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Uma aventura com muita energia

Linha de Transmissão 600kV Cor rente Contínua Coletora Por to Velho – Araraquara 2, Nº 1 Programa de Educação Ambiental


Sumário Apresentação Energia Amazônia Cerrado Mata Atlântica Pesquisa Glossário Ficha técnica

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Apresentação A Interligação Elétrica do Madeira (IE Madeira) está constr uindo a Linha de Transmissão de Energia (LT) 600kV Cor rente Contínua Coletora Por to Velho – Araraquara 2, Nº1. Apesar de ser uma das maiores Linhas de Transmissão de energia do mundo em cor rente contínua, nossa preocupação não é somente com sua constr ução. Durante toda a obra cuidados especiais com os ambientes e comunidades próximos a ela também são nossos objetivos. Por isso, fizemos esta car tilha para você. Cuidar do meio ambiente é dever de todos e pode começar bem pertinho de cada um, em casa, na escola, na comunidade, no bair ro ou mesmo na cidade. Pequenas atitudes, se tomadas por todos, viram grandes atitudes. Mas para começar a cuidar de nosso planeta, é preciso conhecer um pouco mais sobre nossa relação com a natureza. Você pode começar a cuidar do que está bem perto. Quer saber como? Então, que tal embarcar nesta aventura que se inicia na Amazônia, passa pelo Cer rado e termina na Mata Atlântica? A equipe da IE Madeira convida vocês para embarcar nessa viagem e deseja a todos vocês uma boa leitura.


O telefone toca na casa de Nina. É o Beto, seu amigo da escola: – Alô! Nina? – Oi Beto! Como você está? – Tudo bem! Você já começou a fazer a pesquisa que a D. Marcia pediu para o mês que vem? – Ainda não, quero começar hoje. Você já fez alguma coisa? – Não muito, podíamos fazer o trabalho juntos. A professora disse que como a pesquisa é grande poderia ser feita em duplas. O que você acha? Assim um ajuda ao outro e nosso trabalho ficará muito melhor. – Eu acho uma ótima idéia! Inclusive, já fui à biblioteca da escola e peguei emprestado alguns livros e revistas. E o meu pai trabalha na obra desse Linhão! – É mesmo? Que bom! Será que ele pode nos ajudar? Eu também já consegui alguns materiais na biblioteca da cidade. – Claro que pode! Ele vai me levar pra conhecer alguns lugares onde o Linhão vai passar. Você quer vir também? – UAU! Eu quero muito! Vou pedir para minha mãe e, se ela deixar, nos encontraremos amanhã depois da escola. Pode ser? – Combinado! Também vou falar com a minha e fazemos uns lanches pra levar. – Combinado! A gente se encontra na escola, então. Tchau. – Até lá!

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Nina e Beto moram em Cuiabá e estudam na mesma turma. A professora Márcia soube que irão constr uir uma Linha de Transmissão de energia que vai passar per to da escola. Algumas pessoas a chamam de “LT” e a apelidaram de “Linhão”. Dizem que é porque ela é muito grande, e que também passará por muitos municípios e lugares diferentes. Por isso, pediu aos alunos para fazerem uma pesquisa sobre as regiões por onde ela passará.

Para saber mais

O Linhão atravessará os estados de Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo, passando por áreas de Floresta Amazônica, Cerrado e Mata Atlântica.

5 estados: RONDÔNIA, MATO GROSSO, GOIÁS, MINAS GERAIS SÃO PAULO

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3 BIOMAS: FLORESTA AMAZÔNICA CERRADO MATA ATLÂNTICA


Na escola, a professora Márcia contou para a turma que está fazendo um curso sobre meio ambiente. O pessoal que trabalha para a LT está reunindo professores das regiões por onde ela vai passar para conversar sobre o assunto. Eles acreditam que quanto mais gente tiver informações sobre meio ambiente, mais saudável ficará nosso planeta. Assim D. Márcia disse para a turma que o Linhão vai passar por cinco estados e 81 municípios. É muito grande! Ele começa em Porto Velho, no estado de Rondônia, e só termina em Araraquara, uma cidade no interior do estado de São Paulo. São 2.375 km de extensão. Por ser tão longa, a Linha atravessa municípios grandes, médios e pequenos, cada um com características próprias e bem diferentes entre si. Beto e Nina se surpreenderam com o tamanho da obra. Naquela noite, antes de dormir, ficaram imaginando como seria o trabalho do pai da Nina, numa obra tão grande. Das janelas dos seus quar tos, viam o céu, cheio de estrelas, parecia iluminado para festa. E assim Beto e Nina adormeceram, olhando as estrelas e com muitos pensamentos sobre o Linhão e como seriam os lugares que iriam visitar.

