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Editorial

Palavra do Provincial

50 anos da elevação da Basílica de São Geraldo

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16/10/1966 – 16/10/2016

palavra Basílica vem do grego “Basiliké oikia”, que significa casa real. No Império Romano era um prédio destinado para o uso público, onde se administrava a justiça. Com a conversão do imperador Constantino, várias basílicas civis foram cedidas para o culto cristão. Somente o papa tem o poder de conceder a uma Igreja o título de Basílica. Há dois tipos: Basílica Maior e Basílica Menor. As Basílicas maiores estão em Roma: São João de Latrão, São Pedro, Santa Maria Maior e a de São Paulo. As demais, são Basílicas Menores. O Santuário de São Geraldo, em Curvelo, por conta da grande afluência de romeiros e

devotos, recebeu título honorífico de Basílica no dia 30 de abril de 1966, concedido pelo Papa Paulo VI. Esta promoção contou com o esforço dos missionários redentoristas, de colaboradores, mas, sobretudo, de D. Geraldo de Proença Sigaud, Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Diamantina. A cerimônia de elevação se realizou no dia 16 de outubro de 1966, precedida de uma profunda preparação. A Basílica de São Geraldo, em Curvelo, é reconhecida internacionalmente por ser a única no mundo dedicada exclusivamente a São Geraldo Majela e por sua beleza arquitetônica. O Breve Apostólico da ereção de Santuário de

Expediente: Coordenação: Pe. Américo de Oliveira, C.Ss.R. Jornalista Responsável: Silvia Carvalho - MTB: 5.917 Projeto gráfico: SM Propaganda Ltda Impressão: Gráfica América Tiragem: 2.000 exemplares

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São Geraldo à dignidade de Basílica, Humilis Religiosus Sodalis, afirma: “Este centro de devoção construído em estilo neo-romano e insígne, distinguindo por mármores de grande valor, decorado artisticamente por Victório Goretti, pintor italiano. É notável ainda pela grandeza da construção e por outras qualidades que lhe emprestam singular beleza e dignidade”. Bendizemos a Deus pelos 50

anos de Elevação da Basílica de São Geraldo Majela! Fazemos memória agradecida a tantos Missionários Redentoristas que doaram suas vidas, trabalhando incansavelmente na pastoral. O nosso muito obrigado ao clero da Arquidiocese de Diamantina, ao povo de Curvelo e aos romeiros deste Santo Irmão Redentorista! Pe. Américo de Oliveira, C.Ss.R. Superior Provincial

Aniversariantes

Outubro 18/10 – Pe. José Luciano Jacques Penido, C.Ss.R. 23/10 – Pe. Paulo Sérgio Carrara, C.Ss.R. 24/10 – Pe. Dalton Barros de Almeida, C.Ss.R. 27/10 – Pe. Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R.

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Entrevista

Entrevista

Padre José Luciano Jacques Penido, C.Ss.R

No dia 16 de outubro de 1966, acontecia a cerimônia de elevação do Santuário de São Geraldo a Basílica, em Curvelo (MG). Pe. Penido, que atualmente reside na Comunidade Redentorista de Santo Afonso (RJ), era o Superior Provincial à época e nos conta um pouco como foi este momento tão importante. No dia 30 de abril de 1966, o Santuário de São Geraldo recebeu o título de Basílica, concedido pelo então Papa Paulo VI. Qual foi o processo realizado para se chegar à elevação? Após a elevação do Santuário Bom Jesus à categoria de Basílica, em Congonhas, quando da mesma eu era secretário, pedi ao Padre Bernardo Kuipers, então Reitor do Convento em Curvelo, que promovesse uma campanha popular de pedido presidir as cerimônias religiosas. ao Arcebispo de Diamantina, Dom Os frateres estudantes da FloresGeraldo de Proensa Sigaud, para ta cantaram a missa, celebrada na que Sua Excelência apresentasse à praça da Basílica, e apresentaram a Santa Sé a súplica de elevação do bela peça “Louco como seu Deus” Santuário à Basílica de São Geraldo. (Fou comme son Dieu), de Henri Brochet, com grande sucesso. A cerimônia de elevação à Basílica aconteceu no dia 16 de ou- Na sua opinião, qual a importântubro de 1966. Conte-nos como cia da Basílica de São Geraldo para a Congregação Redentofoi a celebração. Com grande preparação religio- rista? sa, social e material. Infelizmen- É a única no mundo inteiro dedite, o Arcebispo Dom Sigaud não cada exclusivamente a São Gepôde comparecer à festa. Estava raldo. São inúmeras as crianças hospitalizado em Belo Horizonte. batizadas com o nome de Geraldo Sua Excelência Dom Daniel Baeta e Geralda e, também, muitas emNeves, Bispo de Sete Lagoas, foi presas registradas legalmente com comissionado por Dom Sigaud a o nome de São Geraldo.

