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Markenson Marques: governança prepara Cargolift para novo ciclo de crescimento

Fornecedores de equipamentos revelam otimismo para 2013

GE Healthcare: logística unificada – e otimizada – com a Ceva


SUMÁRIO

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MERCADO Veja todas as novidades do mercado nacional de logística nesta seção

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CROSS-DOCKING

Artigo mostra estudo feito pelo ILOS e pelo IBP em 2011, analisando os principais projetos de infraestrutura logística previstos para o país, fazendo um paralelo com a demanda de combustíveis e sugerindo obras prioritárias para evitar gargalos no setor nos próximos dez anos

Acompanhe o vai e vem dos profissionais no movimentado mercado de logística brasileiro

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ILOS

ENTREVISTA O diretor-presidente da Cargolift, Markenson Marques, fala do processo de reestruturação da gestão conduzido pela empresa em 2012, que segundo ele a preparou para atuar no time das grandes

BALANÇO SETORIAL Fornecedores de sistemas automatizados, empilhadeiras e infraestrutura para armazenagem e distribuição revelam perspectivas moderadamente otimistas para 2013, depois de um 2012 muito aquém do esperado para a maioria dos segmentos

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Divulgação

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Adoção de nova ferramenta de informações confere à Alcoa maior precisão e segurança na gestão de suas operações logísticas no Brasil, caracterizada por altos volumes e grande complexidade

GESTÃO Divisão de equipamentos médico-hospitalares da GE centraliza operação logística em apenas um prestador de serviços, a Ceva, obtendo com isso otimização da gestão da logística de peças de reposição

TECNOLOGIA

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PRODUTOS Conheça os principais lançamentos de produtos, serviços e sistemas voltados à logística

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AGENDA Confira os mais importantes cursos, seminários, MBAs e demais eventos nacionais e internacionais do setor de logística em nossa agenda

Capa: Anderson Maciel Ilustração: iStockphoto


EDITORIAL Publicare Editora Ltda. www.publicare.com.br

Diretores Shirley Simão shirley@publicare.com.br

Moderadamente otimistas

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epois de um 2012 que principiou muito otimista e foi murchando, 2013 nasceu com uma visão mais realista. Embora ainda otimista, é um otimismo mais moderado que no ano passado. Na continuidade de nosso levantamento das perspectivas do mercado de logística – que teve início na edição de janeiro ouvindo os prestadores de serviços logísticos e segue nesta edição com os fornecedores de equipamentos para o setor –, vemos os empresários evitando fazer muitas apostas e o mercado dividido: alguns muito otimistas e outros, nem tanto. Mas, no geral, o quadro é positivo. Esse desbalanceamento de perspectivas se explica pelos diferentes segmentos de mercado atendidos, que não tiveram o mesmo desempenho no ano passado. Enquanto alguns foram muito bem, outros tiveram as expectativas frustradas e isso se reflete claramente no ânimo dos empresários. Para este ano, a mesma coisa: algumas fatias do mercado começaram a todo vapor, enquanto outras patinam. Quem foi esperto aproveitou a baixa de 2012 para arrumar a casa, deixando-a pronta para um novo ano mais aquecido. É o caso da Cargolift, como veremos na entrevista com seu diretor-presidente, Markenson Marques. Depois de um crescimento explosivo em 2011, superior a 40%, a empresa conduziu, ao longo do ano passado, um processo de reestruturação de sua gestão, com a finalidade de prepará-la para um salto de crescimento. É uma mensagem para o mercado, que deve se preparar para a conjuntura e não apenas ser reativo, respondendo atabalhoadamente às mudanças. Neste ano, deveremos ver aceleradas as obras relativas à Copa do Mundo, seja dos estádios, seja de seu entorno e da infraestrutura necessária para chegar até eles, o que garante a movimentação da construção civil. Setores ligados ao agronegócio também sinalizam um aquecimento. Já a indústria automotiva é uma incógnita: há algumas montadoras lançando caminhões (como o leitor poderá acompanhar nesta edição) e apostando no crescimento, e outras anunciando demissões e fechamento de plantas. De resto, 2013 será decisivo para conhecermos os efeitos da nova regulamentação dos motoristas profissionais sobre o mercado de transporte rodoviário de cargas. Será que a lei pega? Se pegar, haverá uma grande mudança de paradigma no setor de TRC e as empresas que trabalhavam na informalidade sofrerão grandes impactos. Para os que já operavam dentro das regras, a lei é um alívio. Se o governo for firme na implementação, a nova regulamentação poderá ser um divisor de águas no país. Que assim seja. Uma boa leitura e até março. Shirley Simão

Jorge Roberto Simão jorge@publicare.com.br

Ano XVIII - N.º 207 - Fevereiro/2013 www.tecnologistica.com.br Redação, Administração e Publicidade Av. Eng. Luiz Carlos Berrini, 801 - 2º Andar CEP: 04571-010 - São Paulo - SP

Central de Atendimento: Tel./Fax: (11) 5505-0999 Assinatura assinatura@publicare.com.br Editora Silvia Antunes Marino - MTb 18.556 Reportagem André Moraes Fábio Penteado Fernando Fischer redacao@publicare.com.br Revisão Patrick Parmigiani Arte Anderson Goes Maciel Renato Sales Publicidade Eládia San Juan Marcos Fornabaio Rodrigo Machado Taís Coimbra Argentina V. y V.S.R.L. Nuñes - 2820 1429 - Buenos Aires - Argentina Tel./Fax: (0054 11) 4702-2800 Periodicidade Mensal Circulação Nacional Conselho Editorial Antônio Galvão Novaes; Arthur A. Hill; César Lavalle; Hugo Yoshizaki; Marcos Isaac; Paulo Fleury; Paulo Roberto Leite; Robert Caracik; Rodrigo Vilaça; Walter Zinn. A Revista Tecnologística não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos assinados, bem como pelas opiniões emitidas pelos entrevistados. Reprodução total ou parcial permitida, desde que citada a fonte. Registrada no 1.º Cartório de Reg. de Tit. e Doc. sob n.º 219.179, nos termos da Lei n.º 5.250/67 (Lei de Imprensa). Marca Registrada INPI n.º 818.454.067. Tiragem auditada pelo

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MERCADO

Locar investirá R$ 150 milhões em 2013 Empresa pretende ampliar frota para acompanhar crescimento previsto para o ano

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Locar, especializada no transporte de cargas especiais, anunciou investimentos de R$ 150 milhões em equipamentos no primeiro semestre de 2013. Do valor total, 45% serão destinados à compra de plataformas aéreas, 30% para a conclusão da construção da primeira balsa brasileira de lançamento de dutos – em fase final no Rio de Janeiro – e cinco novos barcos. O restante do montante será aplicado na compra de equipamentos para transporte especial, guindastes e andaimes. “Esperávamos, para 2012, um crescimento de 30% e crescemos 13%, mas para 2013 o cenário está bem mais otimista. Já

temos vários contratos firmados. A maioria dos nossos equipamentos está alugada desde já”, conta o presidente e fundador da Locar, Julio Eduardo Simões. Segundo o executivo, a expectativa de 2012 não correspondeu à realidade porque muitas obras atrasaram por conta de questões ambientais ou de liberação financeira. Grande parte dos resultados obtidos em 2012 se deve ao setor de guindastes, que corresponde a 50% do faturamento total da Locar. Segundo Simões, a companhia foi afetada pela concorrência de empresas que importam temporariamente as máquinas. “Elas pagam um décimo do imposto que pagamos para

comprar equipamentos novos”, diz. Para 2013, a expectativa é de que segmentos como o de plataformas aéreas e o marítimo cresçam mais que em 2012, e que o segmento de guindastes recupere seu crescimento. De acordo com Simões, o que vem aquecendo o mercado de locação de equipamentos atualmente são as indústrias de petróleo, naval, siderurgia, mineração e celulose. Em 2012, a Locar já havia investido R$ 75 milhões em equipamentos. No ano anterior, 2011, o montante chegou a R$ 160 milhões. Locar: (11) 3545-0500

Hamburg Süd tem novos serviços para a América Central Rotas que partirão do México fazem parte da reestruturação do atendimento da empresa

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zanillo, no México, com destino à Costa Oeste da América Central. A primeira rota conectará os portos de Manzanillo com Acajutla (El Salvador), Corinto (Nicarágua) e Puerto Caldera (Costa Rica). Já a segunda rota terá conexão direta a partir de Manzanillo para Puerto Quetzal (Guatemala). Com a inclusão do novo serviço entre a Costa Oeste dos Estados Unidos, Equador e Peru (leia mais em http:// www.tecnologistica. com.br/internacional/hamburg-sudDivulgação

Hamburg Süd, armadora alemã especializada no transporte marítimo de contêineres, oferece, desde janeiro, dois novos serviços que saem do porto de Man-

6 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

-apresenta-novo-servico/), Puerto Quetzal será escalado duas vezes por semana. A primeira saída do México aconteceu no dia 9 de janeiro com o navio Falmouth, que possui capacidade para 860 TEUs. Já para a segunda rota, a saída ocorreu em 10 de janeiro com o navio Oberon, com 900 TEUs de capacidade. Os novos serviços, que fazem parte de uma reestruturação do atendimento da Costa Oeste da América Central, alcançarão os mercados em crescimento para a Hamburg Süd, como América Central, Ásia e Costa Oeste da América do Norte.

Hamburg Süd: (11) 5185-3100


MBigucci inaugura condomínio em Diadema Com investimento de R$ 63 milhões, empreendimento é administrado pela Retha

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construtora MBigucci inaugurou, em 17 de dezembro, em Diadema, na Grande São Paulo, seu novo condomínio logístico, o MBigucci Business Park Diadema. O empreendimento, que recebeu investimento da ordem de R$ 63 milhões, está localizado no bairro Piraporinha, entre as Rodovias dos Imigrantes e Anchieta, com acesso ao Porto de Santos (SP), ao Rodoanel, ao Aeroporto Internacional de Guarulhos e às Rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias.

Divulgação

cozinha industrial e área de convivência para funcionários. O piso dos módulos possui capacidade para até 6 toneladas por metro quadrado e cada módulo possui ainda vagas para três veículos pequenos e outras duas para caminhões. O diferencial do empreendimento fica por conta de medidas sustentáveis, como sistemas de ventilação e iluminação naturais, sistema de retenção, escoamento e drenagem de água pluvial, piso intertravado, lixeiras com seleção de lixo, jardim com 604 árvores nativas da Mata Atlântica e torneiras com temporizador. Já estão instaladas no condomínio empresas como TCS Agenciamento de Cargas e Logística, New LG Transportes e Logística, Intelisense Radiocomunicação e SIM Industries Brasil. Segundo o diretor do Grupo Retha, Marino Mário da Silva, Região tem escassez de estruturas logísticas a cidade de Diadema Administrada pela Retha Imóveis, a foi escolhida por muitas empresas do unidade possui 26 galpões modulares e ramo industrial e logístico em razão do está construída em um terreno com área fácil acesso, localização, zoneamento total de 36.929,30 m². Há dois tipos de favorável e disponibilidade de mão de galpões disponíveis: 20 unidades do tipo obra, entre outros atrativos. “A região A, com área de 1.025,24 m², e seis do sempre teve escassez de galpões. A ofertipo B, com área de 911,02 m². Com pé- ta é facilmente superada pela demanda. direito de 12 metros e vão livre de 10,5 O MBigucci Business Park apresenta um metros, o condomínio conta com por- conceito moderno para a instalação de taria blindada, circuito fechado de TV, uma empresa, com galpões modulares”, segurança 24 horas, acesso independen- finaliza Silva. te para carretas, estacionamento interMBigucci: (11) 4367-8600 Retha: (11) 4777-9800 no e externo, além de restaurante com

JAC Motors amplia investimentos em sua fábrica

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montadora chinesa JAC Motors anunciou investimentos adicionais de R$ 100 milhões em sua unidade fabril, que está sendo construída em Camaçari (BA), para a fabricação de veículos comerciais. O aporte será incorporado aos R$ 900 milhões já previstos para a construção da fábrica, atingindo um montante de R$ 1 bilhão. A planta, que deve ficar pronta em 2014, terá capacidade para produzir 100 mil automóveis e 10 mil veículos comerciais leves ao ano. O modelo a ser fabricado na Bahia é o T140, apresentado recentemente ao mercado brasileiro (veja na seção Produtos nesta edição, ou em www.tecnologistica.com.br). Para o presidente da JAC Motors Brasil, Sergio Habib, a ideia é aproveitar boa parte da estrutura já desenhada para incluir a produção de caminhões. “Estamos prevendo fabricar veículos de até 6 ou 8 toneladas, que é o limite físico para aproveitamento da cabine de pintura.” O complexo industrial vai englobar também um centro de desenvolvimento de novas tecnologias, centro de estilo e design, laboratórios de acústica e controle de emissão de poluentes, pista de testes e centro de capacitação profissional, além das tradicionais etapas de produção, como estamparia, soldagem, pintura, montagem e testes finais. JAC Motors: 0800 522 8888 Fevereiro/2013 - Revista Tecnologística - 7


MERCADO

Grupo Columbia obtém controle acionário da Cefrinor

Divulgação

Objetivo é ampliar e integrar serviços para cargas frigorificadas

EADI Salvador, ao lado da Cefrinor. Proximidade aumentará sinergia

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Grupo Columbia informa que adquiriu, por meio de sua coligada Columbia do Nordeste, o controle acionário da Cefrinor S/A, empresa de armazenagem de carga frigorificada com forte atuação no segmento alimentício, localizada ao lado da Columbia EADI Salvador, em Simões Filho (BA). A companhia adquirida possui área de armazenagem de mais de 53 mil metros cúbicos, 10 mil posições-palete e 210 funcionários. De acordo com o diretor da Columbia do Nordeste, Murillo Mello, o negócio amplia os serviços da Columbia para cargas frigorificadas, além de integrar aqueles já ofertados. “Hoje, existem clientes

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que são atendidos por ambas as empresas. Agora, a sinergia entre esses serviços vai aumentar e, consequentemente, isto será percebido por nossos clientes, com o aumento do nível de serviços, melhoria do fluxo de informações e ganho de competitividade em toda a cadeia”, diz. A integração entre as duas empresas já começou. Com a consolidação do negócio, realizada em novembro, as equipes estão em processo de transição, focadas em identificar pontos prioritários e realizar o mapeamento entre as unidades e seus recursos. Nesta primeira fase de integração, a Cefrinor, que até então só operava com cargas frigorificadas, passará a operar também cargas se-

cas. “Apesar de possuir armazém para secos, o foco comercial da empresa era o mercado frigorífico. Queremos mudar isso imediatamente. Já estamos alocando operações de alguns clientes da EADI Salvador nesse armazém”, informa. Ainda de acordo com Mello, o próximo passo é agregar os serviços de transporte e distribuição de cargas frigorificadas. Há outros projetos. Os planos para a unidade incluem também a utilização da estrutura da Cefrinor para atuar de forma mais forte no segmento alimentício, além de desenvolver negócios nos setores químico e farmacêutico. Para isso, o Grupo Columbia planeja, para este ano, a ampliação da unidade, com investimentos em infraestrutura e sistemas operacionais. A ampliação dobrará a capacidade de armazenagem frigorífica e triplicará a área para separação e formação de lotes. Segundo o presidente do Grupo Columbia, Nivaldo Tuba, a aquisição da Cefrinor concretizou um plano que estava dentro da estratégia da empresa. Com esse novo site, a Columbia do Nordeste passará a ter um complexo com 210 mil metros quadrados de área, 36 mil m² de armazém coberto, 40 mil posições-palete e 700 colaboradores diretos e indiretos.

Grupo Columbia: (11) 3330-6700


MERCADO

Foton terá fábrica no Brasil

Governo federal fecha primeiro acordo setorial para logística reversa

Contrato prevê início da construção ainda em 2013

Medida abrange o recolhimento e a destinação de embalagens plásticas de óleos lubrificantes

Foton: (11) 4595-7160 10 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

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ministra do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira, assinou no último dia 19 de dezembro, em Brasília, o acordo setorial para a implantação do Sistema de Logística Reversa de Embalagens Plásticas e Óleos Lubrificantes. Participaram da cerimônia entidades ligadas ao setor, como o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom). O acordo está previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – Lei 12.305, instituída em 2010 – e determina que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos que gerem resíduos sólidos sejam responsáveis pelo recolhimento e destinação das embalagens por meios independentes dos sistemas públicos de limpeza urbana, para que estas sejam reaproveitadas

Paulo de Araújo - MMA

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montadora chinesa de caminhões Foton construirá uma fábrica no país, segundo contrato assinado no dia 15 de dezembro entre a Foton Aumark do Brasil e a Beiqi Foton Motor. A cerimônia aconteceu em Pequim, na China, com a presença do diretor Administrativo e Financeiro, Marcio Vita, e do vice-presidente Orlando Merluzzi, como representantes da Foton Aumark, e do vice-presidente mundial, Li Xingxing, e do diretor regional para a América do Sul, Jiang Feng, representando a Beiqi Foton. O local de instalação da fábrica e os valores envolvidos ainda não foram divulgados, mas o início das obras está previsto para este ano. A planta ficará a cargo da Foton Aumark. A empresa, responsável pela importação e distribuição dos caminhões da Foton Daimler no Brasil, atua também no fornecimento de autopeças e serviços de pós-venda. O grupo Foton Motor foi fundado em 1996 e está sediado no distrito de Changping, em Pequim. A companhia, que conta com mais de 100 mil funcionários, estabeleceu em março de 2012 uma joint venture com a Daimler para a criação da montadora Foton Daimler. Em julho de 2012, o primeiro caminhão da marca, do modelo Auman GTL, foi produzido na unidade chinesa da Beijing Foton Daimler Automotive (BFDA), também em Pequim.

em outros ciclos produtivos ou recebam destinação final adequada. Durante a solenidade, a ministra afirmou que as novas medidas para controlar o descarte de resíduos sólidos, especialmente aqueles de alta periculosidade, vão ajudar a combater a exclusão social, melhorando a qualidade de vida da população. “Não estamos falando só da indústria. Essa questão envolve o comércio varejista, o consumidor e a mudança de comportamento do governo. Será um aprendizado para todo mundo”, salientou. As negociações sobre a logística reversa de embalagens plásticas de óleos lubrificantes foram conduzidas, nos últimos dois anos, por grupos de trabalho compostos por técnicos dos Ministérios do Meio Ambiente, Saúde, Agricultura e Pecuária, Indústria e Comércio, Fazenda e do setor privado, supervisionados pelo Comitê Orientador para Implantação da Logística Reversa (Cori). Outras propostas de acordos setoriais para implantação do sistema de logística reversa aguardam aprovação do Cori, entre elas a de lâmpadas fluorescentes, descarte de medicamentos e de resíduos eletroeletrônicos.

Ministra Isabella Teixeira com representantes do setor, durante assinatura do acordo

MMA: (61) 2028-1227


ALE e Cummins firmam parceria para distribuição de Arla 32 Fluido estará disponível na rede da distribuidora em 22 estados brasileiros

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distribuidora de combustíveis ALE e a Cummins estabeleceram, em dezembro, um acordo que prevê a distribuição no Brasil, pela ALE, do Fleetguard Arla 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo) produzido pela Cummins Filtration, divisão da empresa especializada em filtros e líquidos de arrefecimento. O agente está disponível na rede da distribuidora composta por cerca de 1,8 mil postos em 22 estados brasileiros. O produto, um fluido que

reduz a emissão de gases poluentes, utilizado em veículos equipados com sistema de pós-tratamento, está disponível em embalagens de 10, 20, 200 e 1.000 litros. “Formamos uma parceria de grande valor e, por meio dela, poderemos contar com a rede de distribuição ALE para aumentar a presença do produto no mercado”, analisa o gerente executivo de Vendas e Marketing da Cummins Filtration, Sergio Giummarra. “Para essa parceria, criamos uma

estratégia especial de comercialização e distribuição do Arla 32 em todos os postos da rede que comercializam o Diesel S50”, destaca o diretor de Varejo e Marketing da ALE, Júlio Paulon. Para ele, a vantagem para os proprietários de postos de combustíveis está na força da marca Cummins associada à segurança logística e ao padrão ALE de atendimento. Postos ALE: (11) 2149-9600 Cummins Filtration: 0800 286 6467


MERCADO

Governo federal anuncia pacote de investimentos para aeroportos Aviação regional receberá R$ 7,3 bilhões em investimentos; Galeão e Confins serão concessionados

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ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt, anunciou no fim de dezembro o Programa de Investimentos em Logística: Aeroportos. Entre as medidas, estão previstos investimentos de R$ 7,3 bilhões para o desenvolvimento da aviação regional. De acordo com o ministro, foram identificados 689 aeroportos regionais no país. Em parceria com os estados, nesta primeira fase, 270 deles receberão verbas federais. Serão 67 terminais na Região Norte, 64 no Nordeste, 31 no Centro-Oeste, 65 no Sudeste e 43 na Região Sul.

Para Bittencourt, o objetivo é realizar a integração territorial, desenvolver polos regionais, além de facilitar, por exemplo, o acesso às comunidades da Amazônia Legal. Para agilizar a aplicação dos recursos, o modelo já foi definido. “A gestão dos investimentos será realizada pelo Banco do Brasil”, diz. O governo aproveitou a oportunidade e anunciou, ainda, o início do processo de concessão à iniciativa privada dos Aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e Confins, em Belo Horizonte. A administração pública estima que a passagem para a gestão privada esteja orçada em R$ 11,4 bilhões, sendo R$ 6,6

bilhões para o aeroporto fluminense e R$ 4,8 bilhões para o terminal mineiro.

Nova empresa Bittencourt apresentou ao mercado, também, a Infraero Serviços. Segundo ele, a companhia, que será composta em parceria com um operador internacional, estará apta a prestar serviços para os 61 aeroportos ainda sob sua administração. Além disso, se tornará mais um player no setor e oferecerá seus serviços para aeroportos à parte de sua gestão. Infraero: (61) 3312-3076

LLX e V&M assinam contrato para base logística no Açu

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m 19 de dezembro, a LLX, braço logístico do Grupo EBX, divulgou a assinatura de um contrato com a V&M do Brasil para a instalação de uma base logística no Superporto do Açu, empreendimento da empresa localizado em São João da Barra (RJ) previsto para entrar em operação no segundo semestre. A unidade, que estará localizada no Polo Metalomecânico, terá 150 mil m² de área e será destinada ao atendimento das companhias de petróleo que atuam na Bacia de Campos, por meio da armazenagem e fornecimento just in time de tubos e serviços especializados. O contrato terá 20 anos de duração, podendo ser renovado por mais 20 anos. A implantação da estrutura acontecerá a partir da instalação de uma base de apoio 12 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

offshore no canal do TX2. “A assinatura de mais um contrato para instalação de unidade industrial no Polo Metalomecânico confirma a condição de excelência oferecida pelo Superporto do Açu para as empresas fornecedoras de bens e serviços para a indústria de petróleo & gás e energia”, comenta o diretor-presidente e de Relações com Investidores da LLX, Marcus Berto. Para o executivo, a localização estratégica na Região Sudeste, com acesso às principais ferrovias e rodovias, faz com que o Superporto do Açu seja um centro de convergência, representando um diferencial para as empresas que decidirem se instalar lá. “A base logística será muito importante para otimizar o atendimento aos

nossos clientes com tubos OCTG (oil country tubular goods) para exploração e produção de petróleo”, explica o diretor-geral da V&M do Brasil, Alexandre Lyra. Segundo ele, a nova base permitirá ampliar o fornecimento de serviços e soluções aos seus clientes, incluindo a OGX. A V&M do Brasil faz parte do Grupo Internacional Vallourec, especializado em soluções tubulares. Sua expertise estende-se, ainda, ao setor industrial, como mecânico, automotivo e construção. Com 22,2 mil funcionários, a empresa registrou 5,3 bilhões de euros em vendas em 2011. LLX: (21) 2555-5661 V&M: (31) 3328-2121


MERCADO

Iveco inicia produção de extrapesado em Sete Lagoas Stralis Hi-Way foi lançado simultaneamente na Europa e no Brasil no consumo de diesel em relação aos veículos da geração anterior, o novo Stralis traz um ganho adicional de 3,1%. Além disso, o caminhão tem custo de manutenção até 5% menor.

