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verão -2009/2010

Edição 03

R$ 7,90

JARDINAGEM • Cuidados com seu jardim no verão • Pragas e doenças estão de olho em suas orquídeas, saiba como evitá-las

PET

Seu animal de estimação e as regras de condomínio

POMAR: você pode ter um Conheça as frutas que aceitam cultivo em vasos

MOTOCICLETAS Pegue a estrada e mergulhe em uma aventura sem precedentes

SAÚDE

• Os benefícios da acupuntura no tratamento da obesidade • Fitoterapia: usando as plantas para prevenir, aliviar e curar

Arquitetura, Educação, Gastronomia, Artes e muito mais


Bianca Alves Fotos: Ricardo Rodrigues

verão

Jardinagem Saiba S ib como preparar seu jardim j para evitar os estragos que o verão pode causar v

08

Turismo T Pe egue a estrada em uma Pegue m e mergulhe motocicleta ru umo a uma aventura sem rumo prrecedentes precedentes

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Orquídeas íd a P d ç estão de d Pragas e doenças olho olho em suas orquídeas, o a como evitá-las i saiba

índice 12 28

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Jardinagem

i po im portância t dos su ubstratos A importância substratos

G ramados s Gramados

18 22

7 erros a serem evitados itt d na implantação i pl p t ã d dos gramados

Hortas & Pomares Tenha um delicioso pomar em vasos

Veterinária Proteja seu Pet e sua família das zoonoses

Comportamento Canino Socialização, a fase mais importante para a vida equilibrada de um cão

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Bem estar Os benefícios da Acupuntura no tratamento da obesidade

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08 Vinhos V i

Saúde

E Espumantes, a bebida certa para b o verão

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Vida em condomínio

Colunas

Dicas construtivas

Arquitetura – Ana Carolina Matos.............38 Gastronomia - Edu Magalhães....................58

Educação

Nosso Estado - Fábio Avelar ........................53 Nosso Ambiente - Alexandre Bacelar.....54 Economia -Rita Mundim ................................56

Bem estar

Arte -Nilze Monteiro.........................................62 Acontece - Aliede Rocha ...............................66

Entretenimento

Fitoterapia – usando as plantas para prevenir, aliviar e curar

50

30 37 40 46 64

Seu animal de estimação e as regras de condomínio

Evite infiltrações na hora de construir

Alfabetização no mundo moderno – não basta saber ler e escrever

O que os sucos podem fazer por você

Dicas de cinema e literatura


Edição

03

editorial

dezembro • 2009

Gente de CASA Ana Carolina Matos Aliede Rocha Antônio Augusto Cássio di Pietro Edu Magalhães Fábio Avelar Frederico Motta Missiaggia & Picinin Nilze Monteiro Paulo Noleto Rita Mundim Ubirani Pereira

Arquiteta e Urbanista Publicitário Apaixonado por Turismo Especialista em Comportamento Canino Chef Executivo Dep. Estadual, Presidente da Comissão de Meio Ambiente da ALMG Engenheiro e Empresário Advocacia e Consultoria Assessora Cultural e Empresária Especialista em Medicina Chinesa Consultora e Comentarista Econômica Psicóloga e Consultora em Educação Infantil

Queridos leitores,

A Casa cresceu, estamos maravilhados com tudo o que está acontecendo. Aquele pequeno guia que começou com 3.000 exemplares distribuídos em 18 condomínios, hoje se transformou e alcança, nesta edição, 12.000 exemplares, distribuídos gratuitamente em 47 condomínios, em casas da zona sul de Belo Horizonte e para mais de 900 leitores cadastrados. Não sabemos nem o que dizer, só nos resta agradecer. Agradecer aos leitores que nos acompanham, nos escrevem e são o maior motivo do nosso sucesso, aos parceiros que, com seu apoio, tornam esse sonho realidade e aos amigos que contribuem de forma maravilhosa com nosso conteúdo. E por falar em amigos, nesta edição damos as boas-vindas a mais 7 grandes colaboradores, Rita Mundim, com economia e investimentos; o Deputado Fábio Avelar e o que está sendo feito de bom em nosso Estado; o escritório Missiaggia e Picinin mostrando o lado jurídico das relações dentro dos condomínio; o Chef Edu Magalhães com gastronomia; o engenheiro e empresário Frederico Motta e suas dicas construtivas; a assessora cultural Nilze Monteiro falando sobre arte; e a equipe técnica LR Gramas ensinado-nos tudo sobre gramados.

A Revista CASA, CAMPO & CIA é uma publicação da Âncora Editora Av. Toronto, 44 - Jardim Canadá Nova Lima - MG Fone: (31) 3581-3801 e-mail: editora@casacampoecia.com.br A Âncora Editora não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios de terceiros. Diretor e Editor Alexandre Bacelar Smith Editora Executiva Danielle Baracho Consultoria Veterinária Dr. Alexandre Pimenta Colaboradores Equipe Técnica LR Gramas Lisandro Neis Silberto Azevedo Sim DVD Projeto Gráfico e DTP Simples Comunicação e Design Textos Alexandre Bacelar Smith Direção de Arte Frank Medeiros Produção Gráfica Cristiane Araújo Fotos/imagens Stockxpert, Fotolia e iStockimage royalty free Impressão Del Rey Gráfica e Editora Tiragem 12.000 exemplares Publicidade/Comercial comercial@casacampoecia.com.br fone: (31) 3581-3801 Diretor Comercial Aliede Rocha fone: (31) 9132-7159

Mais uma vez, é com muito orgulho e carinho que preparamos esta Casa para você, esperamos que goste. Se você se interessa pelos assuntos da Casa, Campo & Cia e gostaria de passar a recebê-la, entre em contato conosco. minharevista@casacampoecia.com.br

Entre, a Casa é sua.

Alexandre Bacelar Smith

editor chefe alexandre@casacampoecia.com.br

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jardinagem

é verão, tempo de sol, calor e água, muita água!

No verão, a natureza está em pleno desenvolvimento e os dias, cada vez mais cheios de luz e umidade, estimulam a renovação das plantas. Seu crescimento é acelerado, surgem novos brotos, galhos e algumas espécies aumentam rapidamente de tamanho e volume, a grama fica mais verde e macia. Com os devidos cuidados na irrigação, na poda e na adubação é possível aproveitar todo o potencial da estação para deixar seu jardim em condições de encher os olhos. Nessa época, o aumento da temperatura e da umidade, o sol intenso e as pancadas de chuva podem causar grandes estragos. Saiba como se preparar para evitá-los:

PERIGO Nº 1 | FALTAR ÁGUA Pode parecer estranho, mas, no verão, época das chuvas, a falta de rega pode se tornar um dos maiores problemas para as plantas. Como as temperaturas estão muito altas e o sol muito forte, pequenos períodos sem chuva podem prejudicar o desenvolvimento das plantas e alguns dias sob o sol forte, sem a rega adequada, podem ser fatais, principalmente para as que estão em vasos. Sistemas automáticos de irrigação são capazes de contornar bem o problema. Caso você não possua um, vale o bom senso: prepare-se para regar as plantas duas vezes por dia, pela manhã e no fim da tarde. Reduza essa rega de acordo com as chuvas que tiverem caído no decorrer do dia. Se as folhas do gramado começarem a enrolar ou ficarem amassadas com as marcas das suas pegadas, é sinal de que está na hora de uma rega de emergência.

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jardinagem

PERIGO Nº 2 PODAR DE MAIS OU DE MENOS Nessa estação algumas espécies crescem muito rápido, para mantê-las sob controle faça uma poda mensal, tomando-se o cuidado de não retirar brotos, gemas ou botões florais. Quanto aos arbustos e árvores, só realize podas em casos de emergência. Dê atenção especial aos gramados, no verão a grama cresce com uma velocidade extraordinária, o que exige podas constantes, de 15 em 15 dias ou, no máximo, uma vez por mês. Cada variedade de grama tem uma altura ideal de corte (no caso das mais comuns, Esmeralda, São Carlos e Santo Agostinho, essa altura é de 3 centímetros) e, quando essa altura é desrespeitada ou as podas são feitas com intervalos maiores que 30 dias, o corte passa a atingir o caule (“talo”) da grama, dando aquela aparência marrom ao jardim recémcortado e comprometendo toda a saúde do gramado.

Outro motivo para manter a grama aparada é o combate às ervas daninhas, que acabam com a beleza uniforme de qualquer gramado. Aparar a grama constantemente, além de impedir o crescimento e a reprodução das ervas daninhas (que passam a ser cortadas antes de alcançarem a altura para a produção de sementes), estimula o adensamento do gramado,

dificultando a germinação de suas sementes. Aproveite o verão para fazer uma revisão no cortador e, se necessário, afiar lâminas e lubrificar as engrenagens. Lâminas cegas mastigam as folhas da grama, deixando-as amarelo-amarronzadas, o que, além de deixar feio o gramado, pode dar a falsa impressão de doença ou deficiência nutricional.

Se as folhas do gramado começarem a enrolar ou ficarem amassadas com as marcas das suas pegadas, é sinal de que está na hora de uma rega de emergência. PERIGO Nº 3 | ERRAR NA ADUBAÇÃO A adubação deve ser mais frequente no verão, principalmente para as plantas expostas ao sol e à chuva, uma vez que os vegetais precisam de uma carga extra de nutrientes para poderem aproveitar todo o potencial de desenvolvimento da estação e para se tornarem mais resistentes a doenças e pragas comuns nesta época. Equilibrar adubação química com adubação orgânica traz excelentes resultados. Aproveite o “pé d’água”, comum no verão, para aplicar os adubos químicos, diminuindo o risco de “queimar” as plantas.

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jardinagem

PERIGO Nº 4 | AS PANCADAS DE CHUVA Chuvas muito fortes podem danificar as plantas, quebrando brotos e arrancando folhas e flores. Proteja as plantas mais delicadas fixando-as em estacas e hastes. Canteiros de flores, herbários e hortas podem ser protegidos de tempestades e chuvas de granizo por telas de sombreamento.

PERIGO Nº 5 | ATAQUES DE PRAGAS E DOENÇAS Calor e umidade criam condições propícias para o aparecimento de pragas, como insetos, ácaros e lesmas, e doenças provocadas por fungos, bactérias e vírus. Por isso, a atenção deve ser redobrada. Faça verificações frequentes para perceber qualquer ataque, doença ou alteração logo no início. Remova folhas e flores murchas e secas. Em caso de estufas ou ambientes internos, mantenha tudo muito bem ventilado. Se você notar

sinais de doença ou ataque de pragas, remova as partes afetadas e, se a planta estiver em vaso, isole-a imediatamente. Tente identificar a causa do problema. Normalmente insetos, ácaros e lesmas, quando não podem ser vistos, podem ser identificados já que costumam causar cortes e danos externos às plantas, já fungos, bactérias e vírus tendem a causar apodrecimento, surgimento de manchas e feridas de origem interna. Identificado

o problema, é hora de combatê-lo. Dê preferência a produtos orgânicos, como o neem, a citronela e o fumo para insetos e as receitas caseiras, como a “cauda bordalesa”, para os fungos. Caso opte por produtos químicos, lembre-se de que eles são tóxicos e devem ser aplicados de acordo com as instruções do fabricante. Se possível, leve a planta ou a parte afetada a uma loja especializada e peça ajuda a um agrônomo.

O verão é a época de intensificar os cuidados com o jardim, mas também é a hora ideal para aproveitar o prazer de tê-lo em casa. Seja rolando na grama com os filhos, fazendo um piquenique com a família ou recebendo os amigos, aproveite o verão para curtir o jardim e fazer todo o trabalho valer a pena!

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Substrato é todo o material utilizado como meio de germinação, manutenção e crescimento de plantas que não contenha terra (solo). Ele serve como sustentação e como fonte de nutrientes. Atualmente, a maior parte dos substratos é uma combinação de dois ou mais componentes, orgânicos, minerais ou sintéticos, realizada para alcançar propriedades químicas e físicas adequadas às necessidades específicas de cada cultivo. Não existe uma fórmula ideal, cada cultura e cada especialista tem a sua. Na maioria das vezes, essas fórmulas envolvem húmus de minhoca, areia, turfa, vermiculita e casca de pinus. Para o cultivo doméstico e a utilização na jardinagem, o importante é que ele seja fértil, fino, com boa capacidade de absorção e drenagem de água e completamente livre de pragas.

• Tem alta capacidade de retenção de água. • Ausente de odores, não atrai moscas e insetos.

Quais os locais onde a utilização de substrato faz mais diferença? • Na cobertura de gramados – a utilização de substrato reduz o risco de infestação de ervas daninhas tão comuns nas “terras vegetais” e estercos, aumenta a capacidade de retenção de água do solo, agrega matéria orgânica e fornece nutrientes, além de reduzir os custos com irrigação e fertilização. • Em vasos e floreiras – a capacidade de absorção de água dos substratos traz enormes benefícios às plantas, além da disponibilização de nutrientes e da maior capacidade de não compactação. • Na produção de mudas - melhora a formação de raízes e facilita a verificação dos torrões e do sistema radicular. Facilita o controle do crescimento das plantas e reduz o choque no transplantio das mudas.

Quais as vantagens de usar o substrato? • Isento de patógenos, pragas e plantas daninhas. • Pronto para uso e de fácil manuseio. • Ecologicamente correto: feito a partir de recursos renováveis, não agride o ambiente com a retirada de terra, destruição de encostas etc.

