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PRA QUEM TEM O MAR NA ALMA

ALMANÁUTICA Informativo Brasileiro de Náutica e Esportes do Mar – Ano I – nº 03 – novembro/dezembro 2012 - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

QUEM GANHOU?

Assinante, twitteiro e leitor: 3 levaram as Sound Box

Foto: Capizzano

Velejando na Antártica Saiba como é, contado por quem foi

es: a v o N o l l Naufrágio no retorno da Refeno Muri m o c o catamarã L’Insolent naufraga depois da regata bar a c a m e “Quer ” o i R s Mergulhando nos submarinos o t a San Mergulhe nos U-Boats da 2ª guerra mundial

Confira também:

Estréia a coluna Crônicas Flutuantes

do escritor José Paulo de Paula e Silva Pirotécnicos com os dias contados? Veja como a tecnologia pode mudar a segurança a bordo Informativo Oficial da ABVC: Eleições para nova diretoria nacional Campeonatos, regatas, confraternizações e muita vela pela costa brasileira Kitesurf, Flyboard, Windsurf em manobras e muita adrenalina Novo programa náutico na TV: é o Viver a Bordo


ALMANÁUTICA

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EDITORIAL

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m veículo impresso que se preze, deve ter - além das novidades - textos de qualidade, interessantes para que você, leitor, tenha prazer em ler. Certa vez me perguntaram: “você não acha que está indo contra a humanidade? Todo mundo está migrando para as mídias digitais e você lança um jornal em papel?”. Acho que a resposta é o sucesso do ALMANÀUTICA que dá voz aos mais distantes clubes, navegadores, eventos e ecoa por todo nosso litoral e interior. Não troco o prazer de deitar no sofá, no salão do meu veleiro, ou mesmo no banheiro, e levar o jornal ao invés de um monstrengo digital qualquer. Tenhos meus “I-Coisas”, mas cada coisa no seu lugar. Destaco assim a estréia do escritor José Paulo de Paula e Silva, com suas crônicas flutuantes - algo entre o mar e Castro Alves... Agradeço a entrada de 4 parceiros: a Countach, a 7Mares, a Náutica Capotaria e a Marinharia Náutica. Além dos artigos assinados colaboraram na edição: Roberto Bailly, Ricardo Padebos, Ivan Netto, Luís Eduardo Pato e Sara Santiago, Cláudio Copello, Nayara Licarião, Francisco Faria, Paulo Fax, Jorge A. Dino, Renato Fabretti e Ane Meira. Obrigado a todos ! Ricardo Amatucci

Murillo NOVAES

Querem matar a Santos-Rio Olá dileto leitor, é com o orgulho de quem correu uma regata Santo-Rio 2012 na companhia de Cláudio Bieckark e Fábio Bodra, entre outros, que escrevo estas mal traçadas hoje. Me refiro a uma das mais tradicionais, senão a mais tradicional regata de oceano da terra brasilis, a Santos-Rio. E parece que há uma conspiração para acabar com ela. Neste ano da graça de nosso senhor apenas 15 barcos estiveram na linha de largada no litoral paulista e só cinco deles lograram alcançar a linha de chegada na fortaleza da laje na boca da barra da Guanabara. Por que isso? A Santos-Rio já foi parte integrante e importante do não menos tradicional Circuito Rio. Hoje, legada à periferia de tudo a prova de oceano é quase um fantasma do que já foi em seus tempos áureos. Com o Iate Clube do Rio de Janeiro pro-

Crônicas Flutuantes Ora... Raios me partam! Dos sentimentos humanos seja, talvez, o medo o mais incomodativo. Há os que dizem nada temer... grandes mentirosos! Parece que parte da sabedoria a que temos direito consiste em lidarmos com o medo sem que ele nos domine e acabe provocando catástrofes. O medo varia. Para uns é de um jeito, para outros... O mar é prato-cheio para aqueles que desejam descobrir medos ou apaziguar os já existentes. Para uns, as ondas, para outros o vento, as pedras, as correntes, os tubarões... Batômuches... piratas... submarinos alemães... sereias... Quanto mais desvendamos seus segredos, mais nos aproximamos de uma situação, digamos, confortável em relação aos nossos medos. Todavia, sempre seremos surpreendidos por aquele medinho escondido vindo provavelmente de algum trauma infantil que reluta em nos deixar. No meu caso são os raios. Me pélo de medo de raios! Já passei por várias tormentas elétricas onde pipocavam às miríades e em todas elas queria mesmo era ficar encolhidinho no beliche até que tudo terminasse. Mas nem sempre isso era possível. Esse medo de raios não é totalmente infundado. Não pretendo atiçar fobias mas, vocês sabiam que é muito mais provável um raio atingir um ser humano a passear despreocupado pela praia do que um tubarão mastigar as canelas de um surfista distraído? As estatísticas não mentem. No entanto as pessoas têm mais medo dos dentuços de – injustíssima – má fama do que de raios. Em princípio barcos devem estar aterrados. A idéia é que se, por ventura, um raio atingir o tope do mastro – ou sair por ele-, os elétrons enlouquecidos da descarga perAlmanáutica: Jornalista Resposnsável: Paulo Gorab Jornal bimestral, tiragem de 5 mil exemplares Distribuição nacional. Ano 01, número 02, set/out de 2012 Depto. Jurídico: Dra. Diana Melchheier Almanautica é uma marca registrada. Proibida a reprodução total ou parcial. Visite nosso site e fique por dentro das novidades diariamente: www.almanautica.com.br

Coluna de José Paulo

corram um caminho direto para o mar, ou vice-versa, sem se aventurarem por outras partes do barco. Dizem que funciona, mas já vi um enorme veleiro com todos os instrumentos torradinhos tendo ao lado um capitão de cabelos eriçados jurando de pés juntos que o aterramento era perfeito. Há outras estratégias pra evitar que viremos churrasquinho. Vão desde mandingas encomendadas a macumbeiros até pára-raios eletrônicos. De maneira geral, aos crédulos, evitar sair às sextas-feiras-treze ou consultar horóscopos basta para apaziguar temores. Viajei certa feita num antigo veleiro de madeira que tinha na ponta do mastro um pára-raios dos tempos da arca de Noé. O objeto, com sérias tendências ferruginosas, parecia uma ponta de lança de cavaleiros medievais e visivelmente não tinha boas intenções. Durante um dia de mar especialmente grosso o maldito resolveu livrar-se dos parafusos que o prendiam e caiu espetado no convés, varando-o até o interior da cabine. Olhamos estupefatos para aquilo. Imaginem se tivesse caído sobre uma de nossas cabeças! Morte na certa!, ou no mínimo um tétano fulminante. Chegaríamos arrasados ao próximo porto com um cadáver a bordo. Teríamos que nos haver com polícias, responder a perguntas e etc... – Como aconteceu? – Olha... – Esse buraco na cabeça... foi um raio? – Não, foi um pára-raio. – Como!!?? E possivelmente o interrogatório se estenderia indefinidamente. José Paulo de Paula e Silva José Paulo é biólogo, artista plástico, capitão amador e conta, em crônicas com muito humor, situações vividas a bordo com sua família no livro “É proibido morar em barco”, à venda na Livraria Moana

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movendo a Angra-Rio, uma regata super interessante, mas que não poderia, jamais, substituir a sua irmã mais velha, o desafio oceânico de Santos até o Rio, a velha regata ficou jogada ao segundo plano. Sem fazer parte do Circuito Rio, sem ter uma “turma” que a promova parece que a Santos-Rio apenas não acabou de vez por uma espécie de inércia tradicional. O próprio Eduardo Lantieri, diretor de Vela do Iate Clube de Santos, desabafou para este humilde escriba: “do jeito que está a Santos-Rio não faz jus à sua tradição. Fizemos, como sempre, uma promoção à altura. O Cisne Branco veio dar a largada, o clube se preparou para receber as tripulações, com o famoso jantar no ICS, mas poucos velejadores apareceram”. De fato parece que as regatas de oceano puro, de offshore, da Vela de altura, estão perdendo o prestígio em nossas águas. Cada vez mais as regatas curtas invadem os calendários e a dita Vela de oceano se reduz a provas pequenas e que não desafiam ninguém. A Buenos Aires-Rio há muitos anos só tem tripulações estrangeiras e, pelo que se

Vergonha brasileira chega a Londres “O esgoto pode ser um constrangimento olímpico para o Brasil?” Assim começou a nota que e BBC de Londres publicou no final de setembro. A matéria explica que a baía da Guanabara vai sediar tanto remo quanto a vela quando as Olimpíadas chegarem ao Rio de Janeiro em 2016. “Mas a baía está contaminada por esgoto”, continua a matéria. E cita Isabel Swann e Martine Grael: “às vezes a água é mais como uma sopa de espinafre”. Será que até lá poderemos ver realmente algum progresso em nosso judiado cartão postal? Ou como disse nosso colunista Murillo Novaes na edição anterior, vai ficar “mais pra cartão bostal” mesmo?

viu neste ano, a Santos-Rio, com apenas 200 milhas, é também uma prova longa e desinteressante para os comandantes e velejadores. Barcos como o Sorsa, recordista da regata, o antigo Neptunus Express e tantos outros optaram por correr apenas de Angra até a Guanabara. Até quando o nossos veleiros mais interessantes se reduzirão a regatas pequenas ou em volta das boias? Até quando fingiremos que provas de oceano são quase patescarias diurnas com percurso reduzido? Se quisermos ter novamente outro Brasis Um e outros heróis dos oceanos será preciso, urgentemente, resgatar, as regatas de longa duração no nosso maravilhoso Atlântico. A Vitória-Trindade morreu, a Buenos Aires-Rio morreu para os brasileiros também e pelo caminho que vai, a Santos-Rio é um paciente terminal. Não deixemos nossas tradições se acabarem! Mudemos urgentemente essa realidade! Futuro precisa de nós! Murillo Novaes é jornalista especializado em náutica. Mantém o blog com notícias atualizadas sobre a vela em www.murillonovaes.com Visite!

Beto Pandiani e Igor Bely partem para nova travessia Depois de um ano e meio de preparação, o novo cat “Picolé” de Betão Pandiani está pronto na Alemanha. Agora ele vai para Capetown de navio e de lá Igor Bely e Betão partirão em fevereiro de 2013 para a nova aventura. Serão precisos quase 30 dias para navegar as 2.800 milhas náuticas que separam a África do Sul do Brasil. Essa será a sétima viagem de Pandiani num catamarã - veleiro sem cabine. Com larga experiência nesse tipo de veleiro, será a a primeira viagem tão longa sem nenhuma escala - só mar aberto. Betão promoveu uma grande festa numa badalada casa noturna de São Paulo para lançar a viagem. Bons Ventos, Betão. E na volta conte tudo! Ficamos torcendo por vocês...

Sond Box: Veja quem ganhou

3 sortudos levaram as Sound Box

Saíram os vencedores das 3 Sound Box sorteadas pelo Almanáutica. Entre os assinantes, venceu Bruno Taveira. Nos twitteiros, Pedro Mar Manso, o @marmansovelejar. E entre os emails recebidos, Rodrigo Nunes. O sorteio foi realizado pelo site sorteiospt. com que realiza sorteios aleatórios com listas propostas online. Você pode conferir as telas dos ganhadores no site do jornal. Os ganhadores receberão em casa seus premios. Parabéns a todos! E se você não ganhou não fique chateado. Fique de olho nas próximas edições do Almanáutica. Logo haverá outro sorteio!

Aqui um trecho do e-mail vencedor, do nosso leitor capixaba Rodrigo Nunes: “Venho parabenizá-los pela iniciativa ímpar e de qualidade do JORNAL ALMANÁUTICA. Boa diagramação, boa redação e assuntos interessantes para nós, que somos do meio. Gostei muito das matérias serem divididas por estados e por ter lembrado do Espírito Santo, que geralmente fica meio esquecido....”


