Revista Acontece - Setembro 2018

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Mossoró-RN | setembro |2018 R$

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Rivelino Câmara:

‘Ou fazemos um pacto federativo de verdade, ou os Municípios vão fechar’

Prefeito de Patu afirma que, se não houver melhor distribuição de recursos, a realidade dos pequenos municípios será agravada Página

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EXPEDIENTE

EDITORA: Neide Carlos DIREÇÃO-GERAL: Neide Carlos Marcelo Bento REPORTAGENS: Diego de Carvalho REVISÃO: Gilcileno Amorim DIAGRAMAÇÃO: Rick Waekmann

Para sugestão de pautas, críticas e elogios, entre em contato com:

PORTAL/REVISTA ACONTECE

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EDITORIAL

Segurança. Essa é uma das principais reivindicações da sociedade potiguar e o próximo governo estadual terá de buscar mecanismos para combater os fatores que acentuam a criminalidade e contribuem para roubar a paz da população. Os desafios que a nova gestão do Estado enfrentará no âmbito da Segurança Pública é tema da última reportagem da série especial “Desafios do RN”. Nessa última reportagem, vamos expor avaliações sobre a temática da segurança e a opinião de profissionais vinculados a essa área sobre os caminhos que possam conduzir o estado a uma realidade de menos violência. Outro problema que preocupou os norte-rio-grandenses nos últimos anos foi a redução das reservas hídricas. As chuvas de 2018 amenizaram essa realidade, mas não foram suficientes para elevar a capacidade de abastecimento do estado a níveis mais seguros. Evidenciamos esse panorama por meio de uma reportagem que expressa a importância de uma boa incidência de chuvas no Rio Grande do Norte, em 2019. Ainda no âmbito dos recursos naturais, a força dos ventos continua possibilitando investimentos no estado. Durante o leilão de geração nº 03/2018 (A-6), realizado no dia 31 de agosto, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Rio Grande do Norte (27 usinas) e a Bahia (21 usinas) foram os estados com empreendimentos contratados para o segmento de energia eólica. As usinas deverão iniciar o fornecimento de energia elétrica a partir de 1º de janeiro de 2024. A capa desta edição remete a uma entrevista com o prefeito de Patu, Rivelino Câmara, que realça a importância de uma melhor distribuição de recursos para os municípios. Outra entrevista também se destaca nesta edição: o presidente da Cosern, Luiz Antonio Ciarlini, fala sobre investimentos para ampliar a eficiência do sistema energético da companhia, instalações irregulares, setor de energia eólica, entre outros temas. Os preparativos para as viagens de fim de ano e a tecnologia no contexto educacional de Mossoró também pautaram o desenvolvimento de reportagens desta edição. Boa leitura!

Neide Carlos Editora-chefe


ÍNDICE

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Desafios do RN: Última reportagem sobre os desafios do próximo governante do Estado retrata as deficiências do aparato de Segurança Pública no combate à violência e criminalidade.

Educação: Alunos das redes pública e privada têm acesso às possibilidades da robótica.

20 Entrevista: Presidente da Cosern, Luiz Antonio Ciarlini, afirma que a empresa está investindo em tecnologia para reforçar a eficiência, a confiabilidade e a robustez do seu sistema elétrico

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Abastecimento: Chuvas de 2018 não elevam reserva hídrica do RN a um nível mais seguro.

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Economia: RN tem 27 empreendimentos contratados para o segmento de energia em leilão realizado pela Aneel e deverá inaugurar um ‘novo ciclo em eólicas’, segundo o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Renato Marinho.

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DESAFIOS DO RN:

combate à insegurança

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Última reportagem da série especial sobre os desafios do próximo governante do Estado retrata as deficiências do aparato de Segurança Pública no combate à violência e criminalidade

temática da segurança pública adquiriu maior importância nos últimos anos no Rio Grande do Norte, em razão da escalada do total de mortes violentas, também denominadas pelo Observatório da

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Violência do Rio Grande do Norte (OBVIO) de condutas violentas letais intencionais. Em 2017, o estado registrou um dado alarmante: foram 2.408 mortes violentas, 20,64% a mais do que no ano anterior, que notificou 1.996 casos. Além dos ho-

micídios, outros crimes, como roubos qualificados, também afligem a população potiguar. Em consequência dessa realidade, a efetivação de ações para a segurança pública tornou-se um desafio para o próximo governante do Estado.


Marcelo Bento/Arquivo

O Observatório da Violência do Rio Grande do Norte é um instituto independente e integra um grupo de pesquisas da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), o qual é cadastrado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Segundo o instituto, até 31 de agosto deste ano, foram registradas 1.407 mortes violentas no RN. O total representa uma redução de -14,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando os dados apontavam 1.647 crimes com essa característica. O resultado, porém, ainda exige atenção e evidencia uma violência persistente no estado. “Parte significativa das mortes se refere à violência interpessoal. São rixas. Não são, necessariamen-

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te, criminosos matando. Tem gente sendo paga para matar em grande quantidade. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) já desmobilizou muitos grupos de extermínio. Existe um comércio, uma atividade de matar que gera muito dinheiro e poder”, diz o vice-presidente do Obvio, Thadeu Brandão. O vice-presidente do Obvio acrescenta ainda que os confrontos entre facções criminosas não explicam todos os homicídios registrados no estado. “Quando você analisa a estatística sobre homicídios, verifica que são homicídios dolosos. Ao avaliarmos as macrocausas desses homicídios, não identificamos apenas guerras entre facções. Vemos disputas interpessoais e econômicas por área de bens ilícitos. São necessários pesquisas qualitativas para estudar essa realidade e recursos para a efetivação dessas pesquisas”, continua. PANORAMA DA VIOLÊNCIA Thadeu Brandão pontua que a violência se acentuou no RN a partir de 2014. Segundo ele, 90% da criminalidade está concentrada, atualmente, na região metropolitana de Natal e em Mossoró e seu entorno. “Natal, por exemplo, registra homicídios, mas também se depara com outros tipos de crimes, como sequestros e roubos qualificados,

que assustam mais a população do que os homicídios. Para combater essa criminalidade, é necessário estratégia, planejamento e investimento. Investimento não é apenas comprar coletes, armas, viaturas, como acreditam 90% dos governadores”, diz. O vice-presidente do Obvio argumenta ainda que o Estado precisa de polícias integradas e operativas e considera indispensável a reversão da realidade de quase inoperância da Polícia Civil. “A Polícia Civil está com um quarto do seu efetivo; a Polícia Militar, com 50%. No caso da PM, esse panorama poderá ser modificado pelos mil agentes que vão ingressar na corporação e pelos 800 agentes que estão cedidos a outros órgãos, que eu acho difícil serem recuperados”, salienta. A incorporação de novos agentes atenuaria a crítica realidade da Polícia Militar, mas não seria suficiente para aumentar, de forma substancial, a efetividade do trabalho empreendido na área de Segurança Pública, aponta Thadeu Brandão. “A incorporação de novos agentes ao efetivo consegue minimizar a realidade da PM. Mas, o problema da Polícia Militar é crônico. Você tem uma estrutura de policiamento que precisa ser de ciclo integral. Precisamos de uma polícia de uso estratégico de planejamento. Para isso, é necessário que haja investimento e treinamento.”

ATRIBUIÇÕES DAS POLÍCIAS POLÍCIA MILITAR: Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil. POLÍCIA CIVIL: Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares. Fonte: Senado

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Questionado sobre quais medidas são imperativas para o combate à violência, o vice-presidente do Obvio especifica alguns caminhos. “Reitero que o efetivo das polícias precisa ser ampliado. Também se impõe a necessidade da construção de um aparelho estratégico de inteligência que interligue todas as polícias e que formule a inteligência”, realça. ASPECTO SOCIAL Thadeu Brandão afirma que a criminalidade não pode ser atribuída apenas à ausência de alicerces educacionais e sociais no Brasil, argumentando que “pessoas ricas ou com maior estabilidade financeira também descambam para essa vereda”. “Temos uma estrutura de políticas públicas falida. As bases educacional e social, controle de natalidade, lazer e esporte podem impedir, até certa idade, que pessoas adiram à criminalidade. Criminalidade tem no mundo inteiro. Mas as taxas brasileiras dizem respeito às desigualdades, que são muito altas. A falta de estrutura facilita uma estrutura de debilidade, onde, para uma pequena minoria, é mais fácil fazer uma escolha do que outras”, avalia.

Em 2017, o estado registrou um dado alarmante: foram 2.408 mortes violentas, 20,64% a mais do que no ano anterior, que notificou 1.996 casos 8

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Thadeu Brandão, vice-presidente do Observatório da Violência do Rio Grande do Norte, fala sobre os crimes que afligem a população ITEP O panorama atual do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) demanda ações do Estado, ressalta o vice-presidente do Obvio. Thadeu Brandão classifica o Itep como uma irrealidade. “O Itep é uma irrealidade. Só funciona para corpo de delito ou autopsia. Para os demais serviços, quase não funciona, com exceção de Natal, que só tem uma coisa ou outra. Em face dessa situação caótica, os servidores reclamam, dizendo que não tem luminol, não tem o equipamento tal. Por conseguinte, não conseguem realizar a investigação completa”, frisa. SISTEMA PRISIONAL Para Thadeu Brandão, o sistema prisional do Estado é outra vertente relacionada à área de segurança que precisa de atenção das autoridades políticas. “O sistema prisional está em ‘frangalhos’. Não sou eu quem está dizendo. É quem acompanha o sistema prisional o tempo todo. Se você conversar com um promotor, juiz de execução ou agentes prisionais, eles vão afirmar, de modo ex-

traoficial, que o Sistema Prisional do RN é um caos”, enfatiza. O vice-presidente do Obvio também fala sobre Alcaçuz, presídio onde aconteceu uma grave rebelião em 2017, tendo sido esse episódio repercutido nacionalmente pelas cenas de desordem e casos de violência. Após a rebelião, parte da estrutura da unidade foi recuperada. “Sou contra aumentar o presídio de Alcaçuz. Alcaçuz era para ser transformado em um presídio pequeno para, no máximo, 500 homens de baixo perigo e que não querem fugir do local. Pessoas que vão cumprir de 5 a 10 anos no presídio e não querem fugir”, opina Thadeu Brandão, defendendo também que futuras unidades prisionais do RN também deveriam abrigar um número mais reduzido de presos. “A construção de mais dois ou três presídios em outras áreas, como a unidade de Ceará-Mirim, deveria ser estruturada de forma a atender no máximo 500 pessoas. Nunca presídios grandes, porque ficam inadministráveis. É muita gente e poucos recursos humanos”, completa.


