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Lilly Clarkfeld nunca quis essa vida. Em vez de enterrar a cabeça nos livros, ela se encontra na parte de trás de uma moto potente. Inferno e não só isso, ela tem seus braços enrolados em torno de Asher, o sexy presidente do Dark Riders, e o primeiro amor de Lily. Mas quando Lilly é sequestrada por um clube rival, todos os seus planos e segurança vão por água abaixo. Venom, o presidente cruel do Tarantulas MC, não é o tipo de homem que pede por algo. Ele consegue o que quer e quando quer, e ele esta mais do disposto a usar Lily em seus propósitos escusos.

AS NOVIDADES

Lilly desistira de tudo para salvar seu primeiro amor? Ou será que sua nova vida lhe reservara mais surpresas?

ACESSE E CONFIRA

ELSA DAY

DARK RIDERS MC 2

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CAPITULO 1 Eu queria correr ate ele. Cada músculo do meu corpo fica tenso, pronto para ir ate Asher. Ele estaria sangrando? Eu não consigo ver. Ele estaria vivo? Grandes motociclistas estão aglomerados ao redor dele, bloqueando minha vista. Mas eles não estão batendo em Asher. A luta parece ter acabado. Em vez disso, um deles grita. "Que diabos fez isso?" Essa é a última coisa que ouço antes de tudo ficar escuro. Eu deveria ter notado. Eu deveria ter percebido qual a intenção deles, mas minha mente estava apenas focada em Asher. Assim, quando um pano áspero enche minha boca, fico chocada. Tento gritar, mas os sons são abafados pelo tecido, ficando presos na minha garganta. Antes que eu possa mover-me para tentar fugir, uma venda é colocada em meus olhos e um saco sobre a minha cabeça. Não consigo ver. Não consigo gritar. Merda, eu mal consigo respirar.


Alguém me agarra, envolvendo seu braço em volta da minha cintura e me levanta do chão. E quase como se eu fosse uma boneca de pano, sou jogada por cima de um ombro. No início, estou chocada demais para reagir. Não parece ser real. Como tudo foi de estarmos seguros para Asher ser baleado? Porque estou amordaçada e vendada, quando era suposto estar tudo estar bem com o club rival? É nesse momento que dou meu primeiro soco no meu captor. Meus punhos batem contras os músculos duros de suas costas e também chuto-o. Posso ouvir quem quer que esteja segurandome gemer enquanto meus dedos se cravam em sua carne causando dor. Eu quero tirar sangue do meu captor. Quero quebrar seus ossos. Mas isso não ira acontecer. Logo sou colocada no chão e sinto uma corda ser enrolada em volta dos meus pulsos e tornozelos, causando atrito contra a minha pele. Tento lutar, mas estou imobilizada. Escuto o som do motor de motos rugindo não muito distante. Seriam os Darks Riders?. Talvez eles tivessem vindo para me salvar. Talvez eles ficaram sabendo o que tinha acontecido e tenham vindo chutar alguns traseiros. Prendo a respiração, esperando ouvir vozes familiares, mas não ouço nada. Alguém me empurra sobre a garupa de uma moto, me ajeitando sobre a mesma para que eu não caísse. E, então, a moto começa a se mover. O cheiro forte do plástico reciclável contra meu nariz, me deixa cada vez mais fraca. Eu nem sei onde estou. Minha única certeza


no momento é que estou na parte traseira de uma moto me afastando cada vez dos Darks Riders. Lágrimas brotam nos meus olhos molhando a venda. O tecido se prende cada vez mais às minhas pálpebras e bochechas enquanto eu choro. Choro desconsoladamente enquanto uma mesma cena se repete em minha mente uma e outra vez. O fogo. A explosão. Asher caindo.


CAPITULO 2

A moto sacoleja quando meu captor atravessa uma estrada áspera e depois ele para e me puxa para cima, fazendo-me saltar da parte traseira da moto. Meu corpo esta todo ferido. As cordas tinham machucado minha pele. O atrito do material sobre meus pulsos queimam minha carne a cada mínimo movimento. Mesmo que eu não tenho nenhuma ideia de onde estou, me sinto aliviada por apenas sair de cima da moto. Escuto os motores das outras motos pararem e pés pisam no chão em frente a mim. Alguém levanta-me no ar e me joga por cima do ombro novamente. Desta vez, porem, fico quieta porque não tenho energia suficiente para lutar. O que posso fazer afinal, estando toda amarrada? Uma porta range ao ser aberta e parece que estávamos entrando em algum lugar. Outra porta se abre e meu corpo estremece. Parecia que estavamos nos movendo para baixo. Um porão??


Finalmente, nós paramos. Pela primeira vez, ouço-os. "Jogue-a aqui", diz uma voz rouca, provavelmente assim de anos de fumar cigarros. "Devo tirar a venda?" outra voz pergunta. O tom desta é mais jovem, mais incerta. "Não", diz a primeira voz. "Deixe-a assim." Então a pessoa que estava me segurando me joga no chão. Meu ombro bate em primeiro lugar, caindo no piso duro abaixo de mim. Minhas mãos ainda estão amarradas, então eu não posso sair dessa posição. Eu grito, mas a mordaça abafa meus sons novamente. Alguém ri e a porta se fecha. Por um tempo, eu escuto. Não consigo ouvir quaisquer outras vozes, apenas o som da minha própria respiração e do meu coração batendo forte. Depois de todo aquele barulho e confusão, é estranho todo esse silencio. Tento me mover novamente, mas tudo o que consigo é esfregar meus pulsos doloridos ainda mais contra a corda. O cheiro de mofo enche meu nariz. Terra molhada se agarra a minha pele enquanto estou deitada no chão. Depois de um tempo, começo a tentar desesperadamente me sentar. Finalmente consigo, minhas roupas ficam cobertas de lama no processo, mas pelo menos meu rosto não esta no chão mais. Nessa escuridão completa em que estou, ate o mínimo ruído me faz saltar de medo. Então a porta se abre. Ouço o rangido seguido de sons de passos vindo em minha direção.. Uma mão toca a minha pele e pulo


assustada, tentando me afastar. Ele estende a mão novamente e me agarra, me puxando com um aperto forte. Sinto o seu toque se mover para baixo do meu corpo, tateando a minha pele sob as roupas. Seu toque faz meu estômago revirar. Quem esta me tocando? Queria poder socar na cara quem quer que fosse esse idiota, mas infelizmente não ha nada que eu possa fazer sobre isso. Finalmente, a mão do estranho desce ate meus pés. Ele da um puxão e as cordas se soltam. Levo um momento para perceber o que tinha acontecido. A voz grave quebra o silêncio. "Fique quieta e não chute." Suas movem-se pelo meu corpo ao redor da minha cintura. Ele me puxa para cima contra seu peito largo. Couro pressiona contra a minha bochecha, e ele cheira a cigarro e suor viril. Sinto as cordas em torno dos meus pulsos se abrirem. Rapidamente, eu começo a passar as mãos contra meus pulsos doloridos, tentando melhorar a circular dos mesmos. Eles queimam a cada movimento. "Quase pronto", diz a mesma voz. Suas mãos se movem pelo meu corpo novamente. Quando seus dedos roçam os lados dos meus seios, eu me preocupo sobre as intenções desse estranho. O homem ri, mas não para. Sua mão passa pelos meus ombros, através de meu pescoço, e, finalmente, chega ate o meu rosto. Quando o saco e a venda são finalmente tirados do meu rosto, a luz ambiente é ofuscante contra meus olhos sensíveis..


"Aí está você," o homem na minha frente diz.

Olho para o seu rosto. Seus olhos são azuis cinzentos e me analisam minuciosamente, desço o olhar sobre o seu corpo definido e não consigo tirar os olhos da grande aranha tatuada no meio do seu peito. O homem sorri e passa as mãos pelo seu cabelo escuro. "Bela", ele diz, "mas não é exatamente o tipo dele." "De quem?" Eu pergunto confusa. "Tipo de Wild, é claro", diz ele simplesmente, com convicção na voz. Meus olhos se arregalam. Como assim? Ele tinha quantas outras mulheres para ter um tipo especifico? "Oh porra, isso é fofo", diz o cara. "Você pensou que era a única? Asher é um motoqueiro depois de tudo. Você sabe que os motoqueiros são mulherengos." Algo torce a boca do meu estômago. Ele tinha que estar mentindo. Asher não era assim. Certo? "Por aqui eles me chamam de Venom", diz ele e se aproxima acariciando minha bochecha. "E qual é o seu nome, coisa bonita?" Ajo sem pensar e cuspo nele, salpicos da minha saliva caem em seu rosto. Venom não vacila. Ele só limpa-se com a manga seca da camisa.


A outra mão de Venom salta para fora, seus dedos envolvendo apertado em volta da minha garganta enquanto ele me joga contra o chão. Sinto-me ofegante e temerosa. "Porra, entendo que não fomos devidamente apresentados de modo que você pense que possa fazer merdas como essa", diz ele. "Mas eu sou o presidente desse clube e não tolerarei nenhuma cadela cuspindo na minha cara. Vou deixar passar desta vez, mas não ouse fazer novamente porque não gostara das consequências." Venom aperta a mão ainda mais forte em torno de minha garganta. Sufocando-me. "Agora. Vou perguntar de novo", diz ele. "Qual é o seu nome." Mal consigo empurrar as palavras para fora da minha boca. O som sai entrecortado. "Lil-ly." Assim que eu digo isso, ele solta o meu pescoço. Eu tusso e esfrego a minha garganta com as mãos, tomando grandes respirações para encher meus pulmões necessitados de O2 (oxigênio).