UM GIRO PELA COSTA

Rio Grande do Sul Jangadeiros consulta associados

Janga: Democratizando a gestão Em outubro a Comodoria do Jangadeiros fez uma consulta junto aos sócios através de um questionário enviado por e-mail ao quadro associativo cadastrado. Para quem não tinha e-mail cadastrado foi enviada uma senha via correio para resposta da consulta em um site. Foi uma das primeiras ações da gestão 2012/2014, para coletar dados que subsidiarão uma revisão do Plano Estratégico do Clube para os próximos anos. “É muito importante ouvir a opinião dos nossos sócios, conhecer suas expectativas em relação aos futuros investimentos e das melhorias do Clube” comentou Renê Garrafielo, Comodoro do Jangadeiros.

Estadual de Optimist Foto: Luis Ventura

As principais notícias de Sul a Norte. O que acontece nos polos náuticos.

Match Cup em POA Entre os dias 20 a 25 de novembro de 2012 o Veleiros do Sul realiza o Porto Alegre Match Cup 2012, campeonato de uma das modalidades da vela que mais cresce no país, reunindo velejadores de alto nível. Evento de grau 2 ou 3 da Federação Internacional de Vela (ISAF), o POA Match Cup 2012 ocorre na baía do Cristal, no Guaíba, em barcos Elliott 6m, o mesmo modelo usado nas Olimpíadas de Londres.

22º Troféu Cayru O evento foi criado em 1991 para homenagear Leopoldo Geyer (fundador do Clube dos Jangadeiros, do Veleiros do Sul e do Iate Clube Guaíba) e o seu barco Cayru Promovido pelo clube Jangadeiros, foi realizado em outubro o 22º Troféu Cayru de Vela de Oceano. A competição contou com a participação de 50 barcos e mais de 200 competidores. Além do Velejaço e da Regata em Solitário, foram realizadas provas para as classes BRA-RGS (A e B), HPE-25, J-24 e Microtoner 19. O evento começou com a realização da regata mais longa, que ocorreu num sábado. Ela chegou até a Ilha das Pombas e os primeiros barcos finalizaram a prova somente na madrugada seguinte, de sábado para domingo. O vencedor dessa regata foi foi o Kamikaze XI, do comandante Hilton Piccolo. Na Regata em Solitário, apenas seis barcos conseguiram completar a prova. O primeiro a cruzar a linha de chegada foi o veleiro Virtù (Cruzeiro 35), de Nilton Beccon, do Clube dos Jangadeiros.

Camila Rukat vence no feminino A Flotilha da Jangada fez bonito no Campeonato Estadual de Optimist, realizado em outubro, em Porto Alegre. Tanto entre os veteranos quanto entre os estreantes, os velejadores do Clube dos Jangadeiros mostraram muito talento e conquistaram títulos em quase todas as categorias. O primeiro lugar geral ficou com Philipp Rump, que venceu seis das oito regatas disputadas entre os 21 veteranos, terminando em uma dobradinha com o companheiro de equipe Marcelo Gallicchio, segundo colocado. Na categoria Infantil, vitória de João Emílio Vasconcellos, outro grande destaque da Flotilha da Jangada. E ainda teve o excelente desempenho de Camila Rukat Maia, oitava colocada no geral e primeira no Feminino; e o título de Vitor Paim na categoria Mirim. Nos estreantes, o campeão geral foi Lorenzo Bernd, com João Luka More conquistando o vice-campeonato. Já Emanuele La Porta, mais uma vez, velejou muito bem, terminando em sexto lugar e levando o título no Feminino.

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22º Troféu Cayru homenageia Geyer Nas regatas de barla-sota, o barco C’est La Vie de Henrique Silva Dias foi o campeão. O veleiro Taz, de Augusto Moreira, (também do VDS) foi o campeão na classe BRA-RGS B. Na HPE-25, Rex, comandado por André Gick, também do Veleiros, foi o grande vencedor. Na Microtoner 19, Carmen Sprint e o seu Thoa Thoa, representantes do Sava Clube, levaram o título. E na na classe J-24, deu Tango, de Boris Ostergren.

Tripulação do VDS no Mundial de Soling

A equipe do Veleiros do Sul composta por Nelson Ilha, Paulo Lemos Ribeiro e Felipe Ilha terminaram em quinto lugar no mundial de Soling realizado em Milwaukee, nos Estados Unidos em outubro. Henrique, Gustavo e Fernando Ilha, do Rio Grande Tripulação do C’est La Vie em 1º Yacht Clube terminaram em 12º entre os Onde quer que esteja, Leopoldo Geyer 30 participantes. Os 3 primeiros lugares fi- deve estar bem feliz com essa festa que caram com os canadenses. acaba integrando “seus” 3 clubes. Trilegal!

VDS conquista Estadual de Laser

Bahia Circuito Baiano a todo vapor, meu rei! Já começam os campeonatos estaduais de vela, organizados pelo Yacht Clube da Bahia. As primeiras competições foram para Hobie Cat 16 e Super Cat 17, Laser e Dingue. Em novembro e dezembro é a vez da Snipe e Optimist. A festa de premiação de todas as classes será realizada no dia 11 de dezembro.

Rio Grande sedia gaúcho de Laser

A cidade do Rio Grande há muito tempo não via um evento de uma classe de monotipos tão numerosa com largadas de mais de 30 barcos divididos em três categorias: Standard, Radial e 4.7, um verdadeiro espetáculo nas águas da Lagoa dos Patos, na raia da Marambaia. O evento foi disputado pela primeira vez no interior gaúcho. O Veleiros do Sul conquistou os títulos do Estadual na classificação geral e nas categorias. Na Laser Standard o campeão foi o velejador André Streppel. Na Radial André Passow e na 4.7 Mariana Teixeira. Participaram velejadores do Clube Náutico Belém Novo, com dois competidores que fazem parte do Projeto Grael, VDS com a flotilha mais numerosa de 18 barcos, Clube Veleiros Saldanha da Gama de Pelotas, um representante de SP, do São Paulo Yacht Club (Guarapiranga) e da cidade sede, seis velejadores (Henrique Ilha, Luiz Eduardo Solkonick, Leonardo Fernandes,Emilio Louzada, Jose Luís Saavedra e Danilo Romeu Danigno).

HC 16 Com ventos fracos e médios, a costa de Salvador entre o Farol da Barra e o Morro do Cristo ofereceram às seis equipes participantes do Campeonato Baiano da Classe Hobie Cat 16 condições perfeitas para ótimas disputas. O evento foi realizado em outubro abrindo as regatas dos campeonatos estaduais. Os juízes da competição fizeram uma raia com alto potencial competitivo e perfeita para um bom treino para o Campeonato Brasileiro da classe, que será no dia 10 de novembro, em Fortaleza. Este ano, a Bahia vai participar do Brasileiro com três equipes. Axé, HC’s da Bahia!

Projeto Velejador Axé: HC’s da Bahia em Fortaleza Solidário leva livros e Temporada de pesca brinquedotecas a comundades isoladas Está aberta a temporada de pesca do

Depois de adiar por duas vezes as ações devido ao mau tempo no litoral de São Paulo, a ação do Dia das Crianças foi realizada nos dias 18 a 21/10. O objetivo era levar a 90 crianças, presentes, três bibliotecas, três brinquedotecas e kits com doces e lanches para todos. Foram duas ações, uma na Ilha do Montão de Trigo (São Sebastião – SP) e outra nas comunidades do lado de fora de Ilhabela (Praia da Fome, Saco do Sombrio, Praia da Figueira e Praia da Serraria). No Montão vivem 14 famílias, que contam com uma escola municipal. Você pode (e deve) conhecer e participar do projeto: www.veleirotukura.com.br

Yacht Clube da Bahia 2012/2013. Entre as inovações da Diretoria de Pesca, está o peso mínimo para embarque dos peixes capturados, a partir de 200 quilos, 50 a mais do que na regra dos torneios anteriores. A mudança mostra a preocupação com a preservação das espécies. Também foi realizado mais uma vez o Torneio Infantil de Pesca de Cais, no dia 20 de outubro, comemorando o Dia das Crianças. Ainda nos dias 9 a 11 de novembro, acontece o Match Race Bahia. E de 15 a 18, o Campeonato Baiano de Vela de Oceano, em Itaparica. Não podiam ter escolhido lugar mais bonito. Ufa, e dizem que Baiano é devagar?


ALMANÁUTICA

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Paraty

Rio de Janeiro

Santa Catarina

Itajaí

2ª Regata do Pigão leva 17 para raia... e 60 para pizzaria

Conheça a Flotilha Guanabara

6ª Etapa da Copa Veleiros de Monotipos

Itajaí já colhe frutos da vinda da Volvo Ocean Race ao Brasil

Foram 17 veleiros na raia do Pigão

Flotilha Guanabara em Paquetá

Com ventos fracos (só pra variar!) de 3 a 9 nós e mudando bastante de direção, a segunda edição da Regata do Pigão foi bastante técnica do inicio ao final. Realizada no final de setembro e tendo como percurso a largada próximo à Ilha Rasa, seguindo até a Ilha Rapada e deixando-a por bombordo. Seguiram até ilha dos Micos também deixando-a por bombordo e a chegada foi entre bóia e CR, próximos à Ilha Rasa.

...e mais de 60 pessoas na pizzaria Competiram veleiros até 29 pés; de 30 a 35; acima de 35 pés e houve até uma categoria de clássicos. Foram 17 embarcações na raia com alguns DNF. O Instituto Náutico Paraty cedeu o barco da comissão. No final a confraternização contou com mais de 60 pessoas. A coisa ta crescendo, ein?! Ficou assim o resultado: 1º Thalassa; 2º Victoria X e 3º Turuna. Fechando a raia, o Baforada em 12º com o Tamuatoa levando o Troféu Tartaruga...

Os Clássicos em Paraty

A Flotilha Guanabara foi idealizada para que velejadores sem muita experiência façam cruzeiros de pequenos e médios percursos, em águas abrigadas, parcialmente abrigadas ou em navegação costeira, ao lado de outros velejadores mais experientes, com segurança e tranquilidade, objetivando futuras participações em cruzeiros de longo curso. Inspirada (e parceira da ABVC – Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro), a Guanabara também é uma boa desculpa para o encontro de amigos. Esses encontros acontecem no Clube de Regatas Guanabara, localizado na Praia de Botafogo, mas não está restrito ao clube. Apareça! Para saber mais e contatar o pessoal acesse o site https://sites.google.com/site/flotilhaguanabara2012

Festival de Vela e Encontro de Profissionais

Por iniciativa da FEVERJ em parceria com o Clube Naval Charitas foi realizado em novembro o Festival de Vela 2012, conforme noticiado em primeira mão pelo Almanáutica (Ed. 02). Foram quatro dias de evento com passeios de vela gratuitos realizados em barcos do Projeto Grael, a realização do “I Encontro Nacional de Profissionais de Vela”, e diversas palestras. A regata especial Festival de Vela 2012 teve saída simultânea a regata do Match Race Brasil, realizado no Iate Clube do Rio de Janeiro. http://www.festivaldevela2012.com.br

O Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha (ICSC-VI) realizou em outubro (20 e 21), em Jurerê, a penúltima etapa da Copa Veleiros de Monotipos. Foram 5 regatas com nordeste que deu uma apertada de 20 nós. Dificuldades para os velejadores, principalmente para os jovens do Optimist Estreante (tadinhos). A 7ª Etapa, última da Copa Veleiros de Monotipos, vai acontecer nos dias 17 e 18 de novembro, quando serão conhecidos os campeões da competição.