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“HUMILIS RELIGIOSI SODALIS”

Pe. Fernando Guimarães, Dom Daniel, Pe. Lara e o Superior Provincial, Pe. Penido, no dia da cerimônia de elevação. Abaixo, a Basílica em 1966 e nos dias atuais.

Breve Apostólico da elevação do Santuário de São Geraldo à dignidade de Basílica PAULO VI PARA PERPÉTUA LEMBRANÇA DO ACONTECIMENTO Em honra do humilde irmão Geraldo Majella ergueu-se um esplêndido templo na cidade de Curvelo, situada na arquidiocese de Diamantina, assim que também neste caso é verdade o que disse o nosso Salvador: “Quem se humilha será exaltado.” (Luc. 18, 14) Em 1916, por iniciativa dos filhos da Congregação do Santíssimo Redentor, numerosíssimos fiéis das proximidades e mesmo de regiões longínquas do Brasil vieram em peregrinação. Este centro de devoção, construído em estilo neo-romano, e insígne distinguindo-se por mármores de grande valor, decorado artisticamente por Victório Goretti, pintor italiano. É notável ainda pela grandeza da construção e por outras qualidades que lhe emprestam singular beleza e dignidade.(...) Em comemoração dos cinquenta anos daquela primeira peregrinação (...).elevamos perpetuamente a igreja consagrada a Deus em honra de S. Geraldo, na cidade de Curvelo, arquidiocese de Diamantina, à dignidade de Basílica Menor, com todos os direitos e privilégios que competem aos templos ornados com este nome. Dado em Roma, junto de S. Pedro, sob o anel do Pescador, no dia 30 de abril de 1966, terceiro do Nosso Pontificado. H. j. Card. Cicognani Secretário de Estado

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Seminário da Floresta

70 anos de uma história que se renova a cada dia

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dia 19 de setembro de 2016 ficará para sempre na memória agradecida de todos os que estiveram no Seminário da Floresta para as comemorações dos 70 anos de inauguração do espaço localizado em Juiz de Fora (MG), hoje Casa de Retiros Seminário da Floresta. A celebração teve início com uma Sessão Solene aberta pelo Ecônomo da Província Redentorista do RJ-MG-ES, Padre Flávio Leonardo, C.Ss.R. Entre as presenças, o Provincial, Pe. Américo de Oliveira, C.Ss.R. e os sacerdotes que integraram a primeira comunidade de estudantes que residiu no espaço, no ano de 1945 (antes mesmo que o prédio estivesse concluído): Padre Alberto Ferreira Lima, C.Ss.R., Padre Luciano Jacques Penido, C.Ss.R. e Pe. Tarcísio Generoso da Fonseca, C.Ss.R. Padre Mário Ferreira Gonçalves, C.Ss.R. não pôde estar presente. A bisneta do casal João

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Penido Filho e Maria Carolina de Assis Penido (doador do terreno para construção do Seminário) também participou da Sessão Solene, em que fo apresentado o novo administrador da Casa, Jovanir Polese. Pe. Américo destacou a alegria da Província naquele momento, acolhendo a todos os participantes: confrades, seminaristas, colaboradores. Em seguida, foi executado o Hino Nacional por músicos da Banda da Polícia Militar. Pe. Flávio destacou que o resgate da história vem sendo uma preocupação da Província nos últimos anos, na recuperação do pa-

