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InteligĂŞncia Competitiva

Panorama EUA AnĂĄlises de consumo, varejo e mercados internacionais

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Panorama EUA AnĂĄlises de consumo, varejo e mercados internacionais

InteligĂŞncia Competitiva


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CONTEÚDO

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1. INTRODUÇÃO

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1.1 Informações Gerais do País

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1.2 Panorama político e conjuntura econômica

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1.3 Relações comerciais com o Brasil

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2. PANORAMA SETORIAL

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2.1 Tarifas e Negociações Internacionais

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2.2 Importações

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2.2.1 Principais países fornecedores para os EUA em 2011

14

2.3 Exportações

15

2.3.1 Principais países compradores dos Estados Unidos em 2011

15

2.4 Relações com o Brasil

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3. CONSUMO

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3.1 Dinâmica de mercado

20

3.2 Tendências de consumo

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3.3 City Guide

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3.4. Fatos rápidos (Quick Pulse)

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4. DISTRIBUIÇÃO E VAREJO

29

4.1 Dinâmica do varejo nos EUA

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4.2 Hipermercados

30

4.3 Lojas de Departamento

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4.4 Redes especializadas do Setor

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5. MODA

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5.1 A Moda para os EUA

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5.2 Mídia Especializada

34

5.3 Principais Eventos de Moda

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5.4 Principais Feiras Setoriais

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6. ESTRATÉGIAS E OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS

38

6.1 Estabilidade Econômica e Ambiente de Negócios

38

6.2 Acesso ao Mercado Americano

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6.3 Oportunidades e Potencial de Mercado

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7. AÇÕES TEXBRASIL

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Projeto Comprador

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Projeto Imagem

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Compradores e Agentes Americanos

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8. CONTATOS

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9. FONTES CONSULTADAS

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Introdução 1.1 Informações Gerais do País Com uma localização privilegiada na América do Norte, os Estados Unidos são beneficiados pela posição estratégica de possuir territórios costeiros tanto no oceano Atlântico como no Pacífico. Os Estados Unidos são uma união federal de cinqüenta Estados e, em extensão, o país é o quarto maior do mundo, atrás apenas de Rússia, Canadá e China. O mercado norte-americano destaca-se no cenário global por diversos aspectos. É um dos principais produtores agrícolas do mundo (maior produtor de grãos); possui grandes reservas de metais e minérios de grande importância econômica e tem a 12ª reserva de petróleo do mundo. Ainda, possui o maior – e talvez um dos mais dinâmicos – mercado consumidor mundial, que é alimentado tanto por sua produção nacional, quanto pela forte importação de produtos de diversos fornecedores ao redor do mundo. A cadeia têxtil dos EUA é forte e composta por fornecedores de matéria-prima e insumos, tecelagens e confeccionistas, como também indústrias “de apoio” e que influenciam muito o setor como a indústria de máquinas têxteis e a indústria química. Todo esse complexo, aliado aos seus consumidores, representa um relevante componente da economia norte-americana, além de um importante empregador de mão-de-obra. O setor tem passado por uma revolução tecnológica e de aplicabilidade: os produtos têxteis, agora são encontrados em produtos cirúrgicos (como válvulas coronárias) até em revestimentos da indústria aeronáutica e defesa militar. Ao entrar no mercado norte-americano, os empresários brasileiros deverão estar cientes de que o mercado é altamente sofisticado, competitivo e muito exigente em relação tanto às práticas comerciais quanto à qualidade dos produtos.

1.2 Panorama político e conjuntura econômica Os EUA são uma república federativa constitucional, composta por 50 Estados mais o Distrito de Columbia (onde está localizada a capital do país, Washington DC). O país possui um presidente no Poder Executivo, eleito por voto universal por um mandato de 4 anos (com direito a uma reeleição). O Poder Legislativo é formado pela Câmara dos Deputados (“House of Representatives”, composto por 435 membros parcialmente eleitos a cada 2 anos) e o Senado, composto por 100 membros com mandato de 6 anos, nos quais um terço é renovado a cada 2 anos. O país possui um forte caráter federal, no qual sua Constituição consiste em um corpo jurídico

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Nome Oficial Estados Unidos da América Capital Washington Localização América do Norte Área total: 9.826.675 km² Expectativa de Vida 2010: 78 anos População 2011: 313,8 Crescimento populacional: 0,89% Moeda: Dólar (US$) Renda per capita 2010: US$ 47.240 PIB 2011: US$ 15.06 trilhões PIB per capita 2011: US$ 48,1 Exportações 2011: US$ 2,3 trilhões Importações 2011: US$1,511 trilhões Fonte: CIA The World Factbook

único (de 1789), no entanto cada Estado possui autonomia para adotar seu próprio sistema legal. O mesmo acontece com o sistema tributário do país. O sistema partidário é bem polarizado e composto por dois grandes partidos: O Partido Democrata e o Partido Republicano. Os EUA possuem a maior economia mundial, com um PIB per capita de US$ 48.100 – um dos mais elevados do mundo. Em uma economia voltada ao mercado, empresários e suas empresas têm a liberdade de tomar suas próprias decisões, gozando de muitos benefícios e flexibilidades para a realização e expansão de seus negócios que não são vistas no continente europeu ou japonês, por exemplo. Ao mesmo tempo, empresas internacionais encontram no país um ambiente extremamente favorável ao estabelecimento de novos negócios ou novas plantas industriais. O país já não é a ponta tecnológica em setores avançados – como informática, medicina, aeroespacial, equipamento militar, etc – como costumavam ser nas décadas de 80 e 90. As

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guerras no Afeganistão e Iraque provocaram o aumento do orçamento militar do país. A subida dos preços do petróleo entre 2005 e 2008 ameaçou a inflação e o desemprego, com reflexos nos preços da gasolina (a demanda por combustíveis nos EUA é 60% respondido pela oferta internacional). A economia norte-americana entrou em crise em 2008, mergulhando numa recessão no período de 2008-2009, sendo esta a maior crise econômica da história do país desde a Grande Crise de 1929. Desde então, sua recuperação tem sido lenta, principalmente quando analisados os níveis de desemprego e de ociosidade da produção industrial interna. O déficit comercial bateu seu recorde em 2008, atingindo US$ 840 bilhões. Em 2010 houve uma regressão do déficit para US$ 630 bilhões, concluindo 2011 em US$ 558 bilhões. O consumo doméstico – que em 2005 tinha atingido o patamar mais alto dos registros anteriores - caiu por volta de 92% no segundo semestre de 2009. Em 2010 e 2011, o país entrou em lenta recuperação, ainda lutando contra as mesmas questões: desemprego, lento crescimento, aumento significativo da desigualdade social. O PIB registrou crescimento de 1,7% em 2011 e a expectativa é que em 2012, o crescimento do país continue neste mesmo patamar. As expectativas de déficit público para 2012-2021 ficaram em 50% menos que o esperado, no entanto, continua alto. Em 2011, já representam 102,9% do PIB do país. No intuito de estabilizar novamente a economia, o presidente Obama assinou diversas leis que objetivaram tanto a recuperação financeira do país como estimular a atividade econômica norte-americana. Dentre estas medidas, destaca-se o pacote fiscal de US$ 787 bilhões para ser utilizado na próxima década (Programa TARP), a Reforma do Sistema de Saúde e a Lei Dodd-Frank de regulação e fiscalização do sistema financeiro estadunidense. Sendo o maior mercado consumidor do mundo, os EUA possui baixa dependência de suas exportações, representando apenas 9,8% do seu PIB em 2011. Em sua pauta exportadora, constam principalmente máquinas e equipamentos (34,1%) e manufaturados diversificados (10,4%) Entre seus principais parceiros estão ORIGEM DAS IMPORTAÇÕES a União Européia (22,2%), a região ÁsiaChina 19,5% -Pacífico (24,3%), Canadá (19,0%) e México (12,8%). Canadá 14,24% - Principais produtos exportados em geral: Produtos Agrícolas (soja, frutas e milho) 9,2%; Suprimentos Industriais (químicos orgânicos) 26, 8%; Bens de capital (motores, equipamentos eletrônicos, resistores) 49,0%, e bens de consumo (automóveis, produtos farmacêuticos) 15,0% - Principais produtos importados em geral:

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México 11,8% Japão 6,3% Alemanha 4,5% Brasil 0,02% Outros 44,65% Fonte: CIA/MDIC (Dados 2009)


Produtos Agrícolas 4,9%, Suprimentos Industriais 32,9% (petróleo, com 8.2%), Bens de capital 30,4% (computadores, equipamento de telecomunicações, partes e motores de automóveis, máquinas de geração de energia), bens de consumo 31,8% (automóveis, vestuário, produtos farmacêuticos, móveis, brinquedos).

DESTINOS DE EXPORTAÇÕES Canadá 19,37% México 12,21% China 6,58 Japão 4,84%

1.3 Relações comerciais com o Brasil

Reino Unido

4,33%

Alemanha 4,10%

Os EUA sempre foram um parceiro comerBrasil 0,01% cial importante para o Brasil, tanto como Outros 48,56% destino de nossas exportações como fornecedor de nossas importações. As relações Fonte: CIA/MDIC (Dados 2009) comerciais gerais entre Brasil e Estados Unidos são significativas - em 2011, os EUA responderam por 9,9% das exportações brasileiras e por 15,1% das importações. A relação bilateral foi superavitária em 2007 e 2008, tornando-se deficitária a partir de 2009. Em 2011, as importações brasileiras superaram em US$ 8.162 suas exportações para os Estados Unidos. Entre os principais produtos brasileiros exportados, em 2011, podemos citar: petróleo e seus derivados, ferro fundido, ferro e aço; café e pastas químicas de madeira. Entre os produtos importados pelo Brasil encontram-se: petróleo e seus derivados, ferro fundido e aço, turborreatores, turbopropulsores e outras turbinas a gás, álcool etílico e aguardentes, partes de veículos e aparelhos.

Comércio Bilateral Brasil – Estados Unidos em milhares de US$

Fonte: MDIC/Aliceweb

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Panorama Setorial Nos últimos 30 anos, a indústria têxtil norte-americana foi um dos fatores propulsores da inovação tecnológica do país. Composta pelos principais elos da cadeia, como fornecedores de matéria-prima e insumos (algodão, lã, fibras), tecelagens e indústrias confeccionistas, como também indústrias correlatas e que influenciam muito o setor como a indústria maquinária e a indústria química. Todo esse complexo, aliado aos seus consumidores, representa um relevante componente da economia norte-americana, sendo o pilar da economia rural ainda em muitos estados, principalmente em pequenas cidades da região Sudeste do país. A indústria é líder em pesquisas e desenvolvimentos têxteis, graças a parcerias privadas entre empresas do setor e universidades para o desenvolvimento de novos materiais. Como resultado, ela é responsável por diversas inovações, como tecidos eletrônicos capazes de monitorar o desempenho cardíaco e sinais vitais, fibras antimicrobianas e vestuários adaptáveis às mudanças climáticas etc. A indústria têxtil e confecção dos EUA encontra-se bem pulverizada por todo o território americano, embora muitos elos da cadeia produtiva foram em sua maioria deslocados para outras regiões do globo, especialmente os países em desenvolvimento da América Central e Ásia Pacífico. No país, as confecções estão concentradas nos estados da Califórnia, Nova Iorque e Carolina do Norte. Já as indústrias têxteis estão localizadas em comunidades rurais do Sudeste, e geralmente são responsáveis por grande parte da arrecadação fiscal e da empregabilidade das cidades localizadas ao seu redor.