‘Vontade política é o único caminho para evitar que a Segurança Pública funcione apenas como um extintor’, diz promotor “Vontade política é o único caminho para evitar que a Segurança Pública funcione apenas como um extintor.” A avaliação é do promotor de justiça Armando Lúcio, da 1ª Vara Criminal de Mossoró, o qual também afirma que, até hoje, nenhum governo deu a devida importância à área de segurança pública. O promotor ressalta que investir em inteligência para a área policial não apresenta resultados imediatos. Por essa razão, segundo ele, as autoridades políticas não priorizam esse tipo de medida. Armando Lúcio diz ainda que a área de segurança pública não acompanha o desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Ele exemplifica essa realidade, pontuando que as polícias de Mossoró não foram estruturadas, apesar de a violência e a criminalidade terem aumentado. “Em 1992, o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte tinha apenas duas varas criminais em Mossoró. Hoje, já são sete. Nesse mesmo intervalo, não houve alteração na realidade da Polícia Civil, no município. Permanecem as mesmas delegacias, com exceção da Delegacia de Homicídios (DEHOM). As autoridades do RN também decidiram criar o 12° Batalhão de Polícia Militar em Mossoró. E, apesar de hoje termos os 2° e 12° Batalhões, a dimensão do efetivo policial permanece o mesmo”, diz o promotor, que, além de defender a estruturação das polícias, também sustenta a importância de serem viabiliza-

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Promotor Armando Lúcio diz que as leis brasileiras não são brandas das melhores condições de trabalho para o Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP). Para Armando Lúcio, havendo vontade política, o efetivo de agentes de segurança seria ampliado em quantidade e qualidade. Ainda sobre o aspecto político, o promotor afirma não defender a reeleição para o cargo de governador do Estado, argumentando que, a partir da impossibilidade de renovar os mandatos, os políticos reforçariam suas atuações no âmbito da segurança pública. “Acredito que, com o fim da reeleição, os políticos teriam mais comprometimento para mostrar serviço na área da segurança pública”, frisa. COMBATE À CRIMINALIDADE Para o promotor Armando Lúcio, as leis brasileiras não são brandas, mas os operadores do direito as tornam assim, por meio de interpretações dos dispositivos

jurídicos. “A impunidade ocasiona insegurança”, assinala. Armando Lúcio diz ainda que não existe superlotação carcerária, rebatendo o que indicam as estatísticas. “As estatísticas contabilizam a população carcerária a partir do número de mandados contra as pessoas que cometeram crimes. Para as estatísticas, cada mandado representa uma pessoa. Mas, uma mesma pessoa pode ter vários mandados. Sendo assim, as estatísticas não retratam a realidade do sistema prisional”, ressalta. O promotor realça que, no Rio Grande do Norte, o regime semiaberto foi substituído pela monitoração eletrônica, a qual é efetivada mediante o uso de uma tornozeleira pelo preso. Armando Lúcio salienta também que, no estado, dos quatro regimes de prisão – fechado, aberto, semiaberto e livramento condicional –, apenas um prevê que o apenado permaneça recluso: o regime fechado. “Mas, para as

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estatísticas, os presos dos quatro regimes estão encarcerados”, frisa. Segundo o promotor, os fatos mostram que muitos apenados sob monitoração eletrônica cometem um novo crime. “Se essa pessoa estivesse encarcerada, não estaria cometendo outro crime”, sustenta Armando Lúcio, avaliando também que o discurso que assegura a “falsa ideia de que o Brasil tem uma superpopulação carcerária” contribui para o aumento da violência. “Para os governantes, esse discurso [de que o Brasil tem uma superpopulação carcerária] é ótimo, porque possibilita a diminuição da população carcerária e, consequentemente, reduz a necessidade de contratação de agentes e os custos de manutenção de prédios, de alimentação. Enfim, diminui o gasto do poder público com o preso. Diminui, desfavorecendo a população, porque a pessoa que não apresenta condições de ficar

no regime de monitoração eletrônica é inserida nessa modalidade e termina cometendo vários crimes.” Armando também analisa que a temática da superlotação carcerária é, muitas vezes, evidenciada a partir de um viés político. Ele afirma ainda que, como forma de atacar os governos, algumas pessoas buscam difundir a existência da superlotação, criando um discurso que poderá garantir liberdade a autores de crimes. DEFESA DA SOCIEDADE Ocasionalmente indagado sobre se não pensa duas vezes antes de requerer a prisão de uma pessoa, o promotor Armando Lúcio diz estar sempre atento à defesa da população. “Às vezes, pessoas me indagam sobre se não penso duas vezes antes de pedir a prisão de uma pessoa. Mas, uma vez que esteja objetivamente clara a responsabilidade de alguém, prefiro garantir a segurança da grande maioria da população”, salienta.

DEVER DO ESTADO Artigo 144 da Constituição Federal: A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida, para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: Polícia Federal; Polícia Rodoviária Federal; Polícia Ferroviária Federal; Polícias Civis; Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares. Fonte: Senado

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Segundo o promotor, diz-se que a aplicação de penalidades tem três objetivos: preservar a sociedade do convívio com o delinquente; servir de exemplo para o restante da sociedade; e reeducar o apenado. Armando afirma que, para ele, o ideal é a vigência desses três fundamentos, mas, “se tiver pelo menos um, que é deixar a sociedade livre do convívio do criminoso, já se está no caminho”. “É difícil a gente falar em educação, em ressocialização com relação a alguém que nunca foi educado ou que nunca foi socializado. O termo parece até impróprio: reeducar quem nunca foi educado. Mas, se houver o cumprimento de apenas um dos fundamentos, que é livrar a população daquela convivência perniciosa, já se está no caminho. A sociedade que trabalhe e desenvolva mecanismos de se atingir os outros objetivos da aplicação de penas, como a reeducação”, finaliza.


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GOVERNO DO RIO GRANDE DO NORTE Secretaria do Turismo - SETUR

câmara setorial do turismo da ACIM

GOVERNO

CIDADÃO

Turismo é desenvolvimento

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ENTREVISTA RIVELINO CÂMARA

‘Ou fazemos um pacto federativo de verdade, ou os Municípios vão fechar’ Tendo iniciado sua trajetória no serviço público em 1993, como secretário de Comunicação, Cultura e Eventos do Município de Caraúbas, Rivelino Câmara, 48 anos, está em seu primeiro mandato como prefeito de Patu, cidade do Oeste potiguar. Nessas mais de duas décadas, Rivelino acumulou várias experiências administrativas no âmbito da gestão pública e sua ascensão ao cargo de prefeito de Patu foi precedida por um amplo período à frente da Secretaria de Administração e Finanças dessa cidade (2009 a 2016). Em entrevista à revista ACONTECE, Rivelino fala sobre educação, saúde, áreas essenciais para o bem-estar da população. Mas, também destaca o que é definido por ele como o grande problema dos Municípios: a insuficiência de recursos financeiros. Confira a íntegra da entrevista: 12

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REVISTA ACONTECE – Com relação aos anos iniciais (4°/5° ano do ensino fundamental), o Brasil superou a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), que era de 5.5, e alcançou 5.8. Nessa mesma faixa, o município de Patu passou de 4.1, índice registrado em 2015, para 4.5 em 2017, sendo que a meta projetada para a cidade era de 4.4. Houve também avanço na avaliação dos anos finais (8ª série/ 9° ano), cujo resultado passou de 3.1 em 2015, para 4.4 em 2017. Nessa faixa, o país ficou com 4.7. Apesar de ter avançado, a cidade de Patu ainda está abaixo da média nacional. O que o senhor pretende fazer para que a educação do município amplie seus resultados? RIVELINO CÂMARA – Apesar das dificuldades, temos investido muito em educação. Nos últimos anos, investimos em capacitação, estrutura, implantamos o piso salarial dos professores... Há também o Plano de Cargos e Carreiras. Hoje, para a Prefeitura de Patu fechar a folha de pagamento dos profissionais da educação, além dos recursos do Fundeb, são aplicados recursos municipais da ordem de R$ 150 mil. Essa conjuntura dificulta os investimentos na educação, visto que os recursos municipais que são alocados para a folha de pagamento deixam de ser empregados na estrutura das escolas. A maior escola do Município, a Francisco Francelino de Moura, está quase 60% climatizada, tem uma estrutura renovada, reformada e ampliada. Melhoramos muito a capacitação dos professores. Tem ainda o transporte escolar. Inclusive, estamos ampliando o aparato destinado a esse serviço. Recentemente, entregamos mais um ônibus para o transporte escolar e no dia 17 de setembro recebemos mais veículo. Em um ano e meio de administração, vou ter entregado três ônibus. Vamos iniciar a construção de uma creche com capacidade para 200 crianças, segmento que não está diretamente associado

ao aferimento do Ibed, mas é um investimento na educação. Os recursos para a construção dessa unidade são federais, mas o custeio de manutenção fica sob responsabilidade da Prefeitura. Importante destacar que vamos implantar o ensino integral nessa nova creche. O grande problema dos Municípios é de ordem financeira. Eu digo muito: “Você não mora no Brasil, no Rio Grande do Norte; mora em Caraúbas, Mossoró, Patu, mora em um município, onde as coisas acontecem”. Independente de ser saúde, educação, infraestrutura, segurança, o cidadão quer o serviço, não importa de quem seja a competência. Os cidadãos não acham o governador, presidente da República, mas encontram o prefeito, para demandarem a solução de seus problemas. RA – Patu se destaca por seu grande potencial turístico em vários segmentos: religioso, cultural, ecológico e também o turismo de aventura. Como sua gestão tem trabalhado pela explorar esse potencial e beneficiar a economia da cidade? RC – Entendemos que uma das ações mais importantes para o nosso município é a questão do turismo. Todas as pesquisas que fizemos em Patu apontam dois grandes problemas: água e emprego. A questão da água é mais complexa. Tivemos um longo período de estiagem. Nosso abastecimento provém da barragem Armando Ribeiro Gonçalves e, como o nível desse reservatório baixou, tivemos dificuldades. No tocante à geração de emprego, acho que podemos fomentar a criação de oportunidades de trabalho, por meio do turismo. Vou ser bairrista. No interior do RN, não há cidade com maior potencial turístico do que Patu. Patu tem o Santuário do Lima, uma das sete maravilhas do Rio Grande do Norte e a segunda maior plataforma de voo livre do país. Todos os anos, recebemos dezenas de pilotos estrangeiros procedentes dos estados, França, entre outros países.

Inclusive, no ano passado, um piloto bateu um recorde. Foram 468 quilômetros de voo parapente. Temos ainda o Cruzeiro da Serra, que é um mirante fantástico, a Casa de Pedra de Jesuíno Brilhante, que foi um cangaceiro, como também trilhas e escaladas. Agora em outubro, vamos fazer um evento nacional de escalada. Portanto, temos todo esse potencial turístico – religioso, cultural, ecológico e também o turismo de aventura –, mas falta infraestrutura e o Município, com os recursos que possui, não tem capacidade para sanar essa deficiência. É importante frisar que também falta investimento dos governos. Conseguimos recursos, mediante uma emenda parlamentar, para a construção da rampa destinada ao turismo de aventura, visto que a atual ainda é de terra. Estamos construindo ainda um mirante para essa rampa. A partir disso, vamos brigar para estruturar o acesso. Temos também fortalecido a parceria com a Igreja Católica, visto que, todo ano, milhares de pessoas vão ao Santuário do Lima. Volto a reafirmar que a solução para a geração de emprego em nossa cidade é o turismo. RA – O senhor tem divulgado ações, como melhoria dos acessos para a zona rural e a operação tapa-buraco, na zona urbana. O senhor menciona a escassez de recursos, mas pergunto: apesar da falta de dinheiro, como a Prefeitura busca ampliar a infraestrutura de Patu? RC – Fazendo mágica. Você tampa umas garrafas hoje, outras amanhã. Tem sido muito difícil. A Avenida Lauro Maia, a principal de Patu, é uma rodovia estadual, a RN 078; portanto uma responsabilidade do Estado. Mas, recentemente aplicamos R$ 70 mil no recapeamento dessa rodovia, uma vez estava terrível. E a avenida é um dos principais cartões-postais da cidade. Durante o inverno, houve muitos problemas: estradas estourando, acessos ruins... Neste período pós-inverno, estamos concluindo os trabalhos na zona ruACONTECE . Julho 2018

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ENTREVISTA RIVELINO CÂMARA

ral e atuando na zona urbana. O trabalho, porém, tem sido implementado com lentidão, por conta da falta de recursos. Mas, planejando e ajustando as despesas, temos conseguido realizar ações. RA – A 35ª Feira da Cultura foi realizada no último mês de setembro, com espaço para literatura, artesanato e festival de violeiro. Além de feira, como a Prefeitura tem buscado incentivar a difusão da cultura na cidade? RC – A Feira da Cultura é um dos principais eventos da cidade, que acontece paralelamente à festa da nossa padroeira, Nossa Senhora das Dores. Durante a feira, temos realizado o festival de repentista e o festival de redação, tem o espetáculo Auto de Patu, que neste ano recebeu uma roupagem mais profissional. Estamos agora começando a desenvolver oficinas, porque, no final do ano, teremos o evento denominado de “Patu Natalino”. Durante o evento, fechamos a Praça João Carlos e construímos no local uma cidade natalina. Se quiser ver neve, venha a Patu em dezembro, porque “neva” em nosso município nesse período. Ainda no âmbito das atividades culturais da nossa cidade, temos também o espetáculo A Paixão de Cristo. Patu tem um grupo de atores muito bom. Para você ter uma ideia, no espetáculo “Auto de Patu” realizado neste ano havia 78 atores da cidade, o que é muito importante para o nosso município. Apesar das dificuldades, quando desenvolvemos ações como essa, vemos os resultados e o entusiasmo, o que nos renova. Nessas ocasiões, percebemos que temos que investir ainda mais na cultura. RA – No dia 21 de agosto, foi divulgado que o senhor recebeu uma pesquisa que apontava aprovação de 75,2% de sua gestão. Como o senhor avalia o seu trabalho até o momento e o que tem buscado fazer não só para que sua gestão seja bem avaliada, mas para assegurar