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jardinagem

você sabe o que é substrato?


gramados

é tempo de recuperar e formar gramados! É no verão que temos a melhor oportunidade para formar e revitalizar os gramados cansados ou com algumas falhas. Isso porque, além da temperatura e umidade ideal, temos ao nosso favor a LUMINOSIDADE. Nessa época, temos o fotoperíodo bastante intenso, o que faz com que o gramado esteja em atividade bioquímica por um período maior de tempo durante o mesmo dia. A luminosidade, assim, age como um combustível que impulsiona a planta a “trabalhar”, metabolizando todo nutriente entregue a ela. Nessa edição, abordaremos os cuidados a serem tomados na implantação de um novo gramado. Para a formação de um gramado saudável, é fundamental, inicialmente, um bom projeto, que englobe níveis e escoamento de água e a escolha correta das mudas, verificando a variedade ideal para sua área e a qualidade das mesmas, no que diz respeito à presença de pragas, volume de raízes por cm2, altura dos tapetes, etc. Num segundo momento, devemos pensar em preparar o solo para receber o projeto e as mudas escolhidas: • Elimine toda a vegetação existente, através de capina manual, mecânica ou através do uso de herbicidas. • Revolva o solo, retirando pedras e raízes. • Faça uma análise do solo que indicará as correções necessárias. • Após as correções, faça o nivelamento do terreno, incorporando areia, que também auxilia na drenagem. Após a chegada da grama, o plantio deve ser feito o mais rápido possível, com o solo úmido, colocando os tapetes o mais próximo possível um do outro. Nos primeiros dias, regue o gramado diariamente em abundância, pela manhã ou no final do dia, nunca com o sol muito forte. O tempo necessário para o crescimento de um gramado é em torno de 45 dias, o enraizamento se completa em até 90 dias.

Sete falhas a serem evitadas na implantação de seu gramado: 2 – Adubar somente com ureia

1 – Colocar terra vegetal sobre a grama

A ureia só fornece um nutriente em alta concentração (nitrogênio). Deixa o gramado com coloração verde-escuro, porém, causa estiolamento da grama, que fica susceptível a pragas, principalmente insetos sugadores, e a doenças. A folha fica macia e menos resistente a danos físicos. A alta concentração de nitrogênio favorece também o desenvol-

Por melhor que seja a terra vegetal, em termos de fertilidade, ela não libera os nutrientes necessários para as raízes da grama, além de reduzir a aeração no sistema radicular e trazer ervas daninhas e doenças que podem contaminar o gramado. Para evitar tais problemas, utilize substrato.

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Dilacera o “tecido da grama”, deixando o gramado com aparência amarronzada e facilita a entrada de doenças.

6 – Não executar aeração de solo

3 – Cortar o gramado abaixo da altura ou em intervalos muito grandes, eliminando toda a massa foliar A eliminação da área foliar impede a fotossíntese, gasta a reserva de nutrientes com a nova brotação das folhas e permite a germinação de ervas daninhas.

A entrada de ar no sistema radicular é de extrema importância, uma vez que há um grande volume de raízes em uma pequena área. Essa aeração é essencial para fazer com que água e nutrientes cheguem às raízes. Além disso, é a presença de oxigênio que impede o apodrecimento da raiz.

4 – Irrigar superficialmente o gramado

7 – Cortar a grama com aparadores ou roçadeiras de fio de nylon

Reduz a absorção de nutrientes, faz com que as raízes se desenvolvam somente na camada superficial do solo e aumenta o stress devido à falta da água, tornando o gramado mais fraco em crescimento e desenvolvimento.

Dilacera o “tecido da grama”, deixando a grama amarronzada, permite a entrada de doenças e facilita o crescimento de ervas daninhas. Esses equipamentos devem ser utilizados somente para recortes em áreas onde os cortadores de lâmina não podem trabalhar.

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gramados

5 – Cortar a grama sem amolar a lâmina ou ferramenta de corte

vimento da rizoctônia, fungo que causa o apodrecimento e morte da grama e que pode ser identificado pelas manchas amarelas em formato circular. No lugar da ureia, utilize adubos compostos com macro e micronutrientes.


orquídeas

cuidado, eles estão de olho nas suas orquídeas.

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LUMINOSIDADE

tativa e da época do ano. Utilize um adubo líquido apropriado e siga as instruções do fabricante. Nunca aumente a frequência ou a concentração recomendada pelo fabricante, pois o excesso de fertilizantes pode ocasionar danos severos ao sistema radicular, podendo até matar o exemplar. Evite utilizar adubos que não sejam específicos para orquídeas, pois estas são sensíveis a substâncias presentes em outros fertilizantes.

A luz é um dos fatores essenciais para a saúde das orquídeas. Para saber se as condições de iluminação estão adequadas, é só observar a planta: folhas amareladas indicam excesso de luz e folhas estreitas, longas e de cor verde bem escura indicam iluminação deficiente.

VENTILAÇÃO A ventilação e a circulação de ar pelo ambiente são fundamentais para o controle de fungos e bactérias que, na maioria das vezes, proliferam na água parada em folhas e vasos. A disposição dos vasos com distância mínima de 20 cm, além de favorecer a circulação do ar, dificulta a migração de parasitas de uma planta para outra.

OUTRAS DICAS • O material utilizado em plantas doentes e o manuseio desses exemplares devem receber atenção especial para evitar a contaminação de plantas sadias. • Mudas recentemente plantadas e plantas mais novas, que são mais sensíveis a doenças, devem ficar separadas das plantas adultas.

UMIDADE

• Verifique detalhadamente suas plantas pelo menos uma vez por mês. Se perceber algum problema, aja imediatamente, combatendo a causa e separando o exemplar afetado dos demais.

O excesso de umidade é responsável pelo apodrecimento das raízes, que acabam por entrar em decomposição devido à proliferação excessiva de fungos e bactérias no substrato úmido. O acúmulo de água também causa o amarelamento e a queda das folhas.

• A aplicação preventiva de “calda bordalesa” dá excelentes resultados na proteção das plantas contra fungos e bactérias.

ADUBAÇÃO Plantas mal nutridas dificilmente se desenvolverão com saúde. Na jardinagem e, em especial, na orquidofilia, o mais importante é a regularidade das adubações, com períodos intercalados de 7 em 7 dias, de 15 em 15 dias ou, no máximo, de 30 em 30 dias, dependendo da fase vege-

Confira, a seguir, as principais doenças e pragas que atacam nossas orquídeas e as melhores formas de controlá-las.

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orquídeas

Todas as plantas possuem um determinado número de inimigos, pragas e doenças que as atacam. As orquídeas, embora sejam muito resistentes, não são exceção. Não existe coleção que esteja completamente isenta de plantas atacadas por algum tipo de doença ou praga mas, dependendo dos cuidados tomados, podemos diminuir o impacto desses ataque, impedindo que afetem de forma significativa a beleza e a saúde de nossas plantas. Prevenir é, sem dúvida, o melhor remédio. Plantas “infelizes”, que estão fracas, desnutridas ou vivendo em condições insatisfatórias são mais suscetíveis aos ataques. O controle adequado da luminosidade, ventilação, umidade e adubação fortalece as plantas e reduz o surgimento de doenças e pragas ou, ao menos, dificulta seu desenvolvimento e propagação.


orquídeas

doenças Forma lesões esbranquiçadas e úmidas que se tornam escuras com o passar do tempo. É causada por uma bactéria e ataca principalmente falenópsis e catléias. Sua disseminação é feita por insetos, água de irrigação ou de chuva. Para combatê-la, remova as partes atingidas, isole a planta e reduza a quantidade de água. Existem bactericidas disponíveis em lojas agrícolas.

Identificada pelo odor fétido e por lesões nas folhas e peseudobulbos, é causada por uma bactéria e ataca plantas com folhas não eretas que propiciam o acumulo de água (vandas, falenópsis, vanilas, arachinis, paphopediluns, phalus e dendróbios). Dissemina-se por insetos, água de irrigação ou chuva. Para combatê-la, remova as partes atingidas, isole a planta e reduza a quantidade de água. Existem bactericidas disponíveis em lojas agrícolas.

Com desenvolvimento favorecido pelo excesso de umidade e altas temperaturas, é causada por um fungo encontrado com frequência em climas tropicais e subtropicais. Ocasiona a descoloração da folha e lesões com centro amarronzado. Deve ser combatida com o uso de fungicidas a base de sulfato de cobre nas partes afetadas da planta. A “calda bordalesa” é eficiente na contenção da doença, apesar de não recuperar as áreas já afetadas. Causada por um fungo branco extremamente agressivo, surge em períodos de muita umidade e é disseminada pela água de irrigação ou da chuva, por substratos e vasos contaminados. Causa o tombamento da planta e o surgimento de manchas negras que progridem da raiz para as folhas, apodrecendo as partes afetadas. Se não for prontamente combatida pode causar a morte da planta. Use fungicidas sistêmicos, comercializados em lojas agrícolas e específicos para esta doença. O ataque desse fungo é propiciado por alta umidade e temperaturas amenas. É disseminado pelo vento e por respingos de água. Os sintomas ocorrem apenas nas folhas, quase que exclusivamente na face inferior onde, inicialmente, surgem pequenas lesões amarelo-laranja ou marromavermelhada, que podem enegrecer. Para combater a ferrugem, borrife fungicida a base de sulfato de cobre nas partes afetadas da planta. A aplicação de “calda bordalesa” nas plantas próximas dificulta a propagação da doença. Doença causada por fungo, produz manchas amareladas que depois vão se tornando pretas. Embora tenha evolução rápida e cause prejuízos no aspecto das plantas, essa doença geralmente não causa sua morte. Deve-se cortar e eliminar as parte atacadas polvilhando o corte com canela em pó. Combata com o uso de fungicidas sistêmicos.

O mofo cinzento é favorecido por condições de alta umidade, baixa ventilação e temperaturas amenas (16oC a 18oC). Disseminado pelo vento, ataca pétalas, sépalas e labelo das flores, principalmente as mais velhas. Os sintomas são pequenas manchas circulares nas flores. Com a evolução da doença, surge também uma massa cinza parecida com pó. Flores severamente atacadas murcham e caem. Para combatê-lo, remova as partes atingidas, isole a planta e reduza a quantidade de água. Existem fungicidas específicos para essa doença disponíveis em lojas agrícolas. Moléstia vascular que infecta as plantas pelas raízes ou por ferimentos nos rizomas, produzidos durante o processo de propagação, seus sintomas são coloração escura dos rizomas e círculos roxo-escuros no interior deles. A planta pode sofrer redução contínua no desenvolvimento ou até morrer em cerca de 30 dias. Para combatê-la, remova as partes atingidas, isole a planta e reduza a quantidade de água. Depois, aplique fungicidas específicos para essa doença.

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pragas Os pulgões são pequenos insetos alados, que têm extraordinária capacidade de reprodução e sugam a seiva das plantas. Podem ser de cor verde, amarela, parda ou negra. Sua infestação pode causar danos e deformações nos brotos e folhas. Inseticidas líquidos ou em pó combatem os pulgões com eficácia, dê preferência para os naturais, como o neem, a citronela e o fumo. Com cerca de 5mm de comprimento, cor alaranjada e asas anteriores azuis-escuras, com bordas externas alaranjadas, o percevejo é considerado o inimigo n°1 das orquídeas. Faz furos que podem deformar as plantas e gerar manchas esbranquiçadas. Além da anemia causada pela sucção da seiva, suas picadas podem transmitir vírus. Costuma atacar catléias, laélias e encíclias, principalmente as folhas mais novas. Para eliminá-los, pulverize a planta com inseticidas que a base de fosforados e clorofosforados. Colônia de pequenos insetos de cor branca ou parda. Entre as cochonilhas são assinaladas dezenas de espécie, todas sugadoras que causam enormes estragos às plantas. Pequenos ataques podem ser contidos lavando a parte atacada com água corrente e sabão neutro, usando-se uma escova dental macia. Para infestações maiores, utilize inseticida misturado a óleo mineral ou calda adesiva. Os inseticidas naturais também produzem efeito. Ataca os brotos e pseudobulbos novos, provocando deformações nas bases e morte das partes atacadas, no interior das quais evoluem as larvas da vespinha negra. Pode-se combatê-las colocando uma bacia com água e óleo entre as plantas atacadas e ascendendo uma lâmpada sobre essa bacia durante a noite (as vespinhas voam e caem dentro da água). Caso opte por inseticidas, dê preferência para os sistêmicos, que penetram na seiva da planta. Esses moluscos atacam principalmente os botões florais e a ponta das raízess das orquídeas, causando enormes prejuízos. Retire-os manualmente. Para atraí-los,, utilize como isca fatias de mandioca, chuchu ou miolo de pão embebido em cerveja.. Se preferir utilizar lesmicidas, é preciso protegê-los da umidade, colocando-os sobree plástico em dias secos.


hortas e pomares

pomar: você pode ter um... em vasos! Um pomar em casa atrai pássaros, perfuma, embeleza, proporciona deliciosos frutos e momentos inesquecíveis. Engana-se quem pensa que cultivar árvores frutíferas exige um grande espaço. Diversas espécies aceitam muito bem o cultivo em vasos e o resultado é de encher os olhos e dar água na boca.

Quais frutas plantar Em primeiro lugar, apesar de parecer óbvio, as frutas escolhidas devem agradar a maioria das pessoas da casa. Dê preferência àquelas que possam ser consumidas tanto in natura quanto na forma de geleias, compotas e sucos. Depois, é preciso levar em consideração o porte ideal para o local onde o vaso vai ser colocado e a adaptação das espécies ao clima da região. Algumas espécies precisam de mais de um exemplar para se polinizarem e produzirem, nesses casos colocar os vasos próximos favorece a polinização.

Evite colocar os vasos em locais com grandes correntes de ar, o vento derruba as flores e dificulta a ação de insetos polinizadores. Algumas espécies que podem ser cultivadas em vasos: caquis, nectarinas, ameixas vermelhas, romãs, pitangas, jabuticabas, limões, laranjas, laranjinhas kin-kan, acerolas, cerejas, p ê s -

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segos, goiabas, maçãs e até mesmo bananas.

