos de nossa trajetória destacamos os espetáculos “Metrópole”, “Não-Dito”, “Avesso”, “Antropozô”, “Reforma”, “Serpentinas e Poesia” e “Lírica Morada”. Somam-se aos espetáculos um conjunto de 40 experimentos cênicos constituintes de nosso chamado “Repertório Paralelo”. A partir de pesquisas em torno de questões ligadas aos contextos local e universal da cultura paraense, amazônica e brasileira, a Companhia passou a assumir sua poética cênica como efeito do corpo dançante e seus agenciamentos. Nesta perspectiva, lançamonos na investigação da singularidade no múltiplo e da multiplicidade no singular, compreendendo o corpo como imanência e desvelando, em nosso fazer, o que chamamos de “dança imanente”. Nem só de espetáculos, porém, vive a Companhia Moderno de Dança. Alicerçados nas premissas da dança imanente, inicialmente constiuída enquanto poética cênica e hoje investigada como epistemologia, isto é, como teoria do conhecimento em dança, construímos uma filosofia de vida, aplicada em nossos projetos paralelos e em nosso cotidiano. Como exemplo destacamos a criação, o desenvolvimento e a manutenção do Projeto Social Aluno Bailarino Cidadão, do Grupo de Dança Moderno em Cena, do Grupo Coreográfico do Colégio Moderno e das turmas de iniciação em dança do Colégio Moderno, que www.paramais.com.br

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são gerenciadas pela Companhia. Estas são algumas de nossas ações voltadas para crianças e jovens, com a pretensão de oportunizar aos mesmos a experiência de viver em companhia da dança. Trabalhamos arduamente o ano inteiro, há dez anos. Entre aulas, ensaios, espetáculos e outras atividades, percorremos uma trilha de muito suor, viagens pelo Brasil e interior do Pará, conquistas de prêmios, construções e reformas de espaços de ensaio, defesas de trabalhos de graduação, especialização, mestrado e doutorado, publicação de uma coletânea bibliográfica e, ainda, a realização anual do Festival Escolar de Dança do Pará, que abrange a montagem do Espaço Cênico Moderno, uma espécie de teatro móvel projetado pela própria Companhia especialmente para este evento. Em meio às múltiplas funções por nós exercidas, percebemo-nos diante da almejada grandiosidade que desejávamos vivenciar nas experiências artísticas sobre as quais nos lançamos nos primeiros passos de nossa caminhada. Ao comemorar a primeira década do encontro que redirecionou nossas trajetórias, verificamos, nas sutilezas da memória, o esforço empreendido por cada um dos integrantes da Companhia Moderno de Dança em sua rotina diária. Em cada gesto relembrado, um apanhado de sensações, acontecimentos, sonhos... Na síntese de movimentos coreografados, os dez anos de uma companhia de dança paraense que, desde sua formação, não se limita simples-

mente a dançar, mas faz da dança uma das suas principais fontes de energia para todas as esferas da vida. Tal constatação, longe de ser mera vaidade é, na verdade, a alegria de ver um pequeno embrião em franco e saudável desenvolvimento. O que aparentemente teve início como ímpeto de um reduzido grupo de jovens que aspiravam ser artistas, tornou-se um sonho coletivo cheio de vigor, comprometimento e responsabilidades. Hoje somos muitos e conseguimos vislumbrar o futuro nos desdobramentos de nosso projeto estético e pedagógico, que já revela traços de um planejamento ético e político potencialmente transformador de realidades que talvez as nossas próprias realidades desconheçam. Somos bem mais que dois professores e sua meia dúzia de alunos. Não somos eu, tu, ele, mas nós, vós, eles. Somos UM corpo PLURAL de múltiplas vozes que ecoam a polifonia do movimento que é a nossa própria existência.

(*) 1Mestra e Doutora em Artes Cênicas, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Pará e diretora artística da Companhia Moderno de Dança. 2 Licenciado em Educação Física, professor e coordenador pedagógico do Depto. de Educação Física do Colégio Moderno e diretor executivo da Companhia Moderno de Dança Pará+

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Paratur lança o “Passaporte Pará” para fortalecer o turismo interno

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ma parceria entre a Companhia Paraense de Turismo (Paratur), Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) e a RDC Férias coloca no mercado o “Passaporte Pará”, programa idealizado na Diretoria de Fomento da Paratur, que visa o desenvolvimento do turismo interno no estado do Pará, possibilitando facilidades para viagens, especialmente nos períodos de baixa estação. A iniciativa vai adequar os serviços do trade local para o incremento geral do turismo. “A essência é fazer com que o paraense conheça o Pará. Mas esperamos que a gente consiga com o programa

Fotos: Benigna Soares/Ascom Paratur

vender também o Pará ao turista externo”, disse Rose Larrat, presidente da Abav, na sede da entidade, em reunião com a presidente da Paratur, Socorro Costa. Rose explicou que os agentes de viagens vão receber uma senha e um login que facilitará a oferta dos produtos turísticos. “Trata-se de uma excelente oportunidade que o Governo do Estado dá através da Paratur para um mercado que está se modificando e crescendo. Temos que aproveitar isso e converter em desenvolvimento”, afirmou Rose. Na ocasião, a equipe de marketing da Paratur e diretoria da Abav trataram de outros assuntos, como investimento em qualificação do setor, aproximação

das companhias aéreas e a Feira Internacional de Turismo da Amazônia (Fita 2012), que será realizada de 21 a 24 de junho, no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento trará ao Pará 600 agentes de viagens, operadores de turismo e realizadores de grandes eventos.

Financiamento

O Passaporte Pará conta com a parceria, também, de instituições bancárias, que entram com facilidades de crédito para financiar tanto investimentos da iniciativa privada que ofereçam produtos e serviços turísticos, quanto dos

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Francisco Rocha, diretor da Abav, Rose Larrat, presidente da Abav, Socorro Costa, presidente da Paratur e Jacqueline Alves 14

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Paratur lança o “Passaporte Pará”.indd 14

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turistas que desejam comprar os pacotes a preços mais acessíveis e parcelados. Entre os bancos que aderiram ao programa estão o Banco da Amazônia, o Banco do Estado do Pará (Banpará) e Caixa Econômica Federal. Socorro Costa, presidente da Paratur, explica que a iniciativa insere-se no “Ver-o-Pará” - Plano Estratégico de Turismo do Pará, que visa a promoção do turismo paraense nos mercados regional, nacional e internacional, utilizando ferramentas de inteligência e o desenvolvimento de novos produtos turísticos e fortalecimento dos produtos turísticos atuais, tendo como principais produtos os relacionados à cultura e natureza. Ela adianta que a oferta de pacotes turísticos do Passaporte Pará coincidirá com investimentos na qualificação da mão de obra. “Em paralelo a essa oferta, dando continuidade às estratégias deixadas pelo secretário de turismo Adenauer Góes, a Paratur e a Setur (Secretaria de Estado de Turismo) vão executar o Programa Estadual de Qualificação Profissional, cuja meta é qualificar mais de 10.500 pessoas que atuam direta e indiretamente no setor de turismo em 60 municípios paraenses, distribuídos em seis polos turísticos: Belém, Marajó, Tapajós, Amazônia Atlântica, Araguaia Tocantins e Xingu”. Socorro Costa lembra, ainda, que a meta de fluxo turístico no Pará em 2012 é superior a 850 mil pessoas e o Passaporte Pará, assim como a Fita, são estratégias para o cumprimento dessa meta. A apresentação do Passaporte Pará aos agentes de viagens aconteceu na sede da Abav em Belém, na última sexta-feira, dia 5, pela diretora de Fomento da Paratur, Liliane Obando. Liliane escla-

de implantação de políticas. públicas por parte do Governo do Estado que visam o desenvolvimento dessas localidades.

Regras

receu sobre os detalhes da implantação da primeira etapa do programa, que deve contemplar inicialmente roteiros que já são ofertados em sete municípios eleitos como prioritários. Belém (com foco no distrito de Mosqueiro), Soure e Salvaterra, Salinópolis, Bragança, Tracuateua e Marapanim serão os primeiros a receber as ações. Os outros municípios devem ser incluídos ao longo da execução do programa. A justificativa para a escolha desses municípios levou em consideração a préexistência de produtos que incluem esses roteiros, as facilidades de acesso e infraestrutura, além da possibilidade >> O programa “Passaporte Pará”, deverá oferecer aos turistas internos e externos a possibilidade de viajar pelo Estado com pacotes financiados por três bancos parceiros: Banpará, Banco da Amazônia e Caixa Econômica Federal. Inicialmente os destinos envolverão sete municípios: Belém (com foco no distrito de Mosqueiro), Soure, Salvaterra, Salinópolis, Bragança, Tracuateua e Marapanim.

Somente poderão participar do programa Passaporte Pará as agências associadas à Abav. Os representantes das empresas interessadas deverão apresentar propostas de roteiros turísticos que já operam nos locais indicados, e depois de aprovados pela Abav serão disponibilizados em um site para divulgação e venda. “Qualquer pessoa poderá comprar esses pacotes, inclusive com desconto, que depende da parceria do Banco da Amazônia”, afirma Silmara Resque, Gerente de Negócios da Diretoria de Fomento da Paratur. O programa passou por cerca de um ano de planejamento em reuniões entre os parceiros que avaliaram cada detalhe antes da sua aprovação. Alberto Tousant, representande da RDC Férias, informou que o ponto principal do programa será o oferecimento de uma espécie de pré-pago de viagem. “Ele será oferecido pelos bancos parceiros aos funcionários, clientes e o público em geral para utilização nos produtos oferecidos. Nosso interesse é reduzir custos e aumentar as vendas”, explicou. O lançamento oficial do Programa Passaporte Pará será feito dia 22 de junho, no Hangar, durante a Feira Internacional de Turismo da Amazônia (Fita). Até essa data 75 agências, entre filiadas e associadas na Abrav Pará deverão indicar seus produtos, que serão cuidadosamente avaliados in loco pelos parceiros do programa para depois serem disponibilizados.