Fonte: National Council of Textile Organizations (NCTO) - www.ncto.org

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As indústrias têxteis norte-americanas também são bem reconhecidas pelos serviços sociais às comunidades em que estão localizadas. As vagas de trabalho nestas indústrias são muito procuradas, devido a sua remuneração – geralmente acima da média de outras indústrias e do varejo. Além disso, os primeiros gozam de mais benefícios como planos de saúde e de aposentadoria. Muitas empresas fornecem educação básica para os filhos de seus funcionários, constroem centros de recreação esportiva, melhoram a infraestrutura da região (iluminação de ruas e acessos) e patrocinam eventos tradicionais destas comunidades.


Em 2011, a indústria empregou 506.000 trabalhadores ganhando em média 151% a mais do que os trabalhadores do varejo para este mesmo setor, além de benefícios como planos de saúde e aposentadoria. A força exportadora da indústria é considerável, sendo que cerca de 1/3 está ligado às exportações do setor. O setor foi responsável por mais de US$ 16,5 bilhões em investimentos no período 20012010, o que possibilitou a modernização e o aumento de produtividade e competitividade da indústria, tanto no mercado doméstico como internacionalmente. O setor têxtil dos EUA é intensivo em exportação, sendo o terceiro maior exportador do mundo. Suas exportações são principalmente do segmento têxtil (fios e tecidos), mas há também fluxos significativos em vestuário. Em 2011, as exportações somaram, no total da cadeia, mais de US$ 22,4 bilhões, 13,4% a mais que no ano anterior e tiveram como destinos mais de 170 mercados. Similarmente ao setor têxtil brasileiro, um dos setores mais importantes da economia estadunidense também vem sofrendo com a invasão das importações asiáticas. Em 2011, cerca de 37 % das importações têxteis nos EUA vieram da China. Devido à sua alta dependência em exportações, representantes do setor junto ao governo dos EUA vêm adotando medidas e um forte posicionamento no sentido de proteger sua indústria da entrada desses importados. Entre os posicionamentos mais recentes quanto a este tema estão a sua oposição quanto à inclusão do Vietnã como membro do TPP (Trans Pacific Partnership) e à aplicação de isenção de tarifas ao vestuário proveniente de Bangladesh e Camboja. O setor de vestuário nos EUA atravessou um período incerto em 2011, principalmente em virtude da volatilidade dos preços do algodão e demais matérias-primas, e também pela lenta recuperação econômica do país. As vendas do setor cresceram principalmente graças à inflação, com destaque específico para os segmentos Infantil (roupas e acessórios) e Masculino. Este último segmento – embora possua uma participação na produção americana levemente menor que a Moda Feminina – testemunhou um forte crescimento, uma vez que o público masculino está mais atento às tendências de moda e agora está mais confiante com relação ao futuro econômico da economia.

TPP – Trans Pacific Strategic Economic Partnership Agreement. Acordo de livre comércio entre Chile, Nova Zelândia, Singapura e Brunei, em vigência desde 2006. EUA, Vietnã , Peru e Austrália anunciaram suas intenções de entrada em 2008

Em 2011, muitas novas marcas chegaram ao país, incluindo a rede japonesa Fast Retailing (proprietária da marca Uniqlo). Novas (e agressivas) campanhas de marketing, alianças estratégicas e aquisições também marcaram o cenário empresarial do setor neste ano, e vem transformando o panorama do varejo norte-americano em uma nova dinâmica de negócios. De maneira geral, a indústria do país vai responder a estas transformações através da inovação e crescimento orgânico (ou ainda via parcerias e aquisições). A expectativa é de que este processo de consolidação continue nos próximos anos com o avanço das grandes marcas sobre os pequenos, o crescimento de marcas emergentes e a entrada de novos concorrentes internacionais. As redes de fast-fashion – tanto nacionais quanto internacionais – também vão manter seus investimentos na expansão de suas lojas em um ritmo entusiástico. Ou seja, mesmo se recuperando da crise econômica em que se encontra, o cenário do mercado norte-americano permanece altamente competitivo e desafiador para as marcas que desejam se estabelecer no país.

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2.1 Tarifas e Negociações Internacionais

Panamá já assinou o Acordo de Livre Comércio com os EUA, porém o acordo ainda não está em vigência

Os EUA são o país com o maior número de acordos bilaterais já em vigor. No total, possuem 20 Acordos de Livre Comércio e/ou de Preferências Comerciais Regionais: Austrália, Bahrein, América Central (que contempla Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, República Dominicana), Chile, Colômbia, Israel, Jordânia, Coréia do Sul, Marrocos, NAFTA (Canadá e México), Omã, Panamá, Peru, Cingapura e Parceria Trans-Pacífico. Além disso, o país possui Programas unilaterais de Preferência Comerciais (Trade Preference Programs) que fornecem benefícios de acesso (tarifa zero) ao mercado americano para diversos produtos, entre eles os de têxteis e confeccionados. Cerca de 2/3 das exportações dos EUA de 2011 foram destinadas a países contemplados pelos Programas unilaterais de Preferência. • African Growth and Opportunity Act (AGOA) – para países da África Sub-Sahariana; • Andean Trade Promotion and Drug Eradication Act (ATPDEA) – para os países andinos Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, na erradicação e combate ao tráfico de drogas regionais; • Caribbean Basin Trade Partnership Act (CBTPA) – para países da América Central e Caribe; • Haitian Hemispheric Opportunity through Partnership Encouragement Act (Haiti HOPE) – benefícios para o setor de têxtil e confecção haitiano, buscando fortalecer a estabilidade econômica e da indústria do país. • Generalized System of Preferences (GSP, ou SGP) – para países classificados como “em desenvolvimento” ou de “economias sensíveis”. Na tabela abaixo podemos observar as alíquotas médias aplicadas pelos EUA aos produtos da cadeia têxtil para seus principais fornecedores do setor – Índia, China, México, Vietnã, Indonésia. Colômbia e Coreia do Sul estão considerados, devido a recentes acordos comerciais e o Brasil para análise comparativa entre esses países.

Fonte: The Office of The United States Trade Representative (USTR) – Elaboração Inteligência Competitiva - Texbrasil

O México, em virtude do Acordo de Livre Comércio NAFTA, assinado entre EUA, México e Canadá goza de total isenção tarifária. Da mesma maneira, a Colômbia já se beneficia do acordo comercial em vigência desde maio de 2012, obtendo isenções sobre toda sua cadeia têxtil nas exportações para os Estados Unidos. Da mesma maneira, a Coreia do Sul apresenta quase total isenção de tarifas, graças ao acordo comercial ratificado em março de 2012.

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China e Vietnã não possuem nenhum tipo de preferência negociado. Países como a Índia, Indonésia e Brasil são beneficiadas pelo programa SGP que isenta a entrada de produtos no mercado norte-americano, no entanto, o setor de têxteis e confecções não está contemplado neste Sistema. Atualmente, existe uma forte discussão no Poder Legislativo dos EUA para que países emergentes – como Brasil e Índia – sejam retirados da lista de beneficiados do SGP, sob a alegação de que já são economias plenamente desenvolvidas. 2.2 Importações Mesmo com a queda do consumo americano como conseqüência da crise econômica do país, os EUA são o maior importador mundial de produtos têxteis e confeccionados - em 2011, o país importou US$ 103 bilhões. O principal fornecedor, com uma participação de 37%, é a China; em seguida estão outros países asiáticos como Vietnã e Índia. O México ainda é destaque como fornecedor principalmente em virtude de sua proximidade geográfica, por fazer parte do NAFTA e por sediar grande parte das empresas “maquillas” fornecedoras dos EUA.

IMPORTAÇÕES AMERICANAS - Cadeia têxtil 50-63 , EM US$ Fonte: GTIS

2009 2010 95.449.503.101

2011

Mundo

83.202.582.273

103.952.277.940

1) China

30.895.505.077 37.028.011.180 39.265.201.633

2) Vietnã 5.173.286.993 6.062.829.575 6.907.846.328 3) Índia

4.863.160.513 5.691.391.584 6.280.690.247

4) México 4.791.088.195 5.144.767.238 5.511.381.563 5) Indonésia 4.060.549.410 4.697.460.256 5.373.177.146 6) Bangladesh 3.489.443.726 45) Brasil

255.079.862

4.033.930.380 233.010.248

4.597.367.360 118.954.516

Grande parte dos produtos importados pelo país é do segmento de vestuário – representando 76% da pauta. Em todos os segmentos – têxtil, vestuário e cameba/lar – o principal fornecedor é a China, esta última com destaque para o vestuário. O segmento têxtil é o mais pulverizado em relação à participação dos fornecedores. Dentre os principais produtos têxteis importados pelos Estados Unidos em 2011 estão: filamentos sintéticos ou artificiais (capítulo 54); feltros e falsos tecidos, fios especiais, cordéis cordas e cabos (capítulo 56); fibras sintéticas ou artificiais (capítulo 55); tapetes e outros revestimentos, para pavimentos de matérias têxteis (capítulo 57); e tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados; artigos para usos técnicos de matérias têxteis (capítulo 59).

