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PROFASHIONAL EDITORA | R$ 5,90 | 2012 | PROFASHIONAL.COM

EDIÇÃO

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Marieta Severo Umas das atrizes mais talentosas do Brasil mostra seu lado profashional de ser

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Fotos/Imagens:

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“Temos de deixar os começos tomarem seus lugares” (eu mesma, Sandra Teschner)

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Chame de recomeços! Lembro-me de quantos filósofos, dos gregos a Nietzsche, disseram que a “única coisa que nunca muda é a mudança”, grite que o tempo é infinito! Não existe começo, nem nunca termina, a vida é um movimento e tudo que conhecemos é energia. Pense que a cada dia novas sensações, novas pessoas, tudo novo, brindam o que virá, enquanto o que somos busca dentro do que vê as imagens que reconhece e se sente seguro dentro delas. Quantas vezes estamos realmente abertos ao desconhecido? Somos um conjunto, pacote e embalagem incompletos (e em mutação), em busca do próximo componente. Mas há um espaço “previsto” para as partes passíveis de completarem o possível vazio. Na raridade da vida, liberamos a entrada eventual – por raro ser! Daquilo ou daqueles que trazem assimetria ao pacote e podem fazer toda a diferença! Não superará nossas expectativas, porque não as tínhamos! Então, abertos ao desconhecido, descobrimos a graça efêmera dos prazeres que só sentimos na primeira vez. Sua chance é deixar esses “começos tomarem seus lugares”. Às vezes, preciso dar uma volta fora do meu corpo. Paro tudo. Saio para ver o mundo além dos meus olhos – que tem corpo – para me saber fora dele. É um descanso bem-vindo, desorientar-me. Mas o meu eu grita para me expressar. Retorno como em um encontro surreal de corpo e alma. E sigo. Mas

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Retorno como em um encontro surreal de corpo e alma. E sigo. Mas a experiência do sempre novo é que me faz rir, gargalhar espontaneamente, expor a alegria dessa alma que viaja.

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FOTOS/IMAGENS:ARQUIVOS PROFASHIONAL EDITORA

Somos um conjunto, pacote e embalagem incompletos (e em mutação), em busca do próximo componente. Mas há um espaço “previsto” para as partes passíveis de completarem o possível vazio. Na raridade da vida, liberamos a entrada eventual – por raro ser! Daquilo ou daqueles que trazem assimetria ao pacote e podem fazer toda a diferença!

a experiência do sempre novo é que me faz rir, gargalhar espontaneamente, expor a alegria dessa alma que viaja. Há pouco, em curta passagem por Olivença (Bahia), na casa dos meus pais, em companhia de Nini (minha sobrinha tão eu que tem edições absolutamente novas, surpreendentes da vida e do ser), contávamos histórias em círculo, inventadas e contínuas, onde cada um dos participantes completa a fantasia do outro, em uma noite de lua cheia, estrelas e com queda de energia elétrica (só a elétrica!). A pequena, interrompendo o instante em um lampejo de emoção, dispara em minha direção “adoro sua risada!”, justamente quando eu não ria. O caminho é feito de começos. Caro leitor, esta é a última revista Profashional do jeitinho que ela é hoje. Voltaremos ao início de nossa história, próximos a completar uma década e deixaremos o novo entrar, espalhar-se, criar novos riscos, traços e deixar que o inesperado nos faça, quem sabe?! Dar risadas.

Sandra Teschner Publisher sandra@revistaprifashional.com.br facebook: sandra teschner twitter.com/sandrateschner www.revistaprofashional.com/blog Dio, meu filho Kai e eu em seu aniversário, em um momento “o importante é ser feliz!”.

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Sua comunicação, nosso mundo Profashional.

Profashional Editora Ltda.

Av. Jandira, 843 | Moema | CEP 04080-005 | São Paulo| SP Tel.: (11) 5051-4084 www.profashional.com | editora@profashional.com

Publisher e Editora:

Sandra Teschner sandra@revistaprofashional.com.br

Diretor Administrativo Financeiro: Gabriel Sales

Financeiro:

Leonor Schuller

Jornalistas Responsáveis: Marisa Abel - MTB 39.214 marisa@profashional.com Mirella Stivani - MTB 50.483

Coord. Jornalismo:

Adriana Rosa - MTB 47337

Editoria de Comportamento: Kai Hrebabetzky

Conselho Editorial:

Adriana Rosa, Dio Jaguarível, Gabriel Sales, Júlia Moraes, Marisa Abel, Mirella Stivani e Sandra Teschner

Jornalistas:

Ana Carolina Contri, Dio Jaguarível, Fernanda Mendonça e Maria Helena Bellini

Coordenação de Design: Alice Hecker

Designers Gráficos:

Claudia Carvalho, Danielle Lima, Humberto Lima, Katherine Gomes e Moacyr Toledo

Ilustrações:

Humberto Lima

Web:

Ricardo Cerdan de Campos

Moda:

Ana Cosi, Ana Carolina Nazato, Caroline da Mata, Eber Medeiros, Gabriela da Mata e Julia Moraes

Atendimento ao Cliente:

Alice Alves recepcao@profashional.com

Revisão:

Maria Elisa Albuquerque

Impressão: IBEP

Colaboraram nesta Edição:

Anne Rech, Antônio Naud Júnior, Claudia Del Pereio, Daniela Rodrigues, Ester Jacopetti, Léia Marinho, Luiz Carlos Cruz, Monique Melo e Vera Mello

Para anunciar:

Márcia Souza e Ricardo Cerdan de Campos comercial@profashional.com

Para assinar e solicitar edições anteriores: assinatura@revistaprofashional.com.br

Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Editora nem da Revista. É permitida a reprodução desde que previamente autorizada, com crédito à fonte.

Editora filiada à

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POINT |

SCRAPBOOK: ÁLBUM DE RECORTES, ASSUNTOS E RECADOS

“Adorei ler o que Sandra Teschner escreveu em ‘Pano pra Manga’ da edição 100. Apesar do trânsito caótico, fiquei com vontade de conhecer o Vietnã. Adoro conhecer novas culturas e, por isso, não perco uma só edição de Profashional. A seção citada acima é a minha favorita. Próximo destino: Vietnã!” Damiana Rodrigues São Bernardo do Campo – SP

EDIÇÃO 100 “Simplesmente um arraso a entrevista com a publisher Sandra Teschner na edição 100! Quanta competência e beleza nessa mulher que faz acontecer! Parabéns!” Tatiana Lunardelli Miyata São Paulo – SP “Recebi a edição número 100 da Profashional. Dei uma geral com muito carinho e tudo está lindo e maravilhoso. Começando pela capa, que está perfeita com este seu olhar de pantera e sorriso supersensual. Amei todas as matérias, em especial a do Vietnã e a matéria de capa em que fiquei conhecendo um pouco mais de você. Parabéns por tudo e muitas felicidades para os próximos 100 exemplares. Grande abraço e bons negócios!” Paulo Oliani Por e-mail

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“Admiro o trabalho de David Pollak e gostei muito de vê-lo em ‘Questão de Estilo’, da edição especial de aniversário. Bacana conhecer um pouco da vida pessoal desse grande artista. Pude perceber que ele é romântico, gosta de animais e ainda tem bom humor. Adorei!” Vanessa Akemi Por e-mail

“Adorei o texto ‘O Direito de ser’ de Kai Hrebabetzky. Viva a genética! Só poderia ser filho de Sandra Teschner!” Patricia Menezes M. de Castro Via Facebook “Gostei muito do Avatar Fashion de Sandra Teschner: a Mirna. Parabéns!” Mary-Anne Eliasson Via Facebook “Emocionei-me com a entrevista da jornalista Marisa Abel com a bailarina Amanda Moares. A história da jovem é inspiradora e nos faz parar de pensar e tomar coragem para agir, para poder transformar os nossos sonhos em realidade.” Kátia Soares Lauro de Freitas – BA

“Muito interessante o artigo ‘O fim dos sites de compras coletivas’ de Regina Blessa. Li e concordo com a colunista em gênero, número e grau. É triste ver que uma ferramenta tão bacana está chegando ao fim por conta da ambição sem limites de muitas empresas que usam os sites para divulgar promoções que iludem os clientes e os decepciona depois.” Mariângela Magi Barueri – SP

QUEREMOS SABER A SUA OPINIÃO Mande um e-mail para revista@revistaprofashional.com.br W W W. P R O FA S H I O N A L . C O M

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“A d o r o a s e ç ã o ‘ I s s o é Profashional’, que sempre nos inspira com novidades bacanérrimas para todos os ambientes da casa. Na edição 100, o que mais me chamou atenção foi a estação de café 3 em 1 da Manufacturers Clearance. E também gostei muito da casinha de cachorro da Pousse Créative. Minha cachorrinha, a Baby, vai amar!” Shirley de Souza São Paulo – SP “Adorei a edição 100, além de poder conhecer muito mais sobre vocês, ainda de quebra tem uma entrevista com o Bob Wolfenson, sou fã dele e quero ser fotógrafa. A entrevista está ótima e me motivou a estudar mais sobre fotografia.” Beijos, Andressa Pereira Atibaia – SP “Adorei a matéria que fala de maquiagem para a estação mais elegante do ano – o inverno! Amei as dicas da make stylist Nair Yanashita. Arrasaram no texto, no design, ou seja, a edição de aniversário está maravilhosa.” Regina Ciuffa São Paulo – SP

“Amei a Mirna, parabéns pelas 100 edições da revista. Apaixonei-me pela edição especial de aniversário. Sucesso!” Marlene Fernandes Via Facebook

FÃ PROFASHIONAL “Meninas, parabéns pela revista Profashional, que a cada edição supera as expectativas com novidades para o mercado de moda e varejo. Sou fã assumida deste mundo! Beijos,” Janaína Souza São Paulo – SP

RECORDAR É VIVER Embalada pelo momento profashional de se recordar momentos bacanas, a consultora de moda de Curitiba e nossa leitora, Renata Braga Artacho, divide conosco momentos doces de sua infância, ao lado do seu pai Juracy Orlandi Artacho, já falecido. “Nesta foto eu tinha 7 anos de idade, estava na Festa Junina do Colégio Assunção, em São Paulo, junto ao meu pai, que foi, entre as décadas de 1950 e 1960, um publicitário conceituado”.

Mirna veste Tommy Hilfiger

FOTO:IMAGE.NET

Renata e seu pai Juracy

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índice

Na cap a

P.26 Marieta Severo

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Pictures /

André S alcedo

16 Jorge Bispo(capa) / Gui Paganini / U niversal

Alinhavando – Com os pés na moda Questão de Estilo – Julia Moraes Artigo – Redes sociais transformaram o marketing Tecendo Tramas – Amor congelado Isso é Profashional Vanguarda multicultural Sneakers – Na pegada fashion Pano Pra Manga Arte nas mãos – Nail Art Ensaio – Claudia Del Percio Comportamento – I say hello, you say goodbye… Marketing – Todo dia é um novo dia Imediatamente – Fashion now! Entrevista – Juliana Paes A Era do Cachorro Louco Artigo – Eurotrip e 65 Flashes Objetos de Desejo – Tempo de recordar Evento com retalhos – Patchwork Artigo – Tramas e tranças Undercut, o corte que é tendência Entrevista – Gui Paganini Cor-de-Rosa My Choice – Visual de encher os olhos Comonique – Bíblia da Comunicação Pequenos Profashionais Comportamento – O valor de uma opinião Responsabilidade Social – Futuro à vista Coluna da Dani – Cabeça de pastel Artigo – Flores de fuego Bússola Aberta – Visconde de Mauá Arremate – Marisa Abel

F otos:

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ALINHAVANDO |

POR LÉIA MARINHO

COM OS PÉS NA

MODA

Para and ar por de ntro da moda , não é necessár io ser bac harel no assun to, mas q ue conhece r os nom es dos mod elos e es tilo das peça s garante s um seguranç a, isto é f a ato e rã o s o fo c o s e n to , n o s m um o e m d te is s n e um tê iferenciar xija e e u q os pés, d fa uma tare é o ã for n sapato se sapato as e se es m , io ín c cio nenhum ra a muito? no sim? Mud s a c calçados o m um laturas de c n e ns u m o lg n A . ” estilo Existem “n possui seu m m u o a c d e a d c a e à atualid mercado, e. uitos anos d m a e id d e n m e ra reaparec ontempo c e d e u q n e um to u e le tê is releituras li p o n , a q s u o es te d o ia as geraçõ É o caso sucesso n z fe ar. e c u fi q rço ltar para sem cada romete vo p ra uia o g g m a e amos u passadas da, nós cri vi es a u m s o a n r ta nha e os Para facili stra a cari ho o lin m e e d u o q que o m ilustrado z lembrar fa e s to a . dos sap cido assim desconhe não é tão

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Scarpin

Open boot

Clássico e fundamental no guarda-roupa de toda mulher chique e elegante, indispensável em festas e reuniões de negócios.

Nada mais do que uma ankle boot, porém, como seu nome diz, aberta.

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o SPF

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Peep toe

Juliana Jabour SPFW

Ankle boot

FOTOS/IMAGENS: ARJUN KARTHA - SXC.HU / IMAGE.NET / FFW.COM / AGENCIA FOTOSITE

me, Traduzindo seu no , do tu os em já entend . elo oz rn to bota de

Erika Ikezili SPFW

Não importa como serão o cabedal e o salto; para ser peep toe, a frente tem de ser aberta, portanto, cuide das unhas!

New Order Fashion Rio

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ALINHAVANDO |

POR LÉIA MARINHO

Mocassim

Totem Fashion Rio

Primordialmente propriedade masculina, dividindo sua beleza aos pés femininos a partir dos anos de 1980.

Sleeper Maria Bonita

SPFW

Também chamado de loafer, o sleeper foi inspirado nos sapatos de dormir, por isso o nome sleep (dormir).

Iate ou Slip on

Moda entre os skatistas, o tênis conquistou os velejadores e iatistas pela facilidade de calçar. Melk Z-Da

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Fashion Ri

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r um tênis ia c n e r e if D ato não é p a s m u de que exija fa e r ta a um io, mas ín c io c a r nenhum for um to a p a s e s e se es da muito? u M ? im s mocas

Mule

Boneca

FOTOS/IMAGENS: ARJUN KARTHA - SXC.HU / IMAGE.NET / FFW.COM / AGENCIA FOTOSITE

O bico deste modelo necessariamente deve ser redondo, os saltos são de baixo a médio e a maioria dos modelos possui a tira no peito do pé.

Clog n Rio

a Fashio

Melk Z-D

Febre dos anos de 1970, o clog é este tamanco pesado; a marca Chanel apostou em seu desfile e trouxe de volta à nossa década a epidemia dos tamancos.

Alto ou baixo, com ou sem correia traseira, sua principal característica é a abertura no calcanhar. W W W. P R O FA S H I O N A L . C O M

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QUESTÃO DE ESTILO

e d O L E DU

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quando trabalhava em um jornal em minha cidade natal, antes mesmo da editora ser a editora. Eu me apaixonei e meu projeto de conclusão de curso (sou publicitária) foi sobre esta querida, até então, publicação. Como o tempo lapida tudo, inclusive os desejos (precisamos ir para os comerciais e encurtar o roteiro), cá estou neste casamento sem nenhuma monotonia há mais de quatro anos. Nesta história, até cabe um bebê, em 2011, nasceu minha filha Theodora, pequena e leve, mas também muito forte como sugere seu nome. Depois dela, tudo o que faço é um registro para que se orgulhe de mim. Esta é minha história, supereditada como deve ser.

