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Associação Brasileira do Aço Inoxidável Agosto/Outubro de 2012

ENTREVISTA

O ANALISTA AUSTRÍACO MARKUS MOLL COMENTA O MERCADO MUNDIAL DO INOX

ARTIGO

KRISTINA OSTERMAN VÊ O AÇO INOXIDÁVEL MAIS PRESENTE NA INDÚSTRIA DO ETANOL

INOX 2012

SEMENTE PARA O MERCADO CRESCER

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entrevista .............................................................. 6

A inteligência mercadológica O analista de mercado austríaco Markus Moll da SMR gera e vende previsões de negócios com aço inoxidável para clientes que queiram conjuntos de recomendações para tomar decisões estratégicas. Ele fala sobre o mercado mundial do inox

sumário

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artigo.......................................................................................................................10 Inox para a indústria do etanol Consultora do Nickel Institute, Kristina Osterman, disseca as aplicações do inox e os tipos utilizados nas usinas de etanol; aços inoxidáveis especiais e ligas de níquel fazem parte da análise da consultora

OS MELHORES CENÁRIOS Num cenário de crescimento expressivo como o dos últimos anos, com o consumo aparente de aço inoxidável atingindo 345 mil toneladas no ano passado, acontece a FEINOX – Feira de Tecnologia de Transformação do Aço Inoxidável, nessa quinta edição. Essa será uma excelente oportunidade para que os profissionais, técnicos e empresários da cadeia do aço inox discutam caminhos para acelerar o crescimento do consumo, com o objetivo de alcançar, a médio prazo, os níveis de países desenvolvidos, reconhecidos como superiores aos do mercado local. As recentes medidas de apoio à indústria nacional adotadas pelo governo brasileiro poderão servir de estímulo à indústria de transformação do aço inoxidável, contribuindo para o crescimento do consumo. Mas serão necessárias medidas adicionais nas áreas de divulgação, promoção, formação e de tecnologia e, nesse sentido, o papel da ABINOX, como associação de fomento será fundamental. Não é por outra razão que a entidade inclui, nesse evento, a discussão de temas importantes, como o futuro do mercado, as ações para estimular o consumo, as oportunidades da política de conteúdo local e como os projetos de infraestrutura dos eventos esportivos podem estimular

a indústria brasileira do inox. Esses e outros temas serão debatidos nos painéis programados para o CONINOX – Congresso Brasileiro do Aço Inox. Os novos avanços, o estudo dos processos de transformação e tecnologia do aço inoxidável serão apresentados no XI Seminário Brasileiro do Aço Inoxidável que, nessa edição, alcançou um número expressivo de contribuições dos meios acadêmico e empresarial. As oportunidades econômicas e tecnológicas abertas ao Brasil ajudam a “entender” a feira como um território fértil para colher novos negócios. A cadeia do aço inoxidável vem fazendo a lição de casa para identificar com clareza onde estão localizadas as oportunidades em setores como o présal e as usinas de biocombustíveis, para dar dois exemplos. Na produção de objetos de consumo, arquitetura e transportes – setores com grande potencial de expansão – a expertise brasileira está fundada nas premissas da leveza e originalidade do design brasileiro. E a ABINOX vai continuar trabalhando para difundir o conceito da qualidade do inox, por meio de pesquisas, estudos, trabalhos técnicos e mercadológicos. Arturo Chao Maceiras, diretor executivo da ABINOX


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14 24 FEINOX, CONINOX e Seminário .................... 14

ABINOX............................................................. 24

Mundo inox Num cenário de crescimento expressivo como o dos últimos anos, com o consumo aparente de aço inoxidável atingindo 345 mil toneladas no ano passado, acontece a FEINOX - Feira de Tecnologia de Transformação do Aço Inoxidável

Cadeia do inox conta com apoio A entidade que representa o setor presta assessoria para que empresas e consumidores percebam o valor do material, a melhor performance com o menor custo e a correta especificação sempre visando o aumento do consumo

guia da feira ................ 22

22 AGO / OUT 2012

Conheça os expositores Universo de empresas inclui produtoras, distribuidoras, prestadoras de serviços, indústrias de máquinas, fabricantes de produtos químicos, de equipamentos, produtores de abrasivos e consumíveis de soldagem

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seção...................................................................... 28 Notícias Inox Inox no celular; a hegemonia do aço inoxidável nos equipamentos da cozinha; AngloAmerican ajuda jornalistas que cobrem mineração

Publicação da Associação Brasileira do Aço Inoxidável – ABINOX Avenida Brigadeiro Faria Lima, 1234 – conjunto 141 – CEP 01451-913 São Paulo-SP – Telefone (11) 3813-0969 – Fax (11) 3813-1064 abinox@abinox.org.br; www.abinox.org.br Conselho Editorial: Celso Barbosa, Francisco Martins, Marco Aurélio Fuoco, Maria Carolina Ferreira e Osmar Donizete José Coordenação: Arturo Chao Maceiras (diretor executivo) Circulação/distribuição: Liliana Becker Edição e redação: Ateliê de Textos – Assessoria de Comunicação Rua Desembargador Euclides de Campos, 20, CEP 05030-050, São Paulo-SP, telefone (11) 3675-0809; atelie@ateliedetextos.com.br; www.ateliedetextos.com.br Diretora de redação e jornalista responsável: Alzira Hisgail (MTb 12326)

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entrevista

Markus Moll atua como diretor e analista de mercado sênior na SMR, Steel and Metals Market Research, desde 1994. A SMR – com sede em Pflach, na Áustria, e escritório em Viena – gera e vende previsões de negócios com aço inoxidável por região, produtos e perfis de produtos até 2030. Essa inteligência mercadológica advém de um extenso esforço da SMR que compila bases de dados atuais e históricas sobre produção, importação e exportação, estoques e demanda por produtos em inox em várias partes do mundo. “Nossos clientes querem conjuntos de recomendações para que possam tomar decisões estratégicas”, explica ele. Markus Moll esteve no Brasil em 2008 para palestrar na Feinox e, em junho deste ano, quando realizou a 6 INOX • AGOSTO/OUTUBRO 2012

Fotos: Osíris Lambert Bernardino

Um farol na tempestade

primeira Conferência Latino Americana do Aço Inoxidável e Suas Ligas, no Rio de Janeiro. Nas entrelinhas de tudo o que ele fala nesta entrevista habita uma discussão que vai até a presidente Dilma, o Mercosul e as políticas de resolução da crise econômica nos países ricos.


