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FADESP Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa UFPA/Cidade Universitária Profº José da Silveira Netto Av. Augusto Corrêa s/n • Guamá • Belém/PA • CEP 66075-110 T 91 4005-7423 • fadesp@fadesp.org.br • www.fadesp.org.br CNPJ: 05.572.870/0001-59

Apresentação Portifólio

Fazer a articulação entre o saber técnico-científico e a Sociedade, com foco na promoção do desenvolvimento da região Amazônica e no avanço da Ciência e Tecnologia é o destaque da atuação da Fadesp, Fundação de Apoio da Universidade Federal do Pará – UFPA. Com mais de trinta anos de existência, a Fadesp neste portifólio apresenta a abrangência de suas atividades, trazendo alguns exemplos de projetos e serviços desenvolvidos, e as parcerias firmadas, reconhecendo que ao longo de sua trajetória, a Fundação tem ampliado suas ações, formando uma rede de promoção do desenvolvimento com instituições públicas e privadas.

FADESP: QUEM SOMOS SOLUÇÕES E PARCERIAS FORMAS DE ATUAÇÃO ÁREAS DE ATUAÇÃO PARCERIAS CONTATOS


QUEM SOMOS

Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp) é pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, instituída pela Universidade Federal do Pará (UFPA) juntamente com a Associação Comercial do Pará (ACP). A Fadesp é credenciada como Fundação de Apoio pelo Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

portifólio FADESP

Com a expertise acumulada ao longo de mais de 33 anos de atuação, a Fadesp tornou-se agente estratégico para o desenvolvimento regional por meio da gestão de programas e projetos, além da prestação de serviços técnicos especializados solicitados pela sociedade nas mais diversas áreas do conhecimento. Ao longo de sua trajetória, a Fundação tem ampliado suas atividades, atendendo instituições públicas e privadas dos mais variados segmentos, tornando-se referência na articulação entre o saber técnico-científico e as demandas da sociedade.

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SOLUÇÕES E PARCERIAS Fadesp busca articular soluções diferenciadas à matriz de necessidades da sociedade por meio de parcerias com diversas instituições públicas municipais, estaduais e federais, além de empresas privadas, entidades sem fins lucrativos e organizações internacionais. A Fundação acredita que a articulação destas parcerias é fundamental para construir soluções que contribuam para o desenvolvimento do Estado do Pará e da Região Amazônica com a promoção da educação e da busca e aplicação de conhecimentos.

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Em todas as áreas do conhecimento, sua atuação acontece a partir de duas formas: o Gerenciamento de Projetos & Programas e a Execução de Projetos & Serviços Especializados, buscando prover soluções integradas de serviços a demandas múltiplas da sociedade.

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FORMAS DE ATUAÇÃO DA FADESP Fadesp concentra suas atividades em duas dimensões de atuação: Gerenciamento de Projetos & Programas e Execução de Projetos & Serviços Especializados. O objetivo é proporcionar soluções às demandas da sociedade local e regional.

GERENCIAMENTO DE PROJETOS E PROGRAMAS: A Fundação atua na gestão de programas e projetos de pesquisa, ensino, extensão e no desenvolvimento institucional. Anualmente, gerencia cerca de 800 projetos em todas as áreas do conhecimento, oferecendo soluções integradas de gestão, garantindo a segurança e a transparência das informações dos projetos e programas gerenciados. É responsável pela: »»

Gestão orçamentária e financeira:

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Realiza o gerenciamento orçamentário específico de cada projeto, conforme classificação de despesas e registro de créditos exigidos pelos diversos órgãos financiadores ou contratantes. Deste modo, toda a execução financeira é vinculada a orientação orçamentária específica,

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sendo possível seu acompanhamento via web pelos responsáveis dos projetos, por meio do sistema espaço do coordenador. Além do controle rígido de receitas e desembolsos vinculados aos projetos, também são realizadas atividades de aplicação financeira para assegurar a atualização monetária de verbas disponíveis e conciliações bancárias. »» Gestão de suprimentos (compras e contratações): Possui uma ampla rede de fornecedores para todas as áreas de seus projetos, com equipes especializadas por categorias de produtos e serviços, além de constituir uma área dedicada a importações.


FORMAS DE ATUAÇÃO DA FADESP

»» Operações logísticas, com viagens e eventos na região amazônica: Um dos diferenciais da Fadesp é gerir projetos com atuação e foco na região Amazônica, desenvolvendo assim expertise nas especificidades regionais, e particularmente no Estado do Pará, com atividades realizadas em todas as suas microregiões, podendo orientar soluções logísticas para expedições, viagens e eventos. »» Administração de folha de pagamentos e benefícios e gestão de pessoas: Com experiência na administração da folha de pagamento de projeto, considerando a especificidade de cada área de atuação e respeitando os valores e a diversidade das pessoas, a Fundação realiza a administração de folhas observando todos os requisitos legais e as responsabilidades acessórias junto aos órgãos fiscalizadores - e adota uma política de gestão de pessoas com conduta preventiva nas relações de trabalho e desenvolvimento de competência nos colaboradores. »» Acompanhamento de obras e serviços de engenharia: Muitos projetos gerenciados pela Fadesp na região amazônica prevêem investimentos de infra-estrutura. Nesses casos, a Fadesp participa desde a elaboração do programa de necessidades da obra ou serviço de engenharia, passando pela contratação e avaliação de projetos executivos, até a contratação em si da construção ou reforma, com o acompanhamento das medições de serviços. »»

Divulgação científica e institucional:

Em parceria com a UFPA, a Fundação ainda mantém o projeto Academia Amazônia, criado em 1991, que atua como produtora de vídeo com objetivo de promover a divulgação científi-

co-cultural. Atualmente a Academia Amazônia é detentora de um dos maiores bancos de imagem da região, detendo know-how em telejornalismo científico, documentários sobre ciência, tecnologia, cultura e meio ambiente, e vídeos didáticos. Ao promover a aproximação do saber científico e das ações institucionais com a sociedade, a produção de material audiovisual se converte em instrumento para a captação de recursos e para a prestação de contas à comunidade dos projetos e programas desenvolvidos e apoiados pela Fadesp. »»

Controle contábil e prestação de contas:

A Fadesp possui em seu controle mensal em média de 700 contas correntes. Esse controle é possível pelo uso de tecnologias de informação e implementação de rotinas rígidas de registro, conciliação e análise de fatos contábeis, incluindo-se o controle de obrigações fiscais. Como realiza a gestão orçamentária e financeira individual de cada projeto, sua estrutura também permite a elaboração de prestações de contas com formatos específicos de acordo com as particularidades dos instrumentos firmados, para análises de auditores ou financiadores na periodicidade necessária.

EXECUÇÃO DE SERVIÇOS ESPECIALIZADOS: CONSULTORIA, INSTRUÇÃO E ASSESSORIA Ser responsável por uma substancial carteira de projetos permitiu à Fadesp o acúmulo de conhecimento e habilidades relacionadas tanto ao acesso a um incomparável banco de talentos e competências, como ao domínio de uma diversidade de processos de gestão, controle e aprendizado. A partir dessa experiência, a Fundação oferece soluções diferenciadas nos segmentos: »»

Concursos

Nesse segmento de atuação, isenção e credibilidade são palavras de ordem. Por conta disso, a Fadesp se destaca no cenário paraense por sua experiência na realização de concursos públicos e processos seletivos privados. Ao longo dos últimos cinco anos, a Fundação foi responsável pela coordenação e execução de mais de 43 concursos de pequeno, médio e grande porte, com aproximadamente 240.000 candidatos inscritos, nas três esferas de governo. Assim, mostra-se sua experiência para aplicação

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Seu sistema de compras é informatizado e transparente, realizando cotações com todas as etapas do processo registradas para conferência das partes envolvidas. Atende aos preceitos legais relacionados ao recolhimento de tributos e registros em declarações aos órgãos fiscalizadores, bem como a eventual necessidade de procedimentos licitatórios, com uma Comissão Permanente de Licitação.

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Fadesp presta assessoria operacional, técnica e logística buscando a satisfação de seus clientes - atuando desde a concepção e alinhamento do evento aos objetivos do projeto, com a definição de linhas temáticas, seleção parceiros e abordagens junto ao público até a análise dos resultados com a identificação de proposições apresentadas. »»

de várias formas de avaliação em um mesmo concurso público, conforme necessidade específica - exame intelectual de conhecimentos, constituído de provas com questões objetivas, analítico-discursivas e de Redação, além de prova de títulos, exames antropométrico, médico e odontológico, de aptidão física e avaliação psicológica.

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Cursos

Reconhecendo os desafios dos gestores e a complexidade administrativa e político-institucional de cada organização, a Fadesp oferece programas de capacitação e aperfeiçoamento profissional que respondem à realidade Amazônica, especificamente a do Estado do Pará. Além disso, por meio dos cursos é possível preparar os profissionais para atender às necessidades de cada cliente, com abordagem prática e elevado grau de qualidade tanto na modalidade presencial como à distância. Com isso, a Fundação está apta a fazer o diagnóstico das necessidades de aprendizado e atuar na formação de conteúdo e produção de materiais didáticos diferenciados, e ainda viabilizar infraestrutura e ambiente adequados. »»

Eventos

Além da experiência na organização de eventos técnico-científicos, educacionais e empresariais em nível local, regional e nacional, a

Consultorias e Assessorias

A Fundação se destaca ainda pela prestação de serviços especializados nas diversas áreas da administração pública e privada, por meio de consultorias e assessorias, incluindo diagnósticos, projetos e implementação de planos de ação, visando melhorias incrementais e a estruturação de novos modelos de atuação. Para isso, conta com profissionais com expertise nos mais variados assuntos e aptos a promover o gerenciamento de equipes multidisciplinares, mediante a necessidade de uma abordagem ampla e inter relacional das demandas de instituições e organizações empresariais. »» Projetos Estratégicos e de Desenvolvimento Institucional Especializada na análise da situação organizacional e na construção de diagnósticos analíticos que retratam os fluxos nas organizações, a Fadesp está preparada para atender às necessidades do cliente, inclusive em casos que demandam soluções de alta complexidade. Com a experiência de seus colaboradores, a Fundação está preparada para detectar problemas, elaborar e executar projetos integrados e com ações articuladas, que implementem as melhorias desejadas pelos gestores, respeitando a especificidade institucional e promovendo impactos positivos no clima, cultura, prestação de serviços e na própria arquitetura organizacional.


ÁREAS DE ATUAÇÃO DA FADESP

endo visto as dimensões de serviços da Fadesp, acompanhe agora as áreas de aplicação em que a Fundação está apta a propor soluções:

AGRÁRIAS

AGRONOMIA RECURSOS FLORESTAIS VETERINÁRIA »»

Área do conhecimento:

Ciências Agrárias »»

Temas relacionados:

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Sistemas agroflorestais e diversificação produtiva; pecuária; agriculturas amazônicas; manejo florestal; modelagem e acompanhamento das dinâmicas agrárias regional e extensão rural. Ciência animal com forragicultura e pastagens; nutrição e alimentação de animais domésticos e silvestres; reprodução de animais; conservação, genética e melhoramento animal; aqüicultura e sanidade animal.