Planta

Divulgação

O novo veículo está sendo industrializado no site da Iveco em Sete Lagoas. Com o sistema produtivo regido pelo World Class Manufacturing (WCM), todas as etapas industriais, desde os processos de funilaria e pintura das cabines, passando pela montagem dos chassis, até a montagem final e testes, são controladas. Segundo o diretor Industrial, Maurizio Emo, todas as operações-chave do processo são controladas por sistemas à prova de erros, também conhecidos como Error Proofings ou Poka Yokes, que garantem a máxima confiabilidade industrial. Outro ponto destacado pelo executivo é a produção personalizada de cada caminhão. “Os operadores recebem em seu posto de trabalho apenas o kit necessário para a montagem de cada produto, eliminando assim o excesso de caixas de peças na produção. Assim, o processo fica mais enxuto, seguro e preciso”, garante.

Linha de montagem em Sete Lagoas é regida pelo World Class Manufacturing

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Iveco iniciou, em dezembro, em sua fábrica de Sete Lagoas (MG), a produção do Stralis Hi-Way. A primeira unidade saiu da linha de montagem no dia 20 de dezembro e estará disponível para vendas já no primeiro trimestre deste ano. O novo veículo extrapesado é o primeiro da companhia a ser lançado simultaneamente na Europa e no Brasil. De acordo com o presidente da Iveco Latin America, Marco Mazzu, o Hi-Way é um produto premium. O caminhão chega ao Brasil em três versões – 440, 480 e 560 – e complementa a linha Stralis Ecoline, lançada em setembro. Entre as principais caracterís14 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

ticas do veículo, estão a nova cabine com design totalmente renovado, o restyling externo desenhado para melhorar a performance aerodinâmica e, consequentemente, o desempenho e a eficácia do produto, os novos sistemas eletrônicos e o novo motor FPT Cursor 13 de 560 cavalos, que equipará a versão mais completa da nova série. Para o diretor da Plataforma de Veículos Pesados da Iveco Latin America, Marcello Motta, toda a tecnologia embarcada no Stralis Hi-Way trará aos clientes diversos ganhos. Do ponto de vista de economia de combustível, por exemplo, enquanto o Stralis Ecoline já representava uma redução de até 7,5%

Iveco: 0800 702 3443


Dachser adquire operador logístico espanhol Empresa já detinha 10% de participação da Azkar desde 2008

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o dia 15 de janeiro, a Dachser, operadora logística internacional de origem alemã, passou a deter 100% da Azkar, empresa de logística espanhola que atua no segmento de cargas fracionadas. Os valores envolvidos na negociação, que aguarda aprovação de autoridades antitruste, não foram revelados. A Azkar, que tem forte atuação na Península Ibérica, atende seus clientes por toda a Europa com mais de 500 mil m2 de armazéns próprios e uma frota de 2,65 mil veículos. A empresa conta com mais de 3 mil colaboradores que trabalham em 91 filiais. Em 2011, a operadora gerou um volume de negócios avaliado em 367 milhões de euros. A Dachser já detinha, desde 2008, uma participação de 10% da empresa espanhola. Após a aquisição, a Azkar continuará a ser comandada pelo atual CEO, José Antonio Orozco, e seu time de gestores. Além disso, continuará a operar sob a mesma marca. “Com a Dachser, seremos capazes de assegurar o nosso futuro e ter acesso a uma rede logística global”, analisa Orozco. As empresas já atuam em parceria desde 2007, o que alavancou os respectivos volumes de negócios em cargas fracionadas provindas e com destino à Espanha em mais de 20% ao ano. “Nos últimos cinco anos, ficou claro que temos uma mentalidade e uma forma de fazer negócios muito similares. Nossa cultura corporativa se encaixa perfeitamente com os valores da Dachser enquanto empresa familiar”, afirma Orozco. “As semelhanças históricas na

evolução de ambas as empresas são notáveis”, afirma o presidente do Conselho de Administração da Dachser, Bernhard Simon, que lembra que ambas foram fundadas quase simultaneamente, no início dos anos 1930. “Nossos modelos de negócios corporativos passaram por transformações muito parecidas em áreas estratégicas. O êxito da Dachser se deve a uma organização descentralizada. Por essa razão, a Azkar continuará trabalhando dentro de suas tradições”, completa Simon. De acordo com o executivo, a negociação demonstra a confiança da Dachser no futuro da Europa, mesmo em meio à crise financeira. Trata-se da segunda maior aquisição na história da Dachser, que em 1999 realizou a compra e integração dos negócios de seu concorrente francês Graveleu. Em 2011, a operadora alemã gerou receitas de 4,3 bilhões de euros. Com 21 mil colaboradores e 315 centros logísticos situados em 36 países, a empresa movimentou 49,3 milhões de encomendas naquele ano, que somaram um volume total de 37,1 milhões de toneladas. No Brasil, a Dachser está sediada em Campinas (SP) e possui 12 filiais que atendem todo o país, localizadas em Campinas, São Paulo, Guarulhos e Santos (SP), Rio de Janeiro, Porto Alegre, Itajaí (SC), Curitiba, Belo Horizonte, Salvador e Manaus.

Dachser: (19) 3312-6200


MERCADO

Appa apresenta balanço de 2012 Portos paranaenses registram acréscimo de 12% nas exportações

16 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

Os caminhões procedentes de Mato Grosso, por exemplo, representaram 20% do total que chegou ao pátio em 2012. No ano anterior, os veículos vindos desse estado não representavam mais do que 15% do total. Para o diretor Empresarial da Appa, Lourenço Fregonese, esse aumento de cargas provenientes de outros estados é resultado do trabalho que a administração vem realizando. “O diálogo constante, as melhorias logísticas e operacionais, além do trabalho de dragagem, têm atraído de volta muitos clientes que, em anos anteriores, haviam deixado de operar em Paranaguá”, afirma.

Projeções Para 2013, de acordo com Dividino, as perspectivas continuam muito positivas. “Em 2012, fizemos ajustes nos modelos logísticos e finalizamos os projetos de expansão. Para este ano, interviremos pesadamente na infraestrutura para garantir a operacionalidade do porto nos próximos 20 anos”, ressalta. “O dólar permanece bastante favorável para as exportações, garantindo bons preços para o campo. Acreditamos que haverá novos recordes, com crescimento na ordem de 6% a 7% na movimentação total”, projeta o superintendente. Asscom - Appa

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Administração dos Portos de superior ao ano passado; e mais de 31,6 Paranaguá e Antonina (Appa) milhões de t de granéis sólidos, 10% a apresentou, no último dia 11 de mais do que em 2011. janeiro, o balanço total das movimen“Pelo segundo ano consecutivo, tações de cargas nos portos paranaen- conseguimos quebrar o recorde em ses em 2012, que somaram um volume produtividade. Para alcançar essa mode mais de 44,6 milhões de toneladas vimentação, foram adotadas medidas e representaram um novo recorde para no sentido de coordenar os trabalhos os portos, totalizando 9% a mais que de todos os atores do sistema portuário o registrado em 2011, quando foram para vencer as dificuldades logísticas”, movimentadas 41 milhões de t. explica o superintendente da Appa, Em relação às exportações, foram Luiz Henrique Dividino. O executivo aproximadamente 28,5 milhões de t conta que outras medidas foram adotamovimentadas, um acréscimo de 12% das, como melhorias no pátio de triaem comparação a 2011, com 25,5 mi- gem, na moega de descarga de grãos, lhões de t. As vendas externas represen- a dragagem do Porto de Paranaguá e, taram aproximadamente 56,5% da mo- principalmente, medidas de gestão. vimentação geral registrada pelos Portos Como consequência da alta na mode Paranaguá e Antonina em 2012. vimentação dos grãos, o recebimento de Os destaques nas exportações fo- caminhões carregados com o produto ram os granéis sólidos, como o milho, também cresceu. O pátio de triagem de com cerca de 5 milhões de t embarca- Paranaguá recebeu 353 mil veículos no das – quase 100% a mais do que em ano passado, contra 293 mil em 2011 – 2011; o farelo de soja, com 5,2 milhões aumento de 20%. Os números também de t exportadas – crescimento de 21% mostram que cresceu a participação da em relação ao ano anterior; e o açúcar, carga proveniente de outros estados e com aproximadamente 5 milhões de t que é movimentada em Paranaguá. comercializadas, 5% a mais que no ano passado. Já nas importações, foram cerca de 15,6 milhões de t adquiridas, 4% a mais do que em 2011. Considerando o total movimentado, dos mais de 44,6 milhões de t, cerca de 7,6 milhões foram carga geral, 2% a mais do que no ano passado; 4,9 milhões eram graGranéis sólidos foram os destaques das exportações néis líquidos, 15%

Appa: (41) 3420-1143


Navio naufragado no canal de navegação de Santos é retirado Ais Giorgis, naufragado em 1974, foi retirado por completo, permitindo que a dragagem e a homologação do canal sejam retomadas

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Secretaria Especial de Portos (SEP) finalizou em janeiro a retirada da última parte do navio Ais Giorgis, naufragado em 1974 no canal de navegação do Porto de Santos (SP). A retirada faz parte do projeto de aprofundamento do canal de navegação do Porto de Santos para 15 metros e alargamento para 220 m. Os serviços continuam em terra, com o corte das peças retiradas para destinação final. Segundo a SEP, logo em seguida serão executadas sondagens sísmicas e levantamento batimétrico para a verificação de eventual interferência que possa prejudicar a navegação em uma profundidade de 15 m.

“Com a eliminação dessa última interferência no canal, será retomada a dragagem no trecho para posterior homologação da profundidade pela Marinha do Brasil”, comenta o diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Renato Barco. Os últimos destroços, entre eles a casa de máquinas e partes do casco, encontravam-se no fundo do estuário, em frente aos armazéns 15 e 16, próximos à margem esquerda do porto. A operação, que foi iniciada em outubro de 2011, começou pela remoção dos sedimentos acumulados nos destroços da embarcação, buscando viabilizar os trabalhos de corte e içamento.

O Ais Giorgis, da armadora Shiomeyr, naufragou em 8 de janeiro de 1974 após um incêndio a bordo, quando operava na descarga de caixas, sacos e tambores contendo leite em pó, óleo de pinho, resina e produtos químicos. Por oferecer risco a outras embarcações, na madrugada do dia 9 de janeiro do mesmo ano a embarcação foi puxada para o meio do estuário e encalhou próxima à margem esquerda do porto. No dia 8 de julho de 1979, um violento vendaval quebrou as amarras do navio e o arrastou para o meio do estuário, onde naufragou. SEP: (13) 3202-6565

MAN fornece motores para navios Construídos com tecnologia bicombustível, equipamentos serão os primeiros utilizados em embarcações

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MAN Diesel & Turbo anunciou o fornecimento de motores para os primeiros navios porta-contêineres alimentados principalmente por gás natural liquefeito (GNL). A empresa de transporte norte-americana Tote assinou um contrato com o estaleiro Nassco, em San Diego, para a construção de dois navios porta-contêineres. As embarcações serão futuramente movidas por um motor flex de dois tempos 8L70ME-GI, que poderão ser operados com combustível líquido ou gasoso. Esse foi o pri-

meiro pedido do novo motor ME-GI para a MAN Diesel & Turbo. A construção do primeiro navio deve ser iniciada em 2014, com entrega prevista para o fim de 2015. Já o segundo navio deverá ser entregue em 2016. Ambas as embarcações possuirão 3,1 mil TEUs de capacidade e serão ambientalmente corretas, por serem as primeiras movidas principalmente por GNL. Os motores MAN oferecem aos armadores e operadores grande flexibilidade e eficiência de custos, já que o

combustível poderá ser alterado com base na sua disponibilidade e preço. “Os regulamentos mais rigorosos sobre emissões e o aumento no preço de combustíveis exigem compatibilidade com o meio ambiente e, ao mesmo tempo, soluções econômicas. Nossos motores bicombustíveis e movidos a gás são perfeitamente concebidos para tais exigências”, comenta o CEO da MAN Diesel & Turbo e membro da diretoria executiva da MAN, René Umlauft. MAN: (24) 3381-1063 Fevereiro/2013 - Revista Tecnologística - 17


MERCADO

Wilson, Sons Rebocadores amplia atuação de Central de Operações Embarcações que atuam nos Portos de Paranaguá e Vitória passarão a ser rastreadas

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Divisão de Rebocadores da Wilson, Sons ampliou a atuação de sua Central de Operações no começo de 2013, com o início da instalação de tecnologia de rastreamento nas embarcações da empresa que atuam nos Portos de Paranaguá (PR) e Vitória. Com isso, serão 23 rebocadores gerenciados pela Central de Operações de Rebocadores (COR). Esse projeto faz parte de um investimento de R$ 1,5 milhão feito pela empresa, que engloba a aquisição de equipamentos de rastreamento para as embarcações, para a central e o software. A solução rastreia remotamente as embarcações e faz um estudo da área de atuação, mapeando as regiões dos portos para saber suas características e os riscos envolvidos em cada uma, gerando indicadores sobre a navegação, colaborando na elaboração de estratégias e reduzindo os riscos de acidentes. A central teve um projeto piloto em 2010 para estudar as tecnologias disponíveis, que resultou na escolha do Vessel Traffic Service (VTS), disponibilizado pela empresa Transas. “Esta foi a ferramenta que se mostrou mais apropriada. Para atestar a qualidade do software, visitamos uma companhia canadense que utiliza o mesmo produto e ficamos impressionados com tudo o que vimos”, conta o diretor da Wilson, Sons Rebocadores, Sérgio Guedes. Após um período de aprendizagem, a COR entrou em operação na filial de Santos, em 2011, com o objetivo de cuidar das embarcações que operavam nos

18 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

Portos de Santos e São Sebastião (SP). Os rebocadores que atendem os Portos do Rio de Janeiro e de Sepetiba (RJ) foram conectados à central em 2012. A companhia trabalha agora para integrar as embarcações que operam em Paranaguá e Vitória. “Já recebemos os equipamentos para atender estes portos. A expectativa é de que, em novembro, já esteja tudo instalado e comecem a ser feitos os estudos das áreas”, afirma o coordenador de Processos da Wilson, Sons, Vinícius Beato. A ferramenta possui um sistema de alarmes que avisa as ações que podem vir a comprometer a segurança das operações das embarcações em tempo hábil para que sejam corrigidas. Assim, é possível evitar os excessos de velocidade ou deslocamentos sem planejamento, por exemplo. Existem dois portais que funcionam em sinergia com a central, sendo um voltado para os comandantes e outro para as filiais. “Além disso, a comunicação via rádio continua sendo feita. A COR apenas agrega valor às operações”, conclui Beato. Para o supervisor da COR, Daniel Amarante, a resposta dos comandantes das embarcações está colaborando para o desenvolvimento da central. “Todos passaram por treinamentos para lidar com a COR, que representa uma grande mudança na cultura das operações. A tripulação agora se sente mais confiante com a qualidade de informações disponíveis”, conta o supervisor. Wilson, Sons Rebocadores: (21) 2126-4222

Governo de Santa Catarina celebra contrato com o BID

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governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, assinou, no último dia 9 de janeiro, um contrato de US$ 250 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Somado à contrapartida do estado, o montante de R$ 650 milhões, que integra o programa Pacto por Santa Catarina, será aplicado em melhorias na malha rodoviária estadual. A primeira etapa de obras do novo programa prevê a aplicação de R$ 333,5 milhões em dez obras, ou 222 km de estradas novas, asfaltadas ou recuperadas. A obra na Rodovia Antônio Heil, por exemplo, tinha seu edital de licitação previsto ainda para o mês de janeiro. Já o novo acesso norte de Blumenau está com o projeto em elaboração, devendo estar concluído até o fim do primeiro semestre. O prazo de pagamento é de 25 anos, com carência de 66 meses. Como um todo, incluindo outros financiamentos e recursos próprios do estado, o Pacto por Santa Catarina prevê a aplicação de R$ 2,8 bilhões na implantação e na recuperação de 30% da malha rodoviária pavimentada catarinense.

BID: (61) 3317-4200 Governo de Santa Catarina: (48) 3665-2000


Grupo Protege lança divisão de transporte de cargas valiosas Divulgação

mados e treinados. Os veículos apresentam, também, um sistema de abertura e travamento das portas, além de serem rastreados via satélite. A companhia estima investir R$ 10 milhões na nova divisão até 2015, com a aquisição de 25 caminhões blindados que serão dedicados exclusivamente ao transporte de cargas valiosas. O serviço já está operante nas cidades de Campinas e Jundiaí (SP), mas poderá ser disponibilizado nas 43 bases do Grupo Protege espalhadas pelo país, de acordo com a demanda do mercado. O diretor-geral do Com investimentos de R$ 10 milhões, nova divisão utiliza Grupo Protege, Mário veículos blindados para garantir a segurança da carga Baptista de Oliveira, conGrupo Protege, especializado em ta que a companhia transporta valores serviços e soluções de seguran- há mais de 40 anos, com excelência em ça, ingressou no segmento de soluções de segurança. Essa expertise é transporte de cargas valiosas com a de fundamental importância na apresennova Divisão Carga Segura, que tem o tação do novo serviço. “Se transportamos objetivo de assegurar a integridade no dinheiro de forma segura, podemos carretransporte de insumos, eletroeletrônicos gar qualquer produto com a mesma pere artigos de luxo, entre outros. O servi- formance. Transportar valores faz parte da ço foi criado em dezembro de 2011 para nossa história”, diz o executivo. atender especificamente um cliente, reaSegundo Oliveira, a empresa ingreslizando o transporte de carga entre Jun- sou nesse segmento por conta da nediaí e Campinas, região onde há muitos gociação com um de seus clientes. “O roubos de carga. A partir daí, a empresa Carga Segura significa a garantia conpercebeu a oportunidade de entrar nesse tra problemas diversos para os nossos nicho e estruturou a nova divisão, que clientes. No caso do transporte de inagora apresenta ao mercado. sumos, por exemplo, evita a linha de O Carga Segura trabalha com cargas produção parada por falta de material, de aproximadamente R$ 10 milhões em pois temos processos absolutamente produtos e 9 toneladas de carga no baú de amadurecidos de segurança, que garancaminhões blindados, evitando o espaço tem uma exposição mínima da carga ocioso recorrente em caminhões com es- transportada”, completa. colta. Todos os caminhões são tripulados Grupo Protege: (11) 3156-0800 por uma equipe de quatro vigilantes ar-

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Grupo TZL investe R$ 24 milhões em dois novos CDs

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Grupo TZL, ao qual pertencem as empresas de transporte e logística TransZilli e TranZilog, iniciou 2013 com investimentos de R$ 24 milhões destinados à construção de dois centros de distribuição em Aparecida de Goiânia (GO), sede da empresa. As unidades, que devem ser inauguradas até o fim de março, possuem 11 mil metros quadrados cada, com pé-direito de 12 m, capacidade de piso de 6 toneladas por m² e 24 docas. Atendendo às exigências da Anvisa, os CDs serão direcionados à operação com produtos farmacêuticos. Sem reve-

lar nomes, a TZL informa que já possui contratos fechados com clientes do setor de medicamentos. De acordo com o diretor-presidente da TZL, Osvaldo Zilli, o grupo deve continuar a investir na Região Centro-Oeste – um dos principais polos farmacêuticos do país – com novas estruturas para atender às necessidades do segmento. Com os novos CDs, a companhia passará a contar com uma área total de 82 mil m² destinada à armazenagem. No ano passado, a empresa já havia investido R$ 31 milhões na aquisição de veículos para composição de frota.

Foram comprados 55 conjuntos de cavalos mecânicos e semirreboques e 60 veículos frigorificados utilizados em atividades de distribuição, entre 3/4, tocos e trucks. A TZL oferece transporte primário, secundário, armazenagem e picking para cargas fracionadas frigorificadas. O grupo conta com aproximadamente 600 colaboradores e atende clientes como Brasil Foods, Nestlé, Seara, Danone, DPA, Arcor, JBS, Drogasil, Vigor, LBR, Piracanjuba, Pif Paf e Laticínios Carolina. TransZilli: (62) 3283-2908


MERCADO

Rodoborges principia construção de centro logístico

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Rodoborges Express divulgou o início da construção, no começo deste ano, de sua nova unidade na cidade de Mairinque (SP), às margens da Rodovia Castelo Branco, na altura do km 68 da pista sentido interior. Para o fundador proprietário da Rodoborges, Armando Borges Batista, a opção pela localização se deu em razão do grande desenvolvimento da região e da facilidade de locomoção até as principais rodovias do país sem a necessidade de utilização das Marginais do Pinheiros e do Tietê (SP), dentro da capital paulista. “Com esta nova unidade, ampliaremos nossa capacidade de atendimento para mais 40 mil posições-palete, com capacidade de recebimento e expedição de mais de 3 mil paletes por dia.”

A nova estrutura, que conta com investimentos da ordem de R$ 20 milhões, possuirá 45 docas para carga e descarga, além de capacidade de piso para 7 toneladas por m2 e 12 m de pé-direito. A unidade contará, ainda, com seis empilhadeiras elétricas, que irão atuar nas operações internas do armazém. A estrutura oferecerá serviços de armazenagem e logística, mas poderá fornecer outros serviços de acordo com a necessidade do cliente. Para o diretor-geral da empresa, Thiago Borges, a previsão é de que, até a conclusão das obras, toda a capacidade do armazém já esteja ocupada. “Este modelo visa atender a qualquer tipo de demanda dos clientes, dando mais opções e se adequando às necessidades operacionais de cada cliente”, completa o executivo.

