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janeiro 2011

Belém - Pará - Brasil

ISSN 16776968

Edição 108

6,00 3

A POSSE DO GOVERNADOR SIMÃO JATENE BELÉM, 395 ANOS PACTO CONTRA A DENGUE

www.paramais.com.br


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EDIÇÃO 108 - JANEIRO/ 2011

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Simão Jatene, o governador do Pará

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Histórico do Governador

Prefeito entrega maior honraria municipal ao ministro Padilha

Ministério da Saúde e Governo do Pará debatem e fazem pacto para combate à dengue ...

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PUBLICAÇÃO Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

ÍNDICE

Belém se veste de expectativas para o turismo em seus 395 anos

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Feliz Ano Novo!

A comemoração do aniversário de Belém

DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Benigna Soares, Camillo M. Vianna, Carlos Correia Santos, Francisca Romana Giacometti Paris, Izabelle Araujo, Hinton Bentes, Ivan Postigo, Maria Fernanda Ramos Coelho, Rosely Boshini, Sylvia Maria Mendonça do Amaral, Sergio Pandolfo, Valmor Bolan, Valter Chile; FOTOGRAFIAS: Adalvio Soares, Claudino Marques e Jefferson Severino (ABRAJET); João Ramid/Abrajet-PA / Agência Amazônia de Comunicação; Alessandra Serrão/AG. PARÁ; José Pantoja/ Sespa; Alzir Quaresma, Elivaldo Pamplona e João Gomes/Comus; Cláudio Santos,Eliseu Dias e Rodolfo Oliveira/ Ag. Pa; Ronan Cruz Farias; Wander J. Castanho e Werick Santos ; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

ANATEC ASSOCIAÇÃO DE PUBLICAÇÕES

PA-538

CAPA

150 anos da CAIXA: Uma história de compromisso com o Brasil

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Presentear com solidariedade

ORGULHO DE SER PARAENSE:

36 O anjo alado por versos 48

Mentes criativas planejam o sucesso

Palacete Pinho, cuja cerimônia de entrega fez parte da programação do aniversário de Belém e segundo o prefeito Duciomar Costa deverá ser transformado em um Centro Cultural. Foto: NPP/Comus

Blog da Amazônia

www.revistamazonia.blogspot.com


Feliz Ano Novo! E

ntre os povos do nosso mundo é costume no final de ano desejar um Feliz Ano Novo, mas o que isto realmente significa? Falamos a mesma frase desde há muito tempo, mas o mundo não parece estar mais feliz a cada ano que passa. Basta seguirmos a notícias do dia a dia pelo mundo e constataremos esta triste verdade. Continuamos a ter milhões de pessoas morrendo de fome ou doentes pela falta de uma nutrição mínima adequada, milhares sem teto perambulando pelas ruas, drogados em todos os cantos do planeta, pilhas de mortos e mutilados pelas guerras, famílias desesperadas pelo fantasma do desemprego e falta de futuro digno, desastres ambientais criminosos ou naturais de todas as espécies e assim por diante. Alguns dirão: Foi sempre assim! E não estão errados, pois foi sempre assim e de acordo com minha opinião e de muitos outros observadores, está piorando a cada ano que passa. O que está errado? Todos desejam Feliz Ano Novo, mandam cartões, trocam presentes e o novo ano piora um pouco mais no aspecto global. Evidente, para muitos o ano melhora e tudo de bom acontece. O meu questionamento é em relação ao planeta como um todo, olhando

por Célio Pezza

Feliz Despertar a todos!

para todas as regiões onde exista um ser humano profundamente necessitado. O que está errado? Será que desejamos um Feliz Ano Novo, mas não fazemos nada para que ele se transforme e simplesmente ficamos assistindo o mundo desmoronar? Desejamos um Feliz Ano Novo e continuamos a bater na mulher, filhos, e ser o mesmo “machão” estúpido de sempre? Desejamos um Feliz Ano Novo e continuamos roubando e fazendo acertos “por baixo dos panos” e prejudicando alguém como sempre? Desejamos um

Feliz Ano Novo e continuamos comercializando drogas para um batalhão de viciados? Desejamos um Feliz Ano Novo e continuamos a ser o mesmo preconceituoso e intolerante de sempre? O que está errado? Será que infelizmente este “Feliz Ano Novo” é somente uma frase pronta que repetimos da boca para fora, pois é de bom tom fazê-lo no final do ano? Faz parte da nossa cultura e tradição, ficar repetindo como papagaios e mandando cartões e mensagens das mais variadas formas? Será que é isto? Somos papagaios que repetem frases e na verdade nem sabemos seu significado? Para ser de verdade um ano novo feliz, precisamos uma coisa fundamental: mudarmos nós mesmos. Não nos preocuparmos em repetir frases prontas ou mandar e-mails bonitos e cheios de estrelinhas piscando ao redor de taças de champanhe e pacotes de presentes. O Ano Novo ou Réveillon é a celebração do término de um ano e o início de outro. A palavra réveillon vem do francês réveiller que significa acordar, despertar. Vamos neste final de ano, despertar para esta triste realidade e mudar. Deixar de lado os preconceitos, as mesquinharias, o ódio, a ignorância, a maldade, a brutalidade, o desamor, o conceito de “levar vantagem” e a intolerância. Desta forma, quem sabe teremos um FelizAno Novo de verdade. Feliz Despertar a todos! P (*) Escritor (www.celiopezza.com), mas tem sua formação acadêmica em Química e Administração de Empresas

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O governador Simão Jatene e o vice-governador Helenílson Pontes

Simão Jatene o governador do Pará Fotos Cláudio Santos, Eliseu Dias e Rodolfo Oliveira/ Ag. Pa

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imão Robson de Oliveira Jatene, 61 anos, tomou posse em solenidade no plenário da Assembleia Legislativa do Pará, como governador eleito do Pará. A faixa foi repassada pela exgovernadoraAna Júlia Carepa. Antes da cerimônia de posse, Simão Jatene assistiu a uma missa de Ação de Graças por celebrada pelo arcebispo de Belém dom Alberto Taveira e pelo arcebispo emérito dom Vicente Zico, na Igreja da Sé. Durante a missa, Dom Taveira lembrou que ontem era comemorado o dia da Paz. Leu trechos de uma mensagem do papa Bento XVI e entregou a íntegra ao governador. Jatene recebeu também das mãos do arcebispo uma imagem de Santa Maria de Belém por ter ele havia iniciado as obras de restauração da igreja da Sé. Após a missa, Simão Jatene saiu em caminhada até a 08

Com a imagem de Santa Maria de Belém

Assembleia Legislativa, no centro histórico da cidade, acompanhado de sua esposa, a primeira dama Ana Jatene, e do vice-governador Helenílson Pontes, junto com parlamentares, familiares e amigos. Na Assembleia Legislativa, foi recebido pelo presidente da Casa, deputado

Domingos Juvenil e, em seguida conduzido por um grupo de deputados ao plenário. Na presença também do presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Rômulo Nunes; do procurador chefe Geraldo Rocha, do arcebispo Dom Taveira, de deputados e convidados, assinou o termo de posse e declarou, em juramento: "“Prometo manter, defender, cumprir e fazer cumprir as constituições do Brasil e do estado do Pará, com objetivo de ajudar a construir uma sociedade livre, justa e solidária". Encerrando o seu discurso: "Há pouco espaço pra erros e revanchismos. O Pará é maior que todos nós, que partidos e instituições. É com muita humildade que assumo novamente o governo. Que Deus nos ilumine. Muito obrigado para cada um de vocês." Helenilson Pontes fez também seu juramento e foi empossado novo viceparamais.com.br


Saudando e sendo ovacionado pelo povo

governador do Pará. Em palco montado na frente do Palácio Lauro Sodré na praça João Paulo II, Ana Júlia Carepa transferiu a faixa governamental à Simão Jatene. Em seu discurso, disse o governador: "Estou aqui para servir a todos no Governo do Pará. Para isso, trago meus valores para ajudar, especialmente, os que mais precisam. À confiança do povo paraense, só posso agradecer com trabalho. Agradeço aos familiares e às pessoas mais próximas e, de forma muito, muito profunda aos militantes que

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Simão Jatene, governador eleito, recebendo a faixa governamental de Ana Júlia Carepa

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Dom Vicente Zico e o governador

Na missa de Ação de Graças na Igreja da Sé

Dom Alberto Taveira, arcebispo de Belém, saúda o governador

Após missa na Catedral Metropolitana, Simão Jatene saiu em caminhada até a Assembleia Legislativa

mostraram que minha campanha estava sendo realizada com muitas vozes e corações. Precisamos corresponder às expectativas dos milhões que constróem este Estado com o suor do seu rosto e o calo de suas mãos". Além disso, Jatene destacou três setores básicos que considera essenciais. "Devemos priorizar a Saúde, a Segurança e a Educação". Na área da Saúde, dois novos hospitais irão se somar aos cinco construídos no nosso primeiro governo e, em parceria com as prefeituras, vamos modernizar os hospitais municipais; Na Segurança pública: 'É importante também investir em todo o sistema de segurança, mas é igualmente importante criar e cultivar a cultura da paz. Isto significa acabar com o conflito e caminhar para a Paz, tão desejada pela população.' Sobre a Educação: 'Construir e manter escolas são tarefas do cotidiano do poder público. O que precisamos fazer é criar 10

homens e mulheres. Esta é a prioridade do nosso governo.' Em determinado momento de seu discurso, Jatene reclamou que o Pará ainda não é visto pelo País com a grandeza de que se faz merecedor. Para vencer essa barreira, a fórmula seria a união das

bancadas paraenses em Brasília para reivindicar maiores fatias na distribuição de recursos. Simão Jatene enfatizou ainda que servirá a todos no governo do Pará; que ajudará, especialmente, aqueles que mais precisam; e agradeceu ao povo paraense

Lendo o Termo de Posse na Assembleia Legislativa paramais.com.br


Ao lado do Senador Flexa Ribeiro

Passando em Revista a Tropa Durante a cerim么nia de posse

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Em reverência à Bandeira do Pará

pela confiança. "Precisamos corresponder às expectativas dos milhões que constroem este Estado com o suor do seu rosto e o calo de suas mãos". Jatene pediu que fosse fiscalizado, junto com sua equipe de governo. "No órgão público, o cidadão é quem manda. Ele não é cliente, como no órgão privado. Portanto, merece ser tratado com respeito e atendido em suas reivindicações." Finalizou o discurso como Governador do Pará dizendo : "Me ajudem a não errar e a acertar para fazer o melhor", e ressaltando o sentimento que vai levar em sua gestão: "É com muita humildade frente à grandeza deste Estado que volto assumir o governo do Pará".

Helenilson Ponte, vice-governador eleito, também tomou posse no novo cargo.

Orientações ao secretariado Na primeira reunião com o secretariado e presidentes de órgãos, antes da cerimônia oficial de posse, o governador Simão Jatene enfatizou uma Mensagem clara, contendo os princípios gerais para uma ação conjugada e coordenada aos integrantes da equipe de governo:"Quero a união de todos, prevalecendo sobre os interesses partidários de cada um". “Continuem tendo a paixão pelos respectivos partidos, mas vamos colocar essas coisas num patamar menor que o

Manifestações do público

O público lotou a frente do Palácio Lauro Sodré

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Agradecendo o público presente

O público durante cerimônia de posse de Simão Jatene

compromisso que se deve ter com o Estado. Somos poucos. Se nos dividirmos, seremos fracos. Temos de nos constituir em uma equipe. Não dá para transformar cada órgão em um feudo. Essa é a fórmula do fracasso. Entendo a vaidade e a competição, desde que não cheguem a prejudicar de forma grave o projeto coletivo”, disse o governador. Jatene, garantiu ainda ser o atendimento à população carente a prioridade para o novo governo. “Algum de vocês já precisou ser atendido no Pronto-Socorro? Já foi em uma delegacia?”. Ninguém se manifestou. “Quatro anos pode ser muito tempo, mas pode ser muito rápido também. Para as carências e demandas do Estado, quatro anos é pouquíssimo tempo. Esse talvez seja o maior desafio de nossas vidas. Nosso tempo é muito curto para perdermos com revanchismo. Não temos tempo a perder, porque essa talvez seja a última oportunidade de nossa geração transformar esse Estado”. P

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Histórico Simão Jatene é filho de um imigrante libanês com uma nordestina. Nasceu em Belém, mas foi criado em Castanhal. Formou-se em Economia pela Universidade Federal do Pará e, na Universidade de Campinas (SP), fez mestrado na mesma área. Em 1982, participou da primeira eleição direta para governador depois da ditadura militar. Já foi secretário de Planejamento do Estado em dois governos, secretário de Produção e secretário geral do Ministério da Previdência. Foi um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), em 1988. Em 2002, foi eleito governador do Pará. Nas eleições de 2010, Simão Jatene voltou a ocupar o maior cargo do Executivo paraense.

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Basílica de Nazaré

Teatro da Paz

se veste de expectativas para o turismo em seus

395 anos B

por Benigna Soares * Fotos Adalvio Soares, Claudino Marques, Fernando Araujo, Jefferson Severino, João Ramid (ABRAJET) e Vanessa Paiva

elém acaba de completar 395 anos e como todo aniversariante veste seu melhor figurino. Neste caso, boas expectativas para impulsionar a economia paraense com novos investimentos em uma das suas principais atividades econômicas, o turismo. A esperança vem depois de quatro anos de retrocesso na área, pela falta de investimentos e principalmente pela ausência de promoção e comercialização do destino Pará. As novas expectativas são motivadas, especialmente, pelo compromisso assumido pelo governador Simão Jatene,

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de colocar o turismo entre os eixos prioritários de sua gestão. "Nossa prioridade é retomar o Plano Estadual de Desenvolvimento Turístico do Estado do Pará. Depois, vamos investir em promoção e divulgação dos produtos turísticos paraenses, e ainda trabalhar a articulação de todos os setores: públicos, empresariais, não governamentais". Afirma Adenauer Góes, novo presidente da Paratur – Companhia Paraense de Turismo, pasta que recebeu de Jatene. “Vamos trabalhar para que o turista venha conhecer as belezas de Belém, do Marajó, do Tapajós, de todo o Pará". Acrescenta Adenauer que tem como desafio inicial

reerguer a Paratur e comandar a criação da Secretaria de Estado de Turismo do Pará. A maior expectativa de Belém, enquanto pólo turístico, neste momento é quanto à articulação que poderá ter para se desenvolver como um dos 65 Destinos Indutores do Turismo Internacional, assim eleita pelo Ministério do Turismo, juntamente com o pólo Tapajós e o Marajó. Essa articulação se fortalece à medida que houve uma ampla adesão ao G r u p o G e s t o r, a r t i c u l a d a p e l a Coordenadoria Municipal de Turismo (Belemtur) e pela Paratur, dos municípios que integram a Região Metropolitana de Belém.

