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LOGÍSTICA FRIGORIFICADA

Em busca de redução nos custos, operadores recorrem ao mercado livre de energia

POLOS LOGÍSTICOS São Paulo é ou não o estado mais bem preparado para a logística no Brasil?


SUMÁRIO

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MERCADO Fique por dentro de todas as novidades do mercado brasileiro de logística nesta seção

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66 ARTIGO Pesquisa conduzida pelo consultor Claudio Minerbo, em conjunto com a Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Eaesp) da Fundação Getulio Vargas (FGV), estuda a relação de confiança entre as empresas embarcadoras e seus prestadores de serviços logísticos

CROSS-DOCKING Acompanhe o vai e vem dos profissionais no nosso movimentado setor

POLOS LOGÍSTICOS A segunda parte da reportagem que trata da infraestrutura de São Paulo complementa a análise sobre o Porto de Santos, abordando agora as rodovias, ferrovias, hidrovias, aeroportos e áreas de armazenagem, com o objetivo de determinar se o estado é, realmente, o mais bem preparado para a logística no Brasil

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Divulgação/Caramuru

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Edição 2016 da CeMat Hannover, na Alemanha, traz o que há de mais moderno na intralogística em softwares e equipamentos para proporcionar uma operação totalmente integrada e cada vez mais inteligente

OPERADORES FRIGORIFICADOS O alto preço da energia elétrica – um dos fatores que mais pesam na planilha de custos das empresas – faz crescer o interesse pela compra no mercado de energia livre. Confira todas as particularidades dessa modalidade de aquisição, que proporciona mais previsibilidade e flexibilidade

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ARTIGO O impacto da utilização de sistemas de gerenciamento de frota e da conectividade de empilhadeiras na eficiência das atividades internas dos armazéns e centros de distribuição é o objeto de estudo do gerente de Administração e Marketing da Crown, Rafael Arroyo

50 TABELA Confira nosso exclusivo panorama anual do mercado de operadores logísticos frigorificados, que lista as empresas mais relevantes do setor e suas principais características

EVENTO

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ILOS Maurício Lima e Alexandre Lobo analisam os custos logísticos no Brasil em um período de retração e traçam um prognóstico dos efeitos da economia no acumulado de 2016 sobre os transportadores e embarcadores

82 Capa: Michele Bianchi Foto: Istockphoto

AGENDA Saiba quais são os mais importantes cursos, seminários e eventos nacionais e internacionais do setor em nossa agenda


EDITORIAL Publicare Editora Ltda. www.publicare.com.br

Diretores Shirley Simão shirley@publicare.com.br

Jorge Roberto Simão

Desafios logísticos

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alar sobre a infraestrutura brasileira sempre foi um desafio. São tantos e tão históricos os imbróglios e as burocracias – em especial governamentais – que impedem que nossa malha de transporte se desenvolva ainda mais, que o assunto até parece batido toda vez que é abordado. Planos e mais planos e projetos e mais projetos que nunca saem do papel ou que demoram tanto para virar realidade que, quando isso acontece, já estão defasados. Esse foi um dos principais assuntos discutidos nas reportagens intituladas Polos Logísticos, a respeito da infraestrutura de cada uma das regiões do Brasil, e não poderia ser diferente agora, quando estamos tratando do estado de São Paulo. A matéria especial desta edição dá prosseguimento à análise iniciada na revista de Março/Abril, focada no Porto de Santos, e traz as nuances do transporte e da armazenagem de carga do maior polo econômico do país, ainda tão carente de mais ferrovias e hidrovias, por exemplo, para garantir uma matriz de transporte mais balanceada e uma maior integração entre os modais. Na matéria de capa, os operadores frigorificados falam sobre as vantagens de migrar para o mercado livre de energia elétrica, uma alternativa no momento da compra de um dos insumos que mais pesam na planilha de custos das empresas do setor. A opção, porém, apresenta inúmeras particularidades que merecem ser analisadas e levadas em conta antes de se tomar a decisão de abandonar o mercado cativo de energia. Como de costume, trazemos nossa tradicional tabela, que traça um panorama do setor da logística frigorificada, fonte de consulta já consagrada no mercado. Você confere também a cobertura da CeMat Hannover, na Alemanha, maior feira de intralogística do mundo, e as tendências apresentadas durante o evento que nos aproximam cada vez mais do conceito de logística 4.0, com operações mais inteligentes, automatizadas e integradas, tecnologias que já são realidade em alguns países, mas ainda engatinham no Brasil. Tudo isso somado às principais notícias do mercado da logística e a artigos de grandes nomes e instituições do setor. Uma boa leitura,

Shirley Simão

jorge@publicare.com.br

Ano XXII - N.º 245 - Julho/Agosto 2016 www.tecnologistica.com.br Redação, Administração e Publicidade Av. Eng. Luiz Carlos Berrini, 801 - 2º Andar CEP: 04571-010 - São Paulo - SP

Central de Atendimento: Tel./Fax: (11) 5504-0999 Assinatura assinatura@publicare.com.br Jornalista Responsável Fernando Fischer redacao@publicare.com.br Reportagem Cristiani Dias Colaboração Fábio Penteado Revisão André Tadashi Odashima Arte Michele Bianchi Publicidade Eládia San Juan Argentina V. y V.S.R.L. Nuñes - 2820 1429 - Buenos Aires - Argentina Tel./Fax: (0054 11) 4702-2800 Periodicidade Bimestral Circulação Nacional Conselho Editorial Antônio Galvão Novaes; Arthur A. Hill; César Lavalle; Hugo Yoshizaki; Marcos Isaac; Paulo Fleury; Paulo Roberto Leite; Robert Caracik; Rodrigo Vilaça; Walter Zinn. A Revista Tecnologística não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos assinados, bem como pelas opiniões emitidas pelos entrevistados. Reprodução total ou parcial permitida, desde que citada a fonte. Registrada no 1.º Cartório de Reg. de Tit. e Doc. sob n.º 219.179, nos termos da Lei n.º 5.250/67 (Lei de Imprensa). Marca Registrada INPI n.º 818.454.067.

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MERCADO

Brasil sobe dez posições no ranking de eficiência logística do Banco Mundial

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Banco Mundial divulgou, no mês de junho, os resultados de sua pesquisa bienal de logística, que faz um comparativo entre 160 países e estabelece um ranking, intitulado Logistics Performance Index (LPI). Na nova versão, o Brasil aparece na 55ª colocação, o que representa um salto de dez posições na comparação com a edição anterior do estudo, lançada em 2014, quando o país ocupava o 65º lugar. Apesar da boa novidade, a posição ainda está abaixo da observada em 2012, quando o Brasil era o 45º co-

locado no LPI, e em 2010, quando estava na 41ª posição. No Bric, o Brasil está à frente somente da Rússia, que aparece na 99ª posição. África do Sul, China e Índia foram classificadas, respectivamente, como 20ª, 27ª e 35ª. Na América do Sul o país supera o Uruguai, em 65º, a Argentina, em 66º, o Peru, em 69º, a Colômbia, em 94º, e o Paraguai, no 101º lugar. O Chile, porém, ocupa uma posição melhor que o Brasil, na 46ª colocação. A Alemanha lidera o LPI, seguida por Luxemburgo, Suécia, Holanda, Singapura e Bélgica. Os Estados

Unidos aparecem na décima posição. Além da performance logística, a pesquisa também avalia a infraestrutura dos países. Nesse quesito, a Alemanha também lidera o ranking, e o Brasil aparece na 47ª posição, sete colocações acima do resultado de 2014. Em 2010, porém, o país estava na 37ª posição. O levantamento do Banco Mundial é baseado em estudos de mais de 120 especialistas. No Brasil, colaboraram a Revista Tecnologística e o Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos). Banco Mundial: (61) 3329-1000

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Grupo Kion, companhia alemã que atua no mercado global com empilhadeiras, equipamentos e serviços para armazenagem, anunciou a aquisição da Dematic, provedora de sistemas de automação para armazéns, também de origem alemã, avaliada em US$ 3,5 bilhões. Com o negócio, o grupo se torna um dos principais fornecedores de soluções inteligentes para a intralogística. A transação ainda está sujeita a aprovações regulamentares, mas a expectativa é que seja concretizada ao longo do quarto trimestre de 2016. Dentre os produtos ofertados pela Dematic no mercado estão paleteiras manuais e automatizadas, sistemas paletizadores e de armazenagem automática, equipamentos de separação, sorters, transportadores e softwares. São quase 6 mil colaboradores, incluindo aproximadamente 3 mil engenheiros, e presença em 22 países. Desde 2013 a Dematic tem registrado um crescimento 6 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

anual de 12% em sua receita. A combinação das estruturas resultará em uma companhia com cerca de 30 mil funcionários e uma receita de 6,7 bilhões de euros, de acordo com os números registrados pelas companhias em 2015. A aquisição consiste também em um importante passo do Grupo Kion rumo à intralogística 4.0, termo que se refere à aplicação de tecnologias para garantir a automação total de armazéns, criando operações cada vez mais inteligentes. “Juntos, o Grupo Kion e a Dematic vão projetar e entregar soluções para melhorar a posição de nossos clientes em responder à demanda dinâmica”, analisa Ulf Henriksson, CEO da Dematic. Quando o processo for concluído, a empresa será integrada ao Grupo Kion formando uma nova unidade operacional, que será liderada por Henriksson. Para Angel Alcala, CEO da Dematic América Latina, a integração será muito benéfica para o mercado brasileiro, pois os clientes passarão a contar com um

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Grupo Kion adquire a Dematic por US$ 3,25 bilhões

serviço mais abrangente, já que a companhia resultante será um fornecedor único para soluções completas para a cadeia logística. “Assim como a Dematic, o Grupo Kion identificou a América Latina como mercado-chave, e o Brasil é parte essencial de sua estratégia comercial e de investimentos”, finaliza o executivo. Dematic: (11) 3627-3100 Kion South America: (11) 4066 -8100


Hamburg Süd aplica controle de atmosfera nas exportações da Brasfruit

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Hamburg Süd, empresa global de navegação, passou a oferecer uma sofisticada tecnologia para o transporte de frutas, legumes e vegetais para fora do país. Batizada de XtendFresh, ela consiste no controle da atmosfera dentro de um contêiner refrigerado, de forma que a fruta entre no estado de hibernação e chegue ao destino exatamente com a mesma qualidade que deixou o Brasil. A empresa que passou a usufruir da modalidade é a Brasfuit, exportadora que atua com a Hamburg Süd desde 2005. Com o uso do XtendFresh, é possível garantir que o cliente receba exatamente o que contratou: produtos de uma determinada cor, tamanho e padrão de qualidade. Atualmente, toda a safra de avocado da Brasfuit – fruto da família do abacate com menos água e sabor mais concentrado – é exportada em contêineres refrigerados da Hamburg Süd com controle atmosférico. “Somente esse tipo de tecnologia proporciona um ambiente ideal para a preservação da qualidade durante o transporte”, afirma Paulo Zulin, gerente de Logística Internacional da Brasfruit. O sistema XtendFresh tira proveito da respiração das frutas e converte o oxigênio em gás carbônico. Os gases ficam na proporção adequada para que a fruta mantenha o mesmo padrão de qualidade durante toda a viagem. “Para que o resultado atenda às expectativas do cliente, não basta controlar a temperatura do contêiner, mas também os níveis de oxigênio, nitrogênio e gás carbônico, garantindo que o avocado não amadureça antes da hora

ou chegue muito verde aos países europeus”, explica Oscar Calderon, gerente de Equipamentos Logísticos da Hamburg Süd. Durante a safra, que vai de março até maio, são movimentados em média cinco contêineres por semana, com saída pelo Porto de Santos (SP). Segundo a Hamburg Süd, com o sistema a fruta dura cerca de três semanas sem perder suas características. Sem o sistema de controle de atmosfera, são apenas três dias. De acordo com Haresh Mohanani, diretor da Brasfruit, a safra de avocado tem crescido em uma média de 45% nos últimos anos. A empresa está otimista com os resultados para 2017, já que o produto tem tido uma grande aceitação no mercado. Embora o transporte aéreo seja mais rápido, o diretor alerta que o custo em relação ao modal marítimo pode ser quatro vezes maior, dependendo da quantidade. “Além disso, o transporte marítimo de carga gera menos impacto ambiental, com menor emissão de gases”, diz. Segundo ele, os embarques aéreos representam menos de 2% do volume anual de exportações. “A prioridade dos embarques marítimos sobre os aéreos também visa fornecer um produto mais ecologicamente sustentável”, completa.

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Armador passa a utilizar contêineres com novo sistema para a movimentação de avocados

Atualmente, a Brasfruit conta com uma plantação de 30 mil árvores de avocado na região de Avaré, no interior de São Paulo. São mais de 25 mil mudas encomendadas, além de parceiros colaboradores que têm no cultivo da fruta sua principal fonte de renda. A Europa é o principal mercado, sendo responsável por toda a produção da Brasfruit que acontece nos meses de março, abril e maio. Atualmente, a Hamburg Süd conta com cerca de mil contêineres com a tecnologia XtendFresh. Se houver uma demanda maior, é possível implementar o kit de controle de atmosfera em outros contêineres refrigerados. Segundo a empresa, a soma da refrigeração com o controle de atmosfera tem o potencial de abrir outros mercados, especialmente no campo das frutas e flores. Brasfruit: (11) 3078-7562 Hamburg Süd: (11) 5185-3100 Julho/Agosto 2016 - Revista Tecnologística - 7


MERCADO

Águia investe R$ 25 milhões na ampliação de sua fábrica

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Além da expansão e da modernização da planta, aporte marca a entrada da empresa no mercado de automação, com destaque para a tecnologia Pulse Roller aplicada aos sorters

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Águia Sistemas, empresa especializada em projetos de movimentação e armazenagem de materiais, inaugurou a expansão de sua planta fabril localizada em Ponta Grossa (PR), que demandou investimentos de aproximadamente R$ 25 milhões. As mudanças, que tiveram início em 2014, incluíram a ampliação física da unidade, que passou de 18 mil m² para 25 mil m², e a aquisição de novos equipamentos – mais modernos e automatizados que os utilizados até então, que foram aposentados –, como tornos, puncionadeiras, máquinas de corte a laser, perfiladeiras e dobradeiras, fabricados por empresas italianas, suecas, alemãs e brasileiras. Os objetivos do projeto eram atualizar os recursos produtivos e ampliar a infraestrutura para dar suporte ao crescimento da empresa, mantendo-a competitiva no mercado. Com as 8 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

novidades, a Águia pôde alcançar um nível tecnológico de produção comparado às melhores indústrias mundiais e enquadrar-se na Norma Regulamentadora nº 12 (NR 12), do Ministério do Trabalho e Previdência Social, que versa sobre a segurança no trabalho. “As mudanças envolvem a automação do processo produtivo, deixando o trabalhador o mais longe possível da operação efetiva da máquina”, diz Rogério Scheffer, diretor-presidente da empresa. “Então atividades com equipamentos como guilhotinas e prensas foram praticamente extintas, dando lugar a processos contínuos com cortes a laser, por exemplo”. A ampliação da área da fábrica proporcionou a realização de um ajuste nos fluxos produtivos, o que acabou provocando também uma melhoria na qualidade do ambiente de trabalho. Paulo Rogério Moreira, gerente

de Operações da Águia, explica que a planta antiga estava dividida em três galpões e que, hoje, o complexo compreende cinco estruturas. Um dos novos galpões, de 4 mil m², foi destinado à criação de um Centro de Serviços. “No local será feita toda a preparação de matéria-prima para as linhas de produção. Anexo a este galpão, também há uma nova área com capacidade para estocar 10 mil toneladas de bobinas de aço”, destaca Moreira. O complexo fabril da Águia Sistemas está também adaptado para minimizar os impactos no meio ambiente, com iluminação e ventilação natural, sistema de reúso de água e iluminação artificial toda feita com lâmpadas LED, reduzindo o consumo em 80%. Além disso, os novos equipamentos adquiridos também apresentam menor consumo de energia.

Automação O investimento marcou também a entrada da Águia em um novo mercado: o de equipamentos de automação. “Para os clientes, os resultados de toda essa mudança serão menores prazos de entrega e a oferta de novidades tecnológicas em produtos de movimentação de materiais”, explica Scheffer. Dentre os equipamentos já desenvolvidos pela empresa estão estruturas porta-paletes, autoportantes, transelevadores, drive-in, push back, mini loads, mezaninos, mini porta paletes e flow racks. Com as novidades promovidas em Ponta Grossa, o portfólio da Águia passa a contar também com sistemas transportadores e de separação


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de pedidos totalmente automatizados. O segundo galpão novo, com 3 mil m², atende especificamente ao recém-criado departamento de Automação, responsável pela pesquisa, desenvolvimento e fabricação dos sorters. No espaço, além da linha de montagem e de um laboratório de elétrica e automação, foi montado um show room completo com todas as soluções desenvolvidas pela empresa. O grande destaque é a tecnologia Pulse Roller aplicada à linha de transportadores. Placas eletrônicas controlam o acionamento dos rolos motores (MDR, na sigla em inglês para motori-

zed drive roller) sob demanda, economizando energia e aumentando a produtividade. “A empresa búlgara Industrial Software desenvolve as placas, a Kyowa é uma companhia japonesa que fabrica os motores, e a americana Insight Automation é a distribuidora da solução resultante dessas duas tecnologias, que ganhou o nome de Pulse Roller”, explica Antonio Neto, supervisor de Negó-

Favorita é premiada pela B2W

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Favorita Transportes foi reconhecida por sua eficiência operacional na prestação de serviços logísticos para a B2W Digital, na sétima edição da premiação anual promovida pela gigante do comércio eletrônico. A transportadora recebeu o prêmio intitulado Melhor Entrega de Natal e Black Friday 2015, que avalia as atividades de entrega durante as duas datas comemorativas. Além disso, com base em índices preestabelecidos pela B2W para qualificar as bases operacionais de entrega, a Favorita foi contemplada com o primeiro lugar com sua unidade de Brasília e com o terceiro lugar com a unidade de Goiânia. Ao todo, concorreram 110 bases de empresas transportadoras. “Esse reconhecimento é motivo de orgulho para todos da Favorita e marca o ano de 2015 como um ano premiado. Já havíamos ganhado como o melhor transportador no primeiro semestre, e acreditamos que a excelência e a alta performance nos serviços prestados para nossos clientes nos diferenciam no mercado”, destaca o diretor Comercial da empresa, Umberto Cioffi. “Hoje somos a maior empresa no segmento rodopesado do e-commerce para as regiões Centro-Oeste e Norte, realizando cerca de 80 mil entregas todos os meses”. B2W: (11) 4191-2920 Favorita: (11) 3393-2100

cios de Automação. A tecnologia é uma exclusividade da Águia para a América do Sul e a montagem dos equipamentos é toda feita na planta da empresa. Águia Sistemas: (42) 3220-2666


MERCADO

Tecon Rio Grande aposta na movimentação em contêineres Terminal investe na estufagem de cargas como soja, fertilizantes e madeira

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terminal passa a oferecer o serviço com um custo mais competitivo e alinhado às melhores práticas de segurança, meio ambiente e saúde. “Nossas expectativas são muito positivas em relação à aquisição desse equipamento. Esperamos incrementar nosso número de desovas, além de estimular a conteinerização de fertilizantes, carga que tradicionalmente é transportada a granel”, explica o diretor-presidente do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti, que não descarta a possibilidade de aumentar o número de adaptadores. Outra novidade do Tecon Rio Grande é um projeto de estufagem e exportação de toras, que ocasionou um crescimento na movimentação da carga. Em janeiro e fevereiro deste ano, foram exportados 747 contêineres de madeira, um aumento de mais de 80% em relação aos 411 contêineres do primeiro bimestre de 2015. “Criamos uma solução completa de estufagem em que o Tecon Rio Grande gerencia todo o processo de execução, fornecendo suporte para o exportador e aproveitando nosso know-how obtido nesses três anos de experiência no mercado de exportação de toras de madeira”, conta Bertinetti. Com isso, o terminal espera ampliar a movimentação regular de cem contêineres por mês para 200 neste segundo semestre. Divulgação

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Tecon Rio Grande, terminal de contêineres do porto de Rio Grande (RS) administrado pelo Grupo Wilson Sons, registrou, nos primeiros quatro meses deste ano, um aumento de 80% na exportação de granéis agrícolas em contêineres de 20 pés, na comparação com o mesmo período de 2015. Segundo a administração do terminal, o maior responsável pelo crescimento foi o serviço de verticalização desse tipo de contêiner, que passou a ser oferecido por meio de uma parceria com uma empresa local. Além de uma melhor estufagem, o serviço oferece ainda outras vantagens, como a possibilidade de utilização de até 80% da capacidade de carga, quando comparado ao contêiner de 40 pés. Além disso, a infraestrutura logística de vários países asiáticos, com restrições a contêineres de 40 pés, é mais favorável para 20 pés, tornando esses contêineres uma alternativa melhor e mais ágil. “O contêiner de 20 pés garante mais agilidade operacional e seu peso e espaço permitem que a carga conteinerizada transite em estradas vicinais e rurais, típicas do interior asiático”, explica o coordenador de Logística do Tecon Rio Grande, Samuel Pereira. Ele destaca que, para realizar a estufagem na posição horizontal, a esteira precisa entrar até certo ponto do contêiner para descarregar o produto, o que impossibilita a utilização de toda a sua capacidade. “Ao verticalizarmos os contêineres, a esteira não

precisa entrar na peça e a estufagem passa a contar com a ajuda da gravidade, o que nos possibilita um resultado muito mais eficiente”. O serviço já está disponível e a previsão é de que, com o progressivo crescimento das exportações para destinos como Ásia e Estados Unidos – os dois locais em que mais se utilizam contêineres de 20 pés –, a procura aumente cada vez mais. Além disso, o Tecon Rio Grande adquiriu um adaptador que, instalado nas empilhadeiras, permite que seja feita a desova de fertilizantes em big bags de forma mais eficiente e rápida. Com esse investimento, o

Tecon Rio Grande: (53) 3234-3000


Panalpina Brasil assume operação logística da italiana Ducati Contrato envolve a armazenagem das motocicletas no armazém da Panalpina em Cajamar

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Panalpina Brasil fechou um contrato com a filial nacional da montadora de origem italiana Ducati que prevê a armazenagem das motocicletas e de suas respectivas peças de reposição no centro de distribuição localizado em Cajamar (SP). O operador logístico também fica responsável por toda a gestão e o controle de inventário dos produtos da marca. O CD conta com mais de 20 mil m² de área total, dos quais 2 mil m² são dedicados exclusivamente aos produtos da Ducati. A estrutura, onde a companhia opera desde 2011, também abriga produtos de outros clientes dos setores automotivo, home center, varejo e hidráulico. “Fomos convidados pela própria Ducati para participar da licitação que garantiria para a operadora logística selecionada a armazenagem das motos da montadora, que até então estava a cargo de uma concorrente. Baseados em nossa expertise no segmento de veículos premium, fomos os escolhidos”, conta o diretor de Marketing e Vendas da Panalpina Brasil, Gustavo Paschoa. “Oferecemos uma solução efetiva para as atividades logísticas que a Ducati vinha realizando no Brasil e crucial para o desenvolvimento dos planos de crescimento projetados para o mercado nacional”, reforça o diretor nacional de Logística da companhia, Marcelo Tonet. Ele explica ainda que o contrato com a Ducati evoluiu em pouco tempo. Segundo Tonet, a montadora percebeu cedo a qualidade dos servi-

ços prestados e ampliou os negócios com a Panalpina. “Inicialmente, negociamos a armazenagem e o CD de produtos acabados, ou seja, as motocicletas prontas. Com menos de dois meses de operação, fomos contemplados também com o armazenamento de peças de reposição, que abastecem todas as concessionárias da marca”, afirma. A operadora também segue trabalhando para ampliar ainda mais os negócios com a empresa, como assumir e coordenar as operações de importação, que atualmente são feitas pela própria Ducati. “Atualmente ela importa as motocicletas de maior valor da Itália e mantém em produção nacional a maioria dos modelos comercializados em regime de CKD (completely knocked down), em Manaus. Todos os modelos vão para o nosso armazém de Cajamar, para depois serem distribuídos para a rede credenciada da marca por todo o país”, diz Paschoa. De acordo com ele, a conquista de um cliente como a Ducati representa a consolidação da Panalpina em um mercado de marcas premium, em que a exigência de atendimento ao cliente final é exponencialmente maior que a média. “A Panalpina já é reconhecidamente uma provedora de serviços nesse mercado e hoje atendemos diversas empresas desse segmento”, conclui. Ducati: 0800 738-2284 Panalpina: (11) 2165-5700


MERCADO

Azul Cargo inaugura unidade no Amazonas Loja de Tabatinga é a primeira da empresa com atuação híbrida, com colaboradores do aeroporto trabalhando também no estabelecimento

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Azul Cargo inaugurou uma nova unidade na Região Norte do Brasil, localizada na cidade de Tabatinga (AM), destinada ao transporte de mercadorias, pequenos volumes, encomendas e documentos que apresentem entrega urgente, além de perecíveis cujo transporte de barco não atende ao tempo máximo possível de trânsito. A loja está situada dentro do Aeroporto Internacional de Tabatinga e, assim como todas as unidades da Azul Cargo existentes nas demais regiões

do país, oferece serviços de recebimento e envio de cargas para todos os locais onde a companhia atua. “É estratégico para a Azul Cargo estar presente no interior do Amazonas, se considerarmos que, em muitas destas localidades, a companhia é a única opção de transporte”, analisa Sami Foguel, vice-presidente de Clientes e Cargas. “Igualmente importante, o recebimento de encomendas torna-se ainda mais fácil, ajudando toda uma região com suprimentos e os mais variados produtos”.

A próxima cidade do Amazonas a receber uma unidade da Azul será Tefé, com previsão de inauguração já no final do mês de julho. As lojas de Tabatinga e Tefé são as primeiras a contar com um modelo híbrido de atuação, com os colaboradores da companhia trabalhando um período no atendimento aos clientes no aeroporto e outro no estabelecimento da Azul Cargo. A expectativa da empresa é que o mesmo se repita em outras bases já existentes. Azul Cargo: 4003-8399

Total Express unifica operação logística do Grupo Abril Divulgação

A Total Express conta com mais de 70 anos de história e distribui diariamente até 350 mil encomendas para 750 grandes players do mercado, entre editores, varejistas, empresas de e-commerce e indústrias. “Além da expertise, nosso grande diferencial é a capilaridade. Onde houver uma empresa ou um consumidor, em qualquer lugar do Brasil, a Total Express oferece uma solução rápida e confiável”, afirma o CEO da empresa, Claudio Prado. “Além disso, em um mundo cada vez mais conectado, concentramos esforços e investimentos no sentido de oferecer a melhor experiência aos nossos clientes”, completa o executivo. Recentemente, a

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Total Express encerrou, em junho, o processo de integração das três marcas da DGB, holding de logística do Grupo Abril. Iniciada em 2013, a unificação das empresas Dinap, Treelog e Total Express tem como objetivo otimizar as operações e ampliar o portfólio de serviços, sobretudo para o segmento B2B.