Editorial da revista Style Magazine

Julia Moraes em um momento candy colors

ATRAVÉS DO ESPELHO Do que você mais gosta? De ter liberdade para criar e mostrar o meu trabalho. E de estabelecer boas relações. Gosto quando sou chamada a novos desafios, parece frase pronta, coisa de artista, mas é a mais pura verdade... (risos) Um bom editorial é... Um editorial eficiente. A gente vende tudo a todo o momento, vejo uma extensão da publicidade (que estudei) ao criar imagens, ao

Julia mostra seu talento no editorial da revista Internacional Shopping Guarulhos FOTOS: ACERVO PESSOAL DE ALDO MENCATTO

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Fui convidada a protagonizar o Questão de Estilo desta edição. Logo eu, a pessoa mais low profile que conheço? Pensei. Aceitado A ceitado o convite e lutando contra c ontra os meus eus, resolvi pegar o teclado e escrever um pouco do que sou. Com a licença das caríssimas amigas jornalistas e escondidinha mesmo, como uma mineira (que não sou, mas aprendi a ser), comi quieta e escrevi estas linhas. A moda sempre foi um dos meus grandes amores, junto com o cinema, a poesia, as artes plásticas (e drásticas) como qualquer garota de minha ex-idade de sonhos é ou será um dia. Rebobinando um pouquinho essa fita, e incrementando a história, ainda criança, recortava as modelos das revistas nos editoriais de moda e brincava com elas, minhas Barbies eram: Elle Macpherson, Cláudia Schieffer, Cindy Crawford e Linda Evangelista, um exercício lúdico e delicioso de se fazer. Adolescente, sonhava em trabalhar com modelos e fotógrafos, mas achava – como boa adolescente – muito difícil sair do meu quarto, quente e confortável, para realizá-lo. E tudo foi um pouco tarde, mas dentro da mágica correta do tempo. Conheci a Profashional

UM

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Editorial da revista Central Fashion

produzir e ao fazer o styling, que aprendi aqui, na lida diária. Você trabalha com sonhos, com as aspirações e não se pode esquecer disso, principalmente neste segmento. Sempre deixo meu radar ligado, a fim de absorver o que tenho para usar e ressaltar o que melhor traduza o cliente. Ter bons fotógrafos, modelos e produtores, é fundamental. Amo trabalhar em equipe e isto reflete no resultado. Sensibilidade completa os três pontinhos anteriores. Um bom lugar... É onde me sinta bem, me faça desacelerar, acalmar meus pensamentos. Se pudesse voltar... Mudaria algumas coisas de lugar, reveria ações e me arriscaria um pouco mais. Porém, sem traumas, nós somos uma construção diária e o que sou hoje é reflexo de tudo o que vivi. Algum arrependimento... Sim, e fico chocada com os que dizem que não se arrependem de nada. Tenho total admiração! Quanto a mim, aprendi a minimizar o impacto de minhas escolhas e atitudes, a aceitar suas consequências. Tirei algumas lentes e hoje vejo tudo como realmente é. Vivendo um ensaio sobre a lucidez diariamente.

A pequena Theo também é fas dora mostra que hion

Uma ma qualidade e um um defeito... defeito... Força e “ranzinzismo”, sou terrível em alguns momentos. Quase um personagem do Woody Allen vagando por São Paulo. Eu uso... Tudo o que me faz sentir bem. Tenho sempre uma pitada rock’ n’ roll nas minhas produções. Ultimamente, ando muito floral e transparente (pode ser uma metáfora também), mas não tiro o pé da contracultura. Ser mãe me deixou mais feminina e até delicada. Acreditem.

FOTOS: ANDRÉ SALCEDO / FERNANDO LESSA / ARQUIVO PESSOAL JULIA MORAES

O que te inspira? Música, definitivamente a música norteia todo o meu trabalho. Crio melhor com ela. E sempre que construo uma imagem, ela tem uma trilha sonora. O que está ouvindo agora? De Nick Watherhouse a Lou Doillon. De Sex Pistols a Mozart, passando por mantras e Bat for Lashes... (risos) Se eu citar, podemos terminar esse papo aqui. Ah, e amo o Cícero Lins, alguém pode avisar pra ele? De concreto... A Theodora, minha filha, que tem um sorriso lindo e aprendeu a falar mamãe. Fiz um blog para ela chamado Histórias para Theodora ler quando crescer. Inspirado em outro blog delicadíssimo da Luiza Pannunzio. Minha filha é minha grande amiga e é o que tenho de concreto. Planos para daqui a pouco, Julia? Os melhores possíveis... E que haja vida, pra realizar todos eles, não é mesmo Julia?! Ser Profashional é... CORRER ATRÁS E FAZER POR ONDE. Mias um trabalho da Style Magazine

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TECENDO TRAMAS |

POR DIO JAGUARÍVEL

Amor congelado

Bacana é ser retrô

Frigobar da Brastemp

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Um novo tema foi adicionado na conversa entre amigas e não é sapato ou bolsa, é GELADEIRA! Isso mesmo, a nossa geladinha deixou de ser só um eletrodoméstico e ganhou status cult. O papo é “você viu a edição limitada da Smeg (marca inglesa de eletrodomésticos)?” ou “gente, a Brastemp lançou uma linha toda colorida, eu preciso!”. Para mim, essa discussão soa totalmente normal, já que tenho uma ligação forte com as geladeiras, mesmo antes de ganharem cor, vestirem jeans e caírem nos encanto dos fashionistas. Quando menina, a geladeira era o primeiro objeto a entrar na minha casa de boneca, e não a cama ou a banheira. Hoje, uma delas ocupa lugar de destaque na minha sala de estar, juntinho da televisão para que esteja sempre à vista. “Azulena”, como a apelidei, tem

uma filha que é sua cópia fiel e se aconchega no meu quarto. Mas não fugi à regra e tenho também uma “tradicional” na cozinha, como manda o figurino, que abriga muitas imagens, frases e lembranças. Minha coleção não vai parar por aí (meu marido ainda não sabe!). Quando voltei para o Brasil, há 3 anos, tive de me separar de duas delas, mas já estou paquerando dois modelos para substituí-las. Até nos meus ditados, costumo colocá-la no meio. Costumo dizer “quer segurança, compre uma geladeira!”. Mas a minha amiga Sandra Teschner está atualmente discordando, depois de duas pifarem na sua casa. Sei que a vida passa, as coisas mudam, mas ela está sempre lá, pronta e à espera de ser atacada. Eu continuo acreditando que nossa ligação não é uma fria e vai durar muito!

FOTOS/IMAGENS:

Azulena, a geladeira do coração

Fotos:Divulgação Brastemp / Arquivo pessoal / Marcelo Moura - SXC.HU

“Eu já nem sei se eu tô misturando Eu perco o sono Lembrando em cada riso teu Qualquer bandeira Fechando e abrindo a geladeira A noite inteira” Cazuza

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ISSO E...

FITA CASSETE MELHOR AMIGO Este cachorrinho é apenas peça decorativa e sua função é exatamente esta. Mas traz irreverência à decoração e todo mundo vai adorar! http://www.oddobjetosdedesign.blogspot.com.br

Os mais novos talvez nem se lembrem do que é uma ter uma fita cassete com suas músicas favoritas gravadas, mas para os saudosistas, esse case para iPhone é bem irresistível. www.etsy.com

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Se a vida lhe der um limão, espreme-o e faça uma deliciosa limonada. Com este apetrecho especial, além de não sujar as mãos, ainda evita o bagaço no líquido. www.laprimashops.com

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FOTOS/IMAGENS: IMAGEM: REPRODUÇÃO ARTÍSTICA PROFASHIONAL

LEMONADE

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PROFASHIONAL CADEIRA DE CRIANÇA Parece um rolo de papel higiênico, mas é apenas uma prancheta fixada no meio de dois rolos de papel gigantes. O Childrens Paper Chair foi desenvolvido para crianças de 2 a 7 anos. www.charlottefriis.com

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Todo mundo sonha em ser uma sereia em algum momento da vida. As pequenas podem realizar esse sonho com este falso rabo de plástico, que é facilmente ajustável aos pés. www.chasing-fireflies.com

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POR EBER MEDEIROS

Vanguarda Tribos urbanas criam o étnico contemporâneo, unindo elementos culturais

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o falarmos do estilo étnico e da sua influência na moda, algumas pessoas, de forma equivocada, imaginam que seguir essa tendência é sair por aí como um nômade de uma tribo meio perdida no meio do mundo, supercoloridas, com roupões compridos, turbantes, um mix de colares, pulseiras e brincos enormes e cheios de detalhes. Respeito as crendices à parte e, tecnicamente de moda falando, a verdade é que o étnico é relativo à etnia, ao que é diretamente ligado às raízes e à ancestralidade de um povo, seja ele qual for. Então, todos os povos, independentemente de onde sejam, da forma que tenham vivido através dos anos e até se ainda existem ou não, têm algo a agregar ao que entendemos hoje como moda. Gostar de ter peças diferenciadas para compor o visual, roupas, sapatos, bolsas e principalmente bijuterias que tragam consigo algo forte, exclusivo e cheio de história, é pessoal de cada um, dependente ou não da tendência vigente. Não é preciso se estender muito para deixar claro que pessoas com essa característica pessoal gostam Adriana Degreas SPFW

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Animale SPFW

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(ARTIGO)

multicultural

FOTOS: AGÊNCIA FOTOSITE

Água de Coco SPFW

Andrea Marques Fashion Rio

de aparecer com algo diferente e inusitado a todo momento. Muitas vezes, de produzir suas próprias peças para que elas tragam impregnada uma parte de si, de tudo que é e sente. Isso também é étnico, é a sua etnia sendo internalizada e deixando à mostra a herança de sua criação, os costumes ensinados pelo seu povo. Madeira, cerâmica, pedras naturais, aplicações diversas, todas estas coisas são fortes elementos para as criações. Seguir o estilo étnico é utilizar esses vários elementos, de culturas variadas no nosso visual. É incorporar essas peças de forma que consigam se completar e se incorporar até mesmo ao mais clássico. O mais interessante de tudo, é quando essas peças cheias de informação são usadas com outras mais simples e até mesmo normais. É fazer com que cada uma delas consiga transitar nos mais variados ambientes e compromissos que existem e convivem dentro do universo de modernidade. Estampas fortes e com cores contrastantes. Bordados com miçangas coloridas, turbantes e colares diferentes, cheios de cores e texturas diferenciadas. Calçados com elementos tribais e os mais variados tipos de listras e estampas geométricas entrelaçadas e conexas. Entregue-se à profusão de cores do estilo étnico! Nas passarelas do mundo todo e em todas as metrópoles mundiais, surge algo que celebra o étnico e faz das ruas e avenidas uma verdadeira festa das nações, muito mais coloridas e cheias de vida!

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POR MARISA ABEL

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IMAGENS: AGÊNCIA FOTOSITE / DIVULGAÇÃO DA ASSESSORIA DAS MARCAS

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FOTOS/IMAGENS:

Cheios de conceito, os sneakers são as grandes estrelas da temporada e vêm com o intuito de permanecer como queridinhos fashions do momento. Para quem gosta de um estilo casual chique, eles são apostas certas para produções mais descoladas. Verdadeiro objeto de desejo entre as brasileiras, famosas ou não, a versatilidade do calçado é o que lhe garante toda essa preferência. O salto “embutido” é uma ótima maneira de permanecer “nas alturas” e ainda assim sustentar o estilo casual, ótimo para aqueles momentos nos quais a informalidade é bem-vinda. Coloridos, brilhantes, monocromáticos, discretos ou não, há modelos para os mais variados estilos e combinam com shorts, jeans justos e minissaias.

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(ARTIGO)

limites entre Brincando com os a marca Jorge urbano e esportivo, centemente os Bischoff lançou re EAKER! modelos GLAM SN am sneakers Vanguardistas, os gl spojamento, sem sugerem ares de de o fisticação. Ao mesm perder a sofi eciosos centítempo, garantem pr tura e a postura metros a mais na al salto alto. elegante, típica do

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por Fernanda Mendonça

Simplesmente,

Marieta São mais de 30 peças de teatro, 32 personagens no cinema e 10 novelas, sem falar nos 12 anos interpretando a dona Nenê de “A Grande Família”. Esse é o currículo de Marieta Severo, que inclui ainda diversas participações em séries e programas especiais da TV Globo. Assim como a sua personagem do seriado exibido nas noites de quinta-feira, logo depois da novela das 21 horas, Marieta é a simpatia em pessoa! Nesta entrevista exclusiva, ela conversa sobre moda, cultura e, claro, sobre os seus 46 anos de carreira. A atriz também agradece o carinho que recebe do público por conta do papel de matriarca da família Silva e revela algumas particularidades do seu dia a dia.

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otos: ??????????????????? F Fotos: Ilse rodrigues - divulgação / Adrían K arím F ortuna to - TV G l ob o

Com muita simpatia, a atriz, que interpreta há 12 anos a dona Nenê de “A Grande Família”, fala sobre carreira e estilo de vida com exclusividade para a Profashional!

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Marieta é a simpatia em pessoa! Nesta entrevista exclusiva, ela conversa sobre moda, cultura e, claro, sobre os seus 46 anos de carreira. Fora das telas, Marieta é simples e discreta

Em cena da nova temporada de “A Grande Família”

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por Fernanda Mendonça

Profashional: Você interpreta a dona Nenê de “A Grande Família” há mais de 12 anos. Qual a importância dessa personagem para você? Marieta Severo: Interpretar uma personagem por tanto tempo é algo muito raro na vida de um ator. É impossível falar da minha carreira sem destacar essa personagem que é tão especial para mim. Eu conheço tão bem a dona Nenê que, muitas vezes, não preciso nem pensar em como ela reagiria em determinada cena, reajo de uma maneira muito natural. As pessoas têm um carinho muito grande por ela e, de vez em quando, eu confesso que roubo uma parte desse afeto para mim.

Ela é apaixonada por malhas e jeans e prioriza o conforto na hora de escolher suas roupas. Faça chuva ou faça Sol, reúne-se com a família aos domingos. Discreta, não gosta de expor a sua intimidade publicamente, mas também não se esconde. Conversa sobre diversos assuntos e anda nas ruas sem medo do assédio, que, segundo ela, é moderado e não atrapalha em nada a sua rotina. Ela se diz feliz por estar no elenco de um programa leve, que fala sobre o cotidiano de uma maneira divertida e irreverente; mas não gosta de ser confundida ou comparada com nenhuma de suas personagens, nem com a Nenê, pela qual ela tem um carinho especial. Em breve, os admiradores da atriz poderão vê-la novamente nas telas do cinema, no filme “Vendo ou Alugo”, uma comédia de Betse de Paula. Aqui, ela adianta um pouquinho da história e apresenta a sua personagem no longa: a Maria Alice. Confira!

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eu não tenho nada a ver com nenhuma personagem e isso me ajuda, pois me sinto livre para criar a personagem. Não gosto que as pessoas fiquem imaginando que sou eu no papel. Mas quando falamos da dona Nenê, é um pouco diferente, pois é difícil imaginar uma mulher que não se identifique com ela em algum ponto. Ela é mãe, é esposa, é dona de casa. A Nenê valoriza muito a família e nisto somos parecidas! Acredito que todas as mulheres se identificam um

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[...] é difícil imaginar uma mulher que não se identifique com ela (Dona Nenê) em algum ponto. Ela é mãe, é esposa, é dona de casa. A Nenê valoriza muito a família e nisto somos parecidas!