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Complexo Feliz Luzit창nia

Ver-o-Peso, eleito em 2008 pela Revista Caras uma das Sete Maravilhas do Brasil paramais.com.br

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No Museu Emílio Goeldi

Maiores ainda são as possibilidades de Belém, no momento em que é do Pará a nova secretária Nacional de Políticas de Turismo, Izabel (Bel) Mesquita, que reuniu com o trade paraense no dia 18 de janeiro, na sede da FAEPA, em Belém. A ex-prefeita de Parauapebas, que embora tenha vindo ao Pará na década de 80 diz se sentir genuinamente paraense, afirma que é prioridade o apoio ao turismo paraense. "Nós conhecemos Belém lá fora como uma cidade muito bonita. No contexto geral, a gente pensa que conhece a cidade,

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que conhece o Brasil. Mas há muito o que divulgar, há muito o que conhecer", disse ela, para quem a política é ferramenta importante nesse processo de investimento no turismo, por que é mecanismo de articulação, debate e avanços. A secretária deixa claro que sua política de investimentos contemplará setores como o turismo rural e pequenos empreendedores, e destacou a importância de parceiros como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas

Empresas (Sebrae) e a Companhia Paraense de Turismo (Paratur), que por várias décadas sempre foi referência nacional e internacional em termos de ações turísticas. Isabel Mesquita tem como desafios na gestão do turismo nacional a promoção dos Jogos Olímpicos e a Copa de 2014. "O turismo vai deixar de ser só glamour. Vamos brilhar, levar para fora Belém, o Pará", garantiu ela, que assume a Secretaria no início de fevereiro, com a missão de auxiliar na formulação,

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Maiores ainda são as possibilidades de Belém, no momento em que é do Pará a nova secretária Nacional de Políticas de Turismo, Izabel (Bel) Mesquita, que reuniu com o trade paraense no dia 18 de janeiro, na sede da FAEPA, em Belém. A ex-prefeita de Parauapebas, que embora tenha vindo ao Pará na década de 80 diz se sentir genuinamente paraense, afirma que é prioridade o apoio ao turismo paraense. "Nós conhecemos Belém lá fora como uma cidade muito bonita. No contexto geral, a gente pensa que conhece a cidade, que conhece o Brasil. Mas há muito o que divulgar, há muito o que conhecer", disse ela, para quem a política é ferramenta importante nesse processo de investimento no turismo, por que é mecanismo de articulação, debate e avanços. A secretária deixa claro que sua política de investimentos contemplará setores como o turismo rural e pequenos empreendedores, e destacou a importância de parceiros como o Serviço

Praça da República

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Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Companhia Paraense de Turismo (Paratur), que por várias décadas sempre foi referência nacional e internacional em termos de ações turísticas. Isabel Mesquita tem como desafios na gestão do turismo nacional a promoção dos Jogos Olímpicos e a Copa de 2014. "O turismo vai deixar de ser só glamour. Vamos brilhar, levar para fora Belém, o Pará", garantiu ela, que assume a Secretaria no início de fevereiro, com a missão de auxiliar na formulação, elaboração e monitoramento da Política Nacional de Turismo. Um fator também relevante para o turismo em Belém neste momento é que o patrimônio histórico e cultural vem sendo recuperado pela Prefeitura de Belém. Prédios como o Palacete Pinho, entregue completamente restaurado para a população, chega para somar com outras referências, como o conjunto de casas antigas da Cidade Velha, também sendo

restauradas. A recondução à Secretaria de Cultura do Estado do Pará (Secult), do engenheiro Paulo Chaves Fernandes, também promete avanços. Paulo assina importantes obras de infraestrutura turística , como o Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, Pólo Joalheiro, Complexo Feliz Lusitânia, Mangal das Garças e outras que colocaram Belém no centro de disputa do turismo de eventos a nível internacional.

Belém A cidade de Belém foi fundada em 1616. Sua vocação para o turismo é, ao contrário de muitas cidades brasileiras, em vários segmentos: turismo de eventos, ecoturismo, turismo cultural e histórico, turismo gastronômico, religioso, etc. A cidade tem como um dos seus principais cartões postais o complexo Ver-o-Peso, que em 2008 foi eleito pela Revista Caras uma das Sete Maravilhas do Brasil. Guardião de um rico patrimônio histórico,

Praça Batista Campos

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parte deste processo de recondução de Belém ao status de Metrópole da Amazônia, que ainda há muito o que construir, mas acima de tudo, há muito o que preservar.

Belém: capital do Pará

No Jardim Botânico Rodrigues Alves

o Ver-o-Peso tem em sua arquitetura, características da segunda metade do século XVII, é herança da belle époque, quando a influência européia, em especial da França e Portugal, se acentuou graças aos lucros obtidos com o Ciclo da Borracha. Essa beleza se reflete por toda a cidade. Teatro da Paz, Palácio Antônio Lemos, Museu Goeldi, Jardim Botânico Rodrigues Alves, praça da República e praça Batista Campos, são algumas das referências para quem deseja conhecer a cidade. Na gastronomia, o tacacá, pato no tucupi e maniçoba comandam um cardápio que já conquistou grandes chefes do mundo, atraídos pelo saudoso embaixador da gastronomia paraense, o sempre chef Paulo Martins, que embora tenha recebido um chamado divino merece reconhecimento e respeito pelo trabalho que desenvolveu, de forma pioneira por várias décadas. Nestes 395 anos, Belém, silenciosamente, faz uma reflexão sobre tudo o que conquistou até aqui e sobre como quer chegar aos seus 400 anos. Lá fora, a

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música, seja carimbó, calypso, ou outros ritmos, vai ecoando o desejo do povo paraense, um dos mais carismáticos do Brasil, de bem receber aqueles que buscam nossas riquezas, nosso destino turístico. Sabem todos aqueles que fazem

Títulos: Metrópole da Amazônia, Cidade das Mangueiras, Cidade Morena, Terra do Tacacá e do Açaí; - Maior cidade na linha do Equador - Segunda cidade mais populosa da Região Norte; - Segunda maior Região Metropolitana do Brasil - Característica: herança de miscigenações do povo português, índios tupinambás e negros africanos. - Localização privilegiada às margens do rio Guamá, com acesso aéreo facilitado pelo Aeroporto Internacional de Val de Cans, acesso rodoviário pelas BR 316 e BR 010, além de acesso fluvial devido à sua proximidade com os rios Amazonas e com o Oceano Atlântico. P (*) ABRAJET / PARÁ

Mangueiras de Belém,

pelo artigo 52 da Lei Ordinária n° 7709, de 18 de maio de 1994, "as mangueiras e samaumeiras existentes nos logradouros públicos do município de Belém, integram o Patrimônio Histórico e Ambiental da cidade"

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Prefeito entrega maior honraria municipal ao ministro Padilha

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Fotos Ricardo Souza e Alzyr Quaresma/Comus

lexandre Padilha, ministro da Saúde, recebeu de Duciomar Costa, prefeito de Belém,a medalha Francisco Caldeira Castelo Branco pelos seus relevantes trabalhos em prol da capital paraense, em cerimônia realizada no Palácio Antônio Lemos. A solenidade contou com a presença de todo o secretariado municipal e da comitiva do ministro, que estava na cidade para campanha de combate a dengue. “Com esta medalha, o prefeito Duciomar conquistou mais um parceiro para a melhoria da saúde de Belém. Eu e toda a minha equipe estamos de portas abertas e com muito carinho para resolver as séries de problemas da saúde em Belém e todo o Estado”, discursou o ministro em agradecimento por receber a medalha, maior honraria concedida pelo Município. Ele enfatizou que a sua primeira grande ação será no combate a dengue. “Reúno com toda a sociedade e também com a iniciativa privada no combate a este mal. Já sou cidadão de Belém e com esta medalha sou um cidadão muito mais

Alexandre Padilha e Duciomar Costa

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recebe a medalha Francisco Caldeira Castelo Branco do prefeito Duciomar Costa

motivado para ajudar esta cidade”, enfatizou. O prefeito Duciomar Costa também discursou em agradecimento ao ministro. “Este ato é um reconhecimento pela competência do ministro Padilha. Ele sempre teve um carinho diferente pelo Pará e por nossa cidade. Ele conhece a nossa realidade. A presidente Dilma fez a escolha certa em sua nomeação. Esta é uma forma de dizer um muito obrigado por todo o seu trabalho por Belém”, disse o prefeito, relembrando a atuação do ministro Padilha no governo passado na aprovação de recursos para execução de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Belém. O presidente do Fundo ver-o-Sol, Helder

melo, aproveitou a oportunidade para apresentar ao ministro e sua equipe o trabalho que é realizado no município com o Programa Farmácia Nativa. “Esperamos fechar parceria para que este projeto ganhe renome nacional”, declarou Helder. P

Este ato é um reconhecimento pela competência do ministro Padilha

Durante a solenidade

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha agradecendo sensibilizado a homenagem da PMB paramais.com.br

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Ministério da Saúde e Governo do Pará debatem e fazem pacto para combate à dengue no estado Ministro da Saúde, Alexandre Padilha e o governador do Estado do Pará, Simão Jatene no encontro com profissionais e técnicos da área de saúde para discutir estratégias de combate à dengue no Pará

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Fotos Alessandra Serrão/AG. PARÁ; José Pantoja/ Sespa; Elivaldo Pamplona/Comus

governador Simão Jatene recebeu o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na capital paraense e disse de sua alegria em receber o ministro da Saúde no Pará , logo no início do seu mandato e aceitou o pacto para combater o avanço da dengue no Estado. O encontro teve como objetivo central a união de esforços entre os governos federal, estadual e municipais, no combate à dengue no Pará, que se encontra entre os 16 estados brasileiros com alto risco de epidemia da doença. Para o governador, "somos um grupo de humanos num momento de transição do milênio e ainda nos confrontamos com antigas mazelas. Não é questão de saber, o saber nós temos, o que falta é capacidade de construir uma grande aliança". Conforme Jatene, em pleno terceiro milênio, 2,5 milhões de paraenses vivem com R$ 4,00 por dia. "temos desafios, mas apesar da diversidade do Estado, ainda não tivemos competência para usar essa diversidade para reduzir as desigualdades", lamentou. Assim, de acordo com Jatene,

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"independentemente de partidos políticos é preciso construir alianças e pactos para melhorar a vida das pessoas". "Eu tenho certeza que nós vamos vencer a dengue, vamos começar com o pé direito, vamos mostrar que é possível", afirmou Jatene, ressaltando que as desigualdades o incomodam, não as diferenças. "Vamos vencer o inimigo comum com a determinação de cada um de nós, esse teste é importante para todos nós", ressaltou. "A urgência agora é a dengue, mas agora podemos melhorar a qualidade da saúde, reduzir a pobreza e a desigualdade", complementou. O encontro teve como objetivo central a união de esforços entre os governos federal, estadual e municipais, no combate à dengue no Pará.

encontro entre os gestores dos três níveis de governo aconteceu no auditório do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna. Além do governador e do ministro, compuseram a mesa do evento o secretário estadual de Saúde, Helio Franco, a prefeita de Santarém, Maria do Carmo Martins, e o secretário municipal de Saúde de Belém, Sérgio Pimentel. O auditório estava lotado de prefeitos, secretários municipais e profissionais de saúde. Padilha propôs que seja feita uma grande mobilização social contra a dengue, envolvendo o poder público, empresários, entidades de classe, organizações não governamentais e sociedade em geral. Pois só assim é possível o Brasil evitar uma grande epidemia da doença em 2011. O ministro da Saúde ressaltou a importância da vigilância epidemiológica e do funcionamento da rede de atenção, para o diagnóstico e tratamento dos casos suspeitos, evitando o agravamento do quadro clínico. Ele afirmou que fará o acompanhamento semanal de todos os casos suspeitos de dengue no Estado. Ele informou que foi criado um grupo interministerial envolvendo 13 Ministérios, que estão planejando suas ações de forma integrada, incluindo o combate à dengue, o que pode ser reproduzido nos Estados e Municípios entre as áreas de obras, coleta de lixo, saneamento e esgoto etc. Também disse que parte dos recursos do PAC poderá ser utilizado pelos municípios para ações de limpeza. Como parte da mobilização, Padilha pretende sensibilizar os empresários, Alexandre Padilha, Ministro da Saúde

Ministro "É o momento da virada para derrotarmos a dengue", com essas palavras, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, convocou o governador Simão Jatene, prefeitos e secretários de saúde para uma verdadeira guerra contra dengue no Estado. O paramais.com.br


Técnicos de várias instituições discutiram as ações que serão adotadas para combater a ameaça da dengue no Estado

Hélio Franco, titular da Sespa, mostrou ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e aos prefeitos como o Pará enfrentará a ameaça da dengue

mostrando que a dengue pode ter impacto no processo de trabalho e produção à medida que os trabalhadores doentes faltam ao serviço. Sua intenção também é se reunir com lideranças religiosas. "Se cada padre, pastor, pregador puder falar um pouquinho da dengue..." Padilha quer mobilizar os profissionais de saúde como médicos, enfermeiros e dentistas e também vai se reunir representantes de operadoras de planos de saúde "já que muitos óbitos por dengue são de pessoas que têm plano de saúde". E de acordo com o ministro, o que faz as pessoas morrerem é não procurarem a unidade mais próxima de sua casa, e sim hospitais ou pronto socorros onde acabam esperando mais tempo por atendimento. O ministro da Saúde prometeu mandar equipes da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) e da Secretaria de Vigilância à Saúde (SVS) para fazerem um diagnóstico da situação da dengue no Pará. Inclusive, já há técnicos do Ministério da Saúde em Belém com esse objetivo. "Queremos a rede de atenção

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preparada para atender às pessoas", observou. Concluindo, Alexandre Padilha disse que tem um carinho especial pelo Pará e que se tornou um pouco paraense quando começou a vir para cá como docente de um mestrado na área de saúde, em Santarém. Ele afirmou, por fim, que esse é o primeiro teste para todos, governo federal, estadual e municipal. "Não interessa o partido do governo, nosso

objetivo é melhorar cada vez mais a estrutura de controle da dengue em todos os lugares". Ao final, Jatene garantiu que o Ministério da Saúde será parceiro no combate à doença no Estado e afirmou que uma grande aliança entre todas as esferas foi pactuada. “Ainda discutiremos a questão dos repasses federais, mas é certo que o Ministério será nosso parceiro”, garantiu o governador. Jatene disse que o momento agora é de discutir as estratégias de combate e identificar os municípios onde a situação é mais crítica.