A filial, que faz parte do programa de crescimento da Rodoborges, com foco no atendimento das necessidades dos clientes e na ampliação da participação da área de armazenagem e gestão de armazéns nos negócios da empresa, ofertará vários pacotes de serviços, como gestão geral do armazém, locação de áreas, locação de equipamentos de movimentação e consultoria e inspeção de inventários de áreas administradas por terceiros. A conclusão das obras está prevista para janeiro de 2014. Além da nova unidade, a Rodoborges Express conta ainda com estruturas no Rio de Janeiro, Feira de Santana (BA), Recife, João Pessoa e em sua matriz, localizada em Osasco (SP). Rodoborges: (11) 2195-3618

Eldorado Brasil promove primeiro carregamento para exportação Sérgio Furtado

Porto de Santos embarca 2,5 mil toneladas de celulose com destino aos Estados Unidos

Empresa prevê exportar mais de 90% de sua produção

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empresa brasileira do setor de celulose Eldorado Brasil iniciou, em 8 de janeiro, seus processos de exportação, com o carregamento de 2,5 mil toneladas de celulose no Porto de Santos (SP). A empresa começou a 22 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

operar em novembro e teve sua fábrica inaugurada oficialmente há cerca de dois meses, em Três Lagoas (MS) (veja informações completas em www.tecnologistica.com.br/industria-2/eldorado-brasil-inaugura-fabrica-em-tres-lagoas/). A primeira carga exportada pela Eldorado, na modalidade breakbulk (mercadoria solta), tem como destino a cidade de Mobile, no estado do Alabama, nos Estados Unidos. A previsão da empresa é que, até o fim de 2013, mais de

90% de sua produção seja destinada à exportação. A Eldorado projeta enviar, pelo Porto de Santos, cerca de 1,4 milhão de toneladas de celulose até o fim de 2013. A fábrica da empresa emprega cerca de 2,5 mil colaboradores, entre funcionários diretos e terceiros fixos, e apresenta uma capacidade produtiva de 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano. Eldorado Brasil: (11) 2505-0200


MERCADO

Divulgação

FPSO OSX-1 recebe certificação do IBP

Unidade é a primeira a compor a frota da companhia

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OSX, empresa do setor naval e offshore do Grupo EBX, informa que obteve, em dezembro, a certificação de Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos (SPIE) por meio do Instituto Brasileiro de

Objetivo é gerar mais confiabilidade e segurança às operações a bordo

Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). O certificado é referente à operação do FPSO OSX-1, primeira unidade marítima a compor a frota da companhia. A meta com a certificação é gerar mais confiabilidade e segurança operacional às atividades a bordo da plataforma. Além disso, a iniciativa contribui para redução de

custos por conta da ampliação dos períodos entre as inspeções dos equipamentos da embarcação. O FPSO OSX-1 está em atividade no campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos (RJ), fretado para a OGX, companhia do setor de óleo e gás do Grupo EBX. OSX: (21) 2555-6100


Translógica prevê investimentos de R$ 900 mil em 2013

Divulgação

Empresa sergipana criada em 2012 oferece serviços de transporte rodoviário e aéreo

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Translógica, empresa criada em meados de 2012 para atuar nos segmentos de transporte e logística nos modais rodoviário e aéreo, revela planos de investimento de cerca de R$ 900 mil para o ano que se inicia. O aporte será feito na aquisição de novos equipamentos e na intensificação da divulgação da marca. A companhia pretende ainda iniciar operações de armazenagem e distribuição de cargas em 2013. Com faturamento de R$ 1 milhão em 2012 e 150 toneladas movimentadas, a Translógica projeta dobrar a receita neste ano, com a previsão de movimentar 300 toneladas em cargas. A empresa, que realizou investimentos iniciais da ordem de R$ 100 mil para a aquisição de veículos e equipamentos, opera em um galpão alugado de aproximadamente 500 m², localizado na cidade de Aracaju, onde também se encontra sua matriz. A Translógica oferece seus serviços de frete aéreo e rodoviário em todo o território nacional, incluindo roteiros internacionais para o mo-

dal aéreo. Os fretes rodoviários são terceirizados com outras transportadoras; já para o frete aéreo, a Translógica conta com uma frota própria composta por dois caminhões, cinco utilitários e três motos, todos rastreados via satélite e, ainda, atua por meio de parcerias com empresas aéreas para utilizar os porões das aeronaves para o transporte de cargas. A Translógica atende clientes como Vale Potássio, Santista Têxtil, Senai, Gerdau, Grupo Marata, Sergipe Industrial, Nordestina Têxtil, Sergifil, Sabe Alimentos e Construtora Queiroz Galvão. Dentre os serviços ofertados pela empresa, destacam-se mais de 200 roteiros internacionais divididos em três modalidades: Translógica Próximo Voo, que disponibiliza um carro exclusivo no ato da coleta e entrega, além de embarque no primeiro voo disponível, entregando a carga em até 24 horas; Translógica Próximo Dia, em que a carga pode ser entregue em até 48 horas após o embarque; e Translógica Convencional, com cargas que podem ser entregues em até 72 horas. Para o transporte rodoviário, a empresa atende todo o país, disponibilizando veículos exclusivos para este tipo de serviço. Além disso, a Translógica oferece serviços de paletização.

Translógica: (79) 3243-5006

Portonave inicia 2013 com novo serviço Linha ESA, vinda da China, realizou a primeira atracação no início de janeiro

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o último dia 2 de janeiro, o Terminal Portuário de Navegantes (Portonave), em Santa Catarina, recebeu o navio Hanihe em sua primeira escala do novo serviço ESA, constituído pelas companhias marítimas Evergreen e Cosco. A linha atende países da Ásia com escala nos portos de Xangai, Ningbo, Yantian e Hong Kong, todos na China, e Cingapura. A cidade de Navegantes foi incluída na rota do serviço ESA em virtude da importância da economia do estado catarinense, e o Portonave foi escolhido pela qualidade dos serviços e infraestrutura da cadeia logística oferecidas. O terminal possui, atualmente, três serviços diretos para o continente asiático e o ESA representa mais uma opção para os clientes do terminal. Na primeira atracação, foram movimentadas mercadorias como tecidos, livros, motores, empilhadeiras, ferramentas, artigos domésticos, flores artificiais, camisas e resinas.

Portonave: (47) 2104-3300 Fevereiro/2013 - Revista Tecnologística - 25


MERCADO

Pincéis Atlas inaugura centro de distribuição em Esteio Nova estrutura aumenta capacidade de armazenagem e de separação de materiais da empresa

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Pincéis Atlas, empresa do Grupo Bettanin que atua no mercado de acessórios e ferramentas para pintura, inaugurou, no último dia 9 de janeiro, seu centro de distribuição localizado na cidade de Esteio (RS). Com 10 mil metros quadrados de área de armazenagem e pé-direito de 12 m, a nova estrutura conta com 4,7 mil posições-palete e 15 docas. Com o novo CD, a empresa soma um total de 7,7 mil posições-palete. Os demais armazéns da Pincéis Atlas estão localizados em Itapevi (SP) e Jaboatão dos Guararapes (PE).

O objetivo da empresa com a nova estrutura é aplicar tecnologia de ponta para agilizar suas operações, proporcionar maior nível de fracionamento de lotes, permitir um maior controle do mix e otimizar os prazos de entrega. O novo CD de Esteio atenderá médias e grandes empresas do varejo brasileiro de materiais de construção. O CD utiliza um sistema de iluminação que garante luz natural durante o maior tempo da operação diária, além de conforto térmico para os colaboradores. Toda a comunica-

ção na nova estrutura será feita via wireless e voz sobre IP (internet protocol), o que elimina redes de fios internas, gerando maior eficiência na operação. Atualmente, a Pincéis Atlas conta com uma carteira de 22 mil clientes atendidos de forma direta. Fundada em 1966, a empresa possui 772 colaboradores e exporta para 70 países. O grupo Bettanin é composto ainda pelas empresas Bettanin, Sanremo, Primafer, Ordene e Superpro. Pincéis Atlas: (51) 3458-5800

Paletrans fornece carretas portuárias ao TCP Equipamentos possuem capacidade para transportar contêineres de 45’ e 40’, ou dois de 20’

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Paletrans Carretas, divisão da Paletrans que atua na customização de carretas de acordo com a necessidade do cliente, entregou, no início de janeiro, dois equipamentos portuários ao Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), no porto paranaense. As carretas, destinadas às operações de carga e descarga de navios porta-contêineres, possuem capacidade para transportar um contêiner de 45’, um de 40’ ou dois de 20’. Os equipamentos medem 14 metros de comprimento, 2,67 m de largura e 1,50 m de altura do solo à plataforma. O chassi, para até 26 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

50 toneladas, é feito em monobloco de vigas laminadas sem assoalho, com berços, guias para acomodação rápida e travas automáticas para os três tamanhos possíveis de contêineres. Os equipamentos incorporam novas tecnologias de fabricação que resultam em um produto com poucas peças móveis e baixa necessidade de manutenção. As guias são pintadas com tinta fluorescente e preservadas por tiras de proteção que aumentam a durabilidade da pintura sinalizadora, proporcionando fácil visualização em operações noturnas.

As carretas contam também com sapatas mecânicas de apoio fixas na parte dianteira do chassi, além de duas escadas nas laterais e uma na parte traseira, tornando fácil o acesso para que os operadores inspecionem os lacres dos contêineres. “Robusto, o implemento foi concebido com engenharia personalizada para suportar as duras condições de operação dos portos”, explica o diretor da Paletrans Carretas, José Tonon.

Paletrans Carretas: (16) 3951-5371


ALL fecha acordo para o transporte de combustíveis Visando à importação, empresa prevê investimentos de R$ 10 milhões para abastecer o Paraná e São Paulo

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na capacidade de volume transportado, o custo do frete será reduzido, diminuindo também o volume de caminhões nas rodovias e reduzindo a emissão de gases poluentes para o meio ambiente. A expectativa de movimentação é de 30 milhões de litros por mês, com uma capacidade instalada de até 60 milhões de litros Operação levará combustíveis importados pelo mensais. Visando atender Porto de Paranaguá a nova operação logística, América Latina Logística (ALL) a Cattalini informa que haverá um anunciou, em janeiro, um acordo reaproveitamento das instalações e feito com a Cattalini Terminais remanejamento da logística no terMarítimos para o transporte ferroviário minal de Paranaguá. de combustíveis importados pelo Porto Com o novo serviço, os clientes tede Paranaguá (PR). A operação logísti- rão, além do modal rodoviário, uma ca, inédita no Brasil, abastecerá a região nova alternativa para receber combustíde Curitiba e o interior do Paraná e de veis e derivados, principalmente gasoliSão Paulo, levando o combustível até a na e diesel, com a possibilidade de utiliporta do cliente, seja em terminal ou na zar os dois modais de forma ininterrupta indústria, nestas regiões. e simultânea. O acordo prevê investimentos da As operações estão previstas para coordem de R$ 10 milhões, que serão meçar neste primeiro semestre de 2013. destinados a melhorias na estrutura Com isso, haverá uma capacidade nomida integração do modal ferroviário no nal para o carregamento de 120 milhões terminal da Cattalini. Ambas as em- de litros por mês em modal ferroviário, o presas já atuam juntas em operações que equivale ao volume transportado por de exportação de álcool. “Há sérios aproximadamente 3,5 mil caminhões. problemas de abastecimento de comA nova plataforma ferroviária terá bustíveis no país. Hoje, os derivados de condições de receber 19 vagões ao petróleo chegam até as distribuidoras mesmo tempo, capazes de transportar principalmente por dutos e pelas rodo- cerca de 1 milhão de litros de combusvias, que estão saturadas”, comenta o tíveis. Caso esse volume fosse transgerente de Negócios Líquidos da ALL, portado por rodovia, seriam necessáLuís Gustavo Vitti. rios 30 caminhões. Segundo o executivo, com o novo ALL: (41) 2141-7555 acesso por ferrovia, além do aumento

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MERCADO

Log-In realiza desembarque de locomotivas no Terminal de Vila Velha 21 equipamentos com aproximadamente 155 toneladas foram desembarcados em três dias, atingindo recorde no TVV

28 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

100,3 milhões referente às operações de cabotagem realizadas até dezembro de 2012. Para os próximos dez anos, são estimados cerca de R$ 700 milhões de AFRMM a serem gerados na cabotagem pelos navios da companhia.

Balanço A Log-In divulgou também o balanço de movimentação de contêineres e do Terminal de Vila Velha referente ao quarto trimestre de 2012. Na navegação de cabotagem, foram transportados 25.905 TEUs, contra 19.441 registrados no mesmo período de 2011. Para o Mercosul, foram conduzidos 16.074 TEUs, ante os 14.122 transportados no mesmo período do ano passado. Já no transporte Feeder, foram movimentados 18.778 TEUs, contra os 5.337 em 2011. Já no TVV, a movimentação de contêineres registrou baixa, chegando a 42.409 TEUs no período analisado, diante dos 50.005 movimentados no quarto trimestre de 2011. Divulgação

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o mês de janeiro, a Log-In, cante (FMM), nos dias 21 de dearmadora especializada em zembro de 2012 e 4 de janeiro de logística intermodal, de- 2013, o valor de R$ 13 milhões a sembarcou 21 locomotivas para a título de ressarcimento do AdicioVLI Multimodal, empresa subsidi- nal ao Frete para a Renovação da ária da Vale, no Terminal de Vila Marinha Mercante (AFRMM), parVelha (ES). A operação de desem- cela dos recursos empenhados pelo barque registrou tempo recorde no Departamento do Fundo da Mariterminal, ocorrendo em três dias. nha Mercante (DFMM) no dia 7 de “O resultado dessa operação comprova a busca contínua do TVV por novas oportunidades de cargas e operações, demonstrando a sua capacidade de adequação a novos mercados. Estamos direcionando nossa força de vendas ao nicho específico de cargas e projetos especiais, principalmente por termos uma excelente expertise técnica para garantir operações como estas”, comenta o gerente nacional de Vendas da Log-In, Júlio César Lourenço. As locomotivas peLocomotivas serão utilizadas pela VLI Multimodal sam, aproximadamente, 155 toneladas cada e terão como ob- dezembro de 2012, no montante de jetivo ampliar a capacidade de atendi- R$ 17,9 milhões. Nos últimos 12 meses, o monmento de transporte de cargas ferroviárias no país, além de modernizar a tante depositado em conta vinculada da Log-In atingiu o valor de frota atual. R$ 28,2 milhões, representando um AFRMM crescimento de 642% em relação a 2011, quando foram recebidos R$ A Log-In informa ainda que re- 3,8 milhões. A Log-In ainda tem cebeu do Fundo de Marinha Mer- a receber de AFRMM o valor de R$

Log-In: 0800 725 6446


MERCADO

RGE e DHL firmam acordo para operação em Caxias do Sul CD atenderá 63 pontos de entrega na área de concessão da RGE

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RGE, empresa do Grupo CPFL Energia que atende 262 municípios no norte, nordeste e noroeste do Rio Grande do Sul e região metropolitana de Porto Alegre, firmou um acordo com a DHL Supply Chain Logística para atuar nas operações da distribuidora de energia elétrica. As atividades serão realizadas em uma planta de 6,5 mil metros quadrados, localizada no bairro Desvio Rizzo, em Caxias do Sul (RS), onde também se encontra a sede da RGE. Segundo o diretor-presidente da distribuidora, Luís Henrique Ferreira Pinto, a operação permitirá à empresa ampliar o atendimento à demanda gerada pelo crescimento de 1,35 milhão de clientes em 2012, número que representa alta de 3% em relação a 2011. “Esse aumento reflete diretamente em uma maior demanda por energia, também ocasionada pelo desenvolvimento econômico das macrorregiões do estado”, completa o executivo. Com a unidade de Caxias do Sul, a capacidade de armazenagem será ampliada em 20%. O investimento irá dar suporte ao crescimento de volumes de materiais utilizados para a manutenção e ampliação da rede elétrica sob responsabilidade da RGE, que atende 51% dos municípios do Rio Grande do Sul. “A CPFL compra todo o material necessário e ele é entregue nos Centros de Distribuição da DHL. Esse material fica armazenado e, quando há uma solicitação, fazemos a separação e a entrega até o ponto em que

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foi requerido”, explica o diretor de Operações da DHL Supply Chain, Nelson Filippe. Para o executivo, o acordo também provê à RGE uma padronização no escopo de fornecedores, já que a DHL é o mesmo provedor de serviços de logística de todas as oito distribuidoras do grupo CPFL, trazendo eficiência operacional e ganhos de escala. “Já são dez anos de parceria e isso significa que chegamos à maturidade do nosso relacionamento. Crescer para atender à demanda do parceiro, na nossa visão, é obrigatório”, ressalta o diretor de Operações. Esta iniciativa está também alinhada à política da CPFL Energia de valorizar a economia local. “Tivemos iniciativas anteriores com a própria transferência de sede da RGE para Caxias do Sul, maior cidade na área de concessão da empresa, e a instalação de uma unidade de fabricação de postes de concreto, a Matra, em Passo Fundo (RS), além da chegada da empresa Toledo, responsável pela logística reversa da concessionária”, analisa Ferreira Pinto.

Operação O centro de distribuição recebe, periodicamente, suprimentos diversos de 120 fornecedores diferentes. No espaço, é armazenado todo tipo de material referente à operação da concessionária, tais como transformadores, medidores de energia, cabos e fios elétricos e eletroferragens, além de uniformes, equipamentos

de segurança e todas as ferramentas utilizadas pelos eletricistas da RGE. A entrega desses materiais é centralizada para permitir um controle total do fluxo dos itens fornecidos, e no local é também feito o controle de qualidade dos produtos, em busca de defeitos de fabricação e funcionamento, antes da expedição. Depois disso, a DHL faz a distribuição desse material em 63 depósitos da RGE na área de concessão, incluindo 18 Estações Avançadas (EAs) primárias, que contam com um responsável logístico, EAs secundárias e empresas terceirizadas. Os itens são utilizados em trabalhos de expansão e crescimento da rede, manutenção da rede elétrica, ligação e regularização de clientes, entre outros. Cada um dos depósitos tem uma frequência de recebimento semanal. Em caso de contingência – temporais ou acidentes –, é feita a priorização imediata da região a ser coberta, com um plano especial de entregas exclusivas. A operação envolve mais de 3,2 mil itens, no valor de R$ 20 milhões. São em média 950 toneladas recebidas e outras 950 t expedidas mensalmente no CD.

DHL: (19) 3206-2200 RGE: 0800 970 0900


Vigor anuncia nova fábrica e CD no Rio de Janeiro

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fabricante de produtos lácteos Vigor Alimentos anunciou, em janeiro, investimentos de R$ 180 milhões para a ampliação de sua atuação no mercado do Rio de Janeiro. Os recursos serão aplicados na construção de um centro de distribuição, a ser inaugurado dentro de dois anos, e de uma fábrica, cujas operações estão previstas para ter início em cinco anos. A empresa não divulgou os locais das duas estruturas. Atualmente, o estado é atendido por meio de um CD terceirizado de um operador logístico, localizado no bairro da Pavuna, na zona norte da capital fluminense. A empresa também não informou se o novo CD terá operações próprias ou terceirizadas, nem quais linhas de produtos a nova planta irá fabricar,

o que ainda está sendo estudado. De acordo com o presidente da Vigor, Gilberto Xandó, o investimento faz parte da estratégia da empresa de ampliar suas operações para fora do mercado paulista, onde hoje estão concentradas. A ideia é expandir a presença da marca em mercados contíguos ao estado de São Paulo, e o Rio foi escolhido em virtude do crescimento de sua economia e por ser o segundo estado em consumo per capita. No mercado fluminense, os produtos Vigor já lideram em categorias como requeijão e queijo parmesão e, em apenas três meses desde o lançamento, já têm 30% das vendas do iogurte grego. Segundo Darlan Carvalho, diretor de Supply Chain da companhia, a Vigor já tem uma equipe de vendas própria no Rio

de Janeiro, além do CD em parceria com o operador logístico, que é responsável pelo atendimento a todo o estado. Além dele, a Vigor opera outros seis centros de distribuição, em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Goiás. Carvalho estima que a nova estrutura reduzirá em 24 horas o lead-time para o atendimento ao estado, que hoje é de 48 horas, no máximo. Isso redundaria num ganho de 16% no tempo de vida útil do produto no varejo, o que está diretamente ligado ao aumento de vendas. Ainda de acordo com o diretor, a expectativa da fabricante é de que o Rio de Janeiro atinja uma participação de 25% no total de suas vendas, índice que hoje está em 8%. Vigor: 0800 724 6433

Governo federal sanciona lei que reduz IR para veículos de carga Empresas serão beneficiadas por meio de novo cálculo na previsão do desgaste dos ativos

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oi publicada no Diário Oficial da União (DOU), do dia 15 de janeiro, a Lei 12.788, que permite a redução da base de cálculo do Imposto de Renda (IR) de veículos destinados ao transporte de carga por meio da depreciação acelerada. A lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff beneficia empresas tributadas com base no lucro real que adquiriram ou encomendaram, de 1º de setembro a 31 de dezembro de 2012, caminhões, vagões, locomotivas, locotratores e tênderes. O mecanismo tem como objetivo estimular a indústria em um momento de queda nas vendas e produção

de veículos comerciais. A depreciação é utilizada para calcular o custo com o desgaste ou a obsolescência dos veículos, fatores que os transformam em ativos imobilizados. Esse valor é utilizado então para reduzir o IR que a empresa tem de pagar pelo equipamento. Segundo o texto, os beneficiados terão direito à depreciação acelerada calculada por meio da multiplicação por três da taxa de depreciação usualmente admitida (20%). O total, porém, não poderá ultrapassar o custo de aquisição do bem. Apesar de sancionada, a lei passou por alguns vetos. Um deles

impede que o benefício se estenda também a equipamentos portuários e embarcações mercantes, além de carros de passageiros do sistema metroferroviário. A Lei 12.788 teve origem na Medida Provisória 578/2012, aprovada pelo Congresso Nacional no fim do ano passado. À época, o governo federal previu uma renúncia fiscal de cerca de R$ 586 milhões em 2013, decorrente da nova regra.

Ministério da Fazenda: (61) 3412-2000 Fevereiro/2013 - Revista Tecnologística - 31


MERCADO

Santos Brasil inaugura rota fluvial Vila do Conde atende ao Pará utilizando balsas para carregar contêineres

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Santos Brasil iniciou, em dezembro, uma operação inédita no Porto de Vila do Conde, no município de Bacarena (PA). O terminal de contêineres da companhia, o Tecon Vila do Conde, passou a realizar embarques de cargas em balsas fluviais, em rota que liga os Rios Xingu e Pará. Até então, o transporte desse tipo de carga para áreas de difícil acesso era feito por rodovias. A primeira operação teve como destino o município de Altamira, no oeste do estado. 50 contêineres vindos do Porto de Santos transportando aço desembarcaram no terminal, de onde seguiram pela bacia do Rio Amazonas. As balsas usadas têm capacidade para até 60 contêineres. Com menor calado, as embarcações são apropriadas para navegação fluvial,

oferecendo ainda mais agilidade, menor custo e sustentabilidade. Além disso, permitem configuração flexível, podendo transportar até 200 contêineres em viagens de comboio. “A balsa da Amazônia equivale ao caminhão das Regiões Sul e Sudeste do Brasil, porém, oferece custos operacionais, tempo de transporte e riscos menores”, compara o diretor Comercial da Santos Brasil, Mauro Salgado. A iniciativa visa atender às crescentes demandas de projetos locais, como hidrelétricas, siderúrgicas e mineradoras. Produtores e exportadores também poderão aproveitar o retorno das balsas vazias ao Tecon para enviar suas mercadorias. “Essa operação abre uma nova perspectiva para o terminal, que a partir de agora passa a ser de fato um hub port, a exemplo dos grandes portos europeus e

americanos”, analisa o diretor-presidente da Santos Brasil, Antonio Carlos Sepulveda. “É uma alternativa inteligente para aproveitar a generosidade dos recursos naturais do país”, completa o executivo. Os estudos de viabilidade de rotas fluviais para escoamento de carga começaram já neste primeiro semestre. A Santos Brasil tem como projeto mapear a viabilidade de novas rotas hidroviárias com o objetivo de ampliar a abrangência das áreas atendidas. Entre os municípios beneficiados neste primeiro momento pela operação de cabotagem com balsas, estão Altamira, Santarém e Itaituba, no Pará. Macapá e Manaus devem ser as próximas cidades favorecidas.

