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Ide ações artísticas


Por que (Des)Esperar? “Um dia a gente chega lá...” mas enquanto isso... Esperar. Reclamar, reclamar, mas sempre esperar... A esperança é a última que morre, mas é aquela que, sozinha, primeiro faz morrer. Por isso DES-ESPERAMOS! Deixamos de entrar na fila daqueles que esperam pelo tal incentivo à cultura da “cidade cultura” para então produzir algo em prol da mesma.

Fábio - Andressa - Florence - Tamiris - Francieli

Dos cinco membros do coletivo, três são formados na Licenciatura em Artes Visuais e membros do GEPAEC (Grupo de Estudos e Pesquisa em Arte, Educação e Cultura) na UFSM: Francieli Garlet, natural de Nova Palma, Tamiris Vaz, de Espumoso, atualmente admitida no mestrado em Artes Visuais, e Fábio Purper Machado, de Cachoeira do Sul, terminando o bacharelado e a especialização em TICs Aplicadas à Educação e iniciando o mestrado em Artes Visuais. São graduandas da licenciatura Florence Endres, de Porto Alegre, e Andressa Argenta, de Santa Maria, esta vinculada ao CUCA da UNE (Centro Universitário de Cultura e Arte da União Nacional dos Estudantes). Dedicado a intervenções e instalações artísticas em locais de circulação de público, o coletivo iniciou sua atuação em maio de 2009 junto às ‘Oficinas de Arte Pública’, atividade promovida pelo Laboratório de Artes Visuais (LAV, Centro de Educação, UFSM). A partir de então, realiza construções tridimensionais de temática social, através do uso de materiais de baixo custo como jornais, arame e objetos descartados. Desesperamo-nos e des-esperamos, desvairamos, perdemos as estribeiras e, felizmente, também algumas das rédeas que nos atrelariam ao chamado sistema das artes e a suas relações com os falaciosos discursos culturais do poder instituído.

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Nossas ações Junto ao coletivo Território Independente:

Natureza Viva No Varal Itinerante Praça Saturnino de Brito, Santa Maria 23.05.2009

Cottiporaneus catacumbarium No Sarau Literário, Catacumba-DCE-UFSM 29.05.2009

Com elementos trazidos da trajetória pessoal de cada membro do coletivo, criamos propostas que convidam os transeuntes a plantar e colher frutos do cotidiano e da arte; emolduramos o invisível; trazemos à tona realidades supostamente inventadas ou verdades ignoradas; problematizamos as intermináveis demandas por segurança da sociedade de controle; falamos sobre a beleza e também sobre os monstros ocultos que povoam universos de suposta nobreza; questionamos valores éticos e estéticos na busca de novos espaços para a circulação de uma arte que pulsa junto ao ritmo cotidiano.


Liberdade Condicionada Montada em 2 ocasiões: - Encerrando a Oficina de Arte Pública (LAV-CE-UFSM), nos arredores do MASM (Museu de Arte de Santa Maria), 04.07.2009 -Durante o II CEAC, no Campus UFSM, 10.09.2009


Tem gente que bebe gente que... Desenho a giz, escadaria da Boate DCE-UFSM 17.10.2009

Café com Monstros Instalação na Sala Dobradiça, 21.10 a 09.11.2009


Memórias de Cafés Exposição/Instalação retrospectiva das ações do coletivo em 2009. Sala do CUCA da UNE - DCE-UFSM, 18.12.2009 a 10.01.2010

Santa Maria da Boca da Xícara 16 a 20.05.2010 Participação através de vídeo na V Bienal do Esquisito Museu Olho Latino, Atibaia, SP Contemplado com o Prêmio Olho Latino

Uma xícara que percorre quatro cantos da cidade enquanto registra a paisagem no líquido que escorre de sua boca através da técnica do stencil em um tecido. Será que as pessoas “bebem” os quatro cantos de suas cidades, ou apenas o seu canto?


Ressonâncias Participação, a convite do coletivo Sala Dobradiça, na Desvenda Porto Alegre, setembro de 2010

Pequenas esculturas de jornal e arame revestidas de papel colado, que são a ressonância de nossa produção pessoal com a do coletivo, tanto na temática quanto na técnica. Fotografadas em espaços abertos, sinalizam a busca do grupo por lugares possíveis de diálogo entre a arte e o cotidiano.

Aquilo que se bebe em xícara translúcida Participação no Macondo Circus Estação Férrea de Santa Maria Outubro de 2010 O que transparece? O que necessitamos que transpareça? O que não queremos que se beba em xícara opaca? Uma proposta relacional envolvendo as respostas obtidas por e-mail para estas questões, em situações performáticas em torno de uma xícara gigante e as gotas de seu conteúdo.


De que samba você bebe? Uma contaminação dos espaços do parque com uma trepadeira de papel que parte de dentro de uma xícara gigante e vai, ao longo dos dias, ramificando-se e espalhando-se pelo espaço. Seus frutos vermelhos, quando colhidos, possuem como semente a indagação “De que samba você bebe?” Cada pessoa que colhia um dos frutos era convidada a responder com o envio, por e-mail, de uma fotografia daquilo que considera ser o seu samba. Participação na Bienal da UNE Parque do Flamengo, Rio de Janeiro

Tendo como referência os conceitos de contaminação e de arte relacional (Nicolas Bourriaud), pretendemos que este trabalho não tenha terminado junto ao evento, mas que continue gerando frutos, fazendo crescer uma planta composta de diversidade e persistência, de uma união que não amarra, mas produz sementes, que por sua vez, geram novos frutos. A participação do público já foi iniciada na coleta destes, agora esperamos o retorno fotográfico solicitado, a fim de que esta planta cresça em novas direções e dimensões.

Janeiro de 2011

Janeiro 2011

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(Des)Esperar 2011  

Folder/portfólio com as ações artísticas do coletivo (Des)Esperar entre 2009 e o início de 2011