REGATA MAREJADA, de Jurerê, em Floripa com chegada em Itajaí e atracação no pier da Volvo Ocean Race. A confraternização e premiação foi na vila da Volvo onde também aconteceu Festa da Marejada. Veja como foi em http://www.marejada.itajai.sc.gov.br

Os ventos maltrataram os estreantes Vencedores da 6ª Etapa: Optimist Estreante 1º - Daniel Martins 2º - Luca C. Miguel 3º - José Irineu S. da Silva

Pouco vento e muita animação

Iniciada em Búzios e estendendo-se a Angra dos Reis, a sétima edição da Regata de Clássicos foi realizada em Paraty. Ícones da vela nacional como os irmãos Lars e Torben Grael participam com suas famílias e amigos. Divididos em canoas, saveiros e veleiros convencionais. Ao todo foram trinta e seis barcos inscritos, e entre eles clássicos do iatismo nacional.

Esclarecidos!

Após a publicação da matéria sobre a instalação da placa solar (Almanáutica 02), nosso leitor Zilton G. da Silva enviou um email: “Na edição 02, quando o articulista fala em corrente alternada faz confusão. As tensões das redes no Brasil, são 127 ou 220V, não tendo nenhuma relação com a frequencia, que é sempre 60Hz”. Valeu pelo esclarecimento Zilton!

ASSINATURAS

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Um movimento surgido nos EUA e chamado de “mess about”, em terras tupiniquins foi traduzido para “vela popular” e está se transformando em uma ideia forte que cresce a cada dia. Está aí a grande esperança de popularizar o esporte. Os caiaques a vela, as canoas e pequenos veleiros artesanais estão surgindo como alternativa e ganhando adeptos por todo o país. É a revolução da náutica, um movimento legítimo que surge da base da população e atinge todas as classes sociais de forma democrática e pacífica. O interesse cresce a cada dia e novas ideias e novos praticantes se unem engossando as fileiras e tudo se mistura em harmonia gerando diversão e lazer sobre as águas. Outro apelo importante é o ecológico, todos querem preservar o planeta, mas se não mudarmos nossos hábitos isso jamais vai acontecer. Os caiaques à vela vêm despontando como uma alternativa muito atraente nesse mercado emergente. Com baixo custo para aquisição, possibilidades quase infinitas de adaptações e baixo custo de manutenção, atualmente é o mais importante componente deste seguimento. Já estão sendo produzidos por vários fabricantes de caiaques, são fáceis de serem utilizados e tem grande versatilidade no uso. Um outro fator importante é a questão da segurança, os caiaques em sua esmagadora

REGATA OCEÂNICA LOCAL, com largada próximo aos molhes de Itajaí e chegada próximo a ponta de Cabeçudas. A premiação e a confraternização foi na sede da ANI. A regata de monotipos que seria realizada dia 21 no Saco da Fazenda foi adiada por causa das fortes chuvas.

Optimist Veterano 1º - Rafael Servaes 2º - Guilherme Berenhauser Laser Standard 1º Fábio Luz Laser Radial 1º Bruno Capella Snipe 1º - André Servaes e Rodolfo Levien 2º - Adriano Santos e Cristian Franzen 3º - Felipe Linhares e Alex Juk Dingue 1º - Dionísio Durieux e Michel Durieux

Conheça a Vela Popular, um movimento que cresce pelo mundo e agora chega ao Brasil Por: Marcelo R. Maia Pinto

Além do óbvio incentivo às competições que se realizam mais e mais, a Vila da Volvo está sendo palco para premiações das competiçoes locais. Em outubro, mês tradicional das Festas Catarinenses, as águas do litoral estiveram agitadas. Foi um mês com boas regatas de percursos longos e curtos. A ANI - Associação Náutica de Itajaí, juntamente com o Iate Clube de Santa Catarina realizou duas regatas, a maior na 26ª Festa da Marejada, tradicional festa Açoreana que acontece anualmente (veja matéria abaixo).

maioria são insubmergíveis, o que os torna muito seguros podendo ser utilizados em praias e lagoas. São pequenos e fáceis de serem transportados e guardados, o que torna o seu proprietário independente de clubes e marinas. As manutenções podem ser feitas em casa ou em pequenas oficinas, sem necessidade de ferramentas caras e complexas.

Caiaques à vela: é a vela popular No Rio de Janeiro, onde o movimento da vela popular desponta de uma forma mais organizada, encontramos alguns praticantes assíduos e apaixonados. Por meio de blogs trocam constantemente informações com quem solicitar e buscam divulgar todas as conquistas no intuito de facilitar a vida dos novos praticantes. Conheça-os: www.velapopular.blogspot.com www.veleirok.blogspot.com www.marcelomaianautica.blogspot.com www.hidroglassrio.blogspot.com

Siri foi encontrado com a lanterna A 26ª Marejada é considerada como a maior festa portuguesa do Brasil. O evento realizado em Itajaí, esse ano teve mais de 600 atrações entre sete shows nacionais, apresentações típicas, feira de produtos artesanais, apresentação de folclore açoriano, regata e até um concurso de histórias de pescador. O 3° Festival História de Pescador deu prêmios em dinheiro aos maiores mentir... digo, contadores de causo. O vencedor ganhou R$ 1,5 mil, o segundo colocado R$ 1 mil e o terceiro lugar grampeou 500 pilas. Uma lanterna derrubada no mar e que foi reencontrada no dia seguinte, ainda ligada, nas garras de um siri foi o causo vencedor, contado por Valtair Dionísio de Melo: “Trouxe o bicho e o equipamento para provar que eu não minto”, avisou ele, tão logo o prêmio foi entregue... Pela primeira vez em nove anos, a Regata Marejada, que partiu de Florianópolis, chegou exatamente no mesmo local onde é realizada a festa. Por ter uma estrutura adequada, utilizada na Volvo Ocean Race, os competidores puderam cruzar a linha de chegada diante do público. Os primeiros barcos chegaram por volta das 15h30min. Saíram 20 barcos de Jurerê Internacional - Florianópolis às 10h10min para um percurso de 32,7 milhas náuticas. Veja o resultado: Classe Proa Rasa: 1º Maskote;2º Jandaí (Itajaí);3º Klimpp Classe Cruzeiro: 1º Karino; 2º Longitude Classe C30: 1º Katana; 2º Kaikias; 3º Corta-Vento Classe RGS-B: 1º Açores 2; 2º Bom Abrigo; 3º Karkará Classe RGS-A: 1º Freedom; 2º Missionário Classe ORC: 1º Zeus


São Paulo - Interior Pelo oitavo ano, velejadores se reunem no interior paulista para conversas, palestras e velejadas

Santos - SP

Ubatuba - SP

Ubatuba Iate Clube realiza Troféu Volta às Ilhas Nos dias 15 a 17 de novembro, acontece em Ubatuba a Regata Troféu das Ilhas. Oganizada pelo Ubatuba Iate Clube, a regata é aberta para veleiros das classes ORC e BRA-RGS/SP, além monocascos cabinados de oceano e cruzeiro. Mesmo quem nos últimos dois anos não mediu para ORC e RGS-BRA terá categoria. E os competidores que vierem de fora de Ubatuba poderão deixar seus veleiros no Ubatuba Iate Clube no período compreendido entre 10 a 18 de novembro de 2012. Maiores informações no site www.ubatubaiateclube.com.br

Guarapiranga - SP

Desafio Interclubes promete ferver água da Guarapiranga Acontece no início de novembro o Desafio Interclubes, entre os mais tradicionais clubes da Guarairanga: o São Paulo Yacht Club (SPYC) e o Yacht Clube de Santo Amaro (YCSA), com apoio da Fevesp.

workshop sobre navegação interior. Vera e Yuri Sanada, no ponto alto do evento fizeram a Palestra “Expedição Phoenícia”, sobre a volta na Africa feita num barco a vela construído nos mesmos moldes que a 2500 anos atrás e que foi matéria do Fantástico, na Rede Globo. O casal também apresentou filmes e fotos desta incrível expedição. Em meio a muita festa e confraternização os participantes também puderam desfrutar da natureza local, rever os amigos e aproveitar o feriado! O próximo evento da ABVC Interior será o Cruzeiro Costa Caipira, saindo de Paraty até a Ilha Grande, por uma semana em Janeiro. Inscrições abertas! Informe-se pelo email abvcinteriorsp@gmail.com

Encontro discute

Troféu Souza Ramos em homena- De 4 a 6 de dezembro será realizada em gem ao criador e incentivador da São Mateus – ES a Enxó 2012, um encontro de pesquisadores, extensionistas, classe é disputado em Santos

Troféu Souza Ramos

Aconteceu em Pirajú/SP às margens da Represa de Jurumirim, o 8º Encontro de Vela do Interior Paulista, organizado pela ABVC Interior e presidida pelo Velejador Paulo Fax. O evento foi um sucesso, e mais de 70 participantes de 23 cidades diferentes compareceram ao evento. O mau tempo (alguém aí é de açúcar?) não impediu que algumas pessoas chegassem embarcadas. Em sua 8º edição o encontro proporcionou atividades muito interessantes como a do Velejador Chef Mauricio Rosa, lançando seu livro Culinária a Bordo convidou os participantes a fazerem as receitas. Em seguida o próprio Maurício apresentou sua palestra “Panamá-Galapagos” com muitas fotos e relatos da viagem. Werner Rocha e Frank Sarnighausem apresentaram um

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Paulista de HPE25 construção artesanal Aconteceu em 27 de outubro na baía de Santos. O Relaxa, timoneado pelo carioca Maurício Santa Cruz, o Santinha, garantiu o título Paulista 2012. Com apenas um ponto de diferença, o veleiro Avantto, de Dario Galvão, ficou em segundo lugar no Paulista, seguido do Ginga.

A animada turma que se reuniu no interior paulista para o encontro

Vitória - ES

De bronze maciço, o troféu itinerante Eduardo Souza Ramos será oferecido anualmente ao vencedor de uma regata da classe oceânica realizada em uma das sedes do Iate Clube de Santos. Com a vitória na regata válida pelo Troféu Eduardo Souza Ramos, Avantto foi o primeiro veleiro a ter seu nome inscrito no troféu de bronze desenvolvido pela designer Francisca Junqueira. O vencedor levou para a casa uma miniatura do troféu. O original ficará na sede do Iate Clube, que gravará os nomes de todos os veleiros vencedores das competições de HPE25 que o clube passa a realizar a partir deste evento. Idealizado por Eduardo Souza Ramos e Felipe Furquim, um dos seus maiores incentivadores, o HPE25 é um veleiro 100% nacional. Sua atual flotilha já reúne mais de 50 embarcações.

Odile Ginaid leva na Laser Radial

educadores e artesãos de diversas áreas do conhecimento que atuam na construção de embarcações artesanais. Enxó é uma ferramenta manual utilizada para entalhar grandes peças de madeira. Com a enxó os artesãos dão formas arredondadas a diferentes peças: desde troncos inteiros para “canoas monóxilas” (de um pau só) até componentes de cavernames de grandes embarcações. Durante o evento será discutida a importância da construção naval artesanal como patrimônio histórico e cultural. Também serão abordadas iniciativas de preservação e resgate de formas e tipos de embarcações. Andréa de Oliveira (Museu Nacional do Mar – São Francisco do Sul) estará presente. Técnicas, materiais e processos de fabricação e a situação atual e o ensino das construções serão discutidas na mesa-redonda que encerra o evento.

2ª ETAPA DO ESTADUAL DE VELA

Aconteceu no final de outubro, a 2ª etapa do Estadual de Vela – Classe Monotipos, com mais de 60 barcos e 70 velejadores na água. A competição somou pontos para o ranking estadual e teve a organização do Iate Clube do Espírito Santo. Os velejadores Odile Ginaid (foto) e Marlon Neves faturaram o primeiro lugar de forma antecipada na laser radial e standard, respectivamente. Juliétty Tesch ficou em primeira na Laser 4.7, na Optimist Veterano, o ouro ficou com Guilherme Sodré. Na Hobie Cat 16, Bruno de Menezes e Licinio Moura levaram os primeiros lugares. Na Wind Experience, o primeiro lugar ficou com Leonardo V. Filho e na Wind Windsrufing, quem ganhou foi Thales Rebouças Junior.