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AGRÁRIAS – AGRONOMIA | RECURSOS FLORESTAIS | VETERINÁRIA

Projeto: Inovação da Cadeia Produtiva Florestal Madeireira para Promoção do Desenvolvimento Sustentável do Estado do Pará – Rede de Biomassa Florestal. Linhas de atuação: Silvicultura Tropical, Manejo de Floresta Nativa, Ecologia, Biologia Reprodutiva, Reflorestamento, Economia Florestal, Tecnologia da Madeira. Instituições participantes: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária da Amazônia Oriental (Embrapa); Universidade Federal do Pará (UFPA); Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA); Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE); Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (IDESP); Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON); Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (FAPESPA); Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).

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“Floresta do futuro?” Sim, floresta do futuro. Essa pode ser a nomenclatura de um novo tipo de floresta manejada ou plantada, proposição do projeto Inovação da Cadeia Produtiva Florestal Madeireira para Promoção do Desenvolvimento Sustentável do Estado do Pará – Rede de Biomassa Florestal. O projeto é formado por uma rede que envolve diversas instituições de pesquisa e empresas do setor madeireiro. Seu objetivo principal é gerar conhecimento científico para promover o uso sustentável de florestas nativas e plantadas no Estado do Pará, criando ainda subsídios para que o mercado e a indústria absorvam e apliquem esses conhecimentos. Os quatro segmentos ou eixos principais são: 1. Silvicultura de floresta nativa, com um modelo de manejo florestal inovador, permitindo as colheitas intermediárias de grupos de novas espécies e considerando diâmetros de corte menores dos que são autorizados hoje, buscando um manejo florestal de baixo impacto. Nesse segmento, o projeto conta com a participação de parceiros empresariais como os Grupos Arboris, Cikel e Orsa. 2. Silvicultura de florestas plantadas, onde busca-se oferecer para a sociedade espécies florestais apropriadas para reflorestamento, modelos de sistemas em que elas possam ser plantadas, cuidados necessários (adubação, tratos silviculturais, zoneamento climático para plantio, entre outros) e colheita. Tudo isso direcionado para atender a legislação ambiental quanto à recuperação de áreas de reserva legal. 3. Ambiente institucional, instrumentos para decisão e mecanismos de mercado para o desenvolvimento do setor florestal no Pará, com a avaliação e produção de propostas de políticas e de legislação florestal para a implantação de boas práticas de manejo e certificação, realizará pesquisas sobre os custos e sobre a viabilidade econômica dos sistemas produtivos propostos para o setor florestal no Estado do Pará. 4. Tecnologia de produtos e processos madeireiros realiza pesquisa sobre os tipos de produtos que poderão ser feitos com os grupos de espécies novas que se pretende colocar no mercado, caracterizando a madeira dessas espécies para indicar potenciais produtos (compensado, MDF, madeira sólida, entre outros), e desenvolver programas de secagem.

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AGRÁRIAS – AGRONOMIA | RECURSOS FLORESTAIS | VETERINÁRIA

Projeto: Geração de biotecnologias da reprodução em ruminantes de interesse econômicos Linhas de atuação: Ciência animal, Genética e melhoramento animal, Biologia Reprodutiva. Instituições participantes: Universidade Federal do Pará (UFPA); Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).

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O Estado do Pará necessita otimizar a exploração econômica dos diferentes rebanhos da região, do ponto de vista da reprodução, sendo relevante o uso de biotécnicas e do desenvolvimento e introdução de novas tecnologias no setor pecuário. A Central de Biotecnologia de Reprodução Animal (CEBRAN) é referência em biotecnologia da reprodução animal no estado e na região amazônica que busca colocar a pecuária regional em condições de competir tecnologicamente com a de outras regiões do país e até internacionalmente – reduzindo a nossa dependência tecnológica em termos de recursos materiais e humanos. Além disso, também viabiliza o aproveitamento do material genético regional existente nos rebanhos bovino e bubalino, utilizando como ferramenta a inseminação artificial, a transferência de embriões e a produção in vitro de embriões. Também visa difundir e ampliar a utilização da inseminação artificial, implantar e difundir as biotécnicas da reprodução aos rebanhos de ovinos (ovelhas) e caprinos (cabras), e ainda continuar sendo uma unidade de ensino e pesquisa para cursos de graduação em Medicina Veterinária e de Pós-Graduação em Ciência Animal. Ao longo de sua história, a Central já processou mais de 500 mil doses de sêmen de reprodutores bovinos e bubalinos pertencentes a pecuaristas do Pará e de outros estados. Hoje, a CEBRAN tem capacidade para manter em regime de coleta contínua 234 animais e a possibilidade de trabalhar em um ano com até 36 reprodutores, com tecnologia desenvolvida e adaptada por sua equipe de trabalho.

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AGRÁRIAS – AGRONOMIA | RECURSOS FLORESTAIS | VETERINÁRIA

Projeto: Transferência de tecnologias de manejo de bacurizais nativos Linhas de atuação: Manejo e Economia de Recursos Naturais. Instituições participantes: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Amazônia Oriental – (EMBRAPA); Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (EMATER/PA); Banco da Amazônia S/A (BASA); Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).

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Sabor, cor, aroma e textura são as características que tornam as frutas da Amazônia conhecidas mundialmente, como é o caso do cupuaçu, da castanha-do-pará, da pupunha e do açaí. Agora outra fruta amazônica ganha destaque na agroindústria de sucos e na culinária: o bacuri, que já é foco de pesquisa da Embrapa com o apoio da Fadesp há mais de 10 anos. De aroma e sabor peculiar, o bacuri é uma fruta arredondada de grande valor nutritivo, cuja polpa é extremamente apreciada pelos paraenses. É sobre essa fruta e sua árvore que recai as atenções do estudo Transferência de tecnologias de manejo de bacurizais nativos para recuperação de áreas degradadas e geração de renda para agricultura familiar do nordeste paraense e ilha de Marajó – PA. A busca pela fruta aumentou nas últimas décadas - não só do bacuri, mas também de outras frutas amazônicas - principalmente pelo seu caráter exótico. Antes, o consumo dessas frutas nativas - como o cupuaçu, açaí e o bacuri - era restrito à população local e ao reduzido período da safra. Hoje, já com as técnicas de beneficiamento e congelamento, o mercado de frutas nativas foi ampliado para o ano todo, multiplicando a demanda em pelo menos quatro vezes. Esse aumento de demanda induz ao manejo para se ter um melhor aproveitamento de vastas extensões de áreas onde os bacurizeiros se localizam, o que pode ampliar as possibilidades de geração de renda e emprego para os agricultores familiares. Por isso, com o apoio do Banco da Amazônia, a pesquisa pretende entender a dinâmica e as interrelações existentes entre o sistema extrativo e manejado e as primeiras tentativas de plantio de bacurizeiro. E isso, tendo em vista o potencial de crescimento da fruta como produto para a agroindústria, produção madeireira e recuperação de áreas degradadas na Amazônia Oriental. Desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Amazônia Oriental (EMBRAPA - Amazônia Oriental), o projeto conta com premiações e, até hoje, já treinou mais de 400 pequenos produtores. Tudo em busca de melhorar a forma de manejo e produção de bacuri nessa região.

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SAÚDE, BIOLOGIA E MEDICINA »»

Área do conhecimento:

Ciências Biológicas & Ciências da Saúde »»

Temas relacionados:

Evolução de seres vivos e ambiente; ecossistemas; biologia celular e molecular; genética; biometria; histologia e embriologia; fisiologia; imunologia; micologia; bacteriologia; parasitologia; virologia; hematologia; patologia; bioética; biossegurança; bioestatística; epidemiologia; doenças tropicais e infecciosas; farmacologia; nutrição; enfermagem; saúde pública; urgência e emergência; ciências médicas; odontologia; fisioterapia e terapia ocupacional.

O Laboratório de Genética Humana e Médica (LGHM) desenvolve trabalhos em diversas linhas de pesquisa, na qualificação profissional e projetos de extensão, com a produção de serviços para a sociedade a partir da análise de DNA - como é o caso da investigação de paternidade - grande demanda do Laboratório que tem como alvo os casos forenses cíveis. Sua infraestrutura tem possibilitado a execução de inúmeras pesquisas, principalmente em parcerias com o Instituto Evandro Chagas, o Museu Paraense Emilio Goeldi, o Núcleo de Medicina Tropical e o Centro de Pesquisas Científicas do Estado do Pará Renato Chaves, além de contribuir diretamente para formação de alunos de graduação e de pós-graduação. O laboratório iniciou seu funcionamento em 1983, com investigação seletiva no sentido de caracterizar as populações humanas da Amazônia, envolvendo grupos de negros em quilombos, indígenas isolados e as populações miscigenadas. Hoje, o Laboratório desenvolve projetos que abrangem desde microevolução de populações humanas da Amazônia, paleontogenética (estudo do DNA que restou de populações antigas, em geral, précolombianas), genética forense e investigação de mutações responsáveis por diferentes tipos de doenças genéticas, tendo como exemplos as hemoglobinopatias, que são alterações que mudam a estrutura das hemoglobinas. Além de identificar as mutações no DNA que podem causar doenças, os pesquisadores também procuram verificar fatores genéticos que interferem em determinadas doenças. Um dos estudos é o de fatores genéticos do homem (hospedeiro) que modulam a resposta contra hanseníase, e serão iniciados projetos do mesmo gênero com tuberculose, malária e Aids. Na área de genética forense, suas atividades dividem-se em duas partes: cível e criminal. Na área cível, o laboratório já realizou mais de oito mil exames de DNA. Em parceria com o Governo do Estado, o Serviço de Investigação de Paternidade Biológica atende a comunidade paraense por meio do projeto 'Pai Legal'. A implantação de um laboratório de referência em Genética Forense da UFPA foi resultado de uma parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), que teve como meta prioritária a criação de uma Rede Nacional de Genética Forense.

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Projetos: Laboratório de Referência em Genética Forense para Região Norte na Universidade Federal do Pará & Pai Legal - Antecipacão Extrajudicial do Reconhecimento da Paternidade por Intermédio do Exame de DNA. Linhas de pesquisa: Genética Humana e Médica e Genética Forense Instituições participantes: Universidade Federal do Pará (UFPA); Universidade do Porto (Portugal); Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP); Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).

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SAÚDE | BIOLOGIA | MEDICINA

Projeto: Avaliação da influência dos níveis do UHT de Tucuruí na incidência e prevalência de doenças infecciosas endêmicas da Amazônia: uma análise multidisciplinar Linhas de atuação: Epidemiologia; Doenças tropicais e infecciosas. Instituições participantes: Universidade Federal do Pará (UFPA); Centrais Elétricas do Norte S.A. (Eletronorte), Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).