"Bem, Lilly, te trouxe um pouco de comida." Olho-o assustada e não posso negar que ele é muito bonito e perigoso. Ele pega um prato com x-burguer e fritas que estava sob uma cadeira ao canto, trazendo ate mim. Próximo a ele vejo que há uma lata de Coca-Cola também. Depois de vários dias comendo só comida enlatada no Dark Riders, este lanche parece a coisa mais deliciosa que eu já vi.


Minha boca se enche de água, mas depois a percepção me bate. Por que deveria me arriscar? Ele pode ter envenenado a comida. Diabos, não faço ideia do que ele quer comigo. Então.. pego o prato que ele esta me estendendo com as mãos grandes e jogo no chão. "Ah, então quer dar uma de brava?" diz Venom com a voz fria. Eu não lhe respondo. Venom pega a lata de Coca-Cola sob o banco e bebe-a em dois goles. Depois esmaga a latinha com uma mão jogando o alumínio mutilado aos meus pés. "Vamos ver quanto tempo dura toda sua rebeldia, doçura."


CAPITULO 3 VENOM sai batendo a porta com força. Eu olho para o chão. Ele não tinha pegado a comida caída do chao, de modo que o cheiro do x-burguer de bacon, alface e tomate, zombava de mim. Aguente Lily. Os Dark Riders estão vindo para me salvar. Tudo que eu tenho que fazer é esperar. As primeiras horas são as piores. É difícil tirar da minha cabeça a fome que toma conta do meu corpo. É como se algo estivesse arranhando dentro de mim, fazendo meu estômago reclamar. Ate mesmo minha garganta esta completamente seca. O refringente de antes parecia uma coisa deliciosa agora.


Resistirei por tanto tempo quanto conseguir. É impossível dizer se é dia ou noite. Há placas de madeira cobrindo completamente as janelas de modo que nenhuma luz pode entrar. Ha apenas a iluminação da lâmpada fluorescente no cômodo. Obrigo-me a dormir. É difícil faze-lo, sem cobertor e nem mesmo um casaco para me cobrir. Mas o sono é melhor do que ficar sentindo meu intestino doer de fome. Infelizmente, o sono parece apenas durar um momento antes de eu acordar assustada. Minha cabeça esta latejando, com uma dor infernal. Eu mal quero abrir os olhos. Não ha nada para ver de qualquer maneira.

***********

Minha boca esta rachada. Toda vez que passo minha língua pela pele seca da minha boca eu posso sentir o gosto de sangue. Ah bom. Pelo menos estou degustando algo. Penso sarcástica. Brinco com o anel sob meu dedo mindinho, torcendo-o e lembro da voz de Asher na mente novamente. "Quero que você se lembre de como me sinto por você."

Mesmo que tivesse apenas acontecido no dia anterior, parecia que já tinha se passado muito tempo. O que ele estaria fazendo agora? Estaria ferido? Preocupado comigo? Ele viria me salvar em sua moto potente? Ou era verdade o que Venom tinha dito, que Asher tinha se esquecido de mim? Talvez alguém já estivesse em seus braços.


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Horas se passam. Não tenho certeza de quantas, a única certeza que tenho é de que eu estou cansada. Meu corpo parece que esta se alimentando de dentro para fora, e não tenho mais energia suficiente para me mover por essa minúscula cela suja. "Como está a sua greve de fome?" Um dos caras do clube grita olhando pela fresta da porta e rindo de mim, mas eu não tenho forças nem sequer para ficar com raiva. Não sinto nada, a não ser cansaço. As minhas dores de cabeça pioram. Comecei a ver estranhos pontos pretos e brancos que flutuam pela minha visão. É como se fossem pequenos flocos de neve. Torço o anel no meu dedo novamente. Desta vez Asher esta na cela comigo. Ele tem um curativo em volta do seu ombro, mas ele parece bem. Os lábios de Asher estão quentes quando ele me beija duro. Todo o meu corpo aquece ante o seu toque. Parece que tudo fica mais brilhante, mais agradável, mais feliz. Ele me toma em seus braços.


"Vim tirá-la daqui", diz ele.

Por um momento pensei que fosse real. Por um momento pensei que Asher tivesse finalmente vindo me salvar. E então eu vejo que continuo na cela. Na minha maldita pequena cela suja. As lágrimas vem em meus olhos e uma vez que começo, eu não conseguia parar de chorar. Depois disso, é difícil manter-me acordada. Eu só quero dormir.

*********** Encolho-me contra o chão e meus pensamentos coerentes parecem escorregar para fora do meu alcance antes que eu possa compreendê-los. Apenas um pensamento fica para trás. Lilly, você ira morrer. É estranho, quão real esse alerta parece. Tão real quanto a sede que asfixia minha garganta. Se você continuar assim, você ira morrer. No início, eu não tenho sequer energia para me preocupar. Porra, que eu morra então. Não é até que uma imagem da minha mãe sozinha e chorando passa pela minha mente que meu pensamento muda. Merda, não posso fazer isso com ela. Preciso dar o braço a torcer e tentar me salvar. Levantar-me toma cada gota de energia que ainda tenho no meu corpo. Eu cambaleio até a grande porta trancada e bato contra


ela com os meus punhos. Mesmo que minha garganta esteja seca e dolorida, eu tento gritar. "Comida! Por favor, alguém. Dê-me comida!" Eu bato os braços contra a porta até não aguentar mais e caio de joelhos. Meu corpo esta tão fraco que sinto que posso desmaiar a qualquer momento. Longos minutos se passam, e finalmente, a porta se abre. "Porra, então, você mudou de ideia?" Venom esta na porta, sorrindo para mim. Ele esta segurando um saco de papel com comida bem na frente do meu rosto. "Você durou mais tempo do que eu pensava que aguentaria. Três dias inteiros", diz ele. "Agora entendo porque aquele imbecil do Wild gosta de você." Queria dar-lhe um soco no nariz por falar sobre Asher, mas eu preciso da comida. O cheiro das batatas fritas esta me deixando louca. "Agora", Venom diz calmamente: "Você criara problemas?" Eu balanço a cabeça e mordo o lábio duro. Basta dar-me as malditas batatas, seu idiota. "Boa menina." Venom joga o saco com comida para mim e eu rapidamente abro-o. O cheiro quase me faz gemer em apreço. Trata-se de um lanche simples com carne, pão quente, batatas fritas e muito milho verde. Pego o lanche, não me importando que minhas mãos estejam sujas e dou uma grande mordida. "Então, sou eu que vou tomar conta dela agora?"


Venom tinha saído do cômodo, enquanto eu comia. E a porta estava meio aberta, de forma que eu podia vê-lo la fora conversando com alguém com a mesma jaqueta de couro que ele usava. "Não", diz Venom. Ele lambe os lábios e faz uma pausa. "Vou supervisiona-la, pessoalmente, Keg". "Tem certeza? Você normalmente não faz isso", diz Keg. "Porra eu sei, mas estou muito interessado na floozy (brinquedo sexual, ou puta) do Wild." Minha cabeça se levanta ao ouvi-lo. Olho diretamente para ele e Venom deve ter notado, porque vem andando em minha direção. "Você ouviu direito", diz ele. "Nós passaremos muito tempo juntos a partir de agora." Venom fez-me levantar e me pressiona contra a parede, segurando-me pelos meus pulsos. Seu corpo empurra contra o meu, irradiando calor na minha pele. "O que você acha disso?" ele pergunta malicioso. Então, abaixa a cabeça o suficiente para sussurrar no meu ouvido. “Lilly?’ Os pelos da parte de trás do meu pescoço se levantam e sinto meu rosto inundar com calor, mas eu não digo nada. Tento me afastar, mas Venom me segura forte contra seu corpo musculoso. Ele esfrega sua ereção contra o meu ventre, como em uma advertência. "Você esta sentindo, não é floozy? (ele refere-se a ela como um brinquedo sexual de Wild). Então tome cuidado comigo” diz Venom com a voz fria. Ele não espera pela minha resposta e continua. "Eu não sou como Wild, Lilly. Eu não sou um bad boy com um coração de ouro", diz ele. "Eu sou apenas mal."


Quando ele finalmente me solta, eu deixo escapar um suspiro e sinto como se estivesse estado segurando a minha respiração o tempo todo. "Lembre-se disso." Venom se vira da cela e chama Keg pela porta. "Leve-a para tomar um banho e mova-a daqui", diz ele. "Para onde?" "Para um dos quartos do clube", diz ele. Ele se vira e olha profundamente para mim com aqueles olhos azuis cinzentos. "Ela não lhe dará nenhum trabalho."


CAPITULO 4 O quarto onde me colocaram tem uma cama, uma mesa, e um banheiro próprio. Se comparado ao outro lugar em que estive, parece que eu estava em um hotel. As únicas coisas que me perturbaram quando eu cheguei nesse quarto foram as roupas que vi deixadas sob a cama. Pego o pequeno par de calças e olho para elas. Há duas aranhas impressas em cada lado do jeans com a palavra "Tarantulas" sobre o mesmo. A parte superior do vestuário não é muito melhor, o top é tao curto que mal deve cobrir o meu estômago. Jogo as roupas sobre cama. Eu não precisarei delas. Eu pulo na cama, feliz de sentir algo além da terra fria e molhada na minha pele. Depois de ter tomado um longo banho quente e comido, quase me sinto humana novamente. Se eu fechasse meus olhos poderia tentar esquecer que eu tinha sido raptada por um clube de MC rival do Dark Riders. A porta se abre e alguém entra sem bater. Olho para cima assustada.