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companhia anunciou investimentos de R$ 20 milhões em tecnologia, automação e ampliação dos serviços. Com a integração, a Total Express passa a focar em três pilares: corporate, com entregas feitas entre empresas, e-commerce, com foco no consumidor final, e publicações, com entregas avulsas e porta a porta. Aproveitando o novo momento, a companhia estreia também uma nova logomarca. A Total Express atende mais de 2.800 municípios brasileiros, com 5.300 veículos e 600 rotas semanais aéreas e terrestres. São 770 milhões de itens transportados por ano, para mais de 24 mil pontos de venda e até 49 milhões de domicílios. A companhia emprega 2.200 funcionários e possui 10 mil colaboradores indiretos. Total Express: (11) 3627-5911


VLI recebe dois carregadores de navio para a expansão do Tiplam Novos equipamentos permitirão aumentar a capacidade de movimentação anual do terminal de 2,5 milhões para 14,5 milhões de toneladas

Novo fluxo ferroviário A VLI iniciou recentemente um novo fluxo ferroviário para o transporte

de sínter, material feito de minério de ferro aglomerado por cal e coque, da Magnesita. O produto passou a ser escoado pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) até o Porto de Aratu, em Candeias (BA), para atender à demanda de exportação da indústria de refratários. As duas companhias desenvolveram alternativas para a mudança na rota de exportação do sínter e nas formas de escoamento do produto. Antes da implantação do novo fluxo, o sínter era extraído pela Magnesita na mina em Brumado, no interior da Bahia, e seguia de caminhão até o Porto de Ilhéus, com destino à exportação. Agora, o transporte é realizado pela FCA até o Porto de Aratu, na região metropolitana de Salvador, de onde a carga é enviada para os Estados Unidos e para países da Europa. Segundo o gerente Comercial da VLI, André Leal, o foco no modal ferroviário vai garantir maior agilidade, eficiência e segurança no escoamento do produto, além de contribuir para a redução de caminhões nas estradas baianas. No primeiro mês de operação foram movimentadas 8 mil toneladas, mas a previsão é chegar a uma média de 12 mil toneladas por mês, número correspondente a 12 trens. Para transportar a mesma quantidade de produto Divulgação

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VLI adquiriu dois carregadores de navios para implantação no Terminal Integrador Portuário Luis Antonio Mesquita (Tiplam), em Santos (SP). Os novos equipamentos, um dedicado a grãos e o outro ao carregamento de açúcar, permitirão aumentar a capacidade de movimentação anual do Tiplam de 2,5 milhões para 14,5 milhões de toneladas. Trata-se de carregadores de grande porte, que levaram cerca de dois anos e meio para serem desenvolvidos, incluindo as fases de engenharia, suprimentos, fabricação, montagem e transporte. Cada um possui 37,15 m de altura, largura de 26 m, comprimento de 60 m e pesa 550 toneladas. A capacidade de movimentação é de 3 mil toneladas por hora. Os equipamentos foram montados e testados na China e serão posicionados sobre os trilhos do Berço 2 do Tiplam. Em setembro terão início os testes e a expectativa é que os carregadores estejam prontos para a operação em outubro. “Este é um grande marco para o projeto de expansão do Tiplam, sendo a primeira vez que atracamos navios no novo píer. Os equipamentos permitirão em breve iniciar o processo de exportação de grãos e açúcar, aumentando assim a capacidade de operação do terminal, reafirmando o empenho da VLI em promover a transformação da logística do Brasil”, destaca Achilles Caporalli, gerente do Projeto de Expansão do Tiplam.

por caminhão eram necessários mais de 450 veículos. “Esse projeto traduz bem o trabalho da VLI de oferecer soluções logísticas para os clientes com foco na eficiência das operações e possibilitando o incremento da competitividade dos produtos que transportamos”, diz Leal. Para viabilizar as operações, a VLI realizou obras de reativação de um trecho de 4 quilômetros da FCA, na ordem de R$ 150 mil. Já a Magnesita investiu R$ 1,6 milhão na reforma do seu terminal no Porto de Aratu para o recebimento do sínter e o embarque dos navios. “O investimento em produtividade e logística é um dos principais focos da Magnesita. Reduzir a dependência do modal rodoviário é sinônimo de ganho de eficiência”, analisa Marcos Augusto, diretor de Logística da Magnesita. Magnesita: (11) 3152-3202 VLI: (31) 3279-4900 Julho/Agosto 2016 - Revista Tecnologística - 13


MERCADO

BTP estabelece área exclusiva para atuação do Ibama

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Brasil Terminal Portuário (BTP) inaugurou, em junho, uma área destinada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para controle de cargas sob gestão do órgão em suas instalações no Porto de Santos (SP). A BTP é o primeiro terminal do Brasil a incorporar uma instalação dedicada exclusivamente às atividades do órgão pertencente ao Ministério do Meio Ambiente. Com a disponibilização do espaço reservado, os agentes do escritório re-

gional de Santos do Ibama irão atuar de forma presencial no recinto alfandegado da BTP, exercendo suas atividades de controle de produtos e subprodutos florestais na exportação e de cargas de agrotóxicos na importação. O local conta com duas estações de trabalho e destina-se também ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e à Receita Federal, o que facilita o intercâmbio de informações entre os órgãos, que regularmente realizam ações conjuntas.

O superintendente do Ibama no estado de São Paulo, Murilo Reple Penteado Rocha, afirma que a presença no local proporcionará um controle mais fácil e ágil por parte do órgão. “Este é um importante passo para a relação do Ibama com o Porto de Santos. Com a instalação desta sala, poderemos realizar, com mais agilidade e qualidade, a avaliação das cargas de anuência do órgão, garantindo o alto nível dos serviços”, ressalta o executivo. BTP: (13) 3229-4040

Mercado Livre investe R$ 26 milhões na compra do Axado Empresa de soluções em gestão de frete amplia os serviços do Mercado Envios, unidade de negócios voltada para a logística

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Mercado Livre anunciou a aquisição do controle acionário do Axado, empresa criada há cinco anos para atuar no setor de gestão de fretes e soluções para o e-commerce, em uma negociação que somou R$ 26 milhões. Com a novidade, o Mercado Livre tem o objetivo de ampliar os serviços de sua unidade de negócios voltada para logística, o Mercado Envios, que oferece tecnologia de frete e coleta de mercadorias a transportadoras parceiras. A aquisição do Axado fará com que os vendedores que utilizam o Mercado Livre tenham acesso a uma variedade de soluções logísticas, incluindo o aprimoramento do TMS (transportation management system) atual. O Axado conta com uma plataforma com 580 transportadoras e calcula fretes para mais de 2.500 lojas virtuais

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por meio de uma ferramenta que busca simplificar a logística em relação a prazos, valores e rastreamento da entrega, reduzindo os custos. “Essa aquisição reforça ainda mais o nosso ecossistema de serviços voltados a empreendedores de comércio eletrônico de todos os portes no Brasil”, diz Leandro Bassoi, diretor do Mercado Envios. Com a aquisição, os mais de 50 funcionários do Axado passam a fazer parte do quadro de colaboradores do Mercado Livre, mas não haverá nenhuma mudança física ou de rotinas. As atividades permanecerão na sede atual da empresa, em Florianópolis. Além disso, os sócio-fundadores continuarão responsáveis pela gestão do Axado e não haverá alteração alguma no atendimento aos clientes. “Este investimento realizado por uma empresa do porte do Mercado Li-

vre é um reconhecimento da qualidade do nosso trabalho. Nosso propósito sempre foi revolucionar a logística no Brasil. E nesse momento, com o Mercado Livre, acredito que estamos muito mais perto de realizá-lo. Estamos muito motivados com os desafios futuros”, afirma Guilherme Reitz, um dos sócio-fundadores do Axado. “A aquisição está em linha com o objetivo principal do Mercado Livre, que é oferecer a melhor tecnologia para a atividade de comércio eletrônico. Com isso, estamos dando um importante passo para democratizar ferramentas de gestão logística para o varejo on-line, melhorando a experiência dos nossos clientes”, conclui Helisson Lemos, presidente do Mercado Livre Brasil. Axado: (48) 3047-4704 Mercado Livre: (11) 5103-0277


Porto do Açu inaugura três terminais Empreendimentos somam R$ 1,5 bilhão em investimentos to para embarcações que estão no Porto do Açu e clientes que operam na região. “O Porto do Açu deu certo porque é um projeto que tem fundamentos sólidos, com características únicas”, analisa José Magela Bernardes, presidente da Prumo. “Nossa proximidade das bacias petrolíferas de Campos (RJ) e Santos (SP) nos dá uma vantagem competitiva importante para as atividades de petróleo e gás. Além disso, as parcerias com os governos federal, estadual e municipal, que enxergaram o Porto do Açu como um vetor para o desenvolvimento do norte fluminense, foram e continuarão sendo essenciais para construirmos um empreendimento que já é um marco para a região e para o país”. Divulgação

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Porto do Açu, complexo localizado em São João da Barra (RJ), inaugurou três novos terminais: o Terminal de Petróleo (T-Oil), o Terminal Multicargas (T-Mult) e o Terminal de Combustíveis Marítimos do Açu (Tecma). Os empreendimentos, que receberam mais de R$ 1,5 bilhão em investimentos, representam o início de novos negócios no porto, diversificando os serviços já prestados. O T-Oil é uma parceria da Prumo Logística, empresa que desenvolve e opera o Porto do Açu, com a alemã Oiltanking e conta com três berços ao longo de 1,4 km de quebra-mar. Único terminal privado no Brasil para operações de transbordo de petróleo, está licenciado para movimentar 1,2 milhão de barris de petróleo por dia. O T-Mult, por sua vez, representa uma nova alternativa de es-

coamento de cargas para o Sudeste brasileiro, possibilitando o acesso direto de clientes instalados na retroárea a um terminal portuário, desenvolvendo o complexo industrial do Açu e concretizando o conceito de porto-indústria. Por fim, o Tecma consiste em uma sociedade entre a Prumo e a BP Marine e trabalha com a comercialização de combustível marítimo. O terminal oferece serviços de abastecimen-

BP Marine: (11) 3192-1000 Oiltanking: (21) 2516-2966 Prumo Logística: (21) 3725-8000


MERCADO

WMS da Alcis passa a contar com tecnologia de monitoramento da NetVMI

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Alcis firmou um acordo com a NetVMI com o objetivo de integrar a ferramenta de monitoramento remoto de estoques a granel da empresa ao seu sistema de gerenciamento de armazéns (WMS). Trata-se de um conceito chamado Vendor Managed Inventory (VMI), que permite que os fornecedores enxerguem os níveis de estoque de seu cliente em tempo real para otimizar os processos de entrega conforme a demanda, prevenindo rupturas nos estoques de matéria-prima. As medições são realizadas eletronicamente e os dados são enviados para um data center, onde ficam disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana. Além disso, alarmes de reabastecimento são mandados para o fornecedor via e-mail e SMS. “A ferramenta da NetVMI complementa a solução da Alcis, deixando-a

mais abrangente. Assim, nossa parceria está calcada na complementaridade de soluções mútuas, beneficiando os clientes de ambas”, analisa Luiz Fernando Atolini, diretor Comercial da NetVMI. A solução é voltada para tanques e silos de produtos químicos, petroquímicos e gases. De acordo com a própria empresa, dentre as principais vantagens de sua utilização estão a obtenção de informações precisas e confiáveis e a possibilidade de gerenciar a capacidade de produção de forma antecipada. Além disso, a ferramenta da NetVMI simplifica as etapas de negociação entre cliente e fornecedor, evitando possíveis erros gerados por falta de comunicação entre as partes. “Muitos de nossos clientes possuem também tanques e silos, e com a parceria com a NetVMI o WMS Alcis terá uma posição de estoque tanto dos produtos acabados como

de matérias-primas líquidas e gasosas, ou seja, de qualquer forma em granel”, diz Luiz Antonio Rêgo, CEO da Alcis. Com mais de 15 anos de atuação no mercado brasileiro e também no exterior, a NetVMI conta ainda com soluções voltadas para o monitoramento remoto de temperatura e umidade em câmaras frias e em estações de tratamento de efluentes públicas e privadas. A Alcis possui mais de 20 anos de mercado focados no desenvolvimento de softwares para a logística. Com instalações no Brasil, Chile, Argentina e Venezuela, a empresa desenvolve ferramentas de WMS, Business Intelligence (BI) e roteirização. Com uma carteira de mais de 110 clientes, já soma sistemas implantados em mais de 200 centros de distribuição. Alcis: (11) 5531-7444 NetVMI: (11) 2626-9116

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Localfrio recebe autorização para atuar como Clia em Itajaí

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Localfrio recebeu autorização da Receita Federal para que seu terminal localizado na cidade de Itajaí (SC) atue no regime de Centro Logístico e Industrial Aduaneiro (Clia). Para adequar a infraestrutura do terminal, a empresa investiu aproximadamente R$ 3 milhões.

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Desde 2004, quando a Localfrio adquiriu a unidade, já foram realizados investimentos de mais de R$ 30 milhões. O terminal catarinense possui uma área de 77.600 m² e conta com capacidade estática para 5.538 TEUs. Com a autorização, o foco da unidade – que já trabalha com um grande volume de cargas de exportação – é buscar novos clientes para as operações de importação. Desde o início do ano a equipe comercial da Localfrio está trabalhando na prospecção e já possui alguns clientes que estavam aguardando a autorização e agora poderão iniciar suas operações. A empresa trabalhará ainda com a integração dos serviços, já que atua também no mercado de transporte rodoviário.

O CEO da Localfrio, Helio Vasone Jr., ressalta que por mais de dez anos a empresa se dedicou ao desenvolvimento da região de Itajaí, direcionando seus esforços para atender ao mercado de armazenagem geral e exportação de forma eficiente e com alto padrão de qualidade. “A Localfrio entra, agora, em uma nova era, aproveitando a experiência já adquirida em outras unidades do grupo para trabalhar também com as cargas de importação em Itajaí”. A empresa conta com outras áreas alfandegadas localizadas nos portos de Santos (SP) e Suape (PE). Localfrio: (11) 3049-6570


MERCADO

Comfrio-Stock Tech tem novo CD em Londrina

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Espaço conta com capacidade para 10 mil toneladas de sementes e 1.500 toneladas de agroquímicos

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Comfrio-Stock Tech, empresa brasileira de inteligência e soluções logísticas para cadeia de alimentos com controle de temperatura, inaugurou um centro de distribuição exclusivo para operações logísticas de uma empresa global de agricultura e biotecnologia. Localizado em Londrina (PR), o CD recebeu investimentos de R$

9 milhões e será utilizado para sementes e produtos químicos. O empreendimento tem capacidade para armazenar 10 mil toneladas de sementes e 1.500 toneladas de agroquímicos por mês, conta com mais de 13 mil posições-palete e área total de 15.130 m². Ao todo serão abertos, em virtude da nova unidade, cerca de 160 postos de trabalho, entre diretos e indiretos, na cidade de Londrina e região. Segundo o CEO da Comfrio-Stock Tech, Evandro Calanca, o novo CD se caracteriza como um dos maiores para essa finalidade no Brasil. “Este centro é referência em seu segmento. Aplicamos nele tecnologia de ponta e toda a nossa expertise para conservação e preservação da qualidade das sementes. Certamente, trará enormes benefí-

cios para o agronegócio e, em especial, para a região de Londrina, que sempre possuiu um altíssimo potencial logístico, mas carecia de uma estrutura desse porte. O investimento preenche essa lacuna”, afirma. O empreendimento de Londrina faz parte do projeto de expansão da Comfrio-Stock Tech no país. No biênio 2015/2016, os investimentos da empresa totalizam R$ 50 milhões, sendo R$ 24 milhões no agronegócio, contemplando inaugurações de unidades nas cidades de Cuiabá, Santa Helena de Goiás (GO), Londrina, Andirá (PR) e Uberlândia (MG). Até o primeiro trimestre de 2017, ainda estão previstas as inaugurações de mais três CDs da companhia. Comfrio-Stock Tech: (17) 3344-7777

Sistema da Athenas ganha integração com equipamentos da Toledo Ferramenta de automação passa a incluir balanças utilizadas em terminais logísticos

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Athenas, empresa especializada em tecnologia para logística, estabeleceu uma parceria técnica com a fabricante de balanças Toledo do Brasil. O objetivo é integrar o Terminal Operating System Plus (TOS+), plataforma de automatização para os processos operacionais e de gestão de terminais logísticos, com os equipamentos da Toledo. A integração visa otimizar a automação nos terminais, incluindo no sistema os equipamentos de pesagem e as informações por eles geradas. Esta

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é a quinta parceria técnica firmada pela Athenas, que já fez acordos com fornecedores de diversas áreas, como FCamara, de tecnologia e serviços, e Seabox Tech, de scanners, tecnologias de reconhecimento de caracteres e equipamentos de raios X. “Essas parcerias técnicas são essenciais porque garantem antecipadamente a total integração entre hardware e software. Ao implementar o sistema de automatização TOS+ em terminais que utilizam equipamentos e tecnologias de nossos parceiros, é reduzido o tem-

po de implantação em até três meses”, explica Marcos Barcellos, CEO e sócio da Athenas. De acordo com a própria empresa, ela continua buscando outros parceiros que forneçam produtos e serviços voltados para terminais logísticos. A intenção é ampliar cada vez mais essa integração da ferramenta para oferecer soluções completas aos clientes. Athenas: (21) 3031-6706 Toledo: (11) 4356-9404


Abol entra para o quadro de filiados da CNT Entidade faz parte da seção de Infraestrutura de Transporte e Logística da confederação

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oi deferida, no início de junho, pelo presidente da Confederação Nacional de Transportes (CNT), Clésio Andrade, a filiação da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol) à entidade. A Abol ingressa na confederação como membro da Seção VII, de Infraestrutura de Transporte e Logística, junto com outras entidades do setor. Para o diretor executivo da Abol, Cesar Meireles, a filiação da

associação à CNT é o resultado do trabalho realizado pela entidade. “Estar na CNT é motivo de muita honra para os 25 associados da Abol, em razão da notória importância e liderança que representa a confederação como órgão máximo da logística de transportes no Brasil, congregando, por meio das suas sete seções, as forças legítimas que representam os vários elos da cadeia de valor da logística”.

“Vivemos um novo momento, e a participação da Abol será muito positiva”, analisa Andrade. “A CNT, com intuito de ampliar os quadros de filiados de transporte e logística e de incentivar tudo que diz respeito à infraestrutura de transporte, considera muito importante a chegada da Abol”, completa o presidente. Abol: (11) 3586-6109 CNT: (61) 2196-5700

Bresco inicia obra de armazém no Parque Corporativo Bresco Viracopos G1 Viracopos está sendo desenvolvido para operar no modelo cross-docking Parque Corporativo Bresco Viracopos, que está situado na Rodovia Santos Dumont, próximo ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), e das rodovias Bandeirantes e Anhanguera. O empreendimento também vai contar com 43 docas com niveladoras eletro-hidráulicas e duas rampas, amplo pátio para manobras, 16 vagas para carretas, 145 vagas para automóveis, portaria blindada com funcionamento 24 horas, luminárias em LED de alto desempenho e mezanino preparado para área administrativa, com recepDivulgação

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Bresco Investimentos iniciou recentemente a obra de mais um galpão logístico, o G1 Viracopos. Com 46.500 m² de terreno e 25.500 m² de área construída, o empreendimento está sendo desenvolvido no modelo cross-docking e terá modulação flexível, podendo receber até quatro empresas diferentes. O galpão terá telhas translúcidas, pé-direito de 12 metros, sistema de combate a incêndio com sprinklers e capacidade de piso de 6 toneladas por m². “Com módulos a partir de 4 mil m², o G1 visa atender demandas logísticas com total flexibilidade de ocupação e sua entrega está prevista para outubro”, explica Maurício Geoffroy, diretor Comercial da Bresco Investimentos. O G1 está localizado dentro do

ção e vestiários flexíveis para cada tipo de operação. Com uma série de conceitos sustentáveis, o G1 Viracopos contemplará a certificação Green Building Leed (Leadership in Energy and Environmental Design). Bresco: (11) 4058-4555 Julho/Agosto 2016 - Revista Tecnologística - 19


MERCADO

Joint venture entre Edenred e Embratec cria a Ticket Log Empresa já nasce com 27 mil clientes e 1 milhão de veículos administrados

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Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a criação de uma joint venture entre a francesa Edenred e a brasileira Embratec, resultando em um novo player do setor de gestão de despesas corporativas especializado em abastecimento e manutenção de veículos, chamado Ticket Log. A operação envolve os ativos Ticket Car e Repom, da Edenred, e as marcas Ecofrotas e Expers, da Embratec. Pelo acerto, a Edenred deterá 65% de participação, e a Embratec, 35%. De acordo com as empresas, um produto de antecipação salarial com forte potencial de crescimento também fará parte da joint venture. O presidente da nova empresa será Gustavo Chicarino, atual diretor da unidade de negócios de Gestão de Des-

pesas Corporativas da Edenred. “Vamos combinar a expertise das duas empresas para que os clientes tenham o melhor serviço, tecnologia de ponta, uma rede abrangente e adequada às suas necessidades e soluções ainda mais inovadoras em gestão de abastecimento, manutenção, pneus, telemetria e outros serviços de valor agregado”, explica Chicarino. Marcos Schoenberger, que hoje atua como presidente da Embratec, assumirá a vice-presidência da Ticket Log. O processo de integração entre as empresas começou a ocorrer já a partir da criação da joint venture. “A transição vai acontecer de modo gradual, sem rupturas no relacionamento estabelecido com os clientes”, garante Chicarino. A Ticket Log já nasce com o dobro do tamanho de suas empresas geradoras, 27 mil clientes, 1 milhão de veículos

administrados e mais de 24.500 estabelecimentos credenciados, o que representa 58% da rede nacional. “Essa aliança vai permitir que dobremos o tamanho das nossas operações no mercado de gestão de combustível no Brasil. Nós nos beneficiamos da reconhecida experiência da Embratec e temos total apoio de seus acionistas fundadores. Com as soluções da Ticket Log e da Repom, líder em gestão de fretes, a Edenred torna-se o maior e mais completo player de gestão de frotas e abastecimento do país”, analisa Gilles Coccoli, diretor-geral da Edenred no Brasil, que desempenhará a função de presidente do Conselho da nova empresa. Edenred: (11) 3066-4000 Embratec: (51) 3590-7900 Ticket Log: 4004-2233

Grupo TPC inicia operações para a Nextel Operador logístico estabelece dois contratos com a empresa de telefonia

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Grupo TPC passou a realizar duas novas operações para a empresa de telefonia Nextel. Os contratos contemplam as atividades de movimentação interna, armazenagem, controle e gerenciamento de ativos fixos de tecnologia da informação, engenharia e facilities, e também uma operação que abrange a movimentação interna, a armazenagem e o transporte de distribuição de aparelhos, chips, modems e acessórios. As atividades referentes aos dois novos contratos estabelecidos com a Nextel estão concentradas no centro de distribuição do Grupo TPC em Campinas (SP), que já possui toda a infraestrutura

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necessária para a instalação de operações desse porte. Ao todo, serão dedicados 8.500 m² de área e uma equipe de quase cem pessoas, responsáveis por executar o recebimento, a armazenagem, a separação dos pedidos de todos os canais de venda e a expedição, além da gestão da logística reversa. “A Nextel busca a inovação e a excelência em todos os pontos de sua operação e agora passa a contar ainda mais com um parceiro forte de serviços logísticos. Estamos confiantes de que o Grupo TPC seguirá desempenhando um papel fundamental na otimização e na evolução contínua da nossa estrutura logística e, consequentemente, con-

tribuirá para que continuemos superando as expectativas dos nossos clientes”, afirma Jorge Braga, vice-presidente de Operações da Nextel. “Temos uma expertise de mais de dez anos no segmento de telecomunicações”, explica Leonardo Barros, presidente do Grupo TPC. “Por isso é possível que estas operações tenham processos maduros, customizados e uma equipe fortemente treinada, propiciando inovação e melhorias contínuas que trazem ganhos de produtividade e redução de custo ao cliente”, finaliza o executivo. Grupo TPC: (11) 3572-1700 Nextel: (11) 4004-6611


TCP investe em estrutura Terminal ganha 264 novas tomadas reefer, totalizando 3.096, além de novo sistema de pesagem automatizado

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TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá (PR), realizou recentemente investimentos em sua estrutura, com a ampliação do número de tomadas reefer e a instalação de um novo sistema de pesagem. Com as 264 novas tomadas, o terminal passou a contar com um total de 3.096 pontos, um crescimento de 9%. A expansão do número de tomadas foi motivada pelo aumento crescente da demanda por exportações de cargas refrigeradas neste ano, na ordem de 11%. Juarez Moraes e Silva, diretor-superintendente Comercial da TCP, informa que até o primeiro semestre de 2017 o terminal deve acrescentar mais 528 tomadas ao seu parque. “Com esta ampliação a TCP estará preparada para atender

à demanda até 2023. Sem restrição para a admissão de cargas refrigeradas, o terminal também aumenta sua competitividade comercial, conseguindo oferecer o melhor serviço ao melhor custo”, diz. Além do grande número de tomadas reefer disponíveis, o que faz com que o Terminal de Contêineres de Paranaguá esteja pronto para receber contêineres 24 horas por dia, a TCP conta com o maior número de vistorias dos órgãos intervenientes da área de influência, o que garante uma rápida liberação de cargas para embarque. “Com isso, garantimos ao exportador que as cargas refrigeradas exportadas por Paranaguá estejam de acordo com os padrões dos mais exigentes mercados, como é o caso da Rússia”, diz Moraes e Silva. Já o novo sistema de pesagem em transtêiner RTG garante ainda mais con-

fiabilidade na pesagem dos contêineres. O sistema foi aprovado pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e permitirá ao terminal emitir relatórios e certificados das pesagens. “Isso garantirá uma pesagem mais exata, com informações precisas e importantes, principalmente para o armador que faz o plano de navegação com base no peso dos contêineres”, explica o diretor-superintendente. A instalação do novo sistema de pesagem, realizada em seis meses, oferece ao terminal mais uma vantagem competitiva. “O sistema escolhido pela TCP é um dos mais seguros existentes no mercado. As informações geradas durante a pesagem são automatizadas, sem qualquer interferência humana”, completa o executivo. TCP: (41) 2152-5800

Raízen inaugura centro de triagem em Cubatão Local tem capacidade para receber até 120 caminhões-tanque por dia