A escolha do local As árvores frutíferas necessitam de sol, mas não precisa ser o dia inteiro. Basta que o recebam algumas horas por dia, preferencialmente pela manhã. Evite colocar os vasos em locais com grandes correntes de ar, pois, além de ressecar a planta, o vento derruba as flores e dificulta a ação de insetos polinizadores. Caso você não tenha como evitar o vento, proteja o local com algum tipo de barreira,


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orquídeas

pelo menos na época de mulo que causa o apodrefloração. cimento das raízes e favorece o desenvolvimento de fungos e bactérias. Após a O vaso brita ou argila, coloque um Os vasos podem ser pedaço de manta de drede cimento, terracota, nagem para evitar a passacerâmica, plástico ou até gem da terra, proteger o mesmo madeira. Os de dreno e evitar a sujeira no cimento, terracota, cerâ- momento da rega. Após a manta, coloque mica e madeira devem ser impermeabilizados, já os a terra ou substrato, deide plástico devem receber xando espaço para o torum reforço na borda para rão da muda. Coloque a muda no vaso e preencha evitar que rachem. Escolha vasos pro- os espaços laterais. Utilize porcionais ao tamanho da preferencialmente subsplanta para garantir um tratos específicos para desenvolvimento satisfatório. Mesmo que não Plantas em cresçam muito, as frutívasos necesferas só costumam produzir em vasos médios ou sitam de uma grandes, onde as raízes adubação consse expandem adequadamente. Quanto menor o tante, é melhor vaso, maior a necessidade adubar sempre de adubações frequentes. Também é importante do que adubar adequar o vaso ao cresmuito. cimento da planta, transplantando-a sempre que o vaso começar a se tornar vasos ou floreiras, eles pequeno. possuem em sua composição elementos que melhoram a retenção de água e O plantio dificultam a compactação O fundo dos vasos do solo no vaso. Se preferir utilizar deve receber uma camada de brita ou argila expandi- terra, misture-a com da, que facilita a drenagem húmus de minhoca e areia da água, evitando o acú- na proporção de duas par-

tes de terra para uma de húmus e areia. Acrescente gel hidrorretentor ao substrato antes de colocar a muda - o resultado é impressionante, pois o gel absorve enormes quantidades de água e a disponibiliza gradativamente para a planta. Pode ser encontrado em casas especializadas e, apesar do alto custo por quilo, quantidades mínimas (cerca de 40 gramas por vaso) já dão excelentes resultados.

Os cuidados As regas devem ser constantes e de acordo com as condições do tempo. O solo não deve ficar seco nem encharcado. Coloque o dedo na terra, se grudar, não é


hortas e pomares

Mesmo que não cresçam muito, as frutíferas só costumam produzir em vasos médios ou grandes, onde as raízes se expandem adequadamente. necessário por água. As frutíferas em vasos devem ser podadas todos os anos, preferencialmente no inverno, para garantir uma formação adequada ao espaço. Aproveite para eliminar galhos secos e doentes. Plantas em vasos necessitam de uma adubação constante, é melhor

adubar sempre do que adubar muito. O ideal é que sejam feitas adubações quinzenais ou, no máximo, mensais. Existem no mercado excelentes produtos formulados especificamente para frutíferas. Experimente e não deixe de nos enviar as fotos do seu pomar!

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CANINDÉ

orquídeas

TODO JARDIM TEM SEUS SEGREDOS. OS MAIS BONITOS TÊM TERRAL. Os produtos Terral contêm o que existe de mais eficaz para a saúde, beleza e longevidade das plantas. Com eles, você leva uma marca top de linha e produtos ecologicamente corretos. Todos são atóxicos, sem cheiro, estabilizados e ricos em nutrientes. Experimente Terral. A diferença vai saltar aos olhos.

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veterinária

zoonozes Muitas pessoas, apesar de amarem os animais domésticos, têm receio das doenças transmitidas por eles. Mas essas doenças não serão um problema se você souber como evitá-las. Basta um pouco de conhecimento e alguns cuidados, tais como vacinação, vermifugação e consultas periódicas ao veterinário, mesmo que o animal não apresente nenhum sinal ou sintoma.

• Consulte periodicamente um veterinário.

As doenças mais comuns Zoonose é toda doença infecciosa ou parasitária transmitida por animais ao homem e vice-versa. São diversos os microorganismos e os agentes que podem causá-las. Conheça quatro zoonoses comuns em cães e gatos e saiba o que fazer para evitá-las:

Alguns cuidados para se prevenir

GIÁRDIA

• Não compartilhe cama e alimentos com os animais, por mais que eles sejam queridos. • Evite carinhos, como beijos e/ou lambidas muito próximos ao rosto (lábios, nariz e olhos). • Recolha rapidamente as fezes e a urina dos animais (não deixando-as expostas a moscas e ao contato humano) e desinfete adequadamente o local. • Utilize constantemente repelentes e antiparasitários. • Vacine e vermifugue periodicamente os animais.

A giardíase é uma das causas mais comuns de problemas intestinais em cães e seres humanos. Nos cães, o sinal clássico da doença é o surgimento de fezes pastosas ou diarreicas e vômitos. Em consequência disso, os animais podem apresentar perda de peso e desidratação, havendo risco de morte em quadros mais severos. No entanto, cerca de 80% dos cães infectados não apresentam sintomas clínicos, por isso a prevenção é extremamente importante, uma vez que, mesmo assintomáticos, esses cães podem infectar outros 22


Onde encontrar: Âncora Pet & Garden - 3581-3801 Bicho Meu - 3342-1474 Clínica Veterinária Belvedere - 3286-8009 Clínica Veterinária Mangabeiras - 3287-1099 Clínica Veterinária Nova Lima - 3541-2604

Clínica Veterinária Prof. Israel - 3223-2840 Pet House Clínica Vet. São Francisco de Assis - 3292-9900 Pet Zoo Kriar Veterinária - 3225-2712 Vet Sul Núcleo de Atendimento Veterinário - 3284-1188 Patativas Pet Shop - 3282-1633

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veterinária

cães e membros da família, especialmente crianças, que têm três vezes mais probabilidade de desenvolver a giardíase que os adultos. Em humanos, na maioria das vezes, a doença apresenta-se de forma assintomática, o que dificulta sua identificação. Quando se torna crônica, ela geralmente apresenta sintomas como diarreia, dor e distenção abdominal, flatulência e anorexia (que pode gerar perda de peso e anemia). Como prevenir: A vacinação dos cães é a melhor forma de prevenção e é indicada em todos os casos, especialmente para aqueles que têm contato com crianças. Além disso, recomenda-se higienizar periodicamente o ambiente, utilizando água fervente ou desinfetantes à base de amônia quaternária. Animais recém-adquiridos devem ser examinados, antes que entrem em contato com outros animais ou com a família.

Leptospira, o que garante uma melhor imunização.

LEISHMANIOSE A Leishmaniose Visceral é uma doença que acomete tanto o homem quanto o cão, comprometendo fígado, baço e medula. Seus números são alarmantes: atinge cerca de 3.500 pessoas por ano no Brasil, matando em média 200, mais do que a malária e a dengue juntas. Se não for tratada, a leishmaniose é fatal em mais de 90% dos casos. A Região Metropolitana de Belo Horizonte é um dos centros urbanos de maior incidência de casos humanos no país. A leishmaniose é transmitida pela fêmea do mosquito palha e tem o cão como principal reservatório e fonte de contaminação para o vetor. Como prevenir: combater o inseto transmissor, com o uso de inseticidas e, principalmente, adotar medidas de prevenção nos cães, com o uso de coleiras inseticidas, aplicação de inseticidas tópicos e vacinação, que deve ser feita em cães a partir dos quatro meses de idade.

LEPTOSPIROSE A Leptospirose é uma zoonose grave que se prolifera facilmente por meio dos seus transmissores, ratos, animais domésticos e silvestres. Em seres humanos acomete pessoas de todas as idades, de ambos os sexos e pode até matar. Os primeiros sintomas são fraqueza, dor no corpo, dor de cabeça e febre, sendo que, às vezes, a doença é confundida com gripe, dengue ou algum outro tipo de virose. Como prevenir: A vacinação é a melhor forma de prevenção e já existem no mercado vacinas com até quatro sorotipos (espécies de bactérias) diferentes de

CLAMIDIOSE Doença conjuntival de gatos, pode causar conjuntivite em seres humanos através do contato direto com o corrimento ocular do gato contaminado. Prevenção: Já existem no mercado vacinas capazes de proteger seu gato contra a Clamidiose, consulte um veterinário.

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socialização A socialização é a fase mais importante para a vida equilibrada de um cão. Considerada o terceiro período crítico na vida de um filhote, inicia-se a partir da 5ª semana de vida e se encerra próximo a 12ª semana. É nessa fase que o filhote começa a explorar o ambiente em que vive e a interagir com membros das outras espécies. Quando falamos de socialização não estamos falando somente do convívio harmonioso do cão com seu dono ou com outros cães, a socialização vai muito além disso. É a fase em que devem ser criados estímulos interessantes em ambientes diferentes dos habituais, onde o filhote possa ter interações sociais mais ricas e diversas. Um cão, quando não socializado enquanto filhote, fatalmente virá a desenvolver fobias ou desvios comportamentais. Por isso, iniciar a socialização o mais cedo possível é de extrema importância. Sabemos que pode ser complicado apresentar o filhote ao mundo, mas não é impossível e deve ser feito. Antes de completar o ciclo de vacinação é importante que uma série de cuidados sejam tomados com o cão, mas isso

não quer dizer que ele não deva conhecer, de forma supervisionada, a rua. Um filhote que tenha tido uma mãe bem cuidada, vacinada e vermifugada antes do nascimento e que tenha nascido em um ambiente limpo e com uma amamentação adequada tem o risco de adoecer diminuído consideravelmente. Além disso, o filhote pode e deve frequentar locais públicos com pequeno risco de contaminação, andar de carro, ser acostumado a ser tocado, ser exposto a situações diversas, conhecer outros cães (desde que se tenha a certeza de terem sido vacinados e estarem saudáveis) e tantas outras situações que um filhote precisa vivenciar sem colocar em risco a sua saúde. Essa exposição a novos ambientes deve ser feita com cuidado e a longo prazo, de maneira gradativa. Inicialmente, leve o filhote para passear em frente a sua casa, faça isso em períodos curtos e sempre preso à guia, nunca solto. Deixe-o explorar o ambiente, andando para qualquer lado, nunca force o cãozinho a acompanhálo. Evite que ele tenha contato direto com cães desconhecidos e jamais o leve

para passear em ambientes com grandes aglomerações de pessoas ou animais enquanto o programa de vacinação não estiver concluído. Lembre-se de que tudo isso deve ser feito GRADATIVAMENTE, na medida em que o cão cresce e completa o programa de vacinação. Então, caro leitor, o que pretendo mostrar é que a fase mais importante da vida do seu futuro amigo será totalmente comprometida se você não ficar atento e avaliar o que deve ou não ser feito. Certamente dá trabalho apresentar um filhote ao que existe no mundo, mas isso trará vantagens para toda a sua vida. Ter um cão socializado é ter um cão equilibrado. Para terminar, coloco aqui uma afirmação de uma respeitada comportamentalista, veterinária e psicóloga, doutora em comportamento de cães, Bonnie V. Beaver: “o conceito de períodos críticos também significa que determinados eventos importantes têm de acontecer em períodos de tempos específicos ou a oportunidade de aprendizado será perdida”.

Cássio Di Pietro - Adestrador de cães, especialista em comportamento canino, proprietário da Alpha Dog Segurança & Proteção Ltda. Site: www.alphadog.com.br

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vida em condomínio

Juliana Picinin Luiz Henrique de Vasconcellos

seu animal de estimação e as regras de condomínio A cada dia, os animais de estimação ocupam mais espaço na vida e na casa das pessoas, exigindo que as regras de convivência se estendam a eles. No que diz respeito à permissão de animais em condomínios, historicamente as convenções seguiam a tendência de proibir sua moradia. Apesar da atual modificação do relacionamento dono/animal e do enorme crescimento no número de animais vivendo nos condomínios, sua presença, em muitos deles, deve-se hoje exclusivamente à tolerância dos moradores, uma vez que os textos originais não foram mudados. Certamente essa não é a melhor solução, pois um condômino mais radical poderia exigir o fiel cumprimento da convenção em detrimento dos proprietários e de todos aqueles que concordaram com

a presença dos animais, mesmo que esses fossem maioria. Daí caber a primeira recomendação: adapte sua convenção de condomínio para que ela espelhe a realidade de onde você vive. Isso é importante, inclusive, para que, ao prever a presença dos animais, seja previsto de que forma isso se dará. Vão aqui alguns exemplos: em áreas comuns e elevadores, deverá o dono transportar o animal no colo ou é suficiente o uso da coleira? Que tipos de animais serão permitidos, levando-se em conta a espécie, tamanho e grau de agressividade? Quais os locais de despejo de dejetos? Quais as responsabilidades em razão da lei do silêncio? Além disso, existe legislação específica sobre o assunto que os con-

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dôminos precisam conhecer e aqui vão dois exemplos: no caso de Belo Horizonte, existe uma lei de 2001 que determina o uso obrigatório de focinheiras e guias em cães que circularem pelas ruas e praças da cidade. Em Nova Lima também não é diferente, existe lei, de 2003, que obriga o uso de focinheiras e guias em cães de médio e grande porte, em especial para os das raças pit bull e rottweiler. As normas podem gerar multa e recolhimento do animal em caso de descumprimento. Em caso de ataque de cães, também existem regras claras de como você deve se comportar e quais os órgãos você deve


Então segue o nosso conselho: facilite a convivência e evite transtornos, fuja das convenções padronizadas, não pensadas para cada realidade e que não levem em conta a grande diferença que existe entre condomínios horizontais e verticais. Consulte um bom profissional para lhe ajudar a elaborar ou reformar a sua convenção, o que significará um investimento importante e reduzirá maiores despesas futuras. Lembre-se de que questões mal resolvidas no papel podem ser transformar em verdadeiros tormentos judiciais.