ALMANÁUTICA

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ANTÁRTICA

gelo é uma constante e um perigo mesmo com casco reforçado de aço, muitas vezes se deve retornar porque não se consegue quebrar a crosta que fecha o caminho. Ao contrario do que se pode pensar o maior problema de abastecimento é a água! Apesar de ter gelo por toda parte, a água - salobra e derretida - tem que ser procurada e encontrada e não é tão fácil quanto parece. Duas partes bem diferentes e... uma travessia inesquecível no meio!

Velejador conta como é estar no Polo Sul Jean Baptiste Laborde conta como foi realizar seu sonho: revisitar velho Horn do tempo de seu bisavô

A Terra de Fogo, de lugares maravilhosos, paisagens incríveis, ventos malucos, uma flora e uma fauna lindas e, para não estragar a festa, comida fantástica. Se tiver sorte de estar a bordo de um barco bem relacionado com os pescadores chilenos, terá a chance de se comer “centolhas” e outra iguarias marítimas dia após dia. Só aí daria para ficar semanas percorrendo os canais patagônicos . Antártica, o “Continente branco”. Branco? Humm... Eu diria que é uma terra de contrastes. Quando Deus ajuda e o sol aparece, é uma sinfonia de cores no céu e no gelo. O gelo não é branco. É de todas as cores do arco-íris com reflexos e efeitos de prisma, uma loucura! O mar, devido às rochas que são a base desse continente, é sempre negro! Mesmo quando se vê o fundo pela transparência e qualidade da água, ele é preto. Em dia normal, o sol não se encontra e aí é a terra do preto e branco: o preto das rochas e o branco do gelo. Cinza do céu e o negro do mar... Como em media passa uma baixa pressão “brava” (abaixo de 970 milibares) a cada três dias com ventos irados de 35 a 60 nós, podem imaginar quanto pode se ver o sol num cruzeiro desses. Tivemos menos de 7 dias de sol em mais de 30 do cruzeiro. A fauna na Antártica é restrita. Não há peixes, pois a água faz -20°C. Se cair você morre em menos de três minutos de ataque cardíaco e hipotermia (uma maravilha!). Só há krill, baleias, leopardos marinhos, pinguins (de 3 espécies) e algumas focas. O resto se encontra ou na Terra de Fogo ou nas Ilhas da Geórgia do Sul que, aliás, é também um lugar fantástico para se visitar de veleiro. O Canal de Drake é “a velejada”. Só se pode cruzá-lo entre duas baixas pressões: sacode, sacode e sacode. O pessoal por lá chama de “liquidificador”. Porque será? Isso tudo é uma experiência inesquecível qualquer que sejam as condições de tempo. Surfar sobre ondas de 3 a 5 metros e cruzar na volta o Horn... o que mais um velejador pode querer da vida?

Em minha família, frequentamos esses mares desde a época do meu bisavô, que era capitão de um veleiro, o “Dundee”, fazendo a rota da França para a Austrália e voltando pelo Peru - e portanto cruzando o Cabo Boa Esperança e o Horn - pelo menos uma vez ao ano durante décadas. Meu pai retomou a bandeira e velejou durante nove anos nesses mares por puro prazer... Eu não podia fazer menos que ir provar essas águas estranhas logo que me aposentei. Voltando de uma estadia na Ásia de três anos e para esquentar os músculos antes de fazer o cruzeiro Costa Leste com meu querido veleiro Devaneio (um Velamar 38), fui navegar nessa região com o Kotick - um Damien de aço de 55 pés - barco do Alain Caradec, meu velho amigo do tempo que éramos professores de vela na França, isso há uns 40 anos atrás. Não vou fazer o relato da viagem nem o diário de bordo, que pode ser encontrado no meu blog (jblaborde.wordpress.com), mas tentar passar como uma viagem dessas mexe com a gente. Éramos sete incluindo o casal de proprietários (Alain e Claudine). Tínhamos três mulheres a bordo e nenhuma arredou o pé mesmo quando ficamos doentes, o que para todos aconteceu. Saímos de Ushuaia e navegamos durante 30 dias no entorno da Terra de Fogo. Depois cruzamos o canal de Drake ao longo das ilhas que margeiam o continente, descendo até a latitude 63º, último ponto alcançável antes de sermos bloqueados pelo gelo nessa época. Em seguida voltamos para o continente antes que as condições meteorológicas ficassem impraticáveis. Era tarde, já final de verão, mês de março. “Se amamos experiências inusitadas e Velejar?... Hummmm, essa parte é o que mais pode surpreender num cruzeiro desse: velejadas radicais, esse é mesmo “o” programa”. 70% do tempo se motora. O vento é nulo ou forte demais, não existe meio termo! Ou “Todos ficam enjoados pelo menos arranca tudo ou deixa você na mão. Quando velejamos era sempre com a mestra no algumas horas, mais isso é parte do mínimo no segundo rizo e a genôa 2 enro- jogo. Não existe volta! Uma vez que lada a 40%, e isso com vento de 35 a 50 o barco saiu no Drake, não têm como nós! voltar, mesmo se alguém quiser ver a Como a maioria da navegação transcorre mamãe...” entre o continente e as ilhas, estamos permanentemente dentro de canais estreitos e “Não existe barco “meia boca”. Se flanqueados de altas montanhas o que faz algo estiver mais o menos, vai queque o vento seja em geral de proa sem que brar. Mesmo! Isso é uma lição para se possa tirar bordos devido à estreiteza todos nós e não há perdão!” desses canais. Nunca se navega à noite: os icebergs não têm luzes de navegação e não existe sinali- “Refazer? Não sei. Geórgia do Sul? zação. Sempre se procura um lugar seguro Acho que será meu e bem protegido do vento para fundear. O próximo destino...”

O pinguim Imperador é uma das espécies que vivem no gelado polo sul

Dicas e conselhos Só existe uma meia dúzia de barcos confiáveis e seguros que fazem esse tipo de cruzeiro. Esses barcos tem que ter uma autorização especial do organismo internacional que administra a região. Isso é controlado e todos os barcos que navegam por aí são rastreados por satélites com ou sem o acordo do proprietário. Para dar uma ideia, tivemos três casos de barcos não autorizados que foram detectados durante nossa estadia (inclusive um brasileiro...) e não demorou 24 horas para que fosse emitido um aviso de busca e depois um de apreensão. Dos “confiáveis”, 99% são navegadores franceses e fazem parte de uma “comunidade”: Os “vagabundos dos mares”. Não é associação, não é clube, não é empresa, é uma forma de vida e uma filosofia. Eles funcionam no “boca a orelha” e normalmente gostam de que os “clientes” sejam recomendados por conhecidos. Os barcos têm capacidade para 6 a 10 passageiros além da tripulação de base. Não é obrigatório participar das manobras, mais que graça teria se não participasse? O conforto é restrito e não se pode querer comparar com aqueles navios de cruzeiro grandalhões. A comida é caseira, mas boa e consistente. Uma alimentação para resistir ao frio de lá deve ser de 4.000 Kcal por dia e mesmo assim se emagrece. A água é restrita. O banho em geral é com 8 litros por pessoa a cada 5 dias. O melhor sistema são as tolhas umedecidas que fazem o mesmo trabalho sem gastar água. Lixo: Não se joga fora. Nunca durante toda a parte de navegação na Antártica. É proibido por lei e o pessoal é zeloso.

Antártica por quem já foi

Ao contrario do que se pensa, nem tudo é assim tão branco na Antártica

Quanto custa? É caro? Sim, é caro! Um mês de navegação vai custar sete a oito mil Euros por pessoa, e isso é só a parte náutica e alimentação. Deve se acrescentar a passagem até Ushuaia (recomendo pegar passagem da Aerolineas Argentinas em vôo direto via Aeroparque em Buenos Aires para evitar transtornos. Ainda há gastos de transporte local e de hospedagem em terra. Existem diversos hotéis e pousadas decentes e baratas em Ushuaia. Também temos que prever roupas adequadas para aguentar as temperaturas locais. Quando está quente faz 5°C, mas quando venta e faz frio estamos falando de -25°C! O investimento mínimo padrão para isso com material de qualidade porém sem se ater a marcas famosas é de mais o menos 800 à 1 mil Euros. No total gasta-se algo entre 10 à 12 mil Euros por pessoa. Se vale à pena? Cada centavo!


Rio de Janeiro Match Race Brasil homenageia Wright Pelo quarto ano consecutivo troféu que está com a Marinha e já foi da família Grael duas vezes, deve ser disputado em novembro Organizado pelo Iate Clube do Rio de Janeiro, com supervisão da FEVERJ, acontece em novembro o Match Race Brasil. A disputa premia os ganhadores em dinheiro: o 1º leva 23 mil, depois 16 e o terceiro 11. O valor das inscrições é de 3,5 mil por equipe. O Match Race Brasil, pela quarta vez seguida, homenageia o banqueiro Roger Wright falecido em um acidente aéreo em 2009. O vencedor da edição 2012 levará para o clube a posse do troféu que leva o nome dele. Wright contribuiu para o desenvolvimento e crescimento de várias modalidades, principalmente da vela. Na primeira edição, em 2009, o Rio Yacht Club, da família Grael levou o troféu. No ano seguinte repetiu a conquista. Hoje a posse está com os representantes da Marinha do Brasil, que em 2011 tiveram o comando do jovem Henrique Haddad. A organização confirmou as oito equipes formadas por clubes náuticos e marinas do Brasil e as novidades são, um time 100% feminino do Ciaga da Marinha comandado por Renata Decnop, e o Yacht Club de Ilhabela, que terá um carioca como timoneiro, o bicampeão pan-americano Maurício Santa Cruz. As outras equipes são comandadas por Marco Grael (Rio Yacht Club), Henrique Haddad (Marinha do Brasil), Renato Cunha (Clube Naval Charita), Thomas Low-Beer (Iate Clube do Rio de Janeiro), Alexandre Saldanha (Búzios Vela Clube), e Samuel Albrecht (Veleiros do Sul).

Novo programa náutico estréia em televisão fechada O programa Viver a Bordo deverá estrear em breve. Produzido pelo casal Vera e Yuri Sanada, ele apresentará a náutica pelo ponto de vista de quem a pratica. Todas as semanas os espectadores serão convidados a passear por praias, baías, rios, represas, enfim, por um cenário inspirador que necessariamente tem água como atração principal. Como num guia de turismo aquático, o programa mostra as opções de lazer ou mesmo de trabalho das pessoas que vivem em contato íntimo com a água, doce ou salgada.

Viver a Bordo: nova opção na TV Será apresentado por Vera Sanada, que morou por mais de uma década a bordo de veleiros oceânicos e foi consultora de náutica para diversos projetos populares e importantes, como a Regata Brasil 500 Anos, e o programa GloboMar. O programa será veiculado no Canal FishTV, em rede nacional em TV por assinatura. O lançamento do canal está programado em cinco fases. A primeira fase aconteceu em junho, com a estreia inicial do FishTV na internet. Depois disso o canal migra para outras mídias, inclusive para a TV. As negociações com operadoras de TV paga via satélite estão em fase final e o lançamento do Viver a Bordo está previsto para dezembro. Pode comprar a pipoca!

Pirotécnicos com dias contados?

Rio Grande do Norte

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Lagoa do Bonfim

Domingo dia 18 de Novembro acontece na Lagoa do Bonfim uma procissão marítima ao longo da Lagoa, organizada pelos devotos de N. Senhora. A imagem da santa será levada em desfile e acompanhada por diversas lanchas e embarcações a motor.