P.: Dois personagens bem antagônicos, a Alma de “Laços de Família” e a dona Nenê, e você soube se caracterizar muito bem em cada uma delas. Como você faz sua preparação para os personagens? Há mais de Alma ou de Nenê em você? M. S.: Eu prefiro pensar que

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Aos 65 anos, ela acumula inúmeros trabalhos de sucesso em seu currículo

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Há 12 anos no ar como a matriarca dos Silva

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pouco com ela, principalmente as que têm filho, marido, neto...

P.: Como é a personalidade de Marieta Severo? M. S.: eu sou uma pessoa muito discreta, não sou aquela que fica amiga em um dia e já sai contando a vida toda. Sou muito reservada e acho que isso é positivo.

P.: O figurino é primordial para a caracterização dos personagens. A Nenê, por exemplo, embora seja uma mulher simples, é muito vaidosa e está sempre bem arrumada. E a Marieta, o que usa no dia a dia? M. S.: a nenê se preocupa muito com o visual, usa muita sandália de salto plataforma, costuma combinar os acessórios com a roupa e está sempre com o cabelo bem ajeitado. eu não teria paciência para me arrumar como ela. Gosto de me sentir confortável, adoro calça jeans e blusa de malha e é assim que as pessoas que convivem comigo me veem todos os dias.

P.: Há algum estilista que você tenha como preferido? M. S.: Uso algumas peças da Gilda Midani, o estilo criativo das coleções dela me agrada bastante. e, embora eu não use, também admiro o trabalho de Lino Villa Ventura, gosto da forma como ele mistura materiais em suas criações.

P.: A moda te influencia de alguma forma? M. S.: eu gosto de usar roupas confortáveis e não procuro seguir

tendências. Mas gosto de me informar sobre o assunto. acho que a moda brasileira evoluiu muito e se tornou uma grande indústria e eu acompanhei esta evolução, fico contente por ver que o nosso país está crescendo, inclusive neste segmento.

P.: Toda mulher tem no guardaroupa uma ou algumas peças pelas quais tem um carinho especial, quais são as suas? M. S.: Três calças jeans. Uma tradicional, uma preta e uma branca.

P.: Com tantas personagens diferentes, dá para dizer que algumas delas influenciaram o seu estilo? Já copiou algum look ou um detalhe do visual de alguma delas? M. S.: eu admiro muito o trabalho dos figurinistas, acho que é algo extremamente importante para a composição do personagem. por outro lado, fora de cena, eu não consigo usar nada que é de uma personagem. Já até ganhei peças que foram de figurinos, mas nunca usei. a única semelhança é o brinco de argola que eu sempre gostei de usar e a dona nenê também usa. como eu já usava antes, não vou deixar de usar por causa dela (risos).

P.: Já participou de eventos voltados ao mundo fashion? M. S.: não, nunca participei e não costumo ir a desfiles, mas acompanho pelas revistas! Gosto de saber o que está acontecendo.

P.: O ambiente artístico é sempre muito rico em informação, quais os assuntos

Aos 5, já enca ntava o s coleg as conta ndo his tórias n o colég io

“No colégio, me colocavam para contar histórias para entreter os alunos. É isso que eu sou até hoje: uma grande contadora de histórias.” ou temas que você mais gosta de pesquisar, conversar, discursar? M. S.: eu tenho uma qualidade que é justamente me interessar por tudo o que tem qualidade. Vou muito ao teatro e ao cinema, mas não tenho um gênero favorito. Vejo desde musicais a peças com jovens talentos. Tudo aquilo que tem um apelo artístico me chama a atenção. Faço até listas de filmes e peças para não deixar de ver. porém, na lista, só entra aquilo que eu realmente acredito que é w w w .pr o f a s h io n a l .c o m

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por Fernanda Mendonça

P.: Você e Andréa Beltrão já trabalharam juntas algumas vezes. Em “A Grande Família”, ela interpretou Marilda, que era muito amiga de Nenê. Como é a relação de vocês? M. S.: É verdade, nós já contracenamos juntas diversas vezes, mas a nossa principal parceria foi na criação do Teatro Poeira e do Poeirinha, voltado para o teatro infantil, projetos que criamos juntas e que me dão muito orgulho. Eu não gosto de fazer nada sozinha e ter uma parceira como a Andréa é um presente que a vida me deu!

P.: E como é a sua relação com o elenco do seriado? M. S.: Trabalhamos juntos há muito tempo e temos o privilégio de fazer um programa que aborda assuntos agradáveis.

“Uso algumas peças da Gilda Midani, o estilo criativo das coleções dela me agrada bastante. E, embora eu não use, também admiro o trabalho de Lino Villa Ventura.” Vou trabalhar sempre com prazer e feliz por encontrar meus companheiros de cena.

P.: De todos os papéis que já interpretou, quais foram os mais marcantes? M. S.: Tenho de falar novamente da Nenê, pois ela é quase uma segunda natureza. Destaco ainda todas as peças que fiz no palco do Teatro Poeira, pois

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ele é muito especial para mim. Alguns personagens que eu fiz no cinema também foram importantes, como a Carlota Joaquina, por exemplo.

P.: É verdade que você estudou balé clássico e sonhava em ser bailarina quando era criança? M. S.: Sim, é verdade. Eu fiz balé clássico até os 14 anos, mas a minha família não tinha nada a ver com esse universo artístico. Nessa época, eu ia me apresentar no Municipal, mas meus pais achavam que eu era muito nova e eu acabei desistindo da carreira. Mas eu não desisti para ser atriz, aconteceu por acaso. Um dia, passando perto do Tablado, eu resolvi entrar e me interessei pelo teatro.

P.: Foi aí que descobriu que queria ser atriz? M. S.: Na verdade, eu fui descobrindo aos poucos, mas acho que sempre tive essa vocação. No colégio, quando um professor faltava e não tinha outro para substituí-lo, me colocavam para contar histórias para entreter os alunos. Sabiam que eu gostava de fazer isso. Quando eu me lembro desses momentos e da sensação que eu sentia quando fazia isso, eu me vejo como uma atriz mirim. Aliás, é isso que eu sou até hoje: uma grande contadora de histórias.

P.: A dança ainda faz parte da sua vida? M. S.: Não danço mais, mas ainda sou apaixonada por balé.

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bom. Não perco o meu tempo com o que não tem conteúdo.

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Dona Nenê: personagem que conquistou os telespectadores

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Ao lado de sua grande amiga Andrea Beltrão

Com Mar

cos Palm

P.: Em breve, o filme “Vendo ou Alugo” estreia nos cinemas. Conte-nos um pouco sobre a sua personagem Maria Alice e sobre este novo trabalho. M. S.: O filme é uma comédia abusada, bem divertida. A Maria Alice é uma mulher da minha geração que vive com a mãe e a filha. Só que elas devem uma fortuna de IPVA e por isso precisam vender a casa o mais rápido possível. A Maria Alice faz de tudo, mas não consegue se dar bem na vida. O mais interessante é a forma como o filme cruza essas três gerações (mãe, filha e avó). É uma trama surpreendente!

P.: Você tem três filhas (Sílvia, Helena e Luíza) e também é avó. Como concilia o trabalho e a família? M. S.: Por mais que eu esteja gravando, tenho sempre de arrumar tempo para a minha família, pois se fico distante, me sinto infeliz. Todos os domingos, nós almoçamos juntos na minha casa, então se não dá para falar ou para encontrar minhas filhas ou meus netos durante a semana, fico

tranquila, pois sei que vamos estar reunidos no domingo.

P.: Como você lida com o assédio da imprensa e dos fãs. Esse cerco atrapalha o seu dia a dia? M. S.: De jeito nenhum. Moro no

eira em ce

na do film

e “ endo ou

Alugo”.

militar. Época em que viveu na Itália. Como foi esse período da sua vida? M. S.: Na época, eu estava casada com o Chico (Buarque), como ele iria se apresentar em Roma, eu fui acompanhá-lo.

“Acho que a moda brasileira evoluiu muito e se tornou uma grande indústria e eu acompanhei esta evolução, fico contente por ver que o nosso país está crescendo, inclusive neste segmento.” Rio de Janeiro e isso não existe nesta cidade, pois os habitantes estão acostumados a esbarrar com artistas o tempo todo. Saio na rua normalmente! De vez em quando, aparece alguém que quer tirar uma foto comigo, geralmente são pessoas de outras cidades que estão passeando no Rio. Eu faço a foto sem problema, isso não me atrapalha em nada. Acho que o assédio maior é com os galãs de novela, comigo não acontece.

P.: Você chegou a morar fora do Brasil durante a ditadura

Estava grávida de Sílvia, minha primeira filha, e ela acabou nascendo lá. Recebemos notícias de que Caetano Veloso havia sido preso, assim como outros artistas. O Chico também seria preso se voltasse, por isso ficamos morando lá por um tempo.

P.: Hoje em dia, você viveria em algum outro lugar do mundo? M. S.: Não! Eu sou carioca e adoro minha cidade. Morei fora em um período em que o Brasil não estava bem. Mas hoje eu não sairia do País, até porque ele está em uma fase ótima.

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POR SANDRA TESCHNER

“Ficar louco de vez em quando é necessidade básica para permanecer são.” (Osho)

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Quando uma canção realmente me toca, eu rodo em uma mistura de dança giratória, contínua, para desfrutá-la ao extremo. Tradição que trago da infância, pois já muito cedo percebi que o movimento não me deixava “tonta” e sim, me aproximava de algo maior. Meu corpo arrepia, minha mente silencia e me liberta ao próximo estágio, como um transe de meditação. Ouço a música e suas nuances com todos os meus sentidos e não obstante, confesso, que celebrei assim muitos encontros com Deus. Às vezes, rodo para escrever e, inexoravelmente, essas escritas são poemas. Na verdade, as palavras surgem como se fossem ditadas com o som da minha própria voz que paradoxalmente se cala, para deixar todas as atenções para este som da alma. Sempre que termino de rodar, eu pego papel e lápis (dificilmente opto pelo laptop – é como se profanasse a dádiva recebida naquele instante) e as palavras estão prontas para serem entendidas com o sexto sentido. A quintessência das letras nasce em mim enquanto eu giro. Uma amiga, conhecedora de muitas particularidades de minha alma, em viagem a Istambul, conheceu um pouco da história dos Derviches, ordem religiosa que apareceu e desapareceu ao longo dos séculos neste país, e que tinha como característica em seus rituais a busca de um estado de hipnotismo por meio de

ARTE: HUMBERTO LIMA

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Uma amiga, conhecedora de muitas particularidades de minha alma, em viagem a Istambul, conheceu um pouco da história dos Derviches, ordem religiosa que apareceu e desapareceu ao longo dos séculos na Turquia, e que tinha como característica em seus rituais a busca de um estado de hipnotismo por meio de danças giratórias.

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Eu já rodava há décadas minha dança quase hipnótica como um ritual pessoal, quando descobri a existência da “dança” dos Derviches. Nem eu compreendia o que se passava comigo naqueles momentos quase de transe (mas isso também nunca me incomodou, não preciso de tantas respostas se as perguntas não me interessam), pois sabia (e sei) que sempre chego ao próximo nível (...)

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danças giratórias, utilizando-as, então, para alcançarem um êxtase religioso. Atualmente, as expressões populares dos Derviches são versões dançantes como forma de atração turística. Pelo menos que se tenha claramente notícia. Minha amiga ficou encantada em unir as pontas em caminhos tão distantes e ver traduzida uma atitude intuitiva, além da clara conectividade e sincronia universal que constatara. Vale uma citação a Carl Gustav Jung que fez em sua obra uma diferenciação entre o inconsciente individual e o coletivo. Segundo ele, aquele possui sentimentos, pensamentos e recordações que condicionam cada sujeito até mesmo em sua forma de simbolizar os sonhos. Já o inconsciente coletivo contém arquétipos, imagens primitivas às quais se recorrem em situações como a confrontação com a morte, ou na escolha de parceiros, ou mesmo na manifestação de elementos culturais como a religião. Ou seja, o inconsciente coletivo faz, por exemplo, com que pessoas das mais diferentes raças, credos, culturas, em situações significativas tenham reações ou ideias, atitudes similares e até vivenciem sensações de maneira quase idêntica, mesmo não tendo qualquer ponto direto de colisão umas com as outras. É como se a ideia estivesse em uma onda em que aqueles que estão na mesma frequência possam captá-la independentemente ao fato de se conhecerem conscientemente. Eu já rodava há décadas minha dança quase hipnótica como um ritual pessoal, quando descobri a existência da “dança” dos Derviches. Nem eu compreendia o que se passava comigo naqueles momentos quase de transe (mas isso também nunca me incomodou, não preciso de tantas respostas se as perguntas não me interessam), pois sabia (e sei) que sempre chego ao próximo nível com meus rodopios e a cabeça levemente inclinada...

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FOTOS: MARTYN E. JONES / VIVEK CHUGH - SXC.HU

DE ALEGRES E LOUCOS Quão loucos somos nós? Quanto maior for o desvio do padrão causado por sua atitude, mais louco acharão que você é. Quanto mais você sabe, menos loucos você vê, porque encontra seus semelhantes nos patamares mais altos e vai se distanciando dos analfabetos da vida. Para mim, loucura é só aquilo que você não consegue chamar pelo nome. Os loucos e os alegres se arriscam. Osho ensina que a alegria alheia incomoda o ego daquele que não compartilha deste sentimento. Ser alegre descompensa os não agraciados com esse dom e cita ainda: “Ser feliz é a maior coragem. Todo mundo é capaz de ser infeliz; para ser feliz, é preciso coragem – é um risco tremendo”, enquanto Jung aponta: “Vida acontece no equilíbrio entre alegria e dor. Quem não se arrisca para além da realidade jamais encontrará a verdade”. Quem é quem? Estereotipar o que se desconhece é ignorância. A semântica da loucura é espaço de sabedoria e prazer a ser galgado. Ser feliz, ser alegre é tantas vezes colocado como uma forma de loucura e o tão decantado guru indiano ainda nos ensina que “a vida em si é neutra. Nós a fazemos bela, nós a fazemos feia. A vida é a energia que trazemos a ela.” O sorriso, a gargalhada, a atitude alegre perante a vida não exclui a tristeza, mas traz pontualmente o estado inebriante de

felicidade e, de forma perpétua, um jeito saudável de estar vivo. Chame de hormônios, substitua por pílulas de efeito passageiro e você não se tornará alegre se esta não for sua morada. Aquela em que você está ou a que quer alcançar. Aceite a pedra na estrada como degrau ou saia do caminho de quem vive em estado de chegar. Só não atrapalhe. Ar para quem quer respirar. Feliz vida nova!?!

Quanto mais você sabe, menos loucos você vê, porque encontra seus semelhantes nos patamares mais altos e vai se distanciando dos analfabetos da vida.

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POR ANA COSI

Arte nas mãos Meninas, preparem-se para arrasar! Vinda dos Estados Unidos e Europa, a Nail Art, que está contagiando o mundo todo, chega ainda mais divertida e com muitas novidades nesta edição. Para quem ainda não sabe do que se trata, Nail Art é o nome dado a um novo conceito de estética em design nas unhas. Hoje, já existem milhares de efeitos visuais que podem ser trabalhados nelas, mexendo até em suas formas, podendo-se colocar adesivos e aplicando também pingentes, o importante e essencial é deixar a imaginação criar.

STILLETO Lady Gaga, Lana Del Rey e Rihanna são algumas das famosas que aderiram a este estilo.