"Isso é jeito de tratar os presentes?" ele pergunta pegando as roupas e as colocando sob meu colo. "E depois nós as escolhemos especialmente para você." "Presentes? Não quero nenhum presente seu", eu digo. "O que você quer comigo?" "Não se preocupe com isso agora", diz Venom com falsa ternura na voz. "Apenas relaxe! Você queria saber como era a vida em clube de motoqueiros, não é?" Ele empurra meu queixo para cima com os dedos, fazendo-me olhar em seus olhos profundos. Queria cuspir nele novamente, mas me lembro de sua ameaça. "Porra, você usara isso querendo ou nao", diz Venom. "Por que?" "Porque a partir de hoje você vai ser uma garçonete no nosso bar", diz ele. "Quero ver se continuara me obedecendo e sendo uma boa menina." Venom se levanta e começa a caminhar em direção à porta. Abre-a, mas antes de sair, ele se vira. "Você tem cinco minutos. Não me faça esperar”. Diz em tom de aviso. A porta se fecha atrás dele antes que eu tenha tempo para responder. Olho para as roupas que ele tinha colocado no meu colo. Cinco minutos? E eu tinha de ser garçonete deles, porque? Tanto faz. Não tenho tempo para me preocupar com isso agora. Eu só preciso jogar conforme a regras deles o suficiente para tentar fugir.


Tiro minhas roupas e começo a vestir as peças novas. Posso senti-las se agarrando ao meu corpo, o poliéster fino do tecido mal escondendo minhas curvas. Ótimo. Estou indo servir motoqueiros bêbados com essa roupa indecente? Minhas bochechas queimam de raiva. Mesmo quando tento puxar o tecido da roupa para baixo, ele resisti. Deixando minha pele exposta para todos verem. A porta se abre com tanta força que bate na parede atrás dela. Eu pulo assustada com o barulho. "Vamos lá", diz o tal de Keg. Ele agarra meu braço, me puxando para fora do quarto.. e desço as escadas, seguindo-o. Supus que meus olhos seriam vendados de novo, mas não aconteceu. Quando chegamos, o clube parecia maior do que eu pensava que seria. À medida que descia as escadas, vi um interminável corredor com varias portas. O que eles estariam escondendo lá? Penso na minha antiga cela e meu coração se aperta. Haveria outras meninas trancadas aqui? Inclino minha cabeça quando passamos por uma porta que esta ligeiramente aberta. Dois homens estavam lá e pareciam estar empilhando enormes sacos de plástico envolto de um material branco. Keg me empurra para frente, puxando meu braço com tanta força que dói. "Mantenha seus olhos em frente e mente no negócio", rosna ele. Finalmente, chegamos a um grande conjunto de portas duplas de madeira. Keg empurra-as abertas e me arrasta através delas.


Pisco tentando acostumar meus olhos com a escuridão. O corredor estava cheio de luzes fluorescentes, mas o bar não. A iluminação do mesmo advém de algumas velas e pequenas lâmpadas. É difícil de ver, e tropeço contra uma cadeira, mas Keg me arrasta ao longo do local de qualquer maneira. Ele me leva ate o bar onde tem uma mulher com cabelo vermelho brilhante lavando copos. "Cam, eu tenho uma nova garota para você", diz o Keg. "Ela ira servir 'hoje à noite." Cam começa a falar antes de se virar. "Keg, por que você sempre tem que me incomodar quando estou ocupada ..." A voz dela para quando ela me vê. Os olhos de Cam analizam meu corpo enquanto um sorriso se forma em seu rosto. Ela se aproxima de mim. "Oh, você é bonita.. Quem é o seu homem? É Dago? Ele sempre gosta de rostinhos bonitos. "Ela não é uma das nossas," interrompe Keg. "Ela é uma das cadelas do Dark Riders." Cam franze a testa e se vira para ele. "Volte a fazer o que estava fazendo, Keg! Este é um assunto de mulheres. Ela é minha responsabilidade agora." Ela fica na frente dele, com as mãos nos quadris. Olhando-o com impaciência. Vejo os músculos de Keg ficarem tensos e o meu estômago se aperta. Ela é doida em desafia-lo assim? Eu não quero ver a reação de Keg.


Fecho os olhos e espero por algo ruim, mas nada acontece. Quando abro os olhos, vejo Keg acariciando os seios de Cam por baixo de sua blusa. Minhas bochechas queimam e me afasto. Depois de alguns momentos, sinto uma mão suave no meu ombro. "Bem, você é realmente bonita", diz Cam. "Mas você certamente não sabe como lidar com motoqueiros marrentos." Desvio o olhar, evitando olha-la nos olhos. Como eu poderia dizer a ela tudo o que aconteceu? Sobre Asher? Ela aperta meu ombro suavemente. "Não se preocupe com isso agora, querida," ela diz e faz uma pausa. "Na verdade, eu não sei o seu nome." "Lilly". "Lilly ... Sim, soa bem melhor." Cam pega minha mão na sua e me leva para perto da pia do bar. "Eu sei que eles te querem la fora servindo, mas você acabou de chegar aqui! Então, como posso permitir isso?" Ela aponta para a montanha suja de pratos e copos. "Você sabe como lavar pratos, certo?" Fico tão aliviada que não posso me ajudar e acabo caindo em uma gargalhada tensa. Já faz muito tempo desde que alguém foi simplesmente bom para mim. Cam ri também. "Ok, eu vou tomar isso como um sim."


Cam deixa-me sozinha para trabalhar. Isso significava que poderia observar o local. Agora que meus olhos se ajustaram à escuridão, sou capaz de ver o bar completamente. É quando noto vários cartazes com "1%" impresso no meio deles. Ha um em cada parede. Eu não sei o que significam, mas suponha que não deveriam ser nada bom. O bar esta cheio de mulheres. Todas usavam um uniforme como o meu, mas algumas delas também estavam vestindo jaquetas de couro com os dizeres "Propriedade do Tarantulas MC". Mas elas não são todas garçonetes. Algumas das mulheres estão sobre um mine palco, tirando a roupa em frente a uma multidão de motoqueiros. Não é apenas um show de mãos-off. Os homens agarram-nas, batendo em suas bundas e riem quando as mesmas gritam. Graças a Deus que não estou lá. Imagino Venom ordenando-me para me despir na sua frente, e o pensamento envia um arrepio pela espinha. De jeito nenhum. Eu não posso dizer quantos copos de cerveja e pratos sujos eu já lavei. Quando Cam volta, ela belisca seu nariz e suspira. "Eu não sei o que há de errado com esses homens!" Ela joga as mãos no ar. "Eu disse a eles para deixá-la aqui, mas eles continuam exigindo que você os sirva uma cerveja." Cam me leva até o bar e segura a minha mao, depois enche uma bandeja com quatro enormes canecas de cerveja.


"Não fique nervosa. Segure isto e apenas leve la", diz Cam apontando a distância, e eu pego a bandeja nervosa. "Ele está bem ali." Meu coração começa a bater forte quando ela me empurra para fora de trás do balcão. A bandeja é mais pesada do que eu esperava, e eu não queria descobrir o que aconteceria se eu a deixasse cair. Tomo algumas respirações profundas e começo a andar. Tenho que evitar motoqueiros bêbados e latas de cerveja espalhadas pelo chão, a medida que me aproximo da mesa, sou capaz de ouvir as suas vozes. "Quanto tempo você acha que vai demorar?" "Porra, não importa. Só temos que fazer o serviço." Eu diminuo meus passos. Ha muito barulho ao redor para que eu possa identificar as vozes, porem não gosto da maneira como a conversa soa. Eu não tinha ideia do que estavam falando, mas eu queria saber. "Vai ser fácil." "As drogas, sim. Tudo o que temos que fazer é seguir o plano original." "Mas e sobre o assassinato?" "Quando armaremos contra os Dark Riders?" Assim que eu ouço as palavras, meu coração para. Eu tropeço para trás e as cervejas caem no chão. As canecas de cerveja quebram enviando cacos de vidro por toda parte.


Drogas? Assassinato? O que eles estariam planejando? Minha mente esta cheia com mil perguntas sem respostas, mas eu não tenho tempo para isso agora. Ajoelho-me, tentando pegar os cacos de vidro sem me machucar, e um dos homens da mesa vem em minha direção. Corto minha mão e polegar com os cacos e uma gota de sangue se acumula na ponta. O homem pega minha mão e leva o dedo à sua boca, lambendo-o lentamente. "Porra, porque será que sabia que era você?" diz Venom. Eu puxo meu dedo longe da sua boca como se tivesse sido queimada. "Eu nunca fui garçonete antes", eu digo. "É difícil transportar tantas cervejas." Venom levanta uma sobrancelha descrente e me observa enquanto me levanto. "Mm hm. Sei", diz ele. "Ande, vá pegar mais cervejas." Pego a bandeja do chão cheia dos cacos de vidro que eu tinha colocado lá e corro de volta para o bar. Ele sabe! Ele deve ter descoberto que eu estava ouvindo. Meu peito fica apertado e minha respiração superficial. O que acontecera agora? "Lilly? Você está bem?" Cam se aproxima de mim e aperta as mãos frias contra o meu rosto. "Você parece uma merda! O que aconteceu?"


