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Luxuria da Lua - 01

Luxúria da Lua Moon Lust

Sherri L. King

1º livro da série Luxúria da Lua

Disponibilização em Esp: Ellloras Traduciones Tradução: Gisa Revisão/ Formatação: Joelma Revisão Final: Sky

PROJETO REVISORAS TRADUÇÕES

Durante uma viagem aos Montes Urais da Rússia, Brianna sofre um acidente que quase custa sua vida e a deixa a mercê de um homem estranho e solitário cuja secreta e insaciável fome2 mudará sua vida para sempre.


Luxuria da Lua - 01

Prólogo

Lua Cheia. Hoje era seu aniversário. A partir das 09h20min da manhã já não teria menos de 32 anos. Brianna suspirou, enviando um sopro de vapor ao ar frio. Então, por que estou aqui fora, no meio dos Montes Urais, escutando um guia turístico falar sem cessar sobre os velhos bosques da Rússia? Porque fez uma promessa a um homem morto, por isso. O excêntrico, embora querido, tio Alexi sempre quis voltar a visitar a terra onde nasceu, mas nunca teve a oportunidade. Depois da morte de seus pais, tio Alexi a criou como a uma filha. Assim durante anos esteve muito ocupado preocupando-se com ela e fiscalizando seus projetos internacionais de conservação florestal para ter tempo para si mesmo. À medida que passava o tempo e Brianna crescia, ajudou a ela em seus esforços de conservação... mas ele nunca encontrou tempo para ausentar-se. Pediu a ela que fosse em seu lugar. — Tem que ver as montanhas e os bosques, Bri. Prometa-me que irá quando eu me for. São tão bonitos que os anjos choram de inveja. Quero que os veja. Provavelmente você também chorará, não é? —Tentou rir, mas seu corpo estava muito fraco pelo câncer. Morreu naquele mesmo dia, mas só depois que prometeu a ele que visitaria sua pátria. Tio Alexi tinha razão sobre a região no meio dos Urais; era impressionante. O ar, embora frio, era fresco e limpo, tão claro que alguém podia ver quilômetros das regiões mais altas. Era impressionante estar entre o denso bosque de árvores como estava agora, mas ao mesmo tempo era... horripilante. Brianna não estava segura do por que a bonita paisagem inspirava 3


Luxuria da Lua - 01 tal incômodo temor dentro dela, mas ali estava. Sentia-se nervosa, tensa. Caçada. Por estranho que pudesse parecer a qualquer um que a conhecesse, sentia-se daquela forma há dois dias. Desde que ela e as outras treze pessoas de seu grupo, turistas, estudantes e guias, entraram em uma região particularmente densa do velho bosque. Durante dois dias havia se sentido espreitada por algum medo sem nome. Quase poderia jurar que se virasse no momento preciso veria um monstro dirigindo-se para ela. Nem sequer a beleza da terra e a fauna podiam afastar sua mente daquele horrível sentimento de estar sendo caçada. Não ajudava que a cada hora mais ou menos vislumbrasse pelo canto dos olhos um brilho de algo no bosque. Como agora, enquanto algo baixo e veloz se movia entre as árvores, oculto pela densa vegetação... Mordeu os lábios. Os guias mencionaram que a área estava cheia de animais selvagens, especialmente raposas e lobos. Brianna se encontrou desejando que as sombras que via tão freqüentemente entre as árvores fossem só os curiosos habitantes do bosque e não os monstros de sua imaginação. Piscou. — Está perdendo a cabeça —murmurou para si mesma— Não há nenhum monstro. Dando-se conta de que tinha ficado para trás afastando-se do grupo enquanto estava perdida em seus pensamentos, apressou-se para alcançá-los. Gritou quando tropeçou, não notou uma raiz saliente no chão. Ao tropeçar, foi incapaz de recuperar o equilíbrio. Os sedimentos soltos cederam terreno enquanto cambaleava, fazendo-a escorregar. — Ouchh! Brianna caiu, ofegando quando viu a si mesma rolando incontrolavelmente por uma ravina íngreme. — OH, Deus! Seus olhos se arregalaram quando um uivo penetrante se elevou até o céu. Gritando quando sua cabeça golpeou contra uma pedra, rapidamente se rendeu à negra inconsciência.

Capítulo 1

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Luxuria da Lua - 01 Lua Minguante — Beba isto, Brianna, manterá você quente. A voz era sombria e longínqua. As palavras eram em inglês, mas o sotaque era forte e russo. Brianna lutou para abrir os olhos, e devido à luz que penetrou através da fresta sentiu fragmentos de vidro estilhaçando-se em sua mente. Sentiu uma taça pressionar contra sua boca, e um quente e confortável líquido gotejar em sua garganta. Muito logo a bebida quente se afastou, e uma mão alisou os cabelos de sua testa. Seu corpo estava dolorido, e era difícil usar os braços e as pernas. Levou alguns segundos para dar-se conta de que era difícil mover-se não porque estivesse ferida, mas sim porque tinha várias mantas pesadas empilhadas sobre ela, sobrecarregando-a. — Sofreu uma queda. Teve febre e esteve muito débil. Tive que ficar cuidando de você. —disse a voz docemente. — Onde estou? —sua voz era rouca e apenas perceptível. — Está a salvo, Brianna. — Como sabe meu nome? Uma suave e masculina risada soou perto de sua orelha. — Fala dormindo. A mão em sua testa se moveu para baixo para acariciar sua face. Sentiu-a fresca contra sua pele quente. As mantas que estiveram encarcerando-a foram jogadas para um lado, e sentiu a frieza do ar acariciando sua carne nua. — É realmente bonita. —disse ele grosseiramente. Tentou protestar quando as mãos alcançaram seus seios e deram um pequeno puxão em seus mamilos, mas foi em vão. Não podia abrir os olhos, seus lábios não podiam formar palavra alguma. Sentiu-se drogada e debilitada, muito fraca inclusive para gritar. Lábios frios se pressionaram brandamente contra os seus, inclusive enquanto lutava para falar. Dentes afiados mordiscaram seus lábios, gentilmente, mas com uma promessa de perigo e paixão. Todo o tempo, os dedos jogavam com seus mamilos, deixando-os cair pesadamente e os manuseava de um modo que achou incrivelmente excitante, embora só devesse tê-la feito ficar nervosa e incômoda. Quem era aquele homem? Como a encontrou? Recordava da queda, mas depois... nada. Quanto tempo tinha permanecido ali com ele? Afastou o rosto de seu beijo, mas ele não se alterou. Seus lábios desceram por sua mandíbula até seu pescoço por onde deslizou seus 5


