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A bandeira da paz!

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everia ser o manto sagrado, almejado por todos. Uma espécie de construção de cores variadas, tecida com os retalhos de cada cultura, raça ou nação. Ela, a paz, feita não de pano, mercadoria; tecida, isso sim, com a firme decisão de promover o bem. Não surge de maneira mágica, pacote pronto do além. É presença, sim, do infinito. Graça do Senhor da vida que chega como convite. Todavia, na terra, configura-se como tarefa cotidiana da alma humana. De alguma forma, a humanidade, em cada tempo, deve escolher: entre gestar um coração pacífico ou acostumar-se com a violência. Aliás, destruir o outro, a natureza não é novidade. Faz parte das pulsões mais primitivas. Construção nobre, que um grupo ou nação pode alcançar, é empenhar-se na defesa pela dig-

nidade da criação. Para o cristão, é mandamento primeiro, porque amar é plenitude dos dons, tem a força de eternidade. Então, quais importantes fios para que a costura dessa bandeira não seja tão frágil? A globalidade dos cenários atuais, visível, sobretudo, na facilidade da intercomunicação de pessoas, países, continentes, é terreno bom para a busca de uma paz universal. Mesmo em meio aos conflitos, inegáveis são os avanços, os instrumentos disponíveis para confirmar as relações democráticas. Disso não se pode abrir mão ou desmerecer. É preciso reforçar as clareiras de solidariedade, o dom da fraternidade, sem ingenuidade ou sem querer abolir diferenças vitais. Mas, cuidado companheiro! O caminho é longo e pra vida toda. Algumas

Expediente: Coordenação: Pe. Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R. Jornalista Responsável: Brenda Melo - MTB: 11918 Colaboração: Luiz Henrique Freitas - MTB: 16778 Projeto gráfico: SM Propaganda Ltda Impressão: Gráfica América Tiragem: 2.000 exemplares

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posturas? A primeira atitude seria a reverência de espírito diante do autor da vida. Não é possível imaginar um combate forte às pequenas e grandes guerras desastrosas, sem a busca pelas coisas do alto. A vida é mistério do qual nenhuma entidade ou pessoa pode querer ser proprietária, em absoluto. Ela deve, primeiramente, ser acolhida como sopro divino. Sem esse alicerce espiritual comum, certamente alguma autoridade, pessoal ou coletiva, tomará o leme, impondo suas verdades, na pretensão de reger o destino dos outros. Lembre-se: o horizonte comum da criatura é a finitude que afirma que as verdades, por melhores que sejam, são carregadas de interesses. Esse referencial que interpela o coração e a consciência humana a segui-lo, ou seja, a grandeza do divino que tudo rege, acena para a urgência de criar um mundo no qual o bem comum seja prioridade. Nunca se falou e se viu tantas

reivindicações. Quantas demandas expressam o cansaço em relação ao descaso com aquilo que é direito de todos. Essa talvez seja a barreira mais adversária da paz: o abismo que separa os ricos dos pobres. Às vezes é até irônico ver os exageros que colocam uma minoria ganhando fortunas e a maioria sem ter o básico para a sobrevivência. Deus faz o sol para todos! É muito bom ver o crescimento de pessoas que conquistam, com o suor do labor, seus sonhos. Mas nem isso autoriza o acúmulo ilimitado porque nas sombras de qualquer exagero haverá alguém sofrendo pela falta. E essa sede por bens parece ter entrado na genética da nova humanidade, certo? É necessário mudar o registro, passar de uma postura neurótica possessiva para a liberdade de filhos e filhas de Deus. Bom seria mesmo começar a viver mais do “ser” do que do “ter”. Pe. Vicente Ferreira, C.Ss.R. Superior Provincial

Aniversariantes Junho 24/06 .... Pe. João Batista B. Leite, C.Ss.R. 27/06 .... Pe. José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.

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Entrevista

A vocação do Irmão Redentorista Os Irmãos Redentoristas Pedro Magalhães, C.Ss.R. e Geraldo Pereira, C.Ss.R. explicam como é a atuação deles em suas respectivas comunidades. Ir. Geraldo é natural de Cipotânea (MG) e atualmente mora em Curvelo (MG), na Basílica de São Geraldo. Já Ir. Pedro, nascido em Araçuaí (MG), reside no Rio de Janeiro (RJ), na Igreja de Santo Afonso.