Ainda em 2008, o senhor previu que, por volta de 2014, a China abrigaria o primeiro mercado de consumo de aço inox com 11 milhões de toneladas e, para o Brasil, sua expectativa era de um número próximo de 300 mil toneladas. Considerando que o Brasil chegou a 345 mil toneladas no ano passado, como ficam as suas estimativas em relação ao Brasil? Bem, de fato, eu subestimei a dinâmica do mercado chinês e o fato de que a crise global de 2009 não teve efeito sobre o mercado de aço lá. Mas, no final de 2008, a incerteza era maior do que nunca. E, com base nisso, nossa previsão, em especial para o Brasil foi muito boa. Agora, eu estimo que o mercado de produtos longos e planos pode chegar a 407 mil toneladas em 2014. Se o mercado atingiu 345 mil toneladas em 2011, esse nível seria realista para 2014. Mas, tendo em conta as novas medidas protecionistas, é questionável se será atingido. Quais são as diferenças entre 2008 e a situação atual do mercado de aço inox? A dinâmica de longo prazo fundamental para um crescimento de 5% ao ano continua intacta? A crise financeira internacional afetou a indústria de aço inoxidável de formas diferentes, dependendo do mercado. Enquanto a Europa e os Estados Unidos perderam mais de 30% do volume, o mercado chinês não foi abalado. Pelo contrário: 2009 foi um bom ano para a indústria chinesa de aço inoxidável. O Brasil também perdeu cerca de 30% do volume de mercado. Entretanto, essas quedas referem-se ao “consumo aparente” e foi consequência, num certo sentido, resultado de uma massiva redução dos estoques. A demanda real caiu numa faixa de 10 e 15%. Mas qual é a principal diferença entre os dois momentos? A principal diferença é que todos mantém um controle rígido sobre os níveis de estoque. Essa é a lição mais importante aprendida a partir de 2008 e também a diferença fundamental de que um colapso como o de 2009 não será repetido. A taxa de crescimento global está projetada por nós para desacelerar para cerca de 4% ao ano em 2020. O motivo são sinais de saturação, primeiro na China, que não podem ser compensados por qualquer outro país. E pela Índia também não.

“O pré-sal oferece oportunidades para os componentes de aço inoxidável: equipamentos de perfuração, ferramentas de completação, tubing hangers, válvulas de sub-superfície de segurança, colares de perfuração direcional, tubular goods, válvulas e conectores ” Nesse ambiente desfavorável, a própria Petrobras viu alguns planos irem por água abaixo. Minhas previsões de 2008 se confirmaram. Quando você compara os investimentos anunciados pela Petrobras em 2008, para os próximos cinco anos, com o que se materializou em 2012, você percebe que estamos atrasados em relação ao plano. Mas, também, outros projetos mundiais de investimentos em petróleo e gás foram adiados e alguns foram cancelados em silêncio. No entanto, a demanda global por aço inoxidável no setor de petróleo e gás excedeu os níveis pré-crise em 2012. Os brasileiros estão muito otimistas com as oportunidades de negócios que o pré-sal pode gerar no setor petrolífero. O que a indústria do inox pode esperar para os próximos anos? Um crescimento forte? Não temos dúvidas, o pré-sal oferece oportunidades significativas para os componentes de aço inoxidável. Equipamento de perfuração (ferramentas de completação, tubing hangers, válvulas de sub-superfície de segurança, colares de perfuração direcional), OCTG (oil country tubular goods), equipamentos de fundo do mar (válvulas, conectores, BOPs (bottom of pipe), risers e umbilicais, articulações topside bem como equipamentos de plataforma (sistemas de separação e componentes de segurança) são todos feitos de aços inoxidáveis padrão ou especiais (dúplex, 6-Mo etc.) ou mesmo de ligas de níquel. A questão chave é que parte desses componentes será fabricada no Brasil? Os altos preços do aço nacional falam contra isso mas as “regras de conteúdo local” são a favor. AGOSTO/OUTUBRO 2012 • INOX 7


“A substituição de níquel atingiu o pico no rescaldo da explosão dos preços de 2007. Desde então, tem diminuído porque os produtos de “fácil” substituição já foram trocados para materiais com baixo ou sem conteúdo de níquel”

Gráficos abaixo mostram a capacidade ociosa por regiões do planeta em milhões de toneladas, entre 2005 e 2012; os dez mais do mercado em 2011 e a previsão para 2016 (top ten 2011 e top ten 2016); a lucratividade por empresa, por quadrimestre entre 2008 e 2012 (fonte: SMR)

O Brasil e a indústria trabalham para manter a competitividade e aumentar o consumo per capita. O que joga contra isso? O Brasil, é claro, tem um potencial para alcançar taxas de consumo per capita similares às de outros mercados emergentes. Mas, para tanto, será necessário que os produtores brasileiros de aço inoxidável, de produtos e de equipamentos, sejam competitivos em escala global, o que não ocorre neste momento. Restrições à importação de produtos de aço inoxidável, burocracia e um regime tributário desfavorável criam condições para a consolidação de um mercado doméstico confortável e protegido mas impede os fabricantes brasileiros de exportar produtos para fora da região do Mercosul. Todo o mundo culpa o real forte por essa situação mas isso é apenas uma parte da verdadeira história. O governo local tem agido certo no caminho de incrementar o papel do Brasil no cenário global? O Brasil tem uma base industrial muito diversificada. Há fabricantes que produzem uma grande

Unused capacity by region

Top Ten 2011

Quarterly Profitability by Mill, Q1/08 - Q1-12

Top Ten 2016

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variedade de produtos feitos de aço inoxidável, em conformidade com as normas internacionais e muitas dessas empresas são subsidiárias de grupos globais. No entanto, estão vendendo produtos no mercado interno ou em países vizinhos mas não são – pelas razões mencionadas – competitivos no plano global. Na China e na Turquia, mais de 25% dos produtos fabricados a partir de aços inoxidáveis são exportados. No ano passado a SMR detectou uma tendência à saturação na faixa dos produtos de consumo. Que tipo de mudança poderia dar uma chacoalhada nesse mercado? Produtos de consumo nos quais a matéria-prima (como o aço inoxidável) é o principal fator no custo final – tais como parafusos, talheres, panelas e frigideiras – que viajam com facilidade em containers, tendem a serem produzidos em países onde os preços do aço inoxidável e os custos trabalhistas sejam baixos. Marcas famosas costumam terceirizar a produção e, depois, basta colocar o nome e o logotipo sobre o produto. O preço do aço inoxidável no Brasil, comparado com o preço do chinês, é muito alto para tornar os fabricantes desses produtos competitivos contra os concorrentes asiáticos. Esses segmentos de mercado serão transferidos para fora do Brasil, a menos que medidas protecionistas (por exemplo, taxas mais altas de importação de talheres) sejam impostas. Mas onde isso vai acabar?

e em que o componente do preço de venda teve de ser fixado muito antes de o aço ser comprado. Exemplos: equipamento para foodservice como cafeteiras ou baixelas.