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Ao redor do lago da Hidrelétrica de Tucuruí, uma equipe de médicos-professores e estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi para as comunidades das Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) chamadas Alcobaça e Puruí Ararão para realizar diagnóstico sobre as doenças infecciosas na região. A ação levou às pessoas da região atendimento médico e laboratorial, contando com a participação de médicos, farmacêuticos, biomédicos e biólogos – sendo que parte desses profissionais era do Núcleo de Medicina Tropical ou da Faculdade de Medicina da UFPA. Foram quatro viagens a campo, em épocas diferentes do ano, e todos os pacientes fizeram coleta de sangue e os 25 exames disponibilizados – incluindo hemograma, colesterol, glicose, fezes, sorologia para hepatites, HIV, arboviroses [como a dengue e febre amarela]. A equipe fazia as consultas médicas à comunidade em salas de aula das escolas e casas de líderes comunitários, atendendo 663 pessoas entre homens e mulheres adultos. Durante as consultas, muitos foram os que tiveram o seu primeiro contato com esses exames de rotina e todos responderam a um questionário para se ter uma avaliação da situação socioeconômica e comportamental dos pacientes consultados – o que é importante para uma melhor avaliação das ações em educação, saúde e políticas públicas. Os resultados desses exames foram entregues à população e, agora, fazem parte do diagnóstico da saúde das duas localidades, feito pela equipe do projeto, e estão com a Secretaria de Saúde de Tucuruí para dar base a futuras políticas públicas para as Reservas. Pesquisa em saúde na Amazônia - E aqui, ressalta-se o trabalho do Núcleo de Medicina que desempenha um papel fundamental para as pesquisas na área de doenças tropicais, com destaque para a epidemiologia. Um exemplo desse trabalho de sucesso são as pesquisas sobre o vírus HPV (Human Papiloma Virus), que vive na pele e nas mucosas genitais dos seres humanos, e que foi um dos exames realizados nas comunidades de Tucuruí, onde muitas mulheres nunca haviam feito esse tipo de exame, mesmo sendo esse vírus uma das principais causas de câncer no cólo do útero – que, por sua vez, também é uma das grandes causas de óbito das mulheres. O estudo sobre a doença feita pelo Núcleo já abrange os estados Acre e Rondônia, além dos municípios da grande Belém, Santarém, e, agora, Tucuruí.

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SAÚDE | BIOLOGIA | MEDICINA

Cursos de Formação de Agente Comunitário de Saúde e Agente de Combate às Endemias Linhas de atuação: Saúde Publica e Coletiva, Epidemiologia, Medicina Preventiva. Instituições participantes: Prefeitura Municipal de Oriximiná; Prefeitura Municipal de Alenquer; Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp). A Fadesp incentiva o desenvolvimento regional a partir de seu trabalho na Coordenação de Cursos e Concursos. Desde 2005, a Coordenação de Concursos se estabeleceu na Fundação buscando aperfeiçoar os métodos para gerenciamento de processos de concursos públicos e ainda ampliar e consolidar suas ações e suas parcerias com outras instituições. Hoje, a competência e a responsabilidade nessa área já são reconhecidas, fazendo-a despontar como referência e gerando cada vez mais demandas das esferas federal, estadual e municipal. Exemplo disso foram os Concursos para Agente Comunitário de Saúde e de Combate às Endemias realizados nos municípios paraenses de Oriximiná e Alenquer. Esses processos somaram cerca de 400 vagas de emprego, tanto na zona rural como urbana dos municípios, voltadas para candidatos do nível fundamental ao superior. Mas além da seleção de pessoas, a Fadesp ainda promoveu cursos de qualificação dos aprovados, aliando as duas vertentes da Coordenação e capacitando profissionais de saúde - tão necessários para a promoção de qualidade de vida da população e, consequentemente, possibilitando o desenvolvimento da região. O Curso para Agentes Comunitários de Saúde tinha como objetivo preparar o profissional - aprovado no Concurso - para o exercício de atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde a partir da utilização de ações domiciliares ou comunitárias, individuais ou coletivas, desenvolvidas de acordo com as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e sob supervisão de um gestor.

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Assim, com vistas a promover a qualidade de vida da população, o agente comunitário deve se destacar em sua comunidade pela capacidade de se comunicar com as pessoas, pela liderança natural que exerce. Ele deve estar em contato com as famílias de sua localidade, de forma a facilitar o trabalho de vigilância e promoção da saúde do município. Da mesma maneira, o Curso de Capacitação para Agentes de Endemias visava capacitar os concursados para o exercício de atividades de vigilância, prevenção e controle de doenças e promoção da saúde, também tomando por base as normas do SUS e sob a supervisão de um gestor. E é dessa forma que a Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa viabiliza a contratação e a capacitação de mão de obra no Estado do Pará, primando por valores como ética, transparência, competência e comprometimento, voltada para o desenvolvimento regional e baseada em ações que aprimorem as condições de vida da população paraense.

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ENGENHARIAS, ARQUITETURA E COMPUTAÇÃO »»

Área do conhecimento:

Engenharias, Ciências Sociais Aplicadas & Ciências Exatas e da Terra »»

Temas relacionados:

Arquitetura e urbanismo; plano diretor; estudos de viabilidade técnica ambiental; engenharia oceânica e naval; engenharia de transportes; engenharia civil; engenharia sanitária e ambiental; engenharia elétrica; engenharia da computação e sistema de informação; engenharia química; fontes renováveis de energia; engenharia de alimentos; engenharia mecânica; engenharia de materiais; engenharia de minas e meio ambiente; engenharia florestal; engenharia de pesca.

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Projeto: Centro de Excelência em Eficiência Energética na Amazônia (CEAMAZON) Linhas de atuação: Engenharia elétrica, mecânica, química, arquitetura e urbanismo. Instituições participantes: Universidade Federal do Pará (UFPA); Secretaria Executiva de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (SEDECT/Governo do Estado do Pará); Centrais Elétricas do Brasil (Eletrobras); Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (FADESP)

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Desde a década de 80 os debates sobre as mudanças climáticas, desmatamento e uso dos recursos naturais vêm se acentuando. Após diversas conferências, como a de Estocolmo e a ECO-92, além da assinatura do Protocolo de Kyoto colocaram em cena vários discursos acerca do que fazer para salvar o planeta. Dentre os vários temas que são discutidos atualmente, o que concerne à eficiência energética vem se acentuando. No Pará, foi implantado o primeiro Centro de Excelência em Eficiência Energética da Amazônia (CEAMAZON) da Universidade Federal do Pará (UFPA), trazendo a proposta do uso racional de energia e o desenvolvimento desse campo de pesquisa científica. O Centro é fruto de ações conjuntas de professores e pesquisadores através da iniciativa do Eletrobrás através do PROCEL, UFPA e o Governo do Estado. “Um centro onde atuam pesquisadores de diversas áreas visando a eficiência energética”, define a Profa. Dra Maria Emília de Lima Tostes, coordenadora do projeto, referindo-se ao caráter multidisciplinar do CEAMAZON, que conta com pesquisadores de áreas das engenharias elétrica, mecânica, química, arquitetura e urbanismo, dentre outras. O CEAMAZON tem em sua constituição oito laboratórios: o Laboratório de Tecnologias Avançadas em Eficiência Energética para Sistemas Motrizes Industriais, o Laboratório de Tecnologias Avançadas em Instalações Elétricas, o Laboratório de Aferição de Grandezas Industriais, o Laboratório de Conforto Ambiental, o Laboratório de Modelagem e Simulação em Eficiência Energética, o Laboratório de Análises Físico-Químicas, o Laboratório de Qualidade da Energia Elétrica e o Laboratório de Refrigeração. Por isso o projeto envolve, além da pesquisa e desenvolvimento de tecnologias que otimizem a eficiência energética, a capacitação de pessoal para lidar com essas tecnologias “É um centro para ensino, pesquisa e desenvolvimento de tecnologias visando a inovação dentro da indústria, do comércio e das residências” define a professora. A região Amazônica tem um grande potencial para geração de energia, devido aos recursos ambientais que possui. Contudo, para explorar esse potencial, precisa-se levar em conta o histórico de problemas sociais e ambientais que a região sofreu, devido também a implantação de hidrelétricas. Este é um dos motivos para se incentivar as pesquisas que visam o desenvolvimento de tecnologia energética a partir de uma perspectiva sustentável.


ENGENHARIAS | ARQUITETURA | COMPUTAÇÃO

Desde o processo de industrialização do Brasil, o desenvolvimento do setor rodoviário vem sendo priorizado em relação às possibilidades hidroviárias e ferroviárias no sistema de transportes do país. Congestionamento, dificuldade de locomoção por conta do estado das estradas, desperdício de oportunidades e dinheiro, são algumas consequências desta escolha não ter levado em conta os fatores regionais. Hoje, sabe-se que a utilização das hidrovias é a alternativa mais viável e economicamente sustentável para a região Norte do país, já que a região amazônica detém 80% dos recursos hídricos do Brasil. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no setor de transportes por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), está desenvolvendo um extenso programa de adequação, ampliação, e recuperação das malhas rodo-ferro-hidroviárias, visando dotá-la de boas condições de tráfego, segurança e operação. Uma das soluções encontradas é a operacionalização da Hidrovia Araguaia-Tocantins, que vai interligar o Centro-Oeste brasileiro ao sul do Pará e ao Porto de Vila do Conde, no município de Barcarena (Região Metropolitana de Belém), totalizando 2.794 km. Quando estiver em funcionamento, a hidrovia colaborará para uma melhor integração da Amazônia com o resto do país, menor emissão de poluentes na atmosfera e aumento da facilidade e velocidade dos processos industriais, econômicos e de consumo. Com este propósito, foi elaborado um Projeto Básico das obras de Dragagem no Rio Tocantins no trecho compreendido entre a sua foz e a Usina Hidrelétrica de Tucuruí (baixo Tocantins), onde a equipe responsável realizou levantamentos de campo, estudos de traçado e pesquisou possibilidades de deslocamento das pedras no fundo do rio que impedem a passagem de embarcações maiores. Segundo o professor Hito Braga de Moraes, da Faculdade de Engenharia Naval da UFPA, produtos como a soja, o minério e o carvão poderão ser levados, via hidrovia, até o porto de Barcarena, barateando o frete e tornando os insumos mais competitivos no mercado internacional. Cabe destacar que o custo por quilômetro da hidrovia é duas vezes menor que o da ferrovia e seis vezes mais baixo que o da rodovia. E com a Hidrovia em funcionamento, a economia com combustíveis no transporte de minérios e grãos das Regiões Norte e Centro-Oeste poderá chegar a R$ 10 milhões por dia. Complexo portuário – Da mesma forma, um dos investimentos mais importantes que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também tem feito é a revitalização e construção de portos, complexos portuários no país. Com a função de orientar a construção de uma nova estrutura para a acostagem de navios e comboios fluviais no complexo portuário de Vila do Conde, foi realizada a Elaboração de Estudos e Projetos de Construção do Terminal de Múltiplo Uso 2 (TMU2) do Porto de Vila do Conde, também coordenado pelo professor Hito Braga de Moraes. O novo terminal deve começar a funcionar até julho de 2013, e terá como ação principal movimentar cargas do tipo granéis sólidos (alumina, bauxita, manganês, grãos), alumínio em barras, placas de aço, bois vivos, contêineres e combustíveis. Seu projeto deve respeitar todos os critérios, especificações e normas propostas pela Companhia Docas do Pará (CDP) e pela Secretaria de Portos (SEP), garantindo assim a segurança, viabilidade e durabilidade do empreendimento, com vida útil mínima estimada em 50 anos. Com isso, a capacidade do porto de Vila do Conde, que já encontra-se em seu limite, e é atualmente responsável por 70% das cargas transportadas do Pará para o exterior, será ampliada, facilitando a exportação de mercadorias tanto da população local quanto das grandes empresas para o comércio exterior.