Como é a preparação vocacional para a formação do irmão? Irmão Pedro: Durante muito tempo, a formação do irmão foi bastante limitada. O estudo da Filosofia e da Teologia não são exigências canônicas para que o candidato se torne irmão. Havia um pensamento errôneo de que os menos capacitados poderiam ser irmãos. Hoje, o mundo exige que todos se preparem cada vez mais e os candidatos a irmão já têm a oportunidade de fazer também os estudos filosóficos e teológicos. Atualmente, na Província do Rio, a formação é conjunta e as etapas da formação são quase comuns a todos. Irmão Geraldo: Antigamente era bem diferente do que se vê hoje; íamos para os conventos, ficávamos lá durante um período como

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experiência e assim até chegar ao noviciado. Após, íamos para outras casas de formação para um período de maturidade. Como o senhor percebe a vocação do irmão? Irmão Pedro: A vocação do irmão é completa e possui um lugar muito especial dentro da Igreja; é vital para as congregações religiosas. Causas históricas levaram à diminuição dos irmãos em todas as congregações, sobretudo as clericais. Hoje, muitos esforços vêm sendo feitos para incentivar a vocação: Congressos Latino-Americanos e caribenhos, Encontro Nacional de Irmãos e elaboração de materiais de promoção vocacional. Irmão Geraldo: A minha vocação surgiu por influência do meu vigário

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Entrevista Irmão Pedro Magalhães, C.Ss.R.

e dos Redentoristas que passaram na minha cidade. Houve uma reforma na igreja e as pessoas saíram com a imagem de São Geraldo roça afora. Eu me entusiasmei com aquilo, via aquela roupa preta e achava bonito. Depois é que fui saber que eram irmãos. Quais são as atividades que os irmãos assumem? Irmão Pedro: Na Congregação, os irmãos assumem uma variedade muito grande de serviços, de acordo com as suas aptidões: missão, meios de comunicação social, formação, direção de casas de retiros, administração de obras sociais e departamento das Províncias, além de serviços internos das comunidades onde vivem.

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Irmão Geraldo Pereira, C.Ss.R.

Irmão Geraldo: É bem amplo, um dos exemplos é a atuação no campo pastoral. Deixe uma mensagem que motive quem tem interesse em seguir essa vocação. Irmão Pedro: Minha mensagem é de esperança e de alegria por pertencer à Família Redentorista. Se você, jovem, busca uma maneira de servir a Deus, radicalizando ainda mais o seu batismo, procure discernir a sua vocação; conheça a o jeito de ser Redentorista e experimente esta espiritualidade tão rica e atual para nossos dias.

Alessandra Assis Juiz de Fora, MG

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Ordenação Diaconal

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ivenciamos no dia 03 de maio, em Coronel Fabriciano (MG), a Ordenação Diaconal de três confrades redentoristas: Paulo, Fagner e Bruno. Escolheram o seguinte pensamento bíblico para ilustrar o que assumiram como opção de vida: “Enviou-me para levar a Boa Nova aos pobres” (Isaias 61,1). Tal passagem fala do comprometimento do profeta que, ao assumir sua missão, abraça toda perspectiva do Reino de Deus, na pessoa dos humildes. O ministério do diaconato é, acima de tudo, para com o pobre. Parte de seu comprometimento se dá no anúncio da Boa Nova e claro, no serviço ao altar. Nossos diáconos, após o período de estudos teológicos e vivência comunitária de nosso carisma, agora de olhos fitos no Cristo Ressuscitado, se preparam para o próximo passo, a ordenação presbiteral. Até este momento, irão contribuir junto às suas respectivas comunidades no trabalho pastoral e ainda aproveitarão o tempo em estudos e cursos para que, além do serviço que é de praxe, possam, cada vez mais, transformar a alegria e atenção do profeta em meta de vida e testemunho claro para que os mais excluídos escutem o chamado que Deus os direciona. Cresce o número dos que acreditaram e se colocaram à disposição do Santíssimo Redentor! A eles desejo que sempre respondam ao chamado que receberam e que re-

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Diáconos: Paulo, Fagner e Bruno.

flitam: “Há muito bem a ser feito e há também lugar a ser ocupado pelos corajosos que aceitam o desafio de Jesus Cristo!”. Pe. Edson Alves da Costa, C.Ss.R. Belo Horizonte, MG