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Paratur lança o “Passaporte Pará”.indd 15

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Ano passado, no Píer da Casa das Onze Janelas, Gaby Amarantos com Lia Sophia e Luê Soares. Além da edição especial no Rio e em São Paulo, o Terruá Pará Prime também terá apresentações internacionais

Terruá Pará terá shows em São Paulo e no Rio de Janeiro

O >>

por Márcia Carvalho*

Terruá Pará está de volta. O show, que deu enorme visibilidade à música paraense, sendo indicado ao Prêmio Bravo! de Cultura, terá uma versão especial em 2012, reunindo artistas das duas edições anteriores. O Terruá Pará será apresentado em São Paulo e no Rio de Janeiro, entre o final de junho e o início de julho, e terá ainda uma edição internacional, em outubro, na Espanha. O anúncio foi feito dia 19 p.p, pelo secretário de Comunicação do Estado, Ney Messias Jr., idealizador do projeto, e pela presidente da Rede Cultura de Comunicação, Adelaide Oliveira. Estão no Terruá Pará Prime artistas como FePara Carlos Miranda a música paraense vive um momento especial

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Fotos: Camila Lima/Ascom Funtelpa e Eunice Pinto/ Ag. Pará

O secretário de Comunicação, Ney Messias Jr., durante o anúncio da versão especial para este ano do Terruá Pará, ao lado da presidente da Funtelpa, Adelaide Oliveira

lipe Cordeiro, Lia Sophia, Toni Soares, Mestre Vieira, Dona Onete, Nilson Chaves, Gang do Eletro e Gaby Amarantos, entre muitos outros. Em São Paulo o Terruá Pará será apresentado nos dias 22, 23 e 24 de junho, no Ginásio do Ibirapuera, mesmo local que recebeu as duas edições anteriores. No Rio de Janeiro, o show faz sua estreia no dia 30 de junho, com reprise dia 1° de julho, no Circo Voador. E em outubro os artistas paraenses vão mar-

car presença no festival “Tem Samba”, com apresentações em Madri e Barcelona. O Terruá Pará integra a política pública de circulação da música paraense, como observa o secretário de Comunicação Ney Messias Jr. “Iniciamos este projeto em 2003, mas houve uma interrupção, e ele foi retomado no ano passado. A atual projeção da música paraense no cenário nacional mostra que estamos na direção certa”. www.paramais.com.br

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Adelaide Oliveira afirma que o objetivo do Terruá é celebrar a música brasileira feita no Pará

A reunião que deu a largada para a nova edição do Terruá Pará contou com a participação dos artistas paraenses que farão parte do projeto

Adelaide Oliveira ressalta que o Terruá contribuiu para essa projeção. “Um show com excelência na produção, artistas de altíssimo nível e de várias sonoridades, levando parte do que é produzido aqui. Isso encanta qualquer plateia, não importa que seja um crítico ou só um apaixonado por música”, diz ela. “Nossa intenção é celebrar essa música brasileira feita no Pará, uma música que não fica devendo nada a lugar nenhum. O Terruá faz a música paraense circular e atrai cada vez mais olhares

pra nós”. A presidente da Funtelpa acrescenta ainda que o Terruá Pará chega numa versão ainda maior, com shows em duas cidades, e o lançamento de produtos importantes, como o CD e o DVD das duas primeiras edições. “O público vai encontrar um pouco do primeiro e do segundo show, e ao mesmo tempo se surpreender com um espetáculo repaginado. E quem não viu as outras edições vai poder conferir uma mistura do que já foi apresentado”.

Adelaide Oliveira, Ney Messias Jr e os produtores do evento, Carlos Miranda e Cyz Zamorano

Para o diretor artístico do show, o produtor musical Carlos Eduardo Miranda, a música paraense vive um momento especial. “Temos Gaby Amarantos e Lia Sophia em trilha de novela, Felipe Cordeiro na mídia nacional. Esse Terruá vai ser a cereja do bolo”, afirma, acrescentando que é fundamental que os artistas aproveitem este bom momento para lançar seus discos e consolidar suas carreiras. Os ensaios para o Terruá Pará Prime começam no próximo mês de maio.

Quem participa

Carimbó, guitarrada, tecnobrega, eletromelody, lambada, merengue. O leque de ritmos do Terruá Pará Prime reúne o que há de mais original e dançante na cultura musical amazônica. Participam do show Sebastião Tapajós, Trio Manari, Orquestra de Violoncelistas da Amazônia, Paulo André Barata, Pio Lobato, Mestre Vieira, Dona Onete, Toni Soares, Luê Soares, Almirzinho Gabriel, Felipe Cordeiro, Manoel Cordeiro, Nilson Chaves, Lia Sophia, Mestre Solano, Mestre Curica, Manezinho do Sax, Pantoja, Aldo Sena, Gang do Eletro, Mestre Laurentino, Edilson Moreno e Gaby Amarantos. (*) Funtelpa

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Estação das Docas

Estação das Docas

inspira Porto Novo de Recife

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por Benigna Soares e Wanderson Curcino*

Estação das Docas, um dos pontos turísticos mais importantes de Belém que é referência nacional na recuperação do patrimônio histórico, agora serve também de referência para a reforma do Porto de Recife, em Pernambuco. O projeto tem o objetivo de transformar uma extensão de 1,5 km do ancoradouro da cidade, que abriga nove armazéns, em um grande pólo de turismo, serviço e lazer para a capital pernambucana. A obra deve estar pronta antes da realização da Copa do Mundo de 2014. O Porto Novo do Recife, como será chamado, prevê a reforma de oito antigos armazéns onde serão desenvolvidos os mais variados tipos de ativida-

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Fotos: Jefferson Severino (Abrajet Pará), Jean Barbosa e Álvaro Grego ( GECV Paratur), João Ramid

des, desde escritórios comerciais, hotel, bares, restaurantes, lojas de entretenimento e comerciais, espaços de exposições e eventos, entre outros. O Armazém 10, por exemplo, será um grande tributo ao rei do Baião Luiz Gonzaga, um dos ícones da cultura brasileira. O Cais do Sertão Luiz Gonzaga, como será conhecido o espaço, terá cerca de sete mil metros quadrados de área construída e abrigará um grande acervo da obra do cantor. O espaço abrigará ainda um Centro Cultural com sala de exposição temporária, salas para realização de oficinas, auditório, biblioteca e midiateca e restaurante. A idéia é que parte do investimento para realização do projeto, denominado Porto Novo, que prevê a reforma e

construção de dois dos armazéns, que irão abrigar o Centro de Artesanato de Pernambuco e Cais do Sertão Luiz Gonzaga, venha dos cofres do Governo de Pernambuco em parceria com o Governo Federal, através do Ministério da Cultura (Minc). O restante, sete antigos galpões, serão arrendados para iniciativa privada. Ao todo estão sendo investidos R$ 25.767.937,30 milhões na obra, que abrigará ainda um Terminal Marítimo de Passageiros. A informação de que o Porto Novo do Recife tem inspiração na Estação das Docas, que tem assinatura do arquiteto e atual secretário de Cultura do Pará, Paulo Chaves Fernandes, foi repassada pelo Governo de Pernambuco a cerca de 40 jornalistas ligados à Associação Brasileiwww.paramais.com.br

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ra de Jornalistas de Turismo (Abrajet), durante reunião do conselho da entidade, no início deste mês, em Gravatá, Pernambuco. Na ocasião o secretário de Turismo do Estado, Alberto Feitosa, citou a Estação das Docas como um projeto exemplar para o turismo. Os jornalistas, que já conhecem a Estação das Docas e a importância que tem para o turismo brasileiro, elogiaram a iniciativa.

Estação das Docas

Resultado de um investimento de R$ 19 milhões do governo estadual, a Estação das Docas foi a primeira janela para o rio, que veio para valorizar a capital paraense, em sua relação com os visitantes e também com os ribeirinhos, barqueiros e demais que, nas cidades amazônicas, fazem do rio suas ruas. O

Estande Paratur Salão do Turismo 2011

espaço já chegou a receber diariamente cerca de duas mil pessoas, e gerou 600 empregos diretos e 1.800 indiretos. Enriquecido com características amazônicas o complexo turístico e cul-

tural é composto por 500 metros de orla fluvial do antigo porto de Belém, cuja construção foi iniciada pelo engenheiro e advogado norte-americano Percival Farqhuar em 1906. São 32 mil

O projeto Porto Novo do Recife

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Paixão de Cristo Vila dos Cabanos

Gravatá e Olinda

metros quadrados divididos em três armazéns e um terminal de passageiros. O Armazém 1 foi batizado de Boulevard das Artes. O Armazém 2 passou a ser o Boulevard da Gastronomia. O Armazém

3 é conhecido como Boulevard das Feiras e Exposições. O complexo possui, ainda, o Teatro Maria Silvia Nunes, com capacidade para 428 lugares, e o anfiteatro do Forte de São Pedro Nolasco. Todos passaram por um criterioso processo de restauração, realizado pelo arquiteto Paulo Chaves, então secretário de Cultura, que assina outras obras importantes de revitalização do patrimônio paraense, como o antigo presídio São José Liberto, hoje Pólo Joalheiro, o Complexo Feliz Lusitânia, que

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resulta de um conjunto de obras na Cidade Velha, primeiro bairro de Belém, Mangal das Garças, entre outros. Os três galpões que deram lugar à Estação das Docas, são em ferro inglês, um exemplo da arquitetura característica da segunda metade do século XIX. Já os guindastes externos, marcas registradas da Estação, foram fabricados nos Estados Unidos, no começo do século 20. Também desperta atenção uma máquina a vapor de meados de 1800, que antes fornecia energia para os equipamentos do porto. As ruínas do Forte de São Pedro Nolasco, onde foi construído um Anfiteatro, foram originalmente construídas para a defesa da orla em 1665. O espaço foi destruído após o Movimento da Cabanagem, em 1825, e revitalizado para a inauguração da Estação.

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Promoção A Estação das Docas é hoje um dos produtos turísticos prioritários levados a feiras e eventos pela Companhia Paraense de Turismo (Paratur), em cumprimento a sua missão de promover e divulgar o turismo do Pará. Em julho de 2011, por exemplo, foi tema do estande que marcou a participação do Pará no 60º. Salão do Turismo – Roteiros

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do Brasil, realizado em São Paulo pelo Ministério do Turismo. Uma réplica da Estação encantou os visitantes da feira, que contou com a visitação de aproximadamente 100 mil visitantes.