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o desenvolvimento de ações que favoreçam a população? RC – Tenho dito muito, em minhas declarações e durante reuniões, que, se no 31 de dezembro de 2020, quando se encerra meu mandato, eu olhar para trás e tiver a certeza de que melhorei a vida de alguém ou de algumas pessoas e de que contribuí para o progresso da cidade, vou me sentir realizado. Quando alguém se propõe a ser gestor, prefeito, tem que dar o melhor de si. Recebi a pesquisa com satisfação, mas também aumenta a responsabilidade, porque não posso decepcionar as pessoas que avaliaram meu governo positivamente. Sempre estou cobrando minha equipe, mas frequentemente nos deparamos com dificuldades. Iniciei minha trajetória no serviço público há 25 anos, mas nunca vi um período tão difícil como este. Trabalhar no âmbito de uma gestão municipal sempre foi complexo, porque é impossível planejar integralmente as ações, porque existem fatores ocasionais. Por exemplo, uma máquina estava realizando o nivelamento das estradas e furou dois pneus de uma vez. Então, não há como planejar que o pneu vai furar. Eu estava também

com outra máquina em atividade e bateu o motor. Houve também deterioração das estradas em virtude da incidência de chuvas. São coisas que não são possíveis de serem planejadas totalmente. E sempre foi difícil, porque a demanda sempre foi maior do que a oferta de recursos. Mas, agora está muito pior. Anteriormente, saía uma previsão de recursos e identificávamos quando poderíamos pagar determinados compromissos. Hoje, é diferente. Só sabemos quando vamos pagar e o que vamos pagar quando os recursos já estão disponíveis. Às vezes, a previsão de FPM [Fundo de Participação dos Municípios] de amanhã só vai sair hoje à tarde. Então, há dificuldades para planejar e os órgãos de controle ficam em cima. Temos o Tribunal de Contas multando os prefeitos e aplicando a questão da ordem cronológica, sob o argumento de que só é permitido realizar pagamentos obedecendo uma sequência. Mas, não há como você acompanhar uma ordem cronológica sem recursos. Temos também a questão do limite de pessoal. A grande maioria dos Municípios já excedeu o limite de pessoal. E não é porque estão pagan-


do salários altos e porque tem gente demais. É porque a receita cai e a folha salarial nunca diminui. A folha de pagamento aumenta todo mês, visto que neste mês alguém completa mais um ano de serviço, então aumenta o anuênio, quinquênio. Amanhã, outras pessoas também se enquadrarão no que prevê esse regulamento. Para você ter uma ideia, até o mês de agosto deste ano, minha folha salarial aumentou R$ 168 mil e a receita não evoluiu na mesma proporcionalidade. Então, voltando à questão da pesquisa, quando você recebe os números, verifica o que está bom, onde tem que melhorar, mas sou consciente de que pesquisa reflete um momento e de que a avaliação da população pode se alterar. Temos que nos manter vigilantes. RA – O senhor tem mencionado durante esta entrevista o problema da escassez de recursos. Esse foi o seu principal desafio durante estes quase dois anos de gestão? Esse desafio tem que ser superado todo dia? Como o senhor tem buscado superar essas dificuldades? RC – Pense numa coisa complexa. É aquela história das garrafas que mencionei. Você todo dia tem que saber quais garrafas vai tampar. Você tem algumas tampas e diz: “Hoje vou fazer isso aqui, amanhã aquilo ali”. Então, tenho dito nas lutas municipalistas, na associação que eu presido [a Associação dos Municípios do Oeste do Rio Grande do Norte], na Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte e na Câmara Nacional dos Municípios, que ou fazemos um pacto federativo de verdade, ou os Municípios vão fechar. Os prefeitos não vão ter condições de se mexer. É aquela história de você amanhecer o dia em casa sem ter dinheiro para o café nem para o pão, assim vão ser os Municípios. Porque hoje, 58% da receita do país fica na União, 24% nos Estados e 18% para os Municípios. Só que desde a Constituição de 1988 as atribuições vêm sendo transferidas para os Mu-

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nicípios. Eu tenho seis equipes de PSF [Programa Saúde da Família]. Cada uma custa R$ 25 mil. Recebo R$ 10.600,00 do Governo Federal. Tenho um hospital municipal que custa R$ 250 mil mensalmente. Recebo R$ 31 mil do SUS. O piso salarial dos agentes de saúde é de R$ 1.014,00. O Governo Federal envia os R$ 1.014,00. Mas e os encargos, a insalubridade, o tempo de serviço? Hoje, a Prefeitura reserva R$ 23 mil para fechar a folha de pagamen-

Quando alguém se propõe a ser gestor, prefeito, tem que dar o melhor de si.” to dos agentes de saúde. Não há um programa federal que o Município não invista uma contrapartida. Hoje, a Prefeitura de Patu aloca quase R$ 400 mil para serem aplicados na Saúde. Se não houver um novo pacto federativo, a realidade dos Municípios vai se agravar, porque tudo acontece nos municípios. RA – Apesar das dificuldades mencionadas pelo senhor, qual é hoje a realidade do Município de Patu? RC – Temos tido dificuldades com fornecedores e para manter a folha dos contratados em conformidade com as datas de pagamento, mas a nossa folha efetiva está em dia. Temos buscado manter a cidade organizada e com os serviços funcionando. O que tem acontecido é que temos planejado, embora algumas

coisas saiam desse planejamento, e negociado, elegendo prioridades. O estabelecimento de parcerias também é importante. A Feira Cultural é um exemplo. Por eu ser da área de eventos, conseguimos fixar parcerias. Assim, foi possível viabilizar um evento grande e barato, quando comparado à sua dimensão. RA – Patu é um município de 12.701 habitantes, segundo a estimativa populacional de 2018 do IBGE. Portanto, é um município pequeno. O senhor falou que o turismo é alternativa para a geração de emprego e renda. Mas, também existem outros caminhos para possibilitar a criação de vagas de trabalho? RC – Acho que poderíamos criar indústrias vinculadas ao turismo religioso, como um empreendimento voltado à confecção de imagens. A questão da agricultura. Como nordestinos, temos a dificuldade da estiagem. Mas, quando o inverno desponta, a agricultura volta com muita força. Quase 90% da zona rural de Patu está abastecida por meio de adutoras. Conseguimos perfurar poços profundos, viabilizando o abastecimento através dessas adutoras. Onde não conseguimos instalar a adutora, por conta de baixa vazão do poço, fixamos chafarizes. A questão hídrica na zona rural está melhor do que na zona urbana. As dificuldades de abastecimento têm se concentrado mais na zona urbana. Então, eu acho que se tivéssemos uma parceria forte com os governos, para desenvolvermos o turismo e incentivarmos a vinda de indústrias, conseguiríamos avançar na geração de emprego e renda. Agora, simulemos que um empresário queira montar uma pousada ou trazer uma indústria de artigos religiosos para Patu. Em face dessa pretensão, o empresário questiona sobre qual incentivo receberá e se a cidade tem infraestrutura. O que constatamos, considerando a realidade atual, é que, infelizmente, nosso Município ACONTECE . Setembro 2018

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ENTREVISTA RIVELINO CÂMARA

não terá como oferecer essa infraestrutura, porque não tem recursos para isso. Recentemente, estivemos no Seridó, visitando algumas facções [empresas do setor de confecção de vestuário], e conversamos com empresários. Estava tudo até bem encaminhado, oferecemos incentivos... Mas, a possibilidade esbarrou no entrave que a Guararapes teve com o Ministério Público. A partir desse acontecimento, as facções já existentes foram mantidas, mas não foram abertas novas oportunidades. Entendemos que esse mercado de confecções de roupas poderia ser explorado aqui em Patu. RA – O senhor ainda tem pouco mais de dois anos de gestão. Gostaria de saber quais são as metas e como acredita que estará o município de Patu ao final de seu mandato? RC – Há algumas obras que estão em andamento, outras vamos iniciar em curto prazo. Há também obras que serão concluídas em médio prazo. Vamos construir três pórticos, urbanizando as entradas da cidade. Estamos concluindo a pavimentação do conjunto Nova Patu, maior bairro do município, com investimento de R$ 2,5 milhões. Esse mesmo bairro está sendo saneado, investimento de R$ 4 milhões. A atuação do transporte escolar será reforçada. Vamos iniciar a urbanização da estrada que dá acesso ao Santuário do Lima. Vamos iluminar a ladeira. Vamos construir a rampa destinada a voos livres. Estamos recebendo R$ 700 mil em equipamentos para as Unidades Básicas de Saúde e para o Hospital Municipal. Para receber os equipamentos, o hospital terá de ser submetido a uma reforma, que logo será iniciada. Acredito que será o principal hospital do interior do Rio Grande do Norte, em termos de equipamento e de infraestrutura, assim que as obras necessárias forem concluídas. Vamos iniciar a construção de passagens molhadas em

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toda a zona rural, nas comunidades que precisam desse tipo de serviço. Minha expectativa é concluir essas obras nos próximos dois anos. Estamos reformando a praça da capela, em um bairro importante da cidade. Essa praça foi construída há mais de 20 anos e estava sem nenhuma condição de funcionamento. Estamos construindo também uma policlínica, com especialidades médicas. Na segurança pública, vamos colocar nas ruas 30 agentes da Guarda Municipal. Já adquirimos uma viatura e motos, e o treinamento dos agentes será iniciado, para que em breve estejam em atividade. O Município também tem apoiado a atuação da Polícia Militar e vai implantar o monitoramento das ruas. Estamos buscando parceria com Justiça, que poderá nos apoiar, através de recursos das penas pecuniárias, para a aquisição das câmeras e equipamen-

tos da Guarda Municipal. Temos buscado parcerias. Para chegarmos à questão da guarda, criamos o Comitê de Gestão Integrada, que envolve o Ministério Público, Município, as Polícias e a Justiça. Todo mundo dialogou, tem dialogado sobre as ações que precisamos implementar. Assim, nosso Município se habilita para receber recursos do Ministério da Segurança. Acredito que, apesar das dificuldades que enfrentamos, temos conseguido parcerias. A maioria das obras que mencionei está sendo viabilizada por meio de recursos de emendas parlamentares que conseguimos. As obras não têm a celeridade que gostaríamos, em razão da burocracia. Mas estamos focando nesses próximos dois anos, para que, quando o mandato se encerrar, vou olhar para trás e ver que deixamos algo de bom para melhorarmos a vida das pessoas.


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OPERAÇÃO “SAL GROSSO”

neidecarlos@portalacontece.com.br

COLUNA

Neide Carlos

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RN concluiu no último dia 13 de setembro julgamento envolvendo a operação “Sal Grosso”, deflagrada pelo Ministério Público Estadual em 2007, para investigar supostas condutas criminosas praticadas pelos vereadores de Mossoró. Os atuais vereadores Manoel Bezerra de Maria e Maria Izabel Araújo Montenegro tiveram a condenação por corrupção passiva mantida. Assim, a condenação foi fixada em dois anos e seis meses de reclusão em regime aberto, sendo substituída por duas penas restritivas de direito. Enquadrados na Lei da Ficha Limpa, Manoel Bezerra e Izabel Araújo Montenegro estão inelegíveis por oito

anos. No entanto, não deverão ter dificuldades para concluir os mandatos em vigência. Aluízio Feitosa, Benjamim Machado, Claudionor dos Santos, Daniel Gomes, Gilvanda Peixoto Costa e Osnildo Morais de Lima também foram condenados por corrupção passiva. No julgamento, foi mantida a condenação de João Newton da Escóssia Júnior pelos delitos de corrupção passiva e peculato desvio, com condenação a sete anos e onze meses de reclusão em regime semiaberto. Contudo, foi afastada a penalidade acessória de perda do cargo público. A aplicação de penas brandas evidencia um resultado quase nulo da operação.

SELO COMEMORATIVO

DIFICULDADES

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) lançou o Selo Comemorativo dos Correios em alusão aos 50 anos da Uern. Os selos serão utilizados nas correspondências oficiais da universidade.