O encontro na Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, com profissionais e técnicos da área de saúde

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Após o encontro, Alexandre Padilha e Simão Jatene se cumprimentam

O governador (ao centro) e o ministro (à esquerda) foram acompanhados por diretores e equipe técnica do hospital de referência Barros Barreto

Alexandre Padilha reafirmou que esse é o primeiro teste para todos, governos federal, estadual e municipal. “Não interessa o partido do governo, nosso objetivo é melhorar cada vez mais a estrutura de controle da dengue em todos os lugares”. Outras ações de reforço aos estados são a compra de medicamentos, o uso de carros fumacê, a distribuição de kits de diagnóstico, de larvicidas e material educacional. Essas ações estão orçadas em R$ 1,08 bilhão.

Sespa O secretário estadual de Saúde, Helio Franco, disse que todos têm informações sobre dengue, o que falta é convencer as pessoas a tomarem providências. Ele criticou a banalização da dengue, inclusive pela classe médica, mas o fato é que 10% dos casos da doença têm complicações que podem levar à morte. "Não adianta haver Plano Estadual e Municipal de combate à dengue sem a participação efetiva da população, uma vez que 70% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti estão dentro de casa ou no entorno das casas". Ele também citou a necessidade de envolver as crianças e adolescentes nessa luta, por meio da educação. Na opinião do secretário, quando a Constituição diz que "a saúde é um direito de todos e dever do Estado" acaba passando a ideia de que o cidadão não tem responsabilidade, o que não é verdade, como ocorre no combate à dengue. "É preciso que todos estejam nessa guerra contra um inimigo comum", alertou. Helio Franco voltou a defender o método

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tailandês que considera como dengue todo caso de febre alta, dor no corpo e prostração, devendo o paciente ser tratado com hidratação intensa desde os primeiros sinais e sintomas da doença. Unidade de Oncologia do Estado começa a funcionar em junho O governador Simão Jatene, o ministro da Saúde Alexandre Padilha e o secretário de Estado de Saúde, Helio Franco, também visitaram a Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), que vai funcionar no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB). A comitiva foi recebida pelo reitor da UFPA, Carlos Maneschy e pelo diretor do HUJBB, Eduardo Leitão. Também estavam presentes a secretária adjunta Rosemary Góes, diretores e assessores da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). A Unacon faz parte do Projeto Expande, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que tem parceria da Universidade Federal do Pará (UFPA), Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma). O

objetivo é torná-lo mais uma referência para o atendimento de pacientes com câncer no Estado, reduzindo a demanda para o Hospital Ophir Loyola (HOL), pois segundo Helio Franco, hoje há 680 pacientes aguardando por atendimento oncológico só na área de cabeça e pescoço. O governador Simão Jatene lembrou que a obra da Unacon começou no seu primeiro governo. "Vamos trabalhar par que em três ou quatro meses já esteja funcionando, porque isso é ganho importante para o Estado", anunciou. Ele disse que também tem preocupação em implantar serviços semelhantes em outros municípios a partir dos Hospitais Regionais, fazendo com que funcionem de forma mais efetiva. Jatene espera que o governo federal trate o Pará da mesma forma que o governo estadual tratou a Prefeitura de Santarém, ou seja, "trabalhando em conjunto para o benefício da população, independentemente da questão partidária". O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que além de investir em média e alta complexidade no tratamento de câncer, a

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A comitiva viu as obras do novo centro Oncológico do Estado e os equipamentos de alta tecnologia que compõem a unidade, inclusive o acelerador linear

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, divulgou recentemente o novo mapa de risco para a dengue no Brasil

prioridade do governo federal é fazer com que as mulheres, em especial, tenham acesso ao exame preventivo para detecção precoce do câncer de colo de útero e à mamografia para o câncer de mama. Ele também falou da necessidade de expandir os serviços de atenção oncológica para os municípios do interior do Estado, evitando que as pessoas precisem vir a Belém. Na ocasião, Padilha prometeu fazer uma avaliação dos serviços de média e alta complexidade que continuam sem credenciamento junto ao SUS, como, por exemplo, serviços de hemodiálise e UTIs neonatais.

Sintomas Mas existem os sintomas de alerta, uma vez que a nova sorologia, combinada com outros casos, pode causar dengue hemorrágica. Se o paciente sentir dor abdominal aguda e freqüente, e desconforto respiratório e/ou sangramento espontâneo, deve se dirigir rapidamente a um hospital. Outra ação importante é o combate ao vetor. A população não pode deixar água parada em jardins, quintais ou nas ruas. "É comprovado que mais de 70% dos casos de dengue são provocados por vetores

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Padilha ouve exposição do secretário de Estado de Saúde, Helio Franco

cujos criadouros estão dentro de casa ou nos vizinhos mais próximos", alerta o secretário. Por isso, o ponto final do plano estadual é a mobilização social. A Sespa pretende contar com o apoio de associações, sindicatos e centros comunitários nas ações de combate ao mosquito transmissor da doença, para prevenir a proliferação.

SESMA Sérgio Pimentel, secretário de saúde municipal. afirmou que nos próximos dias a prefeitura irá entrar nos imóveis fechados para combater os focos, nem que para isso tenha que arrombá-los. Para isso, serão publicados editais de avisos. “Já existe um decreto do prefeito que permite esse tipo de ação. Temos que entender que a saúde pública está acima de tudo”. Segundo Pimentel, os agentes de saúde reduzirão o intervalo de tempo de visita às residências: de dois em dois meses, a visita passará a ser mensal.

uma epidemia de dengue no Pará e no Brasil".

Estatística Em 2010, o Pará teve 9.089 casos confirmados de dengue, contra 5.455 em 2009. Também registrou 18 óbitos por dengue em 2010, três a mais que em 2009. Ametade dos óbitos ocorreu em Belém. Os municípios com maior número de casos são Belém, com 2.149, que corresponde a 23,6% dos casos confirmados; Altamira, com 1.318 (14,5%) e Ananindeua, com 587 casos (6,4%). No entanto, o município com maior incidência por 100 mil habitantes (4.199/100 mil hab) é Santarém Novo, com 73 casos. No local também foi confirmado o primeiro caso de dengue tipo 4. O representante do IEC, Pedro Vasconcelos, informou que o paciente, na verdade, infectou-se em Icoaraci, Distrito de Belém, onde reside, e não em Santarém Novo, onde é proprietário de um sítio. Por isso, os órgãos de saúde estão fazendo a investigação em Icoaraci. P

População O diretor do Departamento de Controle de Endemias da Sespa, Amiraldo Pinheiro, enfatizou que todas as iniciativas tomadas pela Secretaria, pelo IEC e pelo Ministério da Saúde não terão êxito sem a contribuição de cada pessoa de nossa população. Se cada um fizer a sua parte, podemos juntos evitar que haja

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi agraciado em Belém com a Medalha Francisco Caldeira Castelo Branco, pelo prefeito Duciomar Costa

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O bolo de 20 metros e 440 quilos foi cortado pelo prefeito Duciomar junto com o povo

40 mil pessoas estiveram presentes na noite de aniversário de Belém

A comemoração do ani

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Fotos Alessandra Serrão, Alzyr Quaresma, João Gomes/Comus

s 395 anos da capital paraense foram comemorados em grande estilo durante todo o mês de janeiro. Uma vasta programação com inaugurações, queima de fogos, missa em Ação de Graças, parabéns com bolo gigante, além de um grande show popular na Aldeia Amazônica marcaram a data. No dia do aniversário, a festa começou com a alvorada de fogos, com queima de fogos de artifício em cinco pontos da cidade: no Ver-o-Peso, Entroncamento, nos distritos de Icoaraci, Outeiro e Cotijuba. Concomitantemente todas as igrejas da capital saudaram Belém com as

Duciomar Costa e Pe. Ronaldo Menezes, o celebrante

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badaladas dos seus sinos. Logo cedo, o prefeito Duciomar Costa, visitou as obras do Portal da Amazônia, na avenida Bernardo Sayão, pilotando uma retroescavadeira e conversando com os operários sobre os trabalhos na orla. Duciomar confirmou que nas próximas semanas devem ser concluídos os trabalhos em mais um quilômetro do local. A programação do aniversário seguiu com uma missa em Ação de Graças pelos 395 anos da cidade. A celebração aconteceu na Catedral da Sé, e foi aberta à população. A missa contou com a presença do prefeito Duciomar Costa, bem como de outras autoridades. Outra tradição que fez parte da grande festa, no dia do aniversário, foi na Praça da República, onde um bolo de 20 metros e 440 quilos foi cortado pelo prefeito Duciomar, junto com o povo, logo após os parabéns oficial. O presente é oferecido há 15 anos pelo Sindicato da Indústria da Panificação do Pará (SIPPA) e teve este ano o recheio de frutas importadas como nozes, damasco e amêndoas portuguesas, além de frutas regionais como o cupuaçu. Como parte da programação, também foi aberta a primeira exposição de 2011 do Museu de Arte de Belém (Mabe), “Entre Imagens e Memórias do Poder”, com retratos da galeria de Intendentes e Prefeitos que fazem parte do acervo do Museu. Objetivando apresentar uma parte da memória institucional sobre a Prefeitura Municipal de Belém, a exposição lança luzes reflexivas sobre as imagens das figuras públicas, remontando

Na missa em Ação de Graças, com a Catedral lotada

as trajetórias dos homens que estiveram no executivo municipal. Também faz parte da exposição uma pequena história sobre a sede do poder municipal da cidade de Belém, o Palácio Antônio Lemos. No mesmo dia, o prefeito Duciomar Costa entregou a 19 personalidades da capital a comenda Francisco Caldeira Castelo Branco, maior reconhecimento do município para aqueles que se destacaram em suas áreas de atuação e contribuíram para o desenvolvimento da cidade. A entrega da comenda que carrega o nome do fundador de Belém já faz parte do calendário oficial de aniversário de Belém e foi realizada em cerimônia no Palacete Pinho, inaugurado na véspera do aniversário da capital. Além das 19 condecorações ainda foram entregues duas menções honrosas. Show popular lota Aldeia Amazônica Cerca de 40 mil pessoas estiveram presentes na grande festa tecnomelody que aconteceu na noite de aniversário de Belém, em comemoração aos 395 anos da paramais.com.br


Duciomar Costa conversando com os operários sobre os trabalhos na orla

Entregando a pavimentação da Rua das Rosas, na Augusto Montenegro

vérsário de Belém cidade. O evento contou com a participação de várias bandas locais de tecnobrega e melody, aparelhagem, bateria de escola de samba e como atração nacional, o cantor Amado Batista. E como não poderia faltar os parabéns para a cidade, a bateria da Escola de Samba Bole Bole preparou um coro especial em ritmo de samba para fechar com chave de ouro a programação.

Cidade ganha obras e espaços de cultura e lazer Além da restauração do Palacete Pinho (matéria de Capa), a capital ganhou em seu aniversário outras obras. Só o bairro do Tapanã recebeu uma escola de Educação Infantil, a pavimentação de um conjunto habitacional, e da sua principal via e um Centro de Referência e Assistência Social. O prefeito entregou a pavimentação da Rua das Rosas, na Augusto Montenegro. A via, que há anos estava sem urbanização, recebeu a atenção da atual

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administração. Os moradores receberam o As unidades entregues ficam situadas na nova Avenida Beira-Rio,( onde a Orla de prefeito com festa. Assim como na Rua das Rosas, os Belém está sendo construída) com a Rua moradores do conjunto habitacional Rio Osvaldo de Caldas Brito. O projeto de Volga também têm motivos para celebrar Habitação do Portal da Amazônia tem o aniversário da capital, já que todas as recursos oriundos do PAC e Prefeitura de vias do local foram pavimentadas, com Belém. O projeto Portal da Amazônia é alfaltamento, sistema de drenagem e composto pelas obras de habitação, urbanização. Além desses serviços, as Macrodrenagem da Estrada Nova e Orla ruas também receberam a sinalização de de Belém. P trânsito, necessária para controlar o fluxo de Assembléia de Deus recebe veículos. prefeito em celebração Oito famílias também de aniversário ganharam um presente especial no aniversário de Belém. Elas receberam das mãos do prefeito de Belém, Duciomar Costa, as chaves e os títulos de posse das unidades habitacionais que compõem o primeiro bloco residencial do projeto Portal da Amazônia.

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Palacete Pinho poderá ser sede de Centro Cultural

Prefeito Duciomar Costa, representantes da família Pinho na reinauguração do Palacete Pinho

O

bairro da Cidade Velha reviveu por algumas horas as memórias do século XIX , durante a entrega da restauração do Palacete Pinho. O belo cenário e a super produção dos personagens que encenavam personalidades da época atraiu diversas autoridades e a população no geral para a rua Dr. Assis, onde fica localizado o palacete, entregue à população de Belém totalmente restaurado.

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por Izabelle Araújo Fotos Alessandra Serrão

A cerimônia de entrega fez parte da programação do aniversário de Belém, e contou com a presença do Prefeito Duciomar Costa, representantes da família Pinho e autoridades locais, além de turistas, visitantes e moradores do entorno do palácio. Em entrevista coletiva o prefeito Duciomar Costa anunciou que os planos da prefeitura daqui pra frente para o palacete é transformá-lo no Centro Cultural do Município de Belém. “A partir

de agora a nossa meta é transformar esse patrimônio histórico na sede de um centro cultural, que disponibilizará oficinas e cursos para os nossos artistas e assim ampliar o nosso cenário cultural”,disse. Duciomar Costa também ressaltou a importância e a satisfação em participar desta entrega. “Resgatar um patrimônio histórico como este é muito gratificante, a partir de agora é apenas usufruir e conservar este espaço tão bonito que nos foi herdado da família Pinho”, declarou o prefeito.