Paixão de Cristo

Um outro projeto turístico do Pará está relacionado diretamente ao Estado de Pernambuco. Trata-se da Paixão de Cristo, Paixão do Povo, realizada no

mês de abril em Barcarena, no pólo turístico Araguaia Tocantins, inspirada no espetáculo Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, que ocorre na Fazenda Nova, vila no distrito Brejo da Madre de Deus, em Pernambuco. A intenção de Arildo Poça, idealizador do espetáculo que realiza em Barcarena com apoio da Paratur, é fortalecer o turismo daquele município, da mesma forma que ocorreu em nova Jerusalém, que hoje, em sua 45ª. Edição contou com um público de cerca de 100 mil pessoas. Jornalistas da Abrajet também conheceram o espetáculo realizado em Fazenda Nova, com participação de atores globais e da própria comunidade, aos moldes de Barcarena, assim como os principais roteiros turísticos de Pernambuco oferecidos pelas cidades de Recife, Caruaru, Gravatá, Caruaru e Olinda. A programação, que aconteceu de 28 de março a 01 de abril, foi coordenada pela diretoria da Abrajet de Pernambuco, com apoio do trade local e das secretarias de turismo dos referidos municípios. (*) GECV Paratur

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Leitores no País decrescem e metade não lê

Parcela da população que se diz leitora passou de 55% em 2007 para 50% em 2011

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terceira edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, apresentada recentemente na Câmara, revelou que a população leitora diminuiu no País. Enquanto em 2007 55% dos brasileiros se diziam leitores, hoje esse porcentual caiu para 50%. São considerados leitores aqueles que leram pelo menos um livro nos três meses anteriores à pesquisa. Diminuiu também, de 4,7 para 4, o número de livros lidos por ano. Entraram nessa estatística os livros iniciados, mas não acabados. Na conta �inal, o brasileiro leu 2,1 livros inteiros e desistiu da leitura de 2. A pesquisa foi feita pelo Ibope Inteligência por encomenda do Instituto PróLivro (IPL), entidade criada em 2006 pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), Sindicato Nacional de Editores e Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares. “É no mínimo triste a gente não poder comemorar um crescimento”, disse Karine Pansa, que acumula a direção do IPL e da CBL. O Estado mostrou em matéria recente, que 75% dos brasileiros nunca pisaram em uma biblioteca. Participaram da apresentação representantes de entidades livreiras e do poder público, entre eles a ministra da Cultura, Ana de Hollanda. Ela destacou a importância do estudo para o direcionamento das políticas públicas do Minc e do Ministério da Educação. “Temos de ter um olhar da cultura que vai além do ensino 22

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e que abra os olhos para outras dimensões. O livro é que vai permitir a formação da cidadania”, disse a ministra. O levantamento foi realizado entre junho e julho de 2011, com 5.012 pessoas de 315 municípios, com 5 anos ou mais, em suas próprias casas. Todas as regiões do País foram incluídas e a margem de erro é de 1,4%.

Questões diversas

Para compor o mapa da leitura, questões diversas foram analisadas. Os principais motivos que mantêm leitores longe de livros são falta de tempo (53%) e

Perfil: Leitor e Não leitor

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rior, o índice era de 36%. Assistir à televisão segue na primeira posição (85%) - em 2007, era a distração de 77% dos entrevistados. Dos 197 escritores citados, os mais lembrados foram Monteiro Lobato, Macha-

Penetração de leitores 2007-2011 Por Região

O livro Ágape, do padre Marcelo Rossi, aparece em segundo lugar na lista

desinteresse (30%). O livro digital, novidade deste ano, já é de conhecimento de 30% dos brasileiros e 18% deles já os usaram. A metade disse que voltaria a ler nesse formato. A mãe não é mais a maior incentivadora da leitura, como aparecia na pesquisa passada. Para 45% dos entrevistados, o lugar é ocupado agora pelo professor. A biblioteca é o lugar escolhido para a leitura de um livro por apenas 12% dos brasileiros - 93% dos que leem o fazem em casa. Ter mais opções de livros novos foi apontado por 20% dos entrevistados como motivo para frequentar uma biblioteca. Porém, para 33% dos brasileiros, nada os convenceria a entrar em uma. Entre o passatempo preferido, ler livros, periódicos e textos na internet ocupa a sexta posição (28%). Na pesquisa ante-

>>Dados da edição de 2012 mostram que os brasileiros estão cada vez mais trocando o hábito de ler jornais, revistas, livros e textos na internet por atividades como ver televisão, assistir a filmes em DVD, reunir-se com amigos e família e navegar na rede de computadores por diversão.

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do de Assis, Paulo Coelho, Jorge Amado e Carlos Drummond de Andrade. Já os títulos mais mencionados foram a Bíblia, A Cabana, Ágape, O Sítio do Picapau Amarelo - que não é exatamente título de nenhum livro de Lobato - e O Pequeno Príncipe. Best-sellers como Crepúsculo, Harry Potter e O Monge e o Executivo também aparecem.

“Mesmo depois de mais de 60 anos da sua morte, Monteiro Lobato continua no imaginário da população. O escritor paulista permaneceu no topo da lista dos autores brasileiros mais admirados. Na

sequência aparecem Machado de Assis, Paulo Coelho, Ariano Suassuna e outros autores de best sellers recentes como o pastor Silas Malafaia e o padre Marcelo Rossi. Con�ira a lista completa:

Bíblia é o livro mais lido pelo brasileiro e Monteiro Lobato o escritor mais admirado

A Bíblia continua sendo o livro mais lido pelos brasileiros – ganha dos livros didáticos e dos romances. Foi o que apontou pesquisa. A Bíblia foi citada por 42% e manteve-se no primeiro lugar da lista, mesma posição ocupada na edição anterior da pesquisa, em 2007. Os livros didáticos foram citados por 32%, os romances por 31%, os livros religiosos por 30% e os contos por 23%. Cada entrevistado selecionou em média três gêneros. Os títulos religiosos ganharam espaço na estante dos brasileiros. Na lista dos 25 livros mais marcantes indicados pelos entrevistados, o livro Ágape, do padre Marcelo Rossi, aparece em segundo lugar na lista. Perde apenas para a própria Bíblia e para A Cabana, do canadense William Young. Em seguida na lista das obras mais marcantes aparecem O Sítio do Picapau Amarelo, O Pequeno Príncipe, Dom Casmurro e as coleções Crepúsculo e Harry Potter. O livro da escritora britânica J. K. Rowling foi o primeiro que a estudante de 16 anos Evelyn Cabral comprou. Ela disse que sempre gostou de ler e foi muito incentivada pela mãe quando criança por meio dos contos de fada.

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ENTREVISTA

José Priante.

Presença em Brasília. Pensamento em Belém.

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eputado federal pelo PMDB, o paraense José Priante, nascido em Belém do Pará, tem 25 anos de vida pública. Formado em Direito, foi líder universitário, vereador, deputado estadual e deputado federal por quatro vezes consecutivas. Como parlamentar, é conhecido como campeão na aprovação de recursos para obras na capital paraense e para todo o interior do estado. Em 2011, como relator da Comissão Mista de Orçamento dos Ministérios de Integração Nacional e do Meio Ambiente, conseguiu aprovar cerca de R$ 250 milhões para ações em diversos setores. Atualmente, preside o diretório do PMDB de Belém e é pré-candidato do partido à prefeitura da capital paraense. Já disputou o Governo do Estado em 2006 e a Prefeitura de Belém em 2008. Na avaliação de Priante, os problemas de Belém continuam os mesmos, mas aumentaram muito de tamanho nas duas últimas décadas. Por isso avisa que não desiste do projeto de fazer uma administração diferente e quer promover uma grande aliança em torno de um sonho feliz de cidade para a sofrida população de Belém. Pará+: O senhor nasceu e foi criado em Belém. Quais as lembranças que carrega da infância? JOSÉ PRIANTE - Nasci em Belém, na Fundação Santa Casa de Misericórdia. Belém marcou minha infância e vai me acompanhar por todos os dias da minha vida. Tive a felicidade de viver Belém quando menino e ao mesmo tempo crescer indo muito ao interior. Isso me deu uma vivência muito valiosa e muito feliz, que me orgulha muito. O senhor é advogado por formação? Sempre gostei muito do Direito, da advocacia. Mas fui sugado pela vida pública e hoje me considero um servidor público do Pará. Eu costumo dizer que o político tem uma obrigação, não de ser um especialista, mas de ser um clínico geral. E eu me considero uma espécie de clínico geral de Belém e do Pará. Eu conheço a geografia do Estado, os nossos problemas, as nossas potencialidades e procuro estar em sintonia com o sentimento da sociedade. O representante público tem de estar focado no que o povo 26

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Entrevista com José Priante.indd 26

está sentindo, na dinâmica da opinião pública, e é isso que eu procuro fazer. Meu compromisso primeiro e definitivo é com a população. Pará+: Como o senhor entrou para a política? Entrei para a política pela porta do movimento estudantil universitário no início da década de 80. Naquela época, lutávamos contra a ditadura e pela redemocratização do Brasil. Eu era estudante de Direito do antigo Cesep, que depois virou Unespa e hoje é a Unama. Fui fundador e diretor do primeiro Centro Acadêmico do Cesep. A militância estudantil me levou para a política partidária. Com o fim da ditadura, novos partidos foram criados. Eu entrei para a Juventude do PMDB, que ajudou o partido a se transformar na maior legenda política do Brasil. Quis, então, participar do processo político de Belém. Disposto a lutar pela cidade, em 1988, me candidatei e fui eleito vereador por Belém. Desde então, tenho me dedicado à vida pública. Hoje, procuro conciliar a empolgação natural da juventude com a experiência que a maturidade nos dá. Assim, tenho pautado minha luta política, buscando sempre dias melhores para Belém e o Pará. Pará+: Na sua trajetória política, até agora o que mais lhe marcou? Eu fiz uma carreira política que acabou impulsionada pela vida partidária. Me orgulho profundamente da minha vida pública. Consegui contabilizar conquistas importantes para o nosso Estado e para Belém. Como vereador, por exemplo, consegui aprovar na Câmara uma conquista para quem têm acima dos 60 anos, que é uma conquista até hoje inédita no Brasil. Em todas as capitais brasileiras, o passe livre é concedido a partir dos 65 anos. Em Belém, é com 60 anos. Como deputado estadual, fui líder do PMDB e comecei a ter uma espécie de aptidão na atividade parlamentar que foi atuar na área de orçamento. Fui presidente da Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa por três anos consecutivos. Por conta disso, quando cheguei a deputado federal, acabei sendo relator do Orçamento da União por três vezes. Eu acho que o maior pecado que um político pode ter com seu Estado,