Luxuria da Lua - 01 dentes. Ao deixar pequenas dentadas em sua sensível pele a fez ofegar, e lavou as diminutas feridas com sua língua. Ele grunhiu brandamente e moveu sua cabeça descendo por sua clavícula, mordendo e aspirando enquanto passava. Sua mão levantou um seio, e o sentiu lançar seu fôlego quente sobre seu mamilo uma fração de segundo antes que o lambesse. Sua língua riscou um úmido e longo caminho de seu mamilo a sua garganta até se conectar com seus lábios, os quais separou para aprofundar-se dentro. Ela não pôde conter um gemido de excitação enquanto ele a beijava imperiosamente. Quem quer que fosse, era o beijador mais sexy que alguma vez tinha selado seus lábios. E ainda que ela estivesse completamente a sua mercê, já não sentia medo. De algum modo sentia que aquele homem não lhe faria mal. Parecia contentar-se a beijando e acariciando, os sentimentos que lhe evocavam eram agradáveis apesar de seu estado débil e esgotado. Sua boca baixou uma vez mais e se agarrou a um dos inchados mamilos. Ela se moveu em baixo dele, sem esforçar-se para escapar, esperando unicamente experimentar mais daquele delicioso abraço. Ele absorveu seu mamilo, produzindo ruídos úmidos enquanto se alimentava dele. De repente suas mãos estavam em todos os lugares de seu corpo, acariciando-a em qualquer lugar que pudesse alcançar. Brianna sentiu seus dedos escorregarem entre suas coxas, e abriu mais as pernas para ele. Qualquer qual fosse à loucura que o conduzia, agora parecia conduzi-la também, e deu boas-vindas à sensação das pontas de seus dedos quando afastaram seus lábios vaginais para acariciá-la. Infalivelmente encontrou seu inchado clitóris, e o pressionou de tal forma que um relâmpago pareceu lançar-se através dela. Ele se separou bruscamente, fazendo-a ofegar de decepção. — Desculpe-me. — sua voz era um baixo grunhido, seus olhos penetrantes. — tive que me refrear estes dias passados enquanto cuidava de você, mas ao vê-la agora, acordada e mais recuperada... não pude me controlar. Descansará agora, não é verdade? Recuperará as forças dormindo. Com aquelas últimas palavras, Brianna o sentiu colocar as mantas sobre seu corpo. A pesar do desejo insatisfeito que seu perito toque despertou nela, em minutos estava outra vez adormecida. Ivan Davidovich Basileus baixou o olhar para observar sua mulher dormindo. As contusões se desvaneceram até converter-se em pequenas manchas apagadas debaixo de sua pele translúcida, e a incisão em seu 6


Luxuria da Lua - 01 couro cabeludo já não estava inchada. Os febris desvarios tinham cessado na noite anterior, abandonando-a por fim a um sonho reparador. Realmente estava melhorando. Nunca esqueceria o sentimento de terror que o invadiu quando a viu cair pela ravina. Como seu coração tinha caído pesadamente no peito quando ela despencou sem forças pela rochosa base, terminando sua queda em uma quietude absoluta. Precipitou-se imediatamente para seu lado temendo o pior. Depois de assegurar a si mesmo que ainda estava viva de verdade, a levou para sua cabana dentro do planalto. Ali, na quietude de sua casa, ocupou-se de seus arranhões e contusões com mais cuidado do que nunca tinha demonstrado a outra pessoa viva. Era lógico, pensou, que ela tivesse inspirado tais instintos protetores em seu interior. Ele a desejava. Queria despertá-la, sem lhe dar tempo para protestar por serem estranhos, e possuí-la como um animal. Aquele desejo por ela era como uma febre que devorava seu corpo e alma e contra o qual não podia lutar nem controlar. Deu-se conta de que era incapaz de afasta-se de seu lado por mais de alguns poucos minutos no máximo, desejando unicamente sentar-se em silêncio e observar seu rosto e sua forma. Não havia forma para racionalizar ou explicar sua feroz atração por ela. Não era uma grande beleza, com seus cabelos castanhos comuns e seus olhos escuros. Sua pele era translúcida e delicada, dando uma qualidade fabulosa a ela, mas não era feita da matéria dos úmidos sonhos de um homem. Tinha busto e quadris amplos, atributos que gostava em uma mulher, mas aquilo tampouco era uma razão suficientemente boa para a força de seu desejo por ela. Não, seus atributos físicos não era o que provocava nele aquela luxúria. Aquele desejo, aquela fome que sentia por ela ia mais longe daquilo. O que sentia era muito mais perigoso que a mera atração física. Seu membro estava duro. Esteve duro desde o primeiro momento em que a teve perto, o suficiente para cheirar a fragrância floral de seu sabonete. Perto o suficiente para cheirar sua feminilidade. Era um aroma embriagador, criado para enlouquecê-lo, e funcionava muito bem. Moveu-se da cama até uma cadeira perto da lareira. Sem nunca tirar os olhos de cima dela, sentou-se. Desabotoando a calça, rodeou seu membro e começou a acariciá-lo. Desejava que a mão que o bombeava fosse a dela, desejava isso tanto que era uma dor física, mas se resignou a esperar por enquanto. Reclinando-se para trás na cadeira, apertou o eixo de sua ereção. Massageando os testículos com uma mão, enquanto acariciava seu pênis com a outra. Ivan sentiu que sua respiração 7


Luxuria da Lua - 01 acelerava. Totalmente ereto, seu grosso membro ostentava uma grande cabeça púrpura, que logo derramou uma gotinha pré-seminal sob sua mão. Formou redemoinhos com o líquido ao redor, usando-o como lubrificante enquanto se masturbava. Em sua mente imaginava Brianna movendo-se sobre ele, seus curtos cabelos negros como um halo ao redor de sua cabeça. Imaginava ela gemendo e embainhando-o em seu sexo úmido, uma e outra vez enquanto o montava. Grunhiu suavemente e aumentou o ritmo de suas carícias. Logo seus quadris se sacudiam ao ritmo de suas mãos, e seu testículo estavam apertados com sua carga de esperma. Ouviu um suave suspiro da cama quando Brianna se mexeu em seu sono. Aquele pequeno som de seus lábios foi tudo o que necessitou. Com um longo gemido interior para se prevenir de seu rugido de liberação, derramou-se sobre suas mãos. Passaram vários minutos antes que voltasse a se acalmar. Jurou que a próxima vez que voltasse a fazê-lo, seria no mais profundo de Brianna.

Capítulo 2

Lua Nova — Assim... estou presa aqui até quando exatamente? — Até que a neve do caminho derreta. Umas poucas semanas no máximo. Já está cansada de mim, Bri? — Sabe que não — riu e deu um leve murro em seu musculoso ombro. Está perdendo peso? Perguntou-se. Tinha parecido mais forte nos primeiros dias depois de sua enfermidade. Tendo perdido peso ou não, era certamente espetacular com seu espesso cabelo negro e seus vibrantes olhos verdes. Nunca tinha visto um homem mais atraente. — Mas você pode se cansar de me ter todo o dia ao seu redor. Não está acostumado a ter a alguém grudado em seus calcanhares aqui, no meio de lugar nenhum. — Nunca poderia me cansar de sua companhia, não importa o quanto esteja grudada em meus calcanhares. —suas palavras foram 8


Luxuria da Lua - 01 brincalhonas e sutis, mas seus olhos estavam escuros com uma profunda paixão. Os olhos de predador se deleitaram nela, devorando-a por completo. Na semana passada depois de sua recuperação, Brianna permaneceu com o Ivan, esperando que a prematura e inesperada tormenta de neve acabasse. Não havia telefones nem eletricidade ali, e embora Ivan tivesse dito que vivia só a alguns poucos hectares de distância do povoado mais próximo, estavam virtualmente sem comunicação com mundo exterior. Ao menos até que a neve se derretesse um pouco no caminho. Tinham desfrutado de uma rápida e cômoda amizade, e nenhum deles mencionou as carícias e os beijos roubados entre eles naquela primeira noite. Às vezes Brianna se perguntava se tudo teria sido um sonho apaixonado e quase poderia chegar a acreditar nisso. Até que em momentos como aquele, quando os olhos esmeralda de Ivan ardiam e resplandeciam com uma fome reprimida. Então recordava de cada beijo, cada toque e estremecia com renovado desejo. Aquele homem que estava ante ela lhe queria muito. Podia ser amável e gentil, tanto quanto divertido e pensativo. Ivan era um mistério para ela de muitas maneiras, mas ainda depois de um tempo tão curto junto a ele se sentia como se o conhecesse durante toda uma vida. A fazia rir, a fazia pensar, e nunca pedia nada em troca mais que sua amizade. Ivan salvou sua vida e ela estava muito contente por isso. De outro modo, nunca o teria conhecido. Mas às vezes... Intranqüilizava-a. Como a maneira em que podia ficar sentado imóvel durante horas, sem nem piscar. Tinha a observado daquela forma durante os últimos dias em que esteve prostrada na cama. Desculpava seu fixo e vigilante olhar recordando a si mesma que era um verdadeiro homem do bosque, isolado da sociedade civilizada e não acostumado a outras pessoas, e tinha tentado acostumar-se ao seu olhar. A forma em que se movia a intranqüilizava mais que quando estava quieto. Seus músculos eram tão fluídos que se moviam com graça quase desumana. E era rápido. Às vezes nem sequer podia ver seus movimentos. Naqueles momentos, voltava a recordar-se de seu duro estilo de vida, um que certamente o havia tornado mais forte e rápido devido a um exaustivo trabalho. Aquelas lembranças a ajudavam a ignorar qualquer inquietação que sentisse quando parecia um pouco... estranho. Naquele instante, estava olhando para ela tão fixamente que quase se esqueceu do que estavam falando. De repente quis saber mais sobre 9