Depois de conquistar 51 milhões de votos na eleição presidencial de 2014, 3,5 milhões a menos que a vencedora, Dilma Rousseff (PT), o tucano Aécio Neves anda tenso, de acordo com interlocutores. Aécio tem insegurança quanto aos 80 mil votos de que precisa para se eleger deputado federal. OPERAÇÃO NATAL SEGURA O Governo do RN, por meio da Secretaria de Segurança Pública, iniciou a Operação Natal Segura, com barreiras policiais fixas 24 horas nas saídas da capital, para abordagem de carros, veículos de grande porte e motocicletas. A Operação Natal Segura foi planejada pelo setor de inteligência das polícias e faz parte de um conjunto de medidas que visam reduzir ainda mais os índices de violência, bem como intensificar o combate às facções criminosas e ao crime organizado, medidas já iniciadas com a Ronda Integrada em 2017.

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INVESTIMENTOS DE R$ 8,3 MI Distrito Irrigado do Baixo-Açu (DIBA), um celeiro de desenvolvimento econômico da fruticultura irrigada, com investimentos estruturantes que somam R$ 8,3 milhões e geração de três mil empregos diretos e indiretos. É na região do Vale do Açu, entre os municípios de Afonso Bezerra e Alto do Rodrigues, que são produzidas 30 mil toneladas de frutas por ano. “DESAFIO 100 DIAS” É LANÇADO PELO TJRN O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte lançou o projeto “Desafio 100 dias”. O objetivo da iniciativa é estimular a Justiça Estadual potiguar a realizar medidas de incremento da eficiência e produtividade. O desafio se estenderá até o dia 10 de dezembro.

RN NA LIDERANÇA A geração de energia elétrica proveniente de geração eólica cresceu 17,8%. A Região Nordeste domina a produção de energia movida por ventos. Dos dez maiores produtores, oito estão no Nordeste. O Rio Grande do Norte se mantém como maior produtor de energia eólica no Brasil, com 1.244,8 MW médios de energia entregues nos primeiros sete meses de 2018. Na sequência, aparecem a Bahia com 1.094,8 MW médios produzidos, o Piauí com 576,9 MW médios, o Rio Grande do Sul com 569,9 MW médios, e o Ceará, com 553,4 MW médios.

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Ensino

Tecnologia a serviço da EDUCAÇÃO

Possibilidades da robótica estão inseridas no contexto educacional de Mossoró

A

s possibilidades da robótica estão inseridas no contexto educacional de Mossoró. A tecnologia torna o ambiente educacional mais lúdico e também funciona como

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plataforma para disciplinas tradicionais da grade curricular. A robótica tem possibilitado experiências para alunos das redes pública e privada da cidade, inclusive com conquistas importantes.

Em uma tradicional escola privada de Mossoró, a robótica é inserida no processo de aprendizagem já a partir do ensino infantil e se estende até a 1ª série do ensino médio. O coordenador Rodolfo Costa,


Marcelo Bento Cedida

que é um dos professores de robótica dessa unidade escolar, classifica a robótica como uma metodologia ativa de ensino que facilita o entendimento dos conteúdos de disciplinas que compõem a grade

curricular. “A robótica estimula o pensamento computacional e a lógica de programação, fatores que auxiliam na lógica da matemática que é vista em sala de aula. Aqui na escola,

nos primeiros anos do ensino fundamental, a robótica é associada aos conteúdos de múltiplas disciplinas, como matemática, ciência e geografia. Já, no ensino médio, ampliamos a inserção dos conceitos da física nas atividades”, explica. No âmbito da robótica, a matemática está vinculada ao raciocínio lógico e a física, à parte mecânica. O processo de montagem é outra etapa dessa prática educacional e tecnológica. “A presença da tecnologia na educação mundial é crescente. A robótica, por exemplo, mostra a aplicabilidade da matemática e da física e possibilita o significado da informação. A inserção da robótica no contexto educacional tem ainda a capacidade de fomentar o trabalho em equipe. Por vezes, muitos comentam que a tecnologia distancia as pessoas, mas a robótica tem o potencial de aproximá-las”, declara Rodolfo, pontuando que, na escola em que atua, estimula-se o trabalho em equipe, inclusive alterando-se a composição de grupos de estudantes, visando à convivência com a diversidade de personalidades e opiniões. A argumentação de Rodolfo é confirmada pela professora da mesma escola Roberta Silva, responsável por uma turma de 3° ano do ensino fundamental. “Considero a robótica uma proposta lúdica aplicada paralelamente ao conteúdo da sala de aula. A robótica possibilita que trabalhemos o cognitivo e o desenvolvimento de atividades em grupo, oportunizando também aos estudantes que lidem com opiniões divergentes”, diz. KITS Os kits de robótica disponibilizados por essa escola da rede particular se adaptam à faixa etária dos alunos. Na turma do 3° ano coordenada pela professora Roberta, aparelhos tablets são utilizados para efetivar a programação dos ACONTECE . Setembro 2018

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Ensino

robôs. Os grupos de estudantes contam também com livros que associam os conteúdos das disciplinas com a montagem desses robôs. O estudante David Luís, 8 anos, faz parte da turma da professora Roberta. Para ele, as aulas de robótica são divertidas e possibilitam contato com a tecnologia. “Participar de aulas com robôs é divertido, aprendo a mexer em tecnologia avançada. Durante as aulas, gosto de programar os robôs”, conta o aluno, afirmando também que conseguiu “descobrir novas coisas com maior rapidez” em razão das atividades de robótica. Integrante da mesma turma, Maria Fernanda, 9 anos, é mais uma aluna que aprecia as aulas de robótica. “Gosto de trabalhar com a robótica. Também gosto das aulas porque tenho a oportunidade de trabalhar em conjunto com os meus colegas de classe”, diz. CONQUISTAS A escola já participou do First Lego Legue (FLL) e da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). Em 2015, a unidade de ensino ficou em 9° lugar na disputa nacional da OBR e foi campeã no nível 1 (6° ao 9° ano do ensino fundamental) na etapa estadual da competição. Em 2016, a escola conquistou os 1° e 2° lugares no nível 1 da disputa estadual da olimpíada. Em 2017, os dois primeiros lugares foram novamente alcançados. Porém, os resultados nessa disputa foram ampliados, visto que a unidade de ensino foi campeã no nível 2 (ensino médio e técnico). As conquistas desse ano também se estenderam à disputa nacional da Olimpíada Brasileira de Robótica. A equipe da escola galgou o primeiro lugar no nível 1 da OBR, durante a competição que reuniu 16 unidades de ensino de várias cidades do país. Em setembro deste ano, a escola se destacou novamente. Foi campeã nos níveis 1 e 2 da etapa estadual da OBR.

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Marcelo Bento

Alunos participam de atividades com robótica em uma escola privada de Mossoró “A competição simula um ambiente hostil no qual o ser humano não pode ter acesso e o robô deve seguir um percurso disposto por uma linha preta com obstáculos que atrapalham a trajetória dele pelo caminho correto. O robô funciona apenas com a programação criada pelos alunos. Após concluir o percurso da linha, o robô deve salvar as vítimas (bolas de isopor cobertas por papel-alumínio) e le-

vá-las a um local de resgate, identificado por um triângulo preto em uma parte da arena”, explica o professor Rodolfo Costa. REDE MUNICIPAL Atualmente, o Município de Mossoró trabalha com dois projetos na área de robótica educacional. O primeiro consiste em um projeto de extensão com foco na inclusão digital, por meio da Marcelo Bento

Rodolfo Costa, professor e coordenador de atividades de robótica


Marcelo Bento

Estudantes da Escola Municipal Senador Duarte Filho também participam de atividades com robôs robótica educacional, em escolas públicas da cidade. Esse projeto é conduzido pelo professor Sílvio Roberto, da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), com apoio de seis estagiários bolsistas da instituição e outros três estagiários pagos pela Prefeitura. Neste ano, esse projeto contempla seis escolas da rede municipal. “O outro trabalho desenvolvido denomina-se Projeto Robótica Educacional, adquirido pela Prefeitura Municipal de Mossoró junto à Pete, empresa fabricante de kits de robótica sediada na cidade de São Carlos (SP). Vinte e nove escolas foram contempladas por esse projeto”, explica Afonso Magnus, supervisor pedagógico da Secretaria Municipal de Educação. Afonso acrescenta que, para o desenvolvimento desse projeto, em 2016 iniciou-se a distribuição de kits de robótica entre as escolas. Porém, nem todas as unidades contempladas já aplicam esse instrumento no processo de aprendizagem. “Em algumas escolas, há experiência em salas de aulas, e em outras, nos laboratórios de infor-

mática. Com a aquisição dos equipamentos, foi também contemplada uma capacitação técnica e pedagógica para o ambiente de robótica. Constatamos que as escolas que garantiram a participação de seus professores, de acordo com as vagas oferecidas e de forma exitosa na capacitação, conseguiram iniciar o processo de aprendizagem, utilizando os kits recebidos através da Secretaria Municipal de Educação”, pontua. Na Escola Municipal Senador Duarte Filho, dois instrutores da Ufersa promovem atividades de robótica para 20 alunos procedentes do 6° ao 9° ano do ensino fundamental. Em 2017, oito estudantes da unidade de ensino se classificaram para a etapa estadual da First Lego Legue. Desse total, apenas dois participaram da disputa, em razão da restrição de verbas e porque alguns alunos classificados já não mais integravam a escola durante o período da competição. Na oportunidade, a unidade de ensino recebeu o prêmio superação. Walkerlan da Silva, estudante de Ciência e Tecnologia da Ufersa,

é um dos instrutores das atividades de robótica. Ele explica que, durante as atividades, são difundidos conhecimentos voltados a preparar os alunos para as competições de robótica. “Durante as aulas, aplicamos fundamentos da matemática, ensinamos processos de programação vinculados aos sensores e explicamos como efetivar o funcionamento dos robôs”, diz. “Por meio das atividades da robótica, conseguimos fixar assuntos de sala de aula, uma vez que aplicamos fundamentos de disciplinas da grade curricular”, destaca Anderson Matheus, também instrutor de robótica na Escola Municipal Senador Duarte Filho. Gustavo dos Santos, 14 anos, aluno do 9° ano na unidade de ensino, participou da etapa nacional da FLL em Curitiba (PR) no ano passado. Ele enfatiza que a participação na disputa nacional foi marcante. “Foi uma das melhores experiências da minha vida. Viajei de avião, conheci pessoas de outros estados e pude observar projetos diversos que integravam a competição”, declara. ACONTECE . Setembro 2018

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EDUCAÇÃO BILÍNGUE

EDUCAÇÃO em

português e inglês Diocesano implanta projeto de educação bilíngue na grade regular a partir do ano letivo 2019

Encantamento das crianças na hora da contação de história em inglês

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domínio de uma segunda língua proporciona amplos benefícios para crianças e jovens. As habilidades essenciais se desenvolvem de maneira mais ágil, impulsionando o pensamento crítico, as competências comunicativas, criativas e o potencial cognitivo. Dentro desta perspectiva, o Colégio Diocesano Santa Luzia implantará a partir do ano letivo 2019, o sistema de educação bilíngue no idioma inglês em sua grade regular, inicialmente para a Unifam, Ensino Fundamental Anos Iniciais e 6º Ano do Fundamental Anos Finais. O material a ser utilizado no próximo ano é o do programa International School. Para apresentar aos pais esta novidade, a escola organizou o Dio International Week, uma semana inteira de encontros e vivências junto às crianças. Nesta oportunidade, o diretor do Diocesano, Pe. Charles Lamartine, explicou os motivos que levaram à decisão de implantação da proposta de educação bilíngue. “Dadas as demandas, sobretu-

do na percepção de que o inglês é a língua universal, e com a consolidação da Base Nacional Comum Curricular, a BNCC, que coloca o inglês como língua estrangeira oficial no processo de ingresso no ensino superior, vimos que precisamos da adesão curricular à educação bilíngue”, disse Pe. Charles. Atualmente, o Diocesano oferece o ensino bilíngue, opcional, no contraturno para alunos do Fundamental Anos Iniciais que estudam regularmente de manhã. A partir do próximo ano, a oferta do inglês será para todos os estudantes que estão matriculados na escola, com aulas dentro de seus horários normais da grade curricular. A coordenadora do projeto bilíngue do Diocesano, Anita Carlos, esclarece que o ensino em inglês será diário, a partir de outras disciplinas. “É um processo de imersão. As aulas são em inglês. Os alunos têm aulas de História, Geografia, Matemática, Ciência, Artes, só que dadas em inglês dentro da grade regular, de segunda a sexta-feira,

uma hora por dia. O objetivo é que a criança aprenda de forma lúdica, natural e que não tenha aquele peso das aulas convencionais”. Pe. Charles revela ainda que os funcionários da escola também passarão pelo processo de imersão, com aulas quatro vezes por semana, uma hora por dia: “A partir de 2019, todos os funcionários do Diocesano irão fazer um curso de inglês, de segunda a quinta-feira, das 18h às 19h. A escola vai oferecer. Queremos que eles também aprendam o inglês de maneira rápida, mas também de maneira sólida”, reforça o diretor. A meta para que toda a equipe do Diocesano esteja apta à educação bilíngue é de dez anos, mas a expectativa é que o objetivo seja alcançado em um prazo bem menor. “Por responsabilidade, nós temos dez anos para que toda a equipe fale inglês, mas com certeza alcançaremos essa meta em um tempo bem mais curto, dado o processo de dedicação a este projeto”, prevê Pe. Charles. Fotos: Guilherme Ricarte