Belém pode e vai ser uma das principais cidades da América do Sul. Eu acredito nisso e não desisto da minha cidade

com o seu município, é ter a oportunidade, o gancho de ter um espaço e não otimizar, não favorecer a sua cidade. Com a minha experiência, acabei por contribuir para realização de obras importantíssimas. Fui relator da área de Infraestrutura e trabalhei para garantir orçamento para a duplicação da Belém-Castanhal. Batalhei por recursos para fazer portos e criar infraestrutura portuária em vários municípios no Pará, dentre eles Santarém, que é uma cidade belíssima, como a orla de Santarém que foi construída com recursos que consegui. Para quem não sabe, relator é aquele parlamentar que disponibiliza o recurso para as obras no Brasil a fora. Pará+: O senhor também conseguiu recursos para a conclusão da obra no Entroncamento em Belém? Não tenho nada a ver com o projeto arquitetônico, com as disputas entre o então prefeito de Belém, o governador da época e o então presidente. Meu dever era conseguir recursos para realizar aquele antigo sonho da população. E foi o que fiz. Quem conseguiu a verba fui eu. Na verdade, o projeto foi construído graças ao recurso batalhado por mim e aprovado pelo Ministério dos Transportes. O Entroncamento é o marco zero da BR-316. O DNIT fez um projeto diferente do que está construído porque a prefeitura de Belém não concordou. Pará+: O senhor tem alguma participação na conquista da tão sonhada macrodrenagem por Belém? Consegui recursos diversos para melhoria no sistema de abastecimento de água de Belém e de Mosqueiro. Já na administração do atual prefeito Duciomar Costa, obtive recursos para a realização de obras na Pratinha I e II. A macrodrenagem construída no Portal da Amazônia, esse arremedo de orla, que é uma obra que não acaba nunca, antes mesmo do atual prefeito assumir, convidei-o para ir ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), em Washington. Essa é uma obra importante de drenagem, que www.paramais.com.br

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envolve vários bairros. Lamentavelmente, passaram oito anos e o prefeito não conseguiu concluir a obra. É um recurso que eu consegui articular para a prefeitura, mesmo estando em campo oposto ao do prefeito. Pará+: Belém também precisa de investimento e planejamento para enfrentar o caos no trânsito. O que o senhor pensa sobre isso? Como relator do Orçamento de 2012, garanti a assinatura de um convênio entre o Governo do Estado e o Governo Federal para a liberação de 87 milhões de reais que serão usados para a construção e a conclusão da Rodovia Independência, que termina na Arterial 18 e que passará a terminar na Alça Viária. Hoje, a única via de acesso a Belém é a BR-316. Belém é um caos, uma cidade completamente congestionada e que tem uma única via de entrada e saída. Tenho muito orgulho de ajudar na solução de um dos graves problemas que Belém enfrenta. Pará+: As pessoas às vezes não entendem o que faz um deputado federal. O que o senhor poderia mostrar de concreto sobre o seu trabalho para a população de Belém? Fui responsável por trazer recursos para a construção de um Pronto Socorro em Icoaraci e outro em Mosqueiro. Já garanti para a Fundação Cultural Tancredo Neves a construção da primeira biblioteca para deficientes visuais do Pará. Trabalhei para assegurar recursos para a realização do 1º Festival de Música Brega Paraense, que acontecerá em Belém. Consegui este ano 30 milhões de reais para o asfaltamento dos municípios metropolitanos de Belém, Ananindeua e Marituba. Enfim, tenho cumprido meu dever de casa com a cidade. E estou sempre à disposição de qualquer força política, social ou cultural que precisar de apoio do meu mandato para beneficiar Belém. Pará+: O senhor é pré-candidato a concorrer na eleição para Prefeitura de Belém e quer construir uma candidatura de união. Como será possível garantir essa unidade? A minha candidatura prima pelo diálogo. Tem candidato que fecha as portas para o Governo Federal, outro que fecha as portas para o Governo do Estado, tem candidato que fecha as portas para a presidenta Dilma Rousseff e para o governador Simão Jatene. Nosso partido é aliado da presidenta Dilma. O presidente de honra do PMDB, Michel Temer é vice-presidente da República. Somos parceiros do governador Jatene. Belém precisa dessa união de forças. Nós temos aqui uma demanda reprimida de tantos www.paramais.com.br

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Aliado da presidenta Dilma

anos. Nos últimos 20 anos, tivemos duas administrações com visão muito pequena do que pode ser a nossa Belém. Administrações com visão pequena e que só podem resultar em obras minúsculas. Há anos Belém tem os mesmos problemas. A diferença é que o tamanho dos problemas só aumentou. A cidade tem apenas dois Prontos Socorros, não se construiu um novo hospital, uma nova unidade de Pronto Atendimento 24h, os postos de saúde estão sucateados, faltam médicos e há pessoas morrendo na porta dos hospitais por falta atendimento e remédio. Pará+: O que o senhor acha que essa paralisia contribui para o aumento da violência na cidade? Sem desenvolvimento não tem oportunidade. Sem oportunidade as pessoas ficam sem saída, sem alternativa, sem horizontes. Isso gera embates, conflitos, gera violência. A violência engessa a cidade. Não podemos fazer de conta que a violência não acontece na cidade. Se estão assaltando, matando e eu sou o prefeito da cidade, não posso fazer de conta que o problema não é meu, que é do governador, do governo federal. Como prefeito, preciso interagir, entrar com serviço de inteligência, com apoio da Guarda Municipal. Temos que melhorar muito a iluminação pública, criar mais áreas de lazer, fazer o esporte ser uma realidade para a população mais carente, a prefeitura tem que ir muito além de jogar asfalto nas ruas. Pará+: Como um prefeito, como a Prefeitura pode contribuir para gerar oportunidades, para romper com a exclusão dos mais pobres? Os indicadores de violência apontam que o perfil do delinquente é um perfil infanto-juvenil. Por isso, é fundamental investir nos jovens, na formação técnica e profissional e no esporte. A prefeitura não pode fingir que não esta acontecendo nada. Se hoje a maior dor que a sociedade sente é a dor de enfrentar problemas de saúde, de violência, de transporte e falta de oportunidade para os jovens, é preciso responder de forma efetiva, com investimentos para a

solução desses problemas. É isso que Belém precisa para crescer e ter uma gente mais feliz. A Prefeitura de Belém tem que saber fazer projetos para atrair investimentos públicos e privados. Temos que ir buscar os recursos onde quer que eles estejam, seja em Brasília, São Paulo,na Alemanha ou na China. Somos a porta da Amazônia, a obra-prima da região, temos potencialidades que precisam virar benefícios para as famílias que vivem nas periferias de Belém. Belém pode e vai ser uma das principais cidades da América do Sul. Eu acredito disso e não desisto da minha cidade. Pará+: O senhor concorda que o prefeito é um grande síndico? Olha eu acho que um prefeito tem que ser bom pra resolver os problemas do momento, como buraco na rua, atendimento nos postos de saúde, coleta de lixo, cuidar das praças, melhorar o trânsito, o transporte coletivo, mas tem que ter um olhar ampliado, pensar a cidade no futuro, no crescimento do município. Um prefeito tem que entender muito de orçamento, tem que ser criativo na aplicação das verbas, tem que saber formar times, transformar a prefeitura numa instituição que funcione. Um prefeito não pode perder tempo querendo fazer revolução ideológica, se ocupar em dividir a cidade entre os bons e os maus. Prefeito não pode ser extremista, isolar a cidade, atravancar o crescimento econômico, social e cultural do município. Quando falo em unir forças não é só trazer o governo do Estado e a governo Federal. Quero trazer as universidades, as igrejas, os estudantes, os intelectuais, os sindicatos, os estudiosos sobre Belém, quero muitas inteligências juntas buscando soluções para a cidade, e não reclamando o tempo todo de problemas. O eleitor espera que um prefeito faça obras e preste serviços. Eu posso até não conseguir fazer tudo isso, mas pode ficar certo de que não vai faltar empenho, dedicação, esforço, idéias, ideais e muito suor na camisa. Priante trabalha somando forças com o Governador do Estado para gerar benefícios para Belém

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A Unidade de Pronto Atendimento, UPA 24h, tipo III, de Ananindeua é a mais avançada do Pará

Ananindeua tem a UPA 24h mais avançada do Pará

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naugurada no último dia 18 de maio, a Unidade de Pronto Atendimento, UPA 24h, tipo III, de Ananindeua é a mais avançada do Pará. Com menos de uma semana de funcionamento, a UPA registrou uma média de 360 atendimentos diários. A capacidade é de 15 mil de atendimentos mensais. Na Unidade, a doméstica Rosa Silva acompanhou a mãe. “Ela estava com pressão alta. Soube que a UPA já estava funcionando e vim direto pra cá. O atendimento está sendo excelente e rápido”, disse. Moradora de Ananindeua há 15 anos, ela afirma: “A Unidade é um presente, porque a saúde é uma das maiores dificuldades que a população passa”. A UPA Dom Helder Câmara oferece serviços de urgência e emergência e pronto atendimento. O espaço possui 18 leitos de observação adulto e infantil, sala de tomografia, sala de urgência, 28

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farmácia e consultórios médicos, além de realizar pequenas cirurgias. Também dispõe de urgência em odontologia. Com a inauguração da UPA, o muni-

Com 40 médicos em regime de escala, a UPA tem capacidade para 15 mil atendimentos mensais

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O atendimento está sendo excelente e rápido

Com a inauguração da UPA, o município atinge 100% de cobertura em urgência e emergência A UPA Dom Helder Câmara oferece serviços de urgência e emergência e pronto atendimento

cípio atinge 100% de cobertura em urgência e emergência.

Inovação

pede atendimento imediato, a amarela em até 15 minutos, a verde em até uma hora, e a azul em até duas horas.

A unidade utiliza um modelo de classificação de risco para atendimento. O paciente é identificado com uma pulseira, que determina a gravidade e o tempo de atendimento: a vermelha

A UPA funciona no Conjunto Cidade Nova II, WE 16, acesso pela SN 02 ou Estrada da Providência, próximo a Praça da Bíblia, Coqueiro, Ananindeua.