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trimônio, nas publicações, na valorização das datas importantes para os confrades e as comunidades, e a partir desse resgate, continuar a caminhada provincial. Seguindo o primeiro Livro de Crônicas da Comunidade, o Ecônomo destacou fatos da história que culminaram com a inauguração do Seminário no dia 11 de agosto de 1946. “Fazendo memória a este evento e a história que começou a partir daí, queremos deixar nossa gratidão a Deus e a todos que colaboraram para construir esta história”, ressaltou Padre Flávio, anunciando a inauguração de uma exposição permanente no primeiro andar da casa, com fotos antigas do Seminário e sua construção, do período do estudantado, até a transformação em Casa de Retiros. Um trabalho conjunto do Economato com o Arquivo Provincial. Também foram inaugurados novos vitrais. Padre Américo ainda descerrou uma placa comemorativa fazendo alusão às comemorações do aniversário. Após, foi celebrada uma Missa em Ação de Graças pelos 70

anos do Seminário, seguida de um jantar comemorativo. Lembranças Na homilia durante a Celebração Eucarística, Padre Penido lembrou dos tempos em que conviveu no Seminário, mostrando a importância do espaço para os estudantes, para a Província e também para os moradores da região do Vale da Floresta. “Chegamos aqui com a casa ainda em obras. Vimos tudo isso crescer e dar frutos.” Maguie, bisneta do casal Assis Penido, tinha 11 anos quando o Seminário foi inaugurado. Olhando as fotos daquela época, se emocionou ao ver que faz parte da história. “É uma recordação maravilhosa. Eu tenho uma foto do lançamento da pedra fundamental, em que eu era pequenininha. Acompanhamos toda a obra. Lembro dos seminaristas passeando pela fazenda. Os padres andando de charrete. Eu achava tudo muito bonito. Hoje ainda moro aqui em frente e todos os dias posso vislumbrar esta bela construção, que está dentro do coração da gente.” Sílvia Carvalho Juiz de Fora (MG)


Espiritualidade

XV. O CREDO: Creio na comunhão dos santos A comunhão dos Santos A santidade aparece nas Sagradas Escrituras como atributo essencialmente divino. Quando se refere a Deus, a santidade expressa sua essência pessoal, sua divindade, sua absoluta transcendência, apontando para o mistério mais íntimo de sua pessoa. Significa que Deus é por si mesmo, não recebendo de nenhum outro o seu próprio ser. O termo santidade diz da incomparável dignidade de Deus, razão pela qual deve ser adorado. Quanto às criaturas, sua santidade acontece à medida que Deus lhes faz participar de sua própria santidade. “Agora, pois, se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis minha parte pessoal entre todos os povos – pois a terra inteira me pertence – e vós sereis para mim um Reino de sacerdotes e uma nação santa” (Ex 19, 5-6). Jesus Cristo, por sua vez, é o Santo de Deus por excelência. Deus e homem, Jesus Cristo, o Filho, reflete o Pai em toda a sua existência. Ele é o mediador de santificação através do Espírito Santo. Nele Deus pôs o seu olhar e a sua complacência: é altar da aliança, sacerdote, templo, vítima, culto a Deus, caridade, mediador. Jesus é santo em todos os níveis de sua existência: ontológico, cultual, moral, psicológico (cf. Ef 1, 3-14). Nós cremos no Espírito Santo, poder santificador de Deus, na Santa Igre-

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ja Católica, lugar privilegiado da ação do Espírito. A comunhão dos santos não diz respeito, em primeiro lugar, aos cristãos, mas às “coisas santas”, ou seja, à celebração da eucaristia, na qual Deus oferece ao mundo o Santo, Jesus, o Filho, que se faz presente ressuscitado. A ação do Espírito torna Cristo presente na comunidade celebrante e nas espécies do pão e do vinho. A Igreja se reúne em torno do Ressuscitado, o Santo de Deus, e isso constitui sua existência para além das divisões de cargos e ministérios. A santidade da Igreja vem da presença do Espírito que a configura a Cristo, o Santo por excelência. Muito cedo, porém, essa santidade foi estendida às pessoas que o Espírito Santo santifica ao configurar a Cristo e reunir em torno dele na mesa eucarística. A aliança de Deus vivida com seu povo no AT se mantém e se intensifica na nova aliança. O mesmo texto de Ex 19 reaparece, agora com novo vigor e em contexto mais amplo, no NT: “Vós, pois, sois a raça eleita, a nação santa, o povo que conquistou para si, para que proclameis os altos feitos daquele que das trevas vos chamou para sua maravilhosa luz” (1 Pd 2, 9). Todas as pessoas são, em certo sentido, santas, porque criadas por Deus. Essa santidade é ontológica, porque o fundamento da existência de cada ser humano é Deus. A criação