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Raízen, companhia de energia licenciada da marca Shell no Brasil, inaugurou recentemente um centro de triagem de caminhões-tanque em Cubatão (SP), próximo à divisa com o município de Santos (SP). O local, que possui 22 mil m², tem capacidade para receber 120 veículos por dia e será utilizado para melhorar a gestão da frota que atua nas operações de exportação e importação. Segundo a empresa, o centro de triagem era necessário para planejar melhor os transportes rodoviários no fluxo entre a Baixada Santista e São Paulo. A iniciativa visa gerar mais segurança e contribuir com a logística da

comercialização do etanol oriundo das 24 unidades produtoras da Raízen na Região Centro-Sul, que utilizam o Sistema Anchieta-Imigrantes para chegar ao Porto de Santos. “A finalidade principal é garantir maior segurança para os motoristas contratados pela Raízen, os ca-

minhões e os produtos transportados. Além disso, gerar um ambiente muito mais adequado nos entornos dos terminais portuários contratados em Santos, eliminando o estacionamento dos veículos nas ruas ao redor e eventuais congestionamentos na região”, explica Eduardo Lucena, gerente de Operações de Transportes da empresa. O centro também dispõe de uma área administrativa voltada aos motoristas, com refeitórios, sanitários e espaço para cursos de capacitação profissional. A empresa não divulgou os valores investidos no empreendimento. Raízen: (11) 2344-6200 Julho/Agosto 2016 - Revista Tecnologística - 21


MERCADO

Paranaguá começa a operar berço exclusivo para veículos, máquinas e equipamentos

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Porto de Paranaguá (PR) passou a contar com mais um berço para atracação de navios que operam na exportação e importação de veículos, máquinas, equipamentos e cargas que possam ser movimentadas direto do navio para o cais, resultado de um investimento de R$ 60 milhões. O aporte permitiu implantar três dolfins de atracação e um de amarração de navios, que serão utilizados, exclusivamente, para receber navios destinados a operações com veículos e carga geral. “O início da programação de navios nos novos dolfins significa que o Porto de Paranaguá tem um berço exclusivo para esse tipo de operação, otimizando as atracações, reduzindo o tempo de espera e o custo da opera-

ção”, diz o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino. A expectativa é de receber cerca de 15 navios por mês, com tempo médio de operação de 12 horas. Em 2015, o Porto de Paranaguá recebeu 123 navios destinados ao transporte de veículos, máquinas e equipamentos. Em média, cada navio tem capacidade para transportar de 3 mil a 5 mil veículos, dependendo do porte. Os dolfins serão utilizados para operação de navios do tipo ro-ro (abreviação do termo roll-on/roll-off), destinados a cargas que entram e saem dos porões na horizontal e geralmente sobre rodas. Outro navio que opera este tipo de carga é o PCC (termo do inglês

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Estrutura demandou investimentos de R$ 60 milhões em três novos dolfins

para pure car carrier, utilizado para descrever embarcações que se assemelham a grandes garagens flutuantes), especializado no transporte de automóveis de fábrica em viagens longas. Appa: (41) 3420-1143

DHL expande padrão Thermonet para o transporte marítimo Tecnologia já utilizada no modal aéreo garante o monitoramento de cargas sensíveis à temperatura

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DHL Global Forwarding, divisão da DHL especializada em cargas aéreas e marítimas, passou a oferecer o monitoramento ininterrupto de produtos farmacêuticos sensíveis à temperatura em operações marítimas. O objetivo é garantir a integridade da carga e proporcionar mais segurança durante o transporte para os setores de life sciences e healthcare. A novidade possibilita diminuição no tempo de resposta para intervenções em caso de problemas e segue um padrão já utilizado pela companhia no modal aéreo. “Devido à crescente demanda por parte de nossos clientes, estamos am-

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pliando o serviço Thermonet por meio do DHL Ocean Thermonet, que atende à necessidade por um transporte marítimo de temperatura controlada que seja transparente, regulado, consistente e confiável”, explica Nigel Wing, diretor global do setor de Life Sciences & Healthcare da DHL Global Forwarding. Sensores medem constantemente os parâmetros de temperatura, umidade e localização da carga, e a transferência dos dados ocorre em tempo real por meio de rede GSM, habilitando um sistema de notificações capaz de relatar qualquer alteração de status. Dessa maneira, a DHL proporciona visibilidade contínua du-

rante todas as etapas da cadeia logística, com monitoramento proativo 24 horas por dia, sete dias por semana. As informações podem ser acessadas a qualquer momento por meio da solução LifeTrack, disponível na web ou em aplicativo para dispositivos móveis. A ferramenta mostra detalhes do embarque, incluindo rastreio, marcos de movimento e até mesmo intervenções realizadas. Nos casos em que existe a necessidade de apoio adicional, a própria DHL pode ser contatada diretamente pelo LifeTrack. DHL Global Forwarding: (11) 5042-5500


Time Express tem novo armazém no Paraná Local possui capacidade para operar 400 toneladas diariamente

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Time Express, empresa que atua no transporte rodoviário de cargas, inaugurou uma unidade em São José dos Pinhais (PR), na Região Metropolitana de Curitiba. O armazém de 2 mil m² conta com 2 mil posições-palete, seis docas e pátio e tem capacidade para operar diariamente 400 toneladas de cargas. A expectativa é que os novos negócios gerados na unidade ampliem a receita da Time Express em 20%. No local serão realizadas atividades de ar-

mazenagem, cross-docking e serviços de apoio logístico, como paletização e agendamentos.

“A unidade está estrategicamente localizada próximo ao Aeroporto Internacional de Curitiba e às saídas das rodovias federais BR-116 e BR101”, explica Ronald Vieira, gerente nacional de Vendas da empresa. “O novo armazém será um grande ponto de captação de cargas para distribuição em toda a malha de transportes da Time Express, principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo”, completa. Time Express: (11) 4966-7444


MERCADO

Pecém recebe dois guindastes para contêineres

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Equipamentos do tipo STS fazem parte do plano de investimento da APM Terminals para o porto nordestino

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Porto de Pecém (CE) recebeu dois guindastes do tipo STS (ship to shore) adquiridos pela APM Terminals, empresa que administra e opera a instalação portuária. Os equipamentos têm aproximadamente 87 metros de altura e pesam 1.600 toneladas. Com capacidade para movimentar 65 toneladas em contêineres e 100 toneladas para cargas especiais, eles operam simultaneamente dois contêineres de 20 pés e um de 40 pés. Com os novos guindastes, o porto se torna capaz de trabalhar com os mais modernos e maiores navios porta-contêineres, com 400 metros de comprimento e 56 metros de largura, que chegam a carregar até 18 mil TEUs. Os 68 metros de lan-

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ça permitem que eles alcancem até a 22ª fileira de contêineres dentro das embarcações. “A expectativa é que, com a expansão do Canal do Panamá, esses grandes navios sejam cada vez mais comuns em serviços que atendem a América Latina”, explica Ricardo Arten, diretor-superintendente da APM Terminals no Brasil. “Os STS vão contribuir para o aumento da movimentação por Pecém”, diz Danilo Serpa, presidente da Companhia de Integração Portuária do Ceará (Cearáportos). “Em breve, quando começarem a operar, o fluxo de saída e entrada de mercadorias será bem mais eficiente”, completa o executivo. Os guindastes fazem parte de um

investimento de aproximadamente R$ 100 milhões realizado pela APM Terminals para a aquisição de equipamentos, incluindo ainda empilhadeiras e terminal tractors. Além disso, o Governo do Estado do Ceará, que gerencia o Complexo Portuário de Pecém por meio da estatal Cearáportos, investiu R$ 600 milhões em obras de ampliação de cais. Os aportes públicos e privados integram um projeto de longo prazo para que o Porto de Pecém seja o principal concentrador e distribuidor de cargas do Norte e do Nordeste do Brasil. Como reflexo dos investimentos, a APM Terminals espera incrementar os volumes de Pecém em 20% ainda neste ano, superando os 180 mil TEUs movimentados em 2015. Para isso, a empresa trabalha na atração de novas linhas e no desempenho dos guindastes, com o objetivo de assegurar que os índices de produtividade alcancem patamares de excelência global. “A eficiência de um terminal é um fator decisivo para os armadores definirem em qual porto irão operar. Por isso, selecionamos criteriosamente 34 operadores para participarem de 130 horas de treinamento nos guindastes. O objetivo é que a média de produtividade por equipamento seja de 26 movimentos por hora (mph) em 2016 e exceda os 35 mph no próximo ano”, conclui Arten. APM Terminals: (85) 3372-2725 Cearáportos: (85) 3372-1500


FedEx adquire a TNT Express Negociação envolveu cifras que ultrapassam 4 bilhões de euros

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FedEx adquiriu a TNT Express, em uma transação que somou 4,4 bilhões de euros. De acordo com um comunicado emitido pelas próprias companhias, a aquisição vai combinar seus pontos fortes: a maior rede de transporte aéreo expresso do mundo e uma malha rodoviária incomparável na Europa, que expandirá o portfólio atual da FedEx. Diariamente, a TNT Express realiza aproximadamente 1 milhão de entregas em todo o mundo, variando de documentos e encomendas até cargas paletizadas. A empresa oferece serviços de transporte rodoviário e aéreo na Euro-

pa, Oriente Médio, África, Ásia-Pacífico e nas Américas. Em 2015, ela registrou uma receita de 6,9 bilhões de euros. “Esta aquisição é uma conquista significativa e marca o início de uma nova era, repleta de promessas para nosso pessoal, nossos clientes e nossos acionistas”, analisa Frederick W. Smith, chairman e CEO da FedEx. “Estamos orgulhosos em celebrar a união dessas duas companhias icônicas”, completa o executivo. O processo de integração da TNT Express começou imediatamente após a aquisição. De acordo com a FedEx, seu histórico de sucesso em integrações

de companhias adquiridas ajudará a alavancar investimentos em tecnologia, infraestrutura, instalações e capacidades operacionais. Em curto prazo, os clientes vão continuar interagindo com cada companhia como sempre fizeram, recebendo os serviços com os quais estão habituados. Uma vez finalizada a integração, a FedEx oferecerá aos clientes o acesso a um leque maior de opções globais, baseada na ampla expertise das duas companhias. FedEx: 3003-3339 TNT Express: (11) 2108-2800

Ceva moderniza procedimentos de desembaraço aduaneiro no Brasil Modificações englobam a eliminação de documentos em papel e a centralização do corpo técnico em São Paulo e Campinas

A

Ceva Logistics promoveu mudanças nos seus procedimentos de desembaraço aduaneiro. O objetivo é aumentar significativamente a eficiência para simplificar o atendimento às constantes exigências derivadas de mudanças nos processos. As novidades englobam a eliminação de documentos em papel por meio da adoção de um aplicativo para trabalhar com imagens – o que propicia mais segurança e velocidade no acesso a documentos – e a centralização do corpo técnico especializado em São Paulo e em Campinas (SP), visando ao melhor aproveitamento de mão de obra qualificada. “O objetivo é melhorar os processos para que possamos aumentar ainda mais nossa produtividade e, assim, tornar a cadeia de suprimentos dos clientes mais competitiva. Para isso, criamos centros de

excelência operacional em São Paulo e em Campinas, o que nos permite focar nas fases técnicas e operacionais do processo”, conta Rúbio Guimarães, diretor de Desembaraço Aduaneiro da Ceva no Brasil. Segundo a própria empresa, a natureza complexa dos processos aduaneiros no Brasil pode levar a atrasos as companhias que não trabalham com um parceiro que esteja totalmente familiarizado com todos os aspectos de sua operação. A principal razão que faz com que os produtos fiquem parados na alfândega é a falta da documentação correta que precisa ser apresentada para que eles sejam liberados. Há um prazo máximo para que eles sejam desembaraçados, caso contrário podem ser apreendidos pela Receita Federal e depois leiloados ou destruídos. O novo modelo da Ceva mantém o

atendimento ao cliente, o suporte técnico e promove a implantação de procedimentos inovadores para processos aduaneiros dentro das filiais da empresa. As atividades operacionais internas são centralizadas para aumentar a eficiência e o ganho de escala, proporcionando à Ceva mais tempo para se concentrar nas necessidades individuais dos seus clientes. No Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), a companhia já recebeu uma classificação positiva da autoridade aeroportuária pelo seu desempenho aduaneiro. Durante o ano de 2015, a empresa aumentou a eficiência dos procedimentos no aeroporto em 67%. Todos os meses a Ceva realiza aproximadamente 800 processos de desembaraço aduaneiro no aeroporto e mais de 3 mil em todo o Brasil. Ceva: (11) 2199-6700 Julho/Agosto 2016 - Revista Tecnologística - 25


MERCADO

CROSS-DOCKING • A APM Terminals anunciou a contratação de José Eduardo Bechara como diretor Comercial e de Relações Institucionais no Brasil. Com 20 anos de experiência na área portuária, Bechara já atuou como gerente de Manutenção, diretor de Operações, diretor Comercial e diretor-presidente de terminais localizados em Santos (SP), Rio de Janeiro e São Francisco do Sul (SC). O executivo é graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Itajubá (Unifei-MG), tem MBA em Gestão Ambiental pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e é formado em Marketing para Executivos pelo European Institute of Business Administration (Insead), na França. (47) 3341-9800 • A Integration Consulting tem três novos sócios, passando a contar com 13 executivos em seu comando. Augusto Ribeiro atua na empresa desde 2003, na área de Marketing & Vendas. Ele teve experiências no Brasil e no exterior, tendo implementado projetos em outros países da América Latina, além da América do Norte e da Europa. Ribeiro já trabalhou em empresas de diversos setores, como BankBoston, Ambev e Serasa Experian. Graduado em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), possui MBA em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-SP) e curso de especialização em Trade Marketing pela University of Riverside, nos Estados Unidos. Janaina Roque está na Integration desde 2002, também em Marketing & Vendas. Possui ampla experiência internacional, tanto pela sua contribuição na abertura e no desenvolvimento dos escritórios da consultoria no México, na Argentina e na Inglaterra, quanto pela sua atuação junto a clientes, desenvolvendo e implementando projetos em diversas empresas do setor de bens de consumo. Antes da Integration, Janaina trabalhou por dois anos 26 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

no setor bancário. Sua formação acadêmica abrange graduação em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e mestrado em Liderança e Estratégia pela London Business School, na Inglaterra. Atualmente, Janaina lidera o escritório de Londres. Rodrigo Seabra atua desde janeiro de 2006 na Integration e desenvolveu sua carreira dentro da prática de implementação da empresa. Sua experiência inclui reorganizações corporativas decorrentes de spin offs, fusões e aquisições, além de mudanças organizacionais devido a novas estratégias de negócios e tecnologia, em todos os sete escritórios da Integration, contribuindo para sua sólida experiência internacional. Antes da Integration, Seabra passou por outras empresas de consultoria e pelo setor de eletrodomésticos. O executivo é formado em Engenharia Industrial pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e especializado em Ciências Sociais pela University of Helsinki, na Finlândia. Após mais de quatro anos de atuação no México ajudando na consolidação da operação local, hoje ele é o responsável pela mais nova unidade de negócios da Integration, localizada em Munique, na Alemanha. (11) 3078-1144 • A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e o Sindicato Nacional da Indústria de Tratores, Caminhões, Automóveis e Veículos Similares (Sinfavea) anunciaram o engenheiro mecânico Antonio Carlos Botelho Megale como presidente de ambas as entidades para a gestão do triênio entre os anos de 2016 e 2019. Graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Megale é diretor de Assuntos Governamentais da Volkswagen do Brasil. Com mais de 35 anos de experiência no setor automotivo, já atuou em diversas montadoras e foi presidente da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) em duas gestões conse-

cutivas, de 2011 a 2014. Nos últimos três anos, o executivo ocupava a posição de primeiro vice-presidente da Anfavea e do Sinfavea, que agora fica a cargo de Rogelio Goldfarb, vice-presidente da Ford na América do Sul. (11) 2193-7800 • Fábio Fonseca Filho, CEO do Grupo Friozem, assumiu a presidência da World Food Logistics Organization (WFLO), entidade dedicada a promover as melhores práticas na logística da cadeia do frio em todo o mundo, parte da Global Cold Chain Alliance (GCCA). O executivo brasileiro, graduado em Administração e com MBA em Logística e Supply Chain, estará à frente da organização no biênio 2016-2017 e foi empossado em uma convenção realizada em Las Vegas, nos Estados Unidos. Juntos, os associados da entidade gerenciam 138 milhões de m³, equivalentes a 28 milhões de posições-palete ao redor do globo. (11) 4789-8200 • A Log-In Logística Intermodal elegeu Marco Antonio Souza Cauduro para o cargo de diretor-presidente e diretor de Relações com Investidores. O executivo é formado em Economia pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e tem doutorado em Finanças pela Fundação Getulio Vargas (FGV), além de possuir MBA pelo MIT Sloan School of Management e ser Visiting Scholar na Universidade de Stanford, ambos nos Estados Unidos. Cauduro é sócio na Arbela Investimentos, foi sócio-fundador e gestor da Cox Capital Management e sócio-fundador e responsável pelo time de pesquisa da Tarpon Investimentos. Durante sua carreira, passou pela Morgan Stanley e pelo Deutsche Bank, fez parte dos comitês Financeiro e de Novos Negócios da Log-In e é membro do Conselho de Administração da companhia desde 2015, onde ocupa o cargo de vice-presidente. 0800 725-6446


• O fundador e presidente da Ativa Logística – operador especializado em medicamentos e cosméticos – Clóvis Gil foi empossado como vice-presidente extraordinário coordenador da Câmara Técnica de Transporte de Produtos Farmacêuticos (CTFarma). A entidade faz parte da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) e tem como objetivo promover discussões e estudos sobre melhorias e avanços para o setor, além de orientar seus associados e buscar soluções junto aos órgãos de controle. (11) 2632-1500 • Jonas Inglat passou a ocupar, em maio, a vice-presidência da Expresso 3300, operador logístico presente no Brasil, na Argentina e nos Estados Unidos e que faz parte do Grupo Inglat, que tem o executivo como diretor. Inglat é graduado em Administração pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR) e possui MBA em Logística e Supply Chain pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Na Expresso 3300, ele terá o desafio de ampliar o crescimento da empresa atingindo outros mercados, como a Europa e os demais países da América Latina. (41) 3098-6447 • A Localfrio, empresa que oferece serviços de logística personalizados nos principais portos do Brasil, nomeou, em junho, seu novo presidente, cargo até então ocupado por Hélio Vasone Jr., que agora assume a vice-presidência do Conselho Administrativo. Tendo em vista o processo de profissionalização e aperfeiçoamento de negócios em desenvolvimento na empresa, quem assume o comando é Ricardo Eid Philipp. Diplomado pela Harvard Business School, dos Estados Unidos, no Owner and President Management Program, e com MBA em Gestão de Negócios de Logística e Distribuição, pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), o executivo tem 18 anos de experiência nos setores de vendas, logística

e distribuição e esteve recentemente na presidência da Brink’s Global Payments no Brasil. (11) 3049-6570 • A TA criou três gerências regionais para atuar como gestoras autônomas de negócios da empresa na divisão rodoviária. Cada gerência terá suas metas e autonomia para coordenar sua rotina de forma a melhor atender às respectivas carteiras de clientes. A primeira delas, que compreende os estados de São Paulo e Rio de Janeiro e a cidade de Pouso Alegre (MG), será comandada pelo gerente Paulo Paulon. Graduado em Administração de Empresas pelo Centro Universitário Nove de Julho (Uninove-SP), ele possui ainda MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e acumula 16 anos de vivência profissional no segmento de transporte e logística. Iniciou sua carreira gerencial na Expresso Limeira, passando por empresas como Termaco e Lemar, até chegar à TA em 2013. A segunda regional, que abrange os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, ficará a cargo do gerente Fábio Costa. O executivo possui graduação em Logística pela Faculdade Pitágoras (FP-MG) e MBA em Administração Estratégica pelo Centro Universitário Estácio (MG). Costa passou pela Transportadora RTE e atua na TA desde 2001. E a terceira regional, que compreende a Região Sul do Brasil, terá como gerente Renato Gebara. Há mais de 15 anos atuando com gestão de pessoas, Gebara é graduado em Logística pela Faculdade da Organização Paranaense de Ensino Técnico (Opet-PR) e tem MBA em Gestão Empresarial pela mesma instituição. Desenvolveu sua carreira em grandes empresas, como TNT Mercúrio e In Haus, e aceitou a oportunidade de se tornar gerente de Vendas na TA em 2013. (19) 2108-9000 • Fernando Henrique Schüffner Neto assumiu a diretoria Comercial da Prumo Logística, empresa que desenvolve

e opera o Porto do Açu, em São João da Barra (RJ). Formado em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-MG), Schüffner possui mestrado na mesma área pela Universidade de Campinas (Unicamp-SP) e MBA em Administração de Empresas pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec). O executivo desenvolveu sua carreira na Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), onde atuou por 30 anos em diversas posições, sendo a última de diretor de Desenvolvimento de Negócios. Nos últimos seis meses, atuava como diretor de Relacionamento e Desenvolvimento de Negócios da Andrade Gutierrez. Também participou do Conselho de Administração de diversas empresas do setor energético, como Renova Energia, Aliança Energia, Light e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). (21) 3725-8000 • O engenheiro elétrico Robson Ferreira assumiu recentemente o cargo de gerente-geral de Desenvolvimento de Negócios na TTC Logística. Graduado pela Universidade Santa Úrsula (RJ), ele possui MBA em Logística Empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e participou do Programa de Desenvolvimento de Executivos da Fundação Dom Cabral (FDC). Ferreira possui quase 20 anos de experiência profissional, passando por empresas como Krane Equipamentos e Libra Terminais, onde esteve por mais de dez anos, em cargos de gerência e coordenação. (21) 3295-1500

Diferentemente do que foi publicado no panorama intitulado Mercado Brasileiro de Operadores Logísticos, na edição 244 da Revista Tecnologística, a empresa Wilson Sons atua com serviços de armazenagem nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste do Brasil e os principais setores atendidos são automotivo e de autopeças, cargas de projeto, eletrônicos e eletrodomésticos, fármacos e healthcare. Julho/Agosto 2016 - Revista Tecnologística - 27


Pro Brasilia fiant eximia

A expressão em latim gravada no brasão do estado de São Paulo, que significa “pelo Brasil façam-se grandes coisas”, resume bem a força do principal polo econômico e industrial do país. Mas será que o estado conta com uma logística que anda de mãos dados com sua notável importância para o cenário nacional? A primeira parte desta reportagem destrinchou o Porto de Santos, maior complexo portuário do hemisfério Sul. Agora, a infraestrutura paulista é objeto de análise, compreendendo suas rodovias, ferrovias, hidrovias, aeroportos e áreas de armazenagem, com o objetivo de apurar se podemos realmente considerar que São Paulo faz jus à sua grandeza e apresenta o suprassumo da logística brasileira 2ª parte

N

a edição 243 da Revista Tecnologística, a primeira parte da matéria Polos Logísticos São Paulo

28 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

explorou o Porto de Santos, principal porta de entrada e saída de cargas do Brasil e maior empreendimento logístico do estado de São Paulo. Justamente devido à sua importância e representa-

tividade no cenário nacional, o complexo fez com que fosse necessário que dividíssemos esta matéria em dois atos, dedicando especial atenção ao porto em um primeiro momento para, ago-

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POLOS LOGÍSTICOS


mente em relação aos meses de maio, importante papel na movimentação mas na comparação com todos os me- de cargas de e para sua área de influênses do primeiro semestre de 2016. Nas cia, em especial o Vale do Paraíba, que importações o Porto de Santos voltou a abrange importantes municípios, como registrar crescimento depois de 14 me- São José dos Campos, Taubaté, Pindases, com um aumento de 2,8% em maio monhangaba e Guaratinguetá. diante do mesmo mês do ano passado. Com o objetivo de expandir o porForam 2,81 milhões de toneladas impor- to, a Companhia Docas de São Sebastião tadas contra 2,74 milhões em maio de vem trabalhando em um projeto de am2015. O resultado das importações entre pliação que aumentaria o complexo para janeiro e maio foi de US$ 15,3 bilhões. 800 mil m², dividido em duas frentes: a China e Estados Unidos são os prin- construção de um terminal multicargas, cipais parceiros comerciais de Santos, com investimentos privados, e a constanto nas exportações como nas impor- trução de um píer para granéis líquidos tações. Os números positivos mostram pelo governo do estado, para operações a importância de Santos, sobretudo em de transbordo e importação de petróleo, um período de retração econômica. totalizando cerca de R$ 2 bilhões. No úlÉ importante salientar, porém, que timo mês de abril, porém, a Justiça Fedeeste não é o único complexo portuário ral de São Paulo anulou a licença prévia do estado de São Paulo. Localizado no concedida pelo Instituto Brasileiro do litoral norte e administrado pela Com- Meio Ambiente e dos Recursos Naturais panhia Docas de São Sebastião, o Porto Renováveis (Ibama) para a ampliação de São Sebastião está situado a 200 km do Porto de São Sebastião, demandando da capital paulista, ocupa uma área de uma complementação nos estudos de 400 mil m² e conta com um cais pú- impacto ambiental do projeto. A licença blico de aproximadamente 10 mil m², prévia havia sido expedida pelo Ibama com um berço principal e quatro ber- em dezembro de 2013. ços internos. De águas mais profundas No ar que Santos, o porto apresenta acessos marítimos no norte e no sudoeste da Mas nem só de portos vive a logístiilha de São Sebastião, com profundidades de 18 e 25 metros. Em 2015 foram ca paulista. O estado de São Paulo conta importadas 655.731 toneladas e expor- também com os dois principais aerotadas 64.377 toneladas por São Sebas- portos internacionais de cargas do Bratião, totalizando 720.108 toneladas movimentadas. Os números são tímidos se comparados com os de Santos, que, somente no terceiro trimestre de 2015, por exemplo, movimentou 28,4 milhões de toneladas, mas o Porto de São Sebastião Infraestrutura de transporte do estado de São Paulo desempenha um Julho/Agosto 2016 - Revista Tecnologística - 29

Fonte: Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade

ra, concentrarmos nossos esforços em traçar um panorama da infraestrutura logística paulista como um todo. É natural que o assunto seja extenso e complexo e demande essa atenção especial, afinal, estamos falando do estado que representa o motor econômico do país, responsável por mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Somente sobre o Porto de Santos são tantas particularidades que podem ser abordadas que seria quase impossível esgotarmos o assunto, até porque ele se renova constantemente e novos detalhes surgem a todo momento. Depois da publicação da reportagem, por exemplo, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) anunciou o lançamento de uma nova licitação para a realização da dragagem de todos os canais de navegação, bacias de evolução e acessos a berços. O processo visa à continuidade dos serviços para garantir a manutenção do calado máximo operacional em 13,2 metros. Recentemente, mais dois berços de atracação tiveram seus calados ampliados. No berço do Terminal Graneleiro do Guarujá (Termag), o calado foi aumentado de 13 metros para 13,2 com maré baixa, e de 13,3 metros para 13,5 em maré alta. Já o cais do Armazém 39 subiu de 13,4 metros para 13,5 com maré baixa e de 14,4 metros para 14,5 em maré alta. As variações podem parecer pequenas, mas a ampliação do calado é imprescindível para que Santos possa receber os maiores navios que atuam no mercado internacional, e nesse sentido cada centímetro conta. Até o mês de junho, dez berços de atracação haviam sido dragados e tiveram seus calados ampliados no Porto de Santos. De janeiro a maio de 2016, foi exportado por Santos o equivalente a US$ 22,2 bilhões. O valor é US$ 2 bilhões maior que o verificado no mesmo período de 2015. Somente no mês de maio, foram 7,57 milhões de toneladas exportadas, maior movimentação histórica não so-