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Durante o atendimento diário

Serviço

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O GP de Atletismo em Belém

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Fotos: Cristino Martins, Eunice Pinto e Rodolfo Oliveira/Ag. Pará

abertura do 11º Grande Prêmio Internacional Caixa Governo do Pará de Atletismo contou com a participação de crianças e adolescentes do programa de inclusão social e cidadania do Governo do Pará, o Pro Paz, que carregaram as

bandeiras dos 25 países representados no GP. O secretário de Estado de Esporte e Lazer, Marcos Eiró, que representou na ocasião o governador Simão Jatene, recepcionou a público que compareceu ao Mangueirão, desejando a todos –atletas e expectadores – um excelente

A solenidade de abertura do GP reuniu autoridades do Estado, das Forças Armadas e representantes de entidades do setor esportivo 30

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espetáculo e ressaltando os esforços do Governo do Pará em manter o Estado na rota dos grandes eventos esportivos, como o GP, que volta a Belém comemorando sua décima primeira edição. Participaram da solenidade de abertura, entre eles o presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Roberto Gesta de Melo, e o superintendente técnico da CBAt, Martinho Nobre. Roberto Gesta falou sobre a volta do Grand Prix a Belém. “A hospitalidade da cidade e do povo paraense e a infraestrutura oferecida pelo Governo do Estado contaram muito para isto”, comentou, destacando ainda a estrutura do Estádio Olímpico do Pará. “É uma pérola para esporte brasileiro e sempre que os atletas vem a Belém elogiam muito as condições desse complexo”, declarou. A primeira prova da competição

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teve início às 9 horas, com a disputa masculina do salto em distância, seguido pelo salto com vara, também masculino. O Grande Prêmio Internacional de Atletismo é uma realização da Confederação Brasileira de Atletismo, com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer, e patrocínio da Caixa Econômica Federal. Trinta mil torcedores foram ao Estádio Olímpico do Pará para assistir ao 11o Grande Prêmio Caixa Governo do Pará de Atletismo, que reuniu 112 atletas de 20 países. A animação do público paraense, que já deu ao Grand Prix um recorde de 42.640 expecta-

Abertura oficial da 11ª edição do GP Caixa Governo do Pará de Atletismo

dores, na edição de 2004, contagiou os atletas brasileiros, que garantiram quatro medalhas de ouro no meeting. Mauro Vinicius, Maurren Maggi, Rosangela Santos e Fábio Gomes conquistaram o primeiro lugar em suas categorias. A representação brasileira fechou a competição com 14 medalhas no GP, sendo quatro de ouro, seis de prata e nove de bronze.

Os atletas largaram da praça Frei Brandão, em frente à Igreja da Sé, no bairro da Cidade Velha, num percurso de 1.609 metros até a Estação das Docas

Milha Sul-Americana A prova reuniu atletas nacionais e internacionais, entre eles as paraenses Edna Maria de Oliveira, Elivânia dos Santos, Mara Regina e Gleika Pinheiro, todas estas atletas do projeto “Fabricação de Ídolos”, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel). A largada para a Milha Sul-Americana foi na praça Frei Brandão, em frente à Igreja da Sé, no bairro da Cidade Velha, com chegada na Estação das Docas. Ao todo, foram realizadas cinco baterias: Milha da Caixa, Milha Feminina do Pará, Milha Juvenil Masculina, Milha Paraense Masculina e a prova mais importante da noite, Milha SulAmericana Governo do Pará. O destaque entre os brasileiros foi o gaúcho Fabiano Peçanha, que ao completar 20 anos de carreira no Atletismo, venceu pela quarta vez o Campeonato Sul-Americano/Governo do Pará de Milha de Rua. O atleta, que já havia

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Vencedores da Milha Sul-Americana Governo do Pará, Fabiano Peçanha - BRA (c), Iván Lopez - CHI (e) e Frederico Bruno - ARG

Vencedores da Milha Paraense Masculina, Renato Teixeira Alves (c), Wladmir de Oliveira Pacheco (e) e Roberto dos Passos Viana

Vencedores da Milha Paraense Feminina, Risonete dos Santos Moura (e), Edna Maria de Oliveira Silva (c) e Elivani Oliveira dos Santos

Vencedores da Milha Caixa Feminino, Aurea Maria (e), Ana Girard de Almeida (c), e Andreia Silva Salustriano

Vencedores da Milha Caixa Masculino, Márcio Antonio da Silva Gama(e), Rosivaldo Ferreira de Sousa (c), e Cláudio Rodrigues da Silva

Vencedores da Milha Paraense Juvenil Masculino, Wilhan Santos Gomes (c), Roger Muller do Amaral da Silva (e) e Tiago Henrique Matias Gonçalves

conquistado o primeiro lugar na competição em 2004, 2007 e 2010, repetiu o feito este ano. Milha Sul-Americana Governo do Pará 1º - Fabiano Peçanha - BRA - 3:59; 2º - Iván Lopez - CHI - 3:59; 3 - Frederico Bruno - ARG - 4:00; 4 - André Alberi de Santana - BRA - 4:01; 5 - Itamar Silva do Carmo - BRA - 4:02; 6 Freddy Espinoza - COL - 4:09; 7 - Ioran Fernandez Etchechury - BRA - 4:54 Milha Paraense Masculina 1º - Renato Teixeira Alves - 4:20; 2º - Wladmir de Oliveira Pacheco - 4:22; 3º - Roberto dos Passos Viana - 4:33 Milha Paraense Juvenil Masculina 1º - Wilhan Santos Gomes - 4:17; 2º - Roger Muller do Amaral da Silva

- 4:18; 3º - Tiago Henrique Matias Gonçalves - 4:20 Milha Paraense Feminina 1º - Edna Maria de Oliveira Silva 5:06; 2º - Risonete dos Santos Moura - 5:07 3º - Elivani Oliveira dos Santos 5:16 Milha da Caixa Feminina 1º - Ana Girard de Almeida Souza 12:23; 2º - Aurea Maria Barbosa Santos - 12:33 3º - Andreia Silva Salustriano 12:36 Milha da Caixa Masculino 1º - Rosivaldo Ferreira de Souza 7:40; 2º - Marco Antônio da Silva Gomes - 7:58; 3º - Cláudio Rodrigues da Silva - 8:29

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>>Público: Cerca de 30 mil pessoas prestigiaram a 11ª edição do Grande Prêmio Internacional Caixa Governo do Pará de Atletismo. Realizado pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), com apoio do Governo do Pará - por meio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) - e patrocínio da Caixa Econômica Federal, o evento atraiu, sobretudo, famílias e crianças, que deram um verdadeiro show de alegria nas arquibancadas do Mangueirão, incentivando os atletas a todo momento.

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PÓDIO Salto em distância masculino 1º Mauro Vinicius da Silva (BRA) 7,95 m (-0.2) – RE; 2º Daniel Pineda (CHI) 7,65 m (0.1); 3º Lourival de Almeida (BRA) 7,50 m (0.2) Salto com vara masculino 1º Fábio Gomes da Silva (BRA) 5,40 m; 2º Mark Hollis (USA) 5,40 m; 3º Augusto Dutra de Oliveira (BRA) 5,40 m Lançamento do disco feminino 1º Aretha Thurmond (USA) 61,41 m – RC; 2º Zinaida Sendruite (LTU) 61,24 m; 3º Denia Caballero (CUB) 60,80 m 1.500 m masculino 1º Fouad Elkaam (MAR) 3:40.16 – RE; 2º Leandro Prates (BRA) 3:41.47; 3º Jean Pierre Ferrugem (BRA) 3:42.27 Salto em altura feminino 1º Ana Simic (CRO) 1,88 m – RC; 2º Aline Fernanda Santos (BRA) 1,86 m; 3º Valdiléia Martins (BRA) 1,81 m 200 m feminino (0.8) 1º Tiffany Townsend (USA) 23.20 – RE; 2º Geisa Coutinho (USA) 23.23; 3º Vanda Gomes (BRA) 23.55 200 m masculino (0.8); 1º Michael Mathieu (BAH) 20.16 – RE; 2º Aldemir Gomes Junior (BRA) 20.48 ; 3º Diego Cavalcanti (BRA) 20.50 Lançamento do dardo masculino 1º Risto Matas (EST) 75,49 m – RE; 2º Corey White (USA)74,87 m; 3º Jaime Marquez (COL) 73,77 m Salto em distância feminino 1º Maurren Maggi (BRA) 6,62 m (0.5); 2º Keila Costa (BRA) 6,59 m (0.2); 3º Jessica Carolina Alves dos Reis (BRA) 6,42 m (0.3) 3.000 m com obstáculos masculino 1º Sisay Korme (ETH) 8:32.35 – RE; 2º Haron Langat (KEN) 8:34.91; 3º Alex Genest (CAN) 8:38.06 800 m feminine 1º Rosibel Garcia (COL) 2:04.28; 2º Christiane Ritz (BRA) 2:04.95; 3º Heather Kampf (USA) 2:05.02 Salto triplo feminino 1º Mabel Gay (CUB) 14,40 m (0.7) – RE; 2º Trecia Smith (JAM) 14,05 m (0.3); 3º Dailenys Alcantara (CUB) 13,99 m (0.3) 100 m feminino (-0.1) 1º Rosangela Santos (BRA) 11.24; 2º Alexandria Anderson (USA) 11.39; 3º Evelyn Carolina dos Santos (BRA) 11.43 100 m masculino (0.3) 1º Emmanuel Callender (TRI) 10.18; 2º Bruno Lins de (BRA) 10.27; 3º Nilson André (BRA) 10.37 400 m com barreiras 1º Latosha Wallace (USA) 55.18 – RE; 2º Yadisleidis Pedroso (CUB) 55.20; 3º Vera Barbosa (POR) 55.98 RE - Recorde estabelecido/RC - Recorde do campeonato

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Mauro Vinícius da Silva garantiu a primeira medalha para o Brasil, divindindo o pódio com o chileno Daniel Pineda e com Lourival Nogueira Neto

O etíope Sisay Korme medalha de ouro na prova dos 3.000m com obstáculos

Maurren Maggi comemorando no podium, ao lado de Keila Costa (e) e Jéssica dos Reis (d), com a prata e o bronze, respectivamente

Firmino Antônio Nascimento Neto, ganhador do carro sorteado durante o GP, recebe a premiação do secretário de Esporte e Lazer, Marcos Eiró

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Brasil, sede do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2012

