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Ano II Nº 31 dezembro/2011

Confraternização e comprometimento Essas foram as duas palavras-chave que permearam o evento realizado na capital paulista para representantes de empresas associadas e colaboradores

– Rogério Proviette, Ana Cláudia Felix, Waldir Alves Toledo Júnior Gremual Permagnani Júnior –, agradeceu às empresas associadas pela confiança depositada na chapa eleita para o biênio 2011/2012. “O ser humano, em sua essência, tem dois pilares que o sustentam. O primeiro deles é a família. Por isso, a iniciativa de estendermos o convite do jantar aos familiares dos representantes de nossas empresas associadas. O segundo deles é o trabalho, com o qual estivemos

c o mp r o m e ti dos durante todo o ano. Esperamos que 2012 seja ainda mais produtivo”, discursou. Campani ainda agradeceu aos colaboradores da CISP e elogiou o formato inovador do evento. Os participantes dançaram ao som da banda Fantasy que executou clássicos do rock, anos 60 e 70, jazz, soul e muita música popular brasileira de qualidade.

Fotos: Marcos Fernandes

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Cerca de 400 convidados participaram de jantar comemorativo organizado pela CISP que marcou, dentre outras coisas, o encerramento das atividades do ano de 2011. O clima de descontração e interatividade foi o diferencial do evento realizado no Buffet França, na Avenida Angélica, no coração da metrópole paulistana. O discurso de boas-vindas aos convidados coube a Júlio César Campani, presidente da Diretoria da CISP, que, acompanhado dos demais membros

Paulo Skaf

La Rioja

Comunique-se!

Presidente da Fiesp faz projeções otimistas para 2012 e defende adoção de medidas para melhorar a competividade

Investimentos em marcas próprias alavancam novos negócios na linha de produtos funcionais da empresa

Especialistas analisam como a habilidade para se comunicar interfere na construção da carreira

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Pesquisa sobre Expectativa de Emprego, divulgada recentemente pela Consultoria ManpowerGroup, no mês de dezembro, revela o que pensam os empresários brasileiros acerca do ritmo de contratações para o primeiro trimestre de 2012. Apesar das incertezas que rondam algumas das principais economias planetárias, ainda buscando alternativas para a crise, o clima é de otimismo para a maioria dos empregadores de nosso País: 40% deles esperam aumentar o quadro de funcionários no primeiro trimestre, e apenas 7% preveem uma diminuição. Esse cenário otimista contagia não apenas nossa indústria, mas o próprio setor de crédito, sobretudo com as sucessivas sinalizações dadas pelo governo federal de que deve reduzir ainda mais a taxa básica de juros (Selic) nos próximos períodos. Porém, o ano de 2011 chega ao fim com a certeza de que também precisaremos trabalhar muito em nossas organizações para continuar mantendo o ritmo de crescimento almejado. Aliás, trabalho tem sido o sinônimo dessa diretoria da CISP e de todo o quadro de colaboradores da entidade no que tange à implementação de soluções para nossas associadas. A missão é integrar, cada vez mais, as informações de tal forma que as empresas possam dedicar efetivamente grande parte do tempo que dispõem para seus negócios. Cumpre ainda ressaltar que as mudanças implementadas na estrutura gestora da CISP, a partir de abril/2011, propiciaram a construção de um novo cenário administrativo, mais ágil, enxuto e eficaz. A negociação envolvendo a aquisição de novos equipamentos de informática (hardware), em novembro último, que culminou em uma economia aos cofres da CISP de mais de R$ 200 mil, é a efetiva demonstração das ações diretivas vigentes. Que a confiabilidade e o respeito entre a CISP e as associadas continuem a reger nossas relações no ano que está por vir. Um excelente fim de ano a todos, um Natal repleto de amor, paz e sabedoria. Estejamos juntos em 2012. Grande abraço. Júlio César Campani Presidente Diretoria CISP Biênio 2011/2012

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Em foco_Entrevista com Paulo Skaf

Haja fôlego para ser competitiva Indústria nacional deve encerrar o ano com crescimento próximo do zero. Projeções para 2012 serão otimistas caso o País adote medidas efetivas para melhorar a competividade no cenário internacional em razão de um câmbio valorizado