"Oh, eu ... deixei cair a bandeja que você me deu", eu digo. Sinto-me mal de mentir para ela, mas o que eu deveria dizer? Além disso, não era realmente uma mentira, certo? Cam olha para baixo e ve a minha mão sangrando. Ela agarra-me, me levando ate a torneira. "Honestamente, o que eu vou fazer com você?" Depois de verificar o meu corte ela derrama vodca sobre o mesmo e faz um pequeno curativo. Cam me da outra bandeja com vários copos cervejas e me empurra em direção à mesa. Quando eu olho para ela, ela só me enxota. "Tome cuidado e... se apresse!" ela diz. Faço o meu melhor para me apressar, mas é difícil. Nunca tinha sido garçonete antes, e era difícil equilibrar a bandeja com os copos cheios. Uma vez eu chego perto da mesa deles, eu tento ouvir a conversa de novo, mas eles ficam calados assim que me veem chegando. Na mesa estão: Venom, Keg, e dois outros caras que eu não conheço. Seus olhos estão sobre mim enquanto coloco os copos na frente de cada um deles. Venom aproveita a oportunidade para segurar a minha mão quando eu dou-lhe sua bebida. "Clay, Pan, esta é Lilly", diz ele. "A garota de quem eu tinha falado." Eu tento sorrir, mas um suor frio cobre meu corpo. O que ele disse sobre mim? "Lilly, por que você não se senta?" diz Venom. Ele da um tapinha no assento ao lado dele, e eu me sento tensa.


"Você nos ouviu, não é?" Venom pergunta. Ele não parece estar com raiva. Seus ombros largos estão descontraídos sob sua jaqueta de couro. Ele parecia quase, divertido. "N-não", eu gaguejo. "Como eu disse, eu só deixei as cervejas caírem porque eu ..." Venom se inclina contra mim, me dando um sorriso sarcástico. "Corte a merda", diz ele com a voz rouca e fria. "Então agora você sabe o nosso pequeno plano. Nós estamos indo para amar para o seu namorado e o clube dele, depois os denunciaremos para a policia e eles caíram", diz ele. "Você assistira de camarote tudo isso acontecer, e não há nada que possa fazer para mudar o fato. Você sabe por quê?" Olho chocada para ele. "Porque você é nossa agora."


CAPITULO 5 Depois que meu turno acaba, eu vou sem jantar para o meu novo quarto. Meu estômago esta revirando e sinto vontade de vomitar. Tudo o que eu quero é sair deste maldito lugar. Voltar para casa, para a minha mãe, a minha vida normal. Mas agora o que acontecera comigo? Enrolo-me em posição fetal contra a cama. O que eu deveria fazer? O que diabos poderia fazer, afinal? Eu nem sequer sei onde eu estou! Talvez se.... se eu quisesse sair viva de toda essa coisa, eu devesse jogar conforme as regras de Venom? Merda ... Imagino os policiais entrando no club Dark Riders. Eles iriam arrastar os motoqueiros para fora, um por um. Os últimos a sair, seriam Asher e Mav, que brigariam com os mesmos. Eu jogo um travesseiro sobre a minha cabeça e aperto-o contra o meu rosto. Não quero pensar sobre isso. Todos eles sabiam no que estavam se metendo.


Talvez não devesse estar me preocupando. Joel e os outros me odeiam de qualquer maneira. Ninguém veio me salvar, que eles salvem sozinhos suas próprias malditas cabeças. Bato meu punho contra a cama, frustrada. Não queria me importar mais há: Asher no meio disso tudo. Minha mente flutua de volta para meu tempo de escola. Quando ele e eu éramos crianças inseparáveis. E nós fomos ate praticamente antes do ensino médio. Um dia meu pai me deu um tapa no rosto. Ele tinha me chocado. Não por ter me batido, mas por ter feito isso no meu rosto, onde ele poderia deixar uma marca para todos verem. "Isso é o que acontece quando você não me escuta", diz ele. "Fique longe daquele menino maltrapilho." Eu sabia que não deveria gritar, porque ele iria me bater de novo, mas eu não consegui parar as lágrimas de caírem. Elas derramaram pelo meu rosto enquanto sangue vazava do meu nariz. "Você está chorando? Se você está chorando agora por isso, o que acontecera quando ficar mais velha? Você deveria saber que todos os meninos te farão chorar. Isso é o que eles fazem", meu pai grita. Corro para fora da sala, e eu continuo correndo. Para fora de casa, indo de volta para aquele velho espaço atrás da escola. Eu pressiono o meu rosto contra o tronco áspero de uma árvore e começo a soluçar.


Meu corpo de 10 anos balança com os soluços. Passo meus braços em volta de mim, apertando forte. Não é o tapa dele que me afetou e sim o que ele disse. “Todos os meninos faram você chorar. Isso é o que eles fazem”. Será assim? Através dos meus soluços ouço o tilintar de um sino de bicicleta. Tento parar de chorar, mas não consigo. Logo, depois ouço passos. "Lilly?" Asher põe a mão no meu ombro. "O que aconteceu?" Eu o empurro forte. "Nada há de errado", eu grito. "Se afaste de mim." Ele cambaleia para trás, mas ele não me solta. Depois de um tempo, eu sinto os seus braços em volta do meu corpo em um abraço. "Lilly ..." O empurro forte novamente. Asher cai na terra, aterrissando de costas, e eu subo em cima dele. O primeiro soco que dou nele choca até a mim. Nunca tinha batido em ninguém. Deve ter doído, mas Asher não grita ou tenta me afastar. Eu continuo batendo nele, meus socos ficando mais fortes. Minhas lágrimas caem no rosto de Asher enquanto empurro os punhos em seu corpo.


"Vamos lá...me bata", eu grito. "Por que você não me bate?" Quando Asher não se mexe, eu o esmurro intensamente. "Por que você não me bate e foge?" Não sei por quanto tempo continuo a descarregar minha raiva nele, porem, faço ate não ter mais energia. Meus braços ficam fracos e eu caio contra o peito de Asher, ainda chorando. "Você não vai me fazer chorar?" Eu soluço contra ele. "Isso é o papai disse que os meninos fazem!" Os braços de Asher me apertam e ele acaricia o meu cabelo suavemente. "Eu nunca irei querer fazer você chorar", diz ele.

Viro-me na cama, espalhando meus braços sobre a cabeça e olhando para o teto. Não sei o que fazer, mas eu não posso simplesmente deixar Asher cair nas garras de Venom, ou posso? Tenho que encontrar alguma forma de avisá-lo. Aperto o travesseiro no meu peito e suspiro. Merda, como exatamente eu irei fazer isso?


CAPITULO 6 "Levante-se doçura!" Acordo com Venom pairando sobre a minha cama. Grito de surpresa e cubro-me com o meu cobertor. "Estamos indo fazer uma viagem de campo", diz ele. "Será divertido. Então apresse-se." Ele pega o tecido da coberta em sua mão e puxa-o de cima de mim, jogando-o no chão. "Cinco minutos." Assim que ele sai do quarto, eu pulo para fora da cama. Qual era a desse cara? Como assim só cinco minutos? Isso não é tempo suficiente nem para escovar os dentes ou lavar o meu rosto! Começo a me aprontar, e quando a porta se abre novamente estou quase pronta. "Vamos", diz Keg. Ele chega perto de mim e coloca uma venda ao redor dos meus olhos antes de me levar para fora do quarto. Tudo esta escuro novamente. Bem, pelo menos dessa vez eles não me amordaçaram.


Quando chegamos lá fora, posso sentir o calor do sol na minha pele. Isso me choca. Eu tinha esquecido quantos dias eu tinha ficado enfiada lá dentro. O ar esta com cheiro de fumaça de escapamento, e eu tusso quando a mesma atinge a minha garganta. Pensei que todos os motoqueiros iriam também, mas eu só escuto algumas vozes. "Você tem certeza que quer levá-la?" a voz alta e queixosa de Clay vem a minha direita. "Quero ensinar-lhe uma lição", diz Venom. Ele me puxa em sua direção e eu quase caio. "Tenho certeza de que ela é uma aprendiz rápida." "Tudo bem, então vamos acabar logo com isso", diz Keg. "Eu vou à frente." O motor da sua moto ruge para a vida e os pneus catam sobre a estrada quando ele parte. Depois Venom me leva e me coloca na parte traseira da moto dele. Tento ficar o mais longe que posso, mas não há muito espaço no assento. Se eu me afastasse mais, eu cairia. Venom liga a moto e acelera tão rapidamente que sinto o vento soprar intenso contra a minha pele. É quase doloroso. Ele aumenta a velocidade e eu involuntariamente agarro a sua cintura apenas para não cair. "Assim é melhor!" ele grita acima do barulho da estrada. Na moto com Asher, eu me sentia livre. Eu sabia que ele nunca iria deixar que nada de ruim acontecesse comigo.


Mas, com Venom, é como andar em uma montanha-russa. A moto desvia da esquerda para a direita, inclinando-se tão perto do chão que quase raspamos contra a estrada. Ouço o som de carros buzinando, e xingos raivosos à medida que os ultrapassamos. Pela primeira vez, estou grata por não poder ver a maneira louca como Venom esta pilotando através do trânsito. Incapaz de ver, tudo o que eu posso sentir é a moto jogando meu corpo ao redor. O movimento repentino me dá medo, e aperto mais minhas mãos contra a sua cintura. Venom deve estar desfrutando de me ouvir gritar. No momento em que ele finalmente para, todo o meu corpo esta dolorido. Ate mesmo minha garganta esta desconfortável por ter gritado. Pelo menos não estamos nos movendo mais. Venom me levanta da sua moto e me puxa para dentro de um edifício. Nós caminhamos até três lances de escadas antes de pararmos. Entramos num cômodo que cheira a sujeira.. depois escuto um som de persianas barulhentas abertas. Ele tira a minha venda. Estou em um grande espaço, vazio. Ninguém frequenta o local há anos, porque o que parece ter sido um belo piso de madeira esta completamente coberto de sujeira. "Onde estou? Por que você me trouxe aqui?" Eu pergunto. "Olhe pela janela", diz Venom simplesmente. Corro ate a janela do cômodo e olho para fora. Meus olhos se arregalam. Eu estou perto de casa. Mesmo sem ver o prédio, posso dizer onde estávamos. O edifício antes de ser abandonado, era uma loja.