Atividades de vivência no idioma inglês foram realizadas na Dio International Week ACONTECE . Setembro 2018

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REALIDADE HÍDRICA

Reservatórios em BAIXA Chuvas de 2018 não elevam reserva hídrica do RN a níveis mais seguros, cenário que demanda atenção dos potiguares

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Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves opera atualmente com pouco mais de 20% de sua capacidade

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Rio Grande do Norte registrou 734,6 milímetros de chuva no período entre janeiro e julho deste ano, ficando bem próximo à média esperada – 758,3 milímetros –, segundo dados da Unidade Instrumental de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN). Apesar de positivo na comparação com anos anteriores, o resultado de 2018 não elevou as reservas hídricas do estado a níveis mais seguros. O maior reservatório do RN, por exemplo –

a barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves –, opera atualmente com pouco mais de 20% de sua capacidade. A capacidade máxima da barragem Armando Ribeiro é de 2,4 bilhões metros cúbicos de água – patamar distante da realidade atual. No dia 3 de setembro deste ano, o reservatório acumulava 632.784.667 metros cúbicos de água, ou 26,37% de sua capacidade, segundo dados da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH). Considerando esse volume, a Semarh avalia que a barragem terá potencial de abastecimento até novembro do próximo ano. Outro exemplo de reservatório que demanda atenção é o açude Itans, que abastece Caicó, cidade da região Seridó do Rio Grande do Norte. O reservatório registrava, também no dia 3 de setembro, 6.340.000 metros cúbicos de água, total equivalente a 7,76% da capacidade máxima. “Considerando os dados de setembro, o açude Itans terá capacidade de abastecimento até novembro deste ano”, pontua o titular da Semarh, Mairton França. No Alto Oeste potiguar, a situação não é diferente. A barragem de Pau dos Ferros operava no início de setembro com apenas 7,57% de sua capacidade, percentual que representa 4.154.294 metros cúbi-

cos de água. O potencial reduzido aponta para uma capacidade de abastecimento que não deve superar fevereiro de 2019. “Vivenciamos o maior período de seca da nossa história. Em 2018, a incidência de chuvas possibilitou, em termos gerais, que a reserva hídrica do nosso estado fosse recuperada em cerca de 30%. Mas, a distribuição das chuvas não foi uniforme. A região Seridó Oriental, por exemplo, registrou poucas chuvas. Em razão dessa recuperação parcial das nossas reservas hídricas, ainda é importante que a população use água de forma racional”, aconselha Mairton. PLANO DE EMERGÊNCIA O titular da Semarh afirma que em 2015, quando a atual gestão assumiu o comando do Estado, não foi encontrado um plano de emergência para atender às cidades que enfrentavam dificuldade de abastecimento. “Em fevereiro de 2015, elaboramos um projeto, no qual demandávamos carros-pipa, ração para o gado, entre outras ações. A implementação das medidas custava R$ 62 milhões. Encaminhamos o projeto ao Ministério da Integração, mas não fomos atendidos”, conta Mairton França. No mesmo ano, relata o titular da Semarh, foi apresentado um

RN REGISTROU 734,6 MILÍMETROS DE CHUVA

no período de janeiro a julho deste ano

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REALIDADE HÍDRICA

novo plano. Tratava-se de um projeto com característica estruturante para atender o Rio Grande do Norte em períodos de seca. A execução desse plano, denominado de “Plano Emergencial de Segurança Hídrica”, prevê várias ações, como perfuração de poços e implantação de adutoras. O desenvolvimento das medidas, no entanto, tem esbarrado na falta de recursos. “Até o momento, só tivemos dinheiro para desenvolver duas obras previstas no Plano Emergencial de Segurança Hídrica: a adutora emergencial de Caicó, que foi licitada e executada pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), e a adutora complementar da adutora Jerônimo Rosado. Não há recursos para as demais ações definidas no plano”, expõe o secretário de Estado dos Recursos Hídricos. Ainda segundo Mairton França, o acionamento da adutora Jânio Melo

Felipe Alecrim/Ascom IGARN

Açude Itans terá capacidade de abastecimento até novembro deste ano, considerando os dados de setembro emergencial de Caicó somada a outras ações, como a Operação Carro-Pipa, realizada pelo Exército, e a Operação Vertente (distribuição de água por meio de carros-pipa na zona urbana), ajudaram a atenuar o drama da seca no Rio Grande do Norte. PREVISÕES Segundo o meteorologista Gilmar Bristot, da Unidade Instrumental de Meteorologia da Emparn, a Microrregião de Macau (+35%) e o Médio Oeste (+20,2%) registraram chuvas acima da média no período de janeiro a julho. Os destaques negativos compreenderam as microrregiões Serra de São Miguel (-19,3%), Seridó Oriental (-13,3%), Borborema Potiguar (-16,4%) e Agreste Potiguar (-16%) – todas apresentaram resultados abaixo da média.

Titular da Semarh, Mairton França, diz que a distribuição das chuvas no RN não foi uniforme 28 | ACONTECE . Setembro 2018

PRÓXIMOS MESES Com o fim do mês de julho, o ano pluviométrico de 2018 praticamente chegou ao final tanto para o semiárido potiguar como para as

regiões do Leste e Agreste, acrescenta o meteorologista da Emparn. Gilmar Bristot explica que, climatologicamente, a média de chuva nos meses de outubro, novembro e dezembro é reduzida tanto no interior como nos municípios do litoral. Sobre a previsão para 2019, Gilmar afirma que os prognósticos apontam para uma condição de baixa atividade solar, o que significa maior incidência de chuvas para o Rio Grande do Norte. “Mas, devemos sempre lembrar que o comportamento do oceano Pacífico, que normalmente segue o padrão de não apresentar aquecimento acima do normal em anos de atividade solar em baixa, pode apresentar variações, e isso compromete a incidência de chuvas na região. Continuaremos a monitorar os oceanos, de forma que, no momento em que esses oceanos mostrar uma tendência, poderemos entender melhor como serão as chuvas em 2019. Esperamos ter essas informações em meados de novembro deste ano”, ressalta o meteorologista.


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Minha Cidade

Acontece

Turismo e cultura no Oeste potiguar Município do interior norte-rio-grandense, Patu revela grande potencial turístico e investe em ações culturais

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Fotos: Rubinaldo Maia

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Minha Cidade Acontece

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ocalizado na região Oeste do Rio Grande do Norte, o município de Patu se destaca no estado pelas possibilidades turísticas. O turismo de aventura, evidenciado pela prática do voo livre, e o religioso, notabilizado pelo Santuário do Lima, retratam os diferenciais dessa cidade, hoje com 12.701 habitantes, segundo a estimativa populacional 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Patu tem uma das melhores condições de voo livre do mundo, segundo a Prefeitura da cidade, e é conhecida mundialmente pela quebra de recordes mundiais de voos de paragliders. A prática do voo livre em Patu atrai estrangeiros de países como França e Estados Unidos. “Todos os anos, pilotos de várias partes do mundo vêm a Patu, para o encontro internacional de pilotos, na tentativa de quebrar recordes pessoais, nacional e mundial. A temporada de voos acontece entre os meses de outubro e dezembro. Para este ano, já há reservas de mais de 40 pilotos de 11 nacionalidades diferentes”, diz o secretário Municipal de Turismo, Esporte e Eventos de Patu, Kleriston Magnus. SANTUÁRIO DO LIMA No âmbito do turismo religioso, o Santuário do Lima se sobressai como um dos mais importantes complexos religiosos do Nordeste brasileiro. “Durante todo ano, acontecem romarias ao Santuário do Lima. Podemos destacar como principais a romaria dos vaqueiros, da juventude, a festa de Nossa Senhora dos Impossíveis e a principal romaria que é a de ano-novo, no dia 1° de janeiro”, frisa Kleriston. SERRA DE PATU A Serra de Patu é um símbolo da própria cidade. Sua extensão é de aproximadamente 8 quilôme-

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tros e possui quase 700 metros de altura. No topo da serra, há uma grande variedade de fauna e flora. “Essa variedade de fauna e flora abrange a serra desde o Pico do Pelado, alcança as trilhas, o Cruzeiro de São Sebastião, morro de Santo Agostinho e chega até as piscinas naturais na ponta da serra, onde é possível tomar um delicioso banho”, enfatiza o titular da Secretaria de Turismo. GRUTA DE JESUÍNO BRILHANTE A casa de pedra de Jesuíno Brilhante dispõe de um salão natural com capacidade para abrigar 30

pessoas. Esse salão possui algumas divisórias que o deixam semelhante a uma casa com seus devidos cômodos. Na casa de pedra, há também algo como se fosse um parapeito por toda largura frontal. “A casa de pedra de Jesuíno Brilhante ganhou esse nome porque Jesuíno era cangaceiro e usava essa obra da natureza como seu refúgio, pela dificuldade de acesso. Lá, ele se escondia, dificultando a aproximação dos que lhes seguiam”, explica Kleriston Magnus. CRUZEIRO DE SÃO SEBASTIÃO Situado na Serra de Patu, o Cru-


Fotos: Prefeitura de Patu

zeiro de São Sebastião foi erguido em 20 de janeiro de 1938 e inaugurado pelo padre Frederico Pastors, que na ocasião estava acompanhado pelo delegado de polícia tenente Alcebíades. A construção do cruzeiro decorre de um voto religioso estabelecido entre a polícia e a população. Esse voto estipulava a construção de um cruzeiro e, para isso, houve uma mobilização para angariar recursos e donativos. A referência a São Sebastião na demoniação do cruzeiro se deve ao fato de esse ícone religioso ser conhecido como o “Santo Guerreiro”. Em homenagem aos militares, no dia 20 de janeiro, a banda de mú-

sica de Patu se apresenta no local. FESTAS E CULTURA A prévia carnavalesca, o “Arraiá Patu Dançá”, a encenação da Paixão de Cristo, a Feira da Cultura, o evento “Patu Natal Lindo”, a Semana da Poesia e o Desfile Cívico de 25 de setembro também se destacam na cidade de Patu. A prévia carnavalesca acontece na sexta-feira que antecede o Carnaval, de acordo com o calendário nacional. A encenação da Paixão de Cristo, realizada na quinta e sexta-feira santa, é produzida e dirigida por profissionais que atuam no departamento de cultura do

município. A apresentação acontece no adro da Igreja Nossa Senhora das Dores. Já o “Arraiá Patu Dançá” se inicia no mês de junho, promovendo 40 dias de festividades. Um dos eventos mais importantes do município de Patu, a Feira da Cultura acontece no período de 6 a 14 de setembro. Show religioso, exposição e venda de artesanatos, exposição de trabalhos de artistas plásticos na ExpoArte e apresentações culturais são algumas das atrações da feira. O Desfile Cívico de Emancipação Política acontece no dia 25 de setembro, na Avenida Lauro Maia, a principal da cidade, com participação das escolas, unidades básicas de saúde e dos programas e grupos representativos do município. Participam também bandas de música locais e convidadas. A Semana da Poesia acontece na última semana do mês de outubro, quando também se evidencia o Dia Nacional da Poesia (31/10). Trata-se do desenvolvimento de um projeto temático com ênfase na poesia, incentivando a leitura e produção de textos poéticos no âmbito das escolas públicas. A programação se encerra com um sarau poético no Dia Nacional da Poesia. O “Patu Natal Lindo” integra as comemorações de fim de ano no município, sendo realizado entre os dias 16 e 23 de dezembro. A Praça João Carlos se transforma em uma cidade natalina, onde acontece uma semana de apresentações culturais. Também acontecem visitas à casa do Papai Noel. “Podemos afirmar que somos um município de grande potencial cultural que tem realizado, ao longo dos anos, através dos eventos culturais, ações de valorização e incentivo à produção cultural nas mais diversas modalidades”, declara a secretária de Cultura de Patu, Vioneide Linhares. ACONTECE . Setembro 2018