Amazônia

Cer rado

Mata Atlântica Amazônia Cer rado Mata Atlântica 7


ENERGIA No dia seguinte, Nina e Beto se encontraram depois da escola para ouvir o pai da Nina contar sobre como era seu trabalho e o que veriam na viagem. Seu José ficou muito orgulhoso de poder apresentar seu trabalho para a filha. – O senhor trabalha no Linhão, seu José? – Sim, Beto. Meu trabalho é ir em todos os lugares por onde a Linha de Transmissão vai passar, para ver como o meio ambiente está sendo tratado. – O senhor conhece todos os lugares por onde o Linhão vai passar, papai? – Acho que posso dizer que sim, filha – sor riu seu José. Vou levar vocês para conhecer alguns deles, que são lugares incríveis e muito impor tantes para o nosso país e para gente também. Mas antes quero mostrar pra vocês aonde tudo começa. Nina quis logo saber: – Onde? – Na USINA HIDRELÉTRICA. É onde se “fabrica” a energia que passa por todo o Linhão. Seu José pegou uma caixa de fotos e começou a explicar para os meninos. – Esse rio aqui é o rio Madeira, fica no estado de Rondônia. Lá, bem per to de uma cidade chamada Por to Velho, duas usinas hidrelétricas estão sendo constr uídas: Jirau e Santo Antônio. – E o senhor foi lá?

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– Sim, Beto – seu José estava gostando do interesse dos dois. São as águas do rio Madeira que fazem gerar a energia para o Linhão levar aos outros lugares do pais. – Mas como é isso? Quem 'fabrica' a energia do Linhão é o rio? – perguntou Beto. – Mais ou menos. Vou explicar para vocês como é: Um rio é represado e as suas águas obrigadas a passar por dentro da usina. Ali, a força das águas do rio movimenta uma estr utura muito grande chamada turbina, que fica girando. Esse movimento de girar faz com que um equipamento chamado gerador transforme a força da água em energia elétrica, e é essa energia que é levada para todas as cidades e para as nossas casas pelas Linhas de Transmissão. – Nossa! Que bacana! – exclamou Beto. Nina estava muito interessada: – Mas tem outras formas de conseguir energia elétrica também, cer to? – Sim, tem. No Brasil também usamos o vento, o calor, a luz do sol, entre outras. Mas a maior par te da energia elétrica que produzimos vem das usinas hidrelétricas. – UAU! – Beto estava impressionado. A energia começa no rio, passa por essas linhas de transmissão e chega até a nossa cidade! Não imaginava que era tão complicado ter eletricidade. – É incrível mesmo, Beto – disse o pai da menina. É assim que acontece depois que as obras das usinas e das linhas de transmissão estão prontas, e a energia

Gerador

Represa

Turbina 9


pode ser gerada, transmitida e distribuída para nós, os usuários. Mas o que quero mostrar pra vocês está antes dessas constr uções. – Como assim? – quis saber a Nina. – Antes de se constr uir uma usina ou uma linha de transmissão como o Linhão, vários estudos são realizados para entender que tipos de influências sobre o meio ambiente aquelas constr uções poderão provocar. São chamados Estudos de Impacto Ambiental (EIA). Eles descrevem como é a região onde essas obras vão acontecer e indicam o que deve ser feito para diminuir ou para compensar eventuais problemas e como aproveitar melhor os benefícios que as obras também vão gerar. Seu José continuou: – Para esse Linhão também foi feito um estudo como esses, um EIA. Para cada problema no meio ambiente existe uma série de ações para diminuílo ou compensá-lo. E é esse o meu trabalho – seu José, orgulhoso que só, mostrava uma foto dele próprio no meio da floresta com um caminho estreito e longo de ter ra. Eu acompanho toda a constr ução para diminuir os impactos ao meio ambiente. Aqui nesta foto estamos liberando o menor tamanho possível de área na floresta para o Linhão passar. Esse cuidado com o meio ambiente também é acompanhado e autorizado pelo IBAMA, que é o órgão de fiscalização ambiental. – E aonde você tirou essa foto, papai? – Nina estava eufórica. – Aqui é bem no início do Linhão, na cidade de Por to Velho, que é capital de Rondônia, no meio da Amazônia. Proponho que nossa viagem comece por aí, no meio da Amazônia. Vamos nessa!? – VAMOS!!!!!

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Como o trecho era muito grande, seu José planejou a viagem em duas etapas. Na primeira seguiriam de avião direto até Por to Velho, em Rondônia, e desceriam de car ro por três dias passando pela Floresta Amazônica e pelo Cer rado. Na semana seguinte, fariam a segunda etapa, descendo pelo Cer rado e chegando até a região da Mata Atlântica, no interior paulista, onde poderiam perceber como a natureza foi ocupada naquela área. Voltariam também três dias depois. No dia da par tida, D. Glória, mãe de Nina, preparou duas cestas cheias de coisinhas gostosas para comerem e se distraírem durante a viagem. Ar r umou uma bolsa com roupas para Nina, e uma também para seu José. Antes de saírem passou suas recomendações de costume. – Vá meu marido, cuidado na estrada, viu! Pare sempre pra descansar e lembre-se de andar sempre com o farol ligado, mesmo durante o dia. É mais seguro porque melhora a visibilidade pra você e para os outros car ros. Não deixe de me telefonar! Cuidado com os meninos e vê lá onde vocês vai ficar, não vá deixá-los sem banho! Vão com Deus! – beijou o marido e a filha. Dona Maria do Carmo, a mãe do Beto, também deu suas recomendações, beijos e comidas e o trio par tiu, feliz e falante. As crianças excitadas porque iriam andar de avião pela primeira vez.