Eles me soltaram? Olho pelo horizonte caçando a casa da minha mãe, e a encontro. Eu nunca deveria ter me metido nessa confusão. "Por que você me trouxe ..." Minha voz morre quando me viro. Keg e Clay estavam apontando para algo enquanto eu estava distraída. Assisti filmes suficientes para saber o que era. Um rifle sniper. A longa, arma cinza estava apontado para fora da janela. Eu aponto para a arma, minha mão treme. "W-O que é isso?" Venom sorri. "Vamos Lilly, você não é tão estúpida. Você sabe para que servem as armas." Ele vem para o meu lado e aponta para a janela. "Você vê isso?" Eu sigo seu dedo, apertando os olhos para ver para onde ele estava apontando. Leva um tempo, mas eu finalmente vejo. Ele estava apontando para o clube. "Bela vista, não é? Mas eu sei como conseguir um ainda melhor." Venom me arrasta atrás da arma. "Olhe desse angulo ", diz ele. Assusta-me até mesmo estar perto daquela coisa, mas eu abaixo meu olhar para a mira no topo. Grito assim que vejo em quem eles estavam mirando: em Asher. A mira paira por cima de sua cabeça. Será que um tiro a essa distancia iria matá-lo? Vejo um curativo em torno do braço de Asher.. O quão ruim ele estava ferido?


Ele esta conversando com alguns outros motoqueiros. O rosto contorcido, gritando com mesmos antes deles entrarem de novo no clube. Ele olha para baixo, balançando a cabeça. O que estava acontecendo com ele? Lágrimas brotam nos meus olhos. "Asher anda descuidado uma vez que te sequestramos", diz Venom. "Muito amor na cabeça." Viro-me para ele, minhas mãos fechadas em punhos. "O que você quer com ele? Por que você não o deixa em paz!" Eu grito. "O que eu quero com ele?" Venom pergunta frio. "Eu não quero nada dele. Se eu quisesse, eu poderia matá-lo agora." Venom vem ate a arma e envolve sua mão em torno dela. Seu dedo descansa no gatilho, puxando-o para trás muito ligeiramente. Sinto meu coração apertar mais e mais. "Mas eu não vou", Venom diz, finalmente. Depois tira o dedo do gatilho e sorri para mim. "Porra, prefiro ver os Dark Riders caírem", diz Venom. "E você vai me ajudar." "Por que eu deveria?" Eu grito. "Porque você vai fazer qualquer coisa que eu quero. Qualquer coisa para me manter afastado de Opção A", diz Venom. Ele bate a mão contra o rifle sniper e olha para mim. "Eu vou provar isso agora", diz ele. "Beije-me." Eu hesito. Será que eu tenho escolha? Será que ele realmente puxara o gatilho?


"Eu só vou dizer mais uma vez" ameaça Venom. "Tenho certeza de que seu namorado não ficara tão bonito com uma bala no meio do cérebro." Vou até Venom e ele me puxa forte contra o seu corpo e pressiona seus lábios nos meus. Sua língua empurra entre meus lábios, invadindo minha boca. Finalmente, depois do que parece uma eternidade, ele me solta. "Viram o que eu disse? Ela fara tudo o que eu quiser." Venom se vira para Clay e Keg. Ele acena para o rifle. "Guarde-o. Vamos." Keg começa a arrumar a arma. Venom vem atrás de mim, e então tudo fica escuro novamente.


CAPITULO 7

Quando voltamos para a base do clube, eles tiram a minha venda e ha um tumulto no local. Os motociclistas estavam se movendo por todo o lugar, gritando e correndo. Parecia o caos. Um pequeno cara vem até nós. Ele esta usando uma jaqueta do clube e parecia nervoso. Quando se aproxima ele olha assustado para Venom. "Presi", diz ele. "Nós temos um problema." "Um problema?" "Ela saiu. Todo mundo estava vigiando-a, mas ..." "Nós a deixamos sozinha por um segundo, e é o que acontece? Como ela conseguiu sair?" Venom grita. "Bem, eu fui para dar-lhe comida, e a próxima coisa. ..." Ele não chega a terminar a frase. O boom do tiro machuca meus ouvidos. Fico chocada ao observar o corpo do homem cair inerte no chão, uma poça de sangue se forma bem no meio de sua testa, onde Venom atirou nele.


Venom acena com a mão na direção de um motoqueiro, entregando-lhe a arma e apontando para o cara morto ensanguentado no chão. "Limpe isso." Meu estômago se agita e começo a passar mal. Inclino-me e vomito no chão. Venom torce o nariz e grita para os outros motoqueiros. "Porra, e isso também." Eu tremo, segurando-me firmemente em Keg quando ele me leva de volta para o meu quarto. Venom tinha acabado de matar um dos seus. À sangue frio. Ele não tem escrúpulos e o que disse antes não eram apenas ameaças vãs. Ele mataria Ash. As lágrimas caem dos meus olhos quando estou sozinha no meu quarto. Elas embebem o tecido do travesseiro até que ele fica úmido. O que eu deveria fazer exatamente? Salvar-me, ou salvar os Riders? Será que eu tenho escolha? Toda vez que a imagem do rapaz levando um tiro vem à minha mente, sinto vontade de vomitar. Não posso deixar isso acontecer com Asher. Tenho que tentar salva-lo.


******** Dois dias se passam até que o tumulto no clube se acalma. Eu fui deixada sozinha no meu quarto, com alimentos que eu não consegui comer. Não foi até que tudo estava quieto que Venom mandou me chamar novamente. Desta vez, eles me deixaram ir para lá sozinha. Quando chego perto da porta do escritório, ouço vozes. "Eles ainda pensam que foram vocês que colocaram fogo no local ", diz uma voz que soa familiar. "Bom, e eles suspeitam de você?" "Não, eles não têm a menor ideia." Parecia a voz de ... Não pode ser! Eu pressiono a porta aberta, e começo a andar ate eles. Mas meus passos param assim que o vejo. "Lilly, você está aqui! Eu acredito que você dois já se conhecem", diz Venom. Na frente de sua mesa, vestindo a jaqueta do Dark Riders, esta Joel. Seus lábios se curvam em um sorriso de escárnio e eu me controlo para não saltar em sua garganta. "Estou feliz que vocês são tão bons amigos, porque trabalharam juntos", diz Venom. "O que?" Dizemos em uníssono. Creio que Joel não quer ficar perto de mim também.


"Joel já conhece o seu trabalho. Lily, estou lhe enviando de volta para os Dark Riders", diz Venom. "Agora não fique muito feliz, é apenas por um curto período tempo. Eu preciso que você pegue o lenço de Asher e descubra o nome real de Mav. Simples o suficiente." "Por que você precisa disso?" Eu pergunto. "Não é da sua conta. Pense nisso como um período de férias. Tudo que eu preciso de retorno são essas duas pequenas coisas. Você tem um dia, e você vai sair agora então ..." "Posso ter um momento para ficar pronta?" Eu interrompo. "Eu preciso me ajeitar um pouco, se você não quiser que eles desconfiem." Cruzo os dedos atrás das costas e prendo a respiração. Venom olha-me com um olhar sombrio. "Tudo bem", diz ele. "Mas apresse-se." Eu corro la para cima, de volta para o meu quarto. Rasgo um pedaço de papel fora de uma revista e escrevo sobre ela com o único lápis no quarto. Enfio a nota no meu bolso, e olho-me no espelho. Depois de escovar meu cabelo e mexer na minha roupa, eu realmente pareço um pouco melhor. Corro de volta para baixo. "Pronto!" "Bom", diz Venom. "Porra, não se esqueça de que nós estaremos acompanhando cada movimento seu. Não faça nada para me irritar, eu não quero que haja qualquer acidente com seu namoradinho."


Minha mente volta para a imagem de Asher na mira da arma. Ranjo os dentes. "Entendi", eu digo nervosa. Como de costume, eles me vendam novamente. E sinto prenderem algo nas minhas roupas. Uma escuta? Venom não me acompanha desta vez. É só eu e Joel, o que me deixa um pouco aliviada. Mesmo que eu o odiasse, Joel é um motorista melhor. Quando chegamos, em vez de delicadamente me levantar, Joel, basicamente, me chuta para fora de sua moto. Eu caio no chão e arranco minha venda. "Que diabos!" Eu grito. "Oh, desculpe sobre isso", diz Joel. "Você deve ter escorregado." Sem sequer me dizer onde estou, ele parte a distância.. Leva um tempo para eu perceber que estou alguns quilômetros da cidade. Suspiro e começo a andar. Porra, isso vai demorar um bocado.


CAPITULO 8 Ao entrar na cidade, meus olhos observam tudo. Parece estranho, estar por minha conta novamente. Sem olhos vendados, ou trancada em um quarto. Estou em casa. Eu sigo pelas mesmas ruas que tenho andando desde que eu era uma garotinha. Vir aqui não faz parte do plano de Venom, mas eu não me importo. Eu tenho que ver minha mãe. Quando eu finalmente chego na porta de casa, eu paro. Minha mão paira sobre a maçaneta. Talvez eu não devesse entrar, talvez eu devesse mantê-la fora disso. Deixo minha mão cair e começo a sair. Assim que me viro, a porta se abre. "Meu bebê!" Os braços da minha mãe me abraçam apertado, enterrando meu rosto em seu peito. Eu posso ouvir seu coração acelerado.