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ENTREVISTA LUIZ ANTONIO

‘Estamos investindo cada vez mais em tecnologia para reforçar a eficiência, a confiabilidade e a robustez do sistema elétrico da concessionária’ Há 36 anos no grupo Neoenergia, Luiz Antonio Ciarlini, 58, é graduado em Engenharia Elétrica e presidente da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN). Em entrevista à revista ACONTECE, Luiz Antonio enfatiza os investimentos da companhia e realça os prejuízos causados por instalações elétricas irregulares. Sobre as críticas com relação às interrupções no fornecimento de energia, o presidente da Cosern afirma que os indicadores de qualidade de fornecimento da empresa melhoraram 300% nos últimos 20 anos e que os resultados das pesquisas de satisfação indicam que os clientes “reconhecem esses números”. REVISTA ACONTECE – A Cosern foi privatizada em 1997. Já são mais de 20 anos sob controle do segmento privado. Como o senhor avalia essas duas décadas de atuação? LUIZ ANTONIO – A Cosern vem batendo sucessivos recordes de investimentos. Ao longo

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desses mais de 20 anos, já foram quase R$ 3 bilhões investidos no sistema elétrico do Rio Grande do Norte, em valores históricos. Em 2017, o montante foi de R$ 277 milhões. Foi o maior investimento já realizado pela empresa em toda sua história. Até o final de 2018, a Cosern terá investido mais de R$

330 milhões e isso será um novo recorde. Mesmo com esses níveis de investimentos bem elevados, o Rio Grande do Norte tem a menor tarifa residencial do Nordeste e a quarta menor tarifa do Brasil. Em pesquisa realizada pela Aneel em 2017, uma pesquisa que é realizada em todas as áreas de concessão


nas mais de 60 distribuidoras do Brasil, a Cosern obteve a 10ª melhor avaliação do país entre os seus clientes. Os nossos indicadores de qualidade e fornecimento melhoraram 300% nesse período. Esses resultados refletem a eficiência da gestão da empresa nos últimos 20 anos. Ao longo dessas duas décadas, a Cosern também se consolidou como a empresa que mais investe na Cultura do Rio Grande do Norte, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura Câmara Cascudo. Neste período, o investimento em cultura somou cerca de R$ 35 milhões e faz parte da Política de Patrocínios e Doações do Programa de Sustentabilidade da Neoenergia para o desenvolvimento das comunidades onde o grupo atua, realizando parcerias e implementando programas que contribuem para o desenvolvimento social, por meio de ações de empoderamento e valorização da cultura e dos costumes locais. Com todos esses números, podemos considerar que o balanço é, de fato, bastante positivo. RA – A Cosern oferta um serviço essencial para a população. O que tem sido feito para que esse serviço seja aprimorado e alcance um maior índice de satisfação? LA – Atuamos fortemente para garantir qualidade, eficiência e segurança, oferecendo à população potiguar uma prestação de serviços cada vez melhor. É um processo de melhoria contínua alicerçado em fortes investimentos voltados à qualificação dos nossos colaboradores e parceiros e à modernização do sistema elétrico. Em todos os nossos projetos e iniciativas, empreendemos esforços e recursos para desenvolvimento e implementação de soluções inovadoras em processos, produtos e serviços, com foco na melhoria dos indicadores de desempenho

operacional e especial atenção com a segurança das pessoas, que é o nosso principal valor. RA – A Cosern é criticada em decorrência de interrupções no fornecimento de energia. Como reverter essa conjuntura? LA – Os nossos indicadores de qualidade de fornecimento melhoraram 300% nos últimos 20 anos e os resultados das pesquisas de satisfação indicam que os nossos clientes reconhecem esses números. A Cosern apresentou em 2017 os melhores indicadores de qualidade de fornecimento dos últimos cinco anos, encerrando o ano de 2017 com DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Consumidor) em 12,47 horas (melhoria de 7,77% em relação ao indicador registrado em 2016 e 6,84% abaixo da meta definida pela Aneel) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Consumidor) em 6,43 vezes (melhoria de 19,22% e 31,09% abaixo da meta definida pela Aneel), resultado do elevado volume de investimentos realizados ao longo dos anos pela companhia e de um rigoroso plano de manutenção voltado para o reforço da confiabilidade do seu sistema elétrico. Também estamos investindo cada vez mais em tecnologia para reforçar a eficiência, a confiabilidade e a robustez do sistema elétrico da concessionária. A rede de distribuição está sendo modernizada dentro dos novos conceitos de Smart Grids (redes inteligentes). Com esses investimentos, ampliamos o monitoramento do sistema elétrico, reduzindo o tempo de localização de falhas e do restabelecimento do fornecimento de energia aos clientes, nos casos de interrupção, que geralmente são causados por agentes externos à rede, como, por exemplo, abalroamentos e descargas atmosféricas. Iniciamos neste ano a implementação do sistema

“self healing” (reconfiguração automática, em tradução livre), uma nova tecnologia que, aplicada aos equipamentos telecomandados da rede de distribuição de energia elétrica, identifica, em questão de segundos, possíveis defeitos (geralmente causados por abalroamentos, descargas atmosféricas ou ação de animais). Imediatamente, o “self healing” reconfigura a rede elétrica por meio do chaveamento de outros equipamentos e restabelece o fornecimento de energia elétrica para os clientes no menor tempo possível, reforçando a confiabilidade do sistema. É importante ressaltar que a implementação de novas tecnologias pela Cosern não é de hoje. A Cosern é uma das distribuidoras pioneiras no Brasil na automação das suas redes. Todas as 66 subestações e quase 800 equipamentos telecomandados instalados nos mais de 50 mil quilômetros de rede espalhados pelo estado são monitorados e operados a partir do Centro de Operação Integrada, localizado na nossa sede em Natal. Esses investimentos são planejados com até 10 anos de antecedência, tendo como referência a evolução do consumo histórico e a projeção de crescimento esperada para cada região do estado, de modo que a infraestrutura elétrica esteja sempre em condições de receber novos empreendimentos e sejam atendidos os indicadores de qualidade exigidos pela Aneel. RA – A conta de energia representa uma parcela importante dos orçamentos das famílias. Qual a perspectiva quanto ao custo do serviço? A tendência é que o preço das contas de luz seja acentuado? LA – As tarifas no Brasil são reguladas e definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A parte referente aos custos com a distribuição aqui no ACONTECE . Setembro 2018

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ENTREVISTA LUIZ ANTONIO

Rio Grande do Norte corresponde a 22% do valor da conta. Os outros 78% são custos associados à geração, à transmissão, a encargos e impostos. É muito importante buscar a contribuição em todas as parcelas, seja com uma gestão eficiente de cada um dos empreendimentos ou com a adoção de políticas públicas. A Cosern tem feito a sua parte. Há 20 anos, a parcela de contribuição da distribuição na tarifa era superior a 30%. Ela, hoje, é 22%. Atualmente, o Rio Grande do Norte, como já comentei, tem a menor tarifa do Nordeste e a quarta menor tarifa do Brasil. RA – Qual a realidade do estado hoje com relação a instalações irregulares? LA – A Cosern possui um programa contínuo de combate às perdas e, entre as ações desenvolvidas, temos a fiscalização de instalações irregulares, com operações planejadas para combater as fraudes/furtos. No último ano, foram desviados, aproximadamente, 60 milhões de kWh de energia elétrica em todo o estado com os “gatos” – o que representa uma redução aproximada de R$ 28 milhões na receita da concessionária, impactando na tarifa dos consumidores regulares. Para se ter ideia do que representa esse montante, essa energia daria para abastecer 33 mil casas durante 1 ano; ou o município de Mossoró durante 1 mês, por exemplo. Ao ser constatada a irregularidade, o infrator é notificado e a Cosern cobra, além do consumo do período em que foi constatada a fraude, uma multa determinada pela Agência Nacional de Energia Elétrica. O “gato” de energia elétrica é crime, previsto no artigo 155 do Código Penal, provoca perturbações no fornecimento de energia e a pena pode chegar a quatro anos de reclusão. Além de crime, o furto representa risco de morte a quem faz e a quem está próximo.

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RA – A Cosern empreende um programa de eficiência energética com palestras educativas. Os resultados desse programa têm sido positivos? LA – O programa de eficiência energética da Cosern é regulado e fiscalizado pela Aneel e os projetos têm tido um impacto bastante positivo para os nossos consumidores. O principal objetivo é conscientizar as pessoas a usar a energia elétrica de forma eficiente, sem desperdício de energia. Podemos destacar alguns projetos que têm apresentado excelentes resultados: Energia que Transforma, Festival Tô Ligado na Energia, Aulas de Energia e Energia com Cidadania. O Projeto Energia que Transforma utiliza a metodologia que é fruto de uma parceria entre o Ministério de Minas e Energia, a Fundação Roberto Marinho e o Canal Futura, tendo como referência principal o Plano Nacional de Energia (PNE). A metodologia Energia que Transforma traz como pressuposto o fato de que a eficiência energética pode ser alcançada pela melhor utilização da energia, por meio do uso de tecnologias eficientes e também pela mudança de comportamento dos consumidores, centrando-se não apenas nos prejuízos da má utilização da energia, como também no valor desse recurso limitado, tanto para os indivíduos como para a sociedade. Na Cosern, a metodologia é utilizada desde 2014 e foram capacitados 633 professores/educadores que multiplicaram o conhecimento adquirido nos treinamentos para mais de 86 mil alunos. O “Festival Tô Ligado na Energia” tem o objetivo de promover a reflexão e o diálogo sobre o uso eficiente e seguro da energia elétrica, por meio do “Festival Escolar” realizado em escolas da rede pública de ensino, preferencialmente de tempo integral, atuando diretamente com estudantes do ensino fundamental II e mé-

dio, de idade entre 11 e 19 anos, estimulando a apropriação do conhecimento sobre a temática. O “Festival” está fundamentado nos temas uso eficiente e seguro da energia elétrica e acontece no espaço físico da unidade escolar no período de seis semanas, em cada unidade. Na Cosern, o projeto iniciou em 2017 e contemplou 8 escolas até o momento, com impacto para mais de 3,5 mil alunos. O projeto Aulas de Energia é um centro de visitação, localizado em Maracajaú, litoral norte do estado, onde são ministradas aulas interativas por monitores escolhidos entre moradores da comunidade, e tem o objetivo de conscientizar – sobretudo crianças e ado-


lescentes – sobre a importância das fontes renováveis de energia e esclarecer sobre o uso racional e seguro da eletricidade no dia a dia, evitando desperdícios, acidentes e preservando o meio ambiente. Inaugurado em agosto de 2014, o projeto já recebeu 25.754 estudantes e professores de 280 escolas públicas e particulares de várias regiões do estado, além de turistas que passam pela região. Por fim, temos o projeto Energia com Cidadania, que é realizado através do nosso caminhão que se desloca pelos municípios do Rio Grande do Norte realizando palestras sobre uso racional e seguro de energia elétrica, além de efetuar a troca de lâmpadas. Em 2017,

o Energia com Cidadania realizou palestras para mais de 10 mil pessoas e substituiu mais de 50 mil lâmpadas. Neste ano, já estamos com mais de 44 mil lâmpadas substituídas e palestras realizadas para quase 9 mil pessoas. RA – Em julho deste ano, a Cosern divulgou os resultados econômico-financeiros relativos ao 1° semestre de 2018, com destaque para um lucro líquido de R$ 120,514 milhões, crescendo 28,17% sobre os R$ 94,029 milhões de igual intervalo de 2017. Como a Cosern avalia esse resultado e o que tem buscado fazer para assegurar sua rentabilidade? LA – Apesar do cenário eco-

nômico desafiador em que o país se encontra, mantivemos para o 1° semestre deste ano o investimento de aproximadamente R$ 110 milhões no sistema de distribuição e, até o final de 2018, serão investidos mais de R$ 330 milhões, que contribuirão para aprimorar os serviços prestados pela Cosern, de forma a continuar promovendo a satisfação dos clientes norte-rio-grandenses. O nosso objetivo é continuar contribuindo para o bem-estar e o desenvolvimento socioeconômico e cultural das comunidades em que estamos inseridos. Para assegurar esse compromisso e atingir os resultados esperados, contamos com o engajamento, a dedicação