DEPOIMENTOS Bruno Alves, C.Ss.R.: “A formação Redentorista em nossa Província é marcada por significativas etapas de passagem e preparação para o novo que se vislumbra em cada fase concluída. Sem sombra de dúvidas, o que nos distingue das outras famílias religiosas são os votos professados e, portanto, são estes os que nos definem por toda a vida como Missionários Redentoristas. Feita a profissão perpétua na Congregação, os religiosos que não receberam a vocação para Irmão, mas a vocação presbiteral, entram no processo do Ano de Transição. Este é o meu caso. Assim, por mais que a vocação Redentorista seja definida e visualizada pela profissão dos

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votos, podemos dizer que as futuras ordenações, diaconal e presbiteral, são uma forma “especializada” de vivermos a vocação redentorista. Sinto-me bastante animado em abraçar a vida clerical pela ordenação diaconal. Sei que esta será uma importante etapa de minha vida, pois o diácono é aquele que se dispõe ao serviço da comunidade, que “lava os pés dos irmãos” e age na caridade junto aos mais pobres. A expectativa é muito grande, pois os trabalhos na Província são exigentes e variados, portanto, o aprendizado deve ser contínuo. Ou seja, sou consciente de que não estou pronto e acabado, mas importa estar sempre aberto aos apelos de Deus que chama e capacita os chamados para o serviço em prol de seu Reinado de amor e justiça. E para dar conta da missão recebida, conto com a oração de todos os leitores, afinal, o Redentorista longe do povo de Deus perde sua identidade e não pode fazer nada!” Paulo Roberto Morais, C.Ss.R.: “O diácono anima, reaviva, organiza a comunidade em vista do serviço aos pobres. Participando na liturgia, anunciando a Palavra, acentua a inseparabilidade entre o anúncio da salvação em Cristo e o serviço dos irmãos necessitados. Para mim, abraçar este ministério não é privilégio, mas grande missão. Sinto meu coração transbordando de alegria, de projetos e clareza da vocação. Sei que é grande demais para um coração tão pequeno o dom da vida religiosa e o ministério orde-

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nado. É tesouro carregado em vaso de barro. No entanto, a certeza do Deus encarnado, enlouquecido de amor, é que impulsiona a caminhada. Tem sido assim em todos esses anos de formação, não tenho apostado a minha vida por Deus, mas com Ele e, assim, arriscando e aceitando gastar o pequeno contributo de minha existência no mistério da história. Rezem por nós!” Fagner Dalbem, C.Ss.R.: “A importância dessa ordenação diaconal, como a ordenação presbiteral que será no dia 22 de novembro deste ano, é demasiadamente grande. Percebo que é algo maior do que eu me sinta preparado e digno de assumir. O Senhor me pede para que eu seja pastor de suas ovelhas, que seja a sua imagem e continue a sua obra. Sinto-me muito pequeno diante desta tarefa. Porém, ele me conforta quando me diz que essa obra não é assumida apenas por mim, mas pelo Espírito Santo. Eu simplesmente preciso deixar com que ele me conduza, abrir meu coração para que Cristo viva em mim. Isso não deixa de ser um desafio, pois devo renunciar a mim mesmo para fazer a vontade de Deus, assim como fez o Cristo. Não posso me contentar com a mediocridade, mas estar atento ao sopro do Espírito que é criativo e nos lança o tempo todo no desafio do novo. Peço ao Senhor que me ajude, que me ensine a ser como Ele, que me ensine a também dar a vida pelas suas ovelhas. Que possamos experimentar o sabor da fé a cada dia”.

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O SAL DA TERRA QUE VEIO DO ORIENTE

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ssim disse Jesus: - Vós sois o sal da terra. Disse e aconteceu nos primeiros tempos. No entardecer de culturas, o sabor da vida mudou ao amanhecer do cristianismo. Como a presença do sal afeta todos os alimentos, o “sal da terra” que são os cristãos mudaram o sabor dos alimentos terrestres. Um novo sentido de vida. No primeiro século da era cristã brilhava o fervor. Presença assinalada das mulheres. Lemos em A.G. Hamman, historiador: “Cada Igreja instituía as diaconisas, encarregando-as do serviço das mulheres e de visitar em domicílio as cristãs que moravam em casa pagã”. Vejam só. É lembrança a festejar. Naqueles tempos havia um discernimento: “Como viver no mundo e evangelizá-lo sem se confundir com ele no trabalho e no lazer, nos campos e nas lojas”? Bela questão! É Tertuliano (197) quem polemizava: “Habitamos este mundo convosco, frequentamos vosso fórum, vosso mercado, vossos banhos, vossas lojas, vossas feiras e lugres de comércio. Convosco navegamos, convosco servimos como soldado, trabalhamos a terra e nos dedicamos o comércio. Trocamos convosco o