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Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) anunciou recentemente que o Brasil, dono de uma das economias que crescem mais rápido no mundo, será a sede das celebrações globais do Dia Mundial do Meio Ambiente (WED, na sigla em inglês), comemorado anualmente no dia 5 de junho. O tema deste ano: “Economia Verde: Ela te inclui?” convida o mundo a avaliar onde a Economia Verde está no dia-a-dia de cada um e estimar se o desenvolvimento, pelo caminho da Economia Verde, abrange os resultados sociais, econômicos e ambientais necessários em um mundo de 7 bilhões de pessoas,

que deve chegar a 9 bilhões de pessoas em 2050. O Brasil foi sede do WED em 1992, durante a Cúpula da Terra, quando chefes de Estado, líderes mundiais, o�iciais de governo e organizações internacionais se encontraram para reorientar, recalibrar e traçar um caminho rumo ao desenvolvimento sustentável. “Ao celebrar o WED no Brasil em 2012, estamos voltando às raízes do desenvolvimento sustentável contemporâneo para criar um novo caminho que re�lita as realidades, mas também as oportunidades do novo século”, declarou Achim Steiner, Subsecretário Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA. “Três semanas após o WED, o Brasil re-

ceberá a Rio+20, onde líderes mundiais e nações se reencontrarão para desenhar um futuro que faça do desenvolvimento sustentável uma prática bem-sucedida – um futuro que pode fazer crescer economias e gerar trabalhos decentes sem pressionar os limites do planeta”, adicionou. O Brasil tem o quinto maior território do mundo, com quase 8,5 milhões de Km2 onde vivem mais de 200 milhões de pessoas, o que o torna o quinto país mais populoso do mundo. Em anos recentes, o Brasil deu grandes passos para resolver problemas como o desmatamento da Amazônia por meio do monitoramento da região. Estimativas mostram que o Brasil alNo centro Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente do Brasil, na reunião do PNUMA em Nairóbi, Quênia, quando foi anunciado que o Brasil seria sede do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2012

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Achim Steiner, diretor executivo do PNUMA

cançou uma redução signi�icativa de gases causadores de efeito estufa como resultado da redução das taxas de desmatamento. Segundo o relatório do PNUMA chamado Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza, o Brasil tem tido uma posição de destaque na construção de uma economia que inclui a reciclagem, a energia renovável e a geração de empregos verdes. A indústria de reciclagem do Brasil gera um retorno de dois bilhões de dólares, ao passo que reduz as emissões de gases de efeito estufa em dez milhões de toneladas. Só no Brasil, na China e nos Estados Unidos, a reciclagem, em todas as suas formas, já emprega doze milhões de pessoas. O Brasil é também líder na produção sustentável de etanol como combustível de veículos e está se expandindo em outras formas de energia renovável como a eólica e solar. Recentemente, a construção de 500.000 novas casas com instalações de paineis solares no Brasil gerou 300 mil novos empregos. “Nós estamos muito felizes por sediar as

celebrações globais pelo meio ambiente. O Dia Mundial do Meio Ambiente no Brasil será uma grande oportunidade para apresentar os aspectos ambientais do Desenvolvimento Sustentável nas semanas que antecedem a Conferência Rio+20”, declarou a Ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, na Sessão Especial do Conselho Administrativo do PNUMA em Nairóbi, Quênia. “A história do Brasil, com a complexidade de sua economia diversa e dinâmica, a sua riqueza de recursos naturais e seu atual papel nas relações internaA indústria de reciclagem do Brasil gera um retorno de dois bilhões de dólares, ao passo que reduz as emissões de gases de efeito estufa em dez milhões de toneladas.

cionais, oferece uma perspectiva única por meio da qual um resultado amplo e transformador se tornará possível na Rio+20”, adicionou Achim Steiner. “O forte comprometimento do Brasil com a equidade social e seu papel de destaque entre economias desenvolvidas e em desenvolvimento, pode guiar e moldar debates”. “O conceito contemporâneo de desenvolvimento sustentável nasceu no Brasil e podemos considerar que o potencial que esse modelo apresenta para responder a desa�ios e oportunidades futuras será de�inido no Brasil daqui a quatro meses”, completou Steiner. As celebrações do WED no Brasil, na semana do dia 5 de junho, é parte de milhares de eventos que acontecem no mundo todo. O WED 2012 vai enfatizar o modo como ações individuais podem ter um impacto exponencial, com uma variedade de atividades que vão desde uma maratona até mutirões de limpeza, competições entre blogueiros, exibições, seminários, campanhas nacionais e internacionais e muito mais.

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Simples, porém genial

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por Dirk Kaufmann

e 18 a 22 de abril transcorreu em Genebra, Suíça, o 40º Salão Internacional de Invenções. Mostramos em outras páginas como foi esse maior Salão de Invenções do mundo. Abaixo mostramos para recordar, 11 pequenas e modestas inovações. Elas provam que pequenas ideias, e às vezes também coincidências, podem se tornar enormes sucessos.

o que está escrito. Assim como “(fita) durex” no Brasil, na Alemanha a invenção é designada pelo nome “Tesa(film)”. Trata-se de uma palavra inventada em 1906, a partir das iniciais de uma funcionária da firma Beiersdorf, que desenvolvera a fita adesiva.

aids. Autoridades sanitárias costumam distribuir preservativos gratuitamente e recomendam sua utilização.

Cotonete

Borracha de apagar

Clipe de papel

O clipe é um exemplo de uma ideia simples, mas de grande efeito. Já em 1890, o grampo de metal que permite reunir e soltar um maço de papéis, à vontade, era produzido em escala industrial na Inglaterra. É evidente o fato que muitas ideias simples, mas geniais, nasceram para facilitar o cotidiano de trabalho. Ou foram pensadas, em geral, com o fim de ligar materiais uns aos outros.

Beethoven não chegou a conhecer a borracha. Quando cometia um erro em suas partituras, ele precisava raspar o papel com um lâmina de barbear, deixando feios buracos. Mas no ano de seu nascimento, 1770, o inglês Edward Bairne descobriu acidentalmente que a goma elástica apagava marcas de lápis. E aí começou a lenta, porém irresistível marcha de vitória da borracha de apagar.

Uma haste de plástico flexível e um pouquinho de algodão: incontáveis mães têm limpado com cotonetes as orelhas de seus filhos,. Em 1923 o inventor Leo Gerstenzang, dos EUA, comercializou uma ideia de sua mulher: no trabalho doméstico, ela usava um chumaço de algodão enrolado num palito para limpar pequenos interstícios. Em muitas partes do mundo, o cotonete é vendido sob a marca “Q-Tip”.

Alfinete de segurança

Camisinha

Fita adesiva

Também a fita adesiva foi criada para o escritório. As tiras adesivas transparentes permitem colar papel sem cobrir

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Em 1855 o norte-americano Charles Goodyear criou o primeiro preservativo de borracha. Mas a invenção só se impôs como contraceptivo em 1912, quando a fabricante alemã Fromm desenvolveu um processo para moldar camisinhas sem costura. Hoje, elas desempenham um importante papel na prevenção da

O alfinete de segurança é indispensável quando é preciso unir tecidos provisoriamente – seja antes da costura final ou como recurso de emergência, quando a costura abre. Um dos antecessores do alfinete de segurança foi a “fibel” (fivela) da Alemanha Antiga, já usada na Idade do Bronze. O alfinete de segurança moderno foi inventado em 1849, em Nova York, por Walter Hunt. www.paramais.com.br

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R E


Zíper

ideia de confeccionar calças robustas com lona – originalmente tecida com cânhamo, mais tarde com algodão. Seu público-alvo eram os mineradores de ouro, que estragavam muito as calças no trabalho.

Velcro

Uma outra possibilidade para unir materiais têxteis é o fecho éclair ou zíper. Não se sabe ao certo quem inventou o princípio para ligar e separar rapidamente duas fileiras de ganchos. Mas ele foi usado pela primeira vez em grande estilo em 1917, nos Estados Unidos, nas roupas que protegiam os pilotos das intempéries. Hoje, é impensável uma vida civilizada sem o zíper.

Jeans

Meia calça Outra forma de juntar materiais é o velcro, descoberto pelo engenheiro suíço George de Mestral após um passeio com seu cachorro. Ele notou que no pelo do bicho ficavam grudados carrapichos, muito difíceis de retirar. De Mestral examinou as plantas e descobriu que o segredo eram as pequenas farpas em seus espinhos. O velcro imita esse princípio.

Cola instantânea

Uma peça de vestuário que, com raras exceções, não passa sem o fecho éclair, é o blue jeans. O comerciante têxtil norte-americano Levi Strauss teve a

A cola rápida parece inofensiva, mas é perigosa. Ela gruda quase qualquer coisa em segundos, de modo firme e duradouro. Consta que o químico estadunidense Harry Coover descobriu o adesivo por puro acidente, quando buscava um plástico com propriedades ópticas. Somente quando não conseguia mais separar suas ferramentas umas das outras, é que ele percebeu o que havia descoberto.

O avanço triunfal da matéria plástica no século 20 trouxe consigo um sem número de objetos úteis, porém muitas vezes pavorosamente feios. As meias de nylon, por sua vez, são uma invenção que combina utilidade prática e exigência estética. Mais baratas do que as de seda e disponíveis em todos os tamanhos, elas são tão populares que em certos países pobres chegam a ser usadas como moeda alternativa.

A Doença de Alzheimer

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40º Salão Internacional de Invenções, em Genebra, Suíça

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cidade suíça de Genebra novamente sediou a maior exposição de invenções de todo o mundo. Em seu 40º ano, a feira apresentou um número recorde de novidades que visam tornar a vida mais fácil e mais seguro. Um show de cinco dias, mais uma vez proporcionando uma excelente oportunidade para brilhantes mentes entrar em contato com a comunidade empresarial, na esperança de comercializar suas idéias. “Foram apresentando novos itens que nunca foram mostradas antes, disse o presidente da Feira de Genebra, JeanLuc Vincent. “Com 789 expositores de 46 países, o nosso show é o mais importante evento do gênero no mundo.” Os visitantes puderam maravilharse com cerca de 1.000 invenções diferentes – todos esperando para entrar no mercado. A maioria delas dizem respeito à medicina e saúde, processos industriais, ciências da computação e proteção ambiental, com as novidades provenientes de ambos os inventores independentes e pessoas que trabalham para as universidades e instituições de pesquisa.