"Lilly, vo--ce" Ela mal consegue falar as palavras através dos soluços, e lágrimas das que caem na parte de trás da minha cabeça. Seu corpo inteiro esta tremendo, tremendo de tristeza. "Mãe ...", eu digo. Tentei me afastar um pouco, mas ela me puxa de volta para seus braços. "Você nem sequer me ligou!" ela grita. Ouvi-la faz meu coração doer. É assim que ela tinha passado todo esse tempo? Preocupada? Chorando? Eu me empurro para fora de seu alcance, e desta vez sou bem sucedida. "Vamos mãe, vamos entrar", eu digo. Ela se inclina sobre mim, ainda fungando e me segurando perto. Entro e fico chocada. A casa esta uma bagunça. Nenhuma ordem. Nenhuma organização. Há pratos sujos empilhados por todos os lugares. Começo a retirar as caixas de alimentos espalhadas pelo chão e jogar na lata de lixo.. O pior de tudo é o cheiro. O cheiro de comida podre enche o ar, tornando difícil para respirar. Cubro minha boca com a mão. "Mãe, o que aconteceu aqui?" Eu pergunto. Corro para a janela e abro-as. Em seguida vou ate o banheiro, e encontro alguns purificadores de ar e pulverizo ao redor. Isso não é o suficiente. Eu teria que dar uma geral na casa. Será que eu teria tempo? Em vez de responder, ela revida.


"Onde você estava? A última coisa que sei, e que estava no Dark Riders com Asher. Não tenho noticias suas há dias! Você sabe o quanto fiquei preocupada? Seu telefone só da caixa postal! O que eu deveria fazer? Continuar agindo como se tudo estivesse bem enquanto não tinha qualquer noticias do meu bebê? Eu ate fui no clube e nem eles sabiam onde você estava! Pensei que tivesse acontecido algo ruim contigo" As palavras derramam da minha mãe como se ela estivesse esperando muito tempo para dizê-las. Depois que ela termina, começa a chorar novamente. "Eu só queria saber," ela diz, "sei que você estava segura. Isso é tudo ..." Vou ate a minha amada mãe e passo meus braços em torno de seu pequeno corpo. Agora é a sua vez de enterrar o rosto no meu peito. "Eu sei mãe", eu digo triste. "Sinto muito. Eu estou bem. Eu estou aqui agora." Sim, mas por quanto tempo? E se os Tarântulas estiverem me vigiando agora? Empurro o pensamento fora da minha mente. "Mãe, eu vou limpar aqui, ok?" Eu digo. Deixo-a no sofá e vou ate a cozinha, levo a chaleira e faço um chá para ela, depois vou ate a sala entregando-lhe a xicara com o liquido quente. "Fique sentada aqui, ok? Deixe-me cuidar de tudo." Ela não parece ter energia para protestar. Ela apenas balança a cabeça e toma um gole do líquido quente.


Aproveito a oportunidade e vou ate o meu quarto para trocar de roupa. Afinal de contas, eu só tenho usado essa roupa de garçonete desde o dia que os Tarantulas me levaram. Visto um par de jeans e uma camiseta, e é incrível a sensação do tecido limpo na minha pele. Volto para a cozinha, coloco um avental, e rolo as mangas. É hora de começar a trabalhar. Lavo uma montanha de pratos, esfregando-os e jogando no lixo alimentos velhos.. Enquanto trabalho na limpeza, a minha mãe fecha os olhos e começa a cantarolar uma canção. Sua voz paira no ar, enchendo todo o lugar com a música e eu sorrio. É quase como se eu realmente estivesse de volta em casa. Apenas para cuidar da minha mãe. Não para espionar Asher para um clube rival. Se eu apenas fechasse meus olhos, eu poderia esquecer ... Não me desaponte. Não quero que haja qualquer acidente. A voz de Venom vem na minha mente e meus olhos saltam abertos. Olho pela janela e já esta escurecendo. Não tenho mais tempo. Eu não tinha conseguido o que eles queriam ainda. Arranco o avental do meu corpo e vou até a minha mãe. "Mamãe?" Eu digo. Quando ela olha para mim com seu sorriso calmo, dói. Sei que o mesmo não ira durar muito tempo. "Sim querida?" "Mãe, eu quero ficar, mas eu tenho que ir."


As sobrancelhas da minha mãe franzem e seu sorriso desaparece. "O quê? Você acabou de chegar. Por que você tem que ir?" Ela começa a sair do sofá e eu recuo em direção a porta da frente. "Só me prometa mãe, me prometa que você não vai se envolver com qualquer um destes motoqueiros, ok?" Eu digo. Minha voz começa a rachar, mas me forço para mantê-la estável. Eu abro a porta. "Por quê?" ela grita. "O que aconteceu?" "Só me prometa! Fique longe deles!" Eu grito e começo a correr.

*********** "Desculpe-me mãe, eu te amo" eu sussurro para o ar à noite, mas não ha ninguém por perto para ouvir.


CAPITULO 9 Eu tinha que me recompor antes de irmos para o clube. Quando eu tinha corrido longe o suficiente, eu agacho-me no lado da estrada e choro até não ter mais lágrimas. Parecia boba tal atitude. Papai sempre me disse que se eu não parasse de chorar tanto, minhas lágrimas acabariam algum dia. Como poderia saber que um dia isso iria acontecer? Respiro fundo e levanto-me novamente. Espero alguns segundos ate meu coração parar de bater acelerado e minha respiração se acalmar. Depois arrumo minhas roupas e jogo de volta nos meus ombros. Tenho que parecer calma, certo? Nada vai dar errado. Seja forte. Ando até a grande mansão, e lembro-me da primeira vez que estive aqui. Eu estava tão nervosa, e tão animada. Isso foi antes de tudo acontecer.


E agora? Agora eu não estou nervosa e sim ansiosa. Bem, é agora ou nunca. Bato na porta, esperando para ver quem ira atender. Ninguém responde, então eu tento novamente. Uma voz vem detrás da porta. "Ok, espere.!" A porta se abre e lá esta ele. Asher. Sua boca se abre em descrença e seu rosto fica pálido. Ouço uma respiração forte deixar seus pulmões quando ele olha para mim. Talvez fosse apenas minha imaginação, mas eu pensei ter visto dor e alivio em seus olhos. "Lilly ..." No próximo segundo ele esta sobre mim. O corpo de Asher imprensa o meu, suas mãos rodeiam minha cintura com força. Ele aperta-me com tanta força contra seu peito que chegar a doer. "Asher ..." Eu começo a falar, mas sou cortada pelo seu beijo. Seus lábios pressionam intensamente contra os meus, devorando-me em um beijo devastador. Posso sentir seu desespero através do beijo, sua necessidade. Eu não esperava por isso. Queria que fosse diferente. Ele deveria estar com raiva de mim. Ele deveria me odiar como o resto dos motoqueiros do seu clube. Asher não deveria ter se importado com a minha segurança. Mas ele obviamente fez.


Teria sido muito mais fácil se ele não tivesse feito. Dessa maneira eu não teria que me sentir mal. Afinal, que tipo de pessoa trai o seu primeiro amor? Náusea enche o meu estômago. Mas eu não tenha escolha, não é? Estava tentando salvar sua vida. Ou então Asher acabaria morto... "Vamos lá para cima", diz Asher. Ele puxa-me atrás dele impacientemente. Eu o sigo, tentando acompanhar seus passos rápidos. Assim que ele fecha a porta atrás dele, as perguntas começam. "O que diabos aconteceu com você?" ele pergunta. "O Tarantulas me pegaram, mas eu consegui fugir". "O que?" Raiva infiltra-se na voz de Asher. Os músculos do seu pescoço ficam tensos. "O que aqueles bastardos queriam contigo? Eles te machucaram? Se eles fizeram algo, eu vou-" "Não", eu digo rapidamente. "Eles não me machucaram. Não sei o que eles queriam comigo." Meu coração dói por mentir para ele, mas tento ignorar o fato. "Primeiro, eles incendiaram a loja e em seguida, te levaram. Mal posso esperar para colocar as minhas mãos naqueles imbecis", diz Asher. Ele aperta os punhos e aprofunda sua voz. "Vou matalos...” "Espera", eu digo. "Diga-me o que aconteceu. Só me lembro da explosão e de um barulho alto." Isso o acalma um pouco.


"Bem, você se lembra do fogo", diz Asher. "Temos certeza que foram os Tarantulas que fizeram isso. E o barulho alto que você ouviu foi de uma arma. Alguém me deu um tiro no braço. Eu perdi tanto sangue que desmaiei e so acordei quando os caras me trouxeram de volta para cá. Eles que tiraram a bala do meu braço." "Espere, você não foi a um hospital?" "E ter um registro oficial? Sim, claro." Chego perto dele e começo a desenrolar as bandagens em volta do ferimento. Parecia que eles não tinham limpado-o direito. A ferida estava vermelha e irritada, com um aspecto de infeccionada.. " e algum deles realmente sabe sobre primeiros socorros básicos?" Eu digo. "Dê-me seu lenço." Asher me entrega e eu encharco-o com vodca de uma das garrafas que eu encontrei em uma mesa perto. "Isso vai doer", eu alerto. "Sim, claro", diz Asher. "Porem, não mais do que a bala!" Ainda assim, quando eu limpo a ferida, Asher amaldiçoa. "Merda!" Eu rio. "Eu disse a você. Bebezão." Asher sorri, rindo comigo. É a primeira vez desde que cheguei que o tinha visto sorrir. Algo sobre a forma como o seu sorriso alcançou seus olhos, derrete meu coração. Será que eu mereço ser olhada dessa forma?