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Cerca de 76,2% do que o Brasil fornece para o país é produto do segmento têxtil, 14,1% de vestuário e apenas 8,4% de produtos de cameba/lar. Para os EUA, a representatividade do Brasil é bem modesta: o país é responsável pelo fornecimento de 0,68% dos produtos têxteis; 0,02% dos produtos de vestuário e 0,14% de produtos de cameba. 2.2.1 Principais países fornecedores para os EUA em 2011

Têxtil Fonte: GTIS

Dados referentes a 2011. Consideram do capítulo 50 ao 60

Vestuário Fonte: GTIS

Dados referentes a 2011. Consideram os capítulos 61 e 62

Panorama EUA


Cama, mesa & Banho/Lar Fonte: GTIS

Dados referentes a 2011. Consideram os NCMs: 5701, 5702, 5703, 5704, 5705, 6301, 6302, 6303, 6304, 40490

2.3 Exportações Em 2011, os Estados Unidos exportou o montante de US$ 28,7 bilhões em produtos têxteis e de confecção. México e Canadá são os destinos destaques das exportações americanas, com uma participação de 18% e 15%, respectivamente. A China além de grande fornecedora do mercado americano, também aparece entre os principais destinos das exportações, com 13% do mercado exportador estadunidense. Honduras e Turquia vem apresentando crescimento significativo nos últimos três anos, recebendo respectivamente 26% e 30% a mais de mercadorias têxteis provindas dos EUA, em relação a 2010. Os países da América Central (como Honduras e República Dominicana) figuram entre os principais destinos das exportações norte-americanas principalmente por serem beneficiadas aduaneiramente pelo CAFTA – Acordo de Livre Comércio entre os EUA e países desta região – e tamEXPORTAÇÕES AMERICANAS - Cadeia têxtil 50-63 , EM US$ bém por sediar empresas “maquillas”. As exportações vão para estes países, sofrem Fonte: GTIS 2009 2010 2011 algum tipo de beneficiamento e agregação Mundo 18.296.592.363 23.594.751.571 28.709.841.777 de valor e são novamente re-exportados aos EUA, isentos de alíquotas de importação. 1) México 3.672.431.847 4.513.941.720 5.197.819.862 O Brasil é o 12º principal destino das exportações dos EUA. De 2010 a 2011, houve um aumento em 117% de importações brasileiras, atingindo um patamar de US$ 558 milhões. Deste resultado, deve-se considerar a retomada de ritmo exportador pós-crise econômica de 2008 e a variação cambial do dólar, que beneficiou a entrada de importados no mercado brasileiro.

2) Canadá

3.474.686.152

3.940.929.215

4.345.546.288

3) China

1.631.594.455

3.078.212.383

3.736.684.288

4) Honduras

1.063.169.984

1.457.511.869

1.848.495.408

5) Turquia

542.833.351

942.007.612

1.260.609.444

6) República Dominicana

568.283.907

658.314.782

802.972.982

17) Brasil

165.859.560

257.342.999

558.435.526

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Em 2011, os Estados Unidos exportaram aproximadamente US$ 22,3 bilhões em produtos têxteis, US$ 4,4 bilhões em vestuário e US$ 1,4 bilhões em produtos de cameba/lar. Os gráficos abaixo reforçam a idéia de que o comércio americano está fortemente ligado ao mercado dos países membros do NAFTA, destino de 35% de suas exportações. Em todos os segmentos – têxtil, vestuário e cameba - México e Canadá são os principais destinos; o primeiro destaca-se como comprador de produtos têxteis (participação de 18%) e o segundo como comprador de produtos de cameba/lar (participação de 60%). O segmento mais exportado para o Brasil no ano de 2011, em valor, foi o têxtil com US$ 517 milhões em importações brasileiras. 2.3.1 Principais países compradores dos Estados Unidos em 2011

Textil Fonte: GTIS

Dados referentes a 2011. Consideram do capítulo 50 ao 60

Vestuário Fonte: GTIS

Dados referentes a 2011. Consideram os capítulos 61 e 62

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Cama, mesa & Banho/Lar Fonte: GTIS

Dados referentes a 2011. Consideram os NCMs: 5701, 5702, 5703, 5704, 5705, 6301, 6302, 6303, 6304, 40490

2.4 Relações com o Brasil Os EUA é o 6º principal destino das exportações brasileiras da cadeia têxtil, recebendo mais de US$ 121 milhões em 2011, uma queda considerável de 48%, diante dos US$ 208 milhões exportados no ano anterior. A relação bilateral entre os dois países para este setor já foi muito mais positiva para os exportadores brasileiros. Em 2004, por exemplo, chegamos a exportar mais de US$ 500 milhões, o que possibilitou um superávit comercial de US$ 384 milhões. Desde então, o nível das exportações brasileiras tem decaído, ao mesmo tempo em que as importações – mesmo oscilantes – cresceram. Entre outros fatores para explicar este comportamento estão o fortalecimento da moeda brasileira (que acaba tornando nossos produtos mais “caros” em mercados internacionais); o aumento das participações de México e China como fornecedores do setor (o primeiro em virtude dos benefícios do NAFTA e “maquillas”, o segundo graças aos baixos custos e ampla oferta dos produtos); e, por fim, a crise econômica que atingiu a economia norte-americana e reduziu sua capacidade importadora. Entre os principais tipos de produtos que o Brasil tem exportado para este mercado estão as pastas, feltros e falsos tecidos (capítulo 56), fibras têxteis vegetais (capítulo 53), produtos de

Balança Comercial do setor têxtil e de confecção Brasil – Estados Unidos (sem fibra de algodão) - em milhares de US$

Fonte: MDIC/Aliceweb

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Cama Mesa Banho e outros confeccionados (capítulo 63); vestuário e acessórios de malha e outras matérias têxteis( capítulo 61 e 62) e tecidos técnicos (capítulo 59). Os produtos pertencentes ao capítulo 56 constituem 38% da pauta exportadora em 2011, sendo os falsos tecidos de polipropileno, os principais produtos exportados. Os falsos tecidos, no entanto (de polipropileno e outros filamentos sintéticos) obtiveram uma redução de 67% e 97% nas exportações em 2011.

NCM 61124100 Maiôs e biquínis, de banho, de malha de fibras sintéticas

Os produtos mais exportados do capítulo 63 continuam sendo as roupas de toucador/cozinha, e de tecidos atoalhados de algodão, apresentando uma redução em 87 % em exportações em relação a 2010. Constituindo 15% da pauta exportadora, os artigos de vestuário (capítulos 61 e 62), os itens de moda praia e as meias femininas mantém-se entre os produtos mais exportados para os Estados

Principais produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos - 2011 NCM 61151021 Meias fem.até/acima joelho<67dc.sint/art.

18 Panorama EUA

Fonte: GTIS

(por capítulo)


Unidos. Os artigos de lingerie apresentaram aumento nas exportações em 2011, destacando-se num cenário onde as exportações gerais brasileiras caíram em participação no mercado norte americano. Quanto às importações, os produtos mais significativos são os pertencentes ao grupo de tecidos impregnados, artigos para uso técnico de matérias têxteis (capítulo 59) e ao grupo de filamentos sintéticos ou artificiais. As mangueiras e tubos semelhantes, de matérias têxteis (NCM 59090000) e os fios de alta tenacidade de aramidas (NCM 54021100) foram os produtos mais importados pelo Brasil. O segmento de vestuário e cameba representaram respectivamente 1,1% e 2,2% dos importados provenientes dos Estados Unidos.

Principais produtos importados dos Estados Unidos pelo Brasil - 2011 Fonte: GTIS

(por capítulo)

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Inteligência Competitiva

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Consumo 3.1 Dinâmica de mercado A indústria de vestuário, em 2011, apresentou considerável recuperação, após alguns desafios como a alta do preço de algodão e o aumento em geral de custos referentes às produções alocadas em países em desenvolvimento, como a China. Com a estabilização dos preços da matéria-prima e com a melhoria do cenário econômico, a previsão para o setor nos EUA nos próximos anos é bem robusta. A previsão é de que os preços permaneçam no mesmo patamar do ano anterior, estimulando as vendas e impulsionando o setor, que focará em avanços na tecnologia e na eficiência de distribuição em todo território norte-americano. Com o avanço da tecnologia e das telecomunicações, as informações estão mais acessíveis e os varejistas precisam descobrir como se apropriar destes instrumentos e estar presente no dia-a-dia de seus clientes. Frente a este bombardeio de opções e ofertas, não será fácil para uma empresa permanecer no foco do consumidor. Ainda, diante de um mercado altamente diverso e fragmentado, frente à competição entre as marcas nacionais, existe uma enormidade de marcas estrangeiras no país (já estabelecidas ou entrantes) que vem influenciado cada vez mais o público norte-americano, especialmente as marcas europeias como Zara, H&M, etc. A influência destas redes de fast fashion não podem ser subestimadas; as redes nacionais que foram deslocadas por estas marcas internacionais estão juntando todos seus esforços em novas estratégias de marketing e negócios, inclusive otimizando seus formatos de fornecimento e distribuição. O poder agora está na mão dos consumidores, uma vez que estão sendo os maiores beneficiados de um cenário tão competitivo e dinâmico. Em especial, essas características se refletem em todos os produtos direcionados ao público feminino, tradicionalmente mais atento às tendências de moda e exigente com relação à resposta das marcas em atender a tais tendências. Além disso, um ambiente tão competitivo como este tem estimulado uma série de promoções e redução de preços entre os varejistas do setor, mesmo com a pressão externa para aumentos dos custos de produção na Ásia e de matérias-primas. Assim, um grande desafio para as empresas do mercado tem sido como equilibrar a manutenção de suas margens e ao mesmo tempo não perder consumidores para a concorrência.

20 Panorama EUA


Em longo prazo, a distância entre o segmento de luxo e marcas populares tende a aumentar cada vez mais, uma vez que o primeiro permanece cada vez mais forte (com marcas investindo inclusive em aberturas de novas lojas no exterior) ao passo que as marcas de custo baixo e intermediário estão lutando para conquistar ou manter sua presença no mercado. Outra tendência importante sobre o comportamento do consumidor norte-americano está no aumento expressivo da utilização dos canais de venda online, impulsionado pelo crescimento do uso de aparelhos smartphones e tablets. Conscientes desta tendência, muitas marcas e empresas já desenvolveram seus perfis nas principais redes sociais - como Facebook, Google+ e Twitter – e criaram departamentos exclusivos de monitoramento dos canais virtuais, uma vez que a comunicação com os consumidores nestes ambientes agora é parte importante da estratégia das marcas. Com o mesmo propósito de aproveitamento dessa nova demanda, nichos específicos vem surgindo, como a entrada da Bonobo, loja online com foco em moda masculina.