Santos Brasil: (91) 3322-7575

Coopercarga tem novo armazém no Recife Transportadora passa a utilizar 7 mil m² em condomínio logístico na capital pernambucana

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Coopercarga passou a contar, desde janeiro, com um novo centro de distribuição no Recife. Com a utilização da estrutura, localizada dentro do Condomínio Logístico Armazenna Suape, a empresa terá disponível uma área de 7 mil metros quadrados, 7,5 mil posições-palete e 21 docas. O CD está situado às margens da BR-101 e da Express Way (rodovia que tem como objetivo facilitar o acesso ao Complexo Portuário de Suape). A localização foi escolhida em razão da proximidade do porto (15 km), do Aeroporto Internacional dos Guararapes (20 km) e do cen32 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

tro da capital pernambucana (30 km). Segundo a empresa, de acordo com o incremento das atividades na região, a previsão é que o espaço utilizado no condomínio chegue a 21 mil m² e 22,5 mil posições-palete. Além do espaço dedicado à armazenagem, a Coopercarga conta também com área administrativa e de apoio, salas de reunião, auditório, restaurante, vestiários, ambulatório, espaço destinado ao descanso dos motoristas, estacionamento para funcionários e visitantes e estacionamento para carretas. “Iniciamos 2013 dando foco no segmento de armazenagem e a previsão é

crescermos ainda mais neste negócio este ano. Já estamos estudando novas possibilidades para incrementar a oferta de armazenagem aos nossos clientes em outras regiões do país”, afirma o diretor-presidente da Coopercarga, Osni Roman. Sediada em Concórdia (SC), a empresa conta com outros dois centros de distribuição, em Curitiba e São Paulo. A Coopercarga realiza serviços de transporte rodoviário de cargas em todo o território nacional, por meio de filiais e pontos de apoio espalhados por todas as regiões do Brasil. Coopercarga: (49) 3301-7000


MERCADO

Salvador Logística amplia matriz em Guararema Com a nova área, empresa passará a contar com um total de 45 mil m² em São Paulo

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Salvador Logística iniciou 2013 ampliando as instalações de sua matriz na cidade de Guararema (SP), com a construção de um novo armazém. A estrutura, que tem inauguração prevista para meados de setembro, será utilizada para armazenar cargas gerais, incluindo produtos farmacêuticos e químicos. O novo armazém, de 6 mil metros quadrados, possui pé-direito de 13 m, capacidade de piso de 6 toneladas por m², 10 docas e 10,2 mil posições-palete. Além da estrutura paulista, a empresa conta com dois CDs localizados no Recife, que somam 12 mil m². Com pé-direito de 13 m e capacidade de piso para 6 t/m², a unidade da capital pernambucana conta com 16 mil posições-palete. Para as operações na estrutura de Guararema – que, com a inauguração, totalizará 45 mil m² de área de armazenagem –, a Salvador investiu

também, em 2012, na aquisição de novos equipamentos de movimentação da marca Still. A empresa adquiriu 50 paleteiras elétricas, 12 retráteis, 7 a combustão e 50 paleteiras manuais. 90% dos novos equipamentos destinam-se à estrutura de Guararema. Os demais serão utilizados na filial do Recife. Segundo a empresa, foram investidos, no total, R$ 20 milhões nas estruturas de armazenagem, que somarão 57 mil m² e mais de 70 mil posições-palete. No fim do ano passado, a operadora logística investiu também R$ 40 milhões em novos cavalos mecânicos para ampliação de sua frota. Os veículos, 15 da marca Scania e 60 da Volvo, foram adquiridos juntamente a 40 implementos rodotrem, 30 carretas sider e baú e 10 carretas para o transporte de contêineres. Além da matriz de Guararema e da filial no Recife, a Salvador, que

atua há mais de 30 anos nos mercados de transporte e logística, conta ainda com unidades em Lages (SC) e Belo Horizonte, e está investindo em nova filial na cidade de Feira de Santana (BA). Com mais de 700 colaboradores diretos e indiretos, a empresa atende clientes dos ramos petroquímico, farmacêutico, alimentício, de higiene e limpeza e defensivos agrícolas, entre outros. Sem revelar valores, a Salvador anuncia também investimentos em sustentabilidade, com o plantio de árvores na Mata Atlântica do Vale do Paraíba, na Região Sudeste do Brasil, em parceria com a empresa Corredor Ecológico. O objetivo é recompor a mata, minimizando o impacto ambiental em função do CO2 emitido pelos veículos utilizados no transporte rodoviário de cargas. Salvador Logística: (11) 3538-1777


Dersa divulga empresas que construirão Rodoanel Norte OAS, Acciona Infraestructuras e consórcios formados pelas empresas Mendes Júnior/Isolux Corsán e Construcap/Copasa venceram a licitação

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Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) informa que a Construtora OAS, a Acciona Infraestructuras e os consórcios estabelecidos pelas companhias Mendes Júnior/ Isolux Corsán e Construcap/Copasa foram os vencedores da licitação para a construção do Rodoanel Norte. O valor proposto é de R$ 3,9 bilhões, o que representou desconto de 23,1% em relação ao valor de referência (R$ 5 bilhões). O valor total do empreendimento, incluindo desapropriações, é de R$ 6,5 bilhões. O resultado foi publicado na edição do dia 15 de janeiro do Diário Oficial do Estado de São Paulo (DOE). As obras terão prazo de 36 meses para conclusão após a emissão das ordens de serviço. Ao todo, 18 grupos pré-qualificados participaram da última etapa da licitação, com a apresentação de cerca de 600 propostas. Os participantes do processo tinham prazo de cinco dias úteis para a apresentação de recursos. O Rodoanel Norte, um dos mais caros processos licitatórios de obra rodoviária em andamento no país, segue as normas e regulamentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que participou do financiamento com R$ 2 bilhões. A obra terá também R$ 1,7 bilhão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o restante do Tesouro do Estado. O trecho Norte terá 44 km de extensão e interligará os trechos Oeste e Leste do Rodoanel. Ele inicia na con-

fluência com a Avenida Raimundo Pereira Magalhães, antiga estrada Campinas/São Paulo (SP-332), e termina na intersecção com a Rodovia Presidente Dutra (BR-116). O trecho prevê acesso à Rodovia Fernão Dias (BR-381), além de uma ligação exclusiva de 3,6 km para o Aeroporto Internacional de Guarulhos. O trecho Norte é uma rodovia “Classe Zero” (de alto padrão técnico e controle total de acesso), com quatro faixas de rolagem por sentido entre o Rodoanel Oeste e a Rodovia Fernão Dias. O segmento entre a Fernão Dias e a Via Dutra terá três faixas de rolagem de 3,6 metros de largura em cada pista. A rodovia ainda é provida de canteiro central com 11 m de largura e terá velocidade de 100 km/h. A distribuição das propostas vencedoras e dos valores propostos por cada um dos seis lotes foi a seguinte: Lote 1 – Consórcio Mendes Júnior/ Isolux Corsán – R$ 647.611.591,06 Lote 2 – Construtora OAS Ltda. – R$ 604.170.644,64 Lote 3 – Construtora OAS Ltda. – R$ 601.140.442,61 Lote 4 – Acciona Infraestructuras S/A – R$ 788.021.820,59 Lote 5 – Consórcio Construcap/Copasa – R$ 646.340.371,22 Lote 6 – Acciona Infraestructuras S/A – R$ 619.219.894,43

Dersa: (11) 3702-8000


MERCADO

CROSS-DOCKING • Armindo Adegas assumiu, no início de dezembro, o cargo de diretor Comercial da Elog. Formado em Administração de Empresas pela Faculdade de Administração de Empresas (FAE), de Santos (SP), e com MBA em Gestão Portuária pela Universidade Católica de Santos – Unisantos, o executivo, que antes de ocupar o novo cargo atuava como diretor de Plataformas Logísticas da companhia, passa a ter o objetivo de captar clientes e verticalizar os serviços na cadeia logística dos clientes ativos. (11) 3305-9999 • A Honeywell Scanning & Mobility anunciou, em dezembro, a nomeação de Cássio Pedrão para o cargo de diretor-geral de Vendas para a Am��rica Latina. Há oito anos na empresa, o executivo ocupava anteriormente a posição de gerente-geral para o Brasil e América do Sul da empresa. Graduado em Ciência da Computação, Pedrão é também pós-graduado em Marketing e Administração pela Fundação Getulio Vargas e possui 25 anos de experiência na área de automação, tendo atuado no desenvolvimento de projetos, industrialização e comercialização de produtos e soluções. (11) 3584-8222 • Um ano após assumir a diretoria de Tecnologia da Zatix, Cileneu Nunes responde, agora, pela presidência da companhia. Engenheiro-eletrônico formado pela Escola Politécnica (Poli) e administrador de empresas formado pela Faculdade de Economia e Administração (FEA), ambas da Universidade de São Paulo (USP), Nunes, que é acionista da empresa, assume e finaliza um ciclo de gestões comandadas por administradores profis36 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

sionais, contratados para liderar o processo de fusão de várias empresas com suas respectivas heranças culturais, linhas de produtos e diferentes perfis de usuários. (11) 3025-0073 • A Hyundai Motor Company informa que William Lee, atual vice-presidente sênior de Operações Internacionais, será nomeado novo presidente e CEO da Hyundai Motor Brasil. O executivo chega para suceder a Chang Kyun Han, que deixará a posição na unidade brasileira para assumir novo cargo dentro do Hyundai Motor Group na Coreia do Sul. O novo presidente tem a missão de manter o crescimento da empresa e a valorização do relacionamento com os clientes. 0800 770 3355 • A Ceva Logistics anunciou em janeiro a nomeação de Lauro Vieira como diretor sênior do Produto Marítimo para a América Latina. Formado em Economia pela Universidade de Brasília (UNB), com pós-graduação na mesma área pela Université Laval de Québec (Canadá), Vieira ficará baseado na unidade da Ceva em São Paulo e se reportará a Craig Grossgart, chefe regional de Marítimo para as Américas, e a Brett Bissell, vice-presidente executivo para a América Latina. Antes de assumir as novas funções, o executivo atuava como diretor Comercial na Allink Transportes Internacionais. Vieira chega à Ceva com a responsabilidade de estruturar a Divisão de Frete Marítimo na América Latina a fim de aumentar a participação da empresa neste segmento. (11) 2199-6700 • O Grupo Continental conta, a partir deste mês de fevereiro, com um novo presidente para os mercados do Brasil e Argentina. Sandro Beneduce assu-

me o posto ocupado desde 2008 por Maurício Muramoto, que anuncia ao mercado sua aposentadoria. Formado em Engenharia Mecânica, Beneduce trabalha na Continental há 13 anos, atuando em operações tanto no Brasil quanto no exterior. Além disso, acumula experiência profissional adquirida em passagens por empresas como MWM, Valeo e General Motors. O executivo chega à presidência com o desafio de alavancar as metas de crescimento nos dois países. 0800 170061 • A GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação, organização sem fins lucrativos que representa nacionalmente a GS1 Global, responsável pelos padrões mundiais de identificação por código de barras e de comunicação no supply chain – anunciou a reeleição de sua diretoria para o mandato do triênio de 2013, 2014 e 2015. Presidido por João Carlos de Oliveira Júnior, o corpo diretor é composto por 18 executivos. São eles os diretores Antônio Carlos Leão, José Humberto Pires de Araújo, Maria Eugênia Saldanha, Paulo Hermínio Pennacchi, Pedro Zidoi Sdoia e Wanderlei Saraiva Costa; os titulares Ariosto de Paula Pereira Júnior, Odair da Silva Rosa e Sussumu Honda; os suplentes Eber Almeida Martins, Elizeu Scorsim e Pedro Joanir Zonta; o CEO Celso Couto e os gerentes Charles Sampaio, Roberto Matsubayashi, Silveraldo Mendes e Virginia Villaescusa Vaamonde. Em comunicado à imprensa, a GS1 Brasil informa que os resultados obtidos na gestão anterior e a ampliação do relacionamento da entidade com associações de outros setores da economia foram fatores que influenciaram a escolha pela continuidade da mesma linha de administração. (11) 3068-6229


Foco na governança

Fotos: Victor França

ENTREVISTA

O ano de 2012 foi de reestruturação na Cargolift. Depois de um crescimento explosivo em 2011, acima de 40%, era hora de programar um novo ciclo de crescimento em 2013. Um projeto de governança corporativa foi posto em prática, estruturando a companhia em quatro unidades de negócios e criando um Conselho de Administração que passou a ser responsável pelas decisões estratégicas. Com isso, a Cargolift entra em 2013 preparada para mudar de patamar. É o que conta nesta entrevista o diretor-presidente da empresa, Markenson Marques

Tecnologística – Por que vocês sentiram necessidade de reestruturar o modelo de gestão da empresa? Marques – Até 2011, a Cargolift estava estruturada naquele sistema piramidal que a maioria das empresas utiliza, ou seja, com um presidente, diretoria de operações, diretoria comercial, diretoria financeira, etc. Um sistema que normalmente gera conflitos internos para o CEO administrar e perde-se em resultados. Após apenas 18 anos, somos uma empresa de médio porte e é, no momento da transição para grande porte, que deve-se produzir o modelo adequado de gestão para proporcionar um crescimento sustentável e sem perder a característica de atendimento personalizado aos clientes. Assim, implantamos um projeto 38 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

que chamei de Protocolo de Gestão 2012. A empresa foi dividida nessas quatro unidades, cada uma gerida por um diretor que tem responsabilidade de prospectar negócios, projetos, implantação, operação e pós-vendas. Obviamente que, para realizar tudo, isso existe um “staff” bem estruturado no nível gerencial e de supervisão de cada Centro de Resultados. Com isso, o cliente ficou muito mais bem atendido, porque trata diretamente com quem tem poder de decisão. Claro que as diretorias têm parâmetros, metas e prestam contas ao Conselho de Administração, que também foi criado no ano passado. Como sou o único sócio da empresa, pensei em prepará-la para que, daqui a dez anos, eu estivesse mais atuante no conselho e menos na operação. Assim,

durante o ano de 2012, fomos também educando a equipe para prestar contas a esse Conselho de Administração. No conselho, tenho diretores da empresa e trouxe também consultores externos que participam conosco do planejamento estratégico, da definição de metas e do plano de investimentos. Embora ainda seja recente, estou muito contente com os resultados dessa mudança. Acho que o modelo deu muito certo e incentivou ainda mais o time de colaboradores no Programa de Participação nos Lucros, pois cada Centro de Resultados proporciona ganhos aos respectivos colaboradores com base diretamente na performance. Tecnologística – Foi fácil implantar essa nova cultura?


Marques – Eu pensei que seria algo muito simples de absorver e imaginei que demandaria de dois a três meses para que a cultura estivesse implementada na empresa; só que o processo levou todo o primeiro semestre. No primeiro escalão foi mais rápido, mas os demais ainda insistiam em trabalhar no sistema anterior. É aquela coisa de usar as muletas, de culpar a outra área por um eventual mau desempenho da sua. Agora não tem mais isso, porque o mesmo time de cada unidade faz tudo: comercial, projeto, operação e pós-vendas. Então, levou um certo tempo para eles absorverem as mudanças, que também envolveram alteração no sistema de medição dos indicadores. Tecnologística – O que mais mudou? Marques – Com esse novo modelo, 60% da participação nos lucros de cada executivo ou líder vêm do resultado de sua unidade de negócios ou do seu Centro de Resultados e 40% vêm dos resultados da empresa como um todo. Existe agora uma maior cooperação entre as unidades de negócios, já que elas são sócias em 40% umas das outras. E, ao mesmo tempo, não há nenhum comodismo na gestão. Prospera mais quem é mais competente. Com isso, eu deixei de ser alguém que tinha de alavancar as ações, para ser incentivador e poder focar minha atenção nos clientes. Agora, administro os resultados. Tecnologística – Esse novo modelo teve reflexos no desempenho da empresa? Marques – Sim. O crescimento da Cargolift em 2011 foi de 41%. Isso é muito. Então, em 2012, não focamos tanto em crescer em faturamento, mas em implantar e melhorar o modelo de gestão para buscar mais resultados, porque o mercado está cada vez mais competitivo e temos de ser mais competentes. Por isso, no ano passado, nosso crescimento foi de 5,2% se comparado

a 2011. Sempre lembrando que o setor automotivo, que responde por 60% do nosso negócio, sofreu queda de demanda no primeiro semestre. Se olharmos por esse prisma, até que fomos bem. Tecnologística – E para 2013, qual é a expectativa? Marques – Em 2012, mesmo não sendo esse nosso foco, crescemos 5,2%, atingindo uma receita bruta de R$ 154 milhões. Para 2013, nossa meta é crescer a taxas moderadas para não perder em qualidade. Prevemos uma receita de R$ 176 milhões, um crescimento entre 15% e 20%. Não vamos voltar aos 40% de 2011 porque estamos bem seletivos, escolhendo clientes que realmente são parceiros e valorizam os investimentos que fazemos e relacionamentos de longo prazo. Os principais concorrentes da Cargolift são empresas que faturam 10 ou 20 vezes mais que nós. Temos poucos concorrentes próximos do nosso tamanho. Normalmente, são multinacionais que têm por política terceirizar a frota. Nós temos 40% de nossas operações com frota própria e precisamos de clientes que observem isto e tenham visão para contratos de longo prazo. Tecnologística – Além das mudanças na gestão, houve investimentos específicos? Marques – Estamos investindo R$ 5 milhões em 2013 somente em tecnologia da informação, na implantação de um novo TMS. Concluímos que não dá para entrar no grupo dos grandes se não tivermos sistemas de TI que suportem o volume e a complexidade das diversas operações e segmentos de atuação. Temos uma equipe grande trabalhando na implantação e a previsão é fazer o “Go Live” em 1º de janeiro de 2014. Em “Back-Office” atualmente utilizamos o ERP da SAP, que é uma ferramenta boa e robusta e, já há quatro anos, operamos com um excelente WMS. No ano passado, também fizemos

mudança na visão de perfil de frota, com investimento de R$ 15 milhões. Observamos que a tendência é aumentar o tamanho dos implementos e investimos em bitrenzões de 30 metros, com foco na produtividade e no meio ambiente. Os equipamentos são cerca de 60% menos poluentes que uma carreta convencional na comparação por tonelada movimentada. Além de transportarem mais carga numa mesma viagem, emitindo assim menos CO2 na atmosfera, também têm tecnologia Euro V, o que ajuda a reduzir ainda mais as emissões. Além disso, com os bitrenzões, proporcionamos melhor remuneração aos motoristas e com isso temos sempre os melhores em nosso time. A Cargolift sempre foi pioneira em inovações tecnológicas na frota. Em 2002, fomos a primeira empresa do Brasil a operar com rodotrens de 30 metros, carregando dois contêineres, em operações entre Curitiba e Paranaguá. Há dez anos, só investimos em carretas com suspensão a ar, que proporciona maior segurança para a carga, reduz avarias e melhora o valor de revenda do ativo. Só agora o mercado entendeu a importância desse investimento, tanto que hoje pouco mais de 10% das vendas são de carretas com suspensão a ar. Tecnologística – A Cargolift tem tido dificuldades em reter motoristas? Marques – Não temos tido problema de mão de obra. Além de trabalharmos com equipamentos de ponta, também temos por política o respeito ao motorista. Oferecemos participação nos lucros e contamos com programas de incentivo para esses profissionais. No ano passado, sorteamos um carro entre os motoristas com melhores índices de pontualidade e segurança. Além disso, desenhamos rotas que permitem aos motoristas passar os fins de semana com suas famílias. Dessa forma, somos mais atrativos, temos muita procura e podemos ser bem seletivos. Fevereiro/2013 - Revista Tecnologística - 39


ENTREVISTA

Tecnologística – Vocês estão tendo problemas com a nova regulamentação dos motoristas profissionais? Marques – Pelo contrário, sempre fui defensor da segurança dos motoristas na estrada, pois é um dos valores da Cargolift. Esse valor é tão respeitado que fomos reconhecidos vencendo o Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito em 2009. Em palestra na NTC no ano passado, um representante do Ministério do Trabalho mostrou que o governo brasileiro gasta por ano R$ 35 bilhões em decorrência de acidentes nas estradas. Desse total, cerca de R$ 15 bilhões são de acidentes com veículos de carga. E pode ter certeza de que 80% deles são causados por excesso de jornada do motorista. A lei é benéfica para o nosso setor e para o país. Em razão dela, também fizemos uma revisão dos nossos contratos, deixando de atender clientes que não tinham os mesmos valores que os nossos e se negavam a adequar os contratos em “transit - times” e a custos relativos à Lei 12.619.

Tecnologística – Foram muitos? Marques – Felizmente, só dois clientes. Um deles esperamos ajustar o contrato neste primeiro trimestre e o outro, que representava perto de 10% de nosso faturamento, deixamos de atender, mas já fechamos novos contratos que compensaram sua saída. Com a governança corporativa, passamos a enxergar alguns contratos que estavam gerando resultados insatisfatórios, e não somente com relação ao tratamento dispensado aos motoristas, mas também cuja política de remuneração não era interessante para nós. Resolvemos que não queríamos mais clientes desse tipo, mesmo sendo grandes multinacionais e mesmo que representassem um percentual significativo de nosso faturamento. Essa decisão foi tomada em julho de 2012, quando a nova regulamentação tinha acabado de ser promulgada, e infelizmente alguns embarcadores não têm essa preocupação tão grande com a segurança. Alguns deles colocam mul-

tas pesadíssimas para atrasos na viagem que resultem em paradas de linha e acabam sendo uma faca no pescoço dos motoristas, causando acidentes nas estradas. A lei veio nos ajudar a acabar com esse problema. Todos sabem que essa regulamentação vai implicar em menor produtividade e vai gerar aumento dos valores dos contratos – não tem como ser diferente, segurança tem custo em qualquer lugar do mundo. A lei gera, em média, uma demanda 30% maior por veículos e/ou quadro de motoristas e, com isso, é impossível cobrar o mesmo frete de antes. Sendo assim, tomamos essa decisão de apresentar um pleito de adequação dos contratos, tanto operacional como comercial. Felizmente, conseguimos separar os clientes que têm os mesmos valores que os nossos daqueles que querem o lucro a qualquer preço. Não queremos quantidade, queremos parceiros de longo prazo e felizes, bem atendidos e gerando ganha-ganha para os dois lados. Também tomamos a decisão de não

R$ 200 mil bem investidos

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Cargolift foi fundada em 1994 por Markenson Marques, com um capital que hoje equivaleria a R$ 200 mil. Quase 20 anos depois, a empresa gera 500 empregos diretos e mais de 1.000 indiretos, teve uma receita bruta de R$ 154 milhões em 2012 e reverte 10% de seu lucro líquido para o Instituto Cargolift, voltado a ações sociais. Entre elas, está o Projeto Ceifar, instituição terapêutica criada com o intuito de atender jovens com dependência química. No ano passado, o Ceifar ganhou uma unidade feminina, já que o problema também cresce entre as mulheres. Nascida em Curitiba, a empresa conta hoje com sete filiais: em Canoas e Gravataí (RS), Itajaí (SC), outra

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unidade em Curitiba, Osasco e Piracicaba (SP) e Betim (MG). Com a atuação consolidada na Região Sul e nos estados de São Paulo e Minas Gerais, a Cargolift prepara-se para agregar uma nova região ao seu foco de atuação: o Nordeste, que deve receber estruturas ainda este ano. A Cargolift possui uma frota de mais de 320 equipamentos, entre cavalos mecânicos, trucks, tocos, siders, baús, porta-contêineres, rodotrens, semirreboques, além de empilhadeiras, top loaders e veículos comerciais. Este ano, a empresa incorporou à sua frota 20 bitrenzões de 30 metros, com maior capacidade de carga e tecnologia Euro V. Apenas no ano passado, investiu R$ 15 milhões na frota, que ajudarão a empresa a manter a baixa idade média dos

equipamentos e a ter uma operação mais ecológica. Este ano, estão previstos mais R$ 5 milhões em novas tecnologias, como o TMS e o software de controle de jornada de trabalho dos motoristas autônomos, que virão somar-se à tecnologia de ponta já adotada, como sistemas de rastreamento, gerenciamento de risco, roteirizador, ERP e WMS. Entre os serviços prestados, estão o transporte rodoviário nacional, as operações em terminais, o milk-run, projetos de logística, serviços aduaneiros – como desembaraço, despacho, transporte e desconsolidação de BLS –, além de logística portuária e do Hot Line Service, voltado para cargas emergenciais.


participar de nenhuma concorrência por leilão eletrônico de fretes, que só levam em consideração o preço ofertado. Tecnologística – Que outros ajustes foram feitos nos contratos por conta dessa nova política? Marques – Temos colocado em todos os contratos regras muito claras com relação a variação no custo dos insumos, principalmente o diesel e, com isso, podemos trabalhar com preços competitivos, porém com margens de rentabilidade seguras que dependem basicamente da nossa performance. Tecnologística – A Cargolift pretende fazer mudanças em sua estratégia, atendendo novos setores ou regiões? Marques – Vamos continuar com nosso foco no setor automotivo, nas operações ligadas ao comércio exterior, logística para produtos manufaturados e novas oportunidades. Hoje, nossa operação está concentrada em Minas, São Paulo – capital e interior – e em toda a Região Sul. A intenção é passar a operar também no Nordeste, fazendo uma expansão regional, mas sempre seguindo o mesmo foco. Tecnologística – A estrutura no Nordeste já existe? Marques – Não, mas está sendo preparada. Mandamos uma equipe para lá em dezembro e eu também passei um tempo na região, finalizando os planos de negócios. A meta é estruturar tudo para estar operando no segundo semestre, com contratos dedicados. Ainda não fechamos nenhum cliente local, mas temos negociações. Dentro do segmento de consumo, o foco é principalmente a indústria de alimentos e de bens de consumo, que cresce muito na região pelo melhor balanceamento da distribuição de renda. Tecnologística – O senhor não tem receio de ficar dependente de poucos setores?