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12,12-13). O fundamento da comunhão dos santos se encontra na própria caridade. A caridade verdadeira faz que os bens de cada membro do corpo de Cristo pertençam a todos. O Espírito Santo é comunhão, uma pessoa em duas, no Pai e no Filho, cuja união ele realiza. O Espírito Santo une todos os cristãos, seguindo o modelo da comunhão trinitária. A graça se traduz na comunhão de pessoas, porque cria relação amorosa. A graça é o ser humano transformado em Cristo pelo Espírito. Ela nos enriquece de uma riqueza na qual não possuímos nada só para nós mesmos, porque nos tornamos seres abertos, doados. Assim é o Cristo ressuscitado que se tornou Amor e pura doação de si. Somos como Jesus, que deu a vida por todos. O cristão não vive e morre só para si mesmo (cf. 2 Cor 5,14-15). A graça de cada um é destinada aos outros, porque o Espírito faz de cada um de nós um ser aberto e doado e aqui se encontra a raiz da comunhão dos santos, que ultrapassa, inclusive, os limites da Igreja, pois ninguém permanece dela excluído, uma vez que todos foram criados em Cristo e para Cristo (cf. Cl 1,16; 1Cor 8,6). O amor desinteressado caracteriza a vida cristã, assim o que pertence a um cristão pertence a todos, numa circulação entre os membros do corpo de Cristo. A comunhão dos santos, mais que teoria, é uma verdade a ser experimentada no compromisso com a construção do Reino da fraternidade universal. Eis a utopia cristã da qual a Igreja é sacramento (LG 1): co-

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de Deus participa de sua santidade, sobretudo o ser humano criado à sua imagem e semelhança (cf. Gn 1,26). No batismo, os cristãos recebem a graça de pertencer a Cristo e a missão de testemunhá-lo. São chamados por Deus não por causa de suas obras, mas do desígnio de sua graça. Justificados no Senhor Jesus com o batismo, pela presença do Espírito, se tornam verdadeiros filhos de Deus e partícipes da natureza divina e, por isto, são santos (LG 40). Reúnem-se pelo Espírito em torno do Ressuscitado na Eucaristia que os torna o corpo de Cristo, portanto unidos entre si. Aqui se encontra a communio sanctorum, a comunhão dos santos, que ultrapassa a existência terrena, estendendo-se à eternidade através da união entre os que vivem em Cristo na história e aqueles que já estão na glória. Segundo a Lumen Gentium, “todos quantos são de Cristo, tendo o seu Espírito, congregam-se numa só Igreja e nele estão unidos entre si (cf. Ef 4,6). Em vista disso, a união dos que estão na terra com os irmãos que descansam na paz de Cristo de maneira nenhuma se interrompe, ao contrário, conforme a fé perene da Igreja, vê-se fortalecida pela comunicação dos bens espirituais” (LG 49). A comunhão entre os cristãos, os santos, não se dá somente no nível do afeto e do bem querer, mas no nível de uma caridade orgânica, criada pelo Espírito Santo, que torna real a união entre os fiéis e que faz de todo o corpo uma unidade (cf. Ef 4,15-16; 1Cor


Espiritualidade

munhão entre todos os seres humanos no amor, na paz, na liberdade, na solidariedade. Intercessão dos santos A beatificação e a canonização não fazem os santos, são apenas o reconhecimento oficial da Igreja e significam que o santo ou beato está na glória e se pode recorrer à sua intercessão num culto de devoção. Há critérios para a beatificação e canonização, o mais importante se encontra na vivência das virtudes cristãs. Isto significa que o cristão beatificado ou canonizado foi fiel à sua vocação cristã, ao seu batismo e fiel aos apelos pessoais da graça de Deus. A caridade se revela a virtude por excelência e a santidade se encontra no amor aos irmãos, mormente ao mais abandonado (cf. Mt 25,31-46). A Igreja, ao beatificar e canonizar, confessa as maravilhas que Deus realizou naqueles homens e mulheres. “A santidade é protesto contra as massificações, os totalitarismos, as seduções da força, em nome da liberdade e da riqueza do coração do ser humano e de suas possibilidades” (Bruno Forte). A vida de cada santo se torna mensagem atual que ilumina nossa caminhada e nosso agir. Sua trajetória foi hermenêutica viva da Palavra de Deus e desperta em nosso coração o desejo da fidelidade a essa mesma Palavra que Cristo continua a nos dirigir. Por isso o Papa escolheu o nome de São Francisco, porque seu exemplo ainda ilumina a vida da Igreja mais de 800 anos depois de sua morte. São Francisco mostra que o caminho do cristão e da Igreja passa