Missiaggia & Picinin Advocacia e Consultoria www.mpadvocacia.com.br - contato@mpadvocacia.com.br. Juliana Picinin Advogada, professora. Mestre em Direito pela UFMG. Luiz Henrique de Vasconcellos Advogado, professor. Mestre em Direito pela FUMEC.

vida em condomínio

procurar. Nesses casos, ressalta-se que já existem decisões judiciais no sentido de punir o proprietário caso este não adote “os cuidados necessários para a rígida guarda dos animais”, deixando de zelar “pelo efetivo e ininterrupto acautelamento dos cachorros”, conforme opinião da Promotoria de Justiça em denúncia do Ministério Público Estadual contra o dono de três cães da raça pit bull que atacaram três pessoas. Na ocasião, uma das vítimas morreu. O réu no processo foi denunciado por homicídio culposo e lesão corporal culposa.


turismo

born to be wild O vento no rosto, a liberdade da estrada, a sensação de que não há limites e que cada curva traz uma nova aventura: para os amantes das motocicletas, essas são apenas algumas das várias emoções que pegar a estrada traz a tona e que, nesta edição, vamos descobrir juntos. As motocicletas de uso particular existem há mais de 100 anos, mas foi na pele de algumas celebridades como James Dean e Elvis Presley que alcançaram o status de estilo de vida, deixando de ser um simples meio de transporte. Elvis conduziu ao grau de ícone uma Harley Davidson Electra-Glide FLH 1957 que, 50 anos depois, foi relançada em

uma produção limitada a 30 unidades, quase todas vendidas em um sistema de sorteio, dado o número de compradores interessados. A figura emblemática com um sorriso maroto, jaqueta de couro, brilhantina no cabelo e uma Harley a tiracolo era a mais pura simbologia do até então proibido hedonismo. Foi a inspiração necessária para atiçar a ima-

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ginação dos jovens em todo o mundo que sonharam, um dia, em possuir aquela moto e a atitude blasè que vinha como item de série. A simbologia da rebeldia, da quebra dos contratos sociais e, principalmente, da liberdade foram eternizadas e, até os dias de hoje, pegar a estrada em uma motocicleta desperta uma sensação única, de quem mergulha rumo a


informar sobre o clima. Evite viajar em períodos de formação típica de neve, a não ser que esse seja o objetivo da sua jornada. Além dos riscos à segurança, uma exposição a temperaturas por volta de zero grau, em velocidade, faz com que a sensação térmica,

tos. Lembre-se, também, de que sua carteira de motorista é válida em todo o Mercosul, EUA, Canadá e Europa por três meses, mas uma carteira internacional de habilitação, como as emitidas por organismos credenciados (www. despachatur.com.br), pode

que já é desconfortável, piore. Além das condições climáticas, veja a condição das estradas por onde passará. O Guia Quatro Rodas para o Brasil, o site www.viamichelin. com para a Europa e www.usa. gov para os Estados Unidos trazem essas informações. Observe, ainda, os locais de abastecimento, hoteis e restaurantes, assim é possível planejar os locais onde você vai parar.

evitar que, em uma fiscalização de rotina, você perca mais tempo do que deveria explicando e traduzindo sua carteira de habilitação. Ao alugar, leve em conta qual o tipo mais recomendado de acordo com as especificidades do lugar. Para Fernando, a big-trail é a preferida em qualquer ocasião, principalmente para as estra-

ANTES DE PEGAR A ESTRADA Antes de viajar, você tem duas opções: dirigir da sua casa até o destino ou alugar uma motocicleta já na região do seu passeio.

Dirigir até o destino Antes de qualquer coisa, é preciso calcular quanto tempo será necessário para cumprir a rota definida. Isso significa a distância total - ida e volta – dividida pela média diária a ser percorrida e uma margem para paradas não previstas e para alongar o corpo, como explica o fisioterapeuta Otavio Pantuzzo (veja dicas e exercícios no fim da matéria). Lembre-se de que, se for para o Mercosul, deverá possuir um documento chamado Carta Verde, que é uma espécie de seguro fora do Brasil, além do documento da moto em nome do piloto. Outro aspecto importante refere-se ao clima do local: muita chuva ou muito sol podem atrapalhar o que as viagens em duas rodas têm de melhor, a sensação de integração à natureza. Consulte os sites do Weather Channel (www.weatherchannel.com) e do Travel Bureau local para se

Alugar uma motocicleta na região do seu passeio Se decidir alugar uma moto no destino, reserve-a com antecedência, principalmente em datas próximas a grandes encontros. Nos EUA, a empresa Eaglerider (www. eaglerider.com) é referência e possui modelos de HarleyDavidson para todos os gos33

turismo

uma aventura sempre sem precedentes. Mas, antes de se inspirar no clássico Easy Ryder (Sem Destino) de 1969, é preciso muita atenção para que sua viagem seja digna de recordação. Para nos guiar nessa empreitada, convidamos Fernando Augusto Pena, empresário e colecionador de motocicletas, que nos dá as dicas para que a sua experiência seja perfeita, da preparação da sua máquina, passando pelo roteiro, até a escolha da moto.


turismo

das que temos no Brasil, “pois consegue reunir numa única moto muitas qualidades: é projetada para uso misto, tipo on e off-road, em que a robustez e os cursos das suspensões são mais apropriados, tem ótimo desempenho nas curvas, encara bem os buracos, tem ótima capacidade de carga, inclusive com garupa, e a posição é mais anatômica, permitindo grandes distâncias sem muito cansaço”. Entre os modelos disponíveis, Fernando cita a Suzuki V Strom, Honda Varadeiro, KTM 990 Adventure, Triumph Tiger, Yamaha TDM, e a preferida BMW GS1200. HITTING THE ROAD! Chegando o dia da viagem, alguns aspectos devem ser levados em consideração. O primeiro se refere à

bagagem. Quanto menor for sua bagagem, mais confortável será sua viagem. Para se organizar, nosso especialista diz que “o importante é ter um bom conjunto de equipamento próprio para todo o tipo de clima, com jaqueta e calça que permitam instalar camadas de proteção contra frio e chuva. Esse conjunto deverá ser único, pois, normalmente, ocupa muito espaço e não dá para ficar trocando. As outras roupas para passeios podem ser tipo jeans e camisetas que permitam ser lavadas de um dia para outro. Outra sugestão é ter um conjunto calça e camisa de malha especial, tipo segunda pele, para locais frios, que ajudam bastante em conjunto com o equipamento principal. O importante é sempre viajar equipado e nunca se arriscar a ficar só de camisa e shorts”.

Para viagens mais longas, alguns aventureiros escolhem um ponto intermediário, como um hotel, e enviam por correio uma nova muda de roupas, descartando as que já foram lavadas várias vezes.

Vou sozinho ou acompanhado? Nas telas do cinema são raras as ocasiões em que vemos motoqueiros solitários. A essência deste estilo de vida é compartilhar a experiência. “Inicialmente, procure parceiros que estejam no mesmo nível de pilotagem, que consigam cumprir os trechos com a mesma performance, não comprometendo a média do grupo. Em se tratando de viagens longas, de uma semana ou mais, prefira no máximo 4 pessoas, pois fica mais fácil de administrar as paradas, refeições, hoteis, etc.”

Entrevista com Fernando Augusto Pena Conte-nos um pouco sobre você? FAP - Sou empresário e pai de 3 filhas. Sempre estive envolvido com o esporte motor, como piloto de enduro, organizando provas e eventos. Recentemente, com a falta de tempo, passei a me dedicar somente aos passeios de fim de semana, às viagens e à minha coleção de motos antigas. Qual foi sua primeira moto? FAP - Uma Jawa 250, que comprei aos 12 anos. Foi nela que comecei os primeiros passos na mecânica, e tudo sozinho. Qual viagem que você fez foi mais emocionante? E a mais bela? FAP - As minhas viagens preferidas foram para a Patagônia, onde as paisagens são estonteantes e as cores muito vivas. Tive a oportunidade de cruzar a cordilheira num momento de nevasca, foi maravilhoso e, ao mesmo tempo, emocionante. Qual é a sua recomendação para quem vai alugar uma moto fora do país? FAP – Procure adaptar seu gosto ao local de des-

tino. Fiz uma viagem de moto nos Estados Unidos e aluguei uma Harley que, embora não seja o meu estilo preferido, vai muito bem com o padrão de estrada deles e é a marca mais fácil de alugar. Porém, se for viajar pelo Chile e Argentina, as melhores opções são uma BMW ou KTM. O que mais os leitores deveriam saber? FAP - Gostaria de desmistificar a ideia do perigo, não que este não exista, mas o prazer de andar de moto certamente o supera. É fundamental ter respeito e consciência de que a moto é mais vulnerável que o automóvel e a cautela e prudência têm de estar à frente de tudo, mas é importante observar que a maioria dos acidentes com motos acontecem em cidades, dificilmente em viagens longas.

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turismo

DICAS DO DR. OTAVIO PANTUZZO, FISIOTERAPEUTA • Uma boa condição física é essencial e necessita de um período prévio de preparação com duração de, no mínimo, 12 semanas, que deve incluir exercícios aeróbicos, exercícios de fortalecimento muscular e alongamentos. • Realize, previamente, exercícios de estabilização lombar e fortalecimento desses músculos. Modalidades como o pilates e a musculação são bons meios para se atingir níveis adequados de força, flexibilidade e estabilidade articular. • Antes de iniciar a viagem, aqueça o corpo com exercícios de rotação das articulações do pescoço, ombros, punho e coluna lombar. Devem ser feitos, no mínimo, 10 vezes em todos os sentidos. • Durante a viagem, pare de duas em duas horas, no máximo, para alongar. Realize alongamentos dos músculos do antebraço, do pescoço e das pernas. Além disso, exercícios de mobilidade da coluna lombar são indicados para prevenir lesões. • No caso de dor muscular após um dia de viagem, alongue os músculos afetados. Se houver algum ponto específico de dor mais intensa, use compressas de gelo no local por 20 minutos. Repouso, descanso e uma boa noite de sono são indispensáveis para uma boa recuperação.

1º EXERCÍCIO Alongamento da cervical, parte posterior

De pé, vamos pegar as mãos, entrelaçá-las na nuca e manter os pés na mesma linha dos ombros. O queixo vai até o peito. Force-o para baixo e segure por entre 15 e 20 segundos. Esse tempo vale para todos os exercícios.

2º EXERCÍCIO Músculos laterais da cervical

Com os pés paralelos, coloque a mão esquerda no lado direito da cabeça, puxando-a para o lado oposto para alongar toda a parte direita. Em seguida, repita o mesmo exercício, do lado oposto. Tente colocar a orelha no ombro, sem forçar. Não é para estralar nada, é só para sentir o alongamento do músculo do pescoço.

3º EXERCÍCIO Alongamento da parte anterior

Pegue os dois dedos polegares, feche as mãos, deixe os dedos abertos e os encoste embaixo do queixo, empurrando a cabeça para trás. Olhe para cima. Estamos alongando a parte anterior, onde fica o vulgo gogó. É uma área que precisa alongar bastante porque ela sustenta o peso do capacete.

4º EXERCÍCIO Alongamento dos flexores e extensores do braço

Fundamental para os motociclistas, pois se encarrega dos movimentos de guidão. De pé, estenda a mão para frente, pegue nas costas dela, mantendo o cotovelo reto. Puxe para baixo e sinta a musculatura. No mesmo movimento, coloque a palma da mão para cima, puxe para baixo pela ponta dos dedos, mantendo o cotovelo sempre reto. Faça nas duas mãos.

5º EXERCÍCIO Alongamento tibial e extensores e flexores do pé

Pegue no peito do pé ou na ponta dos dedos, encoste o calcanhar no glúteo, joelho com joelho (alinhados), puxe alongando. A outra perna fica levemente flexionada para não forçar a articulação do joelho.

Boa viagem, dirija com segurança e não deixe de me escrever caso tenha qualquer dúvida! Um forte abraço, Antonio Augusto. antonio@casacampoecia.com.br

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Foto: arquivo pessoal

como evitar i infiltrações i fil õ na hora de construir? A ocorrência de problemas provoca- multifacetadas das dos pela umidade nas edificações é muito pedrinhas de brita frequente. Em geral, por falta de cuidados são capazes de reter uma grande quantidabásicos durante a construção, as edifi- de de umidade que, quando ali depositada, cações tendem a apresentar problemas não penetrará no concreto do contrapiso, crônicos de umidade por toda sua vida não umedecendo assim o piso acabado nem útil. Esses defeitos são de reparação cara o reboco das paredes que acabam por fazer e muitas vezes de difícil solução. Para contato com o contrapiso. Por fim, nas construções de arrimos que tais danos não venham a acontecer, o proprietário e o construtor devem tomar e contenções, os cuidados para evitar a umicuidados fundamentais que trarão bene- dade são importantíssimos e fundamentais. fícios definitivos e reduzirão os custos de Deve-se impermeabilizar a face externa do arrimo que ficará em contato com a terra. manutenção da edificação. O primeiro cuidado é que todos os Para tanto, é preciso que se escave o solo baldrames das fundações, após constru- um pouco mais, criando, desta maneira, um ídos, sejam impermeabilizados em sua espaço atrás do arrimo onde os operários superfície antes do assentamento dos tijo- poderão executar a impermeabilização com segurança. los. Essa impermeEssa impermeabilização deve ser abilização é composexecutada com aplita de um reboco de cações de demãos regularização à base de hidro-asfalto ou de cimento e areia, de cimento poliméque é aplicado sobre rico nas quantidaa superfície externa des indicadas pelos do arrimo. Após curafabricantes. O merdo, esse revestimento cado possui grande deve ser pintado com variedade desses algumas demãos de materiais, ressalteum impermeabilizante se que a aplicação à base de hidro-asfalto deverá ser criteriosa ou cimento polimérico, e obedecer às espeseguindo-se sempre cificações contidas nas embalagens. Foto típica de infiltração em base de parede causada pelo as recomendações do fabricante do produto. O segundo processo de capilaridade. Concluída a impermeacuidado é com o contrapiso. Este jamais deve ser construí- bilização, o construtor deve executar, atrás do acima da superfície dos baldrames e do arrimo, um dreno devidamente projetanunca deve encostar nos tijolos das pare- do, dotado de uma tubulação para descarga des. A boa técnica recomenda que o solo de eventuais presenças de água. Somente sobre o qual o contrapiso será executado após a conclusão do dreno deve ser feito seja removido numa espessura mínima o reaterro, devidamente compactado, do de 10 cm abaixo da cota superior dos bal- espaço livre que sobrar atrás do arrimo. Esperamos que com as providêndrames. Uma camada drenante de brita deve ser, então, espalhada, com espes- cias básicas acima descritas você se livrará sura mínima de 4 cm, sobre a qual será desse problema que, apesar de facilmente feito o contrapiso. Essa camada drenante evitado, traz tantos prejuízos e aborrecide brita é fundamental, pois as áreas mentos.

dicas construtivas

Frederico Motta

Frederico Motta Magalhães é Engenheiro Civil formado pela PUC-MG, pós graduado em Mkt pelo IBMEC, Diretor Comercial da CMR – Construtora Minas Rio e Minas Rio Engenharia e Incorporacões - www.cmr.eng.br

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Texto e Fotos

novo conceito das salas de estar:

espaços multifuncionais para serem literalmente vivenciados Antigamente, as casas tinham salas de visita, um ambiente organizado onde tudo ficava em seu devido lugar. Era a imagem que as famílias gostariam de passar de si mesmas, retrato para a sociedade. A vida também era muito mais calma. As pessoas se visitavam, tinham mais tempo. As mulheres, antes de ingressarem avassaladoramente no mercado de trabalho, se limitavam a dedicar à casa, aos filhos e aos relacionamentos diários com vizinhos, amigos e familiares. As salas de visita geralmente ficavam trancadas, as crianças ali não brincavam. Eram dedicadas a momentos específicos, sociais e, embora

muitas vezes o restante da casa não estivesse assim tão arrumado, as salas de visitas sempre o estavam.