“É preciso muita coragem para ser empresário de logística e transporte no Brasil, pelos riscos envolvidos”

Marques – Não. Até porque, pelos meus cálculos, a Cargolift tem cerca de 7% do share desses segmentos em que atua, então ainda tem 93% do mercado para ganhar. É muito mais fácil crescer em áreas em que já somos especialistas. Além disso, esses setores têm várias vertentes. No automotivo, por exemplo, caminhão é muito diferente de máquinas agrícolas, que é diferente de automóveis e de equipamentos de construção civil. No ano passado, houve queda no segmento de automóveis populares, mas teve um crescimento expressivo no de construção civil, porque com o PAC e as obras da Copa do Mundo tem havido muito investimento. Este ano, nossos clientes nas linhas de caminhões e colheitadeiras estão operando com volumes maiores. Estamos projetando números 25% superiores em relação ao ano passado. O setor acelerou. Nunca tivemos problema de dependência, tanto que no ano passado continuamos crescendo, mesmo sem ser este o foco. Estamos pulverizados e não temos nenhum cliente que represente mais do que 15% no faturamento da empresa. Por isso, não acho que corremos risco. E, além disso, a Cargolift faz parte de um grupo que tem outra empresa, a Requinte Empreendimentos e Participações, que investe em construção civil e imóveis; o grupo não investe só em logística.

Tecnologística – Saindo um pouco da Cargolift e indo para o mercado em geral, quais são, na sua opinião, os principais gargalos do setor? Marques – Temos três problemas sérios: primeiro, a concorrência desleal, de transportador para transportador, porque o setor tem uma regulamentação pífia. Um empresário deveria ter uma formação adequada, uma expertise reconhecida e um patrimônio mínimo para abrir uma empresa de transporte. Do contrário, ele causa um acidente e não indeniza as vítimas porque não tem seguro. A área de transporte comete muitos acidentes ocasionando diversas mortes, porém esse problema deve-se muito à falha do governo brasileiro em fiscalizar. Essa triste realidade deveria ser corrigida com uma legislação punitiva, sem apelações para tantos recursos jurídicos. O segundo problema é a questão da insegurança tributária e jurídica. Hoje, é preciso muita coragem para ser empresário de logística e transporte no Brasil, porque é um segmento passível de riscos trabalhistas e tributários. Temos uma despesa mensal expressiva na empresa apenas para processar a burocracia contábil e tributária que o Brasil impõe aos empresários que geram riqueza e renda no nosso país. São 65 mil artigos que regulam a carga tributária nacional. Se o empresário não for uma pessoa de coragem, ele desiste. O governo precisa fazer a reforma tributária, ela é a mais urgente. Isso incentivaria novos investimentos no Brasil. O governo brasileiro apoia muito as multinacionais e não incentiva os empreendedores nacionais. Eu nunca recebi incentivo algum, nem federal, nem estadual. Queremos que o governo Dilma passe a focar também no empresário brasileiro, que investe todo o seu lucro no Brasil. Tecnologística – E o terceiro problema? Fevereiro/2013 - Revista Tecnologística - 41


NONONONONO ENTREVISTA

Marques – É o problema político. Lamento que o governo deixe nas mãos do PMDB, um partido puramente fisiologista, a presidência da Câmara e do Senado. Com isso, não acredito que produzirão as reformas política, tributária e trabalhista que os empresários e trabalhadores tanto precisam. A presidência do Senado tinha que ser do senador mais votado pela população e a da Câmara também. Boa parte dos políticos não é comprometida com o país, só com seus próprios interesses. Tecnologística – Que tipos de incentivo o governo poderia dar para o setor? Marques – Espero que ele mude a legislação para obrigar nossos concorrentes a fazerem o mesmo que a Cargolift. É um absurdo, por exemplo, permitir duas formas de arrecadação de IR para um mesmo setor. Nós podemos recolher o imposto pelo lucro real ou pelo lucro presumido, e quem faz pelo presumido não precisa pedir nota fiscal de seus fornecedores. O próprio governo, com isso, incentiva a sonegação e perde arrecadação. Quando subcontratamos serviços de frotistas, exijimos as NFs deles, que com isto têm de recolher os impostos. Temos 42 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

concorrentes que declaram pelo lucro presumido e não fazem isso. Eles estão, no mínimo, sendo coniventes com a sonegação de impostos e conseguem praticar preços menores, causando assim o que chamamos de concorrência desleal. Se a regra fosse a mesma para todos, poderíamos ter um crescimento adicional de cerca de 30% ao ano durante cinco anos. Mas já que o governo não faz a reforma tributária, ele resolveu fazer ações pontuais, setor por setor, para fomentar a economia. O segmento de transportes acaba de ganhar uma lei, agora em janeiro (Lei 12.788), que permite fazer a depreciação acelerada em 12 meses dos veículos de carga e reduz o imposto, que pode ser revertido na compra de veículos novos. Isso ajuda, mas ele deveria dar ao setor de transporte o que deu a outros: a desoneração da folha de pagamento. A desoneração incentivaria o emprego com carteira assinada nas empresas do TRC, o que também contribuiria para o fim da concorrência desleal. Tecnologística – De modo geral, o senhor vê o segmento de forma mais positiva ou negativa? Marques – Ele está evoluindo. Nesses últimos anos muitas empresas faliram e outras nasceram mais fortes e mais sérias, com governança corporativa. As companhias que estão se mantendo no mercado e crescendo são aquelas com governança, que trabalham dentro da lei. E isso vai se acentuar, pois o governo está aumentando o controle eletrônico sobre os negócios. Então, como empresa idônea, estamos otimistas para os próximos dez anos.

E há a nova legislação do motorista, que, como falei, vai obrigar todos a trabalharem dentro das mesmas regras. Nós estamos batendo forte no cumprimento dela e vamos enfrentar – até judicialmente, se for preciso – os concorrentes desleais que insistirem no descumprimento da lei. Esperamos que o Ministério do Trabalho fiscalize os transportadores e, principalmente, os embarcadores, que são muitas vezes os responsáveis por essa situação, pela pressão que fazem. O que eu quero com isso é incentivar outras empresas idôneas, que são muitas no Brasil, a enfrentarem a concorrência desleal. Os empresários de bem deste país devem sair do anonimato. Os índices de acidentes sempre foram baixos na Cargolift, na frota própria. Agora queremos isso também nos agregados. A lei anterior não nos permitia ter controle da jornada dos motoristas agregados. Agora, esse controle é obrigatório. Por isso, já investimos R$ 200 mil em um software para controlar a jornada de trabalho e o tempo de descanso dos motoristas. Tecnologística – O senhor acredita que a crise mundial vai afetar o Brasil em 2013 como afetou no ano passado? Marques – Acho que não, porque a lei do motorista por si só cria uma demanda de cerca de 20% a mais no TRC e isso já garante o movimento deste ano. O setor de logística representa hoje entre 10% e 12% do PIB brasileiro. E é um segmento que depende de serviços, de pessoas, sendo assim um ramo privilegiado, porque não sofre concorrência externa, como o setor industrial. Se olharmos o cenário nacional, as oportunidades são enormes, porque ainda tem muita gente para entrar no mercado de consumo. Estou otimista. Silvia Marino Cargolift: (41) 2106-0714


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BALANÇO SETORIAL

Otimismo cauteloso Fornecedores de sistemas automatizados, empilhadeiras e infraestrutura para armazenagem e distribuição revelam suas perspectivas para 2013. Alguns apostam, de fato, em crescimento. Outros, conservadores, apesar de acreditarem num mercado aquecido, preferem aguardar os acontecimentos

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ocê, leitor, provavelmente está se perguntando por que outra matéria sobre perspectiva de mercado. Talvez tenha pensado em não ler as linhas abaixo. Eu sei. Publicamos, na edição de janeiro da Tecnologística, um material sobre as projeções para este ano no segmento logístico. No primeiro mês de 2013, a ideia foi mostrar a visão de operadores logísticos e transportadores. Na ocasião, os profissionais que atuam nesses segmentos, apesar de otimistas para o período que começa, lamentavam os resultados de 2012. Nesta edição, fomos ao mercado novamente para saber qual o cenário 44 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

para 2013, desta vez sob a ótica da indústria, dos fornecedores de soluções – empilhadeiras, sistemas automatizados e infraestrutura de armazenagem – para o setor logístico. Há desconfiança. Normal. Mas, ao contrário dos entrevistados anteriores, a maioria comemora os resultados obtidos em 2012 e espera manter o crescimento em 2013.

Otimistas A Cassioli Brasil, companhia que fornece equipamentos e serviços para soluções de logística integrada como sistemas de movimentação e separação, armazém automático e carros

não motorizados, é um exemplo claro. O diretor-geral, Fabio Brunacci, afirma que este será um ano de desenvolvimento e crescimento. Alguns pontos estimulam o segmento, como a prorrogação até o fim do ano do Finame PSI – programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que reduziu a 2,5% a taxa de juros para a aquisição de bens de capital. “Nosso volume de projetos tem aumentado”, resume. O diretor-geral da Knapp – voltada a sistemas automatizados de movimentação –, Sebastião Almeida, anuncia que a expectativa é continuar o crescimento estratégico que o setor apresen-


tou em 2012. “Nosso mercado andou na contramão da economia brasileira. Em 2011, ela foi muito bem e para nós foi um ano fraco. Já no ano passado a economia freou, mas nosso mercado se expandiu fortemente. Vimos grandes projetos se concretizarem em 2012 e a tendência é que isso se mantenha em 2013. Não vemos nenhum sinal de problema no horizonte”, garante. Na Scheffer, organização que fornece transelevadores, transportadores e elevadores, o diretor Comercial e Industrial, Afif Miguel Filho, também espera manter o ritmo de crescimento iniciado no ano passado. “Nossa perspectiva é crescer 10% em relação a 2012”, resume.

Tendências O otimismo se reflete no dia a dia das operações. Segundo Brunacci, haverá cada vez mais consultas por sistemas automatizados em razão do elevado custo dos profissionais no mercado nacional. “Embora o Brasil seja ainda considerado um país em desenvolvimento, com mão de obra barata, a cada dia esse valor sobe, levando as empresas a investirem na automação das operações”, conta. Já o diretor-geral da Knapp também acredita que utilizar esses equipamentos seja o caminho para superar o gargalo da mão de obra e justifica o crescimento na procura pela automatização. “Para aumentar a produtividade, é preciso aplicar tecnologia e não ampliar a área operacional, aumentando o número de funcionários.” Por sua vez, Miguel Filho, da Scheffer, acredita que as consultas são mais frequentes porque empresas de médio porte começam a vislumbrar a importância da automação. “Antes, tínhamos poucos projetos junto a companhias desse porte, pois elas imaginavam que as soluções fossem caras. Hoje, essas empresas fazem a

conta, analisam o retorno e chegam à conclusão de que é viável investir em automação”, frisa. Outra possibilidade apontada para 2013 é a chegada de mais companhias estrangeiras ao mercado brasileiro. “As empresas que sofreram com a desaceleração na Europa e nos Estados Unidos preferem colocar seus investimentos em países que estão crescendo, como os que compõem o BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul”, relata Brunacci. O executivo da Cassioli comemora a vinda da concorrência e explica que isso irá acelerar o desembarque de tecnologias mais avançadas no mercado brasileiro. Contudo, ele faz uma ressalva. “O Brasil oferece muitas oportunidades, mas é preciso saber explorá-las. As empresas que estão aqui já possuem referências”, frisa. O diretor Comercial da Dematic, que oferece ao mercado sistemas de classificação, paletização e armazenagem e reposição, Eduardo Tedesco, também nota o aumento da presença de empresas estrangeiras no mercado. “Essa concorrência tem um aspecto positivo, pois isso faz com que adotemos de maneira mais rápida as tecnologias disponíveis no exterior. Aceleramos a chegada ao Brasil do que temos de ponta nos mercados mais desenvolvidos”, afirma. Para Brunacci, o desafio para se tornar competitivo e se destacar é diversificar os negócios, explorando diferentes nichos. Essa é a mesma visão do diretor da Scheffer. De acordo com Miguel Filho, distribuidores de produtos com baixo valor agregado têm se tornado potenciais clientes e investido na automação. Na Knapp, Almeida divulga que a estratégia será entender rapidamente as reais necessidades do mercado, realizando uma leitura das demandas dos clientes, e, com base nisso, aplicar uma solução customizada. Para

ele, se a companhia não fizer isso, pode oferecer tecnologias que não são interessantes para os clientes e ser repelida pelo mercado. O executivo ilustra um cenário ainda pior. “Há a possibilidade de ofertarmos uma solução que não seja adequada, o mercado aceitar num primeiro momento e, depois, ela não funcionar, prejudicando a operação”, descreve.

Cautela O CEO da Paletrans, que possui em seu portfólio transpaletes e empilhadeiras, Antônio Augusto Pinheiro Zuccolotto, faz um alerta: “Vejo 2013 mais otimista do que 2012. Este ano temos uma necessidade de recuperação da indústria. Ou ela acontece ou o Brasil caminha para um buraco”, diz. Para Zuccolotto, as indústrias brasileiras do setor deverão ser cada vez mais competitivas neste ano. Isso porque, afirma, todas as grandes empresas do segmento estão ou querem montar fábricas no Brasil. “A indústria nacional vai ter que ser cada vez mais competitiva, enxuta e produtiva. 2013 é o ano em que a briga no setor de empilhadeiras à combustão será mais acirrada. É preciso estar de olho

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BALANÇO SETORIAL

no movimento que está ocorrendo no mercado”, destaca. O executivo acredita na retomada do parque nacional. Isso porque ele é outro que comemora o fato de o Finame PSI ter sido prorrogado. “As medidas anunciadas pelo governo, que acabam sendo de médio prazo, devem surtir algum efeito este ano”, reconhece. Além disso, Zuccolotto espera um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2% e 2,5%. “Há investimentos na construção civil, temos baixa taxa de desemprego e vemos que o varejo está aquecido”, enumera. Tedesco, da Dematic, também é sucinto quando o tema é crescimento. “O ano de 2012 foi bom, apesar de certo receio no segundo semestre. Mas nossos projetos são longos, demandam certo tempo e recursos e perdê-los por um receio não se justifica”, conta. Para 2013, o diretor Comercial aguarda um ano de novidades. “Mesmo que o mercado não espere crescimento, há aumento de oportunidades e elas surgem pela maior necessidade de agilidade no atendimento e na operação intralogística”, diz. Para ele, isso acon-

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tece por conta da mudança no perfil operacional. “Notamos uma tendência cada vez mais forte de movimentações frequentes de itens fracionados. Antes, estocávamos paletes; hoje são caixas e isso demanda outras tecnologias de armazenagem”, comenta. O diretor da Dematic, assim como Miguel Filho, da Scheffer, ressalta a entrada de empresas com pouca cultura de automatização como um fator preponderante para o crescimento de oportunidades. O problema da mão de obra, citada por outros executivos, também é lembrado por Tedesco e deve contribuir para um ano positivo para as companhias que fornecem sistemas.

Ceticismo Se de um lado há o otimismo, de outro há cautela, representada por alguns executivos que preferem esperar o desenrolar dos fatos. O diretor-presidente da Águia Sistemas, fabricante de push-back, porta-paletes e flow rack, entre outras soluções, Rogério Scheffer, diz que não é fácil fazer uma previsão para 2013. “Vie-

mos de alguns anos meio estranhos, porque criamos uma expectativa de crescimento para o País que não se concretizou”, define. Para o executivo, este ano será melhor que 2012 graças à estabilidade dos juros e do câmbio e pela política adotada pelo governo para estimular o consumo. Além disso, Scheffer afirma que outro aspecto positivo fica por conta da demanda reprimida. “Vemos que temos muito espaço; muitas empresas ainda precisam adotar infraestruturas de armazenagem e distribuição. Por um lado, temos a insegurança que a própria economia do país gera, mas por outro temos um cenário de necessidade”, avalia. Na opinião do diretor-presidente, o cenário deverá ser positivo, já que os clientes estão cada vez mais maduros em termos de planejamento financeiro e orçamentário. Na Isma, que industrializa sistemas deslizantes e de armazenagem, também há certa expectativa. O gerente Operacional, Flávio Piccinin, diz que 2013 ainda é uma incógnita. “Não consigo fazer uma previsão segura por causa do possível aumento entre 5% e 7% no valor de nosso principal insumo, o aço”, revela. Para ele, se o mercado aceitar esse custo de maneira positiva, haverá novos aumentos. A questão, completa, é saber como o mercado consumidor de aço irá absorver e entender essa elevação. O gerente acredita que os pequenos projetos não serão impactados e terão continuidade, mas os grandes, que são planejados com antecedência e dependem de decisões corporativas para serem alterados, podem ser afetados por esse aumento no valor do aço. Para amenizar esses reflexos, Piccinin divulga que uma possível compra do insumo no exterior não está descartada. “Vamos analisar se eles podem nos ofertar algo a um custo diferente”, resume. Na opinião do executivo, previsões são difíceis, pois 2013 será o ano em


que seus clientes irão reorganizar suas operações após um 2012 complicado. Na Isma, as ações para superar as dificuldades já estão traçadas. “Vamos ampliar o foco de atuação. Os fornecedores de infraestrutura têm como principal produto o porta-paletes, utilizado para a estocagem de produtos acabados. Se nossos clientes já estão bem providos com essa estrutura, vamos ofertar produtos, por exemplo, para serem aplicados na área de manutenção”, adianta. Outro que aguarda o desenrolar do ano é Cesar Guerreiro, diretor de Marketing da NMHG Brasil, fornecedora de empilhadeiras das marcas Hyster e Yale, que também aposta na diversificação. “É preciso que o setor fique de olho nos investimentos go-

vernamentais em infraestrutura – ferrovias, portos e aeroportos. Acreditamos que isso vai acontecer em um determinado momento”, diz. Ampliar os serviços também deve fazer parte da estratégia do segmento. “As empresas que atuam no setor devem aplicar os conceitos utilizados nas montadoras de carro e agilizar a chegada de soluções, desenvolvendo itens específicos para o mercado nacional”, define. Além disso, completa, é preciso agregar serviços e capacitar os distribuidores, tanto na parte técnica quanto na comercial. Apesar de conservador com relação às decisões, o executivo afirma que já existe um plano estratégico e ele será mantido. “Prevemos que um

ciclo irá se iniciar, alavancado pela manutenção da taxa Finame, e teremos o aluguel como atividade de peso”, diz. Quanto à instalação de outras indústrias, o diretor comemora o movimento. “Para nós é bom, pois teremos mais empresas do setor para fazer reivindicações. Sozinhos, não temos voz”, frisa. Fábio Penteado Águia Sistemas: (42) 3220-2666 Cassioli Brasil: (11) 4525-1001 Dematic: (11) 3627-3100 Isma: (11) 3879-2011 Knapp: (41) 3311-4950 NMHG: (11) 5683-8500 Paletrans: (16) 3951-9999 Scheffer: (42) 3239-0700


Fotos: Divulgação

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GESTÃO

Operação unificada Ao concentrar a operação logística, antes feita por cinco fornecedores diferentes, em um só parceiro, a GE Healthcare conseguiu otimizar a gestão da cadeia de suprimentos de peças de reposição para equipamentos médico-hospitalares e obter uma estrutura simples, enxuta e bem mais dinâmica

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udo começou a partir da consolidação das operações logísticas referentes às peças de reposição para equipamentos médicos, utilizados em clínicas e hospitais, em seu próprio centro de distribuição, localizado na cidade de Barueri, na região metropolitana de São Paulo. Para a ampliação da área de armazenagem desse site, e mais a adequação dos escritórios, implementação de um novo sistema de gestão (Enterprise Resource Planning – ERP – da Oracle) e integração da plataforma aos sistemas globais da companhia, foram investidos cerca de R$ 3 milhões. “Foi quando vislumbramos a oportunidade de simplificar todo o processo de supply chain, desde a área de customer service, passando pela parte fiscal de entradas e saídas

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de peças, até a gestão do armazém e da logística reversa, tarefas que eram feitas por cinco fornecedores diferentes”, lembra Álvaro Carvalheira, diretor de Logística de Serviços da GE Healthcare para a América Latina. Contar com vários parceiros exigia da GE um esforço constante para garantir que cada um deles fizesse a sua parte em tempo hábil e de forma correta. Essa estrutura complexa e fragmentada causava gargalos, atrasos no processo e falhas de comunicação. “Era como se cada um tivesse responsabilidade apenas sobre a sua parte, o que comprometia o resultado final da operação como um todo. Havia, por exemplo, o recebimento físico e fiscal que era realizado por duas empresas, o que gerava conflitos, atrasando a entrada da peça em

nosso estoque e, consequentemente, causando atrasos também para os nossos clientes”, conta Carvalheira. Para solucionar esses e demais problemas, a GE iniciou, em julho de 2011, a elaboração de um projeto, dividido em oito fases, seguindo a metolodologia Lean – filosofia derivada do sistema Toyota de produção que pressupõe a eliminação de desperdícios e de atividades sem valor –, e que começou a ser implementado com a definição do objetivo pretendido e a seleção do time responsável pelas ações. A fase seguinte foi dedicada ao entendimento das métricas que eram utilizadas internamente e do custo total da operação logística. Na terceira etapa, foram realizadas pesquisa e análise do mercado para identificar potenciais fornecedores


logísticos com know-how e capacidade para atender às necessidades da GE. Com base nisso, foram definidos os critérios qualitativos para a fase seguinte, que visava selecionar as empresas que participariam do processo de licitação.