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(no car ro...) – A Amazônia é um bioma, não é, seu José? – Beto tinha um caderno com várias anotações. – É sim, Beto. O Linhão vai atravessar três biomas do nosso país: a AMAZÔNIA, o CERRADO e a MATA ATLÂNTICA. – Isso a D. Márcia explicou! Bioma é uma grande área onde várias espécies de animais e plantas só se desenvolvem e convivem ali porque se adaptaram ao clima e à geografia próprios dali – disse Nina. – Pois é, Nina. É por isso essas áreas precisam de atenção especial durante a constr ução da Linha de Transmissão. Toda a obra foi planejada tentando diminuir os problemas que ela poderia causar, seja com os animais, as plantas, os rios, ou com as comunidades que vivem próximas a ela. – A professora disse que as áreas de biomas guardam riquezas muito impor tantes para nosso país, seu José – completou o Beto. – Isso mesmo, Beto, e quando ela diz riquezas não está falando somente dos minerais, como o ouro e o fer ro. Essas riquezas são também os seres vivos, a água e a cultura das pessoas que vivem nessas regiões. Isso tudo junto é o que compõe o meio ambiente. – Ah! Estou entendendo... – Beto sorriu com cara de quem estava gostando do assunto. – Meio ambiente, Beto, vai além dos rios, florestas, mares e montanhas. Meio ambiente também são os locais onde moramos, onde trabalhamos, onde estudamos, onde frequentamos e é também a forma como vivemos em sociedade e como nos relacionamos com o mundo a nossa volta – complementou seu José. – Então, manter a escola limpa, não jogar lixo no chão, economizar água e não fazer queimadas também é proteger o meio ambiente, né? – comentou Nina, lembrando-se das aulas da professora Márcia e dos car tazes que ela levou para a escola. – É isso aí! Esses são exemplos de coisas que podemos fazer para conser var o meio ambiente. Mas conhecer melhor a relação que os seres humanos têm com a natureza também ajuda a entender de que outras formas acabamos prejudicando o meio ambiente, sem mesmo nos darmos conta. Por exemplo, os animais que vivem na mata retiram dela o que precisam: alimento, água, abrigo... Mas nós, os seres humanos, muitas vezes nos esquecemos de que tudo o que usamos e precisamos também vem da natureza. A água, o ar que respiramos, a ter ra onde plantamos e criamos os animais que nos ser vem de alimento, o minério e o petróleo utilizados para a fabricação de car ros, casas e roupas, tudo isso também vem da natureza. É o que chamamos de recursos naturais. Tudo o que consumimos é produzido a partir desses recursos, todos eles retirados da natureza. – É por isso que precisamos que proteger o meio ambiente! – bradou Nina sentindose impor tante.

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– Muito bem, Nina. Atitudes que economizem os recursos naturais sempre ajudam a proteger o meio ambiente e sua biodiversidade. – Sua o quê? – perguntou Beto. – Biodiversidade, Beto, é a quantidade de espécies de animais, plantas e outros seres vivos diferentes que existem em um lugar. Quanto mais espécies diferentes, maior a biodiversidade desse lugar. Não é isso, pai? – completou Nina. – Isso mesmo, filha. O nosso país tem diversos biomas e vários tipos de florestas, algumas delas ocor rem em mais de um bioma. É por isso que temos uma variedade tão grande de seres vivos no Brasil. Isso é a biodiversidade. – Nossa, Nina! Como é que você sabia isso? – disse Beto. – É que a minha mãe leu em uma notícia do jornal e me contou. A notícia falava das ameaças à biodiversidade da Amazônia. – O Brasil tem uma das maiores biodiversidades do mundo – explicou seu José – E não é só a Amazônia; a biodiversidade dos outros biomas também está ameaçada. – E por que isso, pai? Porque a biodiversidade é tão importante? – questionava Nina. – É exatamente o que nós vamos ver na nossa viagem!

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AMAZÔNIA Enfim, o trio chegou para dormir em Rolim de Moura, um dos municípios atravessados pela linha de transmissão. No dia seguinte reiniciaram a viagem e as muitas conversas. – Muito bem, crianças – começou seu José. Ainda estamos em Rondônia, um dos seis estados brasileiros que ficam inteiramente na Floresta Amazônica. A capital de Rondônia é Por to Velho e é a maior cidade do estado. Existem outros municípios por onde a Linha de Transmissão vai passar que, assim como Rolim de Moura, são considerados de tamanho médio, por exemplo: Jaur u, Ji-Paraná e Cacoal. Há aqueles quem tem uma população menor, como São Felipe d’Oeste, Chupinguaia e Cabix. – Eu vi outro dia uma repor tagem na TV sobre a Amazônia! – inter rompeu o Beto animado. O repór ter dizia que se não cuidarmos bem dela, poderemos sofrer um monte de problemas. – Exatamente! – continuou seu José. Na verdade, não é só a Amazônia que precisa ser cuidada, todas as florestas, rios, mares e locais onde vivemos também precisam. Mas a Floresta Amazônica é a maior floresta tropical do planeta, ocupando, além do Brasil, partes de mais oito países vizinhos. No nosso país, ela ocupa cerca de 60% do ter ritório. São seis estados e parte de outros três dentro da área da Amazônia.