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produto de nossa arte e de nosso trabalho”. Havia irritação entre os pagãos. Incomodava-os que os cristãos se consideravam peregrinos nesta terra. (e hoje, hein?). Houve uma rápida expansão do cristianismo que a muitos assustou: os do poder e os da cultura vigente. O contágio da fé que se alastrava cria impasses. Era um Espírito novo prenunciando um outro estilo de vida. Não houve estratégias de expansão propriamente falando. Sim, isto sim: houve testemunhos de vida nova. O sol da vida brilhava com este novo sal da terra. Um Espírito. A pessoa que se tornava seguidora dos caminhos de Jesus, sobretudo quando os apóstolos ainda viviam, se atinham a esta dinâmica: a salvação vem dos judeus. No comecinho mesmo eram os judeus atuantes mundo afora, os que acolhiam esta fé nova, novidade de vida. Diziam: como não vibrar, ao saber que o tempo dos profetas não havia passado em Israel? Verdade: aconteceu o judeu-critianismo, e abundante. Surpreendente. A ponto que o Estado romano (que império!) não distinguiu, a princípio, judeus e cristãos. Reconhecia a estes os mesmos privilégios concedidos à Província romana da Judéia: livre culto,

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Vida, comunhão de vidas. Indo em busca desta força imponderável sentiam-se os primeiros cristãos impulsionados à alegria de crer e se definir, com altivez, SOU CRISTÃO. Era um território fecundo pelo húmus de afetos que alimentam a caminhada: o companheirismo e a fraternização, a fidelidade e a partilha, a lealdade e o olhar missionário. Que horizonte prático de Esperança! Era a ressurreição em concretos sinais de vida. “Deus conosco, entre nós, dentro de nós”. Deus agraciando os pequenos, Deus abrindo-lhes um agora de bondade e um amanhã de plenitude. Deus, o Pai criador que nos dá seu Filho eterno: Jesus de Nazaré, glorificado como Cristo. Emocionavam-se os cristãos com este Mistério de amor tamanho. Sem igual. Comoviam-se com a fidelidade dos companheiros dando a vida por esta fé. O mundo das relações em transformações encantava-os, sabiam-se amados pelo Deus da Vida. Foi sobre estes valores originais que aprendem um outro jeito de ser gente e de estar no mundo. Longe de destemperos. O SOL da vida fazia-os sal da terra. O que fazemos hoje com nossa alegria de crer seguindo Jesus, com nossa alegria de evangelizar? Retorna a meus olhos o cartaz que uma criança da Infância Missionária me mostrou numa comunidade onde fui presidir a Eucaristia do domingo. “Um segredo para você: Jesus o chama a evangelizar”.

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dispensa do serviço militar, isenção de tudo que fosse incompatível com a religião monoteísta. Não se prestava culto ao Imperador; se rezava por ele. Quando Roma percebeu a diferença, perseguiu os cristãos implacavelmente. Ah, os mártires... Após a morte dos Doze, deu-se um distanciamento do judaísmo. Afirmam os cristãos de outras geografias sua autonomia. A ruptura igreja nascente e judaísmo se deu um pouco mais adiante na história. Vão emergindo famílias inteiras não judias que são cristãs. Tornam-se evangelizadoras. E ponho-me a recordar os muitos sodados cristãos. Há narrativas sobre eles. Na vigília da noite, o “soldado de Cristo” contava para o parceiro de guarda a “feliz nova”, o novo Espírito... Foram banindo do meio militar as deusas Cibele e Mitra. Criam-se os atritos. Multiplicam-se os testemunhos de fidelidade a Jesus. Sem dúvida, o fermento em ação. É o SAL DA TERRA dando sabor de novidade redentora à vida. O que fazia o crer valer a pena. Nova alma, novo ânimo além de funções e ocupações. Uma congregação de alegres fiéis seguidores de Jesus. Era um sentir e um experienciar uma energia interna, um movimento modificador de dentro e para fora. Restaurava-se o contentamento celebrando em memória de Jesus, com o pão e o vinho, a vida que se eternizava em doação. Comunhão com a


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Sorri, fiz-lhe um carinho na cabeça e disse-lhe: Tá aceito o segredo. Vá mostrá-lo a outros. E lá se foi ela pelo corredor central buscando um cadeirante. E agora? Apenas cinco pontinhos a nos inspirar:

perança vê o que virá: céu novo, terra nova prometida. Esperamos vivendo o ainda-não do Reino em plenitude. Assim, lutamos por respeito e justiça, sendo contra toda exclusão. Somos amor a caminho. Partilhamos. Temos a Trindade como guia.