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Projetos: Projeto Básico das obras de dragagem no rio Tocantins & Elaboração de Estudos e projetos de construção do terminal de múltiplo uso 2 do porto de Vila do Conde Linhas de atuação: Infraestrutura hidroviária e portuária. Instituições participantes: Universidade Federal do Pará (UFPA); Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT); Companhia Docas do Pará (CDP); Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (FADESP).

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ENGENHARIAS | ARQUITETURA | COMPUTAÇÃO

Projeto: Desenvolvimento de tecnologias para a gestão Linhas de atuação: Sistemas de Informação. Instituições participantes: Agência de Defesa Agropecuária do Pará (ADEPARÁ); Secretaria de Estado da Fazenda do Pará (SEFA); Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp). Hoje, existe uma grande quantidade de informações produzidas pelos órgãos governamentais do Pará que não são sistematizadas, integradas ou disseminadas. Por isso, a necessidade de uma base de dados, que constituiria um importante instrumento de gestão com informações setoriais sobre o mesmo território, já é uma demanda desses órgãos governamentais. Foi a partir desses tipos de demanda que a Fundação de Amparo e de Desenvolvimento da Pesquisa (FADESP) realiza parcerias com vários órgãos do Governo do Estado, entre elas cita-se a experiências de duas instituições:

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Companhia de Saneamento do Pará - COSANPA Proporcionar melhores condições técnicas para o atendimento das necessidades de serviços na área de Tecnologia da Informação da COSANPA é o foco da ação iniciada em 2009, que pretende suprir necessidades inerentes a área comercial de uma empresa de saneamento de forma integrada. Voltada para a implantação, suporte e customização do novo Sistema Integrado de Gestão de Serviços de Saneamento (GSAN), o projeto gerou programas de integração capazes de homogeneizar as informações a partir de diferentes bancos de dados. O Sistema teve o seu desenvolvimento patrocinado pelo Ministério das Cidades juntamente com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sendo a propriedade do Sistema do Ministério – que o disponibiliza para o mercado como software livre. As empresas que utilizam o GSAN podem realizar a manutenção, atualização e customização necessárias à adaptação do Sistema as suas demandas – desde que respeitem a proposta de utilização de software livre, compartilhando códigos desenvolvidos, experiências e soluções. Este é o papel da Fadesp ao viabilizar a implantação e customização do software às características da COSANPA, concretizando-o em uma solução de tecnológica acessível e que eleve o nível de desempenho e eficiência da Companhia, com visão na gestão integrada de serviços. Assim, o GSAN auxilia a COSANPA a ter acesso a processos informatizados mais eficientes – com melhor qualidade e quantidade de informações -, com a finalidade de implantar as melhores práticas para a sua área de distribuição. E deste modo, também traz para a sociedade os benefícios da redução de custos, e melhoria dos serviços.

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Secretaria de Estado da Fazenda (SEFA): A Fundação mantém uma parceria com a SEFA desde 2002, sempre com o objetivo de fortalecer a Secretaria institucionalmente, sendo uma de suas frente de atuação a área de TI na seção de Administração Tributária. Hoje, já são quatro fases desse trabalho e todas elas contam com significativos resultados. Na mais recente, que se iniciou em outubro de 2008, a parceria atua a partir do Projeto de Desenvolvimento Institucional de Expansão e Consolidação da Informação da Administração Tributária. Dentre os resultados de 2010, pode-se citar a migração do portal de serviços da SEFA para a plataforma JAVA, a implementação da Central do Taxista para o controle do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) na compra de veículos novos, o controle das exportações no Portal de Serviços Emissão de Nota Fiscal Avulsa e o recebimento do ICMS antecipado pelo mesmo Portal. Além disso, também foi elaborada a segunda etapa do projeto de modernização do parque de servidores em plataforma de virtualização e a elaboração do projeto de modernização das principais unidades descentralizadas. Assim, espera-se mais resultados até o final desta etapa – sempre visando um melhor atendimento ao contribuinte a partir da sistemática organização interna de dados.


EXATAS E NATURAIS ESTATÍSTICA MATEMÁTICA QUÍMICA

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FÍSICA

Área do conhecimento:

Ciências Exatas e da Terra »»

Temas relacionados:

Matemática (fundamentos, métodos matemáticos aplicados e matemática do ensino superior); estatística (sistemas de informação estatística; modelos estatísticos, pesquisas e diagnósticos); física (física dos materiais – materiais nanoestruturados, propriedades físicas dos produtos naturais da Amazônia, partículas e campos), química (orgânica e inorgânica, química dos produtos naturais e de alimentos, controle químico de qualidade, toxicidade, síntese e caracterização de catalisadores); química industrial.

Projeto: Sistema de Investigação e Estatística Criminal (SIECRIM) Linhas de atuação: Sistemas de informação estatística. Instituições participantes: Universidade Federal do Pará (UFPA); Secretaria de Estado de Segurança Pública (SEGUP); Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (FADESP).

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Esse projeto teve como resultado a produção do SIECRIM, um software financiado pela Secretaria de Segurança Pública do Pará e desenvolvido pelo Grupo de Estudos e Pesquisas Estatísticas e Computacionais, formado por alunos e professores das áreas de Estatística, Sociologia e Informática da Universidade Federal do Pará. Resultado de dois anos de pesquisa, o aplicativo entregue a Secretaria de Segurança Pública ajudará a resolver um problema crônico no setor de segurança pública do Estado: a falta de dados e de sistematização das principais ocorrências feitas pelos profissionais das polícias civil e militar do Pará. O objetivo principal é auxiliar na gestão da segurança pública, através do estabelecimento de estratégias e políticas para combater a violência na região metropolitana de Belém e em todo o Pará. A importância e a dimensão desse programa podem ser mensuradas a partir da informação de que a geração de um relatório sobre a incidência de um determinado crime, em certa hora e área da capital, por exemplo, demorava, no mínimo, 40 dias. Agora, com o SIECRIM, os dados poderão ser computados de imediato, por meio de relatórios, gráficos e mapas com o registro dos crimes ocorridos, em que lugar e em que horário, por semana, por mês ou de acordo com a solicitação da pesquisa.

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EXATAS E NATURAIS – ESTATÍSTICA | MATEMÁTICA | QUÍMICA | FÍSICA

Projeto: Laboratório de Pesquisas e Análise de Combustíveis (Lapac) Linhas de atuação: Controle químico de qualidade, síntese e caracterização de catalisadores. Instituições participantes: Universidade Federal do Pará (UFPA); Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP); Agência Nacional do Petróleo (ANP); Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (FADESP).

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Atualmente, com o aquecimento global e o declínio das reservas de petróleo, fontes alternativas de energia estão sendo cada vez mais estudadas. O Brasil, tradicional produtor de cana-de-açúcar e país que abriga inúmeras árvores oleaginosas, tem investido em pesquisas de combustíveis à base de biomassa. Na Universidade Federal do Pará, o Laboratório de Pesquisas e Análise de Combustíveis (Lapac) vem contribuindo com esses estudos. Criado em 2003, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), o Lapac conta, hoje, com uma ótima estrutura para análises químicas de combustíveis, e atua em diversas linhas de pesquisas, todas direcionadas aos biocombustíveis, como estudos em conjunto com o Laboratório de Operações de Separação da UFPA (LAOS) com oleaginosas nativas, como o inajá, o tucumã e o Buriti. “Realizamos estudos com oleaginosas daqui da região, que tenham aplicação com biodiesel. Também desenvolvemos catalisadores usando materiais regionais ou de reações que possam aproveitar o rejeito do biodiesel”, explica Geraldo Narciso. O pesquisador também destaca a pesquisa realizada em parceria com o Instituto de Geociências para o estudo de materiais como o metacaulim, para a obtenção de biocombustíveis. Desde 2005, o Lapac é um laboratório que participa do Programa de Monitoramento de Qualidade de Combustíveis da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e é o responsável pelo monitoramento dos combustíveis no Pará e no Amapá.

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EXATAS E NATURAIS – ESTATÍSTICA | MATEMÁTICA | QUÍMICA | FÍSICA

O azeite de oliva é um dos produtos mais importantes da pauta de exportações de países como Grécia, Espanha e Portugal. Ao perceber o potencial econômico desse produto, a Comunidade Econômica Européia (CEE) decidiu investir fortemente no conhecimento minucioso de suas características físicas e químicas, com a montagem de laboratórios de caracterização e análise. O investimento valeu a pena. Atualmente a fama do azeite de oliva corre mundo afora. Uma dieta rica nesse óleo estaria ligada a uma menor chance de aparecimento de doenças coronarianas. Com isso houve a sua valorização no mercado internacional e a economia de alguns países periféricos da CEE cresceu significativamente. Apesar de sua utilização crescente pelas indústrias de cosméticos e fármacos, os óleos provenientes de produtos da Amazônia ainda são pouco conhecidos. Por isso, é preciso estudar suas características físicas, de forma a auxiliar no processo de extração e industrialização dos óleos. E esse é o desafio do Grupo de Física de Materiais da Amazônia (GFMA) da Faculdade de Física da UFPA. Para que os óleos amazônicos sejam comercializados no mercado internacional é necessário atender a uma série de critérios. Se o produto for vendido como auxiliar fármaco, deve seguir várias regulamentações. Apenas os estudos baseados no uso tradicional não são suficientes. O ideal é conhecer a constituição completa do produto e a forma como ele age no organismo, por isso a importância da realização de pesquisas básicas desses materiais a fim de assegurar a execução de requisitos nacionais e internacionais, assim como diminuir a preocupação com a biopirataria. Alguns dos objetivos de estudos do grupo são: estudar os processos físicos envolvidos na dissolução de carotenóides e antioxidantes em óleos vegetais, através de experimentos e cálculos de estrutura eletrônica do ácido oléico, do beta-caroteno e do alfa-tocoferol; implantar um método de controle de qualidade de alimentos industrializados, comercializados no varejo e, em particular aqueles fabricados no Pará (o azeite de dendê, por exemplo) e promover treinamento e capacitação de recursos humanos no estudo de métodos físicos aplicáveis à caracterização de produtos naturais derivados de plantas da Amazônia. Qualidades preciosas - Dentre os óleos amazônicos que vêm sendo estudados na UFPA, o buriti (Mauritia flexuosa L.), é um dos que mais chamam atenção por possuir grande quantidade de componentes de alto valor agregado, como os carotenóides. Muitos desses compostos se convertem em vitamina A - tipo de vitamina não pode ser encontrada nos alimentos, pois é metabolizada pelo próprio organismo humano. Além disso, pesquisas na área de biologia vêm demonstrando que os carotenóides atuam como antioxidantes, protegendo as células e ajudando a prevenir algumas doenças crônicas. "O óleo de buriti também é rico em ácido oleico, um tipo de ácido graxo mono insaturado muito presente na dieta dos povos mediterrâneos (como no caso do azeite de oliva). Os ácidos graxos mono insaturados são associados a uma menor incidência de doenças coronarianas", observa Petrus Alcantara, lembrando que as primeiras informações sobre a composição química dos óleos vegetais da região foram estudadas pelo professor Geraldo Narciso da Rocha Filho e seu grupo, na Faculdade de Química da UFPA. O óleo de palma também é estudado pelo grupo da física, em virtude de possuir propriedades importantes para as indústrias de alimento, de fármacos e de cosméticos, e de representar, hoje, um item na pauta das exportações paraenses.