O predomínio de luz branca deixa o ambiente pouco aconchegante. Então veio a contemporaneidade, a falta de tempo e, consequentemente, os momentos das tão formais visitas se perderam. As salas de visita ganharam outros

nomes: sala de estar, living... e assumiram nova configuração: sem portas, sem trancas, passaram a ser utilizadas pelos membros da família. Afinal, qual o sentido de se manter um ambiente inutilizado? Os apartamentos ficaram menores, os espaços mais caros e o seu máximo aproveitamento se tornou imprescindível. Tão imprescindível que se trouxe a TV para a sala de estar, afinal ali os momentos de lazer passaram a ser completos: TV, filmes, shows, descanso e... convidados! Aos poucos a tradicional “sala de visitas” foi se reconfigurando, assumindo características da contemporanei-

Da antiga sala de visitas ao ambiente amplo e plural, a sala de estar ganha cada vez mais espaço e sentido no convívio familiar.

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Foto: Henrique Ribas | Projeto de arquitetura de interiores Ana CArolina Matos

arquitetura

Ana Carolina Matos


Visando ao melhor aproveitamento de espaço, diminuiu-se o número de ambientes. A tendência passou a ser espaços maiores e menos numerosos. Assim, os livings passaram a ser ocupados por móveis maiores e mais confortáveis. Os sofás ganharam maior profundidade, as estantes passaram a abrigar livros, taças, garrafas, diversos... As mesas de centro ganharam tamanho e identidade. Sobre ela, a famí-

• A iluminação adequada é imprescindível para o sucesso de um projeto. Para tal, recorra a um projetista! Abuse de sancas e LEDs, a economia é considerável! No entanto, não se esqueça de que a iluminação deve atender à funcionalidade do ambiente. O predomínio de luz branca deixa o ambiente pouco aconchegante. Além disso, cuidado: as cores das lâmpadas exercem forte influência nas cores dos objetos e, portanto, devem ser corrigidas. Utilize iluminação direcionada às superfícies refletoras (paredes e tetos), evitando calor sobre as pessoas que habitam o ambiente. Iluminação específica para obras de arte e/ou objetos de destaque valorizam e dão charme.

lia expõe objetos adquiridos em viagens, livros, cachipôs e revelam aquilo em que acreditam e gostam. É incontestável, portanto, que mais do que adequação à contemporaneidade, as mudanças sofridas pela antiga sala de visita trouxeram autenticidade e identidade aos encontros. E, como as mudanças estão sempre ocorrendo, seguem algumas dicas para você deixar o seu living ainda mais agradável:

arquitetura

dade, do atual modo de vida. Atualmente as salas de estar são espaços múltiplos, aconchegantes, destinam-se ao lazer do dia-a-dia, mas também aos momentos de receber os amigos e familiares. A intimidade das salas utilizadas pela própria família trouxe ainda mais identidade aos encontros. Ao invés de refletirem uma imagem engessada, as novas salas passaram a revelar características reais e hábitos cotidianos.

• Em ambientes menores, use cores claras. Espelhos e uma boa iluminação assumem importante papel para a sensação de amplitude. Neste caso, não sobrecarregue as salas com adornos e móveis numerosos. Indicam-se dimensões maiores e quantidades menores. • Para os adeptos do Feng Shui, evite instalar os sofás ou outras formas de assento de modo em que as pessoas fiquem de costas para a porta principal. Abuse de cores claras no teto (o branco cai muito bem), utilize plantas, superfícies refletoras, espelhos e cristais, pois ajudam a energia positiva (ch´i) a fluir. Elimine quinquilharias, objetos que já não são utilizados, pois impedem a boa circulação do ch´i.

Foto: Fotolia

Em ambientes menores, use cores claras. Espelhos e uma boa iluminação assumem importante papel para a sensação de amplitude. Vale lembrar, no entanto, que cada projeto deve ser específico e levar em consideração as características físicas de cada espaço. Recorra a um profissional que seja capaz de captar suas expectativas e necessidades, mas, mais do que isso, que crie um espaço aconchegante, prático e repleto de identidade! Você, sua família e seus convidados merecem! Ana Carolina Matos é arquiteta e urbanista. Atua nos ramos de arquitetura de edificações, interiores, empreendimentos imobiliários e espaços corporativos. e-mail: anacarol.arq@uol.com.br

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educação

Ubirani Pereira de Lucena Fotos: Fotolia e arquivo pessoal

alfabetização no mundo moderno – não basta saber ler e escrever. A alfabetização moderna depende de um processo espontâneo de interação da criança com as ferramentas de leitura e escrita. O livro ou qualquer outra fonte de leitura deve ser apresentado como um estímulo que deve provocar a criança, tornando-a curiosa sobre o que ele pode oferecer antes mesmo da tradução das letras. A Lei de Diretrizes e Bases para a educação garantiu às escolas a autonomia para empreender através de inovações no campo da educação, ao mesmo tempo em que lançou um desafio: fazer uma mudança no sistema educacional que envolva desde a sua finalidade frente à sociedade até seus métodos e técnicas de ensino. Instituições de ensino, como o Instituto Tarcísio Bisinotto, que adotam uma visão sócio-histórica nas suas práticas pedagógicas, ou seja, acreditam que os participantes da ação educativa são seres históricos e reais,

atendem mais do que a legislação educacional vigente, respondem também às demandas contemporâneas. Para ilustrar melhor essa nova visão de educação, abordaremos o tema do letramento, muito discutido nas duas últimas décadas. Letrar vai muito além de alfabetizar. Alfabetizar é dominar as técnicas e comportamentos necessários para escrever e ler. Já letramento é a condição de quem interage com diferentes portadores e gêneros de leitura e de escrita, compreendendo as diferentes funções que a lei-

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tura e a escrita desempenham na vida. Atualmente, as sociedades do mundo inteiro estão cada vez mais voltadas para o valor do dinamismo no uso da escrita e leitura. Não basta aprender a ler e escrever. Magda Becker Soares, professora titular da FAEUFMG, frisa a importância do letramento: “É preciso ir além da simples aquisição e tradução do código escrito, é preciso apropriar-se da função social da prática de ler e escrever: é preciso letrar-se.” Na escola moderna, as ações pedagógicas de reorganização do ensino e reformulação dos modos de ensinar devem considerar que o nível de letramento é


educação

determinado pela variedade de gêneros de textos escritos que a criança reconhece. Segundo essa perspectiva, a criança que vive em um ambiente que propicia contato com livros, revistas, jornais, rótulos de embalagens, cartazes, almanaques, entre outros portadores de textos, terá uma adaptação adequada ao ato de ler e escrever. Não basta, portanto, saber ler e escrever, é preciso saber fazer uso e envolver-se nas atividades de escrita e leitura, apropriar-se delas na construção de conhecimentos, não só racionais, mas, sobretudo, vivenciais. É saber escrever um bilhete, uma carta, entender um anúncio de jornal, traduzir a mensagem de um rótulo, recontar uma história, sintetizar um texto, ler mapas e legendas, enfim, é saber aplicar a habilidade de ler e escrever diante do que o mundo pode demandar. Portanto, o letramento depende da criatividade, autonomia, confiança, bagagem cultural e expressão de ideias para acontecer, elementos que independem do domínio das técnicas de leitura e escrita. Cabe à escola incentivar e mediar o encontro da criança com os portadores de texto, ciente de que ela está fazendo um exercício que será primordial para que ela vá além do ato mecânico de copiar e ler, habilitando-a para o desembaraço no ato de produzir um texto. Esse processo desabrocha, por exemplo, quando uma criança não alfabetizada finge ler um livro passando o dedo sobre as linhas, contando o que ela acha que o texto informa. Nesse momento ela está interiorizando aspectos comuns aos portadores

A criança que vive em um ambiente que propicia contato com livros, revistas, jornais, rótulos de embalagens, cartazes, almanaques, terá uma adaptação adequada ao ato de ler e escrever.

de texto: contexto, lógica, relação entre o texto e as imagens. Ao mesmo tempo em aprende a se concentrar, organizar idéias, narrar, recontar e criar, comportamentos importantes para o bom desempenho futuro durante atividades de leitura e escrita. Mas para que todas essas aprendizagens aconteçam é de suma importância a presença de um adulto que a confirme, elogie e ofereça um novo desafio. Essas conclusões nos fazem traçar um percurso simples para o processo de alfabetização, que começa quando as crianças têm a oportunidade para desfrutar de ambientes literários diversos, muito antes da apresentação de um livro didático ou de um caderno de caligrafia.

Ubirani Pereira de Lucena , psicóloga, consultora em educação infantil e assistentente de direção do Instituto Tarcísio Bisinoto

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bem estar

Paulo Noleto Fotos: Fotolia e arquivo pessoal

acupuntura no tratamento da obesidade Contrariando todas as previsões feitas no passado, a obesidade tem se tornado um dos maiores problemas da atualidade. A Medicina Tradicional Chinesa tem utilizado seus diversos recursos terapêuticos, a acupuntura, a dietética, as ervas, os exercícios respiratórios e os exercícios físicos tradicionais (Tai Ji, Qi Gong, Liang Gong, etc) para combater esses quadros, tratando a obesidade e suas consequências. De acordo com a Medicina Chinesa, o obeso pode ser classificado como obeso yin e obeso yang. Veja as características de cada um:

OBESO YIM

OBESO YANG

•Acumula gordura na parte inferior

•Acumula gordura na parte superior

•Músculos flácidos, moles

•Músculos rígidos, fortes

•Pouco transpira - presença de mucosida-

•Transpira facilmente

de, fleuma e edemas

•Come muito, tem fome exagerada

•Come pouco, mas engorda

•Metabolismo rápido

•Metabolismo lento

•Membros quentes

•Membros ligeiramente frios

•Tende à hipertensão

•Tende à hiptensão

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OBESO YIM

OBESO YANG

•Aconselhar a não comer gera o efeito inverso •Tonificar o Qi (energia vital) •Banho de infusão com cânfora, três vezes por semana •Beber sempre água quente •Comer alimentos “quentes”: pimentas, gengibre, alfavaca, alecrim •Dar preferência para carnes vermelhas magras. •Incentivar o consumo de estimulantes - chá de gengibre, canela, vinho tinto e café. •Nunca comer frituras, óleos, açúcares.

•Aumentar a excreção, a partir da utilização de ervas •Tomar água antes das refeições •Beber sempre água fria ou natural •Comer alimentos “frios”: verduras cruas e ao vapor, frutas. •Dar preferência para peixes, em especial os de água fria •Não usar estimulantes refrigerantes •Evitar gorduras animais.

Hoje inúmeras pesquisas comprovam a eficácia da acupuntura no controle de peso, além de comprovarem seus efeitos adicionais como a redução da hiperlipedimia, em especial os triglicérides e gordura do fígado (esteatose). Na Medicina Chinesa, a acupuntura tem papel fundamental no combate à obesidade, uma vez que possui a capacidade de regular as funções orgânicas, contribuindo para redução do peso. Isso ocorre pela sua ação nos centros de regulação hormonal e no consequente aumento metabólico através do estímulo das funções orgânicas. Ações comprovadas da acupuntura no tratamento da obesidade: • inibe o apetite • inibe a excessiva ação digestiva e a absorção • promove o consumo de energia • promove a distribuição de gorduras em especial a da cintura • reorganiza a função hormonal e os índices de colesterol e triglicérides • regula patologias derivadas da obesidade, doenças cárdio-cérebro-vasculares, dislipidemias (alterações do colesterol e triglicérides), etc. Métodos e técnicas de acupuntura mais utilizados no tratamento da obesidade: • agulhas finas e longas no abdome para perda de medida e gorduras localizadas • aurículo-acupuntura para redução do apetite e aumento da queima calórica

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• inserção de catgut (fio de sutura absorvível) em pontos específicos a cada 15 dias • Eletroacupuntura (para os obesos yin) • Laseracupuntura (para os obesos yang) Quando falamos em obesidade, no entanto, muitas vezes nos esquecemos da enorme variedade de causas que podem levar uma pessoa ao excesso de peso. Do ponto de vista da acupuntura, conhecer essas causas pode ser fundamental para se tratar o problema. Atualmente classificamos a obesidade em simples ou secundária. A maior parte dos obesos se enquadra no que chamamos de obesidade simples. Neles, a hiperfagia (comer em excesso) e o sedentarismo são os principais responsáveis pelo aumento de peso. Através da análise do tecido gorduroso, da idade e da evolução do ganho de peso podemos classificar a obesidade simples em constitucional ou nutricional. A obesidade simples constitucional é também chamada de infantil por estar relacionada à proliferação de células adiposas no período que vai da 30ª semana de gestação até um ano e meio de idade, e é resultado de uma supernutrição nas primeiras fases de vida. Já a obesidade simples nutricional está relacionada ao excesso alimentar que extrapola o requerido pelo metabolismo; associado a pouca atividade física e/ou ao baixo consumo calórico. Um exemplo disso é a facilidade com que homens e mulheres de meia idade, fase onde os gastos calóricos tendem a se reduzir, tornam-se obesos. É só relaxarem um pouquinho que surge o excesso de peso.

bem estar

Indicações terapêuticas para corrigir cada tendência:


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A obesidade secundária, por outro lado, é aquela advinda de doenças específicas (obesidade hipotalâmica, obesidade pituitária, hiperinsulinismo, hipotireoidismo, síndrome de cushing, síndrome do ovário policístico, glândulas hipossexuais), de fatores genéticos ou do uso de medicamentos como corticóides e psicofármacos, em especial os antipsicóticos e alguns antidepressivos. Além disso, a acupuntura estabelece uma série de síndromes relacionadas ao sobrepeso. Muitas pessoas podem apre-

sentar sintomas e sinais de duas ou mais síndromes, o que consideramos como síndrome mista. É com base na determinação das síndromes envolvidas em cada caso que um especialista definirá as melhores técnicas a serem aplicadas em cada paciente. Pesquisas realizadas na China entre 1949 e 2004 sugerem que a acupuntura tem obtido melhores resultados no tratamento das obesidades simples quando se diferencia a síndrome relacionada ao paciente conforme abaixo demonstrado:

Síndrome: Calor excessivo no estômago e intestino grosso. Sinais e sintomas: Muita vontade de comer em intervalos curtos, frequente acidez, boca seca, fezes secas devido ao calor que consome os líquidos, língua vermelha com revestimento amarelo. Pulso rápido. Pessoa ativa. Síndrome: Deficiência do baço e acúmulo de umidade. Sinais e sintomas: Inchaços e acúmulo de líquidos (umidade), cansaço e peso nos membros, apetite insuficiente para justificar o ganho de peso, digestão lenta. Fezes pastosas, língua pálida e úmida. Pulso deslizante. Pessoa cansada. Síndrome: Estagnação da energia do fígado. Sinais e sintomas: Peso, distensão e às vezes dor na região subcostal, apetite irregular, alteração constante do humor (raiva e depressão), ganho de peso na menopausa associada a variações emocionais. Lateral da língua vermelha e inchada, revestimento amarelo. Pulso em corda, tenso. Pessoa estressada.