1. VIVER CONTENTE, pois não só fomos chamados ao milagre da vida como também fomos agraciados com a revelação de que Deus é ABBA, o Pai querido para todos. Que todos somos filhos e filhas, irmãos e irmãs para além de raça, cor, títulos, ofícios e formas de poder. O Abba não teme que sejamos criadores. Ele nos ama acima de tudo e por primeiro.

4. VIVER CONTENTE, pois acontecerá conosco o que aconteceu com Jesus. A vida se faz eterna. A morte é vencida. Cruz e ressurreição. Somos pecadores perdoados. Gente que se ergue, caminha. Gente de superações e transfigurações.

2. VIVER CONTENTE, pois aprendemos a ser Igreja de Jesus, sinal-sacramento do Reino do Pai acontecendo. Guardamos viva a memória de Jesus (Quem ama faz memória) e dele damos testemunho: o crucificado está vivo, ressuscitou. E testemunhamos através de uma vida que se transfigura. Vida em comunhão. Somos Igreja santa e pecadora. Mas somos Igreja: movimento e caminho espiritual de mais ser com a Trindade, de quem aprendemos nos organizar num viver e conviver no Amor, com Amor, por Amor. No sopro do Espírito. 3. VIVER CONTENTE, pois somos gente de Esperança. Quem espera, confia. Confia porque crê. Nossa Es-

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5. VIVER CONTENTE, pois os tempos atuais nos provocam à autenticidade e nos interpelam a uma Fé e prática religiosa coerente com a oração do Pai-nosso: saciar a fome de ser acolhido; saciar a fome de sentido para a vida; cuidar da fome que se sacia com o pão de cada dia. A alegria de crer pressupõe a capacidade de maravilharmos. Afinal, o Reino também está dentro de nós. Cresce em cada gesto de solidariedade, em cada esperança partilhada, em cada gentileza praticada face ao diferente sem criar desigualdade. Quando isso acontece, o tempo se eterniza. Aleluias. O Deus Trindade nos olha com seus olhos confiantes de sermos o sal da terra. Pe. Dalton Barros, C.Ss.R. Belo Horizonte, MG

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Redentoristas reunidos em Assembleia Provincial

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adres, Irmãos e Diáconos da Província do Rio se reuniram na primeira assembleia provincial deste ano, de 19 a 22 de maio, em Belo Horizonte (MG). De acordo com o Superior da Congregação Redentorista em MG-RJ-ES, Pe. Vicente Ferreira, C.Ss.R., foi um tempo de partilha, revisão e de sugestões para o futuro na caminhada provincial. A missa vocacional presidida pelo Pe. Vicente abriu o encontro. Os Diáconos Bruno Alves, Paulo Roberto e Fagner Dalbem deram seus depoimentos, destacando as experiências e expectativas na Congregação. Durante a celebração, os seminaristas do Ano SPES foram apresentados aos confrades. Em seguida, os redentoristas iniciaram uma plenária sobre os santuários e paróquias da Província, com discussões em grupos. À noite, o Conselho Provincial realizou uma reunião para assuntos internos. No segundo dia da assembleia, a formação, a administração provincial e as obras sociais foram os temas abordados entre os redentoristas. Ao final da tarde, o Pe. Paulo Sérgio Carrara, C.Ss.R. fez o lançamento de seu livro “Elevatio Entis Ad Patrem – A oração de Jesus e do cristão à

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luz do mistério pascal na teologia de François Xavier Durrwell”, uma publicação de sua tese de doutorado, orientada pelo Pe. João Batista Libanio, SJ. No terceiro e último dia, foram trabalhados os bens culturais, a comunicação da Província e o cotidiano fraterno e orante das comunidades religiosas. Para encerrar o evento, foi realizada a Missa dos Jubilares: Padres Fonseca, Lima, Freitas e Macedo. De acordo com o Provincial, os resultados apresentados na assembleia refletiram os diversos investimentos humanos, financeiros e espirituais que todos os confrades fizeram ao longo dos últimos anos. “É muito bom perceber tantos frutos nas diversas áreas de nossa missão, o que nos dá tranquilidade para as próximas transições que faremos”, declarou Padre Vicente. Brenda Melo Juiz de Fora, MG

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1º Congresso Internacional de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Mãe do Perpétuo Socorro, Ícone de Amor!