3.2 Tendências de consumo O bom desempenho registrado já há alguns anos para o segmento de Roupas Casuais agora começa a se refletir para demais segmentos relacionados, como é o caso das Roupas Esportivas, ou Fitness. Esportes em geral são muito populares para o público norte-americano, embora muitos deles não sejam praticantes e sim meros expectadores. No entanto, este segmento tem sido visto pelo mercado como uma boa opção ao mercado tradicional de roupas casuais – jeans e malhas – uma vez que existe a percepção de que as roupas esportivas sejam até mais confortáveis, uma vez que foram desenvolvidas justamente para permitir uma ampla variedade de movimentos e intensidades. Muitas celebridades – esportivas ou não – são “patrocinadas” pelas grandes marcas, garantindo a percepção pública de que são roupas de pessoas com “estilo”. Outro movimento interessante junto ao consumidor norte-americano é o aumento da consciência com relação à sustentabilidade social e ambiental

Consumo por setor – 2010 Fonte: Consumer Expenditure Survey, U.S. Bureau of Labor Statistics

Panorama EUA 21


Inteligência Competitiva

Mesmo com a economia em recessão e a crise do setor imobiliário após 2008, os norte americanos estão gastando mais com moradia: 35% da renda é direcionada a gastos com aluguel, hipoteca e despesas relativas à residência. De maneira geral, os consumidores do país estão cada vez mais sensíveis a preço quando se trata de itens não-essenciais, buscando produtos importados de baixo valor ou então produtos “private label” mais baratos. O segundo maior principal setor de consumo foi o de transporte, com 16% do total, devido à alta do preço do combustível nos últimos anos. O setor de Vestuário e Calçados – um dos setores com menor participação – ainda reflete a precaução dos norte americanos quanto aos gastos diante uma economia em recessão. No período entre 20062011 foi registrado uma queda de 10,6% no consumo destes itens. Muitos consumidores buscaram os grandes descontos ou simplesmente deixaram de comprar produtos tidos como não essenciais. Mesmo assim, alguns comportamentos fugiram a esta regra, como por exemplo, o caso das roupas formais e ternos. Embora sejam artigos de custo mais elevado, presenciou-se o aumento de seu consumo, justamente por conta da crise econômica. Com o aumento dos índices de desemprego, essas peças acabaram tornando-se uma necessidade, uma vez que as pessoas em busca de trabalho se viam na necessidade de se apresentar de maneira mais profissional durante as entrevistas. O fenômeno – que ficou conhecido como “dressing up-” impulsionou tanto as vendas de ternos e camisas masculinas, como os tailleurs e vestidos femininos. Vestidos e o vestuário formal vêm se tornando quase um tipo de uniforme para público feminino, especialmente as mais jovens, que buscam transmitir uma imagem tanto de jovialidade e dinamismo, como também de seriedade. Por outro lado, também é possível identificar que o ‘dress code’ dos ambientes de trabalho nos Estados Unidos vem tornando-se um pouco mais casuais, nos últimos anos, sendo possível a adaptação e a inserção de peças como o jeans, blusas casuais e camisetas. Tanto para homens quanto o mulheres o atributo prioritário para a escolha do vestuário é o conforto. O setor masculino vem apresentando uma recuperação considerável, em 2011, o nível de compras entre os homens foi maior, quando comparado com o das mulheres. Agora, o objetivo de fabricantes e varejistas é que seu comportamento seja cada vez mais semelhante ao das mulheres, provocando mais compras impulsivas e os instigando a caminhar por toda a loja. O segmento masculino apresentou melhores resultados, juntamente com o segmento infantil. As empresas estão expandindo suas ações para o público masculino de duas maneiras diferentes: Através da expansão da oferta de produtos masculinos em um “corner” de lojas tradicionalmente femininas (como Louis Vuitton e Tiffany) ou através da abertura de lojas dedicada apenas para produtos para homens, como Dolce&Gabbana e Salvatore Ferragamo. Algumas empresas ainda se aproveitam para expor seus produtos próximos à entrada da loja, área de maior visibilidade. A queda na economia também atingiu outro importante segmento da economia norte-

22 Panorama EUA


-americana, o mercado de luxo. Com as dificuldades enfrentadas, muitas marcas do segmento – como Chanel e Versace – tiveram que inovar e buscar um novo diferencial: o apelo “Mãe Natureza”. Estas empresas estão se utilizando cada vez mais da Responsabilidade Social e Ambiental como uma maneira de promover e melhorar sua imagem junto ao consumidor final. A adoção do “discurso verde” por grandes marcas reflete os desafios que estas terão pela frente. Uma vez que seus consumidores são conquistados pela promessa de um produto diferenciado, de alto design e serviços exclusivos, agora as marcas de luxo estão lidando com público cada vez mais exigentes com outros requisitos e menos “exclusivos” do que eles costumavam ser. O mercado dos produtos e serviços sustentáveis oferece considerável potencial de crescimento nos EUA, e serão muito influenciados por fatores legislativos, energéticos, industriais, além da ação de ONGs e da mídia pela conscientização da preservação ambiental. Outro segmento com bom potencial para o mercado norte-americano é o de roupas de tamanho grande. No passado, o segmento que sofria pela limitação de escolhas e pela falta de apelo fashion nas suas coleções, agora recebe um impulso de demanda por todo o mundo, e os EUA – que possui uma população de quase 50% de obesos – é um dos principais mercados para isso. Lojas especializadas no segmento plus-size foram beneficiadas por esse comportamento, registrando taxas de crescimento acima da média do setor. Estilistas e varejistas atentos a esse movimento, já começam a responder aos seus consumidores com um aumento e melhoria nas suas coleções destinadas a esse público em lojas, boutiques e lojas de departamento (que anteriormente nem ofereciam este tipo de vestuário). A rede Forever 21 introduziu recentemente uma linha plus-size, Faith 21, em seu portfólio de produtos. A Target também lançou sua linha Pure Energy, e assim como Karen Kane e Kiyonna. Por ser um país de ampla extensão territorial, os EUA possuem diversos centros de compras em diferentes cidades, cada um com seu próprio estilo e características únicas. A seguir, detalhamos brevemente os principais centros de consumo e varejo do mercado norte-americano.

Fonte: City by City, portal WGSN

Panorama EUA 23


Inteligência Competitiva

3.3 City Guide – Conheça as principais ciudades dos EUA

SÃO FRANCISCO Famosa por sua diversidade e criatividade, a cidade oferece um estilo e personalidade única e diferente da sua vizinha Los Angeles. São Francisco é movimentada e ainda mantém o ar de cidade boemia. Conta especialmente com charmosas lojas de decoração e boutiques independentes de moda feminina.

Região central:

Fillmore:

Haight-Ashbury, Cole Valley, Lower Haight e the Mission:

Inclui as áreas conhecidas como Union Square, Hayes Valley, Chinatown e Jackson Square, repletas de lojas de departamento, marcas de mid-market, marcas de luxo, boutiques independentes e lojas de decoração – como Macy’s, Gap e Nike,além das boutiques femininas Finn, Azalea, Ver Unica que vale a pena visitar.

a região conta com áreas como Pacific Heights, Cow Hollow, Russian Hill and Polk Street. É possível encontrar charmosas boutiques, lojas de alto padrão, lojas infantis, que ficam no final da Union Street, além de lojas de decoração. Na Filmore Street também estão localizados bons restaurantes e bistrôs.

regiões mais boêmias com boutiques e galerias diferentes, lojas mais estilo mais streetwear, vintage e lojas de decoração. Em suas principais ruas, ainda é possível encontrar restaurantes de comidas típicas, como francesa, italiana, mediterrânea e peruana.

Horário de funcionamento das Lojas: • De Segunda a Sábado – das 10 a.m. às 9 p.m. • De Domingo – das 12 p.m. às 5 p.m. • Lojas em shoppings ficam abertas até às 9.00 p.m.

24 Panorama EUA

Aeroportos: • San Francisco International Airport está a 20-30 minutos do centro da cidade. O trajeto, de táxi, sai por aproximadamente US$ 40. • Oakland International Airport está a 40 km do centro. O trajeto, de táxi, sai por aproximadamente US$ 60.


LOS ANGELES Los Angeles é principalmente conhecida por seu potencial turístico e por sua indústria de entretenimento. As empresas da região ligadas a economia criativa movimentaram cerca de US$ 113 bilhões em 2009. Em 2009, haviam 6.689 empresas ligadas ao setor de moda em Los Angeles, com 87 mil empregos diretos. A indústria da moda de Orange County é menor, mas conta com marcas high end como St. John Knits, marcas esportivas como Quiksilver e Hurley, além da marca de moda praia Luanda Bay. A indústria criativa do Sul da Califórnia é parte essencial da construção da “marca L.A.”. Beverly Hills:

Sunset Boulevard:

nessa região com casas de arquitetura dos anos 50 podem-se encontrar lojas de alto padrão e de marcas renomadas como Guess e Louis Vuitton, além de boutiques de decoração e lojas de moda infantil.

representa o que há de mais jovem e alegre na cidade. A Sunset Strip e o Sunset Plaza oferecem lojas modernas de moda jovem, moderna lojas de música, livrarias e uma vida noturna agitada.

Horário de funcionamento das Lojas: • De segunda a sábado – das 11 a.m. às 7 p.m. • De domingo – das 12 p.m. às 6 p.m. • No geral, as lojas abrem nos sete dias de semana, no entanto, boutiques menores permanecem fechadas aos domingos e/ou segundas.

Silver Lake, Los Feliz e Echo Park: visite Silver Lake para lojas de decoração e vestuário vintage, lojas de moda infantil. Los Feliz oferece boutiques independentes, enquanto Echo Park conta com boutiques independentes, lojas vintage e streetwear.

Santa Monica e Venice: oferece a melhor experiência de compra na Califórnia. É a melhor região se para encontrar lojas mass-market, boutiques de luxo e lojas de decoração. Seus pubs são famosos por seus hambúrgueres e porções inusitadas.

Aeroportos: • Los Angeles International Airport recebe os vôos internacionais. Como a cidade é muito dispersa, o aluguel de carros pode ser uma boa opção ao táxi. • Burbank’s Bob Hope Airport (BUR) recebe apenas vôos domésticos.

Panorama EUA 25


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nova iorque A cidade mais cosmopolita dos EUA dispensa apresentação, sendo um dos mais importantes centros da moda mundial e o paraíso das compras de muito americanos e turistas. Algumas das áreas de destaque para o consumo e varejo da cidade são:

West Village:

Soho:

Lower East Side:

Midtown:

essa vizinhança histórica, residencial e bem arborizada abriga lojas como Marc Jacobs, Tommy Hilfiger, Ralph Lauren e Coach. Um destaque da área é grande quantidade de boutiques - Cherry and Cherry Man, Odin, Aedes de Venustas e Leffot, etc – além de estabelecimentos de moda infantil, como a Estella e Pumpkin.

a área em Downtown com maior concentração de lojas mid-market, marcas de renomados estilistas (Isabel Marant, Marc Jacobs, Jill Sander, Prada) e inovadoras lojas de arquitetura e design de interiores. Ainda, é possível encontrar lojas de fitness como Puma, Adidas, Abercrombie, e também de moda infantil.

abriga as melhores lojas de estilo hippie contemporâneo, assim como lojas de streetwear de alto padrão e de estilo vintage. A área também é muito conhecida por sua intensa atividade noturna.

uma das regiões mais importantes da cidade, famosa pela 5ª Avenida, Times Square e Rockfeller Center, este é o ponto da cidade onde você encontrará as flagships das marcas mais conhecidas do mundo (Tommy Hilfiger, Dior, GAP, Louis Vuitton, Armani,Saks Fifth Avenue, etc), pelas lojas de departamento como a Macy’s e pelo Garment District. Centros de arte e museus também estão no Midtown.