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pela humildade, simplicidade, desapego das grandezas e vaidades do mundo e serviço solidário aos mais pobres e necessitados. Os santos estão em Cristo, portanto envolvidos na sua comunicação de amor ao mundo através da Igreja. A intercessão dos santos invoca simplesmente a salvação única que Deus quer nos dar. Eles intercedem para que o plano de salvação se realize no mundo, para que a vontade de Deus se faça. A invocação dos santos supõe uma regra básica para que não se torne magia ou superstição: que se faça a vontade de Deus e não a do devoto. O que o santo ou beato quer para quem o invoca é que a vontade de Deus se torne realidade naquela existência. Se entendido assim, o culto aos santos será mais uma forma de culto cristão prestado a Deus, tornado possível pelo Espírito Santo, autor da Igreja. “Recebidos na pátria e presentes diante do Senhor (cf. 2Cor 5,80), por ele, com ele e nele não deixam de interceder por nós junto ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único Mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus (cf. 1Tm 2,5) (LG 49)”. E assim, “quem se dirige à Virgem Mãe e aos santos, quem faz apelo à caridade da oração dos outros, e reza com humildade e perseverança pelos outros, o faz em Deus e é levado a oferecer-se ao Pai e receber seu dom, na generosidade e na receptividade do sim de seu amor” (Bruno Forte). Pe. Paulo Sérgio Carrara, C.Ss.R. Belo Horizonte, MG

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Votos Perpétuos

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Fráter Jonas Pacheco Machado, C.Ss.R., não pensava em ser padre. Até que conheceu o jeito Redentorista de seguir a vida consagrada, enfrentou todas as dificuldades e neste domingo fez sua Profissão Perpétua. A celebração aconteceu no dia, 11 de setembro, às 10h, na Igreja São Sebastião, Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Juiz de Fora (MG). A missa foi presidida pelo Superior da Província Redentorista MG-RJ-ES, Padre Américo de Oliveira, C.Ss.R., e concelebrada por diversos sacerdotes da Província do Rio, além do Pe. Thiago José Gomes, Pároco de São Braz do Suaçuí (Arquidiocese de Mariana) cidade natal do Fráter Jonas. Familiares, Missionários Leigos e centenas de paroquianos também participaram da celebração. Padre Américo destacou em sua homília que “a vida religiosa nasce do encontro. É a graça de Deus e sua misericórdia que nos encontram”. Lembrou ainda que as Constituições da Congregação dizem que para o Redentorista é essencial viver em comunidade. Seja bem-vindo, confrade! Jonas recebeu das mãos do Formador da Comunidade Vocacional do Muniz, Padre Vicente Ferreira, C.Ss.R., a Cruz Redentorista. O sacerdote foi o formador no início e no

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final da caminhada vocacional do jovem e com algumas palavras encorajou o Fráter em mais um passo importante com a família do Santíssimo Redentor. “O Missionário Redentorista anuncia Jesus crucificado, anuncia a Copiosa Redenção, por isto recebe a Cruz Redentorista. Coragem e dedicação são características marcantes de sua personalidade. Filho único, teve coragem de fazer esta caminhada longe da família. Cheio de talentos, hoje dá este passo de consagração a Deus. Nossa comunidade está feliz. Seja bem-vindo, confrade. Estamos unidos para juntos anunciarmos a Copiosa Redenção”. Após receber uma mensagem de carinho da família, Fráter Jonas agradeceu a todos que de alguma forma participam de sua vida religiosa. Fez questão de explicar porque escolheu a Igreja São Sebastião para sua Profissão Perpétua. “ Eu escolhi aqui para fazer meus votos, pois aqui estou vivendo meu ano pastoral e o sentido da consagração é a vivência com o povo. É para o povo que nós somos enviados.” Alessandra Assis, SM Propaganda Juiz de Fora, MG

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Salve São Geraldo!