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Pompa e circunstancia na inauguração

Duciomar Costa ressaltou a importância e a satisfação em participar desta entrega

Durante o evento os visitantes puderam conhecer as novas instalações do palácio, que ganhou restauração completa nas coberturas, internas e externas, esquadrias novas, instalações elétricas e hidrosanitárias além da raspagem dos pisos de madeira e dos azulejos da fachada. Para a amante de artigos de época, Marise Maués, a entrega do palacete restaurado foi um presente que veio em boa hora, com sua câmera na mão e registrando todos os detalhes do evento, Marise afirma ter ficado encantada.“Às vezes eu

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acho que já vivi nesta época, gosto muito de momentos como este, e nesta noite estou me sentindo no século XIX, em um palacete tão lindo. Todos os detalhes e cuidados que tiveram foi essencial para que chegasse muito próximo da perfeição, estou totalmente encantada e sempre que for possível eu virei aqui”, afirma Marise. O Palacete Pinho é uma construção datada de 1897, pertencia ao comerciante português Comendador Antônio José de Pinho. Em seus tempos áureos foi sede de inúmeros acontecimentos sociais e culturais, prestigiado pela classe mais

abastada da sociedade local, no momento em que se consolidava a economia do látex na região. P Serviço: O Palacete Pinho ficará aberto ao público por quinze dias a partir do dia 12, com um horário de funcionamento de 10h às 14h. Após esse período será reformulado um novo calendário de visitação.

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150 ANOS DA CAIXA N

este momento muito especial em que a Caixa, criada em 1861 por Decreto Imperial de D. Pedro II, completa 150 anos de história, é justo celebrar nossas legítimas conquistas, compartilhadas por tantos brasileiros. Desde a Monarquia, quando era a instituição destinada a administrar a poupança popular, inclusive dos escravos que buscavam comprar a alforria, até os

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UMA HISTÓRIA DE COMPROMISSO COM O BRASIL por Maria Fernanda Ramos Coelho *

tempos atuais, a Caixa não se afastou da singular missão de, nas palavras do Barão do Rio Branco, “ser o cofre seguro das classes menos favorecidas”. Estamos convictos de que é a coerência dessa trajetória - a congruência entre os princípios e valores que orientam a Empresa e a ação que realiza para promover o desenvolvimento regional e ambientalmente equilibrado - que explica a permanência da Instituição no tempo, e projeta a Caixa como portadora de um paramais.com.br


para superar os desequilíbrios regionais e erradicar a pobreza, como vem ocorrendo por meio do Programa de Aceleração do Crescimento e do Programa Minha Casa Minha Vida, que completou no final de dezembro a marca de 1 milhão de moradias contratadas, assim como o Programa Bolsa Família, que visa dar efetividade aos direitos sociais, elevando milhões de brasileiros ao patamar da cidadania plena. A Caixa é hoje responsável por três quartos do financiamento à habitação, com protagonismo no desenvolvimento urbano do país; atua fortemente no crédito às empresas e famílias e desempenhou, ao lado dos demais bancos públicos, um papel anti-cíclico na recente crise internacional. Executa a gestão dos principais fundos sociais dos trabalhadores, especialmente do FGTS; lidera a captação da poupança popular; está na vanguarda da tecnologia da informação; administra as loterias federais e desenvolve projetos de cooperação técnica internacional.

Maria Fernanda Ramos Coelho, presidenta da Caixa

Na solenidade comemorativa do aniversário de 150 anos da Caixa

transformaram o exercício profissional em espaço de vivência da cidadania. Mas o que realmente mobiliza os mais de 80 mil empregados da Caixa é o desafio permanente de imprimir no cotidiano e na História, a marca da sua ação, renovando a esperança de que o Brasil será, cada vez mais, um país socialmente integrado e respeitado no contexto das nações. P (*) Presidenta da Caixa

futuro promissor. Hoje a Caixa, com 51 milhões de clientes e quase 40 mil pontos de atendimento, atua em todos os municípios do país. A recente instalação no Complexo do Alemão e a inauguração da primeira agência-barco navegando nos rios da Amazônia atestam a ousadia dessa Instituição que quer ser sujeito de integração social e territorial, com presença cada vez mais positiva na vida de cada comunidade. Nos últimos 8 anos a Caixa incorporou seu papel de banco estratégico para o Estado brasileiro. Sob a orientação do governo federal o Banco participa da implementação de políticas importantes paramais.com.br

A Caixa é consciente dos desafios que precisa enfrentar para corresponder às expectativas de uma sociedade cada vez mais exigente. Compreende a necessidade de somar vontade política, inteligência, sensibilidade e obstinação para superar tendências inerciais, dar respostas objetivas às necessidades do pacto federativo, da racionalização e modernização da gestão pública e da inovação. A afirmação da Caixa na cena pública nacional e o seu reconhecimento social só foram possíveis em razão do envolvimento ativo de gerações de empregados que, articulando competência técnica e espírito público,

Selo comemorativo Os Correios colocaram em circulação no dia 12 de janeiro, selo em comemoração aos 150 anos da Caixa Econômica Federal (CEF). Com arte de Hans Donner e tiragem de 300 mil exemplares, o selo divulga a logomarca dos 150 anos da Caixa: um desenho que reproduz um abraço no mapa do Brasil, expressando o campo de atuação nacional do banco, exemplo de instituição que apoia projetos especiais do governo frente aos cidadãos brasileiros. As cores utilizadas são as da Bandeira Nacional. Foi utilizada a técnica de computação gráfica. O selo tem valor facial de 1º Porte Carta Comercial (R$ 1,05).


Lançamento da Campanha da Fraternidade 2011

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Fraternidade e a vida no Planeta

a sede da CNBB, foi lançada com a presença do clero e convidados, a Campanha da Fraternidade 2011, com o tema “Fraternidade e a vida no Planeta” e o lema “Acriação geme em dores de Parto”. Luiz Carlos Dias, assessor nacional da CNBB, que esteve participando do lançamento, e de um curso de capacitação de agentes multiplicadores disse que o foco principal da campanha desse ano é o meio ambiente, a ecologia, com relação às mudanças climáticas e o aquecimento global. Pretendemos conscientizar nossas comunidades a respeito da gravidade desse problema para não só combatermos, mas exigirmos respostas concretas do poder publico acerca do assunto. O objetivo é levar informação aos fiéis católicos, para colocação em prática ações que melhorem o planeta para as próximas gerações “Nós temos alguns textos que serão trabalhados em forma de debate como forma de melhor compreender o problema. Além disso, nada impede que realizemos parceiras com organizações não governamentais para expandir a informação e, assim, o combate aos problemas ambientais. Não podemos ficar consumindo sem nos preocupar com as futuras gerações”, concluiu. Monsenhor Raimundo Possidônio, da

Hino da CF 2011 Letra: Pe. José Antônio de Oliveira Musica: Casimiro Nogueira

1. Olha, meu povo, este planeta terra: Das criaturas todas, a mais linda! Eu a plasmei com todo amor materno, Pra ser um berço de aconchego e vida. (Gn 1) Nossa mãe terra, Senhor, Geme de dor noite e dia. Será de parto essa dor? Ou simplesmente agonia?! Vai depender só de nós! Vai depender só de nós! 2. A terra é mãe, é criatura viva; Também respira, se alimenta e sofre. É de respeito que ela mais precisa! Sem teu cuidado ela agoniza e morre 3. Vê, nesta terra, os teus irmãos. São tantos... Que a fome mata e a miséria humilha. Eu sonho ver um mundo mais humano, Sem tanto lucro e muito mais partilha! 4. Olha as florestas: pulmão verde e forte! Sente esse ar que te entreguei tão puro... Agora, gases disseminam morte; O aquecimento queima o teu futuro. 5. Contempla os rios que agonizam tristes. Não te incomoda poluir assim?! Vê: tanta espécie já não mais existe! Por mais cuidado implora esse jardim!

Monsenhor Raimundo Possidônio, da Arquidiocese de Belém

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6. A humanidade anseia nova terra. (2Pd 3,13) De dores geme toda a criação. (Rm 8,22) Transforma em Páscoa as dores dessa espera, Quero essa terra em plena gestação!

Arquidiocese de Belém, disse no lançamento da CF 2011: "Temos que exigir políticas públicas para que as soluções aconteçam, mas de forma diferente do que vem acontecendo. É preciso obedecer a um tripé: meio ambiente, homem e justiça social", explicou. Pe. Aldo Fernandes, diretor do IPAR – Instituto Pastoral Regional, destacou que é preciso levar as discussões para escolas e todas as instâncias possíveis da sociedade. Pe. Aldo está coordenando o trabalho de composição de material local sobre a nova campanha. A ideia é que esse material seja levado a um número ainda maior de pessoas. "Precisamos fazer a sociedade reflitir sobre esse problema e pensar coletivamente soluções", afirmou. Orlanda Rodrigues Alves, da CNBB, destacou que a metodologia usada nas discussões da CF, como já é tradição, é dividida em três momentos: ver, julgar e agir. "Primeiro, é pre ciso obter informações sobre a situação do meio ambiente no planeta e todas as agressões que ele vem sofrendo. Depois, fazemos uma análise do problema e de como tem sido a atuação do povo, numa espécie de 'julgamento' da questão. E por último, discutimos as ações que devem ser feitas para mudar essa realidade. Toda essa discussão é feita com base no Evangelho, à luz da Palavra de Deus", concluiu. P paramais.com.br


Começa uma nova década Este artigo visa colocar um olho no que foi a década passada e outro na que vem.

A

partir do dia 1º de janeiro de 2011, começamos a segunda década do século 21. O tempo realmente corre bastante célere. Ainda há poucos estávamos todos comemorando a virada do milênio, com as apreensões e expectativas suscitadas pelo ano 2000. E já foi a primeira década, os anos 10 do novo século. É hora de reflexão sobre a tônica desta década que passou, quais as suas marcas mais evidentes, e o que sinaliza para um futuro próximo, a partir do espírito do tempo da atualidade. É certo que foi uma década marcada pelos avanços da tecnologia, especialmente das telecomunicações, com destaque ao uso dos celulares e da Internet (com o e-mail), as comunidades virtuais, as redes de relacionamento social, o youtube, etc. A expansão da Internet certamente foi a grande característica desta década, que intensificou ainda mais o complexo processo da globalização, em todos os aspectos. Pessoas do mundo inteiro estão hoje mais plugadas na rede, vivendo um febril intercâmbio virtual, que ainda não sabemos aonde iremos parar com toda esta parafernália estressante da Internet, que mobiliza quase tudo em nossa vida atual, tanto na área dos negócios e empreendimentos, quanto nas dos estudos, e também no campo pessoal. Há mais solidão no mundo de hoje, com o esfacelamento da família, enquanto célula-base natural da sociedade, com novos modelos de família surgindo, com relações mais descartáveis, imediatistas e

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por Valmor Bolan

Década marcada pelos avanços da tecnologia

fortemente condicionadas pelo hedonismo individualista. Daí talvez uma explicação de muita dependência da Internet, dos sites de relacionamento, pois é mais fácil deletar contatos indesejáveis, do que conviver por muito tempo com aqueles com os quais dependemos e precisamos da interrelação pessoal, especialmente para o amadurecimento como ser humano. As relações descartáveis tornaram-se mais desumanas, porque o componente de humanidade requer justamente valores de solidariedade, amizade, lealdade, compromisso, etc., que foram substituídos por relações de interesse, de conveniência, de puro utilitarismo. Mesmo assim, o grande desafio da segunda década do século 21 será conciliar a independência crescente das pessoas, principalmente bem sucedidas no mercado do trabalho com uma preservação dos valores humanos, que requer mútuo-respeito, mútua-ajuda e não

apenas competitividade. São desafios do nosso tempo que desejamos, aos poucos, serem superados. Por isso, cada um de nós podemos fazer a nossa parte, não se esquecendo que, acima de tudo, somos pessoas humanas. Mais do que tecnologia avançada, pujança financeira, mais do que máquinas, precisamos manter nossa essência humana, daí a importância do afeto, da escuta, da partilha, da acolhida, de tudo isso que nos torna seres humanos em busca da felicidade, que deve ser vivida por todos, cada um dentro da sua realidade pessoal de vida, mas sempre com novas

Há mais solidão no mundo de hoje, com o esfacelamento da família

oportunidades de realização. É assim que conseguiremos chegar a um mundo com melhores condições de vida, em que a felicidade esteja realmente ao alcance de todos. Com esse pensamento e sentimento, desejamos a cada leitor, um feliz 2011, pleno de alegria e boas realizações. P (*) Doutor em Sociologia. Conselheiro da OUI-IOHE (Organização Universitária Interamericana) no Brasil. Membro da Comissão Ministerial do Prouni (CONAP). Conselheiro da Anhanguera Educacional

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Pequenas Empresas X Crescimento Econômico Brasileiro: Feliz 2011?