Luxuria da Lua - 01 ele do que seu bate-papo acolhedor tinha revelado. Esclareceu a garganta. — Tem família por perto? — Sim. Tenho muitos parentes no povoado. — disse, seus olhos sem vacilar sobre seu rosto — E você? Onde está sua família? — OH, não tenho. O tio Alexi era o último de meus parentes. — Ah, sim, aquele sobre quem me falou. — seu sotaque era forte e jogava sobre ela como uma carícia — O tio que disse a você: "olhe, vá para minha pátria de origem, depois caia de cabeça e deixe que o pobre Ivan tenha um ataque de coração quando a encontrar toda machucada em uma ravina”, esse tio Alexi? Brianna riu. — Sim, esse tio Alexi. Ia vir alguns meses mais a frente quando fizesse mais calor, mas fiz a promessa de vir e queria fazê-lo logo que pudesse. Os olhos dele pareceram suavizar-se um pouco. — Queria fugir. De sua morte e de sua solidão, não é? Ela afastou o olhar. — Sim. Como adivinhou? Voltou a olhá-lo, inexplicavelmente curiosa por sua resposta. Ivan deu de ombros, os firmes músculos ondeando sob sua camisa. — Posso ver isso em seus olhos, a solidão. Amava seu tio Alexi, e agora que se foi não tem outra família. Agora está sozinha. Brianna baixou os olhos, e olhou suas mãos apertadas com força sobre seu regaço. — Sim — concordou baixinho. — Assim veio para cá para esquecer suas preocupações por um tempo. É algo bom. —disse ele suavemente, seu forte sotaque em um murmúrio. Ela sorriu. — E conheci um bom amigo, isso é algo bom também. —adicionou. Ele ficou imóvel. Seus olhos esmeralda perfurando os seus. — Sim, é algo muito bom. Mais tarde, recolheram lenha para a longa tarde que tinham pela frente. O pesado casaco de Brianna, pego emprestado do armário de Ivan, a cobria da cabeça aos pés, mas o vento continuava sendo frio e cortante. Quando caiu na ravina, sua mochila continha duas mudas de roupa, embora nenhum dos artigos fosse suficientemente quente para 10


Luxuria da Lua - 01 aquele clima nevado. Alegrava-se que ele fosse um homem tão grande, e que seu casaco mantivesse a maior parte do vento fora. — Onde conseguiu a lenha? Este bosque não está protegido devido a sua idade? Ivan protestou. — Esta parte do bosque não. O governo não tem desejo de salvar todo o Velho Bosque. Só preservam as áreas onde habitam as espécies em perigo. — Mas a maioria destas árvores é centenária, inclusive têm milhares de anos. Você e os aldeãos não as destroem para fazer lenha? —sua voz estava horrorizada. Ela e seu tio passaram suas vidas tentando evitar coisas assim com seus esforços pela preservação. — Não! Uso as árvores jovens, com a madeira jovem e doente. Não sou um açougueiro para tirar a vida das árvores grandes. —Cortou o ar com a mão, uma expressão apaixonadamente russa. — Uma coisa assim seria um crime em todos os aspectos. Estas árvores não poderiam ser substituídas, nem durante uma vida inteira, e as criaturas que vivem aqui merecem o refúgio de um bosque vivo. Houve um momento de silêncio. — Sinto ter duvidado de você. —Ela sorriu e lançou uma bola de neve na cabeça dele. Ivan balbuciou indignado quando a bola de neve o alcançou. Com um grunhido atirou o montão de lenha que tinha recolhido e estendeu a mão para fazer sua própria bola de neve. Brianna riu e começou a correr, escorregando na neve solta. Com apenas dois passos, Ivan a apanhou. Sentiu como se um trem de carga a tivesse golpeado enquanto caía no chão. Cuspindo um bocado de neve levantou os olhos para os profundos olhos da cor do bosque. — Por que fez isso? Acreditei que estávamos tendo uma briga de bolas de neve, não jogando futebol americano! Ele inclinou a cabeça para um lado, um cativante gesto que notou que fazia quando estava brincalhão ou curioso. — Mas correu. — Claro que corri, bobo. Não vou ficar quieta simplesmente e esperar que me golpeie com sua bola de neve! — Pensei que corria por que queria que a perseguisse. Não quer brincar que a persigo? — Bom, eu... não acredito que tenha pensado nisso. 11


Luxuria da Lua - 01 Que pergunta tão estranha. De repente fui muito consciente de seu peso que a pressionava contra a neve. Sua respiração quente lançada sobre seu rosto, e se encontrou surpresa pela longa longitude de seus negros cílios. — Bom eu... faço isso durante um tempo quando apanho minha presa. Com aquelas palavras ainda soando no ar entre ambos, desceu subitamente e a beijou. Era o primeiro toque íntimo entre eles desde a noite em que despertou da febre. Recordar e sonhar com aqueles primeiros beijos consumiu cada um de seus pensamentos e a realidade era ainda melhor. Ele tinha o gosto do ar selvagem do bosque e de misteriosos desejos. O beijo aumentou em calor e paixão. Suas respirações se moveram no interior da boca do outro, enquanto suas línguas se batiam em uma dança tão velha quanto o tempo. O cabelo de Ivan fez cócegas em seu rosto, sua suavidade era como a de uma pelagem exótica. A neve e o frio foram esquecidos quando os braços de Brianna se enredaram ao seu redor para trazê-lo para mais perto. Os quadris de Ivan se grudaram contra os seus. Ele grunhiu dentro de sua boca, um som animal de necessidade. Afastando-se dela, olhou profundamente dentro dos olhos de Brianna; aquela quietude repentina que possuía se abateu sobre ele. Passaram alguns minutos enquanto ofegavam sobre o rosto cara do outro, a respiração vaporizando fumaça ao redor deles. — Desejo você. — Sua voz foi um som gutural. — Eu... eu também o desejo — ela admitiu. — Então, a possuirei. Seus olhos resplandeceram com as palavras, ficou rapidamente de pé a segurando em seus braços. Ele era muito, muito forte. Ela não era nenhum peso-pena, mas a levava como se fosse. Seu coração se acelerou de excitação. Veloz e seguro a levou até a porta de sua casa de madeira, abrindo a porta com o pé, sem parar até que chegaram à cama. Com terno cuidado a deixou sobre seus pés diante desta. — Deveríamos tirar estas roupas molhadas. — Sussurrou ele, lutando para controlar sua urgência de uivar seu triunfo na noite. Logo seria sua. Unicamente sua. Concordando incondicionalmente, apressou-se a tirar seu casaco, suas luvas e botas. Suas mãos tremiam de desejo, e se sentia tão aturdida como uma virgem. Ouviu um som de rasgo e levantou a cabeça para ver Ivan rasgando suas roupas com o mesmo abandono ansioso. Seus dedos 12