Horário de funcionamento das Lojas: • De segunda a sábado – das 10 a.m. às 8 p.m.; lojas menores das 12.pm às 7 p.m • De domingo – das 10 a.m. às 6 p.m. • No geral, as lojas abrem nos sete dias de semana, no entanto, boutiques menores ( Nolita, Lower, East Side, Williamsburg ) e galerias de arte permanecem fechadas às segundas e terças.

26 Panorama EUA

Aeroportos: • JFK International Airport é o principal aeroporto internacional da cidade e o único com conexão direta às estações de metrô.


MIAMI A Flórida é conhecida mundialmente por suas diversas atrações turísticas – tanto naturais como de entretenimento, que recebem mais de 60 milhões de turistas anualmente, vindos tanto de outros estados americanos como de outros países do mundo. Uma de suas principais cidades é Miami, que por sua bela costa litorânea, atraiu cerca de 6 milhões de turistas em 2009 e movimentou quase US$ 17,1 bilhões.

South Miami Beach:

Design District:

North Miami Beach:

na Collins Avenue as Ao norte da Collins você pode encontrar lojas ainda mantêm Avenue, é possível uma impressionana arquitetura antiga encontrar lojas de te variedade de proda cidade e abrigam moda praia, joias, dutos de decoração grandes marcas incalçados e estabee interiores, além de boutiques de vesternacionais, como lecimentos de doArmani Exchange e Nike, além de boutiques tuário feminino e masculino, lojas de Moda ces e sobremesas. Na Pratesi, você encontra artigos de decoração e Cama, Mesa & de moda praia. As lojas da Lincoln Road fi- Praia e “feirinhas”. Banho de luxo. cam abertas até mais tarde, atendendo principalmente turistas. Seu forte está nas lojas de “mid-market”, como Anthropologie e American Apparel.

Horário de funcionamento das Lojas: • A maioria das lojas e shoppings abrem diariamente das 10/10.30 a.m às 9/10pm

Aeroportos: • Miami International Airport é o principal aeroporto internacional da cidade. Como a cidade é extensa e a rede metroviária é pequena, é recomendável o aluguel de carro, para evitar os altos valores dos táxis.

Panorama EUA 27


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3.4. Novas Têndencias Pagamentos via celular tornam-se cada vez mais populares De acordo com pesquisa realizada em Maio de 2012 pela IDC Financial Insights, cerca de um terço dos norte-americanos (33,9%) já fez pelo menos um pagamento móvel, contra menos de um quinto (19,3%) no ano anterior. O serviço de pagamento online mais popular é o PayPal Mobile, usado por 56% das pessoas que pagaram por um produto ou um serviço usando um smartphone ou outro dispositivo móvel, como um computador tablet. Cerca de 70% dos que fizeram pagamentos via telefone adquiriram “bens físicos”, enquanto 20% dos entrevistados manifestaram interesse em aderir ao uso de moeda “virtual”. Pesquisa explora a ética de compradores de maior poder aquisitivo Uma pesquisa sobre os hábitos de compras de pessoas com rendimentos elevados (renda de US$ 150.000 por ano), realizada on-line pelo site LuxuryBoard.com, descobriu que conceitos como responsabilidade ética, sustentabilidade e sociais foram importantes para muitos deles: quase metade (45%) dos consumidores disseram que procuraram marcas com “altos padrões éticos”, embora apenas 39% deste grupo expressou a vontade de pagar um valor adicional por eles, abaixo dos 56% identificados em 2007. A maioria dos entrevistados (82%) definiu a responsabilidade social corporativa como “uma empresa comportar eticamente com seus funcionários, clientes e fornecedores.” Os entrevistados identificaram Apple, BMW, Coach, Lexus, Mercedes-Benz, Nordstrom, Starbucks e Whole Foods como as marcas mais éticas. Os americanos mais velhos = consumidores mais poderosos De acordo com o Centro Internacional de Longevidade em Nova York, as pessoas acima de 65 anos serão em breve os que “possuem o poder de compra em qualquer localidade demográfica no país”. No entanto, ele diz que muitas indústrias “têm demorado a perceber e responder” a isso. “Não se trata apenas de uma população crescente. Essas pessoas tendem a ser bastante ricas, também”, diz colunista financeiro Marshall Loeb. Os idosos são uma “parte injustiçada” da pirâmide de consumo, diz Jakob Nielsen, um especialista em uso da internet. De acordo com a Euromonitor International, o número de pessoas com 65 anos ou mais nos EUA cresceu de 36,8 a 40,2 milhões entre 2005 e 2010 e chegará a 46,2 milhões em 2015. Consumidores usam mídias sociais para obter descontos As conexões entre marcas e consumidores em redes sociais estão se tornando uma obrigação para qualquer empresa de bens de consumo, no entanto, não existe ainda muito conhecimento sobre os resultados diretos dessa relação. Uma pesquisa feita pela agência de marketing Razorfish, no entanto, descobriu alguns hábitos desconhecidos dos internautas: a maioria deles procura por descontos ou ofertas especiais quando decidem se tornar “amigos” com a marca ou empresa em uma plataforma digital. O estudo, publicado pelo portal especializado ClickZ.com, revela que “entre aqueles que têm amizade com uma marca no MySpace ou Facebook, um terço tinha-o principalmente para ter acesso a ofertas exclusivas e descontos”. Além disso, o número foi ainda maior (44%) entre as pessoas que seguem uma marca no Twitter. “Há toda essa conversa sobre mídias sociais, mas você se esquece que o que está no coração para a maioria destes consumidores, que é o ato da compra”, disse Garrick Schmitt, responsável pelo relatório. “Eu não acho que este fato tira o poder das redes, mas eu acho que você não pode esquecer o que é principal na mente dos consumidores em termos de diálogo comercial”, acrescentou. A pesquisa foi realizada em agosto deste ano, e envolveu 1.000 americanos consumidores. Os entrevistados foram divididos igualmente entre homens e mulheres e vieram de 10 diferentes regiões do país.

28 Panorama EUA


4

Distribuição e varejo

4.1 Dinâmica do varejo nos EUA Com a lenta recuperação econômica do país após o período da crise, a expectativa é de que pouco a pouco os consumidores retomem sua confiança e – com a retomada do mercado de trabalho – voltem aos padrões normais de consumo. Numa tentativa de driblar o atual cenário econômico, muitos varejistas optaram por diversificar sua oferta de produtos, o que levou a uma intensificação da concorrência. A atuação das lojas de departamento sempre foi muito forte nos Estados Unidos, mas recentemente esse canal tem perdido participação para os mass merchants, como Wal-Mart e Target, que focam nos produtos private label a preços baixos. Destaque também para a evolução das vendas online. Embora sua participação ainda seja menor quando comparada a outros canais, em 2011 as vendas por internet registraram um aumento de 9%, sendo os Estados Unidos o maior mercado online no mundo. As vendas de vestuário por esse canal tem crescido constantemente – a maioria das principais marcas de vestuário americanas está presente na rede e as que não estão já estudam a abertura de sua “loja online”. Diante desse sucesso, lojas mundialmente conhecidas pelas compras online como Amazon e Ebay, estão investindo mais nesta categoria para aproveitar o boom da demanda de vestuário deste canal.

Participação (%) dos canais de distribuição do setor Têxtil e Confecção nos EUA

Outro canal com pequena participação, mas que também vem crescendo é o home shopping – uma opção para aqueles que têm pouco tempo para sair as compras ou que não gostam tanto dessa atividade. Nos últimos anos, cresceu a popularidade das lojas especializadas em

Distribuição - vestuário

2006 2007 2008 2009 2010 2011

Varejo

93,5 92,6 92 91,5 90,9 90,7

Cadeia não Especializada

4,9

4,9

4,8

4,7

4,6

4,6

Cadeia Especializada

88,5 87,7 87,2 86,8 86,3 86,1

Lojas de Departamento

35,5

34,9

34,6

34,6

34,2

34,1

Lojas especializadas em vestuário

45

44,6

44,3

44,1

44,1

43,9

Outras Lojas de Vestuário

7,7

7,8

7,9

7,7

7,6

7,7

Vendas por outros canais

6,5

7,4

8

8,5

9,1

9,3

Fonte: Euromonitor

Panorama EUA 29


Inteligência Competitiva

vestuário (H&M, Zara e Forever 21) que oferecem roupas com apelo mais fashion com preços mais acessíveis, aumentando sua participação no mercado frente às lojas tradicionais - como a GAP - e empresas que vendem suas marcas através de lojas não especializadas. As diferentes estratégias de propaganda e de formatos de varejo implementados por estas empresas são em grande parte repostas a essas mudanças do mercado.

4.2 Hipermercados Diante das dificuldades econômicas enfrentada pelos EUA nos últimos 4 anos, consumidores estão mais inclinados a fazer suas compras em hipermercados. Além de oferecerem preços competitivos em uma vasta gama de produtos, os hipermercados permitem que os consumidores façam todas suas compras do mês em um só lugar, o que ajuda na economia de combustível e tempo. O líder isolado desse tipo de canal é o Wal-Mart, que se concentra em áreas rurais e subúrbios e atraiu novos consumidores que - anteriormente à crise - não tinham o hábito de comprar nesses estabelecimentos. A previsão é de que esse canal permaneça bastante popular já que tempo e dinheiro continuam sendo fortes preocupações entre os consumidores – nesse cenário o Wal-Mart se beneficia por oferecer conveniência e preços baixos. Além disso, a empresa está empenhada em melhorar sua imagem e em se tornar líder no movimento de sustentabilidade ambiental. Nenhuma empresa consegue competir em preço com a líder Wal-Mart. Sears Holdings, Kmart Supercenter e Super Target tiveram queda na participação por valor de vendas no mercado, em 2009. Kmart e Sears enfrentam o problema de não ser tão fashion quanto a Target e nem tão econômico quanto o Wal-Mart.

4.3 Lojas de Departamento As lojas de departamento continuam se recuperando desde 2010 – em termos de valor as vendas aumentaram em 2% em relação a 2009. A melhoria na gestão de estoques assim como o retorno de consumidores de luxo auxiliou no aumento de vendas destes varejistas. Lojas tradicionais desse canal, como a Macy´s, estão buscando recuperar seus clientes por diferentes estratégias. Uma das alternativas foi o lançamento em 2008 da inciativa “My Macy’s”, que oferecia produtos diferenciados focados na necessidade de uma região em particular – lojas em áreas de clima mais ameno possuem mais opções de vestuário swimwear, por exemplo. Em abril de 2012, a rede lançou, em Nova York, a campanha “Brasil: A Magical Journey”, em parceria com a APEX e o Texbrasil, com o intuito de promover a cultura e os produtos brasileiros. A ação também foi uma estratégia oportuna para atrair ainda mais a fatia de turistas brasileiros visitantes da cidade, o segundo maior público estrangeiro da rede.