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ANIMAL PRINT

BORDER NAIL

CAVIAR NAIL

Para quem não tem medo de ousar.

Use cores complementares para fazer estas combinações.

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Para montar este visual DUCK NAIL na unha, use um adesivo, Quem quer unha no formato de quadrado facilita a aplicação. ou redondinho? O legal agora é o Pé de Pato!

INGLESINHA Para quem precisa dar um truque rápido na unha descascada nas pontas e arrasar.

OMBRE NAIL Proporciona um efeito mais delicado, pois a cor se torna suave.

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MEIA-LUA

Perfeito com um look romântico.

Direto dos anos 20, a tendência ressurge.

FOTO / IMAGENS: PHOTL.COM / REPRODUÇÃO ARTÍSTICA PROFASHIONAL

A Nail Art está fazendo tanto sucesso que não param de surgir novidades para o design das unhas!

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Um novo olhar Claudia Del Percio - fotógrafa 37

F otos/ Imagens:

“Esta foto foi tirada em uma saída fotográfica, que fazia parte do meu curso de fotografia. Foi a partir desse curso que eu comecei a descobrir o prazer pela fotografia e a perceber as inúmeras possibilidades de olhar uma mesma cena, registrando-a de diferentes maneiras.”

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COMPORTAMENTO |

POR MIRELLA ???? STIVANI

I say hello, you say

GOODBYE… Museu localizado na Croácia reúne objetos símbolos de amores que não deram certo. Ou deram muito errado mesmo! Só quem teve um amor de verdade e o perdeu (leia-se, levou um belo fora e ouviu “goodbye forever”), sabe como é duro aguentar a dor de um coração partido. Primeiro, ficamos sem chão, depois, sem rumo, perspectiva ou visão. Afinal, como canta Chico Buarque em “Pedaço de Mim”: Oh, pedaço de mim/ Oh, metade adorada de mim/Leva os olhos meus/Que a saudade é o pior castigo/E eu não quero levar comigo/A mortalha do amor/Adeus”. É bem por aí: simplesmente dói. Para os sofredores de plantão, existe um lugar em Zagreb (Croácia) onde é possível atenuar a mágoa, descobrindo as histórias de pessoas de todo o mundo que também tiveram seu coração despedaçado. O Museum of Broken Relationships reúne objetos que simbolizam histórias que acabaram e deixaram muito mais do que saudade.

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POR ????

A ideia surgiu há oito anos, quando a artista croata Olinka Vistica terminou um relacionamento de quatro anos com o namorado Drazen, também curador do museu. Desde então, o ex-casal, e agora amigos, vem colecionando peças enviadas por pessoas de todos os locais possíveis. Mas só valem aquelas que têm valor sentimental, mesmo que sejam um pouco bizarras.

FOTOS/IMAGENS: DANIEL MARINHO/SXC / ACERVO DO MUSEUM OF BROKEN RELATIONSHIPS

ANÃO DE JARDIM

| COMPORTAMENTO

CLUBE DOS CORAÇÕES PARTIDOS Eu já fiz parte do clube dos que viram seu coração ruindo em mil pedaços. Uma experiência tão desagradável, que pretendo não repetir. Amar sem ser amada pode até garantir uma cota de Madre Teresa de Calcutá ao meu currículo, mas deixa a vida com um sabor bem amargo. Mas, para não correr esse risco, só existe um jeito: não se apaixonar novamente. Claro, não é opção fácil de seguir à risca, mas eu vou levando. E também vou tentando não empurrar ninguém para o clube dos corações partidos. Agora, eu penso da seguinte maneira: amor não se encontra, nem se procura, simplesmente se reconhece. Se um dia eu achar que vale a pena me arriscar de novo, abro mão da minha armadura e me entrego à paixão. E qual seria meu objeto a ser enviado ao Museum of Broken Relationships? Nenhum. Afinal, todas as minhas lembranças mais importantes estão aqui, bem dentro do meu coração. O resto é passado.

E o museu reúne de tudo mesmo. Desde um previsível vestido de noiva ao fofo ursinho de pelúcia, que quase foi parar no lixo (como conta a dona do objeto), mas ganhou sobrevivida como item da coleção permanente do Museum of Broken Relationships. Há também esquisitices como um anão de jardim semidestruído, que foi atropelado em um dia fúria, e na mostra permanente em Zagreb, há um machado usado por uma alemã para quebrar todos os móveis da ex-namorada, que fugiu com outra. E mesmo quando a mágoa parece coexistir com a saudade, o amor sempre parece A Profashional quer saber. Se falar mais alto. Em um dos objetos expostos, uma você fosse enviar um objeto para cueca colorida, pode-se o Museu dos Relacionamentos ler a seguinte legenda: Acabados, o que seria? E por “Tamanho pequeno… Mas quê? Conte sua história! eu não me importava”. W W W. P R O FA S H I O N A L . C O M

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MARKETING |

POR LUIS CARLOS CRUZ, CONSULTOR DE MARKETING E ESPECIALISTA EM TRADE MERCADOLÓGICO

Todo dia é um

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recomeçando, mas há quem acredite que todo dia é sempre a mesma coisa; para estas pessoas, o sinal amarelo já acendeu, é preciso ficar alerta para saber se seu trabalho

alguém desmotivado, rancoroso ou que assume o papel de vítima resignadamente. Novamente aqui entra o papel do chefe que, se fosse presente na vida do subor-

[...]ninguém vive sozinho e os maus relacionamentos não duram para sempre, assim como os maus chefes terão sua paga um dia, seja no campo profissional ou pessoal. traz mais frustração ou prazer. Nesse ponto, é preciso encarar a verdade e fazer uma autoavaliação para saber onde está o problema, se com você, com seu chefe ou com seu trabalho. Após essa descoberta, é tempo de tomar uma correção de rota, sempre é possível corrigir a rota, e aqui não importa se a decisão será dramática ou tranquila, mas alguma coisa deve ser feita em nome da sua felicidade e das pessoas que estão à sua volta, porque não há nada mais desagradável para parentes e colegas de trabalho do que conviver com

dinado, saberia se ele está feliz ou frustrado e de uma maneira ou de outra o ajudaria a ser mais feliz ou a resolver sua frustração. Assim como o chefe foi o início de tudo, ou seja, desde a contratação até o ponto em que chegou o subordinado, ele continua sendo o responsável pela situação apresentada, uma vez que tem a obrigação de acompanhar sua equipe e não ficar trancado em seu mundo, fazendo aquela cara de surpresa quando descobre que o subordinado está com problemas de motivação ou insatisfação.

FOTO: SIMONA DUMITRU - SXC.HU

Quando se tem um sonho, e todo profissional deve ter um sonho na vida, não existe início ou fim, existe sempre um recomeçar e caminhar em direção ao sonho. Muitas vezes não aceitamos os problemas dentro de uma organização, em especial aqueles causados por maus chefes, mas é preciso ultrapassar estas barreiras em nome de uma realização pessoal importante na construção de uma carreira sólida e pautada no desempenho e satisfação da equipe. Quem perseguir seu sonho, além de uma conduta adequada e condizente com as boas normas do relacionamento humano, jamais se arrependerá, pois ninguém vive sozinho e os maus relacionamentos não duram para sempre, assim como os maus chefes terão sua paga um dia, seja no campo profissional ou pessoal; não estamos jogando praga em ninguém, apenas constatando os fatos da vida. Todo dia é um novo dia e todos os dias estamos

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Riachuelo

Ellus

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Maxicolar

Saia plissada

Mercedes-Benz Fashion Week

Um item que na verdade nunca sai de moda. São lindas e femininas, mas cuidado para quem tem quadril largo: o modelo pode dar a ilusão de que esta região é maior ainda.

Virou uma verdadeira febre. O acessório é para as pessoas que gostam de chamar atenção (difícil você passar despercebida com um destes). Você pode combinar com diferentes looks. Mas cuidado para não exagerar e ficar “max-over”.

Coisas de Gabi

Loja Maria Jimena

Fashion now!

Algumas tendências viram modismos que podem ou não se tornar o must-have definitivo de qualquer fashionista. De qualquer maneira, às vezes, é impossível não querer ter o que quase todo mundo tem. Se a moda vai durar ou não, é outro capítulo. Veja a lista de objetos que você precisa ter, imediatamente (ou antes que não estejam mais tanto em voga como agora).

Spikes

Esqueça o brilho dos paetês. A moda agora são os spikes que antes ficavam restritos aos looks “punkrock”. Não confundir com as tachas, que não são pontudas e sim redondas. C&A

Mercedes-Benz Fashion Week

Animal print colorido

Acervo Profashional

Clutch McQueen

As clutches são bolsas de mão que já estão em evidência há muito tempo. Mas a grife McQueen incorporou a um objeto de sucesso um detalhe que o deixou um verdadeiro objeto de desejo. A diferença está no fecho, que parece anéis. As celebrities adoram!

As estampas de animais já se consolidaram na moda. Mas sempre existe um jeito de reinventálas. Assim, você pode ter uma zebra cor-de-rosa ou um leopardo verde.

Betsey Johnson

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Farm

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Por mirella stivani

Sapato de biqueira Os sapatos bicolores ganharam uma releitura. Na ponta, ostentam uma biqueira que pode ser de metal ou algum material brilhante e contrastante.

Caveira O caveirismo é uma tendência que já virou moda. Pode ser encontrado em roupas e acessórios de diferentes maneiras. E nada de pensar que o símbolo tem um “quê” de morbidez. Na verdade, é muito cultuado nos templos fashionistas.

Betsey Johnson

Via Uno

Neon Febre nos anos 80, as cores neon estão de volta. Um verdadeiro “marcatexto” em seu guardaroupa. Enquanto a moda continua em alta, use em detalhes. Cuidado para não brilhar demais!

Acervo Profashional

Óticas Campano Milly By Michelle Smith

Arezzo

Mullet

Condor

Betsey Johnson sor ia d as marcas/

Candy colors As famosas cores doces estão em inúmeras coleções de roupa e acessórios. São o hit da primavera-verão. Suaves e femininas, são fáceis de combinar entre si ou com outras tendências.

.net/aces Fotos/Imagens: Image k ather ine gomes.

Inspirado nos cortes assimétricos masculinos dos anos 80, as roupas neste estilo são aquelas curtas na frente e compridas atrás. Há quem goste, há quem ache estranho: o importante é você se sentir bem.

Revanche

Renner

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ENTREVISTA |

POR ESTER JACOPETTI

Da cor do

PECADO Juliana Paes encarna Gabriela ela se achava feia na adolescência e hoje arranca suspiros dos marmanjos de plantão, com vocês, Juliana paes!

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fotos: estev

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esponsável pelo sucesso do remake “Gabriela”, a bela morena é franca e sincera. A atriz de 33 anos revela em detalhes a relação com a família, e do que precisou abrir mão em nome da maternidade para se tornar uma supermãe. Quem a vê nas novelas interpretando mocinhas indefesas ou “periguetes” em busca da fama não imagina que, por trás daquele rostinho de menina ingênua, existe uma mulher forte e incrível. E Juliana não se resume aos personagens. Nascida em Rio Bonito no Rio de Janeiro, a morena conquistou o coração do público brasileiro quando interpretou Jaqueline Joy em “Celebridade”. A partir daí, sua carreira não parou. Atualmente, ela tem a honra de interpretar a personagem principal de “Gabriela”. E para quem duvidava do talento da atriz, está mais do que provado que ela é turbilhão de sucesso. Casada há quatros anos com o empresário Carlos Eduardo Baptista, Juliana é mãe do pequeno Pedro que completará dois anos de vida em dezembro. Apegada à família, Juliana pensa em ter mais filhos, mas por enquanto a dedicação é exclusivamente ao Pedro. Sensualíssima como sua personagem, a atriz, que já foi considerada pela revista “People” uma das cem

Juliana Paes em cena como a mítica e sensual Gabriela w w w w w w .pr r o o f f a ss h hio on n a ll . c co om

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personalidades mais sensuais do mundo em 2006, não esconde a satisfação, mas também se diz uma pessoa simples e sem frescuras. E sinceramente, para quem já a entrevistou inúmeras vezes, Juliana é isso mesmo! É simpática, linda, romântica, pontuada e muito mais. Confira agora um bate-papo mais que descontraído com a atriz que fala sobre carreira, família e sobre ser a mulher mais desejada.

Profashional: Como é Juliana mãe? Juliana Paes: É uma babona! Acho que toda mãe é, né?! Mas eu sou muito brincalhona. Largo tudo pra ficar com ele. Antes, eu era péssima para telefone e agora sou pior ainda. Porque não atendo para nada... (risos). Eu quero ficar só com ele! O meu dia a dia é normal, como de toda a mãe. Acordo, dou de mamar, troco, dou banho e brinco o dia inteiro. Quero ter mais filhos, mas vou esperar pelo menos até o Pedro fazer dois aninhos.

P.: O que você mudou em relação aos cuidados com a beleza depois que o Pedro chegou? J. P.: Eu sempre tive cuidados básicos que fazem parte da minha rotina. Eu sou incapaz de sair do banho e não passar um hidratante, porque sempre fico achando que a pele está repuxando. Durante a gravidez, acho que intensifiquei um pouco, por causa do barrigão que ficou enorme. E agora, eu continuo mantendo! Não estou dobrando os cuidados porque não dá tempo. Antes, era um creme para o pé, cotovelo, nuca... E agora, é um só e se der

pra passar durante o banho, melhor ainda!

P.: Você está com os cabelos lindos. Qual a dica rápida e fácil para uma mulher cuidar dos cabelos? J. P.: Minha dica é cortar o cabelo toda hora. Mas quando a gente aprende a cuidar melhor do couro cabeludo, é muito importante. Eu acabo usando muitos produtos porque o meu é cacheado e indomável.

P.: Como você cuida da sua pele? Você usa algum produto especial? J. P.: Eu tenho uma dermatologista, a dra. Claudia Miki. Ela é maravilhosa. Ela tem o seguinte lema “menos é mais”. Eu nunca fiz nenhuma intervenção no rosto. Quem começa a cuidar mais cedo da pele terá menos w w w .pr o f a s h io n a l .c o m

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intervenções. Hoje em dia, a tecnologia cosmética é muito bacana, né? Estou usando os cremes da Olay que eu estou gostando muito. Pra cuidar da pele, eu faço esfoliação com açúcar. Receitinha caseira que fica super! Açúcar e mel.

P.: Atualmente, você está interpretando Gabriela. Mas como foi a sua saída da novela da Glória Perez para fazer Gabriela? J. P.: Eu fiquei até com febre por causa disso. Quando surgiu toda esta história, de fato, eu fiquei sabendo que não ia dar para conciliar as duas coisas. Foi um baque para mim! Eu já falei e repito: eu gosto muito da Glória e tenho verdadeira adoração por ela. Pelo pouco que eu sei, a novela vai ser um barato. Sabe quando você fica entre a cruz e a espada? Quando você tem de tomar uma decisão? Tomar decisões é sempre abrir mão de alguma coisa. Eu ia ser protagonista na novela da Glória.

P.: Mas o que te fez decidir por fazer a Gabriela e não a protagonista de Salve Jorge? J. P.: Não houve pressão. O

Juliana Paes participa do programa “Altas Horas”, da TV Globo

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bacana é que o pessoal tem uma preocupação com o que o ator quer. Não existe ator na geladeira e sim que às vezes o ator não se sente confortável com o personagem que lhe é apresentado. Conversei com o Manoel Martins e ele me perguntou qual seria o meu desejo. O que me motivou muito em “Gabriela” tem a ver com o desafio. De fato, fazer um sotaque diferente, uma novela

que retrata uma época diferente, é algo que eu nunca fiz. Todos os atores buscam personagens que tragam algo de novo. Algo em que tenhamos de acionar novos neurônios.