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010 foi um ano bastante intenso e movimentado, tivemos varias pesquisas sobre diversos assuntos e resultado, como os jogos da copa do mundo, eleições e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Contudo não estamos aqui para falar sobre estas pesquisas, mas analisar alguns resultados de instituições brasileiras, sendo assim, vamos iniciar com o “Índice de Expectativa das Famílias” (IEF) levantado pelo Instituto de Pesquisa Aplicada - IPEA que foi realizado após o resultado das eleições de 2010. Foram consultados 3.810 domicílios de todo o país, foi identificado que 64% das famílias pesquisadas acreditam em uma melhora da economia de 2011, outro dado interessante foi de que 80% das famílias têm expectativa de crescer economicamente ainda mais em 2011 e mais da metade do grupo pesquisado consideram este momento próprio para consumir bens duráveis. Vemos no site do IPEA a declaração entusiasmada de Milko Matijascic “As famílias estão otimistas esse otimismo

por Hinton Bentes

tem envolvido a cada mês. A maior parte delas vê segurança na posição profissional e esta propensa a consumir bens duráveis.” Podemos então dizer que a previsão para 2011 esta bastante promissora quando analisamos a visão do consumidor, agora quando analisamos o “Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios no Brasil” – IC-PMN, realizada pelo “Instituto de Ensino e Pesquisa” – INSPER em relação ao primeiro trimestre de 2011 sofreu uma ligeira queda (74,6%) em comparação com o resultado (75,5%) registrado no quarto trimestre no ano de 2010. Esta pesquisa do ISPER é realizada em parceria com o Banco Santander com 1.200 empresários de todo o Brasil nos setores de comercio, serviço e industria. Mas quando analisamos o IC-PMN de uma forma regionalizada, confira no quadro abaixo:

Desta forma podemos ver que a região norte indica o otimismo mais elevado do Brasil, diferente de nossos vizinhos do nordeste que apresentam uma queda de 3,4 pontos percentuais, agora acredito que 2011 será um ano de crescimento e mudança em muitos segmentos brasileiros. Agora algumas pessoas pesquisadas pelo

Decomposição do Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios no Brasil – IC-PMN 4 Trimestre 2010

1 Trimestre 2011

NORTE

75,9

76,7

SUL

75,3

74,1

CENTRO-OESTE

75,9

72,3

SUDESTE

74,9

75,3

NORDESTE

77,5

74,1

Fonte: INSPER

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IPEA podem ficar decepcionadas, ainda mais se elas aumentaram seu grau de endividamento com as compras de fim – de – ano, pois quando analisamos os indicadores do Serasa Experian falando que ao final de 2010 a inadimplência do consumidor deverá se aproximar de 2009, onde foi vista a expansãode5,9%sobre2008. Mas é importante atenção nesta época, pois aqueles consumidores que não fizeram uma reserva para os seus compromissos do primeiro semestre de 2011 podem engordar o indicador do Serasa Experian sobre a inadimplência do consumidor conforme a tabela abaixo: Economistas da Serasa informam que desde junho de 2010, a inadimplência apresentava um aumento mensal inferior a 1,9% agora mesmo que este índice se apresente diminuto é importante que o Modalidade de Inadimplência

O otimismo mais elevado do Brasil

consumidor fique atento para não cair nas tentações do varejo em dezembro e as ofertas de janeiro, para poder fazer parte da estatística de crescimento brasileiro. P

Valor médio das dívidas Jan-Nov/09

Valor médio das dívidas Jan-Nov/10

Dívida com os Bancos

R$ 1.349,03

R$ 1.311,97

Cheque sem Fundo

R$ 1.005,45

R$ 1.252,10

Títulos Protestados

R$ 1.111,82

R$ 1.183,09

R$ 372,76

R$ 390,24

Dívidas não bancarias Fonte: Serasa Experian

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Região norte indica o otimismo mais elevado do Brasil (*) Administrador de Empresas e Professor Universitário

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Presentear com solidariedade

A

por Francisca Romana Giacometti Paris

lguns dizem ser quase impossível ensinar a uma pessoa ser solidária. No entanto, defendo que solidariedade é uma atitude que deve ser ensinada ao longo de todo o ano, pois estou convicta de que colocar crianças e jovens em contato com atos solidários lhes possibilita viver uma experiência que desperta, no mínimo, interesse pelo tema, além de sugerir um olhar sensível e indignado para uma realidade injusta, onde muitos têm pouco e poucos têm muito. Temos vivido em um clima de isolamento individual. Pensar em seu próprio bem é um imperativo do nosso contexto que nos leva a construir relações cada vez mais superficiais. Opondo-se a essa tendência, nossa cultura nos sensibiliza a intensificar

Fortalecer e qualificar as ações de solidariedade

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Intensificar as ações solidárias

as ações solidárias especialmente na época do final de ano. Daí que tal período se torna propício para começarmos a desenvolver a ética da solidariedade com nossos filhos e seguir por todo o ano. Diversas famílias presenteiam seus pequenos com brinquedos. Muitas vezes são tantos jogos, carrinhos, bolas, videogames, bicicletas, bonecos e bonecas que nem há lugar para guardálos em casa. É preciso, então, desocupar armários e tirar os brinquedos que estão

esquecidos e não farão falta para esses meninos e meninas, que costumam encantar-se pelo prazer do brincar e não pelo brinquedo em si. Para os pais que pretendem educar filhos solidários, uma boa alternativa é ensinar e incentivar as crianças a doar os “brinquedos esquecidos” a alguma creche ou instituição filantrópica da sua confiança. Na maioria das vezes, locais sérios e comprometidos com a educação e o cuidado das crianças sofrem com dificuldades orçamentárias. Embora muitas dessas instituições atendam à demanda com qualidade, o dinheiro é sempre curto para a compra de

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O resultado de ações pontuais como essa pode não garantir mudanças profundas de comportamento, mas, com certeza, ficará registrado na memória afetiva dos pequenos. E eles, a seu tempo, poderão resgatá-las para contemplar o ensinamento de seus pais, que, preocupados com sua formação, os

presentearam com algo que não ocupa espaço nem é esquecido, como acontece com tantos brinquedos jogados no fundo do armário. P (*) Diretora pedagógica do Agora Sistema de Ensino, pedagoga, mestre em Educação e ex-secretária de Educação de Ribeirão Preto (SP)

O resultado de ações pontuais ficará registrado na memória afetiva dos pequenos

brinquedos, pois os itens priorit��rios acabam sendo comida, material de higienização e a própria folha de pagamento dos funcionários. A ideia não é nova; na verdade, é até requentada, mas vale a pena voltar a ela uma vez que há novos pais e novos filhos a cada ano. Levar o filho até uma instituição para que ele possa oferecer os brinquedos e deixá-lo brincar com as crianças menos favorecidas é possibilitar-lhe uma experiência gratificante, uma vez que ele poderá conviver com crianças que têm referências culturais diferentes das dele. Mesmo que somente durante poucas horas de uma manhã ou tarde. Assim, todos saem ganhando.

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Desenvolver a ética da solidariedade com nossos filhos

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A partir desta edição o escritor e pesquisador de arte Carlos Correia Santos, responsável pelo Blog de valorização cultural amazônica Grãos Pará História, contará as trajetórias de grandes nomes da cultura nortista. Verdadeiros grãos de riqueza patrimonial semeados pela memória histórica do Grão Pará. O primeiro homenageado é o poeta, cronista e dramaturgo Antônio Tavernard.

O anjo alado por versos Autor da letra do hino do Clube do Remo, parceiro de Waldemar Henrique, comparado a Machado de Assis, Antônio Tavernard é patrimônio das letras amazônicas

E

ra o dia dez de outubro de 1908. As cercanias da capital do Estado do Pará viviam o desde sempre mágico período do Círio de Nazaré. Inspirados por todo aquele clima, o Mistério, a Força e a Beleza resolveram dar-se as mãos e se puseram a passear pela antiga Vila dos Pinheiros (atual distrito de Icoaraci) . O destino? Rua Siqueira Mendes, 585. Eles sabiam que um bom amigo estava por nascer dali a pouco. Do interior de um chalé português de fachada estreitada e angulosa, em frente à baía, ouve-se um choro que parece ir se misturar às águas do rio. Chegava à vida – para uma vida tão curta e intensa – um dos mais arrebatadores poetas de que todo Norte teria notícia: Antônio de Nazareth Frazão Tavernard. Em sua cama, exausta pelo parto, mas firme e enlevada, Marietta Frazão Tavernard toma nos braços uma jóia rara, preciosidade que nortearia seu viver daquele momento em diante. Orgulhoso, o pai, Othilio Tavernard, saúda o destino. Ali estava um herdeiro para eternizar o seu sobrenome. Batizado como Antônio, o varão logo passaria a ser tratado afetuosamente por Tony. Sua chegada representava um consolo. O casal já havia perdido a primeira filha, Adélia. Naquele bebê se depositavam outra vez os sonhos paternos que inspiram um primeiro filho. Ao sabor do clima bucólico da Vila dos Pinheiros e embalado pelo rio que seus olhos sonhadores veriam sempre como um mar, Tony inicia uma infância calma, suave. Fase banhada pelos ventos da maré. Diria ele: “Nasci em frente ao mar/ Meu primeiro vagido misturou-se ao fragor do seu bramido/ Tenho a vida do mar!/ Tenho a alma do mar!”. Um menino ansioso por tudo que fosse novidade começava sua trajetória. A família muda-se para a capital, Belém. O endereço novo era outro chalé em estilo lusitano, 36

Antônio Tarvernard (o Tony)

agora na Avenida Conselheiro Furtado, esquina com a Generalíssimo Deodoro. Seguindo o costume da época, a residência precisava de um nome que logo é escolhido: Retiro São Benedito. O lugar correspondia à perfeita tradução do que eram, no período, os lares dessa região da cidade. Espécies de chácaras acolhedoras e amplas, cercadas por verde. As calçadas largas distribuíam-se pelas partes laterais e frontal do prédio. Nos fundos, um quintal todo cercado por estacas de acapu. Terreno amplo que acolheria muitas alegrias e amarguras. Tony iniciou o primário no Externato Santa Mônica, dirigido pela professora Clarisse Proença, e concluiria o curso com o professor João Pereira de Castro, cuja responsabilidade era encaminhar os pupilos ao curso secundário. O jovem Antônio desde cedo revelou-se um aluno exemplar, acima

da média dos colegas. Um amigo do pai de Tony assim o definiria: “Tavernard, tens um filho que é um verdadeiro gato para saltar e pegar bola e uma águia na cultura”. A verve artística do garoto foi em muito alimentada pela atmosfera boêmia da Belém das primeiras décadas do século XX. Era um tempo em que vizinhos formavam entre si uma verdadeira comunidade. À noite, em frente aos portões dos chalés e sobrados, reuniam-se os amigos da rua para saudar o luar com serenatas e declamações de poemas. Choravam os violões, suspiravam as moças. Era tudo romantismo e encanto. Quando chegava o Círio, o São João ou o Carnaval, os Tavernard abriam seu amplo quintal para a alegria dos cordões, pastoris e noitadas nazarenas. A obra do futuro escritor seria um grande bordado de tudo aquilo. Com a chegada dos onze anos, chegava para Tony o tempo de ingressar no Ginásio Paraense (atual Paes de Carvalho). Ele não muda: mantém-se aquele misto raro de menino maroto e brilhante. Foi naquele centro educacional que começou a alimentar o gosto por seus próprios versos. Eram poemas que escrevia para o jornalzinho do colégio, o C.P.C. A essa altura, já aposentado, Othilio Tavernard trabalhava como redator no jornal “A Província do Pará” (onde chegaria a gerente, na administração do amigo Pedro Chermont de Miranda). Ali estava um espaço aberto para o crescente talento do filho. Tony teve a chance de publicar várias de suas poesias no jornal. Desta feita, novas portas foram se abrindo.

O Drama Concluído o curso preparatório de humanidades, o poeta matricula-se na Faculdade de Direito do Pará. Era o ano de 1926 e tudo na vida daquele paramais.com.br


Rancho Fundo

excepcional rapaz de dezoito anos está para mudar dramaticamente. Tony cai doente. Médicos, exames e surge, por fim, o diagnóstico: hanseníase. A doença, vulgarmente conhecida como lepra, era, então, incurável. Nada podia ser feito pelo garoto. Uma cruel realidade lhe bate ao rosto: viver um doloroso processo degenerativo. O mundo dos sonhos, uma carreira promissora, toda uma juventude fadada ao fim. Antônio Tavernard escreve: “Acharam muito que eu sorrisse tanto/ e fizeram com que na minha boca/ morresse o riso e despontasse o pranto”. Ele não pôde sequer concluir o primeiro ano da Faculdade. Decidiu que era preciso se recolher, afastar-se do inevitável preconceito que o vitimaria. Precisava isolar-se para encontrar uma forma qualquer de renascer Atendendo a um pedido do filho, Othilio manda construir nos fundos da casa um pequeno chalé. Lugar que o enfermo poeta chamaria de “Rancho Fundo”. Antevendo-se alguma emergência, um sistema especial de sineta é criado, unindo o prédio principal à pequena casa. Para o local são transportados todos os pertences do rapaz. Sobretudo, suas preciosidades: livros, jornais,

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revistas, resmas de papel e canetas. Passado o choque inicial imposto pela nova realidade, Tony não sucumbe a angústia. Floresce em sua alma um dos mais impressionantes testemunhos de coragem já vistos. Sua fé, no lugar de esmorecer, torna-se imbatível. Era preciso que as lágrimas se transformassem em fonte de algo mais, que virassem o minar da mais vibrante e arrebatadora arte. Incentivado pela fiel e devotada amiga, sua mãe, ele dá início a uma produção literária assustadoramente bela. A sombra da doença traz para a alma de Tony um tom místico, um estilo visceral. Aos 19 anos, ele já conta com uma vasta gama de trabalhos, torna-se um artista conhecido e respeitado pela classe. Com esta mesma idade, obteve o segundo lugar no concurso nacional de contos da revista “Primeira”, passando a colaborador da publicação. Seria ainda redator-chefe da revista “A Semana” e colaborador em quase toda a imprensa do país. Os amigos de verdade não se afastam de Tony. E amigos novos surgem, interessados em se aproximar daquela alma que conseguia fazer de sua tragédia pessoal gênese para tanta beleza. O Rancho Fundo em nada se tornou um centro de solidão. Rodas de violeiros, boêmios e poetas formavam-se ao redor do leito de Tony. E ele poetiza: “Meu São João/ na noite do vosso dia/ com fogueiras brilhando de alegria/ com alegrias cantando num rojão/ parai um pouco na melancolia/ do meu portão”. Personalidades vinham de longe conhecer tão cativante criatura. Fernando Castro, um dos amigos de Tony, dada ocasião, pediu-lhe para que recebesse o intelectual Paschoal Carlos Magno, que visitava Belém e insistia em conhecer o poeta. Uma vez apresentados por Fernando, Magno teria falado: “Muito prazer em conhecer o novo Machado de Assis”, ao que Tony responderia: “Com uma grande diferença: menos talento e mais sofrimento”. Em 1929, o poeta finaliza seu primeiro livro. Uma coletânea de contos que atendia pelo sugestivo

A casa do Poeta

título de “Fêmea”. A obra reunia textos com temáticas ousadas para a época. A capa ganhou a provocativa ilustração de uma mulher nua, de costas e pendurada nas palavras Antônio Tavernard. Desenho assinado pelo pintor peruano Roberto Reynoso. O livro é editado no ano seguinte, causando reações díspares no meio literário: de um lado, desaprovação; do outro, aplausos. Ainda em 1930, em parceria com o amigo Fernando Castro, Tavernard lançaria a comédia “A menina dos 20.000”. Era a prova de que o poeta sabia, como poucos, alimentar sua veia humorística, mesmo em meio a seu drama. Tony escreve ainda para o teatro as deliciosas peças “Seringadela”, “Que tarde” e “Paratí”. Um marcante enlace entre duas dádivas da arte paraense acontece no ano de 1932. Outra vez cumprindo o papel de ponte, Fernando Castro une Antônio Tavernard ao jovem compositor Waldemar Henrique. Os dois, no entanto, jamais se veriam pessoalmente, pois o poeta já vivia em total reclusão no Rancho Fundo. Apesar da distância, o entrosamento entre os três artistas foi absoluto. Decidiram montar um espetáculo teatral a ser