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¬Nossa! É mais da metade do país! – exclamou surpresa Nina. – Pois é Nina – continuou o pai da menina. E mesmo sendo um bioma tão extenso, a Amazônia precisa de todo o cuidado e atenção. Apesar de ter uma floresta com ár vores grandes e altas, como aquela castanheira ali no fundo – seu José apontava para uma castanheira na estrada – algumas chegam a mais de 25 metros de altura! – mesmo assim ela é um ambiente muito frágil. O solo, por exemplo, costuma ser pobre em nutrientes para as plantas. – Então, como é que as árvores conseguem crescer tanto? – quis saber Nina. Beto se adiantou para responder, afinal ele também já havia feito alguma pesquisa para o trabalho da professora Márcia: – É porque os vegetais e animais que mor rem, ficam no solo, se decompõem e viram nutrientes para as plantas. Apesar do solo ser arenoso e pobre, é a própria floresta que o mantém rico em nutrientes. – É isso aí, muito bom, Beto! Além disso, tem os rios. Eles também transportam nutrientes paras as áreas alagadas da floresta durante as cheias. Quando a água baixa, esses nutrientes ficam no solo e, assim, a cada cheia, novos nutrientes são levados. Seu José prosseguiu na sua explicação, respondendo a Beto: – Na Amazônia existem diferentes tipos de ambientes que podem ser divididos em dois grandes gr upos: as Florestas de Ter ra Firme, onde estão as matas que não alagam e ocupam a maior parte da região, e as Florestas Inundáveis, que estão sempre, ou muitas vezes, inundadas pelos rios. – Nossa, eu achava que na Amazônia só tinha um tipo de floresta... – comentou Beto pensativo.

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Olha a Castanheira!

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Amazônia e Sustentabilidade Vendo que as crianças estavam gostando da conversa, seu José resolveu falar um pouco sobre a biodiversidade da Amazônia. – Como falamos sobre meio ambiente e recursos naturais, vou falar um pouquinho pra vocês sobre a sustentabilidade na Amazônia. Antes da chegada dos colonizadores europeus ao Brasil, a Amazônia e suas riquezas naturais eram exploradas para diversos fins, como alimentação, produção de remédios e extração de madeira. Os índios que viviam no Brasil utilizavam o que a floresta lhes oferecia. – E eles não fazem mais assim? – questionou Nina. – Sim, fazem Nina. Mas vou contar uma historinha pra vocês. Com a chegada do colonizador, os gr upos indígenas que viviam no país diminuíram muito e alguns deles chegaram a desaparecer. Hoje, para preser var a cultura e a forma de vida desses povos existem as Ter ras Indígenas, que são áreas delimitadas onde eles podem continuar vivendo e se desenvolvendo de acordo com seus costumes e tradições. No Brasil inteiro existem várias Ter ras Indígenas demarcadas. Próximo ao início do Linhão, por exemplo, per to de Por to Velho, tem a Ter ra Indígena Karitiana. Próximo ao município de Chupinguaia, onde passamos há pouco, tem outras duas Ter ras Indígenas, a Rio Omerê e a Tubarão Latundê. Depois temos mais ter ras indígenas per to do Linhao em Bar ra do Bugres, os Umutina e depois, em Rondonopolis, a TI Tadarimara e Jar udorê. – Que nomes diferentes, não é seu José? – disse Beto. – Pois é, Beto. São nomes nas línguas indígenas, assim como tantos outros que nos lembram as origens de nosso país. Seu José continuava: – Estamos chegando agora no estado do Mato Grosso. Vamos passar a noite numa cidade chamada Pontes e Lacerda. Ali per to ficam outras duas Ter ras Indígenas: Sararé e Vale do Guaporé. – Nós vamos conhecer uma ter ra indígena, seu José? – se animou Beto. – Não Betinho, só se pode entrar em TI com autorização da FUNAI. – riu seu José e continuou: – Mas assim como os índios, outro grupo que vive uma condição um pouco parecida são os quilombolas, que são os descendentes de escravos que fugiam e se reuniam nos quilombos, na época da colonização e mesmo depois. Os quilombolas também vivem em territórios demarcados como forma de preservar seus hábitos, sua memória e sua história. Tem uma comunidade quilombola que fica perto do Linhão, em Santo Antonio do Leverger, ainda no Mato Grosso, depois de Cuiabá. Tanto aos indígenas, quanto aos quilombolas, nós chamamos de comunidades tradicionais e ambos necessitam de preservação e conservação de suas tradições para não perdermos a origem de formação do povo do nosso país.

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Hoje em dia existem muitas formas de usar e explorar os recursos da floresta. A sua utilização de forma sustentável, ou seja, de maneira que pessoas ou empresas usem os recursos sem acabarem com eles, vai garantir que eles continuem existindo por muitos anos. Um exemplo dessa relação com a floresta são justamente os povos indígenas, os quilombolas e outros povos que vivem da floresta, como os seringueiros e os castanheiros – esses últimos não são considerados tradicionais, mas também exercem suas atividades de forma mais equilibrada com a natureza. A Amazônia e os outros biomas brasileiros possuem muitas riquezas que dependem da existência das florestas e dos seres que as habitam para continuarem existindo. – Nossa papai, quanta informação... – E não para por aí Nina. Vamos descansar por hoje. Amanhã continuaremos pelo estado do Mato Grosso. Vamos conhecer o bioma por onde passa a maior par te do Linhão: o CERRADO. – Eeeee!! Vamos nessa! – gritaram as crianças entusiasmadas.