P.: Você está mais magra do que antes. É por causa da novela Gabriela? J. P.: Estou exatamente com os mesmos 59 quilos que eu tinha antes do Pedro. Pronto! Não falo mais nada sobre isso! (risos). Mas eu acho que talvez as pessoas tenham se acostumado, porque eu fiquei muito tempo amamentando e a figura fica maior por causa do peito. E quando você para de amamentar, volta ao normal ou fica até menor, né?! É o meu caso e por isso parece que estou mais magra. Eu adoraria, mas não é o caso...

P.: Qual a sua definição para as mulheres de hoje e para os homens? J. P.: A mulher é um pouco decoradora, mãe, pedreira, cozinheira, trabalhadeira. Para mim, a característica mais marcante de ser mulher é ser mil ao mesmo tempo. Eu vejo muitas mulheres que admiro por isso. E quanto ao homem... O homem tem de inventar outro DNA pra que ele possa entender a mulher (risos). Tem de fazer uma nova raça e uma nova composição, mas isso não vai acontecer. Nós somos muito complexas para vocês homens. Fica a dica!

P.: Ouvimos você falar sobre a maternidade. Mas você abandonaria a carreira pra se dedicar ao seu filho? J. P.: Eu não acho que isso é

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As várias facetas de Gabriela (interpretada por Juliana Paes), uma das personagens mais famosas do escritor baiano Jorge Amado

F otos: Zé

Paul o C ardeal /

Estev am Avellar -

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preciso porque a gente consegue dar conta de tudo! Óbvio que a gente fica sempre com uma culpinha, mas a gente tem de fazer tudo. Eu não deixaria de trabalhar, não. Parte da minha alegria, quando estou com ele, é porque eu também trabalhei e fiz uma coisa legal no trabalho. Então é tudo um conjunto! Eu não abandonaria, eu preciso do meu trabalho pra estar na minha plenitude como mulher.

P.: Para ser a mulher que você é hoje, quais foram as principais modificações na sua vida? J. P.: Acho que isso aconteceu em dois momentos. O primeiro foi saindo da adolescência. Nunca fui uma criança bonita. E era muito zoiuda (risos) e tinha os olhos deste tamanho (risos).

Hoje, chamam de bullying, mas brincavam muito comigo na escola. E eu tinha alguns apelidos, mas nunca liguei. Nunca me olhava no espelho. Mas num determinado momento de amadurecimento, de virar mulher, eu comecei a gostar de mim como eu era. E justamente com tudo o que as pessoas diziam que era feio. Com o meus cabelos que eram rebeldes, meus olhos grandes. Não me acho uma mulher de beleza perfeita. Acho-me mulher de traços exóticos. E a segunda fase com certeza veio com a maternidade. Depois que tive o Pedro, fiquei muito mais corajosa, mais abusada, mais porreta mesmo (risos). De alguma forma, eu olho para o meu filho e falo ‘se eu fui capaz de fazer essa coisinha linda, maravilhosa, sou capaz de tudo’. Existe uma segurança, alguma

coisa, um centro que o filho te dá que pra mim foi transformador. Eu me sinto muito poderosa!

P.: Ser mãe também é um momento mágico na vida da mulher. E você está num momento de muitas transformações. Como são essas transformações ao mesmo tempo? J. P.: Apesar de todas as mudanças, estou tranquila. É impressionante como a gente tem uma capacidade de adaptação com os acontecimentos. Eu sempre me via ocupada e sempre tive medo de ter filhos. Pensava que não daria conta de tudo. Porque delegar é a parte mais difícil, sempre fui muito centralizadora. Achava que ninguém nunca iria fazer direito. Mas isso mudou! w w w .pr o f a s h io n a l .c o m

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A E RA D O

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IMAGENS: DIVULGAÇÃO E ARQUIVO PROFASHIONAL. RETIRADAS DA INTERNET E ENVIADAS PELOS LEITORES EM FORMA DE CORRESPONDÊNCIA, SEM PRETENSÕES AUTORAIS/BBOA

FOTOS/IMAGENS:

Se você acha que só no mês de agosto é tempo de cachorro louco, engana-se, parece que a onda mais insana tem se prolongado pelos demais meses do ano e também passeado em todos os signos do zodíaco. Com a chegada das Olimpíadas, vai existir muita gente pirando por aí para ter seus 15 minutos de fama. Aproveite a irreverência dessa turma, mas vá com calma, pois a loucura e a sanidade devem ter limites.

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CACHORRO LOUC0

ED RELOAD

Se você tem alguma teoria semelhante à do “cachorro louco” envie para editora@profashional.com

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(ARTIGO)

Sair por aí, conhecendo novos lugares e culturas, é comigo mesmo. Estive em Barcelona, Amsterdam, Genebra e Lisboa na minha mais recente viagem internacional, disposta a conhecer cada lugar e me apaixonar ainda mais por viagens! Em Barcelona, foram inúmeros passeios rodeados por obras de Gaudí e Miró, além de uma incontável frota de motocicletas que torna a capital catalã ainda mais charmosa. Destaque para a rua mais encantadora da cidade – a Paseo de Gracia – e as compras em lojas e farmácias da região. Roupas com detalhes em renda e produtinhos de beleza vieram na mala e estão fazendo sucesso toda vez que uso. Amsterdam foi o lugar mais admirável que já conheci. Entre os canais da cidade holandesa, há, além de muitas bicicletas, um povo hospitaleiro e uma diversidade cultural que impressiona. Pedalar é obrigatório para quem visita a cidade e descobrir os encantos de cada roteiro sobre duas rodas, torna-se uma experiência indescritível. O famoso Red Ligth District é um entre tantos choques culturais de uma pequena cidade que guarda em si a beleza das flores, dos parques e da história da pequena Anne Frank. Acessórios, como brincos e colares e minhas tão desejadas galochas, têm assinatura holandesa. E se nas cidades anteriores o ritmo

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foi intenso, Genebra serviu para um desfrute mais sossegado. Mas não se enganem: a cidade tem muito a ser explorado: não apenas seus registros políticos e humanitários, mas também em sua rica arquitetura e beleza natural excepcional. Para tornar os dias em Genebra ainda mais deliciosos, o ideal é saborear os melhores chocolates do mundo na terra pátria, de preferência, observando cada nova hora em um típico relógio suíço. Para finalizar a viagem, os dias em Lisboa garantiram a sensação de estar em casa: a língua e o povo português já serviram como um preparo para o retorno ao Brasil. Apesar de tanta semelhança, a capital portuguesa reserva surpresas a cada esquina. O fado toca o coração de quem está disposto a conhecer um pouquinho da nossa história e não quer, de jeito algum, deixar de ver as belezas portuguesas: ora em mosteiros e castelos, ora em boemia. Por falar em boemia, o vinho verde foi uma deliciosa descoberta da viagem. Veio na bagagem assim como o típico azeite das oliveiras portuguesas. Para mim, ser profashional é estar atenta a tudo: ao cenário, às pessoas, às vitrines, à moda de rua... Trouxe comigo um pouco de tudo que vi nessas cidades e, todos os dias, resgato algumas histórias e registros que ficaram marcados na memória para modificar meu estilo e quem eu sou. A descoberta tem sido fascinante!

FOTOS: ARQUIVO PESS OAL

Turismo profashional pelo Velho Mundo

Anne Rech Editora de conteúdo on-line e autora do blog Anne keup revista@revistaprofasMa hional.com.br

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FLASHES SINÔNIMO DE LUXO FOTOS/IMAGENS: DIVULGAÇÃO DAS ASSESSORIAS DAS MARCAS

Cristais, superfícies com acabamentos diferenciados e composições híbridas estão presentes na coleção Pierre Cardin Inverno 2012, desenvolvida pela Tecnol. Formas inspiradas nos desenhos do artista usados na moda e nos acessórios estão presentes na coleção de óculos. A tendência Composé é revelada por meio das tonalidades clássicas e de alguns perolados presentes nas coleções.

CONFORTO EM PRIMEIRO PLANO A Valisere acaba de lançar a Coleção Serena, desenvolvida com tecidos elaborados com a fibra Lenzing Modal, da empresa austríaca Lenzing Fibers. A linha é composta por calcinhas biquíni, tangas e calças cavadas, sutiãs com bojo e no modelo triangular, além de shorts e tops para a mulher se sentir ainda mais à vontade em seu dia a dia.

A VOLTA DO MULE

FOTOS/IMAGENS: DIVULGAÇÃO DAS ASSESSORIAS DAS MARCAS

O mule deve voltar com força total para o verão e a grife de sapatos Jorge Bischoff aposta em três versões do modelo para a próxima estação. Os calçados com salto fino, bico afinado e meia-pata ganharam destaque na última edição do Fashion Rio, na passarela da grife Filhas de Gaia e agora prometem ganhar as ruas. A novidade está disponível em três cores diferentes: nude, laranja e marrom, este terceiro modelo possui um diferencial, a meia-pata verde. Escolha o seu e arrase!

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OBJETOS DE DESEJO

Tempo de

recordar A nostalgia tomou conta das pessoas e os produtos do tempo da nossa avó, mãe e até da nossa infância, retornaram com força total e criaram objetos cheios de estilo que carregam em seu design toda a história de uma época. Dos móveis aos mais inusitados artigos, como tapetes que lembram antigas fitas K7, vale tudo para deixar essa era retrô ainda mais presente e cheia de conceito.

Balança de cozinha vintage Loop Day

Vaso Began Antiguidades

Case celular Imaginarium

FOTOS/IMAGENS: DIVULGAÇÃO DAS ASSESSORIAS DAS MARCAS

Liquidificador Oster

Sofá Florense Coleção Madeleine

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Capa de notebook Loop Day

Suporte para tablet Imaginarium

Sistema de som Loop Day

Capa para tablet Imaginarium

Boleira Maxwell&Williams

Capacho tape Loop Day

Mesa para bar Emp贸rio La Poltrona

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A mostra reuniu 25 expositores no lounge comercial e outros sete no de tendências, assinado pela renomada designer de interiores Neza Cesar

Evento

com retalhos A 10ª Semana Senac do Patchwork trouxe as tendências do mercado

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foram doadas após o evento. Em 2013, o evento ocorrerá entre os dias 26 a 29 de junho.

A 10ª Semana Senac do Patchwork recebeu mais uma vez o selo Carbon Free. Concedido pela organização não governamental Iniciativa Verde, a certificação atesta a compensação das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do evento por meio de restauro florestal. Em 2011, foram plantadas 140 árvores. Neste ano, será feito o plantio de 55 espécies.

F otos: felipe marques

Carbon Free

F otos/ Imagens:

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Semana Senac do Patchwork chegou ao seu 10º ano com o lançamento de uma edição inovadora, inspirando e explorando a criatividade. O evento, que destaca o patchwork tradicional como base para a transformação, sempre traz as principais tendências do setor, além de novas técnicas, produtos e negócios. Exposições, workshops e palestras completaram a Semana que, em 2012, interagiu com o público por meio da Ação Solidária, um trabalho voluntário que consiste na utilização do Quilt as you go para a construção de mantas infantis, que

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(???? - ????) Pa r a c h e g a r a o s t o t a i s e m i t i d o s e consequentemente ao número necessário de árvores a serem plantadas, todas as fases da Semana Senac do Patchwork passaram por

a máxima diversidade, sempre respeitando as características ecológicas locais. São plantadas, no mínimo, 80 espécies nativas por hectare, em áreas de preservação permanente (APP) de

Exposições, workshops e palestras completaram a Semana que, em 2012, interagiu com o público por meio da Ação Solidária, um trabalho voluntário que consiste na utilização do Quilt as you go para a construção de mantas infantis, que foram doadas após o evento. Em 2013, o evento ocorrerá entre os dias 26 a 29 de junho. numerosas avaliações, tendo como base os procedimentos propostos pelo GHG Protocol, parâmetros definidos em conjunto por empresas, ONGs e governos de diversos países e organizados pelo World Resources Institute (WRI). O restauro florestal implementado pela própria Iniciativa Verde não busca apenas remover e estocar carbono da atmosfera, mas também ampliar a qualidade ambiental de paisagens rurais e intensificar os benefícios para a biodiversidade, os recursos hídricos e a conservação do solo. Na escolha das espécies, a organização procura

matas ciliares degradadas, dentro dos limites do bioma Mata Atlântica. Com esse cuidado, além da neutralização do GEE emitido no evento, será possível também contribuir para o restauro e a conservação desse ecossistema. Após o plantio das árvores, a Iniciativa Verde cuida da sua manutenção por dois anos e, após este período, monitora anualmente a área. A cada cinco anos, é feita a medição do carbono absorvido. Uma medida necessária, tendo em vista que a neutralização total do GEE do evento é feita ao longo de toda a vida das espécies.

fotos/imagens:

O evento trouxe um Fusca totalmente coberto de tecidos e ainda a exposição “Os Céus do Brasil e os Jardins que Caem do Céu”, com curadoria de Rita Paiva

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((AARRTTIIGGOO))

TRAMAS E TRANÇAS:

Totem Rio Fashion

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Uma das grandes tendências para o Verão 2013 remete ao “hand made style”, ao caráter artesanal das peças, destacando-se aqui calçados e bolsas

FOTOS: ALEXANDRU ARMIN ROSU - SXC.HU FOTOS/IMAGENS:

a volta do hand made style

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(ARTIGO)

(ARTIGO) New Order Fashion Rio

Aletéia Ferreira

Especialista em Marketing, Comunicação e Moda

Blog.espacodamoda.blogspot.com artigos@revistaprofashional.com.br

Tatiana Desiderá Salinas

FOTOS/IMAGENS:

FOTOS: IMAGE.NET

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Cocci SPFW

s técnicas são variadas: crochê, macramê, tressé, cestaria, trançados... Os materiais utilizados incluem ráfia, palha, vime, corda, sisal, algodão e couro. Embora acabem lançando mão de tecnologias atuais para a sua produção, o que importa é buscar as técnicas do passado traduzidas ao contemporâneo. A arte do crochê, uma das mais antigas, vem da palavra “Croc” que quer dizer gancho. O macramé remete à “Migramah”, que em árabe significa franjas e tramas ornamentais. O tressé tem origem francesa e o seu trançado era utilizado nas antigas cadeiras de balanço. Se formos entender as suas origens, acharemos o começo de tudo na pré-história, com grande participação do mundo árabe na introdução de todas essas técnicas na Europa por volta do século 16, com as características que têm hoje. Apesar do tempo que nos separa de tudo isso, o resultado dessa arte continua muito fashion e ditando moda. Muito se tem falado em referências vintages, da busca

Alessa Fashion Rio

Rio Diretora de moda Fashion da Fashion School Brasil

artigos@revistaprofashional.com.br

de inspirações em décadas passadas. Acredito que tudo isso seja uma forma simbóAmiga e articulista profashional lica de lançar olhares nostálna Bahia gicos e curiosos sobre o que artigos@revistaprofashional.com.br passou, mas sempre com uma ótica atual. Estão aí vários estilistas Amiga e articulista profashional que não nos deixam mentir: artigos@revistaprofashional.com.br Burberry, Dior, Jimmy Choo, Tory Burch, Ralph Lauren, Dolce & Gabbana, Prada, Professor da UFBA e presidente Louboutin, entre muitos. do Instituto dos Auditores FisMisturando cores neutras cais da Bahia - IAF com vibrantes, dentro artigos@revistaprofashional.com.br do pantone da estação, e materi a i s c o m t e x t u r a s diferentes, como o couro e Idealizadora do Fórum de Moda a ráfia, algodão ou vime, os do Paraná calçados e bolsas das novas www.forumdemoda.com.br coleções atingiram um grau artigos@revistaprofashional.com.br de sofisticação e beleza que os tornará irresistíveis. Seja para compor looks “Aspirante” editora deoumoda com apelosa étnicos, inspihttp://erikalee.zip.net rados nas décadas de 1940 artigos@revistaprofashional.com.br e 1950, época das mulheres muito femininas e arrumadas, ou em produções minimalistas, a escolha será perfeita.