Rigor técnico “Utilizamos critérios rigorosos e claros para avaliação de cada fornecedor. Iniciamos com dez empresas (fase cinco), das quais escolhemos cinco (fase seis) para que apresentassem propostas detalhadas e para que interagissem com a GE de forma a terem maior conhecimento sobre as nossas necessidades, definidas

no projeto”, explica Carvalheira. Na penúltima etapa, foi escolhida a Ceva Logistics para ser o único operador logístico e centralizar a gestão do CD, e definida a equipe que a ajudaria no processo de transição. Finalmente, em abril de 2012, na fase dez, deu-se o start-up da operação. “A Ceva apresentou Base instalada soma 34.465 equipamentos médico-hospitalares a proposta mais comem cerca de 750 cidades no país pleta e competitiva em termos de estrutura, custos de operação para a melhoria contínua, seguindo e mecanismos que seriam empregados a metodologia Lean. Todo o planeja-

Ideias luminosas

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ertamente Thomas Edison, o cientista norte-americano que tanto contribuiu para o desenvolvimento tecnológico mundial com a invenção da lâmpada elétrica incandescente, o gramofone, o cinescópio e tantos outros inventos, não poderia sequer sonhar que a General Electric (GE) – a empresa que criou em 1878 –, iria se tornar um dos mais importantes conglomerados industriais do século 21, fornecendo produtos e soluções para as áreas de aviação, energia, iluminação, saúde, transportes e bens de consumo. A GE também foi uma das primeiras multinacionais a investir no Brasil, instalando em 1921, no Rio de Janeiro, uma fábrica de lâmpadas – a primeira do país. Especificamente para nortear suas ações na área de saúde, a GE criou, em 2009, uma plataforma de negócios que batizou de

healthymagination, que se baseia em três princípios básicos: melhorar a qualidade, ampliar o acesso e reduzir os custos da saúde. Tais diretrizes passaram a ser seguidas pela GE Healthcare no Brasil, unidade de negócios que disponibiliza produtos e equipamentos para clínicas, centros de saúde e hospitais poderem fazer diagnósticos cada vez mais precoces, com clareza de resultados, precisão e alta confiabilidade. Com base no healthymagination, a companhia prevê investir US$ 6 bilhões em vários países para o desenvolvimento de produtos inovadores voltados à área de saúde, além de tecnologia da informação para otimizar as atividades relacionadas à saúde em locais de difícil acesso, e ainda desenvolver novas parcerias no setor. No Brasil, além do CD em Barueri (SP), a GE Healthcare man-

tém uma fábrica em Contagem (MG), onde são desenvolvidos equipamentos com a certificação da nova plataforma, e espera duplicar os negócios no país até 2015. No sentido de levar a saúde a áreas remotas, a empresa se uniu à Oscip Américas Amigas para equipar as embarcações da Marinha do Brasil com mamógrafos, a fim de viabilizar a realização de exames em mulheres carentes que vivem nas comunidades ribeirinhas da Amazônia. Em termos globais, a GE Healthcare conta com 80 armazéns no mundo que utilizam o mesmo sistema de planejamento, somam US$ 500 milhões em inventário, atendem diariamente a 5 mil ordens de serviço, movimentam 450 mil tipos únicos de peças, disponibilizam de forma imediata 4,5 milhões de peças e empregam cerca de 500 funcionários. Fevereiro/2013 - Revista Tecnologística - 49


GESTÃO

mento e a execução do projeto foram feitos segundo essa filosofia, o que foi essencial para que a mudança de vários fornecedores para um só transcorresse sem causar nenhum impacto negativo aos nossos clientes finais”, destaca o diretor da GE Healthcare. Na avaliação de Milton Pimenta, diretor de uma das Unidades de Negócios de Logística Industrial 2 da Ceva, o processo de transição foi um grande desafio. “Afinal, tivemos que assumir o que antes era feito por cinco prestadores de serviços que cuidavam das áreas de atendimento ao cliente, logística de ferramentas, entradas e saídas fiscais, movimentação e armazenagem, gestão de pedidos e logística reversa. Em termos gerais, nos saímos muito bem e, inclusive, absorvemos alguns dos profissionais que trabalhavam com esses parceiros”, salienta Pimenta. Segundo o executivo, um facilitador foi o fato de a Ceva já conhecer e empregar há muitos anos a filosofia Lean. Trata-se de uma metodo-

Com a Ceva, os 12 indicadores de performance definidos como críticos pela GE atingiram os objetivos propostos

logia muito exigente que tem como ponto-chave a busca do “zero defeito”, com a detecção e solução rápida dos problemas, além do uso de ferramentas como Kaizen, para processos contínuos de análise, o 5S, para garantia da qualidade, entre várias outras. “O Kaizen é um dos mantras dentro da Ceva e é o que contribui para otimizar os medidores de performance das operações, o que antes a GE não tinha”, completa Pimenta. Carvalheira lembra que 100% dos colaboradores da Ceva e da GE receberam treinamento em Lean e, atualmente, trabalham de forma conjunta para implementar projetos de melhoria contínua. “Criamos um comitê interno de Lean para apoiar os projetos submetidos por todos os colaboradores através de uma ferramenta desenvolvida pela GE e, a cada três meses, premiamos os melhores trabalhos, com a participação da alta liderança”, destaca o diretor.

Sob nova e única gestão

No CD de Barueri são armazenadas peças nacionais e importadas 50 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

A maior parte do trabalho de transição – 75% – foi concluída em abril de 2012, e os demais 25%, em junho. Com isso, a Ceva assumiu todas as operações logísticas do CD da GE em Barueri, que possui uma área total de armazenagem de 2,2 mil me-

Fim do desperdício

P

resente em mais de 170 países, totalizando 10 milhões de m² de área de armazenagem, empregando mais de 51 mil funcionários e com faturamento anual da ordem de 7 bilhões de euros, a Ceva Logistics é reconhecida no mercado pela sua expertise na gestão dos processos da cadeia de suprimentos de empresas de vários segmentos da economia, dentre os quais se incluem o automotivo, tecnologia, varejo, bens de consumo, energia, petróleo e gás, farmacêutico, cosméticos e saúde. Na América Latina, a empresa fechou 2011 com faturamento de 538 milhões de euros, atuando em 11 países, somando mais de 500 mil m² de área de armazenagem. Apenas no Brasil, a operadora possui 62 filiais e emprega 7,3 mil funcionários, que gerenciam cerca de 450 mil m² de área de armazenagem. No sentido de otimizar sua performance operacional, a Ceva lançou sua própria metodologia Lean, em 2004, com o objetivo de aumentar a produtividade dos clientes e, ao mesmo tempo, reduzir custos e otimizar os níveis de qualidade e serviços. Atualmente, a metodologia é utilizada em todas as operações de armazenagem, permitindo a eliminação de processos que não agregam valor, aumentando a flexibilidade e estabelecendo melhorias em vários níveis da operação.


das as nossas entregas realizadas em novembro, contra um objetivo de 99,5%. Em nossa visão, o que mais mudou foi um total alinhamento de métricas na operação e a simplificação na gestão do dia a dia, dando maior rapidez na resolução de problemas”, comemora o executivo. O diretor da GE Healthcare acrescenta ainda que, com Melhoria na gestão do estoque resultou em maior agilidade a Ceva, a operação para atendimento aos clientes das peças no Bratros quadrados, em que são utiliza- sil passou a ser de classe mundial. dos uma empilhadeira elétrica, uma “Isso significa que agora temos uma paleteira elétrica, dois leitores MX8 performance similar às operações de e um leitor Motorola MC1000, para referência que temos na matriz, nos movimentar mais de 3,8 mil itens Estados Unidos. Também realizamos por mês. São cerca de 200 peças mo- reuniões periódicas de revisão de devimentadas por dia, entre entradas e sempenho para garantir o cumprisaídas, atendendo a uma base instala- mento das metas e endereçar rapidada de 34.465 equipamentos médico- mente qualquer problema que possa -hospitalares em aproximadamente surgir, tanto na GE quanto na Ceva”, 750 cidades em todo o país. ressalta Carvalheira. “Respondemos pelo recebimento Para Milton Pimenta, foram feitas e armazenagem de peças nacionais várias melhorias, tanto na gestão do e importadas dos equipamentos mé- estoque como das peças em campo, dicos, inclusive das que voltam do e também maior controle das operacampo. Nossos clientes são os enge- ções, o que no conjunto resultou em nheiros de campo da GE encarregados maior agilidade para o atendimenda manutenção dos equipamentos to aos clientes. “Apesar de ser uma em clínicas e hospitais. Eles abrem o operação relativamente pequena, os pedido e a Ceva faz a separação das níveis de serviços são de alta complepeças solicitadas, as prepara para a ex- xidade. É uma cadeia bem completa e pedição e também recebe as que vol- os nossos planos são de, no futuro, vir tam para o estoque, além da gestão de a assumir também a área de transportodo esse processo”, explica Pimenta. te da GE Healthcare e ainda trabalhar Segundo Carvalheira, após três para outras unidades de negócios da meses de implementação, os 12 in- GE”, conclui o diretor da Ceva. dicadores definidos pela GE como críticos para a operação atingiram os Silvia Giurlani objetivos propostos. “Um exemplo de Ceva: (11) 2199-6700 melhoria foi o resultado de 99,9% de GE Healthcare: 0800 122345 conformidade na expedição para to-


ILOS - INSTITUTO DE LOGÍSTICA E SUPPLY CHAIN

Transporte de combustíveis no Brasil Investimentos para o abastecimento até 2020 Mariana Werneck e Caio Rodrigues

C

om o crescimento da demanda por combustíveis e a dificuldade patente de expandir a infraestrutura no país, o abastecimento de combustíveis ao mercado brasileiro começa a se tornar uma preocupação, principalmente pelo caráter altamente estratégico destes produtos. Em função do temor acerca do possível comprometimento do atendimento da demanda, as cadeias logísticas desses produtos foram analisadas em estudo realizado pelo Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), em parceria com o Instituto Brasileiro, Gás e Biocombustíveis (IBP), por meio de sua Comissão de Logística de Abastecimento de Combustíveis. O estudo, finalizado em dezembro de 2011, buscou analisar os principais projetos de infraestrutura logística e produtiva previstos para os próximos dez anos, assim como o crescimento e distribuição geográfica da demanda para o mesmo período. Entendendo a nova oferta de infraestrutura e a nova demanda de combustíveis, foram levantadas as alterações previstas para os fluxos logísticos destes produtos. Este artigo apresentará as principais alterações que ocorrerão nos fluxos logísticos de gasolina, etanol, die52 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

sel e biodiesel, com os novos projetos planejados para o país para os próximos dez anos.

Centros produtores O Brasil conta hoje com 16 refinarias espalhadas por nove estados, estando oito delas localizadas na Região Sudeste. Essas unidades atualmente operam muito próximas a seus limites de capacidade, principalmente no estado de São Paulo, onde essa utilização chega a ser maior do que 90% em algumas refinarias. A produção de etanol, por sua vez, é realizada em 514 usinas espalhadas por 23 estados brasileiros, ainda que haja altíssima concentração no estado de São Paulo, que detém 276 usinas. Minas Gerais e Paraná seguem com 45 e 36 usinas, respectivamente. Entretanto, por conta da falta de terrenos no Sudeste para a produção da cana-de-açúcar, pode-se vislumbrar uma tendência clara de expansão para a Região Centro-Oeste. Não é possível definir a capacidade total de produção de etanol no país, uma vez que a mesma usina pode produzir tanto o combustível quanto o açúcar, utilizando a mesma capacidade instalada. Porém,


existe um consenso hoje de que a capacidade produtiva existente não é suficiente para suprir a demanda esperada para o país. O caso do biodiesel é mais particular, uma vez que sua produção é mais dispersa, sendo os maiores estados produtores o Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Goiás, uma vez que o óleo de soja vem se consolidando no país como o principal insumo para a produção de biodiesel. Além dessas idiossincrasias, outro ponto importante que difere esse combustível dos demais é o fato de ainda haver muito espaço para aumento da produção nas usinas existentes, uma vez que a utilização média da capacidade é de menos de 50%.

Centros consumidores Segundo a ANP, em 2010 foram consumidos aproximadamente 95 milhões de metros cúbicos de combustíveis no Brasil, sendo 50% deste volume de diesel, 3% de biodiesel, 32% de gasolina e 16% de etanol. Desse volume total, existe uma grande concentração na Região Sudeste, responsável por aproximadamente 50% de todo o consumo, mais especificamente no estado de São Paulo, que teve 29% do consumo de todos os combustíveis analisados. Também foi visto que as capitais concentram grande parte do consumo de gasolina e etanol, representando em média 43% do consumo de seus estados. No caso do diesel e biodiesel, as capitais não têm tamanha participação (27% do estado, em média). O consumo desses combustíveis está diretamente associado ao transporte

Fonte: PDE 2020 - Análise ILOS e IBP

Previsão PDE 2020 (mil m3) 80.000

80.000

70.000

70.000

60.000

60.000

50.000

50.000

40.000

40.000

30.000

30.000

20.000

20.000

10.000

10.000

de carga, que fica concentrado ao redor dos grandes centros, notadamente em centros de distribuição localizados em regiões próximas a rodovias e com áreas mais baratas que as grandes cidades. Dessa forma, percebe-se que o consumo de combustíveis fósseis está muito próximo às grandes regiões produtoras, fato que já não ocorre com o biodiesel, que tem a produção e consumo em áreas distintas do país. O caso do etanol é intermediário e nele percebe-se um movimento de deslocamento da produção, se distanciando dos grandes centros consumidores. A Comissão de Logística do IBP e o ILOS revisaram as estimativas de consumo do governo federal, levando em consideração a possível oferta de combustíveis dos próximos anos (Figura 1). As estimativas indicam um crescimento no consumo de todos os combustíveis para os próximos anos. A Região Sudeste puxa o crescimento com uma estimativa de aumento do consumo de 72% até 2020, seguida pelo Nordeste, com estimativa de alta de 62% no mesmo ano. O Brasil como um todo tem a expectativa de um aumento de consumo na faixa de 56%. Analisando o crescimento por combustível, pode-se constatar forte aumento da demanda por etanol. As previsões do IBP/ILOS indicam aumento de 103% até 2020, passando o volume consumido de 15 milhões de litros em 2011 para 32 milhões em 2020. O diesel também tem papel de destaque, com projeção de crescimento de mais de 50% nos próximos dez anos, chegando a 70 milhões de litros anuais em 2020. A gasolina, por sua vez, tem perspectivas um pouco mais modestas, de crescimento de 40% até 2020, com a demanPrevisão ILOS e IBP (mil m3) da alcançando 45 milhões de litros/ano.

Fluxos logísticos atuais

0

0 2011

2015

2020

Óleo Diesel Etanol Anidro

2011

Gasolina C QAV

Etanol Hidratado Biodiesel

Figura 1 - Previsão da demanda de combustíveis nos próximos anos

2015

2020

Os combustíveis líquidos analisados podem ser transportados por praticamente todos os modais, com exceção do aéreo. Ou seja, existe a possibilidade de abastecer as bases de combustíveis através de dutos, ferrovias, hidrovias, cabotagem ou rodovias. Pela falta de oferta de modais competitivos para o transporte desses produtos, grande parte do abastecimenFevereiro/2013 - Revista Tecnologística - 53


ILOS - INSTITUTO DE LOGÍSTICA E SUPPLY CHAIN

CARACARAÍ

MACAPÁ ORIXIMINA

BELÉM

ALMEIRIM

MANAUS SANTARÉM

BARCARENA SÃO LUÍS

FORTALEZA

VITÓRIA DO XINGU AÇAILÂNDIA ITAITUBA

NATAL

TERESINA

MARABÁ

(Osbra), o maior do país, e o Oleoduto Paraná-Santa Catarina (Opasc). As principais ferrovias também estão situadas nestas regiões: a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que liga a Regap, em Betim (MG), às bases secundárias do interior de Minas Gerais; a ALL Malha Paulista, ligando a Replan, em Paulínia, ao interior de São Paulo e à Região Centro-Oeste; e a ALL Malha Sul, que liga a Repar, em Araucária (PR), e a Refap, em Canoas (RS), ao interior de seus respectivos estados. O transporte feito por hidrovias ocorre apenas na Região Norte do Brasil e, a cabotagem, principalmente entre os Portos de Santos (SP) e Itaqui (MA). Em 2010, 100% do biodiesel foi transportado por rodovias, assim como 90% do etanol. Isso ocorre, principalmente, pela baixa escala do volume desses combustíveis e pela falta de oferta de outros modais que não o rodoviário no território nacional. Assim, os outros modais que não o rodoviário foram utilizados apenas por derivados. A Figura 2 ilustra os principais fluxos atuais. Chama a atenção não apenas a pequena oferta de modais, mas também a baixa integração entre eles, principalmente entre cada uma das regiões do país. CABEDELO

CRATO

RECIFE

IPOJUCA

CRUZEIRO DO SUL

PORTO VELHO JUAZEIRO

MACEIÓ

RIO BRANCO

NOSSA SENHORA DO SOCORRO

SENADOR GUIOMARD

CAMAÇARI

VILHENA JEQUIÉ BRASÍLIA CUIABÁ GOIÂNIA ALTO TAQUARI

GOVERNADOR VALADARES

UBERLÂNDIA SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

UBERABA RIBEIRÃO PRETO

CAMPO GRANDE PRESIDENTE PRUDENTE

Fonte: Sindicom; análise: ILOS

LONDRINA

BAURU

CASCAVEL ARAUCÁRIA

JARAGUÁ DO SUL ITAJAÍ BIGUAÇU

PASSO FUNDO IJUÍ

BETIM VITÓRIA ANCHIETA

CAMPOS DOS GOYTACAZES

PAULÍNIA

Legenda

OURINHOS

MARINGÁ

GUARAPUAVA

DUQUE DE CAXIAS RIO DE JANEIRO SÃO JOSÉ DOS CAMPOS BARUERI SÃO PAULO SANTO ANDRÉ CUBATÃO SÃO CAETANO DO SUL

Hidrovia Rodovia

Poliduto Ferrovia

Cabotagem

Base Secundária

CRUZ ALTA SANTA MARIA

Base Primária

URUGUAIANA CANOAS ESTEIO BAGÉ RIO GRANDE

Figura 2 - Fluxos logísticos atuais de combustíveis

to de combustíveis hoje ainda é feita por caminhões, usando rodovias. Esse padrão se repete também em outros setores da economia. A participação do modal rodoviário no Brasil é bastante distorcida em relação a outros países do mundo. Enquanto aqui 65,5% das cargas por quilômetro útil (TKU) eram transportadas por rodovias em 20101, nos Estados Unidos este número correspondia a menos de 30%2. A Rússia, por sua vez, tem participação desse modal de apenas 4%, enquanto os dutos respondem por 50% das TKUs e as ferrovias, por 42%3. A situação é, em parte, atenuada porque, como vimos anteriormente, em diversas situações os centros consumidores de combustíveis estão muito próximos aos centros produtores. A disposição geográfica da oferta e da demanda afeta diretamente os fluxos logísticos que abastecem as bases distribuidoras. Justamente em consequência da concentração de demanda, a maior oferta de modais “alternativos” está nas Regiões Sul e Sudeste, como os dois principais dutos de derivados, o Oleoduto São Paulo-Brasília 54 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

SÃO FRANCISCO DO CONDE

ILHÉUS

Projetos previstos No desenvolvimento do trabalho, foram levantados os principais projetos previstos e em andamento que pudessem afetar, de alguma forma, a logística de abastecimento de combustíveis no país. Os levantamentos consideraram previsões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), conforme ilustrado na Tabela 1, Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), Política Nacional de Transporte Hidroviário (PNTH), informações públicas disponíveis da Petro-


ILOS - INSTITUTO DE LOGÍSTICA E SUPPLY CHAIN

realização de investimentos é a regulamentação do Rodovias, ferrovias e dutos 107.100 42.269 setor. A interação Refinarias 163.213 114.932 entre os diversos órgãos regulatórios Usinas de biodiesel e etanol 15.583 4.680 e licenciadores, Portos e hidrovias 1.662 5.320 como, por exem196.774 Total 324.516 plo, a Agência NaTabela 1 - Investimentos do PAC que afetam o mercado de combustíveis cional do Petróleo, Gás Natural e bras e outras empresas de capital aberto e projetos priBiocombustíveis (ANP), órgãos ambientais estaduais e o vados levantados pela Comissão de Logística do IBP. Corpo de Bombeiros, entre outros, com suas diferentes A partir da análise e discussão de dezenas de projeexigências, pode causar alguns conflitos. tos, os mais importantes do ponto de vista de redução As dificuldades geradas estão, em parte, documende gargalos dos sistemas logístico e produtivo foram tadas na pesquisa Doing Business, do Banco Mundial, destacados e priorizados pela equipe de desenvolvique compara objetivamente a facilidade de se fazer mento do estudo. Muitos desses projetos serão responnegócios em 183 economias do mundo. Na edição de sáveis pela mudança dos fluxos existentes hoje, geran2012, o Brasil ficou colocado na 127ª posição no quedo o que foi chamado de novas cadeias logísticas. Essas sito Obtenção de Alvarás de Construção, sendo a sexta novas cadeias serão explicadas posteriormente. mais lenta economia mundial neste procedimento. Mais de 30 projetos foram priorizados, somando um O maior entrave burocrático identificado no estuvalor de investimento estimado em R$ 130 bilhões, a do ILOS-IBP diz respeito às dificuldades decorrentes do serem realizados até o ano de 2020. Os projetos foram licenciamento ambiental, uma vez que, pelo risco ambiental que a atividade de distribuição de combustíveis divididos em nove grupos, indicados na Tabela 2. impõe, as exigências nestes procedimentos são ainda Os projetos foram classificados em cinco graus de mais severas que em outras atividades. prioridade, de acordo com os benefícios que eles podem trazer para o sistema ou até com a necessidade dos mesmos para gaIniciativas Investimento Frente de atuação rantir o abastecimento de combustíveis. Na Tabela 3, é apresentada Produção 2 R$ 71 bilhões a lista das iniciativas consideradas as mais importantes pela equipe de Dutos 6 R$ 6 bilhões desenvolvimento do projeto. Destacam-se, nessa lista, a expanFerrovias 8 R$ 29,5 bilhões são da capacidade dos dutos e o investimento em ferrovias e hidrovias, Hidrovias 3 R$ 10 bilhões modais essenciais para o transporte de grande volume de cargas. Outro Portos 5 R$ 2,6 bilhões ponto de destaque é a produção de etanol, que passa por uma crise e Rodovias 2 R$ 1,3 bilhão cujo prazo de maturação dos investimentos é de 4 a 7 anos. Multimodais 1 R$ 6 bilhões

Regulamentação dos combustíveis Além dos gargalos infraestruturais que acometem o abastecimento de combustíveis, outro ponto que pode constituir um gargalo considerável à 56 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

Total (R$ milhões)

Previsto para após 2010 (R$ milhões)

Centros coletores

5

R$ 164 bilhões

Tancagem

1

R$ 3,2 bilhões

TOTAL

33

R$ 129,7 bilhões

Tabela 2 - Grupos de investimentos analisados pelo estudo

Fonte: PAC, PNLT. Análise: ILOS e IBP

Fonte: PAC. Análise: ILOS e IBP

Tipo de investimento


Novos fluxos

Com a entrada em operação das novas refinarias Abreu e Lima e Premium I no Nordeste, a cabotagem no sentido sul-norte provavelmente se inverterá, passando a região a ser fornecedora de derivados de petróleo para o sul do país, cuja capacidade de produção já está próxima ao limite. O abastecimento da demanda da Região Nordeste passa a ser feito por ela mesma, por meio das Ferrovias NovaTransnordestina e Oeste-Leste (Fiol). Entretanto, seus projetos atuais, que ligam o litoral do Nordeste ao seu interior, não trazem muitos benefícios ao transporte de combustíveis por não haver bases de distribuição nestas novas rotas e pelo fato de as linhas não se conectarem ao grande corredor ferroviário que será a Ferrovia Norte-Sul. A interligação dessas duas ferrovias à Ferrovia Norte-Sul está em estudo no PAC 2. Essa ferrovia, que cortará longitudinalmente o país, será o ensejo para a movimentação de diversas cargas em ambos os sentidos. A movimentação de biocombustíveis se daria das regiões produtoras, no centro-sul do país, para o Nordeste, viabilizadas pela construção de centros coletores ao longo do percurso, enquanto esta

A maior parte da infraestrutura que alterará os fluxos atuais é de modais que comportam o transporte de combustíveis em grande volume. Outro significativo direcionador dos fluxos é a mudança que ocorrerá na origem dos combustíveis, seja na produção ou na importação. A Figura 3 mostra como ficariam os fluxos de combustíveis que teriam lugar com a realização dos investimentos sugeridos. Analisando o etanol, vemos que sua capacidade produtiva encontra-se estagnada. Existem poucos investimentos previstos em novas usinas e, pelo fato de a maturação destes investimentos ser muito longa, provavelmente haverá um déficit de atendimento da demanda em 2020. Para supri-la, projetos e construções de novas usinas teriam de começar entre 2013 e 2016, uma vez que há pouca possibilidade de expansão da capaPrioridade Investimento cidade já existente, levando em 1 Dutos - Aumento da capacidade do Opasc consideração o limite de distância Dutos - Aumento da capacidade do Orsub 1 dos canaviais para as usinas. Caso contrário, a demanda por esse Ferrovias - Norte-Sul 1 combustível terá de ser atendida 1 Ferrovias - Trecho da EFC da Norte-Sul seja por importações, seja pela Hidrovias - Tietê-Paraná 1 substituição da utilização do mes1 Solução multimodal Lógum mo pela gasolina. Solução multimodal para abastecimento Betim 1 Do ponto de vista dos derivados, quatro novas refinarias estão Portos - Itaqui 1 previstas pela Petrobras para os Produção - Novas usinas de etanol 1 próximos anos, três no Nordeste 1 Tancagem para distribuição (uma no Maranhão, uma no CeaCentro Coletores - Biodiesel - GO 2 rá e outra em Pernambuco) e uma Centro Coletores - Biodiesel - MT 2 no Rio de Janeiro. Entretanto, essas refinarias não contemplam a Dutos - Aumento da capacidade do Osbra 2 produção de gasolina. Levando-se Ferrovias - ALL 2 em consideração a limitação da Ferrovias - FCA 2 produção de etanol, a demanda Hidrovias - Teles Pires-Tapajós 2 por gasolina tem crescido acima do previsto, o que intensificará as Hidrovias - Rio Madeira 2 importações deste produto, algo 2 Portos - Santos que é alarmante tanto do ponto de 2 Portos - Vila do Conde vista financeiro, pelo valor relatiProdução Ampliação da capacidade de produção de 2 vamente mais elevado do combusgasolina das novas refinarias tível importado, quanto do ponto Tabela 3 - Principais investimentos priorizados pela Comissão de Logística do IBP de vista estratégico.