Luxuria da Lua - 01 se moveram para desabotoar sua camisa de flanela, mas de repente as mãos dele a detiveram. Elevou os olhos para encontrar-se com os dele, que brilhavam com tal fulgor que era quase alarmante. — Deixe que eu o faça — disse. — Sim — suspirou ela. Com dolorosa lentidão a despiu. Com mãos tão ternas e gentis que mal podia sentir seu toque, respeitosamente acariciou cada novo pedaço de pele enquanto ia deixando-a descoberta. Era como ser seduzida por mariposas, suas suaves e aduladoras carícias brincando sobre sua pele como asas sedosas. Podia ver o faminto desejo nos olhos dele e soube que estava exercendo um grande controle contra suas paixões para continuar sendo terno com ela. Quando descobriu seus seios, ajoelhouse ante ela e lentamente, muito lentamente, moveu sua boca para pressionar um beijo contra seu mamilo. Atraiu-a para ele e enterrou seu rosto contra a suavidade de seus seios e inalou profundamente. Seus instintos mantinham uma luta em seu interior, e seu controle escorregou por um desfiladeiro quando caiu sobre ela com ardor renovado. Acariciou e apertou seus seios nas mãos e se moveu para sugar ruidosamente um protuberante mamilo em sua boca. Sua língua e seus dentes o acariciaram antes que abrisse mais a boca e tomasse dentro tanto dela quanto pôde. Alimentou-se dela com uma fome misteriosa e interminável. Libertando-a com um audível pop, no último afastamento, seus dentes rasparam sobre seu mamilo e ele soltou um gemido irregular por seus lábios abertos. Então se deslocou até o outro mamilo e dispensou a ele a mesma atenção. Ivan levantou os olhos do seio que sugava para ver a cabeça de Brianna arremessada para trás, sua respiração alterada por seus lábios aberto. Ela tinha um gosto doce e suculento, e ele resistiu a repentina urgência de mordê-la para marcá-la como dele. Queria imprimir a si mesmo nela, para que assim nunca pudesse ver-se no espelho sem vê-lo também. Era algo primitivo, uma tentação contra a qual tinha que lutar por medo de afugentá-la. Com mãos instáveis desabotoou sua calça, baixando-a com infinito cuidado por seus quadris e coxas. As mãos dela descansaram em seus ombros para segurar-se enquanto saía de sua roupa. Permanecia agora nua ante ele, como a imaginou tantas vezes nas noites passadas. Ele se inclinou para frente e pressionou um suave beijo contra a suave curva de seu estômago, incapaz de resistir ao desejo de acariciar sua carne tenra com seus dedos. Ela conteve a respiração, e ele pôde ouvir seu coração martelando em seu peito. Aspirando sua fragrância profundamente, 13


Luxuria da Lua - 01 levantou uma de suas pernas sobre seu ombro, com cuidado para mantê-la equilibrada quando oscilou. As mãos de Brianna se dispersaram em seus cabelos e seus olhos baixaram para encontrar os dele. Sabia o que ele queria fazer, mas nenhum homem se ofereceu a fazer uma coisa assim a ela. Os olhos dele estavam tão verdes quando se afundaram nos seus que a fizeram tremer em seus braços. — Quero saboreá-la. —disse com sua misteriosa e sexy voz. Brincou sobre ela como um roce de veludo negro. Interpretando seus gemidos e suspiros como um sim, ele a abriu com seus dedos e a lambeu. Sua língua perambulou desde sua abertura até seus clitóris onde se atrasou para pressioná-lo e lhe dar golpezinhos. Lambeu-a repetidas vezes, fazendo uma pausa unicamente para sugar a carne de seus lábios e seus clitóris. Atrasou-se em seu clitóris com quentes beijos e lambidas, seus lábios, seus dentes, e sua língua estavam enlouquecendoa. Ela gemeu e se contorceu, mas as mãos dele eram firmes e a mantiveram contra sua boca faminta. Úmidos sons encheram o quarto, avivando o desejo de ambos, estimulando a ele. Ivan gemeu contra ela, e as vibrações moveram-se ao longo dela como um terremoto. Suas paredes vaginais se apertaram, e ele pareceu senti-las. Lançou pecaminosamente sua longa língua profundamente em sua úmida abertura e a empurrou nela como se fosse seu pênis. Sua língua a penetrou dentro e fora, e seus dedos se uniram ao jogo sobre seu inchado e palpitante clitóris. Ela gemeu enquanto o sangue se apressava em sua vagina, inchando-a ainda mais e levando-a muito perto do orgasmo. — OH, Deus — ofegou. Rompeu sobre ela com a força de uma explosão. Ela se ruborizou das faces até o púbis, seu corpo ardendo a ponto de ebulição. Seus joelhos se dobraram, e teria caído se não fosse por a enorme força dele que a sustentava. Elevou a voz em um alto e entusiasmado gemido. Os tremores a sacudiram pelo que lhe pareceu uma eternidade, obscurecendo seus olhos com sua força. Ivan sentiu os tremores do orgasmo dela prendendo sua língua como um apertado punho. Soube que enquanto vivesse nunca esqueceria seu sabor. Seu tato e seu aroma, sua mulher. Quando seu orgasmo diminuiu em pequenos e profundos tremores, baixou sua perna e se levantou. Permaneceu quieto por um longo tempo, sem dizer nada, só olhando-a nos olhos sem piscar. Aquilo a desestabilizou antes de ver seus ombros tremerem com o esforço de 14


Luxuria da Lua - 01 abster-se de saltar sobre ela. Uma forte emoção de antecipação ressoou através dela. Seus olhos ardentes nos dela, e suas mãos a puxaram com força contra seu corpo duro. — Sinta seu sabor em minha língua. —grunhiu e a beijou. Foi um beijo ardente, de posse e obsessão. Sem saber como chegou ali, encontrou-se repentinamente embaixo dele na cama enquanto a beijava. Sua boca e suas mãos estavam em todas as partes, era como fazer amor com um furacão. As mãos a percorreram livre e desesperadamente, brincando sobre seus tensos músculos, atrasando-se quando gemia ou suspirava por uma carícia em particular. Ele empurrou para abrir suas pernas, mantendo seus tornozelos em suas grandes mãos. Brianna viu seu membro, preparado e esperando por ela. Por um instante sentiu uma forte sensação de excitação e surpresa ao ver seu tamanho e grossura. Seria um encaixe forçado. Observou como situava a grande e redonda cabeça contra sua carne molhada e ofegou quando começou a entrar nela. Estirou-a e a fez arder, sua carne tão quente, como se estivesse escorregando um ferro de marcar dentro dela. Encheu-a mais completamente do que nunca o tinham feito. Quando estava meio embainhado nela parou, e ela gemeu. Ele tinha a mandíbula apertada, seus olhos eram mais intensos que nunca antes. — Agora é minha — afirmou. — Não se detenha — implorou ela, sem vergonha. — Diga —exigiu ele— Diga que é minha. Ele a desejava tão fervorosamente que soube que tomaria suas palavras como uma promessa. Pensando nos dias passados com ele, soube que estava começando a querê-lo de verdade. Mas podia prometer-se a ele? Sabia que se dissesse as palavras não haveria volta atrás para nenhum deles. Jamais. — Diga — grunhiu outra vez, retirando-se dela lentamente, fazendo-a sentir-se privada e vazia. — Sou... sou sua — sua voz tremeu. — Diga outra vez. — Sou sua. Sou sua! — prometeu, sentindo como se sua alma se entrelaçasse de alguma forma com a sua. — Minha — suspirou ele, presenteando-a com um doce beijo antes de empurrar-se por completo dentro dela. Ambos gemeram ante a deliciosa sensação. Incapazes de esperar 15


Luxuria da Lua - 01 mais, começaram a balançar um contra o outro. Brianna colocou suas pernas ao redor de seus quadris, enganchando seus tornozelos no final de suas costas. Ele empurrou dentro e fora dela, de alguma forma alcançando mais profundamente e mais profundamente em seu interior a cada golpe. Logo ambos estavam suados por seus esforços, o embriagador perfume de sexo e luxúria flutuava no ar. Apanharam os gritos do outro com suas bocas, gemendo e ofegando, tremendo e retorcendo-se na cama. Ivan gemeu e cravou os dentes instintivamente em seu ombro, seus dentes sustentando-a embaixo dele à medida que empurrava ainda mais ferozmente nela. Brianna ficou sem fôlego pela dor, mas sua paixão subiu até um vigor febril. Chegaram juntos, o corpo de Brianna corcoveando embaixo dele, gritando em seu selvagem êxtase. O corpo de Ivan saiu do tenso interior dela enquanto jogava para trás sua cabeça em um trovejante rugido. O corpo dela espremeu sua semente, sua vagina apertando seu pênis como se tratasse de uma boca ávida. Ivan se derrubou sobre ela, seu peso esmagando-a na cama. Deu-lhe boas-vindas, se agarrando a ele enquanto seu coração desacelerava. Sua respiração ressoou através do quarto, lentamente foi se acalmando até que Brianna flutuou brandamente para o sono. Antes que o sono a tomasse completamente ouviu um uivo na noite e Ivan murmurando as palavras — A lua está crescendo.