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Projeto: Espectroscopia aplicada à determinação de substâncias de alto valor econômico que constituem óleos vegetais extraídos de frutos nativos ou cultivados no Estado do Pará Linhas de atuação: Propriedades físicas dos produtos naturais da Amazônia. Instituições participantes: Universidade Federal do Pará (UFPA); Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (SEDECT); Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP); Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).

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GEOCIÊNCIAS

GEOLOGIA METEOROLOGIA OCEANOGRAFIA

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Área do conhecimento:

Ciências Exatas e da Terra »»

Temas relacionados:

Geologia geral; paleontologia; geomorfologia; sedimentologia, estratigrafia, geologia estrutural e histórica; petrologia; recursos energéticos; geotectônica; economia e exploração mineral; geologia de engenharia; hidrogeologia; geoquímica, geofísica; topografia; mecânica dos solos; águas subterrâneas; levantamento de recursos minerais e minerais pesados associados; novos materiais; métodos sísmicos; meteorologia; oceonografia (ecologia aquática, botânica costeira, ambiente fluvial, mecânica dos meios contínuos, hidrodinâmica costeira e estuarina, mergulho submarino, direitos do mar, poluição marinha, ecossistemas aquáticos amazônicos, gerenciamento costeiro).

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Projeto: Rede Estadual de Previsão Climática e Hidrometeorológica & Rede de Monitoramento e Pesquisa de Fenômenos Meteorológicos Extremos na Amazônia Linhas de atuação: Meteorologia. Instituições participantes: Universidade Federal do Pará (UFPA), Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), Instituto Nacional de Meteorologia (INMET); Centro Gestor e Operacional do SIPAM (CENSIPAM); Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP); Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).

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Com a previsão climática é possível antecipar informações por um período de três meses, adiantando também as ações de vários setores sociais. Por isso, buscando implementar uma Rede Estadual de Previsão Climática e Hidrometeorológica para o Pará (RPCH), o projeto coordenado pelo pesquisador Everaldo Barreiros de Souza, há anos desenvolve atividades de pesquisa e formação de recursos humanos, visando a qualidade da previsão climática no Estado. A formação de redes que integrem os diversos dados meteorológicos levantados em vários centros de pesquisas e outras instituições faz parte de um movimento maior que tem no Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) um ponto de interconexão devido seu papel operacional estratégico na Amazônia e por possuir instrumentos de alta tecnologia, como radares, para a medição de variáveis meteorológicas. A Rede de Monitoramento e Pesquisa de Fenômenos Meteorológicos Extremos na Amazônia (REMAM) é uma iniciativa que estabelece um sistema de monitoramento com a finalidade de possibilitar a divulgação de informações aos órgãos gestores permitindo assim a tomada de decisões estratégicas referentes à prevenção de problemas socioambientais associados à questão climática. A RPCH, formada por pesquisadores da UFPA, Secretaria do Meio Ambiente, Instituto Nacional de Meteorologia e o CENSIPAM, contribui com a REMAM através de modelagem climática, que é uma aproximação em modelos da atmosfera. Além disso, a Rede realiza mensalmente o monitoramento climático para medir o nível de chuvas. Essa análise é feita com base em dados coletados nas estações meteorológicas que estão situadas em diversos pontos do Estado. A partir dessa análise, é produzido um boletim que registra e divulga os resultados obtidos, relacionando-os aos fenômenos naturais como tempestades, rajadas de vento, estiagens, inundações prolongadas, entre outros. Essa pesquisa inovadora utiliza também a modelagem matemática e computacional, que simula o clima através de equações com diferentes variáveis. Esses cálculos, por terem um elevado grau de complexidade são feitos pelos clusters - conjunto de computadores de grande porte, utilizados no laboratório do projeto. Além da elaboração dos boletins climáticos, o estudo possibilitou a construção de um banco de dados que irá suportar todas as informações geradas, deixando-as à disposição da comunidade científica, e a integração entre as instituições de ciência e tecnologia, a defesa civil e a população.


GEOCIÊNCIAS – GEOLOGIA | METEOROLOGIA | OCEANOGRAFIA

O fomento e o incentivo de conhecimento dos recursos naturais oriundos da região amazônica, principalmente os minerais, se fortalece à medida que se torna, cada vez mais, latente e palpável a percepção da quantidade de usos e aplicações desses materiais. Na Amazônia, a vocação para a mineração é inerente. A quantidade e a variedade de recursos minerais nessa área se confundem também com a própria formação do ambiente. Nesse cenário, o investimento do setor industrial e de novas tecnologias vem ganhando espaço e de forma positiva no crescimento da produção no Pará, em que se destacam alguns bens minerais como o ferro (hematita), alumínio (bauxita), ouro, manganês, caulim entre outros. A riqueza e a diversidade de recursos minerais no Estado do Pará são favorecidas pela sua diversidade ambiental. A caracterização desse espaço como detentor de tal potencial está intimamente ligada ao amplo leque de conhecimento adquirido e de pesquisas voltadas para essa área na região. Na UFPA, a articulação pioneira entre o Grupo de Mineralogia e Geoquímica Aplicada e diversas instituições deu origem ao PRONEX – Núcleo de Pesquisa à Procura da Excelência em “Minérios, rejeitos e novos materiais”, que possui como uma das frentes de atuação o projeto Dos Minerais aos Novos Materiais – Caracterização de Matérias-primas e Rejeitos Minerais, Modificação, Síntese e Aplicações Industriais. O projeto investe na construção de parâmetros relacionados à exploração de recursos minerais que visem, além de preservar, promover a utilização de forma sustentável desses recursos na região, de modo que, a partir disso, novos produtos sejam condicionados. Enraizada a essa perspectiva, a equipe do projeto trabalha principalmente no intuito de aproveitar os recursos minerais da região e promover inovações em seus usos. O objetivo é estudar ocorrências naturais e desenvolver produtos para a indústria de construção civil (cerâmica tipo azulejo, pelotas) em geral a partir de minérios de baixo teor e resíduos minerais, de forma que as pesquisas sejam desenvolvidas de maneira mais harmônica e coesa para inovar e criar técnicas, tecnologias e produtos para o aproveitamento tanto dos recursos minerais (cobre, manganês, caulim, zeolitas, hidroxi-sodalitas, argila lamelares, argilas modificadas) bem como de seus resíduos obtidos durante o processo (lama vermelha, resíduos de caulim, de minério de manganês). Os efeitos são notados pelo desenvolvimento das pesquisas e da agregação de valores aos recursos minerais. O grupo atua em diferentes frentes sob a coordenação de pesquisadores das instituições que integram o núcleo, em diversas linhas de pesquisa. Nessa investida, o grupo passa a ter um papel fundamental no desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas à matéria-prima mineral de grande abundância na região, principalmente os recursos minerais que se destacam em seus usos na indústria cimenteira e de catálise, construção civil, produção de biodiesel, restauração e conservação do patrimônio (azulejaria histórica), abrindo novas possibilidades para a pesquisa, a indústria local e o cenário econômico da região.

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Projeto: Dos Minerais aos Novos Materiais – Caracterização de Matérias-primas e Rejeitos Minerais, Modificação, Síntese e Aplicações Industriais Linhas de atuação: Síntese e caracterização de minerais; Quimissorção de metais pesados em argilas; Aglomeração de lama vermelha por tratamento térmico para utilização como agregados; Caracterização isotópica e proveniência de materiais de construção civil; Caracterização mineralógica e quantificação mineral por refinamento. Instituições participantes: Universidade Federal do Pará (UFPA), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (FAPESPA); Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).

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GEOCIÊNCIAS – GEOLOGIA | METEOROLOGIA | OCEANOGRAFIA

Projeto: Elaboração de protocolos metodológicos para estudos de monitoramento oceanográfico na zona costeira Amazônica e Integração digital de dados sociambientais da zona costeira Amazônica (PIATAM – MAR) Linhas de atuação: Geologia, morfologia, química, climatologia, biologia, hidrologia, doenças tropicais r oceonografia. Instituições participantes: Universidade Federal do Pará (UFPA); Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras); Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP); Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).

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Na Amazônia, a UFPA coordenou projetos para a Elaboração de protocolos metodológicos para estudos de monitoramento oceanográfico na zona costeira Amazônica e Integração digital de dados sociambientais da zona costeira Amazônica (PIATAM–MAR). Os dados socioambientais coletados durante o processo foram integrados em um banco de dados disponível para os pesquisadores e financiadores do projeto, que são a Petrobrás e a FINEP. Com caráter multidisciplinar, o estudo foi liderado localmente pelo pesquisador Pedro Walfir Martins e Souza Filho da Universidade. Na primeira fase, foi feito um levantamento bibliográfico sobre geologia, morfologia, química, climatologia, biologia, hidrologia e doenças tropicais como a malária. Esse levantamento serviu para identificar os procedimentos já existentes em relação à coleta de dados e definir os protocolos que precisavam ser adaptados para a Região Amazônica. Na segunda fase, foram desenvolvidos protocolos metodológicos e feitas coletas de material para uma análise integrada, ou seja, as informações socioambientais foram recolhidas considerando coordenadas geográficas, nas quais se pode identificar o local em que foi encontrado determinado tipo de peixe ou outros organismos, como bentos e plânctons. O projeto teve seis áreas de estudos, três ligadas a áreas de terminais portuários, lugares de grande tráfego marítimo e, por isso, de águas poluídas. E outras três áreas de conservação, onde teoricamente não teria poluição e serviriam de ambiente de controle. Essas áreas estão localizadas no Pará, Amapá e Maranhão, estados que formam a zona costeira amazônica. O projeto envolveu as mais diversas áreas do conhecimento. Geólogos, geomorfógrafos, geógrafos, biólogos, economistas, biomédicos, físicos, meteorologistas, oceanógrafos, cientistas da computação, comunicólogos, químicos, entre outros profissionais, contribuíram para os estudos dos aspectos sociais e ambientais da Amazônia costeira. A interdisciplinaridade da equipe foi ponto primordial na elaboração dos protocolos metodológicos e nos trabalhos de incorporação desses procedimentos na formação de recursos humanos. As pesquisas também resultaram na descoberta de novas espécies de peixes na região amazônica e na elaboração de uma cartografia com escala de 1 para 250 mil de toda a costa amazônica.

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HUMANIDADES

ARQUEOLOGIA GEOGRAFIA PEDAGOGIA »»

Área do conhecimento:

Ciências Humanas & Ciências Sociais Aplicadas »»

Temas relacionados:

Sociologia; antropologia; arqueologia; ciências políticas; filosofia; geografia humana e física; cartografia; hidrografia; geografia da Amazônia, com especial atenção ao Estado do Pará; sensoriamento remoto e geoprocessamento; história; cultura amazônica; psicologia; educação física; pedagogia; gestão de sistemas e unidades educacionais; políticas educacionais e educação na Amazônia, com especial atenção ao Estado do Pará; novas tecnologias e aprendizagem; educação de jovens e adultos.

O Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade (NEDETA) desenvolve atividades de pesquisas, ensino e extensão em que são desenvolvidas tecnologias com objetivos de minimizar ou eliminar as limitações das deficiências física, sensorial e/ou mental, contribuindo para a inclusão social, permitindo o aumento da autonomia e independência através de recursos de tecnologias assistivas voltadas à criança/adolescente deficiente, visando principalmente a inclusão escolar. As metas dos projetos são grandiosas, mas perfeitamente compatíveis com as ações adotadas pelo grupo de investigadores, demonstradas nos avanços e resultados alcançados. A partir do estudo e implementação de novos dispositivos de ajudas técnicas, substituindo a tecnologia importada por tecnologia brasileira e regionalizada, visando a melhoria no processo de (re)habilitação global, os pesquisadores têm conseguido, através de avaliações continuadas das ações da pesquisa, contribuir para a mobilidade, a comunicação e a acessibilidade de portadores de deficiências físicas, sensoriais e mentais, utilizando recursos de baixo custo. Em média, o Núcleo atende oitenta e duas crianças. A partir da avaliação específica, são montadas estratégias personalizadas para o desenvolvimento de dispositivos apropriados a cada atendido. O objetivo dos pesquisadores é inserir essas crianças nas atividades escolares e desenvolver as competências cognitivas desse público, permitindo, assim, inúmeros avanços e a inserção dos deficientes em atividades cotidianas, nunca antes imaginadas. Os pesquisadores defendem a idéia de que as crianças assistidas são dotadas de capacidades cognitivas que podem ser exploradas e, para isso, a tecnologia é uma grande aliada. Consolidado como centro de referência no país, tanto por suas atividades na apresentação de soluções na área, como pela formação de recursos humanos, o Núcleo colabora com a formação de inúmeros pesquisadores e futuros profissionais alem de ter uma consistente produção científica, com a publicação de livros, cartilhas, mais de quarenta trabalhos apresentados em eventos nacionais e internacionais, premiações regional e nacional, o que torna perceptível a contribuição do NEDETA para construção e socialização do conhecimento na área.

portifólio FADESP

Projeto: Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade (NEDETA) Linhas de atuação: Psicomotricidade e inclusão social. Instituições participantes: Universidade do Estado do Pará (UEPA), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP); Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).

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HUMANIDADES – ARQUEOLOGIA | GEOGRAFIA | PEDAGOGIA

Projeto: Programa de Prospecções e Educação Patrimonial em Serra Leste, município de Curionópolis no Pará Linhas de atuação: Arqueologia e educação patrimonial. Instituições participantes: Universidade Federal do Pará (UFPA); Vale S.A.; Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).

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Localizada no sudeste do Pará, a Província Mineral de Carajás é um dos locais onde a empresa mineradora Vale concentra as suas atividades e é na Serra Leste dessa província que a pesquisa Programa de Prospecções e Educação Patrimonial em Serra Leste, Curionópolis/PA se localiza. O estudo foi uma solicitação da empresa de mineração Vale S.A. à UFPA como uma maneira de atender à legislação de proteção do patrimônio arqueológico e, ao mesmo tempo, é uma grande oportunidade para se aprender mais sobre a ocupação inicial da Amazônia. “Os primeiros habitantes da região, que aqui chegaram há cerca de 11 mil anos, procuravam locais como cavernas e abrigos rochosos para se abrigarem e é nesses locais onde são encontrados os vestígios de sua presença, como lascas de rochas, restos de alimentação, de fogueiras, etc.”, conta Denise Schaan. Por isso, o objetivo do projeto é realizar pesquisas arqueológicas nas cavidades rochosas existentes na região para verificar se foram utilizadas como habitação por grupos de caçadores-coletores ancestrais. Até o momento, já foram encontrados vários vestígios no local, como lascas de rochas que foram utilizadas como facas e raspadores, e ainda fragmentos de cerâmica e carvões de fogueiras. Além disso, já foram identificadas 10 cavidades como sendo sítios arqueológicos, mas a expectativa é que, das 100 cavidades a serem estudadas, pelo menos 30 tenham essa característica. E, após esse trabalho, o próximo passo é propor medidas para proteger e estudar esses locais. “Já em um segundo momento, poderemos realizar escavações e conhecer melhor a ocupação da região – quando foi ocupada e por quanto tempo, que atividades as populações lá desenvolviam, entre outros dados”, relata a professora. Arqueologia e educação - O trabalho em Carajás pretende ainda realizar um trabalho de Educação Patrimonial - que está sendo desenvolvido em paralelo às atividades de pesquisa arqueológica, mas com foco na Vila de Serra Pelada, próximo à Serra Leste. Coordenada pela arqueóloga e também professora da UFPA, Márcia Bezerra, a iniciativa aproveita as semelhanças entre a atividade garimpeira e a arqueologia para se aproximar da população local, levando a essas pessoas a discussão sobre a preservação do patrimônio arqueológico. Nesse trabalho, será feita a identificação dos moradores próximos aos sítios arqueológicos ou dos empreendimentos da Vale, a fim de definir a população alvo do programa e os interlocutores locais. E isso porque “participar da vida cotidiana da comunidade potencializa a parceria com líderes locais, sejam eles institucionalizados ou não. Por meio deles é possível ter acesso aos distintos grupos da comunidade e conhecer a rede de relações entre moradores, o que leva ao fortalecimento dos laços de confiança, à mediação de discussões e à legitimação das ações do projeto”. Essa é a base das ações de educação patrimonial da equipe de trabalho em Carajás, com o objetivo de promover a socialização do conhecimento produzido pelas pesquisas arqueológicas na região e sensibilizar os moradores para a importância da preservação do patrimônio arqueológico local.

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HUMANIDADES – ARQUEOLOGIA | GEOGRAFIA | PEDAGOGIA

Confirmando seu comprometimento com o desenvolvimento da sociedade, a Fadesp atua em parceria com um dos projetos de maior relevância social do Governo Federal: o Projovem – Programa Nacional de Inclusão de Jovens: Educação, Qualificação e Ação Comunitária. Criado a partir da Política Nacional de Juventude, o Projovem surgiu em 2005, juntamente com a Secretaria e o Conselho Nacional de Juventude, com o objetivo de instituir ações voltadas para o desenvolvimento integral de jovens em todo o Brasil. O Projovem está empenhado em tornar o jovem um protagonista de sua inclusão social a partir de um programa amplo, que compreende quatro modalidades: ProJovem Adolescente, ProJovem Urbano, ProJovem Campo e o ProJovem Trabalhador. No Estado do Pará, a Fadesp, juntamente com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social do Pará, executou o Projovem Urbano, que objetivava elevar o grau de escolaridade e de qualificação profissional de jovens entre 18 e 29 anos que, apesar de alfabetizados, não concluíram o ensino fundamental. Ao todo, foram atendidos 20 municípios, com população abaixo de 200 mil habitantes, divididos em três pólos (Metropolitano-Marajoara; Guamá-Caeté; e Tocantins). Devido à importância e magnitude do Programa, o Estado necessitou formar parcerias. Por isso a Fadesp atuou no gerenciamento do quadro de pessoal técnico e operacional que compõe a equipe responsável pela execução do projeto, entre eles professores de ensino fundamental, de participação cidadã, de qualificação profissional, e de apoios técnicos administrativos, além de coordenadores executivos e pedagógicos. Projovem Prisional - Outra frente de atuação do Programa é o Projovem Urbano nas Unidades Prisionais e nas Unidades Socioeducativas de Privação de Liberdade. A meta é levar a formação escolar e profissional oferecida pelo Projovem Urbano também para os jovens privados de liberdade, já que o Pará tem 11 mil presos e mais de 70% deles são jovens também. Esse segmento jovem é caracterizado pelo alto índice de vulnerabilidade social e situação socioeconômica abaixo da linha de pobreza, e ao deixarem o regime prisional encontram diversas dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. Com base nisso, a SUSIPE (Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará), contemplada pelo PRONASCI (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, implantou), em parceria com a Fadesp, o Projovem Urbano em seis unidades prisionais do Estado: Centros de Recuperação de Americano I, II e III (no município de Santa Isabel), e nos Presídios Metropolitanos de Belém I, II e II (em Marituba). Atualmente, o Projovem Prisional no Estado do Pará é o maior do Brasil em número de pessoas atendidas: são 300 detentos. A qualificação profissional desenvolvida foi a de “Madeira e Móveis”, abrangendo as ocupações de serralheiro, funileiro industrial, auxiliar de desenhista de móveis e vendedor de móveis, envolvendo assim as esferas da produção e circulação – indústria, comércio, prestação de serviços. Capacitação e Monitoramento – A Fadesp também apóia dois outros trabalhos desenvolvidos pelo Projovem Urbano com a UFPA: o curso de Capacitação e Especialização dos seus educadores, que estabelece uma qualificação com formação ética e política, aliando teoria e prática para formação inicial e continuada desses profissionais; e o Monitoramento e Avaliação das Atividades, visando acompanhar e analisar a implementação e efetividade do programa nos Estados do Pará e Amapá, desenvolvendo estudos e pesquisas sobre o perfil sóciocultural do seu público-alvo, buscando a eficácia de sua gestão.

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Projeto: Projovem – Programa Nacional de Inclusão de Jovens: Educação, Qualificação e Ação Comunitária Linhas de atuação: Educação de jovens e adultos. Instituições participantes: Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SEDES); Casa Civil do Governo do Estado do Pará; Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (SUSIPE); Universidade Federal do Pará (UFPA); Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).

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LINGUÍSTICA, COMUNICAÇÃO E ARTES »»

Área do conhecimento:

Linguística, Letras e Artes & Ciências Sociais Aplicadas »»

Temas relacionados:

Publicidade e propaganda; jornalismo, incluindo produção em audiovisual para divulgação do conhecimento científico; pesquisas e estratégias de atuação em mídia e cultura na Amazônia, com especial atenção ao Estado do Pará; língua portuguesa; línguas estrangeiras (alemã, espanhola, francesa e inglesa); estudos literários; inventário de referencias culturais; artes visuais; música, dança; teatro; museologia; e cinema.

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Projeto: Pólo de Produção Midiática da Universidade Federal do Pará Linhas de atuação: Epidemiologia; Doenças tropicais e infecciosas. Instituições participantes: Universidade Federal do Pará (UFPA ), Centrais Elétricas do Norte S.A. (Eletronorte)

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“Cada vez mais incorporadas ao dia a dia, as mídias tornam-se parte integrante de todas as dimensões da vida humana”. Assim se inicia a apresentação do projeto Pólo de Produção Midiática da Universidade Federal do Pará, mostrando abrangência dessas mediações e como elas ajudam no compartilhamento de descobertas, na busca de respostas e estabelecem vínculos para a comunicação tão necessária ao convívio social. Com essa visão, o projeto ressalta a importância de se pensar diferentes variáveis que participem da realização do processo de comunicação, levando em consideração o papel na formação de pessoas e de produção científica dessas instituições. Nesse sentido, a UFPA já possui experiências na construção de ambientes propícios à criação de produtos midiáticos de informação e comunicação - a exemplo dos projetos Academia Amazônia, Oficina de Criação e Rádio Web, ligados à Faculdade de Comunicação. Essas ações subsidiam atividades didáticas, científicas e extensionistas dentro e fora da Universidade cada uma com sua especificidade, seja com destaque para as produções audiovisuais, para os trabalhos impressos ou em meio radiofônico. O projeto Academia Amazônia é voltado para a produção audiovisual com ênfase na divulgação da ciência e cultura e é responsável pela produção do programa Minuto da Universidade, que já tem mais de 10 anos. A Oficina de Criação é um laboratório de criação na área da publicidade e jornalismo reconhecida por suas campanhas que partem do dialogo com os pesquisadores e profissionais e estudantes de comunicação. Já a Rádio Web é um canal de divulgação das atividades cientificas e acadêmicas desenvolvidas pela Universidade e é um importante instrumento pedagógico e de socialização do conhecimento cientifico, promovendo a integração e a troca entre as diferentes áreas de pesquisa e estudo. Dessa maneira, o Pólo de Produção Midiática da UFPA pretende integrar esses projetos e os seus produtores e pesquisadores para conjugar as ações de hoje e preparar as pessoas e os espaços para as novas produções na área. Tudo isso visando socializar e potencializar a comunicação dos resultados alcançados nas diferentes áreas do conhecimento que compõem a Universidade e de conteúdos sobre as questões amazônicas. A partir desse trabalho em conjunto, então, o objetivo é fomentar a construção de uma cultura que encontre, nas possibilidades midiáticas, mais um caminho para a busca do conhecimento e da democratização do que é produzido na UFPA, potencializando essas possibilidades e dialogando com os vários processos e produtos midiáticos.