Entre as invenções uma bola luminescente que supostamente protege as pessoas de radiação eletromagnética em espaços fechados, como escritórios e apartamentos e um robô controlado via satélite a ser utilizado em operações de combate a incêndios.

China no topo da tabela

Idéias de produtos mais novos em Genebra 2012, vieram da China e Rús-

Yung-Chi posando com sua invenção de proteção para pesticidas agrícolas

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Mulher da Coreia do Sul, mostrando invenção para amarrar os sapatos com um único toque

sia, seguida pelo Irã, Romênia e Arábia Saudita. Alemanha só teve a 7 ª posição. Jean-Luc Vincent. disse que a criatividade dos inventores de modo algum foi prejudicada pela crise financeira global e a recessão em vários países. Eles acrescentaram esforços para tornar a vida na Terra mais fácil e segura. No passado, a feira de Genebra tem ajudado muitos inventores para comercializar as suas ideias a nível mundial.

40º Salão Internacional de Invenções, em Genebra, Suíça Ulli Boehme da Alemanha apresenta sua máquina para viagem, Bail, um novo esporte e lazer

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Peng-Jen Chen, do Taipei, China, apresenta sua bicicleta elétrica dobrável

Sem ele, o mundo provavelmente ainda não teria almofadas infláveis para os passageiros aéreos, ferroviários especiais inscritos cadeiras para pessoas com deficiência para se deslocar entre diferentes andares em suas casas, veículo totalmente automatizado dispositivos de digitalização para os funcionários aduaneiros na fronteira nos pontos de passagem e muito mais coisas úteis.

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40º Salão Internacional de Invenções, em Genebra, Suíça.indd 39

Gao Yu, da China, apresenta sua invenção, um sistema de pouso de emergência de multi-camada de pára-quedas para aviões

Dra. Lenadora, com o Afastador abdominal pneumático usado durante a complicadas cirurgias abdominais

Sistema de reeducação da mão >> A Robotics-Company Ltd, de Hong-Kong, China, ganhou o Grande Prémio da Exposição do 40º Salão Internacional de Invenções de Genebra. Um novo sistema para reeducar e a reabilitar a mão. É em alumínio e projetado para pessoas que sofreram um ataque cerebral. Isso lhes permite recuperar a capacidade motora de suas mãos com apenas o poder do pensamento.

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Segredos do microcosmo

No Deutsche Welle

1 Pego em flagrante Na imagem ampliada 50 vezes podemos ver o carrapato no ato da picada: com a cabeça enterrada no corpo humano, o aracnídeo suga o sangue. Depois de uma farta refeição como essa, os carrapatos podem atingir o tamanho de até três centímetros

2 Fruta doce Os pequenos pontos sobre o morango são na verdade pequenas nozes, por essa razão a fruta pertence à família das nozes e não das bagas - tipo de fruto carnudo simples. O curioso é que pela de�inição botânica, melões e bananas são considerados bagas.

3 Vitória do mais rápido Ampliada mil vezes, a imagem de uma fertilização mostra que assim que um espermatozóide entra no óvulo, todos os outros têm que �icar do lado de fora. Depois da “entrada triunfante”, o espermatozóide muda a super�ície do óvulo, bloqueando o acesso a outros invasores.

4 Cabeça do cogumelo Em uma ampliação de três mil vezes, os esporos marrons em forma de ovos são claramente visíveis. Através deles, os cogumelos comestíveis se espalham e multiplicam

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5 Perfeição

Na Ásia, as plantas de lótus são consideradas uma síntese da pureza. O registro microscópico revela o segredo da folha de lótus: com uma ampliação de 1500 vezes, podemos ver em sua super�ície minúsculas elevações feitas de cera. Elas fazem com que água e impurezas não se acumulem nas folhas. O chamado ‘efeito lótus’ é utilizado em pintura e revestimentos.

6 Peludos Animais de estimação peludos, como gatos, cachorros ou porquinhos da índia são um paraíso para os piolhos. Os pequenos insetos de 1,5 milímetro, aqui ampliados em 38 vezes, também são visíveis a olho nu. Eles se alimentam de caspa, secreções de pele e pelos.

7 Belo franzido A imagem mostra que realmente há algo na ponta da sua língua: duas papilas podem ser vistas, nessa ampliação de 500 vezes. Os seres humanos têm quatro diferentes tipos de papilas que são distribuídas por toda a língua. Elas são responsáveis pelo paladar, tato e pela super�ície áspera.

8 Favor não petiscar Apesar da aparência de bala de goma, o que vemos na foto não é para comer. Aqui podemos ver nossas mais importantes células sanguíneas, ampliadas em mais de três mil vezes: glóbulos vermelhos para transportar oxigênio, glóbulos brancos para o sistema imunológico e plaquetas cinzas para a coagulação do sangue.

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9 Monstrinha

Ainda bem que a mosca doméstica é um animal tão pequeno. É assim que ela se parece ampliada 20 vezes e já serviu de inspiração para um ou outro cineasta. Apesar do aspecto, elas não são perigosas e geralmente se satisfazem com leite ou suco de frutas. As moscas domésticas podem viver por até seis semanas, mas geralmente morrem depois de alguns dias.

10 Paredes altas

...não são um problema para as lagartixas. Com a ampliação de 400 vezes, o registro revela as minúsculas cerdas nas extremidades de seus pés. Elas aumentam a super�ície de contato com a parede lisa e permitem maior aderência. Porém, paredes muito altas podem ser um perigo, já que a aderência só funciona para curtas distâncias.

11 Cristais salgados

A imagem mostra cristais de sal puro ampliados 20 vezes. O cloreto de sódio (NaCl) é derivado do sal-gema e do sal marinho e é, para seres humanos e animais, o mais importante dos sais minerais.

12 Músculos

A ampliação em 720 vezes mostra um músculo do esqueleto. Eles são responsáveis pelos movimentos dos braços e das pernas. Na imagem pode-se ver claramente o tecido amarelo que mantém as �ibras musculares unidas. Olhando as �ibras mais atentamente, podemos ver milhares de estruturas �ilamentosas, a partir das quais o musculo é construído – elas são chamadas de mio�ibrilas.

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13 Coceira…

… é o que sentimos só de olhar para esse anopheles (mosquito-prego) ampliado em 45 vezes. Essa espécie de mosquito tem normalmente cerca de dez milímetros e pode transmitir malária e infecções.

14 Ponta de seta

A boca de um tubarão não é algo que se queira ver de perto. Mas os dentes a�iados são apenas o começo! Dali para fora se estendem minúsculas setinhas espalhadas por toda a pele do tubarão - vistas aqui em uma ampliação de 120 vezes. Com esse arranjo especial, o tubarão consegue nadar tão rápido como uma �lecha pelos mares.

15 Mofou

Quando o prazo de validade dos alimentos expira, surgem na super�ície dos produtos fungos como esse. Mofo ou bolor são comuns em alimentos estragados. Ampliado 500 vezes, ele parece cinza, mas, na maioria das vezes, tem um tom esverdeado.

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Os acordes de uma dama que acordou a Amazônia usicista, entusiasta do teatro, ativista social. Vários sãos os timbres que podem definir as partituras em que a professora, regente e diretora cênica Margarida Schivasappa ditou sua vida. Nascida em Belém do Pará no dia 10 de novembro de 1895, filha de Henrique e Corina da Costa Schivasappa, a célebre dama nortista é responsável por capítulos pioneiros. Foi a difusora na Amazônia do método de educação musical conhecido como canto orfeônico. Vivamente defendida no Brasil por Heitor Villa-Lobos nos anos 30 e 40, a técnica nascida na Europa usava o ensino de conhecimentos musicais como ferramenta de socialização, integração e exaltação ao civismo. As apresentações de canto orfeônico mobilizavam milhares de pessoas (especialmente estudantes) em eventos públicos, realizados em amplos ambientes, como estádios. Apoiado por Getúlio Vargas, Villa-Lobos empenhou-se em tornar essa metodologia corrente e regeu históricas apresentações orfeônicas que congregavam multidões. Descendente de artistas ligados aos palcos, Margarida estudou no famoso instituto Carlos Gomes e obteve bolsa para fazer aperfeiçoamento no Conservatório de Canto Orfeônico, no Rio de Janeiro. Tornou-se a primeira paraense diplomada por este instituto. No concorrido e prestigiado centro de ensinos musicais, foi aluna do próprio Villa-Lobos, ganhando do maestro graus máximos nas avaliações a que foi submetida. Provas de execução musical, técnica vocal, solfejo, ritmo. Schivasappa destacou-se e conquistou o respeito de seus mestres, passando a ser, ela própria, mestre na arte de ensinar. De volta às terras amazônicas, fomentou o ensino do canto orfeônico de modo intenso, dedicado e apaixonado. A exemplo do que propunha seu grande mentor, o criador das Bachianas, realizou na capital paraense memoráveis apresentações orfeônicas. A mais notória de todas aconteceu no dia 06 de setembro de 1939. Num dos principais monumentos paisagísticos de Belém, a ajardinada Praça da República, reuniu mil e quinhentos alunos da rede pública de ensino e os fez cantar de forma única. Margarida também semeou importantes bases para artes cênicas na

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Margarida Schivasappa

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região Norte. De braços dados a relevantes nomes nacionais, como Paschoal Carlos Magno, apoiou vivamente os atores amadores e participou da fundação do histórico Teatro do Estudante. Foi professora de nomes ímpares, como Lúcio Mauro. Em sua carreira por entre as cenas, dirigiu inúmeros espetáculos que iluminaram palcos consagrados como o The- Antonio Pantoja e Carlos Correia Santos atro da Paz. Seu ferrenho empenho em incentivar os jovens a amarem as artes, especialmente as cênicas, rendeu-lhe aplausos de ícones nacionais, como Bibi Ferreira e Henriette Morineau. Preocupada com arte do bem estar nos seus campos mais vastos, Schivasappa também atuou em frentes humanitárias importantes. Foi, por exemplo, a introdutora da Sociedade Pestalozzi na região Norte. Hoje, seu nome batiza um dos mais importantes teatros de Belém, a grande sala de espetáculos da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, tablado que já acolheu importantes personalidades de todo o mundo. Nomes dessa magnitude não podem jamais ganhar a surdina do esquecimento. Afinal, os acordes de Margarida

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continuam ecoando e fazendo acordar o melhor da herança cultural brasileira.