POLOS LOGÍSTICOS

à exportação de itens perigosos e a renovação total da frota de empilhadeiras e tratores, com a aquisição de cem equipamentos, além da instalação de cinco novos raios-X para a inspeção das cargas e de diversos sistemas voltados para atividades como planejamento e monitoramento das operações e agendamento das retiradas das cargas. E os investimentos trouxeram resultados rápidos para o aeroporto. Nos últimos três anos, o maior terminal aéreo da América Latina atraiu mais de 7 mil novos clientes no segmento de importação, e novas companhias passaram a pousar em Guarulhos. Somente em 2014, quatro voos cargueiros estrearam no aeroporto: um vindo de Basileia, na Suíça, e três com frequência semanal da Argentina. Ao todo, são 48 companhias que atuam no segmento de cargas em Guarulhos. O Aeroporto de Viracopos é administrado hoje pela empresa Aeroportos Brasil, que também tem investido na ampliação da estrutura destinada às cargas. O terminal aéreo registrou, nos últimos quatro anos – depois da concessão, portanto, que ocorreu em 2012 –, um aumento de 22,5% na participação no segmento de importações, chegando a receber 40% de todas as cargas que entram no Brasil. Os valores totais não foAeroportos Brasil

sil: Governador André Franco Montoro, ou Aeroporto de Guarulhos, localizado na cidade de mesmo nome, e Viracopos, em Campinas, que disputam de forma acirrada a primeira posição no ranking de movimentação de cargas pelo modal aéreo no Brasil, ambos com pouco mais de 38% do mercado de importações e exportações. Desde o início do ano passado, Viracopos ocupa a liderança, com uma participação de 38,86%. Concedido à iniciativa privada em 2012, Guarulhos é administrado pela concessionária GRU Airport, que, até o fim de 2015, realizou investimentos que somaram R$ 45 milhões no setor de cargas. De acordo com a própria empresa, os aportes foram direcionados à modernização e à ampliação da infraestrutura – o terminal de cargas (teca) de Guarulhos conta com uma área coberta de 97 mil m² – e à atualização das tecnologias utilizadas. Dentre as iniciativas já implantadas estão a expansão das câmaras frias, que tiveram suas capacidades de armazenagem triplicadas, chegando a 26.300 m³, a readequação do layout dos armazéns de importação e exportação, que permitiu um incremento de 24% na capacidade total de armazenagem, chegando a 16 mil posições-palete, a inclusão de uma área de 450 m² dedicada exclusivamente

Teca Viracopos: responsável por 40% de todas as cargas que entram no país 30 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

ram revelados, mas a empresa também vem investindo pesado no setor de carga desde que assumiu o aeroporto. Em parceria com a Brink’s, que atua no mercado de transporte e logística de valores, foi inaugurado em abril o primeiro terminal de alta segurança com padrão internacional para cargas de alto valor da América Latina. Com investimentos de R$ 10 milhões, o espaço de 1.560 m² conta com a mesma infraestrutura já utilizada pela Brink’s em importantes aeroportos do mundo, como o de Heathrow, na Inglaterra, e Charles de Gaulle, na França. O teca de Viracopos, composto pelos terminais de importação, com 54 mil m², e de exportação, com 18 mil m², passou a contar com um novo WMS (warehouse management system), desenvolvido pela Viastore e totalmente customizado para as necessidades do aeroporto. Com investimento de R$ 9 milhões, o contrato incluiu a implementação do WMS, de um sistema de controle alfandegário e de um sistema de billing (tarifação e faturamento), todos funcionando de forma totalmente integrada. Com a remoção das salas internas, a área de importação do teca ganhou 1.200 m² destinados à liberação de cargas e a ampliação da cobertura possibilitou um aumento de cerca de 8 mil m². O complexo frigorífico também foi ampliado e recebeu diversas melhorias, como um controle mais eficiente de temperaturas, entrada e saída independentes, controle de umidade, área segregada e equipe treinada e dedicada a produtos de saúde. O espaço físico passou de 13 mil m³ para quase 21 mil m³. Além disso, Viracopos foi o primeiro aeroporto do Brasil a receber a certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA), do Comitê da Organização Mundial das Aduanas (OMA). A iniciativa tem como principal objetivo colocar o Brasil na condição de país exportador seguro, aperfeiçoando a cadeia logística nacional e elevando o fluxo do comércio internacional.


Sobre rodas

Divulgação

km a mais. Vale lembrar, porém, que a extensão Por abrigar empreenterritorial paulista é de dimentos como os supra248.209 km², enquancitados, parece natural to Minas Gerais possui que o estado de São Paulo mais que o dobro, com conte com a melhor in586.528 km². Segundo o fraestrutura logística do portal Investe São Paulo, Brasil. Não só os próprios do governo do estado, portos e aeroportos pauas rodovias estaduais solistas contribuem para mam 35 mil km de exisso, mas também a matensão – para efeito de lha de transporte como comparação, Minas GeLuchiari: a função do um todo deve estar prerais possui 24 mil km –, governo não é fazer a gestão parada para toda a movisendo que 94,4% delas dos ativos mentação que eles geram. são consideradas ótimas Como, afinal, o principal polo econômi- ou boas, de acordo com pesquisa conduco do país transportaria as cargas que zida pela CNT, que mostrou ainda que passam por ele com origem e destino das 20 melhores rodovias brasileiras 19 nessas megaestruturas sem uma logística são paulistas e fazem parte do programa eficiente? “Sem sombra de dúvidas São de concessões do governo do estado. Paulo é o estado mais bem preparado Luchiari defende a teoria de que a para a logística no Brasil”, afirma Celso qualidade elevada da malha rodoviária Luchiari, diretor da TA. A transportado- paulista é um reflexo direto das melhorias ra rodoaérea, que conta com uma frota promovidas pelas empresas que adminiscomposta por mais de 1.250 caminhões tram as vias. “As rodovias concessionadas leves, médios e pesados, transportou, no apresentam condições muito superiores. acumulado de 2015, mais de 164 mi- A verdade é que os maiores benefícios lhões de toneladas, em 1,2 milhão de en- que nós podemos destacar na infraestrutregas realizadas. “São Paulo é um ponto tura acontecem quando os governos estafora da curva. Podemos dizer que a in- dual e federal saem de cena e passam os fraestrutura paulista está muito próxima ativos para a iniciativa privada”. Ao todo, à de países de primeiro mundo e muito São Paulo possui mais de 5 mil km de acima de qualquer país da América Lati- rodovias concedidas, incluindo todos os na”, opina o executivo. principais eixos. Para o diretor da TA, o De fato, no que tange o modal rodo- mesmo pode ser dito a respeito dos aeroviário, o estado de São Paulo ocupa uma portos. “Depois da privatização, foi posposição de destaque no cenário nacio- sível perceber francos sinais de progresso nal. De acordo com o Anuário do Trans- devido aos investimentos realizados. Esse porte 2015, da Confederação Nacional é um movimento necessário. A função do do Transporte (CNT), o Brasil conta governo não é fazer a gestão de um aerocom uma malha rodoviária com mais porto, por exemplo. A iniciativa privada, de 1,7 milhão de km de extensão, con- tendo uma segurança contratual sólida e siderando vias como estradas, rodovias, uma fórmula ganha-ganha de concessão, avenidas e ruas municipais, estaduais e tem todo o interesse em investir e desenfederais, pavimentadas e não pavimen- volver a infraestrutura. A questão é chegar tadas. Desse total, quase 200 mil km ao melhor modelo de privatização”. Além estão situados em São Paulo. O estado da atuação no transporte rodoviário, reaperde somente para Minas Gerais, que lizado nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, conta com aproximadamente 80 mil a TA atende todo o país utilizando o mo-


POLOS LOGÍSTICOS

dal aéreo. “O estado não tem dinheiro e nem capacidade para gerenciar os empreendimentos. Com a privatização, ele tira de si mesmo um peso que já não deveria ser dele, e a população ganha com a melhoria da infraestrutura”, completa.

Dentre as vias paulistas concedidas à iniciativa privada está o Rodoanel Mario Covas, um dos mais importantes projetos para a logística do estado, elaborado para conectar as principais rodovias que chegam a ou saem de São Paulo e desafo-

TRAÇADO Ç DO RODOANEL

Bandeirantes

Fernão Dias

Anhanguera

Presidente Dutra Ayrton Senna

Castello Branco

Raposo Tavares S. B. CAMPO

Anchieta Rodovias

Imigrantes

Anéis Viários Rodoanel – em operação

Régis Bittencourt

Rodoanel Norte – em construção

TRAÇADO Ç DO FERROANEL

Campo Limpo Perus

Eng. Manuel Feio Calmon Viana

Amador Bueno Mairinque

gar o trânsito do centro urbano da capital, desviando o tráfego de passagem para o entorno da Região Metropolitana de São Paulo. Em junho de 2015 foi concluído o trecho leste, que conta com um total de 43,5 km de pistas, ligando o trecho sul, no município de Mauá, com a Rodovia Presidente Dutra, na cidade de Arujá. A construção do Rodoanel Leste havia sido iniciada em 2011. Os trechos oeste e norte possuem, respectivamente, 32 km e 57 km de extensão. O último trecho a ser construído, o norte, tem inauguração prevista para março de 2018, de acordo com a empresa de Desenvolvimento Rodoviário (Dersa). Quando finalizado, o Rodoanel contará com aproximadamente 180 km no total. O Programa de Investimentos em Logística (PIL), do Ministério do Planejamento, de 2012, prevê, dentre os vários leilões que envolvem as rodovias brasileiras, a concessão de um trecho de 357 km das BRs 101, 493 e 465, no Rio de Janeiro e em São Paulo, com o objetivo de ampliar a capacidade da Rodovia Rio-Santos até o município de Ubatuba. A licitação, porém, está parada. “As concessões acabam sendo um assunto complicado quando temos um governo instável como o atual, porque elas envolvem a segurança jurídica dos contratos”, analisa Luchiari. “Mas o que temos de bom hoje é que o pensamento sobre isso já é diferente daquele que víamos há um tempo. A filosofia de que o governo precisa fazer concessões está estabelecida e só precisa ser bem trabalhada. E essa filosofia inclui a certeza de que o maior benefício não é aquilo que a iniciativa privada vai pagar para o estado, e sim a efetiva melhora da infraestrutura”.

S. B. CAMPO

Sobre trilhos

Paranapiacaba Perequê Evangelista de Souza Paratinga

Ferrovias CPTM Ferroanel

Rodoanel e Ferroanel: conexão entre os principais eixos rodoviários e ferroviários de São Paulo 32 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

A alta qualidade que pode ser observada nas principais rodovias de São Paulo realmente faz com que quem se serve essencialmente do modal rodoviário perceba uma superioridade na infraestrutura


A malha ferroviária do estado de São Paulo é administrada por três concessionárias: Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), MRS Logística e América Latina Logística (ALL). A estimativa é que, dos mais de 29 mil km de linhas férreas brasileiras, os mesmos 5 mil km da década de 1950 estejam presentes em solo paulista, de acordo com a CNT. Trata-se do estado com mais linhas férreas do país, é verdade, mas a grande questão sobre as ferrovias no Brasil é que os números da malha são baixos como um todo. Não por acaso, o modal rodoviário é responsável por transportar mais de 60% do total de cargas que transitam em território nacional, enquanto o ferroviário absorve uma fatia de aproximadamente 30%, resultando em uma matriz de transporte extremamente desnivelada. E, quando o assunto é concessão ferroviária, a insegurança causada pela crise política que o Brasil atravessa também se configura como um grande problema. Garantias de renovação dos contratos são uma demanda antiga do mercado, e delas dependem, inclusive, novas obras. O assunto é tão complexo e envolve questões tão sensíveis que as próprias empresas e os órgãos do governo envolvidos evitam se manifestar.

Mas o maior transtorno gerado é justamente que isso acaba prejudicando a própria expansão da malha ferroviária e os investimentos em novos projetos, como é o caso do Ferroanel. O conceito do Ferroanel Metropolitano de São Paulo prevê a construção de três trechos de aproximadamente 200 km de extensão, com obras avaliadas em mais de R$ 2 bilhões, sem contar as compensações ambientais e sociais. O objetivo é resolver um dos maiores gargalos logísticos: a falta de conexão entre os principais eixos ferroviários de São Paulo, eliminando o conflito entre trens de passageiros e de carga dentro da cidade. “A carga na ferrovia é penalizada pelo transporte de passageiros, pois conta com uma pequena janela de passagem”, explica Ferreira. Sem o Ferroanel, que a exemplo do Rodoanel circundará o perímetro urbano, o trem cargueiro precisa atravessar a capital paulista, dividindo a malha com a movimentação de passageiros, o que faz com que boa parte das viagens seja realizada somente à noite, reduzindo significativamente o potencial ferroviário para as cargas. Em setembro de 2011, o governo do estado e a presidência da república anunciaram que o primeiro trecho a ser construído

MRS

do estado. Por outro lado, ela denuncia a atenção que o modal mais utilizado na matriz de transportes brasileira recebe em detrimento de outras modalidades, e é justamente isso que se torna uma pedra no sapato da eficiência logística. Perguntado se o estado de São Paulo possui a melhor infraestrutura logística do Brasil, o consultor Renato Pavan, presidente da Macrologística, é categórico. “Eu diria que nós temos a logística mais cara, isso sim. O grande problema de São Paulo é depender demais das rodovias e não contar com uma estrutura ferroviária adequada. A matriz de transporte que temos hoje vai totalmente na contramão do que precisaríamos para obter redução nos custos logísticos e mais eficiência”. José Wagner Ferreira, diretor de Logística e Transporte na Figueiredo Ferraz Consultoria e Engenharia de Projeto, concorda. “Nós temos, sim, em São Paulo, a melhor infraestrutura logística do país, mas o problema é que ela é totalmente baseada no transporte sobre pneus. Basta observar que até hoje a maior parte da carga que desce para a Baixada Santista vai por rodovia. A ferrovia que leva até o Porto de Santos não foi modernizada”. Se analisarmos o desenvolvimento histórico da ferrovia no estado de São Paulo, é possível dizer que há mais de meio século ela foi praticamente abandonada, fenômeno que pode ser observado também no resto do país. De 1870 até 1950, a malha paulista passou do zero para cerca de 5 mil km. Dali em diante, essa infraestrutura ficou estacionada, enquanto as rodovias registraram franca expansão, alcançando, em pouco mais de 50 anos, aproximadamente os 35 mil km que temos hoje. Ferreira aponta ainda um fator agravante na situação das ferrovias. “Muitas delas estão desativadas. Quando as estradas de ferro foram concessionadas, a obrigação das empresas que assumiam era de usar a malha toda, mas alguns trechos não são tão interessantes economicamente, então foram deixados de lado”.

Os contêineres são a unidade multimodal por excelência Julho/Agosto 2016 - Revista Tecnologística - 33


POLOS LOGÍSTICOS

Divulgação

– o norte, entre Jundiaí e espaço para ampliação, Itaquaquecetuba – seria por meio de tecnologia, inaugurado em 2014, o melhorias operacionais, que não aconteceu. “Esse manutenção do padrão é um projeto extremade baixos acidentes e semente importante para o gurança das cargas, mas estado de São Paulo, mas hoje o trem já desempeas obras demoram tanto nha um papel crucial no para virar realidade que, sistema logístico de São quando ele sair do papel, Paulo, o que muitas vejá vai nascer saturado”, zes não é considerado”. diz Pavan. Atualmente o Para a MRS, ficou projeto encontra-se em estabelecida no senso Pavan: temos em São fase de licitação de estucomum a ideia de que Paulo a logística mais cara dos técnicos por parte da a ferrovia é subutilizada do Brasil Dersa, mas a discussão no Brasil, mas a empresa sobre a necessidade de se construir o defende que o potencial do modal não Ferroanel já dura mais de uma década. pode ser confundido com ineficiência O trecho norte, em conjunto com ou com uma possível ausência de conuma linha segregada da MRS, é de vital tribuição do sistema ferroviário hoje em importância para as cargas com destino funcionamento. “Sem dúvida houve ao Porto de Santos. “O Ferroanel é um no passado uma priorização do modal projeto de grande envergadura e fasea- rodoviário em nosso país e o potencial do. Desde 2012, temos contribuído sig- para a ferrovia é ainda imenso, especialnificativamente para a sua consolidação mente quando pensamos em corredores com, em primeiro lugar, a construção de exportação do interior para os portos do trecho de duplicação na região de Su- e vice-versa, em regiões ainda sem a prezano, conhecido como Segregação Les- sença de ferrovia. Mas recentemente a te, um investimento de capital próprio intensa busca por redução de custos em da ordem de R$ 190 milhões, e, depois, diversos segmentos levou a indústria, em parceria com o governo do estado de especialmente no estado de São Paulo, São Paulo, a elaboração do projeto bási- a redescobrir a ferrovia como uma opco da obra do trecho norte”, informou a ção viável e de qualidade”. Na compaMRS. A malha da empresa soma 1.643 ração com o transporte rodoviário, as km, dos quais aproximadamente 700 ferrovias chegam a ser até 30% mais bakm estão situados em solo paulista. ratas, além de mais seguras e limpas, e A MRS faz questão de destacar que oferecem uma performance operacional a ferrovia tem, sim, uma participação melhor na integração com os terminais bastante significativa na logística do es- portuários. “Somente no ano passado tado, e que isso tende somente a cres- adicionamos mais de 30 novos clientes à cer. “Santos é um exemplo concreto. A nossa carteira e, pelo segundo ano conferrovia responde por cerca de 25% da secutivo, crescemos acima de 30% no movimentação total de cargas no porto. segmento de contêineres, numa econoHá segmentos intensamente atendidos mia em retração”, comemora a empresa, pelo trem, como de açúcar, com cerca de que explica que existe hoje um grande 50% do total, e soja, com mais de 60%”. portfólio de projetos de melhorias e de E essa participação vem crescendo. De ampliação de capacidade na Baixada acordo com a empresa, entre 2008 e Santista em curso. “São trechos duplica2015 o share ferroviário em Santos au- dos, terminais e obras especiais, trabalho mentou mais de 80%. “Existe ainda que estamos capitaneando com outras 34 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

concessionárias ferroviárias. Existe hoje grande sinergia entre as operadoras”. É consenso que o principal problema da logística de cargas, não só em São Paulo, mas em todo o Brasil, é a falta de integração entre os modais, reflexo direto da matriz de transporte desbalanceada pelo excesso do emprego do modal rodoviário. E uma das consequências disso é a dificuldade de se aplicar a utilização de contêineres em toda a cadeia, do início ao fim. Segundo a MRS, o contêiner é a unidade multimodal por excelência. Pavan concorda, e acrescenta que sua utilização precisa ir muito além somente do transporte rodoviário, como acontece hoje. “Até um tempo atrás, contêiner na ferrovia era uma grande novidade, mas hoje é uma necessidade. É preciso viabilizar essa utilização, priorizando a movimentação de cargas de maior valor agregado”. A MRS realizou, no último mês de maio, uma operação inédita com contêineres transportados por trens. Uma composição circulou com 85 unidades, o equivalente a 90 TEUs – até então o maior trem da empresa formado exclusivamente por contêineres –, pela rota que liga Santos ao Vale do Paraíba. Os contêineres saíram da Santos Brasil, no Porto de Santos, carregados de sucata de alumínio e insumos para a fabricação de produtos químicos. De lá, foram levados até o terminal da Cragea, em São José dos Campos, tendo como destino final fábricas de clientes da operadora em São José dos Campos e em Pindamonhangaba. Somente no primeiro trimestre de 2016, a MRS registrou um crescimento de 60% no transporte de cargas em contêineres pela ferrovia na comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado de 2015 foi registrado, pelo segundo ano consecutivo, um crescimento superior a 30%, totalizando 67,7 mil TEUs movimentados sobre trilhos. Para a empresa, o caminho para o desenvolvimento da logística é bastante claro: continuar a investir para tornar o sistema ferroviário cada vez mais efi-


Caramuru

ciente e competitivo. “Mais inovação, mais tecnologia, mais preparação dos ferroviários e, claro, mais terminais e uma eventual expansão da malha. Com quase 20 anos desde a privatização, a malha da MRS tem, hoje, padrões de qualidade e produtividade comparáveis àqueles das melhores ferrovias de carga do mundo. Mas queremos muito mais. É necessário pensar o sistema de transporte por cargas como um todo, em que a ferrovia se insere, emprestando valor. A chave para o futuro é a multimodalidade. É o que temos feito nos últimos anos, intensificando as parcerias nas pontas do transporte com os modais hidroviário e rodoviário e apostando muito no segmento de contêineres”.

A Caramuru chega a movimentar até 1 milhão de toneladas por ano na Tietê-Paraná

calcário, madeira e fertilizantes. Para Antônio Ismael Ballan, diretor de Logística da Caramuru Alimentos, usuária da HiSe o modal ferroviário demanda uma drovia Tietê-Paraná, o modal precisa reatenção maior para passar a ocupar posi- ceber mais atenção no país. “Nós somos ção de destaque na matriz de transporte entusiastas da hidrovia e sabemos bem de carga brasileira, o que dizer então do da importância dela. Sem a Tietê-Paraná, hidroviário, que responde por menos de teríamos no mínimo 100 mil caminhões 10% dessa matriz? Claro que, diferente a mais nas rodovias todos os anos. Fado que acontece com as lando só da Caramuru, rodovias e ferrovias, o seriam cerca de 23 mil modal depende muito caminhões. É um volumais de recursos naturais me muito expressivo”. propícios, já que são os A companhia, que conta rios que constituem as com diversas linhas de vias de passagem, mas, produtos naturais à base segundo a Agência Nade soja, milho, girassol e cional de Transportes canola e fornece matéAquaviários (Antaq), o ria-prima para fabricanBrasil utiliza cerca de 13 tes de massas, biscoitos, mil km de rios para a nasnacks, corn flakes e vegação de carga, sendo empresas de outros segBallan: a hidrovia tira um que existem aproximamentos, como cervejanúmero significativo de damente 44 mil km com rias e mineradoras e a caminhões das ruas potencial para a ativiindústria de ração, chega dade. Dos quase 2.500 km de uma das a movimentar até 1 milhão de toneladas principais hidrovias do país, a Tietê-Pa- pelo modal hidroviário anualmente. raná, 800 km estão localizados no estado Deixar que o modal rodoviário, já de São Paulo. A hidrovia consiste em um tão saturado, absorva as cargas que poimportante corredor para o escoamento deriam ser transportadas pela hidrovia de produtos como soja, farelo de soja, parece impensável, mas o trecho da Himilho e derivados, cana-de-açúcar, areia, drovia Tietê-Paraná no noroeste paulisDivulgação

Nas águas

ta, entre o reservatório da Usina Hidrelétrica de Três Irmãos, em Andradina, e a eclusa inferior de Nova Avanhandava, em Buritama, foi liberado para a navegação em janeiro de 2016 depois de permanecer quase dois anos fechado. “O impacto nesse tempo foi bastante grande, e nós percebemos como a hidrovia faz falta. Para transportar as 6 mil toneladas de um comboio hidroviário, eram necessários 200 caminhões”, lembra Ballan. “A quantidade de veículos que a hidrovia tira das rodovias é muito significativa. E se ela for integrada a uma ferrovia bem estruturada, aí sim teremos a situação perfeita para a logística”. De acordo com o executivo, hoje cerca de 70% das cargas da Caramuru que chegam ao Porto de Santos viajam em trens e os outros 30% vão por rodovia. “A intenção é migrar para os trens e utilizar uma combinação hidroferroviária. Nosso sonho é chegar aos 100% pela ferrovia”, destaca. A navegação de barcaças na Hidrovia Tietê-Paraná havia sido suspensa pela Marinha do Brasil em maio de 2014 em decorrência do baixo nível da água, agravado pela existência de rochas no leito do rio. Em agosto de 2015 foram iniciadas operações para transferência de água dos reservatórios localizados a montante de Três Irmãos Julho/Agosto 2016 - Revista Tecnologística - 35


POLOS LOGÍSTICOS

36 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

na década de 1920. De é feito com diversas carlá pra cá, a ocupação de gas, incluindo lixo, conSão Paulo mudou muito. tribuindo com a mobiliEram vilas com pontes dade urbana”. de madeira sobre os rios, Saturação mas hoje nós estamos falando de uma metrópole Mobilidade urbana, enorme. O custo para a aliás, é um termo que meimplantação do Hidroarece destaque na logística nel, com todas as interpaulista. A opinião de que venções necessárias, faz São Paulo possui sim, no com que o projeto não fim das contas, a melhor se sustente. Na Marginal Ferreira: integração entre infraestrutura do país, Pinheiros, por exemplo, os modais para reduzir o parece unânime, apesar não existe espaço para trânsito absurdo de alguns percalços. Exisse construir plataformas logísticas para carga e descarga”, analisa te um problema grave que pode, em um Ferreira. “Com as tecnologias que nós curto espaço de tempo, causar um colapso temos atualmente é possível fazer qual- no transporte da Região Metropolitana, quer coisa, mas é preciso levar em conta decorrido justamente da alta dependência do modal rodoviário. O leitor mais atento o custo-benefício”. Para ele, o que seria viável hoje são pôde perceber que praticamente todos os duas pernas contidas nesse projeto. “Po- projetos abordados nesta matéria estão lodemos facilmente ter uma hidrovia da calizados nas adjacências da cidade de São Barragem da Penha, no Tietê, até San- Paulo, e isso não é mero acaso. Claro que tana do Parnaíba, e do complexo viário existem espaços para melhorias na infrado Cebolão seria possível chegar até a estrutura de transporte de todo o estado, Usina Elevatória de Traição, localizada mas quanto mais distante do maior pico perto da Ponte Engenheiro Ari Torres. É da mancha de ocupação urbana, mais só uma parte do Hidroanel, mas que já pontuais os problemas se tornam. A capicontribuiria enormemente com São Pau- tal paulista e as cidades adjacentes, porém, lo, tirando muitos caminhões das margi- sofrem com um adensamento populacionais”. Ferreira argumenta que a cidade de nal exponencial, como é possível obserSão Paulo ainda precisa aprender a lidar var no gráfico da página 37. E isso torna com todo seu potencial hidroviário. “Na a mobilidade urbana quase impraticável, Europa, as grandes cidades que possuem atingindo diretamente a carga, que dispurios fazem um excelente uso deles para ta espaço com o transporte de passageiros. Como se somente o crescimento poo transporte, e elas conversam entre si, trocam experiências, se ajudam. São Pau- pulacional não bastasse, a expansão da lo precisa usar esses exemplos”, diz. O frota de veículos em São Paulo atinge ínarquiteto urbanista cita a maneira como dices alarmantes. Apenas na capital, enParis trata o Rio Sena como uma boa li- tre os anos de 2002 e 2012, a população ção. “Eles têm uma grande central para apresentou um salto de 7%, passando de trabalhar com concreto, por exemplo, e pouco mais de 10,6 milhões para aprooutras minicentrais ao longo do rio. O ximadamente 11,4 milhões. No mesmo material é transportado por barco, passa período, a frota total de veículos foi de para os caminhões em cada uma dessas 4,2 milhões para mais de 6,8 milhões, instalações e esses veículos trabalham um impressionante crescimento de mais somente em uma determinada área, em de 60%. Soa tão absurdo que vale repevez de ficar passeando pela cidade. E isso tir: enquanto a população da cidade de Divulgação

e Ilha Solteira, e as chuvas também contribuíram para o aumento do nível. A navegação no trecho paulista foi retomada com um calado de 2,80 metros. A expectativa é que até 6 milhões de toneladas trafeguem anualmente pela Tietê-Paraná. A hidrovia demanda trabalhos constantes de manutenção, como de derrocamento das rochas, para que problemas como esse não influenciem na navegação. “Isso precisa ser feito para que a hidrovia nunca mais seja fechada. É preciso aprofundar os canais para que não existam problemas quando houver uma seca ou um longo período de estiagem”, diz Ballan. O Canal de Anhembi, por exemplo, precisa passar por um processo de desassoreamento para facilitar a passagem dos comboios de cargas, mas as obras, programadas para janeiro de 2014 e com duração de oito meses, nunca começaram. Quando a hidrovia foi reaberta, neste ano, o governo estadual anunciou novamente que as obras em Anhembi seriam realizadas, mas nenhuma data foi definida. José Wagner Ferreira destaca que existem outros dois importantes corredores hidroviários em São Paulo, com muito potencial para o transporte de carga, nos rios Tietê e Pinheiros. Para entendê-los, porém, é preciso citar o projeto do Hidroanel Metropolitano de São Paulo, cuja articulação arquitetônica e urbanística do estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental foi realizada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). O Hidroanel consistiria em uma rede de vias navegáveis composta pelos rios Tietê e Pinheiros e pelas represas Billings e Taiaçupeba, além de um canal artificial que seria construído para ligar as represas, totalizando 170 km de hidrovias urbanas. Conheça mais sobre o projeto na reportagem “Via líquida no coração de concreto”, publicada na edição 232 da Revista Tecnologística. “O problema é que ele foi proposto pela primeira vez pela Light,