Refletindo sobre o mercado do níquel, o senhor ainda acredita que a substituição do material vai continuar, a despeito dos preços atuais? Na sua opinião qual será o break-even point do preço do níquel que evite a substituição? Se continuar o processo de substituição, quais seriam as perspectivas para a série 200? A substituição de níquel atingiu o pico no rescaldo da explosão dos preços de 2007. Desde então, tem diminuído, também porque os produtos de “fácil” substituição já foram trocados para materiais com baixo ou sem conteúdo de níquel. Mas, enquanto a volatilidade do níquel continuar significativa, algumas indústrias ainda vão procurar novos materiais que proporcionem maior estabilidade de preço. Este é o caso de produtos em que parte do custo, o aço inoxidável do componente acabado, é significativo

Quais são as áreas de maior sucesso na aplicação de aço inoxidável? Há muitas áreas de mercado onde o aço inoxidável oferece vantagens sobre materiais alternativos. Alguns exemplos são a arquitetura, em especial no mobiliário urbano. Outras áreas que estão crescendo são os tanques de água, piscinas, o vergalhão e sistemas de fixação de vidro. Na indústria, temos vários equipamentos para processar alimentos, ferramentas de perfuração na indústria de petróleo e gás como colares não magnéticos de brocas de perfuração direcional. No setor de bens de consumo, os produtos ligados ao lifestyle está com o mercado aquecido. Em transportes temos sistemas de exaustão de caminhões (incluindo tanques de uréia ou amônia), vagões ferroviários urbanos e componentes de gestão de combustível como o etanol. AGOSTO/OUTUBRO 2012 • INOX 9


artigo

AÇOS INOXIDÁVEIS PARA A INDÚSTRIA DE ETANOL s aços inoxidáveis são utilizados na indústria de etanol, proporcionando uma longa vida útil às usinas, livre de manutenção. Com novos processos em fase de comercialização, o emprego do inox tende a aumentar. Uma vez especificados e fabricados, os aços inoxidáveis serão os materiais padrão para as gerações vindouras. O aço inox atende a inúmeras aplicações nas usinas de etanol e tem um excelente histórico. Oferece excelente resistência à corrosão, boa resistência mecânica, ductili10 INOX • AGOSTO/OUTUBRO 2012

dade e tenacidade elevadas. Os aços inoxidáveis são de fácil manutenção, possuem uma superfície lisa e higiênica, aparência moderna e atrativa. Sendo 100% reciclável, o aço inoxidável contribui para os objetivos e metas de sustentabilidade da indústria de biocombustíveis, no longo prazo. Um número crescente de empresas de engenharia de processos de biocombustíveis tem especificado o aço inoxidável, para uma parte considerável dos equipamentos de produção. Essas empresas estão


Principais tipos de aço inoxidável utilizados em usinas de etanol Tipo

UNS

EN

Atributos

304

S30400

1.4301

boa resistência à corrosão em meios ácidos e em soda cáustica nível de resistência mínimo, superior ao do tipo “L”

304L

S30403

1.4307

idem ao item acima mas os tipos “L” são utilizados em construções soldadas material pode ser comprado com “dupla certificação”, atendendo os requisitos de ambos 304 e 304L

316

S31600

1.4401 / 1.4436

resistência à corrosão melhorada nas condições de maior acidez, em altas temperaturas na presença de cloretos.

1.4404 / 1.4432

idem ao item acima mas os tipos “L” são utilizados em construções soldadas material pode ser comprado com “dupla certificação”, atendendo os requisitos de 316 e 316L

316L

S31603

conscientes de que os custos de manuseio, construção e fabricação podem ser menores, quando os aços inoxidáveis são utilizados, em substituição ao aço carbono, mais pesado. Há, ainda, uma percepção de que os aços inoxidáveis são materiais “caros” e que deveriam se limitar a aplicações mais corrosivas, no entanto, as múltiplas vantagens dos aços inoxidáveis fazem com que possam ser utilizados de forma rentável. Isso tem sido demonstrado o sucesso do inox em usinas de etanol nas principais regiões produtoras. Os aços inoxidáveis são também utilizados no sistema integrado nas usinas de açúcar e etanol no Brasil. O aço carbono é mais usado nas usinas de açúcar, enquanto as destilarias utilizam o aço inoxidável. O aço carbono em usinas de açúcar sofre desgaste frequente e problemas de corrosão. Muitas usinas têm resolvido esse problema, mudando para os aços inoxidáveis. Nas mesas alimentadoras onde a cana é transportada para ser moída, o aço de carbono sofre erosão e desgaste. Os chute donnelly são muitas vezes feitos de inox tipo 304 (L) ou S20400. O aço inox contendo 12% de crômio (S41003), denominado no Brasil 410D, tem sido utilizado com maior frequência, pois tem melhorado as resistências à erosão e abrasão, se comparado ao aço carbono e com um custo menor, se comparado aos de aços inoxidáveis mais ligados. Para várias outras áreas das usinas de açúcar,

onde a corrosão é mais grave, o tipo 304 (L) deve ser usado. Na América do Sul, os aços inoxidáveis ferríticos S43932 (uma versão modificada do tipo 439) e 444 (S44400) estão disponíveis, em chapas com espessuras finas e são, portanto, muito utilizados. Os aços inoxidáveis 304L, S43932 ou 444 são adequados para a maioria das aplicações nas usinas de açúcar, tais como a do processo de extração de suco da cana (dutos, topo do difusor), do processo de geração de vapor, tratamento do caldo de cana e nos processos de evaporação e moagem. Os tipos 444 e 439 não são recomendados na fase de sulfitação (adição de SO2), onde as colunas são de 316 (L). As colunas de destilação são também feitas dos tipos 304 (L) ou (L) 316. OUTRAS APLICAÇÕES Os numerosos misturadores utilizados nas usinas de etanol são feitos de aço inoxidável tipo 304 (L) mas também do tipo 316 (L) ou liga 20. Espera-se que a utilização do tipo 316 (L) deva aumentar, quando as plantas de etanol celulósico forem construídas, em escala comercial. Centrífugas de decantação são fabricadas com o tipo 316 (L) mas também com o tipo 317L, (S31703) e dúplex 2205. As numerosas bombas de processamento presentes nas plantas de etanol são fabricadas a partir de aço inoxidável fundido tipo 316 (ACI CF8M) ou 316L tipo (CF3M) mas também a partir de ligas fundidas AGOSTO/OUTUBRO 2012 • INOX 11


Aços inoxidáveis especiais e ligas de níquel, utilizados nas usinas de etanol Tipo

UNS

EN

Atributos

316Ti

S31635

1.4571

resistência à corrosão similar ao 316, maior resistência mecânica em temperaturas elevadas

317L

S31703

1.4438

resistência à corrosão superior ao 316L

904L

N08904

1.4539

excelente resistência à corrosão em ácido sulfúrico

Alloy 20

N08020

2.4460

excelente resistência à corrosão em ácido sulfúrico

6% ligas Mo

vários

vários

S31254, N08367 – usados em condições muito ácidas ou alta concentração de cloretos

N30

S20400

---

melhores propriedades de abrasão e desgaste por deslizamento do que o 304

2101

S32101

1.4162

um dos vários tipos lean-duplex com alta resistência, adequado para grandes tanques