30 Panorama EUA


Outra medida é a parceria com estilistas famosos ou celebridades para a criação de produtos exclusivos das redes de departamento, que iniciou com a Target e se estendeu para lojas da Kohl’s, com linhas da Vera Wang e Avril Lavigne, e a Sears com a linha LL Cool J. Além da concorrência das cadeias não-especializadas, as lojas de departamento estão ameaçadas também pelas vendas por Internet, especialmente na categoria de vestuário, calçados e produtos de beleza. O acesso à internet de banda larga e boa qualidade é massivo no país e é crescente a utilização de smartphones tanto para realizar compras

Principais redes de departamento, por valor de vendas (%) Redes

Empresas

2008

2009

2010

2011

Costco

Costco Wholesale Corp

13.8

14.8

15.1

15.9

Target

Target Corp

12.4

12.9

12.7

13.0

Sam’s Club

Wal-Mart Stores Inc

10.6

11.01

1.1

11.5

Walmart

Wal-Mart Stores Inc

10.4

9.6

8.1

7.2

Macy’s

Macys Inc

5.4

5.2

5.2

5.3

Kohl’s

Kohl’s Corp

4.0

4.3

4.4

4.5

Sears

Sears Holdings Corp

3.6

3.6

4.0

4.0

JC Penney

JC Penney Corp Inc

3.9

3.9

3.9

3.8

Kmart

Sears Holdings Corp

4.7

4.8

3.8

3.7

Dollar General

Dollar General Corp

2.6

3.0

3.3

3.5

BJ’s

BJ’s Wholesale Club Inc

2.4

2.5

2.6

2.7

Family Dollar

Family Dollar Stores Inc

1.8

1.9

2.1

2.2

Nordstrom

Nordstrom Inc

1.6

1.6

1.8

1.8

Dollar Tree

Dollar Tree Stores Inc

1.2

1.3

1.4

1.5

Dillard’s

Dillard’s Inc

1.7

1.5

1.5

1.5

Big Lots

Big Lots Inc

1.1

1.2

1.2

1.2

Belk

Belk Inc

0.9

0.9

0.9

0.9

Bon Ton

Bon Ton Stores Inc, The

0.8

0.8

0.8

0.7

Neiman Marcus Neiman Marcus Group Inc, The

0.9

0.7

0.7

0.7

Smart & Final

Smart & Final Inc

0.6

0.6

0.6

0.6

Mervyn’s

Mervyn’s LLC

0.6

-

-

-

Outros

Outros

15.1

13.9

15.0

13.8

Fonte: Euromonitor

Panorama EUA 31


Inteligência Competitiva

quanto para comparação de preços de produto para compras posteriores. Atentas ao crescimento do comércio digital, algumas redes estão buscando aproveitar as oportunidades trazidas pela Internet e desenvolvendo suas próprias lojas virtuais – Macys e Nordstrom são dois grandes exemplos de empresas que estão investindo nas vendas por esse canal.

4.4 Redes especializadas do Setor As lojas especializadas apresentaram um crescimento de 4% em relação a 2010. Embora tenham representado uma melhora em relação ao ano anterior - quando as vendas se recuperavam de uma queda ainda mais brusca -, esse segmento ainda enfrenta dificuldades com o resultado da mudança de hábitos de compra dos consumidores, que passaram a buscar produtos antenados às tendências da moda, de relativa qualidade, a preços acessíveis e facilmente disponíveis nas lojas. Algumas Principais redes especializadas, por valor de vendas (%) redes tem tido vantagens quanto a essa mudança. TJ Redes Empresas 2008 2009 2010 2011 Maxx e Marshall viram meRoss Ross Stores Inc 3.6 4.1 4.4 4.6 lhoria nas vendas por sua TJ Maxx TJX Cos Inc, The 3.6 3.8 4.1 4.2 ênfase em peças com descontos. Outras redes como Marshalls TJX Cos Inc, The 3.2 3.6 3.7 3.8 Ross Stores e Burlington Old Navy Gap Inc, The 2.7 2.9 2.8 2.7 Coat Factory também seguem nessa linha, obtendo Victoria’s Secret Limited Brands Inc 2.0 2.3 2.2 2.2 bons resultados através dos Burlington Coat Factory Warehouse Burlington formatos outlets. As redes mostram prontidão em Coat Factory Warehouse Corp 1.9 2.0 2.0 2.0 alinhar-se com o momento Gap Gap Inc, The 2.7 2.9 2.8 2.7 econômico e comportamenForever 21 Forever 21 Inc 1.1 1.3 1.5 1.7 tal do consumidor norte americano, ainda cauteloso American Eagle Outfitters American Eagle Outfitters Inc 1.4 1.4 1.3 1.3 no momento das compras.

Aeropostale

Aéropostale Inc

1.0

1.1

1.2

1.2

Banana Republic

Gap Inc, The

1.3

1.2

1.2

1.1

Payless

Payless ShoeSource Inc

1.2

1.2

1.2

1.1

DSW Shoe Warehouse

Retail Ventures Inc

0.8

0.9

1.0

1.1

Express

Express LLC

1.0

0.9

1.0

1.0

H&M

H&M Hennes & Mauritz (USA)

0.5

0.5

0.6

0.8

MW Tux

Men’s Wearhouse Inc, The

0.8

0.7

0.7

0.7

Hollister

Abercrombie & Fitch Co

0.8

0.7

0.7

0.7

Foot Locker

Foot Locker Inc

0.8

0.7

0.7

0.7

Fonte: Euromonitor

32 Panorama EUA

Além disso, o mercado - que já está saturado - enfrenta a concorrência de outros tipos de canais que oferecem roupas, principalmente ”varejistas em massa” e hipermercados como Wal-Mart e Target. Esses canais oferecem roupas que seguem as tendências padrões de moda a preços muito mais baixos que a maioria dos varejistas especializados. Outro fator


importante é que os consumidores que freqüentam esses estabelecimentos para comprar outros itens e muitas vezes, pela conveniência, acabam fazendo compras adicionais. TJX Companies, Ross Stores Inc e Gap Inc são as empresas líderes no segmento de vestuário nos EUA. As lojas internacionais têm apresentado bons resultados: H&M aumentou sua participação desde sua entrada no mercado americano. A Zara (do grupo espanhol Inditex) planeja sua expansão pelo país, embora ainda não tenha uma representação muito significativa no território norte-americano. Embora outros canais tenham “roubado” as vendas das lojas especializadas em virtude da oferta de preços baixos em período de contração econômica, os consumidores podem ser atraídos para esse tipo de loja, pois oferecem uma melhor experiência de compra, um bom atendimento e produtos, por vezes, mais exclusivos. As lojas que souberem se adaptar às novas dinâmicas de competitividade do mercado e se diferenciar, poderão sentir os benefícios.

Panorama EUA 33


Inteligência Competitiva

5

Moda 5.1 A Moda para os EUA

Fonte: http://www.bls.gov/spotlight/2012/fashion/

A indústria da moda é uma indústria global, onde os designers de moda, fabricantes, comerciantes e varejistas de todo o mundo colaboram para projetar, fabricar e vender roupas, sapatos e acessórios. A indústria é caracterizada por ciclos de produção curtos de vida, pela mutável demanda do consumidor, uma abundância de variedade de produtos e cadeias de suprimentos complexas. Os designers de moda criam de roupas exclusivas ou personalizadas (no caso da alta costura), além de acessórios e calçados. Ao fazer isso, eles precisam ter o conhecimento de como esboçar seus pilotos, selecionar tecidos e padronagens, além de passar instruções aos confeccionistas sobre como fazer os produtos que eles projetaram. Nos Estados Unidos, a maioria dos designers de moda trabalham em grandes cidades, como Nova York ou Los Angeles. Em maio de 2010, quase 75 por cento de todos os designers de moda assalariados estavam registrados nos Estados de Nova York e Califórnia, esta última com um total de 4.480 trabalhadores estilistas. Em todo o país, o salário médio anual variou de 44.100 dólares para os que trabalham na Virgínia para 80.650 dólares para os empregados em Maine e Nova York. Não por coincidência, em 2010, havia 7.855 estabelecimentos de empresas privadas no setor de confecções que empregam 157.587 trabalhadores em comparação com 15.478 estabelecimentos e 426.027 trabalhadores em 2001. Em 2010, apenas duas regiões dos Estados Jornais Unidos apresentaram mais de 500 estabelecimentos comerciais: Los Veículo Perfil Angeles, Califórnia (2509) e Nova WWD Moda/Economia York, Nova York (803).

5.2 Mídia Especializada A seguir uma lista com alguns dos principais veículos da imprensa norte-americana, incluindo veículos especializados do setor.

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Apparel Insiders

Moda/Negócios

Apparel News

Moda Casual/Moda Praia

Daily News

Moda/Negócios

The Wall Street Journal

Moda/Negócios

The Washington Times

Moda/Negócios

The New York Times

Moda/Negócios


Sites

Revistas

Veículo

Perfil

Veículo

Perfil

Stylesight

Moda/tendências

V Magazine

Moda

WSGN

Moda/tendências

Harper’s Bazaar

Moda

XXXXMagazine

Moda/Tendências

Elle US – Moda

Moda

Trendland

Moda/Tendências

Business Week

Moda/Negócios

A Shade View On Fashion

Moda/Tendências

Cosmopolitan US

Moda/Comportamento

Hintmag

Moda/Tendências

Rolling Stone US

Moda/Comportamento

Style.com (NY Times)

Moda

Elle Decor

Hometextiles

NTN 24 News

Moda

Textile World

Têxtil

Daily Front Row

Moda

Home Textiles Today

Hometextiles

Vanity Fair

Moda/Comportamento

Men’s Health

Moda Masculina

New Old House

Hometextiles

5.3 Principais Eventos de Moda Normalmente, as mais destacadas Fashion Weeks de um país ocorrem em suas capitais ou principais cidades, como o caso de Milão, Paris, Londres e – nos EUA – em Nova Iorque. Os EUA possuem diversos eventos de moda por toda sua extensão. Além de NY (chamada atualmente de Mercedes-Benz Fashion Week New York), outros destaques ficam para Los Angeles, Chicago, Dallas e Miami. Abaixo listamos alguns destes eventos, em ordem alfabética: - - - - - - - - - - - - - - - -