Laser: vantagens sobre pirotécnicos Perigosos em espaços confinados, de curta duração, de transporte restrito, validade relativamente curta e caros, os pirotécnicos podem estar com os dias contatos. Pelo menos é o que esperam alguns fabricantes de um novo tipo de laser, americamos e ingleses. Greatland Laser, Chinook engrenagem Medical, Inc., e Odeo Flare são marcas ainda desconhecidas dos brasileiros que fabricam lasers com um tipo especial de facho, que abre à medida que se afasta de sua fonte de emissão. Ao contrário de uma ponteira laser usada em apresentações os feixes tem forma de vetor e “abrem” à medida que se afastam da caneta emissora. Assim após 16 milhas, é formada uma “parede” de cerca de 6.000 metros de largura/ altura. Um ponteiro laser comum continua a ser um ponto de luz quando transmitido. O laser funciona 72 horas com duas pilhas AA. Os feixes em si não são visíveis. Eles devem estar em contato com um objeto cobertura de nuvens, casco de um navio ou os olhos de um pretenso salvador, por exemplo. A marinha americana corrobora as reivindicações Greatland Laser com relação aos benefícios do produto que custa de 100 a 200 dólares (nos EUA).


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Recife

Cheia de inovações, bons ventos e até naufrágio na volta, Refeno é destaque

Desbancando os catamarãs – favoritos à Fita Azul – a Refeno deste ano foi vencida por um Nacira de 60 pés, o Sessentão. A 24ª edição da regata foi marcada por inovações. A começar pela data, postergada para início de outubro com ventos mais brandos do que em setembro (o que pelo menos na ida deu certo), passando pela utilização dos localizadores satelitais que emprestaram mais segurança ao evento. Outra novidade implantada desde o ano passado que se repetiu agora foi a utilização de botes infláveis para deslocamentos entre o local de ancoragem e o porto. O Comodoro do Cabanga, Carlos Henrique Dantas, o diretor da Refeno, Marcos Medeiros, o administrador de Noronha, Romeu Baptista e o Capitão dos Portos, Ricardo Padilha comemoraram o sucesso. “Cada Refeno que passa é um aprendizado, e usamos a experiência no ano seguinte, para torná-la ainda melhor!” disse Medeiros. Naufrágio O experiente Comandante Zézinho Alves-Pereira e seu tripulante Miguel Nicolau (MigNik), dois velejadores portugueses que participaram da Refeno ficaram à deriva na volta (quinta, 25/10). A dupla conse-

Participantes de Natal contam como foi a participação na Refeno e na Fenat: Vento pra ir, e vento - muito vento - pra voltar. Confira...

barco tremeu todo, folga as velas, sufoco... confesso que temia pelo bravo Muakã...”, contou Gilson. Ou ainda o relato de Nelson explicando o desempenho do Avoante: “O Avoante foi o último a cruzar a linha de chegada e utilizando a força do motor, o que me forçou a pedir a nossa desclassificação da regata. O problema foi com a adriça da vela genoa que quebrou assim que cruzamos a Ponta da Sapata e aproávamos a linha de chegada. Ainda tentei seguir em frente apenas com a vela grande, mas o vento contra, e muito forte, não permitiu a aproximação. Resultado, pedi a desclassificação e fiquei em paz com a consciência”. Coisas que só quem foi tem pra contar. No final ficaram assim as posições (na Geral): Muakã 38º, Jazz III 45º; Namoa 58º e o Avoante em DSQ, por um tiquinho! Lembrando que de 80 barcos que partiram de Recife, 74 chegaram à ilha. Mas quem liga pra classificação lá em Noronha?

Com apoio do Jornal Almanáutica Telesmar realiza Encontro em Paraty A idéia é reunir quem gosta do mar e curtir um dia com palestra, workshop e claro, cerveja gelada em Paraty. Anote na sua agenda.

Ainda sem data definida, será realizado em Paraty o 1º ENAT, Encontro Náutico Telesmar, nas dependências da loja de equipamentos náuticos que fica ao lado da marina 188 (estrada Rio Santos próximo à Paraty). A intenção dos organizadores é reunir os amantes do mar para um dia de confraternização. Na programação (que

ainda está sendo fechada), já está confirmado um workshop de regulagem de mastro, uma palestra e claro, uma canoa de cerveja, além do sorteio de muitos brindes. Tudo 0-800... No Vasco... Na faixa... De grátis. Fique de olho no site do Almanáutica para ver a data, a programação e os horários, que serão divulgados ainda este ano...

Brasília

VIII Regata São Luís Cota Mil: Aniversário, regatas e eleições à Ilha dos Lençóis

guiu pedir o socorro por rádio ao 3° distrito naval, que acionou o navio Ilha Fernando Organizada pela Marina Aven e com perde Noronha que transporta combustível e curso de 85 milhas acontece nos dias 5 a 9 mantimentos para o arquipélago para rea- de dezembro a VIII Regata São Luis à Ilha dos Lençóis. A largada acontece em frente da Marina Aven (São Luís) e vai até a Ponta do Gino, na Ilha dos Lençóis. Com a programação animada e cheia de eventos, haverá competições de canoas a remo e uma regata das canoas pesqueiras a vela. Corrida rústica, futebol e almoços animados completam o evento. No sábado dia 8 haverá a saída dos veleiros para um passeio turístico pela Floresta dos Guarás onde todos almoçarão. O pernoite é na Ilha de Mangunça. No domingo é dia da Regata Almirante TaL’Insolent naufragou após Refeno mandaré, da Ilha de Mangunça até a Ilha de São Luís. Ô turma animada! lizar o resgate. O veleiro, um modelo Dragonfly 1000 (9,95 m) de bandeira belga ficou à deriva e alagou. Após o socorro, a embarcação naufragou. Os velejadores chegaram bem a Recife. Nas palavras de Zezinho, “O L’Insolent” era uma querida senhora de 15 anos”. Construído na Dinamarca e adquirido em Monte-Carlo, em maio de 2008, seu Comandante planejava rumar para a África após a Refeno. Com mais de 1.000 milhas A maior regata maranhense em solo, Zezinho veleja há 40 anos.

Rio Grande do Norte Festa de Natal em plena Refeno? Calma, a referencia não é à festa natalina. Mas aos veleiros de Natal que participaram da Refeno este ano. Conheça-os agora: Muakã, um catamarã modelo Praia 28 do Comandante Gilson Lindbergh Dantas de Araújo, fabricado no Maranhão, e que fez sua quarta ida à Noronha. O veleiro Comandado por Airton Ferreira Viegas, Namoa, também um catamarã (12,8m) fez sua estréia este ano. O Delta 36 Jazz III do Comandante Alberto Henrique Serejo Gomes e o Avoante, um veterano Velamar 33 de Nelson Mattos Filho, com oito Refenos “nas costas” (ou diria, sob o casco?). Depois da chegada, já de volta das regatas, o papo de varanda rolou – como é de costume – num churrasco no Iate Clube do Natal. Se você estivesse por lá teria ouvido algo assim: “...a previsão era de 4 nós e dava pra chegar à ilha as 10 da noite. Pela madrugada o vento chegou e logo um Pirajá de 25 nós nos pegou de vela toda. O

Maranhão

Fenat 2012

Comemorando o 53º aniversário o Cota Mil Iate Clube organizou uma festa. Reuniu um campeonato brasileiro e três regionais. Durante o aniversário acontecem o Campeonato Brasileiro de Vela Adaptada (Sonar), o Campeonato DF de Optimist e o de Laser 4.7, de Laser Radial e torneio de Monotipos e a Regata de Oceano. Nesse período o clube recebe 100 barcos e mais de 200 velejadores. O Destaque fica por conta da primeira edição do Brasileiro de Vela Adaptada com delegações de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Porto Alegre e Minas Gerais. Além disso o clube oferece aos sócios dois eventos técnicos: A velejadora Fernanda Decnop fará uma Clínica de Laser Radial. E as velejadoras Larissa Juk e Juliana Mota também passarão dicas sobre como compor tripulação em veleiros oceano. As três fazem parte do Núcleo de Vela de Alto Rendimento do Cota Mil Iate Clube e conquistaram importantes títulos como o Campeonato Mundial Universitário de Match Race na França e um 2º e 3º lugar no pódio do Sulamericano de Match Race. O Cota Mil também realizou eleições em 28/11. Foram eleitos Comodoros, Jorginho e Zé Raimundo com mais de 200 votos dos 334 registrados no pleito. Parabéns aos novos Comandantes do clube!

Sergipe

Praia do Saco Regata de retorno Noronha-Natal teve 30 participantes e muito mar A praia do Saco está situada no município

A Regata Fernando de Noronha Natal 2012 foi um sucesso. Dos mais de 30 barcos que participaram 25 conseguiram completar todo o percurso. Foram aproximadamente 42 horas de viagem num mar bastante agitado. Ao chegarem na sede do Iate Clube do Natal, os participantes foram recepcionados no domingo com um churrasco e na segunda feira à noite com um concorrido “cafe dos velejadores”.

Fabiano de Cristo homenageado

de Estância, litoral Sul de Sergipe em uma vasta área ecológica protegida. Suas areias finas de cor clara mergulham no azul profundo do oceano Atlântico. Considerado um dos fortes atrativos turísticos de Sergipe, o litoral sul do estado chamou a atenção da imprensa francesa (Guia Turístico da França “Grands Voyageurs”), que analisou também os aspectos ecológicos e de preservação do local para aferi-la nas suas páginas e divulgar mundialmente. Entre os atrativos destacados estão os tradicionais passeios de bugre pelas dunas e os passeios de Catamarã para conhecer Mangue Seco, Crasto, Terra Caída e Pontal, passando por manguezais densos do Rio Real, e chegando até as famosas “croas”, surgencias de areia da foz do rio em frente a Mangue Seco, e onde proliferam os quiosques que fazem a alegria dos visitantes. A pratica do Sand Board nas grandes dunas do Saco e o Kitesurf também foram recomendados. E claro, não poderia ficar de fora a tradicional pescaria...

A Fenat deste ano homenageou o velejador Fabiano de Cristo. Falecido há 15 anos, teve papel relevante na história do Iate Clube e na vela Norte-rio-grandense participando ativamente do clube sendo um grande incentivador da vela mirim. Foi Diretor de Vela na gestão do Comodoro Haroldo Sá. Também foi um dos pioneiros - juntamente com outros amigos - na construção da infraestrutura básica e na estruturação da sede campestre do Iate Clube, na Praia do Saco: Sergipe no guia da França Lagoa do Bonfim.


Flyboard: muito, mas muito radical

14º Jet Waves World Championship Campeonato de manobras radicias nas ondas com Jet ski rola em Santa Catarina com muita adrenalina

Esse Flyboard é pra lá de radical

A invenção de Franky Zapata foi trazida ao Brasil por Tchelo Brandão e é a adrenalina da vez. Trata-se de uma pequena plataforma com botas de wakeboard e uma mangueira de alta pressão ligada ao escape do Jet Ski. Com isso o piloto – ou seja lá como é chamado o felizardo - voa sobre as águas. Quem controla a altura do voo é o piloto do Jet, acelerando ou desacelerando o motor e impulsionando o Flyboard. Vai encarar?