Para saber mais

Algumas árvores da Amazônia são bastante utilizadas nas indústrias e como alimentos. Também há peixes muito apreciados na alimentação.

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CERRADO No dia seguinte, Nina, Beto e seu José seguiriam a viagem até chegarem em casa, em Cuiabá. Foram conversando e olhando a vegetação no caminho. – Papai, como essa paisagem é diferente de onde estávamos... – obser vou Nina. – É verdade, Nina! – completou Beto. Aqui já não vemos mais aquela floresta fechada como na Amazônia, a maior par te das ár vores é mais baixa e tem os galhos tor tos. O Cer rado é o segundo maior bioma do país e está localizado principalmente na região central do Brasil. – Os rios daqui são bem bonitos, não acham? – disse seu José, admirando uma cachoeira muito bela iluminada pela luz do sol.

Para saber mais

O Cerrado ocorre principalmente nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Bahia e Minas Gerais. Mas também é encontrado em Rondônia, Maranhão, Piauí, e São Paulo. – É muito bonito mesmo, seu José! – Beto estava encantado. – E além de bonitos, Beto, os rios são muito necessários. Os daqui do Cer rado, por exemplo, enviam uma par te de suas águas para todos os outros biomas brasileiros. – É mesmo? Então, o Cer rado é valioso para país inteiro, né! – exclamou Beto. – Muito valioso! Os rios são também as principais fontes de abastecimento de água nas cidades, nas lavouras, e para muitas comunidades tradicionais. Alguns deles são navegáveis e permitem o transpor te de cargas e de passageiros. Além disso, tem peixe, né, utilizado como alimento. Aqui no Cer rado algumas cidades recebem muitos turistas por causa de suas águas. Estamos passando agora por Reser va do Cabaçal que é um exemplo disso. Vem gente de vários lugares do Brasil e até de outros países para conhecer essas belezas naturais. Próximo à Linha de Transmissão tem os municípios Salto do Céu, Jaciara e Juscimeira que também exploram suas belezas naturais. – Por tudo isso é que se fala tanto em cuidar dos rios, não é? Para que não fiquem poluídos e que a gente possa continuar usando sua água e tudo o mais que oferecem. – É isso, Beto! – Mas, papai, é verdade que as florestas também são impor tantes para os rios? Como é isso? – É o seguinte, Nina, quanto mais área de floresta, mais água de qualidade se tem. As florestas ajudam as águas a penetrarem e a ficarem armazenadas no subsolo, para que depois possam “brotar” e formar as nascentes dos rios, por exemplo. As florestas também ajudam a manter as águas dos rios mais limpas, pois evitam que a

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ter ra das margens escor ra para dentro deles durante as chuvas, o que os deixa bar rentos e mais rasos. Com águas sujas e mais rasos, além de não ser virem para o uso humano, os rios deixam de ser também um bom ambiente para os peixes e não podem mais ser utilizados pra lazer ou transpor te. Uma coisa puxa a outra, percebe? – VAMOS CUIDAR DOS RIOS!! – gritaram entusiasmados os três.

Para saber mais

Para buscar a água necessária, certas plantas de Cerrado encontradas em locais mais secos desenvolveram raízes bem profundas para encontrar água subterrânea. Há raízes chegam a mais de 10 m de profundidade!

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Cer rado e Queimadas As crianças estavam cada vez mais atentas. Beto já tinha obser vado que muitas ár vores tinha os troncos retorcidos e queria saber se todo o cer rado era assim. Seu José continuava explicando com muita calma. – Não é só este tipo de vegetação que existe no Cerrado. Se observarmos bem, veremos, por exemplo, que na beira dos rios ou onde há bastante água, a vegetação é mais alta e mais exuberante, como uma pequena floresta. Mas há também as savanas, basicamente formadas pelas árvores mais baixas e retorcidas. E os campos, onde há menos árvores ou arbustos e uma vegetação mais parecida com a grama ou capim. Estavam, naquele momento, passando por Cáceres, quando as crianças avistaram um fogaréu ao longe. O que será? – Aquilo é uma queimada. – disse seu José. Às vezes o Cer rado pega fogo sozinho, é o que se chama queimada natural, que é próprio desse ambiente e impor tante para que algumas plantas rebrotem. Mas nem sempre é assim, muitas pessoas ainda utilizam o fogo para limpar suas áreas de plantio. O fogo sai de controle e acaba atingindo outras áreas do Cer rado. Tem também os casos em que lixo como latas, cacos de vidro ou tocos de cigar ro despejados na mata, com a incidência do sol, produzem fogo e acabam queimando sem controle áreas do cer rado. A queimada ilegal e descontrolada é crime ambiental e é um dos principais inimigos de todas as florestas, mas principalmente as do Cer rado. – Meu pai falou – disse Beto – que na associação de produtores r urais, ele assistiu a uma palestra sobre queimadas com técnicos do meio ambiente e da agricultura. Ele me explicou que a queimada só pode ser feita com autorização do órgão ambiental e que é preciso tomar uma série de cuidados para que o fogo não saia da roça e cause prejuízos. Disseram também que o fogo prejudica o solo, acabando com os nutrientes e microrganismos que deixam o solo mais rico. – Isso mesmo, Betinho! A queimada não é a melhor forma de preparar a ter ra para o plantio. Além disso, antes de fazer uma queimada é impor tante buscar sempre essas orientações na associação ou no sindicato de agricultores ou nas secretarias de meio ambiente e agricultura do município.