2205

S32205

1.4462

liga dúplex, maior resistência e melhor resistência à erosão e corrosão do que as ligas da série 300

2507

S32750

1.4410

uma das várias ligas superdúplex, maior resistência à corrosão do que o 2205

410D

S41003

1.4003

aço inoxidável de baixa liga, resistência ao desgaste melhorada em relação ao aço carbono, utilizado em chute donnelly

439modificado

S43932

1.4510

semelhante ao 304 na resistência à corrosão, muito utilizado no Brasil

444

S44400

1.4521

semelhante ao 316 na resistência à corrosão, muito utilizado no Brasil

Alloy C-276

N10276

2.4819

liga à base de níquel, utilizada em condições de alta corrosividade

dúplex, tais como a ASTM 1B grau 890 (CD4MCuN), 3a (CD6MN) ou 4A (CD-3MN). Usinas de etanol também utilizam válvulas de aço inoxidável, filtros, reguladores, canela, compressores térmicos, ejetores de vapor, telas, outras peças e componentes, tipos 304 (L) e 316 (L). A liga 20 é também usada em ambientes com ácido sulfúrico. Aplicações do aço inoxidável tipo 304 (L) também podem ser encontradas em equipamentos de controle de emissões utilizados por usinas de etanol para controlar os poluentes do ar e emissões de odores. Tanques para etanol de grau alimentício são construídos utilizando aços inoxidáveis, do tipo 304 (L). Alguns dos novos tipos de alta resistência lean-duplex, tais como S32101 são 12 INOX • AGOSTO/OUTUBRO 2012

adequados para tanques grandes que utilizam chapas mais grossas. Mais informações: ABINOX, Associação Brasileira do Aço Inoxidável (www.abinox.org.br), uma associação sem fins lucrativos que congrega os integrantes da cadeia brasileira do aço inoxidável; Nickel Institute (www.nickelinstitute.org), uma associação internacional sem fins lucrativos da indústria, envolvida com o desenvolvimento do uso sustentável e responsável de aço inoxidável e outros materiais que contêm níquel. Kristina Osterman É consultora do Nickel Institute. A autora agradece o apoio do Nickel Institute na preparação desse artigo.


Arturo Maceiras

feinox

VITRINE PARA O MUNDO DO INOX Durante três dias, o universo brasileiro do inox será transferido para o Centro de Exposições Imigrantes. O evento contempla mercado, oportunidades de negócios e pesquisas 14 INOX • AGOSTO/OUTUBRO 2012


Fotos: Divulgação

uando, no dia 23 de outubro, o Centro de Exposições Imigrantes, na zona Sul de São Paulo, abrir as portas para receber a V Feira de Tecnologia de Transformação do Aço Inoxidável (FEINOX 2012) – que ficará por três dias em exposição – o meio técnico profissional e empresarial da cadeia do aço inox terá a oportunidade de conhecer novidades em produtos e tecnologias que as empresas vão exibir. No entanto, tão importante quanto conhecer as inovações e produtos, é “entender” a feira como terreno fértil onde podem ser colhidas oportunidades para novos negócios. “A FEINOX e os eventos que, nessa edição, acontecem simultâneos à exposição, servem como semente para o crescimento do mercado e para a ampliação dos campos de aplicação do material”, argumenta Arturo Chao Maceiras, diretor executivo da Associação Brasileira do Aço Inoxidável (ABINOX), entidade que articula e viabiliza a realização da FEINOX 2012, do Congresso Brasileiro do Aço Inox (V CONINOX) e do XI Seminário Brasileiro do Aço Inoxidável. “Especialistas e integrantes da cadeia irão

Especialistas e integrantes da cadeia irão identificar empecilhos e apontar ações que podem ser implementadas para melhorar o consumo identificar empecilhos e apontar ações que podem ser implementadas para melhorar o consumo”, antecipa Maceiras. É preciso, porém, acuidade e sabedoria para observar abaixo da superfície. “Notar, por exemplo, que é possível integrar a cadeia de suprimentos de óleo e gás, mesmo não fornecendo à Petrobras”, exemplifica o diretor da ABINOX. Em agosto passado, ao anunciar ações da ordem de R$ 3 bilhões do Programa Brasil Maior, para estimular a cadeia de petróleo e gás, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, comparou a importância desse segmento para o Brasil à influência que, no século passado, a corrida espacial teve para a economia americana. AGOSTO/OUTUBRO 2012 • INOX 15


Tramontina

Melita

Agência Petrobras de Notícias / Steferson Faria

CONTEÚDO LOCAL As ações do governo visam melhorar a competitividade da indústria nacional nesse setor. Petrobras, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finep) assinaram acordo de cooperação técnica para fomentar projetos de inovação tecnológica na cadeia nacional de fornecedores de petróleo, gás e naval, atividades consideradas fundamentais pelo governo federal para o desenvolvimento do país. A meta, conforme divulgou o governo, é estimular investimentos privados para ampliar, de forma sustentável, o conteúdo local em projetos da indústria desses setores. O lançamento do edital para selecionar empresas interessadas em participar do acordo, que recebeu o nome de Inova Petro, estava previsto para meados

16 INOX • AGOSTO/OUTUBRO 2012

de setembro. “Uma das condições para obter acesso aos recursos é que os projetos sejam desenvolvidos em território nacional. Não são passíveis de apoio aqueles que prevejam internalização de tecnologias já desenvolvidas pelas matrizes ou controladoras das empresas proponentes no Brasil”, informou por meio de nota o BNDES. O Inova Petro abre, portanto, espaço para a participação da indústria nacional na cadeia de óleo e gás – a palestra que a representante da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Michelle Maximiano Steenhagen irá fazer no CONINOX, tendo como tema “Conteúdo Local: Ferramenta para Desenvolvimento de Política Industrial”, abordará aspectos dessa temática. No entanto, não se deve esperar que a especialista da ANP indique oportunidades específicas para que as indústrias transformadoras de inox possam tornarse fornecedoras no segmento de óleo e gás. DO TUBO À FLANGE O diretor executivo da ABINOX recorre a um exemplo efetivo de como indústrias e fornecedores de serviços podem inserir-se nessa cadeia. Maceiras conta que uma indústria de origem alemã com unidade fabril instalada no interior do Estado do Rio de Janeiro, fornecia tubos de aço inoxidável sem costura para a Petrobras. A matéria-prima utilizada na fabricação era adquirida no exterior, até a empresa acertar uma parceria com um grande fornecedor que ficaria incumbida de desenvolver, no Brasil, o aço inoxidável


Divulgação Geraldo Coelho

com as características técnicas necessárias à produção dos tubos. As uniões desses tubos, continua Maceiras, são realizadas por meio de flanges. Não existia, porém, fornecedor local desse componente até que uma fábrica, na Grande São Paulo, se habilitasse a produzir as peças. No caso, a empresa não é fornecedora di-