Capitulo 3

Lua Crescente Uma semana mais tarde Uma voz ressoou em seu ouvido — desejo você outra vez. Agora. Brianna despertou de seu sono por exaustão enquanto o grosso pênis de Ivan a empurrava por trás — Fizemos isso quatro vezes ontem à noite, Ivan. Estou cansada — protestou, mas ao mesmo tempo seu corpo despertava para a paixão que 16


Luxuria da Lua - 01 o apetite dele provocava dentro dela. Os dentes dele morderam meigamente a branda carne entre seu pescoço e ombro. Parecia desfrutar mordendo-a, e certamente ela gostava também. Ela se umedeceu ainda mais, e logo terminou por molhar-se, enquanto ele levantava uma de suas perna e a punha por sobre seus quadris. Isto a abriu completamente para ele, e a cabeça de seus pênis escorregou dentro dela. — Pode descansar mais tarde. Necessito de você agora. —Suas palavras foram rudes como se lutasse para controlar-se. Sabia que ela provavelmente estava muito sensível depois de terem feito amor tantas vezes na noite anterior, mas seu controle ia desaparecendo cada vez mais, e não poderia conter a si mesmo por mais tempo. Na semana anterior passaram os dias e as noites um nos braços do outro. Exploraram seus desejos mais profundos e mais secretos e se alimentaram um do outro como dois glutões. Em qualquer momento que ela se aproximasse dele, seus pênis ficava duro como o mármore e seu coração batia a mil por hora. Ele sabia que era o mesmo para ela, que estava tão faminta quanto ele. Seus olhos misteriosos flamejavam e se aqueciam em qualquer momento que estivesse junto dela. Quando não faziam amor passavam o tempo falando e aprendendo um sobre o outro. Quanto mais aprendia Ivan a respeito de Brianna, mais crescia seu amor por ela. Amor, era uma descrição muito pálida para a emoção que sentia por ela. Ela se preocupava com as mesmas coisas que ele, gostava da mesma música e compartilhavam muitas das mesmas afeições. Era inteligente, amável, e apaixonada. Era sua companheira, a mulher de seus sonhos. Seu par em todos os aspectos. Algumas vezes achava difícil compartilhar com ela todos os segredos que tinha guardado durante toda sua vida. Mas lentamente os ia revelando, preparando-a para o conhecimento do que sabia que ela devia conhecer (mais que conhecer, devia aceitar) para que pudessem estar realmente emparelhados. Não restava muito mais tempo para introduzi-la no conhecimento ou na aceitação, mas ia avaliando-a a cada nova revelação compartilhada entre eles. Não era como os outros homens. Esperava que ela pudesse aceitá-lo, e fosse capaz de amá-lo por isso e não apesar disso. Ao sentir seu úmido calor rodeando a cabeça de seu pênis, empurrou nela, detendo-se na entrada de sua vagina. Tentou acalmar sua respiração, para esfriar seu ardor, mas foi inútil. Ela era uma tentação muito grande, e ele logo se encontrou empurrando dentro e 17


Luxuria da Lua - 01 fora dela, com firmes investidas. — Estou machucando você, pequena? —Perguntou com seu áspero sotaque russo. Ele deu um suspiro de alívio quando ela assegurou que não o fazia. Gemeu embaixo dele, e ele não pôde deter um grunhido de satisfação. Ivan chupou o polegar e o dedo indicador, usando a umidade em seu mamilo, que ficou tão duro como um diamante sob sua atenção. Empurrou em seu interior, sentindo como sua umidade empapava a ambos. Sabendo que estava próximo de seu orgasmo, sua mão se moveu contra o mamilo de Brianna. Moveu sua mão mais para baixo, e encontrou seu empapado clitóris, e começou a massageá-lo da forma que sabia que ela mais gostava. Sentiu os pequenos e débeis tremores do clímax dela e permitiu que seu controle de ferro se esmigalhasse. Brianna sentia seu corpo inflamado de paixão e necessidade. Não importava quão freqüentemente ou quão a fundo se amassem, tudo era totalmente novidade e excitante em cada vez. Gemeu enquanto sua mão perambulava sobre ela com um toque maravilhoso. Tocava-a como se ela fosse um instrumento, sabendo exatamente quando pressionar e quando retirar-se para fazer que seus nervos cantassem de prazer. Seu pênis a encheu e a fez estirar-se. Nos últimos dias, havia se sentido vazia e carente se ele não estivesse em seu interior. Seu corpo se sentia separado, como funcionando em piloto automático, unicamente feliz quando estavam um nos braços do outro. Não poderia ter negado nada a ele. Era tão atemorizante quanto mágico. Enquanto seus dedos apertavam e massageavam seu clitóris, gozou, apertando como com braçadeiras seu pênis enquanto ele bombeava sua semente em seu interior. Ivan gritou, um som entrecortado, desigual, que a emocionou até mesmo quando ela gritava em uníssono. Depois de alguns minutos suas respirações se acalmaram. — Durma, Bri. Farei algo para tomarmos no café da manhã — disse dando um beijo na orelha dela. Ela o sentiu levantar-se da cama e uma idéia a golpeou. — Não será outra vez carne de veado, não é mesmo? Não acredito que meu estômago possa suportar mais carne de veado, não importa como a prepare — disse com um sorriso, recordando de todos os pratos diferentes que ele preparou com carne de veado como o ingrediente principal. Sorriu para ela. — O que me diz a respeito de lebre selvagem, então? — Por que tudo tem que ser de carne? Por que não ovos ou cereal? Demônios, comeria farinha de aveia e eu detesto farinha de aveia — riu. 18


Luxuria da Lua - 01 — Os ovos não nos manterão por muito tempo, e não posso ter galinhas em casa. Há lobos, caso não tenha se dado conta. — Seu amplo sorriso foi positivamente feroz. — Além disso, este é o melhor tempo do mês para caçar, justo antes da lua cheia. — Uh. Suponho que se deu conta de que fala como uma mulher com TPM1, mencionando as fases da lua e tolices com freqüência — riu, mas ele permaneceu estranhamente quieto e silencioso. Ela o ignorou, não gostando da desagradável suspeita de que se tentasse explorar a questão com maior profundidade seria como abrir a mítica caixa de Pandora. — Por que não me faz uma surpresa, então? —perguntou com um grande sorriso. — Acredito que me posso pensar em algo — disse com um sorriso tão amplo quanto o dela, e se vestiu com um avental grosso que ele dispunha para a cozinha. Com uma risada e um grito próprio de uma criança ela se escondeu sob os cobertores. — A lua está crescendo — murmurou ele. Se ela não estivesse envolta no ninho formado pelos braços dele, junto à janela, não o teria ouvido. — Sabe, deve ser astrônomo de coração — brincou ela. — Já disse isso antes. Ele simplesmente grunhiu, seu peito vibrando sob a orelha dela, e Brianna se aconchegou mais apertada em seus abraços. Tinha recuperado o peso que tinha perdido, seus músculos firmes e volumosos embaixo dela, fazendo-a sentir-se segura e amada. — É tão brilhante — disse ele com voz monótona. Abraçava-a fortemente e ela quase podia sentir a energia contida emanando dele em ondas. — Será lua cheia em alguns dias — ela esteve de acordo, preocupada por razões que não queria sondar. — Uma lua cheia — Ele se atrasou sobre a segunda palavra de modo que ao fim soou como "luuuua" Um solitário uivo rompeu a quietude da noite. Ela estremeceu. A mão de Ivan a fez levantar o queixo, deixando-a com o rosto voltado para a luz da lua. Ele tinha ficado tão quieto, dessa estranha forma dele, olhos esmeraldas fundindo-se com os dela. Podia ver suas pupilas se ampliando e fechando uma e outra vez, repetidas vezes, como uma lente de telescópio. Seus olhos estavam acesos com um estranho 1