Fevereiro/2013 - Revista Tecnologística - 57

Fonte: PAC, PNLT, PNV, PNTH. Análise ILOS e IBP

Uma melhor comunicação entre os órgãos, assim como entre os investidores e os órgãos reguladores e licenciadores, seria muito benéfica para aumentar a velocidade dos processos burocráticos associados aos investimentos.


ILOS - INSTITUTO DE LOGÍSTICA E SUPPLY CHAIN

CARACARAÍ

MACAPÁ ORIXIMINA

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ALMEIRIM

MANAUS SANTARÉM

BARCARENA SÃO LUÍS

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VITÓRIA DO XINGU AÇAILÂNDIA ITAITUBA

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impossibilitadas de navegar. Investimentos em dragagem, derrocagem e terminais ao longo dessa hidrovia garantiriam sua navegabilidade no decorrer do ano. A construção de eclusas ao longo do Rio Teles Pires seria outra possibilidade para o transporte de biocombustíveis do Centro-Oeste para o Amazonas, Pará e Maranhão. Investimentos em navegabilidade na Hidrovia Tocantins-Araguaia também viabilizariam o transporte de combustíveis por este modal. Entretanto, essa hidrovia tem o traçado muito semelhante ao da Ferrovia Norte-Sul. O crescimento da deLegenda manda de combustíveis pela Hidrovia Rodovia Região Norte, assim como o Poliduto Ferrovia fato de não se prever elevaCabotagem ção de capacidade produtiva Base Secundária para a região, aumentarão Base Primária a movimentação de combustíveis no Porto de Vila do Conde (PA). Porém, sua ocupação total não deve ultrapassar os 60%. Por outro lado, a ocupação atual dos berços de granéis líquidos em Itaqui é de 86%, estando previstos investimentos para sua expansão e aumento da produtividade. Uma alternativa seria deslocar parte da movimentação para o Porto de Suape (PE), que terá boa estrutura e capacidade ociosa para suportar o aumento da movimentação, com o transporte através das novas ferrovias do Nordeste, caso elas se conectassem à Ferrovia Norte-Sul. Hoje, no Porto de Santos, a ocupação dos berços de granéis líquidos está em cerca de 40%, sendo os principais gargalos a dificuldade de acesso terrestre e marítimo, que devem ser reduzidos com os investimentos previstos. Sua vocação, entretanto, deixará de ser o envio de produtos por cabotagem para o Nordeste, passando a ser o recebimento de diesel S10 desta região, assim como de outros derivados importados. A Ferrovia Centro-Oeste (FICO), que ligará Uruaçu (GO) a Lucas do Rio Verde (MT), não criaria fluxo específico algum, mas poderia transportar biodiesel de Mato Grosso até a Norte-Sul, caso necessário. Sua possível extensão até Vilhena (RO) facilitaria a transferência CABEDELO

CRATO

RECIFE

IPOJUCA

CRUZEIRO DO SUL

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JUAZEIRO

PORTO NACIONAL

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NOSSA SENHORA DO SOCORRO

SINOP SENADOR GUIOMARD

CAMAÇARI

VILHENA

JEQUIÉ RONDONÓPOLIS BRASÍLIA

CUIABÁ ALTO ARAGUAIA

JATAÍ

MONTES CLAROS

ANÁPOLIS GOIÂNIA

ALTO TAQUARI

GOVERNADOR VALADARES

UBERLÂNDIA SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

UBERABA

PRESIDENTE PRUDENTE

Fonte: Sindicom; análise: ILOS

BETIM VITÓRIA ANCHIETA

IGUATAMA RIBEIRÃO PRETO

CAMPO GRANDE

LONDRINA

BAURU OURINHOS

MARINGÁ CASCAVEL GUARAPUAVA

ARAUCÁRIA

JARAGUÁ DO SUL ITAJAÍ BIGUAÇU

PASSO FUNDO IJUÍ

CAMPOS DOS GOYTACAZES

PAULÍNIA DUQUE DE CAXIAS RIO DE JANEIRO SÃO JOSÉ DOS CAMPOS BARUERI SÃO PAULO SANTO ANDRÉ CUBATÃO SÃO CAETANO DO SUL

CRUZ ALTA SANTA MARIA URUGUAIANA CANOAS ESTEIO BAGÉ RIO GRANDE

Figura 3 - Fluxos logísticos futuros de combustíveis

região poderá suprir as Regiões Sudeste e Centro-Oeste de derivados originários das novas refinarias, principalmente a Premium I, que estará localizada em São Luís. A construção, pela BR, de uma base em Palmas (TO) já é um investimento do mercado visando à utilização deste modal. A maior integração da Região Norte ao centro-sul do país é patente. As ligações rodoviárias entre Porto Velho e Manaus (BR-319) e os investimentos que estão sendo feitos na Rodovia Cuiabá-Santarém (BR-163), que atualmente está em condições precárias, expandem as possibilidades de rotas de ligação com o Centro-Oeste, por meio das quais seriam transportados etanol e biodiesel para o Norte em períodos de estiagem dos rios. Essas obras estão bastante mais adiantadas que os possíveis investimentos em navegabilidade nas hidrovias Teles Pires-Tapajós e do Rio Madeira. Esta última, que hoje é utilizada para a transferência de etanol de Porto Velho a Santarém (PA), fica extremamente comprometida em épocas de estiagem, quando as barcaças são obrigadas a utilizar apenas parte de sua capacidade ou são até mesmo 58 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

SÃO FRANCISCO DO CONDE

ITABUNA


de biodiesel e etanol para a Região Norte. Da mesma forma, o Projeto Rondonópolis, da ALL, na Malha Norte, prevê a expansão da linha férrea até Mato Grosso, que poderá ter fluxos de derivados no sentido interior e de biocombustíveis no sentido litoral. Essas rotas são concorrentes do sistema logístico da Lógum, que engloba terminais hidroviários, barcaças, centros coletores e dutos de etanol, e foi imaginado para o escoamento do etanol de Goiás e de Mato Grosso até os portos do Sudeste. Entretanto, com a mudança no perfil da demanda por combustíveis, hoje o país é mais demandante de etanol do que exportador, sendo essa estrutura essencial para que o combustível chegue até o maior centro consumidor, que é a cidade de São Paulo. Esse sistema poderia ser aproveitado para a criação de um ramal a partir de Uberaba (MG), com a construção de um centro coletor neste município, para o abastecimento da região de Betim, que terá um crescimento da demanda de etanol de cerca de 111% até 2020, sendo a alternativa a utilização do modal ferroviário ou rodoviário. A produção de derivados da refinaria Regap, em Betim, está a quase 100% de sua capacidade, não havendo possibilidade de aumento, apesar do incremento considerável de demanda previsto para a região. Uma possível solução para esse problema seria o envio de derivados a partir do Comperj, no Rio de Janeiro, por meio da inversão do sentido do Orbel, que, hoje em dia, é utilizado para o transporte de Nafta da Regap até a Reduc. Outra possibilidade é a utilização da cabotagem de combustíveis originados no Nordeste. O Osbra está operando a mais de 85% de sua capacidade. Sem uma duplicação, o Centro-Oeste teria de ser abastecido de derivados por rodovias ou ferrovias a partir dos portos ou do Comperj, ou ainda pela Ferrovia Norte-Sul, que seria capaz de reduzir em até 40% o volume transportado pelo duto. O Opasc e o Orsub também estão trabalhando acima de sua capacidade em alguns trechos, problema que teria de ser sanado pela duplicação dos dutos, sem a qual o abastecimento teria de ser feito pelo modal rodoviário, que pode chegar a ser 50% mais caro que o dutoviário. Com a reativação dos trechos da FCA entre Candeias e Juazeiro (BA) e Candeias (BA) e Montes Claros (MG), o transporte de combustíveis poderá ser retomado, para carregamento, principalmente, de diesel e etanol.

sas do mercado, confirmam a crescente pressão que o sistema logístico brasileiro irá sofrer para garantir o abastecimento destes produtos em toda a extensão nacional. Esse crescimento, somado a um cenário de usinas e refinarias operando perto de seus limites de capacidade, assim como dutos de derivados e portos, limitações na malha ferroviária e a baixa utilização do potencial dos rios do país, tornam ainda mais urgente a necessidade de projetos para a garantia do futuro do abastecimento de combustíveis. Os projetos analisados podem ser divididos em dois objetivos principais. O primeiro é o de aumento de produtividade, confiabilidade e redução de custos no transporte, pois elevam a oferta de modais mais competitivos do que o rodoviário, largamente utilizado hoje. O segundo objetivo é a garantir o abastecimento, com aumento da capacidade de estocagem, produção e de recebimento dos combustíveis em portos. Com a confirmação de todos os projetos, estimados num valor próximo a R$ 300 bilhões, a nova configuração de opções de transporte de combustíveis será bastante distinta da que existe hoje no país. Será observado um maior balanceamento na oferta de modais alternativos ao rodoviário, o que trará uma maior produtividade logística para todo o sistema. Os projetos também aumentam a integração entre as regiões do país, principalmente com a Ferrovia Norte-Sul e a Malha Norte da ALL, que deixam o Centro-Oeste, Nordeste e Norte do Brasil mais “próximos” ao Sudeste, ligando novos centros produtores de biocombustíveis e derivados aos pontos de demanda. O aumento da eficiência logística do abastecimento de combustíveis traz grandes contribuições relacionadas aos custos e à confiabilidade para o setor, além de colaborar para a redução do chamado custo Brasil, gerando reflexos econômicos positivos para todo o país.

Mariana Werneck Consultora plena do Instituto de Logística e Supply Chain – ILOS mariana.werneck@ilos.com.br Caio Rodrigues Gerente de projetos do Instituto de Logística e Supply Chain –ILOS caio@ilos.com.br Tel.: (21) 3445-3000

Conclusão 1

As projeções de aumento da demanda de combustíveis, tanto do governo federal quanto das empre-

2

Fonte: ILOS 2010 Fonte: DOT 2008; análises: ILOS 3 Fonte: GoskomStat 2008

Fevereiro/2013 - Revista Tecnologística - 59


Fotos: Divulgação

TECNOLOGIA

Onde está o alumínio? Adoção de ferramenta tecnológica da Opentech garante precisão às informações de rastreio nas operações logísticas da Alcoa em todo o Brasil

C

om mais de 120 anos de história, a Aluminum Company of America, ou simplesmente Alcoa, é a principal produtora de alumínio primário e industrializado e a maior mineradora de bauxita e refinadora de óxido de alumínio do mundo. Presente em todos os continentes, a companhia trabalha com produtos laminados, extrudados, forjados, rodas, sistemas de fixação e construção, fundição e microfusão para os principais segmentos da indústria, mineração, refinamento, redução, industrialização e reciclagem do alumínio, além de atuar também com outros metais leves, como níquel e titânio. Somente em 2011, as vendas da empresa somaram US$ 25 bilhões. No Brasil, onde atua desde a década de 1960, a Alcoa possui unidades em São Paulo, Santo André (SP), Poços de Caldas (MG), Tubarão (SC), Brasília, Itapissuma (PE), São Luís, Belém e Juruti (PA). Os negócios brasileiros da Alcoa 60 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

somaram, em 2011, um faturamento de R$ 2,5 bilhões. Obviamente, a logística envolvida nas operações da Alcoa representa uma das etapas mais importantes de toda a sua cadeia de negócios. A qualidade e a precisão na entrega de seus produtos necessitam ser tratadas com extremo zelo, o que fez com que a companhia procurasse no mercado uma solução tecnológica para o gerenciamento de seus processos de distribuição, com o objetivo de garantir cada vez mais a satisfação dos clientes. As operações da Alcoa envolvem um total de 16 transportadoras, que realizam entre 6 mil e 7 mil entregas e cerca de 1,8 mil viagens todos os meses. Com esses números expressivos, a rastreabilidade tornou-se uma necessidade. “A demanda pela informação da gestão logística surgiu em meados de 2008, quando o mercado passou a exigir um posicionamento ainda mais preciso das entregas”, lembra o superintendente

de Logística da Alcoa, Arnaldo Costa. “Não bastava informar somente a data prevista para a chegada. Era preciso também dar um posicionamento com previsão do horário, por exemplo.” Costa conta que, em agosto de 2010, por intermédio de dois clientes da Alcoa que utilizavam soluções desenvolvidas pela Opentech, a companhia tomou conhecimento das ferramentas oferecidas pela desenvolvedora de sistemas voltados para a gestão logística e gerenciamento de risco no segmento de transporte. O gerente de Contas da Opentech, Eliezer Tarso, recorda que, à época, tiveram início os contatos comerciais entre as duas empresas. “Eles nos procuraram para conhecer um pouco mais dos produtos que ofertávamos e também alguns cases de clientes com os quais já havíamos trabalhado.” De acordo com o executivo, a solução chamada Sistema Integrado de Logística (SIL) já havia sido aplicada em operações


Costa: volume de dados exigiu ferramenta mais robusta

de grande porte em empresas como Renner, C&A e JBS. O SIL é uma solução tecnológica voltada para a gestão logística, com o objetivo de gerenciar e proporcionar um controle sistêmico dos processos do cliente. A ferramenta pode colocar à disposição do utilizador diversas informações, como a localização precisa dos veículos, o tempo percorrido de direção contínua e as paradas, os próximos destinos, os possíveis atrasos, a situação do veículo (vazio, carregado ou em manutenção, por exemplo) e até mesmo dados a respeito da temperatura da carga. Costa diz que o sistema era exatamente o que a Alcoa estava procurando. Apenas dois meses depois de iniciados os contatos, em outubro de 2010, a Opentech iniciou o processo de implantação da ferramenta dentro da Alcoa.

Adaptação De acordo com Tarso, o SIL é uma solução bastante maleável, característica necessária para que seja adaptado às necessidades de cada cliente. “O foco principal da Alcoa era dispor de uma ferramenta que proporcionasse o gerenciamento total de suas opera-

ções. A ideia era ter uma visão macro e pontual de todos os processos logísticos”, diz. “É importante ter essa visão para auxiliar nas tomadas de decisões estratégicas da companhia.” O gerente conta que a equipe de programadores da Opentech, formada por 25 profissionais, dedicou cerca de mil horas ao desenvolvimento e à adaptação do SIL a fim de prepará-lo plenamente para atender às demandas da Alcoa. Tarso explica que a flexibilidade é uma das principais características e um grande atrativo da ferramenta. “Essa área de programação, inclusive, é uma das que mais recebem investimentos dentro da Opentech. A expectativa é chegarmos a 50 profissionais no final do primeiro semestre de 2013”, completa. Além da adequação técnica do SIL para atender às demandas da operação da Alcoa, Tarso aponta ainda outro tipo de adaptação necessária no processo de implantação do sistema. “É preciso haver uma mudança de cultura. A Alcoa já havia trabalhado com algumas ferramentas parecidas antes, mas eles não acreditavam totalmente no valor deste tipo de solução. Era tudo feito utilizando planilhas”, diz. Costa detalha o procedimento. “Até então, a área Comercial tinha um trabalho intenso para falar com o transportador para que ele fizesse contato com os motoristas e, então, informar onde estava o veículo e a previsão de chegada.” O processo era demorado e, muitas vezes, ineficaz. Era preciso acreditar nos dados que eram repassados pelas transportadoras nas planilhas. “É um modo precário de se fazer o rastreamento. Não retrata a operação em tempo real e não é totalmente confiável”, analisa Tarso. Para promover essa mudança de cultura, o gerente de Contas da Opentech explica que visitou todas as plantas da Alcoa, realizando reuniões nas quais eram passadas todas as instruções necessárias para as pessoas que seriam, de fato, usuárias do sistema. “Costumávamos

fazer visitas de dois dias, apenas. Não é uma tarefa que demanda muito tempo, porque o sistema é simples de se utilizar. No início de 2011, a ferramenta já estava a todo vapor”, diz. Totalmente web, podendo ser acessado de qualquer lugar que apresente conexão com a internet, o SIL, segundo Tarso, é essencialmente autoexplicativo. “Quando o usuário clica em uma tela, o próprio aplicativo explica o que é e pra que serve.” Além do treinamento direcionado aos usuários do sistema, a Opentech realizou, logo no início do processo de implantação da ferramenta, uma série de workshops reunindo todos os envolvidos, direta ou indiretamente, nas operações compreendidas pelo SIL. “Participaram, além dos usuários, executivos de todas as empresas envolvidas, como os transportadores, por exemplo”, conta Tarso. Segundo ele, trata-se de um evento que a Opentech realiza todos os anos, com o objetivo, quando do início de um novo projeto, de apresentar a solução e, nas edições posteriores, fazer um acompanhamento junto a seus clientes. “No primeiro ano, mostramos tudo o que vai acontecer. Nos anos seguintes, organizamos o workshop com o objetivo de analisar o trabalho e mostrar os resultados alcançados.”

Tarso: solução permite ter visão macro das operações Fevereiro/2013 - Revista Tecnologística - 61


TECNOLOGIA

Operação da Alcoa envolve 16 transportadoras, que realizam cerca de 1,8 mil viagens por mês

rastreamento das transportadoras que prestam serviços para a Alcoa e todo o processo é gerenciado pela Base Logística da Opentech, localizada na cidade de Joinville, em Santa Catarina. São cerca de 350 operadores que monitoram, sem interrupções, o andamento das mais de 100 mil viagens no Brasil e no Mercosul realizadas todos os meses por, aproximadamente, 700 clientes da provedora de soluções tecnológicas. “Se um caminhão quebra, o motorista, utilizando seu teclado de comunicação, que faz parte do sistema de rastreamento, informa a situação a essa central”, exemplifica Tarso. A partir dessa informação inicial, a base entra em contato com o motorista para saber mais detalhes daquela ocorrência. “É preciso alimentar

Funcionamento Os 150 profissionais da Alcoa treinados pela Opentech utilizam seus logins e senhas do SIL para realizar consultas. São profissionais chamados pela Alcoa de administradores de venda. “Quando a empresa comercializa determinado produto, essa equipe realiza toda a administração remota das operações relacionadas a ele. Esses colaboradores acessam o sistema para pegar, por exemplo, gráficos gerados pelo aplicativo a partir das informações coletadas.” Dessa maneira, se um cliente entra em contato com a Alcoa para saber, por exemplo, onde está a remessa de telhas de alumínio que ele comprou e quando o pedido vai chegar, esses profissionais sabem informar com precisão os mais variados dados em relação à carga do comprador. “Inclusive, se houver algum problema ou imprevisto, eles sabem informar o que houve, qual a providência tomada e qual a nova previsão de entrega”, explica o gerente. Para prover toda essa gama de informações em tempo real, com precisão e confiabilidade, as antigas planilhas foram deixadas de lado. O SIL é alimentado diretamente pelos sistemas de 62 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

História e aplicação

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Alcoa possui uma trajetória que se confunde com a própria história do alumínio. Em 1886, com apenas 22 anos, o norte-americano Charles Martin Hall inventou o processo de fabricação industrial do metal a partir da bauxita por meio da fundição, descoberta patenteada quase três anos mais tarde, em abril de 1889. Um ano antes, com o auxílio de corretores financeiros, Hall havia fundado a Pittsburgh Reduction Company, que em 1907 seria denominada Aluminum Company of America, mais tarde difundida com o nome Alcoa. Com o passar dos anos, o alumínio da empresa se fez presente em momentos históricos, como na construção do Flyer 1, aeronave dos irmãos Wright reconhecida como o primeiro aparelho voador controlado; do arranha-céu norte-americano Empire State Building, em Nova York; do módulo humano que pousou na lua em 1969 e, até mesmo, nos sistemas propulsores dos foguetes da agência de Administra-

ção Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (NASA). Na década de 1960, a Alcoa começou a almejar outros mercados, buscando participar de empresas no exterior. Em 1961, formou a Alcoa da Austrália em conjunto com a empresa Western Mining, para desenvolver as grandes reservas de bauxita existentes naquele país. Começava assim a expansão da empresa ao redor do globo. Em meados da mesma década, a empresa iniciou as operações no Brasil (veja na matéria principal). A partir de 1972, a companhia passou a licenciar a tecnologia da fabricação do alumínio para outras empresas. Atualmente, o produto desenvolvido e aperfeiçoado pela Alcoa está presente no dia a dia das pessoas mais do que se imagina. O alumínio é aplicado em uma ampla variedade de produtos que fazem parte da nossa rotina, desde embalagens de alimentos, latas de refrigerante e cremes dentais até telhados, janelas, máquinas, automóveis, casas e edifícios.


o sistema com dados como o tempo de parada, por exemplo. Dependendo da natureza do problema, acionamos o que chamamos de cadeia de ajuda.” Segundo o executivo, existem algumas pessoas escaladas para serem contatadas, tanto na empresa que utiliza o SIL quando em suas prestadoras de serviço, sempre que um problema mais grave ocorre, para que a melhor solução possa ser tomada no menor espaço de tempo possível, sempre provendo dados em tempo real para alimentar o sistema e manter o cliente final informado a respeito da situação. Dessa maneira, o sistema coleta e gera uma enorme gama de indicadores. Onde está a entrega de um determinado transportador? Como anda o desempenho

geral de outro? Qual o tempo de carregamento das plantas da empresa? Quantas mercadorias partiram dela em um determinado período? O SIL deu à Alcoa a oportunidade de responder, de forma fácil, rápida e precisa, a todas essas perguntas. Dentre as inúTela do SIL: sistema deu à Alcoa acerto de 97% no atendimento meras variáveis que aos pedidos compõem o sistema, como previsão de entrega, tempo de via- da Alcoa. “Esse é um aspecto muito integem e atrasos, Tarso destaca a previsão ressante. Imagine que um veículo saiu do recalculada como um diferencial que Recife trazendo uma carga até São Paulo confere mais confiabilidade às operações e precisa chegar em cinco dias. Digamos


TECNOLOGIA

que ele está na estrada e ainda faltam dois dias para chegar. O sistema pode pegar a velocidade média empregada na viagem até então e, utilizando a distância que ainda falta, dizer se o veículo vai ou não chegar dentro da previsão inicial.” Dessa maneira, os usuários do sistema podem tratar eventuais problemas de forma preventiva. “O SIL mostra o atraso antes de ele ocorrer de fato, permitindo que a Alcoa tome medidas preventivas para impedi-lo”, explica Tarso. “Com o SIL, saltamos de uma performance da ordem de 70% no nível de atendimento para mais de 97% em todas as plantas da Alcoa”, indica Costa. De acordo com o superintendente de Logística da empresa, os números foram fundamentais também para colaborar com o gerenciamento de risco da companhia. “A gestão logística é muito importante no caso de, por exemplo, exposição da carga a situações de risco. Se, por algum motivo, a comunicação com o rastreador falha, automaticamente são disparados planos de contingência.” Para o executivo, a utilização das informações coletadas e geradas pelo SIL possibilitou à Alcoa agir proativa-

mente em situações adversas. “Com essa prática, nossos sinistros relacionados a roubo têm diminuído consideravelmente. Tivemos uma economia expressiva nesse sentido”, completa, sem revelar números.