Queremos mostrar experiências práticas para comprovar que as indústrias de menor porte podem e devem participar desse processo de produção reta da Petrobras mas toma parte na cadeia de suprimentos. “Com a FEINOX e os eventos concomitantes, queremos mostrar experiências práticas, como essa, para comprovar que as indústrias de menor porte podem e devem se inserir na cadeia de fornecimento de óleo e gás, mesmo sem ser fornecedoras diretas da Petrobras, contribuindo e se beneficiando do aumento de conteúdo local”, afirma Maceiras. Precederá à palestra Conteúdo Local (tema do segundo painel do CONINOX), uma análise do mercado do aço inoxidável no Brasil (no painel Mercado). Quais providências devem ser tomadas e os desafios para elevar o consumo do material no país é o tema central dessa exposição. Na média, o Brasil ainda apresenta consumo de inox inferior ao de países desenvolvidos e de alguns em desenvolvimento mas o mercado nacional de aço inoxidável passou por uma expansão na última década. “O consumo entre os brasileiros cresceu acima da média mundial e a ABINOX teve papel decisivo nes-

QUEM VAI CONSUMIR INOX “O aumento do poder aquisitivo da população demandará mais aço inox, uma vez que esse metal está ligado ao bem estar”. A previsão é do engenheiro Celso Barbosa, diretor da Villares Metals, que aponta como setores que darão sustentação a esse aumento as indústrias de bens de consumo e os produtores de alimentos e bebidas. “Outro movimento previsto é a expansão dos aços inoxidáveis especiais em virtude do grande desenvolvimento dos setores de óleo e gás e de energia, além da modernização tecnológica dos nossos automóveis”, afirma. No que trata do consumo de aço inox em aplicações do cotidiano da população, a expectativa do presidente da ABINOX, Marco Aurélio Fuoco, também é positiva, em especial para alguns segmentos de bens de consumo duráveis que empregam o inox em larga escala: linha branca, indústria automotiva, utilidades domésticas e construção civil. Fuoco aponta ótimas perspectivas de consumo nos setores onde estão sendo realizados importantes investimentos como as áreas de óleo e gás, papel e celulose, bioenergia e bebidas. O presidente da ABINOX observa que o cenário de boas perspectivas é motivo de certa apreensão, porque vem se observando o efeito negativo na cadeia brasileira do inox, em razão do incremento nas importações de equipamentos. “Acreditamos, porém, que o aumento do consumo terá impacto positivo devido aos esforços dos produtores de aço inox e dos demais atores da cadeia no sentido de investir no desenvolvimento de novos produtos e novas soluções, na divulgação e incremento do conhecimento técnico”, argumenta o presidente da Abinox. Nesse aspecto, Fuoco comenta a otimização de custos para ganho de competitividade. “Sem isso, assistiremos a uma avalanche de produtos importados”, pondera.

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se crescimento”, argumenta o diretor da entidade. “Em 2006 estabelecemos metas para a expansão, porém nem todas foram atingidas”, reconhece Maceiras, que pretende aproveitar o CONINOX para identificar com o público participante quais são as áreas onde a associação deverá reforçar a atuação nos próximos anos para estimular esse crescimento. Nesse painel, a ABINOX irá contar com a participação de representantes dos produtores e distribuidores de aço inoxidável, que irão discutir estratégias para viabilizar o aumento do consumo de inox. INOX ALÉM DO VISÍVEL O terceiro painel do CONINOX terá como tema os dois maiores eventos que o país acolherá nos próximos anos: a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. De novo, reforça Maceiras, a participação das indústrias da cadeia transformadora do aço inox nesses eventos poderá ir além do que será possível observar. Nos estádios, além de corrimãos, áreas de cozinhas e fachadas (no Castelão, em Fortaleza, o projeto do escritório Vigliecca especificou o material no revestimento externo do estádio), o inox poderia ser empregado, por exemplo, no sistema de fixação dos assentos nas arquibancadas, especula o diretor da ABINOX. O Rio de Janeiro, cidade sede da próxima Olimpíada, conta com pelo menos uma obra de infraestrutura onde o aço inox está presente. Nas estações do Transoeste – um dos quatro corredores do sistema BRT (Bus Rapid Transit) que integra as obras de mobilidade urbana que preparam a capital fluminense para receber a competição –, o transporte público por ônibus que conecta a Barra da Tijuca a Santa Castro Mello

Aperam

Divulgação

Nas cidades onde serão realizadas as competições, no que se refere às obras onde o aço inox estiver presente, essa “herança” permanecerá por mais tempo

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Pedro Motta Permetal Jormar Bragança

ALAVANCAR O CONSUMO O engenheiro Celso Barbosa, diretor de Tecnologia e Pesquisa & Desenvolvimento da Villares Metals, considera a feira e os eventos agregados uma oportunidade para alavancar o consumo do material no país. “Nada melhor do que uma feira e um fórum para apresentarmos e discutirmos novas soluções e idéias para promover o maior uso do aço inoxidável”, avalia. Barbosa diz que os eventos programados irão permitir uma grande troca de experiência entre os profissionais que atuam no segmento de aço inoxidável. “Para o mercado será uma chance única de entrar em contato com as empresas que oferecem produtos e serviços para o segmento de aço inox”, acrescenta. A análise do diretor de Tecnologia e P&D da Villares Metals coincide, em vários aspectos, com a de Marco Aurelio Fuoco, presidente da ABINOX e consultor de negócios e relações institucionais da Aperam South America. Fuoco chama a atenção para a abrangência do evento. “A apresentação de produtos, serviços e inovações tecnológicas representa uma ocasião importante para as empresas, uma vez que a feira é visitada por um público diversificado, onde se incluem empresários e executivos em busca de novas oportunidades de negócios, pesquisadores e técnicos divulgando o que há de mais recente em desenvolvimento tecnológico”, argumenta. Ele também observa que estudantes de diversas áreas visitam a FEINOX, tanto em busca de aprendizado técnico como para conhecer, de perto, as empresas do setor. “Temos, ainda, com o CONINOX um importante momento, uma vez que empresários e executivos apresentam cenários e propostas de como expandir o consumo do aço inoxidável no Brasil”, lembra. Os temas do congresso foram escolhidos para demonstrar casos que contribuíram para

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Cruz, bairros da zona oeste, o escritório JC&S Arquitetos determinou que parte do mobiliário fosse produzido com o metal. Se ainda existem incertezas sobre o legado que ambos os eventos deixarão às cidades onde serão realizadas as competições, no que se refere às obras onde o aço inox estiver presente, essa “herança” permanecerá por mais tempo – essa é a situação das estações do BRT carioca.