Síndrome Pré Menstrual

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Luxuria da Lua - 01 fogo interior. Ele respirou profundamente, como se estivesse impregnando seus pulmões profundamente com o perfume da essência dela. As asas 2 de seu nariz se agitando, seus olhos cintilando, parecia mais animal que homem. Aquilo a enervou, mas apesar disso seu coração começou a agitar-se com energia devido à excitação. Ivan era o homem mais perigoso e atraente que já tinha conhecido, e ela o amava. Ele a emocionava, a fazia sentir coisas maravilhosas. Não podia imaginar como tinha podido viver sem ele em sua vida. Desejava-o. Repetidamente, desesperadamente, tinha que o ter. Recostando-se contra ele, Brianna pressionou os lábios contra os dele, e o ouviu emitir um som que mais parecia um gemido antes de apertá-la contra ele. Tornou-se selvagem, rasgando suas roupas e grunhindo com a mesma fome desesperada que ela sentia. Com assombrosa força levantou a ambos da cadeira na qual estavam abraçados para pô-la junto à janela. Fez que ela se virasse de costas para ele, ficando detrás dela e tirando rapidamente o resto de sua roupa. Ela ficou de pé ali, sob a luz da lua, sentindo a luxúria bestial que a envolvia. Ivan mordeu seu pescoço, e ela gemeu. Com mãos ásperas puxou-a para trás, contra ele, e ela sentiu sua carne nua pressionando apertadamente contra ela. A pele de Ivan se esquentou, ardendo detrás dela como um fogo crepitante. Inclinou-a para frente e se empurrou completamente dentro dela, seus testículos se chocando contra ela enquanto se deslizava em seu interior. — Seja delicado — solicitou enquanto sentia a si mesma totalmente cheia com o tamanho dele. Ele estava tão grande aquela noite, maior do que nunca antes o viu. — Não posso — disse ele asperamente. Sua voz era gutural e rude. — Não agora. Diga-me se a estou machucando, Bri. —Gemendo, empurrou-se ainda mais forte contra ela. Ela ficou sem fôlego. Não dolorida, como tinha esperado, mas sim envolta em um êxtase angustiante. Seu sexo estava absolutamente repleto com o pênis dele, e o ângulo no qual a penetrava o punha em contato com todos os lugares secretos, prazenteiros e maravilhosos em seu interior. O prazer e a dor a aturdiam, suas mãos, sua boca e seus dentes estavam em todos os lugares que podiam alcançar, seu pênis tão 2

Asa do nariz = asa - que contribui para formar a face externa de cada narina. (Aurélio)

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Luxuria da Lua - 01 profundamente em seu interior que ela sentiu de repente como se estivesse se dividindo em duas. Um gemido, alto e animal, soou repetidas vezes, e Brianna percebeu que o som saía de seus próprios lábios. — Ooooh, Ooooooh, Deus, Sim! Não se detenha! — gritou uma e outra vez. — Quem a possui, de coração e alma? A quem pertence? — perguntou ele. — A você, pertenço a você. Só a você! — jurou ela, em meio a gritos enfraquecidos. Seus corpos se chocavam audivelmente, o suor os cobria com um fino brilho. — Goze para mim — ordenou ele. — Vem, goze para mi. Agora. Ela o fez. Imediatamente logo depois de ouvir suas palavras, sua vagina se apertou com a força de um punho ao redor dele e ele empurrou ainda mais furiosamente. Ela começou a gemer, quase gritando enquanto seu corpo pulsava e estremecia. O orgasmo foi explosivo, intenso e absorvente. Quando ela se acalmou percebeu que Ivan estava longe dela. Ele caiu de joelhos diante dela e enterrou sua boca nela. Lambeu e chupou e fez amor com ela com sua língua até que ela gozou outra vez. As pernas tremendo, totalmente esgotada e sem capacidade de discernimento depois da violência de seus orgasmos, tudo o que Brianna podia fazer era gemer e apertar-se contra ele enquanto Ivan se deitava no chão. Ele a levantou e a montou em cima dele. Seu grosso eixo a encheu por completo, alcançando seu útero. — Monte-me — grunhiu Com suas mãos rodeando-a com força, ela o envolveu, movendo-se em cima dele ansiosamente. Incrivelmente ele ficou ainda mais duro enquanto ela ondulava sobre ele. Ele virou seu rosto para a lua, seus olhos cintilando para os dela iluminados com um brilho prateado. Seus dentes reluziram, parecendo de repente afiados e estranhos perto de seus lábios sensuais. Ele gemeu e gemeu embaixo dela, seus quadris pressionando contra os dela, suas mãos firmemente assentadas na carne dos quadris de Brianna. Repentinamente ele ficou tenso embaixo dela, sua cabeça caiu para trás. O orgasmo de Brianna tremeu através dela exatamente um segundo antes que seu esperma alagasse seu útero. Ivan se moveu agitado embaixo dela e uivou um longo lamento para a noite iluminada 21


Luxuria da Lua - 01 pela lua. Brianna desabou sobre ele, desequilibrando-se sem seu suporte, e o ouviu afirmar em seu ouvido — Nunca me deixará. Nem agora, nem nunca.

Capítulo 4

Lua Cheia. Ivan estava agindo de forma estranha. Ainda mais do que era habitual nele. Seus cabelos estavam desordenados e despenteados, seus olhos misteriosos e concentrados. Brianna só o conhecia há um mês, mas nesse tempo aprendeu o suficiente sobre ele para ficar preocupada com seu atual comportamento. Podia ver que tinha algum tipo de desassossego, mas quando perguntou a ele o que estava errado só tinha lhe censurado e ela terminou por retirar-se ao ar livre. Deixou-a durante várias horas, e ao voltar parecia selvagem e perigoso. Imediatamente possuiu seu corpo como um animal, enterrando-se sem piedade fora e dentro de seu sexo por muitas horas. A atração entre eles era muito forte, mas, devido a seu estranho comportamento durante os dias anteriores ela começava a sentir-se, bom… nervosa. O sexo com ele era selvagem e indomável. Teve tantos orgasmos que já havia perdido a conta, e Ivan nunca parecia cansar-se de provocá-la Havia transado em cada um de seus orifícios, seu sexo, sua boca, inclusive em seu traseiro, um lugar no qual ela nunca tinha sido tocada, mas ele ainda queria mais e mais dela. Nos dos dias passados raramente tinham falado. Estavam muito ocupados transando até enlouquecerem. Brianna o amava e tinha a certeza de que ele começava a amá-la também. Por isso, preocupava-se com a tortura interna que parecia sofrer. Mas quando tentou tirá-lo de sua carapaça, tinha a deixado de fora completamente. Talvez fosse simplesmente um capricho passageiro, mas parecia tão distante com ela, a menos que estivessem fazendo amor. Fechado e retraído. 22