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omeçamos a caminhada para a solene celebração do 150º aniversário da entrega do Ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro aos Redentoristas pelo Papa Pio IX. A Província Redentorista de Campo Grande, junto com a sub-Conferência URB (União dos Redentoristas do Brasil) e a Conferência de América Latina e Caribe, tomou a iniciativa de realizar um Congresso Internacional sobre este Ícone tão querido quanto popular em todo o mundo. A coordenação foi assumida pelo Superior Provincial da Província de Campo Grande, Pe. Joaquim Parron, e pelos confrades de sua Província, na pessoa do Pe. Dirson Gonçalves, reitor do Santuário do Perpétuo Socorro de Campo Grande, e pela sua equipe de confrades e de leigos. Campo Grande, uma cidade morena que se encontra no centro-oeste do Brasil, como portal do Pantanal sul mato-grossense, nos acolheu muito bem.

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Foi admirável a presença de confrades de todas as Conferências, além de muitos leigos missionários, o que demonstra o amor redentorista pela Mãe do Perpétuo Socorro e o interesse de todos em promover um tempo especial de graças durante o período deste aniversário. De 12 a 16 de maio, foram 102 participantes, provenientes de 28 países, com representantes das 5 Conferências. Essa iniciativa, plenamente apoiada pelo Governo Geral, teve a alegria de contar com a presença do nosso Superior Geral, Pe. Michael Brehl, que presidiu a abertura do Congresso, do Vigário Geral, Pe. Enrique López e do Coordenador da Conferência de ALC, Pe. Manny Rodrigues, que ajudaram em todos os trabalhos. Esteve conosco também Pe. Ben Ma, Coordenador da Conferência da Ásia e Oceania. Os Congressistas expressam sua gratidão à Província Redentorista de Campo Grande pela iniciativa e organização do Congresso, e às suas Unidades, que lhes possibilitou participar desse evento. O encontro se desenvolveu entre partilha de experiências, principal-

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mente em relação à Novena Perpétua, reflexão sobre a mensagem do Ícone e propostas de ação evangelizadora, que ajudem a aprofundar e a renovar o mandato assumido há 150 anos de fazê-la conhecida em todo o mundo. Foi muito bom ouvir tudo o que se faz nas várias partes do mundo, que estavam representadas no Congresso, além da oportunidade de participar da Novena Perpétua celebrada com todo o Povo de Deus. Essa piedade popular, manifestada com muita devoção e alegria, incentiva a nossa própria devoção. Procuramos contemplar a Mãe do Perpétuo Socorro em seu sentido original como Ícone de tradição oriental bizantina, refletimos sobre a sua Mariologia, meditamos sobre a mensagem espiritual, pastoral e missionária, que brota deste Ícone, e dialogamos sobre a dimensão de piedade popular e liturgia do Ícone, em vista de renovar o nosso empenho de evangelização. Esse primeiro evento internacional nos conduz diretamente à proposta do lema para a celebração dos 150 anos: “Mãe do Perpétuo Socorro,

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Ícone de Amor!” Toda a história dos seus devotos ao longo desses 150 anos, junto com a dedicação pessoal, comunitária e pastoral de gerações de confrades que propagaram esta devoção, tem sido uma profunda e constante experiência do amor materno de Maria, que nos acompanha com seu olhar atento e sereno, pronta a nos oferecer o socorro que traz em seus braços, Jesus, nosso Santíssimo Redentor. Este Congresso reaqueceu nossos corações em nosso amor à querida Mãe do Perpétuo Socorro e partimos com o compromisso de nos envolver com alegria na celebração deste 150º aniversário. Queremos convidar cada confrade, cada Unidade e cada Conferência a assumirem conosco, com criatividade, um novo mandato de fazê-la conhecida e amada em todo mundo como o Ícone de amor, expressão viva da copiosa redenção.