Norteamericano de Optimist

Ventos fracos marcaram os dias de competição do Norte Americano de Optimist 2012. O evento realizado no lago Avándaro, localizado a 156 km da Cidade do México e contou com 150 velejadores inscritos. Odile Van Aanholt de Curaçao foi a campeã, seguida de Samuel Jiun Jie Neo, de Singapura e Justin Vittecoq do Canadá em terceiro. O brasileiro Gabriel Lopes (BRA3329) foi o melhor colocado e ficou com a 11ª posição. João Pedro Frimm (BRA3618) e Lucas Faria (BRA3490) ficaram em 13º e 14º respectivamente. Já a velejadora do Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha (ICSC-VI), Paola Berenhauser não foi muito bem na competição terminando em 96º lugar. Esta foi sua última competição internacional pelo Optimist, pois já está com 15 anos completos. Ela tem planos de velejar de Laser 420 a partir do próximo ano. Confira a posição dos demais brasileiros: 23) Iagor Simões Franco BRA3611 25) André Fiuza Henry BRA3626 32) Pedro Correa BRA3558 33) Ricardo Bittencourt BRA3683 52) Luiza Cruz BRA3581 54) Frederico Rodrigues BRA3573 55) Gerald Wicks BRA 3582 60) Philipp Rump Bram BRA 3634 63) Julia Correia BRA3563 69) Thomas da Silva 74) Gabriella Kidd Ole 77) Olivia Belda 83) Marcelo Gallicchio 96) Paola Berenhausser 97) Felipe Werwie 104) Rafael Rizzato 106) Vitor Abreu 108) Jonathan Lehrke 121) Theresa Blount

Realizado no início de novembro na praia Norte, no Balneário Piçarras, em Santa Catarina o 14º Jet Waves World Championship - campeonato de manobras com jet ski nas ondas - foi vencido pelo francês Pierre Maixent, que conquistou seu sexto título. O 14º Jet Waves é sancionado pela Federação de Esportes Radicais e pela International Freeride Watercraft Association e faz parte do IFWA Freeride World Championship (Campeonato Mundial de Freeride 2012 - 8º edição). As competições acontecem em Portugal, França, Estados Unidos e Brasil. Cada evento é organizado pelos representantes da IFWA e cada organizador tem autonomia para estabelecer parcerias com suas Federações e Associações visando melhor promover e realizar o evento.

kitesurf

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Kite Racing World Cup 2012 Nayara Licarião conta como foi a participação dos brazucas no campeonato mundial em Caligari, na Itália, realizado em outubro Realizado de 2 a 7 de outubro em Cagliari/Itália, este foi o primeiro campeonato mundial da classe Kiteboarding Racing realizado depois do anúncio da categoria como inclusa nos jogos do Rio 2016, por isso foi um evento muito esperado por toda a comunidade da vela mundial. Tivemos 153 homens inscritos e 42 mulheres que disputaram durante quatro dias o título nas categorias Open masculino, Open Feminino, Junior, Master e Grand Master. Para esta competição cada atleta teve que registrar na inscrição a opção de 3 kites + 1 “coringa”, caso o vento ultrapassasse 25 nós, e uma prancha produzida em série. Todos os atletas brasileiros optaram por registrar suas velas de médio a grande porte (10 a 17m). No primeiro dia de competições tivemos ventos fracos (6 a 10 nós) e os atletas competiram divididos em 4 flotilhas – 3 de homens e 1 de mulheres. Para os homens os dois primeiros dias foram de classificação para depois definirem as flotilhas ouro (primeiros 50), Prata (51 a 100) e Bronze (101 a 153). No segundo dia o vento aumentou um pouco, variando de 13 a 18 nós. Nessa condição os atletas brasileiros conseguiram melhorar seu desempenho em relação ao primeiro dia. No sábado, terceiro dia de competições, tivemos as 3 flotilhas formadas, e os atletas brasileiros se classificaram nas seguintes posições: Flotilha Ouro (50 atletas mais bem colocados): Wilson Veloso (13), Victor Adamo (16), George Feitosa (46). Na Flotilha Prata (51 a 100): Ricardo Dutra (54). No último dia do campeonato tivemos as disputas do Medal Race, onde somente os 10 primeiros atletas da categoria “ouro” masculina e as 10 primeiras atletas femininas puderam participar. Foram disputadas 2 regatas que somadas a posição do atleta de classificação definiria os campeões do evento. Nas disputas do Medal Race o vento estava vindo de terra o que causava uma inconstância de direção e intensidade muito grande,isso dificultou a escolha do equipamento e estratégia para a competição.

foto: Maurício Brandão

Manobras com Jet Ski em Piçarras A competição se desenvolve com um máximo de 40 pilotos em categoria única, a Stand–up. São baterias homem a homem de 6 a 10 minutos. Pierre fez uma final equilibrada com o catarinense Alessander Lenzi, de Jaraguá, do Sul. Lenzi e Maixent repetiram neste 14º Jet Waves World Championship, as finais das edições de 2009 e 2010. Em todas o brasileiro levou a melhor. O brasileiro, que foi campeão geral em 2001, não tinha chances de conquistar o título esse ano, porque não disputou as três etapas anteriores. Na disputa do best jump (melhor salto), novamente a briga entre Maixent e Lenzi. O francês levou a melhor. Na classificação geral da competição o gaúcho Tiago Geitens, de Canoas ficou em 4º lugar. O 5º na classificação geral do campeonato foi o baiano Bruno Jacob, de Salvador. O resultado final da quarta e última etapa do 14º Jet Waves World Champíonship ficou sendo a seguinte: 1. Alessander Lenzi (Brasil). 2. Pierre Maixent (França) e 3. Tiago Geitens (Brasil).

Kites dão show no visual em Caligari, Itália, durante Racing World Cup Brasileiros Tivemos 2 brasileiros nestas disputas: Wilson Bodete, 10º colocado na qualificação e 10º colocado nas duas regatas do Medal Race. Terminou em décimo no geral somando 30 pontos. Nayara Licarião foi a 5ª colocada na qualificação. Obteve um 3 na primeira regata e um 5 na segunda regata do Medal Race, terminando em 4ª colocação no geral somando 13 pontos. Confira o Ranking Final: Masculino: 1. John Haineken -USA 17/Junho/1988 2. Adam Koch – USA 04/Jun/1978 3. Julien Kerner – FRA 01/Nov/1991 Feminino: 1. Erika Haineken – USA- 21/Jun/1986 2. Steph Bridge – GRB – 14/Jul/1972

3. Caroline Adrien – FRA – 23/Dez/1987 4. Nayara Licarião – BRA – 02/Mai/1981 Tivemos atletas de 40 países nas disputas e os países que mais se destacaram foram EUA (1º ,2º e 6º lugar masculinos e 1ª feminino), França (3º e 5º lugar masculino e 3ª lugar feminino), Alemanha (7º lugar masculino e 5ª lugar feminino), Brasil (10 ºlugar masculino e 4ª lugar feminino). Atletas Brasileiros na Competição: Homens: Wilson Veloso – Paraibano – 39 anos Victor Adamo – Paulista – 26 anos George Feitosa – Paraibano – 39 anos Ricardo Dutra – Paraibano - 30 anos Mulheres: Nayara Licarião – Paraibana – 31 anos.

Brasileiro de Kite rola em São Luís - MA e premia em dinheiro. Mas as mulheres ganham menos que os homens. Porque? Acontece dias 09 a 11 de novembro a 1ª Etapa do Brasileiro 2012 de Kitesurf. A competição será realizada na Praia de São Marcos, Av. Litorânea, em São Luís, Maranhão. Premiação: Regata Masculino 1º lugar 2.350 mil reais e feminino 1,2 mil. Na Freestyle, o masculino leva R$2.350 enquanto o feminino R$1.200. Porque a discriminação?


ALMANÁUTICA

10 MERGULHO O mergulho é uma atividade que o ser humano tomou para si através dos tempos. A atividade na atualidade é muito vasta, também imersa em uma profunda tecnologia, mas com o mesmo sabor de nossos ancestrais. A relação do homem com a água, claro, vem do ventre materno. Esta relação é intrínseca. Provam os depoimentos de praticantes que em sua maioria, uma vez imersos, sentem tudo muito calmo, leve, tranquilo, uma verdadeira paz, remetendo os sentidos ao tempo que passaram na barriga da mãe. Com o passar do tempo, o mergulho teve várias finalidades: Comercial, contemplativa, esportiva e militar; não necessariamente nesta sequência. Dentro delas, o mergulhador teve a necessidade de se especializar, dependendo da situação em que estava inserido. Assim, evoluiu na sua performance e nos equipamentos que necessitava. Por tudo isso surgiu a necessidade e interesse na padronização e daí as certificadoras. As principais são a PADI, NAUI, SSI, CBPDS, ADS e IANTD. Elas fazem um papel mediador nas sociedades, dando condições legais e o conhecimento necessário ao homem, para realizar essas atividades de forma segura. Você quer mergulhar? Então faça um curso reconhecido em uma empresa credenciada, com um instrutor apto para ensiná-lo. Segurança acima de tudo, e curta a maravilhosa vida subaquática!

WINDSURF

Bimba vai à Irlanda Sulamericano de 8° Translagoa Pelotas Formula com 80 velas para pressionar volta Rio Grande de do wind na Rio 2016 agita Salvador Windsurf, Kitesurf e Aconteceu em Salvador (11 e 14 de outuO windsurfista olímpico vai atrás Monotipos

Acontece em novembro mais uma ediçãoda Translagoa, evento para Kite e Wind e monotipos. O percurso agora retorna ao trajeto original Pelotas - Rio Grande. No Kite e no Wind as categorias serão , Open, Master, Amador e Feminino. Na Monotipos Open, Classe Laser e Geral. A regata surgiu a partir da idéia de quatro velejadores da cidade de Rio Grande em 1988 quando foi realizada pela primeira vez. Depois disso foram mais 4 edições, a última em 1993. Naquele ano a largada foi em Pelotas e a chegada em Rio Grande. Foram 22 milhas náuticas velejando apenas de windsurf. A partir daí a regata não foi mais realizada até que em 2006 um grupo de amigos juntou-se com o objetivo de retomar o evento. A Translagoa foi então aumentada consideravelmente, quadruplicando o percurso: largada na cidade de São Lourenço do Sul e chegada em Rio Grande, sem escalas, em 82 milhas. Foi a maior regata de Wind e Kite em água doce da América Latina. Com o sucesso decidiu-se que em todos os anos o evento se repetiria. A nova versão da Translagoa, mais longa, conta com alguns pontos de controle. A largada é dada na cidade de São Lourenço do Sul rumo ao primeiro ponto de controle e a regata segue com outros PC’s, até o último, em frente ao RGYC. O evento tem duração de 3 dias Flávio Júlio Gomes é 2º Ten IM RNR Mae conta com a realização de outras regatas. rinha do Brasil e instrutor NAUI / PADI

Mergulhando em Submarinos

U-Boats: Mergulhando na história “...ajoelhar-se na areia branca do fundo do mar, escutando somente o chiado da respiração em silencioso respeito. Observar o elegante casco, mesmo desmantelado por uma morte violenta e ser tomado por grande emoção. E eu senti isto...” Por: Nestor Antunes de Magalhães

O meu primeiro U Boat foi o U 1277, afundado ao largo da cidade portuguesa do Porto pela própria tripulação, após o final da II Guerra. O casco dormitava a 31 metros em um fundo de areia com restos de redes ainda presos ao metal apodrecido. Jamais vou esquecer o aço inox do corpo do periscópio que faiscou pela luz ao ser raspado pela faca do meu dupla... Em 2007 foi a vez do Black Panther, o U 1105. Por quê o apelido? Este U Boat era recoberto por uma camada de borracha sintética preta, uma idéia de tecnologia Stealth, já em 1944, destinada a enganar o radar e o sonar. Foi capturado pelos ingleses e repassado aos americanos após a guerra. Estes, fizeram uma verdadeira necropsia em busca dos seus segredos e, anos depois, afundaram-no no Rio Potomac, Mariland.