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Fotos: Divulgação

o aumento do consumo aparente do material no Brasil, bem como as aplicações e segmentos avaliados como de grande potencial de crescimento no médio e curto prazos. Para o presidente da ABINOX a feira tem, acima de tudo, o objetivo de gerar novas oportunidades de negócios mas deve ser observado o aspecto de compartilhamento com os atores da cadeia as inovações do setor. “Como nas edições anteriores, a feira receberá um grande público querendo identificar e desenvolver fornecedores de produtos ou serviços que tragam algo de novo e que possam levar ao mercado resultados competitivos à cadeia do aço inox. Estamos certos que haverá, ainda, a presença de muitas empresas que desejam introduzir o aço inox no portfólio de negócios”, antecipa. VERTENTE CIENTÍFICA Além dos aspectos de negócios, a FEINOX 2012 possui uma vertente que abrange as pesquisas com o material, que serão expostas no XI Seminário Brasileiro do Aço Inoxidável. Comentando os trabalhos 20 INOX • AGOSTO/OUTUBRO 2012

enviados para a avaliação, o consultor da ABINOX, Marcelo Castro-Rebello, avalia o nível como de ótima qualidade técnica. “Alguns são dignos de publicação nos mais renomados periódicos internacionais”, afirma. A expectativa de Castro-Rebello era de superar, em quantidade, os 48 trabalhos apresentados em 2008. A maior parte dos artigos enfoca o tema da corrosão, seguidos de soldagem e metalurgia física. “Muitos dos artigos representam trabalhos de pesquisa na fronteira do conhecimento sobre a aplicação dos aços inoxidáveis e são possíveis respostas aos desafios da atualidade como, por exemplo, a exploração e produção de petróleo e gás natural na camada do pré-sal”, argumenta o consultor da ABINOX. A Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal de São Carlos são algumas das escolas às quais estão vinculados os autores dos trabalhos que serão apresentados no seminário. Adilson Melendez


ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas - Na FEINOX, a ABNT oferece informações sobre a importância da normalização técnica e divulga dois sistemas: o ABNTCatálogo, que permite a pesquisa de normas via internet e a ABNTColeção, com acesso unificado ao acervo e gerenciamento das normas, com rapidez e segurança.

ABSOLUTA - Atua no segmento de comércio de máquinas para arames de aço e não ferrosos. Fabricante de equipamentos para torção de cabos e trefilas.

AÇO CEARENSE - Com 30 anos de mercado em todo o cenário nacional, a Aço Cearense é a uma distribuidora independente de aço do Brasil. Distribui, desde 2007, aço inoxidável em bobinas, chapas, barras redondas, chatas e cantoneiras, além de tubos redondos, quadrados e retangulares.

AÇOTUBO - Distribuidora de aços e tubos. Atua em cinco divisões: tubos e aços, conexões, trefilados e peças, aços inoxidáveis e pelo sistemas de ancoragem Incotep. Na FEINOX, apresenta toda linha de aços inoxidáveis, como tubos com ou sem costura, chapas, fitas, bobinas e blanks.

AIR LIQUIDE - Líder mundial em gases para a indústria, saúde e o meio ambiente, está presente em mais de 80 países. Oxigênio, nitrogênio, hidrogênio e gases raros estão no centro das atividades da empresa.

AL-STRIP - A empresa oferece soluções tecnológicas em corte e laminação de aços e metais. Atua com centro de serviços conceituados no segmento, como o corte transversal e o longitudinal, correção de empeno lateral e aplainamento de tiras, laminação, embalagem e aplicação de PVC.

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ANGLOAMERICAN - Uma das maiores companhias de mineração do mundo. Seu portfólio abrange empresas de mineração de metais e minerais, diamante e platina; metais básicos, como cobre e níquel; minério de ferro, carvão metalúrgico e carvão térmico.

APERAM SOUTH AMERICA - Produtora integrada de aços planos inoxidáveis e elétricos da América Latina. Tem capacidade de 2,5 milhões de toneladas de inoxidáveis na Europa e no Brasil e é líder em nichos de alto valor agregado – aços ligados e especiais.

CORDOB - A empresa atua no segmento metalúrgico. Fabrica equipamentos para corte e dobra: guilhotinas, viradeiras excêntricas e hidráulicas, slitter.

D&D - Na FEINOX, lança a marca D&D Company, uma fusão de duas empresas - D&D Manufatureira e D&D Tubos, que são reconhecidas no ramo do aço inoxidável, trefilação de aço inox, tubos trefilados e microtubos capilares.

ELETROINOX - Empresa prestadora de serviços no ramo de tratamento de superfícies de aço inoxidável. Realiza eletropolimento; decapagem e passivação; limpeza química; lixamento e polimento mecânico; inspeção de rugosidade; inspeção de endoscopia e teste LP.

ENERGYARC - Fornece consumíveis, tochas e equipamentos de solda e corte para caldeirarias, fundições e metalúrgicas e matérias-primas minerais para indústria cerâmica, de fluxante para siderurgia, entre outras.

FERBASA - A Companhia de Ferro Liga da Bahia - Ferbasa é a maior fabricante de ferro ligas do Brasil e única produtora integrada de ferro cromo das Américas. Exerce atividades de mineração, reflorestamento e metalurgia.

A CADEIA APRESENTA FEITAL / INOX-TECH - Fundado em 1946, o grupo Feital / Inox-Tech distribui produtos fornecidos pelas principais indústrias nacionais e internacionais. Com essa experiência de mercado, oferece aos clientes atendimento na comercialização de produtos e serviços.

GRIPS - A Grips Editora é responsável pela publicação da revista Siderurgia Brasil, da revista Agrimotor e o Guia de Compras da Siderurgia Brasileira. As revistas mensais são publicadas e distribuídas na cadeia siderúrgica e na cadeia do agronegócio em todo o Brasil.

HIDRAL-MAC Fabricantes de prensas hidráulicas seriadas e especiais. Na FEINOX, apresenta a prensa hidráulica da família C de 40 toneladas, que é indicada para substituição das prensas mecânicas (excêntricas) com grandes vantagens, tais como maior produtividade e vida útil da ferramenta.


MECANOCHEMIE - Fabricante de produtos químicos para tratamento de superfícies metálicas, ligas especiais e aços inoxidáveis. Na FEINOX, mostra uma nova geração de produtos, com menor impacto ao meio ambiente.

METALINOX - Distribuidora de aço inox. Comercializa barras redondas, sextavadas, retangulares, cantoneiras e chatas; tubos redondos, retangulares e quadrados; além de chapas de alta qualidade nas linhas 300 e 400, nos mais diversos formatos.

DO INOX NOVIDADES INOXPLASMA - Fornece e presta serviços em aço inoxidável desde 1992. Atende às indústrias químicas, petroquímicas, petrolíferas, alimentícias, bebidas, farmacêuticas, de tratamento de água e esgoto, celulose, transportadoras, envasadoras, empacotadoras, seladoras, caldeirarias, usinagens e montagens industriais.