Grande Pesquisador Atualmente, a grande referência no Pará com relação à Margarida Schivasappa é o pesquisador Antônio Pantoja. Dedicado há décadas à apurada missão de reunir informações documentais e testemunhais sobre a célebre professora, Pantoja tornou-se um verdadeiro ouvires da memória em torno dessa grande artista e ativista cultural. O “garimpeiro dos passos de Schivasappa” possui consigo certidões originais, do-

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cumentos pessoais, grande manancial de fotos e vários depoimentos preciosos sobre a musicista. Figuras icônicas como Bibi Ferreira escreveram declarações belas sobre a regente. Todo o trabalho de pesquisa de Pantoja foi reunido num livro que está sendo editado pela Fundação Cultural do Pará Tancredo e Neves e ganhará lançamento em breve. Será a mais sólida e completa fonte de pesquisa a respeito da grande divulgadora do canto orfeônico e incentivadora do teatro na região Norte.

material está sendo transformado em livro, uma grande e completa biografia. E a peça se inspira nesse acervo para poetizar no palco o legado de Schivasappa”, conta o autor, Carlos Correia. E o dramaturgo explica ainda que duas edições compõem o projeto. “Além da biografia do Pantoja, cujo processo de edição está sendo encaminhado pelo Centur, a dramaturgia também foi lançada em livro, mas pela editora Giostri, de São Paulo. No final das contas, isso tudo representa grandes ganhos para o resgate da trajetória dessa relevante senhora das cenas e dos acordes”.

Espetáculo Teatral

Enredo

A memória em torno de uma das mais importantes damas da cultura amazônica encontrou lugar especial nos palcos. Livremente inspirada no acervo do pesquisador Antônio Pantoja, a peça Acorde Margarida traz para mais próximo do público curiosidades e detalhes sobre a trajetória de Margarida Schivasappa, musa cultural que hoje dá nome a um importante teatro da capital paraense. Escrito por Carlos Correia Santos, com direção geral de Hudson Andrade, direção musical de Reginaldo Viana e assistência de direção musical de Zé Neto, o espetáculo une canto, dança e lirismo. As coreografias têm assinatura de Waldete Brito e a realização é da Companhia Teatral Nós Outros, com incentivo da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves. A montagem conta ainda com apoio cultural do Grupo RBA, EKO Estratégias em Comunicação, Espaço Experimental de Dança, Giostri Editora, Gráfica D´Avila, Revista Pará Mais e INCRA. Quem assina a assessoria de comunicação e a criação de conteúdo do projeto é a Parla Página. A produção já foi apresentada numa leitura dramática no dia 25 de fevereiro, no hall de entrada do Centur, como parte das comemorações pelos 25 anos do teatro Schivasappa, teve sua primeira temporada formal entre os dias 15 a 18 de março e voltará ao cartaz entre os dias 07 e 10 de junho, no Teatro Cláudio Barradas. A ideia é que o espetáculo circule por vários palcos da capital e do interior até ganhar apresentação especial na reabertura do teatro da Fundação Tancredo Neves, atualmente em reforma. O elenco conta com Maíra Monteiro, Tiago de Pinho, Cacau Novais e Fernanda Barreto. O suporte musical é feito por Zé Neto e Junior Cabrali. A iluminação é de Sônia Lopes. “A criação desta dramaturgia só foi possível graças à gentileza do pesquisador Antônio Pantoja, que me permitiu ter acesso ao vasto material documental que ele vem reunindo sobre Margarida ao longo de muitos anos. Esse 46

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A metáfora é a grande senha usada pelo enredo de Acorde Margarida para abrir as portas do universo em torno da grande dama do canto e do teatro nortista. No concorrido e abarrotado DMP (Departamento da Memória Pública), chega um pedido urgente e aflito. Um ofício anônimo implora: por favor, resgatem o legado de Margarida Schivasappa. O atrapalhado despachante que recebe a solicitação fica angustiado. Mas quem, afinal, é essa senhora? Só lhe resta pedir a ajuda de sua superiora, a apática e estranha Madame Memê. O problema é que nem ela sabe quem é a tal Margarida. Tudo fica muito mais complicado quando duas senhoras surgem no DMP afirmando que são Margarida Schivasappa. Mas qual das duas fala a verdade? E por que toda essa confusão está acontecendo? Uma grande e provocativa metáfora sobre o esquecimento que aprisiona o legado de artistas fundamentais para a História Cultural do Brasil: esse é o diapasão que afina o musical Acorde Margarida, mais um texto do premiado dramaturgo Carlos Correia Santos que revira os baús do ontem para trazer de volta à luz a obra de grandes mestres. Aluna de Villa Lobos, destacada por Getúlio Vargas e saudada por Bibi Ferreira, Margarida Schivasappa atuou decisivamente para o crescimento da arte cênica na região Norte. Foi uma das fundadoras do Teatro do Estudante, disseminou a técnica do Canto Orfeônico e ajudou na chegada da Fundação Pestalozzi ao Pará.

(*) CARLOS CORREIA SANTOS é pesquisador e escritor premiado nacionalmente, autor, dentre outras obras, das peças “Nu Nery”, “Ópera Profano” e do romance “Velas na Tapera”. Para mais informações acesse os blogs: http://nadasantostudoalma.blospot.com http://mesmoquenaoqueiraseutecontos.blogspot.com

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Destruição da floresta local…

erá que vale a pena comparar alguns aspectos considerados nesta crônica com os que provavelmente serão alardeados no acontecimento que vem por ai, realizado vinte anos depois de sua

primeira edição? Senão vejamos, em momento algum da nossa história a devastação, principalmente a da Amazônia dita Legal, nunca foi tão acentuada, pois,impulsionada por verbas federais, os ricos fazendeiros oriundos das regiões do sul e do sudeste do Brasil e que aqui se instalaram, deram absoluta preferência à atividade pecuária para explorar comercialmente e que, invariavelmente, resulta na destruição da floresta local, tendo em vista que utiliza em determinadas situações, todos os meios possíveis e imaginários para se estabelecer. A novidade agora é a eliminação da mata ciliar por máquinas pesadas, que está pura e simplesmente causando assoreamento e em seguida o desaparecimento acelerado de cursos d’água como rios, igarapés e furos, e com isso, o sumiço de exemplares da fauna e flora existentes. Outra inovação no processo de predação que aqui parece querer se eternizar tal a prolixidade de maus exemplos, é a aquisição de pequenas e médias propriedades destinadas à formação de imensas áreas de pastagem e campineiras para repouso e engorda

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do gado que vem de diferentes regiões do estado serem exportados para países como Venezuela, Egito e Itália. A derrubada da floresta “madura” para o uso de serrarias de diversos portes que, se beneficiando da escassa presença de órgãos de controle ambiental, surgem em número crescente, resulta em um processo de contrabando, feito através de “portas e travessas”, superando qualitativa e quantitativamente a produção oficial do Estado, conforme pode ser lido nos veículos de comunicação. Um reforço devastador com grande destaque na região consiste na derrubada de árvores adultas para alimentar estruturas rudimentares chamadas caieiras onde jovens e crianças são recrutadas para desenvolver

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Desmatamento ilegal com uso de “correntão” para pastagem e campineiras para repouso e engorda do gado

trabalho pesado e desumano visando a produção de carvão vegetal que abastece na maioria das vezes indústrias produtoras de ferro gusa localizadas na região sudeste do estado do Pará. O resultado cruel dessa exploração pode ser observado nos inúmeros acidentes, muitas vezes não divulgados além de serem de dificil atendimento envolvendo jovens, bem como, no afastamento, às vezes definitivo, destes da rede de ensino. Vale à pena também lembrar outro fator de alta destruição do meio ambiente que é a pesca predatória realizada na costa atlântica, em rios e igarapés, sem esquecer da captura de peixes ornamentais para exportação, em larga escala, para paises como Japão e Estados Unidos, obtidos preferencialmente da região do Rio Negro, no estado do Amazonas. Tendo como finalidade o preparo de área para a implantação de pastagens, é praticamente impossível contabilizar o número de pontos de fumaça e fogo em toda Amazônia Clássica ou Ribeirinha no periodo de menor pre-

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cipitação de chuvas na região. A quantidade chega a causar risco à navegação aérea e prejudicar a movimentação terrestre e aquática. Existe também a predação cientifica efetuada,

invariavelmente, por bem intencionados integrantes de navios de pesquisa, como é o exemplo do Alpha Helix, de origem norte americana que durante 2 anos aportou na Amazônia e, após realizar a coleta e estudo de material de interesse, encaminhou todo o acervo direto para o pais de origem. A famosa embarcação comandada pelo Almirante Jacques Cousteau, esteve por aqui e como não poderia deixar de ser, se apossou do conhecimento amazônico e partiu para comercializar as belas imagens obtidas no Inferno Verde. Na década de 1990, um pesquisador brasileiro de ascendência asiática financiado por universidade americana, passou alguns anos nas várzeas do município de Abaetetuba, no estado do Pará, estudando aparentemente o camarão regional. Encerrado o projeto, foi embora com malas e cuias e nunca mais voltou. Além de casos como este, sabe-se que informações sobre fármacos naturais e doenças são coletadas em tribos indígenas, comunidades ribeirinhas e outras populações locais, com os resultados sendo encaminhados para fora do Brasil. Problema de alta complexidade de difícil solução, apesar do empenho das nossas Forças Armadas (Exército, Marinha . e Aeronáutica) é o que diz respeito à proteção das extensas fronteiras brasileiras, destacadamente no que se refere ao combate ao contrabando de drogas, armas, munições e de espécimes pertencentes à biodiversidade amazônica. Será que a Rio +20 conseguirá apresentar dados concretos para impedir que a situação em que se encontra a região amazônica seja modificada? Fumaça e fogo em toda Amazônia Clássica ou Ribeirinha no periodo de menor precipitação de chuvas na região, a quantidade chega a causar risco à navegação aérea…

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Na internet, nem tudo é o que parece ser. Acompanhe as atividades dos seus filhos na internet. Sites de jogos, redes sociais e comunidades podem esconder adultos que usam falsos perfis para aliciar crianças e adolescentes para a pornografia ou a violência sexual. Fique atento. Relacionamentos virtuais podem levar a problemas reais. Denúncias online: www.disque100.gov.br

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