ENTREVISTA LUIZ ANTONIO

e o comprometimento dos nossos colaboradores e parceiros. Buscamos sempre a conformidade com as leis e exigências dos órgãos reguladores, avaliamos os impactos socioambientais envolvidos nas nossas ações, investimos em soluções que garantam maior eficiência no uso de recursos naturais e promovemos a valorização, o crescimento profissional e a segurança dos nossos colaboradores diretos e indiretos. Avaliamos esses resultados como positivos. RA – O grupo Neoenergia atua no setor de energia eólica. O que representa hoje a participação do grupo nesse mercado, em âmbito de Rio Grande do Norte? LA – O grupo Neoenergia, do qual a Cosern faz parte, tem como principal acionista a Iberdrola, uma das cinco maiores empresas de energia do mundo, líder mundial em energia eólica e maior produtor de energias renováveis da Europa e dos EUA. A Neoenergia está presente em 16 estados e é uma companhia integrada de energia, atuando nos segmentos de geração, transmissão, distribuição e comercialização. O grupo, através das suas empresas, investe em todos os segmentos do setor elétrico brasileiro. Aqui no Rio Grande do Norte, a Força Eólica do Brasil (FEB), que é uma das empresas do grupo Neoenergia, possui 11 parques eólicos em operação, com capacidade instalada de 317 MW, correspondente a quase 10% da capacidade instalada dos parques do RN. A Cosern detém concessão apenas para distribuir energia elétrica no estado; ela não pode gerar. Então, a geração é feita pelo grupo Neoenergia através de outras empresas. RA – Como o grupo avalia o potencial do Rio Grande do Norte no segmento de energia eólica? LA – Apesar de ainda represen-

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tar pouco da matriz energética nacional, o setor eólico tem avançado anualmente. No Brasil e, especialmente no Rio Grande do Norte, essa realidade não é diferente. Segundo estudiosos no assunto, o Rio Grande do Norte tem uma vocação natural para a geração eólica em decorrência da posição geográfica que ocupa, já que o estado está localizado no que se chama “esquina do continente”, e, segundo esses estudos, é um dos melhores lugares do mundo para a produção desse tipo de energia. No caso do Brasil, certamente a crise hídrica decorrente da escassez de chuvas que

O principal objetivo é conscientizar as pessoas a usarem a energia elétrica de forma eficiente” tem afetado de forma significativa as hidrelétricas, onde está concentrada a maior parte de geração de energia elétrica brasileira, tem favorecido o surgimento de outras fontes geradoras, especialmente a eólica e, mais recentemente, também a solar. O crescimento e a integração da geração eólica na matriz energética brasileira são uma realidade que tende a continuar em franca expansão, especialmente aqui no estado. RA – Como a Cosern tem buscado se posicionar no mercado? Como tem projetado

seu próprio futuro? LA – A Cosern faz parte do grupo Neoenergia, 24° maior grupo empresarial do Brasil, controlado pelo grupo espanhol Iberdrola, e, como grande grupo que é, mantém o seu compromisso de investir no país com uma atuação ética e as mais exigentes práticas de governança e sustentabilidade. Pela segunda vez consecutiva, o grupo conquistou o Selo de Empresa Pró-Ética, concedido pela Controladoria-Geral da União e Instituto Ethos, atestando que nosso programa de integridade está em linha com a legislação brasileira e no patamar das melhores práticas de compliance. No campo da sustentabilidade, a Neoenergia segue os padrões do seu maior acionista, o grupo Iberdrola, como já comentei, reconhecido internacionalmente como líder no combate às mudanças climáticas. Em 2017, renovamos nosso compromisso junto aos Dez Princípios do Pacto Global da ONU, iniciativa que preconiza uma atuação baseada no respeito a direitos humanos, direitos do trabalho, preservação ambiental e combate à corrupção. Contamos com a garra e o talento de nossa força de trabalho em um ambiente de trabalho que propicia a troca de ideias e a cooperação entre as equipes. Em 2017, a Cosern foi eleita pela terceira vez uma das melhores empresas para se trabalhar (GPTW e Você S/A), sendo esta em conjunto com o grupo Neoenergia, que, por sua vez, pela terceira vez consecutiva, foi eleito entre as melhores empresas para iniciar a carreira no Brasil, pelo Guia Você S/A. Essas conquistas nos dão muito orgulho e nos estimulam a fortalecer o compromisso de continuar investindo no Rio Grande do Norte, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos potiguares e desenvolvimento socioeconômico do estado.


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VIAGENS

De malas PRONTAS

O

fim de ano se aproxima e, com ele, as viagens para vivenciar o período em destinos que possibilitem experiências diferenciadas. Algumas pessoas se antecipam e buscam logo assegurar passagens e hospedagem – procedimento que pode viabilizar preços mais acessíveis, segundo

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Mercado ainda possibilita boas opções para quem não comprou seu pacote de viagem para o fim de ano

explica Carlos Gregório, diretor de uma agência de viagens de Mossoró. Mas, nem tudo está perdido para quem não se organizou. Ainda é possível encontrar boas oportunidades. No mercado mossoroense, os destinos mais procurados para o Réveillon são Rio de Janeiro, Sal-

vador, Gramado e Fernando de Noronha. Com relação à América do Sul, Buenos Aires, capital da Argentina, também tem sido procurada. Carlos Gregório explica que, entre abril e maio, sua empresa conseguiu boas oportunidades para os clientes. Ele afirma que o segredo para quem deseja viajar e


A crise serve justamente para peneirar as boas empresas. Então, aqui na agência, temos a preocupação de resistir à crise e oferecer boas opções para os nossos clientes.” Carlos Gregório,

diretor de agência de viagens

economizar é comprar com antecedência. “Porém, se agora em meados de outubro pessoas que residem em Mossoró quiserem se organizar, ter calma e entender que podemos encontrar boas oportunidades, é possível, sim, garantir um bom destino para o fim de ano”, diz. Contudo, garantir um fim de ano especial é bem mais do que definir o destino. Segundo Carlos Gregório, prudência é fundamental para evitar futuros aborrecimentos durante a viagem ou já no destino escolhido. “A primeira dica para que as pessoas não passem por aborrecimento na hora de viajar é que comprem por meio de uma agência que garanta a certeza de uma viagem segura, tranquila, onde tudo funcione”, pontua. A segunda orientação é não se esquecer dos documentos necessários para a viagem. “Se o destino é internacional, é preciso ficar atento quanto ao visto, à validade do passaporte e à necessidade ou não de seguro-viagem. Ter o documento correto é imprescindível para não ser barrado na imigração. São detalhes que fazem a diferença

e a inobservância deles pode transformar o sonho da viagem em pesadelo”, orienta Gregório, frisando ainda que alguns destinos, como o Caribe, exigem vacinação contra a febre amarela. O casal de namorados Mariana Gurgel/Lenilson Marinho vai para Gramado (RS) no final do ano. Lenilson é médico e Mariana trabalha em uma agência de viagens. Os dois compraram um pacote de viagens com direito a passagens áreas, hospedagem, passeios e ingresso para o Natal Luz. “Compramos o pacote com cerca de 200 dias de antecedência, o que nos garantiu uma ótima economia”, diz Lenilson. MERCADO No dia 13 de junho deste ano, as operações áreas comerciais foram retomadas em Mossoró por meio da companhia Azul, fator que, segundo Carlos Gregório, deve acentuar a venda de passagens neste ano. “A operação da Azul na cidade vai garantir ainda mais mossoroenses viajando para o fim de ano, para ir cada vez mais longe. O ae-

roporto ativo estimula as pessoas a viajar, a se programar e a facilitar ainda mais suas viagens”, enfatiza. ECONOMIA O cenário da economia brasileira ainda não é dos mais animadores. Questionado sobre se a realidade econômica do país tem se refletido negativamente em sua agência e no mercado mossoroense com relação às compras de pacotes ou de passagens para o fim de ano/início do ano seguinte, Gregório responde que a crise “peneira as boas empresas”. “A crise peneira as boas empresas. No segmento de agências não é diferente. A gente sempre acaba movimentando o mercado, mostrando aos clientes as vantagens de se adquirir o serviço. Particularmente na minha agência, conseguimos negociar com fornecedores e possibilitar boas promoções e oportunidades para os clientes. A crise serve justamente para peneirar as boas empresas. Então, aqui na agência, temos a preocupação de resistir à crise e oferecer boas opções para os nossos clientes”, frisa. Marcelo Bento

Carlos Gregório dirige uma agência de viagens em Mossoró ACONTECE . Setembro 2018

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ECONOMIA

Novos

investimentos Rio Grande do Norte tem 27 empreendimentos contratados para o segmento de energia em leilão realizado pela Aneel e deverá inaugurar um ‘novo ciclo em eólicas’, segundo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico

O RN inaugura um novo ciclo em eólicas.” A afirmação do titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Renato Marinho, referindo-se ao resultado do Leilão de Geração 03/2018 (A-6), realizado no dia 31 de agosto pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Na oportunidade, foram contratados 62 empreendimentos de geração, sendo 48 usinas eólicas (420,1 MW médios). Os estados com os empreendimentos contratados para o segmento de energia eólica foram Rio Grande do Norte (27 usinas) e Bahia (21 usinas). As usinas deverão iniciar o fornecimento de energia elétrica a partir de 1° de janeiro de 2024. Os 48 empreendimentos eóli-

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cos tiveram o preço médio final de R$ 90,45/MWh, representando a contratação de 73.651.932 MWh de energia. O total de investimento será de R$ 5,83 bilhões em contratos de 20 anos. O secretário do Desenvolvimento Econômico conta que atuou em conjunto com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), durante reunião na sede desse órgão, e reivindicou que o RN não poderia perder mais um leilão da Aneel por questões técnicas. “Comunicamos que há cerca de 400 projetos licenciados no Rio Grande do Norte, ou seja, muitos investimentos competitivos no estado que também contribuiriam para a questão energética do país”, expõe. Renato Marinho diz também

ter reforçado que a última barreira técnica existente – a construção de uma linha de transmissão em Pernambuco, prevista para conclusão em 2022 – não poderia impedir a contratação no leilão A-6 realizado no dia 31 de agosto. “Argumentei que a energia contratada é para ser entregue em 2024; portanto, tempo suficiente para o escoamento desse contrato. Nossa argumentação foi considerada e a defesa do potencial eólico no RN, acatada. E o resultado está aí: somente os estados do Rio Grande do Norte e Bahia tiveram projetos vencedores e cerca de 60% dos novos parques serão construídos aqui no RN. A partir de 2019, começarão as obras, os canteiros”, frisa. Atualmente, o Rio Grande do


Norte tem 136 parques eólicos em operação e cerca de 15 em construção. O diretor de engenharia e infraestrutura do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Milton Pinto, salienta que o RN é líder em potência instalada no segmento de energia eólica, e há mais de um ano assumiu a dianteira na geração desse tipo de energia. “A rede de distribuição energética no Brasil é interligada. Mas, apenas a título de informação, afirmo que a energia produzida no RN, a partir dos parques eólicos que já estão em operação, é suficiente para atender todo o estado”, declara Milton, enfatizando que o Brasil tem 14 GW de potência instalada de energia eólica e que 30% desse total procede do Rio Grande do Norte.