LINGUÍSTICA | COMUNICAÇÃO | ARTES

Projeto: Inventário da festividade de São Sebastião: preservação do patrimônio imaterial amazônico Linhas de atuação: Inventário de referências culturais. Instituições participantes: Universidade Federal do Pará (UFPA); Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN); Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).

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Com o objetivo de salvaguardar o patrimônio imaterial, o projeto Inventário da festividade do glorioso São Sebastião, no Pará, coordenado pela pesquisadora Líliam Cristina da Silva Barros, da Universidade Federal do Pará, documentou diversos bens culturais na ilha do Marajó referente ao santo: objetos de rituais, o tronco onde São Sebastião foi preso, uma urna que leva a imagem peregrina e um pequeno caderno, no qual são anotadas as ordens ou pagamentos que os devotos, em procissão, recebem. A culinária também entrou nessa catalogação através de alguns pratos: o frito do vaqueiro e do queijo feito à base do leite de búfala, elementos típicos da culinária marajoara. Além desse registro, a UFPA, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, realizou um estudo etnográfico que contou com uma etnomusicóloga, coordenadora do projeto, dois geógrafos, uma socióloga, uma turismóloga, uma bolsista de música, um cineasta e um fotógrafo. Toda essa documentação foi feita em duas etapas: primeiramente foi feito um estudo que levantou o maior número de informações sobre os bens culturais catalogados e foi elaborado um dossiê que se destinou à análise do Departamento de Patrimônio Imaterial do Ministério da Cultura- MINC, em Brasília. Como resultado dessa fase foram produzidos: um vídeo chamado “O Glorioso”; um caderno de fichas que descreve cada bem cultural relacionado à festividade; e um livro intitulado “Folias de São Sebastião: estudo da transgressão musical”, que discorre sobre o repertório musical dessa festividade. A segunda etapa do projeto é dedicada à complementação do inventário através da documentação da festividade de São Sebastião que acontece nos demais municípios do Marajó. Nos municípios do arquipélago que compuseram o corpus da pesquisa, foi identificado um repertório de canções cantadas em latim e português, conhecidos como ladainhas – manifestações com vinte minutos em média e compostas por seis a dez músicas, cantadas a quatro vozes. Um repertório de folias também foi identificado na região. As folias são canções para homenagear São Sebastião, entoadas durante a esmolação – período variado em que a imagem visita em procissão as comunidades da região. Além das ladainhas e da esmolação, há o mastro que carrega frutas para simbolizar fartura, boa safra e ainda fertilidade. Essas características estão presentes em quase todas as festas de santo na Amazônia. A maioria das festividades de santos na Amazônia é de origem jesuíta, tendo por isso algumas similaridades em suas manifestações. Somente no Marajó, há numerosas devoções a São Sebastião e cada uma delas sofre alterações, pois cada comunidade se apropria da ritualística e a adéqua a sua realidade. É importante valorizar essas manifestações culturais e proporcionar um diálogo entre os artistas populares e demais atores sociais com os gestores públicos e a sociedade em geral, registrando e divulgando as obras e manifestações, promovendo o fortalecimento cultural da Amazônia.

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LINGUÍSTICA | COMUNICAÇÃO | ARTES

Projeto: Centro de Documentação Permanente de Línguas e Culturas Indígenas da Amazônia Linhas de atuação: Línguas indígenas da Amazônia. Instituições participantes: Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Secretaria de C & T para a inclusão social do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).

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O projeto de implementação do Centro de Documentação Permanente de Línguas e Culturas Indígenas da Amazônia do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) foi realizado para reunir o acervo sobre de línguas indígenas da região, para que o material coletado não seja perdido com o tempo e para que possa ser disponibilizado a outros pesquisadores e interessados. O Brasil contém cerca de 150 línguas indígenas, cuja maior concentração encontra-se na Amazônia, e em torno de 25 desses idiomas são falados só no Estado do Pará. “Na média, todos os anos uma língua deixa de ser falada no Brasil por motivos vários, como pressão sócio-econômica e pelos poucos representantes que ainda a falam”, diz Sebastian Drude, pesquisador associado da Coordenação de Ciências Humanas do MPEG. Há décadas, o Museu Goeldi faz coleta e documentação de línguas indígenas da Amazônia. Desde 2000, a coleta é feita sistematicamente, e com tecnologia digital, com registros sonoros e de vídeo. A estruturação do projeto no Museu ocorreu em um momento histórico em que civilizações contemporâneas tendem a abandonar idiomas minoritários e em que é necessário desenvolver recursos que sejam capazes de manter preservadas as informações sobre línguas que ainda são faladas. “Essa situação é ainda mais preocupante porque justamente as línguas mais ameaçadas são as mais prováveis de serem desconhecidas cientificamente”, revela Ana Vilacy, coordenadora de dois projetos de documentação de línguas indígenas em tecnologias avançadas. Ela ressalta que, nesse contexto, a demanda para a documentação por parte dos grupos indígenas está aumentando rapidamente. A tecnologia utilizada para o arquivamento é a LAT (Language Archiving Technology) - um conjunto de programas desenvolvido nos últimos anos pelo Instituto Max Planck (MPI) de Psicolingüística de Nijmegen, na Alemanha. O Museu Emílio Goeldi é a segunda instituição brasileira a adquirir a tecnologia LAT. O primeiro foi o Museu do Índio/ Funai – RJ, em 2007. “Com esse tipo de recurso tecnológico, de arquivamento digital, pretendemos criar uma rede de Acervos Sul-Americanos de línguas. Isso é importante porque pode ser estabelecida uma cooperação internacional de centros de pesquisa”, ressalta Sebastian Drude. Os arquivos serão agrupados, organizados e disponibilizados em site do Museu, e poderão ser conferidos e acessados on-line por pesquisadores e instituições interessadas mediante cadastro com senha e autorização, respeitando os direitos coletivos e individuais dos índios e dos pesquisadores.

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SOCIAIS APLICADAS GESTÃO ECONOMIA DIREITO

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Área do conhecimento:

Ciências Sociais Aplicadas »»

Temas relacionados:

Gestão de marketing; logística e cadeia de suprimentos; gestão de pessoas; finanças corporativas; estratégias; modelagem de processos; microeconomia; macroeconomia; economia da Amazônia, com especial atenção ao Estado do Pará; estudos de viabilidade técnica; políticas de desenvolvimento regional; contabilidade e controladoria; administração pública; turismo; serviço social; políticas públicas; planejamento e gestão urbana; biblioteconomia. Direito administrativo, tributário e empresarial, do trabalho, civil, penal, constitucional e eleitoral. Projeto: Incubação de Empreendimentos Solidários da Cadeia Produtiva do Turismo Linhas de atuação: Turismo, empreendedorismo, desenvolvimento rural sustentável e agricultura familiar; economia solidária; serviço social do trabalho. Instituições participantes: Universidade Federal do Pará (UFPA); Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP); Ministério do Turismo (MTur); Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).

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O Programa de Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares e Empreendimentos Solidários (PITCPES) desenvolve atividades de transferência de tecnologia social, por meio da metodologia de incubação de empreendimentos solidários em áreas urbanas e rurais do Pará. Quando uma cooperativa entra no chamado “processo de incubação”, o plano de ação do Programa é formulado atendendo às peculiaridades que aquele empreendimento apresenta. “Hoje, somos setenta profissionais das várias áreas de conhecimento da UFPA. Dentre eles, os de Engenharia de Alimentos, Nutrição, Economia, Serviço Social e os de Arquitetura”, afirma Adebaro Reis. Durante o período de incubação, os cooperados também participam de oficinas de atualização e gestão. Em parceria com o Ministério do Turismo e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), o PITCPES coordena o projeto de Incubação de Empreendimentos Solidários da Cadeia Produtiva do Turismo no Pólo Tapajós. O projeto contempla a elaboração de um diagnóstico do turismo local, considerando pontos turísticos, infra-estrutura, meio ambiente, principais setores econômicos locais da cadeia produtiva e potenciais atividades empreendedoras. A partir desse estudo inicial, é realizada a mobilização de grupos de trabalho local, e construído um planejamento estratégico participativo. Junto aos empreendimentos econômicos, o Programa ajuda a desenvolver os planos de negócios e a realiza a transferência de tecnologia nas diversas áreas de atuação (alimentos, hotelaria, etc), constituindo atividades de formação de recursos humanos nos processos de gestão, produção e comercialização Além disso, o PITCPES desenvolve com outras Incubadoras o Centro de Formação em Economia Solidária da Região Norte. “Atuamos com outras incubadoras de vários Estados, como as do Acre, de Rondônia e de Roraima. Agora estamos trabalhando para criar incubadoras em outros municípios paraenses”, informada Vera Lúcia Batista Gomes, professora do Programa.

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SOCIAIS APLICADAS – GESTÃO | ECONOMIA | DIREITO

Projeto: Regularização Fundiária Urbana Linhas de atuação: Serviço Social; Direito; Urbanismo. Instituições participantes: Universidade Federal do Pará (UFPA), Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDURB), Instituto de Terras do Pará (ITERPA), Procuradoria Geral do Estado (PGE), Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).