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Enfim, chegaram de volta a Cuiabá e a primeira etapa da viagem estava cumprida. – Quanta coisa já aprendemos, seu José! – disse Beto. Muito obrigado! – De nada, Betinho! Semana que vem tem mais, meninos. Descansem essa semana que na próxima seguiremos r umo ao estado de São Paulo. Vamos ver um pouco mais da paisagem do Cer rado e chegaremos até a Mata Atlântica. Ou ao que restou dela. – Tchau, Beto! – despediu-se Nina.

Na semana seguinte o trio estava novamente na estrada, animado, falante e os meninos sentindo-se especialistas em meio ambiente. Pouco depois de saírem de Cuiabá, diante de uma placa: “Santo Antonio do Leverger”, Nina lembrou: – Olha pai! Foi aqui que você falou, na semana passada, que tinha uma comunidade quilombola, não foi? Sabia que eu ia lembrar! – disse Nina satisfeita com a informação. – É mesmo Nina, que memória! Aprendeu mesmo, hein! – seu José estava contente e tinha cer teza de que estava contribuindo para os dois se tornarem cidadãos mais conscientes.

Mais adiante, já na altura de Alto Araguaia, na divisa de Mato Grosso com o estado de Goiás, viram uma enorme plantação. Tão grande que se perdia de vista no Cerrado. – O que é isso plantado ali, papai? – perguntou Nina. – Esta é uma plantação de algodão, Nina. Essas plantações são chamadas monoculturas. Elas se estendem por várias áreas do Cer rado e, assim como o crescimento das cidades e as queimadas descontroladas, as monoculturas também são uma ameaça ao Cer rado. – Monocultura? Mas por que, pai? – perguntou Nina. – Monocultura é quando se cultiva um único tipo de planta em uma grande área. Aqui no Cer rado as mais comuns são a soja e o algodão. O que aconteceu foi que durante muitos anos, o Cer rado foi pouco explorado, sua ter ra não era considerada boa para o plantio. Mas com o desenvolvimento de novas tecnologias, adubos e máquinas, e com o incentivo do governo para ocupar da região, essas áreas naturais foram dando lugar a plantações e pasto. Além disso, o uso ir restrito de defensivos agrícolas e fer tilizantes esgota o solo e pode contaminar a água. A ocupação de áreas para pecuária cresce a cada ano e está fragmentando o ambiente do Cer rado. O resultado é que agora resta pouco mais de 20% de toda área original que ele ocupava. – Uau! – exclamaram as crianças. Naquele dia, passaram ainda por Jataí e terminaram a noite em Caçu, no estado de Goiás.

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MATA ATLÂNTICA No dia seguinte, deixaram Goiás e seguiram r umo a Minas Gerais e São Paulo. Passando por União de Minas, em Minas Gerais, ainda viam grandes áreas de pasto e também plantações de cana-de-açúcar. Mas aos poucos, a paisagem de mata aberta e de extensas plantações iam ficando pra trás e o clima ia se tornando mais úmido. Seu José anunciou: – Meninos começaremos agora a conhecer o bioma da Mata Atlântica. – Mas estamos numa cidade! Que cidade é essa? – perguntou Beto. – Estamos em Votuporanga, onde vamos dormir hoje, Beto. – Tinha alguma área de mata na estrada, seu José, bem verde e mais alta que as ár vores do Cer rado. Mas aqui só estou vendo r uas e prédios – obser vou Beto. – É por aí mesmo, meninos. Na verdade o que aconteceu com a Mata Atlântica é que como ela está localizada no litoral do Brasil, e essa foi a primeira área a ser ocupada pelos colonizadores; com o tempo, a floresta foi sendo derrubada e dando lugar para a agricultura, criação de animais, exploração de minerais e estabelecimento das cidades. Hoje em dia, mais da metade de toda a população brasileira mora nessa área que era originalmente de Mata Atlântica, principalmente nas mais próximas do litoral. A floresta da Mata Atlântica é bem densa, muito verde e com ár vores bem altas. Como fica mais per to do litoral, possui bastante umidade e frequentes períodos de chuvas, o que a ajuda a ser mais exuberante – explicou seu José. A área original da Mata Atlântica, ou seja, a que ela ocupava antes da chegada do colonizador europeu, ocupava cerca de 15% do ter ritório nacional. Ela ia do litoral do Rio Grande do Nor te até o Rio Grande do Sul, entrando pelo interior do Brasil e ocor rendo até em estados mais distantes da costa. – Poxa! A floresta cobria toda essa região, é? – exclamou Nina um pouco chocada. – É uma riqueza natural que está desaparecendo... – comentou Beto, triste com o que acabava de concluir.

Para saber mais

A área remanescente da Mata Atlântica hoje é somente cerca de 7% da área original.