NITTO DENKO - A Nitto Denko América Latina, empresa global de origem japonesa e especialista em produtos adesivos, com sede em São Paulo, apresenta sua linha de filmes de proteção para o universo do aço inox.

NOVAMETAL - Produz e comercializa arames e barras de aço inoxidável, de alumínio e de alta liga para solda, estampagem a frio; molas; correntes; esteiras; cestos; grampos; raios para rodas, arruelas, cordoalhas e cabos; esponjas de aço; usinagem e laminação; telas metálicas; aplicações especiais; indústria da construção civil, automotiva e alimentícia.

INSTITUTO AÇO BRASIL - Tem como objetivo congregar e representar as empresas brasileiras produtoras de aço e promover seu desenvolvimento. Realiza estudos; colabora na normalização de produtos; entre outras atividades.

PERSICO PIZZAMIGLIO - Fundada em 1952, a empresa produz tubos de aço com solda longitudinal. Fabrica tubos para atender a diversos setores, tais como sucroalcooleiro, petroquímico e petrolífero, naval, construção civil, automotivo, alimentício, moveleiro, saneamento básico, postes e iluminação pública e de telecomunicações.

MAFRA - A empresa desenvolve máquinas e ferramentas para soldar. Faz solda a topo, ponto, projeção, costura, solda fria e castanhas, solda para cabos, para serra de fita, chapas, tubos e mola.

REVISTA DO AÇO - Uma mídia empresarial segmentada, com o objetivo de informar o setor metal-mecânico, seja o siderúrgico ou metalúrgico, sobre os acontecimentos recentes do mercado, com matérias especiais, artigos técnicos, perfis empresariais, entrevistas, novidades e lançamentos.

SCHMOLZ+BICKENBACH - Maior fabricante e distribuidor de aços especiais do mundo. Está entre os dez maiores produtores do mundo de aços de construção mecânica, ligas especiais e altas-ligas. Fornece soluções em aços e ligas especiais, com um estoque de cerca de 7 mil toneladas de materiais produzidos em usinas próprias.

SELTA - A Selta, que completa 20 anos em 2012, apresenta a divisão industrial da empresa, uma distribuidora de alumínio e aço inox (além de outros metais ferrosos e não ferrosos).

VILLARES METALS - A empresa leva para a FEINOX o portfólio de produtos direcionados para o mercado de óleo e gás, como inoxidáveis dúplex e super dúplex. Fornecem produtos em forma de barras e peças forjadas sob encomenda. Todos os materiais contêm propriedades específicas para atender as exigências do mercado.

VOTORANTIM METAIS - Maior fabricante de níquel eletrolítico da América Latina. Tem capacidade de produção de 25 mil toneladas de níquel eletrolítico e 19 mil toneladas de níquel contido em mate de níquel por ano. Os principais segmentos atendidos pelo produção são o de aço inoxidável, superligas, fundição, galvanoplastia e químicos.

WALTER - Atende às necessidades do setor metalúrgico há quase meio século e é líder mundial no fornecimento de produtos e soluções em abrasivos de alta produtividade para corte, desbaste, limpeza e acabamento; além de ferramentas químicas de alta qualidade para limpar, proteger e lubrificar superfícies metálicas que não agridem o meio ambiente.

WELD-INOX - Uma empresa dedicada à produção e comercialização de consumíveis de soldagem, fornecendo para todo Brasil e exterior. Atende os segmentos de usinagem, caldeiraria, metalúrgico, sucroalcooleiro, siderúrgico, petrolífero e petroquímico.

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Aperam

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abinox

ABINOX: REPRESENTAÇÃO NACIONAL DA CADEIA PRODUTIVA DO AÇO INOXIDÁVEL om o objetivo de promover a divulgação das propriedades, atributos e aplicações do aço inoxidável, o uso correto do material, a capacitação técnica das empresas e dos profissionais e a melhoria na competitividade da cadeia produtiva, foi criado, em 1986, o Núcleo Inox, antiga denominação da ABINOX – Associação Brasileira do Aço Inoxidável. A associação sem fins lucrativos – formada por empresas e profissionais que fazem parte de toda a cadeia produtiva do aço inox – congrega fornecedores de insumos, produtores, reprocessadores, distri24 INOX • AGOSTO/OUTUBRO 2012

buidores, fabricantes e prestadores de serviços em aço inoxidável. Segundo o diretor executivo da ABINOX, Arturo Chao Maceiras, o grau de conhecimento das vantagens e benefícios do aço inoxidável ainda é restrito no Brasil. Por isso, a associação visa incrementar o uso desse material, difundindo o conceito da qualidade do inox, mostrando a relação favorável entre custo e benefício do produto e elaborando pesquisas, estudos e trabalhos técnicos e mercadológicos. A união das empresas que constituem o segmen-


ASSESSORIA ESSENCIAL O diretor executivo da ABINOX acredita que as empresas da cadeia produtiva percebem o trabalho da entidade como essencial para disseminar o conhecimento do aço inoxidável no mercado brasileiro. “Mas uma dificuldade que enfrentamos se refere aos resultados, que só podem ser notados a médio

Divulgação Boeing

to do aço inox promove atividades que auxiliam o mercado na percepção do valor agregado ao aço. São essas empresas que podem diagnosticar problemas e propor soluções. Para isso, a ABINOX realiza cursos, seminários, exposições, workshops e encontros técnicos. Conta com publicações, como a revista Inox – dedicada à divulgação de inovações tecnológicas, movimentos de mercado, técnicas de aplicação e transformação do aço inox –, o site da ABINOX (www.abinox.org.br), o guia Inox, um catálogo de produtos e serviços que ajuda a promover o contato entre as empresas da cadeia produtiva e os consumidores de produtos e serviços em aço inoxidável. A ABINOX é responsável pela divulgação de informações em publicações nacionais e internacionais, além de desenvolver atividades para a propagação do aço inox. Criou e desenvolveu o programa Aplica Inox, em parceria com o SENAI (Serviço Nacional da Indústria), a Aperam e a rede de distribuição, com o objetivo de levar para dentro das empresas transformadoras do aço inoxidável, informações sobre as boas práticas de trabalho, com o objetivo de aumentar sua competividade; projetos para a capacitação de empresas desenvolvidos com o SEBRAE de São Paulo e de Minas Gerais; palestras em universidades e escolas técnicas; o prêmio Inovinox, que tem o intuito de estimular os futuros especificadores a pensar no material como uma das alternativas viáveis para o desenvolvimento de projetos futuros; e participação em comitês de normalização e legislação de produtos com aço inoxidável. “Essas ações são importantes para a ampliação do conhecimento do aço inoxidável e das vantagens que o material pode oferecer para o desenvolvimento de produtos. Além de contribuir para a formação de mão de obra capacitada, para a melhor forma de manuseio e estocagem do produto e para o aumento do consumo do aço inoxidável no mercado brasileiro”, diz Arturo Maceiras.