São Paulo registrou um aumento de 7%, a quantidade de veículos subiu em mais de 60%. Considerando a Região Metropolitana de São Paulo, a população foi de 18,4 milhões para quase 20 milhões de 2002 a 2012. Já a frota de veículos saltou de 6 milhões para quase 11 milhões. A diferença é igualmente assustadora: 9% e 81%, respectivamente, o que significa que o número de veículos cresce a uma taxa quase nove vezes maior que a população. Já citada na primeira parte desta reportagem, a questão dos acessos ao Porto de Santos esbarra justamente nesse problema. As rodovias Anchieta e Imigrantes, que dão acesso ao complexo portuário, encontram-se extremamente saturadas, e novos acessos rodoviários ou melhorias no acesso ferroviário não saem do papel. Um dos projetos mais comentados até recentemente, uma nova rodovia, ligando o bairro de Parelheiros a Itanhaém, está praticamente descartado, porque existe o temor de que os caminhões trafegando na direção do Porto de Santos causariam um tráfego intenso ao chegar à baixada, já que a rodovia não desembocaria próximo aos terminais santistas. Para Ferreira, essa via seria uma boa alternativa para os veículos de passeio. “Ela seria uma rodovia turística, tirando os passageiros dos demais acessos à baixada, deixando mais espaço para o transporte de carga. Mas o que impede sua execução é que, sem a passagem de veículos de carga, o projeto não soa interessante economicamente”. Para Renato Pavan, o problema é que Santos pode ser considerado uma espécie de funil, portanto mesmo que os acessos sejam mais bem trabalhados, o porto não daria conta de atender toda a carga que chegaria até ele. “O Porto de Santos está totalmente estrangulado. O estado de São Paulo precisa de uma nova opção, de um novo porto de águas profundas, com acesso intermodal”, opina o consultor. Segundo ele, a Macrologística está estudando a implantação de um novo

CARACTERIZAÇÃO GERAL DA SOCIOECONOMIA ESTADUAL Brasil Área: 8,5 milhões de km² População¹: 201 milhões Frota2: 58 milhões

Estado de São Paulo Área: 248 mil km² (3%) População¹: 44 milhões (22%) Frota2: 19 milhões

SP

Macrometrópole Área: 21 mil km² (8%) População¹: 32 milhões (66%) Frota2: 15 milhões

MM

RMSP 1 - IBGE 2013 2 - DENATRAN 2013 (excluídas motocicletas)

complexo portuário no litoral paulista. “Já temos o projeto de concepção pronto, mas ainda não podemos abrir muitas informações a respeito disso”. Ferreira defende que uma proposta interessante é a de trazer o Porto de Santos para o planalto. “Um complexo portuário é muito mais do que somente a área molhada. Existe toda uma retroárea que pode ser desenvolvida em uma base próxima à serra, e então a carga já desceria pronta para o embarque”. Essa base seria instalada na região da cidade de Suzano e, de acordo com o engenheiro, sete prefeitos envolvidos, de Suzano a Mauá, já estão incluindo em seus planos diretores áreas determinadas para a instalação de plataformas logísticas. “O governo estadual não fez o projeto andar, mas existe um esforço muito grande para passar isso para a esfera federal. O papel do governo seria determinar as diretrizes e licitar o projeto para a iniciativa privada”. “Mas de que adianta termos rodovias ótimas, com várias pistas para che-

Região Metropolitana de São Paulo Área: 8 mil km² (3%) População¹: 21 milhões (49%) Frota2: 9,6 milhões

gar até São Paulo, se as marginais Tietê e Pinheiros não têm espaço para receber mais ninguém? É muito comum vermos automóveis na cidade com apenas uma pessoa dentro”, alerta Ferreira. “E é aí que a logística de carga esbarra na de passageiros. Se tivéssemos um sistema de trens eficiente, desafogaríamos nossas vias. Nos grandes centros urbanos do mundo, o trem desempenha um papel fantástico. Imagine morar em São Paulo e ter trens chegando e saindo a cada 15 minutos para Campinas, Sorocaba, São José dos Campos e Santos. Isso desafogaria enormemente o trânsito absurdo”. É a tal integração entre os modais, que se faz tão necessária quando o assunto é carga quanto no transporte de passageiros. Parece óbvio que resolver a situação da mobilidade em São Paulo, ou ao menos prevenir o colapso iminente, passa pela elaboração de projetos colocados em prática com maior velocidade, mas com visão de longo prazo, exatamente o contrário do que acontece hoje. O Julho/Agosto 2016 - Revista Tecnologística - 37


POLOS LOGÍSTICOS

Armazenagem

U

trecho oeste do Rodoanel, por exemplo, está situado dentro do perímetro urbano, e acaba sendo utilizado por muitos motoristas como uma avenida. “Esse é um erro enorme. Ele nasceu há pouco tempo e já está saturado”, diz Ferreira. “A questão é que, historicamente, no Brasil, a tendência é fazer puxadinho, quebrar o galho, em vez de se investir em projetos realmente estruturantes”, completa Pavan. “É preciso oxigenar a infraestrutura 38 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

Divulgação

m dos segmentos maioria das implantações da logística que de ocorreu em São Paulo, fato pode servir como com 760 mil m². demonstrativo do nível “Além de ser a maior de excelência da infraeconomia do Brasil, existe estrutura de São Paulo o fator de São Paulo ter a é, sem dúvida, o de armaior densidade demomazenagem. O estado gráfica, com excelente conta com um grande infraestrutura e mão de número de armazéns, obra qualificada”, justicentros de distribuição fica Paula Casarini, vicee condomínios logísti-presidente da Colliers cos de alto padrão. Este Brasil. De acordo com a Paula: São Paulo abriga a último tipo de empreexecutiva, analisando o maioria esmagadora dos endimento, inclusive, histórico do mercado nos condomínios logísticos do país serve como um ótimo últimos cinco anos e as termômetro do setor, já que é bastante previsões de construção de novos condodifícil mensurar a quantidade de estru- mínios logísticos, não existe a possibilidaturas próprias das empresas de logística de de outro estado abocanhar a fatia paue, em busca de redução nos custos com lista, e a superioridade de São Paulo nesse ativos, é possível observar um fenôme- segmento tende a permanecer. no de migração para os condomínios A saturação populacional da capital nos últimos anos. paulista, a dificuldade de locomoção e De acordo com dados da Colliers o valor dos terrenos fizeram com que as International, o Brasil conta com um empresas passassem a investir na consinventário total de 10,8 milhões de m² trução de estruturas especialmente ao destinados à armazenagem de cargas longo das rodovias do estado. Ao migrar em condomínios logísticos considera- para as cidades mais próximas da capital, dos classe A. Desse número, 6,7 milhões o mercado de armazenagem fez com que de m² estão localizados em São Paulo, a Região Metropolitana de São Paulo se que lidera com folga o ranking por esta- configurasse em um grande parque de ardo, seguido pelo Rio de Janeiro, com 1,2 mazéns, CDs e condomínios logísticos. “O milhão de m². Somente em 2015, foram alto preço pedido pelos terrenos dentro do inaugurados 1,1 milhão de m², e a grande perímetro urbano e a restrição à circulação

de São Paulo, com uma perspectiva abrangente desde o começo dos projetos. E isso passa pela iniciativa privada, que deve participar de tudo, desde o início. Hoje o que acontece é que é o governo quem estabelece o que deve ser feito e então concede à iniciativa privada, mas falta muito planejamento estratégico”, finaliza.

Fernando Fischer

de caminhões limitou o interesse em desenvolver novos projetos logísticos na capital. Por isso, nos últimos anos, cidades interioranas próximas ao Rodoanel, que facilitou a ligação entre as principais rodovias e regiões do estado, têm sido mais atrativas”, explica Paula. “O setor de armazenagem evoluiu muito nos últimos anos, e São Paulo apresenta o que há de melhor nesse mercado”, analisa Celso Luchiari, da TA. Segundo o diretor, porém, existe um aspecto em que o segmento pode melhorar ainda mais. “Se olharmos para a Europa, por exemplo, ainda ficamos atrás quando o assunto são os equipamentos e sistemas mais modernos de automação”. De fato, apesar de contarmos com estruturas comparáveis às de países de primeiro mundo, são poucos ainda os empreendimentos que apresentam uma operação altamente – ou até mesmo totalmente – automatizada, como acontece com países como a Alemanha. “Os equipamentos ainda custam muito caro para a realidade brasileira, mas tenho certeza de que isso tende a mudar e os espaços de armazenagem vão evoluir muito nesse aspecto também”, destaca o executivo. “O mercado busca um aperfeiçoamento constante, e isso com certeza inclui tecnologias que diminuam ainda mais os custos operacionais”, completa Paula.

Aeroportos Brasil: (19) 3725-5000 Antaq: (61) 2029-6500 Caramuru: (64) 3404-0200 CNT: (61) 2196-5700 Codesp: (13) 3202-6565 Colliers: (11) 3323-0000 Figueiredo Ferraz: (11) 5085-5300 GRU Airport: (11) 2445-2945 Macrologística: (11) 3082-3200 MRS: (11) 3648-8402 Porto de São Sebastião: (12) 3892-1899 TA: (19) 2108-9000


OPERADORES FRIGORIFICADOS

Dream Time

A plena carga

De olho na redução dos custos com um dos itens que mais pesam no orçamento, os operadores logísticos frigorificados começam a adotar a compra de energia no mercado livre, apostando em uma estratégia que, além de reduzir o preço de aquisição, proporciona previsibilidade no consumo e flexibilidade negocial. Mas a modalidade exige das empresas um planejamento minucioso e obediência rigorosa aos critérios estabelecidos pelo mercado 40 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016


A

consequências foi a desverticalização de toda a cadeia produtiva: geração, transmissão, distribuição e comercialização tornaram-se segmentos de negócio diferentes. Os setores de transmissão e distribuição continuaram sendo tratados como serviços públicos regulados (considerados monopólios naturais), enquanto a competição foi incentivada nos segmentos de geração e comercialização. Esse fato abriu caminho para que a energia elétrica passasse a ser tratada como uma mercadoria passível de negociação, seguindo uma tendência mundial. As experiências estrangeiras, principalmente no que diz respeito às iniciativas relacionadas aos setores produtivos, são as mais diversificadas. Fábio Fonseca Filho, CEO do Grupo Friozem e que também exerce o cargo de presidente da World Food Logistics Organization (WFLO) – entidade dedicada a promover as melhores práticas na logística da cadeia do frio em todo o mundo –, conta que no exterior o modelo de geração e aquisição de energia para atividades industriais é muito avançado. Nos Estados Unidos, informa, algumas empresas chegam a instalar painéis solares para gerar sua própria energia. Ele afirma que isso acontece porque, em muitos estados, existem incentivos para a implantação do sistema. “Em determinados casos, a companhia não compra o painel, ela

Friozem

Divulgação

atuação dos opegera 15 mil empregos radores logístidiretos e conta com 9 cos frigorificados milhões de m³, sendo é permeada por dife83% do setor privado e rentes nuances. Desde 17% do setor público – questões climáticas, os players do mercado passando pelos cuidaainda convivem com dos operacionais deviuma série de desafios, do à utilização de gases, como a alta carga tricomo a amônia – embutária e os encargos pregada no processo de trabalhistas, além da refrigeração –, até a cauquestão energética, tela com os equipamenesta, sempre delicada Fonseca: investimento em tos de proteção utilizae com grande impacto energia solar apresenta retorno dos pelos trabalhadores, na planilha de custos. muito demorado uma série de aspectos Altas tarifas, rademanda atenção especial. E a ativida- cionamento, blackouts. Muitos se de ganha cada vez mais importância. lembram, por exemplo, dos apaIsso porque o aumento da população gões ocorridos nos anos de 2001 e tem reflexo direto na demanda por ali- 2002, que afetaram o fornecimento mentos, resultando em uma crescente e a distribuição da energia elétrica. necessidade da sociedade de uma for- São diversos os fatores que levaram ma geral pelas atividades desempenha- o país às escuras à época, mas alguns das por companhias que compõem a deles são facilmente identificáveis, cadeia logística do frio. Não só isso: o como a escassez das chuvas, a falta segmento é responsável pelo transpor- de planejamento governamental e a te e pela armazenagem de inúmeras ausência de investimentos em geraoutras cargas tão importantes quanto ção e transmissão de energia. os alimentos, como medicamentos, seA chamada Crise do Apagão, mentes, sangue e hemoderivados, va- entretanto, foi apenas o reflexo cinas e até mesmo órgãos. de uma política – ou da falta dela O setor é fundamental na preser- – praticada há anos no Brasil. Até vação e no prolongamento da vida meados da década de 1990, o setor útil de vários produtos, contribuin- de energia elétrica brasileiro era um do, assim, com a redução de índices monopólio estatal. O governo era alarmantes de desperdício devido a o único investidor e as tarifas de operações mal executadas. Segundo energia eram utilizadas como item números da Organização das Nações de controle da inflação. Unidas (ONU), cerca de 1,3 bilhão Com o endividamento de toneladas de alimentos são des- do setor elétrico e o esperdiçados anualmente. No Brasil, gotamento dos recursos a Empresa Brasileira de Pesquisa do Estado para a expanAgropecuária (Embrapa) calcula que são, o funcionamento as perdas totalizam 26,3 milhões de foi se deteriorando. toneladas por ano. Diante desse cenário, Apesar de figurar como um dos pi- algumas iniciativas colares da economia brasileira – segun- meçaram a ser adotadas. do dados da Associação Brasileira da A partir de 1995 iniciouIndústria de Armazenagem Frigorifi- -se um processo de reescada (Abiaf), o setor possui hoje uma truturação do segmenreceita de R$ 2,2 bilhões por ano, to e uma das principais

Julho/Agosto 2016 - Revista Tecnologística - 41


OPERADORES FRIGORIFICADOS

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distribuidoras que ad- vre, modalidade que tende a aprefaz um comodato. Uma quiriram essa energia sentar índices cada vez mais consempresa especializada por meio de leilões, tantes de crescimento. Ainda jovem em energia solar arrenportanto precisam re- no Brasil, com cerca de 15 anos, o da o teto da câmara e passar seus custos para mercado livre de energia já é uma instala os painéis a fim o consumidor. tendência mundial. de comercializar enerNo mercado livre, gia para este operador Potencial mercadológico são dois os agentes e vender para outros consumidores: o espeinteressados”, explica. A Câmara de Comercialização de cial e o livre. Ambos No Brasil, a energia podem traçar estraté- Energia Elétrica (CCEE), que tem por solar já é utilizada com gias e negociar livre- finalidade viabilizar a comercializarelativo sucesso em mente as condições ção de energia elétrica no mercado aplicações residenciais, Aires: um mercado comerciais de contra- brasileiro, conta hoje, em seu quadro que demandam baixa mais estável facilitaria tação da sua energia, associativo, com 2.262 membros, dos geração e ocasionam as negociações e há a possibilidade quais 1.591 são especiais e 671 livres, pequeno consumo. Para implementações corporativas, de escolher preço, prazo, indexa- consumindo 25,7% (cerca de 14.791 porém, ela ainda se mostra inviável. ção e ter flexibilidade quanto ao MW) de toda a energia disponibiNa Friozem, Fonseca realizou um es- montante de consumo. Além disso, lizada no Brasil todos os meses. As tudo que apontou que, além do alto é possível escolher o fornecedor de projeções são de que essa represencusto de desenvolvimento e aplica- energia, que pode ser um gerador ou tatividade chegue a 46% em breve. ção, o retorno seria muito demorado, um agente comercializador. Existe De acordo com o levantamento mais apenas uma diferença: o consumi- recente da entidade, de dezembro de com um payback de 18 anos. dor especial deve adquirir energia 2015 a maio de 2016, o número de Opções de compra de fontes incentivadas, como eólica, consumidores especiais cresceu 32% solar, biomassa e de pequenas cen- e o de livres, 7%. Mas existem outros modelos de trais hidrelétricas (PCH). Já o consuA Comerc Energia, que comerciaaquisição de energia que começam a midor livre compra de fontes con- liza energia elétrica e presta assessoganhar força. O processo de abertura vencionais ou incentivadas. ria às empresas que desejam entrar do setor elétrico brasileiro não ocorPara os operadores logísticos fri- no mercado livre, também computa reu de forma completa, o que gerou gorificados, essa posnúmeros que ratifium cenário em que, ainda hoje, co- sibilidade de negociar cam a tendência de o existem no país dois mercados dis- a melhor forma de admercado buscar novas tintos de energia: o cativo e o livre. quirir a energia elétriformas de aquisição. Assim, as companhias, entre elas os ca é fundamental para O número de clientes operadores frigorificados, podem es- a manutenção de uma com o consumo de colher qual deles se adéqua de forma operação rentável. De energia gerido pela mais eficiente às suas necessidades. Comerc dobrou entre acordo com estimatiVale explicar, aqui, a característi- vas das empresas do 2015 e 2016, ultraca de cada um desses mercados. No setor, a conta de enerpassando 500 compacativo, a compra da energia elétrica gia representa entre nhias, dos mais difeé realizada junto à concessionária 20% e 30% do custo rentes setores. ou à permissionária que tem a con- total da operação de Na opinião do preFantoni: o mercado cessão para fazer o serviço de distri- um armazém. sidente da Abiaf, Luiz livre de energia é buição. Não existe a possibilidade De olho nos melhoAires, o mercado livre extremamente regulado de negociar preço, ficando os com- res preços e práticas é vantajoso atualmenpradores, assim, sujeitos às tarifas com o objetivo de manter as opera- te, pois, devido à recessão econômica, de fornecimento estabelecidas pela ções sadias, os provedores começam sobra energia para ser comercializada. Agência Nacional de Energia Elétrica a vislumbrar as vantagens e a aderir “Não sabemos se daqui a dois ou três (Aneel). A aquisição é feita mediante à compra de energia no mercado li- anos haverá essa sobra. Para valer a 42 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016


OPERADORES FRIGORIFICADOS

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pena essa compra, o ceExigências e obrigações energia de grandes nário econômico deve geradores, e sim de Antes de iniciar a compra de enerestar mais linear, para fontes incentivadas. ter previsibilidade de “Pelo fato dessa gera- gia no mercado livre, porém, uma série consumo e as empreção ser mais cara, te- de aspectos deve ser observada. É presas poderem planejar e mos um desconto no ciso ser associado da CCEE, por exemnegociar a compra da custo de transmissão, plo. Para tanto, a empresa deve realizar energia”, comenta. que varia de acordo sua habilitação comercial, que envolve Os operadores tamcom o porte da em- a documentação, e técnica, com a adebém avaliam que, atupresa, que no nosso quação do sistema de medição e cadastro de carga. Depois de virar associaalmente, trata-se de um caso é de 50%”, diz. bom negócio. Fonseca Fantoni revela que do, é necessário cumprir com algumas destaca que o mercado a energia incentivada, obrigações, regras e procedimentos do Dornellas: empresas devem livre chega para equisempre que compa- mercado, além de garantir a compra de procurar consultorias librar a equação entre rada com o custo do 100% de sua carga. especializadas É preciso ainda identificar os preço de aquisição e mercado cativo, não custo da energia. Segundo o CEO da se mostrava economicamente viá- requisitos que irão defini-lo como Friozem, apesar de o movimento já vel, mas isso mudou. “Como a ati- consumidor especial ou livre. O esexistir há alguns anos, a conta para vidade econômica caiu, há sobra de pecial deve possuir uma demanda o segmento logístico de frigorifica- energia, e o mercado livre funciona contratada maior ou igual a 500 dos ainda não fechava. Contudo, o como uma bolsa de valores de com- kW, tensão mínima de 2,3 kV e aumento das tarifas verificado prin- modities. Quando se precisa de ener- adquirir energia de fontes incencipalmente em 2015, que, segundo gia, é só ir ao mercado e comprar, tivadas. Já para o consumidor lio executivo, chegou a 100% no esta- com o preço sendo o equilíbrio entre vre, cada planta consumidora deve do de São Paulo e ficou entre 70% e a demanda e a oferta. Ele já chegou apresentar demanda contratada a 80% em algumas regiões do Nordeste, a ser de R$ 800 por MWh (mega- partir de 3.000 kW e tensão mínifez com que a busca por alternativas watt-hora), e hoje está em R$ 80 o ma de 69 kV, para data de conexão elétrica anterior a julho de 1995, fosse acelerada. De acordo com ele, MWh”, destaca. anteriormente apenas os grandes consumidores, como usinas, companhias MERCADO CATIVO DE ENERGIA cimenteiras e siderúrgicas, recorriam ao livre mercado de energia. Hoje, porém, os consumidores médios, como os operadores frigorificados, começaram a migrar. GERAÇÃO TRANSMISSÃO DISTRIBUIÇÃO CONSUMIDOR Membro do Conselho de DesenCATIVO volvimento da Cefri, Roberto Fantoni compartilha da visão de Fonseca. “O mercado livre de energia é extremamente regulado e até pouMERCADO LIVRE DE ENERGIA co tempo atrás destinado a grandes consumidores, acima de 3 mil kVA (kilovoltampere) de demanda”. Segundo ele, o governo federal vem GERAÇÃO TRANSMISSÃO DISTRIBUIÇÃO CONSUMIDOR LIVRE baixando essa exigência, pois a intenção é que muitos setores migrem para o mercado livre. A Cefri acompanha o cenário há cerca de dez anos e, por ser considerada AGENTE COMERCIALIZADOR cliente especial, não pode adquirir 44 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016


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ou em qualquer tensão para liga- dor logístico da entidade, ficando, ções depois de julho de 1995. Vale desta forma, impossibilitado de opereforçar que o consumidor livre rar no mercado livre, sendo obrigapode contratar tanto a energia con- do a voltar para o mercado cativo. vencional quanto a incentivada. Passo a passo O gerente executivo de Monitoramento, Gestão de Penalidades e Para o presidente da Comerc Informações da CCEE, Carlos Dornellas, aconselha que o interessa- Energia, Cristopher Vlavianos, os do busque no mercado empresas operadores frigorificados não sofrem especializadas que prestem suporte muitos percalços e têm uma certa à tomada de decisão e auxiliem na vantagem sobre a indústria de uma adequação da companhia às deman- forma geral. Isso porque os players das do mercado livre. Além disso, do setor possuem uma sazonalidade salienta, é preciso prestar atenção bem definida e, com isso, têm uma aos procedimentos que regem o fun- melhor previsibilidade de consumo. cionamento da CCEE, como pagar “Não há uma oscilação tão grande na data correta a contribuição asso- quando comparamos com outras aticiativa e honrar possíveis diferenças vidades, como a indústria automobide energia adquirida no mercado de lística e a siderúrgica”, cita. Mas Vlavianos enfatiza que é imporcurto prazo. Outro ponto que os operadores logís- tante os operadores prestarem atenção ticos devem observar ao migrar para o a alguns pontos, como definir um bom mercado livre está relacionado à gestão gestor. “Esse agente fará a estratégia de operacional. De maneira geral, nas em- migração, vai avaliar o mercado, estabepresas menores a administração da ques- lecer o melhor momento e o prazo para tão energética está vinculada às áreas de contratação, calcular os índices de reajustes e identificar quem Logística ou de Suprisão os ofertantes”, ponmentos, que nem semtua. Além disso, ele pre têm conhecimento completa que o gestor específico. “Quando não realizará um trabalho se conhece os procediconstante de avaliação mentos, é muito prodas estratégias. vável que existam erros Para isso, porém, é de gestão operacional e preciso seguir alguns mau funcionamento do passos. O primeiro é sistema da CCEE, que saber se a empresa é contém todas as inforelegível e tem potenmações relativas aos necialidade para migrar gócios feitos no mercaMartinez: reversões constantes para o mercado livre. do”, frisa Dornellas. nas câmaras consomem “Os primeiros dados Ele relata que o bastante energia que buscamos nos mau gerenciamento das operações no mercado livre ou clientes para fazer a análise da viabia desobediência às regras estabeleci- lidade para que ele comece a operar das pela CCEE gera uma série de pe- no mercado livre são sobre seu perfil nalidades. De acordo com o gerente, de consumo e o contrato de fornecidepois de uma segunda ocorrência, mento vigente com a distribuidora”, a câmara pode até mesmo abrir um resume Vlavianos. Se a empresa for processo de desligamento do prove- elegível e possuir potencial, é hora


