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Nuno Miguel Pereira Burnay Rua das Maças Podres nª123456789ºE 13 de Março de 3239 Exmo. Senhor Isaac Newton (também conhecido pelo tipo das maças) Venho por este meio informar e reclamar que quando fui à sua loja de brinquedos para comprar um conjunto de Barbies que custava 29,96 euros, o senhor recebeu um valor de 30 euros e apenas me deu três cêntimos de troco. Ou seja, deu-me um cêntimo a menos. Isso não se admite. De acordo com a lei do consumidor, o senhor Isaac newton (também conhecido pelo tipo das maças) deve restituir-me o troco a que tenho direito. Assim, exijo que o erro incompetente que cometeu seja resolvido ou terei que recorrer aos tribunais. Com os melhores cumprimentos Nuno Burnay P.S: A indemnização pode ser paga em géneros, ou seja, maças (desde que nenhuma delas se chame João Moutinho).


Rafael Ramires Bairro Auto-Construção 31 3333-333 Portela de Sacavém 13 de Dezembro de 2010 Exmo. Senhor Presidente da FP de Kick-boxing, Tenho vindo a praticar kick-boxing há três anos e acho que já sei dar um murro e um pontapé; acho também que já sei o que é melhor para mim, e o melhor era começarem a formar professores que saibam como fazer o seu trabalho. Nos últimos três anos da minha vida tive cerca de 70 mestres. Alguns não sabiam relacionar-se com os alunos, outros não sabiam ensinar, outros não sabiam as técnicas de combate (sim, não sabiam!) e outros ainda só sabiam conversar com os alunos e não davam nem técnicas de combate, nem preparação física nem mesmo qualquer treino. Eu acho que mereço um mestre que saiba relacionar-se com os praticantes, que saiba o que está a fazer, e que ajude o praticante sempre que é necessário, e ainda que ajude o praticante a preparar-se para um combate. Por isso, exijo que substituam todos os mestres que não possuam qualificação para serem chamados de mestres. Exijo também que me seja restituído uma quantia de dinheiro equivalente a cerca de 6 meses sem aulas devido ao período de espera entre as trocas, e uma outra quantia para os danos colaterais de não ter treinado e, por conseguinte, me ter lesionado a combater. Com os melhores cumprimentos Rafael Ramires


Ana Catarina Godinho Galego 13 de Dezembro de 2010 Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Venho por este meio reclamar acerca das calçadas de Lisboa. Calculo que a ideia de temos passeios feitos de pedra seja de um individuo do sexo masculino, pois estes não usam saltos altos (ainda). Ora então, é verdade que é a terceira vez que me acontece tropeçar nestas calçadas. Esta terceira vez que me fez reclamar foi especialmente caricata. Ainda não tinha recuperado do meu último trambolhão e vinha cansada do trabalho (o que também é culpa do senhor presidente da câmara visto que trabalho para si) quando o salto de um dos meus sapatos (do direito, se é que interessa) ficou preso entre quatro das pedras da calçada. Vinha eu carregadíssima (culpa sua, trabalho para si) e por isso, desequilibrei-me, deixando cair a pasta com documentos importantes e por fim, deixando cair o meu corpo no chão, acompanhando a cena toda com um grande estrondo, em plena rua da Prata, cinco horas da tarde deste mês, hora de ponta. Para que situações destas não se voltem a repetir, peço-lhe que mande , pura e simplesmente, retirar toda a calçada das ruas de Lisboa. É apenas um e um só pedido, pelo o que estou convencida que o irão realizar. Ficarei chateada se não o fizerem. Cordiais cumprimentos. Ana Galego (a funcionária que não pode ir trabalhar porque tem um braço ao peito)


Tiago Veloso Morgado 11 de Setembro de 2001 Exmo. Senhor Osama Bin Laden, Venho informar que o meu apartamento nas torres gémeas foi destruído por um avião, e vim saber pelas notícias que foi você que mandou atirar os aviões contra ele. Eu estava a ir para casa almoçar quando reparei num avião a chocar mesmo no meio do meu 130 andar esquerdo. Por esse motivo, fiquei sem lugar para viver . Agora resido debaixo de uma ponte sem condições dignas de vida. Visto que não assinei nenhum papel onde aceitava a demolição do meu apartamento, peço-lhe uma indemnização de 100 000 mil dólares porque, além de ter ficado sem casa, ganhei uma profunda depressão por ter perdido a minha vida e o meu hamster. Espero que este problema se resolva rapidamente. Os melhores cumprimentos. Tiago Morgado