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encenado na quadra nazarena. O objetivo era reverter a renda em prol do próprio Tony, já bastante debilitado pela enfermidade. Fernando tomou para si o encargo de fazer os textos da revista teatral que se chamaria “A casa da viúva Costa”. A Tavernard caberia a parte poética e a Waldemar, as partituras dos números musicais. Em outubro de 32 a peça é encenada num dos vários teatrinhos do arraial de Nazaré, recebendo críticas altamente elogiosas por parte da imprensa: “Todos três têm talento até para ceder por empréstimo”, estamparia um periódico. Bilhetes e telefonemas tornaram-se os aliados de Waldemar e Tony na troca de idéias e inspiração. Desse modo, os dois idealizaram uma série de canções inspiradas nas lendas amazônicas. Apenas duas, entretanto, chegariam a ser concluídas: “Foi Boto, Sinhá” e “Matinta Pererêra”. O tempo para desenvolver aquele promissor enlace artístico fez-se diminuto. A doença avançava pelo interior de Tony de forma impiedosa e voraz. Era o dia 02 de maio de 1936. Manhã clara, amena A sineta do Rancho Fundo toca com angústia. D. Marietta corre em busca do filho, o bebê que tomara no colo na Vila dos Pinheiros. A matriarca manda que chamem Othilio no trabalho com urgência. Sabendo o que estava por acontecer, ela conduz o poeta para fora de seu refúgio e, outra vez tomando-o nos braços, acomoda-se numa cadeira de balanço. A própria imagem da Pietá. Nos braços da mãe, Tony fecha os olhos por definitivo. Aos vinte oito anos, o anjo alado por versos é levado de volta à eternidade pelo Mistério, pela Força e pela Beleza. Dias depois do enterro, uma vizinha revelaria a família ter sonhado com o poeta, todo vestido com uma túnica branca, procurando sentar-se e dizendo, arfante: “Graças a Deus, P cheguei!”. (*) CARLOS CORREIA SANTOS é pesquisador e escritor premiado nacionalmente, autor, dentre outras obras, das peças “Nu Nery”, “Ópera Profano” e do romance “Velas na Tapera”

‘SIMILITUDES’ (Antônio Tavernard)

Nasci em frente ao mar. Meu primeiro vagido misturou-se ao fragor do seu bramido Tenho a vida do mar! Tenho a alma do mar! A mesma inquietude indefinível, que nele é onda, e é em mim anseio, faz-nos tremer, faz-nos fremir, faz-nos vibrar. Às vezes, creio que da minha loucura do impossível sofre também o mar. Tenho a sua amplidão iluminada - o meu amor; e seu velário de brumas - minha mágoa. Ruge a tormenta... e o que ele faz com a frágua: embates colossais, faço com a minha fé petrificada... té que tudo se extingue em turbilhões de espumas e de lágrimas... Destinos abismais!... Guarda em si tempestades que estraçoam, Cóleras formidáveis em mim guardo... Sobre o meu pensamento, idéias voam, voam alciões sobre o seu dorso pardo... Meu gigantesco irmão, Senhor do cataclismo, se tens, por coração, um negro abismo, eu tenho, por abismo, um coração. Dentro de ti, quantos naufrágios, quantos, de naves rotas pelos vendavais?!... E, dentro de mim, sob aguaçais de prantos, quantos naufrágios, quantos, quantos, de sonhos, de ilusões e de ideais?!... Faço trovas a alguém que não posso beijar tal como tu, na angústia de querê-las sem as poder tocar, fazes, nas noites brancas de luar, serenatas inúteis às estrelas... Sou bem fraco, porém, e tu és forte... Nada te vencerá, há de vencer-me a morte... Embora!... Mar morto, água dormida que por mais nada nem de leve ondeia, hei de deixar meus versos pela vida, como tu deixas âmbar pela areia!...

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Estímulo à difusão do livro por Rosely Boschini

A

massificação do acesso aos livros, fator condicionante ao sucesso do Brasil em suas metas de desenvolvimento, tornase cada vez mais viável, à medida que se consolida a soma de esforços entre os setores público e privado para a promoção da leitura. Com isso, observa-se, paulatinamente, a ampliação da oferta, a redução dos preços e a ampliação da base de leitores dentre a população incluída na sociedade de consumo. Avançam, também, os programas destinados a fazer com que os livros cheguem às crianças e jovens de famílias de baixa renda, em especial por meio do sistema público de ensino. Não há dúvida de que as políticas públicas do livro têm influência decisiva nesse processo, juntamente com as ações do mercado. Por isso, é importante que os gestores da administração direta e indireta

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dos governos estaduais, municipais e da União tenham consciência do significado de promover o livro e difundir a leitura. Nesse sentido, o trabalho de Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo desde março de 2003, tem sido referencial. Naquele ano, a empresa de economia mista e cujo principal acionista é o Governo de São Paulo, passou a atuar também como editora, dedicada, principalmente, à produção de obras que resgatam e/ou expressam elementos da história e da cultura do Brasil. O dirigente idealizou a premiada Coleção Aplauso, lançada em 2004, com biografias de artistas antológicos do cinema, teatro e televisão. Tem sido grande incentivador da publicação de livros em parceria com outras editoras, como as da USP, Unicamp e Unesp, e instituições como o Museu Afro Brasil e o Instituto Tomie Ohtake. Lançou, ainda, títulos da coleção Imprensa em Pauta, incluindo biografias de Paulo Francis e José Ramos Tinhorão, dentre outros jornalistas importantes. Alquéres mostra-se um editor competente, pois a Imesp, em sua gestão, ganhou 20 prêmios Jabuti, o mais importante do País, promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). Incluem-se dentre os troféus, o de Livro do Ano na categoria ficção e melhor livro de não-ficção. A empresa também recebeu três certificados de mérito no Premier Print Awards, o mais importante certame de qualidade da indústria gráfica mundial, e o Prêmio de Excelência Gráfica

CBL outorga a Hubert Alquéres o Prêmio Amigo do Livro

Fernando Pini, que é referencial de excelência no mercado brasileiro. Ganhou, ainda, cinco prêmios Mário Covas, por projetos relacionados à gestão, e o Troféu APCA 2009, em reconhecimento ao incentivo às artes. Em 2010, a CBL outorga a Hubert Alquéres o Prêmio Amigo do Livro, um reconhecimento anual da entidade àqueles que se dedicam à causa de transformação do Brasil em um país de leitores. É importante reconhecer e estimular as boas práticas no contexto dessa meta, para que as ações voltadas à difusão do livro multipliquem-se, viabilizando a crescente qualificação cultural, acadêmica e P científica de nossa sociedade. (*) Presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL

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Amazônia

Paraoara Camillo Martins Vianna* e Valter Chile**

Pedras Negras no rio Guaporé, fronteira da Bolívia com Rondônia: Em frente à cidade de Pedras Negras enormes pedras, dessa cor, formam uma cachoeira de margem a margem no Rio Guaporé, em Rondônia, na fronteira do Brasil com a Bolívia. As pedras, graças às fezes líquidas dos pássaros mergulhões, apresentam manchas de cor branca espalhadas. Homenagem: Na década de oitenta, no primeiro pouso no recém construído aeroporto da cidade de Pedras Negras, os alunos e professores da única escolinha existente estavam uniformizados e, todos enfileirados, na cabeceira da pista, agitavam bandeirinhas do Brasil, como boas-vindas às equipes da SOPREN, CRUTAC, Ministério da Agricultura e do secretário de agricultura do Estado de Rondônia.

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Correntão: O correntão é uma grande corrente de ferro arrastada por poderosos tratores é utilizado usado para arrancar árvores adultas, esse instrumento vem sendo muito utilizado desde o início da chamada “Integração da Amazônia”, na década de 70, para a retirada de árvores e tem contribuído com a devastação da Floresta Amazônica. Motosserras: As motosserras vêm sendo utilizadas desde o início do tal “Processo de Integração” em todos os recantos da Amazônia, sendo impossível calcular o número delas em atividades diuturnas. O barulho infernal dessas máquinas vem atormentando a vida dos hileianos e até agora não puderam ser controladas. Carvoarias: As carvoarias, em larga escala, são utilizadas pelos lavradores e fazendeiros recém-chegados de outros

Estados. Chega a impressionar o número dessas agora enormes caieiras, que também não tem podido ser controladas, pois muitas delas vêm sendo construídas até mesmo no interior da ainda chamada “Grande Floresta Amazônica”. Contrabando de toras de madeira: Balsas enormes, carretas gigantescas e avantajadas jangadas, atopetadas de enormes troncos de madeiras nobres, fazem verdadeira competição para ver quem contribui mais para o desaparecimento acelerado da quase extinta floresta tropical. Singularidade: Talvez como curiosidade singular em nosso país, é a imagem de Nossa senhora do Ó, trazida de Portugal no início do século passado, e colocada em uma pequena igrejinha, bem perto da praia do Farol, na Ilha do Mosqueiro, área metropolitana de Belém. Ainda no decorrer deste dezembro, a televisão mostrou a centésima

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Retirada de árvores tem contribuído com a devastação da Floresta Amazônica

décima segunda procissão da Santa. Até aí tudo muito bem, nenhuma característica que a diferenciasse de outras imagens de santas, a não ser que a Nossa Senhora é apresentada em estado avançado de gestação. Comendo coirana: O autor destas mal batidas linhas, como diria o pessoal de

Nossa senhora do Ó, em Mosqueiro, em estado avançado de gestação

antanho, anda comendo uma coirana, valendo como o pão que o diabo amassou. Esta foi catada do cafundó do Judas da memória. Em tempo de trovoada , quando um maduro exemplar de madeira resistente, com é o taperebazeiro, desaba sobre um solitário jabuti que, por falta de observação, venha passando por perto, em marcha lenta. O pobre do quelônio, por falta de água e comida, tem que esperaramadeirasedecomporparaselibertar. Tradição: A lavoura artesanal, ainda em andamento, não deve ser esquecida como instrumento de devastação, pois o chamado progresso devastatório, ainda não chegou para os desafortunados, que ainda usam o machado, o terçado, a enxada e o fogo na cultura de subsistência. Porfia devastatória: A formação de avantajadas capineiras emparelhada ao chamado “surto rodoviário”, assim chamado pelo botânico Paulo Cavalcanti, abarca poderosas “trans” e estradas estaduais e municipais. Coincidências silvestres: Em dois pontos distantes um do outro, o mesmo acontece, em relação à fauna silvestre. No município recémtransformado de Belterra, no Tapajós, no recémconstruído município de Bom Jesus dos Fernandes, e o município de Tartarugalzinho, no Amapá, houve invasão um número aproximado de duzentas ou trezentas varas de porcos silvestres, catetetos ou caetetus, que serviram de alimento para a comunidade por algum tempo.

Restos de serrarias: Representados por imensos lotes de serragens podiam ser encontradasportodaaAmazônia,sendoqueodeTailândia,na antiga rodovia PA-70, atual BR, que liga a transamazônica à Rondon do Pará, era mais avantajado e, mesmo em épocas chuvosasficavamtocandofogopormeses. Reação da maré: Às vezes, na dobração do Cabo do Maguari, na contracosta Marajoara, a maré, como dizem por lá, ficava encrespada e a viagem metia medo, principalmente aos marinheiros de primeira viagem. Barulho no céu: Na margem do rio Igarapé-Miri, aguardando o “casco”, para atravessar para o outro lado, onde ficava a sede do município, de repente, não mais que de repente, desabou um “chuvueiro”. E a chuva zunia sendo fácil de escutar. Fato interessante aconteceu: um urubu, com as asas bem fechadas, pernas retraídas junto ao corpo, com a cabeça bem dirigida para frente, despencou lá de cima, de onde estava, fazendo uma zoeira, maior do que a própria chuva, procurando um lugar para pousar até tudo se acalmar. Transformação: Jovens eram trazidos, ou vinham para a capital Belém, para trabalhar, ou estudar e eram conhecidos como crias da casa. Hoje, juntam-se em gangues, com o objetivo de Grades de ferro em portas, janelas e balancins, nas casas dos moradores da cidade de Belém

roubar e acabam matando ou morrendo ,assustando os moradores da cidade. Daí a pesquisa realizada pelo IBGE e outros institutos que apontam a população do Estado do Pará, em primeiro lugar, no Brasil, a ter medo da violência. Prisão interna: Como resultante deste estado de espírito, vem crescendo assustadoramente a colocação de grades de

As carvoarias, em larga escala, são utilizadas pelos lavradores e fazendeiros recém-chegados de outros Estados

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A lavoura artesanal, ainda usa fogo na cultura de subsistência

ferro em portas, janelas e balancins, nas casas dos moradores da cidade de Belém. Mudança: Tal qual acontece nas cidades, já está embutida na cultura rural a violência, representada pelo saque e o roubo por qualquer descuido dos moradores. Os próprios vizinhos se apropriam de tudo que possa ser encontrado

Festejos do glorioso São Benedito de Bragança

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dentro e fora da casa. Verdadeiras quadrilhas estão se organizando e atacando cada vez mais. De ruim para pior: Os antigos “ratos d'água”, que somente agiam nos trapiches ou em residências ribeirinhas, que agora são conhecidos como piratas, vem mais armados e equipados e dão preferência aos transportes terrestres e fluviais. Novidade na tradição: Como manda a tradição, nos festejos do glorioso São Benedito de Bragança, estava em andamento um grupo de pedidores de esmola ou esmoleres, para a festividade do santo. Estes foram pura e simplesmente assaltados por marginais, que arrastaram tudo o que puderam: as doações e os instrumentos de trabalho de pau e corda. Imitação prejudicial: Rádios e televisões, pelo terrível espírito de imitação que campeia livremente, transformam os programas em baboseiras de extremo mau gosto, que os espectadores são obrigados a engolir. Descumprindo a lei: Em Abaetetuba é possível encontrar no Mercado da Beira, descumprindo a lei, mesmo com a presença de fiscais do IBAMA e da prefeitura, é possível encontrar carne de paca, cotia, tatu e o que chamam de “corcodilo”, que inclui o jacaré “alemão” e, até mesmo, de pirarucu “alemão”, com muita aceitação entre os “abaeteuaras”.