Karla Borges

Lady Morais

Helcônio Almeida

Dionéia Mendes

Patrícia Douat Garcia Articulista profashional

artigos@revistaprofashional.com.br

Janaína Souza

Articulista profashional

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Diana Galvão

Jornalista de moda, coorganizadora de “A Moda do Corpo, O Corpo da Moda” artigos@revistaprofashional.com.br

José Alzir A. de Souza

Consultor Sênior da Insight Fortune Assessoria em Comercialização e Marketing

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Denise Azevedo

Formada em Tecnologia em Moda pela Unimonte Santos

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Antônio Naud Júnior

O grapiúna é escritor e jornalista artigos@revistaprofashional.com.br

Érika Lee

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Vera Mello

Consultora de Varejo de Moda

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Sacada Fashion Rio

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ALINHAVANDO |

POR LÉIA MARINHO

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Um corte para quem tem estilo e não tem medo de ousar, é assim que os profissionais de moda definem o undercut. O visual lembra o moicano, só que os fios não ficam arrepiados como no penteado punk. “Entre os homens, é mais comum ver o corte com as duas laterais raspadas; já entre as mulheres, geralmente, a raspagem é feita apenas em um dos lados da cabeça”, explica o hair stylist Emerson Cristiano, do Studio W de Alphaville. “Porém não é regra”, completa o cabeleireiro Julio Crepaldi, do Salão Galeria, de São Paulo. Segundo ele, algumas mulheres ainda mais ousadas raspam as duas laterais da cabeça e deixam os fios do meio soltos e despojados. Para a consultora de moda e estilo Vanessa Akemi, o undercut já está fazendo sucesso no Brasil, porém, entre as mulheres mais jovens. “Uma ótima pedida para quem quer um visual moderno!”, diz ela. Saiba mais sobre essa moda que está fazendo a cabeça das pessoas em todo o mundo.

FOTOS: AVRIL LAVIGNE BRASIL / GABRIELA DA MATA

O corte que fez sucesso nos anos de 1970 está de volta. Parente do moicano, o undercut é tendência por aí afora e aos poucos está fazendo a cabeça dos brasileiros

Avril Lavigne

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POR FERNANDA MENDONÇA

DOS ANOS DE 1970 PARA A ATUALIDADE “O visual foi bastante usado nos anos 70, a moda foi lançada por jovens que gostavam de rock e punk”, diz Crepaldi. “Hoje, é um dos cortes mais pedidos no salão. Usado por anônimos e celebridades”, completa Cristiano. Assim como o craque Cristiano Ronaldo e as cantoras Pink e Rihana, a filha da pop star Madonna, a jovem Lourdes Maria de 15 anos, aderiu à moda do undercut, mostrando que, apesar da pouca idade, tem personalidade para dar, vender e emprestar. Caroline da Mata, uma das assistentes de moda que colabora com os editoriais produzidos pela Profashional Editora, também é adepta. “Cortei há cerca de um mês e amei, me sinto ótima! As pessoas comentam, fazem perguntas. Dia desses fui comprar pão em um supermercado e a atendente questionou porque eu havia cortado o cabelo desse jeito (risos). Mas a maioria dos meus amigos aprova! Eles dizem que combina comigo, uma amiga falou até que esse era o toque que estava faltando em mim. Nos primeiro dias, meus pais odiaram, mas agora eles já se acostumaram. Minha mãe disse que, olhando bem, ficou muito bonito”, conta.

“Existem formas mais suaves de realizar este corte”, diz Crepaldi. Acrescentando que dá para manter parte dos fi os longos e com estes esconder a lateral raspada. “O penteado pode ser disfarçado em solenidades, por exemplo.” Porém, ele acredita que, dependendo do visual de quem usa, as laterais raspadas podem ficar à mostra, mesmo em eventos mais formais. “Acho bacana quebrar a estética do previsível”, arremata.

PARA MADEIXAS CRESPAS E VOLUMOSAS Há quem tenha receio de fazer o corte por conta das madeixas

ELA TAMBÉM USA E APROVA! A jornalista de moda Erika Palomino também aposta no undercut. Durante os desfiles da São Paulo Fashion Week, ela desfilou cheia de atitude pelos corredores da Bienal e conversou com a equipe da Profashional. “Já faz algum tempo que cortei o cabelo dessa maneira. Uso um lado rapado, bem ao estilo punk e do outro lado um chanel estilo princesa”, comenta. A jornalista conta que nunca sofreu nenhum tipo de preconceito por conta do look inusitado, ao contrário, recebe vários elogios por onde passa. “Adoro o corte, principalmente porque ele é prático!”, finaliza.

QUEM PODE E QUEM DEVE Segundo Emerson Cristiano, é preciso ter estilo para aderir ao visual. “Combina com pessoas que transmitem atitude e que querem passar uma mensagem de força e ousadia”, acrescenta Vanessa. A personal stylist garante que, com personalidade, o corte fica bem para qualquer biótipo, inclusive para gordinhas e gordinhos. “Os mais cheinhos devem apenas tomar cuidado para não deixar o rosto muito redondo, a dica é optar por cortar os fi os, deixando as laterais assimétricas”, pondera. Segundo ela, pessoas mais velhas e ou que trabalham em áreas formais devem evitar, mas se mesmo com a idade mais avançada, a pessoa tiver coragem e atitude para ‘sustentar’ o visual, não há problema. Erika Palomino W W W. P R O FA S H I O N A L . C O M

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POR LÉIA MARINHO

volumosas. O que, segundo os nossos especialistas, não é problema. “Ao contrário, é uma excelente pedida, pois diminui o volume do cabelo já que este é raspado embaixo”, garante Vanessa Akemi. Quem tem fios crespos ou encaracolados também pode usar. “Podese fazer escova ou alisamentos ou usar o undercut na versão mais curtinha, que também fica bem legal”, opina Crepaldi.

PARA MANTER O ESTILO Manter o corte é fácil, basta ir ao salão uma vez por mês ou a cada 15 dias (varia de uma pessoa para a outra), para acertar as partes raspadas e cortar as pontinhas dos fios mais longos, se for o caso. Mas atenção: nada de tentar fazer em casa! “O corte não é complicado, mas exige simetria, portanto procure sempre um profissional especializado”, alerta Cristiano.

PUNK OU ROMÂNTICA? Para quem ficou com vontade de aderir, nossos especialistas têm alguns conselhos. “Esse look pede roupas e acessórios diferentes e sem esta composição fica um pouco estranho”, alerta Crepaldi. “Fica incrível com peças em estilo rock and roll. Também dá para combinar com calça skinny, botas, camisetas com gravuras antigas e makes monocromáticos”, aconselha o hair stylist. Vanessa concorda, mas acrescenta que o inusitado também é fantástico, por isso, para as mulheres, outra boa opção é combinar o corte radical com maquiagem, vestimentas e acessórios românticos, delicados e femininos.

VÁRIOS PENTEADOS

Alice Dellal

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Há ainda variações do undercut – jeitos diferentes de cortar ou pentear. “Há o estilo Emo, com franja lateral; estilo Hipster meio largado com franja no rosto; e o estilo James Dean 50’s, preso tipo Rocket com chuquinha no alto da cabeça”, diz Crepaldi. Ele afirma ainda que é possível inventar penteados torcendo os fios soltos ou prendendo-os com elásticos de diversos tipos. Também é comum encontrar pessoas que pintam a parte raspada de uma cor diferente, ou simplesmente colorem o restante do cabelo e deixam a parte raspada ao natural. “Fica bem ousado, mas deve ser uma combinação sofisticada de cores, cuidado para não deixar o visual com um aspecto de relaxo”, avisa o cabeleireiro. Use o bom senso e também a criatividade e arrase!

FOTOS: FERNANDA CALFAT - STYLE.COM / ARQUIVO PESSOAL CAROLINE DA MATA

Caroline da Mata

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E N T R E V I S T A | POR MARISA ABEL

Olhar apurado

FOTOS: GUI PAGANINI / ACERVO PROFASHIONAL

Há mais de 20 anos trabalhando como fotógrafo de moda, Gui Paganini imprime toda a sua experiência em imagens que são verdadeiras obras de arte

Editorial para a Piccadilly

Campanha para Arezzo

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eferência no mercado editorial e de moda, o paulistano Gui Paganini é um dos fotógrafos mais requisitados do Brasil. Meticuloso, estuda minuciosamente cada detalhe antes de clicar. Faz questão de analisar qual a melhor posição para que a foto seja valorizada e, embora a seriedade esteja presente durante o trabalho, sua simpatia e cordialidade prevalecem. Nossa equipe acompanhou de perto um editorial realizado por Gui para a edição 11da revista “Piccadilly” e ele, entre um click e outro, conversou com nossa equipe sobre imagem, valorização de produto na foto e também suas preferências pessoais. Sem pressa, com olhar apurado, a sessão de fotos se torna um momento de expectativa, pois entre um disparo e outro, há todo um processo de preparação do cenário que leva diversos minutos, mas o resultado na tela do computador é surpreendente. Confira como foi o bate-papo e conheça um pouco mais da história deste fotógrafo.

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Profashional: São décadas dedicadas à fotografi a, você defi ne algum período como um momento perfeito? Gui Paganini: Nunca vai existir um momento perfeito, sempre busco algo a mais, sou perfeccionista. Procuro sempre melhorar, imprimir o que a gente quer, é uma luta constante. P.: Lembra-se de quando se apaixonou por fotografia e decidiu seguir carreira? G. P.: Eu era estudante de Engenharia Civil, estava no 4º ano e foi quando vi que não queria ser engenheiro. Tinha um amigo que era fotógrafo e me apaixonei por fotografia, de moda principalmente. P.: Qual sua formação nesse mundo (escolas, cursos, lugares)? G. P.: Meu pai tinha câmera, peguei-a e fiz um curso rápido para aprender a mexer na máquina, tentei trabalhar como assistente, mas não consegui, sabia que ser assistente me daria a vivência e eu nunca tive esta experiência, por este motivo o processo foi mais lento. P.: A fotografia de moda te encanta por qual motivo? G. P.: Fotografar mulher é muito mais inspirador e a fotografia de moda tem muito encanto. P.: Existe alguma imagem que você define como a sua essência? G. P.: Não, eu sempre faço a imagem e gosto até o próximo trabalho. Mas há um trabalho que eu fiz para a “Vogue Brasil” com a Naomi Campbell de que eu gosto muito. P.: Há 8 anos, você deu uma entrevista na qual dizia que tinha mania de estar sempre certo. Ainda tem a mesma opinião? G. P.: Eu disse isso, é? (risos). Na verdade, sou muito perfeccionista e detalhista e sempre presto muito mais atenção do que a maioria das pessoas, acho que é isso.

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P.: Costuma se atualizar com as novas tecnologias e técnicas de que forma? G. P.: Fico praticamente 24 horas buscando as novidades. Eu procuro o que há de mais atual. Nas horas vagas, enquanto os outros vão para a praia, eu vou buscar informação e inspiração. P.: Quem você sonha fotografar? G. P.: Kate Moss, eu sonhava e realizei. Dava tudo para fotografar a Madonna e acho que ainda vou. P.: Quais editoriais e campanhas te deram mais prazer? G. P.: Fiz muitos bacanas, Arezzo, Osklen, Tufi Duek. Gosto de tudo o que é diferente. Os editoriais de moda, fazemos porque gostamos, já que a remuneração é bem menor que das campanhas, mas em compensação, você tem a liberdade de ousar mais, imprimir seu estilo, dá para inserir o seu olhar de moda. P.: No dia a dia, quais são os seus prazeres? G. P.: Fora do trabalho? Não sei, sou muito dedicado à minha profissão e tudo que é relacionado a ela me dá prazer. Tenho dois cães da raça Whippet, são companheiros. Acho que as coisas mais legais são as mais simples, ligadas à natureza e o contato com ela é muito importante. P.: Gosta de ser fotografado? G. P.: Não gosto, odeio! É engraçado, mas fico mais confortável quando eu estou fotografando, não gosto de ficar me expondo. P.: Pratica alguma atividade física? G. P.: Eu malho, já fiz boxe, joguei futebol, natação e atualmente faço musculação. Você ter vida é ter saúde e praticar atividade é mais do que estética, é bem-estar.

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FOTOS: GUI PAGANINI

Campanha para Osklen

Editorial para a Piccadilly

So nh o: Se r fe liz , ac ho qu e é o qu e to do mundo quer no final. Música: Sou ec lético, desde bo ssa nova a rock, vai longe... M om en to m ar ca nt e: A pr im ei ra ve z em que fiz um edito rial de moda pa ra a “Vogue”. Imagem para ve r todo o dia: Pô r do sol. Para ter ao alcan ce das mãos: Mi nha câmera. O coração bate forte quando: Encontro alguém especia l. Ser profashion al é... Ser dedi cado.

Check-list

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POR CAROLINA NAZATTO

Melk Z-Da Fashion Rio

COR -ROSA DE

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As passarelas internacionais e nacionais já decretaram: o rosa é o novo preto. Nas ruas, podemos ver mulheres deixando o pretinho básico de lado e apostando no rosa mais forte que podem encontrar. E existe cor mais feminina que essa? Do rosa mais claro ao mais berrante, a cor da vez não vem muito básica, não. A proposta dos estilistas é se jogar e investir no look total pink. Mas esqueça Jacqueline Kennedy Onassis e seu tailleur perfeitamente cortado. A proposta é Patachou Fashion Rio misturar texturas e tonalidades para criar um look moderno e monocromático. A beleza também Do rosa mais claro ao mais berrante, acompanha essa tendência, deixando a cor da vez não vem muito básica, não. os lábios escuros A proposta dos estilistas é se jogar e do inverno ganharem luz e destainvestir no look total pink. que no rosto. As mais ousadas não se contentam somente com os lábios e pintam os cabelos, também.

Iódice SPFW

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FLASHES COLEÇÃO MONET Sabe aqueles deslizes que cometemos de vez em quando, na hora de fazer a maquiagem? A Givenchy desenvolveu uma borracha instantânea de maquiagem em forma de caneta que resolve todos esses problemas com apenas um toque. Com o produto, também é possível desenhar ou escrever por cima do make, uma ideia ousada, porém bastante original.

Claude Monet, o mestre da pintura Impressionista, tem algumas de suas famosas obras reproduzidas em coleção elegante para houseware. A linha que inclui canecas, copos e moringas foi lançada Full Fit na House and Gift Fair. As imagens criadas pelo impressionista transformam a casa em um local aconchegante e agradável.