Maria Carolina Silva Rua Santo Teresinha 20 13ºDto. 4000-400 Porto 11 de Setembro de 2001 Exmo. Senhor Director da Pastelaria “Bolinho Saboroso”, Venho por este meio informar que no dia 20/11/2010, pelas 17h30m, desloquei-me ao seu estabelecimento para comprar cinco pães, beber um café com leite e comer um bolinho de arroz. O empregado que me atendeu, o senhor Zeca, atendeu o meu pedido com muita simpatia e com bastante rapidez, mas a eficácia foi nula. Em primeiro lugar, o café não tinha leite e vinha totalmente queimado. Os pães, se é que se pode chamar pães, vinham mal cozidos, totalmente em massa. O bolo de arroz estava salgado. De seguida, como é óbvio, pedi o livro de reclamações ao senhor Zeca. O empregado não atendeu o meu pedido e exigiu-me que pagasse as despesas. Eu mandei-o dar uma volta. Ele não gostou do comentário e tentou agredir-me. Só tive tempo de ligar para a polícia pois ao ânimos de tom rapidamente. Queria apenas pedir-lhe que além do lanche me pagasse igualmente o stress e a preocupaçãoAgradeceu-lhe a atenção e fico à espera de resposta . Maria Carolina


Maria Albertina Rua Tomate vermelho 45 1800-209 11 de Setembro de 2001 Exmo. Senhor dono do restaurante Larva Poderosa, Venho por este meio reclamar que no dia 21 de Outubro de 2010, estava a almoçar com um grupo de amigos e pedi o vosso famoso bitoque à Larva. Como costume, vinha bem cheiroso. No entanto, quando pus o pedaço de carne na minha boca reparei, já depois de mastigar, que tinha acabado de engolir três centímetros de larva. Obviamente, vomitei-me toda. Quando acabei de me limpar, fui ter com o empregado e reclamei pelo facto daquele bitoque à larva ter mesmo uma larva. Com indignação, apresento esta carta de reclamação de acordo com o decreto-lei 206 de Higiene na cozinha e fiscalização alimentar. Espero a sua compreensão e a devolução do dinheiro do almoço. Cumprimentos. Maria Albertina


Vera Barros Rua sésamo 20B, 3º esq. 11 de Setembro de 2001 Exmo. Senhor, Eu Vera Barros, residente na rua sésamo 20B, 3º esquerdo, venho por este meio informar vossa excelência, Dona Maria Alice, proprietária da loja “As lãs da avozinha” que me dirigi ao seu estabelecimento para comprar umas pantufas de lã que continham diversos buracos. Encontro-me fora da cidade não podendo por isso deslocar-me à vossa loja. Agradecia que assim que se encontrasse disponível me arranjasse umas pantufas novas, e de preferência, sem buracos. Os melhores cumprimentos. Vera Barros


Catarina Silva Rua espingarda do almirante 17 1365-098 Lisboa 11 de Setembro de 2001 Exmo. Senhor Director da Colgate, Venho por este meio informa-lo do meu descontentamento perante a sua empresa. Recentemente, adquiri a nova sensação, a pasta com cristais brancos da Colgate, e para meu espanto, enquanto lavava os dentes senti algo extremamente duro e poderoso a estalar com o meu marfim. Tratava-se de um pequeno cristal branco e partiu-me quatro dentes. Não é que me importe de ter em minha posse um cristal tão valioso mas a falta de dentes está a arruinar a minha vida amorosa. Espero que futuramente não levem à letra todas estas situações, tipo sopa da pedra (ter pedra na sopa), prego no pão (ser um bife com um prego entalado no pão) nem que a pasta dentífrica com cristais brancos tenha verdadeiras pedras preciosas dentro dela. Exijo desde já que me paguem qualquer tipo de intervenção médica dentária que me seja necessária. Informo também que antes de escrever esta carta, tentei telefonar mas ninguém entendeu as minhas palavras (sabe-se lá porquê…) Sem mais assunto . Catarina Silva


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