Invasor: Dizem as crônicas recentes que, em marcha lenta, porém progressiva, chegou aqui por estas bandas um estranho exemplar da fauna cascuda vinda de paragens remotas. Esse encouraçado tem prenome de “caramujo africano” e leva o esquisito apelido científico de ACHATINA fulica, e teria entrado pelo Rio Grande do Sul dando os costados encouraçados, já como fauna exótica. Daí em frente vem sendo o que Deus quiser, pois esse bicho cascudo, segundo informações, é do mal, e, portanto, nocivo ao homem. Contrabando de madeira serrada: O contrabando de madeira serrada e carvão ocupa lugar de destaque em atividades ilícitas. Os contrabandistas agem abertamente e parece não haver nenhum controle. Amazônia- Ataque aéreo: Logo no início do ano de 2011, os cidadãos que estiveram na Praça Santuário de Nazaré, em Belém, foram testemunhas de acontecimento inusitado e impressionante, as revoadas sucessivas de periquitos fazendo uma zoeira que incomodava a todos. Bandos dessas aves, estimadas em milhares delas, entravam e saiam da copa da mais que centenária samaumeira (Seiba pentandra) para procurarem alimento nas folhas, por pouco tempo. Ao terminarem as verdadeiras ondas, que entravam e saiam da copa da árvore, sobrevoavam em volteios perto das outras árvores sem se chocarem entre si. Os galhos superiores da samaumeira estão completamente desfolhados, talvez colocando em risco esse belo exemplar da maior árvore da Amazônia. AsluzeseosfogosdeartifíciodasfestividadesdafestadoCírio de Nazaré, maior procissão religiosa católica do mundo, assustam sem espantar definitivamente, os pequenos voadores,quejáforamrepresentadosnosbordadosdomanto daNossaSenhora,deNazaré,noanoemcurso. Amazônia, chá de sumiço: A pesca desenfreada, na chamada Região da Ilhas, em Abaetetuba, no Baixo Tocantins Paraense, na sua maior extensão, praticamente fez desaparecer o pescado. Até mesmo as armadilhas feitas de tala, chamadas “jupati” ou “cacuri estuarino” já não são mais encontradas por lá, pois os ribeirinhos deixaram de construir na beira da água esse tipo de armadilha. Adubo de qualidade: Adubo usado pelos lavradores do Baixo Tocantins chamado “sairoca”, também conhecido como “terra do açaí”, nada mais é do que a decomposição dos montes de caroços, que depois de serem amassados em

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Em Abaetetuba é possível encontrar no Mercado da Beira, de um tudo...

Adubo de caroço de açaí, depois de amassado, usado pelos lavradores do Baixo Tocantins chamado “sairoca”. Na foto o açaí, antes do amasso

peneiras, por mulheres, invariavelmente, ou, mais modernamente, batidos em máquinas, são colocados às proximidades do preparo, até a sua total transformação em adubo. Faxina: Nas regiões dos pequenos cursos d'água, chamados igarapés, outro tipo de captura de peixes é a chamada “faxina”, através da qual se bloqueia a saída dos peixes com folhas verdes de açaí, sendo, entretanto, de pouca utilização atualmente. Travessia artesanal: Quando são colocados em pequenos atoleiros troncos justapostos de sobras de madeira de serraria, principalmente o miriti, ou buriti (Mauritia flexuosa), como tem sido chamado atualmente, e o açaí (Euterpe oleracea), entre outros. O duende silvestre de Oswaldo Cruz: Quando as coisas não andavam muito bem, na construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, os trabalhadores, de muitas nacionalidades, apresentavam baixas pelo “beriberi', carência de vitamina B1, e malária. Mestre Oswaldo Cruz, o maior sanitarista brasileiro, foi convocado para tentar acabar com o Plasmodium falciparum. Pelas dificuldades encontradas Oswaldo Cruz apelidou o causador da doença, como “novo duende amazônico”, fazendo companhia, portanto, ao “curupira”, à “matinta pereira”, e à “cobra grande”, entre outros. O problema da Avitaminose: O impaludismo, como pode ser chamada a malária, desde o início da colonização vem fazendo das suas, sem que ninguém consiga debelá-lo. No Marajó, Estado do Pará, até 90% dos moradores de determinado município, apresentaram presença do Plasmodium, nos exames realizados, sendo, portanto, um problema dificílimo de ser combatido. O problema da avitaminose foi resolvido pelo médico brasileiro, Rubem da Silveira Britto, já na fase nacional da construção da Estrada de Ferro, com o emprego da vitamina B1, pela primeira vez,

Desmatamento dobra no Pará em 20 anos paramais.com.br

pois os médicos ingleses, do Hospital da Candelária, em Santo Antônio, não sabiam o que fazer. As dificuldades foram tão grandes para o Dr. Oswaldo Cruz que ele aconselhou que se jogasse querosene e gasolina, em Santo Antônio, onde estava o hospital, e se tocasse fogo. Destruição de mata ciliar: Os poderosos fazendeiros do Sul e do Sudeste, recémchegados, introduziram um tipo de devastação usando tratores, na abertura de novas capineiras derrubando, impiedosamente a mata ciliar de rios, furos, igarapés e paranás, para a criação do gado, em larga escala facilitando até o desaparecimento da flora e da fauna, pois as águas da chuva arrastam para os cursos d'água a areia e o barro das margens. Boi Pirata: Do mesmo modo fazendeiros, usando tratores e a aspersão de agente laranja e outros herbicidas bem poderosos devastam grandes extensões de mata. O exemplo mais representativo desta imensa destruição é encontrado na chamada “Terra do Meio”, onde estão colocadas cerca de três mil cabeças de gado, chamados de “boi pirata”, sendo que esse tipo de atividade não apresenta qualquer documento que regularize junto às autoridades esse tipo nefasto de agressão à floresta Amazônica. Grandes visitantes. Baleias: Sendo mais razoável chamá-los de “Visitantes Grandes”. Comrazoáveldistanciamentoentreelas,asbaleiastêmsido encontradas por aqui, como é o caso de um “baleote” que entroupelorioTapajósàalturadonovomunicípiodeBelterra e que, nessa história de subir e descer acabou morrendo. OutrasapareceramempraiadaregiãodoSalgadoparaense, agoradenominadade“AmazôniaAzul”. Baleote em Barcarena: Recentemente uma pequena baleia encostou em praia de Barcarena, às proximidades de Belém, e foi eliminada pelos moradores para alimentação. Outros Grandões: Mais para a metade da década passada pescadores prenderam em rede, nas águas de Maracanã, uma grande tartaruga oceânica, dessas chamadas de “tartaruga de couro”, que foi apreendida pelos bombeiros idos de Belém, e entregue a setores

especializados. Outro visitante dos grandes: Pois não é que um tubarão, desses de dentes grandes, adentrou pelo Amazonas ultrapassando a cidade de Manaus. Outras descobertas: Os técnicos do INPA, em Manaus, e do museu Emílio Goeldi, em Belém, tem identificado novos exemplares da fauna e da flora, sendo que entre os “bicharocos” eles encontraram um jacaré, na relação dos recémdescobertos , bem como uma anta, ainda não classificados. Flora avantajada: No município de Belterra, no Tapajós, identificaram na agora chamada Vila Chagas, homenagem a exfuncionário da antiga Companhia Ford Industrial do Brasil, um gigantesco exemplar de “piquiá-açu” (Cariocar sp) que, se não for o mais exuberante, ou maior, dessa espécie, já visto pelos autores. Transamazônica: Na abertura da Transamazônica foi mostrado, pela mídia brasileira, um gigantesco exemplar de samaumeira (Seiba pentandra), que recebeu o apelido de “Rei Salomão”. Arqueologia: Bem antigamente, identificou-se o que restou de um “Purussauro”- gigantesco jacaré - e, “se a memória não nos falta em demasia”, como diz Alan Poe em “A Mancha”, foi encontrada por Barbosa Rodrigues. Preguiça Gigante: Mais recentemente, em Itaituba, no rio Tapajós, em uma fossa cavada por garimpeiros, foram identificados restos de preguiça gigante. Devastação desenfreada: “Desmatamento dobra no Pará em 20 anos” é o título publicado no jornal O Liberal em 06 de janeiro de 2011. Em estudo preparado pelo Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON), em um dos capítulos do livro “Fatos Florestais da Amazônia 2010”, “o livro sintetiza as estatísticas sobre o setor florestal da Região e, como continua a crônica, “trata-se do diagnóstico mais completo já realizado sobre a principal atividade do uso da terra na Amazônia, o setor madeireiro”. P (*) SOPREN/SOBRAMES (**) SOPREN/UFPA

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Sérgio PANDOLFO

UMA ACADEMIA SINGULAR s Academias são agremiações de caráter científico, artístico ou literário, podendo ter origem e manutenção institucional ou particular. Instituições assaz vetustas têm origem na remota Antiguidade, a primeira tendo sido fundada por Platão, no século IV a.C, derivando seu nome dos jardins do herói grego Academus, nos arrabaldes de Atenas, onde o famoso filósofo ensinava aos discípulos suas doutrinas e pensamentos, tendo essa notável escola filosófica sobrevivido por cerca de novecentos anos. Já o dissemos alhures que a associação de iguais ou de mútuos interesses em qualquer das vertentes do humano engenho é uma necessidade e tem sido uma realidade ao longo de toda a existência de nossa espécie, por óbvias e múltiplas razões, cabendo ressaltar a facilitação do estreitamento de laços de amizade e o usufruto de parcerias e/ou assistências laborais, bem como da interpenetração de conhecimento e de trabalho. Diferentemente das leis da Física, aqui os iguais se atraem. A Academia Brasileira de Médicos Escritores – ABRAMES que à primeira vista pode parecer tratar-se de uma agremiação acadêmica igual a tantas outras instituições que vicejam pelo Brasil e mundo em fora, tem, entretanto, um diferencial singular: é o único silogeu literário formado exclusivamente por médicos que se conhece no mundo! Mais ainda: o membro titular passa à categoria de Membro Emérito ao completar setenta anos de idade ou vinte anos na condição de titular, segundo sua vontade expressa em comunicado à diretoria, sem a perda de nenhuma de suas prerrogativas. A criação de uma academia que congregasse exclusivamente médicos escritores foi uma genial e singular ideação de Mateus Vasconcelos, expresidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (SOBRAMES), que, desafortunadamente, não assistiu a instalação da entidade que anelara e sonhara por já ter falecido quando a mesma veio a ser fundada, tendo, contudo, seu nome escolhido para

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“Nada mais patético, na

Medicina, que o tecnicismo extremado, limitante, que apequena e soterra a quem é dele vezeiro”. SerPan

Parte dos presentes à Semana de Aniversário da ABRAMES (2010)

patrono da cadeira de número 1, que honrosamente ora ocupamos. A fundação por Marco Aurélio Caldas Barbosa, no anfiteatro “Miguel Couto” do Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia, na cidade do Rio de Janeiro, propositadamente, no dia 17 de novembro de 1987 – dia e mês de nascimento de seu patrono, Manuel Antônio de Almeida (1831-1861), médico, jornalista, cronista, romancista, crítico literário e também patrono da cadeira n° 28 da Academia Brasileira de Letras, destacado autor de “Memórias de um sargento de milícias”, considerado o primeiro romance urbano brasileiro, retratando a vida da cidade do Rio de Janeiro no início do século XIX, consoante nos diz o acadêmico e também fundador Hélio Begliomini, em livro que houve de lançar durante a semana acadêmica comemorativa ao 23º ano de fundação da entidade, de 24 a 26 de novembro de 2010: Imortais da Abrames, “obra que demandou quatro anos de intensas, diuturnas e obsessivas pesquisas”, a redizer o autor. Trata-se de publicação literária da mais alta envergadura e qualidade, na qual se historia a trajetória desse silogeu, desde sua idealização por Mateus Vasconcelos, como já frisamos, até nossos dias, contendo as biografias (com fotos), tão

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Sessão de lançamento/autógrafos de Imortais da Abrames

Grupo de acadêmicos num intervalo das sessões

Com dois membros fundadores eméritos

alentadas quanto possível de todos os patronos, fundadores, titulares e eméritos, dados estatísticos, símbolos acadêmicos e apêndices, demais de farta iconografia, distribuídos em quase seiscentas páginas, papel de superior qualidade e encadernação de luxo. O autor, por nímia gentileza, disponibilizou um exemplar autografado para cada acadêmico presente à sessão de lançamento, além de outras pessoas interessadas.

“Os patronímicos das cinquenta cadeiras da Abrames foram ilustres médicos escritores brasileiros, sendo que 23 deles pertenceram à vetusta Academia Nacional de Medicina; 16 tiveram seus nomes ligados à glamorosa Academia Brasileira de Letras; e, outros, vínculos com igualmente notáveis entidades, tais como Academia Brasiliense de Letras, Academia Carioca de Letras, Academia Caxambuense de Letras, Academia Cearense de Letras, Academia Cristã de Letras, Academia de Medicina de Buenos Aires, Academia de Medicina de Nova Iorque, Academia de Medicina de Paris, Academia de Medicina de São Paulo, Academia das Ciências de Lisboa, Academia Fluminense de Letras, Academia Fluminense de Medicina, Academia Paulista de Letras, Academia Luso-Brasileira de Letras, Academia Mato-Grossense de Letras, Academia Mineira de Letras, Academia Petropolitana de Letras, Academia Pontifícia das Ciências, dentre diversas outras. Há uma só patronesse, Francisca Praguer Fróes patronímica da cadeira n° 24”, ainda a replicar os apontamentos do acadêmico Hélio Begliomini. Os principais símbolos do sodalício são a medalha, o emblema e a bandeira, todos criados por seu fundador Marco Aurélio Caldas Barbosa, consoante se lê na ata de fundação, redigida por Manuel Baliú Monteiro (por sinal um parauara radicado no Rio de Janeiro): “Foi ele quem planejou a medalha, desenhou os diplomas, supervisionou os estatutos, delineou a

bandeira, previu o emblema e organizou esta festa” (1989) O colar acadêmico consta de uma medalha circular dourada de seis centímetros de diâmetro, presa por uma faixa de coloração verde. No seu anverso tem-se, ao centro, o busto do patrono, com seu nome gravado no semicírculo superior e a data de fundação. No reverso da medalha encontra-se gravado o emblema da ABRAMES. O emblema é de formato circular, tendo ao centro o símbolo de Asclépio sobre uma pena, significando, respectivamente, a arte médica interligada com a arte de escrever. Ao seu redor há dois ramos de oliveiras dedicados à deusa da sabedoria e da inteligência – Palas Atena. Externamente vai escrito o nome da academia. A bandeira, igualmente planejada e concebida por Marco Aurélio Caldas Barbosa, como nos distintivos anteriores apresenta o símbolo do sodalício, de coloração branca sobre fundo verde, cor representativa da Medicina. Os dizeres são de cor preta, a serpente e os ramos de oliveira verdes e a pena de escritor é branca. Mais recentemente, em 1999, o acervo simbolístico da academia foi enriquecido com o Hino da ABRAMES, letra e música de Zilda Cormack, e a Canção da ABRAMES, música e letra de Abílio Kac, ambos fundadores e expresidentes do silogeu exclusivo do médico escritor. O sodalício médico-acadêmico tem sede e foro na cidade do Rio de Janeiro, mas, levando em conta que a Internet extinguiu as fronteiras espaciais, constituindo-se em veículo ideal para a obra literária, a ABRAMES disponibiliza aos interessados no conhecimento de mais ações e dados históricos, textos e feições da entidade pelo site: www.abrames.com.br

O autor apresentando sua contribuição

Medalha acadêmica (anverso) e (reverso) (*)

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Médico e escritor SOBRAMES/ABRAMES. Especialista em Ginecologia/Obstetrícia. www.sergiopandolfo.com serpan@amazon.com.br sergio.serpan@gmail.com

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Avanços e o futuro do Direito de Família

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por Sylvia Maria Mendonça do Amaral

o longo de 2010 muitas transformações ocorreram no Direito de Família, todas elas bastante significativas. Algumas reformas ainda não atingiram seu objetivo maior, mas já dão indícios de que 2011 será um ano com os avanços notáveis, mais abrangentes e que modernizarão até mesmo os conceitos das relações familiares. Em dezembro, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que cria o “Estatuto das Famílias”, que agora seguirá para o Senado. São 264 artigos que compilam toda a legislação que versa sobre o Direito de Família e cria conceitos, traz novas determinações e adapta a realidade atual aspectos já ultrapassados, apesar de contemplados no Código Civil de 2002. A necessidade de atualização do Código Civil deve-se muito ao fato de que seu texto tramitou por cerca de 25 anos antes de ser aprovado, o que resultou, sem dúvida, na publicação de artigos já completamente defasados e ultrapassados. A própria denominação “Estatuto das Famílias” já indica os avanços, pois considera que na atualidade não existe apenas uma modalidade de família – aquela formada pelo homem, mulher e seus filhos. Hoje há uma pluralidade de configurações familiares e todas elas necessitam e merecem a proteção do Estado.