Futuro Costa lembra que, assim que entrou em contato com o SIL pela primeira vez, logo imaginou que a utilização da ferramenta poderia ser ampliada para permitir a consulta direta por parte dos clientes. Isso já é possível, mas Tarso conta que essa adaptação irá além. O cliente poderá não apenas acompanhar a situação da sua carga, mas passará a figurar como mais um elemento utilizador do sistema. “O SIL vai permitir que ele diga, por exemplo, se pode ou não receber a mercadoria no dia programado. Se não puder, basta entrar no aplicativo e agendar o próprio recebimento. Automaticamente, o sistema manda uma mensagem para o motorista responsável por essa carga avisando o dia correto em que a entrega deve ser realizada”, explica. Em vez de mero espectador, o cliente passa a

fazer parte e a influenciar diretamente no processo. “Já temos a ferramenta preparada. Agora é mais uma questão de adaptação”, revela Tarso, sem definir uma data para a implantação. O executivo conta ainda que as empresas estão em negociação para incluir os processos inbound no SIL. “Hoje gerenciamos tudo que a Alcoa vende, mas vamos trazer o processo de compras para o sistema.” Desse modo, a ferramenta passará a realizar também a gestão de todo o fluxo de materiais recebidos pela Alcoa, como a matéria-prima que chega a cada uma das plantas, por exemplo. “A intenção é acompanhar a cadeia toda. Saber quando a carga vai ser entregue em uma determinada fábrica, se vai haver atraso e outras informações relevantes”, completa Tarso. De acordo com Costa, a Alcoa realiza perto de 8 mil viagens todos os meses se somados os serviços de inbound e outbound. “A ferramenta da Opentech tem sido crucial para acompanharmos todas as nossas entregas e informarmos tudo com o máximo de exatidão aos nossos clientes, inclusive antecipando as informações”, analisa o superintendente da Alcoa. Tarso concorda. Segundo o gerente, o maior ganho com a utilização do SIL está relacionado exatamente à credibilidade dos processos. Ele diz que a Alcoa tinha uma visão ofuscada do que realmente eram suas operações logísticas, mas o projeto trouxe uma noção real de toda a cadeia. “Atrasos e imprevistos sempre acontecem. Porém, quando você apresenta isso de forma específica, passa a demonstrar um controle muito maior sobre suas atividades. O sistema traz clareza às operações em números reais. E contra números, não há argumentos”, finaliza. Fernando Fischer

Fábrica de São Luís é uma das nove unidades da Alcoa no Brasil 64 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

Alcoa: 0800 015 9888 Opentech: (47) 2101-6122


PRODUTOS

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A Iveco apresenta ao mercado seu caminhão médio Vertis HD (Heavy Duty), novidade que chega em duas versões – 9 e 13 toneladas, esta última com opção de cabine estendida. Com o lançamento, a montadora prevê ampliar para 7% seu market share no setor de caminhões de 8 a 15 t de Peso Bruto Total (PBT). Trata-se de um segmento que deve atingir a marca de 45 mil unidades em 2013. Entre os diferenciais do novo caminhão, destaque para a estrutura do chassi. Inspirada no Iveco Tector, ela possui bitolas conforme padrão de mercado, possibilitando a utilização de qualquer tipo de implemento. O basculamento também foi facilitado por um novo sistema, que torna mais simples o travamento da cabine. Os veículos vêm equipados com propulsores NEF 4, da FPT Industrial. Na adaptação para a tecnologia Euro V, os motores ganharam redução de até 5,5% no consumo de combustível em relação à versão Euro III. Além disso, também tiveram incremento de potência. O motor

A Tailtec, por meio da Docktec, sua divisão especializada em equipamentos para docas, apresenta uma nova família de niveladoras de docas para instalação frontal (avançada). 66 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

do Vertis HD 9 t está 10% mais potente e com 7,6% de torque a mais que a motorização anterior. Na versão 13 t, o ganho foi de 3,4% no torque. Em números, são 177 cv (maior potência da categoria) e 570 Nm @ 1.250 rpm para a versão 9 t. No caso do modelo de 13 t, o motor tem potência máxima de 182 cv e torque máximo de 610 Nm @ 1.300 giros. O sistema de suspensão da cabine é outra novidade. Isso porque ele é dotado com quatro pontos de fixação e novas molas e amortecedores. A suspensão primária também recebeu novas molas, amortecedores e suportes, além de uma nova barra estabilizadora. Destaque da versão 13 t, a cabine estendida comporta 862 litros, capaz de armazenar utensílios de uso pessoal do condutor e aumentar a sensação de espaço.

Itens Além dos novos componentes mecânicos e das mudanças estruturais, as duas versões do Vertis HD contam com uma gama variada de itens de série. A

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Caminhão médio Vertis HD, da Iveco

lista inclui faróis de neblina, volante com regulagem longitudinal e de altura, vidros elétricos, banco do passageiro duplo com dois apoios de cabeça, para-sol externo translúcido, regulagem para a escotilha de teto e de altura dos faróis, ar-condicionado (13 t), preparação para rádio (antena e alto-falantes), assoalho da cabine revestido com material sintético, além de porta-objetos. Como opcionais, os veículos contam com rádio com CD Player MP3, segundo tanque de combustível, preparação para tomada de força e ar-condicionado para a versão 9 t. 0800 702 3443

Niveladores de docas para instalação frontal, da Tailtec Com acionamento eletro-hidráulico, a linha é composta pelo modelo DT NFH, com capacidades de carga de 6 mil kg ou 9 mil kg e comprimentos de 1,5 mil mm até 4 mil mm. O lançamento é fixado à doca de concreto com a utilização de parafusos com buchas de aço tipo parabolt. Os produtos possuem, ainda, extremidade da mesa com chapa de piso e estrutura reforçada, para resistir a operações mais severas, minimizando a manutenção; gancho na estrutura da

plataforma para facilitar a instalação e a manutenção; e parafusos de fixação na parte do piso com cabeça chata e chapa escareada, o que facilita a instalação e elimina ressaltos no piso que podem atrapalhar a operação das rodas dos carrinhos. Além disso, conta com cilindro hidráulico para basculamento da mesa com sistema de respiro conectado à unidade hidráulica e estrutura com longarinas dimensionadas para permitir grau de torção de acomodação para a plataforma. (11) 3686-8669


PRODUTOS

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Basculante modelo bica, da RodoLinea

A fabricante de implementos rodoviários RodoLinea lançou, em dezembro, o basculante modelo bica. Produzido na nova fábrica da empre-

sa em Jaguariaíva (PR), o implemento apresenta um formato de caixa de carga e suspensão com sistema fixo, garantindo maior estabilidade ao equipamento. O implemento tem capacidade de carga similar ao conjunto bitrem, mas utiliza cavalo trator 6x2, reduzindo consideravelmente o consumo de combustível. O basculante conta, ainda, com um eixo a menos, o que traz redução no consumo de pneus e gastos com pedágios e pode representar uma manutenção mais barata. Outra diferença é o assoalho, feito com aço reforçado de 4,75 milímetros de espessura, com maior durabilidade.

O basculante bica possui três eixos distanciados modelo Vanderléia, sendo o primeiro pneumático e com estabilizador longo, articulação extra larga e cilindro cinco estágios invertido, que possibilita maior estabilidade. O modelo apresenta ainda capacidade de carga de 34 toneladas líquidas, podendo obter maior capacidade dependendo da tara do veículo. Foram necessários 16 meses até a concepção final do produto, que apresenta grande versatilidade, podendo operar em diversas áreas, como construção civil, mineração, agropecuária, transporte de grãos, areia, brita, minério britado e entulhos, entre outras. (41) 2105-7000


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Novo Cargo extrapesado, da Ford

A Ford Caminhões mostrou, em janeiro, o protótipo do novo integrante da família Cargo, de 47 a 56 toneladas, que marca a sua entrada no segmento de extrapesados. A apresentação foi realizada simultaneamente com a Ford Otosan na Turquia, onde o modelo também será produzido. O novo veículo foi desenvolvido em conjunto pelos times da Ford do Brasil e da Turquia,

com o objetivo de oferecer uma plataforma global que alie a melhor configuração e custo-benefício do segmento. A criação do design externo, por exemplo, foi liderada pelo Estúdio de Design da América do Sul da Ford, sediado em Camaçari (BA). O novo Cargo foi testado no Campo de Provas da montadora na cidade de Tatuí (SP), e também em estradas por toda a América do Sul, simulando condições reais de rodagem. A linha Ford Cargo conta atualmente com 12 modelos, nos segmentos de leves (6 a 10 t), médios 4x2 (11 a 20 t), médios 6x2 (23 a 27 t), pesados 6x4 (27 a 31 t) e cavalos mecânicos até 46 t. Com o lançamento do extrapesado, a montadora tem o objetivo de atingir o segmento responsável por 24,6% das vendas (33,7 mil unidades) de caminhões em 2012.

Palete de isopor, da Termotécnica A Termotécnica, que atua com transformação de EPS (poliestireno expandido ou isopor), acaba de lançar o Upally, um palete fabricado de EPS termoformado. O novo produto apresenta vantagens como leveza e facilidade de higienização, além de evitar a proliferação de fungos e bactérias. Esses fatores geram benefícios na aplicação do produto nos mercados farmacêutico e de alimentos e em câmaras frias. O palete, que suporta cargas de 800 kg a 1 tonelada, apresenta ainda características sustentáveis, podendo ser reciclado e reduzir o consumo de combustível no transporte. Outro diferencial é a possibilidade de customização, com a identidade visual do cliente. Disponível nas versões de duas ou quatro entradas, o Upally possui também a capacidade de retardar chamas e permite a exposição a temperaturas extremas. (47) 3451-2607

Apesar de o protótipo apresentado estar equipado com um motor de 420 cv, a Ford ainda não revelou a motorização e o tipo de transmissão do novo caminhão, bem como outros detalhes técnicos do veículo, que será fabricado na planta em São Bernardo do Campo (SP) e lançado oficialmente no Brasil até outubro deste ano. A montadora promete, porém, um novo conjunto motriz desenvolvido especialmente para o veículo, que visa proporcionar máxima eficiência operacional tanto no desempenho e capacidade de carga quanto no consumo de combustível. A cabine do novo Cargo também foi redesenhada para oferecer mais conforto. Foram observados, durante o seu desenvolvimento no veículo, itens como espaço interno, isolamento acústico, ergonomia, aerodinâmica, suspensão e precisão dos comandos. 0800 703 3673

Ferramenta de localização interativa, da FedEx A FedEx Express, subsidiária da FedEx Corp., disponibiliza ao mercado uma ferramenta de localização interativa on-line. O Interactive Online Locator oferece informações sobre os locais nos quais podem ser feitas remessas de encomendas pela empresa na América Latina e no Caribe. Disponível em inglês, francês, espanhol e português, a novidade possui opções de buscas por estado, cidade, bairro ou CEP, auxiliando os usuários a pesquisar por tipo de localidade e horário de atendimento, de acordo com suas necessidades específicas. Além disso, oferece mapas interativos de 46 países, que fornecem informações gráficas dos pontos de envio de encomenda em toda a América Latina, além de dados completos sobre o local. Desenvolvida para pequenas e médias empresas, que fazem a maioria de seus envios a partir das lojas da FedEx, a ferramenta é compatível com a internet móvel e pode ser acessada via smartphones. 0800 703 3339 Fevereiro/2013 - Revista Tecnologística - 69


PRODUTOS

A JAC Motors fez sua entrada no segmento de comerciais leves no Brasil com o T140, apresentado em janeiro. A montadora chinesa importou 500 exemplares do modelo para testar o mercado brasileiro e estima que as unidades sejam vendidas até a metade deste ano. Os modelos disponíveis ainda não possuem airbags e são equipados com motor geração Euro IV. Apesar de

ser estreante nesse segmento no país, a montadora já fabrica caminhões na China há 45 anos, e entrou no mercado de carros somente há cerca de dez anos. A companhia pretende inaugurar, em 2014, sua planta fabril em Camaçari (BA), onde a capacidade de produção será de 100 mil automóveis e 10 mil caminhões por ano. A montadora já projeta as unidades do modelo T140 com airbag e motor com tecnologia EGR geração Euro V, itens obrigatórios para essa modalidade de caminhão no Brasil. O T140 apresenta potência de 140 cv com 3.600 rpm e torque máximo de 28,6 kgfm. Movido a diesel, o veículo conta com sistema elétrico de 12 V. Sua transmissão ZF 5s400 mecânica possui cinco marchas. A embreagem seca com platô mola é dotada de disco com diâmetro de 310 mm. Os pneus

Impressoras ZE500, da Zebra

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A Zebra Technologies expõe ao mercado sua nova geração de mecanismos de impressão ZE500. O gabinete fechado protege a impressora de ambientes agressivos, tornando o equipamento ideal para atuar em locais onde possa haver exposição a poeira e outras partículas. Indicada principalmente para aplicações que lidam com grandes volumes, como os setores de alimentos e bebidas, produção, transporte e logística, a ZE500 pode trabalhar com etiquetas para produtos, rótulos, paletes e caixas de papelão ou outros materiais. O equipamento possui abertura lateral para o carregamento de suprimentos e uma interface intuitiva no painel frontal, que garante flexibilidade para a realização de aplicações adicionais. A ZE500 conta com o apoio de ferramentas de software da Zebra que simplificam os processos de instalação, utilização e manutenção do equipamento. Além disso, a Zebra oferece assistência técnica antes e depois da instalação. (11) 3138-1466 70 - Revista Tecnologística - Fevereiro/2013

são reforçados com rodas de 16 polegadas. Os freios são hidráulicos com ABS. O T140 apresenta entre-eixos de 2.490 mm, largura de 1.720 mm, comprimento máximo de 4.725 mm e altura de 2.194 mm. O utilitário possui, ainda, 3.490 kg de PBT e capacidade para 1.570 kg. Um dos diferenciais do veículo é a robustez. As longarinas que compõem o chassi são reforçadas com perfis em U de 130 mm de altura por 55 mm de largura e chapa com espessura de 5 mm. O caminhão possui, ainda, garantia de três anos sem limite de quilometragem. No interior da cabine, que é basculante, o T140 possui direção hidráulica com coluna regulável na altura, vidros e travas elétricas, freio-motor acionado numa alavanca presa à coluna, além de sistema de som com entrada USB no porta-luvas. 0800 522 8888

Cobertura para VUC e caminhões truck ou toco, da Sansuy A Sansuy, fabricante de lonas para caminhões, oferece o encerado de algodão Cotonlona. A novidade, confeccionada com lona número 8 e disponível nas cores preta, cinza e terra, é destinada à aplicação em veículos urbanos de carga (VUC) e caminhões do tipo truck ou toco. Além disso, o produto é utilizado para a cobertura de cargas não uniformes, como máquinas e caixotes, uma vez que pode ser amarrado com corda. Para manter sua durabilidade, é recomendável não utilizar o lançamento para cobrir adubos, produtos oleosos ou corrosivos, nem entrar em contato direto com alguns itens a granel, como farinhas e açúcar. É recomendável, ainda, lavá-lo com água em abundância após o uso, sem a utilização de produtos químicos e escovas. (11) 2139-2600 Divulgação

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Comercial leve T140, da JAC Motors


PRODUTOS

Nova geração de leitores de código de barras CK3, da Intermec Divulgação

A Intermec, especializada no desenvolvimento de soluções de transmissão de dados para a cadeia de suprimentos, fornece a nova geração de coletores de dados da série CK3. Os equipamentos, móveis e robustos, têm como principal função melhorar o

desempenho da força de trabalho em centros de distribuição, fábricas e operações de varejo. Os novos modelos, CK3X e CK3R, juntam-se ao CK3Z, que já estava disponível no mercado. O CK3X foi projetado especificamente para utilização em CDs, enquanto o CK3R é voltado para aplicações em lojas do varejo. A nova série traz diferenciais como bateria de longa duração, leitor avançado e disponibilidade de linguagem HTML5. O leitores suportam quedas e temperaturas extremas, além de oferece-

rem alto desempenho para operações industriais. A bateria possui vida útil que permite ao trabalhador atuar por um turno completo sem a necessidade de novo carregamento. Os CK3 realizam a leitura de códigos de barras 1D e 2D e têm capacidade de ler códigos de baixa qualidade ou danificados. Os mecanismos de verificação também suportam leitura onidirecional e tolerância a movimentos bruscos durante a leitura. Os equipamentos trazem também funcionalidades como bluetooth, rádio e leitor RFID opcional. (11) 3711-6770


AGENDA

INTERNACIONAL TOC Containers Supply Chain Asia. 12 a 14 de março. Hong Kong, China. Organização e informações: Toc Worldwide. www.tocevents-asia.com IMHX 2013 – International Materials Handling Exhibition. 19 a 22 de março. Birmingham, Inglaterra. Organização e informações: Informa Exhibitions and the British Industrial Truck Association (BITA). www.imhx.biz Tour Logístico a Buenos Aires. 15 a 19 de abril. Buenos Aires, Argentina. Organização e informações: Web Picking. info@webpicking.com www.webpicking.com Missão Técnica Internacional Logística. 9 a 14 de junho. Europa – Holanda, Bélgica e Alemanha. Organização e informações: Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS). Tel.: (21) 3445-3000 ilos@ilos.com.br www.ilos.com.br NACIONAL Fóruns, feiras e seminários CeMAT South America 2013. Feira Internacional de Movimentação de Materiais e Logística. 19 a 22 de março. Centro de Exposições Imigrantes. São Paulo (SP). Organização e informações: Hannover Fairs Sulamérica. Tel.: (41) 3027-6707 cemat@hannover.com.br www.cemat-southamerica.com.br Intermodal 2013. 2 a 4 de abril. Transamerica Expo Center. São Paulo (SP). Organização e informações: UBM Brasil. Tel.: (11) 4689-1935 www.intermodal.com.br

3ª Airport Infra Expo. Seminário Latino-Americano de Infraestrutura Aeroportuária. 22 a 24 de maio. Transamerica Expo Center. São Paulo (SP). Organização e informações: Sator Eventos. Tel.: (11) 3032-5633 airportinfraexpo@sators.com.br www.satoreventos.com.br

Formação em Gestão de Transporte e Logística. Duração: 180 horas, dois semestres. São Paulo (SP). Organização e informações: Ceteal. Tel.: (11) 5581-7326 secretaria@ceteal.com www.ceteal.com.br Curta duração

Média e longa duração Pós-Graduação em Administração de Compras. 25 de fevereiro a 17 de julho. MBA em Gestão de Negócios com Ênfase em Engenharia Logística. 11 de março a 30 de julho. MBA em Administração de Projetos com Ênfase em Logística. 11 de março de 2013 a 27 de maio de 2014. MBA em Gestão de Negócios com Ênfase em Suprimentos. 17 de março a 2 de outubro. Todos em Belo Horizonte (MG). Organização e informações: Instituto de Educação Tecnológica – Ietec. Tel.: (31) 3223-6251 cursos@ietec.com.br www.ietec.com.br Desenvolvimento de Analistas em Logística e Supply Chain. Duração: 180 horas. Rio de Janeiro (RJ). Início em 16 de março. Organização e informações: Instituto de Logística e Supply Chain – ILOS. Tel.: (21) 3445-3000 capacitacao@ilos.com.br www.ilos.com.br Pós-Graduação em Logística e Distribuição. Início em 23 de abril. Duração: 18 meses. São Paulo (SP). Organização e informações: Fundação Instituto de Administração (FIA). Tel.: (11) 3894-5004 www.provar.org Gestão em Comércio Exterior. Duração: 264 horas, um ano. Curitiba (PR). Organização e informações: Centro Europeu. Tel.: (41) 3222-6669 carolina@centroeuropeu.com.br www.centroeuropeu.com.br

Organize o Processo de Logística Reversa. 1º e 2 de março. Gerenciamento do Processo de Logística Reversa. 8 e 9 de março. Ambos em São Paulo (SP). Organização e informações: Publicare Eventos. Tel.: (11) 5505-0999 cursos@publicare.com.br www.cursosdelogistica.com.br Workshop Engenharia Logística. 19 de fevereiro. Belo Horizonte (MG). Organização e informações: Ietec. Tel.: (31) 3116-1000 cursos@ietec.com.br www.ietec.com.br Curso Básico de Logística. 20 de fevereiro. Formação e Negociação de Tabelas de Frete no TRC. Conhecimento Eletrônico de Carga. Excelência em Atendimento ao Cliente no Setor de Transporte de Cargas. Todos no dia 23 de fevereiro. Gestão de Frota de Veículos. Aperfeiçoamento Técnico de Gestão e Otimização de Frota de Veículos. O Novo Perfil da Liderança para o Setor de Transportes de Cargas e Logística. Todos em 2 de março. Gestão Estratégica de Compras e Suprimentos. 8 de março. Contratação de Motoristas Autônomos. 9 de março. Medidores de Performance Aplicados à Logística. 12 de março. Medidores de Performance Aplicados à Logística – KPIs. 13 de março. Curso de Emissão e Regras de Documentos Fiscais para Transportadoras e a Incidência do ICMS. 16 de março. Arrumação de Carga. 23 de março. Intensivo para Gestores de Logística e Supply Chain. 11 de abril. Todos em São Paulo (SP). Organização e

Fevereiro/2013 - Revista Tecnologística - 73


informações: Ceteal. Tel.: (11) 5581-7326 secretaria@ceteal.com www.ceteal.com

Logística (Abralog). Tel.: (11) 3884-5930 contato@abralog.org.br www.abralog.org.br

Otimizando a Logística Interna na Área Industrial. 27 de fevereiro. São Paulo (SP). Organização e informações: DVW Eventos. Tel.: (11) 2440-5029 atendimento@dvwseminarios.com.br www.dvwseminarios.com.br

Movimentação e Armazenagem. 23 e 24 de abril. São Paulo (SP). Organização e informações: Enaslog. Tel.: (11) 3668-5513 enaslog@enaslog.org.br www.enaslog.org.br

Curso Gerência de Custos Logísticos. 18 e 19 de março. Desenvolvimento de Analista em Logística e Supply Chain. 16 de março. Ambos no Rio de Janeiro (RJ). Organização e informações: Instituto de Logística e Supply Chain – ILOS. Tel.: (21) 3445-3000 capacitacao@ilos.com.br www.ilos.com.br

Administração de Operações Logísticas. Gestão de Frotas. Ambos com duração de 30 horas. Custos Logísticos, Aspectos Tributários e Fiscais. Duração: 18 horas. Logística Integrada. Duração: 24 horas. Administração de Armazenagem. Administração e Planejamento da Produção. Gestão da Distribuição. Logística de Transportes. Logística em Comércio e Serviços. Logística, Marketing e Vendas. Negociação em Compras. Previsão da Demanda para o Planejamento de Vendas e Operações. Tecnologia Aplicada à Logística. Compras e Administração de Materiais. Todos com duração de 15 horas. Todos em São Paulo (SP). Organização e informações: Senac. Para saber as datas dos cursos, consulte o Senac. Tel.: 0800 883 2000 naiana.gsouza@sp.senac.br www.sp.senac.br

Transporte e Distribuição. 19 e 20 de março. São Paulo (SP). Organização e informações: Associação Brasileira de

Veja a agenda completa de cursos, seminários, MBAs e demais eventos em www.tecnologistica.com.br/agenda

PPCP – Planejamento da Produção – Sistemas MPS – MRP – MRPII – ERP. 7 de março. Controle de Almoxarifado e Inventário Físico. 21 de março. Gestão de Compras e Negociação com Fornecedores. 28 de março. Todos em São Paulo (SP). Organização e informações: Minder. Tel.: (11) 5111-8220 atendimento@mindergroup.com.br www.mindergroup.com.br

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO AMP Empreendimentos .........................51 Assine Tecnologística .............................67 Capital Realty ................................. 2ª capa Cascade ..................................................68 CeMAT ...................................................43 Ceva........................................................23 CIAM ......................................................71 Consmetal ..............................................24 Cursos CLRB ...........................................65 Dutra Máquinas .....................................33 Fórum Logística Reversa................. 3ª capa GWI ........................................................09 ILOS ........................................................55 JSL...........................................................37 LogCP .....................................................29

Matra ......................................................15 MKS ........................................................35 Nautika ...................................................27 Otimis............................................. 4ª capa Polo 40 ...................................................20 Rodoborges .............................................72 Steelbro...................................................11 Still .........................................................19 Tecnologística Online ............................74 Tegma .....................................................05 Tópico ....................................................21 Tranzilog ................................................47 UPS .........................................................34 Vale Pedágio Via Fácil ............................13 Yes Tilt Up ..............................................63



Revista Tecnologística - Ed. 207 Fev/2013