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Mata Atlântica e Biodiversidade – Mas, meninos, é preciso entender que mesmo com sua área reduzida, a Mata Atlântica é um bioma importantíssimo e possui, mesmo assim, muitas riquezas. Dependendo de onde ela ocorre sua mata muda de tipo, para se adaptar – continuou seu José. – Ah! Então é parecido com a Amazônia e o Cer rado, que possuem tipos diferentes de ambientes – disse Beto. – Isso mesmo. Na verdade o bioma da Mata Atlântica possui ambientes variados que fazem par te dela. O principal é a floresta atlântica, que é essa mata com muitas ár vores altas que eu mencionei e que ocupa principalmente as montanhas e uma par te mais do interior do país. Mas tem também os campos de altitude, que são formados basicamente por vegetações parecidas com a grama e alguns arbustos e que ocor rem no alto das montanhas. E no litoral existem as restingas, um ambiente típico de praia, e os manguezais, uma vegetação que se forma onde a água doce dos rios encontra a água salgada do mar. Além de manter uma enorme riqueza de seres vivos, a Mata Atlântica também tem um papel impor tante para as cidades que estão em sua área. – Como assim? – quiseram saber os dois amigos.

Para saber mais

Numa região da Bahia, em uma área do tamanho de um campo de futebol, foram encontradas mais de 450 espécies diferentes e árvores da Mata Atlântica. No Brasil há 633 animais ameaçados de extinção, destes 383 estão na Mata Atlântica.

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– Lembram quando falamos sobre a umidade da Mata Atlântica? – Sim, por causa da proximidade com o mar – lembrou Beto. – Exatamente. Há muitos rios neste bioma, o que também contribui para essa umidade. Só que além disso, a água utilizada nas cidades vem desses rios e seus reser vatórios. – Estou entendendo – disse Nina – quando estávamos no Cer rado você também falou sobre a impor tância das florestas para o abastecimento de água! – Muito bem, Nina! Você e o Beto são excelentes alunos, estou gostando de ver! – comemorou o pai, orgulhoso dos meninos. – Mas as florestas também têm outras funções impor tantes – continuava ele. Elas ajudam a deixar o clima mais fresco e a garantir que haja chuva na medida cer ta para manter rios e reser vatórios de água em quantidade suficiente para todos que precisam deles, sejam os animais e as plantas das florestas, sejam as pessoas que usam suas águas. – Verdade, quando está muito calor a gente sempre se refresca onde há mais ár vores – obser vou Beto. – As florestas, não impor tam quais e onde estejam, ajudam a manter o clima mais fresco. O calor em excesso pode trazer problemas ambientais para todo o planeta. Se a temperatura aumenta, o clima muda; e com isso vários ritmos da natureza mudam também, provocando prejuízos nas plantações, der retimento das geleiras, inundações e falta de água ao mesmo tempo em lugares diferentes, extinção de espécies que não conseguem se adaptar... são muitas as conseqüências. Todo esse conjunto de mudanças tem um nome: efeito estufa. É como os cientistas chamam o evento provocado por toda a poluição que nós, seres humanos, temos produzido e pela falta de cuidado que temos tido com o meio ambiente. – Mas tudo o que fazemos prejudica o meio ambiente? – continuou Beto. – Na verdade, tudo o que fazemos se relaciona com o meio ambiente. Estamos sempre interferindo, mas uma série de coisas que fazemos prejudica o meio ambiente pela forma como fazemos. – Está tudo ligado em quanto e como usamos os recursos da natureza – concluiu Nina. – Poxa seu José, gostei muito de conhecer tudo isso! Aprendi muito nessa viagem! – disse Beto. – Eu também, papai! Você foi demais!!! – completou Nina com um beijão no rosto do pai. Não vou esquecer nada do que aprendemos. – Que bom, meninos. Eu também gostei muito e vocês são ótimos companheiros de viagem! Agora vocês têm um outro trabalho pela frente, né, o trabalho da dona Márcia.

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Nos dias seguintes, Beto e Nina se dedicaram a fazer o trabalho que a professora pediu. Consultaram livros, pesquisaram na internet e usaram as fotos que tiraram durante a grande viagem. O trabalho foi muito elogiado e seu José acabou convidado para dar uma aula pra turma. Depois disso, Beto e Nina organizaram uma campanha na escola para melhorar o meio ambiente ali. Foram organizados comitês de alunos, que junto com os professores e outros funcionários, levantaram os principais problemas da escola e propuseram soluções que eles mesmos poderiam dar. Afinal, eles aprenderam que começar percebendo e resolvendo os problemas da escola seria também uma forma de ajudar com outros problemas ambientais do bair ro, da cidade... E assim, muitas boas ideias surgiram: constr ução de hor ta, colocação de novas lixeiras onde não existiam, campanhas sobre o lixo... Em pouco tempo, a escola de Nina e Beto tinha novas lixeiras, feitas reutilizando embalagens conseguidas no comércio local. Os restos orgânicos da merenda foram aproveitados para fazer adubo que era utilizado na horta da escola. Fizeram diversos cartazes educativos com mensagens sobre cuidado com o lixo, economia de água e luz, queimadas, etc. Todos muito bonitos e coloridos, feitos pelos próprios alunos. A iniciativa inspirou outras escolas e também clubes e igrejas. Para o próximo ano, toda a comunidade está organizada planejando novas campanhas, querem ver o que pode ser feito no bair ro da escola. Afinal, cuidar do meio ambiente é dever todos.