A HISTÓRIA EM SEUS PÉS A Havaianas acaba de lançar uma edição limitada, para comemorar os 50 anos de sucesso da marca. A nova sandália tem um pé branco e azul inspirado no modelo tradicional de 1962 e o outro, monocromático – em homenagem aos consumidores que inspiraram a virada das solas nos anos 90.

FOTOS/IMAGENS: DIVULGAÇÃO DAS ASSESSORIAS DAS MARCAS

FOTOS/IMAGENS: DIVULGAÇÃO DAS ASSESSORIAS DAS MARCAS

BORRACHA PARA MAQUIAGEM

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MY CHOICE |

POR MARISA ABEL , CHEFE DE REDAÇÃO

Visual

de encher os olhos

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igurino de cinema é essencial para fazer com que o expectador mergulhe de verdade na história vivida na telona. Cada detalhe faz a diferença na hora de compor o visual do personagem. Mais do que apenas vestir uma roupa, ele veste uma época, uma cultura, um estilo e, por este motivo, o trabalho do figurinista é imprescindível para dar apoio visual e também fazer com que tudo seja o mais verossímil possível, mesmo quando o assunto é ficção científica ou conto de fadas. Desde 1948, a categoria Melhor Figurino foi incluída no Oscar e de lá para cá, o foco para o vestuário só

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se intensificou. Interessante ressaltar que até 1957 um figurino disputava em duas categorias: preto e branco e colorido. Após esse período, elas tornaram-se uma só. Sou fascinada por diversos modelitos de época e de histórias de princesas que realmente são de cair o queixo. Vale ressaltar o look maravilhoso de Charlize Theron como a madrasta malvada da Branca de Neve no filme “Snow White and The Hunrsman”. Curta alguns dos figurinos que mais me agradaram nas telonas. The Artist

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Sou fascinada por diversos modelitos de época e de histórias de princesas que realmente são de cair o queixo. Vale ressaltar o look maravilhoso de Charlize Theron como a madrasta malvada da Branca de Neve no filme “Snow White and The Huntsman”.

FOTOS/IMAGENS: UNIVERSAL PICTURES / IMAGE.NET

Snow White and The Huntsman

Marie Antoine

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COMONIQUE |

POR MONIQUE MELO

BÍBLIA

DA

M

ais uma edição do “Anuário de Comunicação Corporativa” acaba de ser editada e é leitura obrigatória para entender este mercado que cresce, se fortalece e está em constante mudança, acompanhando o desenvolvimento das empresas e da sociedade como um todo. É um guia completo, produzido e editado pela Mega Brasil, com as informações da área, traçando um panorama geral do mercado de comunicação empresarial brasileiro. Ele retrata as empresas mais atuantes do setor, mostrando seus investimentos, desafios, parcerias nacionais e internacionais, apostas nas mídias digitais, entre outros temas.

A Mega Brasil Comunicação existe desde 2000. No portfólio, destaca-se uma série de congressos, seminários e cursos voltados para o aprimoramento dos profissionais da comunicação; anualmente, também realiza a entrega do Prêmio Personalidade da Comunicação, concedido àqueles profissionais que, ao longo de suas carreiras, deram comprovada e significativa contribuição ao desenvolvimento da Comunicação no País. Vale a pena a leitura, os artigos das personalidades da comunicação estão bem interessantes e cada vez mais os clientes sabem que um profissional deste setor tem de estar presente na hora das grandes decisões estratéQualidade e preço não fazem gicas das corporações. A mais a diferença, são básicos. inteligência nessa área na era das marcas é vital para Os consumidores querem que as empresas permaneexperiência e relacionamento çam no mercado e fidelizem com as marcas e os clientes seus clientes. precisam ser assessorados Qualidade e preço não para se comunicar de forma fazem mais a diferença, transparente e clara. são básicos. Os consumidores querem experiência e relacionamento com as

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marcas e os clientes precisam ser assessorados para se comunicar de forma transparente e clara. A emoção é um ingrediente que não pode faltar. No anuário deste ano, há dois artigos de profissionais baianos, um meu e um do acadêmico Claudio Cardoso. O meu artigo lida com a mudança e a perseverança durante as adversidades do contexto socioeconômico e como isto pode ser compensado posteriormente. E aqui acrescento, com a experiência de 17 anos com a Texto & Cia na Bahia e há quatro anos em São Paulo, que o Nordeste é um mercado muito atraente no Brasil, mas com características muito próprias.

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a t s i v e r m e E T OR N R E T N E C E D A CID ESTÁ NO

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PEQUENOS PROFASHIONAIS

Estrelas

Os pequenos profashionais que tanto animam nossos dias são estrelas nesta seção. Vale refletir sobre o texto do jornalista britân ico Ronald Russel e transmitir todo nosso amor a eles.

Murilo Hecker da Silva Bottura 1 ano, São Paulo/SP

FOTOS: AS FOTOS SELECIONADAS NÃO SERÃO DEVOLVIDAS SENDO QUE O PRÓPRIO ENVIO JÁ SE CARACTERIZA COMO AUTORIZAÇÃO DE CESSÃO DE IMAGEM PARA PUBLICAÇÃO

fashion Rean Mansur Elesbão 3 anos, Atibaia/SP

“A criança que vive com a verdade aprende a ser justa. A criança que vive com o elogio aprende a dar valor. A criança que vive com generosidade aprende a repartir. A criança que vive com o saber aprende a conhecer. A criança que vive com paciência aprende a tolerância. A criança que vive com felicidade conhecerá o amor e a beleza.” (Ronald Russel)

Isabella Oliveira e Beatriz Oliveira 9 anos e 7 anos, São Paulo/SP

Luana Ronconi 10 meses, Itu/SP

Isac Evangelista Barreto 9 meses, São Paulo/SP

Mariana Calijuri de Bona 8 anos, São Paulo/SP

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Participe você também! Escolha um look bem fashion, tire uma foto e envie para nossa redação: revista@revistaprofashional.com.br ou Avenida Jandira, 843 Moema – São Paulo – SP – CEP 04080-005

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POR KAI HREBABETZKY

| COMPORTAMENTO

O VALOR DE UMA

OPINIÃO U

ma opinião é tudo, não se deixe enganar. Em um mundo cada vez maior, nos sentimos cada vez mais impotentes perante o universo, cada vez menores em nossa construção social, mas não se engane, a sua opinião, ainda mais se for só sua, pode ser mais importante do que a de todo o resto junto. A força da unanimidade é incontestável, mas limitadíssima. Uma verdadeira teoria, opinião, ideia não pode ser unanime, ela tem de ser partilhada, mas individualizada. Verdades absolutas não existem. Em um mundo Não digo para não concordar com nada, se você acredita na verdade de uma afirmação, cada vez maior, nos confirme, mas sempre prepare um “porém”. sentimos cada vez mais Ao ler estas frases diga, “eu concordo, mas...” ou “o autor é louco! Esta é minha opinião”, impotentes perante registre sua opinião, ensaie uma discussão e o universo, cada vez seja aquele algo a mais dentro de um debate. Você há de perceber, no entanto, que menores em nossa muitas pessoas vão chegar por si só quase construção social, mas à mesma conclusão. Bem, em primeiro lugar, é importante destacar o quase, ligeiramente não se engane, a sua importante, em segundo, o motivo para tal similaridade, a fonte. Não tema procurar sua opinião, ainda mais se opinião em um lugar completamente diferente for só sua, pode ser dos outros, é aí que reside a beleza de um debate, a convergência de várias fontes para mais importante do que a elaboração de uma proposta.

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a de todo o resto junto.

“Leia todo dia algo que ninguém mais está lendo. Pense todo dia algo em que ninguém mais está pensando, faça todo dia algo que ninguém mais seria bobo o suficiente para fazer. Faz mal a mente sempre fazer parte de uma unanimidade” Cristopher Morley.

FOTOS/IMAGENS:

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IMAGEM: PIOTR PAWEL - SXC.HU

Seja você mesmo! Clichê? Qual a sua opinião?

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RESPONSABILIDADE SOCIAL |

POR FERNANDA MENDONÇA

Futuro à vista Conheça a AMIS, uma instituição que ajuda famílias carentes, oferecendo alimentação, educação, cultura, capacitação e oportunidades para todos!

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Projeto Semear

mação dos aprovisionados, pois acreditamos que todos possuem dádivas e recursos pessoais que, mutuamente repartidos, construirão uma sociedade melhor”, acrescenta Malu. Há dois anos, ela cuida da comunicação da AMIS com a ajuda de outros voluntários. “Dedico-me para que o trabalho da associação seja conhecido e acolhido por pessoas físicas e jurídicas. A idoneidade e a seriedade da ONG servem de incentivo para que as pessoas colaborem”, diz.

A AMIS acredita que não basta planejar, é preciso criar. Por isso, atualmente, são 11 projetos fora do papel.

FOTOS/IMAGEM: REPRODUÇÃO ARTÍSTICA PROFASHIONAL/ DIVULGAÇÃO/AMIS

uito se fala sobre a necessidade de mudanças na nossa sociedade. Um país mais justo, com oportunidades iguais, independentemente de classes sociais. Assim é o lugar em que a maioria das pessoas gostaria de viver. Afinal, é difícil encontrar quem consiga não se incomodar com tanta desigualdade social. A Profashional Editora acredita nessa missão, porém, para transformar essa realidade, é preciso ter atitude. É com esse pensamento que a voluntária Malu Moreira, responsável pela comunicação da AMIS, dedica parte de seu tempo livre à instituição. A ONG nasceu a partir do trabalho que a Igreja Batista realizava na região do Morumbi. “A AMIS surgiu em 2007 para atender as pessoas que vivem em comunidades em condições de extrema privação social, dando a elas a qualidade de vida”, diz Malu. Situada na Vila Andrade, na zona sul de São Paulo, a ONG possui atualmente mais de dez projetos em execução. “Estamos engajados na luta pela qualidade de vida dos desfavorecidos e pela transforW W W. P R O FA S H I O N A L . C O M

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FORA DO PAPEL A AMIS acredita que não basta planejar, é preciso criar. Por isso, atualmente, são 11projetos fora do papel. O “Semear”, um centro socioeducativo para crianças e pré-adolescentes que necessitam de reforço escolar; o “Vida em Movimento”, que busca estimular a vida, alegria, autoestima, determinação e beleza por meio do balé clássico para crianças; o “Vida nas Letras”, que visa à alfabetização de jovens e adultos; o “Defesa do Bem”, que estimula a prática do judô e seus valores entre crianças e jovens; o “Oficinas de Geração de Renda”, que forma futuras cabeleireiras e maquiadoras, trazendo dignidade e esperança para mães que passam a gerar renda própria, dentro da comunidade, para seu sustento e de sua família;

o “Núcleo de Psicologia Social”, que visa à orientação psicológica a crianças e famílias carentes; o “Projeto Guri”, um dos programas mais conhecidos da ONG, que foca na inicialização e educação musical de qualidade para crianças carentes da comunidade; e o “Coletivo Coca-Cola”, realizado em parceria com a marca, que ajuda na formação profissional de jovens para o primeiro e m p r e g o . “ Te m o s a i n d a o ‘Telecentro Vila Andrade’, que garante inclusão digital para os moradores da região, e contabiliza mais de 3 mil acessos mensais. Além da ‘Vila Byte Informática’, que oferece capacitação profissional para jovens, e do projeto ‘Alimenta’, que doa cestas básicas para famílias carentes”, conta Malu.

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AMIZADE QUE TRANSFORMA VIDAS Os recursos que a instituição utiliza para a realização de seus projetos são oriundos de parcerias com instituições públicas e privadas. “Bem como do apoio de pessoas que acreditam no projeto de transformação da AMIS e contribuem com os projetos, aqueles que chamamos Amigos da Amis”, acrescenta nossa entrevistada. A ONG atende a pessoas, na sua maioria crianças, que vivem em estado de extrema privação social. “Pela localização geográfica, a maior parte dos atendidos é oriunda da Comunidade da Vila Andrade. Porém, não existe restrição a pessoas que vivem em outros lugares, desde que comprovada

a situação de carência social e que a necessidade esteja dentro de nossas possibilidades de atendimento”, esclarece a voluntária. Quem quiser colaborar com o trabalho da AMIS pode fazer doações pontuais ou de longo prazo que são realizadas por meio de depósito bancário. “É só entrar em contato conosco através do e-mail amis@aamis. com.br para se tornar um contribuinte regular e receber boletos bancários”, explica Malu. Ela ainda conta que a ONG aceita dinheiro, produtos para cestas básicas, roupas e vestuário em geral, materiais e equipamentos para suprimento de necessidades específicas.

Oficina de

Geração de

Renda

Vida nas Le de joven tras: alfabeWtizWaçW . P R O F A S H I O N A L . C O M s e adulto ão s

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COLUNA DA DANI |

POR DANIELA DANIELA RODRIGUES RODRIGUES POR Katy Perry

Chanel Resort 2013

e d a ç e Cab

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Kelly Osbourne

Nas passarelas da SPFW, os tons pastel foram um hit

FOTOS/IMAGENS: FOTOS: MAURY PHILLIPS WIREIMAGE - IMAGE.NET / AGÊNCIA FOTOSITE / YANNIS VLAMOS - STYLE.COM

s tonalid ades pastel domina ram as últimas coleções Resort internacionais e, claro, as coleções nacionais também . No último Fashion Rio Primave ra/Verão 2013, por exemplo , os tons pastel foram uma das tendênc ias de cores da tempor ada. Mas, aqui no meu querido espaço , irei falar de outra tendên cia que tem tudo a ver com este momen to fondan t que a moda está vivendo hoje: os cabelos na tonalida de pastel. Marc Jacobs e Chanel apresen taram, nas suas coleçõe s pre-sum mer 2013, um arcoíris de mechas nos cabelos à la ice-crea m, confirm ando esta forte tendên cia no quesito beleza.