Vale ressaltar que os métodos da Medicina Chinesa por si só não levam a emagrecimentos milagrosos. Sem a devida mudança de estilo de vida e a incorporação do binômio diminuição da ingestão (reeducação alimentar) e aumento da queima calórica (exercícios aeróbicos) o paciente dificilmente ficará livre do problema de forma definitiva. O essencial é percebermos como os métodos naturais de cuidados da saúde podem ser efetivamente incorporados em nosso dia a dia. Prof. Paulo Noleto é Diretor do INCISA – Instituto Superior de Ciências da Saúde, autor dos livros: Matéria Médica – Fitoterapia Chinesa e Fórmulas e Estratégias da Medicina Chinesa. Atende com Medicina Chinesa há 30 anos em Belo Horizonte.

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bem estar

abuse dos sucos no verão! Além de prevenir doenças sérias, o hábito de tomar sucos garante nutrientes essenciais para uma vida saudável. A mistura de frutas, folhas e verduras pode colaborar na solução de problemas como excesso de peso, insônia e má digestão. Há sucos para todos os gostos e necessidades: os que melhoram a disposição, os calmantes, os antioxidantes, os refrescantes e muitos outros. Para garantir o alto teor de nutrientes, os sucos devem ser preparados na hora do consumo, não se deve armazená-los na geladeira para consumir depois. Quando servidos imediatamente após o preparo, eles mantêm 95% do valor alimentício da fruta ou verdura dos quais foram feitos. As vedetes: algumas frutas e verduras são opções clássicas na confecção de sucos e podem ser adicionadas em praticamente qualquer combinação. A laranja está geralmente associada à vitamina C, que atua na absorção do ferro, reduz o nível de colesterol e fortalece o sistema imunológico. Uma laranja de tamanho médio contém cerca de 70mg dessa vitamina, além de quantidades menores de outras vitaminas e minerais como betacaroteno, tiamina e potássio. A beterraba é o vegetal que contém a maior quantidade de açúcar, cerca de 50 kcal por xícara. Quando usada em sucos naturais, fornece boas quantida-

des de carotenóides, responsáveis pela cor vermelha e antioxidantes, ou seja, ajudam a evitar que o colesterol ruim se acumule nas paredes das artérias. As beterrabas cruas são ainda uma excelente fonte de ácido fólico, uma vitamina do complexo B muito importante para as mulheres grávidas e para aquelas que pensam em engravidar. Outra opção que deve ser sempre explorada, a cenoura é uma grande fonte de betacaroteno, que se converte em vitamina A no organismo humano. Essa vitamina é essencial para a visão, a integridade da pele e das mucosas. A maçã é outra fruta que não pode faltar nos sucos. Além de conter pectina, uma fibra solúvel que dificulta a absorção de gorduras, de glicose e elimina o colesterol, a maçã tem ação diurética, que ajuda a reduzir o excesso de água do corpo. Existe um ditado nos Estados Unidos que ressalta as qualidades da maçã: one apple a day keeps your doctor away (uma maçã por dia mantém seu médico distante).

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bem estar

receitas Morango com água de coco Um delicioso isotônico natural Ingredientes: 5 morangos médios + água de 1 coco natural ou 2 caixinhas de 250 ml de água de coco Preparo: bata os ingredientes no liquidificador e sirva. Rico em vitamina C, ideal para ser consumido depois das atividades físicas. Kiwi com pistaches e linhaça Melhora o fluxo intestinal Ingredientes: 2 kiwis + 6 pistaches + 500 ml de água + 1 colher (chá) de linhaça moída Preparo: bata no liquidificador e sirva. Beba uma vez ao dia. Por ser rico em fibras, melhora o funcionamento intestinal.

Um poderoso antigripal Ingredientes: 2 limões médios + 4 lascas de gengibre + 500 ml de água + Mel a gosto para adoçar Preparo: esprema os limões e misture as lascas de gengibre e o mel. Bata no liquidificador com 500 ml de água e sirva. Ingira diariamente. Se gripado, tome de três a quatro vezes ao dia. Manga com castanha Um antirugas natural Ingredientes: 1 manga do tipo espada ou tommy + 5 castanhas-do-pará + 400 ml de água Preparo: bata no liquidificador e sirva. Rico em vitamina A e selênio. Beber um copo por dia ajuda no combate ao envelhecimento precoce da pele.

Maracujá com pera Marac Gostoso e relaxante Go Ingredientes: 1 pera + 1 maracujá + 500 ml In de água d Preparo: bata no liquidificador e sirva. P Com ação antiestresse, é recomendado Co para quem tem um dia agitado e não conpar segue dormir com facilidade. seg Limão, gengibre e mel Limã

SUCO VERDE, SUCO DE LUZ DO SOL ou SUCO VIVO SUC Um dos mais m comentados sucos do momento, a bebida não ã é das d mais i agradáveis à visão ou mesmo ao paladar. Saborosa ou não, o fato é que é riquíssima em clorofila e tem sido apresentada como uma verdadeira panaceia. Não só desintoxica o organismo por ser diurética e ajuda no emagrecimento, como também é antiinflamatória, anticancerígena, antioxidante, benéfica para a circulação sanguínea, para o sistema imunológico e para controlar o nível de colesterol e a diabetes.

Como fazer: Separe uma maçã, alguns legumes, raízes, folhas e grãos germinados. A escolha dos ingredientes influi diretamente no sabor, experimente diferentes combinações e escolha a sua. Corte a maçã em pedaços pequenos e tire as sementes grandes. Coloque no liquidificador. Acrescente os grãos germinados*, as folhas verdes comestíveis, os legumes e as raízes escolhidas na proporção indicada, variando as hortaliças sempre que possível e privilegiando as de produção orgânica. Coe em um pano e beba logo em seguida.

Proporções: 1 parte do volume em maçã, legume e raízes 2 partes do volume em grãos germinados 4 partes do volume em folhas verdes

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Como germinar grãos ou sementes

1 – Escolha as sementes ou grãos, removendo todos os que estiverem danificados. Coloque de uma a três colheres de sopa em um vidro e cubra com água limpa. 2 – Deixe de molho por uma noite (8 horas). 3 – Cubra o vidro com filó e prenda com elástico. Despeje a água e enxágue bem sob a torneira. 4 – Coloque o vidro inclinado em um escorredor em um lugar sombreado e fresco. 5 – Enxágue pela manhã e à noite. Nos dias quentes, é preciso lavar mais vezes. Os grãos e sementes iniciam sua germinação em 8 a 16 horas. Neste ponto, em geral, estão com a sua potência máxima, e logo sinalizam que o processo do nascimento está se consolidando, estando prontos para serem consumidos.

Sugestões de sementes:

Todas as comestíveis: girassol, painço, niger, colza, aveia, trigo, linhaça, arroz, soja, centeio, gergelim, grão-de-bico, amendoim, lentilha, nozes, castanha-do-pará, amêndoas, ervilha, fenogrego, etc. Um dos ingredientes mais importantes é a “grama” do trigo. Muito rica em clorofila, é encontrada em mercados e muito fácil de ser plantada em casa. É só comprar sementes de trigo e colocar em bandejas de isopor ou copos plásticos. Basta regar que ela brota, nem precisa de terra. O ideal é comer enquanto está verdinha, com altura máxima de um palmo


saúde

fitoterapia Usando as plantas para prevenir, aliviar e curar. A utilização de produtos naturais como recurso terapêutico é tão antiga quanto a civilização humana, e por muito tempo, produtos minerais, vegetais e animais constituíram o único arsenal terapêutico disponível. Com a chegada da Revolução Industrial e o desenvolvimento da química orgânica, os produtos sintéticos

começaram a se destacar no tratamento farmacológico, principalmente devido à maior facilidade de obtenção de compostos mais puros e, portanto, mais ativos e seguros. Mas nem assim os produtos naturais perderam seu lugar na terapêutica, continuavam crescentemente a ser utilizados entre as populações, principalmente as mais pobres. Hoje, mais do q u e nunca, com a evolução da consciência ambiental e a busca pela retomada do contato do homem com a natureza, a medicina natural vem conquistando um novo espaço. De acordo com Silberto Azevedo, da Lemnis Farmácia, a proposta da medicina natural pode ser vista como uma prática médico-farmacêutica direcionada para uma dimensão mais ampla, mais saudável e que privilegia a melhoria da qualidade de vida das pessoas e das condições ambientais no planeta. Quando aplicada

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com base em conhecimentos, habilidades e tecnologias, esta pode ser capaz de levar aos usuários, à sociedade e ao planeta benefícios mútuos de forma consistente e sustentável. E sustentabilidade deve ser a palavra de ordem para a utilização de plantas medicinais e fitoterápicos, pois estes apresentam papel importante na terapêutica, uma vez que cerca de 25% dos medicamentos prescritos mundialmente são de origem vegetal e uma parcela significativa é preenchida por medicamentos semi sintéticos, obtidos a partir de plantas medicinais. É essa utilização das plantas medicinais para o tratamento de doenças que hoje constitui um importante ramo da medicina conhecido como fitoterapia. Quando utilizados de maneira adequada, os fitoterápicos apresentam efeitos terapêuticos, às vezes, superiores aos dos medicamentos convencionais, com efeitos colaterais minimizados. Hoje, estudos científicos têm comprovado o efeito de algumas plantas no combate a doenças graves como a obesidade, a depressão, a impotência e até mesmo o câncer. Silberto Azevedo afirma


que é falsa a ideia de que o medicamento natural não faz mal à saúde. Informações insuficientes sobre reações adversas, esquema de dose diária (posologia), período de tempo a ser empregado, as interações entre medicamentos, dentre outras, podem ser causas de intoxicação. Por isso, medicamentos fitoterápicos devem ser prescritos por um médico. Além disso, lembre-se de que, para um fitoterápico de qualidade, é importante utilizar plantas medicinais corretamente cultivadas, de autenticidade garantida, e controlar a inte-

gridade, pureza e qualidade dos princípios ativos. Assim, na aquisição de um fitoterápico industrializado, escolha a marca de um bom laboratório farmacêutico ou, se for manipular, procure uma farmácia de manipulação de confiança.

Cáscara Sagrada (Rhammus purshiana) Parte utilizada: cascas Tratamento de constipação intestinal, pois atua como laxante de efeito suave, sendo utilizado também no tratamento da obesidade. É contra indicado durante a amamentação, pois é excretado no leite materno.

Faseolamina (Phaseolus vulgaris) Parte utilizada: feijão branco Impede parcialmente a digestão e a absorção de carboidratos, reduzindo o nível de açúcar no sangue e diminuindo o apetite. Melhora o funcionamento do intestino.

Garcinia cambogia Diminui o apetite e a vontade incontrolável por doces, equilibra a produção de gorduras como o colesterol e os níveis de açúcar no fígado.

Ginkgo (Ginkgo biloba) Parte utilizada: folhas Estimulante da circulação sanguínea, atua em processos trombolíticos, na diminuição das desordens da memória, nos distúrbios de atenção e tem ação contra radicais livres.

Ginseng (Panax ginseng) Parte utilizada: raízes Ação estimulante no sistema nervoso central, revitalizante físico e psíquico e atua contra a diminuição da libido causado pelo estresse.

Isoflavonas de soja (Glycine Max) Parte utilizada: sementes Atua na redução dos sintomas decorrentes do climatério, como sensações de calor no corpo e no rosto.

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saúde

Laranja amarga (Citrus aurantium) Parte utilizada: flores, folhas e frutos Aumenta o metabolismo, promove queima de calorias e redução dos estoques de gordura, estimula a liberação de adrenalina, tem propriedade digestiva e promove a absorção dos nutrientes.

Tríbulo (Tribulus terrestris) Partes utilizadas: frutos, partes aéreas e sementes É utilizado contra a disfunção erétil, pois eleva os níveis de testosterona e melhora a circulação sanguínea. Atua na formação de espermatozóides.

Caralluma fimbriata Parte utilizada: Planta inteira Tem ação supressora do apetite e reduz a circunferência abdominal.

Garra de Diabo (Harpagophytum procumbens) Parte utilizada: Raízes Antiinflamatória e analgésica, indicada como auxiliar no tratamento da artrite reumatóide (inflamação das articulações), analgésica, artrose, bursite, fibromialgia e tendinite.

Mulungu (Erythrina mulungu) Parte utilizada: Cascas Ação sedativa e calmante. Indicada no tratamento da insônia e como coadjuvante em dores de origem reumática.

De acordo com a OMS, plantas medicinais são todas aquelas silvestres ou cultivadas utilizadas como recurso para prevenir, aliviar, curar ou modificar um processo fisiológico normal ou patológico, ou utilizadas como fonte de fármacos e de seus precursores, enquanto fitoterápicos são produtos medicinais acabados e etiquetados, cujos componentes ativos são formados por partes de plantas, ou outro material vegetal, ou combinações destes, em estado bruto ou em formas de preparações vegetais.