Quando termino de limpar e fechar o curativo, Asher continua a falar. "Mav foi a primeira pessoa que eu vi. Ele me contou tudo." "Mav. Qual é o nome verdadeiro dele, afinal?" Eu pergunto. "Curtis Maypole", diz Asher. "Por quê?" "Oh, por nada. So curiosidade, isso é tudo!" Eu digo. Asher olha para mim um pouco, mas continua. "De qualquer forma, tudo o que sei foi que quando acordei, você tinha desaparecido. Te procurei em todos os lugares. Nem sei quantos dias tenho saído com minha moto, conduzindo pelos lugares para que pudesse encontrá-la, baby." Ele tentou me salvar. Meu coração fica pesado. "Então, tudo ficou louco. Parecia que as pessoas estavam se voltando contra mim. Joel tinha todas essas novas" idéias ... ' " Asher faz uma pausa, deixando cair a cabeça entre as mãos. Seu cabelo cai para frente, cobrindo o rosto. Ele balança a cabeça uma última vez, e depois olha para mim. Seus belos olhos olham diretamente para mim, perfurando meu coração. "Mas você esta segura", diz Asher. "Isso é tudo o que importa." Ele vira para mim e coloca a mão na minha bochecha. "Você não tem idéia de como fiquei feliz quando te vi na minha porta, baby." Asher me puxa para dentro. Ele inclina a cabeça para baixo e pressiona seus lábios suavemente contra os meus. Apenas um único beijo.


Em seguida, ele se afasta, olhando para mim como se ele estivesse tentando se controlar. Mas sua resistência só dura por um momento, porque seus lábios cobrem novamente os meus em um beijo inebriante. Eu agarro sua jaqueta, tirando-a dele e a jogo no chão. Asher tira sua própria camisa, expondo seu peito musculoso. Ha tantas coisas que eu queria fazer de uma só vez. Eu queria beijá-lo. Queria tocá-lo. Queria sentir a minha pele contra a dele. Asher puxa a minha blusa. Suas mãos deslizam sob o meu sutiã contra meus mamilos, provocando-os ate que ficam duros. Eu gemo e ele olha para mim. Os olhos de Asher têm um brilho de luxuria crua e há um sorriso sexy em seus lábios. Sinto o meu rosto queimar. Tento tirar suas calças jeans apertadas, mas não importa o quanto as empurre, elas não saem dos quadris de Asher. Em um flash, ele puxa-as fora de si mesmo e desliza minha calcinha pelos meus quadris e começa a espalhar minhas pernas, mas eu o empurro para baixo. Eu não sei o que fazer. É óbvio que Asher me quer e que eu o quero.. A sensação do corpo duro de Asher pressionando contra o meu, me deixa quente e necessitada. Queria ceder, mas ha algo na minha mente que me incomoda. Eu sou uma espiã. Fui enviada para derrubar o seu clube. Nós tínhamos esperado tanto tempo. Esta não era a maneira que era suposto ser, não importa o quão difícil fosse parar. Então me abaixo sobre o corpo de Asher. Coloco os dedos sob sua cueca e, lentamente, tiro-a. Ele esta completamente duro.


Seguro seu pau em minha mão, sentindo o calor e o tamanho dele. Parecia que seu calor iria queimar minha palma. Asher geme enquanto o toco. Rodeio sua dureza contra meus lábios e chupo-o todo. Asher desliza dentro e fora da minha boca, pulsando e ficando ainda mais difícil. Chupo-o o mais rápido que posso enquanto ele fode duro. Os olhos de Asher estão fechados. Seu cabelo se agarra a seu rosto, molhado de suor. Quando ele geme e seus quadris começam a empurrar, ele coloca a mão no meu cabelo, prendendo os dedos nos fios, me parando. "Não, Lilly", diz ele rouco. "Eu quero estar dentro de você agora." Eu me afasto, não encontrando seu olhar. "Oh ... Eu sinto muito. Lilly, pensei ..." "Está tudo bem!" Eu digo e começo a pegar minhas roupas em torno do seu quarto. "O que você está fazendo, baby? Está tudo bem. Você não tem que ir", diz Asher confuso. "Eu tenho que ir Ash", eu digo e faço uma pausa, pensando no que dizer. "Eu vou voltar para o norte!" " Por quê? Você quer que eu te leve?" Eu congelo, meu coração palpita. "Não! Está tudo bem", eu digo. "Não é grande coisa. Joel vai me levar." "Joel?"


"Sim!" Visto-me rapidamente. Quando minha blusa fica presa contra minha cabeça, Asher puxa-a para baixo para mim. Ele me abraça apertado e me beija docemente. "Lilly", diz ele. "Tem certeza de que está tudo bem?" "Sim. Por que não estaria?" Forço um sorriso falso no rosto enquanto falo. Eu levanto o lenço que eu tinha usado para tratá-lo mais cedo. "Para eu não te esquecer." Meu peito aperta quando enfio-o no bolso. Tiro a nota que eu tinha escrito anteriormente fora do bolso da minha calça. Puxo Asher mais perto, e pressiono a nota contra sua mão. Levantome na ponta dos pés e beijo sua bochecha. "Eu....." Faço uma pausa, tentando controlar a emoção. "Te vejo em breve." Então eu me viro. Saio do quarto de Asher e desço correndo as escadas. A cada passo que dou, meu coração dispara mais rápido. Eu só esperava que ele lesse a nota que o dei. É importante que ele saiba. "Joel esta mentindo”.


CAPITULO 10

Meus pés não podem levar-me para longe da cidade rápido o suficiente. Eu tinha conseguido o que queria, e doeu mais do que esperava. Meu coração esta sangrando em meu peito, a dor é demais para carregar. Meus olhos estão inchados das lágrimas. Ainda assim, não importa quantas vezes eu as enxugue com a palma da minha mão, elas continuam a cair. Quantas vezes eu iria chorar antes que tudo isso acabasse?


Faço meu caminho de volta para o local onde Joel tinha me abandonado. Estava quase na hora dele aparecer, então me sento no chão, puxando minhas pernas sobre o meu peito. Apenas algumas horas atrás, eu não podia esperar para ir para casa. Agora eu não podia esperar para sair daqui. **********

O cheiro da fumaça do escape da moto enche o ar e Joel finalmente aparece. "O que você tem?" ele pergunta. "Você parece uma merda." Eu o ignoro e caminho até a moto. De repente, ele cheira o ar. "Você cheira a pau." Cavo minhas unhas em minhas mãos e cerro os dentes. Tudo o que eu queria fazer era dar um soco em seu rosto. "Apenas cale a boca e coloque a venda nos meus olhos!" Eu digo. "Vamos." "Tudo bem, senhora mandona."

**********

A escuridão realmente fez as coisas mais fáceis. Evito pensar na minha mãe, que eu tinha deixado para trás, e na mentira que eu tinha contado para Asher. Apenas sinto o movimento do meu corpo na estrada.


O ritmo me acalma. Mesmo estando na parte de trás da moto de Joel, a estrada é a estrada. Ele pilota a moto subindo e descendo colinas. Eu tinha feito esta viagem com os olhos vendados bastante vezes para que meu corpo se acostumasse com o trajeto. Eu deixo minha mente divagar, depois finalmente chegamos e Joel tira a minha venda. Surpreendentemente, as luzes ainda estão todas acesas no clube. Os motoqueiros estão aglomerados nas escadas, carregando caixas pretas suspeitas. Ninguém olha para mim quando passam por nos, e cada vez que eu parecia muito interessada no que estavam tramando, Joel me puxava de lado. Venom nos chama em seu escritório. Seus olhos cinzentos pareciam ter um brilho peculiar quando me olhou. Ele estende a mão, com expectativa. Eu jogo o lenço de Asher para ele e virome para sair. A mão de Venom agarra meu braço. O aperto é tão forte que dói, esmagando meu pulso. Eu tinha quase me esquecido o quão perigoso ele é. "Porra, não estou com paciência para aguentar sua rebeldia," diz ele. Ele aperta meu pulso ainda mais apertado e eu gemo de dor. "Isso não é tudo o que te mandei fazer." "Seu nome é Curtis!" Eu digo. "O nome de Mav é Curtis Maypole!" Venom solta a minha mão. Esperava que ele dissesse mais alguma coisa, mas ele não faz.. "Saia!" ele rugi.


Ele não precisava dizer duas vezes. Saio do escritório e volto para o meu quarto. Ao contrário de todos os outros lugares, o cômodo esta tranquilo. Não é até que a minha cabeça bate contra o travesseiro que eu percebo o quanto estou cansada. O sono me toma quase que instantaneamente.

**************

Quando eu acordo assustada, tudo parece calmo. O clube esta em silêncio. Eu deito na minha cama novamente, feliz de que ninguém tinha chegado a me incomodar. Poderia tentar fingir que era um fim de semana na minha casa. A qualquer momento, minha mãe entraria no quarto e me traria panquecas com geleia. Veríamos seriado durante toda tarde. Seria perfeito. Se não fosse uma ilusão fantasiosa. A porta se abre e Keg entra apressado. "O chefe quer ver você", diz ele. "Você precisa estar pronta em ..." "Cinco minutos?" "… Cinco minutos." Fico pronta o mais rápido que posso. Antes de sair, eu pego um pedaço de papel e lápis na cômoda apressadamente, depois guardo-os no bolso da calça. A poucos passos antes da porta, eu ouço a voz de Joel. "Eles ainda não suspeitaram de nada ", diz ele.