Luxuria da Lua - 01 — A lua está cheia esta noite — disse Ivan, invadindo seus pensamentos. Ficou de pé no portal aparentemente preparando-se para um de seus passeios. — É mesmo? —Tentou soar interessada. Ele falava muito a respeito da lua. — Temos que conversar. —Sua voz era séria e firme. O coração de Brianna se afundou, enquanto sentia medo de que ele já tivesse se cansado dela e estivesse tentando encontrar uma forma para terminar a relação. Tentou não permitir que sua tristeza saísse à luz. — De acordo — disse ela, assombrada de que sua voz soasse neutra e estável. — Há coisas a respeito de mim que deve saber. A respeito de mim e de minha família… e das pessoas do povoado. Coisas que não entenderá… mas necessito que tente. — Está me assustando — murmurou ela. — Sinto muito. Desejaria poder dar mais tempo a você, mas a lua… — vacilou, e pela primeira vez Brianna viu que estava nervoso e inseguro sobre si mesmo. — Ouça, está bem. Pode me dizer isso — ela tentou lhe dar ânimos, tomando as mãos dele nas suas. Ele suspirou. — Não sou como outros homens, Brianna. Minha família e os habitantes do povoado próximo não são pessoas normais. Somos muito diferentes. —Ele ficou em silêncio por um tempo. Ela quase podia ouvir as engrenagens girando em sua cabeça. — Falando sem rodeios, não somos humano. — Q—O quê? —Ela tentou rir de sua declaração, mas não saiu nada mais que uma risada estrangulada e debilitada. Sua garganta estava seca, as palavras saíram roucas e deprimidas ainda para seus próprios ouvidos. Sua revelação era pior do que tinha esperado. Estava louco — O que quer dizer exatamente? —Sua voz se endureceu ao pronunciar a última palavra. — Não se afaste de mim. —Sua voz a prendeu enquanto ele tentava alcançá-la quando ela se afastou. — Não poderia suportar se você se separar de mim agora. Esperei que estivéssemos perto, próximos o próximos para isto. Amo você. Amei você desde o começo, e me mataria se você se separasse de mim agora. — Eu também amo você, Ivan. Muitíssimo. Mas me assusta. estiveste tão distante nos dias anteriores, e quando me dirigiu a palavra 23


Luxuria da Lua - 01 soou como se estivesse zangado. Sinto como se estivesse me separando de você à força. E agora isto! Tudo isto simplesmente não tem nenhum sentido! — Sinto muito, mas não tenho palavras para dizer a você que faça isto ter sentido. Nunca disse isso a ninguém, nunca tive que fazê-lo. Raramente conheço humanos, os de minha espécie tendem a se manterem aqui no bosque, sempre o temos feito. Não sou como você, sou… diferente. — Fala como um louco — disse ela. — E está me assustando. Ele disse um palavrão em russo, percorrendo com uma mão seus cabelos escuros. — Não possuo conhecimentos suficientes do inglês para dizer a você o que sou. Mas os de minha espécie, são muito diferentes dos da sua. Experimentamos fases, com a lua como nosso guia. Em cada lua cheia nos transformamos em lobos. Não como lobos normais, mas algo muito próximo — disse por cima do ofego dela, colocando uma mão em sua boca para silenciá-la até que ele acabasse. Ela tentou afastarse, mas ele a apertou contra ele, exercendo um pouco de força ao fazê-lo. — Com a lua minguante, depois da mudança, perdemos nossas características de lobo, nossos escuros e acesos olhos, nossas presas se retraem e nossos corpos perdem massa muscular. Durante a lua nova parecemos quase humanos, embora mantenhamos uma parte de nossa força e velocidade. Durante a lua crescente o ciclo começa novamente, e nos aproximamos da mudança com os sentidos intensificados, a massa muscular aumentada e os dentes mais afiados. Logo, com a lua cheia trocamos. Transformamo-nos em lobos, com quatro patas, pelagem e presas. Caçamos a noite como nos instigam nossos instintos, encurralando a presa mais fraca e nos comunicando com a natureza. — Seus olhos esmeraldas estavam brilhantes, intensos, sua mandíbula apertada com força. — Não somos humanos. Brianna tentou outra vez afastar-se dele e dessa vez ele deixou. Ela estremeceu, não com medo dele como Ivan suspeitava, e sim com medo por ele. Por sua prudência. O que dizia a ela era impossível. — Não é um homem lobo. Sua família e esses aldeãos não são homens lobos. Está simplesmente confuso, mas podemos obter alguma ajuda. —As lágrimas a sufocavam enquanto sua mente se enchia de imagens. Ele necessitava de médicos, os melhores que o dinheiro pudesse comprar. Felizmente ela tinha o dinheiro suficiente para obter o tratamento que ele necessitava — Prometo que ajudarei você até que melhore. 24


Luxuria da Lua - 01 — Não entende, mas o fará. A noite está sobre nós, e a lua está se elevando. Então verá a verdade de minhas palavras. Só sei que lamento não poder ajudar você a passar por isso. Daria mais tempo a você para me conhecer antes que visse o que sou, mas é impossível. — Se for o que diz que é, então por que me escolheu? Por que não escolheu uma de sua espécie para… amar? —Ela vacilou. Amava-o tanto que estava começando, em algum canto escondido em sua mente, a acreditar um pouco do que ele dizia. — Não sei, nunca antes tive notícias de um emparelhamento entre espécies. Não tenho certeza se poderemos ter filhos, você e eu, embora queira tentar. Emparelhamo-nos por toda vida — disse ele firmemente. — Formamos um casal por toda vida, instintivamente sabemos quando encontramos o par correto. Você é minha única, minha mulher, e minha companheira. E acredite ou não em mim, amarei você para sempre, mesmo que se separe de mim devido ao medo depois desta noite. Sempre serei seu. — Alguma vez… se emparelhou antes de mim? — murmurou ela. — É a única mulher com quem deitei. A única mulher com quem alguma vez quis deitar. Antes de você só havia minha mão e minhas fantasias de uma companheira sem rosto: você. Nunca ficarei com outra. Só com você — jurou. — A primeira vez que vi você foi quando entrou no bosque — continuou. — Cativou-me, me ganhou e me atraiu. Segui você, algumas vezes como um lobo devido à lua cheia, e algumas vezes como um homem, mas não pude deixar você sair de minha vista. Causou-me obsessão. Quando vi você cair naquela ravina, quase caí morto de susto. Não tem idéia do quanto fiquei agradecido quando percebi que estava viva. Os olhos da Brianna estavam muito abertos. — Como pode ser isso? Não é possível. Estou assustada por você, Ivan. Amo você, mas isto… — a voz dela se desvaneceu como se tivesse se dado conta da escuridão que os rodeava. Os olhos de Ivan resplandeceram, como esmeraldas nas sombras —Pode me olhar enquanto me transformo. — Sua voz foi rude e gutural. — Sairei depois, para caçar com minha manada, mas estarei de volta ao amanhecer. Se pensar que não quer me ver outra vez, deixe a porta principal fechada com chave e pode ir. Enviarei alguém para buscar você e levá-la para longe daqui. Deixarei você ir, mas sentirei saudades. — Sua voz se interrompeu, a tristeza transpassando cada 25