OPERADORES FRIGORIFICADOS

Busca por oportunidades

A

o mesmo tempo que investem para tornar as operações mais rentáveis, reduzindo custos e automatizando sistemas, os operadores frigorificados vislumbram nichos ainda hoje pouco explorados, como os produtos agrícolas. No Brasil, as movimentações com esses itens são pouco difundidas, não havendo, por este motivo, números para ilustrar. Mas, globalmente, estima-se que as perdas na indústria de produtos frescos podem variar de 12% a 22%, dependendo da mercadoria, da região e do mercado de destino. No entanto, inovações e melhores práticas estão surgindo na distribuição da cadeia do frio em busca de redução de perdas e mais eficiência. A Produce Marketing Association (PMA), por exemplo, tem buscado destacar as melhores práticas e inovações em armazenamento, transporte e manipulação de produtos frescos. A meta é estimular discussões e estratégias para superar desafios logísticos em toda a cadeia e obter soluções a fim de pre-

venir as perdas significativas dos agricultores pela deterioração dos produtos agrícolas. As ações são impulsionadas principalmente pela crescente necessidade de um sistema eficiente de armazenamento de produtos perecíveis para evitar o desperdício de alimentos. Com isso, os provedores logísticos frigorificados começam a vislumbrar a potencialidade dos agricultores. A ideia é oferecer condições cada vez melhores de armazenagem dos produtos perecíveis provenientes do campo, como legumes e frutas, aumentando sua vida útil. No Brasil, os debates e as iniciativas estão apenas começando. Os números positivos do setor também contribuem para a busca por soluções. A cadeia do frio no mundo todo deverá crescer 13,9 % até 2020, de acordo com um relatório da Zion Research and Consultants. Segundo o estudo, o mercado global de frigorificados foi avaliado em US$ 110,2 bilhões em 2014 e deverá chegar a US$ 271,9 bilhões em 2020.

de avaliar os benefícios da migração. Segundo o presidente da Comerc, entrando no mercado livre o consumidor tem três grandes ganhos. O primeiro é a redução média de 30% no custo com energia, obtida pela negociação com geradoras e comercializadoras. Outro ganho é a previsibilidade do orçamento, pois, nesse mercado, o consumidor assina um contrato que determina qual será o preço pago pela energia, o prazo e o índice de reajuste. E o terceiro benefício é a oportunidade de escolher qual tipo de energia comprar, incluindo as fontes renováveis

incentivadas pelo governo. Com a decisão tomada, o próximo passo é avisar a distribuidora a respeito da intenção de migrar para o mercado livre. Esse processo é conhecido no mercado como denúncia. A distribuidora de energia receberá a carta solicitando o encerramento do seu contrato atual para que possa ser feita a migração para o mercado livre. Ela terá seis meses para concluir os processos burocráticos e finalizar o vínculo contratual. Uma vez definido o mês de migração para o mercado livre, é imediatamente iniciado o processo de adesão

46 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

ao CCEE. Nesse momento, já será possível negociar o custo de compra da energia diretamente com um gerador ou com uma comercializadora, geralmente com o auxílio de uma empresa especializada, responsável por analisar as condições mercadológicas e assessorar a tomada de decisão. Haverá a assinatura do contrato de compra e venda de energia elétrica e a apresentação da respectiva garantia financeira. Nessa etapa, o provedor também irá assinar contratos específicos para a conexão e o uso dos serviços de transmissão e distribuição, que fazem o transporte da energia entre o gerador e o consumidor. Ao contrário da compra de energia, os preços desses outros serviços não podem ser negociados livremente e permanecem com tarifas reguladas pela Aneel. Com a parte burocrática em ordem, é necessário providenciar as adequações físicas no local do consumo da energia. A primeira medida é contratar uma empresa credenciada pela distribuidora de energia local para fazer a adequação do Sistema de Medição de Faturamento (SMF), que vai registrar o consumo da empresa. Outra medida será a instalação de um aparelho de telemetria para o acompanhamento da medição por seu gestor de energia. Isso é necessário, pois a CCEE precisa receber diretamente os dados de consumo para contabilizá-los sem que haja a necessidade da medição pela distribuidora. “O investimento nas adequações é de R$ 15 mil”, calcula o presidente da Comerc. Segundo Vlavianos, é importante notar que o montante de energia inicialmente contratado no mercado livre segue uma estimativa de consumo mensal da empresa. Na apuração mensal, eventuais sobras ou faltas pontuais de energia poderão ser negociadas no mercado à vista. O executivo diz que no mercado


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livre os consumidores obter redução média de podem negociar o preço 30% no custo total da da energia diretamenenergia”, afirma. te com os geradores e A experiência comercializadores em nas operações contratos com prazos e frigorificadas índices de reajuste definidos. “Isso permite Algumas compaque os consumidores nhias logísticas da cadeixem de lidar com deia do frio identificaos altos custos do merram as vantagens e já cado regulado, que são aplicam ou estão em inegociáveis e oscilam Vlavianos: operadores processo de adoção da mensalmente de acordo frigorificados possuem energia adquirida no com as bandeiras tarifásazonalidade definida mercado livre. rias e anualmente com Na Friozem, a modalidade é utilios reajustes das distribuidoras. O mercado livre proporciona previsibilidade zada há três anos na unidade instaorçamentária e economia para os con- lada de Fortaleza, que conta com 53 sumidores de energia. Hoje, é possível mil m³, e no último mês de junho foi

empregada nas unidades de Jandira (SP), com 139 mil m³, e São Bernardo do Campo (SP), que possui 68 mil m³. “Esse mercado oscila muito, então, se conseguirmos uma economia média no preço entre 10% e 15%, já vale a pena”, define Fonseca. O contrato estabelecido pela Friozem foi de três anos. Nas demais estruturas da empresa – Araraquara (SP), Belo Horizonte e Recife, assim como na filial de Salvador, prevista para ser inaugurada no mês de janeiro do próximo ano – ainda não há previsão de migrar para o mercado livre. Isso faz com que a Friozem opere com dois contratos de energia, um com as concessionárias e outro com as comercializadoras ou pequenas usinas de geração de energia. “Com


OPERADORES FRIGORIFICADOS

isso, conseguimos ter melhores negociações. Isso também é interessante, pois permite que as empresas escolham seu modelo de aquisição de energia, se adequando de acordo com sua política interna”, resume o CEO. A Cefri, que passa a utilizar energia do mercado livre no mês de agosto em sua unidade de 100 mil m³ localizada em Mairinque (SP), levou em consideração três variáveis. “Fixamos um montante de energia, um período e uma flexibilidade”, relata Fantoni. Ele explica que a companhia contratou 80% da previsão pelos próximos três anos, pois o acordo com a fornecedora estabelece também uma faixa de variação. “Nós estamos trabalhando com uma previsão de -20% de consumo, que é nosso limite de variação para baixo. Mas temos um contrato firmado e caso haja necessidade a companhia que nos vende fornecerá energia, podendo chegar a 100% de nossa demanda”, explica. Por conta dos preços contratados, a previsão é reduzir o custo de aquisição de energia na Cefri entre 30% e 35%. O diretor-superintendente da Cefri, Luís Martinez, faz um lembrete quanto à previsibilidade. “É preciso levar em consideração as nuances inerentes à atividade dos operadores logísticos frigorificados, como a reversão constante das câmaras, processo que consome energia, no momento de analisar e fechar o contrato de aquisição no mercado livre”, ressalta. Já a Bomfrio definiu um modelo diferenciado de negociação. Segundo o diretor-geral, José Roberto de Carvalho Moreira Leite, geralmente as empresas procuram agentes para intermediar essa compra. “Nós consultamos algumas empresas, mas adotamos a estratégia de negociar com os concessionários de energia, que também possuem um segmento Comercial para vender energia no mercado 48 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

livre”, diz. De acordo com o executivo, a companhia recebeu consultoria e foi informada sobre o que deveria ser evitado e quais cautelas deveria tomar. “Para mim, não faz sentido ter um agente para intermediar, pois essa figura cobra um percentual sobre aquilo que conseguir de redução no preço da energia”, diz. A estratégia de adoção já foi iniciada. “Começamos os trâmites consultando algumas companhias. Ao todo, estamos negociando o fornecimento

de energia no mercado livre com seis empresas para avaliar qual oferece as melhores condições”, revela. A meta é aplicar o modelo até o final do ano, por um período de três anos, em uma das unidades do provedor na cidade de Chapecó (SC), que conta com 80 mil m³. O prazo foi estabelecido uma vez que este é o período de encerramento do contrato de fornecimento de energia para esta filial com o mercado cativo. “Esperamos uma redução de 50% no valor de compra da ener-

MERCADO LIVRE VANTAGENS

9Flexibilidade contratual = livre negociação do contrato de fornecimento de energia; 9Redução de custos com a compra de energia; 9Melhor previsão de custos = preço fixado no contrato, diferente do cativo, em que os custos de energia oscilam com base nas revisões tarifárias das concessionárias;

9Melhor planejamento de custos no fornecimento de energia = preços e condições de reajustes definidos durante o período de contrato, negociados livremente entre as partes;

9Possibilidade de preço único para qualquer horário de consumo, e os contratos podem atender a diversas unidades do consumidor, tanto na matriz quanto na filial (de mesmo CNPJ).

DESVANTAGENS

9Maior complexidade contratual; 9Maior suscetibilidade às variáveis que influenciam o mercado (oferta, meteorologia, nível de investimento em geração, etc.);

9Necessidade de planejamento de médio e longo prazos para o consumo de energia; 9Prazo mínimo de cinco anos para retornar ao mercado cativo; 9Risco de comprar energia no mercado de curto prazo por estar descontratado ou subcontratado. O preço nesse mercado pode ser elevado em relação ao contrato de compra de energia existente;

9Necessidade de apresentação de garantias no contrato de compra de energia.


gia”, calcula. Nas demais unidades – outra em Chapecó, uma em Irani (SC) e duas no estado do Rio de Janeiro, sendo uma na capital fluminense, no bairro da Pavuna, e outra no município de São Gonçalo – a compra de energia será empregada de maneira gradual, à medida que os contratos no mercado cativo sejam encerrados.

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maneira gradual. Já a Cefri concluiu a automação da casa de máquinas de sua planta em Mairinque. “Operamos, por exemplo, com inversor de frequência em nossos cinco compressores, e isso faz com que eles trabalhem sempre em sua máxima condição de rendimento. TamLeite: troca do sistema bém instalamos sistede iluminação para reduzir mas com o objetivo os custos de monitorar toda a Automação e sistemas a instalação, desde a temperatura da serviço da economia câmara até o tempo de abertura de portas. E o desgelo, agora, também Em paralelo à aquisição de ener- é realizado por meio de um sistema gia no mercado livre, os operado- totalmente automático”, descreve. res logísticos frigorificados também Ao todo, a companhia investiu R$ voltam sua atenção aos processos in- 800 mil em automação. ternos, para garantir que a equação A troca do sistema de iluminapreço da energia versus consumo ção por lâmpadas LED também está energético seja equilibrada. Inves- em curso. “Já temos uma experiêntimentos em automação e na troca cia em uma parte de nossa câmara de sistemas obsoletos deixam de ser fria, mas ainda estudamos algumas ações pontuais e começam a fazer soluções com os fabricantes, pois esparte do dia a dia das companhias. sas lâmpadas ofuscam a visão, o que Fonseca garante que os provedo- pode ser perigoso no momento da res estão buscando cada vez mais movimentação”, diz. Ao todo, estas eficiência a fim de reduzir o consu- iniciativas contribuíram para uma mo de energia. Desta forma os in- redução de 20% no consumo de vestimentos em máquinas de frio energia da planta. mais modernas, na automação da Na Bomfrio, Leite explica que tosala de máquinas ou simplesmente das as unidades já são automatizadas na troca de lâmpadas e instalação e contam com processo de desgelo de portas automáticas são cada vez automático. O trabalho agora conmais frequentes. siste na troca, de forma gradativa, do Na Friozem, R$ 300 mil foram sistema de iluminação, orçado em R$ aplicados e mais R$ 200 mil estão 100 mil por unidade. previstos para a compra de lâmpadas LED. Com relação à automaAbiaf: (16) 3397-2040 ção, já foram destinados R$ 250 Bomfrio: (21) 2601-4040 mil, mas ainda há cerca de R$ 800 CCEE: 0800 100-008 mil orçados e que serão divididos Cefri: (11) 4246-0150 entre todas as unidades para que Comerc: (11) 3039-3955 elas operem de forma automática. Friozem: (11) 4789-8200 Não há prazo para a conclusão dos PMA: (11) 3522-7348 investimentos, que serão feitos de


MERCADO BRASILEIRO DE OPERADORES LOGÍSTICOS FRIGORIFICADOS

Volume de produtos gerenciados por ano

Nº de funcionários

Certificações

Nº de clientes no Brasil

Três principais clientes

Armazenagem

Receita bruta anual no Brasil (em milhões de R$)

Crescimento da receita em 2014/2015

Em itens

Em toneladas

2 Alianças Transporte e Logística (21) 2139-9300 comercial@2aliancas.com.br www.2aliancas.com.br

55 anos

350

ISO 9001 e Anvisa

150

NF

Nordeste e Sudeste

Todo o território nacional

92

NF

NF

NF

Aliance Express Transportes e Logística (11) 4787-0586 marcelorodrigues@ alianceexpress.com.br www.alianceexpress.com.br

NF

250

Anvisa

50

Dia Brasil, Pizza Hut e Casa do Pão de Queijo

Sudeste

Todo o território nacional

45

20%

NF

13.000

Andreani Logística (11) 3515-8204 contato@andreani.com www.andreani.com.br

13 anos

500

ISO 9001 e Anvisa

NF

AstraZeneca, Bionovis e Bio-Manguinhos

Centro-Oeste e Sudeste

Todo o território nacional

84

27%

20.461.887

7.409.169

Arfrio Armazéns Gerais Frigoríficos (11) 5501-6600 comercial@arfrio.com.br www.arfrio.com.br

64 anos

500

SIF e habilitação para exportação

100

GPA, McCain e JBS

Centro-Oeste, Sudeste e Sul

NF

91

22%

13

748.000.000

Bomfrio Serviços de Armazenagem Frigorificada (21) 2601-4040 alexandra.bomfrio@bomfrio. com.br www.bomfrio.com.br

41 anos

321

NF

20

BRF, Aurora Alimentos e Frimesa

Sudeste e Sul

Sudeste e Sul

NF

NF

NF

NF

Brasfrigo (47) 3341-2300 jose.humberto@brasfrigo. com.br www.brasfrigo.com.br

36 anos

302

SIF, habilitação para exportação e Anvisa

120

BRF, JBS e Minerva

Todo o território nacional

NF

NF

NF

NF

1.000.000

CAP Logística Frigorificada (41) 2104-8444 felipe@cap-pr.com.br www.cap-pr.com.br

16 anos

80

SIF e habilitação para exportação

28

BRF, C.Vale e Castrolanda

Sul

Sul

NF

NF

NF

228.000

Catei Frigoríficos (41) 3257-2111 frigo.catei@bol.com.br www.catei.net.com

53 anos

31

Anvisa e certificações ambientais e comerciais

40

Master Carnes, Citrolife e Frigorífico Tapajós

Sudeste e Sul

Sudeste e Sul

NF

2,7%

620

42.000

Empresa Telefone E-mail Site

50 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

Distribuição

Tempo de mercado

Raio de atuação


Nº total de armazéns

Área/volume de armazenagem

Frota de transporte

Alfandegada

Pátio

Nº de tomadas

Próprios

De clientes (in house)

Carga seca

Baú

Sider

Refrigerada

Utilitários

Outros

Terceirizada

500

2.750

1.500

8.250

30.000

210.000

40.000

NF

45.000

NF

1

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

S

3.000

9.000

300

900

200

600

7.000

NF

22.000

30

2

2

NF

NF

NF

90

NF

NF

S

20

30

1.020

1.803

16.614

31.000

9.700

NF

NF

NF

S

NF

67

67

NF

3

24

NF

S

35.147

318.369

3.861

15.252

NF

NF

NF

NF

41.177

338

8

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

S

NF

240.000

NF

30.000

NF

10.000

30.000

15.000

50.000

NF

4

0

NF

NF

NF

NF

NF

NF

N

27.000

NF

3.650

NF

24.770

NF

0

63.788

15.713

588

2

NF

NF

NF

NF

NF

2

NF

S

11.000

110.000

1.500

15.000

NF

NF

NF

NF

15.000

50

2

2

NF

NF

NF

NF

NF

NF

N

4.000

5.800

380

700

1.200

1.500

1.900

0

24.000

20

2

6

NF

NF

NF

NF

NF

NF

S

Resfriada

Climatizada

Congelada

Seca

Própria

Julho/Agosto 2016 - Revista Tecnologística - 51


Transporte

Tecnologias empregadas

Rastreamento

Embalagem

Paletização

Despacho aduaneiro

Logística reversa

Suporte fiscal

Desenvolvimento de projetos

Cross-docking

Distribuição

Porta a porta

Transferência

WMS

TMS

ERP

Consulta pela internet

Código de barras

Radiofrequência

Nº de coletores

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

2 Alianças

S

S

S

S

S

S

N

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

90

N

S

S

S

S

S

S

S

Aliance

S

S

N

S

S

N

N

N

S

S

S

S

N

S

S

S

S

N

S

S

10

S

S

N

N

N

N

S

S

Andreani

S

S

S

S

S

S

N

S

N

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

217

S

S

S

S

N

N

S

S

Arfrio

S

S

N

S

S

N

N

N

N

N

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

107

N

S

N

S

N

S

N

S

Bomfrio

S

S

S

S

S

N

N

S

N

S

S

S

N

N

S

N

N

S

S

S

40

N

S

N

S

N

S

N

N

Brasfrigo

S

S

N

S

S

S

S

N

S

S

S

N

N

S

S

N

N

S

S

N

10

N

N

N

N

N

N

N

N

CAP Logística

S

S

S

S

S

N

N

S

S

S

S

S

N

S

S

N

S

S

N

N

NF

N

N

N

N

N

N

N

N

Catei

S

S

S

S

S

S

N

S

S

N

S

N

N

S

N

N

N

S

N

S

NF

N

S

N

S

N

S

N

S

Montagem de kits e conjuntos Gerenciamento intermodal

Controle de estoque

Softwares

Armazenagem

Empresa

Serviços oferecidos

Satélite

Rádio

Celular Roteirizadores

(NF) - Dados não fornecidos pela empresa; (S) - Sim; (N) - Não

52 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016


Friozem


MERCADO BRASILEIRO DE OPERADORES LOGÍSTICOS FRIGORIFICADOS

Volume de produtos gerenciados por ano

Três principais clientes

Armazenagem

Distribuição

Receita bruta anual no Brasil (em milhões de R$)

Crescimento da receita em 2014/2015

Em itens

Em toneladas

44 anos

162

SIF e habilitação para exportação

25

Daucy, Marfrig e Martin Brower

Sudeste

Sudeste

20,5

-6%

3.000

280.000

Columbia Cefrinor (71) 2106-7200 negocios.ssa@columbia.com.br www.columbia.com.br

31 anos

210

SIF, Anvisa e BRC

32

Walmart, Cencosud e Kibon

Nordeste

Nordeste

22

16%

6.500

380.000

NF

10

SIF

1

GDC

Sul

NF

NF

NF

NF

12.000

Friozem Logística (11) 4789-8200 friozem@friozem.com.br www.friozem.com.br

38 anos

NF

NF

200

NF

Nordeste e Sudeste

Nordeste e Sudeste

NF

6%

NF

NF

Grupo Comfrio-Stock Tech (41) 3525-8228 comercial@comfrio.com.br www.comfrio.com.br www.stocktech.com.br

19 anos

1.500

SIF, habilitação para exportação e Anvisa

82

BRF, JBS e Danone

Todo o território nacional

Todo o território nacional

250

15%

70.000

1.700.000

Iceport - Terminal Frigorífico de Navegantes (47) 2104-3473 comunicacao@portonave.com.br www.iceport.com.br

7 anos

180

ISO 9001, SIF e habilitação para exportação

NF

NF

Sul

Sul

25,7

26%

NF

308.661

Jetro Armazéns Gerais (16) 3322-5411 apparicio@jetrogrupo.com.br www.jetrogrupo.com.br

5 anos

52

SIF e habilitação para exportação

8

GTFoods, Heineken e Minerva

Sudeste

Sudeste

6

40%

90

150.000

JSL (11) 2377-7000 comunicacao@jsl.com.br www.jsl.com.br

59 anos

25.000

ISO 9001, ISO 14001, SASSMAQ, BRC e SMETA

350

Danone, Nestlé e Kraft Foods

Todo o território nacional

Todo o território nacional

6,5 bi

12,7%

NF

11.314.995

DKN Alimentos (47) 3346-3838 david@dkn.com.br www.dkn.com.br

54 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

Nº de clientes no Brasil

Nº de funcionários

Cefri-Logística, Armazenagem Frigorificada e Agroindústria (11) 4246-0150 artur.zotti@cefri.com.br www.cefri.com.br

Empresa Telefone E-mail Site

Certificações

Tempo de mercado

Raio de atuação


Nº total de armazéns

Área/volume de armazenagem

Frota de transporte

Alfandegada

Pátio

Nº de tomadas

Próprios

De clientes (in house)

Carga seca

Baú

Sider

Refrigerada

Utilitários

Outros

Terceirizada

8.561

85.610

1.575

15.750

1.718

17.180

2.654

0

59.647

20

1

0

NF

NF

NF

NF

NF

NF

S

3.139

36.280

1.987

24.520

6.691

NF

NF

NF

52.000

70

1

0

NF

NF

NF

NF

NF

NF

S

1.000

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

5

1

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

N

60.000

455.000

60.000

455.000

60.000

455.000

60.000

0

243.000

80

NF

0

0

0

0

10

0

NF

S

85.000

680.000

85.000

680.000

85.000

680.000

60.000

NF

300.000

480

13

6

12

12

NF

12

12

NF

S

6.500

160.000

0

0

0

0

0

0

50.000

224

1

0

0

0

0

0

0

0

S

600

NF

1.400

NF

600

NF

70.000

NF

120.000

10

NF

5

NF

NF

NF

NF

NF

NF

S

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

11

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

S

Resfriada

Climatizada

Congelada

Seca

Própria

Julho/Agosto 2016 - Revista Tecnologística - 55


Transporte

Tecnologias empregadas

Rastreamento

Embalagem

Paletização

Despacho aduaneiro

Logística reversa

Suporte fiscal

Desenvolvimento de projetos

Cross-docking

Distribuição

Porta a porta

Transferência

WMS

TMS

ERP

Consulta pela internet

Código de barras

Radiofrequência

Nº de coletores

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

Cefri

S

S

S

S

S

N

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

20

N

S

N

S

N

S

N

S

Columbia

S

S

S

S

S

N

N

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

N

S

S

65

N

S

N

S

N

S

N

S

DKN

S

S

N

S

S

N

N

N

N

N

N

N

N

N

N

N

N

N

N

N

NF

N

N

N

N

N

N

N

N

Friozem

S

S

S

S

S

N

N

N

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

60

S

S

S

S

S

S

S

S

Comfrio-Stock Tech

S

S

S

S

S

N

N

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

250

S

S

S

S

S

S

S

S

Iceport

S

S

N

S

N

S

N

S

N

S

S

S

N

S

S

S

S

N

S

S

29

N

S

N

N

N

N

N

N

Jetro

S

S

S

S

S

S

N

S

S

S

S

S

S

S

S

S

N

S

S

N

NF

N

N

N

S

N

S

N

S

JSL

S

S

N

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

N

N

S

S

S

N

NF

S

N

S

S

S

N

S

S

Montagem de kits e conjuntos Gerenciamento intermodal

Controle de estoque

Softwares

Armazenagem

Empresa

Serviços oferecidos

Satélite

Rádio

Celular Roteirizadores

(NF) - Dados não fornecidos pela empresa; (S) - Sim; (N) - Não

56 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016


MERCADO BRASILEIRO DE OPERADORES LOGÍSTICOS FRIGORIFICADOS

Volume de produtos gerenciados por ano

Três principais clientes

Armazenagem

Distribuição

Receita bruta anual no Brasil (em milhões de R$)

Crescimento da receita em 2014/2015

Em itens

Em toneladas

37 anos

800

SIF, habilitação para exportação e Anvisa

5

Karnekeijo, BRF e Walmart

Nordeste

Nordeste

34

4%

NF

167.000

Localfrio (11) 3049-6570 faleconosco@localfrio.com.br www.localfrio.com.br

63 anos

1.115

ISO 9001, ISO 14001, SIF, habilitação para exportação e Anvisa

850

Alibem, Minerva e Aché

Nordeste e Sul

Nordeste, Sudeste e Sul

47

-16%

NF

6.110.437

Log Frio Logística (11) 2175-7100 oscar@logfrio.com.br www.logfrio.com.br

13 anos

800

SIF e Anvisa

20

Sapore, Sodexo e Lactalis

Nordeste e Sudeste

Nordeste e Sudeste

NF

23%

7.000

470.000

Log Park Armazéns Gerais (19) 3896-4600 max@logparkarmazens.com.br www.logparkarmazens.com.br

11 anos

40

SIF e habilitação para exportação

20

BRF, Louis Dreyfus e Rousselot

Sudeste

NF

6

10%

15

38.500

Martin Brower (11) 3659-2800 contato.mb@martinbrower. com.br www.martinbrower.com.br

34 anos

925

ISO 14001, SIF, habilitação para exportação e Anvisa

9

McDonald’s, Bob’s e Subway

Nordeste, Sudeste e Sul

Todo o território nacional

3,4 bi

14,9%

39.771.451

415.734

Martini Meat Armazéns Gerais (41) 3420-3200 martini.comercial@ martinimeat.com.br www.martinimeat.com.br

45 anos

630

ISO 9001

170

BRF, JBS e Alibem

Sul

Todo o território nacional

105

20%

2.000

NF

Refrio Armazéns Gerais (11) 2132-9350 ggutierrez@refrio.com.br www.refrio.com.br

38 anos

954

SIF e habilitação para exportação

23

Mondelez, Kibon e Walmart

Sudeste e Sul

Todo o território nacional

86

4,6%

32.000.000

280.000

58 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

Nº de clientes no Brasil

Nº de funcionários

Karnekeijo Logística Integrada (81) 2121-1000 sak@kk.com.br www.kk.com.br

Empresa Telefone E-mail Site

Certificações

Tempo de mercado

Raio de atuação


Nº total de armazéns

Área/volume de armazenagem

Frota de transporte

Alfandegada

Pátio

Nº de tomadas

Próprios

De clientes (in house)