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L E T PAAS

Samuel Cirnansck SPFW

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((AARRTTIIGGOO))

FLORES DE O

que já passou não existe, dificultando a narrativa de emoções antigas. Muitas vezes, a memória se enamora do artificial, do fake, como se inventasse a vida de um eu desconhecido. Mas não deixo de recordar. Hoje, por exemplo, passei o dia pensando em Cuba. Assim como “Guantanamera” poderia ser a música da minha vida, as recordações de Havana – onde estive durante um mês, em 2003 – continuam autênticas. O primeiro impacto foi assustador, inimaginável. Casarões da época da colônia hispânica em ruínas, movimentos, cheiros, chulos, muambeiros, palácios neoclássicos degradados, ícones do comunismo cubano. Como se a cidade acabasse de ser palco de uma batalha terrível e se encontrasse sofrida, embora já tivesse iniciado o processo de recuperação do seu centro histórico, financiado pela Unesco. O encanto das cores caribenhas é evidente. Não adianta

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se refugiar num dos luxuosos hotéis canadenses ou espanhóis, planejando um roteiro de turista aprendiz. É preciso viver Cuba, senti-la com paixão como o fez Ernest Hemingway, que morou 22 anos por lá. Nenhuma novidade, afinal o autor de “O Velho e o Mar” era um esperto, com duradouras experiências em Paris, Miami e Havana, sempre longe do mundinho dos ricos e famosos. Em Havana, pasmo, enfrentei o Sol romântico de outubro, ouvindo notícias nos telejornais sobre a aproximação do Furacão Irene. Aturdido, flutuei pelas ruas desconcertantes, deixando o hotel em Miramar, um bairro onde moravam os ricos antes da Revolução, nos tempos do ditador Fulgêncio Baptista. No centro, o tumulto, num ritmo de festa contínua e improvisada. Som de tambores acompanhado por cânticos. Sentia-me no Pelourinho. Espanhóis, alemães e seus guias aborrecidos, ruas estreitas cobertas de artesanato popular, telas coloridíssimas

FOTOS: TESCHNER FOTOS:MIKA FOTOS/IMAGENS: ALEXANDRU ARMIN ROSU - SXC.HU

O G E U F

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(ARTIGO)

(ARTIGO) e músicos afinados cantando salsas – percebi imediatamente que a música faz parte da vida do cubano, como na Bahia. Olhei com admiração os velhos carros norte-americanos – cadillacs, buicks ou bel-airs – e mulheres vestidas de branco, jogando búzios ou cartas, com charutos Gran Corona (os maiores) na boca. Insolente, perguntei a uma delas se podia fotografá-la. Respondeu, séria: “Un dólar,¡muchacho!”. Paguei, tirei as fotos e atravessei a praça da catedral barroca, enchendo os

King Cole. Através da vidraça, Patrícia de pensar que podia estar sentado Aletéia Ferreira Douat Garcia observei nativos de sorriso Especialista em Marketing, rasgado, ao mesmo tempo apresComunicação e Moda

sados e a passear; o espetáculo Blog.espacodamoda.blogspot.com de maravilhosos carros dos anos artigos@revistaprofashional.com.br 40 e 50 ziguezagueando entre lentos animais; ônibus compridos e desconfortáveis sempre Diretora de modaprédios da Fashion cheios demais; sórdidos School Brasil e vistosos; putas jovens e sensuartigos@revistaprofashional.com.br ais – um museu vivo! Movimentos, cheiros, barulhos. Nada falta para o estrangeiro atônito: um mar azul-turquesa com profashional manchas de Amiga e articulista um outro azul, uma história valente, na Bahia um presente agonizante e aquele artigos@revistaprofashional.com.br

Tatiana Desiderá

Karla Borges

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Lady Morais Os turistas são uma espécie de gafanhoto Amiga e articulista profashional devorando tudo por onde passam. Feitos em artigos@revistaprofashional.com.br série, inexpressivos, numa relação monótona Helcônio Almeida da não UFBAhá e presidente com a vida. Não háProfessor espírito, fé. olhos de lágrimas quando uma humilde idosa, de mais de 80 anos, levantou os braços magros em prece e sorriu. Aproximei-me, recebendo um santinho com a frase “Jesús en vos confío”. Desviei-me de um gordo que vendia delicadas flores brancas, de uma charrete com um cavalo simpático, portando um chapéu com fitas vermelhas, de um travesti orgulhoso, de bicicletas rápidas pedaladas por rapazes bonitos. Na varanda de um casarão habitado por inúmeras famílias, toquei num Cristo de madeira maciça adornado por flores minúsculas. No hotel Ambos Mundos, onde Hemingway morou na década de 30, provei mojitos – bebida à base de rum, limão, hortelã e pimenta –, enquanto a pianista negra tocava um bolero de Nat

do Instituto dos Auditores Fisar pouco convincente cais da Bahia - IAF de felicidade perpétua. Olhei, cheirei, respiartigos@revistaprofashional.com.br

rei – recordações do Brasil que nos perseguem. Livros de Chico Buarque e Roberto Drummond Idealizadora do Fórum de Moda numa vitrine. do Paraná Então, o céu explodiu em fogos www.forumdemoda.com.br de artifício, como flores em chamas, artigos@revistaprofashional.com.br enquanto eu conversava com um ou outro cubano. Eles me falaram de como apreciam as telenove“Aspirante” a editora de moda las brasileiras, mostraram-me http://erikalee.zip.net uma fotografia de Regina Duarte artigos@revistaprofashional.com.br na parede do bar-restaurante La Bodeguita del Medio. Mas não é permitido conversar muito tempo com os cubanos, nem fotografar policiais ou fortes militares. Numa luxuosa casa de charutos, escolhi dois Cohibas, acendendo um deles no El Floridita, aprendendo que fumar habanos é uma fonte de prazer e bem-estar, e sem deixar

Dionéia Mendes

Érika Lee

na mesma cadeira que um dia Ava Articulista profashional

Gardner ou Gary Cooper descanartigos@revistaprofashional.com.br

saram o traseiro. Tomei uns tantos daiquiris, conversando com o barman-chefe vaidoso de suas Articulista dezenas deprofashional broches na lapela. artigos@revistaprofashional.com.br Percebi a noção de coletividade, a ausência de egoísmo. Fugindo de turistas banais, lembrei-me de Paul Bowles “não Jornalista de moda,dizendo coorganizasou turista, sou um viajante”. dora de “A Moda do Corpo, O Assim da também Corpo Moda”pensa o chileno Luis Sepúlveda, e penso eu. Os artigos@revistaprofashional.com.br turistas são uma espécie de gafanhoto devorando tudo por onde passam. Feitos em série, Consultor Sênior da inexpressivos, numa relação Insight Fortune Assessoria em monótona com a vida. Não há Comercialização e Marketing espírito, não há fé. Prefiro estar no artigos@revistaprofashional.com.br meio dos suburbanos, dos alternativos, dos santos, dos poetas, dos boêmios, dos mentirosos, Formada em Tecnologia em dos putos. No entanto, o calor e Moda pela Unimonte Santos a miséria, todos queriam dólares. artigos@revistaprofashional.com.br Onde se esconde o desenvolvimento de Cuba? O suor me abraçava como um monstro pegajoso. anoitecer, ouvi O grapiúna Ao é escritor e jornalista boleros clássicos no cabaré artigos@revistaprofashional.com.br Dos Gardénias, depois bailei no Palácio de La Rumba. Amanhecendo, curei a ressaca na praia, ao lado de pescadores, com um livro de Carpentier nas mãos, já que Cabrera Infante e Reinaldo Arenas são proibidos. De uma forma tranquila, vi o que os espanhóis reconheceram há séculos: a sedução cinematográfica de Cuba.

Janaína Souza Diana Galvão

José Alzir A. de Souza

Denise Azevedo

Antônio Naud Júnior

Antônio Naud Júnior

O grapiúna é escritor e jornalista. Edita o blog www.ofalcaomaltes.blogspot.com W W W. P R O FA S H I O N A L . C O M

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bús sola Aberta |

por Claudia Carvalho e Marisa Abel

Visconde de Mauá... Lá em

F otos/ Imagens: Fotos/Imagens:

Os encantos da “cidade do amor”, imagem traçada pelos hippies, ganharam espaço nas nossas descobertas por lugares e culturas

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A entrada de Visconde de Mauá já é por si só um convite para dias de descanso

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doramos viajar e o contato com a natureza, aventuras, noites calmas, longe das luzes e do barulho da cidade grande, trazem a paz e uma alegria renovada. Tudo isso, encontramos em Visconde Mauá e, embora tenhamos viajado em datas diferentes, as impressões e sensações que a cidade nos transmitiu foram muito semelhantes. Conhecida pela sua exuberância natural, pelo frio – muitos turistas vão a Visconde no inverno, esperando encontrar as geadas –, pela sua excelente gastronomia e adoráveis pousadas. Quem curte a natureza e banhos de cachoeira procura a cidade no verão e são muitas opções para banhos mais tranquilos ou outros com um pouco de adrenalina. Visconde de Mauá dá nome a uma região formada por um complexo de vilas – Mauá, Maromba e Maringá – estabelecidas na serra da Mantiqueira, na divisa entre os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. O lado mineiro fica em Bocaina de Minas e, o lado carioca, se divide entre Resende e Itatiaia. Hoje, a região combina sofisticação com simplicidade, oferecendo opções para todos os estilos e bolsos. Confira as dicas profashionais!

Paisagem que pode ser contemplada da pousada e Vilarejo Acauã

Um banho de piscina para relaxar

Claudia recomenda: 1•Hospedar-se na Pousada Mauá Brasil. As acomodações, decoração e atendimento são excepcionais.

Fotos/Imagens: F otos: Marisa Abel / F ilipi T alão

2•Para aqueles que se aventuram em dar um mergulho em águas frias e cristalinas, Visconde de Mauá é o paraíso, afinal, a região é famosa por suas inúmeras cachoeiras. A mais famosa é a do Escorrega. O nome já diz tudo: é só sentar e escorregar. É praticamente um tobogã natural de água que desemboca numa piscina natural. 3•Para quem curte cavalgar, que tal um passeio ecológico em um manga-larga pelas trilhas e vales? O Haras Monte Brilhante realiza diversos passeios. O de 1h30 é ideal para iniciantes e vai até a cachoeira das Antas. Lá, você também pode dar um delicioso mergulho e renovar suas energias.

Uma das diversas cachoeiras da região

No centro comercial, é possível encontrar com os tropeiros que trazem produtos em suas mulas

4•Apreciar os pratos elaborados por Kristina Dietrich, a primeira chef especializada em cogumelos no Brasil. Seu restaurante www .prof

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BÚS SOLA ABERTA |

POR CLAUDIA CARVALHO E MARISA ABEL

Champignon, além de muito charmoso, é uma verdadeira delícia. O cardápio é bem diferenciado. Os cogumelos são a inspiração, mas para quem não gosta, há outras opções. O atendimento é ótimo, a própria chef faz questão de ir à mesa bater um papo e dar suas sugestões. Aberto em meados de 2000, em Campos do Jordão, o Champignon aportou em Visconde de Mauá em 2004.

Vale a pena conhecer o cardápio da Cantina D’Corleone

5•Depois do passeio e comprinhas na cidade, curtir as noites estreladas e um bom vinho ao pé da lareira. Se estiver acompanhado, sugiro compartilhar um saboroso fondue.

mariSa reComenda: 1•Os amantes de esporte de aventura vão se apaixonar, pois, no verão, as exuberantes cachoeiras enchem o rio Preto, que margeia as cidades, e é possível praticar rapel, boia cross, trilhas radicais motorizadas, mergulho em rios e banho de cachoeiras.

No verão, o Rio Preto fica repleto de turistas que se aventuram no boia cross

3•Fiquei hospedada na pousada Vilarejo acauã, que possui ambientes luxuosos e é ideal para casais. Há tanta atividade para fazer lá que se pode reservar um dia só para curtir os atrativos do lugar. A sala de cinema é ótima, além disso, tem saunas, ofurô, sala de jogos com mesas de sinuca e de pingue-pongue, adega, videokê, lounge, sala de massagens e academia. Eu amei. 4•Saboreei deliciosos pratos na Cantina d’Corleone (Vila de Maringá) que oferece cardápio focado na culinária italiana e as trutas, prato típico da região. Na Vila de Mauá, fui saborear a truta no Pronobis e conheci a história interessante da planta ora-pro-nóbis.

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2•Fui fazer um passeio pelas cachoeiras do local com a equipe da T&T adventures e uma das maiores emoções foi pular no Poção. São aproximadamente 7 metros de queda livre para cair nas águas do lugar. Dá um friozinho na barriga.

a emoção vale o passeio

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ouTraS diCaS: 1• Vila de Visconde de Mauá: Centro comercial e administrativo, concentra os serviços úteis à população, Centro Cultural, palco de exposições de artistas locais e eventos. 2•Vila de Maringá: É a divisa do Rio de Janeiro e Minas Gerais. O lado carioca tem um charme rústico-chique, como lojinhas de artesanato, café e restaurantes. A parte mineira garante um tour gastronômico em renomados restaurantes. 3•Vila da Maromba: O point é para a moçada animada e fica próximo de cachoeiras conhecidas da região, como a escorrega, Poção, macacos e Véu de noiva. A Escorrega, por exemplo, é um tobogã natural onde, no verão, acontece o tradicional campeonato de “surfe na pedra”. 4•Vale da Santa Clara: É o ponto de partida para duas trilhas espetaculares com cachoeiras. A região possui também criação de trutas com pesque-pague. No centro comercial de Maringá, há diversos artesanatos da região

5•Vale das Cruzes: Abriga o Paredão, perfeito para a prática de rapel, trilha para o Vale do Pavão e é o início do caminho que leva à parte alta do Parque nacional de itatiaia.

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A culinária da região é um dos atrativos do passeio

A deslumbrante paisagem de Visconde de Mauá

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ARREMATE

Vivendo

A LENDA pessoal

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de adolescência. Especializei-me em fotografia nesse universo de revista customizada e na magia que é fazer cada dia valer a pena. Vi a Profashional crescer, evoluir, conceber novas publicações, saltar de 4 revistas para 13, além de fazer livros, jornais corporativos, organizar eventos e desfiles de moda e acompanhar todo este universo da tecnologia atual e ganhar 20 troféus no Prêmio Anatec de Mídia Segmentada. O mais bacana é que os anos se passaram e a idade avançou, mas viver no mundo profashional permite que você mantenha a sua essência, a energia de sempre e minha identidade de menina sonhadora continua a mesma de quando entrei aqui, porém agora estou mais madura e realizada. Mais do que o aprimoramento profissional, conquistei aqui amizades excelentes. Amigas que mesmo tomando outros rumos continuam presentes e atuantes. Também deixo agora pessoas que são amigas de longa data e outras de poucos meses, mas que fizeram a diferença e fazem parte da minha história. Como a minha natureza sagitariana sempre quer mais e tem sede de tudo que é novo, vou

me ausentar do País por alguns meses, quero estudar, conhecer novos lugares e pessoas, descobrir novas culturas e voltar renovada. Quando meu coração me pediu um novo rumo, mesmo que temporário, eu escolhi na minha biblioteca particular um livro, era o “O Alquimista” do Paulo Coelho que eu li quando tinha 15 anos de idade. Abri em uma página e nela estava escrito que o personagem principal devia viver sua lenda pessoal, porque sempre que quisesse, poderia voltar a ser pastor de ovelhas. Agradeço a todos o grande carinho recebido ao longo destes anos, principalmente a confiança que Gabriel e Sandra depositaram em mim. Sou feliz por ser profashional.

Marisa Abel, Jornalista

Notinha da redação Mabel é daquelas pessoas que podem ser consideradas “um clássico”!

FOTO: ARQUIVO PESSOAL MARISA ABEL

Lembro como se fosse hoje o dia em que entrei na Profashional pela primeira vez; estava esperando por uma entrevista e vi Sandra Teschner passando de uma sala para outra, descalça, cheia de energia e com um sotaque inconfundível. Era agosto de 2005. Logo que comecei a trabalhar aqui, ganhei um dos melhores presentes da minha vida, ser editora-chefe da revista “Feetness”. A qual pude desfrutar o prazer, literalmente, de mergulhar nos esportes durante cinco maravilhosos anos. Neste meio tempo, respondi por outras revistas tão importantes quanto a de esportes era para mim, e a cada chegada de uma nova publicação para coordenar, era como a chegada de um filho, embora eu não seja mãe ainda, mas é como definimos aqui na Editora. Em janeiro de 2007, recebi outro grande presente, ser a chefe de redação da revista Profashional. Responsabilidade máster, já que a cliente é a mais exigente de todas, a própria Sandra. Ao longo destes 7 anos de vida profashional, vivi muitas emoções, aprendi muita coisa, realizei diversos sonhos, inclusive o de produzir editorial de moda, que era minha paixão W W W. P R O FA S H I O N A L . C O M

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Profile for Profashional Editora

Revista Profashional Ed.101  

A Profashional é a única revista que é referência nacional para o público acadêmico e lojista. No nono ano editorial, conta com a colaboraçã...

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A Profashional é a única revista que é referência nacional para o público acadêmico e lojista. No nono ano editorial, conta com a colaboraçã...