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Lamentavelmente a família estabelecida entre duas pessoas do mesmo sexo não foi abarcada pelo “Estatuto das Famílias”. Na primeira versão do texto estavam previstas regras para proteção de casais que vivem em união homoafetiva, mas foram excluídas para tornar mais fácil e mais rápida a provação do texto. Mais uma vez os homossexuais foram preteridos. Independente do resultado da votação do “Estatuto das Famílias”, da qual talvez tenhamos conhecimento ao longo de 2011, três interessantes inovações já estão em vigor e representam avanços em aspectos que de fato careciam disso. Em agosto, entrou em vigor a Lei nº

12.316/10 que definiu a síndrome da alienação parental. Agora, são passíveis de punição os atos que o guardião dos filhos promove visando o afastamento do não guardião de seus filhos, que é via de regra o pai. A alienação parental é há muito praticada em prejuízo do não guardião e, pior, sendo os mais prejudicados os filhos, crianças e adolescentes, alijados de seu direito de ter a companhia daquele que não é o detentor de sua guarda. Em julho, foi alterada a Constituição Federal através da Emenda Constitucional nº 66 que pôs fim à separação dos casais, permitindo-lhes que se divorciem assim que desejaram romper os laços do casamento. Não é mais necessário passar por um processo de separação para somente após um ou dois anos – de acordo como foi feita a separação, requererem o divórcio. Passou, assim, a ser o divórcio a única maneira de por fim ao casamento, eliminando-se um processo anterior que se prestava apenas para gerar mais desgaste, despesas e consumir mais tempo daquele casal que já não deseja mais manter-se casado. Em dezembro, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que cria o “Estatuto das Famílias”

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seu casamento. A nova lei alterou essa idade para 70 anos. Discute-se muito a constitucionalidade do artigo que torna obrigatório qualquer regime de bens quando do casamento. Seria uma interferência descabida do Estado na vida dos cidadãos. No entanto, o aumento de limite de idade é bem vindo, já que na atualidade um cidadão de 60 ou mesmo 70 anos de idade não está incapacitado para eleger o regime de bens sob o qual estará sujeito o seu patrimônio. As inovações apontadas significam solução para inúmeras demandas. A relevância de tais alterações é visível, principalmente em relação à guarda e

visitas aos filhos que sempre envolvem dilemas e até dramas pessoais. A obrigatoriedade do regime de separação de bens mostrou-se um alento para aqueles que desejam optar por outras formas de administrar de seu patrimônio. Todas as inovações que se deram em 2010 podem ser vistas como um prenúncio que houve e há a conscientização de que as dinâmicas da vida em sociedade mudam com o tempo e que a lei deve adequar-se a elas, sob pena de se tornar letra morta. P (*) Especialista em Direito Homoafetivo, Família e Sucessões, sócia do escritório Mendonça do Amaral Advocacia e autora dos livros "Histórias de Amor num País sem Leis"

Estatuto das Famílias

Já em dezembro, entrou em vigor a Lei nº 12.344/2010 que altera texto do Código Civil no que diz respeito ao regime de bens do casamento. Antes da alteração agora sofrida, a lei previa que aos maiores de 60 anos de idade era obrigatório o regime da separação de bens quando de

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Mentes criativas planejam o

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por Silvia Alambert

entro de sala de aula fica simples observar como a questão financeira é tratada dentro da família, em virtude do comportamento e expressão das crianças durante uma aula de educação financeira. Observo no dia a dia com as crianças que, mesmo com dinheiro de "brincadeira", a maioria tem medo de investir por medo de perdê-lo. Claro, ninguém gosta de perder dinheiro e já é sabido e provado pela neurociência que quando temos e vemos o dinheiro em nossa mão, o sentimento de não querer "perdê-lo de vista" faz com que gastemos menos (por isso muitas pessoas cometem excessos com o cartão de crédito, porque é um dinheiro que não se vê). O fato é que parece que as pessoas têm menos medo de gastar, nem que seja com inutilidades, e mais medo de investir dinheiro (quando deveria ser o inverso). Ao deixar de investir dinheiro, seja lá em qual poderia ser o investimento de preferência, cada pessoa deixará para depois a tranqüilidade do futuro. As Dentro de sala de aula fica simples observar

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Ensinamentos básicos que precisam ser transmitidos enquanto eles são jovens

pessoas parecem preferir sonhar com a ajuda de longos financiamentos, ao invés de sonhar com o dinheiro rendendo e trabalhando para elas no longo prazo, simplesmente por medo de achar que irão perder este dinheiro investido. Devemos, portanto, procurar conhecer o que é desconhecido para sabermos avaliar os possíveis riscos que poderemos (ou iremos querer) correr ao investir dinheiro em algum tipo de aplicação, ao invés de ficarmos estagnados ou fugindo do assunto ou fechando os olhos para não investirmos dinheiro. Por isso, o mais importante, é transmitir às crianças a importância de investir dinheiro ao longo da vida e que cada pessoa tem um jeito para escolher como quer investir: uns são mais ousados e outros já são mais conservadores. Por isso, permita que suas crianças

tenham a ideia de que até uma simples caderneta de poupança é o melhor rumo para o dinheiro que está parado dentro da carteira ou engordando o porquinho. É importante que a criança saiba que riscos existem para serem administrados. (ei, ao sairmos de casa já estamos nos arriscando.) Não podemos simplesmente fugir deles.

Você tem que ir à escola, tirar boas notas

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sucesso! Se você já tem uma caderneta de poupança, uma previdência, investe em ações ou outra forma de investimento para garantir o futuro de sua família ou de seu filho, partilhe isto diretamente com sua criança. Outro detalhe importante é criar sempre atitudes positivas, ou seja, manter sua mente de forma criativa sempre. Fomos criados em uma época bem diferente e, para quem leu "Pai Rico, Pai Pobre", do Kiyosaki, sabe bem sobre o que estou falando: "Você tem que ir à escola, tirar boas notas, arrumar um bom emprego.” E hoje em dia não dá para limitar nossas crianças com esses conceitos antigos (os postos de trabalho, denominados empregos, estão se reduzindo cada vez mais!!!). Na economia de hoje, precisamos ensinar nossos filhos a pensarem em seu autoemprego, porque um bom emprego hoje não é mais garantia de ter um passaporte para a segurança financeira. Até funcionários altamente especializados estão encarando uma incerteza sobre o futuro deles, desejando e rezando para que nada de mal aconteça na economia que possa abalar a situação

Permita que suas crianças tenham a ideia de que até uma simples caderneta de poupança é o melhor rumo para o dinheiro

financeira de seus empregadores ou que não afete o ramo de negócio em que eles trabalham. Por isso, mais e mais, os pais devem se preocupar com a educação financeira de seus filhos. A verdade é que os pais devem ensinar lições de educação financeira a seus filhos e devem ensinar também a serem empreendedores. Já que toda poupança deve ter um objetivo, levar seu filho a pensar qual tipo de negócio ele gostaria de ter quando crescer e incentivá-lo a conhecer prós e contras (independente do tipo de negócio que ele deseje ter), quanto

Mentes criativas planejam o sucesso

de dinheiro será preciso para investir em um negócio desses, mostrar a ele que todo negócio requer um investimento inicial, que existem despesas fixas e variáveis, qual material tecnológico e humano ele necessitará, qual o público alvo entre outros, são ensinamentos básicos que precisam ser transmitidos enquanto eles são jovens, entusiasmados e com tempo para mudar de ramo de negócio. Dedique um tempo a educação financeira e ao espírito empreendedor de seu filho. Você poderá descobrir idéias fantásticas de negócios vindas da cabeça do próximo empreendedor do futuro: SEU FILHO! P (*) Educadora financeira e detentora da metodologia The Money Camp™ Brasil

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ABRAJET PARÁ: desafio de nova diretoria é receber em setembro 200 jornalistas

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ABRAJET PARÁ - Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo do Estado do Pará, elegeu recentemente, nova diretoria para o biênio 2011/2012. O desafio dos novos diretores começa por sediar, de 24 a 28 de setembro, o XXIII Congresso da Abrajet Nacional, quando cerca de 200 profissionais de comunicação e turismo vão estar em Belém. O evento tem co-realização da Abav Pará – Associação Brasileira de Agências de Viagens e apoio confirmado da Companhia Paraense de Turismo – Paratur, Coordenadoria Municipal de Turismo (Belemtur), Secretaria de Comunicação do Governo do Pará (Secom) e da Trip LinhasAéreas. Benigna Soares, que atualmente é Diretora Regional Norte da Abrajet Nacional avaliou positivamente a mudança. “O João Ramid é uma excelente escolha por que tem um nome forte associado à comunicação e ao turismo. É um dos principais profissionais do Pará e da Amazônia a desenvolver esse trabalho de divulgação da imagem do turismo paraense. Caberá a ele dar continuidade ao que a equipe da Abrajet construiu, mantendo seu papel enquanto membro do Conselho Municipal de Turismo de Belém (Comtur), do Fórum Estadual de Desenvolvimento Turístico do Estado do Pará (Fomentur), e com parcerias fortalecidas em países como Portugal, França, Guyana Francesa, Suriname, e ainda com países do Mercosul. Entre os novos diretores da Abrajet Pará também está a jornalista Sheila Faro, assessora da Ordem dos Advogados do Estado do Pará e atual presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará. Sheila, que fez parte da primeira diretoria da Abrajet entre 2006 e 2008 retorna agora para a Diretoria de Promoção e

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Eventos, com a missão de Benigna Soares, diretora Regional fortalecer entre os jornalistas Norte da Abrajet Nacional brasileiros especializados em turismo a luta pela garantia dos direitos e pela profissionalização da categoria. Julie Rocha, ex-assessora de Comunicação da Companhia Paraense de Turismo – Paratur, Kzan Lourenço, diretor e apresentador do programa Portal do Turismo (TV RBA/BAND), Ieda João Ramid, presidente Ferreira, jornalista da Rádio da Abrajet Pará Cultura e Assessora de de Relações Públicas: Ricardo Kzam Comunicação da Secretaria de Economia do (apresentador do Portal do Turismo na TV Município de Belém (Secon) também RBA/Band); Diretor de Assuntos Jurídicos: integram a nova diretoria, que como primeira Edvaldo Pereira, Editor do Amazônia em Foco missão realizaram de 28 a 31 deste mês uma e correspondente da Abrajet em Santarém – programação comemorativa aos 395 anos de Pólo Tapajós); Diretor de Imagens: Ray Belém, aos quatro anos da Abrajet Pará. A Nonato (Repórter fotográfico dos jornais O programação, dia 28, começou com uma Liberal e Amazônia); Diretora Administrativa palestra do presidente da Abrajet Nacional, e de Finanças: Ieda Ferreira (jornalista da jornalista Hélcio Estrela, de São Paulo, com a Rádio Cultura e assessora de Comunicação da temática Comunicação & Turismo. Secon) e Diretor de Projetos Especiais II: Cidclay Oliveira (Diretor de Secretaria do TJE – Comarca de Barcarena). Conselho Fiscal: Bebel Chaves – jornalista da PRESIDENTE: João Ramid (diretor da Rádio Cultura; Elivaldo Pamplona – Repórter Agência Amazônia de Comunicação); Vice Fotográfico da Prefeitura de Belém e dos Presidente: Benigna Soares (Diretora Regional jornais O Liberal e Amazônia e Maria Lúcia Norte da Abrajet Nacional, Gerente de Sabaa (assessora de comunicação da Marketing da Paratur; Secretária Geral: Letícia Universidade Federal do Oeste do Pará – Falcão (Assessora de Comunicação da Câmara UFOPA– Santarém - Pólo Tapajós). de Ananindeua); Diretora de Promoção e Suplentes do Conselho: Lurdinha Bezerra Eventos: Sheila Faro (presidente do Sinjor(jornalista da Rádio Cultura e assessora do Pará, assessora de comunicação da OABSESC Pará); Iza Arnoud (jornalista Free Pará); Diretora de Comunicação: Julie Rocha Lancer na área de turismo) e Cleide Pinheiro (Assessora de Comunicação da Paratur); (diretora da Temple Comunicação). P Diretora de Relações Institucionais: Christina Hayne (Articuladora política); Diretor de Projetos Especiais: Nilton Guedes Pereira Conheça a Abrajet em www.abrajetpara.blogspot.com (Técnico de Comunicação da Secretaria de Fale conosco: abrajetpara@gmail.com Cultura do Pará, repórter da Agência Gerais de Tel: (91) 8886-2604 (Secretária Geral) Notícias e radialista da Rádio Clube); Diretor

DIRETORIA 2011/2012

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