e longo prazos. Em contrapartida, temos percebido que a associação vem recebendo o reconhecimento como uma fonte confiável de informações a respeito do aço inoxidável.” De acordo com Maceiras, um dos serviços que contribuem de forma significativa para uma percepção de valor por parte das empresas e consumidores é a assessoria prestada pela ABINOX para todos os que procuram a entidade em busca de orientações na especificação do material. “Isso ocorre de diversas formas: por e-mail, telefone, envio de material técnico, pareceres técnicos emitidos pela entidade ou pelos associados. Sempre oferecemos, aos que nos procuram, a solução em aço inoxidável, em terAGOSTO/OUTUBRO 2012 • INOX 25


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Aperam Divulgação

Gerdau Via Itália

mos de melhor performance com o menor custo. Sabemos que uma correta especificação, além de evitar custos futuros, contribui para o reconhecimento do aço inoxidável como o material com melhor custo e benefício para um grande número de aplicações. Esse reconhecimento e a percepção de valor a longo prazo são essenciais para o aumento do consumo do aço inoxidável no mercado”, ressalta o diretor. Maceiras acredita que a comunicação pode desenvolver o consumo do aço inox. “O mercado criou conceitos errados e dogmas que rotulam o produto com falsas afirmações como, por exemplo, o custo do aço inox, considerado mais caro em comparação com outros produtos. Essa análise conduz ao erro, pois não leva em consideração a relação entre custo e benefício do produto.” Mas, na visão da associação, esses mitos, aos poucos, serão derrubados e as qualidades do produto vão aparecer: durabilidade, versatilidade, maleabilidade e conformabilidade, baixo custo de manutenção e facilidade de limpeza. Para Maceiras, o crescimento do consumo do aço inoxidável está ligado ao desenvolvimento da ativi-

dade industrial do país. “Embora, nos últimos anos, a indústria tenha mostrado um desempenho pouco expressivo, entendemos que as perspectivas para o aço inoxidável são favoráveis, pois em importantes setores da economia brasileira, o consumo do material deverá crescer de forma expressiva. Entre esses setores estão as indústrias de petróleo e gás natural, açúcar e etanol, além das obras de infraestrutura para atender a demanda dos eventos esportivos que ocorrerão no Brasil nos próximos anos, como a Copa de 2014 e as Olímpiadas 2016”. A ABINOX conta com 55 empresas associadas. Todas contribuem para a divulgação do material, visando aumentar o consumo. “Em termos de visibilidade junto ao público e aos consumidores, a Tramontina, uma das associadas, tem promovido uma grande exposição do aço inoxidável nos veículos de comunicação de massa, por meio de inserções publicitárias que divulgam os produtos da empresa fabricados com aço inoxidável”. Renata Rosa


A Apple, empresa reconhecida no mundo pela produção de aparelhos eletrônicos que unem design e tecnologia avançados, após ter substituído o aço inox do estojo do telefone celular iPhone 4 e 4s, por alumínio anodizado prata ou ardósia, no iPhone 5, vem recebendo inúmeras reclamações de clientes insatisfeitos com a fragilidade do novo material. O aço inox debutou no templo de design da Apple na primeira versão do tocador de música portátil iPod, em novembro de 2001. O fato foi verificado em uma discussão, com quase 800 comentários, no site comercial MacRumors, criado na Virgínia, Estados Unidos, em 2000 para comentar produtos. Relatos diziam que

a antiga estrutura de inox era mais resistente e imagens do iPhone 5 com arranhões e amassados foram postadas, colocando em dúvida a resistência do novo aparelho. “Eu amo meu iPhone 5 mas tenho visto alguns arranhões, riscos e marcas em toda a faixa ao redor do telefone, o que devemos fazer?”, afirma uma das reclamantes no portal. Logo abaixo veio a resposta do vice-presidente de marketing da Apple, Phil Schiller, “qualquer produto de alumínio pode arranhar com o uso, expondo a cor prata natural. O que é normal”. O iPhone 5 mal entrou no mercado e o caso promete esquentar a cabeça dos designers da empresa mais valiosa do mundo.

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Sem inox, clientes reclamam do iPhone 5

Jair Campos

notícias inox

A hegemonia do inox na cozinha Desde que o inox conquistou espaço nas cozinhas domésticas, há 25 anos, nunca sofreu ameaças. Agora, a indústria de eletrodomésticos americana pretende explorar outros visuais, com cores e materiais. Mas o reinado do inox nas cozinhas segue soberano e não se abala nem um pouco. A americana Whirlpool, maior fabricante mundial de eletrodomésticos, dona da brasileira Brastemp, lançou a linha de refrigeradores Ice Collecction, com a cor branca. A sueca Electrolux, fora dos Estados Unidos, arriscou ao colocar no mercado o refrigerador com acabamento em aço na cor preta. Outras indústrias, como a alemã Miele e as americanas Viking e Wolf, seguem a mesma tendência, do preto, branco e, no caso da General Eletric, até um cinza opaco ou ardósia. Mesmo com esses lançamentos, a maioria dos designers dessas empre28 INOX • AGOSTO/OUTUBRO 2012

sas reconhece que nenhum dos novos acabamentos conseguiu atingir o mesmo nível de sofisticação estética e que boa parte dos consumidores continua

preferindo o acabamento em aço inoxidável, como sinônimo de higiene e modernidade, seja nas Américas ou em boa parte do mundo.


notícias inox AngloAmerican ajuda mídia que cobre mineração

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ferro-níquel – produzido pela AngloAmerican nas minas de Barro Alto e Codemin, em Niquelândia, interior de Goiás, em Loma de Níquel, na Venezuela e vendido em shots – vai como elemento de liga para a produção de aço inoxidável. “Parte dessa produção segue como escória para cimenteiras e substrato de concreto para estradas”, explica Fortes. A Açominas consome um volume considerável do que é produzido e o resto vai para exportação. A AngloAmerican planeja colocar em operação o projeto Minas-Rio que inclui o maior mineroduto do mundo com 525 km de extensão para levar o minério de ferro até o porto de Açu, no Rio de Janeiro. Jair Campos

A AngloAmerican realizou o I Workshop de Mineração para Jornalistas, no final de agosto, no Hotel Mercure Lourdes, em Belo Horizonte, com o objetivo de contribuir para a formação técnica de jornalistas e compartilhar dados e informações sobre o setor de mineração. O evento contou com a presença de 41 jornalistas, de 32 veículos e foi mediado pelo consultor José Mendo Mizael de Souza (foto). Com sede em Londres e origens históricas na África do Sul, a AngloAmerican completa 40 anos de presença no Brasil no ano que vem. Durante o workshop, gestores da mineradora abordaram aspectos técnicos de quatro dos principais ramos de ativida-

de da empresa: minério de ferro, fosfato, nióbio e, um dos principais insumos para a produção de aço inox: o ferro-níquel. Segundo Vicente Fortes, gerente de Processo da unidade de negócios níquel, 62% do


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