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A opinião é de Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que, em entrevista à Intercâmbio, analisa os principais fatores que levaram o setor a um ritmo contínuo de queda. Apenas para ter uma ideia, ao final de 2010, o setor industrial brasileiro registrou crescimento de 10,5%. Para Skaf, o governo tem o papel de indutor no processo. “Ele sempre deve pautar sua atuação de modo a criar um ambiente de negócios adequado para que o setor produtivo faça investimentos de longo prazo no País. Melhorar a infraestrutura, reduzir a carga tributária, criar linhas de crédito específicas, especialmente no que tange às micro e pequenas empresas, são iniciativas fundamentais para seguirmos na trilha do desenvolvimento”, opina. Quais são as principais perspectivas para a indústria nos próximos anos? Apesar de algumas incertezas que pairam sobre o cenário econômico atual, os fundamentos, de forma geral, são favoráveis, sobretudo no setor de alimentos. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), serão mais 2,24 bilhões de pessoas a mais até o ano de 2050. A China e a Índia passam por um rápido processo de urbanização, sendo que, somente até 2025, 350 milhões de pessoas migrarão do campo, de uma agricultura de subsistência, para as cidades. O mercado interno brasileiro também segue demandante e o setor industrial aproveita-se do incremento da renda da população. O cenário é positivo, mas cabe a geração de estímulos à competitividade

das indústrias para que o Brasil cumpra os seus desafios. Nosso País está preparado para suportar esse aumento do consumo? O incremento do poder de compra do consumidor brasileiro não é fato isolado e vem acompanhado de uma mudança do perfil da demanda como um todo, com uma população mais informada. Esses fatores trazem grandes desafios frente às exigências desse novo consumidor. Atributos como conveniência, confiabilidade, sustentabilidade e saudabilidade fazem parte da lista de exigências da população brasileira, como revelou uma pesquisa inédita, realizada pela Fiesp em parceria com o Ibope, em 2010. Muitas indústrias estão atentas às rápidas transformações e podem se beneficiar de forma importante desse cenário econômico.

Além da iniciativa privada, qual deve ser o papel do governo no estímulo ao crescimento industrial de forma sustentada e quais são os maiores desafios? O governo implementou programas bem-sucedidos e reconhecidos internacionalmente de inclusão social, o que impulsiona o crescimento da indústria. Agora, é preciso atuar na redução dos impostos. Atualmente, apenas o ICMS representa, em média, 17% do preço final dos produtos alimentícios, por exemplo. A título de comparação, na Europa, a média é de 5% e nos Estados Unidos, 0,7%. Há estudos que indicam que esses tributos pesam, proporcionalmente, três vezes mais sobre a população com menor renda. Uma desoneração dos tributos, ainda que tenha início pelos impostos federais – como Pis e Cofins - traria em até três anos, segundo os levantamentos feitos pela Fiesp e a Fundação Getúlio Vargas, um acréscimo de 1,7% no PIB e um aumento de aproximadamente 5% no consumo de alimentos nas famílias. Esses são os grandes pontos a serem considerados.

Divulgação

Editorial


Perfil_La Rioja

Qualidade de vida é o foco para 2012 de brasileiros com novas necessidades e desejos. “Com o compromisso da qualidade em tudo o que faz, a La Rioja objetiva atender também esse novo público, que se preocupa com o bem-estar e saúde”, completa Walter Leone, gerente de Marketing da empresa. Outra prioridade nas ações de marketing é o investimento em marca própria. Segundo informações da fabricante, somente em 2010, a venda dos produtos La Rioja cresceu 110,40% em comparação ao mesmo período de 2009. “Estamos bem otimistas com os resultados em 2011 e continuaremos apostando em nossa marca, que já se tornou sinônimo de qualidade e tradição”, afirma Leone.

(Cia. Brasileira de Distribuição), Pão de Açúcar, Extra, Walmart, Sams Club, Makro, Carrefour, Andorinha, Bergamini, entre outros, a La Rioja é também um dos maiores fornecedores de alimentos da linha gourmet do mercado municipal de São Paulo. A parceria com a CISP tem permitido expandir ainda mais os horizontes, é o que garante Cláudia Francini, do Departamento de Crédito da La Rioja. “Nós nos associamos há pouco mais de um mês e esta parceria melhorou consideravelmente a Divulgação

Capilaridade em alta Com sólida parceria em redes de supermercados e grandes atacadistas, como CBD

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O novo slogan “La Rioja Cada Vez Mais Qualidade de Vida em Alimentos” resume de maneira eficiente a estratégia de comunicação da empresa para o mercado em 2012. Com o firme propósito de valorizar os alimentos funcionais da marca que, além de alimentar, contribuem para a saúde física e mental, reduzindo o risco de doenças, a La Rioja pretende alavancar novos negócios. A empresa, associada da CISP desde outubro de 2011, é um dos principais importadores brasileiros de bacalhau norueguês e um dos maiores fornecedores de azeites, conservas, pescados, molhos, temperos e frutas secas do País. O novo mote da La Rioja visa alcançar a demanda de uma nova classe média que, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), de 2003 a 2009, angariou 29 milhões

Divulgação

La Rioja, associada da CISP, redireciona estratégia de comunicação da marca para valorização da linha de produtos funcionais como azeites, conservas, frutas secas e pescados

análise e decisão de crédito. Sem contar o recurso que nos permite ter acesso a informações compartilhadas pelas melhores empresas do Brasil”, diz Cláudia. Atualmente, os produtos da marca são fabricados no parque industrial localizado na cidade de Alumínio, interior de São Paulo, e toda a operação de armazenagem e logística é realizada no centro de distribuição próprio, com área total de 30 mil m², situado no bairro da Mooca, na capital paulista. O portfólio de produtos da La Rioja é composto por mais de 1,1 mil itens, entre os de marca própria, os de importação exclusiva de consagrados rótulos mundiais e os de commodities, com distribuição nacional.