Carga seca

Baú

Sider

Refrigerada

Utilitários

Outros

Terceirizada

7.000

14.000

800

1.000

1.000

1.000

1.200

NF

5.000

30

1

NF

NF

62

NF

NF

5

NF

S

7.577

66.150

7.577

66.150

7.577

66.150

44.250

166.278

414.768

1.011

7

NF

5

5

15

NF

8

130

S

30.000

350.000

0

0

1.000

11.000

15.000

NF

37.000

70

4

2

4

0

0

102

0

107

S

2.200

5.000

NF

NF

NF

NF

2.000

NF

70.000

16

1

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

N

12.859

136.414

4.591

48.357

4.183

30.550

17.483

0

27.147

14

7

0

0

13

0

215

3

0

S

57.000

NF

NF

NF

NF

NF

18.000

6.000

430.000

1.100

5

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

S

102.000

665.000

NF

NF

NF

NF

NF

NF

12.000

58

6

NF

NF

13

NF

34

18

NF

S

Resfriada

Climatizada

Congelada

Seca

Própria

Julho/Agosto 2016 - Revista Tecnologística - 59


Transporte

Tecnologias empregadas

Rastreamento

Embalagem

Paletização

Despacho aduaneiro

Logística reversa

Suporte fiscal

Desenvolvimento de projetos

Cross-docking

Distribuição

Porta a porta

Transferência

WMS

TMS

ERP

Consulta pela internet

Código de barras

Radiofrequência

Nº de coletores

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

Karnekeijo

S

S

S

S

S

N

N

S

S

S

S

S

S

S

S

N

S

N

N

N

NF

S

N

N

N

S

N

S

S

Localfrio

S

S

S

S

S

N

N

N

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

N

12

S

S

S

S

S

S

S

N

Log Frio

S

S

S

S

S

N

N

S

N

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

120

S

N

S

S

N

S

S

S

Log Park

S

S

S

S

S

N

N

N

N

N

N

N

N

N

S

N

N

S

S

N

1

N

N

N

N

N

N

N

N

Martin Brower

S

S

N

S

N

N

S

S

S

S

S

S

N

S

S

S

S

S

S

N

150

S

S

S

S

S

S

S

S

Martini Meat

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

N

N

N

S

N

S

S

S

S

102

N

N

N

N

N

N

N

N

Refrio

S

S

S

S

S

N

N

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

156

N

N

N

S

N

S

N

S

Montagem de kits e conjuntos Gerenciamento intermodal

Controle de estoque

Softwares

Armazenagem

Empresa

Serviços oferecidos

Satélite

Rádio

Celular Roteirizadores

(NF) - Dados não fornecidos pela empresa; (S) - Sim; (N) - Não

60 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016


MERCADO BRASILEIRO DE OPERADORES LOGÍSTICOS FRIGORIFICADOS

Volume de produtos gerenciados por ano

Três principais clientes

Armazenagem

Distribuição

Receita bruta anual no Brasil (em milhões de R$)

Crescimento da receita em 2014/2015

Em itens

Em toneladas

1.470

ISO 9001, SIF, habilitação para exportação, Anvisa e SASSMAQ

1.413

JBS, Marfrig e BRF

Sul

Sul

248

77%

2.991.347

48.000.000

RV Ímola (11) 2404-7070 thiago.amaral@gruposigla. com.br www.rvimola.com.br

NF

800

NF

230

NF

Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste

Centro-Oeste e Sudeste

150

35%

3.800.000

16.000.000

Safrio Serviços de Armazenagem Frigorificada (49) 3361-7800 safrio.cco@safrio.com.br www.safrio.com.br

15 anos

170

SIF e habilitação para exportação

10

BRF, Aurora e Alibem

Sul

Sul

NF

NF

NF

NF

Smart - TAC Andrade Cavaletti (31) 3361-2335 comercial@smartlogistica.com.br www.smartlogistica.com.br

21 anos

756

NF

359

BRF, Unilever e JBS

Centro-Oeste e Sudeste

Centro-Oeste e Sudeste

81

12,5%

NF

253.000

Transportes e Armazenagem Zilli (62) 3283-2908 osvaldo.zilli@tzl.com.br www.transzilli.com.br

25 anos

782

NF

138

BRF, Pif Paf e JBS

Centro-Oeste, Norte e Sudeste

Centro-Oeste, Norte e Sudeste

36

8%

1.250

240.000.000

Trino Frio Armazéns Gerais (81) 3518-5610 gerson@trinofrio.com.br www.trinofrio.com.br

4 anos

200

SIF e APPCC

12

JBS, Danone e Carrefour

Nordeste

Nordeste

15,5

30%

15.000

85.000

Vifrio Armazéns Gerais Frigoríficos (21) 2663-1180 bruno.nantes@vifrio.com.br www.vifrio.com.br

34 anos

150

SIF, habilitação para exportação e Anvisa

50

Nestlé, GT Foods e Frescatto

Sudeste

NF

NF

NF

NF

NF

Volo Logística (11) 3181-0650 comercial@volologistica.com.br www.volologistica.com.br

4 anos

115

NF

11

Catupiry

Sudeste

Sudeste

NF

NF

10.000.000

6.000

W Food Service (19) 3881-1627 contato@wfoodservice.com.br www.wfoodservice.com.br

5 anos

42

Anvisa

NF

NF

Sudeste

Todo o território nacional

12

32%

NF

2.600

Reiter Log (51) 3479-4100 silvia@reiterlog.com www.reiterlog.com

62 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

Nº de clientes no Brasil

Nº de funcionários

6 anos

Empresa Telefone E-mail Site

Certificações

Tempo de mercado

Raio de atuação


Nº total de armazéns

Área/volume de armazenagem

Frota de transporte

Alfandegada

Pátio

Nº de tomadas

Próprios

De clientes (in house)

Carga seca

Baú

Sider

Refrigerada

Utilitários

Outros

Terceirizada

20.000

375.000

12.000

150.000

4.000

36.000

44.000

NF

260.000

226

9

4

261

288

64

530

14

NF

S

500

NF

2.000

NF

19.000

NF

50.000

NF

NF

NF

15

3

200

NF

NF

120

50

NF

N

25.000

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

400.000

290

2

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

N

2.500

9.500

2.000

7.600

1.000

1.900

11.000

NF

55.000

80

5

1

NF

6

9

224

NF

18

S

40.460

380.000

18.800

170.600

57.600

712.200

22.700

0

450.000

312

17

15

45

45

0

360

10

NF

N

2.700

32.400

1.350

16.200

1.400

8.400

2.500

NF

NF

40

1

10

NF

NF

NF

NF

NF

NF

S

10.000

NF

2.000

NF

NF

NF

NF

NF

NF

20

2

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

N

350

3.500

3.000

30.000

NF

NF

7.000

NF

25.000

NF

1

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

S

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

NF

1

NF

NF

NF

NF

12

NF

NF

S

Resfriada

Climatizada

Congelada

Seca

Própria

Julho/Agosto 2016 - Revista Tecnologística - 63


Transporte

Tecnologias empregadas

Rastreamento

Embalagem

Paletização

Despacho aduaneiro

Logística reversa

Suporte fiscal

Desenvolvimento de projetos

Cross-docking

Distribuição

Porta a porta

Transferência

WMS

TMS

ERP

Consulta pela internet

Código de barras

Radiofrequência

Nº de coletores

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

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Montagem de kits e conjuntos Gerenciamento intermodal

Controle de estoque

Softwares

Armazenagem

Empresa

Serviços oferecidos

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Satélite

Rádio

Celular Roteirizadores

(NF) - Dados não fornecidos pela empresa; (S) - Sim; (N) - Não

64 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016


Divulgação

ARTIGO

Você confia em mim tanto quanto eu confio em você? Uma pesquisa prática da relação entre confiança interorganizacional e performance logística Claudio Minerbo

A

confiança interorganizacional afeta a performance logística? A confiança do cliente no seu fornecedor é tão importante quanto a deste fornecedor no cliente? Quais dimensões do relacionamento desenvolvem confiança? Clientes e fornecedores compartilham uma mesma percepção de confiança entre si? Diversas pesquisas indicam que um ponto-chave para o sucesso de uma cadeia logística é a gestão eficaz do relacionamento entre os parceiros e sugerem que a confiança na relação cliente-fornecedor é um dos fatores mais relevantes para criar, manter e desenvolver esses relacionamentos. Do ponto de vista transacional, um alto nível de confiança permeia as relações e cria um ambiente que possibilita uma gestão mais informal, levando a menores custos e esforços na gestão das operações. Do ponto de vista relacional, a confiança é um antecedente das relações de longo prazo que são mais sólidas e cooperativas e permite que os parceiros de uma relação assumam maiores riscos na tomada de decisões. Estes pontos já foram discutidos na li66 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

teratura científica, porém não no contexto brasileiro nem na prestação de serviços. Com o intuito de responder a estas questões, o autor deste artigo, juntamente com a Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Eaesp) da Fundação Getulio Vargas (FGV), realizou uma pesquisa que contou com a participação de 148 profissionais, divididos entre embarcadores e prestadores de serviços logísticos em diversos setores, como bens de consumo, automotivo, varejo, químico e eletroeletrônico.

Mas, afinal, o que é confiança? Apesar de existirem diversas definições para a confiança, alguns elementos são comuns a todas: ela é um mecanismo de credibilidade, que no contexto empresarial significa entregar o que é combinado. Ela se baseia em uma expectativa ou percepção positiva de um em relação ao outro, que é experimentada por meio de ações e eventos tangíveis, como negociações

Incerta e baseada em uma expectativa ou percepção positiva

Mecanismo de credibilidade

CONFIANÇA Consequências destas ações ou eventos produzem um resultado para a relação Figura 1

Experimentada por meio de ações ou eventos


ou transações comerciais, ou intangíveis, como normas e comportamentos organizacionais. Por fim, os resultados positivos destas ações ou eventos são o que criam elos de confiança, enquanto resultados negativos diminuem ou até extinguem a confiança entre os parceiros. Em resumo, ela é um sentimento intangível subjetivo, mas que resulta de eventos tangíveis.

Honestidade

Confiança

Confiabilidade

Benevolência

Boa vontade Confiança afetiva

Integridade

Confiança cognitiva

Justiça

Confiança interorganizacional

Previsibilidade

As dimensões da confiança Por ter sido estudada ao longo dos anos e sob diferentes pontos de vista, podemos encontrar diversas dimensões que compõem a confiança, e estas dimensões também são encontradas sob diferentes nomenclaturas. A figura 2 exemplifica aquelas que normalmente são utilizadas nas pesquisas sobre a confiança e destaca as quatro mais citadas: honestidade, benevolência, confiabilidade e competência. Do ponto de vista prático, podemos definir estas dimensões da seguinte maneira: Honestidade: está relacionada à percepção de um em relação à motivação do outro em mentir ou sonegar alguma informação. No caso de operadores logísticos, por exemplo, ela pode ser percebida tanto pelo embarcador quanto pelo prestador de serviços no compartilhamento de informações ou fatos em reuniões para avaliação de performance, ou na antecipação de potenciais problemas. Quanto mais as informações estiverem disponíveis e representarem a verdade para ambas as partes, maior será a percepção de honestidade na relação. Benevolência: significa o quanto um parceiro está genuinamente interessado no bem-estar do outro e está motivado a buscar um ganho conjunto. Por exemplo, em uma negociação a benevolência é percebida quando há a percepção de que de fato e genuina-

Credibilidade Credibilidade

Competência ConĮança calculaƟva

Bom julgamento

Confiança contratual

Responsabilidade

Figura 2

mente o outro está buscando uma relação ganha-ganha, ou quando há algum problema operacional e as partes de fato entendem e compartilham suas respectivas responsabilidades. Confiabilidade: é a expectativa que temos de que o parceiro está agindo de boa-fé e que sua palavra ou os acordos escritos serão respeitados, o que é diferente de não mentir ou não sonegar informação. Esta dimensão é bem percebida quando um vendedor deve atuar na resolução de algum problema e faz alguma promessa ao cliente que posteriormente é cumprida. Competência: é a percepção de que o outro possui conhecimento, capacitação, recursos e know-how necessários para entregar o que foi prometido. Operações de boa performance geralmente levam a uma boa percepção de competência, mas é comum encontrarmos situações em que uma das partes acredita que a outra não entende suficientemente do negócio ou da operação, levando a uma perda de confiança na relação. Convém notar que uma das dificuldades normalmente encontradas ao discutir estas dimensões está na semântica e diferenciação das próprias nomenclaturas utilizadas, e que de-

corre das diferentes linhas de pesquisa, traduções e contextos. Poderíamos, por exemplo, entrar em uma longa discussão sobre se credibilidade e confiabilidade são ou não a mesma coisa, ou se honestidade é um dos requisitos da confiabilidade, porém deixaremos este debate para uma outra oportunidade.

Quais dimensões do relacionamento geram confiança? Há um grande debate científico sobre a multidimensionalidade da confiança, centrado em três diferentes linhas de pesquisa. Uma propõe que a confiança é composta por múltiplas dimensões que são percebidas de forma independente, como as quatro já discutidas. A segunda linha sugere que a confiança é baseada em apenas duas dimensões da relação, uma centrada nos aspectos afetivos e a outra nos aspectos mais tangíveis, ou seja, como se fossem um agrupamento destas quatro dimensões. Em termos práticos, isso significaria que honestidade e benevolência estão intimamente ligados, da mesma forma que confiabilidade e competência. A terceira linha de pesquisa argumenta que há grande dificuldade Julho/Agosto 2016 - Revista Tecnologística - 67


ARTIGO

MÉDIA DO GRAU DE PERCEPÇÃO DA RELAÇÃO CLIENTE-FORNECEDOR Dimensão

Cliente

Fornecedor

Diferença

Confiança (geral)

Significância estatística

3,90

4,26

-0,28

Sim

Benevolência

3,81

3,57

0,24

Não

Competência

3,95

4,26

-0,30

Sim

Honestidade

3,74

3,87

-0,13

Não

Confiabilidade

3,97

4,12

-0,16

Não

Performance

4,24

4,58

-0,34

Sim

Figura 3

prática em diferenciar e medir estas dimensões, e que a confiança deveria ser tratada em uma única dimensão. Esta pesquisa trouxe um resultado surpreendente: embora as pessoas consigam distinguir conceitualmente as diferentes dimensões estudadas, elas não conseguem diferenciá-las na hora de medir a confiança no parceiro. Ou seja, as pessoas confiam ou não no parceiro, independentemente de haver maior percepção em qualquer uma das dimensões da confiança. Isto leva a uma implicação prática muito relevante para aqueles que compram ou prestam serviços logísticos: gestores devem estar mais conscientes de que as percepções de confiança nas relações interorganizacionais são construídas a partir de várias dimensões (honestidade, benevolência, confiabilidade e competência), mas que a percepção final é uma só. Em outras palavras, como a relação com o parceiro deve ser pautada nessas quatro dimensões e uma falha em qualquer uma delas poderá resultar em uma relação de baixa confiança, devemos estar atentos a todas elas em nossas relações.

Clientes e fornecedores compartilham a mesma percepção de confiança entre si? Embora a pesquisa confirme o senso comum de que existe um certo grau 68 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

de confiança nas relações entre empresas, vimos que clientes (no caso embarcadores) possuem uma percepção mais negativa dos fornecedores do que os fornecedores dos seus clientes. Porém, surpreendentemente e em direção contrária ao senso comum, as percepções que clientes e fornecedores possuem em sua relação divergem mais nos aspectos objetivos e tangíveis da relação, como competência e performance, e são mais semelhantes nos aspectos sociais e subjetivos, como honestidade e benevolência. Uma possível explicação para a semelhança na percepção das dimensões sociais é que elas podem ser fatores qualificadores, que por algum motivo já estavam presentes no início da relação. Ou seja, sem eles as empresas nem estariam fazendo negócios. A diferença de percepção nas dimensões mais objetivas pode estar relacionada ao ambiente de negócios brasileiro, que é volátil e onde há fortes indícios de que as pessoas não confiam umas nas outras. De acordo com o Mapa Global da Confiança Interpessoal de 2014 (Global Interpersonal Trust Map, da Asep/JDS), nosso país possui uma das menores percepções relativas de confiança interpessoal, enquanto uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), também de 2014, mostrou que 82% dos respondentes acreditam que a maior parte das pessoas tende a tirar vantagem do outro.

Nesse tipo de ambiente há maior propensão a comportamentos oportunísticos, menor compreensão da realidade e maior incerteza nas decisões entre os envolvidos. Isso leva a duas possíveis situações: ou as empresas colocam mais recursos (esforços, investimentos e tempo) na negociação, medição, monitoramento e gestão das operações, ou elas limitam esses recursos e passam a confiar em uma governança mais informal, com instrumentos de gestão defasados ou menos adequados e que dependerá principalmente de uma comunicação mais eficaz entre as partes. É bem possível que as empresas estejam vivenciando a segunda opção (limitação de recursos e governança informal), levando ao desbalanceamento de percepções identificado. Isso decorre do fato de que muitas empresas têm buscado reduções de custos por meio de negociações ou novas concorrências, provedores de serviços logísticos têm operado com baixas margens e grande estresse operacional e as informações gerenciais não estão facilmente disponíveis. Uma implicação prática para os gestores de operações logísticas, principalmente do lado do fornecedor, seria estarem mais atentos para a relevância das dimensões mensuráveis

Performance

Confiança Figura 4


e tangíveis, como credibilidade e performance, e mais conscientes de quais dimensões estão mais alinhadas (ou desalinhadas) no relacionamento. Isto permitirá estruturarem melhor e de forma proativa os esforços de comunicação e de governança para trazer um maior alinhamento de percepções nestas dimensões. Uma outra recomendação prática diz respeito à tendência das grandes empresas em delegar a condução e negociação de contratos técnicos para a área de suprimentos. Nestes casos, é possível que o interlocutor não conheça a complexidade dos serviços logísticos, de forma que será necessário educar o cliente para que seja possível estabelecer e formalizar os acordos de níveis de serviço.

Como a confiança interorganizacional afeta a performance logística? Uma maior confiança interorganizacional de fato leva a uma maior performance logística e a uma menor diferença de percepções, porém é a percepção do cliente (embarcador) que realmente conta para o resultado, conforme mostra a figura 4. Uma provável explicação para isso se deve às questões de dependência e poder, que são características que influenciam as relações cliente-fornecedor e que tendem a estar presentes no segmento logístico. Exemplos de relações interorganizacionais assimétricas em outros mercados indicam que os parceiros mais dependentes tendem a implementar de forma proativa ações voltadas ao aumento da confiança, cujo objetivo seria limitar as incertezas e riscos transacionais. A implicação prática dessa observação é que a relação entre confiança e performance pode não ser aplicável da mesma forma para ambas as partes. Tendo em vista que a assimetria nas

relações possui um papel relevante nas relações cliente-fornecedor, provedores de serviços logísticos deveriam estar atentos a esta questão e desenvolver estratégias específicas para aumentar a percepção de confiança que os embarcadores têm deles.

Por onde começar? Pelo exposto, o primeiro passo cabe ao provedor de serviços: é a confiança do embarcador que impacta a performance, ele possui uma percepção mais negativa de seus fornecedores e geralmente está posicionado em uma relação de assimetria a seu favor. Um bom e rápido início seria identificar a existência deste fenômeno (diferença de percepções e relação causa-efeito/criticidade) dentre seus clientes mais estratégicos. Isto poderia ser feito por meio de uma avaliação rápida e em alto nível daqueles cuja performance pode estar sendo impactada ou poderia ser aumentada endereçando mais fatores do relacionamento. Confirmada a existência do fenômeno, é possível aplicar uma metodologia estruturada, tanto na empresa quanto no Cliente, para entender e medir em quais dimensões as percepções são mais distintas, quais são as prováveis causas e as implicações para a performance. Uma vez que se tenha claro o problema, será possível definir e implementar ações proativas que possam reverter esse quadro e efetuar uma nova medição de acordo com uma periodicidade definida. Claudio Minerbo Consultor em estratégia e operações e doutorando em outsourcing na área de Gestão de Operações e Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Eaesp) da Fundação Getulio Vargas (FGV) Tel.: (11) 99848-3153 claudiominerbo@terra.com.br


EVENTO

Soluções inteligentes

Deutsche Messe

A edição 2016 da CeMat Hannover se baseou no lema Smart Solutions Supply Chain para mostrar que a logística 4.0 já é uma realidade. Nos quatro dias de feira, os visitantes puderam conhecer os principais lançamentos voltados para uma gestão cada vez mais inteligente de armazéns. Confira a seguir alguns dos produtos apresentados e as novidades que marcaram o evento

I

ntegração. Essa foi a palavra da vez na CeMat Hannover, que aconteceu na Alemanha, entre os dias 31 de maio e 3 de junho. Durante a feira, cerca de mil empresas de 44 países apresentaram soluções voltadas para o gerenciamento completo de estoques, com tecnologias aplicadas a todas as atividades envolvidas na operação de armazenagem e pensadas para abranger a intralogística como um todo. Tecnologias de reconhecimento de imagem, mapeamento de ambientes, leitura de dados em alta velocidade e realidade virtual deixaram de ser apenas conceitos e tomaram forma com produtos e sistemas dedicados ao dia a dia da operação. Empresas como a Picavi, especializada em tecnologias para picking, apresentaram soluções baseadas em realidade virtual, utilizando o Goo-

Próxima edição da maior feira de intralogística do mundo acontecerá em abril de 2018

70 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016


Knapp

tablets ou smartphones. A novidade reúne todas as informações a respeito da frota, garantindo acessibilidade, disponibilidade, transparência e facilidade de visualização dos dados. As informações dos equipamentos são enviadas de forma criptografada por telefonia móvel para o servidor da empresa, com total segurança. Dentre os aplicativos que formam o Nexxt Fleet estão o Fleet Overview, que fornece um panorama geral dos equipamentos, e o Cost Reporting, que permite uma visão detalhada de todos os custos de manutenção. O aplicativo Maintenance Control fornece uma visão geral

Still

Picavi

gle Glass. Uma de suas novidades, chamada Head Mounted Display (HDM), por exemplo, foi desenvolvida principalmente para atividades de picking de alta densidade em grandes armazéns e para mercadorias de alta rotatividade. No visor, o operador só vê as informações relevantes no momento, dependendo do contexto, como o tipo e a quantidade de produtos para o picking. Assim, ele é guiado ao longo do processo de trabalho. Um scanner de código de barras é integrado aos óculos e identifica o local de armazenamento correto. O sistema faz o controle e a correção depois de cada processo, em tempo real. Com o uso dos óculos, o operador tem ambas as mãos livres para o trabalho. O sistema também otimiza as rotas entre uma atividade e outra, economizan-

do tempo, e possui bateria externa, especialmente desenvolvida para o uso industrial. Soluções semelhantes foram apresentadas pela TopSystem, que mostrou um produto híbrido de vision picking e voice picking – com alto-falantes no colete do operador no lugar de fones de ouvido –, que pode ser combinado com um smart watch, e pela UbiMax, que conta com uma linha de óculos de realidade virtual destinada a diversas atividades além do picking, como manufatura, inspeção, manutenção, projetos e até mesmo para a medicina. A Knapp também levou seus óculos de realidade virtual de desenvolvimento próprio à CeMat, e inovou mostrando o sistema de automação Pick-it-Easy Move, desta vez focado no varejo alimentar para produtos de alto giro, que já está em funcionamento na rede de supermercados austríaca Spar, e o Open Shuttle, veículo automatizado que transita livremente pelo armazém, sem a necessidade de linhas, guias ou espelhos nem bateria, pois funciona com um supercapacitor que carrega toda vez que o equipamento se acopla a outro. Outra que apostou na integração, a Still promoveu o conceito de conexão inteligente de máquinas entre si e de humanos com máquinas nas operações de intralogística. A empresa mostrou a ferramenta Nexxt Fleet, uma suíte de aplicativos para controle de equipamentos de armazenagem. Tudo o que a ferramenta precisa para ser utilizada é acesso à internet e dispositivos como computadores,

das próximas datas de manutenção e envia notificações de compromisso automaticamente. As demais aplicações são Fleet Usage, Operating Hours, KPI Monitor, Truck Life Analysis, Data Plus e Service Report Plus. Todos os apps contam com um painel de controle e um centro de notificações, além de loja web, área de ajuda e função de pesquisa. De acordo com a própria Still, outros aplicativos já estão em fase de planejamento e serão lançados no primeiro trimestre de 2017. A Jungheinrich levou à feira um sistema semiautomático para o processamento manual de pedidos, chamado EasyPilot. Trata-se de um gadget que funciona como uma esJulho/Agosto 2016 - Revista Tecnologística - 71


pécie de controle remoto para controlar equipamentos à distância e que pode ser levado pelo operador no bolso. No quesito segurança, a empresa mostrou novas tecnologias que ajudam na prevenção de acidentes com os equipamentos que transitam no armazém, como um sistema de câmeras de visão traseira com reconhecimento humano, que é capaz de identificar quando uma pessoa está atrás do veículo e alertar o operador. A empresa ainda foi reconhecida no prêmio International Forklift Truck of the Year (IFOY), ou Empilhadeira Internacional do Ano, com o equipamento EKX 516, que acaba de ser lançado no Brasil, graças a uma tecnologia exclusiva aplicada na construção dos motores, que consegue converter 93% da energia em potência. A nova empilhadei72 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

Crown

ra é capaz de reduzir em até 15% o consumo de energia na comparação com o modelo anterior, garantindo seu funcionamento em dois turnos, sem a necessidade de troca da bateria. A EKX 516 apresenta capacidade de carga de 1,6 tonelada e eleva os garfos a uma altura de até 17,5 metros. O prêmio IFOY é concedido por um júri internacional formado por economistas, cientistas e pela mídia especializada. A empilhadeira ECB 18C, da chinesa BYD, também foi condecorada com o IFOY, na categoria de equipamentos contrabalançados com capacidade para até 3,5 toneladas. De acordo com o relatório de inovação do IFOY, a tecnologia de fosfato de ferro utilizada na bateria da empilhadeira elétrica – que apresenta capacidade para 1,8 tonelada de carga e é equipada com três rodas – é uma inovação de grande importância, proporcionando longo período de vida útil, mais segurança e redução de 40% nos custos de operação. Com a ECB 18C é possível atingir longas horas de trabalho em ambientes refrigera-

BYD

Jungheinrich

EVENTO

dos, devido à resistência do equipamento a temperaturas de até -40 ºC. Trabalhar em ambientes com temperaturas acima de 60 ºC também não é um problema. A compatibilidade ambiental e a alta disponibilidade da bateria são alcançadas graças à substituição do cobalto na sua fabricação e à baixa utilização de lítio. A fabricante Crown foi condecorada com sua transpaleteira RT 4020, na categoria empilhadeiras de baixa elevação. Os destaques do equipamento são seu design compacto e capacidade de manobra para trabalhos em locais estreitos e a plataforma transversal do operador, que proporciona ótima visibilidade. Com capacidade de carga de até 2 toneladas, o equipamento para operador em pé tem motor AC de forte aceleração a velocidades de até 12,5 km/h e conta com assoalho suspenso e apoio de joelho macio para assegurar o conforto durante a operação. A transpaleteira pode ser configurada para utilização com a mão direita ou esquerda, conforme a necessidade do operador. Já a Combilift comemorou, durante a CeMat, a entrega de sua empilhadeira de número 30 mil, adquirida pela fabricante europeia de estruturas metálicas Haslinger Stahlbau. O equipamento, de 14 toneladas, é o oitavo da marca Combilift na frota da empresa, que já conta com modelos