Oitava de São Geraldo 2016 chegou ao final com um gostinho de quero mais. Alegria no coração de ver aqueles milhares de devotos aos pés do Santo Irmão Redentorista, agradecendo e pedindo a bênção e proteção de Deus, por meio do Padroeiro das Mães. A festa aconteceu entre os dias 27 de agosto e 4 de setembro, com o tema “São Geraldo e a Misericórdia de Deus”. Nestes dias, milhares de romeiros, devotos, sacerdotes, confrades da Província do Rio e mais de 300 voluntários passaram pela Basílica de São Geraldo. Sinos para anunciar a Oitava No sábado, 27 de agosto, os sinos da Basílica tocaram às 5h. Eles iniciaram a alvorada, juntamente com os fogos de artifícios e as buzinas de dezenas de motocicletas e automóveis. Anunciavam o começo da Oitava de São Geraldo! Ainda na tarde do dia 27, a programação da Oitava preparou um momento especial para o público infantil. O espaço das barraquinhas de São Geraldo foi tomado por dezenas de crianças, que se esbaldaram com muitas guloseimas. A dupla Frajola e Mariola e o mascote Geraldinho animaram a turma com cantigas de roda e muitas brincadeiras. Devotos de todos os cantos Os romeiros vieram de todos os cantos do Brasil. Gente para pedir, gente para agradecer ao Santo Irmão Redentorista. Não faltou o já tradicional grupo

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de Belém do Pará, que fez uma bela homenagem a São Geraldo por meio do carimbó, dança folclórica típica do Norte do País. Ainda vieram as romarias de Natal (RN), Campinas (SP) e de tantas cidades de longe e de perto. O pregador da primeira fase da Oitava, Pe. Vinícius Ponciano, C.Ss.R., Missionário Redentorista da Província de São Paulo, destacou que sempre o devoto e a devota de São Geraldo devem ter os olhos fixos em Jesus Cristo, assim como Geraldo, e que essa devoção deve se concretizar em atos concretos de caridade, amor e misericórdia. “Fazer festa é fazer catequese” No dia 30 de setembro, a Missa das 19h foi presidida pelo Arcebispo de Diamantina, Dom Darci José Nicioli, C.Ss.R. Em sua homilia, mencionou as inúmeras festas religiosas que acontecem na Arquidiocese de Diamantina e ressaltou: “Fazer festa é fazer catequese, é celebrar a vida. Nos ajudam a viver na fé, a nos sentirmos igreja. Não é festa pela festa, é celebração que nos leva à conversão, à mudança de atitude”. A celebração reuniu todas as pastorais da Basílica e ainda contou com

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a significativa presença de dezenas de motociclistas. A imagem de São Geraldo, chegou à praça em um tricíclo, guiado pelo curvelano “Pardal”, que trouxe junto Pe. Vicente, que acompanhou a motociata pelas ruas da cidade. Misericórdia Já na quarta-feira, dia 31, deu-se início a segunda fase da Oitava de São Geraldo. O Irmão Alan Patrick, C.Ss.R., vindo da Província Redentorista de São Paulo, animou as celebrações, e Pe. Edson Alves da Costa, C.Ss.R., Redentorista da Província do Rio, foi o pregador. Homenagem a Pe. Paulo No encerramento, no dia 4 de setembro, a grande procissão com o belíssimo andor de São Geraldo tomou conta das ruas de Curvelo, antecedida pela Missa das 15h, presidida pelo Superior Provincial, Pe. Américo de Oliveira, C.Ss.R, e transmitida ao vivo pela TV Aparecida. Durante toda a madrugada, a Basílica permaneceu aberta acolhendo os devotos e devotas de São Geraldo. A tradicional fila do beijo permaneceu até o amanhecer quando já alcançava vários quarteirões. A Celebração Eucarística das 11h também foi transmitida pela TV Horizonte. O momento final, depois da procissão que durou uma hora e meia, foi conduzido pelo Irmão Alan Patrick, C.Ss.R, da Província de São Paulo . Pe. Lúcio Bento, C.Ss.R. fez o agradecimento e, diante de um banner do Pe. Paulo Roberto Gonçalves, C.Ss.R. declarou que o grande êxito dessa Oitava era devido

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ao ardor que o confrade, mesmo doente, teve para cuidar de todos os preparativos. Pe. Paulo faleceu no dia 12 de agosto. Com a bênção final, concedida pelo Provincial, Pe. Américo, houve a tradicional queima de fogos. Não faltaram ainda o tradicional Terço da Aurora, a visita das escolas à Basílica, a Missa Vocacional e a Tenda Vocacional, conduzidas pelo Promotor Vocacional da Provícia, Pe. Bruno Alves Coelho, a Cavalgada de Jataí e Saco Novo, o leilão de gado, a exposição no Salão São Geraldo sobre os 50 anos da elevação do Santuário à Basílica de São Geraldo, ocorrida em 1966. Nas barraquinhas, as delícias preparadas pelos incansáveis voluntários e os shows que animaram as noites. Tríduo Entre os dias 13 e 16 de outubro, acontece o Tríduo e Festa em honra a São Geraldo, este ano comemorando os 50 anos da elevação do Santuário à Basílica. Tempo forte de fé, quando você e sua família são convidados a celebrar conosco. José Veloso Curvelo (MG)