Planta industrial da La Rioja, em Alumínio, interior paulista: modernização da infraestrutura e investimentos em marcas próprias

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Plug in

Porque comunicar é preciso

Especialistas em recursos humanos e linguagem corporal explicam como a habilidade para se expressar interfere diretamente na construção da carreira Segundo Kevin Hogan, autor do livro Psicologia da Persuasão, a comunicação não-verbal representa mais de 60% do impacto de uma mensagem. O especialista em linguagem corporal e recursos humanos, Paulo Sérgio de Camargo, concorda com Hogan. “A postura profissional está fortemente relacionada com a liderança empresarial. A comunicação não verbal e a vestimenta são fatores que influenciam muito a comunicação”, explica o profissional. O poder de se comunicar consiste em transmitir informações de forma assertiva e em conquistar o receptor. Na decodificação, o receptor da mensagem utiliza todos os sentidos: visão, tato, paladar, olfato e audição. “A comunicação e o

Produtos, serviços & cia.

Cápsulas com estilo

Nescafé Dolce Gusto lança “gift box” em edição limitada

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Que o brasileiro é apaixonado por café todo mundo sabe. Não é de hoje que as máquinas incrementadas para preparo residencial da bebida caíram definitivamente no gosto dos consumidores. Visando incrementar o portfólio da linha Dolce Gusto, a

É uma publicação da Central de Informações São Paulo www.cisp.com.br

Nescafé acaba de lançar um gift box especialmente decorado e contendo 30 cápsulas variadas. São dez sabores diferentes em uma embalagem com design sofisticado, que traz informações e dicas para o consumidor, incluindo dicas de preparo e classificação das bebidas em categorias como Café da Manhã, Expressos, Especialidades (Cappuccino e Chococino) e Bebidas Frias (Nestea Pêssego e Cappuccino Ice). O produto pode ser adquirido nas Lojas Home & Cook, Walmart e no site www. nescafe-dolcegusto.com.br. O preço sugerido é R$ 59,90.

gestual podem ser treinados com leituras em público, cursos e palestras. O profissional deve estar atento a todos esses fatores”, afirma Camargo. Sirley Almeida, gerente de Projetos da DM Liderança, consultoria na área de Recursos Humanos, acredita que a orientação personalizada

de um especialista também pode contribuir para o desempenho comunicacional. “O coaching é uma opção que está sendo amplamente utilizada em grandes companhias para melhorar o padrão da comunicação, que é um dos principais fatores para a formação de um líder”, conclui.

De olhos nos gestos profissionais : • Queixo – paralelo ao chão, em equilíbrio • Postura - de pé com os ombros para trás • Olhar – focado e com um sorriso suave • Mãos e braços – movimentos naturais e sem repetições • Discurso – lento e claro • Tom de voz – de moderada a baixa e agradável

Giro O balanço de 2011

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Nesse ano, a CISP realizou diversas reuniões e eventos com foco no desenvolvimento das associadas. O PARTCISP, que aconteceu em junho, na Costa do Sauípe (BA) marcou expressivamente o calendário e reuniu 125 profissionais da área de crédito. Já o INTEGRACISP e o 14º ENCONTRO DE LOGÍSTICA reuniram 150 profissionais de crédito e também de logística em Embú das Artes (SP), no mês de setembro. As reuniões foram marcadas por atividades como workshops técnicos, dinâmicas em grupos, além de exercícios de liderança. A participação dos profissionais nesses eventos foi maior do que a re-

gistrada em 2010 e possibilitou a troca de informações entre os associados. Além dos eventos, durante o ano, ainda aconteceram reuniões bimestrais de logística e de assistentes de crédito e cobrança. Houve também assembleias trimestrais de crédito e cobrança e reuniões das áreas tributária e de tecnologia da informação.

Divulgação

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A capacidade de se comunicar bem é uma das características mais procuradas atualmente nos profissionais, não somente naqueles que ocupam cargos de gerência, mas em qualquer nível hierárquico. As empresas passaram a considerar a facilidade de se expressar como uma competência essencial, da mesma forma que analisam os anos de estudo e as experiências profissionais anteriores. Para ser considerado um bom orador, o colaborador tem que possuir articulação verbal, vocabulário abrangente, postura adequada, confiança e conhecimento do que está sendo informado. Outro fator considerado para a desenvoltura profissional é a comunicação corporal, que pode dar credibilidade maior às informações.

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Jornal Intercâmbio Ed 31