Demis Roussos

Renato Marinho, titular da Sedec, fala sobre o resultado do leilão realizado pela Aneel

DESENVOLVIMENTO DO ESTADO O titular da Sedec, Renato Marinho, avalia que a consolidação do segmento de energia eólica no estado contribui para a geração de empregos nas cidades e regiões onde estão sendo implantados os parques. “Cada parque gera emprego direto na construção, por cerca de 2 anos. A contratação vai desde especialistas em construção das torres ao pedreiro, ajudante, motorista de caminhão etc.. Como temos muitos parques, há um deslocamento de parte dessa mão de obra: encerra-se um contrato, co-

meça outro.” Ainda segundo o secretário do Desenvolvimento Econômico, com a implantação de empreendimentos do setor energia eólica, a demanda por serviços locais se estende por longo prazo. “Durante todo o funcionamento dos parques, há serviços contratados em manutenção técnica ou vigilância, por exemplo. A qualificação da mão de obra local é outro aspecto bem relevante. As pessoas se qualificam para um projeto, mas estão, na verdade, se habilitando para outros projetos em eólica ou nas áreas comuns”, completa.

RIO GRANDE DO NORTE (27 USINAS) E BAHIA (21 USINAS) foram os estados com empreendimentos contratados para o segmento de energia eólica Milton Pinto, diretor de engenharia e infraestrutura do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia, salienta que o RN é líder em potência instalada no segmento de energia eólica

62 EMPREENDIMENTOS DE GERAÇÃO foram contratados no leilão 03/2018 (A-6) realizado no dia 31 de agosto

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Célio Duarte

COLUNA

Mario Filho Digital influencer Fashion blogger Personal stylist Fashion consultor

Wallace Albuquerque, cerimonialista Master, participando da mesa-redonda na Bem Casar 2018. Quando se fala de casamento em geral, ele entende tudo!

O hair stylist Jailson Novinho, que dá nome ao seu salão, é um dos mais badalados no estado quando o assunto é loiro e beleza em geral. Em breve, ele receberá o título de PHD de uma grande marca de cosméticos internacional, reconhecimento ao seu trabalho e sucesso consolidado na área. Parabéns! Célio Duarte

Marluce Bezerra, empresária fashion da Maison Elegance, no seu estande na Bem Casar 2018, brilhou mais uma vez no evento com o seu desfile tradicional de noivas, madrinhas e formandos, com destaque para os ternos masculinos da Silveira Alfaiataria (do estilista Bruno Silveira), que lançou a sua coleção Sunset com peças modernas, cortes diferenciados e tecidos nobres.

• Na coluna deste mês, fizemos um registro especial sobre os melhores momentos da terceira edição da Bem Casar pelas lentes do fotógrafo Célio Duarte. O evento, destinado ao mercado de casamento, aconteceu no Partage Shopping Mossoró. Deixo aqui os parabéns à Master Eventos pela produção e organização do evento. • O Partage Mossoró, shopping do nosso coração, cresce a cada dia em conforto e entretenimento. A área de lazer localizada

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Waltemberg Pereira

na parte externa do shopping vem recebendo grandes shows de nível nacional. Tudo com a credibilidade e profissionalismo da Gondin & Garcia Produções. • Uma lugar aconchegante, bem localizado e muito astral. Assim é a Birra Nordestina, dos amigos Tuca Viegas e Kaddja Nascimento. O local conta, em seu cardápio, com as famosas cervejas artesanais da cidade, petiscos e agenda especial com música ao vivo com vários artistas da terra.


Cedida

Doce e graciosa, a nossa Miss Teen RN 2018, Bia Lima, mostra que está preparada para o concurso nacional de Miss Teen Brasil que acontecerá no interior de São Paulo neste mês. Na foto, ela deixa a nossa coluna ainda mais bela com produção assinada pelo famoso hair stylist Romário Moraes!

Cedida

A empresária Gislayne Vale inaugurou a sua loja Vexx na Avenida João da Escóssia, no Bethânia Mall, com grandes marcas, como: Calvin Klein, Acostamento, Dudalina, Reserva e Vide Bula. Sucesso! Célio Duarte

Eronildo Pereira, CEO da Master Produções e Eventos, empresa responsável pelo evento Bem Casar 2018, recebendo o abraço da executiva da Inter TV, Lilian Moura.

• Salt Gallery, loja supertransada do amigo Wilton Medeiros, está fazendo o maior sucesso com a sua moda masculina moderna e de bom gosto. O carro-chefe da loja fica com a marca Ellus e a exclusiva New Ballance em calçados. • O Dia da Criança está chegando e a boa pedida para presentear com o melhor em calçados e acessórios infantis é conferir as

Cedida

Daniel Luís, arquiteto e publicitário dos bons, sempre está por dentro dos melhores eventos e das maiores publicidades do RN. Uma pessoa do bem e com um coração gigante, de quem este colunista é fã. Na foto, ao lado de Diego Sollon! Célio Duarte

Pessoas do meu coração: Padre Charles Lamartine e Socorro Paiva, do Requinte Buffet, comemorando o sucesso da Bem Casar 2018.

novidades na Passo a Passo Mossoró. Várias marcas de tênis, sandálias, mochilas, bolsas e tudo mais para o seu pequeno. • De muito bom gosto e qualidade excelente são os produtos da Salutaris Cosméticos. Estive provando a linha Mar & Tom de protetor, bronzeador e loção pós-sol. Cheiro e fixação incríveis Aprovado!

• O Trafego Look completa 25 anos e se consolida como o maior concurso de modelos do Nordeste. A inscrição está acontecendo nas lojas M.Morena Centro e Partage Shopping. Participe! • Pacífico Medeiros comemora o sucesso da sua exposição Traços Soltos com obras de sua autoria. Um lindo trabalho que retrata o nosso cotidiano em telas.

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Cedida

Jovem e lindo casal, os odontólogos Júlia Resende Melo e Igor Menezes. Dois lindos, queridos e do meu coração. Ela, filha da minha comadre Jilva Resende e Elineudo; ele, da minha amiga dra. Iris Menezes. Resolveram juntar as escovas de dentes. E em 1° de outubro, numa cerimônia regada a muito amor, carinho e respeito, tornam-se marido e mulher. Aqui, minhas preces, orações, desejo e carinho para essa linda união. Viva o amor!

Twitter: @kareninefernand Instagran: @kareninefernandes Facebook: Karenine Fernandes Site: www.kareninefernandes.com

COLUNA

Karenine Fernandes

ESPELHO DA ALMA

Ela é a VEXX! Gislayne Vale, empresária de sucesso e bom gosto, presenteou a cidade de Mossoró com mais um espaço de moda e bom gosto: a multimarcas VEXX, na Avenida João da Escóssia. Cedida

Roberta Britto, uma profissional pra lá de competente. Linda, capacitada, educada e visionária, tem brilhado no mundo da nutrição. De Mossoró para o mundo. E sinto que vem novidades dela por aí...

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SORRINDO JUNTOS E PARA SEMPRE

Ele vem refletindo luz, brilho e vida. O fotógrafo Paulo Edu anuncia mais uma exposição que vai trazer a mistura de arquitetura, arte e fotografia, de 24 a 27 de outubro, no espaço AKAzza, de propriedade da família Conrado. Um trabalho personalizado e diferente, que surpreenderá a todos. Eu vibro com ele brilhando. Cedida

Professor, educador, secretário, atencioso, educado, prestativo Aldo Gondim gente do coração da gente.


NO MUNDO MÁSTER DE EVENTOS Célio Duarte

Célio Duarte

O amor está sempre no ar e eles são a prova viva disso: Selma Carneiro e Teteca Belarmino. Um casal mais do que lindo e que amamos muito!

Eronildo Pereira concedendo o primeiro selo Máster à fada mais maravilhosa do mundo: Luzete Duarte.

Célio Duarte

Célio Duarte

O sorriso escancarado de alegria de Andrea Azevedo, por todo o sucesso do Casarão das Noivas, da família Carneiro, e dos sonhos felizes que ela realiza.

• * Voar e voltar voando pela Azul direto para a terrinha é bom demais. Mas, melhorar o que está bom, faz parte. Ar condicionado é necessidade no pequeno aeroporto da cidade e organização, também. * Adoro encontrar, papear e sentir a luz que emana dos queridos Armando Ribeiro e Flávia. Sempre de bem com a vida e com o mundo. Adoro! * Não adianta só ter; tem que manter,

Walterlin Lopes, o cerimonialista que tem selo de ouro da Máster, em sessão selfie com a sua fã no grande evento da Bem Casar no Partage Shopping.

organizar, harmonizar, atender bem em tudo que serve ao público, ao próximo. Humildade também faz parte.

ção e excelente atendimento, é o Petrus Beer. Vale a pena conferir e copiar o que tem de bom por lá.

* Eu me apaixonei pela cidadezinha de Santo Antônio do Salto da Onça. Mas, parece que quem lá administra, não sabe “arrumar as gavetas”, porque a cidade está sujinha e muito malcuidada. Acorda, prefeito!

* É importante lembrar que dá para ser a mulher mais chique do mundo com T-Shirt e Jeans. Só depende de você. O nosso espírito é o bem mais precioso que temos.

* Espaço que tem me agradado muito por coisas simples, como zelo, aten-

* Está na moda e é muito chique saber elogiar, agradecer, pedir, respeitar o próximo e ter caráter.

DISTRIBUINDO BRILHO Cedida

Daniele Valcácio: olhar de luz, menina linda que vê além, empreende, acredita, batalha e vai longe. Nela, eu aposto!

Cedida

Thay Rosado tem, a cada dia, cativado seus seguidores, conquistado espaço, influenciado pessoas, ditado tendência e espalhado alegria. Dez!

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Nomes lindos e repletos de luz pela vida destes profissionais que fazem tudo com amor ao próximo e competência que são próprios dos dois: Wanderley Fernandes e Eliana Araújo, educadores exemplares.

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A linda e competente promotora dra. Karine Crispim, de volta à cena do MP, foi festejada por mais um ano de vida e por sua luz que ilumina em sessão especial. ACONTECE . Setembro 2018

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ARTIGO Arquitetura e Decór

LUZ, SOM, GRAVANDO!

N Roger Oliveira CAU – A118838-0

Léo Conrado CAU – A167794-2 off7.arquitetura 84 3317-1597 84 9 9839-2080 84 9 9615-8323

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este mês, vamos de música. O projeto em questão é um estúdio de gravação na cidade de Mossoró, onde ele não havia sido projetado por um profissional. Com isso, tinha alguns problemas acústicos. O nosso escritório foi chamado para fazer um diagnóstico dos problemas e refazer todo o projeto de duas salas. ADR, do Foley Studio. Primeiramente, estudamos o isolamento dos ambientes, verificando os principais pontos de vazamento entre as salas. Assim, pudemos verificar a necessidade da substituição das portas e alterações em paredes e forros. Posteriormente, trabalhamos a acústica interna, levando em consideração as necessidades de cada sala para o produto final. Nas salas de captação, foi necessário corrigir o tempo de reverberação por completo. Tornamos as salas mais flat e trabalhamos os materiais para chegarmos no tempo de reverberação adequado. Também eliminamos problemas de flutter com difusores cuidadosamente posicionados. Nas salas técnicas, foi necessário alterar completamente o layout, corrigindo o posicionamento dos monitores e adicionando painéis defletores, absorção de frequências graves e difusão. No mobiliário, a pedido do proprietário, usamos metalon a madeira pinus, visto que os difusores usamos o mesmo material. Na iluminação foi utilizado o LED em todos os ambientes, sempre pontuando cada detalhe. As salas foram projetadas para atender às diversas demandas do espaço, possibilitando a acústica perfeita e, ao mesmo tempo, permitindo que os clientes consigam acompanhar o trabalho com excelente resultado sonoro. O cliente solicitou o uso de painéis de madeira de pinus em algumas das paredes, o que fez que o tempo de reverberação subisse. Para controlá-lo, balanceamos a sala utilizando sound baffles em formas geométricas no teto. Locamos, também, trilos com lâmpadas quentes para dar todo o charme ao ambiente.


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PROJETO

A

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P ´S (84) 3318-7648 | 9 9986-0084 - MOSSORÓ (84) 9 9903-6342 | 9 9191-1144 - APODI (84) 9 9615-0684 | 9 9959-9643 - CAICÓ 56WWW.FDM.EDU.BR | ACONTECE . Setembro 2018