Atlanta Fashion Week - http://atlantaintlfashionweek.com/ Baltimore Fashion Week - http://www.baltimore-fashionweek.com/ Chicago Fashion Week - http://www.chicagofashionweek.com/ Cleveland Fashion Week - http://www.fashionweekcleveland.com/ Couture Fashion Week - http://couturefashionweek.com/ Dallas Fashion Week - http://fashionweekdallas2012.com/ DC Fashion Week - http://www.dcfashionweek.org/ Fashion Week Miami - http://www.miamifashionweek.com/ Mercedes-Benz Fashion Week Los Angeles - http://www.mbfashionweek.com/ Mercedes-Benz Fashion Week New York - http://www.mbfashionweek.com/ New Jersey Fashion Week - http://newjerseyfashionweek.com/ Northern Virginia Fashion Week - http://novafashionweek.com/ Palm Springs Fashion Week - http://www.fashionweekelpaseo.com/ Phoenix Fashion Week - http://phoenixfashionweek.com/ San Francisco Fashion Week - http://www.sanfranciscofashionweek.net/ Saint Louis Fashion Week - http://alivemag.com/fashionweek/event/

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Inteligência Competitiva

5.4 Principais Feiras Setoriais Listamos abaixo algumas das principais feiras setoriais de negócios dos EUA: Première Vision NY Cidade: Nova Iorque Foco: feira seletiva para malharias e tecelagens, com foco no mercado americano Próxima edição: 15 e 16 de janeiro de 2013 Site: www.premierevision-newyork.com Project (Edições Las Vegas e Nova Iorque) Cidade: Las Vegas e Nova Iorque Foco: feira com foco em marcas contemporâneas, casual e streetwear Próxima edição: a definir (geralmente ocorrem nos meses de julho e agosto) Site: http://project.magiconline.com/ Curve (Edições Las Vegas e Nova Iorque) Cidade: Las Vegas e Nova Iorque Foco: feira internacional de lingerie, underwear masculina e swimwear Próxima edição: 18 a 20 de fevereiro de 2013 (Las Vegas) e 25 a 27 de fevereiro de 2013 (Nova Iorque) Site: www.curvexpo.com Miami Swimshow Cidade: Miami Foco: a mais importante feira de moda praia para a costa leste americana, com influência da América Central e Caribe Próxima edição: 20 a 23 de julho de 2013 Site: www.miamiswimshow.com Surf Expo Cidade: Orlando Foco: feira de confecção com foco em moda praia e esportiva Próxima edição: a definir (organizadora divulgará em 15 de Outubro de 2012) Site: www.surfexpo.com Fashion Coterie Cidade: Nova Iorque Foco: evento de moda feminina com foco em confecção, calçados e acessórios Próxima edição: 19 a 21 de 2012 Site: http://www.enkshows.com/coterie Magic Cidade: Las Vegas Foco: feira com expositores de vestuário feminino, masculino e infantil, calçados e acessórios. Próxima edição: a definir (geralmente ocorre nos meses de fevereiro e agosto) Site: http://www.magiconline.com/

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D&A – Designers and Agents (edições Nova Iorque e Los Angeles) Cidade: Nova Iorque e Los Angeles Foco: Design e Decoração de Interiores Próxima edição: 15 a 17 de Outubro de 2012 (Los Angeles) e a definir (Nova Iorque) Site: http://www.designersandagents.com

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Inteligência Competitiva

6

Estratégias e oportunidade de negócios 6.1 Estabilidade Econômica e Ambiente de Negócios Com procedimentos de comércio exterior e abertura de negócios simplificados, instituições fortes, mercado de trabalho flexível, proteção a investidores e maior mercado consumidor do mundo, os EUA é o maior receptor de Investimentos Externo Direto (IED) mundial. Embora alguns fatores – como complexo quadro tributário – possam representar um desafio aos entrantes no mercado, ainda sim o ambiente de negócios do país é altamente atrativo. Com relação à estabilidade econômica do país, a crise financeira global teve repercussões de grande impacto nos EUA. O consumo per capita aumentou em 1,0 % em relação a 2010, no entanto ainda observa-se uma queda de confiança do consumidor. No relatório do Banco Mundial “Ease of Doing Business 2012”, a economia americana mantém-se como 4ª colocada dentro de um total de 182 países. Com procedimentos geralmente simples, uma forte proteção a investidores, os EUA possuem um ambiente favorável aos negócios – são necessários apenas 6 dias para abrir um negócio, enquanto no Brasil, esse processo pode chegar a quase 120 dias.

Ambiente de Negócios para Negócios (2012) – Quadro comparativo Abertura de Negócios

EUA

Brasil

Canadá

Nº de procedimentos

6

13

1

Tempo (dias)

6

119

5

Custo (% renda per capita)

0,7

5,4

0,4

Importação

EUA Brasil Canadá

N. de documentos

5

Tempo

5 17 11

Custo (US$/container)

38 Panorama EUA

1.315

8 2.275

4 1.660


Ambiente de Negócios para Negócios (2012) – Quadro comparativo Indicador

Doing Business

Doing Business

Mudança

2010

2012

no Ranking

Facilidade em fazer negócios

4

4

0

Iniciar negócios

8

13

5

Alvarás

25 17 -8

Registro de propriedade

12

16

4

Acesso a crédito

4

4

0

Proteção a investidores

5

5

0

Cumprimento de contratos

8

7

-1

Pagamento de impostos

62

72

10

Recuperação de insolvência

15

15

0

Fonte: Banco Mundial – Relatório Ease of Doing Business 2010 e 2012

A economia americana ainda recupera-se da crise auxiliada por uma série de pacotes financeiros para estímulo da economia. Segundo o Fórum Econômico Mundial, em seu relatório sobre a competitividade global 2012, os Estados Unidos posicionam-se como segundo país mais competitivo, atrás de Hong Kong. Apesar das dificuldades sofridas pela economia norte-americana nos últimos quatro anos, os EUA mantêm-se como um país competitivo, mostrando seu poder de estabilização e recuperação de sua economia, mesmo que de maneira gradual. Quanto ao comércio exterior, o processo de exportação nos EUA exige em média de 8 a 6 dias e o de importação, em torno de 5 dias. Em 2011, enquanto o custo de exportação é de US$ 1.050 por container, o custo de importação exige US$ 1.315 A complexidade e custo dos procedimentos de comércio exterior acompanham a média dos países desenvolvidos, mas a eficiência em termos de tempo nos processo de comércio exterior dá ao país uma vantagem competitiva.

6.2 Acesso ao Mercado Americano

Fonte: Manual “Como Exportar para os EUA”, BrazilTradeNet.

Alíquotas e Sistema Geral de Preferências (SGP) - A tarifa de importação média dos Estados Unidos, em 2007, para produtos de têxteis e vestuário estava na faixa de 15-30%. Em 2010, essa faixa encontrava-se em um nível mais reduzido, embora ainda existam algumas exceções, principalmente no segmento de vestuário. Cabe notar que o Brasil é país beneficiário do SGP (Sistema de benefícios tarifários), no entanto, os produtos do setor não são beneficiados pelo mesmo. Política geral de importação – Referentes às exigências no comércio com os EUA, após

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Inteligência Competitiva

11 de setembro de 2001, algumas medidas relativas às medidas de segurança dos portos sofreram modificações: • A Iniciativa para Segurança de Containers (“Container Security Initiative - CSI”) e Notificação Prévia de Embarque de Carga (“24 Hour Advance Notice of Cargo Manifests”). A Lei de Comércio estabelece, em sua Seção 343, a exigência de notificação prévia de embarque de cargas para os EUA. A Lei de Segurança Interna, por sua vez, criou o Departamento de Segurança Interna (“Homeland Security Departament”), maior órgão governamental dos EUA desde a criação do Departamento de Defesa, em 1947. O novo Departamento passou a englobar a alfândega dos EUA (“US Customs Service”) e a Administração para Segurança dos Transportes. Já a Lei de Segurança do Transporte Marítimo tem por objetivo minimizar as vulnerabilidades dos portos americanos; • A Parceira Alfândega-Comércio contra o Terrorismo (Customs-Trade Partnership Against Terrorism-CPAT). A Alfândega dos EUA lançou um programa denominado Parceria Comércio-Alfândega contra o Terrorismo, que propõe a adesão voluntária das empresas importadoras às diretrizes de segurança e transparência sobre os conteúdos internalizados nos Estados Unidos (via marítima, aérea e terrestre) em troca de tratamento mais expedito nos trâmites de liberalização alfandegária das cargas importadas. Amostras, catálogos e material publicitário - Não existe legislação específica para a importação de amostras, catálogos e material publicitário. Embora os mecanismos existentes para a admissão temporária de mercadorias possam ser utilizados, no caso de amostras, nem sempre representam a solução mais econômica ou conveniente para o exportador. Freqüentemente, o pagamento dos direitos (que não costumam ser elevados) é a forma mais prática e rápida para a solução do problema. Rotulagem e Etiquetas - A rotulagem de produtos é regulada por diversas leis americanas. As principais para o conhecimento de exportação de produtos têxteis são: • “Fair Packaging and Labeling Act - FPLA” de 1967; • “Textile Fiber Products Identification Act” e “Wool Products Labeling Act” – a Seção “70g” dispõe sobre a identificação de artigos têxteis importados. Todos os produtos têxteis devem conter as seguintes informações na etiqueta, em conformidade com os regulamentos do “Textile Fiber Products Indentification Act”: a) nome da fibra e/ou fio e percentual em relação ao peso bruto do produto; outras fibras e/ou fios presentes e respectivo percentual. As fibras ou fios com maior percentual devem vir em primeiro lugar. Fibras com percentual de 5% ou menos devem receber a designação de “outras fibras”; b) o nome do fabricante e número de identificação do distribuidor nos EUA na “Federal Trade Commission”; c) o nome do país de fabricação. • No caso de produtos de lã, com exceção de carpetes, tapetes, capachos, estofados e artigos de mais de 20 anos, aplicam- se os regulamentos do “Wool Products Labeling Act”, de 1939. O rótulo deve conter: o percentual no peso bruto do produto, excluídos a ornamentação de (1) lã; (2) lã processada; (3) outras fibras ou fios cuja participação no peso total seja de 5% ou mais; (4) o percentual do agregado de todas as outras fibras contidas no produto de lã; o percentual máximo de outras fibras ou fios contidos

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no produto de lã, em relação ao peso bruto total; nome do fabricante e o número do importador e/ou distribuidor na “Federal Trade Commission”. Caso o fabricante ou o importador disponham de marca registrada no “United States Patent Office”, esta poderá substituir o nome do fabricante, desde que uma cópia do registro seja fornecida à “Federal Trade Commission”. Zonas Francas - Os regimes aduaneiros especiais nos EUA são chamados de “Zonas de Comércio Exterior” (“Foreign Trade Zones – FTZ”). Os benefícios previstos em FTZs são a isenção de alíquotas de importação (“duty-free treatment”) para itens a serem processados e reexportados, e a isenção de taxas de exportação e de alguns impostos sobre consumo (“excise taxes”). Em alguns casos, restrições por quotas também são suspensas para a entrada de produtos em FTZs e, de acordo com a legislação e os incentivos locais, as mercadorias também podem ser isentas de impostos estaduais e municipais. Há hoje cerca de 256 FTZs e acima de 498 sub-zonas em operação, espalhadas por todo o território norte-americano, da Flórida ao Alaska, de acordo com a home page do “FTZ Board”. Drawback - O regime aduaneiro especial de “drawback” permite ao exportador americano solicitar o reembolso de até 99% dos direitos de importação incidentes sobre mercadoria reexportada ou destruída sob a supervisão da Alfândega, por qualquer razão, ou sobre mercadoria importada que tenha sido utilizada na industrialização, ou acondicionamento, de produtos a serem exportados.