Mensagem dos congressistas Campo Grande, MS

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Formadores e psicólogas em formação

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os dias 14 e 15 de maio, realizou-se, no Seminário da Floresta (Juiz de Fora - MG), uma atualização para os formadores e para as psicólogas que trabalham na formação dos seminaristas redentoristas da Província do Rio. A assessoria foi do Pe. Dalton Barros de Almeida, C.Ss.R., que é reitor e formador da Comunidade de Teologia em Belo Horizonte - MG. Participaram deste encontro o Padre Vicente Ferreira,

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C.Ss.R., Superior Provincial, os Padres Américo de Oliveira, C.Ss.R., Edson Alves, C.Ss.R., Lúcio Bento, C.Ss.R., Maikel Dalbem, C.Ss.R. e o Irmão Aníbal de Assis, C.Ss.R. Estavam presentes as psicólogas Andréia Espindola, Astrides, Joana D’Arc e Maria Cristina. O tema foi o processo de discernimento vocacional inicial, focalizando o Estágio Vocacional Redentorista, que é a última etapa do processo de acompanhamento antes do jovem ingressar para uma das comunidades vocacionais. O trabalho terá sequência no segundo semestre. Pe. Américo de Oliveira, C.Ss.R. Juiz de Fora, MG

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Biblioteca Redentorista entra no clima da Copa do Mundo com a exposição “Gol de Letra”

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o clima da Copa do Mundo de Futebol, que este ano será realizada no Brasil, a Biblioteca Redentorista (Juiz de Fora - MG) preparou a exposição “Gol de Letra”. A partir do dia 02 de junho, os visitantes poderão conferir livros e jornais sobre futebol e a Copa. Entre os livros, estão “Lições da Copa” de autoria do então técnico de futebol da seleção brasileira, Mário Jorge Lobo Zagallo, publicado um ano após a conquista da Copa do Mundo no México, em 1970, e “Na boca do túnel”, que tem como um dos autores João Saldanha, técnico escalado para comandar a seleção em 1970, mas que deixou o cargo três meses antes. A exposição conta, ainda, com os títulos “Futebol 2001”, de José Ângelo Gaiarsa; “No país do futebol”, de Luiz Henrique de Toledo; “Futebol de Salão”, de Luiz Gonzaga de Oliveira Fernandes e “Jogando com Pelé”, de autoria do jogador. A “História da Copa do Mundo” estampa as páginas da Enciclopédia Britânica no Livro do Ano de 1994, efetuando um percurso histórico que se inicia em 1904 com a fundação da FIFA, passa pela criação do campeonato em 1928 e descreve, a partir de então, todas as Copas do Mundo de Futebol até o ano de 1994. Outro destaque é a cartilha “Futebol de Classe” que foi produzida por

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um sindicado de São Paulo, aproximadamente na década de 1980, onde duas seleções se enfrentam, uma composta pelos operários e outras pelos patrões, evidenciando a luta de classes através do futebol. Completam a exposição os jornais de 1994 e 2002, anos em que o Brasil sagrou-se campeão do mundial, tornando-se tetra e pentacampeão, respectivamente. Nos jornais é possível conferir a repercussão que a vitória brasileira teve na cidade, a comemoração nas ruas, a homenagem a Ayrton Senna em 1994 e a moda do topete de Ronaldo em 2002. Os livros e periódicos estarão em exposição até o final do mundial, no mês de julho, somente após esse período poderão ser acessados para pesquisa e leitura no saguão da biblioteca. Os visitantes que forem à Biblioteca também poderão conferir a decoração especial preparada para torcer pelo Brasil. A Biblioteca Redentorista está aberta a toda a comunidade, de segunda à sexta-feira, de 9h às 17h, na Avenida dos Andradas, 855 - Morro da Glória. Juiz de Fora – MG. Luciana Verônica Juiz de Fora, MG

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Quero agradecer a equipe do Akikolá por essa revista linda, rica, que ensina a todos nós. Ah! agradecer principalmente ao Pe. Mário Gonçalves, que me presenteou com a assinatura. Muito obrigada por eu receber todo mês. Deus ilumine e abençoe a todos! Elizete Maria Diniz Araújo Curvelo - MG

O Akikolá sempre surpreendendo com as belas mensagens que realmente tocam o íntimo da alma; muito obrigado a Deus por estas oportunidades na vida e sejam abençoados na evangelização. Parabéns ao querido Padre Macedo (predileto do Pe. Gregório no noviciado de Correia de Almeida!) pelo meio século de profissão religiosa. José Mauro de Rezende Monteiro Santa Rita do Sapucaí - MG

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Akikolá - Junho/2014