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Pausa para reflexão

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ntre os dias 19 e 23 de setembro, sacerdotes, Fráteres e Irmãos da Província Redentorista MG-RJ-ES participaram do Retiro Provincial, no Seminário da Floresta, em Juiz de Fora (MG). À luz do tema “Misericórdia, fonte do carisma e missão Redentoristas”, os religiosos puderam experimentar uma semana de pausa nas atividades a fim de se reabastecerem espiritualmente para a retomada do trabalho no campo da missão. O Missionário Redentorista da Província de São Paulo, Padre Domingos Sávio, C.Ss.R., foi o pregador do encontro. Ao longo da semana, os religiosos participaram de atividades organizadas para facilitar a reflexão, a introspecção e busca do primeiro chamado. No dia 23, o encontro foi encerrado com uma Celebração Eucarística presidida pelo Superior Provincial, Padre Américo de Oliveira, C.Ss.R.. A homilia foi feita pelo pregador, Padre Domingos, que carinhosamente agradeceu a Província do Rio pela oportunidade de participar deste momento. “Vim não para coordenar, mas para

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vivenciar o retiro com eles. E o professor aprende também quando ensina. O conteúdo que passo tem que fazer sentido para mim também e mais uma vez tive que confrontar minha vida e olhar para a crença no nosso carisma.” Para o sacerdote, a Congregação Redentorista tem a missão de levar Jesus às pessoas e, para isso, precisa seguir os passos de Cristo. “O retiro era constante na vida de Jesus, Ele passava muito tempo em oração. A parada é importante para não perdermos o rumo e a intensidade da missão.” O Secretário de Vida Consagrada da Província do Rio, Padre Nelson Antônio Linhares, C.Ss.R., destacou que a vida consagrada é repleta de atividades e, com isso, corre-se o risco de um esvaziamento. “A experiência do retiro significa voltar às fontes. Renovar a fé, fortalecer a esperança, restaurando a serenidade para enfrentar os desafios da vida e, desta maneira, voltar para as atividades muito mais fortalecidos pela graça de Deus”. Alessandra Assis, SM Propaganda Juiz de Fora, MG

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Pelo terceiro ano consecutivo, a Congregação Redentorista, através da Obra Social Padre Nilton Fagundes Hauck, em Juiz de Fora (MG) realizou um Dia de Ação Social em prol da saúde, da prevenção, do lazer, da cidadania e do bem comum: o Dia D’ Cidadania. Este ano o evento aconteceu no dia 24 de setembro. O Dia D’ Cidadania foi aberto com uma mesa farta de café da manhã, onde todos os presentes foram

convidados a confraternizar e fortalecer os vínculos. Além disso, foram oferecidos, gratuitamente, diversos tipos de serviços como aferição de pressão, teste de glicose, orientação sobre diabetes e doenças crônicas, corte de cabelo, maquiagem, oficina de culinária, turbantes, encaminhamentos para Bolsa Família - por meio do CRAS, orientação sobre saúde bucal, vacinação de cães e gatos, brincadeiras para as crianças e apresentações de dança.

Encontro de confrades jovens

Entre os dias 26 e 29 de setembro, aconteceu o Encontro dos Redentoristas jovens da Província do Rio de Janeiro. Reuniu os confrades que têm menos de 40 anos e até 10 anos de sacerdócio ou 10 anos de Profissão Perpétua, no caso dos irmãos. O encontro realizou-se num hotel fazenda, no município de Caetanópolis (MG), com o objetivo de incentivar a convivência, partilha das experiências, lazer e descanso.

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Nos dois primeiros dias, o Superior Provincial, Padre Américo de Oliveira, C.Ss.R. esteve presente. “Gostei muito do encontro, que demonstrou como os confrades estão bem entrosados. Na manhã do dia 27, houve uma partilha das experiências. Estão bem e animados para continuar prosseguindo com as atividades missionárias”. O encontro terminou com uma Celebração Eucarística.

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Aconteceu na Província

Dia D’ Cidadania


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Akikolá - Outubro/2016