Fim.

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PESQUISA

BIBLIOGRAFIA E CONSULTA ELETRÔNICA: Atlas do Meio Ambiente do Brasil – Embrapa, 2ª Edição, 1996. WWF Brasil/Biomas Brasileiros www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/biomas (acessado em 13/03/2012) IBGE/Senso Demográfico 2010 - www.ibge.gov.br (acessado em 07/04/2012) Instituto Brasileiro de Florestas-IBF - www.ibflorestas.org.br

• Amazônia As Matas de Várzea do Mamirauá: Médio Rio Solimões – José Márcio Ayres. Sociedade Civil Mamirauá, 2ª Ed., 1995. Info Escola - www.infoescola.com/ecologia/amazonia-legal/ (acessado em 13/03/2012) IBGE/Vamos Conhecer o Brasil? www.ibge.gov.br/7a12/conhecer_brasil/default.php (acessado em 13/03/2012) FIOCRUZ/InVivo - www.invivo.fiocr uz.br/ (acessado em 13/03/2012) Museu Paraense Emílio Goeldi - www.museu-goeldi.br (acessado em 07/04/2012) Por tal Amazônia.Com - www.por talamazonia.com.br (acessado em 07/04/2012) Biólogo.Com/plantas do Cer rado - www.biologo.com.br (acessado em 07/04/2012)

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• Cer rado De Grão em Grão o Cer rado perde Espaço: Cer rado-Impactos do Processo de Ocupação) – WWF e PRO-CER. 1995. Biodiversidade: Vida no Cer rado – Gustavo Borges e outros. Governo do Distrito Federal, Secretarias Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente e de Estado de Infra-Estr utura e Obras. 2007. Guia Ilustrado de Plantas do Cer rado de Minas Gerais – Companhia Energética de Minas Gerias-CEMIG. 1992. Brasil Escola - www.brasilescola.com/brasil/Cer rado (acessado em 07/04/2012) Info Escola - www.infoescola.com/geografia/Cer rados (acessado em 07/04/2012) Instituto de Biologia/USP - http://ecologia.ib.usp.br/Cer rado (acessado em 07/04/2012) Embrapa Cer rados - www.cpac.embrapa.br/unidade/ambiente (acessado em 07/04/2012) Conser vation International Brasil - www.conser vation.org.br/onde/Cer rado (acessado em 07/04/2012) Agência de Informação Embrapa/Bioma Cer rado www.agencia.cnptia.embrapa.br (acessado em 07/04/2012)

• Mata Atlântica Dossiê Mata Atlântica 2001: Projeto Monitoramento Par ticipativo da Mata Atlântica. Rede de ONG’ s da Mata Atlântica/Instituto Socioambiental/Sociedade Nordestina de Ecologia. 2001. Mata Atlântica: A Floresta Educando a Cidade. Carla Campos e outros. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Meio Ambiente. 2ª Edição. USP - http://educar.sc.usp.br/licenciatura/trabalhos/mataatl.htm (acessado em 09/04/2012) SOS Mata Atlântica - www.sosmatatlantica.org.br (acessado em 09/04/2012) Reser va da Biosfera da Mata Atlântica - www.rbma.org.br (acessado em 09/04/2012)

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GLOSSÁRIO Arenoso – que tem muita areia em sua composição. Bioma – É uma vasta região onde há clima e geografia muito parecidos e também há várias espécies de animais e plantas que só se desenvolvem e convivem nesses lugares porque se adaptaram a eles. Os biomas podem ter vários ambientes diferentes em sua área. Decompor – Apodrecer. Nas matas os restos de animais e vegetais que mor rem são atacados por microrganismos (como bactérias e fungos) que fazem com que se decomponham e sir vam de nutrientes para as plantas. Extinção – Quando um ser vivo não existe mais em uma região, ou mesmo no planeta, diz-se que ele foi extinto. Exuberante – O que existe em quantidade; o que é muito belo. Microrganismos – Pequenos seres vivos, invisíveis a olho nu, como as bactérias, vír us e alguns tipos de vermes e fungos. Também fazem par te da biodiversidade. Nutrientes – São substâncias essenciais para a vida. Necessárias na alimentação de animas e plantas. Ex: vitaminas, minerais, fibras. Restos orgânicos – São os restos de alimentos (cascas, sobras de comida, etc.) e também as folhas e restos de galhos das plantas. São um rico adubo para as plantas depois que se decompõem.

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FICHA TÉCNICA Super visão | MARCOS DERTONI Coordenaçao do Prog. Educação Ambiental | LUIZ FELIPE ARAUJO Pesquisa e Texto Base | GUSTAVO BORGES E ROGÉRIA MARTINS Adaptação do Texto e Ar te Gráfica | ALICECRIA DESIGN Ilustração | RENAN CARDOSO Este material pode ser livremente reproduzido pelas Secretarias de Educação dos municípios par ticipantes deste Programa de Educação Ambiental

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Caso verifique alguma irregularidade, ou para orientação e esclarecimentos entre em contato com a IE Madeira

0800-883-3923 (ligação gratuita)

0800-61-8080 (Linha Verde)

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