Colaborador: Silberto Azevedo – Lemnis Farmacia www.lemnisfarmacia.com.br

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Fábio Avelar Fotos: Fotolia e arquivo pessoal

o potencial da fitoterapia em nosso estado

É com imenso prazer que, a partir desta edição, passo segmentos sociais e profissionais envola fazer parte dos colunistas da revista Casa, Campo e Cia, vidos, nem por deficiências na divulgação projeto de extrema qualidade que visa a difundir as coisas e sensibilização, para que os participantes a serem beneficiados se comprometam com os objetivos boas produzidas por nosso Estado. Hoje, em nossa primeira coluna, resolvi abordar a propostos. Sabemos que a adoção e prescrição dos fitoterápicos questão da fitoterapia. O alto custo dos medicamentos fabricados pela indústria farmacêutica e a comprovada por médicos e instituições de saúde está diretamente relacioeficácia da utilização de plantas medicinais na cura de doen- nada à capacidade científica de estudar, testar e comprovar ças, dentre outros motivos, tem aumentado o interesse das sua eficácia, à certificação de qualidade do processo desde pessoas e dos estados nesse tipo de terapia. Associado às o plantio e coleta das matérias-primas até a elaboração e qualidades terapêuticas e ao baixo custo desses medica- comercialização dos medicamentos, e ao incentivo ao uso da fitoterapia nos cursos da área de saúde, mentos, a produção e comercialização de matérias-primas para sua A possibilidade de se utilizar para que aos poucos vá se formando uma fabricação representa um enorme de forma racional os recur- mentalidade que proteja e, ao mesmo tempo, utilize o potencial da flora brasileipotencial para geração de receita para pequenas comunidades rurais. sos naturais para obtenção ra, colocando-o, de maneira mais acessíE tudo isso com a utilização de insu- de medicamentos de origem vel, à serviço da saúde. Nesse sentido, foi estabelecido parmos que a própria natureza nos vegetal pode assegurar ceria entre a UFMG, através do Centro assegura. grande vantagem compe- de Memória de Medicina, e a Prefeitura A Organização Mundial de Municipal de Santana do Riacho, com o Saúde estima que mais de 3 bilhões titiva para nosso Estado, apoio deste deputado e da Assembleia de pessoas em todo o mundo conproporcionando expressivo Legislativa, para criar o Centro de fiam nas medicinas alternativas, benefício para a saúde de Referência de Plantas Medicinais e onde ervas e plantas têm grande Alimentares do Cerrado de Santana do emprego. No Brasil, um fator bastodos. Riacho, 1º centro de referência no Estado. tante importante para o crescimento dessas medicinas foi a publicação, em 2005, da Política O objetivo do Centro é proporcionar espaço acadêmico para Nacional da Medicina Natural e Práticas Complementares ensino, pesquisa e extensão na área de fitoterapia (plantas pelo Ministério da Saúde. Essa política visa a atender as medicinais) e nutrição (plantas alimentares) numa perspectinecessidades de se “conhecer, apoiar, incorporar e imple- va de promoção da saúde. Além disso, construir um espaço mentar experiências”, ao Sistema Único de Saúde, incluindo comunitário para ensino e atuação em suporte social para a medicina tradicional chinesa, a acupuntura, a homeopatia, diversas comunidades e contribuir para a preservação do a fitoterapia e a medicina antroposófica, que já vêm sendo bioma mineiro, especialmente do cerrado, por meio de pesdesenvolvidas na rede pública de muitos estados e muni- quisa e divulgação de suas aplicações fundamentais na área fitoterápica e alimentar. cípios. Esse projeto representa bem Essa grande mudança de paradigma, vislumbrada pela possibilidade de se utilizar de forma racional os recursos aqueles que têm sido os grandes naturais para obtenção de medicamentos de origem vege- motivadores de meu trabalho na tal, em que pese à riqueza da flora mineira, pode assegurar Assembleia Legislativa e à frente grande vantagem competitiva para nosso Estado, propor- da Comissão de Meio Ambiente, cionando expressivo benefício para a saúde de todos. Nesse sentido, gostaria de abordar a importância do desenvolProjeto de Lei nº 568/2007, de minha autoria, sancionado no ver propostas último dia 4 de dezembro, transformando-se, assim, na Lei práticas e aplicáNº 18.551. A Lei institui a política de incentivo à pesquisa e pre- veis, que promoparação de produtos fitoterápicos, prevê responsabilidades vam a sustentabilie define atribuições a serem exercidas e cumpridas pelas dade, a proteção partes envolvidas. O Estado, nas diversas fases constantes ao meio ambiente do processo, se incumbirá da identificação das plantas para e a integração da obtenção dos extratos, manipulação, acondicionamento, comunidade para o divulgação e comercialização dos diversos produtos, além avanço e melhoria de de prover o suporte necessário à viabilização da política de nosso Estado. incentivo à fitoterapia. O papel dessa Lei é garantir que o enorme potencial da fitoterapia em nosso Estado não se perca pela falta de estruturação técnica, pelo não envolvimento adequado dos Fábio Avelar é Deputado Estadual, Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ALMG

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nosso ambiente

Alexandre Bacelar Fotos: Fotolia e arquivo pessoal

Este espaço é dedicado ao meio ambiente. Apesar da enxurrada de problemas e previsões catastróficas que vemos diariamente divulgadas, decidimos seguir um caminho um pouco diferente, optando por mostrar o que está sendo feito de bom, os avanços e propostas que podem trazer resultados reais na melhoria das questões ambientais, soluções racionais e sustentáveis que tragam benefícios para todos. Afinal, essa é nossa ideia, divulgar e valorizar o que a vida tem de bom.

a água Aproveite a água da chuva A água de chuva captada nos telhados, apesar de não ser potável, é boa para vários usos, como irrigação de jardins, descarga de vasos sanitários, lavagem de carros e calçadas. Existem no mercado diversas propostas, que vão desde grandes sistemas para condomínios e indústrias, com filtros, bombas e reservatórios de grande capacidade, até propostas simples e baratas que funcionam por gravidade para pequenas residências. Hoje, com investimentos a partir de R$ 1.200,00, já se pode montar um dos sistemas mais simples. Investimento que costuma ser rapidamente recuperado com a redução na conta de água. Sem contar o retorno ecológico. 54

Alguns fornecedores: Fitoplannus www.produtossustentaveis.com.br Acquasave - www.acquasave.com.br Aquastock - www.aquastock.com.br Engeplas – www.engeplas.com.br


Hidroex Um centro de referência internacional para conservação da água. Implantada no Triângulo Mineiro, a Hidroex é o segundo centro de estudos e trabalhos sobre a água e a preservação do meio ambiente na América Latina a receber a chancela na Unesco. A Fundação, fruto da parceria entre o governo estadual, a Unesco e o governo federal, capacitará profissionais e gestores do meio ambiente do Brasil, América Latina e África com foco na área de recursos hídricos. A previsão é capacitar mais de 600 profissionais todos os anos. Como disse o Governador Aécio Neves, o projeto possibilitará a vinda dos “mais renomados pesquisadores do mundo para Minas, tendo o Estado como o celeiro para a formação de novos profissionais que, pelo Brasil, pela América Latina e por países da África, vão tratar com planejamento e com responsabilidade o desafio das águas, que talvez seja aquele que mais assusta a humanidade”.

Investimentos R$ 100 milhões para ações ambientais em Minas Mais de R$ 100 milhões foram liberados pelo Governo de Minas, no dia 9 de dezembro, para investimentos em ações ambientais. Entre as ações a serem executadas, estão a recuperação de nascentes e matas ciliares, a construção de sistemas de

abastecimento de água, o fortalecimento do turismo ecológico, o financiamento de sistemas de tratamento de lixo e esgoto, a proteção de áreas verdes, a recuperação de áreas degradadas, a educação ambiental e a elaboração de planos diretores de bacias hidrográficas. Os convênios para liberação dos recursos foram assinados pelo Vice-Governador, professor Antonio Anastasia, pelo Secretário em exercício de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Shelley de Souza Carneiro, e por representantes das instituições contempladas.

Escola da água A importância da conscientização. Foi inaugurada em Nova Lima, no dia 12 de novembro, a primeira Escola da Água em Minas – e segunda no Brasil. O objetivo da Escola da Água é despertar em crianças e adolescentes a conscientização da importância de se preservar os recursos hídricos existentes. Conta com um centro de divulgação de tecnologias sociais voltadas para o uso e gestão eficientes da água, como aquecedores solares de baixo custo e softwares que auxiliam na economia de água e energia. A Escola da Água de Minas fica no CAIC, Viveiro das Mudas, em Nova Lima. A prefeitura de Nova Lima e as ONGs Instituto Internacional de Ecologia (IIE) e VerdeNovo – Rio das Velhas são parceiras no projeto.

nosso ambiente

Iniciativas que merecem ser comentadas


Rita Mundim

Fotos: Arquivo Pessoal e Fotolia

brasil: o país do presente... e do futuro? Eu não tenho o menor problema em revelar a minha idade e, para que você tenha uma melhor compreensão deste artigo, ela será fundamental. Até mesmo a data do meu nascimento torna-se relevante dentro deste contexto. Então vamos lá: nasci, de pirraça, no dia 13 de setembro de 1957. Contrariando os desejos da minha mãe que queria ter um filho ou uma filha (na época ainda não dava para identificar com antecedência o sexo), nascida no mesmo dia de Juscelino Kubitschek, o grande ídolo dela. E é aí que começa a minha história, este artigo e o seu título que agora parece a cada dia mais REAL. Somos o que construímos. No dia 1º de fevereiro de 1956, nascia o Plano de Metas de JK. Do binômio mineiro para um polinômio nacional, um conjunto de 30 objetivos a serem alcançados em diversos setores da economia. Na última hora, o plano incluiu mais uma meta, a 31a, chamada de meta-síntese: a construção de Brasília e a transferência da capital federal, o grande desafio de JK. Nasci junto com o Brasil desenvolvimentista. O Plano de Metas priorizava cinco setores básicos da economia, abrangendo várias metas cada um, para os quais os investimentos públicos e privados deveriam ser canalizados. Os setores que mais recursos receberam foram energia, transportes e indústrias de base, num total de 93% dos recursos alocados. Os outros dois setores incluídos no plano, alimentação e educação, não mereceram o mesmo tratamento dos primeiros. Nasci ouvindo o barulho vindo do cerrado com a construção de Brasília e a cadência da bossa nova. Meus pais tinham, então, a certeza absoluta de que eu viveria em um país maior, em um país melhor, a maior democracia da América Latina. Ao final dos anos JK, o Brasil havia mudado. Muitos foram os avanços, e muitas foram as críticas à opção de JK pelo crescimento econômico em detrimento de uma política de estabilidade monetária. De 1964 a 1994 passamos pelo nosso purgatório, convivemos com a ditadura militar, planos econômicos heterodoxos na tentativa de combater uma inflação que chegou a 85% a.m. O meu futuro já havia chegado e aonde estava o país que meus pais vislumbraram? Mas, em 27 de fevereiro de 1994, 43

anos e 26 dias depois do Plano de Metas, nascia, oficialmente, o Plano Real, com o objetivo de estabilizar a moeda. E, com a heterodoxia posta de lado, o Plano Real mostrou-se, nos meses e anos seguintes, o plano de estabilização econômica mais eficaz da história, reduzindo a inflação (objetivo principal), ampliando o poder de compra da população e remodelando os setores econômicos nacionais. Em paralelo, o processo de privatização do governo FHC entregou para a iniciativa privada mineradoras, siderúrgicas, empresas de telefonia, de energia e até bancos que, saneados e remodelados, se transformaram em multinacionais brasileiras e constroem o PIB do Brasil de hoje. A nossa moeda é a nossa maior conquista e é a estabilidade monetária que permite o planejamento das empresas e das famílias, o crédito e a inclusão das classes D e E no mercado de consumo que estão transformando o Brasil no País das oportunidades de um capitalismo de massa nascente. Este é o País do presente e, para que o nosso futuro de quinta ou quarta economia do mundo esteja cada vez mais próximo, falta a gestão, o planejamento público. Em uma economia globalizada, com informações em tempo real, o grande diferencial dos países será o nível de educação de seus cidadãos e o nível de governança pública: transparência, equidade, boa contabilidade e sustentabilidade como foco no uso do dinheiro do contribuinte. Para sonhar é preciso planejar...

Rita Mundim - Consultora Econômica da Prosper Corretora,comentarista econômica do quadro Economia Real da Rádio Itatiaia e do Cenário Econômico da TV Bandminas.

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gastronomia

Edu Magalhães Fotos: Fotolia e arquivo pessoal

gastronomia em harmonia Há uma diferença fundamental entre a Gastronomia e a Culinária. O gastrônomo ou gourmet também cozinha, mas ele está igualmente atento à sofisticação dos pratos, preocupando-se em expor da melhor forma possível os alimentos preparados, transformando este momento em uma verdadeira cerimônia alimentar. A Gastronomia, expressão nascida no grego antigo - gastros (estômago) e nomia, (lei, conhecimento), é uma arte que engloba a culinária (ofício de preparar alimentos), as bebidas e sua harmonização, as matériasprimas utilizadas para a elaboração dos pratos e, enfim, todos os recursos culturais ligados a essa criação. A origem da gastronomia remonta à antiguidade, os molhos, por exemplo, foram inventados pelos gregos em 500 a.C; mas, sem dúvida, o devido renascimento da gastronomia veio no século XIX, com o pai da culinária, o Francês Georges Auguste Escoffier.

Nascido em 1846, em um pequeno povoado próximo á Nice chamado Villeneuve Loubet, Escoffier revolucionou e popularizou a tradição da gastronomia francesa, inventou um conceito de comida, determinou os tempos de preparação, tempos de comer e de digestão. Na década de 60, Paul Bocuse, Gault Millan e Jean Michelli, grandes chefs franceses, subverteram esta arte ao criarem a Nouvelle Cuisine Française, que incorporou técnicas e combinações vindas do estrangeiro (especialmente da Ásia) e teve grande influência nos estilos de cozinha de todo o mundo. Em minha visão, Gastronomia é a realização de todos os sentidos em harmonia, do exercício do olhar sensível e curioso à realização de uma nova criação, do prazer em degustar os mais diversos sabores à magia que nos envolve ao sentirmos um cheiro familiar, transportando-nos a lugares

“Gastronomia é a realização de todos os sentidos em harmonia, do exercício do olhar sensível e curioso à realização de uma nova criação.”