Merda! Asher não tinha lido o meu bilhete? "Porra, Wild é o filho da puta mais burro que já conheci! Ele até me disse tudo o que precisava saber. Eles não vão estar no clube hoje à noite. Por isso, é perfeito. E eu lhes disse que eu tinha uma surpresa para todo o clube amanhã." Joel para e ri. "Claro, eu não disse que tipo de surpresa era!" ele diz sarcástico. "Então, tudo o que temos que fazer agora, é planejar. Acho que devemos começar ..." Eu retiro o papel e a caneta. Eu tinha que escrever o plano deles. Talvez de alguma forma pudesse ver Asher antes deles. Meus dedos se movem rapidamente enquanto escrevo. De repente ouço passos atrás de mim. Uma mão agarra a minha e pega o papel. "Parece que eu não posso confiar em você, né cadela?" diz Venom. Ele le o pedaço de papel e sorri. "Você faz um boa taquígrafa, uma pena que seu namorado nunca vera isso", diz e rasga o papel jogando-o no chão. "Tolo fui eu por confiar em ti." Venom me empurra contra a parede, segurando meus pulsos acima da minha cabeça com uma mão. Com a outra mão ele circula a minha garganta, apertando-a. "Eu realmente não quero feri-la, docinho", diz ele. "Ainda não de qualquer maneira. Quero ver o olhar no seu rosto quando os Darks Riders caírem."


Venom aperta ainda mais minha garganta, me asfixiando. E eu ofego por ar. O que ele iria fazer comigo? Ele passa a mão sobre o meu corpo, tateando a minha pele. "Você realmente acha que pode nos parar com a sua pequena nota?" Ele diz. Sua voz cai mais baixo. "Wild nem sequer ira te querer, uma vez que eu terminar com você." Venom inclina a cabeça para o lado e grita. "Joel!" Joel sai em disparada para fora da sala com um olhar de medo no rosto. " Diga a Clay para trazer uma jaqueta para dar a essa cadela", diz ele. "Estamos indo." "S- sim, senhor," Joel gagueja e corre para encontrar os outros. Venom se volta para mim. Um lado de seu lábio esta enrolado em um sorriso de escárnio. "Você queria ser uma puta de clube, certo?" ele diz. "Nós vamos transformá-la em uma." Ele me arrasta para fora. Clay aparece. Ele esta segurando uma pequena jaqueta de couro que na parte de trás, diz: "Propriedade do Tarantula MC". Ele força-me a vestir a jaqueta antes de amarrar as minhas mãos atrás das costas. "Vamos", diz Venom.


CAPITULO 11 Talvez eu devesse ter desconfiado de suas intenções, mas não foi até que chegamos à frente da casa do clube que eu percebi. As três motos param bem em frente a porta. "Wild!" Venom grita. Posso ouvir sua voz ecoando à distância. "Porra, saia! Não seja um covarde!" Meu coração começa a acelerar. O que ele estava fazendo? Como iria ajudá-lo, me expor? Os motoqueiros do Dark Riders se aglomeram ao redor das grandes janelas da mansão, mas ninguém se atreve a sair. Estão esperando uma atitude de Asher. Finalmente, a porta se abre e Asher sai com uma arma empunhada na mão. "Vou estourar a porra dos seus miolos Venom!" ele grita.


Então ele para ao me ver. Asher abaixa a arma e a cor é drenada do seu rosto. "Lílly?" "O que há de errado? Eu pensei que você ficaria feliz em vê-la novamente", diz Venom. "Especialmente depois que a mandei espiona-lo ontem." Asher olha para mim com um olhar triste. Os músculos tensos sob sua pele. O olhar de traição que ele esta me dando, me despedaça. "Asher!" Eu grito desesperada. "Eu sinto Muito!" "Foi por isso que veio..." Eu posso ouvir a tensão na voz dele. "N-" Eu não termino de falar porque a boca de Venom aperta sobre a minha, bloqueando a minha voz. Ele desliza a mão debaixo da minha blusa e acaricia meu seio. Eu tento lutar, mas ele me segura no lugar. Merda, quero matar esse infeliz. Nunca trairia Asher assim! Só menti para ele para... salva-lo. Keg ri. "Ela é uma boa atriz, não é...?" Pela primeira vez, vejo os ombros largos de Asher caírem derrotados. Ele me olha nos olhos, e eu posso ver dor em seu olhar. Quero chamá-lo, segurá-lo em meus braços, mas a língua de Venom ainda esta na minha garganta. Sem outra palavra, Asher vira-se e caminha de volta para o clube. Cada passo que ele da para longe de mim é como uma facada no


meu coração. Não quero que ele vá. Assim não. Os outros motoqueiros retiram-se das janelas e se escondem. Venom me solta e grita vitorioso. "Vejo você por aí, Wild!" Todos montão em suas respectivas motos e seguem pela estrada. Eles nem sequer se preocupam em vendar meus olhos desta vez, e vejo o clube de Asher ficar a distância. Lágrimas obscurecem minha visão. Quando foi a ultima vez que senti tal dor excruciante semelhante a que sinto agora? Ah sim. Na primeira vez que eu deixei Asher. A ideia que machuquei o homem que amo, faz meu estomago revirar. Nem mesmo a estrada pode me acalmar dessa vez. Nada pode. Tudo esta fodido. Na há nenhuma maneira de corrigir. Venom ri quando chegamos e ele pula para fora da sua moto. Ele desfaz a corda em volta dos meus pulsos, mas deixa a jaqueta. "Aceite cadela", diz ele. "Você é uma das nossas agora. Os Darks Riders nunca confiarão em você novamente. Nem o seu namoradinho.. Assim, você pode enviar todas as notas que quiser. Nada me impedira de acabar com eles." Venom, Clay, e Keg riem quando eles me deixaram em pé na frente do seu clube.. Deve ser verdade. Eles realmente devem pensar que não ha nada que eu possa fazer. Não represento absolutamente nenhuma ameaça mais. Eu caio contra o alpendre do clube, olhando para o horizonte. Porra, é difícil absorver tudo. Quando a minha vida se tornou essa bagunça do caralho?


Tudo que eu queria era uma vida normal. Eu tinha estudado tanto. E agora? Sou propriedade de um clube de motoqueiros de merda e meu e único amor pensa que o trai.

***************

Não importa quantas vezes eu quebre a cabeça, eu não consigo descobrir uma solução. Cada opção que penso, termina em tragédia. Se eu fugir, eles iriam matar Asher. E se eu fosse ate os Dark Rivers? Tenho certeza de que não querem ver o meu rosto nem pintado de ouro. Merda, dou um soco no degrau de madeira com o meu punho. A minha pele se corta sobre o impacto forte saindo sangue por toda a minha mão. A dor física é boa no momento, pois, a anestesia a dor emocional que me consome.


CAPITULO 12 Levanto-me e empurro aberta a porta da frente do clube. Tenho que chegar lá em cima e enfaixar a minha mão. Mas assim que começo a subir a escada, ouço Venom e Joel conversando. Escondo-me contra a parede, rezando pra que eles não me vejam. "Ela é ainda mais fácil de manipular do que eu pensava", diz Venom. "Porra, daria tudo para ter visto o rosto de Wild", ri Joel. "Não se preocupe, haverá mais para ver em breve", diz Venom. "Basta esperar até amanhã. Mal posso esperar até ver os dois mortos. Quando Wild e Mav morrerem, vou ter o clube só para mim." "E você vai me colocar na presidência junto com voce, é claro?"


"Sim. Amanha vou estuprar aquela maldita cadela na frente do desgraçado do Wild. Quero que seja a última coisa que ele veja antes do fim." Ao escutar suas palavras meu corpo fica frio e eu começo a tremer. Diabos, tenho que tentar manter a calma. O par ri enquanto caminham par longe, e eu luto apenas para me manter de pé. Uma vez que eles vão embora, eu me arrasto até as escadas. Minha mente vacila. No meu quarto, sento-me no chão. Me sentido impotente. Por que eu tinha os ajudado? Por que menti para Asher? Merda... de que isso tudo adiantou? Eles haviam planejado mata-lo desde o começo. Asher nunca seria salvo. Nem eu. E quando nos matassem, eles simplesmente ririam. Minha respiração fica mais e mais rápida até que estou hiperventilado. Meu pulso corre tão rápido que posso ouvir sua batida em meus ouvidos. Parece que uma mão esta envolvida em torno do meu coração, apertando duro. Tento me acalmar, mas não consigo. Esse tempo tentei salvá-lo, mas não importa o que fiz, ele acabara morto. Passo o resto da noite sentada no chão, pensando. Começo a considerar coisas malucas, como um ataque suicida a Venom, para que Asher pudesse fugir. Ou talvez mudar os nossos nomes e fugir para outro país. Claro, que são ideias malucas e não executáveis. Acabo cedendo ao cansaço emocional e adormeço no chão, murmurando minhas rotas de fuga fantasiosas.


Acordo assustada quando Venom abre a minha porta e meu coração doi ao saber que é tarde demais para salvar o homem que eu amo. "Levante-se, docinho !" ele diz radiante. "Hoje é o grande dia!" Quando não levanto sob seu comando, Venom continua com um sorriso no rosto. "Vamos lá, ou perdera o grande shown" Como esse desgraçado vil poderia estar tão feliz com o que tinha planejado? Olha-lo me deixa doente. "Va na frente", eu digo em um tom morto. Quando Venom sai, eu enfio a mão no bolso. Tinha um papel la. Uma nota. Eu a desdobro e leio. Eu não posso esperar para vê-la novamente Lilly. Eu te amo. Antes mesmo de eu perceber que estou chorando, lágrimas molham o pequeno papel. Rapidamente, eu limpo o meu pranto com a manga da minha blusa. Por que ele tinha que me dizer isso? Eu deveria estar feliz depois de ler essas palavras. Mas eles eram as últimas coisas que eu queria ler. Fazia-me pensar que nosso fim estava próximo. Venom volta, com um sorriso macabro no rosto. "Porra, ande logo... hoje seu namoradinho lamentara o dia em que nasceu."


Série dark riders mc #02 venom elsa day  
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