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Ao contrário do que se percebe no pensamento comum (no âmbito do senso comum), a questão fundiária não se restringe apenas à problemática de latifúndios nas áreas rurais do Brasil. O problema da moradia é um processo grave, delicado e histórico na urbanização do Brasil, assim como em vários outros países do mundo e, em especial, na América Latina, caracterizado por desigualdades, marginalidade e exclusão territorial do espaço das cidades. Segundo o Artigo 6º da Constituição Federal Brasileira, entre tantos outros, a moradia é um direito social constitucional. O entanto, a ilegalidade de moradia acabou por se tornar um fenômeno comum dentro nos centros urbanos. Entendendo o problema social que existe e compreendendo a necessidade de promover a cidadania aos moradores do bairro da Terra Firme, no município de Belém, o projeto de Regularização Fundiária da UFPA tem como objetivo principal tornar os ocupantes desse espaço físico, localizado no entorno da instituição, os reais donos dessa região. A ação desse projeto, em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDURB), do Instituto de Terras do Pará (ITERPA) e da Procuradoria Geral do Estado (PGE), consiste em garantir aos moradores o direito de usufruir de sua cidadania, construir sua dignidade e gozar uma vida adequada pela posse legal de sua propriedade. O projeto orienta-se no sentido de realizar um levantamento topográfico, cadastramento físico, social, ambiental, elaboração de relatórios, laudos, plantas e memoriais para subsidiar a regularização fundiária dos atuais ocupantes das áreas da UFPA. As etapas de realização do projeto envolvem reuniões setoriais de exposição do projeto aos líderes comunitários, a fim de mobilizar a população do entorno quanto à importância do projeto; plenárias gerais com a comunidade, para esclarecer a todos os moradores as ações do projeto e iniciar o cadastramento e coletar os documentos necessários para a emissão de títulos de posse; vistorias de avaliação do imóvel objetivando determinar sua real situação e levantamento de informações dos aspectos físico, ambiental e sócio-econômico; e a entrega dos títulos aos respectivos moradores. No total, estima-se que serão cerca de 1050 famílias beneficiadas, conduzidas para a legalidade com o direito de posse do seu imóvel. O projeto também visa fomentar conhecimento com a finalidade de desenvolver tecnologias sociais para os moradores dessa área, e nessa importante ação, a Fadesp está presente possibilitando a execução do projeto através da operacionalização e de viabilização das atividades desenvolvidas pelas equipes de pesquisadores.

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SOCIAIS APLICADAS – GESTÃO | ECONOMIA | DIREITO

Projeto: Rede Paraense de Extensão Tecnológica (REPET) Linhas de atuação: Modelos de gestão, logística e cadeia de suprimentos e gestão da qualidade. Instituições participantes: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Departamento Regional do Pará (SENAI/PA); Universidade Federal do Pará (UFPA); Universidade do Estado do Pará (UEPA); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Amazônia Oriental (Embrapa); Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA); Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (SEDECT); Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (FAPESPA); Sistema Brasileiro de Tecnologia (SIBRATEC); Governo do Estado do Pará; Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).

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Não é fácil ser um micro, pequeno ou médio empresário hoje em dia. O mercado está cada vez mais competitivo e é difícil concorrer com as grandes empresas. Por isso, integrar forças e ideias é fundamental para se manter firme perante as acirradas disputas. E sabendo que as instituições de pesquisa são elementos centrais do processo de aprendizado, geração de novas tecnologias e difusão do conhecimento, buscar a ajuda delas é fundamental. E agora até mais fácil. A Rede Paraense de Extensão Tecnológica (REPET) tem como objetivo promover o desenvolvimento científico e tecnológico de empresas regionais. Seguindo o Sistema Brasileiro de Tecnologia (SIBRATEC), a Rede busca integrar instituições de ensino, pesquisa e extensão, o setor produtivo e o Governo do Estado do Pará como meio de aumentar a competitividade com a otimização de produtos e processos e a qualificação de seus recursos humanos. Com o crescimento do mercado paraense, o projeto busca solucionar problemas na gestão tecnológica, elaboração de projetos, desenvolvimento, produção e comercialização de bens e serviços de micros, pequenas e médias empresas (MPMEs) da região. Essa iniciativa propõe agregar valor aos produtos que são gerados no estado. A proposta é dar base a setores da agroindústria, alimentos e bebidas, madeira e móveis e metal mecânica. Aplicando o processo de inovação, a REPET trabalha em quatro frentes de serviços: 1. Metodologia de adequação de produtos ao mercado interno e externo. 2. Gestão de produção Quality Gate Sistem (QGS) para otimizar e sincronizar as etapas de processos de desenvolvimento, considerando-se a teoria Estatística na Otimização de Produto (DOE), a teoria da Resolução Inventiva de Problemas (TRIZ), a Matriz Processo Estrutura (PSM) e o Gerenciamento Ambiental Preventivo (PRAVENTUM). 3. Produção mais limpa no processo produtivo. 4. Prumo - Laboratório móvel dotado de equipamentos específicos para atender as micros, pequenas e médias empresas das áreas de madeira e do ramo mobiliário. Com essas frentes de serviço a Rede Paraense de Extensão Tecnológica busca auxiliar o micro, pequeno ou médio empresário no desenvolvimento econômico, tecnológico e ambiental de sua empresa. Ao fazer isso, a REPET cumpre seu papel de propulsora do mercado local, no desenvolvimento de novos produtos e aumento da produção, provando, que o diálogo entre comunidade acadêmica e empresas é fundamental para a melhoria da região.

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PARCERIAS caminho percorrido permite considerar a Fadesp uma importante instituição de apoio ao desenvolvimento na região Amazônica, principalmente no Estado do Pará. Um ponto essencial para sua atuação é a articulação com um amplo conjunto de parceiros institucionais. Por isso, nos últimos cinco anos, atuou em parceria com mais de 300 instituições, tanto da esfera pública (municipal, estadual e federal), como de empresas privadas, entidades sem fins lucrativos e organizações internacionais. Com esta forma de atuação, considera estratégico o fortalecimento de uma rede de parcerias institucionais comprometida com desenvolvimento regional. Conheça os alguns de nossos parceiros:

INSTITUIÇÕES DE ENSINO E PESQUISA Universidade Federal do Para - UFPA

Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia – CENSIPAM

Universidade do Estado do Para - UEPA

Centro Universitário do Para – CESUPA

Universidade Federal do Oeste do Para - UFOPA Empresa Brasileira De Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA Museu Paraense Emilio Goeldi - MPEG

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Para – IFPA

GOVERNO FEDERAL

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Agencia Nacional de Transporte Aquaviario – Antaq Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte – DNIT

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Banco da Amazonia S/a - BASA

Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP

Companhia Docas do Para – CDP

Ministério da Educação – MEC

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico Ministério Das Minas e Energia – MME e Tecnológico – CNPq Conselho Regional de Engenharia e Agronomia Superintendência de Desenvolvimento da Ama– CREA zônia – SUDAM


PARCERIAS

ÓRGÃOS ESTADUAIS Agência de Regulação e Controle de Serviços Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência Públicos do Estado do Pará – ARCON e Tecnologia – SEDECT Companhia de Saneamento do Para – COSANPA

Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social - SEDES

Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Secretaria de Estado de Educação – SEDUC Para – FAPESPA Secretaria de Estado da Fazenda - SEFA

Secretaria de Estado de Pesca e Aqüicultura – SEPAQ

Secretaria de Estado de administração – SEAD

Polícia Militar - PM

MUNICÍPIOS Câmara Municipal de Alenquer

Prefeitura Municipal de Juruti

Prefeitura Municipal de Belém

Prefeitura Municipal de Oriximiná

Prefeitura Municipal de Breves

Prefeitura Municipal de Parauabepas

Prefeitura Municipal de Capanema

Prefeitura Municipal de Vitoria do Xingu

Prefeitura Municipal de Eldorado do Carajás

Prefeitura Municipal de Santarem

Alumínio Brasileiro S.A. - Albras

Centrais Elétricas do Norte S/A – Eletronorte

Alcoa World Alumina Brasil Ltda

Centrais Elétricas do Para S/a – Celpa

Banco Santander S.A.

Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras

Cargill Agrícola S/a

Sanofi Pasteur Ltda

Centrais Elétricas Brasileiras S/a – Eletrobras

Vale S.A.

ENTIDADES PARAGOVERNAMENTAIS E SEM FINS LUCRATIVOS Associação Das Rádios Publicas do Brasil - Arpub Fundação Ford Comunidade Européia

Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura – Unesco

Conservation International do Brasil

Programa Das Nações Unidas Para o Desenvolvimento – Pnud

Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimen- Serviço de Apoio As Micro e Pequenas Empresas to em Telecomunicações – Cpqd (Pará) - SEBRAE Fundação o Boticário de Preservação da Natureza Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI

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EMPRESAS PRIVADAS

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CONTATOS FUNDAÇÃO DE AMPARO E DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA – FADESP Endereço: Rua Augusto Correa, s/n° Cidade Universitária Prof° José da Silveira Netto Guamá – Belém/PA – 66.075-110 CNPJ: 05.572.870/0001-59 Fone: 91 4005 7423 Fax: 91 4005 7492 E-mail: fadesp@fadesp.org.br Site: www.fadesp.org.br

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CONTATOS GERAIS:

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Parcerias e Negócios 91 4005-7480 negocios@fadesp.org.br

Programa de Apoio à UFPA - PROAP 91 4005-7476 proap@fadesp.org.br

Central de Atendimento 91 4005-7440 atendimento@fadesp.org.br

Sistema Espaço do Coordenador 91 4005-7470 meuespaco@fadesp.org.br


UNIDADES: Coordenação de Apoio a UFPA e Parceiros - CAU 91 4005 7455 cau@fadesp.org.br

Coordenação Jurídica - CJU 91 4005 7415 cju@fadesp.org.br

Coordenação de Cursos e Concursos - CCC 91 4005 7446 campusvirtual@fadesp.org.br concursos@fadesp.org.br

Coordenação de Licitação e Importação - CLI 91 4005 7404 cli@fadesp.org.br

Coordenação de Acompanhamento de Obras CAO 91 4005 7434 eng@fadesp.org.br Coordenação de Compras e Serviços - CCS 91 4005 7430 compras@fadesp.org.br Coordenação de Contabilidade - CCO 91 4005 7522 cco@fadesp.org.br Coordenação Financeira - CFI 91 4005 7550 cfi@fadesp.org.br Coordenação de Gestão de Pessoas - CGP 91 4005 7418 cgp@fadesp.org.br

Coordenação de Prestação de Contas - CPC 91 4005 7538 prestacaodecontas@fadesp.org.br Coordenação de Tecnologia da Informação CTE 91 4005 7410 cte@fadesp.org.br Centro de Documentação e Informação – CDI 91 4005 7447 cdi@fadesp.org.br Gerência Administrativa - GA 91 4005 7402 gerencia_adm@fadesp.org.br Gerência de Negócios e Parcerias - GN 91 4005 7493 negocios@fadesp.org.br Assessoria de Comunicação - ASCOM 91 4005 7468 ascom@fadesp.org.br Assessoria de Planejamento - ASPLAN 91 4005 7460 asplan@fadesp.org.br

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Consultorias e Desenvolvimento Institucional - CCD 91 4005 7471 ccd@fadesp.org.br

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Fadesp agradece a oportunidade de apresentar um portfólio propositivo de soluções e, assim, reafirma seu compromisso em busca de maior grau de qualidade e confiabilidade de seus serviços, de atendimento diferenciado e de um trabalho em completa parceria, respeitando acima de tudo os interesses de seus clientes.

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CONTATOS Fone: 91 4005-7480 Fax: 91 4005-7492 negocios@fadesp.org.br www.fadesp.org.br

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Fadesp, Fundação de Apoio da Universidade Federal do Pará

38 Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa – Fadesp CNPJ: 05.572.870/0001-59 Endereço: Rua Augusto Correa s/n, Cidade Universitária Professor José da Silveira Netto Bairro: Guamá CEP: 66.075-900 Cidade / Estado / País: Belém – PARÁ – Brasil


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