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Desci até ele, 28 metros em uma água escura e consegui resgatar um pedacinho da borracha do seu casco, para mim um verdadeiro tesouro. Quase perdi a vida neste mergulho. Em 2008 consegui mergulhar no U 85, o primeiro submarino alemão a ser afundado pelos americanos em 1942. Sobre um fundo plano de areia branca, a cerca de 33 metros, este U Boat foi surpreendido na superfície por um destróier e atingido pelo fogo de metralhadoras pesadas e canhões. A tripulação conseguiu abandonar o barco e nadava na superfície quando o navio manobrou e lançou uma salva completa de cargas de profundidade sobre eles. Ninguém sobreviveu. Em Connecticut mergulhamos no U 853, afundado sem sobreviventes. Ele não ouviu a ordem de rendição e atacou alguns navios naquela área. Uma água gelada e uma longa descida me levaram até ele, que está relativamente bem conservado e ainda na posição de navegação. Uma sepultura militar ainda com as marcas no casco de um fim violento. Na França, com apoio do experiente mergulhador francês Jean-Louis Maurette, visitei o U 171 que está a 42 metros de profundidade numa água verde e gelada. Foi um dos grandes momentos da minha vida. Consegui penetrar o naufrágio na altura da sala de controle, a famosa zentrale. Aproveitei a oportunidade e mergulhei nos destroços do Dia D, na Normandia. Inesquecível! Ano passado dediquei um tempo à guerra submarina na costa brasileira e realizei pesquisa histórica sobre o paquete Itapagé, em Maceió. Ele foi colocado a pique em 1943 por dois torpedos do U 161 no litoral de Alagoas. Mergulhei no naufrágio deste belo vapor e considero como o melhor mergulho registrado no meu logbook. Essa e outras histórias você pode conhecer no livro de Nestor Magalhães, U Boats Mergulhando na História encontrado na Moana. Mais detalhes na seção“Biblioteca de Bordo”!

bro) o Sulamericano de Windsurf Formula Experience 2012 com 80 competidores do Chile, Peru, Argentina, Venezuela e de diversas regiões do Brasil. Com o sucesso da disputa, a Bahia se credenciou para sediar o Mundial, em 2013. Foi a primeira vez que um campeonato internacional de windsurf aconteceu em Salvador. Os brasileiros foram destaque. No feminino, a pernambucana Bruna Martineli conquistou seu tricampeonato sulamericano. Em segundo lugar, ficou a peruana Valeria Guevara e Denise Blondet, em terceiro. Na categoria Open, o baiano radicado em São Paulo, Paulo dos Reis (Paulão), conquistou o campeonato, seguido do chileno Eduardo Herman e do paulista Fernando Pasqualin. Em quatro, ficou o atual campeão brasileiro, o brasiliense Marcelo Morrone, seguido pernambucano Eliseu Vieira.

de uma chance para a categoria nas próximas Olimpíadas

A convite da Classe RS:X, Ricardo W. Santos, o Bimba, dá a última tacada para que o windsurf retorne às Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. A convite da Classe RS:X ele vai ao meeting da ISAF onde a votação realizada em maio último poderá ser refeita, e a situação invertida. “O mundial juvenil de windsurf reuniu cerca de 360 jovens eo campeonato europeu cerca de 280. Esses números impressionam as federações de vários esportes. Vamos torcer”, comentou Bimba. No início do ano Goram Petersson, Presidente da ISAF anunciou a saída do windsurf e a entrada do kite nas olimpíadas do Rio de Janeiro.

Papo de Cozinha Caipirinha de saquê combina com um belo fim de tarde a bordo. Confira!

koji, é preciso que o arroz seja polido, de modo a perder de um terço até a metade de sua superfície original, sendo depois macerado, enxugado, vaporizado e resfriado a uma temperatura de 5º C. Em seguida o koji é misturado com água e arroz vaporizado para que se forme o shubo, uma pasta de grãos. O shubo é colocado num tanque e fermentado por trinta dias, com adição do koji e novamente de arroz vaporizado. Forma-se aí o maromi, uma mistura de bolo de saquê, sólido, e do saquê líquido. Feita a separação por filtragem e submetido o líquido a uma ultrafiltragem, para Prazer e suavidade no saquê com kiwi garantir o sabor fresco da bebida, o saquê está pronto para ser consumido. Poderá ser Saquê é uma bebida tradicional do Jamantido em garrafa por até dois anos, sem pão, fabricada pela fermentação do arroz. perder seu sabor natural. Como tantas outras bebidas, sua origem é incerta. Conta a lenda que um funcionário Como beber de uma fazenda de arroz esqueceu de fechar a tampa de um barril com arroz coA melhor temperatura para o saquê ser zido, que ficou lá até estragar. Quando o consumido é quente, por volta de 35º C, dono da fazenda descobriu, de castigo fez porque nesta temperatura se percebe meo funcionário comer uma grande porção do lhor as delicadas características da bebiarroz. Quando terminou sentiu uma alegria da. Mas pode ser bebido em temperaturas diferente: estava bêbado. Foi descoberto o superiores ou inferiores, de acordo com a saquê. estação do ano. A primeira produção de saquê de que se Quando aquecido a uma temperatura de até tem notícia data do século III e ocorreu em 45º C, o saquê é conhecido por kan . TornaNara, antiga capital japonesa. Diversas re-se encorpado e adquire um sabor acentugiões do país o produzem, mas a região que ado de melão. Quando resfriado, o saquê é leva a fama de fabricar o melhor saquê é conhecido por higa e assume um sabor fruo distrito de Fushimi, em Kyoto. Existem tado. Ao ser servido é acrescentado sal às hoje em torno de 1.600 fabricantes de sabordas do copo. É geralmente servido em quê no Japão. No Brasil, a bebida também copos de porcelana antiga ou em pequenos é produzida por algumas empresas. Uma copos de madeira, conhecidos por masu. grande variedade de saquês brasileiros e japoneses podem ser encontrados em lojas Caipirinha especializadas e em grandes supermercados no Brasil todo. No Brasil o Saquê foi trazido por imigrantes em 1908 e recentemente virou caipiriProcesso de fabricação nha. A fruta preferida nessa preparação é o Kiwi, embora a Lichia e a Carambola Classificado na mesma categoria do vinho, também sejam utilizadas, todas por seu sao saquê é um fermentado natural, com teor bor delicado que combina com o frutado da alcoólico em torno de 16%, cujos únicos bebida gelada. É leve, refrescante e bastaningredientes são arroz e água. te charmoso. Como qualquer caipirinha, a Do arroz sai a matéria prima para a fabricareceita clássica é proveniente da fruta mação do saquê, o koji, que resulta da remocerada com açúcar com adição de um boa ção do amido e do excesso de óleo e procachaça e gelo, com proporções a gosto. teínas contidos no arroz. Para se chegar ao

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Oficina do Capitão

Bebendo a água do tanque de sua embarcação

Água do tanque: dá pra confiar? Uma das grandes preocupações com os passeios de duração mais longa é a água. Em geral, antigos ou modernos, são poucos os projetos que contemplam uma boa quantidade de água no interior dos barcos. Se pensarmos em água potável, pior ainda. E nada mais chato do que ficar carregando e guardando garrafas plásticas – cheias e vazias - pelo barco. Uma boa solução é instalar um sistema de filtragem na saída dos tanques de água doce e tratar a água com hipoclorito de sódio. Isso poderá tornar a água dos tanques potáveis e solucionar de vez o incômodo de ficar acumulado garrafas de água mineral pelos paineiros do barco, diminui a poluição pelo plástico, além de evitar carregar garrafas e garrafões de lá para cá...

Filtros Existem diversos tipos de filtros residenciais no mercado que podem ser instalados no barco, e sua instalação é bem fácil. Basta desviar a saída da água da bomba pressurizada e instalá-la na entrada do filtro. A saída volta para o sistema, geralmente logo antes da torneira da pia da cozinha ou local escolhido para receber a água filtrada. Em geral a eficiência dos filtros de água são medidas de acordo com critérios como retenção de partículas (como areia, ferrugem, poeira, entre outros sedimentos) e retenção de cloro.

Clorar e filtrar torna usável a água Retenção de partículas Um bom filtro possui classificação III no quesito “Eficiência de Retenção de Partículas” mencionado na NBR14908, a norma brasileira do INMETRO para filtros residenciais. Esses filtros classificados como Classe III possuem a capacidade de reduzir pelo menos 85%, as partículas contaminantes da água, com diâmetro entre 5 e 15 micra ou mais. Esses filtros também devem ter classificação I no quesito “Eficiência de Retenção de Cloro” também mencionados na norma brasileira do INMETRO. Esses filtros classificados como Classe I em retenção de cloro possuem a capacidade de reduzir, em mais de 75%, a concentração de cloro presente na água. (A Classe I é a máxima classificação do INMETRO em retenção de cloro). No interior dos filtros há o chamado ele-

mento filtrante, também conhecido como refil, cartucho ou vela do filtro. Essa é a parte interna responsável pela filtração propriamente dita. A água passa pelo elemento filtrante e é ele que elimina o cloro e retém materiais particulados como areia, barro, ferrugem, poeiras e outros sedimentos. Em seu interior há o carvão ativado responsável por retirar o cloro da água. Carvão ativado é aquele que foi tratado com oxigênio para abrir milhares de pequeninos poros entre os átomos de carbono. O uso de técnicas de fabricação especiais resulta em carvões altamente porosos com áreas de 300 a 2.000 m2 de superfície por grama. Esses assim chamados carvões ativos ou ativados são amplamente usados para adsorver - com D mesmo - substâncias odoríferas ou coloridas de gases ou líquidos. Na adsorção as moléculas de uma substância se fixam à superfície de outra substância. Quando certas substâncias químicas passam próximas da superfície do carbono, unem-se a essa superfície e são aprisionadas. É importante salientar que após um certo tempo de funcionamento, o refil satura, perdendo sua capacidade de filtração. Por isso será preciso trocá-lo pelo menos uma vez por ano.

Cloração Embora o uso do filtro minimize bastante a presença de impurezas, é a cloração que vai eliminar as bactérias e outros microorganismos da água ANTES da filtragem. Em linhas gerais, o uso do hipoclorito de sódio é bastante vantajoso, pois tem baixo custo, baixo teor de toxidez, age rapidamente, é fácil de ser utilizado e age contra uma gama de microrganismos (incluindo esporos) e não deixa resíduos tóxicos Também conhecido como água sanitária ou água de javelle, o hipoclorito de sódio é um composto químico encontrado normalmente sob a forma líquida, de cor levemente amarela-esverdeada. Ele se decompõe quando em contato direto com a luz, portanto o melhor é guardar em um paineiro escuro. O hipoclorito de sódio tem propriedades germicidas e, por isso, é amplamente utilizado no tratamento e purificação da água, na desinfecção de legumes, verduras e frutas, na produção de desinfetantes industriais, para desinfecção da água Você pode usar uma água sanitária de boa qualidade no tanque de água, depois de esvaziá-lo e limpá-lo previamente já que a base de sua composição é o hipoclorito de sódio diluído. A concentração na água sanitária em geral é de 2,5 % e você deve usar 50ml (3 colheres de sopa bem cheias) para cada 100 litros de água. Aguarde pelo menos 4 horas antes de filtrar e utilizar sua água para consumo. É sempre bom lembrar que acidentes envolvendo hipoclorito de sódio podem trazer efeitos nocivos à saúde. De tosse (inalação) a ulcerações no esôfago e estômago (consumo), por isso cuidado com seu manuseio, principalmente se tiver crianças a bordo. E alguns médicos recomendam ferver a água antes de beber, principalmente quando há crianças a bordo! Saúde!

CURTAS

f Iate Clube do Espírito Santo comemorou 66 anos em setembro. Parabéns ao clube que recebe visitantes exemplarmente! A Velamar, loja náutica de São Paulo agora abre aos sábados. E inaugurou o esquema com um café da manhã que reuniu os amigos da vela em Sampa. Parabéns!

f

f Coordenadores de Classe e Diretores de Vela estão convidados a enviar suas propostas para a FEVESP que está elaborando o calendario de Regatas 2013.