Combilift

gócio da empresa inclui uma consultoria oferecida sem custos para seus clientes, apresentando os ganhos que podem ser obtidos pela compactação do estoque e pela redução da frota de equipamentos. Por fim, a Beumer mostrou aos visitantes sua técnica de embalamento de mercadorias paletizadas chamada Stretch Hood A, que consiste em um equipamento que gira o palete, enrolando-o em uma capa que protege a mercadoria de influências externas. Diferente das soluções convencionais, ele não utiliza o calor para ajustar a embalagem ao produto paletizado, mas posiciona o filme com exatidão sobre a carga por meio de um sistema de estiramento múltiplo. A próxima edição da CeMat Hannover já tem data: acontecerá entre os dias 23 e 27 de abril de 2018. Beumer

de 4, 8, 12 e também de 14 toneladas. A Haslinger é sediada na Áustria e processa em torno de 40 mil toneladas de aço por ano, destinadas a estruturas como fábricas, centros de distribuição, hangares, pontes, complexos esportivos e plantas de geração de energia. Atuando no Brasil há oito anos, a Combilift oferece empilhadeiras articuladas para cargas paletizadas, empilhadeiras multidirecionais para cargas longas e movimentadores universais, capazes de empilhar contêineres e movimentar torres e pás eólicas em praticamente qualquer terreno. O modelo de ne-

Colaborou: André Woznarowycz Consultor na WZ Consultoria em Logística


Divulgação

ARTIGO

A importância do gerenciamento da frota e a conectividade de empilhadeiras Rafael Arroyo

O

s gerentes de logística continuam a enfrentar a pressão da redução dos custos e do aumento da produtividade. Como em qualquer processo de melhoria contínua, a informação é a chave para identificar e eliminar os desperdícios e a ineficiência. O gerenciamento da frota de empilhadeiras busca melhor compreender a coleta, analisar e utilizar informações relevantes para a redução de custos e o aumento da produtividade do operador e da empilhadeira, alcançando os objetivos dos gerentes. Um programa completo deve possuir dois módulos: manutenção e operações. O módulo de manutenção tem como objetivo coletar e consolidar as informações de serviços realizados na empilhadeira para melhor gerenciar custos, padronizar processos e prolongar a vida útil do equipamento. O módulo de operações envolve a coleta de dados relativos às empilhadeiras e aos operadores para melhorar a 74 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

segurança, o uso e a produtividade. É possível automatizar os processos, como a coleta de informações de conformidade, para elevar a eficiência e a consistência. O acesso fácil a esses dados contribui com respostas a questões críticas, como a quantidade correta de equipamentos, a minimização de impactos e a produtividade dos operadores, bem como padrões e equipamentos mais confiáveis. A questão principal para a maioria das empresas é se elas podem usar as informações de um sistema de gerenciamento de frota de empilhadeiras para alterar os comportamentos e práticas estabelecidos. A tendência natural dos funcionários de fazer as coisas da maneira como sempre fizeram pode estar tão arraigada que inibe a mudança e reduz o valor de novas tecnologias. Melhorar os principais indicadores operacionais no armazém requer, muitas vezes, mudanças no compor-

tamento dos funcionários. Isso demanda tempo e comprometimento. O primeiro passo para realizar essas mudanças é ganhar visibilidade nos comportamentos atuais para conseguir identificar oportunidades viáveis de melhoria. A tecnologia oferece essa visibilidade. Apesar dos benefícios potenciais e, até certo ponto, da inevitabilidade do aumento do uso de dados direcionados para a tomada de decisões em logística, somente 13% das empresas que responderam a uma pesquisa da revista internacional DC Velocity, de novembro de 2013, afirmaram ter adquirido um sistema de gerenciamento de frota de empilhadeiras. Outros 12% das empresas responderam que planejam adquirir o sistema no futuro. Preocupações relativas ao custo e à complexidade da implementação foram citadas como as razões principais para não efetuar a compra. Felizmente, o gerenciamento da frota não é


uma proposta do tipo “ou tudo ou nada”. Um investimento mínimo em uma frota de empilhadeiras e um programa de gerenciamento de operadores oferecem economia e benefícios que podem financiar futuros investimentos que ampliarão o escopo e o valor do programa. Este artigo se concentra nas cinco metas que as empresas de movimentação de materiais estão estabelecendo para alcançar um retorno rápido de seu investimento em gerenciamento de frota de empilhadeiras e operadores.

Redução de impactos Você pode se surpreender quando começar a analisar, de forma objetiva, o número de impactos nas empilhadeiras em um armazém comum. Em alguns armazéns, 50 ou mais impactos por dia são considerados normais e fazem parte do custo do negócio. As causas desses impactos podem estar relacionadas a uma má configuração do armazém, à inabilidade do operador ou a outros fatores. No entanto, a complacência da gerência é a verdadeira culpada. Quando os impactos são tolerados pela gerência, as condições que contribuem para que eles ocorram não mudam. E, acima de tudo, reduzir os impactos requer primeiro uma mudança de atitude, seguida de perto para determinar se e quando os impactos estão acontecendo. A conectividade de empilhadeiras pode oferecer essa visibilidade. O sistema de gerenciamento de frota de empilhadeiras é capaz de quantificar os impactos por operador e gerar alertas quando ocorrerem impactos mais fortes. A chave do gerenciamento é agir sobre esses alertas. Ao perceber que a redução de impactos é a meta principal do sistema de gerenciamen-

to, o passo seguinte para um gerente é averiguar a situação e falar com o operador, examinar o local e a causa do impacto. Quando esta interação ocorre, os operadores começam a entender que os impactos – e os danos que eles causam – devem ser levados mais a sério. Inicialmente, a gerência deve ter em conta que o operador provavelmente minimizará o incidente, pois muitos consideram impactos e riscos algo normal. Essa atitude pode ser mudada quando os impactos são tratados como acidentes que exigem averiguação. Quando isso começa a acontecer, os resultados melhoram rapidamente e o número de alertas diminui proporcionalmente.

Uso crescente Quando o fabricante de móveis para escritórios Steelcase concluiu a integração de diversas aquisições, a empresa tinha uma imagem um tanto nebulosa de sua frota de empilhadeiras, conforme descreve o gerente de Logística Dennis Carlson. Com a aquisição de novas empilhadeiras como resultado da ação, Carlson sabia que precisava conhecer melhor o número de equipamentos na frota, seu estado e, mais importante, sua taxa de utilização.

O acesso fácil às informações referentes à frota proporciona respostas mais eficientes a questões críticas

Com o gerenciamento da frota de empilhadeiras ele conseguiu obter a informação que procurava. Segundo o próprio executivo, o sistema mostra quando as empilhadeiras não estão se movendo e os dados evidenciam que, em muitos casos, a utilização era esporádica. Com foco na utilização e com os dados necessários para apoiar decisões sobre a frota, a Steelcase foi capaz de reduzir o tamanho da frota em 40%. Com base nesse sucesso, a gerência da empresa passou a dar valor aos dados do sistema e agora os usa para informar planos em andamento. Mesmo empresas que não se envolveram em aquisições encontrarão dados valiosos sobre a utilização das empilhadeiras para avaliar o tamanho da frota e a necessidade de mais equipamentos.

Simplificando a conformidade Toda empresa tem processos implementados para garantir a conformidade, mas será que eles estão funcionando bem e sendo documentados adequadamente? Os módulos que coletam e transmitem dados como parte de um sistema de gerenciamento de frota de empilhadeiras trazem mais rigor e supervisão aos processos de conformidade. Primeiro, os módulos podem controlar o acesso à empilhadeira para garantir que apenas os operadores certificados usem o equipamento. O módulo também orienta o operador por meio do processo de inspeção do equipamento, documentando a conclusão do processo e o seu tempo de duração. Se a empilhadeira não passar na inspeção, uma notificação é enviada à gerência e a empilhadeira é bloqueada, impedindo que os funcionários a operem. Além disso, o sistema pode Julho/Agosto 2016 - Revista Tecnologística - 75


ARTIGO

rastrear as horas do operador e gerenciar as certificações e calendários de treinamento.

Melhorando a produtividade Quase todos os armazéns têm oportunidades escondidas que podem aumentar a produtividade. Uma delas é reduzir os intervalos de troca de bateria. Um sistema de gerenciamento capaz de rastrear as baterias em várias empilhadeiras e preparar suas substituições pode ser bastante eficaz. Para instalações nas quais as estações de troca estão frequentemente obstruídas, o planejamento das trocas de bateria pode resultar em melhorias mensuráveis na produtividade do operador e na utilização da empilhadeira. Outra situação em que o gerenciamento de frotas pode ser usado é na identificação dos operadores mais e menos produtivos. Por meio do login do operador, é possível medir e comparar indicadores importantes de produtividade de indivíduos e grupos, incluindo tempo médio de elevação, tempos de percurso reais, tempos de elevação reais, tempo parado e tempo parado sem operador. Com essas informações, a gerência pode incentivar comportamentos e práticas demonstradas pelos melhores operadores, enquanto oferece apoio e treinamento adicionais aos operadores com desempenho mais baixo.

Redução de custos de serviço Compreender seus gastos com manutenção é fundamental para obter controle sobre os custos e identificar oportunidades de melhoria no desempenho da frota. Conectar empilhadeiras com um sistema de gerenciamento que inclua um módu76 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

lo de manutenção e ofereça uma plataforma simples e eficiente para rastrear a atividade fornece visibilidade aos custos totais de manutenção para empilhadeiras individuais e frotas inteiras em vários locais. Processos sem papelada também reduzem o tempo de trabalho administrativo associado à manutenção da empilhadeira. A pressão para reduzir os custos em logística não vai desaparecer. E, na maioria dos armazéns, existem oportunidades significativas de melhorias se os sistemas certos forem implementados a fim de proporcionar à gerência informações para solucionar problemas e tomar decisões mais vantajosas. Um sistema de gerenciamento é necessário para coletar dados em tempo real dos módulos de comunicação e apresentá-los aos gerentes em um formato que dê suporte à identificação e à resolução de problemas, assim como à tomada de decisões orientada por dados. Esse sistema geralmente fornece um painel de gerenciamento para uma visão geral do desempenho do armazém e do estado atual dos principais indicadores operacionais. Ele também permite expandir relatórios detalhados específicos para obter uma visão do motivo por trás dos acontecimentos e pode gerar alertas para notificar os gerentes sobre situações que exigem atenção imediata. Empresas de logística têm sido relutantes em implementar novas tecnologias devido a preocupações com custo, complexidade e interrupção das operações. Essas preocupações são comuns, devem ser levadas a sério e, em alguns casos, são válidas. No entanto, o gerenciamento da frota e a conectividade das empilhadeiras usam uma tecnologia confiável, que provou fornecer informações úteis sobre utilização, manutenção, conformidade,

segurança e produtividade do operador. Já existe no mercado experiência suficiente com conectividade de empilhadeiras para garantir que os problemas de implementação possam ser resolvidos com relativa rapidez e que a empresa obtenha benefícios significativos se forem definidas metas claras. As empresas que lidam com esses problemas hoje perceberão os benefícios da conectividade das empilhadeiras em um curto prazo, ao mesmo tempo que se posicionam para aproveitar a base tecnológica que ela oferece a longo prazo. A combinação de gerenciamento de serviços e monitoramento em tempo real aumenta a eficiência organizacional por meio da automatização de tarefas manuais, como agendamento de manutenção, gerenciamento de treinamento e relatórios de conformidade, reduz o custo associado ao serviço de empilhadeiras, ajuda a garantir que a frota tenha o tamanho certo e identifica empilhadeiras e operadores que não estão trabalhando como deveriam, possibilitando as devidas medidas corretivas. Esses benefícios podem ser alcançados por meio de uma implementação faseada, que pode tanto começar corrigindo os serviços de empilhadeiras como as operações em tempo real, dependendo das prioridades da empresa. O monitoramento em tempo real representa um grande investimento. No entanto, é possível realizar a implementação por toda a frota de forma faseada, com base em localização física, tipo de empilhadeira, idade ou outros fatores, para reduzir custos iniciais. Rafael Arroyo Gerente de Administração e Marketing da Crown Lift Trucks do Brasil Tel.: (11) 4585-4040


ILOS - INSTITUTO DE LOGÍSTICA E SUPPLY CHAIN

Custos logísticos no Brasil Maurício Lima e Alexandre Lobo

A

demanda por transporte em 2015 foi fortemente quando houve dissídio da categoria. impactada pela crise econômica e política viviAssim, na maioria das vezes, o reajuste do frete de da no Brasil desde 2013, com maior impacto no 2015 não foi suficiente para cobrir o aumento dos cusmodal rodoviário. Nesse período, a retração de 2,5% na tos dos transportadores, justamente em um momento economia levou a uma queda de 4,7% nessa demanda, em que a demanda das empresas de transporte também no pior resultado do setor desde o início da série histódiminuiu. Como se não bastasse, o setor ainda vem de rica, em 2000. As reduções mais acentuadas aconteceum alto grau de endividamento relativo à compra de ram nas regiões Norte e Nordeste, com perdas de 6,2% veículos nos anos anteriores. e 5,8%, respectivamente. Do ponto de vista dos embarcadores, a situação Para as empresas de transporte de carga, a queda na também é complexa, pois a redução do volume transdemanda representa um grande desafio. Afetadas pela portado decorre da diminuição do seu próprio nível de redução no volume de suas operações e, consequenteatividade. O preço relativamente baixo do transporte mente, na receita, as transportadoras também enfrentam dificuldades para corrigir os valores VARIAÇÃO PERCENTUAL DO PIB E A dos fretes, em função do aumento de custo regisDEMANDA POR TRANSPORTE trado em 2015. Esse aumento no custo dos transportadores 12,0% 11,2% pode ser ilustrado pela variação no preço do die10,0% sel, principal item de custo para o transporte em 7,7% 8,0% 7,0% 7,6% longas distâncias. Entre 2014 e 2015, o preço mé6,5% 6,1% 6,0% 6,0% dio do combustível aumentou de R$ 2,76 para 4,8% 5,0% R$ 3,13, alta de mais de 13%, embora o preço 4,0% 3,9% 2,5% 2,7% do barril de petróleo no mercado internacional 2,0% 1,8% tenha sofrido forte queda até mesmo em moeda 0,1% 0,0% -0,2% 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 nacional, que sofreu desvalorização cambial no -1,0% -2,0% -2,5% mesmo período. -4,0% Outro item de grande importância para os -4,7% -6,0% custos das transportadoras, principalmente no transporte de curta distância, o salário dos motoDemanda por transporte Variação percentual do PIB ristas repetiu a tendência dos últimos anos, com um aumento de quase 9% no início de 2015, Figura 1 78 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016


R$ 3,50

R$ 250,00

Preço do diesel (R$/litro)

3,13 R$ 3,00 2,51

R$ 200,00

2,32

R$ 2,50 R$ 2,00

1,77

1,91 1,86

2,02 2,04 1,98 2,03 2,09

R$ 150,00

1,48 1,50 R$ 1,50 R$ 1,00

R$ 100,00

1,06 0,89

R$ 50,00 R$ 0,50 R$ 0,00

R$ 0,00 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015

Preço barril

Figura 2

Preço diesel

de transporte nos custos logísticos do Brasil em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu inalterada (6,8%) em relação a 2014. Esse equilíbrio se deve ao balanceamento de fatores que agem promovendo aumento da parcela, como a queda do PIB, com fatores que agem em sentido oposto, como a queda na demanda de transporte e a pequena melhora na matriz de transportes. Já o aumento no valor do frete basicamente não trouxe impacto nessa relação, pois apenas acompanhou os índices de inflação, apesar de os já comentados aumentos de custos terem sido superiores aos índices de inflação. O maior aumento entre os componentes dos custos logísticos no Brasil foi, de fato, relativo aos custos de estoque, dada a elevação da taxa de juros, de 11,25% ao ano para 15,25% ao ano ao longo de 2015. Assim, os custos logísticos no país passaram a representar 11,9% do PIB nacional, mantendo a tendência de alta que já vem desde 2012. Os altos juros e o forte desbalanceamento da matriz de transporte continuam sendo os responsáveis diretos pela grande diferença da representatividade dos custos logísticos em relação ao PIB no Brasil e nos Estados Unidos. Enquanto os gastos com logística no país representaram 11,9% do PIB, nos Estados Unidos essa relação caiu de 8,3% para 7,7% no mesmo período, segundo estimativas do Ilos. Além do crescimento de 2,4% do PIB americano, a redução nos custos logísticos nos Estados Unidos foi Preço do barril de petróleo (R$)

EVOLUÇÃO DO PREÇO DO DIESEL X PREÇO DO BARRIL DO PETRÓLEO

também pode ser encarado como uma vulnerabilidade do mercado fornecedor, que luta para gerar caixa, pelo menos suficiente para arcar com os pagamentos das parcelas dos veículos adquiridos na época de crédito fácil e barato. A crise, porém, afeta toda a cadeia e chega ainda mais amplificada para as montadoras de caminhões, que já amargaram uma retração de 65% em 2015. Além da redução nas vendas de caminhões, a expectativa é de que haja ainda um aumento significativo na participação do número de autônomos agregados. Por ser relativamente caro, em um momento de queda de demanda como o iniciado em 2015, PARTICIPAÇÃO E CUSTOS DOS MODAIS EM 2015 o modal rodoviário acaba sendo o mais afetado, NO BRASIL E NOS ESTADOS UNIDOS pois os outros modais, de forma geral, têm sua movimentação já limitada pela capacidade. Isso faz com que o rodoviário fique sempre alavancado em relação ao crescimento da economia, tanto em % TKU % TKU US$ / Mil TKU US$ / Mil TKU uma situação de recessão quanto de expansão. Diante desse efeito, a queda da economia 43% 65% Rodoviário US$ 193 US$ 96 acaba trazendo pequena melhora na matriz de transporte, mas o impacto é muito tímido con32% Ferroviário 20% US$ 30 US$ 17 siderando o grande desbalanceamento. Devido à carência de infraestrutura no país, historica8% Aquaviário 12% US$ 14 US$ 32 mente o modal rodoviário ocupa um espaço demasiadamente alto nessa matriz. O Brasil ainda 17% Dutoviário 3% US$ 12 US$ 33 movimenta 65% da sua carga por caminhões e 20% por trens, enquanto os Estados Unidos, por 0,2% Aéreo US$ 694 0,1% US$ 853 exemplo, apresentam um equilíbrio maior (43% e 32%, respectivamente). Figura 3 Em 2015, a representatividade da atividade

Julho/Agosto 2016 - Revista Tecnologística - 79


ILOS - INSTITUTO DE LOGÍSTICA E SUPPLY CHAIN

REPRESENTATIVIDADE DOS CUSTOS LOGÍSTICOS DO BRASIL EM RELAÇÃO AO PIB

Transporte

Estoque

Armazenagem

Administrativo

Figura 4

influenciada também pela queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional, repassada para os preços dos combustíveis, reduzindo o custo do transporte. Já no Brasil, o controle dos preços dos combustíveis praticado pelo governo federal impediu que essa redução no preço do barril do petróleo fosse repassada para os combustíveis e, consequentemente, para o consumidor final. Uma pequena conta ilustra o tamanho do impacto do desbalanceamento da matriz de transporte nos gastos do Brasil com logística. Caso o país tivesse uma matriz de transportes similar à dos Estados Unidos, mesmo mantendo os altos custos nacionais, economizaria em um ano cerca de R$ 85 bilhões, o que representa mais de 20% do custo de transporte.

Tendências Depois de um começo desanimador, 2016 promete ser um ano difícil para embarcadores e transportadores. A movimentação de cargas no Brasil vem mantendo sua tendência de baixa, com queda de 6,6% no acumulado de janeiro e fevereiro em comparação com o mesmo período de 2015, apesar de a base de comparação do ano anterior já ter sido relativamente baixa, não apenas pela queda da demanda como também pela greve no transporte ocorrida em fevereiro de 2015. O cenário no mercado brasileiro exige muita atenção por parte dos transportadores, e o aumento do risco no setor também inspira cuidados por parte dos embarcadores, apesar de os valores de frete relativamente baixos parecerem positivos para quem está contratando. 80 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

Momentaneamente, a menor movimentação de cargas alivia a até então sobrecarregada infraestrutura de transporte brasileira, dando a falsa sensação de melhora na matriz de transporte. Entretanto, em um cenário de médio prazo, quando a economia se recuperar, a falta de investimento em capacidade dos modais vai, no próximo ciclo, trazer novamente à tona os problemas de infraestrutura adormecidos no período de recessão. Em curto prazo, a drástica queda na venda de caminhões não afeta a oferta do setor de transporte, pois o Brasil possui uma frota de mais de 2 milhões de veículos, com uma produção que, nos melhores anos, atingiu algo próximo a 180 mil unidades. Porém, caso a crise se alongue, a forte derrubada na venda de caminhões pode acabar reduzindo a oferta de transporte rodoviário, na medida em que a demanda esperada de veículos para 2016 já é inferior ao número de veículos que devem sair de circulação. O grande desafio das empresas neste momento é continuar a buscar o aumento da eficiência operacional como forma de reduzir seus custos e não cair na tentação de se valer apenas do aumento de seu poder de barganha, trazendo mais operadores para mesas de negociações em processos de seleção em intervalos cada vez menores para baratear o preço de frete. O resultado fácil e rápido pode andar bem próximo das práticas abusivas, como excesso de peso ou tempo de viagem, ações que aumentam ainda mais a oferta e, consequentemente, derrubam o preço, criando uma espécie de círculo vicioso que pode resultar em grande passivo trabalhista e quebra de muitas empresas, além de trazer ainda mais riscos a nossas estradas e a toda a população. Assim, o momento exige extrema atenção dos embarcadores. Estes devem não apenas coibir possíveis práticas abusivas, mas também reduzir o risco operacional e financeiro diante de um mercado fornecedor de transporte bastante fragilizado, com alto endividamento e passivos trabalhistas nem sempre muito claros.

Maurício Lima Sócio-diretor do Ilos Tel.: (21) 3445-3000 mauricio.lima@ilos.com.br Alexandre Lobo Consultor do Ilos alexandre.lobo@ilos.com.br


AGENDA

INTERNACIONAL Logis-Tech Tokyo 2016. 13 a 16 de setembro. Tóquio, Japão. Organização e informações: Japan Management Association. logis-tech@convention.jma.or.jp logis-tech-tokyo.com International Materials Handling Exhibition 2016. 13 a 16 de setembro. Birmingham, Inglaterra. Organização e informações: Informa. rob.fisher@informa.com www.imhx.net CeMat Russia 2016. 20 a 22 de setembro. Moscou, Rússia. Organização e informações: Deutsche Messe. anna.gerhard@messe.de www.cemat-russia.ru Expo Logistica Colombia. 29 a 30 de setembro. Bogotá, Colômbia. Organização e informações: Analdex. clodono@analdex.org www.expologisticacolombia.com NACIONAL Transportar 2016 - Feira de Transporte Intermodal e Logística. 10 a 12 de agosto. Curitiba, PR. Organização e informações: Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná (Setcepar). Tel.: (41) 3077-7151 transportar@jacomunicacao.com.br www.feiratransportar.com.br Movimat 2016. 20 a 22 de setembro. São Paulo, SP. Organização e informações: Reed Exhibitions Alcantara Machado. Tel.: (11) 2129-6303 credenciamento@credenciamentoweb. com.br www.expomovimat.com.br

Cursos de curta duração Gestão Estratégica dos Transportes. 25 e 26 de julho. Rio de Janeiro, RJ. Técnicas Quantitativas de Previsão 82 - Revista Tecnologística - Julho/Agosto 2016

de Vendas. 26 e 27 de julho. Gestão Estratégica de Suprimentos. 9 e 10 de agosto. Customer Service: Serviço ao Cliente na Logística. 16 e 17 de agosto. Todos em São Paulo, SP. Planejamento Colaborativo da Demanda. 22 e 23 de agosto. Aperfeiçoamento em Gestão de Compras. 24 de agosto. Aperfeiçoamento em Logística Empresarial. 24 de agosto. Todos no Rio de Janeiro. Operadores Logísticos: Contratação e Gestão de Relacionamento. 13 e 14 de setembro. São Paulo, SP. Gestão Estratégica da Armazenagem. 19 e 20 de setembro. Rio de Janeiro, RJ. Organização e informações: Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos). Tel.: (21) 3445-3000 ilos@ilos.com.br www.ilos.com.br Capacitação em Gestão da Logística Agroindustrial. 26, 27, 28 e 29 de julho. Piracicaba, SP. Organização e informações: Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-LOG). Tel.: (19) 3429-4580 eventos@esalqlog.esalq.usp.br esalqlog.esalq.usp.br Demonstração de Resultados do Exercício para Transportadoras e Operadores Logísticos. 3 de agosto. São Paulo, SP. Como Reduzir Rapidamente os Custos com Movimentação e Armaze-

nagem de Materiais. 9 de agosto. Como Reduzir Rapidamente os Custos com o Transporte de Cargas. 10 de agosto. Custeio e Formação de Preços para o Transporte de Carga Fracionada. 11 de agosto. Todos em Porto Alegre, RS. Gestão Estratégica de Transportes. 15 de agosto. Logística Fiscal e Tributária Aplicada às Operações Logísticas. 20 de agosto. Ambos em São Paulo, SP. Organização e informações: TigerLog. Tel.: (11) 2694-1391 contato@tigerlog.com.br www.tigerlog.com.br Gestão de Compras e Negociação com Fornecedores. 9 de agosto. Controle de Almoxarifado e Inventário Físico. 23 de agosto. PCP. 20 de setembro. Todos em São Paulo, SP. Organização e informações: Minder Group. Tel.: (11) 5111-8220 www.mindergroup.com.br

Cursos de longa duração Administração de Operações e Logística. Início do curso em 15 de agosto. Inscrições até 1º de agosto. São Paulo, SP. Organização e informações: Fundação Getulio Vargas. Tel.: (11) 3799-3494 contatofgvonline@fgv.br www.fgv.br Veja a agenda completa de cursos, seminários, MBAs e demais eventos em www. tecnologistica.com.br/agenda

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO Assine Tecnologística .................3ª capa Boutin................................................ 09 Btrans ................................................ 43 BYD do Brasil .............................2ª capa Favorita ............................................. 15 Fórum Logística Ilos .......................... 77 Friovale .............................................. 49 Friozem.............................................. 53 Gafor ................................................. 45 GLP .................................................... 17 Gollog................................................ 65 Ilos ..................................................... 81

Jamef ......................................... 4ª capa Knapp ................................................ 39 Manserv ............................................. 61 Multhlogic......................................... 31 Paletrans ............................................ 46 Penske ............................................... 57 Portal ................................................. 73 Previsão ............................................. 69 Salvador Logística ............................. 23 Tegma ................................................ 05 Testo .................................................. 11


Revista Tecnologística Ed. 245 julho agosto 2016  

Operadores Frigorificados

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