Receita

de nossas origens e realizações. Entre uma viagem e outra, conquistei amizades, descobri novos sabores e realizei alguns sonhos, enfim, valeu a pena não ter a alma pequena. É um pouco dessa experiência que quero trazer para você.

Risotto Funghi Secchi

Ingredientes: 2 porções •200g de arroz arborio •400 ml de caldo de legumes •3 dentes de alho picado •1 cebola picada em miúdos •50g de funghi secci •sal e pimenta em grãos a gosto •100g de champignon em fatias •100g de aspargos cozidos em fatias •1 1/2 taça de vinho branco •100g de queijo parmesão ralado •azeite extravirgem •raspas de castanhas •folhas de manjericão

Modo de Preparo Em uma vasilha, leve em fogo baixo os 400 ml do caldo. Pré-aqueça o azeite em uma panela para risoto, coloque o alho, a cebola, uma pitada das pimentas em grãos. Aqueça por 2 minutos, coloque o arroz arborio. Usando uma colher de madeira, suavemente, misture o arroz por aproximadamente 5 minutos. Acrescente uma taça de vinho branco. Após o vinho, notará que os grãos começam a liberar um certo caldo, ficando assim meio pastoso. Acrescente uma concha do caldo de legumes e, assim sucessivamente, até que o risoto esteja pronto. Adicione o queijo parmesão ralado.

Preparo do Funghi Secchi Hidratar o funghi em água por 20 minutos. Em uma frigideira, aqueça em fogo médio o azeite, adicione o funghi, o champignon, os aspargos, uma pitada de alho e cebola. Aqueça por 6 minutos, até que passe a apresentar um aspecto semidourado.

Montagem Disponha o risoto no centro do prato e sobre o mesmo acrescente o funghi. Nas extremidades, enfeite com raspas de castanhas e folhas de manjericão.

Harmonização Espumante Rose Chandon suave à temperatura de 5 graus.

Curiosidade FUNGHI SECCHI - qualquer cogumelo desidratado ou seco. De origem italiana, rico em nutrientes, fornece vitaminas B1, B2 e B3. Em algumas regiões da Europa, encontramos outro tipo de funghi, o funghi porcini, cogumelo selvagem produzido na Itália, certas regiões da Espanha e em Bordeaux, na França. Edu Magalhães Chef Executivo, Le Cordon Bleu, Londres

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gastronomia

e épocas únicas em nossas vidas. Residindo no velho continente por alguns anos, Londres, em especial, deparei-me com uma grande diversidade de povos, culturas, conhecimentos e curiosidades, maravilhosa sensação de fazer parte da História, em busca


vinhos

espumantes De fácil harmonização, aromático, leve, refrescante, de menor teor alcoolico do que o vinho e muito bem adaptado ao paladar brasileiro, o espumante é o vinho mais conhecido no mundo, presença constante em comemorações de toda espécie. Servido a 8ºC ou 9ºC, possui as características ideais para encarar com sucesso os dias mais quentes, basta escolher aquele com as características corretas. À beira da piscina, nada melhor que um Moscatel, leve e aromático, ou um Prosecco, seco e ligeiro. Para antes e durante as refeições, uma boa pedida é um Brut. O Brut Rose ganha adeptos a cada dia devido à sua versatilidade e adaptação à gastronomia. Para os momentos especiais e as grandes comemorações, nada se compara a um Champagne.

Algumas dicas: • Espumantes se bebem frescos e não supergelados. A temperatura ideal é em torno de 8ºC. • A taça deve ter o formato de uma tulipa para permitir que as bolhas subam à superfície e a temperatura permaneça a mesma por mais tempo. • Ao abrir uma garrafa, posicione-a inclinada sobre uma mão e com a outra tire o arame de proteção e segure a rolha com firmeza. Gire (a garrafa ou a rolha) até que ela saia suavemente sem estouro ou perda da espuma e do líquido.

As palavras usadas para definir um bom espumante são muito especiais: • se é vigoroso, possante, encorpado, ele tem corpo; • se proporcionar uma sensação de harmonia, doçura, delicadeza, então ele tem coração; • se for vivo, tônico, com frescor, leve, sem dúvida ele tem espírito; • enfim, se for excepcional, muito bem elaborado, completo, redondo, quase místico, se dirá que ele tem alma.

O Champagne Todo Champagne é um espumante, mas nem todo espumante é um Champagne. Só podem ser chamados de Champagne os vinhos espumantes produzidos na região de Champagne, na França. Desde sua criação pelo monge beneditino Don Pérignon nos idos de 1650, o mundo todo tenta copiar essa receita de vinho duplamente fermentado. A Espanha tem a Cava, a Itália os espumantes Asti e Prosecco, a Alemanha o Sekt. Diversos outros países, incluindo o Brasil, também têm os seus espumantes. Vale ressaltar que o nosso espu-

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mante é respeitado, inclusive, na própria região de Champagne, sendo considerado por muitos o segundo melhor do mundo! Poucos brasileiros sabem, mas as características do solo e do clima do sul do Brasil são perfeitas para sua produção. Se você ainda não provou, experimente, você vai se surpreender com a qualidade dos vinhos produzidos no Brasil, em especial os da região do Vale dos Vinhedos.


Os brasileiros resolveram abrir as garrafas de espumantes. O consumo de espumantes, antes chamados de Champagne até que os franceses proibissem o uso do termo, tende a crescer 20% ao ano. Uma grande variedade de produtos está ao alcance de nossas mãos. Basta prestar atenção nas prateleiras das lojas especializadas, delikatessens e supermercados. São Champagnes francesas, Cavas espanholas, espumantes italianos (como o Prosecco e o Asti), portugueses, americanos e, ainda, chilenos, argentinos e os premiados brasileiros. Os processos de elaboração são os mesmos em todo o mundo. A empresa pode optar em direcionar o seu produto para uma grande faixa de produção através do método Charmat, que prima por uma segunda fermentação em tanques de aço inoxidáveis resistentes a pressão. Nascem ali espumantes cristalinos com uma borbulha vigorosa, instigante. São leves, frutados e com um sabor delicadamente cítrico. Seu maior volume de produção proporciona excelentes preços.

Se a empresa optar por elaborar produtos de uma linha premium, ela seguirá um caminho especial. Terá caves subterrâneas para induzir uma segunda fermentação dentro da garrafa. Seu processo lento e delicado exige pelo menos nove meses para que o espumante, garrafa por garrafa, fique pronto – é um filho que se cria! Depois desse cuidadoso caminho, vem a prova de sua obra: são conquistadores! Há anos me perguntam: “E os espumantes brasileiros, o que você acha?”. E a minha resposta sempre será incentivadora. Muitas empresas brasileiras vêm mostrando sua força na versatilidade do espumante brasileiro que, cada vez mais, fatura prêmios internacionais com suas borbulhas. Prove, conheça e aproveite porque, no dia em que eles ficarem famosos, você vai se lembrar que é brasileiro como eles. Temos que nos desacomodar. Sacolejar a poeira e provar o novo. Aventure-se, busque novos sabores, novos aromas e observe as cores. A vida não poderia ser melhor sem um Champagne ou Espumante.

Itália, Veneto – PROSECCO Bedin

França, Bourgogne – Kriter Rose COMPOSIÇ‹O DE CASTAS: 67% Pinot Noir, 33% Cinsault. ENVELHECIMENTO: 02 meses de envelhecimento „sur lie‰ em inox, para manter o frescor dos aromas. DEGUSTAÇ‹O: Rosa cereja intenso, perlage fino e persistente. Sedutores aromas de frutas vermelhas (framboesa, cereja e morango silvestre) e rosa mosqueta. Bom balanço entre frescor e suavidade, limpo e vivaz. HARMONIZAÇ‹O: Canapés com ovas de salmão, carpaccio de salmão, mexilhões gratinados, linguado e vieiras ao molho de coral.

CLASSIFICAÇ‹O LEGAL: Prosecco V.S.A.Q. (Vino Spumante Aromatico di Qualità) COMPOSIÇ‹O DE CASTAS: 90% Prosecco, 10% Pinot Bianco, Bianchetta Trevigiana. DEGUSTAÇ‹O: Amarelo-palha muito claro, brilhante, com perlage fino, numeroso e persistente. Delicadamente aromático, com flores brancas, cítricos e fruta de polpa branca. Cremoso e dissetante, com ótimo equilíbrio frescor-maciez. Consumir o mais jovem possível. HARMONIZAÇ‹O: Delicioso aperitivo. Canapés delicados à base de pescado, carnes delicadas de crustáceos (siri, caranguejo, vieiras), peixes marinhos no vapor (linguado, rodovalho) aromatizados com limão siciliano, saladas de verão.

Itália, Trento – FERRARI Maximum Brut

Brasil, Serra Gaúcha Rondinèe Brut Blanc

Colaborador

Lisandro Neis Enólogo da Enoteca Decanter. Rua Fernandes Tourinho, 503 - Funcionários. (31) 3287-3618 - www.enotecadecanter.com.br

vinhos

a hora e a vez das borbulhas!

COMPOSIÇ‹O DE CASTAS: Riesling e Sémillon DEGUSTAÇ‹O: Palha claro e brilhante. O nariz apresenta frutas cítricas e de polpa branca (abacaxi, pêra), florais e leves notas de pão, (fermento) aportadas pelo contato com as lias. Na boca é fresco, de boa cremosidade e harmonia. Boa persistência. HARMONIZAÇ‹O: Grande versatilidade à mesa: Ideal para acompanhar canapés diversos, sushis e sashimis, saladas com frutos do mar, aperitivos em geral.

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COMPOSIÇ‹O DE CASTAS: 100% Chardonnay. AMADURECIMENTO: 36 meses „sobre as leveduras‰ na garrafa, no mínimo. ESTIMATIVA DE GUARDA: 5 anos. DEGUSTAÇ‹O: Palha com reflexos dourados, brilhante, perlage fino e duradouro. Complexa, tostada e madura, embora muito refinada. Grande personalidade na boca, com avelãs e crosta de pão, cremosa, harmônica e persistente. HARMONIZAÇ‹O: carpaccio di branzino (carpaccio de robalo), triglie fritte (trilhas fritas), grigliata di scampi e funghi (grelhado de lagostins e cogumelos frescos), calamari ripieni alla griglia (lulas recheadas com alho, salsinha e pão banhado no azeite extra-virgem), tempura, sushi e sashimi.


arte

Nilze Monteiro Fotos: Fotolia e arquivo pessoal

sobre belas & possíveis individual de Cristina Montheiro

Assim também a contemplação das coisas tais como são, sem superstição e impostura, sem erro ou confusão, é em si mesma mais digna que todos os frutos das descobertas. Francis Bacon

Desde a sua descoberta na década de 1830 até os dias de hoje, a fotografia vem acompanhando o mundo contemporâneo, registrando sua história numa linguagem de imagens. História múltipla, que lança ao historiador o desafio - como chegar ao que não foi revelado pelo olhar fotográfico? Como ultrapassar a superfície da mensagem fotográfica e, do mesmo modo que Alice nos espelhos, ver através da imagem? A maior contribuição que a fotografia trouxe para as reformulações dos conceitos estéticos do século XIX foi que, através dela, a arte passou do olho para as mãos. E, à medida que a arte fotográfica foi tomando consciência da sua importância, foi saindo do seu isolamento estético e conquistando seu lugar definitivo nas artes plásticas. Fotografia é arte quando o fotógrafo, através de pesquisas, descobre os melhores recursos técnicos para, por meio da sua imaginação criativa, do seu compromisso com a exce-

lência e da sua habilidade como fotógrafo, codificar em imagem o seu olhar para o mundo. É nesse contexto que se insere Cristina Montheiro. Sua arte reforça o conceito de que a fotografia é viável para aprofundar a compreensão histórica e a interpretação de uma época. Está evidenciada nessa individual em que a fotógrafa registra com o sol encoberto as 39 imagens de 39 mulheres em sua infinidade de expressões, seus estilos de roupas e de cabelos e seus acessórios. Ela escolheu a noite por ser mais indicada para captar as imagens de pessoas, porque cria condições ideais para uma proposta suave sem grandes contrastes. Em algumas imagens, as mulheres estão emolduradas por sombras, em outras, o foco se concentra na textura do cabelo e, em outras ainda, na vestimenta. Belas & Possíveis identifica as belas mulheres profissionais de destaque em seus respectivos campos de atuação A fotógrafa inspirou-se na premissa de que as mulheres são responsáveis pela metade da população mundial e pela metade dos talentos disponíveis. Essa mostra promove, sob o foco feminino da fotógrafa Cristina Montheiro, ainda, a discussão dos desafios da mulher na sociedade contemporânea e suas realizações com lirismo, poesia e grande poder de encantamento. Belas & Possíveis foi aberta no dia 25 de novembro no Stúdio Cristina Montheiro, na Rua Jandira da Costa Mourão, 140, São Bento. O sucesso da abertura da mostra levou a assinatura de Mariângela Lima Produções.

Nilze Monteiro é assessora cultural e Diretora da NM Assessoria Cultural. Graduada pela Escola de Ciência da Informação da UFMG. Possui vários cursos de especialização.

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VEROBrasil

Pelo seu filho, nós seremos você.

Berçário e Educação Infantil. Crianças até 6 anos de idade • Projeto pedagógico que potencializa o aprendizado. • Professoras e monitoras qualificadas. • Atividades psicopedagógicas específicas para cada idade. • Acompanhamento do desenvolvimento de sua criança por meio de relatórios quinzenais e agenda para o acompanhamento diário. • Opção de horário integral flexível (de acordo com sua necessidade). Instituto Tarcísio Bisinotto Av. Professor Cristovam dos Santos, 595 Bairro Belvedere – BH – MG - CEP 30.320-510

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Revista Casa, Campo & Cia