Biblioteca de Bordo Uma jóia rara reaparece no mercado náutico

Hélio Magalhães já passou de 22 mil horas em alto mar. Navegou o equivalente a quatro voltas ao mundo e orgulha-se de trabalhar com barcos há mais de 33 anos. Ele produziu dois excelentes guias para quem quer se aventurar pela Bahia e precisa de referencias precisas, dicas de lugares, fundeios e outros segredos que só os mais experientes podem dar. O problema é (era!) que os guias haviam esgotado. Mas Hélio conseguiu alguns poucos exemplares que agora estão à disposição de quem vai ou pretende ir à Bahia, de um deles: o melhor! A Baia de Todos os Santos reserva lugares encantadores com pequenas cidades, mosteiros, cachaças, e um povo maravilhoso. O que dizer da Ilha de Itaparica, cuja ma-

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rina municipal – eficiente e barata – tem água mineral no pontão? E a Ilha das Fontes onde há poços de água doce limpa e fresca espalhadas por toda a ilha? Ou ainda os camarões defumados artesanalmente em Canavieirinhas, uma pequenina vila ribeirinha depois de Morro de São Paulo? Pois bem, o Guia do Hélio nos dá esses e muitos outros segredos, revelados em waypoints preciosos, oriundos de suas pesquisas e experiência que incluiu até sobrevôos para verificar bancos de areia na Barra Falsa (saída entre Itaparica e o continente). Considerado “esgotado” por algum tempo, o melhor dos volumes reaparece em pequena quantidade na Livraria Moana, liberado pelo próprio Hélio Magalhães.

Já o mergulhador Nestor Antunes de Magalhães é um apaixonado por submarinos (veja texto dele na página 10). Suas viagens e mergulhos atrás dos chamados U Boats, submarinos da segunda guerra viraram um livro sensacional, com relatos emocionantes e fotos maravilhosas. Se você sempre quis mas nunca entrou em um submarino, esse livro leva você até esse mundo mágico. Os dois livros podem ser adquiridos pela internet na Livraria Moana, nossa confiável parceira: bons prazos e excelentes preços. Não perca essa oportunidade. No caso do Guia da Bahia, só a Moana tem esse pequeno estoque. Corra, porque não haverá outra edição tão cedo...


ABVC

INFORMATIVO

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE VELEJADORES DE CRUZEIRO

Palavra de

PRESIDENTE Caros Associados, Terminada a Refeno, concluímos com total segurança mais um Cruzeiro Costa Leste. Aos participantes, desejo ótima velejada de retorno aos seus portos de origem e sucesso aos que decidiram continuar além mar. Em particular, parabenizo a equipe do MM2000, que além de cruzeiristas, souberam arrancar um terceiro lugar na RGS da Refeno e um primeiro lugar aos participantes do CCL, conquistando o direito de escrever seu nome no troféu Newson Campos. Esse troféu foi criado pela ABVC e pelo Iate Clube do Rio de Janeiro para o veleiro melhor colocado na Refeno, desde que tenha participado do Cruzeiro Costa Leste. Agora é preparar mais um Cruzeiro Costa dos Tamoios, de Ubatuba a Paraty. Também iniciamos a organização de mais um Cruzeiro Costa Sul que, em março de 2013 iniciará a descida da costa junto a nosso hermanos argentinos do Cruzeiro da Amizade. Para quem espera navegar além de Florianópolis e romper a divisa brasileira, é a hora. Prepare-se. Prepare-se também que está chegando a passagem de ano e com ele o Cruzeiro Costa Fluminense. Prepare-se também, pois nosso grupo do interior de São Paulo está organizando para janeiro um Cruzeiro pela Baia da Ilha Grande. Serão os cruzeiristas de água doce querendo salgar um pouco a pele e trocar a leitoa e picanha por peixe. Agora, com tantos eventos por vir, não esqueça que dia 06 de dezembro teremos eleição na ABVC. Paz com Eólo. Mauricio Napoleão

Costa dos Tamoios

O 2º Cruzeiro Costa dos Tamoios sai de Ubatuba (SP) com destino a Paraty. Antes da passagem pela Ponta da Joatinga (a grande atração para os novatos), muita confraternização: passeios na Ilha Anchieta, jantar com um grupo que toca chorinho na Praia da Almada e um jantar de encerramento na Marina Porto Paraty, além de uma palestra. Esse ano participam aproximadamente 20 veleiros entre os mais

reunem-se com lancheiros do Fórum da Náutica em Paraty

O encontro inusitado acontece no final do Costa Tamoios. Antes do cruzeiro organizado pela ABVC, um dos organizadores do encontro dos lancheiros participantes do Fórum da Revista Náutica enviou um e-mail à ABVC sugerindo a confraternização, que foi prontamente aceita pela presidência da ABVC. Para os lancheiros, brindes da ABVC - sacolas estanques. O encontro serve como forma de iniciar uma boa relação entre velejadores e lancheiros. Se a moda pega vai ter lancheiro querendo colocar mastro no cockpit e velejador colocando motor de popa mais possante... Brincadeira à parte, que essa amizade vingue e se mostre cada vez maior. Bons ventos!

Para iniciantes, experientes, veleiros grandes ou pequenos, tem programa para todos os gostos nesse fim de ano e começo de 2013 O Cruzeiro Costa Caipira, surgiu de um encontro de velejadores do interior que se reuniram em 2011, em Paraty, para conhecer e passear por lá com seus veleiros. Este ano a coisa ganha ares de evento. Saindo de Paraty, deverão ir até a Ilha Grande, e ficar zanzando por uma semana, aproveitando o verão em Janeiro. Se você quer participar anote aí: as inscrições estão abertas! Informe-se pelo email: abvcinteriorsp@gmail.com

Costa Fluminense O objetivo do Costa Fluminense é assistir aos fogos da passagem de ano no Rio de Janeiro. Muitos integrantes aproveitam esse cruzeiro em flotilha para fazer sua primeira navegação noturna em flotilha, o que alíás, também é foco da ABVC na organização desse cruzeiro. A festa começa na largada em Palmas - Ilha Grande - ponto de encontro e partida para a Cidade Maravilhosa. Lá, além dos passeios organizados pela cidade, uma ida à Ilha de Paquetá, com suas casas e clima coloniais, sem carros, só

AGENDA Anote as datas dos próximos eventos da ABVC pra não esquecer: Eleições: 06/12/2012 Costa Fluminense: 28/12/2012 Costa Caipira: janeiro 2013 Costa Sul: 01/03/2013

No inicio do ano Philippe Gouffon e sua esposa Frederique levaram o veleiro Kilimandjaro (um Velamar 32) para a Argentina. Nessa palestra, Gouffon relatou sua participação no “Crucero de La Amistad” e abordou temas como burocracia em relação à documentação, preparação e dificuldades encontrados. A palestra realizada em outubro (SP) faz parte dos planos da Tamoios em flotilha: Ubatuba a Paraty ABVC para tornar os cruzeiros Costa Sul novatos e os mais experientes. Para quem “La Amistad” e Costa Leste, complemennunca fez um cruzeiro em flotilha, é uma tares. Assim os velejadores poderiam “desexperiência e tanto. Faça como eles. Veja a cer” com o Costa Sul até Santa Catarina e programação da ABVC e participe! esticar até a Argentina, e subindo ao NorVelejadores da ABVC deste com os hermanos. Bom, ein?!

PRÓXIMOS CRUZEIROS: Agende-se!

Costa Caipira

Palestra

de bicicletas e charretes. Para quem nunca chegou ao Rio pelo mar, é uma experiência incrível. E a vista dos fogos é feita em Niterói, sem o tumulto de Ipanema. Mas de lá é possível ver a festa dos outros pontos da cidade do Rio de Janeiro. Imperdível!

Costa Sul O Cruzeiro Costa Sul é o segundo maior cruzeiro da ABVC em termos de distância, organização e participantes. Anualmente reúne mais de 25 barcos que partem do Rio, Paraty e Ubatuba para ir à Santa Catarina, no Veleiros da Ilha. O caminho é cheio de surpresas, paisagens deslumbrantes e alguns pontos são destaque, como a passagem pelo Canal do Varadouro ou a parada em São Francisco do Sul, cidade colonial acolhedora e com vocação para o turismo náutico. A chegada a Santa Catarina abrirá o início do Encontro Nacional da ABVC, que em 2013 acontece por lá. Esse cruzeiro é um cruzeiro mais longo (20 a 25 dias), e indicado para aqueles que já querem sair da segurança de seu “quintal”, acompanhados por velejadores mais experientes, velejando por um período mais longo. Experimente!

Midias Sociais

Encontro Nacional da ABVC: na chegada do Costa Sul

CONVÊNIOS A fabricante de botes REMAR entra como conveniada da ABVC. São 10% em toda linha de barcos de apoio para os associados em dia. Além desse, a ABVC mantém outros convênios para os sócios. Veja alguns abaixo e outros no site: IATE CLUBES - Aratú Iate Clube - Cabanga Iate Clube - Iate Clube Guaíba - Iate Clube de Rio das Ostras - Iate Clube do Espírito Santo - Marina Porto Bracuhy - Iate Clube Brasileiro - Jurujuba Iate Clube

Nosso fórum ou lista de discussão, funciona no Yahoo Grupos. Se você é associado e ainda não participa, basta enviar um e-mail para abvc@yahoogrupos.com.br e solicitar a participação. Estamos também no FACEBOOK. Basta você ir até facebook.com/abvc e solicitar sua inclusão. Lá não é preciso ser associado para participar. DESCONTOS Você pode ir conhecendo a ABVC e alguns Coninco - Tintas e Revestimentos membros através do Facebook. Ship’s Chandler: Loja Náutica em Paraty Murolo Seguros: Preços especiais Os produtos da grife ABVC como cami- Enautic : Loja Náutica Virtual setas, flâmulas para embarcações, bolsas Divevision Loja Virtual estanques, canecas alusivas aos cruzeiros entre outros podem ser adquiridos a preços E muitos outros. Consulte nosso site para especiais na loja virtual da ABVC, e po- saber dos detalhes de cada parceiro. dem ser pagos com cartão de crédito. Há Seja sócio da ABVC: você só terá vantainclusive um brechó náutico! Acesse e co- gens. Se já é associado, traga um amigo! nheça: www.atracadouro.com.br/abvc

Produtos ABVC

EDITAL DE CONVOCAÇÃO ABVC – Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro CNPJ 05.809.419/0001-02

Assembléia Geral Ordinária Convocação

Ficam convocados os senhores associados em dia com suas obrigações e de acordo com Estatuto em vigência, a se reunirem em Assembléia Geral Ordinária, na sede social, à rua Bela Cintra, nº 1970, São Paulo, SP, às 9:00h horas do dia 06 (seis) de dezembro de 2012 a fim de tratarem da seguinte ordem do dia: a) Leitura, discussão e votação do relatório da Diretoria, balanço geral e demonstração das contas e respectivo parecer do Conselho Fiscal, relativos ao exercício em vigência; b) Eleição dos membros da Diretoria para o biênio 2013-2014; c) Outros assuntos de interesse dos associados. Acham-se à disposição dos senhores associados, na sede social, todos os documentos exigidos por lei para sua verificação. São Paulo 01 de novembro de 2012

O Boletim Oficial da ABVC é uma publicação independente. As opiniões e notícias do jornal Almanáutica não representam necessariamente a opinião da entidade, e vice-versa.


VELEJANDO NA ANTÁRTICA  

Almanáutica, Informativo Brasileiro de Náutica e Esportes do Mar - Ano I - numero 03 - novembro / dezembro 2012 - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

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