Luxuria da Lua - 01 palavra. — Amo você — murmurou. Ele saiu da casa, para a neve. Brianna o seguiu impotente, chorando abertamente. Era tão fervoroso, queria acreditar nele, daria tudo para saber que sua mente não tinha perdido a prudência. A lua que se elevava o iluminou enquanto tirava a roupa. Brianna protestou, tentando detê-lo, mas foi interrompida quando um uivo saiu de seus lábios. Brianna ficou sem fôlego quando viu Ivan cair ao chão contorcendo-se. Apressou-se a ir para seu lado. — Afaste-se — grunhiu e virou sua cabeça para a lua. O que ela viu quase deteve seu coração. Seu rosto estava mudando. Seus dentes se afiaram e cresceram, e os ossos de seu rosto pareciam mudar de lugar sob a pele. — Volte para a casa, Bri. Poderia machucar você na outra forma — uivou outra vez, seu corpo inteiro começando se transformar. Brianna correu de volta a casa como ele disse, sabendo que sua presença não era necessária. Observou da janela como seu amante mudava de forma e se transformava em um lobo. Enquanto a mudança progredia, viu que era muito maior que qualquer lobo comum, e sua forma selvagem muito mais bela. Seus pelos eram negros e grossos, brilhante à luz da lua. Era corpulento e maciçamente musculoso, com mandíbulas fortes e presas lampejantes. Nunca em seus sonhos mais descabelados tinha pensado que isto era possível: um homem que realmente mudava de forma. No início estava assustada, assustada com ele e por ele. Mas depois de ver seu corpo transformar-se e mudar, por algum tempo recordou das mariposas e da larva, uma transformação mágica e totalmente apegada a terra e à natureza. A Mãe Natureza tinha muitas maravilhas secretas. Brianna acreditava que seu homem lobo era uma delas. Quando a mudança ficou completa, um poderoso lobo negro ficou de pé ante a janela. O lobo a olhou diretamente com o verde brilhante dos olhos de Ivan, parecendo quase triste por um momento, antes de mudar de direção e entrar correndo no bosque. Brianna elevou a voz, maravilhando-se na grande beleza do milagre que presenciou, desejando poder ir com ele. Passou a noite escutando o uivo distante dos lobos. Seu mundo tinha mudado para sempre. Estava apaixonada por um homem lobo, emparelhada com ele. Unida para sempre a ele. Imaginava que a vida com Ivan nunca seria aborrecida, e riu através das lágrimas que corriam por suas faces. Embora houvesse muito mais que discutir entre eles, Brianna estava ansiosa para dar boas-vindas ao seu amante quando ele 26


Luxuria da Lua - 01 voltasse. Ela era dele, e ele era dela. Em todos os aspectos… para sempre. Quando um Ivan nu voltou ao amanhecer, a porta estava totalmente aberta, e ela o esperava de camisola nos degraus do alpendre. Ele sorriu, positivamente selvagem em seu alívio e seu triunfo. Apressou-se a ir pegá-la em seus braços, levando-a diretamente à cama onde se pôs a descansar sobre ela. — Então me aceita? Não tem medo de mim? —perguntou, e quando seus lábios se moveram, Brianna pôde ver claramente seus dentes afiados e aumentados. — Não tenho medo de você. Você tem medo de mim? — brincou Brianna. Ele ignorou sua zombaria. — Entenderia se o tivesse. Não pode ter conhecido muitos como eu. — Quer dizer russos? Não sei… se alguma vez estivesse em um país para poder conhecê-los, pois seria justamente este. — Tento ser sério — mas riu de todas as maneiras. — Não, não tenho medo de você, Ivan — sua voz saiu em um sussurro, e ela tocou o rosto dele com suas mãos. — Quero saber tudo o que há para saber a respeito de estar emparelhada com um homem lobo… vou necessitar de toda a ajuda que possa obter. —Ela beijou seu nariz. Ele sorriu abertamente, obviamente aliviado. — Minha mãe e minha irmã ficarão felizes de guiar você. Estão ansiosas para conhecê-la, junto com o restante da manada. Estão curiosos a respeito da primeira mulher humana a unir-se a nossa família. — Espero que não acreditem que não sou suficientemente boa para você. — Nunca pensariam isso. Meus instintos a reconheceram como minha companheira desde o começo. Não podem haver objeções a quão correta é nossa união. Meu coração pertence a você, e é assim que deve ser. Ivan se moveu contra ela, e Brianna repentinamente se deu conta de sua nudez. Enredou suas pernas ao redor de suas costas, fazendo-o gemer. — Senti saudades ontem à noite — murmurou ela. Ivan deixou escapar um pequeno uivo e levantou sua camisola com mãos ásperas. — Tentarei não ser rude, mas é difícil pouco tempo depois de uma mudança. 27


Luxuria da Lua - 01 — Seja rude. Não me importo. —Suas palavras foram rápidas com sua nascente excitação. Ouvir essas palavras pareceu dissolver o pouco controle que ele mantinha. Grunhiu e tirou a puxões a roupa do corpo de Brianna, fazendo-a ficar sem fôlego. Sua boca baixou com alarde para a dela, faminta e exigente. Ela sentiu o atrito de seus dentes e aceitou com prazer o beijo. As mãos de Ivan estavam em toda parte sobre ela, e sua boca as seguiu rapidamente. Seus cabelos, mais logos depois da mudança, fazia cócegas sobre sua pele enquanto ele fazia amor. Ele fez seus corpos girarem e ficou de costas, de modo que ela montasse escarranchada sobre ele. Seu pênis se apertou contra seu úmido centro. Ele a balançou daqui para lá, causando uma fricção deliciosa que fez ambos ofegarem. Ivan enterrou seu rosto em seus seios, apertando-os ao redor de seu rosto a fim de poder lamber e amamentar-se de ambos. Seus dentes raspavam e se afundavam em sua carne suave, detendo-se justo antes de romper a pele, fazendo-a gemer com um acalorado desejo. Apertou firmemente sua cabeça contra ela, movendo-se sobre ele, o banhando com seu úmido calor. Tirando um pouco a cabeça de seu membro para fora de seu agarre, jogou para trás sua cabeça e uivou. Brianna ouviu o lobo em seu grito, um som longe do que qualquer humano pudesse realizar, e a emocionou. Viu seus olhos resplandecerem com seu estranho fogo interior, e sentiu como a elevava, colocando-a sobre seu membro duro. Enquanto aumentava seus esforços sobre ele, o envolvendo com seu corpo, as unhas de Ivan se aprofundaram na carne de seus quadris e repentinamente a obrigaram a ficar quieta. Os olhos dele encontraram os dela, sua respiração quente lançando bufos sobre seu rosto. Ficaram sentados ali, respirando entrecortadamente durante várias pulsações, antes que Ivan a empurrasse para cima e a puxasse para baixo ao mesmo tempo se embainhando até os testículos profundamente em seu interior. Alguns minutos se passaram, enquanto ele permanecia quieto, encravado em seu interior. — Necessito tanto de você — murmurou ele com palavras entrecortadas. Brianna ficou sem palavras, seu amor por ele encheu seu coração tão completamente quanto seu membro enchia e estirava sua vagina. Ela gemeu e pressionou um beijo sobre sua boca, montando-o. Lentamente 28


Luxuria da Lua - 01 no início, e depois mais rápido. Ivan gemeu e assumiu o controle de sua dança, batendo-se contra ela com uma força que deveria tê-la machucado, mas que na realidade só a fazia ficar mais faminta. A cama tremeu com a força de suas investidas, e logo Ivan estava grunhindo repetidas vezes, aproximando-se de seu clímax. Brianna deliberadamente apertou seus músculos internos ao redor de seu eixo, extraindo um grito dele. Suas mãos apertaram sua carne, e afundou seus dentes no ombro dela enquanto se moviam. Essa pequena e prazerosa dor foi suficiente para aproximá-la de repente do limite de seu clímax, e enquanto os pequenos tremores internos de seu clímax começavam, Ivan empurrava dentro e fora dela o bastante fora para que ela sentisse que poderia morrer com a penetração. Gozaram juntos, banhando um ao outro com os líquidos de seu prazer. Balançaram-se com delicadeza um contra o outro até que seus corpos se esgotaram. Brianna se sentiu cheia com seu pênis e com sua semente, e nunca havia se sentido melhor em seus braços. De algum jeito soube que estava grávida. Depois do que lhes pareceu horas, embora só tivessem passado alguns minutos, Ivan levantou a cabeça de seu ombro e sorriu. — Façamos outra vez. Ambos riram e foram fazer justamente isso.

FIM

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Sherri l king luxúria da lua 01  
Sherri l king luxúria da lua 01  
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