6.3 Oportunidades e Potencial de Mercado Independente da recuperação lenta do país quanto à crise sofrida em anos anteriores, o mercado dos EUA possui sempre grandes atrativos para empresários internacionais, graças ao seu ambiente de negócios fortemente voltado para o mercado e de procedimentos facilitados, como também graças ao seu enorme mercado consumidor, composto não apenas pelos cidadãos norte-americanos, como também por turistas e pessoas em trânsito pelo país. O setor de Têxteis, Vestuário e Calçados – um dos setores mais intensamente impactado pela recessão - vivenciou uma queda nos patamares de consumo, vem se recuperando gradualmente. Muitos consumidores buscaram os grandes descontos ou simplesmente deixaram de comprar produtos tidos como não essenciais. Algumas marcas apostaram na estratégia de preço, oferecendo peças com desconto e obtiveram bons resultados (Ross, TJ Maxx). Mesmo assim, alguns comportamentos fugiram a esta regra, como por exemplo, o caso do vestuário social, impulsionado pela alta rotatividade do mercado de trabalho. O vestuário masculino também apresenta destaque como oportunidade devido ao comportamento de consumo deste público que vem mudando. Estão mais interessados por moda e pesquisas apontam como um perfil que, apesar de comprar com menos frequência, gasta mais em cada compra sendo ainda mais fiéis à marca. Para os produtos ecologicamente corretos (“moda verde/sustentável”) destacam-se as empresas que conseguem oferecer este novo valor sem repassar grandes custos ao consumidor, um enorme desafio ainda para a moda sustentável. O mercado plus-size (em virtude do au-

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Inteligência Competitiva

mento do peso médio da população americana) e o “luxo democrático” (marcas renomadas que decidem por investir também em coleções menores a preços mais acessíveis à classe média) são também as grandes apostas para este mercado nos próximos anos. Resumindo, o mercado norte-americano consegue ser democrático inclusive nas oportunidades de mercado, sendo um potencial alvo para a maioria dos segmentos da indústria têxtil. O principal desafio para obter sucesso nos EUA diz respeito à sua sofisticação, competitividade (que é internacional, uma vez que produtos de toda a parte do mundo são encontrados em seu território) e alta exigência, pois se trata de um dos mercados mais maduros globalmente. Em relatos dos compradores norte-americanos que o Programa Texbrasil já convidou para visitar eventos e empresas brasileiras, a principal constatação é de que existe o conhecimento e confiança por parte deles de que nossos produtos são de alta qualidade e com alto apelo fashion que – por vezes – pode compensar o seu alto valor, quando comparados com demais países como europeus e asiáticos. No entanto, a principal reclamação destes compradores é de que ainda falta um pouco de experiência na atuação internacional das empresas brasileiras: algumas não possuem o hábito de comunicar-se via email ou Skype, outras não possuem profissionais que conheçam os trâmites básicos de comércio exterior ou ainda, pouco conhecimento tem da língua inglesa.

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7

Ações Texbrasil

O Texbrasil - Programa de Exportação da Indústria da Moda Brasileira - foi criado em 2000 pela ABIT em parceria com a APEX-Brasil, com o objetivo promover a internacionalização da indústria da moda brasileira. Desde seu lançamento, mais de 1.400 empresas utilizaram os serviços do Programa, entre eles encontro com compradores e jornalistas internacionais, participação de feiras e eventos em todo o mundo e realização de pesquisas e prospecção de mercado. Projeto Comprador O Projeto Comprador identifica compradores internacionais em potencial, de acordo com os produtos oferecidos pelas empresas exportadoras brasileiras em cada evento, e organiza a vinda desses profissionais ao Brasil. O encontro com empresários é realizado em fábricas, showrooms, lojas e salões de negócios em todo o país e o mailing de compradores internacionais do Texbrasil é atualizado com freqüência, de acordo com as mais recentes ofertas das empresas brasileiras e novas demandas identificadas nos principais mercados mundiais. Projeto Imagem Durante seus 10 anos de existência, o Projeto Imagem trouxe para o Brasil as mais relevantes publicações mundiais especializadas no setor para que conhecessem os principais eventos de moda do Brasil, visitassem fábricas e showrooms, além de conhecerem mais sobre a nossa cultura e o potencial da indústria da moda brasileira. O Texbrasil traz anualmente cerca de 100 jornalistas ao Brasil. Abaixo alguns dos veículos (entre revistas especializadas, blogs e jornais) que cobriram em 2011 os eventos Dragão Fashion, Fashion Rio e o Projeto Carnaval, realizados pelo próprio Texbrasil: • Apparel Insiders • A Shaded View On Fashion • Blog Cool Hunting • Imagine Fashion • Muse • J C Report • V isionaire • S tylesight

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Inteligência Competitiva

Compradores e Agentes Americanos O Guia Texbrasil, é uma moderna ferramenta de negócios on-line da indústria da moda, que conecta as empresas com mais de 40.000 profissionais em todo mundo. Essa ferramenta foi criada pela ABIT, em parceria com a APEX-Brasil, com o principal objetivo de divulgar a indústria nacional em internacionalmente. Acessando o Guia Texbrasil é possível prospectar compradores nacionais e internacionais, desenvolver novos fornecedores e ter acesso a oportunidades reais de negócios. Quanto ao mercado norte-americano possuímos uma base de dados de 992 contatos:

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Contatos

Embaixada dos EUA em Brasília SES - Av. das Nações, Quadra 801, Lote 03 CEP: 70403-900 - Brasília, DF Tel: (61) 3312-7000 ( durante horário consular das 08.00 – 17:00) Tel: (61) 3312-7400 ( fora do expediente ) Fax: (61) 3312-7651 Site: www.embaixadaamericana.org.br Embaixada do Brasil em Washington, DC 3006 Massachusetts Avenue, NW Washington, DC 20008-3634 Tel: (202) 238-2805 Fax: (202) 238-2827 Site: www.brasilemb.org Centro de Negócios APEX – Miami 201 South Biscayne Blvd 12th floor, suite 1200 Miami, FL 33131 Contato: Silvia Breda Pierson Telefone: +1 305 704 3502/3500 Fax: +1 305 704 3505 cn.eua@apexbrasil.com.br Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo Henri Dunant, 500, Chácara Santo Antônio, CEP: 04709-110 - São Paulo- SP Tel: (11) 5186-7000 Fax: (11) 5186-7199

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Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro Av. Presidente Wilson, 147 Castelo - Rio de Janeiro, RJ CEP: 20030-020 Tel: (21) 3823-2000 Fax: (21) 3823-2003 Consulado Geral do Brasil em Los Angeles 8484 Wilshire Blvd. 711/730 Beverly Hills, CA 90211 Fone: (323) 651-2664 Fax: (323) 651-1274 Departamento de Comércio Exterior – São Paulo Rua Estados Unidos, 1812 CEP: 01427-002 - São Paulo, SP Tel: (XX-11) 3085-2811 Fax: (XX-11) 3085-2744 Câmara Americana de Comércio de São Paulo Rua da Paz 1431 CEP 04713-001 - São Paulo SP Tel: (XX 11) 3011-6000 Fax: (XX 11) 3011-6000 Site: http://www.amcham.com.br/ National Textile Association 6 Beacon Street, Suite 1125 Boston, Mass. 02108 U.S.A. Tel: +1 617 542 8220 Fax: +1 617 542 2199 Site: http://www.nationaltextile.org/ The National Council of Textile Organizations (NCTO) 910 17th Street, NW, Suite 1020 Washington, DC 20006 Tel: 202-822-8025 Fax: (202) 822-8029 Site: http://www.ncto.org/index.asp The National Cotton Council (NCC) 7193 Goodlett Farms Parkway Cordova, TN 38016 Tel:(901) 274-9030 Fax: (901) 725-0510 Site: http://www.cotton.org/index.cfm

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Contatos

- Portal Euromonitor - CIA, Central Intelligence Agency - Departamento de Estado dos Estados Unidos - GTIS, Global Trade Information System - Apex-Brasil - MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio - Market Access Map - WGSN - Fórum Econômico Mundial - The Global Enabling Trade Report 2012 - Banco Mundial – Relatório Doing Bussiness 2012 - OMC - Tariff analysis - International Trade Centre (ITC) - Market Access Map - National Council of Textile Organizations (NCTO)

Para mais detalhes sobre o Programa Texbrasil, ou ainda para ter acesso a mais informações sobre os EUA e outros mercados internacionais, contate:

Juliana Antonini Cozar Inteligência Competitiva – Texbrasil juliana.cozar@abit.org.br / texbrasil@abit.org.br (11) 3823-6157 / (11) 3823-6155

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Sobre o Texbrasil O Programa Texbrasil - Programa de Exportação da Indústria da Moda Brasileira foi criado em 2000 em pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Seu principal objetivo é contribuir para a expansão da base exportadora brasileira no setor têxtil e de confecção, incentivando o desenvolvimento das empresas em mercado nacional e principalmente internacional. O Programa tem como missão promover o posicionamento e a internacionalização da indústria da moda brasileira, e visa torná-las referência mundial em inovação, design e sustentabilidade. O Programa trabalha com diversas frentes que atuam em sinergia para atender a estes objetivos. Desde seu lançamento, mais de 1.200 empresas utilizaram os serviços do Programa, entre eles estão encontros com compradores e jornalistas internacionais, prospecção de mercados estratégicos, participação em feiras e eventos em todo o mundo e a capacitação em temas como moda e design, inovação e sustentabilidade, inteligência competitiva, entre outros. Para mais informações sobre os produtos e serviços do Programa Texbrasil, acesse nosso site www.texbrasil.com.br ou contate-nos no texbrasil@abit.org.br.

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Panorama EUA AnĂĄlises de consumo, varejo e mercados internacionais

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Material desenvolvido para a Abit/Texbrasil com o intuito de unificar os materiais da área de Inteligência Comercial.